QUESTÕES DE PROVAS ORAIS

RESPOSTAS ELABORADAS PELOS CANDIDATOS CLASSIFICADOS PARA A PROVA ORAL DO XIV CONCURSO PARA JUIZ FEDERAL SUBSTITUTO DA 1ª REGIÃO
Alessandro Rafael Bertollo de Alexandre * Alexey Suusmann Pere * Bruno Anderson Santos da Silva * Caio Castagine Marinho * Carolynne Souza de Macêdo Oliveira * Danielli Farias Rabelo Leitão Rodrigues * Diana Maria Wanderlei da Silva * Diego Leonardo Andrade de Oliveira * Eduardo Santos da Rocha Penteado * Emanuel José Matias Guerra * Érico Rodrigo Freitas Pinheiro * Felipe Bouzada Flores Viana * Flávio Fraga e Silva * Frederico Botelho de Barros Viana * Gabriela Silva Macedo * Gilberto Pimentel de Mendonça Gomes Junior * Heitor Moura Gomes * Herley da Luz Brasil * José Flávio Fonseca de Oliveira * Jucelio Fleury Neto * Leonardo Tavares Saraiva * Lílian Mara de Souza Ferreira * Liviane Kelly Soares Vasconcelos * Luzia Farias da Silva * Marcelo Freire Lage * Márcio Muniz da Silva Carvalho * Mauro César Garcia Patini * Mauro César Garcia Patini * Omar Bellottti Ferreira * Paulo Máximo de Castro Cabacinha * Pedro Felipe de Oliveira Santos * Rafael de Sousa Branquinho e Assis * Rafael Lima da Costa * Ricardo Beckerath da Silva Leitão * Robson de Magalhães Pereira * Rodrigo Parente Paiva Bentemuller * Tiago Borré * Ubiratan Cruz Rodrigues * Umberto Paulini * Umberto Paulini * Victor Cretella Passos Silva * Walisson Gonçalves Cunha * Walter H. Santos

2012

1. PONTO 01 .....................................................................................................................................34 1.1. DIREITO CONSTITUCIONAL ..................................................................................................................... 34 1.1.1. Constitucionalismo................................................................................................................... 34
1.1.1.1. Questões do TRF1 ............................................................................................................................. 34 1.1.1.2. Questões do TRF2 ............................................................................................................................. 38 1.1.1.3. Questões do TRF3 ............................................................................................................................. 43 1.1.1.4. Questões do TRF4 ............................................................................................................................. 43 1.1.1.5. Questões do TRF5 ............................................................................................................................. 43

1.2. DIREITO TRIBUTÁRIO ............................................................................................................................. 43 1.2.1. Conceito, Conteúdo, Natureza, Autonomia, Fontes, Relação com o Direito Financeiro, Sistema Constitucional Tributário, Poder de Tributar ..................................................................................... 43
1.2.1.1. Questões do TRF1 ............................................................................................................................. 43 1.2.1.2. Questões do TRF2 ............................................................................................................................. 44 1.2.1.3. Questões do TRF3 ............................................................................................................................. 47 1.2.1.4. Questões do TRF4 ............................................................................................................................. 48 1.2.1.5. Questões do TRF5 ............................................................................................................................. 48

1.3. DIREITO ADMINISTRATIVO...................................................................................................................... 48 1.3.1. Responsabilidade Civil do Estado ............................................................................................. 48
1.3.1.1. Questões do TRF1 ............................................................................................................................. 48 1.3.1.2. Questões do TRF2 ............................................................................................................................. 48 1.3.1.3. Questões do TRF3 ............................................................................................................................. 49 1.3.1.4. Questões do TRF4 ............................................................................................................................. 49 1.3.1.5. Questões do TRF5 ............................................................................................................................. 50

1.4. DIREITO PENAL .................................................................................................................................... 50 1.4.1. Aplicação da Lei Penal. Princípios Gerais. Normas das Convenções e Tratados de Direito Internacional ...................................................................................................................................... 50
1.4.1.1. Questões do TRF1 ............................................................................................................................. 50 1.4.1.2. Questões do TRF2 ............................................................................................................................. 52 1.4.1.3. Questões do TRF3 ............................................................................................................................. 59 1.4.1.4. Questões do TRF4 ............................................................................................................................. 59 1.4.1.5. Questões do TRF5 ............................................................................................................................. 59

1.5. DIREITO PREVIDENCIÁRIO....................................................................................................................... 61 1.5.1. Previdência Social: Órgãos, Regimes, Segurados, Beneficiários e Inscrições. Leis N. 8.212/91 E 8.213/91 ............................................................................................................................................ 61
1.5.1.1. Questões do TRF1 ............................................................................................................................. 61 1.5.1.2. Questões do TRF2 ............................................................................................................................. 66 1.5.1.3. Questões do TRF3 ............................................................................................................................. 66 1.5.1.4. Questões do TRF4 ............................................................................................................................. 66 1.5.1.5. Questões do TRF5 ............................................................................................................................. 67

1.6. DIREITO CIVIL ...................................................................................................................................... 71 1.6.1. Prescrição e Decadência. Vícios Redibitórios. Evicção ............................................................. 71
1.6.1.1. Questões do TRF1 ............................................................................................................................. 71 1.6.1.2. Questões do TRF2 ............................................................................................................................. 71 1.6.1.3. Questões do TRF3 ............................................................................................................................. 72 1.6.1.4. Questões do TRF4 ............................................................................................................................. 72 1.6.1.5. Questões do TRF5 ............................................................................................................................. 72

1.7. DIREITO EMPRESARIAL .......................................................................................................................... 75 1.7.1. Direito Comercial. Direito Empresarial. ................................................................................... 75

2

1.7.1.1. Questões do TRF1 ............................................................................................................................. 75 1.7.1.2. Questões do TRF2 ............................................................................................................................. 79 1.7.1.3. Questões do TRF3 ............................................................................................................................. 79 1.7.1.4. Questões do TRF4 ............................................................................................................................. 79 1.7.1.5. Questões do TRF5 ............................................................................................................................. 79

1.8. DIREITO PROCESSUAL CIVIL .................................................................................................................... 79 1.8.1. Processo e Procedimento. Classificação dos Procedimentos. Procedimento Ordinário e suas Fases. Procedimento Sumário. Procedimentos Especiais. Cognição Sumária e Exauriente. Procedimento Adequado ................................................................................................................... 79
1.8.1.1. Questões do TRF1 ............................................................................................................................. 79 1.8.1.2. Questões do TRF2 ............................................................................................................................. 79 1.8.1.3. Questões do TRF3 ............................................................................................................................. 87 1.8.1.4. Questões do TRF4 ............................................................................................................................. 87 1.8.1.5. Questões do TRF5 ............................................................................................................................. 87

1.9. DIREITO PROCESSUAL PENAL .................................................................................................................. 95 1.9.1. Competência ............................................................................................................................ 95
1.9.1.1. Questões do TRF1 ............................................................................................................................. 95 1.9.1.2. Questões do TRF2 ............................................................................................................................. 96 1.9.1.3. Questões do TRF3 ............................................................................................................................. 97 1.9.1.4. Questões do TRF4 ............................................................................................................................. 97 1.9.1.5. Questões do TRF5 ............................................................................................................................. 97

1.10. DIREITO AMBIENTAL ......................................................................................................................... 100 1.10.1. Tutela Constitucional Do Meio Ambiente. Princípios Do Direito Ambiental Na Constituição De 1988 ............................................................................................................................................ 100
1.10.1.1. Questões do TRF1 ......................................................................................................................... 100 1.10.1.2. Questões do TRF2 ......................................................................................................................... 102 1.10.1.3. Questões do TRF3 ......................................................................................................................... 107 1.10.1.4. Questões do TRF4 ......................................................................................................................... 107 1.10.1.5. Questões do TRF5 ......................................................................................................................... 108

1.11. DIREITO INTERNACIONAL PÚBLICO E PRIVADO ........................................................................................ 110 1.11.1. Personalidade Internacional. Estado e Território. Imunidade de Jurisdição. ....................... 110
1.11.1.1. Questões do TRF1 ......................................................................................................................... 110 1.11.1.2. Questões do TRF2 ......................................................................................................................... 112 1.11.1.3. Questões do TRF3 ......................................................................................................................... 117 1.11.1.4. Questões do TRF4 ......................................................................................................................... 117 1.11.1.5. Questões do TRF5 ......................................................................................................................... 117

1.12. SOCIOLOGIA DO DIREITO.................................................................................................................... 119 1.12.1. Fato Social – Conceito. ......................................................................................................... 119
1.12.1.1. Questões do TRF1 ......................................................................................................................... 119 1.12.1.2. Questões do TRF2 ......................................................................................................................... 119 1.12.1.3. Questões do TRF3 ......................................................................................................................... 120 1.12.1.4. Questões do TRF4 ......................................................................................................................... 120 1.12.1.5. Questões do TRF5 ......................................................................................................................... 120

1.13. FILOSOFIA DO DIREITO ...................................................................................................................... 120 1.13.1. O Justo e o Direito ................................................................................................................ 120
1.13.1.1. Questões do TRF1 ......................................................................................................................... 120 1.13.1.1. Questões do TRF1 ......................................................................................................................... 120 1.13.1.2. Questões do TRF2 ......................................................................................................................... 123 1.13.1.3. Questões do TRF3 ......................................................................................................................... 123 1.13.1.4. Questões do TRF4 ......................................................................................................................... 123 1.13.1.5. Questões do TRF5 ......................................................................................................................... 124

2. PONTO 02 ................................................................................................................................... 124

3

2.1. DIREITO CONSTITUCIONAL ................................................................................................................... 124 2.1.1. Poder Constituinte Originário e Poder Constituinte Derivado ............................................... 124
2.1.1.1. Questões do TRF1 ........................................................................................................................... 124 2.1.1.2. Questões do TRF2 ........................................................................................................................... 126 2.1.1.3. Questões do TRF3 ........................................................................................................................... 129 2.1.1.4. Questões do TRF4 ........................................................................................................................... 131 2.1.1.5. Questões do TRF5 ........................................................................................................................... 131

2.2. DIREITO TRIBUTÁRIO ........................................................................................................................... 131 2.2.1. Sistema Constitucional Tributário: Poder de Tributar – Competência Tributária – Capacidade Tributária – Código Tributário Nacional .......................................................................................... 131
2.2.1.1. Questões do TRF1 ........................................................................................................................... 131 2.2.1.2. Questões do TRF2 ........................................................................................................................... 134 2.2.1.3. Questões do TRF3 ........................................................................................................................... 139 2.2.1.4. Questões do TRF4 ........................................................................................................................... 139 2.2.1.5. Questões do TRF5 ........................................................................................................................... 139

2.3. DIREITO ADMINISTRATIVO.................................................................................................................... 141 2.3.1. Processo Administrativo. Lei Nº 9.784/99. ............................................................................ 141
2.3.1.1. Questões do TRF1 ........................................................................................................................... 141 2.3.1.2. Questões do TRF2 ........................................................................................................................... 142 2.3.1.3. Questões do TRF3 ........................................................................................................................... 143 2.3.1.4. Questões do TRF4 ........................................................................................................................... 144 2.3.1.5. Questões do TRF5 ........................................................................................................................... 144

2.4. DIREITO PENAL .................................................................................................................................. 145 2.4.1. Crime. Crime E Relação De Causalidade. ............................................................................... 145
2.4.1.1. Questões do TRF1 ........................................................................................................................... 145 2.4.1.2. Questões do TRF2 ........................................................................................................................... 151 2.4.1.3. Questões do TRF3 ........................................................................................................................... 152 2.4.1.4. Questões do TRF4 ........................................................................................................................... 152 2.4.1.5. Questões do TRF5 ........................................................................................................................... 155

2.5. DIREITO PREVIDENCIÁRIO..................................................................................................................... 156 2.5.1. Previdência Social E Seguridade Social: Princípios Constitucionais. ...................................... 156
2.5.1.1. Questões do TRF1 ........................................................................................................................... 156 2.5.1.2. Questões do TRF2 ........................................................................................................................... 157 2.5.1.3. Questões do TRF3 ........................................................................................................................... 161 2.5.1.4. Questões do TRF4 ........................................................................................................................... 161 2.5.1.5. Questões do TRF5 ........................................................................................................................... 162

2.6. DIREITO CIVIL .................................................................................................................................... 163 2.6.1. Classificação Dos Contratos. Compromisso. .......................................................................... 163
2.6.1.1. Questões do TRF1 ........................................................................................................................... 163 2.6.1.2. Questões do TRF2 ........................................................................................................................... 164 2.6.1.3. Questões do TRF3 ........................................................................................................................... 165 2.6.1.4. Questões do TRF4 ........................................................................................................................... 165 2.6.1.5. Questões do TRF5 ........................................................................................................................... 165

2.7. DIREITO EMPRESARIAL ........................................................................................................................ 165 2.7.1. Sociedade Anônima ............................................................................................................... 165
2.7.1.1. Questões do TRF1 ........................................................................................................................... 165 2.7.1.2. Questões do TRF2 ........................................................................................................................... 167 2.7.1.3. Questões do TRF3 ........................................................................................................................... 170 2.7.1.4. Questões do TRF4 ........................................................................................................................... 170 2.7.1.5. Questões do TRF5 ........................................................................................................................... 170

2.8. DIREITO PROCESSUAL CIVIL .................................................................................................................. 171

4

2.8.1. Tutela Jurisdicional E Sua Antecipação. Conceito. Cabimento E Requisitos. Revogação, Modificação E Recursos Cabíveis. Fungibilidade Da Tutela Cautelar E Antecipada. Cumprimento Das Tutelas Antecipadas. Tutelas De Urgência. ..................................................................................... 171
2.8.1.1. Questões do TRF1 ........................................................................................................................... 171 2.8.1.2. Questões do TRF2 ........................................................................................................................... 173 2.8.1.3. Questões do TRF3 ........................................................................................................................... 173 2.8.1.4. Questões do TRF4 ........................................................................................................................... 173 2.8.1.5. Questões do TRF5 ........................................................................................................................... 173

2.9. DIREITO PROCESSUAL PENAL ................................................................................................................ 174 2.9.1. Ação Penal. Justa Causa. ....................................................................................................... 174
2.9.1.1. Questões do TRF1 ........................................................................................................................... 174 2.9.1.2. Questões do TRF2 ........................................................................................................................... 175 2.9.1.3. Questões do TRF3 ........................................................................................................................... 175 2.9.1.4. Questões do TRF4 ........................................................................................................................... 176 2.9.1.5. Questões do TRF5 ........................................................................................................................... 176

2.10. DIREITO AMBIENTAL ......................................................................................................................... 178 2.10.1. Competências Constitucionais Em Matéria Ambiental. Classificação e Repartição Dessas Competências, no Cenário Federativo ............................................................................................. 178
2.10.1.1. Questões do TRF1 ......................................................................................................................... 178 2.10.1.2. Questões do TRF2 ......................................................................................................................... 178 2.10.1.3. Questões do TRF3 ......................................................................................................................... 178 2.10.1.4. Questões do TRF4 ......................................................................................................................... 178 2.10.1.5. Questões do TRF5 ......................................................................................................................... 178

2.11. DIREITO INTERNACIONAL PÚBLICO E PRIVADO ........................................................................................ 178 2.11.1. Validade de Sentença Estrangeira no Brasil. Rogatórias ..................................................... 178
2.11.1.1. Questões do TRF1 ......................................................................................................................... 178 2.11.1.2. Questões do TRF2 ......................................................................................................................... 180 2.11.1.3. Questões do TRF3 ......................................................................................................................... 183 2.11.1.4. Questões do TRF4 ......................................................................................................................... 183 2.11.1.5. Questões do TRF5 ......................................................................................................................... 183

2.12. SOCIOLOGIA DO DIREITO.................................................................................................................... 184 2.12.1. Conceito De Sociologia – Controle Social E Direito. ............................................................. 184
2.12.1.1. Questões do TRF1 ......................................................................................................................... 184 2.12.1.2. Questões do TRF2 ......................................................................................................................... 184 2.12.1.3. Questões do TRF3 ......................................................................................................................... 184 2.12.1.4. Questões do TRF4 ......................................................................................................................... 185 2.12.1.5. Questões do TRF5 ......................................................................................................................... 185

2.13. FILOSOFIA DO DIREITO ...................................................................................................................... 185 2.13.1. A Justiça Como Valor Universal ........................................................................................... 185
2.13.1.1. Questões do TRF1 ......................................................................................................................... 185 2.13.1.2. Questões do TRF2 ......................................................................................................................... 185 2.13.1.3. Questões do TRF3 ......................................................................................................................... 185 2.13.1.4. Questões do TRF4 ......................................................................................................................... 185 2.13.1.5. Questões do TRF5 ......................................................................................................................... 185

3. PONTO 03 ................................................................................................................................... 186 3.1. DIREITO CONSTITUCIONAL ................................................................................................................... 186 3.1.1. Direitos e Garantias Fundamentais: Garantias Constitucionais e Núcleos Essenciais dos Direitos Fundamentais ..................................................................................................................... 186
3.1.1.1. Questões do TRF1 ........................................................................................................................... 186 3.1.1.2. Questões do TRF2 ........................................................................................................................... 186 3.1.1.3. Questões do TRF3 ........................................................................................................................... 189

5

3.1.1.4. Questões do TRF4 ........................................................................................................................... 190 3.1.1.5. Questões do TRF5 ........................................................................................................................... 190

3.2. DIREITO TRIBUTÁRIO ........................................................................................................................... 190 3.2.1. Sistema Constitucional Tributário: Tributos - Conceito - Natureza Jurídica - Classificação Espécies - Tributo E Preço Público .................................................................................................... 190
3.2.1.1. Questões do TRF1 ........................................................................................................................... 190 3.2.1.2. Questões do TRF2 ........................................................................................................................... 191 3.2.1.3. Questões do TRF3 ........................................................................................................................... 195 3.2.1.4. Questões do TRF4 ........................................................................................................................... 195 3.2.1.5. Questões do TRF5 ........................................................................................................................... 196

3.3. DIREITO ADMINISTRATIVO.................................................................................................................... 196 3.3.1. Intervenção do Estado na Propriedade e no Domínio Econômico ......................................... 196
3.3.1.1. Questões do TRF1 ........................................................................................................................... 196 3.3.1.2. Questões do TRF2 ........................................................................................................................... 196 3.3.1.3. Questões do TRF3 ........................................................................................................................... 198 3.3.1.4. Questões do TRF4 ........................................................................................................................... 199 3.3.1.5. Questões do TRF5 ........................................................................................................................... 199

3.4. DIREITO PENAL .................................................................................................................................. 199 3.4.1. Concurso de Pessoas e Concurso de Crimes ........................................................................... 199
3.4.1.1. Questões do TRF1 ........................................................................................................................... 199 3.4.1.2. Questões do TRF2 ........................................................................................................................... 200 3.4.1.3. Questões do TRF3 ........................................................................................................................... 201 3.4.1.4. Questões do TRF4 ........................................................................................................................... 201 3.4.1.5. Questões do TRF5 ........................................................................................................................... 201

3.5. DIREITO PREVIDENCIÁRIO..................................................................................................................... 201 3.5.1. Salário-De-Contribuição. Contribuições da Empresa. ............................................................ 201
3.5.1.1. Questões do TRF1 ........................................................................................................................... 201 3.5.1.2. Questões do TRF2 ........................................................................................................................... 201 3.5.1.3. Questões do TRF3 ........................................................................................................................... 202 3.5.1.4. Questões do TRF4 ........................................................................................................................... 203 3.5.1.5. Questões do TRF5 ........................................................................................................................... 203

3.6. DIREITO CIVIL .................................................................................................................................... 203 3.6.1. Validade e Invalidade dos Contratos. Contratos Fiduciários e Indiretos ................................ 203
3.6.1.1. Questões do TRF1 ........................................................................................................................... 203 3.6.1.2. Questões do TRF2 ........................................................................................................................... 203 3.6.1.3. Questões do TRF3 ........................................................................................................................... 204 3.6.1.4. Questões do TRF4 ........................................................................................................................... 205 3.6.1.5. Questões do TRF5 ........................................................................................................................... 205

3.7. DIREITO EMPRESARIAL ........................................................................................................................ 205 3.7.1. Sociedade Limitada ................................................................................................................ 205
3.7.1.1. Questões do TRF1 ........................................................................................................................... 205 3.7.1.2. Questões do TRF2 ........................................................................................................................... 205 3.7.1.3. Questões do TRF3 ........................................................................................................................... 206 3.7.1.4. Questões do TRF4 ........................................................................................................................... 206 3.7.1.5. Questões do TRF5 ........................................................................................................................... 206

3.8. DIREITO PROCESSUAL CIVIL .................................................................................................................. 208 3.8.1. Procedimento Sumário. Hipóteses de Admissibilidade. Valor da Causa e Caracterização por Matérias. Procedimento. Petição Inicial, Recebimento da Inicial, Citação, Audiência Inicial, Resposta do Réu, Audiência de Instrução e Julgamento. Intervenção de Terceiro e Ação Declaratória Incidental ......................................................................................................................................... 208
3.8.1.1. Questões do TRF1 ........................................................................................................................... 208 3.8.1.2. Questões do TRF2 ........................................................................................................................... 208

6

3.8.1.3. Questões do TRF3 ........................................................................................................................... 208 3.8.1.4. Questões do TRF4 ........................................................................................................................... 208 3.8.1.5. Questões do TRF5 ........................................................................................................................... 208

3.9. DIREITO PROCESSUAL PENAL ................................................................................................................ 209 3.9.1. Recursos ................................................................................................................................. 209
3.9.1.1. Questões do TRF1 ........................................................................................................................... 209 3.9.1.2. Questões do TRF2 ........................................................................................................................... 209 3.9.1.3. Questões do TRF3 ........................................................................................................................... 209 3.9.1.4. Questões do TRF4 ........................................................................................................................... 210 3.9.1.5. Questões do TRF5 ........................................................................................................................... 210

3.10. DIREITO AMBIENTAL ......................................................................................................................... 210 3.10.1. Tutela Administrativa do Meio Ambiente. Responsabilidade Administrativa em Matéria Ambiental. Poder de Polícia Ambiental ........................................................................................... 210
3.10.1.1. Questões do TRF1 ......................................................................................................................... 210 3.10.1.2. Questões do TRF2 ......................................................................................................................... 210 3.10.1.3. Questões do TRF3 ......................................................................................................................... 210 3.10.1.4. Questões do TRF4 ......................................................................................................................... 210 3.10.1.5. Questões do TRF5 ......................................................................................................................... 211

3.11. DIREITO INTERNACIONAL PÚBLICO E PRIVADO ........................................................................................ 213 3.11.1. Nacionalidade: Aquisição, Perda e Mudança ...................................................................... 213
3.11.1.1. Questões do TRF1 ......................................................................................................................... 213 3.11.1.2. Questões do TRF2 ......................................................................................................................... 213 3.11.1.3. Questões do TRF3 ......................................................................................................................... 213 3.11.1.4. Questões do TRF4 ......................................................................................................................... 213 3.11.1.5. Questões do TRF5 ......................................................................................................................... 213

3.12. SOCIOLOGIA DO DIREITO.................................................................................................................... 214 3.12.1. Fato Jurídico e Fato Social (Relações) .................................................................................. 214
3.12.1.1. Questões do TRF1 ......................................................................................................................... 214 3.12.1.2. Questões do TRF2 ......................................................................................................................... 214 3.12.1.3. Questões do TRF3 ......................................................................................................................... 214 3.12.1.4. Questões do TRF4 ......................................................................................................................... 214 3.12.1.5. Questões do TRF5 ......................................................................................................................... 214

3.13. FILOSOFIA DO DIREITO ...................................................................................................................... 214 3.13.1. Justiça e Legalidade ............................................................................................................. 214
3.13.1.1. Questões do TRF1 ......................................................................................................................... 214 3.13.1.2. Questões do TRF2 ......................................................................................................................... 215 3.13.1.3. Questões do TRF3 ......................................................................................................................... 215 3.13.1.4. Questões do TRF4 ......................................................................................................................... 215 3.13.1.5. Questões do TRF5 ......................................................................................................................... 215

4. PONTO 04 ................................................................................................................................... 216 4.1. DIREITO CONSTITUCIONAL ................................................................................................................... 216 4.1.1. Controle de Constitucionalidade ............................................................................................ 216
4.1.1.1. Questões do TRF1 ........................................................................................................................... 216 4.1.1.2. Questões do TRF2 ........................................................................................................................... 216 4.1.1.3. Questões do TRF3 ........................................................................................................................... 224 4.1.1.4. Questões do TRF4 ........................................................................................................................... 225 4.1.1.5. Questões do TRF5 ........................................................................................................................... 225

4.2. DIREITO TRIBUTÁRIO ........................................................................................................................... 225 4.2.1. Sistema Constitucional Tributário: Princípios Constitucionais De Direito Tributário ............. 225
4.2.1.1. Questões do TRF1 ........................................................................................................................... 225 4.2.1.2. Questões do TRF2 ........................................................................................................................... 226

7

4.2.1.3. Questões do TRF3 ........................................................................................................................... 231 4.2.1.4. Questões do TRF4 ........................................................................................................................... 232 4.2.1.5. Questões do TRF5 ........................................................................................................................... 232

4.3. DIREITO ADMINISTRATIVO.................................................................................................................... 234 4.3.1. Ato Administrativo. Políticas Públicas.................................................................................... 234
4.3.1.1. Questões do TRF1 ........................................................................................................................... 234 4.3.1.2. Questões do TRF2 ........................................................................................................................... 235 4.3.1.3. Questões do TRF3 ........................................................................................................................... 237 4.3.1.4. Questões do TRF4 ........................................................................................................................... 237 4.3.1.5. Questões do TRF5 ........................................................................................................................... 237

4.4. DIREITO PENAL .................................................................................................................................. 237 4.4.1. Pena. Valoração ..................................................................................................................... 237
4.4.1.1. Questões do TRF1 ........................................................................................................................... 237 4.4.1.2. Questões do TRF2 ........................................................................................................................... 237 4.4.1.3. Questões do TRF3 ........................................................................................................................... 242 4.4.1.4. Questões do TRF4 ........................................................................................................................... 242 4.4.1.5. Questões do TRF5 ........................................................................................................................... 242

4.5. DIREITO PREVIDENCIÁRIO..................................................................................................................... 242 4.5.1. Benefícios Previdenciários. Período de Carência. Valor Mensal. Salário-de-Benefício. Reajustamentos ............................................................................................................................... 242
4.5.1.1. Questões do TRF1 ........................................................................................................................... 242 4.5.1.2. Questões do TRF2 ........................................................................................................................... 243 4.5.1.3. Questões do TRF3 ........................................................................................................................... 244 4.5.1.4. Questões do TRF4 ........................................................................................................................... 244 4.5.1.5. Questões do TRF5 ........................................................................................................................... 244

4.6. DIREITO CIVIL .................................................................................................................................... 245 4.6.1. Fato Jurídico, Ato Jurídico E Negócio Jurídico. Relações Paracontratuais ............................. 245
4.6.1.1. Questões do TRF1 ........................................................................................................................... 245 4.6.1.2. Questões do TRF2 ........................................................................................................................... 245 4.6.1.3. Questões do TRF3 ........................................................................................................................... 245 4.6.1.4. Questões do TRF4 ........................................................................................................................... 247 4.6.1.5. Questões do TRF5 ........................................................................................................................... 247

4.7. DIREITO EMPRESARIAL ........................................................................................................................ 248 4.7.1. Alienação Fiduciária Em Garantia ......................................................................................... 248
4.7.1.1. Questões do TRF1 ........................................................................................................................... 248 4.7.1.2. Questões do TRF2 ........................................................................................................................... 249 4.7.1.3. Questões do TRF3 ........................................................................................................................... 249 4.7.1.4. Questões do TRF4 ........................................................................................................................... 249 4.7.1.5. Questões do TRF5 ........................................................................................................................... 249

4.8. DIREITO PROCESSUAL CIVIL .................................................................................................................. 249 4.8.1. Procedimento Ordinário – Fase Postulatória. Petição Inicial. Propositura Da Demanda. Requisitos Da Inicial. Pedido. Indeferimento Da Petição Inicial. Citação. Intimação. Resposta Do Réu: Contestação, Reconvenção, Exceções, Impugnação Ao Valor Da Causa, Impugnação À Gratuidade De Justiça e Ação Declaratória Incidental. Revelia ....................................................... 249
4.8.1.1. Questões do TRF1 ........................................................................................................................... 249 4.8.1.2. Questões do TRF2 ........................................................................................................................... 250 4.8.1.3. Questões do TRF3 ........................................................................................................................... 254 4.8.1.4. Questões do TRF4 ........................................................................................................................... 255 4.8.1.5. Questões do TRF5 ........................................................................................................................... 255

4.9. DIREITO PROCESSUAL PENAL ................................................................................................................ 256 4.9.1. Sentença. Motivação Das Decisões Penais ............................................................................ 256
4.9.1.1. Questões do TRF1 ........................................................................................................................... 256

8

4.9.1.2. Questões do TRF2 ........................................................................................................................... 259 4.9.1.3. Questões do TRF3 ........................................................................................................................... 260 4.9.1.4. Questões do TRF4 ........................................................................................................................... 260 4.9.1.5. Questões do TRF5 ........................................................................................................................... 261

4.10. DIREITO AMBIENTAL ......................................................................................................................... 261 4.10.1. Política Nacional Do Meio Ambiente. Instrumentos Da Política Nacional Do Meio Ambiente. Padrões De Qualidade Ambiental. Zoneamento Ambiental. Sistema Nacional De Unidades De Conservação Da Natureza ............................................................................................................... 261
4.10.1.1. Questões do TRF1 ......................................................................................................................... 261 4.10.1.2. Questões do TRF2 ......................................................................................................................... 261 4.10.1.3. Questões do TRF3 ......................................................................................................................... 262 4.10.1.4. Questões do TRF4 ......................................................................................................................... 262 4.10.1.5. Questões do TRF5 ......................................................................................................................... 262

4.11. DIREITO INTERNACIONAL PÚBLICO E PRIVADO ........................................................................................ 264 4.11.1. O Espaço Aéreo .................................................................................................................... 264
4.11.1.1. Questões do TRF1 ......................................................................................................................... 264 4.11.1.2. Questões do TRF2 ......................................................................................................................... 265 4.11.1.3. Questões do TRF3 ......................................................................................................................... 265 4.11.1.4. Questões do TRF4 ......................................................................................................................... 265 4.11.1.5. Questões do TRF5 ......................................................................................................................... 265

4.12. SOCIOLOGIA DO DIREITO.................................................................................................................... 265 4.12.1. Aspectos Gerenciais Da Atividade Judiciária........................................................................ 265
4.12.1.1. Questões do TRF1 ......................................................................................................................... 265 4.12.1.2. Questões do TRF2 ......................................................................................................................... 265 4.12.1.3. Questões do TRF3 ......................................................................................................................... 265 4.12.1.4. Questões do TRF4 ......................................................................................................................... 265 4.12.1.5. Questões do TRF5 ......................................................................................................................... 265

4.13. FILOSOFIA DO DIREITO ...................................................................................................................... 265 4.13.1. O Conceito De Direito E Sua Positividade............................................................................. 265
4.13.1.1. Questões do TRF1 ......................................................................................................................... 265 4.13.1.2. Questões do TRF2 ......................................................................................................................... 267 4.13.1.3. Questões do TRF3 ......................................................................................................................... 267 4.13.1.4. Questões do TRF4 ......................................................................................................................... 267 4.13.1.5. Questões do TRF5 ......................................................................................................................... 267

5. PONTO 05 ................................................................................................................................... 268 5.1. DIREITO CONSTITUCIONAL ................................................................................................................... 268 5.1.1. Eficácia Das Normas Constitucionais ..................................................................................... 268
5.1.1.1. Questões do TRF1 ........................................................................................................................... 268 5.1.1.2. Questões do TRF2 ........................................................................................................................... 270 5.1.1.3. Questões do TRF3 ........................................................................................................................... 270 5.1.1.4. Questões do TRF4 ........................................................................................................................... 270 5.1.1.5. Questões do TRF5 ........................................................................................................................... 270

5.2. DIREITO TRIBUTÁRIO ........................................................................................................................... 271 5.2.1. Impostos: União Federal – Estados-membros - Municípios – Distrito Federal - Territórios Princípios E Normas Constitucionais – Rendas Compatíveis ............................................................ 271
5.2.1.1. Questões do TRF1 ........................................................................................................................... 271 5.2.1.2. Questões do TRF2 ........................................................................................................................... 271 5.2.1.3. Questões do TRF3 ........................................................................................................................... 273 5.2.1.4. Questões do TRF4 ........................................................................................................................... 277 5.2.1.5. Questões do TRF5 ........................................................................................................................... 277

5.3. DIREITO ADMINISTRATIVO.................................................................................................................... 278

9

5.3.1. Licitação ................................................................................................................................. 278
5.3.1.1. Questões do TRF1 ........................................................................................................................... 278 5.3.1.2. Questões do TRF2 ........................................................................................................................... 284 5.3.1.3. Questões do TRF3 ........................................................................................................................... 292 5.3.1.4. Questões do TRF4 ........................................................................................................................... 296 5.3.1.5. Questões do TRF5 ........................................................................................................................... 296

5.4. DIREITO PENAL .................................................................................................................................. 296 5.4.1. Extinção Da Punibilidade ....................................................................................................... 296
5.4.1.1. Questões do TRF1 ........................................................................................................................... 296 5.4.1.2. Questões do TRF2 ........................................................................................................................... 301 5.4.1.3. Questões do TRF3 ........................................................................................................................... 301 5.4.1.4. Questões do TRF4 ........................................................................................................................... 301 5.4.1.5. Questões do TRF5 ........................................................................................................................... 301

