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OBESIDADE
Disciplina: PATOLOGIA E DIETOTERAPIA II 1
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PESO CORPORAL
- Composto por:
ossos;músculos;fluidos;tecido adiposo
- Gordura corporal adequada
Mulheres: 20 a 27% do peso corpóreo
Homens: 12 a 15% do peso corpóreo
- Influência
hábitos alimentares
crescimento
estado reprodutivo
depósitos de gordura
envelhecimento
exercícios
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CLASSIFICAÇÃO – IMC
CLASSIFICAÇÃO IMC (kg/m2)
BAIXO PESO < 18,5
PESO NORMAL 18,5 – 24,9
PRÉ-OBESO 25 – 29,9
OBESO I 30 – 34,9
OBESO II 35 – 39,9
OBESO III ≥ 40
FONTE: ABESO
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Distribuição do Tecido Adiposo
O tecido adiposo se acumula predominantemente na região abdominal, há
um predomínio da gordura visceral e diz-se que a pessoa apresenta
obesidade do tipo andróide ou tipo "maçã". Se a tendência é acumular
gordura na região dos quadris e coxas, a obesidade é classificada como
ginóide ou tipo "pera".
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Balanço Energético
Entende-se por ganho de peso, o acumulo de gordura corpórea, ou seja,
quando uma pessoa ingere uma quantidade maior de calorias do que a que ela
vai gastar em sua atividade física diária, dando origem a um equilíbrio
energético positivo.
Fases do Ganho de Peso
Etapa ideal: quando a ingestão de energia equivale ao gasto, mantendo o peso
inalterado.
Fase dinâmica: a ingestão de energia é maior que o gasto, levando ao aumento
do peso, em um processo que pode durar anos, se a pessoa continuamente
tenta perder peso.
Obesidade estática: ocorre quando a ingestão de energia e o seu gasto se
igualam, mas num nível mais alto do que antes. Ao tentar perder o excesso de
peso, a pessoa depara-se com um problema que antes não havia, que é a
diminuição do índice metabólico (isto é, do gasto de energia do corpo), visto
que o organismo tenta manter seu novo peso.
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Tipos de Obesidade
Obesidade nutricional – pessoas que se alimentam
excessivamente, com alimentos extremamente calóricos, quer em
qualidade ou quantidade, e não depende apenas do auto controle,
têm uma dita rica em gorduras e falta de alimentos leguminosos;
Obesidade comportamental –pessoas sedentárias com tendência
para engordar, apesar de comerem pouco e não fazem qualquer
tipo de exercício para combater a obesidade, ou seja existe um
gasto calórico ineficiente. Têm hábitos inadequados na maneira de
se alimentarem;
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Obesidade psicológica – pessoas que estão a passar por situações
de ansiedade, depressão, solidão, stress, rejeição, conflito
emocional, entre muitas outras, que comem demais, de maneira a
compensar as dificuldades, perdendo o controlo alimentar, pois a
pessoa não se percebe o que vai ingerindo.
Obesidade genética – este tipo de obesidade atingem cerca de 2 a
4% da população, as pessoas que apresentam distúrbios
alimentares no seu metabolismo, desde criança, devido à carga
genética herdada dos pais.
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Existem também:
Obesidade duradoura – pessoas que já são obesas desde
criança;
Obesidade da gestação – Acontece na gravidez e depois
no pós-parto;
Obesidade por suspensão do desporto – acontece
normalmente em pessoas que faziam desporto que
deixaram de praticar ingerindo as mesmas calorias;
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Obesidade da puberdade – normalmente aparece nas
mulheres durante a puberdade;
Obesidade originada por drogas – acontece quando as
pessoas ingerem medicamentos como o estrogêneo,
corticoides ou anti-depressivos que induzem o aumento
do peso;
Obesidade quando se para de fumar – acontece quando
as pessoas deixam de fumar, uma vez que a nicotina
tende a diminuir o apetite.
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ÁREAS DO CONTROLE DO COMPORTAMENTO
ALIMENTAR
Centro da fome – hipotálamo ventro
lateral – estimula a ingestão alimentar
Centro da saciedade – hipotálamo
ventro medial – envia processos
inibitórios
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ALIMENTOS E SENSAÇÃO DE SACIEDADE
Consistência líquidos evacuação
gástrica + rápida < Sensação de Saciedade
( S.S.)
Volume grandes volumes > secreção de
suco gástrico > distensão gástrica <
evacuação > S. S.
