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Vigilância em Saúde

Bucal
Saúde Coletiva
Soraia Carvalho
Nov/2018
Objetivo

 Identificar mecanismos em saúde coletiva para controle da Cárie


Vigilância em Saúde

 Modelo de atenção que enfatiza o uso da epidemiologia e das ciências sociais em saúde
na análise da situação de saúde da população planejamento e programação local e na
organização de operações dirigidas ao enfrentamento de problemas específicos, em
territórios delimitados, com ênfase nas ações intersetoriais e setoriais de promoção da
saúde, prevenção de riscos e agravos, e reorganização da assistência médico -
ambulatorial e hospitalar.
 A Vigilância em saúde começa na Atenção Básica- Atendimentos individuais e coletivos
individuais e coletivos que são resolvidos nas Unidades básicas de saúde ( ESF).
Composição

 Vigilância Ambiental
 Vigilância epidemiológica
 Vigilância Sanitária
Vigilância Ambiental em Saúde Bucal

 Vigilância de resíduos tóxicos (ex. mercúrio), atuando desde a orientação


profissional até os cuidados com encaminhamento para a reciclagem,
manipulação, segregação, armazenamento, estocagem, transporte e
destinação final. ( Plano de Resíduos)
Vigilância Epidemiológica

 Conjunto de atividades que proporcionam a informação indispensável para


conhecer, detectar ou prever qualquer mudança que possa ocorrer nos fatores
condicionantes do processo saúde-doença, com a finalidade de recomendar as
medidas indicadas que levem à prevenção e ao controle das doenças, dando
subsídios ao planejamento e avaliação em saúde.
 COMO VIGIAR A SAÚDE BUCAL????
Vigilância Epidemiológica
Funções
 Coleta de dados.
 •Processamento dos dados coletados.
 •Análise e interpretação dos dados processados.
 •Promoção das medidas de controle apropriadas.
 •Avaliação da eficácia das medidas adotadas.
 •Divulgação de informações pertinentes.
Vigilância Epidemiológica em Saúde
Bucal
 Monitoramento da cárie dentária e doença periodontal.
 •Levantamentos Epidemiológicos periódicos.
 •Parâmetros da OMS – comparações .
 •Periodocidade:
 •Nacional/estadual/municipal:10 em 10 anos.
 •Bairros e distritos em maior frequência. (Aerts et al . 2004)
Vigilância Sanitária

 Vigilância Sanitária é um conjunto de ações capaz de eliminar, diminuir ou


prevenir riscos à saúde e de intervir nos problemas sanitários decorrentes do
meio ambiente, da produção e circulação de bens e da prestação de serviços
de interesse da saúde, com o poder de interferir em toda a cadeia do
processo saúde- doença. (Lei 8.080/90)
Vigilância Sanitária relacionada à saúde
bucal e serviços odontológicos :

 Fluoretação da água para consumo humano.


 Produção e comercialização de insumos de uso odontológico
e os relacionados à saúde bucal (produtos para higiene).
 Prestação de serviços:
 Consultórios odontológicos: orientar e fiscalizar ações que possam trazer
riscos nocivos aos usuários e aos trabalhadores da equipe de saúde bucal.
 Projeto arquitetônico aprovado para abrir o consultório.
Equipamentos de Proteção Individual

 Protetor ocular, protetor auricular, avental, luva de procedimento, luva


grossa, calçado fechado, gorro e máscara.
Acidentes de trabalho

 CATEGORIA PROFISSIONAL % ACIDENTES


 AUX. DE ENFERMAGEM 43,1
 AUX. DE IMPEZA 12,2
 ESTUDANTES 11,6
 DENTISTA 5,5
 MÉDICO 5,3
 ENFERMEIRO 4,5
 TÉCNICO DE ENFERMAGEM 4,5
 PROFISSIONAIS DE LABORATÓRIO 2,7

Fonte : BOLETIM EPIDEMIOLÓGICO - CRT-AIDS - 2005


Monitoramento dos riscos
físicos / químicos / biológicos
 Riscos Físicos ( Ruidos, vibrações dos motores de alta e baixa, temperaturas
extremas, iluminação deficiente)
 Radiações Ionizantes ( Aparelhos de Raios X)
 Riscos Químicos (Mercúrio, desinfetantes químicos, e gases))
 Riscos biológicos ( contato com secreções, falta do uso EPI)
 Riscos ergonômicos, ( postura incorreta, ausência de profissional técnico,
ritmo excessivo, falta de pausas entre procedimentos)
Acidentes com material biológico