5.5. DIREITO PREVIDENCIÁRIO..................................................................................................................... 301 5.5.1. Aposentadoria. Auxílio-Doença. Abono De Permanência. Pensões. Renda Mensal Vitalícia. Acumulação ..................................................................................................................................... 301
5.5.1.1. Questões do TRF1 ........................................................................................................................... 301 5.5.1.2. Questões do TRF2 ........................................................................................................................... 307 5.5.1.3. Questões do TRF3 ........................................................................................................................... 308 5.5.1.4. Questões do TRF4 ........................................................................................................................... 308 5.5.1.5. Questões do TRF5 ........................................................................................................................... 308

5.6. DIREITO CIVIL .................................................................................................................................... 309 5.6.1. Compra E Venda. Pactos Adjetos. Compromisso De Compra E Venda .................................. 309
5.6.1.1. Questões do TRF1 ........................................................................................................................... 309 5.6.1.2. Questões do TRF2 ........................................................................................................................... 313 5.6.1.3. Questões do TRF3 ........................................................................................................................... 313 5.6.1.4. Questões do TRF4 ........................................................................................................................... 313 5.6.1.5. Questões do TRF5 ........................................................................................................................... 313

5.7. DIREITO EMPRESARIAL ........................................................................................................................ 313 5.7.1. Títulos De Crédito................................................................................................................... 313
5.7.1.1. Questões do TRF1 ........................................................................................................................... 313 5.7.1.2. Questões do TRF2 ........................................................................................................................... 318 5.7.1.3. Questões do TRF3 ........................................................................................................................... 322 5.7.1.4. Questões do TRF4 ........................................................................................................................... 322 5.7.1.5. Questões do TRF5 ........................................................................................................................... 324

5.8. DIREITO PROCESSUAL CIVIL .................................................................................................................. 325 1.8.1. Fase Ordinatória. Providências Preliminares. Réplica. Especificação De Provas. Regularização. Julgamento Conforme O Estado Do Processo. Extinção Sem Julgamento Do Mérito. Julgamento Antecipado Do Mérito. Audiência Preliminar. Tentativa De Conciliação, Saneamento Do Processo, Desnecessidade De Audiência Preliminar ........................................................................................ 325
5.8.1.1. Questões do TRF1 ........................................................................................................................... 325 5.8.1.2. Questões do TRF2 ........................................................................................................................... 328 5.8.1.3. Questões do TRF3 ........................................................................................................................... 329 5.8.1.4. Questões do TRF4 ........................................................................................................................... 329 5.8.1.5. Questões do TRF5 ........................................................................................................................... 329

5.9. DIREITO PROCESSUAL PENAL ................................................................................................................ 329 5.9.1. Prova. Indícios. Presunções. Ônus Da Prova. Valor Da Confissão .......................................... 329
5.9.1.1. Questões do TRF1 ........................................................................................................................... 329 5.9.1.2. Questões do TRF2 ........................................................................................................................... 336 5.9.1.3. Questões do TRF3 ........................................................................................................................... 339 5.9.1.4. Questões do TRF4 ........................................................................................................................... 339 5.9.1.5. Questões do TRF5 ........................................................................................................................... 340

10

5.10. DIREITO AMBIENTAL ......................................................................................................................... 340 5.10.1. Avaliação De Impactos Ambientais. Estudo Prévio De Impacto Ambiental E Licenciamento Ambiental. Infrações E Sanções Administrativas ............................................................................. 340
5.10.1.1. Questões do TRF1 ......................................................................................................................... 340 5.10.1.2. Questões do TRF2 ......................................................................................................................... 344 5.10.1.3. Questões do TRF3 ......................................................................................................................... 347 5.10.1.4. Questões do TRF4 ......................................................................................................................... 347 5.10.1.5. Questões do TRF5 ......................................................................................................................... 347

5.11. DIREITO INTERNACIONAL PÚBLICO E PRIVADO ........................................................................................ 347 5.11.1. Mar Territorial E Zona Contígua. Zona Econômica. Plataforma Continental. Alto Mar ...... 347
5.11.1.1. Questões do TRF1 ......................................................................................................................... 347 5.11.1.2. Questões do TRF2 ......................................................................................................................... 348 5.11.1.3. Questões do TRF3 ......................................................................................................................... 348 5.11.1.4. Questões do TRF4 ......................................................................................................................... 348 5.11.1.5. Questões do TRF5 ......................................................................................................................... 348

5.12. SOCIOLOGIA DO DIREITO.................................................................................................................... 348 5.12.1. O Fato Jurídico Como Espécie Do Gênero Fato Social .......................................................... 348
5.12.1.1. Questões do TRF1 ......................................................................................................................... 348 5.12.1.2. Questões do TRF2 ......................................................................................................................... 348 5.12.1.3. Questões do TRF3 ......................................................................................................................... 348 5.12.1.4. Questões do TRF4 ......................................................................................................................... 348 5.12.1.5. Questões do TRF5 ......................................................................................................................... 348

5.13. FILOSOFIA DO DIREITO ...................................................................................................................... 349 5.13.1. A Justiça Como Valor Jurídico Político.................................................................................. 349
5.13.1.1. Questões do TRF1 ......................................................................................................................... 349 5.13.1.2. Questões do TRF2 ......................................................................................................................... 349 5.13.1.3. Questões do TRF3 ......................................................................................................................... 349 5.13.1.4. Questões do TRF4 ......................................................................................................................... 349 5.13.1.5. Questões do TRF5 ......................................................................................................................... 349

6. PONTO 06 ................................................................................................................................... 350 6.1. DIREITO CONSTITUCIONAL ................................................................................................................... 350 6.1.1. Princípios E Métodos De Interpretação Da Constituição ....................................................... 350
6.1.1.1. Questões do TRF1 ........................................................................................................................... 350 6.1.1.2. Questões do TRF2 ........................................................................................................................... 350 6.1.1.3. Questões do TRF3 ........................................................................................................................... 351 6.1.1.4. Questões do TRF4 ........................................................................................................................... 351 6.1.1.5. Questões do TRF5 ........................................................................................................................... 352

6.2. DIREITO TRIBUTÁRIO ........................................................................................................................... 352 6.2.1. Legislação Tributária: Vigência No Tempo E No Espaço – Aplicação - Hermenêutica Tributária – Lei Interpretativa - Interpretação E Integração Da Legislação Tributária No Código Tributário Nacional ........................................................................................................................................... 352
6.2.1.1. Questões do TRF1 ........................................................................................................................... 352 6.2.1.2. Questões do TRF2 ........................................................................................................................... 355 6.2.1.3. Questões do TRF3 ........................................................................................................................... 358 6.2.1.4. Questões do TRF4 ........................................................................................................................... 358 6.2.1.5. Questões do TRF5 ........................................................................................................................... 358

6.3. DIREITO ADMINISTRATIVO.................................................................................................................... 358 6.3.1. Serviços Públicos E Atividades Econômicas Do Estado .......................................................... 358
6.3.1.1. Questões do TRF1 ........................................................................................................................... 358 6.3.1.2. Questões do TRF2 ........................................................................................................................... 360 6.3.1.3. Questões do TRF3 ........................................................................................................................... 361

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6.3.1.4. Questões do TRF4 ........................................................................................................................... 361 6.3.1.5. Questões do TRF5 ........................................................................................................................... 361

6.4. DIREITO PENAL .................................................................................................................................. 362 6.4.1. Inatividade No Processo Penal. Inquérito Policial. Garantias Do Investigado. Atribuições Da Autoridade Policial. Intervenção Do Ministério Público................................................................... 362
6.4.1.1. Questões do TRF1 ........................................................................................................................... 362 6.4.1.2. Questões do TRF2 ........................................................................................................................... 364 6.4.1.3. Questões do TRF3 ........................................................................................................................... 365 6.4.1.4. Questões do TRF4 ........................................................................................................................... 365 6.4.1.5. Questões do TRF5 ........................................................................................................................... 365

6.5. DIREITO PREVIDENCIÁRIO..................................................................................................................... 366 6.5.1. Tempo De Serviço - Lei N. 8.742/1993 (Loas): Aspectos Previdenciários E Sociais ................ 366
6.5.1.1. Questões do TRF1 ........................................................................................................................... 366 6.5.1.2. Questões do TRF2 ........................................................................................................................... 367 6.5.1.3. Questões do TRF3 ........................................................................................................................... 367 6.5.1.4. Questões do TRF4 ........................................................................................................................... 367 6.5.1.5. Questões do TRF5 ........................................................................................................................... 367

6.6. DIREITO CIVIL .................................................................................................................................... 367 6.6.1. Pessoas Jurídicas. Obrigação Natural .................................................................................... 367
6.6.1.1. Questões do TRF1 ........................................................................................................................... 367 6.6.1.2. Questões do TRF2 ........................................................................................................................... 369 6.6.1.3. Questões do TRF3 ........................................................................................................................... 369 6.6.1.4. Questões do TRF4 ........................................................................................................................... 370 6.6.1.5. Questões do TRF5 ........................................................................................................................... 370

6.7. DIREITO EMPRESARIAL ........................................................................................................................ 370 6.7.1. Arrendamento Mercantil ....................................................................................................... 370
6.7.1.1. Questões do TRF1 ........................................................................................................................... 370 6.7.1.2. Questões do TRF2 ........................................................................................................................... 371 6.7.1.3. Questões do TRF3 ........................................................................................................................... 371 6.7.1.4. Questões do TRF4 ........................................................................................................................... 371 6.7.1.5. Questões do TRF5 ........................................................................................................................... 371

6.8. DIREITO PROCESSUAL CIVIL .................................................................................................................. 371 6.8.1. Procedimento Ordinário – Fase Instrutória. Teoria Geral Da Prova. Classificação Da Prova. Objeto Da Prova. Prova De Fato Negativo. O Juiz E A Produção Da Prova. O Ônus Da Prova. Provas Ilícitas. Hierarquia. Fontes E Meios. Prova Documental. Prova Pericial. Inspeção Judicial. Prova Testemunhal. Depoimento Pessoal. Interrogatório Das Partes. Audiência De Instrução E Julgamento ......................................................................................................................................................... 371
6.8.1.1. Questões do TRF1 ........................................................................................................................... 371 6.8.1.2. Questões do TRF2 ........................................................................................................................... 375 6.8.1.3. Questões do TRF3 ........................................................................................................................... 375 6.8.1.4. Questões do TRF4 ........................................................................................................................... 375 6.8.1.5. Questões do TRF5 ........................................................................................................................... 376

6.9. DIREITO PROCESSUAL PENAL ................................................................................................................ 376 6.9.1. Questões E Processos Incidentes............................................................................................ 376
6.9.1.1. Questões do TRF1 ........................................................................................................................... 376 6.9.1.2. Questões do TRF2 ........................................................................................................................... 377 6.9.1.3. Questões do TRF3 ........................................................................................................................... 378 6.9.1.4. Questões do TRF4 ........................................................................................................................... 378 6.9.1.5. Questões do TRF5 ........................................................................................................................... 378

6.10. DIREITO AMBIENTAL ......................................................................................................................... 378 6.10.1. Responsabilidade Ambiental. Tutela Civil Do Meio Ambiente. A Responsabilidade Civil Ambiental. O Dano Ambiental. Formas De Reparação Do Dano Ambiental. Responsabilidade Por

12

Culpa Do Direito Tradicional. Responsabilidade Objetiva No Direito Ambiental. O Sujeito Responsável E A Solidariedade Passiva No Dano Ambiental. A Responsabilidade Do Estado Por Dano Ambiental ............................................................................................................................... 378
6.10.1.1. Questões do TRF1 ......................................................................................................................... 378 6.10.1.2. Questões do TRF2 ......................................................................................................................... 383 6.10.1.3. Questões do TRF3 ......................................................................................................................... 383 6.10.1.4. Questões do TRF4 ......................................................................................................................... 383 6.10.1.5. Questões do TRF5 ......................................................................................................................... 383

6.11. DIREITO INTERNACIONAL PÚBLICO E PRIVADO ........................................................................................ 383 6.11.1. O Estado Como Sujeito De Direito Internacional Público (Deveres E Direitos Do Estado Na Ordem Internacional)....................................................................................................................... 383
6.11.1.1. Questões do TRF1 ......................................................................................................................... 383 6.11.1.2. Questões do TRF2 ......................................................................................................................... 384 6.11.1.3. Questões do TRF3 ......................................................................................................................... 384 6.11.1.4. Questões do TRF4 ......................................................................................................................... 384 6.11.1.5. Questões do TRF5 ......................................................................................................................... 384

6.12. SOCIOLOGIA DO DIREITO.................................................................................................................... 384 6.12.1. Extratificação Social ............................................................................................................. 384
6.12.1.1. Questões do TRF1 ......................................................................................................................... 384 6.12.1.2. Questões do TRF2 ......................................................................................................................... 385 6.12.1.3. Questões do TRF3 ......................................................................................................................... 385 6.12.1.4. Questões do TRF4 ......................................................................................................................... 385 6.12.1.5. Questões do TRF5 ......................................................................................................................... 385

6.13. FILOSOFIA DO DIREITO ...................................................................................................................... 385 6.13.1. A Moral e o Direito............................................................................................................... 385
6.13.1.1. Questões do TRF1 ......................................................................................................................... 385 6.13.1.2. Questões do TRF2 ......................................................................................................................... 386 6.13.1.3. Questões do TRF3 ......................................................................................................................... 386 6.13.1.4. Questões do TRF4 ......................................................................................................................... 386 6.13.1.5. Questões do TRF5 ......................................................................................................................... 387

7. PONTO 07 ................................................................................................................................... 387 7.1. DIREITO CONSTITUCIONAL ................................................................................................................... 387 7.1.1. Conceitos De Constituição ..................................................................................................... 387
7.1.1.1. Questões do TRF1 ........................................................................................................................... 387 7.1.1.2. Questões do TRF2 ........................................................................................................................... 388 7.1.1.3. Questões do TRF3 ........................................................................................................................... 391 7.1.1.4. Questões do TRF4 ........................................................................................................................... 391 7.1.1.5. Questões do TRF5 ........................................................................................................................... 392

7.2. DIREITO TRIBUTÁRIO ........................................................................................................................... 392 7.2.1. Obrigação Tributária: Elementos - Sujeição Passiva Direta E Indireta - Espécies – Domicílio Tributário ......................................................................................................................................... 392
7.2.1.1. Questões do TRF1 ........................................................................................................................... 392 7.2.1.2. Questões do TRF2 ........................................................................................................................... 395 7.2.1.3. Questões do TRF3 ........................................................................................................................... 397 7.2.1.4. Questões do TRF4 ........................................................................................................................... 399 7.2.1.5. Questões do TRF5 ........................................................................................................................... 399

7.3. DIREITO ADMINISTRATIVO.................................................................................................................... 400 7.3.1. Administração Pública Direta E Indireta. Entidades Administrativas .................................... 400
7.3.1.1. Questões do TRF1 ........................................................................................................................... 400 7.3.1.3. Questões do TRF3 ........................................................................................................................... 403 7.3.1.4. Questões do TRF4 ........................................................................................................................... 409

13

7.3.1.5. Questões do TRF5 ........................................................................................................................... 410

7.4. DIREITO PENAL .................................................................................................................................. 419 7.4.1. Suspensão Condicional Do Processo E Da Pena ..................................................................... 419
7.4.1.1. Questões do TRF1 ........................................................................................................................... 419 7.4.1.2. Questões do TRF2 ........................................................................................................................... 419 7.4.1.3. Questões do TRF3 ........................................................................................................................... 420 7.4.1.4. Questões do TRF4 ........................................................................................................................... 420 7.4.1.5. Questões do TRF5 ........................................................................................................................... 420

7.5. DIREITO PREVIDENCIÁRIO..................................................................................................................... 420 7.5.1. Aposentadoria. Auxílio-Doença. Abono De Permanência. Pensões. Renda Mensal Vitalícia. Acumulação ..................................................................................................................................... 420
7.5.1.1. Questões do TRF1 ........................................................................................................................... 420 7.5.1.2. Questões do TRF2 ........................................................................................................................... 422 7.5.1.3. Questões do TRF3 ........................................................................................................................... 422 7.5.1.4. Questões do TRF4 ........................................................................................................................... 422 7.5.1.5. Questões do TRF5 ........................................................................................................................... 422

7.6. DIREITO CIVIL .................................................................................................................................... 422 7.6.1. Do Pagamento (Regras Gerais). Pagamento Com Sub-Rogação. Novação ........................... 422
7.6.1.1. Questões do TRF1 ........................................................................................................................... 422 7.6.1.2. Questões do TRF2 ........................................................................................................................... 423 7.6.1.3. Questões do TRF3 ........................................................................................................................... 423 7.6.1.4. Questões do TRF4 ........................................................................................................................... 424 7.6.1.5. Questões do TRF5 ........................................................................................................................... 424

7.7. DIREITO EMPRESARIAL ........................................................................................................................ 424 7.7.1. Franquia E Faturização .......................................................................................................... 424
7.7.1.1. Questões do TRF1 ........................................................................................................................... 424 7.7.1.2. Questões do TRF2 ........................................................................................................................... 424 7.7.1.3. Questões do TRF3 ........................................................................................................................... 424 7.7.1.4. Questões do TRF4 ........................................................................................................................... 424 7.7.1.5. Questões do TRF5 ........................................................................................................................... 424

7.8. DIREITO PROCESSUAL CIVIL .................................................................................................................. 424 7.8.1. O Processo Nos Tribunais. Uniformização Da Jurisprudência. Declaração De Inconstitucionalidade Pelo Sistema Difuso ...................................................................................... 424
7.8.1.1. Questões do TRF1 ........................................................................................................................... 424 7.8.1.2. Questões do TRF2 ........................................................................................................................... 424 7.8.1.3. Questões do TRF3 ........................................................................................................................... 425 7.8.1.4. Questões do TRF4 ........................................................................................................................... 425 7.8.1.5. Questões do TRF5 ........................................................................................................................... 425

7.9. DIREITO PROCESSUAL PENAL ................................................................................................................ 425 7.9.1. Execução Penal ...................................................................................................................... 425
7.9.1.1. Questões do TRF1 ........................................................................................................................... 425 7.9.1.2. Questões do TRF2 ........................................................................................................................... 425 7.9.1.3. Questões do TRF3 ........................................................................................................................... 426 7.9.1.4. Questões do TRF4 ........................................................................................................................... 426 7.9.1.5. Questões do TRF5 ........................................................................................................................... 426

7.10. DIREITO AMBIENTAL ......................................................................................................................... 426 7.10.1. Responsabilidade Ambiental. Tutela Penal Do Meio Ambiente. A Responsabilidade Penal Ambiental. As Normas Penais Ambientais. Responsabilidade Penal Individual. Responsabilidade Penal Da Pessoa Jurídica. As Sanções Penais Das Pessoas Físicas. As Penas Aplicáveis Às Pessoas Jurídicas. Os Crimes Ambientais Previstos Na Lei Nº 9.605/98. Outros Crimes Ambientais ............ 426
7.10.1.1. Questões do TRF1 ......................................................................................................................... 426 7.10.1.2. Questões do TRF2 ......................................................................................................................... 426

14

7.10.1.3. Questões do TRF3 ......................................................................................................................... 426 7.10.1.4. Questões do TRF4 ......................................................................................................................... 426 7.10.1.5. Questões do TRF5 ......................................................................................................................... 426

7.11. DIREITO INTERNACIONAL PÚBLICO E PRIVADO ........................................................................................ 427 7.11.1. O Homem Como Sujeito De Direito Internacional Público (As Declarações De Direitos) ..... 427
7.11.1.1. Questões do TRF1 ......................................................................................................................... 427 7.11.1.2. Questões do TRF2 ......................................................................................................................... 427 7.11.1.3. Questões do TRF3 ......................................................................................................................... 428 7.11.1.4. Questões do TRF4 ......................................................................................................................... 429 7.11.1.5. Questões do TRF5 ......................................................................................................................... 429

7.12. SOCIOLOGIA DO DIREITO.................................................................................................................... 429 7.12.1. Processos De Transformação Do Indivíduo Do Gênero Em Pessoa Ou Ator Social .............. 429
7.12.1.1. Questões do TRF1 ......................................................................................................................... 429 7.12.1.2. Questões do TRF2 ......................................................................................................................... 429 7.12.1.3. Questões do TRF3 ......................................................................................................................... 430 7.12.1.4. Questões do TRF4 ......................................................................................................................... 430 7.12.1.5. Questões do TRF5 ......................................................................................................................... 430

7.13. FILOSOFIA DO DIREITO ...................................................................................................................... 430 7.13.1. Equidade .............................................................................................................................. 430
7.13.1.1. Questões do TRF1 ......................................................................................................................... 430 7.13.1.2. Questões do TRF2 ......................................................................................................................... 430 7.13.1.3. Questões do TRF3 ......................................................................................................................... 430 7.13.1.4. Questões do TRF4 ......................................................................................................................... 430 7.13.1.5. Questões do TRF5 ......................................................................................................................... 430

8. PONTO 08 ................................................................................................................................... 430 8.1. DIREITO CONSTITUCIONAL ................................................................................................................... 430 8.1.1. Classificação Das Constituições ............................................................................................. 430
8.1.1.1. Questões do TRF1 ........................................................................................................................... 430 8.1.1.2. Questões do TRF2 ........................................................................................................................... 430 8.1.1.3. Questões do TRF3 ........................................................................................................................... 431 8.1.1.4. Questões do TRF4 ........................................................................................................................... 431 8.1.1.5. Questões do TRF5 ........................................................................................................................... 431

8.2. DIREITO TRIBUTÁRIO ........................................................................................................................... 431 8.2.1. Crédito Tributário: Constituição ............................................................................................. 431
8.2.1.1. Questões do TRF1 ........................................................................................................................... 431 8.2.1.2. Questões do TRF2 ........................................................................................................................... 431 8.2.1.3. Questões do TRF3 ........................................................................................................................... 431 8.2.1.4. Questões do TRF4 ........................................................................................................................... 432 8.2.1.5. Questões do TRF5 ........................................................................................................................... 432

8.3. DIREITO ADMINISTRATIVO.................................................................................................................... 432 8.3.1. Devido Processo (Legal) Administrativo................................................................................. 432
8.3.1.1. Questões do TRF1 ........................................................................................................................... 432 8.3.1.2. Questões do TRF2 ........................................................................................................................... 432 8.3.1.3. Questões do TRF3 ........................................................................................................................... 433 8.3.1.4. Questões do TRF4 ........................................................................................................................... 433 8.3.1.5. Questões do TRF5 ........................................................................................................................... 433

8.4. DIREITO PENAL .................................................................................................................................. 433 8.4.1. Crimes De "Lavagem" Ou Ocultação De Bens, Direitos E Valores .......................................... 433
8.4.1.1. Questões do TRF1 ........................................................................................................................... 433 8.4.1.2. Questões do TRF2 ........................................................................................................................... 434 8.4.1.3. Questões do TRF3 ........................................................................................................................... 434

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8.4.1.4. Questões do TRF4 ........................................................................................................................... 434 8.4.1.5. Questões do TRF5 ........................................................................................................................... 435

8.5. DIREITO PREVIDENCIÁRIO..................................................................................................................... 435 8.5.1. Trabalhador Rural - Estatuto Do Idoso (Lei N. 10.741/2003)................................................. 435
8.5.1.1. Questões do TRF1 ........................................................................................................................... 435 8.5.1.2. Questões do TRF2 ........................................................................................................................... 437 8.5.1.3. Questões do TRF3 ........................................................................................................................... 437 8.5.1.4. Questões do TRF4 ........................................................................................................................... 437 8.5.1.5. Questões do TRF5 ........................................................................................................................... 437

8.6. DIREITO CIVIL .................................................................................................................................... 437 8.6.1. Obrigação: Conceito. Elementos Constitutivos. Modalidades ............................................... 437
8.6.1.1. Questões do TRF1 ........................................................................................................................... 437 8.6.1.2. Questões do TRF2 ........................................................................................................................... 437 8.6.1.3. Questões do TRF3 ........................................................................................................................... 438 8.6.1.4. Questões do TRF4 ........................................................................................................................... 438 8.6.1.5. Questões do TRF5 ........................................................................................................................... 438

8.7. DIREITO EMPRESARIAL ........................................................................................................................ 439 8.7.1. Sociedade Simples E Sociedade Em Nome Coletivo ............................................................... 439
8.7.1.1. Questões do TRF1 ........................................................................................................................... 439 8.7.1.2. Questões do TRF2 ........................................................................................................................... 439 8.7.1.3. Questões do TRF3 ........................................................................................................................... 439 8.7.1.4. Questões do TRF4 ........................................................................................................................... 439 8.7.1.5. Questões do TRF5 ........................................................................................................................... 439

8.8. DIREITO PROCESSUAL CIVIL .................................................................................................................. 440 8.8.1. Homologação De Sentença Estrangeira. Ação Rescisória. Ação Rescisória Constitucional. Antecipação De Tutela Na Ação Rescisória ..................................................................................... 440
8.8.1.1. Questões do TRF1 ........................................................................................................................... 440 8.8.1.2. Questões do TRF2 ........................................................................................................................... 440 8.8.1.3. Questões do TRF3 ........................................................................................................................... 442 8.8.1.4. Questões do TRF4 ........................................................................................................................... 442 8.8.1.5. Questões do TRF5 ........................................................................................................................... 443

8.9. DIREITO PROCESSUAL PENAL ................................................................................................................ 445 8.9.1. Prisão Cautelar De Natureza Processual................................................................................ 445
8.9.1.1. Questões do TRF1 ........................................................................................................................... 445 8.9.1.2. Questões do TRF2 ........................................................................................................................... 446 8.9.1.3. Questões do TRF3 ........................................................................................................................... 446 8.9.1.4. Questões do TRF4 ........................................................................................................................... 448 8.9.1.5. Questões do TRF5 ........................................................................................................................... 449

8.10. DIREITO AMBIENTAL ......................................................................................................................... 449 8.10.1. Principais Instrumentos De Proteção Internacional Do Meio Ambiente. Fontes Do Direito Internacional Do Meio Ambiente. Documentos Internacionais. Agenda 21 .................................... 449
8.10.1.1. Questões do TRF1 ......................................................................................................................... 449 8.10.1.2. Questões do TRF2 ......................................................................................................................... 449 8.10.1.3. Questões do TRF3 ......................................................................................................................... 450 8.10.1.4. Questões do TRF4 ......................................................................................................................... 450 8.10.1.5. Questões do TRF5 ......................................................................................................................... 450

8.11. DIREITO INTERNACIONAL PÚBLICO E PRIVADO ........................................................................................ 450 8.11.1. Incorporação Dos Tratados Público E Privado Internacionais (Convenções Etc.) No Direito Brasileiro .......................................................................................................................................... 450
8.11.1.1. Questões do TRF1 ......................................................................................................................... 450 8.11.1.2. Questões do TRF2 ......................................................................................................................... 452 8.11.1.3. Questões do TRF3 ......................................................................................................................... 456

16

8.11.1.4. Questões do TRF4 ......................................................................................................................... 457 8.11.1.5. Questões do TRF5 ......................................................................................................................... 457

8.12. SOCIOLOGIA DO DIREITO .............................................................................................................. 460 8.12.1. Conflitos – Conceito .......................................................................................................... 460
8.12.1.1. Questões do TRF1 ........................................................................................................................ 460 8.12.1.2. Questões do TRF28 ....................................................................................................................... 461 8.12.1.3. Questões do TRF3 ......................................................................................................................... 461 8.12.1.4. Questões do TRF4 ......................................................................................................................... 461 8.12.1.5. Questões do TRF5 ......................................................................................................................... 461

8.13. FILOSOFIA DO DIREITO ...................................................................................................................... 461 8.13.1. O Mundo Compreendido Cosmologicamente ...................................................................... 461
8.13.1.1. Questões do TRF1 ......................................................................................................................... 461 8.13.1.2. Questões do TRF2 ......................................................................................................................... 465 8.13.1.3. Questões do TRF3 ......................................................................................................................... 465 8.13.1.4. Questões do TRF4 ......................................................................................................................... 465 8.13.1.5. Questões do TRF5 ......................................................................................................................... 465

9. PONTO 09 ................................................................................................................................... 465 9.1. DIREITO CONSTITUCIONAL ................................................................................................................... 465 9.1.1. Separação De Poderes E Divisão De Poderes No Brasil.......................................................... 465
9.1.1.1. Questões do TRF1 ........................................................................................................................... 465 9.1.1.2. Questões do TRF2 ........................................................................................................................... 465 9.1.1.3. Questões do TRF3 ........................................................................................................................... 471 9.1.1.4. Questões do TRF4 ........................................................................................................................... 474 9.1.1.5. Questões do TRF5 ........................................................................................................................... 474

TRF5 – 2012.................................................................................................................................. 474 9.2. DIREITO TRIBUTÁRIO ........................................................................................................................... 476 9.2.1. Crédito Tributário: Suspensão ................................................................................................ 476
9.2.1.1. Questões do TRF1 ........................................................................................................................... 476 9.2.1.2. Questões do TRF2 ........................................................................................................................... 476 9.2.1.3. Questões do TRF3 ........................................................................................................................... 477 9.2.1.4. Questões do TRF4 ........................................................................................................................... 477 9.2.1.5. Questões do TRF5 ........................................................................................................................... 477

9.3. DIREITO ADMINISTRATIVO.................................................................................................................... 477 9.3.1. Contratos Administrativos. Parcerias Público-Privadas ......................................................... 477
9.3.1.1. Questões do TRF1 ........................................................................................................................... 477 9.3.1.2. Questões do TRF2 ........................................................................................................................... 477 9.3.1.3. Questões do TRF3 ........................................................................................................................... 479 9.3.1.4. Questões do TRF4 ........................................................................................................................... 480 9.3.1.5. Questões do TRF5 ........................................................................................................................... 480

9.4. DIREITO PENAL .................................................................................................................................. 480 9.4.1. Crimes Hediondos .................................................................................................................. 480
9.4.1.1. Questões do TRF1 ........................................................................................................................... 480 9.4.1.2. Questões do TRF2 ........................................................................................................................... 481 9.4.1.3. Questões do TRF3 ........................................................................................................................... 481 9.4.1.4. Questões do TRF4 ........................................................................................................................... 482 9.4.1.5. Questões do TRF5 ........................................................................................................................... 483

9.5. DIREITO PREVIDENCIÁRIO..................................................................................................................... 483 9.5.1. Empregador E Empregado Domésticos - Estatuto Do Idoso (Lei N. 10.741/2003) - Lei N. 8.742/1993 (Loas) ............................................................................................................................ 483
9.5.1.1. Questões do TRF1 ........................................................................................................................... 483

17

9.5.1.2. Questões do TRF2 ........................................................................................................................... 483 9.5.1.3. Questões do TRF3 ........................................................................................................................... 484 9.5.1.4. Questões do TRF4 ........................................................................................................................... 484 9.5.1.5. Questões do TRF5 ........................................................................................................................... 484

9.6. DIREITO CIVIL .................................................................................................................................... 484 9.6.1. Mandato. Revisão E Extinção Dos Contratos ......................................................................... 484
9.6.1.1. Questões do TRF1 ........................................................................................................................... 484 9.6.1.2. Questões do TRF2 ........................................................................................................................... 484 9.6.1.3. Questões do TRF3 ........................................................................................................................... 485 9.6.1.4. Questões do TRF4 ........................................................................................................................... 486 9.6.1.5. Questões do TRF5 ........................................................................................................................... 486

9.7. DIREITO EMPRESARIAL ........................................................................................................................ 486 9.7.1. Sociedade: Princípios Gerais E Classificação .......................................................................... 486
9.7.1.1. Questões do TRF1 ........................................................................................................................... 486 9.7.1.2. Questões do TRF2 ........................................................................................................................... 487 9.7.1.3. Questões do TRF3 ........................................................................................................................... 489 9.7.1.4. Questões do TRF4 ........................................................................................................................... 491 9.7.1.5. Questões do TRF5 ........................................................................................................................... 491

9.8. DIREITO PROCESSUAL CIVIL .................................................................................................................. 493 9.8.1. Teoria Geral Dos Recursos. Princípio Do Duplo Grau De Jurisdição. Conceito De Recurso. Classificação. Juízo De Admissibilidade. Juízo De Mérito. Efeito Dos Recursos. Efeitos De Interposição. Efeitos De Julgamento. Antecipação Da Tutela Recursal ........................................... 493
9.8.1.1. Questões do TRF1 ........................................................................................................................... 493 9.8.1.2. Questões do TRF2 ........................................................................................................................... 493 9.8.1.3. Questões do TRF3 ........................................................................................................................... 494 9.8.1.4. Questões do TRF4 ........................................................................................................................... 494 9.8.1.5. Questões do TRF5 ........................................................................................................................... 494

9.9. DIREITO PROCESSUAL PENAL ................................................................................................................ 495 9.9.1. Juizados Especiais Federais Criminais .................................................................................... 495
9.9.1.1. Questões do TRF1 ........................................................................................................................... 495 9.9.1.2. Questões do TRF2 ........................................................................................................................... 495 9.9.1.3. Questões do TRF3 ........................................................................................................................... 495 9.9.1.4. Questões do TRF4 ........................................................................................................................... 495 9.9.1.5. Questões do TRF5 ........................................................................................................................... 495

9.10. DIREITO AMBIENTAL ......................................................................................................................... 495 9.10.1. A Tutela Internacional Dos Bens Naturais Brasileiros E As Unidades De Conservação Da Natureza De Proteção Integral ........................................................................................................ 495
9.10.1.1. Questões do TRF1 ......................................................................................................................... 495 9.10.1.2. Questões do TRF2 ......................................................................................................................... 495 9.10.1.3. Questões do TRF3 ......................................................................................................................... 495 9.10.1.4. Questões do TRF4 ......................................................................................................................... 496 9.10.1.5. Questões do TRF5 ......................................................................................................................... 496

