QUESTÕES DE PROVAS ORAIS

RESPOSTAS ELABORADAS PELOS CANDIDATOS CLASSIFICADOS PARA A PROVA ORAL DO XIV CONCURSO PARA JUIZ FEDERAL SUBSTITUTO DA 1ª REGIÃO
Alessandro Rafael Bertollo de Alexandre * Alexey Suusmann Pere * Bruno Anderson Santos da Silva * Caio Castagine Marinho * Carolynne Souza de Macêdo Oliveira * Danielli Farias Rabelo Leitão Rodrigues * Diana Maria Wanderlei da Silva * Diego Leonardo Andrade de Oliveira * Eduardo Santos da Rocha Penteado * Emanuel José Matias Guerra * Érico Rodrigo Freitas Pinheiro * Felipe Bouzada Flores Viana * Flávio Fraga e Silva * Frederico Botelho de Barros Viana * Gabriela Silva Macedo * Gilberto Pimentel de Mendonça Gomes Junior * Heitor Moura Gomes * Herley da Luz Brasil * José Flávio Fonseca de Oliveira * Jucelio Fleury Neto * Leonardo Tavares Saraiva * Lílian Mara de Souza Ferreira * Liviane Kelly Soares Vasconcelos * Luzia Farias da Silva * Marcelo Freire Lage * Márcio Muniz da Silva Carvalho * Mauro César Garcia Patini * Mauro César Garcia Patini * Omar Bellottti Ferreira * Paulo Máximo de Castro Cabacinha * Pedro Felipe de Oliveira Santos * Rafael de Sousa Branquinho e Assis * Rafael Lima da Costa * Ricardo Beckerath da Silva Leitão * Robson de Magalhães Pereira * Rodrigo Parente Paiva Bentemuller * Tiago Borré * Ubiratan Cruz Rodrigues * Umberto Paulini * Umberto Paulini * Victor Cretella Passos Silva * Walisson Gonçalves Cunha * Walter H. Santos

2012

1. PONTO 01 .....................................................................................................................................34 1.1. DIREITO CONSTITUCIONAL ..................................................................................................................... 34 1.1.1. Constitucionalismo................................................................................................................... 34
1.1.1.1. Questões do TRF1 ............................................................................................................................. 34 1.1.1.2. Questões do TRF2 ............................................................................................................................. 38 1.1.1.3. Questões do TRF3 ............................................................................................................................. 43 1.1.1.4. Questões do TRF4 ............................................................................................................................. 43 1.1.1.5. Questões do TRF5 ............................................................................................................................. 43

1.2. DIREITO TRIBUTÁRIO ............................................................................................................................. 43 1.2.1. Conceito, Conteúdo, Natureza, Autonomia, Fontes, Relação com o Direito Financeiro, Sistema Constitucional Tributário, Poder de Tributar ..................................................................................... 43
1.2.1.1. Questões do TRF1 ............................................................................................................................. 43 1.2.1.2. Questões do TRF2 ............................................................................................................................. 44 1.2.1.3. Questões do TRF3 ............................................................................................................................. 47 1.2.1.4. Questões do TRF4 ............................................................................................................................. 48 1.2.1.5. Questões do TRF5 ............................................................................................................................. 48

1.3. DIREITO ADMINISTRATIVO...................................................................................................................... 48 1.3.1. Responsabilidade Civil do Estado ............................................................................................. 48
1.3.1.1. Questões do TRF1 ............................................................................................................................. 48 1.3.1.2. Questões do TRF2 ............................................................................................................................. 48 1.3.1.3. Questões do TRF3 ............................................................................................................................. 49 1.3.1.4. Questões do TRF4 ............................................................................................................................. 49 1.3.1.5. Questões do TRF5 ............................................................................................................................. 50

1.4. DIREITO PENAL .................................................................................................................................... 50 1.4.1. Aplicação da Lei Penal. Princípios Gerais. Normas das Convenções e Tratados de Direito Internacional ...................................................................................................................................... 50
1.4.1.1. Questões do TRF1 ............................................................................................................................. 50 1.4.1.2. Questões do TRF2 ............................................................................................................................. 52 1.4.1.3. Questões do TRF3 ............................................................................................................................. 59 1.4.1.4. Questões do TRF4 ............................................................................................................................. 59 1.4.1.5. Questões do TRF5 ............................................................................................................................. 59

1.5. DIREITO PREVIDENCIÁRIO....................................................................................................................... 61 1.5.1. Previdência Social: Órgãos, Regimes, Segurados, Beneficiários e Inscrições. Leis N. 8.212/91 E 8.213/91 ............................................................................................................................................ 61
1.5.1.1. Questões do TRF1 ............................................................................................................................. 61 1.5.1.2. Questões do TRF2 ............................................................................................................................. 66 1.5.1.3. Questões do TRF3 ............................................................................................................................. 66 1.5.1.4. Questões do TRF4 ............................................................................................................................. 66 1.5.1.5. Questões do TRF5 ............................................................................................................................. 67

1.6. DIREITO CIVIL ...................................................................................................................................... 71 1.6.1. Prescrição e Decadência. Vícios Redibitórios. Evicção ............................................................. 71
1.6.1.1. Questões do TRF1 ............................................................................................................................. 71 1.6.1.2. Questões do TRF2 ............................................................................................................................. 71 1.6.1.3. Questões do TRF3 ............................................................................................................................. 72 1.6.1.4. Questões do TRF4 ............................................................................................................................. 72 1.6.1.5. Questões do TRF5 ............................................................................................................................. 72

1.7. DIREITO EMPRESARIAL .......................................................................................................................... 75 1.7.1. Direito Comercial. Direito Empresarial. ................................................................................... 75

2

1.7.1.1. Questões do TRF1 ............................................................................................................................. 75 1.7.1.2. Questões do TRF2 ............................................................................................................................. 79 1.7.1.3. Questões do TRF3 ............................................................................................................................. 79 1.7.1.4. Questões do TRF4 ............................................................................................................................. 79 1.7.1.5. Questões do TRF5 ............................................................................................................................. 79

1.8. DIREITO PROCESSUAL CIVIL .................................................................................................................... 79 1.8.1. Processo e Procedimento. Classificação dos Procedimentos. Procedimento Ordinário e suas Fases. Procedimento Sumário. Procedimentos Especiais. Cognição Sumária e Exauriente. Procedimento Adequado ................................................................................................................... 79
1.8.1.1. Questões do TRF1 ............................................................................................................................. 79 1.8.1.2. Questões do TRF2 ............................................................................................................................. 79 1.8.1.3. Questões do TRF3 ............................................................................................................................. 87 1.8.1.4. Questões do TRF4 ............................................................................................................................. 87 1.8.1.5. Questões do TRF5 ............................................................................................................................. 87

1.9. DIREITO PROCESSUAL PENAL .................................................................................................................. 95 1.9.1. Competência ............................................................................................................................ 95
1.9.1.1. Questões do TRF1 ............................................................................................................................. 95 1.9.1.2. Questões do TRF2 ............................................................................................................................. 96 1.9.1.3. Questões do TRF3 ............................................................................................................................. 97 1.9.1.4. Questões do TRF4 ............................................................................................................................. 97 1.9.1.5. Questões do TRF5 ............................................................................................................................. 97

1.10. DIREITO AMBIENTAL ......................................................................................................................... 100 1.10.1. Tutela Constitucional Do Meio Ambiente. Princípios Do Direito Ambiental Na Constituição De 1988 ............................................................................................................................................ 100
1.10.1.1. Questões do TRF1 ......................................................................................................................... 100 1.10.1.2. Questões do TRF2 ......................................................................................................................... 102 1.10.1.3. Questões do TRF3 ......................................................................................................................... 107 1.10.1.4. Questões do TRF4 ......................................................................................................................... 107 1.10.1.5. Questões do TRF5 ......................................................................................................................... 108

1.11. DIREITO INTERNACIONAL PÚBLICO E PRIVADO ........................................................................................ 110 1.11.1. Personalidade Internacional. Estado e Território. Imunidade de Jurisdição. ....................... 110
1.11.1.1. Questões do TRF1 ......................................................................................................................... 110 1.11.1.2. Questões do TRF2 ......................................................................................................................... 112 1.11.1.3. Questões do TRF3 ......................................................................................................................... 117 1.11.1.4. Questões do TRF4 ......................................................................................................................... 117 1.11.1.5. Questões do TRF5 ......................................................................................................................... 117

1.12. SOCIOLOGIA DO DIREITO.................................................................................................................... 119 1.12.1. Fato Social – Conceito. ......................................................................................................... 119
1.12.1.1. Questões do TRF1 ......................................................................................................................... 119 1.12.1.2. Questões do TRF2 ......................................................................................................................... 119 1.12.1.3. Questões do TRF3 ......................................................................................................................... 120 1.12.1.4. Questões do TRF4 ......................................................................................................................... 120 1.12.1.5. Questões do TRF5 ......................................................................................................................... 120

1.13. FILOSOFIA DO DIREITO ...................................................................................................................... 120 1.13.1. O Justo e o Direito ................................................................................................................ 120
1.13.1.1. Questões do TRF1 ......................................................................................................................... 120 1.13.1.1. Questões do TRF1 ......................................................................................................................... 120 1.13.1.2. Questões do TRF2 ......................................................................................................................... 123 1.13.1.3. Questões do TRF3 ......................................................................................................................... 123 1.13.1.4. Questões do TRF4 ......................................................................................................................... 123 1.13.1.5. Questões do TRF5 ......................................................................................................................... 124

2. PONTO 02 ................................................................................................................................... 124

3

2.1. DIREITO CONSTITUCIONAL ................................................................................................................... 124 2.1.1. Poder Constituinte Originário e Poder Constituinte Derivado ............................................... 124
2.1.1.1. Questões do TRF1 ........................................................................................................................... 124 2.1.1.2. Questões do TRF2 ........................................................................................................................... 126 2.1.1.3. Questões do TRF3 ........................................................................................................................... 129 2.1.1.4. Questões do TRF4 ........................................................................................................................... 131 2.1.1.5. Questões do TRF5 ........................................................................................................................... 131

2.2. DIREITO TRIBUTÁRIO ........................................................................................................................... 131 2.2.1. Sistema Constitucional Tributário: Poder de Tributar – Competência Tributária – Capacidade Tributária – Código Tributário Nacional .......................................................................................... 131
2.2.1.1. Questões do TRF1 ........................................................................................................................... 131 2.2.1.2. Questões do TRF2 ........................................................................................................................... 134 2.2.1.3. Questões do TRF3 ........................................................................................................................... 139 2.2.1.4. Questões do TRF4 ........................................................................................................................... 139 2.2.1.5. Questões do TRF5 ........................................................................................................................... 139

2.3. DIREITO ADMINISTRATIVO.................................................................................................................... 141 2.3.1. Processo Administrativo. Lei Nº 9.784/99. ............................................................................ 141
2.3.1.1. Questões do TRF1 ........................................................................................................................... 141 2.3.1.2. Questões do TRF2 ........................................................................................................................... 142 2.3.1.3. Questões do TRF3 ........................................................................................................................... 143 2.3.1.4. Questões do TRF4 ........................................................................................................................... 144 2.3.1.5. Questões do TRF5 ........................................................................................................................... 144

2.4. DIREITO PENAL .................................................................................................................................. 145 2.4.1. Crime. Crime E Relação De Causalidade. ............................................................................... 145
2.4.1.1. Questões do TRF1 ........................................................................................................................... 145 2.4.1.2. Questões do TRF2 ........................................................................................................................... 151 2.4.1.3. Questões do TRF3 ........................................................................................................................... 152 2.4.1.4. Questões do TRF4 ........................................................................................................................... 152 2.4.1.5. Questões do TRF5 ........................................................................................................................... 155

2.5. DIREITO PREVIDENCIÁRIO..................................................................................................................... 156 2.5.1. Previdência Social E Seguridade Social: Princípios Constitucionais. ...................................... 156
2.5.1.1. Questões do TRF1 ........................................................................................................................... 156 2.5.1.2. Questões do TRF2 ........................................................................................................................... 157 2.5.1.3. Questões do TRF3 ........................................................................................................................... 161 2.5.1.4. Questões do TRF4 ........................................................................................................................... 161 2.5.1.5. Questões do TRF5 ........................................................................................................................... 162

2.6. DIREITO CIVIL .................................................................................................................................... 163 2.6.1. Classificação Dos Contratos. Compromisso. .......................................................................... 163
2.6.1.1. Questões do TRF1 ........................................................................................................................... 163 2.6.1.2. Questões do TRF2 ........................................................................................................................... 164 2.6.1.3. Questões do TRF3 ........................................................................................................................... 165 2.6.1.4. Questões do TRF4 ........................................................................................................................... 165 2.6.1.5. Questões do TRF5 ........................................................................................................................... 165

2.7. DIREITO EMPRESARIAL ........................................................................................................................ 165 2.7.1. Sociedade Anônima ............................................................................................................... 165
2.7.1.1. Questões do TRF1 ........................................................................................................................... 165 2.7.1.2. Questões do TRF2 ........................................................................................................................... 167 2.7.1.3. Questões do TRF3 ........................................................................................................................... 170 2.7.1.4. Questões do TRF4 ........................................................................................................................... 170 2.7.1.5. Questões do TRF5 ........................................................................................................................... 170

2.8. DIREITO PROCESSUAL CIVIL .................................................................................................................. 171

4

2.8.1. Tutela Jurisdicional E Sua Antecipação. Conceito. Cabimento E Requisitos. Revogação, Modificação E Recursos Cabíveis. Fungibilidade Da Tutela Cautelar E Antecipada. Cumprimento Das Tutelas Antecipadas. Tutelas De Urgência. ..................................................................................... 171
2.8.1.1. Questões do TRF1 ........................................................................................................................... 171 2.8.1.2. Questões do TRF2 ........................................................................................................................... 173 2.8.1.3. Questões do TRF3 ........................................................................................................................... 173 2.8.1.4. Questões do TRF4 ........................................................................................................................... 173 2.8.1.5. Questões do TRF5 ........................................................................................................................... 173

2.9. DIREITO PROCESSUAL PENAL ................................................................................................................ 174 2.9.1. Ação Penal. Justa Causa. ....................................................................................................... 174
2.9.1.1. Questões do TRF1 ........................................................................................................................... 174 2.9.1.2. Questões do TRF2 ........................................................................................................................... 175 2.9.1.3. Questões do TRF3 ........................................................................................................................... 175 2.9.1.4. Questões do TRF4 ........................................................................................................................... 176 2.9.1.5. Questões do TRF5 ........................................................................................................................... 176

2.10. DIREITO AMBIENTAL ......................................................................................................................... 178 2.10.1. Competências Constitucionais Em Matéria Ambiental. Classificação e Repartição Dessas Competências, no Cenário Federativo ............................................................................................. 178
2.10.1.1. Questões do TRF1 ......................................................................................................................... 178 2.10.1.2. Questões do TRF2 ......................................................................................................................... 178 2.10.1.3. Questões do TRF3 ......................................................................................................................... 178 2.10.1.4. Questões do TRF4 ......................................................................................................................... 178 2.10.1.5. Questões do TRF5 ......................................................................................................................... 178

2.11. DIREITO INTERNACIONAL PÚBLICO E PRIVADO ........................................................................................ 178 2.11.1. Validade de Sentença Estrangeira no Brasil. Rogatórias ..................................................... 178
2.11.1.1. Questões do TRF1 ......................................................................................................................... 178 2.11.1.2. Questões do TRF2 ......................................................................................................................... 180 2.11.1.3. Questões do TRF3 ......................................................................................................................... 183 2.11.1.4. Questões do TRF4 ......................................................................................................................... 183 2.11.1.5. Questões do TRF5 ......................................................................................................................... 183

2.12. SOCIOLOGIA DO DIREITO.................................................................................................................... 184 2.12.1. Conceito De Sociologia – Controle Social E Direito. ............................................................. 184
2.12.1.1. Questões do TRF1 ......................................................................................................................... 184 2.12.1.2. Questões do TRF2 ......................................................................................................................... 184 2.12.1.3. Questões do TRF3 ......................................................................................................................... 184 2.12.1.4. Questões do TRF4 ......................................................................................................................... 185 2.12.1.5. Questões do TRF5 ......................................................................................................................... 185

2.13. FILOSOFIA DO DIREITO ...................................................................................................................... 185 2.13.1. A Justiça Como Valor Universal ........................................................................................... 185
2.13.1.1. Questões do TRF1 ......................................................................................................................... 185 2.13.1.2. Questões do TRF2 ......................................................................................................................... 185 2.13.1.3. Questões do TRF3 ......................................................................................................................... 185 2.13.1.4. Questões do TRF4 ......................................................................................................................... 185 2.13.1.5. Questões do TRF5 ......................................................................................................................... 185

3. PONTO 03 ................................................................................................................................... 186 3.1. DIREITO CONSTITUCIONAL ................................................................................................................... 186 3.1.1. Direitos e Garantias Fundamentais: Garantias Constitucionais e Núcleos Essenciais dos Direitos Fundamentais ..................................................................................................................... 186
3.1.1.1. Questões do TRF1 ........................................................................................................................... 186 3.1.1.2. Questões do TRF2 ........................................................................................................................... 186 3.1.1.3. Questões do TRF3 ........................................................................................................................... 189

5

3.1.1.4. Questões do TRF4 ........................................................................................................................... 190 3.1.1.5. Questões do TRF5 ........................................................................................................................... 190

3.2. DIREITO TRIBUTÁRIO ........................................................................................................................... 190 3.2.1. Sistema Constitucional Tributário: Tributos - Conceito - Natureza Jurídica - Classificação Espécies - Tributo E Preço Público .................................................................................................... 190
3.2.1.1. Questões do TRF1 ........................................................................................................................... 190 3.2.1.2. Questões do TRF2 ........................................................................................................................... 191 3.2.1.3. Questões do TRF3 ........................................................................................................................... 195 3.2.1.4. Questões do TRF4 ........................................................................................................................... 195 3.2.1.5. Questões do TRF5 ........................................................................................................................... 196

3.3. DIREITO ADMINISTRATIVO.................................................................................................................... 196 3.3.1. Intervenção do Estado na Propriedade e no Domínio Econômico ......................................... 196
3.3.1.1. Questões do TRF1 ........................................................................................................................... 196 3.3.1.2. Questões do TRF2 ........................................................................................................................... 196 3.3.1.3. Questões do TRF3 ........................................................................................................................... 198 3.3.1.4. Questões do TRF4 ........................................................................................................................... 199 3.3.1.5. Questões do TRF5 ........................................................................................................................... 199

3.4. DIREITO PENAL .................................................................................................................................. 199 3.4.1. Concurso de Pessoas e Concurso de Crimes ........................................................................... 199
3.4.1.1. Questões do TRF1 ........................................................................................................................... 199 3.4.1.2. Questões do TRF2 ........................................................................................................................... 200 3.4.1.3. Questões do TRF3 ........................................................................................................................... 201 3.4.1.4. Questões do TRF4 ........................................................................................................................... 201 3.4.1.5. Questões do TRF5 ........................................................................................................................... 201

3.5. DIREITO PREVIDENCIÁRIO..................................................................................................................... 201 3.5.1. Salário-De-Contribuição. Contribuições da Empresa. ............................................................ 201
3.5.1.1. Questões do TRF1 ........................................................................................................................... 201 3.5.1.2. Questões do TRF2 ........................................................................................................................... 201 3.5.1.3. Questões do TRF3 ........................................................................................................................... 202 3.5.1.4. Questões do TRF4 ........................................................................................................................... 203 3.5.1.5. Questões do TRF5 ........................................................................................................................... 203

3.6. DIREITO CIVIL .................................................................................................................................... 203 3.6.1. Validade e Invalidade dos Contratos. Contratos Fiduciários e Indiretos ................................ 203
3.6.1.1. Questões do TRF1 ........................................................................................................................... 203 3.6.1.2. Questões do TRF2 ........................................................................................................................... 203 3.6.1.3. Questões do TRF3 ........................................................................................................................... 204 3.6.1.4. Questões do TRF4 ........................................................................................................................... 205 3.6.1.5. Questões do TRF5 ........................................................................................................................... 205

3.7. DIREITO EMPRESARIAL ........................................................................................................................ 205 3.7.1. Sociedade Limitada ................................................................................................................ 205
3.7.1.1. Questões do TRF1 ........................................................................................................................... 205 3.7.1.2. Questões do TRF2 ........................................................................................................................... 205 3.7.1.3. Questões do TRF3 ........................................................................................................................... 206 3.7.1.4. Questões do TRF4 ........................................................................................................................... 206 3.7.1.5. Questões do TRF5 ........................................................................................................................... 206

3.8. DIREITO PROCESSUAL CIVIL .................................................................................................................. 208 3.8.1. Procedimento Sumário. Hipóteses de Admissibilidade. Valor da Causa e Caracterização por Matérias. Procedimento. Petição Inicial, Recebimento da Inicial, Citação, Audiência Inicial, Resposta do Réu, Audiência de Instrução e Julgamento. Intervenção de Terceiro e Ação Declaratória Incidental ......................................................................................................................................... 208
3.8.1.1. Questões do TRF1 ........................................................................................................................... 208 3.8.1.2. Questões do TRF2 ........................................................................................................................... 208

6

3.8.1.3. Questões do TRF3 ........................................................................................................................... 208 3.8.1.4. Questões do TRF4 ........................................................................................................................... 208 3.8.1.5. Questões do TRF5 ........................................................................................................................... 208

3.9. DIREITO PROCESSUAL PENAL ................................................................................................................ 209 3.9.1. Recursos ................................................................................................................................. 209
3.9.1.1. Questões do TRF1 ........................................................................................................................... 209 3.9.1.2. Questões do TRF2 ........................................................................................................................... 209 3.9.1.3. Questões do TRF3 ........................................................................................................................... 209 3.9.1.4. Questões do TRF4 ........................................................................................................................... 210 3.9.1.5. Questões do TRF5 ........................................................................................................................... 210

3.10. DIREITO AMBIENTAL ......................................................................................................................... 210 3.10.1. Tutela Administrativa do Meio Ambiente. Responsabilidade Administrativa em Matéria Ambiental. Poder de Polícia Ambiental ........................................................................................... 210
3.10.1.1. Questões do TRF1 ......................................................................................................................... 210 3.10.1.2. Questões do TRF2 ......................................................................................................................... 210 3.10.1.3. Questões do TRF3 ......................................................................................................................... 210 3.10.1.4. Questões do TRF4 ......................................................................................................................... 210 3.10.1.5. Questões do TRF5 ......................................................................................................................... 211

3.11. DIREITO INTERNACIONAL PÚBLICO E PRIVADO ........................................................................................ 213 3.11.1. Nacionalidade: Aquisição, Perda e Mudança ...................................................................... 213
3.11.1.1. Questões do TRF1 ......................................................................................................................... 213 3.11.1.2. Questões do TRF2 ......................................................................................................................... 213 3.11.1.3. Questões do TRF3 ......................................................................................................................... 213 3.11.1.4. Questões do TRF4 ......................................................................................................................... 213 3.11.1.5. Questões do TRF5 ......................................................................................................................... 213

3.12. SOCIOLOGIA DO DIREITO.................................................................................................................... 214 3.12.1. Fato Jurídico e Fato Social (Relações) .................................................................................. 214
3.12.1.1. Questões do TRF1 ......................................................................................................................... 214 3.12.1.2. Questões do TRF2 ......................................................................................................................... 214 3.12.1.3. Questões do TRF3 ......................................................................................................................... 214 3.12.1.4. Questões do TRF4 ......................................................................................................................... 214 3.12.1.5. Questões do TRF5 ......................................................................................................................... 214

3.13. FILOSOFIA DO DIREITO ...................................................................................................................... 214 3.13.1. Justiça e Legalidade ............................................................................................................. 214
3.13.1.1. Questões do TRF1 ......................................................................................................................... 214 3.13.1.2. Questões do TRF2 ......................................................................................................................... 215 3.13.1.3. Questões do TRF3 ......................................................................................................................... 215 3.13.1.4. Questões do TRF4 ......................................................................................................................... 215 3.13.1.5. Questões do TRF5 ......................................................................................................................... 215

4. PONTO 04 ................................................................................................................................... 216 4.1. DIREITO CONSTITUCIONAL ................................................................................................................... 216 4.1.1. Controle de Constitucionalidade ............................................................................................ 216
4.1.1.1. Questões do TRF1 ........................................................................................................................... 216 4.1.1.2. Questões do TRF2 ........................................................................................................................... 216 4.1.1.3. Questões do TRF3 ........................................................................................................................... 224 4.1.1.4. Questões do TRF4 ........................................................................................................................... 225 4.1.1.5. Questões do TRF5 ........................................................................................................................... 225

4.2. DIREITO TRIBUTÁRIO ........................................................................................................................... 225 4.2.1. Sistema Constitucional Tributário: Princípios Constitucionais De Direito Tributário ............. 225
4.2.1.1. Questões do TRF1 ........................................................................................................................... 225 4.2.1.2. Questões do TRF2 ........................................................................................................................... 226

7

4.2.1.3. Questões do TRF3 ........................................................................................................................... 231 4.2.1.4. Questões do TRF4 ........................................................................................................................... 232 4.2.1.5. Questões do TRF5 ........................................................................................................................... 232

4.3. DIREITO ADMINISTRATIVO.................................................................................................................... 234 4.3.1. Ato Administrativo. Políticas Públicas.................................................................................... 234
4.3.1.1. Questões do TRF1 ........................................................................................................................... 234 4.3.1.2. Questões do TRF2 ........................................................................................................................... 235 4.3.1.3. Questões do TRF3 ........................................................................................................................... 237 4.3.1.4. Questões do TRF4 ........................................................................................................................... 237 4.3.1.5. Questões do TRF5 ........................................................................................................................... 237

4.4. DIREITO PENAL .................................................................................................................................. 237 4.4.1. Pena. Valoração ..................................................................................................................... 237
4.4.1.1. Questões do TRF1 ........................................................................................................................... 237 4.4.1.2. Questões do TRF2 ........................................................................................................................... 237 4.4.1.3. Questões do TRF3 ........................................................................................................................... 242 4.4.1.4. Questões do TRF4 ........................................................................................................................... 242 4.4.1.5. Questões do TRF5 ........................................................................................................................... 242

4.5. DIREITO PREVIDENCIÁRIO..................................................................................................................... 242 4.5.1. Benefícios Previdenciários. Período de Carência. Valor Mensal. Salário-de-Benefício. Reajustamentos ............................................................................................................................... 242
4.5.1.1. Questões do TRF1 ........................................................................................................................... 242 4.5.1.2. Questões do TRF2 ........................................................................................................................... 243 4.5.1.3. Questões do TRF3 ........................................................................................................................... 244 4.5.1.4. Questões do TRF4 ........................................................................................................................... 244 4.5.1.5. Questões do TRF5 ........................................................................................................................... 244

4.6. DIREITO CIVIL .................................................................................................................................... 245 4.6.1. Fato Jurídico, Ato Jurídico E Negócio Jurídico. Relações Paracontratuais ............................. 245
4.6.1.1. Questões do TRF1 ........................................................................................................................... 245 4.6.1.2. Questões do TRF2 ........................................................................................................................... 245 4.6.1.3. Questões do TRF3 ........................................................................................................................... 245 4.6.1.4. Questões do TRF4 ........................................................................................................................... 247 4.6.1.5. Questões do TRF5 ........................................................................................................................... 247

4.7. DIREITO EMPRESARIAL ........................................................................................................................ 248 4.7.1. Alienação Fiduciária Em Garantia ......................................................................................... 248
4.7.1.1. Questões do TRF1 ........................................................................................................................... 248 4.7.1.2. Questões do TRF2 ........................................................................................................................... 249 4.7.1.3. Questões do TRF3 ........................................................................................................................... 249 4.7.1.4. Questões do TRF4 ........................................................................................................................... 249 4.7.1.5. Questões do TRF5 ........................................................................................................................... 249

4.8. DIREITO PROCESSUAL CIVIL .................................................................................................................. 249 4.8.1. Procedimento Ordinário – Fase Postulatória. Petição Inicial. Propositura Da Demanda. Requisitos Da Inicial. Pedido. Indeferimento Da Petição Inicial. Citação. Intimação. Resposta Do Réu: Contestação, Reconvenção, Exceções, Impugnação Ao Valor Da Causa, Impugnação À Gratuidade De Justiça e Ação Declaratória Incidental. Revelia ....................................................... 249
4.8.1.1. Questões do TRF1 ........................................................................................................................... 249 4.8.1.2. Questões do TRF2 ........................................................................................................................... 250 4.8.1.3. Questões do TRF3 ........................................................................................................................... 254 4.8.1.4. Questões do TRF4 ........................................................................................................................... 255 4.8.1.5. Questões do TRF5 ........................................................................................................................... 255

4.9. DIREITO PROCESSUAL PENAL ................................................................................................................ 256 4.9.1. Sentença. Motivação Das Decisões Penais ............................................................................ 256
4.9.1.1. Questões do TRF1 ........................................................................................................................... 256

8

4.9.1.2. Questões do TRF2 ........................................................................................................................... 259 4.9.1.3. Questões do TRF3 ........................................................................................................................... 260 4.9.1.4. Questões do TRF4 ........................................................................................................................... 260 4.9.1.5. Questões do TRF5 ........................................................................................................................... 261

4.10. DIREITO AMBIENTAL ......................................................................................................................... 261 4.10.1. Política Nacional Do Meio Ambiente. Instrumentos Da Política Nacional Do Meio Ambiente. Padrões De Qualidade Ambiental. Zoneamento Ambiental. Sistema Nacional De Unidades De Conservação Da Natureza ............................................................................................................... 261
4.10.1.1. Questões do TRF1 ......................................................................................................................... 261 4.10.1.2. Questões do TRF2 ......................................................................................................................... 261 4.10.1.3. Questões do TRF3 ......................................................................................................................... 262 4.10.1.4. Questões do TRF4 ......................................................................................................................... 262 4.10.1.5. Questões do TRF5 ......................................................................................................................... 262

4.11. DIREITO INTERNACIONAL PÚBLICO E PRIVADO ........................................................................................ 264 4.11.1. O Espaço Aéreo .................................................................................................................... 264
4.11.1.1. Questões do TRF1 ......................................................................................................................... 264 4.11.1.2. Questões do TRF2 ......................................................................................................................... 265 4.11.1.3. Questões do TRF3 ......................................................................................................................... 265 4.11.1.4. Questões do TRF4 ......................................................................................................................... 265 4.11.1.5. Questões do TRF5 ......................................................................................................................... 265

4.12. SOCIOLOGIA DO DIREITO.................................................................................................................... 265 4.12.1. Aspectos Gerenciais Da Atividade Judiciária........................................................................ 265
4.12.1.1. Questões do TRF1 ......................................................................................................................... 265 4.12.1.2. Questões do TRF2 ......................................................................................................................... 265 4.12.1.3. Questões do TRF3 ......................................................................................................................... 265 4.12.1.4. Questões do TRF4 ......................................................................................................................... 265 4.12.1.5. Questões do TRF5 ......................................................................................................................... 265

4.13. FILOSOFIA DO DIREITO ...................................................................................................................... 265 4.13.1. O Conceito De Direito E Sua Positividade............................................................................. 265
4.13.1.1. Questões do TRF1 ......................................................................................................................... 265 4.13.1.2. Questões do TRF2 ......................................................................................................................... 267 4.13.1.3. Questões do TRF3 ......................................................................................................................... 267 4.13.1.4. Questões do TRF4 ......................................................................................................................... 267 4.13.1.5. Questões do TRF5 ......................................................................................................................... 267

5. PONTO 05 ................................................................................................................................... 268 5.1. DIREITO CONSTITUCIONAL ................................................................................................................... 268 5.1.1. Eficácia Das Normas Constitucionais ..................................................................................... 268
5.1.1.1. Questões do TRF1 ........................................................................................................................... 268 5.1.1.2. Questões do TRF2 ........................................................................................................................... 270 5.1.1.3. Questões do TRF3 ........................................................................................................................... 270 5.1.1.4. Questões do TRF4 ........................................................................................................................... 270 5.1.1.5. Questões do TRF5 ........................................................................................................................... 270

5.2. DIREITO TRIBUTÁRIO ........................................................................................................................... 271 5.2.1. Impostos: União Federal – Estados-membros - Municípios – Distrito Federal - Territórios Princípios E Normas Constitucionais – Rendas Compatíveis ............................................................ 271
5.2.1.1. Questões do TRF1 ........................................................................................................................... 271 5.2.1.2. Questões do TRF2 ........................................................................................................................... 271 5.2.1.3. Questões do TRF3 ........................................................................................................................... 273 5.2.1.4. Questões do TRF4 ........................................................................................................................... 277 5.2.1.5. Questões do TRF5 ........................................................................................................................... 277

5.3. DIREITO ADMINISTRATIVO.................................................................................................................... 278

9

5.3.1. Licitação ................................................................................................................................. 278
5.3.1.1. Questões do TRF1 ........................................................................................................................... 278 5.3.1.2. Questões do TRF2 ........................................................................................................................... 284 5.3.1.3. Questões do TRF3 ........................................................................................................................... 292 5.3.1.4. Questões do TRF4 ........................................................................................................................... 296 5.3.1.5. Questões do TRF5 ........................................................................................................................... 296

5.4. DIREITO PENAL .................................................................................................................................. 296 5.4.1. Extinção Da Punibilidade ....................................................................................................... 296
5.4.1.1. Questões do TRF1 ........................................................................................................................... 296 5.4.1.2. Questões do TRF2 ........................................................................................................................... 301 5.4.1.3. Questões do TRF3 ........................................................................................................................... 301 5.4.1.4. Questões do TRF4 ........................................................................................................................... 301 5.4.1.5. Questões do TRF5 ........................................................................................................................... 301

5.5. DIREITO PREVIDENCIÁRIO..................................................................................................................... 301 5.5.1. Aposentadoria. Auxílio-Doença. Abono De Permanência. Pensões. Renda Mensal Vitalícia. Acumulação ..................................................................................................................................... 301
5.5.1.1. Questões do TRF1 ........................................................................................................................... 301 5.5.1.2. Questões do TRF2 ........................................................................................................................... 307 5.5.1.3. Questões do TRF3 ........................................................................................................................... 308 5.5.1.4. Questões do TRF4 ........................................................................................................................... 308 5.5.1.5. Questões do TRF5 ........................................................................................................................... 308

5.6. DIREITO CIVIL .................................................................................................................................... 309 5.6.1. Compra E Venda. Pactos Adjetos. Compromisso De Compra E Venda .................................. 309
5.6.1.1. Questões do TRF1 ........................................................................................................................... 309 5.6.1.2. Questões do TRF2 ........................................................................................................................... 313 5.6.1.3. Questões do TRF3 ........................................................................................................................... 313 5.6.1.4. Questões do TRF4 ........................................................................................................................... 313 5.6.1.5. Questões do TRF5 ........................................................................................................................... 313

5.7. DIREITO EMPRESARIAL ........................................................................................................................ 313 5.7.1. Títulos De Crédito................................................................................................................... 313
5.7.1.1. Questões do TRF1 ........................................................................................................................... 313 5.7.1.2. Questões do TRF2 ........................................................................................................................... 318 5.7.1.3. Questões do TRF3 ........................................................................................................................... 322 5.7.1.4. Questões do TRF4 ........................................................................................................................... 322 5.7.1.5. Questões do TRF5 ........................................................................................................................... 324

5.8. DIREITO PROCESSUAL CIVIL .................................................................................................................. 325 1.8.1. Fase Ordinatória. Providências Preliminares. Réplica. Especificação De Provas. Regularização. Julgamento Conforme O Estado Do Processo. Extinção Sem Julgamento Do Mérito. Julgamento Antecipado Do Mérito. Audiência Preliminar. Tentativa De Conciliação, Saneamento Do Processo, Desnecessidade De Audiência Preliminar ........................................................................................ 325
5.8.1.1. Questões do TRF1 ........................................................................................................................... 325 5.8.1.2. Questões do TRF2 ........................................................................................................................... 328 5.8.1.3. Questões do TRF3 ........................................................................................................................... 329 5.8.1.4. Questões do TRF4 ........................................................................................................................... 329 5.8.1.5. Questões do TRF5 ........................................................................................................................... 329

5.9. DIREITO PROCESSUAL PENAL ................................................................................................................ 329 5.9.1. Prova. Indícios. Presunções. Ônus Da Prova. Valor Da Confissão .......................................... 329
5.9.1.1. Questões do TRF1 ........................................................................................................................... 329 5.9.1.2. Questões do TRF2 ........................................................................................................................... 336 5.9.1.3. Questões do TRF3 ........................................................................................................................... 339 5.9.1.4. Questões do TRF4 ........................................................................................................................... 339 5.9.1.5. Questões do TRF5 ........................................................................................................................... 340

10

5.10. DIREITO AMBIENTAL ......................................................................................................................... 340 5.10.1. Avaliação De Impactos Ambientais. Estudo Prévio De Impacto Ambiental E Licenciamento Ambiental. Infrações E Sanções Administrativas ............................................................................. 340
5.10.1.1. Questões do TRF1 ......................................................................................................................... 340 5.10.1.2. Questões do TRF2 ......................................................................................................................... 344 5.10.1.3. Questões do TRF3 ......................................................................................................................... 347 5.10.1.4. Questões do TRF4 ......................................................................................................................... 347 5.10.1.5. Questões do TRF5 ......................................................................................................................... 347

5.11. DIREITO INTERNACIONAL PÚBLICO E PRIVADO ........................................................................................ 347 5.11.1. Mar Territorial E Zona Contígua. Zona Econômica. Plataforma Continental. Alto Mar ...... 347
5.11.1.1. Questões do TRF1 ......................................................................................................................... 347 5.11.1.2. Questões do TRF2 ......................................................................................................................... 348 5.11.1.3. Questões do TRF3 ......................................................................................................................... 348 5.11.1.4. Questões do TRF4 ......................................................................................................................... 348 5.11.1.5. Questões do TRF5 ......................................................................................................................... 348

5.12. SOCIOLOGIA DO DIREITO.................................................................................................................... 348 5.12.1. O Fato Jurídico Como Espécie Do Gênero Fato Social .......................................................... 348
5.12.1.1. Questões do TRF1 ......................................................................................................................... 348 5.12.1.2. Questões do TRF2 ......................................................................................................................... 348 5.12.1.3. Questões do TRF3 ......................................................................................................................... 348 5.12.1.4. Questões do TRF4 ......................................................................................................................... 348 5.12.1.5. Questões do TRF5 ......................................................................................................................... 348

5.13. FILOSOFIA DO DIREITO ...................................................................................................................... 349 5.13.1. A Justiça Como Valor Jurídico Político.................................................................................. 349
5.13.1.1. Questões do TRF1 ......................................................................................................................... 349 5.13.1.2. Questões do TRF2 ......................................................................................................................... 349 5.13.1.3. Questões do TRF3 ......................................................................................................................... 349 5.13.1.4. Questões do TRF4 ......................................................................................................................... 349 5.13.1.5. Questões do TRF5 ......................................................................................................................... 349

6. PONTO 06 ................................................................................................................................... 350 6.1. DIREITO CONSTITUCIONAL ................................................................................................................... 350 6.1.1. Princípios E Métodos De Interpretação Da Constituição ....................................................... 350
6.1.1.1. Questões do TRF1 ........................................................................................................................... 350 6.1.1.2. Questões do TRF2 ........................................................................................................................... 350 6.1.1.3. Questões do TRF3 ........................................................................................................................... 351 6.1.1.4. Questões do TRF4 ........................................................................................................................... 351 6.1.1.5. Questões do TRF5 ........................................................................................................................... 352

6.2. DIREITO TRIBUTÁRIO ........................................................................................................................... 352 6.2.1. Legislação Tributária: Vigência No Tempo E No Espaço – Aplicação - Hermenêutica Tributária – Lei Interpretativa - Interpretação E Integração Da Legislação Tributária No Código Tributário Nacional ........................................................................................................................................... 352
6.2.1.1. Questões do TRF1 ........................................................................................................................... 352 6.2.1.2. Questões do TRF2 ........................................................................................................................... 355 6.2.1.3. Questões do TRF3 ........................................................................................................................... 358 6.2.1.4. Questões do TRF4 ........................................................................................................................... 358 6.2.1.5. Questões do TRF5 ........................................................................................................................... 358

6.3. DIREITO ADMINISTRATIVO.................................................................................................................... 358 6.3.1. Serviços Públicos E Atividades Econômicas Do Estado .......................................................... 358
6.3.1.1. Questões do TRF1 ........................................................................................................................... 358 6.3.1.2. Questões do TRF2 ........................................................................................................................... 360 6.3.1.3. Questões do TRF3 ........................................................................................................................... 361

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6.3.1.4. Questões do TRF4 ........................................................................................................................... 361 6.3.1.5. Questões do TRF5 ........................................................................................................................... 361

6.4. DIREITO PENAL .................................................................................................................................. 362 6.4.1. Inatividade No Processo Penal. Inquérito Policial. Garantias Do Investigado. Atribuições Da Autoridade Policial. Intervenção Do Ministério Público................................................................... 362
6.4.1.1. Questões do TRF1 ........................................................................................................................... 362 6.4.1.2. Questões do TRF2 ........................................................................................................................... 364 6.4.1.3. Questões do TRF3 ........................................................................................................................... 365 6.4.1.4. Questões do TRF4 ........................................................................................................................... 365 6.4.1.5. Questões do TRF5 ........................................................................................................................... 365

6.5. DIREITO PREVIDENCIÁRIO..................................................................................................................... 366 6.5.1. Tempo De Serviço - Lei N. 8.742/1993 (Loas): Aspectos Previdenciários E Sociais ................ 366
6.5.1.1. Questões do TRF1 ........................................................................................................................... 366 6.5.1.2. Questões do TRF2 ........................................................................................................................... 367 6.5.1.3. Questões do TRF3 ........................................................................................................................... 367 6.5.1.4. Questões do TRF4 ........................................................................................................................... 367 6.5.1.5. Questões do TRF5 ........................................................................................................................... 367

6.6. DIREITO CIVIL .................................................................................................................................... 367 6.6.1. Pessoas Jurídicas. Obrigação Natural .................................................................................... 367
6.6.1.1. Questões do TRF1 ........................................................................................................................... 367 6.6.1.2. Questões do TRF2 ........................................................................................................................... 369 6.6.1.3. Questões do TRF3 ........................................................................................................................... 369 6.6.1.4. Questões do TRF4 ........................................................................................................................... 370 6.6.1.5. Questões do TRF5 ........................................................................................................................... 370

6.7. DIREITO EMPRESARIAL ........................................................................................................................ 370 6.7.1. Arrendamento Mercantil ....................................................................................................... 370
6.7.1.1. Questões do TRF1 ........................................................................................................................... 370 6.7.1.2. Questões do TRF2 ........................................................................................................................... 371 6.7.1.3. Questões do TRF3 ........................................................................................................................... 371 6.7.1.4. Questões do TRF4 ........................................................................................................................... 371 6.7.1.5. Questões do TRF5 ........................................................................................................................... 371

6.8. DIREITO PROCESSUAL CIVIL .................................................................................................................. 371 6.8.1. Procedimento Ordinário – Fase Instrutória. Teoria Geral Da Prova. Classificação Da Prova. Objeto Da Prova. Prova De Fato Negativo. O Juiz E A Produção Da Prova. O Ônus Da Prova. Provas Ilícitas. Hierarquia. Fontes E Meios. Prova Documental. Prova Pericial. Inspeção Judicial. Prova Testemunhal. Depoimento Pessoal. Interrogatório Das Partes. Audiência De Instrução E Julgamento ......................................................................................................................................................... 371
6.8.1.1. Questões do TRF1 ........................................................................................................................... 371 6.8.1.2. Questões do TRF2 ........................................................................................................................... 375 6.8.1.3. Questões do TRF3 ........................................................................................................................... 375 6.8.1.4. Questões do TRF4 ........................................................................................................................... 375 6.8.1.5. Questões do TRF5 ........................................................................................................................... 376

6.9. DIREITO PROCESSUAL PENAL ................................................................................................................ 376 6.9.1. Questões E Processos Incidentes............................................................................................ 376
6.9.1.1. Questões do TRF1 ........................................................................................................................... 376 6.9.1.2. Questões do TRF2 ........................................................................................................................... 377 6.9.1.3. Questões do TRF3 ........................................................................................................................... 378 6.9.1.4. Questões do TRF4 ........................................................................................................................... 378 6.9.1.5. Questões do TRF5 ........................................................................................................................... 378

6.10. DIREITO AMBIENTAL ......................................................................................................................... 378 6.10.1. Responsabilidade Ambiental. Tutela Civil Do Meio Ambiente. A Responsabilidade Civil Ambiental. O Dano Ambiental. Formas De Reparação Do Dano Ambiental. Responsabilidade Por

12

Culpa Do Direito Tradicional. Responsabilidade Objetiva No Direito Ambiental. O Sujeito Responsável E A Solidariedade Passiva No Dano Ambiental. A Responsabilidade Do Estado Por Dano Ambiental ............................................................................................................................... 378
6.10.1.1. Questões do TRF1 ......................................................................................................................... 378 6.10.1.2. Questões do TRF2 ......................................................................................................................... 383 6.10.1.3. Questões do TRF3 ......................................................................................................................... 383 6.10.1.4. Questões do TRF4 ......................................................................................................................... 383 6.10.1.5. Questões do TRF5 ......................................................................................................................... 383

6.11. DIREITO INTERNACIONAL PÚBLICO E PRIVADO ........................................................................................ 383 6.11.1. O Estado Como Sujeito De Direito Internacional Público (Deveres E Direitos Do Estado Na Ordem Internacional)....................................................................................................................... 383
6.11.1.1. Questões do TRF1 ......................................................................................................................... 383 6.11.1.2. Questões do TRF2 ......................................................................................................................... 384 6.11.1.3. Questões do TRF3 ......................................................................................................................... 384 6.11.1.4. Questões do TRF4 ......................................................................................................................... 384 6.11.1.5. Questões do TRF5 ......................................................................................................................... 384

6.12. SOCIOLOGIA DO DIREITO.................................................................................................................... 384 6.12.1. Extratificação Social ............................................................................................................. 384
6.12.1.1. Questões do TRF1 ......................................................................................................................... 384 6.12.1.2. Questões do TRF2 ......................................................................................................................... 385 6.12.1.3. Questões do TRF3 ......................................................................................................................... 385 6.12.1.4. Questões do TRF4 ......................................................................................................................... 385 6.12.1.5. Questões do TRF5 ......................................................................................................................... 385

6.13. FILOSOFIA DO DIREITO ...................................................................................................................... 385 6.13.1. A Moral e o Direito............................................................................................................... 385
6.13.1.1. Questões do TRF1 ......................................................................................................................... 385 6.13.1.2. Questões do TRF2 ......................................................................................................................... 386 6.13.1.3. Questões do TRF3 ......................................................................................................................... 386 6.13.1.4. Questões do TRF4 ......................................................................................................................... 386 6.13.1.5. Questões do TRF5 ......................................................................................................................... 387

7. PONTO 07 ................................................................................................................................... 387 7.1. DIREITO CONSTITUCIONAL ................................................................................................................... 387 7.1.1. Conceitos De Constituição ..................................................................................................... 387
7.1.1.1. Questões do TRF1 ........................................................................................................................... 387 7.1.1.2. Questões do TRF2 ........................................................................................................................... 388 7.1.1.3. Questões do TRF3 ........................................................................................................................... 391 7.1.1.4. Questões do TRF4 ........................................................................................................................... 391 7.1.1.5. Questões do TRF5 ........................................................................................................................... 392

7.2. DIREITO TRIBUTÁRIO ........................................................................................................................... 392 7.2.1. Obrigação Tributária: Elementos - Sujeição Passiva Direta E Indireta - Espécies – Domicílio Tributário ......................................................................................................................................... 392
7.2.1.1. Questões do TRF1 ........................................................................................................................... 392 7.2.1.2. Questões do TRF2 ........................................................................................................................... 395 7.2.1.3. Questões do TRF3 ........................................................................................................................... 397 7.2.1.4. Questões do TRF4 ........................................................................................................................... 399 7.2.1.5. Questões do TRF5 ........................................................................................................................... 399

7.3. DIREITO ADMINISTRATIVO.................................................................................................................... 400 7.3.1. Administração Pública Direta E Indireta. Entidades Administrativas .................................... 400
7.3.1.1. Questões do TRF1 ........................................................................................................................... 400 7.3.1.3. Questões do TRF3 ........................................................................................................................... 403 7.3.1.4. Questões do TRF4 ........................................................................................................................... 409

13

7.3.1.5. Questões do TRF5 ........................................................................................................................... 410

7.4. DIREITO PENAL .................................................................................................................................. 419 7.4.1. Suspensão Condicional Do Processo E Da Pena ..................................................................... 419
7.4.1.1. Questões do TRF1 ........................................................................................................................... 419 7.4.1.2. Questões do TRF2 ........................................................................................................................... 419 7.4.1.3. Questões do TRF3 ........................................................................................................................... 420 7.4.1.4. Questões do TRF4 ........................................................................................................................... 420 7.4.1.5. Questões do TRF5 ........................................................................................................................... 420

7.5. DIREITO PREVIDENCIÁRIO..................................................................................................................... 420 7.5.1. Aposentadoria. Auxílio-Doença. Abono De Permanência. Pensões. Renda Mensal Vitalícia. Acumulação ..................................................................................................................................... 420
7.5.1.1. Questões do TRF1 ........................................................................................................................... 420 7.5.1.2. Questões do TRF2 ........................................................................................................................... 422 7.5.1.3. Questões do TRF3 ........................................................................................................................... 422 7.5.1.4. Questões do TRF4 ........................................................................................................................... 422 7.5.1.5. Questões do TRF5 ........................................................................................................................... 422

7.6. DIREITO CIVIL .................................................................................................................................... 422 7.6.1. Do Pagamento (Regras Gerais). Pagamento Com Sub-Rogação. Novação ........................... 422
7.6.1.1. Questões do TRF1 ........................................................................................................................... 422 7.6.1.2. Questões do TRF2 ........................................................................................................................... 423 7.6.1.3. Questões do TRF3 ........................................................................................................................... 423 7.6.1.4. Questões do TRF4 ........................................................................................................................... 424 7.6.1.5. Questões do TRF5 ........................................................................................................................... 424

7.7. DIREITO EMPRESARIAL ........................................................................................................................ 424 7.7.1. Franquia E Faturização .......................................................................................................... 424
7.7.1.1. Questões do TRF1 ........................................................................................................................... 424 7.7.1.2. Questões do TRF2 ........................................................................................................................... 424 7.7.1.3. Questões do TRF3 ........................................................................................................................... 424 7.7.1.4. Questões do TRF4 ........................................................................................................................... 424 7.7.1.5. Questões do TRF5 ........................................................................................................................... 424

7.8. DIREITO PROCESSUAL CIVIL .................................................................................................................. 424 7.8.1. O Processo Nos Tribunais. Uniformização Da Jurisprudência. Declaração De Inconstitucionalidade Pelo Sistema Difuso ...................................................................................... 424
7.8.1.1. Questões do TRF1 ........................................................................................................................... 424 7.8.1.2. Questões do TRF2 ........................................................................................................................... 424 7.8.1.3. Questões do TRF3 ........................................................................................................................... 425 7.8.1.4. Questões do TRF4 ........................................................................................................................... 425 7.8.1.5. Questões do TRF5 ........................................................................................................................... 425

7.9. DIREITO PROCESSUAL PENAL ................................................................................................................ 425 7.9.1. Execução Penal ...................................................................................................................... 425
7.9.1.1. Questões do TRF1 ........................................................................................................................... 425 7.9.1.2. Questões do TRF2 ........................................................................................................................... 425 7.9.1.3. Questões do TRF3 ........................................................................................................................... 426 7.9.1.4. Questões do TRF4 ........................................................................................................................... 426 7.9.1.5. Questões do TRF5 ........................................................................................................................... 426

7.10. DIREITO AMBIENTAL ......................................................................................................................... 426 7.10.1. Responsabilidade Ambiental. Tutela Penal Do Meio Ambiente. A Responsabilidade Penal Ambiental. As Normas Penais Ambientais. Responsabilidade Penal Individual. Responsabilidade Penal Da Pessoa Jurídica. As Sanções Penais Das Pessoas Físicas. As Penas Aplicáveis Às Pessoas Jurídicas. Os Crimes Ambientais Previstos Na Lei Nº 9.605/98. Outros Crimes Ambientais ............ 426
7.10.1.1. Questões do TRF1 ......................................................................................................................... 426 7.10.1.2. Questões do TRF2 ......................................................................................................................... 426

14

7.10.1.3. Questões do TRF3 ......................................................................................................................... 426 7.10.1.4. Questões do TRF4 ......................................................................................................................... 426 7.10.1.5. Questões do TRF5 ......................................................................................................................... 426

7.11. DIREITO INTERNACIONAL PÚBLICO E PRIVADO ........................................................................................ 427 7.11.1. O Homem Como Sujeito De Direito Internacional Público (As Declarações De Direitos) ..... 427
7.11.1.1. Questões do TRF1 ......................................................................................................................... 427 7.11.1.2. Questões do TRF2 ......................................................................................................................... 427 7.11.1.3. Questões do TRF3 ......................................................................................................................... 428 7.11.1.4. Questões do TRF4 ......................................................................................................................... 429 7.11.1.5. Questões do TRF5 ......................................................................................................................... 429

7.12. SOCIOLOGIA DO DIREITO.................................................................................................................... 429 7.12.1. Processos De Transformação Do Indivíduo Do Gênero Em Pessoa Ou Ator Social .............. 429
7.12.1.1. Questões do TRF1 ......................................................................................................................... 429 7.12.1.2. Questões do TRF2 ......................................................................................................................... 429 7.12.1.3. Questões do TRF3 ......................................................................................................................... 430 7.12.1.4. Questões do TRF4 ......................................................................................................................... 430 7.12.1.5. Questões do TRF5 ......................................................................................................................... 430

7.13. FILOSOFIA DO DIREITO ...................................................................................................................... 430 7.13.1. Equidade .............................................................................................................................. 430
7.13.1.1. Questões do TRF1 ......................................................................................................................... 430 7.13.1.2. Questões do TRF2 ......................................................................................................................... 430 7.13.1.3. Questões do TRF3 ......................................................................................................................... 430 7.13.1.4. Questões do TRF4 ......................................................................................................................... 430 7.13.1.5. Questões do TRF5 ......................................................................................................................... 430

8. PONTO 08 ................................................................................................................................... 430 8.1. DIREITO CONSTITUCIONAL ................................................................................................................... 430 8.1.1. Classificação Das Constituições ............................................................................................. 430
8.1.1.1. Questões do TRF1 ........................................................................................................................... 430 8.1.1.2. Questões do TRF2 ........................................................................................................................... 430 8.1.1.3. Questões do TRF3 ........................................................................................................................... 431 8.1.1.4. Questões do TRF4 ........................................................................................................................... 431 8.1.1.5. Questões do TRF5 ........................................................................................................................... 431

8.2. DIREITO TRIBUTÁRIO ........................................................................................................................... 431 8.2.1. Crédito Tributário: Constituição ............................................................................................. 431
8.2.1.1. Questões do TRF1 ........................................................................................................................... 431 8.2.1.2. Questões do TRF2 ........................................................................................................................... 431 8.2.1.3. Questões do TRF3 ........................................................................................................................... 431 8.2.1.4. Questões do TRF4 ........................................................................................................................... 432 8.2.1.5. Questões do TRF5 ........................................................................................................................... 432

8.3. DIREITO ADMINISTRATIVO.................................................................................................................... 432 8.3.1. Devido Processo (Legal) Administrativo................................................................................. 432
8.3.1.1. Questões do TRF1 ........................................................................................................................... 432 8.3.1.2. Questões do TRF2 ........................................................................................................................... 432 8.3.1.3. Questões do TRF3 ........................................................................................................................... 433 8.3.1.4. Questões do TRF4 ........................................................................................................................... 433 8.3.1.5. Questões do TRF5 ........................................................................................................................... 433

8.4. DIREITO PENAL .................................................................................................................................. 433 8.4.1. Crimes De "Lavagem" Ou Ocultação De Bens, Direitos E Valores .......................................... 433
8.4.1.1. Questões do TRF1 ........................................................................................................................... 433 8.4.1.2. Questões do TRF2 ........................................................................................................................... 434 8.4.1.3. Questões do TRF3 ........................................................................................................................... 434

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8.4.1.4. Questões do TRF4 ........................................................................................................................... 434 8.4.1.5. Questões do TRF5 ........................................................................................................................... 435

8.5. DIREITO PREVIDENCIÁRIO..................................................................................................................... 435 8.5.1. Trabalhador Rural - Estatuto Do Idoso (Lei N. 10.741/2003)................................................. 435
8.5.1.1. Questões do TRF1 ........................................................................................................................... 435 8.5.1.2. Questões do TRF2 ........................................................................................................................... 437 8.5.1.3. Questões do TRF3 ........................................................................................................................... 437 8.5.1.4. Questões do TRF4 ........................................................................................................................... 437 8.5.1.5. Questões do TRF5 ........................................................................................................................... 437

8.6. DIREITO CIVIL .................................................................................................................................... 437 8.6.1. Obrigação: Conceito. Elementos Constitutivos. Modalidades ............................................... 437
8.6.1.1. Questões do TRF1 ........................................................................................................................... 437 8.6.1.2. Questões do TRF2 ........................................................................................................................... 437 8.6.1.3. Questões do TRF3 ........................................................................................................................... 438 8.6.1.4. Questões do TRF4 ........................................................................................................................... 438 8.6.1.5. Questões do TRF5 ........................................................................................................................... 438

8.7. DIREITO EMPRESARIAL ........................................................................................................................ 439 8.7.1. Sociedade Simples E Sociedade Em Nome Coletivo ............................................................... 439
8.7.1.1. Questões do TRF1 ........................................................................................................................... 439 8.7.1.2. Questões do TRF2 ........................................................................................................................... 439 8.7.1.3. Questões do TRF3 ........................................................................................................................... 439 8.7.1.4. Questões do TRF4 ........................................................................................................................... 439 8.7.1.5. Questões do TRF5 ........................................................................................................................... 439

8.8. DIREITO PROCESSUAL CIVIL .................................................................................................................. 440 8.8.1. Homologação De Sentença Estrangeira. Ação Rescisória. Ação Rescisória Constitucional. Antecipação De Tutela Na Ação Rescisória ..................................................................................... 440
8.8.1.1. Questões do TRF1 ........................................................................................................................... 440 8.8.1.2. Questões do TRF2 ........................................................................................................................... 440 8.8.1.3. Questões do TRF3 ........................................................................................................................... 442 8.8.1.4. Questões do TRF4 ........................................................................................................................... 442 8.8.1.5. Questões do TRF5 ........................................................................................................................... 443

8.9. DIREITO PROCESSUAL PENAL ................................................................................................................ 445 8.9.1. Prisão Cautelar De Natureza Processual................................................................................ 445
8.9.1.1. Questões do TRF1 ........................................................................................................................... 445 8.9.1.2. Questões do TRF2 ........................................................................................................................... 446 8.9.1.3. Questões do TRF3 ........................................................................................................................... 446 8.9.1.4. Questões do TRF4 ........................................................................................................................... 448 8.9.1.5. Questões do TRF5 ........................................................................................................................... 449

8.10. DIREITO AMBIENTAL ......................................................................................................................... 449 8.10.1. Principais Instrumentos De Proteção Internacional Do Meio Ambiente. Fontes Do Direito Internacional Do Meio Ambiente. Documentos Internacionais. Agenda 21 .................................... 449
8.10.1.1. Questões do TRF1 ......................................................................................................................... 449 8.10.1.2. Questões do TRF2 ......................................................................................................................... 449 8.10.1.3. Questões do TRF3 ......................................................................................................................... 450 8.10.1.4. Questões do TRF4 ......................................................................................................................... 450 8.10.1.5. Questões do TRF5 ......................................................................................................................... 450

8.11. DIREITO INTERNACIONAL PÚBLICO E PRIVADO ........................................................................................ 450 8.11.1. Incorporação Dos Tratados Público E Privado Internacionais (Convenções Etc.) No Direito Brasileiro .......................................................................................................................................... 450
8.11.1.1. Questões do TRF1 ......................................................................................................................... 450 8.11.1.2. Questões do TRF2 ......................................................................................................................... 452 8.11.1.3. Questões do TRF3 ......................................................................................................................... 456

16

8.11.1.4. Questões do TRF4 ......................................................................................................................... 457 8.11.1.5. Questões do TRF5 ......................................................................................................................... 457

8.12. SOCIOLOGIA DO DIREITO .............................................................................................................. 460 8.12.1. Conflitos – Conceito .......................................................................................................... 460
8.12.1.1. Questões do TRF1 ........................................................................................................................ 460 8.12.1.2. Questões do TRF28 ....................................................................................................................... 461 8.12.1.3. Questões do TRF3 ......................................................................................................................... 461 8.12.1.4. Questões do TRF4 ......................................................................................................................... 461 8.12.1.5. Questões do TRF5 ......................................................................................................................... 461

8.13. FILOSOFIA DO DIREITO ...................................................................................................................... 461 8.13.1. O Mundo Compreendido Cosmologicamente ...................................................................... 461
8.13.1.1. Questões do TRF1 ......................................................................................................................... 461 8.13.1.2. Questões do TRF2 ......................................................................................................................... 465 8.13.1.3. Questões do TRF3 ......................................................................................................................... 465 8.13.1.4. Questões do TRF4 ......................................................................................................................... 465 8.13.1.5. Questões do TRF5 ......................................................................................................................... 465

9. PONTO 09 ................................................................................................................................... 465 9.1. DIREITO CONSTITUCIONAL ................................................................................................................... 465 9.1.1. Separação De Poderes E Divisão De Poderes No Brasil.......................................................... 465
9.1.1.1. Questões do TRF1 ........................................................................................................................... 465 9.1.1.2. Questões do TRF2 ........................................................................................................................... 465 9.1.1.3. Questões do TRF3 ........................................................................................................................... 471 9.1.1.4. Questões do TRF4 ........................................................................................................................... 474 9.1.1.5. Questões do TRF5 ........................................................................................................................... 474

TRF5 – 2012.................................................................................................................................. 474 9.2. DIREITO TRIBUTÁRIO ........................................................................................................................... 476 9.2.1. Crédito Tributário: Suspensão ................................................................................................ 476
9.2.1.1. Questões do TRF1 ........................................................................................................................... 476 9.2.1.2. Questões do TRF2 ........................................................................................................................... 476 9.2.1.3. Questões do TRF3 ........................................................................................................................... 477 9.2.1.4. Questões do TRF4 ........................................................................................................................... 477 9.2.1.5. Questões do TRF5 ........................................................................................................................... 477

9.3. DIREITO ADMINISTRATIVO.................................................................................................................... 477 9.3.1. Contratos Administrativos. Parcerias Público-Privadas ......................................................... 477
9.3.1.1. Questões do TRF1 ........................................................................................................................... 477 9.3.1.2. Questões do TRF2 ........................................................................................................................... 477 9.3.1.3. Questões do TRF3 ........................................................................................................................... 479 9.3.1.4. Questões do TRF4 ........................................................................................................................... 480 9.3.1.5. Questões do TRF5 ........................................................................................................................... 480

9.4. DIREITO PENAL .................................................................................................................................. 480 9.4.1. Crimes Hediondos .................................................................................................................. 480
9.4.1.1. Questões do TRF1 ........................................................................................................................... 480 9.4.1.2. Questões do TRF2 ........................................................................................................................... 481 9.4.1.3. Questões do TRF3 ........................................................................................................................... 481 9.4.1.4. Questões do TRF4 ........................................................................................................................... 482 9.4.1.5. Questões do TRF5 ........................................................................................................................... 483

9.5. DIREITO PREVIDENCIÁRIO..................................................................................................................... 483 9.5.1. Empregador E Empregado Domésticos - Estatuto Do Idoso (Lei N. 10.741/2003) - Lei N. 8.742/1993 (Loas) ............................................................................................................................ 483
9.5.1.1. Questões do TRF1 ........................................................................................................................... 483

17

9.5.1.2. Questões do TRF2 ........................................................................................................................... 483 9.5.1.3. Questões do TRF3 ........................................................................................................................... 484 9.5.1.4. Questões do TRF4 ........................................................................................................................... 484 9.5.1.5. Questões do TRF5 ........................................................................................................................... 484

9.6. DIREITO CIVIL .................................................................................................................................... 484 9.6.1. Mandato. Revisão E Extinção Dos Contratos ......................................................................... 484
9.6.1.1. Questões do TRF1 ........................................................................................................................... 484 9.6.1.2. Questões do TRF2 ........................................................................................................................... 484 9.6.1.3. Questões do TRF3 ........................................................................................................................... 485 9.6.1.4. Questões do TRF4 ........................................................................................................................... 486 9.6.1.5. Questões do TRF5 ........................................................................................................................... 486

9.7. DIREITO EMPRESARIAL ........................................................................................................................ 486 9.7.1. Sociedade: Princípios Gerais E Classificação .......................................................................... 486
9.7.1.1. Questões do TRF1 ........................................................................................................................... 486 9.7.1.2. Questões do TRF2 ........................................................................................................................... 487 9.7.1.3. Questões do TRF3 ........................................................................................................................... 489 9.7.1.4. Questões do TRF4 ........................................................................................................................... 491 9.7.1.5. Questões do TRF5 ........................................................................................................................... 491

9.8. DIREITO PROCESSUAL CIVIL .................................................................................................................. 493 9.8.1. Teoria Geral Dos Recursos. Princípio Do Duplo Grau De Jurisdição. Conceito De Recurso. Classificação. Juízo De Admissibilidade. Juízo De Mérito. Efeito Dos Recursos. Efeitos De Interposição. Efeitos De Julgamento. Antecipação Da Tutela Recursal ........................................... 493
9.8.1.1. Questões do TRF1 ........................................................................................................................... 493 9.8.1.2. Questões do TRF2 ........................................................................................................................... 493 9.8.1.3. Questões do TRF3 ........................................................................................................................... 494 9.8.1.4. Questões do TRF4 ........................................................................................................................... 494 9.8.1.5. Questões do TRF5 ........................................................................................................................... 494

9.9. DIREITO PROCESSUAL PENAL ................................................................................................................ 495 9.9.1. Juizados Especiais Federais Criminais .................................................................................... 495
9.9.1.1. Questões do TRF1 ........................................................................................................................... 495 9.9.1.2. Questões do TRF2 ........................................................................................................................... 495 9.9.1.3. Questões do TRF3 ........................................................................................................................... 495 9.9.1.4. Questões do TRF4 ........................................................................................................................... 495 9.9.1.5. Questões do TRF5 ........................................................................................................................... 495

9.10. DIREITO AMBIENTAL ......................................................................................................................... 495 9.10.1. A Tutela Internacional Dos Bens Naturais Brasileiros E As Unidades De Conservação Da Natureza De Proteção Integral ........................................................................................................ 495
9.10.1.1. Questões do TRF1 ......................................................................................................................... 495 9.10.1.2. Questões do TRF2 ......................................................................................................................... 495 9.10.1.3. Questões do TRF3 ......................................................................................................................... 495 9.10.1.4. Questões do TRF4 ......................................................................................................................... 496 9.10.1.5. Questões do TRF5 ......................................................................................................................... 496

9.11. DIREITO INTERNACIONAL PÚBLICO E PRIVADO ........................................................................................ 496 9.11.1. Atividade Da Lei No Tempo (Vigência, Eficácia, Fundamento) ............................................ 496
9.11.1.1. Questões do TRF1 ......................................................................................................................... 496 9.11.1.2. Questões do TRF2 ......................................................................................................................... 496 9.11.1.3. Questões do TRF3 ......................................................................................................................... 496 9.11.1.4. Questões do TRF4 ......................................................................................................................... 496 9.11.1.5. Questões do TRF5 ......................................................................................................................... 496

9.12. SOCIOLOGIA DO DIREITO.................................................................................................................... 498 9.12.1. Mecanismos De Resolução De Conflitos .............................................................................. 498
9.12.1.1. Questões do TRF1 ......................................................................................................................... 498

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9.12.1.2. Questões do TRF2 ......................................................................................................................... 499 9.12.1.3. Questões do TRF3 ......................................................................................................................... 499 9.12.1.4. Questões do TRF4 ......................................................................................................................... 499 9.12.1.5. Questões do TRF5 ......................................................................................................................... 499

9.13. FILOSOFIA DO DIREITO ...................................................................................................................... 500 9.13.1. O Homem. Conceito. Ser Do Mundo E Opondo-Se Ao Mundo ............................................. 500
9.13.1.1. Questões do TRF1 ......................................................................................................................... 500 9.13.1.2. Questões do TRF2 ......................................................................................................................... 503 9.13.1.3. Questões do TRF3 ......................................................................................................................... 503 9.13.1.4. Questões do TRF4 ......................................................................................................................... 503 9.13.1.5. Questões do TRF5 ......................................................................................................................... 503

10. PONTO 10.................................................................................................................................. 504 10.1. DIREITO CONSTITUCIONAL ................................................................................................................. 504 10.1.1. Federalismo E Estado Federal Brasileiro .............................................................................. 504
10.1.1.1. Questões do TRF1 ......................................................................................................................... 504 10.1.1.2. Questões do TRF2 ......................................................................................................................... 504 10.1.1.3. Questões do TRF3 ......................................................................................................................... 505 10.1.1.4. Questões do TRF4 ......................................................................................................................... 506 10.1.1.5. Questões do TRF5 ......................................................................................................................... 506

10.2. DIREITO TRIBUTÁRIO ......................................................................................................................... 508 10.2.1. Crédito Tributário: Extinção ................................................................................................. 508
10.2.1.1. Questões do TRF1 ......................................................................................................................... 508 10.2.1.2. Questões do TRF2 ......................................................................................................................... 508 10.2.1.3. Questões do TRF3 ......................................................................................................................... 511 10.2.1.4. Questões do TRF4 ......................................................................................................................... 511 101.2.1.5. Questões do TRF5 ....................................................................................................................... 513

10.3. DIREITO ADMINISTRATIVO.................................................................................................................. 513 10.3.1. Responsabilidade Administrativa, Civil E Penal Do Servidor Público. Processo Disciplinar .. 513
10.3.1.1. Questões do TRF1 ......................................................................................................................... 513 10.3.1.2. Questões do TRF2 ......................................................................................................................... 513 10.3.1.3. Questões do TRF3 ......................................................................................................................... 518 10.3.1.4. Questões do TRF4 ......................................................................................................................... 518 10.3.1.5. Questões do TRF5 ......................................................................................................................... 519

10.4. DIREITO PENAL ................................................................................................................................ 519 10.4.1. Crimes Contra A Ordem Tributária. Apropriação Indébita Previdenciária ........................... 519
10.4.1.1. Questões do TRF1 ......................................................................................................................... 519 10.4.1.2. Questões do TRF2 ......................................................................................................................... 519 10.4.1.3. Questões do TRF3 ......................................................................................................................... 522 10.4.1.4. Questões do TRF4 ......................................................................................................................... 522 10.4.1.5. Questões do TRF5 ......................................................................................................................... 524

10.5. DIREITO PREVIDENCIÁRIO................................................................................................................... 524 10.5.1. O Servidor Público Federal - Reciprocidade De Regimes - Dependência Econômica ........... 524
10.5.1.1. Questões do TRF1 ......................................................................................................................... 524 10.5.1.2. Questões do TRF2 ......................................................................................................................... 524 10.5.1.3. Questões do TRF3 ......................................................................................................................... 530 10.5.1.4. Questões do TRF4 ......................................................................................................................... 530 10.5.1.5. Questões do TRF5 ......................................................................................................................... 530

10.6. DIREITO CIVIL .................................................................................................................................. 530 10.6.1. Da Posse............................................................................................................................... 530
10.6.1.1. Questões do TRF1 ......................................................................................................................... 530 10.6.1.2. Questões do TRF2 ......................................................................................................................... 531

19

10.6.1.3. Questões do TRF3 ......................................................................................................................... 533 10.6.1.4. Questões do TRF4 ......................................................................................................................... 534 10.6.1.5. Questões do TRF5 ......................................................................................................................... 534

10.7. DIREITO EMPRESARIAL ...................................................................................................................... 534 10.7.1. Sistema Financeiro Nacional ................................................................................................ 534
10.7.1.1. Questões do TRF1 ......................................................................................................................... 534 10.7.1.2. Questões do TRF2 ......................................................................................................................... 534 10.7.1.3. Questões do TRF3 ......................................................................................................................... 535 10.7.1.4. Questões do TRF4 ......................................................................................................................... 535 10.7.1.5. Questões do TRF5 ......................................................................................................................... 535

10.8. DIREITO PROCESSUAL CIVIL ................................................................................................................ 535 10.8.1. Recursos Em Espécie. Apelação. Agravos. Embargos Infringentes. Embargos De Declaração. Recurso Ordinário Para O Stf E Para O Stj. Recurso Especial E Recurso Extraordinário. Embargos De Divergência ...................................................................................................................................... 535
10.8.1.1. Questões do TRF1 ......................................................................................................................... 535 10.8.1.2. Questões do TRF2 ......................................................................................................................... 536 10.8.1.3. Questões do TRF3 ......................................................................................................................... 539 10.8.1.4. Questões do TRF4 ......................................................................................................................... 539 10.8.1.5. Questões do TRF5 ......................................................................................................................... 539

10.9. DIREITO PROCESSUAL PENAL .............................................................................................................. 539 10.9.1. Nulidades. Descumprimento Das Formas Processuais ........................................................ 539
10.9.1.1. Questões do TRF1 ......................................................................................................................... 539 10.9.1.2. Questões do TRF2 ......................................................................................................................... 539 10.9.1.3. Questões do TRF3 ......................................................................................................................... 540 10.9.1.4. Questões do TRF4 ......................................................................................................................... 540 10.9.1.5. Questões do TRF5 ......................................................................................................................... 542

10.10. DIREITO AMBIENTAL ....................................................................................................................... 542 10.10.1. A Efetivação Da Proteção Normativa Ao Meio Ambiente. A Tutela Processual Do Meio Ambiente. A Fase Pré-Processual: O Inquérito Civil E O Inquérito Policial. A Fase Processual: A Ação Civil Pública Ambiental. Ação Popular Ambiental. Mandado De Segurança Coletivo Ambiental. Mandado De Injunção Ambiental. Ação Cautelar Ambiental. Ação Declaratória De Inconstitucionalidade Em Matéria Ambiental. A Eficácia Instrumental Das Tutelas Mandamentais Em Matéria Ambiental..................................................................................................................... 542
10.10.1.1. Questões do TRF1 ....................................................................................................................... 542 10.10.1.2. Questões do TRF2 ....................................................................................................................... 542 10.10.1.3. Questões do TRF3 ....................................................................................................................... 542 10.10.1.4. Questões do TRF4 ....................................................................................................................... 542 10.10.1.5. Questões do TRF5 ....................................................................................................................... 542

10.11. DIREITO INTERNACIONAL PÚBLICO E PRIVADO ...................................................................................... 542 10.11.1. Situação Do Estrangeiro No Brasil. Extradição .................................................................. 542
10.11.1.1. Questões do TRF1 ....................................................................................................................... 542 10.11.1.2. Questões do TRF2 ....................................................................................................................... 546 10.11.1.3. Questões do TRF3 ....................................................................................................................... 549 10.11.1.4. Questões do TRF4 ....................................................................................................................... 549 10.11.1.5. Questões do TRF5 ....................................................................................................................... 549

10.12. SOCIOLOGIA DO DIREITO.................................................................................................................. 550 10.12.1. Composição De Litígios – Sistemas Não Judiciais De Composição ..................................... 550
10.12.1.1. Questões do TRF1 ....................................................................................................................... 550 10.12.1.2. Questões do TRF2 ....................................................................................................................... 550 10.12.1.3. Questões do TRF3 ....................................................................................................................... 550 10.12.1.4. Questões do TRF4 ....................................................................................................................... 550 10.12.1.5. Questões do TRF5 ....................................................................................................................... 550

20

10.13. FILOSOFIA DO DIREITO .................................................................................................................... 551 10.13.1. A Conduta Segundo Sócrates ............................................................................................. 551
10.13.1.1. Questões do TRF1 ....................................................................................................................... 551 10.13.1.2. Questões do TRF2 ....................................................................................................................... 552 10.13.1.3. Questões do TRF3 ....................................................................................................................... 552 10.13.1.4. Questões do TRF4 ....................................................................................................................... 552 10.13.1.5. Questões do TRF5 ....................................................................................................................... 552

11. PONTO 11.................................................................................................................................. 552 11.1. DIREITO CONSTITUCIONAL ................................................................................................................. 552 11.1.1. Estado E Ordem Econômica ................................................................................................. 552
11.1.1.1. Questões do TRF1 ......................................................................................................................... 552 11.1.1.2. Questões do TRF2 ......................................................................................................................... 554 11.1.1.3. Questões do TRF3 ......................................................................................................................... 559 11.1.1.4. Questões do TRF4 ......................................................................................................................... 560 11.1.1.5. Questões do TRF5 ......................................................................................................................... 560

11.2. DIREITO TRIBUTÁRIO ......................................................................................................................... 561 11.2.1. Crédito Tributário: Exclusão ................................................................................................. 561
11.2.1.1. Questões do TRF1 ......................................................................................................................... 561 11.2.1.2. Questões do TRF2 ......................................................................................................................... 563 11.2.1.3. Questões do TRF3 ......................................................................................................................... 564 11.2.1.4. Questões do TRF4 ......................................................................................................................... 564 11.2.1.5. Questões do TRF5 ......................................................................................................................... 564

11.3. DIREITO ADMINISTRATIVO.................................................................................................................. 565 11.3.1. Agentes Públicos Civis E Militares ........................................................................................ 565
11.3.1.1. Questões do TRF1 ......................................................................................................................... 565 11.3.1.2. Questões do TRF2 ......................................................................................................................... 570 11.3.1.3. Questões do TRF3 ......................................................................................................................... 571 11.3.1.4. Questões do TRF4 ......................................................................................................................... 571 11.3.1.5. Questões do TRF5 ......................................................................................................................... 571

11.4. DIREITO PENAL ................................................................................................................................ 571 11.4.1. Tráfico Ilícito De Entorpecentes ........................................................................................... 571
11.4.1.1. Questões do TRF1 ......................................................................................................................... 571 11.4.1.2. Questões do TRF2 ......................................................................................................................... 584 11.4.1.3. Questões do TRF3 ......................................................................................................................... 584 11.4.1.4. Questões do TRF4 ......................................................................................................................... 585 11.4.1.5. Questões do TRF5 ......................................................................................................................... 585

11.5. DIREITO PREVIDENCIÁRIO................................................................................................................... 585 11.5.1. Previdência Social: Órgãos, Regimes, Segurados, Beneficiários E Inscrições. Leis Ns. 8.212/91 E 8.213/91........................................................................................................................................ 585
11.5.1.1. Questões do TRF1 ......................................................................................................................... 585 11.5.1.2. Questões do TRF2 ......................................................................................................................... 590 11.5.1.3. Questões do TRF3 ......................................................................................................................... 590 11.5.1.4. Questões do TRF4 ......................................................................................................................... 590 11.5.1.5. Questões do TRF5 ......................................................................................................................... 590

11.6. DIREITO CIVIL .................................................................................................................................. 594 11.6.1. Da Propriedade. Propriedade E Domínio ............................................................................. 594
11.6.1.1. Questões do TRF1 ......................................................................................................................... 594 11.6.1.2. Questões do TRF2 ......................................................................................................................... 598 11.6.1.3. Questões do TRF3 ......................................................................................................................... 599 11.6.1.4. Questões do TRF4 ......................................................................................................................... 601 11.6.1.5. Questões do TRF5 ......................................................................................................................... 601

21

11.7. DIREITO EMPRESARIAL ...................................................................................................................... 605 11.7.1. Estabelecimento Empresarial .............................................................................................. 605
11.7.1.1. Questões do TRF1 ......................................................................................................................... 605 11.7.1.2. Questões do TRF2 ......................................................................................................................... 613

11.8. DIREITO PROCESSUAL CIVIL ................................................................................................................ 617 11.8.1. Súmula Vinculante. Fenômeno Processual Da Repercussão Geral, Na Competência Recursal Do Supremo Tribunal Federal E Do Superior Tribunal De Justiça. Tendências Atuais Dos Recursos. O Processo Cautelar. Procedimento. Os Processos Especiais De Mandado De Segurança, Ação Civil Pública, Ação Popular, Ação De Desapropriação, Habeas-Data, Mandado De Injunção E Ação De Improbidade Administrativa ............................................................................................................ 617
11.8.1.1. Questões do TRF1 ......................................................................................................................... 618 11.8.1.2. Questões do TRF2 ......................................................................................................................... 632 11.8.1.3. Questões do TRF3 ......................................................................................................................... 635 11.8.1.4. Questões do TRF4 ......................................................................................................................... 639 11.8.1.5. Questões do TRF5 ......................................................................................................................... 640

11.9. DIREITO PROCESSUAL PENAL .............................................................................................................. 642 11.9.1. Prova. Quebra Do Sigilo Bancário ........................................................................................ 642
11.9.1.1. Questões do TRF1 ......................................................................................................................... 642 11.9.1.2. Questões do TRF2 ......................................................................................................................... 644 11.9.1.3. Questões do TRF3 ......................................................................................................................... 645 11.9.1.4. Questões do TRF4 ......................................................................................................................... 645 11.9.1.5. Questões do TRF5 ......................................................................................................................... 645

11.10. DIREITO AMBIENTAL ....................................................................................................................... 646 11.10.1. A Tutela Processual Dos Interesses Difusos Ambientais E A Técnica Das Tutelas De Urgência Na Defesa Adequada Do Meio Ambiente. O Devido Processo Legal Coletivo E A Tutela Jurisdicional Inibitória Do Risco De Dano Ambiental Como Instrumento De Eficácia Do Princípio Da Precaução. A Eficácia Erga Omnes Da Coisa Julgada Coletiva Na Dimensão Do Interesse Difuso Ambiental ...... 646
11.10.1.1. Questões do TRF1 ....................................................................................................................... 646 11.10.1.2. Questões do TRF2 ....................................................................................................................... 650 11.10.1.3. Questões do TRF3 ....................................................................................................................... 651 11.10.1.4. Questões do TRF4 ....................................................................................................................... 651 11.10.1.5. Questões do TRF5 ....................................................................................................................... 651

11.11. DIREITO INTERNACIONAL PÚBLICO E PRIVADO ...................................................................................... 651 11.11.1. Tratados Internacionais (Latu Sensu). Direito Dos Tratados ............................................. 651
11.11.1.1. Questões do TRF1 ....................................................................................................................... 651 11.11.1.2. Questões do TRF2 ....................................................................................................................... 653 11.11.1.3. Questões do TRF3 ....................................................................................................................... 657 11.11.1.4. Questões do TRF4 ....................................................................................................................... 657 11.11.1.5. Questões do TRF5 ....................................................................................................................... 657

11.12. SOCIOLOGIA DO DIREITO.................................................................................................................. 658 11.12.1. Direito E Comunicação Social............................................................................................. 658
11.12.1.1. Questões do TRF1 ....................................................................................................................... 658 11.12.1.2. Questões do TRF2 ....................................................................................................................... 659 11.12.1.3. Questões do TRF3 ....................................................................................................................... 659 11.12.1.4. Questões do TRF4 ....................................................................................................................... 659 11.12.1.5. Questões do TRF5 ....................................................................................................................... 659

11.13. FILOSOFIA DO DIREITO .................................................................................................................... 659 11.13.1. A Visão De Platão Sobre O Mundo, O Homem E As Coisas ................................................ 659
11.13.1.1. Questões do TRF1 ....................................................................................................................... 659 11.13.1.2. Questões do TRF2 ....................................................................................................................... 663 11.13.1.3. Questões do TRF3 ....................................................................................................................... 663

22

...................1................................ Alienação Fiduciária Em Garantia De Bens Imóveis..................2............................. 676 12..........................................................................................................................5......................... Questões do TRF5 ...............................1.............. 673 12........ DIREITO PREVIDENCIÁRIO .........5.............................................................................................. Questões do TRF2 ........................................................ 689 12..................... 702 12.........1......................................1.............................. Questões do TRF5 ............................................................... Questões do TRF4 ............... Questões do TRF3 .......2.............4..........4................................................................ 663 12.................................................1............ Questões do TRF4 .. Questões do TRF5 .................................1....1.... 663 12.......................... Questões do TRF3 .....................2......................................................................1........................................................................................................1...............1....................... Questões do TRF2 ................ DIREITO TRIBUTÁRIO ................................3...... 676 12......5.................................................. Questões do TRF4 .................2.... Questões do TRF1 ......... Questões do TRF4 ...............................................5..7......... 696 12.. Registros Públicos..................4............................1................................... Questões do TRF2 ............... 703 23 ............................................. Controle Judicial Do Ato Administrativo.............................................................6................................7..... 695 12................. Questões do TRF2 ................................................................................................................................ 693 12.........4....2..........1............................6.......................................................1............................11..1...............3.. 670 12...... Questões do TRF5 ................. Questões do TRF4 .............. Questões do TRF1 ...................................... 694 12........................................................................................... 666 12..................2................................................................. 671 12..............................1...........1.............................................1....................................................................................................................1.......................................................1.........................................2......................................... DIREITO ADMINISTRATIVO........................4..................2..........................................................5....................................................1.........................3....1.............. DIREITO PENAL ......................... Questões do TRF4 ..................1.....4.........................3........................................................................................ 683 12.....2........ 670 12.7.......... 663 11........ 676 12............................................Lc 118/2005 .................................... 683 12.......5...........................................................1......................................... 702 12........... Questões do TRF5 . 676 12................................ 696 12...............7................ 696 12.1............5............................................... Questões do TRF1 ......................3...........1.6........................................................................................................................................4..1.................... Crimes Contra O Meio Ambiente..................... Penhor E Hipoteca..1........ 676 12......1.......................5................................. 696 12.4..... Questões do TRF3 .. 694 12............................................................... DIREITO CIVIL ................ Questões do TRF5 .1................... Questões do TRF1 ..................5......... Questões do TRF4 ...........................5....... 689 12.......1..............................................................1........ 696 12........... Questões do TRF3 ....................5.......................4...3.. 703 12..................2...... 684 12...........................................2....................................1..........................................................2....................... 700 12........................... Questões do TRF2 ........ Questões do TRF2 ....................................................... 696 12................... 703 12.........1.........1........................2........ 696 12...................................... Questões do TRF5 ..... PONTO 12... Questões do TRF4 ......................................................................1....7............................ Questões do TRF3 ..... Questões do TRF3 ...................... Questões do TRF2 ..............4. 702 12..... Abono Anual E Outros Auxílios .............7............................3............ Estatuto Da Terra ..1.......................................................1...............................................................................................CND/CPDEN ...................1......................... 684 12...........1..........................4...................1........ Direito Judicial Tributário ................. 699 12....................................................................1..5................ 671 12.......................................... 695 12......................................................... 702 12.............5......................... Questões do TRF1 ............1.................................................................. 676 12....3..........6.1..........3.................................................................1....................... Controle Da Administração Pública................. Questões do TRF1 .....................5.....................1....1.......................... 689 12..................................... 702 12.......... Questões do TRF1 .....1................................4..1... 663 12.................................................................................................................................4............................6........................ Questões do TRF3 ..................................................... DIREITO CONSTITUCIONAL .........................Cadin .......................2....1..........3..... 694 12................13.......6..1......................................3.............1.. Estado E Ordem Social ............................13....................1........................ 670 12........................................6............4.................................... 695 12...................1...............................1.......................................................4..... DIREITO EMPRESARIAL ........ 663 12.............1................. Crimes De Abuso De Autoridade ...3.. 671 12........ 663 12.......3........................1....3...1.....

........................ Questões do TRF5 .. Questões do TRF5 .........8................................... 703 12..................1.............1............................................................................................. 715 12................................... 714 12..3................................11.............................8..................................1..... 726 12............... 717 12...................... Questões do TRF1 ..................................... 730 12....................... 724 12....1.........................................1.................... 715 12...7...............5.........................1.......................................................................................................................................... Liberdade Provisória... 717 12............ Fiança....................... Biodiversidade E Sustentabilidade..........................1.....1.............................. DIREITO PROCESSUAL CIVIL ........... Questões do TRF2 ..............1.........13........2............................................................. Questões do TRF2 ... Questões do TRF1 .........................................................8..... 729 12.................................................................................................................... 723 12.............. Questões do TRF4 ........................ DIREITO AMBIENTAL ..................................................... O Ser E O Movimento (Parmênides E Heráclito) ................ 715 12......1...11......................1.... Questões do TRF3 ..............................10............................................1.5............... 717 12.........1...........1.4........... Legitimação Ativa E Passiva............................. Formas De Execução E Atos De Execução........................4.. Questões do TRF3 ...........................12............... Questões do TRF4 .............10....................................................5.........................12..........8............... A Proteção Ambiental Das Florestas Públicas E Das Terras Indígenas .................... Questões do TRF4 .............. DIREITO PROCESSUAL PENAL ..... Biodiversidade.................................................... 730 12..................10................... Questões do TRF3 .................................................................................................................... 729 12..............1. Questões do TRF3 .1.....12............................ Requisitos Para Realizar Qualquer Execução............3............. 717 12............................................................13............................................... 730 12..........................1...................... Aplicação Da Lei (Nacional Ou Estrangeira – Arts..10........................1....................................................... Questões do TRF5 ............... 703 12............... 723 12................................................................13.................9.............................5.................................. Questões do TRF3 ......... 730 12.........................................................3.......1........1.. 717 12........... Questões do TRF4 ........................................................................... 703 12...................... DIREITO INTERNACIONAL PÚBLICO E PRIVADO ............ 730 12.......................................... SOCIOLOGIA DO DIREITO....1.................................4..............................12...11...........1..10.. 732 12................1... Questões do TRF5 ......... Questões do TRF2 .........................................8.................................. Questões do TRF1 ................................... 730 12...............................................8..............1....... A Importância Da Biodiversidade No Contexto Dos Interesses Difusos Ambientais..3.... 714 12.................................................5............. 730 12........ Questões do TRF1 ...........1................12....... A Proteção Da Diversidade Biológica..........................13. Questões do TRF5 ....................................................11....... 717 12.....1.........12............ Da Fauna.....................................................................................................................................11....... Da Pesca E O Combate À Desertificação Ambiental.. Questões do TRF2 .9............................................................12.................. Questões do TRF1 ..........10.....................................1................... 729 12....................1..................................................9..1..........9....................................................................... Questões do TRF3 ...........2.. 732 12............ Execução Definitiva E Provisória.....................2....2....... Opinião Pública E Direito ..... 732 12......1........... 730 12.................4........................ Terceiros Interessados......13......... Questões do TRF2 ..................................................1..... Os Povos Indígenas E A Diversidade Biológica.....................................1............................13...............1.............. 724 12.........1..5........................................................13......................................................................... 730 12.2..........4................ Questões do TRF2 ..........................................11...1...................................................4................... A Relaçao Processual E Seus Elementos..5..............................12........................ Procedimentos Investigatórios Dos Ilícitos Praticados Por Organizações Criminosas ................ 703 12.............. A Proteção Internacional Da Flora...................................................................1.. Questões do TRF1 ........ Questões do TRF5 .............. 719 12....9....1...... 730 12...............................................1....................... 732 24 .................................................... 717 12...................... Biopirataria................................................................................................................................ Questões do TRF4 ............................................................................................................ Litisconsórcio E Intervenção De Terceiros No Processo De Execução................8.......1.............................. 721 12..................................1.................................................3...........9........................1....... FILOSOFIA DO DIREITO .......... Questões do TRF4 ............................................... Questões do TRF5 ......................1....... 714 12........... 724 12......3.....................................11..................2.........9...............................................1..................10..... 710 12........................................................... 7º E Seguintes Da Lei De Introdução às Normas do Direito Brasileiro.

................... 735 13............ Questões do TRF3 ...1......................................................................... 732 13....................................1...................... Questões do TRF5 ...........................3..........1...........1.............5........................................1................... 743 13..........................3..... Questões do TRF2 ...........1......1.............2................. Questões do TRF3 .................................... 744 13....................................1...........................3........3........ Sistema Tributário Nacional .............................................. 750 13...2......................1........1....... 739 13.......................................................1......1.....................1................. 745 13......... Questões do TRF2 ........................................................................1................ Questões do TRF4 .......................................... 735 13.........1... 749 13......................1........................................ Questões do TRF5 ................................... Contrato De Seguro...............................3... 740 13................................. DIREITO ADMINISTRATIVO...................1.............2.....................5.........................................................................5......................................................5......................... 750 13.... 744 13............................................................................ 744 13........................ 734 13..............7...............1...... Questões do TRF1 ....... Questões do TRF3 ................1.......................... DIREITO CIVIL .....6.......... 745 13............... Obrigação Tributária: Sujeição Passiva Direta E Indireta . 735 13..1..... 740 13....1..................2... 756 13..6.... Questões do TRF2 ..........................................................2...7.............................................. Questões do TRF4 ....... 744 13.....4.......................................................................................................................... Questões do TRF3 ............. 745 13.....................4..6...........................................1..1......................2....................................1........................1........................................2..5........ Propriedade Industrial ....................................... 744 13.............................................. Contrato De Consumo ..................................................................................... 743 13.........................................2.................................................................................................... 742 13......................1. Questões do TRF2 ....................................... 732 13......................2..........................................................................................................................................7............................................. Questões do TRF3 ....2.....................1.......1.................................................. 750 13..............................................1..................................................................................................................6......3.................................................. 739 13..........................1.......... 742 13......................................................................................1...1................1.................6......................................................2......... 732 13.............................................................. DIREITO CONSTITUCIONAL ........................7....................2............................... PONTO 13....................5..............................13.......................... Questões do TRF4 .........................1.......................... 740 13......................... 750 13..................................1.................................................5.. Questões do TRF5 .............................4.......5........................3.........4......................1.......................................................... Questões do TRF4 .................................3................................................................................................1..............................................7.............. Questões do TRF1 .........................................5....... Questões do TRF1 ......................4............. Questões do TRF3 ....................................................................................................5............1............... 743 13......................... 740 13.................................... 739 13...........2..................1......7.1........... Questões do TRF5 ....4...........5....................................................... Questões do TRF2 ... 762 25 .......................1...........1...... 740 13. Domínio Público ...................1................... DIREITO TRIBUTÁRIO ......................................................................... 745 13...............................1..................5................................. Questões do TRF5 ................ Questões do TRF2 ...... Crimes Contra A Fé Pública .............. Questões do TRF1 .....................3................... Questões do TRF5 ................................................5..................... 742 1.......4........................... 745 13..7............................. Questões do TRF4 .......1..........Impostos Federais..................... Questões do TRF5 ..............................................................1.........................................3....... Estaduais E Municipais – Repartição De Receitas ...................................................................1........... Questões do TRF3 ....3....1....................................... 745 13.............................. 745 13.......................................4................................3...1......... Questões do TRF2 ....................................5... DIREITO PENAL ............................................. 744 13.............................................................. 732 13........... 743 13.........1.4...........................4...................................................................... 739 13......................4.... Questões do TRF4 . Questões do TRF4 ..............6...........4................ Questões do TRF1 .............................................................1................................4.........................................3........................................... 744 13.1...................... Questões do TRF1 .........1...................................................... 739 13...................1................... 750 13........................................................................Limitações Constitucionais Ao Poder De Tributar ......................................................3......4........ 747 13................2..................1.................................................................................... DIREITO EMPRESARIAL ..............................6..... Tempo De Serviço ....... 759 13. 762 13......................................... Questões do TRF1 ................................1................................................ DIREITO PREVIDENCIÁRIO......................

.............................................. 790 14................... Questões do TRF3 .......................1...................................... 787 13....1..........................12....................... 772 13. 787 13.....................................................................................................................................2.........................4..............................11.............................................................3..... 781 13....9............................................................................11............................. Questões do TRF4 .................................................................. A Interposição Do Direito......13...........................1...............1............................................................................ Liquidação Da Sentença Condenatória Genérica....................... 790 14......................................12....3......................... 769 13........... 770 13............. Questões do TRF2 .......................................1........1........................1......................................................... 799 26 ...............................13.......13...........................................................8......... 766 13........................................................... Segurança Ambiental.....1..................................3.............. Questões do TRF3 ................. Questões do TRF3 ........... 790 13................... 762 13............... 787 13.............. 764 13........................................ Superação Do Raciocínio Lógico Dedutivo ............... Bens Exequíveis ................................................................. 789 13.................. 790 14........................................ 782 13.............................. 778 13.........10......... 785 13......................... 790 13..11...........1...... 790 14.. Questões do TRF2 .................12......1....3...... Questões do TRF5 .............12....2.......... PONTO 14.................9............................................................... 790 14............ Questões do TRF5 ................ Testemunhas E Documentos.......................... Proteção A Réus Colaboradores 768 13......11......................................1...................................................................................................................2......... 770 13...................................................................................1............................... 768 13...................12....... Títulos Executivos Extrajudiciais ................. DIREITO PROCESSUAL PENAL ............................................... 768 13........................13............. A Convenção Internacional Sobre Diversidade Biológica.............. DIREITO CONSTITUCIONAL ..........................................................................1........................................... Organismos Internacionais ............................8.................. Questões do TRF5 ....................1.. Questões do TRF4 ..8.............................11..... 778 13.........1......................................................................8...........................11......1................. 774 13....................1.................... Questões do TRF1 .....3.........1............ 776 13.... 785 13........................................1.........3............1......5...............1......................13..................... 769 13........ Questões do TRF1 .. Responsabilidade Patrimonial E Fraude À Execução........10....................1................................................................... DIREITO PROCESSUAL CIVIL ...................................................10.............2........................ DIREITO INTERNACIONAL PÚBLICO E PRIVADO ......1.......... 785 13.............1.....................1...............................................8..........1... Fundamentos Da Análise De Riscos.......13.....................9....................1... Questões do TRF2 ........................................................ Questões do TRF2 .....4................................4............................ 787 13........................1................................... Questões do TRF5 ...............................................9........ 778 13........................................... 787 13...................... SOCIOLOGIA DO DIREITO..................................................1...10......................................................................12.2...............................8.. Questões do TRF4 ...........................................1.......10..1...... 762 13.......................... Questões do TRF1 ..............13.............................................11............................. Títulos Executivos Judiciais............. Agrossistemas Transgênicos... Questões do TRF4 ...............................................9... Questões do TRF3 ...... Questões do TRF3 .1.................... Questões do TRF3 ................ Administração Pública ....9. Elementos Objetivos Do Processo De Execução......................................................... Questões do TRF5 ....................13.1.............................................1.... DIREITO AMBIENTAL ..............................................................................4.........2.....................................1......1.. Coercibilidade Do Fato Social X Coação Legal ..................................................1................ Questões do TRF1 .............. Questões do TRF1 .......................................................................................12...9.........................................................8...................................................................2..................... Questões do TRF2 .......1............ 778 13......................1........................................... 766 13.....................1...... Biodiversidade E Biotecnologia.... Questões do TRF4 ..........................1.................... Questões do TRF2 .............. Questões do TRF2 ............................10.........1.............. 785 13............................... Questões do TRF1 .....5................................... 762 13..................................................1...............................1.................... Questões do TRF1 .......... 766 13.4.................................. 776 13................. O Princípio Da Precaução E O Protocolo De Cartagena ......5...................1. 772 13...........................................................1.................................... 772 13.......................5................5................................... O Acusado E Seu Defensor...................................................................... Questões do TRF4 ...........................4.................................................. 784 13............................. 787 13.............................5......10..........1.1........................... 787 13.............. Questões do TRF5 ... FILOSOFIA DO DIREITO ..................................1......................................1............

....................5.................5...... Questões do TRF2 ........................................................3...... Questões do TRF1 ....... Questões do TRF1 ...........................1.............................4....1............................... Cartão De Crédito ........................................................1........ Questões do TRF4 .....14......................6.................. Questões do TRF1 ..................................6................................................................... 809 14..... Arrematação............................................ Questões do TRF4 ..... 809 14.. 821 14. 804 14........... Questões do TRF1 ........................ Questões do TRF3 ......1.. 821 14..... 812 14............................... 817 14...... Polícia Administrativa ......................3....... 804 14....... 830 14.....1.....................1............................ Contrato De Comissão...................1.............Interpretação No Código Tributário Nacional ...............1....... Fato De Outrem............ DIREITO PENAL ........................................7.........1................ Questões do TRF4 .... Questões do TRF3 ............. Execução Para Entrega De Coisa Certa E Incerta..... Sincretismo Processual...........7....................................................................7.....................................1...... 813 14........................................................... Questões do TRF2 ................. Questões do TRF5 ....7...................... 824 14...1............................................1................................................................................ 828 14........................................................................6.........4...8................................................................................ 834 14...............3.............. 814 14...................... 820 14...................................................................................................1.............................. Questões do TRF4 .........1.......................... Questões do TRF2 .................................7..................................1...........2......................4............ 821 14............................ 831 14............. 27 .................................. 812 14.....................................1................................................................... Questões do TRF2 ........................................ 813 14.....5.............................................................6...........3..... 809 14.. Questões do TRF3 ............................................................1........................................................5...................5.2...............5.................................. Questões do TRF4 ...........................4.. 809 14..................1.................................... 804 14..............4.........1.............. Regras Gerais...............1................................... DIREITO PROCESSUAL CIVIL .................................. Questões do TRF5 .....................................1...............5.............................................. 805 14................2.............................. Hermenêutica Tributária: Lei Interpretativa ......2.........................................5.....1................ 821 14..................................................................... Procedimento.............................................................. Dano Moral E Material ......... 834 14...........2...........................................6........... Questões do TRF3 ..........................................................1....................2...2............ 835 14.....7........................................................ 823 14.................. Cumprimento Da Sentença..........................................................................................3....................................................5................ 834 14................. 831 14......... 814 14.....2.............................1........... Execução Das Obrigações De Fazer E NãoFazer.4....................... 821 14.....5................................5.........................4................................................. Questões do TRF1 ..................................................... 824 14.......1..........................................1.........................1........ 823 14......1........................................ Crimes Contra A Administração Pública ...................2.........5................................................ Questões do TRF4 ......................... 829 14....7................................ Questões do TRF3 .......................3..............1....... 804 14........1.........................................1.............................4... 815 14.....1.............................................................1.......................... 831 14.............................................1.......................................4.....................1................................... Questões do TRF4 ......................................................................... Realização E Formalização Da Penhora........... Questões do TRF5 .................................8.............................................................................3................ Questões do TRF2 .. Questões do TRF2 .................................. DIREITO PREVIDENCIÁRIO................ 809 14....... Questões do TRF3 ...................................................................3....5........................... 834 14................... DIREITO CIVIL ..............2.......................................... Responsabilidade Civil.......1.................... DIREITO ADMINISTRATIVO..........................4........................4.......1..................1. Expropriação.. 809 14......... Questões do TRF5 ..... Contribuições Da Empresa ............4........3............................1......3.....................................1.............1.........................2..... 804 14..... Questões do TRF3 .................. Execução Por Quantia Contra Devedor Solvente: Penhora.............................1.....................................................................3..........3. DIREITO EMPRESARIAL ...........1................ Pagamento Ao Credor......................................................................................................4.......... 824 14....1.............1..........................3...................................................................... Questões do TRF5 ............................1................................ Questões do TRF5 .................... 804 14... Questões do TRF1 .... 824 14.................................1.....2....................... DIREITO TRIBUTÁRIO ............................. Multa Por Inadimplemento..............................4...1........... Salário-De-Contribuição..........6...........................................1............6...... 814 14.................................................................... 820 14.........2...................................................5.............. Questões do TRF5 . Adjudicação E Remição.......3......................

