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040 - Cálculos Básicos Do Desmonte

A aula aborda os cálculos básicos necessários para o desmonte de rochas com explosivos, enfatizando a importância de controles quantitativos para monitoramento e tomada de decisões. Os tópicos incluem unidades de medição, geometria do bloco de rocha, controle da perfuração, plano de fogo e controle da detonação. A compreensão desses cálculos é fundamental para otimizar a operação e garantir a segurança e eficiência do desmonte.

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040 - Cálculos Básicos Do Desmonte

A aula aborda os cálculos básicos necessários para o desmonte de rochas com explosivos, enfatizando a importância de controles quantitativos para monitoramento e tomada de decisões. Os tópicos incluem unidades de medição, geometria do bloco de rocha, controle da perfuração, plano de fogo e controle da detonação. A compreensão desses cálculos é fundamental para otimizar a operação e garantir a segurança e eficiência do desmonte.

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Desmonte de Rochas com

Explosivos
Aula 40 - Cálculos básicos do desmonte
Por Bruno Pimentel
OBJETIVO
A aula tem o objetivo de
conhecermos os cálculos básicos
necessários para avaliar um desmonte
e monitorar os seus resultados.
DETONAÇÃO
INTRODUÇÃO
INTRODUÇÃO
No que se refere ao desmonte de rochas, existe uma
serie de cálculos simples e controles quantitativos que
devem ser realizados para um monitoramento
adequado de qualquer operação de desmonte.

• Apesar de algumas operações não realizarem


alguns desses controles, é necessário termos em
mente que eles nos auxiliam em decisões do dia a
dia, facilitando decisões e servindo como base para
melhorias e monitoramentos diários.

• Existem softwares que facilitam esses controles,


mas independentes deles precisamos controlar o
básico para o controle diário.
CÁLCULOS
BÁSICOS
CÁLCULOS BÁSICOS
• A realização de alguns controles e cálculos básicos na detonação são fundamentais
para o monitoramento quantitativo da operação, que vai desde o desenho até os
controles dos resultados gerados pelo desmonte.

• Os principais cálculos e controles estão relacionados com:

➢ Unidades básicas de medição


➢ Geometria
➢ Controle da Perfuração
➢ Plano de fogo
➢ Controle da Detonação
➢ Controle dos Resultados
➢ Controle dos Custos
UNIDADES
BÁSICAS DE MEDIÇÃO
As unidades básicas de medição se referem as medidas de longitude e massa.

Longitudes Massa
1 metro = 100 centímetros
1 m = 100 cm 1 tonelada = 1000 quilograma
1 t = 1000 kg
1 centímetro = 10 milímetros
1 cm = 10 mm 1 quilograma = 1000 gramas
1 kg = 1000 g
1 metro = 1000 milímetros
1 m = 1000 mm
GEOMETRIA
Seja no céu aberto ou no subsolo, o primeiro que precisamos saber e controlar é o onde e o que
nós vamos detonar, assim a geometria do “bloco de rocha” a ser detonado é fundamental para
determinação de vários parâmetros do plano de fogo e do controle da detonação.

• Nem sempre teremos uma figura comum, assim que na maioria das vezes podemos precisar de
recursos de topografia e softwares para termos medições mais precisas, mas precisamos saber
os conceitos e fazer estimativas quando esses recursos não estejam disponíveis.
GEOMETRIA
• Quando se trata da geometria do “bloco de rocha” duas medidas são fundamentais para
compreensão das dimensões a serem detonadas: área a ser desmontada e o volume.

➢ A área a ser desmontada tem influência direta na malha da perfuração e em vários parâmetros
do plano de fogo.

Área = Comprimento x Largura

• Quando a área é uma figura conhecida


utilizamos das formulas padrões para calculo,
caso contrario teremos que estimar algumas
medições ou utilizar da ajuda de
equipamentos para realiza-las.
GEOMETRIA
➢ Área de uma bancada ➢ Área de uma seção

Área da bancada = 50 x 20 = 100 m²


GEOMETRIA
➢ O Volume de um corpo uniforme é igual a área vezes a profundidade do corpo de
rocha, assim determina a quantidade de rocha que será desmontada.

