Pedagogia – EaD 2022/2
Educação Inclusiva
Exercício de Revisão Conceitual
Nome do(a) estudante: Eulinásia Rodrigues Lima Ladeia Turma: 08
EDUCAÇÃO INCLUSIVA: REVISÃO CONCEITUAL
SUJEITOS DA EDUCAÇÃO INCLUSIVA
A educação inclusiva pressupõe a ênfase nos alunos que sofrem discriminação, apresentam
baixa performance educacional, enfrentam a exclusão.
Há um movimento mundial pela educação inclusiva que tem como marcos históricos a
Declaração Mundial dos Direitos Humanos, a Declaração Mundial sobre Educação para Todos e a
Declaração de Salamanca que versam sobre as necessidades básicas de aprendizagem das pessoas
portadoras de deficiências que requerem atenção especial. Tais documentos reforçam a necessidade de
tomar medidas que garantam a igualdade de acesso à Educação aos portadores de todos e qualquer tipo
de deficiência, como parte integrante do sistema educativo.
O conceito de Necessidades Especiais foi cunhado neste bojo de discussões e pretendia
caracterizar os sujeitos da educação inclusiva. Em um longo percurso de discussões foram sendo
modificadas as formas como a deficiência é compreendida e, com isso, foram revistos os termos
utilizados para nomear esses sujeitos. No quadro abaixo identifique as terminologias que devem ser
evitadas e quais são as corretas:
TERMINOLOGIA EM USO/DESUSO JUSTIFICATIVA
Débil mental / Anormal / Desuso Termos que reforçam estigmas
Excepcional negativos e discriminatórios.
Deficiente Desuso Termo que generaliza as
capacidades da pessoa com
deficiência.
Portador de necessidades Desuso Termo pressupõe que as
especiais limitações da deficiência são
manejáveis.
Surdo-Mudo Desuso Termo pressupõe que a surdez
está associada a limitações
vocais, o que não se aplica.
Pessoa com deficiência Em uso Termo adequado, pois indica
que o indivíduo possui algum
tipo de limitação.
Surdo Em uso Termo adequado, pois indica as
pessoas que possuem pouca ou
nenhuma capacidade auditiva.
A ESCOLA ESPECIAL
X
O “ESPECIAL” NA ESCOLA COMUM
A educação das pessoas com deficiência tem sido concebida por meio de diferentes
paradigmas que podem ser caracterizados, do ponto de vista legal e conceitual, como:
Paradigma da exclusão - Rejeição social
Pessoas que apresentavam condições atípicas eram simplesmente abandonadas e afastadas do
convívio da sociedade, ou mesmo exterminadas; Infelizmente, não são atos do passado, ao
contrário, ainda hoje estão presentes em muitas situações que envolvem as pessoas com
deficiências.
Paradigma da segregação – Assistencialismo
Período em que a educação formal era direito de poucos. Isolamento e Institucionalização das
pessoas com deficiência em asilos e manicômios. O modelo social do paradigma da segregação era
o assistencialismo, prática de prestar assistência e de dar auxílio. A assistência recebida era bastante
incipiente, e por vezes precária.
Paradigma da integração - Modelo médico da deficiência
No século XX, deflagra uma nova luta, desta vez para a inserção da pessoa com deficiência na
sociedade e principalmente no sistema regular de ensino. Com uma maior socialização da pessoa com
deficiência, porém com com a concepção de que quem deve mudar é a pessoa (por meio de cuidados
médicos de reabilitação) e não a sociedade a seu redor.
Paradigma da inclusão - Modelo social da deficiência
Entende que o problema não está na pessoa e sim nas barreiras que a sociedade impõem para sua
inclusão. Reforma educacional nos Estados Unidos, influência internacional. Maior flexibilidade
para as escolas, que puderam, a partir de então, romper com as práticas tradicionais e aceitar novos
desafios.
Neste campo da educação das pessoas com deficiência, tradicionalmente, a Educação
Especial tem sido concebida como uma educação destinada apenas ao atendimento de alunos que
apresentam deficiências (mental, visual, auditiva, física-motora e múltiplas), condutas típicas de
síndromes e quadros psicológicos, neurológicos ou psiquiátricos, bem como ao atendimento de alunos
que apresentam altas habilidades/superdotação.