.........................10..... 835 14................... 859 14................... 857 14.....................1................................... Natureza Jurídica Da Decisão Resolutória Da Impugnação.....................1................9......... Questões do TRF5 .................. Questões do TRF5 ..............................................................................................1..............5.....................................13.....11...................1.........1......4................... 847 14......9...1........................ Questões do TRF3 ..........13.8................2........................................ 863 15.............................................. Questões do TRF2 ....1...............................................1........................................................................ DIREITO AMBIENTAL ........................8.....................................13.........................5.......Penhora E Avaliação........................... Questões do TRF3 ................................................1....................................................................................................1......................................................................1....................... Correlação Entre A Acusação E A Sentença ...........................................................................2......................................................9..... Questões do TRF3 . 846 14.....................3..........................................................................12......................12...................................................1........12..........10........ 839 14.......1............................... Questões do TRF3 ...................... Conflitos Internacionais: Meios De Dirimi-Los ..................... 863 28 ........................................1............ Questões do TRF5 .....................1.................................. Questões do TRF4 ................................................................................. 863 15........ Questões do TRF1 .....11....... 863 15.......... Questões do TRF4 ............1............................... Meio Ambiente E Direitos Humanos Numa Perspectiva Integral..................... 863 15.1.................1.....................1............................. Desenvolvimento Sustentável .................................................................................. 859 14........................5................... Questões do TRF2 ..................................................................................... 855 14... FILOSOFIA DO DIREITO .....................................13.... 855 14........ Questões do TRF1 .. PONTO 15. Questões do TRF5 ..12... Questões do TRF2 .2..................................................................................................... 863 15.................... Questões do TRF1 ..........4......................................1................................ DIREITO CONSTITUCIONAL .2...................................................2..................10...................... Questões do TRF5 ........................................... 847 14.......11...8..........................................................................................................................................1.........................................................................................12..................... Questões do TRF3 ......... 859 14.............................. 847 14...........................................................1..........................1.......................................... Questões do TRF1 ............1.............. Poder Judiciário..................................1.8....................................................................8....... DIREITO INTERNACIONAL PÚBLICO E PRIVADO .........................................................................1....... DIREITO PROCESSUAL PENAL .............1....4........................... Questões do TRF5 ........................ A Pobreza Humana Como Fator De Degradação Ambiental......... 844 14...9................................ 857 14............ Arresto....................... 842 14........1..9.11......................................................................................................................................................1.......................................................13....3.......................1..................................................... 845 14............... Reformas Constitucionais Experimentadas Pela Constituição Federal Brasileira De 1988 ...............................1......................... Questões do TRF4 ....1........................... 863 14.2...... Direitos Fundamentais E Meio Ambiente......................................11. Questões do TRF1 ...........................................3.. 855 14........................................... 857 14........................................ 847 14.. Questões do TRF3 .1......... 845 14.......... Questões do TRF2 .11......9..........................................................12...........11... Questões do TRF4 ..... 845 14..1..............................1.............. 863 14.........1............ 859 14........................10..................3.....1........... 857 14.....1.................................................. 846 14................ Questões do TRF2 .............. 859 14.. 857 14...................... Questões do TRF2 .......................... Questões do TRF1 ......... Questões do TRF1 .............................. 855 14......3.................1...13.........................................................................1............ 855 14....... O Indivíduo E A Coletividade ............................................10............1.......................................................... 862 14..................1................ 859 14....... 859 14.. Questões do TRF2 .................................. 847 14..... 857 14.............................................. SOCIOLOGIA DO DIREITO........10.................. 863 15...................... Questões do TRF4 .......... Questões do TRF3 ..........................................................................................1.......4....... 857 14...................................12...........................................................................................4......................1......................1....1..........1................3.....................................2....3................1....................... Impugnação Pelo Devedor................. 835 14...................................................................10.... O Pensamento De Kant E A Norma Jurídica ......... 851 14.........1........ Recurso Cabível .............................. 845 14..5..13..1....................................................................5....4.....................................................................................................................................1.......... Ministério Público E Administração Pública Em Defesa Do Meio Ambiente................... 855 14...9................................................5......................... Questões do TRF4 .........................................

.1......... Questões do TRF3 ... 904 15.. 864 15...............................5...........................................6..........................1.................... Questões do TRF5 ...............3......... Questões do TRF1 ........5..........................5...............7..... 899 15................................................................................................................... Circulação Das Obrigações..........................................................................2.......................... Questões do TRF5 ............................... 902 15...................1........... Questões do TRF4 ............................................. Questões do TRF2 . 880 15....... Prisão Civil Do Devedor.................. 882 15........2........... Questões do TRF2 ..3...... Questões do TRF5 .. Questões do TRF1 .................7........... DIREITO PENAL ................. Auxílio-Doença..................................................................... Pensões.............................1............................4..................... 899 15.......................... 900 15.........3.......................................6...............7..................... 892 15....................... 888 15............................... Função Social Da Propriedade .....1............................ 886 15...................... 892 15............ Função Normativa Da Administração Pública...... Questões do TRF5 .........................................1............ 875 15..................................................1...4........ Questões do TRF3 ................6......................2.....................Decadência ...............2.............1..................6.......... Requisição Do Pagamento.....................................3..5..5.................1...5............. Acumulação ....................................... Questões do TRF4 .......................................... Renda Mensal Vitalícia. 881 15.....................................................................................1...... 899 15............................1................... Aposentadoria.................................1....... Suspensão E Extinção 29 ........................................ Questões do TRF4 .... Questões do TRF4 ..........................1.......................................................2.....1...................... Questões do TRF5 ..............5...............................1............................... Questões do TRF1 ......... Questões do TRF5 ..................... Crimes Contra O Patrimônio ......... Direito Empresarial .................. 899 15..............4.............. Direito Comercial............1...... Execução Contra A Fazenda Pública...................................2.................. Questões do TRF2 .............1............1.............................1.................................. 904 15...................5..................................................................................... DIREITO PREVIDENCIÁRIO........1.................1......2.......... 864 15........................................................... Questões do TRF3 .......................................... Embargos Do Devedor....5................................3....... Questões do TRF4 ....... 891 15........ Incidência ........7.........1.................................................4...........4...........5...........................7.................Taxa Preço Público – Empréstimo Compulsório – Competência Residual Tributária ...................4.......................... 909 15.....................................3....................................1............................................................... 905 15..4...................................1............................2............................................. 905 15... Exceção De Pré-Executividade.................. Questões do TRF5 .............1....... 910 15............................................................ Citação E Embargos..............................................................................................................................5........ 903 15........8........................................2...................................................1..........2... Questões do TRF4 .........4......................................3...............1............1................................................Imunidade ........... Abono De Permanência..............................................1... 879 15...1..........................................3...........................................5....................3...............................4..... 873 15...... DIREITO ADMINISTRATIVO.......................... 886 15.. 905 15....................1........................ 879 15............... Agências Reguladoras ...................................................1.. Questões do TRF1 .......2.......1. Questões do TRF3 ..........4............................................................................... Regulamentação Constitucional...........................................................................3......................................................... Execução Por Quantia Certa Contra Devedor Insolvente................ 886 15.......4................................................................................................................1............................ 879 15.................1.......1.........................Isenção – Anistia ............. 900 15... Questões do TRF3 ........... DIREITO EMPRESARIAL ..............................................2..................... 910 15..........1....... 892 15.......................................1...................... 910 15.........Prescrição ........................................................3.................................. DIREITO CIVIL .....7..................................................4................................................... 891 15............ 863 15............. Questões do TRF3 ......................................6.................2.. Questões do TRF1 ............3...........................5..........................8........................................................3............................1.............1.................. DIREITO TRIBUTÁRIO .................. 900 15.... 875 15................. Formação De Precatório............15..................................... 890 15.............1.....Não-Incidência ..... Embargos De Terceiro.................................................... 863 15..........................6.....1.................................................... Questões do TRF4 ...........1............................ Oposição À Execução Forçada................................................1...1........... Execução De Alimentos.4.............................. 909 15. 880 15... DIREITO PROCESSUAL CIVIL ............... Questões do TRF2 .................................7.............. 874 15. 864 15................ Questões do TRF2 ..........................................................1...5.. Questões do TRF1 .1.........................6..................4.............................................................. Questões do TRF2 .....

............10........ 939 16...1.............................12........3........... 927 15.......... 937 15...................1...................12............... Questões do TRF5 .....12.......................................................................5............................................................................................9....................10........................................................ 936 15......................................1..... Perguntas Residuais .....................................5. Questões do TRF3 ....1.................................................................................... 927 15.................................................................1...................................... Questões do TRF4 .......................................1.........................3....................................................... Questões do TRF4 ................................................................................... 938 15..........9.........2................................2..... 933 15.............................. Execução Fiscal....................1..................................1. Processo Da Competência Dos Juizados Federais Cíveis ... Questões do TRF1 .........1...................................................... 939 16..........................9....................................... Questões do TRF2 ....................................... 910 15................................1.............................................. Questões do TRF3 .............................................. Questões do TRF1 .5.....9....................................4....11....... 924 15.1.... 934 15................................................3..............12. 939 16................... Questões do TRF4 .......... Questões do TRF4 ........ 934 15............1....................... Questões do TRF3 ................10.......................... 939 16..........5........1..... Poder Judiciário E Políticas Públicas Em Defesa Do Meio Ambiente Ecologicamente Equilibrado ................................................................11... Questões do TRF5 .............................................................. 939 16... Questões do TRF5 ............1..................................... 938 15................................12.......... Questões do TRF2 ..........................12........................................................ 934 15......13............................ 933 15...1...............1............................................................................................ Questões do TRF3 ......................................................................1........................................1.....................................................................13.....................1...1.................................................... 936 15...... Questões do TRF3 ......... 975 16...........................9... Deportação E Expulsão De Estrangeiros .... 933 15.........8..................................Do Processo De Execução..............................................................1....................... 910 15.........3....................1......... Questões do TRF2 ..............................11........................ Questões do TRF3 .................... 938 15......................... Questões do TRF1 ..................................................................8............. 934 15........................................10.....1...... Questões do TRF1 ...................................... Questões do TRF2 ...........4.....1...9......... 938 15.1..2............................................1.....................5...................................................................................................1........................... 928 15................................................................................ DIREITO CONSTITUCIONAL ...... 934 15. 974 16.1.1.................................................................................................................... DIREITO AMBIENTAL ........... SOCIOLOGIA DO DIREITO................... 938 15.....................3......................................... A Endoculturação E Aculturação..................................................................................11............ DIREITO INTERNACIONAL PÚBLICO E PRIVADO ................................ Questões do TRF4 .......................................5.... Questões do TRF5 .....1...... 934 15........................... 936 15............................. Interceptação De Comunicações Telefônicas....................... Questões do TRF5 ....................1...................2..................1....................................13.............................................................................. Questões do TRF1 ............1..... 939 15............12...... A Interpretação Segundo A Lógica Do Razoável ..................1.................................................................... Questões do TRF5 ..................................... 975 30 .................13................................. 924 15...........4.. Questões do TRF4 ............................................ 924 15..................... 939 15.........................................8.4..............2...... Questões do TRF2 ............................ 934 15.......................................10.... Questões do TRF5 ......1..1...1..................................................................4.....................4..........................9.............................. 936 15.... Recursos No Processo De Execução....1..........13........................................... 936 15...........1............................ Questões do TRF1 ................... 939 16... 924 15...................10.........1............................................................. 936 15.................2...........1..................................... Questões do TRF4 ........1........5............1.. A Saúde Como Fator Determinante Do Meio Ambiente Ecologicamente Equilibrado............ 937 15..........................11..................3....................................................... Questões do TRF2 ...................................................................................................11...8..................................................1...................1..........................................1...................................................1.........................................................................1...2.....13..................................................1.. 915 15.......................3...10....4.........1.................................................. 934 15................. 937 15...................................................................................................................................................... PERGUNTAS NÃO ENQUADRADAS NOS PONTOS ANTERIORES ..................1.............1.......... DIREITO PROCESSUAL PENAL ...11...... Questões do TRF2 ......................................... Questões do TRF3 .................................. 924 15............................1.......... 928 15...13.. FILOSOFIA DO DIREITO .........8......... Questões do TRF1 ...1..........................................................1........ 923 15........

................................. Questões do TRF4 .................... 1019 16....................................................................... 1043 16.........1..2.4... Questões do TRF1 ...................................................................................................................................................3.....................................................................1.....1.......1......... 1052 16....................................1.................... Questões do TRF1 .............................................. DIREITO EMPRESARIAL . 975 16.1................8..................................................................................................................................................... Questões do TRF5 ...4................... Questões do TRF2 ...........................5...................... 988 16............................................. 1052 16......................................5.4...........8...2.......2..............................................1...2..................................1.................................................1.....1.....6..................................... 1048 16................................................. 998 16.......................1.........5..............................1...... Questões do TRF3 ...................... Questões do TRF3 ....... Questões do TRF2 ...........................................................................2.......................................4.............. 1051 16................1..........2.............................................................................................1..........8................................1.................... DIREITO ADMINISTRATIVO..................................................2..............................................8.......................... Questões do TRF4 ...... 1007 16..... 975 16........ 1078 31 ........... 1068 16.......... Questões do TRF5 ........7. Questões do TRF5 ......................................................... 988 16.................................................4.......... Perguntas Residuais ............................................................1........................................ Questões do TRF2 ....3...............................................4.............................................. Perguntas Residuais .........................3.............................. 1023 16..............1.................2................................. 999 16.5..................................................................... 1042 16..............1................ 1018 16.........................................6................................................................ DIREITO PROCESSUAL CIVIL ..1......3................. 1023 16...............1........2.........................7....................................................................................................4. Questões do TRF2 .. 1023 16...........5....................1...1..................................... 1016 16........ 996 16............................1.....7..........................1...................................1..............................8..................................... Perguntas Residuais ...................................................1...... Questões do TRF4 ............. 1023 16......4..................1...... 1035 16...........1............. Questões do TRF3 ................5................ Questões do TRF4 ........2...... Questões do TRF5 .........6...9.. 1019 16............................2... 1067 16................. 985 16............................................................................6...........................................................................1......4......................................... Questões do TRF2 ... Questões do TRF1 ....... Questões do TRF4 ........ Perguntas Residuais ..... 1078 16.5.............. DIREITO PENAL .............................................................1........1..........3....... Questões do TRF2 .. 999 16.............................. 1043 16.......................................................................................................... Questões do TRF3 ...................................1......1............... 988 16.... 1018 16.......7........1.....................................1..................................... 1043 16............................. Questões do TRF5 .1............................4.............................5.......5............................6.............. 1046 16..........................6......1..........................9.8...... 976 16.................3........................................................................................................................................................ Questões do TRF5 ....................................1....1.................... 975 16............................................... 988 16........................................................... Questões do TRF4 .........................................................................3..................2............ 1041 16.. 999 16.........................................................................4............................6..............................................................................2..............16...............4. 998 16........................................ 988 16........... 1019 16..................5.. Questões do TRF3 ...............1..............3.................................................... Perguntas Residuais ..................... Questões do TRF2 . 1023 16................................ Questões do TRF4 ..... 1067 16................................1...................................... 1023 16.................3.........................5.....3......................................................................... Questões do TRF3 ............................................................................... Questões do TRF1 . 1052 16............1.................................................... Questões do TRF5 ........................................................................................................3...................................................9.........................5......3........................3................. 1019 16...............................................................8.....................................................1......................... Perguntas Residuais ......................................................................7.........5..4......................................................................... Questões do TRF1 ..1........................................................................................................................................................................... Perguntas Residuais .........................................................1............... Questões do TRF1 ... DIREITO PROCESSUAL PENAL ..............1............................................3. Questões do TRF1 ..................... Questões do TRF3 ...........................1....................................1.......7............................................... 988 16..7........................ Questões do TRF1 .... DIREITO PREVIDENCIÁRIO.......................................................... DIREITO TRIBUTÁRIO ............... DIREITO CIVIL ........1..................................1..................... Perguntas Residuais ...................4...................................................... 1023 16................ 1078 16. 1052 16............5............................................ 1050 16...........................................................1..1.2...................

........... 1093 16........ 1115 16..........................2......................................... 1123 16.................................... 1084 16...........................1...... Questões do TRF1 .........1............1.................4....................... 1089 16.......................................................................................12.................................. 1109 16........................................................... Questões do TRF5 .. 1101 16............................................. Questões do TRF4 ......1..........11........ 1092 16............................................................................................ Perguntas Residuais ..................................................................................... Questões do TRF4 ..16..16........................................................................14........1....................10.........13...1...............13............................................................... Questões do TRF2 ........................ 1109 16.......................................................................................15....................... Questões do TRF2 ................. Questões do TRF4 ............12.......................................16..... Questões do TRF5 ................. 1094 16..............14.................... 1119 16.............. 1096 16..... 1096 16.................. Questões do TRF2 ......... DIREITO ECONÔMICO . 1109 16................. Perguntas Residuais ....1............... Questões do TRF2 .......1................1.... Perguntas Residuais . 1117 16......16.....................................12...........................................................1................................................................................. Perguntas Residuais ..................................1...16.............3.............................1........... Questões do TRF3 ...................2.............1............................................ Perguntas Residuais ................................................................................... 1109 16.....3..................................................................... Perguntas Residuais ................................ 1109 16. 1112 16......................... 1106 16..................................................................................... 1113 16......11............. Questões do TRF3 ................. Questões do TRF4 ........... Questões do TRF3 .............................................. Questões do TRF2 .........3........................ 1115 16.... Questões do TRF1 ....................... Questões do TRF1 .................................................................. Questões do TRF2 .................................................................1..................1.......10....................4.................3.......................1................... 1101 16...11................................1............16..........1.................................14...... 1124 32 .......12...... 1118 16....................................1..................................... 1096 16............1...........4....16........................... 1115 16..............................1............12............ 1113 16............15...................................................................13........................... 1117 16................................................15.11....................................................2.................. Questões do TRF4 ................................................1...............14..................... 1106 16..9............................1...............................10..............................13............. Questões do TRF3 ........1..................................................................... 1123 16..... Questões do TRF5 .........................................................1........................................5... Questões do TRF1 ................................................. 1109 16..................... Questões do TRF4 .....................................9........................................................... Perguntas Residuais ......................................1..............1..........1.............14.............1..............3.................4....................................................................................................... Questões do TRF3 ...........................9. 1123 16.........14........................................... Questões do TRF1 ..................1...........................................................................................10........................................ 1124 16. Questões do TRF4 ...........3............. 1115 16.......... Questões do TRF5 .................... 1096 16............. 1123 16....................................................................1..1...........................................................................................................15........... Questões do TRF5 ...........................1.......................4...1.......1....................5.....................................11........2................................................................................................................10................................ 1092 16...........13..........................1...................................................4..............1....1..............2........15............1.........................................1..... Questões do TRF3 .................................... 1114 16.............................5... DIREITO FINANCEIRO.......................................................................................................................1........... Questões do TRF2 ........... 1092 16.................2............................. FILOSOFIA DO DIREITO ....................14....... Questões do TRF5 ........................................................... DIREITO INTERNACIONAL PÚBLICO E PRIVADO .............................15..................4....................................... Questões do TRF5 ...................5.................................................................... Questões do TRF1 .......................... 1114 16........... 1109 16....12....................1.11....................13........... Questões do TRF2 .....................10..... 1102 16............................................. Questões do TRF4 ............... DIREITO AMBIENTAL .. 1119 16............................. 1092 16..............................................................................1.............1.. 1094 16.......... Questões do TRF3 ......................................................... 1114 16....... 1092 16...............................3..........................1...........................................................................2.....12........3...................1.................................................................4.............1.........2................. SOCIOLOGIA DO DIREITO.................. 1092 16..1....................1......... 1106 16.1..10............... Questões do TRF1 .............................................................11.......................................................................................1..........1............................................................... ÉTICA E ESTATUTO DA MAGISTRATURA .......................5............................. 1117 16.............5....................... 1119 16........... Questões do TRF3 .....................9......15.. 1114 16...................................................................5.......13........................

........................................................................1...........2...5.............. Questões do TRF5 .............................. 1125 16............ TEORIA GERAL DO DIREITO E DA POLÍTICA ...... Questões do TRF2 ...............................................1...................................................................... 1125 16.............................................5..............17..........17........ Questões do TRF4 .............................. Perguntas Residuais ..................17.....................1.............................4...................... Questões do TRF3 ....................................................... 1124 16....1........................................1..17....1........................... 1126 16..........17.1.... 1125 16........................................................... Questões do TRF1 ......... 1125 16......................................................................................17.............1........................16...3...................................17... 1126 33 ............................... Questões do TRF5 ................................ 1125 16.......16...............

1. Ponto 01
1.1. Direito Constitucional
1.1.1. Constitucionalismo 1.1.1.1. Questões do TRF1

DESSE PONTO EM DIANTE: RESPOSTAS ELABORADAS POR BRUNO ANDERSON SANTOS DA SILVA
1) O que significa a expressão “realizar a Constituição”? Resposta:

Nas palavras de Canotilho, ―realizar a Constituição significa tornar juridicamente eficazes as normas constitucionais. Qualquer constituição só é juridicamente eficaz (pretensão de eficácia) através da sua realização. Esta realização é uma tarefa de todo os órgãos constitucionais que, na atividade legiferante, administrativa e judicial, aplicam as normas da constituição, inclusive dos cidadãos‖. A despeito da existência de normas constitucionais cuja eficácia esteja sujeita ao plácito de uma normatividade ulterior, a ―não realização‖ dos ideais de uma Constituição, notadamente aqueles que pressupõem prestações positivas por parte do Estado, pode ter origem em diversos fatores, sejam políticos, econômicos, jurídicos ou sociais. Destaco entre estes, e sem a intenção de esgotar o tema, a hipertrofia de preceitos sociais de difícil alcance no plano concreto, lançados pelo constituinte sem o menor critério, com o simples objetivo de conformação política, o que faz nascer uma insuficiente concretização jurídica das disciplinas constitucionais, esvaziando sua efetividade, o que Marcelo Neves denominou de ―Constituição Simbólica‖. ―Realizar a Constituição‖, assim, nada mais é do que retirar a Constituição de um estado de inércia.
2) Até aonde vai a força da chamada constituição social na linha do ofício judicante? O juiz a pretexto de conferir força normativa poderia reescrever a legislação? A pretexto de realizar a Constituição, os tribunais e os juízos podem reescrever a legislação?

Resposta:

(um pouco alongada em razão da relevância do tema, e por tratar-se de uma questão certa de ser abordada) A questão traz à tona um dos debates mais atuais e instigantes acerca do papel do Poder Judiciário na República: o ―ativismo judicial‖. Em muitas situações, ao invés de se
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limitar a aplicar a lei já existente, o juiz se vê na necessidade de agir em substituição ao legislador, e não ser apenas ―a boca que pronuncia as palavras da lei‖, na expressão de Montesquieu. Todavia, tais decisões ativistas devem representar antes a exceção do que a regra, de sorte que não é dado ao magistrado usurpar a competência do legislador. O ativismo é a deliberada expansão do papel do Judiciário, mediante o uso da interpretação constitucional para suprir lacunas, sanar omissões legislativas ou determinar políticas públicas quando ausentes ou ineficientes. É um fenômeno que assenta raízes na experiência constitucional norte-americana, mas que, atualmente, ganhou fôlego sob os influxos do neoconstitucionalismo (e seu papel criativo do aplicador da lei). ―Ativismo judicial‖, para as vozes mais críticas, seria uma espécie de intromissão indevida do Judiciário na função legislativa. Todavia, o tema não pode ser visto de maneira tão simplista, e faz parte de uma tessitura mais complexa. O professor Luís Roberto Barroso chegou a afirmar que essa postura do Judiciário, entre outras causas, tem origem na crise de funcionalidade do Poder Legislativo, que estimula tanto a edição de Medidas Provisórias pelo Executivo como o ativismo judicial do Judiciário. Uma das principais causas desse ativismo, afirma o mestre, é a ―constitucionalização do Direito‖, que resulta numa ―aplicabilidade direta e imediata da Constituição a diversas situações‖ que passaram a ser regulamentadas diretamente pela Lei Maior, fazendo com que surja uma ―expressiva ―judicialização‖ de questões políticas e sociais‖. Sobre ―judicialização‖, afirma ―que atores políticos, muitas vezes, para evitar o desgaste, preferem que o Judiciário decida questões controvertidas‖. E é nesse contexto que o Judiciário tem tido uma maior participação política. Assim, não se pode descuidar do papel de protagonismo que vem exercendo o Poder Judiciário nos últimos anos, notadamente o STF, que em matéria de políticas públicas e sociais (para garantir o mínimo existencial – ADPF/45), persistindo a inércia dos Poderes constituídos na sua implementação, vem adotando uma postura ativa, como se viu nos casos do direito de greve dos servidores públicos, interrupção da gestação de fetos anencefálicos, cotas raciais, uniões homoafetivas, nepotismo, demarcação contínua da reserva indígena Raposa Serra do Sol (19 medidas sugeridas pelo Min. Menezes Direito), fidelidade partidária, poderes investigatórios do MP, apenas para citar as principais.

3) A clássica concepção dos doutrinadores sobre a afirmativa de que a sentença é a lei em concreto é falaciosa? Resposta:

A teoria do contrato, sobre a natureza jurídica do processo, nasceu no velho Direito Romano. Inspirado em um texto de Ulpiano, a relação que interligava autor e réu no processo era vista como em tudo idêntica à que une as partes contratantes. Não poderia ser outro o entendimento dos romanos, que incluíam o processo dentro do Direito Privado. A doutrina Francesa, influenciada pela doutrina política do contrato social de Rousseau, continuou considerando o processo como sendo um contrato. Atualmente, a
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natureza jurídica do processo é uma "relação jurídica processual", que se estabelece entre as partes e o juiz (triangular). Mas ainda há traços das teorias contratuais nos sistemas atuais, sobretudo nas formas extrajudiciais de solução de conflitos, como a arbitragem, mediação e conciliação. Assim, até bem pouco tempo não se poderia chamar de falaciosa a afirmativa de que a sentença é a lei do caso concreto, haja vista que as características da imperatividade e imutabilidade entre as partes, por razões de segurança jurídica, são da própria natureza das decisões judiciais de mérito. Todavia, atualmente, a coisa julgada tem sido relativizada, por meio da ação rescisória, notadamente quando há afronta a determinados princípios tidos como mais relevantes do que a própria regra constitucional que protege a coisa julgada.

4) Faça uma distinção entre a teoria de Lassale e a teoria de Hesse sobre a Constituição? Resposta:

Para Ferdinand Lassalle, que conceituava Constituição em seu sentido sociológico, ―a Constituição de um Estado seria, em essência, a soma dos fatores reais de poder que o regem. A Constituição real e efetiva apenas reflete a realidade social determinada pelos fatores reais de poder – poder político, econômico, cultural, religioso etc. – que dominam uma sociedade, não passando a Constituição escrita de mera ‗folha de papel‘. Havendo um conflito entre a Constituição real e efetiva e a Constituição escrita, prevalecerá a vontade da primeira. O jurista alemão Konrad Hesse construiu a teoria da força normativa da Constituição, contrapondo-se à concepção sociológica de Lassalle. Para esta teoria, ―a Constituição não era mera ‗folha de papel‘ ou simples reflexo dos ‗fatores reais de poder‘. Ao contrário, e como toda norma jurídica, a Constituição teria força ativa para mudar a realidade. Havendo conflito entre esses fatores reais de poder e a Constituição escrita, nem sempre haverá predominância da primeiro, pois a constituição possui força suficiente para mudar a realidade. Em conclusão, ―é inquestionável a conexão existente entre a Constituição e a realidade social, sendo a Carta Política a expressão das relações de poder de uma comunidade. Porém, não se de desconsiderar – como o fez Lassalle – que a Constituição também desempenha uma função diretora e uma função preceptiva, decorrentes de sua força normativa.‖

5) O senhor saberia me explicar até onde vai a princípio da proibição do retrocesso? Resposta:

O princípio da vedação do retrocesso, em linhas gerais, dispõe que é vedado ao Legislador a supressão ou alteração de normas infraconstitucionais que densificam
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direitos fundamentais sociais, de molde a violar sua eficácia. Para J. J. Gomes Canotilho, o princípio do não retrocesso social leciona que ―os direitos sociais, uma vez obtido determinado grau de realização, passam a constituir tanto uma garantia institucional quanto um direito subjetivo, limitando a reversibilidade dos ―direitos adquiridos‖, o que, para ele, violaria o princípio da proteção da confiança e da segurança dos cidadãos no âmbito econômico, social e cultural‖. Não obstante, a vedação ao retrocesso social não importa em uma proibição absoluta ao movimento retrocessivo. Sua aplicação dependerá sempre de uma ponderação com outros princípios e regras no caso concreto. Assim, alguns princípios estarão em constante tensão com a vedação de retrocesso, como sói ser o princípio democrático, que dá liberdade de conformação ao legislador, ou mesmo a reserva do possível, que atua juntamente com o princípio da proporcionalidade, assegurando, contudo, o que o Min. Celso de Mello denominou de núcleo intangível consubstanciador de um mínimo existencial.

6) Há a possibilidade de um choque entre uma regra e um princípio constitucional? Uma regra que venha a ser incorporada no texto constitucional pode violar um corpo principiológico da CF no que tange, por exemplo, às cláusulas pétreas? Resposta:

É conhecida a já tradicional distinção entre regras e princípios na doutrina contemporânea nacional e estrangeira, não obstante a ausência de uniformidade conceitual. Paulo Bonavides reconhece que os princípios constitucionais são normas jurídicas e que as normas compreendem as regras e os princípios. Segundo o mestre, "violar um princípio é muito mais grave que transgredir uma norma qualquer. A desatenção ao princípio implica ofensa não apenas a um específico mandamento obrigatório, mas a todo o sistema de comandos". Para Virgílio Afonso da Silva, ―princípios seriam as normas mais fundamentais do sistema, enquanto as regras costumam ser definidas como uma concretização desses princípios e teriam, por isso, caráter mais instrumental e menos fundamental. Dessarte, eventualmente, uma regra instituída pelo poder constituinte reformador pode entrar em rota de colisão com um princípio, explícito ou implícito, de sorte que será insofismavelmente inconstitucional se violar uma cláusula pétrea. Se a colisão for entre princípios, a técnica a ser utilizada será a ponderação, de sorte que o intérprete escolhe a o bem ou direito que irá prevalecer no caso concreto.

7) Até onde vai o papel do juiz na realização da Constituição? Resposta:

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Uma das instigantes novidades do Brasil dos últimos anos foi a virtuosa ascensão institucional do Poder Judiciário, circunstância essa motivada por uma constitucionalização do direito, que acabo refletindo num aumento da demanda por justiça. Contudo, ao realizar a Constituição, o magistrado não pode substituir o Legislativo na sua função típica legiferante. Apesar de em muitas situações, ao invés de se limitar a aplicar a lei já existente, o juiz se ver na necessidade de agir em substituição ao legislador, e não ser apenas ―a boca que pronuncia as palavras da lei‖, na expressão de Montesquieu, tais decisões ativistas devem representar antes a exceção do que a regra, de sorte que não é dado ao magistrado usurpar a competência do legislador, devendo agir apenas para suprir omissões legislativas, em matéria de políticas públicas, quando estas se revelarem ausentes ou ineficientes, esvaziando, assim, preceitos sociais contidos na Constituição. 1.1.1.2. Questões do TRF2
1) Importância do Direito Constitucional e sua ligação com os demais ramos. Resposta:

A classificação dicotômica de Direito em público e privado, modernamente, é mantida apenas para efeitos didáticos e mera conveniência acadêmica, haja vista ser o Direito uno e indivisível. Desta feita, percebe-se cada vez mais uma forte influência do Direito Constitucional sobre o que se denominava de Direito Privado. Desta forma, vários ramos do Direito encontram sua norma-matriz na Constituição, através do que vem se denominando de constitucionalização do direito. A Norma Fundamental sai da sua posição de mero organizador da estrutura do Estado e sua função política, para prever diretamente institutos antes reservados ao Direito Privado. É dizer, parece adequado não mais falarmos em ramos do direito, e sim em um verdadeiro escalonamento verticalizado e hierárquico das normas, apresentando-se a Constituição como norma de validade de todo o sistema, sendo necessária uma inevitável releitura dos institutos, notadamente os de Direito Civil, sob a ótica constitucional.

2) Em que consiste o fenômeno da constitucionalização do direito? Resposta:

Locução de uso relativamente recente, aduz a doutrina que o fenômeno surgiu, de certa forma, na Constituição portuguesa de 1976, foi continuado na Constituição espanhola de 1978, e levado ao extremo pela Constituição brasileira de 1988. Em rápida lição, significa que a Constituição contemporânea não mais se limita, como no passado, a dispor sobre princípios fundamentais, definir competências, prever o modo de sua revisão. Ela vem reger praticamente todos os aspectos da vida jurídica. É dizer, tudo (ou
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quase) pode ser objeto de normas constitucionais. Já não é facilmente identificável um conteúdo material das Constituições como outrora. Sua principal consequência pode ser apontada como uma ―expressiva judicialização de questões políticas e sociais‖, o que força um ativismo judicial como forma de dar concreção às normas constitucionais.

3) Quantas EC foram promulgadas até hoje? Qual ou quais em 2010? Resposta:

(Na resposta, sem modificar o texto original da questão, considerei o ano de 2012) Até hoje foram promulgadas 76 Emendas Constitucionais, sendo 6 de Revisão, estas últimas, todas no ano de 1994. Em 2012 foram editadas duas, as de ns. 69 e 70.

4) Repristinação é automática? Resposta:

A repristinação ocorre quando uma lei é revogada por outra e posteriormente a própria norma revogadora é revogada por uma terceira lei, que irá fazer com que a primeira tenha sua vigência restabelecida. Todavia, o artigo 2º, § 3º da LINDB (Decreto-Lei nº 4657, de 4/09/1942) aduz que a repristinação só é admitida se for expressa. Contudo, a despeito da diferença dos institutos, solução diversa dar-se-á na hipótese de declaração de inconstitucionalidade da lei pelo STF, eis que a jurisprudência da Excelsa Corte entende que a lei revogada pela norma dita inconstitucional tem sua eficácia restabelecida, haja vista que o STF adota a teoria da nulidade em relação aos atos inconstitucionais. Sendo nula, não poderia gerar qualquer efeito jurídico, inclusive, o ab-rogante. É o chamado ―efeito repristinatório.‖

5) Poder Constituinte Derivado é originário? Resposta:

Poder Constituinte Originário é aquele que instaura uma nova ordem jurídica, rompendo por completo com a ordem jurídica precedente. Possui como características o fato de ser inicial, autônomo, ilimitado juridicamente (lembrando que a corrente Jusnaturalista enxerga, ao menos, uma limitação, qual seja, o respeito às normas de Direito Natural. Porém, o Brasil adotou a corrente Positivista, para a qual nem mesmo o Direito Natural
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limitaria a atuação do Poder Constituinte Originário. Modernamente – Canotilho –, falase, ainda, em observância de princípios de justiça e de Direito Internacional), incondicionado, soberano. Poder Constituinte Derivado é criado e instituído pelo Originário, sendo, portanto, limitado e condicionado. Poder ser reformador (capacidade de modificar a Constituição Federal), decorrente (estruturar as Constituições dos Estados-membros e DF) ou revisor (revisar a Constituição Federal uma única vez).

6) Como as Constituições são positivadas? Resposta:

Promulgada: aquela em que o processo de positivação decorre de convenção, são votadas, originam de um órgão constituinte composto de representantes do povo, eleitos para o fim de elaborá-las. Ex.: Constituição de 1891, 1934, 1946, 1988. Outorgada: aquela em que o processo de positivação decorre de ato de força, são impostas, decorrem do sistema autoritário. São as elaboradas sem a participação do povo. Ex.: Constituição de 1824, 1937, 1967, 1969. Encontramos também a chamada Constituição Cesarista ou mistificada: não é propriamente outorgada, mas tampouco promulgada, ainda que criada com a participação popular. Pactuadas: são aquelas em que os poderosos pactuavam um texto constitucional, o que aconteceu com a Magna Carta de 1215. A expressão Carta Constitucional é usada hoje pelo STF para caracterizar as constituições outorgadas.

7) O que é promulgação? Resposta:

Como manifestação do Poder Constituinte, Constituição promulgada seria aquela fruto da vontade popular, materializada através de uma Assembléia Nacional Constituinte instalada com essa finalidade, como sói ser a CF 1988.

8) Atos preparatórios à promulgação de uma Carta Política são atos constituintes? Qual a natureza? Resposta: 40

Segundo José Afonso da Silva, os atos preparatórios possuem natureza política. Como exemplo, teríamos a EC n. 26 de 27.11.85 que convocou a Assembléia Nacional Constituinte para elaborar a CF de 1988, instalada em 1.02.87, sob a presidência do Ministro do STF José Carlos Moreira Alves, pai do Des. Carlos Eduardo Moreira Alves, membro da Comissão.

9) Quantas constituições já tivemos no Brasil? Resposta:

Foram oito. As de 1824, 1891, 1934, 1937, 1946, 1967 e EC-69, e a atual de 1988. Tecnicamente seriam sete, haja vista que a de 1969 foi uma Emenda Constitucional à Carta de 1967. Todavia, diante de seu caráter revolucionário, bem como a extensão da sua reforma no ordenamento, a doutrina constitucionalista a considera como uma Constituição autônoma.

10) Diferencie normas constitucionais de princípio e normas constitucionais de preceito. Resposta:

(acredito que o examinador tenha utilizado ao termo ―preceito‖ como sinônimo de ―regras‖, como o fazem muitos doutrinadores) Existem vários critérios tradicionais para a distinção entre regras e princípios. O mais comum é o critério da generalidade (Robert Alexy apud Bonavides). Segundo este critério, os princípios são normas com um grau de generalidade relativamente alto e as regras, normas com um nível relativamente baixo de generalidade. Há também o conhecido critério da abstração, segundo o qual os princípios são normas com um grau de abstração relativamente alto e as regras, normas com um nível relativamente baixo de abstração. Outros critérios, tais como o do valor expressado e o da aplicabilidade, são também comumente utilizados com o intuito de fazer a distinção entre as regras e os princípios. Afirma Alexy, ainda, que entre regras e princípios existe não somente uma diferença de grau, mas uma diferença qualitativa. As ―normas constitucionais de princípios‖ seriam os mandamentos nucleares do sistema constitucional (Virgílio Afonso da Silva), haja vista consagrarem os principais valores do ordenamento. Seriam, ainda, mandamentos de otimização, caracterizados pelo fato de que podem ser cumpridos em diferentes graus, na li8ção de Alexy. Os critérios de distinção em relação às regras são variados, como também aponta Canotilho (Grau de abstração, grau de determinabilidade, carácter de fundamentalidade, natureza normogenética), para quem a tarefa, longe de afigurar-se simples, é demais complexa.
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As ―normas constitucionais de preceito‖ apresentam-se sob a forma de um conteúdo determinado que é ou não realizado em sua plenitude, isto é, a regra é ou não é cumprida na inteira medida de seu enunciado normativo.

11) Discorra sobre a aplicabilidade de normas de princípios e de normas de preceitos. Resposta:

As regras (preceitos) têm caráter categórico, ―ou isto ou aquilo (Dworkin)‖, tendo aplicação imediata aos casos concretos, através de simples subsunção, por via de um raciocínio silogístico. Já os princípios, diferentemente das regras, não obedecem à lógica do ―tudo ou nada‖, não desencadeando a eliminação de um em face daquele que prevalecer, aplicando-se a técnica da ponderação. Os princípios podem envolver problemas de validade e de peso, as regras só enfrentam questão de validade.

12) Todas as normas constitucionais são regulamentáveis? Resposta:

Não. Celso Ribeiro Bastos e Carlos Ayres Britto classificam as normas constitucionais em normas de aplicação (regulamentáveis ou irregulamentáveis) e normas de integração (completáveis ou restringíveis). As de aplicação já estão aptas a produzir todos os seus efeitos, sendo que as irregulamentáveis incidem diretamente sobre os fatos regulados e rejeitam regramentos infraconstitucionais, sendo sua matéria tratada exclusivamente pelo texto constitucional. Já as regulamentáveis, embora plenas e consistentes, aceitam regulamentação infraconstitucional, sendo vedada, contudo, a alteração do seu conteúdo, sentido e alcance. Por fim, as normas de integração são as que necessitam da atividade integradora do legislador ordinário para apresentarem aplicabilidade, pois necessitam de complementação.

13) Exemplo de norma de eficácia plena. Resposta:

São aquelas ―aptas a produzir todos os seus efeitos, independentemente de norma integrativa infraconstitucional.‖ Um exemplo seria o art. 2º da CF/88. Outro bastante cobrado é o art. 230, §2º (gratuidade de transporte coletivo urbano para maiores de 65 anos – ADI 3768).

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14) Normas regulamentáveis constitucionais, o legislador tem competência absoluta ou está limitado? Na CR/1988 não há limites para a regulamentação, mas e a doutrina e a jurisprudência? Resposta:

Está limitado. Nas normas regulamentáveis, é vedada a restrição ou alteração do seu conteúdo, sentido e alcance, consoante o escólio de Celso Ribeiro Bastos e Carlos Ayres Britto, que classificam as normas constitucionais em normas de aplicação (regulamentáveis ou irregulamentáveis) e normas de integração (completáveis ou restringíveis).

15) Há direito adquirido contra a CR? Resposta:

É firme a jurisprudência do STF no sentido de que inexiste direito adquirido contra a Constituição Federal, a despeito de todas as Constituições Brasileiras, com exceção da Carta Constitucional de 37, garantirem o direito adquirido e vedarem a retroatividade da lei prejudicial. Anote-se que, também, é assente a jurisprudência da Corte Suprema no sentido de que os dispositivos constitucionais têm vigência imediata, alcançando os efeitos futuros de fatos passados (retroatividade mínima). Salvo disposição em contrário - e a Constituição pode fazê-lo - eles não alcançam os fatos consumados no passado nem as prestações anteriormente vencidas e não pagas (retroatividade máxima e média, respectivamente). 1.1.1.3. Questões do TRF3

1.1.1.4. Questões do TRF4

1.1.1.5. Questões do TRF5

1.2. Direito Tributário
1.2.1. Conceito, Conteúdo, Natureza, Autonomia, Fontes, Relação com o Direito Financeiro, Sistema Constitucional Tributário, Poder de Tributar 1.2.1.1. Questões do TRF1
1) Qual seria a função de uma Lei Complementar em se de Direito Tributário? Qual o espaço, dentro daquela linha doutrinária dentro daquela corrente tricotômica e dicotômica, pois a primeira tem uma diferença em relação à segunda, qual diferença é esta? 43

Resposta:

Em regra, a lei ordinária é o instrumento hábil para disciplinar os tributos. Apenas em casos excepcionais, expressamente previstos na Constituição, é que se exige lei complementar, como a competência residual (art. 154, I, CF) e os empréstimos compulsórios (art. 148). Contudo, a função principal da Lei Complementar em matéria tributária, nos termos do art. 146 da CF é estabelecer normas gerais sobre Direito Tributário. Embora o CTN (lei 5.172/66) tenha sido editado como Lei Ordinária, integra nosso ordenamento com status de Lei Complementar, haja vista ter sido recepcionado com essa natureza, de forma expressa, pelo art. 34, §5º do ADCT. Não obstante o art. 5º do CTN (e também o art. 145, CF) ter previsto como espécies tributárias apenas os impostos, taxas e contribuições de melhoria, o que poderia levar a crer que o nosso ordenamento adotou a corrente tripartite ou tricotômica, o STF já pacificou a adoção da teoria da pentapartição, de sorte que o CTN, ―Lei Complementar‖ sobre normas gerais tributárias, aplica-se também às contribuições sociais e empréstimos compulsórios (RE 138.284), é dizer, a todas as espécies tributárias, e não apenas às previstas no CTN.

2) O Direito Tributário brasileiro é o mais constitucionalizado do mundo, que consequências podemos tirar disto? Resposta:

Em rápidas linhas, destaco uma maior segurança jurídica e proteção ao contribuinte, onde boa parte das limitações constitucionais está protegida contra mudanças que lhe diminuam o alcance ou a amplitude, por configurarem verdadeiras garantias individuais, não podendo ser suprimidas nem por emendas constitucionais, eis que se afiguram cláusulas pétreas.

1.2.1.2. Questões do TRF2
1) O artigo 5º do CTN é completo? Por que ele é desmentido? Resposta:

O art. 5º do CTN não é completo, eis que prevê como espécies tributárias apenas os impostos, taxas e contribuições de melhoria, o que poderia levar a crer que o nosso ordenamento adotou a corrente tripartite ou tricotômica. Todavia, o STF já pacificou a adoção da teoria da pentapartição, de sorte que, além das espécies supracitadas, considera tributos as contribuições sociais e os empréstimos compulsórios, apesar da natureza restituível deste último.
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2) É possível a repetição do indébito de tarifas de água e esgoto? Resposta:

Sim, é possível. Contudo, seu prazo prescricional sujeitar-se-á ao prazo estabelecido no Código Civil, conforme previsto na Súmula 412 do STJ, publicada em 16/12/2009, haja vista não possuírem natureza jurídica tributária.

3) Existe prazo para compensação? Qual a natureza jurídica? E para tributo indireto? Resposta:

A compensação tributária é uma das causas de extinção do crédito tributário descritas pelo artigo 156 do Código Tributário Nacional. Quanto ao prazo, duas situações devem ser observadas. Assentou o Supremo Tribunal Federal que o novo prazo de 5 (cinco) anos - contado do pagamento antecipado do tributo - é válido para as ações ajuizadas após 9/6/05, data de entrada em vigor da Lei Complementar 118/05 (RE 566.621/RS, Rel. Min. ELLEN GRACIE, Tribunal Pleno, DJe 11/10/11). E, por outro lado, às ações intentadas antes do referido marco aplica-se a Tese dos "cinco mais cinco", consoante a antiga orientação do STJ. Também, é possível a compensação via creditamento de valores pagos indevidamente por tributos indiretos, como é o caso do ICMS, hipótese em que é necessária a prova de que não houve transferência do encargo financeiro ao contribuinte de fato, ou que obteve autorização do contribuinte de fato para obter o ressarcimento do excesso, por meio de restituição ou de compensação. Aplicabilidade do art. 166 do CTN (STJ - AgRg no EREsp 997244 SP - Primeira Seção - rei. Min. Francisco Falcão, DJe 06.04.2009).

4) Por que tem ação de consignação no CPC e no CTN? Resposta:

Porque as hipóteses consignatórias previstas no art. 164 do CTN são mais restritas, como se extrai da leitura do §1º do referido artigo, que aduz que ―a consignação só pode versar sobre o crédito que o consignante se propõe a pagar.‖ Assim, demais aspectos da obrigação tributária podem ser objeto de ação de consignação com fulcro no art. 890 do CPC.

5) Dupla tributação distingue-se de bitributação? Resposta: 45

Sim. A dupla tributação (bis in idem) ocorre quando o mesmo ente tributante edita diversas leis instituindo múltiplas exigências tributárias, decorrentes do mesmo fato gerador. Segundo a doutrina, não existe norma expressa no texto constitucional vedando a dupla tributação, de sorte que chegam a apontar a criação da COFINS e do PIS como hipótese cristalina de bis in idem. Na bitributação, tal fenômeno ocorre mediante a ação de entes diversos, e, via de regra, é proibida. A doutrina aponta duas situações em que esta seria legítima: a possibilidade da União instituir imposto extraordinário de guerra, compreendidos ou não em sua competência tributária; e a tributação de renda envolvendo Estados-nações diversos (indivíduo residente no Brasil que recebe rendimentos de trabalhos realizados no Uruguai, os dois Estados poderiam cobrar IR).

6) É taxativo o rol do art. 150 da CR/1988? Resposta:

O art. 150 da CF trata das limitações ao poder de tributar. Da simples leitura da parte inicial do artigo (sem prejuízo de outras garantias) conclui-se que se afigura um rol exemplificativo, notadamente porque boa parte destas limitações consubstanciam-se em garantias individuais do contribuinte.
7) Qual a razão do art. 150, I, da CR/1988? Resposta:

Referido dispositivo trata do princípio da legalidade tributária. É, a exemplo de outros preceitos, uma garantia do contribuinte contra a exigência ou aumento de tributos sem lei que estabeleça, sendo, portanto, um dos pilares do Estado Democrático de Direito.

7) Há tautologia com o art. 5º, II, da CR/1988? Resposta:

Penso que não chega a ser uma tautologia. Por ser considerada a principal limitação constitucional ao poder de tributar, entendeu o constituinte por prever de forma específica e autônoma o princípio da legalidade tributária no art. 150, I da CR, cujas exceções, também, lhes são particulares, existindo, a meu ver, razão de ser na formação de um sistema de proteção tributário próprio.

8) O que é elusão fiscal? Posição do STF. Resposta:

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Existem meios diversos de se fugir da tributação. Tradicionalmente, o critério mais adotado pela doutrina para classificar tais meios toma por base a licitude da conduta. Assim, quando o contribuinte usa de meios lícitos para fugir da tributação ou torná-la menos onerosa, tem-se, para a maioria da doutrina, a elisão fiscal. Já nos casos em que o contribuinte se utiliza de meios ilícitos para escapar da tributação, tem-se a evasão fiscal. Por fim, nos casos denominados pela doutrina de elusão fiscal (ou elisão ineficaz), o contribuinte simula determinado negócio jurídico com a finalidade de dissimular a ocorrência do fato gerador. Trata-se de um ardil caracterizado primordialmente pelo que a doutrina denomina de abuso das formas, pois o sujeito passivo adota uma forma jurídica atípica, a rigor lícita, com escopo de escapar artificiosamente da tributação. Norma geral antielisão está prevista no parágrafo único do art. 116 do CTN, inserido pela LC 104/2001 (natureza de antielusão), de sorte que o Fisco poderá requalificar juridicamente os fatos, para fazer incidir o tributo devido.

9) O que é Poder de Tributar? As limitações de Tributar são cláusulas pétreas? Há relação entre poder de tributar e competência tributária? Resposta:

Poder de tributar é o poder que detém o Estado de, mediante lei, criar tributos nos termos das competências conferidas pela Constituição. Entende o STF, bem como a doutrina, que boa parte das limitações constitucionais ao poder de tributar se configuram verdadeiras garantias individuais, como sói ser o princípio da anterioridade e o da legalidade, de sorte que são definidas como cláusulas pétreas, nos termos do art. 60, §4º, IV da CR. A imunidade recíproca, também, por tutelar a forma federativa (art. 60, §4º, I da CR), seria uma cláusula pétrea. Nessa esteia, há uma estreita relação entre o poder de tributar e competência tributária, haja vista ser esta última conceituada como a atribuição ou o poder, diretamente haurido da Constituição Federal, para editar leis que abstratamente instituam tributos. Por fim, a Constituição não cria tributos, apenas confere às pessoas políticas competências para instituí-los.

1.2.1.3. Questões do TRF3
1) Qual a classificação das receitas? Resposta:

Quanto à regularidade elas podem ser extraordinárias (caráter excepcional e temporário) ou ordinárias (ingressam com regularidade). Já quanto à origem, podem ser originárias
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(exploração pelo Estado da atividade econômica patrimonial ou comercial) ou derivadas (extraídas do patrimônio dos particulares - tributos). Há, ainda, a classificação legal (lei 4.320/64), que divide as receitas em correntes (resultantes das atividades próprias do Estado) e de capital. 1.2.1.4. Questões do TRF4

1.2.1.5. Questões do TRF5

1.3. Direito Administrativo
1.3.1. Responsabilidade Civil do Estado 1.3.1.1. Questões do TRF1
1) Qual o regime de responsabilidade civil das pessoas jurídicas de direito privado exploradoras de atividade econômica? E qual o regime jurídico? De direito privado. Resposta:

Se for atividade econômica não se aplica o art. 37, § 6º, CF, mas sim o regime de direito privado (Código Civil), que prevê responsabilidade civil subjetiva, é dizer, deve ser apurado se a ação ou omissão se deu, ao menos, com culpa.

2) Qual o fundamento jurídico por responsabilidade pelos atos lícitos? Resposta:

A responsabilidade civil por atos ilícitos, que não se relacionem com a prestação de serviço público, encontra-se disciplinada nos arts. 186 e 927 do CC/2002. Tem como principal fundamento garantir a ordem social, evitar o enriquecimento sem causa, tutelar o patrimônio através de um provimento judicial que substitua a reparação privada coercitiva, bem como possui função sancionadora e pedagógica. Para Carlos Alberto Bittar ―a responsabilidade está diretamente ligada à liberdade e a racionalidade humana, que impõe às pessoas o dever de assumir o ônus, submetendo-a aos resultados de suas ações quando contrária a ordem jurídica‖.

1.3.1.2. Questões do TRF2
1) Qual seria a diferença da responsabilidade civil dos entes públicos? 48

Resposta:

A principal nota que a diferencia da responsabilidade dos entes privados, seria a responsabilidade objetiva dos entes públicos para atos comissivos, ou seja, independente de culpa, assegurado o direito de regresso contra o agente público responsável pelos danos, devendo, neste caso, ser apurado se agiu com dolo ou culpa, sendo, portanto, subjetiva. Também será subjetiva nas hipóteses de atos omissivos.

2) Diferenças entre a responsabilidade civil dos entes em geral e das prestadoras de serviços públicos. Resposta:

A responsabilidade civil das pessoas jurídicas de direito público e as de direito privado prestadoras de serviços públicos, por danos causados por seus agentes, nessa qualidade, a terceiros, é de natureza objetiva, é dizer, independe de culpa, nos termos do art. 37, § 6º, CF. Nesse sentido, a jurisprudência assente do STF, bem como a doutrina pátria. Ainda, as pessoas jurídicas de direito privado prestadoras de serviço público respondem de forma objetiva por danos causados a terceiros usuários e não usuários do serviço (RE n. 591.874, Relator o Ministro Ricardo Lewandowski, Plenário, DJe de 18.12.09), tendo o STF revisto sua jurisprudência neste último caso, eis que antes entendia que para o não usuário a responsabilidade seria subjetiva. Quanto aos demais sujeitos de direito privados, a responsabilidade é de natureza subjetiva, sendo imprescindível a verificação de culpa do agente para que surja o dever indenizatório.

3) Exemplo de responsabilidade civil de prestadores de serviço público comparando com a responsabilidade civil do Estado. Resposta:

Conforme assentado, ambas são objetivas (art. 37, § 6º, CF). Um exemplo seria a responsabilidade por acidentes em rodovias provocados por animais na pista. Tanto a concessionária (STJ – 3ª T., REsp nº 647.710/RJ, Rel. Min. Castro Filho, DJ 30.06.2006) quanto o Estado, se a rodovia não foi privatizada, responderiam, em cada caso, de forma objetiva pelos danos causados. 1.3.1.3. Questões do TRF3

1.3.1.4. Questões do TRF4
1) Como se chama a responsabilidade civil extracontratual? 49

Resposta:

Também chamada de delitual ou aquiliana, nela o agente não tem vínculo contratual com a vítima, mas, tem vínculo legal, uma vez que, por conta do descumprimento de um dever legal, o agente, por ação ou omissão, com nexo de causalidade e culpa ou dolo, causa à vítima um dano. Está fundada no art. 186 do CC/2002. 1.3.1.5. Questões do TRF5

1.4. Direito Penal
1.4.1. Aplicação da Lei Penal. Princípios Gerais. Normas das Convenções e Tratados de Direito Internacional 1.4.1.1. Questões do TRF1
1) Conflito aparente de normas, quais são as técnicas para a sua solução? Resposta:

A doutrina indica quatro princípios para solucionar o conflito aparente de normas penais. São eles: especialidade, subsidiariedade, consunção e alternatividade. No princípio da especialidade, a norma especial prevalece sobre a geral. Aqui há uma relação de gênero e espécie, sendo tal aferição estabelecida em abstrato. Pouco importa, também, a quantidade de sanção reservada às infrações, podendo a lei especial narrar um Ilícito penal mais rigoroso ou mais brando. Na subsidiariedade, a lei primária tem prevalência sobre a lei subsidiária, que é sempre menos grave. Aqui a análise deve ser feito no caso concreto, e não em abstrato, e não há relação de gênero e espécie. Na célebre locução de Nelson Hungria, a norma subsidiária atua como um ―soldado de reserva‖. O princípio da consunção é aplicado para resolver o conflito aparente de normas penais quando um crime menos grave é meio necessário ou fase de preparação ou de execução do delito de alcance mais amplo, de tal sorte que o agente só será responsabilizado pelo último, desde que se constate uma relação de dependência entre as condutas praticadas (Precedentes STJ). Por fim, alternatividade significa que ―o agente só será punido por uma das modalidades inscritas nos chamados crimes de ação múltipla (tipos mistos alternativos, conteúdo variado), embora possa praticar duas ou mais condutas do mesmo tipo penal.‖

2) Indique quatro princípios penais constantes na Constituição. Resposta:

Princípio da individualização da pena, princípio da reserva legal, princípio da anterioridade e o princípio da intranscendência da pena.

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3) Qual a diferença entre interpretação analógica e analogia? Resposta:

Analogia é uma forma de integração da lei penal. Utilizando-se da analogia, o exegeta aplica a uma hipótese não prevista em lei a disposição legal relativa a um caso semelhante, desde que não prejudique o réu, em atenção ao princípio da legalidade. Assim, admite-se apenas a analogia in bonam partem. Já a interpretação analógica consubstancia meio de interpretação, recorrível quando a lei contém em seu bojo uma fórmula casuística seguida de uma fórmula genérica. Com efeito, a norma casuística serve de norte ao exegeta. A interpretação analógica difere-se da interpretação extensiva na medida em que, nesta, o legislador não nos fornece o padrão (fórmula casuística) a ser seguido, em que pese a necessidade de se ampliar o alcance da norma. Por fim, na interpretação analógica admite-se que seja feita in malam partem.

4) Porque se atribui à norma penal o caráter de ultima ratio? Resposta:

Por ser a liberdade do homem um dos seus bens mais preciosos, apenas justifica-se a supressão do seu status libertatis quando, de fato, estivermos diante de ofensas a bens juridicamente relevantes para a sociedade, em que outros ramos do direito se mostrarem insuficientes e não se revelaram eficientes para punir o agente. Portanto, o DP deve interferir o mínimo possível na vida em sociedade, por isso se diz que será a ultima ratio, também chamado de ―princípio da intervenção mínima.‖ Fruto da ascensão da burguesia, cuida-se de um típico princípio liberal, tanto que se encontra nas obras dos mais importantes pensadores do liberalismo, tais como John Locke, Montesquieu, Rousseau e Beccaria.

5) Qual a diferença entre o “ser do direito” no Direito Penal e o “ser do direito” na Sociologia? Resposta:

A Sociologia preocupa-se, basicamente, como os fatores externos, sociais, que influenciaram o indivíduo a praticar uma infração penal, bem como com suas conseqüências para a coletividade, tudo isso com escopo de explicar tais ―defeitos de socialização‖. Para Ferri, um dos baluartes da Escola Positiva, um dos movimentos criminológicos do Direito Penal, apontada como o criador da Sociologia Criminal, o delito não era produto exclusivo de nenhuma patologia individual. Para ele o delito era resultado da contribuição de diversos fatores: individuais, físicos e sociais.
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Na tese de Ferri, ―o delito é um fenômeno social, com uma dinâmica própria e etiologia específica, na qual predominam os fatores sociais‖. A pena, por si só, seria ineficaz, precisa vir antecedida ou acompanhada das adequadas reformas econômicas, sociais, entre outras. Já o Direito Penal preocupa-se com o indivíduo após o cometimento do delito, como irá puni-lo e ressocializa-lo, sendo irrelevante tais aspectos sociais. Contudo, anote-se, que há corrente que defende uma ―co-culpabilidade‖ no direito penal, entendida esta como a parcela de culpa da sociedade que deixa de fornecer os meios suficientes para o desenvolvimento do ser, cuja a influência do meio social compromete a autodeterminação do indivíduo. Assim, sua reprovabilidade deve ser atenuada.

1.4.1.2. Questões do TRF2
1) É mais correto falar em concurso aparente de normas ou conflito aparente de normas? Resposta:

Não há uma unanimidade na doutrina, em que pese a aparente predileção pela expressão ―concurso‖, como se vê no escólio de Rogério Greco e Luiz Régis Prado. O professor Damásio de Jesus, por sua vez, crítica as duas expressões, haja vista que, segundo sustenta, ―não há conflito ou concurso de disposições penais, mas exclusividade de aplicação de uma norma a um fato, ficando excluída outra em que também se enquadra‖. Por fim, penso que a maioria dos operadores do Direito trata as expressões como sinônimas, havendo, inclusive, julgados no STJ em que na mesma ementa se utilizam as duas formas (HC 213179/SC- Min. Jorge Mussi).

2) O que é o princípio da alternatividade? Resposta:

É um dos princípios que se propõem a resolver um concurso aparente de normas. Significa que ―o agente só será punido por uma das modalidades inscritas nos chamados crimes de ação múltipla (tipos mistos alternativos, conteúdo variado), embora possa praticar duas ou mais condutas do mesmo tipo penal.‖ Um exemplo clássico é o art. 33 da lei 11.343/06, cuja cabeça do artigo prevê diversos núcleos v.g. importar, fabricar, transportar. Ainda que realize todas as condutas descritas no tipo, praticará o crime uma única vez, desde que, evidentemente, trate-se da mesma droga, no mesmo contexto fático. Dessarte, se o mesmo sujeito importa cocaína, transporta ópio e vende heroína, responderá por três crimes distintos, em concurso material. Por fim, parte da doutrina entende ser a alternatividade a consunção que se realiza no interior de um mesmo tipo penal, de sorte que aquela teria sua função esvaziada. É o entendimento de Nélson Hungria e Aníbal Bruno.
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3) O concurso aparente de normas se insere na teoria do delito, na teoria da norma ou na teoria do tipo? Resposta:

O conflito aparente de normas está ligada à teoria do delito, em especial quando, na formação do juízo de tipicidade, haverá a identificação do tipo legal a ser considerado. Definir se um determinado fato constitui, ou não, um delito, passa pela realização do chamado juízo de tipicidade: a comparação do fato com os modelos de conduta proibida, que a lei criminal elenca numerus clausus. Situação diferente ocorre com o concurso efetivo de tipos (material, formal ou continuado), que se relaciona à resposta penal (pena), não sendo caso de definição de juízo de tipicidade. Importa, contudo, deixar clara a diferença entre o concurso efetivo e o concurso aparente de tipos. No concurso efetivo (concurso de delitos), há dois ou mais delitos, sujeitando-se o agente às penas de dois ou mais tipos incriminadores (que são somadas, ou não, conforme seja o caso do art. 69, do art. 70 ou do art. 71 do Código Penal). No concurso aparente, como a própria denominação denuncia, aparentemente o fato dá lugar a duas ou mais adequações típicas simultâneas, dois ou mais delitos. Um mesmo fato é coberto pelas descrições típicas de várias normas incriminadoras, que sobre ele convergem. Todavia, pela aplicação do princípio ne bis in idem, que impede a dupla punição pelo mesmo fato, somente uma das tipicidades se aplica, prevalecendo sobre as demais, e afastando a incidência destas.

4) Quais as duas modalidades de subsidiariedade? Sempre está expresso no Código? Resposta:

Pelo princípio da subsidiariedade, a norma dita subsidiária é considerada, na expressão de Hungria, como um ―soldado de reserva‖, é dizer, na ausência ou impossibilidade de aplicação da norma principal mais grave, aplica-se a norma subsidiária menos grave. Ela pode ser expressa ou tácita. Diz-se expressa quando a própria lei faz sua ressalva, mediante emprego de locuções como: ―se o fato não constitui crime mais grave‖, v.g. disparo de arma de fogo (art. 15 da lei 10.826/03). Será tácita quando a lei residual não condiciona, taxativamente, a sua aplicação em caso de impossibilidade de incidência da primária. Ex: Estupro (art. 213, CP) e constrangimento ilegal (art. 146, CP). Assim, conclui-se que, nem sempre, a subsidiariedade será expressa na Lei Penal.

5) Quais os critérios de interpretação da lei penal? É possível analogia em lei penal? Há diferença entre interpretação analógica e analogia? 53

Resposta:

Os critérios de interpretação podem ser divididos quanto ao sujeito de que emana, quanto aos meios que são utilizados para alcançá-la e, ainda, quanto aos resultados. No que pertine ao sujeito, pode ser autêntica (pela própria lei), doutrinária (pelos estudiosos – v.g. exposição de motivos do Código) e judicial (aplicadores do Direito – v.g. súmulas vinculantes). Já quanto aos meios, pode ser literal (real significado das palavras), teleológica (finalidade da lei), sistemática (análise do dispositivo no sistema que ele está contido, e não isoladamente) e histórica (busca dos fundamentos de sua criação no passado, considerando o momento social da época). Por fim, quanto ao resultado, pode ser declaratória (não amplia nem restringe o alcance da norma), extensiva e restritiva, que alarga ou diminui o alcance da lei, respectivamente. A analogia, forma de integração da norma, onde o exegeta aplica a uma hipótese não prevista em lei a disposição legal relativa a um caso semelhante, desde que não prejudique o réu, em atenção ao princípio da legalidade. Assim, admite-se apenas a analogia in bonam partem. Difere-se da interpretação analógica por ser esta um método de interpretação. Há quem sustente que esta última pode ser in malam partem.

6) Existe parte geral na parte especial do CP? Resposta:

Algumas matérias, que ordinariamente são tratadas na parte geral do CP, foram inseridas na parte especial do Código. Isto ocorreu quando o próprio tipo penal o exigia, v.g. causas especiais de aumento e diminuição da pena, normas penais não incriminadoras (art. 327), causas de isenção de pena (art. 181), espécies de ações penais. Não há propriamente uma parte geral dentro da especial, eis que a primeira, na maioria das vezes, complementa de forma satisfatória o tipo penal previsto na parte especial. Contudo, quando previstas ―normas generalizantes‖ dentro do próprio tipo penal, penso que esta deve ser observada, antes mesmo até do que a norma assemelhada contida na parte geral, como sói ser o caso do art. 100 do CP, que aduz ser a ação penal pública, salvo quando a lei expressamente a declara privativa do ofendido (art. 236 do CP – crimes contra o casamento).

7) art. 5º., LVII, CR/1988, pode-se considerar alguma diferença entre princípio da inocência e da não culpabilidade? Resposta:

Grande parte da doutrina (v.g. Nelson Nery Júnior in Princípios do Processo na Constituição Federal) e dos aplicadores do Direito utiliza as expressões como sinônimas. To54

davia, basta a leitura do texto para se perceber a diferença: ―ninguém será considerado culpado até o trânsito em julgado de sentença penal condenatória‖. A Constituição Federal Brasileira adotou a redação do art. 27.2 da constituição italiana de 1948, a qual por sua vez resultou de um movimento protagonizado por parte da doutrina italiana que defendia a restrição do alcance do princípio da inocência, com vistas a garantir a eficácia do processo penal. Ou seja, a nossa Constituição declarou apenas que o acusado não é considerado culpado. Ela não afirmou a presunção de inocência, limitou-se a negar a culpa. Não é uma simples questão de semântica, mas revela um embate de concepções político-ideológicas das finalidades do processo penal. A Declaração dos Direitos do Homem e do Cidadão de 1789, a Declaração Universal dos Direitos do Homem de 1948, pelo Pacto Internacional de Direitos Civis e Políticos de 1966 e a Convenção Americana de Direitos Humanos de 1969, todos esses instrumentos consagraram o princípio da ―presunção de inocência‖, fórmula que, aparentemente, não foi seguida pelo Brasil, que foi influenciado por uma ideologia pós-fascista que criticava a presunção de inocência, na Itália. O certo é que na prática judiciária brasileira não se estabeleceu diferença entre os princípios. Nas ementas das ADC‘s 29 e 30, que declararam a constitucionalidade da LC 135/2010 (Lei da Ficha Limpa), o Min. Luiz Fux preferiu a expressão ―presunção de inocência‖. A Min. Rosa Weber, egressa da magistratura trabalhista, trata ―inocência‖ e ―não-culpabilidade‖ como sinônimos, de forma expressa em seus julgados. Lúcida, por sua vez, a lição do Min. Ayres Britto, para quem ―a presunção de não-culpabilidade trata, mais do que de uma garantia, de um direito substantivo. Direito material que tem por conteúdo a presunção de não-culpabilidade. Esse o bem jurídico substantivamente tutelado pela Constituição; ou seja, a presunção de nãoculpabilidade como o próprio conteúdo de um direito substantivo de matriz constitucional. Logo, o direito à presunção de não-culpabilidade é situação jurídica ativa ainda mais densa ou de mais forte carga protetiva do que a simples presunção de inocência‖.

8) Fale sobre a decisão do STF acerca da abolitio criminis dos crimes contra a honra na lei de imprensa. Resposta:

A abolitio criminis ocorre quando um fato tipificado como infração penal pela norma incriminadora deixa de ser criminoso. Possui, portanto, natureza jurídica de causa extintiva de punibilidade. A lei de imprensa previa várias condutas delitivas referentes a crimes contra a honra. No entanto, no julgamento da Arguição de Descumprimento de Preceito Fundamental n. 130, iniciado em 1.4.2009 e concluído em 30.4.2009, o Plenário do Supremo Tribunal Federal, por maioria de votos, entendeu que a Lei n. 5.250, de 9 de fevereiro de 1967, não foi recepcionada, integralmente, pela ordem constitucional vigente.

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entendendo haver manifesta incompatibilidade entre a antiga Lei de Imprensa e a atual Constituição da República. Da mesma forma. o que gerou a abolitio criminis daquelas condutas antes tipificadas. tal decisão implicou no reconhecimento da inexistência jurídica da norma. pois aplicam-se aos fatos ocorridos durante a sua vigência. DJe 14/03/2011). 9) Em que consiste a ultratividade da lei penal? Resposta: Fala-se em ultratividade quando a lei. em termos práticos. de forma que. julgada em abril de 2009. ou seja. ou julgados. as leis temporárias e as excepcionais são ultrativas. Segundo a jurisprudência atual do STJ (REsp 1163090/SC. que influa decisivamente na condenação ou que seja feita por motivos de índole moral. cujos agentes haviam incidindo nos tipos da lei não recepcionada. Em conclusão. a partir do julgamento da ADPF 130 (Lei de Imprensa). não obsta o reconhecimento da atenuante a circunstância de o agente negar parte da imputação ou invocar uma excludente de ilicitude (confissão qualificada). ainda que tenha sido preso em flagrante. Em que circunstâncias pode ser aplicada como atenuante? Resposta: É possível o reconhecimento da atenuante da confissão espontânea para redução da pena aplicada na hipótese em que o réu admita a prática do crime em seu interrogatório policial e judicial. continua a regular os fatos ocorridos durante a sua vigência. que seja completa. que a confissão se efetue por livre vontade do agente. extirpou do ordenamento jurídico a totalidade do diploma normativo. afastando os efeitos penais de vários processos em curso. o Pretório Excelso. isto é. aptos a caracterizar arrependimento do acusado. mesmo após auto-revogadas. o STF passou a entender que norma anterior incompatível com a nova ordem constitucional é tida como não-recepcionada. DESSE PONTO EM DIANTE: RESPOSTAS ELABORADAS POR CAIO CASTAGINE MARINHO 56 . mesmo depois de revogada. abandonando a nomenclatura outrora empregada (revogação).Naquele momento. não se exigindo critérios subjetivos. tendo em vista que para a configuração da referida atenuante exige-se somente o seu aspecto objetivo. 10) A confissão.

Há diferença? O que visa impedir o ordenamento? Resposta: O concurso de normas caracteriza-se pela situação em que várias leis são aparentemente aplicáveis a um mesmo fato. iv) critério da alternatividade (a aplicação de uma norma a um fato exclui a aplicação de outra. de algum modo. contido em outra de maior amplitude. Destaca-se que. no concurso de normas a concorrência é aparente. que também o prevê. iii) critério da consunção (norma que descreve a normal fase de execução/preparação/exaurimento do crime é afastada para a aplicação de outra que engloba o fato de maior alcance). Essa é a hipótese de aplicação do critério da consunção. Esses autores destacam o posicionamento de parte da doutrina que entendem que o tema deveria ser abordado na análise de concurso de crimes. 14) Já ouviu falar do princípio da combinação? Resposta: 57 . mas. Ele pressupõe a unidade de fato e a pluralidade de leis aparentemente aplicáveis. norma que descreve a normal fase de execução/preparação/exaurimento do crime é afastada para a aplicação de outra que engloba o fato de maior alcance. de forma diversa dessa corrente. 12) Quais são os critérios utilizados para acabar com o conflito aparente de normas? Resposta: Os critérios utilizados são: i) critério da especialidade (lei especial derroga lei geral). ii) critério da subsidiariedade (aplicação de um tipo penal principal quando outro não puder ser aplicado – para Nelson Hungria a norma subsidiária era denominada de soldado de reserva). 13) Quando ocorre a consunção? Resposta: Quando o fato previsto por uma lei está. igualmente. aplica-se somente esta última. como delito – Luis Regis Prado e Nucci criticam esse critério entendendo-o como inútil). Trata-se de instituto que se fundamenta no princípio da coerência sistemática e na vedação ao bis in idem. mas apenas uma tem real incidência. Luis Regis Prado e Guilherme de Souza Nucci não diferenciam concurso de conflito de normas. Nucci ainda cita o critério da sucessividade (lei posterior derroga lei anterior). ambos defendem que a matéria está relacionada à aplicação da lei penal. Ou seja.11) Concurso ou conflito de normas. enquanto no concurso de crimes o concurso de normas aplicáveis é efetivo. Além desses critérios mencionados por Luis Regis Prado.

Mas entendo que. Definir se um determinado fato constitui. que se relaciona à resposta penal (pena). teoria do tipo ou teoria da norma)? Resposta: O conflito aparente de normas está ligada à teoria do delito. não se poderia defender a revogação da Lei 8. Se revogar toda lei. Em verdade. No direito penal. 33 da Nova Lei de Drogas aos delitos praticados sob a vigência da lei antiga. No concurso 58 . que apenas a previsão de sanção mais severa ao tipo penal. passa pela realização do chamado juízo de tipicidade: a comparação do fato com os modelos de conduta proibida. a realização da obrigação de o Estado proteger o bem jurídico pode ser realizada por diversas formas. 17) O que conflito aparente de normas se identifica melhor com qual teoria (teoria do delito. Importa. na formação do juízo de tipicidade. 5o.Pelo princípio da combinação busca-se a conjugação de dispositivos de duas leis para se chegar a uma norma mais benéfica. a priori. Exemplo dessa situação ocorre com a possibilidade de aplicação da causa de diminuição do p.072/90 estão sendo abrandados. 15) Qual corrente entende que só o princípio da especialidade resolveria todos os conflitos? Resposta: (??) 16) Institutos da lei no. Necessário destacar que o STF não tem admitido tal raciocínio entendendo que combinação de leis poderia caracterizar verdadeira violação do princípio da separação dos poderes. em especial quando. 8. Posicionamento esse que teria fundamento no princípio da vedação do proteção deficiente. que a lei criminal elenca numerus clausus. formal ou continuado). não sendo caso de definição de juízo de tipicidade. contudo. quando ambas as leis regulam a matéria em tempos distintos e uma revogou a outra. um delito. discute-se a possibilidade de retroatividade parcial para usar os melhores dispositivos de cada uma das leis.072/90 como violadora da vontade constituinte. Situação diferente ocorre com o concurso efetivo de tipos (material. há afronta à Constituição? Resposta: É possível identificar. inciso XLIII da CF como verdadeiro mandado de criminalização. dentre aqueles que defendem a disposição presente no art. por vezes até mais eficiente. 4o do art. haverá a identificação do tipo legal a ser considerado. ou não. deixar clara a diferença entre o concurso efetivo e o concurso aparente de tipos. corrente que defende a impossibilidade da revogação da criminalização dos crimes hediondos.

1. Para uma corrente doutrinária a natureza do complemento da norma penal em branco determinará a regra de direito intertemporal a ser aplicada.1. hipótese em que haverá retroatividade benéfica (regime jurídico do art. prevalecendo sobre as demais. haverá ultra-atividade prejudicial. há dois ou mais delitos. do art. 1. CP – ex. aparentemente o fato dá lugar a duas ou mais adequações típicas simultâneas. a lei penal mais grave aplica-se ao crime continuado ou ao crime permanente. ainda o que alteração do complemento de forma benéfica não retroagirá (ex. ou não. se sua vigência é anterior à cessação da continuidade ou permanência. Assim. 69.4. Questões do TRF3 1.: tabela de preço nos crimes contra a economia popular). p. como a própria denominação denuncia. Um mesmo fato é coberto pelas descrições típicas de várias normas incriminadoras. que sobre ele convergem. ainda que o início da conduta tenha ocorrido quando vigente norma penal mais branda. e afastando a incidência destas. Entende o autor que essa conclusão (necessidade de verificação da natureza do complemento) somente ocorrerá quando o 59 . Todavia. será essa que deverá incidir. ou seja.u. Questões do TRF5 TRF5 – 2012 01) Em havendo revogação de complemento de norma penal em branco haveria abolitio criminis? Como se situa esse debate? Resposta: Depende.efetivo (concurso de delitos).4. 3o do CP). como é o caso de Alberto Silva Franco.5. 71 do Código Penal). há doutrina que se posiciona de forma diferente. conforme seja o caso do art. presente no enunciado da súmula 711. que impede a dupla punição pelo mesmo fato [8]. dois ou mais delitos.1.4. se o complemento tiver natureza de lei excepcional ou temporária (regime do art. Assim. De outra banda. Questões do TRF4 1) Qual o critério de aplicação da lei nova aos crimes permanentes e aos continuados? Resposta: Segundo entendimento do STF. pela aplicação do princípio ne bis in idem.1. Situação contrária ocorre quando o complemento não tem natureza excepcional. 2o. No concurso aparente.4.: definição de substância entorpecente). sujeitando-se o agente às penas de dois ou mais tipos incriminadores (que são somadas. 70 ou do art.3. ocorrendo a cessão da continuidade ou permanência em momento posterior ao início da vigência da norma mais severa. somente uma das tipicidades se aplica.

Situação diversa ocorre com a interpretação analógica. Em outros termos. qual seu valor probatório. nenhuma periculosidade penal da ação. sendo comum a jurisprudência afastar o benefício em hipótese em que o réu postule o benefício depois de os órgãos investigatórios já terem reunidos todos os elementos para a condenação. se a complementação vier por outra lei. haverá retroatividade independentemente na natureza do complemento ser ou não excepcional. 05) O que é delação premiada. Isso porque a analogia é regra de integração da legislação que só é admissível in bonan partem. requisitos e efeitos? Resposta: Delação premiada é um benefício legal concedido a um criminoso delator. O princípio da adequação social também incide sobre a tipicidade material mas sob o fundamento de que em relação aos comportamentos e riscos tolerados pelo convívio social (socialmente aceitos) não poderia haver tipificação penal.complemento não tiver mesmo status normativo da própria norma em branco. 03) Qual o significado do “princípio da insignificância” e o da “adequação social”? Resposta: Princípio da insignificância significar o afastamento da tipicidade material em situações em que não haja dano ao bem jurídico ao ponto de requer a intervenção penal e possui como requisitos a mínima ofensividade da conduta. somente nesse caso haveria a necessidade de verificar na natureza (norma excepcional ou temporária). onde o dispositivo enumera exemplos e conclui de forma genérica fazendo extensão do tipo a casos semelhantes. reduzido grau de reprovabilidade do comportamento e inexpressividade da lesão ao bem jurídico. que é modo de interpretação admissível na seara penal em desfavor do réu. desde que de forma favorável ao réu. Se a complementação vier por norma com status infralegal. que aceite colaborar na investigação ou entregar seus companheiros. O reconhecimento do valor proba60 . Exige-se que a delação colabore efetivamente na solução do caso. Merece destaque o fato de a jurisprudência acolher apenas a incidência do princípio da insignificância entendendo que o ordenamento nacional não permitiria o afastamento da caracterização do delito sob o fundamento da sua adequação social. 02) É possível o emprego na analogia no direito penal? Resposta: Sim.

que realizou alterações na redação das Leis 8. extinção da punibilidade ou substituição da pena privativa de liberdade por pena restritiva de direitos. acrescentando o p. Beneficiários e Inscrições.5. quais foram os trabalhadores beneficiados neste sistema? Resposta: A EC 41/03 alterou o artigo 201. A MP 529/2011 estendeu tal benefício aos microempreendedores individuais. nova alteração do texto constitucional estendeu tal tratamento aos trabalhadores sem renda própria que se dediquem exclusivamente ao trabalho doméstico no âmbito de sua residência. No âmbito infraconstitucional. estabelecendo a contribuição com alíquota reduzida de 5%. Direito Previdenciário 1. a depender do regime jurídico a ser aplicado.212/91 E 8. determina o constituinte que haja tratamento diferenciado em relação às alíquotas (reduzida de 20% para 11%) e carências aplicados aos demais segurados do regime geral de previdência social.5. de participação obrigatória e composto pelo Regime Próprio de Previdência (aplicável aos servidores públicos) e o Regime Geral de Previdência Social.1.1. 1. Segurados. externos e objetivos que embasem a confiança do relato.212/91 e 8.470/2011. de participação facultativa e integrado pelo regime complementar oficial (Fundos de Pensão) e o regime complementar privado. destinado a trabalhadores de baixa renda.213/91.213/91 1.tório da delação decorrerá da sua ratificação com o cotejamento das demais provas produzidas.5. Exige-se corroboração por dados concretos. 12 para estabelecer um sistema especial de inclusão previdenciária. o sistema foi implantado com a edição da LC 123/2006. Em 2005. Previdência Social: Órgãos. Leis N.1. definição do início do cumprimento da pena em regime aberto. a fim de lhes garantir acesso a benefícios no valor equivalente a 1 salário mínimo. e o pelo regime complementar. 2) Quanto ao sistema de inclusão previdenciária. poderá ensejar uma redução da pena (1/3 a 2/3). Em relação aos domésticos a regulamentação ocorreu somente com a edição da Lei 12. Como consequência dessa colaboração. Questões do TRF1 1) O sistema previdenciário brasileiro é formado por quais regimes? Resposta: O sistema previdenciário brasileiro é formado pelo regime principal. Regimes. desde que pertencentes a famílias de baixa renda. 8. Nesse sistema. 61 .

somente será considerado como segurado facultativo o bolsista e o estagiário que prestam serviços a empresa conforme as disposições da a Lei no 11. 62 . presidiários não-remunerados e estudantes bolsistas. 5) A condição de bolsista para fins de segurado facultativo tem que está segurado em lei? Resposta: Segundo disposição prevista no Decreto que estabelece o Regulamento da Previdência Social. 3) Quais são os segurados para efeitos de inscrição no sistema geral de previdência? Resposta: No Regime Geral de Previdência Social há os segurados obrigatórios caracterizados pelo exercício de atividade remunerada e integrados pelo segurado empregado. síndicos de condomínio não-remunerados. Se o desempenho das atividades estiver em desacordo com tal legislação o bolsista será considerado segurado obrigatório (empregado). Resposta: A novidade trazida pela EC 47 foi a previsão do trabalhador doméstico sem renda própria que se dediquem exclusivamente ao trabalho doméstico no âmbito de sua residência. desempregados. Resposta: Pessoas com mais de 16 anos que não têm renda própria. segurado especial e contribuinte individual. segurado empregado doméstico. na chamada inclusão previdenciária. Por exemplo: donas-de-casa. segurado avulso. mas decidem contribuir para a Previdência Social. Também há os segurados facultativos. Juntamente com os demais trabalhadores baixa renda a eles é garantido o acesso aos benefícios previdenciários no valor igual a um salário-mínimo havendo sujeição a alíquotas e carências inferiores às vigentes para os demais segurados do regime geral. desde que pertencentes a famílias de baixa renda. e os segurado facultativo.788/2008. caracterizado como sendo aquele que não exerce atividade remunerada.12) Me fale sobre a EC 47 da CF e a novidade que ela trouxe no sistema de inclusão previdenciária. 4) Dê uns três exemplos de segurado facultativo. estudantes.

contratado por empresa privada fora do Brasil (deve ser uma empresa nacional – art.6) O que se entende pelo segurado expatriado? Aqueles que prestam serviço no exterior. será caracterizado como segurado obrigatório (empregado). 10) O preso pode ser segurado facultativo ou obrigatório? 63 . e. 11. As pessoas jurídicas não são filiadas. Se não houver esse tratado. desde que a aludida atividade esteja incluída no regime em comento. É contribuinte individual quando a pessoa é brasileira que exerce atividade em organismo internacional (Ex: OMS). É empregado quando é brasileiro ou estrangeiro residente no territorial nacional. Se essa não for sua situação. 7) Se o brasileiro trabalha no exterior. ele está obrigado a se inscrever no sistema previdenciário brasileiro como segurado obrigatório? Resposta: Se trabalhar para empresa brasileira (hipótese de expatriado). em sendo um país com o qual o Brasil tenha acordo de previdência social. mesmo de forma autônoma. Na filiação obrigatória. sendo hipótese de filiação facultativa para aquele que não é segurado obrigatório que deseja integrar a previdência. deixa de ser contribuinte individual e será empregado (art. fica ao livre alvedrio da pessoa manter-se ou não no sistema previdenciário. O vínculo é obrigatório. Lei 8. 11. Pode ser empregado ou contribuinte individual. poderá aproveitar suas contribuições realizadas no exterior ao postular o benefício aqui. 8) O que é filiação em termos de previdência? A filiação é compulsória para quem exerce atividade remunerada? Resposta: Filiação é o vínculo jurídico estabelecido entre o segurado e a previdência social. f. I. Resposta: O segurado expatriado é aquele que exerce atividade fora do Brasil. Na filiação facultativa. estando vinculados à previdência do país em que trabalha. será possível que haja contribuição no regime geral de previdência social na condição de segurado facultativo. tem um vínculo de trabalho. As pessoas que são filiadas são as pessoas físicas. A filiação será obrigatória para todos que exercerem atividade remuneratória.213/91).213/91). há o imediato ingresso no sistema previdenciário. dependendo exclusivamente da sua vontade. Decerto quando alguém exerce atividade remunerada. mas se representar a União. Lei 8. independendo da vontade do segurado. I. independentemente de desejar fazê-lo. estará filiado ao RGPS.

autônomo). se o segurado contribuir para os dois regimes (geral e próprio). p. especificamente pra efeitos previdenciário qual a distinção entre o empregados comercial (empresa) e o doméstico (do lar)? Resposta: A legislação previdenciária trata de modo desigual os empregados domésticos (intitulados ―segurados empregados domésticos‖) que contribuem sob as mesmas regras e observados os mesmos limites de custeio dos empregados urbanos e rurais (chamados singelamente de ―segurados empregados‖). ou que exerce atividade artesanal por conta própria (art. Os domésticos sofrem apenas ―acidente de qualquer natureza ou causa‖. nesta condição. 19 da Lei n. 17) A CF dispõe da forma de como irão contribuir com a seguridade social.213/91 restringe o conceito de acidente do trabalho ao estabelecer que ―acidente do trabalho é o que ocorre pelo exercício do trabalho a serviço da empresa [. nos moldes do 64 . então.048/99) 11) Admite-se a cumulação de benefício do regime geral com o regime próprio de previdência? Exemplo? Resposta: Não há impedimento para cumulação de benefícios do regime próprio (estatutário) com o regime geral da previdência social (celetista. Assim. poderá se beneficiar pelas duas aposentadorias.. Assim. haverá a manutenção da qualidade de segurado.]‖.Resposta: Enquanto há o recebimento de benefício. como (ii) o segurado recolhido à prisão sob regime fechado ou semi-aberto. 1o. algumas diferenças: 1ª) O segurado empregado doméstico não tem direito ao salário-família. com ou sem intermediação da organização carcerária ou entidade afim. IX. Decreto 3.048/99). Vejamos. 1o. dentro ou fora da unidade penal. Segundo o Regulamento da Previdência Social. no caso. depois esta disposição constitucional é regulamentada pela lei ordinária vai disciplinar quem serão estes contribuintes do lado do empregador e empregado. XI. será considerado como segurado facultativo tanto (i) o presidiário que não exerce atividade remunerada nem esteja vinculado a qualquer regime de previdência social (art. Decreto 3. 11. 3ª) O segurado empregado doméstico não sofre (tecnicamente falando) acidente do trabalho. aos empregados domésticos não se aplicam os benefícios acidentários. assim entendido. 2ª) A segurada empregada doméstica não recebe salário-maternidade além dos limites do teto previdenciário. a uma ou mais empresas. p. É o caso de um magistrado (contribui para o regime próprio da previdência) que ministre aulas em universidade particular (contribui como segurado obrigatório). como o destinatário do serviço doméstico não é empresa. o auxílio-reclusão. 8. O art. que.. preste serviço. 11.

19) Quais as atribuições do Conselho Nacional de Previdência Social? Resposta: 65 . bem como a cooperativa. o órgão da administração? E na iniciativa privada quem faz? Resposta: Nos termos do parágrafo único do artigo 15 da Lei 8. 30 do Decreto n.parágrafo único do art. químicos e biológicos). bem como os órgãos e entidades da administração pública direta. provêm daí: o doméstico não terá estabilidade quando retornar do afastamento motivado pelo acidente ocorrido no lugar de serviço e não terá direito a ver recolhido o FGTS no período de afastamento motivado pelo acidente (isso se o empregador garantiu o direito ao FGTS). Por sua vez. a associação ou entidade de qualquer natureza ou finalidade. equipara-se a empresa. para os efeitos desta Lei. com fins lucrativos ou não. entende-se como empregador doméstico a pessoa ou família que admite a seu serviço.212/91). 18) Em termos previdenciários. o contribuinte individual em relação a segurado que lhe presta serviço.212/91). qual o conceito de empresa e empregador doméstico? Qual seria a diferença entre o empregador empresa e o empregador doméstico? Resposta: Considera-se como empresa a firma individual ou sociedade que assume o risco de atividade econômica urbana ou rural. sem finalidade lucrativa. quem ela considera empregador. Lei 8. a empregador. 3. Diversas consequências. empregado doméstico (art.212/91. II. portanto empresa. I. 5º) O empregador doméstico não é obrigado por lei a pagar os quinze primeiros dias de afastamento por incapacidade do doméstico. 15. 15. Lei 8. indireta e fundacional (art. 18) E para efeito de contribuição previdenciária quem é que a lei ordinária equipara a empresa.048/99. 6º) Os domésticos não têm direito à aposentadoria especial. que acarrete lesão corporal ou perturbação funcional‖. ―aquele de origem traumática e por exposição a agentes exógenos (físicos. 4ª) Os empregados domésticos não têm direito ao auxílio-acidente. a missão diplomática e a repartição consular de carreira estrangeiras.

5. de 24 de julho de 1991. o Conselho de Previdência.5.4. 21) Se o bacharel em Direito se Inscreve na ordem e é professor universitário.3. ele está no regime geral. Questões do TRF2 1. ao longo do tempo vem aperfeiçoando sua atuação no acompanhamento e na avaliação dos planos e programas que são realizados pela administração. Na hipótese de segurado obrigatório do Regime Geral. dos empregadores e dos aposentados. Neste caso pode contribuir como beneficiário facultativo? Resposta: No texto constitucional há a vedação de o segurado do Regime Próprio de Previdência contribuir para o Regime Geral como facultativo. não traz vedação expressa quanto a sua contribuição como facultativo. com a participação do Governo. como é o caso da questão. 20) Quem compõe este Conselho Nacional de Previdência Social? Resposta: O Conselho Nacional de Previdência Social possui gestão quadripartite. órgão superior de deliberação colegiada. 1. dos trabalhadores em atividade. dos empregadores e dos aposentados. Questões do TRF3 1. na busca de melhor desempenho dos serviços prestados à clientela previdenciária. Criado pela Lei nº 8. com a participação do Governo.5.213/91. dos trabalhadores em atividade. com a redação dada pela Emenda Constitucional nº 20.2. tem como principal objetivo estabelecer o caráter democrático e descentralizado da administração. Questões do TRF4 66 . havendo previsão nesse sentido somente no art.048/99.1.CNPS. a Lei 8.1.O Conselho Nacional de Previdência Social . 11 do Decreto 3. que preconiza uma gestão quadripartite.213. 194 da Constituição. em cumprimento ao disposto no art.1.

são os três sistemas da seguridade. proteção ao trabalhador no caso de desemprego involuntário. assegurando. Saúde. a habilitação e reabilitação das pessoas portadoras de deficiência e a promoção de sua integração à vida comunitária. em geral. é outro.1. salário-família e auxílio-reclusão para os dependentes do segurado de baixa renda. 201. no entanto. a quem dela necessitar. homem ou mulher. morte e idade avançada.1. Não trata de implementar políticas públicas de saúde. o amparo às crianças e adolescentes carentes. Seu objetivo. Questões do TRF5 DESSE PONTO EM DIANTE: RESPOSTAS ELABORADAS POR CAROLYNNE SOUZA DE MACÊDO OLIVEIRA TRF5 . Já a previdência social tem como traço marcante o caráter contributivo. 67 . proteção e recuperação. à velhice. O seu custeio. A saúde tem a característica de ser universal. mediante o pagamento de tributos. tal qual a saúde. sem que para tanto tenha que verter uma contribuição específica para o sistema. bem como a filiação obrigatória (art. à adolescência. CF/88) objetivando a cobertura de riscos sociais como doenças. assim entendida como uma prestação a ser conferida a todo o indivíduo que dela necessitar. e a prestação do serviço independe de qualquer ato formal de inscrição ou filiação. à infância. são essas as principais distinções. Em linhas gerais. ainda. a saúde é direito de todos e dever do Estado. mas sim de assegurar. a promoção da integração ao mercado de trabalho. além disso. independe de custeio direto por parte do beneficiário. Nos termos constitucionais. benefícios assistenciais e serviços que têm como objetivo a proteção à família. com base na CF e nas Leis 8212 e 8213. à previdência e à assistência social. a assistência social é o sistema que. garantindo-se. pensão por morte do segurado. Por sua vez. um salário mínimo de benefício mensal à pessoa portadora de deficiência e ao idoso que comprovem não possuir meios de prover à própria manutenção ou de têla provida por sua família. 194 da Constituição Federal. nos termos constitucionais. invalidez. Resposta: Nos termos do art.2012 01) Distinga os três sistemas da seguridade social. destinado a assegurar os direitos relativos à saúde. a Seguridade Social compreende um conjunto integrado de ações de iniciativa dos Poderes Públicos e da sociedade.5. ao cônjuge ou companheiro e dependentes. à maternidade. garantia mediante políticas sociais e econômicas que visem à redução do risco de doenças e de outros agravos e ao acesso universal e igualitário às ações e serviços para sua promoção. apresentando cada um as suas particularidades. previdência e assistência.5. proteção à maternidade. é feito de forma indireta por toda a sociedade.

referidos no inciso VII do art.213 estabelece em seu art. de maneira geral. Para os segurados especiais. 39. mas permite benefício de valor maior. mediante gestão quadripartite. ressalvado o disposto no inciso II do art. 11 desta Lei. a Constituição prevê que a seguridade social como um todo deve ter caráter democrático e descentralizado. com a participação dos trabalhadores. conforme o benefício requerido (art. Quanto à estrutura organizacional. dos aposentados e do governo nos órgãos colegiados. As ações entre os três são integradas. desde que contribuam facultativamente para a Previdência Social. 39 e nos §§ 3º e 4º do art. Resposta: Quanto à cobertura dos riscos. para melhor desempenho das atividades. o que mais importa destacar é que a previdência cobre riscos sociais para aqueles que a ela vertem contribuições. a Saúde ao Ministério da Saúde e a Assistência ao Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome. além de cada subsistema ser destinado a cobrir riscos específicos. na forma estipulada no Plano de Custeio da Seguridade Social). 68 . ao passo que a saúde e a assistência independem de contribuição específica por parte daquele que necessita. independentemente de contribuições diretas (há contribuição indireta. é possível. A lei n. caso haja contribuição facultativa e cumprimento de carência (12 ou 180 contribuições). é preciso considerar que a previdência cobre apenas os riscos daqueles que vertem contribuições para o sistema. A Previdência compete ao Ministério da Previdência. § 6º que o benefício do segurado especial será equivalente a um salário mínimo. estrutura organizacional e técnicas utilizadas.dos benefícios especificados nesta Lei. sendo o custeio realizado por meio de tributos. 8. também independe de contribuição direta. dos empregadores. O salário-de-benefício consiste: § 6º O salário-de-benefício do segurado especial consiste no valor equivalente ao salário mínimo. § 6º. por toda a sociedade. é possível? Resposta: Sim. ao passo que a saúde é de caráter universal. mediante o pagamento de tributos) e a assistência. 03) Segurado especial receber acima do salário mínimo. fica garantida a concessão: II .02) Distinga os três subsistemas da seguridade social quanto à cobertura dos riscos. 29. devendo ser prestada a quem dela necessitar. No tocante às técnicas utilizadas. observados os critérios e a forma de cálculo estabelecidos. 48) (Art. 29.

04) Qual a diferença entre inscrição e filiação ao RGPS? Resposta: A filiação ao RGPS é a relação jurídica que liga uma pessoa natural à União. contudo. mediante comprovação dos dados pessoais e de outros elementos necessários e úteis a sua caracterização‖. que tem o condão de incluí-la no RGPS na condição de segurada. desde que comprovada mediante documento contemporâneo em nome do próprio segurado‖. Trata-se de ato formal. tendo a eficácia de gerar obrigações (a exemplo do pagamento de contribuições previdenciárias) e direitos (como a percepção dos benefícios e serviços)‖. de Frederico Amado) 05) Pode haver filiação sem inscrição? Resposta: Sim e isso é muito comum (o trabalhador ser contratado mas não ter sua carteira de trabalho assinada nem ser registrado perante o INSS). em regra. obrigando-se o empregador ao 69 . não impede o estabelecimento do vínculo com o RGPS. (Transcrições retiradas de Direito e processo previdenciário sistematizado. aos 14 anos. na condição de aprendiz. vez que os facultativos precisam inscrever-se para que estabeleçam o vínculo da filiação). por conseguinte. excepcionalmente. dos previdenciários que lhe são decorrentes. bem como o pagamento da primeira contribuição previdenciária (filiação do facultativo caracterizada após a inscrição e o pagamento da primeira contribuição). é formalidade indispensável para que se estabeleça o vínculo decorrente da filiação. Isso. a ―inscrição e o ato pelo qual o segurado é cadastrado no Regime Geral de Previdência Social. automaticamente com o exercício de atividade laborativa remunerada (para os segurados obrigatórios. ―de acordo com o entendimento administrativo do INSS. que em regra ocorre após a filiação. através do Ministério da Previdência Social. No caso dos segurados facultativos. uma vez encerrada a relação de trabalho. Assim. nada impede o ajuizamento de ação própria para o reconhecimento de direitos trabalhistas e. Trata-se de direito do segurado. será considerada como tempo de contribuição. A idade mínima para a filiação é aos 16 anos ou. No entanto. que independe do ato formal de inscrição. que se estabelece. para os segurados obrigatórios. a atividade sujeita à filiação obrigatória exercida com idade inferior à legalmente permitida. bem como ao Instituto Nacional do Seguro Social. a contar de 12 anos de idade. Por sua vez.

no caso dos segurados facultativos. 70 . O mais importante. embora. a não ter prazo. 07) É necessária a inscrição dos dependentes ou apenas dos segurados? Resposta: Tanto segurados quanto dependentes precisam inscrever-se perante o INSS. neste último caso. 08) O que se entende por período de graça? Resposta: O período de graça é o lapso temporal em que a pessoa mantém a qualidade de segurada. 06) Inscrição pode ocorrer antes da filiação? Resposta: Não há impedimento para tanto e. mantém todos os seus direitos perante a Previdência Social. efetuada a inscrição. Em se tratando de segurados obrigatórios. O regramento do tema consta do art. mas sem que qualquer atividade laborativa esteja sendo realizada. sem prejuízo de o segurado gozar dos benefícios a que fizer jus. mesmo sem essa inscrição. mediante a apresentação de documentos. O período de graça é variável (tempo variável). portanto. é o exercício da atividade (que caracteriza a filiação). haverá a mera inscrição. ainda. por expressa disposição legal. já se estabeleça o vínculo entre o segurado e o RGPS a partir do início do exercício de atividade laborativa. ela deve ocorrer quando do requerimento do benefício a que tiver direito. 15 da Lei n. a inscrição necessariamente deve preceder à filiação. não há óbice à inscrição prévia. na específica situação em que o segurado está no gozo de benefício.recolhimento de contribuições eventualmente não pagas.213/91. 8. sem o vinculo da filiação. mesmo sem verter contribuições ao fundo previdenciário. indo de 3 a 36 meses ou. Especificamente a inscrição do dependente do segurado. Durante tal período o segurando. mesmo porque.

pois. A lei n. 10) Perde a qualidade de segurado o segurado especial que trabalha em regime de economia familiar e contrata empregado? Resposta: Não necessariamente. perde-se a proporção estabelecida pela lei.1. 1. 15 da Lei n. ele estará dentro do permissivo legal.6. mas admite o auxílio eventual de terceiros a título de colaboração. Evicção 1. como regra. Para tanto. 8.2.1. é possível que um segurado especial contrate uma pessoa/ano por até 120 dias. limitada 120 pessoas/dia ano civil. Prescrição e Decadência. Direito Civil 1.09) Pode ser concedido auxílio acidente durante o período de graça? E salário maternidade? Resposta: Considerando o disposto no parágrafo 3º do art.6. trabalhando mais que isso. três pessoas/ano por até 40 dias e assim sucessivamente.213/91. bem como a contratação de empregados. 12.212/91 estabelece. que o segurado especial deve trabalhar em regime de economia familiar. cada um desses 120 empregados deverá ter trabalhado apenas um dia. Questões do TRF1 1.1. Assim.212/91 (120 pessoas/dia ano civil). se os 120 empregados foram contratados na proporção permitida pela lei 8. ele perderá a qualidade de segurado. ele perde a qualidade de segurado? Resposta: Se durante todo o ano civil ele manteve contratados esses 120 empregados. duas pessoas/ano por até 60 dias. 11) E se durante o ano civil ele contratou 120 empregados.1. mantendo a qualidade de segurado.6. No entanto. de maneira contínua ou intercalada ou por tempo equivalente em horas de trabalho (art.6. Questões do TRF2 71 . entende-se que durante tal período é possível sim que o segurado perceba auxílio-acidente e salário-maternidade. § 8ª). 8. segundo o qual durante o período de graça o segurado conserva todos os seus direitos perante a previdência social. Vícios Redibitórios.

são imprescritíveis. Assim. 02) Trate sobre a distinção entre prescrição e decadência. a prescrição mantém relação com deveres. próprio das pretensões pessoais. próprio dos direitos potestativos. ou melhor. Por fim. àquelas ações relacionadas com direitos subjetivos. obrigações e com a responsabilidade decorrente da inobservância das regras ditadas pelas partes ou pela ordem jurídica. as ações meramente declaratórias.1. o professor paraibano associou a prescrição às ações condenatórias. têm essa última natureza.5.3. Para construir a referida teoria. é certo que o direito potestativo. ou seja. como aquelas que buscam a nulidade absoluta de um negócio.6. tem relação com um estado de sujeição. Questões do TRF5 TRF5 – 2012 01) Uma das clássicas teorias de prescrição e decadência é a do Agnelo Amorin Filho? Em que consiste essa teoria e ela é compatível com o CC/02? Resposta: A teoria de Agnelo Amorim é a mais difundida no direito brasileiro sobre prescrição e decadência. é aquele que encurrala a outra parte. por se contrapor a um estado de sujeição. sejam elas positivas ou negativas.1. Por outro lado. a decadência está associada a direitos potestativos e às ações constitutivas. portanto. A imprescritibilidade dessa ação específica está também justificada porque a nulidade absoluta envolve ordem pública. Resposta: Há várias distinções: .4. Questões do TRF3 1. Questões do TRF4 1. O critério distintivo proposto pelo professor Agnelo Amorim é o utilizado no Código Civil de 2002.6. não estão sujeitas à prescrição ou à decadência.a prescrição extingue a pretensão.6. enquanto a decadência extingue o direito.1. que não tem saída. As ações anulatórias de atos e negócios jurídicos. A decadência. 72 . logicamente. Didaticamente.1.

a prescrição está sujeita a casos de impedimento. a prescrição supõe uma ação cuja origem é distinta da origem do direito. enquanto a decadência corre contra todas as pessoas. 2. enquanto a decadência está relacionada a direitos potestativos. ano e dia e ano (1 a 5 anos). por isto. enquanto a decadência legal não pode ser renunciada. Esse critério ainda está vigente a luz do CC/02? Resposta: A doutrina de Câmara Leal distingue a prescrição da decadência com base na origem das ações. no entanto. por isso. em qualquer hipótese (a convencional pode ser renunciada após a consumação. que é de 2 anos. simultâneo o nascimento de ambas. já a decadência não pode ser impedida. tendo. não adotou tal critério. .a prescrição pode ser renunciada após a sua consumação. . regra geral. exceto os absolutamente incapazes.o prazo geral de prescrição é de 10 anos e não há um prazo geral de decadência (embora haja um prazo geral para anular negócio jurídico. .a prescrição está relacionada a direitos subjetivos e atinge ações condenatórias.os prazos especiais de prescrição são de 1. suspenso ou interrupção. todos previstos nos arts. meses. suspensa ou interrompida. um nascimento posterior ao nascimento do direito. tal qual a prescrição). . contados de sua celebração). Por ela. . O critério adotado atualmente é o de Agnelo Amorim. ao passo que os prazos de decadência podem ser estabelecidos pela lei ou por convenção entre as partes. com exceção de regras específicas. mas que decorre do princípio da equidade? 73 . Por sua vez. enquanto os prazos especiais de decadência são fixados em dias. 03) A teoria de Câmera Leal distingue a prescrição e decadência com base na origem das ações. 3. 205 e 206 do Código Civil. Até a promulgação do Código Civil de 2002 o critério era utilizado no direito brasileiro. O novo código.os prazos prescricionais somente podem ser estabelecidos por lei. sendo. atingindo ações constitutivas positivas e negativas. ..a prescrição não corre contra determinadas pessoas. 04) Existe alguma causa que impede a fluência de prescrição que não está previsto expressamente na lei. a decadência supõe uma ação. cuja origem é idêntica à origem do direito. 4 e 5 anos.

por exemplo. São. Considerando que a prescrição pode ser renunciada pelo devedor após decorrido seu prazo. A demonstração da perda da pretensão do titular da propriedade de reavê-la para si implica na prova de que outrem adquiriu tal propriedade. é o caso de um comerciante que tem seu estabelecimento interditado e. perícias. DE JEITO NENHUM.. não é meio de prova. ANALISANDO SOB ESSA PERSPECTIVA. não pode acessar também documentos para propor uma ação atacando a interdição. sem poder acessá-lo. no entanto. a prescrição não corre nos casos em que o titular da pretensão está materialmente impossibilitado de agir. como. caso assim queira. somente a decadência legal pode ser reconhecida de ofício. ENTENDER A PERGUNTA. A única forma que me ocorre de se ver a prescrição como um meio de prova é no caso da prescrição aquisitiva (usucapião). No caso da decadência. documentos. Neste caso. 74 . etc. Por questão de equidade. para compatibilizar tal possibilidade com a decretação de ofício pelo magistrado. 05) O juiz pode de ofício decretar a prescrição e decadência? Resposta: Tanto a prescrição quanto a decadência podem ser decretadas de ofício pelo juiz. para que a ele seja oportunizada a renúncia. é prudente que ele escute antes o devedor. a prescrição atua de forma peculiar.Resposta: Sim. A convencional sempre dependerá de requerimento da parte. APRESENTO A SEGUINTE RESPOSTA: A prescrição. tanto criando um direito em si quanto servindo de prova de que outrem perdeu um direito que tinha antes (o direito de propriedade). em geral. PENSEI QUE PODERIA SER DO TIPO DISCORRA SOBRE A PRESCRIÇÃO COMO MEIO DE PROVA E. 06) Discorra como prescrição como meio de prova. Resposta: ATENÇÃO! NÃO CONSEGUI. em geral. Os meios de prova são os elementos considerados pelo juiz para formar a sua convicção.

nos usos e costumes mercantis. que logo assumiram relevante papel na sociedade. inclusive. O referido sistema surgiu com a entrada em vigor do Code de Commerce. sujeitos a sub-regimes próprios. O poder político era. tendo em vista a necessidade mesmo de manter um comércio entre pessoas distantes entre si. Na referida época surgiram as corporações de ofício. por não existirem. daí porque as corporações de ofício.7. A Idade Média é tida como a primeira fase do direito comercial. de forte influência na codificação oitocentista. que eram ligadas aos comerciantes e não aos senhores feudais.1.1. não havia um poder político central que aplicasse o direito. Na Idade Média o comércio atingiu o seu estágio mais avançado. Direito Empresarial. 75 . Direito Empresarial 1. certa autonomia para seus julgamentos. descentralizado e estava nas mãos da nobreza fundiária. as características próprias do direito comercial começaram a se delinear. 02) Discorra sobre o Sistema Francês como antecedente da definição de concepção de Direito Comercial? No sistema francês. sendo uma característica de todos os povos. Na época. documento legislativo conhecido como Código Mercantil napoleônico. ainda. os Estados Nacionais. que se fundava. na realidade.1. As grandes navegações impulsionaram a criação das primeiras normas. conseguindo obter. qualificando-se como civis ou comerciais. as atividades econômicas são agrupadas em dois grandes conjuntos. como os títulos de crédito (letra de câmbio). tiveram tanta importância para o desenvolvimento dos primeiros preceitos jurídicos sobre tal atividade. em 1808.7. Direito Comercial. embora o comércio (atividade comercial) tenha surgido há muito mais tempo (remonta-se ao tempo dos fenícios). Foi na idade média que surgíramos primeiros institutos jurídicos do direito comercial. Além disso. primordialmente.1. as sociedades (comendas)m os contratos mercantis (contrato de seguro) e os bancos. 1. como o informalismo e a influencia dos usos e costumes no processo de elaboração das regras. Questões do TRF1 01) Discorra sobre o histórico do Direito Comercial na Idade Média? O direito comercial surge propriamente na idade média.7. daí porque em tal período houve a necessidade de se criar um regime jurídico próprio para a disciplina das relações mercantis.

poderiam ser praticados por qualquer cidadão. O sistema italiano tenta superar lacunas antes não explicadas pelo sistema francês. Sob tal perspectiva.atos de comércio por natureza ou profissionais: como a própria designação dá a entender. o sistema francês foi o responsável por uma certa objetivação do direito comercial. 03) Fale sobre o sistema Italiano e o Sistema Francês quanto à evolução do Direito Comercial? Basicamente. o direito comercial deixou de ser apenas o direito de uma certa categoria de profissionais. tentando eliminar a dificuldade de separação do que vinha a ser ato comercial de ato meramente civil. que tinha como construção básica a teoria dos atos de comércio.atos de comércio por dependência ou conexão: são os que visam facilitar o promover o exercício do comércio. organizados em corporações próprias. 05) Famosa classificação de Carvalho de Mendonça sobre atos de comércio. para se tornar a disciplina de conjunto de atos que. são aqueles praticados pelos comerciantes. 76 . descrevendo o que ela viria a ser. que trata a atividade mercantil. mas encontrou contraposição na teoria italiana. mas principalmente um novo sistema de disciplina privada de atividade econômica. no exercício de sua profissão. Sua elaboração doutrinária é a teoria dos atos de comércio. O sistema francês.A elaboração doutrinária fundamental do sistema francês é a teoria dos atos de comércio. e não nos sujeitos que a desempenhavam. vista como instrumento de objetivação do tratamento jurídico da atividade mercantil. o Sistema Italiano era regulado sob o prisma privatístico. Com ela. deslocando a fronteira entre civil e comercial. tem-se que o Sistema Francês dividiu-se em dois sistemas de disciplina privada da economia: civis e comerciais. . foi adotada por quase todas as codificações oitocentistas. Por sua vez. já que o seu foco estava na atividade desenvolvida. encontrando sua síntese na teoria da empresa (consagração da tese da unificação do direito privado). fale sobre? A classificação de Carvalho de Mendonça para atos de comércio é a seguinte: . em princípio. . inclusive pelo Brasil (inspiração do Código Comercial de 1850).atos de comércio por força de autoridade de lei: são aqueles que a lei assim os considera. que desenvolvem a doutrina da empresa.

providência que não foi adotada pelo próprio código. na mesma espécie ou manufaturados. Cuida também de uma infinidade de outras atividades negociais (além do comércio. muito antiga e não mais utilizada. que juízes eram estes? Não havia juízes com a mesma concepção que se tem hoje (juízes enquanto órgãos do Estado. banco e corretagem. riscos. da teoria dos atos de comércio. quanto aos atos de comércio. § 3 . fretamentos. Deve-se considerar. sendo. § 5 . 77 . mesmo porque a teoria do ato de comércio foi substituída pela teoria da empresa. ou para alugar o seu uso. para reger as relações entre seus membros. a indústria. 19): § 1 . portanto. O regulamento 373 esteve em vigor até 1875. 06) Regulamento 737. e quaisquer contratos relativos ao comércio marítimo. de comissões. de espetáculos públicos. Exerciam esse papel os denominados cônsules. servindo de referência doutrinária para a definição do âmbito de aplicação do direito comercial. que eram pessoas da própria corporação eleitos pelos demais associados.as empresas de fábricas. portanto.a compra e venda ou troca de efeitos móveis ou semoventes. cujas idéias permaneceram presentes por anos. para os vender por grosso ou a retalho. pessoas que praticavam os atos mercancias. No entanto. a de julgar os casos que lhe eram submetidos.a armação e expedição de navios".as operações de câmbio.A classificação de Carvalho de Mendonça foi elaborada a partir do Regulamento 737. foram criadas as corporações de ofício que tinham. consignação e transporte de mercadorias. sendo o responsável pela consolidação. também. § 2 . no Brasil. a expressão ―Direito Empresarial‖ mostra-se mais adequada que ―Direito Comercial‖.os seguros. que teve como característica mais marcante o fato de elencar o que viriam a ser os atos de comércio. Foi. E não só por isso. consideravam-se atos de mercância (art. que hoje o direito empresaria cuida mais do que da atividade exercida pelo comerciante (hoje empresário). fale sobre? O regulamento 737 foi o diploma normativo editado ao tempo do Código Comercial de 1850. de depósito. mesmo após a sua revogação. Segundo o referido regulamento.Qual a melhor nomenclatura Direito Empresarial ou Comercial? Diante da definitiva adoção da teoria da empresa pelo ordenamento jurídico brasileiro. de expedição. a prestação de serviços e outros). 07) No tempo em que o Direito Comercial era o direito das corporações. 8 . § 4 . pois sequer existiam os Estados Nacionais na época). relevante diploma normativo. existiam juízes para dirimir questões de conflitos. entre outras atribuições. os bancos.