9.11. DIREITO INTERNACIONAL PÚBLICO E PRIVADO ........................................................................................ 496 9.11.1. Atividade Da Lei No Tempo (Vigência, Eficácia, Fundamento) ............................................ 496
9.11.1.1. Questões do TRF1 ......................................................................................................................... 496 9.11.1.2. Questões do TRF2 ......................................................................................................................... 496 9.11.1.3. Questões do TRF3 ......................................................................................................................... 496 9.11.1.4. Questões do TRF4 ......................................................................................................................... 496 9.11.1.5. Questões do TRF5 ......................................................................................................................... 496

9.12. SOCIOLOGIA DO DIREITO.................................................................................................................... 498 9.12.1. Mecanismos De Resolução De Conflitos .............................................................................. 498
9.12.1.1. Questões do TRF1 ......................................................................................................................... 498

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9.12.1.2. Questões do TRF2 ......................................................................................................................... 499 9.12.1.3. Questões do TRF3 ......................................................................................................................... 499 9.12.1.4. Questões do TRF4 ......................................................................................................................... 499 9.12.1.5. Questões do TRF5 ......................................................................................................................... 499

9.13. FILOSOFIA DO DIREITO ...................................................................................................................... 500 9.13.1. O Homem. Conceito. Ser Do Mundo E Opondo-Se Ao Mundo ............................................. 500
9.13.1.1. Questões do TRF1 ......................................................................................................................... 500 9.13.1.2. Questões do TRF2 ......................................................................................................................... 503 9.13.1.3. Questões do TRF3 ......................................................................................................................... 503 9.13.1.4. Questões do TRF4 ......................................................................................................................... 503 9.13.1.5. Questões do TRF5 ......................................................................................................................... 503

10. PONTO 10.................................................................................................................................. 504 10.1. DIREITO CONSTITUCIONAL ................................................................................................................. 504 10.1.1. Federalismo E Estado Federal Brasileiro .............................................................................. 504
10.1.1.1. Questões do TRF1 ......................................................................................................................... 504 10.1.1.2. Questões do TRF2 ......................................................................................................................... 504 10.1.1.3. Questões do TRF3 ......................................................................................................................... 505 10.1.1.4. Questões do TRF4 ......................................................................................................................... 506 10.1.1.5. Questões do TRF5 ......................................................................................................................... 506

10.2. DIREITO TRIBUTÁRIO ......................................................................................................................... 508 10.2.1. Crédito Tributário: Extinção ................................................................................................. 508
10.2.1.1. Questões do TRF1 ......................................................................................................................... 508 10.2.1.2. Questões do TRF2 ......................................................................................................................... 508 10.2.1.3. Questões do TRF3 ......................................................................................................................... 511 10.2.1.4. Questões do TRF4 ......................................................................................................................... 511 101.2.1.5. Questões do TRF5 ....................................................................................................................... 513

10.3. DIREITO ADMINISTRATIVO.................................................................................................................. 513 10.3.1. Responsabilidade Administrativa, Civil E Penal Do Servidor Público. Processo Disciplinar .. 513
10.3.1.1. Questões do TRF1 ......................................................................................................................... 513 10.3.1.2. Questões do TRF2 ......................................................................................................................... 513 10.3.1.3. Questões do TRF3 ......................................................................................................................... 518 10.3.1.4. Questões do TRF4 ......................................................................................................................... 518 10.3.1.5. Questões do TRF5 ......................................................................................................................... 519

10.4. DIREITO PENAL ................................................................................................................................ 519 10.4.1. Crimes Contra A Ordem Tributária. Apropriação Indébita Previdenciária ........................... 519
10.4.1.1. Questões do TRF1 ......................................................................................................................... 519 10.4.1.2. Questões do TRF2 ......................................................................................................................... 519 10.4.1.3. Questões do TRF3 ......................................................................................................................... 522 10.4.1.4. Questões do TRF4 ......................................................................................................................... 522 10.4.1.5. Questões do TRF5 ......................................................................................................................... 524

10.5. DIREITO PREVIDENCIÁRIO................................................................................................................... 524 10.5.1. O Servidor Público Federal - Reciprocidade De Regimes - Dependência Econômica ........... 524
10.5.1.1. Questões do TRF1 ......................................................................................................................... 524 10.5.1.2. Questões do TRF2 ......................................................................................................................... 524 10.5.1.3. Questões do TRF3 ......................................................................................................................... 530 10.5.1.4. Questões do TRF4 ......................................................................................................................... 530 10.5.1.5. Questões do TRF5 ......................................................................................................................... 530

10.6. DIREITO CIVIL .................................................................................................................................. 530 10.6.1. Da Posse............................................................................................................................... 530
10.6.1.1. Questões do TRF1 ......................................................................................................................... 530 10.6.1.2. Questões do TRF2 ......................................................................................................................... 531

19

10.6.1.3. Questões do TRF3 ......................................................................................................................... 533 10.6.1.4. Questões do TRF4 ......................................................................................................................... 534 10.6.1.5. Questões do TRF5 ......................................................................................................................... 534

10.7. DIREITO EMPRESARIAL ...................................................................................................................... 534 10.7.1. Sistema Financeiro Nacional ................................................................................................ 534
10.7.1.1. Questões do TRF1 ......................................................................................................................... 534 10.7.1.2. Questões do TRF2 ......................................................................................................................... 534 10.7.1.3. Questões do TRF3 ......................................................................................................................... 535 10.7.1.4. Questões do TRF4 ......................................................................................................................... 535 10.7.1.5. Questões do TRF5 ......................................................................................................................... 535

10.8. DIREITO PROCESSUAL CIVIL ................................................................................................................ 535 10.8.1. Recursos Em Espécie. Apelação. Agravos. Embargos Infringentes. Embargos De Declaração. Recurso Ordinário Para O Stf E Para O Stj. Recurso Especial E Recurso Extraordinário. Embargos De Divergência ...................................................................................................................................... 535
10.8.1.1. Questões do TRF1 ......................................................................................................................... 535 10.8.1.2. Questões do TRF2 ......................................................................................................................... 536 10.8.1.3. Questões do TRF3 ......................................................................................................................... 539 10.8.1.4. Questões do TRF4 ......................................................................................................................... 539 10.8.1.5. Questões do TRF5 ......................................................................................................................... 539

10.9. DIREITO PROCESSUAL PENAL .............................................................................................................. 539 10.9.1. Nulidades. Descumprimento Das Formas Processuais ........................................................ 539
10.9.1.1. Questões do TRF1 ......................................................................................................................... 539 10.9.1.2. Questões do TRF2 ......................................................................................................................... 539 10.9.1.3. Questões do TRF3 ......................................................................................................................... 540 10.9.1.4. Questões do TRF4 ......................................................................................................................... 540 10.9.1.5. Questões do TRF5 ......................................................................................................................... 542

10.10. DIREITO AMBIENTAL ....................................................................................................................... 542 10.10.1. A Efetivação Da Proteção Normativa Ao Meio Ambiente. A Tutela Processual Do Meio Ambiente. A Fase Pré-Processual: O Inquérito Civil E O Inquérito Policial. A Fase Processual: A Ação Civil Pública Ambiental. Ação Popular Ambiental. Mandado De Segurança Coletivo Ambiental. Mandado De Injunção Ambiental. Ação Cautelar Ambiental. Ação Declaratória De Inconstitucionalidade Em Matéria Ambiental. A Eficácia Instrumental Das Tutelas Mandamentais Em Matéria Ambiental..................................................................................................................... 542
10.10.1.1. Questões do TRF1 ....................................................................................................................... 542 10.10.1.2. Questões do TRF2 ....................................................................................................................... 542 10.10.1.3. Questões do TRF3 ....................................................................................................................... 542 10.10.1.4. Questões do TRF4 ....................................................................................................................... 542 10.10.1.5. Questões do TRF5 ....................................................................................................................... 542

10.11. DIREITO INTERNACIONAL PÚBLICO E PRIVADO ...................................................................................... 542 10.11.1. Situação Do Estrangeiro No Brasil. Extradição .................................................................. 542
10.11.1.1. Questões do TRF1 ....................................................................................................................... 542 10.11.1.2. Questões do TRF2 ....................................................................................................................... 546 10.11.1.3. Questões do TRF3 ....................................................................................................................... 549 10.11.1.4. Questões do TRF4 ....................................................................................................................... 549 10.11.1.5. Questões do TRF5 ....................................................................................................................... 549

10.12. SOCIOLOGIA DO DIREITO.................................................................................................................. 550 10.12.1. Composição De Litígios – Sistemas Não Judiciais De Composição ..................................... 550
10.12.1.1. Questões do TRF1 ....................................................................................................................... 550 10.12.1.2. Questões do TRF2 ....................................................................................................................... 550 10.12.1.3. Questões do TRF3 ....................................................................................................................... 550 10.12.1.4. Questões do TRF4 ....................................................................................................................... 550 10.12.1.5. Questões do TRF5 ....................................................................................................................... 550

20

10.13. FILOSOFIA DO DIREITO .................................................................................................................... 551 10.13.1. A Conduta Segundo Sócrates ............................................................................................. 551
10.13.1.1. Questões do TRF1 ....................................................................................................................... 551 10.13.1.2. Questões do TRF2 ....................................................................................................................... 552 10.13.1.3. Questões do TRF3 ....................................................................................................................... 552 10.13.1.4. Questões do TRF4 ....................................................................................................................... 552 10.13.1.5. Questões do TRF5 ....................................................................................................................... 552

11. PONTO 11.................................................................................................................................. 552 11.1. DIREITO CONSTITUCIONAL ................................................................................................................. 552 11.1.1. Estado E Ordem Econômica ................................................................................................. 552
11.1.1.1. Questões do TRF1 ......................................................................................................................... 552 11.1.1.2. Questões do TRF2 ......................................................................................................................... 554 11.1.1.3. Questões do TRF3 ......................................................................................................................... 559 11.1.1.4. Questões do TRF4 ......................................................................................................................... 560 11.1.1.5. Questões do TRF5 ......................................................................................................................... 560

11.2. DIREITO TRIBUTÁRIO ......................................................................................................................... 561 11.2.1. Crédito Tributário: Exclusão ................................................................................................. 561
11.2.1.1. Questões do TRF1 ......................................................................................................................... 561 11.2.1.2. Questões do TRF2 ......................................................................................................................... 563 11.2.1.3. Questões do TRF3 ......................................................................................................................... 564 11.2.1.4. Questões do TRF4 ......................................................................................................................... 564 11.2.1.5. Questões do TRF5 ......................................................................................................................... 564

11.3. DIREITO ADMINISTRATIVO.................................................................................................................. 565 11.3.1. Agentes Públicos Civis E Militares ........................................................................................ 565
11.3.1.1. Questões do TRF1 ......................................................................................................................... 565 11.3.1.2. Questões do TRF2 ......................................................................................................................... 570 11.3.1.3. Questões do TRF3 ......................................................................................................................... 571 11.3.1.4. Questões do TRF4 ......................................................................................................................... 571 11.3.1.5. Questões do TRF5 ......................................................................................................................... 571

11.4. DIREITO PENAL ................................................................................................................................ 571 11.4.1. Tráfico Ilícito De Entorpecentes ........................................................................................... 571
11.4.1.1. Questões do TRF1 ......................................................................................................................... 571 11.4.1.2. Questões do TRF2 ......................................................................................................................... 584 11.4.1.3. Questões do TRF3 ......................................................................................................................... 584 11.4.1.4. Questões do TRF4 ......................................................................................................................... 585 11.4.1.5. Questões do TRF5 ......................................................................................................................... 585

11.5. DIREITO PREVIDENCIÁRIO................................................................................................................... 585 11.5.1. Previdência Social: Órgãos, Regimes, Segurados, Beneficiários E Inscrições. Leis Ns. 8.212/91 E 8.213/91........................................................................................................................................ 585
11.5.1.1. Questões do TRF1 ......................................................................................................................... 585 11.5.1.2. Questões do TRF2 ......................................................................................................................... 590 11.5.1.3. Questões do TRF3 ......................................................................................................................... 590 11.5.1.4. Questões do TRF4 ......................................................................................................................... 590 11.5.1.5. Questões do TRF5 ......................................................................................................................... 590

11.6. DIREITO CIVIL .................................................................................................................................. 594 11.6.1. Da Propriedade. Propriedade E Domínio ............................................................................. 594
11.6.1.1. Questões do TRF1 ......................................................................................................................... 594 11.6.1.2. Questões do TRF2 ......................................................................................................................... 598 11.6.1.3. Questões do TRF3 ......................................................................................................................... 599 11.6.1.4. Questões do TRF4 ......................................................................................................................... 601 11.6.1.5. Questões do TRF5 ......................................................................................................................... 601

21

11.7. DIREITO EMPRESARIAL ...................................................................................................................... 605 11.7.1. Estabelecimento Empresarial .............................................................................................. 605
11.7.1.1. Questões do TRF1 ......................................................................................................................... 605 11.7.1.2. Questões do TRF2 ......................................................................................................................... 613

11.8. DIREITO PROCESSUAL CIVIL ................................................................................................................ 617 11.8.1. Súmula Vinculante. Fenômeno Processual Da Repercussão Geral, Na Competência Recursal Do Supremo Tribunal Federal E Do Superior Tribunal De Justiça. Tendências Atuais Dos Recursos. O Processo Cautelar. Procedimento. Os Processos Especiais De Mandado De Segurança, Ação Civil Pública, Ação Popular, Ação De Desapropriação, Habeas-Data, Mandado De Injunção E Ação De Improbidade Administrativa ............................................................................................................ 617
11.8.1.1. Questões do TRF1 ......................................................................................................................... 618 11.8.1.2. Questões do TRF2 ......................................................................................................................... 632 11.8.1.3. Questões do TRF3 ......................................................................................................................... 635 11.8.1.4. Questões do TRF4 ......................................................................................................................... 639 11.8.1.5. Questões do TRF5 ......................................................................................................................... 640

11.9. DIREITO PROCESSUAL PENAL .............................................................................................................. 642 11.9.1. Prova. Quebra Do Sigilo Bancário ........................................................................................ 642
11.9.1.1. Questões do TRF1 ......................................................................................................................... 642 11.9.1.2. Questões do TRF2 ......................................................................................................................... 644 11.9.1.3. Questões do TRF3 ......................................................................................................................... 645 11.9.1.4. Questões do TRF4 ......................................................................................................................... 645 11.9.1.5. Questões do TRF5 ......................................................................................................................... 645

11.10. DIREITO AMBIENTAL ....................................................................................................................... 646 11.10.1. A Tutela Processual Dos Interesses Difusos Ambientais E A Técnica Das Tutelas De Urgência Na Defesa Adequada Do Meio Ambiente. O Devido Processo Legal Coletivo E A Tutela Jurisdicional Inibitória Do Risco De Dano Ambiental Como Instrumento De Eficácia Do Princípio Da Precaução. A Eficácia Erga Omnes Da Coisa Julgada Coletiva Na Dimensão Do Interesse Difuso Ambiental ...... 646
11.10.1.1. Questões do TRF1 ....................................................................................................................... 646 11.10.1.2. Questões do TRF2 ....................................................................................................................... 650 11.10.1.3. Questões do TRF3 ....................................................................................................................... 651 11.10.1.4. Questões do TRF4 ....................................................................................................................... 651 11.10.1.5. Questões do TRF5 ....................................................................................................................... 651

11.11. DIREITO INTERNACIONAL PÚBLICO E PRIVADO ...................................................................................... 651 11.11.1. Tratados Internacionais (Latu Sensu). Direito Dos Tratados ............................................. 651
11.11.1.1. Questões do TRF1 ....................................................................................................................... 651 11.11.1.2. Questões do TRF2 ....................................................................................................................... 653 11.11.1.3. Questões do TRF3 ....................................................................................................................... 657 11.11.1.4. Questões do TRF4 ....................................................................................................................... 657 11.11.1.5. Questões do TRF5 ....................................................................................................................... 657

11.12. SOCIOLOGIA DO DIREITO.................................................................................................................. 658 11.12.1. Direito E Comunicação Social............................................................................................. 658
11.12.1.1. Questões do TRF1 ....................................................................................................................... 658 11.12.1.2. Questões do TRF2 ....................................................................................................................... 659 11.12.1.3. Questões do TRF3 ....................................................................................................................... 659 11.12.1.4. Questões do TRF4 ....................................................................................................................... 659 11.12.1.5. Questões do TRF5 ....................................................................................................................... 659

11.13. FILOSOFIA DO DIREITO .................................................................................................................... 659 11.13.1. A Visão De Platão Sobre O Mundo, O Homem E As Coisas ................................................ 659
11.13.1.1. Questões do TRF1 ....................................................................................................................... 659 11.13.1.2. Questões do TRF2 ....................................................................................................................... 663 11.13.1.3. Questões do TRF3 ....................................................................................................................... 663

22

.................................11.................1..... Questões do TRF4 ................. 696 12.............................Cadin ...........................................................................6.........5.....3.....................................................4......................... 671 12....... 676 12.........................................4...................1.. 670 12.................. Abono Anual E Outros Auxílios . Questões do TRF1 ........................................... DIREITO CIVIL .....1.5.........................1.2..........7.......1...................................... Questões do TRF1 .....................................................................................4...............................................4.......4...................7....................... 676 12...............................................................1......... 703 12............ 676 12.................1..........4..........................................................................1..................................................................... Questões do TRF5 ............ Questões do TRF1 .......5..........1.....................4...................................................... 683 12.......................6.3...... 702 12....2........ 689 12...................................................... 683 12...........................................3.................................................................................................... Controle Da Administração Pública... Questões do TRF5 .....13.........................1...............1..1.........................................1........ Questões do TRF4 ..............................................................7..................................................2.. Questões do TRF3 ............1.................................. 703 23 .............................2..................3............. DIREITO TRIBUTÁRIO ... DIREITO ADMINISTRATIVO..1........................................ Questões do TRF1 ............4....1...................................................Lc 118/2005 ......................................................1................................... 670 12.................... Questões do TRF5 ......1........ 663 11......1..............................7....................................4..5.................... 689 12........................2....7..............1................ Questões do TRF2 .......... Questões do TRF2 ....................................................................... PONTO 12..........2...........................................1............1....5.....1............................3...........................1..................................1...... Questões do TRF4 ...........................1.......................... Questões do TRF2 ..........................4.6.. 703 12....................... Registros Públicos... 702 12........3.1....................................................5....................................................................... Questões do TRF4 .......................1............................................................................................1........1.......................................................... Penhor E Hipoteca.................................................................................................................1.......1......... 663 12......................................................... 696 12........... DIREITO PREVIDENCIÁRIO ........................ 673 12... 695 12............................................................................2.......................1..................................... 696 12................................. 676 12.....................................................3.........................................................................5................ 676 12.................................................1..................13...2........ Questões do TRF3 ............... Questões do TRF2 .......... Questões do TRF3 .............5...............3...................................................................................................1........... 663 12..........................3........................1............ Questões do TRF4 ..... Questões do TRF3 ........... 663 12.......................................................... Questões do TRF5 ....... 700 12.. 684 12....................1....................4............................................................ Controle Judicial Do Ato Administrativo.......... Estado E Ordem Social ...... 670 12............... 663 12..... 699 12................................. 695 12.....1.......................... 689 12................................................. Questões do TRF4 ............. 693 12.. Questões do TRF5 .................CND/CPDEN .................................... Direito Judicial Tributário .............................................. Questões do TRF4 ....................1............................................1.... Questões do TRF1 .................................................................................2..........1.............................5.................. DIREITO PENAL .........................................................6...................1............1.......................................3..2........... Questões do TRF1 ........................................ 671 12........3... 671 12......................................................................4......................1..........1...... Crimes De Abuso De Autoridade ........................ 694 12........................................................................6......2.........................3.... 702 12.....5...... 666 12................. Crimes Contra O Meio Ambiente......................2............1...2...............................................1........................................1............................................7............................. Questões do TRF3 .................................................... 694 12..............................5............6.. 702 12............................................. DIREITO EMPRESARIAL .............................. 696 12..................... DIREITO CONSTITUCIONAL ................1..4.......................5....... 696 12........ 684 12.................................... 676 12........................... Alienação Fiduciária Em Garantia De Bens Imóveis...................... 695 12. 694 12.............5...................................3.................. Questões do TRF3 ................................................ Questões do TRF2 .............1........... Questões do TRF5 ...............1...............1............................................................1.........................................2..............................1...................................... Questões do TRF4 ........... Questões do TRF5 ...................6.................................................................. 663 12.................................5...3.... 702 12............................. Questões do TRF2 ............................ 696 12...................................................4...... Questões do TRF3 ......1.......... 696 12.......... Questões do TRF2 ....... Questões do TRF1 ...........................................1....1..4.............................................................................. Estatuto Da Terra ..................................................

............................................1..................................................1.......................... Questões do TRF3 ....................... Questões do TRF1 ................................................................................................1......................1............. Questões do TRF2 ..................... 724 12..........................................................1.........................................1.................................................................... Opinião Pública E Direito .......................3.........................12.............................. Questões do TRF5 ....... 703 12....................8......................................1...................13...................................1................................4....................................13............ 729 12..........5................. 715 12..........1..........1................................................................1....1.........................1.........................1................ 730 12.........5...... 730 12....................................1.....7............................ 730 12............................. Questões do TRF1 ............................. Questões do TRF5 .................... 717 12........5... 729 12.................. Questões do TRF1 ..........................................4...............8......... 730 12.................................1. Execução Definitiva E Provisória.......... 726 12.................................... Biodiversidade.10.................................................... 7º E Seguintes Da Lei De Introdução às Normas do Direito Brasileiro.......... 730 12............. Questões do TRF4 ..............................................................................1.3...............8................................................10...................2.......... 714 12................ 717 12.....................................................................................................4........................5....................................................................................12............................... A Proteção Ambiental Das Florestas Públicas E Das Terras Indígenas .... Questões do TRF5 .....3......... Questões do TRF4 ..............................12..........11...............................2...... Questões do TRF2 ............. DIREITO AMBIENTAL ....................... Terceiros Interessados................................................ 723 12......... Da Fauna..10.............................................. A Proteção Internacional Da Flora..........................................................1....... A Relaçao Processual E Seus Elementos....12........................ 715 12............................1.....11.............. 732 12................... Questões do TRF2 .................................. 729 12..............................................1.................... Questões do TRF3 .............1............. DIREITO PROCESSUAL PENAL .................... 730 12.......................................1................................................................................................1.1..........................13.................................................12.........5....................................................2.............12.......................................9..... Questões do TRF2 ...................13.................................................... Questões do TRF5 ..............2......................................2..............................................12.1............. 710 12................................................................................... Questões do TRF5 ........................ 715 12....... Aplicação Da Lei (Nacional Ou Estrangeira – Arts.1. 717 12................1...............1.10.... 703 12.....8.................8............... 724 12..........13.... Questões do TRF3 .....12.................................................................................... Da Pesca E O Combate À Desertificação Ambiental................................. Questões do TRF2 .... 717 12............... DIREITO PROCESSUAL CIVIL ............9...1........................11................................. Liberdade Provisória.......... 730 12...............1................... Questões do TRF1 ...............8................... Questões do TRF2 ............9......................1.. 723 12.............................. 730 12......... 717 12............... Questões do TRF4 ...............................1.................. 732 12................................1......8.......................................................10..... Questões do TRF1 . Formas De Execução E Atos De Execução..............................11. Biodiversidade E Sustentabilidade...........................................................................................2...... Fiança.......................... 714 12...............................................................1.............. Requisitos Para Realizar Qualquer Execução............................................. 732 12............... 703 12......1................................. SOCIOLOGIA DO DIREITO......1................................... Biopirataria..........1.....11..... Questões do TRF4 .. Questões do TRF4 ............................................................................................ Questões do TRF5 ......................10.........................................1..........................3................ O Ser E O Movimento (Parmênides E Heráclito) ........ 703 12........3..... A Proteção Da Diversidade Biológica................. Legitimação Ativa E Passiva...................9....9.. Questões do TRF4 ..... A Importância Da Biodiversidade No Contexto Dos Interesses Difusos Ambientais........................................................ 724 12.......................1.............. DIREITO INTERNACIONAL PÚBLICO E PRIVADO ...... Litisconsórcio E Intervenção De Terceiros No Processo De Execução......... Questões do TRF3 ......9............. Os Povos Indígenas E A Diversidade Biológica......... Questões do TRF5 .......................... FILOSOFIA DO DIREITO ......................... 721 12............................................................... Questões do TRF3 ....... Questões do TRF1 ...............9..... 717 12................................13...................... 717 12....................................................................................... 732 24 .....5........... 730 12..............................................10.........................................4.....4.... Procedimentos Investigatórios Dos Ilícitos Praticados Por Organizações Criminosas .................................................................1...................................1................................................1....1.....................5......11..........4................... 730 12......13..........................11..... Questões do TRF3 ........ 719 12.......................................................3............................ 714 12..

.................... Questões do TRF5 .......................... 745 13.................1........5.......................7........2.............................................................. 744 13..1........... 745 13....................2....... Questões do TRF4 ...... Tempo De Serviço .............................1...1...1....................................................6..4....... 743 13................2.....................................................................................................................................................................................3.....................................2..................................... Domínio Público ...................... Questões do TRF3 .........................1.............................1............. 750 13........................................................................................................ 742 13.................. Questões do TRF3 ..............................................1.........4...........................5..4......................... 745 13.1..................................................................................................3............................................................................. Questões do TRF1 ........................... 740 13.................................. 750 13.............. DIREITO PENAL ........................................................ Questões do TRF2 ...................4....................................................... 745 13...2.................. Obrigação Tributária: Sujeição Passiva Direta E Indireta .. 747 13.............. Questões do TRF3 ...................................... Questões do TRF2 ........................1..........................................3..................1....................................................................3.... Questões do TRF1 ............................... 744 13................. Questões do TRF5 ......1..1............................... Estaduais E Municipais – Repartição De Receitas .................1...3....... 759 13.............................4................ Questões do TRF5 ............................................6................................................4..............................................................................................3.................. Questões do TRF5 ...4..1............................................................................................................................... Questões do TRF2 ......................1........................1...................... 739 13.............. 740 13.....................1................Limitações Constitucionais Ao Poder De Tributar ......... Questões do TRF1 ...................6....... 732 13........2...........4............1..............2..............................3....5................. 750 13.......... 745 13........2............................................................. 743 13...........................................................1..............5....................... 735 13........................................................................................ Questões do TRF2 .3...................................... DIREITO PREVIDENCIÁRIO...............................................7...1.......................................................... 743 13..............................................................................................................................4................... DIREITO ADMINISTRATIVO........... 740 13............................................. Questões do TRF3 ...............................................................................................1......................................................4...........1.............1............................ 739 13....................... 744 13..........6...............................3................... Questões do TRF1 ........... Questões do TRF5 ................................................................................. 732 13..........................................................................................4...2..................... 732 13.. Questões do TRF5 ............. Questões do TRF1 .......... Questões do TRF2 ..................... Questões do TRF3 .....1.....1.............................................................................................................4...........1............ Questões do TRF4 ............ 744 13............................................... 744 13...................... 740 13... Crimes Contra A Fé Pública .....................1.......................................... Questões do TRF5 .7....................................................... 750 13............................1........ Questões do TRF4 .....3...... Questões do TRF1 ............................. 749 13...................5.............1.........1..............................5........ DIREITO TRIBUTÁRIO ............................................................................................ PONTO 13........ Questões do TRF2 .......7.......................1.........3............. 744 13................................................... 762 13.................................................1....... DIREITO EMPRESARIAL ................. 739 13...........................................3........1.1... 743 13........5................. 739 13.....................................................................5............1.... 735 13.....7.....................2..............................................1................. Questões do TRF4 ......................... Contrato De Consumo .. 742 1......1................ 734 13............................................6...................................... 745 13................................... DIREITO CIVIL ......................................................................4.................................1...............7... 735 13...... 756 13.1...................3.1........ Questões do TRF3 ..............................7........................... Questões do TRF2 ...................................1........................................................................ Propriedade Industrial ............................ Questões do TRF3 .........2.. 745 13....1............................................................................2.................1......................2.........1........5..2...................................................... 750 13............ Questões do TRF4 .....Impostos Federais........................................1.... 762 25 .....5.................................................................. 744 13........................... 742 13.............1..................1.....1............................................................. Questões do TRF4 ..........................................13........1.........1...................................................1....................................................5.............. Questões do TRF1 ................................5................. 740 13........... 732 13..........................1......................6............................... Contrato De Seguro...........4.................... Questões do TRF4 ..........1............ DIREITO CONSTITUCIONAL .........................3...............1.......5..........1.................... 739 13.......................5......... Sistema Tributário Nacional .6.......................................................................................................................

......12.1......................1.........................................................................13..... Questões do TRF3 ......................... 790 14........ Responsabilidade Patrimonial E Fraude À Execução.............. 787 13...........................................13.. PONTO 14......................................................1...............................................................................1. Questões do TRF5 ..............................5........13.......... 782 13...............9.......1...4.....................................................13...........................8..... 790 14............4................ 778 13.......................... 762 13............................................................................................................... Questões do TRF4 ........................1... 787 13................................1............... 790 13... Questões do TRF1 ............................ Questões do TRF1 ............................................................................3..........................................8................................... Questões do TRF4 .........................................................1.. 774 13........... A Convenção Internacional Sobre Diversidade Biológica......... FILOSOFIA DO DIREITO ......1.........9.....10...........................................................1................................................. Questões do TRF1 ....................1. DIREITO INTERNACIONAL PÚBLICO E PRIVADO .............................11.. 787 13...............8...............................................1...................3...2........... Organismos Internacionais .... Questões do TRF3 ...............................10............................................................. 778 13............................1..........................1.................................................. Questões do TRF1 .........................1..... 785 13...........11...................................... 790 13.............10...............................................5...1................ 769 13..... Segurança Ambiental................1............................................1....... Questões do TRF2 . 768 13.........1...... Títulos Executivos Judiciais....................................... 776 13............................ Questões do TRF2 ...................................................... Questões do TRF2 ............................................. Questões do TRF2 .......................2.............5..................................3................................................................................ 790 14. 799 26 ....10.................................................................12.............................................................. Administração Pública ......................................4.... Questões do TRF4 .......................................... 766 13........... 790 14.......................................... Questões do TRF4 .............. 766 13.............. Questões do TRF2 ......... 781 13...........1...........................1....................... Questões do TRF5 ................ 787 13............1.............1...................................................13.......................................................................................................................... 785 13..................13.......................9..................................... Superação Do Raciocínio Lógico Dedutivo ... 790 14.. Questões do TRF4 .......... 768 13..................................................1..................1..3....5......... 772 13........... Questões do TRF5 ................4..........8....... 778 13..................................................1.............................13.11..4..................... Questões do TRF2 ..9........................... Questões do TRF5 ................................................................... Bens Exequíveis ..........1.........3........................................................................................................................................................... 785 13......................... Agrossistemas Transgênicos............ 784 13....9.........12........... Questões do TRF5 ...... Liquidação Da Sentença Condenatória Genérica.............. SOCIOLOGIA DO DIREITO................ Títulos Executivos Extrajudiciais ....1.. 770 13... Biodiversidade E Biotecnologia.............................................1....................................................................................................................1....... Questões do TRF5 ................................ Questões do TRF1 .............10.............................................2......1..... 778 13........... 789 13.........1.8...12............................. A Interposição Do Direito......................... DIREITO PROCESSUAL PENAL .......................................... DIREITO CONSTITUCIONAL ......5.............. 766 13.................................................................1............... O Princípio Da Precaução E O Protocolo De Cartagena .......11.....................................11..............1...9...2.........................13........................................................ Questões do TRF3 ......... Proteção A Réus Colaboradores 768 13.........................................................2....12........................................... Questões do TRF4 . O Acusado E Seu Defensor.....10...................................12.......................... 769 13......................... DIREITO PROCESSUAL CIVIL ........................1.........11............... 762 13.....1......1...................2....................................................................5................................ 787 13..1...................... Questões do TRF3 ...... Questões do TRF3 ........................3................................. Questões do TRF3 ........9.....................................................1....... 776 13................4..................................................1..1....................................................... Questões do TRF1 ..................1.......8..............................1............................. Questões do TRF2 .. 772 13............................1............ 762 13................................ DIREITO AMBIENTAL ........................................................ Elementos Objetivos Do Processo De Execução...........1...................................... Fundamentos Da Análise De Riscos...........................2.....................................1....................................8...........10......11.........1............................................................. 785 13............... 787 13............................................ Coercibilidade Do Fato Social X Coação Legal ............................................1.........1.................................................12.................................. Questões do TRF1 ................................... 764 13..... Testemunhas E Documentos....................................... 787 13...1................................. 770 13... 772 13...........

