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QUESTÕES DE PROVAS ORAIS - ARQUIVO DE RESPOSTAS.

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QUESTÕES DE PROVAS ORAIS

RESPOSTAS ELABORADAS PELOS CANDIDATOS CLASSIFICADOS PARA A PROVA ORAL DO XIV CONCURSO PARA JUIZ FEDERAL SUBSTITUTO DA 1ª REGIÃO
Alessandro Rafael Bertollo de Alexandre * Alexey Suusmann Pere * Bruno Anderson Santos da Silva * Caio Castagine Marinho * Carolynne Souza de Macêdo Oliveira * Danielli Farias Rabelo Leitão Rodrigues * Diana Maria Wanderlei da Silva * Diego Leonardo Andrade de Oliveira * Eduardo Santos da Rocha Penteado * Emanuel José Matias Guerra * Érico Rodrigo Freitas Pinheiro * Felipe Bouzada Flores Viana * Flávio Fraga e Silva * Frederico Botelho de Barros Viana * Gabriela Silva Macedo * Gilberto Pimentel de Mendonça Gomes Junior * Heitor Moura Gomes * Herley da Luz Brasil * José Flávio Fonseca de Oliveira * Jucelio Fleury Neto * Leonardo Tavares Saraiva * Lílian Mara de Souza Ferreira * Liviane Kelly Soares Vasconcelos * Luzia Farias da Silva * Marcelo Freire Lage * Márcio Muniz da Silva Carvalho * Mauro César Garcia Patini * Mauro César Garcia Patini * Omar Bellottti Ferreira * Paulo Máximo de Castro Cabacinha * Pedro Felipe de Oliveira Santos * Rafael de Sousa Branquinho e Assis * Rafael Lima da Costa * Ricardo Beckerath da Silva Leitão * Robson de Magalhães Pereira * Rodrigo Parente Paiva Bentemuller * Tiago Borré * Ubiratan Cruz Rodrigues * Umberto Paulini * Umberto Paulini * Victor Cretella Passos Silva * Walisson Gonçalves Cunha * Walter H. Santos

2012

1. PONTO 01 .....................................................................................................................................34 1.1. DIREITO CONSTITUCIONAL ..................................................................................................................... 34 1.1.1. Constitucionalismo................................................................................................................... 34
1.1.1.1. Questões do TRF1 ............................................................................................................................. 34 1.1.1.2. Questões do TRF2 ............................................................................................................................. 38 1.1.1.3. Questões do TRF3 ............................................................................................................................. 43 1.1.1.4. Questões do TRF4 ............................................................................................................................. 43 1.1.1.5. Questões do TRF5 ............................................................................................................................. 43

1.2. DIREITO TRIBUTÁRIO ............................................................................................................................. 43 1.2.1. Conceito, Conteúdo, Natureza, Autonomia, Fontes, Relação com o Direito Financeiro, Sistema Constitucional Tributário, Poder de Tributar ..................................................................................... 43
1.2.1.1. Questões do TRF1 ............................................................................................................................. 43 1.2.1.2. Questões do TRF2 ............................................................................................................................. 44 1.2.1.3. Questões do TRF3 ............................................................................................................................. 47 1.2.1.4. Questões do TRF4 ............................................................................................................................. 48 1.2.1.5. Questões do TRF5 ............................................................................................................................. 48

1.3. DIREITO ADMINISTRATIVO...................................................................................................................... 48 1.3.1. Responsabilidade Civil do Estado ............................................................................................. 48
1.3.1.1. Questões do TRF1 ............................................................................................................................. 48 1.3.1.2. Questões do TRF2 ............................................................................................................................. 48 1.3.1.3. Questões do TRF3 ............................................................................................................................. 49 1.3.1.4. Questões do TRF4 ............................................................................................................................. 49 1.3.1.5. Questões do TRF5 ............................................................................................................................. 50

1.4. DIREITO PENAL .................................................................................................................................... 50 1.4.1. Aplicação da Lei Penal. Princípios Gerais. Normas das Convenções e Tratados de Direito Internacional ...................................................................................................................................... 50
1.4.1.1. Questões do TRF1 ............................................................................................................................. 50 1.4.1.2. Questões do TRF2 ............................................................................................................................. 52 1.4.1.3. Questões do TRF3 ............................................................................................................................. 59 1.4.1.4. Questões do TRF4 ............................................................................................................................. 59 1.4.1.5. Questões do TRF5 ............................................................................................................................. 59

1.5. DIREITO PREVIDENCIÁRIO....................................................................................................................... 61 1.5.1. Previdência Social: Órgãos, Regimes, Segurados, Beneficiários e Inscrições. Leis N. 8.212/91 E 8.213/91 ............................................................................................................................................ 61
1.5.1.1. Questões do TRF1 ............................................................................................................................. 61 1.5.1.2. Questões do TRF2 ............................................................................................................................. 66 1.5.1.3. Questões do TRF3 ............................................................................................................................. 66 1.5.1.4. Questões do TRF4 ............................................................................................................................. 66 1.5.1.5. Questões do TRF5 ............................................................................................................................. 67

1.6. DIREITO CIVIL ...................................................................................................................................... 71 1.6.1. Prescrição e Decadência. Vícios Redibitórios. Evicção ............................................................. 71
1.6.1.1. Questões do TRF1 ............................................................................................................................. 71 1.6.1.2. Questões do TRF2 ............................................................................................................................. 71 1.6.1.3. Questões do TRF3 ............................................................................................................................. 72 1.6.1.4. Questões do TRF4 ............................................................................................................................. 72 1.6.1.5. Questões do TRF5 ............................................................................................................................. 72

1.7. DIREITO EMPRESARIAL .......................................................................................................................... 75 1.7.1. Direito Comercial. Direito Empresarial. ................................................................................... 75

2

1.7.1.1. Questões do TRF1 ............................................................................................................................. 75 1.7.1.2. Questões do TRF2 ............................................................................................................................. 79 1.7.1.3. Questões do TRF3 ............................................................................................................................. 79 1.7.1.4. Questões do TRF4 ............................................................................................................................. 79 1.7.1.5. Questões do TRF5 ............................................................................................................................. 79

1.8. DIREITO PROCESSUAL CIVIL .................................................................................................................... 79 1.8.1. Processo e Procedimento. Classificação dos Procedimentos. Procedimento Ordinário e suas Fases. Procedimento Sumário. Procedimentos Especiais. Cognição Sumária e Exauriente. Procedimento Adequado ................................................................................................................... 79
1.8.1.1. Questões do TRF1 ............................................................................................................................. 79 1.8.1.2. Questões do TRF2 ............................................................................................................................. 79 1.8.1.3. Questões do TRF3 ............................................................................................................................. 87 1.8.1.4. Questões do TRF4 ............................................................................................................................. 87 1.8.1.5. Questões do TRF5 ............................................................................................................................. 87

1.9. DIREITO PROCESSUAL PENAL .................................................................................................................. 95 1.9.1. Competência ............................................................................................................................ 95
1.9.1.1. Questões do TRF1 ............................................................................................................................. 95 1.9.1.2. Questões do TRF2 ............................................................................................................................. 96 1.9.1.3. Questões do TRF3 ............................................................................................................................. 97 1.9.1.4. Questões do TRF4 ............................................................................................................................. 97 1.9.1.5. Questões do TRF5 ............................................................................................................................. 97

1.10. DIREITO AMBIENTAL ......................................................................................................................... 100 1.10.1. Tutela Constitucional Do Meio Ambiente. Princípios Do Direito Ambiental Na Constituição De 1988 ............................................................................................................................................ 100
1.10.1.1. Questões do TRF1 ......................................................................................................................... 100 1.10.1.2. Questões do TRF2 ......................................................................................................................... 102 1.10.1.3. Questões do TRF3 ......................................................................................................................... 107 1.10.1.4. Questões do TRF4 ......................................................................................................................... 107 1.10.1.5. Questões do TRF5 ......................................................................................................................... 108

1.11. DIREITO INTERNACIONAL PÚBLICO E PRIVADO ........................................................................................ 110 1.11.1. Personalidade Internacional. Estado e Território. Imunidade de Jurisdição. ....................... 110
1.11.1.1. Questões do TRF1 ......................................................................................................................... 110 1.11.1.2. Questões do TRF2 ......................................................................................................................... 112 1.11.1.3. Questões do TRF3 ......................................................................................................................... 117 1.11.1.4. Questões do TRF4 ......................................................................................................................... 117 1.11.1.5. Questões do TRF5 ......................................................................................................................... 117

1.12. SOCIOLOGIA DO DIREITO.................................................................................................................... 119 1.12.1. Fato Social – Conceito. ......................................................................................................... 119
1.12.1.1. Questões do TRF1 ......................................................................................................................... 119 1.12.1.2. Questões do TRF2 ......................................................................................................................... 119 1.12.1.3. Questões do TRF3 ......................................................................................................................... 120 1.12.1.4. Questões do TRF4 ......................................................................................................................... 120 1.12.1.5. Questões do TRF5 ......................................................................................................................... 120

1.13. FILOSOFIA DO DIREITO ...................................................................................................................... 120 1.13.1. O Justo e o Direito ................................................................................................................ 120
1.13.1.1. Questões do TRF1 ......................................................................................................................... 120 1.13.1.1. Questões do TRF1 ......................................................................................................................... 120 1.13.1.2. Questões do TRF2 ......................................................................................................................... 123 1.13.1.3. Questões do TRF3 ......................................................................................................................... 123 1.13.1.4. Questões do TRF4 ......................................................................................................................... 123 1.13.1.5. Questões do TRF5 ......................................................................................................................... 124

2. PONTO 02 ................................................................................................................................... 124

3

2.1. DIREITO CONSTITUCIONAL ................................................................................................................... 124 2.1.1. Poder Constituinte Originário e Poder Constituinte Derivado ............................................... 124
2.1.1.1. Questões do TRF1 ........................................................................................................................... 124 2.1.1.2. Questões do TRF2 ........................................................................................................................... 126 2.1.1.3. Questões do TRF3 ........................................................................................................................... 129 2.1.1.4. Questões do TRF4 ........................................................................................................................... 131 2.1.1.5. Questões do TRF5 ........................................................................................................................... 131

2.2. DIREITO TRIBUTÁRIO ........................................................................................................................... 131 2.2.1. Sistema Constitucional Tributário: Poder de Tributar – Competência Tributária – Capacidade Tributária – Código Tributário Nacional .......................................................................................... 131
2.2.1.1. Questões do TRF1 ........................................................................................................................... 131 2.2.1.2. Questões do TRF2 ........................................................................................................................... 134 2.2.1.3. Questões do TRF3 ........................................................................................................................... 139 2.2.1.4. Questões do TRF4 ........................................................................................................................... 139 2.2.1.5. Questões do TRF5 ........................................................................................................................... 139

2.3. DIREITO ADMINISTRATIVO.................................................................................................................... 141 2.3.1. Processo Administrativo. Lei Nº 9.784/99. ............................................................................ 141
2.3.1.1. Questões do TRF1 ........................................................................................................................... 141 2.3.1.2. Questões do TRF2 ........................................................................................................................... 142 2.3.1.3. Questões do TRF3 ........................................................................................................................... 143 2.3.1.4. Questões do TRF4 ........................................................................................................................... 144 2.3.1.5. Questões do TRF5 ........................................................................................................................... 144

2.4. DIREITO PENAL .................................................................................................................................. 145 2.4.1. Crime. Crime E Relação De Causalidade. ............................................................................... 145
2.4.1.1. Questões do TRF1 ........................................................................................................................... 145 2.4.1.2. Questões do TRF2 ........................................................................................................................... 151 2.4.1.3. Questões do TRF3 ........................................................................................................................... 152 2.4.1.4. Questões do TRF4 ........................................................................................................................... 152 2.4.1.5. Questões do TRF5 ........................................................................................................................... 155

2.5. DIREITO PREVIDENCIÁRIO..................................................................................................................... 156 2.5.1. Previdência Social E Seguridade Social: Princípios Constitucionais. ...................................... 156
2.5.1.1. Questões do TRF1 ........................................................................................................................... 156 2.5.1.2. Questões do TRF2 ........................................................................................................................... 157 2.5.1.3. Questões do TRF3 ........................................................................................................................... 161 2.5.1.4. Questões do TRF4 ........................................................................................................................... 161 2.5.1.5. Questões do TRF5 ........................................................................................................................... 162

2.6. DIREITO CIVIL .................................................................................................................................... 163 2.6.1. Classificação Dos Contratos. Compromisso. .......................................................................... 163
2.6.1.1. Questões do TRF1 ........................................................................................................................... 163 2.6.1.2. Questões do TRF2 ........................................................................................................................... 164 2.6.1.3. Questões do TRF3 ........................................................................................................................... 165 2.6.1.4. Questões do TRF4 ........................................................................................................................... 165 2.6.1.5. Questões do TRF5 ........................................................................................................................... 165

2.7. DIREITO EMPRESARIAL ........................................................................................................................ 165 2.7.1. Sociedade Anônima ............................................................................................................... 165
2.7.1.1. Questões do TRF1 ........................................................................................................................... 165 2.7.1.2. Questões do TRF2 ........................................................................................................................... 167 2.7.1.3. Questões do TRF3 ........................................................................................................................... 170 2.7.1.4. Questões do TRF4 ........................................................................................................................... 170 2.7.1.5. Questões do TRF5 ........................................................................................................................... 170

2.8. DIREITO PROCESSUAL CIVIL .................................................................................................................. 171

4

2.8.1. Tutela Jurisdicional E Sua Antecipação. Conceito. Cabimento E Requisitos. Revogação, Modificação E Recursos Cabíveis. Fungibilidade Da Tutela Cautelar E Antecipada. Cumprimento Das Tutelas Antecipadas. Tutelas De Urgência. ..................................................................................... 171
2.8.1.1. Questões do TRF1 ........................................................................................................................... 171 2.8.1.2. Questões do TRF2 ........................................................................................................................... 173 2.8.1.3. Questões do TRF3 ........................................................................................................................... 173 2.8.1.4. Questões do TRF4 ........................................................................................................................... 173 2.8.1.5. Questões do TRF5 ........................................................................................................................... 173

2.9. DIREITO PROCESSUAL PENAL ................................................................................................................ 174 2.9.1. Ação Penal. Justa Causa. ....................................................................................................... 174
2.9.1.1. Questões do TRF1 ........................................................................................................................... 174 2.9.1.2. Questões do TRF2 ........................................................................................................................... 175 2.9.1.3. Questões do TRF3 ........................................................................................................................... 175 2.9.1.4. Questões do TRF4 ........................................................................................................................... 176 2.9.1.5. Questões do TRF5 ........................................................................................................................... 176

2.10. DIREITO AMBIENTAL ......................................................................................................................... 178 2.10.1. Competências Constitucionais Em Matéria Ambiental. Classificação e Repartição Dessas Competências, no Cenário Federativo ............................................................................................. 178
2.10.1.1. Questões do TRF1 ......................................................................................................................... 178 2.10.1.2. Questões do TRF2 ......................................................................................................................... 178 2.10.1.3. Questões do TRF3 ......................................................................................................................... 178 2.10.1.4. Questões do TRF4 ......................................................................................................................... 178 2.10.1.5. Questões do TRF5 ......................................................................................................................... 178

2.11. DIREITO INTERNACIONAL PÚBLICO E PRIVADO ........................................................................................ 178 2.11.1. Validade de Sentença Estrangeira no Brasil. Rogatórias ..................................................... 178
2.11.1.1. Questões do TRF1 ......................................................................................................................... 178 2.11.1.2. Questões do TRF2 ......................................................................................................................... 180 2.11.1.3. Questões do TRF3 ......................................................................................................................... 183 2.11.1.4. Questões do TRF4 ......................................................................................................................... 183 2.11.1.5. Questões do TRF5 ......................................................................................................................... 183

2.12. SOCIOLOGIA DO DIREITO.................................................................................................................... 184 2.12.1. Conceito De Sociologia – Controle Social E Direito. ............................................................. 184
2.12.1.1. Questões do TRF1 ......................................................................................................................... 184 2.12.1.2. Questões do TRF2 ......................................................................................................................... 184 2.12.1.3. Questões do TRF3 ......................................................................................................................... 184 2.12.1.4. Questões do TRF4 ......................................................................................................................... 185 2.12.1.5. Questões do TRF5 ......................................................................................................................... 185

2.13. FILOSOFIA DO DIREITO ...................................................................................................................... 185 2.13.1. A Justiça Como Valor Universal ........................................................................................... 185
2.13.1.1. Questões do TRF1 ......................................................................................................................... 185 2.13.1.2. Questões do TRF2 ......................................................................................................................... 185 2.13.1.3. Questões do TRF3 ......................................................................................................................... 185 2.13.1.4. Questões do TRF4 ......................................................................................................................... 185 2.13.1.5. Questões do TRF5 ......................................................................................................................... 185

3. PONTO 03 ................................................................................................................................... 186 3.1. DIREITO CONSTITUCIONAL ................................................................................................................... 186 3.1.1. Direitos e Garantias Fundamentais: Garantias Constitucionais e Núcleos Essenciais dos Direitos Fundamentais ..................................................................................................................... 186
3.1.1.1. Questões do TRF1 ........................................................................................................................... 186 3.1.1.2. Questões do TRF2 ........................................................................................................................... 186 3.1.1.3. Questões do TRF3 ........................................................................................................................... 189

5

3.1.1.4. Questões do TRF4 ........................................................................................................................... 190 3.1.1.5. Questões do TRF5 ........................................................................................................................... 190

3.2. DIREITO TRIBUTÁRIO ........................................................................................................................... 190 3.2.1. Sistema Constitucional Tributário: Tributos - Conceito - Natureza Jurídica - Classificação Espécies - Tributo E Preço Público .................................................................................................... 190
3.2.1.1. Questões do TRF1 ........................................................................................................................... 190 3.2.1.2. Questões do TRF2 ........................................................................................................................... 191 3.2.1.3. Questões do TRF3 ........................................................................................................................... 195 3.2.1.4. Questões do TRF4 ........................................................................................................................... 195 3.2.1.5. Questões do TRF5 ........................................................................................................................... 196

3.3. DIREITO ADMINISTRATIVO.................................................................................................................... 196 3.3.1. Intervenção do Estado na Propriedade e no Domínio Econômico ......................................... 196
3.3.1.1. Questões do TRF1 ........................................................................................................................... 196 3.3.1.2. Questões do TRF2 ........................................................................................................................... 196 3.3.1.3. Questões do TRF3 ........................................................................................................................... 198 3.3.1.4. Questões do TRF4 ........................................................................................................................... 199 3.3.1.5. Questões do TRF5 ........................................................................................................................... 199

3.4. DIREITO PENAL .................................................................................................................................. 199 3.4.1. Concurso de Pessoas e Concurso de Crimes ........................................................................... 199
3.4.1.1. Questões do TRF1 ........................................................................................................................... 199 3.4.1.2. Questões do TRF2 ........................................................................................................................... 200 3.4.1.3. Questões do TRF3 ........................................................................................................................... 201 3.4.1.4. Questões do TRF4 ........................................................................................................................... 201 3.4.1.5. Questões do TRF5 ........................................................................................................................... 201

3.5. DIREITO PREVIDENCIÁRIO..................................................................................................................... 201 3.5.1. Salário-De-Contribuição. Contribuições da Empresa. ............................................................ 201
3.5.1.1. Questões do TRF1 ........................................................................................................................... 201 3.5.1.2. Questões do TRF2 ........................................................................................................................... 201 3.5.1.3. Questões do TRF3 ........................................................................................................................... 202 3.5.1.4. Questões do TRF4 ........................................................................................................................... 203 3.5.1.5. Questões do TRF5 ........................................................................................................................... 203

3.6. DIREITO CIVIL .................................................................................................................................... 203 3.6.1. Validade e Invalidade dos Contratos. Contratos Fiduciários e Indiretos ................................ 203
3.6.1.1. Questões do TRF1 ........................................................................................................................... 203 3.6.1.2. Questões do TRF2 ........................................................................................................................... 203 3.6.1.3. Questões do TRF3 ........................................................................................................................... 204 3.6.1.4. Questões do TRF4 ........................................................................................................................... 205 3.6.1.5. Questões do TRF5 ........................................................................................................................... 205

3.7. DIREITO EMPRESARIAL ........................................................................................................................ 205 3.7.1. Sociedade Limitada ................................................................................................................ 205
3.7.1.1. Questões do TRF1 ........................................................................................................................... 205 3.7.1.2. Questões do TRF2 ........................................................................................................................... 205 3.7.1.3. Questões do TRF3 ........................................................................................................................... 206 3.7.1.4. Questões do TRF4 ........................................................................................................................... 206 3.7.1.5. Questões do TRF5 ........................................................................................................................... 206

3.8. DIREITO PROCESSUAL CIVIL .................................................................................................................. 208 3.8.1. Procedimento Sumário. Hipóteses de Admissibilidade. Valor da Causa e Caracterização por Matérias. Procedimento. Petição Inicial, Recebimento da Inicial, Citação, Audiência Inicial, Resposta do Réu, Audiência de Instrução e Julgamento. Intervenção de Terceiro e Ação Declaratória Incidental ......................................................................................................................................... 208
3.8.1.1. Questões do TRF1 ........................................................................................................................... 208 3.8.1.2. Questões do TRF2 ........................................................................................................................... 208

6

3.8.1.3. Questões do TRF3 ........................................................................................................................... 208 3.8.1.4. Questões do TRF4 ........................................................................................................................... 208 3.8.1.5. Questões do TRF5 ........................................................................................................................... 208

3.9. DIREITO PROCESSUAL PENAL ................................................................................................................ 209 3.9.1. Recursos ................................................................................................................................. 209
3.9.1.1. Questões do TRF1 ........................................................................................................................... 209 3.9.1.2. Questões do TRF2 ........................................................................................................................... 209 3.9.1.3. Questões do TRF3 ........................................................................................................................... 209 3.9.1.4. Questões do TRF4 ........................................................................................................................... 210 3.9.1.5. Questões do TRF5 ........................................................................................................................... 210

3.10. DIREITO AMBIENTAL ......................................................................................................................... 210 3.10.1. Tutela Administrativa do Meio Ambiente. Responsabilidade Administrativa em Matéria Ambiental. Poder de Polícia Ambiental ........................................................................................... 210
3.10.1.1. Questões do TRF1 ......................................................................................................................... 210 3.10.1.2. Questões do TRF2 ......................................................................................................................... 210 3.10.1.3. Questões do TRF3 ......................................................................................................................... 210 3.10.1.4. Questões do TRF4 ......................................................................................................................... 210 3.10.1.5. Questões do TRF5 ......................................................................................................................... 211

3.11. DIREITO INTERNACIONAL PÚBLICO E PRIVADO ........................................................................................ 213 3.11.1. Nacionalidade: Aquisição, Perda e Mudança ...................................................................... 213
3.11.1.1. Questões do TRF1 ......................................................................................................................... 213 3.11.1.2. Questões do TRF2 ......................................................................................................................... 213 3.11.1.3. Questões do TRF3 ......................................................................................................................... 213 3.11.1.4. Questões do TRF4 ......................................................................................................................... 213 3.11.1.5. Questões do TRF5 ......................................................................................................................... 213

3.12. SOCIOLOGIA DO DIREITO.................................................................................................................... 214 3.12.1. Fato Jurídico e Fato Social (Relações) .................................................................................. 214
3.12.1.1. Questões do TRF1 ......................................................................................................................... 214 3.12.1.2. Questões do TRF2 ......................................................................................................................... 214 3.12.1.3. Questões do TRF3 ......................................................................................................................... 214 3.12.1.4. Questões do TRF4 ......................................................................................................................... 214 3.12.1.5. Questões do TRF5 ......................................................................................................................... 214

3.13. FILOSOFIA DO DIREITO ...................................................................................................................... 214 3.13.1. Justiça e Legalidade ............................................................................................................. 214
3.13.1.1. Questões do TRF1 ......................................................................................................................... 214 3.13.1.2. Questões do TRF2 ......................................................................................................................... 215 3.13.1.3. Questões do TRF3 ......................................................................................................................... 215 3.13.1.4. Questões do TRF4 ......................................................................................................................... 215 3.13.1.5. Questões do TRF5 ......................................................................................................................... 215

4. PONTO 04 ................................................................................................................................... 216 4.1. DIREITO CONSTITUCIONAL ................................................................................................................... 216 4.1.1. Controle de Constitucionalidade ............................................................................................ 216
4.1.1.1. Questões do TRF1 ........................................................................................................................... 216 4.1.1.2. Questões do TRF2 ........................................................................................................................... 216 4.1.1.3. Questões do TRF3 ........................................................................................................................... 224 4.1.1.4. Questões do TRF4 ........................................................................................................................... 225 4.1.1.5. Questões do TRF5 ........................................................................................................................... 225

4.2. DIREITO TRIBUTÁRIO ........................................................................................................................... 225 4.2.1. Sistema Constitucional Tributário: Princípios Constitucionais De Direito Tributário ............. 225
4.2.1.1. Questões do TRF1 ........................................................................................................................... 225 4.2.1.2. Questões do TRF2 ........................................................................................................................... 226

7

4.2.1.3. Questões do TRF3 ........................................................................................................................... 231 4.2.1.4. Questões do TRF4 ........................................................................................................................... 232 4.2.1.5. Questões do TRF5 ........................................................................................................................... 232

4.3. DIREITO ADMINISTRATIVO.................................................................................................................... 234 4.3.1. Ato Administrativo. Políticas Públicas.................................................................................... 234
4.3.1.1. Questões do TRF1 ........................................................................................................................... 234 4.3.1.2. Questões do TRF2 ........................................................................................................................... 235 4.3.1.3. Questões do TRF3 ........................................................................................................................... 237 4.3.1.4. Questões do TRF4 ........................................................................................................................... 237 4.3.1.5. Questões do TRF5 ........................................................................................................................... 237

4.4. DIREITO PENAL .................................................................................................................................. 237 4.4.1. Pena. Valoração ..................................................................................................................... 237
4.4.1.1. Questões do TRF1 ........................................................................................................................... 237 4.4.1.2. Questões do TRF2 ........................................................................................................................... 237 4.4.1.3. Questões do TRF3 ........................................................................................................................... 242 4.4.1.4. Questões do TRF4 ........................................................................................................................... 242 4.4.1.5. Questões do TRF5 ........................................................................................................................... 242

4.5. DIREITO PREVIDENCIÁRIO..................................................................................................................... 242 4.5.1. Benefícios Previdenciários. Período de Carência. Valor Mensal. Salário-de-Benefício. Reajustamentos ............................................................................................................................... 242
4.5.1.1. Questões do TRF1 ........................................................................................................................... 242 4.5.1.2. Questões do TRF2 ........................................................................................................................... 243 4.5.1.3. Questões do TRF3 ........................................................................................................................... 244 4.5.1.4. Questões do TRF4 ........................................................................................................................... 244 4.5.1.5. Questões do TRF5 ........................................................................................................................... 244

4.6. DIREITO CIVIL .................................................................................................................................... 245 4.6.1. Fato Jurídico, Ato Jurídico E Negócio Jurídico. Relações Paracontratuais ............................. 245
4.6.1.1. Questões do TRF1 ........................................................................................................................... 245 4.6.1.2. Questões do TRF2 ........................................................................................................................... 245 4.6.1.3. Questões do TRF3 ........................................................................................................................... 245 4.6.1.4. Questões do TRF4 ........................................................................................................................... 247 4.6.1.5. Questões do TRF5 ........................................................................................................................... 247

4.7. DIREITO EMPRESARIAL ........................................................................................................................ 248 4.7.1. Alienação Fiduciária Em Garantia ......................................................................................... 248
4.7.1.1. Questões do TRF1 ........................................................................................................................... 248 4.7.1.2. Questões do TRF2 ........................................................................................................................... 249 4.7.1.3. Questões do TRF3 ........................................................................................................................... 249 4.7.1.4. Questões do TRF4 ........................................................................................................................... 249 4.7.1.5. Questões do TRF5 ........................................................................................................................... 249

4.8. DIREITO PROCESSUAL CIVIL .................................................................................................................. 249 4.8.1. Procedimento Ordinário – Fase Postulatória. Petição Inicial. Propositura Da Demanda. Requisitos Da Inicial. Pedido. Indeferimento Da Petição Inicial. Citação. Intimação. Resposta Do Réu: Contestação, Reconvenção, Exceções, Impugnação Ao Valor Da Causa, Impugnação À Gratuidade De Justiça e Ação Declaratória Incidental. Revelia ....................................................... 249
4.8.1.1. Questões do TRF1 ........................................................................................................................... 249 4.8.1.2. Questões do TRF2 ........................................................................................................................... 250 4.8.1.3. Questões do TRF3 ........................................................................................................................... 254 4.8.1.4. Questões do TRF4 ........................................................................................................................... 255 4.8.1.5. Questões do TRF5 ........................................................................................................................... 255

4.9. DIREITO PROCESSUAL PENAL ................................................................................................................ 256 4.9.1. Sentença. Motivação Das Decisões Penais ............................................................................ 256
4.9.1.1. Questões do TRF1 ........................................................................................................................... 256

8

4.9.1.2. Questões do TRF2 ........................................................................................................................... 259 4.9.1.3. Questões do TRF3 ........................................................................................................................... 260 4.9.1.4. Questões do TRF4 ........................................................................................................................... 260 4.9.1.5. Questões do TRF5 ........................................................................................................................... 261

4.10. DIREITO AMBIENTAL ......................................................................................................................... 261 4.10.1. Política Nacional Do Meio Ambiente. Instrumentos Da Política Nacional Do Meio Ambiente. Padrões De Qualidade Ambiental. Zoneamento Ambiental. Sistema Nacional De Unidades De Conservação Da Natureza ............................................................................................................... 261
4.10.1.1. Questões do TRF1 ......................................................................................................................... 261 4.10.1.2. Questões do TRF2 ......................................................................................................................... 261 4.10.1.3. Questões do TRF3 ......................................................................................................................... 262 4.10.1.4. Questões do TRF4 ......................................................................................................................... 262 4.10.1.5. Questões do TRF5 ......................................................................................................................... 262

4.11. DIREITO INTERNACIONAL PÚBLICO E PRIVADO ........................................................................................ 264 4.11.1. O Espaço Aéreo .................................................................................................................... 264
4.11.1.1. Questões do TRF1 ......................................................................................................................... 264 4.11.1.2. Questões do TRF2 ......................................................................................................................... 265 4.11.1.3. Questões do TRF3 ......................................................................................................................... 265 4.11.1.4. Questões do TRF4 ......................................................................................................................... 265 4.11.1.5. Questões do TRF5 ......................................................................................................................... 265

4.12. SOCIOLOGIA DO DIREITO.................................................................................................................... 265 4.12.1. Aspectos Gerenciais Da Atividade Judiciária........................................................................ 265
4.12.1.1. Questões do TRF1 ......................................................................................................................... 265 4.12.1.2. Questões do TRF2 ......................................................................................................................... 265 4.12.1.3. Questões do TRF3 ......................................................................................................................... 265 4.12.1.4. Questões do TRF4 ......................................................................................................................... 265 4.12.1.5. Questões do TRF5 ......................................................................................................................... 265

4.13. FILOSOFIA DO DIREITO ...................................................................................................................... 265 4.13.1. O Conceito De Direito E Sua Positividade............................................................................. 265
4.13.1.1. Questões do TRF1 ......................................................................................................................... 265 4.13.1.2. Questões do TRF2 ......................................................................................................................... 267 4.13.1.3. Questões do TRF3 ......................................................................................................................... 267 4.13.1.4. Questões do TRF4 ......................................................................................................................... 267 4.13.1.5. Questões do TRF5 ......................................................................................................................... 267

5. PONTO 05 ................................................................................................................................... 268 5.1. DIREITO CONSTITUCIONAL ................................................................................................................... 268 5.1.1. Eficácia Das Normas Constitucionais ..................................................................................... 268
5.1.1.1. Questões do TRF1 ........................................................................................................................... 268 5.1.1.2. Questões do TRF2 ........................................................................................................................... 270 5.1.1.3. Questões do TRF3 ........................................................................................................................... 270 5.1.1.4. Questões do TRF4 ........................................................................................................................... 270 5.1.1.5. Questões do TRF5 ........................................................................................................................... 270

5.2. DIREITO TRIBUTÁRIO ........................................................................................................................... 271 5.2.1. Impostos: União Federal – Estados-membros - Municípios – Distrito Federal - Territórios Princípios E Normas Constitucionais – Rendas Compatíveis ............................................................ 271
5.2.1.1. Questões do TRF1 ........................................................................................................................... 271 5.2.1.2. Questões do TRF2 ........................................................................................................................... 271 5.2.1.3. Questões do TRF3 ........................................................................................................................... 273 5.2.1.4. Questões do TRF4 ........................................................................................................................... 277 5.2.1.5. Questões do TRF5 ........................................................................................................................... 277

5.3. DIREITO ADMINISTRATIVO.................................................................................................................... 278

9

5.3.1. Licitação ................................................................................................................................. 278
5.3.1.1. Questões do TRF1 ........................................................................................................................... 278 5.3.1.2. Questões do TRF2 ........................................................................................................................... 284 5.3.1.3. Questões do TRF3 ........................................................................................................................... 292 5.3.1.4. Questões do TRF4 ........................................................................................................................... 296 5.3.1.5. Questões do TRF5 ........................................................................................................................... 296

5.4. DIREITO PENAL .................................................................................................................................. 296 5.4.1. Extinção Da Punibilidade ....................................................................................................... 296
5.4.1.1. Questões do TRF1 ........................................................................................................................... 296 5.4.1.2. Questões do TRF2 ........................................................................................................................... 301 5.4.1.3. Questões do TRF3 ........................................................................................................................... 301 5.4.1.4. Questões do TRF4 ........................................................................................................................... 301 5.4.1.5. Questões do TRF5 ........................................................................................................................... 301

5.5. DIREITO PREVIDENCIÁRIO..................................................................................................................... 301 5.5.1. Aposentadoria. Auxílio-Doença. Abono De Permanência. Pensões. Renda Mensal Vitalícia. Acumulação ..................................................................................................................................... 301
5.5.1.1. Questões do TRF1 ........................................................................................................................... 301 5.5.1.2. Questões do TRF2 ........................................................................................................................... 307 5.5.1.3. Questões do TRF3 ........................................................................................................................... 308 5.5.1.4. Questões do TRF4 ........................................................................................................................... 308 5.5.1.5. Questões do TRF5 ........................................................................................................................... 308

5.6. DIREITO CIVIL .................................................................................................................................... 309 5.6.1. Compra E Venda. Pactos Adjetos. Compromisso De Compra E Venda .................................. 309
5.6.1.1. Questões do TRF1 ........................................................................................................................... 309 5.6.1.2. Questões do TRF2 ........................................................................................................................... 313 5.6.1.3. Questões do TRF3 ........................................................................................................................... 313 5.6.1.4. Questões do TRF4 ........................................................................................................................... 313 5.6.1.5. Questões do TRF5 ........................................................................................................................... 313

5.7. DIREITO EMPRESARIAL ........................................................................................................................ 313 5.7.1. Títulos De Crédito................................................................................................................... 313
5.7.1.1. Questões do TRF1 ........................................................................................................................... 313 5.7.1.2. Questões do TRF2 ........................................................................................................................... 318 5.7.1.3. Questões do TRF3 ........................................................................................................................... 322 5.7.1.4. Questões do TRF4 ........................................................................................................................... 322 5.7.1.5. Questões do TRF5 ........................................................................................................................... 324

5.8. DIREITO PROCESSUAL CIVIL .................................................................................................................. 325 1.8.1. Fase Ordinatória. Providências Preliminares. Réplica. Especificação De Provas. Regularização. Julgamento Conforme O Estado Do Processo. Extinção Sem Julgamento Do Mérito. Julgamento Antecipado Do Mérito. Audiência Preliminar. Tentativa De Conciliação, Saneamento Do Processo, Desnecessidade De Audiência Preliminar ........................................................................................ 325
5.8.1.1. Questões do TRF1 ........................................................................................................................... 325 5.8.1.2. Questões do TRF2 ........................................................................................................................... 328 5.8.1.3. Questões do TRF3 ........................................................................................................................... 329 5.8.1.4. Questões do TRF4 ........................................................................................................................... 329 5.8.1.5. Questões do TRF5 ........................................................................................................................... 329

5.9. DIREITO PROCESSUAL PENAL ................................................................................................................ 329 5.9.1. Prova. Indícios. Presunções. Ônus Da Prova. Valor Da Confissão .......................................... 329
5.9.1.1. Questões do TRF1 ........................................................................................................................... 329 5.9.1.2. Questões do TRF2 ........................................................................................................................... 336 5.9.1.3. Questões do TRF3 ........................................................................................................................... 339 5.9.1.4. Questões do TRF4 ........................................................................................................................... 339 5.9.1.5. Questões do TRF5 ........................................................................................................................... 340

10

5.10. DIREITO AMBIENTAL ......................................................................................................................... 340 5.10.1. Avaliação De Impactos Ambientais. Estudo Prévio De Impacto Ambiental E Licenciamento Ambiental. Infrações E Sanções Administrativas ............................................................................. 340
5.10.1.1. Questões do TRF1 ......................................................................................................................... 340 5.10.1.2. Questões do TRF2 ......................................................................................................................... 344 5.10.1.3. Questões do TRF3 ......................................................................................................................... 347 5.10.1.4. Questões do TRF4 ......................................................................................................................... 347 5.10.1.5. Questões do TRF5 ......................................................................................................................... 347

5.11. DIREITO INTERNACIONAL PÚBLICO E PRIVADO ........................................................................................ 347 5.11.1. Mar Territorial E Zona Contígua. Zona Econômica. Plataforma Continental. Alto Mar ...... 347
5.11.1.1. Questões do TRF1 ......................................................................................................................... 347 5.11.1.2. Questões do TRF2 ......................................................................................................................... 348 5.11.1.3. Questões do TRF3 ......................................................................................................................... 348 5.11.1.4. Questões do TRF4 ......................................................................................................................... 348 5.11.1.5. Questões do TRF5 ......................................................................................................................... 348

5.12. SOCIOLOGIA DO DIREITO.................................................................................................................... 348 5.12.1. O Fato Jurídico Como Espécie Do Gênero Fato Social .......................................................... 348
5.12.1.1. Questões do TRF1 ......................................................................................................................... 348 5.12.1.2. Questões do TRF2 ......................................................................................................................... 348 5.12.1.3. Questões do TRF3 ......................................................................................................................... 348 5.12.1.4. Questões do TRF4 ......................................................................................................................... 348 5.12.1.5. Questões do TRF5 ......................................................................................................................... 348

5.13. FILOSOFIA DO DIREITO ...................................................................................................................... 349 5.13.1. A Justiça Como Valor Jurídico Político.................................................................................. 349
5.13.1.1. Questões do TRF1 ......................................................................................................................... 349 5.13.1.2. Questões do TRF2 ......................................................................................................................... 349 5.13.1.3. Questões do TRF3 ......................................................................................................................... 349 5.13.1.4. Questões do TRF4 ......................................................................................................................... 349 5.13.1.5. Questões do TRF5 ......................................................................................................................... 349

6. PONTO 06 ................................................................................................................................... 350 6.1. DIREITO CONSTITUCIONAL ................................................................................................................... 350 6.1.1. Princípios E Métodos De Interpretação Da Constituição ....................................................... 350
6.1.1.1. Questões do TRF1 ........................................................................................................................... 350 6.1.1.2. Questões do TRF2 ........................................................................................................................... 350 6.1.1.3. Questões do TRF3 ........................................................................................................................... 351 6.1.1.4. Questões do TRF4 ........................................................................................................................... 351 6.1.1.5. Questões do TRF5 ........................................................................................................................... 352

6.2. DIREITO TRIBUTÁRIO ........................................................................................................................... 352 6.2.1. Legislação Tributária: Vigência No Tempo E No Espaço – Aplicação - Hermenêutica Tributária – Lei Interpretativa - Interpretação E Integração Da Legislação Tributária No Código Tributário Nacional ........................................................................................................................................... 352
6.2.1.1. Questões do TRF1 ........................................................................................................................... 352 6.2.1.2. Questões do TRF2 ........................................................................................................................... 355 6.2.1.3. Questões do TRF3 ........................................................................................................................... 358 6.2.1.4. Questões do TRF4 ........................................................................................................................... 358 6.2.1.5. Questões do TRF5 ........................................................................................................................... 358

6.3. DIREITO ADMINISTRATIVO.................................................................................................................... 358 6.3.1. Serviços Públicos E Atividades Econômicas Do Estado .......................................................... 358
6.3.1.1. Questões do TRF1 ........................................................................................................................... 358 6.3.1.2. Questões do TRF2 ........................................................................................................................... 360 6.3.1.3. Questões do TRF3 ........................................................................................................................... 361

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6.3.1.4. Questões do TRF4 ........................................................................................................................... 361 6.3.1.5. Questões do TRF5 ........................................................................................................................... 361

6.4. DIREITO PENAL .................................................................................................................................. 362 6.4.1. Inatividade No Processo Penal. Inquérito Policial. Garantias Do Investigado. Atribuições Da Autoridade Policial. Intervenção Do Ministério Público................................................................... 362
6.4.1.1. Questões do TRF1 ........................................................................................................................... 362 6.4.1.2. Questões do TRF2 ........................................................................................................................... 364 6.4.1.3. Questões do TRF3 ........................................................................................................................... 365 6.4.1.4. Questões do TRF4 ........................................................................................................................... 365 6.4.1.5. Questões do TRF5 ........................................................................................................................... 365

6.5. DIREITO PREVIDENCIÁRIO..................................................................................................................... 366 6.5.1. Tempo De Serviço - Lei N. 8.742/1993 (Loas): Aspectos Previdenciários E Sociais ................ 366
6.5.1.1. Questões do TRF1 ........................................................................................................................... 366 6.5.1.2. Questões do TRF2 ........................................................................................................................... 367 6.5.1.3. Questões do TRF3 ........................................................................................................................... 367 6.5.1.4. Questões do TRF4 ........................................................................................................................... 367 6.5.1.5. Questões do TRF5 ........................................................................................................................... 367

6.6. DIREITO CIVIL .................................................................................................................................... 367 6.6.1. Pessoas Jurídicas. Obrigação Natural .................................................................................... 367
6.6.1.1. Questões do TRF1 ........................................................................................................................... 367 6.6.1.2. Questões do TRF2 ........................................................................................................................... 369 6.6.1.3. Questões do TRF3 ........................................................................................................................... 369 6.6.1.4. Questões do TRF4 ........................................................................................................................... 370 6.6.1.5. Questões do TRF5 ........................................................................................................................... 370

6.7. DIREITO EMPRESARIAL ........................................................................................................................ 370 6.7.1. Arrendamento Mercantil ....................................................................................................... 370
6.7.1.1. Questões do TRF1 ........................................................................................................................... 370 6.7.1.2. Questões do TRF2 ........................................................................................................................... 371 6.7.1.3. Questões do TRF3 ........................................................................................................................... 371 6.7.1.4. Questões do TRF4 ........................................................................................................................... 371 6.7.1.5. Questões do TRF5 ........................................................................................................................... 371

6.8. DIREITO PROCESSUAL CIVIL .................................................................................................................. 371 6.8.1. Procedimento Ordinário – Fase Instrutória. Teoria Geral Da Prova. Classificação Da Prova. Objeto Da Prova. Prova De Fato Negativo. O Juiz E A Produção Da Prova. O Ônus Da Prova. Provas Ilícitas. Hierarquia. Fontes E Meios. Prova Documental. Prova Pericial. Inspeção Judicial. Prova Testemunhal. Depoimento Pessoal. Interrogatório Das Partes. Audiência De Instrução E Julgamento ......................................................................................................................................................... 371
6.8.1.1. Questões do TRF1 ........................................................................................................................... 371 6.8.1.2. Questões do TRF2 ........................................................................................................................... 375 6.8.1.3. Questões do TRF3 ........................................................................................................................... 375 6.8.1.4. Questões do TRF4 ........................................................................................................................... 375 6.8.1.5. Questões do TRF5 ........................................................................................................................... 376

6.9. DIREITO PROCESSUAL PENAL ................................................................................................................ 376 6.9.1. Questões E Processos Incidentes............................................................................................ 376
6.9.1.1. Questões do TRF1 ........................................................................................................................... 376 6.9.1.2. Questões do TRF2 ........................................................................................................................... 377 6.9.1.3. Questões do TRF3 ........................................................................................................................... 378 6.9.1.4. Questões do TRF4 ........................................................................................................................... 378 6.9.1.5. Questões do TRF5 ........................................................................................................................... 378

6.10. DIREITO AMBIENTAL ......................................................................................................................... 378 6.10.1. Responsabilidade Ambiental. Tutela Civil Do Meio Ambiente. A Responsabilidade Civil Ambiental. O Dano Ambiental. Formas De Reparação Do Dano Ambiental. Responsabilidade Por

12

Culpa Do Direito Tradicional. Responsabilidade Objetiva No Direito Ambiental. O Sujeito Responsável E A Solidariedade Passiva No Dano Ambiental. A Responsabilidade Do Estado Por Dano Ambiental ............................................................................................................................... 378
6.10.1.1. Questões do TRF1 ......................................................................................................................... 378 6.10.1.2. Questões do TRF2 ......................................................................................................................... 383 6.10.1.3. Questões do TRF3 ......................................................................................................................... 383 6.10.1.4. Questões do TRF4 ......................................................................................................................... 383 6.10.1.5. Questões do TRF5 ......................................................................................................................... 383

6.11. DIREITO INTERNACIONAL PÚBLICO E PRIVADO ........................................................................................ 383 6.11.1. O Estado Como Sujeito De Direito Internacional Público (Deveres E Direitos Do Estado Na Ordem Internacional)....................................................................................................................... 383
6.11.1.1. Questões do TRF1 ......................................................................................................................... 383 6.11.1.2. Questões do TRF2 ......................................................................................................................... 384 6.11.1.3. Questões do TRF3 ......................................................................................................................... 384 6.11.1.4. Questões do TRF4 ......................................................................................................................... 384 6.11.1.5. Questões do TRF5 ......................................................................................................................... 384

6.12. SOCIOLOGIA DO DIREITO.................................................................................................................... 384 6.12.1. Extratificação Social ............................................................................................................. 384
6.12.1.1. Questões do TRF1 ......................................................................................................................... 384 6.12.1.2. Questões do TRF2 ......................................................................................................................... 385 6.12.1.3. Questões do TRF3 ......................................................................................................................... 385 6.12.1.4. Questões do TRF4 ......................................................................................................................... 385 6.12.1.5. Questões do TRF5 ......................................................................................................................... 385

6.13. FILOSOFIA DO DIREITO ...................................................................................................................... 385 6.13.1. A Moral e o Direito............................................................................................................... 385
6.13.1.1. Questões do TRF1 ......................................................................................................................... 385 6.13.1.2. Questões do TRF2 ......................................................................................................................... 386 6.13.1.3. Questões do TRF3 ......................................................................................................................... 386 6.13.1.4. Questões do TRF4 ......................................................................................................................... 386 6.13.1.5. Questões do TRF5 ......................................................................................................................... 387

7. PONTO 07 ................................................................................................................................... 387 7.1. DIREITO CONSTITUCIONAL ................................................................................................................... 387 7.1.1. Conceitos De Constituição ..................................................................................................... 387
7.1.1.1. Questões do TRF1 ........................................................................................................................... 387 7.1.1.2. Questões do TRF2 ........................................................................................................................... 388 7.1.1.3. Questões do TRF3 ........................................................................................................................... 391 7.1.1.4. Questões do TRF4 ........................................................................................................................... 391 7.1.1.5. Questões do TRF5 ........................................................................................................................... 392

7.2. DIREITO TRIBUTÁRIO ........................................................................................................................... 392 7.2.1. Obrigação Tributária: Elementos - Sujeição Passiva Direta E Indireta - Espécies – Domicílio Tributário ......................................................................................................................................... 392
7.2.1.1. Questões do TRF1 ........................................................................................................................... 392 7.2.1.2. Questões do TRF2 ........................................................................................................................... 395 7.2.1.3. Questões do TRF3 ........................................................................................................................... 397 7.2.1.4. Questões do TRF4 ........................................................................................................................... 399 7.2.1.5. Questões do TRF5 ........................................................................................................................... 399

7.3. DIREITO ADMINISTRATIVO.................................................................................................................... 400 7.3.1. Administração Pública Direta E Indireta. Entidades Administrativas .................................... 400
7.3.1.1. Questões do TRF1 ........................................................................................................................... 400 7.3.1.3. Questões do TRF3 ........................................................................................................................... 403 7.3.1.4. Questões do TRF4 ........................................................................................................................... 409

13

7.3.1.5. Questões do TRF5 ........................................................................................................................... 410

7.4. DIREITO PENAL .................................................................................................................................. 419 7.4.1. Suspensão Condicional Do Processo E Da Pena ..................................................................... 419
7.4.1.1. Questões do TRF1 ........................................................................................................................... 419 7.4.1.2. Questões do TRF2 ........................................................................................................................... 419 7.4.1.3. Questões do TRF3 ........................................................................................................................... 420 7.4.1.4. Questões do TRF4 ........................................................................................................................... 420 7.4.1.5. Questões do TRF5 ........................................................................................................................... 420

7.5. DIREITO PREVIDENCIÁRIO..................................................................................................................... 420 7.5.1. Aposentadoria. Auxílio-Doença. Abono De Permanência. Pensões. Renda Mensal Vitalícia. Acumulação ..................................................................................................................................... 420
7.5.1.1. Questões do TRF1 ........................................................................................................................... 420 7.5.1.2. Questões do TRF2 ........................................................................................................................... 422 7.5.1.3. Questões do TRF3 ........................................................................................................................... 422 7.5.1.4. Questões do TRF4 ........................................................................................................................... 422 7.5.1.5. Questões do TRF5 ........................................................................................................................... 422

7.6. DIREITO CIVIL .................................................................................................................................... 422 7.6.1. Do Pagamento (Regras Gerais). Pagamento Com Sub-Rogação. Novação ........................... 422
7.6.1.1. Questões do TRF1 ........................................................................................................................... 422 7.6.1.2. Questões do TRF2 ........................................................................................................................... 423 7.6.1.3. Questões do TRF3 ........................................................................................................................... 423 7.6.1.4. Questões do TRF4 ........................................................................................................................... 424 7.6.1.5. Questões do TRF5 ........................................................................................................................... 424

7.7. DIREITO EMPRESARIAL ........................................................................................................................ 424 7.7.1. Franquia E Faturização .......................................................................................................... 424
7.7.1.1. Questões do TRF1 ........................................................................................................................... 424 7.7.1.2. Questões do TRF2 ........................................................................................................................... 424 7.7.1.3. Questões do TRF3 ........................................................................................................................... 424 7.7.1.4. Questões do TRF4 ........................................................................................................................... 424 7.7.1.5. Questões do TRF5 ........................................................................................................................... 424

7.8. DIREITO PROCESSUAL CIVIL .................................................................................................................. 424 7.8.1. O Processo Nos Tribunais. Uniformização Da Jurisprudência. Declaração De Inconstitucionalidade Pelo Sistema Difuso ...................................................................................... 424
7.8.1.1. Questões do TRF1 ........................................................................................................................... 424 7.8.1.2. Questões do TRF2 ........................................................................................................................... 424 7.8.1.3. Questões do TRF3 ........................................................................................................................... 425 7.8.1.4. Questões do TRF4 ........................................................................................................................... 425 7.8.1.5. Questões do TRF5 ........................................................................................................................... 425

7.9. DIREITO PROCESSUAL PENAL ................................................................................................................ 425 7.9.1. Execução Penal ...................................................................................................................... 425
7.9.1.1. Questões do TRF1 ........................................................................................................................... 425 7.9.1.2. Questões do TRF2 ........................................................................................................................... 425 7.9.1.3. Questões do TRF3 ........................................................................................................................... 426 7.9.1.4. Questões do TRF4 ........................................................................................................................... 426 7.9.1.5. Questões do TRF5 ........................................................................................................................... 426

7.10. DIREITO AMBIENTAL ......................................................................................................................... 426 7.10.1. Responsabilidade Ambiental. Tutela Penal Do Meio Ambiente. A Responsabilidade Penal Ambiental. As Normas Penais Ambientais. Responsabilidade Penal Individual. Responsabilidade Penal Da Pessoa Jurídica. As Sanções Penais Das Pessoas Físicas. As Penas Aplicáveis Às Pessoas Jurídicas. Os Crimes Ambientais Previstos Na Lei Nº 9.605/98. Outros Crimes Ambientais ............ 426
7.10.1.1. Questões do TRF1 ......................................................................................................................... 426 7.10.1.2. Questões do TRF2 ......................................................................................................................... 426

14

7.10.1.3. Questões do TRF3 ......................................................................................................................... 426 7.10.1.4. Questões do TRF4 ......................................................................................................................... 426 7.10.1.5. Questões do TRF5 ......................................................................................................................... 426

7.11. DIREITO INTERNACIONAL PÚBLICO E PRIVADO ........................................................................................ 427 7.11.1. O Homem Como Sujeito De Direito Internacional Público (As Declarações De Direitos) ..... 427
7.11.1.1. Questões do TRF1 ......................................................................................................................... 427 7.11.1.2. Questões do TRF2 ......................................................................................................................... 427 7.11.1.3. Questões do TRF3 ......................................................................................................................... 428 7.11.1.4. Questões do TRF4 ......................................................................................................................... 429 7.11.1.5. Questões do TRF5 ......................................................................................................................... 429

7.12. SOCIOLOGIA DO DIREITO.................................................................................................................... 429 7.12.1. Processos De Transformação Do Indivíduo Do Gênero Em Pessoa Ou Ator Social .............. 429
7.12.1.1. Questões do TRF1 ......................................................................................................................... 429 7.12.1.2. Questões do TRF2 ......................................................................................................................... 429 7.12.1.3. Questões do TRF3 ......................................................................................................................... 430 7.12.1.4. Questões do TRF4 ......................................................................................................................... 430 7.12.1.5. Questões do TRF5 ......................................................................................................................... 430

7.13. FILOSOFIA DO DIREITO ...................................................................................................................... 430 7.13.1. Equidade .............................................................................................................................. 430
7.13.1.1. Questões do TRF1 ......................................................................................................................... 430 7.13.1.2. Questões do TRF2 ......................................................................................................................... 430 7.13.1.3. Questões do TRF3 ......................................................................................................................... 430 7.13.1.4. Questões do TRF4 ......................................................................................................................... 430 7.13.1.5. Questões do TRF5 ......................................................................................................................... 430

8. PONTO 08 ................................................................................................................................... 430 8.1. DIREITO CONSTITUCIONAL ................................................................................................................... 430 8.1.1. Classificação Das Constituições ............................................................................................. 430
8.1.1.1. Questões do TRF1 ........................................................................................................................... 430 8.1.1.2. Questões do TRF2 ........................................................................................................................... 430 8.1.1.3. Questões do TRF3 ........................................................................................................................... 431 8.1.1.4. Questões do TRF4 ........................................................................................................................... 431 8.1.1.5. Questões do TRF5 ........................................................................................................................... 431

8.2. DIREITO TRIBUTÁRIO ........................................................................................................................... 431 8.2.1. Crédito Tributário: Constituição ............................................................................................. 431
8.2.1.1. Questões do TRF1 ........................................................................................................................... 431 8.2.1.2. Questões do TRF2 ........................................................................................................................... 431 8.2.1.3. Questões do TRF3 ........................................................................................................................... 431 8.2.1.4. Questões do TRF4 ........................................................................................................................... 432 8.2.1.5. Questões do TRF5 ........................................................................................................................... 432

8.3. DIREITO ADMINISTRATIVO.................................................................................................................... 432 8.3.1. Devido Processo (Legal) Administrativo................................................................................. 432
8.3.1.1. Questões do TRF1 ........................................................................................................................... 432 8.3.1.2. Questões do TRF2 ........................................................................................................................... 432 8.3.1.3. Questões do TRF3 ........................................................................................................................... 433 8.3.1.4. Questões do TRF4 ........................................................................................................................... 433 8.3.1.5. Questões do TRF5 ........................................................................................................................... 433

8.4. DIREITO PENAL .................................................................................................................................. 433 8.4.1. Crimes De "Lavagem" Ou Ocultação De Bens, Direitos E Valores .......................................... 433
8.4.1.1. Questões do TRF1 ........................................................................................................................... 433 8.4.1.2. Questões do TRF2 ........................................................................................................................... 434 8.4.1.3. Questões do TRF3 ........................................................................................................................... 434

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8.4.1.4. Questões do TRF4 ........................................................................................................................... 434 8.4.1.5. Questões do TRF5 ........................................................................................................................... 435

8.5. DIREITO PREVIDENCIÁRIO..................................................................................................................... 435 8.5.1. Trabalhador Rural - Estatuto Do Idoso (Lei N. 10.741/2003)................................................. 435
8.5.1.1. Questões do TRF1 ........................................................................................................................... 435 8.5.1.2. Questões do TRF2 ........................................................................................................................... 437 8.5.1.3. Questões do TRF3 ........................................................................................................................... 437 8.5.1.4. Questões do TRF4 ........................................................................................................................... 437 8.5.1.5. Questões do TRF5 ........................................................................................................................... 437

8.6. DIREITO CIVIL .................................................................................................................................... 437 8.6.1. Obrigação: Conceito. Elementos Constitutivos. Modalidades ............................................... 437
8.6.1.1. Questões do TRF1 ........................................................................................................................... 437 8.6.1.2. Questões do TRF2 ........................................................................................................................... 437 8.6.1.3. Questões do TRF3 ........................................................................................................................... 438 8.6.1.4. Questões do TRF4 ........................................................................................................................... 438 8.6.1.5. Questões do TRF5 ........................................................................................................................... 438

8.7. DIREITO EMPRESARIAL ........................................................................................................................ 439 8.7.1. Sociedade Simples E Sociedade Em Nome Coletivo ............................................................... 439
8.7.1.1. Questões do TRF1 ........................................................................................................................... 439 8.7.1.2. Questões do TRF2 ........................................................................................................................... 439 8.7.1.3. Questões do TRF3 ........................................................................................................................... 439 8.7.1.4. Questões do TRF4 ........................................................................................................................... 439 8.7.1.5. Questões do TRF5 ........................................................................................................................... 439

8.8. DIREITO PROCESSUAL CIVIL .................................................................................................................. 440 8.8.1. Homologação De Sentença Estrangeira. Ação Rescisória. Ação Rescisória Constitucional. Antecipação De Tutela Na Ação Rescisória ..................................................................................... 440
8.8.1.1. Questões do TRF1 ........................................................................................................................... 440 8.8.1.2. Questões do TRF2 ........................................................................................................................... 440 8.8.1.3. Questões do TRF3 ........................................................................................................................... 442 8.8.1.4. Questões do TRF4 ........................................................................................................................... 442 8.8.1.5. Questões do TRF5 ........................................................................................................................... 443

8.9. DIREITO PROCESSUAL PENAL ................................................................................................................ 445 8.9.1. Prisão Cautelar De Natureza Processual................................................................................ 445
8.9.1.1. Questões do TRF1 ........................................................................................................................... 445 8.9.1.2. Questões do TRF2 ........................................................................................................................... 446 8.9.1.3. Questões do TRF3 ........................................................................................................................... 446 8.9.1.4. Questões do TRF4 ........................................................................................................................... 448 8.9.1.5. Questões do TRF5 ........................................................................................................................... 449

8.10. DIREITO AMBIENTAL ......................................................................................................................... 449 8.10.1. Principais Instrumentos De Proteção Internacional Do Meio Ambiente. Fontes Do Direito Internacional Do Meio Ambiente. Documentos Internacionais. Agenda 21 .................................... 449
8.10.1.1. Questões do TRF1 ......................................................................................................................... 449 8.10.1.2. Questões do TRF2 ......................................................................................................................... 449 8.10.1.3. Questões do TRF3 ......................................................................................................................... 450 8.10.1.4. Questões do TRF4 ......................................................................................................................... 450 8.10.1.5. Questões do TRF5 ......................................................................................................................... 450

8.11. DIREITO INTERNACIONAL PÚBLICO E PRIVADO ........................................................................................ 450 8.11.1. Incorporação Dos Tratados Público E Privado Internacionais (Convenções Etc.) No Direito Brasileiro .......................................................................................................................................... 450
8.11.1.1. Questões do TRF1 ......................................................................................................................... 450 8.11.1.2. Questões do TRF2 ......................................................................................................................... 452 8.11.1.3. Questões do TRF3 ......................................................................................................................... 456

16

8.11.1.4. Questões do TRF4 ......................................................................................................................... 457 8.11.1.5. Questões do TRF5 ......................................................................................................................... 457

8.12. SOCIOLOGIA DO DIREITO .............................................................................................................. 460 8.12.1. Conflitos – Conceito .......................................................................................................... 460
8.12.1.1. Questões do TRF1 ........................................................................................................................ 460 8.12.1.2. Questões do TRF28 ....................................................................................................................... 461 8.12.1.3. Questões do TRF3 ......................................................................................................................... 461 8.12.1.4. Questões do TRF4 ......................................................................................................................... 461 8.12.1.5. Questões do TRF5 ......................................................................................................................... 461

8.13. FILOSOFIA DO DIREITO ...................................................................................................................... 461 8.13.1. O Mundo Compreendido Cosmologicamente ...................................................................... 461
8.13.1.1. Questões do TRF1 ......................................................................................................................... 461 8.13.1.2. Questões do TRF2 ......................................................................................................................... 465 8.13.1.3. Questões do TRF3 ......................................................................................................................... 465 8.13.1.4. Questões do TRF4 ......................................................................................................................... 465 8.13.1.5. Questões do TRF5 ......................................................................................................................... 465

9. PONTO 09 ................................................................................................................................... 465 9.1. DIREITO CONSTITUCIONAL ................................................................................................................... 465 9.1.1. Separação De Poderes E Divisão De Poderes No Brasil.......................................................... 465
9.1.1.1. Questões do TRF1 ........................................................................................................................... 465 9.1.1.2. Questões do TRF2 ........................................................................................................................... 465 9.1.1.3. Questões do TRF3 ........................................................................................................................... 471 9.1.1.4. Questões do TRF4 ........................................................................................................................... 474 9.1.1.5. Questões do TRF5 ........................................................................................................................... 474

TRF5 – 2012.................................................................................................................................. 474 9.2. DIREITO TRIBUTÁRIO ........................................................................................................................... 476 9.2.1. Crédito Tributário: Suspensão ................................................................................................ 476
9.2.1.1. Questões do TRF1 ........................................................................................................................... 476 9.2.1.2. Questões do TRF2 ........................................................................................................................... 476 9.2.1.3. Questões do TRF3 ........................................................................................................................... 477 9.2.1.4. Questões do TRF4 ........................................................................................................................... 477 9.2.1.5. Questões do TRF5 ........................................................................................................................... 477

9.3. DIREITO ADMINISTRATIVO.................................................................................................................... 477 9.3.1. Contratos Administrativos. Parcerias Público-Privadas ......................................................... 477
9.3.1.1. Questões do TRF1 ........................................................................................................................... 477 9.3.1.2. Questões do TRF2 ........................................................................................................................... 477 9.3.1.3. Questões do TRF3 ........................................................................................................................... 479 9.3.1.4. Questões do TRF4 ........................................................................................................................... 480 9.3.1.5. Questões do TRF5 ........................................................................................................................... 480

9.4. DIREITO PENAL .................................................................................................................................. 480 9.4.1. Crimes Hediondos .................................................................................................................. 480
9.4.1.1. Questões do TRF1 ........................................................................................................................... 480 9.4.1.2. Questões do TRF2 ........................................................................................................................... 481 9.4.1.3. Questões do TRF3 ........................................................................................................................... 481 9.4.1.4. Questões do TRF4 ........................................................................................................................... 482 9.4.1.5. Questões do TRF5 ........................................................................................................................... 483

9.5. DIREITO PREVIDENCIÁRIO..................................................................................................................... 483 9.5.1. Empregador E Empregado Domésticos - Estatuto Do Idoso (Lei N. 10.741/2003) - Lei N. 8.742/1993 (Loas) ............................................................................................................................ 483
9.5.1.1. Questões do TRF1 ........................................................................................................................... 483

17

9.5.1.2. Questões do TRF2 ........................................................................................................................... 483 9.5.1.3. Questões do TRF3 ........................................................................................................................... 484 9.5.1.4. Questões do TRF4 ........................................................................................................................... 484 9.5.1.5. Questões do TRF5 ........................................................................................................................... 484

9.6. DIREITO CIVIL .................................................................................................................................... 484 9.6.1. Mandato. Revisão E Extinção Dos Contratos ......................................................................... 484
9.6.1.1. Questões do TRF1 ........................................................................................................................... 484 9.6.1.2. Questões do TRF2 ........................................................................................................................... 484 9.6.1.3. Questões do TRF3 ........................................................................................................................... 485 9.6.1.4. Questões do TRF4 ........................................................................................................................... 486 9.6.1.5. Questões do TRF5 ........................................................................................................................... 486

9.7. DIREITO EMPRESARIAL ........................................................................................................................ 486 9.7.1. Sociedade: Princípios Gerais E Classificação .......................................................................... 486
9.7.1.1. Questões do TRF1 ........................................................................................................................... 486 9.7.1.2. Questões do TRF2 ........................................................................................................................... 487 9.7.1.3. Questões do TRF3 ........................................................................................................................... 489 9.7.1.4. Questões do TRF4 ........................................................................................................................... 491 9.7.1.5. Questões do TRF5 ........................................................................................................................... 491

9.8. DIREITO PROCESSUAL CIVIL .................................................................................................................. 493 9.8.1. Teoria Geral Dos Recursos. Princípio Do Duplo Grau De Jurisdição. Conceito De Recurso. Classificação. Juízo De Admissibilidade. Juízo De Mérito. Efeito Dos Recursos. Efeitos De Interposição. Efeitos De Julgamento. Antecipação Da Tutela Recursal ........................................... 493
9.8.1.1. Questões do TRF1 ........................................................................................................................... 493 9.8.1.2. Questões do TRF2 ........................................................................................................................... 493 9.8.1.3. Questões do TRF3 ........................................................................................................................... 494 9.8.1.4. Questões do TRF4 ........................................................................................................................... 494 9.8.1.5. Questões do TRF5 ........................................................................................................................... 494

9.9. DIREITO PROCESSUAL PENAL ................................................................................................................ 495 9.9.1. Juizados Especiais Federais Criminais .................................................................................... 495
9.9.1.1. Questões do TRF1 ........................................................................................................................... 495 9.9.1.2. Questões do TRF2 ........................................................................................................................... 495 9.9.1.3. Questões do TRF3 ........................................................................................................................... 495 9.9.1.4. Questões do TRF4 ........................................................................................................................... 495 9.9.1.5. Questões do TRF5 ........................................................................................................................... 495

9.10. DIREITO AMBIENTAL ......................................................................................................................... 495 9.10.1. A Tutela Internacional Dos Bens Naturais Brasileiros E As Unidades De Conservação Da Natureza De Proteção Integral ........................................................................................................ 495
9.10.1.1. Questões do TRF1 ......................................................................................................................... 495 9.10.1.2. Questões do TRF2 ......................................................................................................................... 495 9.10.1.3. Questões do TRF3 ......................................................................................................................... 495 9.10.1.4. Questões do TRF4 ......................................................................................................................... 496 9.10.1.5. Questões do TRF5 ......................................................................................................................... 496

9.11. DIREITO INTERNACIONAL PÚBLICO E PRIVADO ........................................................................................ 496 9.11.1. Atividade Da Lei No Tempo (Vigência, Eficácia, Fundamento) ............................................ 496
9.11.1.1. Questões do TRF1 ......................................................................................................................... 496 9.11.1.2. Questões do TRF2 ......................................................................................................................... 496 9.11.1.3. Questões do TRF3 ......................................................................................................................... 496 9.11.1.4. Questões do TRF4 ......................................................................................................................... 496 9.11.1.5. Questões do TRF5 ......................................................................................................................... 496

9.12. SOCIOLOGIA DO DIREITO.................................................................................................................... 498 9.12.1. Mecanismos De Resolução De Conflitos .............................................................................. 498
9.12.1.1. Questões do TRF1 ......................................................................................................................... 498

18

9.12.1.2. Questões do TRF2 ......................................................................................................................... 499 9.12.1.3. Questões do TRF3 ......................................................................................................................... 499 9.12.1.4. Questões do TRF4 ......................................................................................................................... 499 9.12.1.5. Questões do TRF5 ......................................................................................................................... 499

9.13. FILOSOFIA DO DIREITO ...................................................................................................................... 500 9.13.1. O Homem. Conceito. Ser Do Mundo E Opondo-Se Ao Mundo ............................................. 500
9.13.1.1. Questões do TRF1 ......................................................................................................................... 500 9.13.1.2. Questões do TRF2 ......................................................................................................................... 503 9.13.1.3. Questões do TRF3 ......................................................................................................................... 503 9.13.1.4. Questões do TRF4 ......................................................................................................................... 503 9.13.1.5. Questões do TRF5 ......................................................................................................................... 503

10. PONTO 10.................................................................................................................................. 504 10.1. DIREITO CONSTITUCIONAL ................................................................................................................. 504 10.1.1. Federalismo E Estado Federal Brasileiro .............................................................................. 504
10.1.1.1. Questões do TRF1 ......................................................................................................................... 504 10.1.1.2. Questões do TRF2 ......................................................................................................................... 504 10.1.1.3. Questões do TRF3 ......................................................................................................................... 505 10.1.1.4. Questões do TRF4 ......................................................................................................................... 506 10.1.1.5. Questões do TRF5 ......................................................................................................................... 506

10.2. DIREITO TRIBUTÁRIO ......................................................................................................................... 508 10.2.1. Crédito Tributário: Extinção ................................................................................................. 508
10.2.1.1. Questões do TRF1 ......................................................................................................................... 508 10.2.1.2. Questões do TRF2 ......................................................................................................................... 508 10.2.1.3. Questões do TRF3 ......................................................................................................................... 511 10.2.1.4. Questões do TRF4 ......................................................................................................................... 511 101.2.1.5. Questões do TRF5 ....................................................................................................................... 513

10.3. DIREITO ADMINISTRATIVO.................................................................................................................. 513 10.3.1. Responsabilidade Administrativa, Civil E Penal Do Servidor Público. Processo Disciplinar .. 513
10.3.1.1. Questões do TRF1 ......................................................................................................................... 513 10.3.1.2. Questões do TRF2 ......................................................................................................................... 513 10.3.1.3. Questões do TRF3 ......................................................................................................................... 518 10.3.1.4. Questões do TRF4 ......................................................................................................................... 518 10.3.1.5. Questões do TRF5 ......................................................................................................................... 519

10.4. DIREITO PENAL ................................................................................................................................ 519 10.4.1. Crimes Contra A Ordem Tributária. Apropriação Indébita Previdenciária ........................... 519
10.4.1.1. Questões do TRF1 ......................................................................................................................... 519 10.4.1.2. Questões do TRF2 ......................................................................................................................... 519 10.4.1.3. Questões do TRF3 ......................................................................................................................... 522 10.4.1.4. Questões do TRF4 ......................................................................................................................... 522 10.4.1.5. Questões do TRF5 ......................................................................................................................... 524

10.5. DIREITO PREVIDENCIÁRIO................................................................................................................... 524 10.5.1. O Servidor Público Federal - Reciprocidade De Regimes - Dependência Econômica ........... 524
10.5.1.1. Questões do TRF1 ......................................................................................................................... 524 10.5.1.2. Questões do TRF2 ......................................................................................................................... 524 10.5.1.3. Questões do TRF3 ......................................................................................................................... 530 10.5.1.4. Questões do TRF4 ......................................................................................................................... 530 10.5.1.5. Questões do TRF5 ......................................................................................................................... 530

10.6. DIREITO CIVIL .................................................................................................................................. 530 10.6.1. Da Posse............................................................................................................................... 530
10.6.1.1. Questões do TRF1 ......................................................................................................................... 530 10.6.1.2. Questões do TRF2 ......................................................................................................................... 531

19

10.6.1.3. Questões do TRF3 ......................................................................................................................... 533 10.6.1.4. Questões do TRF4 ......................................................................................................................... 534 10.6.1.5. Questões do TRF5 ......................................................................................................................... 534

10.7. DIREITO EMPRESARIAL ...................................................................................................................... 534 10.7.1. Sistema Financeiro Nacional ................................................................................................ 534
10.7.1.1. Questões do TRF1 ......................................................................................................................... 534 10.7.1.2. Questões do TRF2 ......................................................................................................................... 534 10.7.1.3. Questões do TRF3 ......................................................................................................................... 535 10.7.1.4. Questões do TRF4 ......................................................................................................................... 535 10.7.1.5. Questões do TRF5 ......................................................................................................................... 535

10.8. DIREITO PROCESSUAL CIVIL ................................................................................................................ 535 10.8.1. Recursos Em Espécie. Apelação. Agravos. Embargos Infringentes. Embargos De Declaração. Recurso Ordinário Para O Stf E Para O Stj. Recurso Especial E Recurso Extraordinário. Embargos De Divergência ...................................................................................................................................... 535
10.8.1.1. Questões do TRF1 ......................................................................................................................... 535 10.8.1.2. Questões do TRF2 ......................................................................................................................... 536 10.8.1.3. Questões do TRF3 ......................................................................................................................... 539 10.8.1.4. Questões do TRF4 ......................................................................................................................... 539 10.8.1.5. Questões do TRF5 ......................................................................................................................... 539

10.9. DIREITO PROCESSUAL PENAL .............................................................................................................. 539 10.9.1. Nulidades. Descumprimento Das Formas Processuais ........................................................ 539
10.9.1.1. Questões do TRF1 ......................................................................................................................... 539 10.9.1.2. Questões do TRF2 ......................................................................................................................... 539 10.9.1.3. Questões do TRF3 ......................................................................................................................... 540 10.9.1.4. Questões do TRF4 ......................................................................................................................... 540 10.9.1.5. Questões do TRF5 ......................................................................................................................... 542

10.10. DIREITO AMBIENTAL ....................................................................................................................... 542 10.10.1. A Efetivação Da Proteção Normativa Ao Meio Ambiente. A Tutela Processual Do Meio Ambiente. A Fase Pré-Processual: O Inquérito Civil E O Inquérito Policial. A Fase Processual: A Ação Civil Pública Ambiental. Ação Popular Ambiental. Mandado De Segurança Coletivo Ambiental. Mandado De Injunção Ambiental. Ação Cautelar Ambiental. Ação Declaratória De Inconstitucionalidade Em Matéria Ambiental. A Eficácia Instrumental Das Tutelas Mandamentais Em Matéria Ambiental..................................................................................................................... 542
10.10.1.1. Questões do TRF1 ....................................................................................................................... 542 10.10.1.2. Questões do TRF2 ....................................................................................................................... 542 10.10.1.3. Questões do TRF3 ....................................................................................................................... 542 10.10.1.4. Questões do TRF4 ....................................................................................................................... 542 10.10.1.5. Questões do TRF5 ....................................................................................................................... 542

10.11. DIREITO INTERNACIONAL PÚBLICO E PRIVADO ...................................................................................... 542 10.11.1. Situação Do Estrangeiro No Brasil. Extradição .................................................................. 542
10.11.1.1. Questões do TRF1 ....................................................................................................................... 542 10.11.1.2. Questões do TRF2 ....................................................................................................................... 546 10.11.1.3. Questões do TRF3 ....................................................................................................................... 549 10.11.1.4. Questões do TRF4 ....................................................................................................................... 549 10.11.1.5. Questões do TRF5 ....................................................................................................................... 549

10.12. SOCIOLOGIA DO DIREITO.................................................................................................................. 550 10.12.1. Composição De Litígios – Sistemas Não Judiciais De Composição ..................................... 550
10.12.1.1. Questões do TRF1 ....................................................................................................................... 550 10.12.1.2. Questões do TRF2 ....................................................................................................................... 550 10.12.1.3. Questões do TRF3 ....................................................................................................................... 550 10.12.1.4. Questões do TRF4 ....................................................................................................................... 550 10.12.1.5. Questões do TRF5 ....................................................................................................................... 550

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10.13. FILOSOFIA DO DIREITO .................................................................................................................... 551 10.13.1. A Conduta Segundo Sócrates ............................................................................................. 551
10.13.1.1. Questões do TRF1 ....................................................................................................................... 551 10.13.1.2. Questões do TRF2 ....................................................................................................................... 552 10.13.1.3. Questões do TRF3 ....................................................................................................................... 552 10.13.1.4. Questões do TRF4 ....................................................................................................................... 552 10.13.1.5. Questões do TRF5 ....................................................................................................................... 552

11. PONTO 11.................................................................................................................................. 552 11.1. DIREITO CONSTITUCIONAL ................................................................................................................. 552 11.1.1. Estado E Ordem Econômica ................................................................................................. 552
11.1.1.1. Questões do TRF1 ......................................................................................................................... 552 11.1.1.2. Questões do TRF2 ......................................................................................................................... 554 11.1.1.3. Questões do TRF3 ......................................................................................................................... 559 11.1.1.4. Questões do TRF4 ......................................................................................................................... 560 11.1.1.5. Questões do TRF5 ......................................................................................................................... 560

11.2. DIREITO TRIBUTÁRIO ......................................................................................................................... 561 11.2.1. Crédito Tributário: Exclusão ................................................................................................. 561
11.2.1.1. Questões do TRF1 ......................................................................................................................... 561 11.2.1.2. Questões do TRF2 ......................................................................................................................... 563 11.2.1.3. Questões do TRF3 ......................................................................................................................... 564 11.2.1.4. Questões do TRF4 ......................................................................................................................... 564 11.2.1.5. Questões do TRF5 ......................................................................................................................... 564

11.3. DIREITO ADMINISTRATIVO.................................................................................................................. 565 11.3.1. Agentes Públicos Civis E Militares ........................................................................................ 565
11.3.1.1. Questões do TRF1 ......................................................................................................................... 565 11.3.1.2. Questões do TRF2 ......................................................................................................................... 570 11.3.1.3. Questões do TRF3 ......................................................................................................................... 571 11.3.1.4. Questões do TRF4 ......................................................................................................................... 571 11.3.1.5. Questões do TRF5 ......................................................................................................................... 571

11.4. DIREITO PENAL ................................................................................................................................ 571 11.4.1. Tráfico Ilícito De Entorpecentes ........................................................................................... 571
11.4.1.1. Questões do TRF1 ......................................................................................................................... 571 11.4.1.2. Questões do TRF2 ......................................................................................................................... 584 11.4.1.3. Questões do TRF3 ......................................................................................................................... 584 11.4.1.4. Questões do TRF4 ......................................................................................................................... 585 11.4.1.5. Questões do TRF5 ......................................................................................................................... 585

11.5. DIREITO PREVIDENCIÁRIO................................................................................................................... 585 11.5.1. Previdência Social: Órgãos, Regimes, Segurados, Beneficiários E Inscrições. Leis Ns. 8.212/91 E 8.213/91........................................................................................................................................ 585
11.5.1.1. Questões do TRF1 ......................................................................................................................... 585 11.5.1.2. Questões do TRF2 ......................................................................................................................... 590 11.5.1.3. Questões do TRF3 ......................................................................................................................... 590 11.5.1.4. Questões do TRF4 ......................................................................................................................... 590 11.5.1.5. Questões do TRF5 ......................................................................................................................... 590

11.6. DIREITO CIVIL .................................................................................................................................. 594 11.6.1. Da Propriedade. Propriedade E Domínio ............................................................................. 594
11.6.1.1. Questões do TRF1 ......................................................................................................................... 594 11.6.1.2. Questões do TRF2 ......................................................................................................................... 598 11.6.1.3. Questões do TRF3 ......................................................................................................................... 599 11.6.1.4. Questões do TRF4 ......................................................................................................................... 601 11.6.1.5. Questões do TRF5 ......................................................................................................................... 601

21

11.7. DIREITO EMPRESARIAL ...................................................................................................................... 605 11.7.1. Estabelecimento Empresarial .............................................................................................. 605
11.7.1.1. Questões do TRF1 ......................................................................................................................... 605 11.7.1.2. Questões do TRF2 ......................................................................................................................... 613

11.8. DIREITO PROCESSUAL CIVIL ................................................................................................................ 617 11.8.1. Súmula Vinculante. Fenômeno Processual Da Repercussão Geral, Na Competência Recursal Do Supremo Tribunal Federal E Do Superior Tribunal De Justiça. Tendências Atuais Dos Recursos. O Processo Cautelar. Procedimento. Os Processos Especiais De Mandado De Segurança, Ação Civil Pública, Ação Popular, Ação De Desapropriação, Habeas-Data, Mandado De Injunção E Ação De Improbidade Administrativa ............................................................................................................ 617
11.8.1.1. Questões do TRF1 ......................................................................................................................... 618 11.8.1.2. Questões do TRF2 ......................................................................................................................... 632 11.8.1.3. Questões do TRF3 ......................................................................................................................... 635 11.8.1.4. Questões do TRF4 ......................................................................................................................... 639 11.8.1.5. Questões do TRF5 ......................................................................................................................... 640

11.9. DIREITO PROCESSUAL PENAL .............................................................................................................. 642 11.9.1. Prova. Quebra Do Sigilo Bancário ........................................................................................ 642
11.9.1.1. Questões do TRF1 ......................................................................................................................... 642 11.9.1.2. Questões do TRF2 ......................................................................................................................... 644 11.9.1.3. Questões do TRF3 ......................................................................................................................... 645 11.9.1.4. Questões do TRF4 ......................................................................................................................... 645 11.9.1.5. Questões do TRF5 ......................................................................................................................... 645

11.10. DIREITO AMBIENTAL ....................................................................................................................... 646 11.10.1. A Tutela Processual Dos Interesses Difusos Ambientais E A Técnica Das Tutelas De Urgência Na Defesa Adequada Do Meio Ambiente. O Devido Processo Legal Coletivo E A Tutela Jurisdicional Inibitória Do Risco De Dano Ambiental Como Instrumento De Eficácia Do Princípio Da Precaução. A Eficácia Erga Omnes Da Coisa Julgada Coletiva Na Dimensão Do Interesse Difuso Ambiental ...... 646
11.10.1.1. Questões do TRF1 ....................................................................................................................... 646 11.10.1.2. Questões do TRF2 ....................................................................................................................... 650 11.10.1.3. Questões do TRF3 ....................................................................................................................... 651 11.10.1.4. Questões do TRF4 ....................................................................................................................... 651 11.10.1.5. Questões do TRF5 ....................................................................................................................... 651

11.11. DIREITO INTERNACIONAL PÚBLICO E PRIVADO ...................................................................................... 651 11.11.1. Tratados Internacionais (Latu Sensu). Direito Dos Tratados ............................................. 651
11.11.1.1. Questões do TRF1 ....................................................................................................................... 651 11.11.1.2. Questões do TRF2 ....................................................................................................................... 653 11.11.1.3. Questões do TRF3 ....................................................................................................................... 657 11.11.1.4. Questões do TRF4 ....................................................................................................................... 657 11.11.1.5. Questões do TRF5 ....................................................................................................................... 657

11.12. SOCIOLOGIA DO DIREITO.................................................................................................................. 658 11.12.1. Direito E Comunicação Social............................................................................................. 658
11.12.1.1. Questões do TRF1 ....................................................................................................................... 658 11.12.1.2. Questões do TRF2 ....................................................................................................................... 659 11.12.1.3. Questões do TRF3 ....................................................................................................................... 659 11.12.1.4. Questões do TRF4 ....................................................................................................................... 659 11.12.1.5. Questões do TRF5 ....................................................................................................................... 659

11.13. FILOSOFIA DO DIREITO .................................................................................................................... 659 11.13.1. A Visão De Platão Sobre O Mundo, O Homem E As Coisas ................................................ 659
11.13.1.1. Questões do TRF1 ....................................................................................................................... 659 11.13.1.2. Questões do TRF2 ....................................................................................................................... 663 11.13.1.3. Questões do TRF3 ....................................................................................................................... 663

22

..........................................................5........6........ 676 12.................... DIREITO TRIBUTÁRIO ..................................... Alienação Fiduciária Em Garantia De Bens Imóveis............ 684 12.........1.......................1..... 703 12.................1..........................1........................ Questões do TRF2 ........ 663 11.......................3... 695 12..................................................... 694 12..1......................7.....3............. Questões do TRF5 ..................... 696 12...........1...... 696 12....................................... Controle Da Administração Pública.................................................................................1....................................... Questões do TRF5 .................................7......... Questões do TRF5 ................................... Questões do TRF1 .................................1.......................... Questões do TRF1 .................. 694 12.. Questões do TRF5 ...........................6...............Cadin ....3....4........ 695 12............................3.........................5...................... 702 12.....2.. 694 12.................................. 671 12..4.6.................1...........1..........................1...................................... DIREITO CIVIL .................................... Questões do TRF3 .............................. Questões do TRF5 ......1........1..........................................................................1....................................................5.............................................................. 702 12............................... 670 12.......................................................................................................................1...........................................1..... 696 12........................................................................1...............................1......................................................... Estado E Ordem Social ...............4.............2..............1......13...... DIREITO ADMINISTRATIVO............5...... PONTO 12.................................................................................. Questões do TRF2 ...............................................................5................1...........1.....5....................... Questões do TRF3 ........................................2.....................................13....2............... Questões do TRF1 ............1.............................................5...... Estatuto Da Terra ................................. Crimes Contra O Meio Ambiente. Questões do TRF4 ................... 663 12...5.....4........................6...................... Questões do TRF4 ......1.... Questões do TRF4 .................................2........................ 684 12......................................................................... Abono Anual E Outros Auxílios .............. Questões do TRF4 .........1............ Questões do TRF1 ................................ 670 12...........2.....................1................1..................2.............4..................................5.3...................1.................3........................................... Direito Judicial Tributário ......6............................2...1..................... 689 12...........................................................CND/CPDEN ......................1........................................2.................1...5..................................3..................................................................1.... DIREITO EMPRESARIAL ........2...........................................4................................................................3...........................4..... Questões do TRF3 ............................. Questões do TRF4 ... DIREITO CONSTITUCIONAL .....................1....4................................................................................................................................................. 696 12...1.....................................4.................................................................. 696 12...........1......... Questões do TRF2 .3...................................................................1.....7... Questões do TRF1 ....................1.......................................... Questões do TRF1 ......... 702 12........................................................................ 666 12........................... Questões do TRF3 ........................................................... 676 12.....1................11........1.........7.........1.............. Crimes De Abuso De Autoridade ..4. Questões do TRF5 ............... 676 12..................................................................... Questões do TRF2 .4.........................1............ Questões do TRF4 .......................................... 671 12...................................5..................................................... Questões do TRF3 ..........................................................................Lc 118/2005 ............................. Questões do TRF3 ......1............................. Registros Públicos........................................................2....... 693 12........................3........ 702 12.......................... Questões do TRF2 ..................... 700 12.............................3......................5......................4.......................................1..........................................................1.................................. Questões do TRF1 .............................................. 670 12............................................ 671 12.............................................................1.. Questões do TRF5 ........ 663 12..................................................................................... 663 12................... 703 23 ................... Questões do TRF3 ....... 695 12.............................. DIREITO PENAL ...6............................ 703 12..........................................3....................... 663 12............ 676 12................... Controle Judicial Do Ato Administrativo......... 689 12.................... 702 12......... 696 12............. 663 12.........7...4........... Questões do TRF4 ..........................6.........2........ 696 12............................1.....................................................................................................................1........1........... 676 12............................3................1..................... Questões do TRF2 .............................................. Penhor E Hipoteca....... 683 12....................... 683 12...................1................................1..........................................2........................................1............ 699 12.......... DIREITO PREVIDENCIÁRIO ......................3........................................................... 689 12........................ Questões do TRF2 .................................... 673 12........5.................................................................................................... Questões do TRF4 ........................ 676 12........................7..........1..1...................1......2..............4...5..................................4..............................1....1.........................1...

................1.....1......................... Questões do TRF3 .......................8......... 719 12........ 730 12................................ Questões do TRF2 ... A Importância Da Biodiversidade No Contexto Dos Interesses Difusos Ambientais............................................................1........ DIREITO INTERNACIONAL PÚBLICO E PRIVADO ......13.... 730 12........................ 717 12.........5.13.......................1............. Formas De Execução E Atos De Execução......... Questões do TRF4 ...........8.........................11......... 710 12................1.......................9.................................................... Questões do TRF5 ............2............. Questões do TRF4 .............9..................................................................................................... Questões do TRF1 ....... Fiança.....1...1................................... Requisitos Para Realizar Qualquer Execução...... 730 12..........................................................9............................................................................. 724 12.... Questões do TRF1 ................................11................................... 703 12........... 703 12....................9....... Legitimação Ativa E Passiva.......................... Opinião Pública E Direito ........................4...............5.............................................................. SOCIOLOGIA DO DIREITO....................1......12....... 717 12........................2........................4...................................13................................... 732 24 ....... A Proteção Da Diversidade Biológica................ Questões do TRF4 ..... Biodiversidade E Sustentabilidade................. 729 12................ Questões do TRF2 ........................................ Questões do TRF5 ........ Questões do TRF5 .........................................................................................................................12................................................................................................ A Relaçao Processual E Seus Elementos..... 726 12.............................1................................12...........1..............1..1...................8................................ Terceiros Interessados.................12......................................................1.....1............................................................10.................................. Questões do TRF2 .....1................1..........................................5..........1........................ 730 12........ Da Pesca E O Combate À Desertificação Ambiental.......................................10..........................9............... A Proteção Ambiental Das Florestas Públicas E Das Terras Indígenas .... 730 12............13.....5........................ Questões do TRF2 ............................................1..10................................... Questões do TRF1 .............8....12.... Questões do TRF2 ............................ 730 12........... Questões do TRF5 .......1.................................................. 717 12........... Questões do TRF4 .....................................................................................13.....2............................................1................... Aplicação Da Lei (Nacional Ou Estrangeira – Arts............................................. Procedimentos Investigatórios Dos Ilícitos Praticados Por Organizações Criminosas .....8........ 732 12...... 724 12........1.....................1..........1....................................... Questões do TRF3 ...4......................................1........... DIREITO AMBIENTAL ...............1............... Questões do TRF3 ...........................1. 724 12....................... Questões do TRF5 ...........................2................................................. Questões do TRF5 ...11..................... Questões do TRF4 ........................... 729 12............. Questões do TRF1 .....11..12................................ Questões do TRF1 ............13.................................... 732 12................ 717 12......................... Questões do TRF2 ........... Execução Definitiva E Provisória........ 703 12....... Questões do TRF4 ...............................................................5.....1........................................................................................................... 714 12........................ Questões do TRF3 ..................................... 723 12....... 714 12.....3..................................................................... 7º E Seguintes Da Lei De Introdução às Normas do Direito Brasileiro............... Litisconsórcio E Intervenção De Terceiros No Processo De Execução...........10.............. Questões do TRF1 ...... O Ser E O Movimento (Parmênides E Heráclito) .............4........1......................................... 715 12...........................1................................................3.........8...........................................3.3.............4..5... Os Povos Indígenas E A Diversidade Biológica..............2...................................................................... Questões do TRF3 ....10....... 715 12....................................................................1.....11..... Questões do TRF5 .................. DIREITO PROCESSUAL PENAL ........................................2..10..........................1................... FILOSOFIA DO DIREITO ............. Questões do TRF3 ... 730 12................... 717 12.......................................................................................................................... 732 12.......................................... 729 12.....................................7...................1...................................... 730 12..................1.....10.................3............ 723 12............................................................................................13........... 715 12.... 714 12.........................1..................12.................................... Da Fauna....................5........................1............ 703 12................................11.. Liberdade Provisória......................................1......... DIREITO PROCESSUAL CIVIL ...............1........................................................1............................1...................................................... 730 12...... 717 12........... Biodiversidade.................................. Biopirataria.................................3...............................12...................................................................................1.................1....................................1...........................9....9...............8.....4.....................1........................................................................ 717 12.....................11........... 730 12.............................. A Proteção Internacional Da Flora....... 721 12.....

..... 759 13.4........................................... Questões do TRF5 ................................ Questões do TRF4 ..4.............................1.................................................... 732 13............................................................................................. DIREITO TRIBUTÁRIO ..................................................................3... Questões do TRF1 .1..............................1..... 743 13...4.............. 750 13................13.......................... Questões do TRF1 ............................................................................................................4....................................6.......4........................................................... 744 13..............................................4......................... 743 13............6...............4.............7...............................2................................................. DIREITO PREVIDENCIÁRIO........................1.. Questões do TRF1 ........................................................ 732 13......................... 744 13.......................................................................... 742 13............................ Obrigação Tributária: Sujeição Passiva Direta E Indireta ..........1.........3................................................................................................................................. 740 13... 740 13..............2..1................4...................................................1.......................5................................................................................ 750 13........ 734 13.... 744 13...............................5. 743 13........... Tempo De Serviço ....... 740 13................... 732 13..................................... Contrato De Seguro.............. PONTO 13.................5.1............. 745 13.1..1..............6....3............... 762 13................................................ 750 13............................ Questões do TRF1 .................................................................................................................................... Questões do TRF3 ...1..................1.................................................................................................................3................................................................................................... Questões do TRF4 .....................4............ 739 13.................................... 750 13........ 744 13................................................ Questões do TRF3 ....1..........................7..1........................................ 740 13................. DIREITO ADMINISTRATIVO.4................................................................ 732 13...... Questões do TRF4 ............................... Estaduais E Municipais – Repartição De Receitas .................................................................................................................................... Propriedade Industrial .................................................. Questões do TRF4 ............ 745 13. Questões do TRF2 .................5....................3...................................................................................................... 745 13....................................................................... 735 13..................................................................................... Questões do TRF5 .......................................1..............1.......................................... 744 13.......6..1.......1...................... DIREITO PENAL ................... 745 13........................................1............................. Questões do TRF4 ........4...........3.......... 745 13..3...................... 735 13.................. DIREITO CONSTITUCIONAL .................. Questões do TRF5 ..............................................3............................................. Questões do TRF1 ....1...............................3...............................................2...................................... Questões do TRF4 ...................1...4. Domínio Público ............... Questões do TRF3 .............................. 740 13........................5. Questões do TRF5 ...........5.......................................................... 747 13......5.1......1.............................4...................... Questões do TRF3 ......2...............1.................1................2.........5.........1...1........................... Questões do TRF2 ............. Questões do TRF4 .....................................2...........................................................................Limitações Constitucionais Ao Poder De Tributar ............ Questões do TRF2 ................................................................1........................... 744 13............................1....5.....3..........................1........................................................... Questões do TRF5 ........... 742 1..........................................1.....................6..................................1... 742 13........................1. Questões do TRF5 ..................................5...........2.................7.... 762 25 .................................... Crimes Contra A Fé Pública ................................... Questões do TRF3 ................................2....................... DIREITO EMPRESARIAL ..............1........................................1................. 739 13................... Questões do TRF2 .................... Questões do TRF3 ..... 743 13................2..........1.1.................................................................................................. Questões do TRF3 ................2......... Contrato De Consumo ......... 745 13..................................................1...............................5..................... 735 13................................................7........................................1.....................3............1........... Questões do TRF2 .............................................................2. Questões do TRF1 ...........................................3....................................................7...............1....1...........................7.......................................1.................................1.....Impostos Federais....................................1........5..............................1....................... Questões do TRF5 ................................................1............................................. Questões do TRF2 ....... 756 13....... Questões do TRF2 .........................6......................................... 745 13........1.......................................... 750 13. 739 13........................................................3...5.....................................3..................... Questões do TRF1 ..............2...............1................1. 744 13............................. 739 13.................4............2.............................................................................. DIREITO CIVIL ...........7........................1..............................................................1..............2...................................1.....................1........... 749 13..1........................5...................... 739 13.............1.. Sistema Tributário Nacional ...6........

......................... O Princípio Da Precaução E O Protocolo De Cartagena ................. 774 13........................................................................................................... PONTO 14........... DIREITO AMBIENTAL .....1.......................................... Questões do TRF1 ...........4.......1..........1.... 790 14............... 769 13................................13........ 778 13.......................... 766 13................................................................................. Proteção A Réus Colaboradores 768 13.....................11........................... Questões do TRF2 ..............11............. DIREITO PROCESSUAL PENAL ......................................................................................................10..... 762 13......... Questões do TRF2 ..... Questões do TRF1 .....9..................... DIREITO CONSTITUCIONAL ....1................... Questões do TRF4 ...............................................8......... 789 13...................................................................................................... 787 13....1...........1........................12....... Questões do TRF3 ................................... Questões do TRF1 ..............................1........4. 769 13.......................................... Elementos Objetivos Do Processo De Execução....................2........................ Questões do TRF4 ..................... 776 13....... Questões do TRF1 ............................................................. Questões do TRF2 ... 787 13................. Questões do TRF3 ....................................... O Acusado E Seu Defensor............... Títulos Executivos Judiciais.................................................. 781 13........12........ 790 14........ SOCIOLOGIA DO DIREITO.... Questões do TRF3 .....8.... Questões do TRF3 ................ Questões do TRF1 ......................... 790 14........................................1................................................................13..1.....................................................................................................1....................8............................... 785 13...10...13..... 776 13........... Questões do TRF3 ...........2..... 770 13...............................10....8..................1.......... Testemunhas E Documentos...1.................9............................. Superação Do Raciocínio Lógico Dedutivo ...................... Liquidação Da Sentença Condenatória Genérica.............................12.........................12................ Bens Exequíveis ...... Questões do TRF5 ........ Questões do TRF4 .............. Biodiversidade E Biotecnologia.................................................... Questões do TRF5 ...............1...................................1......................................1..................................................................10..........................................................3........................ 766 13.....................................11......................................................................... 790 14..... DIREITO INTERNACIONAL PÚBLICO E PRIVADO ....1...... A Convenção Internacional Sobre Diversidade Biológica.. Questões do TRF5 ..........................5..............................................................................................1.......1....1.................................8......9....... 787 13............................. 778 13........... Agrossistemas Transgênicos.........................................4...............3............. A Interposição Do Direito.................................. 764 13..9.....1..................4..... 785 13..........1..4................ Questões do TRF5 ............. 778 13........... 766 13...........1.............8. Títulos Executivos Extrajudiciais ...............11.....................................9.12...........................................................................1.............................................1.....................................3.......1.......8.............12. Fundamentos Da Análise De Riscos...1......................................................................................3......................................................................................................5...... 787 13......1..............................................1.....1.............................12..............................1................................5............................................1...........................................13... 762 13............................................... Questões do TRF2 ...............................................................1............................... 787 13........................1...10.......11..................................................................10...........................................2........ 768 13................ 790 13..............13....................................................................5... Questões do TRF1 .......... DIREITO PROCESSUAL CIVIL ............................ Organismos Internacionais ............................................................................................1............................. 785 13.... 787 13.......2...11...................... 772 13....... Segurança Ambiental.......1.................................................... 787 13............................. 790 14.1..................3...........................................5.............................................................................1.. 772 13........................................................................................................4.....................................1.. Responsabilidade Patrimonial E Fraude À Execução......................................1.........................................................................................................1......... Administração Pública .........9......1............................................. 784 13.. Questões do TRF4 ........ Questões do TRF4 ........11..............................1...............................13........................................................ Questões do TRF3 ..................... Questões do TRF2 ........... 799 26 .....13..... 785 13........................................................... FILOSOFIA DO DIREITO ............... Questões do TRF4 ........ 768 13...1.1............... 790 13...9....................................1..1.......................................................... Questões do TRF1 ................. Questões do TRF5 .......................1.......10...........................2............................1................2...... Coercibilidade Do Fato Social X Coação Legal .............................................13.....................................2............................................................1............................................................................... 762 13....... Questões do TRF2 ................. 770 13................... Questões do TRF5 ..... 772 13.............. 782 13....3..............1... 778 13.. Questões do TRF2 .......................5..........................

..... Questões do TRF4 ............... Questões do TRF4 ................................. Questões do TRF3 ............ 821 14...1................................................... Contrato De Comissão...................................5...........1.......... Hermenêutica Tributária: Lei Interpretativa ............ DIREITO TRIBUTÁRIO ......................1.........................................................1................1.....................................1............................................ Questões do TRF4 .................................................................. 821 14....1.................... 820 14....................................................................... Questões do TRF1 .........8....................................1.........................1.............................3.........................5........3............................................................ Questões do TRF1 ......................................... Expropriação............4................. DIREITO PROCESSUAL CIVIL .... 823 14............................... 809 14.5....................7.................................................. 804 14......................... DIREITO EMPRESARIAL ...............................................2............. Questões do TRF5 ..............1...3..................2.................................. 824 14.... Questões do TRF4 ................................ 812 14............................................4............... Questões do TRF5 ......1........................1.1....................6......................5.......................................................... Realização E Formalização Da Penhora........................1................... 804 14............................................7................. Questões do TRF2 ............................2................................... 824 14.......................................1............................................ Questões do TRF1 ......................................................................................... Questões do TRF1 ................... Cumprimento Da Sentença.......................................................................... Questões do TRF3 ...3.......1............. 809 14...... Questões do TRF3 ...............................1...............1..................................5..........6.......1.................................... Salário-De-Contribuição...................................................... 817 14......................................... 809 14............... Fato De Outrem............................................ Questões do TRF5 ....................... 809 14..................................................3...................................5...........5...................6....................................2.. Questões do TRF1 ......1.............................................. Multa Por Inadimplemento.............................................. Questões do TRF5 ..................................................... 814 14..7.............1................ Polícia Administrativa ................. 829 14.4................................. Questões do TRF1 ...................................................................................................................... DIREITO ADMINISTRATIVO................. DIREITO PREVIDENCIÁRIO.............6......................................................... 823 14............................................. Questões do TRF2 .................. 821 14.................................... 830 14.................................................................................... 834 14........4................ 831 14.............................................4..3................................2...................... Procedimento...............................................................................3........... 821 14......................... 815 14...............6.4........................................... 831 14...4.........................................1.......................1.7............1...................... Questões do TRF3 ..2........................7................. 820 14..... Questões do TRF3 ....3.1............................................ 813 14. 805 14........ Questões do TRF2 ..........................4................................... 824 14......... 814 14.............2.........5..2....3..................................1....5...........................3.......1....... Questões do TRF5 .................................... Execução Para Entrega De Coisa Certa E Incerta......1..................................................................1... 804 14.........4............................................. 804 14......... 828 14........................2..................... 834 14....................Interpretação No Código Tributário Nacional .........1.............. Questões do TRF2 ...................3............ 804 14...1.......1...5.......................................................2........................................ Adjudicação E Remição...................................4..... 27 ............ Responsabilidade Civil.................... 835 14...................................1................... 812 14.....2.. Sincretismo Processual....................3............................................1...............................................1...................... Execução Das Obrigações De Fazer E NãoFazer........14...............................................................2.............................. Dano Moral E Material .........5..................................................................................... Contribuições Da Empresa ...1.... 831 14.......................6................................................ Questões do TRF2 ................ 809 14............3............................. Questões do TRF5 ....................................................................4............................ Questões do TRF3 ...1....5.............. Crimes Contra A Administração Pública .1........6.8.....1................ Questões do TRF3 ................1..........................................1..............7.......................1..................................... 824 14...................................1.....7............. DIREITO CIVIL ............ 809 14...................1....... 804 14................................. Cartão De Crédito ..................1.............3........................ 814 14............ Questões do TRF4 ................. Questões do TRF5 ................................1....... 834 14.......................... 813 14..... Questões do TRF2 ...........................................5................1............ Regras Gerais.............................5..2.......................4............................4...... Execução Por Quantia Contra Devedor Solvente: Penhora.......................................................1............ 821 14..................................4................................................ Pagamento Ao Credor........ Arrematação............................... Questões do TRF4 ................... 834 14.............1........................................... Questões do TRF4 .......... DIREITO PENAL ...............