Em outros termos: o atual direito comercial não cuida apenas do comérciom mas de toda e qualquer atividade econômica exercida com profissionalismo. como a escolha de instituições e procedimentos arbitrais. com algumas diferenças locais. portanto. porque a adoção da teoria da empresa. já tendo alterado o nome da disciplina em seus cursos jurídicos. objeto mais amplo.apenas passando a adotar o critério da empresarialidade para circunscrever contornos do âmbito de incidência do direito comercial. Deste modo. porque a própria Constituição Federal conferiu autonomia ao direito empresarial. tendo. Terceiro. por ser mais restritiva. Muitos dos principios e regras da Lex mercatoria foram incorporados aos códigos comerciais e civis a partir do início do século XIX. mencionando o ―direito civil‖ em separado do ―direito comercial‖. mas evoluiu a partir do uso e do costume. de árbitros e da lei aplicável e o seu objetivo de refletir os costumes. ao listar as matérias de competência legislativa privativa da União. Por fim. Não era imposta por uma autoridade central. em substituição à teoria dos atos de comércio. E por último. distintos do direito civil. como disciplina autônoma e essencial. Segundo. O direito comercial internacional moderno deve alguns de seus princípios fundamentais à Lex mercatoria desenvolvida na Idade Média. manteve a bipartição dos regimes jurídicos disciplinadores das atividades econômicas. Este conjunto de regras era comum aos comerciantes europeus. 09) O Direito Empresarial continuaria como disciplina autônoma. por força de Portaria do Ministério da Educação. porque tal disciplina é tratada nos cursos jurídico. mesmo com a inserção desta seara no CC/2002? Sim. 78 . ainda que tratados de maneira geral no mesmo diploma normativo (o Código Civil de 2002). Primeiro. mostra-se menos adequada para designar tudo aquilo que o Direito Empresarial de fato regula. 10) O se quer dizer por Lex mercatoria? A Lex Mercatoria foi um sistema jurídico desenvolvido pelos comerciantes da Europa medieval e que se aplicou aos comerciantes de todos os países do mundo até o século XVII. à medida que os próprios mercadores criavam princípios e regras para regular suas transações. porque tem institutos que lhes são próprios. uso e boa prática entre as partes. intuito lucrativo e finalidade de produzir ou fazer circular bens ou serviços. a expressão ―Direito Comercial‖. é bom destacar que as próprias Universidades já reconhecem a adequação da nova designação.

Questões do TRF1 1. mas apenas aquele que desempenha a atividade de empresa. Ações dúplices.1.. Processo e Procedimento.2.4. quando exerce empresa.) a sociedade quando ela existe. Procedimento Adequado 1.1.7. Quanto ao conceito de empresário.7.7.3.1. Cognição Sumária e Exauriente.7. O núcleo do conceito é o termo atividade e importa não confundir a atividade com o próprio estabelecimento em si.1.8. Partindo disso. o CC/2002 o define como aquele que exerce profissionalmente atividade econômica organizada para a produção ou circulação de bens e serviços.5. sem poderes de administração e/ou gerência não pode ser tido como empresário. são aquelas em que se permite ao réu a formulação de um pedido contra o autor no bojo da pró79 . Eis a distinção.1. Procedimento Ordinário e suas Fases. Questões do TRF5 1. Questões do TRF3 1. 1. Questões do TRF2 1) Teoria da empresa: o que é a empresa? Posso considerar como uma unidade (os elementos da empresa)? À vista deste conceito empresário seria quem? O sócio não é o empresário (.8.. tem-se que não necessariamente será empresário todo e qualquer sócio. Procedimentos Especiais.1.1.1. Questões do TRF2 1) O que são ações dúplices? Cabe reconvenção nas ações dúplices? Resposta: Há duas acepções para o termo. Direito Processual Civil 1. Questões do TRF4 1. do ponto de vista processual.8.8. Em outros termos: o empresário é aquele que exerce a atividade de empresa. agora pergunto: esse sócio pode ser empresário? Em que circunstâncias? Resposta: Empresa é a atividade econômica constituída para produção e circulação de bens e serviços do mercado. Aquele que apenas a integra.1.2. Classificação dos Procedimentos. Procedimento Sumário.

Exemplo disso é o disposto no enunciado n. Esta situação decorre da pretensão deduzida em juízo.estimativa do valor do bem. obviamente que. A discussão judicial propiciará o bem da vida a uma das partes. No tocante à admissão de reconvenção nas ações dúplices. São exemplos: a) as ações declaratórias. sem a necessidade de reconvenção ou pedido contraposto‖. Qual seria? Resposta: Sim. b) as ações divisórias. Já do ponto de vista material. quando o pedido não se limitar à declaração de improcedência. Nas palavras de Didier: ―As ações dúplices são as ações (pretensões de direito material) em que a condição dos litigantes é a mesma. O art. a um só tempo.prova literal do depósito. a saber: . segundo o qual ―é admissível a reconvenção em ação declaratória‖. É sinônimo de pedido contraposto e admitido nas hipóteses expressamente previstas em lei. 902 do CPC prevê dois requisitos específicos da petição inicial da ação de depósito. pois ambos assumem concomitantemente as duas posições. c) as ações de acertamento. exigência que se presta tanto para a fixação do valor da causa como para possibilitar ao réu a consignação do valor do bem em dinheiro. 258 da Súmula do STF. excepcionalmente. que segundo ensina a melhor doutrina não precisa necessariamente ser o contrato de depósito. A relação jurídica deduzida em juízo poderia ter sido posta por qualquer das partes e. ações dúplices são aquelas em que autor e réu ocupam posições jurídicas ativas e passivas simultaneamente. 80 . independentemente de suas posições processuais. como nas ações submetidas ao procedimento sumário e nos Juizados Especiais. em regra. 2) A ação de depósito requer alguma condição específica. também o seu ataque.pria contestação. bastando que seja uma prova escrita que demonstra a relação jurídica material de depósito (exigência de início de prova escrita). na hipótese em que o a pretensão do réu é algo diferente do que alcançaria com o mero julgamento de improcedência do pedido do autor. não se podendo falar em autor e réu. não formula pedido o réu. a reconvenção pode ser ajuizada em ação dúplice. pois a sua pretensão já se encontra inserida no objeto de uma equipe com a formulação do autor. . ela não é admitida. A simples defesa do réu implica exercício de pretensão. É como uma luta em cabo de guerra: a defesa de uma equipe já é. de modo que o réu pode. Não obstante. ao mesmo tempo. com a defesa. o réu já exercita a sua pretensão. como a prestação de contas e oferta de alimentos. caso tal valor não conste do contrato de depósito. contestar e formular pedido contra o autor.

não uma execução autônoma.3) Qual é o objeto primário da ação de prestação de contas? Resposta: A ação de prestação de contas tem como objetivo trazer luz ao credor das contas. Não se tratando de exceção legal. por exemplo. STJ). prestadas as contas. as informações sobre créditos e débitos líquidos de seus bens que ficaram sob a administração de outrem. O objetivo primário é. no caso das condenações contra a Fazenda Pública. em continuidade a este. seja por força de mandato ou de outra forma de contrato firmado. mesmo que de forma verbal. devendo as execuções autônomas ter previsão expressa para tanto. a ser instaurada nos próprios autos do procedimento especial. sem formalidades. Havendo saldo residual. 4) Ela segue o modelo sincrético? Resposta: Sim. isto é. obrigar o devedor a prestar contas. 259. 5) O correntista. ou isso já faz às vezes desse esclarecimento que se busca em ação de prestação de contas? Qual é o fundamento do entendimento jurisprudencial predominante a respeito? Resposta: Nos termos da jurisprudência do STJ. mas sim de uma fase executiva. independentemente de prévio pedido de esclarecimento ao banco ou do fornecimento de extratos de movimentação financeira. 81 . devendo ser processada a execução como fase. Na realidade. a ação de prestação de contas entra na regra do sincretismo. não obstante receba os extratos bancários. quando este não possui informações sobre os seus bens e tenha buscado. A ação de prestação de contas tem natureza condenatória (obrigação de fazer – de prestar contas). logo após o término da primeira relação jurídicaprocessual instaurada. pode manejar essa ação. sem sucesso. o correntista tem interesse processual para ajuizar ação de prestação de contas. a ação poderá ter por objeto também a condenação do devedor ao referido pagamento. após as alterações realizadas no CPC em 2006. condena-se o devedor ao pagamento do saldo apurado (obrigação de pagar). inclusive. objetivando esclarecer os lançamentos efetuados em sua conta corrente. por exemplo. mas este já e um objetivo secundário. Tal pagamento deverá ocorrer na forma de execução. como. entendimento sumulado sobre o assunto (s. a regra é o sincretismo processual. por formas extrajudiciais. portanto. Há. de modo que.

por força de mera presunção. diferentemente do que ocorre com a posse do particular. considerando ser ela inerente ao 82 . pelo poder público. sem assentimento desta. posse velha ao caso? Resposta: Tratando-se de posse de bem público. para reaver sua posse. em uma ação em que o poder público busca reaver a posse de bem seu. Como entende essa regra legal? A questão se relaciona a um bem público que foi objeto de esbulho. afasta a aplicabilidade do art. decorrente do regime especial que rege os bens públicos. 924 do CPC às ações possessórias destinadas à proteção do patrimônio público federal. 513. O Decreto-Lei nº 9. sem direito a qualquer indenização. que dispõe sobre os bens imóveis da União. Sendo nova ou velha a posse. tudo quanto haja incorporado ao solo. no caso.O fundamento básico utilizado pelo STJ é o de que o correntista tem mais que o direito de conhecer os lançamentos realizados em sua conta. prescreve que o ocupante de imóvel da União. é irrelevante a arguição de posse nova ou de posse velha perante o poder público. é o decreto que irá regular as possessórias. poderá ser sumariamente despejado e perderá. Pode-se falar em posse de bem público.760/46. objetivo que nem sempre se alcança apenas com a mera apresentação os extratos. 71 do Decreto-Lei nº 9. Assim. Partindo dessa premissa. teoricamente. Diante dessa particularidade. basta a comprovação de seu domínio. A legislação autoriza ação possessória que pressupõe naturalmente que exista posse. O art. é inerente á propriedade. estabelece-se a presunção de que o poder público tem a posse de seu próprio bem.760/46. Desnecessária a demonstração de que tem o poder de fato sobre o bem. 6) O DL 9760/46 autoriza o ajuizamento de ações possessórias pelo Poder Público. O parágrafo único do mesmo dispositivo afirma que se excetuam dessa disposição os ocupantes de boa fé. com a particularidade já citada de que a posse do poder público é inerente ao domínio. A posse. ficando ainda sujeito ao disposto nos arts. Exatamente por isso é que se admite ação. 515 e 517 do Código Civil. ainda que não exteriorizada. O correntista tem o direito de entender tais lançamentos. mas na outra ponta vislumbra-se a figura de um bem público. na medida em que a lei autoriza a ação possessória ou existe alguma incongruência nessa questão? Se aplicaria subsidiariamente a regra de posse nova. por ser norma de caráter especial. e os direitos assegurados por êste Decreto-lei. com cultura efetiva e moradia habitual.

normalmente. pode ele ser eventualmente convalidado por aquele que de fato é competente (no caso de competência relativa. é limitada aos casos expressos na CF/88. é claro. as causas de imunidade tributária. A competência limitada é definida. A competência do STF. por exemplo.direito de propriedade do poder público. por não se tratar de exclusão absoluta da possibilidade de atuação do juízo. por serem absolutas exclusões de atuação de um determinado juízo. Nas democracias modernas vem disposto nas Constituições. em razão da matéria ou da função (competência funcional ou competência material). por exemplo). seriam. De outro modo. por não poder incidir em toda e qualquer hipótese. de modo que. 83 . A limitação ocorre. os casos de competência limitada não admitem convalidação. 8) Há diferença entre competência limitada e delimitada? Resposta: Competência limitada é aquela que não se mostra plena. por exemplo. em regra. determinado ente não poderá exercer tal competência em hipóteses específicas. mas sim de delimitação de seu âmbito. a competência delimitada é aquela restrita por outra norma. Por sua vez. Em analogia ao direito tributário. Não se trata de proibição do exercício da competência em determinada hipótese. Note-se que efeito prático é o de que. Já os casos de competência delimitada podem gerar atos passíveis de convalidação. mesmo querendo e tendo competência para instituir tributos. 7) De onde se origina o Poder jurisdicional? Resposta: O Poder Jurisdicional é o poder de dizer o direito. com a instituição de normas proibitivas do exercício da competência. a competência delimitada é definida por normas processuais. em que. deve ser restabelecida ao ente postulante de imediato. pois em caso de competência absoluta os atos decisórios devem ser repetidos). Tem sua origem após a formação dos Estados Nacionais e com a idéia de limitação de poder (sistema de freios e contrapesos). É a competência de juízos (o juiz da primeira vara tem competência apenas para os processos distribuídos para tal órgão jurisdicional e não para os feitos das outras varas. ainda que praticado um ato fora do âmbito previsto. ainda que de forma implícita (na distribuição de poder aos juízes e órgãos da mesma natureza).

privativamente. o inventário. que materializam a relação processual. da CF/88. I. 1ª parte e 460. vez que. Isso. o habeas corpus. 128. concorrentemente. com base no seu poder geral de cautela. nos termos do art. 293. Qual a diferença até para efeitos de competência legiferante? Resposta: Processo é relação jurídica dinâmica que se instaura entre sujeitos. I e 24. comporta exceções. 24. CF/88). à União. 12) E o procedimento? A competência é concorrente? Resposta: Sim. aos Estados e ao DF. Especificamente no que diz respeito à tutela cautelar. 11) Quem é competente? Qual o artigo da Constituição Federal? Resposta: Legislar sobre processo compete privativamente à União (art. tendo em vista o seu objetivo de garantir a plena efetividade da prestação jurisdicional. aos Estados e ao DF. XI da Constituição Federal. concorrentemente. compete à União. embora seja regra. não há princípios absolutos. Já legislar sobre procedimentos em matéria processual compete. São elas: as execuções penais e trabalhistas. vez que em todos esses casos o órgão jurisdicional pode dar início à ação. dos Estados e do DF legislarem acerca de procedimentos em matéria processual. O princípio da demanda. conforme art. da CF/88. Igualmente. podendo ser concedida ex offício pelo juiz (arts. ao passo que procedimento é uma sequência de atos ordenados entre si. XI.9) O princípio da demanda é absoluto? Existe exceção? Tutela cautelar é uma exceção desse princípio? Resposta: Não há direitos absolutos. conforme art. XI. 22. 84 . Para efeitos de competência legiferante é importante a distinção. Legislar sobre procedimentos em matéria processual compete. legislar sobre direito processual. 24. 22. com o objetivo maior de garantir o direito a efetividade do direito. enquanto é competência concorrente da União. 1ª parte). à União. responde-se à indagação que ela é sim exceção ao princípio da demanda. a arrecadação de bens do ausente. 10) Processo e procedimento. reitere-se.

A relação de proporção acima citada deve observar três critérios para determinar a razoável duração do processo: a) a complexidade do assunto. Por sua vez. ofende? Qual a posição do STF? Resposta: 85 . permitindo o controle dos atos e as manobras processuais dos sujeitos envolvidos. O processo não tem que ser rápido/célere: o processo deve demorar o tempo necessário e adequado à solução do caso submetido ao órgão jurisdicional. b . 14) O juiz que retém autos além do tempo pode ser removido a pedido? Resposta: Nos termos do art. ―a remoção a pedido ou a permuta de magistrados de comarca de igual entrância atenderá. ―não existe um princípio da celeridade. O reconhecimento destes critérios traz como imediata conseqüência a visualização das dilações indevidas. destaca que ―não será promovido o juiz que. Segundo Didier. A celeridade guarda relação com a velocidade rápida do processo. por ex. estabelece uma relação de adequação entre o tempo do processo e os instrumentos necessários para a sua tramitação. retiver autos em seu poder além do prazo legal.13) Princípio da Duração Razoável do processo se confunde com celeridade? Resposta: Não. responde-se que o juiz que retém os autos além do tempo necessário não pode ser removido a pedido. citado no inciso VIIA. “não vejo verossimilhança”. o inciso II. de modo que se ter um tempo razoável . Já a duração razoável do processo. b) o comportamento dos litigantes e de seus procuradores ou da acusação e da defesa no processo e c) a atuação do órgão jurisdicional. da CF/88. 93. 15) Quanto ao princípio da fundamentação. e. ao disposto nas alíneas a . O uso de jargões.nem mais. Logo. nem menos que o necessário para a entrega da prestação jurisdicional. inciso VIIA. no que couber. c e e do inciso II‖. não podendo devolvê-los ao cartório sem o devido despacho ou decisão‖. princípio constitucional. injustificadamente..

93. 16) Os serventuários podem receber delegações para atos próprios da magistratura? O que são atos de mero expediente sem conteúdo decisório? Resposta: 86 . pura e simplesmente. DJe de 12/08/2010. o exame pormenorizado de cada uma das alegações ou provas. DA CONSTITUIÇÃO FEDERAL. INCIDÊNCIA DA SÚMULA 279 DESTA CORTE. contudo. COMUNICAÇÃO PRÉVIA. LIII. da Constituição Federal exige que o acórdão ou decisão sejam fundamentados.292 QO-RG. RESTABELECIMENTO DO SERVIÇO FORA DO PRAZO COMUNICADO.A fundamentação é um dos requisitos ou dos pressupostos básicos de uma decisão judicial. ALEGADA VIOLAÇÃO AOS ARTIGOS 2º E 5º. CAUSA EXCLUDENTE DE RESPONSABILIDADE. DANO MORAL. X. REEXAME DO CONTEXTO FÁTICO-PROBATÓRIO. IX. (. reafirmou-se a jurisprudência desta Suprema Corte. ALEGADA AUSÊNCIA DE FUNDAMENTAÇÃO. e não. Nesse sentido o STF: Ementa: AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. mas sim como o próprio fundamento para o deferimento ou indeferimento de um pedido. Na prática judiciária. INCIDÊNCIA DAS SÚMULAS 282 E 356 DO STF. tendo em vista o primado da ampla defesa. RESPONSABILIDADE OBJETIVA DA CONCESSIONÁRIA DE SERVIÇO PÚBLICO. DISCUSSÃO QUANTO À NECESSIDADE DE PERÍCIA TÉCNICA. AUSÊNCIA DE REPERCUSSÃO GERAL. Em outros termos: simplesmente ―não ver verossimilhança‖ não é argumento jurídico. Min.. Naquela assentada.) A matéria relativa à nulidade por negativa de prestação jurisdicional por ausência de fundamentação teve repercussão geral reconhecida pelo Plenário. É necessário que as razões de direito sejam expostas. AUSÊNCIA DE PREQUESTIONAMENTO. INVIÁVEL. Por força do disposto no art. no sentido de que o artigo 93. da CF/88. no julgamento do AI 791. ofende o princípio da fundamentação se usado não como conclusão de um raciocínio (fundamentação mais a conclusão). ainda que não rebatam cada um dos argumentos trazidos pelo autor. também assegurado constitucionalmente. SUSPENSÃO DO FORNECIMENTO DE ÁGUA. DIREITO DO CONSUMIDOR. no entanto. argumentos de ordem jurídica. nem que sejam corretos os fundamentos da decisão. Rel. necessariamente. Gilmar Mendes. dissociado de qualquer argumento. sem determinar. A fundamentação envolve. em princípio. INOCORRÊNCIA. Os fatos devem ser analisados tomando em consideração o que dispõe o direito acerca deles.. o que. ainda que sucintamente. o que entende o julgador. até mesmo as decisões administrativas dos órgãos jurisdicionais devem ser motivadas. são relativamente comuns os jargões ―não vejo verossimilhança‖. daí porque não pode ser aceito como fundamento.

isso não obsta que tente 87 . estão sujeitos à delegação. as ações em a União. da CF/88. Além disso. daí ser tida como a competência básica. por exemplo.8. havendo decisão administrativa desfavorável ao interessado. sem. Por ele. como no caso de questões deportivas).1.3. I. nos processos. como a determinação de especificação de provas. 5º. inciso XXXV. conforme o referido princípio.5. entidade autárquica ou empresa pública federal forem interessadas na condição de rés. Questões do TRF4 1. exceto as de falência. isto é.1.4. 17) Competência básica do juiz federal na jurisdição civil? Resposta: Em geral. isto é. resolver qualquer questão. ou oponentes. não.1. assistentes. atos que não tenham conteúdo decisório. 109. Embora haja outras hipóteses de competência civil. Questões do TRF5 TRF5 – 2012 1) Fale sobre os princípios da inafastabilidade da jurisdição e indelegabilidade e da inevitabilidade.8. o próprio CPC admite a delegação de atos de mero expediente aos serventuários. as de acidentes de trabalho e as sujeitas à Justiça Eleitoral e à Justiça do Trabalho. o interessado em provocar o Poder Judiciário em razão de lesão ou ameaça de lesão a direito não é obrigado a esgotar antes disso os possíveis mecanismos de solução e conflito (salvo previsão expressa nesse sentido. CF/88). Resposta: O princípio da inafastabilidade da jurisdição está positivado na Constituição Federal nos seguintes termos: ―a lei não excluirá da apreciação do Poder Judiciário lesão ou ameaça a direito‖ (art. por não terem conteúdo decisórios. Questões do TRF3 1. No entanto. é a disposta no art. é ato privativo do juiz e não pode ser delegada a terceiros. 1. A decisão.8.Para atos próprios de magistrados (entendendo-se atos próprios como atos privativos). contudo. esta é a mais recorrente. Os atos de mero expediente. Atos de mero expediente são aqueles que se destinam a impulsionar o processo.

porque conforme reiterada jurisprudência do STF. impõe-se a jurisdição por si mesma. 88 . o poder diretivo do processo e o poder de execução das decisões (Didier). como o poder instrutório. que é o poder adequado para dizer o direito com definitividade. por exemplo). pode ser resumido na premissa de que a função jurisdicional não pode ser delegada. porque a imunidade não retira toda e qualquer atuação judicial. Em outros palavras: mesmo quando não há responsabilidade. A imunidade formal. por exemplo. Ao seu turno. Segundo. já a jurisdição em ação. hipóteses em que se autoriza a delegação e outros poderes judiciais. porque a imunidade diz respeito apenas às opiniões. para ser efetiva. palavras e votos relativos ao exercício do cargo e não a toda e qualquer opinião ou manifestação do pensamento. a inafastabilidade tem que assegurar o acesso à ordem jurídica justa. Terceiro. e ainda assim quando atendidos alguns pressupostos (não ser prisão em flagrante de crime inafiançável. porque mesmo quando o judiciário afirma a ausência de responsabilidade de um parlamentar em um determinado caso. 2) A imunidade parlamentar seria exceção ao princípio da inevitabilidade? Resposta: Não há como se ter a imunidade parlamentar como uma exceção ao princípio da inevitabilidade da jurisdição. tem que partir da premissa de que não basta garantir o acesso formal. o simples acionamento já é o exercício do poder jurisdicional. Primeiro. A ‗situação de ambas as partes perante o Estado-Juiz (e particularmente a do réu) é de sujeição. mas também a paridade de armas. Quanto ao princípio da indelegabilidade. tendo como fundamento a sua imunidade. daí porque não há que se falar em exceção à inevitabilidade. que independe de sua vontade e consiste na impossibilidade de evitar que sobre ela e sobre suas esferas de direitos se exerça a autonomia estatal‘‖ (Didier). para que seja possível o justo exercício do direito de ação. não há direito absoluto. Quarto e último. sendo o judiciário acionado para assim concluir. o princípio da inevitabilidade estabelece que as partes hão de submeter-se ao quanto decidido pelo órgão jurisdicional. ―Tratando-se de emanação do próprio poder estatal. em violação à garantia do juiz natural. apenas impede que determinada a prisão do parlamentar. porém. de modo que todo excesso pode ser objeto de apreciação judicial. o judiciário se manifesta no exercício do poder jurisdicional. Há. e não meramente um acesso formal.reverter tal situação perante o Judiciário. Ademais. Essa vedação se aplica integralmente no caso de poder decisório: não é possível delegar o poder decisório a outro órgão. A inafastabilidade. o que implicaria derrogação de regra de competência.

4) Há distinção entre conciliação e mediação? Resposta: Embora se tratem de institutos semelhantes. Em outros termos. Por sua vez. Há. as questões de fato e de direito ocorridas posteriormente (art. O mediador. distingue-se da conciliação exatamente pela forma como esse terceiro age. 87. Nem de um lado. Não há previsão de exceção para o princípio do juiz natural. segundo o qual alteram a competência o suprimento de órgão judiciário ou a alteração de competência em razão da matéria ou da hierarquia. vez que o terceiro atua sugerindo opções. É sempre intermediada por um terceiro. mediante concessões mútuas. encontrem uma solução 89 . fica no meio. Há. propostas para a solução da causa. Está abrangido. que pode ser o próprio juiz ou um conciliador. Não adere a nenhuma das partes nem emite juízos de valor ou opiniões acerca da melhor forma de se chegar a uma solução. Ele atua simplesmente aproxima as partes para que elas. CPC). A conciliação é medida prevista no Código de Processo Civil que visa obter das partes em litígio um acordo amigável. um estímulo contínuo para a resolução da contenda. também. segundo a qual a competência de um juízo é fixada no momento da propositura da ação. Sua característica marcante e a principal distinção entre ela e a mediação é a sua forte carga indutiva. para alteração da competência. Trata-se de verdadeiro princípio constitucional. 114. por normas processuais pré-estabelecidas. Na mediação. por meio de terceiro imparcial. literalmente. o princípio da perpetuatio jurisdictionis é norma de natureza processual. portanto. por si próprias. nem de outro. a competência não se prorroga caso ele dela não decline de ofício nem seja oposta exceção declinatória nos casos e prazos legais (art. exceção ao princípio da perpetuatio jurisdictionis no próprio artigo 87 do CPC. para o julgamento de determinada causa.3) Qual o alcance e dimensão do princípio do juiz natural? E o princípio da perpetutatio jurisdictionis? Há exceções a eles? Resposta: O princípio do juiz natural é preceito de natureza constitucional que guarda relação com a idéia de um o juiz pré-determinado. há sim diferenças entre a conciliação e a mediação. sendo irrelevantes. CPC). contudo. o terceiro não estimula nem faz propostas para se chegar a um acordo. elevado à categoria de cláusula pétrea. embora também tenha como característica o fato de objetivar conseguir das partes um acordo. pela proibição da criação de tribunais de exceção. com uma participação ativa do terceiro. A mediação. por sua vez.

dentro de um determinado árbitro. Não obstante. pela qual um terceiro se coloca entre os contendores e tenta conduzi-los à solução autocomposta. que não pode ser delegada a particulares. Já a competência para legislar sobre procedimentos. enquanto a arbitragem pode ser realizada por terceiro sem que tenha sido investido pelo Estado de parcela da jurisdição. enquanto a jurisdição é irrestrita. Resposta: A doutrina dispõe que as normas processuais em sentido estrito são aquelas que regulam a relação jurídica processual. a arbitragem é manifestação da autonomia da vontade e a opção por árbitro implica a renúncia á jurisdição. formando uma coisa julgada material. ―a mediação é uma técnica não estatal de solução de conflitos. 90 . estabelecendo os direitos e deveres dos sujeitos do processo. por exemplo). Nas palavras de Didier. Por sua vez. tem-se que o árbitro não pode executar suas próprias decisões. 5) Na sua visão arbitragem é jurisdição? Resposta: Parte da doutrina afirma que sim (Didier. as decisões dos árbitros. Finalizando. é porque esses terceiros não exercem jurisdição).para a causa. a jurisdição só pode ser exercida por pessoa devidamente investida. carreira cujo acesso dá-se exclusivamente mediante concurso púbico. é de competência concorrente da União. estão sujeitas à revisão por juízes. 6) Processo civil. ao contrário da legislação sobre processo. quem o faz é o juiz. são de competência legislativa privativa da União. que tenha a autoridade de juiz. de caráter soberano. as normas procedimentais são aquelas que pura e simplesmente estabelecem os a sequência de atos a serem adotados. pois nenhum dos poderes pode delegar aquilo que é de sua essência. do DF e dos Municípios. O mediador é um profissional qualificado que tenta fazer com que os próprios litigantes descubram as causas do problemas e tentem removê-las‖. dos Estados. Discorra. própria dele mesmo. a maioria dos processualistas tem a arbitragem como um equivalente jurisdicional e não como um exercício da própria jurisdição. tendo em vista os seguintes fundamentos: a arbitragem é voltada apenas para direitos patrimoniais disponível. em obediência ao princípio da inafastabilidade da jurisdição (se as decisões de terceiros estão sujeitas à revisão de um juiz de primeiro grau. fundamentando seu ponto de vista principalmente no fato de as decisões dos árbitros tornarem-se imutáveis após o prazo de 90 dias. Em geral. normas processuais em sentido estrito e normas procedimentais. a jurisdição é atividade primária do Estado. a jurisdição é indelegável.

A primeira (manutenção de posse) pode ser proposta no caso de turbação da posse. ainda que o procedimento seja de jurisdição voluntária. 8) Distinção entre as ações possessórias. assim compreendido o ato que embaraça o livre exercício de tal direito. o procedimento integra o próprio conceito de processo. a ação deverá seguir o 91 .119. nitidamente. A doutrina admite duas formas de exercício da jurisdição: mediante jurisdição contenciosa e mediante jurisdição voluntária. Resposta: As ações possessórias são: ação de manutenção de posse. Se a posse for velha. mas apenas interessados. caso a posse seja nova. necessariamente deve ser resolvidos por um juiz. É clássica na doutrina a afirmação de que a jurisdição voluntária não seria propriamente jurisdição. contudo. da venda judicial de coisa comum. Neste caso. quando se permite ao condômino prejudicado requerer a adjudicação da coisa (art. mas sim o exercício administrativo do Poder Jurisdicional. que não necessariamente têm interesses jurídicos antagônicos e nem estão em conflito. Decerto. Para que seja proposta. decorrente do antagonismo de interesses que. a data da turbação (para efeito de concessão de medida liminar. A diferença básica entre ambas está no fato de na primeira existirem partes. Vou tentar escrever sobre o assunto tratando da distinção entre os tipos de jurisdição – contenciosa x voluntária). tratam-se de conceitos distintos. por exemplo. por disposição expressa de lei. hipóteses em que mesmo a jurisdição voluntária apresenta uma certa contenciosidade. em casos que. instaura-se. nota-se uma certa contenciosidade. em pólos jurídicos antagônicos. 7) Há alguma forma de contenciosidade entre jurisprudência voluntária e contenciosa? Resposta: OBS: Para que a pergunta ficasse compreensível foi entendida como ―há alguma forma de conteciosidade entre jurisdição voluntária e contenciosa?‖ (ainda assim a pergunta fica de difícil compreensão.A diferença é sutil e parte da premissa de que processo e procedimento são conceitos que não se confundem. atualmente. ação de reintegração de posse e interdito proibitório. a turbação. 1. manifestando um conflito de interesses e procurando uma tutela jurisdicional enquanto que na segunda não existiriam partes. é praticamente impossível distinguir normas que disciplinem o procedimento sem influir no modo de ser da relação jurídica processual que lhe dá base. Há. É o caso. CPC). de modo que. deve-se provar a posse. no entanto.

Art. 10) Discorra sobre procedimentos especiais. o rito a ser adotado será o rito ordinário e os requisitos para a antecipação devem ser os do art. mesmo se adotando o procedimento ordinário. É cabível liminar. caso já ultrapassado ano e dia. a conversão do procedimento em manutenção ou reintegração de posse. contudo. 9) Seria possível uma medida antecipatória em ação possessória com mais de um ano e dia? Resposta: Sim. mas o ordenamento jurídico registra ainda outras. no entanto. como a nunciação de obra nova e os embargos de terceiro. tal qual na manutenção de posse. A segunda (reintegração de posse) pode ser movida por quem sofre esbulho. sendo possível a cumulação do pedido com indenização.rito ordinário. Admite-se a antecipação de tutela na manutenção de posse. será ordinário. É o disciplinamento de sua particular forma de ser em juízo. normalmente relacionados ao direito material de base da relação. sendo cabível. desde que preenchidos os seus requisitos) e a continuidade da posse. com a possibilidade de antecipação dos efeitos da tutela. em geral mais simplificadas e céleres. 924 do CPC. 924. pois se devido à turbação o titular do direito perder a posse. Nesse sentido. A terceira (interdito proibitório) pode ser proposta quando há uma ameaça de turbação ou esbulho. A particularidade aqui é não caber medida liminar. norma processual x norma procedimental Resposta: Procedimentos especiais são regramentos próprios trazidos pelo CPC acerca de relações jurídicas específicas. 273 do CPC e não simplesmente dos da medida liminar. confira-se o disposto no art. o caráter possessório. No entanto. não perdendo. com requisitos próprios. caso a ameaça de turbação ou de esbulho se concretizem. quando intentado dentro de ano e dia da turbação ou do esbulho. passado esse prazo. 92 . com destaque para o fato de que. com regras distintas das do procedimento ordinário. Regem o procedimento de manutenção e de reintegração de posse as normas da seção seguinte. a ação não perde o seu caráter possessório. assim entendido como a perda do poder de fato sobre o bem. Essas três são as mais famosas ações possessórias. a ação a ser ajuizada deve ser outra (reintegração de posse).

do DF e dos Municípios. Já a competência para legislar sobre procedimentos. a postura do juiz deve ser sempre a de aproveitar ao máximo os atos processuais. a inicial deve ser indeferida. com vistas a obter a preservação de sua competência ou a garantir a autoridade de seus julgados. são de competência legislativa privativa da União. a conduta inicial do julgador deve ser a de determinar a correção do procedimento. os elementos da ação (partes. 12) Reclamação – Direito de petição? Resposta: A reclamação constitucional consiste numa ação. é praticamente impossível distinguir normas que disciplinem o procedimento sem influir no modo de ser da relação jurídica processual que lhe dá base. 11) A escolha inadequada de um procedimento especial enseja o seu indeferimento? Resposta: Em princípio. que são diferentes dos atos do procedimento ordinário. 93 .Já as normas processuais em sentido estrito são aquelas que regulam a relação jurídica processual. Deste modo. o procedimento integra o próprio conceito de processo. tratam-se de conceitos distintos. ao contrário da legislação sobre processo. A diferença entre normas processuais e procedimentais é sutil e parte da premissa de que processo e procedimento são conceitos que não se confundem. atualmente. inclusive. dos Estados. estabelecendo os direitos e deveres dos sujeitos do processo. pedido e causa de pedir). é de competência concorrente da União. Decerto. com a emenda da inicial no que for cabível. de modo que. no entanto. Em geral. vez que o procedimento especial compreende os atos próprio de cada tipo de ação. A reclamação constitucional é ação que deve ser ajuizada originariamente no tribunal superior. Por sua vez. que se distingue do direito de ação em razão deste último ser exercitado mediante o Poder Judiciário e o primeiro ser exercitado perante qualquer dos poderes. A reclamação contém. Não atendida a ordem ou não promovida a emenda adequadamente. daí porque o seu manejo resulta no exercício do direito de ação e não do direito de petição. as normas procedimentais são aquelas que pura e simplesmente estabelecem os a sequência de atos a serem adotados.

seja no proce3dimento especial. considera-se pagamento e extingue a obrigação o depósito judicial ou em estabelecimento bancário da coisa devida. a consignação não admite qualquer espécie de prestação. Assim o faz exatamente porque o abuso gera prejuízo para aquele que o sofre. 15) Consignação de pagamento em obrigação de fazer? É possível que um terceiro proponha? Qual a distinção entre terceiro interessado e não interessado? Resposta: Para entender a primeira pergunta partiu-se do pressuposto de que seria a seguinte: ―Cabe consignação em pagamento com obrigação de fazer?‖ De acordo com o CC/2002. A consignação em pagamento. tratando-se. não sendo admitido em qualquer hipótese. tem-se que o abuso de direito. prejudicar o autor ou réu. seja no procedimento comum. repelido. 94 . sendo admissível a propositura da consignação por terceiro interessado. tem-se que. uma vez que o CPC (art. assim. A consignação em pagamento é uma forma de extinguir uma obrigação e deve ocorrer. portanto. nos casos e formas legais. § 1º) assim o admite. por sua natureza. Tomando as premissas supra em consideração. O candidato concorda com tal afirmação?‖ O ordenamento pátrio não se coaduna com o abuso do direito. mediante a entrega em dinheiro ou a entrega de bem móvel ou imóvel. inclusive. 14) Consignação de pagamento admite qualquer forma de prestação? Resposta: Não. Partindo dessa premissa. pode prejudicar sim tanto o autor quanto o réu. de obrigação de dar. necessariamente. sendo. portanto. não restando admitida a consignação na forma de obrigação de fazer ou de não fazer. prevendo. tem como prestação a entrega da coisa. Assim sendo. que ele pode gerar o dever de indenizar. Concorda com está afirmação? Resposta: Para que a pergunta ficasse compreensível eu parto do pressuposto de que seja a seguinte: ―O abuso de procedimento especial pode prejudicar tanto o autor quanto o réu. a consignação não se coaduna com obrigações de fazer. 890.13) Abuso de procedimento especial.

Direito Processual Penal 1. Competência 1. possuindo interesse apenas metajurídico. 16) Ação monitória. 305 do CC/2002. no âmbito jurisprudencial.1. mas não s sub-roga nos direitos do credor‖. ao reverso. é aquele que não se vincula à obrigação. 339. vincula-se à obrigação e pode ter o seu patrimônio atingido caso a dívida.as especialidades da execução contra a Fazenda Pública (art. com maior razão não se pode concordar que a revelia no procedimento monitório que gere automaticamente a formação de título executivo judicial contra ela. É a figura a que se refere o art. que assim dispõe: ―Art. define-se o primeiro como a pessoa que.1. do fiador e do avalista. O terceiro não interessado que paga a dívida em seu próprio nome tem direito a reembolsar o que pagar. 305.a necessidade de reexame necessário. pela qual também se obrigou. de seguinte teor: ―é cabível ação monitória contra a Fazenda Pública‖. É o caso.a impossibilidade de a Fazenda Pública cumprir a ordem de pagamento em razão da indisponibilidade do direito que defende em juízo. 1. .9. É possível contra a fazenda pública? Resposta: Sim. . Já o terceiro não interessado. Já há entendimento consolidado sobre o tema.9.não sendo gerado o efeito da revelia da presunção da veracidade dos fatos alegados pelo autor em caso de omissão defensiva da Fazenda Pública. que não seria observado com a ausência de embargos ao mandado minoritário e a conseqüente constituição imediata de título executivo.1. por exemplo. tendo o STJ editado o enunciado n. não admitindo a monitória pelos seguintes fundamentos: .No tocante à distinção entre terceiro interessado e terceiro não interessado. Já em âmbito doutrinário. . não seja paga pelo devedor principal. mesmo não sendo parte. embora majoritariamente prevaleça o mesmo entendimento jurisprudencial. há corrente no sentido contrário. 730 do CPC) impedem a adoção da monitória. Questões do TRF1 DESSE PONTO EM DIANTE: RESPOSTAS ELABORADAS POR DANIELLI FARIAS RABELO LEITÃO RODRIGUES 95 .9.

. Note-se que a absolvição no processo penal por inexistência de fato ou negativa de autoria não se confunde com a condenação por insuficiência de provas. nas quais haverá vinculação entre as instâncias: . 132. 3) Na hipótese de um índio comete um crime de homicídio dentro de sua aldeia.ilícito civil: responsabilidade civil com o conseqüente dever de reparar o dano (art. devendo haver até a desconstituição de eventual condenação já aplicada. valou ou bem móvel. cível e administrativa: 125 e 126 da Lei 8112/90. administrativa e penal.1. Questões do TRF2 1) Discorra se há independência das esferas civil. no art. em proveito próprio ou alheio. Mas há exceções. 65. 312. 96 . . poderá. as demais esferas estarão vinculadas. Ele estaria abrangido pela Justiça Federal ou Justiça comum? Opine. 66 e 67. 2) Apresente uma hipótese na qual ocorra ofensa à norma civil.ilícito administrativo: a prática de crime contra a administração pública é considerada infração punível com demissão (art. A excludente não pode mais ser discutida. Resposta: Regra geral.9. 2ª parte do CP). 186 c/c 927 do CC). haverá: . tendo em vista que neste é admitida a culpa levíssima. E ainda.2. se o tipo penal exigir dolo na conduta e ela tiver sido praticada com culpa.se tiver havido absolvição na esfera penal por inexistência do fato ou negativa de autoria. I da Lei 8112/90). que faz coisa julgada no cível a sentença que reconhecer ter sido o ato praticado mediante excludente de ilicitude. Dispõe o CPP. Resposta: Na hipótese de um servidor público desviar dinheiro.quando condenado na esfera penal. . haja vista que se entende que a instrução no processo penal é mais abrangente. haver condenação no âmbito civil. 935 do CC.1.ilícito penal: prática de peculato-desvio (art. III do CPP. de que tem a posse em razão do cargo. Para evitar essa situação. mas não se proíbe que se discuta a reparação dos danos no processo civil. o juiz tinha a faculdade de suspender o feito. entende-se que há independência entre as esferas penal. as demais esferas estarão vinculadas. mas na defesa de sua Terra e de sua cultura. administrativa e penal.

109. em caso de crimes dolosos contra a vida.3. Qual foro prevalece? E o co-réu como fica? Resposta: De acordo com a S. Questões do TRF3 1. No caso de co-réu.5.4. destaque-se a S. tem-se que se houver disputa sobre interesses indígenas (ex. Interpretando conjuntamente os dois preceitos.: vereadores que possuem foro por prerrogativa de função prevista na CE são julgados pelo TJ apenas quando cometem crimes de outras ordens. o art.9.1.1. Por outro lado.: Prefeitos são julgados pelo TJ quando cometem tais delitos). Neste sentido: STJ: 35. Questões do TRF5 TRF5 – 2012 1) Trate da concorrência entre o foro por prerrogativa de função e a competência do Júri. de maneira que só por ela pode ser excepcionada (ex. ―compete à Justiça Comum Estadual processar e julgar crime em que indígena figure como autor ou vítima‖.Resposta: De acordo com a S. sequer indiretamente. 43. Questões do TRF4 1. da ampla defesa e do devido processo legal a atração por continência ou conexão do processo do co-réu ao foro por prerrogativa de função de um dos denunciados‖. 97 . da CRF estabalece que compete aos juízes federais processar e julgar ―a disputa sobre direitos indígenas‖. não pode contrariar regra expressa da CRF (ex.9.: suas terras e cultura). 721 do STF: ―a competência constitucional do Tribunal do Júri prevalece sobre o foro por prerrogativa de função estabelecido exclusivamente pela Constituição estadual‖. 704 do STF: ―não viola as garantias do juiz natural. Isso porque a competência do Tribunal do Júri para julgar crimes dolosos contra a vida é estabelecido pela Constituição Federal. 140 do STJ. Como o poder constituinte decorrente é limitado e subordinado.489 – RS. Só será da Justiça Estadual em caso de crime que não envolva essas questões. a competência será da Justiça Federal. 1.389 – MT.155 – RO e STF: HC nº 71835-3. 39.9.1. serão julgados pelo Tribunal do Júri). seja o indígena autor ou vítima do delito.

Há interesse da União a justificar a competência da JF nessa ação penal? Resposta: Segundo a S. A S. Na denúncia não há narrativa no sentido da ocorrência de desvio e a tomada de contas especial do TCU não faz referencia a desvios. devendo o co-réu que não possui foro por prerrogativa de função ser julgado perante o Tribunal de Júri. seja o indígena autor ou vítima do delito. tem-se que se houver disputa sobre interesses indígenas (ex. consequentemente. destinados a programa mantido pela municipalidade (HC 110704/RJ).: suas terras e cultura). 208 do STJ: "compete à Justiça Federal processar e julgar prefeito municipal por desvio de verba sujeita à prestação de contas perante órgão federal". 140 do STJ. ―compete à Justiça Comum Estadual processar e julgar crime em que indígena figure como autor ou vítima‖. não pode ser aplicado para o caso de crimes dolosos contra a vida. todavia. a 98 . Já decidiu o STJ que é competente a justiça federal quando a fraude na licitação envolver recursos: do programa FUNDESCOLA. Por outro lado. o art. Nesta hipótese.Tal entendimento. portanto. não há interesse da União e a competência é da Justiça Estadual. eis que são geridos e repassados pelo Governo Federal (HC 109050/MG). estabelece: ―compete à justica estadual processar e julgar prefeito por desvio de verba transferida e incorporada ao patrimônio municipal‖. deverá ser separado o processo. desde que os recursos não tenham se incorporado ao patrimônio municipal. sob pena de ofensa a determinação constitucional. 209. 2) O MP oferece uma denuncia contra o prefeito municipal e a acusação decorre do fato de na condição de gestor municipal o acusado celebrou contrato administrativo dispensando de forma indevida a licitação. Neste caso. da CRF estabalece que compete aos juízes federais processar e julgar ―a disputa sobre direitos indígenas‖. será da Justiça Federal se o crime envolver recursos repassados por órgãos federais e a utilização esteja subordinada a fiscalização perante órgão federal. por sua vez. do Fundo de Participação de Municípios. Interpretando conjuntamente os dois preceitos. repassados pelo Ministério da Saúde. 109. Só haverá interesse da União e a competência. oriundos de convênios com órgãos e autarquias federais (HC 97457/PE) 3) Qual a justiça competente para apurar a prática de homicídio contra indígena? Resposta: De acordo com a S. vinculado ao FNDE (HC 62998/RO).

haja vista mudança de entendimento do STF. nº 91. A competência só será da JF se o crime ambiental: .competência será da Justiça Federal.: (a) caça de animal em extinção.vulnerar bem ou interesse da União (art. 690 do STF: ―compete originariamente ao STF o julgamento de HC contra decisão de turma recursal de juizados especiais criminais‖.burlar a fiscalização do IBAMA. Julgamento 12/03/2003). (c) praticado em reserva ecológica criada por Decreto Federal e nas proximidades de ilha oceânica. VI e VII da CRF). Apesar deste enunciado não ter sido cancelado. Julgamento 19/04/2012). sequer indiretamente. 5) Qual a competência para apreciar HC contra ato de Juiz do Juizado? E contra ato da Turma Recursal? Resposta: A competência para julgamento de HC é definida levando-se em consideração os envolvidos: paciente e coator. a regra é que a competência é da JE. sob o argumento de que “estando os integrantes das turmas recursais dos juizados especiais submetidos. bem da União (RHC 24338/AP. Julgamento 12/04/2012). (b) criação irregular em cativeiro de animal ameaçado de extinção (CC 37137. rio interestadual e internacional de propriedade da União (RMS 26721/DF.: (a) crime praticado em acrescidos de terreno de marinha. Só será da Justiça Estadual em caso de crime que não envolva essas questões. 4) Trate da competência para julgamento dos crimes ambientais. (c) ingresso de animal exótico no pais. a partir de 2006 (HC 86834). (b) praticado no Rio Amazonas. Ex. à jurisdição do tribunal de justiça ou do tribu99 . Resposta: A preservação do meio ambiente é competência comum de todos os entes federativos (23. . nos crimes comuns e nos de responsabilidade. bem da União (AgRg no REsp 942957/RJ. Tanto que o STJ cancelou o enunciado da S. segundo o STJ. Como a Lei 9605 não condicionou o processo e julgamento dessas infrações à competência da JF. Julgamento 18/10/2011). Se o coator é o juiz singular de Juizado Especial Criminal. 20). ele está sem efeito. De acordo com a S. Passou a entender o STF que o competente para o julgamento de HC contra ato de Turma Recursal é o TJ ou TRF ao qual vinculada. o HC será apreciado pela própria TR. Ex.

a qual é responsável por sérios danos ambientais. 2255 da CRF). Questões do TRF1 1) O que é o princípio do poluidor pagador. no §3º do art. Esse princípio tem especial importância no campo da industrialização. bem como para a redução dos efeitos negativos da ação lesiva ao meio ambiente. 4º. De acordo com o art. 1. segundo a máxima.1.1. já que este princípio tem muito que ver com a responsabilidade ambiental? Resposta: O direito ao meio ambiente equilibrado é bem de uso comum do povo (art. cujas partes principais se transcreve por conter muitas informações e ser auto-explicativo(desculpem ter ultrapassado o tamanho. poluidor é ―a pessoa física ou jurídica. VIII da LPNMA e. licenciamento ambiental para esta empresa que está querendo produzir esta soja? No caso deste estado-membro que pretendeu fiscalizar administrativamente no seu território. Tutela Constitucional Do Meio Ambiente.1. mas no Estado do PR exigiu-se licenciamento ambiental. A legislação ambiental impõe-lhe os custos necessários para a prevenção e reparação dos danos ambientais. A responsabilidade do Poluidor-Pagador não é só com o quantum indenizatório a ser pago aos atingidos pela atividade poluente. conforme o caso. não pela competência privativa legislativa. de direito público ou privado. só que esta soja tem que ser plantada até o mês de outubro. será que o estado teria competência para fazê-lo? Resposta: A pergunta teve por base acórdão do STJ. incumbe a cada qual. 225 da CRF. julgar os habeas impetrados contra ato que tenham praticado”.nal regional federal. 2) Determinada empresa discute a possibilidade de produção de soja transgênica. Entende-se que o poluidor deve incorporar os custos da eliminação/prevenção/reparação da degradação. mas achei importante): 100 . responsável direta ou indiretamente por atividade causadora de degradação ambiental‖. da Agricultura. e ingressou em juízo. Não é justo que todos socializem o prejuízo ao meio ambiente. pois obteve autorização do Min. O estado tem competência para exigir um registro ambiental. Princípios Do Direito Ambiental Na Constituição De 1988 1.10. enquanto o poluidor privatiza os lucros. sendo considerado um direito fundamental.10.10. Direito Ambiental 1. indiretamente. 3º da LPNMA. da internalização das potencialidades negativas da atividade. Está previsto no princípio 16 da DECLARAÇÃO do Rio de 92. na competência administrativa. no art.

mas possui indiscutível alcance nacional. o EIA e o RIMA não constituem documentos obrigatórios para realização de experimentos com OGMs e derivados. não afasta a competência suplementar dos Estados. Recurso especial parcialmente conhecido e. vinculada ao Ministério da Ciência e Tecnologia. 9.974/95. 7º. IV. consistente em realizar as pesquisas científicas com soja transgênica em Passo Fundo/RS. Por conseqüência. II. XV. conforme exige o Decreto 39. que. que define as regras de caráter geral. forem necessários.―(…) 5. sob o ponto de vista técnico do órgão federal responsável (CTNBio). A regulamentação das atividades envolvendo OGMs através de lei federal. Os estudos de impacto ambiental. salvo quando. contrariando-a. nessa parte. Decreto 1. especificamente. em 19 de setembro de 1999. parágrafo único). Ao tempo do ato de interdição. na forma da lei.314/99. competia ao Poder Executivo Federal. nos casos de significativa degradação ambiental. A recorrente impetrou mandado de segurança contra ato do Departamento de Produção Vegetal da Secretaria de Agricultura e Abastecimento/RS. homenageia o princípio da predominância do interesse. são exigidos. na medida em que o controle e a fiscalização dessas atividades não se limita ao interesse regional deste ou daquele Estado-membro. O Decreto estadual 39.‖ 101 . com fundamento na legislação estadual. por meio da Comissão Técnica Nacional de Biossegurança (CTNBio). conquanto previstos na CF/88. O motivo da interdição repousa na falta de apresentação do EIA/RIMA ao Poder Executivo Estadual. autorizar. 11. todavia.314/99. No sistema normativo infraconstitucional. reservando-se ao legislador federal a edição de normas gerais. e 10. parcialmente provido para fins de conceder a segurança e anular o ato de interdição. XIV.453/91 – pois previu exigência não-contida naquela (apresentação do EIA/RIMA) – e retroagir para alcançar situação de fato pretérita (trabalho científico em curso). 6. 7. o que. que regulamentou a Lei 9. III. A questão controvertida consiste em saber se a interdição realizada pelo recorrido. bem assim emitir o Certificado de Qualidade em Biossegurança (CQB) e exigir a apresentação do EIA/RIMA quando fosse necessário (Lei 8. V.453/91. 10. (…) 8. 2º. resta caracterizada a violação do direito líqüido e certo da recorrente. muito além de extrapolar os limites da Lei estadual 9. procedeu à interdição de unidade agrícola na qual estavam sendo realizados experimentos científicos com soja transgênica. 12. arts. arts. Estados e Distrito Federal legislar sobre proteção do meio ambiente. VII e IX. a disciplina normativa federal à luz do regime da competência legislativa concorrente previsto na Constituição da República.752/95. 11 e 12. não observou o disposto na legislação federal vigente desde 1995. fiscalizar e controlar os trabalhos de pesquisa científica com OGMs. encontra respaldo no ordenamento jurídico. Constitui competência material concorrente da União. considerando-se. incluindo soja transgênica.

Em outras palavras. Rel.o consumo sustentável. convive com as matérias que devem ser implementadas pelas políticas públicas. É através desse princípio que se solucionam os conflitos de atribuições administrativas advindos da atuação simultânea dos entes federados. Questões do TRF2 1) É possível aceitar o direito ambiental como direito econômico? Resposta: Filosoficamente não há uma separação material entre economia e ecologia . p. expressamente: ―que o controle e a fiscalização dessas atividades não se limita ao interesse regional deste ou daquele Estadomembro. por sua vez. o direito econômico. A base do desenvolvimento das relações produtivas está na natureza. do mesmo modo. e neste há apenas uma separação aparente. T1. o Município prefere ao Estado e à União. que foi cristalizada por uma razão didática. REsp 592682. porém. No caso. Julgamento 06/12/2005 Mas quanto à fiscalização (competência comum). Esta união necessariamente tem de se fazer sentir no interior do ordenamento jurídico. Celso Bastos (apud FARIAS. inclusive com uma face voltada para o mercado de consumo . desde que possa ser cumprido pelo inferior.] nada será exercido por um poder de nível superior.1. de forma mais íntima. à União‖. 3) Se aplicaria no caso acima algum princípio constitucional ambiental? Princípio da subsidiariedade? Resposta: O princípio da subsidiariedade pode ser aplicado para solucionar o caso. O Estado. Min. já que.10.. O direito ambiental abraçou a concepção de desenvolvimento sustentável como seu principio informador. o princípio da subsidiariedade pode ser usado para solucionar o caso (abaixo). Isto significa dizer que só serão atribuídas ao governo federal e ao estadual aquelas tarefas que não possam ser executadas senão a partir de um governo com esse nível de amplitude e generalização. 1.2. 1999. o STJ disse.. As ações administrativas deverão sempre partir do nível federativo menor. 316 e 317) elege o princípio da subsidiariedade como ―regra de ouro‖ do Federalismo.[STJ. mas possui indiscutível alcance nacional‖. Denise Arruda. 102 . definindo-o da seguinte forma: ―[.

Segundo Édis MIlaré (2003. abriga e rege a vida em todas as suas formas‖. 2) Quando o desenvolvimento sustentável ganhou força? Resposta: Embora as relações entre preservação ambiental e desenvolvimento econômico já fossem tema central desde a década de 70. como verdadeira base norteadora de uma política pública completa e eficaz. Mas o conceito de meio ambiente compreende quatro espécies. influências e interações de ordem física. em virtude da riqueza e complexidade do que encerra‖. ou físico. leis. aprovado pela comunidade internacional em 1992. Neste sentido. 165). primeira-ministra da Noruega). química e biológica. a água. 3) Qual o conceito de meio ambiente e qual as suas espécies? Resposta: Lato sensu. A moldura do desenvolvimento sustentável hoje está nos princípios que constam das Declarações de Estocolmo e do Rio de Janeiro. meio ambiente é o conjunto de fatores exteriores que agem de forma permanente sobre os seres vivos.No conceito de desenvolvimento sustentável. da Lei nº.938/81: ―o conjunto de condições. I. O Relatório não inventou o conceito de desenvolvimento sustentável. O conceito legal de meio ambiente encontra-se no art. o ar atmosféri103 . é possível aceitar o direito ambiental como direito econômico. 3º. p. derrubando o senso vulgar de que ambos sejam ideais antagônicos. rumo a possíveis soluções. Só abrange o meio ambiente natural. aos quais os organismos devem se adaptar e com os quais têm de interagir para sobreviver. no Relatório Nosso Futuro Comum e na Agenda 21. a proteção ambiental e o desenvolvimento econômico se encontram em nítida harmonia. todas tuteladas pela CRF: (i) Meio ambiente natural. constituído pelo solo. Trata-se de um plano de ação a ser implementado nos diversos níveis de governo: do internacional ao local. Outro importante documento quanto ao tema foi a Agenda 21. quando da Declaração de Estocolmo. A importância deste co-relacionamento reside no fato de possibilitar uma visão holística da questão ambiental e social. também conhecido como Relatório Brundtland (homenagem à líder da comissão. que permite. o tema ganhou força e notoriedade com o Relatório Nosso Futuro Comum (1987). mas foi o responsável pela sua popularização. 6. ―o meio ambiente pertence a uma daquelas categorias cujo conteúdo é mais facilmente intuído que definível.

Deixou-se de se preocupar apenas com a eticidade subjetiva. paisagísticos. ou não. por exemplo.co. arqueológicos. De acordo com a LPNMA. literatura. Em outras palavras. II). embora artificial. das posturas probas que se esperam do agente naquela situação. artístico. degradação ambiental corresponde a impacto ambiental negativo (S NCHEZ. 4) Pode-se falar em meio ambiente cultural ser objeto de degradação? Qual o exemplo? Exemplo de meio ambiente cultural. egoístico. Em diversas passagens a CRF se preocupa com o meio ambiente cultural (ex. já que é objetiva. Pode-se citar como exemplo de degradação do meio ambiente cultural a destruição de sítios arqueológicos (REsp 115. (iii) Meio ambiente cultural. tecnológicas. criações artísticas (ex.599/RS. (iv) Meio ambiente do trabalho. difere do anterior pelo sentido de valor especial que adquiriu ou de que se impregnou. enfim. que. Tal princípio também é de ser aplicado no campo do direito ambiental. 200. Podem ser citados como meio ambiente cultural os elementos referentes à formação dos grupos nacionais de expressão. discorra. Resposta: O NCC adotou expressamente o princípio da eticidade. impede que o meio ambiente seja utilizado exclusivamente para proveito próprio. constituído pelo espaço urbano construído. 27/06/2002). sendo o conjunto de fatores físicos. paisagístico. para dar especial enfoque à eticidade objetiva. obras. degradação ambiental é a ―alteração adversa das características do meio ambiente‖ (art. integrado pelo patrimônio histórico.: músicas. (ii) Meio ambiente artificial. da CRF. a intenção do agente não tem grande importância prática para determinar sua responsabilidade.: arts. 5) Princípio da Eticidade objetivo e subjetivo no direito ambiental. que ingressa no campo das práticas de lealdade. VIII. sem preocupação com a sua preservação para as gerações vindouras. focada na intenção do agente (ou ausência de má-fé). pela interação dos seres vivos e seu meio. 216 e 218). de maneira que a ética e boa-fé ganharam um novo dimensionamento. A eticidade objetiva. arqueológico. Resposta: O meio ambiente cultural pode ser objeto de degradação. Aqui. a flora. Relacione tal princípio com a moral. previsto no art. conjuntos urbanos. estão presentes e envolvem o local de trabalho da pessoa. científicos etc. 2008). climáticos ou qualquer outro que interligados. 215. 3º. j. teatro). turístico. 104 .

essa sempre foi uma pergunta recorrente. O meio ambiente cultural também pode ser degradado (= impacto ambiental negativo). não quebrar legítima expectativa depositada etc. Inicialmente.Tem profunda relação com a moral. ou seja.) que foi transformada em norma jurídica. pela destruição de sítios arqueológicos (REsp 115. até pelo menos alcançar o mesmo índice de desenvolvimento. 7) Quando se fala em meio ambiente. uma ponderação de interesses. conjuntos urbanos. criações artísticas (ex. 216 e 218). se entende também em meio ambiente cultural? Resposta: Muito embora os conceitos de meio ambiente positivados na legislação nacional só leve em consideração (ou dêem prevalência) ao meio ambiente natural.: músicas. 6) Temos dentre os objetivos da CF a garantia desenvolvimento e um capítulo sobre meio ambiente.: arts. Apregoa-se a necessidade de haver uma conciliação entre os dois setores. os países em desenvolvimento adotavam o discurso de que teriam o direito de usar livremente os recursos ambientais. 27/06/2002). Como conciliar desenvolvimento x meio ambiente? Resposta: Desde que o direito ambiental começou a ganhar força. literatura. inclusive. Hoje se entende que o meio ambiente contém recursos finitos e que os danos que lhe são causados não possuem barreiras: as fronteiras geopolíticas não impedem que os efeitos da degradação sejam repercutam em todo o mundo. obras.599/RS. O desenvolvimento é uma pretensão legitima. Em diversas passagens a CRF se preocupa com o meio ambiente cultural (ex. sempre pensando no direito destas e das futuras gerações a um meio ambiente equilibrado. teatro).: não ser desleal com ninguém. 8) Cabe MS coletivo para proteção do meio ambiente em juízo? Resposta: 105 . cultural e do trabalho Podem ser citados como meio ambiente cultural os elementos referentes à formação dos grupos nacionais de expressão. arqueológicos. 215. j. paisagísticos. certo é que o gênero é integrado também por outras espécies: artificial. por exemplo. tais como os desenvolvidos fizeram. científicos etc. mas deve ser galgada com o mínimo impacto ambiental possível. Para alguns que trata-se de um preceito moral (ex. tecnológicas.

o MSC presta-se para a defesa de direitos coletivos stricto sensu e individuais homogêneos. justamente. percebe-se que a proteção ao meio ambiente está incluído dentro da exigência geral de cumprimento de uma função social por parte da propriedade privada. a lei não inclui dentre as possibilidades de objeto do MSC os direitos difusos. cabendo ao Poder Público avaliar a suficiência da conduta para configuração da obediência quanto à função. haja vista que ele disciplina e regula. Sendo assim. é perfeitamente possível se invocar o cumprimento de uma função social. a manutenção e a preservação dos recursos naturais que serão. não pode haver direito liquido e certo. 106 . Deve-se ressaltar a existência de entendimentos contrários. 10) O que significa a expressão direito ambiental como direito econômico? Como se denomina o equilíbrio? Resposta: Não se pode estudar e implementar o Direito Ambiental sem a consideração de seus aspectos econômicos. 9) A função social da propriedade pode ser considerada no que se refere à proteção ao meio ambiente? Então poderia se invocar na defesa da propriedade a função social no que se refere à proteção ambiental? Resposta: Analisando a CRF (182. bem como de suas implicações sociais. Não há como considerar que uma propriedade cumpre função social se não há preservação do meio ambiente. inclusive com uma face voltada para o mercado de consumo . Ou seja. O direito ambiental abraçou a concepção de desenvolvimento sustentável como seu principio informador. o direito econômico.016/09. em sua maioria. de maneira sustentável. cujo meio ambiente é um dos seus mais evidentes exemplos. Findado nesta mesma doutrina é a Súmula 101 do STJ.o consumo sustentável. É comum ouvir-se que se exige o cumprimento de uma ―função sócio-ambiental‖ da propriedade privada. Entende a doutrina que os autores do projeto de lei (Gilmar Mendes e Arnauld Duvald) filiaram-se à corrente doutrinária que entende que diante da indeterminação dos titulares do direito difuso. do mesmo modo.De acordo com a Lei 12. diante de atitudes ativas de proteção ambiental. no sentido de que não cabe MS quando couber Ação Popular. por parte do proprietário. §1º). §2º e 186) e o CC (1228. economicamente apropriados para a satisfação das necessidades humanas.

O equilíbrio entre o direito econômico e o direito ambiental denomina-se.10. 11) Pode-se falar em meio ambiente artificial? Exemplo.10. Resposta: ―O direito ambiental é a ciência que estuda os princípios e normas relativas ao meio ambiente. museus. certo é que o gênero é integrado também por outras espécies: artificial. em que cada princípio ceda no limite da necessidade. artificial e do trabalho. em verdadeiro processo de juridicização. ―desenvolvimento sustentável‖. Os princípios são considerados verdadeiras normas (juntamente com as regras) e não simples diretrizes hermenêuticas. O equilíbrio entre os dois princípios deve ser buscado por meio de um raciocínio de ponderação. O meio ambiente artificial é constituído pelo espaço urbano construído. fale sobre princípios.4. p. Os princípios possuem maior grau de abstração que as regras.3. 182 e 183. De acordo com Terence Trennepohl ―representa o direito ao bem-estar relacionado às cidades sustentáveis e aos objetivos da política urbana‖. sem que seja possível haver a superação completa de um dos dois vetores no caso concreto. Por fim. como ocorre com as regras. o conflito entre princípios é resolvido por um juízo de ponderação (não há conflito entre eles) e não pela aplicação da regra do tudo-ou-nada.No conceito de desenvolvimento sustentável. Questões do TRF4 1) Conceitue direito ambiental. 2010. derrubando o senso vulgar de que ambos sejam ideais antagônicos. cultural.1. destaca-se que 107 . cultural e do trabalho. Ex. Questões do TRF3 1. 47). especialmente naquilo que diz respeito a sua interação com o homem‖ (Trennephol.1. A CRF dá relevo a essa proteção nos arts. Didaticamente o meio ambiente é dividido em partes para fins de estudo: natural. justamente. instalações científicas etc. a proteção ambiental e o desenvolvimento econômico se encontram em nítida harmonia. Além disso. 1.: bibliotecas. Resposta: Muito embora os conceitos de meio ambiente positivados na legislação nacional só leve em consideração (ou dêem prevalência) ao meio ambiente natural.

Tende a seguir modelos de preservação ambiental importados de países desenvolvidos.5. do desenvolvimento sustentável. 1. 03) O princípio da precaução equivale ao princípio da prevenção. o direito ambiental visaria à preservação do meio ambiente. (ii) o preservacionismo ou movimento ambiental tradicional – dá maior prevalência aos bens ambientais. Questões do TRF5 01) Fala-se em preservacionismo (corrente doutrinária mais clássica). Como se pode conceituar o direito ambiental nesse contexto? Resposta: Há basicamente duas correntes doutrinárias que debatem a forma com que o meio ambiente e a economia devem se relacionar: (i) o chamado ambientalismo social ou socioambientalismo . No primeiro caso. enquanto as regras são comandos definitivos. de outro. o direito ambiental seria conceituado como o conjunto de regras e princípios que visam à preservação do meio ambiente. do limite. do usuário-pagador. do desenvolvimento sustentável. na condição de direito fundamental e essencial à sadia qualidade de vida das presentes e futuras gerações. do equilíbrio.busca localizar o ser humano no centro do direito ambiental (corresponde ao comando do nosso legislador constitucional ao definir o principio da dignidade da pessoa humana como um dos princípios basilares de nosso ordenamento jurídico). do equilíbrio. da precaução. democrático etc.1. do usuário-pagador. pelo simples interesse na manutenção dos bens ambientais. Resposta: 108 . de um lado. Pode-se indicar como princípios do direito ambiental: do direito humano fundamental. da precaução. e ambientalismo social. da prevenção. do poluidor-pagador. da responsabilidade. por exemplo.10. da responsabilidade. da prevenção. considerando. do limite.princípios são mandamentos de otimização (Alexy). democrático etc. No segundo caso. Resposta: Pode-se indicar como princípios: do direito humano fundamental. 02) Indique os princípios do direito ambiental. que as populações tradicionais e os pobres de uma maneira geral são uma ameaça à conservação ambiental e que as unidades de conservação deveriam ser permanentemente deles protegidas. do poluidor-pagador.

O princípio da prevenção atua no sentido de evitar os efeitos nocivos ao meio ambiente. imagino que seja possível defender a existência apenas de uma zona cinzenta entre as duas disciplinas independentes. 109 .o consumo sustentável. Os estudos ou não existem ou não são conclusivos a esse respeito. não havendo certeza científica de que a obra ou atividade causará danos ao meio ambiente. em decorrência de atividades potencialmente causadoras de impacto ambiental. vez que orienta as forças produtivas. justamente. a manutenção e a preservação dos recursos naturais que serão. bem como de suas implicações sociais. do mesmo modo. Consiste em evitar que medidas de proteção sejam adiadas em razão dessa incerteza que circunda os eventuais danos. 05) Você entende que o Dir. pois já há estudos científicos que atestam essa conseqüência por parte da atividade ou obra. Considero que existem metodologias próprias e outras preocupações que não se encaixam na larga zona de intersecção. Ou seja. haja vista que ele disciplina e regula. 04) Em que medida pode se identificar a natureza econômica das normas de direito ambiental? Resposta: Não se pode estudar e implementar o Direito Ambiental sem a consideração de seus aspectos econômicos. inclusive com uma face voltada para o mercado de consumo . incide sobre situações em que o dano é potencial. Deve-se destacar que o direito ambiental abraçou a concepção de desenvolvimento sustentável como seu principio informador. em cada caso concreto. Todavia.Pode-se dizer que ambos os princípios visam a evitar danos ao meio ambiente. Ambiental integra o Direito Econômico? Resposta: Na visão de Paulo de Bessa Antunes. o direito econômico. visando à utilização racional dos recursos ambientais. em sua maioria. Já o princípio da precaução. por parte de atividade sabidamente danosa. economicamente apropriados para a satisfação das necessidades humanas. o dano é certo. Direito Ambiental é parte do Direito Econômico.

ambos se confundem em uma só realidade.1. as normas de Direito costumeiro e as regras.11. independentes e inconfundíveis.1. 2) Em que consiste o direito de jurisdição de um Estado? Resposta: Trata-se do poder decorrente da soberania. Para a TEORIA DUAL STICA (PLURAL STICA): (a) Estado e Direito são duas realidades (modalidades) distintas. Resposta: Segundo a TEORIA MON STICA (ESTATISMO JUR DICO): (a) Estado e Direito confundem-se em uma só realidade. (b) O Estado não é a fonte única do Direito. segundo clássica tripartição de Montesquiau. Com base nessa teoria. A jurisdição é uma das parcelas do poder soberano do Estado.1. 110 .11. Estado e Território.11. Ressalta-se a existência da TEORIA DO PARALELISMO para quem Estado e Direito são realidades distintas. mediante a aplicação de sua normas jurídicas. Admitiu a pluralidade das fontes do Direito Positivo e demonstrou que as normas jurídicas têm sua origem no corpo social. (e) Como só existe o Direito emanado do Estado. não estatal. o qual é um dos seus elementos de formação. Imunidade de Jurisdição. por meio do qual tem a prerrogativa de solucionar os conflitos (aplicar a lei ao caso concreto). (c) quem dá vida ao direito é o Estado através da força coercitiva. O que provém do Estado é categoria especial do Direito = ao Direito Positivo. Também é indicado como uma das funções.1. as quais deverão ser respeitadas no espaço do seu território. porém necessariamente interdependentes. 1. mas também existem os princípios do Direito Natural. (d) Desenvolveu Rodolf Von Ihering: ―regra jurídica sem coação é uma contradição em si‖ o fogo que não queima ou a luz que não ilumina. Personalidade Internacional. Miguel Reale criou a Teoria Tridimensional do Estado e do Direito. A função do Estado é de positivar o Direito (traduzir em normas escritas os princípios que se afirmam na consciência social). Questões do TRF1 1) Direito e Estado se confundem? Ou Direito é algo e Estado é outro algo? Teoria Dualista e Teoria Monista (Estado e Direito é um só ente). (c) O Direito é criação social. (d) Léon Duguit condenou o monismo. (b) Só existe o direito estatal (não se podendo admitir qualquer regra jurídica fora do Estado). Direito Internacional Público e Privado 1.

As decisões do Supremo Tribunal Federal eram no sentido de reconhecer a imunidade absoluta do Estado. especialmente em foro trabalhista. Com a Carta da ONU. entendeu-se pela inexistência de suporte para a exclusão dos entes de direito público à jurisdição doméstica em casos que envolvam os atos de pura gestão. alcança a jurisdição penal. apesar de não prevista nos Tratados e Convenções. Essa tese. Com efeito. A decisão baseou-se na evolução do instituto em âmbito internacional. mediante autorização do Conselho de Segurança. portanto. por possuir relação jurídica com o próprio Estado de origem. na medida em que afastados da rotina puramente diplomática e/ou consular (os chamados atos de impérios que ainda se vêm protegidos pela imunidade). cível. no caso brasileiro. 518) e resolucão de situacões específicas. resta combatida a existência de uma imunidade supra legem do próprio Estado. 4) Existe a imunidade de jurisdição que os países concedem um ao outro. em maio de 1824. 111 . é possível? A China e algumas poucas potências têm posição peculiar que impedem tais medidas? Tem cadeira permanente no Conselho de Segurança. o agente diplomático. tributária e trabalhista. foi revista a partir de decisão proferida por aquela Corte no famigerado caso "Genny". Dentre estes está a violação aos Direitos Humanos. com base em uma antiga regra consuetudinária. passou a ser vedado o uso da força (o que é mais abangente que ―Guerra‖). ambos com assentos permanentes no Conselho de Segurança e. onde foi proferido o clássico voto vista do então Ministro FRANCISCO REZEK. rejeitam a idéia de intervenção armada internacional. Tanto a China como a Rússia. Resposta: O princípio da não-intervenção é corolário da soberania. abandonados que são das normas das Convenções Internacionais. 5) Qual foi o primeiro Estado a reconhecer o Brasil como nação independente de Portugal? Resposta: Foram os Estados Unidos da América. 399). para o efetivo cumprimento dos propósitos das Nacões Unidas (art. entretanto. cível.3) Como esta jurisdição de certa forma é até uma manifestação de soberania o que o senhor me diz a respeito de intervenção internacional em Estado para proteção dos direito humanos. tributaria e também a trabalhista? Resposta: A princípio. pois incentivavam a independência de todas as colônias da America. Por outro lado. goza do benefício da imunidade de jurisdição penal. salvo renúncia. Mas existem exceções: exercício da legítima defesa (art. com direito de veto.

portanto. Questões do TRF2 1) Imunidade de Jurisdição.1. que tinham o papel de embaixadores naquela época. Resposta: A imunidade de jurisdição é o direito reconhecido a cada Estado. o que não significa que não haja um Estado soberano e independente. os privilégios eram concedidos de acordo com a classe social a que pertenciam.: união pessoal. de não ser submetido ao poder jurisdicional de outro Estado. A Igreja tinha imunidade irrestrita e absoluta. com duas ou mais fontes de elaboração do Direito e igual número de esferas de poder público. A primeira ideia de imunidade de jurisdição tem origem na Antiguidade Clássica. onde os mensageiros. eram enviados para negociar em outras terras em nome do soberano e protegidos pelo Deus Hermes. união real. não se faz necessário que haja o reconhecimento da qualidade de Estado por parte das outras nações soberanas. confederação. Pode acontecer de algum Estado não reconhecer o governo ou os ocupantes do poder de outro Estado. O Estado simples ou unitário é a forma de Estado em que. numa só esfera de poder público. 7) Como se dá a formação do Estado? Quais os elementos? Resposta: O Estado se forma a partir do momento em que se reúnem seus TRÊS elementos: território. Na Idade Média. Ex. 1.11.2. Os Estados compostos são uniões de Estados (dois ou mais). que se formam por motivos diversos. comunidade humana assentada em tal área e governo independente (não subordinado a qualquer poder externo). ainda que dividido administrativamente. São esses elementos que permitem o exercício das prerrogativas estatais e lhe conferem soberania. em razão de sua soberania. Entende-se que a partir do momento em que esses elementos são reunidos.6) Qual a diferença entre Estado Simples e Estado Composto? Resposta: Trata-se de classificação quanto à forma de Estado. para um todo político e homogêneo. e os representantes de seus tribunais gozavam de imuni112 . Atos de Império e atos de gestão. Histórico. apenas existe a autoridade nacional como única fonte de Direito. fusão. Tal reconhecimento não tem efeito constitutivo. Estado Federal.

e não podiam ser submetidos à jurisdição comum No século XX. Na época dos Estados absolutistas. (…) Isso representaria. Missão diplomática: (i) o pessoal administrativo e técnico da missão goza de imunidades: penal. têm proteção? Resposta: Os funcionário nacionais do Estado acreditado não precisam da proteção das imunidades. 2) Qual a normativa brasileira em relação às organizações internacionais? Resposta: Embora haja divergência jurisprudencial. os embaixadores eram mensageiros dos reis. também conhecida como "Convenção de Londres". em regra. Na lição de Franco Filho (1998. p. o processo nº TST-E-ED-RR-900/2004-019-10-00. residencial.‖ 3) E os funcionários do Estado estrangeiro. Por todos. no exercício de suas atividades negociais. do veículo.784/1950. soberano. sendo impraticável. cível. nacionais do Estado acreditante. cuja inviolabilidade encontra-se constitucionalmente assegurada (art. No campo 113 . 315). a imunidade de jurisdição. § 2º. por conseguinte. os organismos internacionais permanecem. 5º. enquanto que os atos de gestão são aqueles praticados pelo Estado em condições similares a um particular. a sua imunidade de jurisdição pautada pela regra costumeira internacional. tradicionalmente aplicável aos Estados estrangeiros. é preciso diferenciar. cite-se. encontra-se plenamente assegurada na Convenção sobre Privilégios e Imunidades das Nações Unidas. os atos de império são aqueles praticados pelo Estado investido em seu poder de império.dade absoluta porque julgavam pelas leis divinas. segue-se a regra de que a imunidade de jurisdição rege-se pelo que se encontra efetivamente avençado nos referidos tratados de sede. de análise perante o Judiciário alheio. com a evolução econômica. não podem os organismos ter a sua imunidade de jurisdição relativizada[inclusive em ações trabalhistas]. a partir de 2009. sua submissão ao poder Judiciário de outro Estado. (…). da CF/88). detentores do privilégio da imunidade absoluta. que eram considerados como pessoas acima de tudo e de todos. (…) Assim. Data de Julgamento 03/09/2009: ―Diferentemente dos Estados estrangeiros. a quebra de um pacto internacional.9. portanto. em última análise. porque amparada em norma de cunho internacional. No caso específico da ONU. salvo se objeto de renúncia expressa. Relator Ministro Caputo Bastos. tributaria e inviolabilidade pessoal. percebe-se uma limitação da imunidade de jurisdição absoluta. ratificada pelo Brasil por meio do Decreto nº 27. passíveis. tem prevalecido o entendimento adotado por alguns do TST (aguarda-se decisão do STF sobre o assunto). Em relação a eles. Quanto aos demais funcionários. das comunicações e sobre arquivos e documentos (exceto quanto à bagagem). portanto. (…) Não têm. no que pertine aos atos de gestão.

que possui uma imunidade penal relativa em relação à imunidade dos diplomatas. Somente podem ser detidos em caso de crime grave e com ordem judicial da autoridade competente. 5) Há diferença de imunidade penal de diplomata e cônsul? Resposta: Todas as garantias e privilégios que os diplomatas possuem os cônsules de carreira também têm. Já decidiu o STF que pode o Cônsul ser preso em caso de crime grave. uma para representação consular e outra para relações diplomáticas? Resposta: O tema relativo aos privilégios e imunidades concernentes às relacões diplomáticas e consulares foi tratado por duas convencões: a Convencão de Viena sobre as Relacões Diplomáticas. Assim. bem como em relacão ao trato bilateral dos assuntos de Estado. autoriza a instauração de procedimentos penais contra funcionários consulares (artigo 41). oficiais. diretrizes com a finalidade de que não sejam prejudicadas as suas funções consulares. de interesses privados (interesses dos compatriotas. no Estado em que se encontra. A Convenção de Viena de 1963. o cônsul só goza dessa garantia durante o exercício profissional e em relação aos atos decorrentes da sua função. ou para lá exportar). Observo. sobre as Relacões Consulares. estabelecendo. ou seja. porém de maneira mais restrita. portanto. por exemplo. por exemplo. de 1961 e a Convencão de Viena. todavia.cível a imunidade abrange apenas os atos relacionados ao exercício da função. Pode-se dizer. isto é. de 1963. que ali se encontrem em qualquer título e os de elementos locais que tencionem visitar. aquele país. ambas ratificadas pelo Brasil. os praticados no exercício das funções consulares. seguindo a licão de REZEK. 114 . mediante ordem da autoridade competente ou a partir de sentença condenatória transitada em julgado. ao passo que o consul representa o Estado de origem para o fim de cuidar. 4) Por que duas convenções internacionais. que o motivo de se ter concluído por duas convencões leva em conta o fato de o diplomata representar o Estado de origem sujeito a soberania local. (ii) o pessoal de serviço gozará apenas de imunidades quanto aos atos praticados no exercício das funções e isenção de impostos e taxas sobre os salários que perceberem (lembrando: desde que não sejam nacionais do Estado acreditado). Funcionários consulares: gozam de inviolabilidade física e imunidade processual penal ou cível apenas no que se refere aos atos de ofício. de lá exportar bens. quanto à imunidade de jurisdição penal local.

Após pesquisa. Na ocasião. caso emblemático. Como referencia à ação de investigação de paternidade proposta em face de diplomata. a qual foi alegada pelo Embaixador da Colômbia. em relação aos atos de gestão. a princípio está abrangida pela imunidade de jurisdição civil. Tal imunidade. para relativa. Min. ressalvadas a exceções trazidas pela própria Convenção de Viena. na Barra. então. Pode a União cobrar o laudêmio? Resposta: Aos Estados estrangeiros é reconhecida imunidade tributária. encontrei o acórdão do STF no RE nº 104262 (Rel. o que não afasta a possibilidade de haver renúncia à imunidade por parte do Estado acreditado ou de ser o diplomata processado em seu país de origem. de 1985. em processo de investigação de paternidade em face de diplomata. O imóvel é foreiro. o STF reafirma considerar a imunidade de jurisdição do diplomata absoluto. aplica-se aos impostos diretos. Todavia. Rafael Mayer). No acórdão. De toda forma. 115 . Em relação aos cônsules honorários é importante que se diga que as imunidades são restritas aos atos relacionados ao exercício das suas funções. mas de mera compensação paga pelo proprietário do domínio útil. no que se refere às sedes de suas representações oficiais no Estado acreditado. a decisão não atinge os regimes das imunidades dos Diplomatas e Cônsules. o processo deve ser conduzido com as deferências devidas ao agente e de maneira a pouco perturbar as funções consulares. A doutrina e a jurisprudência entendem que o laudêmio não tem natureza tributária. respectivamente. 6) A partir de 89. diante da imunidade de jurisdição. em que o Tribunal não conheceu do recurso por falta de prequestionamento. 7) O consulado americano compra terreno para colocar sua representação.HC 81158/RJ. apenas. sobre algumas imunidades do Estado. a sentença e o acórdão recorrido não haviam conhecido do pedido. regidos pelas Convenções de Viena de 1961 e 1963. Isso alterou a interpretação das convenções internacionais anteriormente assinadas? (O caso era de reconhecimento de paternidade de diplomata) Resposta: Foi a partir de 89 que o STF alterou o seu entendimento acerca da natureza da imunidade de jurisdição dos Estados estrangeiros: de absoluta. pela sua transferência onerosa. não se estendendo à família.

A prática demonstra que em casos de abuso por parte do diplomata. (v) tributos incidentes sobre rendimentos privados auferidos do Estado acreditado. (iii) tributos indiretos. Ou seja. o imóvel residencial. 10) Imunidade do diplomata para as ações de responsabilidade civil. de maneira que pode ser por ele renunciada. ele pode ser cobrado? Resposta: De acordo com Paulo Henrique Gonçalves Portela. Ademais. ainda assim. (ii) causas sucessórias a título pessoal. (caso da indenização do embaixador que bateu com o carro) Resposta: Segundo a Convenção de Viena de 1961. é abrangido pela imunidade tributária. pode a União cobrar laudêmio pela transferência do imóvel em questão. não pode o Município cobrar IPTU sobre os imóveis pertencentes a Estados estrangeiros. salvo estipulação contratual em contrario. portanto. 8) Se o diplomata compra imóvel para morar e recebe IPTU. não pode ser contra ele proposta uma ação de responsabilidade civil. que não o residencial. o diplomata deve respeitar as leis e regulamentos do Estado acreditado. o município pode cobrar IPTU de imóveis daqueles Estados? Resposta: Tanto no STF como no STJ é pacífico que Estados Estrangeiros gozam de imunidade tributária. segundo a mesma Convenção. 9) No caso de Estado estrangeiro. Sendo assim. referentes a investimentos em empresas no Estado acreditado. comunicar o Estado estrangeiro. (iv) tarifas de serviço público. o diplomata tem imunidade de jurisdição civil. deve o juiz. com exceção do residencial. ainda que particular. São exceções à imunidade tributária: (i) ações que envolvem imóvel particular do diplomata. a imunidade tributaria do diplomata não abrange os imóveis particulares do diplomata. Discorra.Assim. a obrigação de pagar é do alienante. a imunidade é conferida em favor do Estado acreditante (e não da pessoa do diplomata). A princípio. Segundo jurisprudência que se formou no Brasil. Mas. 116 . a princípio. não podendo dele ser cobrado IPTU (tributo direto). ao receber a petição inicial em que se formula pedido de reparação em face de agente que goze de imunidade. para que ele exerça o direito à imunidade (ou a ela renuncie). Lembrando que. (vi) impostos sobre o capital.

5. Como tal.1. mesmo em condenações que decorram de atos de gestão. seguindo a linha da jurisprudência que se formou no âmbito do STF. também as ações de responsabilidade civil são consideradas como decorrentes de atos de gestão.3. haja vista a imunidade tributária de que goza os Estados estrangeiros. Questões do TRF3 1) A imunidade de Estado estrangeiro à jurisdição brasileira é absoluta? E em um caso de indenização por acidente automobilístico? Resposta: Segundo evolução acerca do tema imunidade dos Estados estrangeiros. Note-se que se a ação fosse contra o Estado estrangeiro (não contra o diplomata). no que pertine aos atos de gestão (decorrentes da pratica de aos privados e comerciais). qual o tipo de repressão que o Brasil pode sofrer? 117 .4. 1. que ainda prevalece o entendimento de que a imunidade de execução é absoluta. Assim como as obrigações trabalhistas. porém. Questões do TRF4 1. é possível? Resposta: Não é possível. em função da relativização da imunidade no que tange a atos de gestão.o Estado de origem renuncia à imunidade.11. Nada obsta que o Estado estrangeiro a ela renuncie. 11) IPTU de consulados. que seja proposta ação no Estado de origem do diplomata. com arrimo doutrinário. podendo este ser processado e condenado a arcar com a indenização correlata. permitindo o processamento. poderia ser o Estado condenado.11. Não se deve esquecer. entende-se que possuem imunidade absoluta em relação aos atos de império (decorrentes do exercício da soberania) e relativa. em relação às sedes de suas representações. no que pertine aos tributos indiretos.11. 1. Questões do TRF5 01) Se o presidente descumprir uma convenção internacional.1. são excluídas da esfera da imunidade de jurisdição do Estado estrangeiro.1. Nada impede. porém.

aplicam-se os mecanismos de sanção do ordenamento interno. que embora possa se entender que possuem personalidade de direito internacional. também as unidades subnacionais podem fazê-lo. o que inclui a celebração de tratados. Em caráter excepcional. Destaque-se que os aos celebrados pelos Estados-membros com o BIRD ou Banco Mundial. atributo do qual não são dotadas. é teoricamente possível que uma unidade federada possa receber tal indicação (ex. nas situações permitidas pelas normas internacionais. reparações financeiras. compete à União concluir tratados (22. Quando as normas internacionais forem aplicáveis internamente. precisaram da participação da União. tratados. 03) Unidades federadas não dotadas de soberania podem firmar tratados? Resposta: Sim. Deve-se destacar. através de órgãos aos quais atribuem competência para tal. De toda forma. podem ser citadas: retaliações comerciais. veementemente. por exemplo. Atualmente. como cabe ao Estado definir órgãos e autoridades encarregados de representá-los nas relações internacionais. 118 . Inicialmente. A Constituição de 1891 previa expressamente essa possibilidade. em caráter excepcional. pois o direito de convenção dos Estados está ligado à soberania. mas contratos. beligerantes e blocos regionais. as empresas e as ONG‘s não têm capacidade para celebração de tratados. os indivíduos.Resposta: Diante da inexistência de órgãos internacionais centrais encarregados da tarefa de aplicação de sanções pela violação de normas internacionais. 02) Quais os entes que estão legitimados a celebrar convenções.: Alemanha e Suíça). Mas não é normal. apenas os Estados e as Organizações Internacionais podem celebrar tratados. pois dependem de o Brasil fazer parte da entidade e de celebrar um acordo de garantia. essa é uma tarefa difícil. quebra de ralação diplomática. com expulsão de diplomatas do país. não são tratados. pactos? Resposta: Tradicionalmente. envio de tropas da ONU e até intervenção militar. E. Mas é preciso acrescentar à relação outro sujeitos de direito internacional que também ostentam essa prerrogativa: Santa Sé. I da CRF). ainda assim.

A sociabilidade faz parte da natureza do homem.12. que necessita de coisas e de outras pessoas para alcançar a sua plenitude. Acho que a questão não trata de ―fato social‖.1. Algo social pode ser entendido como o decorrente das relações entre os indivíduos. portanto. Obs.1.1. porque o homem é um ser naturalmente carente. 1. 2) Como Durkheim conceitua o fato social? Resposta: 3) Qual a perspectiva de direito e comunicação social? Resposta: 4) Qual a diferença de fato social e fato biológico? Resposta: 1.1.12.1. Procurei muito. Questões do TRF1 1) Qual a teoria predominante em relação à natureza e a sociabilidade.12. Sociologia do Direito 1.: não tenho certeza se era isso que o examinador queria. Fato Social – Conceito.12. Questões do TRF2 119 . o que é o algo social e o algo natural? Resposta: Aristóteles fundamenta a tese que ―o homem é um animal social‖ dizendo que a união entre os homens é natural. E algo natural como o que existe independentemente da participação do homem ou da sua interação com outros semelhantes.2. mas não encontrei. estando mal inserida.

1. o Direito. a política e a moral.12.4. Para a teria pós120 . A teoria desenvolvida por Miguel Reale contrapõe a concepção de Kelsen em reconhecer o Direito como um sistema de normas. Resposta: Para Kelsen. Questões do TRF1 DESSE PONTO EM DIANTE: RESPOSTAS ELABORADAS POR DIEGO LEONARDO ANDRADE DE OLIVEIRA 1.1. mas enquanto não for revogada.1. Deste modo. 2) Pode haver um direito injusto? Resposta: Segundo a teoria positivista.13. a lei pode ser injusta e opressiva.1. estando livre de qualquer concepção social ou valorativa.1. Questões do TRF5 1. O estudioso caminha para especificar uma ciência que não se confunda com a psicologia. Filosofia do Direito 1. Questões do TRF4 1. Dentro desta sistemática que é concebida a sua teoria tridimensional.1. Questões do TRF1 1) O que é o Direito? Trace um parâmetro entre o conceito tridimensional de Miguel Reale de norma. é libertar a ciência jurídica de todos os elementos que não lhe são próprios. levando-se em conta a norma e associando a esta aluns contextos fáticos e axiológicos. Os juízes devem assumir uma postura de neutralidade. Para Miguel Reale não há como compreender o Direito sem levar em conta os fatos e os valores.13. O Justo e o Direito 1. obriga e se impõe a todos.3.13. Questões do TRF3 1.12.12. a sociologia.13. O principio metodológico fundamental da sua obra Teoria Pura do Direito.1.1. pelo simples fato de ser positivo. deve ser obedecido incondicionalmente.1. se limitando a decidir de acordo com o direito vigente. comparando-a com a posição de Kelsen para quem o direito é puramente norma. valor e fato.5. o direito deveria ser entendido como norma.

3) Comprometida com a ordem interna nacional. As garantias de 2ª geração surgiram como garantias institucionais: protegem a família. segundo a classificação de Jellinek. o senhor saberia me distinguir? Resposta: O preâmbulo não se situa no domínio do direito. pois consagra valores supremos da sociedade. Os direitos sociais exigem uma prestação do Estado. São direitos que exigem uma abstenção do Estado. o funcionário público. pois necessitam da prestação do Estado. o direito depende da moral. Servem de parâmetro para o controle de 121 . 1º da CF são normas jurídicas (valores positivados). 2) Prosseguindo. estes princípios. A sociedade não é dissociada do indivíduo. São direitos coletivos basicamente (idoso. é o homem pretende-se. é capaz de propor alterações a esse mesmo meio. as mudanças. direitos sociais e individuais. Os princípios fundamentais do art. Isto é. par que esta pretensão se torne factível. São estabelecidos por normas de eficácia plena e de eficácia contida. já entramos na parte da positivação.). Têm menor eficácia e efetividade que os direitos de 1ª geração. portanto. ao mesmo tempo em que é condicionada pelo meio social. Possuem caráter positivo.positivista. Ademais não pode ser utilizado como parâmetro para o controle de constitucionalidade. Trata-se apenas de uma diretriz hermenêutica. direitos negativos. pois. pertencendo ao domínio do Direito. A sociedade é dissociada do indivíduo? Resposta: Os direitos de 1ª Geração buscam garantir a liberdade do indivíduo diante do arbítrio estatal. são. São direitos prestacionais ou direitos a uma prestação. logo. e os princípio fundamentais. As normas são de eficácia limitada programáticas. o senhor sabe distinguir o preâmbulo dos princípios fundamentais do art. os fins visados pela Constituição. Os direitos sociais são direitos dos indivíduos integrantes do grupo. 1º faz parte do comando positivado do ordenamento? O preâmbulo é a pretensão institucional. 1º da CF/88? O art. auxiliando na interpretação da Constituição. o senhor poderia falar um pouco sobre isso? Estes direitos sociais também são direito do indivíduo. a individualidade. criança etc. Os direitos de 2ª Geração buscam realizar a igualdade material. embora as individualidades restem diluídas em meio à massificação das ideias e dos pensamentos. tanto no momento de reconhecimento de sua validade como no momento de sua aplicação. esta pretensão se cria. mas domínio da política ou da história. esta dicotomia. a imprensa. que se sobrepõe à questão do princípio e regra. direito extremamente injusto não poderia ser considerado direito. o progresso. o desenvolvimento da sociedade têm por embrião o pensamento inovador individual. Os direitos individuais são direitos de defesa (direitos civis) e de participação (direitos políticos).

a técnica não tem por vocação interpretar o mundo. e logos = estudo de). é o ramo da filosofia que trata da natureza. Em sentido amplo. diferencia-se das pesquisas científicas por geralmente não recorrer a procedimentos empíricos em suas investigações. Ciência e Técnica? Resposta: Filosofia é o estudo de problemas fundamentais relacionados à existência. ciência refere-se a qualquer conhecimento ou prática sistemáticos. São. que utilizam métodos procedentes de conhecimentos científicos ou simplesmente métodos ditados pela prática de certos ofícios. Contrariamente à ciência. obedecendo à formula do tudo ou nada (ou são ou não são aplicadas). geralmente oriundos de inovações empíricas. de manutenção. ou seja.constitucinalidade. aos valores morais e estéticos. também chamada de teoria do conhecimento. nas realizações práticas e nas produções industriais e econômicas. as regras impõem resultados. à mente e à linguagem. está lá para transformá-lo. reciclagem. de gestão. São aplicados por ponderação. via de regra. ciência. das origens e da validade do conhecimento. aplicadas por subsunção. Segundo Ronald Dworkin. a filosofia se distingue da mitologia e da religião por sua ênfase em argumentos racionais. É a lógica do mais ou menos. por outro lado. a análise conceptual. ou seja. do conhecimento científico ou teórico. Entre as principais questões debatidas pela epistemologia destacam-se: O que é o conhecimento? Como obtemos conhecimento? Como defender os nossos modos de conhecer das investidas do ceticismo? 122 . normas que ordenam que algo seja cumprido na medida exata de suas prescrições. Entre seus métodos. as experiências de pensamento e outros métodos a priori. Ao abordar esses problemas. 5) O que é epistemologia? Resposta: Epistemologia (do grego episteme = conhecimento. e de eliminação dos desperdícios. A técnica cobre assim o conjunto dos métodos de fabrico. normas que ordenam que algo seja cumprido na maior medida possível. ciência refere-se ao sistema de adquirir conhecimento baseado no método científico bem como ao corpo organizado de conhecimento conseguido através de tais pesquisas. ao conhecimento. Em sentido estrito. a sua vocação é prática e não teórica. estão a argumentação lógica. de acordo com as possibilidades fáticas e jurídicas existentes (Robert Alexy). à verdade. 4) Qual a diferença entre Filosofia. A técnica refere-se às aplicações da ciência. As regras são ―mandamentos de definição‖. Os princípios são ―mandamentos de otimização‖.

