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O Documentário Sou surda e não sabia

O Documentário Sou surda e não sabia

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Published by: Gilson Santos on Oct 20, 2012
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O Documentário Sou surda e não sabia, foi feito de forma inteligente e eficaz, pois ao mesmo tempo em que levanta

a questão da surdez pela perspectiva de Sandrine (história verídica), traz também a discussão sobre a importância ou não da oralização de crianças surdas; e o aprendizado da língua de sinais. O documentário traz ainda questões como; convivência familiar, preconceito, metodologias de aprendizagem e adaptação. O filme aponta alguns trechos que retrata o preconceito para como surdo:

No inicio do filme quando Sandrine conversa com uma amiga através da língua de sinais no celular por meio de um vídeo chamada, é possível notar o olhar de surpresa, espanto e indiferença por parte das pessoas que estavam no Ônibus, caracterizando o preconceito por aquilo que é diferente, que sai padrões aceitáveis ¨.

Quando dois amigos entram em uma loja para comprar roupa, a moça pergunta ao rapaz de onde ele tiraria o dinheiro para pagar as compras, ele responde que tiraria de uma pensão que o governo dá para quem é deficiente, a moça se irrita, pois não quer saber deste rotulo (deficiente). Desta forma o próprio governo se torna preconceituoso, pois em vez de dar condições para que o Surdo tenha uma vida ativa e plena no trabalho ele o trata como invalido para certas designações.

Outra situação preconceituosa é quando, uma moça vai fazer um teste para entrar em uma peça teatral e é recusada por não saber falar. Logo depois o documentário mostra que é possível uma pessoa que é surda ser um ator ou atriz, pois a arte cênica pode ser executada de várias formas, com gestos, dança expressão corporal, não é preciso necessariamente atuar falando.

se tornando inútil o aprendizado. mas que não aprendeu disciplinas como história. Em algumas horas do dia as crianças surdas mudavam de classe para se integrar com os alunos ouvintes. a menina apenas desenhava total insensibilidade e tato por parte do professor. mas o ensino é bilíngüe. A importância era destinada a oralidade. Neste método Sandrine relata que aprendeu a falar. na primeira ela foi colocada em uma escola primária regular tradicional. Na segunda ela foi colocada em uma escola primaria em que as crianças surdas tinham um ensino especializado. fato que não ajudou em nada. onde a professora usava somente a metodologia oral. pois nesta escola sandrine não teve desenvolvimento em nenhuma área. Sandrine passou por três metodologias de ensino. A criança surda ficava com uma professora que lhes ensinava a pronunciar corretamente as palavras e aperfeiçoava a sua fala. ela apenas desenhava. Nesta metodologia era descartada a linguagem de sinais. mas não adquiri conhecimento. . ficando vago o aprendizado. A menina ficava excluída. pois a criança aprende a falar. Enquanto os colegas aprendiam as disciplinas. e que o projeto pedagógico se baseava no francês oral. Em terceira e ultima ela foi colocada em uma escola primaria em que as crianças surdas são escolarizadas com crianças ouvintes. e enquanto os colegas aprendiam.• Algo assustador foi à forma que Sandrine foi tratada em uma escola tradicional. geografia e outras.

Há vários aspectos relevantes neste documentário que já foram citado neste relatório como as metodologias de aprendizagem. mas o mais importante a destacar para o nosso grupo é. através do livro e da escrita. tentando fazer com que o filho pelo menos fale. O bilingüismo possibilita ao individuo se expressar através de uma primeira língua. a importância que a língua de sinais tem para o surdo. como a língua de sinais. A . para que forme um individuo inserido na sociedade com um pensamento crítico e com plenas possibilidades de desenvolver uma vida normal sem indiferenças e preconceito. o preconceito.Nesta escola enquanto a professora explica a matéria de maneira tradicional na oralidade. distanciar-se de si mesmo e ter acesso ao que pertence a cultura geral da escola. há outro professor que explica aos alunos surdos através da língua de sinais. da sociedade e da família. pois qual o pai e a mãe que não quer o melhor para o seu filho? Houve vários depoimentos de que quando os pais souberam que seu filho era surdo instalou-se o sentimento de culpa ou de punição. e a exclusão em meio à sociedade e família. tornando a aula produtiva e garantindo um aprendizado de qualidade aos alunos surdos. mas o ensina a vivenciar seu aprendizado em todos os campos da vida. Sabemos hoje através deste documentário que a melhor metodologia é a bilíngüe. Em relação à família é difícil remeter qualquer tipo de opinião. E isso abre novas possibilidades para as crianças surdas. levando eles a uma perseguição desenfreada em busca da cura. que corresponde ao processo de apreensão do mundo que é visual. Temos consciência de que o melhor aprendizado seria aquele estimula tanto a oralidade. para aliviar o sentimento de frustração e culpa. para que o aprendizado seja abrangente. pois ela não ensina somente ao surdo se comunicar. mas sabemos também que há pouquíssimas escolas e profissionais da educação que fazem esse trabalho. passar de uma cultura a outra. Também permite transitar em duas línguas.

HISTÓRIA RELATÓRIO DO FILME – SOU SURDA E NÃO SABIA .ultima frase que Sandrine se expressou no documentário deveria estar gravada no intelecto de cada ser humano. DAMASCENA – RA 1798227 5º SEMESTRE . ¨ Todo Surdo tem espaço na sociedade¨ .Sandrine GILSON DOS S.

UNISA SÃO PAULO – BRASIL 2012 .

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