 Agentes infecciosos:
 1. HIV
 2. Hepatite B
 3. Hepatite C
Vacinas
 Hepatite B: é administrada em três doses. Via intramuscular, músculo
deltoide, com intervalo de 0, 1 e seis meses. É indicado fazer o Anti-HBs
entre o 7º e 13º mês, para documentar a viragem sorológica. Atualmente,
sabe-se que não há mais necessidade de ratificar a imunidade para a Hepatite
B. Assim, uma vez imunizado e testado com o Anti-HBS, sempre imunizado.
 Gripe (Influenza): é administrada em dose única e anualmente. Via
intramuscular. É especialmente recomendada aos profissionais de saúde que
têm contato com pacientes com doenças cardiorrespiratórias,
imunodeprimidos, ou os que vivem em asilos, etc.
No caso da equipe odontológica, a vacina é altamente recomendada.
 Tétano e Difteria (dT adulto ou toxoide tetânico): é administrada em três
doses. Via intramuscular. Sendo a segunda dose realizada de quatro a oito
semanas após a primeira, e a terceira dose de seis a 12 meses após a
segunda. O reforço deve ser feito em dose única a cada 10 anos. Vacinar
gestantes a partir do segundo trimestre.
Vacinas
 Tuberculose (BCG): apesar de não existir estudos que comprovem sua
eficiência na fase adulta, alguns autores ainda indicam a BCG (Bacille
Calmette-Guérin) para prevenção da turberculose em profissionais de saúde.
 Tríplice bacteriana para adultos (DTP – Coqueluche, Tétano e
Difteria): diante de surtos de coqueluche recentemente descritos, cujo
reservatório identificado foi o profissional de saúde, recomenda-se a
vacinação, especialmente para os profissionais que lidam com recém-
nascidos, imunodeprimidos, etc. É administrada via intramuscular, em dose
única, com três reforço, já que faz parte do calendário básico de vacinação
da criança.
 Hepatite A: é administrada em duas doses, com intervalo de 0 e seis meses.
Via intramuscular. Deve ser considerada para profissionais de saúde que
manipulam alimentos, profissionais que trabalham em unidades neonatais,
creches e pacientes institucionalizados. Indicada na profilaxia pós-exposição.
Recomendações

 A portaria do MTE – Norma Regulamentadora 32 – Segurança e Saúde no


Trabalho em serviços de Saúde, no seu item 32.2.4.17 – Vacinação dos
Trabalhadores, preconiza o seguinte: Para todo trabalhador dos serviços de
saúde deve ser fornecido, gratuitamente, programa de imunização ativa
contra tétano, difteria, hepatite B e os estabelecidos no PCMSO (Programa de
Controle Médico em Saúde Ocupacional).
– Item 32.2.4.17.6 a vacinação deve ser registrada no prontuário clínico
individual do trabalhador e mantê-lo disponível à inspeção do trabalho.
Diagnóstico

 Métodos epidemiológicos – definir estratégias


 Diagnóstico situacional- Analisar a população e definir estratégias por grupos
prioritários
 Definir Planos de Intervenção
Grupos prioritários

 Gestantes
 Crianças de 0 a 5 anos
 Crianças de 6 a 14 anos
 Adolescentes 14 a 18 anos
 Adultos
 Idosos.
Análise de Dados
Fluoretação da água de Abastecimento

 A fluoretação de águas de abastecimento é a principal medida de saúde bucal


coletiva ( análise de custo benefícios)
 Curitiba foi a primeira capital brasileira a receber o benefício, em outubro de
1958.
 Primeira cidade- Baixo Guandu.
 Necessidade de fiscalizar a quantidade de flúor na água.(padrões considerados
ótimos (0,6-0,8 ppmF).
 Flúor de outras formas para pacientes onde a água não é fluoretada ( verniz,
bochecho, ATF, ionômeros de vidro com flúor)
Classificação de Riscos

 Diminuir demanda reprimida


 Priorizar grupos para atenção à saúde
 Definir melhor estratégia para cada grupo: flúor, selante, remoção de cáries,
ART, aplicação de flúor ( tópico, bochechos, ionômeros)
 Definir Planos de tratamentos de acordo com prioridades ( dor, gengivites,
restos radiculares, restaurações)- prioridade pode ser diferente de paciente
pra paciente
 Caso 1: Paciente 44 anos, diabético, hipertenso,
PA descompensada. Apresenta sangramento
gengival e tártaro de 31 a 41, dor na região de 44
a 46 com restos radiculares. Qual a sua conduta?
 CASO 2. Criança 5 anos. Apresenta cárie em todos
os molares. Dor no 74.Quais condutas
Necessárias para melhoria do quadro?
 CASO 3. Criança 12 anos com CPO-D igual a 12/
28. Apresenta sangramento espontâneo. Pais com
baixa escolaridade e renda de 1 salário mínimo
familiar.
 CASO 4. Paciente 55 anos apresenta edentulismo total
superior e tártaro nos dentes inferiores, baixa
escolaridade e renda de 2 salários mínimos. Quais
condutas serão necessárias para melhoria da saúde
bucal deste paciente
 CASO 5. Paciente R .J.M 35 anos , com DRC e na anamnese
relatou ser diabético compensado, insulino-dependente e
realiza hemodiálise 3 vezes por semana. Apresenta dor na
região inferior direita com edema na região vestibular dos
dentes 45, 46 e 47.
 O Exame clínico revelou o seguinte:
 -Dente 46 com coroa totalmente destruída.
 -Dente 47 coroa parcialmente destruída comunicação
com a câmara pulpar e sangramento visível.
 Quais condutas recomendáveis?
 Caso 6. Paciente 13 anos com dentes íntegros.
Apenas placa bacteriana.
 Qual a conduta?
 CASO 7- Paciente gestante. 6 meses de gravidez.
Gengivite. Cárie no 36. Conduta?