.......................................... Execução Das Obrigações De Fazer E NãoFazer......6.....5...2............1.........6...........4......................... 834 14...............................3........................................................ Questões do TRF4 ............7..............3............... Questões do TRF2 ............................... Cumprimento Da Sentença.............................. Expropriação...........................................1............... Multa Por Inadimplemento.................................... 834 14.................................................... 829 14................... 805 14................................ Adjudicação E Remição.........1.........................................4...........................5............................................................. Questões do TRF4 ......... 815 14.......... 820 14........................ Realização E Formalização Da Penhora............................................... DIREITO TRIBUTÁRIO .........................................................4...........3............1..............................................................................1.................... 804 14........................................... Questões do TRF3 ........... 809 14................. Questões do TRF2 .........................2.............................................................................1..............................1.............2.14..............................................................3..................................7.........................................................1.2.... 821 14... 831 14.......................................... DIREITO CIVIL .........6.............................................................................................. 804 14........1....1.....................................4...... 809 14............ Questões do TRF5 ........3..... 824 14.1. Execução Por Quantia Contra Devedor Solvente: Penhora...... 813 14.......................1.....................3.2.............................. 821 14...... DIREITO ADMINISTRATIVO........ Questões do TRF2 .........................1..............1................................... Questões do TRF2 ................................ Questões do TRF5 .......................................3.........1........................... Questões do TRF4 ..5....... Questões do TRF3 .....................6.............................................................................. Questões do TRF3 ........... Hermenêutica Tributária: Lei Interpretativa ......................... DIREITO PROCESSUAL CIVIL .. Fato De Outrem.2........ DIREITO EMPRESARIAL .......... 830 14.................................... Pagamento Ao Credor.................2.......................................................4.........4.......................................3................7............................................. Cartão De Crédito ........................................... Questões do TRF1 ................................................................ DIREITO PENAL .................. 831 14..........5.................................................................... Questões do TRF1 .............................................. Questões do TRF5 ...1................... 809 14... Questões do TRF3 ........................5...................................... 824 14....... Polícia Administrativa ........................................................................... Questões do TRF1 ......................1....................................7............................................. Questões do TRF5 ......... 824 14.....5. 834 14...................1.......................1. Questões do TRF4 ........................................................5.....4.................................................................................................... Dano Moral E Material ........... 809 14...................... 820 14.............................................................6..1................1................4.......................... 817 14................. Arrematação..........8........3.......................8............................. 823 14..........6................... 804 14...4..........1..................................................................................................................1.............. 27 ...................................................7........................... Questões do TRF4 ..3................. 821 14..................... Questões do TRF5 ................................................... Salário-De-Contribuição..................1..........................Interpretação No Código Tributário Nacional .................... 823 14........................ 812 14.................................2............................ 834 14.... 813 14..................2....................................1.................. Responsabilidade Civil..............................5..1.................2.............................................. Sincretismo Processual............................................1... 835 14................................... Regras Gerais........ 814 14......................1............ Questões do TRF3 ..4..........................................................................................................................5.....5... Crimes Contra A Administração Pública ..................................4... Questões do TRF1 .........1................2.......5....... 814 14... Contribuições Da Empresa ... Questões do TRF2 .........1.... 804 14.....1.........................1..............................2.......7.................1............1.......................1........................................................................................................................1........ 804 14.............. 821 14............................4....................1.......... Questões do TRF5 ............................ 812 14..............1......................1...........4...............................................1................................... DIREITO PREVIDENCIÁRIO................................................................................. 821 14................................ Questões do TRF1 .................... 809 14......7................... Procedimento.3..............2..............................5.... 814 14...........1........................... Questões do TRF4 ................................ 824 14......................... 804 14........................1...........................1........................... Contrato De Comissão.............1........1................................1..............3.......................... 831 14............................... Questões do TRF4 ...........3...........3.....................................................1......................... 828 14. Execução Para Entrega De Coisa Certa E Incerta......5...........................6.......................... Questões do TRF3 .......5.........1..............................4.. Questões do TRF1 .................................................... Questões do TRF5 ..........................1................................................ Questões do TRF3 ............ 809 14..... Questões do TRF2 .............

.............1...................... 835 14......................................................................................................................... 863 15....... 863 15.......................1........................10.......1..... Questões do TRF1 ............... 863 28 ..................9....... Questões do TRF2 .............................. Questões do TRF4 ................................... 847 14............................. Ministério Público E Administração Pública Em Defesa Do Meio Ambiente................................1....2......................................................................................... 847 14... 846 14..10......................9.........................1....1........................................................1.....2...... 847 14........ 857 14........................................................4..........5.1.....1...... 845 14........................................2........10.. Questões do TRF2 ...................8............................................................ 855 14......................12.................................4.. Questões do TRF1 .1....................... Conflitos Internacionais: Meios De Dirimi-Los ...................................................1...................................................... A Pobreza Humana Como Fator De Degradação Ambiental....................................................1................... 845 14..........................................................................................................9..............12............................................... DIREITO CONSTITUCIONAL ..............1................8.......... Questões do TRF3 ......................1.............1...............................................5.............. 857 14..........................13........................... 855 14.....................................................13..........................1..................................... 855 14...........................................................................................................11........................... Questões do TRF2 ............................. Questões do TRF3 ...........................................................................4............ Questões do TRF3 ............ 862 14....2.. 859 14.......Penhora E Avaliação....................................... Questões do TRF1 ..........4... Questões do TRF5 ......................................................................................... 859 14.. Arresto........................1.....................2............. Questões do TRF2 ....................................10.1.................................................9... 857 14.........................10............8........................11......................................................................................... FILOSOFIA DO DIREITO ....2...... 857 14..............................10..................4...................................1........9.......... Questões do TRF4 ................... Questões do TRF5 ........... O Indivíduo E A Coletividade ............................................................... Meio Ambiente E Direitos Humanos Numa Perspectiva Integral.....................................................................11.......12............................................... 863 15................... 863 14.........................................................................................1........................ 835 14.......................................................... Natureza Jurídica Da Decisão Resolutória Da Impugnação...........12....................3............................... 863 15.........1....................................................................... Desenvolvimento Sustentável ...... 839 14................................................................................................ Poder Judiciário.......................... 846 14.................................................................................................................................1....................................................5..... 863 14..........1............. Questões do TRF5 ................1.......8...................2..............1................................ 863 15.........................13..............1.........1................................ SOCIOLOGIA DO DIREITO.........1......................13..........5.............. DIREITO AMBIENTAL ...1....3....................... 859 14.......................................1....1........................12........11.....8.............1.............................................................................5.... 857 14.....11............ Questões do TRF3 ....................................... Questões do TRF4 .............................................................................1........................................................ Questões do TRF1 ............................... 851 14................................................................................... Questões do TRF1 ............. 847 14.................................................9................ Questões do TRF4 ............... Questões do TRF5 ........... Questões do TRF5 ........1.....................................1.....12............................................................13...... Questões do TRF2 .... 845 14.... 859 14..10..................3... 847 14.........................12..........................11...1. Questões do TRF1 .............. 859 14............... 845 14............................... 855 14..................................................................1.... Questões do TRF2 .....11................. Questões do TRF1 ..3.... Impugnação Pelo Devedor............ 844 14........................... Questões do TRF5 ..........1......................... 857 14........1......................................................3.............13..1........................................................ Questões do TRF4 ............ Questões do TRF3 ....................... 855 14...........1.13...........5.......................................3.................1.............................................. 855 14............................ Direitos Fundamentais E Meio Ambiente.1...............................1.......9......................... 842 14.............................. 857 14.....1...................... Questões do TRF3 ............... Correlação Entre A Acusação E A Sentença . DIREITO PROCESSUAL PENAL ................ Questões do TRF4 ..................1........................ Reformas Constitucionais Experimentadas Pela Constituição Federal Brasileira De 1988 ................................................................ Questões do TRF2 ......... DIREITO INTERNACIONAL PÚBLICO E PRIVADO ..............................1................... O Pensamento De Kant E A Norma Jurídica ................................................1.......................1........................................... Recurso Cabível ....................... 859 14.........................................1. PONTO 15............................... Questões do TRF3 ....1.................. 863 15.............4.................... 859 14.............3............

.....1.......................................................... DIREITO TRIBUTÁRIO ...1............................... DIREITO EMPRESARIAL ... Crimes Contra O Patrimônio .. 902 15.3............................. DIREITO CIVIL ...7..................4........................ Questões do TRF1 ..................... 900 15.................................. Questões do TRF2 ...1...................................................... 909 15......................1............ 905 15......................................5.......2. Questões do TRF3 ........................ 886 15................................ 888 15........... Exceção De Pré-Executividade...................................... 875 15................................................................................5.................................. DIREITO PENAL ............................5.............................................. 863 15........ 886 15......1...... Execução Por Quantia Certa Contra Devedor Insolvente.............................. 903 15..................... 909 15.. Pensões.................................................... Execução Contra A Fazenda Pública.. 880 15......................... Questões do TRF3 ........4..............................2.. Questões do TRF4 .................................................................................... Embargos De Terceiro..... 875 15................. 899 15.................... Questões do TRF3 ..... 879 15............ Questões do TRF3 ...1....1.....................Não-Incidência ................................................................................................. 873 15..................1.............1........ 900 15............................... Questões do TRF2 .........................6...1................. 904 15...... 879 15.................................................... 864 15.........1.....1........... 904 15........... Prisão Civil Do Devedor............................1.. Questões do TRF3 ............................5.... Execução De Alimentos...................... 892 15..........5.1..............................7..............4..............5.........2................... Questões do TRF2 ....................................1........................5.........................3.... 910 15...........................15........5.................2. Questões do TRF5 .......... Circulação Das Obrigações...................1................................................ DIREITO ADMINISTRATIVO...........................1.................................................................5....................................................................... Questões do TRF4 ........................... Questões do TRF5 ..................2.....................................................................................1... Questões do TRF4 ................. 899 15.........1................. 891 15.............2.......... Questões do TRF5 ............. Questões do TRF5 ... Suspensão E Extinção 29 ..................................... Questões do TRF2 .Taxa Preço Público – Empréstimo Compulsório – Competência Residual Tributária ......1..4...7............ 910 15.............3.............Isenção – Anistia ..4......................................1.......................................................3........................................3...........................................................5...2................................4.... Questões do TRF4 .. 899 15.....................5.... 882 15.............5...........6....................................2......................................1.. 905 15........................1.......4..........................1............... Questões do TRF5 .....1.......................................................................... Questões do TRF5 ...........3........................ Requisição Do Pagamento... Oposição À Execução Forçada.6...........4............7.................... DIREITO PREVIDENCIÁRIO....3............................. Questões do TRF4 ..........................................Prescrição ........................................4.........2......4..........................................................................6.......................... Aposentadoria........................................1.................... Formação De Precatório...............3..........................................8....6...............1...............2................8...5..............1................................. 910 15...........3................... Acumulação .......................................................... Questões do TRF5 ..........1....................... 886 15.....................1.......................................1..............7... 864 15..................... Questões do TRF1 ............1.................... Questões do TRF1 ................................................................... DIREITO PROCESSUAL CIVIL ....................................4.......... 864 15...................3................ Questões do TRF1 .......... Direito Empresarial ...........................7...6.......................2........................................ Função Social Da Propriedade ................ Abono De Permanência.. Citação E Embargos.............Imunidade ....................... Direito Comercial......... Questões do TRF2 ......1..... 891 15........................................................................... 879 15.................................1....................................................................... 892 15.............. Questões do TRF3 .................6............... 905 15. 900 15.1............. Embargos Do Devedor........... 880 15......................................4.........................................................................3..................... Agências Reguladoras ...............................1.................. 899 15.......................................... 890 15...... Questões do TRF4 ......4..........................................................................1............1.......1......................................1................................. 874 15.............................................................................. Questões do TRF1 ..................1.. 892 15......1. Regulamentação Constitucional......................... Renda Mensal Vitalícia........................................... Questões do TRF1 ...................1...1. Auxílio-Doença........................................................................................................3............... 881 15..........................7........................1...................................................................................................................... Função Normativa Da Administração Pública..................................... 863 15..............1............................4. Incidência ...........................5.................3.......................................Decadência . Questões do TRF2 .........................................................2....... Questões do TRF4 .................................1..........................................................................................................2.........

................... PERGUNTAS NÃO ENQUADRADAS NOS PONTOS ANTERIORES ... 928 15..............1..............1..............................................1..............................1...........................1............ 939 15....................9....11..............................................................1....................1... Questões do TRF3 ..................................................................................................... 939 16.......9.......................1.8.1............................................1.......................................................................................................................... Questões do TRF2 ..............................5......... Questões do TRF2 ...............................1.............. 934 15..............1.................4.............. Questões do TRF2 ...13..................1...........................11.................. A Saúde Como Fator Determinante Do Meio Ambiente Ecologicamente Equilibrado................................................ Questões do TRF2 ...1.................1....2..................................................10......... 924 15... Questões do TRF3 ...............1................................................................... Questões do TRF3 ..... Questões do TRF5 ........10..1....................1.........................................5..............................12..... Questões do TRF2 .......8............................................4...........................12.. FILOSOFIA DO DIREITO ...............................4....................................... 927 15.....2............................ 938 15......................2.............................................................................11.......................................................... 937 15.............................................. Questões do TRF3 ............................................... 938 15..................................................................11..8...................................................3............... 936 15.....1........................................................11.....................1.............................. Questões do TRF4 ........... DIREITO INTERNACIONAL PÚBLICO E PRIVADO ..........1..............1......................... Questões do TRF3 ..........1..................................................................... Questões do TRF4 ..........................12............. Questões do TRF2 ...................................................5......... A Endoculturação E Aculturação........ DIREITO PROCESSUAL PENAL ........................ 936 15........................................ 938 15..................... Questões do TRF4 ... 927 15.......13........................................ 937 15........................................... 924 15........ 939 15...... Questões do TRF3 .............2................3...................................................................................... A Interpretação Segundo A Lógica Do Razoável .......................................................1.......................................... Questões do TRF1 ............1............1.................1....................13...... Questões do TRF5 .................... 933 15............................................ 924 15......... Questões do TRF5 ............1. 975 30 ..........12...........4.............. 939 16.......................................................5...............3.................. DIREITO AMBIENTAL ...............1....13.......... Questões do TRF2 ............... 934 15.....1..................1.... 938 15..1...............................12........1.. 939 16.............2........ Execução Fiscal......................................... Recursos No Processo De Execução.....................................................................................................................8.......................................................................................................................... DIREITO CONSTITUCIONAL ........................... Questões do TRF4 ................................................................................12..................................2....... 934 15.......... Questões do TRF5 ............................... 934 15.................................... 910 15.........9...................10..... 975 16...........1...... 923 15...................13...........2................................ Questões do TRF1 ......................................4........................................................................................... 939 16...................... 934 15.......... Questões do TRF1 .......... Perguntas Residuais ...12............................................. Questões do TRF1 .............................................................. 910 15................. 924 15.................... 938 15........................................................................................................................... Deportação E Expulsão De Estrangeiros .............................. 933 15.....................................................1. 934 15.. 937 15. Questões do TRF4 ..................1..4..........................................13............ 939 16..........1........................5..............1.............1............................. 939 16......1........................................... Questões do TRF4 ........9.11.........9..................... 934 15...1.......................... Poder Judiciário E Políticas Públicas Em Defesa Do Meio Ambiente Ecologicamente Equilibrado ..........3.................1......................1. Questões do TRF1 ........................... 936 15.....8... Questões do TRF1 .. 934 15......1..........3......... 974 16......1.10......................10................ 924 15.........................................................................................13........................................................................................................................................................Do Processo De Execução............. Questões do TRF5 ................................................................ Questões do TRF5 ...... Questões do TRF3 ....................1................................................ 933 15...........................1.................................................................10........................1.....1..5..10................................................................................................ 936 15........................................................3..................................1.........................4... Interceptação De Comunicações Telefônicas... 936 15..................1........................ 936 15........1.................................................... Processo Da Competência Dos Juizados Federais Cíveis ..........9...................9.............................................1..1.....................................................................5...... Questões do TRF1 ........................3................ Questões do TRF4 ...................................1..........11.............................. SOCIOLOGIA DO DIREITO................... Questões do TRF5 ................................... 915 15..... 928 15.......

.....7..................... 1023 16..................................................................... Questões do TRF1 .....3........................ Perguntas Residuais ..... Questões do TRF3 ....................................................1....... DIREITO PENAL ..........................................................2......1......................................................................... 1042 16................................... Questões do TRF2 ....... Questões do TRF3 .4.................8... Questões do TRF2 ......................................................5....2.......... 1023 16............1.......1.......................1............................................................. Questões do TRF4 ...........5............. Questões do TRF3 .......1...........................................3.... Questões do TRF1 ............1...........1..............5......1....................................................................... Questões do TRF1 .................... 1035 16........... Questões do TRF1 ........4.... 1052 16...5.5............................ 1052 16.................................................1......................................................4............9...................8........... 1023 16.......................... Questões do TRF3 ...................................6.....1................................... Perguntas Residuais ...........4....5........1...........1..................4.... Questões do TRF5 ......................................... 1067 16.............1................................................................................................................................................................. Questões do TRF4 ........8......... 975 16.1.......................................................8..............................................16................................................... Perguntas Residuais .......2.................................................................................... 999 16..........................................................................4..........2...............................5. Questões do TRF3 .. 1007 16............................ 1068 16..... Questões do TRF5 ......3...................... Questões do TRF1 ... Questões do TRF5 ................................................................................................... 1023 16.............. DIREITO PREVIDENCIÁRIO............ 1078 16....................................1.4.....1...................................................1...................................................................................1....... 1043 16.................1........................................................1.... 1050 16..............5... 988 16.....................3...............1....................................................................................................................... Questões do TRF2 .1.................... 1023 16............................1..... Questões do TRF1 .......................... 1023 16........... Questões do TRF5 .1............................4...................... Questões do TRF2 .................. 1019 16..................3..........................................1..................1...........1.......... 988 16.........1..4...............7........................... 976 16.................. 996 16.................................................................... 998 16............................................................................................3.1............................ 1078 16.........................................................................................................................2...................1....6.....................1....2......................................................................................... Perguntas Residuais .................................................................................................. 1051 16.......................................5...................7................1......................... Questões do TRF4 .............................................2.............................. 1052 16............................................... Questões do TRF4 .................................... 1052 16..........................................................................................6................................................. Questões do TRF3 ...............................8.......................................6.....................7.......................................... Questões do TRF4 ....................... DIREITO CIVIL ...............1.......................... 988 16........... 1018 16......... 975 16..1......... 975 16................... Questões do TRF5 .................4............ 988 16..... Questões do TRF2 ..................................................5.......2................................................................................................................................. Perguntas Residuais ................................. Perguntas Residuais .................................................... 999 16............5.. Questões do TRF4 ............... 1023 16.......5.1...................................1..................................1...................................9..........................................................................................4..... 1018 16................ 1043 16....................... 1019 16..1...................3........................ DIREITO PROCESSUAL CIVIL .3....................6.... DIREITO EMPRESARIAL ...................9............................... 1078 31 ..5.. 1043 16..................................................................... 988 16................6. Perguntas Residuais .... 1046 16........7.........................................................................................................1......................1..... Questões do TRF1 ...................................7.... 985 16......................3.................3.......................................................... Questões do TRF2 ............................... Questões do TRF5 ...............................................1........................... DIREITO TRIBUTÁRIO ...................1........ 1041 16.....2............................ Questões do TRF5 ........................................4.............................................................1.....1........ 1016 16.................................................. Questões do TRF1 .................................................. Questões do TRF4 .. 1067 16.........................1........ Questões do TRF2 .......................... Questões do TRF3 ................................2................................... 1048 16...........3.4.......................................... Perguntas Residuais ........................................................3........5........................ 999 16.......3...2................................7............. DIREITO PROCESSUAL PENAL ................. 1019 16..................2................................6........................................................................................................................................................ 998 16.........................................................1..1..............8......1.............................................................1.................. 988 16....................................3.1.................................................................2...........................................4.........2................................. 1019 16.1..........8.......................................... DIREITO ADMINISTRATIVO.......................

........ 1113 16.........5.......................... 1114 16...... 1117 16...................................................................................................1.....................................1...........................12.............. Perguntas Residuais .................. 1109 16.......1.....................................16........ 1119 16...4......................................... Perguntas Residuais .............. Questões do TRF5 .. 1123 16..................................13.......... Questões do TRF4 ...11.....14.......... 1106 16.1........14..... Questões do TRF2 ...........................................................................................................................4.................................................. 1092 16....1.....15..... Questões do TRF1 ...........................1....................................................... Questões do TRF2 .............12....................10.........................1................................................................................... Questões do TRF1 .......................................... Questões do TRF3 ...........1........ 1109 16........................2...................1.......... Questões do TRF5 .............. Questões do TRF5 ...... 1115 16...................................................................................................................... Questões do TRF2 ..............................................................5................ Perguntas Residuais ..1............................................................................... 1094 16..........................4.....15.... Questões do TRF3 .................2..................... Perguntas Residuais ..................16............................... Perguntas Residuais .............. Questões do TRF2 ...... 1109 16...........................1...................................................... ÉTICA E ESTATUTO DA MAGISTRATURA ...........11........... 1092 16....1... DIREITO FINANCEIRO....1...............................................10.................................................... 1089 16..............12.... Questões do TRF2 ................10........ Questões do TRF4 ................................1..........12..........1..............................................3. 1123 16. Questões do TRF2 .................................................................13..............................4...............1........1...........................................1..............14...........................1....... 1092 16.............................................1............. Questões do TRF1 ...................16......1...........................4.16..................................... 1101 16.....................................16... Questões do TRF4 ................................................... Questões do TRF4 .......................... 1109 16.............................10...1........................ 1119 16........................... 1115 16.......................... 1114 16...1.... SOCIOLOGIA DO DIREITO......................................12.......1... 1096 16....... Perguntas Residuais ............................................5........................ Questões do TRF4 ........ Questões do TRF2 ................... 1102 16..14.................................13...3...................................................... 1124 32 ..3..............15................................................9.................... 1123 16.... Questões do TRF3 .......................... Questões do TRF3 ...................................................................................................... Questões do TRF3 ......................2..................... DIREITO ECONÔMICO ......................... Questões do TRF5 ............... 1114 16...................14.............................................5.........................9.............................................. Questões do TRF1 ............................................... 1115 16.................. 1096 16.................. 1109 16........................................................................................................ Questões do TRF3 ............1.. DIREITO INTERNACIONAL PÚBLICO E PRIVADO .. 1114 16.... Questões do TRF4 ...................................... 1106 16.....................11...........................................................................16.........9............................................... Questões do TRF1 ................................ 1117 16..........14.............................3.....1...........................................................................1................................... 1119 16.....................................1.......................15.........................11................... FILOSOFIA DO DIREITO . 1112 16............................................................................... 1117 16.......1...........................................................................10....1..........12........ Questões do TRF3 .............................1....................................................... Questões do TRF2 ............................1. Questões do TRF5 ...........................................................1......2............1...................................................................................................................................................................15............ 1123 16...............1... Questões do TRF5 .........................................................................4......4............1.... Questões do TRF1 .................................................................1................1..13......1....... 1113 16............1.............3............... 1115 16...................................11..........1....... 1109 16............2...... 1096 16.................................... 1106 16................10................................................ 1092 16............5............ 1084 16.......................................................................11.....10....................... 1124 16...................5..........................................1.....4..................... 1092 16...................13............. 1109 16......................................................... Questões do TRF3 ..........................................3.............................................. 1093 16.................................................2.............15....................................1............14................1............................................................................12.. DIREITO AMBIENTAL ...................11................ Questões do TRF5 ................................2... Questões do TRF4 .......................1................... Questões do TRF1 ........................................................ Questões do TRF4 .................... 1092 16.15........................................................1...1......................13....................................... 1118 16..................................................................3......................5.....................1..................... 1101 16.....9...........................................2.................................................1.3......................................................16..................................................1.................................13...... 1094 16................ 1096 16................................................................ Perguntas Residuais ...........................................1.....................................................1............

................................................................... 1125 16........ 1125 16.......................... Questões do TRF5 ..... 1124 16.........................................2.....17........1......................16...... Questões do TRF5 ........................4.......17.............................17..........................17......................17............... Questões do TRF4 ....17.........3............. 1125 16.......................... Questões do TRF3 .................16.....................................................................1................... 1126 33 .............................. TEORIA GERAL DO DIREITO E DA POLÍTICA .......... Questões do TRF1 .........................................................1............................................................. 1125 16.1......................5.................5....1........1....................................................... 1126 16.....................................17......................................1.................. Perguntas Residuais .....1......................... 1125 16.............................................. Questões do TRF2 ........................

1. Ponto 01
1.1. Direito Constitucional
1.1.1. Constitucionalismo 1.1.1.1. Questões do TRF1

DESSE PONTO EM DIANTE: RESPOSTAS ELABORADAS POR BRUNO ANDERSON SANTOS DA SILVA
1) O que significa a expressão “realizar a Constituição”? Resposta:

Nas palavras de Canotilho, ―realizar a Constituição significa tornar juridicamente eficazes as normas constitucionais. Qualquer constituição só é juridicamente eficaz (pretensão de eficácia) através da sua realização. Esta realização é uma tarefa de todo os órgãos constitucionais que, na atividade legiferante, administrativa e judicial, aplicam as normas da constituição, inclusive dos cidadãos‖. A despeito da existência de normas constitucionais cuja eficácia esteja sujeita ao plácito de uma normatividade ulterior, a ―não realização‖ dos ideais de uma Constituição, notadamente aqueles que pressupõem prestações positivas por parte do Estado, pode ter origem em diversos fatores, sejam políticos, econômicos, jurídicos ou sociais. Destaco entre estes, e sem a intenção de esgotar o tema, a hipertrofia de preceitos sociais de difícil alcance no plano concreto, lançados pelo constituinte sem o menor critério, com o simples objetivo de conformação política, o que faz nascer uma insuficiente concretização jurídica das disciplinas constitucionais, esvaziando sua efetividade, o que Marcelo Neves denominou de ―Constituição Simbólica‖. ―Realizar a Constituição‖, assim, nada mais é do que retirar a Constituição de um estado de inércia.
2) Até aonde vai a força da chamada constituição social na linha do ofício judicante? O juiz a pretexto de conferir força normativa poderia reescrever a legislação? A pretexto de realizar a Constituição, os tribunais e os juízos podem reescrever a legislação?

Resposta:

(um pouco alongada em razão da relevância do tema, e por tratar-se de uma questão certa de ser abordada) A questão traz à tona um dos debates mais atuais e instigantes acerca do papel do Poder Judiciário na República: o ―ativismo judicial‖. Em muitas situações, ao invés de se
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limitar a aplicar a lei já existente, o juiz se vê na necessidade de agir em substituição ao legislador, e não ser apenas ―a boca que pronuncia as palavras da lei‖, na expressão de Montesquieu. Todavia, tais decisões ativistas devem representar antes a exceção do que a regra, de sorte que não é dado ao magistrado usurpar a competência do legislador. O ativismo é a deliberada expansão do papel do Judiciário, mediante o uso da interpretação constitucional para suprir lacunas, sanar omissões legislativas ou determinar políticas públicas quando ausentes ou ineficientes. É um fenômeno que assenta raízes na experiência constitucional norte-americana, mas que, atualmente, ganhou fôlego sob os influxos do neoconstitucionalismo (e seu papel criativo do aplicador da lei). ―Ativismo judicial‖, para as vozes mais críticas, seria uma espécie de intromissão indevida do Judiciário na função legislativa. Todavia, o tema não pode ser visto de maneira tão simplista, e faz parte de uma tessitura mais complexa. O professor Luís Roberto Barroso chegou a afirmar que essa postura do Judiciário, entre outras causas, tem origem na crise de funcionalidade do Poder Legislativo, que estimula tanto a edição de Medidas Provisórias pelo Executivo como o ativismo judicial do Judiciário. Uma das principais causas desse ativismo, afirma o mestre, é a ―constitucionalização do Direito‖, que resulta numa ―aplicabilidade direta e imediata da Constituição a diversas situações‖ que passaram a ser regulamentadas diretamente pela Lei Maior, fazendo com que surja uma ―expressiva ―judicialização‖ de questões políticas e sociais‖. Sobre ―judicialização‖, afirma ―que atores políticos, muitas vezes, para evitar o desgaste, preferem que o Judiciário decida questões controvertidas‖. E é nesse contexto que o Judiciário tem tido uma maior participação política. Assim, não se pode descuidar do papel de protagonismo que vem exercendo o Poder Judiciário nos últimos anos, notadamente o STF, que em matéria de políticas públicas e sociais (para garantir o mínimo existencial – ADPF/45), persistindo a inércia dos Poderes constituídos na sua implementação, vem adotando uma postura ativa, como se viu nos casos do direito de greve dos servidores públicos, interrupção da gestação de fetos anencefálicos, cotas raciais, uniões homoafetivas, nepotismo, demarcação contínua da reserva indígena Raposa Serra do Sol (19 medidas sugeridas pelo Min. Menezes Direito), fidelidade partidária, poderes investigatórios do MP, apenas para citar as principais.

3) A clássica concepção dos doutrinadores sobre a afirmativa de que a sentença é a lei em concreto é falaciosa? Resposta:

A teoria do contrato, sobre a natureza jurídica do processo, nasceu no velho Direito Romano. Inspirado em um texto de Ulpiano, a relação que interligava autor e réu no processo era vista como em tudo idêntica à que une as partes contratantes. Não poderia ser outro o entendimento dos romanos, que incluíam o processo dentro do Direito Privado. A doutrina Francesa, influenciada pela doutrina política do contrato social de Rousseau, continuou considerando o processo como sendo um contrato. Atualmente, a
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natureza jurídica do processo é uma "relação jurídica processual", que se estabelece entre as partes e o juiz (triangular). Mas ainda há traços das teorias contratuais nos sistemas atuais, sobretudo nas formas extrajudiciais de solução de conflitos, como a arbitragem, mediação e conciliação. Assim, até bem pouco tempo não se poderia chamar de falaciosa a afirmativa de que a sentença é a lei do caso concreto, haja vista que as características da imperatividade e imutabilidade entre as partes, por razões de segurança jurídica, são da própria natureza das decisões judiciais de mérito. Todavia, atualmente, a coisa julgada tem sido relativizada, por meio da ação rescisória, notadamente quando há afronta a determinados princípios tidos como mais relevantes do que a própria regra constitucional que protege a coisa julgada.

4) Faça uma distinção entre a teoria de Lassale e a teoria de Hesse sobre a Constituição? Resposta:

Para Ferdinand Lassalle, que conceituava Constituição em seu sentido sociológico, ―a Constituição de um Estado seria, em essência, a soma dos fatores reais de poder que o regem. A Constituição real e efetiva apenas reflete a realidade social determinada pelos fatores reais de poder – poder político, econômico, cultural, religioso etc. – que dominam uma sociedade, não passando a Constituição escrita de mera ‗folha de papel‘. Havendo um conflito entre a Constituição real e efetiva e a Constituição escrita, prevalecerá a vontade da primeira. O jurista alemão Konrad Hesse construiu a teoria da força normativa da Constituição, contrapondo-se à concepção sociológica de Lassalle. Para esta teoria, ―a Constituição não era mera ‗folha de papel‘ ou simples reflexo dos ‗fatores reais de poder‘. Ao contrário, e como toda norma jurídica, a Constituição teria força ativa para mudar a realidade. Havendo conflito entre esses fatores reais de poder e a Constituição escrita, nem sempre haverá predominância da primeiro, pois a constituição possui força suficiente para mudar a realidade. Em conclusão, ―é inquestionável a conexão existente entre a Constituição e a realidade social, sendo a Carta Política a expressão das relações de poder de uma comunidade. Porém, não se de desconsiderar – como o fez Lassalle – que a Constituição também desempenha uma função diretora e uma função preceptiva, decorrentes de sua força normativa.‖

5) O senhor saberia me explicar até onde vai a princípio da proibição do retrocesso? Resposta:

O princípio da vedação do retrocesso, em linhas gerais, dispõe que é vedado ao Legislador a supressão ou alteração de normas infraconstitucionais que densificam
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direitos fundamentais sociais, de molde a violar sua eficácia. Para J. J. Gomes Canotilho, o princípio do não retrocesso social leciona que ―os direitos sociais, uma vez obtido determinado grau de realização, passam a constituir tanto uma garantia institucional quanto um direito subjetivo, limitando a reversibilidade dos ―direitos adquiridos‖, o que, para ele, violaria o princípio da proteção da confiança e da segurança dos cidadãos no âmbito econômico, social e cultural‖. Não obstante, a vedação ao retrocesso social não importa em uma proibição absoluta ao movimento retrocessivo. Sua aplicação dependerá sempre de uma ponderação com outros princípios e regras no caso concreto. Assim, alguns princípios estarão em constante tensão com a vedação de retrocesso, como sói ser o princípio democrático, que dá liberdade de conformação ao legislador, ou mesmo a reserva do possível, que atua juntamente com o princípio da proporcionalidade, assegurando, contudo, o que o Min. Celso de Mello denominou de núcleo intangível consubstanciador de um mínimo existencial.

6) Há a possibilidade de um choque entre uma regra e um princípio constitucional? Uma regra que venha a ser incorporada no texto constitucional pode violar um corpo principiológico da CF no que tange, por exemplo, às cláusulas pétreas? Resposta:

É conhecida a já tradicional distinção entre regras e princípios na doutrina contemporânea nacional e estrangeira, não obstante a ausência de uniformidade conceitual. Paulo Bonavides reconhece que os princípios constitucionais são normas jurídicas e que as normas compreendem as regras e os princípios. Segundo o mestre, "violar um princípio é muito mais grave que transgredir uma norma qualquer. A desatenção ao princípio implica ofensa não apenas a um específico mandamento obrigatório, mas a todo o sistema de comandos". Para Virgílio Afonso da Silva, ―princípios seriam as normas mais fundamentais do sistema, enquanto as regras costumam ser definidas como uma concretização desses princípios e teriam, por isso, caráter mais instrumental e menos fundamental. Dessarte, eventualmente, uma regra instituída pelo poder constituinte reformador pode entrar em rota de colisão com um princípio, explícito ou implícito, de sorte que será insofismavelmente inconstitucional se violar uma cláusula pétrea. Se a colisão for entre princípios, a técnica a ser utilizada será a ponderação, de sorte que o intérprete escolhe a o bem ou direito que irá prevalecer no caso concreto.