No processo penal. No Brasil. ―no processo penal.6) Art. Questões do TRF4 123 . Segundo Aristóteles. isto é. É o termo que designa. A defesa técnica no Processo Penal é irrenunciável. ao mesmo tempo.1.13. o direito e a razão. Segundo a súmula 523 do STF.13. 1.2. sendo inviável condenação de réu revel. Nesse diapasão. defesa consiste em direito subjetivo inafastável do réu de opor-se ao direito de ação. 7) O que é justiça? Resposta: A principal definição da palavra Justiça é: a virtude de dar a cada um aquilo que lhe é merecido ou que é seu por direito legal (direito definido nas leis do país).1. aquilo que se faz de acordo com o direito. onde prevalece o valor segurança jurídica sobre a justiça (admite-se condenação de réu revel). podemos afirma que não é possível a realização de justiça sem defesa. O contraditório é essencial para que se alcance a justa composição da lide. Diferente do que ocorre no processo civil. justo é tanto aquele que cumpre a lei (justiça em sentido estrito) quanto aquele que realiza a igualdade (justiça em sentido universal). Justiça é.3. também. mas a sua deficiência só o anulará se houver prova de prejuízo para o réu‖. O que é a defesa no processo penal? É possível a realização da justiça sem defesa? Resposta: (não entendi a referência ao art.1. em Direito. Isso inclui todo o pessoal dum tribunal e o próprio Poder Judiciário. É imparcialidade na interpretação do ordenamento jurídico. Questões do TRF3 1. a falta da defesa constitui nulidade absoluta.13. o termo justiça denota. no processo penal. Questões do TRF2 1. exige-se a defesa técnica. 133 do CPP – indispensabilidade. 133 do CPP). legalidade e igualdade. o conjunto de órgãos e funções que compõem o Poder Judiciário.4. o conjunto de magistrados judiciais e pessoas que servem junto deles. Justiça também é a faculdade de julgar segundo o direito e a melhor consciência. É a faculdade de julgar segundo o que prescreve a lei. Assim.

1.1. Trata-se.1.1. entretanto.1. Questões do TRF1 1) Qual a diferença entre Poder Constituinte e Poder Constituído? Resposta: O Poder Constituído sempre será um poder jurídico. consiste em poder político. ―o poder constituinte originário não se esgota quando edita uma Constituição. instituído. portanto. e autônomo. uma das espécies do Poder Constituinte. A emenda é recurso utilizado para realizar modificações em pontos específicos e localizados do texto mai124 . Segundo Uadi Lâmmego Bulos. limitado e subordinado às disposições estabelecidas pelo Poder Constituinte Originário.1. não costuma fazer-se ouvir a todo momento. pois está pronto para ser acionado a qualquer momento‖. As demais espécies de poder constituinte são poderes instituído (reformador e decorrente). o Poder Constituinte Originário se esgota ou ele permanece? O que impede o Poder Constituinte Derivado de não poder violar as cláusulas pétreas? Resposta: Segundo Gilmar Medes. 3) Qual seria a diferença básica entre emenda e revisão? Resposta: Emenda e revisão são espécies do gênero reforma constitucional. Questões do TRF5 2. Ele subsiste fora da Constituição e está apto para se manifestar a qualquer momento. até porque não haveria segurança das relações se assim fosse‖. por isso mesmo de um poder permanente. Ponto 02 2. incondicionado. poder de fato. O poder constituinte originário. 2) Depois da realização. uma das características do poder constituinte originário é a latência: ―é um poder latente. apresentando as seguintes características: inicial (funda o ordenamento jurídico). o originário.1. Direito Constitucional 2. Por ser um poder jurídico.5.1. da criação da CF. limitado e condicionado. não se sujeita a formas prefixadas para operar. Trata-se de um poder de direito. contínuo.13. como também é incondicionado. e. Poder Constituinte Originário e Poder Constituinte Derivado 2. o poder constituinte derivado é condicionado. Por sua vez. atemporal.

conclui que as vias normais de elaboração e reforma das constituições não funcionam. em ambos. e. Na CF/88. daí se rebelam contra a ideia de Direito prevalecente. Revisão equivale a reforma de maior amplitude. dentro do processo consensual de transição? Resposta: Descolonização é o nome genérico dado ao processo pelo qual uma ou várias colônias adquirem ou recuperam a sua independência. A revisão constitucional é recurso que objetiva mudar a constituição amplamente.or. um conjunto de pessoas. três quintos dos votos dos respectivos membros (art. Dentro do processo consensual de transição. os representantes eleitos pelo povo elaboram a constituição. § 2º. exercitam o poder constituinte originário. Na revolução. já a constituição norte-americana de 1787 foi elaborada por uma convenção constituinte. considerando-se aprovada se obtiver. pela força. descontentes com o sistema. da CF). em sessão unicameral (art. São tipos de modificação formal a emenda e a revisão constitucio125 . pelo voto da maioria absoluta dos membros do Congresso Nacional. A emenda será discutida e votada em cada Casa do Congresso Nacional. implantando uma nova ordem jurídica. Emenda é reforma de menor extensão. 3º do ADCT). que passaria a dispor do poder constituinte originário para fundação do seu próprio ordenamento jurídico. seria o reconhecimento. 60. a Constituição poderá ser modificada por meio de processo formal ou informal. 4) Dê um exemplo de um processo consensual de transição fora da hipótese de revolução. 5) O que seria o processo de descolonização. Nessa hipótese. A revisão constitucional será realizada após cinco anos. por parte da metrópole. 6) O que seria um Poder Constituinte Difuso? Resposta: O poder constituinte difuso é um poder de fato responsável pelas mutações constitucionais. Doutrinariamente. há diferenças quanto ao exercício do poder de reforme e do poder de revisão. 1946 e 1988 advieram de assembleias constituintes. 1934. contados da promulgação da Constituição. da independência e soberania da colônia. em dois turnos. um processo não traumático? Resposta: Uma exemplo de processo consensual de transição fora das hipóteses de revolução ocorre por meio de uma assembleia ou convenção constituinte. Exemplos: constituições brasileiras de 1891. geralmente por meio de acordo.

da CF. Para o Ministro. (c) Incondicionado: não se submete a qualquer tipo de condição (a assembleia constituinte decidirá qual será o procedimento a ser adotado). em cada Casa do Congresso Nacional. a minha interpretação não permitiu imaginar outra coisa). Características do poder constituinte derivado: (a) Secundariedade: não existe 126 .1. 7) Até aonde pode ir este poder difuso de mutação constitucional? Resposta: Como a mutação constitucional ocorre com a mudança da interpretação da constituição. 8) Quais os veículos materiais do Poder Constituinte. 52. Ocorre que o texto da CF/88 é claro ao atribuir ao Senado a função de suspender a execução de lei declarada inconstitucional pelo STF no controle concreto. é soberano.. Destarte. O poder constituinte se materializa em normas formalmente constitucionais. como ele se materializa? Resposta: (embora minha resposta seja óbvia.2. contínuo. o poder constituinte difuso encontra-se limitado pelo próprio texto constitucional. qual será o conteúdo da Constituição. mas a mudança da interpretação de um dispositivo constitucional. por três quintos dos votos dos respectivos membros. é independente. Questões do TRF2 1) Quais as características de poder constituinte originário e derivado? Resposta: Características essenciais do poder constituinte originário: (a) Inicial: ele dá início ao ordenamento jurídico (não existe outro poder antes ou acima dele). Mutação Constitucional não é a mudança do texto constitucional. a função do Senado seria apenas a de dar publicidade à decisão do STF. pois está pronto para ser acionado a qualquer momento. No Brasil. Gilmar Mendes propôs a mutação constitucional do art. (b) Autônomo: tem autonomia para decidir qual ideia de direito irá prevalecer. (e) Ilimitado: é ilimitado juridicamente (autônomo + incondicionado). não pode o intérprete conferir significado à norma constitucional que não seja abrangida pelo seu texto. Já o processo informal evidencia-se na mutação constitucional. seja elas originárias ou fruto de emendas constitucionais. X. (d) Latente: atemporal.nal. é possível a materialização do poder constituinte por meio de tratados internacionais sobre direitos humanos aprovados. em dois turnos. 2.1. Exemplo: defendendo a abstrativização do controle concreto de constitucionalidade.

além das limitações jurídicas impostas pelo poder originário. segundo a doutrina. Classificam-se as limitações do poder constituinte decorrente em três princípios: (a) princípios constitucionais sensíveis: art. institucionais e substanciais. (e) implícitas: as normas que fixam o procedimento e estabelecem quais são as cláusulas pétreas não podem ser reformadas (vedação da dupla revisão). explícita e implicitamente. (b) Subordinação: haure sua força na obra do poder constituinte originário. 2) A Declaração Universal dos Direitos do Homem seria uma forma de limitação? Resposta: Com relação ao poder constituinte originário. 75 e 93. é certo que encontra. A doutrina classifica esses limites em: ideológicos. transcendentes e heterônomos.por si só. (c) princípios constitucionais estabelecidos: funcionam como balizas reguladoras da capacidade de auto-organização dos Estados. 28. por sua vez. VII. 34. pois é necessário que exista uma constituição para prevê-lo. (d) temporais: a constituição não pode ser emendada durante certo prazo (não existe no Brasil). embora seja um poder ilimitado juridicamente. (b) princípios constitucionais extensíveis: tratam-se de normas de organização da União que se estendem aos Estados (ex. limites ao seu exercício. eis que representam responsabilidades e obrigações assumidas pelo Estado no plano externo. Os limites substanciais. seja por declarar regras costumeiras de Direito Internacional de natureza imperativa (jus cogens). são subdivididos em imanentes. em estado de sítio e durante intervenção federal. a DUDH. Portanto. religioso e político.: arts. seja por elencar direitos fundamentais. do ângulo filosófico. (c) circunstanciais: a CF não pode ser emendada em estado de defesa. Limites transcendentes prendem-se aos direitos fundamentais. 4) Admite-se limitação implícita? 127 . da CF. intrinsecamente ligados à dignidade humana. Já os limites heterônomos condicionam o exercício do poder constituinte às normas de Direito Internacional. Quanto ao poder constituinte derivado. V). 3) Quais os tipos de limitação na CF? Quais as limitações ao Poder Constituinte Derivado? Resposta: As limitações ao poder constituinte derivado reformador são: (a) formais: ligam-se ao procedimento e legitimidade. representa uma forma de limitação extrajurídica ao poder constituinte. (b) materiais: são as cláusulas pétreas. haja vista provirem de imperativos éticos superiores. também se submete às barreiras extrajurídicas acima referidas. (c) Condicionado e limitado: deve observar os limites previstos. sociológico. econômico. na constituição.

Diz-se que. Exemplo: o constituinte reformador não pode suprimir o art.Resposta: Sim. suprimido ou mudado. Limites implícitos. indiretos ou inerentes são aqueles que não vêm prescritos pela linguagem do constitu8inte. A matéria provocou debate no STF. nesse caso. 6) Na superveniência de uma nova constituição. Às vezes a recepção é expressa (ex. a nova constituição. aqui. tácitos. Prevalece na doutrina que as normas da constituição anterior.: Constituição de 1937). fale sobre a recepção de normas. 128 . que adotou a tese da revogação (não recepção). suja observância é obrigatória para se emendar ou revisar as constituições. 60. Resposta: Na superveniência de uma nova constituição. As normas que apresentam incompatibilidade meramente formal com a nova constituição. em 30 de março de 2007. assinados em Nova York. § 3º. da CF (vedação da dupla revisão). o mais frequente é a recepção tácita. foi incorporada ao Direito brasileiro com status de norma constitucional nos termos do art. não continuará a vigorar. havendo sua revogação global. § 4º. Proíbem a reforma de normas que estatuem limites. O que foi prescrito pelo constituinte para uma reforma constitucional não pode ser atenuado. pelo qual se busca conciliar a ação do poder constituinte originário com a necessidade de se obviar vácuos legislativos. em dois turnos. Todavia. não podem ser recepcionadas. as normas anteriores. materialmente. 5) Há algum tratado de direitos humanos que já foi incorporado após a EC nº 45 pelo quórum de emenda? Resposta: A Convenção Internacional sobre os Direitos das Pessoas com Deficiência e seu Protocolo Facultativo. embora sejam tão contundentes quanto os expressos. Essa convenção compõe o chamado bloco de constitucionalidade. havendo. da CF. 5º. quem considere ocorrer caso de revogação e quem veja na hipótese uma inconstitucionalidade superveniente. por três quintos dos votos dos respectivos membros. Deve-se a Kelsen a teorização do fenômeno da recepção. ainda assim serão recepcionadas com o status normativo prescrito pelo novo texto constitucional. continuam em vigor. haja vista sua aprovação em cada Casa do Congresso Nacional. Se a norma anterior à constituição não guarda compatibilidade de conteúdo com esta. que são com ela compatíveis no seu conteúdo. opera o fenômeno da recepção. que corresponde a uma revalidação das normas que não desafiam. mesmo que compatíveis com a nova constituição.

da CF. manifestando-se. A matéria constante de proposta de emenda rejeitada ou havida por prejudicada não pode ser objeto de nova proposta na mesma sessão legislativa. haja vista que possui natureza de cláusula pétrea.”. 8) Quais são os temas vedados às emendas? Resposta: Não será objeto de deliberação a proposta de emenda tendente a abolir: (a) a forma federativa de Estado. no mínimo. mas de outros direitos individuais. Questões do TRF3 1) “Não será objeto de emenda constitucional tendente a abolir. princípios e instituições. essa vedação garante a proteção não da liberdade de expressão em si. Segundo o STF. ou por mais da metade das Assembleias Legislativas das unidades da Federação. mas sim a proteção ao núcleo essencial de determinados direitos. pela maioria relativa de seus membros. as cláusulas pétreas não significam a intangibilidade literal da respectiva disciplina. temos que não pode ser suprimida. pergunta-se. universal e periódico.7) Qual o trâmite das emendas constitucionais? Resposta: As EC pode ser propostas por um terço. pelo Presidente da República. tais como a dignidade humana. em ambos. sem levar em conta o efeito prático.1. três quintos dos votos dos respectivos membros. isto é. 9) A vedação ao anonimato é possível ou é clausula pétrea? Resposta: (acho que a pergunta era se seria possível a supressão da vedação ao anonimato) A vedação ao anonimato é um limite à liberdade de expressão que consta do art. (c) a separação dos Poderes. para que os limites a esse direito fundamental sejam observados. cada uma delas. com o respectivo número de ordem.. A vedação do anonimato é essencial para que seja possível o controle da liberdade de manifestação do pensamento. secreto. dos membros da Câmara dos Deputados ou do Senado Federal. Embora não consista no núcleo essencial da referida liberdade. considerando-se aprovada se obtiver. IV. A EC será promulgada pelas Mesas da Câmara dos Deputados e do Senado Federal. Em outras palavras.3. o direto à honra e o direito à verdade.1. A proposta será discutida e votada em cada Casa do Congresso Nacional. 5º. (d) os direitos e garantias individuais. esta emenda feriu cláusula pétrea? 129 . (b) o voto direto.. 2. No parágrafo 2º deste artigo havia uma previsão de isenção aos aposentados que foi posteriormente suprimida por uma emenda constitucional. em dois turnos.

O poder reformador é encarregado da elaboração das emedas constitucionais. Seus limites são os princípios constantes do texto constitucional (sensíveis. (e) implícitas: as normas que fixam o procedimento e estabelecem quais são as cláusulas pétreas não podem ser reformadas (vedação da dupla revisão). constituído. II. Sua supressão do texto constitucional. II. 3) Fale sobre o Poder Constituinte Derivado. 2) A que limites está submetido o poder de reforma da Constituição? Resposta: As limitações ao poder constituinte derivado reformador são: (a) formais: ligam-se ao procedimento e legitimidade. da CF). (c) Condicionado e limitado: deve observar os limites previstos. Essa norma não consagrava direito ou garantia fundamental. extensíveis e estabelecidos). um rompimento da ordem constitucional vigente‖ (RE 372600-AgR. Apresenta limites formais (quórum de maioria absoluta dos membros do Congresso em sessão unicameral) e temporal (exercício no prazo de 5 anos a contar da promulgação da CF/88). segundo o STF. § 2º. Pode ser de três espécies: decorrente. (c) circunstanciais: a CF não pode ser emendada em estado de defesa. da CF não poderia ter sido revogada pela EC nº 20/98 por se tratar de cláusula pétrea. (b) materiais: são as cláusulas pétreas. não à direito adquirido à não incidência tributária. 153. explícita e implicitamente. 130 . São características do poder constituinte derivado: (a) Secundariedade: não existe por si só. 2ª Turma. Resposta: O poder constituinte derivado consiste em um poder jurídico. 153. apenas previa a imunidade do imposto sobre a renda a um determinado grupo social. O poder revisor tem a função de proceder à uma revisão geral do texto constitucional. portanto. não representou a cassação ou o acolhimento de um direito fundamental e.Resposta: (o dispositivo constitucional referido foi o art. (b) Subordinação: haure sua força na obra do poder constituinte originário. pois é necessário que exista uma constituição para prevê-lo. em estado de sítio e durante intervenção federal. § 2º. bem como não há direito adquirido no aposentamento. ―Mostra-se impertinente a alegação de que a norma do art. tampouco. reformador e revisor. Rel. (d) temporais: a constituição não pode ser emendada durante certo prazo (não existe no Brasil). Ellen Gracie. Min. na constituição. O poder decorrente é incumbido da elaboração das constituições estaduais. DJ 23/4/2004). Ressalte-se também que.

Não obstante.1. pode ser considerado facultativo. conquanto irrenunciável e intransferível. 2) Qual a diferença entre conflito de competência. estimular a instituição do tributo economicamente viável. (e) implícitas: as normas que fixam o procedimento e estabelecem quais são as cláusulas pétreas não podem ser reformadas (vedação da dupla revisão).1. no plano da conveniência.1.4. este princípio ainda é válido? Resposta: O exercício da competência tributária. no plano de gestão fiscal da pessoa política. em que o ente competente pode criar ou não o tributo. Portanto.2. em estado de sítio e durante intervenção federal. Questões do TRF5 2. 11. Sistema Constitucional Tributário: Poder de Tributar – Competência Tributária – Capacidade Tributária – Código Tributário Nacional 2. 11 da LRF não traduz. (d) temporais: a constituição não pode ser emendada durante certo prazo (não existe no Brasil). sob pena de sanções (art.1. bitributação e bis in idem? 131 . pu).1. deve haver instituição de todos os tributos que compete à entidade.1. salvo melhor juízo.1. o art. é defensável a facultatividade do exercício da competência tributária. cuja competência estaria inadequadamente estanque. pois o legislador quis. (c) circunstanciais: a CF não pode ser emendada em estado de defesa. incontestavelmente.2. Questões do TRF1 1) Dentre os princípio regedores da competência tributária um é o da facultatividade. (b) materiais: são as cláusulas pétreas. Direito Tributário 2. uma vez que o art. 2. Questões do TRF4 1) Quais são os limites ao poder de reforma? Resposta: As limitações ao poder constituinte derivado reformador são: (a) formais: ligam-se ao procedimento e legitimidade. 11 da LRF dispõe que. mecanismo efetivo de obrigatoriedade.2. cada ente tributante decide sobre o exercício da competência tributária.5. O dispositivo merece interpretação cautelosa.2. De fato.

de modo que são duas normas. a capacidade tributária ativa é delegável e transferível. proceda à instituição da exação tributária. Tal situação versa sobre o instituto jurídico da ―bitributação‖. quando mais de um ente tributante pretender cobrar um ou mais tributos sobre o mesmo fato gerador. dispõe ser cabente a Ação de Consignação em Pagamento. havendo medida judicial apta a sanar a dupla invasão patrimonial pleiteada pelos Fiscos no caso ―sub examine‖. 164. Ao contrário da competência tributária. 3) A bitributação se liga a que ação tributária? Resposta: O art. O bis in idem ocorre quando uma única pessoa política institui tributos diversos sobre o mesmo fato gerador e o mesmo contribuinte. taxativa e exaustivamente prevista. art. A capacidade tributária é a atribuição para arrecadar ou fiscalizar tributos. 7º. 4) Qual a diferença entre capacidade tributária e competência tributária? Resposta: A competência tributária é a habilidade privativa e constitucional atribuída ao ente político para que este. de sorte que haverá conflito de competência na medida em que um ente político arvorar-se de competência alheia. do CTN. podendo ser revogada. Em outras palavras é a aptidão para criar tributos. por seu turno. mas pela incidência de duas normas legais distintas. A competência tributária é indelegável. ocorre quando a dupla tributação tem origem em pessoas políticas distintas. intransferível. com base na lei. incidindo sobre o mesmo fato jurídico e onerando o mesmo contribuinte. 5) O que seria parafiscalidade? Resposta: 132 . inalterável e irrenunciável. Isso significa que o ente tributante pode permitir a figuração de outra pessoa jurídica no polo ativo da relação jurídica tributária e a consequente possibilidade de arrecadar os tributos dos sujeitos passivos (contribuintes). a qualquer tempo. prevista no Código Tributário. e de todo condenável. §§ 1º e 2º). III. A bitributação. por ato unilateral da entidade que a tenha conferido (CTN. Essa atribuição compreende as garantias e os privilégios processuais que competem à pessoa jurídica de direito público que a conferir.Resposta: A competência tributária é matéria eminentemente constitucional. cada qual emanada de um legislativo.

SENAI. fiscalizar e administrar os tributos. I. (b) imunidade às contribuições para a seguridade social das entidades beneficentes de assistência social que atendam aos requisitos estabelecidos em lei. a União deverá repassar aos Estados 20% do valor da arrecadação. caso a exercite. que. conforme a emergência da situação posta. Exemplo: a atividade desenvolvida pelo SESC. não há qualquer determinação para transferência obrigatória da arrecadação. terceira pessoa arrecada o tributo para si e passa a dispor do produto da arrecadação do tributo. 150. 157. 7) Os princípios constitucionais da vedação ao confisco se aplica a tributos extrafiscais? Resposta: O princípio da vedação ao confisco. da Constituição Federal. IE. Enfim. ela tem que passar alguma coisa para estados e municípios? Resposta: Com relação à competência residual para instituir imposto (art. (c) a contribuição para a seguridade social não incidirá sobre aposentadoria e pensão concedidas pelo regime geral de previdência. no que diz respeito apenas a impostos? Ou outros tributos também podem ser abarcados? Resposta: (Entendi que o examinador queria saber se existe imunidades para outras espécies tributárias além dos impostos). é a permissão pelo ente que retém a competência tributária de atribuir a outro o poder de arrecadar. 8) Se a União criar tributo com base na competência residual. (d) imunidade em relação às taxas para o direito de petição e certidões. da Constituição Federal. SESI. poderão conter alíquotas excessivamente gravosas. 6) Há exceções no que concerne à imunidade constitucional. em homenagem à regulação da economia. 154. 133 .A parafiscalidade é a delegação dos elementos da capacidade tributária ativa. II. Quanto à instituição de contribuições residuais para custeio da seguridade social (art. SENAC. IV. da Constituição Federal). nos termos do art. aos impostos extrafiscais (II. 195. da CF). Na parafiscalidade. previsto no art. Há imunidades a outras espécies tributárias que não impostos: (a) imunidade das receitas decorrentes de exportação às contribuições sociais e de intervenção no domínio econômico. não se aplica. SEST. em tese. A doutrina e a jurisprudência admitem alíquotas elevadas nesses tipos de impostos. § 4º. IPI e IOF).

Na discussão sobre ITR e IPTU. ambas as pessoas políticas que exigem tributos sobre o mesmo fato gerador deverá ocupar o polo passivo. Norma legal que altera o prazo de recolhimento da obrigação tributária não se sujeita ao princípio da anterioridade”. Resposta: 134 . I. Questões do TRF2 1) Consignação em pagamento. A diferença entre os valores dos tributos não altera a legitimidade passiva. da Constituição Federal. não se submete ao princípio da anterioridade. como a União deverá figurar na demanda como ré. 2. nos termos da súmula 503 do STF. 109. Ressalte-se que. 3) Diferença entre capacidade econômica e capacidade contributiva. destarte. Recurso extraordinário conhecido e provido. 895 do CPC).2. a competência será da Justiça Federal. sem qualquer repercussão. nos termos do art.1. não atrai a competência originária do STF a dúvida suscitada por particular acerca do direito de tributar dos entes federados. haja vista que esta é estabelecida pela presença da União como sujeito passivo da demanda.2. 109. Alteração do prazo não equivale à majoração. I. o contribuinte-autor deverá providenciar a citação de ambos os entes tributantes (art. Esse entendimento é objeto de súmula do STF: “Súmula 669. nos termos do art. da CF. Dois entes disputam o tributo: a ação terá quem no polo passivo? Se a discussão for sobre ITR e IPTU. 2) Se o valor menor for do ITR será na JF? Resposta: Mesmo no caso de o valor do ITR ser inferior ao do IPTU. qual o juízo competente? Resposta: Na ação de consignação em pagamento decorrente de bitributação.9) Norma legal que altera prazo de recolhimento de tributo se sujeita ao princípio da anterioridade? Resposta: A regra legislativa que se limita simplesmente a mudar o prazo de recolhimento da obrigação tributária. a competência para julgar a ação de consignação em pagamento permanecerá com o juízo federal.

chama-se de residual. o qual constitui uma forma de limitação do poder de tributar. Ele exemplifica: ―Um cidadão que usufrui renda tem capacidade contributiva perante o país em que a recebeu. I. Por fim. desde que. de passagem pelo país. como por exemplo. Assim. não tem capacidade contributiva neste país. mas não sejam cumulativos e não tenham o mesmo fato gerador e base de cálculo dos já discriminados na Constituição. a competência atribuída a todos os entes (União. mas não tem capacidade contributiva. Distrito Federal e Municípios) o poder de tributar. Municípios). delimitando entre as pessoas políticas (União. de passagem pelo país. De fato a autonomia e a capacidade política de cada um dos entes federativos fundamenta a distribuição constitucional da competência para a instituição de tributos. Distrito Federal. comum e residual. § 4º. da Carta Magna). Por que não há tal discriminação em relação as taxas? E por há em relação unicamente aos impostos? Resposta: 135 . já um cidadão rico. Já a capacidade econômica é aquela ostentada por uma pessoa que não é contribuinte. Municípios. Estados-membros. 154 e 155 são relativos aos impostos. bem como novas contribuições para a seguridade social. mas não há nenhuma relação jurídica que o vincule ao Fisco do país pelo qual transita. sejam criados por lei complementar. 4) Qual o princípio em que se assenta a discriminação constitucional de competências tributárias? Resposta: A Constituição Federal consagrou o princípio do federalismo (art. No sistema tributário existe o regime das Competências Privativas. 60.‖. tem capacidade econômica. 153. 6) Os art. Distrito Federal. Estados. pois ele tem rendimentos suficientes para suportar tributos. É a capacidade econômica da pessoa enquanto sujeito passivo da relação jurídico-tributária. Estados. um cidadão abastado. Há critérios? Resposta: (acho que o examinados gostaria de saber acerca da classificação da competência tributária).‖. 5) Como é a discriminação constitucional de competência tributária. Seria comum. A doutrina costuma classificar três as espécies tributárias: privativa/exclusiva. na medida em que impõem quais são os tributos que podem ser exclusivamente pela União. a competência outorgada à União para a instituição de impostos não previstos no texto constitucional. para criarem taxas e contribuições de melhoria.Segundo Harada: ―capacidade contributiva é aquela capacidade relacionada com a imposição parcial ou total.

(b) o próprio dispositivo ressalva a possibilidade de instituição de outras garantias ao contribuinte (―art. quer nos procedimentos administrativos. ao Distrito Federal e aos Municípios: […]‖. o que torna inviável a pretensão de esgotá-lo em um rol taxativo. cumulativamente. Resposta: Podemos afirmar que o devido processo legal. via de regra. em Território Federal não dividido em municípios. é que se poderá falar em processo justo. 9) Fale sobre a inobservância do princípio de devido processo legal no âmbito do direito tributário. Trata-se de uma garantia do cidadão contribuinte. a competência para instituir o IPVA será da União. através de lei federal. considerando que não há uma contraprestação por parte do Estado (tributo unilateral). IPVA. aos Estados. 8) O rol do art. Destarte. intransferível. pois trata-se de tributo de competência dos municípios. sincronizado. quer nos processos judiciais. inalterável e irrenunciável. Sem prejuízo de outras garantias asseguradas ao contribuinte. Segundo o art. 136 . em Território Federal. o IPVA. bem como as exigências de segurança jurídica e limitação do arbítrio do Poder Público. 150. os impostos municipais. Nesse diapasão. Portanto. 150. através de lei federal. os impostos estaduais e. Quanto aos impostos. há de ser sempre observado. com estrita observância do contraditório e da ampla defesa. 7) Poderíamos admitir que a União instituísse. da CR/1988. dele derivando todos os demais princípios constitucionais do processo. competem à União. é vedado à União. leque de possibilidades para hipóteses de incidência do referido tributo mostra-se extremamente amplo. como garantia constitucional que é. Desta feita. União não poderia instituir. faz-se necessário relacionar as hipóteses de incidência. 150 da Constituição Federal é meramente exemplificativo por dois motivos: (a) o Estatuto do Contribuinte não está adstrito ao art. 150 da CR/1988 é taxativo ou exemplificativo? Por quê? Resposta: O rol de limitações do poder de tributar constante no art. 147 da CF. adequado e democrático. por exemplo? E se for o Território? Resposta: A competência tributária é indelegável. entre elas. se o Território não for dividido em Municípios.A taxa é uma espécie tributária que decorre da prestação de um serviço público ou do exercício do poder de polícia. somente quando os instrumentos à disposição das partes são distribuídos com igualdade de oportunidades.

haja vista enquadrar-se inequivocamente no gênero tributo. II. 149-A da CF referir-se apenas aos incisos I e III do art. com os valores consagrados na Constituição Federal de 1988. § 1º). o legislador infraconstitucional. é uma exação subordinada a disciplina própria (CF. o que implica. 150 da CF. CR/1988. pode haver aplicação do princípio da isonomia? Resposta: ―Entendeu-se que a COSIP constitui um novo tipo de contribuição que refoge aos padrões estabelecidos nos artigos 149 e 195 da CF. 150. 25. de fato. o ―Contribuinte de Fato‖. art. acaba por suportar a carga tributária. Nos tributos indiretos. No tributo indireto a carga tributária cai sobre o ―Contribuinte de Direito‖ que a transfere para outrem. como a COSIP ostenta características comuns a várias espécies de tributos. Ressaltou-se que. 10) COSIP. estaria jungido aos princípios gerais que regem o gênero. Destarte. embora não seja designado pela lei como contribuinte desses impostos. 145. 11) Pode conceituar valor de tributo indireto? Resposta: (não sei o que seria valor de tributo indireto. Assim temos: (a) contribuinte de direito: pessoa designada pela lei para pagar o imposto. ao instituir a contribuição em análise. 166 do CTN tem por finalidade exatamente evitar o locupletamento ilícito por parte do contribuinte de direito. de fato.‖ RE 573675/SC. não haveria como deixar de reconhecer que os princípios aos quais estes estão submetidos também se aplicam. aos princípios constitucionais tributários. como foi trabalhada a figura do locupletamento? Resposta: O dispositivo constante do art. ou seja. (b) contribuinte de fato: pessoa que de fato suporta o ônus fiscal.3. salientou-se que. O IPI e o ICMS são impostos indiretos. apesar de o art. via de regra. 150. especialmente o da isonomia (art. o afastamento da exação. 12) Art. modus in rebus. II) e o da capacidade contributiva (art. 149-A). 166. no âmbito do processo tributário gera a nulidade absoluta da decisão proferida. considerada a natureza tributária da exação.2009. contudo. sujeita. como o 137 . Esse aspecto é de importância fundamental na solução dos problemas de restituição do indébito tributário. a ela. uma vez que o consumidor final é que. de acordo com o art. A sua inobservância. respondi o que é tributo indireto).portanto.

Exemplo: casamento de pessoas do mesmo sexo. Todavia. Lacuna exógena ocorre quando no ordenamento jurídico como um todo há a ausência da norma. DESSE PONTO EM DIANTE: RESPOSTAS ELABORADAS POR EDUARDO PENTEADO 15) O que é lacuna objetiva e subjetiva? Resposta: Na obra Teoria do Ordenamento Jurídico. segundo a regra do art. aplica-se o referido princípio. então segue a resposta que eu daria à banca). caso fosse possível àquele haver a restituição de tributo que não pagou. são independentes da vontade do legis138 . 13) Revogada a isenção do imposto de renda. deve ser aplicado o art. Norberto Bobbio diz: ―Com respeito aos motivos que as provocaram. a revogação da isenção de impostos sobre a renda deve observar o princípio da anterioridade. Ressalte-se que. nos termos do art. a isenção pode ser revogada ou modificada a qualquer tempo. Lacuna endógena é aquela em que a ausência de norma ocorre dentro do ramo específico do Direito. a repetição do indébito seja devida a quem efetivamente tenha suportado o encargo financeiro. Se a isenção for onerosa e concedida por prazo certo. capítulo ―Vários tipos de lacunas‖. 132 do CPC. a lei exige que. 14) O que é lacuna endógena e exógena? Resposta: (apesar de muito pesquisar.contribuinte de direito é diverso do contribuinte de fato. Exemplo: no CPP não há previsão de exceções ao princípio da identidade física do juiz. III. objetivas são aquelas que dependem do desenvolvimento das relações sociais. das novas invenções. Subjetivas são aquelas que dependem de algum motivo imputável ao legislador. 178 do CTN. em detrimento de terceiro que efetivamente suportou o ônus fiscal. Portanto. não incidindo o princípio da intangibilidade. aplica-se o princípio da intangibilidade? Resposta: Depende. as lacunas distinguem-se em subjetivas e objetivas. assim. de todas aquelas causas que provocam um envelhecimento dos testos legislativos e que. do CTN. portanto. nas hipóteses de repercussão tributária. haveria enriquecimento sem causa. não encontrei uma resposta para essa pergunta. caso contrário. 104.

‖ As limitações ao poder de tributar (CF.3.‖ Já no capítulo ―Poder e competência‖. o Distrito Federal e os Municípios. 150) são direitos fundamentais do contribuinte e. dividido. etc. caso por caso. capítulo ―Texto e norma‖. 17) O que é Poder de Tributar? As limitações de Tributar são cláusulas pétreas? Há relação entre poder de tributar e competência tributária? Resposta: Em seu Curso de Direito Tributário. O poder de tributar nada mais é que um aspecto da soberania estatal. dá-se o nome competencia tributária. sendo o caso. os Estados-membros. quando a matéria é muito complexa e não pode ser regulada com regras muito miúdas. e é melhor confiá-la. 2. e as normas. mas os sentidos construídos a partir da interpretaçao sistemática de textos normativos.lador. o poder tributário é partilhado entre a União. leciona: ―No Brasil.5. 16) Qual a diferença entre preceito e norma? Resposta: Na obra Teoria dos Princípios. Voluntárias são aquelas que o próprio legislador deixa de propósito. podem dividir-se em voluntárias e involuntárias. ou faz deixar de lado um caso que talvez considere pouco frequente.4.2. no seu resultado.1. ou uma parcela desta. Involuntárias são aquelas que dependem de um descuido do legislador. Questões do TRF4 2.2. art. por sua vez. Institui o tributo. dispostivo e texto normativo podem ser consideradas expressões sinônimas. clásulas pétreas. por conseguinte. Questões do TRF5 01) Conceitue. As subjetivas. Hugo de Brito Machado diz: ―No exercício de sua soberania o Estado exige que os indivíduos lhe forneçam os recursos de que necessita. Humberto vila diz: ―Normas não são textos nem o conjunto deles. à interpretação do juiz‖. diferencie e classifique competência e capacidade tributária. Daí se afirmar que os dispositivos se constituem no objeto da interpretação.1. Ao poder tributário juridicamente delimitado e.1.2.‖ Preceito. que faz parecer regulamentado um caso que não é. 139 . no capítulo ―O poder de tributar‖. Questões do TRF3 2.

de violação ao artigo 160 da Lei Maior: ―É vedada a retenção ou qualquer restrição à entrega e ao emprego dos recursos atribuídos. ao Direitito Federal e aos Municípios. 155. 154. a concessão de benefício fiscal sobre a totalidade das receitas mostra-se inconstitucional. inclusive. Por competência privativa entende-se que determinada materialidade. arts. apenas por este pode ser tributada. os quais serão suprimidos. malferindo a autonomia financeira de outros entes federativos. II e III. neles compreendidos adicionais e acréscimos relativos a impostos‖. arts. art. cessadas as causas de sua criação‖ (CF. por vias oblíquas. nesta. (v) extraordinária: CF. pois. compreendidos ou não em sua competência tributária. O CTN equipara a capacidade tributária ativa com a competência tributária (art.‖ 03) Repartição de competência – destinação da arrecadação – um ente federativo detenha competência. mas é a OAB a credora da contribuição). desde que sejam não cumulativos e não tenham fato gerador ou base de cálculo próprios dos discriminados nesta Constituição. I. 154. aos Estados. 155 e 156). da CF. 126. (iii) cumulativa: CF. contrapõe-se à extraordinária: ―a União poderá instituir na iminência ou no caso de guerra externa. Porém. Resposta: A competência ordinária. segundo o qual ―a União poderá instituir. § 4º . no ponto em que assegurada pela repartição das receitas tributárias estabelecida na Constituição da República (artigos 157 a 162). que diz respeito às materialidades tributáveis por impostos pelos entes federativos (CF. 119). os institutos não se confundem. (iv) residual: CF. Não se confunde com a capacidade tributária (classificada em ativa e passiva). seção. A capacidade tributária passiva é disciplinada no art. arts. 154. 154. A competência residual encontra-se no art. II 02) Diferencie competência ordinária e extraordinária. que está relacionada com a aptidão para figurar no polo ativo ou passivo da relação jurídico-tributária. impostos não previstos no artigo anterior. (ii) privativa: CF. Sob este viés. art. mediante lei complementar. 140 . art. 145. impostos extraordinários. quando atribuída a certo ente federativo. privativa e residual. I e 195. gradativamente. pode conceder benefício fiscal sobre a totalidade do valor arrecadado? Resposta: Caso o ente federativo conceda benefício fiscal sobre a totalidade do valor arrecadado. A competência tributária se classifica em: (i) comum: CF.Resposta: Competência tributária é a aptidão para editar lei instituidora de tributo. 147. 156. Pode-se cogitar. como demonstram as contribuições de interesse das categorias profissionais (ex: a União edita a lei. 153. II). art. estará ele. 153.

na medida em que torna possível tal controle. é de seis meses (CP. Questões do TRF1 1) Qual a natureza jurídica da representação? Há prazo? É decadencial? Resposta: Acreditamos tratar-se de uma questão de processo penal. de natureza decadencial. IV. 103).784/99. mais especificamente da ação penal pública condicionada.1.1. quando se tratar de destituição de cargo em comissão.112/90.784/99 inexiste menção a qualquer instituto que torne o questionamento lógico. pois na Lei nº 9. No âmbito do processo penal. Por conseguinte. com temperamentos. é o modo normal de agir da Administração no Estado de Direito. como a vedação de juízo ad hoc. Direito Administrativo 2. mas que está exercendo cargo comissionado no legislativo. se diz que o processo administrativo. e não de processo administrativo. como a garantia de imparcialidade. Outros. da Lei n. 2) A partir da Teoria Geral do Direito Público. 8. quais as qualidades que ele revela? Resposta: Num Estado de Direito qualquer exercício de poder é sujeito a controle. onde a comissão processante é constituída após o fato. aplica-se ao processo administrativo. Segundo o art.1. O prazo.3.‖ 141 .3. Processo Administrativo. art.3. 3) Aplica-se ao processo administrativo o equivalente ao princípio do juiz natural? Um servidor concursado do executivo. O juiz natural comporta desdobramentos. entende-se que natureza jurídica da representação é de condição objetiva de procedibilidade.2. 141. por exemplo. Lei Nº 9. porque se diz que o processo administrativo é o modo normal de agir no Estado de Direito? Existe espaço no estado de direito para agir fora do processo administrativo. porém. ―as penalidades disciplinares serão aplicadas pela autoridade que houver feito a nomeação. onde ele será processado administrativamente? Resposta: O princípio do juiz natural. inexistindo espaço de atuação fora do seu âmbito. 2. Certos desdobramentos. aplicam-se às inteiras. não são aplicáveis. ao processo administrativo disciplinar.

164). autorização para interceptação telefônica? Resposta: Não. XII). na jurisprudência. art. seja utilizado no processo administrativo disciplinar. a defesa ineficiente não é tida como causa de nulidade absoluta. art. súmula 523). Não adquirida. art. 2. adm. a defesa ineficiente não é tida como causa de nulidade absoluta. súmula 523). porém.112/90. 3) Apresentação de defesa ineficiente em proc. na jurisprudência. art. o magistrado poderá perder o cargo por decisão administrativa do tribunal a que vinculado (CF. 164). I). ensejando nulidade apenas se houver prejuízo (STF. Questões do TRF2 1) Defesa contraproducente no processo administrativo acarreta ou não em revelia? Resposta: Não. 5º. Ademais. pois a revelia é legalmente definida como ausência de defesa.1. admite que o produto da interceptação.112/90. pois a revelia é legalmente definida como ausência de defesa. Ademais. 95. a perda do cargo depende de sentença judicial transitada em julgado. deferida de acordo com os respectivos pressupostos.2. O STF. 4) É aplicável sigilo nos processos administrativos? Resposta: 142 . pois a Constituição restringe a interceptação telefônica à seara penal (CF.4) Pode haver no âmbito do processo administrativo. e não defesa ineficiente (Lei nº 8. e não defesa ineficiente (Lei nº 8. Disciplinar é considerado revelia? Resposta: Não. ensejando nulidade apenas se houver prejuízo (STF. 2) Processo administrativo punitivo: Quais as diferenças do processo disciplinar entre juiz que já alcançou a vitaliciedade e um outro que ainda não alcançou tal vitaliciedade? Resposta: Adquirida a vitaliciedade.3.

5º. Questões do TRF3 1) A Lei nº 9. Além desses. finalidade.3. autotutela. entre outros. 2º. os critérios de divulgação oficial dos atos administrativos. Vale dizer: a chamada coisa julgada administrativa implica. § único. inexiste espaço para autotutela.‖ Sob tais balizas.784/99 lista os seguintes princípios: legalidade. publicidade (expresso na Constituição). controle ou tutela. presunção de legitimidade ou de veracidade. mas também de questioná-lo judicialmente. moralidade. no capítulo ―Coisa Julgada Administrativa‖.3. contraditório. 2º da Lei nº 9. hierarquia. Maria Sylvia Zanella di Pietro lista outros princípios. a definitividade dos efeitos de uma decisão que haja tomado. compreendendo três testes: (i) adequação: o meio deve ser apto para promover o fim. Quais os princípios implícitos? Resposta: O art. ―a lei só poderá restringir a publicidade dos atos processuais quando da defesa da intimidade ou o interesse social o exigirem‖ (Art. 2) Qual a diferença entre proporcionalidade e razoabilidade? Resposta: A proporcionalidade está relacionada a uma relação meio-fim. segurança jurídica. 5) Pode-se falar em Coisa Julgada administrativa? Cabe a Administração se retratar depois desse ponto? Pode ela usar a auto-tutela? Resposta: Em seu Curso de Direito Administrativo. motivação. LX). interesse público e eficiência. ressalvadas as hipóteses de sigilo previstas na Constituição‖ (art. especialidade. 2. (ii) necessidade: deve-se buscar a menor restrição possível. para ela. razoabilidade. motivação. que. coisa julgada administrativa pretende-se referir a situação sucessiva a algum ato administrativo em decorrência do qual a Administração fica impedida não só de retratar-se dele na esfera administrativa.1. Já a razoabilidade está relacionada ao 143 . (iii) proporcionalidade em sentido estrito: as vantagens devem superar as desvantagens da medida. Celso Antônio Bandeira de Mello diz: ―com a expressão. Segundo a Constituição. proporcionalidade. ampla defesa. continuidade do serviço público. a saber: impessoalidade (expresso na Constituição).Segundo a Lei nº 9.784/99. V). ―nos processos administrativos serão observados. por isso podem ser considerados implícitos segundo a dicção legal. muito criticada.784/99 traz um rol exemplificativo de princípios da Administração.

qualquer exigência constitucional nesse sentido. não representa obstáculo à exigência de depósito recursal no âmbito administrativo. fundamenta-se. ―a‖) e na ampla defesa em processos administrativos (CF. pelo que se pode concluir que a reserva de lei complementar não está dentro dos princípios que vedam o depósito administrativo. por inexistir.5. Questões do TRF5 01) A inexistência do duplo grau.exame entre duas grandezas.1. XXXIV. art. 5º. Desconhece-se. sendo por vezes utilizada no exame da proporcionalidade em sentido estrito.3. segundo a qual ―é inconstitucional a exigência de depósito ou arrolamento prévios de dinheiro ou bens para admissibilidade de recurso administrativo‖.1. 144 . leva a presumir que não seria possível a existência do depósito para o recurso no âmbito administrativo? Resposta: O duplo grau não integrou a rede de argumentos que levou o STF à edição da súmula vinculante nº 21 (―É inconstitucional a exigência de depósito ou arrolamento prévios de dinheiro ou bens para admissibilidade de recurso administrativo‖). 02) Quais os princípios constitucionais que justificam a vedação do depósito recursal administrativo? Resposta: A súmula vinculante nº 21.3. partindo da premissa da sua inexistência – como sugere a questão –. pode-se concluir que o duplo grau. 5º. no direito de petição (CF. Porém. Questões do TRF4 2.4. de acordo com os precedentes que ampararam sua edição. art. LV). 03) Reserva de lei complementar estaria dentro dos princípios que vedam o depósito administrativo? Resposta: Sabe-se que a exigência de lei complementar depende de disposição constitucional explícita. porém. 2.

Cesar Roberto Bitencourt diz: ―Caso fortuito ocorre quando o agente ignora a natureza tóxica do que está ingerindo. Crime E Relação De Causalidade. ou nas circunstâncias em que o faz. completamente embriagado. no capítulo Excludentes de Culpabilidade.2.‖ 3) Conflito aparente de normas.4. na quantidade ingerida. ou não tem condições de prever que determinada substância. mesmo que seja previsível e até previsto. por consequência..) No momento em que o agente. poderá provocar embriaguez. onde o sujeito é forçado a ingerir uma substância tóxica de qualquer natureza. advir de caso fortuito ou força maior. no capítulo ―A questão da embriaguez‖. o momento em que este. Todavia. Exemplo de força maior seria a coação. mas.1.‖ 2) Qual a diferença entre força maior e caso fortuito? Resposta: Em seu Manual de Direito Penal – Parte Geral. Direito Penal 2. Affonso Celso Favoretto diz: ―Para que sirva de fundamento para a exclusão da imputabilidade do agente e. resolve-se embriagar. quais são as técnicas para a sua solução? Resposta: 145 . No caso fortuito não se evita o resultado porque é imprevisível. sua consciência fortemente prejudicada. não há que se falar em exclusão de sua culpabilidade. o resultado é inevitável. na verdade. a embriaguez deve se mostrar em estado completa e decorrer de situação acidental. comete a infração penal. (. mas não consegue impedir.4. de livre e espontânea vontade. exatamente em razão da força maior. podemos concluir que este não goza de perfeitas condições. isto é. Crime.4. adotando-se a teoria da ‗actio libera in causa‘. apresentando.1. Questões do TRF1 1) Como se explica a actio libera in causae? Quais são as causas que isentam de pena no caso da embriaguez? Resposta: Na obra Princípios Constitucionais Penais. desta forma. Ele sabe o que está acontecendo. de sua própria culpabilidade. na força maior. a teoria da ‗actio libera in causa‘ não considera o momento em que o agente pratica a conduta criminosa. se a embriaguez do agente for voluntária e culposa.. Força maior é algo que independe do controle ou da vontade do agente. Contudo. 2.1.

ela pode ser de que forma? O que é ação? Resposta: Em seu Manual de Direito Penal – Parte Geral.‖ 5) No que diz respeito à causalidade qual a teoria que o ordenamento jurídico presentemente adota? Dê um exemplo? Resposta: Em matéria de causalidade. ―quem. constituem as duas formas básicas do fato punível.Segundo Cezar Roberto Bitencourt. Ex: falso é absorvido pelo estelionato. de qualquer modo.. (. Cezar Roberto Bitencourt diz: ―Ação é o comportamento humano voluntário conscientemente dirigido a um fim. Ex: constrangimento ilegal diante dos crimes em que há emprego de violência ou grave ameaça. a conduta daquele que empresta conta bancária para que terceiro oculte o produto do crime antecedente representa condição sem a qual o resultado ocultação não teria ocorrido. nos termos do art. em sentido estrito.‖ Ex: no crime de lavagem de capitais.) Ação e omissão. 6) Como se classifica a conduta do sujeito. o art. 30. outrossim. 29 do Código Penal. concorre para o crime incide nas penas a este cominadas. no capítulo Conduta Punível. cada uma com estrutura completamente diferente: a primeira viola uma proibição (crime comissivo). a segunda descumpre um ordem (crime omissi- 146 . na medida de sua culpabilidade‖. 4) Aquele que auxilia no infanticídio. onde se lê: ―Considera-se causa a ação ou omissão sem a qual o resultado não teria ocorrido.. salvo quando elementares do crime. sendo aplicável. (ii) subsidiariedade: o tipo subsidiário – chamado de soldado de reserva – se aplica na ausência do preenchimento dos pressupostos de outro tipo. pois. segundo o qual ―não se comunicam as circunstâncias e as condições de caráter pessoal. (iii) consunção ou absorção: um tipo constitui meio necessário ou fase normal de preparação ou execução de outro. considerado principal. é coautor deste crime ou autor de homicídio? Resposta: O agente deve ser considerado partícipe de infanticídio. o Código Penal adota a teoria da equivalência das condições (conditio sine qua non) na segunda parte do artigo 13. três são as técnicas de solução do conflito aparente de normas: (i) especialidade: tipo especial prevalece sobre tipo geral. Ex: certas formas de prática de crimes contra ordem tributária são formas especiais de estelionato.

9) Na hipótese em que uma pessoa venha ser abordada por outra pessoa abruptamente e morre por ataque cardíaco. segundo o qual ―a superveniência de causa relativamente independente exclui a imputação quando. a ambulância trafega de maneira veloz e na contramão e esta vem a tombar. Resta saber se o mesmo produziu. caso o agente procure impedir a continuidade do ataque canino. por si só.vo). verificada nos crimes de resultado. Porém. contratual (alínea b) ou decorrer do comportamento anterior do agente que cria o risco de ocorrência do resultado (alínea c). fazendo com que a vítima tenha um agravamento e morra no hospital em virtude de infecção hospitalar. Porém. tal como se verifica no exemplo dado. é prevista no § 2º do artigo 13 do Código Penal. sendo que o dever de agir pode ter origem legal (alínea a). o resultado morte. se biparte em omissão própria e omissão imprópria. Como o senhor averigua nesta hipótese a relação de causalidade? Resposta: A relação de causalidade há de ser analisada à luz do § 1º do artigo 13 do Código Penal. A questão narra que o acidente causou um agravamento da lesão anterior. os fatos anteriores. pois. se enquadra na omissão própria ou imprópria? Resposta: A omissão imprópria. Segundo Cezar Roberto Bitencourt. O acidente automobilístico representa uma concausa superveniente relativamente independente. 8) Na hipótese em que alguém atira da perna de outrem. produziu o resultado. imputam-se a quem os praticou‖. por si só o resultado (o que. esta pessoa ferida é socorrida. segundo o qual ―a omissão é penalmente relevante quando o agente devia e podia agir para evitar o resultado‖. por si só. trata de hipótese de omissão imprópria. 7) O que seria a omissão imprópria? No caso de um exemplo em que o proprietário de um cachorro feroz deixa-o na rua sem a devida proteção. que. neste caso. pois nesse caso não foi omisso diante da situação de risco que seu comportamento anterior criou. não produzindo. pois. e este cachorro vem a atacar uma criança levando-a a óbito. consiste no crime comissivo por omissão. como o senhor veria isso? 147 . entretanto. neste caso. por sua vez. que. o que exclui a imputação caso se comprove que a infecção contraída no hospital (causa superveniente relativamente independente) causou por si só o óbito. ao mesmo tempo é dito que a morte decorreu de infecção hospitalar. por essa razão. responderá por homicídio doloso com omissão imprópria. Caso o agente nada faça (omissão) diante do ataque do cachorro. responderá por homicídio culposo. não excluiria a imputação). se classifica em ação e omissão.‖ A conduta/ação do sujeito. em princípio.

o fato não chegue a ser efetivamente punido. e não necessariamente fato punido. não criou um risco juridicamente proibido ao bem jurídico vida e.Resposta: Segundo a teoria da imputação objetiva de Claus Roxin. haja vista a possibilidade de os demais elementos da culpabilidade (potencial conhecimento da ilicitude e exegibilidade de conduta diversa) não se perfectibilizarem. pode-se afirmar que a pessoa que aborda outra de forma abrupta. 10) O que é imputabilidade? O crime é um fato punível? Qual a diferença entre punível e punido? O imputável é culpado ou culpável? E o culpado pode ser punido ou punível? Em que situação o juiz não entra no mérito? Prescrição da pretensão punitiva? Resposta: “Imputabilidade é a capacidade de culpabilidade. embora tenha dado causa ao resultado morte de acordo com teoria da equivalência das condições. conclusão a que se pode chegar sem análise do mérito da acusação (materialidade e autoria). segundo Cezar Roberto Bitencourt. onde tal possibilidade existe. extingue-se a possibilidade de aplicação da pena. chamada juízo de tipicidade. como na prescrição da pretensão punitiva pela pena em abstrato – pela pena concreta. Entendida a punibilidade como a ameaça de pena. há análise do mérito. Extinta a punibilidade.” Tal conformidade é realizada por meio de uma operação intelectual. pode-se dizer que crime é fato punível. o qual. segundo o mencionado penalista. A tipicidade não se confunde com o tipo penal em si. pois é possível que. a possibilidade de aplicação de sanção penal. “é o conjunto dos elementos do fato punível descrito na lei penal. o agente culpado (reprovado no juízo de culpabilidade) é punível. 11) O que é a tipicidade? E qual a diferença entre a tipicidade e tipo? Resposta: Segundo Cezar Roberto Bitencourt. por essa razão. e não necessariamente culpado. Pelas mesmas razões. e não forçosamente punido. a ela não pode ser imputado o resultado morte.” 12)Qual o conceito de culpabilidade? A culpabilidade integra o conceito de crime? 148 . é a aptidão para ser culpável”. ante a extinção da punibilidade. ou seja. Logo. “tipicidade é a conformidade do fato praticado pelo agente com a moldura abstratamente descrita na lei penal. conclui-se que o imputável é culpável.

O finalismo se vale do conceito normativo puro de cul149 . não faz sentido. já o pressupõe ilícito. para quem a tipicidade. (iii) teoria da ratio essendi: para a doutrina neokantiana. sendo um pressuposto para a aplicação da pena. o dolo. Após. não mais se utiliza o conceito psicológico. tipicidade e antijuridicidade também são pressupostos de aplicação da pena. que. a rigor. razão pela qual. doravante. se biparte em tipo objetivo e subjetivo (dolo). ao selecionar um fato para defini-lo como crime. conclui o mencionado doutrinador que o finalismo concebe a tipicidade como mero indício da ilicitude. assim exposto por Juarez Cirino dos Santos: “um juízo de reprovação sobre o sujeito (quem é reprovado). ante o prestígio da doutrina finalista. (ii) teoria da ratio cognoscendi: a tipicidade seria mero indício da ilicitude. porque elemento da conduta final do agente. ele se situa em que momento? Resposta: Com o advento do finalismo Welzel. ao lado da tipicidade e da antijuridicidade. que deslocou dolo e culpa da culpabilidade ao tipo penal. segundo a teoria tripartida. pois. a tipicidade não tem autonomia. Dizê-la um pressuposto de aplicação da pena. (b) o conhecimento concreto que permite ao sujeito saber realmente o que faz e (c) a normalidade das circunstâncias do fato que confere ao sujeito o poder de não fazer o que faz (porque é reprovado). ela faz parte da tipicidade. a culpabilidade não integra o conceito analítico de crime. pois na formulação do tipo penal estaria implícita a ausência de causas de justificação (tipo negativo). que trabalhava com o conceito psicológico de culpabilidade) para o tipo penal. é elemento do crime. que tem por objeto a realização do tipo de injusto (o que é reprovado) e por fundamento (a) a capacidade geral de saber o que faz. 14) E o dolo. pois o legislador. Ela faz parte da ilicitude. e sim o conceito normativo de culpabilidade. Para a teoria tripartida. 13) A tipicidade é indiciária da ilicitude ou está contida nela? Resposta: Luiz Flávio Gomes traça a seguinte evolução da relação entre tipicidade e ilicitude: (i) teoria da tipicidade neutra e independente de Beling.Resposta: Após o advento do finalismo. (iv) teoria dos elementos negativo do tipo: a ilicitude não tem autonomia. migrou da culpabilidade (como sustentava a doutrina causalista. ou seja. desprovida de juízos de valor. não teria nenhum vínculo com a ilicitude. porque puramente descritiva. a culpabilidade.” De acordo com a teoria bipartida. reflexamente tal entendimento encontra aceitação.

é a inobservância do dever de cuidado objetivo. nem o fato. próprios ou impróprios. em razão da suposição errônea da existência ou dos limites de uma causa de justificação. o agente desconhece a ilicitude. isto é. O erro recai sobre uma norma mandamental. pois. a contrariedade do fato em relação à lei. O erro de proibição exclui a culpabilidade. 150 . (iii) indireto: também chamado de erro de permissão. O erro de tipo exclui o dolo e. E a ignorância ou a falsa representação de qualquer dos elementos constitutivos do tipo penal‖. no caso concreto.‖ A principal elemento que caracteriza a culpa estrito senso. a tipicidade da conduta do agente. 17) O que caracteriza a culpa estrito senso? Resposta: Cezar Roberto Bitencourt leciona: ―Culpa é a inobservância do dever objetivo de cuidado manifestada numa conduta produtora de um resultado não querido.‖ O autor aponta três espécies de erro de proibição: (i) direto: ―o agente engana-se a respeito da norma proibitiva‖. por erro. O objeto do erro não é. 15) O erro de proibição? Resposta: Cezar Roberto Bitencourt leciona que o erro de proibição ―é o que incide sobre a ilicitude de um comportamento. por conseguinte. 16) E o erro de tipo? Resposta: Cezar Roberto Bitencourt leciona que o ―erro de tipo é o que recai sobre circunstância que constitui elemento essencial do tipo. É a falsa percepção da realidade sobre um elemento do crime. objetivamente previsível. pois. (ii) mandamental: ―ocorre nos crimes omissivos. nem a lei. mas a ilicitude. sobre um norma imperativa‖. O agente supõe.pabilidade. aferida através de um juízo comparativo entre a conduta realizada e aquela que era imposta pelo mencionado dever. ser lícita a sua conduta. concebendo-a tão somente como um juízo de reprovação que recai sobre o agente.

O agente supõe. nos termos da parte final do parágrafo 1º do artigo 20 do Código Penal: ―Não há isenção de pena quando o erro deriva de culpa e o fato é punível como crime culposo‖.‖ O autor aponta três espécies de erro de proibição: (i) direto: ―o agente engana-se a respeito da norma proibitiva‖. uma situação de fato cuja existência tornaria legítima sua omissão. Resposta: 151 . É a falsa percepção da realidade sobre um elemento do crime. por erro. em razão da suposição errônea da existência ou dos limites de uma causa de justificação. O erro de proibição exclui a culpabilidade. sem justificativa plausível (erro culposo). diz Cesar Roberto Bitencourt: “Só impropriamente se pode admitir falar de culpa em uma conduta que prevê e quer o resultado produzido (. no caso concreto. Sobre o tema. E a ignorância ou a falsa representação de qualquer dos elementos constitutivos do tipo penal‖. ser lícita a sua conduta. Resposta: Para compreender a culpabilidade no crime omissivo culposo impróprio. a tipicidade da conduta do agente. próprios ou impróprios. sobre um norma imperativa‖. O erro de tipo exclui o dolo e. A chamada culpa imprópria só pode decorrer de erro. é necessário antes entender a culpa imprópria. o agente desconhece a ilicitude. Questões do TRF2 1) Fale sobre a culpabilidade nos crimes omissivos culposos impróprios. Resposta: Cezar Roberto Bitencourt leciona que o ―erro de tipo é o que recai sobre circunstância que constitui elemento essencial do tipo. pois. nem o fato.).. ora entendido como o crime omissivo praticado mediante culpa imprópria. isto é.4. mas a ilicitude.2. Assim. por conseguinte.. 2) Disserte sobre erro de tipo e erro de proibição. O erro recai sobre uma norma mandamental.. diz: ―é o que incide sobre a ilicitude de um comportamento. a contrariedade do fato em relação à lei. o sujeito que acredita possível permanecer inerte (omissão) porque supôs. (iii) indireto: também chamado de erro de permissão. O objeto do erro não é.) decorre de erro de tipo evitável nas descriminantes putativas ou nas causas de justificação”. Quanto ao erro de proibição. 3) Distinga entre o crime omissivo e o comissivo por omissão. e de erro culposo sobre a legitimidade da ação realizada. a culpa imprópria (. Com efeito.1. não tem a culpabilidade de sua conduta excluída. E erro culposo não se confunde com crime culposo.. nem a lei. (ii) mandamental: ―ocorre nos crimes omissivos.2.

podendo apenas configurar uma majorante ou qualificadora‖. 1º Constitui crime de tortura: I – constranger alguém com emprego de violência ou grave ameaça. segundo o qual “a omissão é penalmente relevante quando o agente devia e podia agir para evitar o resultado”. Art. é suficiente a desobediência ao dever de agir para que o delito se consume. 2. omissão imprópria. sendo que o dever de agir pode ter origem legal (alínea a). Segundo Cezar Roberto Bittencourt. 2) O que é erro de tipo.No crime omissivo há omissão própria. é prevista no § 2º do artigo 13 do Código Penal.4. 3) Fale sobre erro de proibição. Exemplos.3. contratual (alínea b) ou decorrer do comportamento anterior do agente que cria o risco de ocorrência do resultado (alínea c).1. É a falsa percepção da realidade sobre um elemento do crime.1. o tipo subjetivo compreende.4. ludibriado por outrem. por conseguinte. O erro de tipo exclui o dolo e.4. declaração ou confissão da vítima ou de terceira pessoa. consiste no crime comissivo por omissão. verificada nos crimes de resultado. Resposta: Cezar Roberto Bitencourt leciona que o ―erro de tipo é o que recai sobre circunstância que constitui elemento essencial do tipo. Exemplo: Lei nº 9. de exemplos. no comissivo por omissão. Questões do TRF4 1) O que é delito de intenção? Resposta: No delito de intenção. causando-lhe sofrimento físico ou mental: a) com o fim de obter informação. um especial fim de agir por parte do agente. Segundo Cezar Roberto Bitencourt. denominado elemento subjetivo especial do tipo. O resultado que eventualmente surgir dessa omissão será irrelevante para a consumação do crime. a tipicidade da conduta do agente. quando em verdade está transportando cocaína. 33 da Lei nº 11. Os crimes omissivos próprios são de mera conduta. acredita estar transportando cal para construção civil. A omissão imprópria. além do dolo. Resposta: 152 . “nesses crimes omissivos basta a abstenção. não comete o crime descrito no art. Exemplo: o sujeito que. Questões do TRF3 2. E a ignorância ou a falsa representação de qualquer dos elementos constitutivos do tipo penal‖.455/97.343/06.

4) Dê um exemplo de causa supra legal de excludentes de culpabilidade.‖ O autor aponta três espécies de erro de proibição: (i) direto: ―o agente engana-se a respeito da norma proibitiva‖. Todavia.Sobre o erro de proibição. Resposta: A inexigibilidade de conduta diversa é causa supralegal excludente da culpabilidade. mas não o faz.605/98 considera crime a conduta de ―introduzir espécime animal no País. nem a lei. vale lembrar o entendimento jurisprudencial no sentido de que as dificuldades financeiras da empresa. Cezar Roberto Bitencourt leciona: ―é o que incide sobre a ilicitude de um comportamento. Quem desconhece a ilicitude desta conduta. sobre um norma imperativa‖. 6) Fale sobre causas de exclusão de ilicitude e exclusão de culpa. a contrariedade do fato em relação à lei. inciso I. Diante de circunstâncias fáticas normais. Nesses casos. em razão da suposição errônea da existência ou dos limites de uma causa de justificação. (ii) mandamental: ―ocorre nos crimes omissivos. 153 . Exemplo: o artigo 31 da Lei nº 9. pois. A inexigibilidade de conduta diversa. ser lícita a sua conduta. é uma excludente da culpabilidade. por erro. do Código Penal. Assim. O agente supõe. de censurá-lo. ao lado da imputabilidade e do potencial conhecimento da ilicitude do fato. quando as circunstâncias fáticas atingem certo grau de anormalidade. O erro recai sobre uma norma mandamental. dizendo-se que lhe era inexigível conduta diversa. isto é. a ser verificado em cada caso concreto. pode-se chegar à conclusão de que ao sujeito não restara outra opção senão optar pelo comportamento adotado. mas a ilicitude. um dos elementos do juízo de reprovação a que se denomina culpabilidade. próprios ou impróprios. no âmbito da Justiça Federal. nem o fato. o agente desconhece a ilicitude. pode configurar hipótese de inexigibilidade de conduta diversa face ao crime de apropriação indébita previdenciária previsto no artigo 168-A. O objeto do erro não é. que exclui a culpabilidade. desde que grave e comprovada nos autos. 5) O que é inexigibilidade de conduta diversa? Resposta: A exigibilidade de conduta diversa é. sem parecer técnico oficial favorável e licença expedida por autoridade competente‖. no caso concreto. § 1º. (iii) indireto: também chamado de erro de permissão. pois. a conduta do agente torna-se reprovável quando o mesmo poderia agir de forma diversa. diante da anormalidade dos fatos. deixa-se de reprová-lo. está em erro de proibição.

mas com a consequência do erro de proibição (isenção de pena). Cezar Roberto Bitencourt entende tratar-se de uma terceira espécie de erro. Juarez Cirino dos Santos afirma que a questão é tormentosa. se existisse. e igualmente a culposa. 154 . se for evitável. por erro plenamente justificado pelas circunstâncias. principalmente porque “o entrelaçamento ou interpenetração entre tipo e antijuridicidade é maior nos tipos de imprudência do que nos tipos dolosos”. em verdade. Conclui o autor: “o erro de tipo permissivo não exclui o dolo do tipo. apenas afasta a culpabilidade dolosa. tornaria a ação legítima. Cita os seguintes exemplos: a) legítima defesa: “o agressor é ferido por disparo acidental de pistola utilizada pelo agredido como objeto contundente contra o agressor”. com maior razão. se for inevitável. que permanece íntegro. ao perceber aproximação perigosa de carro no sentido contrário da ciclovia. b) estado de necessidade: “ciclista desvia para o passeio. 7) O que é descriminante putativa? Dê um exemplo. se existisse. então. ferindo pedestre”. se erro de tipo ou de proibição. por erro plenamente justificado pelas circunstâncias. é justificado por imprudência”. o autor admite tal possibilidade: “se o resultado não doloso da situação de legítima defesa seria justificado por dolo. o agente é condenado à pena prevista para a modalidade culposa do crime que cometeu.‖ Sendo vencível o erro. Não havendo previsão legal de crime culposo. Diverge-se sobre a natureza da descriminante putativa.” 8) O que é erro culposo? Resposta: O erro culposo (erro vencível ou evitável) verifica-se nos casos de descriminantes putativas (erro de tipo permissivo) e se encontra previsto na segunda parte do parágrafo 1º do artigo 20 do Código Penal: ―É isento de pena quem. Não há isenção de pena quando o erro deriva de culpa e o fato é punível como crime culposo. é regulada na primeira parte do parágrafo 1º do artigo 20 do Código Penal: ―É isento de pena quem. tornaria a ação legítima. Resposta: A descriminante putativa. pretendia apenas atender ao celular que tocava em seu bolso. com a estrutura do erro de tipo (falsa percepção da realidade). supõe situação de fato que. supõe situação de fato que. também chamada de erro de tipo permissivo.‖ Exemplo clássico: sujeito que atira em desafeto supondo que este sacaria arma quando. Não obstante.Resposta: Sobre o tema ―justificação nos tipos de imprudência‖. o agente será absolvido. Não há isenção de pena quando o erro deriva de culpa e o fato é punível como crime culposo.

9) O senhor estudou o que são ofendículos? 10) O que seria a legítima defesa preordenada? Resposta: Cezar Roberto Bitencourt diz: ―Offendiculas são as chamadas defesas predispostas. por sua vez. fossos etc. armas automáticas predispostas. constituem-se de dispositivos ou instrumentos objetivando impedir ou dificultar a ofensa ao bem jurídico protegido. logo. que. responderá pelo excesso doloso ou culposo‖. o excesso nos ofendídulos configura ilícito. em qualquer das hipóteses deste artigo. autores que distinguem os ofendículos da defesa mecânica predisposta. cercas eletrificadas ou qualquer tipo de armadilhas prontas para disparar no momento da agressão‖. 2. natural. Há.1. domicílio ou qualquer outro bem jurídico. ignoradas pelo suposto agressor.4. seja patrimônio. Os ofendículos seriam percebidos com facilidade pelo agressor. segundo o qual ―o agente. encontrar-se-iam ocultas. prevenindo quem tentar violar o direito protegido. Sobre o tema. por exemplo. aplica-se o parágrafo único do artigo 23 do Código Penal. quando reage ao ataque esperado. Há controvérsia se os ofendículos representam exercício regular de um direito ou legítima defesa. como fragmentos de vidros sobre o muro. independentemente do entendimento que se adote. No entanto.‖ 11) Excesso nos ofendículos pode configurar ilícito? Resposta: Há controvérsia se os ofendículos representam exercício regular de um direito ou legítima defesa. constitui legítima defesa preordenada. acreditamos que a decisão de instalar os ofendículos constitui exercício regular de direito. leciona o penalista: ―Na verdade. As defesas mecânicas predispostas. Não obstante. isto é. inegavelmente.. que representam uma resistência normal. Questões do TRF5 155 . grades. pontas de lança. de regra.5. no entanto. como. exercício do direito de autoproteger-se.

Marina Vasques Duarte diz: ―modificando o sistema securitário anterior à Constituição Federal de 1988.‖ 4) O que o senhor entende por uniformidade e equivalência dos benefícios urbanos e rurais? Resposta: Comentado o princípio em questão. Sobre o princípio do equilíbrio financeiro e atuarial.876/99 trouxe o Fator Previdenciário.2. Visto sob o segundo aspecto (objetivo). a população brasileira. a falta de recolhimento das contribuições não caracteriza ausência de filiação. Marina Vasques Duarte diz: ―também o caput do artigo 201 determina seja preservado o equilíbrio financeiro e atuarial do sistema. André Sette leciona: ―Pode-se. Questões do TRF1 1) O que o candidato sabe sobre o princípio da universalidade da cobertura (aspecto objetivo) e do atendimento (aspecto subjetivo)? 2) O que você entende pela universalidade da seguridade social? Resposta: Sobre o princípio da universalidade. a fim de mantê-lo em condições superavitárias. Previdência Social E Seguridade Social: Princípios Constitucionais.‖ 3) O que são o princípio da filiação e princípio do equilíbrio financeiro e atuarial? Resposta: Carlos Castro e João Lazzari lecionam que o princípio da filiação ―estabelece a filiação compulsória e automática de todo e qualquer indivíduo trabalhador no território nacional a um regime de previdência social. promover uma divisão desde princípio em universalidade de atendimento (aspecto subjetivo) e universalidade de cobertura (aspecto objetivo). em síntese. quer dizer que as normas e ações devem buscar abranger o maior número de pessoas possíveis (brasileiros. pois. 2.1.1. Com base nesse princípio. e independentemente de ter ou não vertido contribuições. devendo ser observada a relação entre custeio e pagamento de benefícios. e também os estrangeiros residentes no Brasil). a nova ordem eleita determina que deverão ser postos à 156 . Tomado sob a concepção subjetiva.5. mesmo que contra sua vontade. natos e naturalizados. Direito Previdenciário 2.5. busca abranger o maior número de hipóteses e situações a serem objeto de cobertura pela seguridade social. onde se criou proteção diversa para a população urbana e rural.1. a Lei nº 9. mas inadimplência tributária‖.5.

assim como qualquer outra política. O princípio do altruísmo. precipuamente. pode-se afirmar que o englobamento da saúde. atendendo ao fundamento da República contido no art. 1º. pode-se dizer que a constituição reconhece a miserabilidade em prol da assistência. acredita-se. Qual a diferença entre elas? b. que se opõe ao da capitalização. haja vista o sistema de repartição.disposição idênticos benefícios e serviços para ambas as populações. ao contrário da previdência. ou da solidariedade. Considerandose as três espécies de leis orçamentárias (plano plurianual.‖ 2. permeia a seguridade social notadamente no âmbito do custeio. III. planejada. § 1º). A saúde e a assistência são formas de amparo não contributivas. sendo cobertos os mesmos eventos em sistema semelhante.2. ―o direito da seguridade destina-se a garantir. 157 . a Saúde e a Previdência na figura da Seguridade social? a. lei de diretrizes orçamentárias e lei orçamentária anual). pode-se dizer que e execução orçamentária da saúde é. da previdência e da assistência sob o mesmo rótulo (seguridade social) representa um reconhecimento constitucional da igual importância desses direitos para a ordem social. nos termos da positivação iniciada pelo artigo 165 da Constituição da República. Como o princípio do altruísmo se permeia nesse contexto? Resposta: Segundo Marcelo Tavares. pode-se entender a parcela do plano plurianual (espécie de lei orçamentária) que é especificamente voltada ao tema da saúde. Comparadas previdência e assistência. A CF reconhece a miserabilidade diante desta distinção? c. Questões do TRF2 1) Por que a CF engloba a Assistência. 2) Existe plano de saúde plurianual? Há um planejamento em relação a isso? 3) Há positivação desse conteúdo programático? Resposta: Por plano de saúde plurianual. ordinariamente voltada ao amparo de pessoas que sequer encontram acolhida no âmbito familiar.‖ Por conseguinte.1. que é essencialmente contributiva. da CRFB/88. haja vista trata-se de um programa de duração continuada (CF. art. sim. o mínimo de condição social necessária a uma vida digna.5. 165.

158 . já remuneradas pelo particular para arcar com o procedimento realizado pelo SUS. A saúde volta-se para todos. A assistência social. vai de encontro à diretriz constitucional da gratuidade. 6) Tendo em vista que essa cobrança é feita do prestador (plano de saúde). assistência e previdência social? Resposta: A seguridade social é um dos capítulos da ordem social. Quem sustenta a legitimidade do instituto afirma que o mesmo se fundamenta da vedação de enriquecimento sem causa das operadoras de planos de saúde. ao invés de realizar o procedimento na rede privada. que as operadoras de planos privados de saúde devem ressarcir o SUS quando a pessoa. volta-se as desamparados (CF. por sua vez. no jogo dos argumentos.em um repasse nos valores do plano de saúde. 6º). Tal fato pode. Enquanto gênero. estaria indiretamente pagamento pelo serviço público de saúde. volta-se aos trabalhadores. a miserabilidade como critério norteador desta. a seguridade social compreende três espécies: a saúde (não contributiva). em princípio. essa cobrança seria legítima ou não? Haveria quebra da isonomia no sentido de quem tem um plano de saúde vai ter que arcar com aquele determinado valor? Haveria uma quebra dessa “coluna vertebral” da Constituição que independe dessa contrapartida? Resposta: O instituto do ressarcimento ao SUS é previsto no artigo 32 da Lei nº 9. não implicaria uma vez o empresário sabedor de que lá na frente vai haver esse ressarcimento . procura o serviço público de saúde. o qual prevê. A previdência. é possível que as operadoras de planos de saúde. antevendo o ressarcimento ao SUS. art. onerando mais ainda quem tem o plano de saúde ou não? Não ocorreria esse efeito perverso? Resposta: Em tese. por fim. porém. o que. indistintamente. em síntese. que se verifica uma hipótese de remuneração pelo serviço público de saúde. além de onerado ainda mais. repassem o valor do ressarcimento ao consumidor.4) Qual a distinção entre seguridade social e as três figuras saúde. 5) Já ouviu falar da figura do ressarcimento ao SUS? Do que cuida essa temática? Dentro da definição de que a saúde atende a todos indistintamente. ainda que mediada pela operadora. a previdência social (contributiva) e a assistência social (não contributiva).656/98. que. Fato é. ser ponderado em prol da ilegitimidade do instituto do ressarcimento ao SUS. donde se extrai que a Constituição reconhece. na distinção entre previdência e assistência.

diante da inflação. a seletividade possibilita a ponderação dos critérios de atendimento pela necessidade. E mesmo os serviços de assistência social poderão prever atendimentos em graus variados de urgência‖. Marcelo Tavares diz: ―Enquanto. Com a aplicação do princípio da seletividade. acrescido de. em ações e serviços públicos de saúde. a vinculação existe (Art.7) Quais são os conceitos de seletividade e distributividade no âmbito da previdência? Esse critério da distributividade tem algum critério posto. 159 . segundo o qual ―em caso de variação negativa do PIB. pode-se concluir que a fórmula adotada pelo legislador pode comprometer o desenvolvimento do país. em termos nominais. Nas prestações de saúde. Existe vinculação do PIB do país para a aplicação mínima de recursos para a saúde? Pode haver essa vinculação? A Constituição autorizaria ou de alguma maneira isto estaria comprometendo o desenvolvimento do país? Resposta: Sim. 5º A União aplicará. previdência e assistência social podem ser destinadas de forma diferenciada.080. objetivamente. Por exemplo. pois a manutenção do valor orçamentário nominal implica. Considerando o § 2º deste preceito. 201. o montante correspondente ao valor empenhado no exercício financeiro anterior. o percentual correspondente à variação nominal do Produto Interno Bruto (PIB) ocorrida no ano anterior ao da lei orçamentária anual). dando vantagem aos mais carentes. Prestação considerada não essencial no sistema. anualmente. 8) A recente lei complementar 141/2012 prevê a aplicação mínima de recursos para a saúde. somente é devida aos segurados de mais baixa renda (art. o valor de que trata o caput não poderá ser reduzido. prestações específicas de saúde. no mínimo. benefício previdenciário do Regime Geral de Previdência. a universalidade determina que o Estado procure proteger o homem da maior gama possível de riscos. na redução dos investimentos públicos na saúde sob uma perspectiva substancial. por exemplo. apurado nos termos desta Lei Complementar. o que ela prevê? Resposta: Sobre o tema. de um exercício financeiro para o outro‖. é o que ocorre com o salário-família. o princípio da distributividade fará com que algumas prestações mais urgentes recebam prioridade em relação a outros tratamento quanto à implementação massificada. positivado ou isso fica à discricionariedade? Já existe algum padrão ou modelo que o Poder Público siga ou em cada caso poderá fazer uma opção durante um determinado período de tempo para prestar serviço? Isso é regrado ou não? Se recorda de algum parâmetro de alguma destas legislações? A lei 8. IV).

define a seguridade social como “um conjunto integrado de ações de iniciativa dos Poderes Públicos e da sociedade. A Constituição da República. a assistência social será prestada a quem dela necessitar. dentro deste ponto de vista da doutrina. art. destinadas a assegurar os direitos relativos à saúde. 10) Seguridade: qual o conceito mais singelo que se poder oferecer? Resposta: Seguridade (social) é sinônimo de segurança (social). (ii) art. 203. V – garantia de um salário mínimo de benefício mensal à pessoa portadora de deficiência e ao idoso que comprovem não possuir meios de prover à própria manutenção ou de tê-la provida por sua família. 13) Como se distinguem os princípios da seletividade e da distributividade no âmbito da seguridade? Resposta: 160 . (iii) art. donde de conclui que o planejamento não ocorre a cada exercício financeiro. de amparo (social). 6º .9) Há previsão de plano de saúde plurianual ou é planejado a cada exercício financeiro? Resposta: A saúde é matéria que integra o plano plurianual. onde parte da doutrina entende de que a Constituição reconhece a miserabilidade em território brasileiro? Resposta: É possível concluir que a Constituição reconhece a miserabilidade em território brasileiro com base nos seguintes preceitos: (i) art. à previdência e à assistência social”. 3º. em seu artigo 195.direito social: assistência aos desamparados. 203). 12) É correta a afirmativa. independentemente de contribuição (CF. a lei de diretrizes orçamentárias e a lei orçamentária anual. I – objetivo fundamental: erradicar a pobreza e a marginalização. 11) Como se distingue basicamente a previdência social da assistência social? Qual é a nota distintiva? Resposta: A principal nota distintiva é a contributividade: a previdência é contributiva.

14) Como o princípio altruístico permeia a seguridade social? Podemos afirmar que o princípio do orçamento diferenciado é uma decorrência natural do princípio altruístico ou é um princípio que tem um grau de autonomia/independência em relação a ele? Resposta: O princípio altruístico. art. distinto daquele previsto para a União (CF. Por sua vez. 2.. é de ser interpretado em seu sentido de distribuição de renda e bem-estar social. Questões do TRF3 1) É possível a criação de benefícios previdenciários sem a devida fonte de custeio? Resposta: Não é possível. 165. o princípio do orçamento diferenciado assegura à seguridade um orçamento próprio. permeia a seguridade social notadamente no campo do custeio. 193 da Carta Magna)‖. Traçando um paralelo entre os princípios. art. pode-se dizer que o orçamento diferenciado reforça o caráter solidário do custeio.4.5. § 5º. 2. sendo possível vislumbrar um liame entre ambos. ou seja.5.. art.1. também denominado de princípio da solidariedade. 195. § 5º). pois a pessoa que verte contribuição para a seguridade não o faz em benefício próprio. 2) Existe algum outro dispositivo que seja permitido a criação de benefício sem previsão de custeio? Há alguma exceção? Resposta: Não se tem conhecimento de alguma exceção constitucional à regra da contrapartida (CF. mas em benefício de outrem necessitado (sistema de repartição).3.1. Questões do TRF4 161 .). pela concessão de benefícios e serviços visa-se ao bem-estar e à justiça social (art.Carlos Castro e João Lazzari lecionam: ―O princípio da seletividade pressupõe que os benefícios são concedidos a quem deles efetivamente necessite (. inserido na ordem social. sob pena de violação ao § 5º do artigo 195 da Constituição da República: ―Nenhum benefício ou serviço da seguridade social poderá ser criado. III). O princípio da distributividade. majorado ou estendido sem a correspondente fonte de custeio total‖.

por fim.1.2. por exemplo. (viii) precedência da fonte de custeio. Na previdência. pois aqueles que vertem contribuição não o fazem para si. 04) Dê exemplos de aplicação do princípio da solidariedade pelo STF? Resposta: 162 .5. para outrem necessitado. (x) solidariedade. na saúde. visto que prestada a quem dela necessitar. (vii) caráter democrático e descentralizado da administração. na relativização da exigência de início de prova material para o denominado trabalhador boia-fria.5. assistência e previdência? Resposta: O princípio da solidariedade se manifesta nos subsistemas da seguridade social notadamente no âmbito do custeio. Questões do TRF5 01) Quais os princípios da seguridade social? Resposta: Os princípio da seguridade social são: (i) universalidade da cobertura e do atendimento. (vi) diversidade da base de financiamento. (v) equidade na forma de participação do custeio. 02) Quais os limites e alcance da solidariedade em cada um dos subsistemas da seguridade social? É dizer: como se aplica o princípio da solidariedade na saúde. a jurisprudência brasileira vem adotando a denominada solução pro misero. independentemente de contribuição. pode-se vislumbrar na prioridade de atendimento aos casos de urgência e emergência notas de altruísmo. (ix) orçamento diferenciado. (ii) uniformidade e equivalência dos benefícios e serviços às populações urbanas e rurais. Outrossim. 5º da Lei de Introdução às Normas do Direito Brasileiro). (iv) irredutibilidade do valor dos benefícios. como se verifica. (iii) seletividade e distributividade na prestação dos benefícios e serviços. A assistência. é altamente solidária. 03) A jurisprudência brasileira tem adotado regras específicas de interpretação do Direito Previdenciário? Resposta: Considerando que ―na aplicação da lei. dada a precariedade das suas condições de trabalho. o juiz atenderá aos fins sociais a que ela se dirige e às exigências do bem comum‖ (art. a existência de benefícios exclusivos ao cidadão de baixa renda demonstra solidariedade.

morte. portanto.O Supremo Tribunal Federal. 204.1. 40. desemprego involuntário. art. (C) ASSISTÊNCIA: (i) risco: desamparo social. (iii) técnica: tutela do trabalhador e seus dependentes. de acordo com as provas produzidas nos autos –. 2. a decisão que se vale da solução pro misero não implica em violação à imparcialidade. art. (iii) técnica: acesso universal – CF. 05) O princípio da defesa do hipossuficiente (in dúbio pro misero).1. art. A dúvida. ao reconhecer a constitucionalidade da contribuição sobre os proventos de aposentadoria e pensões concedidas pelos regimes próprios de previdência (CF. art. 06) Seguridade social: distinguir as três estruturas: cobertura do risco. (ii) estrutura: descentralização político-administrativa – CF.6. proteção à maternidade. desde que devidamente fundamentada – leia-se. idade avançada. Resposta: As três estruturas da seguridade social são: (A) SAÚDE: (i) risco: ―redução do risco doença e de outros agravos‖ – CF. (iii) técnica: a quem dela necessitar. Questões do TRF1 1) Diferencie cláusula compromissória e compromisso? Resposta: O compromisso é uma espécie de contrato cujo regramento encontra-se nos artigos 851 a 853 do Código Civil. valeu-se expressamente do princípio da solidariedade.6. Classificação Dos Contratos. Sua definição encontra-se no artigo 851: ―É admitido compro163 . I. regime de previdência privada. invalidez. art. há de ser fundada. Compromisso. (ii) estrutura: regime geral de previdência social. regimes próprios de previdência. estrutura organizacional e técnicas utilizadas. não vulnera a imparcialidade do juiz? Resposta: Um dos métodos de controle da imparcialidade do magistrado é o dever de fundamentar as decisões. (B) PREVIDÊNCIA: (i) risco: doença. aplicável ao direito previdenciário. 196.6. devendo o magistrado expor pormenorizadamente tal situação. Sendo assim. 198. 196. § 18). (ii) estrutura: ―as ações e serviços públicos de saúde integram uma rede regionalizada e hierarquizada e constituem um sistema único‖ – CF. 2. Direito Civil 2.1.

só que firmado após o surgimento do conflito de interesses. jamais em sentido estrito. O que ocorre na doação pura? Enriquecimento de um lado e um sacrifício do outro. impondo-se encargos reciprocamente em benefício uma da outra.exemplo. enquanto que nos outros um dos contratantes presta um serviço ao outro sem nada receber em troca da prestação feita ou prometida. o contrato não interessado apenas pode ser considerado gratuito em sentido amplo. ―a cláusula compromissória é a convenção através da qual as partes em um contrato comprometem-se a submeter à arbitragem os litígios que possam vir a surgir relativamente a tal contrato‖.‖ Sob este viés. naqueles.misso. Segundo o artigo 4º da Lei nº 9.1.6. Resposta: Caio Mário da Silva Pereira leciona: ―Encarados quanto ao objeto perseguido pelas partes. sem encargo. só ela. com a observação de que. dos contratos desinteressados. há diminuição patrimonial de uma das partes em proveito da outra (como na doação). Questões do TRF2 1) O contrato de Seguro é pluricontratual? Resposta: Maria Helena Diniz leciona: “Toda convenção. utilizado pelo mencionado autor. Quando extrajudicial. ainda não verificados. Há quem distinga os contratos gratuitos propriamente ditos.2. 2) O que seria um contrato desinteressado? E um que fosse gratuito não seria não interessado? Doação Pura. porém sem empobrecer-se. para resolver litígios entre pessoas que podem contratar‖. ou seja. volta-se para litígios futuros e eventuais. 2. é bilateral ou plurilateral.037/96. ou seja. O contrato de seguro nos parece bilateral (seguradora e segurado). Gratuitos ou benéficos. de igual teor. em sua formação. que é um acordo de vontades. o contrato de compromisso pode assumir a forma de cláusula compromissória ou compromisso arbitral. pois. aqueles dos quais ambas as partes visam a obter vantagens ou benefícios. 2) Pode nesse contrato ocorrer a hipótese de união de contratos? 164 . o encargo. é contrato gratuito propriamente dito . judicial ou extrajudicial. e a outra suporta. e não pluricontratual. aqueles dos quais somente uma aufere a vantagem. os contratos são: Onerosos. A cláusula compromissória. ponto que a difere do compromisso arbitral. A doação pura. inclusive. ou sem sofrer diminuição no seu patrimônio. ou pura liberalidade. por existirem sempre duas ou mais vontades coincidentes”.

Questões do TRF5 2.4.7. razão pela qual deixamos de considerá-la um contrato bilateral imperfeito. união de contratos: entre o contrato de fiança e o contrato afiançado. 820).1.1. 2.1. Questões do TRF3 2. O devedor não é parte na relação jurídica fidejussória. podendo até mesmo ser levado a efeito sem o seu consentimento ou contra sua vontade (CC. Seria a figura do contrato bilateral imperfeito. 3) Fiança é um contrato multilateral? Este contrato é bilateral perfeito ou imperfeito? Aplica-se união de contratos? Resposta: Maria Helena Diniz leciona: ―Toda convenção.6. como o devedor não é parte na formação do contrato. Sociedade Anônima 2. um contrato bilateral. Pablo Stolze diz: ―Há quem defenda a existência de um tertium genius entre a unilateralidade e a bilateralidade dos efeitos do contrato.Resposta: Parece-nos possível. na sua origem. Quanto aos seus efeitos. seria unilateral. é bilateral ou plurilateral.1. o contrato de fiança é. Em relação ao contrato de fiança.7. o qual. diz: ―É um negócio entabulado entre credor e fiador. em sua formação.5. Questões do TRF1 1) Como o senhor definiria uma S/A? Porque ela se chama anônima? 165 . Ex: união entre o contrato de compra e venda de um carro e o contrato de seguro desse mesmo carro. por existirem sempre duas ou mais vontades coincidentes‖. razão pela qual não pode ser considerado bilateral perfeito.3.1. Há.6.1. em sua formação.‖ Assim. durante a sua execução. e não multilateral. prescindindo da presença do devedor. converter-se-ia em bilateral‖. unilateral (gera obrigação apenas para o fiador). durante a sua execução. a fiança gere encargos patrimoniais ao credor. art.7. Questões do TRF4 2.6. conclui-se que a fiança é. ao nosso sentir. Direito Empresarial 2. Não nos parece possível que. mas. sem dúvida.

Fábio Ulhoa Coelho leciona: ―Valores mobiliários são instrumentos de captação de recurso pelas sociedades anônimas emissoras e representam. bastavam o registro.os certificados de depósito de valores mobiliários. autorização e regulamentação. Fábio Ulhoa Coelho apresenta a seguinte definição: ―Anônima é a sociedade empresária com capital social dividido em valores mobiliários representativos de um investimento (as ações). com redação dada pela Lei nº 10. responsabilidade limitada ao preço de emissão das ações que titularizam‖. no órgão próprio. ligavam-se a monopólios colonialistas. sociedade anônima. Fábio Ulhoa Coelho leciona: ―A doutrina divide a trajetória histórica das sociedades anônimas em três períodos: outorga. as sociedades anônimas se constituíam por ato de outorga do poder real ou imperial.as cédulas de debêntures. mediante alvará do regente D. trata-se de uma sociedade entre anônimos e. porque voltada para a atração de grandes investimentos.385/76.‖ 3) O que são valores mobiliários? Do lado da empresa são instrumentos? Resposta: Em seu curso de Direito Comercial. por isso.as ações. No Brasil. debêntures e bônus de subscrição.303/01: ―Art.as cotas de fundos de investimento em 166 . por exemplo. No primeiro. Autorização.os cupons. 2) Quais são os períodos históricos institucionais da S/A? (Outorga. a personalização e a limitação das responsabilidade dos acionistas eram privilégios concedidos pelo monarca e. Qual foi a S/A mais destacada que foi fundada neste período? Banco do Brasil. O Banco do Brasil. Resposta: Em seu curso de Direito Comercial.‖ 4) Quais seriam os exemplos de valores mobiliários? Resposta: Diz a Lei nº 6. João VI. Registro. Regulamentação). elas decorriam de autorização governamental. com a chegada da família real portuguesa à sua então colônia. um investimento. em geral. pelas obrigações sociais. IV . foi constituído em 1808. para quem os subscreve ou adquire. direitos. II . cujos sócios tem. No último. Entendese que a S/A. III . 2º São valores mobiliários sujeitos ao regime desta Lei: I . no período colonial e no início do Império. recibos de subscrição e certificados de desdobramento relativos aos valores mobiliários referidos no inciso II. No segundo período.Resposta: Em seu curso de Direito Comercial. V .

Questões do TRF2 1) O que é o fenômeno da transformação? Resposta: Em seu curso de Direito Comercial. que gerem direito de participação.‖ 5) O que é um bônus de subscrição? Quando um investidor adquire este bônus.1. ela não compra ações. Na transformação.‖ Portanto.as notas comerciais. cujos ativos subjacentes sejam valores mobiliários. VIII . 221. i. caso em que o sócio dissidente terá o direito de retirar-se da sociedade.outros contratos derivativos.os contratos futuros. de opções e outros derivativos. Os sócios podem renunciar.‖ 2) A mudança de título jurídico – a transformação de uma companhia em ltda.é. porém. de parceria ou de remuneração. e vice versa implica em alguma perturbação da atividade empresária. submetida. independentemente dos ativos subjacentes. ao direito de retirada no caso de transformação em companhia.‖ Por sua vez. quando um investidor adquire este bônus. dispõe a Lei nº 6.404/76: ―Art. devem ser observa167 . Fábio Ulhoa Coelho leciona: “Na transformação. quaisquer outros títulos ou contratos de investimento coletivo.7.2. 2. VI . salvo se prevista no estatuto ou no contrato social.valores mobiliários ou de clubes de investimento em quaisquer ativos. A transformação exige o consentimento unânime dos sócios ou acionistas. Por essa operação. mas apenas o direito de preferência sobre ações futuras. por exemplo. VII . em seu curso de Direito Comercial. Fábio Ulhoa Coelho leciona: ―Transformação é a mudança do tipo da sociedade empresária. Fábio Ulhoa Coelho leciona: ―Bônus de subscrição é o valor mobiliário que atribui ao seu titular o direito de preferência para subscrever novas ações da companhia emissora. ou vice-versa. Parágrafo único. inclusive resultante de prestação de serviços. permanece a mesma pessoa jurídica. no contrato social. ele não estaria realizando a compra de uma ação? Resposta: Em seu curso de Direito Comercial.quando ofertados publicamente. cujos rendimentos advêm do esforço do empreendedor ou de terceiros. a limitada se torna anônima. ocorre sem solução de continuidade? Resposta: Sobre o procedimento da transformação. ao regime do novo tipo adotado. e IX . quando de futuro aumento de capital social.

das as regras de constituição de sociedade aplicáveis ao novo tipo. Os sócios da limitada, para transformarem em anônima, devem reunir-se em assembleia de fundação, lavrando a respectiva ata, ou comparecer perante o tabelião, para assinatura da escritura de constituição. Os acionistas da anônima, por sua vez, devem assinar o contrato social. Nenhum outro ato dos sócios é preciso para a mudança do tipo.” Não há previsão, pois, de interrupção das atividades.

3) O que é uma incorporação. O que acontece com os patrimônios das pessoas jurídicas (incorporadora e incorporada)? Reformulando: conceitue juridicamente a figura desta “absorção” patrimonial; Quando eu incorporo o patrimônio de outra sociedade em que há um somatório de elementos patrimoniais, ou seja, existe alguma coisa que acontece relativamente às posições jurídicas titularizadas pela incorporada até o momento passa a ser da incorporadora. Sob o ponto de vista jurídico o que acontece? Por exemplo, a relação de crédito que incorporada tenha com terceiros, a incorporadora assume que posição? Qual a titulação dos elementos patrimoniais – ativos e passivos – da incorporadora quando ocorre a incorporação? (Há uma sucessão.) E essa sucessão se dá em caráter singular ou universal? Ou seja, se dá posição jurídica à posição jurídica ou se dá como, por exemplo, na morte civil em que há sucessão universal? Resposta:

―Incorporação é a operação pela qual uma ou mais sociedades são absorvidas por outra, que lhes sucede em todos os direitos e obrigações‖ (Lei nº 6.404/76, art. 227). Neste mesmo sentido, dispõe o artigo 1.116 do Código Civil. Trata-se de sucessão universal, pois todo o patrimônio jurídico (ativo e passivo) é transferido da incorporada para a incorporadora. (Ferri: "Dá-se, portanto, necessariamente, uma sucessão a título universal da sociedade incorporadora ou que resulta da fusão no patrimônio das sociedades que, em conseqüência da fusão, perdem a sua autonomia.")

4) A partir deste conceito de sucessão universal como fica a responsabilidade da incorporadora relativamente às obrigações da incorporada perante terceiros, Fisco inclusive? Resposta:

Considerando que a incorporada absorve todo o patrimônio da incorporada, patrimônio este que representa a garantia dos credores deste, outra conclusão não resta senão a de que a incorporada torna-se devedora dos débitos da incorporada, inclusive fiscais. No ponto, convém lembrar o art. 1.122 do Código Civil, segundo o qual ―Até 90 (noventa) dias depois de publicados os atos relativos à incorporação, fusão ou cisão, o credor anterior, por ela prejudicado, poderá promover judicialmente a anulação deles.‖

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5) O que é uma cisão? Resposta:

Em seu curso de Direito Comercial, Fábio Ulhoa Coelho leciona: ―A cisão é a operação pela qual uma sociedade empresária transfere para outra, ou outras, constituídas para essa finalidade ou já existentes, parcelas do seu patrimônio, ou a totalidade deste. Quando a operação envolve a versão de parte dos bens da cindida em favor de uma ou mais sociedade, diz-se que a cisão é parcial; quando vertidos todos os bens, total. Neste último caso, a sociedade cindida é extinta. Por outro lado, se a sociedade empresária para a qual os bens são transferidos já existe, a operação obedece às regras da incorporação (LSA, art. 229, § 3º).‖

6) Quando a cisão é parcial e essa a parcela cindida é incorporada numa sociedade já existente, como fica a questão da solidariedade? Essa divisão de responsabilidade é oponível perante o Fisco? Resposta:

―A companhia cindida que subsistir e as que absorverem parcelas do seu patrimônio responderão solidariamente pelas obrigações da primeira anteriores à cisão.(...) O ato de cisão parcial poderá estipular que as sociedades que absorverem parcelas do patrimônio da companhia cindida serão responsáveis apenas pelas obrigações que lhes forem transferidas, sem solidariedade entre si ou com a companhia cindida (...)‖ (Lei 6.404/76, art. 233). Tal convenção particular, porém, não é oponível ao fisco (CTN, art. 123).

7) Como se dá a dissolução de uma sociedade? Ela perde a personalidade jurídica? Na hipótese em que há uma sociedade de economia mista controlada pela União pergunta-se: a União pode ser sujeito de abuso de controle com base na lei das S/A? Pode praticar ato abusivo na qualidade de controladora de uma companhia? Sim ou não e por quê? A S.E.M. se submete à lei das S/A? Resposta:

Em seu curso de Direito Comercial, Fábio Ulhoa Coelho leciona: ―A dissolução, entendida como procedimento de terminação da personalidade jurídica da sociedade empresária, abrange três fases: a dissolução (ato ou fato desencadeante), a liquidação (solução das pendências obrigacionais da sociedade) e a partilha (repartição do acervo entre os sócios)‖. Segundo a Lei 6.404/76: (i) ―as sociedades anônimas de economia mista estão sujeitas a esta Lei‖ (art. 235); (ii) ―a pessoa jurídica que controla a companhia de economia mista tem os deveres e responsabilidade do acionista controlador‖ (art. 238); (iii) ―o acionista controlador responde pelos danos causados por atos praticados com abuso de poder‖ (art. 117). Por conseguinte, é possível concluir que a União pode ser sujeito
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ativo de abuso de poder de controle, até porque entendimento contrário redundaria na irresponsabilidade do poder público, desfecho em nada compatível com o ordenamento.

8) Quando as operações societárias são utilizadas como instrumento de economia fiscal ou como etapa de projetos de planejamento fiscal, essas operações podem ser desfeitas? Essas operações são desconsideráveis? São ineficazes sob o ponto de vista do agente público? Resposta:

Em seu curso de Direito Comercial, Fábio Ulhoa Coelho leciona: ―As operações de incorporação, fusão e cisão, na maioria das vezes, podem ter por objetivo o planejamento tributário (para compensar perdas de uma sociedade com lucros de outro do mesmo grupo, observados os limites admitidos em lei)‖. Assim, enquanto permanecerem no campo da licitude (ex: ausência de simulação), pode-se concluir que o agente público não pode desconsiderá-las. Porém, havendo simulação, torna-se aplicável a norma antielisiva prevista no parágrafo único do artigo 116 do CTN: ―a autoridade administrativa poderá desconsiderar atos ou negócios jurídicos praticados com a finalidade de dissimular a ocorrência do fato gerador do tributo ou a natureza dos elementos constitutivos da obrigação tributária, observados os procedimento a serem estabelecidos me lei ordinária‖.

2.7.1.3. Questões do TRF3

2.7.1.4. Questões do TRF4

2.7.1.5. Questões do TRF5
1) Discorra sobre a responsabilidade dos sócios. Resposta:

Em suma: (i) sociedade por ações: ―a responsabilidade dos sócios ou acionistas será limitada ao preço de emissão das ações subscritas ou adquiridas‖ – Lei 6.404/76, art. 1º ; (ii) sociedade limitada: ―a responsabilidade de cada sócio é restrita ao valor de sua cotas, mas todos respondem solidariamente pela integralização do capital social‖ – Código Civil, art. 1.052; (iii) sociedade em nome coletivo: ―somente pessoas físicas podem tomar parte na sociedade em nome coletivo, respondendo todos os sócios, solidária e ilimitadamente, pelas obrigações sociais.‖ – Código Civil, art. 1039; (iv) sociedade em comandita simples: ―os comanditados, pessoas físicas, responsáveis solidária e ilimitadamente pelas obrigações sociais; e os comanditários, obrigados somente pelo valor de sua quota‖ – Código Civil, art. 1.045.
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2.8. Direito Processual Civil
2.8.1. Tutela Jurisdicional E Sua Antecipação. Conceito. Cabimento E Requisitos. Revogação, Modificação E Recursos Cabíveis. Fungibilidade Da Tutela Cautelar E Antecipada. Cumprimento Das Tutelas Antecipadas. Tutelas De Urgência. 2.8.1.1. Questões do TRF1
1) Qual o instrumento que eu terei para forçar o cumprimento de uma tutela inibitória? Resposta:

Considerando que a tutela inibitória veicula uma obrigação de não fazer, a ela se torna aplicável o regramento do artigo 461 do Código de Processo Civil. Desta feita, os instrumentos de que a parte dispõe para forçar o cumprimento de uma tutela inibitória ostentam natureza eminentemente mandamental ou executiva lato sensu, notadamente os previstos no § 5º do mencionado preceito: ―Para efetivação da tutela específica ou a obtenção do resultado prático equivalente, poderá o juiz, de ofício ou a requerimento, determinar as medidas necessárias, tais como a imposição de multa por tempo de atraso, busca e apreensão, remoção de pessoas e coisas, desfazimento de obras e impedimento de atividade nociva, se necessário com requisição de força policial‖.

2) Por que antecipar a tutela jurisdicional? Resposta:

À luz do direito fundamental à razoável duração do processo, Luiz Guilherme Marinoni afirma que a antecipação de tutela é uma forma de distribuir o ônus do tempo do processo entre as partes. Diz o autor: “O tempo do processo não pode prejudicar o autor e beneficiar o réu, já que o Estado, quando proibiu a justiça de mão própria, assumiu o compromisso de, além de tutelar de forma pronta e efetiva os direitos, tratar os litigantes de forma isonômica. É possível distribuir o tempo do processo através dos procedimentos especiais, elaborados a partir das técnicas da cognição. Os procedimentos que impedem a discussão de determinadas questões (cognição parcial), que restringem o uso das provas (por exemplo, mandado de segurança, cognição exauriente secundum eventum probationis) ou mesmo que são de cognição plena e exauriente, mas dotados de tutela antecipatória permitem, através de formas diversas, uma melhor distribuição do tempo da justiça”.