Na década de 1980, dois movimentos mais focalizados na Educação Especial, influenciaram o
debate sobre inclusão escolar nos Estados Unidos e que ganhou o mundo na década de 1990. São eles
a iniciativa da educação regular e o movimento da inclusão total que se bifurcaram em duas principais
correntes:
Proposta de Educação Inclusiva
Propostas Crítica
Seu foco era mais na escola do que na sala de Os adeptos da educação inclusiva consideram
aula. A educação inclusiva pressupunha a que a melhor colocação seria sempre na classe
colocação de todos os estudantes como membros comum, embora admitindo a possibilidade de
de uma classe comum, mas deixava aberta as serviços de suportes, ou mesmo ambientes
oportunidades para estudantes serem ensinados diferenciados, tais como: classes de recursos,
em outros ambientes na escola e na comunidade. classes especiais parciais ou autocontidas,
A retirada da criança da classe comum seria escolas especiais ou residenciais.
possível nos casos em que seus planos
educacionais individualizados previssem que seria
improvável derivar benefícios educacionais da
participação exclusiva da classe comum. Havia a
possibilidade de retirada das crianças mais severas
e encaminhá-las para classes de recursos, classes
especiais parciais ou autocontidas, escolas
especiais ou residenciais.
Proposta da Inclusão Total
Propostas Crítica
Configurava-se de forma mais radical, Advoga a colocação de todos os estudantes,
estabelecendo um tipo de política sem exceção, independentemente do grau e tipo de
requisitando a participação em tempo integral na incapacidade , na classe comum da escola
classe comum apropriada à idade, para todos os próxima à sua residência, e a eliminação total do
estudantes, a despeito de quão extensivas fossem atual modelo de prestação baseado num
suas limitações. Fundamentava-se na ética da contínuo de serviços de apoio de ensino
participação e do desenvolvimento social sem a especial. Surgiu no âmbito dos que defendiam
preocupação com ganhos acadêmicos. os direitos dos indivíduos com graus mais
severos de limitação intelectual, que foi a
clientela para a qual os modelos de integração
escolar foram mais prejudiciais, dado que eles
continuavam vivenciando experiências
segregadoras no processo educacional, e sendo
excluídos das classes comuns e das escolas
regulares.
Tais discussões estimularam o consenso sobre a necessidade de concentrar os esforços para
atender as necessidades educacionais de inúmeros alunos e alunas até então privados do direito de
acesso, ingresso, permanência e sucesso na escola básica. Afirma-se o compromisso com uma nova
abordagem, que tem como horizonte a Inclusão.
Dessa forma, a Educação Especial – agora concebida como o conjunto de conhecimentos,
tecnologias, recursos humanos e materiais didáticos que devem atuar na relação pedagógica para
assegurar resposta educativa de qualidade às necessidades educacionais especiais, continuará
atendendo, com ênfase ao grupo de educandos que apresentam necessidades educacionais especiais
, em todos os níveis, etapas, e modalidades da educação.
SISTEMA EDUCACIONAL INCLUSIVO
A forma de compreender a Educação Especial, propagada pelos movimentos que defendem a
inclusão escolar, foi nomeada como Atendimento Educacional Especializado. O Atendimento
Educacional Especializado é regulamentado pelas leis que esclarecem que : O direito ao Atendimento
Educacional Especializado previsto nos artigos 58, 59 e 60 da LDBEN (Lei nº 9394/96) e também na
Constituição Federal, não substitui o direito à educação (escolarização) oferecida em turmas de escolas
comuns da rede regular de ensino.
O AEE é um serviço da educação especial que identifica, elabora, e organiza recursos
pedagógicos e de acessibilidade, que eliminam as barreiras para a plena participação dos alunos,
considerando suas necessidades específicas. O ensino oferecido no atendimento educacional
especializado é necessariamente diferente do ensino escolar e não pode caracterizar-se como um espaço
de reforço escolar ou complementação das atividades escolares. Ele é um processo de ensino
aprendizagem individualmente ou em pequenos grupos dos estudantes.
O Atendimento Educacional Especializado, destinado a alunos com deficiência, também
chamado de Educação Especial, é uma forma válida de tratamento diferenciado, desde que:
Considerando que todos são diferentes e apresentam necessidades próprias, algumas mais proeminentes
que outras, a inclusão deve acontecer em todas as escolas.
REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS:
CARVALHO, Rosita Edler. Temas em Educação Especial. Rio de Janeiro: WVA, 1997
DAMIANI, Karla; LOPES, Letícia; RODRIGUES Sonia Maria. Educação Inclusiva: experiências de
estruturação de salas de recursos multifuncionais em Minas Gerais. Fundação Vale: Belo Horizonte,
2019, p. 15-42.
MENDES, Enicéia Gonçalves. A radicalização do debate sobre inclusão escolar no Brasil. Rev. Bras.
Educ. [online]. 2006, vol.11, n.33, pp.387-405.
Vídeo - A radicalização do debate sobre inclusão escolar no Brasil. Link
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