7) Até onde vai o papel do juiz na realização da Constituição? Resposta:

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Uma das instigantes novidades do Brasil dos últimos anos foi a virtuosa ascensão institucional do Poder Judiciário, circunstância essa motivada por uma constitucionalização do direito, que acabo refletindo num aumento da demanda por justiça. Contudo, ao realizar a Constituição, o magistrado não pode substituir o Legislativo na sua função típica legiferante. Apesar de em muitas situações, ao invés de se limitar a aplicar a lei já existente, o juiz se ver na necessidade de agir em substituição ao legislador, e não ser apenas ―a boca que pronuncia as palavras da lei‖, na expressão de Montesquieu, tais decisões ativistas devem representar antes a exceção do que a regra, de sorte que não é dado ao magistrado usurpar a competência do legislador, devendo agir apenas para suprir omissões legislativas, em matéria de políticas públicas, quando estas se revelarem ausentes ou ineficientes, esvaziando, assim, preceitos sociais contidos na Constituição. 1.1.1.2. Questões do TRF2
1) Importância do Direito Constitucional e sua ligação com os demais ramos. Resposta:

A classificação dicotômica de Direito em público e privado, modernamente, é mantida apenas para efeitos didáticos e mera conveniência acadêmica, haja vista ser o Direito uno e indivisível. Desta feita, percebe-se cada vez mais uma forte influência do Direito Constitucional sobre o que se denominava de Direito Privado. Desta forma, vários ramos do Direito encontram sua norma-matriz na Constituição, através do que vem se denominando de constitucionalização do direito. A Norma Fundamental sai da sua posição de mero organizador da estrutura do Estado e sua função política, para prever diretamente institutos antes reservados ao Direito Privado. É dizer, parece adequado não mais falarmos em ramos do direito, e sim em um verdadeiro escalonamento verticalizado e hierárquico das normas, apresentando-se a Constituição como norma de validade de todo o sistema, sendo necessária uma inevitável releitura dos institutos, notadamente os de Direito Civil, sob a ótica constitucional.

2) Em que consiste o fenômeno da constitucionalização do direito? Resposta:

Locução de uso relativamente recente, aduz a doutrina que o fenômeno surgiu, de certa forma, na Constituição portuguesa de 1976, foi continuado na Constituição espanhola de 1978, e levado ao extremo pela Constituição brasileira de 1988. Em rápida lição, significa que a Constituição contemporânea não mais se limita, como no passado, a dispor sobre princípios fundamentais, definir competências, prever o modo de sua revisão. Ela vem reger praticamente todos os aspectos da vida jurídica. É dizer, tudo (ou
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quase) pode ser objeto de normas constitucionais. Já não é facilmente identificável um conteúdo material das Constituições como outrora. Sua principal consequência pode ser apontada como uma ―expressiva judicialização de questões políticas e sociais‖, o que força um ativismo judicial como forma de dar concreção às normas constitucionais.

3) Quantas EC foram promulgadas até hoje? Qual ou quais em 2010? Resposta:

(Na resposta, sem modificar o texto original da questão, considerei o ano de 2012) Até hoje foram promulgadas 76 Emendas Constitucionais, sendo 6 de Revisão, estas últimas, todas no ano de 1994. Em 2012 foram editadas duas, as de ns. 69 e 70.

4) Repristinação é automática? Resposta:

A repristinação ocorre quando uma lei é revogada por outra e posteriormente a própria norma revogadora é revogada por uma terceira lei, que irá fazer com que a primeira tenha sua vigência restabelecida. Todavia, o artigo 2º, § 3º da LINDB (Decreto-Lei nº 4657, de 4/09/1942) aduz que a repristinação só é admitida se for expressa. Contudo, a despeito da diferença dos institutos, solução diversa dar-se-á na hipótese de declaração de inconstitucionalidade da lei pelo STF, eis que a jurisprudência da Excelsa Corte entende que a lei revogada pela norma dita inconstitucional tem sua eficácia restabelecida, haja vista que o STF adota a teoria da nulidade em relação aos atos inconstitucionais. Sendo nula, não poderia gerar qualquer efeito jurídico, inclusive, o ab-rogante. É o chamado ―efeito repristinatório.‖

5) Poder Constituinte Derivado é originário? Resposta:

Poder Constituinte Originário é aquele que instaura uma nova ordem jurídica, rompendo por completo com a ordem jurídica precedente. Possui como características o fato de ser inicial, autônomo, ilimitado juridicamente (lembrando que a corrente Jusnaturalista enxerga, ao menos, uma limitação, qual seja, o respeito às normas de Direito Natural. Porém, o Brasil adotou a corrente Positivista, para a qual nem mesmo o Direito Natural
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limitaria a atuação do Poder Constituinte Originário. Modernamente – Canotilho –, falase, ainda, em observância de princípios de justiça e de Direito Internacional), incondicionado, soberano. Poder Constituinte Derivado é criado e instituído pelo Originário, sendo, portanto, limitado e condicionado. Poder ser reformador (capacidade de modificar a Constituição Federal), decorrente (estruturar as Constituições dos Estados-membros e DF) ou revisor (revisar a Constituição Federal uma única vez).

6) Como as Constituições são positivadas? Resposta:

Promulgada: aquela em que o processo de positivação decorre de convenção, são votadas, originam de um órgão constituinte composto de representantes do povo, eleitos para o fim de elaborá-las. Ex.: Constituição de 1891, 1934, 1946, 1988. Outorgada: aquela em que o processo de positivação decorre de ato de força, são impostas, decorrem do sistema autoritário. São as elaboradas sem a participação do povo. Ex.: Constituição de 1824, 1937, 1967, 1969. Encontramos também a chamada Constituição Cesarista ou mistificada: não é propriamente outorgada, mas tampouco promulgada, ainda que criada com a participação popular. Pactuadas: são aquelas em que os poderosos pactuavam um texto constitucional, o que aconteceu com a Magna Carta de 1215. A expressão Carta Constitucional é usada hoje pelo STF para caracterizar as constituições outorgadas.

7) O que é promulgação? Resposta:

Como manifestação do Poder Constituinte, Constituição promulgada seria aquela fruto da vontade popular, materializada através de uma Assembléia Nacional Constituinte instalada com essa finalidade, como sói ser a CF 1988.

8) Atos preparatórios à promulgação de uma Carta Política são atos constituintes? Qual a natureza? Resposta: 40

Segundo José Afonso da Silva, os atos preparatórios possuem natureza política. Como exemplo, teríamos a EC n. 26 de 27.11.85 que convocou a Assembléia Nacional Constituinte para elaborar a CF de 1988, instalada em 1.02.87, sob a presidência do Ministro do STF José Carlos Moreira Alves, pai do Des. Carlos Eduardo Moreira Alves, membro da Comissão.

9) Quantas constituições já tivemos no Brasil? Resposta:

Foram oito. As de 1824, 1891, 1934, 1937, 1946, 1967 e EC-69, e a atual de 1988. Tecnicamente seriam sete, haja vista que a de 1969 foi uma Emenda Constitucional à Carta de 1967. Todavia, diante de seu caráter revolucionário, bem como a extensão da sua reforma no ordenamento, a doutrina constitucionalista a considera como uma Constituição autônoma.

10) Diferencie normas constitucionais de princípio e normas constitucionais de preceito. Resposta:

(acredito que o examinador tenha utilizado ao termo ―preceito‖ como sinônimo de ―regras‖, como o fazem muitos doutrinadores) Existem vários critérios tradicionais para a distinção entre regras e princípios. O mais comum é o critério da generalidade (Robert Alexy apud Bonavides). Segundo este critério, os princípios são normas com um grau de generalidade relativamente alto e as regras, normas com um nível relativamente baixo de generalidade. Há também o conhecido critério da abstração, segundo o qual os princípios são normas com um grau de abstração relativamente alto e as regras, normas com um nível relativamente baixo de abstração. Outros critérios, tais como o do valor expressado e o da aplicabilidade, são também comumente utilizados com o intuito de fazer a distinção entre as regras e os princípios. Afirma Alexy, ainda, que entre regras e princípios existe não somente uma diferença de grau, mas uma diferença qualitativa. As ―normas constitucionais de princípios‖ seriam os mandamentos nucleares do sistema constitucional (Virgílio Afonso da Silva), haja vista consagrarem os principais valores do ordenamento. Seriam, ainda, mandamentos de otimização, caracterizados pelo fato de que podem ser cumpridos em diferentes graus, na li8ção de Alexy. Os critérios de distinção em relação às regras são variados, como também aponta Canotilho (Grau de abstração, grau de determinabilidade, carácter de fundamentalidade, natureza normogenética), para quem a tarefa, longe de afigurar-se simples, é demais complexa.
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As ―normas constitucionais de preceito‖ apresentam-se sob a forma de um conteúdo determinado que é ou não realizado em sua plenitude, isto é, a regra é ou não é cumprida na inteira medida de seu enunciado normativo.

11) Discorra sobre a aplicabilidade de normas de princípios e de normas de preceitos. Resposta:

As regras (preceitos) têm caráter categórico, ―ou isto ou aquilo (Dworkin)‖, tendo aplicação imediata aos casos concretos, através de simples subsunção, por via de um raciocínio silogístico. Já os princípios, diferentemente das regras, não obedecem à lógica do ―tudo ou nada‖, não desencadeando a eliminação de um em face daquele que prevalecer, aplicando-se a técnica da ponderação. Os princípios podem envolver problemas de validade e de peso, as regras só enfrentam questão de validade.

12) Todas as normas constitucionais são regulamentáveis? Resposta:

Não. Celso Ribeiro Bastos e Carlos Ayres Britto classificam as normas constitucionais em normas de aplicação (regulamentáveis ou irregulamentáveis) e normas de integração (completáveis ou restringíveis). As de aplicação já estão aptas a produzir todos os seus efeitos, sendo que as irregulamentáveis incidem diretamente sobre os fatos regulados e rejeitam regramentos infraconstitucionais, sendo sua matéria tratada exclusivamente pelo texto constitucional. Já as regulamentáveis, embora plenas e consistentes, aceitam regulamentação infraconstitucional, sendo vedada, contudo, a alteração do seu conteúdo, sentido e alcance. Por fim, as normas de integração são as que necessitam da atividade integradora do legislador ordinário para apresentarem aplicabilidade, pois necessitam de complementação.

13) Exemplo de norma de eficácia plena. Resposta:

São aquelas ―aptas a produzir todos os seus efeitos, independentemente de norma integrativa infraconstitucional.‖ Um exemplo seria o art. 2º da CF/88. Outro bastante cobrado é o art. 230, §2º (gratuidade de transporte coletivo urbano para maiores de 65 anos – ADI 3768).

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14) Normas regulamentáveis constitucionais, o legislador tem competência absoluta ou está limitado? Na CR/1988 não há limites para a regulamentação, mas e a doutrina e a jurisprudência? Resposta:

Está limitado. Nas normas regulamentáveis, é vedada a restrição ou alteração do seu conteúdo, sentido e alcance, consoante o escólio de Celso Ribeiro Bastos e Carlos Ayres Britto, que classificam as normas constitucionais em normas de aplicação (regulamentáveis ou irregulamentáveis) e normas de integração (completáveis ou restringíveis).

15) Há direito adquirido contra a CR? Resposta:

É firme a jurisprudência do STF no sentido de que inexiste direito adquirido contra a Constituição Federal, a despeito de todas as Constituições Brasileiras, com exceção da Carta Constitucional de 37, garantirem o direito adquirido e vedarem a retroatividade da lei prejudicial. Anote-se que, também, é assente a jurisprudência da Corte Suprema no sentido de que os dispositivos constitucionais têm vigência imediata, alcançando os efeitos futuros de fatos passados (retroatividade mínima). Salvo disposição em contrário - e a Constituição pode fazê-lo - eles não alcançam os fatos consumados no passado nem as prestações anteriormente vencidas e não pagas (retroatividade máxima e média, respectivamente). 1.1.1.3. Questões do TRF3

1.1.1.4. Questões do TRF4

1.1.1.5. Questões do TRF5

1.2. Direito Tributário
1.2.1. Conceito, Conteúdo, Natureza, Autonomia, Fontes, Relação com o Direito Financeiro, Sistema Constitucional Tributário, Poder de Tributar 1.2.1.1. Questões do TRF1
1) Qual seria a função de uma Lei Complementar em se de Direito Tributário? Qual o espaço, dentro daquela linha doutrinária dentro daquela corrente tricotômica e dicotômica, pois a primeira tem uma diferença em relação à segunda, qual diferença é esta? 43

Resposta:

Em regra, a lei ordinária é o instrumento hábil para disciplinar os tributos. Apenas em casos excepcionais, expressamente previstos na Constituição, é que se exige lei complementar, como a competência residual (art. 154, I, CF) e os empréstimos compulsórios (art. 148). Contudo, a função principal da Lei Complementar em matéria tributária, nos termos do art. 146 da CF é estabelecer normas gerais sobre Direito Tributário. Embora o CTN (lei 5.172/66) tenha sido editado como Lei Ordinária, integra nosso ordenamento com status de Lei Complementar, haja vista ter sido recepcionado com essa natureza, de forma expressa, pelo art. 34, §5º do ADCT. Não obstante o art. 5º do CTN (e também o art. 145, CF) ter previsto como espécies tributárias apenas os impostos, taxas e contribuições de melhoria, o que poderia levar a crer que o nosso ordenamento adotou a corrente tripartite ou tricotômica, o STF já pacificou a adoção da teoria da pentapartição, de sorte que o CTN, ―Lei Complementar‖ sobre normas gerais tributárias, aplica-se também às contribuições sociais e empréstimos compulsórios (RE 138.284), é dizer, a todas as espécies tributárias, e não apenas às previstas no CTN.

2) O Direito Tributário brasileiro é o mais constitucionalizado do mundo, que consequências podemos tirar disto? Resposta:

Em rápidas linhas, destaco uma maior segurança jurídica e proteção ao contribuinte, onde boa parte das limitações constitucionais está protegida contra mudanças que lhe diminuam o alcance ou a amplitude, por configurarem verdadeiras garantias individuais, não podendo ser suprimidas nem por emendas constitucionais, eis que se afiguram cláusulas pétreas.

1.2.1.2. Questões do TRF2
1) O artigo 5º do CTN é completo? Por que ele é desmentido? Resposta:

O art. 5º do CTN não é completo, eis que prevê como espécies tributárias apenas os impostos, taxas e contribuições de melhoria, o que poderia levar a crer que o nosso ordenamento adotou a corrente tripartite ou tricotômica. Todavia, o STF já pacificou a adoção da teoria da pentapartição, de sorte que, além das espécies supracitadas, considera tributos as contribuições sociais e os empréstimos compulsórios, apesar da natureza restituível deste último.
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2) É possível a repetição do indébito de tarifas de água e esgoto? Resposta:

Sim, é possível. Contudo, seu prazo prescricional sujeitar-se-á ao prazo estabelecido no Código Civil, conforme previsto na Súmula 412 do STJ, publicada em 16/12/2009, haja vista não possuírem natureza jurídica tributária.

3) Existe prazo para compensação? Qual a natureza jurídica? E para tributo indireto? Resposta:

A compensação tributária é uma das causas de extinção do crédito tributário descritas pelo artigo 156 do Código Tributário Nacional. Quanto ao prazo, duas situações devem ser observadas. Assentou o Supremo Tribunal Federal que o novo prazo de 5 (cinco) anos - contado do pagamento antecipado do tributo - é válido para as ações ajuizadas após 9/6/05, data de entrada em vigor da Lei Complementar 118/05 (RE 566.621/RS, Rel. Min. ELLEN GRACIE, Tribunal Pleno, DJe 11/10/11). E, por outro lado, às ações intentadas antes do referido marco aplica-se a Tese dos "cinco mais cinco", consoante a antiga orientação do STJ. Também, é possível a compensação via creditamento de valores pagos indevidamente por tributos indiretos, como é o caso do ICMS, hipótese em que é necessária a prova de que não houve transferência do encargo financeiro ao contribuinte de fato, ou que obteve autorização do contribuinte de fato para obter o ressarcimento do excesso, por meio de restituição ou de compensação. Aplicabilidade do art. 166 do CTN (STJ - AgRg no EREsp 997244 SP - Primeira Seção - rei. Min. Francisco Falcão, DJe 06.04.2009).

4) Por que tem ação de consignação no CPC e no CTN? Resposta:

Porque as hipóteses consignatórias previstas no art. 164 do CTN são mais restritas, como se extrai da leitura do §1º do referido artigo, que aduz que ―a consignação só pode versar sobre o crédito que o consignante se propõe a pagar.‖ Assim, demais aspectos da obrigação tributária podem ser objeto de ação de consignação com fulcro no art. 890 do CPC.

5) Dupla tributação distingue-se de bitributação? Resposta: 45

Sim. A dupla tributação (bis in idem) ocorre quando o mesmo ente tributante edita diversas leis instituindo múltiplas exigências tributárias, decorrentes do mesmo fato gerador. Segundo a doutrina, não existe norma expressa no texto constitucional vedando a dupla tributação, de sorte que chegam a apontar a criação da COFINS e do PIS como hipótese cristalina de bis in idem. Na bitributação, tal fenômeno ocorre mediante a ação de entes diversos, e, via de regra, é proibida. A doutrina aponta duas situações em que esta seria legítima: a possibilidade da União instituir imposto extraordinário de guerra, compreendidos ou não em sua competência tributária; e a tributação de renda envolvendo Estados-nações diversos (indivíduo residente no Brasil que recebe rendimentos de trabalhos realizados no Uruguai, os dois Estados poderiam cobrar IR).

6) É taxativo o rol do art. 150 da CR/1988? Resposta:

O art. 150 da CF trata das limitações ao poder de tributar. Da simples leitura da parte inicial do artigo (sem prejuízo de outras garantias) conclui-se que se afigura um rol exemplificativo, notadamente porque boa parte destas limitações consubstanciam-se em garantias individuais do contribuinte.
7) Qual a razão do art. 150, I, da CR/1988? Resposta:

Referido dispositivo trata do princípio da legalidade tributária. É, a exemplo de outros preceitos, uma garantia do contribuinte contra a exigência ou aumento de tributos sem lei que estabeleça, sendo, portanto, um dos pilares do Estado Democrático de Direito.

7) Há tautologia com o art. 5º, II, da CR/1988? Resposta:

Penso que não chega a ser uma tautologia. Por ser considerada a principal limitação constitucional ao poder de tributar, entendeu o constituinte por prever de forma específica e autônoma o princípio da legalidade tributária no art. 150, I da CR, cujas exceções, também, lhes são particulares, existindo, a meu ver, razão de ser na formação de um sistema de proteção tributário próprio.

8) O que é elusão fiscal? Posição do STF. Resposta:

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Existem meios diversos de se fugir da tributação. Tradicionalmente, o critério mais adotado pela doutrina para classificar tais meios toma por base a licitude da conduta. Assim, quando o contribuinte usa de meios lícitos para fugir da tributação ou torná-la menos onerosa, tem-se, para a maioria da doutrina, a elisão fiscal. Já nos casos em que o contribuinte se utiliza de meios ilícitos para escapar da tributação, tem-se a evasão fiscal. Por fim, nos casos denominados pela doutrina de elusão fiscal (ou elisão ineficaz), o contribuinte simula determinado negócio jurídico com a finalidade de dissimular a ocorrência do fato gerador. Trata-se de um ardil caracterizado primordialmente pelo que a doutrina denomina de abuso das formas, pois o sujeito passivo adota uma forma jurídica atípica, a rigor lícita, com escopo de escapar artificiosamente da tributação. Norma geral antielisão está prevista no parágrafo único do art. 116 do CTN, inserido pela LC 104/2001 (natureza de antielusão), de sorte que o Fisco poderá requalificar juridicamente os fatos, para fazer incidir o tributo devido.

9) O que é Poder de Tributar? As limitações de Tributar são cláusulas pétreas? Há relação entre poder de tributar e competência tributária? Resposta:

Poder de tributar é o poder que detém o Estado de, mediante lei, criar tributos nos termos das competências conferidas pela Constituição. Entende o STF, bem como a doutrina, que boa parte das limitações constitucionais ao poder de tributar se configuram verdadeiras garantias individuais, como sói ser o princípio da anterioridade e o da legalidade, de sorte que são definidas como cláusulas pétreas, nos termos do art. 60, §4º, IV da CR. A imunidade recíproca, também, por tutelar a forma federativa (art. 60, §4º, I da CR), seria uma cláusula pétrea. Nessa esteia, há uma estreita relação entre o poder de tributar e competência tributária, haja vista ser esta última conceituada como a atribuição ou o poder, diretamente haurido da Constituição Federal, para editar leis que abstratamente instituam tributos. Por fim, a Constituição não cria tributos, apenas confere às pessoas políticas competências para instituí-los.

1.2.1.3. Questões do TRF3
1) Qual a classificação das receitas? Resposta:

Quanto à regularidade elas podem ser extraordinárias (caráter excepcional e temporário) ou ordinárias (ingressam com regularidade). Já quanto à origem, podem ser originárias
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(exploração pelo Estado da atividade econômica patrimonial ou comercial) ou derivadas (extraídas do patrimônio dos particulares - tributos). Há, ainda, a classificação legal (lei 4.320/64), que divide as receitas em correntes (resultantes das atividades próprias do Estado) e de capital. 1.2.1.4. Questões do TRF4

1.2.1.5. Questões do TRF5

1.3. Direito Administrativo
1.3.1. Responsabilidade Civil do Estado 1.3.1.1. Questões do TRF1
1) Qual o regime de responsabilidade civil das pessoas jurídicas de direito privado exploradoras de atividade econômica? E qual o regime jurídico? De direito privado. Resposta:

Se for atividade econômica não se aplica o art. 37, § 6º, CF, mas sim o regime de direito privado (Código Civil), que prevê responsabilidade civil subjetiva, é dizer, deve ser apurado se a ação ou omissão se deu, ao menos, com culpa.

2) Qual o fundamento jurídico por responsabilidade pelos atos lícitos? Resposta:

A responsabilidade civil por atos ilícitos, que não se relacionem com a prestação de serviço público, encontra-se disciplinada nos arts. 186 e 927 do CC/2002. Tem como principal fundamento garantir a ordem social, evitar o enriquecimento sem causa, tutelar o patrimônio através de um provimento judicial que substitua a reparação privada coercitiva, bem como possui função sancionadora e pedagógica. Para Carlos Alberto Bittar ―a responsabilidade está diretamente ligada à liberdade e a racionalidade humana, que impõe às pessoas o dever de assumir o ônus, submetendo-a aos resultados de suas ações quando contrária a ordem jurídica‖.

1.3.1.2. Questões do TRF2
1) Qual seria a diferença da responsabilidade civil dos entes públicos? 48

Resposta:

A principal nota que a diferencia da responsabilidade dos entes privados, seria a responsabilidade objetiva dos entes públicos para atos comissivos, ou seja, independente de culpa, assegurado o direito de regresso contra o agente público responsável pelos danos, devendo, neste caso, ser apurado se agiu com dolo ou culpa, sendo, portanto, subjetiva. Também será subjetiva nas hipóteses de atos omissivos.

2) Diferenças entre a responsabilidade civil dos entes em geral e das prestadoras de serviços públicos. Resposta:

A responsabilidade civil das pessoas jurídicas de direito público e as de direito privado prestadoras de serviços públicos, por danos causados por seus agentes, nessa qualidade, a terceiros, é de natureza objetiva, é dizer, independe de culpa, nos termos do art. 37, § 6º, CF. Nesse sentido, a jurisprudência assente do STF, bem como a doutrina pátria. Ainda, as pessoas jurídicas de direito privado prestadoras de serviço público respondem de forma objetiva por danos causados a terceiros usuários e não usuários do serviço (RE n. 591.874, Relator o Ministro Ricardo Lewandowski, Plenário, DJe de 18.12.09), tendo o STF revisto sua jurisprudência neste último caso, eis que antes entendia que para o não usuário a responsabilidade seria subjetiva. Quanto aos demais sujeitos de direito privados, a responsabilidade é de natureza subjetiva, sendo imprescindível a verificação de culpa do agente para que surja o dever indenizatório.

3) Exemplo de responsabilidade civil de prestadores de serviço público comparando com a responsabilidade civil do Estado. Resposta:

Conforme assentado, ambas são objetivas (art. 37, § 6º, CF). Um exemplo seria a responsabilidade por acidentes em rodovias provocados por animais na pista. Tanto a concessionária (STJ – 3ª T., REsp nº 647.710/RJ, Rel. Min. Castro Filho, DJ 30.06.2006) quanto o Estado, se a rodovia não foi privatizada, responderiam, em cada caso, de forma objetiva pelos danos causados. 1.3.1.3. Questões do TRF3

1.3.1.4. Questões do TRF4
1) Como se chama a responsabilidade civil extracontratual? 49

Resposta:

Também chamada de delitual ou aquiliana, nela o agente não tem vínculo contratual com a vítima, mas, tem vínculo legal, uma vez que, por conta do descumprimento de um dever legal, o agente, por ação ou omissão, com nexo de causalidade e culpa ou dolo, causa à vítima um dano. Está fundada no art. 186 do CC/2002. 1.3.1.5. Questões do TRF5

1.4. Direito Penal
1.4.1. Aplicação da Lei Penal. Princípios Gerais. Normas das Convenções e Tratados de Direito Internacional 1.4.1.1. Questões do TRF1
1) Conflito aparente de normas, quais são as técnicas para a sua solução? Resposta:

A doutrina indica quatro princípios para solucionar o conflito aparente de normas penais. São eles: especialidade, subsidiariedade, consunção e alternatividade. No princípio da especialidade, a norma especial prevalece sobre a geral. Aqui há uma relação de gênero e espécie, sendo tal aferição estabelecida em abstrato. Pouco importa, também, a quantidade de sanção reservada às infrações, podendo a lei especial narrar um Ilícito penal mais rigoroso ou mais brando. Na subsidiariedade, a lei primária tem prevalência sobre a lei subsidiária, que é sempre menos grave. Aqui a análise deve ser feito no caso concreto, e não em abstrato, e não há relação de gênero e espécie. Na célebre locução de Nelson Hungria, a norma subsidiária atua como um ―soldado de reserva‖. O princípio da consunção é aplicado para resolver o conflito aparente de normas penais quando um crime menos grave é meio necessário ou fase de preparação ou de execução do delito de alcance mais amplo, de tal sorte que o agente só será responsabilizado pelo último, desde que se constate uma relação de dependência entre as condutas praticadas (Precedentes STJ). Por fim, alternatividade significa que ―o agente só será punido por uma das modalidades inscritas nos chamados crimes de ação múltipla (tipos mistos alternativos, conteúdo variado), embora possa praticar duas ou mais condutas do mesmo tipo penal.‖

2) Indique quatro princípios penais constantes na Constituição. Resposta:

Princípio da individualização da pena, princípio da reserva legal, princípio da anterioridade e o princípio da intranscendência da pena.

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3) Qual a diferença entre interpretação analógica e analogia? Resposta:

Analogia é uma forma de integração da lei penal. Utilizando-se da analogia, o exegeta aplica a uma hipótese não prevista em lei a disposição legal relativa a um caso semelhante, desde que não prejudique o réu, em atenção ao princípio da legalidade. Assim, admite-se apenas a analogia in bonam partem. Já a interpretação analógica consubstancia meio de interpretação, recorrível quando a lei contém em seu bojo uma fórmula casuística seguida de uma fórmula genérica. Com efeito, a norma casuística serve de norte ao exegeta. A interpretação analógica difere-se da interpretação extensiva na medida em que, nesta, o legislador não nos fornece o padrão (fórmula casuística) a ser seguido, em que pese a necessidade de se ampliar o alcance da norma. Por fim, na interpretação analógica admite-se que seja feita in malam partem.

4) Porque se atribui à norma penal o caráter de ultima ratio? Resposta:

Por ser a liberdade do homem um dos seus bens mais preciosos, apenas justifica-se a supressão do seu status libertatis quando, de fato, estivermos diante de ofensas a bens juridicamente relevantes para a sociedade, em que outros ramos do direito se mostrarem insuficientes e não se revelaram eficientes para punir o agente. Portanto, o DP deve interferir o mínimo possível na vida em sociedade, por isso se diz que será a ultima ratio, também chamado de ―princípio da intervenção mínima.‖ Fruto da ascensão da burguesia, cuida-se de um típico princípio liberal, tanto que se encontra nas obras dos mais importantes pensadores do liberalismo, tais como John Locke, Montesquieu, Rousseau e Beccaria.

5) Qual a diferença entre o “ser do direito” no Direito Penal e o “ser do direito” na Sociologia? Resposta:

A Sociologia preocupa-se, basicamente, como os fatores externos, sociais, que influenciaram o indivíduo a praticar uma infração penal, bem como com suas conseqüências para a coletividade, tudo isso com escopo de explicar tais ―defeitos de socialização‖. Para Ferri, um dos baluartes da Escola Positiva, um dos movimentos criminológicos do Direito Penal, apontada como o criador da Sociologia Criminal, o delito não era produto exclusivo de nenhuma patologia individual. Para ele o delito era resultado da contribuição de diversos fatores: individuais, físicos e sociais.
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Na tese de Ferri, ―o delito é um fenômeno social, com uma dinâmica própria e etiologia específica, na qual predominam os fatores sociais‖. A pena, por si só, seria ineficaz, precisa vir antecedida ou acompanhada das adequadas reformas econômicas, sociais, entre outras. Já o Direito Penal preocupa-se com o indivíduo após o cometimento do delito, como irá puni-lo e ressocializa-lo, sendo irrelevante tais aspectos sociais. Contudo, anote-se, que há corrente que defende uma ―co-culpabilidade‖ no direito penal, entendida esta como a parcela de culpa da sociedade que deixa de fornecer os meios suficientes para o desenvolvimento do ser, cuja a influência do meio social compromete a autodeterminação do indivíduo. Assim, sua reprovabilidade deve ser atenuada.

1.4.1.2. Questões do TRF2
1) É mais correto falar em concurso aparente de normas ou conflito aparente de normas? Resposta:

Não há uma unanimidade na doutrina, em que pese a aparente predileção pela expressão ―concurso‖, como se vê no escólio de Rogério Greco e Luiz Régis Prado. O professor Damásio de Jesus, por sua vez, crítica as duas expressões, haja vista que, segundo sustenta, ―não há conflito ou concurso de disposições penais, mas exclusividade de aplicação de uma norma a um fato, ficando excluída outra em que também se enquadra‖. Por fim, penso que a maioria dos operadores do Direito trata as expressões como sinônimas, havendo, inclusive, julgados no STJ em que na mesma ementa se utilizam as duas formas (HC 213179/SC- Min. Jorge Mussi).

2) O que é o princípio da alternatividade? Resposta:

É um dos princípios que se propõem a resolver um concurso aparente de normas. Significa que ―o agente só será punido por uma das modalidades inscritas nos chamados crimes de ação múltipla (tipos mistos alternativos, conteúdo variado), embora possa praticar duas ou mais condutas do mesmo tipo penal.‖ Um exemplo clássico é o art. 33 da lei 11.343/06, cuja cabeça do artigo prevê diversos núcleos v.g. importar, fabricar, transportar. Ainda que realize todas as condutas descritas no tipo, praticará o crime uma única vez, desde que, evidentemente, trate-se da mesma droga, no mesmo contexto fático. Dessarte, se o mesmo sujeito importa cocaína, transporta ópio e vende heroína, responderá por três crimes distintos, em concurso material. Por fim, parte da doutrina entende ser a alternatividade a consunção que se realiza no interior de um mesmo tipo penal, de sorte que aquela teria sua função esvaziada. É o entendimento de Nélson Hungria e Aníbal Bruno.
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3) O concurso aparente de normas se insere na teoria do delito, na teoria da norma ou na teoria do tipo? Resposta:

O conflito aparente de normas está ligada à teoria do delito, em especial quando, na formação do juízo de tipicidade, haverá a identificação do tipo legal a ser considerado. Definir se um determinado fato constitui, ou não, um delito, passa pela realização do chamado juízo de tipicidade: a comparação do fato com os modelos de conduta proibida, que a lei criminal elenca numerus clausus. Situação diferente ocorre com o concurso efetivo de tipos (material, formal ou continuado), que se relaciona à resposta penal (pena), não sendo caso de definição de juízo de tipicidade. Importa, contudo, deixar clara a diferença entre o concurso efetivo e o concurso aparente de tipos. No concurso efetivo (concurso de delitos), há dois ou mais delitos, sujeitando-se o agente às penas de dois ou mais tipos incriminadores (que são somadas, ou não, conforme seja o caso do art. 69, do art. 70 ou do art. 71 do Código Penal). No concurso aparente, como a própria denominação denuncia, aparentemente o fato dá lugar a duas ou mais adequações típicas simultâneas, dois ou mais delitos. Um mesmo fato é coberto pelas descrições típicas de várias normas incriminadoras, que sobre ele convergem. Todavia, pela aplicação do princípio ne bis in idem, que impede a dupla punição pelo mesmo fato, somente uma das tipicidades se aplica, prevalecendo sobre as demais, e afastando a incidência destas.

4) Quais as duas modalidades de subsidiariedade? Sempre está expresso no Código? Resposta:

Pelo princípio da subsidiariedade, a norma dita subsidiária é considerada, na expressão de Hungria, como um ―soldado de reserva‖, é dizer, na ausência ou impossibilidade de aplicação da norma principal mais grave, aplica-se a norma subsidiária menos grave. Ela pode ser expressa ou tácita. Diz-se expressa quando a própria lei faz sua ressalva, mediante emprego de locuções como: ―se o fato não constitui crime mais grave‖, v.g. disparo de arma de fogo (art. 15 da lei 10.826/03). Será tácita quando a lei residual não condiciona, taxativamente, a sua aplicação em caso de impossibilidade de incidência da primária. Ex: Estupro (art. 213, CP) e constrangimento ilegal (art. 146, CP). Assim, conclui-se que, nem sempre, a subsidiariedade será expressa na Lei Penal.