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EXCITAÇÃO GÁSTRICA
Alimentos que aumentam a secreção, com
precedência de volume e consistência,
aumentam o conteúdo gástrico, diminui a
evacuação e aumenta a sensação de
saciedade
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CARACTERÍSTICAS GERAIS
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- aumento do volume, nº e depósitos de gordura nas células
adiposas
- obeso jovem = predomínio do aumento do nº de células
adiposas
- obeso adulto = aumento do volume das células adiposas,
sobrecarregadas de gordura
Obesidade – aumento de massa de gordura corpórea, devido a um
balanço nitrogenado positivo ou ainda, como consequência do uso
crônico de alimentos sem objetivo nutricional. O consumo
exagerado, principalmente de G e L, sem correspondente gasto
energético, pode determinar o desenvolvimento da obesidade, na
dependência da predisposição genética de cada pessoa.
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A obesidade pode ser classificada fisiologicamente em hiperplásica e
hipertrófica. A obesidade hiperplásica é definida por um número
acentuado de células adiposas no organismo. Normalmente
indivíduos não obesos apresentam entre 25 e 30 bilhões de células
adiposas, enquanto obesos hiperplásicos podem ter entre 42 e 106
bilhões dessas células. A obesidade hipertrófica está relacionada ao
aumento no tamanho das células adiposas existentes. O tamanho das
células adiposas de obesos hipertróficos podem alcançar em média,
dimensões 40% maiores, se comparando com não obesos. A
obesidade hiperplásica se manifesta principalmente nos primeiros
anos de vida, na adolescência e em períodos de gravidez (último
trimestre da gravidez) tornando-se estes susceptíveis ao
desenvolvimento de obesidade. E quanto à obesidade hipertrófica
pode se manifestar ao longo de qualquer fase da vida adulta.
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Existem dois tipos de tecido adiposo em mamíferos: o marrom e branco.
O tecido adiposo marrom é um importante produtor de calor no
organismo, participando ativamente da regulação da temperatura
corpórea. O tecido adiposo branco apresenta funções mais abrangentes,
entre elas o estoque energético do organismo na forma de
triglicerídeos, os quais possuem capacidade energética maior. Também
possui funções de isolamento térmico e proteção mecânica a outros
órgãos contra choques e traumatismos externos. Além disso, apresenta-
se distribuído em vários locais do organismo, como tecidos subcutâneos,
músculo esquelético e linfonodos. Além de células de gordura, este
tecido é constituído de uma variedade de outras estruturas como fibras
colágenas e reticulares, células nervosas, células do estroma vascular,
nódulos linfáticos, células imunes (linfócitos e macrófagos), fibroblastos
e pré-adipócitos (células adiposas indiferenciadas).
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MELATONINA
Para crianças e adultos, o número de horas de sono por noite está inversamente
relacionado ao IMC.
Privação do sono provoca diminuição da secreção de leptina e TSH, aumento dos
níveis de grelina e diminuição da tolerância à glicose em animais e em seres humanos,
incluindo aumento da fome e do apetite. Estas mudanças são consistentes com a
privação de sono crônica levando ao aumento do risco de obesidade.
A melatonina é necessária para a síntese adequada, secreção e ação da insulina e atua
regulando a expressão de GLUT4 e da fosforilação do receptor de insulina e de
substratos intracelulares da via de sinalização de insulina. A redução na produção de
melatonina, tal como durante o envelhecimento, o trabalho em plantões e turnos ou
ambientes cada vez mais iluminados durante a noite induz a resistência à insulina,
intolerância à glicose, perturbações do sono o que leva à obesidade.
FONTE: ABESO / 2016
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LEPTINA
A leptina (do grego leptos = magro) é uma proteína secretada por
adipócitos (principalmente pelo tecido adiposo branco) e que age
no SNC promovendo menor ingestão alimentar e incrementando o
metabolismo energético, além de afetar eixos hipotalâmico-
hipofisários e regular mecanismos neuroendócrinos. Em seres
humanos obesos, quanto maior a quantidade de tecido adiposo,
maiores os níveis de leptina circulantes. Esse achado é paradoxal,
já que níveis elevados de leptina deveriam diminuir o apetite e
aumentar o gasto energético. Um mecanismo plausível
envolve um possível defeito no transporte da leptina através da
barreira hematoencefálica.
Disciplina: PATOLOGIA E DIETOTERAPIA II 20
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A leptina e a insulina são hormônios secretados em proporção à
massa adiposa e atuam, perifericamente, estimulando o
catabolismo. No sistema nervoso central, a insulina e a leptina
interagem com receptores hipotalâmicos favorecendo a saciedade.
Indivíduos obesos têm maiores concentrações séricas destes
hormônios e apresentam resistência à sua ação. No hipotálamo há
dois grandes grupos de neuropeptídeos, os orexígenos (NPY e
AgRP) e os anorexígenos (MSH e CART). a saciedade prandial é
atribuída predominantemente à ação da Colecistocinina (CCK),
que é liberada pelo trato gastrointestinal em resposta à presença
de gordura e proteína.