• Uma vez a área determinada, o volume


tende a ser fácil de calcular, tendo em
vista que as profundidades teóricas
tendem a ser constantes ao longo da
área, caso contrario, se utiliza a
profundidade média para estimativas.
GEOMETRIA
➢ Volume de uma bancada ➢ Volume de uma seção

Volume da bancada = Área x Profundidade Volume da seção = Área x Profundidade


= 100 m² x 5 m = 500 m³ = 16,06 m² x 4 m = 64,24 m³
GEOMETRIA
• Um exemplo típico da realização de estimativas quanto a geometria a
ser desmontada é o caso dos desmontes secundários de
blocos/matacos.

• Normalmente se estima as três medias principais para determinação


do volume de rocha, que é fundamental para calculo da carga que
deve ser utilizada.

Exemplo:

Comprimento da rocha = 2m
Largura = 1 m
Altura = 1 m

Volume da rocha = 2 x 1 x 1 = 2m³


CONTROLE
DA PERFURAÇÃO
Outro controle que precisamos ter no dia a dia se refere aos elementos quantitativos da
perfuração, pois eles são a base para uma correta distribuição do explosivo dentro da
rocha.
• Alguns elementos podem ser difíceis de controlar no
dia a dia, como a inclinação e a direção, mas
observações pontuais devem ser feitas e se ter um
controle qualitativo visual constante.

• Uma avaliação previa da perfuração permite o ajuste


de parâmetros que vão afetar diretamente o resultado
do desmonte, assim como um melhor conhecimento
para dimensionamento das atividades.
CONTROLE
DA PERFURAÇÃO
Furos Profundidade
1 10,2 • Profundidade do furo = necessidade de comparar com o planejado e fundamental
2 10 para o calculo do volume de rocha desmontada.
3 9,5
4 8,3
5 9,8 • Números de furos = é a quantidade total de furos = 20 furos
6 10,1
7
8
10,5
11,7
• Metros perfurados = é a somatória da profundidade de todos os furos = 194,1m.
9 12,2
10 9,7 • Profundidade media = metros perfurados / numero de furos = 9,7m
11 10,3
12
13
9,9
8,9
• Profundidade máxima = furo de maior profundidade = 12,2m
14 9,2
15 10 • Profundidade mínima = furo de menor profundidade = 4,3m
16 9,6
17
18
10,6
9,3
• Furos obstruídos = furos que foram feitos mais foram perdidos no processo = 0
19 4,3
20 10 • Furos não feitos = furos que eram planejados e não foram executados = 0
Total 194,1
Média
Máxima
9,705
12,2
• Profundidade mínima aceitável = é a menor profundidade que é possível carregar o
Mínima 4,3 furo com segurança e para que ele tenha um desempenho aceitável dentro da malha.
PLANO DE FOGO
Diversos são os elementos do plano de fogo que precisam ser medidos e calculados
para um correto controle, e apesar que muitas vezes existe alguém responsável por
elaborar o mesmo, é necessário conhecermos alguns números para manejarmos
nossas atividades do dia a dia:

• Os principais itens que precisamos conhecer são:

✓ Massa a ser desmontada


✓ Malha
✓ Consumo de explosivo previsto total e por furo
✓ Consumo de acessórios previsto total e por furo
✓ Razão de carga
PLANO DE FOGO
➢ Volume de uma bancada ➢ Uma vez que já calculamos o volume,
para sabermos a massa a ser
desmontada precisamos conhecer a
densidade da rocha:

Exemplo
Densidade = 2,5 t/m³
Massa = Volume x Densidade
Massa = 500 x 2,5 = 1250 toneladas

Volume da bancada = Área x Profundidade


= 50m x 20m x 5m = 500 m³
PLANO DE FOGO
• O conhecimento das dimensões da malha (afastamento e espaçamento) são importantes para
podermos avaliarmos sua precisão durante a execução, assim como calcularmos o volume e
razão de carga de cada furo.
Afastamento = 6m
Espaçamento = 7m
Profundidade/Altura = 15m

o Media = somatório de todas as medições / pelo numero de


medições
o Máxima = maior medição encontrada
o Mínima = menor medição encontrada
o Afastamento da face = se houver irregularidades na face, pode
ser diferente do afastamento principal para compensar o pé mais
pesado, por isso é necessário mais atenção no dimensionamento.
PLANO DE FOGO
• Uma vez que conhecemos a malha podemos determinar o volume e a massa de rocha a ser
desmontada por cada furo.