................11..........................2....13.............3.............................. Desenvolvimento Sustentável .............. 859 14................. Questões do TRF4 ........................................................................................................1.....1. Questões do TRF3 ............. Correlação Entre A Acusação E A Sentença .....................................................................3......................................................... Questões do TRF3 ...1................................................... Natureza Jurídica Da Decisão Resolutória Da Impugnação...13........13....... Ministério Público E Administração Pública Em Defesa Do Meio Ambiente.......... Questões do TRF4 .................................................................1..........................1..... DIREITO INTERNACIONAL PÚBLICO E PRIVADO .............................................................................................................................................................................. Questões do TRF4 ........................................ Arresto.......... Recurso Cabível ............1............2...................... DIREITO AMBIENTAL ................. 857 14...............13..................................................... 857 14......................................... 835 14.............13.................................4.. 863 15............ Questões do TRF5 ......................................1........................... 859 14.........4......... Questões do TRF2 ...................................... 857 14..................1............. 845 14...........1. 855 14.... 847 14..........10................................. 857 14.................................................11......................................................10............ 859 14..............9......2..1....................................................................................................... Questões do TRF1 ..11...................11.... DIREITO PROCESSUAL PENAL .............1........................................................................................................ 855 14.....................................................9.................. Questões do TRF2 .................................................. 847 14.........................................................................1....................10....1............. Questões do TRF1 .............................................3.........5............. 855 14...................................1................................8........... 855 14......1................................... 863 15... 863 15. Reformas Constitucionais Experimentadas Pela Constituição Federal Brasileira De 1988 ......... 863 15..1..................1............4........9.................... 847 14.. Questões do TRF2 ...............................Penhora E Avaliação......8....................... Questões do TRF3 .....................................10.........13...........12..........................5..... Questões do TRF1 ................... Questões do TRF1 .........................1................................................................................2........... FILOSOFIA DO DIREITO .......................................1.....................................................................................2..................1......................................................1..........4...................... 835 14........1......................................................8................. 863 15............ Conflitos Internacionais: Meios De Dirimi-Los ................1. Questões do TRF1 .......3. A Pobreza Humana Como Fator De Degradação Ambiental.................................................................... 863 14........... 859 14....8.....1...................... 851 14...................1.... Impugnação Pelo Devedor....... 859 14................1.............................................................4.............................................1. Questões do TRF1 .............................13..............................................................................9...................................... 842 14......1........................................ DIREITO CONSTITUCIONAL ............................................. Questões do TRF3 ......................1................................................................ Questões do TRF5 ..1..................... 847 14..............................................................................12................................................... O Indivíduo E A Coletividade ...............................................1.... Questões do TRF4 ...........................1....... 855 14...... 863 28 ................................................. 847 14...........................4.............................................. Questões do TRF2 .............. Questões do TRF5 ................. Questões do TRF5 ..........11...........1..............................................5..... 855 14....................................................................................................................1....................................12..... Questões do TRF3 ........................................... Questões do TRF2 . 863 14.............................................1.................. Meio Ambiente E Direitos Humanos Numa Perspectiva Integral.3.........12.................................................... 844 14....................1.....................1........................................10................................8.................... 845 14....1........1........... SOCIOLOGIA DO DIREITO...10........................... 845 14..........1.......1...............11............9..................................................................... Questões do TRF5 ...... PONTO 15..12...............9..............................................................11........ Questões do TRF2 ........................... 846 14...5.................1............................................... 857 14..... Questões do TRF4 ..............2........ O Pensamento De Kant E A Norma Jurídica ............... Questões do TRF1 ..................................................................................................................................... 857 14............ Questões do TRF4 ..............1......................1................1...........2.....3............... 839 14........................ Questões do TRF3 .................. 857 14.............................1........................................ 846 14.............1...........................3................... Questões do TRF5 ................................................10........... 845 14.........5...1...................................... 859 14.................................5............ Poder Judiciário.. Questões do TRF2 ..........9... 859 14................... Direitos Fundamentais E Meio Ambiente......................1.................................................................................1.......................................12...................................1.. 862 14............... Questões do TRF3 ........... 863 15.......12...................................

................................3...... 880 15........ 910 15.......2....2..2................................ Regulamentação Constitucional.........Prescrição .........15...................1....1.............................. Questões do TRF4 ......................... 910 15....... 879 15.......................6.........................5.1....................................... 880 15.........................1............1....... Exceção De Pré-Executividade..1.............................................3................................................................................................... Questões do TRF3 ......................1.....................5...............1..............3..............1....1............ Execução De Alimentos..........................................................Decadência ............................................... Questões do TRF5 ...................................................................................................................................... 892 15.. Questões do TRF2 ..................................... Abono De Permanência............1.................................... 902 15........ DIREITO ADMINISTRATIVO.....................2............ 899 15..................................................................... 900 15...................1................... Execução Por Quantia Certa Contra Devedor Insolvente.....................6.............3................... 879 15............................. Questões do TRF1 ........................1............................................... Execução Contra A Fazenda Pública..................4.................................................................................................3...................2.......................................................... Questões do TRF4 ... 874 15.... Aposentadoria......... Formação De Precatório......................................4............. Questões do TRF4 ......3..... Questões do TRF4 ............................................4. Função Normativa Da Administração Pública.......5...................5................. 863 15.......................................6..... DIREITO TRIBUTÁRIO ..................................2.................................. 873 15........ Circulação Das Obrigações...1..............1...............................1........................................... Questões do TRF1 ..... 863 15.................................................. 903 15............................. 891 15................................................... 864 15..........................5................1.................. Questões do TRF2 ... Questões do TRF3 ...............................1............ Prisão Civil Do Devedor......................................... 910 15.. 864 15..2............................................ 905 15........... 904 15.7............1.............................................1............................ Questões do TRF2 .....................2................. Embargos Do Devedor........ Direito Comercial....5........ 886 15... 904 15. DIREITO PREVIDENCIÁRIO.................1......... 882 15.. Oposição À Execução Forçada............ Questões do TRF5 ...3..................7...................... Questões do TRF3 ..4................................1................4...................... 909 15...........3........................................... 900 15..2...2....6.7.........................5...................3....... Questões do TRF2 .................................................................... 875 15............. 881 15.3........... Questões do TRF5 .................................................. Auxílio-Doença............ 892 15..............................1....................................... 890 15.............1...... Incidência ......1............... Questões do TRF2 .. 899 15......1.....................4.......................... Questões do TRF1 .................................4.............. Questões do TRF5 ...............7......................................... 886 15.................................................................................................... Suspensão E Extinção 29 .......... DIREITO PROCESSUAL CIVIL .......................................................1.........3... DIREITO EMPRESARIAL . Questões do TRF4 ......................2..............1...........8.................................1....................................5....6.................................... Questões do TRF5 ............... Questões do TRF4 ................................................ Acumulação ......................... Pensões........ 905 15.............................5.........4............................................2...................1..........1..............Imunidade ...............2..................4....................................... Requisição Do Pagamento.................... Crimes Contra O Patrimônio .....................1.................1............................................................................7................................. 909 15.. Questões do TRF3 ...................................... Questões do TRF1 ................7......5................................ DIREITO CIVIL ....................................................1.......................... Questões do TRF1 ............ Citação E Embargos.................................... 891 15..1............................4................. 899 15..................................3......................................4........Taxa Preço Público – Empréstimo Compulsório – Competência Residual Tributária ...... 886 15.... 900 15.................................. Embargos De Terceiro...........................................4.. 875 15....................3..............................................................................................................................................8.......... 899 15.................................................................................................................5......................................................................................................................................................1.... Questões do TRF3 ........ 892 15.......................................................................................... Questões do TRF4 ......... 864 15........... 905 15.......................................5...........1......................................... Agências Reguladoras ................... Questões do TRF5 ......................... Questões do TRF2 .1......................... 888 15............................................. 879 15........7..............1...........................1.........6............................. Questões do TRF1 ............ Questões do TRF3 .. Renda Mensal Vitalícia......1...................................5.............1.1.. DIREITO PENAL ..............5............... Direito Empresarial .............1........Isenção – Anistia ......................6..4.. Função Social Da Propriedade .........................4............ Questões do TRF5 .Não-Incidência ............................................1.................1.............................1...............

............................................ Questões do TRF2 .....1.....................4.............1.....................1............................................... Questões do TRF5 ......................................................1....................................................................................1................................................................................1.. 974 16..................1....................................................................................................................13............................... 934 15................1............................................................2. 934 15......................... 934 15..................1............ Questões do TRF2 .................................... Questões do TRF5 ....... Questões do TRF3 ............................... Questões do TRF2 ..........................12..... 934 15..............13......................4......8.................1.....1...Do Processo De Execução.....1.............. 910 15............ Questões do TRF1 ........1...............8....................................10.................................................................4...........1............ 937 15............................ 975 16........................................ Questões do TRF1 .........1...............................2...............................3..................................................................................................1....................................................................................................................... 927 15..........................................3........ Questões do TRF3 .....................................................................12.....................................................................1................... 933 15.................................................................. Questões do TRF5 ...1....11.................... Questões do TRF4 ..........................1........ Questões do TRF3 ... 938 15. 939 16...................................................................... Questões do TRF5 ......................................................................... 939 16..1..1................................12..................9...1... 934 15...................................................1... A Saúde Como Fator Determinante Do Meio Ambiente Ecologicamente Equilibrado......2..12..................................1......................................13............................ 923 15....................................1.. 939 16......13..........................11..9.................. Deportação E Expulsão De Estrangeiros ..... Recursos No Processo De Execução..................................................... Questões do TRF4 ............................................................................................ 934 15....8.....................1.........9............ DIREITO INTERNACIONAL PÚBLICO E PRIVADO ..............3.................................. Questões do TRF5 .....................................4......1......10............. Questões do TRF5 ..........................1.........................................................................1.................... 936 15...........................10............ 975 30 ..11.....11......5....... Questões do TRF2 ..........1.......... 939 15..................... 939 15.............13............................... Interceptação De Comunicações Telefônicas......................................................13................................ Questões do TRF1 ................. 933 15......... FILOSOFIA DO DIREITO ... 936 15...................................................................9........11......... Poder Judiciário E Políticas Públicas Em Defesa Do Meio Ambiente Ecologicamente Equilibrado .................. 924 15.............1.............1.................................. Processo Da Competência Dos Juizados Federais Cíveis .12.......2...........................................2.........................................1........1............................................. Questões do TRF4 .......9.. 936 15...........1......................................................................5.............................................4.................... Questões do TRF3 ...................... 939 16......... Questões do TRF1 ................10........................................................................................1............4.... A Interpretação Segundo A Lógica Do Razoável . 939 16...........8....................10.......3........................................10.. DIREITO AMBIENTAL ..........4.......1...........5................. 936 15...........9...............3.......10........................................................... 937 15.............. A Endoculturação E Aculturação.................................................................... 934 15........... Questões do TRF3 ....................................1.......................1............................................................................ 924 15........................................................ 924 15..... DIREITO PROCESSUAL PENAL ...............5......5................... Questões do TRF5 ..................... 936 15.................... 915 15.................................... Questões do TRF4 ...........................................................................................................................................................................1....... Questões do TRF2 ..............1....................9.. Questões do TRF1 ...5.................................................. Questões do TRF1 ..1........................... 933 15............................................... 938 15..........2............................ 928 15....................................1............. Questões do TRF2 ......................................................1.. 934 15..........12.......... SOCIOLOGIA DO DIREITO.....2........ Questões do TRF4 .......1.....................8......................1.............................................................................1.............................................................................1...12......................... 938 15........................................................................ 927 15......... 938 15...........................1............................5. Questões do TRF3 ............................ 939 16.......................3................................. 924 15........................................................1..1................................................ 937 15...............................................................1..11......................................................................... Questões do TRF4 .... PERGUNTAS NÃO ENQUADRADAS NOS PONTOS ANTERIORES .... Execução Fiscal.... Questões do TRF1 ................................................................. 936 15......... 928 15.11...1........... Questões do TRF2 ....................... 938 15.........13........................... Questões do TRF3 ............. DIREITO CONSTITUCIONAL ......................... Perguntas Residuais ......... 910 15............................................1...... Questões do TRF4 ......1.....3..... 924 15.........

......... 1023 16......................... 1041 16.............1...4........................................................ 988 16...1............................... 975 16.......... 996 16....... 1051 16.........4.......1..................1.................1........................... 1023 16.................. 988 16................................................. Questões do TRF1 ............................ Questões do TRF1 .. 1052 16................................................................. DIREITO PROCESSUAL PENAL .......1...................................................7....................................1...............3....................... 999 16.....3............7....................................................3........4..............1...................... 1042 16................1........ 975 16....2...................7..................4........................ 1067 16.......1...................................... 988 16...........................2.................................................................. DIREITO PENAL ..........2.3.6...........1........................ DIREITO TRIBUTÁRIO .....2.................. 1007 16....................2.............1........................................................1.................1...................2...... Questões do TRF5 ...6.... Questões do TRF2 .......6.......................1..............................2...................................................................................................... 1052 16... Questões do TRF4 ............................................................................................... 1052 16............................................... Questões do TRF5 ............................... 1078 16.................................................... 1019 16...........8.....1........................................................................................5......................8.......................1.......1.. 1023 16.............................. DIREITO PREVIDENCIÁRIO...................... Questões do TRF3 ....... Perguntas Residuais ....................2............................7............... Perguntas Residuais ...............................4...............5........5.....................1.......1.......................... Questões do TRF4 ................... Questões do TRF3 ........................................1...................................................... Questões do TRF4 .................9.............................................................................. 1023 16................................7..........9... 1019 16............ 1023 16..... Questões do TRF1 ....1................. Questões do TRF5 ...................................... 1023 16........................................... 1019 16.......................................................................................... 999 16....................................................2...........1...................... 1078 16......4.......... Questões do TRF1 . Questões do TRF4 ................................... Perguntas Residuais ...........................................................................................................8....................... DIREITO CIVIL .... 985 16..........5..4.........6..................1.....2............................................3............ Questões do TRF3 ..............................9.................................1..... 1016 16........ Questões do TRF1 ............................................................. 999 16............ Questões do TRF2 .......................................................................................1................................... 998 16....................5.... Perguntas Residuais ...................................................5............................................................4..... Questões do TRF3 ....4.................................................................................................. Questões do TRF5 ..... 1078 31 ............... 1052 16.........3. Questões do TRF5 ............................................ 976 16.... 1035 16.............................................1......................................................... Questões do TRF4 ........ 1046 16..........3..................... 988 16.......... Questões do TRF2 ............................................................................................................5..3................................................................7...................................................................................................... Questões do TRF3 .............................. Questões do TRF5 ...5..........6..............................4.............................................................................................................1.................................... 988 16.... Questões do TRF2 . 1050 16.............3...................8...........................3...... 1043 16...............................1......................................................5........................1..................1..... Perguntas Residuais ..1.................................1.... Questões do TRF4 .......4...............4................3.6................6............................................. Questões do TRF1 .......... Questões do TRF3 ...1...................2...1................3...........................3....................................1.......................... DIREITO EMPRESARIAL ............... DIREITO PROCESSUAL CIVIL ....................................................... 1043 16........1..16.............................4..........1.....8.........................1...........................................5............... 975 16.......1...............5..................................................5.................................... DIREITO ADMINISTRATIVO..............................................................1.....................................................................5........ Questões do TRF3 ................................ Questões do TRF1 ................................ Perguntas Residuais .......1..................................................................................4.........3.2.....................................................................................................1....................1.......... Questões do TRF5 ..............................................................................................................................1...... 1048 16................. 998 16................ 1023 16...................................................................................1.......2... 1068 16..................1................................. 1067 16..............................................................................................7...............5........................................................1..................1.... 988 16............................................................. Questões do TRF2 ...................... 1018 16................................................................................ 1019 16...............................................................................................................................................8..............1............ Questões do TRF2 ..................................................................2............. Questões do TRF1 .........................................................1...8.......................... Questões do TRF4 ................... 1043 16................................................1................... Perguntas Residuais .............. Perguntas Residuais .... 1018 16..................... Questões do TRF2 ....

...................... 1101 16...............1........................10.... Questões do TRF2 . Questões do TRF1 ........ 1109 16.........................2..................15...................1.....12......................1..............................1.......................1.........................10.......................................4.................14....................................... 1115 16.......................................................................... 1089 16.......................................................... 1092 16....................... 1109 16.............. 1114 16............13.........1.. 1092 16.................12.................13........13.......................1...........................11.... Questões do TRF5 .................................1.............................2...................... 1114 16................................ 1119 16......9....................................................................................................................4........................11............. 1117 16........................11.................................4..... 1109 16..........................................1..............10...............1......16..... 1123 16................16............................................... Questões do TRF1 ............................ 1092 16.......... Questões do TRF2 .......................13.............................................. 1113 16.................16.................................. Questões do TRF5 ............................................................... 1101 16................... 1113 16.............. FILOSOFIA DO DIREITO .................................................10. Questões do TRF2 ......................................................................................9...............................................1........... 1114 16..............11..............................1...4..................2........12.1............ 1093 16.......12..............................................................1........................... Questões do TRF2 ...............12.................... Questões do TRF1 ...............................14.....1.. SOCIOLOGIA DO DIREITO..................9....................12.. 1092 16.... Questões do TRF3 ................ Questões do TRF3 ................................1...............................3.....................................1..........................2................. Questões do TRF1 .............1..1.......................1.............................................................................. 1109 16...........1.............................................................................................. Questões do TRF4 ................................................ 1115 16...... 1084 16............................5...............................11.............. 1123 16............................. 1119 16........... Perguntas Residuais ........................................................................1............................................................... Questões do TRF3 .........................11....................................1............. 1119 16......................................................................4......1............................................................................. Questões do TRF2 ......................10........... Questões do TRF3 ...............15....................................... Questões do TRF3 ....2.......15..... 1109 16.................................................................................................................................1.14........ 1124 16...........1.....1................10.......14................................................... 1115 16................................ Perguntas Residuais ..................................... Questões do TRF4 ...........1....................................................3................ Questões do TRF4 ........................ Questões do TRF4 .....................1...................... DIREITO INTERNACIONAL PÚBLICO E PRIVADO .......... 1092 16.............................. Questões do TRF1 .......1........................5......... 1123 16............1................................. Questões do TRF1 ............................... Perguntas Residuais ................................................................................. 1096 16....................3............................................................................12...................................................... 1123 16............. DIREITO ECONÔMICO ....16..........................................................2....................................15......................................... Questões do TRF4 ............1............................................................. 1109 16............................. 1112 16....................................... DIREITO AMBIENTAL ...............5.....1............ 1094 16............................1....................................................5........... DIREITO FINANCEIRO. Questões do TRF5 ........ Questões do TRF4 ........... ÉTICA E ESTATUTO DA MAGISTRATURA ............................ 1106 16...... Questões do TRF2 ..........1.....4.................... 1109 16.....14........1...................................................................................................5................................................................ 1096 16.............. Perguntas Residuais .............................................................................................................. Questões do TRF3 ................2................... Questões do TRF2 ....................... 1115 16................ 1106 16.............................................1...13..............................1............1..........................................................1........3...... Questões do TRF5 .......10................. 1117 16.....................................14...................................9..........1................1......2.............................16.................1.............................................................................. Perguntas Residuais ................................ Questões do TRF3 ..................1........ 1124 32 ...............................4.....................1.................... Questões do TRF5 .1.................................................................................... 1096 16.16................................ Questões do TRF1 ............1..........................................4.........5............................................................................................... 1118 16........................... Questões do TRF3 .5........11.1....... 1096 16....................16....................................................15.................13.............................................................................14.........3.....................3..................................................... Questões do TRF4 .1..... Questões do TRF5 .................13..................... 1102 16.................................. 1106 16............................................. Questões do TRF2 .............................3................. Questões do TRF4 ............................... Perguntas Residuais ............ Questões do TRF5 .................................1.1....1.................................. 1092 16............ 1114 16....15............ Perguntas Residuais .... 1117 16. 1094 16....................3.............................15.............................................................................

..................... 1125 16................4.......5........................................................................................17.............................17...............................1.......................................17........... Questões do TRF4 ........ Questões do TRF1 ........................17.....................17. Questões do TRF5 .............. Questões do TRF2 ...2............... 1125 16................5.....17............. 1124 16................17..............1........1........... 1126 33 ........................................................................................... TEORIA GERAL DO DIREITO E DA POLÍTICA ...........1........ Perguntas Residuais ..............................................1...........................................................................16........................................................... Questões do TRF3 ...........1..........................................................................................3................ Questões do TRF5 .................................. 1125 16. 1125 16...........1...................................16..... 1126 16.... 1125 16...1...............

1. Ponto 01
1.1. Direito Constitucional
1.1.1. Constitucionalismo 1.1.1.1. Questões do TRF1

DESSE PONTO EM DIANTE: RESPOSTAS ELABORADAS POR BRUNO ANDERSON SANTOS DA SILVA
1) O que significa a expressão “realizar a Constituição”? Resposta:

Nas palavras de Canotilho, ―realizar a Constituição significa tornar juridicamente eficazes as normas constitucionais. Qualquer constituição só é juridicamente eficaz (pretensão de eficácia) através da sua realização. Esta realização é uma tarefa de todo os órgãos constitucionais que, na atividade legiferante, administrativa e judicial, aplicam as normas da constituição, inclusive dos cidadãos‖. A despeito da existência de normas constitucionais cuja eficácia esteja sujeita ao plácito de uma normatividade ulterior, a ―não realização‖ dos ideais de uma Constituição, notadamente aqueles que pressupõem prestações positivas por parte do Estado, pode ter origem em diversos fatores, sejam políticos, econômicos, jurídicos ou sociais. Destaco entre estes, e sem a intenção de esgotar o tema, a hipertrofia de preceitos sociais de difícil alcance no plano concreto, lançados pelo constituinte sem o menor critério, com o simples objetivo de conformação política, o que faz nascer uma insuficiente concretização jurídica das disciplinas constitucionais, esvaziando sua efetividade, o que Marcelo Neves denominou de ―Constituição Simbólica‖. ―Realizar a Constituição‖, assim, nada mais é do que retirar a Constituição de um estado de inércia.
2) Até aonde vai a força da chamada constituição social na linha do ofício judicante? O juiz a pretexto de conferir força normativa poderia reescrever a legislação? A pretexto de realizar a Constituição, os tribunais e os juízos podem reescrever a legislação?

Resposta:

(um pouco alongada em razão da relevância do tema, e por tratar-se de uma questão certa de ser abordada) A questão traz à tona um dos debates mais atuais e instigantes acerca do papel do Poder Judiciário na República: o ―ativismo judicial‖. Em muitas situações, ao invés de se
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limitar a aplicar a lei já existente, o juiz se vê na necessidade de agir em substituição ao legislador, e não ser apenas ―a boca que pronuncia as palavras da lei‖, na expressão de Montesquieu. Todavia, tais decisões ativistas devem representar antes a exceção do que a regra, de sorte que não é dado ao magistrado usurpar a competência do legislador. O ativismo é a deliberada expansão do papel do Judiciário, mediante o uso da interpretação constitucional para suprir lacunas, sanar omissões legislativas ou determinar políticas públicas quando ausentes ou ineficientes. É um fenômeno que assenta raízes na experiência constitucional norte-americana, mas que, atualmente, ganhou fôlego sob os influxos do neoconstitucionalismo (e seu papel criativo do aplicador da lei). ―Ativismo judicial‖, para as vozes mais críticas, seria uma espécie de intromissão indevida do Judiciário na função legislativa. Todavia, o tema não pode ser visto de maneira tão simplista, e faz parte de uma tessitura mais complexa. O professor Luís Roberto Barroso chegou a afirmar que essa postura do Judiciário, entre outras causas, tem origem na crise de funcionalidade do Poder Legislativo, que estimula tanto a edição de Medidas Provisórias pelo Executivo como o ativismo judicial do Judiciário. Uma das principais causas desse ativismo, afirma o mestre, é a ―constitucionalização do Direito‖, que resulta numa ―aplicabilidade direta e imediata da Constituição a diversas situações‖ que passaram a ser regulamentadas diretamente pela Lei Maior, fazendo com que surja uma ―expressiva ―judicialização‖ de questões políticas e sociais‖. Sobre ―judicialização‖, afirma ―que atores políticos, muitas vezes, para evitar o desgaste, preferem que o Judiciário decida questões controvertidas‖. E é nesse contexto que o Judiciário tem tido uma maior participação política. Assim, não se pode descuidar do papel de protagonismo que vem exercendo o Poder Judiciário nos últimos anos, notadamente o STF, que em matéria de políticas públicas e sociais (para garantir o mínimo existencial – ADPF/45), persistindo a inércia dos Poderes constituídos na sua implementação, vem adotando uma postura ativa, como se viu nos casos do direito de greve dos servidores públicos, interrupção da gestação de fetos anencefálicos, cotas raciais, uniões homoafetivas, nepotismo, demarcação contínua da reserva indígena Raposa Serra do Sol (19 medidas sugeridas pelo Min. Menezes Direito), fidelidade partidária, poderes investigatórios do MP, apenas para citar as principais.

3) A clássica concepção dos doutrinadores sobre a afirmativa de que a sentença é a lei em concreto é falaciosa? Resposta:

A teoria do contrato, sobre a natureza jurídica do processo, nasceu no velho Direito Romano. Inspirado em um texto de Ulpiano, a relação que interligava autor e réu no processo era vista como em tudo idêntica à que une as partes contratantes. Não poderia ser outro o entendimento dos romanos, que incluíam o processo dentro do Direito Privado. A doutrina Francesa, influenciada pela doutrina política do contrato social de Rousseau, continuou considerando o processo como sendo um contrato. Atualmente, a
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natureza jurídica do processo é uma "relação jurídica processual", que se estabelece entre as partes e o juiz (triangular). Mas ainda há traços das teorias contratuais nos sistemas atuais, sobretudo nas formas extrajudiciais de solução de conflitos, como a arbitragem, mediação e conciliação. Assim, até bem pouco tempo não se poderia chamar de falaciosa a afirmativa de que a sentença é a lei do caso concreto, haja vista que as características da imperatividade e imutabilidade entre as partes, por razões de segurança jurídica, são da própria natureza das decisões judiciais de mérito. Todavia, atualmente, a coisa julgada tem sido relativizada, por meio da ação rescisória, notadamente quando há afronta a determinados princípios tidos como mais relevantes do que a própria regra constitucional que protege a coisa julgada.

4) Faça uma distinção entre a teoria de Lassale e a teoria de Hesse sobre a Constituição? Resposta:

Para Ferdinand Lassalle, que conceituava Constituição em seu sentido sociológico, ―a Constituição de um Estado seria, em essência, a soma dos fatores reais de poder que o regem. A Constituição real e efetiva apenas reflete a realidade social determinada pelos fatores reais de poder – poder político, econômico, cultural, religioso etc. – que dominam uma sociedade, não passando a Constituição escrita de mera ‗folha de papel‘. Havendo um conflito entre a Constituição real e efetiva e a Constituição escrita, prevalecerá a vontade da primeira. O jurista alemão Konrad Hesse construiu a teoria da força normativa da Constituição, contrapondo-se à concepção sociológica de Lassalle. Para esta teoria, ―a Constituição não era mera ‗folha de papel‘ ou simples reflexo dos ‗fatores reais de poder‘. Ao contrário, e como toda norma jurídica, a Constituição teria força ativa para mudar a realidade. Havendo conflito entre esses fatores reais de poder e a Constituição escrita, nem sempre haverá predominância da primeiro, pois a constituição possui força suficiente para mudar a realidade. Em conclusão, ―é inquestionável a conexão existente entre a Constituição e a realidade social, sendo a Carta Política a expressão das relações de poder de uma comunidade. Porém, não se de desconsiderar – como o fez Lassalle – que a Constituição também desempenha uma função diretora e uma função preceptiva, decorrentes de sua força normativa.‖

5) O senhor saberia me explicar até onde vai a princípio da proibição do retrocesso? Resposta:

O princípio da vedação do retrocesso, em linhas gerais, dispõe que é vedado ao Legislador a supressão ou alteração de normas infraconstitucionais que densificam
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direitos fundamentais sociais, de molde a violar sua eficácia. Para J. J. Gomes Canotilho, o princípio do não retrocesso social leciona que ―os direitos sociais, uma vez obtido determinado grau de realização, passam a constituir tanto uma garantia institucional quanto um direito subjetivo, limitando a reversibilidade dos ―direitos adquiridos‖, o que, para ele, violaria o princípio da proteção da confiança e da segurança dos cidadãos no âmbito econômico, social e cultural‖. Não obstante, a vedação ao retrocesso social não importa em uma proibição absoluta ao movimento retrocessivo. Sua aplicação dependerá sempre de uma ponderação com outros princípios e regras no caso concreto. Assim, alguns princípios estarão em constante tensão com a vedação de retrocesso, como sói ser o princípio democrático, que dá liberdade de conformação ao legislador, ou mesmo a reserva do possível, que atua juntamente com o princípio da proporcionalidade, assegurando, contudo, o que o Min. Celso de Mello denominou de núcleo intangível consubstanciador de um mínimo existencial.

6) Há a possibilidade de um choque entre uma regra e um princípio constitucional? Uma regra que venha a ser incorporada no texto constitucional pode violar um corpo principiológico da CF no que tange, por exemplo, às cláusulas pétreas? Resposta:

É conhecida a já tradicional distinção entre regras e princípios na doutrina contemporânea nacional e estrangeira, não obstante a ausência de uniformidade conceitual. Paulo Bonavides reconhece que os princípios constitucionais são normas jurídicas e que as normas compreendem as regras e os princípios. Segundo o mestre, "violar um princípio é muito mais grave que transgredir uma norma qualquer. A desatenção ao princípio implica ofensa não apenas a um específico mandamento obrigatório, mas a todo o sistema de comandos". Para Virgílio Afonso da Silva, ―princípios seriam as normas mais fundamentais do sistema, enquanto as regras costumam ser definidas como uma concretização desses princípios e teriam, por isso, caráter mais instrumental e menos fundamental. Dessarte, eventualmente, uma regra instituída pelo poder constituinte reformador pode entrar em rota de colisão com um princípio, explícito ou implícito, de sorte que será insofismavelmente inconstitucional se violar uma cláusula pétrea. Se a colisão for entre princípios, a técnica a ser utilizada será a ponderação, de sorte que o intérprete escolhe a o bem ou direito que irá prevalecer no caso concreto.

7) Até onde vai o papel do juiz na realização da Constituição? Resposta:

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Uma das instigantes novidades do Brasil dos últimos anos foi a virtuosa ascensão institucional do Poder Judiciário, circunstância essa motivada por uma constitucionalização do direito, que acabo refletindo num aumento da demanda por justiça. Contudo, ao realizar a Constituição, o magistrado não pode substituir o Legislativo na sua função típica legiferante. Apesar de em muitas situações, ao invés de se limitar a aplicar a lei já existente, o juiz se ver na necessidade de agir em substituição ao legislador, e não ser apenas ―a boca que pronuncia as palavras da lei‖, na expressão de Montesquieu, tais decisões ativistas devem representar antes a exceção do que a regra, de sorte que não é dado ao magistrado usurpar a competência do legislador, devendo agir apenas para suprir omissões legislativas, em matéria de políticas públicas, quando estas se revelarem ausentes ou ineficientes, esvaziando, assim, preceitos sociais contidos na Constituição. 1.1.1.2. Questões do TRF2
1) Importância do Direito Constitucional e sua ligação com os demais ramos. Resposta:

A classificação dicotômica de Direito em público e privado, modernamente, é mantida apenas para efeitos didáticos e mera conveniência acadêmica, haja vista ser o Direito uno e indivisível. Desta feita, percebe-se cada vez mais uma forte influência do Direito Constitucional sobre o que se denominava de Direito Privado. Desta forma, vários ramos do Direito encontram sua norma-matriz na Constituição, através do que vem se denominando de constitucionalização do direito. A Norma Fundamental sai da sua posição de mero organizador da estrutura do Estado e sua função política, para prever diretamente institutos antes reservados ao Direito Privado. É dizer, parece adequado não mais falarmos em ramos do direito, e sim em um verdadeiro escalonamento verticalizado e hierárquico das normas, apresentando-se a Constituição como norma de validade de todo o sistema, sendo necessária uma inevitável releitura dos institutos, notadamente os de Direito Civil, sob a ótica constitucional.

2) Em que consiste o fenômeno da constitucionalização do direito? Resposta:

Locução de uso relativamente recente, aduz a doutrina que o fenômeno surgiu, de certa forma, na Constituição portuguesa de 1976, foi continuado na Constituição espanhola de 1978, e levado ao extremo pela Constituição brasileira de 1988. Em rápida lição, significa que a Constituição contemporânea não mais se limita, como no passado, a dispor sobre princípios fundamentais, definir competências, prever o modo de sua revisão. Ela vem reger praticamente todos os aspectos da vida jurídica. É dizer, tudo (ou
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quase) pode ser objeto de normas constitucionais. Já não é facilmente identificável um conteúdo material das Constituições como outrora. Sua principal consequência pode ser apontada como uma ―expressiva judicialização de questões políticas e sociais‖, o que força um ativismo judicial como forma de dar concreção às normas constitucionais.

3) Quantas EC foram promulgadas até hoje? Qual ou quais em 2010? Resposta:

(Na resposta, sem modificar o texto original da questão, considerei o ano de 2012) Até hoje foram promulgadas 76 Emendas Constitucionais, sendo 6 de Revisão, estas últimas, todas no ano de 1994. Em 2012 foram editadas duas, as de ns. 69 e 70.

4) Repristinação é automática? Resposta:

A repristinação ocorre quando uma lei é revogada por outra e posteriormente a própria norma revogadora é revogada por uma terceira lei, que irá fazer com que a primeira tenha sua vigência restabelecida. Todavia, o artigo 2º, § 3º da LINDB (Decreto-Lei nº 4657, de 4/09/1942) aduz que a repristinação só é admitida se for expressa. Contudo, a despeito da diferença dos institutos, solução diversa dar-se-á na hipótese de declaração de inconstitucionalidade da lei pelo STF, eis que a jurisprudência da Excelsa Corte entende que a lei revogada pela norma dita inconstitucional tem sua eficácia restabelecida, haja vista que o STF adota a teoria da nulidade em relação aos atos inconstitucionais. Sendo nula, não poderia gerar qualquer efeito jurídico, inclusive, o ab-rogante. É o chamado ―efeito repristinatório.‖

5) Poder Constituinte Derivado é originário? Resposta:

Poder Constituinte Originário é aquele que instaura uma nova ordem jurídica, rompendo por completo com a ordem jurídica precedente. Possui como características o fato de ser inicial, autônomo, ilimitado juridicamente (lembrando que a corrente Jusnaturalista enxerga, ao menos, uma limitação, qual seja, o respeito às normas de Direito Natural. Porém, o Brasil adotou a corrente Positivista, para a qual nem mesmo o Direito Natural
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limitaria a atuação do Poder Constituinte Originário. Modernamente – Canotilho –, falase, ainda, em observância de princípios de justiça e de Direito Internacional), incondicionado, soberano. Poder Constituinte Derivado é criado e instituído pelo Originário, sendo, portanto, limitado e condicionado. Poder ser reformador (capacidade de modificar a Constituição Federal), decorrente (estruturar as Constituições dos Estados-membros e DF) ou revisor (revisar a Constituição Federal uma única vez).

6) Como as Constituições são positivadas? Resposta:

Promulgada: aquela em que o processo de positivação decorre de convenção, são votadas, originam de um órgão constituinte composto de representantes do povo, eleitos para o fim de elaborá-las. Ex.: Constituição de 1891, 1934, 1946, 1988. Outorgada: aquela em que o processo de positivação decorre de ato de força, são impostas, decorrem do sistema autoritário. São as elaboradas sem a participação do povo. Ex.: Constituição de 1824, 1937, 1967, 1969. Encontramos também a chamada Constituição Cesarista ou mistificada: não é propriamente outorgada, mas tampouco promulgada, ainda que criada com a participação popular. Pactuadas: são aquelas em que os poderosos pactuavam um texto constitucional, o que aconteceu com a Magna Carta de 1215. A expressão Carta Constitucional é usada hoje pelo STF para caracterizar as constituições outorgadas.

7) O que é promulgação? Resposta:

Como manifestação do Poder Constituinte, Constituição promulgada seria aquela fruto da vontade popular, materializada através de uma Assembléia Nacional Constituinte instalada com essa finalidade, como sói ser a CF 1988.

8) Atos preparatórios à promulgação de uma Carta Política são atos constituintes? Qual a natureza? Resposta: 40

Segundo José Afonso da Silva, os atos preparatórios possuem natureza política. Como exemplo, teríamos a EC n. 26 de 27.11.85 que convocou a Assembléia Nacional Constituinte para elaborar a CF de 1988, instalada em 1.02.87, sob a presidência do Ministro do STF José Carlos Moreira Alves, pai do Des. Carlos Eduardo Moreira Alves, membro da Comissão.

9) Quantas constituições já tivemos no Brasil? Resposta:

Foram oito. As de 1824, 1891, 1934, 1937, 1946, 1967 e EC-69, e a atual de 1988. Tecnicamente seriam sete, haja vista que a de 1969 foi uma Emenda Constitucional à Carta de 1967. Todavia, diante de seu caráter revolucionário, bem como a extensão da sua reforma no ordenamento, a doutrina constitucionalista a considera como uma Constituição autônoma.

10) Diferencie normas constitucionais de princípio e normas constitucionais de preceito. Resposta:

(acredito que o examinador tenha utilizado ao termo ―preceito‖ como sinônimo de ―regras‖, como o fazem muitos doutrinadores) Existem vários critérios tradicionais para a distinção entre regras e princípios. O mais comum é o critério da generalidade (Robert Alexy apud Bonavides). Segundo este critério, os princípios são normas com um grau de generalidade relativamente alto e as regras, normas com um nível relativamente baixo de generalidade. Há também o conhecido critério da abstração, segundo o qual os princípios são normas com um grau de abstração relativamente alto e as regras, normas com um nível relativamente baixo de abstração. Outros critérios, tais como o do valor expressado e o da aplicabilidade, são também comumente utilizados com o intuito de fazer a distinção entre as regras e os princípios. Afirma Alexy, ainda, que entre regras e princípios existe não somente uma diferença de grau, mas uma diferença qualitativa. As ―normas constitucionais de princípios‖ seriam os mandamentos nucleares do sistema constitucional (Virgílio Afonso da Silva), haja vista consagrarem os principais valores do ordenamento. Seriam, ainda, mandamentos de otimização, caracterizados pelo fato de que podem ser cumpridos em diferentes graus, na li8ção de Alexy. Os critérios de distinção em relação às regras são variados, como também aponta Canotilho (Grau de abstração, grau de determinabilidade, carácter de fundamentalidade, natureza normogenética), para quem a tarefa, longe de afigurar-se simples, é demais complexa.
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As ―normas constitucionais de preceito‖ apresentam-se sob a forma de um conteúdo determinado que é ou não realizado em sua plenitude, isto é, a regra é ou não é cumprida na inteira medida de seu enunciado normativo.

11) Discorra sobre a aplicabilidade de normas de princípios e de normas de preceitos. Resposta:

As regras (preceitos) têm caráter categórico, ―ou isto ou aquilo (Dworkin)‖, tendo aplicação imediata aos casos concretos, através de simples subsunção, por via de um raciocínio silogístico. Já os princípios, diferentemente das regras, não obedecem à lógica do ―tudo ou nada‖, não desencadeando a eliminação de um em face daquele que prevalecer, aplicando-se a técnica da ponderação. Os princípios podem envolver problemas de validade e de peso, as regras só enfrentam questão de validade.

12) Todas as normas constitucionais são regulamentáveis? Resposta:

Não. Celso Ribeiro Bastos e Carlos Ayres Britto classificam as normas constitucionais em normas de aplicação (regulamentáveis ou irregulamentáveis) e normas de integração (completáveis ou restringíveis). As de aplicação já estão aptas a produzir todos os seus efeitos, sendo que as irregulamentáveis incidem diretamente sobre os fatos regulados e rejeitam regramentos infraconstitucionais, sendo sua matéria tratada exclusivamente pelo texto constitucional. Já as regulamentáveis, embora plenas e consistentes, aceitam regulamentação infraconstitucional, sendo vedada, contudo, a alteração do seu conteúdo, sentido e alcance. Por fim, as normas de integração são as que necessitam da atividade integradora do legislador ordinário para apresentarem aplicabilidade, pois necessitam de complementação.

13) Exemplo de norma de eficácia plena. Resposta:

São aquelas ―aptas a produzir todos os seus efeitos, independentemente de norma integrativa infraconstitucional.‖ Um exemplo seria o art. 2º da CF/88. Outro bastante cobrado é o art. 230, §2º (gratuidade de transporte coletivo urbano para maiores de 65 anos – ADI 3768).

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14) Normas regulamentáveis constitucionais, o legislador tem competência absoluta ou está limitado? Na CR/1988 não há limites para a regulamentação, mas e a doutrina e a jurisprudência? Resposta:

Está limitado. Nas normas regulamentáveis, é vedada a restrição ou alteração do seu conteúdo, sentido e alcance, consoante o escólio de Celso Ribeiro Bastos e Carlos Ayres Britto, que classificam as normas constitucionais em normas de aplicação (regulamentáveis ou irregulamentáveis) e normas de integração (completáveis ou restringíveis).

15) Há direito adquirido contra a CR? Resposta:

É firme a jurisprudência do STF no sentido de que inexiste direito adquirido contra a Constituição Federal, a despeito de todas as Constituições Brasileiras, com exceção da Carta Constitucional de 37, garantirem o direito adquirido e vedarem a retroatividade da lei prejudicial. Anote-se que, também, é assente a jurisprudência da Corte Suprema no sentido de que os dispositivos constitucionais têm vigência imediata, alcançando os efeitos futuros de fatos passados (retroatividade mínima). Salvo disposição em contrário - e a Constituição pode fazê-lo - eles não alcançam os fatos consumados no passado nem as prestações anteriormente vencidas e não pagas (retroatividade máxima e média, respectivamente). 1.1.1.3. Questões do TRF3

1.1.1.4. Questões do TRF4

1.1.1.5. Questões do TRF5

1.2. Direito Tributário
1.2.1. Conceito, Conteúdo, Natureza, Autonomia, Fontes, Relação com o Direito Financeiro, Sistema Constitucional Tributário, Poder de Tributar 1.2.1.1. Questões do TRF1
1) Qual seria a função de uma Lei Complementar em se de Direito Tributário? Qual o espaço, dentro daquela linha doutrinária dentro daquela corrente tricotômica e dicotômica, pois a primeira tem uma diferença em relação à segunda, qual diferença é esta? 43

Resposta:

Em regra, a lei ordinária é o instrumento hábil para disciplinar os tributos. Apenas em casos excepcionais, expressamente previstos na Constituição, é que se exige lei complementar, como a competência residual (art. 154, I, CF) e os empréstimos compulsórios (art. 148). Contudo, a função principal da Lei Complementar em matéria tributária, nos termos do art. 146 da CF é estabelecer normas gerais sobre Direito Tributário. Embora o CTN (lei 5.172/66) tenha sido editado como Lei Ordinária, integra nosso ordenamento com status de Lei Complementar, haja vista ter sido recepcionado com essa natureza, de forma expressa, pelo art. 34, §5º do ADCT. Não obstante o art. 5º do CTN (e também o art. 145, CF) ter previsto como espécies tributárias apenas os impostos, taxas e contribuições de melhoria, o que poderia levar a crer que o nosso ordenamento adotou a corrente tripartite ou tricotômica, o STF já pacificou a adoção da teoria da pentapartição, de sorte que o CTN, ―Lei Complementar‖ sobre normas gerais tributárias, aplica-se também às contribuições sociais e empréstimos compulsórios (RE 138.284), é dizer, a todas as espécies tributárias, e não apenas às previstas no CTN.

2) O Direito Tributário brasileiro é o mais constitucionalizado do mundo, que consequências podemos tirar disto? Resposta:

Em rápidas linhas, destaco uma maior segurança jurídica e proteção ao contribuinte, onde boa parte das limitações constitucionais está protegida contra mudanças que lhe diminuam o alcance ou a amplitude, por configurarem verdadeiras garantias individuais, não podendo ser suprimidas nem por emendas constitucionais, eis que se afiguram cláusulas pétreas.

1.2.1.2. Questões do TRF2
1) O artigo 5º do CTN é completo? Por que ele é desmentido? Resposta:

O art. 5º do CTN não é completo, eis que prevê como espécies tributárias apenas os impostos, taxas e contribuições de melhoria, o que poderia levar a crer que o nosso ordenamento adotou a corrente tripartite ou tricotômica. Todavia, o STF já pacificou a adoção da teoria da pentapartição, de sorte que, além das espécies supracitadas, considera tributos as contribuições sociais e os empréstimos compulsórios, apesar da natureza restituível deste último.
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2) É possível a repetição do indébito de tarifas de água e esgoto? Resposta:

Sim, é possível. Contudo, seu prazo prescricional sujeitar-se-á ao prazo estabelecido no Código Civil, conforme previsto na Súmula 412 do STJ, publicada em 16/12/2009, haja vista não possuírem natureza jurídica tributária.

3) Existe prazo para compensação? Qual a natureza jurídica? E para tributo indireto? Resposta:

A compensação tributária é uma das causas de extinção do crédito tributário descritas pelo artigo 156 do Código Tributário Nacional. Quanto ao prazo, duas situações devem ser observadas. Assentou o Supremo Tribunal Federal que o novo prazo de 5 (cinco) anos - contado do pagamento antecipado do tributo - é válido para as ações ajuizadas após 9/6/05, data de entrada em vigor da Lei Complementar 118/05 (RE 566.621/RS, Rel. Min. ELLEN GRACIE, Tribunal Pleno, DJe 11/10/11). E, por outro lado, às ações intentadas antes do referido marco aplica-se a Tese dos "cinco mais cinco", consoante a antiga orientação do STJ. Também, é possível a compensação via creditamento de valores pagos indevidamente por tributos indiretos, como é o caso do ICMS, hipótese em que é necessária a prova de que não houve transferência do encargo financeiro ao contribuinte de fato, ou que obteve autorização do contribuinte de fato para obter o ressarcimento do excesso, por meio de restituição ou de compensação. Aplicabilidade do art. 166 do CTN (STJ - AgRg no EREsp 997244 SP - Primeira Seção - rei. Min. Francisco Falcão, DJe 06.04.2009).

4) Por que tem ação de consignação no CPC e no CTN? Resposta:

Porque as hipóteses consignatórias previstas no art. 164 do CTN são mais restritas, como se extrai da leitura do §1º do referido artigo, que aduz que ―a consignação só pode versar sobre o crédito que o consignante se propõe a pagar.‖ Assim, demais aspectos da obrigação tributária podem ser objeto de ação de consignação com fulcro no art. 890 do CPC.

5) Dupla tributação distingue-se de bitributação? Resposta: 45

Sim. A dupla tributação (bis in idem) ocorre quando o mesmo ente tributante edita diversas leis instituindo múltiplas exigências tributárias, decorrentes do mesmo fato gerador. Segundo a doutrina, não existe norma expressa no texto constitucional vedando a dupla tributação, de sorte que chegam a apontar a criação da COFINS e do PIS como hipótese cristalina de bis in idem. Na bitributação, tal fenômeno ocorre mediante a ação de entes diversos, e, via de regra, é proibida. A doutrina aponta duas situações em que esta seria legítima: a possibilidade da União instituir imposto extraordinário de guerra, compreendidos ou não em sua competência tributária; e a tributação de renda envolvendo Estados-nações diversos (indivíduo residente no Brasil que recebe rendimentos de trabalhos realizados no Uruguai, os dois Estados poderiam cobrar IR).

6) É taxativo o rol do art. 150 da CR/1988? Resposta:

O art. 150 da CF trata das limitações ao poder de tributar. Da simples leitura da parte inicial do artigo (sem prejuízo de outras garantias) conclui-se que se afigura um rol exemplificativo, notadamente porque boa parte destas limitações consubstanciam-se em garantias individuais do contribuinte.
7) Qual a razão do art. 150, I, da CR/1988? Resposta:

Referido dispositivo trata do princípio da legalidade tributária. É, a exemplo de outros preceitos, uma garantia do contribuinte contra a exigência ou aumento de tributos sem lei que estabeleça, sendo, portanto, um dos pilares do Estado Democrático de Direito.

7) Há tautologia com o art. 5º, II, da CR/1988? Resposta:

Penso que não chega a ser uma tautologia. Por ser considerada a principal limitação constitucional ao poder de tributar, entendeu o constituinte por prever de forma específica e autônoma o princípio da legalidade tributária no art. 150, I da CR, cujas exceções, também, lhes são particulares, existindo, a meu ver, razão de ser na formação de um sistema de proteção tributário próprio.

8) O que é elusão fiscal? Posição do STF. Resposta:

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Existem meios diversos de se fugir da tributação. Tradicionalmente, o critério mais adotado pela doutrina para classificar tais meios toma por base a licitude da conduta. Assim, quando o contribuinte usa de meios lícitos para fugir da tributação ou torná-la menos onerosa, tem-se, para a maioria da doutrina, a elisão fiscal. Já nos casos em que o contribuinte se utiliza de meios ilícitos para escapar da tributação, tem-se a evasão fiscal. Por fim, nos casos denominados pela doutrina de elusão fiscal (ou elisão ineficaz), o contribuinte simula determinado negócio jurídico com a finalidade de dissimular a ocorrência do fato gerador. Trata-se de um ardil caracterizado primordialmente pelo que a doutrina denomina de abuso das formas, pois o sujeito passivo adota uma forma jurídica atípica, a rigor lícita, com escopo de escapar artificiosamente da tributação. Norma geral antielisão está prevista no parágrafo único do art. 116 do CTN, inserido pela LC 104/2001 (natureza de antielusão), de sorte que o Fisco poderá requalificar juridicamente os fatos, para fazer incidir o tributo devido.

9) O que é Poder de Tributar? As limitações de Tributar são cláusulas pétreas? Há relação entre poder de tributar e competência tributária? Resposta:

Poder de tributar é o poder que detém o Estado de, mediante lei, criar tributos nos termos das competências conferidas pela Constituição. Entende o STF, bem como a doutrina, que boa parte das limitações constitucionais ao poder de tributar se configuram verdadeiras garantias individuais, como sói ser o princípio da anterioridade e o da legalidade, de sorte que são definidas como cláusulas pétreas, nos termos do art. 60, §4º, IV da CR. A imunidade recíproca, também, por tutelar a forma federativa (art. 60, §4º, I da CR), seria uma cláusula pétrea. Nessa esteia, há uma estreita relação entre o poder de tributar e competência tributária, haja vista ser esta última conceituada como a atribuição ou o poder, diretamente haurido da Constituição Federal, para editar leis que abstratamente instituam tributos. Por fim, a Constituição não cria tributos, apenas confere às pessoas políticas competências para instituí-los.

1.2.1.3. Questões do TRF3
1) Qual a classificação das receitas? Resposta:

Quanto à regularidade elas podem ser extraordinárias (caráter excepcional e temporário) ou ordinárias (ingressam com regularidade). Já quanto à origem, podem ser originárias
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(exploração pelo Estado da atividade econômica patrimonial ou comercial) ou derivadas (extraídas do patrimônio dos particulares - tributos). Há, ainda, a classificação legal (lei 4.320/64), que divide as receitas em correntes (resultantes das atividades próprias do Estado) e de capital. 1.2.1.4. Questões do TRF4

1.2.1.5. Questões do TRF5

1.3. Direito Administrativo
1.3.1. Responsabilidade Civil do Estado 1.3.1.1. Questões do TRF1
1) Qual o regime de responsabilidade civil das pessoas jurídicas de direito privado exploradoras de atividade econômica? E qual o regime jurídico? De direito privado. Resposta:

Se for atividade econômica não se aplica o art. 37, § 6º, CF, mas sim o regime de direito privado (Código Civil), que prevê responsabilidade civil subjetiva, é dizer, deve ser apurado se a ação ou omissão se deu, ao menos, com culpa.

2) Qual o fundamento jurídico por responsabilidade pelos atos lícitos? Resposta:

A responsabilidade civil por atos ilícitos, que não se relacionem com a prestação de serviço público, encontra-se disciplinada nos arts. 186 e 927 do CC/2002. Tem como principal fundamento garantir a ordem social, evitar o enriquecimento sem causa, tutelar o patrimônio através de um provimento judicial que substitua a reparação privada coercitiva, bem como possui função sancionadora e pedagógica. Para Carlos Alberto Bittar ―a responsabilidade está diretamente ligada à liberdade e a racionalidade humana, que impõe às pessoas o dever de assumir o ônus, submetendo-a aos resultados de suas ações quando contrária a ordem jurídica‖.

1.3.1.2. Questões do TRF2
1) Qual seria a diferença da responsabilidade civil dos entes públicos? 48

Resposta:

A principal nota que a diferencia da responsabilidade dos entes privados, seria a responsabilidade objetiva dos entes públicos para atos comissivos, ou seja, independente de culpa, assegurado o direito de regresso contra o agente público responsável pelos danos, devendo, neste caso, ser apurado se agiu com dolo ou culpa, sendo, portanto, subjetiva. Também será subjetiva nas hipóteses de atos omissivos.

2) Diferenças entre a responsabilidade civil dos entes em geral e das prestadoras de serviços públicos. Resposta:

A responsabilidade civil das pessoas jurídicas de direito público e as de direito privado prestadoras de serviços públicos, por danos causados por seus agentes, nessa qualidade, a terceiros, é de natureza objetiva, é dizer, independe de culpa, nos termos do art. 37, § 6º, CF. Nesse sentido, a jurisprudência assente do STF, bem como a doutrina pátria. Ainda, as pessoas jurídicas de direito privado prestadoras de serviço público respondem de forma objetiva por danos causados a terceiros usuários e não usuários do serviço (RE n. 591.874, Relator o Ministro Ricardo Lewandowski, Plenário, DJe de 18.12.09), tendo o STF revisto sua jurisprudência neste último caso, eis que antes entendia que para o não usuário a responsabilidade seria subjetiva. Quanto aos demais sujeitos de direito privados, a responsabilidade é de natureza subjetiva, sendo imprescindível a verificação de culpa do agente para que surja o dever indenizatório.

3) Exemplo de responsabilidade civil de prestadores de serviço público comparando com a responsabilidade civil do Estado. Resposta:

Conforme assentado, ambas são objetivas (art. 37, § 6º, CF). Um exemplo seria a responsabilidade por acidentes em rodovias provocados por animais na pista. Tanto a concessionária (STJ – 3ª T., REsp nº 647.710/RJ, Rel. Min. Castro Filho, DJ 30.06.2006) quanto o Estado, se a rodovia não foi privatizada, responderiam, em cada caso, de forma objetiva pelos danos causados. 1.3.1.3. Questões do TRF3

1.3.1.4. Questões do TRF4
1) Como se chama a responsabilidade civil extracontratual? 49

Resposta:

Também chamada de delitual ou aquiliana, nela o agente não tem vínculo contratual com a vítima, mas, tem vínculo legal, uma vez que, por conta do descumprimento de um dever legal, o agente, por ação ou omissão, com nexo de causalidade e culpa ou dolo, causa à vítima um dano. Está fundada no art. 186 do CC/2002. 1.3.1.5. Questões do TRF5

1.4. Direito Penal
1.4.1. Aplicação da Lei Penal. Princípios Gerais. Normas das Convenções e Tratados de Direito Internacional 1.4.1.1. Questões do TRF1
1) Conflito aparente de normas, quais são as técnicas para a sua solução? Resposta:

A doutrina indica quatro princípios para solucionar o conflito aparente de normas penais. São eles: especialidade, subsidiariedade, consunção e alternatividade. No princípio da especialidade, a norma especial prevalece sobre a geral. Aqui há uma relação de gênero e espécie, sendo tal aferição estabelecida em abstrato. Pouco importa, também, a quantidade de sanção reservada às infrações, podendo a lei especial narrar um Ilícito penal mais rigoroso ou mais brando. Na subsidiariedade, a lei primária tem prevalência sobre a lei subsidiária, que é sempre menos grave. Aqui a análise deve ser feito no caso concreto, e não em abstrato, e não há relação de gênero e espécie. Na célebre locução de Nelson Hungria, a norma subsidiária atua como um ―soldado de reserva‖. O princípio da consunção é aplicado para resolver o conflito aparente de normas penais quando um crime menos grave é meio necessário ou fase de preparação ou de execução do delito de alcance mais amplo, de tal sorte que o agente só será responsabilizado pelo último, desde que se constate uma relação de dependência entre as condutas praticadas (Precedentes STJ). Por fim, alternatividade significa que ―o agente só será punido por uma das modalidades inscritas nos chamados crimes de ação múltipla (tipos mistos alternativos, conteúdo variado), embora possa praticar duas ou mais condutas do mesmo tipo penal.‖

2) Indique quatro princípios penais constantes na Constituição. Resposta:

Princípio da individualização da pena, princípio da reserva legal, princípio da anterioridade e o princípio da intranscendência da pena.

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3) Qual a diferença entre interpretação analógica e analogia? Resposta:

Analogia é uma forma de integração da lei penal. Utilizando-se da analogia, o exegeta aplica a uma hipótese não prevista em lei a disposição legal relativa a um caso semelhante, desde que não prejudique o réu, em atenção ao princípio da legalidade. Assim, admite-se apenas a analogia in bonam partem. Já a interpretação analógica consubstancia meio de interpretação, recorrível quando a lei contém em seu bojo uma fórmula casuística seguida de uma fórmula genérica. Com efeito, a norma casuística serve de norte ao exegeta. A interpretação analógica difere-se da interpretação extensiva na medida em que, nesta, o legislador não nos fornece o padrão (fórmula casuística) a ser seguido, em que pese a necessidade de se ampliar o alcance da norma. Por fim, na interpretação analógica admite-se que seja feita in malam partem.

4) Porque se atribui à norma penal o caráter de ultima ratio? Resposta:

Por ser a liberdade do homem um dos seus bens mais preciosos, apenas justifica-se a supressão do seu status libertatis quando, de fato, estivermos diante de ofensas a bens juridicamente relevantes para a sociedade, em que outros ramos do direito se mostrarem insuficientes e não se revelaram eficientes para punir o agente. Portanto, o DP deve interferir o mínimo possível na vida em sociedade, por isso se diz que será a ultima ratio, também chamado de ―princípio da intervenção mínima.‖ Fruto da ascensão da burguesia, cuida-se de um típico princípio liberal, tanto que se encontra nas obras dos mais importantes pensadores do liberalismo, tais como John Locke, Montesquieu, Rousseau e Beccaria.

5) Qual a diferença entre o “ser do direito” no Direito Penal e o “ser do direito” na Sociologia? Resposta:

A Sociologia preocupa-se, basicamente, como os fatores externos, sociais, que influenciaram o indivíduo a praticar uma infração penal, bem como com suas conseqüências para a coletividade, tudo isso com escopo de explicar tais ―defeitos de socialização‖. Para Ferri, um dos baluartes da Escola Positiva, um dos movimentos criminológicos do Direito Penal, apontada como o criador da Sociologia Criminal, o delito não era produto exclusivo de nenhuma patologia individual. Para ele o delito era resultado da contribuição de diversos fatores: individuais, físicos e sociais.
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Na tese de Ferri, ―o delito é um fenômeno social, com uma dinâmica própria e etiologia específica, na qual predominam os fatores sociais‖. A pena, por si só, seria ineficaz, precisa vir antecedida ou acompanhada das adequadas reformas econômicas, sociais, entre outras. Já o Direito Penal preocupa-se com o indivíduo após o cometimento do delito, como irá puni-lo e ressocializa-lo, sendo irrelevante tais aspectos sociais. Contudo, anote-se, que há corrente que defende uma ―co-culpabilidade‖ no direito penal, entendida esta como a parcela de culpa da sociedade que deixa de fornecer os meios suficientes para o desenvolvimento do ser, cuja a influência do meio social compromete a autodeterminação do indivíduo. Assim, sua reprovabilidade deve ser atenuada.

1.4.1.2. Questões do TRF2
1) É mais correto falar em concurso aparente de normas ou conflito aparente de normas? Resposta:

Não há uma unanimidade na doutrina, em que pese a aparente predileção pela expressão ―concurso‖, como se vê no escólio de Rogério Greco e Luiz Régis Prado. O professor Damásio de Jesus, por sua vez, crítica as duas expressões, haja vista que, segundo sustenta, ―não há conflito ou concurso de disposições penais, mas exclusividade de aplicação de uma norma a um fato, ficando excluída outra em que também se enquadra‖. Por fim, penso que a maioria dos operadores do Direito trata as expressões como sinônimas, havendo, inclusive, julgados no STJ em que na mesma ementa se utilizam as duas formas (HC 213179/SC- Min. Jorge Mussi).

2) O que é o princípio da alternatividade? Resposta:

É um dos princípios que se propõem a resolver um concurso aparente de normas. Significa que ―o agente só será punido por uma das modalidades inscritas nos chamados crimes de ação múltipla (tipos mistos alternativos, conteúdo variado), embora possa praticar duas ou mais condutas do mesmo tipo penal.‖ Um exemplo clássico é o art. 33 da lei 11.343/06, cuja cabeça do artigo prevê diversos núcleos v.g. importar, fabricar, transportar. Ainda que realize todas as condutas descritas no tipo, praticará o crime uma única vez, desde que, evidentemente, trate-se da mesma droga, no mesmo contexto fático. Dessarte, se o mesmo sujeito importa cocaína, transporta ópio e vende heroína, responderá por três crimes distintos, em concurso material. Por fim, parte da doutrina entende ser a alternatividade a consunção que se realiza no interior de um mesmo tipo penal, de sorte que aquela teria sua função esvaziada. É o entendimento de Nélson Hungria e Aníbal Bruno.
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3) O concurso aparente de normas se insere na teoria do delito, na teoria da norma ou na teoria do tipo? Resposta:

O conflito aparente de normas está ligada à teoria do delito, em especial quando, na formação do juízo de tipicidade, haverá a identificação do tipo legal a ser considerado. Definir se um determinado fato constitui, ou não, um delito, passa pela realização do chamado juízo de tipicidade: a comparação do fato com os modelos de conduta proibida, que a lei criminal elenca numerus clausus. Situação diferente ocorre com o concurso efetivo de tipos (material, formal ou continuado), que se relaciona à resposta penal (pena), não sendo caso de definição de juízo de tipicidade. Importa, contudo, deixar clara a diferença entre o concurso efetivo e o concurso aparente de tipos. No concurso efetivo (concurso de delitos), há dois ou mais delitos, sujeitando-se o agente às penas de dois ou mais tipos incriminadores (que são somadas, ou não, conforme seja o caso do art. 69, do art. 70 ou do art. 71 do Código Penal). No concurso aparente, como a própria denominação denuncia, aparentemente o fato dá lugar a duas ou mais adequações típicas simultâneas, dois ou mais delitos. Um mesmo fato é coberto pelas descrições típicas de várias normas incriminadoras, que sobre ele convergem. Todavia, pela aplicação do princípio ne bis in idem, que impede a dupla punição pelo mesmo fato, somente uma das tipicidades se aplica, prevalecendo sobre as demais, e afastando a incidência destas.

4) Quais as duas modalidades de subsidiariedade? Sempre está expresso no Código? Resposta:

Pelo princípio da subsidiariedade, a norma dita subsidiária é considerada, na expressão de Hungria, como um ―soldado de reserva‖, é dizer, na ausência ou impossibilidade de aplicação da norma principal mais grave, aplica-se a norma subsidiária menos grave. Ela pode ser expressa ou tácita. Diz-se expressa quando a própria lei faz sua ressalva, mediante emprego de locuções como: ―se o fato não constitui crime mais grave‖, v.g. disparo de arma de fogo (art. 15 da lei 10.826/03). Será tácita quando a lei residual não condiciona, taxativamente, a sua aplicação em caso de impossibilidade de incidência da primária. Ex: Estupro (art. 213, CP) e constrangimento ilegal (art. 146, CP). Assim, conclui-se que, nem sempre, a subsidiariedade será expressa na Lei Penal.

5) Quais os critérios de interpretação da lei penal? É possível analogia em lei penal? Há diferença entre interpretação analógica e analogia? 53

Resposta:

Os critérios de interpretação podem ser divididos quanto ao sujeito de que emana, quanto aos meios que são utilizados para alcançá-la e, ainda, quanto aos resultados. No que pertine ao sujeito, pode ser autêntica (pela própria lei), doutrinária (pelos estudiosos – v.g. exposição de motivos do Código) e judicial (aplicadores do Direito – v.g. súmulas vinculantes). Já quanto aos meios, pode ser literal (real significado das palavras), teleológica (finalidade da lei), sistemática (análise do dispositivo no sistema que ele está contido, e não isoladamente) e histórica (busca dos fundamentos de sua criação no passado, considerando o momento social da época). Por fim, quanto ao resultado, pode ser declaratória (não amplia nem restringe o alcance da norma), extensiva e restritiva, que alarga ou diminui o alcance da lei, respectivamente. A analogia, forma de integração da norma, onde o exegeta aplica a uma hipótese não prevista em lei a disposição legal relativa a um caso semelhante, desde que não prejudique o réu, em atenção ao princípio da legalidade. Assim, admite-se apenas a analogia in bonam partem. Difere-se da interpretação analógica por ser esta um método de interpretação. Há quem sustente que esta última pode ser in malam partem.

6) Existe parte geral na parte especial do CP? Resposta:

Algumas matérias, que ordinariamente são tratadas na parte geral do CP, foram inseridas na parte especial do Código. Isto ocorreu quando o próprio tipo penal o exigia, v.g. causas especiais de aumento e diminuição da pena, normas penais não incriminadoras (art. 327), causas de isenção de pena (art. 181), espécies de ações penais. Não há propriamente uma parte geral dentro da especial, eis que a primeira, na maioria das vezes, complementa de forma satisfatória o tipo penal previsto na parte especial. Contudo, quando previstas ―normas generalizantes‖ dentro do próprio tipo penal, penso que esta deve ser observada, antes mesmo até do que a norma assemelhada contida na parte geral, como sói ser o caso do art. 100 do CP, que aduz ser a ação penal pública, salvo quando a lei expressamente a declara privativa do ofendido (art. 236 do CP – crimes contra o casamento).

7) art. 5º., LVII, CR/1988, pode-se considerar alguma diferença entre princípio da inocência e da não culpabilidade? Resposta:

Grande parte da doutrina (v.g. Nelson Nery Júnior in Princípios do Processo na Constituição Federal) e dos aplicadores do Direito utiliza as expressões como sinônimas. To54

davia, basta a leitura do texto para se perceber a diferença: ―ninguém será considerado culpado até o trânsito em julgado de sentença penal condenatória‖. A Constituição Federal Brasileira adotou a redação do art. 27.2 da constituição italiana de 1948, a qual por sua vez resultou de um movimento protagonizado por parte da doutrina italiana que defendia a restrição do alcance do princípio da inocência, com vistas a garantir a eficácia do processo penal. Ou seja, a nossa Constituição declarou apenas que o acusado não é considerado culpado. Ela não afirmou a presunção de inocência, limitou-se a negar a culpa. Não é uma simples questão de semântica, mas revela um embate de concepções político-ideológicas das finalidades do processo penal. A Declaração dos Direitos do Homem e do Cidadão de 1789, a Declaração Universal dos Direitos do Homem de 1948, pelo Pacto Internacional de Direitos Civis e Políticos de 1966 e a Convenção Americana de Direitos Humanos de 1969, todos esses instrumentos consagraram o princípio da ―presunção de inocência‖, fórmula que, aparentemente, não foi seguida pelo Brasil, que foi influenciado por uma ideologia pós-fascista que criticava a presunção de inocência, na Itália. O certo é que na prática judiciária brasileira não se estabeleceu diferença entre os princípios. Nas ementas das ADC‘s 29 e 30, que declararam a constitucionalidade da LC 135/2010 (Lei da Ficha Limpa), o Min. Luiz Fux preferiu a expressão ―presunção de inocência‖. A Min. Rosa Weber, egressa da magistratura trabalhista, trata ―inocência‖ e ―não-culpabilidade‖ como sinônimos, de forma expressa em seus julgados. Lúcida, por sua vez, a lição do Min. Ayres Britto, para quem ―a presunção de não-culpabilidade trata, mais do que de uma garantia, de um direito substantivo. Direito material que tem por conteúdo a presunção de não-culpabilidade. Esse o bem jurídico substantivamente tutelado pela Constituição; ou seja, a presunção de nãoculpabilidade como o próprio conteúdo de um direito substantivo de matriz constitucional. Logo, o direito à presunção de não-culpabilidade é situação jurídica ativa ainda mais densa ou de mais forte carga protetiva do que a simples presunção de inocência‖.

8) Fale sobre a decisão do STF acerca da abolitio criminis dos crimes contra a honra na lei de imprensa. Resposta:

A abolitio criminis ocorre quando um fato tipificado como infração penal pela norma incriminadora deixa de ser criminoso. Possui, portanto, natureza jurídica de causa extintiva de punibilidade. A lei de imprensa previa várias condutas delitivas referentes a crimes contra a honra. No entanto, no julgamento da Arguição de Descumprimento de Preceito Fundamental n. 130, iniciado em 1.4.2009 e concluído em 30.4.2009, o Plenário do Supremo Tribunal Federal, por maioria de votos, entendeu que a Lei n. 5.250, de 9 de fevereiro de 1967, não foi recepcionada, integralmente, pela ordem constitucional vigente.

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mesmo depois de revogada. não obsta o reconhecimento da atenuante a circunstância de o agente negar parte da imputação ou invocar uma excludente de ilicitude (confissão qualificada). que a confissão se efetue por livre vontade do agente.Naquele momento. extirpou do ordenamento jurídico a totalidade do diploma normativo. ou julgados. mesmo após auto-revogadas. cujos agentes haviam incidindo nos tipos da lei não recepcionada. afastando os efeitos penais de vários processos em curso. 10) A confissão. entendendo haver manifesta incompatibilidade entre a antiga Lei de Imprensa e a atual Constituição da República. aptos a caracterizar arrependimento do acusado. que seja completa. continua a regular os fatos ocorridos durante a sua vigência. o que gerou a abolitio criminis daquelas condutas antes tipificadas. que influa decisivamente na condenação ou que seja feita por motivos de índole moral. Da mesma forma. Em que circunstâncias pode ser aplicada como atenuante? Resposta: É possível o reconhecimento da atenuante da confissão espontânea para redução da pena aplicada na hipótese em que o réu admita a prática do crime em seu interrogatório policial e judicial. pois aplicam-se aos fatos ocorridos durante a sua vigência. abandonando a nomenclatura outrora empregada (revogação). Segundo a jurisprudência atual do STJ (REsp 1163090/SC. DESSE PONTO EM DIANTE: RESPOSTAS ELABORADAS POR CAIO CASTAGINE MARINHO 56 . tendo em vista que para a configuração da referida atenuante exige-se somente o seu aspecto objetivo. julgada em abril de 2009. Em conclusão. o STF passou a entender que norma anterior incompatível com a nova ordem constitucional é tida como não-recepcionada. em termos práticos. ainda que tenha sido preso em flagrante. de forma que. as leis temporárias e as excepcionais são ultrativas. o Pretório Excelso. não se exigindo critérios subjetivos. 9) Em que consiste a ultratividade da lei penal? Resposta: Fala-se em ultratividade quando a lei. isto é. ou seja. tal decisão implicou no reconhecimento da inexistência jurídica da norma. a partir do julgamento da ADPF 130 (Lei de Imprensa). DJe 14/03/2011).

Ele pressupõe a unidade de fato e a pluralidade de leis aparentemente aplicáveis. Essa é a hipótese de aplicação do critério da consunção. mas. norma que descreve a normal fase de execução/preparação/exaurimento do crime é afastada para a aplicação de outra que engloba o fato de maior alcance. Há diferença? O que visa impedir o ordenamento? Resposta: O concurso de normas caracteriza-se pela situação em que várias leis são aparentemente aplicáveis a um mesmo fato. Luis Regis Prado e Guilherme de Souza Nucci não diferenciam concurso de conflito de normas. 12) Quais são os critérios utilizados para acabar com o conflito aparente de normas? Resposta: Os critérios utilizados são: i) critério da especialidade (lei especial derroga lei geral). de algum modo. Além desses critérios mencionados por Luis Regis Prado. ambos defendem que a matéria está relacionada à aplicação da lei penal. de forma diversa dessa corrente. igualmente. 13) Quando ocorre a consunção? Resposta: Quando o fato previsto por uma lei está. iii) critério da consunção (norma que descreve a normal fase de execução/preparação/exaurimento do crime é afastada para a aplicação de outra que engloba o fato de maior alcance). Ou seja. Destaca-se que. como delito – Luis Regis Prado e Nucci criticam esse critério entendendo-o como inútil). 14) Já ouviu falar do princípio da combinação? Resposta: 57 . contido em outra de maior amplitude. Trata-se de instituto que se fundamenta no princípio da coerência sistemática e na vedação ao bis in idem. no concurso de normas a concorrência é aparente. ii) critério da subsidiariedade (aplicação de um tipo penal principal quando outro não puder ser aplicado – para Nelson Hungria a norma subsidiária era denominada de soldado de reserva). que também o prevê. Nucci ainda cita o critério da sucessividade (lei posterior derroga lei anterior). Esses autores destacam o posicionamento de parte da doutrina que entendem que o tema deveria ser abordado na análise de concurso de crimes. enquanto no concurso de crimes o concurso de normas aplicáveis é efetivo. iv) critério da alternatividade (a aplicação de uma norma a um fato exclui a aplicação de outra. mas apenas uma tem real incidência. aplica-se somente esta última.11) Concurso ou conflito de normas.

Importa.Pelo princípio da combinação busca-se a conjugação de dispositivos de duas leis para se chegar a uma norma mais benéfica. Em verdade. 17) O que conflito aparente de normas se identifica melhor com qual teoria (teoria do delito. 8.072/90 como violadora da vontade constituinte. contudo. Definir se um determinado fato constitui. não sendo caso de definição de juízo de tipicidade. formal ou continuado). um delito. inciso XLIII da CF como verdadeiro mandado de criminalização. 15) Qual corrente entende que só o princípio da especialidade resolveria todos os conflitos? Resposta: (??) 16) Institutos da lei no. deixar clara a diferença entre o concurso efetivo e o concurso aparente de tipos. teoria do tipo ou teoria da norma)? Resposta: O conflito aparente de normas está ligada à teoria do delito. corrente que defende a impossibilidade da revogação da criminalização dos crimes hediondos. não se poderia defender a revogação da Lei 8. Posicionamento esse que teria fundamento no princípio da vedação do proteção deficiente. 4o do art. Necessário destacar que o STF não tem admitido tal raciocínio entendendo que combinação de leis poderia caracterizar verdadeira violação do princípio da separação dos poderes. Situação diferente ocorre com o concurso efetivo de tipos (material. passa pela realização do chamado juízo de tipicidade: a comparação do fato com os modelos de conduta proibida. No direito penal. por vezes até mais eficiente. 5o. a priori. em especial quando. 33 da Nova Lei de Drogas aos delitos praticados sob a vigência da lei antiga. que se relaciona à resposta penal (pena). quando ambas as leis regulam a matéria em tempos distintos e uma revogou a outra.072/90 estão sendo abrandados. na formação do juízo de tipicidade. ou não. que apenas a previsão de sanção mais severa ao tipo penal. dentre aqueles que defendem a disposição presente no art. discute-se a possibilidade de retroatividade parcial para usar os melhores dispositivos de cada uma das leis. haverá a identificação do tipo legal a ser considerado. Exemplo dessa situação ocorre com a possibilidade de aplicação da causa de diminuição do p. que a lei criminal elenca numerus clausus. a realização da obrigação de o Estado proteger o bem jurídico pode ser realizada por diversas formas. há afronta à Constituição? Resposta: É possível identificar. Se revogar toda lei. Mas entendo que. No concurso 58 .

que impede a dupla punição pelo mesmo fato [8]. No concurso aparente. 1. ocorrendo a cessão da continuidade ou permanência em momento posterior ao início da vigência da norma mais severa. 70 ou do art. sujeitando-se o agente às penas de dois ou mais tipos incriminadores (que são somadas. há dois ou mais delitos.u.5. ainda que o início da conduta tenha ocorrido quando vigente norma penal mais branda. pela aplicação do princípio ne bis in idem. Um mesmo fato é coberto pelas descrições típicas de várias normas incriminadoras. conforme seja o caso do art. e afastando a incidência destas. hipótese em que haverá retroatividade benéfica (regime jurídico do art. Para uma corrente doutrinária a natureza do complemento da norma penal em branco determinará a regra de direito intertemporal a ser aplicada.1. Situação contrária ocorre quando o complemento não tem natureza excepcional. ainda o que alteração do complemento de forma benéfica não retroagirá (ex. 3o do CP). 1.3. haverá ultra-atividade prejudicial.4. Questões do TRF4 1) Qual o critério de aplicação da lei nova aos crimes permanentes e aos continuados? Resposta: Segundo entendimento do STF. 2o. Assim. como a própria denominação denuncia. do art. dois ou mais delitos. aparentemente o fato dá lugar a duas ou mais adequações típicas simultâneas.: definição de substância entorpecente). ou seja. ou não. se sua vigência é anterior à cessação da continuidade ou permanência.1. presente no enunciado da súmula 711. Entende o autor que essa conclusão (necessidade de verificação da natureza do complemento) somente ocorrerá quando o 59 . se o complemento tiver natureza de lei excepcional ou temporária (regime do art. somente uma das tipicidades se aplica. como é o caso de Alberto Silva Franco.4. que sobre ele convergem. Questões do TRF3 1. há doutrina que se posiciona de forma diferente. p. prevalecendo sobre as demais.1. CP – ex. a lei penal mais grave aplica-se ao crime continuado ou ao crime permanente. De outra banda.: tabela de preço nos crimes contra a economia popular). Todavia. Assim. Questões do TRF5 TRF5 – 2012 01) Em havendo revogação de complemento de norma penal em branco haveria abolitio criminis? Como se situa esse debate? Resposta: Depende.4. 69. será essa que deverá incidir.4. 71 do Código Penal).efetivo (concurso de delitos).

somente nesse caso haveria a necessidade de verificar na natureza (norma excepcional ou temporária). haverá retroatividade independentemente na natureza do complemento ser ou não excepcional. Exige-se que a delação colabore efetivamente na solução do caso. Em outros termos.complemento não tiver mesmo status normativo da própria norma em branco. 05) O que é delação premiada. sendo comum a jurisprudência afastar o benefício em hipótese em que o réu postule o benefício depois de os órgãos investigatórios já terem reunidos todos os elementos para a condenação. requisitos e efeitos? Resposta: Delação premiada é um benefício legal concedido a um criminoso delator. que aceite colaborar na investigação ou entregar seus companheiros. Isso porque a analogia é regra de integração da legislação que só é admissível in bonan partem. Se a complementação vier por norma com status infralegal. 02) É possível o emprego na analogia no direito penal? Resposta: Sim. qual seu valor probatório. 03) Qual o significado do “princípio da insignificância” e o da “adequação social”? Resposta: Princípio da insignificância significar o afastamento da tipicidade material em situações em que não haja dano ao bem jurídico ao ponto de requer a intervenção penal e possui como requisitos a mínima ofensividade da conduta. se a complementação vier por outra lei. Merece destaque o fato de a jurisprudência acolher apenas a incidência do princípio da insignificância entendendo que o ordenamento nacional não permitiria o afastamento da caracterização do delito sob o fundamento da sua adequação social. desde que de forma favorável ao réu. onde o dispositivo enumera exemplos e conclui de forma genérica fazendo extensão do tipo a casos semelhantes. O princípio da adequação social também incide sobre a tipicidade material mas sob o fundamento de que em relação aos comportamentos e riscos tolerados pelo convívio social (socialmente aceitos) não poderia haver tipificação penal. que é modo de interpretação admissível na seara penal em desfavor do réu. reduzido grau de reprovabilidade do comportamento e inexpressividade da lesão ao bem jurídico. Situação diversa ocorre com a interpretação analógica. nenhuma periculosidade penal da ação. O reconhecimento do valor proba60 .

No âmbito infraconstitucional. de participação obrigatória e composto pelo Regime Próprio de Previdência (aplicável aos servidores públicos) e o Regime Geral de Previdência Social. poderá ensejar uma redução da pena (1/3 a 2/3). nova alteração do texto constitucional estendeu tal tratamento aos trabalhadores sem renda própria que se dediquem exclusivamente ao trabalho doméstico no âmbito de sua residência. a depender do regime jurídico a ser aplicado. que realizou alterações na redação das Leis 8.1. o sistema foi implantado com a edição da LC 123/2006. estabelecendo a contribuição com alíquota reduzida de 5%. Previdência Social: Órgãos.5. 12 para estabelecer um sistema especial de inclusão previdenciária. 61 . quais foram os trabalhadores beneficiados neste sistema? Resposta: A EC 41/03 alterou o artigo 201.5. Em 2005. acrescentando o p. definição do início do cumprimento da pena em regime aberto. Direito Previdenciário 1. 2) Quanto ao sistema de inclusão previdenciária. desde que pertencentes a famílias de baixa renda. Questões do TRF1 1) O sistema previdenciário brasileiro é formado por quais regimes? Resposta: O sistema previdenciário brasileiro é formado pelo regime principal. Como consequência dessa colaboração. extinção da punibilidade ou substituição da pena privativa de liberdade por pena restritiva de direitos. Em relação aos domésticos a regulamentação ocorreu somente com a edição da Lei 12. externos e objetivos que embasem a confiança do relato. de participação facultativa e integrado pelo regime complementar oficial (Fundos de Pensão) e o regime complementar privado. A MP 529/2011 estendeu tal benefício aos microempreendedores individuais. Beneficiários e Inscrições.tório da delação decorrerá da sua ratificação com o cotejamento das demais provas produzidas. Leis N. 1.213/91 1. Regimes. e o pelo regime complementar.470/2011. destinado a trabalhadores de baixa renda.1.1. determina o constituinte que haja tratamento diferenciado em relação às alíquotas (reduzida de 20% para 11%) e carências aplicados aos demais segurados do regime geral de previdência social. a fim de lhes garantir acesso a benefícios no valor equivalente a 1 salário mínimo. Segurados. Exige-se corroboração por dados concretos.5. 8.212/91 E 8.212/91 e 8.213/91. Nesse sistema.

segurado avulso.12) Me fale sobre a EC 47 da CF e a novidade que ela trouxe no sistema de inclusão previdenciária. Por exemplo: donas-de-casa. 3) Quais são os segurados para efeitos de inscrição no sistema geral de previdência? Resposta: No Regime Geral de Previdência Social há os segurados obrigatórios caracterizados pelo exercício de atividade remunerada e integrados pelo segurado empregado.788/2008. segurado especial e contribuinte individual. Resposta: A novidade trazida pela EC 47 foi a previsão do trabalhador doméstico sem renda própria que se dediquem exclusivamente ao trabalho doméstico no âmbito de sua residência. caracterizado como sendo aquele que não exerce atividade remunerada. e os segurado facultativo. mas decidem contribuir para a Previdência Social. 62 . 5) A condição de bolsista para fins de segurado facultativo tem que está segurado em lei? Resposta: Segundo disposição prevista no Decreto que estabelece o Regulamento da Previdência Social. na chamada inclusão previdenciária. 4) Dê uns três exemplos de segurado facultativo. estudantes. Juntamente com os demais trabalhadores baixa renda a eles é garantido o acesso aos benefícios previdenciários no valor igual a um salário-mínimo havendo sujeição a alíquotas e carências inferiores às vigentes para os demais segurados do regime geral. desempregados. síndicos de condomínio não-remunerados. segurado empregado doméstico. Se o desempenho das atividades estiver em desacordo com tal legislação o bolsista será considerado segurado obrigatório (empregado). somente será considerado como segurado facultativo o bolsista e o estagiário que prestam serviços a empresa conforme as disposições da a Lei no 11. Também há os segurados facultativos. desde que pertencentes a famílias de baixa renda. presidiários não-remunerados e estudantes bolsistas. Resposta: Pessoas com mais de 16 anos que não têm renda própria.

I. 11.213/91).6) O que se entende pelo segurado expatriado? Aqueles que prestam serviço no exterior. 10) O preso pode ser segurado facultativo ou obrigatório? 63 . estando vinculados à previdência do país em que trabalha. Lei 8. em sendo um país com o qual o Brasil tenha acordo de previdência social. ele está obrigado a se inscrever no sistema previdenciário brasileiro como segurado obrigatório? Resposta: Se trabalhar para empresa brasileira (hipótese de expatriado). 8) O que é filiação em termos de previdência? A filiação é compulsória para quem exerce atividade remunerada? Resposta: Filiação é o vínculo jurídico estabelecido entre o segurado e a previdência social. fica ao livre alvedrio da pessoa manter-se ou não no sistema previdenciário. 7) Se o brasileiro trabalha no exterior. contratado por empresa privada fora do Brasil (deve ser uma empresa nacional – art. será possível que haja contribuição no regime geral de previdência social na condição de segurado facultativo. As pessoas que são filiadas são as pessoas físicas. poderá aproveitar suas contribuições realizadas no exterior ao postular o benefício aqui. dependendo exclusivamente da sua vontade. f. Lei 8. e. mesmo de forma autônoma.213/91). Na filiação obrigatória. É empregado quando é brasileiro ou estrangeiro residente no territorial nacional. É contribuinte individual quando a pessoa é brasileira que exerce atividade em organismo internacional (Ex: OMS). será caracterizado como segurado obrigatório (empregado). Se não houver esse tratado. Resposta: O segurado expatriado é aquele que exerce atividade fora do Brasil. Pode ser empregado ou contribuinte individual. I. independendo da vontade do segurado. 11. tem um vínculo de trabalho. Se essa não for sua situação. deixa de ser contribuinte individual e será empregado (art. As pessoas jurídicas não são filiadas. mas se representar a União. sendo hipótese de filiação facultativa para aquele que não é segurado obrigatório que deseja integrar a previdência. A filiação será obrigatória para todos que exercerem atividade remuneratória. estará filiado ao RGPS. independentemente de desejar fazê-lo. desde que a aludida atividade esteja incluída no regime em comento. O vínculo é obrigatório. Na filiação facultativa. Decerto quando alguém exerce atividade remunerada. há o imediato ingresso no sistema previdenciário.

a uma ou mais empresas. ou que exerce atividade artesanal por conta própria (art.. 19 da Lei n. aos empregados domésticos não se aplicam os benefícios acidentários. nesta condição. assim entendido. como o destinatário do serviço doméstico não é empresa. 17) A CF dispõe da forma de como irão contribuir com a seguridade social. se o segurado contribuir para os dois regimes (geral e próprio). 8. IX. autônomo). depois esta disposição constitucional é regulamentada pela lei ordinária vai disciplinar quem serão estes contribuintes do lado do empregador e empregado. Assim. 11.048/99) 11) Admite-se a cumulação de benefício do regime geral com o regime próprio de previdência? Exemplo? Resposta: Não há impedimento para cumulação de benefícios do regime próprio (estatutário) com o regime geral da previdência social (celetista. Decreto 3. especificamente pra efeitos previdenciário qual a distinção entre o empregados comercial (empresa) e o doméstico (do lar)? Resposta: A legislação previdenciária trata de modo desigual os empregados domésticos (intitulados ―segurados empregados domésticos‖) que contribuem sob as mesmas regras e observados os mesmos limites de custeio dos empregados urbanos e rurais (chamados singelamente de ―segurados empregados‖). nos moldes do 64 .Resposta: Enquanto há o recebimento de benefício. como (ii) o segurado recolhido à prisão sob regime fechado ou semi-aberto. Assim. XI. Vejamos. com ou sem intermediação da organização carcerária ou entidade afim.. É o caso de um magistrado (contribui para o regime próprio da previdência) que ministre aulas em universidade particular (contribui como segurado obrigatório).]‖. o auxílio-reclusão. no caso. 3ª) O segurado empregado doméstico não sofre (tecnicamente falando) acidente do trabalho. então. 11. O art. 1o. 1o. p. poderá se beneficiar pelas duas aposentadorias. 2ª) A segurada empregada doméstica não recebe salário-maternidade além dos limites do teto previdenciário. Segundo o Regulamento da Previdência Social. que. será considerado como segurado facultativo tanto (i) o presidiário que não exerce atividade remunerada nem esteja vinculado a qualquer regime de previdência social (art.048/99). Os domésticos sofrem apenas ―acidente de qualquer natureza ou causa‖.213/91 restringe o conceito de acidente do trabalho ao estabelecer que ―acidente do trabalho é o que ocorre pelo exercício do trabalho a serviço da empresa [. haverá a manutenção da qualidade de segurado. dentro ou fora da unidade penal. algumas diferenças: 1ª) O segurado empregado doméstico não tem direito ao salário-família. p. Decreto 3. preste serviço.

5º) O empregador doméstico não é obrigado por lei a pagar os quinze primeiros dias de afastamento por incapacidade do doméstico. que acarrete lesão corporal ou perturbação funcional‖. ―aquele de origem traumática e por exposição a agentes exógenos (físicos. II.048/99.parágrafo único do art. a empregador. 15. portanto empresa. entende-se como empregador doméstico a pessoa ou família que admite a seu serviço. Por sua vez. 19) Quais as atribuições do Conselho Nacional de Previdência Social? Resposta: 65 . sem finalidade lucrativa. bem como a cooperativa. qual o conceito de empresa e empregador doméstico? Qual seria a diferença entre o empregador empresa e o empregador doméstico? Resposta: Considera-se como empresa a firma individual ou sociedade que assume o risco de atividade econômica urbana ou rural. Diversas consequências. a missão diplomática e a repartição consular de carreira estrangeiras. 15. a associação ou entidade de qualquer natureza ou finalidade.212/91). para os efeitos desta Lei. I. 6º) Os domésticos não têm direito à aposentadoria especial. Lei 8. quem ela considera empregador. 18) E para efeito de contribuição previdenciária quem é que a lei ordinária equipara a empresa. Lei 8. com fins lucrativos ou não. equipara-se a empresa. empregado doméstico (art. provêm daí: o doméstico não terá estabilidade quando retornar do afastamento motivado pelo acidente ocorrido no lugar de serviço e não terá direito a ver recolhido o FGTS no período de afastamento motivado pelo acidente (isso se o empregador garantiu o direito ao FGTS). o órgão da administração? E na iniciativa privada quem faz? Resposta: Nos termos do parágrafo único do artigo 15 da Lei 8. 30 do Decreto n. bem como os órgãos e entidades da administração pública direta. químicos e biológicos).212/91.212/91). indireta e fundacional (art. 4ª) Os empregados domésticos não têm direito ao auxílio-acidente. 18) Em termos previdenciários. o contribuinte individual em relação a segurado que lhe presta serviço. 3.

Questões do TRF4 66 . com a participação do Governo. de 24 de julho de 1991. 11 do Decreto 3. 194 da Constituição.5. como é o caso da questão.213.4. Na hipótese de segurado obrigatório do Regime Geral.5.213/91. órgão superior de deliberação colegiada. Neste caso pode contribuir como beneficiário facultativo? Resposta: No texto constitucional há a vedação de o segurado do Regime Próprio de Previdência contribuir para o Regime Geral como facultativo. a Lei 8.1. não traz vedação expressa quanto a sua contribuição como facultativo. havendo previsão nesse sentido somente no art. em cumprimento ao disposto no art.1. 1. com a participação do Governo. dos empregadores e dos aposentados. 21) Se o bacharel em Direito se Inscreve na ordem e é professor universitário. dos trabalhadores em atividade. o Conselho de Previdência.5.O Conselho Nacional de Previdência Social .1. Criado pela Lei nº 8.3. Questões do TRF2 1. na busca de melhor desempenho dos serviços prestados à clientela previdenciária. 20) Quem compõe este Conselho Nacional de Previdência Social? Resposta: O Conselho Nacional de Previdência Social possui gestão quadripartite. Questões do TRF3 1. ele está no regime geral. ao longo do tempo vem aperfeiçoando sua atuação no acompanhamento e na avaliação dos planos e programas que são realizados pela administração.2. que preconiza uma gestão quadripartite. dos empregadores e dos aposentados.CNPS.048/99. com a redação dada pela Emenda Constitucional nº 20. tem como principal objetivo estabelecer o caráter democrático e descentralizado da administração. dos trabalhadores em atividade.

à velhice.1. apresentando cada um as suas particularidades. é feito de forma indireta por toda a sociedade. a saúde é direito de todos e dever do Estado. tal qual a saúde.2012 01) Distinga os três sistemas da seguridade social. 201. assim entendida como uma prestação a ser conferida a todo o indivíduo que dela necessitar. invalidez. a promoção da integração ao mercado de trabalho. salário-família e auxílio-reclusão para os dependentes do segurado de baixa renda. morte e idade avançada. independe de custeio direto por parte do beneficiário. mediante o pagamento de tributos. 194 da Constituição Federal. Não trata de implementar políticas públicas de saúde.5. proteção e recuperação. destinado a assegurar os direitos relativos à saúde. a quem dela necessitar. são essas as principais distinções. à infância. Em linhas gerais. a habilitação e reabilitação das pessoas portadoras de deficiência e a promoção de sua integração à vida comunitária. além disso. proteção ao trabalhador no caso de desemprego involuntário.1. Resposta: Nos termos do art. garantindo-se. O seu custeio. ainda. benefícios assistenciais e serviços que têm como objetivo a proteção à família. um salário mínimo de benefício mensal à pessoa portadora de deficiência e ao idoso que comprovem não possuir meios de prover à própria manutenção ou de têla provida por sua família. à maternidade. Saúde. em geral. Nos termos constitucionais. Seu objetivo. com base na CF e nas Leis 8212 e 8213. ao cônjuge ou companheiro e dependentes. Questões do TRF5 DESSE PONTO EM DIANTE: RESPOSTAS ELABORADAS POR CAROLYNNE SOUZA DE MACÊDO OLIVEIRA TRF5 . pensão por morte do segurado. o amparo às crianças e adolescentes carentes. a Seguridade Social compreende um conjunto integrado de ações de iniciativa dos Poderes Públicos e da sociedade. assegurando. é outro. Por sua vez. e a prestação do serviço independe de qualquer ato formal de inscrição ou filiação. sem que para tanto tenha que verter uma contribuição específica para o sistema. no entanto. previdência e assistência. são os três sistemas da seguridade. proteção à maternidade. CF/88) objetivando a cobertura de riscos sociais como doenças. bem como a filiação obrigatória (art. garantia mediante políticas sociais e econômicas que visem à redução do risco de doenças e de outros agravos e ao acesso universal e igualitário às ações e serviços para sua promoção. homem ou mulher. à adolescência. à previdência e à assistência social. 67 . mas sim de assegurar. nos termos constitucionais. A saúde tem a característica de ser universal.5. a assistência social é o sistema que. Já a previdência social tem como traço marcante o caráter contributivo.

Quanto à estrutura organizacional. referidos no inciso VII do art. ao passo que a saúde é de caráter universal. A lei n. 68 .02) Distinga os três subsistemas da seguridade social quanto à cobertura dos riscos. na forma estipulada no Plano de Custeio da Seguridade Social). o que mais importa destacar é que a previdência cobre riscos sociais para aqueles que a ela vertem contribuições. 39. sendo o custeio realizado por meio de tributos.213 estabelece em seu art. por toda a sociedade. a Constituição prevê que a seguridade social como um todo deve ter caráter democrático e descentralizado. conforme o benefício requerido (art. § 6º que o benefício do segurado especial será equivalente a um salário mínimo. é preciso considerar que a previdência cobre apenas os riscos daqueles que vertem contribuições para o sistema. No tocante às técnicas utilizadas. 29. também independe de contribuição direta. além de cada subsistema ser destinado a cobrir riscos específicos. Resposta: Quanto à cobertura dos riscos. desde que contribuam facultativamente para a Previdência Social. de maneira geral. 39 e nos §§ 3º e 4º do art. § 6º.dos benefícios especificados nesta Lei. estrutura organizacional e técnicas utilizadas. As ações entre os três são integradas. independentemente de contribuições diretas (há contribuição indireta. O salário-de-benefício consiste: § 6º O salário-de-benefício do segurado especial consiste no valor equivalente ao salário mínimo. 11 desta Lei. para melhor desempenho das atividades. 29. a Saúde ao Ministério da Saúde e a Assistência ao Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome. é possível. mediante gestão quadripartite. com a participação dos trabalhadores. 8. dos empregadores. devendo ser prestada a quem dela necessitar. 03) Segurado especial receber acima do salário mínimo. mediante o pagamento de tributos) e a assistência. mas permite benefício de valor maior. caso haja contribuição facultativa e cumprimento de carência (12 ou 180 contribuições). A Previdência compete ao Ministério da Previdência. ao passo que a saúde e a assistência independem de contribuição específica por parte daquele que necessita. fica garantida a concessão: II . Para os segurados especiais. observados os critérios e a forma de cálculo estabelecidos. ressalvado o disposto no inciso II do art. 48) (Art. dos aposentados e do governo nos órgãos colegiados. é possível? Resposta: Sim.

através do Ministério da Previdência Social. a atividade sujeita à filiação obrigatória exercida com idade inferior à legalmente permitida. bem como o pagamento da primeira contribuição previdenciária (filiação do facultativo caracterizada após a inscrição e o pagamento da primeira contribuição). a contar de 12 anos de idade. que se estabelece. automaticamente com o exercício de atividade laborativa remunerada (para os segurados obrigatórios. para os segurados obrigatórios. tendo a eficácia de gerar obrigações (a exemplo do pagamento de contribuições previdenciárias) e direitos (como a percepção dos benefícios e serviços)‖. de Frederico Amado) 05) Pode haver filiação sem inscrição? Resposta: Sim e isso é muito comum (o trabalhador ser contratado mas não ter sua carteira de trabalho assinada nem ser registrado perante o INSS). excepcionalmente. Por sua vez. será considerada como tempo de contribuição. é formalidade indispensável para que se estabeleça o vínculo decorrente da filiação. Assim. mediante comprovação dos dados pessoais e de outros elementos necessários e úteis a sua caracterização‖. que independe do ato formal de inscrição. que tem o condão de incluí-la no RGPS na condição de segurada. em regra. não impede o estabelecimento do vínculo com o RGPS. nada impede o ajuizamento de ação própria para o reconhecimento de direitos trabalhistas e. na condição de aprendiz. Trata-se de ato formal. Trata-se de direito do segurado. que em regra ocorre após a filiação. (Transcrições retiradas de Direito e processo previdenciário sistematizado. a ―inscrição e o ato pelo qual o segurado é cadastrado no Regime Geral de Previdência Social. bem como ao Instituto Nacional do Seguro Social. uma vez encerrada a relação de trabalho. A idade mínima para a filiação é aos 16 anos ou. contudo. desde que comprovada mediante documento contemporâneo em nome do próprio segurado‖. obrigando-se o empregador ao 69 . Isso. por conseguinte. No caso dos segurados facultativos. ―de acordo com o entendimento administrativo do INSS. No entanto. aos 14 anos. dos previdenciários que lhe são decorrentes. vez que os facultativos precisam inscrever-se para que estabeleçam o vínculo da filiação).04) Qual a diferença entre inscrição e filiação ao RGPS? Resposta: A filiação ao RGPS é a relação jurídica que liga uma pessoa natural à União.

mesmo sem verter contribuições ao fundo previdenciário. não há óbice à inscrição prévia. portanto. 15 da Lei n. O mais importante. indo de 3 a 36 meses ou. neste último caso. 07) É necessária a inscrição dos dependentes ou apenas dos segurados? Resposta: Tanto segurados quanto dependentes precisam inscrever-se perante o INSS. Em se tratando de segurados obrigatórios. ela deve ocorrer quando do requerimento do benefício a que tiver direito. embora. O regramento do tema consta do art. 8. efetuada a inscrição. mesmo sem essa inscrição. sem o vinculo da filiação. mantém todos os seus direitos perante a Previdência Social. no caso dos segurados facultativos. mediante a apresentação de documentos. já se estabeleça o vínculo entre o segurado e o RGPS a partir do início do exercício de atividade laborativa. mesmo porque. por expressa disposição legal. a não ter prazo. a inscrição necessariamente deve preceder à filiação. haverá a mera inscrição. mas sem que qualquer atividade laborativa esteja sendo realizada. é o exercício da atividade (que caracteriza a filiação).recolhimento de contribuições eventualmente não pagas. sem prejuízo de o segurado gozar dos benefícios a que fizer jus. Durante tal período o segurando. ainda. na específica situação em que o segurado está no gozo de benefício. 70 . 08) O que se entende por período de graça? Resposta: O período de graça é o lapso temporal em que a pessoa mantém a qualidade de segurada.213/91. O período de graça é variável (tempo variável). 06) Inscrição pode ocorrer antes da filiação? Resposta: Não há impedimento para tanto e. Especificamente a inscrição do dependente do segurado.

Questões do TRF2 71 . mantendo a qualidade de segurado.6. A lei n. limitada 120 pessoas/dia ano civil. Direito Civil 1. perde-se a proporção estabelecida pela lei.09) Pode ser concedido auxílio acidente durante o período de graça? E salário maternidade? Resposta: Considerando o disposto no parágrafo 3º do art. 11) E se durante o ano civil ele contratou 120 empregados. de maneira contínua ou intercalada ou por tempo equivalente em horas de trabalho (art. Evicção 1. entende-se que durante tal período é possível sim que o segurado perceba auxílio-acidente e salário-maternidade. pois. mas admite o auxílio eventual de terceiros a título de colaboração. se os 120 empregados foram contratados na proporção permitida pela lei 8.212/91 (120 pessoas/dia ano civil). 10) Perde a qualidade de segurado o segurado especial que trabalha em regime de economia familiar e contrata empregado? Resposta: Não necessariamente. duas pessoas/ano por até 60 dias.6. Para tanto. cada um desses 120 empregados deverá ter trabalhado apenas um dia.6. 8. 12. Vícios Redibitórios. como regra. 8.213/91. três pessoas/ano por até 40 dias e assim sucessivamente. é possível que um segurado especial contrate uma pessoa/ano por até 120 dias. No entanto. § 8ª).212/91 estabelece. ele perde a qualidade de segurado? Resposta: Se durante todo o ano civil ele manteve contratados esses 120 empregados. Questões do TRF1 1. 15 da Lei n. que o segurado especial deve trabalhar em regime de economia familiar. trabalhando mais que isso. bem como a contratação de empregados.1. ele estará dentro do permissivo legal.1.1. ele perderá a qualidade de segurado. segundo o qual durante o período de graça o segurado conserva todos os seus direitos perante a previdência social. Prescrição e Decadência. 1.1.6.2. Assim.