Onde:
AgRP = peptídeo agouti; MSH = hormônio alfa-melanócito estimulador;
CART = transcrito relacionado à cocaína e à anfetamina
Disciplina: PATOLOGIA E DIETOTERAPIA II 21
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A leptina promove a redução do consumo de alimentos e aumento do
gasto energético além de regular a função neuroendócrina e o
metabolismo da glicose e de gorduras acarretando a sensação de
saciedade.
FONTE: NEGRAO, André B.; LICINIO, Julio. Leptina: o diálogo entre adipócitos e neurô[Link]
Bras Endocrinol Metab, São Paulo, v. 44, n. 3, June 2000
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GRELINA
Grelina, hormônio gastrointestinal e identificado no estômago de ratos,
é um considerado um estimulador potente da libertação de GH nas
células somatotróficas da hipófise e do hipotálamo, sendo o ligante
endógeno para o receptor secretagogo de GH (GHS-R). Além da sua
ação como libertadora de GH, a grelina possui outras importantes
atividades incluindo estimulação da secreção lactotrófica e
corticotrófica, atividade orexígena acoplada ao controle do gasto
energético; controle da secreção ácida (estimulação) e da motilidade
gástrica, influência sobre a função endócrina pancreática e metabolismo
da glicose e, ainda, ações cardiovasculares e efeitos antiproliferativos
em células neoplásicas. a cirurgia bariátrica reduz a ingestão alimentar,
acelera a saciedade e causa má-absorção de nutrientes da dieta levando
ao balanço energético negativo.
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A cirurgia de bypass gástrico é freqüentemente usada como um
tratamento de sucesso para a obesidade. A mesma, está associada
a níveis extremamente suprimidos de grelina, o que,
possivelmente, contribui para a diminuição do apetite, auxiliando
na perda de peso dos pacientes submetidos a esse procedimento.
FONTE: ROMERO, Carla Eduarda Machado; ZANESCO, Angelina. O papel dos hormônios leptina e
grelina na gênese da obesidade. Rev. Nutr., Campinas, v. 19, n. 1, Feb. 2006 . I
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ADIPONECTINA
É um hormônio secretado, principalmente, pelo tecido adiposo e
desempenha um papel significativo em distúrbios metabólicos,
tais como obesidade, DM2, DAC e SM, por atuar na melhoria da
sensibilidade insulínica e por apresentar propriedades anti-
inflamatórias e anti-aterogênicas. A adiponectina aumenta a
captação de glicose e a oxidação de ácidos graxos pelo músculo e
reduz a gliconeogênese hepática, sendo que, grande parte destes
efeitos, são mediados pela ativação de adenosina monofosfato
quinase ativada (AMPK).
Disciplina: PATOLOGIA E DIETOTERAPIA II 25
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Assim, baixas concentrações sanguíneas desse hormônio tem sido
inversamente associadas com obesidade, resistência à insulina e
diabetes tipo 2 em humanos e em animais. Da mesma forma, altos
níveis sanguíneos de adiponectina têm sido relacionados positivamente
com melhoras na sensibilidade à insulina e pela expressão de pelo
menos dois de seus receptores da membrana celular: AdipoR1 e
AdipoR2, visto que indivíduos obesos tendem a apresentar níveis
elevados do receptor AdipoR1, como forma compensatória aos
reduzidos níveis de adiponectina sérica, comparados com pessoas
eutróficas.
(COCATE, Paula Guedes; DOMINGUES, Sabrina Fontes; NATALI, Antônio José. Concentrações
sanguíneas de adiponectina e exercício físico: associações com a sensibilidade insulínica. Rev.
Bras. Ciênc. Esporte, Porto Alegre, v. 33, n. 3, Sept. 2011.; LOUREIRO, Carlos et al . Valores de
resistina, adiponectina e leptina em doentes com asma e excesso de peso. Rev Port
Imunoalergologia, Lisboa, v. 20, n. 2, abr. 2012 . )
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A OBESIDADE ESTÁ ASSOCIADA
- Alto nivel de colesterol sérico
- Complicações da gestação
- Alterações da menstruação
- Hirsutismo
- Desordens psicológicas como depressão
- Alterações músculo - esqueléticas
- Aumento de risco cirúrgico
- outras
Disciplina: PATOLOGIA E DIETOTERAPIA II 27
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OUTRAS CONSEQUÊNCIAS DA
OBESIDADE:
Diminuição da mobilização torácica -
trocas CO2 - O2 retenção de CO2
dispnéia, letargia, sonolência,
atividade física
Sobrecarga mecânica
- varizes
Disciplina: PATOLOGIA E DIETOTERAPIA II 28
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TIPOS DE DIETAS RECOMENDADAS
- Caracterizam-se por serem compostas de 20% a 30% de
gorduras, 55% a 60% de carboidratos e 15% a 20% de proteínas;
- Dieta DASH;
- Guia Alimentar;
- Evitar as dietas da “moda” uma vez que ainda não se tem
comprovação científica das consequências, a médio e longo prazo
(jejum intermitente, dieta sem glúten, dieta sem lactose, dieta do
índice glicêmico, entre outras).