Afastamento = 6m
Espaçamento = 7m
Profundidade/Altura = 15m
Densidade = 2,5 t/m³

Volume de rocha para um furo = Afastamento x


Espaçamento x Profundidade = 6 x 7 x 15 = 630

Massa de rocha para um furo = Volume do furo x


Densidade = 630 x 2,5 = 1575 toneladas de rocha
desmontada por furo
PLANO DE FOGO
• Outro calculo que precisamos saber é a quantidade de explosivo que teremos em cada furo.

Diâmetro do furo = 10 “ ou 25 cm
Tampão = 5m
Altura da carga = 15 – 5 = 10m
Densidade do Explosivo = 1,15 g/cm³ ou 1150 kg/m³

Volume do furo vazio a ser preenchido com explosivo = área da base x


altura da carga = π.r² x H = 3,14 x (0,125²) x 10 = 0,49

Quantidade de explosivos no furo = densidade x volume de carga =


1150 kg/m³ x 0,49 m³ = 563,50 kg

Quantidade de explosivo em 1 metro de furo = 0,049 x 1150 = 56,35kg

Quantidade de explosivo em 8 metros de carga = 56,35 x 8 = 450,80 kg


PLANO DE FOGO
• É comum em grandes operações que tenham explosivos diferentes (Densidades) e vários
diâmetros de furos fazerem tabelas para facilitar aos blaster a determinação da carga que vai
em cada furo.

Exemplo:
Densidade do Explosivo = 1,1
Quantidade de furos = 200
Total de explosivos na detonação = ???
PLANO DE FOGO
• Quando se refere os acessórios utilizados no desmonte, basta se calcular a
quantidade para cada furo e se multiplicar pelo total de furos.

Exemplo:
Detonação com detonador não elétrico e booster no fundo e amarrada com cordel
Espaçamento = 5m
Furos = 200 Quantidade por Furo Detonação

1 booster 200 boosters


Obs: Para a quantidade de cordel em grandes
detonações se estima multiplicando o numero de 1 detonador não elétrico 200 detonadores
furos pelo espaçamento e se acrescenta um 5 m de cordel 1200 m de cordel
adicional de 20 % para interligar as linhas e demais
conexões, em detonações menores ou com 1 Retardo 200 retardos de acordo
configurações variadas deve-se avaliar cada caso. com plano de amarração
PLANO DE FOGO
• Nos fogos de desenvolvimento do subsolo,
normalmente temos cargas bem diferentes de
acordo a partes da seção, o que precisaremos
fazer é dividir cada área e calcular separadamente,
assim depois podemos fazer a soma do total de
explosivos.

• Como os planos de frente costumam ser padrões,


normalmente se tem determinada quais acessórios
e quantidades são necessárias em cada plano, e
os planos de produção seguem a logica dos fogos
de céu aberto.
PLANO DE FOGO
Outro ponto que precisamos controlar é a Razão de carga, que é quantidade de
explosivos que utilizamos para detonar 1 tonelada de rocha (massa) ou 1 metro cubico
de rocha (volume), podendo ser calculada por furo ou por detonação.
Exemplo:

Volume desmontado por furo = 630 m³


Massa desmontada por furo = 1575 t (densidade 2,5 t/m³)
Carga por furo = 560 kg/furo
Razão de carga por volume do furo = 560 / 630 = 0,89 kg/m³
Razão de carga por massa do furo = 560 / 1575 = 0,35 kg/t ou 350 g/t

Volume total desmontado = 63.000 m³ (100 furos)


Massa total desmontada = 157.500 t (densidade 2,5 t/m³)
Quantidade de explosivo total = 52.000 kg (carga media de 520 kg/furo)
Razão de carga por volume do desmonte = 52.000 / 63.000 = 0,82 kg/m³
Razão de carga por massa do desmonte = 52.000 / 157.500 = 0,33 kg/t ou 330 g/t
PLANO DE FOGO
• A razão de carga de um furo normalmente é diferente da
razão do fogo inteiro, pois podem existir furos com cargas
diferentes e volumes diferentes.

