GONARTROSE

Elisabeth A. Brayn

processo degenerativo.GONARTROSE 1. com picos inflamatórios . raça negra . além de mudanças no osso subcondral (American College of Rheumatology) .mulheres obesas.Epidemiologia .Conceito Grupo homogêneo de condições que levam a sinais e sintomas articulares.52% da população adulta sinais radiológicos da doença (20% alterações consideradas graves ou moderadas) .primária: relacionada ao envelhecimento ou idiopática .acomete s 85% da população até 64 anos e 100% após 85 anos . associados com defeitos de integridade da cartilagem articular.secundária: relacionada a fatores predisponentes 2.

fatores genéticos osteófitos .obesidade .lassidão ligamentar .dano anterior ao joelho ou microtraumas de repetição .sobrecarga prolongada na articulação .GONARTROSE 3.defeitos na estrutura do osso subcondral .fatores hormonais .Etiologia .falha na síntese de matriz extracelular de qualidade pelos condrócitos q [ ] proteoglicanas .

deformidade.Patofisiologia .perda da cartilagem modificações secundárias em ligamentos. cápsula e músculos (fraqueza por desuso) rigidez e enfraquecimento mudanças na distribuição de cargas alterações do osso subcondral (esclerose e tentativa de remodelação .redução do espaço articular .osteófitos) encurtamento de membro.GONARTROSE 3. instabilidade .

fase avançada: contínua.crepitação .dor localizada.GONARTROSE 3.obstrução do fluxo venoso .rigidez articular: matinal ou após repouso (até 30 min) + bloqueio articular (corpos livres) .deformidade e instabilidade .atrofia ou hipotonia do quadríceps . insidiosa: fase inicial: piora com atividade (especialmente levantar da posição sentada) e melhora com repouso.edema leve a moderado .espasmos musculares de proteção .q ADM (ativa e passiva) . podendo afetar a qualidade do sono .sinovite reacional + o temperatura local .Quadro Clínico .

Diagnóstico . artrite reumatoide. anorexia. esclerose do osso subcondral.clínico (sinais e sintomas) .GONARTROSE 4. febre Patalogia bursite/tendinite/periostite artrite reumatoide agentes infecciosos ou artrite gotosa polimialgia reumática. fadiga.RX (doença avançada) osteófitos marginais. deformidades do alinhamento articular Diagnóstico Diferencial: Sinais/Sintomas dor periarticular não reproduzida por movimentação passiva/palpação direta rigidez matinal prolongada sinais inflamatórios intensos perda de peso. LES . q espaço articular.

GONARTROSE 5.2.Tratamento farmacológico: analgésicos + AINH + corticoides 5.artroscopia (limpeza articular) .artroplastia parcial ou total (substituição articular) .Tratamento cirúrgico: .1.osteotomia (correção do alinhamento articular) .Tratamento Objetivos: melhora dor + função + AVDs + QV 5.

manutenção/aumento da força muscular aumento da estabilidade articular .Tratamento não-farmacológico FT 5.orientação/educação de familiares/cuidadores (sobre a condição e prevenção de riscos) .Objetivos .proteção articular .aumento da propriocepção .3.GONARTROSE 5.redução/alívio da dor e rigidez .3.correção de alterações posturais (educação postural e funcional) .1.

turbilhão. MO. dor) . melhora o metabolismo do tecido sinovial * calor (fase não inflamatória) . compressas) . calor profundo (US.3. superficial (IV.2. edema.Condutas: a) gerais . OC) * crioterapia (crise inflamatória. interferencial. diadinâmicas) * laser (infravermelho) efeitos analgésicos e antiinflamatórios.GONARTROSE 5.eletrotermoterapia: * correntes analgésicas (TENS.

isquiotibiais e tríceps sural * exercícios de propriocepção * condicionamento aeróbico .2.cinesioterapia: * fortalecimento de quadríceps: isométricos isotônicos (conforme q sinais inflamatórios) * fortalecimento geral da musculatura do MI * alongamento de quadríceps.hidroterapia . mobilização articular graus I e II) .3.GONARTROSE 5.) .terapia manual (massoterapia.Condutas: a) gerais (cont.