5) Quais os critérios de interpretação da lei penal? É possível analogia em lei penal? Há diferença entre interpretação analógica e analogia? 53

Resposta:

Os critérios de interpretação podem ser divididos quanto ao sujeito de que emana, quanto aos meios que são utilizados para alcançá-la e, ainda, quanto aos resultados. No que pertine ao sujeito, pode ser autêntica (pela própria lei), doutrinária (pelos estudiosos – v.g. exposição de motivos do Código) e judicial (aplicadores do Direito – v.g. súmulas vinculantes). Já quanto aos meios, pode ser literal (real significado das palavras), teleológica (finalidade da lei), sistemática (análise do dispositivo no sistema que ele está contido, e não isoladamente) e histórica (busca dos fundamentos de sua criação no passado, considerando o momento social da época). Por fim, quanto ao resultado, pode ser declaratória (não amplia nem restringe o alcance da norma), extensiva e restritiva, que alarga ou diminui o alcance da lei, respectivamente. A analogia, forma de integração da norma, onde o exegeta aplica a uma hipótese não prevista em lei a disposição legal relativa a um caso semelhante, desde que não prejudique o réu, em atenção ao princípio da legalidade. Assim, admite-se apenas a analogia in bonam partem. Difere-se da interpretação analógica por ser esta um método de interpretação. Há quem sustente que esta última pode ser in malam partem.

6) Existe parte geral na parte especial do CP? Resposta:

Algumas matérias, que ordinariamente são tratadas na parte geral do CP, foram inseridas na parte especial do Código. Isto ocorreu quando o próprio tipo penal o exigia, v.g. causas especiais de aumento e diminuição da pena, normas penais não incriminadoras (art. 327), causas de isenção de pena (art. 181), espécies de ações penais. Não há propriamente uma parte geral dentro da especial, eis que a primeira, na maioria das vezes, complementa de forma satisfatória o tipo penal previsto na parte especial. Contudo, quando previstas ―normas generalizantes‖ dentro do próprio tipo penal, penso que esta deve ser observada, antes mesmo até do que a norma assemelhada contida na parte geral, como sói ser o caso do art. 100 do CP, que aduz ser a ação penal pública, salvo quando a lei expressamente a declara privativa do ofendido (art. 236 do CP – crimes contra o casamento).

7) art. 5º., LVII, CR/1988, pode-se considerar alguma diferença entre princípio da inocência e da não culpabilidade? Resposta:

Grande parte da doutrina (v.g. Nelson Nery Júnior in Princípios do Processo na Constituição Federal) e dos aplicadores do Direito utiliza as expressões como sinônimas. To54

davia, basta a leitura do texto para se perceber a diferença: ―ninguém será considerado culpado até o trânsito em julgado de sentença penal condenatória‖. A Constituição Federal Brasileira adotou a redação do art. 27.2 da constituição italiana de 1948, a qual por sua vez resultou de um movimento protagonizado por parte da doutrina italiana que defendia a restrição do alcance do princípio da inocência, com vistas a garantir a eficácia do processo penal. Ou seja, a nossa Constituição declarou apenas que o acusado não é considerado culpado. Ela não afirmou a presunção de inocência, limitou-se a negar a culpa. Não é uma simples questão de semântica, mas revela um embate de concepções político-ideológicas das finalidades do processo penal. A Declaração dos Direitos do Homem e do Cidadão de 1789, a Declaração Universal dos Direitos do Homem de 1948, pelo Pacto Internacional de Direitos Civis e Políticos de 1966 e a Convenção Americana de Direitos Humanos de 1969, todos esses instrumentos consagraram o princípio da ―presunção de inocência‖, fórmula que, aparentemente, não foi seguida pelo Brasil, que foi influenciado por uma ideologia pós-fascista que criticava a presunção de inocência, na Itália. O certo é que na prática judiciária brasileira não se estabeleceu diferença entre os princípios. Nas ementas das ADC‘s 29 e 30, que declararam a constitucionalidade da LC 135/2010 (Lei da Ficha Limpa), o Min. Luiz Fux preferiu a expressão ―presunção de inocência‖. A Min. Rosa Weber, egressa da magistratura trabalhista, trata ―inocência‖ e ―não-culpabilidade‖ como sinônimos, de forma expressa em seus julgados. Lúcida, por sua vez, a lição do Min. Ayres Britto, para quem ―a presunção de não-culpabilidade trata, mais do que de uma garantia, de um direito substantivo. Direito material que tem por conteúdo a presunção de não-culpabilidade. Esse o bem jurídico substantivamente tutelado pela Constituição; ou seja, a presunção de nãoculpabilidade como o próprio conteúdo de um direito substantivo de matriz constitucional. Logo, o direito à presunção de não-culpabilidade é situação jurídica ativa ainda mais densa ou de mais forte carga protetiva do que a simples presunção de inocência‖.

8) Fale sobre a decisão do STF acerca da abolitio criminis dos crimes contra a honra na lei de imprensa. Resposta:

A abolitio criminis ocorre quando um fato tipificado como infração penal pela norma incriminadora deixa de ser criminoso. Possui, portanto, natureza jurídica de causa extintiva de punibilidade. A lei de imprensa previa várias condutas delitivas referentes a crimes contra a honra. No entanto, no julgamento da Arguição de Descumprimento de Preceito Fundamental n. 130, iniciado em 1.4.2009 e concluído em 30.4.2009, o Plenário do Supremo Tribunal Federal, por maioria de votos, entendeu que a Lei n. 5.250, de 9 de fevereiro de 1967, não foi recepcionada, integralmente, pela ordem constitucional vigente.

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continua a regular os fatos ocorridos durante a sua vigência. aptos a caracterizar arrependimento do acusado. DESSE PONTO EM DIANTE: RESPOSTAS ELABORADAS POR CAIO CASTAGINE MARINHO 56 . DJe 14/03/2011). as leis temporárias e as excepcionais são ultrativas. Em que circunstâncias pode ser aplicada como atenuante? Resposta: É possível o reconhecimento da atenuante da confissão espontânea para redução da pena aplicada na hipótese em que o réu admita a prática do crime em seu interrogatório policial e judicial. o que gerou a abolitio criminis daquelas condutas antes tipificadas. 9) Em que consiste a ultratividade da lei penal? Resposta: Fala-se em ultratividade quando a lei. julgada em abril de 2009. cujos agentes haviam incidindo nos tipos da lei não recepcionada. o Pretório Excelso. que a confissão se efetue por livre vontade do agente. pois aplicam-se aos fatos ocorridos durante a sua vigência. Em conclusão.Naquele momento. que influa decisivamente na condenação ou que seja feita por motivos de índole moral. que seja completa. afastando os efeitos penais de vários processos em curso. Da mesma forma. não obsta o reconhecimento da atenuante a circunstância de o agente negar parte da imputação ou invocar uma excludente de ilicitude (confissão qualificada). o STF passou a entender que norma anterior incompatível com a nova ordem constitucional é tida como não-recepcionada. a partir do julgamento da ADPF 130 (Lei de Imprensa). extirpou do ordenamento jurídico a totalidade do diploma normativo. em termos práticos. ou julgados. não se exigindo critérios subjetivos. isto é. ainda que tenha sido preso em flagrante. abandonando a nomenclatura outrora empregada (revogação). entendendo haver manifesta incompatibilidade entre a antiga Lei de Imprensa e a atual Constituição da República. Segundo a jurisprudência atual do STJ (REsp 1163090/SC. ou seja. tal decisão implicou no reconhecimento da inexistência jurídica da norma. tendo em vista que para a configuração da referida atenuante exige-se somente o seu aspecto objetivo. mesmo após auto-revogadas. mesmo depois de revogada. 10) A confissão. de forma que.

Além desses critérios mencionados por Luis Regis Prado. 12) Quais são os critérios utilizados para acabar com o conflito aparente de normas? Resposta: Os critérios utilizados são: i) critério da especialidade (lei especial derroga lei geral). aplica-se somente esta última. Há diferença? O que visa impedir o ordenamento? Resposta: O concurso de normas caracteriza-se pela situação em que várias leis são aparentemente aplicáveis a um mesmo fato. igualmente. de algum modo. Ou seja. Luis Regis Prado e Guilherme de Souza Nucci não diferenciam concurso de conflito de normas. ambos defendem que a matéria está relacionada à aplicação da lei penal. iv) critério da alternatividade (a aplicação de uma norma a um fato exclui a aplicação de outra.11) Concurso ou conflito de normas. Nucci ainda cita o critério da sucessividade (lei posterior derroga lei anterior). contido em outra de maior amplitude. Trata-se de instituto que se fundamenta no princípio da coerência sistemática e na vedação ao bis in idem. Destaca-se que. ii) critério da subsidiariedade (aplicação de um tipo penal principal quando outro não puder ser aplicado – para Nelson Hungria a norma subsidiária era denominada de soldado de reserva). de forma diversa dessa corrente. mas apenas uma tem real incidência. como delito – Luis Regis Prado e Nucci criticam esse critério entendendo-o como inútil). 13) Quando ocorre a consunção? Resposta: Quando o fato previsto por uma lei está. iii) critério da consunção (norma que descreve a normal fase de execução/preparação/exaurimento do crime é afastada para a aplicação de outra que engloba o fato de maior alcance). Esses autores destacam o posicionamento de parte da doutrina que entendem que o tema deveria ser abordado na análise de concurso de crimes. norma que descreve a normal fase de execução/preparação/exaurimento do crime é afastada para a aplicação de outra que engloba o fato de maior alcance. mas. que também o prevê. 14) Já ouviu falar do princípio da combinação? Resposta: 57 . no concurso de normas a concorrência é aparente. enquanto no concurso de crimes o concurso de normas aplicáveis é efetivo. Essa é a hipótese de aplicação do critério da consunção. Ele pressupõe a unidade de fato e a pluralidade de leis aparentemente aplicáveis.

deixar clara a diferença entre o concurso efetivo e o concurso aparente de tipos. discute-se a possibilidade de retroatividade parcial para usar os melhores dispositivos de cada uma das leis. teoria do tipo ou teoria da norma)? Resposta: O conflito aparente de normas está ligada à teoria do delito. ou não. 17) O que conflito aparente de normas se identifica melhor com qual teoria (teoria do delito. Em verdade. um delito. que apenas a previsão de sanção mais severa ao tipo penal. Situação diferente ocorre com o concurso efetivo de tipos (material. na formação do juízo de tipicidade. 5o. No direito penal.Pelo princípio da combinação busca-se a conjugação de dispositivos de duas leis para se chegar a uma norma mais benéfica. Posicionamento esse que teria fundamento no princípio da vedação do proteção deficiente. quando ambas as leis regulam a matéria em tempos distintos e uma revogou a outra. Exemplo dessa situação ocorre com a possibilidade de aplicação da causa de diminuição do p.072/90 estão sendo abrandados. Mas entendo que. Importa. em especial quando. 8. corrente que defende a impossibilidade da revogação da criminalização dos crimes hediondos. 15) Qual corrente entende que só o princípio da especialidade resolveria todos os conflitos? Resposta: (??) 16) Institutos da lei no. 4o do art. formal ou continuado).072/90 como violadora da vontade constituinte. 33 da Nova Lei de Drogas aos delitos praticados sob a vigência da lei antiga. há afronta à Constituição? Resposta: É possível identificar. passa pela realização do chamado juízo de tipicidade: a comparação do fato com os modelos de conduta proibida. Se revogar toda lei. No concurso 58 . que se relaciona à resposta penal (pena). Necessário destacar que o STF não tem admitido tal raciocínio entendendo que combinação de leis poderia caracterizar verdadeira violação do princípio da separação dos poderes. contudo. haverá a identificação do tipo legal a ser considerado. a priori. dentre aqueles que defendem a disposição presente no art. que a lei criminal elenca numerus clausus. inciso XLIII da CF como verdadeiro mandado de criminalização. não sendo caso de definição de juízo de tipicidade. não se poderia defender a revogação da Lei 8. Definir se um determinado fato constitui. a realização da obrigação de o Estado proteger o bem jurídico pode ser realizada por diversas formas. por vezes até mais eficiente.

CP – ex.1. 2o. prevalecendo sobre as demais. Todavia. há dois ou mais delitos.4. Situação contrária ocorre quando o complemento não tem natureza excepcional. 3o do CP). ainda o que alteração do complemento de forma benéfica não retroagirá (ex. do art. como é o caso de Alberto Silva Franco. Assim. e afastando a incidência destas. que impede a dupla punição pelo mesmo fato [8].efetivo (concurso de delitos). dois ou mais delitos.: tabela de preço nos crimes contra a economia popular). ainda que o início da conduta tenha ocorrido quando vigente norma penal mais branda. Questões do TRF4 1) Qual o critério de aplicação da lei nova aos crimes permanentes e aos continuados? Resposta: Segundo entendimento do STF. pela aplicação do princípio ne bis in idem. 1. Assim. presente no enunciado da súmula 711.4. hipótese em que haverá retroatividade benéfica (regime jurídico do art. se sua vigência é anterior à cessação da continuidade ou permanência. a lei penal mais grave aplica-se ao crime continuado ou ao crime permanente.4. há doutrina que se posiciona de forma diferente.5.1. será essa que deverá incidir. p. No concurso aparente. como a própria denominação denuncia. De outra banda. ou não.3. Para uma corrente doutrinária a natureza do complemento da norma penal em branco determinará a regra de direito intertemporal a ser aplicada. 71 do Código Penal). aparentemente o fato dá lugar a duas ou mais adequações típicas simultâneas. ocorrendo a cessão da continuidade ou permanência em momento posterior ao início da vigência da norma mais severa. sujeitando-se o agente às penas de dois ou mais tipos incriminadores (que são somadas. 1. 70 ou do art.u. Um mesmo fato é coberto pelas descrições típicas de várias normas incriminadoras. que sobre ele convergem. conforme seja o caso do art. Questões do TRF5 TRF5 – 2012 01) Em havendo revogação de complemento de norma penal em branco haveria abolitio criminis? Como se situa esse debate? Resposta: Depende. se o complemento tiver natureza de lei excepcional ou temporária (regime do art.4. Entende o autor que essa conclusão (necessidade de verificação da natureza do complemento) somente ocorrerá quando o 59 . 69.: definição de substância entorpecente).1. Questões do TRF3 1. somente uma das tipicidades se aplica. ou seja. haverá ultra-atividade prejudicial.

Isso porque a analogia é regra de integração da legislação que só é admissível in bonan partem. que é modo de interpretação admissível na seara penal em desfavor do réu. O princípio da adequação social também incide sobre a tipicidade material mas sob o fundamento de que em relação aos comportamentos e riscos tolerados pelo convívio social (socialmente aceitos) não poderia haver tipificação penal. 03) Qual o significado do “princípio da insignificância” e o da “adequação social”? Resposta: Princípio da insignificância significar o afastamento da tipicidade material em situações em que não haja dano ao bem jurídico ao ponto de requer a intervenção penal e possui como requisitos a mínima ofensividade da conduta. haverá retroatividade independentemente na natureza do complemento ser ou não excepcional. desde que de forma favorável ao réu. nenhuma periculosidade penal da ação. O reconhecimento do valor proba60 . Se a complementação vier por norma com status infralegal. Situação diversa ocorre com a interpretação analógica. Merece destaque o fato de a jurisprudência acolher apenas a incidência do princípio da insignificância entendendo que o ordenamento nacional não permitiria o afastamento da caracterização do delito sob o fundamento da sua adequação social. somente nesse caso haveria a necessidade de verificar na natureza (norma excepcional ou temporária). onde o dispositivo enumera exemplos e conclui de forma genérica fazendo extensão do tipo a casos semelhantes. requisitos e efeitos? Resposta: Delação premiada é um benefício legal concedido a um criminoso delator. reduzido grau de reprovabilidade do comportamento e inexpressividade da lesão ao bem jurídico. que aceite colaborar na investigação ou entregar seus companheiros. Em outros termos. 05) O que é delação premiada.complemento não tiver mesmo status normativo da própria norma em branco. se a complementação vier por outra lei. qual seu valor probatório. sendo comum a jurisprudência afastar o benefício em hipótese em que o réu postule o benefício depois de os órgãos investigatórios já terem reunidos todos os elementos para a condenação. Exige-se que a delação colabore efetivamente na solução do caso. 02) É possível o emprego na analogia no direito penal? Resposta: Sim.

213/91.5. Segurados. nova alteração do texto constitucional estendeu tal tratamento aos trabalhadores sem renda própria que se dediquem exclusivamente ao trabalho doméstico no âmbito de sua residência. extinção da punibilidade ou substituição da pena privativa de liberdade por pena restritiva de direitos.1. 61 . quais foram os trabalhadores beneficiados neste sistema? Resposta: A EC 41/03 alterou o artigo 201. desde que pertencentes a famílias de baixa renda. A MP 529/2011 estendeu tal benefício aos microempreendedores individuais. Em relação aos domésticos a regulamentação ocorreu somente com a edição da Lei 12. definição do início do cumprimento da pena em regime aberto. Questões do TRF1 1) O sistema previdenciário brasileiro é formado por quais regimes? Resposta: O sistema previdenciário brasileiro é formado pelo regime principal.5. e o pelo regime complementar. estabelecendo a contribuição com alíquota reduzida de 5%. Nesse sistema.212/91 e 8. 2) Quanto ao sistema de inclusão previdenciária. de participação facultativa e integrado pelo regime complementar oficial (Fundos de Pensão) e o regime complementar privado. poderá ensejar uma redução da pena (1/3 a 2/3). Beneficiários e Inscrições. Regimes. Exige-se corroboração por dados concretos.5. acrescentando o p. 12 para estabelecer um sistema especial de inclusão previdenciária. determina o constituinte que haja tratamento diferenciado em relação às alíquotas (reduzida de 20% para 11%) e carências aplicados aos demais segurados do regime geral de previdência social. 1.212/91 E 8.tório da delação decorrerá da sua ratificação com o cotejamento das demais provas produzidas.470/2011. a fim de lhes garantir acesso a benefícios no valor equivalente a 1 salário mínimo. Direito Previdenciário 1. Como consequência dessa colaboração. o sistema foi implantado com a edição da LC 123/2006.213/91 1.1. Previdência Social: Órgãos.1. de participação obrigatória e composto pelo Regime Próprio de Previdência (aplicável aos servidores públicos) e o Regime Geral de Previdência Social. 8. a depender do regime jurídico a ser aplicado. que realizou alterações na redação das Leis 8. Em 2005. No âmbito infraconstitucional. externos e objetivos que embasem a confiança do relato. destinado a trabalhadores de baixa renda. Leis N.

segurado especial e contribuinte individual. 62 . presidiários não-remunerados e estudantes bolsistas. síndicos de condomínio não-remunerados. Resposta: A novidade trazida pela EC 47 foi a previsão do trabalhador doméstico sem renda própria que se dediquem exclusivamente ao trabalho doméstico no âmbito de sua residência. Também há os segurados facultativos. mas decidem contribuir para a Previdência Social. Se o desempenho das atividades estiver em desacordo com tal legislação o bolsista será considerado segurado obrigatório (empregado). desde que pertencentes a famílias de baixa renda.788/2008. Por exemplo: donas-de-casa. desempregados.12) Me fale sobre a EC 47 da CF e a novidade que ela trouxe no sistema de inclusão previdenciária. segurado avulso. estudantes. caracterizado como sendo aquele que não exerce atividade remunerada. 5) A condição de bolsista para fins de segurado facultativo tem que está segurado em lei? Resposta: Segundo disposição prevista no Decreto que estabelece o Regulamento da Previdência Social. Resposta: Pessoas com mais de 16 anos que não têm renda própria. segurado empregado doméstico. somente será considerado como segurado facultativo o bolsista e o estagiário que prestam serviços a empresa conforme as disposições da a Lei no 11. e os segurado facultativo. 3) Quais são os segurados para efeitos de inscrição no sistema geral de previdência? Resposta: No Regime Geral de Previdência Social há os segurados obrigatórios caracterizados pelo exercício de atividade remunerada e integrados pelo segurado empregado. na chamada inclusão previdenciária. 4) Dê uns três exemplos de segurado facultativo. Juntamente com os demais trabalhadores baixa renda a eles é garantido o acesso aos benefícios previdenciários no valor igual a um salário-mínimo havendo sujeição a alíquotas e carências inferiores às vigentes para os demais segurados do regime geral.

poderá aproveitar suas contribuições realizadas no exterior ao postular o benefício aqui. 11. O vínculo é obrigatório. será possível que haja contribuição no regime geral de previdência social na condição de segurado facultativo. fica ao livre alvedrio da pessoa manter-se ou não no sistema previdenciário. tem um vínculo de trabalho. desde que a aludida atividade esteja incluída no regime em comento. há o imediato ingresso no sistema previdenciário. Lei 8.213/91). 8) O que é filiação em termos de previdência? A filiação é compulsória para quem exerce atividade remunerada? Resposta: Filiação é o vínculo jurídico estabelecido entre o segurado e a previdência social. I. independendo da vontade do segurado. contratado por empresa privada fora do Brasil (deve ser uma empresa nacional – art. 11. deixa de ser contribuinte individual e será empregado (art. estará filiado ao RGPS.213/91). Se não houver esse tratado. É empregado quando é brasileiro ou estrangeiro residente no territorial nacional. As pessoas que são filiadas são as pessoas físicas. f. 10) O preso pode ser segurado facultativo ou obrigatório? 63 . Lei 8. estando vinculados à previdência do país em que trabalha. Se essa não for sua situação. em sendo um país com o qual o Brasil tenha acordo de previdência social. Decerto quando alguém exerce atividade remunerada. 7) Se o brasileiro trabalha no exterior. As pessoas jurídicas não são filiadas. ele está obrigado a se inscrever no sistema previdenciário brasileiro como segurado obrigatório? Resposta: Se trabalhar para empresa brasileira (hipótese de expatriado). e. I. Resposta: O segurado expatriado é aquele que exerce atividade fora do Brasil.6) O que se entende pelo segurado expatriado? Aqueles que prestam serviço no exterior. será caracterizado como segurado obrigatório (empregado). sendo hipótese de filiação facultativa para aquele que não é segurado obrigatório que deseja integrar a previdência. Na filiação obrigatória. independentemente de desejar fazê-lo. Pode ser empregado ou contribuinte individual. É contribuinte individual quando a pessoa é brasileira que exerce atividade em organismo internacional (Ex: OMS). A filiação será obrigatória para todos que exercerem atividade remuneratória. mas se representar a União. dependendo exclusivamente da sua vontade. Na filiação facultativa. mesmo de forma autônoma.

Os domésticos sofrem apenas ―acidente de qualquer natureza ou causa‖. Assim. aos empregados domésticos não se aplicam os benefícios acidentários. É o caso de um magistrado (contribui para o regime próprio da previdência) que ministre aulas em universidade particular (contribui como segurado obrigatório). 11. se o segurado contribuir para os dois regimes (geral e próprio). 17) A CF dispõe da forma de como irão contribuir com a seguridade social. depois esta disposição constitucional é regulamentada pela lei ordinária vai disciplinar quem serão estes contribuintes do lado do empregador e empregado. que. preste serviço. IX. no caso. Vejamos. poderá se beneficiar pelas duas aposentadorias. Segundo o Regulamento da Previdência Social. será considerado como segurado facultativo tanto (i) o presidiário que não exerce atividade remunerada nem esteja vinculado a qualquer regime de previdência social (art. 19 da Lei n. p. nos moldes do 64 . Decreto 3. Decreto 3.. a uma ou mais empresas. ou que exerce atividade artesanal por conta própria (art. p. algumas diferenças: 1ª) O segurado empregado doméstico não tem direito ao salário-família.048/99) 11) Admite-se a cumulação de benefício do regime geral com o regime próprio de previdência? Exemplo? Resposta: Não há impedimento para cumulação de benefícios do regime próprio (estatutário) com o regime geral da previdência social (celetista.213/91 restringe o conceito de acidente do trabalho ao estabelecer que ―acidente do trabalho é o que ocorre pelo exercício do trabalho a serviço da empresa [. com ou sem intermediação da organização carcerária ou entidade afim. como (ii) o segurado recolhido à prisão sob regime fechado ou semi-aberto. dentro ou fora da unidade penal. 11. especificamente pra efeitos previdenciário qual a distinção entre o empregados comercial (empresa) e o doméstico (do lar)? Resposta: A legislação previdenciária trata de modo desigual os empregados domésticos (intitulados ―segurados empregados domésticos‖) que contribuem sob as mesmas regras e observados os mesmos limites de custeio dos empregados urbanos e rurais (chamados singelamente de ―segurados empregados‖). haverá a manutenção da qualidade de segurado. XI. 3ª) O segurado empregado doméstico não sofre (tecnicamente falando) acidente do trabalho.. 1o. 8.Resposta: Enquanto há o recebimento de benefício. 1o. nesta condição.048/99). 2ª) A segurada empregada doméstica não recebe salário-maternidade além dos limites do teto previdenciário. autônomo).]‖. o auxílio-reclusão. Assim. como o destinatário do serviço doméstico não é empresa. então. O art. assim entendido.

a missão diplomática e a repartição consular de carreira estrangeiras. quem ela considera empregador. a empregador. 5º) O empregador doméstico não é obrigado por lei a pagar os quinze primeiros dias de afastamento por incapacidade do doméstico. 4ª) Os empregados domésticos não têm direito ao auxílio-acidente. 15. o contribuinte individual em relação a segurado que lhe presta serviço.parágrafo único do art. 19) Quais as atribuições do Conselho Nacional de Previdência Social? Resposta: 65 . bem como a cooperativa. indireta e fundacional (art. 3. ―aquele de origem traumática e por exposição a agentes exógenos (físicos. Lei 8.048/99.212/91). com fins lucrativos ou não. portanto empresa. Por sua vez.212/91). o órgão da administração? E na iniciativa privada quem faz? Resposta: Nos termos do parágrafo único do artigo 15 da Lei 8. bem como os órgãos e entidades da administração pública direta. I. sem finalidade lucrativa. entende-se como empregador doméstico a pessoa ou família que admite a seu serviço. químicos e biológicos). 18) Em termos previdenciários. para os efeitos desta Lei. 30 do Decreto n. empregado doméstico (art. 18) E para efeito de contribuição previdenciária quem é que a lei ordinária equipara a empresa. 6º) Os domésticos não têm direito à aposentadoria especial. a associação ou entidade de qualquer natureza ou finalidade. 15. II. Lei 8.212/91. que acarrete lesão corporal ou perturbação funcional‖. qual o conceito de empresa e empregador doméstico? Qual seria a diferença entre o empregador empresa e o empregador doméstico? Resposta: Considera-se como empresa a firma individual ou sociedade que assume o risco de atividade econômica urbana ou rural. Diversas consequências. provêm daí: o doméstico não terá estabilidade quando retornar do afastamento motivado pelo acidente ocorrido no lugar de serviço e não terá direito a ver recolhido o FGTS no período de afastamento motivado pelo acidente (isso se o empregador garantiu o direito ao FGTS). equipara-se a empresa.

tem como principal objetivo estabelecer o caráter democrático e descentralizado da administração. com a redação dada pela Emenda Constitucional nº 20. que preconiza uma gestão quadripartite. dos empregadores e dos aposentados. 21) Se o bacharel em Direito se Inscreve na ordem e é professor universitário.213. dos trabalhadores em atividade. não traz vedação expressa quanto a sua contribuição como facultativo. de 24 de julho de 1991.5.CNPS. Neste caso pode contribuir como beneficiário facultativo? Resposta: No texto constitucional há a vedação de o segurado do Regime Próprio de Previdência contribuir para o Regime Geral como facultativo. ele está no regime geral. a Lei 8. como é o caso da questão. havendo previsão nesse sentido somente no art.5. Questões do TRF2 1. Questões do TRF4 66 . Criado pela Lei nº 8. dos trabalhadores em atividade. com a participação do Governo. com a participação do Governo.213/91.1. 11 do Decreto 3. o Conselho de Previdência. ao longo do tempo vem aperfeiçoando sua atuação no acompanhamento e na avaliação dos planos e programas que são realizados pela administração.3.4.048/99. Na hipótese de segurado obrigatório do Regime Geral. órgão superior de deliberação colegiada.1.O Conselho Nacional de Previdência Social . dos empregadores e dos aposentados.1.5. na busca de melhor desempenho dos serviços prestados à clientela previdenciária. 1. 20) Quem compõe este Conselho Nacional de Previdência Social? Resposta: O Conselho Nacional de Previdência Social possui gestão quadripartite. em cumprimento ao disposto no art. Questões do TRF3 1. 194 da Constituição.2.

Seu objetivo. 201. proteção ao trabalhador no caso de desemprego involuntário. salário-família e auxílio-reclusão para os dependentes do segurado de baixa renda. homem ou mulher. Saúde. independe de custeio direto por parte do beneficiário. garantia mediante políticas sociais e econômicas que visem à redução do risco de doenças e de outros agravos e ao acesso universal e igualitário às ações e serviços para sua promoção. em geral. 67 . Questões do TRF5 DESSE PONTO EM DIANTE: RESPOSTAS ELABORADAS POR CAROLYNNE SOUZA DE MACÊDO OLIVEIRA TRF5 . A saúde tem a característica de ser universal. é feito de forma indireta por toda a sociedade. invalidez. são os três sistemas da seguridade. à velhice. assim entendida como uma prestação a ser conferida a todo o indivíduo que dela necessitar. ao cônjuge ou companheiro e dependentes. 194 da Constituição Federal. morte e idade avançada. Não trata de implementar políticas públicas de saúde. à previdência e à assistência social. mas sim de assegurar. a quem dela necessitar. Nos termos constitucionais. à maternidade. além disso. o amparo às crianças e adolescentes carentes. a habilitação e reabilitação das pessoas portadoras de deficiência e a promoção de sua integração à vida comunitária. bem como a filiação obrigatória (art.5.1. previdência e assistência. destinado a assegurar os direitos relativos à saúde. O seu custeio. benefícios assistenciais e serviços que têm como objetivo a proteção à família. sem que para tanto tenha que verter uma contribuição específica para o sistema. proteção e recuperação. apresentando cada um as suas particularidades.2012 01) Distinga os três sistemas da seguridade social. a promoção da integração ao mercado de trabalho. proteção à maternidade. é outro. tal qual a saúde. no entanto.1. ainda. à adolescência. Por sua vez. à infância. Em linhas gerais. mediante o pagamento de tributos. são essas as principais distinções. a Seguridade Social compreende um conjunto integrado de ações de iniciativa dos Poderes Públicos e da sociedade. pensão por morte do segurado. com base na CF e nas Leis 8212 e 8213. Resposta: Nos termos do art. CF/88) objetivando a cobertura de riscos sociais como doenças. assegurando. a saúde é direito de todos e dever do Estado. garantindo-se. e a prestação do serviço independe de qualquer ato formal de inscrição ou filiação. Já a previdência social tem como traço marcante o caráter contributivo. nos termos constitucionais. um salário mínimo de benefício mensal à pessoa portadora de deficiência e ao idoso que comprovem não possuir meios de prover à própria manutenção ou de têla provida por sua família.5. a assistência social é o sistema que.

11 desta Lei. ressalvado o disposto no inciso II do art. Quanto à estrutura organizacional. Para os segurados especiais.dos benefícios especificados nesta Lei. mediante o pagamento de tributos) e a assistência. o que mais importa destacar é que a previdência cobre riscos sociais para aqueles que a ela vertem contribuições. também independe de contribuição direta. fica garantida a concessão: II . 68 . ao passo que a saúde e a assistência independem de contribuição específica por parte daquele que necessita. de maneira geral. desde que contribuam facultativamente para a Previdência Social.213 estabelece em seu art. referidos no inciso VII do art. 29. conforme o benefício requerido (art. A lei n. A Previdência compete ao Ministério da Previdência. com a participação dos trabalhadores. é preciso considerar que a previdência cobre apenas os riscos daqueles que vertem contribuições para o sistema. § 6º que o benefício do segurado especial será equivalente a um salário mínimo.02) Distinga os três subsistemas da seguridade social quanto à cobertura dos riscos. além de cada subsistema ser destinado a cobrir riscos específicos. a Saúde ao Ministério da Saúde e a Assistência ao Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome. observados os critérios e a forma de cálculo estabelecidos. O salário-de-benefício consiste: § 6º O salário-de-benefício do segurado especial consiste no valor equivalente ao salário mínimo. dos aposentados e do governo nos órgãos colegiados. 03) Segurado especial receber acima do salário mínimo. estrutura organizacional e técnicas utilizadas. Resposta: Quanto à cobertura dos riscos. mas permite benefício de valor maior. 8. a Constituição prevê que a seguridade social como um todo deve ter caráter democrático e descentralizado. mediante gestão quadripartite. 39 e nos §§ 3º e 4º do art. para melhor desempenho das atividades. por toda a sociedade. é possível? Resposta: Sim. na forma estipulada no Plano de Custeio da Seguridade Social). § 6º. 29. sendo o custeio realizado por meio de tributos. As ações entre os três são integradas. ao passo que a saúde é de caráter universal. caso haja contribuição facultativa e cumprimento de carência (12 ou 180 contribuições). 48) (Art. 39. é possível. independentemente de contribuições diretas (há contribuição indireta. devendo ser prestada a quem dela necessitar. No tocante às técnicas utilizadas. dos empregadores.