3) Nós tínhamos uma doutrina tradicional, processo de conhecimento, cautelar, de execução, qual a necessidade de encurtar este procedimento da cautelar? 171

Resposta:

Considerando o sincretismo processual verificado entre os processos de conhecimento e de execução, o que, ao fim e ao cabo, implica em tutela satisfativa mais célere, pode-se dizer que a necessidade de encurtar o procedimento cautelar se faz necessária como forma de acompanhar a celeridade que já se verifica nos demais procedimentos. Se toda cautelar, por definição, é instrumental, ela deve seguir a mesma lógica do principal (maior celeridade).

4) A antecipação dos efeitos da tutela já existiriam no MS e nas ações possessórias? É antecipação dos efeitos da tutela? E se eu tenho uma posse velha e não posso enveredar pela ação possessória, então eu posso me valer do art. 273 do CPC e requere a antecipação dos efeitos da tutela geral? Resposta:

Antes de ingressar no regime geral do Código de Processo Civil, a antecipação de tutela é instituto que já encontrava previsão em alguns procedimentos especiais, dentre os quais o mandado de segurança e a ação possessória, cada qual com seus respectivos requisitos. No caso da ação possessória, a antecipação da tutela, segundo o regramento específico, exige posse nova (posse inferior a ano e dia). Porém, caso seja ultrapassado este lapso de tempo, é perfeitamente possível que o autor da demanda obtenha a tutela antecipada. Porém, nesses casos, a mesma haverá de ser apreciada de acordo com o regramento genérico, ou seja, o artigo 273 do Código de Processo Civil.

5) O periculum in mora é presumido, na ação de procedimento ordinário ele teria de ser provado, o senhor não acha que seria difícil de provar um periculum in mora do art. 273 para se demandar ação em virtude de posse velha? Resposta:

6) E quando esta antecipação dos efeitos da tutela é necessária numa fase cinzenta quando da interposição do RE e o despacho do RE ou Resp e também da apelação? Resposta:

Com efeito, uma vez decorrido o lapso de ano e dia nas ações possessórias, ou quando se está na fase recursal, a prova do ―fundado receio de dano irreparável ou de difícil reparação‖ parece contradizer a demora da parte autora em ingressar em juízo, como também o pleno transcurso da demanda nas instâncias ordinárias. Porém, estamos apenas no plano das hipóteses, não se podendo excluir ab initio tal possibilidade no plano concreto. Ademais, convém lembrar que segundo o CPC existe a possibilidade de ante172

cipação de tutela sem periculum in mora (art. 273, I), fundado no abuso do direito de defesa do réu (art. 273, II).

Resposta:

2.8.1.2. Questões do TRF2

2.8.1.3. Questões do TRF3
1) Pode o magistrado deferir antecipação de tutela, de caráter satisfativo, de forma diversa da pedida pela parte? Resposta:

Sim, pois, nos termos do artigo 461 do Código de Processo Civil, ―o juiz concederá a tutela específica da obrigação ou, se procedente o pedido, determinará providências que assegurem o resultado prático equivalente ao do adimplemento.‖ Deferida a tutela antecipada na forma do pedido da parte, tem-se tutela específica; deferida em prol de resultado prático equivalente, o juiz o faz de forma diversa da pedida pela parte.

2) Pode ser deferida tutela antecipada satisfativa, de ofício? Resposta:

Não, pois o artigo 273 do Código de Processo Civil é claro: ―o juiz poderá, a requerimento da parte, antecipar, total ou parcialmente, os efeitos da tutela pretendida no pedido inicial‖.

2.8.1.4. Questões do TRF4

2.8.1.5. Questões do TRF5

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2.9. Direito Processual Penal
2.9.1. Ação Penal. Justa Causa. 2.9.1.1. Questões do TRF1
1) A justa causa constitui elemento da ação penal? Resposta:

Para Eugênio Pacelli de Oliveira, a justa causa, enquanto lastro probatório mínimo a subsidiar a peça acusatória, é uma condição da ação penal, hoje expressamente prevista no artigo 395, III, do Código de Processo Penal. Diz o autor: “Sempre admitimos a existência da justa causa como condição da ação, seja como quarta condição (da ação), inserida no contexto da demonstração do interesse (utilidade) de agir, seja enquanto lastro mínimo de prova, a demonstrar a viabilidade da pretensão deduzida”.

2) O que é ação e jurisdição na órbita da CF tomando por parâmetro o art. 129 da CF? A ação compreendida no art. 129 da CF. Analisando o art. 28, o senhor acha que ele foi recepcionado pela CF? Resposta:

À luz do artigo 129 da Constituição da República, pode-se dizer que a ação (penal) é o poder de provocar a Jurisdição (penal), sendo tal poder privativo do Ministério Público. Sendo assim, há quem vislumbre no artigo 28 do Código de Processo Penal um desvio a esta diretriz constitucional. Argumentos favoráveis à inconstitucionalidade: o juiz, ao considerar que o caso é de denúncia e não de arquivamento, está emitindo um juízo de valor que é incompatível com a função julgadora que deve ser neutra e imparcial. Quando o Juiz se nega a arquivar os autos do Inquérito Policial, ele está adentrando em uma seara que lhe foi negada pela Constituição. Argumentos favoráveis à constitucionalidade: não haveria ofensa à Constituição da República, pois, ao fim e ao cabo, prevaleceria a voz do Ministério Público.

3) Ação penal subsidiária da pública, o que é este tipo? É ação penal subsidiária ou queixa substitutiva da denúncia? Resposta:

A ação penal privada subsidiária da pública é um direito fundamental (CF, art. 5, LIX) cujo regramento encontra-se no artigo 29 do Código de Processo Penal, do qual se extrai que o instituto implica apenas na mudança da titularidade para a iniciativa da ação penal, e não do seu regime jurídico, que continua a ser o da ação pública. Sob tais premissas, pode-se afirmar que a queixa não é substitutiva da denúncia – como se o ofere174

cimento daquela fosse obstáculo intransponível ao oferecimento desta –, tanto que o Código assegura justamente o inverso, ou seja, a possibilidade de o Ministério Público ―aditar a queixa, repudiá-la e oferecer denúncia substitutiva‖.

2.9.1.2. Questões do TRF2
1) É possível assistente coletivo na acusação ou somente individual? Resposta:

2) Nos crimes praticados contra interesse metaindividual, pode haver o assistente coletivo? Resposta:

3) Existe lei expressa que dispõe sobre essa possibilidade de assistente coletivo? Resposta:

Existe, sim, a figura do assistente coletivo na persecução penal de crimes praticados contra interesses metaindividuais. Exemplo: Lei nº 8.078/90 – Código de Defesa do Consumidor – Art. 80. No processo penal atinente aos crimes previstos neste Código, bem como a outros crimes e contravenções que envolvam relações de consumo, poderão intervir, como assistente do Ministério Público, os legitimados indicados no art. 82, inciso III [as entidades e órgãos da Adminnistraçao Pública, direta ou indireta, ainda que sem personalidade jurídica, especificamente destinados à defesa dos interesses e direitos protegidos por este código] e IV [as associações legalmente constituídas há pelo menos 1 (um) ano e que incluam entre seus fins institucionais a defesa dos interesses e direitos protegidos por este código, dispensada a autorização assemblear], aos quais também é facultado propor açao penal subsidiária, se a denúncia nao for oferecida no prazo legal.

2.9.1.3. Questões do TRF3
1) A denúncia deve se basear necessariamente no Inquérito Policial ou este é dispensável? Resposta:

É entendimento jurisprudencial pacífico de que o inquérito policial é dispensável à propositura da ação penal, pois a opinio delicti é exclusiva do Ministério Público, de modo que este poderá desde logo oferecer denúncia caso entenda que os elementos de informação que possui são suficientes a ponto de dispensar a instauração do inquérito policial.
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2) Eventuais vícios do IP podem ser sanados na ação penal? Resposta:

―No que se refere aos alegados vícios no inquérito policial, a jurisprudência desta Superior Corte de Justiça já se firmou no sentido de que eventuais irregularidades ocorridas na fase inquisitorial não possuem o condão de macular todo o processo criminal. Ademais, as mencionada nulidades ocorridas no inquérito não passam de meras imperfeições, sequer comprovadas nos autos e, portanto, inaptas para anular as provas colhidas na fase inquisitorial, especialmente quando não demonstrada a ocorrência de qualquer prejuízo.‖ (HC 216.201/PR, Rel. Ministra ALDERITA RAMOS DE OLIVEIRA, SEXTA TURMA, 02/08/2012)

2.9.1.4. Questões do TRF4

2.9.1.5. Questões do TRF5
TRF5 – 2012 01) No procedimento das ações penais originárias, qual o momento de que deve ser realizado o interrogatório? Resposta:

Sobre o tema, o Plenário do Supremo Tribunal Federal já se manifestou: ―O art. 400 do Código de Processo Penal, com a redação dada pela Lei 11.719/2008, fixou o interrogatório do réu como ato derradeiro da instrução penal. Sendo tal prática benéfica à defesa, deve prevalecer nas ações penais originárias perante o Supremo Tribunal Federal, em detrimento do previsto no art. 7º da Lei 8.038/90 nesse aspecto. Exceção apenas quanto às ações nas quais o interrogatório já se ultimou. Interpretação sistemática e teleológica do direito‖. (AP 528 AgR, Relator Min. RICARDO LEWANDOWSKI, Tribunal Pleno, 24/03/2011)

02) Qual seu entendimento sobre o poder de investigação do Ministério Público? O MP pode dirigir o inquérito policial? E medidas cautelares, como busca e apreensão, quebra de sigilo bancário, fiscal etc., como medidas necessárias à investigação, podem ser feitas diretamente pelo MP? Resposta:

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Em 27/06/12, o Ministro Luiz Fux pediu vista dos autos do RE nº 593.727/MG, onde a questão está sendo reexaminada, agora em sede de repercussão geral. Porém, tudo indica que o Supremo Tribunal Federal manterá seu entendimento anterior, segundo o qual, com base na teoria dos poderes implícitos, o Ministério Público pode realizar atividade investigativa, sem, contudo, presidir o inquérito policial. Medidas cautelares que exigem autorização judicial no bojo do inquérito policial, continuam sujeitas a tal autorização quando a investigação é levada a cabo pelo Ministério Público.

03) O princípio da identidade física do juiz aplica-se ao processo penal? Como esse princípio se define? Resposta:

―De acordo com o princípio da identidade física do juiz, que passou a ser aplicado também no âmbito do processo penal após o advento da Lei n.º 11.719, de 20 de junho de 2008, o magistrado que presidir a instrução criminal deverá proferir a sentença no feito, nos termos do § 2.º do artigo 399 do Código de Processo Penal. Em razão da ausência de outras normas específicas regulamentando o referido princípio, nos casos de convocação, licença, promoção ou de outro motivo que impeça o juiz que tiver presidido a instrução de sentenciar o feito, por analogia - permitida pelo artigo 3.º da Lei Adjetiva Penal -, deverá ser aplicada a regra contida no artigo 132 do Código de Processo Civil, que dispõe que os autos passarão ao sucessor do magistrado.‖ (HC 242.115/PE, Rel. Ministro JORGE MUSSI, QUINTA TURMA, 02/08/2012)

04) O que se entende pelo princípio da oficialidade do processo penal? Há exceções a sua aplicação no Direito brasileiro? Resposta:

O princípio da oficialidade significa, nas palavras de Edilson Mougenot Bonfim, que ―a ação penal pública somente poderá ser proposta por um órgão do Estado: o Ministério Público. (...) A prerrogativa do órgão do parquet vem consubstanciada nos ditames da Constituição Federal, que estabelece uma das funções institucionais do Ministério Público promover privativamente a ação penal pública, na forma da lei (art. 129, I)‖. Como exceção, pode-se mencionar a ação penal privada subsidiária da pública.

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2.10. Direito Ambiental
2.10.1. Competências Constitucionais Em Matéria Ambiental. Classificação e Repartição Dessas Competências, no Cenário Federativo 2.10.1.1. Questões do TRF1

2.10.1.2. Questões do TRF2
1) Os municípios podem legislar sobre matéria ambiental?

2) Qual o critério dessa competência concorrente? Resposta:

Sim. Em matéria ambiental a competência executiva é comum entre União, Estados, Distrito Federal e Municípios (CF, art. 23, VI). Desta forma, para que o Município desempenhe essa competência executiva sem entraves, é lhes reconhecida, por conseguinte, a competência legislativa em matéria ambiental, a qual há der ser exercida de acordo com dois critérios: (i) assunto ambiental de interesse local (CF, art. 30, I); e (ii) suplementar a legislação ambiental federal e estadual (CF, art. 30, II).

2.10.1.3. Questões do TRF3

2.10.1.4. Questões do TRF4

2.10.1.5. Questões do TRF5

2.11. Direito Internacional Público e Privado
2.11.1. Validade de Sentença Estrangeira no Brasil. Rogatórias 2.11.1.1. Questões do TRF1
1) Carta Rogatória. Qual o procedimento? Resposta:

Resolução 9/2005 do STJ: é atribuição do Presidente do STJ conceder o exequatur às cartas rogatórias. Se o pedido tiver por objeto ato que não enseje juízo de delibação,
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será encaminhado ao Ministério da Justiça para cumprimento por auxílio direto. A parte será intimada para impugnar (15 dias). A medida poderá ser realizada sem ouvir a parte quando sua intimação prévia puder resultar na ineficácia da cooperação. Havendo impugnação, o processo poderá, por decisão do Presidente, ser distribuído à Corte Especial. Revel ou incapaz o requerido, dar-se-lhe-á curador especial. O MP terá vista dos autos, podendo impugná-las. Das decisões do Presidente cabe agravo regimental. Concedido o exequatur, a carta será remetida para cumprimento ao Juízo Federal. No cumprimento pelo Juiz Federal, cabem embargos relativos a quaisquer atos (10 dias), por qualquer interessado ou pelo Ministério Público, julgando-os o Presidente. Da decisão que julgar os embargos cabe agravo regimental. O Presidente ou o Relator poderá ordenar diretamente o atendimento à medida solicitada. Cumprida, será devolvida ao Presidente e por este remetida, por meio do Ministério da Justiça ou do Ministério das Relações Exteriores, à autoridade judiciária de origem.

2) A decisão no exterior, para ter efeito no Brasil precisa ser homologada, qual o órgão judicial encarregado por esta homologação. As decisões interlocutórias também são homologadas pelo STJ? Resposta:

O órgão encarregado é o STJ (CF, art. 105, I, i). As decisões interlocutórias (ex: medida cautelar) também devem ser homologadas.

3) Que tipo de sentença é homologável?

4) A sentença penal trabalhista, também seria possível ser homologada? Resposta:

São homologáveis as sentenças cíveis; as sentenças (laudos) arbitrais; as sentenças penais, apenas quanto aos seus efeitos civis (ex: perda de bens). A ―sentença penal trabalhista‖, ora entendida como a sentença penal proferida por juiz trabalhista no estrangeiro, não é passível de homologação, haja vista tratar de matéria penal. Há divergência sobre a necessidade, ou não, de homologação das sentenças de estado, havendo três correntes: (i) a Constituição não estabelece distinção, logo, todas as sentenças, inclusive as de estado, carecem de homologação; (ii) o art. 483 do CPC revogou o parágrafo único do art. 15 da LICC, tornando exigível a homologação; (iii) o parágrafo único do art. 15 da LICC continua em vigor, dispensando a homologação. O STF seguia a primeira corrente. O STJ, antes da EC 45/2004, seguia a terceira corrente, não se tendo conhecimento de outro precedente após a alteração do texto constitucional.
179

5) Se uma brasileira casa na Austrália com australiano e lá se divorcia, e na vigência do casamento ele tem dois filhos que são registrados na embaixada brasileira e tem dupla nacionalidade, ela pedindo a homologação desta sentença australiana o STJ homologa, e depois disso ela tem a pensão alimentícia atrasada pelo cônjuge e tem a guarda compartilhada, ela poderia pedir que fosse aumentada a pensão, e se ela poderia pedir a alteração da guarda compartilhada? Quem seria o juízo da alteração no Brasil? Seria a justiça estadual? Não seria um juízo de família que vai cuidar de guarda? Resposta:

A Competência é da Justiça Estadual (vara de família). Vejamos o seguinte precedente, no qual fora reconhecida a competência federal por motivos não presentes na hipótese: ―(...) CONFLITO NEGATIVO DE COMPETÊNCIA. AÇÃO PARA DEFINIÇÃO DE GUARDA E REGULAMENTAÇÃO DO REGIME DE VISITAS A MENOR. CONEXÃO COM AÇÃO DE BUSCA E APREENSÃO, PROPOSTA PELA UNIÃO, COM FUNDAMENTO NA CONVENÇÃO DE HAIA SOBRE ASPECTOS CIVIS DE SEQUESTRO INTERNACIONAL DE CRIANÇAS. RISCO DE DECISÕES CONFLITANTES. RECONHECIMENTO DA COMPETÊNCIA DA JUSTIÇA FEDERAL. (...) 2. Demonstrada a conexão entre a ação de busca e apreensão de menores e a ação de guarda e regulamentação do direito de visitas, impõe-se a reunião dos processos para julgamento conjunto (arts. 115, III; e 103 do CPC), a fim de se evitar decisões conflitantes e incompatíveis entre si. 3. A competência absoluta da justiça federal para julgamento de uma das ações, que visa o cumprimento de obrigação fundada em tratado internacional (art. 109, I e III, da CF/88) atrai a competência para julgamento da ação conexa. (...) (CC 118.351/PR, Nancy Andrighi, SEGUNDA SEÇÃO, 28/09/2011)

2.11.1.2. Questões do TRF2
1) Cooperação internacional, qual a mudança recente com a EC no. 45/2004? Houve alguma mudança de fundo com a modificação de competência do STF para o STJ? Resposta:

Um possível mudança de fundo pode ser vista na questão relacionada ao cabimento, ou não, de recurso extraordinário da decisão do STJ, que, sobre o tema, ainda não firmou posicionamento, havendo precedentes em ambos os sentidos.

2) Homologação de sentenças estrangeiras, hipóteses e consequências. Discorra. Resposta:

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São homologáveis as sentenças cíveis; as sentenças (laudos) arbitrais; as sentenças penais, apenas quanto aos seus efeitos civis (ex: perda de bens). Há divergência sobre a necessidade, ou não, de homologação das sentenças de estado, havendo três correntes: (i) a Constituição não estabelece distinção, logo, todas as sentenças, inclusive as de estado, carecem de homologação; (ii) o art. 483 do CPC revogou o parágrafo único do art. 15 da LICC, tornando exigível a homologação; (iii) o parágrafo único do art. 15 da LICC continua em vigor, dispensando a homologação. O STF seguia a primeira corrente. O STJ, antes da EC 45/2004, seguia a terceira corrente, não se tendo conhecimento de outro precedente após a alteração do texto constitucional.

3) Arbitragem internacional. Como a lei no. 9.307/96 alterou o cenário?

4) É preciso homologar os laudos estrangeiros?

5) Como o STJ decide a esse respeito?

6) O placar tem sido favorável à homologação, no STJ? Resposta:

Sobre tema, leciona Nadia de Araújo: ―até a entrada em vigor da Lei de Arbitragem (Lei nº 9.307/2006, vigia no Brasil o sistema de dupla homologação, pelo qual qualquer laudo arbitral proferido no exterior, para ser delibado, deveria ser previstamente homologado pela Justiça do país de origem. (...) Desse modo, a análise para homologação recaía não sobre a decisão arbitral em si, e sim sobre a decisão judicial de origem. Com o advento da Lei de Arbitragem, o STF, à época competente para processar e julgar as homologações, declarou a natureza processual dos arts. 37 e 39 da referida lei, que permitiam a homologação do próprio laudo arbitral e sua consequente aplicabilidade imediata. (...) O STJ, ao assumir a competência para homologação de sentenças estrangeiras, tem mantido o entendimento jurisprudencial inaugurado pelo STF relativamente à arbitragem com o incremento da homologação-simples.‖

7) Arbitragem interna e arbitragem internacional. Qual a diferença? Resposta:

José Carlos de Magalhães distingue: ―a arbitragem estrangeira [arbitragem interna] da arbitragem internacional. A primeira resolve um litígio subordinado inteiramente a uma
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ordem jurídica nacional determinada, em que todos os elementos da relação jurídica controvertida estão sujeitos a essa ordem jurídica. Um contrato regido pela lei inglesa, tendo como partes pessoas domiciliadas na Inglaterra e como objeto, bem ou direito também situado naquele país, é contrato nacional, subordinado a uma lei nacional e a arbitragem que dirimir a controvérsia dele oriunda é também nacional e, assim, estrangeiras para outros países. Já a arbitragem internacional soluciona controvérsia de caráter internacional, seja porque as partes possuam domicílio em diferentes países, seja porque o objeto do contrato se situe em outra ordem jurídica, seja, ainda, porque o pagamento deva transitar de um país para outro. Em outras palavras, a relação jurídica controvertida envolve mais de uma ordem jurídica nacional, embora possa ser regida por uma lei nacional.‖

8) Nova lei de arbitragem trouxe alteração do cenário brasileiro? Resposta:

Sobre tema, leciona Nadia de Araújo: ―até a entrada em vigor da Lei de Arbitragem (Lei nº 9.307/2006, vigia no Brasil o sistema de dupla homologação, pelo qual qualquer laudo arbitral proferido no exterior, para ser delibado, deveria ser previstamente homologado pela Justiça do país de origem. (...) Desse modo, a análise para homologação recaía não sobre a decisão arbitral em si, e sim sobre a decisão judicial de origem. Com o advento da Lei de Arbitragem, o STF, à época competente para processar e julgar as homologações, declarou a natureza processual dos arts. 37 e 39 da referida lei, que permitiam a homologação do próprio laudo arbitral e sua consequente aplicabilidade imediata. (...) O STJ, ao assumir a competência para homologação de sentenças estrangeiras, tem mantido o entendimento jurisprudencial inaugurado pelo STF relativamente à arbitragem com o incremento da homologação-simples.‖

9) Dê exemplos de situações excepcionais de aplicação imediata de carta rogatória executiva.

10) Como se dá o cumprimento dessas ordens de decisões jurisdicionais estrangeiras? Resposta:

Segundo o parágrafo único do art. 8º da Resolução nº 9 do STJ, ―a medida solicitada por carta rogatória poderá ser realizada sem ouvir a parte interessada quando sua intimação prévia puder resultar na ineficácia da cooperação internacional.‖ Ex: quebra de sigilo telefônico. Sobre a forma de cumprimento, dispõe o art. 13: ―a carta rogatória, depois de concedido o exequatur, será remetida para cumprimento pelo Juízo Federal competente.‖
182

2.11.1.3. Questões do TRF3

2.11.1.4. Questões do TRF4
1) Pode ser negado o cumprimento de uma rogatória? Resposta:

Nos termos do art. 6º da Resolução nº 9/2005 do STJ, ―não será homologada sentença estrangeira ou concedido exequatur a carta rogatória que ofendam a soberania ou a ordem pública.‖

2) Quais os sistemas existentes no mundo, objetivamente, quanto à homologação de sentenças estrangeiras? Resposta:

Wikipédia: (i) Sistema da Revisão do Mérito da Sentença. Julga-se novamente a causa, ensejando até nova produção de provas, reanalisando as preexistentes. Após a decisão estrangeira poderá ser ratificada; (ii) Sistema Parcial de Revisão do Mérito. Iimposto com o fim de analisar a aplicação da lei do país em que irá ser executada a sentença. Ainda nesse sistema o que se busca distinguir se há a possibilidade de aplicação da lei embasadora da sentença estrangeira no Estado em cujo território a sentença estrangeira irá produzir efeitos; (iii) Sistema de Reciprocidade Diplomática. Utiliza-se dos tratados como basilar, não existindo esse entre os dois Estados, sequer será possível a homologação; (iv) Sistema de Reciprocidade de Fato. A homologação só se faz possível se ambos os Estados protegerem os mesmos institutos, eg; União de indivíduos de mesmo sexo; (v) Processo da Delibação. É adotado pelo Brasil. Neste sistema o mérito da sentença sequer é auferido. Examinam-se, singularmente, as formalidades da sentença a luz de princípios fundamentais para se considerar justo um processo, tais como: respeito ao contraditório e a ampla defesa, legalidade dos atos processuais, respeito aos direitos fundamentais humanos, adequação aos bons costumes.

2.11.1.5. Questões do TRF5

183

2.12. Sociologia do Direito
2.12.1. Conceito De Sociologia – Controle Social E Direito. 2.12.1.1. Questões do TRF1
1) Qual a diferença entre coerção e coação? Resposta:

Wikipédia: “A sanção jurídica não se confunde com os conceitos de coerção e coação. A coerção corresponde à influência psicológica exercida preventivamente pela sanção para o cumprimento da obrigação sem a necessidade de sua execução forçada. A coação, por outro lado, é a aplicação forçada da sanção pelo Estado ou pelo particular interessado, que o fará por intermédio dos órgãos estatais competentes.”

2) Qual a diferença entre a regra moral, regra de trato social e regra jurídica? Resposta:

São instrumentos de controle social: (i) Regra moral. Orienta a consciência humana em suas atitudes. É unilateral, autônoma, interior, incoercível, sanção difusa; (ii) Regra de trato social. Padrões de conduta social ditados pela própria sociedade, com o propósito de tornar mais agradável o ambiente social. Ex: cortesia, etiqueta. É unilateral, heterônomo, exterior, incoercível, sanção difusa; (iii) Regra jurídica. É bilateral, heterônomo, exterior, coercível, sanção prefixada. Vejamos: 1) Bilateral: impõe dever, mas também prevê direito; 2) Unilateral: impõe dever, sem previsão de direito; 3) Heterônomo: deve ser cumprida; 4) Autônomo: pode ser cumprida, por um querer espontâneo; 5) Exterior: atuam diretamente nas ações das pessoas em sociedade; 6) Interior: voltada para a consciência da pessoa, como um aconselhamento que pode interferir na conduta; 7) Coercível: ditada pelo Estado, único detentor do poder de exigir das pessoas o seu cumprimento; 8) Incoercível: não parte do poder estatal, de modo que podem ou não ser cumpridas; 9) Sanção prefixada: já traz, de antemão, a punição para o descumprimento; 10) Sanção difusa: não traz punição prefixada. No momento da violação é que haverá uma reprovação, uma censura, ao infrator, por diversas formas.

2.12.1.2. Questões do TRF2

2.12.1.3. Questões do TRF3

184

2.12.1.4. Questões do TRF4

2.12.1.5. Questões do TRF5

2.13. Filosofia do Direito
2.13.1. A Justiça Como Valor Universal 2.13.1.1. Questões do TRF1
1) A justiça é um valor próprio do Direito? Resposta:

Acreditamos que a justiça não é um valor próprio – no sentido de específico, exclusivo – do direito, já que a mesma permeia outras instâncias de controle social. Porém, ciente da complexidade do tema, entendemos conveniente lembrar a seguinte passagem de Miguel Reale: “Cada época histórica tem a sua imagem ou a sua ideia de justiça, dependente da escala de valores dominantes nas respectivas sociedades, mas nenhuma delas é toda a justiça, assim como a mais justa das sentenças não exaure as virtualidades todas do justo”. 2.13.1.2. Questões do TRF2

2.13.1.3. Questões do TRF3

2.13.1.4. Questões do TRF4

2.13.1.5. Questões do TRF5

185

3. Ponto 03
3.1. Direito Constitucional
3.1.1. Direitos e Garantias Fundamentais: Garantias Constitucionais e Núcleos Essenciais dos Direitos Fundamentais 3.1.1.1. Questões do TRF1
1) Qual a posição mais recente do STF acerca do direito de greve dos servidores públicos da União? Resposta:

2) Qual a mais valia da duração razoável do processo? Resposta:

3.1.1.2. Questões do TRF2
1) Diferença entre direitos humanos e direitos individuais. Resposta:

2) Segurança pública (art. 144, CR/1988), seria também um direito fundamental? Resposta:

3) No que consiste o princípio da proibição da proteção deficiente? Resposta:

4) Art. 5º, XLIII, CR/1988, é uma cláusula pétrea? Resposta:

5) Direito ao lazer se insere em uma das figuras da 1a., 2a. ou 3ª. dimensão? (Para Poul, melhor seria ir da 3ª. ou 4ª. geração, porque o Estado não pode ser obrigado a atuar, por isso não é de 2ª. geração) 186

Resposta:

6) Efetividade: discorra sobre cada um dos direitos individuais coletivos exemplificando-os. Quais os instrumentos que existem para que se tornem efetivos? Resposta:

7) A sindicabilidade dos direitos sociais: o que vem a ser isso, como está se dando, porque está ocorrendo e quais são as visões – umas contra, outras a favor – que podemos encontrar no Supremo a respeito. Resposta:

8) Em uma situação (em que por um lado entende-se) que um tipo efetividade dada pelo Poder Judiciário a esses direitos individuais, fundamentais estaria a se criar uma “política de Estado parelela” (pois em razão da ausência desta se estaria recorrendo ao Judiciário, que talvez não tenha essa ponderação quanto ao conteúdo), e outra corrente que acha que os direitos individuais e fundamentais não poderiam ser fraudados ao cidadão na medida em que há a omissão do Poder Público em torná-los efetivos; Entre esses dois extremos, o sr. como magistrado, veria espaço para uma terceira possibilidade ou se filiaria a uma delas? Resposta:

9) Princípio da Duração Razoável do processo se confunde com celeridade? Resposta:

10) Quanto ao princípio da fundamentação. O uso de jargões, por ex., “não vejo verossimilhança”, ofende? Qual a posição do STF? Resposta:

11) Há direito à assistência espiritual? É de que geração? Tem artigo na CR/1988? Resposta:

12) Garantias institucionais e garantias constitucionais são diferentes? 187

Resposta:

13) O princípio da ampla defesa é garantia constitucional? Resposta:

14) Recusa estatal de fornecer certidões. Quais instrumentos são adequados? Seria possível ACP? Resposta:

15) Há diferença entre garantias institucionais e garantias constitucionais? Resposta:

16) O habeas data é instrumento adequado para ter vistas do processo administrativo? Resposta:

17) Mandado de Segurança contra ato normativo do Presidente do STF, é possível? Seria um ato normativo em tese? Resposta:

18) Separação dos Poderes é uma garantia constitucional ou garantia da constituição (institucional)? Resposta:

19) A estabilidade do servidor público é garantia constitucional? Resposta:

20) E o princípio da ampla defesa? Resposta: 188

21) As ações populares podem ser julgadas no STF originariamente? Resposta:

22) Qual o instrumento mais adequado para recusa de vista em processo administrativo? Habeas Corpus pode? Resposta:

23) Pode usar HC para obter informações de terceiros? Exemplo, o próprio pai? Resposta:

3.1.1.3. Questões do TRF3
1) Qual a função social da propriedade? Resposta:

2) Há colisão entre propriedade e meio ambiente? Em que caso prevalece o primeiro, e em q caso prevalece o último? Resposta:

3) No art. 15 da CF, quais são hipóteses de perda, e quais de suspensão dos direitos políticos? Resposta:

4) Quais são as hipóteses de inelegibilidade na CF? Resposta: 5) Há direitos constitucionais implícitos? Resposta:

6) Como se define o impasse entre violação à privacidade e direito de informação quando a privacidade é de uma pessoa pública, famosa? 189

4.1. Resposta: 5) Pode um tributo ser majorado por medida provisória? Resposta: 190 . Sistema Constitucional Tributário: Tributos .1. 182 da CF. Resposta: 3.Espécies . Defina.Natureza Jurídica .1.Tributo E Preço Público 3.2.2. Padece esta EC de inconstitucionalidade. Questões do TRF4 3. Questões do TRF1 1) As contribuições para os Conselhos reguladores de atividades profissionais são de natureza tributária? Resposta: 2) É constitucional o redutor de IPTU que recai sobre imóvel único? Resposta: 3) Outra hipótese de progressividade do IPTU fora do que concerne o art. EC nº 29/00. Direito Tributário 3.2.1.Resposta: 3.1.1. na medida em que o princípio é cláusula pétrea? Resposta: 4) Imposto real e imposto pessoal. Questões do TRF5 1) Confronte o abuso de direito individual e abuso de direito político.Classificação .5.1.Conceito .

2.2. por exemplo? Resposta: 3.6) ITBI pode uma lei estabelecer uma alíquota progressiva em razão do valor venal do imóvel? Resposta: 7) impostos diretos e impostos indiretos. Na prática observa-se que obras públicas são realizadas sem cobrança de contribuição de melhoria. defina-os? Resposta: 8) É cabível o IPTU em relação ao possuidor de um imóvel fixado em condomínio irregular? Condomínio fixado em imóvel da União poderia ser cobrado IPTU pelo DF. Poderíamos admitir o critério do custo no direito tributário brasileiro? É cabível a utilização do critério do custo em matéria de contribuição de melhoria? Resposta: 4) Em sua resposta mencionou que a contribuição de melhoria visa evitar o enriquecimento sem causa. Questões do TRF2 1) O que seria um imposto indireto? Resposta: 2) Como ficaria a questão da repetição de indébito no caso do imposto indireto? Resposta: 3) A doutrina delimita a contribuição de melhoria e a classifica pelo critério da valorização.1. Será que estamos observando o enriquecimento sem causa de todas essas obras realizadas sem cobrança da contribuição de melhoria? Resposta: 191 .

um IPTU federal? Resposta: 10) Qual o critério positivado para distinguir as espécies tributárias? Qual a crítica que se faz? Resposta: 11) O critério da não-cumulatividade se vale do que para distinguir os tributos? Resposta: 12) O ISS entra nessa classificação? E o PIS? Resposta: 13) COFINS envolve tributo indireto e impessoal? 192 . poderia ser idêntico ao de um imposto já existente? Resposta: 8) No caso dos impostos de guerra (extraordinários também) poderíamos pensar em que fatos geradores? Resposta: 9) Poderíamos admitir no imposto de guerra. por exemplo.5) O que é a Contribuição de Intervenção no Domínio Econômico? Resposta: 6) Qual o critério jurídico distintivo das espécies tributárias? Vê alguma diferença de tratamento dado pelo código tributário e o texto constitucional em termos de classificação? Resposta: 7) Qual seria o fato gerador do empréstimo compulsório? O f.g.

Resposta: 14) A CIDE entra nessa categoria? Resposta: 15) O que a CR apregoa como critério para distinguir os tributos? Resposta: 16) O que os Tribunais Superiores falam sobre os critérios de distinguir tributos? Explicar a finalidade? Isso não é mais próprio do Direito Financeiro? A CR faz algum critério? Resposta: 17) O PIS é vinculado ou não vinculado? Resposta: 18) Qual a consequência dessa classificação? Resposta: 19) E o critério da base imponível? Resposta: 20) Por que esse critério é superior? Para quais doutrinadores? Resposta: 21) Como se usa o critério temporal? Resposta: 193 .

Resposta: 28) E o Empréstimo Compulsório é real ou pessoal? Resposta: 29) Qual a importância da classificação dos tributos? Resposta: 30) O FG complexo está à margem do nosso sistema? De onde vem essa ideia? Resposta: 194 .22) De onde importamos o Fato Gerador complexo? Resposta: 23) Em qual figura do CTN está o FG complexivo? Resposta: 24) Qual a característica primária do FG pendente? Resposta: 25) A Base de Cálculo é importante para classificação dos tributos? Resposta: 26) E o critério da estruturação econômica? Resposta: 27) O que é tributo pessoal e real? Relacione com o princípio da capacidade contributiva.

1.E quais são os critérios de acordo com a estruturação econômica? Resposta: 3.4. Questões do TRF4 195 . por serviço específico e divisível? Resposta: 4) Qual o sentido da expressão domínio econômico na CIDE? Resposta: 5) As contribuições são espécies autônomas de tributos? Resposta: 6) Há contradição entre dizer-se que tributo não é sanção de ato ilícito e dizer-se que há obrigação tributária pelo descumprimento de obrigação acessória? Resposta: 3.1.3.2. Questões do TRF3 1) Quais tributos são vinculados? Resposta: 2) Em que situações pode haver desvinculação de tributos vinculados? E o caso das contribuições? Qual a consequência da desvinculação? Há algum vício nessa desvinculação? Resposta: 3) Pode-se optar discricionariamente pela cobrança de taxa ou preço público.2.31). ou até mesmo nada cobrar.

1.1.1.1.3.2.3. Questões do TRF5 TRF5 . Questões do TRF2 1) Qual a distinção entre limitação e restrição administrativa? A requisição estaria enquadrada na limitação ou na restrição? Resposta: 2) Quando o juiz eleitoral determina que um clube esportivo será Zona Eleitoral.2. Direito Administrativo 3. Resposta: 3.5. Questões do TRF1 1) Que funções exerce o Estado como agente normativo e regulador na ordem econômica? Determinantes para o setor público e indicativos do setor privado? Resposta: 2) Dê dois exemplos de monopólio da União.2012 1) As contribuições sociais têm caráter tributário? Resposta: 2) Quais as espécies de contribuições sociais? Resposta: 3. isso é uma requisição? Resposta: 3) O imóvel é alodial se não houver limitação administrativa? 196 .1.3.3.3. Intervenção do Estado na Propriedade e no Domínio Econômico 3.

A colocação de entulho no terreno de particular. em razão de obra pública. Resposta: 11) Existem exceções a esta regra da irretroatividade tributária? Resposta: 197 . pode ser considerada como ocupação temporária? Resposta: 6) A ocupação temporária é indenizável? E na ausência de dano? Resposta: 7) O que é uma zona fortificada de fronteira? Elas precisam constar no RGI? A ausência desse registro torna o terreno alodial? Resposta: 8) Existe algum ônus que não precisa de registro no RGI? Resposta: 9) Quais são os valores que permeiam o controle da concentração da atividade econômica? Resposta: 10) Em matéria de interpretação. um dos princípios constitucionais tributários é o da irretroatividade tributária.Resposta: 4) As limitações se coadunam com os atributos do domínio? Resposta: 5) Ocupação temporária.

3. contra quem deve ser ajuizada? Resposta: 198 . Questões do TRF3 1) Em caso de decreto de desapropriação para fins de utilidade pública do chefe do executivo municipal para instalação de aeroporto quem deverá figurar no pólo passivo.3.1.12) Pode-se se falar em desapropriação de bem tombado? Resposta: 13) Qual seria a distinção entre ocupação temporária e requisição administrativa? Resposta: 14) Qual a natureza jurídica das florestas? E de uma reserva indígena? Resposta: 15) A desapropriação pode ocorrer em que circunstâncias? Quais são os processos adequados para que ela ocorra de forma legal? Resposta: 16) O que são limitações? Quais as diferenças entre essa e restrições? Resposta: 17) As limitações administrativas são prerrogativas ou privilégios? Resposta: 18) Qual a origem da palavra privilégio? Resposta: 3.

Concurso de Pessoas e Concurso de Crimes 3. Questões do TRF5 01) A expressão regulação.4. qual o seu entendimento? Resposta: 02) Como se manifesta a intervenção do estado no domínio econômico? Resposta: 03) É ilimitada a intervenção por direção? Resposta: 04) A intervenção indutiva pode gerar responsabilização do estado? Em quais situações? Resposta: 3.3.4. Questões do TRF4 3.4.1.1.4.2) O município neste caso pode decretar a desapropriação? Resposta: 3) Qual seria o juiz competente para conhecer esta ação? Resposta: 3.5.1.1. Questões do TRF1 1) Qual a diferença entre induzir.3. Direito Penal 3. instigar e auxiliar? Resposta: 199 .1.

É crime continuado? Qual a posição do STF? Resposta: 200 . Como diferenciar o concurso homogêneo do concurso heterogêneo? Resposta: 2) Um sujeito trabalha como gerente de uma loja. de que tinha posse também funcional.2. assim que atingisse uma certa quantia auferida com esses pequenos furtos.1.3. e tira uma pequena quantia dia após dia. Como está a questão atualmente do ponto de vista legal e jurisprudencial? Resposta: 3) Crime continuado: da leitura do art. 71 do CP o que quer dizer a expressão “crimes da mesma espécie”? Resposta: 4) Vislumbra a possibilidade de continuidade delitiva em caso de homicídio? Exemplifique. Sonegação de IR. Resposta: 3) Crime continuado em crime de estupro (Art. do CP). Mas tinha o desígnio inicial de fugir com a bicicleta funcional. Resposta: 5) Qual o critério para o crime continuado? A intenção do agente serve para isso? Resposta: 6) Crime contra a Ordem Tributária. Questões do TRF2 1) Faça a distinção entre o concurso material e concurso formal.4. 213. De que se trata esse crime? Qual sua qualificação? Qual crime praticado em relação a bicicleta? Furto ou apropriação indébita? Integra a continuidade delitiva? Trace um paralelo entre reiteração criminosa x crime continuado.

Direito Previdenciário 3.3.4.5.1.3. Questões do TRF4 3.4.4.1.5. Salário-De-Contribuição.2. portanto empresa.1. Questões do TRF2 1) Quais as naturezas e espécies de contribuição social? Resposta: 201 .5. Questões do TRF5 1) Qual a teoria adotada no Brasil sobre a participação e qual conceito de participação moral e material? Resposta: 3.1. quem ela considera empregador.1. a empregador. Questões do TRF3 1) Há habitualidade na continuidade delitiva? Resposta: 3. Questões do TRF1 1) Para efeito de contribuição previdenciária quem é que a lei ordinária equipara a empresa. 3.4.5.1.1.5. o órgão da administração? E na iniciativa privada quem faz? Resposta: 2) No que consiste o salário de contribuição? Resposta: 3. Contribuições da Empresa.

3. Resposta: 3) O PIS entraria nesse conceito de contribuição social? É uma figura específica de contribuição social? Haveria um bis in idem já que possui a mesma base de cálculo que a COFINS? Resposta: 4) Existe outra situação de bis in idem envolvendo as contribuições. 202 . principalmente quanto às alíquotas. e que.2) Qual a discussão que está sendo travada no Supremo sobre a COFINS em torno da figura do faturamento? Opine de acordo com a argumentação que foi trazida até agora. não socorre o sistema da seguridade social? Resposta: 3) Qual a sanção que pode ser imposta a PJ em débito com o INSS e onde está estabelecida tal sanção? Resposta: 4) Existe norma específica que fala da PJ? Resposta: 5) Em relação as contribuições atinentes a seguridade social. mas que teriam autorização no texto constitucional que poderia apontar? Resposta: 3. Fale sobre a contribuição SAT. social que não incide em renda. Questões do TRF3 1) Quem tem competência para criar contribuição social para a seguridade social? Resposta: 2) Qual a contribuição social para a seg. na prática.5.1.

5. Contratos Fiduciários e Indiretos 3.5. Como se dar a alienação fiduciária de automóvel? É a regra? Como se adquire a propriedade móvel? Tradição.2.6.1. Validade e Invalidade dos Contratos. Questões do TRF4 3.1. Questões do TRF5 3. Questões do TRF2 1) O contrato de fiança é plurilateral? Resposta: DESSE PONTO EM DIANTE: RESPOSTAS ELABORADAS POR EMANUEL JOSÉ MATIAS GUERRA 2) O contrato de fiança pode ser caracterizado como união de contratos? Resposta: 203 .1.4.1.6. Direito Civil 3.6. Questões do TRF1 1) O que é uma propriedade fiduciária? Dê-me um exemplo.Resposta: 6) O SAT tem alíquotas variáveis? Tem algum tipo de categorização? Resposta: 3.1. E porque não pode se transferir o automóvel apenas por simples tradição? Resposta: 2) Na alienação fiduciária o que representa o chamado excesso de meio? Se pratica um contrato objetivo menor que é apenas a alienação em garantia. Resposta: 3.1.5.6.

Já a vontade presumida. entendese. vontade tácita e vontade presumida? Resposta: Embora haja divergência na doutrina acerca do real alcance dos termos.Entende-se como união de contratos a circunstância em que dois ou mais ajustes estão ligados funcionalmente entre si. enquanto não desconstituídos. ao passo em que a confirmação é realizada por outra pessoa (quando no Direito Administrativo.3. convalidação e ratificação? Resposta: Embora haja bastante controvérsia doutrinária sobre o alcance dos conceitos. ao passo em que os atos inexistentes jamais podem 204 . que somente produz efeitos na medida em que estes sejam reconhecidos pela lei. razão pela qual manifesta sua tácita vontade de não questionar a validade da avença. ocorre em situações nas quais há manifestação de vontade. 3) Há produção de efeitos em negócio inexistente e negócio inválido? Resposta: Há clássica afirmação no sentido de que os atos inválidos são aptos à produção de efeitos. por sua vez. A vontade tácita. conceito bastante próximo do anterior. Questões do TRF3 1) Qual a diferença entre confirmação. do agente que cumpre um contrato mesmo sabendo que sobre ele pende vício de anulabilidade. pode-se dizer que o silêncio é a ausência completa de manifestação de vontade. A ratificação seria uma de suas modalidades. em geral.6. mas esta não se dá pela forma escrita. Assim. realizada pela mesma pessoa que praticou o ato a ser ratificado. representa situação em que a lei atribui a determinado comportamento um específico significado de um declaração de vontade negocial.1. por exemplo. É o caso. em que uma pessoa garante ao credor o cumprimento de uma obrigação assumida por outra pessoa (o STJ não aceita a ―autofiança‖). que presume a remissão do penhor. pode-se incluí-lo no conceito de união de contratos. 3. É o caso da devolução da coisa empenhada. pela própria configuração do contrato de fiança. ainda que não haja necessariamente relação de ―acessório X principal‖. é autoridade superior). embora se possa efetivamente perceber a real intenção do agente. que a convalidação é o ato jurídico que com efeitos retroativos sana vício de ato antecedente de tal modo que ele passa a ser considerado como válido desde o seu nascimento. 2) Qual a diferença entre silêncio.

7.1. como se define isto? Resposta: (a) O estabelecimento empresarial pode ser definido como o conjunto organizado de bens corpóreos e incorpóreos reunidos pelo empresário para o exercício da empresa.1. Questões do TRF2 1) (a) O que é o estabelecimento. entretanto.7. se eu encontro pessoas exercendo uma atividade comercial. razão pela qual o valor do estabelecimento é maior do que o da soma dos bens individualmente considerados. conhecido como aviamento (Direito Italiano) ou fundo de comércio. 205 . nesse ambiente de empresa.6. Direito Empresarial 3. 3. haverá produção de efeitos. Questões do TRF4 3.produzir efeitos.2.1. (b) A importância de saber o conceito de empresa é ligada a todo o regime jurídico especial aplicado ao conjunto de pessoas que exercer atividade profissional organizada para a produção ou circulação de mercadorias e serviços. em que identifico pessoas praticando atos de comércio. o contrato inexistente produzirá todos os seus efeitos e o ―pagamento‖ será integralmente realizado.4. Questões do TRF1 3.6.7. essas pessoas serão classificáveis como individuais empresários? (d) Serão uma sociedade? (e) Numa situação concreta. Sociedade Limitada 3. Questões do TRF5 3. é possível que haja produção de efeitos em atos inexistentes. mas até que haja determinação judicial em contrário. de fato.7.1. Na prática. razão pela qual prescindiriam até mesmo de declaração judicial de sua inexistência. já que sequer reúnem os requisitos de existência dos atos jurídicos em geral. até que sobrevenha manifestação judicial em contrário.1. qual a importância prática de saber qual o conceito de empresa? (c) Qual a relevância do conceito de empresa para o direito? (D) Se a empresa não estiver contida numa sociedade. empresário? (b) Nesse conceito de empresa. Exemplo conhecido dos tribunais federais é o caso do aposentado do INSS que tem valores descontados em seu benefício por suposto contrato de empréstimo consignado com instituição financeira. se o desconto dos valores não for percebido pelo aposentado.5. o contrato não existe. dessa reunião é originado um sobrevalor.1.

em face de sua afetação. a conceituação de empresário não depende mais da prática de atos de comércio. com normas regulamentadoras especiais. é.7. (e) Na atual teoria da empresa. compromete o patrimônio social por eles formado ou não? Resposta: Sim. Questões do TRF3 3.1.5. 206 . Questões do TRF5 01) Discorra sobre a responsabilidade dos sócios. 988 c/c 1. Nessa caso não serão uma sociedade. mesmo antes da constituição da personalidade jurídica entende-se que o conjunto de bens destinados ao exercício da empresa se constitui em patrimônio especial. de forma habitual e com intuito de lucro.(c) e (d) A atividade organizada de produção e circulação de mercadorias e serviços exercida por pessoa individual faz incidir o conceito de empresário individual. CC). mas sim da forma como é exercida a atividade. Relativamente às obrigações contraídas antes de sua constituição eles respondem ilimitadamente. i. salvo hipóteses excepcionais. a posterior constituição de pessoa jurídica não pode prejudicar o sobredito ato jurídico perfeito. 2) Evoluindo neste mesmo exemplo: se estes empresários resolvem formalizar a relação.7. Assim. respondendo inicialmente pelas obrigações sociais (arts. um conjunto de pessoas. que pressupõe.1. na parte destinada ao Direito de Empresa. se a atividade é exercida de forma profissional.024. a atividade de empresário.7. constituindo uma sociedade com um tipo de responsabilidade limitada? Como fica isto relativamente às obrigações já contraídas? Resposta: Tendo-se em vista que as relações anteriores foram formalizadas em momento no qual não se existia qualquer limitação de responsabilidade (citação).3. 3) Digamos que a sociedade que eles formem constitua um patrimônio. Questões do TRF4 3. razão pela qual a formalização citada não produz efeitos em relação aos credores anteriores. com a organização profissional dos fatores de produção. estará caracterizada. previstas no Código Civil. 3.4. Indago: essa limitação de responsabilidade contém o patrimônio social também.1. mas sim um empresário individual. na prática.

já há personalidade jurídica. o sócio em geral tem responsabilidade limitada ao valor subscrito. 990). ao passo em que o sócio administrador terá responsabilidade subsidiária. demanda a aprovação de. de forma ilimitada. 994. fazer pactos limitativos de responsabilidade (art. ressalvado o já citado patrimônio de afetação (art. 02) O capital social pode ser alterado pelos administradores ou apenas pelos sócios? Resposta: Nos termos do artigo 1076. entre si. ainda que não haja personalidade jurídica. embora os sócios possam. a alteração do contrato social. §único). mas respondem pela integralização do capital social. a responsabilidade dos sócios é limitada ao valor de suas cotas. enquanto os comanditários respondem apenas pelo valor de suas cotas. Nas sociedades em comandita por ações. sócios que representem ¾ do capital social. no mínimo. todos respondem pelas dívidas sociais. Nas sociedades limitadas. I do Código Civil. será inicialmente suportada pelo referido patrimônio.039. de que depende a alteração do capital. que não tem personalidade jurídica. LSA) Nas sociedades em comantida simples. não havendo que se falar sequer em responsabilidade pela integralização das demais. assim entendido o conjunto de bens destinados ao exercício da atividade.Resposta: A responsabilidade dos sócios das pessoas jurídicas que exercem atividades de empresário irá depender. há ao menos a limitação da responsabilidade. Em comum. Já no que tange às diferenciações. tem-se basicamente o que segue: Na sociedade em comum. os sócios respondem apenas e tão somente pela integralização da sua cota social. 207 . Na sociedade em conta de participação. mas a responsabilidade é ilimitada. 282. §1º) Nas sociedades em nome coletivo. que é o patrimônio de afetação. apenas o sócio ostensivo exerce a atividade empresarial e apenas ele responde pelas dívidas sociais.1. Nas sociedades anônimas. do tipo empresarial escolhido para a atividade. A especialização patrimonial somente produz efeitos entre os sócios (art. As obrigações ligadas à empresa. basicamente. os sócios comanditados são responsabilizados solidária e ilimitadamente. mas ilimitada e solidária (entre si) pelas obrigações da sociedade (art.

8. 3. Recebimento da Inicial. Petição Inicial. entende-se.4. com a demonstração do interesse jurídico.8.4.01.46997) não atrai a competência da Justiça Federal (TRF1 . na esteira da Súmula 61 do TFR. Valor da Causa e Caracterização por Matérias. Intervenção de Terceiro e Ação Declaratória Incidental 3.0000. Audiência Inicial.2.0000. que a intervenção da União com base em interesse meramente econômico (Lei 9.0025997-34. OU DE CONSTITUIÇÃO DE SERVIDÃO ADMINISTRATIVA.8.8. Resposta do Réu.1. NÃO PODERÁ SER OBRIGADA A INTEGRAR A RELAÇÃO PROCESSUAL.8. o que somente se dá com a assistência simples ou litisconsorcial (TRF1 .1. Questões do TRF5 208 .01.2002. Procedimento Sumário. MANIFESTANDO A UNIÃO EXPRESSAMENTE FALTA DE INTERESSE EM INTERVIR NO FEITO. Citação. de 17/08/2012). Questões do TRF2 1) Com relação às concessionárias.1. Questões do TRF4 3.3.1. litisconsorcial.001685436.1. Questões do TRF1 3. Questões do TRF3 3. qual é a classificação correta? Resposta: Embora haja bastante discussão jurisprudencial sobre o tema.5. isto é. Procedimento. Audiência de Instrução e Julgamento.4. o juiz federal pode obrigar a União a figurar no feito? O que diz a Súmula do TRF 2? Resposta: Diz a súmula Súmula 41 do TRF-2: NA AÇÃO DE DESAPROPRIAÇÃO.8.3. COMPETINDO O JULGAMENTO À JUSTIÇA ESTADUAL 2) A assistência que atrai a competência da Justiça Federal é simples. de 25/07/2012).8.1.1. PROPOSTA POR CONCESSIONÁRIA DE ENERGIA ELÉTRICA. Direito Processual Civil 3. Hipóteses de Admissibilidade.2011.

na doutrina.1. desde que haja dúvida objetiva e respeito ao prazo do recurso tido como correto. cabe RESE? Resposta: Sim. Questões do TRF2 3.1. CPP). 3) Da decisão que rejeita o pedido de liberdade provisória sem fiança.1. os Embargos (e os embarguinhos). por expressa disposição legal (art. a Carta Testemunhável.9. ainda existe a prisão como condição de apelar? Resposta: Não.1. a Apelação. Já era reconhecida pela jurisprudência dos tribunais a impossibilidade de imposição da referida condicionante.3. embora.2.9. Recursos 3. o Agravo Regimental e o Agravo contra decisão denegatória de recurso especial ou extraordinário.9. Direito Processual Penal 3. 4) O réu que responder o processo em liberdade poderá ter sua prisão decretada imediatamente após a decisão de recurso no Tribunal? 209 . não há mais discussões a respeito da matéria. V.1. o Recurso Especial.3. com a revogação do artigo 595 do CPP. ainda que não previsto no CPP de forma expressa. Atualmente. 581.9. 2) Aplica-se o princípio da fungibilidade no Processo penal? Resposta: Também conhecido como ―Teoria do Recurso Indiferente‖ ou do ―Tanto vale‖. Embargos infringentes e de nulidade e o Recurso extraordinário. em face da presunção de inocência e do duplo grau. Questões do TRF3 1) Quais os recursos previsto no CPP? Resposta: O CPP prevê de forma expressa apenas o Recurso em sentido estrito (RESE). autores como Nelson Nery entendam desnecessário o segundo requisito. Questões do TRF1 1) No tocante ao apelar em liberdade. Admite-se.9. 3. tem aplicação no processo penal.

1. Questões do TRF5 3.1.10.10. Responsabilidade Administrativa em Matéria Ambiental. Dessa forma. Questões do TRF3 3.1.10.1.1.2.1. 3. a liberdade se impõe.10. Do contrário.10. Questões do TRF1 3. Questões do TRF4 3. razão pela qual normalmente continuará em liberdade.5. já tendo se manifestado o STF no sentido de que a ausência de efeito suspensivo aos recursos de natureza extraordinária (REsp e RE) não têm o condão de possibilitar a execução provisória contra o réu.9. Poder de Polícia Ambiental 3. Questões do TRF2 3.9. 5) E na hipótese de ter respondido o processo preso.4.1.1. mesmo que este tivesse respondido a todo o processo preso.Resposta: A decisão do Tribunal. por si só.4. Questões do TRF4 210 . Tutela Administrativa do Meio Ambiente. sendo válido ressaltar que a Lei 12. a decisão condenatória do Tribunal somente é apta a gerar o encarceramento se presentes alguns dos requisitos da prisão preventiva. no recurso de apelação o tribunal poderá deferir a liberdade? Resposta: A liberdade se imporá se não estiverem presentes os motivos da prisão preventiva. não é apta a legitimar o encarceramento do réu. é bem provável que não haja qualquer dos requisitos da preventiva. Como o réu respondeu ao processo em liberdade.3. Direito Ambiental 3.10.403/2011 revogou a disposição do CPP que condicionava o conhecimento da apelação à não fuga do recorrente.

atividades e direitos individuais. 21. haja vista ser competência da natureza comum. com preferência para a palavra dada pelo ente licenciador. razão pela qual em regra era atribuída aos órgãos estaduais. 24. 02) Compreensão do poder de polícia administrativo. minas e outros recursos minerais‖ (art. VI). como sendo apto a legitimar a instituição de exação tributária na modalidade taxa. deu-se prevalência à atuação exercida pelo ente responsável pelo licenciamento. conservação da natureza. XII). salvo quando se tratasse de obra com significativo impacto ambiental de âmbito nacional ou regional. deve ser levado em conta que há competência privativa da União para legislar sobre ―águas e energia‖ (art. no exercício do chamado Federalismo de Cooperação. Resposta: Hely conceitua Poder de Polícia como "a faculdade de que dispõe a Administração Pública para condicionar e restringir o uso e gozo de bens. IV). pesca. em benefício da coletividade e do próprio estado‖. embora não se tenha suprimido completamente a competência dos demais. Resposta: Embora haja expressa previsão constitucional no sentido de ser comum a todos os entes competência material para ―proteger o meio ambiente e combater a poluição em qualquer de suas formas‖ (artigo 23. 22.10. ―jazidas. em linhas gerais.3. portanto. porém. Questões do TRF5 TRF5 – 2012 01) Trate da repartição de competência em matéria ambiental e se houve alguma alteração recente sobre o tema. No que tange ao licenciamento foi mantida. caça. Já a competência fiscalizatória era exercida por todos os entes. que há competências que são atribuídas apenas à União. e que as demais são atribuídas a todos os entes. tendo-se em conta que o âmbito laboral também integra o conceito de meio ambiente. fundamento. com base na preponderância do interesse. Fundamenta-se. fauna. e de haver previsão de competência legislativa concorrente à União. manter e executar a inspeção do trabalho‖ (art. Pode-se dizer. A matéria foi detalhada pelas Resoluções 1 e 237 do CONAMA.1. XXIV). no princípio da supremacia do interesse públi211 . proteção do meio ambiente e controle da poluição‖ (art. Já no que tange ao poder fiscalizatório. em linhas gerais. A matéria ligada à competência para o licenciamento era tratada predominantemente no artigo 10 da Lei da Política Nacional do Meio Ambiente.5. 22. além da competência material privativa da União para ―organizar. portanto. Estados e DF para legislar sobre ―florestas. a noção de predominância do interesse. Discorra. defesa do solo e dos recursos naturais. Recentemente a Lei Complementar 140/2011 tratou de regular o tema da cooperação entre os entes. É expressamente tratado pelo artigo 78 do CTN. VI).

entendo que também a multa é decorrente do poder de polícia. ao lado da indisponibilidade do interesse público. Isso não impede. 212 . que não detém. 04) A administração aplicou uma multa pelo atraso na prestação. poder para decidir multar ou não multar. assim. entretanto. 05) O poder de polícia precisa da intervenção do poder judiciário? Resposta: Os autores administrativistas. Apesar disso. Pode-se dizer. a administração estaria exercendo o poder administrativo? Resposta: Tratando-se de prestação exigível no bojo do exercício do poder de polícia. ou a atribuição de simples atos materiais a particulares. Dessa forma. caso a Administração opte por levar o caso ao Judiciário. sua delegação a pessoas jurídicas de direito público. em que a intermediação do Judiciário é necessária. a jurisprudência superior já teve a oportunidade de afirmar que. que o exercício dos atos decorrentes do poder de polícia é autoexecutório sempre que houver expressa previsão legal nesse sentido ou quando se tratar de ato urgente. a eventual multa pelo atraso no seu cumprimento pode ser qualificada como medida acessória que visa a estimular o seu cumprimento tempestivo. que são operados por particulares. Em que pese ainda não haver definição do tema. como as autarquias. por exemplo. colocam a autoexecutoriedade. como. como no clássico exemplo dos radares que medem a velocidade de veículos em vias públicas. reconhece-se que há situações em que não pode a Administração executar diretamente as decisões derivadas do Poder de Polícia. colocado por Celso Antônio Bandeira de melo como base de todo o Direito Administrativo. em geral.co. não é cabível a extinção do feito por falta de interesse de agir. em face da relação de acessoriedade e seguindo a teoria da Gravitação Jurídica. haja vista tratar-se de faculdade eminentemente pública. entretanto. é possível? Resposta: Entende-se predominantemente que não é possível. a discricionariedade e a coercibilidade como caracarterísticas inerentes ao poder de polícia. no caso da cobrança de multas. 03) Delegação a particular do poder de polícia. Há relevante discussão na doutrina e na jurisprudência acerca da autoexecutoriedade ou não do ato demolitório de construções irregulares.

depende de procedimento contraditório. entretanto.5. Questões do TRF4 3. salvo se imposta como condição para a permanência no Estado estrangeiro ou o exercício de direitos civis.11. conhecimento da língua.). 3.1. Quanto à perda. Nacionalidade: Aquisição. filho de pai ou mãe brasileira a serviço do Brasil ou filho de pai ou mãe brasileira.1.2. A perda. pela nacionalidade brasileira. Resposta: Nacionalidade pode ser definida como um vínculo jurídico-político que une uma pessoa a um Estado.11.11. em face de juiz federal competente. No Brasil. depois da maioridade. como acontece comumente com jogadores de futebol. adota-se tanto o modelo do jus solis como o do jus sanguinis. profissão. quanto à nacionalidade originária.1. que prevê a naturalização para o residente há mais de quatro anos. etc. com requisitos de um ano de residência e idoneidade moral para os originários de países de língua portuguesa e 15 anos de residência ininterrupta e ausência de condenação penal.11. razão pela qual não pode ser tida como automática toda vez que um nacional se naturaliza em outro Estado. razão pela qual é brasileiro tanto aquele que nasce no território nacional (salvo se um dos seus pais estiverem a serviço do seu país). por sentença judicial. em virtude de atividade nociva ao interesse nacional. desde que registrado na repartição brasileira competente no exterior ou que venha morar no Brasil e opte a qualquer tempo. para os demais.1.11. ou ao que tiver cancelada sua naturalização. no Brasil é adquirida com a naturalização.11. Questões do TRF2 1) Nacionalidade: Conceito.1. é prevista na Constituição.3. perda e aquisição. Questões do TRF3 3.11.1.3. Perda e Mudança 3. como o que nasce no exterior.4. Discorra.1. Questões do TRF1 3. a Constituição a prevê nas hipóteses de adoção voluntária de outra nacionalidade derivada. Questões do TRF5 213 . Direito Internacional Público e Privado 3. Já quanto à nacionalidade derivada. e no Estatuto do Estrangeiro. mas com diversos requisitos (como boa saúde.

2. Questões do TRF1 1) Qual a teoria predominante em relação à natureza e a sociabilidade. 3.12. por sua vez.13.12.12.5.1. existentes. 214 . que independe completamente do Direito. de sentir exteriores ao indivíduo. Fato Jurídico e Fato Social (Relações) 3.1.1.12.1.12. esta determina o molde do fato social.3. na mesma medida em que o fato social condiciona a sociedade. portanto. Cita-se comumente como exemplo de fato social as regras de postura e de etiqueta. Questões do TRF5 3.1. Sociologia do Direito 3. não construído. o fato social – objeto da sociologia – se constitui na maneira de agir. de pensar. Para o autor. O fato natural.12. dotadas de um poder de coerção. independentemente da sociedade em que ocorrem.12. é algo que a natureza apresenta em seu curso natural.13. Justiça e Legalidade 3. Questões do TRF1 1) O que é justiça? Resposta: O termo comportou diferentes acepções.3.1.1. portanto. Questões do TRF4 3. Dessa maneira.1.4.13. Filosofia do Direito 3. Questões do TRF3 3. pela ação humana.1. o que é o algo social e o algo natural? Resposta: O conceito de fato social foi cunhado por Emile Durkheim como forma de delimitar o campo de abrangência do estudo da ciência da sociologia. ao longo da história. ordinário.1. Questões do TRF2 3.

13.1. decorrente da própria diferença entre os homens. ao mesmo tempo. Para Aristóteles. nesse sentido. justo é tanto aquele que cumpre a lei (justiça em sentido estrito) quanto aquele que realiza a igualdade (justiça em sentido universal). serem dadas as mesmas condições de obtenção da felicidade que são dadas a todos os outros. é instrumento válido de tentativa de mudanças sociais sem uso da violência.2.1. 3. 2) O senhor é a favor da desobediência civil? E a ordem estabelecida. Questões do TRF3 3.Tratada por Platão como a virtude que tem proeminência sobre todas as outras. na prática.5. em que a todos os indivíduos de uma comunidade. desde que exercida de modo a não violar direitos ou legítimas expectativas de terceiros. Questões do TRF5 215 . É de se destacar. no sentido de busca. pelo simples fato de serem indivíduos. sobretudo com sua demonstração em atos públicos. sem que haja necessariamente confronto físico.13. para tanto. e agora vistos como legítimo exercício do direito de não concordar com as políticas públicas instituídas. a decisão do STF em que se autorizaram as marchas contra a proibição da maconha.1. a desobediência civil. Questões do TRF2 3. Dessa maneiro. o termo justiça denota. antes tratadas como crime de apologia. Questões do TRF4 3. que por Justiça deve-se entender uma situação ideal. efetivamente.3. bastando. Pode-se dizer.13.13. portanto. demonstrar a insatisfação mediante o não apoio ao poder estabelecido. de uma igualdade que não existe. Assim. e não teve consequências mais benéficas? Resposta: Por desobediência civil deve-se entender toda forma de protesto contra um poder político instituído. legalidade e igualdade. Miguel Reale ressalta que a Justiça é um valor que só se releva na vida social. Entre os contemporâneos.1.4. em alguns momentos da história não foi rompida. de maneira geral.

Ponto 04 4. é plenamente possível a análise da recepção. também deve ser assegurado no âmbito do controle concreto. A repristinação é um fenômeno legislativo no qual há a entrada novamente em vigor de uma norma efetivamente revogada. 4. no sentido de não se conceder validade a normas que violem seu conteúdo.1.1. Contudo. Há exemplos na Constituição? Resposta: A despeito da semelhança. elaborados com fundamento direto no artigo 84. 2) Efeito repristinatório e repristinação. seja um artigo da Lei Maior alterado por emenda). Direito Constitucional 4.1. VI da Constituição. §3º da LINDB. que retiram seu fundamento de validade na própria Constituição Federal. Discorra e diferencie. a repristinação deve ser expressa dada a dicção do artigo 2º. sob pena de surgir um verdadeiro caos jurídico toda vez que se alterar a norma constitucional. já que não há instrumento infraconstitucional que o fundamente.1. Assim. 216 . Questões do TRF1 1) Cabe ADI em face de decreto autônomo? (Natureza de primariedade) Resposta: A Ação Direta de Inconstitucionalidade é a forma de controle concentrado cabível em face de atos normativos primários. No que tange ao controle concreto. são vocábulos com significação diversa.4. até que se declare a ausência de compatibilidade. pela revogação da norma que a revogou.1.1. todas as normas pretéritas continuam em vigor.1. isto é. Controle de Constitucionalidade 4. em face da alteração do parâmetro constitucional. para os decretos autônomos.2.1. Decorre da premissa de que. Questões do TRF2 1) O que é o fenômeno da recepção? Norma anterior pode ser objeto de controle de constitucionalidade concreto? Resposta: O fenômeno da recepção é a análise individualizada de compatibilidade da lei préconstitucional com a norma constitucional superveniente (seja uma nova Constituição. já que a Força Normativa da Constituição. é cabível a ADI.

Para compreendêlo melhor. tanto na modalidade difusa – surgida nos EUA – como na concentrada – modelo austríaco. 3) É possível controle de Emenda à Constituição? Resposta: O controle de constitucionalidade é a análise acerca da compatibilidade formal e material das leis infraconstitucionais em relação à Constituição Federal. ocorrendo quando uma norma que revogou outra é declarada inconstitucional. Resposta: Trata-se da análise da compatibilidade de toda a legislação infraconstitucional com os preceitos inseridos na Constituição da República. 5) Fale sobre a modulação dos efeitos temporais na ADI. E a decisão declaratória apenas reconhece determinada situação. a norma passa a ter o mesmo status da demais normas constitucionais. a norma que nasce nula (declarada inconstitucional) não poderia revogar a anterior validamente. Assim. No Brasil adotou-se o modelo jurisdicional de controle – embora possa ser feito. Isso não confere ao judiciário um alargamento de seu poder (legislando)? Resposta: 217 . Para este princípio implícito. Não é apenas anulável. Essa tese é embasada no fato de que a decisão que reconhece a inconstitucionalidade é declaratória. construção do legislador constitucional. já que não é produto do Constituinte Originário. Com isso. é necessário explanar brevemente sobre o princípio que lhe dá suporte: o princípio da nulidade do ato inconstitucional. ao contrário. legitimado em face da supremacia formal desta. Assim.Já o efeito repristinatório advém do controle de constitucionalidade. o ato inconstitucional nasce eivado de nulidade. extraído do controle difuso de constitucionalidade e acolhido em nosso ordenamento. em algumas hipóteses. 4) Explane sobre controle de constitucionalidade. pelos demais poderes -. como a Emenda Constitucional é inferior à Constituição. o efeito repristinatório é a reentrada em vigor de norma aparentemente revogada. é perfeitamente cabível o controle de sua constitucionalidade. mas. no caso. como deixa ver o artigo 59 da Constituição. entretanto. Uma vez ultrapassado o controle. a nulidade.

de modo a permanecerem válidos os atos praticados na vigência da lei declarada inconstitucional. 6) Faça uma diferenciação sobre o que vem a ser controle de constitucionalidade e a modulação dos seus efeitos temporais de acordo com a doutrina e a jurisprudência. de que a lei inconstitucional é nula. ao Judiciário um poder que aparentemente excede o de mero órgão julgador. razão pela qual entende-se o alargamento como compatível com a Constituição. de fato. via de regra. razão pela qual não deveria produzir quaisquer efeitos jurídicos. razão pela qual a declaração de sua inconstitucionalidade deveria produzir efeitos jurídicos retroativos. O sistema brasileiro se assenta na premissa. que a lei já nasceu nula. tem o condão apenas de declarar (ADI) uma situação já existente. 7) Há correntes que veem uma extravagância do Poder Judiciário. em situação análoga à que consta na Constituição Portuguesa e também na Lei Orgânica da Corte Constitucional Alemã. pois que estaria exercendo um poder normativo a partir do momento que dá efeito prático a um preceito que ele já declarou inconstitucional. entretanto. Trata da possibilidade de se legitimar a produção de efeitos a uma lei considerada inconstitucional. Acaba-se por permitir. que o STF legitime os efeitos produzidos por uma lei que é nula em sua essência. assim. em respeito ao princípio da segurança jurídica. Por razões de segurança jurídica. por razões de segurança jurídica. inclusive fixando os marcos de sua vigência. como se a lei jamais tivesse existido. Entende-se. então. na medida em que confere possibilidade ao STF de dar validade a norma que contraria a Constituição. permite-se a declaração de inconstitucionalidade sem pronúncia de nulidade. razão pela qual o legislador dá. pode produzir efeitos jurídicos válidos.A modulação de efeitos é prevista em nosso ordenamento pelos artigos 27 da Lei 9.882/1999. Resposta: Em linhas gerais. Como vê essa questão? Haveria essa invasão do Poder Judiciário? Resposta: O reconhecimento da possibilidade de modulação dos efeitos da declaração de inconstitucionalidade foge às linhas teóricas do entendimento no sentido de que a lei inconstitucional é nula. mesmo inconstitucional. não devendo produzir qualquer efeito. desde que nesse sentido decida o STF. entretanto. Faz-se. em sede de controle concentrado. Embora se possa entender que a modulação atua como garantia do 218 . Entretanto. de modo que a lei.868/1999 e 11 da Lei 9. a possibilidade de modulação de efeitos representa um certo alargamento do seu poder. o controle de constitucionalidade é a análise da compatibilidade de toda a legislação infraconstitucional com os preceitos inseridos na Constituição da República. admite a legislação infraconstitucional a modulação dos efeitos desse reconhecimento. De fato. O reconhecimento da inconstitucionalidade.

princípio da segurança jurídica. como. está sendo confeccionado e há uma discussão sobre sua compatibilidade. não há como negar que sua utilização indevida pode gerar situações de indevida atuação do Poder Judiciário como legislador positivo e contrário à Constituição. entretanto. No Legislativo. a atuação se dá pelas Comissões de Constituição e Justiça ou pelo próprio Pleno. antes da aprovação dos projetos. Resposta: É possível o controle preventivo. que incide sobre os projetos de lei ou de emenda constitucional. não seria possível o controle interno. Assim. por parte dos três poderes. por exemplo. sobretudo no que tange às cláusulas pétreas. Em matérias de mero funcionamento interno. somente seria possível o controle sobre a confecção do Regime Interno se uma de suas normas violasse algum de seus mandamentos violasse expressamente uma norma cogente da Constituição. 8) Pode haver controle de constitucionalidade preventivo? Exemplifique. 9) Na hipótese em que o regimento interno da Câmara de um dos Poderes. poderia haver esse controle de constitucionalidade pelo Supremo em relação ao que estivesse inscrito nessa norma específica interna de funcionamento de um dos Poderes? Resposta: O controle preventivo tem balizamento bastante restrito: o direito público subjetivo de participar de um processo legislativo hígido. Assim. No âmbito do Executivo. Já no âmbito do Judiciário acontece apenas em casos concretos nos quais se discuta o direito público subjetivo dos parlamentares de participar de um processo legislativo hígido (devido processo legislativo) que não contrarie as regras de vedação de deliberação expressamente contidas na Constituição. atua-se através do veto jurídico. 10) Como a Constituição Federal trata o efeito repristinatório de normas constitucionais? Resposta: 219 . por exemplo. não se podendo falar em controle para atos classificados como interna corporis. apenas reconhece-se sua possibilidade na medida em que o próprio ato de deliberar sobre determinada matéria viole a Constituição. se houvesse previsão de quórum de maioria absoluta para a aprovação de emendas constitucionais.

a norma que nasce nula (declarada inconstitucional) não poderia revogar a anterior validamente. nas quais a livre manifestação do poder derivado reformador possa estar ameaçada. ao contrário. Essa tese é embasada no fato de que a decisão que reconhece a inconstitucionalidade é declaratória. 11) É possível controle de constitucionalidade de EC? Resposta: O controle de constitucionalidade é a análise acerca da compatibilidade formal e material das leis infraconstitucionais em relação à Constituição Federal. ocorrendo quando uma norma que revogou outra é declarada inconstitucional. a nulidade.O efeito repristinatório advém do controle de constitucionalidade. Para este princípio implícito. mas. o ato inconstitucional nasce eivado de nulidade. é necessário explanar brevemente sobre o princípio que lhe dá suporte: o princípio da nulidade do ato inconstitucional. assim. e em intervenção federal. o efeito repristinatório é a reentrada em vigor de norma aparentemente revogada. é perfeitamente cabível o controle de sua constitucionalidade. Assim. como deixa ver o artigo 59 da Constituição. já que não é produto do Constituinte Originário. Para compreendê-lo melhor. de extrema gravidade. existem limitações? Resposta: Existem 3 graus de limitação: Formais ou procedimentais: referem-se aos órgãos competentes e aos procedimentos a serem observados na alteração do texto constitucional. E a decisão declaratória apenas reconhece determinada situação. entretanto. a reforma em casos de estado de sítio e de defesa. 12) Poder Constituinte Derivado. a norma passa a ter o mesmo status da demais normas constitucionais. Circunstanciais: são limitações consubstanciadas em normas aplicáveis a situações excepcionais. extraído do controle difuso de constitucionalidade e acolhido em nosso ordenamento. no caso. como a Emenda Constitucional é inferior à Constituição. Assim. 220 . Não é apenas anulável. Com isso. Uma vez ultrapassado o controle. Veda-se. construção do legislador constitucional.

por posterior reforma do texto constitucional ou por circunstâncias fáticas. se torna com esta incompatível. haverá revogação da norma e. 12) Poder Constituinte Derivado.Materiais: impedem a alteração de determinados conteúdos consagrados no texto constitucional. a não recepção ocorre quando a norma é incompatível com a nova constituição. Nesse caso. 221 . a questão não é propriamente de inconstitucionalidade. em razão da incompatibilidade com a Constituição. Já a inconstitucionalidade superveniente. segundo as quais a Constituição não poderia ser emendada antes de decorrido determinado lapso temporal. que é hierarquicamente superior. anterior à Constituição. compatível com a Constituição. existem limitações? Resposta: 13) Qual artigo contém as cláusulas pétreas? Resposta: DESSE PONTO EM DIANTE: RESPOSTAS ELABORADAS POR ÉRICO RODRIGO FREITAS PINHEIRO 15) O que significa recepção e não recepção? Resposta: Há recepção quando uma norma pré-constitucional guarda conformidade com uma nova Constituição. sendo com ela compatível. ocorre quando uma norma. Segundo entendimento do STF. fenômeno semelhante. 16) Qual a diferença entre inconstitucionalidade superveniente e não recepção? Resposta: Como exposto anteriormente. Ao reverso. não propriamente inconstitucionalidade. Não previstas na atual Constituição. permanecendo em vigor. sendo revogada com o advento da norma hierarquicamente superior. São as denominadas cláusulas pétreas. Fala-se ainda em limitações temporais. é com esta incompatível. ADI 2). a não recepção ocorre quando a norma. mas de revogação de norma anterior pela nova norma hierarquicamente superior (ADIQO 7.

Sepúlveda Pertence considerou que a não recepção implica em inconstitucionalidade. 5250/67). devendo ser solucionada no âmbito do direito intertemporal. cujo relator foi o Ministro Carlos Ayres Britto. disciplinada pela Lei n. a Constituição não deixa de produzir efeitos revogatórios. da Constituição. Quem foi o ministro relator. sendo inconstitucionalidade. ao ser promulgada. não podendo o legislador ordinário criar outras limitações. que a compatibilidade da norma com a Constituição seja objeto de Arguição de Descumprimento de Preceito Fundamental. mas de revogação da norma anterior. Por exemplo. Admite-se. Já o Min. recentemente. Paulo Brossard defendeu que a incompatibilidade de norma anterior à Constituição com o texto dessa encerra hipótese de revogação. o STF considerou a Lei de Imprensa incompatível com a Constituição de 1988. Este Ministro defendeu que. ADIN não poderia tratar deste tema (pelo fato de ser superior. no sentido de se tratar de revogação e que. 19) Lembra quem foram os ministros do STF que travaram o debate célebre em que ficou decidido que a norma infraconstitucional incompatível com a constituição superveniente encerra hipótese de "não-recepção". foi caso da ADPF n. a diferença é substancial pois. 18) Que entendimento o STF adotou. por afrontar as disposições relativas à liberdade de imprensa. 130. não revogasse. cujo objeto foi a Lei de Imprensa (Lei n. entre os ministros Paulo Brossard (relator) e Sepúlveda Pertence. por este motivo.. e não hipótese de "revogação"? Resposta: Referido rebate foi travado no bojo da ADI n.17) Não recepção pode sofrer controle concentrado? Qual a lei? Resposta: Segundo entendimento do STF. 222 . por ser suprema. leis ordinárias. 9882/1999. mesmo podendo ser tratada de revogação. (. 2. poderia ser objeto de ADIN. neste caso? Resposta: No julgamento da ADPF n. contudo.. 102. que regulamentou o art. O Min. Considerou-se que o exercício da atividade jornalística encontra-se submetido apenas às restrições constantes do próprio texto constitucional. segundo seu entendimento. (Seria ilógico que a lei fundamental. Prevaleceu o entendimento do relator.) Ação direta de que se não conhece por impossibilidade jurídica do pedido). não sendo apenas revogação. acerca da lei de imprensa. a verificação de compatibilidade de uma norma anterior à Constituição não pode ser objeto de ação direta de inconstitucionalidade. pois não se trata propriamente de inconstitucionalidade. parágrafo primeiro. 130.

20) Qual a diferença entre não recepção e revogação de norma em decorrência de constituição superveniente? Resposta: Como exposto. Entendeu que ―não se admite a figura da constitucionalidade superveniente”. 22) Qual o efeito da modulação na declaração de inconstitucionalidade? Há categoria nova ou fica no plano tão somente da validade? A modulação dos efeitos temporais dos julgados do STF atinge a norma em que nível de validade? Resposta: Por regra geral. Conforme decidido nas ADIs 2158 e 2189. Nos casos em que há modulação. não seria cabível ADI contra norma constitucional vigente confrontada com norma constitucional revogada. o STF ensaia mudança neste entendimento. não ocorre propriamente declaração de nulidade (que teria efeito ex nunc). 21) Cabível ADI contra norma infraconstitucional vigente em face parâmetro normativo constitucional revogado? Resposta: Segundo entendimento tradicional no STF. por razões de natureza política (preservação da segurança jurídica e excepcional interesse social). este posicionamento não foi acolhido pela maioria do pleno do STF. sendo que a incompatibilidade material com a Constituição deve ser apreciada no plano hierárquico. seriam consideradas prejudicadas (ADI 2197). O reconhecimento da inconstitucionalidade implica em nulidade da norma. Nesse caso. Nesta hipótese. Trata-se de declaração de nulidade. implica em inconstitucionalidade. com esta temática. Já a não recepção. a decisão terá efeito constitutivo negativo. não apenas no cronológico. Eventuais ADIs propostas. recentemente. o Tribunal considerou que a constitucionalidade da norma deve ser aferida diante da quadro constitucional vigente na data de sua edição (princípio da contemporaneidade). Sepúlveda Pertence. atinge a norma no plano de validade. a declaração de inconstitucionalidade tem efeitos erga omnes e ex tunc. atingindo a norma no plano de sua eficácia. no sentido de que norma posterior revoga norma anterior que seja com esta incompatível. com efeitos retroativos à data de sua promulgação. ocorre o que a doutrina chama de ―declaração de inconstitucionalidade sem pronúncia de nulidade‖. Contudo. 223 . na visão do Min. a revogação implica em solução do conflito conforme preceitos atinentes a direito intemporal. Contudo.

etc. 25) Exemplo de inconstitucionalidade adjetiva.23) Existe controle de constitucionalidade superveniente? Resposta: Segundo atual entendimento do STF. Com fundamento. 4. no princípio da dignidade da pessoa humana. não se admite constitucionalidade superveniente (ADIs 2158 e 2189).1. eventual norma.1. Interpretação conforme sem redução de texto: não há supressão textual. o STF considerou ser possível a interrupção da gestação neste caso (ver informativo 661). A análise da constitucionalidade da norma deve levar em consideração o quadro constitucional vigente no momento de sua edição (princípio da contemporaneidade). mas confere-se à norma impugnada uma determinada interpretação que lhe preserve a constitucionalidade ou quando exclui-se da norma impugnada uma interpretação que lhe acarretaria a inconstitucionalidade. uma interpretação compatível com a Constituição. 54 (crime de aborto do CP)? Resposta: A ADPF 54 versa sobre a possibilidade de aborto nos casos de gestação de feto anencéfalo. Interpretação conforme com redução de texto: declara-se a inconstitucionalidade de determinada expressão. não pode ser convalidada por alteração constitucional posterior.3. Resposta: Inconstitucionalidade adjetiva é sinônimo de inconstitucionalidade formal. 224 . principalmente. quando os quóruns de votação não são observados. Assim. Questões do TRF3 1) Quais espécies de interpretação conforme são cabíveis? Resposta: A doutrina considera haver duas espécies de ―interpretação conforme‖: 1. possibilitando a partir dessa exclusão do texto. quando a iniciativa do projeto de lei partiu de agente não legitimado para tanto. quando não há revisão do projeto iniciado em uma casa legislativa por outra. que ocorre quando promulga-se norma cujo processo de elaboração (processo legislativo) encontrase viciado. Pode ocorrer quando a norma é editava por ente federativo incompetente. 2. nascida inconstitucional. 24) O que se pretende na ADPF no. quando a vida extrauterina se revela inviável.

a da Constituição. Em sentido contrário. Isto porque não se cria ou aumenta tributo. não incidindo o art. 2) Qual a diferenciação tópica entre anterioridade e anualidade? Resposta: Segundo o princípio da anterioridade.2. III. ―Norma legal que altera o prazo de recolhimento da obrigação tributária não se sujeita ao princípio da anterioridade‖. os entes não poderão cobrar tributos no mesmo exercício financeiro em que houverem sido criados ou aumentados (Art.2. 150. Questões do TRF4 4. São princípios distintos em relação à chamada anualidade. Ricardo Lobo Torres e Werther Botelho Spagnol.1. Questões do TRF5 4. Sistema Constitucional Tributário: Princípios Constitucionais De Direito Tributário 4. b). 150. III.1. a CF). Questões do TRF1 1) Os princípios constitucionais da vedação ao confisco se aplica a tributos extrafiscais? Resposta: A doutrina majoritária entende que o princípio do não-confisco não se aplica aos tributos extrafiscais. Nesse sentido. 225 .1.4. Pelo princípio da anterioridade do exercício financeiro.4. é vedado aso entes tributantes cobrar tributos em relação aos fatos geradores ocorridos antes do início da vigência da lei que os houver instituído ou aumentado (Art. Direito Tributário 4.1. Este princípio não vigora no Brasil.1.1. Sacha Calmon Navarro Coelho e Aliomar Baleeiro.2. III.5. 3) Norma legal que altera prazo de recolhimento de tributo se sujeita ao princípio da anterioridade? Resposta: Conforme Súmula 669 do STF. pois estes não detém função arrecadatória. sendo instrumentos da política fiscal. 150.1. o qual preconiza que arrecadação de determinado tributo deve ser anualmente prevista na respectiva lei orçamentária.

sem necessariamente haver alteração nas alíquotas. 5) O que dizer de uma lei que estabelece alíquotas progressivas sobre. significa norma editada pelo Poder Legislativo. apesar de se exigir edição de lei em sentido formal. da probidade. Por consequência. da confiança. da lealdade. Resposta: (questão truncada). IOF. 2) Haveria a incidência do princípio da eticidade na área tributária? Resposta: Pelo princípio da eticidade. a Constituição impõe a edição de lei formal para a regulamentação de determinada matéria. da vedação ao confisco. da iso226 . A progressividade é comum é considerada constitucional no Direito Brasileiro. estas relações devem ser marcadas por valorização da dignidade humana. II e IE (art. a boa-fé deve marcar as relações jurídicas. da não surpresa. da cidadania. são aplicáveis alíquotas maiores.4) Distinção básica entre proporcionalidade e progressividade? Resposta: Pelo princípio da progressividade. permite-se a esta estabelecer somente parâmetros de atuação do Poder Executivo. 153. da Constituição). nesse sentido.2. à medida que se aumenta a base de cálculo. conforme processo legislativo constitucionalmente previsto.2. Pela legalidade relativa. tendo relação com os princípios da anterioridade. 4. Questões do TRF2 1) Princípio da Legalidade Relativa é cabível no direito tributário? Resposta: Pela legalidade absoluta.1. Exemplos: Alíquota do Imposto de renda e das contribuições previdenciárias dos trabalhadores. considerada uma manifestação do princípio da capacidade contributiva. da capacidade contributiva. da personalidade. Um exemplo é a alteração da base de cálculo do imposto de renda. Trata-se de princípio correlato ao princípio da capacidade contributiva. Exemplo: Alíquotas do IPI. Já o princípio da proporcionalidade implica em maior tributação aos contribuintes com riqueza tributável maior. Lei. para dedução de despesas médicas. Este princípio incide na área tributária. podendo este complementá-la por ato infralegal. É admitida no direito tributário. da boa-fé e da honestidade. parágrafo primeiro.

o ato jurídico perfeito e o direito adquirido (além da coisa julgada) são intangíveis e não podem ser afetados por ato normativo posterior. com a efetiva produção de efeitos da norma. Resposta: O princípio da irretroatividade guarda relação com a eficácia das normas. por exemplo. a vincular o contribuinte e o ente tributante. Já a vigência material se confunde com a eficácia. Entra nesse conceito a figura da eficácia? Resposta: Vigência é a aptidão da norma. Já a intangibilidade guarda relação com o princípio da segurança jurídica. por exemplo. em relação a um mesmo sujeito passivo. havendo mudança de interpretação. 227 . 3) Mudança de interpretação acarreta em novo fato gerador? Resposta: Segundo o art. 146 do CTN. que visam assegurar uma relação transparente entre o fisco e o contribuinte. quanto a fato gerador ocorrido posteriormente à sua introdução. de ofício ou em conseqüência de decisão administrativa ou judicial. com. da não-discriminação. Por exemplo. as quais não poderão retroagir para alcançarem fatos pretéritos. com a aptidão para produção de eventos.nomia. não pode retroagir. válida. gerando todos os efeitos previstos nas normas gerais de Direito Tributário. nos critérios jurídicos adotados pela autoridade administrativa no exercício do lançamento somente pode ser efetivada. sendo aplicável aos fatos gerados ocorridos posteriormente à mudança de interpretação. a possibilidade de emissão de certidões negativas. distinguindo vigência formal e vigência material. A vigência formal guarda relação com a própria vigência. a formalização de um parcelamento de dívida tributária constitui ato jurídico perfeito. ―A modificação introduzida. 4) Existe diferença entre princípios tributários e pressupostos? Resposta: 5) Diferença entre o princípio da irretroatividade e da intangibilidade. Por este princípio. 6) Conceito de vigência da lei tributária. para produção de efeitos.‖ Assim.

ou do que disponham esta ou outras leis de normas gerais expedidas pela União. média e mínima? Resposta: 228 . é vedado aos entes federativos cobrar tributos no mesmo exercício financeiro em que haja sido publicada a lei que os instituiu ou aumentou e antes de decorridos noventa dias da data em que haja sido publicada a lei que os instituiu ou aumentou. fora dos respectivos territórios. nos limites em que lhe reconheçam extraterritorialidade os convênios de que participem. O prazo de vigência da lei observará as disposições da Lei de Introdução às Normas do Direito Brasileiro e do CTN. média e mínima) Resposta: 9) A lei tributária que não majore nem institua tributos também devem observar essas limitações? Qual o prazo de vigência dessas leis? Poderá ter vigência extraterritorial? Qual o pressuposto para isso acontecer? Resposta: Considerando que a legislação tributária se interpreta literalmente. Em regra. Qual seria? (anterioridade máxima. do Distrito Federal e dos Municípios vigora. 8) O somatório da anterioridade com a anterioridade nonagesimal levou a uma classificação. entra vigor 45 dias após sua publicação (art. 101. no espaço e no tempo.‖ 10) O direito tributário trabalha com a retroatividade? Também se aplica a retroatividade máxima. no art. nesses casos tais limitações não incidem. da legislação tributária rege-se pelas disposições legais aplicáveis às normas jurídicas em geral. 1º LINDB). Ou seja. b e c da Constituição. III. 102 dispõe sobre a extraterritorialidade: ―A legislação tributária dos Estados. 150. prevê que a vigência.7) Há alguma peculiaridade em relação às leis tributárias no que tange à eficácia? Resposta: Sim. mas será desprovida de eficácia (não produzirá efetivamente tais efeitos). o STF já decidiu que tais princípios não incidem nos casos redução ou extinção de desconto legalmente previsto (ADI 4016). a própria norma poderá dispor sobre sua vigência. O CTN. Por exemplo. no País. a norma poderá ser vigente (apta a produzir efeitos). Conforme previsto no art. com as ressalvas previstas neste Código. editada norma em desconformidade com estes prazos. Quando omissa. O art.

não obstante vozes em contrário. O exemplo são as contribuições para a seguridade social. não permite qualquer destas formas de retroatividade. são vinculados a taxa e a contribuição de melhoria. São de arrecadação vinculada os tributos cujas receitas devem ser destinadas a determinadas atividades. fixando como marco o fato gerador efetivamente ocorrido. Já nos tributos de arrecadação não vinculada não há essa correlação. conforme art. na hipótese de aplicação da norma gerar situação favorável ao contribuinte ou quanto for interpretativa (art. 229 . direitos já existentes mas ainda não integrados no patrimônio do titular. Já a vinculação da receita remete à classificação dos tributos quanto ao destino da arrecadação. São não vinculados os impostos Os empréstimos compulsórios são vinculados ou não vinculados. IV. Assim. Não necessariamente há vinculação entre fato gerador e vinculação da receita. no que se refere ao fato gerador. Já nos tributos de arrecadação não vinculada não há essa correlação. da Constituição. a retroatividade é ―a) máxima. 12) Pode-se deduzir que. 167. porque o tributo é não vinculado. Entende que o art. por consagrar o princípio da segurança jurídica. Pode haver retroatividade.‖ Este autor entende que a Constituição. São de arrecadação vinculada os tributos cujas receitas devem ser destinadas a determinadas atividades. apenas. vale dizer.pagamento. Assim. 11) Receita de imposto pode ser vinculada a determinada despesa? Onde se encontra este impedimento (vinculação da receita à despesa)? A vinculação do fato gerador toca na vinculação da receita? Resposta: Não é possível a vinculação de receita de determinado imposto a receita. 105 do CTN consagra a irretroatividade. quando a lei retroage para atingir a coisa julgada ou os fatos jurídicos consumados (transação. São não vinculados os impostos Os empréstimos compulsórios são vinculados ou não vinculados. consagrando a irretroatividade. b) média. São tributos vinculados aqueles que guardam relação com alguma atividade estatal relativa ao contribuinte. Já a vinculação à despesa remete à classificação dos tributos quanto ao destino da arrecadação. c) mínima. prescrição). São tributos vinculados aqueles que guardam relação com alguma atividade estatal relativa ao contribuinte. quando a lei nova atinge os efeitos dos fatos anteriores verificados após a sua edição. quando a lei atinge os direitos exigíveis mas não realizados antes de sua vigência. 106). são vinculados a taxa e a contribuição de melhoria. O exemplo são as contribuições para a seguridade social.Segundo Sabbag. a receita referente a esse tributo não pode ser vinculada com a despesa? Resposta: Não necessariamente.

c – ―antes de decorridos noventa dias da data em que haja sido publicada a lei que os instituiu ou aumentou‖). Contudo. 195. afirmando a boa-fé que deve haver na relação entre o fisco e o contribuinte. III. em caso de dúvida quanto à capitulação legal do fato. 16) Existem exceções a esta regra da irretroatividade tributária? Resposta: 230 . ou lhe comina penalidades. 6º da CF ―As contribuições sociais de que trata este artigo só poderão ser exigidas após decorridos noventa dias da data da publicação da lei que as houver instituído ou modificado‖). embora a diferença seja terminológica. Consagra o princípio da não surpresa. ou à natureza ou extensão dos seus efeitos. XXXVI). 5º. a anterioridade nonagesimal seria aplicável às contribuições para financiamento da seguridade social (art. 150.13) Há diferença entre o princípio da noventena e o princípio da anterioridade nonagesimal? Resposta: Para parcela majoritária da doutrina. ou punibilidade e à natureza da penalidade aplicável. a lei tributária que define infrações. entende-se que há equivalência teleológica. a CF). mas há autores que costumam diferenciá-los. é vedado aos entes tributantes cobrar tributos em relação a fatos geradores ocorridos antes do início da vigência da lei que os houver instituído ou aumentado (art. Assim. Conforme este dispositivo. Já a noventena seria aplicável às demais espécies tributárias (art. os princípios são tidos como sinônimos. interpreta-se da maneira mais favorável ao acusado. ou à sua graduação. p. Discorra. III. Resposta: Pelo princípio da irretroatividade. 150. um dos princípios constitucionais tributários é o da irretroatividade tributária. 14) No que diz respeito ao princípio do “in dubio pro contribuinte”. 15) Em matéria de interpretação. conforme expresso no art. à natureza ou às circunstâncias materiais do fato. É corolário do princípio da segurança jurídica (art. é aplicável às infrações tributárias? Resposta: Este princípio é aplicável às infrações tributárias. imputabilidade. à autoria. 112 do CTN.

1. Por este princípio. por exemplo. Já o procedimento é conjunto de atos. conducente à prática do ato final.Conforme o art. em qualquer caso. que decide definitivamente a questão. segundo entendimento do STF. 145.2. o que é a intangibilidade (doutrina nova)? Resposta: A intangibilidade guarda relação com o princípio da segurança jurídica. com. 17) O princípio da capacidade tributária só existe com relação aos impostos ou também existe com relação aos outros tributos? Há diferença entre processo e procedimento tributário? Resposta: Conforme o art. quando deixe de defini-lo como infração. quando deixe de tratá-lo como contrário a qualquer exigência de ação ou omissão. Questões do TRF3 1) Quais elementos da regra matriz de incidência devem estar presentes na lei? Resposta: O art. quando lhe comine penalidade menos severa que a prevista na lei vigente ao tempo da sua prática. com vistas ao acertamento da situação fiscal deste último. a fixação de alíquota do tributo e da sua base de cálculo. o ato jurídico perfeito e o direito adquirido (além da coisa julgada) são intangíveis e não podem ser afetados por ato normativo posterior. 106 do CTN. Contudo. e do seu sujeito passivo. a formalização de um parcelamento de dívida tributária constitui ato jurídico perfeito. praticados no bojo deste processo. a possibilidade de emissão de certidões negativas. Por exemplo. gerando todos os efeitos previstos nas normas gerais de Direito Tributário. da constituição. a cominação de penalidades para as ações ou omissões contrárias a seus dispositivos. o princípio da capacidade contributiva é aplicável aos impostos. parágrafo primeiro. Processo administrativo tributário é relação havida entre o fisco e o contribuinte. ou tratando-se de ato não definitivamente julgado. 97 do CTN prevê os elementos da regra matriz de incidência que devem estar previstos na lei: a definição do fato gerador da obrigação tributária principal. quando seja expressamente interpretativa. desde que não tenha sido fraudulento e não tenha implicado em falta de pagamento de tributo. ou para outras 231 . a lei tributária aplica-se a ato ou fato pretérito. excluída a aplicação de penalidade à infração dos dispositivos interpretados. 4. na esfera administrativa. por exemplo. a vincular o contribuinte e o ente tributante. nada obsta que este princípio seja aplicado às demais espécies tributárias ((RE 216.259-AgR). 18) Ao lado da anterioridade.3.

bem como da CIDE-combustíveis. 97 do CTN também elenca matérias que apenas podem ser disciplinadas por lei. 3) As contribuições devem observar o princípio da capacidade contributiva? Resposta: Conforme o art. prevendo todos os elementos do tributo. Resposta: O princípio da legalidade. 97 do CTN (RE 195218).2.5. a lei criadora de tributos dever ser minuciosa. da constituição. 232 . atualização da base de cálculo do tributo (art. segundo o qual ninguém será obrigado a fazer ou deixar de fazer algo senão em virtude de lei. ou de dispensa ou redução de penalidades. não ofende ao princípio da legalidade. II. a possibilidade de aplicação do princípio ficou assentada no RE 573675. 2) A data do pagamento do tributo pode ser fixada por decreto? Resposta: Segundo o entendimento do STF.1. A jurisprudência considera que determinadas matérias não necessariamente devem ser disciplinadas por lei: as não constantes do citado art. IPI e IOF. que versou sobre a COSIP. IE. 97. parágrafo primeiro. suspensão e extinção de créditos tributários. a norma deve prever fato gerador. Especificamente em matéria tributária. de molde a não permitir interpretações extensivas e discricionariedades.4. Especificamente em relação às contribuições. o art. está previsto no art.1. Trate também do princípio da tipicidade cerrada. 150. 2º). por decreto. Questões do TRF5 1) Discorra sobre a legalidade no Direito Tributário e aponte as suas exceções. Questões do TRF4 4. o princípio da capacidade contributiva é aplicável aos impostos. penalidades. Contudo. da Constituição. 97. prazo para pagamento. Por esse motivo. fixação da data de pagamento do tributo. alíquota.2. por não ser matéria afeta ao rol do art. 4. nada obsta que este princípio seja aplicado às demais espécies tributárias. A CF possibilita que as alíquotas do II. p. possam ser alteradas pelo Poder Executivo. base de cálculo. 145.infrações nela definidas. as hipóteses de exclusão. segundo entendimento do STF. 5º. I prevê que os entes federados não podem exigir ou instituir tributo sem lei que o estabeleça. O art. / Pelo princípio da tipicidade cerrada. inicialmente.

IPI e IOF. bem como da CIDE-combustíveis. c). não havendo o fato gerador do tributo. sendo hipótese de exclusão do crédito tributário. inicialmente.412-AgR). 4) Princípio da legalidade tributária e exceções ao principio. Em relação às empresas públicas e sociedades de economia mista. Estados. 2º). embora possa fazê-lo. 5º. o art. Resposta: Pela imunidade recíproca. está previsto no art. Especificamente em matéria tributária. possam ser alteradas pelo Poder Executivo. atualização da base de cálculo do tributo (art. não sendo extensível às exercentes de atividades econômicas (RE 363. Resposta: A não incidência ocorre quando um fato não é abrangido pela hipótese de incidência. a União. 97. renda ou serviços uns dos outros (art.227). seu patrimônio. Pode ocorrer quando um ente.2) Discorra sobre a imunidade recíproca e se ela abrange empresas públicas e sociedade de economia mista. 150. prazo para pagamento. estabelecem exceções à regra de tributação. 233 . 150. o STF considera ser aplicável a imunidade quando prestadoras de serviços públicos (RE 424. deixa de definir determinada situação como hipótese de incidência ou quando o ente não dispõe de competência. Resposta: O princípio da legalidade. não incidência e isenção. p. segundo). 97. II. Distrito Federal e Municípios não podem instituir impostos sobre patrimônio. 150. A CF possibilita que as alíquotas do II. da Constituição. Trata-se regra protetiva do pacto federativo. renda e serviços devem estar afetos às suas finalidades essenciais. VI. Em relação às autarquias e fundações. A jurisprudência considera que determinadas matérias não necessariamente devem ser disciplinadas por lei: as não constantes do citado art. da constituição). Há imunidade quando a Constituição delimita a competência dos entes federativos. É dispensa legal de tributo devido. no exercício de sua competência. 97 do CTN também elenca matérias que apenas podem ser disciplinadas por lei. 173 e parágrafos da CF. impedindo que determinadas situações sejam consideradas hipótese de incidência de tributos (art. I prevê que os entes federados não podem exigir ou instituir tributo sem lei que o estabeleça. IE. p. 3) Diferencie imunidade. 150. VI. O art. segundo o qual ninguém será obrigado a fazer ou deixar de fazer algo senão em virtude de lei. por força do art. para fazer jus à imunidade (art. Já isenção ocorre quando os entes.

por força do art. Questões do TRF1 1) Enquanto juiz federal o senhor anularia um ato administrativo pelo princípio da boa administração sem interferência de alguma regra? Resposta: O princípio da boa administração guarda relação com o princípio da moralidade. pela Administração. Já a autorização é ato discricionário e sua emissão depende da análise de mérito pela Administração (conveniência e oportunidade). Por constituir princípio constitucional. Direito Administrativo 4. essas entidades são beneficiadas pela imunidade tributária da Constituição? Resposta: Em relação às empresas públicas e sociedades de economia mista. 37 da Constituição.3.3. Um exemplo é a súmula vinculante n. quando ficar demonstrado o preenchimento de todos os requisitos legais pelo Administrado. Pergunto se a omissão só é relevante quando há um dever de agir? Resposta: 3) O senhor sabe diferenciar o alvará de licença e alvará de autorização? Resposta: A licença constitui ato administrativo vinculado. razão pela qual o respectivo alvará não poderá ser negado. quando não observado. não sendo extensível às exercentes de atividades econômicas (RE 363. 4. que versa sobre a vedação nepotismo. haveria a possibilidade de omissão lícita? A chave do problema está na chave do vocábulo causar.1. o STF considera ser aplicável a imunidade quando prestadoras de serviços públicos (RE 424.227). 13.1. distinguindo o honesto do desonesto. consubstanciando a possibilidade de atuação com fulcro neste princípio.5) No que concerne às empresas públicas e sociedades de economia mista. 234 .3. 2) No caso. Ato Administrativo. permite-se a declaração de nulidade de ato administrativo. Políticas Públicas 4.1.412-AgR). pelo qual o Administrador Público deve observar preceitos de caráter ético. Tal dever implica em guardar diligência no exercício de sua função. previsto no art. 173 e parágrafos da CF.