• Essa variação é muito comum em subsolo pelas diversas


variações de cargas dos furos.

• A razão de carga teórica e a real também tendem a ser


diferentes, devido as diversas variáveis que afetam o
consumo final de explosivos.

• A razão de carga é uma medida que ilustras custos,


necessidade de energia pra detonação, etc.
CONTROLE
DA DETONAÇÃO
Durante o carregamento da nossa detonação existe uma serie de fatores que precisam ser
quantificados e controlados, para registro e monitoramento da operação:

• Perfuração: precisamos controlar o numero de furos obstruídos, sem fazer, rasos e etc.,
assim como avaliar a direção e inclinação dos furos quando for o caso.

• Água: a quantidade de furos com agua e a % de agua dentro do furo pode ser um fator
determinante na utilização de alguns explosivos.

• Tampão: um monitoramento do tampão é essencial para controle da segurança,


qualidade dos explosivos gaseificados e eficiência da detonação.

• Malha: um controle da malha, principalmente nas extremidades e face livre são


fundamentais para uma correta distribuição dos explosivos dentro da massa de rocha.
CONTROLE
DA DETONAÇÃO
• Explosivos: alguns explosivos precisam um monitoramento de qualidade, como exemplo
das emulsões bombeadas, que precisasse monitorar a densidade durante o
carregamento, mas de forma geral o controle da quantidade de explosivos é fundamental
para a aderência do plano de fogo, custos e razão de carga da detonação.

o O controle de explosivos pode ser feito pelo controle total de caixas ou quantidade de
explosivos aplicados ou pela somatório das cargas individuais de cada furo.

• Acessórios: o controle de acessórios esta ligado a fatores de segurança, controle de


material para devolução ao paiol e custos, normalmente feito pela diferença entre o que
saiu do paiol e o que estará retornando.

o Uma checagem com a quantidade de furos carregados para detonação é fundamental


para uma garantia de controle adicional.
CONTROLE
DA DETONAÇÃO
• Razão de carga real: é a razão entre a quantidade total de explosivo de uma detonação
pela massa ou volume a ser desmontado, o ideal é que o volume seja aferido por
topografia tendo em vista as diversas variações na geometria das detonações.

o Uma comparação entre a razão de carga real e a planejada pode indicar a qualidade da
precisão da operação, mas não necessariamente é um controle totalmente confiável,
devido a media não indicar a precisão da individualidade.
❖ Exemplo:
Medição 1: 10 + 10 =20
Medição 2: 5 + 15 = 20
Medição 3: 1 + 19 = 20

• O controle quantitativo da operação representa não apenas a qualidade do processo, mas


uma forma simples de avaliar oportunidade de otimização e melhoria das detonações.
CONTROLE
DA DETONAÇÃO
• Voltando para o nosso exemplo do bloco de rocha, podemos além de calcular o volume de
rocha, conhecendo a densidade da rocha, determinar a sua massa e por sua vez avaliar o
quanto de carga explosiva é necessária para sua detonação.
Exemplo:
Densidade = 2,5 g/cm³ (t/m³)
Comprimento da rocha
= 2m
Largura = 1 m
Massa da rocha = volume x densidade
Altura = 1 m = 2 x 2,5 = 5 toneladas ou 5000 kg
Volume da rocha = 2 x 1
x 1 = 2m³

• Assim precisamos apenas pegar a nossa razão de carga padrão e multiplicar pelas toneladas de rocha ou por
seu volume.

➢ Carga = Razão de carga em toneladas x toneladas de rocha = 200 g/t x 5 = 1 kg de explosivo


CONTROLE
DOS RESULTADOS
No que se refere ao controle dos resultados precisamos ter em mente o volume/massa
que foi desmonta assim como o resultado de fragmentação obtido.