O critério distintivo proposto pelo professor Agnelo Amorim é o utilizado no Código Civil de 2002.5. enquanto a decadência extingue o direito. 02) Trate sobre a distinção entre prescrição e decadência. a prescrição mantém relação com deveres.1. a decadência está associada a direitos potestativos e às ações constitutivas. Para construir a referida teoria. próprio das pretensões pessoais. Por outro lado. é certo que o direito potestativo.6. Questões do TRF5 TRF5 – 2012 01) Uma das clássicas teorias de prescrição e decadência é a do Agnelo Amorin Filho? Em que consiste essa teoria e ela é compatível com o CC/02? Resposta: A teoria de Agnelo Amorim é a mais difundida no direito brasileiro sobre prescrição e decadência. Questões do TRF3 1.a prescrição extingue a pretensão. obrigações e com a responsabilidade decorrente da inobservância das regras ditadas pelas partes ou pela ordem jurídica. ou seja.4. A imprescritibilidade dessa ação específica está também justificada porque a nulidade absoluta envolve ordem pública.1. sejam elas positivas ou negativas.3. próprio dos direitos potestativos. por se contrapor a um estado de sujeição. logicamente. Questões do TRF4 1. ou melhor. àquelas ações relacionadas com direitos subjetivos. Resposta: Há várias distinções: . Por fim. Assim.6. 72 . as ações meramente declaratórias.1. A decadência. que não tem saída. As ações anulatórias de atos e negócios jurídicos. Didaticamente. é aquele que encurrala a outra parte.6. não estão sujeitas à prescrição ou à decadência. portanto. como aquelas que buscam a nulidade absoluta de um negócio. o professor paraibano associou a prescrição às ações condenatórias. são imprescritíveis.1. tem relação com um estado de sujeição. têm essa última natureza.

a prescrição está relacionada a direitos subjetivos e atinge ações condenatórias. ano e dia e ano (1 a 5 anos). regra geral. em qualquer hipótese (a convencional pode ser renunciada após a consumação.. um nascimento posterior ao nascimento do direito. 3. com exceção de regras específicas. simultâneo o nascimento de ambas. a prescrição supõe uma ação cuja origem é distinta da origem do direito. cuja origem é idêntica à origem do direito. que é de 2 anos. 4 e 5 anos. não adotou tal critério. . . mas que decorre do princípio da equidade? 73 . Até a promulgação do Código Civil de 2002 o critério era utilizado no direito brasileiro. por isso. . enquanto a decadência corre contra todas as pessoas. tendo. no entanto. 04) Existe alguma causa que impede a fluência de prescrição que não está previsto expressamente na lei. 205 e 206 do Código Civil.os prazos especiais de prescrição são de 1. todos previstos nos arts. por isto. enquanto a decadência está relacionada a direitos potestativos. Por sua vez. 2. enquanto os prazos especiais de decadência são fixados em dias. .a prescrição pode ser renunciada após a sua consumação. contados de sua celebração).os prazos prescricionais somente podem ser estabelecidos por lei. enquanto a decadência legal não pode ser renunciada. suspensa ou interrompida. . Esse critério ainda está vigente a luz do CC/02? Resposta: A doutrina de Câmara Leal distingue a prescrição da decadência com base na origem das ações. suspenso ou interrupção. Por ela. atingindo ações constitutivas positivas e negativas. a decadência supõe uma ação. exceto os absolutamente incapazes. ao passo que os prazos de decadência podem ser estabelecidos pela lei ou por convenção entre as partes. meses.o prazo geral de prescrição é de 10 anos e não há um prazo geral de decadência (embora haja um prazo geral para anular negócio jurídico. O novo código. tal qual a prescrição). . já a decadência não pode ser impedida. O critério adotado atualmente é o de Agnelo Amorim. sendo. 03) A teoria de Câmera Leal distingue a prescrição e decadência com base na origem das ações.a prescrição está sujeita a casos de impedimento.a prescrição não corre contra determinadas pessoas.

no entanto. A convencional sempre dependerá de requerimento da parte. é o caso de um comerciante que tem seu estabelecimento interditado e. por exemplo. Os meios de prova são os elementos considerados pelo juiz para formar a sua convicção. São. DE JEITO NENHUM. a prescrição atua de forma peculiar. ENTENDER A PERGUNTA.Resposta: Sim. somente a decadência legal pode ser reconhecida de ofício. Resposta: ATENÇÃO! NÃO CONSEGUI. A única forma que me ocorre de se ver a prescrição como um meio de prova é no caso da prescrição aquisitiva (usucapião). Neste caso. a prescrição não corre nos casos em que o titular da pretensão está materialmente impossibilitado de agir. não pode acessar também documentos para propor uma ação atacando a interdição. é prudente que ele escute antes o devedor. Por questão de equidade. sem poder acessá-lo. perícias. PENSEI QUE PODERIA SER DO TIPO DISCORRA SOBRE A PRESCRIÇÃO COMO MEIO DE PROVA E. tanto criando um direito em si quanto servindo de prova de que outrem perdeu um direito que tinha antes (o direito de propriedade).. ANALISANDO SOB ESSA PERSPECTIVA. em geral. documentos. Considerando que a prescrição pode ser renunciada pelo devedor após decorrido seu prazo. etc. para compatibilizar tal possibilidade com a decretação de ofício pelo magistrado. em geral. 74 . No caso da decadência. não é meio de prova. para que a ele seja oportunizada a renúncia. 06) Discorra como prescrição como meio de prova. A demonstração da perda da pretensão do titular da propriedade de reavê-la para si implica na prova de que outrem adquiriu tal propriedade. como. 05) O juiz pode de ofício decretar a prescrição e decadência? Resposta: Tanto a prescrição quanto a decadência podem ser decretadas de ofício pelo juiz. APRESENTO A SEGUINTE RESPOSTA: A prescrição. caso assim queira.

documento legislativo conhecido como Código Mercantil napoleônico.1. 1. qualificando-se como civis ou comerciais. Questões do TRF1 01) Discorra sobre o histórico do Direito Comercial na Idade Média? O direito comercial surge propriamente na idade média. 02) Discorra sobre o Sistema Francês como antecedente da definição de concepção de Direito Comercial? No sistema francês. Na referida época surgiram as corporações de ofício.1. O poder político era. daí porque em tal período houve a necessidade de se criar um regime jurídico próprio para a disciplina das relações mercantis. Além disso. O referido sistema surgiu com a entrada em vigor do Code de Commerce.7. ainda. certa autonomia para seus julgamentos. sendo uma característica de todos os povos. como o informalismo e a influencia dos usos e costumes no processo de elaboração das regras. primordialmente. As grandes navegações impulsionaram a criação das primeiras normas. de forte influência na codificação oitocentista. conseguindo obter. em 1808.7. as atividades econômicas são agrupadas em dois grandes conjuntos.1. Na época. Direito Empresarial. os Estados Nacionais.1. sujeitos a sub-regimes próprios. as sociedades (comendas)m os contratos mercantis (contrato de seguro) e os bancos. descentralizado e estava nas mãos da nobreza fundiária. embora o comércio (atividade comercial) tenha surgido há muito mais tempo (remonta-se ao tempo dos fenícios). que se fundava. tendo em vista a necessidade mesmo de manter um comércio entre pessoas distantes entre si. nos usos e costumes mercantis. não havia um poder político central que aplicasse o direito. na realidade. daí porque as corporações de ofício. A Idade Média é tida como a primeira fase do direito comercial. 75 . Direito Empresarial 1. que eram ligadas aos comerciantes e não aos senhores feudais. como os títulos de crédito (letra de câmbio). Direito Comercial. que logo assumiram relevante papel na sociedade. Na Idade Média o comércio atingiu o seu estágio mais avançado. Foi na idade média que surgíramos primeiros institutos jurídicos do direito comercial.7. por não existirem. inclusive. tiveram tanta importância para o desenvolvimento dos primeiros preceitos jurídicos sobre tal atividade. as características próprias do direito comercial começaram a se delinear.

no exercício de sua profissão. são aqueles praticados pelos comerciantes. organizados em corporações próprias. Sob tal perspectiva. 76 . Com ela. Por sua vez. mas encontrou contraposição na teoria italiana. 05) Famosa classificação de Carvalho de Mendonça sobre atos de comércio. deslocando a fronteira entre civil e comercial. O sistema francês. fale sobre? A classificação de Carvalho de Mendonça para atos de comércio é a seguinte: . que trata a atividade mercantil. 03) Fale sobre o sistema Italiano e o Sistema Francês quanto à evolução do Direito Comercial? Basicamente.A elaboração doutrinária fundamental do sistema francês é a teoria dos atos de comércio. mas principalmente um novo sistema de disciplina privada de atividade econômica.atos de comércio por força de autoridade de lei: são aqueles que a lei assim os considera. . descrevendo o que ela viria a ser. e não nos sujeitos que a desempenhavam. que tinha como construção básica a teoria dos atos de comércio. vista como instrumento de objetivação do tratamento jurídico da atividade mercantil. em princípio. já que o seu foco estava na atividade desenvolvida. tem-se que o Sistema Francês dividiu-se em dois sistemas de disciplina privada da economia: civis e comerciais. que desenvolvem a doutrina da empresa. . o Sistema Italiano era regulado sob o prisma privatístico. O sistema italiano tenta superar lacunas antes não explicadas pelo sistema francês. encontrando sua síntese na teoria da empresa (consagração da tese da unificação do direito privado). inclusive pelo Brasil (inspiração do Código Comercial de 1850).atos de comércio por dependência ou conexão: são os que visam facilitar o promover o exercício do comércio.atos de comércio por natureza ou profissionais: como a própria designação dá a entender. foi adotada por quase todas as codificações oitocentistas. para se tornar a disciplina de conjunto de atos que. tentando eliminar a dificuldade de separação do que vinha a ser ato comercial de ato meramente civil. o direito comercial deixou de ser apenas o direito de uma certa categoria de profissionais. Sua elaboração doutrinária é a teoria dos atos de comércio. poderiam ser praticados por qualquer cidadão. o sistema francês foi o responsável por uma certa objetivação do direito comercial.

pessoas que praticavam os atos mercancias. a indústria.A classificação de Carvalho de Mendonça foi elaborada a partir do Regulamento 737. sendo o responsável pela consolidação. existiam juízes para dirimir questões de conflitos. quanto aos atos de comércio. a de julgar os casos que lhe eram submetidos. 8 . Cuida também de uma infinidade de outras atividades negociais (além do comércio. no Brasil. muito antiga e não mais utilizada. relevante diploma normativo.a compra e venda ou troca de efeitos móveis ou semoventes. § 4 . providência que não foi adotada pelo próprio código. fale sobre? O regulamento 737 foi o diploma normativo editado ao tempo do Código Comercial de 1850. No entanto. O regulamento 373 esteve em vigor até 1875. cujas idéias permaneceram presentes por anos. sendo. Foi. de comissões. riscos.as empresas de fábricas. 07) No tempo em que o Direito Comercial era o direito das corporações. na mesma espécie ou manufaturados. pois sequer existiam os Estados Nacionais na época).os seguros. consignação e transporte de mercadorias. que juízes eram estes? Não havia juízes com a mesma concepção que se tem hoje (juízes enquanto órgãos do Estado. a expressão ―Direito Empresarial‖ mostra-se mais adequada que ―Direito Comercial‖. de expedição. 77 . entre outras atribuições. mesmo porque a teoria do ato de comércio foi substituída pela teoria da empresa. que eram pessoas da própria corporação eleitos pelos demais associados. mesmo após a sua revogação.as operações de câmbio. consideravam-se atos de mercância (art. os bancos. portanto. a prestação de serviços e outros). servindo de referência doutrinária para a definição do âmbito de aplicação do direito comercial. e quaisquer contratos relativos ao comércio marítimo. § 3 . Exerciam esse papel os denominados cônsules. ou para alugar o seu uso. que teve como característica mais marcante o fato de elencar o que viriam a ser os atos de comércio. que hoje o direito empresaria cuida mais do que da atividade exercida pelo comerciante (hoje empresário). 06) Regulamento 737. E não só por isso. Deve-se considerar. 19): § 1 . § 5 . da teoria dos atos de comércio. foram criadas as corporações de ofício que tinham. para os vender por grosso ou a retalho.Qual a melhor nomenclatura Direito Empresarial ou Comercial? Diante da definitiva adoção da teoria da empresa pelo ordenamento jurídico brasileiro. também. portanto. banco e corretagem. de espetáculos públicos. Segundo o referido regulamento. § 2 . para reger as relações entre seus membros.a armação e expedição de navios". fretamentos. de depósito.

E por último. Este conjunto de regras era comum aos comerciantes europeus.Em outros termos: o atual direito comercial não cuida apenas do comérciom mas de toda e qualquer atividade econômica exercida com profissionalismo. porque a própria Constituição Federal conferiu autonomia ao direito empresarial. Primeiro. Segundo. mencionando o ―direito civil‖ em separado do ―direito comercial‖. porque a adoção da teoria da empresa. 09) O Direito Empresarial continuaria como disciplina autônoma. à medida que os próprios mercadores criavam princípios e regras para regular suas transações. ao listar as matérias de competência legislativa privativa da União. portanto. Não era imposta por uma autoridade central. em substituição à teoria dos atos de comércio. distintos do direito civil. é bom destacar que as próprias Universidades já reconhecem a adequação da nova designação. porque tem institutos que lhes são próprios. mesmo com a inserção desta seara no CC/2002? Sim. intuito lucrativo e finalidade de produzir ou fazer circular bens ou serviços. como disciplina autônoma e essencial. por força de Portaria do Ministério da Educação. Deste modo. tendo. por ser mais restritiva. Por fim. O direito comercial internacional moderno deve alguns de seus princípios fundamentais à Lex mercatoria desenvolvida na Idade Média. uso e boa prática entre as partes.apenas passando a adotar o critério da empresarialidade para circunscrever contornos do âmbito de incidência do direito comercial. manteve a bipartição dos regimes jurídicos disciplinadores das atividades econômicas. a expressão ―Direito Comercial‖. 10) O se quer dizer por Lex mercatoria? A Lex Mercatoria foi um sistema jurídico desenvolvido pelos comerciantes da Europa medieval e que se aplicou aos comerciantes de todos os países do mundo até o século XVII. de árbitros e da lei aplicável e o seu objetivo de refletir os costumes. mostra-se menos adequada para designar tudo aquilo que o Direito Empresarial de fato regula. já tendo alterado o nome da disciplina em seus cursos jurídicos. Muitos dos principios e regras da Lex mercatoria foram incorporados aos códigos comerciais e civis a partir do início do século XIX. como a escolha de instituições e procedimentos arbitrais. objeto mais amplo. ainda que tratados de maneira geral no mesmo diploma normativo (o Código Civil de 2002). mas evoluiu a partir do uso e do costume. Terceiro. 78 . porque tal disciplina é tratada nos cursos jurídico. com algumas diferenças locais.

Procedimentos Especiais. Questões do TRF4 1. Classificação dos Procedimentos. Cognição Sumária e Exauriente.8. sem poderes de administração e/ou gerência não pode ser tido como empresário. Direito Processual Civil 1. Questões do TRF1 1. do ponto de vista processual.7.. Procedimento Ordinário e suas Fases. o CC/2002 o define como aquele que exerce profissionalmente atividade econômica organizada para a produção ou circulação de bens e serviços. Eis a distinção.1. Partindo disso.3..1.2. Processo e Procedimento. tem-se que não necessariamente será empresário todo e qualquer sócio. Em outros termos: o empresário é aquele que exerce a atividade de empresa. Questões do TRF5 1. Quanto ao conceito de empresário. Ações dúplices.8. agora pergunto: esse sócio pode ser empresário? Em que circunstâncias? Resposta: Empresa é a atividade econômica constituída para produção e circulação de bens e serviços do mercado.7.4. Questões do TRF3 1.8. Questões do TRF2 1) O que são ações dúplices? Cabe reconvenção nas ações dúplices? Resposta: Há duas acepções para o termo.1. Procedimento Sumário. 1.1.2.1. Questões do TRF2 1) Teoria da empresa: o que é a empresa? Posso considerar como uma unidade (os elementos da empresa)? À vista deste conceito empresário seria quem? O sócio não é o empresário (.7. O núcleo do conceito é o termo atividade e importa não confundir a atividade com o próprio estabelecimento em si.1.8.1. quando exerce empresa.1.1. mas apenas aquele que desempenha a atividade de empresa.5.7. Procedimento Adequado 1. são aquelas em que se permite ao réu a formulação de um pedido contra o autor no bojo da pró79 . Aquele que apenas a integra.) a sociedade quando ela existe.

No tocante à admissão de reconvenção nas ações dúplices.estimativa do valor do bem. com a defesa. em regra. O art. Exemplo disso é o disposto no enunciado n.prova literal do depósito. A discussão judicial propiciará o bem da vida a uma das partes. exigência que se presta tanto para a fixação do valor da causa como para possibilitar ao réu a consignação do valor do bem em dinheiro.pria contestação. São exemplos: a) as ações declaratórias. sem a necessidade de reconvenção ou pedido contraposto‖. contestar e formular pedido contra o autor. Nas palavras de Didier: ―As ações dúplices são as ações (pretensões de direito material) em que a condição dos litigantes é a mesma. o réu já exercita a sua pretensão. excepcionalmente. ao mesmo tempo. c) as ações de acertamento. pois ambos assumem concomitantemente as duas posições. Já do ponto de vista material. Qual seria? Resposta: Sim. caso tal valor não conste do contrato de depósito. Não obstante. a reconvenção pode ser ajuizada em ação dúplice. também o seu ataque. 80 . 258 da Súmula do STF. não formula pedido o réu. não se podendo falar em autor e réu. de modo que o réu pode. independentemente de suas posições processuais. É como uma luta em cabo de guerra: a defesa de uma equipe já é. Esta situação decorre da pretensão deduzida em juízo. 902 do CPC prevê dois requisitos específicos da petição inicial da ação de depósito. 2) A ação de depósito requer alguma condição específica. a um só tempo. É sinônimo de pedido contraposto e admitido nas hipóteses expressamente previstas em lei. quando o pedido não se limitar à declaração de improcedência. como a prestação de contas e oferta de alimentos. A relação jurídica deduzida em juízo poderia ter sido posta por qualquer das partes e. ações dúplices são aquelas em que autor e réu ocupam posições jurídicas ativas e passivas simultaneamente. na hipótese em que o a pretensão do réu é algo diferente do que alcançaria com o mero julgamento de improcedência do pedido do autor. bastando que seja uma prova escrita que demonstra a relação jurídica material de depósito (exigência de início de prova escrita). ela não é admitida. segundo o qual ―é admissível a reconvenção em ação declaratória‖. obviamente que. a saber: . A simples defesa do réu implica exercício de pretensão. . pois a sua pretensão já se encontra inserida no objeto de uma equipe com a formulação do autor. como nas ações submetidas ao procedimento sumário e nos Juizados Especiais. b) as ações divisórias. que segundo ensina a melhor doutrina não precisa necessariamente ser o contrato de depósito.

259. quando este não possui informações sobre os seus bens e tenha buscado. Tal pagamento deverá ocorrer na forma de execução. ou isso já faz às vezes desse esclarecimento que se busca em ação de prestação de contas? Qual é o fundamento do entendimento jurisprudencial predominante a respeito? Resposta: Nos termos da jurisprudência do STJ. a ser instaurada nos próprios autos do procedimento especial. Há. como. independentemente de prévio pedido de esclarecimento ao banco ou do fornecimento de extratos de movimentação financeira. Não se tratando de exceção legal. pode manejar essa ação. A ação de prestação de contas tem natureza condenatória (obrigação de fazer – de prestar contas). STJ). sem formalidades. inclusive. devendo as execuções autônomas ter previsão expressa para tanto. Havendo saldo residual. prestadas as contas. isto é. o correntista tem interesse processual para ajuizar ação de prestação de contas. não uma execução autônoma. a regra é o sincretismo processual. logo após o término da primeira relação jurídicaprocessual instaurada. objetivando esclarecer os lançamentos efetuados em sua conta corrente. após as alterações realizadas no CPC em 2006. 5) O correntista. sem sucesso. no caso das condenações contra a Fazenda Pública. de modo que. mesmo que de forma verbal. seja por força de mandato ou de outra forma de contrato firmado. por exemplo. a ação de prestação de contas entra na regra do sincretismo. condena-se o devedor ao pagamento do saldo apurado (obrigação de pagar). entendimento sumulado sobre o assunto (s. as informações sobre créditos e débitos líquidos de seus bens que ficaram sob a administração de outrem. devendo ser processada a execução como fase. 4) Ela segue o modelo sincrético? Resposta: Sim. obrigar o devedor a prestar contas. mas este já e um objetivo secundário. em continuidade a este. mas sim de uma fase executiva. portanto. não obstante receba os extratos bancários. por exemplo. O objetivo primário é. 81 . a ação poderá ter por objeto também a condenação do devedor ao referido pagamento. por formas extrajudiciais. Na realidade.3) Qual é o objeto primário da ação de prestação de contas? Resposta: A ação de prestação de contas tem como objetivo trazer luz ao credor das contas.

760/46. O art. O correntista tem o direito de entender tais lançamentos. Exatamente por isso é que se admite ação. ficando ainda sujeito ao disposto nos arts. por ser norma de caráter especial. em uma ação em que o poder público busca reaver a posse de bem seu. sem direito a qualquer indenização. A posse. prescreve que o ocupante de imóvel da União. ainda que não exteriorizada. O Decreto-Lei nº 9. Pode-se falar em posse de bem público. é inerente á propriedade. e os direitos assegurados por êste Decreto-lei. basta a comprovação de seu domínio. estabelece-se a presunção de que o poder público tem a posse de seu próprio bem. poderá ser sumariamente despejado e perderá. 513. teoricamente. com a particularidade já citada de que a posse do poder público é inerente ao domínio. Desnecessária a demonstração de que tem o poder de fato sobre o bem. 71 do Decreto-Lei nº 9. Diante dessa particularidade. que dispõe sobre os bens imóveis da União.O fundamento básico utilizado pelo STJ é o de que o correntista tem mais que o direito de conhecer os lançamentos realizados em sua conta. no caso. é irrelevante a arguição de posse nova ou de posse velha perante o poder público. sem assentimento desta. é o decreto que irá regular as possessórias. Assim.760/46. decorrente do regime especial que rege os bens públicos. 6) O DL 9760/46 autoriza o ajuizamento de ações possessórias pelo Poder Público. pelo poder público. Sendo nova ou velha a posse. Como entende essa regra legal? A questão se relaciona a um bem público que foi objeto de esbulho. A legislação autoriza ação possessória que pressupõe naturalmente que exista posse. mas na outra ponta vislumbra-se a figura de um bem público. por força de mera presunção. tudo quanto haja incorporado ao solo. para reaver sua posse. com cultura efetiva e moradia habitual. posse velha ao caso? Resposta: Tratando-se de posse de bem público. afasta a aplicabilidade do art. 924 do CPC às ações possessórias destinadas à proteção do patrimônio público federal. O parágrafo único do mesmo dispositivo afirma que se excetuam dessa disposição os ocupantes de boa fé. 515 e 517 do Código Civil. objetivo que nem sempre se alcança apenas com a mera apresentação os extratos. diferentemente do que ocorre com a posse do particular. na medida em que a lei autoriza a ação possessória ou existe alguma incongruência nessa questão? Se aplicaria subsidiariamente a regra de posse nova. considerando ser ela inerente ao 82 . Partindo dessa premissa.

A limitação ocorre. os casos de competência limitada não admitem convalidação. determinado ente não poderá exercer tal competência em hipóteses específicas. 7) De onde se origina o Poder jurisdicional? Resposta: O Poder Jurisdicional é o poder de dizer o direito. por não poder incidir em toda e qualquer hipótese. Não se trata de proibição do exercício da competência em determinada hipótese.direito de propriedade do poder público. a competência delimitada é definida por normas processuais. de modo que. A competência do STF. Já os casos de competência delimitada podem gerar atos passíveis de convalidação. seriam. por serem absolutas exclusões de atuação de um determinado juízo. por exemplo). pois em caso de competência absoluta os atos decisórios devem ser repetidos). é limitada aos casos expressos na CF/88. Tem sua origem após a formação dos Estados Nacionais e com a idéia de limitação de poder (sistema de freios e contrapesos). é claro. É a competência de juízos (o juiz da primeira vara tem competência apenas para os processos distribuídos para tal órgão jurisdicional e não para os feitos das outras varas. ainda que de forma implícita (na distribuição de poder aos juízes e órgãos da mesma natureza). com a instituição de normas proibitivas do exercício da competência. mas sim de delimitação de seu âmbito. mesmo querendo e tendo competência para instituir tributos. 8) Há diferença entre competência limitada e delimitada? Resposta: Competência limitada é aquela que não se mostra plena. pode ele ser eventualmente convalidado por aquele que de fato é competente (no caso de competência relativa. em que. Por sua vez. em razão da matéria ou da função (competência funcional ou competência material). 83 . A competência limitada é definida. Em analogia ao direito tributário. as causas de imunidade tributária. Nas democracias modernas vem disposto nas Constituições. Note-se que efeito prático é o de que. a competência delimitada é aquela restrita por outra norma. De outro modo. deve ser restabelecida ao ente postulante de imediato. normalmente. ainda que praticado um ato fora do âmbito previsto. em regra. por exemplo. por não se tratar de exclusão absoluta da possibilidade de atuação do juízo. por exemplo.

vez que em todos esses casos o órgão jurisdicional pode dar início à ação. a arrecadação de bens do ausente. 128.9) O princípio da demanda é absoluto? Existe exceção? Tutela cautelar é uma exceção desse princípio? Resposta: Não há direitos absolutos. enquanto é competência concorrente da União. 1ª parte e 460. 24. com base no seu poder geral de cautela. embora seja regra. Isso. 22. 84 . 24. 293. responde-se à indagação que ela é sim exceção ao princípio da demanda. ao passo que procedimento é uma sequência de atos ordenados entre si. privativamente. tendo em vista o seu objetivo de garantir a plena efetividade da prestação jurisdicional. legislar sobre direito processual. compete à União. comporta exceções. vez que. XI da Constituição Federal. I. Legislar sobre procedimentos em matéria processual compete. o inventário. concorrentemente. CF/88). aos Estados e ao DF. 11) Quem é competente? Qual o artigo da Constituição Federal? Resposta: Legislar sobre processo compete privativamente à União (art. podendo ser concedida ex offício pelo juiz (arts. XI. concorrentemente. Qual a diferença até para efeitos de competência legiferante? Resposta: Processo é relação jurídica dinâmica que se instaura entre sujeitos. não há princípios absolutos. dos Estados e do DF legislarem acerca de procedimentos em matéria processual. XI. o habeas corpus. que materializam a relação processual. da CF/88. nos termos do art. reitere-se. Para efeitos de competência legiferante é importante a distinção. conforme art. Igualmente. Especificamente no que diz respeito à tutela cautelar. da CF/88. aos Estados e ao DF. O princípio da demanda. Já legislar sobre procedimentos em matéria processual compete. à União. com o objetivo maior de garantir o direito a efetividade do direito. 22. São elas: as execuções penais e trabalhistas. à União. conforme art. 1ª parte). I e 24. 12) E o procedimento? A competência é concorrente? Resposta: Sim. 10) Processo e procedimento.

c e e do inciso II‖. O processo não tem que ser rápido/célere: o processo deve demorar o tempo necessário e adequado à solução do caso submetido ao órgão jurisdicional. de modo que se ter um tempo razoável . estabelece uma relação de adequação entre o tempo do processo e os instrumentos necessários para a sua tramitação. princípio constitucional. A relação de proporção acima citada deve observar três critérios para determinar a razoável duração do processo: a) a complexidade do assunto. O uso de jargões. responde-se que o juiz que retém os autos além do tempo necessário não pode ser removido a pedido. não podendo devolvê-los ao cartório sem o devido despacho ou decisão‖. o inciso II.. e. “não vejo verossimilhança”. b) o comportamento dos litigantes e de seus procuradores ou da acusação e da defesa no processo e c) a atuação do órgão jurisdicional. ao disposto nas alíneas a . 15) Quanto ao princípio da fundamentação. inciso VIIA. no que couber. permitindo o controle dos atos e as manobras processuais dos sujeitos envolvidos. O reconhecimento destes critérios traz como imediata conseqüência a visualização das dilações indevidas. A celeridade guarda relação com a velocidade rápida do processo.13) Princípio da Duração Razoável do processo se confunde com celeridade? Resposta: Não. injustificadamente. 14) O juiz que retém autos além do tempo pode ser removido a pedido? Resposta: Nos termos do art. citado no inciso VIIA. nem menos que o necessário para a entrega da prestação jurisdicional. Por sua vez. b . da CF/88. destaca que ―não será promovido o juiz que. ―não existe um princípio da celeridade. retiver autos em seu poder além do prazo legal. Segundo Didier. ―a remoção a pedido ou a permuta de magistrados de comarca de igual entrância atenderá. Já a duração razoável do processo.nem mais. ofende? Qual a posição do STF? Resposta: 85 . Logo. 93. por ex.

93. o que. ofende o princípio da fundamentação se usado não como conclusão de um raciocínio (fundamentação mais a conclusão). Por força do disposto no art. INCIDÊNCIA DAS SÚMULAS 282 E 356 DO STF. Na prática judiciária. tendo em vista o primado da ampla defesa. DA CONSTITUIÇÃO FEDERAL. necessariamente. Rel. DANO MORAL. É necessário que as razões de direito sejam expostas. contudo. em princípio. DISCUSSÃO QUANTO À NECESSIDADE DE PERÍCIA TÉCNICA. LIII. COMUNICAÇÃO PRÉVIA. nem que sejam corretos os fundamentos da decisão. X. no sentido de que o artigo 93. ainda que não rebatam cada um dos argumentos trazidos pelo autor. CAUSA EXCLUDENTE DE RESPONSABILIDADE. sem determinar. o que entende o julgador.) A matéria relativa à nulidade por negativa de prestação jurisdicional por ausência de fundamentação teve repercussão geral reconhecida pelo Plenário. mas sim como o próprio fundamento para o deferimento ou indeferimento de um pedido. da Constituição Federal exige que o acórdão ou decisão sejam fundamentados. IX. ALEGADA AUSÊNCIA DE FUNDAMENTAÇÃO. reafirmou-se a jurisprudência desta Suprema Corte. INVIÁVEL. AUSÊNCIA DE PREQUESTIONAMENTO. pura e simplesmente. INCIDÊNCIA DA SÚMULA 279 DESTA CORTE. DIREITO DO CONSUMIDOR.. Naquela assentada. DJe de 12/08/2010. AUSÊNCIA DE REPERCUSSÃO GERAL. INOCORRÊNCIA. daí porque não pode ser aceito como fundamento. até mesmo as decisões administrativas dos órgãos jurisdicionais devem ser motivadas. e não. no entanto.A fundamentação é um dos requisitos ou dos pressupostos básicos de uma decisão judicial. (. RESTABELECIMENTO DO SERVIÇO FORA DO PRAZO COMUNICADO. Os fatos devem ser analisados tomando em consideração o que dispõe o direito acerca deles.292 QO-RG.. da CF/88. Gilmar Mendes. Em outros termos: simplesmente ―não ver verossimilhança‖ não é argumento jurídico. 16) Os serventuários podem receber delegações para atos próprios da magistratura? O que são atos de mero expediente sem conteúdo decisório? Resposta: 86 . também assegurado constitucionalmente. no julgamento do AI 791. REEXAME DO CONTEXTO FÁTICO-PROBATÓRIO. Nesse sentido o STF: Ementa: AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. são relativamente comuns os jargões ―não vejo verossimilhança‖. SUSPENSÃO DO FORNECIMENTO DE ÁGUA. o exame pormenorizado de cada uma das alegações ou provas. RESPONSABILIDADE OBJETIVA DA CONCESSIONÁRIA DE SERVIÇO PÚBLICO. Min. A fundamentação envolve. argumentos de ordem jurídica. dissociado de qualquer argumento. ALEGADA VIOLAÇÃO AOS ARTIGOS 2º E 5º. ainda que sucintamente.

inciso XXXV. como no caso de questões deportivas). conforme o referido princípio. da CF/88. contudo. Os atos de mero expediente.Para atos próprios de magistrados (entendendo-se atos próprios como atos privativos). é a disposta no art. havendo decisão administrativa desfavorável ao interessado. Por ele. I. não. isto é. o interessado em provocar o Poder Judiciário em razão de lesão ou ameaça de lesão a direito não é obrigado a esgotar antes disso os possíveis mecanismos de solução e conflito (salvo previsão expressa nesse sentido.8. isso não obsta que tente 87 . exceto as de falência. esta é a mais recorrente. Questões do TRF4 1.1. Questões do TRF5 TRF5 – 2012 1) Fale sobre os princípios da inafastabilidade da jurisdição e indelegabilidade e da inevitabilidade. resolver qualquer questão.5. 1. como a determinação de especificação de provas. atos que não tenham conteúdo decisório. Atos de mero expediente são aqueles que se destinam a impulsionar o processo.3.8. ou oponentes. as de acidentes de trabalho e as sujeitas à Justiça Eleitoral e à Justiça do Trabalho. entidade autárquica ou empresa pública federal forem interessadas na condição de rés. por exemplo.8. o próprio CPC admite a delegação de atos de mero expediente aos serventuários. as ações em a União.4. Embora haja outras hipóteses de competência civil. daí ser tida como a competência básica. Além disso. isto é. nos processos. A decisão.1. Questões do TRF3 1. estão sujeitos à delegação.1. por não terem conteúdo decisórios. sem. é ato privativo do juiz e não pode ser delegada a terceiros. 17) Competência básica do juiz federal na jurisdição civil? Resposta: Em geral. 5º. No entanto. 109. Resposta: O princípio da inafastabilidade da jurisdição está positivado na Constituição Federal nos seguintes termos: ―a lei não excluirá da apreciação do Poder Judiciário lesão ou ameaça a direito‖ (art. CF/88). assistentes.

Quanto ao princípio da indelegabilidade. Ao seu turno. porque a imunidade não retira toda e qualquer atuação judicial. porque a imunidade diz respeito apenas às opiniões. o que implicaria derrogação de regra de competência. o simples acionamento já é o exercício do poder jurisdicional. Quarto e último. Ademais. já a jurisdição em ação. apenas impede que determinada a prisão do parlamentar. o princípio da inevitabilidade estabelece que as partes hão de submeter-se ao quanto decidido pelo órgão jurisdicional. Em outros palavras: mesmo quando não há responsabilidade. porém. e não meramente um acesso formal.reverter tal situação perante o Judiciário. que independe de sua vontade e consiste na impossibilidade de evitar que sobre ela e sobre suas esferas de direitos se exerça a autonomia estatal‘‖ (Didier). daí porque não há que se falar em exceção à inevitabilidade. A imunidade formal. não há direito absoluto. por exemplo. para ser efetiva. Essa vedação se aplica integralmente no caso de poder decisório: não é possível delegar o poder decisório a outro órgão. pode ser resumido na premissa de que a função jurisdicional não pode ser delegada. tem que partir da premissa de que não basta garantir o acesso formal. a inafastabilidade tem que assegurar o acesso à ordem jurídica justa. porque mesmo quando o judiciário afirma a ausência de responsabilidade de um parlamentar em um determinado caso. palavras e votos relativos ao exercício do cargo e não a toda e qualquer opinião ou manifestação do pensamento. Segundo. para que seja possível o justo exercício do direito de ação. A inafastabilidade. hipóteses em que se autoriza a delegação e outros poderes judiciais. em violação à garantia do juiz natural. por exemplo). 88 . impõe-se a jurisdição por si mesma. de modo que todo excesso pode ser objeto de apreciação judicial. Terceiro. que é o poder adequado para dizer o direito com definitividade. Primeiro. como o poder instrutório. mas também a paridade de armas. sendo o judiciário acionado para assim concluir. o judiciário se manifesta no exercício do poder jurisdicional. ―Tratando-se de emanação do próprio poder estatal. o poder diretivo do processo e o poder de execução das decisões (Didier). 2) A imunidade parlamentar seria exceção ao princípio da inevitabilidade? Resposta: Não há como se ter a imunidade parlamentar como uma exceção ao princípio da inevitabilidade da jurisdição. porque conforme reiterada jurisprudência do STF. Há. e ainda assim quando atendidos alguns pressupostos (não ser prisão em flagrante de crime inafiançável. A ‗situação de ambas as partes perante o Estado-Juiz (e particularmente a do réu) é de sujeição. tendo como fundamento a sua imunidade.

Nem de um lado. as questões de fato e de direito ocorridas posteriormente (art. O mediador. elevado à categoria de cláusula pétrea. por si próprias. contudo. Há. o princípio da perpetuatio jurisdictionis é norma de natureza processual. portanto. encontrem uma solução 89 . por sua vez. propostas para a solução da causa. CPC). que pode ser o próprio juiz ou um conciliador. Na mediação. para alteração da competência. É sempre intermediada por um terceiro. vez que o terceiro atua sugerindo opções. por normas processuais pré-estabelecidas. Está abrangido. 87. mediante concessões mútuas. 4) Há distinção entre conciliação e mediação? Resposta: Embora se tratem de institutos semelhantes. com uma participação ativa do terceiro. Em outros termos. pela proibição da criação de tribunais de exceção. Trata-se de verdadeiro princípio constitucional. A mediação. a competência não se prorroga caso ele dela não decline de ofício nem seja oposta exceção declinatória nos casos e prazos legais (art. distingue-se da conciliação exatamente pela forma como esse terceiro age. literalmente. Sua característica marcante e a principal distinção entre ela e a mediação é a sua forte carga indutiva. Não adere a nenhuma das partes nem emite juízos de valor ou opiniões acerca da melhor forma de se chegar a uma solução. por meio de terceiro imparcial. o terceiro não estimula nem faz propostas para se chegar a um acordo. Há. sendo irrelevantes. exceção ao princípio da perpetuatio jurisdictionis no próprio artigo 87 do CPC. 114. um estímulo contínuo para a resolução da contenda. Ele atua simplesmente aproxima as partes para que elas.3) Qual o alcance e dimensão do princípio do juiz natural? E o princípio da perpetutatio jurisdictionis? Há exceções a eles? Resposta: O princípio do juiz natural é preceito de natureza constitucional que guarda relação com a idéia de um o juiz pré-determinado. A conciliação é medida prevista no Código de Processo Civil que visa obter das partes em litígio um acordo amigável. CPC). há sim diferenças entre a conciliação e a mediação. segundo a qual a competência de um juízo é fixada no momento da propositura da ação. fica no meio. nem de outro. segundo o qual alteram a competência o suprimento de órgão judiciário ou a alteração de competência em razão da matéria ou da hierarquia. também. para o julgamento de determinada causa. Por sua vez. Não há previsão de exceção para o princípio do juiz natural. embora também tenha como característica o fato de objetivar conseguir das partes um acordo.

para a causa. as decisões dos árbitros. enquanto a jurisdição é irrestrita. própria dele mesmo. Em geral. tendo em vista os seguintes fundamentos: a arbitragem é voltada apenas para direitos patrimoniais disponível. ―a mediação é uma técnica não estatal de solução de conflitos. ao contrário da legislação sobre processo. estão sujeitas à revisão por juízes. a maioria dos processualistas tem a arbitragem como um equivalente jurisdicional e não como um exercício da própria jurisdição. a arbitragem é manifestação da autonomia da vontade e a opção por árbitro implica a renúncia á jurisdição. em obediência ao princípio da inafastabilidade da jurisdição (se as decisões de terceiros estão sujeitas à revisão de um juiz de primeiro grau. de caráter soberano. pela qual um terceiro se coloca entre os contendores e tenta conduzi-los à solução autocomposta. é porque esses terceiros não exercem jurisdição). a jurisdição é atividade primária do Estado. estabelecendo os direitos e deveres dos sujeitos do processo. dentro de um determinado árbitro. formando uma coisa julgada material. por exemplo). normas processuais em sentido estrito e normas procedimentais. Já a competência para legislar sobre procedimentos. as normas procedimentais são aquelas que pura e simplesmente estabelecem os a sequência de atos a serem adotados. 5) Na sua visão arbitragem é jurisdição? Resposta: Parte da doutrina afirma que sim (Didier. Discorra. é de competência concorrente da União. Finalizando. enquanto a arbitragem pode ser realizada por terceiro sem que tenha sido investido pelo Estado de parcela da jurisdição. Não obstante. 6) Processo civil. quem o faz é o juiz. O mediador é um profissional qualificado que tenta fazer com que os próprios litigantes descubram as causas do problemas e tentem removê-las‖. pois nenhum dos poderes pode delegar aquilo que é de sua essência. dos Estados. são de competência legislativa privativa da União. Resposta: A doutrina dispõe que as normas processuais em sentido estrito são aquelas que regulam a relação jurídica processual. tem-se que o árbitro não pode executar suas próprias decisões. Nas palavras de Didier. a jurisdição é indelegável. Por sua vez. 90 . a jurisdição só pode ser exercida por pessoa devidamente investida. que tenha a autoridade de juiz. fundamentando seu ponto de vista principalmente no fato de as decisões dos árbitros tornarem-se imutáveis após o prazo de 90 dias. que não pode ser delegada a particulares. do DF e dos Municípios. carreira cujo acesso dá-se exclusivamente mediante concurso púbico.

hipóteses em que mesmo a jurisdição voluntária apresenta uma certa contenciosidade. em pólos jurídicos antagônicos. A doutrina admite duas formas de exercício da jurisdição: mediante jurisdição contenciosa e mediante jurisdição voluntária. assim compreendido o ato que embaraça o livre exercício de tal direito. a turbação. manifestando um conflito de interesses e procurando uma tutela jurisdicional enquanto que na segunda não existiriam partes. deve-se provar a posse. quando se permite ao condômino prejudicado requerer a adjudicação da coisa (art. instaura-se.A diferença é sutil e parte da premissa de que processo e procedimento são conceitos que não se confundem. mas sim o exercício administrativo do Poder Jurisdicional. por exemplo. Neste caso. Resposta: As ações possessórias são: ação de manutenção de posse. Vou tentar escrever sobre o assunto tratando da distinção entre os tipos de jurisdição – contenciosa x voluntária). a data da turbação (para efeito de concessão de medida liminar. que não necessariamente têm interesses jurídicos antagônicos e nem estão em conflito. É clássica na doutrina a afirmação de que a jurisdição voluntária não seria propriamente jurisdição. Para que seja proposta. por disposição expressa de lei. A diferença básica entre ambas está no fato de na primeira existirem partes. é praticamente impossível distinguir normas que disciplinem o procedimento sem influir no modo de ser da relação jurídica processual que lhe dá base. mas apenas interessados. Se a posse for velha. ainda que o procedimento seja de jurisdição voluntária. no entanto. 1. 7) Há alguma forma de contenciosidade entre jurisprudência voluntária e contenciosa? Resposta: OBS: Para que a pergunta ficasse compreensível foi entendida como ―há alguma forma de conteciosidade entre jurisdição voluntária e contenciosa?‖ (ainda assim a pergunta fica de difícil compreensão. 8) Distinção entre as ações possessórias. necessariamente deve ser resolvidos por um juiz. caso a posse seja nova. Há. decorrente do antagonismo de interesses que. CPC). Decerto. de modo que. a ação deverá seguir o 91 . contudo. em casos que. É o caso. nota-se uma certa contenciosidade. A primeira (manutenção de posse) pode ser proposta no caso de turbação da posse. tratam-se de conceitos distintos. da venda judicial de coisa comum. o procedimento integra o próprio conceito de processo. atualmente. nitidamente. ação de reintegração de posse e interdito proibitório.119.

em geral mais simplificadas e céleres. tal qual na manutenção de posse. mesmo se adotando o procedimento ordinário. 924 do CPC. será ordinário. assim entendido como a perda do poder de fato sobre o bem. passado esse prazo. 92 . sendo cabível. Essas três são as mais famosas ações possessórias. caso já ultrapassado ano e dia. sendo possível a cumulação do pedido com indenização. Art. 10) Discorra sobre procedimentos especiais. pois se devido à turbação o titular do direito perder a posse. com regras distintas das do procedimento ordinário. confira-se o disposto no art. 273 do CPC e não simplesmente dos da medida liminar. desde que preenchidos os seus requisitos) e a continuidade da posse. no entanto. a ação a ser ajuizada deve ser outra (reintegração de posse). É cabível liminar. Nesse sentido. caso a ameaça de turbação ou de esbulho se concretizem. norma processual x norma procedimental Resposta: Procedimentos especiais são regramentos próprios trazidos pelo CPC acerca de relações jurídicas específicas. A particularidade aqui é não caber medida liminar. É o disciplinamento de sua particular forma de ser em juízo. 924. Admite-se a antecipação de tutela na manutenção de posse. a ação não perde o seu caráter possessório. com requisitos próprios. contudo. A terceira (interdito proibitório) pode ser proposta quando há uma ameaça de turbação ou esbulho. não perdendo. No entanto. A segunda (reintegração de posse) pode ser movida por quem sofre esbulho. 9) Seria possível uma medida antecipatória em ação possessória com mais de um ano e dia? Resposta: Sim. Regem o procedimento de manutenção e de reintegração de posse as normas da seção seguinte. como a nunciação de obra nova e os embargos de terceiro. a conversão do procedimento em manutenção ou reintegração de posse.rito ordinário. mas o ordenamento jurídico registra ainda outras. com destaque para o fato de que. normalmente relacionados ao direito material de base da relação. com a possibilidade de antecipação dos efeitos da tutela. quando intentado dentro de ano e dia da turbação ou do esbulho. o rito a ser adotado será o rito ordinário e os requisitos para a antecipação devem ser os do art. o caráter possessório.

estabelecendo os direitos e deveres dos sujeitos do processo. no entanto. os elementos da ação (partes. Em geral. a conduta inicial do julgador deve ser a de determinar a correção do procedimento. daí porque o seu manejo resulta no exercício do direito de ação e não do direito de petição. que se distingue do direito de ação em razão deste último ser exercitado mediante o Poder Judiciário e o primeiro ser exercitado perante qualquer dos poderes. A reclamação constitucional é ação que deve ser ajuizada originariamente no tribunal superior. é de competência concorrente da União. de modo que. Deste modo. 12) Reclamação – Direito de petição? Resposta: A reclamação constitucional consiste numa ação. Por sua vez. vez que o procedimento especial compreende os atos próprio de cada tipo de ação. a postura do juiz deve ser sempre a de aproveitar ao máximo os atos processuais. as normas procedimentais são aquelas que pura e simplesmente estabelecem os a sequência de atos a serem adotados. que são diferentes dos atos do procedimento ordinário. Já a competência para legislar sobre procedimentos. 11) A escolha inadequada de um procedimento especial enseja o seu indeferimento? Resposta: Em princípio. são de competência legislativa privativa da União. ao contrário da legislação sobre processo. a inicial deve ser indeferida. do DF e dos Municípios. inclusive. Decerto. atualmente. dos Estados. o procedimento integra o próprio conceito de processo. pedido e causa de pedir). Não atendida a ordem ou não promovida a emenda adequadamente. tratam-se de conceitos distintos. é praticamente impossível distinguir normas que disciplinem o procedimento sem influir no modo de ser da relação jurídica processual que lhe dá base. A diferença entre normas processuais e procedimentais é sutil e parte da premissa de que processo e procedimento são conceitos que não se confundem. com vistas a obter a preservação de sua competência ou a garantir a autoridade de seus julgados. com a emenda da inicial no que for cabível. A reclamação contém.Já as normas processuais em sentido estrito são aquelas que regulam a relação jurídica processual. 93 .

sendo admissível a propositura da consignação por terceiro interessado. de obrigação de dar. assim.13) Abuso de procedimento especial. tem como prestação a entrega da coisa. portanto. não sendo admitido em qualquer hipótese. tratando-se. portanto. a consignação não se coaduna com obrigações de fazer. repelido. O candidato concorda com tal afirmação?‖ O ordenamento pátrio não se coaduna com o abuso do direito. nos casos e formas legais. prejudicar o autor ou réu. 94 . Partindo dessa premissa. que ele pode gerar o dever de indenizar. tem-se que. § 1º) assim o admite. A consignação em pagamento. Assim sendo. 890. prevendo. 14) Consignação de pagamento admite qualquer forma de prestação? Resposta: Não. necessariamente. não restando admitida a consignação na forma de obrigação de fazer ou de não fazer. Tomando as premissas supra em consideração. A consignação em pagamento é uma forma de extinguir uma obrigação e deve ocorrer. a consignação não admite qualquer espécie de prestação. Assim o faz exatamente porque o abuso gera prejuízo para aquele que o sofre. tem-se que o abuso de direito. Concorda com está afirmação? Resposta: Para que a pergunta ficasse compreensível eu parto do pressuposto de que seja a seguinte: ―O abuso de procedimento especial pode prejudicar tanto o autor quanto o réu. pode prejudicar sim tanto o autor quanto o réu. inclusive. sendo. mediante a entrega em dinheiro ou a entrega de bem móvel ou imóvel. 15) Consignação de pagamento em obrigação de fazer? É possível que um terceiro proponha? Qual a distinção entre terceiro interessado e não interessado? Resposta: Para entender a primeira pergunta partiu-se do pressuposto de que seria a seguinte: ―Cabe consignação em pagamento com obrigação de fazer?‖ De acordo com o CC/2002. uma vez que o CPC (art. seja no proce3dimento especial. por sua natureza. considera-se pagamento e extingue a obrigação o depósito judicial ou em estabelecimento bancário da coisa devida. seja no procedimento comum.

. embora majoritariamente prevaleça o mesmo entendimento jurisprudencial.as especialidades da execução contra a Fazenda Pública (art. 305. pela qual também se obrigou. Direito Processual Penal 1. ao reverso. É possível contra a fazenda pública? Resposta: Sim. com maior razão não se pode concordar que a revelia no procedimento monitório que gere automaticamente a formação de título executivo judicial contra ela.No tocante à distinção entre terceiro interessado e terceiro não interessado. 16) Ação monitória.1. não admitindo a monitória pelos seguintes fundamentos: .9. 1.a impossibilidade de a Fazenda Pública cumprir a ordem de pagamento em razão da indisponibilidade do direito que defende em juízo. é aquele que não se vincula à obrigação. . não seja paga pelo devedor principal. Competência 1.9. mesmo não sendo parte. por exemplo.não sendo gerado o efeito da revelia da presunção da veracidade dos fatos alegados pelo autor em caso de omissão defensiva da Fazenda Pública.a necessidade de reexame necessário. mas não s sub-roga nos direitos do credor‖. que não seria observado com a ausência de embargos ao mandado minoritário e a conseqüente constituição imediata de título executivo.9. O terceiro não interessado que paga a dívida em seu próprio nome tem direito a reembolsar o que pagar. tendo o STJ editado o enunciado n. vincula-se à obrigação e pode ter o seu patrimônio atingido caso a dívida. Questões do TRF1 DESSE PONTO EM DIANTE: RESPOSTAS ELABORADAS POR DANIELLI FARIAS RABELO LEITÃO RODRIGUES 95 . 730 do CPC) impedem a adoção da monitória. possuindo interesse apenas metajurídico.1. Já o terceiro não interessado. que assim dispõe: ―Art. . 305 do CC/2002. 339. do fiador e do avalista. no âmbito jurisprudencial. Já há entendimento consolidado sobre o tema. Já em âmbito doutrinário. há corrente no sentido contrário. define-se o primeiro como a pessoa que. É o caso.1. de seguinte teor: ―é cabível ação monitória contra a Fazenda Pública‖. É a figura a que se refere o art.

administrativa e penal.9. A excludente não pode mais ser discutida. as demais esferas estarão vinculadas. Questões do TRF2 1) Discorra se há independência das esferas civil. haverá: . 66 e 67. 935 do CC.2. valou ou bem móvel. Resposta: Regra geral. cível e administrativa: 125 e 126 da Lei 8112/90. mas na defesa de sua Terra e de sua cultura. . . haja vista que se entende que a instrução no processo penal é mais abrangente.1. o juiz tinha a faculdade de suspender o feito.quando condenado na esfera penal. 2) Apresente uma hipótese na qual ocorra ofensa à norma civil. Note-se que a absolvição no processo penal por inexistência de fato ou negativa de autoria não se confunde com a condenação por insuficiência de provas. nas quais haverá vinculação entre as instâncias: . Ele estaria abrangido pela Justiça Federal ou Justiça comum? Opine. Mas há exceções. administrativa e penal. em proveito próprio ou alheio. Dispõe o CPP. entende-se que há independência entre as esferas penal. 132. mas não se proíbe que se discuta a reparação dos danos no processo civil.ilícito penal: prática de peculato-desvio (art. 65. 2ª parte do CP). haver condenação no âmbito civil. devendo haver até a desconstituição de eventual condenação já aplicada. as demais esferas estarão vinculadas. Resposta: Na hipótese de um servidor público desviar dinheiro.ilícito civil: responsabilidade civil com o conseqüente dever de reparar o dano (art.se tiver havido absolvição na esfera penal por inexistência do fato ou negativa de autoria.1. que faz coisa julgada no cível a sentença que reconhecer ter sido o ato praticado mediante excludente de ilicitude. poderá. . no art. 96 . E ainda. 186 c/c 927 do CC).ilícito administrativo: a prática de crime contra a administração pública é considerada infração punível com demissão (art. Para evitar essa situação. III do CPP. 312. se o tipo penal exigir dolo na conduta e ela tiver sido praticada com culpa. I da Lei 8112/90). de que tem a posse em razão do cargo. 3) Na hipótese de um índio comete um crime de homicídio dentro de sua aldeia. tendo em vista que neste é admitida a culpa levíssima.

No caso de co-réu. Isso porque a competência do Tribunal do Júri para julgar crimes dolosos contra a vida é estabelecido pela Constituição Federal. Questões do TRF4 1. 109.1. sequer indiretamente. Questões do TRF5 TRF5 – 2012 1) Trate da concorrência entre o foro por prerrogativa de função e a competência do Júri. 140 do STJ.489 – RS. Interpretando conjuntamente os dois preceitos.9. tem-se que se houver disputa sobre interesses indígenas (ex.: suas terras e cultura).5.155 – RO e STF: HC nº 71835-3.4.: vereadores que possuem foro por prerrogativa de função prevista na CE são julgados pelo TJ apenas quando cometem crimes de outras ordens. 704 do STF: ―não viola as garantias do juiz natural. 721 do STF: ―a competência constitucional do Tribunal do Júri prevalece sobre o foro por prerrogativa de função estabelecido exclusivamente pela Constituição estadual‖. não pode contrariar regra expressa da CRF (ex. da ampla defesa e do devido processo legal a atração por continência ou conexão do processo do co-réu ao foro por prerrogativa de função de um dos denunciados‖. Por outro lado. Só será da Justiça Estadual em caso de crime que não envolva essas questões. seja o indígena autor ou vítima do delito. em caso de crimes dolosos contra a vida. 1. ―compete à Justiça Comum Estadual processar e julgar crime em que indígena figure como autor ou vítima‖. serão julgados pelo Tribunal do Júri). de maneira que só por ela pode ser excepcionada (ex.1. Qual foro prevalece? E o co-réu como fica? Resposta: De acordo com a S.9. a competência será da Justiça Federal. Como o poder constituinte decorrente é limitado e subordinado. Questões do TRF3 1. 97 .3.Resposta: De acordo com a S.: Prefeitos são julgados pelo TJ quando cometem tais delitos). Neste sentido: STJ: 35. da CRF estabalece que compete aos juízes federais processar e julgar ―a disputa sobre direitos indígenas‖. o art. destaque-se a S.1.389 – MT. 43. 39.9.

Nesta hipótese. seja o indígena autor ou vítima do delito. a 98 . Por outro lado. do Fundo de Participação de Municípios. Interpretando conjuntamente os dois preceitos. oriundos de convênios com órgãos e autarquias federais (HC 97457/PE) 3) Qual a justiça competente para apurar a prática de homicídio contra indígena? Resposta: De acordo com a S. desde que os recursos não tenham se incorporado ao patrimônio municipal. Na denúncia não há narrativa no sentido da ocorrência de desvio e a tomada de contas especial do TCU não faz referencia a desvios. 109. 209. consequentemente. A S. sob pena de ofensa a determinação constitucional. será da Justiça Federal se o crime envolver recursos repassados por órgãos federais e a utilização esteja subordinada a fiscalização perante órgão federal. o art. 2) O MP oferece uma denuncia contra o prefeito municipal e a acusação decorre do fato de na condição de gestor municipal o acusado celebrou contrato administrativo dispensando de forma indevida a licitação. da CRF estabalece que compete aos juízes federais processar e julgar ―a disputa sobre direitos indígenas‖. eis que são geridos e repassados pelo Governo Federal (HC 109050/MG). Neste caso. todavia. devendo o co-réu que não possui foro por prerrogativa de função ser julgado perante o Tribunal de Júri.Tal entendimento. deverá ser separado o processo. 208 do STJ: "compete à Justiça Federal processar e julgar prefeito municipal por desvio de verba sujeita à prestação de contas perante órgão federal". destinados a programa mantido pela municipalidade (HC 110704/RJ). repassados pelo Ministério da Saúde. 140 do STJ.: suas terras e cultura). Já decidiu o STJ que é competente a justiça federal quando a fraude na licitação envolver recursos: do programa FUNDESCOLA. Só haverá interesse da União e a competência. ―compete à Justiça Comum Estadual processar e julgar crime em que indígena figure como autor ou vítima‖. não pode ser aplicado para o caso de crimes dolosos contra a vida. estabelece: ―compete à justica estadual processar e julgar prefeito por desvio de verba transferida e incorporada ao patrimônio municipal‖. tem-se que se houver disputa sobre interesses indígenas (ex. portanto. por sua vez. vinculado ao FNDE (HC 62998/RO). Há interesse da União a justificar a competência da JF nessa ação penal? Resposta: Segundo a S. não há interesse da União e a competência é da Justiça Estadual.

bem da União (RHC 24338/AP. Só será da Justiça Estadual em caso de crime que não envolva essas questões. a partir de 2006 (HC 86834). 5) Qual a competência para apreciar HC contra ato de Juiz do Juizado? E contra ato da Turma Recursal? Resposta: A competência para julgamento de HC é definida levando-se em consideração os envolvidos: paciente e coator.: (a) crime praticado em acrescidos de terreno de marinha. (b) praticado no Rio Amazonas. (c) praticado em reserva ecológica criada por Decreto Federal e nas proximidades de ilha oceânica. Ex. o HC será apreciado pela própria TR. rio interestadual e internacional de propriedade da União (RMS 26721/DF. Passou a entender o STF que o competente para o julgamento de HC contra ato de Turma Recursal é o TJ ou TRF ao qual vinculada. sob o argumento de que “estando os integrantes das turmas recursais dos juizados especiais submetidos.: (a) caça de animal em extinção. Apesar deste enunciado não ter sido cancelado. nos crimes comuns e nos de responsabilidade. Julgamento 12/04/2012).burlar a fiscalização do IBAMA. segundo o STJ.competência será da Justiça Federal. Julgamento 19/04/2012). bem da União (AgRg no REsp 942957/RJ.vulnerar bem ou interesse da União (art. 690 do STF: ―compete originariamente ao STF o julgamento de HC contra decisão de turma recursal de juizados especiais criminais‖. Julgamento 12/03/2003). sequer indiretamente. haja vista mudança de entendimento do STF. Tanto que o STJ cancelou o enunciado da S. Se o coator é o juiz singular de Juizado Especial Criminal. Como a Lei 9605 não condicionou o processo e julgamento dessas infrações à competência da JF. De acordo com a S. (c) ingresso de animal exótico no pais. (b) criação irregular em cativeiro de animal ameaçado de extinção (CC 37137. Ex. A competência só será da JF se o crime ambiental: . Resposta: A preservação do meio ambiente é competência comum de todos os entes federativos (23. à jurisdição do tribunal de justiça ou do tribu99 . 4) Trate da competência para julgamento dos crimes ambientais. ele está sem efeito. a regra é que a competência é da JE. Julgamento 18/10/2011). 20). nº 91. VI e VII da CRF). .

Entende-se que o poluidor deve incorporar os custos da eliminação/prevenção/reparação da degradação. mas achei importante): 100 .nal regional federal. 225 da CRF. Direito Ambiental 1.10. Esse princípio tem especial importância no campo da industrialização. indiretamente. cujas partes principais se transcreve por conter muitas informações e ser auto-explicativo(desculpem ter ultrapassado o tamanho. incumbe a cada qual. bem como para a redução dos efeitos negativos da ação lesiva ao meio ambiente.1. Tutela Constitucional Do Meio Ambiente.1. Está previsto no princípio 16 da DECLARAÇÃO do Rio de 92. responsável direta ou indiretamente por atividade causadora de degradação ambiental‖.10. no art. 2255 da CRF). de direito público ou privado. Princípios Do Direito Ambiental Na Constituição De 1988 1. segundo a máxima. pois obteve autorização do Min. poluidor é ―a pessoa física ou jurídica. Não é justo que todos socializem o prejuízo ao meio ambiente. sendo considerado um direito fundamental. A responsabilidade do Poluidor-Pagador não é só com o quantum indenizatório a ser pago aos atingidos pela atividade poluente.10. julgar os habeas impetrados contra ato que tenham praticado”. A legislação ambiental impõe-lhe os custos necessários para a prevenção e reparação dos danos ambientais. não pela competência privativa legislativa. enquanto o poluidor privatiza os lucros. 4º. na competência administrativa. já que este princípio tem muito que ver com a responsabilidade ambiental? Resposta: O direito ao meio ambiente equilibrado é bem de uso comum do povo (art. a qual é responsável por sérios danos ambientais. 1. mas no Estado do PR exigiu-se licenciamento ambiental.1. VIII da LPNMA e. só que esta soja tem que ser plantada até o mês de outubro. 3º da LPNMA. conforme o caso. no §3º do art. Questões do TRF1 1) O que é o princípio do poluidor pagador. De acordo com o art. 2) Determinada empresa discute a possibilidade de produção de soja transgênica. licenciamento ambiental para esta empresa que está querendo produzir esta soja? No caso deste estado-membro que pretendeu fiscalizar administrativamente no seu território. da Agricultura. O estado tem competência para exigir um registro ambiental. será que o estado teria competência para fazê-lo? Resposta: A pergunta teve por base acórdão do STJ. da internalização das potencialidades negativas da atividade. e ingressou em juízo.

fiscalizar e controlar os trabalhos de pesquisa científica com OGMs. O Decreto estadual 39. Decreto 1. mas possui indiscutível alcance nacional. XV. II. na forma da lei. sob o ponto de vista técnico do órgão federal responsável (CTNBio). resta caracterizada a violação do direito líqüido e certo da recorrente.―(…) 5. e 10. A questão controvertida consiste em saber se a interdição realizada pelo recorrido. A recorrente impetrou mandado de segurança contra ato do Departamento de Produção Vegetal da Secretaria de Agricultura e Abastecimento/RS. considerando-se. 9. parágrafo único). autorizar. em 19 de setembro de 1999. arts. A regulamentação das atividades envolvendo OGMs através de lei federal. não observou o disposto na legislação federal vigente desde 1995. O motivo da interdição repousa na falta de apresentação do EIA/RIMA ao Poder Executivo Estadual. a disciplina normativa federal à luz do regime da competência legislativa concorrente previsto na Constituição da República. incluindo soja transgênica. encontra respaldo no ordenamento jurídico. 10. que regulamentou a Lei 9. Estados e Distrito Federal legislar sobre proteção do meio ambiente. contrariando-a. III. 7º. o que. vinculada ao Ministério da Ciência e Tecnologia. Ao tempo do ato de interdição. conforme exige o Decreto 39. nessa parte. consistente em realizar as pesquisas científicas com soja transgênica em Passo Fundo/RS. forem necessários.‖ 101 . muito além de extrapolar os limites da Lei estadual 9. que. com fundamento na legislação estadual.453/91 – pois previu exigência não-contida naquela (apresentação do EIA/RIMA) – e retroagir para alcançar situação de fato pretérita (trabalho científico em curso). 7.752/95. IV. salvo quando. XIV. competia ao Poder Executivo Federal.453/91. Os estudos de impacto ambiental. (…) 8. Por conseqüência.314/99. 12.314/99.974/95. No sistema normativo infraconstitucional. reservando-se ao legislador federal a edição de normas gerais. que define as regras de caráter geral. 2º. procedeu à interdição de unidade agrícola na qual estavam sendo realizados experimentos científicos com soja transgênica. homenageia o princípio da predominância do interesse. arts. todavia. VII e IX. Recurso especial parcialmente conhecido e. V. 6. nos casos de significativa degradação ambiental. não afasta a competência suplementar dos Estados. na medida em que o controle e a fiscalização dessas atividades não se limita ao interesse regional deste ou daquele Estado-membro. o EIA e o RIMA não constituem documentos obrigatórios para realização de experimentos com OGMs e derivados. são exigidos. 11 e 12. Constitui competência material concorrente da União. especificamente. bem assim emitir o Certificado de Qualidade em Biossegurança (CQB) e exigir a apresentação do EIA/RIMA quando fosse necessário (Lei 8. conquanto previstos na CF/88. por meio da Comissão Técnica Nacional de Biossegurança (CTNBio). 11. parcialmente provido para fins de conceder a segurança e anular o ato de interdição.

o consumo sustentável. As ações administrativas deverão sempre partir do nível federativo menor. Min. Questões do TRF2 1) É possível aceitar o direito ambiental como direito econômico? Resposta: Filosoficamente não há uma separação material entre economia e ecologia . que foi cristalizada por uma razão didática. 1. expressamente: ―que o controle e a fiscalização dessas atividades não se limita ao interesse regional deste ou daquele Estadomembro. A base do desenvolvimento das relações produtivas está na natureza. o STJ disse.2. 102 . Isto significa dizer que só serão atribuídas ao governo federal e ao estadual aquelas tarefas que não possam ser executadas senão a partir de um governo com esse nível de amplitude e generalização. Celso Bastos (apud FARIAS. Em outras palavras. o princípio da subsidiariedade pode ser usado para solucionar o caso (abaixo). Denise Arruda. do mesmo modo.. 1999.. desde que possa ser cumprido pelo inferior. Rel. T1. É através desse princípio que se solucionam os conflitos de atribuições administrativas advindos da atuação simultânea dos entes federados. 316 e 317) elege o princípio da subsidiariedade como ―regra de ouro‖ do Federalismo. O Estado. definindo-o da seguinte forma: ―[. de forma mais íntima. o Município prefere ao Estado e à União.[STJ. 3) Se aplicaria no caso acima algum princípio constitucional ambiental? Princípio da subsidiariedade? Resposta: O princípio da subsidiariedade pode ser aplicado para solucionar o caso.1. No caso. à União‖. O direito ambiental abraçou a concepção de desenvolvimento sustentável como seu principio informador. Esta união necessariamente tem de se fazer sentir no interior do ordenamento jurídico. o direito econômico. porém. convive com as matérias que devem ser implementadas pelas políticas públicas. por sua vez. inclusive com uma face voltada para o mercado de consumo . já que. e neste há apenas uma separação aparente. p.10. REsp 592682. Julgamento 06/12/2005 Mas quanto à fiscalização (competência comum).] nada será exercido por um poder de nível superior. mas possui indiscutível alcance nacional‖.

a água. todas tuteladas pela CRF: (i) Meio ambiente natural. da Lei nº. no Relatório Nosso Futuro Comum e na Agenda 21. constituído pelo solo. Segundo Édis MIlaré (2003. aos quais os organismos devem se adaptar e com os quais têm de interagir para sobreviver. rumo a possíveis soluções. A importância deste co-relacionamento reside no fato de possibilitar uma visão holística da questão ambiental e social. 3) Qual o conceito de meio ambiente e qual as suas espécies? Resposta: Lato sensu. em virtude da riqueza e complexidade do que encerra‖. Trata-se de um plano de ação a ser implementado nos diversos níveis de governo: do internacional ao local. meio ambiente é o conjunto de fatores exteriores que agem de forma permanente sobre os seres vivos. 6. A moldura do desenvolvimento sustentável hoje está nos princípios que constam das Declarações de Estocolmo e do Rio de Janeiro. a proteção ambiental e o desenvolvimento econômico se encontram em nítida harmonia. 3º. que permite. Neste sentido. derrubando o senso vulgar de que ambos sejam ideais antagônicos.938/81: ―o conjunto de condições. leis. ou físico.No conceito de desenvolvimento sustentável. I. Mas o conceito de meio ambiente compreende quatro espécies. abriga e rege a vida em todas as suas formas‖. Só abrange o meio ambiente natural. O conceito legal de meio ambiente encontra-se no art. o ar atmosféri103 . também conhecido como Relatório Brundtland (homenagem à líder da comissão. 2) Quando o desenvolvimento sustentável ganhou força? Resposta: Embora as relações entre preservação ambiental e desenvolvimento econômico já fossem tema central desde a década de 70. O Relatório não inventou o conceito de desenvolvimento sustentável. Outro importante documento quanto ao tema foi a Agenda 21. quando da Declaração de Estocolmo. aprovado pela comunidade internacional em 1992. 165). ―o meio ambiente pertence a uma daquelas categorias cujo conteúdo é mais facilmente intuído que definível. química e biológica. como verdadeira base norteadora de uma política pública completa e eficaz. influências e interações de ordem física. p. mas foi o responsável pela sua popularização. é possível aceitar o direito ambiental como direito econômico. primeira-ministra da Noruega). o tema ganhou força e notoriedade com o Relatório Nosso Futuro Comum (1987).

estão presentes e envolvem o local de trabalho da pessoa. criações artísticas (ex. 200. Deixou-se de se preocupar apenas com a eticidade subjetiva. climáticos ou qualquer outro que interligados. 4) Pode-se falar em meio ambiente cultural ser objeto de degradação? Qual o exemplo? Exemplo de meio ambiente cultural. que. das posturas probas que se esperam do agente naquela situação. Resposta: O meio ambiente cultural pode ser objeto de degradação.: músicas.: arts. j. degradação ambiental é a ―alteração adversa das características do meio ambiente‖ (art. sem preocupação com a sua preservação para as gerações vindouras. difere do anterior pelo sentido de valor especial que adquiriu ou de que se impregnou.599/RS. 104 . discorra. enfim. egoístico. Tal princípio também é de ser aplicado no campo do direito ambiental. impede que o meio ambiente seja utilizado exclusivamente para proveito próprio. que ingressa no campo das práticas de lealdade. da CRF. para dar especial enfoque à eticidade objetiva. integrado pelo patrimônio histórico. tecnológicas. De acordo com a LPNMA. arqueológico. Em outras palavras. literatura. arqueológicos. artístico. Em diversas passagens a CRF se preocupa com o meio ambiente cultural (ex. ou não. embora artificial. II). (iii) Meio ambiente cultural. Resposta: O NCC adotou expressamente o princípio da eticidade. Podem ser citados como meio ambiente cultural os elementos referentes à formação dos grupos nacionais de expressão. sendo o conjunto de fatores físicos. científicos etc. 27/06/2002). a flora. A eticidade objetiva. VIII. 2008). previsto no art. conjuntos urbanos. degradação ambiental corresponde a impacto ambiental negativo (S NCHEZ. Relacione tal princípio com a moral. obras. paisagístico. 216 e 218). já que é objetiva. 3º. paisagísticos. focada na intenção do agente (ou ausência de má-fé). constituído pelo espaço urbano construído. de maneira que a ética e boa-fé ganharam um novo dimensionamento. (ii) Meio ambiente artificial. teatro). 215. turístico. Pode-se citar como exemplo de degradação do meio ambiente cultural a destruição de sítios arqueológicos (REsp 115. Aqui. (iv) Meio ambiente do trabalho. 5) Princípio da Eticidade objetivo e subjetivo no direito ambiental. a intenção do agente não tem grande importância prática para determinar sua responsabilidade. por exemplo.co. pela interação dos seres vivos e seu meio.

sempre pensando no direito destas e das futuras gerações a um meio ambiente equilibrado. não quebrar legítima expectativa depositada etc. 7) Quando se fala em meio ambiente. Para alguns que trata-se de um preceito moral (ex. uma ponderação de interesses. literatura. obras. arqueológicos. 27/06/2002). pela destruição de sítios arqueológicos (REsp 115. 215. j. ou seja. O meio ambiente cultural também pode ser degradado (= impacto ambiental negativo). essa sempre foi uma pergunta recorrente. Como conciliar desenvolvimento x meio ambiente? Resposta: Desde que o direito ambiental começou a ganhar força. por exemplo. Apregoa-se a necessidade de haver uma conciliação entre os dois setores. conjuntos urbanos. teatro).) que foi transformada em norma jurídica. 8) Cabe MS coletivo para proteção do meio ambiente em juízo? Resposta: 105 . Em diversas passagens a CRF se preocupa com o meio ambiente cultural (ex. tais como os desenvolvidos fizeram.Tem profunda relação com a moral. cultural e do trabalho Podem ser citados como meio ambiente cultural os elementos referentes à formação dos grupos nacionais de expressão.599/RS. paisagísticos.: não ser desleal com ninguém. até pelo menos alcançar o mesmo índice de desenvolvimento.: músicas. os países em desenvolvimento adotavam o discurso de que teriam o direito de usar livremente os recursos ambientais. Hoje se entende que o meio ambiente contém recursos finitos e que os danos que lhe são causados não possuem barreiras: as fronteiras geopolíticas não impedem que os efeitos da degradação sejam repercutam em todo o mundo. Inicialmente. inclusive. certo é que o gênero é integrado também por outras espécies: artificial. se entende também em meio ambiente cultural? Resposta: Muito embora os conceitos de meio ambiente positivados na legislação nacional só leve em consideração (ou dêem prevalência) ao meio ambiente natural. 216 e 218). criações artísticas (ex. tecnológicas. mas deve ser galgada com o mínimo impacto ambiental possível.: arts. O desenvolvimento é uma pretensão legitima. científicos etc. 6) Temos dentre os objetivos da CF a garantia desenvolvimento e um capítulo sobre meio ambiente.

em sua maioria. de maneira sustentável. no sentido de que não cabe MS quando couber Ação Popular. O direito ambiental abraçou a concepção de desenvolvimento sustentável como seu principio informador. Findado nesta mesma doutrina é a Súmula 101 do STJ. §2º e 186) e o CC (1228. §1º). é perfeitamente possível se invocar o cumprimento de uma função social. Sendo assim. inclusive com uma face voltada para o mercado de consumo . Deve-se ressaltar a existência de entendimentos contrários. economicamente apropriados para a satisfação das necessidades humanas. diante de atitudes ativas de proteção ambiental. percebe-se que a proteção ao meio ambiente está incluído dentro da exigência geral de cumprimento de uma função social por parte da propriedade privada. o direito econômico.016/09. bem como de suas implicações sociais. Entende a doutrina que os autores do projeto de lei (Gilmar Mendes e Arnauld Duvald) filiaram-se à corrente doutrinária que entende que diante da indeterminação dos titulares do direito difuso. justamente. a manutenção e a preservação dos recursos naturais que serão. cujo meio ambiente é um dos seus mais evidentes exemplos. cabendo ao Poder Público avaliar a suficiência da conduta para configuração da obediência quanto à função. não pode haver direito liquido e certo. Não há como considerar que uma propriedade cumpre função social se não há preservação do meio ambiente. É comum ouvir-se que se exige o cumprimento de uma ―função sócio-ambiental‖ da propriedade privada. haja vista que ele disciplina e regula. 106 . 9) A função social da propriedade pode ser considerada no que se refere à proteção ao meio ambiente? Então poderia se invocar na defesa da propriedade a função social no que se refere à proteção ambiental? Resposta: Analisando a CRF (182. por parte do proprietário.o consumo sustentável.De acordo com a Lei 12. do mesmo modo. a lei não inclui dentre as possibilidades de objeto do MSC os direitos difusos. o MSC presta-se para a defesa de direitos coletivos stricto sensu e individuais homogêneos. Ou seja. 10) O que significa a expressão direito ambiental como direito econômico? Como se denomina o equilíbrio? Resposta: Não se pode estudar e implementar o Direito Ambiental sem a consideração de seus aspectos econômicos.

certo é que o gênero é integrado também por outras espécies: artificial. especialmente naquilo que diz respeito a sua interação com o homem‖ (Trennephol.10.1. 2010. Os princípios possuem maior grau de abstração que as regras.: bibliotecas. em verdadeiro processo de juridicização. A CRF dá relevo a essa proteção nos arts. Questões do TRF3 1. destaca-se que 107 . Além disso. O meio ambiente artificial é constituído pelo espaço urbano construído. Os princípios são considerados verdadeiras normas (juntamente com as regras) e não simples diretrizes hermenêuticas. sem que seja possível haver a superação completa de um dos dois vetores no caso concreto. a proteção ambiental e o desenvolvimento econômico se encontram em nítida harmonia. 1.1. justamente. ―desenvolvimento sustentável‖. Ex. cultural e do trabalho. Resposta: ―O direito ambiental é a ciência que estuda os princípios e normas relativas ao meio ambiente.No conceito de desenvolvimento sustentável.10. Por fim. derrubando o senso vulgar de que ambos sejam ideais antagônicos. cultural. instalações científicas etc. Didaticamente o meio ambiente é dividido em partes para fins de estudo: natural.3. artificial e do trabalho. museus. 11) Pode-se falar em meio ambiente artificial? Exemplo. 47).4. em que cada princípio ceda no limite da necessidade. Questões do TRF4 1) Conceitue direito ambiental. Resposta: Muito embora os conceitos de meio ambiente positivados na legislação nacional só leve em consideração (ou dêem prevalência) ao meio ambiente natural. como ocorre com as regras. O equilíbrio entre os dois princípios deve ser buscado por meio de um raciocínio de ponderação. fale sobre princípios. 182 e 183. o conflito entre princípios é resolvido por um juízo de ponderação (não há conflito entre eles) e não pela aplicação da regra do tudo-ou-nada. De acordo com Terence Trennepohl ―representa o direito ao bem-estar relacionado às cidades sustentáveis e aos objetivos da política urbana‖. p. O equilíbrio entre o direito econômico e o direito ambiental denomina-se.

5. da responsabilidade. do poluidor-pagador. da prevenção. Como se pode conceituar o direito ambiental nesse contexto? Resposta: Há basicamente duas correntes doutrinárias que debatem a forma com que o meio ambiente e a economia devem se relacionar: (i) o chamado ambientalismo social ou socioambientalismo . Pode-se indicar como princípios do direito ambiental: do direito humano fundamental. do desenvolvimento sustentável. e ambientalismo social. 02) Indique os princípios do direito ambiental. do equilíbrio. do limite. do usuário-pagador. da precaução. 03) O princípio da precaução equivale ao princípio da prevenção. da prevenção. No segundo caso. enquanto as regras são comandos definitivos. pelo simples interesse na manutenção dos bens ambientais. da precaução. de um lado. democrático etc. por exemplo.busca localizar o ser humano no centro do direito ambiental (corresponde ao comando do nosso legislador constitucional ao definir o principio da dignidade da pessoa humana como um dos princípios basilares de nosso ordenamento jurídico). Questões do TRF5 01) Fala-se em preservacionismo (corrente doutrinária mais clássica). Resposta: 108 .princípios são mandamentos de otimização (Alexy). do poluidor-pagador. na condição de direito fundamental e essencial à sadia qualidade de vida das presentes e futuras gerações. do equilíbrio. do desenvolvimento sustentável. o direito ambiental seria conceituado como o conjunto de regras e princípios que visam à preservação do meio ambiente. considerando. o direito ambiental visaria à preservação do meio ambiente. do limite. No primeiro caso. de outro. Tende a seguir modelos de preservação ambiental importados de países desenvolvidos. da responsabilidade. que as populações tradicionais e os pobres de uma maneira geral são uma ameaça à conservação ambiental e que as unidades de conservação deveriam ser permanentemente deles protegidas. do usuário-pagador. democrático etc.10. Resposta: Pode-se indicar como princípios: do direito humano fundamental. (ii) o preservacionismo ou movimento ambiental tradicional – dá maior prevalência aos bens ambientais.1. 1.

imagino que seja possível defender a existência apenas de uma zona cinzenta entre as duas disciplinas independentes. inclusive com uma face voltada para o mercado de consumo . o direito econômico. em decorrência de atividades potencialmente causadoras de impacto ambiental. 05) Você entende que o Dir. Todavia. economicamente apropriados para a satisfação das necessidades humanas. Deve-se destacar que o direito ambiental abraçou a concepção de desenvolvimento sustentável como seu principio informador. 109 . incide sobre situações em que o dano é potencial.o consumo sustentável. não havendo certeza científica de que a obra ou atividade causará danos ao meio ambiente. Direito Ambiental é parte do Direito Econômico. O princípio da prevenção atua no sentido de evitar os efeitos nocivos ao meio ambiente. justamente. pois já há estudos científicos que atestam essa conseqüência por parte da atividade ou obra. Considero que existem metodologias próprias e outras preocupações que não se encaixam na larga zona de intersecção. visando à utilização racional dos recursos ambientais. Já o princípio da precaução. a manutenção e a preservação dos recursos naturais que serão. em cada caso concreto. em sua maioria. haja vista que ele disciplina e regula. por parte de atividade sabidamente danosa. do mesmo modo. vez que orienta as forças produtivas. bem como de suas implicações sociais. Ambiental integra o Direito Econômico? Resposta: Na visão de Paulo de Bessa Antunes. o dano é certo.Pode-se dizer que ambos os princípios visam a evitar danos ao meio ambiente. Os estudos ou não existem ou não são conclusivos a esse respeito. 04) Em que medida pode se identificar a natureza econômica das normas de direito ambiental? Resposta: Não se pode estudar e implementar o Direito Ambiental sem a consideração de seus aspectos econômicos. Ou seja. Consiste em evitar que medidas de proteção sejam adiadas em razão dessa incerteza que circunda os eventuais danos.

11. por meio do qual tem a prerrogativa de solucionar os conflitos (aplicar a lei ao caso concreto). Estado e Território. 2) Em que consiste o direito de jurisdição de um Estado? Resposta: Trata-se do poder decorrente da soberania. Resposta: Segundo a TEORIA MON STICA (ESTATISMO JUR DICO): (a) Estado e Direito confundem-se em uma só realidade. (d) Desenvolveu Rodolf Von Ihering: ―regra jurídica sem coação é uma contradição em si‖ o fogo que não queima ou a luz que não ilumina. Para a TEORIA DUAL STICA (PLURAL STICA): (a) Estado e Direito são duas realidades (modalidades) distintas.1. Também é indicado como uma das funções. Ressalta-se a existência da TEORIA DO PARALELISMO para quem Estado e Direito são realidades distintas.1. (e) Como só existe o Direito emanado do Estado. porém necessariamente interdependentes. Miguel Reale criou a Teoria Tridimensional do Estado e do Direito. as normas de Direito costumeiro e as regras. Imunidade de Jurisdição. Com base nessa teoria. não estatal. segundo clássica tripartição de Montesquiau.11. independentes e inconfundíveis.1. ambos se confundem em uma só realidade. mediante a aplicação de sua normas jurídicas. 1. Questões do TRF1 1) Direito e Estado se confundem? Ou Direito é algo e Estado é outro algo? Teoria Dualista e Teoria Monista (Estado e Direito é um só ente). Direito Internacional Público e Privado 1. A jurisdição é uma das parcelas do poder soberano do Estado. Admitiu a pluralidade das fontes do Direito Positivo e demonstrou que as normas jurídicas têm sua origem no corpo social. O que provém do Estado é categoria especial do Direito = ao Direito Positivo. o qual é um dos seus elementos de formação. A função do Estado é de positivar o Direito (traduzir em normas escritas os princípios que se afirmam na consciência social). (b) O Estado não é a fonte única do Direito. (c) O Direito é criação social. (c) quem dá vida ao direito é o Estado através da força coercitiva. Personalidade Internacional. (d) Léon Duguit condenou o monismo. (b) Só existe o direito estatal (não se podendo admitir qualquer regra jurídica fora do Estado). as quais deverão ser respeitadas no espaço do seu território.1. mas também existem os princípios do Direito Natural.11. 110 .

Com efeito. por possuir relação jurídica com o próprio Estado de origem.3) Como esta jurisdição de certa forma é até uma manifestação de soberania o que o senhor me diz a respeito de intervenção internacional em Estado para proteção dos direito humanos. no caso brasileiro. em maio de 1824. Com a Carta da ONU. é possível? A China e algumas poucas potências têm posição peculiar que impedem tais medidas? Tem cadeira permanente no Conselho de Segurança. com direito de veto. resta combatida a existência de uma imunidade supra legem do próprio Estado. 399). portanto. Resposta: O princípio da não-intervenção é corolário da soberania. o agente diplomático. tributaria e também a trabalhista? Resposta: A princípio. cível. rejeitam a idéia de intervenção armada internacional. com base em uma antiga regra consuetudinária. Essa tese. goza do benefício da imunidade de jurisdição penal. Dentre estes está a violação aos Direitos Humanos. Por outro lado. A decisão baseou-se na evolução do instituto em âmbito internacional. entretanto. cível. pois incentivavam a independência de todas as colônias da America. As decisões do Supremo Tribunal Federal eram no sentido de reconhecer a imunidade absoluta do Estado. na medida em que afastados da rotina puramente diplomática e/ou consular (os chamados atos de impérios que ainda se vêm protegidos pela imunidade). ambos com assentos permanentes no Conselho de Segurança e. 111 . apesar de não prevista nos Tratados e Convenções. tributária e trabalhista. foi revista a partir de decisão proferida por aquela Corte no famigerado caso "Genny". entendeu-se pela inexistência de suporte para a exclusão dos entes de direito público à jurisdição doméstica em casos que envolvam os atos de pura gestão. 4) Existe a imunidade de jurisdição que os países concedem um ao outro. 5) Qual foi o primeiro Estado a reconhecer o Brasil como nação independente de Portugal? Resposta: Foram os Estados Unidos da América. para o efetivo cumprimento dos propósitos das Nacões Unidas (art. alcança a jurisdição penal. especialmente em foro trabalhista. abandonados que são das normas das Convenções Internacionais. mediante autorização do Conselho de Segurança. Tanto a China como a Rússia. 518) e resolucão de situacões específicas. onde foi proferido o clássico voto vista do então Ministro FRANCISCO REZEK. salvo renúncia. Mas existem exceções: exercício da legítima defesa (art. passou a ser vedado o uso da força (o que é mais abangente que ―Guerra‖).

com duas ou mais fontes de elaboração do Direito e igual número de esferas de poder público. que tinham o papel de embaixadores naquela época. não se faz necessário que haja o reconhecimento da qualidade de Estado por parte das outras nações soberanas. em razão de sua soberania. O Estado simples ou unitário é a forma de Estado em que.2. o que não significa que não haja um Estado soberano e independente. Os Estados compostos são uniões de Estados (dois ou mais). os privilégios eram concedidos de acordo com a classe social a que pertenciam. eram enviados para negociar em outras terras em nome do soberano e protegidos pelo Deus Hermes. Atos de Império e atos de gestão. portanto. que se formam por motivos diversos. confederação. de não ser submetido ao poder jurisdicional de outro Estado. união real. 7) Como se dá a formação do Estado? Quais os elementos? Resposta: O Estado se forma a partir do momento em que se reúnem seus TRÊS elementos: território.1. Na Idade Média. e os representantes de seus tribunais gozavam de imuni112 . apenas existe a autoridade nacional como única fonte de Direito. ainda que dividido administrativamente. 1.: união pessoal. Tal reconhecimento não tem efeito constitutivo. fusão. Estado Federal. Pode acontecer de algum Estado não reconhecer o governo ou os ocupantes do poder de outro Estado. numa só esfera de poder público. Ex.6) Qual a diferença entre Estado Simples e Estado Composto? Resposta: Trata-se de classificação quanto à forma de Estado. onde os mensageiros. São esses elementos que permitem o exercício das prerrogativas estatais e lhe conferem soberania.11. Questões do TRF2 1) Imunidade de Jurisdição. comunidade humana assentada em tal área e governo independente (não subordinado a qualquer poder externo). para um todo político e homogêneo. Resposta: A imunidade de jurisdição é o direito reconhecido a cada Estado. Histórico. A Igreja tinha imunidade irrestrita e absoluta. A primeira ideia de imunidade de jurisdição tem origem na Antiguidade Clássica. Entende-se que a partir do momento em que esses elementos são reunidos.

Relator Ministro Caputo Bastos. 2) Qual a normativa brasileira em relação às organizações internacionais? Resposta: Embora haja divergência jurisprudencial. por conseguinte. percebe-se uma limitação da imunidade de jurisdição absoluta. (…) Isso representaria. (…) Não têm. no exercício de suas atividades negociais. a imunidade de jurisdição. nacionais do Estado acreditante. os organismos internacionais permanecem. segue-se a regra de que a imunidade de jurisdição rege-se pelo que se encontra efetivamente avençado nos referidos tratados de sede. cível.784/1950. tem prevalecido o entendimento adotado por alguns do TST (aguarda-se decisão do STF sobre o assunto). das comunicações e sobre arquivos e documentos (exceto quanto à bagagem). Na lição de Franco Filho (1998. Quanto aos demais funcionários. também conhecida como "Convenção de Londres". residencial. têm proteção? Resposta: Os funcionário nacionais do Estado acreditado não precisam da proteção das imunidades.‖ 3) E os funcionários do Estado estrangeiro. que eram considerados como pessoas acima de tudo e de todos. § 2º. a sua imunidade de jurisdição pautada pela regra costumeira internacional. 5º. No campo 113 . soberano. a partir de 2009. enquanto que os atos de gestão são aqueles praticados pelo Estado em condições similares a um particular. portanto. 315). os atos de império são aqueles praticados pelo Estado investido em seu poder de império.9. encontra-se plenamente assegurada na Convenção sobre Privilégios e Imunidades das Nações Unidas. (…). Em relação a eles. salvo se objeto de renúncia expressa. do veículo. no que pertine aos atos de gestão. tributaria e inviolabilidade pessoal. Por todos. p. portanto. o processo nº TST-E-ED-RR-900/2004-019-10-00. cite-se. em última análise. de análise perante o Judiciário alheio. (…) Assim.dade absoluta porque julgavam pelas leis divinas. com a evolução econômica. sendo impraticável. tradicionalmente aplicável aos Estados estrangeiros. cuja inviolabilidade encontra-se constitucionalmente assegurada (art. Na época dos Estados absolutistas. a quebra de um pacto internacional. da CF/88). é preciso diferenciar. No caso específico da ONU. passíveis. sua submissão ao poder Judiciário de outro Estado. em regra. os embaixadores eram mensageiros dos reis. e não podiam ser submetidos à jurisdição comum No século XX. porque amparada em norma de cunho internacional. não podem os organismos ter a sua imunidade de jurisdição relativizada[inclusive em ações trabalhistas]. Missão diplomática: (i) o pessoal administrativo e técnico da missão goza de imunidades: penal. ratificada pelo Brasil por meio do Decreto nº 27. Data de Julgamento 03/09/2009: ―Diferentemente dos Estados estrangeiros. detentores do privilégio da imunidade absoluta.

de 1961 e a Convencão de Viena. ou para lá exportar). ou seja. bem como em relacão ao trato bilateral dos assuntos de Estado. Funcionários consulares: gozam de inviolabilidade física e imunidade processual penal ou cível apenas no que se refere aos atos de ofício. 5) Há diferença de imunidade penal de diplomata e cônsul? Resposta: Todas as garantias e privilégios que os diplomatas possuem os cônsules de carreira também têm. quanto à imunidade de jurisdição penal local. ambas ratificadas pelo Brasil. estabelecendo. seguindo a licão de REZEK. sobre as Relacões Consulares. o cônsul só goza dessa garantia durante o exercício profissional e em relação aos atos decorrentes da sua função. Assim. autoriza a instauração de procedimentos penais contra funcionários consulares (artigo 41). que ali se encontrem em qualquer título e os de elementos locais que tencionem visitar. que possui uma imunidade penal relativa em relação à imunidade dos diplomatas. A Convenção de Viena de 1963. (ii) o pessoal de serviço gozará apenas de imunidades quanto aos atos praticados no exercício das funções e isenção de impostos e taxas sobre os salários que perceberem (lembrando: desde que não sejam nacionais do Estado acreditado). todavia. uma para representação consular e outra para relações diplomáticas? Resposta: O tema relativo aos privilégios e imunidades concernentes às relacões diplomáticas e consulares foi tratado por duas convencões: a Convencão de Viena sobre as Relacões Diplomáticas. os praticados no exercício das funções consulares. por exemplo. diretrizes com a finalidade de que não sejam prejudicadas as suas funções consulares.cível a imunidade abrange apenas os atos relacionados ao exercício da função. Observo. Somente podem ser detidos em caso de crime grave e com ordem judicial da autoridade competente. porém de maneira mais restrita. no Estado em que se encontra. por exemplo. de interesses privados (interesses dos compatriotas. Já decidiu o STF que pode o Cônsul ser preso em caso de crime grave. de 1963. isto é. 4) Por que duas convenções internacionais. oficiais. ao passo que o consul representa o Estado de origem para o fim de cuidar. Pode-se dizer. que o motivo de se ter concluído por duas convencões leva em conta o fato de o diplomata representar o Estado de origem sujeito a soberania local. aquele país. portanto. mediante ordem da autoridade competente ou a partir de sentença condenatória transitada em julgado. 114 . de lá exportar bens.

no que se refere às sedes de suas representações oficiais no Estado acreditado. Isso alterou a interpretação das convenções internacionais anteriormente assinadas? (O caso era de reconhecimento de paternidade de diplomata) Resposta: Foi a partir de 89 que o STF alterou o seu entendimento acerca da natureza da imunidade de jurisdição dos Estados estrangeiros: de absoluta. caso emblemático. sobre algumas imunidades do Estado. a sentença e o acórdão recorrido não haviam conhecido do pedido. O imóvel é foreiro. apenas. pela sua transferência onerosa. na Barra. diante da imunidade de jurisdição. o que não afasta a possibilidade de haver renúncia à imunidade por parte do Estado acreditado ou de ser o diplomata processado em seu país de origem. não se estendendo à família. de 1985. regidos pelas Convenções de Viena de 1961 e 1963. Tal imunidade. respectivamente. a decisão não atinge os regimes das imunidades dos Diplomatas e Cônsules. a qual foi alegada pelo Embaixador da Colômbia. 115 . A doutrina e a jurisprudência entendem que o laudêmio não tem natureza tributária. em relação aos atos de gestão. aplica-se aos impostos diretos. 7) O consulado americano compra terreno para colocar sua representação. Em relação aos cônsules honorários é importante que se diga que as imunidades são restritas aos atos relacionados ao exercício das suas funções. Após pesquisa. De toda forma. ressalvadas a exceções trazidas pela própria Convenção de Viena. o processo deve ser conduzido com as deferências devidas ao agente e de maneira a pouco perturbar as funções consulares. Como referencia à ação de investigação de paternidade proposta em face de diplomata. em processo de investigação de paternidade em face de diplomata. 6) A partir de 89. Min.HC 81158/RJ. Todavia. a princípio está abrangida pela imunidade de jurisdição civil. em que o Tribunal não conheceu do recurso por falta de prequestionamento. então. No acórdão. encontrei o acórdão do STF no RE nº 104262 (Rel. o STF reafirma considerar a imunidade de jurisdição do diplomata absoluto. mas de mera compensação paga pelo proprietário do domínio útil. Pode a União cobrar o laudêmio? Resposta: Aos Estados estrangeiros é reconhecida imunidade tributária. Na ocasião. para relativa. Rafael Mayer).

pode a União cobrar laudêmio pela transferência do imóvel em questão. não pode o Município cobrar IPTU sobre os imóveis pertencentes a Estados estrangeiros. para que ele exerça o direito à imunidade (ou a ela renuncie). comunicar o Estado estrangeiro. (vi) impostos sobre o capital. (iv) tarifas de serviço público. 10) Imunidade do diplomata para as ações de responsabilidade civil. a obrigação de pagar é do alienante. São exceções à imunidade tributária: (i) ações que envolvem imóvel particular do diplomata. (iii) tributos indiretos. com exceção do residencial. Discorra. 116 . a princípio.Assim. A princípio. (caso da indenização do embaixador que bateu com o carro) Resposta: Segundo a Convenção de Viena de 1961. Segundo jurisprudência que se formou no Brasil. ainda que particular. Ou seja. o imóvel residencial. Sendo assim. deve o juiz. referentes a investimentos em empresas no Estado acreditado. Ademais. 8) Se o diplomata compra imóvel para morar e recebe IPTU. ele pode ser cobrado? Resposta: De acordo com Paulo Henrique Gonçalves Portela. a imunidade é conferida em favor do Estado acreditante (e não da pessoa do diplomata). a imunidade tributaria do diplomata não abrange os imóveis particulares do diplomata. não pode ser contra ele proposta uma ação de responsabilidade civil. o município pode cobrar IPTU de imóveis daqueles Estados? Resposta: Tanto no STF como no STJ é pacífico que Estados Estrangeiros gozam de imunidade tributária. Lembrando que. Mas. salvo estipulação contratual em contrario. é abrangido pela imunidade tributária. o diplomata tem imunidade de jurisdição civil. 9) No caso de Estado estrangeiro. não podendo dele ser cobrado IPTU (tributo direto). de maneira que pode ser por ele renunciada. segundo a mesma Convenção. (v) tributos incidentes sobre rendimentos privados auferidos do Estado acreditado. portanto. o diplomata deve respeitar as leis e regulamentos do Estado acreditado. ainda assim. que não o residencial. ao receber a petição inicial em que se formula pedido de reparação em face de agente que goze de imunidade. (ii) causas sucessórias a título pessoal. A prática demonstra que em casos de abuso por parte do diplomata.

que ainda prevalece o entendimento de que a imunidade de execução é absoluta. são excluídas da esfera da imunidade de jurisdição do Estado estrangeiro. permitindo o processamento.5. Nada obsta que o Estado estrangeiro a ela renuncie. no que pertine aos atos de gestão (decorrentes da pratica de aos privados e comerciais). podendo este ser processado e condenado a arcar com a indenização correlata. poderia ser o Estado condenado. haja vista a imunidade tributária de que goza os Estados estrangeiros. Questões do TRF3 1) A imunidade de Estado estrangeiro à jurisdição brasileira é absoluta? E em um caso de indenização por acidente automobilístico? Resposta: Segundo evolução acerca do tema imunidade dos Estados estrangeiros.11. Como tal. porém. com arrimo doutrinário. Não se deve esquecer. Questões do TRF4 1. que seja proposta ação no Estado de origem do diplomata. seguindo a linha da jurisprudência que se formou no âmbito do STF.11.11.1.4. porém. no que pertine aos tributos indiretos.1. Questões do TRF5 01) Se o presidente descumprir uma convenção internacional. 11) IPTU de consulados. qual o tipo de repressão que o Brasil pode sofrer? 117 . Note-se que se a ação fosse contra o Estado estrangeiro (não contra o diplomata). é possível? Resposta: Não é possível. em função da relativização da imunidade no que tange a atos de gestão. mesmo em condenações que decorram de atos de gestão.3. em relação às sedes de suas representações. 1.1. entende-se que possuem imunidade absoluta em relação aos atos de império (decorrentes do exercício da soberania) e relativa. também as ações de responsabilidade civil são consideradas como decorrentes de atos de gestão. 1. Assim como as obrigações trabalhistas. Nada impede.o Estado de origem renuncia à imunidade.

os indivíduos. quebra de ralação diplomática. por exemplo. como cabe ao Estado definir órgãos e autoridades encarregados de representá-los nas relações internacionais. beligerantes e blocos regionais. veementemente. essa é uma tarefa difícil. que embora possa se entender que possuem personalidade de direito internacional. De toda forma. A Constituição de 1891 previa expressamente essa possibilidade. 02) Quais os entes que estão legitimados a celebrar convenções. apenas os Estados e as Organizações Internacionais podem celebrar tratados. com expulsão de diplomatas do país. também as unidades subnacionais podem fazê-lo. Atualmente. Deve-se destacar. nas situações permitidas pelas normas internacionais. Mas não é normal. I da CRF). E. mas contratos. pois o direito de convenção dos Estados está ligado à soberania. ainda assim. Em caráter excepcional. pois dependem de o Brasil fazer parte da entidade e de celebrar um acordo de garantia. Destaque-se que os aos celebrados pelos Estados-membros com o BIRD ou Banco Mundial. em caráter excepcional. através de órgãos aos quais atribuem competência para tal. 03) Unidades federadas não dotadas de soberania podem firmar tratados? Resposta: Sim. aplicam-se os mecanismos de sanção do ordenamento interno. reparações financeiras.: Alemanha e Suíça). não são tratados. atributo do qual não são dotadas. Inicialmente. compete à União concluir tratados (22. Quando as normas internacionais forem aplicáveis internamente. tratados. as empresas e as ONG‘s não têm capacidade para celebração de tratados. envio de tropas da ONU e até intervenção militar. precisaram da participação da União.Resposta: Diante da inexistência de órgãos internacionais centrais encarregados da tarefa de aplicação de sanções pela violação de normas internacionais. Mas é preciso acrescentar à relação outro sujeitos de direito internacional que também ostentam essa prerrogativa: Santa Sé. podem ser citadas: retaliações comerciais. é teoricamente possível que uma unidade federada possa receber tal indicação (ex. pactos? Resposta: Tradicionalmente. 118 . o que inclui a celebração de tratados.

2) Como Durkheim conceitua o fato social? Resposta: 3) Qual a perspectiva de direito e comunicação social? Resposta: 4) Qual a diferença de fato social e fato biológico? Resposta: 1.1. Sociologia do Direito 1. porque o homem é um ser naturalmente carente.12. portanto. A sociabilidade faz parte da natureza do homem.12.: não tenho certeza se era isso que o examinador queria.1.1.2. estando mal inserida.12. Obs. Questões do TRF1 1) Qual a teoria predominante em relação à natureza e a sociabilidade. mas não encontrei. 1. Acho que a questão não trata de ―fato social‖. E algo natural como o que existe independentemente da participação do homem ou da sua interação com outros semelhantes.1. que necessita de coisas e de outras pessoas para alcançar a sua plenitude.1.12. Questões do TRF2 119 . Fato Social – Conceito. Procurei muito. Algo social pode ser entendido como o decorrente das relações entre os indivíduos. o que é o algo social e o algo natural? Resposta: Aristóteles fundamenta a tese que ―o homem é um animal social‖ dizendo que a união entre os homens é natural.

1. Para a teria pós120 .13. 2) Pode haver um direito injusto? Resposta: Segundo a teoria positivista. estando livre de qualquer concepção social ou valorativa.1.13. O Justo e o Direito 1.13. levando-se em conta a norma e associando a esta aluns contextos fáticos e axiológicos.12. comparando-a com a posição de Kelsen para quem o direito é puramente norma.1. se limitando a decidir de acordo com o direito vigente.1. obriga e se impõe a todos. a sociologia. Questões do TRF5 1. Questões do TRF1 DESSE PONTO EM DIANTE: RESPOSTAS ELABORADAS POR DIEGO LEONARDO ANDRADE DE OLIVEIRA 1. a lei pode ser injusta e opressiva. Filosofia do Direito 1. Questões do TRF3 1. O estudioso caminha para especificar uma ciência que não se confunda com a psicologia. o direito deveria ser entendido como norma. a política e a moral. Os juízes devem assumir uma postura de neutralidade.3. o Direito. Resposta: Para Kelsen.1. é libertar a ciência jurídica de todos os elementos que não lhe são próprios. pelo simples fato de ser positivo. deve ser obedecido incondicionalmente. O principio metodológico fundamental da sua obra Teoria Pura do Direito. valor e fato.1. A teoria desenvolvida por Miguel Reale contrapõe a concepção de Kelsen em reconhecer o Direito como um sistema de normas. mas enquanto não for revogada.1.1.5. Questões do TRF1 1) O que é o Direito? Trace um parâmetro entre o conceito tridimensional de Miguel Reale de norma. Para Miguel Reale não há como compreender o Direito sem levar em conta os fatos e os valores.12. Dentro desta sistemática que é concebida a sua teoria tridimensional.13.1.12.4. Deste modo. Questões do TRF4 1.

portanto.). as mudanças. São estabelecidos por normas de eficácia plena e de eficácia contida. é capaz de propor alterações a esse mesmo meio. já entramos na parte da positivação. São direitos prestacionais ou direitos a uma prestação. a individualidade. 2) Prosseguindo. tanto no momento de reconhecimento de sua validade como no momento de sua aplicação. A sociedade é dissociada do indivíduo? Resposta: Os direitos de 1ª Geração buscam garantir a liberdade do indivíduo diante do arbítrio estatal. As normas são de eficácia limitada programáticas. esta pretensão se cria. e os princípio fundamentais. pois necessitam da prestação do Estado.positivista. Os direitos de 2ª Geração buscam realizar a igualdade material. 3) Comprometida com a ordem interna nacional. Os direitos sociais exigem uma prestação do Estado. Têm menor eficácia e efetividade que os direitos de 1ª geração. São direitos que exigem uma abstenção do Estado. o senhor sabe distinguir o preâmbulo dos princípios fundamentais do art. o funcionário público. segundo a classificação de Jellinek. o senhor poderia falar um pouco sobre isso? Estes direitos sociais também são direito do indivíduo. Os direitos individuais são direitos de defesa (direitos civis) e de participação (direitos políticos). Servem de parâmetro para o controle de 121 . embora as individualidades restem diluídas em meio à massificação das ideias e dos pensamentos. pois consagra valores supremos da sociedade. é o homem pretende-se. 1º da CF/88? O art. Ademais não pode ser utilizado como parâmetro para o controle de constitucionalidade. par que esta pretensão se torne factível. mas domínio da política ou da história. pertencendo ao domínio do Direito. que se sobrepõe à questão do princípio e regra. criança etc. 1º faz parte do comando positivado do ordenamento? O preâmbulo é a pretensão institucional. Possuem caráter positivo. direitos sociais e individuais. Os princípios fundamentais do art. São direitos coletivos basicamente (idoso. estes princípios. auxiliando na interpretação da Constituição. a imprensa. Os direitos sociais são direitos dos indivíduos integrantes do grupo. esta dicotomia. o direito depende da moral. pois. As garantias de 2ª geração surgiram como garantias institucionais: protegem a família. o progresso. 1º da CF são normas jurídicas (valores positivados). Isto é. direitos negativos. A sociedade não é dissociada do indivíduo. são. direito extremamente injusto não poderia ser considerado direito. o desenvolvimento da sociedade têm por embrião o pensamento inovador individual. Trata-se apenas de uma diretriz hermenêutica. logo. ao mesmo tempo em que é condicionada pelo meio social. os fins visados pela Constituição. o senhor saberia me distinguir? Resposta: O preâmbulo não se situa no domínio do direito.