3. são apenas atos da Administração. deixando de ter relação de dependência com a lei em sentido estrito (ato normativo. Sempre se considerou que os regulamentos autônomos seriam nulos. Não pode contrariá-la. a fim que seu objetivo seja imediatamente alcançado. Alguns atos não possuem este atributo. Sendo o STF o órgão competente para processar e julgar todas as ações contra o CNJ (art. Por exemplo. Editado o ato. nos quais a Administração não atua sob regime de Direito Público. I. nesta hipótese. Há atos que.1. Ato administrativo. os contratos firmados sob regime de Direito Privado. r) . Sendo órgão administrativo. todos os seus atos são passíveis de revisão judicial. Assim. Autoexecutoriedade é possibilidade execução imediata do ato praticado pela Administração. 5º. O CNJ constitui órgão administrativo. 235 . Questões do TRF2 1) Todo ato da Administração é ato administrativo? Os atos administrativos são sempre exigíveis? O que seria autoexecutoriedade do ato administrativo? Resposta: Nem todo ato da administração constitui ato administrativo. Nem todos os atos são dotados de exigibilidade. doutrina recente considera que o regulamento autônomo retira seu fundamento de validade diretamente da Constituição.4) Quais os limites à rescindibilidade pelo STF das decisões do CNJ? Resposta: (Opinião pessoal). dotado de generalidade e abstração. 5) O que seria um regulamento autônomo? Resposta: O regulamento tem por finalidade explanar e estabelecer procedimentos para a correta aplicação da lei. O regulamento é autônomo quando extrapola sua função. sem serem considerados atos administrativos. na ausência de lei em sentido formal que regule a matéria. XXXV da Constituição). que. com o fim de atender ao interesse público‖. são lícitos. O exemplo são as autorizações e permissões. diante do princípio da inafastabilidade da jurisdição (art. carece à Administração interesse em exigir seu cumprimento.2. editado pelo Poder competente). vise à produção de efeitos jurídicos. segundo José dos Santos Carvalho Filho. tampouco excedê-la. 4. onde prepondera o interesse privado. que só podem ser executadas pelo Poder Judiciário. Contudo. é ―a exteriorização de vontade de agentes da Administração Pública ou de seus delegatário. o Pretório Excelso poderá apreciar todas as decisões proferidas por este Conselho. sob regime de direito público. 102. como a cobrança de multas.

de molde a evitar a incidência de IPTU progressivo no tempo e desapropriação do bem. É medida que deve ser aceitada e cumprida voluntariamente pelo particular. como medida para assegurar o cumprimento da função social do solo urbano. Distinguem quanto à finalidade primordial: atendimento ao interesse particular (autorização) ou público e privado (permissão). Sendo discricionários.Parcelamento compulsório x auto-executoriedade.2) Uma decisão judicial pode obstar a autoexecutoriedade do ato? Resposta: Sim. é possível ao Poder Judiciário editar provimentos tendentes a afastar a exigibilidade de atos administrativos. 7º da Lei 12016/2009) e em Ação Civil Pública (arts. pode haver indenização nos casos de atos editados com prazo certo. viciado. Ambos são atos unilaterais. Embora seja assim denominado. 182. atendendo ao mesmo tempo aos interesses público e privado‖. pelo Poder Público Municipal. fale a respeito? Resposta: O parcelamento compulsório é medida prevista no art. 4º e 12 da Lei 7347/85). ou quando ficar caracterizado desvio de finalidade. ao particular. pode trazer graves danos aos cidadãos. Por exemplo. Já permissão de uso seria ―o ato administrativo pelo qual a Administração Pública consente que certa pessoa utilize privativamente bem público. 5) Motivo e mérito do ato administrativo são a mesma coisa? 236 . I. em regra. 3) Art. ao lado da edificação ou utilização compulsórios. Contudo. não é ato dotado de autoexecutoridade. Diante do princípio da inafastabilidade da jurisdição. 5º do Estatuto das Cidades ( Lei 10257/2001). 182 . podem ser revogados. da Constituição e art. discricionários e precários. dentre outros vícios. no qual se gera uma perspectiva de estabilidade. as liminares em Mandado de Segurança (art. Por vezes. 4) Autorização e permissão de uso público são revogáveis pela Administração? Qual seria a pedra de toque para diferenciar a autorização da permissão? Existe a possibilidade de o particular pleitear indenização no caso da revogação da autorização ou da permissão? Resposta: Segundo José dos Santos Carvalho Filho. ―autorização de uso é o ato administrativo pelo qual o Poder Público consente que determinado indivíduo utilize bem público de modo privativo. parágrafo quarto. a execução de um ato administrativo. sem direito a indenização. atendendo primordialmente a seu próprio interesse‖.

A despeito disso. É a situação de fato ou de direito que gera a vontade do agente quando pratica o ato administrativo. inserta nas cláusulas "cegueira jurídica" ou "inimizade com o direito". 59. um discutível e pouco seguro direito penal do autor. daí muitos questionarem a legitimidade da contravenção de vadiagem. Questões do TRF5 4.1. Nesse cenário.4.3.4. nas palavras de Assis Toledo.5.4. que deve estar presente sempre.3.Resposta: São distintos. mas sim.1. mas por aquilo que ele é. inspiradoras do ato discricionário. O juiz definirá a conduta social do agente através de um fato do processo ou utilizando-se de conceitos psicológicos (Sigmund Freud)? Resposta: A visão de culpabilidade pela conduta de vida. em linha reta.1.4.1. CP. a possibilidade de condenação do agente não por aquilo que ele faz. 4.1. o juiz definirá a conduta social do agente não através de um fato do processo. segundo José dos Santos Carvalho Filho. Já o mérito. daí derivando.3. segundo este autor. apenas pelo o que ele fez (direito penal do fato).1. o regime jurídico penal brasileiro não admite que o autor de um crime seja punido ou que tenha sua pena-base aumentada por aquilo que ele é (direito penal do autor). Valoração 4.2.4. mas sim. Pena.3. Questões do TRF4 4. é a avaliação de conveniência e oportunidade relativas ao motivo e objeto (elementos do ato administrativo). Questões do TRF2 DESSE PONTO EM DIANTE: RESPOSTAS ELABORADAS POR FLÁVIO FRAGA E SILVA 1) Discorra sobre a culpabilidade diante da conduta de vida do agente frente ao art. Direito Penal 4. foi inaugurada por Mezger e introduziu no direito penal. típico direito penal do autor.1. Questões do TRF3 4. 237 . Motivo é requisito do ato administrativo. Questões do TRF1 4. utilizando-se de conceitos psicológicos.

CP. trabalho ou amigos. nos termos do art.. por ser a responsabilidade do agente um dos reflexos de sua conduta social (responsabilidade com seus familiares. Além disso. 84. às claras. b) perda de bens. a lei adotará. entre outras. diante do caráter exemplificativo das hipóteses. não se avaliando por meio dela o fato ilícito. 59 do CP. 5) Quais as penas na CR/1988? O rol é taxativo? Quais as vedadas? Resposta: QUESTÃO REPETIDA (vide item 2 acima) 6) Pode-se prever a pena de advertência? 238 . responsabilidade. que o Legislador pode prever penas de outra natureza. salvo em caso de guerra declarada. nada impede que essa responsabilidade também seja levada em consideração na aplicação da pena. XLVI. que a lei adotará as seguintes penas ―entre outras‖. 59. XIX. c) de trabalhos forçados. ser levada em consideração ao aplicar a pena. e) cruéis. c) multa. conforme estabelecido pelo art. afirmando o constituinte. Discorra. expressamente. é possível ser levado em consideração ao aplicar a pena? Resposta: A conduta social é o comportamento da pessoa em relação a sua família. d) prestação social alternativa. Ela pode. Esse rol não é taxativo. e) suspensão ou interdição de direitos. quando da análise das circunstâncias judiciais na primeira fase da dosimetria. b) de caráter perpétuo.. uma vez que o texto do referido inciso afirma. d) de banimento.2) Quais são as modalidades de pena admitidas na CF/1988? Esse rol é taxativo? Resposta: Segundo o art.. da CR/88. sim. com seu ofício). Noutro norte. 3) Culpabilidade pela conduta de vida e o art. 5º. 59. Conduta social. Resposta: QUESTÃO REPETIDA (vide item 1 acima) 4) art. o inciso seguinte (XLVII) dispõe que não haverá penas: a) de morte. as penas de a) privação ou restrição da liberdade.

possível a previsão pelo Legislador da pena de advertência. sim. a finalidade é de prevenção geral. da CR/88 traz um rol não taxativo. máxime porque. quais as modalidades de prevenção? Resposta: Prevenção GERAL: visa a sociedade. que o Legislador pode prever penas de outra natureza. é. diante do caráter exemplificativo das hipóteses. expressamente. principalmente a organizada. que a lei adotará as seguintes penas ―entre outras‖. XLVI. 7) Quais as finalidades da pena no nosso direito? Resposta: No Brasil. uma ―faculdade‖. o que poderia ser mudado caso os poderes responsáveis pelas decisões políticas de nosso Estado buscassem medidas mais adequadas para a estruturação e organização de nossos presídios e peni239 . não se pode afirmar que o aspecto ressocializador se aproxima do real. do que propriamente um ambiente ressocializador. 9) O aspecto ressocializador se aproxima do real? É possível? Resposta: No atual estágio da política penitenciária brasileira. atualmente. não retorna à sociedade apto a nela conviver. Subdivide-se em: a) prevenção geral negativa: evita que o cidadão venha a delinqüir. 5º. constata-se que o condenado. Prevenção ESPECIAL: visa o deliquente. Preventiva Especial: visa ao delinquente. uma vez que o texto do referido inciso afirma. 3) Ressocializadora. a pena tem 3 finalidades: 1) Preventiva Geral: visa à sociedade. ou seja. 8) Na teoria relativa. muitos deles deixam o sistema prisional com novas idéias e percepções acerca da criminalidade. a natureza e o conteúdo da pena de advertência em nada se amolda ou toca as características das penas vedadas pela Constituição. Reintegrar o condenado ao convício social. b) prevenção geral positiva: afirmar a validade da norma penal desafiada pelo delito. Retribuir com um mal o mal causado. ou melhor. Além disso. no momento da pena em abstrato (antes do crime). 2) Retributiva. nosso sistema prisional. após o cumprimento da pena. afirmando o constituinte. mostra-se mais como uma ―escola para o crime‖. às claras. Em razão das condições degradantes e violadoras da dignidade da pessoa humana existentes em nossos presídios e penitenciárias.Resposta: Tendo em conta que o art.

10) Quais os regimes de pena privativa de liberdade do CP? São 3? Existe um quarto regime fora do CP? Resposta: Reclusão. busca convencer o devedor a adimplir seu débito sponte própria. O trabalho externo é admissível. de instrução de segundo grau ou superior. uma espécie de pena. cumpram suas penas em regime fechado. o mais próximo do real. em colônia agrícola. Sim são três. o regime especial é o das mulheres. previsto no art. qual a diferença quanto à sua aplicação? Resposta: Regime Fechado: o condenado fica sujeito a trabalho no período diurno e a isolamento durante o repouso noturno. O trabalho externo é admissível. Detenção e Prisão Simples. no regime fechado. segundo o qual as mulheres cumprem pena em estabelecimento próprio. do CP. Não existe um quarto regime fora do CP. em serviços ou obras públicas. isso porque a prisão civil do devedor inescusável de alimentos é forma de coação para que esse devedor cumpra sua obrigação ou responsabilidade. Assim.tenciárias. O trabalho será em comum dentro do estabelecimento. embora o regime especial não seja necessariamente regime fechado. Regime Semi-Aberto: O condenado fica sujeito a trabalho em comum durante o período diurno. o qual não é incompatível com sua singular condição pessoal de mulher. a fim de que se alcançasse. por meio da ameaça de prisão. industrial ou estabelecimento similar. de forma inicial ou por regressão. nada impede que as mulheres. quanto a última parte do dispositivo. no que couber. pois. o disposto neste Capítulo. isto é. máxime porque ao término da prisão civil o devedor não vê saldada a sua dívida. observando-se os deveres e direitos inerentes à sua condição pessoal. 37. 12) Dos três regimes que estão no CP. trata-se de execução indireta em que o Estado. desde que compatíveis com a execução da pena. a finalidade ressocializadora. Regime Aberto: O regime 240 . na conformidade das aptidões ou ocupações anteriores do condenado. 11) O regime especial de cumprimento de pena é regime fechado? Resposta: O regime especial não é necessariamente regime fechado. bem como. não sendo. bem como a freqüência a cursos supletivos profissionalizantes. o que reafirma o caráter não penal da prisão civil do devedor de alimentos.

o condenado não fica completamente isolado do meio social. Regime SeimiAberto: o condenado fica privado de sua liberdade de locomoção. pois que o trabalho externo e a freqüência a cursos supletivos profissionalizantes. por outro lado. sendo a pena cumprida em penitenciária. fora do estabelecimento e sem vigilância. trabalhar. já que deverá. industrial ou estabelecimento similar. mas não completamente isolado do meio social. 13) É possível no regime fechado o trabalho externo? Resposta: Sim. freqüentar curso ou exercer outra atividade autorizada. 15) Trabalho externo em regime fechado é possível? Resposta: PERGUNTA REPETIDA (vide item 13 acima) 16) Pode-se impor regime mais gravoso? Resposta: Sim. nem privado totalmente de sua liberdade de locomoção. O condenado deverá. freqüentar curso ou exercer outra atividade autorizada. de instrução de segundo grau ou superior são admitidos. permanecendo recolhido durante o período noturno e nos dias de folga. permanecendo recolhido durante o período noturno e nos dias de folga em casa do albergado. vale dizer. trabalhar. sendo a pena cumprida em colônia agrícola. não pode ser aplicado apenas em conta da gravidade em 241 . o qual. as condições pessoais do réu e as circunstâncias concretas do fato podem levar a aplicação de um regime mais gravoso. não sendo suficiente para sua determinação somente o quantum da pena. em serviços ou obras públicas. 14) Diferença de características entre os regimes prisionais? Resposta: Regime Fechado: o condenado fica completamente isolado do meio social.aberto baseia-se na autodisciplina e senso de responsabilidade do condenado. privado de sua liberdade de locomoção. fora do estabelecimento e sem vigilância. a doutrina e a jurisprudência admitem regime mais gravoso. Regime Aberto: baseia-se na autodisciplina e senso de responsabilidade do condenado.

necessitando-se. para tanto de motivação idônea do julgador (Súmula 719/STF). Questões do TRF4 4. Benefícios Previdenciários. ela se equipara a prova testemunhal.4.4. Além disso. servidores públicos precisarão comprovar a origem de valores ou bens incompatíveis com sua renda.5. Precedente. Valor Mensal.1. e-DJF1 DATA:15/06/2012 PAGINA:27. (AC 200738050010568.1. em 23/04/2012.4. pois.abstrato do delito (Súmulas 718/STF e 440/STJ). equipara-se a simples prova testemunhal. ou poderão ser alvos de processo criminal. Saláriode-Benefício. DESEMBARGADOR FEDERAL KASSIO NUNES MARQUES. texto que torna crime o enriquecimento ilícito.) 242 . 17) Há algum Projeto de Lei para dar amplitude a essa questão da pena de confisco? Resposta: Sim.5.4. declaração de exempregador da autora.1. segundo a jurisprudência: ―Ausente início razoável de prova material.1. Questões do TRF3 4.PRIMEIRA TURMA. Período de Carência. Se o texto for aprovado. A comissão de juristas que prepara o anteprojeto de reforma do Código Penal aprovou.5. o bem móvel ou imóvel deverá ser confiscado.1. Questões do TRF1 1) Declaração reduzida a termo do empregador. Questões do TRF5 4. Reajustamentos 4. dando conta de que ela exerceu atividade rurícola em sua propriedade. Direito Previdenciário 4. constituiria início de prova material? Resposta: Não. segundo a jurisprudência desta Corte. pois o único documento juntado aos autos.3.5. A pena prevista no projeto varia de um a cinco anos. 4.1. TRF1 .

por parte de um dos pretensos companheiros. muitas delas já resolvidas por súmulas jurisprudenciais. embaraça a constituição da união estável. Questões do TRF2 1) Qual seria o conceito de renda mensal inicial? Qual é a ratio legis das carências? Tem algum fundamento ou é uma discricionariedade? A lei pode abrir mão da carência? Auxílio doença exige carência? Resposta: Renda mensal inicial é o valor inicial que será efetivamente pago ao segurado. têm a incidência de certo percentual sobre este. dependendo da natureza do benefício previdenciário. Existe alguma distinção traçada pela doutrina e pela jurisprudência? Resposta: Sim. 336/STJ: A mulher que renunciou aos alimentos na separação judicial tem direito à pensão previdenciária por morte do ex-marido. como abriu mão da carência em relação a alguns benefícios como o salário-maternidade da empregada. inclusive para fins previdenciários. maiores prazos de carência.001467-0). possuem. não se prorroga pela pendência do curso universitário. configurando-se mera lacuna. pois que não houve de parte do constituinte. pois que os benefícios que demandam maiores gastos para o Regime Previdenciário. 2) Pensões há discussão envolvendo dependência econômica e financeira.2.5. bem como nos casos de segurado que. Vamos as questões: a) Súm. determinando a Renda Mensal Inicial ou do Benefício. devida ao filho até os 21 anos de idade. d) Para o STJ. A lei não só pode.95. após filiarse ao Regime Geral de Previdência Social. que deverá ser preenchida a partir de outras fontes do direito. exclusão dos relacionamentos homoafetivos. pois que para o STJ a existência de impedimento para o matrimônio. b) Súm. O auxílio-doença. A ratio legis das carências é resguardar o equilíbrio econômico-financeiro e atuarial do sistema.1. quando calculados a partir do Salário de benefício. 37/TNU: A pensão por morte. comprovada a necessidade econômica superveniente. c) Concubinato não caracteriza união estável. para fins de concessão de benefício da previdência pública ou privada. Os benefícios. existe dependência econômica entre companheiros em relação homoafetiva. Pela diferença existente entre os inúmeros prazos de carência. igualmente. em regra. f) menor sob 243 . verifica-se que o fundamento dessa diferença reside justamente na preservação do equilíbrio econômicofinanceiro e atuarial do sistema. e) a TNU entende que pode haver dependência econômica do filho inválido.4.71. carência essa dispensada nos casos de acidente de qualquer natureza ou causa e de doença profissional ou do trabalho. com vista à produção de efeitos no campo do direito previdenciário. for acometido de alguma das doenças e afecções especificadas em lista elaborada pelos Ministérios da Saúde e do Trabalho e da Previdência Social. mesmo que essa invalidez se dê após os 21 anos de idade (2005. bem como prevenir a ocorrência de fraudes. tem carência de 12 (doze) meses. existem discussões. sendo descabida a alegação de dependência econômica por parte da concubina para fins de recebimento de pensão por morte.

já que lei de caráter previdenciário o excluiu dessa condição. não existe diminuição na alíquota do fator previdenciário para alguém. Questões do TRF5 1) O que se entende por período de graça? Resposta: É aquele tempo em que o segurado mantém o seu vínculo com o Sistema Previdenciário.31. o qual faz prevalecer o disposto na lei previdenciária. Questões do TRF3 4. as variáveis da fórmula do cálculo do Fator Previdenciário são a Id (idade no momento da aposentadoria). Questões do TRF4 1)Fale sobre fator previdenciário.1. 4. O STF declarou a constitucionalidade do Fator Previdenciário (ADI‘s – 2110 e 2111) 2) Existe diminuição na alíquota do fator previdenciário para alguém? Resposta: Obs. Resposta: A aposentadoria por tempo de contribuição sem exigência de idade mínima é um benefício que ameaça o equilíbrio econômico-financeiro e atuarial do sistema previdenciário. logo.3.1. de acordo com a tabua completa de mortalidade do IBGE. mantendo todos os direitos ine244 . considerando-se a média nacional para ambos os sexos.4. nem na jurisprudência. Nesse cenário o Fator Previdenciário visa inibir aposentadorias precoces. não podendo prevalecer a disposição do ECA em sentido diverso (no ECA menor sob guarda é dependente para todos os fins de direito). sendo obrigatório nas aposentadorias por tempo de contribuição e facultativo na aposentadoria por idade (aplicado apenas para beneficiar o aposentado). haja vista a possibilidade dos segurados se aposentarem muito cedo. no fator previdenciário a alíquota de contribuição é uma constante de 0. Trata-se de um coeficiente que considera a idade da pessoa.: não achei resposta em livros. 4.5. mesmo não estando contribuindo e/ou não exercendo uma atividade remunerada que o vincule à Previdência Social de maneira obrigatória. o seu tempo de contribuição e sua expectativa de vida. tendo em vista o princípio da especialidade. mas pela minha interpretação.5.5. na minha opinião. ou seja.guarda não é dependente. o Tc (tempo de contribuição até o momento da aposentadoria) e a Es (expectativa de sobrevida no momento da aposentadoria).5.1.

IV. o art. Questões do TRF1 4. do Regulamento da Previdência Social/RPS.3. instaurada. Foi rescindida a sentença. enquanto o segurado desempregado estiver dentro do período de graça. o segurado conserva todos os seus direitos perante a Previdência Social (art. pois que o Regulamento não pode ir contra a lei. porém. esse período para fins de carência ou tempo de serviço. Relações Paracontratuais 4. 4. que transitada em julgado. Ato Jurídico E Negócio Jurídico.6. convalidação e ratificação? Resposta: 245 .122/07. de fundamento de validade. 2) Pode ser concedido auxílio acidente durante o período de graça? E salário maternidade? Resposta: Durante o período de graça. cuja concessão no período de graça fora proibida por meio de Regulamento. respectivamente.) 4.rentes à condição de segurado. 6.1. Questões do TRF2 1) Enriquecimento sem causa. TRF2 .6. na falta dele. Direito Civil 4. verifica-se que o título executivo se formou judicialmente. nesse cenário. Desembargador Federal SERGIO SCHWAITZER. a jurisprudência do TRF-2 segue no sentido de que “Rescindida a sentença condenatória. Fato Jurídico. era causa para recebimento. 88.6. Desaparece a causa do recebimento? Resposta: Sendo a sentença a causa para o recebimento.1.6. deve ser extinta.722/08 e 6. Porém.213/91). portanto. 15 § 3º da Lei 8. assim. Questões do TRF3 1) Qual a diferença entre confirmação. não se contando.1.Data: 30/05/2012 . ainda prevê que o salário-família cessará pelo desemprego do segurado.1.6. inexiste título executivo e. pelos Decretos n.Página::424.” (AC 200250030003391.2. E-DJF2R . a execução não pode ser instaurada ou.1. qualquer previsão do regulamento que restrinja ou retire a concessão de benefícios previdenciários no período de graça será ilegal. o que veio a ser corrigido. carecendo. como aconteceu no passado com o auxílio-acidente e o salário maternidade.OITAVA TURMA ESPECIALIZADA.

o que não acontece com a tácita. somente. que consiste numa declaração indireta. donde resulta. 111 do CC/02. pelos simples fato de que na presunção. faltando-lhe juridicidade. 2) Qual a diferença entre silêncio. seja de forma expressa. baseada num comportamento. ou seja. Ex: aceitação da herança. Convalidação consiste no advento de requisito faltante à formação do contrato anulável. que se qualifica omissivamente. todavia. ou seja. o comportamento da parte.A Confirmação ou Ratificação consiste na renúncia ao direito de alegar a anulabilidade. nulo ou anulável. Vontade Tácita: quando a lei não exigir vontade expressa. donde se analisa. prevê espécie de silêncio qualificado por importar anuência diante das circunstâncias ou usos do lugar. Ex: a entrega do título de crédito presume o pagamento da dívida. e ele não responder nada neste prazo. o doador fixar prazo para que o donatário diga se aceita ou não a doação. admite-se a tácita. é supervenientemente sanado. o silêncio será tido como aceitação da doação. aquilo cuja ausência importava na anulabilidade do contrato passa a fazer-se presente. Vontade Presumida: A vontade presumida e a tácita diferem uma da outra. Ex: Se numa doação. o art. o negócio inexistente não produz efeitos jurídicos. 3) Há produção de efeitos em negócio inexistente e negócio inválido? Resposta: O negócio inválido. por força do artigo 539. sempre haverá norma do ordenamento jurídico dizendo que determinadas atitudes serão tidas como presunção. a existência daquela vontade. produz efeitos enquanto não decretada a sua nulidade. vontade tácita e vontade presumida? Resposta: Silêncio é a ausência de manifestação de vontade (estaria assim no plano de inexistência). O defeito. a nulidade só se repercute se for decretada judicialmente. seja de forma tácita. num grau muito elevado de probabilidade. surtirão os efeitos aparentemente queridos pelas partes. o herdeiro passa a praticar atos da qualidade de herdeiro. Porém. pela carência de determinado elemento contratual. porque o negócio sequer se forma. 246 . como ocorre com o cumprimento voluntário da obrigação anulável. pela prática de ato incompatível com a intenção de alegar a presença do vício. segundo os usos sociais. quando apesar de não ter sido aceita expressamente. caso contrário. não sendo exigido a declaração de vontade expressa. por declaração de vontade.

subsistirá este quando o fim a que visavam as partes permitir supor que o teriam querido. julgado em 15/09/2009. “Se. o negócio jurídico nulo contiver os requisitos de outro.4. 367). visto que.1. TERCEIRA TURMA. DJe 30/11/2009) 03) Dê um exemplo de ato nulo que possa ser convalidado. de acordo com o Código Civil de 2002? O código diferencia a simulação relativa da absoluta? Resposta: Nem toda simulação é invalidante.6.5. Rel. Resposta: Segundo a resposta anterior. 167 do CC/02 “É nulo o negócio jurídico simulado. pois o art. pode subsistir pela conversão do negócio jurídico inválido.1. se houvessem previsto a nulidade. mas subsistirá o que se dissimulou. Ministra NANCY ANDRIGHI. não existe exemplo de ato nulo que pode ser convalidado. o que não se confunde com sua convalidação (confirmação do mesmo negócio nulo). porém. pode converter em promessa e a partir dessa obrigar à transmissão do domínio do bem). a qual somente pode ser feita em negócio anulável. Segundo o art. Questões do TRF4 4. nos termos do art. não sendo outro o entendimento do STJ. Ex: conversão de compra e venda nula por vício de forma em promessa de compra e venda (se não se realizou por escritura pública.699/MS. expressão que se refere a atos anuláveis e não nulos. 176 do CC diz que quando a ―anulabilidade‖. se válido for na subs247 . importando regra do direito alemão.” A conversão do negócio jurídico nulo em outro negócio. art. os quais não podem ser convalidados diante da impossibilidade de novação de negócio nulo (CC.” (REsp 856. para quem “O vício irremediável de que padece o ato nulo também o impede de ser convalidado. (VOLTAR NESTA QUESTÃO) 04) Toda simulação é invalidante. Questões do TRF5 01) Em alguma hipótese o ato absolutamente nulo pode subsistir? Resposta: Sim. 170 do CC/02.6. 02) Há convalidação de atos nulos e anuláveis? Resposta: Convalidação é o suprimento da falta de autorização de terceiro.4.

com uma máscara. a simulação relativa da absoluta.7. seja por força de declaração de vontade.1. em mais uma aplicação do princípio da conservação. na simulação relativa celebra-se o negócio com o objetivo de. embora dependa da vontade de uma das partes intercalada com a de outra. após o que o alienante perde tal propriedade. 167 do CC/02. sim. 2) O que é patrimônio de afetação? Resposta: Trata-se de direito real de garantia. encobrir um outro negócio de efeitos jurídicos proibidos. Alienação Fiduciária Em Garantia 4. É o regime pelo qual o terreno e as ben248 . mas existem estímulos fiscais para quem o constitui. cf. 05) Diferencie condições simplesmente potestativas das puramente potestativas. bicho do jogador).359/CC se dá quando o título aquisitivo (do bem móvel ou imóvel) está subordinado a uma condição resolutiva ou advento do termo.7. na simulação absoluta. dispõe o art. objeto de garantia em favor dos promitentescompradores. Não é obrigatório. Direito Empresarial 4. uma vez que. A propriedade resolúvel é independente de alienação fiduciária. alia-se a fatores circunstanciais que a amenizam. mas que não visa a produzir efeito jurídico algum. pelo qual há reserva de bens a constituir um patrimônio autônomo ao do incorporador. celebra-se um negócio jurídico aparentemente normal. vale dizer. seja por determinação de lei.7. verifica-se com clareza que o CC/02 diferencia.1. tornado imune à insolvência ou falência daqueles. (Ex. pois que a simulação relativa se trata justamente da dissimulação descrita na segunda parte do art. Por outro lado.tância e na forma. sendo essa apenas uma espécie do gênero propriedade resolúvel. 4. Resposta: A condição puramente potestativa é ilícita. A condição simplesmente potestativa é lícita.”. uma vez que a propriedade do alienante fica sob condição resolutória do pagamento do débito pelo devedor. não é arbitrária. Nesse cenário.1. por derivar do exclusivo arbítrio de uma das partes. Questões do TRF1 1) Qual seria o conceito clássico de propriedade resolúvel? Independentemente de alienação fiduciária? Resposta: A propriedade resolúvel. 1.

direitos e obrigações do patrimônio geral do incorporador ou de outros patrimônios de afetação por ele constituídos.7. Intimação. Impugnação Ao Valor Da Causa.7. Por conta disso. Citação.1. Questões do TRF2 4. Petição Inicial. tem tratamento diverso ao que a ela é dado na JE. Procedimento Ordinário – Fase Postulatória.3.feitorias que serão objeto de construção.1. eu julgo conforme o estado do processo e aplico os efeitos da revelia naquela hipótese? Resposta: Não se desconhece a peculiar característica da JF lidar majoritariamente com questões de direito público. 4.1. Exceções. a presença de interesse direto e imediato da União. Impugnação À Gratuidade De Justiça e Ação Declaratória Incidental.1. 249 . em regra.7. procurador deixa de contestar. Ele não se comunica com os demais bens. Reconvenção. Questões do TRF5 4.8. principalmente no seu aspecto material (presunção de veracidade dos fatos alegados pelo autor). Isso mesmo.7.8. Requisitos Da Inicial. ficam mantidos separados do patrimônio da empresa incorporadora.2.1. com inscrição própria no CNPJ e conta bancária específica. Propositura Da Demanda. Indeferimento Da Petição Inicial. fundações públicas e empresas públicas. para sua verificação. Revelia 4.5. a revelia. na qual ficarão depositados os valores pagos pelos adquirentes ao longo do tempo e da qual somente sairão os recursos depositados para o custeio exclusivo da construção. O empreendimento com patrimônio de afetação será tratado como se fosse um estabelecimento autônomo da construtora. a qual. muito em razão da sua competência constitucional. Questões do TRF1 1) Como a revelia é tratada nas causas cíveis da JF. Pedido.4. suas autarquias. nas causas cíveis contra o INSS na JF. Resposta Do Réu: Contestação. Questões do TRF3 4.8.1. a jurisprudência do TRF-1. Direito Processual Civil 4. Questões do TRF4 4. é da mesma forma das causas cíveis da justiça estadual? Ajuíza-se uma ação previdenciária.1. cuja ratio exige. lida com direitos de particulares. chama-se o INSS.

na legitimidade extraordinária (substituição processual). utilidade e adequação) e possibilidade jurídica do pedido. do CPC). DESEMBARGADORA FEDERAL MONICA SIFUENTES. a simultaneidade da posição de autor e réu assumida pelos litigantes decorre da pretensão deduzida em juízo. cf. interesse processual (necessidade. na qual a contestação do réu já basta à obtenção do bem da vida. TRF1 . o legitimado atua em juízo em nome próprio buscando a tutela de direito também próprio. Excepcionalmente. em razão de expressa autorização legal. São exemplos de ação dúplices: procedimento sumário.” (AC 200701990077958. o autor pede e o réu somente impede. II. 2) Quais as três condições da ação? Resposta: Legitimidade de parte.8. juizado especial cível e ações possessórias. Em geral. não se operam os efeitos da revelia (artigo 320. em se tratando de pessoa jurídica de direito público. nos casos autorizados por lei.). 250 .2. cujos interesses são indisponíveis. Questões do TRF2 1) O que são ações dúplices? Cabe reconvenção nas ações dúplices? Resposta: A ação dúplice consubstancia-se no fato de o réu poder formular pedido na própria contestação.SEGUNDA TURMA. "Do prisma material. provocando o iudicium duplex. naactio duplex. o enunciado da súmula 258 do STF dispõe ser admissível reconvenção em ação declaratória (dúplices por natureza ) quando o pedido não se limitar à declaração de improcedência. entende que “A falta de contestação do INSS não enseja a aplicação do disposto no artigo 319 do CPC. Nas ações dúplices. o legitimado atua em juízo em nome próprio buscando a tutela de direito alheio.acompanhando a doutrina mais abalizada.1. o ato de impedir (contestação) já expressa um pedido contrário. e-DJF1 DATA:29/06/2012 PAGINA:42. é dúplice a ação. 4. a reconvenção pode ser ajuizada em sede de ação dúplice: há casos em que o que o réu deseja é algo diferente do que alcançaria com a improcedência do autor. uma vez que. Por outro lado. 3) Qual a diferença entre legitimidade ordinária e legitimidade extraordinária? Resposta: Na legitimidade ordinária.

dentre os meios idôneos à busca do bem da vida. uma serventia. só então. a ação judicial deve ser o menos gravoso. 5) Discorra sobre o binômio necessidade-utilidade? Está certa a expressão? Resposta: a) Dimensão da Utilidade: o processo deve ser útil. no que tange a essas duas condicionantes. b) Dimensão da Necessidade: é preciso demonstrar que o processo é necessário à obtenção do proveito almejado. Pelo acima disposto. 6) Quais as modalidades de resposta do réu? Quais as exceções? Resposta: As modalidades de resposta do réu são: contestação. Processo útil é aquele que pode propiciar algum proveito para o demandante. caso em que só haverá interesse processual nas hipóteses em que a ação seja um meio idôneo a se atingir determinado fim. para parte da doutrina. por exemplo. esgotamento de instância administrativa. útil e proveitoso. impedimento e suspeição.4) Quais as condicionantes do interesse de agir? Resposta: As condicionantes do interesse de agir são: utilidade. elenca a adequação como condicionante. para. parte da doutrina. o processo é desnecessário. carecerá de utilidade e. da ação dúplice e o pedido contraposto? 251 . Ex. deve ter um proveito. a necessidade. pela análise do caso concreto. assim. Assim. não haveria interesse processual caso o bem da vida já tivesse sido alcançado na seara administrativa ou se essa.também não haverá utilidade quando as despesas com a execução superarem o valor da dívida. Por fim. a demanda deve ser útil juridicamente. Para haver interesse. não sendo idônea para o particular cobrar um crédito seu fundado em título de crédito. As exceções são de: incompetência. antes de tudo. necessidade e. a execução fiscal somente pode ser utilizada para a cobrança de crédito tributário ou não-tributário da Fazenda Pública. . 7) Como se distinguem as figuras da reconvenção. pois que o processo deve ser. condicionante essa muito próxima de outra. Quando ocorre perda de objeto da demanda. segundo a qual. qual seja. reconvenção e exceções. fosse a via menos gravosa para se alcançar determinado objetivo jurídico (Ex: TNU exige requerimento administrativo no INSS para demonstrar interesse processual nas ações previdenciárias). Se houve ou houver meios para a composição voluntária. de interesse de agir. se questionar se ele é necessário na busca desse proveito. a expressão certa seria utilidade-necessidade. adequação.

Processual por excelência: o revel poderá intervir no processo em qualquer fase. questões prévias são todas as questões que tem que ser analisadas antes de se apreciar o mérito/pedido/objeto do processo. com sinais trocados. é dúplice a ação que a contestação do réu já basta à obtenção do bem da vida.Resposta: Ação Dúplice: Do prisma material. 9) Quais os efeitos principais da revelia? Qual o efeito processual por excelência? Resposta: A revelia possui dois efeitos. o juiz tem que decidir outras questões no curso do processo. na mesma oportunidade de oferecimento de sua defesa. há questões prévias que o julgador somente pode conhecer quando provocado pelas partes tal qual a competência relativa. o gênero questões prévias engloba as espécies questões preliminares e questões prejudiciais. Processual o feito prosseguirá sem a intimação do réu revel. pois. vale dizer. Nas ações dúplices. há o exercício do direito de ação. o autor pede e o réu somente impede. Assim. Em geral. Por outro lado. São chamadas de ações de mão dupla. (ACHO QUE é ESSE – mas não achei nada a respeito) 252 . mas não se exigem as formalidades inerentes à demanda reconvencional. Pedido Contraposto: A técnica da contraposição de pedidos implica a formulação de pedido. Desse modo. caso não tenha patrono nos autos. sendo. tratando-se. um material e outro processual. a simultaneidade da posição de autor e réu assumida pelos litigantes decorre da pretensão deduzida em juízo. uma exceção. por parte do réu. que são denominadas questões prévias. de objeção. pois que essa técnica foi pensada para homenagearem os princípios da simplicidade e celeridade nos Juizados Especiais e no Procedimento Sumário. existem questões prévias que podem ser conhecidas de ofício pelo juiz como a coisa julgada. Material: Presumem-se verdadeiras as afirmações de fato feitas contra o réu (confissão ficta). Reconvenção: como modalidade de resposta que é. As questões prévias tanto podem ser consideradas como exceções como objeções. então. ou seja. 8) O gênero questões prévias engloba quais espécies? As questões prévias são qualificáveis como objeções ou exceções? Resposta: Antes do mérito. permite que o réu não apenas ofereça resistência à pretensão buscada pelo autor mas também pleiteie o reconhecimento de uma pretensão da qual se julga titular em face do autor. sem a necessidade de utilização do procedimento próprio da via reconvencional. recebendo-o no estado em que encontrar.

conhecer de ofício. nos termos do art. diante da indisponibilidade do direito discutido. 13) Existe ônus da impugnação específica para Fazenda Pública? Resposta: 253 . Como visto acima. ou não se declarar suspeito. Presumem-se verdadeiros os fatos não impugnados (. 302. interesses que os advogados públicos não podem. o interesse público primário. o que se leva a crer que tais institutos. mesmo que a Fazenda Pública não ofereça uma impugnação especificada em relação às questões arguidas na inicial. “juiz que violar o dever de abstenção. 186) afirmam que “o juiz tem o dever de abster-se do julgamento da causa em que impedido ou suspeito. argüir a parcialidade do magistrado. podem as partes e o MP. poderá ser recusado por qualquer das partes”. dispor. contra ela não correrão os efeitos materiais da revelia. cuja prova em contrário fica a cargo do administrado. p. 320 II do CPC. 3ª Ed. não se aplica à Fazenda Pública o ônus da impugnação específica. 12) Ônus da impugnação específica como se dá em relação à Fazenda Pública? Resposta: Segundo o art. é dever do juiz. p. RT.10) O impedimento e a suspeição são considerados objeções ou exceções? Resposta: Nos termos do art.)‖ . são considerados objeções. o qual não se aplica contra a Fazenda Pública uma vez que indisponíveis os interesses em jogo. Trata-se do efeito material da revelia. 137 do CPC.. impedimento e suspeição. máxime porque seus atos gozam de presunção de legitimidade.. Violado o dever.. 302 do CPC ―Cabe também ao réu manifestar-se precisamente sobre os fatos narrados na petição inicial. sua suspeição ou impedimento. enquanto custos legis. 2011. segunda parte. Logo. qual seja. Resposta: O art. renunciar ou transigir (CPC. sem autorização legal. 3ª Ed. Marinoni e Mitidiero (CPC – comentado artigo por artigo.” Vale dizer.. reputar-se-ão verdadeiros os fatos afirmados pelo autor”. I). 326) defendem que só é indisponível o interesse público primário da Fazenda Pública e não o secundário. 11) Falar sobre as particularidades da revelia para a Fazenda Pública. Marinoni e Mitidiero (CPC – comentado artigo por artigo. 319 do CPC reza que “Se o réu não contestar a ação. 2011. RT.

º 7. vale dizer. que eram defendidas por seus procuradores ou advogados. não adotou o sistema da jurisdição condicionada ao esgotamento da seara administrativa. ao contrário da anterior. os quais.” Todavia. 5º. o que. 4. a primeira vista. No âmbito federal.3.se a petição inicial não estiver acompanhada do instrumento público. da CR/88. salvo em se tratando de lides desportivas. Mesmo fora desses casos. com a Lei n. pois que o juiz somente deve decretá-la no caso de haver verossimilhança nas alegações do autor. por sua vez. visto que.1. “a lei não excluirá da apreciação do Poder Judiciário lesão ou ameaça a direito”.8. a presunção de veracidade está sujeita ao crivo da persuasão racional do julgador. O Ministério Público.se. segundo o art. havendo pluralidade de réus. Afinal. o Ministério Público cumulava em si a dupla função de defesa da sociedade e de advocacia de Estado. O FONAJEF possui entendimento 254 .se o litígio versar sobre direitos indisponíveis. não é necessária a prévia postulação administrativa como condição para o manejo da ação em que se busca a concessão de benefício previdenciário. a presunção de veracidade é relativa. 320 do CPC. a revelia não induz o seu efeito material: I . Questões do TRF3 1) É condição prévia o requerimento administrativo ao INSS para se ajuizar ação previdenciária? Por quê? Resposta: Pelo princípio da inafastabilidade da jurisdição previsto no art. a maioria das Turmas Recursais Federais entendem que há a necessidade de prévio requerimento administrativo no INSS para se caracterizar a lide. em meados dos anos 30. vale dizer.659/45.QUESTÃO JÁ RESPONDIDA (vide item 12 acima) 14) Quem fazia a defesa da União antes da CR/1988? Resposta: A existência de um órgão com a específica finalidade de presentar o Estado em juízo é algo relativamente novo na história brasileira. faz concluir que o requerimento administrativo ao INSS não é condição prévia para se ajuizar ação previdenciária. que a lei considere indispensável à prova do ato. fixou-se na defesa da União. XXXV. a atual Constituição. 15) A presunção de veracidade dos fatos decorrentes da revelia é relativa? Resposta: Sim. II . III . passaram a gozar das mesmas prerrogativas conferidas aos Procuradores da República. a presunção de veracidade não depende unicamente da revelia do réu. Esse é o entendimento do STJ e do TRF-1 – “Segundo uníssono posicionamento jurisprudencial há muito consolidado. criaram-se as autarquias. algum deles contestar a ação. antes da Constituição de 1988.

do art. Resposta: As causas de impedimento e suspeição estão previstas nos artigos 134 a 138.5.” 4. 70: “O ajuizamento da ação de concessão de benefício da seguridade social reclama prévio requerimento administrativo. aconselhar alguma das partes sobre a causa. 485. A imparcialidade do juiz é um dos pressupostos processuais subjetivos do processo.” Enunciado 73: “Em juizados itinerantes. 72: “A comprovação de denúncia da negativa de protocolo de pedido de concessão de benefício. inclusive: Enunciado nº.” Enunciado nº. enquanto na suspeição há apenas presunção relativa (juris tantum). É dever do juiz declarar-se impedido ou suspeito.8. feita perante a ouvidoria da Previdência Social. segundo o inciso II. 2) Ambas representam causas de rescindibilidade da ação rescisória? Resposta: Não. O juiz será considerado suspeito por sua parcialidade quando for amigo íntimo ou inimigo capital de qualquer das partes. O impedimento tem caráter objetivo.” Por outro lado. 3) Discorra sobre as condições da ação e sobre o novo código de processo civil retirar uma das condições da ação. Questões do TRF4 4. Questões do TRF5 1) Distinga rapidamente impedimento e suspeição. supre a exigência de comprovação de prévio requerimento administrativo nas ações de benefícios da seguridade social. senão vejamos: Enunciado nº. apenas a sentença de mérito proferida por juiz impedido pode ser objeto de ação rescisória. o mesmo FONAJEF excepciona esse entendimento.1. 71: “O ajuizamento da ação revisional de benefício da seguridade social que não envolva matéria de fato dispensa o prévio requerimento administrativo. podendo alegar motivos de foro íntimo. No impedimento há presunção absoluta (juris et de jure) de parcialidade do juiz em determinado processo por ele analisado. do Código de Processo Civil (CPC) e dizem respeito à imparcialidade do juiz no exercício de sua função. que o magistrado está proibido de exercer suas funções em processos de que for parte ou neles tenha atuado como advogado. entre outros. do CPC. 255 .8.1. receber presente antes ou depois de iniciado o processo. pode ser flexibilizada a exigência de prévio requerimento administrativo.4. O CPC dispõe. enquanto que a suspeição tem relação com o subjetivismo do juiz. haja vista o impedimento ser uma causa objetiva e que gera presunção absoluta de ser o juiz parcial em determinada demanda. por exemplo.sumulado. consideradas as peculiaridades da região atendida.

significa trazer maior estabilidade as relações sociais. vinculando-se as narrativas ali inseridas. à luz da lei revogada seria de carência da ação. ultra e nem citra petita. na sentença. impede a rediscussão da matéria. Em processo penal. por ser a possibilidade jurídica do pedido conceituada como “conformidade do pedido com o ordenamento jurídico” ou ainda como “a ausência de vedação explícita no ordenamento jurídico para a concessão do provimento jurisdicional”. interesse de agir e possibilidade jurídica do pedido. adstrito aos termos do aditamento promovido pelo MP. à luz do Novo CPC é de improcedência e resolve definitivamente a controvérsia. o réu se defende dos fatos que pesam contra ele e não da imputação realizada ao término do libelo acusatório. esse autor. tendo em vista que. excluiu a possibilidade jurídica do pedido do rol das condições da ação sem ser acompanhado pelo nosso CPC.9. Direito Processual Penal 4. excluir a possibilidade jurídica do pedido do rol das condições da ação. a fim de evitar reiteradas rediscussões daquilo que já se sabe não autorizado pelo ordenamento e isto contribui a um só tempo para a economia processual (evitando-se a repetição de causas) e para a pacificação social. o limite objetivo da lide para o magistrado está na apreciação daquilo que a acusação mencionou. A sentença deverá decidir sobre os fatos descritos na denúncia ou queixa. pois que nos termos da parte final do § 4º do art. Uma sentença de mérito. Enfim. A evolução do pensamento de Liebman se dera no sentido cassar a autonomia da possibilidade jurídica do pedido para incluí-la no interesse de agir. que estabelecem a lide penal. Para seus juristas idealizadores. para muitos a possibilidade jurídica do pedido não passava de uma análise de mérito. ao evoluir seu pensamento. haverá uma sentença de improcedência do pedido.1. em sua dimensão utilidade. quando da provocação da instância penal. É melhor para os sujeitos processuais que suas pretensões sejam resolvidas definitivamente. 384 do CPP fica o juiz. que tende à formação da coisa julgada material. o qual elencava 03 condições da ação: legitimidade de parte.1. Além do mais. Motivação Das Decisões Penais 4.9. 4. verificado que o pedido não se conforma ao ordenamento jurídico.Resposta: O CPC de 1973 é baseado nas lições o jurista italiano Liebman. Enfim. aplica-se até no caso de mutatio libelli. E que. Esse princípio. por consequencia. Sentença. Questões do TRF1 1) O que consiste o princípio da correlação entre e a denúncia e a sentença? Resposta: A correlação é o liame conectivo entre os termos da acusação e aquilo que será enfrentado pelo juiz na prolação da sentença penal. No projeto do Novo CPC a possibilidade jurídica do pedido não é mais uma das condições da ação. a sentença não pode ser extra. Há 256 . a sentença que. com a parcial reforma do CPP.9. No processo penal.1. Todavia.

No regime anterior à referida lei. tratar-se-ia de um longa manus do PGJ. tanto na denúncia originária como na denúncia aditada. Ademais. ou da câmara de revisão na esfera federal. Há ainda que ressaltar que após o aditamento o CPP aponta que deve ser ouvida a defesa para manifestar-se acerca da alteração promovida pela acusação . Ele tem alguma repercussão quando à defesa do réu? E a mutatio libelli? Resposta: 257 . tão somente. o que é. mudança na acusação. 28 do CPP. A hipótese contempla que instituto? emendatio libelli. tendo o juiz que julgar apenas o fato contido no aditamento. há uma tensão entre o princípio da independência funcional do MP e da unidade do órgão quando é apontado um membro para proceder ao ajuizamento da ação. permitir que o membro do Ministério Público promova o aditamento à denúncia ou queixa. não cabe ao magistrado realizar a mutatio mas. Quanto à constitucionalidade do art. se ao acusado foram garantidos os princípios do contraditório e da ampla defesa. cabia ao próprio magistrado promover o aditamento. tendo em vista que a doutrina afirma que. ao verificar que é cabível alteração da tipificação penal em consequência de prova presente nos autos e não incluída na acusação. na verdade. Neste caso . o acusado defende-se dos fatos e não da acusação. Outra corrente entende que uma interpretação conforme desse dispositivo tem o sentido e o alcance de que. uma garantia institucional que encerra uma garantia da própria sociedade. abertamente. O regime da mutatio foi substancialmente alterado com a edição da Lei nº 11. em verdade . 3) Leia o art. admitimos que deve prevalecer a independência funcional do membro do MP. uma afronta ao sistema acusatório que apregoa a separação entre as funções de acusação e julgamento. neste caso. podendo o julgador decidir com base nos fatos narrados em qualquer uma delas. é cabível o instituto da denúncia alternativa. que é . A partir do referido estatuto legal. 383.quem defenda que a melhor interpretação dessa parte final consiste na proibição da denúncia alternativa. DESSE PONTO EM DIANTE: RESPOSTAS ELABORADAS POR FREDERICO BOTELHO DE BARROS SILVA 2) Qual a posição do senhor a respeito da mutatio libelli do art.719 de 2008. 384 em confronto com a CF/88? O senhor admite que o art. 28 do CPP é ainda constitucional? Resposta: A mutatio libelli não passa de sua própria tradução: mudança do libelo. Com a alteração legal resguardou-se a separação de papeis entre órgão acusador e magistrado de forma que o sistema acusatório encontra-se preservado. que é.

ou. o que violaria . A decisão citra petita deixa de analisar um pedido formulado ou um fundamento suscitado. a defesa há de ser feita com relação aos fatos e não com relação à capitulação do membro do MP. A decisão citra petita deixa de regular as relações jurídicas de todos envolvidos no processo. ao art. ultra e extra petita se inserem na congruência externa da decisão. antes da modificação operada pela lei 11. Convencimento este. O juiz. Com a modificação operada por esta lei . 258 . que consiste na atividade do juiz. A sentença ultra petita. motivado. frontalmente as garantias da ampla defesa e contraditório. quando da sentença. ao proceder a emendatio está. Assim. o crime apontado na denúncia não corresponde ao emanado dos autos. ocorre quando a decisão concede mais do que o demandante pediu ou quando não analisa apenas os fatos essenciais postos pelas partes como também outros fatos essenciais. Ademais . A decisão extra petita ocorre quando tem natureza diversa ou concede ao demandante coisa distinta da que foi pedida. em lugar dos suscitados pelos agentes processuais . Portanto. havia um verdadeiro aditamento feito pelo magistrado e independente da ação da defesa. ou ao menos deveria estar plenamente convencido de que. Outra diferença há de ser feita entre congruência objetiva e subjetiva. A decisão ultra petita estende seus efeitos a pessoas não participantes do processo além daqueles participantes. conforme o sistema de avaliação de provas. emendar ou corrigir a acusação para adequá-la aos fatos.O art. Por primeiro. não há que dilatar-se o processo. elementares e circunstâncias constantes dos autos. 383 reclama convencimento do magistrado. respeitando o sistema acusatório. Com relação à mutatio.719 de 2008. Ocorre que a sentença não é ato fracionado. Sentenças extra . acerca dos fatos sob sua análise. a congruência externa objetiva. e há manifestação da defesa em favor das garantias do acusado no processo penal. Já a extra petita estende seus efeitos a tai somente os não participantes do processo. nesta classificação. leva em consideração fundamento de fato não suscitados por qualquer das partes. se o ato de inteligência do magistrado que será exposto na sentença já está completo (pela modificação do crime). e extra petita? Resposta: Quando se fala em vícios da sentença . 383 do CPP contempla a hipótese de emendatio libelli. ainda. 5) O que seria sentença ultra. cabe a atuação do MP. citra. uma primeira diferença é importante: a congruência interna e externa da decisão judicial. Já a congruência subjetiva desenvolve-se de acordo com os sujeitos do processo. Há doutrina que aponta a necessidade de o magistrado promover a oitiva da defesa para o devido estabelecimento do contraditório(Gustavo Henrique Righi Ivahy Badarro e Antônio Cabral ).

2) Os ônus processuais têm pertinência com as faculdades ou encargos processuais? Existe alguma correlação? Qual seria esta correlação? Resposta: 3) A presunção (de veracidade gerada pela revelia) a que se referiu e chamou atenção (em sua resposta) tem sido entendida como iuris tantum ou iure et de iure? Resposta: É uma presunção relativa. um juízo quantitativo. tão somente um limite máximo. concluindo-se pela condenação. 259 . portanto. na empresa. é um limite impedindo que a pena se torne uma afronta aos direitos fundamentais do agente. 319 e 334. Neste mesmo esteio: O Simpósio da Associação de Magistrados do Rio de Janeiro. A culpabilidade. ou de notoriedade. à luz dos próprios elementos. segundo a maioria da doutrina e o RESP 2. pois tinha a consciência da ilicitude do que fazia‖. Ocorre que essa concepção de culpabilidade funciona como fundamento da pena.2. que não é analisada somente neste momento. Barros Monteiro. trazidos aos autos pelo autor. É. na família.1. isto é.4. na sociedade. um elemento de determinação da pena. de relatoria do Min. há de ser perquirido o comportamento do agente em meio social. Para Paulo Queiroz. Questões do TRF2 1) Discorra sobre a culpabilidade diante da conduta de vida do agente frente ao art.59 do CP. em verdade. deveriam ser interpretados no sentido de não ser absoluta a presunção de veracidade dos fatos afirmados pelo autor.9. como diz Paulo Queiroz. Para Cezar Bitencourt é um limite máximo e mínimo da pena. de 28 a 30 de agosto de 1974. como característica negativa da conduta proibida . Ou seja . verificar-se a evidente inveracidade deles‖. IV. o juiz analisa ―o grau de culpa do réu‖. e já devia ter sido objeto de análise juntamente com a tipicidade e a antijuridicidade. os arts.846/RS. recomendou aos juízes de todo o país. diferente da culpabilidade como elemento do crime(ou pressuposto da pena como quer Damásio) que é um juízo qualitativo. na associação do bairro. A doutrina ainda aponta correntes erros na prática forense como a frase ―o agente agiu com culpabilidade. CP. 59. devendo excluir-se a presunção quando. aquilo que os autos indicam como traço marcante de sua vivência social. que. que é. Quanto à conduta social. quanto à revelia. analisa-se a conduta do agente através de sua conduta em seu aspectos factuais. O juiz definirá a conduta social do agente através de um fato do processo ou utilizando-se de conceitos psicológicos (Sigmund Freud)? Resposta: Na análise da culpabilidade quando do art.

por fim. É um fenômeno endo/extraprocessual.4. são necessários 4 requisitos. se não refeita sob o crivo do contraditório. por sua vez.1. deve haver preclusão máxima (coisa julgada formal). São elas: a) a ação rescisória. cautelares ou antecipadas. que o provimento jurisdicional verse acerca do mérito da causa. 475-L . d) impugnação da sentença inconstitucional ( art. 2) Ela pode ser modificada? Resposta: Sim. Porque colhida em procedimento inquisitivo. parágrafo 1º. estende seus efeitos para qualquer outro processo. deve o mérito ser analisado de forma exauriente. para embasarem um decreto condenatório devem ser produzidas novamente durante a instrução processual. Ocorre que esta imutabilidade pode se restringir ao processo em que foi proferido ou estender seus efeitos para além dele. Em nosso sistema há 5 formas de modificação da coisa julgada.3. Questões do TRF3 1) A prova testemunhal na fase do IP pode ser usada na fundamentação da sentença? Resposta: A prova testemunhal.1.9. c) impugnação com base em erro material . porquanto não ser possível de nova análise em recurso próprio. Este é o posicionamento dos Tribunais Superiores acerca da matéria.9. e . salvo quando irrepetíveis. Para que ocorra a coisa julgada material. além do qual foi produzida. Já a coisa julgada material. 4. a prova testemunhal não pode fundamentar uma sentença. b) a querela nullitatis ou exceptio nullitatis. Esta última ocorre quando a decisão é imutável dentro do processo do qual foi proferida. Quais sejam: Uma decisão jurisdicional. Questões do TRF4 1) O que é coisa julgada? Resposta: ―A coisa julgada é a imutabilidade da norma jurídica individualizada contida na parte dispositiva de uma decisão judicial‖(Didier). e 260 . ou coisa julgada em sentido estrito.4) Nessa análise (no caso de revelia sobre se o autor tem razão nos fundamentos de seu pedido e se produziu prova suficiente mesmo no caso de revelia) o juiz pode inclusive retroceder à causa de pedir remota ou isso já implicaria em algum descumprimento de algum dever? Resposta: 4. Daí a distinção entra coisa julgada material e formal.

1. Nucci.5. Questões do TRF2 1) O conceito jurídico de poluição foi alterado? Existe no ordenamento jurídico? Resposta: Sim. São estas. Instrumentos Da Política Nacional Do Meio Ambiente. Estes dois últimos conceitos não constavam da redação original de como objetos de proteção contra poluição.1.10. e) e a possibilidade de revisão da coisa julgada por denúncia de violação à Convenção Americana de Direitos Humanos formulada perante a Corte Interamericana de direitos Humanos. 2) Zoneamento se articula com o desenvolvimento sustentável? 261 . que vinham se posicionando na esteira corporificada na súmula.1. 3º . Está previsto no art. Ainda há que se destacar que após o prazo decadencial da ação rescisória (2 anos) fala-se em coisa soberanamente julgada. Direito Ambiental 4. por todos. Zoneamento Ambiental.2. O conceito legal foi alterado em 1989 para incluir em seu art.10. Padrões De Qualidade Ambiental.9.741. Sistema Nacional De Unidades De Conservação Da Natureza 4. 4.10. Política Nacional Do Meio Ambiente. Da Lei 6938/81. 4. V.10. Questões do TRF5 01) Estar respondendo a outro processo no momento da sentença. III. Tal posicionamento solidificou o entendimento do STJ e da doutrina. III. as possibilidades de revisão ou de relativização da coisa julgada. Questões do TRF1 4.art. pode ser maus antecedentes? Resposta: A resposta encontra respaldo na súmula 444 do STJ que declara in verbis É vedada a utilização de inquéritos policiais e ações em curso para agravar a pena base. há um conceito legal do que venha a ser poluição no direito brasileiro.1. 3º. em nosso sistema processual. parágrafo único do CPC) . como objeto de proteção da degradação de qualidade ambiental resultante de atividades que direta ou indiretamente os recursos ambientais fauna e a flora.1.

1. instrumento de organização do território a ser obrigatoriamente seguido na implantação de planos. Questões do TRF5 TRF5 – 2012 1) Qual a origem do zoneamento e em que ele consiste? Resposta: A origem do zoneamento ambiental está nas sociedades industrializadas e urbanizadas e na necessidade do estabelecimento de áreas com destinação especial para organização territorial de aproveitamento e respeito ao meio ambiente. Resposta: 262 . obras e atividades públicas e privadas. É. 2º. conforme expressa previsão regulamentar. garantindo o desenvolvimento sustentável e a melhoria das condições de vida da população‖. estabelece medidas e padrões de proteção ambiental destinados a assegurar a qualidade ambiental.Resposta: Sim. da precaução. Questões do TRF4 4. do acesso equitativo e da integração. do Decreto 4297/2002 como sendo O ZEE. A necessidade de compatibilização entre a exploração não degenerativa e o respeito ao meio ambiente ecologicamente equilibrado faz com que o zoneamento se torne uma ferramenta importante do Direito Ambiental. garantindo o desenvolvimento sustentável e a melhoria das condições de vida da população. Questões do TRF3 4. 2º. da participação informada.297/2002 e guarda relação estreita com os princípios da função socioambiental da propriedade.10. Diz o decreto: O ZEE. O conceito de zoneamento sustentável já traz expressamente a menção e sua conexão com o desenvolvimento sustentável como demonstra o art. instrumento de organização do território a ser obrigatoriamente seguido na implantação de planos. dos recursos hídricos e do solo e a conservação da biodiversidade. da prevenção. em verdade.4.1. do Decreto 4.1. estabelece medidas e padrões de proteção ambiental destinados a assegurar a qualidade ambiental.5.10. do usuário–pagador. obras e atividades públicas e privadas. 4.3. do poluidor pagador. um instrumento de efetivação da Política Nacional do Meio Ambiente e tem definição legal no art. 2) O zoneamento tem relevância para a proteção do Direito ambiental? Dê exemplos. dos recursos hídricos e do solo e a conservação da biodiversidade.10.

3) O que se entende por unidade de conservação e qual sua natureza jurídica? Quais os requisitos necessários para a implementação das unidades de conservação? É necessária a consulta pública? Resposta: As unidades de conservação são uma das modalidades de espaços ambientais territoriais protegidos que devem ser instituídos pelo poder público. 2º. sob regime especial de administração. do poluidor pagador. da Lei 9.985/2000. pode-se afirmar que tal instrumento é de fundamental importância para o Direito Ambiental. legalmente instituído pelo Poder Público. que aprovou o Sistema Nacional de Unidades de Conservação da Natureza. incluindo as águas jurisdicionais. a reserva 263 . Sua disposição legal está na Lei 9.985/2000. 4) Quais os dois grandes grupos em que se dividem as unidades de conservação? Elas estão em conformidade com o novo Código Florestal? Resposta: Os dois grupos são . As quatro divisões são as zonas de uso estritamente industrial. gerará a necessidade de desapropriação. se não alcançada doação por parte do particular. do usuário pagador. O exemplo mais elucidativo desta relevância está no zoneamento ambiental industrial que classifica quatro espécies de zonas visando o disciplinamento de atividades industriais em locais críticos de poluição. do acesso equitativo e da integração. da Lei 9. Nas primeiras deverá ser observada a manutenção dos ecossistemas livres de alterações causadas por interferência humana. o SNUC. o regime especial de proteção e a consulta pública. o caráter oficial. 22. I. da prevenção. Há de se apontar que o intuito do disciplinamento desta matéria é a necessidade de controle da poluição causada pelas indústrias. Integram as unidades de proteção integral a estação ecológica. parágrafo 2º. com objetivos de conservação e limites definidos. zonas de uso predominantemente industrial. zonas de uso diversificado e zonas de reserva ambiental.985/2000. a delimitação territorial. da participação informada. Importante destacar que a enorme maioria das unidades de conservação existentes no Brasil é de propriedade pública. com características naturais relevantes. Para a instituição de uma unidade de conservação é são necessários: a relevância natural. conforme art. pode haver instituição de unidade de conservação em terras particulares o que. porém. unidade de conservação ―é espaço territorial e seus recursos ambientais.Tendo em vista que o zoneamento guarda estreita relação com os princípios com a função socioambiental da propriedade. da precaução. De acordo com o art. o objetivo conservacionista. Já as de uso sustentável há exploração do ambiente de maneira a garantir a perenidade dos recursos ambientais renováveis e dos processos ecológicos. ao qual se aplicam garantias adequadas de proteção.unidades de proteção integral e unidades de uso sustentável.

478 de 1997. reserva de fauna. e. ou. área de relevante interesse ecológico. deixa expresso que um dos objetivos da política nacional é a proteção ao meio ambiente. da adequação entre meio ambiente e atividade econômica nasce o conceito de desenvolvimento sustentável.11. reserva extrativista. que foi duramente criticado por não obstar a pirataria e supostamente pavimentar uma dominação dos países desenvolvidos sobre os subdesenvolvidos. 05) Discorra: política energética voltada ao meio ambiente. o monumento natural e o refúgio de vida silvestre. passe a adotar uma política de não agressividade ao meio ambiente. que dispõe sobre a política energética nacional. E neste se insere uma opção energética que respeite o pacto intergeracional e busque o respeito ao meio ambiente e encare como os insumos energéticos como bens que podem se findar e. levando-se em conta as necessidades das gerações futuras. que quer dizer AntiCounterfeiting Trade Agreement. Já as unidades de uso sustentável são integradas por área de proteção ambiental. floresta nacional. em clássica definição. Direito Internacional Público e Privado 4. em português. o grande objetivo que liga a política energética e o meio ambiente é a opção por um processo de uso sustentável dor recursos existentes no meio ambiente.11. Canadá e Austrália. a partir daí. diversas nações celebraram uma convenção para caracterizar e repudiar o que se chama pirataria? Resposta: Há um Tratado que convencionou-se chamar de ACTA. Com relação a segunda indagação. Assim. Objetivos. Resposta: A Lei 9. ao optar por uma política energética. acordo comercial antipirataria.1. 1º. O Espaço Aéreo 4.11. O ACTA já foi subscrito por países como México. Assim. focando a melhoria da qualidade de vida humana dentro dos limites da capacidade de suporte dos ecossistemas. ainda. 264 . Questões do TRF1 1) De acordo com as regras de navegação aérea e marítima no mundo.1. 4. Deve o poder público. IV.biológica o parque nacional. já em seu art. como o processo que atende às necessidades do presente sem comprometer a possibilidade de as gerações futuras atenderem as suas próprias necessidades.1. Tal documento é apontado pela doutrina moderna como um complemento ao Acordo TRIPS. fixar sua bases no desenvolvimento sustentável que é. reserva de desenvolvimento sustentável e reserva particular do patrimônio natural. houve profunda alteração por parte do Novo Código Florestal .

4.1.2. Filosofia do Direito 4. 265 .11.1.1.3.11.4. pontuarei os conceitos menos conhecidos(ciência e faculdade) e indicarei um pensador que elabore os outros conceitos. Questões do TRF4 4.13. Questões do TRF2 4.13.1.12.1. Questões do TRF3 4. Questões do TRF5 4.11. Questões do TRF1 1) Qual o conceito de direito? Resposta: Como devemos nos ater a 15 linhas.13.1. Sociologia do Direito 4. Questões do TRF5 4.2.3.12.1. O Conceito De Direito E Sua Positividade 4.12.4. Questões do TRF1 4.1.11. Aspectos Gerenciais Da Atividade Judiciária 4. Questões do TRF2 4. Questões do TRF3 4.12.1. Questões do TRF4 4.1.12.12.1.12.5.1.1.5.1.

envolvendo e penetrando por tidos os lados do ser. É. o Direito é. uma ordem normativa ―(…)considerada válida quando as suas normas são. eficaz. ora nós sabemos que as normas jurídicas impõe um padrão de comportamento para todos nós. o Direito equipa-se e faz uso das figuras da coação e da coercibilidade. reportada a uma ―norma fundamental‖. o que não é normalmente o caso. numa consideração global.‖ Dito de outra forma. ao passo que a coação efetiva essa mesma punição impondo ―um mal que é aplicado ao destinatário mesmo contra a sua vontade. Como Faculdade. Direito como faculdade. direito em sentido subjetivo. Para este ramo. do interesse e mistas. nasce a Teoria dos Direitos Subjetivos . Direito como fato social . Condicionar significa interferir. Ocorre que o conceito de Direito pode ser declarado de várias formas (partes) diferentes. A coercibilidade material é a ―suscetibilidade do uso da força física ou da pressão material. a coercibilidade traduz-se na ameaça de punição. Direito como justo. em termos gerais. Já o direito como fato social . de que maneira a sociedade é condicionada pelo Direito e de que maneira o Direito condiciona a sociedade. são de fato observadas e aplicadas‖. de acordo com essa constituição.‖ Por outras palavras. o Direito deve ser interpretado na vida real . foram efetivamente estabelecidas e são. portanto o Direito acaba interferindo no comportamento que as pessoas tem na sociedade. influir fazer com que o Direito ou a sociedade hajam de uma determinada maneira. Portanto toda vez que se institucionaliza um conjunto de normas toda vez que se instaura alguma lei. essa lei tende a reger a sociedade. eficazes. ―a que deve corresponder uma constituição efetivamente estabelecida e. O direito como norma – Kelsen define o Direito como sendo uma ―ordem normativa de coerção‖. E . ou seja. bem como as normas que. Nos limites deste poder reina a vontade do indivíduo e reina o consentimento de todos. em termos gerais.‖ A coação é definida ―pela plena efetivação de uma ou de outra. as normas jurídicas tem essa finalidade de regrar a vida social. O Direito como ciência é estudado como epistemologia. Para alcançar este desiderato. É a partir deste raciocínio que se chega às três teorias acerca do direito subjetivo. como diz Savigny. quer dizer. traduz a ideia que a sociologia jurídica procura saber exa- tamente me que medida se dá à relação feita entre a sociedade e o direito. segundo Kelsen.Direito é uma palavra polissêmica. quando as pessoas as respeitam.‖ 266 . Teoria da vontade. na ideia de Savigny. Kant afirmara que uma ação está em conformidade com o Direito quando permita que a liberdade de agir de um possa coexistir com a liberdade de agir de todos segundo uma lei universal. aparece-nos como um poder do indivíduo. se necessário empregando até a força física‖. quais sejam: Direito como ciência. o Direito deve ser visto como o conjunto de suas ciências e de seu objeto. Direito como norma. nos limites deste poder reina a vontade do indivíduo. eficazes. embora ―tal apenas terá de suceder quando essa efetivação encontre resistência.

sempre que houver descumprimento de tais liberdades. Assim. o direito é heterônomo. Por fim..3.. Questões do TRF5 267 . as regras do Direito ―valem‖ objetivamente.13.4. Questões do TRF4 1) Diferencie direito e moral. significa que a governabilidade corre sérios riscos. a sua aplicação ocasionará o descrédito das instituições.1. e fale sobre união homoafetiva. onde há o Princípio da Exclusiva proteção dos Bens Jurídicos. é possível a afirmação de que toda lei injusta é substancialmente inconstitucional. na realidade. Já a Moral é despida de coerção. A união homoafetiva é um deste casos que unem o Direito e a Moral. Resposta: Ao buscar diferenciar direito e moral.O direito como justiça – Hawls .13. Questões do TRF2 4. Nesse sentido.1. Quanto a Moral. ou seja .5. Já o Direito. caso o sentimento de justiça da sociedade não coincida com o ordenamento jurídico. portanto. molda-se externamente. o direito representa o mínimo de Moral necessário ou declarado obrigatório para que a sociedade possa sobreviver. Diferentemente do Direito Penal. de Jeremias Bentham. Muito embora a lei injusta possa ser vinculativa nos casos de inocorrência de inconstitucionalidade a mesma cairá no desuso e. é importante destacarmos a teoria do mínimo ético.13. dada sua autonomia e aspecto individual. É a teoria do mínimo Ético que fundamenta a imagem de círculos concêntricos.1.Os princípios da justiça idealizados por Rawls são as liberdades públicas ou direitos fundamentais. há diferenças marcantes. 4. Há. da mesma forma que há uma área de contato entre ambos.13. Não pode o Direito ignorar as transformações pelas quais passam a sociedade moderna. sendo círculo maior o da Moral e o círculo menor o do direito.1. Aí tem que desenvolver. A primeira é que a moral pertence ao âmbito interno do agente. Já as regras da Moral só tem significado se o agente com elas concordar. já que são alicerce do próprio Estado de Direito. o Direito Constitucional pauta-se pelo princípio da jurisprudência contramajoritária . 4. Segundo o filósofo. portanto. Quando Rawls sustenta a possibilidade da desobediência civil. que a melhor doutrina jurídica sobrepõe a todo e qualquer direito ou dever. E é inegável que a postura Moral irradia-se sobre o tema. sendo o Direito envolvido pela Moral. Questões do TRF3 4. O Direito é coercitivo. até mesmo de natureza constitucional. cada componente da sociedade tem uma postural moral acerca do tema homossexualismo. um campo comum de ação a ambos.2.

Já uma segunda corrente (por todos. 2) Existe no Brasil o fenômeno da repristinação constitucional? Resposta: Consiste a repristinação em um revigoramento da vigência de uma norma pela revogação da norma que a tinha revogado. são estes direitos ―direitos fundamentais‖? A imensa maioria da doutrina afirma que sim. afirma que os direitos fundamentais são de aplicabilidade imediata mesmo se as normas que os definem sejam de cunho programático. Promulgada a CF/88. três correntes acerca da aplicabilidade dos direitos fundamentais (aqui.1. há. mesmo o STF em alguns de seus julgados não afirmar expressamente que direitos sociais são fundamentais. em destaque. sob pena de inverterse a natureza das coisas. Ademais. conforme a maioria da doutrina.1. Eros Grau). visto que totalmente compatível com ela. não há como dispensar um tratamento legislativo para concretizar um direito fundamental.1. produzida no período da CF/46 (que fora revogada – não recepcionada pela de 67).1. 268 . na já clássica classificação de José Afonso da Silva. há que se destacar que há. Norma produzida na égide da CF/46 não é recepcionada pela CF/67. ínsito a qualquer direito fundamental. em tese poderia ser recepcionada pela CF/88. verifica-se que aquela Lei. Ou seja. independentemente de tratamento legislativo.1. pois incompatível com a mesma. trata-se de norma de eficácia limitada. considerar-se-á que direitos sociais são fundamentais). Em outras ocasiões. Para Manoel Gonçalves Ferreira Filho. um efeito paralisante contra qualquer ingerência tendente a obstar o exercício de um direito fundamental. podem os direitos fundamentais atingirem eficácia imediata. Por fim. Direito Constitucional 5. Questões do TRF1 1) Art. como se classificaria? Resposta: A primeira observação que deve ser feita com relação a esse ponto é com relação à natureza dos direitos sociais. Exemplo do fenômeno poder ser mais esclarecedor (exemplo do Lenza). Ponto 05 5. em certas ocasiões. Superado este ponto. Quanto à participação dos empregados nos lucros. Eficácia Das Normas Constitucionais 5.1. Ingo Sarlet e Gilmar Mendes declaram que.5. uma carga defensiva. só têm aplicabilidade imediata aqueles direitos que as normas definidoras são completas em sua estrutura e dispositivo. 6º da CF/88 – qual a eficácia desta norma? E a norma relacionada à participação dos lucros da empresa.

14. 2º art. mas possivelmente não integral.868/99. As primeiras são esquemas gerais de organização e de estruturação dos órgãos e entidades. Se a nova ordem jurídica trouxer a permissão expressa possibilitando a repristinação. da Constituição Federal. ainda. Como exemplo pode-se citar o art. Importante afirmar que efeito repristinatório em ADI não é a mesma coisa que repristinação. 3) O que é vacatio constitutionis? Qual Constituição brasileira já teve esse período? Resposta: Quando uma cláusula expressa diferencie a entrada em vigor de todo texto constitucional.Daí. estabelecendo um interregno entre a publicação do ato de sua promulgação e a data de entrada em vigor de seus dispositivos . é possível a verificação deste instituto. As normas de eficácia limitada de dividem em normas de princípio institutivo (ou organizativo) e normas de princípio programático. Já as normas de eficácia limitada de cunho programático. precisando de integração por obra do legislador infraconstitucional. Exemplo sempre citado desta espécie é o art. Exemplos são o art. 269 . está aí a vacatio constitutionis. pode a lei produzida durante a CF/46 voltar a produzir efeitos? Como regra. pergunta-se. parágrafo 2º. por obra do próprio texto constitucional. fale sobre a classificação deste autor. no momento da entrada em vigor da Constituição. Já as normas de eficácia limitada são aquelas que de imediato. 4) José Afonso da Silva e a eficácia das normas. as normas constitucionais podem ser de eficácia plena. visando fins sociais. a CF/88 não admite a repristinação! Porém. que trata da saúde. As de eficácia contida têm aplicabilidade imediata e direta. 18. há uma exceção. O primeiro é previsto na Lei 9. desde logo exigíveis``. Impende ressaltar que a regra geral é a imediata vigência de uma ordem constitucional . parágrafo 2º. Resposta: Segundo o professor JAS. tendo em vista que pode haver uma restrição de sua aplicabilidade por intermédio do legislador infraconstitucional e. veiculam programas a serem implementados pelo Estado. As primeiras são aquelas que ``receberam do constituinte normatividade suficiente à sua incidência imediata. art. considerando-se a vacatio constitutionis uma exceção. Apenas a CF de 1967/1969 utilizou o Vacatio Constitutionis. Como exemplo pode-se mencionar o art. VII. Não necessitam de providência normativa ulterior para sua aplicação. contida e limitada. parágrafo 2º. 196 da CF.11. Criam situações subjetivas de vantagem ou de vínculo. Situam-se predominantemente entre os elementos orgânicos da constituição. 5º. não têm o condão de produzir todos os seus efeitos.

1. Porém.1.2. Exemplo sempre citado desta espécie é o art. Já as normas de eficácia limitada são aquelas que de imediato. 5. mas possivelmente não integral. 2º art. desde que compatíveis com a nova ordem. parágrafo 2º.5) O que é desconstitucionalização? É possível no Brasil? Resposta: ―Trata-se do fenômeno pelo qual as normas da Constituição anterior. da Constituição Federal. Exemplos são o art. 14. veiculam programas a serem implementados pelo Estado. visando fins sociais. não têm o condão de produzir todos os seus efeitos. Criam situações subjetivas de vantagem ou de vínculo. VII. permanecem em vigor. Não necessitam de providência normativa ulterior para sua aplicação. As primeiras são aquelas que ―receberam do constituinte normatividade suficiente à sua incidência imediata. não é possível a aplicação do instituto no Brasil. contida e limitada. Situam-se predominantemente entre os elementos orgânicos da constituição.1.3. Como exemplo pode-se citar o art. contida e limitada? Dê exemplos. se houver menção expressa na nova Constituição . As de eficácia contida têm aplicabilidade imediata e direta. Questões do TRF4 5. que trata da saúde. Já as normas de eficácia limitada de cunho programático. 5º.5. 5. desde logo exigíveis‖. é possível a aplicação do instituto. Ou seja. Resposta: Segundo o professor JAS. ainda. As primeiras são esquemas gerais de organização e de estruturação dos órgãos e entidades. as normas da Constituição anterior são recepcionadas com o status de norma infraconstitucional pela nova ordem‖(Lenza). parágrafo 2º. as normas constitucionais podem ser de eficácia plena.1. 196 da CF. precisando de integração por obra do legislador infraconstitucional. no momento da entrada em vigor da Constituição. Questões do TRF5 270 . Questões do TRF2 5.1. Como exemplo pode-se mencionar o art. As normas de eficácia limitada de dividem em normas de princípio institutivo (ou organizativo) e normas de princípio programático. Questões do TRF3 1) O que são normas de eficácia plena. Como regra geral.1.1. 18.1.4. mas com status de lei infraconstitucional. por obra do próprio texto constitucional. tendo em vista que pode haver uma restrição de sua aplicabilidade por intermédio do legislador infraconstitucional e.

exclusão e extinção.2. 2) É constitucional o redutor de IPTU que recai sobre imóvel único? Resposta: Não.5. definição de fato gerador.218MG).Territórios . ela tem que passar alguma coisa para estados e municípios? Resposta: Sim. 5. Ademais.2.Municípios – Distrito Federal .II.2.394?SP.1.2.1. 20% da arrecadação do produto de tributos provenientes da competência residual deve ser repassado aos Estados.Princípios E Normas Constitucionais – Rendas Compatíveis 5. 97)e fixação do prazo de recolhimento (jurisprudência do Supremo – RE 172. por expressa previsão constitucional (art. incide a Legalidade Estrita.2. o simples fato de se ter um único imóvel não demonstra a capacidade contributiva do contribuinte. Questões do TRF2 1) Princípio da Legalidade Relativa é cabível no direito tributário? Resposta: Para a instituição. há exceções a esta regra que se adapta à Legalidade Relativa.157. obrigação tributária. 2) Haveria a incidência do princípio da eticidade na área tributária? Resposta: 3) Mudança de interpretação acarreta em novo fato gerador? 271 . Impostos: União Federal – Estados-membros . tal redução é inconstitucional.1. Questões do TRF1 1) Se a União criar tributo com base na competência residual. dentre outros institutos tributários. da Súmula 589 do Supremo Tribunal Federal: ―É inconstitucional a fixação de adicional progressivo do imposto predial e territorial urbano em função do número de imóveis do contribuinte‖.). a contrario sensu. obtida pela interpretação. Porém. Direito Tributário 5. haja vista esse único imóvel poder ser tanto um casebre em uma favela como uma mansão na parte mais luxuosa da cidade. Os casos mais relevantes são a atualização monetária (expressamente ressalvada pelo parágrafo 2ºdo art.1. RE 195.

só podem surgir de lei. da CF. representa insubmissão da administração a seus próprios atos.III. segundo. 5) Diferença entre o princípio da irretroatividade e da intangibilidade. é o mandamento nuclear do sistema. que os contribuintes tenham condições de antecipar objetivamente seus direitos e deveres tributários. 6) Pode-se aplicar o IPI Verde nas CIDEs? Resposta: 272 . E de outro lado. a mudança não pode. na clássica lição de Celso Antonio Bandeira de Mello. Não se modificam os fatos da vida já ocorridos e que geraram efeitos tributários.a. também. é pressuposto do II a entrada do produto em território nacional. ―O princípio constitucional da segurança jurídica exige. de um lado. igual para todos. não pode o mesmo fisco rever as atividades do passado para exigir tributos e aplicar sanções a pretexto de que a administração alterou seu entendimento acerca da matéria. que. o que é inadmissível por implicar violação do princípio da segurança jurídica‖. 4) Existe diferença entre princípios tributários e pressupostos? Resposta: Sim. Já pressupostos são as condições de fato que compõem o fato gerador que devem ocorrer para a hipótese tributária se aperfeiçoar. em relação a fatos geradores ocorridos antes do início da vigência da lei que os houver instituído ou aumentado. ainda. Por exemplo. Já a intangibilidade impede a mudança de critério por parte do judiciário ou do próprio fisco de elementos que caracterizem o fato gerador. Resposta: A irretroatividade está prevista no art.Resposta: Não. Essa prática é ilegal e contraria o princípio da boa-fé do contribuinte. Completa Kyioshi Harada ―Adotado um critério jurídico de interpretação pelo fisco ao longo do tempo para fiscalizar as atividades de determinado contribuinte concluindo pela regularidade de sua situação fiscal. Não pode o juiz modificar os atos ocorridos para modificar o fato gerador. por isto mesmo. É o que aponta Roque Carrazza. Dada a legalidade estrita que rege o Direito Tributário. Princípio. o princípio da segurança jurídica. gerar novo fato gerador. dada irretroatividade da lei tributária.150. irretroativa e votada pela pessoa política competente‖.

em relação a tais produtos. O uso permanente imobiliza os bens. 4) A isenção no meio do ciclo de industrialização implica em cumulação do IPI? Resposta: 5) Há direito a crédito presumido? 273 . quando pago em razão de operações de aquisição de bens destinados ao uso e/ou à integração no ativo fixo do seu próprio estabelecimento‖. dado que. a não cumulatividade prevista na CF comporta exceção? Resposta: Segundo a maioria da doutrina. deveria ser tratada no corpo da Constituição como o fez o constituinte quando do ICMS. por exemplo. arcar com os ônus financeiros do tributo.3.772/SC. segundo o STF. devendo. se exceção existisse. diferentemente do que ocorre ao ICMS. não ocorre fato gerador do imposto. O STF não permite que o tema seja tratado por legislação infraconstitucional. nessa condição. e .2. o que torna a fabricante consumidora final quanto a essas mercadorias. 3) A aquisição de bens para uso permanente dá direito ao crédito de IPI? Resposta: O STF já decidiu a matéria e apontou pela impossibilidade de creditamento porque. por isso.1. porquanto. RE 593.5. Segunda Turma. Da mesma forma. Questões do TRF3 1) Quanto ao IPI. 2) O tema pode ser mitigado por legislação infraconstitucional? Resposta: Não. não há exceções a não cumulatividade do IPI. o direito de creditar-se do valor do IPI. ao contribuinte. não é possível a geração de creditamento. E o entendimento consolidado também. no TRF4: Não há falar em direito ao creditamento do IPI relativamente aos bens de uso e de consumo ou destinados ao ativo imobilizado da empresa. em verdade. tendo em vista as exceções apontadas no próprio texto constitucional. não há ocorrência do fato gerador. no STF: ―A jurisprudência do Supremo Tribunal Federal firmou-se no sentido de não reconhecer.

a partir do RE 370. houve uma estabilização no sentido de qualquer instituto que desonere a cadeia de produção (isenção. O IPI incidente sobre o açúcar obedece ao princípio da seletividade? Resposta: A pergunta toma com base um julgamento do próprio TRF1 . Para a ocorrência do fato gerador o produto deve ingressar no país e incorporar-se à economia nacional. deve o ente tributante declarar as razões de estabelecer diferenças entre os produtos que não a essencialidade. 9) Em que momento se reputa ocorrido o Fato Gerador do II? 274 . alíquota zero e não incidência) deve se submeter ao regramento . Para este valor de alíquota. Foi um julgado da 8ª Turma. de forma que não havendo pagamento. ora pendendo pelo crédito presumido. não há crédito por parte do adquirente. 7) O açúcar já foi tributado pelas alíquotas de IPI em 18. como já conceituado como ―uma técnica de incidência tributária . onde a variação da alíquota se dá em razão da essencialidade do produto‖. onde a variação da alíquota se dá em razão da essencialidade do produto.Resposta: Até pouco tempo. a maioria dos gêneros alimentícios recebe tributação 0%. 12 e atualmente 5%. 8) Sobre o Imposto de Importação: Bens de ingresso no território nacional para exposição em feira estão sujeitos ao II? Resposta: Não. ora afastando-o. a jurisprudência do STF oscilava. Produtos em trânsito não são consideradas para efeitos de tributação do II. em verdade constitui a seletividade. Ocorre que. onde ficou asseverado que tributar o açúcar com a alíquota de 5% ofende o principio da seletividade e essencialidade. dado o princípio da motivação.682/SC de 2007. Utiliza-se tal técnica para dificultar a comercialização de objetos indesejáveis e alcançar metas fiscais mais justas e melhor redistribuição de renda. de relatoria da Desembargadora Maria do Carmo. o que. 6) O que significa uma tributação pelo IPI seletivo? Resposta: A seletividade do IPI é uma técnica de incidência tributária.

por que a adoção do critério temporal do registro acarreta insegurança jurídica. Segundo. para a liberação da mercadoria estrangeira entreposta ou depositada. Nesse sentido: REsp 1016132/SP. a legislação material aplicável à importação de produto estrangeiro é a data em que se verifica a ocorrência do fato gerador. ou documento que faça substituir e demais documentos pertinentes ao desembaraço perante a autoridade aduaneira . Primeiro por não ser técnico.Receita Federal do Brasil. Logo. o sujeito terá direito a usar a alíquota anterior? Resposta: Não. a lei vigente no momento da transposição da linha demarcatória do território nacional. Adotado esse entendimento. O Superior Tribunal de Justiça e Supremo Tribunal Federal entendem que o fato gerador do imposto de importação. Embora esse entendimento tenha um fundamento de ordem prática. 10) A data de obtenção da licença para importação tem alguma relevância jurídica? Resposta: DESSE PONTO EM DIANTE: RESPOSTAS ELABORADAS POR GABRIELA SILVA MACEDO 11) Se a alíquota de importação mudar depois de obtida a licença. incide o IOF? 275 . ou seja. o qual estabelece que o lançamento reporta-se a data de ocorrência do fato gerador da obrigação e rege-se pela lei então vigente. temporais e espaciais do imposto. entrada física do produto no país). consubstanciado na reunião dos critérios materiais. DJe 01/07/2009. 144 do CTN. a entrada do produto no território nacional e a obtenção da licença. já que a alíquota pode ser abruptamente alterada após a realização do procedimento de importação (obtenção de licença. pois o art. ocorre na data do registro da declaração de importação. ele é criticado por parte da doutrina. ainda que posteriormente revogada ou modificada. na verdade o seu critério temporal. a alíquota aplicável é aquela vigente na data em que a empresa registrou a operação junto ao SISCOMEX. portanto.Resposta: É o momento da apresentação ou registro da declaração de importação. independentemente da alíquota vigente na data da obtenção da licença. 12) Nas operações de mútuo entre pessoas jurídicas sem a intermediação de instituição financeira. pois facilita o controle do Fisco acerca do momento em que a mercadoria ingressou no território nacional. momento posterior.

Ainda sob a égide da EC 18/65. Ministro MAURO CAMPBELL MARQUES. remetendo o CTN à legislação tributária. V da CF/88). a compreensão de que o IOF pode incidir também sobre operações de crédito que não tenham sido praticadas exclusivamente por instituições financeiras parte de uma interpretação do texto constitucional (art. ainda. Tribunal Pleno. cambio e seguros e sobre operações relativas a títulos e valores mobiliários surgiu no art. Isso por que o sujeito passivo do tributo é qualquer um que participe da operação econômica tributada. SEGUNDA TURMA. 153. restringir a competência da União para alcançar. I da EC 18/65 e. foi mantida nos textos constitucionais seguintes. A competência da União para instituir o imposto sobre operações de crédito. 14. como se depreende do histórico legislativo. para cada espécie tributária. o legislador estendeu a incidência do IOF às operações de crédito correspondentes a mútuo de recursos financeiros entre pessoas jurídicas ou entre pessoa jurídica e pessoa física.779/99. I.Resposta: Sim. DJ 26-092003 PP-00005 EMENT VOL-02125-01 PP-00095 RTJ VOL-00191-01 PP-00070. mediante nova lei. Relator(a): Min. Portanto. conforme se posiciona o STF e STJ (ADI 1763 MC. a sua efetivação pela entrega total ou parcial do montante ou do valor que constitua o objeto da obrigação‖. sem com isso. SEPÚLVEDA PERTENCE. 14. 13) E nas chamadas contas correntes mercantis entre empresas do mesmo grupo? Resposta: A operação de mútuo entre empresas integrantes do mesmo grupo econômico subsumese à hipótese de incidência do imposto sobre operações financeiras. em determinar expressamente que estas operações estariam submetidas às "mesmas normas aplicáveis às operações de financiamento e empréstimos praticadas pelas instituições financeiras" (art. outras hipóteses possíveis de incidência do tributo. julgado em 27/09/2011. ao definir a extensão admissível do fato gerador do IOF. Com a edição da Lei nº 9.143/66 instituiu o imposto com incidência exclusiva nas operações realizadas por instituições financeiras e seguradoras. não há no CTN – nem a Constituição autorizaria –. Pouco depois. Rel. A lei ordinário poderia fazer tal restrição. nos mesmos termos. Registre-se que. dentre elas: ―quanto às operações de crédito. anteriormente à edição da Lei nº 9. 5. a L. no entanto. julgado em 20/08/1998. surgiu no art. a restrição subjetiva das operações. o CTN não se conteve no espaço mais reduzido já ocupado pela lei anterior e desdobrou em quatro hipóteses possíveis a esfera potencial do tributo. da EC 18/65. cuidando. a definição deste. o 276 . apenas as operações de crédito realizadas por instituições financeiras estavam submetidas à exigência do recolhimento de IOF. REsp 1222550/RS. 13). Portanto. DJe 08/06/2012).779/99.

tendo ele por finalidade.4. limitandose a explicitar o sentido da lei 9. adotando a teoria pentapartite da classificação dos tributos. portanto. segundo a Suprema Corte. entende o STF que a vedação trazida pelo art. Ressalta ainda que se a União pretender instituir contribuição incidente sobre fato não relacionado no art.2. seria possível que a hipótese de incidência das contribuições abrangesse fatos atribuídos constitucionalmente aos Estados e Municípios. do que se conclui que. parte da doutrina.5. conforme entende Paulo de Barros. Assim. Questões do TRF5 277 . Ilegalidade da IN 07/1999 que ao tributar tal operação não criou obrigação tributária nova. 5. 14) Pode-se instituir contribuição de caráter geral tendo por base fato gerador de imposto federal? E tendo-se por base fato gerador de imposto estadual ou municipal? Resposta: Há dois posicionamentos sobre o tema no cenário doutrinário e jurisprudencial. que dispõe sobre a competência residual da União. a qual se filia Paulo de Barros entende que. o legislador infraconstitucional não dispõe de ilimitada permissão para criar tais tributos. 154 da CF apenas impõe a inovação dentro da própria espécie tributária.2. Adotando como premissa a teoria tricotômica da classificação dos tributos. Esse último requisito reforçaria. já que as espécies tributárias seriam distintas. Adotar entendimento contrário. evitar a invasão de competências. segundo a qual as contribuições ora se enquadrariam como impostos. 154. apesar de não haver discriminado as hipóteses de incidência e bases de cálculo das contribuições de caráter geral. iii) ―tipologia tributária diversa daquela já prevista na CF‖.que ocorreu com a edição da Lei n. que definiu como fato gerador do IOF operações de crédito entre pessoas jurídicas e entre pessoa jurídica e pessoa física. Em sentido oposto. I. entende que a União pode criar contribuições gerais com base em materialidade atribuída constitucionalmente a União. ora como taxas. 153.779/99.1. ii) caráter não cumulativo. Questões do TRF4 5. esvaziaria o conteúdo das repartições constitucionais das competências tributárias. 1ª Posição. 9779/1999. Segunda posição. o entendimento de ser vedado à União criar contribuições com base nas materialidades próprias dos Estados. pois deve respeitar a competência tributária conferida aos Estados e Municípios que foi detalhadamente discriminada pela CF. é impreterível o cumprimento dos requisitos do art. sem exluir entes integrantes do mesmo grupo econômico.1. São eles: i) introdução no ordenamento por lei complementar. Não há.

no âmbito federal.648/98 e 9. que regulamentava as arrematações dos serviços a cargo do então Ministério da Agricultura. 22 da Lei Federal nº. pela primeira vez.5. em vigor atualmente. pelo Decreto nº. 9.854/99). reunindo normas gerais e especiais relacionadas à matéria.883/94.348 e 2. dos Estados. 37. Licitação 5. 2. 37.06. o procedimento licitatório veio a final. disciplinando o instituto e os contratos públicos em 125. de 20. A lei n° 8. de 25. de qualquer dos Poderes da União. 2.666/93.666 de 21 de junho de 1993. de forma singela. às Administrações dos Estados e Municípios.06.1862. 5. de 28. por fim.1. indireta ou fundacional. convite.926. que disciplina as licitações e contratos da Administração Pública.3. tomada de preços. XXI da Constituição Federal foi regulamentado pela Lei 8. sistematizado através do Decreto-Lei nº. a ser consolidado.666. o procedimento licitatório veio evoluindo. 2) Um cidadão comum pode impugnar o edital de licitação? E se conecta a que princípio? Resposta: 278 .300. 200. atualizada pela Lei nº. Comercio e Obras Públicas. com a edição da Lei nº.3. A partir de 1988 a licitação recebeu status de princípio constitucional (10). leilão e concurso. Após o advento de diversas outras leis que trataram. Direito Administrativo 5. 125 a 144). 8.360. de 21. sendo.67 (arts. instituiu. de 08 de junho de 1994. caput). que estabeleceram a reforma administrativa federal. artigos. Esta Lei estabelece cinco modalidades licitatórias: concorrência. O Decreto-lei nº. o Estatuto Jurídico das Licitações e Contratos Administrativos. a partir das diretrizes traçadas pela Constituição e de molde a exigir sua prática na administração pública direta. de 14.93 (alterada pelas Leis 8.1.86.05.02. pelos Decretos-lei 2.456.11.536.68. 8. Questões do TRF1 1) Qual foi o primeiro conjunto de regras sobre licitação no Direito Brasileiro? Resposta: A licitação foi introduzida no direito público brasileiro há mais de cento e quarenta anos. Distrito Federal e Municípios. atualizado em 1987.883. de 1922. A Constituição de 1988 representou um notável progresso na institucionalização e democratização da Administração Pública. de 21. que estatui as normas gerais sobre licitações e contratos completa o ciclo. O art.01. Estados. Estas modalidades estão definidas no art. com o objetivo de conferir maior eficiência às contratações públicas. que organizou o Código de Contabilidade da União. pelo Decreto nº.1.3. Desde o antigo Código de Contabilidade da União. do assunto. de observância obrigatória pela Administração Pública direta e indireta de todos os poderes da União.22. 4. e estendida. do Distrito Federal e dos Municípios (art.

Essa regra se relaciona com os princípios da impessoalidade. 4) Pregão. o art. 3) O que ocorre com propostas parecidas no pregão com relação à EPP ou ME e empresas normais? Resposta: O procedimento do leilão é caracterizado pela utilização de duas técnicas para escolha da melhor proposta. No caso de equivalência dos valores apresentados pelas microempresas e empresas de pequeno porte. Escolhe-se a melhor e aquelas que se encontram no patamar de até 10% do valor da melhor proposta (se não houver.Em havendo discordância com os termos do edital. no prazo de até 05 dias úteis de antecedência à data designada para a abertura dos envelopes de habilitação. quiçá principalmente. é convocada para oferecer nova proposta. de preço inferior àquela considerada vencedora do certame. Todos esses princípios estão elencados no art. com o princípio da publicidade. estabelece que pode haver a sua impugnação. para o exercício do mesmo direito. o objeto licitado será adjudicado em favor da proposta originalmente vencedora do certame. é ele modalidade obrigatória? Resposta: 279 . os quais são iniciados pelo participante que tenha a melhor proposta escrita.666/93. no prazo de 5 minutos. Primeiro. Alexandrino diz que esse princípio impõe. moralidade e. a ser realizada por QUALQUER CIDADÃO (aquele que está no gozo dos direitos políticos). na ordem classificatória. 41 da Lei 8. cujo objetivo é permitir o acompanhamento e controle do procedimento não só pelos participantes como também. Em seguida. são abertas as propostas escritas e classificadas de acordo com o melhor preço. ainda. a ME ou EPP mais bem classificada e cujo valor ofertado seja de até 5% do valor apresentado pelas empresas comuns (empate ficto).666/93. que os motivos determinantes das decisões proferidas em qualquer etapa do procedimento sejam declarados. permitindo o efetivo controle do procedimento. Na hipótese da não-contratação nos termos previstos. situação em que será adjudicado em seu favor o objeto licitado. na etapa da classificação e julgamento. o Estatuto da Microempresa e EPP (LC 123/06) criou regra especial para quando participarem tais empresas do procedimento de pregão: encerrando-se os lances. serão convocadas as remanescentes que porventura se enquadrem na hipótese acima. escolhe-se as três melhores). oportuniza-se aos participantes pré-selecionados a apresentação de lances verbais. 3º da Lei 8. será realizado sorteio entre elas para que se identifique aquela que primeiro poderá apresentar melhor oferta. sobretudo. pelos administrados em geral. Não ocorrendo a contratação da microempresa ou empresa de pequeno porte. Nesse quadro.

alerta que. surgindo hipótese que admita o pregão. o que a princípio o tornaria uma modalidade facultativa de licitação. 6) Quais as consequências para o servidor público da administração que devassa o conteúdo de uma proposta licitatória? Resposta: A violação ao sigilo. e multa. não há lei que obrigue a adoção do pregão. a fim de que se possa verificar se os motivos alegados guardam congruência com o objeto do ato optativo. A Anatel disciplinou a consulta para as suas contratações por meio de resolução. implica em: Prática de crime previsto no art. contudo.666/93 (fraude na licitação). entende o doutrinador que. José dos Santos. a faculdade desaparece.450/2005 obriga a utilização do pregão na hipótese de aquisição de bens e serviços comuns pela União (pois é decreto federal).472/97).986/2000. 280 . apesar da faculdade conferida à Administração. Alexandrino questiona a constitucionalidade da previsão da consulta pela lei da ANATEL porque ela foi extremamente sucinta. que é a de propiciar maior celeridade e eficiência no processo de seleção de futuros contratados. pois o administrador deverá adotá-lo para atender ao fim público da lei. caber-lhe-a justificar devidamente a sua escolha. Assim. o que viola a regra da lei 8. o senhor já ouviu falar na modalidade consulta de licitação? Resposta: Consulta é a modalidade de licitação exclusiva das AGÊNCIAS REGULADORAS. por fraudar a competitividade do procedimento. segundo critério que leve em consideração custo e benefício. é preciso levar em consideração a finalidade do novo diploma. sob pena de detenção. quando esta modalidade for cabível. adequada à contratação de bens e serviços não classificados como comuns e que não seja obras e serviços de engenharia civil. Ela foi primeiramente instituída pela lei da ANATEL (lei 9. de 2 (dois) a 3 (três) anos. prevendo a disciplina (não a mera regulamentação) dessa nova modalidade de licitação por decreto a cargo do ente administrativo.666/93 que proíbe expressamente a criação de outras modalidades. Entretanto. mas depois foi estendidas a todas as agências reguladoras federais pela lei 9. definindo o julgamento das propostas por um júri.O decreto 5. se optar por outra modalidade. 5) Em relação à chamadas agências reguladoras. Para os demais entes federativos. 94 da Lei 8.

