PÓS-GRADUAÇÃO EM ENFERMAGEM
IEC PUC MINAS
Disciplina:
Monitorização Hemodinamica Invasiva
Professora: Patrícia Sarsur Nasser Santiago
Monitorização Invasiva
Objetivos:
- Estabelecer diagnóstico;
- Auxiliar o tratamento;
- Confiabilidade das medidas.
“Monitorização nunca é terapia e algumas vezes
diagnóstico”
Classificação:
Não invasiva
Invasiva
Monitorização
Não Invasiva:
- ECG;
- PA não invasiva automática (PNI);
- Oximetria de pulso;
- Capnografia.
Monitorização
Mensuração:
transdutor de pressão ou coluna de água
Na coluna de água, a pressão em cm H2O
No transdutor, a pressão é mmHg
Conversão: 1 cm H2O = 0,75 mmHg
Equipamento para mensuração de pressões invasivas:
Transdutor eletrônico de pressão
Calibração/ponto zero
Monitorização Hemodinâmica Invasiva
Eixo Flebostático
Monitorização Invasiva
Interferências nos valores de pressões invasivas:
- Presença de bolhas, coágulos no circuito;
- Erros de calibração;
- Erros de posicionamento do cateter;
- Vazamentos/montagem inadequada do circuito;
- Extensões muito longas nos circuitos;
- Desconexões dos sistemas;
Pressão intra arterial (PIA)
Indicação:
- Pacientes com instabilidade hemodinâmica;
- Pacientes com uso de drogas vasoativas e/ou vasodilatadoras;
- Crise hipertensiva;
- Em uso de balão intra aórtico;
- Cirurgias de grande porte;
- Politraumas.
Objetivos:
- Necessidade de um rigoroso controle dos gases arteriais;
- Monitorização contínua, fidedigna e em tempo real.
Locais de inserção
• Punção percutânea ( Preferencialmente )
• Dissecção ( Nos casos de Choque refratários com colapso arterial )
• Artérias – Radial
Femoral
Pediosa
TESTE DE ALLEN
Monitorização Hemodinâmica
Locais de punção: radial, femoral e pediosa.
Monitorização Hemodinâmica
Material para monitorização da PIA:
- Monitor com entrada para pressão invasiva;
- Cabo de pressão invasiva;
- Suporte de soro;
- Suporte para o transdutor;
- Bolsa pressurizadora.
Monitorização Hemodinâmica
Valores de referência:
60 a 105 mmHg
(deve- se considerar o contexto
clínico do paciente)
Complicações:
- Hematoma; - Trombose arterial;
- Perda sanguinea; - Embolização;
- Pseudoaneurisma; - Gangrena;
- Infecção; - Vasoespasmo.
Monitorização Invasiva
Monitorização Invasiva
Cuidados de enfermagem:
- Trocar a solução de heparina, de preferência, de 24/24 hs;
- Antes de lavar o circuito, aspirar para retirar possíveis coágulos e desprezar o
conteúdo;
- Lavar em bolus com o mínimo de solução possível (em adultos usar no máximo 10
ml e crianças usar 1 ml);
- Zerar o sistema sempre que necessário (pelo menos uma vez por plantão de 12 hs);
- Manter as aberturas dos three - ways sempre protegidas;
- Após as coletas de sangue o cateter e o circuito deve ser irrigado com um “ flush” de
solução heparinizada;
Monitorização Invasiva
Cuidados de enfermagem:
- Verificar sempre sinais de isquemia e/ou diminuição da perfusão capilar do
paciente no membro de punção;
- Trocar o curativo do sítio de inserção do cateter diariamente, identificando-o
com nome, data e hora da troca; (filme transparente)
- Observar sinais de infecção, sinais de edema e sangramento;
- Recomenda-se a troca do sistema de infusão e do transdutor de 72 a 96 horas.
MEDIDAS IMPOSSÍVEIS
• Cateter na parede do vaso/ transfixando artéria
• Sistema fechado para o transdutor
• Escala de monitorização incorreta
• Oclusão da ponta do cateter
• Oclusão do transdutor
• Bolhas de ar no sistema
LEITURAS IMPRECISAS
• TRANSDUTOR ABAIXO/ACIMA DO ÁTRIO DIREITO
• TRANSDUTOR NÃO CALIBRADO
• SISTEMA SUJO/COÁGULO
• BOLHAS DE AR NO SISTEMA
CONSIDERAÇÕES SOBRE
MONITORIZAÇÃO PRESSÓRICA
• A permanência do cateter por mais de 48 horas aumenta a incidência de
trombose.