4) Qual a diferença entre Filosofia.constitucinalidade. 5) O que é epistemologia? Resposta: Epistemologia (do grego episteme = conhecimento. nas realizações práticas e nas produções industriais e econômicas. à mente e à linguagem. ou seja. e logos = estudo de). aplicadas por subsunção. a análise conceptual. Entre as principais questões debatidas pela epistemologia destacam-se: O que é o conhecimento? Como obtemos conhecimento? Como defender os nossos modos de conhecer das investidas do ceticismo? 122 . Contrariamente à ciência. por outro lado. de acordo com as possibilidades fáticas e jurídicas existentes (Robert Alexy). de gestão. São. normas que ordenam que algo seja cumprido na medida exata de suas prescrições. do conhecimento científico ou teórico. geralmente oriundos de inovações empíricas. está lá para transformá-lo. Os princípios são ―mandamentos de otimização‖. ou seja. normas que ordenam que algo seja cumprido na maior medida possível. à verdade. diferencia-se das pesquisas científicas por geralmente não recorrer a procedimentos empíricos em suas investigações. As regras são ―mandamentos de definição‖. Ciência e Técnica? Resposta: Filosofia é o estudo de problemas fundamentais relacionados à existência. Segundo Ronald Dworkin. São aplicados por ponderação. de manutenção. a técnica não tem por vocação interpretar o mundo. ao conhecimento. as regras impõem resultados. a sua vocação é prática e não teórica. ciência. ciência refere-se ao sistema de adquirir conhecimento baseado no método científico bem como ao corpo organizado de conhecimento conseguido através de tais pesquisas. e de eliminação dos desperdícios. A técnica refere-se às aplicações da ciência. também chamada de teoria do conhecimento. A técnica cobre assim o conjunto dos métodos de fabrico. Em sentido estrito. a filosofia se distingue da mitologia e da religião por sua ênfase em argumentos racionais. Em sentido amplo. é o ramo da filosofia que trata da natureza. ciência refere-se a qualquer conhecimento ou prática sistemáticos. via de regra. Entre seus métodos. Ao abordar esses problemas. aos valores morais e estéticos. É a lógica do mais ou menos. estão a argumentação lógica. as experiências de pensamento e outros métodos a priori. que utilizam métodos procedentes de conhecimentos científicos ou simplesmente métodos ditados pela prática de certos ofícios. reciclagem. das origens e da validade do conhecimento. obedecendo à formula do tudo ou nada (ou são ou não são aplicadas).

ao mesmo tempo. em Direito. O contraditório é essencial para que se alcance a justa composição da lide. É o termo que designa. A defesa técnica no Processo Penal é irrenunciável. Assim. o termo justiça denota. 7) O que é justiça? Resposta: A principal definição da palavra Justiça é: a virtude de dar a cada um aquilo que lhe é merecido ou que é seu por direito legal (direito definido nas leis do país).6) Art. É imparcialidade na interpretação do ordenamento jurídico. o direito e a razão. justo é tanto aquele que cumpre a lei (justiça em sentido estrito) quanto aquele que realiza a igualdade (justiça em sentido universal). a falta da defesa constitui nulidade absoluta. exige-se a defesa técnica. o conjunto de órgãos e funções que compõem o Poder Judiciário. ―no processo penal. Questões do TRF4 123 . sendo inviável condenação de réu revel. O que é a defesa no processo penal? É possível a realização da justiça sem defesa? Resposta: (não entendi a referência ao art. No processo penal. Justiça é. mas a sua deficiência só o anulará se houver prova de prejuízo para o réu‖. Segundo a súmula 523 do STF.1.1.1. podemos afirma que não é possível a realização de justiça sem defesa.3. no processo penal. É a faculdade de julgar segundo o que prescreve a lei. aquilo que se faz de acordo com o direito.13.4. Diferente do que ocorre no processo civil. o conjunto de magistrados judiciais e pessoas que servem junto deles. 1. isto é. Isso inclui todo o pessoal dum tribunal e o próprio Poder Judiciário. Questões do TRF3 1. legalidade e igualdade.13. Justiça também é a faculdade de julgar segundo o direito e a melhor consciência. onde prevalece o valor segurança jurídica sobre a justiça (admite-se condenação de réu revel). No Brasil. Questões do TRF2 1.13. 133 do CPP). também. defesa consiste em direito subjetivo inafastável do réu de opor-se ao direito de ação. Segundo Aristóteles. Nesse diapasão. 133 do CPP – indispensabilidade.2.

o poder constituinte derivado é condicionado.1. não se sujeita a formas prefixadas para operar. Questões do TRF5 2. limitado e subordinado às disposições estabelecidas pelo Poder Constituinte Originário.1.1.1. contínuo. portanto. até porque não haveria segurança das relações se assim fosse‖.1. Por sua vez. instituído. poder de fato. por isso mesmo de um poder permanente.5. apresentando as seguintes características: inicial (funda o ordenamento jurídico). uma das espécies do Poder Constituinte. Ponto 02 2. e autônomo. Por ser um poder jurídico. uma das características do poder constituinte originário é a latência: ―é um poder latente.1.1. Ele subsiste fora da Constituição e está apto para se manifestar a qualquer momento. o originário. As demais espécies de poder constituinte são poderes instituído (reformador e decorrente). da criação da CF.13. 3) Qual seria a diferença básica entre emenda e revisão? Resposta: Emenda e revisão são espécies do gênero reforma constitucional. consiste em poder político. como também é incondicionado. O poder constituinte originário.1. A emenda é recurso utilizado para realizar modificações em pontos específicos e localizados do texto mai124 . Questões do TRF1 1) Qual a diferença entre Poder Constituinte e Poder Constituído? Resposta: O Poder Constituído sempre será um poder jurídico. atemporal. e. Segundo Uadi Lâmmego Bulos. o Poder Constituinte Originário se esgota ou ele permanece? O que impede o Poder Constituinte Derivado de não poder violar as cláusulas pétreas? Resposta: Segundo Gilmar Medes. pois está pronto para ser acionado a qualquer momento‖. Trata-se de um poder de direito. entretanto. Trata-se. 2) Depois da realização. não costuma fazer-se ouvir a todo momento. limitado e condicionado. ―o poder constituinte originário não se esgota quando edita uma Constituição. incondicionado. Poder Constituinte Originário e Poder Constituinte Derivado 2. Direito Constitucional 2.

A revisão constitucional é recurso que objetiva mudar a constituição amplamente. 6) O que seria um Poder Constituinte Difuso? Resposta: O poder constituinte difuso é um poder de fato responsável pelas mutações constitucionais. implantando uma nova ordem jurídica. 1934. considerando-se aprovada se obtiver. os representantes eleitos pelo povo elaboram a constituição. em ambos. Doutrinariamente. em sessão unicameral (art. há diferenças quanto ao exercício do poder de reforme e do poder de revisão. Emenda é reforma de menor extensão. Na CF/88. Nessa hipótese. em dois turnos. descontentes com o sistema. contados da promulgação da Constituição. conclui que as vias normais de elaboração e reforma das constituições não funcionam. A emenda será discutida e votada em cada Casa do Congresso Nacional. um conjunto de pessoas. geralmente por meio de acordo. pelo voto da maioria absoluta dos membros do Congresso Nacional. exercitam o poder constituinte originário. 60. São tipos de modificação formal a emenda e a revisão constitucio125 . 1946 e 1988 advieram de assembleias constituintes. Revisão equivale a reforma de maior amplitude. 4) Dê um exemplo de um processo consensual de transição fora da hipótese de revolução. já a constituição norte-americana de 1787 foi elaborada por uma convenção constituinte. pela força. Na revolução. 5) O que seria o processo de descolonização. 3º do ADCT). da CF).or. A revisão constitucional será realizada após cinco anos. § 2º. dentro do processo consensual de transição? Resposta: Descolonização é o nome genérico dado ao processo pelo qual uma ou várias colônias adquirem ou recuperam a sua independência. e. um processo não traumático? Resposta: Uma exemplo de processo consensual de transição fora das hipóteses de revolução ocorre por meio de uma assembleia ou convenção constituinte. por parte da metrópole. da independência e soberania da colônia. seria o reconhecimento. Dentro do processo consensual de transição. daí se rebelam contra a ideia de Direito prevalecente. Exemplos: constituições brasileiras de 1891. a Constituição poderá ser modificada por meio de processo formal ou informal. que passaria a dispor do poder constituinte originário para fundação do seu próprio ordenamento jurídico. três quintos dos votos dos respectivos membros (art.

da CF. pois está pronto para ser acionado a qualquer momento. Características do poder constituinte derivado: (a) Secundariedade: não existe 126 . No Brasil. não pode o intérprete conferir significado à norma constitucional que não seja abrangida pelo seu texto. a função do Senado seria apenas a de dar publicidade à decisão do STF. (b) Autônomo: tem autonomia para decidir qual ideia de direito irá prevalecer. 52. é soberano. (e) Ilimitado: é ilimitado juridicamente (autônomo + incondicionado). (d) Latente: atemporal. em dois turnos. seja elas originárias ou fruto de emendas constitucionais. Para o Ministro. 8) Quais os veículos materiais do Poder Constituinte.1. 2. 7) Até aonde pode ir este poder difuso de mutação constitucional? Resposta: Como a mutação constitucional ocorre com a mudança da interpretação da constituição. Gilmar Mendes propôs a mutação constitucional do art. Questões do TRF2 1) Quais as características de poder constituinte originário e derivado? Resposta: Características essenciais do poder constituinte originário: (a) Inicial: ele dá início ao ordenamento jurídico (não existe outro poder antes ou acima dele). X. Mutação Constitucional não é a mudança do texto constitucional. Destarte. por três quintos dos votos dos respectivos membros. Ocorre que o texto da CF/88 é claro ao atribuir ao Senado a função de suspender a execução de lei declarada inconstitucional pelo STF no controle concreto. (c) Incondicionado: não se submete a qualquer tipo de condição (a assembleia constituinte decidirá qual será o procedimento a ser adotado). é possível a materialização do poder constituinte por meio de tratados internacionais sobre direitos humanos aprovados. é independente. Exemplo: defendendo a abstrativização do controle concreto de constitucionalidade. contínuo. o poder constituinte difuso encontra-se limitado pelo próprio texto constitucional. em cada Casa do Congresso Nacional. como ele se materializa? Resposta: (embora minha resposta seja óbvia. Já o processo informal evidencia-se na mutação constitucional.1. qual será o conteúdo da Constituição. mas a mudança da interpretação de um dispositivo constitucional.. O poder constituinte se materializa em normas formalmente constitucionais.2.nal. a minha interpretação não permitiu imaginar outra coisa).

(c) circunstanciais: a CF não pode ser emendada em estado de defesa. intrinsecamente ligados à dignidade humana. 4) Admite-se limitação implícita? 127 . são subdivididos em imanentes. VII. 75 e 93. (c) Condicionado e limitado: deve observar os limites previstos. representa uma forma de limitação extrajurídica ao poder constituinte. segundo a doutrina. (e) implícitas: as normas que fixam o procedimento e estabelecem quais são as cláusulas pétreas não podem ser reformadas (vedação da dupla revisão). transcendentes e heterônomos. do ângulo filosófico. institucionais e substanciais. A doutrina classifica esses limites em: ideológicos. (b) Subordinação: haure sua força na obra do poder constituinte originário. é certo que encontra. embora seja um poder ilimitado juridicamente. (d) temporais: a constituição não pode ser emendada durante certo prazo (não existe no Brasil). 28. seja por elencar direitos fundamentais.por si só. 34. (b) materiais: são as cláusulas pétreas. (b) princípios constitucionais extensíveis: tratam-se de normas de organização da União que se estendem aos Estados (ex. Quanto ao poder constituinte derivado. V). Os limites substanciais.: arts. Portanto. eis que representam responsabilidades e obrigações assumidas pelo Estado no plano externo. também se submete às barreiras extrajurídicas acima referidas. em estado de sítio e durante intervenção federal. haja vista provirem de imperativos éticos superiores. Limites transcendentes prendem-se aos direitos fundamentais. por sua vez. Já os limites heterônomos condicionam o exercício do poder constituinte às normas de Direito Internacional. sociológico. a DUDH. da CF. seja por declarar regras costumeiras de Direito Internacional de natureza imperativa (jus cogens). pois é necessário que exista uma constituição para prevê-lo. (c) princípios constitucionais estabelecidos: funcionam como balizas reguladoras da capacidade de auto-organização dos Estados. explícita e implicitamente. 3) Quais os tipos de limitação na CF? Quais as limitações ao Poder Constituinte Derivado? Resposta: As limitações ao poder constituinte derivado reformador são: (a) formais: ligam-se ao procedimento e legitimidade. 2) A Declaração Universal dos Direitos do Homem seria uma forma de limitação? Resposta: Com relação ao poder constituinte originário. limites ao seu exercício. econômico. além das limitações jurídicas impostas pelo poder originário. religioso e político. na constituição. Classificam-se as limitações do poder constituinte decorrente em três princípios: (a) princípios constitucionais sensíveis: art.

nesse caso. o mais frequente é a recepção tácita. § 4º. que são com ela compatíveis no seu conteúdo. em dois turnos. 6) Na superveniência de uma nova constituição. Essa convenção compõe o chamado bloco de constitucionalidade. indiretos ou inerentes são aqueles que não vêm prescritos pela linguagem do constitu8inte. 60.: Constituição de 1937). da CF (vedação da dupla revisão). pelo qual se busca conciliar a ação do poder constituinte originário com a necessidade de se obviar vácuos legislativos. tácitos. suprimido ou mudado. Exemplo: o constituinte reformador não pode suprimir o art. opera o fenômeno da recepção. embora sejam tão contundentes quanto os expressos. quem considere ocorrer caso de revogação e quem veja na hipótese uma inconstitucionalidade superveniente. Todavia. por três quintos dos votos dos respectivos membros. não podem ser recepcionadas. suja observância é obrigatória para se emendar ou revisar as constituições. 5º. O que foi prescrito pelo constituinte para uma reforma constitucional não pode ser atenuado. havendo sua revogação global. Prevalece na doutrina que as normas da constituição anterior. aqui. em 30 de março de 2007.Resposta: Sim. da CF. haja vista sua aprovação em cada Casa do Congresso Nacional. Se a norma anterior à constituição não guarda compatibilidade de conteúdo com esta. ainda assim serão recepcionadas com o status normativo prescrito pelo novo texto constitucional. que adotou a tese da revogação (não recepção). As normas que apresentam incompatibilidade meramente formal com a nova constituição. Às vezes a recepção é expressa (ex. 5) Há algum tratado de direitos humanos que já foi incorporado após a EC nº 45 pelo quórum de emenda? Resposta: A Convenção Internacional sobre os Direitos das Pessoas com Deficiência e seu Protocolo Facultativo. materialmente. Proíbem a reforma de normas que estatuem limites. mesmo que compatíveis com a nova constituição. foi incorporada ao Direito brasileiro com status de norma constitucional nos termos do art. A matéria provocou debate no STF. § 3º. as normas anteriores. Resposta: Na superveniência de uma nova constituição. Diz-se que. assinados em Nova York. 128 . Limites implícitos. a nova constituição. não continuará a vigorar. havendo. continuam em vigor. que corresponde a uma revalidação das normas que não desafiam. fale sobre a recepção de normas. Deve-se a Kelsen a teorização do fenômeno da recepção.

as cláusulas pétreas não significam a intangibilidade literal da respectiva disciplina. A vedação do anonimato é essencial para que seja possível o controle da liberdade de manifestação do pensamento. (c) a separação dos Poderes. mas de outros direitos individuais. Embora não consista no núcleo essencial da referida liberdade. 2. 5º. essa vedação garante a proteção não da liberdade de expressão em si.7) Qual o trâmite das emendas constitucionais? Resposta: As EC pode ser propostas por um terço. manifestando-se.3. Segundo o STF. A EC será promulgada pelas Mesas da Câmara dos Deputados e do Senado Federal. em ambos. temos que não pode ser suprimida.1. 9) A vedação ao anonimato é possível ou é clausula pétrea? Resposta: (acho que a pergunta era se seria possível a supressão da vedação ao anonimato) A vedação ao anonimato é um limite à liberdade de expressão que consta do art. o direto à honra e o direito à verdade. IV. A proposta será discutida e votada em cada Casa do Congresso Nacional. pelo Presidente da República. tais como a dignidade humana. Em outras palavras.”. pergunta-se. ou por mais da metade das Assembleias Legislativas das unidades da Federação. (b) o voto direto. princípios e instituições.. três quintos dos votos dos respectivos membros. A matéria constante de proposta de emenda rejeitada ou havida por prejudicada não pode ser objeto de nova proposta na mesma sessão legislativa. 8) Quais são os temas vedados às emendas? Resposta: Não será objeto de deliberação a proposta de emenda tendente a abolir: (a) a forma federativa de Estado. no mínimo. mas sim a proteção ao núcleo essencial de determinados direitos. isto é. com o respectivo número de ordem. dos membros da Câmara dos Deputados ou do Senado Federal. esta emenda feriu cláusula pétrea? 129 . considerando-se aprovada se obtiver.1.. para que os limites a esse direito fundamental sejam observados. Questões do TRF3 1) “Não será objeto de emenda constitucional tendente a abolir. pela maioria relativa de seus membros. sem levar em conta o efeito prático. da CF. (d) os direitos e garantias individuais. cada uma delas. secreto. haja vista que possui natureza de cláusula pétrea. universal e periódico. em dois turnos. No parágrafo 2º deste artigo havia uma previsão de isenção aos aposentados que foi posteriormente suprimida por uma emenda constitucional.

(c) Condicionado e limitado: deve observar os limites previstos. ―Mostra-se impertinente a alegação de que a norma do art. constituído. Apresenta limites formais (quórum de maioria absoluta dos membros do Congresso em sessão unicameral) e temporal (exercício no prazo de 5 anos a contar da promulgação da CF/88). Seus limites são os princípios constantes do texto constitucional (sensíveis. não à direito adquirido à não incidência tributária. 153. O poder decorrente é incumbido da elaboração das constituições estaduais. explícita e implicitamente. Sua supressão do texto constitucional. (d) temporais: a constituição não pode ser emendada durante certo prazo (não existe no Brasil). um rompimento da ordem constitucional vigente‖ (RE 372600-AgR.Resposta: (o dispositivo constitucional referido foi o art. pois é necessário que exista uma constituição para prevê-lo. Rel. 2) A que limites está submetido o poder de reforma da Constituição? Resposta: As limitações ao poder constituinte derivado reformador são: (a) formais: ligam-se ao procedimento e legitimidade. DJ 23/4/2004). O poder reformador é encarregado da elaboração das emedas constitucionais. extensíveis e estabelecidos). Ressalte-se também que. 3) Fale sobre o Poder Constituinte Derivado. Ellen Gracie. (b) Subordinação: haure sua força na obra do poder constituinte originário. (e) implícitas: as normas que fixam o procedimento e estabelecem quais são as cláusulas pétreas não podem ser reformadas (vedação da dupla revisão). portanto. 130 . (b) materiais: são as cláusulas pétreas. Pode ser de três espécies: decorrente. (c) circunstanciais: a CF não pode ser emendada em estado de defesa. Essa norma não consagrava direito ou garantia fundamental. II. II. Min. 153. da CF). 2ª Turma. segundo o STF. em estado de sítio e durante intervenção federal. na constituição. tampouco. reformador e revisor. Resposta: O poder constituinte derivado consiste em um poder jurídico. São características do poder constituinte derivado: (a) Secundariedade: não existe por si só. bem como não há direito adquirido no aposentamento. § 2º. apenas previa a imunidade do imposto sobre a renda a um determinado grupo social. não representou a cassação ou o acolhimento de um direito fundamental e. da CF não poderia ter sido revogada pela EC nº 20/98 por se tratar de cláusula pétrea. O poder revisor tem a função de proceder à uma revisão geral do texto constitucional. § 2º.

11 da LRF não traduz. mecanismo efetivo de obrigatoriedade. (c) circunstanciais: a CF não pode ser emendada em estado de defesa.1. conquanto irrenunciável e intransferível. pois o legislador quis. cuja competência estaria inadequadamente estanque. pode ser considerado facultativo. Portanto. sob pena de sanções (art. Direito Tributário 2.4. em que o ente competente pode criar ou não o tributo. o art. incontestavelmente. (e) implícitas: as normas que fixam o procedimento e estabelecem quais são as cláusulas pétreas não podem ser reformadas (vedação da dupla revisão).5.1. 11. O dispositivo merece interpretação cautelosa.1. em estado de sítio e durante intervenção federal.2. cada ente tributante decide sobre o exercício da competência tributária.1. 2. 11 da LRF dispõe que.1. Questões do TRF5 2. Não obstante. 2) Qual a diferença entre conflito de competência. Questões do TRF4 1) Quais são os limites ao poder de reforma? Resposta: As limitações ao poder constituinte derivado reformador são: (a) formais: ligam-se ao procedimento e legitimidade. uma vez que o art. (b) materiais: são as cláusulas pétreas.1. deve haver instituição de todos os tributos que compete à entidade.2.2. (d) temporais: a constituição não pode ser emendada durante certo prazo (não existe no Brasil).2. pu). Questões do TRF1 1) Dentre os princípio regedores da competência tributária um é o da facultatividade. bitributação e bis in idem? 131 . é defensável a facultatividade do exercício da competência tributária. estimular a instituição do tributo economicamente viável. salvo melhor juízo. no plano da conveniência. no plano de gestão fiscal da pessoa política. Sistema Constitucional Tributário: Poder de Tributar – Competência Tributária – Capacidade Tributária – Código Tributário Nacional 2. De fato.1. este princípio ainda é válido? Resposta: O exercício da competência tributária.

Resposta: A competência tributária é matéria eminentemente constitucional. dispõe ser cabente a Ação de Consignação em Pagamento. a capacidade tributária ativa é delegável e transferível. 4) Qual a diferença entre capacidade tributária e competência tributária? Resposta: A competência tributária é a habilidade privativa e constitucional atribuída ao ente político para que este. mas pela incidência de duas normas legais distintas. A bitributação. Em outras palavras é a aptidão para criar tributos. e de todo condenável. O bis in idem ocorre quando uma única pessoa política institui tributos diversos sobre o mesmo fato gerador e o mesmo contribuinte. prevista no Código Tributário. com base na lei. taxativa e exaustivamente prevista. havendo medida judicial apta a sanar a dupla invasão patrimonial pleiteada pelos Fiscos no caso ―sub examine‖. podendo ser revogada. intransferível. §§ 1º e 2º). 164. a qualquer tempo. 3) A bitributação se liga a que ação tributária? Resposta: O art. ocorre quando a dupla tributação tem origem em pessoas políticas distintas. de modo que são duas normas. do CTN. Isso significa que o ente tributante pode permitir a figuração de outra pessoa jurídica no polo ativo da relação jurídica tributária e a consequente possibilidade de arrecadar os tributos dos sujeitos passivos (contribuintes). por seu turno. de sorte que haverá conflito de competência na medida em que um ente político arvorar-se de competência alheia. Essa atribuição compreende as garantias e os privilégios processuais que competem à pessoa jurídica de direito público que a conferir. incidindo sobre o mesmo fato jurídico e onerando o mesmo contribuinte. inalterável e irrenunciável. proceda à instituição da exação tributária. cada qual emanada de um legislativo. 5) O que seria parafiscalidade? Resposta: 132 . art. A competência tributária é indelegável. A capacidade tributária é a atribuição para arrecadar ou fiscalizar tributos. Ao contrário da competência tributária. 7º. por ato unilateral da entidade que a tenha conferido (CTN. quando mais de um ente tributante pretender cobrar um ou mais tributos sobre o mesmo fato gerador. III. Tal situação versa sobre o instituto jurídico da ―bitributação‖.

terceira pessoa arrecada o tributo para si e passa a dispor do produto da arrecadação do tributo. 154. em homenagem à regulação da economia. que. Há imunidades a outras espécies tributárias que não impostos: (a) imunidade das receitas decorrentes de exportação às contribuições sociais e de intervenção no domínio econômico. da Constituição Federal. fiscalizar e administrar os tributos. poderão conter alíquotas excessivamente gravosas. IE. conforme a emergência da situação posta. I. ela tem que passar alguma coisa para estados e municípios? Resposta: Com relação à competência residual para instituir imposto (art. previsto no art. nos termos do art. 7) Os princípios constitucionais da vedação ao confisco se aplica a tributos extrafiscais? Resposta: O princípio da vedação ao confisco. da Constituição Federal). A doutrina e a jurisprudência admitem alíquotas elevadas nesses tipos de impostos. 6) Há exceções no que concerne à imunidade constitucional. 195. a União deverá repassar aos Estados 20% do valor da arrecadação. 133 . 150. IPI e IOF). (c) a contribuição para a seguridade social não incidirá sobre aposentadoria e pensão concedidas pelo regime geral de previdência. no que diz respeito apenas a impostos? Ou outros tributos também podem ser abarcados? Resposta: (Entendi que o examinador queria saber se existe imunidades para outras espécies tributárias além dos impostos). da CF). (b) imunidade às contribuições para a seguridade social das entidades beneficentes de assistência social que atendam aos requisitos estabelecidos em lei. SENAI. Enfim. aos impostos extrafiscais (II. II. não há qualquer determinação para transferência obrigatória da arrecadação. Quanto à instituição de contribuições residuais para custeio da seguridade social (art. 157. SESI. é a permissão pelo ente que retém a competência tributária de atribuir a outro o poder de arrecadar. (d) imunidade em relação às taxas para o direito de petição e certidões.A parafiscalidade é a delegação dos elementos da capacidade tributária ativa. IV. SEST. não se aplica. da Constituição Federal. SENAC. 8) Se a União criar tributo com base na competência residual. Na parafiscalidade. § 4º. caso a exercite. em tese. Exemplo: a atividade desenvolvida pelo SESC.

9) Norma legal que altera prazo de recolhimento de tributo se sujeita ao princípio da anterioridade? Resposta: A regra legislativa que se limita simplesmente a mudar o prazo de recolhimento da obrigação tributária. I. não atrai a competência originária do STF a dúvida suscitada por particular acerca do direito de tributar dos entes federados. 895 do CPC). da CF. Norma legal que altera o prazo de recolhimento da obrigação tributária não se sujeita ao princípio da anterioridade”. a competência para julgar a ação de consignação em pagamento permanecerá com o juízo federal. Alteração do prazo não equivale à majoração. nos termos do art. nos termos do art. I. A diferença entre os valores dos tributos não altera a legitimidade passiva. a competência será da Justiça Federal. Esse entendimento é objeto de súmula do STF: “Súmula 669. 2) Se o valor menor for do ITR será na JF? Resposta: Mesmo no caso de o valor do ITR ser inferior ao do IPTU.2. Na discussão sobre ITR e IPTU.2. destarte. Resposta: 134 . Recurso extraordinário conhecido e provido. como a União deverá figurar na demanda como ré. não se submete ao princípio da anterioridade. Questões do TRF2 1) Consignação em pagamento. 2. 109. o contribuinte-autor deverá providenciar a citação de ambos os entes tributantes (art. 109. ambas as pessoas políticas que exigem tributos sobre o mesmo fato gerador deverá ocupar o polo passivo. qual o juízo competente? Resposta: Na ação de consignação em pagamento decorrente de bitributação. haja vista que esta é estabelecida pela presença da União como sujeito passivo da demanda. Dois entes disputam o tributo: a ação terá quem no polo passivo? Se a discussão for sobre ITR e IPTU. sem qualquer repercussão. nos termos da súmula 503 do STF.1. Ressalte-se que. da Constituição Federal. 3) Diferença entre capacidade econômica e capacidade contributiva.

Distrito Federal e Municípios) o poder de tributar. pois ele tem rendimentos suficientes para suportar tributos. No sistema tributário existe o regime das Competências Privativas. 5) Como é a discriminação constitucional de competência tributária. De fato a autonomia e a capacidade política de cada um dos entes federativos fundamenta a distribuição constitucional da competência para a instituição de tributos. 4) Qual o princípio em que se assenta a discriminação constitucional de competências tributárias? Resposta: A Constituição Federal consagrou o princípio do federalismo (art. Estados. 153. É a capacidade econômica da pessoa enquanto sujeito passivo da relação jurídico-tributária. A doutrina costuma classificar três as espécies tributárias: privativa/exclusiva. a competência atribuída a todos os entes (União. Estados. mas não há nenhuma relação jurídica que o vincule ao Fisco do país pelo qual transita. Distrito Federal. o qual constitui uma forma de limitação do poder de tributar. I. Por que não há tal discriminação em relação as taxas? E por há em relação unicamente aos impostos? Resposta: 135 . da Carta Magna). 60.‖. Distrito Federal. Municípios). para criarem taxas e contribuições de melhoria. na medida em que impõem quais são os tributos que podem ser exclusivamente pela União. sejam criados por lei complementar. Já a capacidade econômica é aquela ostentada por uma pessoa que não é contribuinte. delimitando entre as pessoas políticas (União. um cidadão abastado. já um cidadão rico. de passagem pelo país. Ele exemplifica: ―Um cidadão que usufrui renda tem capacidade contributiva perante o país em que a recebeu. chama-se de residual. Há critérios? Resposta: (acho que o examinados gostaria de saber acerca da classificação da competência tributária).‖. Seria comum. § 4º. mas não tem capacidade contributiva. mas não sejam cumulativos e não tenham o mesmo fato gerador e base de cálculo dos já discriminados na Constituição. comum e residual. 6) Os art. 154 e 155 são relativos aos impostos. não tem capacidade contributiva neste país. Assim. Municípios. a competência outorgada à União para a instituição de impostos não previstos no texto constitucional.Segundo Harada: ―capacidade contributiva é aquela capacidade relacionada com a imposição parcial ou total. Por fim. Estados-membros. bem como novas contribuições para a seguridade social. como por exemplo. desde que. tem capacidade econômica. de passagem pelo país.

leque de possibilidades para hipóteses de incidência do referido tributo mostra-se extremamente amplo. 147 da CF. sincronizado. os impostos municipais. o IPVA. entre elas. 150. através de lei federal. somente quando os instrumentos à disposição das partes são distribuídos com igualdade de oportunidades. a competência para instituir o IPVA será da União. 7) Poderíamos admitir que a União instituísse. via de regra. 150. adequado e democrático. IPVA. os impostos estaduais e. se o Território não for dividido em Municípios. quer nos processos judiciais. Destarte. Desta feita. da CR/1988. quer nos procedimentos administrativos. Segundo o art. inalterável e irrenunciável. faz-se necessário relacionar as hipóteses de incidência. aos Estados. considerando que não há uma contraprestação por parte do Estado (tributo unilateral). por exemplo? E se for o Território? Resposta: A competência tributária é indelegável. 136 . Resposta: Podemos afirmar que o devido processo legal. em Território Federal não dividido em municípios. (b) o próprio dispositivo ressalva a possibilidade de instituição de outras garantias ao contribuinte (―art. ao Distrito Federal e aos Municípios: […]‖. competem à União. em Território Federal. pois trata-se de tributo de competência dos municípios. Nesse diapasão.A taxa é uma espécie tributária que decorre da prestação de um serviço público ou do exercício do poder de polícia. intransferível. através de lei federal. é que se poderá falar em processo justo. 9) Fale sobre a inobservância do princípio de devido processo legal no âmbito do direito tributário. dele derivando todos os demais princípios constitucionais do processo. 8) O rol do art. é vedado à União. cumulativamente. União não poderia instituir. Quanto aos impostos. 150 da CR/1988 é taxativo ou exemplificativo? Por quê? Resposta: O rol de limitações do poder de tributar constante no art. o que torna inviável a pretensão de esgotá-lo em um rol taxativo. Trata-se de uma garantia do cidadão contribuinte. 150 da Constituição Federal é meramente exemplificativo por dois motivos: (a) o Estatuto do Contribuinte não está adstrito ao art. Portanto. bem como as exigências de segurança jurídica e limitação do arbítrio do Poder Público. há de ser sempre observado. Sem prejuízo de outras garantias asseguradas ao contribuinte. como garantia constitucional que é. com estrita observância do contraditório e da ampla defesa.

como o 137 .2009. como a COSIP ostenta características comuns a várias espécies de tributos. de fato. não haveria como deixar de reconhecer que os princípios aos quais estes estão submetidos também se aplicam. Destarte. a ela. A sua inobservância. 12) Art. 150. (b) contribuinte de fato: pessoa que de fato suporta o ônus fiscal.‖ RE 573675/SC. considerada a natureza tributária da exação. 149-A da CF referir-se apenas aos incisos I e III do art. 166 do CTN tem por finalidade exatamente evitar o locupletamento ilícito por parte do contribuinte de direito. é uma exação subordinada a disciplina própria (CF. com os valores consagrados na Constituição Federal de 1988. ao instituir a contribuição em análise.portanto. como foi trabalhada a figura do locupletamento? Resposta: O dispositivo constante do art. 150. § 1º). aos princípios constitucionais tributários. II. estaria jungido aos princípios gerais que regem o gênero. contudo. respondi o que é tributo indireto). o afastamento da exação. uma vez que o consumidor final é que. 25.3. CR/1988. via de regra. 10) COSIP. 11) Pode conceituar valor de tributo indireto? Resposta: (não sei o que seria valor de tributo indireto. no âmbito do processo tributário gera a nulidade absoluta da decisão proferida. Assim temos: (a) contribuinte de direito: pessoa designada pela lei para pagar o imposto. 149-A). haja vista enquadrar-se inequivocamente no gênero tributo. 145. embora não seja designado pela lei como contribuinte desses impostos. Esse aspecto é de importância fundamental na solução dos problemas de restituição do indébito tributário. o ―Contribuinte de Fato‖. acaba por suportar a carga tributária. o legislador infraconstitucional. Nos tributos indiretos. sujeita. Ressaltou-se que. especialmente o da isonomia (art. de acordo com o art. 150 da CF. art. No tributo indireto a carga tributária cai sobre o ―Contribuinte de Direito‖ que a transfere para outrem. ou seja. apesar de o art. de fato. o que implica. salientou-se que. pode haver aplicação do princípio da isonomia? Resposta: ―Entendeu-se que a COSIP constitui um novo tipo de contribuição que refoge aos padrões estabelecidos nos artigos 149 e 195 da CF. modus in rebus. 166. II) e o da capacidade contributiva (art. O IPI e o ICMS são impostos indiretos.

segundo a regra do art. nos termos do art. 132 do CPC. de todas aquelas causas que provocam um envelhecimento dos testos legislativos e que. não incidindo o princípio da intangibilidade. Subjetivas são aquelas que dependem de algum motivo imputável ao legislador. objetivas são aquelas que dependem do desenvolvimento das relações sociais. em detrimento de terceiro que efetivamente suportou o ônus fiscal. Ressalte-se que. Se a isenção for onerosa e concedida por prazo certo. 14) O que é lacuna endógena e exógena? Resposta: (apesar de muito pesquisar. nas hipóteses de repercussão tributária. as lacunas distinguem-se em subjetivas e objetivas. deve ser aplicado o art. a lei exige que. aplica-se o referido princípio. assim. capítulo ―Vários tipos de lacunas‖. 104. Todavia. haveria enriquecimento sem causa. III.contribuinte de direito é diverso do contribuinte de fato. DESSE PONTO EM DIANTE: RESPOSTAS ELABORADAS POR EDUARDO PENTEADO 15) O que é lacuna objetiva e subjetiva? Resposta: Na obra Teoria do Ordenamento Jurídico. Lacuna exógena ocorre quando no ordenamento jurídico como um todo há a ausência da norma. então segue a resposta que eu daria à banca). Portanto. a repetição do indébito seja devida a quem efetivamente tenha suportado o encargo financeiro. Exemplo: casamento de pessoas do mesmo sexo. Exemplo: no CPP não há previsão de exceções ao princípio da identidade física do juiz. 13) Revogada a isenção do imposto de renda. Lacuna endógena é aquela em que a ausência de norma ocorre dentro do ramo específico do Direito. 178 do CTN. caso fosse possível àquele haver a restituição de tributo que não pagou. portanto. caso contrário. a revogação da isenção de impostos sobre a renda deve observar o princípio da anterioridade. não encontrei uma resposta para essa pergunta. aplica-se o princípio da intangibilidade? Resposta: Depende. Norberto Bobbio diz: ―Com respeito aos motivos que as provocaram. são independentes da vontade do legis138 . a isenção pode ser revogada ou modificada a qualquer tempo. das novas invenções. do CTN.

2. no capítulo ―O poder de tributar‖. 150) são direitos fundamentais do contribuinte e.lador.5. podem dividir-se em voluntárias e involuntárias.‖ Preceito. Institui o tributo. por conseguinte. Humberto vila diz: ―Normas não são textos nem o conjunto deles. Ao poder tributário juridicamente delimitado e. diferencie e classifique competência e capacidade tributária. Hugo de Brito Machado diz: ―No exercício de sua soberania o Estado exige que os indivíduos lhe forneçam os recursos de que necessita.2.‖ Já no capítulo ―Poder e competência‖. Daí se afirmar que os dispositivos se constituem no objeto da interpretação. ou faz deixar de lado um caso que talvez considere pouco frequente. 139 . Questões do TRF3 2. O poder de tributar nada mais é que um aspecto da soberania estatal. no seu resultado. e as normas.3.‖ As limitações ao poder de tributar (CF. clásulas pétreas. 17) O que é Poder de Tributar? As limitações de Tributar são cláusulas pétreas? Há relação entre poder de tributar e competência tributária? Resposta: Em seu Curso de Direito Tributário. que faz parecer regulamentado um caso que não é. o Distrito Federal e os Municípios. As subjetivas. por sua vez. capítulo ―Texto e norma‖.1. quando a matéria é muito complexa e não pode ser regulada com regras muito miúdas. etc.1.2. Voluntárias são aquelas que o próprio legislador deixa de propósito. ou uma parcela desta. 2. dispostivo e texto normativo podem ser consideradas expressões sinônimas.4. Questões do TRF4 2. dividido. caso por caso. os Estados-membros. dá-se o nome competencia tributária. o poder tributário é partilhado entre a União. sendo o caso. Questões do TRF5 01) Conceitue. mas os sentidos construídos a partir da interpretaçao sistemática de textos normativos. à interpretação do juiz‖.1. art. 16) Qual a diferença entre preceito e norma? Resposta: Na obra Teoria dos Princípios. leciona: ―No Brasil. e é melhor confiá-la. Involuntárias são aquelas que dependem de um descuido do legislador.

126. 155 e 156). 140 . aos Estados. 156. 154. § 4º . art. os institutos não se confundem. desde que sejam não cumulativos e não tenham fato gerador ou base de cálculo próprios dos discriminados nesta Constituição. mas é a OAB a credora da contribuição). arts. da CF.‖ 03) Repartição de competência – destinação da arrecadação – um ente federativo detenha competência. inclusive. cessadas as causas de sua criação‖ (CF. 155. art. (iv) residual: CF. 145. Pode-se cogitar. (iii) cumulativa: CF. privativa e residual. contrapõe-se à extraordinária: ―a União poderá instituir na iminência ou no caso de guerra externa. mediante lei complementar. os quais serão suprimidos. 147. pois. O CTN equipara a capacidade tributária ativa com a competência tributária (art. nesta. que diz respeito às materialidades tributáveis por impostos pelos entes federativos (CF. II). arts. como demonstram as contribuições de interesse das categorias profissionais (ex: a União edita a lei. segundo o qual ―a União poderá instituir. Por competência privativa entende-se que determinada materialidade. compreendidos ou não em sua competência tributária. que está relacionada com a aptidão para figurar no polo ativo ou passivo da relação jurídico-tributária. malferindo a autonomia financeira de outros entes federativos. neles compreendidos adicionais e acréscimos relativos a impostos‖. (ii) privativa: CF. impostos não previstos no artigo anterior. Sob este viés. 154. 153. (v) extraordinária: CF.Resposta: Competência tributária é a aptidão para editar lei instituidora de tributo. Resposta: A competência ordinária. de violação ao artigo 160 da Lei Maior: ―É vedada a retenção ou qualquer restrição à entrega e ao emprego dos recursos atribuídos. A capacidade tributária passiva é disciplinada no art. apenas por este pode ser tributada. arts. 154. Porém. gradativamente. 119). Não se confunde com a capacidade tributária (classificada em ativa e passiva). A competência tributária se classifica em: (i) comum: CF. ao Direitito Federal e aos Municípios. seção. no ponto em que assegurada pela repartição das receitas tributárias estabelecida na Constituição da República (artigos 157 a 162). a concessão de benefício fiscal sobre a totalidade das receitas mostra-se inconstitucional. II 02) Diferencie competência ordinária e extraordinária. impostos extraordinários. quando atribuída a certo ente federativo. por vias oblíquas. II e III. pode conceder benefício fiscal sobre a totalidade do valor arrecadado? Resposta: Caso o ente federativo conceda benefício fiscal sobre a totalidade do valor arrecadado. I. estará ele. art. art. A competência residual encontra-se no art. 154. I e 195. 153.

art. 2.3. não são aplicáveis.1. da Lei n. e não de processo administrativo. IV. onde ele será processado administrativamente? Resposta: O princípio do juiz natural. porque se diz que o processo administrativo é o modo normal de agir no Estado de Direito? Existe espaço no estado de direito para agir fora do processo administrativo. No âmbito do processo penal. Outros.3.112/90. quando se tratar de destituição de cargo em comissão. Segundo o art. 2) A partir da Teoria Geral do Direito Público. entende-se que natureza jurídica da representação é de condição objetiva de procedibilidade. inexistindo espaço de atuação fora do seu âmbito. na medida em que torna possível tal controle. Processo Administrativo. Certos desdobramentos.2. onde a comissão processante é constituída após o fato. como a vedação de juízo ad hoc. ao processo administrativo disciplinar. aplica-se ao processo administrativo. aplicam-se às inteiras. porém.784/99 inexiste menção a qualquer instituto que torne o questionamento lógico.‖ 141 . Lei Nº 9. pois na Lei nº 9. Direito Administrativo 2.3.1. 3) Aplica-se ao processo administrativo o equivalente ao princípio do juiz natural? Um servidor concursado do executivo. O juiz natural comporta desdobramentos. se diz que o processo administrativo. ―as penalidades disciplinares serão aplicadas pela autoridade que houver feito a nomeação. 141. Por conseguinte. 103). é de seis meses (CP. é o modo normal de agir da Administração no Estado de Direito. por exemplo.784/99. quais as qualidades que ele revela? Resposta: Num Estado de Direito qualquer exercício de poder é sujeito a controle. 8. Questões do TRF1 1) Qual a natureza jurídica da representação? Há prazo? É decadencial? Resposta: Acreditamos tratar-se de uma questão de processo penal. de natureza decadencial. mais especificamente da ação penal pública condicionada. O prazo.1. como a garantia de imparcialidade. com temperamentos. mas que está exercendo cargo comissionado no legislativo.

a defesa ineficiente não é tida como causa de nulidade absoluta. XII).2. súmula 523). Disciplinar é considerado revelia? Resposta: Não. Questões do TRF2 1) Defesa contraproducente no processo administrativo acarreta ou não em revelia? Resposta: Não. e não defesa ineficiente (Lei nº 8.4) Pode haver no âmbito do processo administrativo. ensejando nulidade apenas se houver prejuízo (STF. 164). art. Não adquirida.1. na jurisprudência. pois a revelia é legalmente definida como ausência de defesa. porém.112/90. 5º. Ademais. seja utilizado no processo administrativo disciplinar. e não defesa ineficiente (Lei nº 8. súmula 523). ensejando nulidade apenas se houver prejuízo (STF. O STF. art. autorização para interceptação telefônica? Resposta: Não. 2) Processo administrativo punitivo: Quais as diferenças do processo disciplinar entre juiz que já alcançou a vitaliciedade e um outro que ainda não alcançou tal vitaliciedade? Resposta: Adquirida a vitaliciedade. a defesa ineficiente não é tida como causa de nulidade absoluta. admite que o produto da interceptação. 3) Apresentação de defesa ineficiente em proc. 164).112/90. deferida de acordo com os respectivos pressupostos. pois a Constituição restringe a interceptação telefônica à seara penal (CF. 4) É aplicável sigilo nos processos administrativos? Resposta: 142 . o magistrado poderá perder o cargo por decisão administrativa do tribunal a que vinculado (CF. I). 95. adm. art. na jurisprudência. pois a revelia é legalmente definida como ausência de defesa. art. Ademais.3. a perda do cargo depende de sentença judicial transitada em julgado. 2.

Além desses. 2. publicidade (expresso na Constituição). 5º. Vale dizer: a chamada coisa julgada administrativa implica. § único. controle ou tutela. LX). finalidade. ampla defesa. no capítulo ―Coisa Julgada Administrativa‖. hierarquia. compreendendo três testes: (i) adequação: o meio deve ser apto para promover o fim. 5) Pode-se falar em Coisa Julgada administrativa? Cabe a Administração se retratar depois desse ponto? Pode ela usar a auto-tutela? Resposta: Em seu Curso de Direito Administrativo. 2) Qual a diferença entre proporcionalidade e razoabilidade? Resposta: A proporcionalidade está relacionada a uma relação meio-fim. especialidade. presunção de legitimidade ou de veracidade. inexiste espaço para autotutela. ―a lei só poderá restringir a publicidade dos atos processuais quando da defesa da intimidade ou o interesse social o exigirem‖ (Art. motivação.3. motivação.784/99.1. (iii) proporcionalidade em sentido estrito: as vantagens devem superar as desvantagens da medida.Segundo a Lei nº 9. ressalvadas as hipóteses de sigilo previstas na Constituição‖ (art. coisa julgada administrativa pretende-se referir a situação sucessiva a algum ato administrativo em decorrência do qual a Administração fica impedida não só de retratar-se dele na esfera administrativa. muito criticada. razoabilidade. Maria Sylvia Zanella di Pietro lista outros princípios. autotutela. para ela. a saber: impessoalidade (expresso na Constituição). os critérios de divulgação oficial dos atos administrativos.784/99 traz um rol exemplificativo de princípios da Administração.‖ Sob tais balizas.784/99 lista os seguintes princípios: legalidade. 2º da Lei nº 9. proporcionalidade. a definitividade dos efeitos de uma decisão que haja tomado. Quais os princípios implícitos? Resposta: O art. interesse público e eficiência. continuidade do serviço público. Segundo a Constituição. por isso podem ser considerados implícitos segundo a dicção legal. entre outros. que. Já a razoabilidade está relacionada ao 143 . segurança jurídica. (ii) necessidade: deve-se buscar a menor restrição possível. mas também de questioná-lo judicialmente. V). moralidade. Questões do TRF3 1) A Lei nº 9. Celso Antônio Bandeira de Mello diz: ―com a expressão.3. contraditório. 2º. ―nos processos administrativos serão observados.

144 .1. Desconhece-se. ―a‖) e na ampla defesa em processos administrativos (CF. de acordo com os precedentes que ampararam sua edição. 5º. LV). pelo que se pode concluir que a reserva de lei complementar não está dentro dos princípios que vedam o depósito administrativo. leva a presumir que não seria possível a existência do depósito para o recurso no âmbito administrativo? Resposta: O duplo grau não integrou a rede de argumentos que levou o STF à edição da súmula vinculante nº 21 (―É inconstitucional a exigência de depósito ou arrolamento prévios de dinheiro ou bens para admissibilidade de recurso administrativo‖). pode-se concluir que o duplo grau.3. no direito de petição (CF.4. não representa obstáculo à exigência de depósito recursal no âmbito administrativo.3. por inexistir. XXXIV. 02) Quais os princípios constitucionais que justificam a vedação do depósito recursal administrativo? Resposta: A súmula vinculante nº 21. art. 03) Reserva de lei complementar estaria dentro dos princípios que vedam o depósito administrativo? Resposta: Sabe-se que a exigência de lei complementar depende de disposição constitucional explícita. Questões do TRF4 2. fundamenta-se. sendo por vezes utilizada no exame da proporcionalidade em sentido estrito. porém.exame entre duas grandezas. 2.1. qualquer exigência constitucional nesse sentido. partindo da premissa da sua inexistência – como sugere a questão –. 5º. Questões do TRF5 01) A inexistência do duplo grau. Porém. art.5. segundo a qual ―é inconstitucional a exigência de depósito ou arrolamento prévios de dinheiro ou bens para admissibilidade de recurso administrativo‖.

Affonso Celso Favoretto diz: ―Para que sirva de fundamento para a exclusão da imputabilidade do agente e. quais são as técnicas para a sua solução? Resposta: 145 . No caso fortuito não se evita o resultado porque é imprevisível. na força maior. o momento em que este. apresentando. sua consciência fortemente prejudicada. mesmo que seja previsível e até previsto. Força maior é algo que independe do controle ou da vontade do agente. Direito Penal 2.1. de sua própria culpabilidade. ou não tem condições de prever que determinada substância. no capítulo Excludentes de Culpabilidade. poderá provocar embriaguez. desta forma. advir de caso fortuito ou força maior.4. comete a infração penal. Contudo. exatamente em razão da força maior.) No momento em que o agente. Exemplo de força maior seria a coação. a embriaguez deve se mostrar em estado completa e decorrer de situação acidental. adotando-se a teoria da ‗actio libera in causa‘.2. Crime E Relação De Causalidade. Cesar Roberto Bitencourt diz: ―Caso fortuito ocorre quando o agente ignora a natureza tóxica do que está ingerindo.‖ 3) Conflito aparente de normas. (. Ele sabe o que está acontecendo. não há que se falar em exclusão de sua culpabilidade. na quantidade ingerida. por consequência. Todavia.‖ 2) Qual a diferença entre força maior e caso fortuito? Resposta: Em seu Manual de Direito Penal – Parte Geral.. ou nas circunstâncias em que o faz. na verdade. mas não consegue impedir.. de livre e espontânea vontade. completamente embriagado. isto é. a teoria da ‗actio libera in causa‘ não considera o momento em que o agente pratica a conduta criminosa. podemos concluir que este não goza de perfeitas condições. resolve-se embriagar. Questões do TRF1 1) Como se explica a actio libera in causae? Quais são as causas que isentam de pena no caso da embriaguez? Resposta: Na obra Princípios Constitucionais Penais. onde o sujeito é forçado a ingerir uma substância tóxica de qualquer natureza. Crime.1.4. se a embriaguez do agente for voluntária e culposa. mas. o resultado é inevitável.1. 2. no capítulo ―A questão da embriaguez‖.4.

(iii) consunção ou absorção: um tipo constitui meio necessário ou fase normal de preparação ou execução de outro. é coautor deste crime ou autor de homicídio? Resposta: O agente deve ser considerado partícipe de infanticídio. Ex: constrangimento ilegal diante dos crimes em que há emprego de violência ou grave ameaça. onde se lê: ―Considera-se causa a ação ou omissão sem a qual o resultado não teria ocorrido. (ii) subsidiariedade: o tipo subsidiário – chamado de soldado de reserva – se aplica na ausência do preenchimento dos pressupostos de outro tipo. pois.‖ Ex: no crime de lavagem de capitais. ―quem.. sendo aplicável.) Ação e omissão. a segunda descumpre um ordem (crime omissi- 146 . em sentido estrito.‖ 5) No que diz respeito à causalidade qual a teoria que o ordenamento jurídico presentemente adota? Dê um exemplo? Resposta: Em matéria de causalidade. a conduta daquele que empresta conta bancária para que terceiro oculte o produto do crime antecedente representa condição sem a qual o resultado ocultação não teria ocorrido. Ex: certas formas de prática de crimes contra ordem tributária são formas especiais de estelionato. (. 29 do Código Penal. considerado principal.. salvo quando elementares do crime. o Código Penal adota a teoria da equivalência das condições (conditio sine qua non) na segunda parte do artigo 13. 4) Aquele que auxilia no infanticídio. concorre para o crime incide nas penas a este cominadas. no capítulo Conduta Punível. ela pode ser de que forma? O que é ação? Resposta: Em seu Manual de Direito Penal – Parte Geral. nos termos do art. constituem as duas formas básicas do fato punível. de qualquer modo. 30. Ex: falso é absorvido pelo estelionato.Segundo Cezar Roberto Bitencourt. cada uma com estrutura completamente diferente: a primeira viola uma proibição (crime comissivo). três são as técnicas de solução do conflito aparente de normas: (i) especialidade: tipo especial prevalece sobre tipo geral. 6) Como se classifica a conduta do sujeito. segundo o qual ―não se comunicam as circunstâncias e as condições de caráter pessoal. na medida de sua culpabilidade‖. o art. Cezar Roberto Bitencourt diz: ―Ação é o comportamento humano voluntário conscientemente dirigido a um fim. outrossim.

por si só. caso o agente procure impedir a continuidade do ataque canino. Porém. que. Como o senhor averigua nesta hipótese a relação de causalidade? Resposta: A relação de causalidade há de ser analisada à luz do § 1º do artigo 13 do Código Penal. esta pessoa ferida é socorrida. O acidente automobilístico representa uma concausa superveniente relativamente independente. é prevista no § 2º do artigo 13 do Código Penal. por sua vez. o resultado morte. tal como se verifica no exemplo dado. fazendo com que a vítima tenha um agravamento e morra no hospital em virtude de infecção hospitalar. como o senhor veria isso? 147 . os fatos anteriores. ao mesmo tempo é dito que a morte decorreu de infecção hospitalar. 9) Na hipótese em que uma pessoa venha ser abordada por outra pessoa abruptamente e morre por ataque cardíaco. e este cachorro vem a atacar uma criança levando-a a óbito. consiste no crime comissivo por omissão. pois nesse caso não foi omisso diante da situação de risco que seu comportamento anterior criou. neste caso. Porém. produziu o resultado. neste caso. verificada nos crimes de resultado.vo). 8) Na hipótese em que alguém atira da perna de outrem. Segundo Cezar Roberto Bitencourt. não excluiria a imputação). segundo o qual ―a omissão é penalmente relevante quando o agente devia e podia agir para evitar o resultado‖. Caso o agente nada faça (omissão) diante do ataque do cachorro. por essa razão. por si só o resultado (o que. em princípio. se biparte em omissão própria e omissão imprópria. por si só. que. A questão narra que o acidente causou um agravamento da lesão anterior. 7) O que seria a omissão imprópria? No caso de um exemplo em que o proprietário de um cachorro feroz deixa-o na rua sem a devida proteção. pois. pois. segundo o qual ―a superveniência de causa relativamente independente exclui a imputação quando. trata de hipótese de omissão imprópria. imputam-se a quem os praticou‖. não produzindo. entretanto.‖ A conduta/ação do sujeito. Resta saber se o mesmo produziu. responderá por homicídio doloso com omissão imprópria. se enquadra na omissão própria ou imprópria? Resposta: A omissão imprópria. a ambulância trafega de maneira veloz e na contramão e esta vem a tombar. contratual (alínea b) ou decorrer do comportamento anterior do agente que cria o risco de ocorrência do resultado (alínea c). responderá por homicídio culposo. sendo que o dever de agir pode ter origem legal (alínea a). o que exclui a imputação caso se comprove que a infecção contraída no hospital (causa superveniente relativamente independente) causou por si só o óbito. se classifica em ação e omissão.

a ela não pode ser imputado o resultado morte. Pelas mesmas razões. segundo Cezar Roberto Bitencourt. embora tenha dado causa ao resultado morte de acordo com teoria da equivalência das condições. e não necessariamente fato punido. onde tal possibilidade existe.” 12)Qual o conceito de culpabilidade? A culpabilidade integra o conceito de crime? 148 . ou seja. A tipicidade não se confunde com o tipo penal em si. o agente culpado (reprovado no juízo de culpabilidade) é punível. extingue-se a possibilidade de aplicação da pena. haja vista a possibilidade de os demais elementos da culpabilidade (potencial conhecimento da ilicitude e exegibilidade de conduta diversa) não se perfectibilizarem. pode-se afirmar que a pessoa que aborda outra de forma abrupta. “é o conjunto dos elementos do fato punível descrito na lei penal. “tipicidade é a conformidade do fato praticado pelo agente com a moldura abstratamente descrita na lei penal.Resposta: Segundo a teoria da imputação objetiva de Claus Roxin. há análise do mérito. pode-se dizer que crime é fato punível. 10) O que é imputabilidade? O crime é um fato punível? Qual a diferença entre punível e punido? O imputável é culpado ou culpável? E o culpado pode ser punido ou punível? Em que situação o juiz não entra no mérito? Prescrição da pretensão punitiva? Resposta: “Imputabilidade é a capacidade de culpabilidade. não criou um risco juridicamente proibido ao bem jurídico vida e. e não forçosamente punido. 11) O que é a tipicidade? E qual a diferença entre a tipicidade e tipo? Resposta: Segundo Cezar Roberto Bitencourt.” Tal conformidade é realizada por meio de uma operação intelectual. e não necessariamente culpado. o qual. por essa razão. a possibilidade de aplicação de sanção penal. pois é possível que. como na prescrição da pretensão punitiva pela pena em abstrato – pela pena concreta. conclusão a que se pode chegar sem análise do mérito da acusação (materialidade e autoria). Entendida a punibilidade como a ameaça de pena. ante a extinção da punibilidade. Logo. conclui-se que o imputável é culpável. o fato não chegue a ser efetivamente punido. chamada juízo de tipicidade. segundo o mencionado penalista. é a aptidão para ser culpável”. Extinta a punibilidade.

a culpabilidade. 14) E o dolo. porque puramente descritiva. ao selecionar um fato para defini-lo como crime. pois. desprovida de juízos de valor. assim exposto por Juarez Cirino dos Santos: “um juízo de reprovação sobre o sujeito (quem é reprovado). (iii) teoria da ratio essendi: para a doutrina neokantiana. e sim o conceito normativo de culpabilidade. que tem por objeto a realização do tipo de injusto (o que é reprovado) e por fundamento (a) a capacidade geral de saber o que faz. razão pela qual. ante o prestígio da doutrina finalista. que deslocou dolo e culpa da culpabilidade ao tipo penal. se biparte em tipo objetivo e subjetivo (dolo). pois na formulação do tipo penal estaria implícita a ausência de causas de justificação (tipo negativo). a rigor. doravante. 13) A tipicidade é indiciária da ilicitude ou está contida nela? Resposta: Luiz Flávio Gomes traça a seguinte evolução da relação entre tipicidade e ilicitude: (i) teoria da tipicidade neutra e independente de Beling. migrou da culpabilidade (como sustentava a doutrina causalista. tipicidade e antijuridicidade também são pressupostos de aplicação da pena. o dolo. a tipicidade não tem autonomia. conclui o mencionado doutrinador que o finalismo concebe a tipicidade como mero indício da ilicitude. sendo um pressuposto para a aplicação da pena. porque elemento da conduta final do agente. é elemento do crime.Resposta: Após o advento do finalismo. ele se situa em que momento? Resposta: Com o advento do finalismo Welzel. não faz sentido. que trabalhava com o conceito psicológico de culpabilidade) para o tipo penal. (b) o conhecimento concreto que permite ao sujeito saber realmente o que faz e (c) a normalidade das circunstâncias do fato que confere ao sujeito o poder de não fazer o que faz (porque é reprovado). Para a teoria tripartida. não teria nenhum vínculo com a ilicitude. O finalismo se vale do conceito normativo puro de cul149 . não mais se utiliza o conceito psicológico. Ela faz parte da ilicitude. pois o legislador. já o pressupõe ilícito.” De acordo com a teoria bipartida. que. reflexamente tal entendimento encontra aceitação. ou seja. a culpabilidade não integra o conceito analítico de crime. ao lado da tipicidade e da antijuridicidade. (iv) teoria dos elementos negativo do tipo: a ilicitude não tem autonomia. segundo a teoria tripartida. Após. ela faz parte da tipicidade. Dizê-la um pressuposto de aplicação da pena. para quem a tipicidade. (ii) teoria da ratio cognoscendi: a tipicidade seria mero indício da ilicitude.

‖ O autor aponta três espécies de erro de proibição: (i) direto: ―o agente engana-se a respeito da norma proibitiva‖. nem o fato. no caso concreto. o agente desconhece a ilicitude. objetivamente previsível. 16) E o erro de tipo? Resposta: Cezar Roberto Bitencourt leciona que o ―erro de tipo é o que recai sobre circunstância que constitui elemento essencial do tipo. próprios ou impróprios. É a falsa percepção da realidade sobre um elemento do crime. pois. pois. O objeto do erro não é. O erro de proibição exclui a culpabilidade. E a ignorância ou a falsa representação de qualquer dos elementos constitutivos do tipo penal‖. 150 . 17) O que caracteriza a culpa estrito senso? Resposta: Cezar Roberto Bitencourt leciona: ―Culpa é a inobservância do dever objetivo de cuidado manifestada numa conduta produtora de um resultado não querido. mas a ilicitude. O erro recai sobre uma norma mandamental. concebendo-a tão somente como um juízo de reprovação que recai sobre o agente. (iii) indireto: também chamado de erro de permissão.pabilidade. 15) O erro de proibição? Resposta: Cezar Roberto Bitencourt leciona que o erro de proibição ―é o que incide sobre a ilicitude de um comportamento. é a inobservância do dever de cuidado objetivo. O erro de tipo exclui o dolo e. nem a lei.‖ A principal elemento que caracteriza a culpa estrito senso. em razão da suposição errônea da existência ou dos limites de uma causa de justificação. (ii) mandamental: ―ocorre nos crimes omissivos. a contrariedade do fato em relação à lei. a tipicidade da conduta do agente. aferida através de um juízo comparativo entre a conduta realizada e aquela que era imposta pelo mencionado dever. sobre um norma imperativa‖. O agente supõe. por erro. isto é. por conseguinte. ser lícita a sua conduta.

sem justificativa plausível (erro culposo). a contrariedade do fato em relação à lei. uma situação de fato cuja existência tornaria legítima sua omissão. O erro de tipo exclui o dolo e. Resposta: 151 . Questões do TRF2 1) Fale sobre a culpabilidade nos crimes omissivos culposos impróprios. por conseguinte.4. ora entendido como o crime omissivo praticado mediante culpa imprópria. A chamada culpa imprópria só pode decorrer de erro.1. Resposta: Para compreender a culpabilidade no crime omissivo culposo impróprio. sobre um norma imperativa‖. próprios ou impróprios.. É a falsa percepção da realidade sobre um elemento do crime.. (ii) mandamental: ―ocorre nos crimes omissivos. é necessário antes entender a culpa imprópria. E erro culposo não se confunde com crime culposo. e de erro culposo sobre a legitimidade da ação realizada.‖ O autor aponta três espécies de erro de proibição: (i) direto: ―o agente engana-se a respeito da norma proibitiva‖. Assim. O agente supõe. em razão da suposição errônea da existência ou dos limites de uma causa de justificação. O erro recai sobre uma norma mandamental. Sobre o tema. não tem a culpabilidade de sua conduta excluída. o agente desconhece a ilicitude. nem o fato. (iii) indireto: também chamado de erro de permissão. 2) Disserte sobre erro de tipo e erro de proibição. O objeto do erro não é.2.. O erro de proibição exclui a culpabilidade.2. 3) Distinga entre o crime omissivo e o comissivo por omissão. pois. ser lícita a sua conduta. diz Cesar Roberto Bitencourt: “Só impropriamente se pode admitir falar de culpa em uma conduta que prevê e quer o resultado produzido (.). isto é. diz: ―é o que incide sobre a ilicitude de um comportamento. nos termos da parte final do parágrafo 1º do artigo 20 do Código Penal: ―Não há isenção de pena quando o erro deriva de culpa e o fato é punível como crime culposo‖. a culpa imprópria (. no caso concreto. E a ignorância ou a falsa representação de qualquer dos elementos constitutivos do tipo penal‖. Resposta: Cezar Roberto Bitencourt leciona que o ―erro de tipo é o que recai sobre circunstância que constitui elemento essencial do tipo. por erro. o sujeito que acredita possível permanecer inerte (omissão) porque supôs. Quanto ao erro de proibição. nem a lei.) decorre de erro de tipo evitável nas descriminantes putativas ou nas causas de justificação”. Com efeito.. a tipicidade da conduta do agente. mas a ilicitude.

2) O que é erro de tipo. Exemplo: o sujeito que. Segundo Cezar Roberto Bittencourt. 1º Constitui crime de tortura: I – constranger alguém com emprego de violência ou grave ameaça. segundo o qual “a omissão é penalmente relevante quando o agente devia e podia agir para evitar o resultado”. Segundo Cezar Roberto Bitencourt.No crime omissivo há omissão própria. Resposta: 152 . 33 da Lei nº 11. O erro de tipo exclui o dolo e. 2. é prevista no § 2º do artigo 13 do Código Penal. O resultado que eventualmente surgir dessa omissão será irrelevante para a consumação do crime.343/06. o tipo subjetivo compreende. Art.1. É a falsa percepção da realidade sobre um elemento do crime.4. Exemplo: Lei nº 9. não comete o crime descrito no art.4.455/97. A omissão imprópria. E a ignorância ou a falsa representação de qualquer dos elementos constitutivos do tipo penal‖. Exemplos. a tipicidade da conduta do agente.3. de exemplos. no comissivo por omissão. 3) Fale sobre erro de proibição. Questões do TRF4 1) O que é delito de intenção? Resposta: No delito de intenção. sendo que o dever de agir pode ter origem legal (alínea a). Questões do TRF3 2. “nesses crimes omissivos basta a abstenção. declaração ou confissão da vítima ou de terceira pessoa. além do dolo. Resposta: Cezar Roberto Bitencourt leciona que o ―erro de tipo é o que recai sobre circunstância que constitui elemento essencial do tipo. contratual (alínea b) ou decorrer do comportamento anterior do agente que cria o risco de ocorrência do resultado (alínea c). quando em verdade está transportando cocaína. omissão imprópria. podendo apenas configurar uma majorante ou qualificadora‖. causando-lhe sofrimento físico ou mental: a) com o fim de obter informação. um especial fim de agir por parte do agente. Os crimes omissivos próprios são de mera conduta. denominado elemento subjetivo especial do tipo. é suficiente a desobediência ao dever de agir para que o delito se consume. acredita estar transportando cal para construção civil.4. consiste no crime comissivo por omissão.1. ludibriado por outrem. por conseguinte. verificada nos crimes de resultado.

do Código Penal. nem o fato. Todavia. inciso I. pois. (ii) mandamental: ―ocorre nos crimes omissivos. Diante de circunstâncias fáticas normais. a conduta do agente torna-se reprovável quando o mesmo poderia agir de forma diversa. pois.‖ O autor aponta três espécies de erro de proibição: (i) direto: ―o agente engana-se a respeito da norma proibitiva‖. 153 . no caso concreto. deixa-se de reprová-lo.605/98 considera crime a conduta de ―introduzir espécime animal no País. quando as circunstâncias fáticas atingem certo grau de anormalidade. pode configurar hipótese de inexigibilidade de conduta diversa face ao crime de apropriação indébita previdenciária previsto no artigo 168-A. a contrariedade do fato em relação à lei. é uma excludente da culpabilidade. 4) Dê um exemplo de causa supra legal de excludentes de culpabilidade. que exclui a culpabilidade. vale lembrar o entendimento jurisprudencial no sentido de que as dificuldades financeiras da empresa. por erro. um dos elementos do juízo de reprovação a que se denomina culpabilidade. O agente supõe. diante da anormalidade dos fatos. sem parecer técnico oficial favorável e licença expedida por autoridade competente‖. dizendo-se que lhe era inexigível conduta diversa. desde que grave e comprovada nos autos. Cezar Roberto Bitencourt leciona: ―é o que incide sobre a ilicitude de um comportamento. O erro recai sobre uma norma mandamental. sobre um norma imperativa‖. isto é. Resposta: A inexigibilidade de conduta diversa é causa supralegal excludente da culpabilidade. ao lado da imputabilidade e do potencial conhecimento da ilicitude do fato. (iii) indireto: também chamado de erro de permissão. próprios ou impróprios. está em erro de proibição. no âmbito da Justiça Federal. A inexigibilidade de conduta diversa. § 1º. Quem desconhece a ilicitude desta conduta. Exemplo: o artigo 31 da Lei nº 9. O objeto do erro não é. Assim. a ser verificado em cada caso concreto. ser lícita a sua conduta. 6) Fale sobre causas de exclusão de ilicitude e exclusão de culpa. pode-se chegar à conclusão de que ao sujeito não restara outra opção senão optar pelo comportamento adotado. 5) O que é inexigibilidade de conduta diversa? Resposta: A exigibilidade de conduta diversa é. de censurá-lo. o agente desconhece a ilicitude. Nesses casos.Sobre o erro de proibição. mas não o faz. em razão da suposição errônea da existência ou dos limites de uma causa de justificação. mas a ilicitude. nem a lei.

‖ Sendo vencível o erro. 154 . Diverge-se sobre a natureza da descriminante putativa.‖ Exemplo clássico: sujeito que atira em desafeto supondo que este sacaria arma quando. Juarez Cirino dos Santos afirma que a questão é tormentosa. por erro plenamente justificado pelas circunstâncias. com a estrutura do erro de tipo (falsa percepção da realidade). Conclui o autor: “o erro de tipo permissivo não exclui o dolo do tipo. por erro plenamente justificado pelas circunstâncias. b) estado de necessidade: “ciclista desvia para o passeio. se existisse. mas com a consequência do erro de proibição (isenção de pena). Cita os seguintes exemplos: a) legítima defesa: “o agressor é ferido por disparo acidental de pistola utilizada pelo agredido como objeto contundente contra o agressor”. se erro de tipo ou de proibição. apenas afasta a culpabilidade dolosa. tornaria a ação legítima. Resposta: A descriminante putativa. pretendia apenas atender ao celular que tocava em seu bolso. que permanece íntegro. é justificado por imprudência”. então. com maior razão. Não há isenção de pena quando o erro deriva de culpa e o fato é punível como crime culposo. ao perceber aproximação perigosa de carro no sentido contrário da ciclovia. tornaria a ação legítima. se for inevitável. Não obstante. ferindo pedestre”. o autor admite tal possibilidade: “se o resultado não doloso da situação de legítima defesa seria justificado por dolo. 7) O que é descriminante putativa? Dê um exemplo. é regulada na primeira parte do parágrafo 1º do artigo 20 do Código Penal: ―É isento de pena quem. se existisse.” 8) O que é erro culposo? Resposta: O erro culposo (erro vencível ou evitável) verifica-se nos casos de descriminantes putativas (erro de tipo permissivo) e se encontra previsto na segunda parte do parágrafo 1º do artigo 20 do Código Penal: ―É isento de pena quem.Resposta: Sobre o tema ―justificação nos tipos de imprudência‖. o agente será absolvido. Não havendo previsão legal de crime culposo. se for evitável. supõe situação de fato que. principalmente porque “o entrelaçamento ou interpenetração entre tipo e antijuridicidade é maior nos tipos de imprudência do que nos tipos dolosos”. e igualmente a culposa. em verdade. Cezar Roberto Bitencourt entende tratar-se de uma terceira espécie de erro. supõe situação de fato que. o agente é condenado à pena prevista para a modalidade culposa do crime que cometeu. Não há isenção de pena quando o erro deriva de culpa e o fato é punível como crime culposo. também chamada de erro de tipo permissivo.

em qualquer das hipóteses deste artigo. seja patrimônio. de regra. acreditamos que a decisão de instalar os ofendículos constitui exercício regular de direito. fossos etc.9) O senhor estudou o que são ofendículos? 10) O que seria a legítima defesa preordenada? Resposta: Cezar Roberto Bitencourt diz: ―Offendiculas são as chamadas defesas predispostas. grades. independentemente do entendimento que se adote. As defesas mecânicas predispostas. por exemplo. encontrar-se-iam ocultas. constitui legítima defesa preordenada. prevenindo quem tentar violar o direito protegido. exercício do direito de autoproteger-se. No entanto. que representam uma resistência normal. como. segundo o qual ―o agente.1. domicílio ou qualquer outro bem jurídico. autores que distinguem os ofendículos da defesa mecânica predisposta.. inegavelmente. pontas de lança. no entanto. isto é. o excesso nos ofendídulos configura ilícito.5. Não obstante. 2.‖ 11) Excesso nos ofendículos pode configurar ilícito? Resposta: Há controvérsia se os ofendículos representam exercício regular de um direito ou legítima defesa. leciona o penalista: ―Na verdade. como fragmentos de vidros sobre o muro. Sobre o tema. natural. por sua vez. constituem-se de dispositivos ou instrumentos objetivando impedir ou dificultar a ofensa ao bem jurídico protegido. Questões do TRF5 155 . armas automáticas predispostas. Há controvérsia se os ofendículos representam exercício regular de um direito ou legítima defesa. cercas eletrificadas ou qualquer tipo de armadilhas prontas para disparar no momento da agressão‖. Os ofendículos seriam percebidos com facilidade pelo agressor. Há.4. ignoradas pelo suposto agressor. que. responderá pelo excesso doloso ou culposo‖. aplica-se o parágrafo único do artigo 23 do Código Penal. logo. quando reage ao ataque esperado.

1.‖ 4) O que o senhor entende por uniformidade e equivalência dos benefícios urbanos e rurais? Resposta: Comentado o princípio em questão. Visto sob o segundo aspecto (objetivo). Marina Vasques Duarte diz: ―também o caput do artigo 201 determina seja preservado o equilíbrio financeiro e atuarial do sistema.1. 2. Previdência Social E Seguridade Social: Princípios Constitucionais. a fim de mantê-lo em condições superavitárias. busca abranger o maior número de hipóteses e situações a serem objeto de cobertura pela seguridade social. pois. devendo ser observada a relação entre custeio e pagamento de benefícios. promover uma divisão desde princípio em universalidade de atendimento (aspecto subjetivo) e universalidade de cobertura (aspecto objetivo). Com base nesse princípio. Questões do TRF1 1) O que o candidato sabe sobre o princípio da universalidade da cobertura (aspecto objetivo) e do atendimento (aspecto subjetivo)? 2) O que você entende pela universalidade da seguridade social? Resposta: Sobre o princípio da universalidade.2. e também os estrangeiros residentes no Brasil). Sobre o princípio do equilíbrio financeiro e atuarial.876/99 trouxe o Fator Previdenciário. a Lei nº 9. quer dizer que as normas e ações devem buscar abranger o maior número de pessoas possíveis (brasileiros. Tomado sob a concepção subjetiva.5.5. natos e naturalizados.5. a nova ordem eleita determina que deverão ser postos à 156 . a população brasileira. em síntese. Marina Vasques Duarte diz: ―modificando o sistema securitário anterior à Constituição Federal de 1988. a falta de recolhimento das contribuições não caracteriza ausência de filiação. onde se criou proteção diversa para a população urbana e rural. e independentemente de ter ou não vertido contribuições.1.‖ 3) O que são o princípio da filiação e princípio do equilíbrio financeiro e atuarial? Resposta: Carlos Castro e João Lazzari lecionam que o princípio da filiação ―estabelece a filiação compulsória e automática de todo e qualquer indivíduo trabalhador no território nacional a um regime de previdência social. Direito Previdenciário 2. mesmo que contra sua vontade. mas inadimplência tributária‖. André Sette leciona: ―Pode-se.

‖ 2. 2) Existe plano de saúde plurianual? Há um planejamento em relação a isso? 3) Há positivação desse conteúdo programático? Resposta: Por plano de saúde plurianual. assim como qualquer outra política. acredita-se. 1º. A saúde e a assistência são formas de amparo não contributivas. sim. nos termos da positivação iniciada pelo artigo 165 da Constituição da República. precipuamente. Comparadas previdência e assistência. Qual a diferença entre elas? b. que se opõe ao da capitalização.1. da previdência e da assistência sob o mesmo rótulo (seguridade social) representa um reconhecimento constitucional da igual importância desses direitos para a ordem social. permeia a seguridade social notadamente no âmbito do custeio.5. pode-se entender a parcela do plano plurianual (espécie de lei orçamentária) que é especificamente voltada ao tema da saúde. 157 . § 1º).2. planejada. haja vista o sistema de repartição. A CF reconhece a miserabilidade diante desta distinção? c. ou da solidariedade. ―o direito da seguridade destina-se a garantir. lei de diretrizes orçamentárias e lei orçamentária anual). atendendo ao fundamento da República contido no art. Como o princípio do altruísmo se permeia nesse contexto? Resposta: Segundo Marcelo Tavares.‖ Por conseguinte. o mínimo de condição social necessária a uma vida digna. da CRFB/88. ao contrário da previdência. sendo cobertos os mesmos eventos em sistema semelhante. a Saúde e a Previdência na figura da Seguridade social? a. pode-se dizer que a constituição reconhece a miserabilidade em prol da assistência.disposição idênticos benefícios e serviços para ambas as populações. pode-se afirmar que o englobamento da saúde. que é essencialmente contributiva. 165. Questões do TRF2 1) Por que a CF engloba a Assistência. ordinariamente voltada ao amparo de pessoas que sequer encontram acolhida no âmbito familiar. pode-se dizer que e execução orçamentária da saúde é. III. O princípio do altruísmo. haja vista trata-se de um programa de duração continuada (CF. art. Considerandose as três espécies de leis orçamentárias (plano plurianual.

essa cobrança seria legítima ou não? Haveria quebra da isonomia no sentido de quem tem um plano de saúde vai ter que arcar com aquele determinado valor? Haveria uma quebra dessa “coluna vertebral” da Constituição que independe dessa contrapartida? Resposta: O instituto do ressarcimento ao SUS é previsto no artigo 32 da Lei nº 9. além de onerado ainda mais. indistintamente. que se verifica uma hipótese de remuneração pelo serviço público de saúde. procura o serviço público de saúde. o que. antevendo o ressarcimento ao SUS.656/98. 5) Já ouviu falar da figura do ressarcimento ao SUS? Do que cuida essa temática? Dentro da definição de que a saúde atende a todos indistintamente. onerando mais ainda quem tem o plano de saúde ou não? Não ocorreria esse efeito perverso? Resposta: Em tese. Tal fato pode. porém. Fato é. em princípio. donde se extrai que a Constituição reconhece. A assistência social. no jogo dos argumentos. ainda que mediada pela operadora. Quem sustenta a legitimidade do instituto afirma que o mesmo se fundamenta da vedação de enriquecimento sem causa das operadoras de planos de saúde. que. repassem o valor do ressarcimento ao consumidor. Enquanto gênero. por sua vez. vai de encontro à diretriz constitucional da gratuidade. não implicaria uma vez o empresário sabedor de que lá na frente vai haver esse ressarcimento . o qual prevê. volta-se as desamparados (CF. assistência e previdência social? Resposta: A seguridade social é um dos capítulos da ordem social. a previdência social (contributiva) e a assistência social (não contributiva). art. 6º). é possível que as operadoras de planos de saúde. 6) Tendo em vista que essa cobrança é feita do prestador (plano de saúde). na distinção entre previdência e assistência. já remuneradas pelo particular para arcar com o procedimento realizado pelo SUS. volta-se aos trabalhadores. 158 .em um repasse nos valores do plano de saúde. em síntese. ser ponderado em prol da ilegitimidade do instituto do ressarcimento ao SUS.4) Qual a distinção entre seguridade social e as três figuras saúde. A previdência. por fim. a seguridade social compreende três espécies: a saúde (não contributiva). que as operadoras de planos privados de saúde devem ressarcir o SUS quando a pessoa. A saúde volta-se para todos. estaria indiretamente pagamento pelo serviço público de saúde. ao invés de realizar o procedimento na rede privada. a miserabilidade como critério norteador desta.

159 . o percentual correspondente à variação nominal do Produto Interno Bruto (PIB) ocorrida no ano anterior ao da lei orçamentária anual). positivado ou isso fica à discricionariedade? Já existe algum padrão ou modelo que o Poder Público siga ou em cada caso poderá fazer uma opção durante um determinado período de tempo para prestar serviço? Isso é regrado ou não? Se recorda de algum parâmetro de alguma destas legislações? A lei 8. anualmente. Existe vinculação do PIB do país para a aplicação mínima de recursos para a saúde? Pode haver essa vinculação? A Constituição autorizaria ou de alguma maneira isto estaria comprometendo o desenvolvimento do país? Resposta: Sim. pode-se concluir que a fórmula adotada pelo legislador pode comprometer o desenvolvimento do país. em termos nominais. objetivamente. por exemplo. Marcelo Tavares diz: ―Enquanto. somente é devida aos segurados de mais baixa renda (art. Por exemplo. acrescido de. o montante correspondente ao valor empenhado no exercício financeiro anterior. Prestação considerada não essencial no sistema. diante da inflação. a vinculação existe (Art. o valor de que trata o caput não poderá ser reduzido. em ações e serviços públicos de saúde. prestações específicas de saúde.080. a universalidade determina que o Estado procure proteger o homem da maior gama possível de riscos. no mínimo. 201. benefício previdenciário do Regime Geral de Previdência. Nas prestações de saúde. 5º A União aplicará. a seletividade possibilita a ponderação dos critérios de atendimento pela necessidade. E mesmo os serviços de assistência social poderão prever atendimentos em graus variados de urgência‖. 8) A recente lei complementar 141/2012 prevê a aplicação mínima de recursos para a saúde. apurado nos termos desta Lei Complementar. dando vantagem aos mais carentes. segundo o qual ―em caso de variação negativa do PIB. na redução dos investimentos públicos na saúde sob uma perspectiva substancial. é o que ocorre com o salário-família. Considerando o § 2º deste preceito.7) Quais são os conceitos de seletividade e distributividade no âmbito da previdência? Esse critério da distributividade tem algum critério posto. o que ela prevê? Resposta: Sobre o tema. previdência e assistência social podem ser destinadas de forma diferenciada. pois a manutenção do valor orçamentário nominal implica. de um exercício financeiro para o outro‖. IV). o princípio da distributividade fará com que algumas prestações mais urgentes recebam prioridade em relação a outros tratamento quanto à implementação massificada. Com a aplicação do princípio da seletividade.

de amparo (social). define a seguridade social como “um conjunto integrado de ações de iniciativa dos Poderes Públicos e da sociedade. a assistência social será prestada a quem dela necessitar. 6º . A Constituição da República. donde de conclui que o planejamento não ocorre a cada exercício financeiro. 13) Como se distinguem os princípios da seletividade e da distributividade no âmbito da seguridade? Resposta: 160 . I – objetivo fundamental: erradicar a pobreza e a marginalização. em seu artigo 195. V – garantia de um salário mínimo de benefício mensal à pessoa portadora de deficiência e ao idoso que comprovem não possuir meios de prover à própria manutenção ou de tê-la provida por sua família. art. (ii) art.9) Há previsão de plano de saúde plurianual ou é planejado a cada exercício financeiro? Resposta: A saúde é matéria que integra o plano plurianual. destinadas a assegurar os direitos relativos à saúde. 11) Como se distingue basicamente a previdência social da assistência social? Qual é a nota distintiva? Resposta: A principal nota distintiva é a contributividade: a previdência é contributiva. dentro deste ponto de vista da doutrina. à previdência e à assistência social”. 203). 10) Seguridade: qual o conceito mais singelo que se poder oferecer? Resposta: Seguridade (social) é sinônimo de segurança (social). onde parte da doutrina entende de que a Constituição reconhece a miserabilidade em território brasileiro? Resposta: É possível concluir que a Constituição reconhece a miserabilidade em território brasileiro com base nos seguintes preceitos: (i) art. independentemente de contribuição (CF. 12) É correta a afirmativa. a lei de diretrizes orçamentárias e a lei orçamentária anual. 3º. (iii) art. 203.direito social: assistência aos desamparados.

O princípio da distributividade.5.. pois a pessoa que verte contribuição para a seguridade não o faz em benefício próprio. art.). 2. inserido na ordem social. 193 da Carta Magna)‖. distinto daquele previsto para a União (CF. Por sua vez. majorado ou estendido sem a correspondente fonte de custeio total‖. ou seja.. 165. III). § 5º. sob pena de violação ao § 5º do artigo 195 da Constituição da República: ―Nenhum benefício ou serviço da seguridade social poderá ser criado. Questões do TRF3 1) É possível a criação de benefícios previdenciários sem a devida fonte de custeio? Resposta: Não é possível. art. Questões do TRF4 161 . é de ser interpretado em seu sentido de distribuição de renda e bem-estar social.1. o princípio do orçamento diferenciado assegura à seguridade um orçamento próprio. também denominado de princípio da solidariedade. § 5º). 14) Como o princípio altruístico permeia a seguridade social? Podemos afirmar que o princípio do orçamento diferenciado é uma decorrência natural do princípio altruístico ou é um princípio que tem um grau de autonomia/independência em relação a ele? Resposta: O princípio altruístico.1. pode-se dizer que o orçamento diferenciado reforça o caráter solidário do custeio. 195. pela concessão de benefícios e serviços visa-se ao bem-estar e à justiça social (art. 2. 2) Existe algum outro dispositivo que seja permitido a criação de benefício sem previsão de custeio? Há alguma exceção? Resposta: Não se tem conhecimento de alguma exceção constitucional à regra da contrapartida (CF.3. mas em benefício de outrem necessitado (sistema de repartição). sendo possível vislumbrar um liame entre ambos. art.4. Traçando um paralelo entre os princípios. permeia a seguridade social notadamente no campo do custeio.Carlos Castro e João Lazzari lecionam: ―O princípio da seletividade pressupõe que os benefícios são concedidos a quem deles efetivamente necessite (.5.

a jurisprudência brasileira vem adotando a denominada solução pro misero. (vii) caráter democrático e descentralizado da administração. (viii) precedência da fonte de custeio. 02) Quais os limites e alcance da solidariedade em cada um dos subsistemas da seguridade social? É dizer: como se aplica o princípio da solidariedade na saúde. é altamente solidária. na relativização da exigência de início de prova material para o denominado trabalhador boia-fria.1. Questões do TRF5 01) Quais os princípios da seguridade social? Resposta: Os princípio da seguridade social são: (i) universalidade da cobertura e do atendimento. a existência de benefícios exclusivos ao cidadão de baixa renda demonstra solidariedade. (x) solidariedade. para outrem necessitado.2. 04) Dê exemplos de aplicação do princípio da solidariedade pelo STF? Resposta: 162 . 5º da Lei de Introdução às Normas do Direito Brasileiro). (v) equidade na forma de participação do custeio. (iii) seletividade e distributividade na prestação dos benefícios e serviços. pois aqueles que vertem contribuição não o fazem para si. (iv) irredutibilidade do valor dos benefícios. 03) A jurisprudência brasileira tem adotado regras específicas de interpretação do Direito Previdenciário? Resposta: Considerando que ―na aplicação da lei. na saúde. como se verifica. independentemente de contribuição. (ii) uniformidade e equivalência dos benefícios e serviços às populações urbanas e rurais. (ix) orçamento diferenciado. assistência e previdência? Resposta: O princípio da solidariedade se manifesta nos subsistemas da seguridade social notadamente no âmbito do custeio. Na previdência. por fim. pode-se vislumbrar na prioridade de atendimento aos casos de urgência e emergência notas de altruísmo.5. (vi) diversidade da base de financiamento. por exemplo. A assistência. o juiz atenderá aos fins sociais a que ela se dirige e às exigências do bem comum‖ (art.5. dada a precariedade das suas condições de trabalho. visto que prestada a quem dela necessitar. Outrossim.

a decisão que se vale da solução pro misero não implica em violação à imparcialidade. ao reconhecer a constitucionalidade da contribuição sobre os proventos de aposentadoria e pensões concedidas pelos regimes próprios de previdência (CF. 2. devendo o magistrado expor pormenorizadamente tal situação. 2. art.6. regime de previdência privada. estrutura organizacional e técnicas utilizadas. morte.1. 06) Seguridade social: distinguir as três estruturas: cobertura do risco. regimes próprios de previdência. desde que devidamente fundamentada – leia-se. (ii) estrutura: descentralização político-administrativa – CF. Direito Civil 2. 40. (ii) estrutura: ―as ações e serviços públicos de saúde integram uma rede regionalizada e hierarquizada e constituem um sistema único‖ – CF. aplicável ao direito previdenciário. art. (iii) técnica: a quem dela necessitar. Classificação Dos Contratos. Sendo assim. I.6.1. há de ser fundada. (iii) técnica: tutela do trabalhador e seus dependentes. portanto. (ii) estrutura: regime geral de previdência social.1. 196.6. não vulnera a imparcialidade do juiz? Resposta: Um dos métodos de controle da imparcialidade do magistrado é o dever de fundamentar as decisões. desemprego involuntário.O Supremo Tribunal Federal. proteção à maternidade. art. A dúvida. 198. Compromisso. 05) O princípio da defesa do hipossuficiente (in dúbio pro misero). (iii) técnica: acesso universal – CF. § 18). art. 204. art. de acordo com as provas produzidas nos autos –. (C) ASSISTÊNCIA: (i) risco: desamparo social. valeu-se expressamente do princípio da solidariedade. 196. Sua definição encontra-se no artigo 851: ―É admitido compro163 . idade avançada. (B) PREVIDÊNCIA: (i) risco: doença. invalidez. Questões do TRF1 1) Diferencie cláusula compromissória e compromisso? Resposta: O compromisso é uma espécie de contrato cujo regramento encontra-se nos artigos 851 a 853 do Código Civil. Resposta: As três estruturas da seguridade social são: (A) SAÚDE: (i) risco: ―redução do risco doença e de outros agravos‖ – CF.

037/96. judicial ou extrajudicial. ou sem sofrer diminuição no seu patrimônio. Questões do TRF2 1) O contrato de Seguro é pluricontratual? Resposta: Maria Helena Diniz leciona: “Toda convenção.2. inclusive. o contrato de compromisso pode assumir a forma de cláusula compromissória ou compromisso arbitral. é bilateral ou plurilateral. ainda não verificados. só que firmado após o surgimento do conflito de interesses. 2. é contrato gratuito propriamente dito . há diminuição patrimonial de uma das partes em proveito da outra (como na doação). naqueles. para resolver litígios entre pessoas que podem contratar‖.exemplo. aqueles dos quais ambas as partes visam a obter vantagens ou benefícios. e a outra suporta. ―a cláusula compromissória é a convenção através da qual as partes em um contrato comprometem-se a submeter à arbitragem os litígios que possam vir a surgir relativamente a tal contrato‖. sem encargo.misso. em sua formação. de igual teor. e não pluricontratual. Gratuitos ou benéficos. porém sem empobrecer-se. Resposta: Caio Mário da Silva Pereira leciona: ―Encarados quanto ao objeto perseguido pelas partes. impondo-se encargos reciprocamente em benefício uma da outra. Segundo o artigo 4º da Lei nº 9. O que ocorre na doação pura? Enriquecimento de um lado e um sacrifício do outro. com a observação de que. A cláusula compromissória. que é um acordo de vontades. O contrato de seguro nos parece bilateral (seguradora e segurado).‖ Sob este viés. os contratos são: Onerosos. só ela. por existirem sempre duas ou mais vontades coincidentes”. A doação pura. aqueles dos quais somente uma aufere a vantagem. pois. 2) O que seria um contrato desinteressado? E um que fosse gratuito não seria não interessado? Doação Pura.6.1. ponto que a difere do compromisso arbitral. o contrato não interessado apenas pode ser considerado gratuito em sentido amplo. ou seja. enquanto que nos outros um dos contratantes presta um serviço ao outro sem nada receber em troca da prestação feita ou prometida. o encargo. ou pura liberalidade. Há quem distinga os contratos gratuitos propriamente ditos. jamais em sentido estrito. ou seja. dos contratos desinteressados. utilizado pelo mencionado autor. 2) Pode nesse contrato ocorrer a hipótese de união de contratos? 164 . volta-se para litígios futuros e eventuais. Quando extrajudicial.

5.6.1. a fiança gere encargos patrimoniais ao credor.4. prescindindo da presença do devedor. Quanto aos seus efeitos. ao nosso sentir. O devedor não é parte na relação jurídica fidejussória.7. 820). é bilateral ou plurilateral. e não multilateral. converter-se-ia em bilateral‖. Direito Empresarial 2.6. durante a sua execução.Resposta: Parece-nos possível. na sua origem.1. sem dúvida. podendo até mesmo ser levado a efeito sem o seu consentimento ou contra sua vontade (CC.1. como o devedor não é parte na formação do contrato. união de contratos: entre o contrato de fiança e o contrato afiançado. o contrato de fiança é. Questões do TRF4 2.1. em sua formação. Sociedade Anônima 2. em sua formação.1. Questões do TRF3 2. o qual. conclui-se que a fiança é. por existirem sempre duas ou mais vontades coincidentes‖. 2. durante a sua execução. unilateral (gera obrigação apenas para o fiador). razão pela qual não pode ser considerado bilateral perfeito. Questões do TRF5 2. Questões do TRF1 1) Como o senhor definiria uma S/A? Porque ela se chama anônima? 165 . Em relação ao contrato de fiança. seria unilateral.6.‖ Assim.3. um contrato bilateral.7. Seria a figura do contrato bilateral imperfeito. Ex: união entre o contrato de compra e venda de um carro e o contrato de seguro desse mesmo carro. Pablo Stolze diz: ―Há quem defenda a existência de um tertium genius entre a unilateralidade e a bilateralidade dos efeitos do contrato. mas. Há. Não nos parece possível que. 3) Fiança é um contrato multilateral? Este contrato é bilateral perfeito ou imperfeito? Aplica-se união de contratos? Resposta: Maria Helena Diniz leciona: ―Toda convenção.7. diz: ―É um negócio entabulado entre credor e fiador. razão pela qual deixamos de considerá-la um contrato bilateral imperfeito. art.1.

O Banco do Brasil. sociedade anônima. Fábio Ulhoa Coelho leciona: ―A doutrina divide a trajetória histórica das sociedades anônimas em três períodos: outorga. No segundo período. recibos de subscrição e certificados de desdobramento relativos aos valores mobiliários referidos no inciso II. Regulamentação). III . pelas obrigações sociais.385/76. com a chegada da família real portuguesa à sua então colônia. debêntures e bônus de subscrição. trata-se de uma sociedade entre anônimos e. No último. autorização e regulamentação. cujos sócios tem. no período colonial e no início do Império. No primeiro. para quem os subscreve ou adquire. no órgão próprio.os cupons. foi constituído em 1808. porque voltada para a atração de grandes investimentos. a personalização e a limitação das responsabilidade dos acionistas eram privilégios concedidos pelo monarca e.as cotas de fundos de investimento em 166 .303/01: ―Art.as ações. João VI. em geral.‖ 3) O que são valores mobiliários? Do lado da empresa são instrumentos? Resposta: Em seu curso de Direito Comercial. por exemplo. por isso. Autorização. Fábio Ulhoa Coelho leciona: ―Valores mobiliários são instrumentos de captação de recurso pelas sociedades anônimas emissoras e representam. um investimento. Qual foi a S/A mais destacada que foi fundada neste período? Banco do Brasil. Registro. II .‖ 4) Quais seriam os exemplos de valores mobiliários? Resposta: Diz a Lei nº 6. bastavam o registro. Resposta: Em seu curso de Direito Comercial.Resposta: Em seu curso de Direito Comercial. com redação dada pela Lei nº 10. elas decorriam de autorização governamental. ligavam-se a monopólios colonialistas.as cédulas de debêntures. No Brasil. 2) Quais são os períodos históricos institucionais da S/A? (Outorga. responsabilidade limitada ao preço de emissão das ações que titularizam‖. direitos. as sociedades anônimas se constituíam por ato de outorga do poder real ou imperial. 2º São valores mobiliários sujeitos ao regime desta Lei: I . IV . V . Entendese que a S/A. mediante alvará do regente D.os certificados de depósito de valores mobiliários. Fábio Ulhoa Coelho apresenta a seguinte definição: ―Anônima é a sociedade empresária com capital social dividido em valores mobiliários representativos de um investimento (as ações).

salvo se prevista no estatuto ou no contrato social. inclusive resultante de prestação de serviços. A transformação exige o consentimento unânime dos sócios ou acionistas.as notas comerciais. caso em que o sócio dissidente terá o direito de retirar-se da sociedade. ao regime do novo tipo adotado.os contratos futuros. Fábio Ulhoa Coelho leciona: “Na transformação.1. Questões do TRF2 1) O que é o fenômeno da transformação? Resposta: Em seu curso de Direito Comercial. ou vice-versa.outros contratos derivativos. e IX . que gerem direito de participação.‖ 5) O que é um bônus de subscrição? Quando um investidor adquire este bônus. ocorre sem solução de continuidade? Resposta: Sobre o procedimento da transformação.‖ Por sua vez. a limitada se torna anônima. Os sócios podem renunciar. independentemente dos ativos subjacentes. mas apenas o direito de preferência sobre ações futuras. Fábio Ulhoa Coelho leciona: ―Transformação é a mudança do tipo da sociedade empresária. VI . porém.quando ofertados publicamente. ele não estaria realizando a compra de uma ação? Resposta: Em seu curso de Direito Comercial.7. Fábio Ulhoa Coelho leciona: ―Bônus de subscrição é o valor mobiliário que atribui ao seu titular o direito de preferência para subscrever novas ações da companhia emissora. Parágrafo único.2.‖ Portanto. cujos ativos subjacentes sejam valores mobiliários. VII . de opções e outros derivativos.404/76: ―Art. 221. cujos rendimentos advêm do esforço do empreendedor ou de terceiros. ela não compra ações. devem ser observa167 . por exemplo.valores mobiliários ou de clubes de investimento em quaisquer ativos. 2. VIII . em seu curso de Direito Comercial.‖ 2) A mudança de título jurídico – a transformação de uma companhia em ltda. permanece a mesma pessoa jurídica. submetida. Na transformação. ao direito de retirada no caso de transformação em companhia. quaisquer outros títulos ou contratos de investimento coletivo. dispõe a Lei nº 6.é. quando um investidor adquire este bônus. e vice versa implica em alguma perturbação da atividade empresária. i. no contrato social. de parceria ou de remuneração. Por essa operação. quando de futuro aumento de capital social.

das as regras de constituição de sociedade aplicáveis ao novo tipo. Os sócios da limitada, para transformarem em anônima, devem reunir-se em assembleia de fundação, lavrando a respectiva ata, ou comparecer perante o tabelião, para assinatura da escritura de constituição. Os acionistas da anônima, por sua vez, devem assinar o contrato social. Nenhum outro ato dos sócios é preciso para a mudança do tipo.” Não há previsão, pois, de interrupção das atividades.

3) O que é uma incorporação. O que acontece com os patrimônios das pessoas jurídicas (incorporadora e incorporada)? Reformulando: conceitue juridicamente a figura desta “absorção” patrimonial; Quando eu incorporo o patrimônio de outra sociedade em que há um somatório de elementos patrimoniais, ou seja, existe alguma coisa que acontece relativamente às posições jurídicas titularizadas pela incorporada até o momento passa a ser da incorporadora. Sob o ponto de vista jurídico o que acontece? Por exemplo, a relação de crédito que incorporada tenha com terceiros, a incorporadora assume que posição? Qual a titulação dos elementos patrimoniais – ativos e passivos – da incorporadora quando ocorre a incorporação? (Há uma sucessão.) E essa sucessão se dá em caráter singular ou universal? Ou seja, se dá posição jurídica à posição jurídica ou se dá como, por exemplo, na morte civil em que há sucessão universal? Resposta:

―Incorporação é a operação pela qual uma ou mais sociedades são absorvidas por outra, que lhes sucede em todos os direitos e obrigações‖ (Lei nº 6.404/76, art. 227). Neste mesmo sentido, dispõe o artigo 1.116 do Código Civil. Trata-se de sucessão universal, pois todo o patrimônio jurídico (ativo e passivo) é transferido da incorporada para a incorporadora. (Ferri: "Dá-se, portanto, necessariamente, uma sucessão a título universal da sociedade incorporadora ou que resulta da fusão no patrimônio das sociedades que, em conseqüência da fusão, perdem a sua autonomia.")

4) A partir deste conceito de sucessão universal como fica a responsabilidade da incorporadora relativamente às obrigações da incorporada perante terceiros, Fisco inclusive? Resposta:

Considerando que a incorporada absorve todo o patrimônio da incorporada, patrimônio este que representa a garantia dos credores deste, outra conclusão não resta senão a de que a incorporada torna-se devedora dos débitos da incorporada, inclusive fiscais. No ponto, convém lembrar o art. 1.122 do Código Civil, segundo o qual ―Até 90 (noventa) dias depois de publicados os atos relativos à incorporação, fusão ou cisão, o credor anterior, por ela prejudicado, poderá promover judicialmente a anulação deles.‖

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5) O que é uma cisão? Resposta:

Em seu curso de Direito Comercial, Fábio Ulhoa Coelho leciona: ―A cisão é a operação pela qual uma sociedade empresária transfere para outra, ou outras, constituídas para essa finalidade ou já existentes, parcelas do seu patrimônio, ou a totalidade deste. Quando a operação envolve a versão de parte dos bens da cindida em favor de uma ou mais sociedade, diz-se que a cisão é parcial; quando vertidos todos os bens, total. Neste último caso, a sociedade cindida é extinta. Por outro lado, se a sociedade empresária para a qual os bens são transferidos já existe, a operação obedece às regras da incorporação (LSA, art. 229, § 3º).‖

6) Quando a cisão é parcial e essa a parcela cindida é incorporada numa sociedade já existente, como fica a questão da solidariedade? Essa divisão de responsabilidade é oponível perante o Fisco? Resposta:

―A companhia cindida que subsistir e as que absorverem parcelas do seu patrimônio responderão solidariamente pelas obrigações da primeira anteriores à cisão.(...) O ato de cisão parcial poderá estipular que as sociedades que absorverem parcelas do patrimônio da companhia cindida serão responsáveis apenas pelas obrigações que lhes forem transferidas, sem solidariedade entre si ou com a companhia cindida (...)‖ (Lei 6.404/76, art. 233). Tal convenção particular, porém, não é oponível ao fisco (CTN, art. 123).

7) Como se dá a dissolução de uma sociedade? Ela perde a personalidade jurídica? Na hipótese em que há uma sociedade de economia mista controlada pela União pergunta-se: a União pode ser sujeito de abuso de controle com base na lei das S/A? Pode praticar ato abusivo na qualidade de controladora de uma companhia? Sim ou não e por quê? A S.E.M. se submete à lei das S/A? Resposta:

Em seu curso de Direito Comercial, Fábio Ulhoa Coelho leciona: ―A dissolução, entendida como procedimento de terminação da personalidade jurídica da sociedade empresária, abrange três fases: a dissolução (ato ou fato desencadeante), a liquidação (solução das pendências obrigacionais da sociedade) e a partilha (repartição do acervo entre os sócios)‖. Segundo a Lei 6.404/76: (i) ―as sociedades anônimas de economia mista estão sujeitas a esta Lei‖ (art. 235); (ii) ―a pessoa jurídica que controla a companhia de economia mista tem os deveres e responsabilidade do acionista controlador‖ (art. 238); (iii) ―o acionista controlador responde pelos danos causados por atos praticados com abuso de poder‖ (art. 117). Por conseguinte, é possível concluir que a União pode ser sujeito
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ativo de abuso de poder de controle, até porque entendimento contrário redundaria na irresponsabilidade do poder público, desfecho em nada compatível com o ordenamento.

8) Quando as operações societárias são utilizadas como instrumento de economia fiscal ou como etapa de projetos de planejamento fiscal, essas operações podem ser desfeitas? Essas operações são desconsideráveis? São ineficazes sob o ponto de vista do agente público? Resposta:

Em seu curso de Direito Comercial, Fábio Ulhoa Coelho leciona: ―As operações de incorporação, fusão e cisão, na maioria das vezes, podem ter por objetivo o planejamento tributário (para compensar perdas de uma sociedade com lucros de outro do mesmo grupo, observados os limites admitidos em lei)‖. Assim, enquanto permanecerem no campo da licitude (ex: ausência de simulação), pode-se concluir que o agente público não pode desconsiderá-las. Porém, havendo simulação, torna-se aplicável a norma antielisiva prevista no parágrafo único do artigo 116 do CTN: ―a autoridade administrativa poderá desconsiderar atos ou negócios jurídicos praticados com a finalidade de dissimular a ocorrência do fato gerador do tributo ou a natureza dos elementos constitutivos da obrigação tributária, observados os procedimento a serem estabelecidos me lei ordinária‖.

2.7.1.3. Questões do TRF3

2.7.1.4. Questões do TRF4

2.7.1.5. Questões do TRF5
1) Discorra sobre a responsabilidade dos sócios. Resposta:

Em suma: (i) sociedade por ações: ―a responsabilidade dos sócios ou acionistas será limitada ao preço de emissão das ações subscritas ou adquiridas‖ – Lei 6.404/76, art. 1º ; (ii) sociedade limitada: ―a responsabilidade de cada sócio é restrita ao valor de sua cotas, mas todos respondem solidariamente pela integralização do capital social‖ – Código Civil, art. 1.052; (iii) sociedade em nome coletivo: ―somente pessoas físicas podem tomar parte na sociedade em nome coletivo, respondendo todos os sócios, solidária e ilimitadamente, pelas obrigações sociais.‖ – Código Civil, art. 1039; (iv) sociedade em comandita simples: ―os comanditados, pessoas físicas, responsáveis solidária e ilimitadamente pelas obrigações sociais; e os comanditários, obrigados somente pelo valor de sua quota‖ – Código Civil, art. 1.045.
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2.8. Direito Processual Civil
2.8.1. Tutela Jurisdicional E Sua Antecipação. Conceito. Cabimento E Requisitos. Revogação, Modificação E Recursos Cabíveis. Fungibilidade Da Tutela Cautelar E Antecipada. Cumprimento Das Tutelas Antecipadas. Tutelas De Urgência. 2.8.1.1. Questões do TRF1
1) Qual o instrumento que eu terei para forçar o cumprimento de uma tutela inibitória? Resposta:

Considerando que a tutela inibitória veicula uma obrigação de não fazer, a ela se torna aplicável o regramento do artigo 461 do Código de Processo Civil. Desta feita, os instrumentos de que a parte dispõe para forçar o cumprimento de uma tutela inibitória ostentam natureza eminentemente mandamental ou executiva lato sensu, notadamente os previstos no § 5º do mencionado preceito: ―Para efetivação da tutela específica ou a obtenção do resultado prático equivalente, poderá o juiz, de ofício ou a requerimento, determinar as medidas necessárias, tais como a imposição de multa por tempo de atraso, busca e apreensão, remoção de pessoas e coisas, desfazimento de obras e impedimento de atividade nociva, se necessário com requisição de força policial‖.