7) Se a licitação é pública porque as propostas têm de ser sigilosas? Resposta: O princípio do sigilo das propostas encontra amparo nos próprios fundamentos inspiradores da licitação e não se opõe ao princípio da publicidade. em que hipóteses? Resposta: De acordo com a Lei nº 8. Deve o gestor atentar-se para que o parcelamento seja realizado somente em benefício da Administração. ou seja. desde que não haja prejuízo para o conjunto a ser licitado. verificar se é possível e economicamente viável licitá-lo em parcelas (itens. item. De outro. moralidade e igualdade no procedimento licitatório. Isso por que a divisão do objeto que não observe economia de escala poderá produzir efeito contrário. e se for. o princípio do sigilo das propostas visa resguardar a competitividade do procedimento. tanto o princípio do sigilo das propostas quanto o princípio da publicidade tem como fim último a garantia da competitividade.666/1993. mas ao contrário contribui para a realizaçao de seus fins. da impessoalidade.Ato de improbidade administrativa. Cada parte. Logo. o agente público deve. de modo a possibilitar o conhecimento de suas regras ao maior número de pessoas possíveis. tornando inócua a finalidade do instituto que é a de propociar a escolha da melhor proposta pela Administraçao. Afinal. De um lado. com base em critérios de impessoalidade e moralidade administrativa. aumento de preços. impedindo que outros participantes tomem conhecimento antecipadamente das demais propostas. sem perda da economia de escala. etapa ou parcela representa uma licitação isolada ou em separado. Parcelamento é a divisão do objeto em partes menores e independentes. o princípio da publicidade informa que a licitação deve ser amplamente divulgada. parcelas e etapas que se comprovem técnica e economicamente viáveis. 8) É possível ao administrador dividir o objeto da licitação. Compras. procedendo-se à licitação com vistas ao melhor aproveitamento dos recursos disponíveis no mercado. 281 . O parcelamento do objeto subordina-se especialmente aos princípios da economicidade e da ampliação da competitividade. obras ou serviços efetuados pela Administração serão divididos em tantos itens. é obrigatório o parcelamento quando o objeto da contratação tiver natureza divisível. quanto mais pessoas tiverem conhecimento da licitação. Para isso. lotes ou etapas) que aproveitem as peculiaridades e os recursos disponíveis no mercado. mais eficiente será a forma de seleção. após definido o objeto da licitação.

pelas entidades equivalentes. quando a competição for inviável. 282 . sempre que possível. segundo o qual as com- pras. 25 da lei 8. Não se pode parcelar aquilo que é possível contratar por inteiro. empresa ou representante comercial exclusivo. por um ou mais de um órgão ou entidade da Administração Pública. O registro de preços é o meio apto a viabilizar diversas contratações diretas (sem a realização de um específico procedimento licitatório previamente a cada uma) de compras. No caso do pregão. o tipo técnica e preço. concomitantes ou sucessivas. Está prevista no art.520/2002 possibilita a utilização da modalidade PREGÃO. dentre as quais cita-se a aquisição de materiais. 9) Qual a modalidade de licitação para registros de preços? Resposta: Concorrência e pregão. A licitação é inexigível. ou gêneros que só possam ser fornecidos por produtor. quando o sistema de registro de preços destinar-se a compras e contratações de bens e serviços comuns.É importante não esquecer que sempre deve ser preservada a modalidade pertinente para a execução de todo o objeto da contratação. 15 da Lei 8666/93. O registro de preços será precedido de ampla pesquisa de mercado e os preços registrados serão publicados trimestralmente para orientação da Administração. em especial nas hipóteses elencadas em seus incisos. na imprensa oficial. com os fornecedores registrados. O §3º do art. Isso por que não é possível dividir uma contratação desejada em várias de menores valores. a utilização do tipo menor preço. devendo a comprovação de exclusividade ser feita através de atestado fornecido pelo órgão de registro do comércio do local em que se realizaria a licitação ou a obra ou o serviço.931/2001 que regulamenta o sistema de registro de preços na esfera federal. vedada a preferência de marca. ou. Federação ou Confederação Patronal.666/93 define a utilização da modalidade CONCORRÊNCIA para selecionar os potenciais fornecedores na sistemática do registro de preços e a lei 10. deverão ser processadas através de sistema de registro de preços. 15 da lei 8. quando a modalidade for concorrência. equipamentos. prevê.666/99. O decreto 3. ainda. excepcionalmente. pelo Sindicato. sob pena de se violar o princípio da obrigatoriedade. a fim de dispensar a licitação ou fazê-la por outra modalidade. o tipo é sempre menor preço. mas admite. diz o art. 10) Pode haver inexigibilidade de licitação para aquisição de bens? Resposta: Sim. Devem ser somados os valores correspondentes aos itens parcelados e definida a modalidade de licitação forem necessários.

entende o doutrinador que. precisa ser provada. Se for certo que não haverá oportunidade para a confrontação de propostas. precisa preencher 3 pressupostos: LÓGICO. pois. Se. tomada de preço em detrimento do pregão? Resposta: O pregão não é modalidade de uso obrigatório pelos órgãos públicos. pois a licitação não é um fim em si mesmo. ao invés de proteger o interesse público. as licitaçao para aquisição de bens será inexigível. JURÍDICO e FÁTICO. alerta que. se esses pressupostos não estiverem presentes. Trata-se. a competição se torna inviável. se o bem licitado for de fabricante/produtor/fornecedor exclusivo. se optar por outra modalidade. o rol trazido pelo art. é preciso levar em consideração a finalidade do novo diploma. pois o administrador deverá adotá-lo para atender ao fim público da lei. a licitação é inexigível. não deverá ser realizada a licitação. A União. ela será inexigível.666/93 é meramente exemplificativo. a faculdade desaparece.Indubitavelmente. sensível a necessidade de acelerar o processo seletivo para contratações. José dos Santos. Assim. O pressuposto lógico ocorre quando há PLURALIDADE de licitantes e de objetos. sempre que a competição for inviável. Entretanto. de atuação discricionária. O objeto da licitação deve gerar interesse de mercado. a fim de que se possa verificar se os motivos alegados guardam congruência com o objeto do ato optativo. 25 da Lei 8. tornou obrigatória a adoção da modalidade de pregão para a aquisição de bens e serviços 283 . na qual a administração terá a faculdade de adotar o pregão ou alguma das modalidades adotadas no Estatuto geral. 11) A administração pode optar por fazer uma concorrência. Assim. independentemente de o objeto da licitação seja a aquisição de bens ou a prestação de um serviço. por fim. contudo. apesar da faculdade conferida à Administração. caber-lhe-a justificar devidamente a sua escolha. Constitui pressuposto fático para a licitação a possibilidade de participação de mais de um interessado a ser contratado. Em suma. O pressuposto jurídico está presente quando a licitação atende a sua finalidade de PROTEÇÃO ao interesse público. A exclusividade do fornecedor. Pressuposto fático significa INTERESSE de mercado. que é a de propiciar maior celeridade e eficiência no processo de seleção de futuros contratados. já que apenas determinada contratação atenderia eficazmente ao interesse público. Mas as hipóteses elencadas não deixam dúvida de que. surgindo hipótese que admita o pregão. a licitação prejudica esse interesse. mas um instrumento de realização do interesse público. por ausência de pressuposto lógico. Para que a competição seja viável.

parcelas e etapas que se comprovem técnica e economicamente viáveis.3. compete ao Poder Executivo outorgar e renovar concessão. quando o objeto da contratação tiver natureza divisível. Outra hipótese refere-se a aquisição de bens e serviços de informática. Uma delas refere-se ao registro de preços.2. moralidade. incidirá não apenas nas hipóteses de improbidade administrativa. contudo. 12) O prefeito poderia fracionar a licitação? Resposta: Sim. A infração pode ser fracionada nos termos do art. desde que não haja prejuízo para o conjunto a ser licitado.520/2002 possibilita a utilização da modalidade PREGÃO. sem perda da economia de escala. Compras efetuadas e obras ou serviços contratadas pela Administração serão divididos em tantos itens.comuns. uma vez que a lei 8. 223.248/91 autoriza o uso da modalidade pregão. Ressalte-se apenas que o parcelamento da licitação não pode gerar burla a suas regras. desde que estes se enquadrem como ―bens e serviços comuns‖. observado o princípio da complementaridade dos sistemas privado. quando o sistema de registro de preços se destinar a compras e contratações de bens e serviços comuns. a qual sempre adota o tipo menor preço. como também nos crimes da lei de licitações e do Decreto-lei 201/67.1. probidade administrativa e todos os demais aplicáveis às licitações em geral. par. Sendo gratuita. A diretriz da administração federal teve por fundamento a necessidade de dar maior transparência ao processo seletivo. Se assim proceder o prefeito. 1º. 284 . Questões do TRF2 1) Fale sobre a concessão de difusão sonora e de imagem. impessoalidade. 23. 5. público e estatal. eis que disciplinada peculiar e expressamente pela CF/88. pois a lei 10. Consignou-se igualmente que a opção pela forma não eletrônica deverá ser necessariamente justificada pela autoridade competente. Há. para ―aquisição de bens e serviços de informática e automoção‖. uma licitação que se realizada sem parcelamento não se inseriria na hipótese de dispensa. como por exemplo. há necessidade de licitação? Resposta: Constituem-se os serviços de radiodifusão sonora e de sons e imagens em forma sui generis de concessão. algumas hipóteses em que o uso do pregão é excepcionalmente facultado à União. procedendo-se à licitação com vistas ao melhor aproveitamento dos recursos disponíveis no mercado. permissão e autorização para o serviço de radiodifusão sonora e de sons e imagens. tornando dispensável em razão do valor. De acordo com o art. observar os princípios da legalidade.

antes de vencido o prazo. com relação à concessão ou renovação dos serviços de rádio e televisão. Contudo. pois.Não obstante. A presidenta Dilma Rousseff promulgou em janeiro decreto que altera regras para concessões de rádio e televisão no país. Celso Antônio Bandeira criticava a situação em relação aos serviços de radiodifusão sonora e de sons e imagens (rádio e televisão). o legislador constituinte fechou ainda mais o sistema. a concessão de rádio e televisão. revogada. que poderá ser de até 10 anos para rádio e 15 anos para televisão. para atender a interesses pessoais ou políticos de pessoas ou grupos. Por fim. Lei da ANATEL.666/93 (Lei 2108). sendo ela dispensável para outorga para execução de serviço de radiodifusão com fins exclusivamente educativos (art. após o termo dos prazos. permanecendo no âmbito de competências do Executivo. 13. tal instituto apresenta-se de forma bem peculiar. encampada. depende de decisão judicial. O Decreto nº 2. que deverá observar a lei 8. tradicionalmente. 2) Qual o postulado normativo que embasa a licitação? O que é postulado? Resposta: 285 . cancelada. 211 da mesma Lei 9. que. origina-se do Presidente da República. que é pautada por normas administrativas. Assim.472. a concessão pode ser. mas é no Congresso Nacional que será decidido. 1º). ou o ato de não renovar as concessões de tais serviços públicos. Argumentava o doutrinador que a distribuição de canais de televisão e de rádio. sem quaisquer critérios objetivos que permitam controlar-lhes a juridicidade. é realizado pelo Presidente da República. As mudanças começaram a ser articuladas depois que o ministério recebeu denúncias de pessoas que venceram licitações de concessões sem capacidade financeira para manter emissoras de rádio e TV. não havendo proibição de renovação de concessão. renovar. que deve submeter o ato ao Congresso Nacional para deliberação. A medida muda principalmente as regras para a licitação. portanto. criou um sistema de freios e contrapesos no que diz respeito à concessão de Rádio e Televisão. Como se vê. Esses poderes reguladores são decorrentes da própria concessão. com exigência de garantias financeiras para participar dos leilões.108/96 estabeleceu a necessidade de licitação para concessão de serviços de radiodifusão sonora. o ato de outorga ou renovação da concessão de serviços públicos de radiodifusão sonora e de sons e imagens. anulada. par. obedecidos alguns requisitos administrativos. a teor do art. em regra. diferencia-se ainda de algumas características administrativas do instituto. tem a sua outorga excluída da jurisdição da Agência. o ato de conceder. ao disciplinar que o cancelamento da concessão ou permissão. O legislador constituinte. era feita ao sabor do Executivo.

3º da lei 8. Corolário da igualdade é a vedação de se estabelecerem diferenças em razão da naturalidade. são metas-normas que estabelecem um dever de segundo grau consistente em estabelecer a estrutura de aplicação e prescrever modos de raciocínio e argumentação em relação a outras normas. São exemplos de postulados normativos: a igualdade. Segundo o STF. o qual tem sua origem no art. ou a proibição de tratamento diverso de natureza comercial. 3) Quais os princípios que regem a licitação? Resposta: Todos os princípios da Administração Pública também se aplicam a licitações e contratos administrativos. segundo Humberto Ávila. A igualdade na licitação significa que todos os interessados em contratar com a Administração devem competir em igualdade de condições. 3º. previdenciária entre empresas brasileiras e estrangeiras (art. razoabilidade.O postulado normativo que embasa a licitação. a meu ver. O que ele chama de postulados normativos são meta-normas aplicadas não para resolver o caso concreto. trabalhista. Os princípios previstos expressamente no art. da sede ou do domicílio dos licitantes. I e II). 5º e indica que a administração deve dispensar tratamento idêntico a todos os administrados que se encontrem na mesma situação jurídica. proporcionalidade. legal. é o da igualdade. é inconstitucional considerar como fatores de averiguação da proposta mais vantajosa os valores relativos aos impostos pagos ao ente federativo que realiza a licitação. mas para orientar a interpretação e aplicação das normas de primeiro grau (regras e princípios). §1º.666 são: Legalidade Impessoalidade Moralidade Igualdade Publicidade Probidade administrativa Vinculação ao instrumento convocatório Julgamento objetivo 286 . Os postulados normativos. O postulado está intimamente ligado ao princípio da impessoalidade.

também no que concerne ao procedimento da licitação deve-se aplicar a legalidade absoluta. segundo o qual se exige que a Administração escolha a modalidade certa. É a aplicação do devido processo legal. motivo pelo qual Seabra Fagundes diz ser a "finalidade e caracterísitica do controle jurisidicional a proteção do indivíduo em face da Administração Pública". 8. O só fato de um ato administrativo desatender a lei já o torna ilegal. Já a legalidade objetiva estabelece que toda a atuação da administração pública seja instaurada e conduzida com base na lei e com a finalidade de preservar o império da lei. ainda que nenhum direito subjetivo reste lesado. independentemente de haver lesão ao direito de outrem. Consulta Pregão.666/93 é classificada como absoluta ou relativa? Por quê? Resposta: A Administração Pública está vinculada ao princípio da legalidade absoluta. principalmente. 6) Quais as modalidades de licitação? Resposta: Concorrência. 3º da Lei no. que seja bem clara quanto aos critérios seletivos.4) A legalidade do art. No campo das licitações o princípio da legalidade impõe. dentre outros pontos. 287 . Leilão. que o administrador observe as regras que a lei traçou para o procedimento. Logo. ferindo o interesse público. 5) Por que se fala de legalidade objetiva e subjetiva? Resposta: O controle de legalidade subjetivo ocorre para a tutela em concreto de um interesse juridicamente protegido. só podendo agir dentro do que a lei permite ou determina. Concurso. Tomada de preço. Convite.

como antecipado.666/93. dentre as quais se destaca a centralidade da constituição e a constitucionalização de outros ramos do direito. que trata do pregão. na leitura convencional do princípio da legalidade. a meu ver. cuja gestão fica sempre. entendo que seria possível o uso da modalidade pregão eletrônicos. pois as alterações trazidas pelo movimento chamado de neoconstitucionalismo. Todavia. Nesse sentido. 8) A Administração só pode o que a Lei autoriza? E se a lei não prevê essa modalidade (do pregão eletrônico)? Resposta: Sim.520. que atendem ao princípio da eficiência. pela qual a sua atuação estava pautada por aquilo que o legislador determinasse ou autorizasse. Ressalte-se que a doutrina considera imprópria a menção a fundos especiais não só por que são despidos de personalidade jurídica.7) Os fundos especiais podem se valer do pregão eletrônico? Resposta: Sim. esse entendimento pode ser relativizado. 9) Qual o rito do pregão eletrônico? Resposta: O fornecedor interessado em participar do pregão eletrônico deve cadastrar-se por meio do web site do órgão solicitante. explica Paulo de Barros que ―supera-se aqui a idéia restrita de vinculação positiva do administrador à lei. que 288 . redução da sobrecarga do pregoeiro. Ademais. a princípio. Os fundos especiais constituem reservas financeiras criadas por lei. Isso por que ele apresenta diversas vantagens. e estes podem se valer da modalidade do pregão eletrônico nos termos da Lei 10. tais como redução do uso de papel. ela não poderia ser adotada. refletiram sobre o Direito Administrativo.‖ Como a Constituição estabelece a aplicação de princípio a administração pública como o da eficiência e a própria lei do pregão é inspirada pelo postulado do informalismo. de alguma maneira. O administrador pode e deve atuar tendo por fundamento a Constituição. a referida lei. O princípio da legalidade absoluta. é mais célere e eficaz quando se trata de licitação por lotes ou itens. que traz como destinatário de sua disciplina os fundos especiais. Logo. sobretudo no princípio da legalidade absoluta. os recursos da tecnologia da informação aproximam as pessoas e encurtam as distancias. se a lei não estabelecesse a modalidade do pregão eletrônico. aplicável a administração estabelece que ela só pode agir quando a lei autoriza. a cargo de órgãos públicos. registra a aplicação subsidiária das normas da Lei 8. como também por que constituem meras reservas financeiras criadas por lei. O fornecedor normalmente recebe uma senha. permitindo atuação com mais eficiência por parte da Administração.

considerando os preços praticados no mercado. ainda que por terceiros. O uso da senha de acesso é de responsabilidade total do licitante. qualquer responsabilidade por eventuais danos decorrentes do uso indevido da senha. É interessante conhecer alguma de suas hipóteses: Alienação de bens imóveis (depende de autorização legal): 289 . o fornecedor está habilitado a participar dos pregões referentes àquele órgão. O pregoeiro então instiga os concorrentes a fazer lances até que não haja mais propostas. 17 da Lei 8. ou por seu representante. verifica-se a habilitação da empresa vencedora. O pregão eletrônico acontece como numa sala de bate-papo. Em seguida. a estratégia de suprimento e o prazo de execução do contrato. a identidade dos autores dos lances não é revelada aos demais concorrentes. com prazo determinado. a administração não tem discricionariedade para decidir sobre a realização ou não de licitação. 12) Casos de impedimento de licitação. os proponentes podem manifestar a intenção de interpor recursos. Finalmente. inclusive no que diz respeito a qualquer transação que venha efetuar diretamente. onde as propostas são apresentadas pelos concorrentes.666/93. não cabendo ao provedor do sistema ou ao órgão licitador. mas a o administrador não possui qualquer liberdade. diante de orçamento detalhado. a contratação é efetuada após a decisão dos recursos interpostos. a definição dos métodos. Resposta: Nas hipóteses de licitação dispensada. O pregão ocorre como um leilão ao contrário. Neste caso. portanto. 10) O que é o termo de referência no âmbito do pregão eletrônico? Resposta: O termo de referência é o documento que deverá conter elementos capazes de propiciar a avaliação do custo pela Administração. Após a confirmação da certificação. Ao final da sessão. de casos de impedimento de licitação.permite o acesso à opção para certificação da empresa. pois a própria lei impõe a dispensa da licitação. Se ela não estiver perfeitamente habilitada. Inicia-se com a fixação da menor proposta. a habilitação da segunda colocada é verificada. a competição é possível. Trata-se. Normalmente. onde ganha o fornecedor que oferecer o menor preço pela mercadoria ou serviço. previstas no art.

b) doação. d) investidura (I .II . destinados ou efetivamente utilizados no âmbito de programas habitacionais ou de regularização fundiária de interesse social desenvolvidos por órgãos ou entidades da administração pública. f) venda de materiais e equipamentos para outros órgãos ou entidades da Administração Pública. concessão de direito real de uso.a) dação em pagamento. após avaliação de sua oportunidade e conveniência sócio-econômica. aos legítimos possuidores diretos ou. permitida exclusivamente para fins e uso de interesse social. de qualquer esfera de governo. em virtude de suas finalidades. mas apenas de licença administrativa e terá a licitação dispensada nas seguintes hipóteses: a) doação. ao Poder Público. d) venda de títulos. de imóveis para fins residenciais construídos em núcleos urbanos anexos a usinas hidrelétricas. Já a alienação de bens MÓVEIS não dependerá de autorização legal.00. relativamente à escolha de outra forma de alienação. área esta que se tornar inaproveitável isoladamente.a alienação. aforamento.000. observada a legislação específica. c) permuta. por preço nunca inferior ao da avaliação e desde que esse não ultrapasse a R$20. b) permuta. desde que considerados dispensáveis na fase de operação dessas unidades e não integrem a categoria de bens reversíveis ao final da concessão). sem utilização previsível por quem deles dispõe. locação ou permissão de uso de bens imóveis residenciais construídos. por outro imóvel que atenda aos requisitos constantes da Lei. e) venda de bens produzidos ou comercializados por órgãos ou entidades da Administração Pública. de qualquer esfera de governo. que poderão ser negociadas em bolsa. e) venda a outro órgão ou entidade da administração pública.a alienação aos proprietários de imóveis lindeiros de área remanescente ou resultante de obra pública. permitida exclusivamente para outro órgão ou entidade da administração pública. f) alienação gratuita ou onerosa. c) venda de ações. na forma da legislação pertinente. 290 . na falta destes. permitida exclusivamente entre órgãos ou entidades da Administração Pública.

é a da contratação de franqueado. o que exige maior cautela em sua atuação para resguardar os princípios da moralidade. de acordo com o art. exige a realização de licitação. seja por que a Constituição Federal estabelece que a concessão de serviço público ocorrerá sempre mediante licitação. da legalidade impõe que seja republicado o edital e reaberto o prazo de impugnação. Esse entendimento. da moralidade administrativa. 171§1º da CF não poderão licitar no que concerne a sua atividade fim e terão estatuto próprio sobre o tema). a meu ver. desde que a finalidade tenha sido atingida sem prejuízo do princípio da impessoalidade e igualdade entre os licitantes. Como as franquias prestam serviço público. sim. eficiência.13) Franquia postal. isonomia e impessoalidade. Acrescente-se ainda o fato de a empresa pública dos Correios exerce atividade em regime de exclusividade e possui tratamento equivalente a DA Fazenda Pública. da conservação dos contratos e do respeito a sua função social. Essa hipótese. 14) Qual o destino de licitação com cláusulas contraditórias? Resposta: No entender da candidata. mas não se valem de recursos público para tal mister. Situação distinta. tem se posicionado os tribunais regionais federais e o STF. a solução a ser adotada dependerá do momento em que se encontra o procedimento da licitação. O art. 291 . Pela necessidade de licitação para a contratação de franquia. caso o edital de licitação tenha cláusulas contraditórias.666/93 traz expressamente os destinatários da obrigação de licitação. se coaduna com o princípio da boa-fé objetiva. parágrafo único da Lei 8. reiniciando-se o procedimento. o que ainda prejudicaria o exercício da sua atividade fim. invalidar aquelas que contrariam a finalidade do procedimento e prejudicam a administração pública e conservar o ato jurídico. tendo em vista o interesse público no objeto da licitação. se a licitação já houver ocorrido. não incluindo dentre eles os particulares concessionários de serviço público. contudo. deve-se tentar extrair o sentido das cláusulas contraditórias. A referida norma elenca a administração pública direta e indireta (ressalvada as empresas públicas e sociedades de economia mista que. os princípios da eficiência. Todavia. seja por que o contratante (empresa pública) está incluído dentre aqueles que a lei obriga a licitar. Caso ainda não tenha iniciado. Os franqueados têm obrigação de licitar na medida em que prestam serviço público? Resposta: Não. os fundos especiais e as demais entidades sob controle direto ou indireto da (inclue-se nessa categoria os serviços sociais autônomos como os destinados a formação profissional e a assistência social). 1º. não há razão para obrigá-la a licitar.

16) Precisa licitar para comprar obras de arte (quadros)? Resposta: A compra de obra de arte pode ser efetuada em prévia licitação. quando o serviço for de natureza singular. de autenticidade certificada. desde que a finalidade tenha sido atingida sem prejuízo da administração. o fornecedor singular e o trabalho artístico realizado por artista reconhecido pela crítica ensejam a inexigibilidade de licitação. a licitação será dispensável – ou seja.666/99. 24.3. é possível licitar. mas a administração tem a discricionariedade de não fazê-lo – para a aquisição ou restauração de obras de arte e objetos históricos. desde que a contratação direta seja realizada com base nas hipóteses admitidas pela lei 8.1. diz o art. dos princípios que a regem e de terceiros. 25 da lei 8. A inexigibilidade da licitação deverá ser devidamente justificada.15) É possível o aproveitamento dos atos? Resposta: Como explicado na questão anterior. em especial.666/93. A licitação é inexigível. Por outro lado. dentre outras hipótese. Nesse última previsão. quando a competição for inviável. desde que compatíveis ou inerentes às finalidades do órgão ou entidade (art.3. seja por se enquadra em uma das hipóteses de licitação dispensável. Questões do TRF3 1) Há violação de princípios constitucionais em haver contratação direta pela administração? Resposta: Não. que visando tutelar interesses de igual relevância ao princípio da obri292 . seja por se enquadrar na hipótese de inexigibilidade. entendo ser possível o aproveitamento dos atos. somente determinado fornecedor adestra cria e fornece cães aptos ao atendimento do interesse da Administração ) ou o animal for de natureza singular (somente uma determinada raça atende ao interesse da Administração). 5. 17) E cães de guarda? Resposta: A compra de cães de guarda pode se enquadrar em alguma das hipóteses de inexigibilidade se o animal for de fornecedor exclusivo (por exemplo. XV). é perfeitamente possível enquadrar uma obra de arte.

11. excepciona o procedimento nos casos especificamente elencados.733-RJ DJ. O princípio da obrigatoriedade da licitação impõe que todos os destinatários do Estatuto façam realizar o procedimento antes de contratarem obras e serviços. para assinar o termo de contrato ou aceitar ou retirar o instrumento equivalente. Isso por que a Administração é dotada do poder de autotutela e deve afastar os atos ilegais para que sejam preservados a supremacia do interesse público e os demais princípios que a regem. pela sua particularidade. coube ao legislador a incumbencia de delinear tais hipóteses específicas. Mas a lei não poderia deixar de ressalvar algumas hipóteses que. a teor do que estabelece o art. A ressalva à obrigatoriedade. Já a revogação é o desfazimento dos efeitos da licitação.2007). o que abrange a violação aos princípios e as regras da licitação. 19. Nesse sentido. 41 da Lei 8. seja pela revogação. no prazo e condições estabelecidas no edital. ii) a critério da Administração. XXI. que já é admitida na própria Constituição. em tese. O desfazimento da licitação. 37. obriga a administração a assegurar aos interessados o contraditório e a ampla defesa (art. 24 do Estatuto. terminaria por violar o interesse público e a própria razão de ser do instituto. o que foi feito no art. Isso por que a relação jurídica do contrato administrativo possui algumas peculiaridades próprias de sua natureza. seja pela anulação. o caráter intuito personae. que só pode ocorrer em duas situações: i) por motivo de interesse público. ―ressalvados os casos previsto na legislação‖. ou simplesmente não comparecer. quando o adjudicatário.666/93). 2) A autoridade que homologa procedimento licitatório pode anular o certame? E revogá-lo? Por quê? Resposta: Sim. Regulamentando o dispositivo. a licitação será obrigatória. §1º). quem responde civilmente? Por quê? Resposta: A responsabilidade é solidária entre o contratado e o subcontratado. 3) Em subcontratações. se a licitação não fosse prejudicaria. 49. tendo sido por ela convocado. o que melhor comprovou condições de contratar 293 . tanto não contraria a constituição. não se compatibilizam com a demora e o rito do processo licitatório e que. recusar-se a fazê-lo. A anulação pode ser decretada quando existe vício de legalidade no procedimento licitatório. cuja redação já prevê que. decorrente de fato superveniente devidamente comprovado (art. uma vez que o contratado é. entende o STJ (REsp 959.gatoriedade da licitação. dentre as quais se destaca a confiança recíproca.

666/93 que o contratado poderá subcontratar. ter estatuto próprio para licitação e contrato (art. 72 da Lei 8.666). Também não seria razoável excluir a responsabilidade do subcontratado. Tais entidades possuem regime híbrido. O doutrinador ressalva. em cada caso. posiciona-se José dos Santos Carvalho Filho. dispõe a constituição federal que elas poderão. quando estiverem inseridos em programas habitacionais ou de regularização fundiária de interesse social desenvolvidos pela Administração Pública (art. estabelece o art. contudo. Sendo assim.666/93. indubitavelmente. deve-se aplicar também a elas a Lei 8. portanto. Cabe ressaltar que parte da doutrina e da jurisprudência se posiciona no sentido de que as entidades estatais que explorem atividades econômicas em sentido estrito não se su294 . Nesse sentido. A responsabilização solidária. 17. Como o referido estatuto ainda não existe. Nesse sentido. que elenca como destinatários as empresas públicas e sociedades de economia mista sem fazer distinção. deve entender-se necessária a licitação sempre que for possível e houver mais de um interessado na utilização do bem. a permissão de uso de calçada em frente a um bar. Registre-se ainda que as permissões de uso de bens imóveis residenciais e de bens imóveis de uso comercial de âmbito local com área de até 250m² estão entre os casos de dispensa de licitação. sem prejuízo das responsabilidades contratuais e legais. 6) Empresa pública tem que licitar? Resposta: As empresas públicas podem ser constituídas para desempenhar serviço público ou atividade econômica. como. responsável direto pelo dano. alguns casos especiais em que a licitação será inexigível. até o limite admitido. III CF). por lei específica. parte do objeto da licitação. com base em critérios de igualdade e moralidade. para executar o serviço. restaurante ou sorveteria. I. Caso prestem serviço público.666/93 e estarão obrigadas a licitar. ―f‖ e ―h‖ da Lei 8. é a que melhor protege o interesse público. não é possível afastar a responsabilidade daquele que foi escolhido pela administração.com a Administração. evitando-se favorecimentos ou preterições ilegítimas. pela Administração. 5) No caso de permissão de uso há necessidade de licitar? Resposta: No caso de permissão de uso. 173. deverão respeitar as regras previstas na Lei 8. Quanto às entidades que exploram atividade econômica. O próprio caráter intuito personae impede tal exclusão. §1º. por exemplo.

serviços? Existe algum valor que limita ou não? Resposta: O pregão é modalidade facultativa de licitação que só serve para a AQUISIÇÃO de bens e serviços comuns. no caso das alienações de bens que sejam produzidos pelas entidades como sua atividade-fim. 6) O que é o pregão? Tem qual objetivo? Funciona em que sentido? Pode ser utilizado em relação a quais bens. só se vincula a União. Segundo disposição legal. Nessa linha. 37. O legislador pode possibilitar a dispensa ou determinar a dispensa obrigatoriamente (art. 5) Há alguma diferença básica entre dispensa e inexigibilidade de licitação? Resposta: O art. Já a dispensa ocorre quando a licitação é possível. XXI da CF prevê a possibilidade de a lei estabelecer hipóteses em que a licitação não ocorrerá ou poderá não ocorrer. ou seja. o Decreto 3555 traz uma lista de bens e serviços comuns. pelas vias da dispensa ou da inexigibilidade. a própria Lei 8.666/93 dispensa a licitação. bem/serviço comum é aquele que pode ser objetivamente conceituado no edital com expressão usual de mercado. A licitação da modalidade pregão NÃO SE APLICA. Nesses casos. bem como às locações imobiliárias e alienações em geral. observam-se especificações e padrões mínimos de qualidade 295 . decreto federal que. 17 da Lei 8. Apesar de o tipo ser menor preço. O rol é taxativo. O decreto 5. 5º do Dec 3. no caso da União: às contratações de obras e serviços de engenharia. em razão da impossibilidade da competição. obriga a utilização do pregão na hipótese de aquisição de bens e serviços comuns pela União. por sua vez. por força art. No âmbito federal. haverá a CONTRATAÇÃO DIRETA.jeitam a licitação quando o contrato que pretendem celebrar tenha objeto relacionado às atividades-fim da entidade. sem licitação. pois há possibilidade de competição. portanto.555/2000. mas a lei a dispensa (―licitação dispensada‖) ou autoriza a Administração que a dispense (―licitação dispensável‖).666).450/2005. A inexigibilidade ocorre quando a licitação é juridicamente impossível. O pregão adota sempre o tipo “menor preço”. INDEPENDENTEMENTE DO VALOR estimado da contratação.

por ação ou omissão.‖ A embriaguez é a intoxicação aguda e transitória. ou propositadamente. Foi um procedimento criado para atender aos reclamos dos órgãos da administração pública diante do fato de que as modalidades licitatórias previstas na Lei 8. transferindo-se para esse momento anterior a constatação da imputabilidade do agente. em muitos casos. passa-se à fase de classificação e julgamento e. A teoria é aplicada ―aos casos em que alguém. cujos efeitos podem progredir de uma ligeira excitação inicial até o estado de paralisia e coma.5.3. ainda.1. observar os princípios da legalidade. à fase de habilitação. quando a podia ou devia prever.A diferença maior em relação as outras modalidades está na inversão do procedimento: (i) após o recebimento dos envelopes. é causador. ou sem essa intenção. causada pelo álcool (ou substância de efeitos análogos). decorrente de caso fortuito ou força 296 . publicidade.4. 5. mas tendo previsto a possibilidade do resultado. O pregão visa acelerar o processo de escolha de futuros contratados da Administração em hipóteses determinadas e específicas.4. ii) propostas verbais: segue a apresentação das propostas verbais pelos licitantes pré-selecionados no julgamento das propostas escritas.666/93. e finalmente.3.1. Extinção Da Punibilidade 5.4. Questões do TRF4 5. só depois.1. com a intenção de produzir o evento lesivo. ou. (ii) primeiro se adjudica e só depois se homologa o procedimento licitatório. probidade administrativa. escolhe-se as 03 melhores propostas para participar da fase dos lances verbais. ou seja. não conseguiram dar a celeridade desejável à licitação. no estado de não-imputabilidade.4. Questões do TRF5 5. Não havendo o número mínimo de 3. Segundo José dos Santos. tendo se colocado naquele estado.1. O julgamento possui duas etapas: i) a primeira de apresentação das propostas escritas: escolhe-se a melhor proposta (menor preço) e todas as demais que não excedam a 10% do preço da melhor. moralidade. impessoalidade. evitar a ocorrência de corrupção e outras condutas qualificadas como improbidade administrativa. de algum resultado punível. A embriaguez acidental. excluindo a culpabilidade. Questões do TRF1 1) Como se explica a actio libera in causae? Quais são as causas que isentam de pena no caso da embriaguez? Resposta: A teoria da actio libera in causa defende que o ato delitivo revestido de inconsciência deve ser punido quando decorre de ato antecedente que foi livre na vontade. Direito Penal 5.1. a nova modalidade tem por fundamento a necessidade de dar maior transparência ao processo seletivo. ela isenta de pena o agente. Apenas em dois casos.

quando as consequências da infração atingirem o agente de forma tão grave que a sanção penal se torne desnecessária. Parte da doutrina considera que o caso fortuito ocorre quando o agente desconhece o caráter inebriante da substância que ingere. do início da ação penal até o trânsito em julgado. é o ato pelo qual o ofendido. Segundo o STF. realizadas por órgãos diversos do Poder Judiciário. por meio do seu representante. 3) Qual perdão o código trata? O indulto é uma espécie de perdão? Resposta: O Código Penal trata expressamente de duas espécies de perdão: i) perdão judicial. desculpando o ofensor pela prática do crime. Em apertada síntese. O indulto é uma forma de renúncia estatal ao direito de punir. ii) perdão concedido nos crimes de ação penal privada. deixa de lhe aplicar. Diante desse conceito. nas hipóteses taxativamente previstas em lei. O perdão do ofendido. O perdão judicial é o instituto pelo qual o juiz. porque extingue a punibilidade com a morte? Resposta: 297 . Já a força maior ocorre na hipótese em que o agente é obrigado a ingerir a substância. bem como a patológica. ou seu representante legal.maior. o chefe do poder executivo. desiste de prosseguir com andamento de processo já em curso. É modalidade de clemência concedida espontaneamente pelo Presidente. não obstante a prática de um fato típico e antijurídico por um sujeito comprovadamente culpado. 4) Extingue-se a punibilidade pela morte? O que é morte? O que é vida? O que acontece com a morte. que será tratada como caso de inimputabilidade por anomalia psíquica ou semi-responsabilidade. de forma coletiva. O perdão deve ser concedido durante o processo. por sua vez. Ambas as hipóteses são causas de extinção da punibilidade. a sanção penal. é a perda do interesse estatal de punir. não é necessário que haja o trânsito em julgado da sentença condenatória. e completa é caso de inimputabilidade. observa-se que o indulto pode ser considerado uma espécie de perdão coletivo concedido pelo Estado. 2) Qual a diferença entre força maior e caso fortuito? Resposta: A questão é controvertida e parte da doutrina considera a distinção sem relevância haja vista que os efeitos atribuídos a eles são iguais.

5) O que é anistia? Qual a diferença entre anistia. em razão de clemência. do que se extrai que a vida se iniciaria com o nascimento e seguiria até a morte do indivíduo. que toma por referência a união do óvulo com o espermatozóide. é uma existência social. A morte é o cessamento permanente das atividades biológicas necessárias à manutenção da vida de um organismo. devidamente sancionada pelo Executivo. Dessa forma. a vida é um processo contínuo de relacionamentos. bem como do momento em que ela se inicial.A morte extingue a punibilidade. política ou por questões sociais. ou seja. morte cerebral ou parada cardíaca irreversível. 5º. através do qual o Estado. Sua natureza jurídica é de lei penal anômala. graça e indulto. no Brasil. foi adotado o princípio da personalização da pena (art. Tudo o que a pessoa vem a ser é considerado como produto de influências externas. segundo o qual a pena não deve passar da pessoa do condenado. A primeira tentativa de se estabelecer um ponto exato para o início da vida humana encontra-se na visão concepcional. por serem apenas células totipotentes e não indivíduos humanos. nos termos do art. O que seria o indulto? Os efeitos da condenação persistem? Graça? Resposta: A anistia é uma espécie de ato legislativo federal de competência do Congresso Nacional. apagando seus efeitos penais (principais e secundários). A visão social traz para a discussão a idéia de que os humanos evoluem de acordo com os símbolos culturais elaborados no seio da sociedade. esquece um fato criminoso. A morte extingue a punibilidade por que. 6) O que seria a prescrição em matéria de direito penal? A prescrição da pretensão punitiva é a de que e como se regula? 298 . Com a morte. não há razão para a punição prosseguir. a definição médica de morte é conhecida como morte clínica. a história de um ser desde o nascimento até a morte. inciso XLV). Metafisicamente. Atualmente. 107 do CP. tal corrente considera que as células-tronco não têm um estatuto moral próprio. cuja iniciativa não é exclusiva de nenhum dos poderes e que é submetida ao veto presidencial. lei penal anômala. O Código civil estabelece que a personalidade jurídica se inicia com o nascimento com vida. considerado cientificamente como o fim da consciência. não há consenso acerca do conceito de vida. Pode o CN por iniciativa própria proclamar a anistia. A morte cerebral é definida pela cessão de atividade eléctrica no cérebro. Na Quem proclama a anistia? Poder Legislativo. Biologicamente.

por prognose. CP). não é título executivo judicial. a sentença absolutória não está prevista como hipótese de interrupção. da data em que o fato se tornou conhecido. o rol das causas interruptivas em prejuízo do réu. Em suma. 109 do CP. a prescrição da pretensão punitiva apaga TODOS os efeitos penais e extrapenais da eventual condenação. nem penal nem cível (não gera reincidência ou maus antecedentes criminais. 7) A sentença absolutória interrompe a prescrição? Resposta: Não. não se podendo dela extrair qualquer efeito. Subdivide-se em 4 espécies: Em abstrato/propriamente dita (art. Eventual sentença condenatória provisória é rescindida.do dia em que o crime se consumou II . IV . 299 . há três marcos interruptivos da prescrição no procedimento comum: o recebimento da denúncia ou queixa. A prescrição da pretensão punitiva é a perda do direito do Estado de punir. não sendo possível estender. decorrente da inércia do Estado no exercício do jus puniendi. De acordo com o art. O prazo prescricional é o resultado da combinação da pena máxima prevista abstratamente no tipo imputado ao agente e a escala do art. Não há. CP). III . O termo inicial é o seguinte: I . 109. em face do decurso do tempo. mediante interpretação. 110 §1º. portanto.nos de bigamia e nos de falsificação ou alteração de assentamento do registro civil.no caso de tentativa. Retroativa (art. §2º. do dia em que cessou a permanência. Superveniente/intercorrente (art. do direito de o Estado punir ou executar uma punição já imposta. do dia em que cessou a atividade criminosa  Ultimo ato executório. CP). 117 do Código Penal. inviabilizando qualquer análise de mérito da ação penal. a publicação da sentença ou do acórdão condenatório e o trânsito em julgado. antecipada ou virtual Regula-se pelo máximo da pena privativa de liberdade cominada ao crime. Em perspectiva. Ocorre antes do trânsito em julgado da condenação.nos crimes permanentes. não pode ser executada no cível). absolvição ou condenação do réu. Logo. 110.Resposta: A prescrição é a perda.

É cabível na ação penal privada e na ação penal privada subsidiária da pública. a Lei 9. O perdão do ofedido. pois naquelas vige o princípio da obrigatoriedade. extinguindo-se a punibilidade. é ato bilateral pelo qual o ofendido ou seu representante legal desiste de prosseguir com o andamento de processo já em curso. no caso de infrações de menor potencial ofensivo. o MP é obrigado a oferecer denúncia. O perdão concedido por um dos ofendidos não obriga aos demais. por sua vez. havendo lastro probatório suficiente. É cabível na ação penal privada. 10) O perdão ofertado a um querelado. Outra parcela. ao prever o instituto da transação penal.8) Na ação penal pública pode haver o perdão? A Lei 9099 mitigou o princípio da obrigatoriedade da ação penal? Resposta: Na ação penal pública não pode haver o perdão qu é instituto próprio das ações penais privadas. aplicando-se excepcionalmente o instituto nessa espécie de ação. 106. O perdão só pode ser concedido até o trânsito em julgado da demanda. Pode ser expressa ou tácita. obrigam aos outros? Resposta: A renúncia ao direito de ação é ato unilateral do ofendido ou de seu representante legal. em que possibilita-se ao Ministério Público deixar de oferecer a denúncia.099 mitigou o princípio da obrigatoriedade – princípio da discricionariedade regrada –. neste último caso. sendo que. Parte da doutrina defende que a Lei 9. fixando exceções ao princípio. que abdica previamente do seu direito de ajuizar ação penal privada. aproveita os demais? 300 . como regra. um deles perdoando.099/95 estabeleceu que a composição civil dos danos implica na renúncia ao direito de representação na ação penal pública condicionada a representação. a qual se filia Eugênio Paccelli. segundo o qual. Todavia. II do CP. pois o MP deixou de ser obrigado por lei a propor a ação penal pública. defende que não se trata de mitigação da obrigatoriedade. presentes as condições da ação penal e. desculpando ofensor pela prática do crime. se o agente aceitar os termos do acordo oferecido. retomando MP a titularidade da ação penal. 9) Qual a diferença entre a renúncia ao direito de ação e o perdão? E se havendo vários ofendidos. passando a ser obrigado a propor inicialmente a transação penal. não há extinção da punibilidade. nos termos do art.

Questões do TRF5 5.5.4. Nesse sentido. 5. Incide no âmbito da ação penal privada o princípio da indivisibilidade da ação penal (art.4.2.4. independentemente de percepção de auxílio-acidente.1. .3.5.1. posiciona-se o STF. Questões do TRF3 5. Nesse caso. após a cessação do benefício acidentário. pois visa substituir a remuneração do beneficiário.4. do trabalho ou evento equiparado. não podendo ser inferior a um salário mínimo.1. Auxílio-Doença.5. doença profissional. o segurado terá garantido pelo prazo mínimo de doze meses. Direito Previdenciário 5. Renda Mensal Vitalícia. Aposentadoria. Pensões. cuja eficácia extintiva da punibilidade estende-se a todos. Trata-se de benefício não programado devido ao segurado que for incapaz para o seu trabalho ou para a sua atividade habitual por mais de 15 dias consecutivos.1. implicando em renúncia tácita ao direito de querela. O auxílio doença ordinário ou previdenciário é aquele que não decorre de acidente de trabalho. 2) Qual o valor do auxílio doença? Resposta: 91% do salário de benefício. Acumulação 5. a manutenção de seu contrato de trabalho na empresa. Questões do TRF2 5. 301 .Resposta: SIM. Abono De Permanência.4. uma vez emitida a Comunicação de Acidente de Trabalho ou reconhecido o nexo técnico epidemiológico entre a enfermidade e o exercício do labor. Questões do TRF1 1) Qual a distinção entre o auxílio doença acidentário e o auxílio doença ordinário? Resposta: O auxílio-doença acidentário é aquele que decorre de acidente de trabalho. configura violação ao referido princípio. Questões do TRF4 5.1.5.1.1. 48 do CPP) de modo que o oferecimento de ação penal contra um ou alguns dos supostos autores.

perda dos nove dedos das mão. perda dos memima dos pés. segurado do RGPS. o garimpeiro e o pescador artesanal. nestes incluído o produtor rural. se assim comprovado em perícia médica do INSS. cumular os benefícios a que o indivíduo tem direito na condição de segurado do RPPS com os benefícios a que faz jus na condição de dependente de segurado do RGPS. 6) Em que circunstância é devido o adicional de 25% sobre a aposentadoria por invalidez? Resposta: Será devido o adicional de 25% sobre a aposentadoria por invalidez quando o segurado necessitar de assistência permanente de outra pessoa. como ocorre na cumulação de aposentadoria pelo RPPS com o direito a pensão instituída em decorrência da morte do cônjuge. Conforme determinação constitucional. É possível. desde que comprove a carência de 180 contribuições mensais pagas tempestivamente. perda de uma 302 . haverá redução de idade em cinco anos para os trabalhadores rurais de ambos os sexos e para os que exerçam suas atividades em regime de economia familiar. por exemplo. 5) É possível se admitir a acumulação de benefício perante o regime geral da previdência social e outro regime de previdência? Resposta: Igual a questão 03. salvo na condição de segurado facultivo – a legislação expressamente proibe a filiação de segurado obrigatório do RPPS como segurado facultativo do RGPS. Vislumbra-se também a possibilidade de se cumular benefícios de ambos os regimes quando o indivíduo possui vínculos autônomos com cada um deles. O anexo I do RPS traz um rol de situações que ensejam o acréscimo: cegueira total. paralisia de dois membros superiores ou inferiores. a aposentadoria por idade será devida ao segurado homem que complete 65 anos de idade e a mulher com 60 anos de idade. 4) Qual a idade necessária para a aposentadoria para o produtor rural? E um pescador artesanal em quanto tempo de se faz a redução? Resposta: Em regra.3) Admite-se a cumulação de benefício do regime geral com o regime próprio de previdência? Exemplo? Resposta: Sim. quando a prótese for impossível.

a condição de inválido dependerá de apreciação da perícia médica do INSS.213/91. entende-se que o referido rol é exemplificativo. 101 da Lei 8. que será realizado por profissional diferente daquele que realizou o último exame (art. do trabalho ou das moléstias graves listadas em ato regulamentar. pois não poderá o Regulamento prever todas em hipóteses que ensejem a necessidade de assistência permanente de outra pessoa. par. o segurado ou seu representante legal deverá ser notificado por escrito para. A aposentadoria por invalidez pode ser concedida independentemente de carência. dentre outras. não lista as hipóteses em que o aposentado por invalidez fará jus ao acréscimo. sendo obrigado o segurado a se submeter a exames médicos periódicos (a cada dois anos). sendo compelido ao trabalho? Resposta do DEs. requerer novo exame médico pericial. esta atesta estar aquele apto ao retorno do trabalho. 9) Existem situações em que o aposentado por invalidez se submetendo à perícia médica. 45 da Lei 8. 1º da IN PRESS 45/2010). conclui-se que. 8) Este aposentado por invalidez pode exercer outro tipo de atividade? NÃO. doença profissional. 210. afirmando que a apesar da doença ele estaria apto ao trabalho. para a concessão desse benefício. reabilitação profissional (se eventualmente indicada) e tratamento disensado gratuitamente. qual seria a decisão? Resposta: De acordo com o art. bem como não haja possibilidade de ser reabilitado de forma plausível para outra atividade. o exame pericial poderia determinar o retorno dele ao trabalho. mas não pode se recusar a retornar ao trabalho caso essa segunda perícia confirme a sua capacidade. neste caso ele teria de ser compelido retornar? Se se tivesse cuidando de aposentado por invalidez portador de moléstia grave (AIDS). O pagamento da aposentadoria por invalidez é condicionada ao afastamento de todas as atividades laborativas do segurado. Considerando que art. 303 . Constatada a capacidade para o trabalho. nas hipóteses de invalidez decorrente de acidente de qualquer natureza. ainda que a prótese seja possível. 7) A aposentadoria por invalidez pode ser concedida sem que o trabalhador tenha adquirido todo o tempo de serviço para a aposentadoria? Resposta: SIM. será imprescindível que o segurado esteja incapacitado de maneira total e permanente para o exercício do trabalho.213/91.das mão e dos dois pés. Disso. se não concordar com a decisão. Como juiz. Em regra. o segurado pode exigir a realização de uma segunda perícia realizada com outro profissional caso não concorde com o resultado da primeira.

a lei é quem diz que há necessidade da aposentadoria por invalidez. caso tenha sido aprovado em concurso de provimento de cargo efetivo. sob argumento de que. Logo. dentre os quais. É possível que o pagamento de novas contribuições previdenciárias após a aposentadoria eleve a renda mensal inicial do benefício. pois sem esse período não preencheria os requisitos para se aposentar no regime dos servidores públicos. sendo indeferida administrativamente pelo INSS. não podendo o beneficiário desfazê-lo e refazê-lo a todo tempo para satisfazer a interesses pessoais. Ademais. utilizando novos salários de contribuição após a primeira aposentadoria. o segurado não pode ser compelido a trabalhar. enquanto esteve aposentado o segurado fez jus aos seus proventos. o STJ vem admitindo a desaposentação com eficácia prospectiva. não há discussão. violando o princípio do equilíbrio financeiro e atuarial. 9) O que é desaposentação? Resposta: A desaposentação é a renúncia da aposentadoria por requerimento do segurado . requerer uma integral. pois nessa situação o Estado considerou previamente e em abstrato que os portadores de determinada doença seriam inválidos para fins previdenciários. a meu ver. É também possível que um aposentado do RGPS queira aproveitar esse tempo de contribuição para ter direito a uma aposentadoria no RPPS. A invalidez é condição ex lege. Apesar disso. 304 . posteriormente. Se o legislador resolver admitir futuramente a desaposentação. Há uma serie de hipóteses em que a desaposentação será útil ao segurado. havendo interesse em renunciar a aposentadoria e requerer uma mais nova. a depender do seu valor. com a incidência mais tênue do fator previdenciário. por diversos motivos. sem determinar que o segurado devolva as parcelas já percebidas a título de aposentadoria. A desaposentação carece de previsão legal expressa.Em sentido contrário. poderá o segurado requerer uma aposentadoria por tempo de contribuição proporcional para. vez que a Administração Pública somente poderá agir quando exista previsão legal. com o intuito de obter alguma vantagem previdenciária. se a doença de que o segurado é portador é um tipo de moléstia grave prevista na lei como causa de aposentação por invalidez. sob pena de colocar em risco todo o sistema. deverá cercar o instituto de uma série de condicionantes para evitar o seu uso abusivo. O STF ainda não se manifestou sobre o tema. o fato de que causará grande impacto no fundo do RGPS. segundo o desembargador que formulou a questão. Outrossim. A desaposentação merece rechaço. a aposentadoria é um ato jurídico perfeito.

213/91. mas não pode se recusar a retornar ao trabalho caso essa segunda perícia confirme a sua capacidade. em si. então. o aposentado que desenvolver atividade remunerada será filiado obrigatório no que concerne a essas atividades. Disso. mas apenas a enfermidade que deve durar. se essa aposentadoria por invalidez. 101 da Lei 8. se ela decorreu de uma moléstia grave.10) Do que ser trata o auxílio-doença? Precisa ter uma duração mínima? Qual o período de afastamento que enseja a concessão do benefício? Resposta: O auxílio doença trata-se de benefício não programado devido ao segurado que ficar incapacitado para o seu trabalho ou para a sua atividade habitual por mais de 15 dias consecutivos. 101 da Lei 8. par. Quanto à segunda pergunta. nos termos do art. a condição de inválido dependerá de apreciação da perícia médica do INSS. 12) Qual o termo final da chamada aposentadoria por invalidez? Estas perícias periódicas. não precisa ter uma duração mínima. conclui-se que. 11. devendo pagar as respectivas contribuições previdenciárias. o segurado ou seu representante legal deverá ser notificado por escrito para. ou seja. 1º da IN PRESS 45/2010). se não concordar com a decisão. 210. De acordo com o art. reabilitação profissional (se eventualmente indicada) e tratamento disensado gratuitamente. desaposenta. Por conta disso. que será realizado por profissional diferente daquele que realizou o último exame (art. ele pode se filiar a algum regime previdenciário desaposentado? Resposta: Sim. que esse aposentado pelo RGPS queira aproveitar esse tempo de contribuição para ter direito a uma aposentadoria no RPPS.213/91. requerer novo exame médico pericial. repito o que já foi respondido anteriormente: De acordo com o art. o segurado pode exigir a realização de uma segunda perícia realizada com outro profissional caso não concorde com o resultado da primeira. O benefício. Constatada a capacidade para o trabalho. 15 dias.212/91. 305 . no mínimo. essa perícia pode determinar o retorno do beneficiário ao trabalho? Resposta: A aposentadoria por invalidez cessa quando constatada a capacidade para o trabalho. É possível. Volta a contribuir? E se ele ingressar em novo regime sem se aposentar. o segurado é obrigado a se submeter a exames médicos periódicos. O STJ tem admitido essa possibilidade. §3º da Lei 8. O segurado pode se filiar a outro regime previdenciário após se aposentar. sendo obrigado o segurado a se submeter a exames médicos periódicos (a cada dois anos). 11) O aposentado que volta ao trabalho.

indefinida e multiprofissional. pois o segurado esteve impedido de exercer atividade laboral. 13) Aposentadoria por invalidez pode ser convertida em aposentadoria por idade? Resposta: O art. os Tribunais tem sustentado a possibilidade de converter a aposentadoria por invalidez em aposentadoria por idade quando preenchidos os requisitos dessa última. data da publicação do Decreto 6. o período que o segurado percebeu benefício por incapacidade será considerado para fins de carência. 1 PEDILEF 200763060010162. o que motivou a autarquia previdenciária a editar essa vedação é o fato de não aceitar o período de gozo de auxíliodoença ou aposentadoria por invalidez para cômputo da carência da aposentadoria por idade. ante a ausência do pagamento das contribuições previdenciárias. Logo. se a incapacidade é total. mas esse dispositivo foi revogado pelo Decreto 6722/2008. a lei é quem diz que há necessidade da aposentadoria por invalidez. pois nos termos da Lei 8. art. 55 do RPS admitia a transformação da aposentadoria por invalidez em aposentadoria por idade. que corresponde a incapacidade geral de ganho. apesar da inexistência de previsão legal. posiciona-se o TRF da 2ª. pois nessa situação o Estado considerou previamente e em abstrato que os portadores de determinada doença seriam inválidos para fins previdenciários. Certamente. Nessa linha.06. a invalidez deve ser definida como a incapacidade laborativa total. Inclusive. insuscetível de recuperação e reabilitação profissional. sob pena de ser suspenso o benefício. 4ª Regiões e o TNU1. de 23. o entendimento administrativo do INSS é pela vedação da transformação para requerimentos efetivados a partir de 31 de dezembro de 2008. a pedido do segurado desde que contasse com a carência e idade mínima. não há discussão. em que pese inexistir o pagamento de contribuição previdenciária. o segurado não pode ser compelido a trabalhar. entendendo que.Em sentido contrário. A invalidez é condição ex lege. 42 a 47. se a doença de que o segurado é portador é um tipo de moléstia grave prevista na lei como causa de aposentação por invalidez.213/91. 14) Qual o tipo de aposentadoria que impede (o exercício de) atividade remunerada? Resposta: Aposentadoria por invalidez. Logo. 306 . o beneficiário não pode voltar ao labor. não se vislumbrando base legal para tanto.722/2008.2008. Em sentido contrário. 3ª. em conseqüência de doença ou acidente. segundo o desembargador que formulou a questão.

A ação regressiva será proposta na Justiça Federal. a contribuição é apenas uma das diversas fontes de custeio da previdência social e não exime os empregadores de seu dever de cumprimento das normas de segurança e medicina do trabalho. Segundo o INSS. notadamente no que concerne ao prazo prescricional destas ações regressivas? Qual o prazo defendido pelo INSS e com base em que argumento? Resposta: A meu ver. sendo da empresa o ônus de provar que agiu com a diligencia e precaução necessárias. e-DJF3 Judicial 1 DATA:15/06/2012. pois o pagamento das prestações previdenciárias por acidente do trabalho não exclui a responsabilidade civil da empresa ou de outrem (art. Questões do TRF2 1) É muito comum o INSS ajuizar ações regressivas para se pagar de valores a título de benefício acidentário que se vê obrigado a pagar em decorrência do infortúnio que o trabalhador sofreu.5. sobretudo quando se observa que a responsabilidade da empresa nesses casos é subjetiva.213/91.PRIMEIRA TURMA. nos casos de negligencia quanto às normas padrão de segurança e higiene do trabalho indicados para a proteção individual e coletiva. 37. tem se posicionado de forma distinta.SÉTIMA TURMA ESPECIALIZADA. Não se trata de competência da Justiça Estadual. 120 da Lei 8. 109. é possível presumir relativamente a culpa da empresa. De acordo com o art. tendo em conta que o INSS tem a natureza jurídica de autarquia federal. §5º da CF. As empresas têm alegado em seu favor que é ilegal exigir o ressarcimento de quem já paga um seguro – SAT – para cobrir as despesas com os benefícios acidentários. adotando o prazo trienal previsto no art. I da CF. APELRE 200950010049045. TRF3 . a Previdencia Social proporá ação regressiva contra os responsáveis.2. 2 AC 00061720520104036105. pois a pretensão de reparação de danos ao erário é impresritível nos termos do art. a questão trata da ação regressiva proposta pelo INSS contra a empresa negligente. Os TRFs.1. com fulcro no art. Conhece a temática que envolve a discussão que envolve a prescrição. que se refere ao Direito da Administração Pública de obter o ressarcimento de danos ao seu patrimônio decorrente de atos de agentes públicos2. 37. TRF2 . §3º do CC e não a imprescritibilidade prevista no art. DESEMBARGADOR FEDERAL JOSÉ LUNARDELLI. pois. 121). pois não se trata de benefício acidentário. Segundo a doutrina. especialmente com perícia a ser realizada pela justiça do trabalho. A culpa da empresa deve ser aferida casuisticamente. contudo. §5º da CF. Segundo o INSS.Data::30/06/2011 . E-DJF2R . Desembargador Federal REIS FRIEDE. essa ação regressiva é imprescritível. 206. em se tratando de responsabilidade civil em acidente de trabalho.Página::279/280 307 . há uma presunção de culpa da empresas quanto à segurança do trabalhador.5. vez que não envolve os seus segurados.

sob argumento de que. Ademais.5. enquanto esteve aposentado o segurado fez jus aos seus proventos. vez que a Administração Pública somente poderá agir quando exista previsão legal. o que entende jurisprudência? E o STF tem alguma decisão? Resposta: A desaposentação é a renúncia da aposentadoria por requerimento do segurado . É também possível que um aposentado do RGPS queira aproveitar esse tempo de contribuição para ter direito a uma aposentadoria no RPPS. posteriormente.1. A desaposentação carece de previsão legal expressa.5.3. com o intuito de obter alguma vantagem previdenciária. É possível que o pagamento de novas contribuições previdenciárias após a aposentadoria eleve a renda mensal inicial do benefício. a depender do seu valor. Questões do TRF5 308 . 5. o fato de que causará grande impacto no fundo do RGPS. utilizando novos salários de contribuição após a primeira aposentadoria. o STJ vem admitindo a desaposentação com eficácia prospectiva. Questões do TRF4 1) Fale sobre desaposentação. sem determinar que o segurado devolva as parcelas já percebidas a título de aposentadoria.1. poderá o segurado requerer uma aposentadoria por tempo de contribuição proporcional para. Apesar disso. sob pena de colocar em risco todo o sistema. caso tenha sido aprovado em concurso de provimento de cargo efetivo. por diversos motivos.1. com a incidência mais tênue do fator previdenciário.5. Questões do TRF3 5. O STF ainda não se manifestou sobre o tema.5.5. Há uma serie de hipóteses em que a desaposentação será útil ao segurado. pois sem esse período não preencheria os requisitos para se aposentar no regime dos servidores públicos. sendo indeferida administrativamente pelo INSS. a meu ver.4. dentre os quais. havendo interesse em renunciar a aposentadoria e requerer uma mais nova. Se o legislador resolver admitir futuramente a desaposentação. A desaposentaçao merece rechaço. requerer uma integral. Outrossim. não podendo o beneficiário desfazê-lo e refazê-lo a todo tempo para satisfazer a interesses pessoais. a aposentadoria é um ato jurídico perfeito. deverá cercar o instituto de uma série de condicionantes para evitar o seu uso abusivo. violando o princípio do equilíbrio financeiro e atuarial.

houver excesso. terá duas opções: i) completar o valor correspondente ao preço.1. o comprador prejudicado poderá exigir: i) a complementação da área por meio da ação ex empto. Compromisso De Compra E Venda 5. a medida do imóvel não é simplesmente enunciativa como ocorre na venda ad corpus. deverá ele arcar com as despesas de forma integral. Se houver indícios de que o vendedor sabia do vício.5. com a devolução do que foi pago (ação redibitória). o vendedor ajuizará ação na qual deve provar que possuía motivos justos para ignorar a medida da área. Havendo má-fé por parte do alienante. 309 .6. este pode provar o contrário. pode-se dizer que os negócios translativos de propriedade são negócios de disposição? Resposta: No direito contemporâneo. Pactos Adjetos.1. ele deverá arcar com as despesas. Questões do TRF1 1) O que se entende por venda ad mensuram? Qual a casuística disto? Resposta: A venda ad mensuram é aquela em que as partes estipulam o preço do bem imóvel objeto da compra e venda por medida de extensão. elas serão repartidas. onde um imóvel é vendido como corpo certo e determinado. o contrato de compra e venda pode ser examinado à luz de dois sistemas jurídicos diversos: o francês e o alemão. este induz culpa. Se. No caso de venda por extensão. Havendo má-fé do comprador. então. ii) o abatimento proporcional do preço por meio da ação quanti minoris. em vez de faltar área. 2) Sistema francês e alemão sobre a compra e venda. admite-se uma variação de área de até 5%. podendo o comprador requerer perdas e danos que o caso concreto indicar. iii) a resolução do contrato. hipótese em que a medida passa a ser condição essencial ao contrato efetivado. No que toca à devolução do excesso. Direito Civil 5. Questionamento importante é saber se a ordem apresentada deve ser seguida ou é facudade do comprador escolher que ação ajuizar. O comprador. independentemente das medidas especificadas no instrumento. Caso contrário. Mas.1. Deve-se aplicar o princípio da conservação contratual. qual a eficácia da compra e venda no direito francês e faça um contraponto com esta eficácia no direito alemão? No Brasil. Compra E Venda.6. Assim. requerendo a aplicação das regras do vício redibitório especial. que mantém relação com a função social (Enunciado 22 do CJF). havendo variação superior ao tolerável. ii) devolver o excesso. existindo uma resunção relativa de que tal variação é tolerável pelo comprador. surgirão despesas que deverão ser repartidas de acordo com o princípio da boa-fé.6. Neste caso.

desde que previamente ajustadas. tendo a demanda eficácia erga omnes. Seu prazo decadencial é de 3 anos. a meu ver. pois não encontrei nada a respeito nos livros que tenho) 3) O que seria a retrovenda? Qual o prazo? Esta recompra é o direito de retrato? É uma nova compra e venda? Resposta: Constitui um pacto inserido no contrato de compra e venda pelo qual o vendedor reserva-se o direito de reaver o imóvel que está sendo alienado. restituindo o preço e reembolsando todas as despesas feitas pelo comprador no período de resgate. trata-se de cláusula resolutiva expressa.: comodato e mútuo). com o vendedor assumindo somente obrigação ad tradendum. Esse foi o modelo adotado como regra pelo Direito Brasileiro. não é uma nova compra e venda – dentro do prazo máximo de 3 anos. Ou seja. diante do caráter real do instituto. Essa cláusula tem o condão de tornar a propriedade resolúvel. A transferência do domínio verificar-se-á quando da tradição da coisa vendida. o que não e o caso do negócio translativo de propriedade (pessoal. mas não tenho certeza se o negócio translativo é ou não negócio de disposição. dentro de um certo prazo. Tais despesas inclui as benfeitorias necessárias. os negócios jurídicos podem ser classificados como de disposição. Essa cláusula somente é admissível em bens imóveis. Para o sistema alemão o contrato gera exclusivamente uma obrigação de dar. de bens próprios e alheios. de rito ordinário. pois essa distinção só tem utilidade quando há restrição por força de lei ou de sentença dos poderes de gestão patrimonial dos administradores de bens alheios. Quanto ao exercício de direitos. sobre o objeto transferido (ex. A ação de resgate é constitutiva negativa. quando admitem apenas a simples administração e uso do objeto cedido (ex. ou negócios de administração. transfere-se o domínio com o próprio contrato. Somente pelo contrato o comprador torna-se o titular do domínio. essa cláusula concede ao vendedor o direito de desfazer a venda – ogo. com base em conceitos que encontrei na internet. 310 .Pelo primeiro o contrato cria ao mesmo tempo o vínculo obrigacional e transfere o domínio da coisa vendida (nudus consensus parit proprietatem). Na verdade. incluindo a alienação. os negócios translativos de propriedade não são negócios jurídicos de disposição. Logo. pela qual o vendedor obtém o domínio do imóvel a seu favor.: doação). independentemente da tradição da coisa vendida. Vê-se que o sistema francês apartou-se da tradição romana. fui tentando construir a resposta. quando autorizam o exercício de amplos direitos.

. sob pena de nulidade absoluta do contrato. comprovando o depósito de todas as presta311 . deve ser consumível no âmbito jurídico.. dispensando-se a superfetação de se promover uma escritura definitiva de compra e venda. não há necessidade de contrato escrito. Mas. objeto do contrato. determinado e em moeda nacional corrente. A propriedade móvel. pelo valor nominal (princípio do nominalismo). O preço não deve ser fixado em moeda estrangeira ou em ouro. O preço deve ser certo. Neste sentido. 41. Isto é. pois não há registro. O contrato de compra e venda exige escritura pública quando o valor do bem imóvel. configurando um contrato preliminar impróprio. A compra e venda pode ser negócio formal (solene) ou informal (não solene). da Lei nº 6. já que o adimplemento integral é justificativa suficiente ao alcance do registro do direito de propriedade. alienável. em todos os casos de compra e venda de bem imóvel é necessária a forma escrita para registro no CRI. determinada ou determinável. Segue-se o entendimento segundo o qual a solenidade está relacionada com a escritura pública e não com a forma escrita (formalidade é gênero. se transfere pela tradição. enquanto a imóvel pelo registro do contrato no cartório de Registro Imobiliário. Já no contrato de compromisso de compra e venda inexiste possibilidade de exercício de direito de arrependimento. iii) preço. Nas hipóteses de compra e venda de bens móveis. Resposta: Nelson Rosenvald apresenta a seguinte distinção: Define-se a promessa de compra e venda como espécie de contrato preliminar pelo qual as partes. tampouco de escritura pública. sendo implícita a vontade livre. 5) Faça uma distinção entre promessa de compra e venda e compromisso de compra e venda. nos termos do Decreto 857/69.766/79 aduz que ―. ii) coisa (res). os elementos da compra e venda são: i) partes (comprador e vendedor). o art. sem vícios. As partes devem ser capazes. o consenso entre as partes.4) Quais são os elementos essenciais do contrato de compra e venda? Existe alguma forma especial para celebrar compra e venda de bem imóvel ou é livre? Pode se comprar imóvel por escritura particular? A pessoa tem que fazer o que. ou seja. comprometem-se a celebrar adiante o contrato definitivo de compra e venda. solenidade é espécie). portanto. com a prova do pagamento do preço.o adquirente do lote. tem que fazer aonde? Resposta: Na visão clássica e contemporânea. for superior a 30 salários mínimos. ou uma delas. estando a eficácia no mesmo plano da validade do contrato em questão. A coisa deve ser lícita. destinado a conferir garantias às partes quanto à relação substancial em vista. Exceção deve ser feita para a compra e venda internacional. o compromissário comprador é dispensado de procurar um segundo acordo de vontades. É negócio de segurança.

ções do preço avençado. por si só. para transferir o domínio. Refere-se a assunçã do risco por um dos contratantes quanto à quantidade da coisa. 6) Distinga Título aquirendi e modus aquisicionis. pois há uma taxa mínima em relação ao objeto. a propriedade imobiliária se adquire "pela transcrição do título de transferência no registro do imóvel" (art. pois naquela o comprador não conhece ainda o bem que irá adquirir. nesse caso. Desse modo. ainda que a coisa venha a existir e quantidade inferior a esperada. valendo para tanto o compromisso de compra e venda definitivamente firmado‖. ato formal. 312 . é fixada uma quantia mínima para a compra. dois atos e dois momentos. Eventual rejeição da coisa pelo comprador que não a aprovou funciona como cláusula resolutiva. o titulus adquirendi . 7) O que é uma venda a contento? Resposta: A venda a contento é tratada pelo CC/02 como uma cláusula especial de compra e venda. ao qual a lei atribui o efeito de transmitir a propriedade imobiliária. é a venda da esperança quanto à coisa esperada. o motivo. caso em que o alienante terá direito a todo o preço. a venda não se aperfeiçoa enquanto o comprador não se declara satisfeito com o bem a ser adquirido. O risco. A recusa deve ser fundada no bom senso. 530. Enquanto o comprador não manifestar a sua aprovação. não podendo ser motivada no mero capricho. suas obrigações serão as de um mero comodatário. 8) O que é a venda de uma coisa esperada? É igual à venda da esperança? Resposta: A venda de uma coisa esperada. Resposta: Pelo sistema do Código Civil. pois. O primeiro realiza-se com o contrato. portanto. a razão. o modus aquisicionis. Diferencia-se da venda sujeita a prova. isto é. mas tão somente a da posse direta. também conhecida como emptio rei esperatae. A transmissão exige. que se aperfeiçoa com o registro. Nesta situação. O segundo é o registro. havendo uma aprovação original. A compra e venda de bens imóveis. Em seus termos. embora o título não seja hábil. a causa da transmissão da propriedade. é ato complexo. De sorte que. a tradição não gerará a transferência da propriedade. I do Código Civil de 1916). desde que de sua parte não tenha concorrido culpa. é menor. é de fundamental importância. poderá obter o registro de propriedade do lote adquirido.

Cédula Rural Pignoratícia e Hipotecária. não é fixada nem mesmo uma quantidade mínima como objeto.1. sem ou com garantia real cedularmente constituída.Nota de Crédito Rural. que responde por sua guarda e conservação como fiel depositário.1. Questões do TRF5 5.2. da comissão de fiscalização. chamada de emptio spei.1.1.7.Cédula Rural Pignoratícia.6.6. fazendo que o risco seja maior. IV .1. além dos juros.7. caso em que o outro terá direito de receber integralmente o que lhe for devido.5.Cédula Rural Hipotecária.3. e demais despesas que o credor fizer para segurança. exigível pela soma dela constante ou do endosso. seja pessoa física ou jurídica.1. O crédito está inserido no título mediante a garantia pignoratícia (do penhor rural ou mercantil).7. 5. III . ocorre quando a assunção de riscos por um dos contratantes toca a própria existência da coisa.4. Títulos De Crédito 5. Os bens apenhados continuam na posse imediata do emitente ou do terceiro prestante da garantia real. líquido e certo. A cédula rural pignoratícia se referir a mercadorias (bens móveis) depositadas em armazéns gerais. Questões do TRF4 5. Direito Empresarial 5. No contrato em questão. ainda que nada do avençado venha a existir. Questões do TRF1 1) O que é uma cédula rural pignoratícia? Resposta: O art. regularidade e realização de seu direito creditório.6. se houver. 9º do DL 167/67 estabelece que a cédula de crédito rural é promessa de pagamento em dinheiro. sob as seguintes modalidades: I .1. Questões do TRF3 5. II .6. Cuidando-se do penhor constituído por tercei313 . A cédula de crédito rural é título civil. desde que de sua parte não tenha havido dolo ou culpa. Questões do TRF2 5.Já a venda da esperança.

nele mencionado‖. o nome do tomador. o lugar do pagamento ou men314 . Os requisitos são: a) Letra de câmbio (art. pois o titular do crédito deve estar em posse do título. A posse é imprescindível para a comprovação da própria existência do crédito. do CC. Título de crédito dilacerado. o direito não pode ser transmitido sem a cártula e não pode ser exigido sem a sua apresentação. o emitente da cédula responderá solidariamente com o empenhador pela guarda e conservação dos bens apenhados. 1º e 2º da Lei Uniforme) – expressão ―letra de câmbio‖. reproduz este conceito. 908. Art. CC: ―O possuidor de título dilacerado. mas ainda identificável. A cartularidade está ligada a titularidade.ro.o título de crédito obedece rigorosamente o que nele está escrito. 887. porém identificável. pois cada título tem requisitos específicos) Resposta: Características: a) cartularidade – o título é representado por uma cártula (papel). DESSE PONTO EM DIANTE: RESPOSTAS ELABORADAS POR GILBERTO PIMENTEL DE MENDONÇA GOMES JÚNIOR 2) Título de crédito – definição de Cesare Vivante. que direitos tem o adquirente deste título? Resposta: Cesare Vivante: ―Título de crédito é o documento necessário ao exercício do direito. mediante a restituição do primeiro e o pagamento das despesas‖. O art. literal e autônomo. c) autonomia –cada obrigação resultante do título é autônoma em relação às demais. o nome do sacado. uma ordem incondicional para pagamento de quantia determinada. a data do saque. 4) Quais são os requisitos de um título de crédito? (eu acho que ele queria as características. No título ao portado a titularidade do crédito é de quem está com em posse da cártula. b) literalidade. 3) O que é a cartularidade e titularidade no título de crédito? Resposta: Pela cartularidade afirma-se que o direito de crédito mencionado na cártula não existe sem ela. tem direito a obter do emitente a substituição do anterior. a assinatura do sacador.

uma ordem incondicional para pagamento de quantia determinada. perante o banco? Qual o termo final deste pagamento. coincidente com a data da fatura. nome do tomador. 5) Quanto ao modelo de títulos de créditos. o nome da instituição financeira contra quem foi emitida. a data do saque. 1º. a sua emissão não se sujeita a uma forma específica preestabelecida (ex: letra de câmbio e nota promissória). o nome. da Lei Uniforme) – expressão ―nota promissória‖. o lugar do saque ou a menção de um lugar junto ao nome do subscritor. o local do pagamento. a assinatura do subscritor. o local para o aceite do sacado. no que concerne ao prazo de apresentação. apresentado neste prazo assegura a execução contra os code315 . a data do vencimento. Já título de modelo vinculado se submete a uma rígida padronização fixada pela legislação cambiária específica. até quando o banco pode pagar? Até a prescrição do cheque. só produzindo efeitos legais quando preenchidas as formalidades legais exigidas (ex: cheque e duplicata). o lugar do saque. quando não for à vista. a assinatura do sacador.ção de um lugar junto ao nome do sacado. uma ordem incondicional para pagamento de quantia determinada. da Lei do cheque). Funciona como o prazo de protesto nos outros títulos de crédito. ou seja. data de emissão. ele pode ser pago. a importância a ser paga por extenso e em algarismos. assinatura do subscritor. fale sobre. o nome e o domicílio do vendedor (sacador).a expressão ―cheque‖. a assinatura do próprio emitente (sacador). os títulos de créditos podem ser títulos de modelo livre ou títulos de modelo vinculado. 2º da Lei de Duplicatas) – a expressão ―duplicata‖ e a cláusula à ordem. os números da fatura e da duplicata. d) duplicata (art. o domicílio e o número de inscrição no cadastro de contribuintes do comprador (sacado). Título de modelo livre é aquele para o qual a lei não estabelece uma padronização obrigatória. b) Nota promissória (art. enquanto não se prescrever ele pode pagar. a data do sque. Resposta: Segundo esse critério classificatório. o lugar do saque ou a menção de um lugar junto ao nome do emitente. 75. c) Cheque (art. que autoriza a sua circulação via endosso. ou seja. 6) Quanto ao Cheque. que prazo de prescrição é este? Resposta: Prazo de apresentação é o prazo dentro do qual o emitente deverá levar o cheque para pagamento junto a instituição financeira. além deste prazo. o lugar do saque ou menção de um lugar junto ao nome do sacador.

É diferente do prazo prescricional que é de 6 meses. por exemplo. ou em branco ou em preto. se o endosso em branco pode se tornar em preto e vice-versa? Resposta: Endosso é o ato cambiário pelo qual o credor do título de crédito. Para ser feito no anverso deve ter menção expressa de que se trata de endosso. transmite seus direitos a outro. contados do término do prazo de apresentação. que possui cláusula à ordem. O beneficiário do endosso em preto pode endossar o título em branco ou em preto. O endosso em branco é aquele que não se identifica o seu beneficiário. ação de cobrança ou monitória (Súmula 229. Obs: todos os títulos de crédito próprios têm a cláusula à ordem implícita. O aval é o contrário. se de outra praça é de 60 dias. bastando a assinatura do endossante. Pode também endossar novamente.vedores. Após o prazo de prescrição o cheque não pode ser mais executado. bastando a assinatura do avalista. Lembrando que no caso do endosso em branco o título pode circular pela simples tradição da cártula. permitindo que o título circule ao portador. Já o endosso em preto identifica expressamente a quem está sendo transferida a titularidade do crédito. Efeitos do endosso: transfere o crédito e responsabiliza o endossante. 7) O endosso fica no verso? E o aval fica no verso? Resposta: O endosso fica no verso do título. 8) O que é um título nominativo? 316 . 6) O que é um endosso em branco e em preto. Se o cheque for da mesma praça o prazo é de 30 dias. Em regra é no anverso do título de crédito. O beneficiário do endosso em branco pode transformá-lo em endosso em preto completando-o com seu nome ou de terceiros. mas pode ser cobrado de outras formas. Dentro do prazo prescricional o cheque pode ser apresentado para pagamento no banco e este deve pagar o valor. Caso seja dado no verso do título deve constar expressamente que se trata de aval. ação de locupletamento. STJ).

Resposta: No período italiano da evolução do direito cambiário (idade média) a descentralização do poder favoreceu a criação de cidades (burgos). Os títulos nominativos (para os que diferenciam) o nome do titular consta num registro específico mantido pelo emitente e só transfere através de termo no registro que deve ser assinado pelo adquirente e pelo emitente.Resposta: É aquele emitido em favor de pessoa determinada. 10) Faça um comentário histórico sobre a letra de câmbio. CC). ele sendo nominativo. Pela necessidade de circulação do crédito foi criada a letra de câmbio. Obs: Existem entendimentos de que nominativo é o mesmo que nominal. Título nominal identifica expressamente o seu titular (credor). tem que duas opções.: Tem doutrinadores que entendem que títulos nominais são o mesmo que nominativos. Então. 11) O que é aceite? Resposta: 317 . Nos títulos com cláusula à ordem a transferência se dá por endosso. Já nos títulos com cláusula não à ordem o ato de transferência é a cessão civil. para que circule. cujo nome consta de registro específico mantido pelo emitente (art. se não tiver ele circula por cessão? Resposta: Obs. As moedas destas cidades eram próprias (diferentes). 9) Em se tratando de títulos de crédito. é necessário praticar um ato formal que opere a transferência. ao realizar o comércio em uma cidade ele trocava todo o seu dinheiro com um banqueiro que lhe entregava uma carta (littera cambii) ordenando que outro banqueiro pagasse a quantia nele fixado para o seu portador. Quando determinado comerciante de uma cidade realizava negócios em outra cidade ele acumulava soma de riqueza representada por moeda daquele local. Para transferir a titularidade não depende apenas da entrega do documento. Ao chegar a outra cidade a moeda era diversa. A transferência é válida por meio de termo de registro. onde deve ser assinado pelo emitente e pelo adquirente do título. 971.

o título de crédito obedece rigorosamente o que nele está escrito. seja em preto.2.7. Questões do TRF2 1) Quais as características dos títulos de crédito? Resposta: Características: a) cartularidade – o título é representado por uma cártula (papel).‖ Só achei na internet: http://www. ou em preto. Pode haver o aceite parcial. podendo ser cobrado totalmente do sacador. no francês. não existindo mais a limitação. Na letra de câmbio é facultativo. mas a lei foi revogada.O aceite é o ato pelo qual o sacado assume a obrigação cambial e se torna o devedor principal da letra (aceitante). b) literalidade. endossement.egov. lançada nas costas. c) autonomia –cada obrigação resultante do título é autônoma em relação às demais. 12) Endosso em branco e em preto? Pode haver uma cadeia de endossos em branco. decorre do fato de ser a declaração unilateral de vontade. A recusa do aceite provoca o vencimento antecipado do título.br/portal/sites/default/files/anexos/2865528673-1-PB.ufsc. seguindo-se da assinatura do sacado ou procurador com poderes especiais.htm 5. de um título de crédito. 2) Título de crédito abstrato pode ser discutido no Judiciário? Resposta: 318 . porém irretratável. da qual resulta este ato cambiário. ou no dorso. Esse uso em latim assim se exprimia: quia in dorso inscribit solet. no direito norte-americano indorsement e no direito italiano girata.1. Quando existia a CPMF a lei admitia apenas um endosso para o cheque. 13) Qual a origem a palavra endosso? Resposta: ― A verificação etimológica revela que a expressão endosso. seja em branco. adotada pelo direito cambiário. ou só pode haver um? Resposta: (Ler a resposta da questão 6) Em princípio não existe limite para a quantidade de endossos. Deve ser feito no próprio título por meio da expressão ―aceito‖ ou ―aceitamos‖. que também levará ao vencimento antecipado.

o conhecimento de depósito. Atenção: Após a prescrição o título perde cambiaridade. a cédula de crédito à exportação. 319 . É o caso da duplicada que só pode ser emitida para documentar a realização de compra e venda mercantil ou contrato de prestação de serviços. 4) Sob o ponto de vista mais genérico e mais abstrato e que tem a ver com a razão de existir dos títulos cambiariformes: qual é a ratio essendi do título de crédito rural? Seria ferramenta para alguma coisa? Resposta: Segundo Pontes de Miranda. Após circular não pode mais discutir o negócio originário. O título é documento constitutivo de direito novo. quando o título circula. entende-se que enquanto a relação cambiária é entre os próprios sujeitos que participam da relação que originou o título. inclusive a ação de execução. O título de crédito abstrato é aquele cuja a emissão não está condicionada a nenhuma causa estabelecida em lei. só quando ele circula é que se desvincula da relação que lhe deu origem. a duplicata. originário e completamente desvinculado da relação que lhe deu origem. ou seja. autônomo. 3) Diferenças entre títulos abstratos e títulos causais. Resposta da questão: Pode ser discutido enquanto estiverem envolvidos apenas o sujeitos da relação originária. Resposta: Título causal é aquele que somente pode ser emitido nas hipóteses em que a lei autoriza a sua emissão. existe uma vinculação entre esta relação e o título originário. As cambiais básicas ou genuínas são a letra de câmbio e a nota promissória. são apenas assemelhados ou cambiariformes.A abstração é originária do princípio da autonomia. As regras da letra de câmbio e da nota promissória se aplicam aos títulos cambiariformes. em tudo que lhes for adequado. Exemplo: cheque. enquanto não circula a causa pode ser discutida. ou seja. perdendo as suas características e dentre elas a abstração. como o cheque. letra de câmbio e nota promissória. e outros. Pode ser qualquer relação negocial. Assim. verdadeiramente. esta abstração só acontece. Todos os demais títulos de crédito. Assim. No entanto. para cobrar o título prescrito o credor deve demonstrar a origem da dívida. os títulos se dividem em cambiais e cambiariformes.

do Decreto-Lei 167/67). ferramenta para auxiliar a comercialização da produção e viabilizar o aumento da produtividade. títulos executivos extrajudiciais. Lei 9.O título de crédito rural destina-se ao financiamento da exploração de atividades rurais. sem a posse do título o credor (vendedor) deve fornecer ao cartório as indicações deste. DUPLICATA VIRTUAL.devidamente acompanhados dos instrumentos de protesto por indicação e dos comprovantes de entrega da mercadoria ou da prestação dos serviços. pois só pode ser emitido por banco. publicado no DJe 12/04/2011. 1. 2. com numeração própria. 5) Qual a natureza jurídica do cheque? O que ele é? Resposta: O cheque é uma ordem de pagamento à vista emitida por um banco em razão de fundos que uma pessoa (emitente) tem naquela instituição. com o consequente fortalecimento dos médios e pequenos produtores. seguindo os padrões do Banco Central. Nesse caso. É um título de crédito de modelo vinculado. A lei também não autoriza expressamente o protesto deste título magnético. DESNECESSIDADE DE EXIBIÇÃO JUDICIAL DO TÍTULO DECRÉDITO ORIGINAL. em princípio. No entanto. Recurso especial a que se nega provimento.492/97. suprem a ausência física do título cambiário eletrônico e constituem. existe o chamado protesto por indicações que é realizado quando há a retenção do título por parte do devedor (comprador). BOLETO BANCÁRIO ACOMPANHADO DO COMPROVANTE DE RECEBIMENTODAS MERCADORIAS. de modo que a exibição do título não é imprescindível para o ajuizamento da execução judicial. 3. As duplicatas virtuais . Existem decisões judiciais que ampliam o protesto por indicação para os casos de duplicada magnética (virtual). em talonário específico. 1º. retiradas da fatura e do Livro de Registro de Duplicatas. PROTESTO POR INDICAÇÃO. de relatoria da Min. 6) A duplicada emitida por meio magnético pode ser objeto de protesto? Resposta: Não encontrei nos livros. é o caso do Resp 1024691 PR. 320 .podem ser protestadas por mera indicação.emitidas e recebidas por meio magnético ou de gravação eletrônica . Nancy Andrighi: EXECUÇÃO DE TÍTULO EXTRAJUDICIAL. (art. Os boletos de cobrança bancária vinculados ao título virtual.

também é título de natureza causal. O avalista do avalista tem a mesma obrigação do avalizado.929/94). emitido por produtor ou cooperativa rural. um avalista avaliza o outro avalista (uma cadeia). Existem também a nota promissória rural e a duplicata rural que são fundadas em operações de compra e venda de natureza rural. não constitutivas de financiamento no âmbito do crédito rural. empresa ou produtor rural. a cédula de crédito rural possui garantia real e a nota de crédito rural não possui esta garantia. mas só pode cobrar a parte de cada avalista. contratadas a prazo. Quando os avais são simultâneos (coavais) eles avalizam o título conjuntamente. de natureza civil. quem pagar o total pode cobrar do devedor principal toda a dívida. Segue a regra civil. As duas são promessas de pagamento à vista. garantindo a mesma obrigação. e pode ter garantia hipotecária. Quem pagar toda a dívida tem direito ao regresso de total. A cédula de crédito rural e a nota de crédito rural são títulos causais. 8) Como considero quando há vários avais lançados em um título? Resposta: É necessário diferenciar avais simultâneos de avais sucessivos. No entanto. Os avalistas são vistos como uma só pessoa e assumem a responsabilidade solidária. pignoratícia ou fiduciária. resultantes de financiamento a cooperativa. empresas que têm por 321 . Se os avais são sucessivos (aval do aval). Há ainda a cédula de produto rural (Lei 8. como promessa de entrega de produtos rurais. 9) Qual o mecanismo de funcionamento dos institutos conhecimento de depósito e warrant? A transferência da propriedade ou mercadoria tanto no “conhecimento de depósito” e warrant tem os mesmos pressupostos? Resposta: O Conhecimento de Depósito e o ―Warrant‖ são títulos de crédito à ordem emitidos sobre gêneros ou mercadorias em depósito nos armazéns gerais.7) Com relação ao crédito rural: gostaria de adicionar alguma coisa a essa modalidade especial? Resposta: Existem vários títulos de créditos rurais.

num direito a uma prestação futura que se baseia. transmite seus direitos a outro. 5.escopo a guarda e a conservação das mercadorias neles depositadas. a existência de fundos suficientes para pagamento do valor nele mencionado. Obs: todos os títulos de crédito próprios têm a cláusula à ordem implícita. Questões do TRF3 5. surgiu da constante de viabilizar mais rápida de riqueza do que a obtida com a moeda manual. basicamente. 322 .7. fundamentalmente. O título de crédito surgiu na qualidade de documento que instrumentaliza o crédito e permite a sua mobilização com rapidez e segurança. que consiste. que possui cláusula à ordem.1. evita o desconto na ―boca do caixa‖.3. Questões do TRF4 1) Por que existem os títulos de crédito? Resposta: O crédito. Cheque visado é aquele em que o banco confirma. mediante o pagamento de determinado preço. cuja garantia é a própria mercadoria depositada.7. O cheque cruzado só pode ser pago a um banco ou a um cliente do banco. 2) O que é um cheque cruzado e visado? Resposta: O cruzamento do cheque consiste na aposição de dois traços paralelos e transversais no anverso do título. Concluindo-se que os títulos de crédito são instrumentos para a circulação de riquezas. a qual pode ser transferida com o endosso do título. mediante uma assinatura no verso. Efeitos do endosso: transfere o crédito e responsabiliza o endossante. conceituando. Já a warrant é um título constitutivo de promessa de pagamento. Resposta: Endosso é o ato cambiário pelo qual o credor do título de crédito. na confiança (boa-fé e prazo). Só pode receber o visto do banco o cheque nominativo que não foi endossado.1. O conhecimento de depósito é título representativo da mercadoria depositada.4. 3) Diferencie endosso em branco e em preto.

e até o triplo se resulta a morte. e multa. 6) Pode ser exigida segunda via de título extraviado? Resposta: A resposta da pergunta está no art. ou for injustamente desapossado dele. 909. que perder ou extraviar título. Era comumente usado em hospitais para garantir o atendimento médico. de 3 (três) meses a 1 (um) ano. nota promissória ou qualquer garantia. 4) É compatível caução em cheque? (Acho que a pergunta é: é possível cheque caução? Resposta: Cheque caução é o cheque dado como garantia de pagamento posterior. O proprietário. bem como o preenchimento prévio de formulários administrativos. como condição para o atendimento médico-hospitalar emergencial: Pena detenção. 909. Como tem relação com o tema é bom lembrar que a Lei 12.653/2012 acrescentou o art. Parágrafo único. permitindo que o título circule ao portador. Ainda é utilizado como garantia em negócios. o direito não pode ser transmitido sem a cártula e não pode ser exigido sem a sua apresentação. já que se trata de uma ordem de pagamento à vista e não uma promessa de pagamento (como por exemplo: a nota promissória). A pena é aumentada até o dobro se da negativa de atendimento resulta lesão corporal de natureza grave. 135-A ao Código Penal criando o seguinte crimes: ―Exigir cheque-caução. 323 . Contudo esta prática descaracteriza a natureza do cheque. O paciente deixava um chequecaução em poder do hospital para ser atendido até regularizar pendências com plano de saúde. caput e parágrafo único.” 5) O que seria o princípio da cartularidade? Resposta: Pelo princípio da cartularidade afirma-se que o direito de crédito mencionado na cártula não existe sem ela. O titular do crédito deve estar em posse do título.O endosso em branco é aquele que não se identifica o seu beneficiário. A posse é imprescindível para a comprovação da própria existência do crédito. poderá obter novo título em juízo. Já o endosso em preto identifica expressamente a quem está sendo transferida a titularidade do crédito. do Código Civil: ―Art. bem como impedir sejam pagos a outrem capital e rendimentos.

o que acontece com o título? Resposta: O aval é uma garantia cambial. Questões do TRF5 TRF5 – 2012 1) O aceite na nota promissória e letra de câmbio é imprescindível a validade do título? Resposta: Na Letra de câmbio é uma ordem de pagamento e o aceite é o ato pelo qual o sacado assume a obrigação cambial e se torna o devedor principal da letra. em relação a dívida principal. um instituto que segue o regime jurídico cambial. exonera o devedor. com a recusa do aceite ocorre o vencimento antecipado do título. 32 da Lei do Cheque). no entanto.‖ 7) Eventual nulidade do aval.1. 8) O banco pode descontar todos os cheques apresentados pelo portador. de tal forma que uma obrigação nula não afeta as demais obrigações válidas no título. e não acessória. Sendo. devendo ser considerada não escrita qualquer menção em sentido contrário eventualmente colocado na cártula. O aceite é facultativo. A falta do aceite não invalida o título.corresponde ao fato das diversas obrigações existentes no título serem independentes. o cheque será sempre uma ordem de pagamento à vista. 5.7. salvo se se provar que ele tinha conhecimento do fato. 324 . constituindo-se uma obrigação autônoma. Regra: Autonomia das obrigações cambiais. feito antes de ter ciência da ação referida neste artigo. um cheque pré-datado pode ser descontado ou devolvido. portanto. de maneira que a nulidade do aval não afeta a obrigação principal. também gerará o vencimento antecipado de todo o crédito.Parágrafo único. Destacando que se o aceite for parcial.5. mesmo que sejam 'pré-datados'? Resposta: Segundo a legislação (art. podendo ser cobrado o valor total do sacador. conforme o emitente possua ou não fundos suficientes para o seu pagamento. quando o titular do crédito apresenta o cheque para pagamento. antes do prazo. havendo saldo. assim. podendo o tomador cobrar imediatamente do sacador. porém irretratável. A súmula 370 do STJ concretiza este entendimento: ―caracteriza dano moral a apresentação antecipada de cheque pré-datado‖. O pagamento. está quebrando um acordo e pode ser responsabilizado civilmente. não se vinculando uma à outra. na ótica civil/comercial. no entanto. O banco não terá qualquer responsabilidade.

nos demais casos prescritos neste Código. As hipóteses de extinção do processo sem julgamento de mérito estão elencados no art. e na possibilidade de julgamento extintivo.1. Vll . como a possibilidade jurídica.1. Providências Preliminares. Julgamento Antecipado Do Mérito. Fase Ordinatória. XI .quando ficar parado durante mais de 1 (um) ano por negligência das partes. no caso a Assejus. por não promover os atos e diligências que Ihe competir. portanto. que tem legitimidade para esse fim. já que o substituto não é titular do direito. o autor abandonar a causa por mais de 30 (trinta) dias. Regularização. Extinção Sem Julgamento Do Mérito.quando não concorrer qualquer das condições da ação. Desnecessidade De Audiência Preliminar 5. Questões do TRF1 1) Em função da fase ordinatória. duas hipóteses. Especificação De Provas.quando se verificar a ausência de pressupostos de constituição e de desenvolvimento válido e regular do processo.8.quando ocorrer confusão entre autor e réu. Na JF se diz que esta fase deve ser ultrapassada por se tratar de direitos indisponíveis. me dê três possibilidades? Resposta: A chamada substituição processual significa colocar-se no lugar de alguém a fim de buscar direito alheio em nome próprio e somente dar-se-á em condições extraordinárias e autorizadas por lei. Julgamento Conforme O Estado Do Processo.8. Na substituição processual o direito de agir não é exercido pelo direito do direito material.quando.quando o juiz indeferir a petição inicial. X .Il . Saneamento Do Processo. do CPC: I . Vlll . 5. a legitimidade das partes e o interesse processual.quando o juiz acolher a alegação de perempção.1. já que estamos na fase ordinatória. mas pelo substituto processual.III . O juiz ao receber uma ação de servidores públicos. passada a fase cognitiva. Réplica. 267. vai para o cumprimento. 325 . é possível na fase de execução poderia haver a transação em matéria de servidores públicos? Quais as hipóteses em que num processo civil se pode extinguir sem julgamento de mérito.IV .A nota promissória é uma promessa de pagamento.pela convenção de arbitragem. IX . Vl . como na conciliação implica renúncia de um direito o substituto processual não poderia transacionar. V . Tentativa De Conciliação.8. Obs.quando o autor desistir da ação.quando a ação for considerada intransmissível por disposição legal. tem uma fase que chama tentativa de conciliação.: os alguns autores entendem que no caso de confusão entre autor e réu existe o julgamento do mérito. não se submete ao aceite. existe um substituto processual. Audiência Preliminar. litispendência ou de coisa julgada. Assim. Direito Processual Civil 1.

por isso o nome. assegurando-se à parte a quem não incumbia inicialmente o encargo a reabertura de oportunidade. mas mesmo assim uma crise na administração da justiça. conciliação e mediação? A transação tem suporte constitucional? Veja o preâmbulo da CF. Existe uma discussão se a inversão do ônus da prova é regra de julgamento ou de instrução. 3) O saneamento do processo é somente possível após fase de réplica? Admite-se a inversão do ônus da prova na sentença? Resposta: Após a resposta do réu. o juiz deve mandar o autor se manifestar ou mandar que o autor regularize aquele problema. Importante lembrar que existe posicionamentos contrários também. de regularização do processo. A conciliação seria uma técnica para desafogar a justiça? Resposta: 326 . b) se a defesa alegar algum problema processual. principalmente relacionados a direito do consumidor que por já está no próprio código a regra de inversão do ônus probatório. d) Nomear curador especial. Particularmente entendo que se trata de regra de instrução. isso não quer dizer que toda a atividade de saneamento seja restrita a este período. Exemplos: a)no caso de defesa indireta. preparando-o para que nele seja proferida uma decisão. O sistema jurisdicional brasileiro vive de conflitos postos ao estado juiz. o que significa esta providência dentro do procedimento ordinário? Resposta: Providências preliminares são as providências que o juiz toma dentro do processo ordinário para deixar o processo apto para que nele seja proferida uma decisão. mas neste momento é que esta atividade está mais concentrada. 4) O que o senhor pensa sobre a técnica alternativa de resolução de conflito jurisdicional pela via da transação. o juiz deve intimar o autor para apresentar réplica. etc. Solução pacífica das controvérsias. Esta fase se caracteriza pela concentração da prática de atos de saneamento. No entanto. pelo menos.2) Em relação às providencias preliminares o que o magistrado deve se ater. Existe uma infinidade de providências preliminares que o juiz pode tomar. Portanto. dá-se início à uma microfase processual chamada de saneamento ou ordenamento do processo. a atividade de saneamento do juiz é exercida a todo o momento. devendo a decisão judicial que a determina ser proferida preferencialmente na fase de saneamento do processo ou. não poderia ser apenas na sentença.

A transação. alegar defesa de mérito indireta ou defesa processual. o réu trás novidade ao processo. Contudo. mas sim de abrir oportunidade de manifestação à parte em face de um elemento novo inserido no processo. pode fundamentar o caso: “Em qualquer hipótese. baseadas na autonomia privada. 132 parágrafo único.” DESSE PONTO EM DIANTE: RESPOSTAS ELABORADAS POR HEITOR MOURA GOMES 6) Em todo e qualquer processo numa Vara Cível o senhor abrirá vista a réplica para que o autor se manifeste sobre a contestação? E se o réu trouxer documentos e não apenas fatos novos? Resposta: Não. por exemplo. De fato. como forma de garantir o contraditório. pois não se trata de contra argumentação aos fundamentos novos trazidos pelo autor. em sua contestação. a conciliação e a mediação são formas de autocomposição. modificativo ou extintivo do direito do autor. também como forma de garantir o contraditório e a ampla defesa. poderá mandar repetir as provas já produzidas. ou seja. em razão da intervenção de um terceiro. tanto quando alega fato novo impeditivo. o Juiz deve oportunizar a manifestação das partes sobre a prova. providência necessária não só apenas após a contestação. a aplicação de qualquer uma destas técnicas servem para desafogar a justiça. naturalmente não narrada pelo autor em sua inicial. Destacando que a mediação não deixa de ser uma forma de autocomposição. Já com a juntada de novos documentos ao processo. se entender necessário. é uma autocomposição assistida. A intimação do autor para apresentação de réplica só é necessária quando o réu. 327 . O preâmbulo da Constituição fala em ―solução pacífica das controvérsias‖ o que seria um incentivo à autocomposição em todas as suas formas. O art. como quando alega uma defesa preliminar. Isso porque nessas duas espécies. são formas negociais de resolução de conflito. desde que a prova se mostre necessária. quando finda a instrução? Resposta: Entendo que não existe qualquer óbice para a que isto ocorra. em respeito ao contraditório. mas sim em qualquer fase do processo. 5) O senhor abriria a instrução de ofício para a produção de prova pericial. pois o mediador auxilia as partes conflitantes e não decide nada. não se fala em réplica. o juiz que proferir a sentença.

como aquela processual. momento adequado à especificação das provas. 2) A lei autoriza o julgamento de mérito imediatamente? Resposta: 328 . que seria a verdade alcançável no processo. Por exemplo.7) O juiz recebe uma PI no SFH. Sim. e ―verdade real/material‖. Entretanto. ocorreria a extinção do processo por falta de interesse de agir. os quais conferem ao magistrado o dever de. 333. remanesce ao juiz poderes instrutórios.2. preclui para as partes o direito à sua produção. caso a prova não seja suficiente ao esclarecimento do fato. determinar a produção de provas de ofício. tal como ocorre em uma execução de obrigação pagar. As expressões ―verdade formal‖.1. entendendo necessário. a ausência de proveito econômico não implicaria na extinção do processo. que é aquela que decorre da mais ampla instrução possível. o juiz para sanear ou julgar antecipadamente a lide. em caso de ausência de requerimentos. Entretanto. pode-se dizer que o processo busca a verdade material. mandar ser feita a produção de provas? O processo civil está em busca da verdade material. como princípios processuais encontram-se superadas. o juiz tem que proclamar a improcedência do pedido em razão de as partes não terem especificado as provas ou o juiz pode. o autor protesta por todos os meios de provas em direito admitidos e a Caixa protestou por todos os meios de provas. Questões do TRF2 1) No que tange às preliminares. 333 do CPC. de ofício. ausência de conteúdo econômico ensejaria extinção do processo? Resposta: A ausência de conteúdo econômico de determinada demanda só ensejaria a extinção do processo no caso da lide versar unicamente acerca de questão de cunho patrimonial. 5. embora não afaste a incidência do art.: Ainda que o juiz determine produção de prova de ofício. resta ao juiz a aplicação do art. No caso. Hoje seria mais correto falar em ―busca‖ da verdade material. Resposta: Na fase de saneamento do processo. caso se tratasse de uma ação declaratória ou ainda constitutiva.8. fomos às especificações de provas e nestas as partes silenciaram. que impõe ônus da prova às partes.

indistintamente.1. há discussão na doutrina se esse direito não abrange a qualificação ou não (Nucci entende que sim.8. serve também como defesa. não importando o silêncio em prejuízo na sua defesa. o trânsito em julgado e independentemente da posição dos tribunais sobre o assunto. A lei 11. tendo em vista além de servir para a elucidação dos fatos. Prova.9. pelas prerrogativas conferidas ao réu.1.277/06 inseriu o no CPC o art. Os requisitos para aplicação do instituto são que a matéria seja exclusivamente de direito e que já tenham sido proferidas sentenças de total improcedência em casos idênticos. Essa terceira corrente é a que prevalece no STF e STJ.4. notadamente porque o réu pode invocar o direito ao silêncio. Ônus Da Prova.1. que entende tratar-se de maio de prova e meio de defesa. Ada Pellegrini e Tourinho Filho entendem tratar-se de meio de defesa.5.8.3. que autoriza a improcedência do pedido do autor antes mesmo da citação do réu. Indícios. Questões do TRF4 5.9. Questões do TRF1 1) O interrogatório do réu é meio de prova ou meio de defesa? Resposta: Há posições divergentes na doutrina. 285-A. Entretanto.Sim. Presunções. 5º LXIII). sem que seja necessário.1. entretanto. Questões do TRF5 5.1. situando-o no capítulo de provas em espécie. por não ser direito ilimitado. Valor Da Confissão 5. tem prevalecido uma terceira corrente. bem como mentir para livrar-se da acusação. 5.1. Questões do TRF3 5. uma eventual confuso de identida329 .9. tendo em vista tratar-se em direito constitucional (art. Direito Processual Penal 5. 2) O silêncio do réu pode ser interpretado em seu desfavor? Resposta: O acusado não tem obrigação de responder as perguntas que lhe foram endereçadas. O CPP trata o interrogatório como meio de prova. em face dos efeitos que poderia ter sobre outras pessoas.8. Entretanto. servindo na formação do convencimento do julgador (meio de prova).