médico) .2.orientação importância das medidas de proteção articular + controle de peso + prática de atividade física/repouso controlados + uso de órteses para q descarga de peso (bengala contralateral se 1 lado afetado ou 2 muletas/andador se bilateral) b) reabilitação no p. .GONARTROSE 5.progressão para recuperação de ADM e força da musculatura.Condutas: a) gerais (cont.indicação de dispositivo de auxílio à marcha .) .descarga de peso controlada (4-6 semanas.o. conf.exercícios isométricos de quadríceps .controle de dor e edema . treino de marcha e retorno às AVDs .exercícios metabólicos e posicionamento .3.

May 2010. Pp. Moving to maintain function in knee osteoarthritis: evidence from the osteoarthritis initiative. 91. In Archives of Physical Medicine and Rehabilitation. flexibilidade e força. sentar e ficar de pé são meios práticos de mensurar a função necessária para manter independência nas atividades diárias. et al. Escolha levou em conta que a habilidade de andar. sem nenhum programa específico de exercícios e depois foram retestados.D. Vol. 714-721 Estudo: 2274 sujeitos entre 45 e 79 anos. Estes testes são considerados boas medidas da função física de portadores de gonartrose. No. . 5. 60% bilateral Testes: caminhada cronometrada (20 m) e levantar-sentar (5 vezes). portadores de gonartrose (RX com q espaço articular e osteófitos). D. porque envolvem ativamente os joelhos e exigem equilíbrio. coordenação. Participantes permaneceram por 1 ano com suas atividades normais.GONARTROSE EVIDÊNCIAS DUNLOP.

O melhor conselho que os profissionais de saúde podem dar aos adultos idosos com gonartrose é permanecerem em movimento. Os melhores níveis de atividade física corresponderam a melhor função do joelho e menor dor e rigidez. Os piores desempenhos foram de mulheres mais velhas (65 anos e mais) e pacientes com sobrepeso. independentemente do tipo de atividade. O estudo também mostrou que a severidade da gonartrose não se relaciona necessariamente com os resultados: uma gonartrose severa pode corresponder a boa função e vice-versa. como forma de retardar o declínio físico e melhorar a função. Baixos níveis de atividade física podem colocar em risco a capacidade dos idosos de manterem seu desempenho funcional. .GONARTROSE Resultados: todos os participantes que aumentaram seus níveis de atividade física apresentaram melhor desempenho no reteste.

Disponível em: <http://www. J. et al.org/article/S00039993(10)00083-3/abstract>. eORTHOPOD.br/portal/pesquisa/arquivos/saude_2007_2sem.com.archives-pmr. 32-36.GONARTROSE Referências REBELATTO. jul/dez 2007. p. Moving to maintain function in knee osteoarthritis: evidence from the osteoarthritis initiative. v. et al.G.C. DUNLOP. Cinesioterapia como tratamento para osteoartrite no joelho. Vol. 714-721. Barueri:Manole. MORELLI. D. A Patient s Guide to Osteoarthritis of the Knee. . S. Pp.br/2007/05/08/>. F. 5. 1-74.D.F. In Archives of Physical Medicine and Rehabilitation.com. May 2010.pdf#page=30>. Acesso em: 13 mar 2011. Acesso em: 07 mar 2011.fai. Disponível em: <http://www.eorthopod. 4. ed. PEROSSI. 91.com/content/osteoarthritis-knee>. 2007. No.. 2. J. Fisioterapia geriátrica. n. Acesso em: 07 mar 2011. Osteoartrose de joelho gonartrose. Disponível em: <http://www. Omnia Saúde.medicinageriatrica. 2. Rev.R. Disponível em: <http://www.. Acesso em: 07 mar 2011 SANCHEZ.S.

.

GONARTROSE Nascer é uma possibilidade. viver é um risco. envelhecer é um privilégio Obrigada ! .

Sign up to vote on this title
UsefulNot useful