• Quanto maior o diâmetro do cateter em relação a luz do vaso, maior a
chance de trombose.
• Ondas quadradas indicam presença de coágulos, bolhas de ar e conexões mal
ajustadas.
• A embolia ocorre com mais frequência em lavagens manuais do sistema.
CONSIDERAÇÕES SOBRE MONITORIZAÇÃO PRESSÓRICA
• Os hematomas após retirada do cateter podem surgir após
1 ou 2 dias e podem permanecer por 7 a 10 dias.
• A maioria das infecções são causadas por cateteres com
mais de 72 horas de permanência. A infecção tem
incidência maior na dissecção do acesso.
Monitorização Hemodinâmica
Pressão venosa central (PVC)
É uma medida que prevê informações sobre a pressão de
enchimento das câmaras direitas do coração (pré-carga).
Tem como objetivos:
- Monitorar volume intravascular em pacientes graves;
- Controlar infusões endovenosas;
- Apoio diagnóstico.
Monitorização Hemodinâmica
Indicação:
- Pacientes com instabilidade hemodinâmica;
- Pacientes em uso de drogas vasoativas;
- Pacientes submetidos a cirurgias de grande porte;
- Pacientes em estados hemorrágicos ou hipovolêmicos;
- Para reposição volêmica;
- Pacientes com lesões cerebrais e em uso de diurético osmótico.
Monitorização Hemodinâmica
Locais de punção: subclávia e jugular interna
Valores de referência: 0 a 8 mmHg
(deve considerar o contexto clinico do paciente)
Materiais utilizados
Monitorização Invasiva
Monitorização Invasiva
Monitorização Invasiva
Monitorização Invasiva
Eixo Flebostático
Monitorização Hemodinâmica
Complicações:
São inerentes à punção de veia central. As mais comuns são:
- Hematoma local;
- Infecção de sitio de punção;
- Sepse relacionado ao cateter;
- Pneumotórax;
- Empiema;
- Trombose;
- Embolia.
Monitorização Hemodinâmica
Cuidados de enfermagem:
- Trocar a solução salina, de preferência, a cada 24 hs;
- Zerar o sistema sempre que necessário (pelo menos uma vez por plantão de 12 hs);
- Manter as aberturas dos three - ways sempre protegidas;
- Retirar bolhas e coágulos no pertuito do sistema de monitorização de PVC;
- Posicionar sempre no primeiro tree-way o sistema de monitorização de PVC;
- Caso cateter de dupla via, posicionar no primeiro tree-way da via proximal;
Monitorização Hemodinâmica
Cuidados de enfermagem:
- Observar sinais de infecção, edema e sangramento no local da punção;
- Trocar o curativo do sítio de inserção do cateter diariamente, identificando-o com nome,
data e hora da troca; (filme transparente de 3 a 5 dias)
- Após 24hs da punção central, posicionar curativo transparente no sitio de inserção do
cateter;
- Realizar o curativo de acesso central de forma asséptica e conforme protocolo
institucional;
- Atentar para o tempo de permanência do cateter (conforme padronizada no instituição);
Falsa leitura
• Semi- obstrução do cateter
• Dobra do catéter
• Infiltração
• Vazamentos
Referências
MORTON, Patrícia; FONTAINE, Dorrie. Cuidados Críticos em Enfermagem
– uma abordagem holística. 11 ed. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan. 2019.
VIANA, Renata Andréa Pietro Pereira; TORRE, Mariana (Org.). Enfermagem
em Terapia Intensiva: práticas integrativas. São Paulo: Manole. 2017.
CINTRA, Eliane Araújo; NISHIDE, Vera Médice; NUNES, Wilma Aparecida.
Assistência de enfermagem ao paciente gravemente enfermo. São Paulo:
Editora Atheneu, 2005.
KNOBEL, Elias; LASELVA, Cláudia Regina; MOURA JUNIOR, Denis Faria.
Terapia Intensiva: Enfermagem. São Paulo: Editora Atheneu, 2006.