No entanto. uma vez encerrada a relação de trabalho. bem como ao Instituto Nacional do Seguro Social. não impede o estabelecimento do vínculo com o RGPS. contudo. Assim. dos previdenciários que lhe são decorrentes. que tem o condão de incluí-la no RGPS na condição de segurada. excepcionalmente. desde que comprovada mediante documento contemporâneo em nome do próprio segurado‖. aos 14 anos. No caso dos segurados facultativos. que independe do ato formal de inscrição. Trata-se de direito do segurado. que em regra ocorre após a filiação. na condição de aprendiz. de Frederico Amado) 05) Pode haver filiação sem inscrição? Resposta: Sim e isso é muito comum (o trabalhador ser contratado mas não ter sua carteira de trabalho assinada nem ser registrado perante o INSS). Isso. mediante comprovação dos dados pessoais e de outros elementos necessários e úteis a sua caracterização‖.04) Qual a diferença entre inscrição e filiação ao RGPS? Resposta: A filiação ao RGPS é a relação jurídica que liga uma pessoa natural à União. automaticamente com o exercício de atividade laborativa remunerada (para os segurados obrigatórios. através do Ministério da Previdência Social. Por sua vez. que se estabelece. (Transcrições retiradas de Direito e processo previdenciário sistematizado. nada impede o ajuizamento de ação própria para o reconhecimento de direitos trabalhistas e. obrigando-se o empregador ao 69 . bem como o pagamento da primeira contribuição previdenciária (filiação do facultativo caracterizada após a inscrição e o pagamento da primeira contribuição). a contar de 12 anos de idade. Trata-se de ato formal. a ―inscrição e o ato pelo qual o segurado é cadastrado no Regime Geral de Previdência Social. em regra. é formalidade indispensável para que se estabeleça o vínculo decorrente da filiação. a atividade sujeita à filiação obrigatória exercida com idade inferior à legalmente permitida. A idade mínima para a filiação é aos 16 anos ou. será considerada como tempo de contribuição. ―de acordo com o entendimento administrativo do INSS. tendo a eficácia de gerar obrigações (a exemplo do pagamento de contribuições previdenciárias) e direitos (como a percepção dos benefícios e serviços)‖. por conseguinte. para os segurados obrigatórios. vez que os facultativos precisam inscrever-se para que estabeleçam o vínculo da filiação).

neste último caso. mesmo sem verter contribuições ao fundo previdenciário. já se estabeleça o vínculo entre o segurado e o RGPS a partir do início do exercício de atividade laborativa. sem prejuízo de o segurado gozar dos benefícios a que fizer jus. 15 da Lei n. no caso dos segurados facultativos. sem o vinculo da filiação.recolhimento de contribuições eventualmente não pagas. por expressa disposição legal. haverá a mera inscrição. 07) É necessária a inscrição dos dependentes ou apenas dos segurados? Resposta: Tanto segurados quanto dependentes precisam inscrever-se perante o INSS. 08) O que se entende por período de graça? Resposta: O período de graça é o lapso temporal em que a pessoa mantém a qualidade de segurada. mediante a apresentação de documentos. não há óbice à inscrição prévia. Em se tratando de segurados obrigatórios. portanto. mesmo sem essa inscrição. mas sem que qualquer atividade laborativa esteja sendo realizada. ainda. a não ter prazo. a inscrição necessariamente deve preceder à filiação. é o exercício da atividade (que caracteriza a filiação). Durante tal período o segurando. efetuada a inscrição. 06) Inscrição pode ocorrer antes da filiação? Resposta: Não há impedimento para tanto e. mesmo porque. O mais importante. indo de 3 a 36 meses ou. 8. ela deve ocorrer quando do requerimento do benefício a que tiver direito.213/91. Especificamente a inscrição do dependente do segurado. O regramento do tema consta do art. mantém todos os seus direitos perante a Previdência Social. 70 . O período de graça é variável (tempo variável). na específica situação em que o segurado está no gozo de benefício. embora.

A lei n. Questões do TRF1 1. como regra. mantendo a qualidade de segurado. 12. segundo o qual durante o período de graça o segurado conserva todos os seus direitos perante a previdência social. § 8ª). perde-se a proporção estabelecida pela lei. entende-se que durante tal período é possível sim que o segurado perceba auxílio-acidente e salário-maternidade. Direito Civil 1. que o segurado especial deve trabalhar em regime de economia familiar. mas admite o auxílio eventual de terceiros a título de colaboração. 8. limitada 120 pessoas/dia ano civil. é possível que um segurado especial contrate uma pessoa/ano por até 120 dias.212/91 (120 pessoas/dia ano civil).2. 10) Perde a qualidade de segurado o segurado especial que trabalha em regime de economia familiar e contrata empregado? Resposta: Não necessariamente.1.09) Pode ser concedido auxílio acidente durante o período de graça? E salário maternidade? Resposta: Considerando o disposto no parágrafo 3º do art.1. Questões do TRF2 71 . Evicção 1. Assim.1. ele perderá a qualidade de segurado. três pessoas/ano por até 40 dias e assim sucessivamente.6. bem como a contratação de empregados. se os 120 empregados foram contratados na proporção permitida pela lei 8. ele perde a qualidade de segurado? Resposta: Se durante todo o ano civil ele manteve contratados esses 120 empregados. Prescrição e Decadência.213/91. 11) E se durante o ano civil ele contratou 120 empregados. ele estará dentro do permissivo legal. Para tanto. 1. 15 da Lei n.6. duas pessoas/ano por até 60 dias. cada um desses 120 empregados deverá ter trabalhado apenas um dia.212/91 estabelece.6. Vícios Redibitórios.1. 8. No entanto. pois. trabalhando mais que isso.6. de maneira contínua ou intercalada ou por tempo equivalente em horas de trabalho (art.

4. Por outro lado. a prescrição mantém relação com deveres. ou seja. a decadência está associada a direitos potestativos e às ações constitutivas. as ações meramente declaratórias. Questões do TRF5 TRF5 – 2012 01) Uma das clássicas teorias de prescrição e decadência é a do Agnelo Amorin Filho? Em que consiste essa teoria e ela é compatível com o CC/02? Resposta: A teoria de Agnelo Amorim é a mais difundida no direito brasileiro sobre prescrição e decadência. é certo que o direito potestativo. logicamente. portanto. que não tem saída. Questões do TRF3 1. tem relação com um estado de sujeição. próprio dos direitos potestativos. ou melhor. A imprescritibilidade dessa ação específica está também justificada porque a nulidade absoluta envolve ordem pública. Para construir a referida teoria. são imprescritíveis. não estão sujeitas à prescrição ou à decadência. Resposta: Há várias distinções: .6. próprio das pretensões pessoais.3.6. A decadência.1. têm essa última natureza. As ações anulatórias de atos e negócios jurídicos. 72 . sejam elas positivas ou negativas. Por fim.a prescrição extingue a pretensão. obrigações e com a responsabilidade decorrente da inobservância das regras ditadas pelas partes ou pela ordem jurídica. Assim. enquanto a decadência extingue o direito.1.5. àquelas ações relacionadas com direitos subjetivos. Didaticamente.1. como aquelas que buscam a nulidade absoluta de um negócio.6. O critério distintivo proposto pelo professor Agnelo Amorim é o utilizado no Código Civil de 2002. o professor paraibano associou a prescrição às ações condenatórias.1. Questões do TRF4 1. por se contrapor a um estado de sujeição. 02) Trate sobre a distinção entre prescrição e decadência. é aquele que encurrala a outra parte.

. todos previstos nos arts. um nascimento posterior ao nascimento do direito. com exceção de regras específicas. por isso. Por sua vez. cuja origem é idêntica à origem do direito. 2. O novo código. Esse critério ainda está vigente a luz do CC/02? Resposta: A doutrina de Câmara Leal distingue a prescrição da decadência com base na origem das ações. O critério adotado atualmente é o de Agnelo Amorim. . em qualquer hipótese (a convencional pode ser renunciada após a consumação. Até a promulgação do Código Civil de 2002 o critério era utilizado no direito brasileiro. por isto.os prazos especiais de prescrição são de 1. atingindo ações constitutivas positivas e negativas.os prazos prescricionais somente podem ser estabelecidos por lei. a decadência supõe uma ação. Por ela.a prescrição não corre contra determinadas pessoas. . enquanto os prazos especiais de decadência são fixados em dias. 03) A teoria de Câmera Leal distingue a prescrição e decadência com base na origem das ações. . mas que decorre do princípio da equidade? 73 . que é de 2 anos. sendo. . meses. suspensa ou interrompida. enquanto a decadência legal não pode ser renunciada. 205 e 206 do Código Civil.a prescrição está sujeita a casos de impedimento. exceto os absolutamente incapazes. regra geral. enquanto a decadência está relacionada a direitos potestativos. tal qual a prescrição). não adotou tal critério. no entanto.a prescrição pode ser renunciada após a sua consumação.a prescrição está relacionada a direitos subjetivos e atinge ações condenatórias. . suspenso ou interrupção. a prescrição supõe uma ação cuja origem é distinta da origem do direito. contados de sua celebração). enquanto a decadência corre contra todas as pessoas. 3. 04) Existe alguma causa que impede a fluência de prescrição que não está previsto expressamente na lei. ao passo que os prazos de decadência podem ser estabelecidos pela lei ou por convenção entre as partes. já a decadência não pode ser impedida. simultâneo o nascimento de ambas.o prazo geral de prescrição é de 10 anos e não há um prazo geral de decadência (embora haja um prazo geral para anular negócio jurídico.. tendo. 4 e 5 anos. ano e dia e ano (1 a 5 anos).

não pode acessar também documentos para propor uma ação atacando a interdição. ENTENDER A PERGUNTA. a prescrição não corre nos casos em que o titular da pretensão está materialmente impossibilitado de agir. para que a ele seja oportunizada a renúncia. A única forma que me ocorre de se ver a prescrição como um meio de prova é no caso da prescrição aquisitiva (usucapião).Resposta: Sim. por exemplo.. é prudente que ele escute antes o devedor. A convencional sempre dependerá de requerimento da parte. Os meios de prova são os elementos considerados pelo juiz para formar a sua convicção. PENSEI QUE PODERIA SER DO TIPO DISCORRA SOBRE A PRESCRIÇÃO COMO MEIO DE PROVA E. não é meio de prova. No caso da decadência. 74 . em geral. sem poder acessá-lo. Considerando que a prescrição pode ser renunciada pelo devedor após decorrido seu prazo. 05) O juiz pode de ofício decretar a prescrição e decadência? Resposta: Tanto a prescrição quanto a decadência podem ser decretadas de ofício pelo juiz. documentos. Neste caso. perícias. a prescrição atua de forma peculiar. para compatibilizar tal possibilidade com a decretação de ofício pelo magistrado. em geral. no entanto. etc. é o caso de um comerciante que tem seu estabelecimento interditado e. tanto criando um direito em si quanto servindo de prova de que outrem perdeu um direito que tinha antes (o direito de propriedade). São. ANALISANDO SOB ESSA PERSPECTIVA. somente a decadência legal pode ser reconhecida de ofício. A demonstração da perda da pretensão do titular da propriedade de reavê-la para si implica na prova de que outrem adquiriu tal propriedade. 06) Discorra como prescrição como meio de prova. APRESENTO A SEGUINTE RESPOSTA: A prescrição. como. DE JEITO NENHUM. Por questão de equidade. caso assim queira. Resposta: ATENÇÃO! NÃO CONSEGUI.

sujeitos a sub-regimes próprios. Direito Empresarial. Além disso. documento legislativo conhecido como Código Mercantil napoleônico. inclusive. 1. tendo em vista a necessidade mesmo de manter um comércio entre pessoas distantes entre si.7. Na referida época surgiram as corporações de ofício. por não existirem. que eram ligadas aos comerciantes e não aos senhores feudais. primordialmente. em 1808. sendo uma característica de todos os povos.1. O referido sistema surgiu com a entrada em vigor do Code de Commerce. Foi na idade média que surgíramos primeiros institutos jurídicos do direito comercial. daí porque em tal período houve a necessidade de se criar um regime jurídico próprio para a disciplina das relações mercantis.1. Questões do TRF1 01) Discorra sobre o histórico do Direito Comercial na Idade Média? O direito comercial surge propriamente na idade média. qualificando-se como civis ou comerciais.1. as sociedades (comendas)m os contratos mercantis (contrato de seguro) e os bancos. descentralizado e estava nas mãos da nobreza fundiária. 75 . na realidade. as características próprias do direito comercial começaram a se delinear. como o informalismo e a influencia dos usos e costumes no processo de elaboração das regras. como os títulos de crédito (letra de câmbio). daí porque as corporações de ofício. Direito Empresarial 1. os Estados Nacionais. que logo assumiram relevante papel na sociedade. não havia um poder político central que aplicasse o direito. Na Idade Média o comércio atingiu o seu estágio mais avançado. 02) Discorra sobre o Sistema Francês como antecedente da definição de concepção de Direito Comercial? No sistema francês. certa autonomia para seus julgamentos. tiveram tanta importância para o desenvolvimento dos primeiros preceitos jurídicos sobre tal atividade. Direito Comercial. Na época.7.1. as atividades econômicas são agrupadas em dois grandes conjuntos. que se fundava. As grandes navegações impulsionaram a criação das primeiras normas.7. conseguindo obter. ainda. embora o comércio (atividade comercial) tenha surgido há muito mais tempo (remonta-se ao tempo dos fenícios). A Idade Média é tida como a primeira fase do direito comercial. O poder político era. nos usos e costumes mercantis. de forte influência na codificação oitocentista.

que desenvolvem a doutrina da empresa. são aqueles praticados pelos comerciantes. que trata a atividade mercantil. em princípio. fale sobre? A classificação de Carvalho de Mendonça para atos de comércio é a seguinte: . já que o seu foco estava na atividade desenvolvida. O sistema francês. tem-se que o Sistema Francês dividiu-se em dois sistemas de disciplina privada da economia: civis e comerciais. descrevendo o que ela viria a ser. poderiam ser praticados por qualquer cidadão. 76 . e não nos sujeitos que a desempenhavam.atos de comércio por força de autoridade de lei: são aqueles que a lei assim os considera. Sob tal perspectiva. 03) Fale sobre o sistema Italiano e o Sistema Francês quanto à evolução do Direito Comercial? Basicamente. mas principalmente um novo sistema de disciplina privada de atividade econômica.A elaboração doutrinária fundamental do sistema francês é a teoria dos atos de comércio. deslocando a fronteira entre civil e comercial.atos de comércio por dependência ou conexão: são os que visam facilitar o promover o exercício do comércio. Por sua vez.atos de comércio por natureza ou profissionais: como a própria designação dá a entender. que tinha como construção básica a teoria dos atos de comércio. Com ela. organizados em corporações próprias. para se tornar a disciplina de conjunto de atos que. foi adotada por quase todas as codificações oitocentistas. Sua elaboração doutrinária é a teoria dos atos de comércio. o direito comercial deixou de ser apenas o direito de uma certa categoria de profissionais. O sistema italiano tenta superar lacunas antes não explicadas pelo sistema francês. o sistema francês foi o responsável por uma certa objetivação do direito comercial. inclusive pelo Brasil (inspiração do Código Comercial de 1850). 05) Famosa classificação de Carvalho de Mendonça sobre atos de comércio. o Sistema Italiano era regulado sob o prisma privatístico. . vista como instrumento de objetivação do tratamento jurídico da atividade mercantil. mas encontrou contraposição na teoria italiana. . tentando eliminar a dificuldade de separação do que vinha a ser ato comercial de ato meramente civil. no exercício de sua profissão. encontrando sua síntese na teoria da empresa (consagração da tese da unificação do direito privado).

também. 07) No tempo em que o Direito Comercial era o direito das corporações. a indústria. quanto aos atos de comércio. pois sequer existiam os Estados Nacionais na época). existiam juízes para dirimir questões de conflitos.a compra e venda ou troca de efeitos móveis ou semoventes.A classificação de Carvalho de Mendonça foi elaborada a partir do Regulamento 737. E não só por isso. Segundo o referido regulamento. 06) Regulamento 737. sendo o responsável pela consolidação. riscos.as empresas de fábricas. § 3 . de espetáculos públicos. No entanto. O regulamento 373 esteve em vigor até 1875. a prestação de serviços e outros). Foi. de expedição. que juízes eram estes? Não havia juízes com a mesma concepção que se tem hoje (juízes enquanto órgãos do Estado. ou para alugar o seu uso.a armação e expedição de navios". entre outras atribuições. cujas idéias permaneceram presentes por anos. providência que não foi adotada pelo próprio código. consideravam-se atos de mercância (art. para reger as relações entre seus membros. de depósito. a de julgar os casos que lhe eram submetidos. fale sobre? O regulamento 737 foi o diploma normativo editado ao tempo do Código Comercial de 1850. § 4 . 77 . os bancos. portanto. a expressão ―Direito Empresarial‖ mostra-se mais adequada que ―Direito Comercial‖.as operações de câmbio. pessoas que praticavam os atos mercancias. fretamentos.os seguros. da teoria dos atos de comércio. § 5 .Qual a melhor nomenclatura Direito Empresarial ou Comercial? Diante da definitiva adoção da teoria da empresa pelo ordenamento jurídico brasileiro. mesmo após a sua revogação. banco e corretagem. sendo. mesmo porque a teoria do ato de comércio foi substituída pela teoria da empresa. no Brasil. foram criadas as corporações de ofício que tinham. Exerciam esse papel os denominados cônsules. 19): § 1 . Deve-se considerar. de comissões. § 2 . portanto. para os vender por grosso ou a retalho. muito antiga e não mais utilizada. que hoje o direito empresaria cuida mais do que da atividade exercida pelo comerciante (hoje empresário). servindo de referência doutrinária para a definição do âmbito de aplicação do direito comercial. que eram pessoas da própria corporação eleitos pelos demais associados. 8 . relevante diploma normativo. na mesma espécie ou manufaturados. consignação e transporte de mercadorias. e quaisquer contratos relativos ao comércio marítimo. Cuida também de uma infinidade de outras atividades negociais (além do comércio. que teve como característica mais marcante o fato de elencar o que viriam a ser os atos de comércio.

O direito comercial internacional moderno deve alguns de seus princípios fundamentais à Lex mercatoria desenvolvida na Idade Média. com algumas diferenças locais. 10) O se quer dizer por Lex mercatoria? A Lex Mercatoria foi um sistema jurídico desenvolvido pelos comerciantes da Europa medieval e que se aplicou aos comerciantes de todos os países do mundo até o século XVII.apenas passando a adotar o critério da empresarialidade para circunscrever contornos do âmbito de incidência do direito comercial. 78 . porque a própria Constituição Federal conferiu autonomia ao direito empresarial. ainda que tratados de maneira geral no mesmo diploma normativo (o Código Civil de 2002). Terceiro. E por último. Não era imposta por uma autoridade central. Segundo. porque tem institutos que lhes são próprios. de árbitros e da lei aplicável e o seu objetivo de refletir os costumes. Muitos dos principios e regras da Lex mercatoria foram incorporados aos códigos comerciais e civis a partir do início do século XIX. como a escolha de instituições e procedimentos arbitrais. porque tal disciplina é tratada nos cursos jurídico. distintos do direito civil. como disciplina autônoma e essencial. objeto mais amplo.Em outros termos: o atual direito comercial não cuida apenas do comérciom mas de toda e qualquer atividade econômica exercida com profissionalismo. intuito lucrativo e finalidade de produzir ou fazer circular bens ou serviços. manteve a bipartição dos regimes jurídicos disciplinadores das atividades econômicas. por ser mais restritiva. porque a adoção da teoria da empresa. é bom destacar que as próprias Universidades já reconhecem a adequação da nova designação. mostra-se menos adequada para designar tudo aquilo que o Direito Empresarial de fato regula. Primeiro. mencionando o ―direito civil‖ em separado do ―direito comercial‖. mesmo com a inserção desta seara no CC/2002? Sim. à medida que os próprios mercadores criavam princípios e regras para regular suas transações. em substituição à teoria dos atos de comércio. 09) O Direito Empresarial continuaria como disciplina autônoma. Deste modo. Por fim. mas evoluiu a partir do uso e do costume. já tendo alterado o nome da disciplina em seus cursos jurídicos. uso e boa prática entre as partes. a expressão ―Direito Comercial‖. portanto. tendo. por força de Portaria do Ministério da Educação. Este conjunto de regras era comum aos comerciantes europeus. ao listar as matérias de competência legislativa privativa da União.

1. Aquele que apenas a integra. Procedimento Sumário. sem poderes de administração e/ou gerência não pode ser tido como empresário.) a sociedade quando ela existe. Questões do TRF4 1. Em outros termos: o empresário é aquele que exerce a atividade de empresa. O núcleo do conceito é o termo atividade e importa não confundir a atividade com o próprio estabelecimento em si.1. Processo e Procedimento. Cognição Sumária e Exauriente.5.8. Partindo disso. Procedimento Adequado 1. são aquelas em que se permite ao réu a formulação de um pedido contra o autor no bojo da pró79 . Classificação dos Procedimentos.7.1.7.1.1. Questões do TRF3 1.1.1.4. mas apenas aquele que desempenha a atividade de empresa. Procedimento Ordinário e suas Fases. Questões do TRF2 1) O que são ações dúplices? Cabe reconvenção nas ações dúplices? Resposta: Há duas acepções para o termo.7. Questões do TRF1 1.7. Eis a distinção.3. quando exerce empresa. tem-se que não necessariamente será empresário todo e qualquer sócio. Ações dúplices. Direito Processual Civil 1. 1.2.2. Quanto ao conceito de empresário.8.1. o CC/2002 o define como aquele que exerce profissionalmente atividade econômica organizada para a produção ou circulação de bens e serviços. Questões do TRF2 1) Teoria da empresa: o que é a empresa? Posso considerar como uma unidade (os elementos da empresa)? À vista deste conceito empresário seria quem? O sócio não é o empresário (.. agora pergunto: esse sócio pode ser empresário? Em que circunstâncias? Resposta: Empresa é a atividade econômica constituída para produção e circulação de bens e serviços do mercado. Procedimentos Especiais..8. Questões do TRF5 1.1.8. do ponto de vista processual.

. obviamente que. sem a necessidade de reconvenção ou pedido contraposto‖. A simples defesa do réu implica exercício de pretensão. Já do ponto de vista material. A discussão judicial propiciará o bem da vida a uma das partes. Esta situação decorre da pretensão deduzida em juízo. O art. 258 da Súmula do STF. que segundo ensina a melhor doutrina não precisa necessariamente ser o contrato de depósito. não formula pedido o réu. a saber: . pois ambos assumem concomitantemente as duas posições. No tocante à admissão de reconvenção nas ações dúplices. o réu já exercita a sua pretensão.pria contestação. 902 do CPC prevê dois requisitos específicos da petição inicial da ação de depósito. ela não é admitida. também o seu ataque. independentemente de suas posições processuais. em regra. contestar e formular pedido contra o autor. ações dúplices são aquelas em que autor e réu ocupam posições jurídicas ativas e passivas simultaneamente. caso tal valor não conste do contrato de depósito. a reconvenção pode ser ajuizada em ação dúplice. 80 . Qual seria? Resposta: Sim. É sinônimo de pedido contraposto e admitido nas hipóteses expressamente previstas em lei. segundo o qual ―é admissível a reconvenção em ação declaratória‖. pois a sua pretensão já se encontra inserida no objeto de uma equipe com a formulação do autor. quando o pedido não se limitar à declaração de improcedência. com a defesa. c) as ações de acertamento. não se podendo falar em autor e réu. b) as ações divisórias.prova literal do depósito. exigência que se presta tanto para a fixação do valor da causa como para possibilitar ao réu a consignação do valor do bem em dinheiro. a um só tempo. É como uma luta em cabo de guerra: a defesa de uma equipe já é. bastando que seja uma prova escrita que demonstra a relação jurídica material de depósito (exigência de início de prova escrita). na hipótese em que o a pretensão do réu é algo diferente do que alcançaria com o mero julgamento de improcedência do pedido do autor. São exemplos: a) as ações declaratórias. Nas palavras de Didier: ―As ações dúplices são as ações (pretensões de direito material) em que a condição dos litigantes é a mesma. 2) A ação de depósito requer alguma condição específica.estimativa do valor do bem. Exemplo disso é o disposto no enunciado n. como a prestação de contas e oferta de alimentos. ao mesmo tempo. excepcionalmente. como nas ações submetidas ao procedimento sumário e nos Juizados Especiais. Não obstante. de modo que o réu pode. A relação jurídica deduzida em juízo poderia ter sido posta por qualquer das partes e.

O objetivo primário é. não obstante receba os extratos bancários. Há. seja por força de mandato ou de outra forma de contrato firmado. Não se tratando de exceção legal.3) Qual é o objeto primário da ação de prestação de contas? Resposta: A ação de prestação de contas tem como objetivo trazer luz ao credor das contas. isto é. pode manejar essa ação. as informações sobre créditos e débitos líquidos de seus bens que ficaram sob a administração de outrem. por formas extrajudiciais. independentemente de prévio pedido de esclarecimento ao banco ou do fornecimento de extratos de movimentação financeira. entendimento sumulado sobre o assunto (s. 5) O correntista. por exemplo. A ação de prestação de contas tem natureza condenatória (obrigação de fazer – de prestar contas). quando este não possui informações sobre os seus bens e tenha buscado. objetivando esclarecer os lançamentos efetuados em sua conta corrente. no caso das condenações contra a Fazenda Pública. por exemplo. em continuidade a este. a regra é o sincretismo processual. devendo ser processada a execução como fase. 81 . obrigar o devedor a prestar contas. prestadas as contas. a ser instaurada nos próprios autos do procedimento especial. mas sim de uma fase executiva. inclusive. a ação de prestação de contas entra na regra do sincretismo. Havendo saldo residual. portanto. condena-se o devedor ao pagamento do saldo apurado (obrigação de pagar). a ação poderá ter por objeto também a condenação do devedor ao referido pagamento. de modo que. mesmo que de forma verbal. 4) Ela segue o modelo sincrético? Resposta: Sim. ou isso já faz às vezes desse esclarecimento que se busca em ação de prestação de contas? Qual é o fundamento do entendimento jurisprudencial predominante a respeito? Resposta: Nos termos da jurisprudência do STJ. devendo as execuções autônomas ter previsão expressa para tanto. STJ). sem formalidades. Tal pagamento deverá ocorrer na forma de execução. 259. logo após o término da primeira relação jurídicaprocessual instaurada. Na realidade. mas este já e um objetivo secundário. não uma execução autônoma. após as alterações realizadas no CPC em 2006. o correntista tem interesse processual para ajuizar ação de prestação de contas. como. sem sucesso.

O art. na medida em que a lei autoriza a ação possessória ou existe alguma incongruência nessa questão? Se aplicaria subsidiariamente a regra de posse nova. 71 do Decreto-Lei nº 9. que dispõe sobre os bens imóveis da União. em uma ação em que o poder público busca reaver a posse de bem seu. no caso. objetivo que nem sempre se alcança apenas com a mera apresentação os extratos. Diante dessa particularidade. 6) O DL 9760/46 autoriza o ajuizamento de ações possessórias pelo Poder Público. Sendo nova ou velha a posse. por força de mera presunção. sem direito a qualquer indenização. tudo quanto haja incorporado ao solo. estabelece-se a presunção de que o poder público tem a posse de seu próprio bem. 515 e 517 do Código Civil. poderá ser sumariamente despejado e perderá. teoricamente. diferentemente do que ocorre com a posse do particular. posse velha ao caso? Resposta: Tratando-se de posse de bem público. é inerente á propriedade. com cultura efetiva e moradia habitual. basta a comprovação de seu domínio. com a particularidade já citada de que a posse do poder público é inerente ao domínio. é o decreto que irá regular as possessórias. decorrente do regime especial que rege os bens públicos. Exatamente por isso é que se admite ação. por ser norma de caráter especial. O Decreto-Lei nº 9. Partindo dessa premissa. para reaver sua posse. Como entende essa regra legal? A questão se relaciona a um bem público que foi objeto de esbulho. mas na outra ponta vislumbra-se a figura de um bem público. A posse. O correntista tem o direito de entender tais lançamentos. A legislação autoriza ação possessória que pressupõe naturalmente que exista posse. Assim. Desnecessária a demonstração de que tem o poder de fato sobre o bem. ficando ainda sujeito ao disposto nos arts. considerando ser ela inerente ao 82 . Pode-se falar em posse de bem público. prescreve que o ocupante de imóvel da União. e os direitos assegurados por êste Decreto-lei. afasta a aplicabilidade do art. pelo poder público. 924 do CPC às ações possessórias destinadas à proteção do patrimônio público federal. ainda que não exteriorizada. 513. sem assentimento desta. O parágrafo único do mesmo dispositivo afirma que se excetuam dessa disposição os ocupantes de boa fé. é irrelevante a arguição de posse nova ou de posse velha perante o poder público.760/46.O fundamento básico utilizado pelo STJ é o de que o correntista tem mais que o direito de conhecer os lançamentos realizados em sua conta.760/46.

por exemplo. a competência delimitada é definida por normas processuais. deve ser restabelecida ao ente postulante de imediato. por serem absolutas exclusões de atuação de um determinado juízo. A competência limitada é definida. de modo que. com a instituição de normas proibitivas do exercício da competência. por exemplo). normalmente. é claro. por não poder incidir em toda e qualquer hipótese. 83 . Note-se que efeito prático é o de que. Por sua vez. Em analogia ao direito tributário. por exemplo.direito de propriedade do poder público. os casos de competência limitada não admitem convalidação. ainda que praticado um ato fora do âmbito previsto. as causas de imunidade tributária. pois em caso de competência absoluta os atos decisórios devem ser repetidos). em que. Já os casos de competência delimitada podem gerar atos passíveis de convalidação. pode ele ser eventualmente convalidado por aquele que de fato é competente (no caso de competência relativa. A competência do STF. 7) De onde se origina o Poder jurisdicional? Resposta: O Poder Jurisdicional é o poder de dizer o direito. Nas democracias modernas vem disposto nas Constituições. mesmo querendo e tendo competência para instituir tributos. a competência delimitada é aquela restrita por outra norma. determinado ente não poderá exercer tal competência em hipóteses específicas. Tem sua origem após a formação dos Estados Nacionais e com a idéia de limitação de poder (sistema de freios e contrapesos). em razão da matéria ou da função (competência funcional ou competência material). por não se tratar de exclusão absoluta da possibilidade de atuação do juízo. De outro modo. A limitação ocorre. seriam. mas sim de delimitação de seu âmbito. Não se trata de proibição do exercício da competência em determinada hipótese. em regra. é limitada aos casos expressos na CF/88. É a competência de juízos (o juiz da primeira vara tem competência apenas para os processos distribuídos para tal órgão jurisdicional e não para os feitos das outras varas. 8) Há diferença entre competência limitada e delimitada? Resposta: Competência limitada é aquela que não se mostra plena. ainda que de forma implícita (na distribuição de poder aos juízes e órgãos da mesma natureza).

ao passo que procedimento é uma sequência de atos ordenados entre si. tendo em vista o seu objetivo de garantir a plena efetividade da prestação jurisdicional. Legislar sobre procedimentos em matéria processual compete. o inventário. São elas: as execuções penais e trabalhistas. com base no seu poder geral de cautela. o habeas corpus. da CF/88. 84 . 1ª parte e 460. comporta exceções. da CF/88. conforme art. podendo ser concedida ex offício pelo juiz (arts. 12) E o procedimento? A competência é concorrente? Resposta: Sim. vez que em todos esses casos o órgão jurisdicional pode dar início à ação. concorrentemente. 24. reitere-se. Já legislar sobre procedimentos em matéria processual compete. enquanto é competência concorrente da União. 1ª parte). Igualmente. 22. O princípio da demanda. nos termos do art. não há princípios absolutos. compete à União. aos Estados e ao DF. embora seja regra. responde-se à indagação que ela é sim exceção ao princípio da demanda. vez que. I. concorrentemente. 22. 128. Isso. que materializam a relação processual. 11) Quem é competente? Qual o artigo da Constituição Federal? Resposta: Legislar sobre processo compete privativamente à União (art. XI.9) O princípio da demanda é absoluto? Existe exceção? Tutela cautelar é uma exceção desse princípio? Resposta: Não há direitos absolutos. Especificamente no que diz respeito à tutela cautelar. Para efeitos de competência legiferante é importante a distinção. com o objetivo maior de garantir o direito a efetividade do direito. CF/88). 10) Processo e procedimento. dos Estados e do DF legislarem acerca de procedimentos em matéria processual. Qual a diferença até para efeitos de competência legiferante? Resposta: Processo é relação jurídica dinâmica que se instaura entre sujeitos. 24. legislar sobre direito processual. à União. a arrecadação de bens do ausente. à União. aos Estados e ao DF. privativamente. XI da Constituição Federal. conforme art. 293. XI. I e 24.

no que couber. O reconhecimento destes critérios traz como imediata conseqüência a visualização das dilações indevidas. ao disposto nas alíneas a . princípio constitucional. ofende? Qual a posição do STF? Resposta: 85 . retiver autos em seu poder além do prazo legal. Logo. 14) O juiz que retém autos além do tempo pode ser removido a pedido? Resposta: Nos termos do art. 15) Quanto ao princípio da fundamentação. destaca que ―não será promovido o juiz que. ―não existe um princípio da celeridade. ―a remoção a pedido ou a permuta de magistrados de comarca de igual entrância atenderá. inciso VIIA. b . A celeridade guarda relação com a velocidade rápida do processo. 93. não podendo devolvê-los ao cartório sem o devido despacho ou decisão‖. estabelece uma relação de adequação entre o tempo do processo e os instrumentos necessários para a sua tramitação.. o inciso II. de modo que se ter um tempo razoável . e. injustificadamente. O processo não tem que ser rápido/célere: o processo deve demorar o tempo necessário e adequado à solução do caso submetido ao órgão jurisdicional. Já a duração razoável do processo.13) Princípio da Duração Razoável do processo se confunde com celeridade? Resposta: Não. da CF/88. permitindo o controle dos atos e as manobras processuais dos sujeitos envolvidos.nem mais. por ex. nem menos que o necessário para a entrega da prestação jurisdicional. A relação de proporção acima citada deve observar três critérios para determinar a razoável duração do processo: a) a complexidade do assunto. “não vejo verossimilhança”. Segundo Didier. responde-se que o juiz que retém os autos além do tempo necessário não pode ser removido a pedido. citado no inciso VIIA. Por sua vez. b) o comportamento dos litigantes e de seus procuradores ou da acusação e da defesa no processo e c) a atuação do órgão jurisdicional. c e e do inciso II‖. O uso de jargões.