FONTE: ABESO / 2016
Disciplina: PATOLOGIA E DIETOTERAPIA II 29
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CIRURGIA BARIÁTRICA
Disciplina: PATOLOGIA E DIETOTERAPIA II 30
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TIPOS DE CIRURGIA
As cirurgias diferenciam-se pelo mecanismo de
funcionamento. Existem três procedimentos básicos da
cirurgia bariátrica e metabólica, que podem ser feitos por
abordagem aberta ou por videolaparoscopia (menos invasiva
e mais confortável ao paciente):
• restritivos – que diminuem a quantidade de alimentos que
o estômago é capaz de comportar.
• disabsortivos – que reduzem a capacidade de absorção do
intestino.
• técnicas mistas – com pequeno grau de restrição e desvio
curto do intestino com discreta má absorção de alimentos.
Disciplina: PATOLOGIA E DIETOTERAPIA II 31
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Bypass gástrico (gastroplastia com desvio intestinal em “Y
de Roux”) ou Fobi-capella (Tipo Mista)
Disciplina: PATOLOGIA E DIETOTERAPIA II 32
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Estudado desde a década de 60, o bypass gástrico é a técnica
bariátrica mais praticada no Brasil, correspondendo a 75% das
cirurgias realizadas, devido a sua segurança e, principalmente,
sua eficácia. O paciente submetido à cirurgia perde de 40% a
45% do peso inicial. Nesse procedimento misto, é feito o
grampeamento de parte do estômago, que reduz o espaço
para o alimento, e um desvio do intestino inicial, que
promove o aumento de hormônios que dão saciedade e
diminuem a fome. Essa somatória entre menor ingestão de
alimentos e aumento da saciedade é o que leva ao
emagrecimento, além de controlar o diabetes e outras
doenças, como a hipertensão arterial.
Disciplina: PATOLOGIA E DIETOTERAPIA II 33
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Banda gástrica ajustável (Tipo restritiva)
Disciplina: PATOLOGIA E DIETOTERAPIA II 34
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Criada em 1984 e trazida ao Brasil em 1996, a banda
gástrica ajustável representa 5% dos procedimentos
realizados no País. Apesar de não promover
mudanças na produção de hormônios como o bypass,
essa técnica é bastante segura e eficaz na redução de
peso (20% a 30% do peso inicial), o que também
ajuda no tratamento do diabetes. Instala-se anel de
silicone inflável ajustável ao redor do estômago, que
aperta mais ou menos o órgão, tornando possível
controlar o esvaziamento do estômago.
Disciplina: PATOLOGIA E DIETOTERAPIA II 35
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Derivações Bíleopancreáticas: Duodenal Switch ou
técnica de Scopinaro (Tipo Disabsortiva)
Disciplina: PATOLOGIA E DIETOTERAPIA II 36
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É a associação entre gastrectomia vertical e desvio
intestinal. Nessa cirurgia, 85% do estômago são
retirados, porém a anatomia básica do órgão e sua
fisiologia de esvaziamento são mantidas. O desvio
intestinal reduz a absorção dos nutrientes, levando
ao emagrecimento. Criada em 1978, a técnica
corresponde a 5% dos procedimentos e leva à
perda de 40% a 50% do peso inicial.
Disciplina: PATOLOGIA E DIETOTERAPIA II 37
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Técnica de Sleeve (Técnica restritiva)
O estômago é reduzido e transformado em um tubo, pela retirada
de parte da grande curvatura, sem intervenção no intestino.
Redução média de peso: 35% a 40% do peso inicial.
Disciplina: PATOLOGIA E DIETOTERAPIA II 38
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Terapia auxiliar - Balão intragástrico
Reconhecido como terapia auxiliar para preparo pré-
operatório, trata-se de um procedimento não cirúrgico,
realizado por endoscopia para o implante de prótese de
silicone, visando diminuir a capacidade gástrica e provocar
saciedade. O balão é preenchido com 500 ml do líquido azul
de metileno, que, em caso de vazamento ou rompimento,
será expelido na cor azul pela urina.
O paciente fica com o balão por um período médio de seis
meses. É indicado para pacientes com sobrepeso ou no pré-
operatório de pacientes com superobesidade (IMC acima de
50 kg/m2).
Disciplina: PATOLOGIA E DIETOTERAPIA II 39