Após vigência da Lei 11690/08. falar em verdade viável. 6) Delação premiada. tendo em vista que a qualificação pode ligar o acusado a outras infrações. não podendo fundamentar sua decisão exclusivamente nos elementos informativos colhidos na investigação. decorrente da mais ampla instrução possível. 4) O IP deve ser motivado ou narrativo? Resposta: O relatório do inquérito policial é peça de caráter descritivo. Após a referida lei. 155). a prova produzida exclusivamente no inquérito policial não pode ensejar condenação criminal. fato definido como crime. Quem pode ser infiltrado? Agentes policiais e a gente de inteligências? Devem prestar depoimento. passou a constar expressamente no CPP que ―O juiz formará sua convicção pela livre apreciação da prova produzida em contraditório judicial.des. 3) O juiz pode condenar tão somente baseado no IP? Resposta: Não. que não deve ter em si juízo de valoração por parte do delegado quanto ao fato apurado. ressalvadas as provas cautelares. hoje. encontra-se superada a verdade material como princípio do processo penal.‖ (art. Resposta: 330 . Nestor Távora entende que não. sendo mais adequado. 5) No processo penal se busca a verdade real. a busca do melhor resultado possível dentro daquilo que foi produzido nos autos. isto porque o IP tem a função somente de fornecer informações ao magistrado e ao órgão do ministério público. são as chamadas testemunhas da coroa. a infiltração e o retarda de investigação. qual o sentido de verdade? Tentativa de representação da realidade? O que é verdade real? Resposta: Diz-se verdade real sobre aquilo que tem consonância entre aquilo que é e aquilo que foi dito ou se diz ser. ou seja. o IP é a peça informativo em que se busca a autoria e circunstância. Por tratar-se de conceito utópico. não repetíveis e antecipadas. fale sobre? Técnicas especiais de investigação. contra as quais o silêncio na qualificação consistiria no direito de defesa). A opinio delicti cabe ao titular da ação penal pública ou privada conforme o caso.

também conhecido como retardado ou prorrogado. 120): ―a) que o crime tenha sido cometido em concurso. Quando tal delação é acompanha por um benefício. 1º). o diploma é clara ao indicar que somente agentes de polícia e de inteligência. Aplica-se às investigações referentes a ilícitos decorrentes de ações praticadas por quadrilha ou bando ou organizações ou associações criminosas de qualquer tipo. concedido pelo estado. É o que Capez (2005. componentes e atuação de uma organização criminosa. bem como seja autorizada por decisão judicial. Em outros crimes. segundo LFG. possibilitou em seu artigo 13 o perdão judicial ou a redução de pena de um a dois terços no artigo 14. prevê a possibilidade de infiltração de agente nas organizações criminosas mediante prévia e circunstanciada autorização judicial. tais agente são chamados de testemunhas da coroa. terá a pena reduzida de um a dois terços‖. Pode ser entendido como ato da provar. É perfeitamente possível o depoimento de tais agentes. A Lei n. sendo exigidos três requisitos segundo Greco (2011. Para o crime de extorsão mediante sequestro. para obter maiores dados e informações a respeito do funcionamento. Obs. Já a Lei de proteção às vítimas. O flagrante diferido. Para os crimes hediondos.º 8. 7) O que é prova? Resposta: O termo possui várias acepções. b) que um dos agentes o denuncie à autoridade. p.: o instituto também tem previsão na nova lei de entorpecentes. 442) conceitua como ―traição benéfica‖. processo pelo qual se verifica a exatidão do fato alegado pela parte no processo. como o previsto na Lei n. 9. pode ser entendido como meio.‖. quaisquer que sejam. facilitação da libertação do sequestrado. Não se fez qualquer alusão quanto ao procedimento ou ao prazo da medida. parágrafo único. é chamada de delação premiada. que "são os agentes infiltrados que obtém informações privilegiadas sobre determinado crime". instrumento pelo qual se demonstra a verdade de algo. e pressupõe que o delator também confesse a sua participação. p. possibilitando seu desmantelamento. (Lei 9. Tem como requisito a condição de que seja mantida sob observação e acompanhamento para que a medida legal se concretize no momento mais eficaz do ponto de vista da formação de provas e fornecimento de informações.034/95 art.034/95. na prevenção e repressão do crime organizado. Exige-se que se trate de associação criminosa e só pode ser determinada por decisão judicial. e ainda entendido 331 . A lei não admite a infiltração de particulares.Delação é a atribuição da prática do crime a terceiro. em seu interrogatório. feita pelo acusado. a pena pode ser reduzida de um a dois terços. inclusive. denominada Lei do Crime Organizado.072/90 devem ser revelados os cúmplices e não somente o delito. é a possibilidade que a polícia possui de retardar a realização da prisão em flagrante. e possui requisitos diversos em cada lei que é prevista. assevera que ―O participante e o associado que denunciar à autoridade o bando ou quadrilha. o artigo 8º.

o produto extraído da análise dos instrumentos de prova oferecidos (Nucci). como a prova se revela no processo. 10) O juiz se vincula às provas? Como ele aprecia? Persuasão racional. podendo ser testemunhal (interrogatório). considerou-se a confissão como rainha das provas. existem diversas classificações. leva ao fato principal. tal visão encontra-se a muito tempo superada. a confissão vale mais que um depoimento testemunhal? Resposta: Não. ou indireta. quanto à forma. a única que seguramente poderia embasar uma condenação independentemente de outros indícios. dispensado de motivar a decisão. que pode ser direta. e para a sua apreciação o juiz deverá confrontá-la com as demais provas do processo. o juiz está livre para decidir. 11) E quanto ao sistema da prova tarifada? E onde ficaria o sistema da íntima convicção? Resposta: São os demais sistemas de apreciação judicial da prova. as mais comuns? Resposta: Tratando-se de tipos de prova. Por tal sistema.como resultado da ação provar. ou persuasão racional.: contrato) ou material. 9) Quanto ao valor. documental (ex. Historicamente. o Juiz fica livre para decidir e apreciar as provas que lhe são apresentadas. Prevalece no Brasil. 8) Quais os tipos de prova. tal como exame de corpo de delito ou instrumentos do crime. como regra. No sistema da íntima convicção. elemento que corporifica a demonstração do fato. sendo as mais comuns: quanto ao objeto. entretanto. desde que faça de forma motivada. o valor da confissão se aferirá pelos critérios adotados para os outros elementos de prova. verificando se entre ela e estas existe compatibilidade ou concordância. sendo esta última. tal sistema preside 332 . que se refere ao fato probando. que se refere a um outro acontecimento que. por ilação. Resposta: Não há vinculação do Juiz. o sistema do livre convencimento motivado.

a lei estipula o valor de cada prova. considera-se indício a circunstância conhecida e provada. ofereça segurança para a condenação. e não seja possível a produção de outras provas. em sua segunda fase. em que a lei exige a prova pericial na demonstração da materialidade do delito (tráfico de drogas). 239 do CPP. tendo em vista que os jurados votam os quesitos sigilosamente. existem alguns vestígios de tal sistema. diminuindo a margem apreciativa do juiz. Entretanto. sem fundamentar. não havendo qualquer disposição legal em contrário.os julgamentos do Tribunal do Júri. Já o sistema da prova tarifada (também chamado de certeza moral do legislador ou das regras legais). ou ainda em alguns casos. também não se impede que a sentença condenatória leve em consideração confissão feita na fase pré-processual. 158 exige que nos crimes que deixem vestígios. 12) A confissão pode ser retratada? Resposta: É perfeitamente possível na fase judicial da persecução penal a retratação de confissão (autorização. Caso seja crime transeunte. desde combinada com circunstâncias do fato concreto. 14) O que são indícios? Pode haver condenação calcada em indícios? Qual a diferença entre a prova indiciária e indícios? É possível denunciar pelo indício da materialidade? Nos casos de crimes de competência do tribunal do júri os indícios fundamentariam a denúncia? Resposta: Conforme o art. tendo relação como fato. à luz do que dispõe o art. é possível a condenação calcada tão somente a confissão? Se condenaria o réu com base exclusivamente na confissão? Resposta: Na ausência de outras provas (exame de corpo de delito. que a materialidade seja provada com a realização de corpo de delito vedando-se a confissão. inclusive. ou seja. não obstante a retratação. que. a confissão pode sim embasar a condenação. No CPP. a confissão ofereça riqueza de detalhes. o réu não pode ser condenado com base apenas em confissão. Cabe ressaltar que nesse caso. concluir-se a existência de outra ou 333 . ainda que posteriormente retratada. 13) Havendo apenas a confissão. na medida em que não pode se produzir mais provas nos autos. autorize.: a art. por indução. 158 CPP nos casos de crimes que deixam vestígios. deverá ser reconhecida a atenuante. prova testemunha e documental). desde que não existam vícios que a invalidem. como forma de defesa do réu. ex. dada pelo código). etc.

quando o juiz entender suficiente. por esta razão não cabe retratação na injúria. considerando-se como padecimentos internos. configura-se injúria. 15) O que é retratação e ela opera-se aonde? Calúnia e difamação permitem a retratação? A honra objetiva consiste em quê? E a subjetiva? Se uma pessoa afirma que outra é um ladrão. é o apreço moral da pessoa física perante seu meio civil de convivência. Quando alguém é chamado de ladrão. capaz de gerar um juízo de certeza sobre a autoria e materialidade do delito.outras circunstâncias. isso é difamação ou calúnia? Resposta: Retratação consiste em uma retificação do que o próprio agente disse. Honra objetiva é a consideração social. 16) Em que consiste o princípio constitucional da presunção de inocência? Resposta: Também chamado de princípio da não-culpabilidade. Ou seja. que fere a honra subjetiva. É decorrência lógica do Estado Democrático de Direito. 334 . É cabível. Prova indiciária é aquela que se baseia em indícios. como forma de extinção de punibilidade. O oferecimento da denúncia pode basear-se em indícios. que ocorre quando se atribui qualidade negativa a alguém. são os valores de dignidade. nos crimes de calúnia e difamação. quando os indícios formam substrato suficiente a proar algum fato (nem todo indício é prova. ou sua ausência só poderá ser esmiuçada após colheita de provas suficientes para descrever a inocência ou não do paciente. ou seja. A condenação com base em provas indiciárias é possível tão somente quando essas denotam indícios veementes. até mesmo porque a prova da materialidade e da autoria. Cabe ainda ressaltar que não é necessária a aceitação da vítima. mas toda prova indiciária é formada por um ou mais indícios). Já a honra subjetiva manifesta-se intrinsecamente na vítima. tanto a difamação quanto a calúnia referem-se a fatos. por se tratar de delitos que ferem a honra objetiva. Já. a exclusão do delito de injúria. como forma de garantia positivada em face do poder punitivo do Estado. não se justificando. porém. ou seja da sua conduta caluniosa ou difamatória. e que abale sua honra. nos termos da CF ―ninguém será considerado culpado até o trânsito em julgado de sentença penal condenatória‖. é principio que estabelece o estado de inocência como regra em relação ao acusado da prática de infração penal. formando uma unidade com outros elementos probatórios.

independente de seu tipo ou conteúdo. depoimentos. pode-se chamá-la de verdade. se este relado corresponder á realidade. 20) Explicitar quando se reforma a decisão do tribunal do júri. a exceção dos julgamentos do Tribunal do Júri. 19) Quando se diz que o juiz decide pela livre apreciação da prova. Pois bem. Verdade é a correspondência entre a realidade e o que diz-se dela ou que foi dito. etc. qual a diferença entre a realidade e a verdade? Resposta: Realidade consiste. sem fundamentar. tendo em vista que os jurados votam os quesitos sigilosamente. o que se entende por isso? E a íntima convicção? Pode? E o tribunal do júri? Seria uma exceção? Resposta: Quer dizer que o magistrado é livre para dar maior ou menor valor probante a cada uma das provas. de maneira simplificada. o que é vedado no processo brasileiro. Já a verdade diz respeito à maneira como esta realidade se coloca para as pessoas. Em segunda instância. dispensado de motivar a decisão. o juiz está livre para decidir. a sentença do júri só pode ser anulada. O que é manifestamente contrário à prova nos autos? Resposta: A decisão do Tribunal do Júri só pode ser reformada em segunda instância quando esta reforma não importar em ofensa à sua soberania.) 18) O processo penal busca a verdade real. diz-se verdade). (Ex. em sua segunda fase. em ―tudo que existe‖. desde que o faça de forma motivada (sistema de valoração por livre convencimento motivado). No sistema da íntima convicção.17) O que seria valorar prova? Resposta: Valorar a prova consiste em dar valor positivo à prova. que é garantida por norma constitucional.: Na tarde de ontem pessoa A afirmou que viu pessoa B entrando em casa acompanhado de C. conferir maior ou menor carga probante ao produto extraído dos elementos de prova extraídos do processo (ex. objetos do crime. A decisão dos jurados manifestamente contrária à prova dos autos é hipótese 335 .: laudo pericial. a depender de como isso ocorre. ou modificada na parte da fixação da pena pelo juiz presidente (parte da decisão a qual não foi garantida soberania). ou seja.

2.9. quando não existir mais o corpo de delito (exame indireto). não se pode dizer que é prova autônoma. 3) A ausência de prova pericial em crimes que deixam vestígios anulam o processo? Resposta: De fato. ou perícia sobre elementos acessórios. deve ser objeto de contraditório. a prova. é possível que tal falta seja 336 . em delitos que deixem vestígios.1. violando a soberania dos vereditos. Ou seja. o que também desconfigura a sua autonomia. 5. e sua ausência implica em nulidade do processo. objetiva a nulidade do julgamento e o retorno dos autos à primeira instância prolação de nova decisão. quando não seja mais possível proceder ao exame. Decisão manifestamente contrária à prova dos autos consistiria em decisão que chega a resultado patentemente diferente do qual seria encontrado. Ademais. ex. uma vez trazida aos autos. e não tender o resultado. a realização do exame de corpo de delito (direto ou indireto) é obrigatória. razão pela qual só é possível a apelação com base nesse argumento uma vez. caso fossem devidamente motivadas as valorações feitas dos meios de prova trazidos autos. Essa hipótese de cabimento da apelação visa evitar que enganos ocorridos as votações impliquem em resultado diferente do qual realmente o corpo de jurados queria chegar. 2) Existe diferença entre corpo de delito e perícia? Resposta: Corpo de delito é o conjunto de vestígios materiais deixados por uma infração penal. Já o exame de corpo de delito (tipo de perícia). é a perícia que tem como objeto o próprio corpo de delito (exame direto). ex: machas de sangue no local do crime.de cabimento da apelação. que neste caso. Entretanto. independentemente de quem a produziu. Questões do TRF2 1) Laudo técnico trazido pela defesa é autônomo? Resposta: Em face do princípio da comunhão da prova.: exame de fotos tiradas do local. oportunizando-se a vista e manifestação da parte contrária. segundo o qual se considera que a prova pertence ao processo. o conjunto probatório aponta para resultado divergente do qual chegou o corpo de jurados.

com o fim de garantir a busca da verdade material no processo. 4) De onde surge o sistema brasileiro da apreciação sublime da prova? Resposta: ?????? 5) Atividade residual do juiz de perquirir prova fere o sistema acusatório? Resposta: O sistema acusatório tem como características fundamentais a separação entre as funções de acusar. e ausência de exame do corpo de delito .suprida pela prova testemunhal. inclusive. no Brasil. quando a condenação houver sido baseada e outros elementos idôneos e não houver sido demonstrado prejuízo pela defesa.886/MG. como foi idealizado. inclusive. o laudo de constatação. o réu não pode ser condenado com base apenas em confissão. entretanto. não é adotado o sistema acusatório puro. que não consiste em atendado ao sistema acusatório. sendo necessário. deve ser determinada pelo juiz a realização de laudo definitivo. o exame do corpo de delito ganha ainda maior importância. mas sim em uma mitigação ao sistema ortodoxo.O acusado pode ser condenado? E no caso do trafico de drogas? E se o laudo chegar depois da sentença? Como está a jurisprudência? Resposta: Na ausência de exame de corpo de delito. vem entendendo o STJ (HC 134. com o fim de atestar a materialidade delitiva (art. No tráfico de drogas. sendo permitido ao julgador iniciativa probatória. para a lavratura do flagrante e para a deflagração da denúncia. tendo em vista disposição legal expressa (art. Na hipótese de confissão do acusado. 158 CPP). não deve ser reconhecida a nulidade. 6) Corpo de delito. Entretanto. nesses casos a confissão demonstra só a autoria. a materialidade deve ser demonstrada por outros meios. 7) Prova pericial do processo. Durante a instrução. pois o magistrado não é expectador estático na persecução penal. 01/08/2011) que a juntada tardia do laudo toxicológico definitivo. defender e julgar. É prova autônoma aquela produzida pelo assistente de acusação? 337 . 167 CPP).

§ 1º). econômica e contra as relações de consumo. Ademais. tratam-se dos interesses públicos e os interesses coletivos lato senso (interesses individuais homogêneos. de leis que tutelas interesses supra individuais: Lei de crimes contra a ordem tributária. uma vez trazida aos autos. em alguns dispositivos de leis esparças.Resposta: Em face do princípio da comunhão da prova. também tutelados pelo Direito Penal. Ex. deve ser objeto de contraditório. 49. 2º. Inclusive. independentemente de quem a produziu. interesses coletivos estrito senso e interesses difusos). parte penal do CDC. qual sejam: a) Decreto-lei nº 201/67 (faculta aos órgãos federais. 8) É possível assistente de acusação coletivo no processo penal brasileiro? Resposta: Não obstante a existência de diversos requisitos à assistência do direito processual penal brasileiro. e Lei nº 8. a figura do assistente coletivo de acusação. como forma de garantir o a proteção aos direitos coletivos tutelados pelos diplomas legais mencionados. acusados ou ofendidos os inscritos na OAB – art. etc. não se pode dizer que é prova autônoma. parágrafo único). c) Lei nº 8.078/90 (autoriza as associações legalmente constituídas há pelo menos um ano a habilitar-se como assistente nas hipóteses de crimes ou contravenções que envolvam relações de consumo – art. de fato. Tal previsão dá uma natureza de custos legis à assistência. 80). segundo o qual se considera que a prova pertence ao processo. a tendência atual é cada vez mais o Direito Penal transcender ao individualismo para reconhecer a importância da tutela do sistema social. oportunizando-se a vista e manifestação da parte contrária. a habilitar-se como assistente nos casos de crimes contra o sistema financeiro nacional – art. 9) E os bens jurídicos supra individuais existem? Podem ser tutelados no processo penal? Resposta: Sim.906/94 (faculta a atuação dos Presidentes dos Conselhos e das Subseções da OAB nos inquéritos e processos em que sejam indiciados. o que também desconfigura a sua autonomia. estaduais ou municipais a intervenção como assistente nos processos relativos aos crimes de responsabilidade dos Prefeitos – art. a prova. 26.492/86 (autoriza a Comissão de Valores Mobiliários – CVM. encontra-se prevista. parágrafo único). 10) O juiz tem poder regulatório dentro do CPP? 338 . Lei de crimes ambientais. b) Lei nº 7.

8137? Em que momento se pode deferir a cautelar? Resposta: É possível.4. quando requerida pela autoridade policial ou MP. ou qualquer outro direito fundamental do acusado. 5. apenas dessa fase pode ser de ofício). Questões do TRF4 1) Fale sobre produção de provas pelo juiz de ofício no processo penal. 5. no qual são bem delineadas as figuras do acusador. III Lei 9. ganham maior relevância que o jus puniendi estatal. desde que o crime seja punido com pena de reclusão. do devido processo legal. desde que não atropelem o curso regular da instrução.9. são garantidos pelo sistema brasileiro poderes instrutórios ao magistrado. que é um dos requisitos da interceptação telefônica (artigo 2º.1. e para isso. já que. 339 . Tais adiantamentos são lícitos. em ponderação de princípios. ele pode estar entre os atos regulatórios do juiz. ou a requerimento do MP. exercidos no curso do processo com o fim de garantir a disciplina e o decoro. defensor e julgador.296/96). de ofício (Conforme STF.Resposta: Sim. é um desses atos ou estaria vedado? Resposta: A depender de como o apressamento dos atos processuais ocorra.9. A figura do juiz de garantias surge da necessidade da aplicação de garantias processuais para que se seja o litígio considerado paritário e "justo". E no IP. ou ainda na fase de instrução processual. como os poderes jurisdicionais. A diligência pode ser deferida pelo Juiz tanto na fase de inquérito. manter a ordem no curso dos respectivos atos. tal como a colheita de provas e tomada de decisões no processo criminal. configurando um juiz de garantias. afinal cabe aos agentes estatais velar pela conservação do direito de punir do estado. Tal poder engloba tanto os poderes de polícia (administrativos). que se referem à condução do processo.3. poder regulatório do juiz no processo penal diz respeito à sua função de prover à regularidade do processo.1. pode? Resposta: Embora vigore no Brasil o sistema acusatório. bem como não impliquem em violação dos princípios da ampla defesa. que asseguram a própria eficácia do sistema. Questões do TRF3 1) É possível interceptação telefônica diante da L. 11) O juiz que apressa os atos processuais para evitar a prescrição.

O processo acusatório e o processo de partes nada têm a ver com a iniciativa probatória do juiz no processo penal. Questões do TRF5 5. para sanar qualquer dúvida processual.1. nessa fase. o juiz tem o deve ser no sentido de tutelar as liberdades públicas e não a investigação. outro argumento desfavorável a determinação de provas de ofício pelo magistrado ainda no inquérito policial refere-se à questão de manter-se a imparcialidade deste juiz para o julgamento do processo. com relação à dispensabilidade da licença ambiental? Resposta: A ACP. não encontra óbice no fato de certa atividade haver sido autorizada pela CTNBio. deve ser vista com reservar. como mecanismo de defesa de interesses coletivos. salvo se houver a certeza que as alterações não causaram reações adversas. 5.10. Direito Ambiental 5. na medida em que não se pode admitir um juiz passivo e refém das partes. De outro lado. jurídico e científico? Qual a natureza jurídica de um licenciamento ambiental? Toda licença é precedida de EIA? 340 .1. tal como no caso citado. que estabelece a vedação de intervenções no meio ambiente. O próprio CPP dispõe no seu art. 2) Apresente uma reflexão a respeito de impacto ambiental. de ofício. Quanto a determinação de produção de provas. em face do princípio da prevenção. que sejam requeridas diligências para tal fim (inciso II).1. Avaliação De Impactos Ambientais.5. pois.10. já que nem sempre a ciência pode oferecer à sociedade respostas conclusivas sobre a inocuidade de determinados procedimentos.lança mão de poderes instrutórios. de sementes transgênicas. Infrações E Sanções Administrativas 5.10. Em que termos este licenciamento ambiental é preconizado na CF. como um mero espectador de um duelo judicial de interesses dos litigantes. 156. já que se tem o conceito semântico. que o juiz de ofício pode determinar produção de provas nos casos em que considerar que tal produção probatória consiste em questão de urgência ou relevância (inciso I) ou quando achar imprescindível. em fase de inquérito.1. Estudo Prévio De Impacto Ambiental E Licenciamento Ambiental. Questões do TRF1 1) O MP entrou com ACP para provocar um obstáculo judicial à produção de sementes transgênicas com parecer favorável pela CTNBio no que tange à dispensa de licença ambiental.9. em que princípio o MP estaria alicerçado para pedir provimento jurisdicional para paralisar aquela atividade que foi autorizada pela CTNBio.

‖ (Vocabulário básico de meio ambiente). 341 . causada por qualquer forma de matéria ou energia resultante das atividades humanas que. podendo ser negativo ou positivo. e neste caso não haveria ilegitimidade. pode ser dano. Resposta: Via de regra. Já a natureza jurídica da licença ambiental é objeto de muitas divergências na doutrina. a resultante de todos os impactos. A natureza jurídica do Licenciamento é de procedimento administrativo. da Resolução Conama nº 237/97. a definição semântica. nesse caso. na modalidade ―licença administrativa (vinculado)‖. a definição de Impacto Ambiental está associada à alteração ou efeito ambiental considerado significativo por meio da avaliação do projeto de um determinado empreendimento. as atividades sociais e econômicas. mais simples que o EIA. 1º da Res.86 do CONAMA. existem atividades e obras que terão importância ao mesmo tempo para a Nação e para os Estados e. direta ou indiretamente. diferente do sentido técnico pode ser definida como ―a estimativa ou o julgamento do significado e do valor do efeito ambiental para os receptores natural. que reuniria características de licença e de autorização. pode até haver duplicidade de licenciamento. considerando-se dano sinônimo de prejuízo (que decorre do confronto do componente positivo com o componente negativo). afetam: a saúde. nem o positivo nem o negativo. Efeito ambiental é a alteração mensurável da produtividade dos sistemas naturais da qualidade ambiental. foi o que restou decidido no REsp 588022. as condições estéticas e sanitárias do meio ambiente e a qualidade dos recursos naturais". socioeconômico e humano. apenas para as atividades potencialmente causadoras de significativa degradação ambiental. a biota.Resposta: Impacto ambiental é a alteração no meio ou em algum de seus componentes por determinada ação ou atividade. ou ainda uma nova espécie de ato administrativo. de 23. estadual ou municipal. 7º. se consistiria em ato administrativo. quando negativa. preconizar ser inadmissível mais de um licenciamento. Nem toda licença exige o EIA. que pode ser federal (âmbito nacional ou regional). com o fim de obtenção de licença ambiental. a segurança e o bem-estar da população. não obstante o art.1. Cuidar que impacto não é dano. 1. resultante de uma atividade econômica. é legítima ter licenciamentos múltiplos? O STJ Resp 588022 entendeu que podem existir várias espécies de licenciamento sobre um mesmo empreendimento. "considera-se impacto ambiental qualquer alteração das propriedades físicas. As atividades de baixo risco podem ter sua licença através de outros meios. a definição jurídica vem expressa no art. 3) É possível. ―autorização administrativa (discricionário)‖. químicas e biológicas do meio ambiente. o licenciamento ambiental é feito de acordo com a preponderância do interesse. como o plano de controle ambiental. Entretanto.

Art. a titularidade coletiva dos bens ambientais exigem a publicidade dos atos que impliquem na potencial degradação. a publicidade requerida pela natureza dos bens jurídicos envolvidos deve vir em primeiro lugar. Recente jurisprudência do STJ. 46 da Lei 9605? As penalidades administrativas ambientais são transmissíveis aos sucessores? Resposta: Segundo o art. 70. ou seja. 342 . III da CF. que remete à legislação administrativa (―licença outorgada pela autoridade competente‖). §1º. até mesmo porque trata-se de norma penal em branco. ―considera-se infração administrativa ambiental toda ação ou omissão que viole as regras jurídicas de uso. §1º. tratando-se o art. III da CF). No caso de Áreas de Preservação Permanente. entretanto. promoção. penal e administrativa. 46 desta lei. 46 de espécie de regra jurídica. aprovada pelo parlamento. proteção e recuperação do meio ambiente. a criação e extinção de institutos. Lei 9605 cumulada com o art.4) O EIA pode ser sigiloso para evitar especulação imobiliária? Resposta: Ainda que a especulação imobiliária não seja uma consequência esperada pela realização de alguma obra ou empreendimento. Remete a uma norma administrativa em branco o art. 225. através de audiências públicas com a comunidade que será afetada pela instalação do projeto. por disposição constitucional (Art. bem como em face da independência da responsabilização nas esferas civil. 225. através de decreto? A supressão somente mediante lei.‖ No caso. ainda que tenham sido criadas mediante decreto do poder executivo. 5) Pode o poder público extinguir APA’s. segue o princípio da simetria. Resposta: Via de regra. até o limite da herança. As penalidades administrativas são transmissíveis aos sucessores. 6) Art. por exemplo. no direito brasileiro. é possível ser feita uma autuação com sabe no referido dispositivo. O EIA deve permitir a participação pública na aprovação de um processo de licenciamento ambiental que contenha este tipo de estudo. é extinto pela mesma modalidade de ato administrativo que o criou. no que se refere às de natureza patrimonial. 70. Considera-se inválida esta penalidade administrativa em decorrência do princípio da legalidade estrita quando uma autoridade administrativa autua um empreendimento com base no art. 70. só podem ser extintas por lei. gozo. embora de natureza penal.

é do autor. engenheiro florestal. atestando a viabilidade ambiental e estabelecendo os requisitos básicos e condicionantes a serem atendidos nas próximas fases de sua implementação. 8) No EIA. as quais encontram-se previstas na Resolução n. Tendo em vista que uma análise completa normalmente requer a presença desses profissionais. é comum a sua presença na equipe. pois as condições exigidas no licenciamento devem ser mantidas não só na instalação. 9) No processo administrativo ambiental há a inversão do ônus da prova? Resposta: Em processos judiciais. para confecção de um estudo detalhado sobre a obra ou atividade.: é possível a elaboração de um EIA por um conjunto de geografo. que se mostrarem adequadas no caso concreto. a o titular do empreendimento é que tem o ônus de provar que 343 . etc. biólogo. após a verificação do efetivo cumprimento do que consta das licenças anteriores. programas e projetos aprovados. poderão ser exigidas novas condições. Ex.concedida na fase preliminar do planejamento do empreendimento ou atividade aprovando sua localização e concepção.7) No direito ambiental o licenciamento gera direito adquirido? Quais são as espécies de licenciamento ambiental? Resposta: Não há direito adquirido. sob pena de revogação do ato. não é requisito necessário a elaboração conjunta com um agrônomo. Licença de Instalação (LI) autoriza a instalação do empreendimento ou atividade de acordo com as especificações constantes dos planos. ou seja. da qual constituem motivo determinante. o ônus da prova sobre fatos constitutivos do direito. São três as espécies de licenciamento ambiental. incluindo as medidas de controle ambiental e demais condicionantes. mas durante todo o funcionamento do empreendimento. Licença Prévia (LP) .º 237/97 do CONAMA. via de regra. daí decorre a inversão do ônus da prova em matéria de comprovação do dano ambiental. com as medidas de controle ambiental e condicionantes determinados para a operação. entretanto. Licença de Operação (LO) .autoriza a operação da atividade ou empreendimento. é preciso obrigatoriamente um engenheiro agrônomo? Tem que ser feito o estudo por uma equipe multidisciplinar? Resposta: A elaboração do EIA deve ficar a cargo de uma equipe multidisciplinar formada por técnicos nos diversos setores necessários para uma completa análise dos impactos ambientais positivos e negativos do projeto. Ademais após o fim da validade da licença.

por exemplo.não houve dano.2. Tratando-se de processo na qual se busca reparação por dano ambiental.1. segundo o qual é garantida a necessária tutela estatal aos conflitos ocorrentes na vida em sociedade. a publicidade requerida pela natureza dos bens jurídicos envolvidos deve vir em primeiro lugar. não havendo que se falar em inversão do ônus da prova neste caso. para não causar especulação imobiliária? Resposta: Ainda que a especulação imobiliária não seja uma consequência esperada pela realização de alguma obra ou empreendimento. 11) O ato da administração de dispensa do licenciamento ambiental pode ser controlado pelo Poder Judiciário? Resposta: Sim. a titularidade coletiva dos bens ambientais exigem a publicidade dos atos que impliquem na potencial degradação. que inicia o processo e a quem cabe comprovar as informações trazidas no pedido de licença. tal qual a dispensa do licenciamento ambiental. normalmente. o ato pode ser objeto de apreciação pelo juiz. De outro lado. a inversão ocorrerá. o ônus.10. que deve considerar os valores constitucionais de proteção ao meio ambiente. O EIA deve permitir a participação pública na aprovação de um processo de licenciamento ambiental que contenha este tipo de estudo. Apesar de envolver um juízo discricionário (técnico e valorativo). apesar de se tratar de decisão discricionária. através de audiências públicas com a comunidade que será afetada pela instalação do projeto. naturalmente. o primeiro passo para a concretização do dano ambiental. e pelos mesmos motivos. 10) Qual o pressuposto para o EIA? O EIA é sigiloso. Questões do TRF2 1) Para que haja a concessão de uma licença ambiental é preciso estudo de impacto ambiental necessariamente? Caso fosse instado a determinar a suspensão de licença ambiental pela ausência do estudo preliminar/anterior. essa decisão pode ser controlada através da ação civil pública. deferiria? Resposta: 344 . visto que a derrogação indevida desse instrumento significa. também deve ser levado em conta o princípio da inafastabilidade do controle jurisdicional. além dos aspectos legais. ou pode ser sigiloso. Já se ocorrer em um processo de licenciamento. referentes à parte vinculada do ato administrativo. essa inversão pode se dar ou não. já recai sobre o empreendimento licenciante. Já em processos administrativos ambientais. 5. tal como nos processos judiciais.

essa pode ser embargada? Resposta: Sim. devendo o órgão público licenciador analisar o relatório observando as condições de empreendimento. da sociedade. Assim. analise. conforme delineado. à informações do EIA. bem como estudo das prováveis consequências ambientais que podem ser causados pela obra. conclui-se que o RIMA só poderá ser dispensado quando o EIA o for também. entendendo o judiciário pela sua necessidade. analisando o Impacto Ambiental. é possível o embargo da obra pela própria Administração. bibliografia (textos). 2) Qual a diferença entre Estudo de Impacto Ambiental e Relatório de Impacto ao Meio Ambiente? Resposta: O EIA é responsável por dizer a respeito da coleta de material. que deverá lavrar auto de infração. 4) Como o juiz. bem como estudo das prováveis consequências ambientais que podem ser causados 345 . bibliografia (textos). não havendo o RIMA para a obra. em face da patente ilegalidade verificada. sem prévio EIA. pois. Este estudo tem por finalidade analisar os impactos causados pela obra. As atividades de baixo risco podem ter sua licença através de outros meios. nem sempre é necessária sua realização. propondo condições para sua implantação e qual o procedimento que deverá ser adotado para sua construção. Este relatório é responsável pelos levantamentos e conclusões. ou ainda pelo Judiciário. apenas para as atividades potencialmente causadoras de significativa degradação ambiental. Resposta: O EIA é responsável por dizer a respeito da coleta de material. A questão referente à suspensão da licença. 5) Diferença de EIA e RIMA. ou ainda que não exigido pela administração. como o plano de controle ambiental. sendo prevista a exigência do EIA/RIMA para a licença. analise. impõe uma análise casuística. plano de manejo e plano de recuperação de área degradada. Trata-se de documento trás de maneira sucinta e acessível a conclusões obtidas no EIA. O RIMA tem como fim proporcionar o acesso do público em geral. restaria patente a ilegalidade da dispensa. 3) O RIMA pode ser dispensado? Resposta: O RIMA é documento que sempre deve acompanhar o EIA.Nem toda licença exige o EIA. função que não pode ser suprimida. Caso fosse impositiva a elaboração do EIA. mais simples que o EIA. de natureza mais técnica. Já o RIMA é um relatório conclusivo que traduz os termos técnicos para esclarecimento.

afetem desfavoravelmente a biota. que prejudiquem saúde. afetem as condições estéticas ou sanitárias do meio ambiente. criem condições adversas às atividades sociais e econômicas. afetem desfavoravelmente a biota. Este relatório é responsável pelos levantamentos e conclusões. lacem matérias ou energia em desacordo com os padrões ambientais estabelecidos. a segurança e o bem estar da população. propondo condições para sua implantação e qual o procedimento que deverá ser adotado para sua construção. 6) Diferença entre degradação e poluição ambiental.938/81 (Política Nacional do Meio Ambiente). Pode exigir-los para o meio ambiente artificial? Resposta: 9) Pode o ambiente artificial ser objeto de poluição? Resposta: 10) É positivado o conceito de poluição? Resposta: 346 . Este estudo tem por finalidade analisar os impactos causados pela obra. Já o RIMA é um relatório conclusivo que traduz os termos técnicos para esclarecimento. 8) EIA e RIMA. A poluição agrega ao conceito de degradação o fato de ser resultante de atividades humanas. Já a poluição é a degradação da qualidade ambiental resultantes de atividades que ou indiretamente: prejudiquem saúde. a segurança e o bem estar da população. criem condições adversas às atividades sociais e econômicas. 7) Há relação de gênero e espécie? Resposta: Sim. Degradação é a alteração adversa das características do meio ambiente. lacem matérias ou energia em desacordo com os padrões ambientais estabelecidos. analisando o Impacto Ambiental. afetem as condições estéticas ou sanitárias do meio ambiente. a poluição é uma espécie qualificada da degradação.pela obra. notadamente. devendo o órgão público licenciador analisar o relatório observando as condições de empreendimento. Resposta: Esta diferenciação pode ser obtida dos conceitos trazidos pela Lei nº 6.

Plataforma Continental.3.1. Alto Mar 5.11).1.10.1. Questões do TRF3 5.11. Direito Internacional Público e Privado 5.10. Questões do TRF5 5. Existe também uma lei brasileira de 1993 que fala sobre os limites territoriais? Resposta: 2) Qual a relação que o senhor faz a esta zona econômica e a plataforma continental? Resposta: 3) O que é direito de passagem inocente? Convenção de Montego Bay.10.1.11.5.11. Questões do TRF4 5. Mar Territorial E Zona Contígua. Resposta: 5. existe restrições em alto mar a esta liberdade? Estes limites seria uma forma de impor esta liberdade desde que para fins pacíficos? Limite é que você pode usar e transitar pacificamente? Resposta: 347 .1. Questões do TRF1 1) O que o senhor entende como zona econômica exclusiva? E que tratado discorre sobre? Convenção de Montego Bay. Zona Econômica. E nos estreitos e águas interiores com relação ao direito de passagem inocente? Resposta: 4) Princípio da Liberdade em auto mar.4.1.Diferença entre degradação e poluição.

12.4.12. regra de trato social e regra jurídica? Resposta: 5.5. Sociologia do Direito 5.11.1.4. Questões do TRF2 5.1.12.12.1.1.5. verdade e conhecimento são sinônimos? Resposta: 2) Qual a diferença entre a regra moral.12. Questões do TRF2 5.5. Questões do TRF1 1) Realidade.1.11.11. Questões do TRF5 5.2.12.3.1.11.12.1.1. Questões do TRF4 5.1.1.1. Questões do TRF3 5. Questões do TRF4 5. Questões do TRF5 348 .3.2. O Fato Jurídico Como Espécie Do Gênero Fato Social 5. Questões do TRF3 5.

1.5.5.13. por via reflexa. Psicologia e Teoria Geral .13.1.1. Questões do TRF2 1) Pode-se dizer que direito político é uma modalidade de direito humano? O exercício da cidadania ativa e passiva é forma de direito humano? Os direitos políticos podem ser objeto de alguma restrição ou limitação? E.1.13.Qual a razão desta introdução no concurso para a magistratura? Resposta: 5. Sociologia. Questões do TRF3 5. estar-se-ia afetando os direitos humanos ou eles são intangíveis? Se recorda de alguma restrição ou limitação no que concerne aos direitos políticos? A interdição de uma pessoa natural pode afetar.3.13.1.13. A Justiça Como Valor Jurídico Político 5.13. Filosofia do Direito 5.1. Questões do TRF4 5. Questões do TRF5 349 .13.1.4. restringir ou limitar os direitos políticos? Resposta: 2) Por que uma pessoa penalmente condenada com transito em julgado tem seus direitos políticos restringidos por determinado período? O que justificaria esta limitação? O que o legislador Constituição teoricamente ponderou? Resposta: 5.2. Questões do TRF1 1) O que é justiça? Resposta: 2) Filosofia.

Questões do TRF2 1) Na contraposição entre a defesa do meio ambiente .1.dentro de um caso concreto: uma região necessita de uma grande obra. 16.1. Princípios E Métodos De Interpretação Da Constituição 6.e o desenvolvimento . da CF. Ponto 06 6. Direito Constitucional 6. ou causando-lhe algum dano.1. É direito e dever de quem? Resposta: 350 . Resposta: 2) Princípios constitucionais sobre ensino.que está inscrito como sendo uma garantia de bem estar como uma das preocupações do Estado brasileiro .1.que é também um dos tópicos dos objetivos do Estado brasileiro .1. Nesta situação.2. encerra um princípio ou uma regra? E a partir desta premissa se admite a LC 135 como instrumento normativo válido? Resposta: 6.6. Questões do TRF1 1) Qual a importância dos princípios no neopositivismo? Pode se resolver um caso concreto no âmbito do direito público à luz da aplicação dos princípios submetido ao Poder Judiciário? Resposta: 2) Qual seria a distinção entre princípios e regras constitucionais? Resposta: 3) Eu posso ter conflito de regras dentro da CF e não ter com princípios? Resposta: 4) Art.1. opine como magistrado o que deve prevalecer.1. mas que irá alterar o meio ambiente.1.

um debate dentro da Câmara. Questões do TRF3 1) Quais espécies de interpretação conforme são cabíveis? Resposta: 6. Questões do TRF4 351 .1. Saberia explicar porque então prevaleceu este trecho e se seria adequado. majoritária ou não.3) É possível a censura prévia e a posterior? Resposta: 4) Direito de reposta e direito à indenização por danos à imagem.1.4. da sociedade que teria uma crença religiosa. dentro do propósito da Constituição de exercer a cidadania daqueles que não creem ou creem de uma forma diversa de religiosidade desta que seria encarnada por um deus? Resposta: 6. pois se estaria vinculando a Constituição a uma parcela. onde têm fundamento legal? Resposta: 5) Qual a sua ideia de Constituição e como deve ser interpretada? Resposta: 6) A CF é adequada ao nosso tempo? Resposta: 7) Um dos episódios marcantes durante a Assembléia Nacional Constituinte: a expressão no preâmbulo “promulgamos sobre a proteção de Deus a seguinte Constituição da República” gerou uma discussão.1.3.1.

Questões do TRF1 1) O que ocorre se vier a ser revogado a lei que fixa um determinado lançamento? Resposta: 2) Qual o regime jurídico da lei meramente interpretativa no direito tributário? Qual a polêmica que veio a lume com a LC 118 sobre este diapasão? Qual a solução do que o STJ deu para esta polêmica? Resposta: 3) O CTN preconiza a interpretação literal.1.1. Questões do TRF5 1) Discorra sobre hermenêutica constitucional.1.1. fazendo uma comparação com a hermenêutica jurídica.2. Direito Tributário 6.2.5.Interpretação E Integração Da Legislação Tributária No Código Tributário Nacional 6. Legislação Tributária: Vigência No Tempo E No Espaço – Aplicação Hermenêutica Tributária – Lei Interpretativa .6. se é que há diferença? Resposta: 4) Como se interpreta a regra de imunidade tributária.2. Distinga a interpretação das leis da interpretação das normas constitucionais.1. Resposta: 6. ela é restritiva ou estrita. qual a ferramenta mais adequada? Se dar uma interpretação restrita ou estrita? Resposta: 5) O emprego da equidade pode resultar na dispensa de um tributo? Resposta: 352 .

em terceiro.6) Desde a obra de Baleeiro dentro outros. neste caso para quais institutos se aplica esta técnica hermenêutica? No campo do direito tributário punitivo? Resposta: 12) Qual seria. o regime jurídico da lei tributária meramente interpretativa? Resposta: 353 . e os princípios tributários vem em sequência da lei. porque o direito privado detém certo privilégio em relação ao direito público? Resposta: 10) Porque as isenções merecem interpretação literal? Qual a essência da isenção? Resposta: 11) O que se entende por interpretação benigna no direito tributário. qual seria a consequência disto no neopositivismo? Eles estariam abaixo da lei tributária em sentido estrito? Os princípios estão em terceiro lugar na legislação tributária? Resposta: 9) Quais os limites do domínio de direito privado em relação ao direito tributário. o senhor saberia me dizer o que seria isso? Quanto à hermenêutica tributária? O que significa interpretação econômica do direito tributário? Resposta: 7) Me dê exemplo de interpretação legítima pró-fisco e interpretação legítima prócontribuinte? Resposta: 8) Há uma hierarquia em matéria de interpretação. quando se usa. em termos técnicos. há a noção do princípio da interpretação econômico no direito tributário.

13) O senhor crê que o dispositivo do CTN no que remetente a retrooperância do texto normativo tributário seria inconstitucional? Resposta: 14) Cogita-se no Brasil da chamada interpretação econômica no direito tributário? Não seria a negação do direito. a geração de certa insegurança jurídica? Resposta: 15) O senhor poderia distinguir interpretação ampliativa e integração por equidade? E a analogia? Resposta: 16) Como se interpreta uma regra de imunidade no Direito Tributário? Resposta: 17) Quais os instrumentos de integração na ordem tributária? Resposta: 18) No Direito Tributário a proporcionalidade é um princípio ou um método de interpretação do outro princípio da capacidade tributária? Resposta: 19) Norma legal que altera prazo de recolhimento de tributo se sujeita ao princípio da anterioridade? Resposta: 354 .

Questões do TRF2 1) Conceito de vigência da lei tributária. distinguindo vigência formal e vigência material.6. poderá cobrar o tributo? Resposta: 355 .1. média e mínima? Resposta: 7) Quando se considera definitivamente julgado no âmbito administrativo? Pode ser cogitada a coisa julgada administrativa no âmbito tributário? Resposta: 8) Passados mais de 5 anos.2. média e mínima) Resposta: 5) A lei tributária que não majore nem institua tributos também devem observar essas limitações? Qual o prazo de vigência dessas leis? Poderá ter vigência extraterritorial? Qual o pressuposto para isso acontecer? Resposta: 6) O direito tributário trabalha com a retroatividade? Também se aplica a retroatividade máxima. Qual seria? (anterioridade máxima.2. Resposta: 2) Entra nesse conceito a figura da eficácia? Resposta: 3) Há alguma peculiaridade em relação às leis tributárias no que tange à eficácia? Resposta: 4) O somatório da anterioridade com a anterioridade nonagesimal levou a uma classificação. se a Administração reconhecer erro.

“b” ou “c” da CRFB/1988? Resposta: 12) Aplica-se a figura do novatio legis in mellius no direito tributário? Resposta: 13) Tem algum limite de retroação? Resposta: 14) Pode falar em abolitio criminis em direito tributário? Ele se refere à penalidade ou à própria infração? Teria algum limite? Seria infração formal ou material? Qual a diferença entre elas? Resposta: 15) A Lei tributária tem aplicação imediata? Qual a distinção entre anterioridade máxima.9) É possível o direito tributário ter um conceito próprio de locação ou deve observar o Código Civil? Como se trabalharia com as figuras dos arts. 1º da LICC? Resposta: 11) Revogação de isenção. média e mínima? Resposta: 16) A doutrina apresenta algum equívoco quanto ao IPI por ele ter que observar a noventena e não a anterioridade? 356 . 109 e 110 do CTN? Qual seria o destino desses artigos? Poderia haver uma locação de bens móveis incidindo ISS? Resposta: 10) A norma tributária é avessa ao art. aplica o art. 1º da LICC ou o art. 150. III.

Resposta: 17) No fato gerador presumido. a legislação tributária tem aplicação imediata? No âmbito de qual instituto? Resposta: 18) Fale sobre os problemas de compatibilidade entre Tratados internacionais tributários e leis tributárias. Resposta: 19) Lei complementar tributária e norma complementar tributária. qual a diferença? Resposta: 24) Pode aplicar a novatio melius? Qual o marco para sua aplicação? Resposta: 357 . Está contido ou não está expresso no CTN? Resposta: 21) Qual a peculiaridade da eficácia no campo tributário? Resposta: 22) Caso de exclusão de crédito tributário como se interpreta? (Melhor seria restritivamente). Por quê? Resposta: 23) Restritiva X literal. há diferença? Resposta: 20) Lei complementar.

Existe um núcleo pacífico de serviços públicos? Resposta: 4) Cabe arbitragem em matéria de concessão de serviço público? Resposta: 5) A gratuidade é um princípio do serviço público? Resposta: 358 .4.2.2. capitaneada por Duguit e Geze? Resposta: 3) Sobre o conceito de serviços públicos há dissensos doutrinários.3.1.3. Questões do TRF5 6.3. Direito Administrativo 6.3.2.1. Questões do TRF4 6. Questões do TRF3 6. qual a relevância da escola e Bordeaux (escola do serviço público) no trato do tema. Serviços Públicos E Atividades Econômicas Do Estado 6.1.6.5.1.1.1. Questões do TRF1 1) As empresas públicas podem gozar de privilégios fiscais? Resposta: 2) Sobre serviços públicos.

quais os requisitos? Resposta: 10) Conceitue encampação.6) Dentre as novas formas de concessão de serviço público. o arrendamento e a franquia. o senhor saberia me distinguir estas duas? Resposta: 12) Considerando a essencialidade dos serviços público. dê um exemplo destes dois? Portos organizados. nova figura elencada pela doutrina. por exemplo? Agência dos Correios seria um exemplo de franquia? Resposta: 7) Como se trata juridicamente a greve na questão do serviço público essencial? Resposta: 8) Como as empresas públicas realizam a contratação de pessoal? Resposta: 9) Como se formaliza uma concessão de serviços públicos. existem duas novas modalidades. como os tribunais interpretam hoje o direito de greve nos serviço públicos? Resposta: 13) Como se remunera uma concessionária de serviço público? Resposta: 359 . Resposta: 11) Dentre estas novas figuras relacionadas à concessão de serviço público. há destaque para o arrendamento e franquia de serviços públicos.

360 .3.2. e não de um direito? Resposta: 16) O que é uma concessão de obra pública que é estudado dentro do serviço público? Resposta: 17) Como se dar a intervenção na concessão de um serviço público? Resposta: 18) O que seria a caducidade? E o que a diferenciaria da encampação? O Poder Público pode assumir as obras e serviços também? Resposta: 19) Consequência básica de não pagamento de serviço público essencial? Resposta: 20) Qual a distinção básica entre a concessão e permissão do bem público? Resposta: 6.1.14) Como se denomina a espécie concessionária quando integralmente remunerada pelo Poder Público? Resposta: 15) Arrole um dever de usuário do serviço público. Questões do TRF2 1) Diferença da natureza jurídica das concessões e permissões.

Resposta: 361 .3. Questões do TRF3 6.Resposta: 2) Qual a diferença entre concessão e permissão de serviço público? Existindo diferenças. Resposta: 6.5. discorra.3. permissão de serviço público e permissão condicionada.1.3. ela é em relação à natureza jurídica ou seus efeitos jurídicos? Resposta: 3) Quais são os valores que permeiam o controle da concentração da atividade econômica? Resposta: 4) O que é encampação? O concessionário pode pleitear indenização? Resposta: 5) Arrendamento é uma forma de permissão de serviço público? Resposta: 6) Relação de consumo e serviços públicos. Questões do TRF5 01) Serviço público.1.1.3. discorra. Questões do TRF4 6.4.

havendo dúvida sobre a materialidade. como se denomina? A autoridade policial pode emitir juízo de valor no IP? Ele só pode instaurar um IP havendo noticio de fato definido como crime. Inatividade No Processo Penal. Garantias Do Investigado.1.4. caso contrário existira abuso. Atribuições Da Autoridade Policial.1.4.6. Direito Penal 6. Intervenção Do Ministério Público 6.4.1. como se chama estes juízo? Pode se decretar nulidade em IP? No caso de crime de ação penal privada o delegado pode instaurar de ofício o IP? Havendo dúvida sobre a materialidade pode se instaurar o IP? E para a pronúncia. Questões do TRF1 1) Qual a natureza jurídica do inquérito policial? É processo ou procedimento? Qual a finalidade do IP? O IP perquire o que? Que peça é elaborada para a formação do IP? A parte final do IP. então ele tem algum juízo. Inquérito Policial. como se denomina este juízo que a autoridade policial tem. ele pode ser pronunciado? Resposta: 2) O Inquérito pode ser dispensado? Resposta: 3) Há contraditório no IP? Resposta: 4) Os direitos fundamentais do acusado está protegido no IP? Resposta: 5) O MP pode investigar? Resposta: 6) O juiz pode condenar tão somente baseado pelo IP? Resposta: 362 .

ele está impedido de oferecer denúncia? Resposta: 9) Quando o MP pede o arquivamento do IP. ele traduz uma certeza da imputação? Resposta: 13) Qual a interpretação da nova dicção do art. tendo em vista uma interpretação conceitual.7) O MP pode requisita a instauração ou pode instaurar o IP? Resposta: 8) E o MP quando investiga. o juiz pode sopesar estes elementos com a prova judicializada? Resposta: 363 . Resposta: 12) E o IP ao ser concluído. e parte do IP. em que feito sem a presença do advogado e sem contraditório. está correta esta interpretação de exclusivamente. qual o procedimento do juiz? Resposta: 10) Quando o MP é inerte quanto ao prazo do oferecimento da denúncia é permitido ao ofendido a queixa substitutiva. em parte. 155 do CPP? Se o juiz decidir calcado na prova judicializada. mas e no caso do MP pedir o arquivamento do IP? Resposta: 11) Conceitue IP. mas que elucidativo. afastando uma parte da prova judicializada. tendo em vista o conceito de prova e a natureza do IP? O juiz pode sustentar a sua convicção em elementos do IP? Um depoimento prestado na polícia.

20 do CPP trata do sigilo: ainda é vigente ou não? Resposta: 364 . Questões do TRF2 1) O art.4.2.1. e ela subsiste depois da CF/88? Resposta: 17) Na fase inquisitorial. quais as garantias do investigado? Resposta: 18) A autoridade policial pode determinar o arquivamento do IP? Resposta: 19) Nos crimes de ação penal privada a noticia informal do crime é suficiente para instauração do IP? Resposta: 6.14) Qual o nome da peça em que o IP é concluído? No caso de ação penal privada é entregue a quem? Resposta: 15) Qual a diferença entre noticia crime e representação? A noticia crime pode ser anônima para a instauração do IP? Nos crimes de ação penal pública incondicionada? É o mesmo procedimento para ação penal pública condicionada e privada? Resposta: 16) Qual a outra condição de procedibilidade além da pública condicionada à representação.

4.4. ele pode negar esta certidão de inteiro teor em vista do sigilo? Resposta: 4) Qual o instrumento utilizado pelo delegado para negar a informação? Resposta: 5) Há diferença entre sigilo interno e externo? Por que razão se daria esse sigilo a outras autoridades? Resposta: 6) Investigação pode ser feita diretamente pelo Ministério Público? Resposta: 6.1.3. Questões do TRF5 365 . Questões do TRF3 1) É possível interceptação telefônica diante da L.2) Há diferença entre sigilo interno e externo? Por que razão se daria esse sigilo a outras autoridades? Resposta: 3) É legítimo ao delegado emitir certidão.4.4.1.1. Questões do TRF4 6.5.8137? Em que momento se pode deferir a cautelar? Resposta: 6.

que é menor e após o nascimento desta. um deficiente que recebeu esta vantagem terminou tendo um filho.6. os seus herdeiros teriam algum direito de pagamento à diferença? E se a lei do LOAS não prevê esta situação. mas mesmo no campo há uma contagem diferente para trabalhador rural e para produtor rural. que solução o senhor daria se houvesse um pedido recusado pela previdência de pagamento de pensão à esta criança? Resposta: 3) Esse benefício não pode ser objeto de pensão ainda que por menor impúbere. qual o diploma legal que vai regular o reconhecimento deste direito? Resposta: 4) No que diz respeito a tempo de serviço rural. Direito Previdenciário 6. Questões do TRF1 1) A CF/88 garante a concessão de um benefício assistencial.1.Lei N. e que este é anterior à morte do beneficiário.5.1.5. este implementando o seu tempo de contribuição ele aposenta com que idade mínima? Resposta: 5) A quem pode ser concedido o benefício assistencial na LOAS? Resposta: 366 . o pai falece. há uma distinção com tempo de serviço urbano. Tempo De Serviço . a quem pode ser concedido? Basta ser portador de deficiência para ser portador deste benefício? Este tipo de benefício é de prestação continuada.1.742/1993 (Loas): Aspectos Previdenciários E Sociais 6. mas digamos que nós tivéssemos uma situação de morte e após a morte se apurasse que houve uma correção no benefício que é de um salário mínimo.5. 8. pode abono anual? Décimo terceiro? Resposta: 2) Esse benefício pode ser transferido? Como juiz.

preenchido os requisitos de pobreza. quem seria este comercialista? 367 .5. Questões do TRF1 1) Com relação à pessoa jurídica. Questões do TRF4 6. O CC adota qual? Fala sobre a existência legal das pessoas jurídicas. Questões do TRF3 6. Direito Civil 6. Obrigação Natural 6.1.6) Um portador do vírus HIV.6.3.5.5.1. que mesmo não tenham deficiência física.4.6. teria direito ao amparo social (LOAS)? Ele se enquadra aos assemelhados.2.1.1.1. Questões do TRF2 6. Resposta: 2) Atribui-se ao Direito Alemão o início do instituto da desconsideração da personalidade. Pessoas Jurídicas. Questões do TRF5 6.5.1. Vossa Excelência se recordaria? Resposta: 3) No Brasil atribui-se a um grande comercialista numa grande conferência feita em 1960. também estejam nas mesmas condições? Resposta: 7) O amparo social (LOAS) é um benefício transferível? E se o beneficiário falece antes de receber três parcelas que já estão depositadas no banco? Resposta: 6.6. fale sobre a Teoria Jurídica ou Institucionalista.5.1.

Este jogo. ou cumprir outra obrigação juridicamente inexigível? Leia o art. Qual a posição da doutrina sobre este parágrafo. Faça uma explanação sobre estas duas afirmações. “ele diz que é dever extrajurídico” (seria uma pergunta?) e “a lei ignora as obrigações naturais até o momento em que a prestação é cumprida”. Este artigo tem uma palavra a menos... Qual a interpretação que o senhor faria entre a dívida prescrita e a obrigação judicialmente inexigível? Existiriam outras dívidas que seriam enquadradas como obrigação judicialmente inexigível? A doutrina diz que este artigo deveria ser entendido. 814 do CC/2002. é um rol taxativo ou exemplificativo? Resposta: 9) O que se exige para uma pessoa jurídica estrangeira se estabelecer no Brasil? Resposta: 10) No caso de desconsideração da personalidade jurídica. que jogo é esse? Resposta: 7) O que é uma fundação? 8) Este artigo 62. § único. 882 CC/2002. Resposta: 6) Leia o art. há a dissolução da sociedade? Resposta: 368 .Resposta: 4) Rubens Requião defendia que a desconsideração poderia ser autorizada? Resposta: 5) Fernando Noronha é uma autoridade em matéria de obrigação natural. leia.

2. nesse caso. pessoa jurídica se divide dentre outros em corporação. Resposta: 6) Porque se fala que a obrigação natural tem uma proteção negativa? Resposta: 7) Incorporação de pessoa jurídica e uma delas tem área enfitêutica à União. tem necessidade de laudêmio? Resposta: 6. Questões do TRF3 369 .6.6.3.1. Questões do TRF2 1) Quais são as pessoas de Direito Privado? Recentemente houve alguma mudança? Resposta: 2) Conceitue Fundação.6. o que é uma corporação? Esta se opõe a que ideia? Resposta: 4) O que seria uma sociedade nacional? E a estrangeira para o CC? Resposta: 5) O que seria a Universitas Bonorum? E a Universitas Personarum? Exemplifique.1. Tem sócio? E associado? Se admite a desconsideração da pessoa jurídica nas associações? Resposta: 3) Quanto à estrutura interna.

mas a doutrina critica esse conceito. Arrendamento Mercantil 6. Questões do TRF4 6.6.1.4. Questões do TRF5 01) Como se classificam as pessoas jurídicas de direito privado e como elas se classificam? Resposta: 02) A associação pode ter fim econômico? Resposta: 03) Os partidos e as entidades religiosas poderiam ser classificadas como associações? Resposta: 04) Atualmente.7.6. Direito Empresarial 6. tivemos alguma alteração no rol das pessoas jurídica? Resposta: 05) Quais os limites a teoria da desconsideração da pessoa jurídica (teoria da penetração) na relação civil? Resposta: 06) O STF registrou que no CC as hipóteses de desconsideração seriam classificados em objetiva (confusão patrimonial) e subjetiva (desvio de finalidade). Questões do TRF1 1) Fale sobre o leasing para compra de automóvel e a posição do STJ Resposta: 370 .7. Resposta: 6.1.6.5. Comente.7.1.1.1.

Inspeção Judicial.7. Teoria Geral Da Prova. Vamos supor que um servidor foi punido com base numa prova emprestada.8. Depoimento Pessoal. é considerada uma prova ilícita.1.6. Provas Ilícitas. Questões do TRF3 6. e se essa prova do direito penal. Prova De Fato Negativo. Prova Testemunhal. anos depois.1.1.5. isso acontece muito em matéria de reparação em dano material. Hierarquia. ela é aplicada ao processo civil? O senhor não admitiria uma ação rescisória no juízo cível? Resposta: 3) A inversão do ônus da prova em matéria do direito ambiental o que o senhor acha? Resposta: 371 . Fontes E Meios. Resposta: 2) No processo civil eu posso utilizar a prova emprestada.8. Prova Documental. Classificação Da Prova.2. esta teoria dos frutos da arvore envenenada.1.8.7.7. 332 e 131 do CPC? Relacione-a com relação às provas imorais e ilegítimas.1.7. Procedimento Ordinário – Fase Instrutória. interceptação telefônica.1. Questões do TRF2 6. Questões do TRF1 1) Em que consiste a prova tarifada de acordo com os arts. Interrogatório Das Partes. Audiência De Instrução E Julgamento 6.1. Direito Processual Civil 6. Questões do TRF5 6.4. O Ônus Da Prova.3. Objeto Da Prova. Questões do TRF4 6. O Juiz E A Produção Da Prova. Prova Pericial.

Resposta: 9) A legislação atual revela poder o magistrado deixar de julgar por ausência de prova? O senhor não acredita que pode haver preclusão para as partes em matéria de prova. quais as teorias que existem em matéria de prova? Resposta: 8) No ordenamento jurídico prático qual das teorias foi escolhida para figurar no direito brasileiro? Persuasão Racional. ai não estaria vinculado? Resposta: 7) Qual a teoria que prevalece em matéria de prova. que tipo de impugnação é essa? Resposta: 6) Esta audiência de instrução e julgamento provoca a vinculação do magistrado? E se a instrução foi realizada por três magistrados? O CPC fala no que conclui a instrução. posso realizá-lo no final da instrução.4) O senhor poderia me dizer no que tange ao ônus da prova o que prevalece no direito brasileiro em relação ao dever de provar? Resposta: 5) E as impugnação existente no âmbito da audiência de instrução e julgamento. os incidentes gerados provocam a possibilidade de impugnação recursal. E a convicção íntima? No júri. ou depois de realizado esta eu posso marcar nova audiência para colher depoimento em novo interrogatório? Resposta: 372 . em que se protesta por todos os meios de prova e mesmo passada a instrução probatória as partes se quedaram silentes? Resposta: 10) Em relação ao interrogatório.

chega à administração pública como notícia crime e este servidor é demitido em razão de processo administrativo disciplinar. Num outro momento aquela prova na ação penal foi rechaçada pela sua ilegitimidade. Resposta: 15) É possível prova emprestada no processo civil? Resposta: 16) Suponhamos que um servidor tenha sido punido por interceptação telefônica (prova) sem autorização judicial. Neste caso. me dê exemplo de prova pré-constituída? Resposta: 14) Discorra a respeito da prova emprestada no processo administrativo. eu posso inverter o ônus da prova? Resposta: 373 . Neste caso. como ficaria eventualmente na seara cível a possibilidade de que o servidor possa se valer da nulidade da prova na ação penal para que possa ser reintegrado nos quadros da administração pública? Resposta: 17) Em relação ao consumidor.11) Pode ser realizada a inversão do ônus da prova no momento sentencial? Resposta: 12) E a natureza jurídica do direito probatório? Seria um direito material ou processual apenas? Resposta: 13) Quanto à preparação temos a prova causal e a pré-constituída.

pode haver um convencimento íntimo do juiz. despacho saneador. se acaba com os conflitos? A transação além de resolver problemas de prateleiras seria o melhor método? Pois no caso de instrução. e sem este início. como ficaria isso? Resposta: 23) A atuação como juiz. a súmula daquela corte a respeito do início da prova material para a concessão do benefício? Resposta: 374 . no que concerne à prova. resolvendo os conflitos que são postos. a senhora concordaria com a livre convicção íntima? O STJ tem uma súmula que em matéria de trabalhador rural tem que haver um início de prova material. esta pode se dá o direito ao silêncio? Resposta: 20) E um advogado depondo como testemunha e plane(?) o sigilo profissional? Resposta: 21) Qual a teoria em matéria de provas que o CPC adotou? Resposta: 22) Existe prova tarifada no nosso ordenamento jurídico ainda? Em direito previdenciário. neste caso qual a teoria que prevalece no CPC a respeito da análise das provas pelo juiz? Teoria do livre convencimento motivado? No caso do direito previdenciário. pois. afastando. no momento da produção de provas.18) Posso fazer a inversão no momento da prolação da sentença? Resposta: 19) Na prova testemunhal. o senhor como juiz interromperia a produção de provas e autorizaria a transação? Resposta: 24) Na fase instrutória o magistrado tem que tentar fazer conciliação. se as partes resolvessem transacionar. como fica a convicção íntima do magistrado.

333 do CPC.25) Pode se recusar laudo pericial por entender que este laudo é equivocado e substituí-lo? Resposta: 26) Pode-se adotar a manifestação do assistente técnico de alguma das partes? Resposta: 27) Cite dois exemplos de inversão do ônus de prova..1. Questões do TRF3 1) A prova pericial é imprescindível em processo de SFH? Resposta: 2) Quem responde pelos honorários do perito nos processos de SFH? Resposta: 6. (Regra do ônus da prova estático art. e na sentença verificou-se que era caso de inversão.4.8. Resposta: 375 .8. Questões do TRF4 1) Fale sobre princípio da identidade física do juiz.1.8. Questões do TRF2 6.neste caso inverte-se o ônus da prova? Resposta: 6.3. Direito do consumidor) Resposta: 29) Nesta inversão..2. foi feita uma instrução probatória.1.

Resposta: 2) Estupro de vulnerável. comum. Direito Processual Penal 6. entretanto a representante teria aforado mediante queixa e a hipótese não era de exaurimento de prazo ministerial.1. e ai é sustentado também a hipótese da competência da JF para apreciar a questão e também da nulidade processual tendo em vista tratar-se de ACPC que deveria ser deflagrada pelo MP.1. Resposta: 02) Presunção hominis.1. Questões do TRF1 1) Diferencie as exceções das prejudicialidades.9.6. na defesa preliminar é sustentado que a moça tem idade de 25 anos e não de 16 anos conforme certidão.5.9.8. Questões do TRF5 01) Discorra como prescrição como meio de prova.1. é aceita? Resposta: 03) Quais as hipóteses que o juiz poderia julgar por equidade – distinção entre julgar com equidade e por equidade Resposta: 6.9. Questões E Processos Incidentes 6. como o senhor resolve esta questão? Resposta: 3) O que se entende por questões preliminares e questões prejudiciais? O incidente de insanidade mental é questão prejudicial ou preliminar? Resposta: 376 .

Resposta: 5) Quais as questões incidentais que podem ocorrer no processo penal? Este incidente de insanidade se confunde com a materialidade? Resposta: 6) A discussão da existência da elementar do crime que necessite ser constituída no cível. Art. 92 e art.9.1. 93 como se denomina esta questão prejudicial? Questão prejudicial heterogênea. fale um pouco deste incidente e o laudo conclusivo positivo? Resposta: 8) Dentro da dogmática penal brasileira. Art. Nessa situação. o magistrado federal criminal precisa instaurar incidente de insanidade quando essa prova é irrefutável? Não houve qualquer recurso.2. E quando é o próprio juiz quem resolve é a questão prejudicial homogênea (incidente de falsidade documental).4) Art. 93. nem qualquer questionamento na esfera estadual. Questões do TRF2 1) Digamos que a defesa alegue insanidade mental do acusado e traga aos autos prova de que ele acabou de ser interditado no juízo estadual e a prova pericial foi lá realizada. qual a teoria que agasalhamos quanto à insanidade mental? Em que consiste a teoria psicológica pura? E a teoria biológica pura? Os elementos normativos se configuram de que maneira? Resposta: 6. qual a consequência no processo penal? Resposta: 7) Se o acusado for durante o processo penal for considerado sem higidez mental. Resposta: 377 . 92 Como se denomina esta questão prejudicial? Questão prejudicial homogênea.

1. Responsabilidade Por Culpa Do Direito Tradicional.9. Questões do TRF5 6.1. Resposta: 2) E se o meu empreendimento for atingido por um terremoto. Questões do TRF4 6.1.122 CPP .1.10. Tutela Civil Do Meio Ambiente.No âmbito da justiça estadual a perda do bem é decretada a favor de qual ente? É correta ou não a perda a favor do Estado membro? Resposta: 6.3. eu sou responsável. A Responsabilidade Do Estado Por Dano Ambiental 6. Responsabilidade Ambiental. Questões do TRF1 1) Eu posso decretara desconsideração da pessoa jurídica em relação ao direito ambiental? Teoria Menor. O Sujeito Responsável E A Solidariedade Passiva No Dano Ambiental. poderá esta decisão (do HC) ser revista em Apelação? Resposta: 6. Responsabilidade Objetiva No Direito Ambiental. A Responsabilidade Civil Ambiental.5. se for uma empresa que envolva riscos radioativos? Resposta: 3) A pretensão reparatória de dano coletivo é imprescritível? Resposta: 378 . O Dano Ambiental.10.9.10.1. Questões do TRF3 1) O HC pode ser usado para pleitear redução da pena fixada em sentença? Se a redução for concedida no HC.1. Direito Ambiental 6.9.2) Art.4. Formas De Reparação Do Dano Ambiental.

e qual delas o ordenamento adotou? Resposta: 9) E se houver. eu tenho uma empresa que produza celulose.4) E se várias empresas reunidas são autoras de dano ecológico. adquirido por José. uma dela se imiscuindo. este imóvel rural está todo comprometido com pastagem. existe algum óbice em relação às demais? Responsabilidade solidária? Como apurar a responsabilidade ambiental em relação à reparação. um imóvel rural. em termos de nexo de causalidade? Resposta: 8) Qual a diferença entre a teoria do risco integral e a do risco criado. ainda teria responsabilidade esta empresa? Resposta: 10) Se um determinado imóvel no Estado do PI. haveria a possibilidade da responsabilidade em busca do adquirente do imóvel? Resposta: 379 . esta responsabilidade continua a ser objetiva? Resposta: 6) A responsabilidade ambiental civil é a mesma do direito administrativo? Resposta: 7) Qual a teoria que prevalece na responsabilidade ambiental. e vem um terremoto e cria um dano ambiental por causa dos resíduos. como magistrado o senhor aplicaria qual tipo de medida? Resposta: 5) A responsabilidade civil ambiental é apenas difusa? Na responsabilidade difusa a responsabilidade objetiva. e contra um particular.

e estabeleceu 19 requisitos. este instituto de tutela inibitória. com relação à ações possessórias dos fazendeiros que trabalham na terra. portanto pode-se afirmar que as consequências da reparação só serão por meio deste direito difuso. que tutela é essa? O que seria a Tutela Inibitória? Quais são os requisitos para a tutela inibitória? Resposta: 15) No caso o MP pode ajuizar ação perquirindo uma tutela inibitória pura. muitas destas situações. apenas a tutela? Resposta: 16) O meio ambiente é direito difuso. e se tivesse um desmatamento em que eu precisasse expedir uma tutela para impedir este empreendimento. ou pode haver reparação por infringência de outros direitos? Resposta: 17) Qual a natureza jurídica desta responsabilidade no âmbito do direito difuso e do direito individual em relação aos danos ambientais? 380 . o STF reconheceu que a demarcação deveria ser contínua. é compatível com a ACP? Numa ACP é possível numa tutela antecipada eu inibir um ato no âmbito ambiental? E se a outra parte alegar que não houve dano? Resposta: 13) Como se conciliaria a questão do desenvolvimento econômico e a proteção ao meio ambiente? Fale sobre o desenvolvimento econômico sustentável? Resposta: 14) Quanto à raposa serra do sol.11) A pretensão reparatória ambiental coletiva é prescritível? Resposta: 12) Explique o panorama e a influência da tutela inibitória ambiental na prevenção do ilícito ambiental? Numa ação.

já que a tutela antecipada merece uma evidência dos fatos? Resposta: 20) Na reparação ambiental qual a natureza jurídica desta reparação quanto ao dano ecológico? Resposta: 21) Se eu tenho uma empresa ao lado de um rio e em função de um fato. provocado? Resposta: 22) Vossa excelência ao examinar uma pretensão que venha à JF. já que a reparação pode ser por perdas e danos. o MP entra com ACP por dano em reserva indígena. um caso fortuito acontece um dano ecológico. se tem notícia no direito comparado a respeito deste fundo? Que notícias Vossa Excelência tem a respeito deste fundo? 381 . empresa de agrotóxico. dizendo que a atividade está causando dano ao meio ambiente e comprometendo a reserva. por exemplo. como o senhor agiria ao examinar a tutela antecipada tendo em vista os princípios de processo civil e de direito ambiental. neste caso seria risco integral criado. hoje se fala muito da criação de um fundo para a reparação de danos ecológicos. se é possível a reparação por perdas e danos. e pede tutela antecipada. e vem a contestação e nega isso. como ocorre esta reparação numa ACP reparatório de um dano ambiental? Resposta: 19) Como é possível a responsabilização via reparação de danos como uma das alternativas. qual sua postura diante de uma tutela cautelar ambiental? Ou se alegaria a ausência de periculum in mora por não haver prejuízo ainda e poder ser feita uma reparação econômica por perdas e danos? Resposta: 23) No Brasil. como juiz federal em Rondônia.Resposta: 18) Como ocorre a pretensão de responsabilidade civil.

e uma delas vem e diz que a responsabilidade é de apenas 1/5.00.000. que tipo de responsabilidade é essa? A doutrina defende que a responsabilidade é solidária? E o que acontece com relação à empresa que reparou in natura o dano.500. ela teria direito de regresso como? Resposta: 26) Quanto à reparação ambiental de caráter coletivo.00. acidente ecológico da Cia Vale do Rio Doce com relação a minérios. Dentro desta realidade.5 bilhões de reais no Brasil. a internet é o maior canal difusor deste crime. há prescrição? Resposta: 27) Produtos geneticamente modificados – há de se perquirir a responsabilização por culpa? Resposta: 28) Na 1ª região tem Bahia de São Marcos no Maranhão.Resposta: 24) Sobre a celebração de seguro para a reparação de danos ecológicos. o senhor poderia me dizer o que é biodiversidade. como Vossa Excelência ver isto? A prioridade é a reparação in natura? Resposta: 25) Se várias empresas em região de proteção ambiental provocam um dano ecológico e a ação proposta contra as empresas. 10% dos animais chegam a ser comercializados. o MP entrou com ação para reparação e tutela inibitória. a arara azul pode ser comercializada por até R$ 60. como seria a responsabilidade civil? Resposta: 29) O tráfico de animais silvestres movimenta 1. 90% morrem com o transporte. e em contestação a Vale alegou que era proprietária do minério mas não do navio. e o agente responde por 6 meses a 1 ano e pagamento de multa de até R$ 5. e o que a legislação Brasileira tem feito para conter a biopirataria? Resposta: 382 .

5. quais seriam estes tipos de reparação.10. Questões do TRF4 6. Direito Internacional Público e Privado 6. e este interpretou que era sim possível dar continuidade àquela medida de proteção ao meio ambiente.1.30) Em relação à flora. Questões do TRF5 6.10. o MP ingressou com ação para a reparação dos danos causados ao meio ambiente e o magistrado oficiante indeferiu a inicial com o argumento de que aquela reparação in natura não era mais possível.1. Questões do TRF2 6. chegou ao tribunal.4. Questões do TRF3 1) O passivo ambiental é obrigação propter rem? E no caso de desapropriação de bem imóvel em que há área degradada? Resposta: 6. de proteção à APAS. quais as medidas da legislação brasileira para a proteção da flora? Resposta: 31) A construção da segunda pista do aeroporto de Brasília teve muita repercussão na esfera do direito ambiental por atingir e ter um impacto ambiental muito grande. O Estado Como Sujeito De Direito Internacional Público (Deveres E Direitos Do Estado Na Ordem Internacional) 6. na medida em que haviam outras fases de reparação para a proteção à biodiversidade.1.2. por exemplo? Existe outro tipo de reparação para a proteção da biodiversidade? Resposta: 6.11. Questões do TRF1 383 .10.11.1.11.10.1.3.1.1. então.

5.1.11. Questões do TRF1 1) O que é estratificação social? Resposta: 2) O que é o estado como condição.1. Extratificação Social 6. o que é o algo social e o algo natural? Resposta: 384 . Questões do TRF3 6.11.2. qual o tipo de repressão que o Brasil pode sofrer? Resposta: 6.12. como atributo do indivíduo? Resposta: 3) Qual a teoria predominante em relação à natureza e a sociabilidade.11.1.3.6.11.1. Questões do TRF4 6. Questões do TRF5 1) É possível a concessão de isenção de impostos estaduais e federais pela União? Resposta: 2) Se o presidente descumprir uma convenção internacional.1.12. Sociologia do Direito 6.4.1. Questões do TRF2 6.1.12.

Questões do TRF2 6. Filosofia do Direito 6.6. A Moral e o Direito 6.2.12. Questões do TRF1 1) Qual a diferença entre a regra moral e a regra jurídica? Resposta: 2) Qual a diferença entre a coação e a coerção? Resposta: 3) O que é epistemologia? Resposta: 4) Qual a diferença entre regra moral.3.1. Questões do TRF5 6.12.12.1.13. regra de trato social e regra jurídica? Resposta: 5) Qual a diferença entre ética e moral? Resposta: 6) O que diferencia a ética de princípio da ética de resultado? 385 .4.1.1. Questões do TRF4 6.1. Questões do TRF3 6.1.13.1.13.5.12.

Questões do TRF4 1) Se um empregador quer despedir seu empregado por justa causa.1. Questões do TRF2 1) Modificação dos genes pelos homens em contraposição ao princípio da eticidade e da moralidade. devido a traição com sua esposa. Discorra.Resposta: 7) Onde se situa a eutanásia no plano moral? Resposta: 8) Existe o direito de morrer? Resposta: 9) O que é valor? Resposta: 10) Qual é o ser do valor? (Resposta: É valer!) Resposta: 6.1.2. durante o expediente ou após .3. Resposta: 6. Resposta: 386 . Questões do TRF3 6.13.13.4. pode ele fazer isso? Leve em conta o direito e a moral para responder.1.13.

portanto. Ponto 07 7. esta sempre sucumbiria perante aquela. Para ele a Constituição é mais fato social do que norma jurídica. qual deve ser adotado? Resposta: Lassale foi quem trouxe o conceito sociológico de Constituição. Questões do TRF1 1) Conceitue Constituição de acordo com os ensinamentos de Ferdinand Lassale e de Konrad Hesse. por ele denominada ―folha de papel‖. e uma Constituição escrita. Direito Constitucional 7. para Lassale convivem num país. A Constituição. possui uma força normativa capaz de modificar a realidade. tão somente. por ser norma jurídica. Tanto pode a Constituição escrita sucumbir. a Constituição escrita (―folha de papel‖).1. O texto da Constituição seria. modificando a sociedade. Nas palavras do Min. em caso de conflito entre a Constituição real (soma dos fatores reais de poder) e a Constituição escrita (―folha de papel‖).) esforça-se Hesse por demonstrar que o desfecho do embate entre os fatores reais de Poder 387 . Gilmar Mendes. Os grupos seriam as forças sociais que constituem o poder e a Constituição seria.. efetiva. p. duas Constituições: uma Constituição real. das forças dos diversos grupos dominantes que o integram num determinado período histórico. o documento escrito que expressaria o somatório dos fatores reais de poder dentro de uma sociedade.1. 10). pois obriga. paralelamente.1.13. Conceitos De Constituição DESSE PONTO EM DIANTE: RESPOSTAS ELABORADAS POR HERLEY DA LUZ BRASIL 7. isto é. traz uma conceito jurídico pós-moderno de Constituição (Teoria da Força Normativa da Constituição)..5.1. Questões do TRF5 7. Konrad Hesse.6. quanto prevalecer. o resultado da realidade social do país..1. em virtude da força dos fatores reais de poder que regem no país (Aulas de Direito Constitucional. Nem sempre cederia frente aos fatores reais de poder. Esta. Na sua visão. que corresponde à soma dos fatores reais de poder que regem nesse país.1.1. Segundo Vicente Paulo. O STF tem utilizado bastante esse princípio da força normativa da Constituição em suas decisões. 7ª Ed. só teria validade se correspondesse à Constituição real. na apresentação do Livro de Hesse por ele traduzido (A Força Normativa da Constituição): (. Assim. Hesse critica e rebate a concepção tratada por Lassalle. se tivesse suas raízes nos fatores reais de poder. obrigando as pessoas.

6ª edição. ou seja. P. LIVRARIA ALMEDINA. inseridas ou não num documento escrito. O conceito de Constituição em termos lato relaciona-se à classificação das constituições quanto ao conteúdo (material ou formal). DIREITO CONSTITUCIONAL.‖ (BULOS. porque. independente de sua natureza e conteúdo. evidenciando o regime político do Estado. ―A Constituição tem uma força própria!‖ (Konrad Hesse) 2) O que significa realizar a CF? Resposta: Realização constitucional: «Realizar a constituição» significa tornar juridicamente eficazes as normas constitucionais. Resposta: Ab initio. A Constituição não deve ser considerada a parte mais fraca. ―designa normas constitucionais escritas ou costumeiras.2. COIMBRA: 1993. Constituição formal é o conjunto de normas inseridas no texto constitucional. Constituição material é aquela que trata de matéria tipicamente ou essencialmente constitucional (estrutura do Estado.1. administrativa e judicial. 4ª Edição. Nesta «tarefa realizadora» participam ainda todos os cidadãos que fundamentam na constituição. mister se faz registrar que Uadi Lammêgo Bulos destaca que ―Constituição é um conceito em crise. necessariamente. até hoje. define a ―constituição em sentido amplo (lato)‖ como a identificação da organização total do Estado. José Afonso da Silva reconhece que a ―constituição material é concebida em sentido amplo e em sentido estrito‖. sentido político. Qualquer constituição só é juridicamente eficaz (pretensão de eficácia) através da sua realização. Uadi Lammêgo. Constituição Federal Anotada. Questões do TRF2 1) Defina o conceito de Constituição em termos lato e em termos da nossa Constituição. que regulam a 388 . os seus direitos e deveres (José Joaquim Gomes Canotilho.1. os estudiosos não chegaram a um consenso a seu respeito. 201/202). 02). por exemplo). todos que aplicam eficazmente as normas constitucionais realizam a Constituição e participam dessa tarefa os que pedem seus direitos e deveres com base na Carta. Editora Saraiva. p. existindo diversas maneiras de concebê-lo (sentido sociológico. Esta realização é uma tarefa de todos os órgãos constitucionais que.e a Constituição não há de verificar-se. no sentido estrito. Assim. Outrossim. sentido jurídico. em desfavor desta. na actividade legiferante. de forma directa e imediata. 7. Assim. sua organização e direitos fundamentais). aplicam as normas da constituição. O Prof.

Na verdade. Vicente. Logo. Canotilho. essencialmente. provocou a convocação de uma assembléia constituinte ao Congresso Nacional (BULOS. plasmada num documento escrito. Editora Malheiros. 17). 2006. p. qualquer que seja esse seu modo de existir é a sua Constituição. a organização de seus órgãos e os direitos fundamentais. o poder político" (CANOTILHO. p. Constituição Federal Anotada. 42). sociais e culturais. Todavia. 02) a organização dos seus órgãos. 6ª Edição Revista. José Afonso. Const. p. 1998. 15ª Ed. conforme registra Vicente Paulo (PAULO. Editora Impetus. percebe-se que constituição no sentido lato é conceito mais político que jurídico (é a forma de constituição qualquer que seja ela). que os objetos – objetivos – da constituição são: 01) a estrutura do Estado. Aulas de Direito Constitucionais. Uadi cita uma terceira possibilidade ―tertius gemus‖. José Afonso. como o caso da CF/88. Editora Saraiva. assim define: "Constituição é uma ordenação sistemática e racional da comunidade política. José Joaquim Gomes. o Presidente da República. 2) Como ela se institui e quais são seus objetivos/propósitos? Resposta: A instituição/formação de uma constituição se dá através de transformações sociais. na época. 389 . 4ª Ed. 15ª Ed. 05) assegurar os direitos e garantias dos indivíduos. Direito Constitucional. Páginas 02 e 03) O Prof. segundo anotação de José Afonso da Silva. página 12). a CF/88 não se enquadra na classificação material .‖ (SILVA. 04) os limites da atuação do poder estatal. algumas normas que são. e outras apenas formalmente constitucionais‖. Curso de Direito Constitucional Positivo. o Prof. pois se ele existe de certo modo. 03) o modo de aquisição do poder e a forma do seu exercício. 06) fixar o regime político e disciplinar os fins socioeconômicos do Estado e. também. 7ª Ed. pois ela não foi fruto de revolução. de acordo com o princípio da divisão de poderes. não se pode deixar de registrar. (SILVA. sob uma forma. o seu regime político. Constituição material no sentido amplo é a própria organização de um Estado. consoante o referido conceito. pois é pacificamente classificada como FORMAL. materialmente constitucionais. mediante o qual se garantem os direitos fundamentais e se organiza. nem de assembléia popular. Livraria Almedina.. 4ª Edição. ―possuindo. 39). Dir. Uadi Lammêgo. Já em sentido estrito é o conjunto de normas que tratam das matérias tipicamente constitucionais (Leo Van Holt. desde tenha normas estritamente. No entanto. Sob esse aspecto todo Estado tem uma Constituição. tendo como regra uma revolução ou uma assembléia popular. Pois bem. Curso de Direito Constitucional Positivo. enquanto que o sentido estrito prende-se à ideia de um texto constitucional. 07) os fundamentos dos direitos econômicos. constitucionais.sentido amplo ou estrito -. porém. 1993.estrutura do Estado. Coimbra.

D) Por Convenção (Constituição Pactuada. 3) Como as Constituições são positivadas? Resposta: Tecnicamente. A respeito explica Uadi Lammêgo Bulos: (. a depender da consideração ou não da ―Constituição de 1969‖. entre outros) traz as seguintes formas de positivação das constituições: 1) Promulgação (Constituição Democrática/Votada/Popular): constituição fruto de uma assembleia nacional constituinte. eleita diretamente pelo povo. Sem dúvida. a positivação diz respeito à origem ou ao mecanismo pelo qual a norma entra no Ordenamento Jurídico. 1998. a figura das 390 .. tão só. pois foi uma Emenda à Constituição de 1967 (EC 1/69). não foi suficiente para dar ao Brasil a sua “sétima Constituição”. Pedro Lenza. Mista ou Dualista): constituição que surge através de um pacto. mas.Editora Malheiros. reconhecem-se as constituições como positivadas a partir de um processo formal de criação. que se revestiu da roupagem de uma emenda constitucional hiperampliativa. A participação popular não é democrática. que abarcou o texto de 1967 quase por inteiro.) a descomensurada EC 1/69. Assim. 45).. apenas visa ratificar a vontade do detentor do poder. B) Outorga (Constituição Outorgada): constituição imposta unilateralmente pelo agente revolucionário/governante. A doutrina (José Afonso da Silva. Seu propósito é promover o bem-estar da sociedade e de seus indivíduos. Uadi Lammêgo Bulos. 4) Quantas constituições já tivemos no Brasil? Resposta: Sete (7) ou oito (8). tornando-se obrigatória. p. vez que o poder constituinte se encontra nas mãos de mais de um titular (Ex. o uso anômalo da competência reformadora. C) Plebiscito (Constituição Cesarista): constituição formada por um plebiscito popular sobre um projeto elaborado por um imperador/ditador.: Carta Magna de 1215 – poder dividido entre a burguesia e o Rei João Sem Terra). Alguns autores não a consideram uma constituição. aprovação e vigência da norma jurídica fundamental. Inexistiu o exercício legítimo do poder constituinte originário. sob a concepção Kelseniana.

2000. uma vez que verdadeiramente promulgou texto integralmente reformulado. Questões do TRF4 1) Conceitue constituição. 7.1. A emenda só serviu como mecanismo de outorga. José Afonso da Silva afirma que "teórica e tecnicamente. Coimbra. mas de nova constituição. (c) a constituição deve ser escrita (documento escrito). 34) e (HOLTHER. (b) a constituição contém o princípio da divisão de poderes. que contém normas referentes: à estruturação do Estado. 15ª Ed.3. enquanto a de 1967 se chamava apenas de Constituição do Brasil. 34). José Joaquim Gomes. 1937.emendas constitucionais dissociou-se do seu verdadeiro sentido: empreender mudanças localizadas e em pontos específicos do articulado constitucional. páginas 62 e 63). Direito Constitucional. o Prof.1. p. Por outro lado. 391 . Editora Atlas.1. as seguintes Constituições: a de 1824. do Exército e da Aeronáutica. Leo Van.: para não esquecer o conceito. distribuição de competências e. 1934. assim os doutrinadores conceituam constituição: a lei fundamental e suprema de um Estado. J. a começar pela denominação que se lhe deu: Constituição da República Federativa do Brasil. começando pela limitação de poderes e estruturação do Estado). 1891. p. lembrem-se dos objetivos das constituições.. assim. 6ª Edição Revista. Direito Constitucional. Curso de Direito Constitucional Positivo. Livraria Almedina. Questões do TRF3 7. considerando-se como elementos materiais caracterizadores e distintivos os seguintes: (a) a constituição deve consagrar um sistema de garantias da liberdade (esta essencialmente concebida no sentido do reconhecimento de direitos individuais e da participação dos cidadãos nos actos do poder legislativo através dos parlamentos).‖ (CANOTILHO. 1998.. Canotilho registra formulou o chamado conceito ideal de constituição. verbis: ―. garantias e deveres do cidadão. (MORAES. Editora Malheiros.1. 1993. Jus Podivm. 1946.Este conceito ideal identifica-se fundamentalmente com os postulados políticoliberais. José Afonso. composta pelos Ministros da Marinha." (SILVA. 1967. Referida Emenda foi imposta. 1969 e 1988. Temos. J. Alexandre de. à formação dos poderes públicos. Basicamente. forma de governo e aquisição do poder de governar. direitos. 8ª Ed. 89). Direito Constitucional. não se tratou de emenda. jamais atingindo toda e qualquer matéria. p. (obs.4. no sentido de garantia orgânica contra os abusos dos poderes estaduais. outorgada por uma Junta Militar. 2008. 4ª Ed.

sendo. (SABBAG. a progressividade está prevista na Constituição. A primeira vincula-se à máxima de que ―quanto mais se ganha.: segundo o STF (RE 177835) a progressividade também pode ser aplicada às taxas. Questões do TRF5 7. Editora Saraiva. a alíquota é a mesma. variando apenas a base de cálculo que. 2011. 179) Por outro lado.1. não. Eduardo. progressividade ―se traduz em técnica de incidência de alíquotas variadas. em tese.2. Obs. 2011. cujo aumento se dá na medida em que se majora a base de cálculo do gravame. A CF/88 traz expressamente três impostos progressivos – IR.1. 392 . técnica muito antiga. nas palavras de Sabbag.Sujeição Passiva Direta E Indireta Espécies – Domicílio Tributário 7. 3ª Ed. fará com que o tributo seja majorado. a progressividade é instituto que consagra o aumento da carga tributária pela majoração da alíquota aplicável. Manual de Direito Tributário. ITR e IPTU – e. Editora Saraiva.Resposta: 7. sem variação da alíquota.5. desdobrando-se em duas modalidades: a) progressividade fiscal e. Questões do TRF1 1) Distinção básica entre proporcionalidade e progressividade? Resposta: Entende-se por proporcionalidade tributária a busca.1. Eduardo. 165) Assim. Segundo o mesmo. entretanto. na medida em que há também o aumento da base de cálculo. Obrigação Tributária: Elementos . o IPVA (SABBAG. da realização da justiça fiscal – adequação à capacidade tributária – pela variação da base de cálculo do objeto tributado. mas a proporcionalidade.1. a progressividade está atrelada ao aspecto quantitativo. Na segunda hipótese atrela-se apenas ao interesse regulatório – seletivo.2. Por outro lado. Romano.1. p. Manual de Direito Tributário. de forma implícita. Já na proporcionalidade. mais se paga‖. com finalidade meramente arrecadatória. 3ª Ed. com origem no Dir. p. Direito Tributário 7.2.‖. b) progressividade extrafiscal. sendo maior.

a Constituição prevê apenas um tipo. 145. no artigo abaixo transcrito. na medida em que há também o aumento da base de cálculo. por ausência de previsão constitucional e. na esteira da justiça distributiva. Mas a previsão constitucional de apenas um tipo não indica que a cobrança da outra forma seja inconstitucional (possivelmente 393 . CF (pois a regra da capacidade contributiva afina-se mais com os impostos pessoais do que com os reais). também. Imperioso destacar que a doutrina e a jurisprudência (STF) entendem que não se aplica a progressividade nos impostos reais. situações em que. Manual. Lembre-se que responsável não é contribuinte. destaco apenas o conceito de progressividade. alíquotas progressivas para o IPTU. antes da Emenda Constitucional 29/2000. a lei indica um responsável pelo pagamento do tributo sobre fato gerador ocorrido anteriormente ou que ainda irá ocorrer posteriormente ao recolhimento do tributo. ITR e IPTU e IPVA. A legislação tributária registra dois tipos de substituição. salvo se destinada a assegurar o cumprimento da função social da propriedade urbana. p. p. por exemplo. Entretanto. sua finalidade e aplicabilidade nos tributos reais – fiscais e extrafiscais. 1001).2) O que dizer de uma lei que estabelece alíquotas progressivas sobre. Para concluir.ITBI com base no valor venal do imóvel. a ―para trás‖ e a ―para frente‖. por ser um imposto real. no caso do IPTU: STF Súmula 668: É inconstitucional a lei municipal que tenha estabelecido.) Progressividade é instituto que consagra o aumento da carga tributária pela majoração da alíquota aplicável. Resposta: (Em razão da forma incompleta do enunciado da questão. mas pessoa diversa que tem alguma relação com o fato gerador.). respectivamente. Assim se deu. Impostos progressivos previstos na CF: IR. Nos impostos pessoais (IR. merece destaque que o ITBI. salvo se houver previsão constitucional (SABBAG. ex vi do art. não pode ser progressivo. consoante disposição contida na Súmula 656 do STF: É inconstitucional a lei que estabelece alíquotas progressivas para o imposto de transmissão inter vivos de bens imóveis . a progressividade é a regra. 3ª Ed. ex. Tem como finalidade atender ao princípio da capacidade contributiva. § 1º. 2011. 3) A técnica da substituição tributária se aplica a empréstimos compulsórios ou a taxas? Resposta: Depende! Há duas espécies de substituição tributária.

Ricardo Alexandre. § 7. antecedente. o Fisco receberá o tributo em momento posterior à ocorrência do fato gerador da obrigação. se vários produtores fornecem leite a uma indústria de laticínios. Trib. art. ou diferida? Resposta: A substituição tributária para trás. 5) No que consiste a substituição tributária regressiva. Ou seja. Trib. retardar. para efetuar o pagamento do tributo no lugar do contribuinte. pois lhe é possível concentrar seus esforços fiscalizatórios numa quantidade bem menor de empresas e. que está ―atrás‖ na cadeia produtiva. Assim. assegurada a imediata e preferencial restituição da quantia paga. Esquematizado. Logo. só há possibilidade. tem a grande vantagem de otimizar a utilização da mão de obra fiscal. Esquematizado.só houve previsão da substituição ―para frente‖ porque havia muita controvérsia a respeito de sua constitucionalidade). 4) Em relação à substituição tributária o que é Diferimento? Resposta: Diferir é adiar. a lei pode determinar que a indústria seja a responsável pelo recolhimento do ICMS devido pelos produtores (a princípio essa obrigação seria dos vendedores). 1ª ed. O Fisco. CF. Ocorre justamente na substituição tributária regressiva. assim. diferimento é o adiamento do pagamento do tributo. não sendo razoável a antecipação da cobrança antes da realização de tal atividade (Dir. prorrogar. de imposição da responsabilidade para os casos de impostos ou contribuições. conforme previsto. restrição que não existe na substituição para trás. p. ou para trás. O motivo da vedação de aplicação da substituição para frente em relação a taxas e contribuições de melhoria é que tais tributos. por serem vinculados. diminuir a evasão fiscal (Dir. situação em que a lei escolhe alguém (o responsável tributário). na substituição para frente. 299). Assim. na substituição tributária. 150. 295).. Ricardo Alexandre. caso não se realize o fato gerador presumido. p.. 1ª ed. regressiva ou antecedente ocorre nos casos em que as pessoas ocupantes das posições anteriores nas cadeias de produção e circulação são 394 . têm atrelada sua cobrança a uma prestação estatal específica voltada para o contribuinte. diferida ou ―para trás‖. cujo fato gerador deva ocorrer posteriormente. por pessoa diversa do contribuinte. nessa mesma concepção.º A lei poderá atribuir a sujeito passivo de obrigação tributária a condição de responsável pelo pagamento de imposto ou contribuição.

6) O que é substituição tributária para frente? Resposta: A substituição tributária para frente. o vende aos consumidores. cujo fato gerador deva ocorrer posteriormente. Para complementação.. pq substitui-se quem está ―atrás‖ na cadeia produtiva. por aquelas que ocupam as posições posteriores nessas mesmas cadeias (Dir.. ou ainda por arbitramento (pauta fiscal). há uma antecipação do pagamento do tributo por um fato gerador futuro. a fábrica. Trib. Logo a fábrica será contribuinte do seu tributo (na operação entre si a concessionária) e responsável pelo pagamento do tributo de uma operação que ainda não ocorreu (e nem se tem certeza se ocorrerá – a venda do automóvel ao cliente). Antes mesmo da previsão constitucional. Esquematizado. 293). será responsável tributária. 1ª ed. que se encontra assim prevista na CF/88: Art. Assim. Ricardo Alexandre. pois pode ser feito com base no preço de venda pré-determinado pelo fabricante. 7. A substituição é ―para frente‖ pq substitui alguém da ―frente‖ na cadeia produtiva. caso não se realize o fato gerador presumido. 150. Trib. assegurada a imediata e preferencial restituição da quantia paga. O valor do tributo não é de difícil cálculo. progressiva ou subsequente ocorre nos casos em que as pessoas ocupantes das posições posteriores das cadeias de produção e circulação são substituídas.2.1. por aquelas que ocupam as posições anteriores nessas mesmas cadeias (Dir. que vende o carro às concessionárias que. § 7. perpetrada pela EC 3/93. Assim. o STF já havia declarado a constitucionalidade dessa espécie de substituição. Questões do TRF2 1) Esse termo (contribuinte de fato) é factível. na espécie substituição para frente. é razoável diante do Código Tributário Nacional? Pode-se falar em contribuinte de fato? 395 . p.. pelo tributo ocorrido pela venda do automóvel pela concessionária ao cliente.º A lei poderá atribuir a sujeito passivo de obrigação tributária a condição de responsável pelo pagamento de imposto ou contribuição. Lembre-se que se chama substituição para ―trás‖. no dever de pagar tributo. vide resposta à questão anterior. Esquematizado. no dever de pagar tributo. 1ª ed.2. 295). Ricardo Alexandre. se a lei assim o determinar.. p. por exemplo.substituídas. que ainda não ocorreu. por sua vez.

166 do CTN: Art. que o contribuinte "de jure" não recuperou do contribuinte "de facto" o "quantum" respectivo. através da repetição de indébito. A restituição de tributos que comportem. que responde essa. ao final. No IR. e também do Fisco. o contribuinte de fato só tem relevância para o caso de restituição de indébito dos tributos indiretos. Ele não é o contribuinte? Como magistrado como decidiria? Deferiria? Extinguiria o feito? Resposta: Vide questão anterior. por não fazer parte da relação jurídica tributária (questão mais que pacífica nos tribunais). E o motivo da necessidade de prova da não repercussão tributária (transferência do encargo) é impedir o duplo recebimento pelo contribuinte de direito: repassar o ônus tributário.Resposta: Na sistemática do CTN. Cabe a restituição do tributo pago indevidamente. 71): Súmula 546. 3) Em caso de denúncia espontânea e de descumprimento das obrigações acessórias sem a necessidade de pagar o tributo. ou seja. não é natural a transferência do ônus financeiro). Veja a redação do art. daqueles que comportam a transferência do ônus financeiro do tributo (Ex. transferência do respectivo encargo financeiro somente será feita a quem prove haver assumido o referido encargo. 2) No caso de uma ação de repetição de indébito ajuizada pelo adquirente de um produto que pleiteia a repetição do IPI. apesar de o contribuinte de direito ser o comerciante ou industriário. Ressalte-se que o contribuinte de fato não tem direito à restituição. estabelecendo que se exclui a responsabilidade daquele que confessa ao Fisco a prática de infração. 138 do CTN. estar por este expressamente autorizado a recebê-la. ou. O STF corrobora esse entendimento por meio da súmula 546 (que revogou a súm. exemplo de tributo direto. por sua natureza. o valor do tributo é acrescido ao preço de custo da mercadoria e quem o suporta. é o consumidor quem paga.: ICMS e IPI – nesses casos. recebendo do consumidor final. no caso de tê-lo transferido a terceiro. Como fica a situação jurídica do contribuinte? Resposta: A denúncia espontânea está prevista no art. por sua natureza. 166. seja de descum396 . quando reconhecido por decisão.

Curso de Direito Tributário. que o crédito tributário é uma ―obrigação tributária lançada‖ ou ―obrigação tributária em estado ativo‖.) + FATO GERADOR = OBRIGAÇÃO TRIBUTÁRIA + LANÇAMENTO = CRÉDITO 2) Quem é responsável pelos impostos e demais taxas do imóvel adjudicado: a instituição financeira ou o mutuário que ainda não o desocupou? Resposta: 397 . nas palavras de Hugo de Brito ―é a relação jurídica em virtude da qual o particular (sujeito passivo) tem o dever de prestar dinheiro ao Estado (sujeito ativo). p. Só se aplica em caso de pagamento integral do tributo (entendimento do STJ e de todos os regionais). ocorre a obrigação tributária. 21ª Ed... 7.‖ (Código Tributário Nacional Interpretado. ou de fazer. 140). art. acompanhada do seu pedido de parcelamento.. que por sua vez. 692) Portanto.‖ (MACHADO. ou o próprio parcelamento. não se trata de denúncia espontânea. a denúncia espontânea exclui a multa de mora ou aquela que decorre do descumprimento de obrigação acessória. ou pedido de parcelamento. não sendo o crédito uma parte da obrigação. 1ª Ed. I. faz nascer para o Fisco (sujeito ativo) o crédito tributário concretizado por intermédio do lançamento.1. ou seja. Caso haja o pagamento parcial. e o Estado tem o direito de constituir contra o particular um crédito. NORMA (H. 2010. na seqüência dinâmica lógica da relação jurídica fiscal. Hugo B. nas palavras da Sabbag. p 110) Crédito tributário. Editora Manole. mas somente se houver o recolhimento do tributo. é ―a obrigação tributária tornada líquida e certa por intermédio do lançamento. Manual de Direito Tributário. p.existe autonomia relativa entre obrigação tributária e crédito tributário.‖. Afirma. Reforça esse entendimento a disposição do art. e sim um momento específico da relação jurídico-tributária. Nas palavras de Aldemario Araujo Castro ―.primento da obrigação principal ou da acessória.2. percebe-se que a diferença básica entre obrigação e crédito tributário reside no aspecto cronológico. (SABBAG. Vê-se: precedida do fato gerador. Ou seja.3. não fazer ou tolerar algo no interesse da arrecadação ou fiscalização. desde que efetue o pagamento do tributo devido acompanhado dos juros de mora. não configura denúncia espontânea). 155-A. Questões do TRF3 1) Qual a diferença entre obrigação e crédito em direito tributário? Resposta: Obrigação tributária.. § 1º do CTN e a súmula 208 do Tribunal Federal de Recursos (a simples confissão da dívida. ainda. 214.

Veja-se a disposição do art. inexistindo a relação pessoal e direta com o fato gerador. 4) Qual a diferença entre contribuinte. entretanto. e bem assim os relativos a taxas pela prestação de serviços referentes a tais bens. subrogamse na pessoa dos respectivos adquirentes. não há que se falar em contribuinte. e segundo Sabbag. 121. Os créditos tributários relativos a impostos cujo fato gerador seja a propriedade. que a escolha do responsável tributário não pode ser aleatória. 625). Importante lembrar. respondendo sempre o atual proprietário. tendo em vista tratar-se de obrigação propter rem. é aquela pessoa (natural ou jurídica) que possui relação pessoal e direta com a situação que constitua o respectivo fato gerador. tem previsão no inciso II. já que arrematação não se confunde com adjudicação. salvo quando conste do título a prova de sua quitação. ou seja. conforme dicção do art. também chamado de sujeito passivo direto. que segue a coisa. assim. do CTN. do parágrafo único. do art. ou seja. Responsável. sem que tenha realizado o fato gerador” (SABBAG. p. Notem que não se aplica o parágrafo único nesse caso. também. “é a terceira pessoa escolhida por lei para pagar o tributo. 121. 130 do CTN: Art. do parágrafo único. 128 398 . 1ª Ed. eventual apontamento elástico do alcance do contribuinte feito pelo legislador superveniente ao criar um novo tributo. no inciso I. estará em conflito com a referida norma geral. do parágrafo único. É condição sine qua non para se reconhecer a figura do contribuinte a necessidade da existência de relação pessoal e direta com a situação que constitua o respectivo fato gerador. Exatamente nesse sentido da resposta: RECURSO ESPECIAL – 1179056. 130. com a CF. do art. 3) O legislador tem liberdade para definir o alcance de contribuinte? Resposta: Em respeito à disposição geral expressa pelo CTN. segundo o inciso I. Manual de Direito Tributário. o domínio útil ou a posse de bens imóveis. a sub-rogação ocorre sobre o respectivo preço. 121. do CTN. Parágrafo único. do art. também conhecido como sujeito passivo indireto. Dessa forma. não há possibilidade de o legislador superveniente alterar a definição dos limites jurídicos do contribuinte.A instituição financeira. responsável e substituto? Resposta: Contribuinte. No caso de arrematação em hasta pública. que fuja da dos limites trilhados pelo CTN. ou a contribuições de melhoria.

Questões do TRF4 7. desde que não tenham agido com excesso de podres. contrato social ou estatutos. 642) 5) Em que casos o sócio tem responsabilidade por dívida da sociedade? Resposta: As exceções à limitação da responsabilidade dos sócios no Direito Tributário são as seguintes: a) existência de obrigações tributárias resultantes de atos praticados com excesso de poderes ou infração de lei.5. é considerado espécie de responsabilidade ―originária ou de 1º grau‖. o responsável. gerentes ou representantes de pessoas jurídicas de direito privado (CTN.4. Substituto. conforme entendimento jurisprudencial mais recente (RESP 1091593). 7. pois todo descumprimento de qualquer obrigação. aplicável a todos os sócios (CTN. do CTN. a regra da limitação da responsabilidade tornar-se-ia exceção. contrato ou estatuto. III. (SABBAG. apesar de não realizar o fato gerador. Assim. ficando o contribuinte desonerado de quaisquer deveres. III) e b) dissolução irregular da sociedade com partilha de bens. VII). apenas para os sócios que atuarem na qualidade de diretores. é do responsável. Esta é a coluna vertebral da limitação da responsabilidade dos sócios nas sociedades limitadas: uma vez integralizado o capital social. antes da ocorrência do fato gerador. desde o início. Questões do TRF5 399 . e se dá quando terceira pessoa ocupa o lugar do contribuinte (substituído). levaria sempre à responsabilização pessoal dos sócios. Aqui a obrigação de pagar. não respondem os sócios pelas obrigações da pessoa jurídica. p. 1ª Ed.do CTN. obrigatoriamente. O mero inadimplemento de obrigação tributária não configura infração à lei a que se refere o art.2. que a este fato estar ligado.2. Não fosse assim.1. 134. 135. 135. mesmo as obrigações comerciais e civis. art. art. tem. infração à lei. já que qualquer descumprimento de obrigação constitui-se ato ilícito.1. Manual de Direito Tributário.

ii) o direito administrativo americano. enquanto que o francês é mesmo nosso. ao passo que temos tradição administrativista desde cedo. 400 . 9º da Lei nº 9. Na França a inexistência de personalidade jurídica é um requisito para a independência dessas autoridades.1.3. pode-se dizer que nossas agências seguem um modelo híbrido. III). Entidades Administrativas 7. controle hierárquico.1. tem lento desenvolvimento. por exemplo. Questões do TRF1 1) O que distingue a ANATEL e a ANP das demais agências reguladoras no âmbito da Administração Federal? Resposta: São as únicas que gozam de assento constitucional. Assim. Direito Administrativo 7. Administração Pública Direta E Indireta. 21. bastante diferente do nosso. do civil Law. Administrativo confunde-se com o das agências reguladoras. basicamente por dois motivos: i) o sistema jurídico estadunidense segue o modelo do comom Law. ou seja. Na França. por conta desse monopólio. pode-se dizer.472/97 ao dispor que a Agência Nacional de Telecomunicações – ANATEL – atuará como ―autoridade administrativa independente‖. uma vez que não se concebe