2) Por que antecipar a tutela jurisdicional? Resposta:

À luz do direito fundamental à razoável duração do processo, Luiz Guilherme Marinoni afirma que a antecipação de tutela é uma forma de distribuir o ônus do tempo do processo entre as partes. Diz o autor: “O tempo do processo não pode prejudicar o autor e beneficiar o réu, já que o Estado, quando proibiu a justiça de mão própria, assumiu o compromisso de, além de tutelar de forma pronta e efetiva os direitos, tratar os litigantes de forma isonômica. É possível distribuir o tempo do processo através dos procedimentos especiais, elaborados a partir das técnicas da cognição. Os procedimentos que impedem a discussão de determinadas questões (cognição parcial), que restringem o uso das provas (por exemplo, mandado de segurança, cognição exauriente secundum eventum probationis) ou mesmo que são de cognição plena e exauriente, mas dotados de tutela antecipatória permitem, através de formas diversas, uma melhor distribuição do tempo da justiça”.

3) Nós tínhamos uma doutrina tradicional, processo de conhecimento, cautelar, de execução, qual a necessidade de encurtar este procedimento da cautelar? 171

Resposta:

Considerando o sincretismo processual verificado entre os processos de conhecimento e de execução, o que, ao fim e ao cabo, implica em tutela satisfativa mais célere, pode-se dizer que a necessidade de encurtar o procedimento cautelar se faz necessária como forma de acompanhar a celeridade que já se verifica nos demais procedimentos. Se toda cautelar, por definição, é instrumental, ela deve seguir a mesma lógica do principal (maior celeridade).

4) A antecipação dos efeitos da tutela já existiriam no MS e nas ações possessórias? É antecipação dos efeitos da tutela? E se eu tenho uma posse velha e não posso enveredar pela ação possessória, então eu posso me valer do art. 273 do CPC e requere a antecipação dos efeitos da tutela geral? Resposta:

Antes de ingressar no regime geral do Código de Processo Civil, a antecipação de tutela é instituto que já encontrava previsão em alguns procedimentos especiais, dentre os quais o mandado de segurança e a ação possessória, cada qual com seus respectivos requisitos. No caso da ação possessória, a antecipação da tutela, segundo o regramento específico, exige posse nova (posse inferior a ano e dia). Porém, caso seja ultrapassado este lapso de tempo, é perfeitamente possível que o autor da demanda obtenha a tutela antecipada. Porém, nesses casos, a mesma haverá de ser apreciada de acordo com o regramento genérico, ou seja, o artigo 273 do Código de Processo Civil.

5) O periculum in mora é presumido, na ação de procedimento ordinário ele teria de ser provado, o senhor não acha que seria difícil de provar um periculum in mora do art. 273 para se demandar ação em virtude de posse velha? Resposta:

6) E quando esta antecipação dos efeitos da tutela é necessária numa fase cinzenta quando da interposição do RE e o despacho do RE ou Resp e também da apelação? Resposta:

Com efeito, uma vez decorrido o lapso de ano e dia nas ações possessórias, ou quando se está na fase recursal, a prova do ―fundado receio de dano irreparável ou de difícil reparação‖ parece contradizer a demora da parte autora em ingressar em juízo, como também o pleno transcurso da demanda nas instâncias ordinárias. Porém, estamos apenas no plano das hipóteses, não se podendo excluir ab initio tal possibilidade no plano concreto. Ademais, convém lembrar que segundo o CPC existe a possibilidade de ante172

cipação de tutela sem periculum in mora (art. 273, I), fundado no abuso do direito de defesa do réu (art. 273, II).

Resposta:

2.8.1.2. Questões do TRF2

2.8.1.3. Questões do TRF3
1) Pode o magistrado deferir antecipação de tutela, de caráter satisfativo, de forma diversa da pedida pela parte? Resposta:

Sim, pois, nos termos do artigo 461 do Código de Processo Civil, ―o juiz concederá a tutela específica da obrigação ou, se procedente o pedido, determinará providências que assegurem o resultado prático equivalente ao do adimplemento.‖ Deferida a tutela antecipada na forma do pedido da parte, tem-se tutela específica; deferida em prol de resultado prático equivalente, o juiz o faz de forma diversa da pedida pela parte.

2) Pode ser deferida tutela antecipada satisfativa, de ofício? Resposta:

Não, pois o artigo 273 do Código de Processo Civil é claro: ―o juiz poderá, a requerimento da parte, antecipar, total ou parcialmente, os efeitos da tutela pretendida no pedido inicial‖.

2.8.1.4. Questões do TRF4

2.8.1.5. Questões do TRF5

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2.9. Direito Processual Penal
2.9.1. Ação Penal. Justa Causa. 2.9.1.1. Questões do TRF1
1) A justa causa constitui elemento da ação penal? Resposta:

Para Eugênio Pacelli de Oliveira, a justa causa, enquanto lastro probatório mínimo a subsidiar a peça acusatória, é uma condição da ação penal, hoje expressamente prevista no artigo 395, III, do Código de Processo Penal. Diz o autor: “Sempre admitimos a existência da justa causa como condição da ação, seja como quarta condição (da ação), inserida no contexto da demonstração do interesse (utilidade) de agir, seja enquanto lastro mínimo de prova, a demonstrar a viabilidade da pretensão deduzida”.

2) O que é ação e jurisdição na órbita da CF tomando por parâmetro o art. 129 da CF? A ação compreendida no art. 129 da CF. Analisando o art. 28, o senhor acha que ele foi recepcionado pela CF? Resposta:

À luz do artigo 129 da Constituição da República, pode-se dizer que a ação (penal) é o poder de provocar a Jurisdição (penal), sendo tal poder privativo do Ministério Público. Sendo assim, há quem vislumbre no artigo 28 do Código de Processo Penal um desvio a esta diretriz constitucional. Argumentos favoráveis à inconstitucionalidade: o juiz, ao considerar que o caso é de denúncia e não de arquivamento, está emitindo um juízo de valor que é incompatível com a função julgadora que deve ser neutra e imparcial. Quando o Juiz se nega a arquivar os autos do Inquérito Policial, ele está adentrando em uma seara que lhe foi negada pela Constituição. Argumentos favoráveis à constitucionalidade: não haveria ofensa à Constituição da República, pois, ao fim e ao cabo, prevaleceria a voz do Ministério Público.

3) Ação penal subsidiária da pública, o que é este tipo? É ação penal subsidiária ou queixa substitutiva da denúncia? Resposta:

A ação penal privada subsidiária da pública é um direito fundamental (CF, art. 5, LIX) cujo regramento encontra-se no artigo 29 do Código de Processo Penal, do qual se extrai que o instituto implica apenas na mudança da titularidade para a iniciativa da ação penal, e não do seu regime jurídico, que continua a ser o da ação pública. Sob tais premissas, pode-se afirmar que a queixa não é substitutiva da denúncia – como se o ofere174

cimento daquela fosse obstáculo intransponível ao oferecimento desta –, tanto que o Código assegura justamente o inverso, ou seja, a possibilidade de o Ministério Público ―aditar a queixa, repudiá-la e oferecer denúncia substitutiva‖.

2.9.1.2. Questões do TRF2
1) É possível assistente coletivo na acusação ou somente individual? Resposta:

2) Nos crimes praticados contra interesse metaindividual, pode haver o assistente coletivo? Resposta:

3) Existe lei expressa que dispõe sobre essa possibilidade de assistente coletivo? Resposta:

Existe, sim, a figura do assistente coletivo na persecução penal de crimes praticados contra interesses metaindividuais. Exemplo: Lei nº 8.078/90 – Código de Defesa do Consumidor – Art. 80. No processo penal atinente aos crimes previstos neste Código, bem como a outros crimes e contravenções que envolvam relações de consumo, poderão intervir, como assistente do Ministério Público, os legitimados indicados no art. 82, inciso III [as entidades e órgãos da Adminnistraçao Pública, direta ou indireta, ainda que sem personalidade jurídica, especificamente destinados à defesa dos interesses e direitos protegidos por este código] e IV [as associações legalmente constituídas há pelo menos 1 (um) ano e que incluam entre seus fins institucionais a defesa dos interesses e direitos protegidos por este código, dispensada a autorização assemblear], aos quais também é facultado propor açao penal subsidiária, se a denúncia nao for oferecida no prazo legal.

2.9.1.3. Questões do TRF3
1) A denúncia deve se basear necessariamente no Inquérito Policial ou este é dispensável? Resposta:

É entendimento jurisprudencial pacífico de que o inquérito policial é dispensável à propositura da ação penal, pois a opinio delicti é exclusiva do Ministério Público, de modo que este poderá desde logo oferecer denúncia caso entenda que os elementos de informação que possui são suficientes a ponto de dispensar a instauração do inquérito policial.
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2) Eventuais vícios do IP podem ser sanados na ação penal? Resposta:

―No que se refere aos alegados vícios no inquérito policial, a jurisprudência desta Superior Corte de Justiça já se firmou no sentido de que eventuais irregularidades ocorridas na fase inquisitorial não possuem o condão de macular todo o processo criminal. Ademais, as mencionada nulidades ocorridas no inquérito não passam de meras imperfeições, sequer comprovadas nos autos e, portanto, inaptas para anular as provas colhidas na fase inquisitorial, especialmente quando não demonstrada a ocorrência de qualquer prejuízo.‖ (HC 216.201/PR, Rel. Ministra ALDERITA RAMOS DE OLIVEIRA, SEXTA TURMA, 02/08/2012)

2.9.1.4. Questões do TRF4

2.9.1.5. Questões do TRF5
TRF5 – 2012 01) No procedimento das ações penais originárias, qual o momento de que deve ser realizado o interrogatório? Resposta:

Sobre o tema, o Plenário do Supremo Tribunal Federal já se manifestou: ―O art. 400 do Código de Processo Penal, com a redação dada pela Lei 11.719/2008, fixou o interrogatório do réu como ato derradeiro da instrução penal. Sendo tal prática benéfica à defesa, deve prevalecer nas ações penais originárias perante o Supremo Tribunal Federal, em detrimento do previsto no art. 7º da Lei 8.038/90 nesse aspecto. Exceção apenas quanto às ações nas quais o interrogatório já se ultimou. Interpretação sistemática e teleológica do direito‖. (AP 528 AgR, Relator Min. RICARDO LEWANDOWSKI, Tribunal Pleno, 24/03/2011)

02) Qual seu entendimento sobre o poder de investigação do Ministério Público? O MP pode dirigir o inquérito policial? E medidas cautelares, como busca e apreensão, quebra de sigilo bancário, fiscal etc., como medidas necessárias à investigação, podem ser feitas diretamente pelo MP? Resposta:

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Em 27/06/12, o Ministro Luiz Fux pediu vista dos autos do RE nº 593.727/MG, onde a questão está sendo reexaminada, agora em sede de repercussão geral. Porém, tudo indica que o Supremo Tribunal Federal manterá seu entendimento anterior, segundo o qual, com base na teoria dos poderes implícitos, o Ministério Público pode realizar atividade investigativa, sem, contudo, presidir o inquérito policial. Medidas cautelares que exigem autorização judicial no bojo do inquérito policial, continuam sujeitas a tal autorização quando a investigação é levada a cabo pelo Ministério Público.

03) O princípio da identidade física do juiz aplica-se ao processo penal? Como esse princípio se define? Resposta:

―De acordo com o princípio da identidade física do juiz, que passou a ser aplicado também no âmbito do processo penal após o advento da Lei n.º 11.719, de 20 de junho de 2008, o magistrado que presidir a instrução criminal deverá proferir a sentença no feito, nos termos do § 2.º do artigo 399 do Código de Processo Penal. Em razão da ausência de outras normas específicas regulamentando o referido princípio, nos casos de convocação, licença, promoção ou de outro motivo que impeça o juiz que tiver presidido a instrução de sentenciar o feito, por analogia - permitida pelo artigo 3.º da Lei Adjetiva Penal -, deverá ser aplicada a regra contida no artigo 132 do Código de Processo Civil, que dispõe que os autos passarão ao sucessor do magistrado.‖ (HC 242.115/PE, Rel. Ministro JORGE MUSSI, QUINTA TURMA, 02/08/2012)

04) O que se entende pelo princípio da oficialidade do processo penal? Há exceções a sua aplicação no Direito brasileiro? Resposta:

O princípio da oficialidade significa, nas palavras de Edilson Mougenot Bonfim, que ―a ação penal pública somente poderá ser proposta por um órgão do Estado: o Ministério Público. (...) A prerrogativa do órgão do parquet vem consubstanciada nos ditames da Constituição Federal, que estabelece uma das funções institucionais do Ministério Público promover privativamente a ação penal pública, na forma da lei (art. 129, I)‖. Como exceção, pode-se mencionar a ação penal privada subsidiária da pública.

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2.10. Direito Ambiental
2.10.1. Competências Constitucionais Em Matéria Ambiental. Classificação e Repartição Dessas Competências, no Cenário Federativo 2.10.1.1. Questões do TRF1

2.10.1.2. Questões do TRF2
1) Os municípios podem legislar sobre matéria ambiental?

2) Qual o critério dessa competência concorrente? Resposta:

Sim. Em matéria ambiental a competência executiva é comum entre União, Estados, Distrito Federal e Municípios (CF, art. 23, VI). Desta forma, para que o Município desempenhe essa competência executiva sem entraves, é lhes reconhecida, por conseguinte, a competência legislativa em matéria ambiental, a qual há der ser exercida de acordo com dois critérios: (i) assunto ambiental de interesse local (CF, art. 30, I); e (ii) suplementar a legislação ambiental federal e estadual (CF, art. 30, II).

2.10.1.3. Questões do TRF3

2.10.1.4. Questões do TRF4

2.10.1.5. Questões do TRF5

2.11. Direito Internacional Público e Privado
2.11.1. Validade de Sentença Estrangeira no Brasil. Rogatórias 2.11.1.1. Questões do TRF1
1) Carta Rogatória. Qual o procedimento? Resposta:

Resolução 9/2005 do STJ: é atribuição do Presidente do STJ conceder o exequatur às cartas rogatórias. Se o pedido tiver por objeto ato que não enseje juízo de delibação,
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será encaminhado ao Ministério da Justiça para cumprimento por auxílio direto. A parte será intimada para impugnar (15 dias). A medida poderá ser realizada sem ouvir a parte quando sua intimação prévia puder resultar na ineficácia da cooperação. Havendo impugnação, o processo poderá, por decisão do Presidente, ser distribuído à Corte Especial. Revel ou incapaz o requerido, dar-se-lhe-á curador especial. O MP terá vista dos autos, podendo impugná-las. Das decisões do Presidente cabe agravo regimental. Concedido o exequatur, a carta será remetida para cumprimento ao Juízo Federal. No cumprimento pelo Juiz Federal, cabem embargos relativos a quaisquer atos (10 dias), por qualquer interessado ou pelo Ministério Público, julgando-os o Presidente. Da decisão que julgar os embargos cabe agravo regimental. O Presidente ou o Relator poderá ordenar diretamente o atendimento à medida solicitada. Cumprida, será devolvida ao Presidente e por este remetida, por meio do Ministério da Justiça ou do Ministério das Relações Exteriores, à autoridade judiciária de origem.

2) A decisão no exterior, para ter efeito no Brasil precisa ser homologada, qual o órgão judicial encarregado por esta homologação. As decisões interlocutórias também são homologadas pelo STJ? Resposta:

O órgão encarregado é o STJ (CF, art. 105, I, i). As decisões interlocutórias (ex: medida cautelar) também devem ser homologadas.

3) Que tipo de sentença é homologável?

4) A sentença penal trabalhista, também seria possível ser homologada? Resposta:

São homologáveis as sentenças cíveis; as sentenças (laudos) arbitrais; as sentenças penais, apenas quanto aos seus efeitos civis (ex: perda de bens). A ―sentença penal trabalhista‖, ora entendida como a sentença penal proferida por juiz trabalhista no estrangeiro, não é passível de homologação, haja vista tratar de matéria penal. Há divergência sobre a necessidade, ou não, de homologação das sentenças de estado, havendo três correntes: (i) a Constituição não estabelece distinção, logo, todas as sentenças, inclusive as de estado, carecem de homologação; (ii) o art. 483 do CPC revogou o parágrafo único do art. 15 da LICC, tornando exigível a homologação; (iii) o parágrafo único do art. 15 da LICC continua em vigor, dispensando a homologação. O STF seguia a primeira corrente. O STJ, antes da EC 45/2004, seguia a terceira corrente, não se tendo conhecimento de outro precedente após a alteração do texto constitucional.
179

5) Se uma brasileira casa na Austrália com australiano e lá se divorcia, e na vigência do casamento ele tem dois filhos que são registrados na embaixada brasileira e tem dupla nacionalidade, ela pedindo a homologação desta sentença australiana o STJ homologa, e depois disso ela tem a pensão alimentícia atrasada pelo cônjuge e tem a guarda compartilhada, ela poderia pedir que fosse aumentada a pensão, e se ela poderia pedir a alteração da guarda compartilhada? Quem seria o juízo da alteração no Brasil? Seria a justiça estadual? Não seria um juízo de família que vai cuidar de guarda? Resposta:

A Competência é da Justiça Estadual (vara de família). Vejamos o seguinte precedente, no qual fora reconhecida a competência federal por motivos não presentes na hipótese: ―(...) CONFLITO NEGATIVO DE COMPETÊNCIA. AÇÃO PARA DEFINIÇÃO DE GUARDA E REGULAMENTAÇÃO DO REGIME DE VISITAS A MENOR. CONEXÃO COM AÇÃO DE BUSCA E APREENSÃO, PROPOSTA PELA UNIÃO, COM FUNDAMENTO NA CONVENÇÃO DE HAIA SOBRE ASPECTOS CIVIS DE SEQUESTRO INTERNACIONAL DE CRIANÇAS. RISCO DE DECISÕES CONFLITANTES. RECONHECIMENTO DA COMPETÊNCIA DA JUSTIÇA FEDERAL. (...) 2. Demonstrada a conexão entre a ação de busca e apreensão de menores e a ação de guarda e regulamentação do direito de visitas, impõe-se a reunião dos processos para julgamento conjunto (arts. 115, III; e 103 do CPC), a fim de se evitar decisões conflitantes e incompatíveis entre si. 3. A competência absoluta da justiça federal para julgamento de uma das ações, que visa o cumprimento de obrigação fundada em tratado internacional (art. 109, I e III, da CF/88) atrai a competência para julgamento da ação conexa. (...) (CC 118.351/PR, Nancy Andrighi, SEGUNDA SEÇÃO, 28/09/2011)

2.11.1.2. Questões do TRF2
1) Cooperação internacional, qual a mudança recente com a EC no. 45/2004? Houve alguma mudança de fundo com a modificação de competência do STF para o STJ? Resposta:

Um possível mudança de fundo pode ser vista na questão relacionada ao cabimento, ou não, de recurso extraordinário da decisão do STJ, que, sobre o tema, ainda não firmou posicionamento, havendo precedentes em ambos os sentidos.

2) Homologação de sentenças estrangeiras, hipóteses e consequências. Discorra. Resposta:

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São homologáveis as sentenças cíveis; as sentenças (laudos) arbitrais; as sentenças penais, apenas quanto aos seus efeitos civis (ex: perda de bens). Há divergência sobre a necessidade, ou não, de homologação das sentenças de estado, havendo três correntes: (i) a Constituição não estabelece distinção, logo, todas as sentenças, inclusive as de estado, carecem de homologação; (ii) o art. 483 do CPC revogou o parágrafo único do art. 15 da LICC, tornando exigível a homologação; (iii) o parágrafo único do art. 15 da LICC continua em vigor, dispensando a homologação. O STF seguia a primeira corrente. O STJ, antes da EC 45/2004, seguia a terceira corrente, não se tendo conhecimento de outro precedente após a alteração do texto constitucional.

3) Arbitragem internacional. Como a lei no. 9.307/96 alterou o cenário?

4) É preciso homologar os laudos estrangeiros?

5) Como o STJ decide a esse respeito?

6) O placar tem sido favorável à homologação, no STJ? Resposta:

Sobre tema, leciona Nadia de Araújo: ―até a entrada em vigor da Lei de Arbitragem (Lei nº 9.307/2006, vigia no Brasil o sistema de dupla homologação, pelo qual qualquer laudo arbitral proferido no exterior, para ser delibado, deveria ser previstamente homologado pela Justiça do país de origem. (...) Desse modo, a análise para homologação recaía não sobre a decisão arbitral em si, e sim sobre a decisão judicial de origem. Com o advento da Lei de Arbitragem, o STF, à época competente para processar e julgar as homologações, declarou a natureza processual dos arts. 37 e 39 da referida lei, que permitiam a homologação do próprio laudo arbitral e sua consequente aplicabilidade imediata. (...) O STJ, ao assumir a competência para homologação de sentenças estrangeiras, tem mantido o entendimento jurisprudencial inaugurado pelo STF relativamente à arbitragem com o incremento da homologação-simples.‖

7) Arbitragem interna e arbitragem internacional. Qual a diferença? Resposta:

José Carlos de Magalhães distingue: ―a arbitragem estrangeira [arbitragem interna] da arbitragem internacional. A primeira resolve um litígio subordinado inteiramente a uma
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ordem jurídica nacional determinada, em que todos os elementos da relação jurídica controvertida estão sujeitos a essa ordem jurídica. Um contrato regido pela lei inglesa, tendo como partes pessoas domiciliadas na Inglaterra e como objeto, bem ou direito também situado naquele país, é contrato nacional, subordinado a uma lei nacional e a arbitragem que dirimir a controvérsia dele oriunda é também nacional e, assim, estrangeiras para outros países. Já a arbitragem internacional soluciona controvérsia de caráter internacional, seja porque as partes possuam domicílio em diferentes países, seja porque o objeto do contrato se situe em outra ordem jurídica, seja, ainda, porque o pagamento deva transitar de um país para outro. Em outras palavras, a relação jurídica controvertida envolve mais de uma ordem jurídica nacional, embora possa ser regida por uma lei nacional.‖

8) Nova lei de arbitragem trouxe alteração do cenário brasileiro? Resposta:

Sobre tema, leciona Nadia de Araújo: ―até a entrada em vigor da Lei de Arbitragem (Lei nº 9.307/2006, vigia no Brasil o sistema de dupla homologação, pelo qual qualquer laudo arbitral proferido no exterior, para ser delibado, deveria ser previstamente homologado pela Justiça do país de origem. (...) Desse modo, a análise para homologação recaía não sobre a decisão arbitral em si, e sim sobre a decisão judicial de origem. Com o advento da Lei de Arbitragem, o STF, à época competente para processar e julgar as homologações, declarou a natureza processual dos arts. 37 e 39 da referida lei, que permitiam a homologação do próprio laudo arbitral e sua consequente aplicabilidade imediata. (...) O STJ, ao assumir a competência para homologação de sentenças estrangeiras, tem mantido o entendimento jurisprudencial inaugurado pelo STF relativamente à arbitragem com o incremento da homologação-simples.‖

9) Dê exemplos de situações excepcionais de aplicação imediata de carta rogatória executiva.

10) Como se dá o cumprimento dessas ordens de decisões jurisdicionais estrangeiras? Resposta:

Segundo o parágrafo único do art. 8º da Resolução nº 9 do STJ, ―a medida solicitada por carta rogatória poderá ser realizada sem ouvir a parte interessada quando sua intimação prévia puder resultar na ineficácia da cooperação internacional.‖ Ex: quebra de sigilo telefônico. Sobre a forma de cumprimento, dispõe o art. 13: ―a carta rogatória, depois de concedido o exequatur, será remetida para cumprimento pelo Juízo Federal competente.‖
182

2.11.1.3. Questões do TRF3

2.11.1.4. Questões do TRF4
1) Pode ser negado o cumprimento de uma rogatória? Resposta:

Nos termos do art. 6º da Resolução nº 9/2005 do STJ, ―não será homologada sentença estrangeira ou concedido exequatur a carta rogatória que ofendam a soberania ou a ordem pública.‖

2) Quais os sistemas existentes no mundo, objetivamente, quanto à homologação de sentenças estrangeiras? Resposta:

Wikipédia: (i) Sistema da Revisão do Mérito da Sentença. Julga-se novamente a causa, ensejando até nova produção de provas, reanalisando as preexistentes. Após a decisão estrangeira poderá ser ratificada; (ii) Sistema Parcial de Revisão do Mérito. Iimposto com o fim de analisar a aplicação da lei do país em que irá ser executada a sentença. Ainda nesse sistema o que se busca distinguir se há a possibilidade de aplicação da lei embasadora da sentença estrangeira no Estado em cujo território a sentença estrangeira irá produzir efeitos; (iii) Sistema de Reciprocidade Diplomática. Utiliza-se dos tratados como basilar, não existindo esse entre os dois Estados, sequer será possível a homologação; (iv) Sistema de Reciprocidade de Fato. A homologação só se faz possível se ambos os Estados protegerem os mesmos institutos, eg; União de indivíduos de mesmo sexo; (v) Processo da Delibação. É adotado pelo Brasil. Neste sistema o mérito da sentença sequer é auferido. Examinam-se, singularmente, as formalidades da sentença a luz de princípios fundamentais para se considerar justo um processo, tais como: respeito ao contraditório e a ampla defesa, legalidade dos atos processuais, respeito aos direitos fundamentais humanos, adequação aos bons costumes.

2.11.1.5. Questões do TRF5

183

2.12. Sociologia do Direito
2.12.1. Conceito De Sociologia – Controle Social E Direito. 2.12.1.1. Questões do TRF1
1) Qual a diferença entre coerção e coação? Resposta:

Wikipédia: “A sanção jurídica não se confunde com os conceitos de coerção e coação. A coerção corresponde à influência psicológica exercida preventivamente pela sanção para o cumprimento da obrigação sem a necessidade de sua execução forçada. A coação, por outro lado, é a aplicação forçada da sanção pelo Estado ou pelo particular interessado, que o fará por intermédio dos órgãos estatais competentes.”

2) Qual a diferença entre a regra moral, regra de trato social e regra jurídica? Resposta:

São instrumentos de controle social: (i) Regra moral. Orienta a consciência humana em suas atitudes. É unilateral, autônoma, interior, incoercível, sanção difusa; (ii) Regra de trato social. Padrões de conduta social ditados pela própria sociedade, com o propósito de tornar mais agradável o ambiente social. Ex: cortesia, etiqueta. É unilateral, heterônomo, exterior, incoercível, sanção difusa; (iii) Regra jurídica. É bilateral, heterônomo, exterior, coercível, sanção prefixada. Vejamos: 1) Bilateral: impõe dever, mas também prevê direito; 2) Unilateral: impõe dever, sem previsão de direito; 3) Heterônomo: deve ser cumprida; 4) Autônomo: pode ser cumprida, por um querer espontâneo; 5) Exterior: atuam diretamente nas ações das pessoas em sociedade; 6) Interior: voltada para a consciência da pessoa, como um aconselhamento que pode interferir na conduta; 7) Coercível: ditada pelo Estado, único detentor do poder de exigir das pessoas o seu cumprimento; 8) Incoercível: não parte do poder estatal, de modo que podem ou não ser cumpridas; 9) Sanção prefixada: já traz, de antemão, a punição para o descumprimento; 10) Sanção difusa: não traz punição prefixada. No momento da violação é que haverá uma reprovação, uma censura, ao infrator, por diversas formas.

2.12.1.2. Questões do TRF2

2.12.1.3. Questões do TRF3

184

2.12.1.4. Questões do TRF4

2.12.1.5. Questões do TRF5

2.13. Filosofia do Direito
2.13.1. A Justiça Como Valor Universal 2.13.1.1. Questões do TRF1
1) A justiça é um valor próprio do Direito? Resposta:

Acreditamos que a justiça não é um valor próprio – no sentido de específico, exclusivo – do direito, já que a mesma permeia outras instâncias de controle social. Porém, ciente da complexidade do tema, entendemos conveniente lembrar a seguinte passagem de Miguel Reale: “Cada época histórica tem a sua imagem ou a sua ideia de justiça, dependente da escala de valores dominantes nas respectivas sociedades, mas nenhuma delas é toda a justiça, assim como a mais justa das sentenças não exaure as virtualidades todas do justo”. 2.13.1.2. Questões do TRF2

2.13.1.3. Questões do TRF3

2.13.1.4. Questões do TRF4

2.13.1.5. Questões do TRF5

185

3. Ponto 03
3.1. Direito Constitucional
3.1.1. Direitos e Garantias Fundamentais: Garantias Constitucionais e Núcleos Essenciais dos Direitos Fundamentais 3.1.1.1. Questões do TRF1
1) Qual a posição mais recente do STF acerca do direito de greve dos servidores públicos da União? Resposta:

2) Qual a mais valia da duração razoável do processo? Resposta:

3.1.1.2. Questões do TRF2
1) Diferença entre direitos humanos e direitos individuais. Resposta:

2) Segurança pública (art. 144, CR/1988), seria também um direito fundamental? Resposta:

3) No que consiste o princípio da proibição da proteção deficiente? Resposta:

4) Art. 5º, XLIII, CR/1988, é uma cláusula pétrea? Resposta:

5) Direito ao lazer se insere em uma das figuras da 1a., 2a. ou 3ª. dimensão? (Para Poul, melhor seria ir da 3ª. ou 4ª. geração, porque o Estado não pode ser obrigado a atuar, por isso não é de 2ª. geração) 186

Resposta:

6) Efetividade: discorra sobre cada um dos direitos individuais coletivos exemplificando-os. Quais os instrumentos que existem para que se tornem efetivos? Resposta:

7) A sindicabilidade dos direitos sociais: o que vem a ser isso, como está se dando, porque está ocorrendo e quais são as visões – umas contra, outras a favor – que podemos encontrar no Supremo a respeito. Resposta:

8) Em uma situação (em que por um lado entende-se) que um tipo efetividade dada pelo Poder Judiciário a esses direitos individuais, fundamentais estaria a se criar uma “política de Estado parelela” (pois em razão da ausência desta se estaria recorrendo ao Judiciário, que talvez não tenha essa ponderação quanto ao conteúdo), e outra corrente que acha que os direitos individuais e fundamentais não poderiam ser fraudados ao cidadão na medida em que há a omissão do Poder Público em torná-los efetivos; Entre esses dois extremos, o sr. como magistrado, veria espaço para uma terceira possibilidade ou se filiaria a uma delas? Resposta:

9) Princípio da Duração Razoável do processo se confunde com celeridade? Resposta:

10) Quanto ao princípio da fundamentação. O uso de jargões, por ex., “não vejo verossimilhança”, ofende? Qual a posição do STF? Resposta:

11) Há direito à assistência espiritual? É de que geração? Tem artigo na CR/1988? Resposta:

12) Garantias institucionais e garantias constitucionais são diferentes? 187

Resposta:

13) O princípio da ampla defesa é garantia constitucional? Resposta:

14) Recusa estatal de fornecer certidões. Quais instrumentos são adequados? Seria possível ACP? Resposta:

15) Há diferença entre garantias institucionais e garantias constitucionais? Resposta:

16) O habeas data é instrumento adequado para ter vistas do processo administrativo? Resposta:

17) Mandado de Segurança contra ato normativo do Presidente do STF, é possível? Seria um ato normativo em tese? Resposta:

18) Separação dos Poderes é uma garantia constitucional ou garantia da constituição (institucional)? Resposta:

19) A estabilidade do servidor público é garantia constitucional? Resposta:

20) E o princípio da ampla defesa? Resposta: 188

21) As ações populares podem ser julgadas no STF originariamente? Resposta:

22) Qual o instrumento mais adequado para recusa de vista em processo administrativo? Habeas Corpus pode? Resposta:

23) Pode usar HC para obter informações de terceiros? Exemplo, o próprio pai? Resposta:

3.1.1.3. Questões do TRF3
1) Qual a função social da propriedade? Resposta:

2) Há colisão entre propriedade e meio ambiente? Em que caso prevalece o primeiro, e em q caso prevalece o último? Resposta:

3) No art. 15 da CF, quais são hipóteses de perda, e quais de suspensão dos direitos políticos? Resposta:

4) Quais são as hipóteses de inelegibilidade na CF? Resposta: 5) Há direitos constitucionais implícitos? Resposta:

6) Como se define o impasse entre violação à privacidade e direito de informação quando a privacidade é de uma pessoa pública, famosa? 189

5. Questões do TRF1 1) As contribuições para os Conselhos reguladores de atividades profissionais são de natureza tributária? Resposta: 2) É constitucional o redutor de IPTU que recai sobre imóvel único? Resposta: 3) Outra hipótese de progressividade do IPTU fora do que concerne o art. Resposta: 5) Pode um tributo ser majorado por medida provisória? Resposta: 190 .2.Resposta: 3.1.1. na medida em que o princípio é cláusula pétrea? Resposta: 4) Imposto real e imposto pessoal.1.Classificação . Questões do TRF4 3. Direito Tributário 3.1.Conceito . Defina.1.Espécies . Padece esta EC de inconstitucionalidade.4.1. Questões do TRF5 1) Confronte o abuso de direito individual e abuso de direito político.Tributo E Preço Público 3.Natureza Jurídica . Sistema Constitucional Tributário: Tributos . 182 da CF. Resposta: 3. EC nº 29/00.1.2.2.

defina-os? Resposta: 8) É cabível o IPTU em relação ao possuidor de um imóvel fixado em condomínio irregular? Condomínio fixado em imóvel da União poderia ser cobrado IPTU pelo DF.2. Na prática observa-se que obras públicas são realizadas sem cobrança de contribuição de melhoria. Será que estamos observando o enriquecimento sem causa de todas essas obras realizadas sem cobrança da contribuição de melhoria? Resposta: 191 .6) ITBI pode uma lei estabelecer uma alíquota progressiva em razão do valor venal do imóvel? Resposta: 7) impostos diretos e impostos indiretos. Questões do TRF2 1) O que seria um imposto indireto? Resposta: 2) Como ficaria a questão da repetição de indébito no caso do imposto indireto? Resposta: 3) A doutrina delimita a contribuição de melhoria e a classifica pelo critério da valorização.1. Poderíamos admitir o critério do custo no direito tributário brasileiro? É cabível a utilização do critério do custo em matéria de contribuição de melhoria? Resposta: 4) Em sua resposta mencionou que a contribuição de melhoria visa evitar o enriquecimento sem causa.2. por exemplo? Resposta: 3.

5) O que é a Contribuição de Intervenção no Domínio Econômico? Resposta: 6) Qual o critério jurídico distintivo das espécies tributárias? Vê alguma diferença de tratamento dado pelo código tributário e o texto constitucional em termos de classificação? Resposta: 7) Qual seria o fato gerador do empréstimo compulsório? O f.g. um IPTU federal? Resposta: 10) Qual o critério positivado para distinguir as espécies tributárias? Qual a crítica que se faz? Resposta: 11) O critério da não-cumulatividade se vale do que para distinguir os tributos? Resposta: 12) O ISS entra nessa classificação? E o PIS? Resposta: 13) COFINS envolve tributo indireto e impessoal? 192 . poderia ser idêntico ao de um imposto já existente? Resposta: 8) No caso dos impostos de guerra (extraordinários também) poderíamos pensar em que fatos geradores? Resposta: 9) Poderíamos admitir no imposto de guerra. por exemplo.

Resposta: 14) A CIDE entra nessa categoria? Resposta: 15) O que a CR apregoa como critério para distinguir os tributos? Resposta: 16) O que os Tribunais Superiores falam sobre os critérios de distinguir tributos? Explicar a finalidade? Isso não é mais próprio do Direito Financeiro? A CR faz algum critério? Resposta: 17) O PIS é vinculado ou não vinculado? Resposta: 18) Qual a consequência dessa classificação? Resposta: 19) E o critério da base imponível? Resposta: 20) Por que esse critério é superior? Para quais doutrinadores? Resposta: 21) Como se usa o critério temporal? Resposta: 193 .

Resposta: 28) E o Empréstimo Compulsório é real ou pessoal? Resposta: 29) Qual a importância da classificação dos tributos? Resposta: 30) O FG complexo está à margem do nosso sistema? De onde vem essa ideia? Resposta: 194 .22) De onde importamos o Fato Gerador complexo? Resposta: 23) Em qual figura do CTN está o FG complexivo? Resposta: 24) Qual a característica primária do FG pendente? Resposta: 25) A Base de Cálculo é importante para classificação dos tributos? Resposta: 26) E o critério da estruturação econômica? Resposta: 27) O que é tributo pessoal e real? Relacione com o princípio da capacidade contributiva.

E quais são os critérios de acordo com a estruturação econômica? Resposta: 3.1.31).1. Questões do TRF4 195 .2.4. Questões do TRF3 1) Quais tributos são vinculados? Resposta: 2) Em que situações pode haver desvinculação de tributos vinculados? E o caso das contribuições? Qual a consequência da desvinculação? Há algum vício nessa desvinculação? Resposta: 3) Pode-se optar discricionariamente pela cobrança de taxa ou preço público. por serviço específico e divisível? Resposta: 4) Qual o sentido da expressão domínio econômico na CIDE? Resposta: 5) As contribuições são espécies autônomas de tributos? Resposta: 6) Há contradição entre dizer-se que tributo não é sanção de ato ilícito e dizer-se que há obrigação tributária pelo descumprimento de obrigação acessória? Resposta: 3.2. ou até mesmo nada cobrar.3.

3. Intervenção do Estado na Propriedade e no Domínio Econômico 3.1.1. Questões do TRF2 1) Qual a distinção entre limitação e restrição administrativa? A requisição estaria enquadrada na limitação ou na restrição? Resposta: 2) Quando o juiz eleitoral determina que um clube esportivo será Zona Eleitoral.3. Direito Administrativo 3.1.2012 1) As contribuições sociais têm caráter tributário? Resposta: 2) Quais as espécies de contribuições sociais? Resposta: 3.3. Questões do TRF1 1) Que funções exerce o Estado como agente normativo e regulador na ordem econômica? Determinantes para o setor público e indicativos do setor privado? Resposta: 2) Dê dois exemplos de monopólio da União.3. Resposta: 3. isso é uma requisição? Resposta: 3) O imóvel é alodial se não houver limitação administrativa? 196 .2.1.1.5.2. Questões do TRF5 TRF5 .3.

em razão de obra pública. Resposta: 11) Existem exceções a esta regra da irretroatividade tributária? Resposta: 197 . um dos princípios constitucionais tributários é o da irretroatividade tributária. pode ser considerada como ocupação temporária? Resposta: 6) A ocupação temporária é indenizável? E na ausência de dano? Resposta: 7) O que é uma zona fortificada de fronteira? Elas precisam constar no RGI? A ausência desse registro torna o terreno alodial? Resposta: 8) Existe algum ônus que não precisa de registro no RGI? Resposta: 9) Quais são os valores que permeiam o controle da concentração da atividade econômica? Resposta: 10) Em matéria de interpretação.Resposta: 4) As limitações se coadunam com os atributos do domínio? Resposta: 5) Ocupação temporária. A colocação de entulho no terreno de particular.

12) Pode-se se falar em desapropriação de bem tombado? Resposta: 13) Qual seria a distinção entre ocupação temporária e requisição administrativa? Resposta: 14) Qual a natureza jurídica das florestas? E de uma reserva indígena? Resposta: 15) A desapropriação pode ocorrer em que circunstâncias? Quais são os processos adequados para que ela ocorra de forma legal? Resposta: 16) O que são limitações? Quais as diferenças entre essa e restrições? Resposta: 17) As limitações administrativas são prerrogativas ou privilégios? Resposta: 18) Qual a origem da palavra privilégio? Resposta: 3.1. Questões do TRF3 1) Em caso de decreto de desapropriação para fins de utilidade pública do chefe do executivo municipal para instalação de aeroporto quem deverá figurar no pólo passivo.3. contra quem deve ser ajuizada? Resposta: 198 .3.

Questões do TRF1 1) Qual a diferença entre induzir.4.4.3.1. Concurso de Pessoas e Concurso de Crimes 3. Questões do TRF5 01) A expressão regulação.5. Questões do TRF4 3. Direito Penal 3.1.2) O município neste caso pode decretar a desapropriação? Resposta: 3) Qual seria o juiz competente para conhecer esta ação? Resposta: 3.3.1.1. qual o seu entendimento? Resposta: 02) Como se manifesta a intervenção do estado no domínio econômico? Resposta: 03) É ilimitada a intervenção por direção? Resposta: 04) A intervenção indutiva pode gerar responsabilização do estado? Em quais situações? Resposta: 3.1.4.4. instigar e auxiliar? Resposta: 199 .

1. É crime continuado? Qual a posição do STF? Resposta: 200 . 71 do CP o que quer dizer a expressão “crimes da mesma espécie”? Resposta: 4) Vislumbra a possibilidade de continuidade delitiva em caso de homicídio? Exemplifique. assim que atingisse uma certa quantia auferida com esses pequenos furtos. Como está a questão atualmente do ponto de vista legal e jurisprudencial? Resposta: 3) Crime continuado: da leitura do art. 213. Mas tinha o desígnio inicial de fugir com a bicicleta funcional. De que se trata esse crime? Qual sua qualificação? Qual crime praticado em relação a bicicleta? Furto ou apropriação indébita? Integra a continuidade delitiva? Trace um paralelo entre reiteração criminosa x crime continuado. Como diferenciar o concurso homogêneo do concurso heterogêneo? Resposta: 2) Um sujeito trabalha como gerente de uma loja. de que tinha posse também funcional. Resposta: 5) Qual o critério para o crime continuado? A intenção do agente serve para isso? Resposta: 6) Crime contra a Ordem Tributária. e tira uma pequena quantia dia após dia.4. do CP). Resposta: 3) Crime continuado em crime de estupro (Art.2. Questões do TRF2 1) Faça a distinção entre o concurso material e concurso formal.3. Sonegação de IR.

5.5. Direito Previdenciário 3. portanto empresa. Questões do TRF4 3. Questões do TRF1 1) Para efeito de contribuição previdenciária quem é que a lei ordinária equipara a empresa.5. o órgão da administração? E na iniciativa privada quem faz? Resposta: 2) No que consiste o salário de contribuição? Resposta: 3.1. Questões do TRF2 1) Quais as naturezas e espécies de contribuição social? Resposta: 201 . quem ela considera empregador.1.5.5.1.3. a empregador. Salário-De-Contribuição.3.4.1. Contribuições da Empresa.4.4.2.1.1.1.4. 3. Questões do TRF5 1) Qual a teoria adotada no Brasil sobre a participação e qual conceito de participação moral e material? Resposta: 3. Questões do TRF3 1) Há habitualidade na continuidade delitiva? Resposta: 3.

3. social que não incide em renda. mas que teriam autorização no texto constitucional que poderia apontar? Resposta: 3.1.5. principalmente quanto às alíquotas. 202 . na prática. Questões do TRF3 1) Quem tem competência para criar contribuição social para a seguridade social? Resposta: 2) Qual a contribuição social para a seg. Fale sobre a contribuição SAT. Resposta: 3) O PIS entraria nesse conceito de contribuição social? É uma figura específica de contribuição social? Haveria um bis in idem já que possui a mesma base de cálculo que a COFINS? Resposta: 4) Existe outra situação de bis in idem envolvendo as contribuições.2) Qual a discussão que está sendo travada no Supremo sobre a COFINS em torno da figura do faturamento? Opine de acordo com a argumentação que foi trazida até agora. não socorre o sistema da seguridade social? Resposta: 3) Qual a sanção que pode ser imposta a PJ em débito com o INSS e onde está estabelecida tal sanção? Resposta: 4) Existe norma específica que fala da PJ? Resposta: 5) Em relação as contribuições atinentes a seguridade social. e que.

2.5. Validade e Invalidade dos Contratos. Questões do TRF1 1) O que é uma propriedade fiduciária? Dê-me um exemplo. Direito Civil 3.1. Questões do TRF4 3. Resposta: 3.6.1.6.1.Resposta: 6) O SAT tem alíquotas variáveis? Tem algum tipo de categorização? Resposta: 3. Questões do TRF5 3.6. Como se dar a alienação fiduciária de automóvel? É a regra? Como se adquire a propriedade móvel? Tradição. Questões do TRF2 1) O contrato de fiança é plurilateral? Resposta: DESSE PONTO EM DIANTE: RESPOSTAS ELABORADAS POR EMANUEL JOSÉ MATIAS GUERRA 2) O contrato de fiança pode ser caracterizado como união de contratos? Resposta: 203 .1.1. E porque não pode se transferir o automóvel apenas por simples tradição? Resposta: 2) Na alienação fiduciária o que representa o chamado excesso de meio? Se pratica um contrato objetivo menor que é apenas a alienação em garantia.1.6.5.5.4. Contratos Fiduciários e Indiretos 3.

conceito bastante próximo do anterior. ao passo em que os atos inexistentes jamais podem 204 .Entende-se como união de contratos a circunstância em que dois ou mais ajustes estão ligados funcionalmente entre si. que presume a remissão do penhor. convalidação e ratificação? Resposta: Embora haja bastante controvérsia doutrinária sobre o alcance dos conceitos. do agente que cumpre um contrato mesmo sabendo que sobre ele pende vício de anulabilidade. mas esta não se dá pela forma escrita. representa situação em que a lei atribui a determinado comportamento um específico significado de um declaração de vontade negocial. 3) Há produção de efeitos em negócio inexistente e negócio inválido? Resposta: Há clássica afirmação no sentido de que os atos inválidos são aptos à produção de efeitos. por exemplo. vontade tácita e vontade presumida? Resposta: Embora haja divergência na doutrina acerca do real alcance dos termos. por sua vez.6. Já a vontade presumida. pode-se incluí-lo no conceito de união de contratos. É o caso. razão pela qual manifesta sua tácita vontade de não questionar a validade da avença. Assim. que somente produz efeitos na medida em que estes sejam reconhecidos pela lei. é autoridade superior). 2) Qual a diferença entre silêncio. ocorre em situações nas quais há manifestação de vontade. embora se possa efetivamente perceber a real intenção do agente. realizada pela mesma pessoa que praticou o ato a ser ratificado. enquanto não desconstituídos. ainda que não haja necessariamente relação de ―acessório X principal‖. em que uma pessoa garante ao credor o cumprimento de uma obrigação assumida por outra pessoa (o STJ não aceita a ―autofiança‖). A ratificação seria uma de suas modalidades. em geral. A vontade tácita. pode-se dizer que o silêncio é a ausência completa de manifestação de vontade. É o caso da devolução da coisa empenhada. entendese. Questões do TRF3 1) Qual a diferença entre confirmação. ao passo em que a confirmação é realizada por outra pessoa (quando no Direito Administrativo. que a convalidação é o ato jurídico que com efeitos retroativos sana vício de ato antecedente de tal modo que ele passa a ser considerado como válido desde o seu nascimento. 3. pela própria configuração do contrato de fiança.1.3.

4.7. dessa reunião é originado um sobrevalor.1. razão pela qual o valor do estabelecimento é maior do que o da soma dos bens individualmente considerados.1.1. até que sobrevenha manifestação judicial em contrário.2.produzir efeitos. o contrato inexistente produzirá todos os seus efeitos e o ―pagamento‖ será integralmente realizado. mas até que haja determinação judicial em contrário. Direito Empresarial 3.6. em que identifico pessoas praticando atos de comércio. razão pela qual prescindiriam até mesmo de declaração judicial de sua inexistência.1. Na prática. nesse ambiente de empresa. Sociedade Limitada 3.1. já que sequer reúnem os requisitos de existência dos atos jurídicos em geral. haverá produção de efeitos.7. se o desconto dos valores não for percebido pelo aposentado. como se define isto? Resposta: (a) O estabelecimento empresarial pode ser definido como o conjunto organizado de bens corpóreos e incorpóreos reunidos pelo empresário para o exercício da empresa. Exemplo conhecido dos tribunais federais é o caso do aposentado do INSS que tem valores descontados em seu benefício por suposto contrato de empréstimo consignado com instituição financeira. 205 . Questões do TRF5 3. empresário? (b) Nesse conceito de empresa. qual a importância prática de saber qual o conceito de empresa? (c) Qual a relevância do conceito de empresa para o direito? (D) Se a empresa não estiver contida numa sociedade. essas pessoas serão classificáveis como individuais empresários? (d) Serão uma sociedade? (e) Numa situação concreta.7. de fato. entretanto. Questões do TRF2 1) (a) O que é o estabelecimento. se eu encontro pessoas exercendo uma atividade comercial. é possível que haja produção de efeitos em atos inexistentes.5. conhecido como aviamento (Direito Italiano) ou fundo de comércio.6.1.7. (b) A importância de saber o conceito de empresa é ligada a todo o regime jurídico especial aplicado ao conjunto de pessoas que exercer atividade profissional organizada para a produção ou circulação de mercadorias e serviços. Questões do TRF4 3. 3. o contrato não existe. Questões do TRF1 3.

com normas regulamentadoras especiais. a conceituação de empresário não depende mais da prática de atos de comércio. em face de sua afetação. Questões do TRF3 3. se a atividade é exercida de forma profissional. Nessa caso não serão uma sociedade. mesmo antes da constituição da personalidade jurídica entende-se que o conjunto de bens destinados ao exercício da empresa se constitui em patrimônio especial. constituindo uma sociedade com um tipo de responsabilidade limitada? Como fica isto relativamente às obrigações já contraídas? Resposta: Tendo-se em vista que as relações anteriores foram formalizadas em momento no qual não se existia qualquer limitação de responsabilidade (citação).1. 206 . na parte destinada ao Direito de Empresa. salvo hipóteses excepcionais. a posterior constituição de pessoa jurídica não pode prejudicar o sobredito ato jurídico perfeito. (e) Na atual teoria da empresa.(c) e (d) A atividade organizada de produção e circulação de mercadorias e serviços exercida por pessoa individual faz incidir o conceito de empresário individual. CC). a atividade de empresário. compromete o patrimônio social por eles formado ou não? Resposta: Sim.7. 3. respondendo inicialmente pelas obrigações sociais (arts. Indago: essa limitação de responsabilidade contém o patrimônio social também.3. Questões do TRF4 3.1. um conjunto de pessoas. mas sim um empresário individual. mas sim da forma como é exercida a atividade. estará caracterizada.4. razão pela qual a formalização citada não produz efeitos em relação aos credores anteriores. que pressupõe. é. 3) Digamos que a sociedade que eles formem constitua um patrimônio.5.1. 2) Evoluindo neste mesmo exemplo: se estes empresários resolvem formalizar a relação.024. com a organização profissional dos fatores de produção. de forma habitual e com intuito de lucro.7.7. Assim. Questões do TRF5 01) Discorra sobre a responsabilidade dos sócios. previstas no Código Civil. i. Relativamente às obrigações contraídas antes de sua constituição eles respondem ilimitadamente. na prática. 988 c/c 1.

o sócio em geral tem responsabilidade limitada ao valor subscrito. Nas sociedades anônimas. embora os sócios possam. de que depende a alteração do capital. 02) O capital social pode ser alterado pelos administradores ou apenas pelos sócios? Resposta: Nos termos do artigo 1076.1. LSA) Nas sociedades em comantida simples. §único). 990). ainda que não haja personalidade jurídica. apenas o sócio ostensivo exerce a atividade empresarial e apenas ele responde pelas dívidas sociais. que é o patrimônio de afetação. há ao menos a limitação da responsabilidade. enquanto os comanditários respondem apenas pelo valor de suas cotas. ao passo em que o sócio administrador terá responsabilidade subsidiária. já há personalidade jurídica. do tipo empresarial escolhido para a atividade. no mínimo. tem-se basicamente o que segue: Na sociedade em comum. Nas sociedades limitadas.Resposta: A responsabilidade dos sócios das pessoas jurídicas que exercem atividades de empresário irá depender. Já no que tange às diferenciações. 994. demanda a aprovação de. de forma ilimitada. Em comum. ressalvado o já citado patrimônio de afetação (art. a responsabilidade dos sócios é limitada ao valor de suas cotas. mas respondem pela integralização do capital social. A especialização patrimonial somente produz efeitos entre os sócios (art. será inicialmente suportada pelo referido patrimônio. todos respondem pelas dívidas sociais. Nas sociedades em comandita por ações. 282. 207 . §1º) Nas sociedades em nome coletivo. os sócios respondem apenas e tão somente pela integralização da sua cota social. basicamente. a alteração do contrato social. Na sociedade em conta de participação. entre si. I do Código Civil. As obrigações ligadas à empresa. mas ilimitada e solidária (entre si) pelas obrigações da sociedade (art. não havendo que se falar sequer em responsabilidade pela integralização das demais. sócios que representem ¾ do capital social. que não tem personalidade jurídica.039. os sócios comanditados são responsabilizados solidária e ilimitadamente. fazer pactos limitativos de responsabilidade (art. assim entendido o conjunto de bens destinados ao exercício da atividade. mas a responsabilidade é ilimitada.

Questões do TRF1 3.8. NÃO PODERÁ SER OBRIGADA A INTEGRAR A RELAÇÃO PROCESSUAL. Audiência de Instrução e Julgamento.0025997-34. de 25/07/2012). Valor da Causa e Caracterização por Matérias.8. Recebimento da Inicial.2002. Audiência Inicial.8.3.1. que a intervenção da União com base em interesse meramente econômico (Lei 9. COMPETINDO O JULGAMENTO À JUSTIÇA ESTADUAL 2) A assistência que atrai a competência da Justiça Federal é simples. com a demonstração do interesse jurídico. Procedimento Sumário. de 17/08/2012).2. litisconsorcial.1. Questões do TRF4 3.01. isto é. 3.1.3.1. Direito Processual Civil 3.001685436.8.4.1.4. o juiz federal pode obrigar a União a figurar no feito? O que diz a Súmula do TRF 2? Resposta: Diz a súmula Súmula 41 do TRF-2: NA AÇÃO DE DESAPROPRIAÇÃO.0000. Hipóteses de Admissibilidade. Intervenção de Terceiro e Ação Declaratória Incidental 3.8. na esteira da Súmula 61 do TFR. qual é a classificação correta? Resposta: Embora haja bastante discussão jurisprudencial sobre o tema.1.8. PROPOSTA POR CONCESSIONÁRIA DE ENERGIA ELÉTRICA. Questões do TRF3 3. Questões do TRF5 208 . MANIFESTANDO A UNIÃO EXPRESSAMENTE FALTA DE INTERESSE EM INTERVIR NO FEITO.46997) não atrai a competência da Justiça Federal (TRF1 . OU DE CONSTITUIÇÃO DE SERVIDÃO ADMINISTRATIVA. Procedimento. entende-se. Petição Inicial.01.4.0000. Citação.8. Resposta do Réu.5.2011. Questões do TRF2 1) Com relação às concessionárias. o que somente se dá com a assistência simples ou litisconsorcial (TRF1 .1.

autores como Nelson Nery entendam desnecessário o segundo requisito. com a revogação do artigo 595 do CPP.3. em face da presunção de inocência e do duplo grau.9.1. por expressa disposição legal (art. V. Direito Processual Penal 3. a Apelação.1.3. Já era reconhecida pela jurisprudência dos tribunais a impossibilidade de imposição da referida condicionante. Questões do TRF1 1) No tocante ao apelar em liberdade.9. a Carta Testemunhável. ainda que não previsto no CPP de forma expressa.1. Admite-se. não há mais discussões a respeito da matéria. Atualmente. 4) O réu que responder o processo em liberdade poderá ter sua prisão decretada imediatamente após a decisão de recurso no Tribunal? 209 .2.9. desde que haja dúvida objetiva e respeito ao prazo do recurso tido como correto. os Embargos (e os embarguinhos). o Recurso Especial. embora. CPP). o Agravo Regimental e o Agravo contra decisão denegatória de recurso especial ou extraordinário. Embargos infringentes e de nulidade e o Recurso extraordinário. 2) Aplica-se o princípio da fungibilidade no Processo penal? Resposta: Também conhecido como ―Teoria do Recurso Indiferente‖ ou do ―Tanto vale‖.1. ainda existe a prisão como condição de apelar? Resposta: Não. cabe RESE? Resposta: Sim. na doutrina.9. tem aplicação no processo penal.1. 581.9. 3. Questões do TRF2 3. Questões do TRF3 1) Quais os recursos previsto no CPP? Resposta: O CPP prevê de forma expressa apenas o Recurso em sentido estrito (RESE). 3) Da decisão que rejeita o pedido de liberdade provisória sem fiança. Recursos 3.

403/2011 revogou a disposição do CPP que condicionava o conhecimento da apelação à não fuga do recorrente. sendo válido ressaltar que a Lei 12.10. Poder de Polícia Ambiental 3.4.10.1.1. Como o réu respondeu ao processo em liberdade. Tutela Administrativa do Meio Ambiente.9.Resposta: A decisão do Tribunal.1. Questões do TRF3 3. Questões do TRF4 3. não é apta a legitimar o encarceramento do réu. 3.10. Questões do TRF5 3.1.4. Questões do TRF1 3.9. no recurso de apelação o tribunal poderá deferir a liberdade? Resposta: A liberdade se imporá se não estiverem presentes os motivos da prisão preventiva.10. Questões do TRF4 210 .3. mesmo que este tivesse respondido a todo o processo preso.1.2.10. Direito Ambiental 3.1. por si só. a decisão condenatória do Tribunal somente é apta a gerar o encarceramento se presentes alguns dos requisitos da prisão preventiva.5.1. Dessa forma. razão pela qual normalmente continuará em liberdade. Do contrário. a liberdade se impõe. é bem provável que não haja qualquer dos requisitos da preventiva.10. Questões do TRF2 3. Responsabilidade Administrativa em Matéria Ambiental.1. 5) E na hipótese de ter respondido o processo preso. já tendo se manifestado o STF no sentido de que a ausência de efeito suspensivo aos recursos de natureza extraordinária (REsp e RE) não têm o condão de possibilitar a execução provisória contra o réu.

No que tange ao licenciamento foi mantida. embora não se tenha suprimido completamente a competência dos demais. como sendo apto a legitimar a instituição de exação tributária na modalidade taxa. porém. e que as demais são atribuídas a todos os entes. deu-se prevalência à atuação exercida pelo ente responsável pelo licenciamento. manter e executar a inspeção do trabalho‖ (art. 22. com base na preponderância do interesse. 22. VI). portanto. ―jazidas. razão pela qual em regra era atribuída aos órgãos estaduais. VI). IV).1. proteção do meio ambiente e controle da poluição‖ (art. 24.3. a noção de predominância do interesse. Resposta: Embora haja expressa previsão constitucional no sentido de ser comum a todos os entes competência material para ―proteger o meio ambiente e combater a poluição em qualquer de suas formas‖ (artigo 23. no princípio da supremacia do interesse públi211 . em linhas gerais. 02) Compreensão do poder de polícia administrativo. em benefício da coletividade e do próprio estado‖. em linhas gerais. A matéria foi detalhada pelas Resoluções 1 e 237 do CONAMA. Recentemente a Lei Complementar 140/2011 tratou de regular o tema da cooperação entre os entes. Questões do TRF5 TRF5 – 2012 01) Trate da repartição de competência em matéria ambiental e se houve alguma alteração recente sobre o tema. salvo quando se tratasse de obra com significativo impacto ambiental de âmbito nacional ou regional. conservação da natureza. fauna. Pode-se dizer. que há competências que são atribuídas apenas à União. Já no que tange ao poder fiscalizatório. deve ser levado em conta que há competência privativa da União para legislar sobre ―águas e energia‖ (art. tendo-se em conta que o âmbito laboral também integra o conceito de meio ambiente.5. pesca. Fundamenta-se. 21. fundamento. Discorra. portanto. Já a competência fiscalizatória era exercida por todos os entes. É expressamente tratado pelo artigo 78 do CTN. caça. atividades e direitos individuais. XII). haja vista ser competência da natureza comum.10. com preferência para a palavra dada pelo ente licenciador. Estados e DF para legislar sobre ―florestas. XXIV). e de haver previsão de competência legislativa concorrente à União. defesa do solo e dos recursos naturais. A matéria ligada à competência para o licenciamento era tratada predominantemente no artigo 10 da Lei da Política Nacional do Meio Ambiente. no exercício do chamado Federalismo de Cooperação. além da competência material privativa da União para ―organizar. minas e outros recursos minerais‖ (art. Resposta: Hely conceitua Poder de Polícia como "a faculdade de que dispõe a Administração Pública para condicionar e restringir o uso e gozo de bens.

ou a atribuição de simples atos materiais a particulares. que o exercício dos atos decorrentes do poder de polícia é autoexecutório sempre que houver expressa previsão legal nesse sentido ou quando se tratar de ato urgente. ao lado da indisponibilidade do interesse público.co. entretanto. a administração estaria exercendo o poder administrativo? Resposta: Tratando-se de prestação exigível no bojo do exercício do poder de polícia. entendo que também a multa é decorrente do poder de polícia. poder para decidir multar ou não multar. no caso da cobrança de multas. que não detém. colocado por Celso Antônio Bandeira de melo como base de todo o Direito Administrativo. em que a intermediação do Judiciário é necessária. 04) A administração aplicou uma multa pelo atraso na prestação. Dessa forma. sua delegação a pessoas jurídicas de direito público. é possível? Resposta: Entende-se predominantemente que não é possível. por exemplo. não é cabível a extinção do feito por falta de interesse de agir. Pode-se dizer. Isso não impede. assim. entretanto. como no clássico exemplo dos radares que medem a velocidade de veículos em vias públicas. 212 . reconhece-se que há situações em que não pode a Administração executar diretamente as decisões derivadas do Poder de Polícia. que são operados por particulares. 03) Delegação a particular do poder de polícia. colocam a autoexecutoriedade. caso a Administração opte por levar o caso ao Judiciário. como. Em que pese ainda não haver definição do tema. a eventual multa pelo atraso no seu cumprimento pode ser qualificada como medida acessória que visa a estimular o seu cumprimento tempestivo. como as autarquias. Apesar disso. a discricionariedade e a coercibilidade como caracarterísticas inerentes ao poder de polícia. em geral. em face da relação de acessoriedade e seguindo a teoria da Gravitação Jurídica. 05) O poder de polícia precisa da intervenção do poder judiciário? Resposta: Os autores administrativistas. a jurisprudência superior já teve a oportunidade de afirmar que. haja vista tratar-se de faculdade eminentemente pública. Há relevante discussão na doutrina e na jurisprudência acerca da autoexecutoriedade ou não do ato demolitório de construções irregulares.

mas com diversos requisitos (como boa saúde. Direito Internacional Público e Privado 3.4. conhecimento da língua.11.).3.1. razão pela qual é brasileiro tanto aquele que nasce no território nacional (salvo se um dos seus pais estiverem a serviço do seu país).1. perda e aquisição. 3.11.11. salvo se imposta como condição para a permanência no Estado estrangeiro ou o exercício de direitos civis. depende de procedimento contraditório. etc. adota-se tanto o modelo do jus solis como o do jus sanguinis. filho de pai ou mãe brasileira a serviço do Brasil ou filho de pai ou mãe brasileira.1. profissão. em face de juiz federal competente. quanto à nacionalidade originária. A perda. por sentença judicial. como o que nasce no exterior.11. Perda e Mudança 3.1.11. Questões do TRF1 3. no Brasil é adquirida com a naturalização.11. Questões do TRF3 3. Nacionalidade: Aquisição. a Constituição a prevê nas hipóteses de adoção voluntária de outra nacionalidade derivada. em virtude de atividade nociva ao interesse nacional. com requisitos de um ano de residência e idoneidade moral para os originários de países de língua portuguesa e 15 anos de residência ininterrupta e ausência de condenação penal.1. Resposta: Nacionalidade pode ser definida como um vínculo jurídico-político que une uma pessoa a um Estado. Questões do TRF2 1) Nacionalidade: Conceito. ou ao que tiver cancelada sua naturalização. Já quanto à nacionalidade derivada. Questões do TRF5 213 . razão pela qual não pode ser tida como automática toda vez que um nacional se naturaliza em outro Estado.3. como acontece comumente com jogadores de futebol. para os demais. e no Estatuto do Estrangeiro. desde que registrado na repartição brasileira competente no exterior ou que venha morar no Brasil e opte a qualquer tempo. pela nacionalidade brasileira.5. que prevê a naturalização para o residente há mais de quatro anos. entretanto.1.2.11. Quanto à perda. No Brasil. é prevista na Constituição.1. Questões do TRF4 3. depois da maioridade. Discorra.

Filosofia do Direito 3. Questões do TRF2 3. O fato natural. ao longo da história.3. o que é o algo social e o algo natural? Resposta: O conceito de fato social foi cunhado por Emile Durkheim como forma de delimitar o campo de abrangência do estudo da ciência da sociologia.12.1. ordinário.1. Questões do TRF4 3. Justiça e Legalidade 3.13.12. existentes.1. 214 . Fato Jurídico e Fato Social (Relações) 3. Questões do TRF1 1) O que é justiça? Resposta: O termo comportou diferentes acepções. Para o autor. pela ação humana. por sua vez.12.1. portanto. 3. Dessa maneira.1. não construído. esta determina o molde do fato social. Questões do TRF3 3. de pensar. portanto. que independe completamente do Direito.1.12.12. Cita-se comumente como exemplo de fato social as regras de postura e de etiqueta.12. dotadas de um poder de coerção.2.4. o fato social – objeto da sociologia – se constitui na maneira de agir.1.5. independentemente da sociedade em que ocorrem.1.13. é algo que a natureza apresenta em seu curso natural.1.12. Sociologia do Direito 3.3. na mesma medida em que o fato social condiciona a sociedade.1.13. Questões do TRF5 3. de sentir exteriores ao indivíduo. Questões do TRF1 1) Qual a teoria predominante em relação à natureza e a sociabilidade.

de uma igualdade que não existe. Assim. Miguel Reale ressalta que a Justiça é um valor que só se releva na vida social. no sentido de busca. antes tratadas como crime de apologia. a decisão do STF em que se autorizaram as marchas contra a proibição da maconha.13. justo é tanto aquele que cumpre a lei (justiça em sentido estrito) quanto aquele que realiza a igualdade (justiça em sentido universal). Dessa maneiro.1. em alguns momentos da história não foi rompida. que por Justiça deve-se entender uma situação ideal. é instrumento válido de tentativa de mudanças sociais sem uso da violência. É de se destacar. a desobediência civil. e agora vistos como legítimo exercício do direito de não concordar com as políticas públicas instituídas. Questões do TRF2 3. decorrente da própria diferença entre os homens. bastando. e não teve consequências mais benéficas? Resposta: Por desobediência civil deve-se entender toda forma de protesto contra um poder político instituído. Pode-se dizer. Entre os contemporâneos. Questões do TRF3 3. o termo justiça denota. sem que haja necessariamente confronto físico.2.13. Questões do TRF4 3. Para Aristóteles.13. pelo simples fato de serem indivíduos.5. de maneira geral. serem dadas as mesmas condições de obtenção da felicidade que são dadas a todos os outros. na prática. ao mesmo tempo.1. 3. nesse sentido.3.Tratada por Platão como a virtude que tem proeminência sobre todas as outras. portanto. legalidade e igualdade. Questões do TRF5 215 . sobretudo com sua demonstração em atos públicos.4. demonstrar a insatisfação mediante o não apoio ao poder estabelecido. desde que exercida de modo a não violar direitos ou legítimas expectativas de terceiros.1.1.13. efetivamente. para tanto. em que a todos os indivíduos de uma comunidade. 2) O senhor é a favor da desobediência civil? E a ordem estabelecida.

Discorra e diferencie. é cabível a ADI. todas as normas pretéritas continuam em vigor. 2) Efeito repristinatório e repristinação.1. Ponto 04 4.4. no sentido de não se conceder validade a normas que violem seu conteúdo. VI da Constituição. já que a Força Normativa da Constituição. §3º da LINDB. também deve ser assegurado no âmbito do controle concreto.1. Decorre da premissa de que. seja um artigo da Lei Maior alterado por emenda). é plenamente possível a análise da recepção. No que tange ao controle concreto. Controle de Constitucionalidade 4. a repristinação deve ser expressa dada a dicção do artigo 2º.1. em face da alteração do parâmetro constitucional.1. já que não há instrumento infraconstitucional que o fundamente. Questões do TRF2 1) O que é o fenômeno da recepção? Norma anterior pode ser objeto de controle de constitucionalidade concreto? Resposta: O fenômeno da recepção é a análise individualizada de compatibilidade da lei préconstitucional com a norma constitucional superveniente (seja uma nova Constituição.1.1. 216 . A repristinação é um fenômeno legislativo no qual há a entrada novamente em vigor de uma norma efetivamente revogada.1. Há exemplos na Constituição? Resposta: A despeito da semelhança. sob pena de surgir um verdadeiro caos jurídico toda vez que se alterar a norma constitucional. até que se declare a ausência de compatibilidade.1. são vocábulos com significação diversa. 4. para os decretos autônomos. Contudo. Direito Constitucional 4. elaborados com fundamento direto no artigo 84. que retiram seu fundamento de validade na própria Constituição Federal.2. pela revogação da norma que a revogou. Questões do TRF1 1) Cabe ADI em face de decreto autônomo? (Natureza de primariedade) Resposta: A Ação Direta de Inconstitucionalidade é a forma de controle concentrado cabível em face de atos normativos primários. isto é. Assim.

como deixa ver o artigo 59 da Constituição. como a Emenda Constitucional é inferior à Constituição. 5) Fale sobre a modulação dos efeitos temporais na ADI. E a decisão declaratória apenas reconhece determinada situação. a norma que nasce nula (declarada inconstitucional) não poderia revogar a anterior validamente. ocorrendo quando uma norma que revogou outra é declarada inconstitucional. Resposta: Trata-se da análise da compatibilidade de toda a legislação infraconstitucional com os preceitos inseridos na Constituição da República. Assim. Para compreendêlo melhor. o ato inconstitucional nasce eivado de nulidade. Isso não confere ao judiciário um alargamento de seu poder (legislando)? Resposta: 217 . em algumas hipóteses. no caso. 3) É possível controle de Emenda à Constituição? Resposta: O controle de constitucionalidade é a análise acerca da compatibilidade formal e material das leis infraconstitucionais em relação à Constituição Federal. a norma passa a ter o mesmo status da demais normas constitucionais. entretanto. legitimado em face da supremacia formal desta. No Brasil adotou-se o modelo jurisdicional de controle – embora possa ser feito. Para este princípio implícito. tanto na modalidade difusa – surgida nos EUA – como na concentrada – modelo austríaco. a nulidade. Assim. ao contrário. mas.Já o efeito repristinatório advém do controle de constitucionalidade. já que não é produto do Constituinte Originário. 4) Explane sobre controle de constitucionalidade. pelos demais poderes -. o efeito repristinatório é a reentrada em vigor de norma aparentemente revogada. é necessário explanar brevemente sobre o princípio que lhe dá suporte: o princípio da nulidade do ato inconstitucional. extraído do controle difuso de constitucionalidade e acolhido em nosso ordenamento. Com isso. é perfeitamente cabível o controle de sua constitucionalidade. construção do legislador constitucional. Uma vez ultrapassado o controle. Não é apenas anulável. Essa tese é embasada no fato de que a decisão que reconhece a inconstitucionalidade é declaratória.

desde que nesse sentido decida o STF.A modulação de efeitos é prevista em nosso ordenamento pelos artigos 27 da Lei 9. de modo a permanecerem válidos os atos praticados na vigência da lei declarada inconstitucional. em sede de controle concentrado. 6) Faça uma diferenciação sobre o que vem a ser controle de constitucionalidade e a modulação dos seus efeitos temporais de acordo com a doutrina e a jurisprudência. de fato. em situação análoga à que consta na Constituição Portuguesa e também na Lei Orgânica da Corte Constitucional Alemã. ao Judiciário um poder que aparentemente excede o de mero órgão julgador. o controle de constitucionalidade é a análise da compatibilidade de toda a legislação infraconstitucional com os preceitos inseridos na Constituição da República. Embora se possa entender que a modulação atua como garantia do 218 . na medida em que confere possibilidade ao STF de dar validade a norma que contraria a Constituição. Como vê essa questão? Haveria essa invasão do Poder Judiciário? Resposta: O reconhecimento da possibilidade de modulação dos efeitos da declaração de inconstitucionalidade foge às linhas teóricas do entendimento no sentido de que a lei inconstitucional é nula. tem o condão apenas de declarar (ADI) uma situação já existente. Entende-se. inclusive fixando os marcos de sua vigência. mesmo inconstitucional. O reconhecimento da inconstitucionalidade. então. 7) Há correntes que veem uma extravagância do Poder Judiciário. Resposta: Em linhas gerais. Trata da possibilidade de se legitimar a produção de efeitos a uma lei considerada inconstitucional. que a lei já nasceu nula.882/1999. entretanto. Acaba-se por permitir. Faz-se. entretanto. Entretanto.868/1999 e 11 da Lei 9. pode produzir efeitos jurídicos válidos. O sistema brasileiro se assenta na premissa. que o STF legitime os efeitos produzidos por uma lei que é nula em sua essência. como se a lei jamais tivesse existido. permite-se a declaração de inconstitucionalidade sem pronúncia de nulidade. não devendo produzir qualquer efeito. De fato. em respeito ao princípio da segurança jurídica. por razões de segurança jurídica. Por razões de segurança jurídica. razão pela qual não deveria produzir quaisquer efeitos jurídicos. pois que estaria exercendo um poder normativo a partir do momento que dá efeito prático a um preceito que ele já declarou inconstitucional. a possibilidade de modulação de efeitos representa um certo alargamento do seu poder. razão pela qual a declaração de sua inconstitucionalidade deveria produzir efeitos jurídicos retroativos. razão pela qual o legislador dá. assim. razão pela qual entende-se o alargamento como compatível com a Constituição. admite a legislação infraconstitucional a modulação dos efeitos desse reconhecimento. via de regra. de modo que a lei. de que a lei inconstitucional é nula.

Já no âmbito do Judiciário acontece apenas em casos concretos nos quais se discuta o direito público subjetivo dos parlamentares de participar de um processo legislativo hígido (devido processo legislativo) que não contrarie as regras de vedação de deliberação expressamente contidas na Constituição. por exemplo. se houvesse previsão de quórum de maioria absoluta para a aprovação de emendas constitucionais. Em matérias de mero funcionamento interno. antes da aprovação dos projetos. atua-se através do veto jurídico. 8) Pode haver controle de constitucionalidade preventivo? Exemplifique. somente seria possível o controle sobre a confecção do Regime Interno se uma de suas normas violasse algum de seus mandamentos violasse expressamente uma norma cogente da Constituição. No Legislativo.princípio da segurança jurídica. 9) Na hipótese em que o regimento interno da Câmara de um dos Poderes. a atuação se dá pelas Comissões de Constituição e Justiça ou pelo próprio Pleno. Resposta: É possível o controle preventivo. por parte dos três poderes. não há como negar que sua utilização indevida pode gerar situações de indevida atuação do Poder Judiciário como legislador positivo e contrário à Constituição. está sendo confeccionado e há uma discussão sobre sua compatibilidade. No âmbito do Executivo. apenas reconhece-se sua possibilidade na medida em que o próprio ato de deliberar sobre determinada matéria viole a Constituição. poderia haver esse controle de constitucionalidade pelo Supremo em relação ao que estivesse inscrito nessa norma específica interna de funcionamento de um dos Poderes? Resposta: O controle preventivo tem balizamento bastante restrito: o direito público subjetivo de participar de um processo legislativo hígido. não se podendo falar em controle para atos classificados como interna corporis. Assim. sobretudo no que tange às cláusulas pétreas. como. 10) Como a Constituição Federal trata o efeito repristinatório de normas constitucionais? Resposta: 219 . entretanto. não seria possível o controle interno. Assim. por exemplo. que incide sobre os projetos de lei ou de emenda constitucional.

ocorrendo quando uma norma que revogou outra é declarada inconstitucional. Assim. Com isso. Para compreendê-lo melhor. como deixa ver o artigo 59 da Constituição. nas quais a livre manifestação do poder derivado reformador possa estar ameaçada. 220 . assim. entretanto. Essa tese é embasada no fato de que a decisão que reconhece a inconstitucionalidade é declaratória. Assim. como a Emenda Constitucional é inferior à Constituição.O efeito repristinatório advém do controle de constitucionalidade. já que não é produto do Constituinte Originário. o ato inconstitucional nasce eivado de nulidade. E a decisão declaratória apenas reconhece determinada situação. é perfeitamente cabível o controle de sua constitucionalidade. extraído do controle difuso de constitucionalidade e acolhido em nosso ordenamento. 12) Poder Constituinte Derivado. e em intervenção federal. Veda-se. a norma que nasce nula (declarada inconstitucional) não poderia revogar a anterior validamente. Circunstanciais: são limitações consubstanciadas em normas aplicáveis a situações excepcionais. a norma passa a ter o mesmo status da demais normas constitucionais. de extrema gravidade. ao contrário. construção do legislador constitucional. Não é apenas anulável. existem limitações? Resposta: Existem 3 graus de limitação: Formais ou procedimentais: referem-se aos órgãos competentes e aos procedimentos a serem observados na alteração do texto constitucional. mas. 11) É possível controle de constitucionalidade de EC? Resposta: O controle de constitucionalidade é a análise acerca da compatibilidade formal e material das leis infraconstitucionais em relação à Constituição Federal. Para este princípio implícito. Uma vez ultrapassado o controle. no caso. é necessário explanar brevemente sobre o princípio que lhe dá suporte: o princípio da nulidade do ato inconstitucional. a reforma em casos de estado de sítio e de defesa. o efeito repristinatório é a reentrada em vigor de norma aparentemente revogada. a nulidade.

sendo revogada com o advento da norma hierarquicamente superior. Segundo entendimento do STF. é com esta incompatível. Ao reverso. Fala-se ainda em limitações temporais. não propriamente inconstitucionalidade. haverá revogação da norma e. Nesse caso. permanecendo em vigor. segundo as quais a Constituição não poderia ser emendada antes de decorrido determinado lapso temporal. a questão não é propriamente de inconstitucionalidade. compatível com a Constituição. 12) Poder Constituinte Derivado. 221 . a não recepção ocorre quando a norma é incompatível com a nova constituição. se torna com esta incompatível.Materiais: impedem a alteração de determinados conteúdos consagrados no texto constitucional. a não recepção ocorre quando a norma. ADI 2). sendo com ela compatível. fenômeno semelhante. em razão da incompatibilidade com a Constituição. ocorre quando uma norma. mas de revogação de norma anterior pela nova norma hierarquicamente superior (ADIQO 7. por posterior reforma do texto constitucional ou por circunstâncias fáticas. anterior à Constituição. existem limitações? Resposta: 13) Qual artigo contém as cláusulas pétreas? Resposta: DESSE PONTO EM DIANTE: RESPOSTAS ELABORADAS POR ÉRICO RODRIGO FREITAS PINHEIRO 15) O que significa recepção e não recepção? Resposta: Há recepção quando uma norma pré-constitucional guarda conformidade com uma nova Constituição. 16) Qual a diferença entre inconstitucionalidade superveniente e não recepção? Resposta: Como exposto anteriormente. Não previstas na atual Constituição. Já a inconstitucionalidade superveniente. São as denominadas cláusulas pétreas. que é hierarquicamente superior.

recentemente. Quem foi o ministro relator. da Constituição. Por exemplo. cujo objeto foi a Lei de Imprensa (Lei n. Este Ministro defendeu que. por ser suprema. 222 . Considerou-se que o exercício da atividade jornalística encontra-se submetido apenas às restrições constantes do próprio texto constitucional. disciplinada pela Lei n. parágrafo primeiro. 9882/1999.) Ação direta de que se não conhece por impossibilidade jurídica do pedido). ao ser promulgada. Admite-se. neste caso? Resposta: No julgamento da ADPF n. 130. não revogasse. não sendo apenas revogação.. mesmo podendo ser tratada de revogação. Prevaleceu o entendimento do relator. o STF considerou a Lei de Imprensa incompatível com a Constituição de 1988.. a diferença é substancial pois. por afrontar as disposições relativas à liberdade de imprensa. por este motivo. O Min. 2. contudo. 19) Lembra quem foram os ministros do STF que travaram o debate célebre em que ficou decidido que a norma infraconstitucional incompatível com a constituição superveniente encerra hipótese de "não-recepção". devendo ser solucionada no âmbito do direito intertemporal. pois não se trata propriamente de inconstitucionalidade. que a compatibilidade da norma com a Constituição seja objeto de Arguição de Descumprimento de Preceito Fundamental.17) Não recepção pode sofrer controle concentrado? Qual a lei? Resposta: Segundo entendimento do STF. no sentido de se tratar de revogação e que. Já o Min. a verificação de compatibilidade de uma norma anterior à Constituição não pode ser objeto de ação direta de inconstitucionalidade. a Constituição não deixa de produzir efeitos revogatórios. mas de revogação da norma anterior. 130. segundo seu entendimento. foi caso da ADPF n. cujo relator foi o Ministro Carlos Ayres Britto. poderia ser objeto de ADIN. e não hipótese de "revogação"? Resposta: Referido rebate foi travado no bojo da ADI n. 5250/67). Paulo Brossard defendeu que a incompatibilidade de norma anterior à Constituição com o texto dessa encerra hipótese de revogação. ADIN não poderia tratar deste tema (pelo fato de ser superior. 18) Que entendimento o STF adotou. (. Sepúlveda Pertence considerou que a não recepção implica em inconstitucionalidade. (Seria ilógico que a lei fundamental. que regulamentou o art. sendo inconstitucionalidade. entre os ministros Paulo Brossard (relator) e Sepúlveda Pertence. 102. leis ordinárias. acerca da lei de imprensa. não podendo o legislador ordinário criar outras limitações.

21) Cabível ADI contra norma infraconstitucional vigente em face parâmetro normativo constitucional revogado? Resposta: Segundo entendimento tradicional no STF. Sepúlveda Pertence. seriam consideradas prejudicadas (ADI 2197). atingindo a norma no plano de sua eficácia. com esta temática. Já a não recepção. recentemente. o Tribunal considerou que a constitucionalidade da norma deve ser aferida diante da quadro constitucional vigente na data de sua edição (princípio da contemporaneidade). Entendeu que ―não se admite a figura da constitucionalidade superveniente”. a declaração de inconstitucionalidade tem efeitos erga omnes e ex tunc. 223 . Nos casos em que há modulação. atinge a norma no plano de validade. sendo que a incompatibilidade material com a Constituição deve ser apreciada no plano hierárquico. implica em inconstitucionalidade. com efeitos retroativos à data de sua promulgação. O reconhecimento da inconstitucionalidade implica em nulidade da norma. Trata-se de declaração de nulidade. não ocorre propriamente declaração de nulidade (que teria efeito ex nunc). a revogação implica em solução do conflito conforme preceitos atinentes a direito intemporal. por razões de natureza política (preservação da segurança jurídica e excepcional interesse social). na visão do Min. este posicionamento não foi acolhido pela maioria do pleno do STF. Contudo. Eventuais ADIs propostas. 22) Qual o efeito da modulação na declaração de inconstitucionalidade? Há categoria nova ou fica no plano tão somente da validade? A modulação dos efeitos temporais dos julgados do STF atinge a norma em que nível de validade? Resposta: Por regra geral. o STF ensaia mudança neste entendimento. Nesta hipótese. a decisão terá efeito constitutivo negativo.20) Qual a diferença entre não recepção e revogação de norma em decorrência de constituição superveniente? Resposta: Como exposto. Conforme decidido nas ADIs 2158 e 2189. Contudo. não apenas no cronológico. ocorre o que a doutrina chama de ―declaração de inconstitucionalidade sem pronúncia de nulidade‖. no sentido de que norma posterior revoga norma anterior que seja com esta incompatível. não seria cabível ADI contra norma constitucional vigente confrontada com norma constitucional revogada. Nesse caso.

quando não há revisão do projeto iniciado em uma casa legislativa por outra. Interpretação conforme sem redução de texto: não há supressão textual. Pode ocorrer quando a norma é editava por ente federativo incompetente. mas confere-se à norma impugnada uma determinada interpretação que lhe preserve a constitucionalidade ou quando exclui-se da norma impugnada uma interpretação que lhe acarretaria a inconstitucionalidade. Com fundamento. 54 (crime de aborto do CP)? Resposta: A ADPF 54 versa sobre a possibilidade de aborto nos casos de gestação de feto anencéfalo.23) Existe controle de constitucionalidade superveniente? Resposta: Segundo atual entendimento do STF. o STF considerou ser possível a interrupção da gestação neste caso (ver informativo 661). 2. 24) O que se pretende na ADPF no. A análise da constitucionalidade da norma deve levar em consideração o quadro constitucional vigente no momento de sua edição (princípio da contemporaneidade). não pode ser convalidada por alteração constitucional posterior. 224 . Questões do TRF3 1) Quais espécies de interpretação conforme são cabíveis? Resposta: A doutrina considera haver duas espécies de ―interpretação conforme‖: 1. quando a vida extrauterina se revela inviável. Assim. Interpretação conforme com redução de texto: declara-se a inconstitucionalidade de determinada expressão. quando a iniciativa do projeto de lei partiu de agente não legitimado para tanto. 25) Exemplo de inconstitucionalidade adjetiva. não se admite constitucionalidade superveniente (ADIs 2158 e 2189). nascida inconstitucional. uma interpretação compatível com a Constituição. principalmente.3. possibilitando a partir dessa exclusão do texto.1. que ocorre quando promulga-se norma cujo processo de elaboração (processo legislativo) encontrase viciado. Resposta: Inconstitucionalidade adjetiva é sinônimo de inconstitucionalidade formal.1. etc. no princípio da dignidade da pessoa humana. quando os quóruns de votação não são observados. eventual norma. 4.

2. Direito Tributário 4. Questões do TRF1 1) Os princípios constitucionais da vedação ao confisco se aplica a tributos extrafiscais? Resposta: A doutrina majoritária entende que o princípio do não-confisco não se aplica aos tributos extrafiscais. 150. pois estes não detém função arrecadatória. o qual preconiza que arrecadação de determinado tributo deve ser anualmente prevista na respectiva lei orçamentária. a da Constituição.1.2. 2) Qual a diferenciação tópica entre anterioridade e anualidade? Resposta: Segundo o princípio da anterioridade. ―Norma legal que altera o prazo de recolhimento da obrigação tributária não se sujeita ao princípio da anterioridade‖. 150. Pelo princípio da anterioridade do exercício financeiro. Sistema Constitucional Tributário: Princípios Constitucionais De Direito Tributário 4. sendo instrumentos da política fiscal. III.1. Questões do TRF4 4. 225 . b).1. Nesse sentido.2. Ricardo Lobo Torres e Werther Botelho Spagnol. Em sentido contrário. Isto porque não se cria ou aumenta tributo.4.5. Questões do TRF5 4. os entes não poderão cobrar tributos no mesmo exercício financeiro em que houverem sido criados ou aumentados (Art.4. é vedado aso entes tributantes cobrar tributos em relação aos fatos geradores ocorridos antes do início da vigência da lei que os houver instituído ou aumentado (Art.1. 3) Norma legal que altera prazo de recolhimento de tributo se sujeita ao princípio da anterioridade? Resposta: Conforme Súmula 669 do STF. Este princípio não vigora no Brasil. Sacha Calmon Navarro Coelho e Aliomar Baleeiro. a CF). São princípios distintos em relação à chamada anualidade.1. III. III.1.1. 150. não incidindo o art.

Já o princípio da proporcionalidade implica em maior tributação aos contribuintes com riqueza tributável maior. da lealdade. 153. Um exemplo é a alteração da base de cálculo do imposto de renda. a boa-fé deve marcar as relações jurídicas. Exemplos: Alíquota do Imposto de renda e das contribuições previdenciárias dos trabalhadores. 2) Haveria a incidência do princípio da eticidade na área tributária? Resposta: Pelo princípio da eticidade. Questões do TRF2 1) Princípio da Legalidade Relativa é cabível no direito tributário? Resposta: Pela legalidade absoluta. conforme processo legislativo constitucionalmente previsto. Este princípio incide na área tributária. É admitida no direito tributário.1. Pela legalidade relativa. 5) O que dizer de uma lei que estabelece alíquotas progressivas sobre.2. II e IE (art. considerada uma manifestação do princípio da capacidade contributiva. da cidadania. Trata-se de princípio correlato ao princípio da capacidade contributiva. para dedução de despesas médicas. 4. da confiança. significa norma editada pelo Poder Legislativo. à medida que se aumenta a base de cálculo. parágrafo primeiro. da capacidade contributiva. IOF. sem necessariamente haver alteração nas alíquotas. são aplicáveis alíquotas maiores. da iso226 . da não surpresa. estas relações devem ser marcadas por valorização da dignidade humana. Por consequência. nesse sentido. da boa-fé e da honestidade.4) Distinção básica entre proporcionalidade e progressividade? Resposta: Pelo princípio da progressividade. tendo relação com os princípios da anterioridade. Exemplo: Alíquotas do IPI. Lei. da personalidade. podendo este complementá-la por ato infralegal. da Constituição). apesar de se exigir edição de lei em sentido formal. da vedação ao confisco.2. da probidade. a Constituição impõe a edição de lei formal para a regulamentação de determinada matéria. Resposta: (questão truncada). A progressividade é comum é considerada constitucional no Direito Brasileiro. permite-se a esta estabelecer somente parâmetros de atuação do Poder Executivo.

com a aptidão para produção de eventos. com. que visam assegurar uma relação transparente entre o fisco e o contribuinte. 6) Conceito de vigência da lei tributária. Por este princípio. quanto a fato gerador ocorrido posteriormente à sua introdução. A vigência formal guarda relação com a própria vigência. de ofício ou em conseqüência de decisão administrativa ou judicial. Entra nesse conceito a figura da eficácia? Resposta: Vigência é a aptidão da norma. por exemplo. 4) Existe diferença entre princípios tributários e pressupostos? Resposta: 5) Diferença entre o princípio da irretroatividade e da intangibilidade. a vincular o contribuinte e o ente tributante. válida. com a efetiva produção de efeitos da norma. 3) Mudança de interpretação acarreta em novo fato gerador? Resposta: Segundo o art. havendo mudança de interpretação. nos critérios jurídicos adotados pela autoridade administrativa no exercício do lançamento somente pode ser efetivada. o ato jurídico perfeito e o direito adquirido (além da coisa julgada) são intangíveis e não podem ser afetados por ato normativo posterior. da não-discriminação. ―A modificação introduzida. Já a intangibilidade guarda relação com o princípio da segurança jurídica. 146 do CTN. as quais não poderão retroagir para alcançarem fatos pretéritos. não pode retroagir. Por exemplo. por exemplo. sendo aplicável aos fatos gerados ocorridos posteriormente à mudança de interpretação.‖ Assim. Já a vigência material se confunde com a eficácia. a possibilidade de emissão de certidões negativas. 227 . para produção de efeitos. a formalização de um parcelamento de dívida tributária constitui ato jurídico perfeito. Resposta: O princípio da irretroatividade guarda relação com a eficácia das normas. em relação a um mesmo sujeito passivo. gerando todos os efeitos previstos nas normas gerais de Direito Tributário.nomia. distinguindo vigência formal e vigência material.

1º LINDB).7) Há alguma peculiaridade em relação às leis tributárias no que tange à eficácia? Resposta: Sim. nesses casos tais limitações não incidem. Por exemplo. Ou seja. entra vigor 45 dias após sua publicação (art. 102 dispõe sobre a extraterritorialidade: ―A legislação tributária dos Estados. Qual seria? (anterioridade máxima. nos limites em que lhe reconheçam extraterritorialidade os convênios de que participem. a própria norma poderá dispor sobre sua vigência. Conforme previsto no art. no espaço e no tempo. O CTN.‖ 10) O direito tributário trabalha com a retroatividade? Também se aplica a retroatividade máxima. Em regra. O art. média e mínima) Resposta: 9) A lei tributária que não majore nem institua tributos também devem observar essas limitações? Qual o prazo de vigência dessas leis? Poderá ter vigência extraterritorial? Qual o pressuposto para isso acontecer? Resposta: Considerando que a legislação tributária se interpreta literalmente. do Distrito Federal e dos Municípios vigora. 101. fora dos respectivos territórios. no art. III. é vedado aos entes federativos cobrar tributos no mesmo exercício financeiro em que haja sido publicada a lei que os instituiu ou aumentou e antes de decorridos noventa dias da data em que haja sido publicada a lei que os instituiu ou aumentou. b e c da Constituição. Quando omissa. 8) O somatório da anterioridade com a anterioridade nonagesimal levou a uma classificação. da legislação tributária rege-se pelas disposições legais aplicáveis às normas jurídicas em geral. mas será desprovida de eficácia (não produzirá efetivamente tais efeitos). editada norma em desconformidade com estes prazos. o STF já decidiu que tais princípios não incidem nos casos redução ou extinção de desconto legalmente previsto (ADI 4016). a norma poderá ser vigente (apta a produzir efeitos). O prazo de vigência da lei observará as disposições da Lei de Introdução às Normas do Direito Brasileiro e do CTN. ou do que disponham esta ou outras leis de normas gerais expedidas pela União. prevê que a vigência. 150. no País. com as ressalvas previstas neste Código. média e mínima? Resposta: 228 .

quando a lei retroage para atingir a coisa julgada ou os fatos jurídicos consumados (transação. 106). São tributos vinculados aqueles que guardam relação com alguma atividade estatal relativa ao contribuinte. Já nos tributos de arrecadação não vinculada não há essa correlação. no que se refere ao fato gerador. Pode haver retroatividade. São não vinculados os impostos Os empréstimos compulsórios são vinculados ou não vinculados. 229 . b) média. a retroatividade é ―a) máxima. 105 do CTN consagra a irretroatividade. a receita referente a esse tributo não pode ser vinculada com a despesa? Resposta: Não necessariamente. prescrição). quando a lei nova atinge os efeitos dos fatos anteriores verificados após a sua edição. Não necessariamente há vinculação entre fato gerador e vinculação da receita. direitos já existentes mas ainda não integrados no patrimônio do titular. são vinculados a taxa e a contribuição de melhoria.‖ Este autor entende que a Constituição. Já a vinculação à despesa remete à classificação dos tributos quanto ao destino da arrecadação.pagamento. O exemplo são as contribuições para a seguridade social. São tributos vinculados aqueles que guardam relação com alguma atividade estatal relativa ao contribuinte. quando a lei atinge os direitos exigíveis mas não realizados antes de sua vigência. Já nos tributos de arrecadação não vinculada não há essa correlação. fixando como marco o fato gerador efetivamente ocorrido. consagrando a irretroatividade. São de arrecadação vinculada os tributos cujas receitas devem ser destinadas a determinadas atividades. conforme art. na hipótese de aplicação da norma gerar situação favorável ao contribuinte ou quanto for interpretativa (art. Assim.Segundo Sabbag. não permite qualquer destas formas de retroatividade. por consagrar o princípio da segurança jurídica. c) mínima. 167. porque o tributo é não vinculado. 11) Receita de imposto pode ser vinculada a determinada despesa? Onde se encontra este impedimento (vinculação da receita à despesa)? A vinculação do fato gerador toca na vinculação da receita? Resposta: Não é possível a vinculação de receita de determinado imposto a receita. São não vinculados os impostos Os empréstimos compulsórios são vinculados ou não vinculados. da Constituição. 12) Pode-se deduzir que. O exemplo são as contribuições para a seguridade social. São de arrecadação vinculada os tributos cujas receitas devem ser destinadas a determinadas atividades. Já a vinculação da receita remete à classificação dos tributos quanto ao destino da arrecadação. apenas. são vinculados a taxa e a contribuição de melhoria. Entende que o art. vale dizer. Assim. IV. não obstante vozes em contrário.

a anterioridade nonagesimal seria aplicável às contribuições para financiamento da seguridade social (art. mas há autores que costumam diferenciá-los. os princípios são tidos como sinônimos. ou punibilidade e à natureza da penalidade aplicável. III. imputabilidade. ou à natureza ou extensão dos seus efeitos.13) Há diferença entre o princípio da noventena e o princípio da anterioridade nonagesimal? Resposta: Para parcela majoritária da doutrina. p. 14) No que diz respeito ao princípio do “in dubio pro contribuinte”. Discorra. ou à sua graduação. Resposta: Pelo princípio da irretroatividade. um dos princípios constitucionais tributários é o da irretroatividade tributária. c – ―antes de decorridos noventa dias da data em que haja sido publicada a lei que os instituiu ou aumentou‖). ou lhe comina penalidades. Conforme este dispositivo. 15) Em matéria de interpretação. a CF). Assim. 112 do CTN. É corolário do princípio da segurança jurídica (art. entende-se que há equivalência teleológica. à autoria. a lei tributária que define infrações. é vedado aos entes tributantes cobrar tributos em relação a fatos geradores ocorridos antes do início da vigência da lei que os houver instituído ou aumentado (art. Contudo. 150. em caso de dúvida quanto à capitulação legal do fato. Consagra o princípio da não surpresa. Já a noventena seria aplicável às demais espécies tributárias (art. conforme expresso no art. 195. é aplicável às infrações tributárias? Resposta: Este princípio é aplicável às infrações tributárias. 16) Existem exceções a esta regra da irretroatividade tributária? Resposta: 230 . à natureza ou às circunstâncias materiais do fato. III. 6º da CF ―As contribuições sociais de que trata este artigo só poderão ser exigidas após decorridos noventa dias da data da publicação da lei que as houver instituído ou modificado‖). 5º. afirmando a boa-fé que deve haver na relação entre o fisco e o contribuinte. 150. interpreta-se da maneira mais favorável ao acusado. embora a diferença seja terminológica. XXXVI).

145. desde que não tenha sido fraudulento e não tenha implicado em falta de pagamento de tributo. Contudo. da constituição. a vincular o contribuinte e o ente tributante. Já o procedimento é conjunto de atos. o ato jurídico perfeito e o direito adquirido (além da coisa julgada) são intangíveis e não podem ser afetados por ato normativo posterior. 17) O princípio da capacidade tributária só existe com relação aos impostos ou também existe com relação aos outros tributos? Há diferença entre processo e procedimento tributário? Resposta: Conforme o art. quando deixe de tratá-lo como contrário a qualquer exigência de ação ou omissão. 106 do CTN. em qualquer caso. a fixação de alíquota do tributo e da sua base de cálculo. o princípio da capacidade contributiva é aplicável aos impostos. ou tratando-se de ato não definitivamente julgado.Conforme o art. a possibilidade de emissão de certidões negativas. ou para outras 231 . quando lhe comine penalidade menos severa que a prevista na lei vigente ao tempo da sua prática. 97 do CTN prevê os elementos da regra matriz de incidência que devem estar previstos na lei: a definição do fato gerador da obrigação tributária principal. excluída a aplicação de penalidade à infração dos dispositivos interpretados. Por este princípio.259-AgR).1. a cominação de penalidades para as ações ou omissões contrárias a seus dispositivos. por exemplo. com vistas ao acertamento da situação fiscal deste último. 4. Por exemplo. 18) Ao lado da anterioridade. a formalização de um parcelamento de dívida tributária constitui ato jurídico perfeito. nada obsta que este princípio seja aplicado às demais espécies tributárias ((RE 216. que decide definitivamente a questão. a lei tributária aplica-se a ato ou fato pretérito. conducente à prática do ato final. por exemplo.2. gerando todos os efeitos previstos nas normas gerais de Direito Tributário. Processo administrativo tributário é relação havida entre o fisco e o contribuinte. quando seja expressamente interpretativa. e do seu sujeito passivo. Questões do TRF3 1) Quais elementos da regra matriz de incidência devem estar presentes na lei? Resposta: O art. praticados no bojo deste processo. parágrafo primeiro. segundo entendimento do STF. na esfera administrativa.3. o que é a intangibilidade (doutrina nova)? Resposta: A intangibilidade guarda relação com o princípio da segurança jurídica. com. quando deixe de defini-lo como infração.

Especificamente em relação às contribuições. que versou sobre a COSIP. 232 . as hipóteses de exclusão. segundo o qual ninguém será obrigado a fazer ou deixar de fazer algo senão em virtude de lei. Questões do TRF5 1) Discorra sobre a legalidade no Direito Tributário e aponte as suas exceções. por não ser matéria afeta ao rol do art. fixação da data de pagamento do tributo. alíquota. inicialmente. 97. 5º. Resposta: O princípio da legalidade. 145. de molde a não permitir interpretações extensivas e discricionariedades. A jurisprudência considera que determinadas matérias não necessariamente devem ser disciplinadas por lei: as não constantes do citado art. está previsto no art. Trate também do princípio da tipicidade cerrada. penalidades.1.infrações nela definidas. Questões do TRF4 4. nada obsta que este princípio seja aplicado às demais espécies tributárias. O art. II. prazo para pagamento. 150. Especificamente em matéria tributária. I prevê que os entes federados não podem exigir ou instituir tributo sem lei que o estabeleça.5. da Constituição. ou de dispensa ou redução de penalidades. 97 do CTN também elenca matérias que apenas podem ser disciplinadas por lei.2. a lei criadora de tributos dever ser minuciosa. 2º). 3) As contribuições devem observar o princípio da capacidade contributiva? Resposta: Conforme o art. IPI e IOF. 4.4. parágrafo primeiro. base de cálculo. p. A CF possibilita que as alíquotas do II. 97 do CTN (RE 195218). atualização da base de cálculo do tributo (art. / Pelo princípio da tipicidade cerrada. Contudo.1.2. segundo entendimento do STF. possam ser alteradas pelo Poder Executivo. bem como da CIDE-combustíveis. da constituição. não ofende ao princípio da legalidade. 2) A data do pagamento do tributo pode ser fixada por decreto? Resposta: Segundo o entendimento do STF. por decreto. 97. o princípio da capacidade contributiva é aplicável aos impostos. prevendo todos os elementos do tributo. Por esse motivo. suspensão e extinção de créditos tributários. a possibilidade de aplicação do princípio ficou assentada no RE 573675. a norma deve prever fato gerador. o art. IE.

para fazer jus à imunidade (art.2) Discorra sobre a imunidade recíproca e se ela abrange empresas públicas e sociedade de economia mista. sendo hipótese de exclusão do crédito tributário. o art. 4) Princípio da legalidade tributária e exceções ao principio. Em relação às autarquias e fundações. não sendo extensível às exercentes de atividades econômicas (RE 363. Trata-se regra protetiva do pacto federativo. 3) Diferencie imunidade. segundo o qual ninguém será obrigado a fazer ou deixar de fazer algo senão em virtude de lei. seu patrimônio. prazo para pagamento. 97. no exercício de sua competência. I prevê que os entes federados não podem exigir ou instituir tributo sem lei que o estabeleça. atualização da base de cálculo do tributo (art. Especificamente em matéria tributária. Resposta: O princípio da legalidade. da constituição). O art. É dispensa legal de tributo devido. 150. 5º. possam ser alteradas pelo Poder Executivo. VI. deixa de definir determinada situação como hipótese de incidência ou quando o ente não dispõe de competência. bem como da CIDE-combustíveis. c). não havendo o fato gerador do tributo.412-AgR). renda e serviços devem estar afetos às suas finalidades essenciais. A CF possibilita que as alíquotas do II. estabelecem exceções à regra de tributação. VI. impedindo que determinadas situações sejam consideradas hipótese de incidência de tributos (art. 97 do CTN também elenca matérias que apenas podem ser disciplinadas por lei. Há imunidade quando a Constituição delimita a competência dos entes federativos. está previsto no art. 150. Estados. a União. II. segundo). da Constituição. inicialmente. IPI e IOF. embora possa fazê-lo. o STF considera ser aplicável a imunidade quando prestadoras de serviços públicos (RE 424. Em relação às empresas públicas e sociedades de economia mista. Pode ocorrer quando um ente. p. 97. 173 e parágrafos da CF.227). Resposta: A não incidência ocorre quando um fato não é abrangido pela hipótese de incidência. renda ou serviços uns dos outros (art. Já isenção ocorre quando os entes. por força do art. não incidência e isenção. 150. p. 150. IE. A jurisprudência considera que determinadas matérias não necessariamente devem ser disciplinadas por lei: as não constantes do citado art. Resposta: Pela imunidade recíproca. 2º). Distrito Federal e Municípios não podem instituir impostos sobre patrimônio. 233 .