• Volume/massa desmontado: o numero real geralmente é medido pela topografia,


mas uma estimativa sempre é feita pelo numero de furos detonados.
Exemplo:
Volume desmontado = Numero de furos x Volume desmontado por furo
Massa desmontada = Volume desmontado x Densidade

Volume por furo = Afastamento médio x Espaçamento médio x profundidade


média = 5,8 x 7,1 x 14,7 = 605m³
Numero de furos = 80 furos
Volume desmontado = 80 x 605 = 48.400 m³
Massa desmontada = 48.400 x 2,5 = 121.000 toneladas
CONTROLE
DOS RESULTADOS
A fragmentação geralmente é medida através de softwares e técnicas de foto analises, mas
sempre fazemos uma avaliação visual qualitativa do resultado. No que se refere ao controle
quantitativo alguns pontos se destacam:
• P80: se refere ao tamanho ao qual 80% do material desmontado é
menor que ele.
• Porcentagem de finos: se refere a % de material que se encontra
abaixo de um tamanho de finos escolhido de acordo com as
caracteristica da operação.
• Tamanho máximo: geralmente é 80% do tamanho máximo aceito
pelos equipamentos de carga ou pelo britador primário, e qualquer
tamanho acima desde é considerado bloco e destinado a
fragmentação secundaria.
• Numero de blocos: numero de fragmentos acima do tamanho máximo
nos quais sera realizada uma fragmentação secundaria, por desmonte
com explosivos ou outro meio disponível (ex: rompedor).
CONTROLE
DOS RESULTADOS
Além do volume desmontado e da fragmentação no subsolo precisamos monitorar com atenção as
sobrequebras, pois o seu volume representa um impacto substancial na operação.

• Sobrequebra (overbreak): é a quebra excessiva além dos limites de desenho do desmonte, e


ela afeta diretamente o tratamento e sustentação da rocha, gera custos extras de remoção do
material, controles de diluição, etc..

Volume de sobrequebra = Volume


desmontado – Volume planejado

• O volume de sobrequebra geralmente é


medido pela topografia, mas é um numero
que deve se acompanhar de perto devido
sua relevância nos resultados dos
desmontes do subsolo.
CONTROLE
DOS CUSTOS
Na maioria das operações o pessoal da linha de frente não tem controle sobre os
custos da operação, mas precisam ter noção de valores e impactos no processo, para
que possam assumir responsabilidades e realizar controles eficazes.

• Além do desperdício de material, que em operações menores pode representar de


10 a 20% dos custos totais, oportunidades de otimização surgem no dia a dia que
precisam ser aproveitadas.

• Um ponto de atenção é que precisamos otimizar os custos extras, pois precisamos


estar atentos ao fato do impacto gerado pelo desmonte nas operações seguintes,
onde uma economia excessiva que prejudique o resultado do desmonte ira afetar
diretamente os resultados e elevará os custos totais da operação.
CONTROLE
DOS CUSTOS
Exemplo de custo de desmonte: • Além dos custos simples dos produtos
R$ 5/kg de explosivo explosivos consumidos na detonação
R$ 25/peça de detonador não elétrico de ligação temos uma serie de custos extras que
R$ 20/peça de booster afetam o desmonte:
Massa de explosivos por furo = 560 kg
Numero de furos = 100 furos
Massa desmontada = 157.500 • Custos de perfuração
• Custos de mão de obra
Custo com booster = 100 x 20 = R$2.000 • Custos de material de apoio
Custo com detonador = 100 x 25 = R$2.500 • Custos de equipamentos de apoio
Custos com Explosivo = 100 x 560 x 5 = R$280.000 • Custos de limpeza e preparação da área
Custo total = 2.000 + 2.500 + 25.000 = R$284.500 • Custos de trabalhos administrativos do
Custo por tonelada = custo total / massa
desmonte
desmontadas = 284.500/ 157.500 = R$ 1,81/t • Custos de estruturas de apoio (ex: paiol,
Custo por volume = custo total / volume escritório, etc)
desmontado = 284.500/ 63.000 = R$ 4,52/m3 • Etc.
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