412-AgR). consubstanciando a possibilidade de atuação com fulcro neste princípio. 173 e parágrafos da CF. 234 . por força do art. não sendo extensível às exercentes de atividades econômicas (RE 363. Ato Administrativo.3. pela Administração. Por constituir princípio constitucional. Questões do TRF1 1) Enquanto juiz federal o senhor anularia um ato administrativo pelo princípio da boa administração sem interferência de alguma regra? Resposta: O princípio da boa administração guarda relação com o princípio da moralidade.3. permite-se a declaração de nulidade de ato administrativo.5) No que concerne às empresas públicas e sociedades de economia mista. 13. Já a autorização é ato discricionário e sua emissão depende da análise de mérito pela Administração (conveniência e oportunidade). Pergunto se a omissão só é relevante quando há um dever de agir? Resposta: 3) O senhor sabe diferenciar o alvará de licença e alvará de autorização? Resposta: A licença constitui ato administrativo vinculado. 4. 37 da Constituição. quando ficar demonstrado o preenchimento de todos os requisitos legais pelo Administrado. essas entidades são beneficiadas pela imunidade tributária da Constituição? Resposta: Em relação às empresas públicas e sociedades de economia mista.3. Políticas Públicas 4. quando não observado. Tal dever implica em guardar diligência no exercício de sua função.1. o STF considera ser aplicável a imunidade quando prestadoras de serviços públicos (RE 424. 2) No caso. haveria a possibilidade de omissão lícita? A chave do problema está na chave do vocábulo causar. distinguindo o honesto do desonesto. que versa sobre a vedação nepotismo. Um exemplo é a súmula vinculante n.227).1. razão pela qual o respectivo alvará não poderá ser negado.1. Direito Administrativo 4. previsto no art. pelo qual o Administrador Público deve observar preceitos de caráter ético.

Assim. Sempre se considerou que os regulamentos autônomos seriam nulos. 5) O que seria um regulamento autônomo? Resposta: O regulamento tem por finalidade explanar e estabelecer procedimentos para a correta aplicação da lei. todos os seus atos são passíveis de revisão judicial. tampouco excedê-la.4) Quais os limites à rescindibilidade pelo STF das decisões do CNJ? Resposta: (Opinião pessoal). diante do princípio da inafastabilidade da jurisdição (art. Autoexecutoriedade é possibilidade execução imediata do ato praticado pela Administração. Contudo. r) . 5º. Nem todos os atos são dotados de exigibilidade. XXXV da Constituição). como a cobrança de multas. que. vise à produção de efeitos jurídicos. dotado de generalidade e abstração. que só podem ser executadas pelo Poder Judiciário. os contratos firmados sob regime de Direito Privado. Há atos que. I. na ausência de lei em sentido formal que regule a matéria. é ―a exteriorização de vontade de agentes da Administração Pública ou de seus delegatário. 235 . 102. a fim que seu objetivo seja imediatamente alcançado. deixando de ter relação de dependência com a lei em sentido estrito (ato normativo.2. sob regime de direito público. 4. são lícitos. editado pelo Poder competente). são apenas atos da Administração. Questões do TRF2 1) Todo ato da Administração é ato administrativo? Os atos administrativos são sempre exigíveis? O que seria autoexecutoriedade do ato administrativo? Resposta: Nem todo ato da administração constitui ato administrativo. segundo José dos Santos Carvalho Filho. O exemplo são as autorizações e permissões. sem serem considerados atos administrativos. onde prepondera o interesse privado. Editado o ato. Ato administrativo. nos quais a Administração não atua sob regime de Direito Público. com o fim de atender ao interesse público‖. Por exemplo. carece à Administração interesse em exigir seu cumprimento.3. Não pode contrariá-la. Alguns atos não possuem este atributo. O CNJ constitui órgão administrativo.1. o Pretório Excelso poderá apreciar todas as decisões proferidas por este Conselho. Sendo o STF o órgão competente para processar e julgar todas as ações contra o CNJ (art. nesta hipótese. doutrina recente considera que o regulamento autônomo retira seu fundamento de validade diretamente da Constituição. O regulamento é autônomo quando extrapola sua função. Sendo órgão administrativo.

podem ser revogados. a execução de um ato administrativo. não é ato dotado de autoexecutoridade. 182 . pode trazer graves danos aos cidadãos. Distinguem quanto à finalidade primordial: atendimento ao interesse particular (autorização) ou público e privado (permissão). viciado. Por vezes. sem direito a indenização. atendendo ao mesmo tempo aos interesses público e privado‖. da Constituição e art. ―autorização de uso é o ato administrativo pelo qual o Poder Público consente que determinado indivíduo utilize bem público de modo privativo. ou quando ficar caracterizado desvio de finalidade. pelo Poder Público Municipal. 3) Art. Diante do princípio da inafastabilidade da jurisdição. dentre outros vícios. no qual se gera uma perspectiva de estabilidade. fale a respeito? Resposta: O parcelamento compulsório é medida prevista no art.2) Uma decisão judicial pode obstar a autoexecutoriedade do ato? Resposta: Sim. de molde a evitar a incidência de IPTU progressivo no tempo e desapropriação do bem. Sendo discricionários. como medida para assegurar o cumprimento da função social do solo urbano. 4º e 12 da Lei 7347/85). pode haver indenização nos casos de atos editados com prazo certo. 182. Embora seja assim denominado. Já permissão de uso seria ―o ato administrativo pelo qual a Administração Pública consente que certa pessoa utilize privativamente bem público. Contudo. discricionários e precários. as liminares em Mandado de Segurança (art. ao particular. É medida que deve ser aceitada e cumprida voluntariamente pelo particular. Ambos são atos unilaterais.Parcelamento compulsório x auto-executoriedade. atendendo primordialmente a seu próprio interesse‖. 4) Autorização e permissão de uso público são revogáveis pela Administração? Qual seria a pedra de toque para diferenciar a autorização da permissão? Existe a possibilidade de o particular pleitear indenização no caso da revogação da autorização ou da permissão? Resposta: Segundo José dos Santos Carvalho Filho. 5º do Estatuto das Cidades ( Lei 10257/2001). em regra. I. parágrafo quarto. Por exemplo. é possível ao Poder Judiciário editar provimentos tendentes a afastar a exigibilidade de atos administrativos. ao lado da edificação ou utilização compulsórios. 5) Motivo e mérito do ato administrativo são a mesma coisa? 236 . 7º da Lei 12016/2009) e em Ação Civil Pública (arts.

Direito Penal 4.4. o regime jurídico penal brasileiro não admite que o autor de um crime seja punido ou que tenha sua pena-base aumentada por aquilo que ele é (direito penal do autor). Motivo é requisito do ato administrativo.1. Questões do TRF5 4.3. Questões do TRF4 4. daí muitos questionarem a legitimidade da contravenção de vadiagem. 4.2. daí derivando.3. que deve estar presente sempre. É a situação de fato ou de direito que gera a vontade do agente quando pratica o ato administrativo. O juiz definirá a conduta social do agente através de um fato do processo ou utilizando-se de conceitos psicológicos (Sigmund Freud)? Resposta: A visão de culpabilidade pela conduta de vida.1. inserta nas cláusulas "cegueira jurídica" ou "inimizade com o direito".4. mas por aquilo que ele é. o juiz definirá a conduta social do agente não através de um fato do processo. em linha reta.4.5. mas sim.1.1. Questões do TRF1 4.Resposta: São distintos. é a avaliação de conveniência e oportunidade relativas ao motivo e objeto (elementos do ato administrativo). típico direito penal do autor. CP.1. a possibilidade de condenação do agente não por aquilo que ele faz.1. 59. Já o mérito. nas palavras de Assis Toledo.3. Valoração 4. Questões do TRF2 DESSE PONTO EM DIANTE: RESPOSTAS ELABORADAS POR FLÁVIO FRAGA E SILVA 1) Discorra sobre a culpabilidade diante da conduta de vida do agente frente ao art. segundo este autor. Questões do TRF3 4. Pena. mas sim. A despeito disso. 237 . um discutível e pouco seguro direito penal do autor.3. foi inaugurada por Mezger e introduziu no direito penal. Nesse cenário. apenas pelo o que ele fez (direito penal do fato). segundo José dos Santos Carvalho Filho.1.4. inspiradoras do ato discricionário. utilizando-se de conceitos psicológicos.4.

Discorra. 3) Culpabilidade pela conduta de vida e o art. quando da análise das circunstâncias judiciais na primeira fase da dosimetria. diante do caráter exemplificativo das hipóteses. c) multa. nos termos do art. ser levada em consideração ao aplicar a pena. expressamente. b) perda de bens. Ela pode. c) de trabalhos forçados.. entre outras. uma vez que o texto do referido inciso afirma. da CR/88. b) de caráter perpétuo. 5º. 59. e) suspensão ou interdição de direitos. 59 do CP. CP. o inciso seguinte (XLVII) dispõe que não haverá penas: a) de morte. não se avaliando por meio dela o fato ilícito... é possível ser levado em consideração ao aplicar a pena? Resposta: A conduta social é o comportamento da pessoa em relação a sua família. conforme estabelecido pelo art. e) cruéis. Além disso. 59.2) Quais são as modalidades de pena admitidas na CF/1988? Esse rol é taxativo? Resposta: Segundo o art. XIX. nada impede que essa responsabilidade também seja levada em consideração na aplicação da pena. salvo em caso de guerra declarada. afirmando o constituinte. Conduta social. por ser a responsabilidade do agente um dos reflexos de sua conduta social (responsabilidade com seus familiares. às claras. d) de banimento. Esse rol não é taxativo. 84. d) prestação social alternativa. Noutro norte. sim. trabalho ou amigos. Resposta: QUESTÃO REPETIDA (vide item 1 acima) 4) art. as penas de a) privação ou restrição da liberdade. que a lei adotará as seguintes penas ―entre outras‖. a lei adotará. 5) Quais as penas na CR/1988? O rol é taxativo? Quais as vedadas? Resposta: QUESTÃO REPETIDA (vide item 2 acima) 6) Pode-se prever a pena de advertência? 238 . XLVI. responsabilidade. que o Legislador pode prever penas de outra natureza. com seu ofício).

não retorna à sociedade apto a nela conviver. constata-se que o condenado. o que poderia ser mudado caso os poderes responsáveis pelas decisões políticas de nosso Estado buscassem medidas mais adequadas para a estruturação e organização de nossos presídios e peni239 . às claras. possível a previsão pelo Legislador da pena de advertência. quais as modalidades de prevenção? Resposta: Prevenção GERAL: visa a sociedade. Prevenção ESPECIAL: visa o deliquente. XLVI. 3) Ressocializadora. 9) O aspecto ressocializador se aproxima do real? É possível? Resposta: No atual estágio da política penitenciária brasileira. após o cumprimento da pena. do que propriamente um ambiente ressocializador. a pena tem 3 finalidades: 1) Preventiva Geral: visa à sociedade. 5º. Preventiva Especial: visa ao delinquente. é. no momento da pena em abstrato (antes do crime). da CR/88 traz um rol não taxativo. uma ―faculdade‖. não se pode afirmar que o aspecto ressocializador se aproxima do real. máxime porque. expressamente. uma vez que o texto do referido inciso afirma. diante do caráter exemplificativo das hipóteses. 2) Retributiva. b) prevenção geral positiva: afirmar a validade da norma penal desafiada pelo delito. 8) Na teoria relativa. a finalidade é de prevenção geral. principalmente a organizada. mostra-se mais como uma ―escola para o crime‖. Subdivide-se em: a) prevenção geral negativa: evita que o cidadão venha a delinqüir. Reintegrar o condenado ao convício social. Retribuir com um mal o mal causado. que o Legislador pode prever penas de outra natureza. 7) Quais as finalidades da pena no nosso direito? Resposta: No Brasil.Resposta: Tendo em conta que o art. ou melhor. ou seja. que a lei adotará as seguintes penas ―entre outras‖. nosso sistema prisional. Além disso. sim. muitos deles deixam o sistema prisional com novas idéias e percepções acerca da criminalidade. a natureza e o conteúdo da pena de advertência em nada se amolda ou toca as características das penas vedadas pela Constituição. atualmente. afirmando o constituinte. Em razão das condições degradantes e violadoras da dignidade da pessoa humana existentes em nossos presídios e penitenciárias.

no que couber. trata-se de execução indireta em que o Estado. O trabalho será em comum dentro do estabelecimento. 12) Dos três regimes que estão no CP. isto é. 10) Quais os regimes de pena privativa de liberdade do CP? São 3? Existe um quarto regime fora do CP? Resposta: Reclusão. na conformidade das aptidões ou ocupações anteriores do condenado. do CP. uma espécie de pena. Detenção e Prisão Simples. observando-se os deveres e direitos inerentes à sua condição pessoal. em colônia agrícola. O trabalho externo é admissível. O trabalho externo é admissível. a fim de que se alcançasse. embora o regime especial não seja necessariamente regime fechado.tenciárias. no regime fechado. de forma inicial ou por regressão. o disposto neste Capítulo. nada impede que as mulheres. previsto no art. industrial ou estabelecimento similar. o qual não é incompatível com sua singular condição pessoal de mulher. em serviços ou obras públicas. pois. máxime porque ao término da prisão civil o devedor não vê saldada a sua dívida. quanto a última parte do dispositivo. 11) O regime especial de cumprimento de pena é regime fechado? Resposta: O regime especial não é necessariamente regime fechado. o mais próximo do real. 37. o regime especial é o das mulheres. segundo o qual as mulheres cumprem pena em estabelecimento próprio. Regime Semi-Aberto: O condenado fica sujeito a trabalho em comum durante o período diurno. cumpram suas penas em regime fechado. qual a diferença quanto à sua aplicação? Resposta: Regime Fechado: o condenado fica sujeito a trabalho no período diurno e a isolamento durante o repouso noturno. bem como. o que reafirma o caráter não penal da prisão civil do devedor de alimentos. não sendo. Sim são três. desde que compatíveis com a execução da pena. busca convencer o devedor a adimplir seu débito sponte própria. por meio da ameaça de prisão. Não existe um quarto regime fora do CP. a finalidade ressocializadora. de instrução de segundo grau ou superior. Assim. bem como a freqüência a cursos supletivos profissionalizantes. Regime Aberto: O regime 240 . isso porque a prisão civil do devedor inescusável de alimentos é forma de coação para que esse devedor cumpra sua obrigação ou responsabilidade.

permanecendo recolhido durante o período noturno e nos dias de folga. 13) É possível no regime fechado o trabalho externo? Resposta: Sim. sendo a pena cumprida em penitenciária. vale dizer. mas não completamente isolado do meio social. nem privado totalmente de sua liberdade de locomoção. sendo a pena cumprida em colônia agrícola. permanecendo recolhido durante o período noturno e nos dias de folga em casa do albergado. em serviços ou obras públicas. industrial ou estabelecimento similar. 15) Trabalho externo em regime fechado é possível? Resposta: PERGUNTA REPETIDA (vide item 13 acima) 16) Pode-se impor regime mais gravoso? Resposta: Sim. Regime Aberto: baseia-se na autodisciplina e senso de responsabilidade do condenado. 14) Diferença de características entre os regimes prisionais? Resposta: Regime Fechado: o condenado fica completamente isolado do meio social. freqüentar curso ou exercer outra atividade autorizada. o condenado não fica completamente isolado do meio social. trabalhar. a doutrina e a jurisprudência admitem regime mais gravoso.aberto baseia-se na autodisciplina e senso de responsabilidade do condenado. de instrução de segundo grau ou superior são admitidos. privado de sua liberdade de locomoção. não sendo suficiente para sua determinação somente o quantum da pena. fora do estabelecimento e sem vigilância. O condenado deverá. fora do estabelecimento e sem vigilância. já que deverá. o qual. não pode ser aplicado apenas em conta da gravidade em 241 . por outro lado. Regime SeimiAberto: o condenado fica privado de sua liberdade de locomoção. as condições pessoais do réu e as circunstâncias concretas do fato podem levar a aplicação de um regime mais gravoso. trabalhar. pois que o trabalho externo e a freqüência a cursos supletivos profissionalizantes. freqüentar curso ou exercer outra atividade autorizada.

Se o texto for aprovado. TRF1 . 17) Há algum Projeto de Lei para dar amplitude a essa questão da pena de confisco? Resposta: Sim. constituiria início de prova material? Resposta: Não. ela se equipara a prova testemunhal. em 23/04/2012. Questões do TRF3 4. e-DJF1 DATA:15/06/2012 PAGINA:27.5. para tanto de motivação idônea do julgador (Súmula 719/STF). Valor Mensal. declaração de exempregador da autora. Questões do TRF1 1) Declaração reduzida a termo do empregador. Direito Previdenciário 4. ou poderão ser alvos de processo criminal.5. equipara-se a simples prova testemunhal. Além disso.) 242 .1.abstrato do delito (Súmulas 718/STF e 440/STJ).3.4. pois o único documento juntado aos autos.1. Precedente. 4. dando conta de que ela exerceu atividade rurícola em sua propriedade. Benefícios Previdenciários. pois.1.PRIMEIRA TURMA. Reajustamentos 4. A comissão de juristas que prepara o anteprojeto de reforma do Código Penal aprovou. (AC 200738050010568.4.1. segundo a jurisprudência desta Corte.5. DESEMBARGADOR FEDERAL KASSIO NUNES MARQUES. Período de Carência. servidores públicos precisarão comprovar a origem de valores ou bens incompatíveis com sua renda. Questões do TRF5 4. Saláriode-Benefício. segundo a jurisprudência: ―Ausente início razoável de prova material. necessitando-se.1.5. o bem móvel ou imóvel deverá ser confiscado.4.1. A pena prevista no projeto varia de um a cinco anos. texto que torna crime o enriquecimento ilícito. Questões do TRF4 4.4.

carência essa dispensada nos casos de acidente de qualquer natureza ou causa e de doença profissional ou do trabalho. sendo descabida a alegação de dependência econômica por parte da concubina para fins de recebimento de pensão por morte. para fins de concessão de benefício da previdência pública ou privada. Questões do TRF2 1) Qual seria o conceito de renda mensal inicial? Qual é a ratio legis das carências? Tem algum fundamento ou é uma discricionariedade? A lei pode abrir mão da carência? Auxílio doença exige carência? Resposta: Renda mensal inicial é o valor inicial que será efetivamente pago ao segurado. A lei não só pode. mesmo que essa invalidez se dê após os 21 anos de idade (2005. Existe alguma distinção traçada pela doutrina e pela jurisprudência? Resposta: Sim. embaraça a constituição da união estável. maiores prazos de carência. bem como nos casos de segurado que. O auxílio-doença.001467-0). e) a TNU entende que pode haver dependência econômica do filho inválido.4. pois que não houve de parte do constituinte. Os benefícios. f) menor sob 243 . A ratio legis das carências é resguardar o equilíbrio econômico-financeiro e atuarial do sistema. configurando-se mera lacuna. igualmente. muitas delas já resolvidas por súmulas jurisprudenciais. comprovada a necessidade econômica superveniente.2. quando calculados a partir do Salário de benefício. 37/TNU: A pensão por morte. possuem. que deverá ser preenchida a partir de outras fontes do direito. em regra. pois que os benefícios que demandam maiores gastos para o Regime Previdenciário. 336/STJ: A mulher que renunciou aos alimentos na separação judicial tem direito à pensão previdenciária por morte do ex-marido. d) Para o STJ. inclusive para fins previdenciários. Vamos as questões: a) Súm. após filiarse ao Regime Geral de Previdência Social. Pela diferença existente entre os inúmeros prazos de carência. pois que para o STJ a existência de impedimento para o matrimônio. têm a incidência de certo percentual sobre este. bem como prevenir a ocorrência de fraudes.1. verifica-se que o fundamento dessa diferença reside justamente na preservação do equilíbrio econômicofinanceiro e atuarial do sistema. com vista à produção de efeitos no campo do direito previdenciário. por parte de um dos pretensos companheiros. for acometido de alguma das doenças e afecções especificadas em lista elaborada pelos Ministérios da Saúde e do Trabalho e da Previdência Social. como abriu mão da carência em relação a alguns benefícios como o salário-maternidade da empregada. tem carência de 12 (doze) meses. b) Súm.71. devida ao filho até os 21 anos de idade.95. determinando a Renda Mensal Inicial ou do Benefício. dependendo da natureza do benefício previdenciário. existe dependência econômica entre companheiros em relação homoafetiva. 2) Pensões há discussão envolvendo dependência econômica e financeira. não se prorroga pela pendência do curso universitário.5. existem discussões. c) Concubinato não caracteriza união estável. exclusão dos relacionamentos homoafetivos.

não existe diminuição na alíquota do fator previdenciário para alguém.1.5. tendo em vista o princípio da especialidade. sendo obrigatório nas aposentadorias por tempo de contribuição e facultativo na aposentadoria por idade (aplicado apenas para beneficiar o aposentado). Resposta: A aposentadoria por tempo de contribuição sem exigência de idade mínima é um benefício que ameaça o equilíbrio econômico-financeiro e atuarial do sistema previdenciário. 4. mantendo todos os direitos ine244 . logo. não podendo prevalecer a disposição do ECA em sentido diverso (no ECA menor sob guarda é dependente para todos os fins de direito).5.31. haja vista a possibilidade dos segurados se aposentarem muito cedo. Questões do TRF3 4. nem na jurisprudência. Trata-se de um coeficiente que considera a idade da pessoa.1. considerando-se a média nacional para ambos os sexos. ou seja. as variáveis da fórmula do cálculo do Fator Previdenciário são a Id (idade no momento da aposentadoria). o seu tempo de contribuição e sua expectativa de vida. mesmo não estando contribuindo e/ou não exercendo uma atividade remunerada que o vincule à Previdência Social de maneira obrigatória.5. Questões do TRF4 1)Fale sobre fator previdenciário.5. de acordo com a tabua completa de mortalidade do IBGE. O STF declarou a constitucionalidade do Fator Previdenciário (ADI‘s – 2110 e 2111) 2) Existe diminuição na alíquota do fator previdenciário para alguém? Resposta: Obs.3. Questões do TRF5 1) O que se entende por período de graça? Resposta: É aquele tempo em que o segurado mantém o seu vínculo com o Sistema Previdenciário. Nesse cenário o Fator Previdenciário visa inibir aposentadorias precoces. na minha opinião. no fator previdenciário a alíquota de contribuição é uma constante de 0. mas pela minha interpretação. já que lei de caráter previdenciário o excluiu dessa condição. o Tc (tempo de contribuição até o momento da aposentadoria) e a Es (expectativa de sobrevida no momento da aposentadoria). 4.: não achei resposta em livros.4.guarda não é dependente. o qual faz prevalecer o disposto na lei previdenciária.1.

Fato Jurídico. era causa para recebimento. 2) Pode ser concedido auxílio acidente durante o período de graça? E salário maternidade? Resposta: Durante o período de graça. assim. Ato Jurídico E Negócio Jurídico. a execução não pode ser instaurada ou. 4. do Regulamento da Previdência Social/RPS. Questões do TRF3 1) Qual a diferença entre confirmação. IV. instaurada. verifica-se que o título executivo se formou judicialmente. não se contando. Foi rescindida a sentença. nesse cenário. 88. Questões do TRF2 1) Enriquecimento sem causa. Questões do TRF1 4.6.1. inexiste título executivo e. pois que o Regulamento não pode ir contra a lei.1. TRF2 . porém.6. o art.1. pelos Decretos n. a jurisprudência do TRF-2 segue no sentido de que “Rescindida a sentença condenatória. o que veio a ser corrigido.722/08 e 6. Direito Civil 4. Relações Paracontratuais 4. respectivamente.2.) 4.” (AC 200250030003391.rentes à condição de segurado. Desembargador Federal SERGIO SCHWAITZER. ainda prevê que o salário-família cessará pelo desemprego do segurado.1. de fundamento de validade. que transitada em julgado. convalidação e ratificação? Resposta: 245 .6. portanto. 6. qualquer previsão do regulamento que restrinja ou retire a concessão de benefícios previdenciários no período de graça será ilegal.Página::424. carecendo. esse período para fins de carência ou tempo de serviço. cuja concessão no período de graça fora proibida por meio de Regulamento.6.6. enquanto o segurado desempregado estiver dentro do período de graça.122/07. E-DJF2R . como aconteceu no passado com o auxílio-acidente e o salário maternidade. o segurado conserva todos os seus direitos perante a Previdência Social (art. na falta dele.OITAVA TURMA ESPECIALIZADA. Porém. Desaparece a causa do recebimento? Resposta: Sendo a sentença a causa para o recebimento.213/91). 15 § 3º da Lei 8.Data: 30/05/2012 .3.1. deve ser extinta.

caso contrário. o silêncio será tido como aceitação da doação. como ocorre com o cumprimento voluntário da obrigação anulável. o doador fixar prazo para que o donatário diga se aceita ou não a doação. O defeito. donde se analisa. aquilo cuja ausência importava na anulabilidade do contrato passa a fazer-se presente. somente. num grau muito elevado de probabilidade. produz efeitos enquanto não decretada a sua nulidade. ou seja. por força do artigo 539. o que não acontece com a tácita. Vontade Tácita: quando a lei não exigir vontade expressa. Porém. ou seja. o art. Convalidação consiste no advento de requisito faltante à formação do contrato anulável. baseada num comportamento. pela carência de determinado elemento contratual. por declaração de vontade. a existência daquela vontade. Vontade Presumida: A vontade presumida e a tácita diferem uma da outra. que se qualifica omissivamente. pelos simples fato de que na presunção. que consiste numa declaração indireta. nulo ou anulável. Ex: Se numa doação. 2) Qual a diferença entre silêncio. o negócio inexistente não produz efeitos jurídicos. porque o negócio sequer se forma. Ex: aceitação da herança. pela prática de ato incompatível com a intenção de alegar a presença do vício. a nulidade só se repercute se for decretada judicialmente. 111 do CC/02. sempre haverá norma do ordenamento jurídico dizendo que determinadas atitudes serão tidas como presunção. segundo os usos sociais. é supervenientemente sanado. surtirão os efeitos aparentemente queridos pelas partes. 3) Há produção de efeitos em negócio inexistente e negócio inválido? Resposta: O negócio inválido. faltando-lhe juridicidade. não sendo exigido a declaração de vontade expressa.A Confirmação ou Ratificação consiste na renúncia ao direito de alegar a anulabilidade. admite-se a tácita. 246 . o herdeiro passa a praticar atos da qualidade de herdeiro. vontade tácita e vontade presumida? Resposta: Silêncio é a ausência de manifestação de vontade (estaria assim no plano de inexistência). seja de forma expressa. prevê espécie de silêncio qualificado por importar anuência diante das circunstâncias ou usos do lugar. todavia. o comportamento da parte. e ele não responder nada neste prazo. quando apesar de não ter sido aceita expressamente. Ex: a entrega do título de crédito presume o pagamento da dívida. donde resulta. seja de forma tácita.

6. pode converter em promessa e a partir dessa obrigar à transmissão do domínio do bem). 02) Há convalidação de atos nulos e anuláveis? Resposta: Convalidação é o suprimento da falta de autorização de terceiro.” (REsp 856. os quais não podem ser convalidados diante da impossibilidade de novação de negócio nulo (CC. subsistirá este quando o fim a que visavam as partes permitir supor que o teriam querido. Ex: conversão de compra e venda nula por vício de forma em promessa de compra e venda (se não se realizou por escritura pública. “Se. expressão que se refere a atos anuláveis e não nulos. Questões do TRF4 4. (VOLTAR NESTA QUESTÃO) 04) Toda simulação é invalidante. não sendo outro o entendimento do STJ. pode subsistir pela conversão do negócio jurídico inválido. a qual somente pode ser feita em negócio anulável.1.6. art. TERCEIRA TURMA. para quem “O vício irremediável de que padece o ato nulo também o impede de ser convalidado. o negócio jurídico nulo contiver os requisitos de outro. não existe exemplo de ato nulo que pode ser convalidado. Ministra NANCY ANDRIGHI.4. 367). mas subsistirá o que se dissimulou.4. de acordo com o Código Civil de 2002? O código diferencia a simulação relativa da absoluta? Resposta: Nem toda simulação é invalidante. 170 do CC/02. Segundo o art. se houvessem previsto a nulidade.699/MS. pois o art. Resposta: Segundo a resposta anterior. se válido for na subs247 .5. Questões do TRF5 01) Em alguma hipótese o ato absolutamente nulo pode subsistir? Resposta: Sim. Rel. importando regra do direito alemão. visto que. nos termos do art. 176 do CC diz que quando a ―anulabilidade‖. 167 do CC/02 “É nulo o negócio jurídico simulado. o que não se confunde com sua convalidação (confirmação do mesmo negócio nulo). julgado em 15/09/2009. porém. DJe 30/11/2009) 03) Dê um exemplo de ato nulo que possa ser convalidado.1.” A conversão do negócio jurídico nulo em outro negócio.

tornado imune à insolvência ou falência daqueles. 167 do CC/02. Resposta: A condição puramente potestativa é ilícita.1. na simulação absoluta. celebra-se um negócio jurídico aparentemente normal. pois que a simulação relativa se trata justamente da dissimulação descrita na segunda parte do art. (Ex. por derivar do exclusivo arbítrio de uma das partes. não é arbitrária. A condição simplesmente potestativa é lícita. com uma máscara. uma vez que. Direito Empresarial 4.1. 4. Por outro lado.7. 05) Diferencie condições simplesmente potestativas das puramente potestativas. a simulação relativa da absoluta. pelo qual há reserva de bens a constituir um patrimônio autônomo ao do incorporador. vale dizer. após o que o alienante perde tal propriedade. na simulação relativa celebra-se o negócio com o objetivo de. embora dependa da vontade de uma das partes intercalada com a de outra. em mais uma aplicação do princípio da conservação.1.tância e na forma. 1.7. encobrir um outro negócio de efeitos jurídicos proibidos. objeto de garantia em favor dos promitentescompradores. dispõe o art. A propriedade resolúvel é independente de alienação fiduciária. seja por determinação de lei. seja por força de declaração de vontade.7.”.359/CC se dá quando o título aquisitivo (do bem móvel ou imóvel) está subordinado a uma condição resolutiva ou advento do termo. verifica-se com clareza que o CC/02 diferencia. sim. É o regime pelo qual o terreno e as ben248 . Questões do TRF1 1) Qual seria o conceito clássico de propriedade resolúvel? Independentemente de alienação fiduciária? Resposta: A propriedade resolúvel. uma vez que a propriedade do alienante fica sob condição resolutória do pagamento do débito pelo devedor. sendo essa apenas uma espécie do gênero propriedade resolúvel. mas existem estímulos fiscais para quem o constitui. Não é obrigatório. bicho do jogador). 2) O que é patrimônio de afetação? Resposta: Trata-se de direito real de garantia. mas que não visa a produzir efeito jurídico algum. alia-se a fatores circunstanciais que a amenizam. Nesse cenário. Alienação Fiduciária Em Garantia 4. cf.

a qual.1. suas autarquias. Citação.8. Propositura Da Demanda. Reconvenção.1. Questões do TRF4 4. chama-se o INSS. 249 .1.7. é da mesma forma das causas cíveis da justiça estadual? Ajuíza-se uma ação previdenciária.7. Requisitos Da Inicial. 4. Ele não se comunica com os demais bens. a presença de interesse direto e imediato da União. direitos e obrigações do patrimônio geral do incorporador ou de outros patrimônios de afetação por ele constituídos.7. nas causas cíveis contra o INSS na JF. Intimação.2.4. Questões do TRF3 4.1. eu julgo conforme o estado do processo e aplico os efeitos da revelia naquela hipótese? Resposta: Não se desconhece a peculiar característica da JF lidar majoritariamente com questões de direito público. ficam mantidos separados do patrimônio da empresa incorporadora. Pedido. procurador deixa de contestar. com inscrição própria no CNPJ e conta bancária específica.feitorias que serão objeto de construção.1. O empreendimento com patrimônio de afetação será tratado como se fosse um estabelecimento autônomo da construtora. Impugnação À Gratuidade De Justiça e Ação Declaratória Incidental. tem tratamento diverso ao que a ela é dado na JE.1. Por conta disso. Procedimento Ordinário – Fase Postulatória. Questões do TRF2 4. a revelia. Revelia 4. Isso mesmo. a jurisprudência do TRF-1. cuja ratio exige. na qual ficarão depositados os valores pagos pelos adquirentes ao longo do tempo e da qual somente sairão os recursos depositados para o custeio exclusivo da construção. Resposta Do Réu: Contestação. Exceções. fundações públicas e empresas públicas.7. muito em razão da sua competência constitucional.3. Impugnação Ao Valor Da Causa.8. lida com direitos de particulares. Direito Processual Civil 4. principalmente no seu aspecto material (presunção de veracidade dos fatos alegados pelo autor). em regra.5. Indeferimento Da Petição Inicial. Questões do TRF5 4. Petição Inicial. para sua verificação.8.1. Questões do TRF1 1) Como a revelia é tratada nas causas cíveis da JF.

1. o legitimado atua em juízo em nome próprio buscando a tutela de direito também próprio. Excepcionalmente. 4. 2) Quais as três condições da ação? Resposta: Legitimidade de parte. a reconvenção pode ser ajuizada em sede de ação dúplice: há casos em que o que o réu deseja é algo diferente do que alcançaria com a improcedência do autor. juizado especial cível e ações possessórias. o ato de impedir (contestação) já expressa um pedido contrário.SEGUNDA TURMA. na qual a contestação do réu já basta à obtenção do bem da vida. o legitimado atua em juízo em nome próprio buscando a tutela de direito alheio. a simultaneidade da posição de autor e réu assumida pelos litigantes decorre da pretensão deduzida em juízo. em se tratando de pessoa jurídica de direito público. Em geral. Por outro lado. é dúplice a ação. e-DJF1 DATA:29/06/2012 PAGINA:42. em razão de expressa autorização legal. naactio duplex.8. o enunciado da súmula 258 do STF dispõe ser admissível reconvenção em ação declaratória (dúplices por natureza ) quando o pedido não se limitar à declaração de improcedência. nos casos autorizados por lei. 250 . cujos interesses são indisponíveis. Questões do TRF2 1) O que são ações dúplices? Cabe reconvenção nas ações dúplices? Resposta: A ação dúplice consubstancia-se no fato de o réu poder formular pedido na própria contestação.2. provocando o iudicium duplex. DESEMBARGADORA FEDERAL MONICA SIFUENTES. o autor pede e o réu somente impede. do CPC). Nas ações dúplices.acompanhando a doutrina mais abalizada. utilidade e adequação) e possibilidade jurídica do pedido. interesse processual (necessidade. não se operam os efeitos da revelia (artigo 320. entende que “A falta de contestação do INSS não enseja a aplicação do disposto no artigo 319 do CPC.” (AC 200701990077958. II. São exemplos de ação dúplices: procedimento sumário. na legitimidade extraordinária (substituição processual). 3) Qual a diferença entre legitimidade ordinária e legitimidade extraordinária? Resposta: Na legitimidade ordinária.). uma vez que. TRF1 . "Do prisma material. cf.

da ação dúplice e o pedido contraposto? 251 . adequação. deve ter um proveito. esgotamento de instância administrativa. . 5) Discorra sobre o binômio necessidade-utilidade? Está certa a expressão? Resposta: a) Dimensão da Utilidade: o processo deve ser útil. necessidade e. caso em que só haverá interesse processual nas hipóteses em que a ação seja um meio idôneo a se atingir determinado fim. carecerá de utilidade e. Quando ocorre perda de objeto da demanda. para. qual seja. a demanda deve ser útil juridicamente. se questionar se ele é necessário na busca desse proveito. só então. não sendo idônea para o particular cobrar um crédito seu fundado em título de crédito. a necessidade. Pelo acima disposto. assim.também não haverá utilidade quando as despesas com a execução superarem o valor da dívida. 7) Como se distinguem as figuras da reconvenção. impedimento e suspeição. fosse a via menos gravosa para se alcançar determinado objetivo jurídico (Ex: TNU exige requerimento administrativo no INSS para demonstrar interesse processual nas ações previdenciárias). a expressão certa seria utilidade-necessidade. Por fim. parte da doutrina. útil e proveitoso. elenca a adequação como condicionante. Ex. Para haver interesse. Assim.4) Quais as condicionantes do interesse de agir? Resposta: As condicionantes do interesse de agir são: utilidade. a ação judicial deve ser o menos gravoso. dentre os meios idôneos à busca do bem da vida. não haveria interesse processual caso o bem da vida já tivesse sido alcançado na seara administrativa ou se essa. Processo útil é aquele que pode propiciar algum proveito para o demandante. para parte da doutrina. condicionante essa muito próxima de outra. 6) Quais as modalidades de resposta do réu? Quais as exceções? Resposta: As modalidades de resposta do réu são: contestação. de interesse de agir. pela análise do caso concreto. antes de tudo. reconvenção e exceções. uma serventia. Se houve ou houver meios para a composição voluntária. pois que o processo deve ser. As exceções são de: incompetência. a execução fiscal somente pode ser utilizada para a cobrança de crédito tributário ou não-tributário da Fazenda Pública. o processo é desnecessário. segundo a qual. no que tange a essas duas condicionantes. b) Dimensão da Necessidade: é preciso demonstrar que o processo é necessário à obtenção do proveito almejado. por exemplo.

sendo. um material e outro processual. As questões prévias tanto podem ser consideradas como exceções como objeções. a simultaneidade da posição de autor e réu assumida pelos litigantes decorre da pretensão deduzida em juízo. uma exceção. Assim. permite que o réu não apenas ofereça resistência à pretensão buscada pelo autor mas também pleiteie o reconhecimento de uma pretensão da qual se julga titular em face do autor. o juiz tem que decidir outras questões no curso do processo. de objeção. mas não se exigem as formalidades inerentes à demanda reconvencional. o gênero questões prévias engloba as espécies questões preliminares e questões prejudiciais. (ACHO QUE é ESSE – mas não achei nada a respeito) 252 . Pedido Contraposto: A técnica da contraposição de pedidos implica a formulação de pedido. existem questões prévias que podem ser conhecidas de ofício pelo juiz como a coisa julgada. pois que essa técnica foi pensada para homenagearem os princípios da simplicidade e celeridade nos Juizados Especiais e no Procedimento Sumário. com sinais trocados. 9) Quais os efeitos principais da revelia? Qual o efeito processual por excelência? Resposta: A revelia possui dois efeitos. Reconvenção: como modalidade de resposta que é. Por outro lado. pois. que são denominadas questões prévias. sem a necessidade de utilização do procedimento próprio da via reconvencional. há questões prévias que o julgador somente pode conhecer quando provocado pelas partes tal qual a competência relativa. Em geral. questões prévias são todas as questões que tem que ser analisadas antes de se apreciar o mérito/pedido/objeto do processo. tratando-se. o autor pede e o réu somente impede. caso não tenha patrono nos autos. Processual o feito prosseguirá sem a intimação do réu revel.Resposta: Ação Dúplice: Do prisma material. Processual por excelência: o revel poderá intervir no processo em qualquer fase. São chamadas de ações de mão dupla. 8) O gênero questões prévias engloba quais espécies? As questões prévias são qualificáveis como objeções ou exceções? Resposta: Antes do mérito. Material: Presumem-se verdadeiras as afirmações de fato feitas contra o réu (confissão ficta). recebendo-o no estado em que encontrar. é dúplice a ação que a contestação do réu já basta à obtenção do bem da vida. então. há o exercício do direito de ação. por parte do réu. vale dizer. ou seja. Nas ações dúplices. Desse modo. na mesma oportunidade de oferecimento de sua defesa.

argüir a parcialidade do magistrado. RT. nos termos do art. 3ª Ed. o que se leva a crer que tais institutos. sua suspeição ou impedimento. Presumem-se verdadeiros os fatos não impugnados (. enquanto custos legis. diante da indisponibilidade do direito discutido. é dever do juiz.” Vale dizer. Logo. 186) afirmam que “o juiz tem o dever de abster-se do julgamento da causa em que impedido ou suspeito. 326) defendem que só é indisponível o interesse público primário da Fazenda Pública e não o secundário. Resposta: O art.. Como visto acima. p. 137 do CPC. o qual não se aplica contra a Fazenda Pública uma vez que indisponíveis os interesses em jogo. 11) Falar sobre as particularidades da revelia para a Fazenda Pública. reputar-se-ão verdadeiros os fatos afirmados pelo autor”. 302.. renunciar ou transigir (CPC. p. I). 319 do CPC reza que “Se o réu não contestar a ação. 2011. Violado o dever. 2011. não se aplica à Fazenda Pública o ônus da impugnação específica... máxime porque seus atos gozam de presunção de legitimidade. são considerados objeções. dispor.10) O impedimento e a suspeição são considerados objeções ou exceções? Resposta: Nos termos do art. “juiz que violar o dever de abstenção. sem autorização legal. poderá ser recusado por qualquer das partes”. 3ª Ed. mesmo que a Fazenda Pública não ofereça uma impugnação especificada em relação às questões arguidas na inicial.)‖ . segunda parte. 302 do CPC ―Cabe também ao réu manifestar-se precisamente sobre os fatos narrados na petição inicial. contra ela não correrão os efeitos materiais da revelia. impedimento e suspeição. 12) Ônus da impugnação específica como se dá em relação à Fazenda Pública? Resposta: Segundo o art. interesses que os advogados públicos não podem. ou não se declarar suspeito. Marinoni e Mitidiero (CPC – comentado artigo por artigo. cuja prova em contrário fica a cargo do administrado. 13) Existe ônus da impugnação específica para Fazenda Pública? Resposta: 253 . o interesse público primário. conhecer de ofício. Marinoni e Mitidiero (CPC – comentado artigo por artigo. podem as partes e o MP. qual seja. Trata-se do efeito material da revelia. RT. 320 II do CPC.

salvo em se tratando de lides desportivas. passaram a gozar das mesmas prerrogativas conferidas aos Procuradores da República.se a petição inicial não estiver acompanhada do instrumento público. a presunção de veracidade não depende unicamente da revelia do réu. 320 do CPC. vale dizer. fixou-se na defesa da União. não é necessária a prévia postulação administrativa como condição para o manejo da ação em que se busca a concessão de benefício previdenciário. a maioria das Turmas Recursais Federais entendem que há a necessidade de prévio requerimento administrativo no INSS para se caracterizar a lide. “a lei não excluirá da apreciação do Poder Judiciário lesão ou ameaça a direito”. havendo pluralidade de réus. Questões do TRF3 1) É condição prévia o requerimento administrativo ao INSS para se ajuizar ação previdenciária? Por quê? Resposta: Pelo princípio da inafastabilidade da jurisdição previsto no art. criaram-se as autarquias. por sua vez. ao contrário da anterior. em meados dos anos 30. os quais. que a lei considere indispensável à prova do ato. vale dizer. 4. 15) A presunção de veracidade dos fatos decorrentes da revelia é relativa? Resposta: Sim. a primeira vista.QUESTÃO JÁ RESPONDIDA (vide item 12 acima) 14) Quem fazia a defesa da União antes da CR/1988? Resposta: A existência de um órgão com a específica finalidade de presentar o Estado em juízo é algo relativamente novo na história brasileira. segundo o art. II . antes da Constituição de 1988. o Ministério Público cumulava em si a dupla função de defesa da sociedade e de advocacia de Estado. 5º. a presunção de veracidade está sujeita ao crivo da persuasão racional do julgador. com a Lei n.” Todavia.3.8.659/45. a revelia não induz o seu efeito material: I . faz concluir que o requerimento administrativo ao INSS não é condição prévia para se ajuizar ação previdenciária. o que. pois que o juiz somente deve decretá-la no caso de haver verossimilhança nas alegações do autor. Mesmo fora desses casos. Esse é o entendimento do STJ e do TRF-1 – “Segundo uníssono posicionamento jurisprudencial há muito consolidado.se o litígio versar sobre direitos indisponíveis. a presunção de veracidade é relativa. Afinal. No âmbito federal. que eram defendidas por seus procuradores ou advogados. O Ministério Público. visto que. algum deles contestar a ação. não adotou o sistema da jurisdição condicionada ao esgotamento da seara administrativa.se.º 7. XXXV. III . O FONAJEF possui entendimento 254 . da CR/88.1. a atual Constituição.

5. 72: “A comprovação de denúncia da negativa de protocolo de pedido de concessão de benefício. O impedimento tem caráter objetivo. O juiz será considerado suspeito por sua parcialidade quando for amigo íntimo ou inimigo capital de qualquer das partes.1. haja vista o impedimento ser uma causa objetiva e que gera presunção absoluta de ser o juiz parcial em determinada demanda. do Código de Processo Civil (CPC) e dizem respeito à imparcialidade do juiz no exercício de sua função. 3) Discorra sobre as condições da ação e sobre o novo código de processo civil retirar uma das condições da ação. do CPC. podendo alegar motivos de foro íntimo. No impedimento há presunção absoluta (juris et de jure) de parcialidade do juiz em determinado processo por ele analisado. que o magistrado está proibido de exercer suas funções em processos de que for parte ou neles tenha atuado como advogado. consideradas as peculiaridades da região atendida.4. inclusive: Enunciado nº. enquanto que a suspeição tem relação com o subjetivismo do juiz.8. A imparcialidade do juiz é um dos pressupostos processuais subjetivos do processo. receber presente antes ou depois de iniciado o processo. por exemplo. Questões do TRF4 4. Resposta: As causas de impedimento e suspeição estão previstas nos artigos 134 a 138. apenas a sentença de mérito proferida por juiz impedido pode ser objeto de ação rescisória. o mesmo FONAJEF excepciona esse entendimento. 70: “O ajuizamento da ação de concessão de benefício da seguridade social reclama prévio requerimento administrativo.1. segundo o inciso II. aconselhar alguma das partes sobre a causa. do art. pode ser flexibilizada a exigência de prévio requerimento administrativo. O CPC dispõe. entre outros.” Por outro lado. 485. 2) Ambas representam causas de rescindibilidade da ação rescisória? Resposta: Não. Questões do TRF5 1) Distinga rapidamente impedimento e suspeição. 71: “O ajuizamento da ação revisional de benefício da seguridade social que não envolva matéria de fato dispensa o prévio requerimento administrativo. feita perante a ouvidoria da Previdência Social. supre a exigência de comprovação de prévio requerimento administrativo nas ações de benefícios da seguridade social.” 4.8. enquanto na suspeição há apenas presunção relativa (juris tantum). 255 .” Enunciado nº. senão vejamos: Enunciado nº.” Enunciado 73: “Em juizados itinerantes. É dever do juiz declarar-se impedido ou suspeito.sumulado.

haverá uma sentença de improcedência do pedido. A sentença deverá decidir sobre os fatos descritos na denúncia ou queixa.1. Uma sentença de mérito. Para seus juristas idealizadores. para muitos a possibilidade jurídica do pedido não passava de uma análise de mérito. A evolução do pensamento de Liebman se dera no sentido cassar a autonomia da possibilidade jurídica do pedido para incluí-la no interesse de agir. à luz da lei revogada seria de carência da ação. vinculando-se as narrativas ali inseridas. Motivação Das Decisões Penais 4.Resposta: O CPC de 1973 é baseado nas lições o jurista italiano Liebman. ultra e nem citra petita. que estabelecem a lide penal. Sentença.1.9. que tende à formação da coisa julgada material. com a parcial reforma do CPP. No processo penal.1. impede a rediscussão da matéria. esse autor. interesse de agir e possibilidade jurídica do pedido. na sentença. por ser a possibilidade jurídica do pedido conceituada como “conformidade do pedido com o ordenamento jurídico” ou ainda como “a ausência de vedação explícita no ordenamento jurídico para a concessão do provimento jurisdicional”. o limite objetivo da lide para o magistrado está na apreciação daquilo que a acusação mencionou. o réu se defende dos fatos que pesam contra ele e não da imputação realizada ao término do libelo acusatório. tendo em vista que. o qual elencava 03 condições da ação: legitimidade de parte. Há 256 . E que. Enfim. excluir a possibilidade jurídica do pedido do rol das condições da ação.9. excluiu a possibilidade jurídica do pedido do rol das condições da ação sem ser acompanhado pelo nosso CPC. quando da provocação da instância penal. É melhor para os sujeitos processuais que suas pretensões sejam resolvidas definitivamente. Esse princípio. 4. 384 do CPP fica o juiz. Enfim. a sentença que.9. ao evoluir seu pensamento. Questões do TRF1 1) O que consiste o princípio da correlação entre e a denúncia e a sentença? Resposta: A correlação é o liame conectivo entre os termos da acusação e aquilo que será enfrentado pelo juiz na prolação da sentença penal. Todavia. em sua dimensão utilidade. significa trazer maior estabilidade as relações sociais. adstrito aos termos do aditamento promovido pelo MP. aplica-se até no caso de mutatio libelli. pois que nos termos da parte final do § 4º do art. a sentença não pode ser extra. por consequencia. Além do mais. verificado que o pedido não se conforma ao ordenamento jurídico. Em processo penal. à luz do Novo CPC é de improcedência e resolve definitivamente a controvérsia. a fim de evitar reiteradas rediscussões daquilo que já se sabe não autorizado pelo ordenamento e isto contribui a um só tempo para a economia processual (evitando-se a repetição de causas) e para a pacificação social. No projeto do Novo CPC a possibilidade jurídica do pedido não é mais uma das condições da ação. Direito Processual Penal 4.

tendo o juiz que julgar apenas o fato contido no aditamento. Outra corrente entende que uma interpretação conforme desse dispositivo tem o sentido e o alcance de que. Ademais. uma garantia institucional que encerra uma garantia da própria sociedade. A partir do referido estatuto legal. em verdade . abertamente. 28 do CPP. Quanto à constitucionalidade do art. ou da câmara de revisão na esfera federal. uma afronta ao sistema acusatório que apregoa a separação entre as funções de acusação e julgamento. tendo em vista que a doutrina afirma que. ao verificar que é cabível alteração da tipificação penal em consequência de prova presente nos autos e não incluída na acusação. neste caso. tanto na denúncia originária como na denúncia aditada. Com a alteração legal resguardou-se a separação de papeis entre órgão acusador e magistrado de forma que o sistema acusatório encontra-se preservado. No regime anterior à referida lei. Há ainda que ressaltar que após o aditamento o CPP aponta que deve ser ouvida a defesa para manifestar-se acerca da alteração promovida pela acusação . DESSE PONTO EM DIANTE: RESPOSTAS ELABORADAS POR FREDERICO BOTELHO DE BARROS SILVA 2) Qual a posição do senhor a respeito da mutatio libelli do art. cabia ao próprio magistrado promover o aditamento. 384 em confronto com a CF/88? O senhor admite que o art.quem defenda que a melhor interpretação dessa parte final consiste na proibição da denúncia alternativa. Ele tem alguma repercussão quando à defesa do réu? E a mutatio libelli? Resposta: 257 . na verdade. que é. há uma tensão entre o princípio da independência funcional do MP e da unidade do órgão quando é apontado um membro para proceder ao ajuizamento da ação. é cabível o instituto da denúncia alternativa. A hipótese contempla que instituto? emendatio libelli. podendo o julgador decidir com base nos fatos narrados em qualquer uma delas. que é . se ao acusado foram garantidos os princípios do contraditório e da ampla defesa. o acusado defende-se dos fatos e não da acusação. o que é.719 de 2008. mudança na acusação. Neste caso . 383. 28 do CPP é ainda constitucional? Resposta: A mutatio libelli não passa de sua própria tradução: mudança do libelo. tratar-se-ia de um longa manus do PGJ. O regime da mutatio foi substancialmente alterado com a edição da Lei nº 11. não cabe ao magistrado realizar a mutatio mas. 3) Leia o art. tão somente. permitir que o membro do Ministério Público promova o aditamento à denúncia ou queixa. admitimos que deve prevalecer a independência funcional do membro do MP.

719 de 2008. Assim. Ademais . frontalmente as garantias da ampla defesa e contraditório. e há manifestação da defesa em favor das garantias do acusado no processo penal. ocorre quando a decisão concede mais do que o demandante pediu ou quando não analisa apenas os fatos essenciais postos pelas partes como também outros fatos essenciais. se o ato de inteligência do magistrado que será exposto na sentença já está completo (pela modificação do crime).O art. elementares e circunstâncias constantes dos autos. não há que dilatar-se o processo. ou ao menos deveria estar plenamente convencido de que. leva em consideração fundamento de fato não suscitados por qualquer das partes. Convencimento este. 383 do CPP contempla a hipótese de emendatio libelli. A decisão citra petita deixa de analisar um pedido formulado ou um fundamento suscitado. motivado. 383 reclama convencimento do magistrado. acerca dos fatos sob sua análise. ao proceder a emendatio está. antes da modificação operada pela lei 11. A decisão extra petita ocorre quando tem natureza diversa ou concede ao demandante coisa distinta da que foi pedida. ou. respeitando o sistema acusatório. Portanto. A decisão ultra petita estende seus efeitos a pessoas não participantes do processo além daqueles participantes. Há doutrina que aponta a necessidade de o magistrado promover a oitiva da defesa para o devido estabelecimento do contraditório(Gustavo Henrique Righi Ivahy Badarro e Antônio Cabral ). cabe a atuação do MP. Ocorre que a sentença não é ato fracionado. O juiz. nesta classificação. Com relação à mutatio. Já a extra petita estende seus efeitos a tai somente os não participantes do processo. e extra petita? Resposta: Quando se fala em vícios da sentença . 5) O que seria sentença ultra. A decisão citra petita deixa de regular as relações jurídicas de todos envolvidos no processo. quando da sentença. ainda. A sentença ultra petita. ultra e extra petita se inserem na congruência externa da decisão. havia um verdadeiro aditamento feito pelo magistrado e independente da ação da defesa. 258 . o que violaria . a congruência externa objetiva. a defesa há de ser feita com relação aos fatos e não com relação à capitulação do membro do MP. Outra diferença há de ser feita entre congruência objetiva e subjetiva. que consiste na atividade do juiz. uma primeira diferença é importante: a congruência interna e externa da decisão judicial. ao art. conforme o sistema de avaliação de provas. citra. em lugar dos suscitados pelos agentes processuais . Já a congruência subjetiva desenvolve-se de acordo com os sujeitos do processo. Por primeiro. Sentenças extra . o crime apontado na denúncia não corresponde ao emanado dos autos. Com a modificação operada por esta lei . emendar ou corrigir a acusação para adequá-la aos fatos.

259 . como diz Paulo Queiroz. A doutrina ainda aponta correntes erros na prática forense como a frase ―o agente agiu com culpabilidade. que é.2. Para Paulo Queiroz. deveriam ser interpretados no sentido de não ser absoluta a presunção de veracidade dos fatos afirmados pelo autor. ou de notoriedade. Questões do TRF2 1) Discorra sobre a culpabilidade diante da conduta de vida do agente frente ao art. verificar-se a evidente inveracidade deles‖. portanto. 2) Os ônus processuais têm pertinência com as faculdades ou encargos processuais? Existe alguma correlação? Qual seria esta correlação? Resposta: 3) A presunção (de veracidade gerada pela revelia) a que se referiu e chamou atenção (em sua resposta) tem sido entendida como iuris tantum ou iure et de iure? Resposta: É uma presunção relativa. Para Cezar Bitencourt é um limite máximo e mínimo da pena. que não é analisada somente neste momento. é um limite impedindo que a pena se torne uma afronta aos direitos fundamentais do agente. Neste mesmo esteio: O Simpósio da Associação de Magistrados do Rio de Janeiro.4. e já devia ter sido objeto de análise juntamente com a tipicidade e a antijuridicidade. em verdade.9. O juiz definirá a conduta social do agente através de um fato do processo ou utilizando-se de conceitos psicológicos (Sigmund Freud)? Resposta: Na análise da culpabilidade quando do art. concluindo-se pela condenação. trazidos aos autos pelo autor. que. Ou seja .846/RS. de 28 a 30 de agosto de 1974. devendo excluir-se a presunção quando. diferente da culpabilidade como elemento do crime(ou pressuposto da pena como quer Damásio) que é um juízo qualitativo. como característica negativa da conduta proibida . na família. um juízo quantitativo. pois tinha a consciência da ilicitude do que fazia‖. tão somente um limite máximo. quanto à revelia. A culpabilidade. na empresa. aquilo que os autos indicam como traço marcante de sua vivência social. recomendou aos juízes de todo o país. IV. de relatoria do Min. na sociedade. É. o juiz analisa ―o grau de culpa do réu‖. um elemento de determinação da pena. Barros Monteiro. analisa-se a conduta do agente através de sua conduta em seu aspectos factuais.1. Ocorre que essa concepção de culpabilidade funciona como fundamento da pena. há de ser perquirido o comportamento do agente em meio social. à luz dos próprios elementos. Quanto à conduta social. os arts. isto é. 319 e 334. 59. segundo a maioria da doutrina e o RESP 2. na associação do bairro. CP.59 do CP.

que o provimento jurisdicional verse acerca do mérito da causa. Para que ocorra a coisa julgada material. Quais sejam: Uma decisão jurisdicional.4) Nessa análise (no caso de revelia sobre se o autor tem razão nos fundamentos de seu pedido e se produziu prova suficiente mesmo no caso de revelia) o juiz pode inclusive retroceder à causa de pedir remota ou isso já implicaria em algum descumprimento de algum dever? Resposta: 4. deve haver preclusão máxima (coisa julgada formal). 475-L . c) impugnação com base em erro material .4. Questões do TRF3 1) A prova testemunhal na fase do IP pode ser usada na fundamentação da sentença? Resposta: A prova testemunhal.1.1. Porque colhida em procedimento inquisitivo. salvo quando irrepetíveis. e . É um fenômeno endo/extraprocessual. São elas: a) a ação rescisória. Já a coisa julgada material. cautelares ou antecipadas. para embasarem um decreto condenatório devem ser produzidas novamente durante a instrução processual. d) impugnação da sentença inconstitucional ( art. e 260 .9. além do qual foi produzida.3. são necessários 4 requisitos. 4. Ocorre que esta imutabilidade pode se restringir ao processo em que foi proferido ou estender seus efeitos para além dele. por fim. ou coisa julgada em sentido estrito. se não refeita sob o crivo do contraditório. b) a querela nullitatis ou exceptio nullitatis. parágrafo 1º. Em nosso sistema há 5 formas de modificação da coisa julgada. Este é o posicionamento dos Tribunais Superiores acerca da matéria.9. a prova testemunhal não pode fundamentar uma sentença. estende seus efeitos para qualquer outro processo. Esta última ocorre quando a decisão é imutável dentro do processo do qual foi proferida. por sua vez. deve o mérito ser analisado de forma exauriente. porquanto não ser possível de nova análise em recurso próprio. Questões do TRF4 1) O que é coisa julgada? Resposta: ―A coisa julgada é a imutabilidade da norma jurídica individualizada contida na parte dispositiva de uma decisão judicial‖(Didier). Daí a distinção entra coisa julgada material e formal. 2) Ela pode ser modificada? Resposta: Sim.

Estes dois últimos conceitos não constavam da redação original de como objetos de proteção contra poluição.1. Instrumentos Da Política Nacional Do Meio Ambiente.2. Sistema Nacional De Unidades De Conservação Da Natureza 4.1. Questões do TRF5 01) Estar respondendo a outro processo no momento da sentença. Direito Ambiental 4. 4. e) e a possibilidade de revisão da coisa julgada por denúncia de violação à Convenção Americana de Direitos Humanos formulada perante a Corte Interamericana de direitos Humanos.10. Está previsto no art. em nosso sistema processual. como objeto de proteção da degradação de qualidade ambiental resultante de atividades que direta ou indiretamente os recursos ambientais fauna e a flora. Questões do TRF1 4. 3º . III. 3º. V. 4.1. que vinham se posicionando na esteira corporificada na súmula. Nucci. há um conceito legal do que venha a ser poluição no direito brasileiro.1. São estas.art. Padrões De Qualidade Ambiental. por todos. III. parágrafo único do CPC) .1. pode ser maus antecedentes? Resposta: A resposta encontra respaldo na súmula 444 do STJ que declara in verbis É vedada a utilização de inquéritos policiais e ações em curso para agravar a pena base. as possibilidades de revisão ou de relativização da coisa julgada. Tal posicionamento solidificou o entendimento do STJ e da doutrina.5. Questões do TRF2 1) O conceito jurídico de poluição foi alterado? Existe no ordenamento jurídico? Resposta: Sim.10. O conceito legal foi alterado em 1989 para incluir em seu art.9. 2) Zoneamento se articula com o desenvolvimento sustentável? 261 . Zoneamento Ambiental.741. Ainda há que se destacar que após o prazo decadencial da ação rescisória (2 anos) fala-se em coisa soberanamente julgada.10.10. Da Lei 6938/81. Política Nacional Do Meio Ambiente.

Questões do TRF4 4. da participação informada. 2º. conforme expressa previsão regulamentar. Diz o decreto: O ZEE.1. O conceito de zoneamento sustentável já traz expressamente a menção e sua conexão com o desenvolvimento sustentável como demonstra o art. instrumento de organização do território a ser obrigatoriamente seguido na implantação de planos.5.297/2002 e guarda relação estreita com os princípios da função socioambiental da propriedade. estabelece medidas e padrões de proteção ambiental destinados a assegurar a qualidade ambiental. dos recursos hídricos e do solo e a conservação da biodiversidade.1. Questões do TRF5 TRF5 – 2012 1) Qual a origem do zoneamento e em que ele consiste? Resposta: A origem do zoneamento ambiental está nas sociedades industrializadas e urbanizadas e na necessidade do estabelecimento de áreas com destinação especial para organização territorial de aproveitamento e respeito ao meio ambiente. um instrumento de efetivação da Política Nacional do Meio Ambiente e tem definição legal no art. do Decreto 4297/2002 como sendo O ZEE. garantindo o desenvolvimento sustentável e a melhoria das condições de vida da população. da precaução. 4. instrumento de organização do território a ser obrigatoriamente seguido na implantação de planos. da prevenção. do Decreto 4. do usuário–pagador.Resposta: Sim. Resposta: 262 . obras e atividades públicas e privadas. 2º. 2) O zoneamento tem relevância para a proteção do Direito ambiental? Dê exemplos. A necessidade de compatibilização entre a exploração não degenerativa e o respeito ao meio ambiente ecologicamente equilibrado faz com que o zoneamento se torne uma ferramenta importante do Direito Ambiental. dos recursos hídricos e do solo e a conservação da biodiversidade.10.3. obras e atividades públicas e privadas. É.10. estabelece medidas e padrões de proteção ambiental destinados a assegurar a qualidade ambiental. do poluidor pagador.10. do acesso equitativo e da integração. em verdade.1. Questões do TRF3 4. garantindo o desenvolvimento sustentável e a melhoria das condições de vida da população‖.4.

se não alcançada doação por parte do particular. o SNUC. da precaução. conforme art. Já as de uso sustentável há exploração do ambiente de maneira a garantir a perenidade dos recursos ambientais renováveis e dos processos ecológicos.985/2000. a delimitação territorial. o caráter oficial. 3) O que se entende por unidade de conservação e qual sua natureza jurídica? Quais os requisitos necessários para a implementação das unidades de conservação? É necessária a consulta pública? Resposta: As unidades de conservação são uma das modalidades de espaços ambientais territoriais protegidos que devem ser instituídos pelo poder público. 22. porém. com objetivos de conservação e limites definidos. unidade de conservação ―é espaço territorial e seus recursos ambientais. parágrafo 2º. gerará a necessidade de desapropriação. da participação informada. ao qual se aplicam garantias adequadas de proteção. De acordo com o art. o regime especial de proteção e a consulta pública.985/2000. do usuário pagador. que aprovou o Sistema Nacional de Unidades de Conservação da Natureza. Nas primeiras deverá ser observada a manutenção dos ecossistemas livres de alterações causadas por interferência humana. As quatro divisões são as zonas de uso estritamente industrial. o objetivo conservacionista. legalmente instituído pelo Poder Público.unidades de proteção integral e unidades de uso sustentável. a reserva 263 .Tendo em vista que o zoneamento guarda estreita relação com os princípios com a função socioambiental da propriedade. da prevenção. Integram as unidades de proteção integral a estação ecológica. zonas de uso diversificado e zonas de reserva ambiental. incluindo as águas jurisdicionais. Há de se apontar que o intuito do disciplinamento desta matéria é a necessidade de controle da poluição causada pelas indústrias. da Lei 9. 2º. Sua disposição legal está na Lei 9. I. 4) Quais os dois grandes grupos em que se dividem as unidades de conservação? Elas estão em conformidade com o novo Código Florestal? Resposta: Os dois grupos são . zonas de uso predominantemente industrial. Importante destacar que a enorme maioria das unidades de conservação existentes no Brasil é de propriedade pública. da Lei 9. Para a instituição de uma unidade de conservação é são necessários: a relevância natural. O exemplo mais elucidativo desta relevância está no zoneamento ambiental industrial que classifica quatro espécies de zonas visando o disciplinamento de atividades industriais em locais críticos de poluição. pode haver instituição de unidade de conservação em terras particulares o que. do poluidor pagador.985/2000. sob regime especial de administração. do acesso equitativo e da integração. com características naturais relevantes. pode-se afirmar que tal instrumento é de fundamental importância para o Direito Ambiental.

ou. reserva de desenvolvimento sustentável e reserva particular do patrimônio natural. houve profunda alteração por parte do Novo Código Florestal .1. E neste se insere uma opção energética que respeite o pacto intergeracional e busque o respeito ao meio ambiente e encare como os insumos energéticos como bens que podem se findar e. IV. focando a melhoria da qualidade de vida humana dentro dos limites da capacidade de suporte dos ecossistemas. 05) Discorra: política energética voltada ao meio ambiente. o grande objetivo que liga a política energética e o meio ambiente é a opção por um processo de uso sustentável dor recursos existentes no meio ambiente. já em seu art.11. ao optar por uma política energética. Tal documento é apontado pela doutrina moderna como um complemento ao Acordo TRIPS.478 de 1997. 4. floresta nacional. Canadá e Austrália. 1º. Assim. levando-se em conta as necessidades das gerações futuras. Objetivos. diversas nações celebraram uma convenção para caracterizar e repudiar o que se chama pirataria? Resposta: Há um Tratado que convencionou-se chamar de ACTA. reserva de fauna. e.1. 264 . em português.11. que quer dizer AntiCounterfeiting Trade Agreement. reserva extrativista. fixar sua bases no desenvolvimento sustentável que é. Questões do TRF1 1) De acordo com as regras de navegação aérea e marítima no mundo.biológica o parque nacional. passe a adotar uma política de não agressividade ao meio ambiente. Deve o poder público. deixa expresso que um dos objetivos da política nacional é a proteção ao meio ambiente. que dispõe sobre a política energética nacional. Já as unidades de uso sustentável são integradas por área de proteção ambiental. O ACTA já foi subscrito por países como México. o monumento natural e o refúgio de vida silvestre. da adequação entre meio ambiente e atividade econômica nasce o conceito de desenvolvimento sustentável. em clássica definição. Direito Internacional Público e Privado 4. que foi duramente criticado por não obstar a pirataria e supostamente pavimentar uma dominação dos países desenvolvidos sobre os subdesenvolvidos.1. acordo comercial antipirataria. O Espaço Aéreo 4.11. Assim. Com relação a segunda indagação. como o processo que atende às necessidades do presente sem comprometer a possibilidade de as gerações futuras atenderem as suas próprias necessidades. Resposta: A Lei 9. a partir daí. área de relevante interesse ecológico. ainda.

4. Questões do TRF4 4.12. Questões do TRF4 4.1.12. Questões do TRF1 1) Qual o conceito de direito? Resposta: Como devemos nos ater a 15 linhas. O Conceito De Direito E Sua Positividade 4.1. pontuarei os conceitos menos conhecidos(ciência e faculdade) e indicarei um pensador que elabore os outros conceitos.12.1. Questões do TRF3 4.5.1.1.2.3.1. Questões do TRF5 4.1.12.11.4.11.2.1. Questões do TRF2 4. 265 .12.1. Questões do TRF2 4. Questões do TRF5 4. Sociologia do Direito 4. Filosofia do Direito 4.12. Aspectos Gerenciais Da Atividade Judiciária 4.13.11.1.13. Questões do TRF1 4. Questões do TRF3 4.1.1.4.1.11.1.3.12.13.5.

ora nós sabemos que as normas jurídicas impõe um padrão de comportamento para todos nós. Para alcançar este desiderato. embora ―tal apenas terá de suceder quando essa efetivação encontre resistência. o Direito deve ser visto como o conjunto de suas ciências e de seu objeto. o Direito deve ser interpretado na vida real . bem como as normas que.‖ Por outras palavras. Para este ramo. É. eficazes. reportada a uma ―norma fundamental‖. eficazes. Direito como faculdade. quais sejam: Direito como ciência. O direito como norma – Kelsen define o Direito como sendo uma ―ordem normativa de coerção‖. traduz a ideia que a sociologia jurídica procura saber exa- tamente me que medida se dá à relação feita entre a sociedade e o direito. ―a que deve corresponder uma constituição efetivamente estabelecida e. Ocorre que o conceito de Direito pode ser declarado de várias formas (partes) diferentes. o Direito é. como diz Savigny. Condicionar significa interferir. envolvendo e penetrando por tidos os lados do ser. Nos limites deste poder reina a vontade do indivíduo e reina o consentimento de todos. em termos gerais. A coercibilidade material é a ―suscetibilidade do uso da força física ou da pressão material. nos limites deste poder reina a vontade do indivíduo. aparece-nos como um poder do indivíduo. na ideia de Savigny. Portanto toda vez que se institucionaliza um conjunto de normas toda vez que se instaura alguma lei. O Direito como ciência é estudado como epistemologia. do interesse e mistas. as normas jurídicas tem essa finalidade de regrar a vida social. uma ordem normativa ―(…)considerada válida quando as suas normas são. E . ou seja.‖ A coação é definida ―pela plena efetivação de uma ou de outra. nasce a Teoria dos Direitos Subjetivos . de que maneira a sociedade é condicionada pelo Direito e de que maneira o Direito condiciona a sociedade. o que não é normalmente o caso. É a partir deste raciocínio que se chega às três teorias acerca do direito subjetivo. se necessário empregando até a força física‖. quando as pessoas as respeitam. quer dizer. o Direito equipa-se e faz uso das figuras da coação e da coercibilidade. Já o direito como fato social . portanto o Direito acaba interferindo no comportamento que as pessoas tem na sociedade. direito em sentido subjetivo. Kant afirmara que uma ação está em conformidade com o Direito quando permita que a liberdade de agir de um possa coexistir com a liberdade de agir de todos segundo uma lei universal.Direito é uma palavra polissêmica. eficaz. ao passo que a coação efetiva essa mesma punição impondo ―um mal que é aplicado ao destinatário mesmo contra a sua vontade. Como Faculdade. a coercibilidade traduz-se na ameaça de punição. Direito como norma. Direito como fato social . segundo Kelsen. essa lei tende a reger a sociedade.‖ 266 . Teoria da vontade. influir fazer com que o Direito ou a sociedade hajam de uma determinada maneira. foram efetivamente estabelecidas e são. de acordo com essa constituição. Direito como justo. numa consideração global.‖ Dito de outra forma. são de fato observadas e aplicadas‖. em termos gerais.

4. um campo comum de ação a ambos. sempre que houver descumprimento de tais liberdades. Questões do TRF3 4.. molda-se externamente. da mesma forma que há uma área de contato entre ambos. Quanto a Moral.13. portanto.1. que a melhor doutrina jurídica sobrepõe a todo e qualquer direito ou dever. de Jeremias Bentham. A união homoafetiva é um deste casos que unem o Direito e a Moral. ou seja . sendo círculo maior o da Moral e o círculo menor o do direito.13. Nesse sentido. dada sua autonomia e aspecto individual.1. onde há o Princípio da Exclusiva proteção dos Bens Jurídicos. é possível a afirmação de que toda lei injusta é substancialmente inconstitucional. Já as regras da Moral só tem significado se o agente com elas concordar. significa que a governabilidade corre sérios riscos. Aí tem que desenvolver. o Direito Constitucional pauta-se pelo princípio da jurisprudência contramajoritária . 4. portanto.1.. as regras do Direito ―valem‖ objetivamente. Questões do TRF5 267 . Não pode o Direito ignorar as transformações pelas quais passam a sociedade moderna. Há. a sua aplicação ocasionará o descrédito das instituições.13. Muito embora a lei injusta possa ser vinculativa nos casos de inocorrência de inconstitucionalidade a mesma cairá no desuso e. sendo o Direito envolvido pela Moral. Questões do TRF4 1) Diferencie direito e moral.O direito como justiça – Hawls . na realidade.2. Quando Rawls sustenta a possibilidade da desobediência civil. Questões do TRF2 4. Já a Moral é despida de coerção. 4. É a teoria do mínimo Ético que fundamenta a imagem de círculos concêntricos. até mesmo de natureza constitucional. Resposta: Ao buscar diferenciar direito e moral. o direito é heterônomo. Segundo o filósofo.Os princípios da justiça idealizados por Rawls são as liberdades públicas ou direitos fundamentais.1. A primeira é que a moral pertence ao âmbito interno do agente. caso o sentimento de justiça da sociedade não coincida com o ordenamento jurídico. o direito representa o mínimo de Moral necessário ou declarado obrigatório para que a sociedade possa sobreviver.5. é importante destacarmos a teoria do mínimo ético. e fale sobre união homoafetiva.3. Já o Direito. Assim.13. E é inegável que a postura Moral irradia-se sobre o tema. Por fim. já que são alicerce do próprio Estado de Direito. cada componente da sociedade tem uma postural moral acerca do tema homossexualismo. Diferentemente do Direito Penal. há diferenças marcantes. O Direito é coercitivo.

conforme a maioria da doutrina. Promulgada a CF/88. 6º da CF/88 – qual a eficácia desta norma? E a norma relacionada à participação dos lucros da empresa. Quanto à participação dos empregados nos lucros. 268 .1.1. Para Manoel Gonçalves Ferreira Filho. podem os direitos fundamentais atingirem eficácia imediata. visto que totalmente compatível com ela. Já uma segunda corrente (por todos. há.1. 2) Existe no Brasil o fenômeno da repristinação constitucional? Resposta: Consiste a repristinação em um revigoramento da vigência de uma norma pela revogação da norma que a tinha revogado. em tese poderia ser recepcionada pela CF/88. verifica-se que aquela Lei.1. um efeito paralisante contra qualquer ingerência tendente a obstar o exercício de um direito fundamental. em certas ocasiões. Por fim. Exemplo do fenômeno poder ser mais esclarecedor (exemplo do Lenza).5. Norma produzida na égide da CF/46 não é recepcionada pela CF/67. considerar-se-á que direitos sociais são fundamentais). Eros Grau). Superado este ponto. são estes direitos ―direitos fundamentais‖? A imensa maioria da doutrina afirma que sim. Em outras ocasiões. trata-se de norma de eficácia limitada. há que se destacar que há. só têm aplicabilidade imediata aqueles direitos que as normas definidoras são completas em sua estrutura e dispositivo. Ingo Sarlet e Gilmar Mendes declaram que. Ponto 05 5. produzida no período da CF/46 (que fora revogada – não recepcionada pela de 67). Direito Constitucional 5. Eficácia Das Normas Constitucionais 5. afirma que os direitos fundamentais são de aplicabilidade imediata mesmo se as normas que os definem sejam de cunho programático. Ademais. sob pena de inverterse a natureza das coisas. uma carga defensiva.1. mesmo o STF em alguns de seus julgados não afirmar expressamente que direitos sociais são fundamentais. pois incompatível com a mesma. ínsito a qualquer direito fundamental. na já clássica classificação de José Afonso da Silva. Ou seja. três correntes acerca da aplicabilidade dos direitos fundamentais (aqui. em destaque. como se classificaria? Resposta: A primeira observação que deve ser feita com relação a esse ponto é com relação à natureza dos direitos sociais.1. independentemente de tratamento legislativo. não há como dispensar um tratamento legislativo para concretizar um direito fundamental. Questões do TRF1 1) Art.

estabelecendo um interregno entre a publicação do ato de sua promulgação e a data de entrada em vigor de seus dispositivos . é possível a verificação deste instituto. 14. há uma exceção.Daí. 5º. 269 . considerando-se a vacatio constitutionis uma exceção. Já as normas de eficácia limitada de cunho programático. está aí a vacatio constitutionis. O primeiro é previsto na Lei 9. tendo em vista que pode haver uma restrição de sua aplicabilidade por intermédio do legislador infraconstitucional e. por obra do próprio texto constitucional. Importante afirmar que efeito repristinatório em ADI não é a mesma coisa que repristinação. Como exemplo pode-se mencionar o art. Não necessitam de providência normativa ulterior para sua aplicação. 18. não têm o condão de produzir todos os seus efeitos. mas possivelmente não integral. as normas constitucionais podem ser de eficácia plena. fale sobre a classificação deste autor. Resposta: Segundo o professor JAS. 2º art. Como exemplo pode-se citar o art. As primeiras são esquemas gerais de organização e de estruturação dos órgãos e entidades. contida e limitada. parágrafo 2º. Exemplo sempre citado desta espécie é o art. 3) O que é vacatio constitutionis? Qual Constituição brasileira já teve esse período? Resposta: Quando uma cláusula expressa diferencie a entrada em vigor de todo texto constitucional. Já as normas de eficácia limitada são aquelas que de imediato.11. Apenas a CF de 1967/1969 utilizou o Vacatio Constitutionis.868/99. da Constituição Federal. As primeiras são aquelas que ``receberam do constituinte normatividade suficiente à sua incidência imediata. que trata da saúde. visando fins sociais. pergunta-se. parágrafo 2º. Impende ressaltar que a regra geral é a imediata vigência de uma ordem constitucional . art. parágrafo 2º. VII. veiculam programas a serem implementados pelo Estado. As de eficácia contida têm aplicabilidade imediata e direta. 4) José Afonso da Silva e a eficácia das normas. ainda. Se a nova ordem jurídica trouxer a permissão expressa possibilitando a repristinação. Situam-se predominantemente entre os elementos orgânicos da constituição. precisando de integração por obra do legislador infraconstitucional. pode a lei produzida durante a CF/46 voltar a produzir efeitos? Como regra. 196 da CF. Criam situações subjetivas de vantagem ou de vínculo. desde logo exigíveis``. As normas de eficácia limitada de dividem em normas de princípio institutivo (ou organizativo) e normas de princípio programático. a CF/88 não admite a repristinação! Porém. no momento da entrada em vigor da Constituição. Exemplos são o art.

Exemplo sempre citado desta espécie é o art. 14. Situam-se predominantemente entre os elementos orgânicos da constituição. Questões do TRF4 5. por obra do próprio texto constitucional.5. As primeiras são esquemas gerais de organização e de estruturação dos órgãos e entidades. as normas constitucionais podem ser de eficácia plena. mas possivelmente não integral.1. se houver menção expressa na nova Constituição . As de eficácia contida têm aplicabilidade imediata e direta.1. permanecem em vigor. Já as normas de eficácia limitada de cunho programático. Criam situações subjetivas de vantagem ou de vínculo. 5º. ainda. Como regra geral. As normas de eficácia limitada de dividem em normas de princípio institutivo (ou organizativo) e normas de princípio programático. desde logo exigíveis‖. Questões do TRF2 5. desde que compatíveis com a nova ordem. 2º art. As primeiras são aquelas que ―receberam do constituinte normatividade suficiente à sua incidência imediata. contida e limitada? Dê exemplos.3. não têm o condão de produzir todos os seus efeitos. visando fins sociais.1. Ou seja. Como exemplo pode-se citar o art.1. as normas da Constituição anterior são recepcionadas com o status de norma infraconstitucional pela nova ordem‖(Lenza). Resposta: Segundo o professor JAS. Não necessitam de providência normativa ulterior para sua aplicação. VII. é possível a aplicação do instituto. tendo em vista que pode haver uma restrição de sua aplicabilidade por intermédio do legislador infraconstitucional e. 5. Questões do TRF5 270 .1.4. veiculam programas a serem implementados pelo Estado. 5. contida e limitada. que trata da saúde.1.2.1. Questões do TRF3 1) O que são normas de eficácia plena. parágrafo 2º. Exemplos são o art. mas com status de lei infraconstitucional. 196 da CF. não é possível a aplicação do instituto no Brasil.5) O que é desconstitucionalização? É possível no Brasil? Resposta: ―Trata-se do fenômeno pelo qual as normas da Constituição anterior. precisando de integração por obra do legislador infraconstitucional. Já as normas de eficácia limitada são aquelas que de imediato. da Constituição Federal. Porém. parágrafo 2º.1. no momento da entrada em vigor da Constituição. 18. Como exemplo pode-se mencionar o art.

2. definição de fato gerador. 20% da arrecadação do produto de tributos provenientes da competência residual deve ser repassado aos Estados.2.Princípios E Normas Constitucionais – Rendas Compatíveis 5. Questões do TRF1 1) Se a União criar tributo com base na competência residual. dentre outros institutos tributários. tal redução é inconstitucional.394?SP.157. haja vista esse único imóvel poder ser tanto um casebre em uma favela como uma mansão na parte mais luxuosa da cidade.5. 97)e fixação do prazo de recolhimento (jurisprudência do Supremo – RE 172.2. há exceções a esta regra que se adapta à Legalidade Relativa. Impostos: União Federal – Estados-membros . ela tem que passar alguma coisa para estados e municípios? Resposta: Sim.1. 2) É constitucional o redutor de IPTU que recai sobre imóvel único? Resposta: Não.1. da Súmula 589 do Supremo Tribunal Federal: ―É inconstitucional a fixação de adicional progressivo do imposto predial e territorial urbano em função do número de imóveis do contribuinte‖. RE 195.2.1. Questões do TRF2 1) Princípio da Legalidade Relativa é cabível no direito tributário? Resposta: Para a instituição. Porém. o simples fato de se ter um único imóvel não demonstra a capacidade contributiva do contribuinte. a contrario sensu.Territórios .Municípios – Distrito Federal .1.218MG). obtida pela interpretação. obrigação tributária.II. 2) Haveria a incidência do princípio da eticidade na área tributária? Resposta: 3) Mudança de interpretação acarreta em novo fato gerador? 271 . exclusão e extinção. Direito Tributário 5. Ademais. Os casos mais relevantes são a atualização monetária (expressamente ressalvada pelo parágrafo 2ºdo art. 5. por expressa previsão constitucional (art.2.). incide a Legalidade Estrita.

Por exemplo. igual para todos. Já pressupostos são as condições de fato que compõem o fato gerador que devem ocorrer para a hipótese tributária se aperfeiçoar. E de outro lado. que os contribuintes tenham condições de antecipar objetivamente seus direitos e deveres tributários. dada irretroatividade da lei tributária. que. da CF. Princípio. o princípio da segurança jurídica. Essa prática é ilegal e contraria o princípio da boa-fé do contribuinte. ―O princípio constitucional da segurança jurídica exige. É o que aponta Roque Carrazza. Dada a legalidade estrita que rege o Direito Tributário. por isto mesmo. também. Já a intangibilidade impede a mudança de critério por parte do judiciário ou do próprio fisco de elementos que caracterizem o fato gerador. em relação a fatos geradores ocorridos antes do início da vigência da lei que os houver instituído ou aumentado. é o mandamento nuclear do sistema. Completa Kyioshi Harada ―Adotado um critério jurídico de interpretação pelo fisco ao longo do tempo para fiscalizar as atividades de determinado contribuinte concluindo pela regularidade de sua situação fiscal.III. Resposta: A irretroatividade está prevista no art. ainda. na clássica lição de Celso Antonio Bandeira de Mello. 5) Diferença entre o princípio da irretroatividade e da intangibilidade. de um lado.150. é pressuposto do II a entrada do produto em território nacional.a. só podem surgir de lei. segundo. 4) Existe diferença entre princípios tributários e pressupostos? Resposta: Sim. não pode o mesmo fisco rever as atividades do passado para exigir tributos e aplicar sanções a pretexto de que a administração alterou seu entendimento acerca da matéria. Não pode o juiz modificar os atos ocorridos para modificar o fato gerador. o que é inadmissível por implicar violação do princípio da segurança jurídica‖. gerar novo fato gerador. representa insubmissão da administração a seus próprios atos. Não se modificam os fatos da vida já ocorridos e que geraram efeitos tributários. 6) Pode-se aplicar o IPI Verde nas CIDEs? Resposta: 272 . irretroativa e votada pela pessoa política competente‖. a mudança não pode.Resposta: Não.

5. não há ocorrência do fato gerador. E o entendimento consolidado também. 4) A isenção no meio do ciclo de industrialização implica em cumulação do IPI? Resposta: 5) Há direito a crédito presumido? 273 . Da mesma forma. o que torna a fabricante consumidora final quanto a essas mercadorias. quando pago em razão de operações de aquisição de bens destinados ao uso e/ou à integração no ativo fixo do seu próprio estabelecimento‖. RE 593. O STF não permite que o tema seja tratado por legislação infraconstitucional.772/SC. em verdade. deveria ser tratada no corpo da Constituição como o fez o constituinte quando do ICMS. arcar com os ônus financeiros do tributo. no TRF4: Não há falar em direito ao creditamento do IPI relativamente aos bens de uso e de consumo ou destinados ao ativo imobilizado da empresa. devendo. dado que. não ocorre fato gerador do imposto.2. por isso. porquanto.3. nessa condição. se exceção existisse. Segunda Turma. no STF: ―A jurisprudência do Supremo Tribunal Federal firmou-se no sentido de não reconhecer. diferentemente do que ocorre ao ICMS. segundo o STF. não há exceções a não cumulatividade do IPI. 2) O tema pode ser mitigado por legislação infraconstitucional? Resposta: Não. não é possível a geração de creditamento. 3) A aquisição de bens para uso permanente dá direito ao crédito de IPI? Resposta: O STF já decidiu a matéria e apontou pela impossibilidade de creditamento porque. tendo em vista as exceções apontadas no próprio texto constitucional. o direito de creditar-se do valor do IPI. O uso permanente imobiliza os bens. Questões do TRF3 1) Quanto ao IPI. ao contribuinte.1. a não cumulatividade prevista na CF comporta exceção? Resposta: Segundo a maioria da doutrina. em relação a tais produtos. e . por exemplo.

onde ficou asseverado que tributar o açúcar com a alíquota de 5% ofende o principio da seletividade e essencialidade. 9) Em que momento se reputa ocorrido o Fato Gerador do II? 274 . alíquota zero e não incidência) deve se submeter ao regramento . deve o ente tributante declarar as razões de estabelecer diferenças entre os produtos que não a essencialidade. em verdade constitui a seletividade. Ocorre que.682/SC de 2007. não há crédito por parte do adquirente. como já conceituado como ―uma técnica de incidência tributária . 8) Sobre o Imposto de Importação: Bens de ingresso no território nacional para exposição em feira estão sujeitos ao II? Resposta: Não.Resposta: Até pouco tempo. Para a ocorrência do fato gerador o produto deve ingressar no país e incorporar-se à economia nacional. 7) O açúcar já foi tributado pelas alíquotas de IPI em 18. 6) O que significa uma tributação pelo IPI seletivo? Resposta: A seletividade do IPI é uma técnica de incidência tributária. Utiliza-se tal técnica para dificultar a comercialização de objetos indesejáveis e alcançar metas fiscais mais justas e melhor redistribuição de renda. O IPI incidente sobre o açúcar obedece ao princípio da seletividade? Resposta: A pergunta toma com base um julgamento do próprio TRF1 . Produtos em trânsito não são consideradas para efeitos de tributação do II. dado o princípio da motivação. 12 e atualmente 5%. ora afastando-o. de relatoria da Desembargadora Maria do Carmo. ora pendendo pelo crédito presumido. de forma que não havendo pagamento. Foi um julgado da 8ª Turma. Para este valor de alíquota. a maioria dos gêneros alimentícios recebe tributação 0%. onde a variação da alíquota se dá em razão da essencialidade do produto. a jurisprudência do STF oscilava. a partir do RE 370. onde a variação da alíquota se dá em razão da essencialidade do produto‖. o que. houve uma estabilização no sentido de qualquer instituto que desonere a cadeia de produção (isenção.

12) Nas operações de mútuo entre pessoas jurídicas sem a intermediação de instituição financeira. ele é criticado por parte da doutrina. ocorre na data do registro da declaração de importação. Primeiro por não ser técnico. incide o IOF? 275 . a legislação material aplicável à importação de produto estrangeiro é a data em que se verifica a ocorrência do fato gerador.Resposta: É o momento da apresentação ou registro da declaração de importação. Segundo. Nesse sentido: REsp 1016132/SP.Receita Federal do Brasil. ainda que posteriormente revogada ou modificada. pois facilita o controle do Fisco acerca do momento em que a mercadoria ingressou no território nacional. ou documento que faça substituir e demais documentos pertinentes ao desembaraço perante a autoridade aduaneira . independentemente da alíquota vigente na data da obtenção da licença. na verdade o seu critério temporal. Logo. Embora esse entendimento tenha um fundamento de ordem prática. para a liberação da mercadoria estrangeira entreposta ou depositada. pois o art. consubstanciado na reunião dos critérios materiais. a alíquota aplicável é aquela vigente na data em que a empresa registrou a operação junto ao SISCOMEX. já que a alíquota pode ser abruptamente alterada após a realização do procedimento de importação (obtenção de licença. 144 do CTN. O Superior Tribunal de Justiça e Supremo Tribunal Federal entendem que o fato gerador do imposto de importação. portanto. a lei vigente no momento da transposição da linha demarcatória do território nacional. entrada física do produto no país). temporais e espaciais do imposto. Adotado esse entendimento. o qual estabelece que o lançamento reporta-se a data de ocorrência do fato gerador da obrigação e rege-se pela lei então vigente. o sujeito terá direito a usar a alíquota anterior? Resposta: Não. ou seja. DJe 01/07/2009. a entrada do produto no território nacional e a obtenção da licença. momento posterior. por que a adoção do critério temporal do registro acarreta insegurança jurídica. 10) A data de obtenção da licença para importação tem alguma relevância jurídica? Resposta: DESSE PONTO EM DIANTE: RESPOSTAS ELABORADAS POR GABRIELA SILVA MACEDO 11) Se a alíquota de importação mudar depois de obtida a licença.

153. para cada espécie tributária. Registre-se que. 14. a definição deste.Resposta: Sim. em determinar expressamente que estas operações estariam submetidas às "mesmas normas aplicáveis às operações de financiamento e empréstimos praticadas pelas instituições financeiras" (art. da EC 18/65. remetendo o CTN à legislação tributária. a restrição subjetiva das operações.779/99. I. Com a edição da Lei nº 9. cambio e seguros e sobre operações relativas a títulos e valores mobiliários surgiu no art. apenas as operações de crédito realizadas por instituições financeiras estavam submetidas à exigência do recolhimento de IOF. Tribunal Pleno. ainda. como se depreende do histórico legislativo. A lei ordinário poderia fazer tal restrição. o CTN não se conteve no espaço mais reduzido já ocupado pela lei anterior e desdobrou em quatro hipóteses possíveis a esfera potencial do tributo. sem com isso. SEPÚLVEDA PERTENCE. outras hipóteses possíveis de incidência do tributo. 5. Portanto. DJ 26-092003 PP-00005 EMENT VOL-02125-01 PP-00095 RTJ VOL-00191-01 PP-00070. ao definir a extensão admissível do fato gerador do IOF. 13). Portanto. restringir a competência da União para alcançar. dentre elas: ―quanto às operações de crédito. anteriormente à edição da Lei nº 9.143/66 instituiu o imposto com incidência exclusiva nas operações realizadas por instituições financeiras e seguradoras. julgado em 20/08/1998. I da EC 18/65 e. o 276 . julgado em 27/09/2011.779/99. A competência da União para instituir o imposto sobre operações de crédito. SEGUNDA TURMA. DJe 08/06/2012). REsp 1222550/RS. foi mantida nos textos constitucionais seguintes. conforme se posiciona o STF e STJ (ADI 1763 MC. 14. a sua efetivação pela entrega total ou parcial do montante ou do valor que constitua o objeto da obrigação‖. Isso por que o sujeito passivo do tributo é qualquer um que participe da operação econômica tributada. a L. no entanto. V da CF/88). mediante nova lei. a compreensão de que o IOF pode incidir também sobre operações de crédito que não tenham sido praticadas exclusivamente por instituições financeiras parte de uma interpretação do texto constitucional (art. cuidando. Rel. o legislador estendeu a incidência do IOF às operações de crédito correspondentes a mútuo de recursos financeiros entre pessoas jurídicas ou entre pessoa jurídica e pessoa física. surgiu no art. Ainda sob a égide da EC 18/65. Ministro MAURO CAMPBELL MARQUES. 13) E nas chamadas contas correntes mercantis entre empresas do mesmo grupo? Resposta: A operação de mútuo entre empresas integrantes do mesmo grupo econômico subsumese à hipótese de incidência do imposto sobre operações financeiras. Relator(a): Min. Pouco depois. não há no CTN – nem a Constituição autorizaria –. nos mesmos termos.

segundo a qual as contribuições ora se enquadrariam como impostos. adotando a teoria pentapartite da classificação dos tributos. Ilegalidade da IN 07/1999 que ao tributar tal operação não criou obrigação tributária nova. seria possível que a hipótese de incidência das contribuições abrangesse fatos atribuídos constitucionalmente aos Estados e Municípios.4. ora como taxas. segundo a Suprema Corte. Adotar entendimento contrário. 154 da CF apenas impõe a inovação dentro da própria espécie tributária. o legislador infraconstitucional não dispõe de ilimitada permissão para criar tais tributos. tendo ele por finalidade. Questões do TRF5 277 . limitandose a explicitar o sentido da lei 9. Ressalta ainda que se a União pretender instituir contribuição incidente sobre fato não relacionado no art. 9779/1999.que ocorreu com a edição da Lei n.779/99. 14) Pode-se instituir contribuição de caráter geral tendo por base fato gerador de imposto federal? E tendo-se por base fato gerador de imposto estadual ou municipal? Resposta: Há dois posicionamentos sobre o tema no cenário doutrinário e jurisprudencial. ii) caráter não cumulativo. o entendimento de ser vedado à União criar contribuições com base nas materialidades próprias dos Estados. já que as espécies tributárias seriam distintas. I. conforme entende Paulo de Barros. apesar de não haver discriminado as hipóteses de incidência e bases de cálculo das contribuições de caráter geral. que definiu como fato gerador do IOF operações de crédito entre pessoas jurídicas e entre pessoa jurídica e pessoa física. Assim. Adotando como premissa a teoria tricotômica da classificação dos tributos. 154. parte da doutrina.2. São eles: i) introdução no ordenamento por lei complementar. iii) ―tipologia tributária diversa daquela já prevista na CF‖. que dispõe sobre a competência residual da União. 5. Em sentido oposto.2.1. é impreterível o cumprimento dos requisitos do art. 153. Segunda posição. evitar a invasão de competências. Não há. Questões do TRF4 5. Esse último requisito reforçaria. 1ª Posição. entende que a União pode criar contribuições gerais com base em materialidade atribuída constitucionalmente a União.1.5. esvaziaria o conteúdo das repartições constitucionais das competências tributárias. a qual se filia Paulo de Barros entende que. pois deve respeitar a competência tributária conferida aos Estados e Municípios que foi detalhadamente discriminada pela CF. portanto. sem exluir entes integrantes do mesmo grupo econômico. entende o STF que a vedação trazida pelo art. do que se conclui que.

4. 2) Um cidadão comum pode impugnar o edital de licitação? E se conecta a que princípio? Resposta: 278 . o Estatuto Jurídico das Licitações e Contratos Administrativos.666.648/98 e 9.1862. O art.3. 37.05. que regulamentava as arrematações dos serviços a cargo do então Ministério da Agricultura. de observância obrigatória pela Administração Pública direta e indireta de todos os poderes da União. Comercio e Obras Públicas. Distrito Federal e Municípios.1.68. Esta Lei estabelece cinco modalidades licitatórias: concorrência. Estas modalidades estão definidas no art. de 25.883. 37. de 20. caput). com a edição da Lei nº. de 28. com o objetivo de conferir maior eficiência às contratações públicas.86.536. de 21. pelo Decreto nº. 8. atualizada pela Lei nº. de forma singela.926. sistematizado através do Decreto-Lei nº. 125 a 144). A lei n° 8. 2.300. 9. leilão e concurso. que estatui as normas gerais sobre licitações e contratos completa o ciclo.883/94. o procedimento licitatório veio evoluindo. do Distrito Federal e dos Municípios (art. do assunto.666 de 21 de junho de 1993. pelos Decretos-lei 2.06. que organizou o Código de Contabilidade da União.3.06. 2.360.93 (alterada pelas Leis 8. o procedimento licitatório veio a final. pela primeira vez. de 08 de junho de 1994. XXI da Constituição Federal foi regulamentado pela Lei 8. de qualquer dos Poderes da União. A Constituição de 1988 representou um notável progresso na institucionalização e democratização da Administração Pública. Estados.67 (arts. às Administrações dos Estados e Municípios.348 e 2.1. que estabeleceram a reforma administrativa federal. dos Estados. indireta ou fundacional. 5. instituiu. que disciplina as licitações e contratos da Administração Pública. de 14. 22 da Lei Federal nº.01. a ser consolidado. no âmbito federal.854/99).666/93. reunindo normas gerais e especiais relacionadas à matéria. de 21. 200. a partir das diretrizes traçadas pela Constituição e de molde a exigir sua prática na administração pública direta. de 1922. sendo. por fim. Questões do TRF1 1) Qual foi o primeiro conjunto de regras sobre licitação no Direito Brasileiro? Resposta: A licitação foi introduzida no direito público brasileiro há mais de cento e quarenta anos. em vigor atualmente. Após o advento de diversas outras leis que trataram. 8. A partir de 1988 a licitação recebeu status de princípio constitucional (10). pelo Decreto nº.5.3. artigos. tomada de preços. atualizado em 1987.02.22. e estendida. O Decreto-lei nº. disciplinando o instituto e os contratos públicos em 125.11. Direito Administrativo 5. Desde o antigo Código de Contabilidade da União. convite.1.456. Licitação 5.

de preço inferior àquela considerada vencedora do certame. escolhe-se as três melhores). os quais são iniciados pelo participante que tenha a melhor proposta escrita. Todos esses princípios estão elencados no art.666/93. o objeto licitado será adjudicado em favor da proposta originalmente vencedora do certame. sobretudo. na etapa da classificação e julgamento. é ele modalidade obrigatória? Resposta: 279 . pelos administrados em geral. cujo objetivo é permitir o acompanhamento e controle do procedimento não só pelos participantes como também. 3) O que ocorre com propostas parecidas no pregão com relação à EPP ou ME e empresas normais? Resposta: O procedimento do leilão é caracterizado pela utilização de duas técnicas para escolha da melhor proposta. Em seguida. Escolhe-se a melhor e aquelas que se encontram no patamar de até 10% do valor da melhor proposta (se não houver. no prazo de até 05 dias úteis de antecedência à data designada para a abertura dos envelopes de habilitação. quiçá principalmente. a ser realizada por QUALQUER CIDADÃO (aquele que está no gozo dos direitos políticos). serão convocadas as remanescentes que porventura se enquadrem na hipótese acima. 41 da Lei 8. permitindo o efetivo controle do procedimento. 4) Pregão. com o princípio da publicidade. o art. Primeiro. que os motivos determinantes das decisões proferidas em qualquer etapa do procedimento sejam declarados. no prazo de 5 minutos. Na hipótese da não-contratação nos termos previstos. o Estatuto da Microempresa e EPP (LC 123/06) criou regra especial para quando participarem tais empresas do procedimento de pregão: encerrando-se os lances. moralidade e. a ME ou EPP mais bem classificada e cujo valor ofertado seja de até 5% do valor apresentado pelas empresas comuns (empate ficto).Em havendo discordância com os termos do edital. será realizado sorteio entre elas para que se identifique aquela que primeiro poderá apresentar melhor oferta. na ordem classificatória. situação em que será adjudicado em seu favor o objeto licitado. é convocada para oferecer nova proposta. oportuniza-se aos participantes pré-selecionados a apresentação de lances verbais. 3º da Lei 8. Essa regra se relaciona com os princípios da impessoalidade. No caso de equivalência dos valores apresentados pelas microempresas e empresas de pequeno porte. estabelece que pode haver a sua impugnação. Nesse quadro. ainda. Alexandrino diz que esse princípio impõe. são abertas as propostas escritas e classificadas de acordo com o melhor preço.666/93. Não ocorrendo a contratação da microempresa ou empresa de pequeno porte. para o exercício do mesmo direito.

450/2005 obriga a utilização do pregão na hipótese de aquisição de bens e serviços comuns pela União (pois é decreto federal). por fraudar a competitividade do procedimento. a fim de que se possa verificar se os motivos alegados guardam congruência com o objeto do ato optativo. prevendo a disciplina (não a mera regulamentação) dessa nova modalidade de licitação por decreto a cargo do ente administrativo. surgindo hipótese que admita o pregão. o senhor já ouviu falar na modalidade consulta de licitação? Resposta: Consulta é a modalidade de licitação exclusiva das AGÊNCIAS REGULADORAS. implica em: Prática de crime previsto no art. apesar da faculdade conferida à Administração. definindo o julgamento das propostas por um júri. Entretanto. sob pena de detenção.986/2000. 5) Em relação à chamadas agências reguladoras. quando esta modalidade for cabível. segundo critério que leve em consideração custo e benefício. Ela foi primeiramente instituída pela lei da ANATEL (lei 9. A Anatel disciplinou a consulta para as suas contratações por meio de resolução. entende o doutrinador que. o que a princípio o tornaria uma modalidade facultativa de licitação. e multa.O decreto 5. a faculdade desaparece.472/97). contudo. Assim. Para os demais entes federativos. é preciso levar em consideração a finalidade do novo diploma. 280 . mas depois foi estendidas a todas as agências reguladoras federais pela lei 9. Alexandrino questiona a constitucionalidade da previsão da consulta pela lei da ANATEL porque ela foi extremamente sucinta. caber-lhe-a justificar devidamente a sua escolha.666/93 (fraude na licitação). de 2 (dois) a 3 (três) anos. não há lei que obrigue a adoção do pregão. 6) Quais as consequências para o servidor público da administração que devassa o conteúdo de uma proposta licitatória? Resposta: A violação ao sigilo. José dos Santos. se optar por outra modalidade. que é a de propiciar maior celeridade e eficiência no processo de seleção de futuros contratados. 94 da Lei 8. o que viola a regra da lei 8. alerta que.666/93 que proíbe expressamente a criação de outras modalidades. adequada à contratação de bens e serviços não classificados como comuns e que não seja obras e serviços de engenharia civil. pois o administrador deverá adotá-lo para atender ao fim público da lei.

De um lado. o agente público deve. parcelas e etapas que se comprovem técnica e economicamente viáveis. com base em critérios de impessoalidade e moralidade administrativa. em que hipóteses? Resposta: De acordo com a Lei nº 8. o princípio do sigilo das propostas visa resguardar a competitividade do procedimento. o princípio da publicidade informa que a licitação deve ser amplamente divulgada. obras ou serviços efetuados pela Administração serão divididos em tantos itens.Ato de improbidade administrativa. lotes ou etapas) que aproveitem as peculiaridades e os recursos disponíveis no mercado. 8) É possível ao administrador dividir o objeto da licitação. quanto mais pessoas tiverem conhecimento da licitação. após definido o objeto da licitação. Isso por que a divisão do objeto que não observe economia de escala poderá produzir efeito contrário. tornando inócua a finalidade do instituto que é a de propociar a escolha da melhor proposta pela Administraçao. item. Deve o gestor atentar-se para que o parcelamento seja realizado somente em benefício da Administração. sem perda da economia de escala. ou seja. verificar se é possível e economicamente viável licitá-lo em parcelas (itens. da impessoalidade. procedendo-se à licitação com vistas ao melhor aproveitamento dos recursos disponíveis no mercado. Parcelamento é a divisão do objeto em partes menores e independentes. O parcelamento do objeto subordina-se especialmente aos princípios da economicidade e da ampliação da competitividade. etapa ou parcela representa uma licitação isolada ou em separado. mais eficiente será a forma de seleção.666/1993. Compras. Para isso. de modo a possibilitar o conhecimento de suas regras ao maior número de pessoas possíveis. Logo. mas ao contrário contribui para a realizaçao de seus fins. De outro. Cada parte. é obrigatório o parcelamento quando o objeto da contratação tiver natureza divisível. aumento de preços. Afinal. desde que não haja prejuízo para o conjunto a ser licitado. 281 . 7) Se a licitação é pública porque as propostas têm de ser sigilosas? Resposta: O princípio do sigilo das propostas encontra amparo nos próprios fundamentos inspiradores da licitação e não se opõe ao princípio da publicidade. moralidade e igualdade no procedimento licitatório. tanto o princípio do sigilo das propostas quanto o princípio da publicidade tem como fim último a garantia da competitividade. e se for. impedindo que outros participantes tomem conhecimento antecipadamente das demais propostas.

a fim de dispensar a licitação ou fazê-la por outra modalidade. deverão ser processadas através de sistema de registro de preços.666/99. pelo Sindicato. quando a modalidade for concorrência. sob pena de se violar o princípio da obrigatoriedade.É importante não esquecer que sempre deve ser preservada a modalidade pertinente para a execução de todo o objeto da contratação. devendo a comprovação de exclusividade ser feita através de atestado fornecido pelo órgão de registro do comércio do local em que se realizaria a licitação ou a obra ou o serviço. pelas entidades equivalentes. 10) Pode haver inexigibilidade de licitação para aquisição de bens? Resposta: Sim.931/2001 que regulamenta o sistema de registro de preços na esfera federal. prevê. 25 da lei 8. com os fornecedores registrados. Devem ser somados os valores correspondentes aos itens parcelados e definida a modalidade de licitação forem necessários. a utilização do tipo menor preço. por um ou mais de um órgão ou entidade da Administração Pública. Não se pode parcelar aquilo que é possível contratar por inteiro. 282 . O registro de preços é o meio apto a viabilizar diversas contratações diretas (sem a realização de um específico procedimento licitatório previamente a cada uma) de compras. ou gêneros que só possam ser fornecidos por produtor. 9) Qual a modalidade de licitação para registros de preços? Resposta: Concorrência e pregão. o tipo é sempre menor preço. O §3º do art. excepcionalmente. mas admite. vedada a preferência de marca. empresa ou representante comercial exclusivo. diz o art. Isso por que não é possível dividir uma contratação desejada em várias de menores valores. Federação ou Confederação Patronal.520/2002 possibilita a utilização da modalidade PREGÃO. O registro de preços será precedido de ampla pesquisa de mercado e os preços registrados serão publicados trimestralmente para orientação da Administração. ainda. No caso do pregão. o tipo técnica e preço. concomitantes ou sucessivas. equipamentos. 15 da lei 8. A licitação é inexigível. na imprensa oficial. quando a competição for inviável. 15 da Lei 8666/93. sempre que possível. quando o sistema de registro de preços destinar-se a compras e contratações de bens e serviços comuns.666/93 define a utilização da modalidade CONCORRÊNCIA para selecionar os potenciais fornecedores na sistemática do registro de preços e a lei 10. O decreto 3. ou. Está prevista no art. dentre as quais cita-se a aquisição de materiais. segundo o qual as com- pras. em especial nas hipóteses elencadas em seus incisos.

se optar por outra modalidade. já que apenas determinada contratação atenderia eficazmente ao interesse público. ela será inexigível. Assim. O objeto da licitação deve gerar interesse de mercado. sensível a necessidade de acelerar o processo seletivo para contratações. a licitação prejudica esse interesse. Trata-se. de atuação discricionária. 25 da Lei 8.666/93 é meramente exemplificativo. Para que a competição seja viável. A União. que é a de propiciar maior celeridade e eficiência no processo de seleção de futuros contratados. independentemente de o objeto da licitação seja a aquisição de bens ou a prestação de um serviço. por ausência de pressuposto lógico. surgindo hipótese que admita o pregão. a competição se torna inviável. pois a licitação não é um fim em si mesmo.Indubitavelmente. JURÍDICO e FÁTICO. O pressuposto jurídico está presente quando a licitação atende a sua finalidade de PROTEÇÃO ao interesse público. José dos Santos. se esses pressupostos não estiverem presentes. O pressuposto lógico ocorre quando há PLURALIDADE de licitantes e de objetos. a fim de que se possa verificar se os motivos alegados guardam congruência com o objeto do ato optativo. se o bem licitado for de fabricante/produtor/fornecedor exclusivo. Se for certo que não haverá oportunidade para a confrontação de propostas. por fim. sempre que a competição for inviável. Pressuposto fático significa INTERESSE de mercado. entende o doutrinador que. o rol trazido pelo art. não deverá ser realizada a licitação. tornou obrigatória a adoção da modalidade de pregão para a aquisição de bens e serviços 283 . precisa ser provada. as licitaçao para aquisição de bens será inexigível. Em suma. A exclusividade do fornecedor. pois. na qual a administração terá a faculdade de adotar o pregão ou alguma das modalidades adotadas no Estatuto geral. caber-lhe-a justificar devidamente a sua escolha. contudo. precisa preencher 3 pressupostos: LÓGICO. ao invés de proteger o interesse público. Constitui pressuposto fático para a licitação a possibilidade de participação de mais de um interessado a ser contratado. alerta que. a faculdade desaparece. tomada de preço em detrimento do pregão? Resposta: O pregão não é modalidade de uso obrigatório pelos órgãos públicos. a licitação é inexigível. 11) A administração pode optar por fazer uma concorrência. Assim. pois o administrador deverá adotá-lo para atender ao fim público da lei. Entretanto. mas um instrumento de realização do interesse público. Mas as hipóteses elencadas não deixam dúvida de que. é preciso levar em consideração a finalidade do novo diploma. Se. apesar da faculdade conferida à Administração.

moralidade. De acordo com o art. Uma delas refere-se ao registro de preços. parcelas e etapas que se comprovem técnica e economicamente viáveis. observar os princípios da legalidade. desde que não haja prejuízo para o conjunto a ser licitado. há necessidade de licitação? Resposta: Constituem-se os serviços de radiodifusão sonora e de sons e imagens em forma sui generis de concessão. 12) O prefeito poderia fracionar a licitação? Resposta: Sim. desde que estes se enquadrem como ―bens e serviços comuns‖. Compras efetuadas e obras ou serviços contratadas pela Administração serão divididos em tantos itens. A infração pode ser fracionada nos termos do art. probidade administrativa e todos os demais aplicáveis às licitações em geral. Se assim proceder o prefeito. como por exemplo.3. A diretriz da administração federal teve por fundamento a necessidade de dar maior transparência ao processo seletivo. pois a lei 10. uma vez que a lei 8. Consignou-se igualmente que a opção pela forma não eletrônica deverá ser necessariamente justificada pela autoridade competente. 284 . procedendo-se à licitação com vistas ao melhor aproveitamento dos recursos disponíveis no mercado. para ―aquisição de bens e serviços de informática e automoção‖. algumas hipóteses em que o uso do pregão é excepcionalmente facultado à União. observado o princípio da complementaridade dos sistemas privado. 5. 1º. Outra hipótese refere-se a aquisição de bens e serviços de informática. 23.248/91 autoriza o uso da modalidade pregão. quando o objeto da contratação tiver natureza divisível. quando o sistema de registro de preços se destinar a compras e contratações de bens e serviços comuns. Sendo gratuita. 223. a qual sempre adota o tipo menor preço. uma licitação que se realizada sem parcelamento não se inseriria na hipótese de dispensa. como também nos crimes da lei de licitações e do Decreto-lei 201/67. permissão e autorização para o serviço de radiodifusão sonora e de sons e imagens.2.1. Questões do TRF2 1) Fale sobre a concessão de difusão sonora e de imagem. contudo.comuns. Há. par. tornando dispensável em razão do valor. incidirá não apenas nas hipóteses de improbidade administrativa. impessoalidade. público e estatal. Ressalte-se apenas que o parcelamento da licitação não pode gerar burla a suas regras.520/2002 possibilita a utilização da modalidade PREGÃO. compete ao Poder Executivo outorgar e renovar concessão. sem perda da economia de escala. eis que disciplinada peculiar e expressamente pela CF/88.

que. após o termo dos prazos. o ato de conceder. sendo ela dispensável para outorga para execução de serviço de radiodifusão com fins exclusivamente educativos (art. O legislador constituinte. origina-se do Presidente da República. para atender a interesses pessoais ou políticos de pessoas ou grupos. com relação à concessão ou renovação dos serviços de rádio e televisão. Esses poderes reguladores são decorrentes da própria concessão. ou o ato de não renovar as concessões de tais serviços públicos. permanecendo no âmbito de competências do Executivo. sem quaisquer critérios objetivos que permitam controlar-lhes a juridicidade. mas é no Congresso Nacional que será decidido. 2) Qual o postulado normativo que embasa a licitação? O que é postulado? Resposta: 285 . a concessão pode ser. portanto. o legislador constituinte fechou ainda mais o sistema. que deverá observar a lei 8. não havendo proibição de renovação de concessão. A medida muda principalmente as regras para a licitação. tal instituto apresenta-se de forma bem peculiar.108/96 estabeleceu a necessidade de licitação para concessão de serviços de radiodifusão sonora. que poderá ser de até 10 anos para rádio e 15 anos para televisão.472. com exigência de garantias financeiras para participar dos leilões. antes de vencido o prazo. é realizado pelo Presidente da República. 1º). era feita ao sabor do Executivo. par. em regra. a teor do art. Contudo. criou um sistema de freios e contrapesos no que diz respeito à concessão de Rádio e Televisão. tem a sua outorga excluída da jurisdição da Agência. encampada. renovar.Não obstante. A presidenta Dilma Rousseff promulgou em janeiro decreto que altera regras para concessões de rádio e televisão no país. 211 da mesma Lei 9. que deve submeter o ato ao Congresso Nacional para deliberação. Como se vê. obedecidos alguns requisitos administrativos. Por fim. tradicionalmente. ao disciplinar que o cancelamento da concessão ou permissão. a concessão de rádio e televisão. que é pautada por normas administrativas. cancelada. depende de decisão judicial.666/93 (Lei 2108). o ato de outorga ou renovação da concessão de serviços públicos de radiodifusão sonora e de sons e imagens. Lei da ANATEL. As mudanças começaram a ser articuladas depois que o ministério recebeu denúncias de pessoas que venceram licitações de concessões sem capacidade financeira para manter emissoras de rádio e TV. Argumentava o doutrinador que a distribuição de canais de televisão e de rádio. anulada. Assim. 13. diferencia-se ainda de algumas características administrativas do instituto. O Decreto nº 2. Celso Antônio Bandeira criticava a situação em relação aos serviços de radiodifusão sonora e de sons e imagens (rádio e televisão). revogada. pois.

3º. razoabilidade. 3º da lei 8. Os postulados normativos. da sede ou do domicílio dos licitantes. é o da igualdade. O postulado está intimamente ligado ao princípio da impessoalidade. I e II). é inconstitucional considerar como fatores de averiguação da proposta mais vantajosa os valores relativos aos impostos pagos ao ente federativo que realiza a licitação. São exemplos de postulados normativos: a igualdade. proporcionalidade. trabalhista. A igualdade na licitação significa que todos os interessados em contratar com a Administração devem competir em igualdade de condições. mas para orientar a interpretação e aplicação das normas de primeiro grau (regras e princípios). Os princípios previstos expressamente no art. O que ele chama de postulados normativos são meta-normas aplicadas não para resolver o caso concreto. §1º.O postulado normativo que embasa a licitação. ou a proibição de tratamento diverso de natureza comercial. o qual tem sua origem no art. legal. a meu ver. 5º e indica que a administração deve dispensar tratamento idêntico a todos os administrados que se encontrem na mesma situação jurídica. segundo Humberto Ávila. Segundo o STF. 3) Quais os princípios que regem a licitação? Resposta: Todos os princípios da Administração Pública também se aplicam a licitações e contratos administrativos. são metas-normas que estabelecem um dever de segundo grau consistente em estabelecer a estrutura de aplicação e prescrever modos de raciocínio e argumentação em relação a outras normas. Corolário da igualdade é a vedação de se estabelecerem diferenças em razão da naturalidade. previdenciária entre empresas brasileiras e estrangeiras (art.666 são: Legalidade Impessoalidade Moralidade Igualdade Publicidade Probidade administrativa Vinculação ao instrumento convocatório Julgamento objetivo 286 .

principalmente. motivo pelo qual Seabra Fagundes diz ser a "finalidade e caracterísitica do controle jurisidicional a proteção do indivíduo em face da Administração Pública".4) A legalidade do art. 8. No campo das licitações o princípio da legalidade impõe. Já a legalidade objetiva estabelece que toda a atuação da administração pública seja instaurada e conduzida com base na lei e com a finalidade de preservar o império da lei. É a aplicação do devido processo legal. 287 .666/93 é classificada como absoluta ou relativa? Por quê? Resposta: A Administração Pública está vinculada ao princípio da legalidade absoluta. Tomada de preço. que o administrador observe as regras que a lei traçou para o procedimento. Leilão. segundo o qual se exige que a Administração escolha a modalidade certa. ferindo o interesse público. Convite. 5) Por que se fala de legalidade objetiva e subjetiva? Resposta: O controle de legalidade subjetivo ocorre para a tutela em concreto de um interesse juridicamente protegido. que seja bem clara quanto aos critérios seletivos. independentemente de haver lesão ao direito de outrem. Consulta Pregão. também no que concerne ao procedimento da licitação deve-se aplicar a legalidade absoluta. 6) Quais as modalidades de licitação? Resposta: Concorrência. ainda que nenhum direito subjetivo reste lesado. dentre outros pontos. só podendo agir dentro do que a lei permite ou determina. O só fato de um ato administrativo desatender a lei já o torna ilegal. 3º da Lei no. Logo. Concurso.

666/93. a cargo de órgãos públicos. que traz como destinatário de sua disciplina os fundos especiais. se a lei não estabelecesse a modalidade do pregão eletrônico. sobretudo no princípio da legalidade absoluta. Os fundos especiais constituem reservas financeiras criadas por lei. na leitura convencional do princípio da legalidade. tais como redução do uso de papel. ela não poderia ser adotada. pela qual a sua atuação estava pautada por aquilo que o legislador determinasse ou autorizasse. O fornecedor normalmente recebe uma senha. como também por que constituem meras reservas financeiras criadas por lei. Nesse sentido. que 288 . registra a aplicação subsidiária das normas da Lei 8. que atendem ao princípio da eficiência.520. Isso por que ele apresenta diversas vantagens. O administrador pode e deve atuar tendo por fundamento a Constituição. 8) A Administração só pode o que a Lei autoriza? E se a lei não prevê essa modalidade (do pregão eletrônico)? Resposta: Sim. a referida lei.‖ Como a Constituição estabelece a aplicação de princípio a administração pública como o da eficiência e a própria lei do pregão é inspirada pelo postulado do informalismo.7) Os fundos especiais podem se valer do pregão eletrônico? Resposta: Sim. O princípio da legalidade absoluta. a meu ver. pois as alterações trazidas pelo movimento chamado de neoconstitucionalismo. esse entendimento pode ser relativizado. Ressalte-se que a doutrina considera imprópria a menção a fundos especiais não só por que são despidos de personalidade jurídica. redução da sobrecarga do pregoeiro. dentre as quais se destaca a centralidade da constituição e a constitucionalização de outros ramos do direito. 9) Qual o rito do pregão eletrônico? Resposta: O fornecedor interessado em participar do pregão eletrônico deve cadastrar-se por meio do web site do órgão solicitante. refletiram sobre o Direito Administrativo. e estes podem se valer da modalidade do pregão eletrônico nos termos da Lei 10. Todavia. os recursos da tecnologia da informação aproximam as pessoas e encurtam as distancias. a princípio. como antecipado. de alguma maneira. entendo que seria possível o uso da modalidade pregão eletrônicos. é mais célere e eficaz quando se trata de licitação por lotes ou itens. explica Paulo de Barros que ―supera-se aqui a idéia restrita de vinculação positiva do administrador à lei. Ademais. Logo. permitindo atuação com mais eficiência por parte da Administração. cuja gestão fica sempre. que trata do pregão. aplicável a administração estabelece que ela só pode agir quando a lei autoriza.

O uso da senha de acesso é de responsabilidade total do licitante. a competição é possível. a definição dos métodos. O pregoeiro então instiga os concorrentes a fazer lances até que não haja mais propostas. Em seguida. Ao final da sessão. verifica-se a habilitação da empresa vencedora. previstas no art. a estratégia de suprimento e o prazo de execução do contrato. É interessante conhecer alguma de suas hipóteses: Alienação de bens imóveis (depende de autorização legal): 289 . a habilitação da segunda colocada é verificada. Se ela não estiver perfeitamente habilitada. Após a confirmação da certificação. 12) Casos de impedimento de licitação. Resposta: Nas hipóteses de licitação dispensada. portanto. 10) O que é o termo de referência no âmbito do pregão eletrônico? Resposta: O termo de referência é o documento que deverá conter elementos capazes de propiciar a avaliação do custo pela Administração. de casos de impedimento de licitação. diante de orçamento detalhado. Trata-se. Inicia-se com a fixação da menor proposta. o fornecedor está habilitado a participar dos pregões referentes àquele órgão. a contratação é efetuada após a decisão dos recursos interpostos. mas a o administrador não possui qualquer liberdade. ou por seu representante. pois a própria lei impõe a dispensa da licitação. Finalmente. onde ganha o fornecedor que oferecer o menor preço pela mercadoria ou serviço. a identidade dos autores dos lances não é revelada aos demais concorrentes. qualquer responsabilidade por eventuais danos decorrentes do uso indevido da senha. O pregão eletrônico acontece como numa sala de bate-papo. os proponentes podem manifestar a intenção de interpor recursos. Neste caso.666/93. a administração não tem discricionariedade para decidir sobre a realização ou não de licitação. ainda que por terceiros. com prazo determinado. Normalmente. não cabendo ao provedor do sistema ou ao órgão licitador. 17 da Lei 8. inclusive no que diz respeito a qualquer transação que venha efetuar diretamente.permite o acesso à opção para certificação da empresa. onde as propostas são apresentadas pelos concorrentes. O pregão ocorre como um leilão ao contrário. considerando os preços praticados no mercado.

em virtude de suas finalidades. na forma da legislação pertinente. aforamento. d) investidura (I . na falta destes. de imóveis para fins residenciais construídos em núcleos urbanos anexos a usinas hidrelétricas.a) dação em pagamento. f) venda de materiais e equipamentos para outros órgãos ou entidades da Administração Pública. área esta que se tornar inaproveitável isoladamente. concessão de direito real de uso. desde que considerados dispensáveis na fase de operação dessas unidades e não integrem a categoria de bens reversíveis ao final da concessão). sem utilização previsível por quem deles dispõe. relativamente à escolha de outra forma de alienação. c) venda de ações. aos legítimos possuidores diretos ou.000.a alienação aos proprietários de imóveis lindeiros de área remanescente ou resultante de obra pública.00. de qualquer esfera de governo. d) venda de títulos. permitida exclusivamente entre órgãos ou entidades da Administração Pública. 290 . permitida exclusivamente para fins e uso de interesse social. mas apenas de licença administrativa e terá a licitação dispensada nas seguintes hipóteses: a) doação. por outro imóvel que atenda aos requisitos constantes da Lei. destinados ou efetivamente utilizados no âmbito de programas habitacionais ou de regularização fundiária de interesse social desenvolvidos por órgãos ou entidades da administração pública. e) venda a outro órgão ou entidade da administração pública. b) doação. de qualquer esfera de governo. que poderão ser negociadas em bolsa. c) permuta. e) venda de bens produzidos ou comercializados por órgãos ou entidades da Administração Pública. Já a alienação de bens MÓVEIS não dependerá de autorização legal.a alienação.II . ao Poder Público. por preço nunca inferior ao da avaliação e desde que esse não ultrapasse a R$20. f) alienação gratuita ou onerosa. após avaliação de sua oportunidade e conveniência sócio-econômica. observada a legislação específica. locação ou permissão de uso de bens imóveis residenciais construídos. permitida exclusivamente para outro órgão ou entidade da administração pública. b) permuta.

Caso ainda não tenha iniciado. 1º. o que exige maior cautela em sua atuação para resguardar os princípios da moralidade. é a da contratação de franqueado. se coaduna com o princípio da boa-fé objetiva. Como as franquias prestam serviço público.13) Franquia postal. de acordo com o art. A referida norma elenca a administração pública direta e indireta (ressalvada as empresas públicas e sociedades de economia mista que. o que ainda prejudicaria o exercício da sua atividade fim. desde que a finalidade tenha sido atingida sem prejuízo do princípio da impessoalidade e igualdade entre os licitantes. a solução a ser adotada dependerá do momento em que se encontra o procedimento da licitação. Pela necessidade de licitação para a contratação de franquia. os fundos especiais e as demais entidades sob controle direto ou indireto da (inclue-se nessa categoria os serviços sociais autônomos como os destinados a formação profissional e a assistência social). 171§1º da CF não poderão licitar no que concerne a sua atividade fim e terão estatuto próprio sobre o tema). Esse entendimento. Essa hipótese. isonomia e impessoalidade. não incluindo dentre eles os particulares concessionários de serviço público. a meu ver. da conservação dos contratos e do respeito a sua função social. eficiência. os princípios da eficiência.666/93 traz expressamente os destinatários da obrigação de licitação. deve-se tentar extrair o sentido das cláusulas contraditórias. caso o edital de licitação tenha cláusulas contraditórias. Acrescente-se ainda o fato de a empresa pública dos Correios exerce atividade em regime de exclusividade e possui tratamento equivalente a DA Fazenda Pública. contudo. 14) Qual o destino de licitação com cláusulas contraditórias? Resposta: No entender da candidata. Situação distinta. O art. se a licitação já houver ocorrido. seja por que o contratante (empresa pública) está incluído dentre aqueles que a lei obriga a licitar. da moralidade administrativa. tem se posicionado os tribunais regionais federais e o STF. exige a realização de licitação. seja por que a Constituição Federal estabelece que a concessão de serviço público ocorrerá sempre mediante licitação. Os franqueados têm obrigação de licitar na medida em que prestam serviço público? Resposta: Não. da legalidade impõe que seja republicado o edital e reaberto o prazo de impugnação. parágrafo único da Lei 8. invalidar aquelas que contrariam a finalidade do procedimento e prejudicam a administração pública e conservar o ato jurídico. 291 . tendo em vista o interesse público no objeto da licitação. Todavia. reiniciando-se o procedimento. sim. não há razão para obrigá-la a licitar. mas não se valem de recursos público para tal mister.

Questões do TRF3 1) Há violação de princípios constitucionais em haver contratação direta pela administração? Resposta: Não. 5. desde que a contratação direta seja realizada com base nas hipóteses admitidas pela lei 8. 16) Precisa licitar para comprar obras de arte (quadros)? Resposta: A compra de obra de arte pode ser efetuada em prévia licitação. em especial. a licitação será dispensável – ou seja. 25 da lei 8. A licitação é inexigível. dos princípios que a regem e de terceiros. somente determinado fornecedor adestra cria e fornece cães aptos ao atendimento do interesse da Administração ) ou o animal for de natureza singular (somente uma determinada raça atende ao interesse da Administração). mas a administração tem a discricionariedade de não fazê-lo – para a aquisição ou restauração de obras de arte e objetos históricos. é possível licitar. quando o serviço for de natureza singular. Por outro lado. que visando tutelar interesses de igual relevância ao princípio da obri292 .3. é perfeitamente possível enquadrar uma obra de arte. dentre outras hipótese. seja por se enquadrar na hipótese de inexigibilidade. quando a competição for inviável.1.666/99.666/93.3. XV).15) É possível o aproveitamento dos atos? Resposta: Como explicado na questão anterior. seja por se enquadra em uma das hipóteses de licitação dispensável. A inexigibilidade da licitação deverá ser devidamente justificada. 17) E cães de guarda? Resposta: A compra de cães de guarda pode se enquadrar em alguma das hipóteses de inexigibilidade se o animal for de fornecedor exclusivo (por exemplo. o fornecedor singular e o trabalho artístico realizado por artista reconhecido pela crítica ensejam a inexigibilidade de licitação. desde que a finalidade tenha sido atingida sem prejuízo da administração. 24. desde que compatíveis ou inerentes às finalidades do órgão ou entidade (art. diz o art. entendo ser possível o aproveitamento dos atos. de autenticidade certificada. Nesse última previsão.

Isso por que a Administração é dotada do poder de autotutela e deve afastar os atos ilegais para que sejam preservados a supremacia do interesse público e os demais princípios que a regem. quando o adjudicatário. ou simplesmente não comparecer. o caráter intuito personae. Nesse sentido. a teor do que estabelece o art. decorrente de fato superveniente devidamente comprovado (art. ii) a critério da Administração. o que abrange a violação aos princípios e as regras da licitação. Regulamentando o dispositivo. que só pode ocorrer em duas situações: i) por motivo de interesse público. em tese. para assinar o termo de contrato ou aceitar ou retirar o instrumento equivalente. excepciona o procedimento nos casos especificamente elencados. seja pela revogação.gatoriedade da licitação. a licitação será obrigatória. ―ressalvados os casos previsto na legislação‖. tendo sido por ela convocado. O princípio da obrigatoriedade da licitação impõe que todos os destinatários do Estatuto façam realizar o procedimento antes de contratarem obras e serviços. 2) A autoridade que homologa procedimento licitatório pode anular o certame? E revogá-lo? Por quê? Resposta: Sim. pela sua particularidade. quem responde civilmente? Por quê? Resposta: A responsabilidade é solidária entre o contratado e o subcontratado. tanto não contraria a constituição. 3) Em subcontratações. 49. 24 do Estatuto. §1º). 37.11.2007). XXI. recusar-se a fazê-lo. Mas a lei não poderia deixar de ressalvar algumas hipóteses que. o que foi feito no art. 19. no prazo e condições estabelecidas no edital. Isso por que a relação jurídica do contrato administrativo possui algumas peculiaridades próprias de sua natureza. O desfazimento da licitação. dentre as quais se destaca a confiança recíproca. que já é admitida na própria Constituição. coube ao legislador a incumbencia de delinear tais hipóteses específicas. cuja redação já prevê que. A ressalva à obrigatoriedade. seja pela anulação. não se compatibilizam com a demora e o rito do processo licitatório e que. o que melhor comprovou condições de contratar 293 . terminaria por violar o interesse público e a própria razão de ser do instituto. Já a revogação é o desfazimento dos efeitos da licitação.666/93). entende o STJ (REsp 959. 41 da Lei 8. se a licitação não fosse prejudicaria. A anulação pode ser decretada quando existe vício de legalidade no procedimento licitatório. uma vez que o contratado é. obriga a administração a assegurar aos interessados o contraditório e a ampla defesa (art.733-RJ DJ.

Tais entidades possuem regime híbrido.666/93 que o contratado poderá subcontratar. em cada caso.666/93. Também não seria razoável excluir a responsabilidade do subcontratado. Registre-se ainda que as permissões de uso de bens imóveis residenciais e de bens imóveis de uso comercial de âmbito local com área de até 250m² estão entre os casos de dispensa de licitação.com a Administração. deverão respeitar as regras previstas na Lei 8. não é possível afastar a responsabilidade daquele que foi escolhido pela administração. O doutrinador ressalva. O próprio caráter intuito personae impede tal exclusão. Caso prestem serviço público. parte do objeto da licitação. deve-se aplicar também a elas a Lei 8. Nesse sentido. restaurante ou sorveteria. até o limite admitido. deve entender-se necessária a licitação sempre que for possível e houver mais de um interessado na utilização do bem. com base em critérios de igualdade e moralidade.666/93 e estarão obrigadas a licitar. ―f‖ e ―h‖ da Lei 8. estabelece o art. portanto. III CF). §1º. alguns casos especiais em que a licitação será inexigível. Sendo assim.666). Quanto às entidades que exploram atividade econômica. sem prejuízo das responsabilidades contratuais e legais. que elenca como destinatários as empresas públicas e sociedades de economia mista sem fazer distinção. posiciona-se José dos Santos Carvalho Filho. 6) Empresa pública tem que licitar? Resposta: As empresas públicas podem ser constituídas para desempenhar serviço público ou atividade econômica. 5) No caso de permissão de uso há necessidade de licitar? Resposta: No caso de permissão de uso. contudo. 173. dispõe a constituição federal que elas poderão. 17. pela Administração. 72 da Lei 8. a permissão de uso de calçada em frente a um bar. A responsabilização solidária. Nesse sentido. ter estatuto próprio para licitação e contrato (art. quando estiverem inseridos em programas habitacionais ou de regularização fundiária de interesse social desenvolvidos pela Administração Pública (art. indubitavelmente. para executar o serviço. Como o referido estatuto ainda não existe. por lei específica. responsável direto pelo dano. Cabe ressaltar que parte da doutrina e da jurisprudência se posiciona no sentido de que as entidades estatais que explorem atividades econômicas em sentido estrito não se su294 . como. é a que melhor protege o interesse público. evitando-se favorecimentos ou preterições ilegítimas. I. por exemplo.

No âmbito federal. no caso da União: às contratações de obras e serviços de engenharia. 5) Há alguma diferença básica entre dispensa e inexigibilidade de licitação? Resposta: O art. bem como às locações imobiliárias e alienações em geral. O pregão adota sempre o tipo “menor preço”. 17 da Lei 8. 37. só se vincula a União. A licitação da modalidade pregão NÃO SE APLICA.450/2005. decreto federal que. por sua vez. portanto. observam-se especificações e padrões mínimos de qualidade 295 . O legislador pode possibilitar a dispensa ou determinar a dispensa obrigatoriamente (art. bem/serviço comum é aquele que pode ser objetivamente conceituado no edital com expressão usual de mercado.jeitam a licitação quando o contrato que pretendem celebrar tenha objeto relacionado às atividades-fim da entidade. O decreto 5. serviços? Existe algum valor que limita ou não? Resposta: O pregão é modalidade facultativa de licitação que só serve para a AQUISIÇÃO de bens e serviços comuns. O rol é taxativo. Já a dispensa ocorre quando a licitação é possível. haverá a CONTRATAÇÃO DIRETA. INDEPENDENTEMENTE DO VALOR estimado da contratação. Apesar de o tipo ser menor preço. 5º do Dec 3. 6) O que é o pregão? Tem qual objetivo? Funciona em que sentido? Pode ser utilizado em relação a quais bens. mas a lei a dispensa (―licitação dispensada‖) ou autoriza a Administração que a dispense (―licitação dispensável‖). pois há possibilidade de competição. ou seja.555/2000. sem licitação.666). a própria Lei 8. obriga a utilização do pregão na hipótese de aquisição de bens e serviços comuns pela União. Nesses casos. pelas vias da dispensa ou da inexigibilidade. por força art. Segundo disposição legal.666/93 dispensa a licitação. Nessa linha. o Decreto 3555 traz uma lista de bens e serviços comuns. em razão da impossibilidade da competição. XXI da CF prevê a possibilidade de a lei estabelecer hipóteses em que a licitação não ocorrerá ou poderá não ocorrer. A inexigibilidade ocorre quando a licitação é juridicamente impossível. no caso das alienações de bens que sejam produzidos pelas entidades como sua atividade-fim.

não conseguiram dar a celeridade desejável à licitação.5. excluindo a culpabilidade. decorrente de caso fortuito ou força 296 . ii) propostas verbais: segue a apresentação das propostas verbais pelos licitantes pré-selecionados no julgamento das propostas escritas. A teoria é aplicada ―aos casos em que alguém. escolhe-se as 03 melhores propostas para participar da fase dos lances verbais. moralidade. 5.4. ela isenta de pena o agente. probidade administrativa.1.1. impessoalidade. em muitos casos.4.3. observar os princípios da legalidade.4. Foi um procedimento criado para atender aos reclamos dos órgãos da administração pública diante do fato de que as modalidades licitatórias previstas na Lei 8. mas tendo previsto a possibilidade do resultado. A embriaguez acidental. a nova modalidade tem por fundamento a necessidade de dar maior transparência ao processo seletivo. O pregão visa acelerar o processo de escolha de futuros contratados da Administração em hipóteses determinadas e específicas. causada pelo álcool (ou substância de efeitos análogos). de algum resultado punível. Direito Penal 5. Extinção Da Punibilidade 5.A diferença maior em relação as outras modalidades está na inversão do procedimento: (i) após o recebimento dos envelopes. (ii) primeiro se adjudica e só depois se homologa o procedimento licitatório. Questões do TRF5 5.‖ A embriaguez é a intoxicação aguda e transitória.4. e finalmente. publicidade. quando a podia ou devia prever.1. no estado de não-imputabilidade. ou.1. Não havendo o número mínimo de 3. O julgamento possui duas etapas: i) a primeira de apresentação das propostas escritas: escolhe-se a melhor proposta (menor preço) e todas as demais que não excedam a 10% do preço da melhor. ou propositadamente. Questões do TRF4 5. ainda.3. Segundo José dos Santos. por ação ou omissão. ou seja. é causador.666/93. passa-se à fase de classificação e julgamento e. evitar a ocorrência de corrupção e outras condutas qualificadas como improbidade administrativa. transferindo-se para esse momento anterior a constatação da imputabilidade do agente. tendo se colocado naquele estado. cujos efeitos podem progredir de uma ligeira excitação inicial até o estado de paralisia e coma. à fase de habilitação. Apenas em dois casos. Questões do TRF1 1) Como se explica a actio libera in causae? Quais são as causas que isentam de pena no caso da embriaguez? Resposta: A teoria da actio libera in causa defende que o ato delitivo revestido de inconsciência deve ser punido quando decorre de ato antecedente que foi livre na vontade. ou sem essa intenção. com a intenção de produzir o evento lesivo. só depois.1.

Parte da doutrina considera que o caso fortuito ocorre quando o agente desconhece o caráter inebriante da substância que ingere. desculpando o ofensor pela prática do crime. O perdão deve ser concedido durante o processo. O indulto é uma forma de renúncia estatal ao direito de punir. Em apertada síntese. ii) perdão concedido nos crimes de ação penal privada. quando as consequências da infração atingirem o agente de forma tão grave que a sanção penal se torne desnecessária. por sua vez. de forma coletiva. a sanção penal. 3) Qual perdão o código trata? O indulto é uma espécie de perdão? Resposta: O Código Penal trata expressamente de duas espécies de perdão: i) perdão judicial. o chefe do poder executivo. porque extingue a punibilidade com a morte? Resposta: 297 . Já a força maior ocorre na hipótese em que o agente é obrigado a ingerir a substância. nas hipóteses taxativamente previstas em lei. do início da ação penal até o trânsito em julgado. é o ato pelo qual o ofendido. e completa é caso de inimputabilidade. É modalidade de clemência concedida espontaneamente pelo Presidente. Diante desse conceito. ou seu representante legal. Ambas as hipóteses são causas de extinção da punibilidade. desiste de prosseguir com andamento de processo já em curso. não obstante a prática de um fato típico e antijurídico por um sujeito comprovadamente culpado. O perdão do ofendido. observa-se que o indulto pode ser considerado uma espécie de perdão coletivo concedido pelo Estado. bem como a patológica. é a perda do interesse estatal de punir. deixa de lhe aplicar. O perdão judicial é o instituto pelo qual o juiz. que será tratada como caso de inimputabilidade por anomalia psíquica ou semi-responsabilidade. não é necessário que haja o trânsito em julgado da sentença condenatória. por meio do seu representante. 4) Extingue-se a punibilidade pela morte? O que é morte? O que é vida? O que acontece com a morte.maior. 2) Qual a diferença entre força maior e caso fortuito? Resposta: A questão é controvertida e parte da doutrina considera a distinção sem relevância haja vista que os efeitos atribuídos a eles são iguais. realizadas por órgãos diversos do Poder Judiciário. Segundo o STF.

A visão social traz para a discussão a idéia de que os humanos evoluem de acordo com os símbolos culturais elaborados no seio da sociedade. O que seria o indulto? Os efeitos da condenação persistem? Graça? Resposta: A anistia é uma espécie de ato legislativo federal de competência do Congresso Nacional. tal corrente considera que as células-tronco não têm um estatuto moral próprio. a definição médica de morte é conhecida como morte clínica. A morte é o cessamento permanente das atividades biológicas necessárias à manutenção da vida de um organismo. Atualmente. a vida é um processo contínuo de relacionamentos. a história de um ser desde o nascimento até a morte. A morte cerebral é definida pela cessão de atividade eléctrica no cérebro. 6) O que seria a prescrição em matéria de direito penal? A prescrição da pretensão punitiva é a de que e como se regula? 298 . segundo o qual a pena não deve passar da pessoa do condenado. por serem apenas células totipotentes e não indivíduos humanos. inciso XLV). cuja iniciativa não é exclusiva de nenhum dos poderes e que é submetida ao veto presidencial. esquece um fato criminoso. Sua natureza jurídica é de lei penal anômala. O Código civil estabelece que a personalidade jurídica se inicia com o nascimento com vida. através do qual o Estado. do que se extrai que a vida se iniciaria com o nascimento e seguiria até a morte do indivíduo. não há consenso acerca do conceito de vida. Metafisicamente.A morte extingue a punibilidade. ou seja. nos termos do art. A morte extingue a punibilidade por que. 5) O que é anistia? Qual a diferença entre anistia. Pode o CN por iniciativa própria proclamar a anistia. não há razão para a punição prosseguir. morte cerebral ou parada cardíaca irreversível. política ou por questões sociais. que toma por referência a união do óvulo com o espermatozóide. A primeira tentativa de se estabelecer um ponto exato para o início da vida humana encontra-se na visão concepcional. Tudo o que a pessoa vem a ser é considerado como produto de influências externas. 5º. devidamente sancionada pelo Executivo. em razão de clemência. Dessa forma. graça e indulto. considerado cientificamente como o fim da consciência. bem como do momento em que ela se inicial. foi adotado o princípio da personalização da pena (art. apagando seus efeitos penais (principais e secundários). no Brasil. Com a morte. Biologicamente. 107 do CP. Na Quem proclama a anistia? Poder Legislativo. lei penal anômala. é uma existência social.

o rol das causas interruptivas em prejuízo do réu. Eventual sentença condenatória provisória é rescindida. 109 do CP. O termo inicial é o seguinte: I . não é título executivo judicial. da data em que o fato se tornou conhecido. III .do dia em que o crime se consumou II .Resposta: A prescrição é a perda. portanto. Retroativa (art. CP). em face do decurso do tempo. Ocorre antes do trânsito em julgado da condenação. 110 §1º. CP). 110. 117 do Código Penal. há três marcos interruptivos da prescrição no procedimento comum: o recebimento da denúncia ou queixa. inviabilizando qualquer análise de mérito da ação penal. não sendo possível estender. De acordo com o art. mediante interpretação. por prognose. CP). Em suma. nem penal nem cível (não gera reincidência ou maus antecedentes criminais. antecipada ou virtual Regula-se pelo máximo da pena privativa de liberdade cominada ao crime. a publicação da sentença ou do acórdão condenatório e o trânsito em julgado. §2º. 7) A sentença absolutória interrompe a prescrição? Resposta: Não. Logo. decorrente da inércia do Estado no exercício do jus puniendi. Subdivide-se em 4 espécies: Em abstrato/propriamente dita (art. não se podendo dela extrair qualquer efeito. absolvição ou condenação do réu. do dia em que cessou a permanência. A prescrição da pretensão punitiva é a perda do direito do Estado de punir.nos crimes permanentes.nos de bigamia e nos de falsificação ou alteração de assentamento do registro civil. IV . a sentença absolutória não está prevista como hipótese de interrupção. não pode ser executada no cível). do direito de o Estado punir ou executar uma punição já imposta.no caso de tentativa. 299 . Em perspectiva. 109. Superveniente/intercorrente (art. O prazo prescricional é o resultado da combinação da pena máxima prevista abstratamente no tipo imputado ao agente e a escala do art. a prescrição da pretensão punitiva apaga TODOS os efeitos penais e extrapenais da eventual condenação. do dia em que cessou a atividade criminosa  Ultimo ato executório. Não há.

9) Qual a diferença entre a renúncia ao direito de ação e o perdão? E se havendo vários ofendidos. nos termos do art. no caso de infrações de menor potencial ofensivo. por sua vez. defende que não se trata de mitigação da obrigatoriedade. neste último caso. a qual se filia Eugênio Paccelli. segundo o qual. pois naquelas vige o princípio da obrigatoriedade.8) Na ação penal pública pode haver o perdão? A Lei 9099 mitigou o princípio da obrigatoriedade da ação penal? Resposta: Na ação penal pública não pode haver o perdão qu é instituto próprio das ações penais privadas. a Lei 9. pois o MP deixou de ser obrigado por lei a propor a ação penal pública. Todavia.099 mitigou o princípio da obrigatoriedade – princípio da discricionariedade regrada –. fixando exceções ao princípio. 106. como regra. aproveita os demais? 300 . extinguindo-se a punibilidade. o MP é obrigado a oferecer denúncia. em que possibilita-se ao Ministério Público deixar de oferecer a denúncia. não há extinção da punibilidade. um deles perdoando. presentes as condições da ação penal e. sendo que. aplicando-se excepcionalmente o instituto nessa espécie de ação. É cabível na ação penal privada e na ação penal privada subsidiária da pública. Parte da doutrina defende que a Lei 9. É cabível na ação penal privada. passando a ser obrigado a propor inicialmente a transação penal. que abdica previamente do seu direito de ajuizar ação penal privada. é ato bilateral pelo qual o ofendido ou seu representante legal desiste de prosseguir com o andamento de processo já em curso. retomando MP a titularidade da ação penal. 10) O perdão ofertado a um querelado. Outra parcela. desculpando ofensor pela prática do crime. havendo lastro probatório suficiente. ao prever o instituto da transação penal. O perdão do ofedido. II do CP.099/95 estabeleceu que a composição civil dos danos implica na renúncia ao direito de representação na ação penal pública condicionada a representação. se o agente aceitar os termos do acordo oferecido. O perdão concedido por um dos ofendidos não obriga aos demais. obrigam aos outros? Resposta: A renúncia ao direito de ação é ato unilateral do ofendido ou de seu representante legal. Pode ser expressa ou tácita. O perdão só pode ser concedido até o trânsito em julgado da demanda.

implicando em renúncia tácita ao direito de querela. independentemente de percepção de auxílio-acidente.1. Questões do TRF2 5. cuja eficácia extintiva da punibilidade estende-se a todos.1. O auxílio doença ordinário ou previdenciário é aquele que não decorre de acidente de trabalho. pois visa substituir a remuneração do beneficiário. Nesse sentido. Pensões. Trata-se de benefício não programado devido ao segurado que for incapaz para o seu trabalho ou para a sua atividade habitual por mais de 15 dias consecutivos. 301 .4. Aposentadoria.1. Abono De Permanência.5. do trabalho ou evento equiparado.1. Renda Mensal Vitalícia. 2) Qual o valor do auxílio doença? Resposta: 91% do salário de benefício.4.2. Acumulação 5. Questões do TRF1 1) Qual a distinção entre o auxílio doença acidentário e o auxílio doença ordinário? Resposta: O auxílio-doença acidentário é aquele que decorre de acidente de trabalho. Questões do TRF3 5. doença profissional.Resposta: SIM. configura violação ao referido princípio.4. uma vez emitida a Comunicação de Acidente de Trabalho ou reconhecido o nexo técnico epidemiológico entre a enfermidade e o exercício do labor. a manutenção de seu contrato de trabalho na empresa. Direito Previdenciário 5. Auxílio-Doença.5.4. não podendo ser inferior a um salário mínimo. após a cessação do benefício acidentário. Questões do TRF5 5.1. o segurado terá garantido pelo prazo mínimo de doze meses.3. 48 do CPP) de modo que o oferecimento de ação penal contra um ou alguns dos supostos autores. posiciona-se o STF.5. Incide no âmbito da ação penal privada o princípio da indivisibilidade da ação penal (art. . Nesse caso.4. 5. Questões do TRF4 5.5.1.1.

3) Admite-se a cumulação de benefício do regime geral com o regime próprio de previdência? Exemplo? Resposta: Sim. segurado do RGPS. cumular os benefícios a que o indivíduo tem direito na condição de segurado do RPPS com os benefícios a que faz jus na condição de dependente de segurado do RGPS. perda dos nove dedos das mão. 5) É possível se admitir a acumulação de benefício perante o regime geral da previdência social e outro regime de previdência? Resposta: Igual a questão 03. como ocorre na cumulação de aposentadoria pelo RPPS com o direito a pensão instituída em decorrência da morte do cônjuge. É possível. a aposentadoria por idade será devida ao segurado homem que complete 65 anos de idade e a mulher com 60 anos de idade. por exemplo. o garimpeiro e o pescador artesanal. quando a prótese for impossível. se assim comprovado em perícia médica do INSS. salvo na condição de segurado facultivo – a legislação expressamente proibe a filiação de segurado obrigatório do RPPS como segurado facultativo do RGPS. Vislumbra-se também a possibilidade de se cumular benefícios de ambos os regimes quando o indivíduo possui vínculos autônomos com cada um deles. 4) Qual a idade necessária para a aposentadoria para o produtor rural? E um pescador artesanal em quanto tempo de se faz a redução? Resposta: Em regra. desde que comprove a carência de 180 contribuições mensais pagas tempestivamente. paralisia de dois membros superiores ou inferiores. perda de uma 302 . haverá redução de idade em cinco anos para os trabalhadores rurais de ambos os sexos e para os que exerçam suas atividades em regime de economia familiar. Conforme determinação constitucional. perda dos memima dos pés. nestes incluído o produtor rural. 6) Em que circunstância é devido o adicional de 25% sobre a aposentadoria por invalidez? Resposta: Será devido o adicional de 25% sobre a aposentadoria por invalidez quando o segurado necessitar de assistência permanente de outra pessoa. O anexo I do RPS traz um rol de situações que ensejam o acréscimo: cegueira total.

qual seria a decisão? Resposta: De acordo com o art. entende-se que o referido rol é exemplificativo.das mão e dos dois pés. esta atesta estar aquele apto ao retorno do trabalho. mas não pode se recusar a retornar ao trabalho caso essa segunda perícia confirme a sua capacidade. O pagamento da aposentadoria por invalidez é condicionada ao afastamento de todas as atividades laborativas do segurado. bem como não haja possibilidade de ser reabilitado de forma plausível para outra atividade. 303 . nas hipóteses de invalidez decorrente de acidente de qualquer natureza. 8) Este aposentado por invalidez pode exercer outro tipo de atividade? NÃO.213/91. o segurado ou seu representante legal deverá ser notificado por escrito para. para a concessão desse benefício. 7) A aposentadoria por invalidez pode ser concedida sem que o trabalhador tenha adquirido todo o tempo de serviço para a aposentadoria? Resposta: SIM. 210. Em regra. 101 da Lei 8. não lista as hipóteses em que o aposentado por invalidez fará jus ao acréscimo. Constatada a capacidade para o trabalho.213/91. que será realizado por profissional diferente daquele que realizou o último exame (art. conclui-se que. pois não poderá o Regulamento prever todas em hipóteses que ensejem a necessidade de assistência permanente de outra pessoa. será imprescindível que o segurado esteja incapacitado de maneira total e permanente para o exercício do trabalho. do trabalho ou das moléstias graves listadas em ato regulamentar. 9) Existem situações em que o aposentado por invalidez se submetendo à perícia médica. a condição de inválido dependerá de apreciação da perícia médica do INSS. par. afirmando que a apesar da doença ele estaria apto ao trabalho. neste caso ele teria de ser compelido retornar? Se se tivesse cuidando de aposentado por invalidez portador de moléstia grave (AIDS). o segurado pode exigir a realização de uma segunda perícia realizada com outro profissional caso não concorde com o resultado da primeira. 1º da IN PRESS 45/2010). 45 da Lei 8. doença profissional. ainda que a prótese seja possível. sendo compelido ao trabalho? Resposta do DEs. dentre outras. reabilitação profissional (se eventualmente indicada) e tratamento disensado gratuitamente. A aposentadoria por invalidez pode ser concedida independentemente de carência. se não concordar com a decisão. o exame pericial poderia determinar o retorno dele ao trabalho. Como juiz. Considerando que art. requerer novo exame médico pericial. Disso. sendo obrigado o segurado a se submeter a exames médicos periódicos (a cada dois anos).

A invalidez é condição ex lege. com a incidência mais tênue do fator previdenciário. Logo. segundo o desembargador que formulou a questão. A desaposentação carece de previsão legal expressa. enquanto esteve aposentado o segurado fez jus aos seus proventos. 9) O que é desaposentação? Resposta: A desaposentação é a renúncia da aposentadoria por requerimento do segurado . o segurado não pode ser compelido a trabalhar. pois sem esse período não preencheria os requisitos para se aposentar no regime dos servidores públicos. o fato de que causará grande impacto no fundo do RGPS. deverá cercar o instituto de uma série de condicionantes para evitar o seu uso abusivo. a aposentadoria é um ato jurídico perfeito. A desaposentação merece rechaço. sem determinar que o segurado devolva as parcelas já percebidas a título de aposentadoria. a lei é quem diz que há necessidade da aposentadoria por invalidez. violando o princípio do equilíbrio financeiro e atuarial. Há uma serie de hipóteses em que a desaposentação será útil ao segurado. sendo indeferida administrativamente pelo INSS. dentre os quais. Apesar disso. 304 . caso tenha sido aprovado em concurso de provimento de cargo efetivo. por diversos motivos. poderá o segurado requerer uma aposentadoria por tempo de contribuição proporcional para. Se o legislador resolver admitir futuramente a desaposentação. posteriormente. O STF ainda não se manifestou sobre o tema. não podendo o beneficiário desfazê-lo e refazê-lo a todo tempo para satisfazer a interesses pessoais. a depender do seu valor. sob pena de colocar em risco todo o sistema. É também possível que um aposentado do RGPS queira aproveitar esse tempo de contribuição para ter direito a uma aposentadoria no RPPS. com o intuito de obter alguma vantagem previdenciária. requerer uma integral. Outrossim. se a doença de que o segurado é portador é um tipo de moléstia grave prevista na lei como causa de aposentação por invalidez. sob argumento de que. havendo interesse em renunciar a aposentadoria e requerer uma mais nova.Em sentido contrário. Ademais. vez que a Administração Pública somente poderá agir quando exista previsão legal. pois nessa situação o Estado considerou previamente e em abstrato que os portadores de determinada doença seriam inválidos para fins previdenciários. não há discussão. o STJ vem admitindo a desaposentação com eficácia prospectiva. utilizando novos salários de contribuição após a primeira aposentadoria. É possível que o pagamento de novas contribuições previdenciárias após a aposentadoria eleve a renda mensal inicial do benefício. a meu ver.

no mínimo. 305 . Por conta disso. requerer novo exame médico pericial. Quanto à segunda pergunta. 1º da IN PRESS 45/2010). o segurado ou seu representante legal deverá ser notificado por escrito para. O segurado pode se filiar a outro regime previdenciário após se aposentar. 11. 210. não precisa ter uma duração mínima. repito o que já foi respondido anteriormente: De acordo com o art. nos termos do art. que será realizado por profissional diferente daquele que realizou o último exame (art. se essa aposentadoria por invalidez. se ela decorreu de uma moléstia grave. Constatada a capacidade para o trabalho. reabilitação profissional (se eventualmente indicada) e tratamento disensado gratuitamente. o segurado é obrigado a se submeter a exames médicos periódicos.213/91. se não concordar com a decisão. §3º da Lei 8. Volta a contribuir? E se ele ingressar em novo regime sem se aposentar. 15 dias. em si. 11) O aposentado que volta ao trabalho. O STJ tem admitido essa possibilidade. par. o aposentado que desenvolver atividade remunerada será filiado obrigatório no que concerne a essas atividades. então. a condição de inválido dependerá de apreciação da perícia médica do INSS. devendo pagar as respectivas contribuições previdenciárias. O benefício. 101 da Lei 8. mas não pode se recusar a retornar ao trabalho caso essa segunda perícia confirme a sua capacidade. ele pode se filiar a algum regime previdenciário desaposentado? Resposta: Sim.212/91. essa perícia pode determinar o retorno do beneficiário ao trabalho? Resposta: A aposentadoria por invalidez cessa quando constatada a capacidade para o trabalho. ou seja. que esse aposentado pelo RGPS queira aproveitar esse tempo de contribuição para ter direito a uma aposentadoria no RPPS. conclui-se que. desaposenta. É possível. Disso. o segurado pode exigir a realização de uma segunda perícia realizada com outro profissional caso não concorde com o resultado da primeira. 101 da Lei 8.10) Do que ser trata o auxílio-doença? Precisa ter uma duração mínima? Qual o período de afastamento que enseja a concessão do benefício? Resposta: O auxílio doença trata-se de benefício não programado devido ao segurado que ficar incapacitado para o seu trabalho ou para a sua atividade habitual por mais de 15 dias consecutivos.213/91. 12) Qual o termo final da chamada aposentadoria por invalidez? Estas perícias periódicas. mas apenas a enfermidade que deve durar. sendo obrigado o segurado a se submeter a exames médicos periódicos (a cada dois anos). De acordo com o art.

em conseqüência de doença ou acidente. o beneficiário não pode voltar ao labor. se a incapacidade é total. em que pese inexistir o pagamento de contribuição previdenciária. Logo. 13) Aposentadoria por invalidez pode ser convertida em aposentadoria por idade? Resposta: O art. art. pois nessa situação o Estado considerou previamente e em abstrato que os portadores de determinada doença seriam inválidos para fins previdenciários. o entendimento administrativo do INSS é pela vedação da transformação para requerimentos efetivados a partir de 31 de dezembro de 2008. Inclusive. o que motivou a autarquia previdenciária a editar essa vedação é o fato de não aceitar o período de gozo de auxíliodoença ou aposentadoria por invalidez para cômputo da carência da aposentadoria por idade. 3ª. não há discussão. posiciona-se o TRF da 2ª.06. data da publicação do Decreto 6. 1 PEDILEF 200763060010162.2008. 42 a 47. mas esse dispositivo foi revogado pelo Decreto 6722/2008. o período que o segurado percebeu benefício por incapacidade será considerado para fins de carência. que corresponde a incapacidade geral de ganho. ante a ausência do pagamento das contribuições previdenciárias. pois nos termos da Lei 8. apesar da inexistência de previsão legal. Em sentido contrário. de 23. a pedido do segurado desde que contasse com a carência e idade mínima. Certamente.Em sentido contrário. entendendo que. a lei é quem diz que há necessidade da aposentadoria por invalidez. a invalidez deve ser definida como a incapacidade laborativa total. 4ª Regiões e o TNU1. insuscetível de recuperação e reabilitação profissional. Logo. 306 . pois o segurado esteve impedido de exercer atividade laboral. os Tribunais tem sustentado a possibilidade de converter a aposentadoria por invalidez em aposentadoria por idade quando preenchidos os requisitos dessa última.722/2008.213/91. o segurado não pode ser compelido a trabalhar. sob pena de ser suspenso o benefício. se a doença de que o segurado é portador é um tipo de moléstia grave prevista na lei como causa de aposentação por invalidez. segundo o desembargador que formulou a questão. 55 do RPS admitia a transformação da aposentadoria por invalidez em aposentadoria por idade. 14) Qual o tipo de aposentadoria que impede (o exercício de) atividade remunerada? Resposta: Aposentadoria por invalidez. A invalidez é condição ex lege. não se vislumbrando base legal para tanto. Nessa linha. indefinida e multiprofissional.

§5º da CF. com fulcro no art. 206. TRF3 .213/91. que se refere ao Direito da Administração Pública de obter o ressarcimento de danos ao seu patrimônio decorrente de atos de agentes públicos2.1. a contribuição é apenas uma das diversas fontes de custeio da previdência social e não exime os empregadores de seu dever de cumprimento das normas de segurança e medicina do trabalho. TRF2 . Questões do TRF2 1) É muito comum o INSS ajuizar ações regressivas para se pagar de valores a título de benefício acidentário que se vê obrigado a pagar em decorrência do infortúnio que o trabalhador sofreu. De acordo com o art.5. contudo. e-DJF3 Judicial 1 DATA:15/06/2012. 2 AC 00061720520104036105. Segundo o INSS. 37. tem se posicionado de forma distinta. em se tratando de responsabilidade civil em acidente de trabalho.SÉTIMA TURMA ESPECIALIZADA. essa ação regressiva é imprescritível. Segundo a doutrina. é possível presumir relativamente a culpa da empresa. Não se trata de competência da Justiça Estadual.Página::279/280 307 . §3º do CC e não a imprescritibilidade prevista no art. pois o pagamento das prestações previdenciárias por acidente do trabalho não exclui a responsabilidade civil da empresa ou de outrem (art.5. E-DJF2R . vez que não envolve os seus segurados. nos casos de negligencia quanto às normas padrão de segurança e higiene do trabalho indicados para a proteção individual e coletiva. Desembargador Federal REIS FRIEDE.Data::30/06/2011 . As empresas têm alegado em seu favor que é ilegal exigir o ressarcimento de quem já paga um seguro – SAT – para cobrir as despesas com os benefícios acidentários. adotando o prazo trienal previsto no art. pois não se trata de benefício acidentário. 120 da Lei 8. especialmente com perícia a ser realizada pela justiça do trabalho. pois a pretensão de reparação de danos ao erário é impresritível nos termos do art. tendo em conta que o INSS tem a natureza jurídica de autarquia federal. DESEMBARGADOR FEDERAL JOSÉ LUNARDELLI. notadamente no que concerne ao prazo prescricional destas ações regressivas? Qual o prazo defendido pelo INSS e com base em que argumento? Resposta: A meu ver. I da CF. 37. APELRE 200950010049045. A culpa da empresa deve ser aferida casuisticamente. a Previdencia Social proporá ação regressiva contra os responsáveis. a questão trata da ação regressiva proposta pelo INSS contra a empresa negligente. sendo da empresa o ônus de provar que agiu com a diligencia e precaução necessárias. há uma presunção de culpa da empresas quanto à segurança do trabalhador. A ação regressiva será proposta na Justiça Federal. sobretudo quando se observa que a responsabilidade da empresa nesses casos é subjetiva. 121). §5º da CF.2. Os TRFs.PRIMEIRA TURMA. pois. 109. Segundo o INSS. Conhece a temática que envolve a discussão que envolve a prescrição.

pois sem esse período não preencheria os requisitos para se aposentar no regime dos servidores públicos. por diversos motivos. vez que a Administração Pública somente poderá agir quando exista previsão legal. utilizando novos salários de contribuição após a primeira aposentadoria. não podendo o beneficiário desfazê-lo e refazê-lo a todo tempo para satisfazer a interesses pessoais.3. Questões do TRF4 1) Fale sobre desaposentação. A desaposentação carece de previsão legal expressa. Ademais. posteriormente. É também possível que um aposentado do RGPS queira aproveitar esse tempo de contribuição para ter direito a uma aposentadoria no RPPS.5.5.5. dentre os quais. o que entende jurisprudência? E o STF tem alguma decisão? Resposta: A desaposentação é a renúncia da aposentadoria por requerimento do segurado .1. sendo indeferida administrativamente pelo INSS. poderá o segurado requerer uma aposentadoria por tempo de contribuição proporcional para. A desaposentaçao merece rechaço. com o intuito de obter alguma vantagem previdenciária. Questões do TRF3 5. Há uma serie de hipóteses em que a desaposentação será útil ao segurado. enquanto esteve aposentado o segurado fez jus aos seus proventos. a aposentadoria é um ato jurídico perfeito. sob pena de colocar em risco todo o sistema.5. a depender do seu valor.5. violando o princípio do equilíbrio financeiro e atuarial. O STF ainda não se manifestou sobre o tema.4. Se o legislador resolver admitir futuramente a desaposentação. a meu ver. caso tenha sido aprovado em concurso de provimento de cargo efetivo.1. Outrossim. com a incidência mais tênue do fator previdenciário. Apesar disso. sob argumento de que. sem determinar que o segurado devolva as parcelas já percebidas a título de aposentadoria. 5. o fato de que causará grande impacto no fundo do RGPS. deverá cercar o instituto de uma série de condicionantes para evitar o seu uso abusivo. o STJ vem admitindo a desaposentação com eficácia prospectiva. É possível que o pagamento de novas contribuições previdenciárias após a aposentadoria eleve a renda mensal inicial do benefício. havendo interesse em renunciar a aposentadoria e requerer uma mais nova.1. requerer uma integral. Questões do TRF5 308 .

Havendo má-fé do comprador. Mas. hipótese em que a medida passa a ser condição essencial ao contrato efetivado. houver excesso. Questões do TRF1 1) O que se entende por venda ad mensuram? Qual a casuística disto? Resposta: A venda ad mensuram é aquela em que as partes estipulam o preço do bem imóvel objeto da compra e venda por medida de extensão. o contrato de compra e venda pode ser examinado à luz de dois sistemas jurídicos diversos: o francês e o alemão. Deve-se aplicar o princípio da conservação contratual. que mantém relação com a função social (Enunciado 22 do CJF). onde um imóvel é vendido como corpo certo e determinado. pode-se dizer que os negócios translativos de propriedade são negócios de disposição? Resposta: No direito contemporâneo. surgirão despesas que deverão ser repartidas de acordo com o princípio da boa-fé. Pactos Adjetos. então. havendo variação superior ao tolerável. podendo o comprador requerer perdas e danos que o caso concreto indicar. com a devolução do que foi pago (ação redibitória). independentemente das medidas especificadas no instrumento. elas serão repartidas. requerendo a aplicação das regras do vício redibitório especial. deverá ele arcar com as despesas de forma integral.1. Havendo má-fé por parte do alienante. ele deverá arcar com as despesas. admite-se uma variação de área de até 5%. O comprador. Caso contrário. ii) o abatimento proporcional do preço por meio da ação quanti minoris. No que toca à devolução do excesso. este pode provar o contrário. terá duas opções: i) completar o valor correspondente ao preço. existindo uma resunção relativa de que tal variação é tolerável pelo comprador.6. Compromisso De Compra E Venda 5. Assim.1. Se. a medida do imóvel não é simplesmente enunciativa como ocorre na venda ad corpus. em vez de faltar área. 309 . o comprador prejudicado poderá exigir: i) a complementação da área por meio da ação ex empto. Direito Civil 5.5. No caso de venda por extensão. ii) devolver o excesso. este induz culpa.6. 2) Sistema francês e alemão sobre a compra e venda. iii) a resolução do contrato. Neste caso.6. Compra E Venda. Se houver indícios de que o vendedor sabia do vício. o vendedor ajuizará ação na qual deve provar que possuía motivos justos para ignorar a medida da área. Questionamento importante é saber se a ordem apresentada deve ser seguida ou é facudade do comprador escolher que ação ajuizar.1. qual a eficácia da compra e venda no direito francês e faça um contraponto com esta eficácia no direito alemão? No Brasil.

Somente pelo contrato o comprador torna-se o titular do domínio. diante do caráter real do instituto. de bens próprios e alheios. A ação de resgate é constitutiva negativa. de rito ordinário. mas não tenho certeza se o negócio translativo é ou não negócio de disposição. quando admitem apenas a simples administração e uso do objeto cedido (ex. tendo a demanda eficácia erga omnes. dentro de um certo prazo. a meu ver. trata-se de cláusula resolutiva expressa.Pelo primeiro o contrato cria ao mesmo tempo o vínculo obrigacional e transfere o domínio da coisa vendida (nudus consensus parit proprietatem). Quanto ao exercício de direitos. Essa cláusula somente é admissível em bens imóveis. restituindo o preço e reembolsando todas as despesas feitas pelo comprador no período de resgate. os negócios translativos de propriedade não são negócios jurídicos de disposição. Seu prazo decadencial é de 3 anos. desde que previamente ajustadas.: comodato e mútuo). Essa cláusula tem o condão de tornar a propriedade resolúvel. independentemente da tradição da coisa vendida. não é uma nova compra e venda – dentro do prazo máximo de 3 anos. Ou seja. fui tentando construir a resposta. Na verdade. Logo. Esse foi o modelo adotado como regra pelo Direito Brasileiro.: doação). pela qual o vendedor obtém o domínio do imóvel a seu favor. quando autorizam o exercício de amplos direitos. com base em conceitos que encontrei na internet. Tais despesas inclui as benfeitorias necessárias. com o vendedor assumindo somente obrigação ad tradendum. Vê-se que o sistema francês apartou-se da tradição romana. sobre o objeto transferido (ex. o que não e o caso do negócio translativo de propriedade (pessoal. essa cláusula concede ao vendedor o direito de desfazer a venda – ogo. ou negócios de administração. 310 . pois essa distinção só tem utilidade quando há restrição por força de lei ou de sentença dos poderes de gestão patrimonial dos administradores de bens alheios. os negócios jurídicos podem ser classificados como de disposição. incluindo a alienação. transfere-se o domínio com o próprio contrato. A transferência do domínio verificar-se-á quando da tradição da coisa vendida. pois não encontrei nada a respeito nos livros que tenho) 3) O que seria a retrovenda? Qual o prazo? Esta recompra é o direito de retrato? É uma nova compra e venda? Resposta: Constitui um pacto inserido no contrato de compra e venda pelo qual o vendedor reserva-se o direito de reaver o imóvel que está sendo alienado. Para o sistema alemão o contrato gera exclusivamente uma obrigação de dar.

configurando um contrato preliminar impróprio. Exceção deve ser feita para a compra e venda internacional. comprovando o depósito de todas as presta311 . A propriedade móvel. objeto do contrato. As partes devem ser capazes. ii) coisa (res). Segue-se o entendimento segundo o qual a solenidade está relacionada com a escritura pública e não com a forma escrita (formalidade é gênero. pois não há registro. sendo implícita a vontade livre. já que o adimplemento integral é justificativa suficiente ao alcance do registro do direito de propriedade. determinado e em moeda nacional corrente. alienável. O preço deve ser certo. o consenso entre as partes. pelo valor nominal (princípio do nominalismo). destinado a conferir garantias às partes quanto à relação substancial em vista. não há necessidade de contrato escrito. A coisa deve ser lícita. Isto é. 5) Faça uma distinção entre promessa de compra e venda e compromisso de compra e venda. Neste sentido. Mas. com a prova do pagamento do preço. ou seja. tem que fazer aonde? Resposta: Na visão clássica e contemporânea. tampouco de escritura pública. Resposta: Nelson Rosenvald apresenta a seguinte distinção: Define-se a promessa de compra e venda como espécie de contrato preliminar pelo qual as partes. sob pena de nulidade absoluta do contrato. determinada ou determinável. Nas hipóteses de compra e venda de bens móveis.. os elementos da compra e venda são: i) partes (comprador e vendedor).4) Quais são os elementos essenciais do contrato de compra e venda? Existe alguma forma especial para celebrar compra e venda de bem imóvel ou é livre? Pode se comprar imóvel por escritura particular? A pessoa tem que fazer o que. comprometem-se a celebrar adiante o contrato definitivo de compra e venda. da Lei nº 6. dispensando-se a superfetação de se promover uma escritura definitiva de compra e venda. o art. A compra e venda pode ser negócio formal (solene) ou informal (não solene). É negócio de segurança. se transfere pela tradição. solenidade é espécie). sem vícios. Já no contrato de compromisso de compra e venda inexiste possibilidade de exercício de direito de arrependimento. portanto. o compromissário comprador é dispensado de procurar um segundo acordo de vontades. ou uma delas.o adquirente do lote. enquanto a imóvel pelo registro do contrato no cartório de Registro Imobiliário. estando a eficácia no mesmo plano da validade do contrato em questão. nos termos do Decreto 857/69. em todos os casos de compra e venda de bem imóvel é necessária a forma escrita para registro no CRI. O contrato de compra e venda exige escritura pública quando o valor do bem imóvel. for superior a 30 salários mínimos. deve ser consumível no âmbito jurídico. 41. iii) preço.766/79 aduz que ―.. O preço não deve ser fixado em moeda estrangeira ou em ouro.

ato formal. nesse caso. Resposta: Pelo sistema do Código Civil. O segundo é o registro. a causa da transmissão da propriedade. portanto. caso em que o alienante terá direito a todo o preço. Nesta situação. Enquanto o comprador não manifestar a sua aprovação. é a venda da esperança quanto à coisa esperada. I do Código Civil de 1916). a venda não se aperfeiçoa enquanto o comprador não se declara satisfeito com o bem a ser adquirido. dois atos e dois momentos. 7) O que é uma venda a contento? Resposta: A venda a contento é tratada pelo CC/02 como uma cláusula especial de compra e venda. por si só. desde que de sua parte não tenha concorrido culpa. Refere-se a assunçã do risco por um dos contratantes quanto à quantidade da coisa. é menor. pois há uma taxa mínima em relação ao objeto. 312 . A compra e venda de bens imóveis. poderá obter o registro de propriedade do lote adquirido. o motivo. é de fundamental importância. Diferencia-se da venda sujeita a prova. valendo para tanto o compromisso de compra e venda definitivamente firmado‖. pois. 8) O que é a venda de uma coisa esperada? É igual à venda da esperança? Resposta: A venda de uma coisa esperada. a razão. o modus aquisicionis. Em seus termos. ao qual a lei atribui o efeito de transmitir a propriedade imobiliária. o titulus adquirendi . que se aperfeiçoa com o registro. 530. havendo uma aprovação original. O primeiro realiza-se com o contrato. é ato complexo. Eventual rejeição da coisa pelo comprador que não a aprovou funciona como cláusula resolutiva. suas obrigações serão as de um mero comodatário. também conhecida como emptio rei esperatae. é fixada uma quantia mínima para a compra. isto é. Desse modo. De sorte que. mas tão somente a da posse direta. não podendo ser motivada no mero capricho. para transferir o domínio. ainda que a coisa venha a existir e quantidade inferior a esperada. a propriedade imobiliária se adquire "pela transcrição do título de transferência no registro do imóvel" (art. pois naquela o comprador não conhece ainda o bem que irá adquirir. A transmissão exige. embora o título não seja hábil. a tradição não gerará a transferência da propriedade. A recusa deve ser fundada no bom senso.ções do preço avençado. 6) Distinga Título aquirendi e modus aquisicionis. O risco.

e demais despesas que o credor fizer para segurança. A cédula rural pignoratícia se referir a mercadorias (bens móveis) depositadas em armazéns gerais.Nota de Crédito Rural. A cédula de crédito rural é título civil.6.6.Cédula Rural Pignoratícia e Hipotecária. III .1. se houver.Cédula Rural Hipotecária. IV . Direito Empresarial 5. além dos juros. Cuidando-se do penhor constituído por tercei313 . Os bens apenhados continuam na posse imediata do emitente ou do terceiro prestante da garantia real.1.1. No contrato em questão. exigível pela soma dela constante ou do endosso.1. Questões do TRF1 1) O que é uma cédula rural pignoratícia? Resposta: O art.7. ocorre quando a assunção de riscos por um dos contratantes toca a própria existência da coisa.4. Questões do TRF2 5. II .Já a venda da esperança. regularidade e realização de seu direito creditório.Cédula Rural Pignoratícia.1.6.3. da comissão de fiscalização. O crédito está inserido no título mediante a garantia pignoratícia (do penhor rural ou mercantil). Títulos De Crédito 5. líquido e certo. não é fixada nem mesmo uma quantidade mínima como objeto.1.5.6.1. sem ou com garantia real cedularmente constituída. 5. Questões do TRF5 5. sob as seguintes modalidades: I . seja pessoa física ou jurídica. que responde por sua guarda e conservação como fiel depositário. desde que de sua parte não tenha havido dolo ou culpa.7. Questões do TRF3 5. fazendo que o risco seja maior. 9º do DL 167/67 estabelece que a cédula de crédito rural é promessa de pagamento em dinheiro. caso em que o outro terá direito de receber integralmente o que lhe for devido. Questões do TRF4 5.7.2. chamada de emptio spei. ainda que nada do avençado venha a existir.

908. tem direito a obter do emitente a substituição do anterior. o emitente da cédula responderá solidariamente com o empenhador pela guarda e conservação dos bens apenhados. 3) O que é a cartularidade e titularidade no título de crédito? Resposta: Pela cartularidade afirma-se que o direito de crédito mencionado na cártula não existe sem ela. mediante a restituição do primeiro e o pagamento das despesas‖. A posse é imprescindível para a comprovação da própria existência do crédito.ro. o direito não pode ser transmitido sem a cártula e não pode ser exigido sem a sua apresentação. pois o titular do crédito deve estar em posse do título. No título ao portado a titularidade do crédito é de quem está com em posse da cártula. Art. A cartularidade está ligada a titularidade. reproduz este conceito. a data do saque. DESSE PONTO EM DIANTE: RESPOSTAS ELABORADAS POR GILBERTO PIMENTEL DE MENDONÇA GOMES JÚNIOR 2) Título de crédito – definição de Cesare Vivante. literal e autônomo. porém identificável. 4) Quais são os requisitos de um título de crédito? (eu acho que ele queria as características. uma ordem incondicional para pagamento de quantia determinada. Título de crédito dilacerado. Os requisitos são: a) Letra de câmbio (art.o título de crédito obedece rigorosamente o que nele está escrito. a assinatura do sacador. o lugar do pagamento ou men314 . O art. o nome do tomador. do CC. nele mencionado‖. mas ainda identificável. que direitos tem o adquirente deste título? Resposta: Cesare Vivante: ―Título de crédito é o documento necessário ao exercício do direito. CC: ―O possuidor de título dilacerado. pois cada título tem requisitos específicos) Resposta: Características: a) cartularidade – o título é representado por uma cártula (papel). 887. c) autonomia –cada obrigação resultante do título é autônoma em relação às demais. o nome do sacado. 1º e 2º da Lei Uniforme) – expressão ―letra de câmbio‖. b) literalidade.

a sua emissão não se sujeita a uma forma específica preestabelecida (ex: letra de câmbio e nota promissória). ele pode ser pago. até quando o banco pode pagar? Até a prescrição do cheque. nome do tomador. fale sobre. assinatura do subscritor. além deste prazo.a expressão ―cheque‖. que prazo de prescrição é este? Resposta: Prazo de apresentação é o prazo dentro do qual o emitente deverá levar o cheque para pagamento junto a instituição financeira. no que concerne ao prazo de apresentação. Já título de modelo vinculado se submete a uma rígida padronização fixada pela legislação cambiária específica. apresentado neste prazo assegura a execução contra os code315 . d) duplicata (art. Funciona como o prazo de protesto nos outros títulos de crédito. o nome da instituição financeira contra quem foi emitida. b) Nota promissória (art. o lugar do saque ou a menção de um lugar junto ao nome do emitente. o nome e o domicílio do vendedor (sacador). a assinatura do próprio emitente (sacador). o domicílio e o número de inscrição no cadastro de contribuintes do comprador (sacado). 6) Quanto ao Cheque. 2º da Lei de Duplicatas) – a expressão ―duplicata‖ e a cláusula à ordem. o lugar do saque ou menção de um lugar junto ao nome do sacador. quando não for à vista. a importância a ser paga por extenso e em algarismos. uma ordem incondicional para pagamento de quantia determinada.ção de um lugar junto ao nome do sacado. da Lei Uniforme) – expressão ―nota promissória‖. a assinatura do sacador. Título de modelo livre é aquele para o qual a lei não estabelece uma padronização obrigatória. só produzindo efeitos legais quando preenchidas as formalidades legais exigidas (ex: cheque e duplicata). o nome. a data do saque. data de emissão. ou seja. 1º. a assinatura do subscritor. 5) Quanto ao modelo de títulos de créditos. os títulos de créditos podem ser títulos de modelo livre ou títulos de modelo vinculado. Resposta: Segundo esse critério classificatório. os números da fatura e da duplicata. ou seja. enquanto não se prescrever ele pode pagar. o local para o aceite do sacado. uma ordem incondicional para pagamento de quantia determinada. o lugar do saque. perante o banco? Qual o termo final deste pagamento. a data do vencimento. que autoriza a sua circulação via endosso. coincidente com a data da fatura. 75. c) Cheque (art. a data do sque. da Lei do cheque). o local do pagamento. o lugar do saque ou a menção de um lugar junto ao nome do subscritor.

O beneficiário do endosso em branco pode transformá-lo em endosso em preto completando-o com seu nome ou de terceiros. ação de locupletamento. se de outra praça é de 60 dias. O aval é o contrário. Se o cheque for da mesma praça o prazo é de 30 dias. ou em branco ou em preto. que possui cláusula à ordem. 7) O endosso fica no verso? E o aval fica no verso? Resposta: O endosso fica no verso do título. ação de cobrança ou monitória (Súmula 229. O endosso em branco é aquele que não se identifica o seu beneficiário. É diferente do prazo prescricional que é de 6 meses. STJ). Pode também endossar novamente. permitindo que o título circule ao portador.vedores. Após o prazo de prescrição o cheque não pode ser mais executado. bastando a assinatura do avalista. mas pode ser cobrado de outras formas. 6) O que é um endosso em branco e em preto. Já o endosso em preto identifica expressamente a quem está sendo transferida a titularidade do crédito. Dentro do prazo prescricional o cheque pode ser apresentado para pagamento no banco e este deve pagar o valor. por exemplo. Efeitos do endosso: transfere o crédito e responsabiliza o endossante. contados do término do prazo de apresentação. 8) O que é um título nominativo? 316 . O beneficiário do endosso em preto pode endossar o título em branco ou em preto. Obs: todos os títulos de crédito próprios têm a cláusula à ordem implícita. Para ser feito no anverso deve ter menção expressa de que se trata de endosso. Lembrando que no caso do endosso em branco o título pode circular pela simples tradição da cártula. transmite seus direitos a outro. Em regra é no anverso do título de crédito. se o endosso em branco pode se tornar em preto e vice-versa? Resposta: Endosso é o ato cambiário pelo qual o credor do título de crédito. Caso seja dado no verso do título deve constar expressamente que se trata de aval. bastando a assinatura do endossante.

9) Em se tratando de títulos de crédito. 10) Faça um comentário histórico sobre a letra de câmbio. onde deve ser assinado pelo emitente e pelo adquirente do título. 11) O que é aceite? Resposta: 317 . Para transferir a titularidade não depende apenas da entrega do documento. Quando determinado comerciante de uma cidade realizava negócios em outra cidade ele acumulava soma de riqueza representada por moeda daquele local. ele sendo nominativo.: Tem doutrinadores que entendem que títulos nominais são o mesmo que nominativos. CC).Resposta: É aquele emitido em favor de pessoa determinada. ao realizar o comércio em uma cidade ele trocava todo o seu dinheiro com um banqueiro que lhe entregava uma carta (littera cambii) ordenando que outro banqueiro pagasse a quantia nele fixado para o seu portador. Título nominal identifica expressamente o seu titular (credor). Obs: Existem entendimentos de que nominativo é o mesmo que nominal. Os títulos nominativos (para os que diferenciam) o nome do titular consta num registro específico mantido pelo emitente e só transfere através de termo no registro que deve ser assinado pelo adquirente e pelo emitente. é necessário praticar um ato formal que opere a transferência. para que circule. cujo nome consta de registro específico mantido pelo emitente (art. A transferência é válida por meio de termo de registro. Nos títulos com cláusula à ordem a transferência se dá por endosso. Ao chegar a outra cidade a moeda era diversa. se não tiver ele circula por cessão? Resposta: Obs. Então. Resposta: No período italiano da evolução do direito cambiário (idade média) a descentralização do poder favoreceu a criação de cidades (burgos). As moedas destas cidades eram próprias (diferentes). tem que duas opções. Pela necessidade de circulação do crédito foi criada a letra de câmbio. 971. Já nos títulos com cláusula não à ordem o ato de transferência é a cessão civil.

lançada nas costas. A recusa do aceite provoca o vencimento antecipado do título. 12) Endosso em branco e em preto? Pode haver uma cadeia de endossos em branco. c) autonomia –cada obrigação resultante do título é autônoma em relação às demais. ou só pode haver um? Resposta: (Ler a resposta da questão 6) Em princípio não existe limite para a quantidade de endossos. adotada pelo direito cambiário. podendo ser cobrado totalmente do sacador. seja em branco. 2) Título de crédito abstrato pode ser discutido no Judiciário? Resposta: 318 . Na letra de câmbio é facultativo. da qual resulta este ato cambiário. b) literalidade.ufsc.htm 5. Quando existia a CPMF a lei admitia apenas um endosso para o cheque. de um título de crédito. não existindo mais a limitação. seja em preto. mas a lei foi revogada. Pode haver o aceite parcial.1. decorre do fato de ser a declaração unilateral de vontade.‖ Só achei na internet: http://www.O aceite é o ato pelo qual o sacado assume a obrigação cambial e se torna o devedor principal da letra (aceitante).egov. que também levará ao vencimento antecipado. Deve ser feito no próprio título por meio da expressão ―aceito‖ ou ―aceitamos‖.7. ou no dorso. ou em preto. endossement.2. seguindo-se da assinatura do sacado ou procurador com poderes especiais. Esse uso em latim assim se exprimia: quia in dorso inscribit solet. Questões do TRF2 1) Quais as características dos títulos de crédito? Resposta: Características: a) cartularidade – o título é representado por uma cártula (papel).o título de crédito obedece rigorosamente o que nele está escrito. 13) Qual a origem a palavra endosso? Resposta: ― A verificação etimológica revela que a expressão endosso.br/portal/sites/default/files/anexos/2865528673-1-PB. porém irretratável. no francês. no direito norte-americano indorsement e no direito italiano girata.

ou seja. 319 . como o cheque. existe uma vinculação entre esta relação e o título originário. As cambiais básicas ou genuínas são a letra de câmbio e a nota promissória. O título de crédito abstrato é aquele cuja a emissão não está condicionada a nenhuma causa estabelecida em lei. em tudo que lhes for adequado. inclusive a ação de execução. Assim. Após circular não pode mais discutir o negócio originário. ou seja. quando o título circula. Atenção: Após a prescrição o título perde cambiaridade. Resposta da questão: Pode ser discutido enquanto estiverem envolvidos apenas o sujeitos da relação originária. a duplicata. letra de câmbio e nota promissória. Exemplo: cheque. enquanto não circula a causa pode ser discutida. O título é documento constitutivo de direito novo. e outros.A abstração é originária do princípio da autonomia. Pode ser qualquer relação negocial. É o caso da duplicada que só pode ser emitida para documentar a realização de compra e venda mercantil ou contrato de prestação de serviços. 3) Diferenças entre títulos abstratos e títulos causais. verdadeiramente. esta abstração só acontece. só quando ele circula é que se desvincula da relação que lhe deu origem. os títulos se dividem em cambiais e cambiariformes. Assim. para cobrar o título prescrito o credor deve demonstrar a origem da dívida. 4) Sob o ponto de vista mais genérico e mais abstrato e que tem a ver com a razão de existir dos títulos cambiariformes: qual é a ratio essendi do título de crédito rural? Seria ferramenta para alguma coisa? Resposta: Segundo Pontes de Miranda. Todos os demais títulos de crédito. a cédula de crédito à exportação. o conhecimento de depósito. Resposta: Título causal é aquele que somente pode ser emitido nas hipóteses em que a lei autoriza a sua emissão. autônomo. perdendo as suas características e dentre elas a abstração. entende-se que enquanto a relação cambiária é entre os próprios sujeitos que participam da relação que originou o título. são apenas assemelhados ou cambiariformes. As regras da letra de câmbio e da nota promissória se aplicam aos títulos cambiariformes. No entanto. originário e completamente desvinculado da relação que lhe deu origem.

1. BOLETO BANCÁRIO ACOMPANHADO DO COMPROVANTE DE RECEBIMENTODAS MERCADORIAS. de relatoria da Min. 5) Qual a natureza jurídica do cheque? O que ele é? Resposta: O cheque é uma ordem de pagamento à vista emitida por um banco em razão de fundos que uma pessoa (emitente) tem naquela instituição. sem a posse do título o credor (vendedor) deve fornecer ao cartório as indicações deste. retiradas da fatura e do Livro de Registro de Duplicatas.O título de crédito rural destina-se ao financiamento da exploração de atividades rurais. em princípio. pois só pode ser emitido por banco. Recurso especial a que se nega provimento. DESNECESSIDADE DE EXIBIÇÃO JUDICIAL DO TÍTULO DECRÉDITO ORIGINAL. títulos executivos extrajudiciais. Nancy Andrighi: EXECUÇÃO DE TÍTULO EXTRAJUDICIAL. ferramenta para auxiliar a comercialização da produção e viabilizar o aumento da produtividade. As duplicatas virtuais . é o caso do Resp 1024691 PR. com o consequente fortalecimento dos médios e pequenos produtores. 3.podem ser protestadas por mera indicação. 320 .emitidas e recebidas por meio magnético ou de gravação eletrônica . suprem a ausência física do título cambiário eletrônico e constituem. seguindo os padrões do Banco Central. (art.devidamente acompanhados dos instrumentos de protesto por indicação e dos comprovantes de entrega da mercadoria ou da prestação dos serviços. DUPLICATA VIRTUAL. 2. do Decreto-Lei 167/67). publicado no DJe 12/04/2011. com numeração própria. No entanto. 6) A duplicada emitida por meio magnético pode ser objeto de protesto? Resposta: Não encontrei nos livros. Os boletos de cobrança bancária vinculados ao título virtual. Lei 9. em talonário específico. Existem decisões judiciais que ampliam o protesto por indicação para os casos de duplicada magnética (virtual). É um título de crédito de modelo vinculado. existe o chamado protesto por indicações que é realizado quando há a retenção do título por parte do devedor (comprador). Nesse caso. PROTESTO POR INDICAÇÃO.492/97. de modo que a exibição do título não é imprescindível para o ajuizamento da execução judicial. A lei também não autoriza expressamente o protesto deste título magnético. 1º.

Há ainda a cédula de produto rural (Lei 8. empresas que têm por 321 . 9) Qual o mecanismo de funcionamento dos institutos conhecimento de depósito e warrant? A transferência da propriedade ou mercadoria tanto no “conhecimento de depósito” e warrant tem os mesmos pressupostos? Resposta: O Conhecimento de Depósito e o ―Warrant‖ são títulos de crédito à ordem emitidos sobre gêneros ou mercadorias em depósito nos armazéns gerais. garantindo a mesma obrigação. resultantes de financiamento a cooperativa. Quando os avais são simultâneos (coavais) eles avalizam o título conjuntamente. quem pagar o total pode cobrar do devedor principal toda a dívida. As duas são promessas de pagamento à vista. Os avalistas são vistos como uma só pessoa e assumem a responsabilidade solidária. como promessa de entrega de produtos rurais.7) Com relação ao crédito rural: gostaria de adicionar alguma coisa a essa modalidade especial? Resposta: Existem vários títulos de créditos rurais. Quem pagar toda a dívida tem direito ao regresso de total. Segue a regra civil. mas só pode cobrar a parte de cada avalista.929/94). e pode ter garantia hipotecária. contratadas a prazo. 8) Como considero quando há vários avais lançados em um título? Resposta: É necessário diferenciar avais simultâneos de avais sucessivos. um avalista avaliza o outro avalista (uma cadeia). empresa ou produtor rural. não constitutivas de financiamento no âmbito do crédito rural. Se os avais são sucessivos (aval do aval). pignoratícia ou fiduciária. No entanto. a cédula de crédito rural possui garantia real e a nota de crédito rural não possui esta garantia. também é título de natureza causal. O avalista do avalista tem a mesma obrigação do avalizado. A cédula de crédito rural e a nota de crédito rural são títulos causais. Existem também a nota promissória rural e a duplicata rural que são fundadas em operações de compra e venda de natureza rural. de natureza civil. emitido por produtor ou cooperativa rural.

que consiste. Já a warrant é um título constitutivo de promessa de pagamento. Efeitos do endosso: transfere o crédito e responsabiliza o endossante. 5.4. mediante uma assinatura no verso.1. O cheque cruzado só pode ser pago a um banco ou a um cliente do banco. O conhecimento de depósito é título representativo da mercadoria depositada.7. 2) O que é um cheque cruzado e visado? Resposta: O cruzamento do cheque consiste na aposição de dois traços paralelos e transversais no anverso do título. fundamentalmente. Questões do TRF4 1) Por que existem os títulos de crédito? Resposta: O crédito. evita o desconto na ―boca do caixa‖. na confiança (boa-fé e prazo).1. basicamente. Resposta: Endosso é o ato cambiário pelo qual o credor do título de crédito. num direito a uma prestação futura que se baseia. que possui cláusula à ordem. Concluindo-se que os títulos de crédito são instrumentos para a circulação de riquezas. a qual pode ser transferida com o endosso do título. Obs: todos os títulos de crédito próprios têm a cláusula à ordem implícita.escopo a guarda e a conservação das mercadorias neles depositadas. transmite seus direitos a outro. surgiu da constante de viabilizar mais rápida de riqueza do que a obtida com a moeda manual. a existência de fundos suficientes para pagamento do valor nele mencionado. 3) Diferencie endosso em branco e em preto. cuja garantia é a própria mercadoria depositada. O título de crédito surgiu na qualidade de documento que instrumentaliza o crédito e permite a sua mobilização com rapidez e segurança.3. 322 . Só pode receber o visto do banco o cheque nominativo que não foi endossado. Questões do TRF3 5. conceituando. Cheque visado é aquele em que o banco confirma. mediante o pagamento de determinado preço.7.

bem como o preenchimento prévio de formulários administrativos. 4) É compatível caução em cheque? (Acho que a pergunta é: é possível cheque caução? Resposta: Cheque caução é o cheque dado como garantia de pagamento posterior. 6) Pode ser exigida segunda via de título extraviado? Resposta: A resposta da pergunta está no art. A pena é aumentada até o dobro se da negativa de atendimento resulta lesão corporal de natureza grave. O proprietário. O paciente deixava um chequecaução em poder do hospital para ser atendido até regularizar pendências com plano de saúde. e multa.653/2012 acrescentou o art. como condição para o atendimento médico-hospitalar emergencial: Pena detenção. Era comumente usado em hospitais para garantir o atendimento médico. caput e parágrafo único. já que se trata de uma ordem de pagamento à vista e não uma promessa de pagamento (como por exemplo: a nota promissória). 909. Como tem relação com o tema é bom lembrar que a Lei 12. A posse é imprescindível para a comprovação da própria existência do crédito.O endosso em branco é aquele que não se identifica o seu beneficiário. Já o endosso em preto identifica expressamente a quem está sendo transferida a titularidade do crédito. nota promissória ou qualquer garantia. o direito não pode ser transmitido sem a cártula e não pode ser exigido sem a sua apresentação. Parágrafo único. O titular do crédito deve estar em posse do título. 323 . bem como impedir sejam pagos a outrem capital e rendimentos. que perder ou extraviar título. poderá obter novo título em juízo. 135-A ao Código Penal criando o seguinte crimes: ―Exigir cheque-caução. de 3 (três) meses a 1 (um) ano. 909. permitindo que o título circule ao portador. Contudo esta prática descaracteriza a natureza do cheque. Ainda é utilizado como garantia em negócios. ou for injustamente desapossado dele. e até o triplo se resulta a morte. do Código Civil: ―Art.” 5) O que seria o princípio da cartularidade? Resposta: Pelo princípio da cartularidade afirma-se que o direito de crédito mencionado na cártula não existe sem ela.

5.‖ 7) Eventual nulidade do aval. 32 da Lei do Cheque). no entanto. feito antes de ter ciência da ação referida neste artigo. quando o titular do crédito apresenta o cheque para pagamento. no entanto. portanto. um cheque pré-datado pode ser descontado ou devolvido. 5. conforme o emitente possua ou não fundos suficientes para o seu pagamento. podendo o tomador cobrar imediatamente do sacador. em relação a dívida principal. de tal forma que uma obrigação nula não afeta as demais obrigações válidas no título.Parágrafo único. Destacando que se o aceite for parcial. constituindo-se uma obrigação autônoma. A falta do aceite não invalida o título.7. e não acessória.corresponde ao fato das diversas obrigações existentes no título serem independentes. está quebrando um acordo e pode ser responsabilizado civilmente. O aceite é facultativo. devendo ser considerada não escrita qualquer menção em sentido contrário eventualmente colocado na cártula. Regra: Autonomia das obrigações cambiais. o que acontece com o título? Resposta: O aval é uma garantia cambial. assim. Questões do TRF5 TRF5 – 2012 1) O aceite na nota promissória e letra de câmbio é imprescindível a validade do título? Resposta: Na Letra de câmbio é uma ordem de pagamento e o aceite é o ato pelo qual o sacado assume a obrigação cambial e se torna o devedor principal da letra. salvo se se provar que ele tinha conhecimento do fato. na ótica civil/comercial. podendo ser cobrado o valor total do sacador. um instituto que segue o regime jurídico cambial. antes do prazo. mesmo que sejam 'pré-datados'? Resposta: Segundo a legislação (art. Sendo. 8) O banco pode descontar todos os cheques apresentados pelo portador. havendo saldo. 324 . exonera o devedor.1. também gerará o vencimento antecipado de todo o crédito. com a recusa do aceite ocorre o vencimento antecipado do título. O banco não terá qualquer responsabilidade. não se vinculando uma à outra. de maneira que a nulidade do aval não afeta a obrigação principal. A súmula 370 do STJ concretiza este entendimento: ―caracteriza dano moral a apresentação antecipada de cheque pré-datado‖. o cheque será sempre uma ordem de pagamento à vista. porém irretratável. O pagamento.

litispendência ou de coisa julgada. Saneamento Do Processo. vai para o cumprimento.1. O juiz ao receber uma ação de servidores públicos. Réplica.A nota promissória é uma promessa de pagamento. Obs.quando se verificar a ausência de pressupostos de constituição e de desenvolvimento válido e regular do processo. por não promover os atos e diligências que Ihe competir. Fase Ordinatória. não se submete ao aceite.III . a legitimidade das partes e o interesse processual. no caso a Assejus.quando ocorrer confusão entre autor e réu. Vlll . 267. V .quando não concorrer qualquer das condições da ação. Especificação De Provas. tem uma fase que chama tentativa de conciliação. Na JF se diz que esta fase deve ser ultrapassada por se tratar de direitos indisponíveis.quando o juiz indeferir a petição inicial. passada a fase cognitiva.quando ficar parado durante mais de 1 (um) ano por negligência das partes. As hipóteses de extinção do processo sem julgamento de mérito estão elencados no art. Vl . já que o substituto não é titular do direito.8. Direito Processual Civil 1.8. duas hipóteses.quando o juiz acolher a alegação de perempção.quando o autor desistir da ação. Questões do TRF1 1) Em função da fase ordinatória.1.quando a ação for considerada intransmissível por disposição legal. já que estamos na fase ordinatória. o autor abandonar a causa por mais de 30 (trinta) dias.: os alguns autores entendem que no caso de confusão entre autor e réu existe o julgamento do mérito.8. Assim. Julgamento Conforme O Estado Do Processo.quando. e na possibilidade de julgamento extintivo. Extinção Sem Julgamento Do Mérito.1. mas pelo substituto processual. é possível na fase de execução poderia haver a transação em matéria de servidores públicos? Quais as hipóteses em que num processo civil se pode extinguir sem julgamento de mérito. IX .Il . Audiência Preliminar. Providências Preliminares. XI . 5. existe um substituto processual. me dê três possibilidades? Resposta: A chamada substituição processual significa colocar-se no lugar de alguém a fim de buscar direito alheio em nome próprio e somente dar-se-á em condições extraordinárias e autorizadas por lei. Regularização. Julgamento Antecipado Do Mérito. X . Tentativa De Conciliação.IV . Na substituição processual o direito de agir não é exercido pelo direito do direito material. 325 . Vll .nos demais casos prescritos neste Código. Desnecessidade De Audiência Preliminar 5. que tem legitimidade para esse fim.pela convenção de arbitragem. do CPC: I . como na conciliação implica renúncia de um direito o substituto processual não poderia transacionar. como a possibilidade jurídica. portanto.

o juiz deve mandar o autor se manifestar ou mandar que o autor regularize aquele problema. o juiz deve intimar o autor para apresentar réplica.2) Em relação às providencias preliminares o que o magistrado deve se ater. isso não quer dizer que toda a atividade de saneamento seja restrita a este período. mas mesmo assim uma crise na administração da justiça. a atividade de saneamento do juiz é exercida a todo o momento. não poderia ser apenas na sentença. No entanto. etc. 4) O que o senhor pensa sobre a técnica alternativa de resolução de conflito jurisdicional pela via da transação. Existe uma infinidade de providências preliminares que o juiz pode tomar. por isso o nome. o que significa esta providência dentro do procedimento ordinário? Resposta: Providências preliminares são as providências que o juiz toma dentro do processo ordinário para deixar o processo apto para que nele seja proferida uma decisão. 3) O saneamento do processo é somente possível após fase de réplica? Admite-se a inversão do ônus da prova na sentença? Resposta: Após a resposta do réu. assegurando-se à parte a quem não incumbia inicialmente o encargo a reabertura de oportunidade. devendo a decisão judicial que a determina ser proferida preferencialmente na fase de saneamento do processo ou. Existe uma discussão se a inversão do ônus da prova é regra de julgamento ou de instrução. A conciliação seria uma técnica para desafogar a justiça? Resposta: 326 . Esta fase se caracteriza pela concentração da prática de atos de saneamento. preparando-o para que nele seja proferida uma decisão. conciliação e mediação? A transação tem suporte constitucional? Veja o preâmbulo da CF. O sistema jurisdicional brasileiro vive de conflitos postos ao estado juiz. de regularização do processo. Particularmente entendo que se trata de regra de instrução. Importante lembrar que existe posicionamentos contrários também. Solução pacífica das controvérsias. d) Nomear curador especial. principalmente relacionados a direito do consumidor que por já está no próprio código a regra de inversão do ônus probatório. Exemplos: a)no caso de defesa indireta. b) se a defesa alegar algum problema processual. mas neste momento é que esta atividade está mais concentrada. Portanto. dá-se início à uma microfase processual chamada de saneamento ou ordenamento do processo. pelo menos.

o Juiz deve oportunizar a manifestação das partes sobre a prova. Isso porque nessas duas espécies. o réu trás novidade ao processo. por exemplo. O art. não se fala em réplica. providência necessária não só apenas após a contestação. a aplicação de qualquer uma destas técnicas servem para desafogar a justiça. pois o mediador auxilia as partes conflitantes e não decide nada. baseadas na autonomia privada. De fato. é uma autocomposição assistida. Já com a juntada de novos documentos ao processo.A transação. mas sim em qualquer fase do processo. se entender necessário. a conciliação e a mediação são formas de autocomposição. Contudo. como quando alega uma defesa preliminar. alegar defesa de mérito indireta ou defesa processual. quando finda a instrução? Resposta: Entendo que não existe qualquer óbice para a que isto ocorra. A intimação do autor para apresentação de réplica só é necessária quando o réu. mas sim de abrir oportunidade de manifestação à parte em face de um elemento novo inserido no processo. desde que a prova se mostre necessária. em razão da intervenção de um terceiro. pode fundamentar o caso: “Em qualquer hipótese. 327 . também como forma de garantir o contraditório e a ampla defesa. 132 parágrafo único. são formas negociais de resolução de conflito. ou seja. modificativo ou extintivo do direito do autor. como forma de garantir o contraditório. o juiz que proferir a sentença. em respeito ao contraditório. pois não se trata de contra argumentação aos fundamentos novos trazidos pelo autor. em sua contestação. poderá mandar repetir as provas já produzidas. 5) O senhor abriria a instrução de ofício para a produção de prova pericial. O preâmbulo da Constituição fala em ―solução pacífica das controvérsias‖ o que seria um incentivo à autocomposição em todas as suas formas. naturalmente não narrada pelo autor em sua inicial. Destacando que a mediação não deixa de ser uma forma de autocomposição.” DESSE PONTO EM DIANTE: RESPOSTAS ELABORADAS POR HEITOR MOURA GOMES 6) Em todo e qualquer processo numa Vara Cível o senhor abrirá vista a réplica para que o autor se manifeste sobre a contestação? E se o réu trouxer documentos e não apenas fatos novos? Resposta: Não. tanto quando alega fato novo impeditivo.

o juiz para sanear ou julgar antecipadamente a lide. remanesce ao juiz poderes instrutórios. 333 do CPC. de ofício. ausência de conteúdo econômico ensejaria extinção do processo? Resposta: A ausência de conteúdo econômico de determinada demanda só ensejaria a extinção do processo no caso da lide versar unicamente acerca de questão de cunho patrimonial. ocorreria a extinção do processo por falta de interesse de agir. Questões do TRF2 1) No que tange às preliminares.1. como aquela processual. resta ao juiz a aplicação do art. mandar ser feita a produção de provas? O processo civil está em busca da verdade material.8. o autor protesta por todos os meios de provas em direito admitidos e a Caixa protestou por todos os meios de provas. caso se tratasse de uma ação declaratória ou ainda constitutiva. Por exemplo. 5. que impõe ônus da prova às partes. entendendo necessário. os quais conferem ao magistrado o dever de. em caso de ausência de requerimentos. As expressões ―verdade formal‖. que é aquela que decorre da mais ampla instrução possível. preclui para as partes o direito à sua produção. a ausência de proveito econômico não implicaria na extinção do processo. fomos às especificações de provas e nestas as partes silenciaram. Resposta: Na fase de saneamento do processo. determinar a produção de provas de ofício.2. momento adequado à especificação das provas. tal como ocorre em uma execução de obrigação pagar. como princípios processuais encontram-se superadas.7) O juiz recebe uma PI no SFH. caso a prova não seja suficiente ao esclarecimento do fato. 333.: Ainda que o juiz determine produção de prova de ofício. e ―verdade real/material‖. embora não afaste a incidência do art. Hoje seria mais correto falar em ―busca‖ da verdade material. pode-se dizer que o processo busca a verdade material. o juiz tem que proclamar a improcedência do pedido em razão de as partes não terem especificado as provas ou o juiz pode. que seria a verdade alcançável no processo. Sim. Entretanto. 2) A lei autoriza o julgamento de mérito imediatamente? Resposta: 328 . Entretanto. No caso.

Direito Processual Penal 5. indistintamente. Ada Pellegrini e Tourinho Filho entendem tratar-se de meio de defesa. tendo em vista além de servir para a elucidação dos fatos. Indícios.5. notadamente porque o réu pode invocar o direito ao silêncio. tendo em vista tratar-se em direito constitucional (art. A lei 11.9. Valor Da Confissão 5. em face dos efeitos que poderia ter sobre outras pessoas.1.Sim. Presunções. uma eventual confuso de identida329 . Questões do TRF4 5.9. Essa terceira corrente é a que prevalece no STF e STJ. Os requisitos para aplicação do instituto são que a matéria seja exclusivamente de direito e que já tenham sido proferidas sentenças de total improcedência em casos idênticos. por não ser direito ilimitado. que autoriza a improcedência do pedido do autor antes mesmo da citação do réu. serve também como defesa. 2) O silêncio do réu pode ser interpretado em seu desfavor? Resposta: O acusado não tem obrigação de responder as perguntas que lhe foram endereçadas.277/06 inseriu o no CPC o art. entretanto.8. 285-A.1. O CPP trata o interrogatório como meio de prova. pelas prerrogativas conferidas ao réu. servindo na formação do convencimento do julgador (meio de prova).4. sem que seja necessário. Questões do TRF5 5.8. que entende tratar-se de maio de prova e meio de defesa. Prova. Ônus Da Prova. Questões do TRF1 1) O interrogatório do réu é meio de prova ou meio de defesa? Resposta: Há posições divergentes na doutrina.3. 5º LXIII).8. não importando o silêncio em prejuízo na sua defesa.9.1.1.1. tem prevalecido uma terceira corrente. situando-o no capítulo de provas em espécie. bem como mentir para livrar-se da acusação. 5. há discussão na doutrina se esse direito não abrange a qualificação ou não (Nucci entende que sim. Entretanto. o trânsito em julgado e independentemente da posição dos tribunais sobre o assunto. Entretanto.1. Questões do TRF3 5.

o IP é a peça informativo em que se busca a autoria e circunstância. 155). sendo mais adequado. tendo em vista que a qualificação pode ligar o acusado a outras infrações. Após a referida lei.‖ (art. encontra-se superada a verdade material como princípio do processo penal. falar em verdade viável. decorrente da mais ampla instrução possível. a prova produzida exclusivamente no inquérito policial não pode ensejar condenação criminal. hoje. não repetíveis e antecipadas. que não deve ter em si juízo de valoração por parte do delegado quanto ao fato apurado. Quem pode ser infiltrado? Agentes policiais e a gente de inteligências? Devem prestar depoimento. fale sobre? Técnicas especiais de investigação. Nestor Távora entende que não. ressalvadas as provas cautelares. 6) Delação premiada. passou a constar expressamente no CPP que ―O juiz formará sua convicção pela livre apreciação da prova produzida em contraditório judicial. Após vigência da Lei 11690/08. 5) No processo penal se busca a verdade real. são as chamadas testemunhas da coroa. Resposta: 330 .des. a busca do melhor resultado possível dentro daquilo que foi produzido nos autos. a infiltração e o retarda de investigação. Por tratar-se de conceito utópico. isto porque o IP tem a função somente de fornecer informações ao magistrado e ao órgão do ministério público. 4) O IP deve ser motivado ou narrativo? Resposta: O relatório do inquérito policial é peça de caráter descritivo. não podendo fundamentar sua decisão exclusivamente nos elementos informativos colhidos na investigação. contra as quais o silêncio na qualificação consistiria no direito de defesa). 3) O juiz pode condenar tão somente baseado no IP? Resposta: Não. fato definido como crime. ou seja. qual o sentido de verdade? Tentativa de representação da realidade? O que é verdade real? Resposta: Diz-se verdade real sobre aquilo que tem consonância entre aquilo que é e aquilo que foi dito ou se diz ser. A opinio delicti cabe ao titular da ação penal pública ou privada conforme o caso.

Tem como requisito a condição de que seja mantida sob observação e acompanhamento para que a medida legal se concretize no momento mais eficaz do ponto de vista da formação de provas e fornecimento de informações. b) que um dos agentes o denuncie à autoridade. e pressupõe que o delator também confesse a sua participação. que "são os agentes infiltrados que obtém informações privilegiadas sobre determinado crime". inclusive. possibilitando seu desmantelamento. assevera que ―O participante e o associado que denunciar à autoridade o bando ou quadrilha. p. como o previsto na Lei n. segundo LFG.‖.072/90 devem ser revelados os cúmplices e não somente o delito. bem como seja autorizada por decisão judicial. é chamada de delação premiada. e possui requisitos diversos em cada lei que é prevista. componentes e atuação de uma organização criminosa. sendo exigidos três requisitos segundo Greco (2011. processo pelo qual se verifica a exatidão do fato alegado pela parte no processo. Aplica-se às investigações referentes a ilícitos decorrentes de ações praticadas por quadrilha ou bando ou organizações ou associações criminosas de qualquer tipo. denominada Lei do Crime Organizado. Quando tal delação é acompanha por um benefício. 120): ―a) que o crime tenha sido cometido em concurso. facilitação da libertação do sequestrado. o artigo 8º. Em outros crimes. instrumento pelo qual se demonstra a verdade de algo. também conhecido como retardado ou prorrogado. 442) conceitua como ―traição benéfica‖. e ainda entendido 331 . feita pelo acusado. A lei não admite a infiltração de particulares. quaisquer que sejam. na prevenção e repressão do crime organizado. Exige-se que se trate de associação criminosa e só pode ser determinada por decisão judicial. É o que Capez (2005. 1º). concedido pelo estado. a pena pode ser reduzida de um a dois terços. Já a Lei de proteção às vítimas. prevê a possibilidade de infiltração de agente nas organizações criminosas mediante prévia e circunstanciada autorização judicial. tais agente são chamados de testemunhas da coroa. é a possibilidade que a polícia possui de retardar a realização da prisão em flagrante. parágrafo único. Pode ser entendido como ato da provar.034/95. pode ser entendido como meio. Para os crimes hediondos. Para o crime de extorsão mediante sequestro. terá a pena reduzida de um a dois terços‖. Não se fez qualquer alusão quanto ao procedimento ou ao prazo da medida. 7) O que é prova? Resposta: O termo possui várias acepções.º 8. Obs.034/95 art. p. para obter maiores dados e informações a respeito do funcionamento.Delação é a atribuição da prática do crime a terceiro. em seu interrogatório. O flagrante diferido.: o instituto também tem previsão na nova lei de entorpecentes. o diploma é clara ao indicar que somente agentes de polícia e de inteligência. A Lei n. (Lei 9. possibilitou em seu artigo 13 o perdão judicial ou a redução de pena de um a dois terços no artigo 14. É perfeitamente possível o depoimento de tais agentes. 9.

ou persuasão racional. 10) O juiz se vincula às provas? Como ele aprecia? Persuasão racional. Resposta: Não há vinculação do Juiz. que pode ser direta. tal sistema preside 332 . podendo ser testemunhal (interrogatório). desde que faça de forma motivada. quanto à forma. que se refere a um outro acontecimento que. sendo esta última. o juiz está livre para decidir. como a prova se revela no processo. 8) Quais os tipos de prova. o Juiz fica livre para decidir e apreciar as provas que lhe são apresentadas. ou indireta.como resultado da ação provar. o valor da confissão se aferirá pelos critérios adotados para os outros elementos de prova. Por tal sistema. o produto extraído da análise dos instrumentos de prova oferecidos (Nucci). as mais comuns? Resposta: Tratando-se de tipos de prova. e para a sua apreciação o juiz deverá confrontá-la com as demais provas do processo. por ilação. verificando se entre ela e estas existe compatibilidade ou concordância.: contrato) ou material. Historicamente. como regra. sendo as mais comuns: quanto ao objeto. elemento que corporifica a demonstração do fato. que se refere ao fato probando. tal visão encontra-se a muito tempo superada. o sistema do livre convencimento motivado. leva ao fato principal. dispensado de motivar a decisão. 11) E quanto ao sistema da prova tarifada? E onde ficaria o sistema da íntima convicção? Resposta: São os demais sistemas de apreciação judicial da prova. a confissão vale mais que um depoimento testemunhal? Resposta: Não. Prevalece no Brasil. documental (ex. a única que seguramente poderia embasar uma condenação independentemente de outros indícios. entretanto. 9) Quanto ao valor. No sistema da íntima convicção. tal como exame de corpo de delito ou instrumentos do crime. existem diversas classificações. considerou-se a confissão como rainha das provas.

os julgamentos do Tribunal do Júri. existem alguns vestígios de tal sistema.: a art. a confissão ofereça riqueza de detalhes. desde combinada com circunstâncias do fato concreto. Cabe ressaltar que nesse caso. considera-se indício a circunstância conhecida e provada. também não se impede que a sentença condenatória leve em consideração confissão feita na fase pré-processual. diminuindo a margem apreciativa do juiz. na medida em que não pode se produzir mais provas nos autos. por indução. ofereça segurança para a condenação. autorize. a confissão pode sim embasar a condenação. não obstante a retratação. prova testemunha e documental). etc. Caso seja crime transeunte. ou seja. em que a lei exige a prova pericial na demonstração da materialidade do delito (tráfico de drogas). dada pelo código). ex. que. é possível a condenação calcada tão somente a confissão? Se condenaria o réu com base exclusivamente na confissão? Resposta: Na ausência de outras provas (exame de corpo de delito. desde que não existam vícios que a invalidem. ou ainda em alguns casos. à luz do que dispõe o art. em sua segunda fase. como forma de defesa do réu. 12) A confissão pode ser retratada? Resposta: É perfeitamente possível na fase judicial da persecução penal a retratação de confissão (autorização. concluir-se a existência de outra ou 333 . Entretanto. que a materialidade seja provada com a realização de corpo de delito vedando-se a confissão. sem fundamentar. 158 exige que nos crimes que deixem vestígios. tendo em vista que os jurados votam os quesitos sigilosamente. No CPP. não havendo qualquer disposição legal em contrário. 158 CPP nos casos de crimes que deixam vestígios. inclusive. deverá ser reconhecida a atenuante. a lei estipula o valor de cada prova. tendo relação como fato. ainda que posteriormente retratada. 239 do CPP. 14) O que são indícios? Pode haver condenação calcada em indícios? Qual a diferença entre a prova indiciária e indícios? É possível denunciar pelo indício da materialidade? Nos casos de crimes de competência do tribunal do júri os indícios fundamentariam a denúncia? Resposta: Conforme o art. Já o sistema da prova tarifada (também chamado de certeza moral do legislador ou das regras legais). o réu não pode ser condenado com base apenas em confissão. 13) Havendo apenas a confissão. e não seja possível a produção de outras provas.

quando os indícios formam substrato suficiente a proar algum fato (nem todo indício é prova. é o apreço moral da pessoa física perante seu meio civil de convivência. quando o juiz entender suficiente. Quando alguém é chamado de ladrão. capaz de gerar um juízo de certeza sobre a autoria e materialidade do delito. O oferecimento da denúncia pode basear-se em indícios. ou sua ausência só poderá ser esmiuçada após colheita de provas suficientes para descrever a inocência ou não do paciente. É decorrência lógica do Estado Democrático de Direito. não se justificando. tanto a difamação quanto a calúnia referem-se a fatos. configura-se injúria. Prova indiciária é aquela que se baseia em indícios. Já a honra subjetiva manifesta-se intrinsecamente na vítima. a exclusão do delito de injúria. que ocorre quando se atribui qualidade negativa a alguém. por esta razão não cabe retratação na injúria. ou seja da sua conduta caluniosa ou difamatória. como forma de garantia positivada em face do poder punitivo do Estado. nos termos da CF ―ninguém será considerado culpado até o trânsito em julgado de sentença penal condenatória‖. Honra objetiva é a consideração social. formando uma unidade com outros elementos probatórios. e que abale sua honra. 16) Em que consiste o princípio constitucional da presunção de inocência? Resposta: Também chamado de princípio da não-culpabilidade. ou seja. nos crimes de calúnia e difamação. Ou seja. 15) O que é retratação e ela opera-se aonde? Calúnia e difamação permitem a retratação? A honra objetiva consiste em quê? E a subjetiva? Se uma pessoa afirma que outra é um ladrão. como forma de extinção de punibilidade. mas toda prova indiciária é formada por um ou mais indícios). até mesmo porque a prova da materialidade e da autoria. isso é difamação ou calúnia? Resposta: Retratação consiste em uma retificação do que o próprio agente disse. Cabe ainda ressaltar que não é necessária a aceitação da vítima. considerando-se como padecimentos internos. que fere a honra subjetiva. são os valores de dignidade. 334 .outras circunstâncias. A condenação com base em provas indiciárias é possível tão somente quando essas denotam indícios veementes. porém. Já. é principio que estabelece o estado de inocência como regra em relação ao acusado da prática de infração penal. por se tratar de delitos que ferem a honra objetiva. É cabível.

objetos do crime. pode-se chamá-la de verdade. desde que o faça de forma motivada (sistema de valoração por livre convencimento motivado). Verdade é a correspondência entre a realidade e o que diz-se dela ou que foi dito. diz-se verdade). dispensado de motivar a decisão. O que é manifestamente contrário à prova nos autos? Resposta: A decisão do Tribunal do Júri só pode ser reformada em segunda instância quando esta reforma não importar em ofensa à sua soberania. o que se entende por isso? E a íntima convicção? Pode? E o tribunal do júri? Seria uma exceção? Resposta: Quer dizer que o magistrado é livre para dar maior ou menor valor probante a cada uma das provas. se este relado corresponder á realidade. ou seja.: laudo pericial. qual a diferença entre a realidade e a verdade? Resposta: Realidade consiste. Em segunda instância. A decisão dos jurados manifestamente contrária à prova dos autos é hipótese 335 . independente de seu tipo ou conteúdo. depoimentos. 20) Explicitar quando se reforma a decisão do tribunal do júri.17) O que seria valorar prova? Resposta: Valorar a prova consiste em dar valor positivo à prova. a depender de como isso ocorre. ou modificada na parte da fixação da pena pelo juiz presidente (parte da decisão a qual não foi garantida soberania). tendo em vista que os jurados votam os quesitos sigilosamente. sem fundamentar.: Na tarde de ontem pessoa A afirmou que viu pessoa B entrando em casa acompanhado de C. o juiz está livre para decidir. (Ex. a sentença do júri só pode ser anulada. Já a verdade diz respeito à maneira como esta realidade se coloca para as pessoas. a exceção dos julgamentos do Tribunal do Júri. de maneira simplificada. que é garantida por norma constitucional.) 18) O processo penal busca a verdade real. em ―tudo que existe‖. conferir maior ou menor carga probante ao produto extraído dos elementos de prova extraídos do processo (ex. em sua segunda fase. 19) Quando se diz que o juiz decide pela livre apreciação da prova. etc. No sistema da íntima convicção. Pois bem. o que é vedado no processo brasileiro.

que neste caso. Ou seja.9. não se pode dizer que é prova autônoma. objetiva a nulidade do julgamento e o retorno dos autos à primeira instância prolação de nova decisão. Decisão manifestamente contrária à prova dos autos consistiria em decisão que chega a resultado patentemente diferente do qual seria encontrado. 5. uma vez trazida aos autos. em delitos que deixem vestígios.: exame de fotos tiradas do local. segundo o qual se considera que a prova pertence ao processo. e sua ausência implica em nulidade do processo. 3) A ausência de prova pericial em crimes que deixam vestígios anulam o processo? Resposta: De fato. quando não existir mais o corpo de delito (exame indireto). quando não seja mais possível proceder ao exame. 2) Existe diferença entre corpo de delito e perícia? Resposta: Corpo de delito é o conjunto de vestígios materiais deixados por uma infração penal. o conjunto probatório aponta para resultado divergente do qual chegou o corpo de jurados. e não tender o resultado. ex: machas de sangue no local do crime. Ademais.2. Entretanto. Já o exame de corpo de delito (tipo de perícia). deve ser objeto de contraditório. violando a soberania dos vereditos. Essa hipótese de cabimento da apelação visa evitar que enganos ocorridos as votações impliquem em resultado diferente do qual realmente o corpo de jurados queria chegar. é possível que tal falta seja 336 . razão pela qual só é possível a apelação com base nesse argumento uma vez. oportunizando-se a vista e manifestação da parte contrária. a realização do exame de corpo de delito (direto ou indireto) é obrigatória. é a perícia que tem como objeto o próprio corpo de delito (exame direto).1.de cabimento da apelação. ou perícia sobre elementos acessórios. o que também desconfigura a sua autonomia. independentemente de quem a produziu. ex. a prova. caso fossem devidamente motivadas as valorações feitas dos meios de prova trazidos autos. Questões do TRF2 1) Laudo técnico trazido pela defesa é autônomo? Resposta: Em face do princípio da comunhão da prova.

o laudo de constatação. Na hipótese de confissão do acusado. tendo em vista disposição legal expressa (art. deve ser determinada pelo juiz a realização de laudo definitivo. com o fim de garantir a busca da verdade material no processo. No tráfico de drogas. o réu não pode ser condenado com base apenas em confissão. como foi idealizado. inclusive. que não consiste em atendado ao sistema acusatório. não é adotado o sistema acusatório puro. pois o magistrado não é expectador estático na persecução penal. Durante a instrução. 6) Corpo de delito. 7) Prova pericial do processo. no Brasil. entretanto. nesses casos a confissão demonstra só a autoria.886/MG. 4) De onde surge o sistema brasileiro da apreciação sublime da prova? Resposta: ?????? 5) Atividade residual do juiz de perquirir prova fere o sistema acusatório? Resposta: O sistema acusatório tem como características fundamentais a separação entre as funções de acusar.suprida pela prova testemunhal. 01/08/2011) que a juntada tardia do laudo toxicológico definitivo. para a lavratura do flagrante e para a deflagração da denúncia. defender e julgar. sendo permitido ao julgador iniciativa probatória. 158 CPP). e ausência de exame do corpo de delito .O acusado pode ser condenado? E no caso do trafico de drogas? E se o laudo chegar depois da sentença? Como está a jurisprudência? Resposta: Na ausência de exame de corpo de delito. Entretanto. sendo necessário. É prova autônoma aquela produzida pelo assistente de acusação? 337 . quando a condenação houver sido baseada e outros elementos idôneos e não houver sido demonstrado prejuízo pela defesa. não deve ser reconhecida a nulidade. com o fim de atestar a materialidade delitiva (art. inclusive. mas sim em uma mitigação ao sistema ortodoxo. vem entendendo o STJ (HC 134. o exame do corpo de delito ganha ainda maior importância. 167 CPP). a materialidade deve ser demonstrada por outros meios.

8) É possível assistente de acusação coletivo no processo penal brasileiro? Resposta: Não obstante a existência de diversos requisitos à assistência do direito processual penal brasileiro. 26. a habilitar-se como assistente nos casos de crimes contra o sistema financeiro nacional – art. Lei de crimes ambientais. deve ser objeto de contraditório. Ademais. não se pode dizer que é prova autônoma. e Lei nº 8. Inclusive. Ex. 49. 80). como forma de garantir o a proteção aos direitos coletivos tutelados pelos diplomas legais mencionados. acusados ou ofendidos os inscritos na OAB – art. a prova. o que também desconfigura a sua autonomia. 10) O juiz tem poder regulatório dentro do CPP? 338 . encontra-se prevista.Resposta: Em face do princípio da comunhão da prova. a figura do assistente coletivo de acusação. parágrafo único). etc. Tal previsão dá uma natureza de custos legis à assistência. parágrafo único). econômica e contra as relações de consumo. 9) E os bens jurídicos supra individuais existem? Podem ser tutelados no processo penal? Resposta: Sim. interesses coletivos estrito senso e interesses difusos). de fato. § 1º). parte penal do CDC. oportunizando-se a vista e manifestação da parte contrária.906/94 (faculta a atuação dos Presidentes dos Conselhos e das Subseções da OAB nos inquéritos e processos em que sejam indiciados. tratam-se dos interesses públicos e os interesses coletivos lato senso (interesses individuais homogêneos. uma vez trazida aos autos. b) Lei nº 7. independentemente de quem a produziu.492/86 (autoriza a Comissão de Valores Mobiliários – CVM. c) Lei nº 8. também tutelados pelo Direito Penal. segundo o qual se considera que a prova pertence ao processo. a tendência atual é cada vez mais o Direito Penal transcender ao individualismo para reconhecer a importância da tutela do sistema social. estaduais ou municipais a intervenção como assistente nos processos relativos aos crimes de responsabilidade dos Prefeitos – art. de leis que tutelas interesses supra individuais: Lei de crimes contra a ordem tributária. 2º. em alguns dispositivos de leis esparças.078/90 (autoriza as associações legalmente constituídas há pelo menos um ano a habilitar-se como assistente nas hipóteses de crimes ou contravenções que envolvam relações de consumo – art. qual sejam: a) Decreto-lei nº 201/67 (faculta aos órgãos federais.

3. Questões do TRF3 1) É possível interceptação telefônica diante da L. ele pode estar entre os atos regulatórios do juiz. apenas dessa fase pode ser de ofício). Tal poder engloba tanto os poderes de polícia (administrativos). já que. desde que o crime seja punido com pena de reclusão. bem como não impliquem em violação dos princípios da ampla defesa. de ofício (Conforme STF. em ponderação de princípios. configurando um juiz de garantias. ganham maior relevância que o jus puniendi estatal. ou a requerimento do MP.1. no qual são bem delineadas as figuras do acusador. 11) O juiz que apressa os atos processuais para evitar a prescrição. Tais adiantamentos são lícitos. tal como a colheita de provas e tomada de decisões no processo criminal. como os poderes jurisdicionais. exercidos no curso do processo com o fim de garantir a disciplina e o decoro. pode? Resposta: Embora vigore no Brasil o sistema acusatório. A figura do juiz de garantias surge da necessidade da aplicação de garantias processuais para que se seja o litígio considerado paritário e "justo". que se referem à condução do processo. defensor e julgador. que é um dos requisitos da interceptação telefônica (artigo 2º. do devido processo legal. ou qualquer outro direito fundamental do acusado.1. 5.9. poder regulatório do juiz no processo penal diz respeito à sua função de prover à regularidade do processo. 5. ou ainda na fase de instrução processual. é um desses atos ou estaria vedado? Resposta: A depender de como o apressamento dos atos processuais ocorra.8137? Em que momento se pode deferir a cautelar? Resposta: É possível.4. A diligência pode ser deferida pelo Juiz tanto na fase de inquérito.Resposta: Sim. afinal cabe aos agentes estatais velar pela conservação do direito de punir do estado. manter a ordem no curso dos respectivos atos. e para isso. E no IP.296/96). que asseguram a própria eficácia do sistema. Questões do TRF4 1) Fale sobre produção de provas pelo juiz de ofício no processo penal. III Lei 9.9. 339 . são garantidos pelo sistema brasileiro poderes instrutórios ao magistrado. quando requerida pela autoridade policial ou MP. desde que não atropelem o curso regular da instrução.

como um mero espectador de um duelo judicial de interesses dos litigantes. 2) Apresente uma reflexão a respeito de impacto ambiental. 156.1. em fase de inquérito. Avaliação De Impactos Ambientais. 5. para sanar qualquer dúvida processual. Em que termos este licenciamento ambiental é preconizado na CF.10.5. Questões do TRF1 1) O MP entrou com ACP para provocar um obstáculo judicial à produção de sementes transgênicas com parecer favorável pela CTNBio no que tange à dispensa de licença ambiental. em face do princípio da prevenção. Quanto a determinação de produção de provas.10. de sementes transgênicas. De outro lado. nessa fase.9.10. Direito Ambiental 5. de ofício.1. com relação à dispensabilidade da licença ambiental? Resposta: A ACP. Questões do TRF5 5. em que princípio o MP estaria alicerçado para pedir provimento jurisdicional para paralisar aquela atividade que foi autorizada pela CTNBio. pois. já que nem sempre a ciência pode oferecer à sociedade respostas conclusivas sobre a inocuidade de determinados procedimentos. tal como no caso citado.1. como mecanismo de defesa de interesses coletivos. que sejam requeridas diligências para tal fim (inciso II). jurídico e científico? Qual a natureza jurídica de um licenciamento ambiental? Toda licença é precedida de EIA? 340 . não encontra óbice no fato de certa atividade haver sido autorizada pela CTNBio. Estudo Prévio De Impacto Ambiental E Licenciamento Ambiental. o juiz tem o deve ser no sentido de tutelar as liberdades públicas e não a investigação.lança mão de poderes instrutórios. salvo se houver a certeza que as alterações não causaram reações adversas. O processo acusatório e o processo de partes nada têm a ver com a iniciativa probatória do juiz no processo penal. já que se tem o conceito semântico. Infrações E Sanções Administrativas 5.1. que estabelece a vedação de intervenções no meio ambiente. na medida em que não se pode admitir um juiz passivo e refém das partes. que o juiz de ofício pode determinar produção de provas nos casos em que considerar que tal produção probatória consiste em questão de urgência ou relevância (inciso I) ou quando achar imprescindível. O próprio CPP dispõe no seu art. deve ser vista com reservar. outro argumento desfavorável a determinação de provas de ofício pelo magistrado ainda no inquérito policial refere-se à questão de manter-se a imparcialidade deste juiz para o julgamento do processo.

que reuniria características de licença e de autorização. as atividades sociais e econômicas. a biota. afetam: a saúde. 1. nesse caso. Já a natureza jurídica da licença ambiental é objeto de muitas divergências na doutrina. socioeconômico e humano. a resultante de todos os impactos. as condições estéticas e sanitárias do meio ambiente e a qualidade dos recursos naturais". 1º da Res. Entretanto. que pode ser federal (âmbito nacional ou regional). nem o positivo nem o negativo. a definição semântica. ou ainda uma nova espécie de ato administrativo. e neste caso não haveria ilegitimidade. preconizar ser inadmissível mais de um licenciamento. o licenciamento ambiental é feito de acordo com a preponderância do interesse. causada por qualquer forma de matéria ou energia resultante das atividades humanas que. As atividades de baixo risco podem ter sua licença através de outros meios. Resposta: Via de regra. a definição jurídica vem expressa no art. com o fim de obtenção de licença ambiental.86 do CONAMA. existem atividades e obras que terão importância ao mesmo tempo para a Nação e para os Estados e. resultante de uma atividade econômica. pode ser dano. de 23. foi o que restou decidido no REsp 588022. apenas para as atividades potencialmente causadoras de significativa degradação ambiental. 341 . é legítima ter licenciamentos múltiplos? O STJ Resp 588022 entendeu que podem existir várias espécies de licenciamento sobre um mesmo empreendimento. diferente do sentido técnico pode ser definida como ―a estimativa ou o julgamento do significado e do valor do efeito ambiental para os receptores natural. ―autorização administrativa (discricionário)‖. considerando-se dano sinônimo de prejuízo (que decorre do confronto do componente positivo com o componente negativo). a segurança e o bem-estar da população. na modalidade ―licença administrativa (vinculado)‖.1. pode até haver duplicidade de licenciamento. a definição de Impacto Ambiental está associada à alteração ou efeito ambiental considerado significativo por meio da avaliação do projeto de um determinado empreendimento. como o plano de controle ambiental. A natureza jurídica do Licenciamento é de procedimento administrativo. quando negativa. Efeito ambiental é a alteração mensurável da produtividade dos sistemas naturais da qualidade ambiental. estadual ou municipal. "considera-se impacto ambiental qualquer alteração das propriedades físicas. se consistiria em ato administrativo. Cuidar que impacto não é dano. 3) É possível. podendo ser negativo ou positivo. da Resolução Conama nº 237/97. não obstante o art. Nem toda licença exige o EIA. mais simples que o EIA. químicas e biológicas do meio ambiente.Resposta: Impacto ambiental é a alteração no meio ou em algum de seus componentes por determinada ação ou atividade. direta ou indiretamente. 7º.‖ (Vocabulário básico de meio ambiente).

até o limite da herança. As penalidades administrativas são transmissíveis aos sucessores. 342 . ―considera-se infração administrativa ambiental toda ação ou omissão que viole as regras jurídicas de uso. §1º.4) O EIA pode ser sigiloso para evitar especulação imobiliária? Resposta: Ainda que a especulação imobiliária não seja uma consequência esperada pela realização de alguma obra ou empreendimento. só podem ser extintas por lei. 70. embora de natureza penal. segue o princípio da simetria. Remete a uma norma administrativa em branco o art. 6) Art. por disposição constitucional (Art. Art. 225. §1º. Resposta: Via de regra. 46 de espécie de regra jurídica. tratando-se o art. promoção. 225. através de audiências públicas com a comunidade que será afetada pela instalação do projeto. Lei 9605 cumulada com o art. 5) Pode o poder público extinguir APA’s. 70. ainda que tenham sido criadas mediante decreto do poder executivo. é possível ser feita uma autuação com sabe no referido dispositivo. até mesmo porque trata-se de norma penal em branco. através de decreto? A supressão somente mediante lei. 70. aprovada pelo parlamento. ou seja. 46 da Lei 9605? As penalidades administrativas ambientais são transmissíveis aos sucessores? Resposta: Segundo o art. III da CF). a titularidade coletiva dos bens ambientais exigem a publicidade dos atos que impliquem na potencial degradação. entretanto. a publicidade requerida pela natureza dos bens jurídicos envolvidos deve vir em primeiro lugar. bem como em face da independência da responsabilização nas esferas civil. é extinto pela mesma modalidade de ato administrativo que o criou.‖ No caso. proteção e recuperação do meio ambiente. gozo. no direito brasileiro. penal e administrativa. Recente jurisprudência do STJ. No caso de Áreas de Preservação Permanente. Considera-se inválida esta penalidade administrativa em decorrência do princípio da legalidade estrita quando uma autoridade administrativa autua um empreendimento com base no art. a criação e extinção de institutos. no que se refere às de natureza patrimonial. O EIA deve permitir a participação pública na aprovação de um processo de licenciamento ambiental que contenha este tipo de estudo. que remete à legislação administrativa (―licença outorgada pela autoridade competente‖). 46 desta lei. por exemplo. III da CF.

7) No direito ambiental o licenciamento gera direito adquirido? Quais são as espécies de licenciamento ambiental? Resposta: Não há direito adquirido. é comum a sua presença na equipe.: é possível a elaboração de um EIA por um conjunto de geografo. ou seja. é do autor. mas durante todo o funcionamento do empreendimento. programas e projetos aprovados. as quais encontram-se previstas na Resolução n. após a verificação do efetivo cumprimento do que consta das licenças anteriores. daí decorre a inversão do ônus da prova em matéria de comprovação do dano ambiental.autoriza a operação da atividade ou empreendimento. Ex. 9) No processo administrativo ambiental há a inversão do ônus da prova? Resposta: Em processos judiciais. Licença Prévia (LP) . entretanto. São três as espécies de licenciamento ambiental. que se mostrarem adequadas no caso concreto. poderão ser exigidas novas condições.concedida na fase preliminar do planejamento do empreendimento ou atividade aprovando sua localização e concepção. da qual constituem motivo determinante. Ademais após o fim da validade da licença. Tendo em vista que uma análise completa normalmente requer a presença desses profissionais. pois as condições exigidas no licenciamento devem ser mantidas não só na instalação. é preciso obrigatoriamente um engenheiro agrônomo? Tem que ser feito o estudo por uma equipe multidisciplinar? Resposta: A elaboração do EIA deve ficar a cargo de uma equipe multidisciplinar formada por técnicos nos diversos setores necessários para uma completa análise dos impactos ambientais positivos e negativos do projeto. sob pena de revogação do ato. etc. o ônus da prova sobre fatos constitutivos do direito. 8) No EIA. via de regra. engenheiro florestal. Licença de Operação (LO) . a o titular do empreendimento é que tem o ônus de provar que 343 . com as medidas de controle ambiental e condicionantes determinados para a operação. atestando a viabilidade ambiental e estabelecendo os requisitos básicos e condicionantes a serem atendidos nas próximas fases de sua implementação. incluindo as medidas de controle ambiental e demais condicionantes.º 237/97 do CONAMA. biólogo. Licença de Instalação (LI) autoriza a instalação do empreendimento ou atividade de acordo com as especificações constantes dos planos. para confecção de um estudo detalhado sobre a obra ou atividade. não é requisito necessário a elaboração conjunta com um agrônomo.

ou pode ser sigiloso. por exemplo.1. De outro lado. que deve considerar os valores constitucionais de proteção ao meio ambiente. o ônus.2. para não causar especulação imobiliária? Resposta: Ainda que a especulação imobiliária não seja uma consequência esperada pela realização de alguma obra ou empreendimento. através de audiências públicas com a comunidade que será afetada pela instalação do projeto. a titularidade coletiva dos bens ambientais exigem a publicidade dos atos que impliquem na potencial degradação. o primeiro passo para a concretização do dano ambiental. tal como nos processos judiciais.não houve dano. Tratando-se de processo na qual se busca reparação por dano ambiental. referentes à parte vinculada do ato administrativo. Questões do TRF2 1) Para que haja a concessão de uma licença ambiental é preciso estudo de impacto ambiental necessariamente? Caso fosse instado a determinar a suspensão de licença ambiental pela ausência do estudo preliminar/anterior. não havendo que se falar em inversão do ônus da prova neste caso. e pelos mesmos motivos. visto que a derrogação indevida desse instrumento significa. Já se ocorrer em um processo de licenciamento. além dos aspectos legais. a publicidade requerida pela natureza dos bens jurídicos envolvidos deve vir em primeiro lugar. essa decisão pode ser controlada através da ação civil pública. também deve ser levado em conta o princípio da inafastabilidade do controle jurisdicional. 10) Qual o pressuposto para o EIA? O EIA é sigiloso. apesar de se tratar de decisão discricionária. naturalmente. O EIA deve permitir a participação pública na aprovação de um processo de licenciamento ambiental que contenha este tipo de estudo. Já em processos administrativos ambientais. o ato pode ser objeto de apreciação pelo juiz. a inversão ocorrerá. 11) O ato da administração de dispensa do licenciamento ambiental pode ser controlado pelo Poder Judiciário? Resposta: Sim. tal qual a dispensa do licenciamento ambiental. que inicia o processo e a quem cabe comprovar as informações trazidas no pedido de licença.10. normalmente. já recai sobre o empreendimento licenciante. Apesar de envolver um juízo discricionário (técnico e valorativo). essa inversão pode se dar ou não. deferiria? Resposta: 344 . segundo o qual é garantida a necessária tutela estatal aos conflitos ocorrentes na vida em sociedade. 5.

analise. bibliografia (textos). 5) Diferença de EIA e RIMA. conclui-se que o RIMA só poderá ser dispensado quando o EIA o for também. de natureza mais técnica. impõe uma análise casuística.Nem toda licença exige o EIA. função que não pode ser suprimida. 3) O RIMA pode ser dispensado? Resposta: O RIMA é documento que sempre deve acompanhar o EIA. como o plano de controle ambiental. Este relatório é responsável pelos levantamentos e conclusões. que deverá lavrar auto de infração. da sociedade. Já o RIMA é um relatório conclusivo que traduz os termos técnicos para esclarecimento. apenas para as atividades potencialmente causadoras de significativa degradação ambiental. sendo prevista a exigência do EIA/RIMA para a licença. propondo condições para sua implantação e qual o procedimento que deverá ser adotado para sua construção. ou ainda que não exigido pela administração. Assim. A questão referente à suspensão da licença. bem como estudo das prováveis consequências ambientais que podem ser causados 345 . é possível o embargo da obra pela própria Administração. 4) Como o juiz. não havendo o RIMA para a obra. 2) Qual a diferença entre Estudo de Impacto Ambiental e Relatório de Impacto ao Meio Ambiente? Resposta: O EIA é responsável por dizer a respeito da coleta de material. restaria patente a ilegalidade da dispensa. em face da patente ilegalidade verificada. pois. à informações do EIA. Trata-se de documento trás de maneira sucinta e acessível a conclusões obtidas no EIA. sem prévio EIA. analisando o Impacto Ambiental. Este estudo tem por finalidade analisar os impactos causados pela obra. devendo o órgão público licenciador analisar o relatório observando as condições de empreendimento. O RIMA tem como fim proporcionar o acesso do público em geral. nem sempre é necessária sua realização. essa pode ser embargada? Resposta: Sim. analise. plano de manejo e plano de recuperação de área degradada. entendendo o judiciário pela sua necessidade. conforme delineado. bibliografia (textos). As atividades de baixo risco podem ter sua licença através de outros meios. Caso fosse impositiva a elaboração do EIA. Resposta: O EIA é responsável por dizer a respeito da coleta de material. bem como estudo das prováveis consequências ambientais que podem ser causados pela obra. ou ainda pelo Judiciário. mais simples que o EIA.

criem condições adversas às atividades sociais e econômicas. lacem matérias ou energia em desacordo com os padrões ambientais estabelecidos. Resposta: Esta diferenciação pode ser obtida dos conceitos trazidos pela Lei nº 6. a segurança e o bem estar da população. propondo condições para sua implantação e qual o procedimento que deverá ser adotado para sua construção. que prejudiquem saúde. a segurança e o bem estar da população. criem condições adversas às atividades sociais e econômicas. devendo o órgão público licenciador analisar o relatório observando as condições de empreendimento. analisando o Impacto Ambiental. 6) Diferença entre degradação e poluição ambiental. 7) Há relação de gênero e espécie? Resposta: Sim. lacem matérias ou energia em desacordo com os padrões ambientais estabelecidos. A poluição agrega ao conceito de degradação o fato de ser resultante de atividades humanas.pela obra. Este estudo tem por finalidade analisar os impactos causados pela obra. afetem desfavoravelmente a biota. afetem as condições estéticas ou sanitárias do meio ambiente. a poluição é uma espécie qualificada da degradação. Pode exigir-los para o meio ambiente artificial? Resposta: 9) Pode o ambiente artificial ser objeto de poluição? Resposta: 10) É positivado o conceito de poluição? Resposta: 346 . afetem as condições estéticas ou sanitárias do meio ambiente. notadamente. Este relatório é responsável pelos levantamentos e conclusões.938/81 (Política Nacional do Meio Ambiente). 8) EIA e RIMA. afetem desfavoravelmente a biota. Já o RIMA é um relatório conclusivo que traduz os termos técnicos para esclarecimento. Degradação é a alteração adversa das características do meio ambiente. Já a poluição é a degradação da qualidade ambiental resultantes de atividades que ou indiretamente: prejudiquem saúde.

1. Direito Internacional Público e Privado 5.1.1.4. E nos estreitos e águas interiores com relação ao direito de passagem inocente? Resposta: 4) Princípio da Liberdade em auto mar. Zona Econômica.1.11).Diferença entre degradação e poluição.11.11.11.1.10.1.5. Plataforma Continental. Mar Territorial E Zona Contígua.3. Questões do TRF4 5. existe restrições em alto mar a esta liberdade? Estes limites seria uma forma de impor esta liberdade desde que para fins pacíficos? Limite é que você pode usar e transitar pacificamente? Resposta: 347 . Existe também uma lei brasileira de 1993 que fala sobre os limites territoriais? Resposta: 2) Qual a relação que o senhor faz a esta zona econômica e a plataforma continental? Resposta: 3) O que é direito de passagem inocente? Convenção de Montego Bay. Questões do TRF1 1) O que o senhor entende como zona econômica exclusiva? E que tratado discorre sobre? Convenção de Montego Bay. Questões do TRF3 5.10. Alto Mar 5. Questões do TRF5 5. Resposta: 5.10.

Questões do TRF1 1) Realidade.11.1.12. Questões do TRF3 5.1.1.1.2.11.5.1.12.1.11.4.12.1.12.2. Questões do TRF5 348 .12.12.5.3. Questões do TRF5 5. Questões do TRF4 5. verdade e conhecimento são sinônimos? Resposta: 2) Qual a diferença entre a regra moral. Sociologia do Direito 5.3. Questões do TRF2 5.1. regra de trato social e regra jurídica? Resposta: 5.4. Questões do TRF2 5. Questões do TRF3 5. Questões do TRF4 5.1.12. O Fato Jurídico Como Espécie Do Gênero Fato Social 5.11.1.5.1.

13. Filosofia do Direito 5.13. Questões do TRF5 349 .1.2. estar-se-ia afetando os direitos humanos ou eles são intangíveis? Se recorda de alguma restrição ou limitação no que concerne aos direitos políticos? A interdição de uma pessoa natural pode afetar. Questões do TRF4 5.5.1.3.1.1. Questões do TRF1 1) O que é justiça? Resposta: 2) Filosofia. restringir ou limitar os direitos políticos? Resposta: 2) Por que uma pessoa penalmente condenada com transito em julgado tem seus direitos políticos restringidos por determinado período? O que justificaria esta limitação? O que o legislador Constituição teoricamente ponderou? Resposta: 5.5. por via reflexa.13.13.1. Questões do TRF2 1) Pode-se dizer que direito político é uma modalidade de direito humano? O exercício da cidadania ativa e passiva é forma de direito humano? Os direitos políticos podem ser objeto de alguma restrição ou limitação? E. Sociologia.Qual a razão desta introdução no concurso para a magistratura? Resposta: 5.1.13.1.4. Psicologia e Teoria Geral . A Justiça Como Valor Jurídico Político 5. Questões do TRF3 5.13.13.

Resposta: 2) Princípios constitucionais sobre ensino. 16.2. ou causando-lhe algum dano.e o desenvolvimento .que está inscrito como sendo uma garantia de bem estar como uma das preocupações do Estado brasileiro .1. opine como magistrado o que deve prevalecer.1. Questões do TRF1 1) Qual a importância dos princípios no neopositivismo? Pode se resolver um caso concreto no âmbito do direito público à luz da aplicação dos princípios submetido ao Poder Judiciário? Resposta: 2) Qual seria a distinção entre princípios e regras constitucionais? Resposta: 3) Eu posso ter conflito de regras dentro da CF e não ter com princípios? Resposta: 4) Art.1. Questões do TRF2 1) Na contraposição entre a defesa do meio ambiente .que é também um dos tópicos dos objetivos do Estado brasileiro . Direito Constitucional 6. Princípios E Métodos De Interpretação Da Constituição 6.1.1.dentro de um caso concreto: uma região necessita de uma grande obra. da CF.1.1. encerra um princípio ou uma regra? E a partir desta premissa se admite a LC 135 como instrumento normativo válido? Resposta: 6. Nesta situação. mas que irá alterar o meio ambiente. Ponto 06 6.1. É direito e dever de quem? Resposta: 350 .6.

3. Questões do TRF3 1) Quais espécies de interpretação conforme são cabíveis? Resposta: 6. dentro do propósito da Constituição de exercer a cidadania daqueles que não creem ou creem de uma forma diversa de religiosidade desta que seria encarnada por um deus? Resposta: 6.1. Questões do TRF4 351 . onde têm fundamento legal? Resposta: 5) Qual a sua ideia de Constituição e como deve ser interpretada? Resposta: 6) A CF é adequada ao nosso tempo? Resposta: 7) Um dos episódios marcantes durante a Assembléia Nacional Constituinte: a expressão no preâmbulo “promulgamos sobre a proteção de Deus a seguinte Constituição da República” gerou uma discussão.3) É possível a censura prévia e a posterior? Resposta: 4) Direito de reposta e direito à indenização por danos à imagem. da sociedade que teria uma crença religiosa. um debate dentro da Câmara.4. pois se estaria vinculando a Constituição a uma parcela.1.1. Saberia explicar porque então prevaleceu este trecho e se seria adequado.1. majoritária ou não.

ela é restritiva ou estrita. Questões do TRF5 1) Discorra sobre hermenêutica constitucional. qual a ferramenta mais adequada? Se dar uma interpretação restrita ou estrita? Resposta: 5) O emprego da equidade pode resultar na dispensa de um tributo? Resposta: 352 .1.2.1.2.2. se é que há diferença? Resposta: 4) Como se interpreta a regra de imunidade tributária.Interpretação E Integração Da Legislação Tributária No Código Tributário Nacional 6.5.1. fazendo uma comparação com a hermenêutica jurídica.6.1.1. Direito Tributário 6. Resposta: 6. Legislação Tributária: Vigência No Tempo E No Espaço – Aplicação Hermenêutica Tributária – Lei Interpretativa . Distinga a interpretação das leis da interpretação das normas constitucionais. Questões do TRF1 1) O que ocorre se vier a ser revogado a lei que fixa um determinado lançamento? Resposta: 2) Qual o regime jurídico da lei meramente interpretativa no direito tributário? Qual a polêmica que veio a lume com a LC 118 sobre este diapasão? Qual a solução do que o STJ deu para esta polêmica? Resposta: 3) O CTN preconiza a interpretação literal.

neste caso para quais institutos se aplica esta técnica hermenêutica? No campo do direito tributário punitivo? Resposta: 12) Qual seria. o senhor saberia me dizer o que seria isso? Quanto à hermenêutica tributária? O que significa interpretação econômica do direito tributário? Resposta: 7) Me dê exemplo de interpretação legítima pró-fisco e interpretação legítima prócontribuinte? Resposta: 8) Há uma hierarquia em matéria de interpretação. porque o direito privado detém certo privilégio em relação ao direito público? Resposta: 10) Porque as isenções merecem interpretação literal? Qual a essência da isenção? Resposta: 11) O que se entende por interpretação benigna no direito tributário. qual seria a consequência disto no neopositivismo? Eles estariam abaixo da lei tributária em sentido estrito? Os princípios estão em terceiro lugar na legislação tributária? Resposta: 9) Quais os limites do domínio de direito privado em relação ao direito tributário. e os princípios tributários vem em sequência da lei. em terceiro. quando se usa. há a noção do princípio da interpretação econômico no direito tributário.6) Desde a obra de Baleeiro dentro outros. o regime jurídico da lei tributária meramente interpretativa? Resposta: 353 . em termos técnicos.

a geração de certa insegurança jurídica? Resposta: 15) O senhor poderia distinguir interpretação ampliativa e integração por equidade? E a analogia? Resposta: 16) Como se interpreta uma regra de imunidade no Direito Tributário? Resposta: 17) Quais os instrumentos de integração na ordem tributária? Resposta: 18) No Direito Tributário a proporcionalidade é um princípio ou um método de interpretação do outro princípio da capacidade tributária? Resposta: 19) Norma legal que altera prazo de recolhimento de tributo se sujeita ao princípio da anterioridade? Resposta: 354 .13) O senhor crê que o dispositivo do CTN no que remetente a retrooperância do texto normativo tributário seria inconstitucional? Resposta: 14) Cogita-se no Brasil da chamada interpretação econômica no direito tributário? Não seria a negação do direito.

média e mínima? Resposta: 7) Quando se considera definitivamente julgado no âmbito administrativo? Pode ser cogitada a coisa julgada administrativa no âmbito tributário? Resposta: 8) Passados mais de 5 anos.2. Questões do TRF2 1) Conceito de vigência da lei tributária. média e mínima) Resposta: 5) A lei tributária que não majore nem institua tributos também devem observar essas limitações? Qual o prazo de vigência dessas leis? Poderá ter vigência extraterritorial? Qual o pressuposto para isso acontecer? Resposta: 6) O direito tributário trabalha com a retroatividade? Também se aplica a retroatividade máxima. distinguindo vigência formal e vigência material. Resposta: 2) Entra nesse conceito a figura da eficácia? Resposta: 3) Há alguma peculiaridade em relação às leis tributárias no que tange à eficácia? Resposta: 4) O somatório da anterioridade com a anterioridade nonagesimal levou a uma classificação. Qual seria? (anterioridade máxima. se a Administração reconhecer erro.6.2. poderá cobrar o tributo? Resposta: 355 .1.

III.9) É possível o direito tributário ter um conceito próprio de locação ou deve observar o Código Civil? Como se trabalharia com as figuras dos arts. “b” ou “c” da CRFB/1988? Resposta: 12) Aplica-se a figura do novatio legis in mellius no direito tributário? Resposta: 13) Tem algum limite de retroação? Resposta: 14) Pode falar em abolitio criminis em direito tributário? Ele se refere à penalidade ou à própria infração? Teria algum limite? Seria infração formal ou material? Qual a diferença entre elas? Resposta: 15) A Lei tributária tem aplicação imediata? Qual a distinção entre anterioridade máxima. 1º da LICC? Resposta: 11) Revogação de isenção. aplica o art. média e mínima? Resposta: 16) A doutrina apresenta algum equívoco quanto ao IPI por ele ter que observar a noventena e não a anterioridade? 356 . 1º da LICC ou o art. 109 e 110 do CTN? Qual seria o destino desses artigos? Poderia haver uma locação de bens móveis incidindo ISS? Resposta: 10) A norma tributária é avessa ao art. 150.

há diferença? Resposta: 20) Lei complementar. Resposta: 19) Lei complementar tributária e norma complementar tributária.Resposta: 17) No fato gerador presumido. a legislação tributária tem aplicação imediata? No âmbito de qual instituto? Resposta: 18) Fale sobre os problemas de compatibilidade entre Tratados internacionais tributários e leis tributárias. Está contido ou não está expresso no CTN? Resposta: 21) Qual a peculiaridade da eficácia no campo tributário? Resposta: 22) Caso de exclusão de crédito tributário como se interpreta? (Melhor seria restritivamente). Por quê? Resposta: 23) Restritiva X literal. qual a diferença? Resposta: 24) Pode aplicar a novatio melius? Qual o marco para sua aplicação? Resposta: 357 .

Questões do TRF5 6.3. Serviços Públicos E Atividades Econômicas Do Estado 6. qual a relevância da escola e Bordeaux (escola do serviço público) no trato do tema.2.2.3.1. capitaneada por Duguit e Geze? Resposta: 3) Sobre o conceito de serviços públicos há dissensos doutrinários.3.4. Questões do TRF3 6.3.6.1.1.1. Questões do TRF4 6.5.1. Questões do TRF1 1) As empresas públicas podem gozar de privilégios fiscais? Resposta: 2) Sobre serviços públicos. Direito Administrativo 6. Existe um núcleo pacífico de serviços públicos? Resposta: 4) Cabe arbitragem em matéria de concessão de serviço público? Resposta: 5) A gratuidade é um princípio do serviço público? Resposta: 358 .1.2.

existem duas novas modalidades. o senhor saberia me distinguir estas duas? Resposta: 12) Considerando a essencialidade dos serviços público.6) Dentre as novas formas de concessão de serviço público. nova figura elencada pela doutrina. por exemplo? Agência dos Correios seria um exemplo de franquia? Resposta: 7) Como se trata juridicamente a greve na questão do serviço público essencial? Resposta: 8) Como as empresas públicas realizam a contratação de pessoal? Resposta: 9) Como se formaliza uma concessão de serviços públicos. Resposta: 11) Dentre estas novas figuras relacionadas à concessão de serviço público. como os tribunais interpretam hoje o direito de greve nos serviço públicos? Resposta: 13) Como se remunera uma concessionária de serviço público? Resposta: 359 . o arrendamento e a franquia. há destaque para o arrendamento e franquia de serviços públicos. quais os requisitos? Resposta: 10) Conceitue encampação. dê um exemplo destes dois? Portos organizados.

1. 360 . Questões do TRF2 1) Diferença da natureza jurídica das concessões e permissões. e não de um direito? Resposta: 16) O que é uma concessão de obra pública que é estudado dentro do serviço público? Resposta: 17) Como se dar a intervenção na concessão de um serviço público? Resposta: 18) O que seria a caducidade? E o que a diferenciaria da encampação? O Poder Público pode assumir as obras e serviços também? Resposta: 19) Consequência básica de não pagamento de serviço público essencial? Resposta: 20) Qual a distinção básica entre a concessão e permissão do bem público? Resposta: 6.2.14) Como se denomina a espécie concessionária quando integralmente remunerada pelo Poder Público? Resposta: 15) Arrole um dever de usuário do serviço público.3.

5.3.4.3. Questões do TRF4 6.1. Resposta: 6. Questões do TRF5 01) Serviço público.1. Questões do TRF3 6.Resposta: 2) Qual a diferença entre concessão e permissão de serviço público? Existindo diferenças.3.1. discorra. discorra.3. Resposta: 361 . permissão de serviço público e permissão condicionada. ela é em relação à natureza jurídica ou seus efeitos jurídicos? Resposta: 3) Quais são os valores que permeiam o controle da concentração da atividade econômica? Resposta: 4) O que é encampação? O concessionário pode pleitear indenização? Resposta: 5) Arrendamento é uma forma de permissão de serviço público? Resposta: 6) Relação de consumo e serviços públicos.

4. caso contrário existira abuso. Inquérito Policial. ele pode ser pronunciado? Resposta: 2) O Inquérito pode ser dispensado? Resposta: 3) Há contraditório no IP? Resposta: 4) Os direitos fundamentais do acusado está protegido no IP? Resposta: 5) O MP pode investigar? Resposta: 6) O juiz pode condenar tão somente baseado pelo IP? Resposta: 362 . como se denomina este juízo que a autoridade policial tem. Inatividade No Processo Penal. como se denomina? A autoridade policial pode emitir juízo de valor no IP? Ele só pode instaurar um IP havendo noticio de fato definido como crime. Direito Penal 6.1.6.4. Questões do TRF1 1) Qual a natureza jurídica do inquérito policial? É processo ou procedimento? Qual a finalidade do IP? O IP perquire o que? Que peça é elaborada para a formação do IP? A parte final do IP. então ele tem algum juízo.4. como se chama estes juízo? Pode se decretar nulidade em IP? No caso de crime de ação penal privada o delegado pode instaurar de ofício o IP? Havendo dúvida sobre a materialidade pode se instaurar o IP? E para a pronúncia. Intervenção Do Ministério Público 6. Atribuições Da Autoridade Policial. havendo dúvida sobre a materialidade.1. Garantias Do Investigado.1.

155 do CPP? Se o juiz decidir calcado na prova judicializada. Resposta: 12) E o IP ao ser concluído. ele está impedido de oferecer denúncia? Resposta: 9) Quando o MP pede o arquivamento do IP. ele traduz uma certeza da imputação? Resposta: 13) Qual a interpretação da nova dicção do art. em parte. mas e no caso do MP pedir o arquivamento do IP? Resposta: 11) Conceitue IP. qual o procedimento do juiz? Resposta: 10) Quando o MP é inerte quanto ao prazo do oferecimento da denúncia é permitido ao ofendido a queixa substitutiva.7) O MP pode requisita a instauração ou pode instaurar o IP? Resposta: 8) E o MP quando investiga. e parte do IP. tendo em vista uma interpretação conceitual. tendo em vista o conceito de prova e a natureza do IP? O juiz pode sustentar a sua convicção em elementos do IP? Um depoimento prestado na polícia. o juiz pode sopesar estes elementos com a prova judicializada? Resposta: 363 . mas que elucidativo. afastando uma parte da prova judicializada. em que feito sem a presença do advogado e sem contraditório. está correta esta interpretação de exclusivamente.

quais as garantias do investigado? Resposta: 18) A autoridade policial pode determinar o arquivamento do IP? Resposta: 19) Nos crimes de ação penal privada a noticia informal do crime é suficiente para instauração do IP? Resposta: 6. e ela subsiste depois da CF/88? Resposta: 17) Na fase inquisitorial. Questões do TRF2 1) O art.2. 20 do CPP trata do sigilo: ainda é vigente ou não? Resposta: 364 .1.4.14) Qual o nome da peça em que o IP é concluído? No caso de ação penal privada é entregue a quem? Resposta: 15) Qual a diferença entre noticia crime e representação? A noticia crime pode ser anônima para a instauração do IP? Nos crimes de ação penal pública incondicionada? É o mesmo procedimento para ação penal pública condicionada e privada? Resposta: 16) Qual a outra condição de procedibilidade além da pública condicionada à representação.

4. ele pode negar esta certidão de inteiro teor em vista do sigilo? Resposta: 4) Qual o instrumento utilizado pelo delegado para negar a informação? Resposta: 5) Há diferença entre sigilo interno e externo? Por que razão se daria esse sigilo a outras autoridades? Resposta: 6) Investigação pode ser feita diretamente pelo Ministério Público? Resposta: 6.2) Há diferença entre sigilo interno e externo? Por que razão se daria esse sigilo a outras autoridades? Resposta: 3) É legítimo ao delegado emitir certidão.4.3.4.5.8137? Em que momento se pode deferir a cautelar? Resposta: 6.1. Questões do TRF4 6. Questões do TRF5 365 .1. Questões do TRF3 1) É possível interceptação telefônica diante da L.1.4.

que solução o senhor daria se houvesse um pedido recusado pela previdência de pagamento de pensão à esta criança? Resposta: 3) Esse benefício não pode ser objeto de pensão ainda que por menor impúbere. que é menor e após o nascimento desta. qual o diploma legal que vai regular o reconhecimento deste direito? Resposta: 4) No que diz respeito a tempo de serviço rural. um deficiente que recebeu esta vantagem terminou tendo um filho.742/1993 (Loas): Aspectos Previdenciários E Sociais 6. Direito Previdenciário 6. há uma distinção com tempo de serviço urbano. pode abono anual? Décimo terceiro? Resposta: 2) Esse benefício pode ser transferido? Como juiz. mas mesmo no campo há uma contagem diferente para trabalhador rural e para produtor rural. os seus herdeiros teriam algum direito de pagamento à diferença? E se a lei do LOAS não prevê esta situação. mas digamos que nós tivéssemos uma situação de morte e após a morte se apurasse que houve uma correção no benefício que é de um salário mínimo.1. 8.5.Lei N. e que este é anterior à morte do beneficiário.6. a quem pode ser concedido? Basta ser portador de deficiência para ser portador deste benefício? Este tipo de benefício é de prestação continuada.1. este implementando o seu tempo de contribuição ele aposenta com que idade mínima? Resposta: 5) A quem pode ser concedido o benefício assistencial na LOAS? Resposta: 366 .5.5. o pai falece. Questões do TRF1 1) A CF/88 garante a concessão de um benefício assistencial. Tempo De Serviço .1.

fale sobre a Teoria Jurídica ou Institucionalista.5. Vossa Excelência se recordaria? Resposta: 3) No Brasil atribui-se a um grande comercialista numa grande conferência feita em 1960.1.1.1.4. preenchido os requisitos de pobreza.6.5. Questões do TRF3 6.1. Questões do TRF2 6.5. que mesmo não tenham deficiência física. também estejam nas mesmas condições? Resposta: 7) O amparo social (LOAS) é um benefício transferível? E se o beneficiário falece antes de receber três parcelas que já estão depositadas no banco? Resposta: 6. Direito Civil 6.2. Resposta: 2) Atribui-se ao Direito Alemão o início do instituto da desconsideração da personalidade. O CC adota qual? Fala sobre a existência legal das pessoas jurídicas.1.5. Questões do TRF1 1) Com relação à pessoa jurídica. teria direito ao amparo social (LOAS)? Ele se enquadra aos assemelhados. Questões do TRF5 6.6) Um portador do vírus HIV. Obrigação Natural 6.6.1. Questões do TRF4 6. Pessoas Jurídicas.1. quem seria este comercialista? 367 .6.5.3.

814 do CC/2002. Qual a posição da doutrina sobre este parágrafo. que jogo é esse? Resposta: 7) O que é uma fundação? 8) Este artigo 62. Este artigo tem uma palavra a menos. “ele diz que é dever extrajurídico” (seria uma pergunta?) e “a lei ignora as obrigações naturais até o momento em que a prestação é cumprida”. Resposta: 6) Leia o art. 882 CC/2002.. ou cumprir outra obrigação juridicamente inexigível? Leia o art. § único. é um rol taxativo ou exemplificativo? Resposta: 9) O que se exige para uma pessoa jurídica estrangeira se estabelecer no Brasil? Resposta: 10) No caso de desconsideração da personalidade jurídica. Qual a interpretação que o senhor faria entre a dívida prescrita e a obrigação judicialmente inexigível? Existiriam outras dívidas que seriam enquadradas como obrigação judicialmente inexigível? A doutrina diz que este artigo deveria ser entendido. há a dissolução da sociedade? Resposta: 368 ..Resposta: 4) Rubens Requião defendia que a desconsideração poderia ser autorizada? Resposta: 5) Fernando Noronha é uma autoridade em matéria de obrigação natural.Este jogo. leia. Faça uma explanação sobre estas duas afirmações.

6. Resposta: 6) Porque se fala que a obrigação natural tem uma proteção negativa? Resposta: 7) Incorporação de pessoa jurídica e uma delas tem área enfitêutica à União. pessoa jurídica se divide dentre outros em corporação. tem necessidade de laudêmio? Resposta: 6. nesse caso. Questões do TRF2 1) Quais são as pessoas de Direito Privado? Recentemente houve alguma mudança? Resposta: 2) Conceitue Fundação.1. o que é uma corporação? Esta se opõe a que ideia? Resposta: 4) O que seria uma sociedade nacional? E a estrangeira para o CC? Resposta: 5) O que seria a Universitas Bonorum? E a Universitas Personarum? Exemplifique.6.3. Tem sócio? E associado? Se admite a desconsideração da pessoa jurídica nas associações? Resposta: 3) Quanto à estrutura interna. Questões do TRF3 369 .1.6.2.

1.7.6.1.7.1. Comente. Arrendamento Mercantil 6.7. Resposta: 6. tivemos alguma alteração no rol das pessoas jurídica? Resposta: 05) Quais os limites a teoria da desconsideração da pessoa jurídica (teoria da penetração) na relação civil? Resposta: 06) O STF registrou que no CC as hipóteses de desconsideração seriam classificados em objetiva (confusão patrimonial) e subjetiva (desvio de finalidade).5. mas a doutrina critica esse conceito.1. Questões do TRF5 01) Como se classificam as pessoas jurídicas de direito privado e como elas se classificam? Resposta: 02) A associação pode ter fim econômico? Resposta: 03) Os partidos e as entidades religiosas poderiam ser classificadas como associações? Resposta: 04) Atualmente.6.4. Direito Empresarial 6. Questões do TRF4 6. Questões do TRF1 1) Fale sobre o leasing para compra de automóvel e a posição do STJ Resposta: 370 .1.6.

Depoimento Pessoal. Audiência De Instrução E Julgamento 6. Questões do TRF5 6. Provas Ilícitas.5.6.1.1. Inspeção Judicial. Hierarquia.8. 332 e 131 do CPC? Relacione-a com relação às provas imorais e ilegítimas. O Ônus Da Prova. Fontes E Meios. Prova Documental. interceptação telefônica.4. e se essa prova do direito penal.7. Questões do TRF1 1) Em que consiste a prova tarifada de acordo com os arts.1. Prova Pericial. Classificação Da Prova.8.8. esta teoria dos frutos da arvore envenenada. Objeto Da Prova. Interrogatório Das Partes. Questões do TRF2 6. ela é aplicada ao processo civil? O senhor não admitiria uma ação rescisória no juízo cível? Resposta: 3) A inversão do ônus da prova em matéria do direito ambiental o que o senhor acha? Resposta: 371 .1. O Juiz E A Produção Da Prova.1.2.7.7.3. Prova De Fato Negativo. Questões do TRF3 6. Prova Testemunhal. Teoria Geral Da Prova. anos depois. isso acontece muito em matéria de reparação em dano material.7. Questões do TRF4 6. Direito Processual Civil 6. Resposta: 2) No processo civil eu posso utilizar a prova emprestada.1.1. Vamos supor que um servidor foi punido com base numa prova emprestada. é considerada uma prova ilícita. Procedimento Ordinário – Fase Instrutória.

ai não estaria vinculado? Resposta: 7) Qual a teoria que prevalece em matéria de prova. os incidentes gerados provocam a possibilidade de impugnação recursal. quais as teorias que existem em matéria de prova? Resposta: 8) No ordenamento jurídico prático qual das teorias foi escolhida para figurar no direito brasileiro? Persuasão Racional. que tipo de impugnação é essa? Resposta: 6) Esta audiência de instrução e julgamento provoca a vinculação do magistrado? E se a instrução foi realizada por três magistrados? O CPC fala no que conclui a instrução. em que se protesta por todos os meios de prova e mesmo passada a instrução probatória as partes se quedaram silentes? Resposta: 10) Em relação ao interrogatório. E a convicção íntima? No júri. posso realizá-lo no final da instrução.4) O senhor poderia me dizer no que tange ao ônus da prova o que prevalece no direito brasileiro em relação ao dever de provar? Resposta: 5) E as impugnação existente no âmbito da audiência de instrução e julgamento. ou depois de realizado esta eu posso marcar nova audiência para colher depoimento em novo interrogatório? Resposta: 372 . Resposta: 9) A legislação atual revela poder o magistrado deixar de julgar por ausência de prova? O senhor não acredita que pode haver preclusão para as partes em matéria de prova.

me dê exemplo de prova pré-constituída? Resposta: 14) Discorra a respeito da prova emprestada no processo administrativo. Neste caso. Neste caso. chega à administração pública como notícia crime e este servidor é demitido em razão de processo administrativo disciplinar.11) Pode ser realizada a inversão do ônus da prova no momento sentencial? Resposta: 12) E a natureza jurídica do direito probatório? Seria um direito material ou processual apenas? Resposta: 13) Quanto à preparação temos a prova causal e a pré-constituída. eu posso inverter o ônus da prova? Resposta: 373 . como ficaria eventualmente na seara cível a possibilidade de que o servidor possa se valer da nulidade da prova na ação penal para que possa ser reintegrado nos quadros da administração pública? Resposta: 17) Em relação ao consumidor. Num outro momento aquela prova na ação penal foi rechaçada pela sua ilegitimidade. Resposta: 15) É possível prova emprestada no processo civil? Resposta: 16) Suponhamos que um servidor tenha sido punido por interceptação telefônica (prova) sem autorização judicial.

18) Posso fazer a inversão no momento da prolação da sentença? Resposta: 19) Na prova testemunhal. como ficaria isso? Resposta: 23) A atuação como juiz. se as partes resolvessem transacionar. a súmula daquela corte a respeito do início da prova material para a concessão do benefício? Resposta: 374 . como fica a convicção íntima do magistrado. e sem este início. o senhor como juiz interromperia a produção de provas e autorizaria a transação? Resposta: 24) Na fase instrutória o magistrado tem que tentar fazer conciliação. neste caso qual a teoria que prevalece no CPC a respeito da análise das provas pelo juiz? Teoria do livre convencimento motivado? No caso do direito previdenciário. no momento da produção de provas. se acaba com os conflitos? A transação além de resolver problemas de prateleiras seria o melhor método? Pois no caso de instrução. resolvendo os conflitos que são postos. despacho saneador. no que concerne à prova. pode haver um convencimento íntimo do juiz. esta pode se dá o direito ao silêncio? Resposta: 20) E um advogado depondo como testemunha e plane(?) o sigilo profissional? Resposta: 21) Qual a teoria em matéria de provas que o CPC adotou? Resposta: 22) Existe prova tarifada no nosso ordenamento jurídico ainda? Em direito previdenciário. a senhora concordaria com a livre convicção íntima? O STJ tem uma súmula que em matéria de trabalhador rural tem que haver um início de prova material. pois. afastando.

1.25) Pode se recusar laudo pericial por entender que este laudo é equivocado e substituí-lo? Resposta: 26) Pode-se adotar a manifestação do assistente técnico de alguma das partes? Resposta: 27) Cite dois exemplos de inversão do ônus de prova.8. e na sentença verificou-se que era caso de inversão. Questões do TRF2 6.8.4. Questões do TRF3 1) A prova pericial é imprescindível em processo de SFH? Resposta: 2) Quem responde pelos honorários do perito nos processos de SFH? Resposta: 6. (Regra do ônus da prova estático art.1. Questões do TRF4 1) Fale sobre princípio da identidade física do juiz.8. Resposta: 375 .3. foi feita uma instrução probatória. Direito do consumidor) Resposta: 29) Nesta inversão.neste caso inverte-se o ônus da prova? Resposta: 6. 333 do CPC..2..1.

e ai é sustentado também a hipótese da competência da JF para apreciar a questão e também da nulidade processual tendo em vista tratar-se de ACPC que deveria ser deflagrada pelo MP. Questões do TRF1 1) Diferencie as exceções das prejudicialidades. comum.6. Resposta: 2) Estupro de vulnerável. Direito Processual Penal 6. entretanto a representante teria aforado mediante queixa e a hipótese não era de exaurimento de prazo ministerial.9.1. na defesa preliminar é sustentado que a moça tem idade de 25 anos e não de 16 anos conforme certidão.9. como o senhor resolve esta questão? Resposta: 3) O que se entende por questões preliminares e questões prejudiciais? O incidente de insanidade mental é questão prejudicial ou preliminar? Resposta: 376 .8.9.1. Questões do TRF5 01) Discorra como prescrição como meio de prova. é aceita? Resposta: 03) Quais as hipóteses que o juiz poderia julgar por equidade – distinção entre julgar com equidade e por equidade Resposta: 6.5.1. Questões E Processos Incidentes 6. Resposta: 02) Presunção hominis.1.

93. 93 como se denomina esta questão prejudicial? Questão prejudicial heterogênea. nem qualquer questionamento na esfera estadual. o magistrado federal criminal precisa instaurar incidente de insanidade quando essa prova é irrefutável? Não houve qualquer recurso. qual a consequência no processo penal? Resposta: 7) Se o acusado for durante o processo penal for considerado sem higidez mental. Questões do TRF2 1) Digamos que a defesa alegue insanidade mental do acusado e traga aos autos prova de que ele acabou de ser interditado no juízo estadual e a prova pericial foi lá realizada. Nessa situação. 92 Como se denomina esta questão prejudicial? Questão prejudicial homogênea. Resposta: 5) Quais as questões incidentais que podem ocorrer no processo penal? Este incidente de insanidade se confunde com a materialidade? Resposta: 6) A discussão da existência da elementar do crime que necessite ser constituída no cível. Art.4) Art. 92 e art. E quando é o próprio juiz quem resolve é a questão prejudicial homogênea (incidente de falsidade documental). fale um pouco deste incidente e o laudo conclusivo positivo? Resposta: 8) Dentro da dogmática penal brasileira. Resposta: 377 . Art.1.2.9. qual a teoria que agasalhamos quanto à insanidade mental? Em que consiste a teoria psicológica pura? E a teoria biológica pura? Os elementos normativos se configuram de que maneira? Resposta: 6.

Questões do TRF1 1) Eu posso decretara desconsideração da pessoa jurídica em relação ao direito ambiental? Teoria Menor.1. poderá esta decisão (do HC) ser revista em Apelação? Resposta: 6.1.2) Art.5.10. eu sou responsável. Questões do TRF4 6. Tutela Civil Do Meio Ambiente.10. Questões do TRF3 1) O HC pode ser usado para pleitear redução da pena fixada em sentença? Se a redução for concedida no HC.4. Responsabilidade Objetiva No Direito Ambiental.122 CPP . Direito Ambiental 6. Formas De Reparação Do Dano Ambiental.1. Resposta: 2) E se o meu empreendimento for atingido por um terremoto.1. O Dano Ambiental. O Sujeito Responsável E A Solidariedade Passiva No Dano Ambiental.9. A Responsabilidade Civil Ambiental.3.9.1. Questões do TRF5 6.No âmbito da justiça estadual a perda do bem é decretada a favor de qual ente? É correta ou não a perda a favor do Estado membro? Resposta: 6. Responsabilidade Ambiental. se for uma empresa que envolva riscos radioativos? Resposta: 3) A pretensão reparatória de dano coletivo é imprescritível? Resposta: 378 . Responsabilidade Por Culpa Do Direito Tradicional.10.9. A Responsabilidade Do Estado Por Dano Ambiental 6.1.

existe algum óbice em relação às demais? Responsabilidade solidária? Como apurar a responsabilidade ambiental em relação à reparação. um imóvel rural.4) E se várias empresas reunidas são autoras de dano ecológico. e contra um particular. eu tenho uma empresa que produza celulose. como magistrado o senhor aplicaria qual tipo de medida? Resposta: 5) A responsabilidade civil ambiental é apenas difusa? Na responsabilidade difusa a responsabilidade objetiva. uma dela se imiscuindo. e qual delas o ordenamento adotou? Resposta: 9) E se houver. este imóvel rural está todo comprometido com pastagem. adquirido por José. esta responsabilidade continua a ser objetiva? Resposta: 6) A responsabilidade ambiental civil é a mesma do direito administrativo? Resposta: 7) Qual a teoria que prevalece na responsabilidade ambiental. haveria a possibilidade da responsabilidade em busca do adquirente do imóvel? Resposta: 379 . ainda teria responsabilidade esta empresa? Resposta: 10) Se um determinado imóvel no Estado do PI. em termos de nexo de causalidade? Resposta: 8) Qual a diferença entre a teoria do risco integral e a do risco criado. e vem um terremoto e cria um dano ambiental por causa dos resíduos.

que tutela é essa? O que seria a Tutela Inibitória? Quais são os requisitos para a tutela inibitória? Resposta: 15) No caso o MP pode ajuizar ação perquirindo uma tutela inibitória pura. apenas a tutela? Resposta: 16) O meio ambiente é direito difuso. este instituto de tutela inibitória. muitas destas situações. o STF reconheceu que a demarcação deveria ser contínua. portanto pode-se afirmar que as consequências da reparação só serão por meio deste direito difuso. com relação à ações possessórias dos fazendeiros que trabalham na terra. é compatível com a ACP? Numa ACP é possível numa tutela antecipada eu inibir um ato no âmbito ambiental? E se a outra parte alegar que não houve dano? Resposta: 13) Como se conciliaria a questão do desenvolvimento econômico e a proteção ao meio ambiente? Fale sobre o desenvolvimento econômico sustentável? Resposta: 14) Quanto à raposa serra do sol. ou pode haver reparação por infringência de outros direitos? Resposta: 17) Qual a natureza jurídica desta responsabilidade no âmbito do direito difuso e do direito individual em relação aos danos ambientais? 380 .11) A pretensão reparatória ambiental coletiva é prescritível? Resposta: 12) Explique o panorama e a influência da tutela inibitória ambiental na prevenção do ilícito ambiental? Numa ação. e se tivesse um desmatamento em que eu precisasse expedir uma tutela para impedir este empreendimento. e estabeleceu 19 requisitos.

o MP entra com ACP por dano em reserva indígena. neste caso seria risco integral criado. e vem a contestação e nega isso. hoje se fala muito da criação de um fundo para a reparação de danos ecológicos. empresa de agrotóxico. e pede tutela antecipada. como ocorre esta reparação numa ACP reparatório de um dano ambiental? Resposta: 19) Como é possível a responsabilização via reparação de danos como uma das alternativas. por exemplo. dizendo que a atividade está causando dano ao meio ambiente e comprometendo a reserva.Resposta: 18) Como ocorre a pretensão de responsabilidade civil. um caso fortuito acontece um dano ecológico. já que a tutela antecipada merece uma evidência dos fatos? Resposta: 20) Na reparação ambiental qual a natureza jurídica desta reparação quanto ao dano ecológico? Resposta: 21) Se eu tenho uma empresa ao lado de um rio e em função de um fato. se tem notícia no direito comparado a respeito deste fundo? Que notícias Vossa Excelência tem a respeito deste fundo? 381 . provocado? Resposta: 22) Vossa excelência ao examinar uma pretensão que venha à JF. como juiz federal em Rondônia. se é possível a reparação por perdas e danos. já que a reparação pode ser por perdas e danos. qual sua postura diante de uma tutela cautelar ambiental? Ou se alegaria a ausência de periculum in mora por não haver prejuízo ainda e poder ser feita uma reparação econômica por perdas e danos? Resposta: 23) No Brasil. como o senhor agiria ao examinar a tutela antecipada tendo em vista os princípios de processo civil e de direito ambiental.

90% morrem com o transporte. acidente ecológico da Cia Vale do Rio Doce com relação a minérios. há prescrição? Resposta: 27) Produtos geneticamente modificados – há de se perquirir a responsabilização por culpa? Resposta: 28) Na 1ª região tem Bahia de São Marcos no Maranhão. e uma delas vem e diz que a responsabilidade é de apenas 1/5.500. a internet é o maior canal difusor deste crime.5 bilhões de reais no Brasil. e o que a legislação Brasileira tem feito para conter a biopirataria? Resposta: 382 . e o agente responde por 6 meses a 1 ano e pagamento de multa de até R$ 5. ela teria direito de regresso como? Resposta: 26) Quanto à reparação ambiental de caráter coletivo. o senhor poderia me dizer o que é biodiversidade.000. que tipo de responsabilidade é essa? A doutrina defende que a responsabilidade é solidária? E o que acontece com relação à empresa que reparou in natura o dano.00. a arara azul pode ser comercializada por até R$ 60.Resposta: 24) Sobre a celebração de seguro para a reparação de danos ecológicos. como Vossa Excelência ver isto? A prioridade é a reparação in natura? Resposta: 25) Se várias empresas em região de proteção ambiental provocam um dano ecológico e a ação proposta contra as empresas. Dentro desta realidade. 10% dos animais chegam a ser comercializados. e em contestação a Vale alegou que era proprietária do minério mas não do navio. como seria a responsabilidade civil? Resposta: 29) O tráfico de animais silvestres movimenta 1.00. o MP entrou com ação para reparação e tutela inibitória.

chegou ao tribunal. quais seriam estes tipos de reparação.11.1.1. na medida em que haviam outras fases de reparação para a proteção à biodiversidade.2. e este interpretou que era sim possível dar continuidade àquela medida de proteção ao meio ambiente.4. Direito Internacional Público e Privado 6. quais as medidas da legislação brasileira para a proteção da flora? Resposta: 31) A construção da segunda pista do aeroporto de Brasília teve muita repercussão na esfera do direito ambiental por atingir e ter um impacto ambiental muito grande. Questões do TRF5 6.1.5.10. de proteção à APAS.10.1.10. Questões do TRF1 383 .3.11.1. Questões do TRF2 6. então.30) Em relação à flora.1.10. o MP ingressou com ação para a reparação dos danos causados ao meio ambiente e o magistrado oficiante indeferiu a inicial com o argumento de que aquela reparação in natura não era mais possível. por exemplo? Existe outro tipo de reparação para a proteção da biodiversidade? Resposta: 6.1. Questões do TRF4 6.11. O Estado Como Sujeito De Direito Internacional Público (Deveres E Direitos Do Estado Na Ordem Internacional) 6. Questões do TRF3 1) O passivo ambiental é obrigação propter rem? E no caso de desapropriação de bem imóvel em que há área degradada? Resposta: 6.

1. Sociologia do Direito 6.4.3.1.12.12. Extratificação Social 6. qual o tipo de repressão que o Brasil pode sofrer? Resposta: 6. como atributo do indivíduo? Resposta: 3) Qual a teoria predominante em relação à natureza e a sociabilidade.11.1.1.11.12.5.11. Questões do TRF5 1) É possível a concessão de isenção de impostos estaduais e federais pela União? Resposta: 2) Se o presidente descumprir uma convenção internacional.1.11.1. Questões do TRF4 6. Questões do TRF2 6. o que é o algo social e o algo natural? Resposta: 384 .6.1.2. Questões do TRF1 1) O que é estratificação social? Resposta: 2) O que é o estado como condição. Questões do TRF3 6.

1.1. Questões do TRF3 6. A Moral e o Direito 6.13.1.13. Questões do TRF1 1) Qual a diferença entre a regra moral e a regra jurídica? Resposta: 2) Qual a diferença entre a coação e a coerção? Resposta: 3) O que é epistemologia? Resposta: 4) Qual a diferença entre regra moral.13.5. Questões do TRF5 6.2.12. regra de trato social e regra jurídica? Resposta: 5) Qual a diferença entre ética e moral? Resposta: 6) O que diferencia a ética de princípio da ética de resultado? 385 .6.12. Filosofia do Direito 6.12.1.4.3.12.1.1. Questões do TRF2 6.1. Questões do TRF4 6.

1.3.4.Resposta: 7) Onde se situa a eutanásia no plano moral? Resposta: 8) Existe o direito de morrer? Resposta: 9) O que é valor? Resposta: 10) Qual é o ser do valor? (Resposta: É valer!) Resposta: 6. Discorra. Resposta: 6. durante o expediente ou após .2. Questões do TRF4 1) Se um empregador quer despedir seu empregado por justa causa. Resposta: 386 .1. Questões do TRF3 6. pode ele fazer isso? Leve em conta o direito e a moral para responder.13.13. Questões do TRF2 1) Modificação dos genes pelos homens em contraposição ao princípio da eticidade e da moralidade.13.1. devido a traição com sua esposa.

. por ele denominada ―folha de papel‖. Gilmar Mendes.1. portanto. que corresponde à soma dos fatores reais de poder que regem nesse país. paralelamente.) esforça-se Hesse por demonstrar que o desfecho do embate entre os fatores reais de Poder 387 . traz uma conceito jurídico pós-moderno de Constituição (Teoria da Força Normativa da Constituição).. Nas palavras do Min.6. Nem sempre cederia frente aos fatores reais de poder. o documento escrito que expressaria o somatório dos fatores reais de poder dentro de uma sociedade. a Constituição escrita (―folha de papel‖).1.1. e uma Constituição escrita.5. Questões do TRF1 1) Conceitue Constituição de acordo com os ensinamentos de Ferdinand Lassale e de Konrad Hesse. Direito Constitucional 7. esta sempre sucumbiria perante aquela.1. Segundo Vicente Paulo. isto é. em caso de conflito entre a Constituição real (soma dos fatores reais de poder) e a Constituição escrita (―folha de papel‖). efetiva. tão somente. Conceitos De Constituição DESSE PONTO EM DIANTE: RESPOSTAS ELABORADAS POR HERLEY DA LUZ BRASIL 7. 7ª Ed. Tanto pode a Constituição escrita sucumbir. Os grupos seriam as forças sociais que constituem o poder e a Constituição seria. qual deve ser adotado? Resposta: Lassale foi quem trouxe o conceito sociológico de Constituição. Assim. só teria validade se correspondesse à Constituição real. se tivesse suas raízes nos fatores reais de poder. Questões do TRF5 7. Ponto 07 7.1. das forças dos diversos grupos dominantes que o integram num determinado período histórico. A Constituição. Konrad Hesse.1. Hesse critica e rebate a concepção tratada por Lassalle. duas Constituições: uma Constituição real. em virtude da força dos fatores reais de poder que regem no país (Aulas de Direito Constitucional. Para ele a Constituição é mais fato social do que norma jurídica. O STF tem utilizado bastante esse princípio da força normativa da Constituição em suas decisões. modificando a sociedade. na apresentação do Livro de Hesse por ele traduzido (A Força Normativa da Constituição): (. Na sua visão. 10). para Lassale convivem num país. o resultado da realidade social do país. obrigando as pessoas.1. pois obriga. por ser norma jurídica. p.13. O texto da Constituição seria.. quanto prevalecer. Esta. possui uma força normativa capaz de modificar a realidade.

porque. José Afonso da Silva reconhece que a ―constituição material é concebida em sentido amplo e em sentido estrito‖. Editora Saraiva. DIREITO CONSTITUCIONAL. Constituição formal é o conjunto de normas inseridas no texto constitucional. aplicam as normas da constituição. 6ª edição. O conceito de Constituição em termos lato relaciona-se à classificação das constituições quanto ao conteúdo (material ou formal). sentido político. evidenciando o regime político do Estado. no sentido estrito. 7. sentido jurídico. COIMBRA: 1993.1. por exemplo). LIVRARIA ALMEDINA. Qualquer constituição só é juridicamente eficaz (pretensão de eficácia) através da sua realização. existindo diversas maneiras de concebê-lo (sentido sociológico. Uadi Lammêgo. Resposta: Ab initio. Nesta «tarefa realizadora» participam ainda todos os cidadãos que fundamentam na constituição. de forma directa e imediata. 201/202).‖ (BULOS. administrativa e judicial. Constituição material é aquela que trata de matéria tipicamente ou essencialmente constitucional (estrutura do Estado. 4ª Edição. define a ―constituição em sentido amplo (lato)‖ como a identificação da organização total do Estado.1. na actividade legiferante. inseridas ou não num documento escrito. todos que aplicam eficazmente as normas constitucionais realizam a Constituição e participam dessa tarefa os que pedem seus direitos e deveres com base na Carta. ―designa normas constitucionais escritas ou costumeiras. em desfavor desta. até hoje. os seus direitos e deveres (José Joaquim Gomes Canotilho. Assim. 02).2. p. Esta realização é uma tarefa de todos os órgãos constitucionais que. os estudiosos não chegaram a um consenso a seu respeito. sua organização e direitos fundamentais). P. ―A Constituição tem uma força própria!‖ (Konrad Hesse) 2) O que significa realizar a CF? Resposta: Realização constitucional: «Realizar a constituição» significa tornar juridicamente eficazes as normas constitucionais. ou seja. O Prof. Questões do TRF2 1) Defina o conceito de Constituição em termos lato e em termos da nossa Constituição. mister se faz registrar que Uadi Lammêgo Bulos destaca que ―Constituição é um conceito em crise. Assim. que regulam a 388 . necessariamente. Outrossim. Constituição Federal Anotada. independente de sua natureza e conteúdo. A Constituição não deve ser considerada a parte mais fraca.e a Constituição não há de verificar-se.

05) assegurar os direitos e garantias dos indivíduos. Na verdade. 03) o modo de aquisição do poder e a forma do seu exercício. 4ª Edição. algumas normas que são. tendo como regra uma revolução ou uma assembléia popular. Vicente. constitucionais. sob uma forma. pois se ele existe de certo modo. Direito Constitucional. o Presidente da República. página 12)..estrutura do Estado. José Afonso. 389 . 1998. Curso de Direito Constitucional Positivo. na época. 7ª Ed. a CF/88 não se enquadra na classificação material . Páginas 02 e 03) O Prof. 15ª Ed. Logo. Aulas de Direito Constitucionais. 15ª Ed. Livraria Almedina. o poder político" (CANOTILHO. o seu regime político. Uadi cita uma terceira possibilidade ―tertius gemus‖. Editora Saraiva. p.‖ (SILVA. desde tenha normas estritamente. segundo anotação de José Afonso da Silva. 2006. Já em sentido estrito é o conjunto de normas que tratam das matérias tipicamente constitucionais (Leo Van Holt. No entanto. provocou a convocação de uma assembléia constituinte ao Congresso Nacional (BULOS. plasmada num documento escrito. 06) fixar o regime político e disciplinar os fins socioeconômicos do Estado e. sociais e culturais. Curso de Direito Constitucional Positivo. Constituição Federal Anotada. conforme registra Vicente Paulo (PAULO. pois ela não foi fruto de revolução. de acordo com o princípio da divisão de poderes. 1993. ―possuindo. Uadi Lammêgo. Editora Malheiros. 2) Como ela se institui e quais são seus objetivos/propósitos? Resposta: A instituição/formação de uma constituição se dá através de transformações sociais. Constituição material no sentido amplo é a própria organização de um Estado. 4ª Ed. Editora Impetus. não se pode deixar de registrar. nem de assembléia popular. mediante o qual se garantem os direitos fundamentais e se organiza. Dir. e outras apenas formalmente constitucionais‖. José Joaquim Gomes. a organização de seus órgãos e os direitos fundamentais. como o caso da CF/88. 07) os fundamentos dos direitos econômicos. Sob esse aspecto todo Estado tem uma Constituição. qualquer que seja esse seu modo de existir é a sua Constituição. enquanto que o sentido estrito prende-se à ideia de um texto constitucional. Canotilho. materialmente constitucionais. consoante o referido conceito. Const. Pois bem. p. (SILVA. 02) a organização dos seus órgãos. essencialmente. também. porém. que os objetos – objetivos – da constituição são: 01) a estrutura do Estado. Coimbra. 39). assim define: "Constituição é uma ordenação sistemática e racional da comunidade política. 6ª Edição Revista. José Afonso. o Prof. pois é pacificamente classificada como FORMAL. 42). 04) os limites da atuação do poder estatal. 17).sentido amplo ou estrito -. percebe-se que constituição no sentido lato é conceito mais político que jurídico (é a forma de constituição qualquer que seja ela). Todavia. p.

3) Como as Constituições são positivadas? Resposta: Tecnicamente.Editora Malheiros. aprovação e vigência da norma jurídica fundamental. C) Plebiscito (Constituição Cesarista): constituição formada por um plebiscito popular sobre um projeto elaborado por um imperador/ditador. pois foi uma Emenda à Constituição de 1967 (EC 1/69). p. tornando-se obrigatória. que abarcou o texto de 1967 quase por inteiro.) a descomensurada EC 1/69. a depender da consideração ou não da ―Constituição de 1969‖. Sem dúvida. reconhecem-se as constituições como positivadas a partir de um processo formal de criação. 4) Quantas constituições já tivemos no Brasil? Resposta: Sete (7) ou oito (8). tão só.. mas. a positivação diz respeito à origem ou ao mecanismo pelo qual a norma entra no Ordenamento Jurídico. 1998. apenas visa ratificar a vontade do detentor do poder. Assim. a figura das 390 . Alguns autores não a consideram uma constituição. A participação popular não é democrática. B) Outorga (Constituição Outorgada): constituição imposta unilateralmente pelo agente revolucionário/governante. A respeito explica Uadi Lammêgo Bulos: (. não foi suficiente para dar ao Brasil a sua “sétima Constituição”. entre outros) traz as seguintes formas de positivação das constituições: 1) Promulgação (Constituição Democrática/Votada/Popular): constituição fruto de uma assembleia nacional constituinte. Pedro Lenza. o uso anômalo da competência reformadora. sob a concepção Kelseniana.. D) Por Convenção (Constituição Pactuada. A doutrina (José Afonso da Silva. Mista ou Dualista): constituição que surge através de um pacto. Seu propósito é promover o bem-estar da sociedade e de seus indivíduos. Inexistiu o exercício legítimo do poder constituinte originário.: Carta Magna de 1215 – poder dividido entre a burguesia e o Rei João Sem Terra). 45). vez que o poder constituinte se encontra nas mãos de mais de um titular (Ex. Uadi Lammêgo Bulos. que se revestiu da roupagem de uma emenda constitucional hiperampliativa. eleita diretamente pelo povo.

. direitos. Direito Constitucional. (MORAES. distribuição de competências e.: para não esquecer o conceito. Questões do TRF3 7. Temos. 1937. 6ª Edição Revista.1. a começar pela denominação que se lhe deu: Constituição da República Federativa do Brasil. José Afonso. outorgada por uma Junta Militar. 1946. do Exército e da Aeronáutica. Editora Malheiros. uma vez que verdadeiramente promulgou texto integralmente reformulado. no sentido de garantia orgânica contra os abusos dos poderes estaduais. Editora Atlas. 1969 e 1988.1. Por outro lado. Direito Constitucional. p. (obs.Este conceito ideal identifica-se fundamentalmente com os postulados políticoliberais. 391 . enquanto a de 1967 se chamava apenas de Constituição do Brasil. Referida Emenda foi imposta. assim os doutrinadores conceituam constituição: a lei fundamental e suprema de um Estado. as seguintes Constituições: a de 1824. 89). verbis: ―. forma de governo e aquisição do poder de governar. 15ª Ed. Canotilho registra formulou o chamado conceito ideal de constituição. Jus Podivm. 1967. 34)." (SILVA. José Joaquim Gomes. garantias e deveres do cidadão. mas de nova constituição. 1993.3. páginas 62 e 63). 2008. Questões do TRF4 1) Conceitue constituição. p. Direito Constitucional. p.4. à formação dos poderes públicos. que contém normas referentes: à estruturação do Estado. A emenda só serviu como mecanismo de outorga. 2000. 1934. composta pelos Ministros da Marinha.1. Curso de Direito Constitucional Positivo. jamais atingindo toda e qualquer matéria. J. 34) e (HOLTHER. (c) a constituição deve ser escrita (documento escrito). (b) a constituição contém o princípio da divisão de poderes. Leo Van. 1891. assim.. Coimbra. Livraria Almedina. José Afonso da Silva afirma que "teórica e tecnicamente. 7.1. 8ª Ed. o Prof. 1998. Basicamente. 4ª Ed. lembrem-se dos objetivos das constituições. começando pela limitação de poderes e estruturação do Estado). não se tratou de emenda. J.‖ (CANOTILHO. considerando-se como elementos materiais caracterizadores e distintivos os seguintes: (a) a constituição deve consagrar um sistema de garantias da liberdade (esta essencialmente concebida no sentido do reconhecimento de direitos individuais e da participação dos cidadãos nos actos do poder legislativo através dos parlamentos).emendas constitucionais dissociou-se do seu verdadeiro sentido: empreender mudanças localizadas e em pontos específicos do articulado constitucional. Alexandre de.

1. Por outro lado. 3ª Ed. Obs.1. desdobrando-se em duas modalidades: a) progressividade fiscal e.‖. mas a proporcionalidade. Editora Saraiva. mais se paga‖. em tese. da realização da justiça fiscal – adequação à capacidade tributária – pela variação da base de cálculo do objeto tributado. p.Sujeição Passiva Direta E Indireta Espécies – Domicílio Tributário 7.: segundo o STF (RE 177835) a progressividade também pode ser aplicada às taxas. 165) Assim. 2011. 3ª Ed.Resposta: 7. Editora Saraiva. nas palavras de Sabbag.1. A CF/88 traz expressamente três impostos progressivos – IR. Segundo o mesmo.1. cujo aumento se dá na medida em que se majora a base de cálculo do gravame. Já na proporcionalidade. na medida em que há também o aumento da base de cálculo.5. Na segunda hipótese atrela-se apenas ao interesse regulatório – seletivo. a progressividade está prevista na Constituição. b) progressividade extrafiscal. Eduardo. variando apenas a base de cálculo que. a alíquota é a mesma. não. Manual de Direito Tributário. técnica muito antiga. o IPVA (SABBAG.2. sendo maior. sem variação da alíquota. de forma implícita. Direito Tributário 7. com origem no Dir.1. com finalidade meramente arrecadatória. Manual de Direito Tributário. entretanto. Eduardo. Questões do TRF5 7. (SABBAG. 392 . a progressividade está atrelada ao aspecto quantitativo. Romano. progressividade ―se traduz em técnica de incidência de alíquotas variadas. A primeira vincula-se à máxima de que ―quanto mais se ganha. a progressividade é instituto que consagra o aumento da carga tributária pela majoração da alíquota aplicável. sendo. Questões do TRF1 1) Distinção básica entre proporcionalidade e progressividade? Resposta: Entende-se por proporcionalidade tributária a busca.2. ITR e IPTU – e. 2011.2. fará com que o tributo seja majorado. Obrigação Tributária: Elementos . 179) Por outro lado. p.

) Progressividade é instituto que consagra o aumento da carga tributária pela majoração da alíquota aplicável. Resposta: (Em razão da forma incompleta do enunciado da questão. 3ª Ed. a progressividade é a regra. Imperioso destacar que a doutrina e a jurisprudência (STF) entendem que não se aplica a progressividade nos impostos reais. A legislação tributária registra dois tipos de substituição. Impostos progressivos previstos na CF: IR. Assim se deu. Lembre-se que responsável não é contribuinte. Para concluir. p. na esteira da justiça distributiva. ITR e IPTU e IPVA. Mas a previsão constitucional de apenas um tipo não indica que a cobrança da outra forma seja inconstitucional (possivelmente 393 . respectivamente. não pode ser progressivo. 3) A técnica da substituição tributária se aplica a empréstimos compulsórios ou a taxas? Resposta: Depende! Há duas espécies de substituição tributária.2) O que dizer de uma lei que estabelece alíquotas progressivas sobre. a ―para trás‖ e a ―para frente‖. a lei indica um responsável pelo pagamento do tributo sobre fato gerador ocorrido anteriormente ou que ainda irá ocorrer posteriormente ao recolhimento do tributo. antes da Emenda Constitucional 29/2000. consoante disposição contida na Súmula 656 do STF: É inconstitucional a lei que estabelece alíquotas progressivas para o imposto de transmissão inter vivos de bens imóveis . mas pessoa diversa que tem alguma relação com o fato gerador. ex vi do art. salvo se houver previsão constitucional (SABBAG. salvo se destinada a assegurar o cumprimento da função social da propriedade urbana. Nos impostos pessoais (IR. por exemplo. p. no artigo abaixo transcrito.ITBI com base no valor venal do imóvel. no caso do IPTU: STF Súmula 668: É inconstitucional a lei municipal que tenha estabelecido. ex. destaco apenas o conceito de progressividade. a Constituição prevê apenas um tipo. situações em que. na medida em que há também o aumento da base de cálculo. 1001). sua finalidade e aplicabilidade nos tributos reais – fiscais e extrafiscais. merece destaque que o ITBI. também.). por ausência de previsão constitucional e. § 1º. 145. Manual. alíquotas progressivas para o IPTU. CF (pois a regra da capacidade contributiva afina-se mais com os impostos pessoais do que com os reais). por ser um imposto real. Tem como finalidade atender ao princípio da capacidade contributiva. 2011. Entretanto.

Logo. caso não se realize o fato gerador presumido. 1ª ed. conforme previsto. 150. cujo fato gerador deva ocorrer posteriormente. assim. p. ou para trás. diminuir a evasão fiscal (Dir. O motivo da vedação de aplicação da substituição para frente em relação a taxas e contribuições de melhoria é que tais tributos. Trib. não sendo razoável a antecipação da cobrança antes da realização de tal atividade (Dir. assegurada a imediata e preferencial restituição da quantia paga. situação em que a lei escolhe alguém (o responsável tributário). 299). pois lhe é possível concentrar seus esforços fiscalizatórios numa quantidade bem menor de empresas e. Ou seja. nessa mesma concepção. que está ―atrás‖ na cadeia produtiva. Assim. o Fisco receberá o tributo em momento posterior à ocorrência do fato gerador da obrigação. O Fisco.só houve previsão da substituição ―para frente‖ porque havia muita controvérsia a respeito de sua constitucionalidade). Ricardo Alexandre. Ricardo Alexandre. antecedente. só há possibilidade. Esquematizado. Assim. p. têm atrelada sua cobrança a uma prestação estatal específica voltada para o contribuinte. para efetuar o pagamento do tributo no lugar do contribuinte. Esquematizado. Trib. se vários produtores fornecem leite a uma indústria de laticínios.º A lei poderá atribuir a sujeito passivo de obrigação tributária a condição de responsável pelo pagamento de imposto ou contribuição. art. 5) No que consiste a substituição tributária regressiva.. Ocorre justamente na substituição tributária regressiva. na substituição tributária. a lei pode determinar que a indústria seja a responsável pelo recolhimento do ICMS devido pelos produtores (a princípio essa obrigação seria dos vendedores). CF. por serem vinculados. por pessoa diversa do contribuinte. restrição que não existe na substituição para trás. prorrogar. regressiva ou antecedente ocorre nos casos em que as pessoas ocupantes das posições anteriores nas cadeias de produção e circulação são 394 . 4) Em relação à substituição tributária o que é Diferimento? Resposta: Diferir é adiar. diferimento é o adiamento do pagamento do tributo. 295). de imposição da responsabilidade para os casos de impostos ou contribuições. ou diferida? Resposta: A substituição tributária para trás. na substituição para frente. retardar. § 7. 1ª ed. tem a grande vantagem de otimizar a utilização da mão de obra fiscal. diferida ou ―para trás‖..

Assim. por aquelas que ocupam as posições anteriores nessas mesmas cadeias (Dir.1. se a lei assim o determinar. Assim. será responsável tributária. no dever de pagar tributo. por sua vez. Antes mesmo da previsão constitucional.2. perpetrada pela EC 3/93. Ricardo Alexandre. 293). cujo fato gerador deva ocorrer posteriormente. Para complementação. há uma antecipação do pagamento do tributo por um fato gerador futuro.. que vende o carro às concessionárias que. que ainda não ocorreu.. na espécie substituição para frente. pq substitui-se quem está ―atrás‖ na cadeia produtiva. Trib. progressiva ou subsequente ocorre nos casos em que as pessoas ocupantes das posições posteriores das cadeias de produção e circulação são substituídas. Esquematizado. 1ª ed. § 7. p. a fábrica.º A lei poderá atribuir a sujeito passivo de obrigação tributária a condição de responsável pelo pagamento de imposto ou contribuição.substituídas. A substituição é ―para frente‖ pq substitui alguém da ―frente‖ na cadeia produtiva. Logo a fábrica será contribuinte do seu tributo (na operação entre si a concessionária) e responsável pelo pagamento do tributo de uma operação que ainda não ocorreu (e nem se tem certeza se ocorrerá – a venda do automóvel ao cliente).. caso não se realize o fato gerador presumido. O valor do tributo não é de difícil cálculo.. pelo tributo ocorrido pela venda do automóvel pela concessionária ao cliente. 6) O que é substituição tributária para frente? Resposta: A substituição tributária para frente. assegurada a imediata e preferencial restituição da quantia paga. 7. 150. Lembre-se que se chama substituição para ―trás‖. p. Esquematizado. por exemplo.2. é razoável diante do Código Tributário Nacional? Pode-se falar em contribuinte de fato? 395 . o STF já havia declarado a constitucionalidade dessa espécie de substituição. pois pode ser feito com base no preço de venda pré-determinado pelo fabricante. por aquelas que ocupam as posições posteriores nessas mesmas cadeias (Dir. vide resposta à questão anterior. que se encontra assim prevista na CF/88: Art. no dever de pagar tributo. ou ainda por arbitramento (pauta fiscal). Ricardo Alexandre. o vende aos consumidores. 295). Questões do TRF2 1) Esse termo (contribuinte de fato) é factível. 1ª ed. Trib.

daqueles que comportam a transferência do ônus financeiro do tributo (Ex. e também do Fisco. O STF corrobora esse entendimento por meio da súmula 546 (que revogou a súm. o contribuinte de fato só tem relevância para o caso de restituição de indébito dos tributos indiretos. ou seja. que o contribuinte "de jure" não recuperou do contribuinte "de facto" o "quantum" respectivo. A restituição de tributos que comportem. E o motivo da necessidade de prova da não repercussão tributária (transferência do encargo) é impedir o duplo recebimento pelo contribuinte de direito: repassar o ônus tributário. por sua natureza. o valor do tributo é acrescido ao preço de custo da mercadoria e quem o suporta. Cabe a restituição do tributo pago indevidamente. No IR. através da repetição de indébito. quando reconhecido por decisão. apesar de o contribuinte de direito ser o comerciante ou industriário. ou.: ICMS e IPI – nesses casos. transferência do respectivo encargo financeiro somente será feita a quem prove haver assumido o referido encargo.Resposta: Na sistemática do CTN. 166 do CTN: Art. Como fica a situação jurídica do contribuinte? Resposta: A denúncia espontânea está prevista no art. Ele não é o contribuinte? Como magistrado como decidiria? Deferiria? Extinguiria o feito? Resposta: Vide questão anterior. ao final. exemplo de tributo direto. Ressalte-se que o contribuinte de fato não tem direito à restituição. 166. recebendo do consumidor final. 138 do CTN. 71): Súmula 546. 2) No caso de uma ação de repetição de indébito ajuizada pelo adquirente de um produto que pleiteia a repetição do IPI. por sua natureza. é o consumidor quem paga. não é natural a transferência do ônus financeiro). estabelecendo que se exclui a responsabilidade daquele que confessa ao Fisco a prática de infração. estar por este expressamente autorizado a recebê-la. que responde essa. seja de descum396 . no caso de tê-lo transferido a terceiro. Veja a redação do art. 3) Em caso de denúncia espontânea e de descumprimento das obrigações acessórias sem a necessidade de pagar o tributo. por não fazer parte da relação jurídica tributária (questão mais que pacífica nos tribunais).

2010. a denúncia espontânea exclui a multa de mora ou aquela que decorre do descumprimento de obrigação acessória. ocorre a obrigação tributária. não fazer ou tolerar algo no interesse da arrecadação ou fiscalização. nas palavras da Sabbag. 214. 692) Portanto. que o crédito tributário é uma ―obrigação tributária lançada‖ ou ―obrigação tributária em estado ativo‖. não se trata de denúncia espontânea. p 110) Crédito tributário. (SABBAG. Só se aplica em caso de pagamento integral do tributo (entendimento do STJ e de todos os regionais).) + FATO GERADOR = OBRIGAÇÃO TRIBUTÁRIA + LANÇAMENTO = CRÉDITO 2) Quem é responsável pelos impostos e demais taxas do imóvel adjudicado: a instituição financeira ou o mutuário que ainda não o desocupou? Resposta: 397 . 155-A. Questões do TRF3 1) Qual a diferença entre obrigação e crédito em direito tributário? Resposta: Obrigação tributária. mas somente se houver o recolhimento do tributo.primento da obrigação principal ou da acessória. Ou seja. Editora Manole. Manual de Direito Tributário. art. p.. § 1º do CTN e a súmula 208 do Tribunal Federal de Recursos (a simples confissão da dívida. acompanhada do seu pedido de parcelamento. ou de fazer. ou pedido de parcelamento. é ―a obrigação tributária tornada líquida e certa por intermédio do lançamento. Vê-se: precedida do fato gerador. Reforça esse entendimento a disposição do art. Afirma.‖. 140). ainda. faz nascer para o Fisco (sujeito ativo) o crédito tributário concretizado por intermédio do lançamento. não configura denúncia espontânea). 21ª Ed. Hugo B. 7.2. Curso de Direito Tributário.1.. percebe-se que a diferença básica entre obrigação e crédito tributário reside no aspecto cronológico. não sendo o crédito uma parte da obrigação.3.existe autonomia relativa entre obrigação tributária e crédito tributário. 1ª Ed. nas palavras de Hugo de Brito ―é a relação jurídica em virtude da qual o particular (sujeito passivo) tem o dever de prestar dinheiro ao Estado (sujeito ativo).‖ (MACHADO. p. NORMA (H. I.‖ (Código Tributário Nacional Interpretado. na seqüência dinâmica lógica da relação jurídica fiscal. e sim um momento específico da relação jurídico-tributária. que por sua vez. e o Estado tem o direito de constituir contra o particular um crédito.. ou seja. desde que efetue o pagamento do tributo devido acompanhado dos juros de mora. Nas palavras de Aldemario Araujo Castro ―. ou o próprio parcelamento. Caso haja o pagamento parcial..

inexistindo a relação pessoal e direta com o fato gerador. a sub-rogação ocorre sobre o respectivo preço. e segundo Sabbag. 121. não há que se falar em contribuinte. entretanto. no inciso I. do parágrafo único. que fuja da dos limites trilhados pelo CTN. Parágrafo único. conforme dicção do art. do art. Exatamente nesse sentido da resposta: RECURSO ESPECIAL – 1179056. é aquela pessoa (natural ou jurídica) que possui relação pessoal e direta com a situação que constitua o respectivo fato gerador. 130 do CTN: Art. É condição sine qua non para se reconhecer a figura do contribuinte a necessidade da existência de relação pessoal e direta com a situação que constitua o respectivo fato gerador. 128 398 . que a escolha do responsável tributário não pode ser aleatória. Responsável. segundo o inciso I. 4) Qual a diferença entre contribuinte. eventual apontamento elástico do alcance do contribuinte feito pelo legislador superveniente ao criar um novo tributo. respondendo sempre o atual proprietário. também chamado de sujeito passivo direto. salvo quando conste do título a prova de sua quitação. e bem assim os relativos a taxas pela prestação de serviços referentes a tais bens. já que arrematação não se confunde com adjudicação. estará em conflito com a referida norma geral. Dessa forma. ou seja. p. ou a contribuições de melhoria. No caso de arrematação em hasta pública. o domínio útil ou a posse de bens imóveis. do parágrafo único. 121. tendo em vista tratar-se de obrigação propter rem. assim. ou seja. também. 130. do art. 1ª Ed. Veja-se a disposição do art. Notem que não se aplica o parágrafo único nesse caso. do CTN. tem previsão no inciso II. Importante lembrar. também conhecido como sujeito passivo indireto. sem que tenha realizado o fato gerador” (SABBAG. Os créditos tributários relativos a impostos cujo fato gerador seja a propriedade. que segue a coisa. não há possibilidade de o legislador superveniente alterar a definição dos limites jurídicos do contribuinte. do art. 121. Manual de Direito Tributário. 625).A instituição financeira. 3) O legislador tem liberdade para definir o alcance de contribuinte? Resposta: Em respeito à disposição geral expressa pelo CTN. subrogamse na pessoa dos respectivos adquirentes. com a CF. do CTN. do parágrafo único. “é a terceira pessoa escolhida por lei para pagar o tributo. responsável e