INOCORRÊNCIA. também assegurado constitucionalmente. AUSÊNCIA DE PREQUESTIONAMENTO. Gilmar Mendes. DA CONSTITUIÇÃO FEDERAL. Naquela assentada. e não. 93. DISCUSSÃO QUANTO À NECESSIDADE DE PERÍCIA TÉCNICA. LIII.. É necessário que as razões de direito sejam expostas. ainda que sucintamente. INCIDÊNCIA DA SÚMULA 279 DESTA CORTE.A fundamentação é um dos requisitos ou dos pressupostos básicos de uma decisão judicial. COMUNICAÇÃO PRÉVIA. AUSÊNCIA DE REPERCUSSÃO GERAL. reafirmou-se a jurisprudência desta Suprema Corte. argumentos de ordem jurídica. ofende o princípio da fundamentação se usado não como conclusão de um raciocínio (fundamentação mais a conclusão). sem determinar. X. Em outros termos: simplesmente ―não ver verossimilhança‖ não é argumento jurídico. Por força do disposto no art. Nesse sentido o STF: Ementa: AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. nem que sejam corretos os fundamentos da decisão. daí porque não pode ser aceito como fundamento. o exame pormenorizado de cada uma das alegações ou provas. INVIÁVEL. INCIDÊNCIA DAS SÚMULAS 282 E 356 DO STF. ALEGADA AUSÊNCIA DE FUNDAMENTAÇÃO. DIREITO DO CONSUMIDOR.) A matéria relativa à nulidade por negativa de prestação jurisdicional por ausência de fundamentação teve repercussão geral reconhecida pelo Plenário. REEXAME DO CONTEXTO FÁTICO-PROBATÓRIO. no entanto. SUSPENSÃO DO FORNECIMENTO DE ÁGUA. no julgamento do AI 791. RESTABELECIMENTO DO SERVIÇO FORA DO PRAZO COMUNICADO. A fundamentação envolve. ALEGADA VIOLAÇÃO AOS ARTIGOS 2º E 5º. pura e simplesmente. IX. o que. Rel. o que entende o julgador. Min. DJe de 12/08/2010. CAUSA EXCLUDENTE DE RESPONSABILIDADE. (. Os fatos devem ser analisados tomando em consideração o que dispõe o direito acerca deles. da CF/88.. Na prática judiciária. 16) Os serventuários podem receber delegações para atos próprios da magistratura? O que são atos de mero expediente sem conteúdo decisório? Resposta: 86 . contudo. no sentido de que o artigo 93.292 QO-RG. DANO MORAL. mas sim como o próprio fundamento para o deferimento ou indeferimento de um pedido. ainda que não rebatam cada um dos argumentos trazidos pelo autor. são relativamente comuns os jargões ―não vejo verossimilhança‖. em princípio. tendo em vista o primado da ampla defesa. da Constituição Federal exige que o acórdão ou decisão sejam fundamentados. RESPONSABILIDADE OBJETIVA DA CONCESSIONÁRIA DE SERVIÇO PÚBLICO. dissociado de qualquer argumento. necessariamente. até mesmo as decisões administrativas dos órgãos jurisdicionais devem ser motivadas.

isto é. Questões do TRF5 TRF5 – 2012 1) Fale sobre os princípios da inafastabilidade da jurisdição e indelegabilidade e da inevitabilidade. conforme o referido princípio. por não terem conteúdo decisórios. assistentes.1. as ações em a União. por exemplo. Embora haja outras hipóteses de competência civil.4. isto é.5. como a determinação de especificação de provas. Questões do TRF4 1. é ato privativo do juiz e não pode ser delegada a terceiros. nos processos. as de acidentes de trabalho e as sujeitas à Justiça Eleitoral e à Justiça do Trabalho.3. o interessado em provocar o Poder Judiciário em razão de lesão ou ameaça de lesão a direito não é obrigado a esgotar antes disso os possíveis mecanismos de solução e conflito (salvo previsão expressa nesse sentido. é a disposta no art. Os atos de mero expediente. o próprio CPC admite a delegação de atos de mero expediente aos serventuários. ou oponentes.8. resolver qualquer questão. Atos de mero expediente são aqueles que se destinam a impulsionar o processo.8. atos que não tenham conteúdo decisório. Resposta: O princípio da inafastabilidade da jurisdição está positivado na Constituição Federal nos seguintes termos: ―a lei não excluirá da apreciação do Poder Judiciário lesão ou ameaça a direito‖ (art.1. Por ele. A decisão. 109. entidade autárquica ou empresa pública federal forem interessadas na condição de rés.1. Além disso. estão sujeitos à delegação. exceto as de falência. CF/88). havendo decisão administrativa desfavorável ao interessado.8.Para atos próprios de magistrados (entendendo-se atos próprios como atos privativos). isso não obsta que tente 87 . não. esta é a mais recorrente. contudo. inciso XXXV. daí ser tida como a competência básica. I. 5º. sem. 1. No entanto. da CF/88. 17) Competência básica do juiz federal na jurisdição civil? Resposta: Em geral. como no caso de questões deportivas). Questões do TRF3 1.

que é o poder adequado para dizer o direito com definitividade. Quanto ao princípio da indelegabilidade. o princípio da inevitabilidade estabelece que as partes hão de submeter-se ao quanto decidido pelo órgão jurisdicional. por exemplo). a inafastabilidade tem que assegurar o acesso à ordem jurídica justa. porque mesmo quando o judiciário afirma a ausência de responsabilidade de um parlamentar em um determinado caso. Essa vedação se aplica integralmente no caso de poder decisório: não é possível delegar o poder decisório a outro órgão. o simples acionamento já é o exercício do poder jurisdicional. já a jurisdição em ação. Ao seu turno. impõe-se a jurisdição por si mesma. em violação à garantia do juiz natural. A ‗situação de ambas as partes perante o Estado-Juiz (e particularmente a do réu) é de sujeição.reverter tal situação perante o Judiciário. ―Tratando-se de emanação do próprio poder estatal. como o poder instrutório. e não meramente um acesso formal. porque a imunidade diz respeito apenas às opiniões. e ainda assim quando atendidos alguns pressupostos (não ser prisão em flagrante de crime inafiançável. palavras e votos relativos ao exercício do cargo e não a toda e qualquer opinião ou manifestação do pensamento. tendo como fundamento a sua imunidade. A imunidade formal. mas também a paridade de armas. para que seja possível o justo exercício do direito de ação. Segundo. porque conforme reiterada jurisprudência do STF. pode ser resumido na premissa de que a função jurisdicional não pode ser delegada. Em outros palavras: mesmo quando não há responsabilidade. de modo que todo excesso pode ser objeto de apreciação judicial. tem que partir da premissa de que não basta garantir o acesso formal. porém. o que implicaria derrogação de regra de competência. porque a imunidade não retira toda e qualquer atuação judicial. daí porque não há que se falar em exceção à inevitabilidade. por exemplo. Há. que independe de sua vontade e consiste na impossibilidade de evitar que sobre ela e sobre suas esferas de direitos se exerça a autonomia estatal‘‖ (Didier). não há direito absoluto. para ser efetiva. Quarto e último. Ademais. Terceiro. sendo o judiciário acionado para assim concluir. o judiciário se manifesta no exercício do poder jurisdicional. apenas impede que determinada a prisão do parlamentar. 88 . 2) A imunidade parlamentar seria exceção ao princípio da inevitabilidade? Resposta: Não há como se ter a imunidade parlamentar como uma exceção ao princípio da inevitabilidade da jurisdição. hipóteses em que se autoriza a delegação e outros poderes judiciais. A inafastabilidade. Primeiro. o poder diretivo do processo e o poder de execução das decisões (Didier).

Nem de um lado. CPC). embora também tenha como característica o fato de objetivar conseguir das partes um acordo. segundo a qual a competência de um juízo é fixada no momento da propositura da ação. mediante concessões mútuas. Sua característica marcante e a principal distinção entre ela e a mediação é a sua forte carga indutiva. Há. um estímulo contínuo para a resolução da contenda. Por sua vez. nem de outro. É sempre intermediada por um terceiro. para alteração da competência. exceção ao princípio da perpetuatio jurisdictionis no próprio artigo 87 do CPC. Trata-se de verdadeiro princípio constitucional. que pode ser o próprio juiz ou um conciliador. 114. encontrem uma solução 89 . 4) Há distinção entre conciliação e mediação? Resposta: Embora se tratem de institutos semelhantes. sendo irrelevantes. por normas processuais pré-estabelecidas. por sua vez. A mediação. Está abrangido. fica no meio. CPC). Não adere a nenhuma das partes nem emite juízos de valor ou opiniões acerca da melhor forma de se chegar a uma solução. elevado à categoria de cláusula pétrea. portanto. propostas para a solução da causa. pela proibição da criação de tribunais de exceção. também. com uma participação ativa do terceiro. há sim diferenças entre a conciliação e a mediação. vez que o terceiro atua sugerindo opções. literalmente. Ele atua simplesmente aproxima as partes para que elas. A conciliação é medida prevista no Código de Processo Civil que visa obter das partes em litígio um acordo amigável. para o julgamento de determinada causa. por si próprias. distingue-se da conciliação exatamente pela forma como esse terceiro age. Não há previsão de exceção para o princípio do juiz natural. o terceiro não estimula nem faz propostas para se chegar a um acordo. por meio de terceiro imparcial. segundo o qual alteram a competência o suprimento de órgão judiciário ou a alteração de competência em razão da matéria ou da hierarquia. o princípio da perpetuatio jurisdictionis é norma de natureza processual. as questões de fato e de direito ocorridas posteriormente (art. Na mediação.3) Qual o alcance e dimensão do princípio do juiz natural? E o princípio da perpetutatio jurisdictionis? Há exceções a eles? Resposta: O princípio do juiz natural é preceito de natureza constitucional que guarda relação com a idéia de um o juiz pré-determinado. 87. O mediador. a competência não se prorroga caso ele dela não decline de ofício nem seja oposta exceção declinatória nos casos e prazos legais (art. Há. contudo. Em outros termos.

tem-se que o árbitro não pode executar suas próprias decisões. pela qual um terceiro se coloca entre os contendores e tenta conduzi-los à solução autocomposta. do DF e dos Municípios. a jurisdição é indelegável. 6) Processo civil. as normas procedimentais são aquelas que pura e simplesmente estabelecem os a sequência de atos a serem adotados. formando uma coisa julgada material. de caráter soberano. as decisões dos árbitros. é porque esses terceiros não exercem jurisdição). Por sua vez. por exemplo). dentro de um determinado árbitro. Já a competência para legislar sobre procedimentos. ―a mediação é uma técnica não estatal de solução de conflitos. estabelecendo os direitos e deveres dos sujeitos do processo. a maioria dos processualistas tem a arbitragem como um equivalente jurisdicional e não como um exercício da própria jurisdição. enquanto a arbitragem pode ser realizada por terceiro sem que tenha sido investido pelo Estado de parcela da jurisdição. Não obstante. que não pode ser delegada a particulares. O mediador é um profissional qualificado que tenta fazer com que os próprios litigantes descubram as causas do problemas e tentem removê-las‖. dos Estados. carreira cujo acesso dá-se exclusivamente mediante concurso púbico. normas processuais em sentido estrito e normas procedimentais. em obediência ao princípio da inafastabilidade da jurisdição (se as decisões de terceiros estão sujeitas à revisão de um juiz de primeiro grau. pois nenhum dos poderes pode delegar aquilo que é de sua essência. é de competência concorrente da União. quem o faz é o juiz. que tenha a autoridade de juiz. a arbitragem é manifestação da autonomia da vontade e a opção por árbitro implica a renúncia á jurisdição.para a causa. fundamentando seu ponto de vista principalmente no fato de as decisões dos árbitros tornarem-se imutáveis após o prazo de 90 dias. enquanto a jurisdição é irrestrita. 90 . estão sujeitas à revisão por juízes. Finalizando. Nas palavras de Didier. Em geral. a jurisdição é atividade primária do Estado. ao contrário da legislação sobre processo. Resposta: A doutrina dispõe que as normas processuais em sentido estrito são aquelas que regulam a relação jurídica processual. própria dele mesmo. a jurisdição só pode ser exercida por pessoa devidamente investida. são de competência legislativa privativa da União. 5) Na sua visão arbitragem é jurisdição? Resposta: Parte da doutrina afirma que sim (Didier. tendo em vista os seguintes fundamentos: a arbitragem é voltada apenas para direitos patrimoniais disponível. Discorra.

Decerto. manifestando um conflito de interesses e procurando uma tutela jurisdicional enquanto que na segunda não existiriam partes. É clássica na doutrina a afirmação de que a jurisdição voluntária não seria propriamente jurisdição. de modo que. mas apenas interessados. a data da turbação (para efeito de concessão de medida liminar. necessariamente deve ser resolvidos por um juiz. CPC). 7) Há alguma forma de contenciosidade entre jurisprudência voluntária e contenciosa? Resposta: OBS: Para que a pergunta ficasse compreensível foi entendida como ―há alguma forma de conteciosidade entre jurisdição voluntária e contenciosa?‖ (ainda assim a pergunta fica de difícil compreensão. Há. instaura-se. A diferença básica entre ambas está no fato de na primeira existirem partes. É o caso. caso a posse seja nova. em pólos jurídicos antagônicos.A diferença é sutil e parte da premissa de que processo e procedimento são conceitos que não se confundem. Neste caso. por exemplo. em casos que. deve-se provar a posse. A primeira (manutenção de posse) pode ser proposta no caso de turbação da posse. assim compreendido o ato que embaraça o livre exercício de tal direito. é praticamente impossível distinguir normas que disciplinem o procedimento sem influir no modo de ser da relação jurídica processual que lhe dá base. o procedimento integra o próprio conceito de processo. ainda que o procedimento seja de jurisdição voluntária. mas sim o exercício administrativo do Poder Jurisdicional. Se a posse for velha. 1. atualmente. a ação deverá seguir o 91 .119. por disposição expressa de lei. ação de reintegração de posse e interdito proibitório. no entanto. 8) Distinção entre as ações possessórias. a turbação. que não necessariamente têm interesses jurídicos antagônicos e nem estão em conflito. quando se permite ao condômino prejudicado requerer a adjudicação da coisa (art. A doutrina admite duas formas de exercício da jurisdição: mediante jurisdição contenciosa e mediante jurisdição voluntária. Vou tentar escrever sobre o assunto tratando da distinção entre os tipos de jurisdição – contenciosa x voluntária). contudo. hipóteses em que mesmo a jurisdição voluntária apresenta uma certa contenciosidade. nitidamente. Resposta: As ações possessórias são: ação de manutenção de posse. Para que seja proposta. da venda judicial de coisa comum. nota-se uma certa contenciosidade. decorrente do antagonismo de interesses que. tratam-se de conceitos distintos.

Nesse sentido. Regem o procedimento de manutenção e de reintegração de posse as normas da seção seguinte. 10) Discorra sobre procedimentos especiais. sendo possível a cumulação do pedido com indenização. Art. Admite-se a antecipação de tutela na manutenção de posse. sendo cabível. 924 do CPC. quando intentado dentro de ano e dia da turbação ou do esbulho. normalmente relacionados ao direito material de base da relação. norma processual x norma procedimental Resposta: Procedimentos especiais são regramentos próprios trazidos pelo CPC acerca de relações jurídicas específicas. a ação a ser ajuizada deve ser outra (reintegração de posse). pois se devido à turbação o titular do direito perder a posse. será ordinário. mas o ordenamento jurídico registra ainda outras. no entanto. como a nunciação de obra nova e os embargos de terceiro. passado esse prazo. mesmo se adotando o procedimento ordinário. a conversão do procedimento em manutenção ou reintegração de posse. Essas três são as mais famosas ações possessórias. É cabível liminar. É o disciplinamento de sua particular forma de ser em juízo. contudo. 924. com requisitos próprios. 92 . não perdendo. No entanto. caso a ameaça de turbação ou de esbulho se concretizem.rito ordinário. A terceira (interdito proibitório) pode ser proposta quando há uma ameaça de turbação ou esbulho. com destaque para o fato de que. a ação não perde o seu caráter possessório. 273 do CPC e não simplesmente dos da medida liminar. 9) Seria possível uma medida antecipatória em ação possessória com mais de um ano e dia? Resposta: Sim. A particularidade aqui é não caber medida liminar. A segunda (reintegração de posse) pode ser movida por quem sofre esbulho. o rito a ser adotado será o rito ordinário e os requisitos para a antecipação devem ser os do art. assim entendido como a perda do poder de fato sobre o bem. com a possibilidade de antecipação dos efeitos da tutela. confira-se o disposto no art. caso já ultrapassado ano e dia. tal qual na manutenção de posse. desde que preenchidos os seus requisitos) e a continuidade da posse. o caráter possessório. em geral mais simplificadas e céleres. com regras distintas das do procedimento ordinário.

é de competência concorrente da União. a postura do juiz deve ser sempre a de aproveitar ao máximo os atos processuais. pedido e causa de pedir). Deste modo. dos Estados. os elementos da ação (partes. Por sua vez. do DF e dos Municípios. com vistas a obter a preservação de sua competência ou a garantir a autoridade de seus julgados. a inicial deve ser indeferida. o procedimento integra o próprio conceito de processo. no entanto. as normas procedimentais são aquelas que pura e simplesmente estabelecem os a sequência de atos a serem adotados. Decerto. 93 . são de competência legislativa privativa da União.Já as normas processuais em sentido estrito são aquelas que regulam a relação jurídica processual. ao contrário da legislação sobre processo. é praticamente impossível distinguir normas que disciplinem o procedimento sem influir no modo de ser da relação jurídica processual que lhe dá base. estabelecendo os direitos e deveres dos sujeitos do processo. 12) Reclamação – Direito de petição? Resposta: A reclamação constitucional consiste numa ação. tratam-se de conceitos distintos. vez que o procedimento especial compreende os atos próprio de cada tipo de ação. Em geral. A reclamação contém. Já a competência para legislar sobre procedimentos. A reclamação constitucional é ação que deve ser ajuizada originariamente no tribunal superior. que se distingue do direito de ação em razão deste último ser exercitado mediante o Poder Judiciário e o primeiro ser exercitado perante qualquer dos poderes. daí porque o seu manejo resulta no exercício do direito de ação e não do direito de petição. que são diferentes dos atos do procedimento ordinário. com a emenda da inicial no que for cabível. Não atendida a ordem ou não promovida a emenda adequadamente. de modo que. 11) A escolha inadequada de um procedimento especial enseja o seu indeferimento? Resposta: Em princípio. A diferença entre normas processuais e procedimentais é sutil e parte da premissa de que processo e procedimento são conceitos que não se confundem. inclusive. a conduta inicial do julgador deve ser a de determinar a correção do procedimento. atualmente.

Partindo dessa premissa. tem-se que o abuso de direito. não restando admitida a consignação na forma de obrigação de fazer ou de não fazer. portanto. sendo admissível a propositura da consignação por terceiro interessado. uma vez que o CPC (art.13) Abuso de procedimento especial. portanto. seja no procedimento comum. não sendo admitido em qualquer hipótese. 890. mediante a entrega em dinheiro ou a entrega de bem móvel ou imóvel. pode prejudicar sim tanto o autor quanto o réu. § 1º) assim o admite. prejudicar o autor ou réu. que ele pode gerar o dever de indenizar. de obrigação de dar. tratando-se. 94 . tem como prestação a entrega da coisa. repelido. sendo. tem-se que. A consignação em pagamento é uma forma de extinguir uma obrigação e deve ocorrer. Assim o faz exatamente porque o abuso gera prejuízo para aquele que o sofre. a consignação não admite qualquer espécie de prestação. assim. a consignação não se coaduna com obrigações de fazer. A consignação em pagamento. por sua natureza. inclusive. Assim sendo. necessariamente. 14) Consignação de pagamento admite qualquer forma de prestação? Resposta: Não. O candidato concorda com tal afirmação?‖ O ordenamento pátrio não se coaduna com o abuso do direito. nos casos e formas legais. considera-se pagamento e extingue a obrigação o depósito judicial ou em estabelecimento bancário da coisa devida. Concorda com está afirmação? Resposta: Para que a pergunta ficasse compreensível eu parto do pressuposto de que seja a seguinte: ―O abuso de procedimento especial pode prejudicar tanto o autor quanto o réu. prevendo. seja no proce3dimento especial. Tomando as premissas supra em consideração. 15) Consignação de pagamento em obrigação de fazer? É possível que um terceiro proponha? Qual a distinção entre terceiro interessado e não interessado? Resposta: Para entender a primeira pergunta partiu-se do pressuposto de que seria a seguinte: ―Cabe consignação em pagamento com obrigação de fazer?‖ De acordo com o CC/2002.

1. Questões do TRF1 DESSE PONTO EM DIANTE: RESPOSTAS ELABORADAS POR DANIELLI FARIAS RABELO LEITÃO RODRIGUES 95 .9. ao reverso. 305. 305 do CC/2002. É a figura a que se refere o art.a necessidade de reexame necessário. Já o terceiro não interessado. é aquele que não se vincula à obrigação.1. pela qual também se obrigou.9. . do fiador e do avalista.as especialidades da execução contra a Fazenda Pública (art. de seguinte teor: ―é cabível ação monitória contra a Fazenda Pública‖. não admitindo a monitória pelos seguintes fundamentos: . É o caso. vincula-se à obrigação e pode ter o seu patrimônio atingido caso a dívida. É possível contra a fazenda pública? Resposta: Sim. há corrente no sentido contrário. com maior razão não se pode concordar que a revelia no procedimento monitório que gere automaticamente a formação de título executivo judicial contra ela. mas não s sub-roga nos direitos do credor‖. O terceiro não interessado que paga a dívida em seu próprio nome tem direito a reembolsar o que pagar. no âmbito jurisprudencial. .1. Já em âmbito doutrinário. que assim dispõe: ―Art. 339. Já há entendimento consolidado sobre o tema. embora majoritariamente prevaleça o mesmo entendimento jurisprudencial.não sendo gerado o efeito da revelia da presunção da veracidade dos fatos alegados pelo autor em caso de omissão defensiva da Fazenda Pública.9. 730 do CPC) impedem a adoção da monitória. Competência 1. . mesmo não sendo parte. tendo o STJ editado o enunciado n. define-se o primeiro como a pessoa que. que não seria observado com a ausência de embargos ao mandado minoritário e a conseqüente constituição imediata de título executivo. por exemplo.No tocante à distinção entre terceiro interessado e terceiro não interessado. não seja paga pelo devedor principal.a impossibilidade de a Fazenda Pública cumprir a ordem de pagamento em razão da indisponibilidade do direito que defende em juízo. Direito Processual Penal 1.1. 16) Ação monitória. possuindo interesse apenas metajurídico.

ilícito civil: responsabilidade civil com o conseqüente dever de reparar o dano (art. 132.1. haverá: . as demais esferas estarão vinculadas.1. 935 do CC. poderá. A excludente não pode mais ser discutida. Resposta: Na hipótese de um servidor público desviar dinheiro.se tiver havido absolvição na esfera penal por inexistência do fato ou negativa de autoria. Mas há exceções. 65. 2) Apresente uma hipótese na qual ocorra ofensa à norma civil. III do CPP. Para evitar essa situação. mas não se proíbe que se discuta a reparação dos danos no processo civil. se o tipo penal exigir dolo na conduta e ela tiver sido praticada com culpa. que faz coisa julgada no cível a sentença que reconhecer ter sido o ato praticado mediante excludente de ilicitude.9.quando condenado na esfera penal. o juiz tinha a faculdade de suspender o feito. I da Lei 8112/90). E ainda. administrativa e penal.2. 2ª parte do CP). haver condenação no âmbito civil. de que tem a posse em razão do cargo. nas quais haverá vinculação entre as instâncias: . Dispõe o CPP. entende-se que há independência entre as esferas penal. 312. em proveito próprio ou alheio. Resposta: Regra geral. mas na defesa de sua Terra e de sua cultura. Questões do TRF2 1) Discorra se há independência das esferas civil. haja vista que se entende que a instrução no processo penal é mais abrangente. Note-se que a absolvição no processo penal por inexistência de fato ou negativa de autoria não se confunde com a condenação por insuficiência de provas. .ilícito penal: prática de peculato-desvio (art. 186 c/c 927 do CC). . 96 . valou ou bem móvel. 3) Na hipótese de um índio comete um crime de homicídio dentro de sua aldeia. as demais esferas estarão vinculadas. no art. . devendo haver até a desconstituição de eventual condenação já aplicada. 66 e 67. cível e administrativa: 125 e 126 da Lei 8112/90. tendo em vista que neste é admitida a culpa levíssima.ilícito administrativo: a prática de crime contra a administração pública é considerada infração punível com demissão (art. administrativa e penal. Ele estaria abrangido pela Justiça Federal ou Justiça comum? Opine.

Isso porque a competência do Tribunal do Júri para julgar crimes dolosos contra a vida é estabelecido pela Constituição Federal. 109. Por outro lado. Interpretando conjuntamente os dois preceitos.489 – RS. Só será da Justiça Estadual em caso de crime que não envolva essas questões. o art. 39. 140 do STJ. No caso de co-réu.4.: Prefeitos são julgados pelo TJ quando cometem tais delitos).155 – RO e STF: HC nº 71835-3. 1. destaque-se a S.1.1. a competência será da Justiça Federal. 704 do STF: ―não viola as garantias do juiz natural.: vereadores que possuem foro por prerrogativa de função prevista na CE são julgados pelo TJ apenas quando cometem crimes de outras ordens. da CRF estabalece que compete aos juízes federais processar e julgar ―a disputa sobre direitos indígenas‖. Questões do TRF3 1. não pode contrariar regra expressa da CRF (ex. Neste sentido: STJ: 35.1.9.5.389 – MT. 97 . 721 do STF: ―a competência constitucional do Tribunal do Júri prevalece sobre o foro por prerrogativa de função estabelecido exclusivamente pela Constituição estadual‖. Qual foro prevalece? E o co-réu como fica? Resposta: De acordo com a S.3. sequer indiretamente.Resposta: De acordo com a S. serão julgados pelo Tribunal do Júri). Questões do TRF4 1. 43. da ampla defesa e do devido processo legal a atração por continência ou conexão do processo do co-réu ao foro por prerrogativa de função de um dos denunciados‖. de maneira que só por ela pode ser excepcionada (ex.9.9. Questões do TRF5 TRF5 – 2012 1) Trate da concorrência entre o foro por prerrogativa de função e a competência do Júri. tem-se que se houver disputa sobre interesses indígenas (ex. seja o indígena autor ou vítima do delito. ―compete à Justiça Comum Estadual processar e julgar crime em que indígena figure como autor ou vítima‖.: suas terras e cultura). Como o poder constituinte decorrente é limitado e subordinado. em caso de crimes dolosos contra a vida.

tem-se que se houver disputa sobre interesses indígenas (ex. o art. A S. Só haverá interesse da União e a competência. portanto. 209. Neste caso. a 98 . Já decidiu o STJ que é competente a justiça federal quando a fraude na licitação envolver recursos: do programa FUNDESCOLA. sob pena de ofensa a determinação constitucional. 2) O MP oferece uma denuncia contra o prefeito municipal e a acusação decorre do fato de na condição de gestor municipal o acusado celebrou contrato administrativo dispensando de forma indevida a licitação. todavia. do Fundo de Participação de Municípios. seja o indígena autor ou vítima do delito. ―compete à Justiça Comum Estadual processar e julgar crime em que indígena figure como autor ou vítima‖. deverá ser separado o processo. não pode ser aplicado para o caso de crimes dolosos contra a vida. devendo o co-réu que não possui foro por prerrogativa de função ser julgado perante o Tribunal de Júri. Interpretando conjuntamente os dois preceitos. vinculado ao FNDE (HC 62998/RO). Nesta hipótese. desde que os recursos não tenham se incorporado ao patrimônio municipal.Tal entendimento. oriundos de convênios com órgãos e autarquias federais (HC 97457/PE) 3) Qual a justiça competente para apurar a prática de homicídio contra indígena? Resposta: De acordo com a S. consequentemente.: suas terras e cultura). repassados pelo Ministério da Saúde. Há interesse da União a justificar a competência da JF nessa ação penal? Resposta: Segundo a S. será da Justiça Federal se o crime envolver recursos repassados por órgãos federais e a utilização esteja subordinada a fiscalização perante órgão federal. 208 do STJ: "compete à Justiça Federal processar e julgar prefeito municipal por desvio de verba sujeita à prestação de contas perante órgão federal". destinados a programa mantido pela municipalidade (HC 110704/RJ). por sua vez. eis que são geridos e repassados pelo Governo Federal (HC 109050/MG). não há interesse da União e a competência é da Justiça Estadual. Por outro lado. estabelece: ―compete à justica estadual processar e julgar prefeito por desvio de verba transferida e incorporada ao patrimônio municipal‖. 109. da CRF estabalece que compete aos juízes federais processar e julgar ―a disputa sobre direitos indígenas‖. 140 do STJ. Na denúncia não há narrativa no sentido da ocorrência de desvio e a tomada de contas especial do TCU não faz referencia a desvios.

20). Julgamento 12/04/2012). 4) Trate da competência para julgamento dos crimes ambientais.competência será da Justiça Federal. . Tanto que o STJ cancelou o enunciado da S.: (a) caça de animal em extinção. nº 91. 690 do STF: ―compete originariamente ao STF o julgamento de HC contra decisão de turma recursal de juizados especiais criminais‖. sequer indiretamente.vulnerar bem ou interesse da União (art. Apesar deste enunciado não ter sido cancelado. (c) praticado em reserva ecológica criada por Decreto Federal e nas proximidades de ilha oceânica. ele está sem efeito. Ex.burlar a fiscalização do IBAMA. nos crimes comuns e nos de responsabilidade. Ex. Se o coator é o juiz singular de Juizado Especial Criminal. Só será da Justiça Estadual em caso de crime que não envolva essas questões. 5) Qual a competência para apreciar HC contra ato de Juiz do Juizado? E contra ato da Turma Recursal? Resposta: A competência para julgamento de HC é definida levando-se em consideração os envolvidos: paciente e coator. Passou a entender o STF que o competente para o julgamento de HC contra ato de Turma Recursal é o TJ ou TRF ao qual vinculada. A competência só será da JF se o crime ambiental: . à jurisdição do tribunal de justiça ou do tribu99 . a regra é que a competência é da JE. (b) praticado no Rio Amazonas. VI e VII da CRF). Como a Lei 9605 não condicionou o processo e julgamento dessas infrações à competência da JF. Julgamento 12/03/2003). rio interestadual e internacional de propriedade da União (RMS 26721/DF. (b) criação irregular em cativeiro de animal ameaçado de extinção (CC 37137. (c) ingresso de animal exótico no pais. a partir de 2006 (HC 86834). o HC será apreciado pela própria TR.: (a) crime praticado em acrescidos de terreno de marinha. sob o argumento de que “estando os integrantes das turmas recursais dos juizados especiais submetidos. Julgamento 18/10/2011). bem da União (RHC 24338/AP. bem da União (AgRg no REsp 942957/RJ. Resposta: A preservação do meio ambiente é competência comum de todos os entes federativos (23. De acordo com a S. Julgamento 19/04/2012). segundo o STJ. haja vista mudança de entendimento do STF.

10. enquanto o poluidor privatiza os lucros. Está previsto no princípio 16 da DECLARAÇÃO do Rio de 92. Questões do TRF1 1) O que é o princípio do poluidor pagador. incumbe a cada qual. da internalização das potencialidades negativas da atividade. 225 da CRF.10. poluidor é ―a pessoa física ou jurídica. no §3º do art. conforme o caso. cujas partes principais se transcreve por conter muitas informações e ser auto-explicativo(desculpem ter ultrapassado o tamanho. na competência administrativa. a qual é responsável por sérios danos ambientais. Esse princípio tem especial importância no campo da industrialização. 2255 da CRF). O estado tem competência para exigir um registro ambiental. 2) Determinada empresa discute a possibilidade de produção de soja transgênica. Princípios Do Direito Ambiental Na Constituição De 1988 1. de direito público ou privado. bem como para a redução dos efeitos negativos da ação lesiva ao meio ambiente. julgar os habeas impetrados contra ato que tenham praticado”. Tutela Constitucional Do Meio Ambiente.10. 4º. será que o estado teria competência para fazê-lo? Resposta: A pergunta teve por base acórdão do STJ. não pela competência privativa legislativa. responsável direta ou indiretamente por atividade causadora de degradação ambiental‖. 3º da LPNMA. mas achei importante): 100 .1. mas no Estado do PR exigiu-se licenciamento ambiental. só que esta soja tem que ser plantada até o mês de outubro.nal regional federal. indiretamente. da Agricultura. De acordo com o art.1. A responsabilidade do Poluidor-Pagador não é só com o quantum indenizatório a ser pago aos atingidos pela atividade poluente. A legislação ambiental impõe-lhe os custos necessários para a prevenção e reparação dos danos ambientais. Não é justo que todos socializem o prejuízo ao meio ambiente. Direito Ambiental 1. pois obteve autorização do Min. sendo considerado um direito fundamental.1. 1. já que este princípio tem muito que ver com a responsabilidade ambiental? Resposta: O direito ao meio ambiente equilibrado é bem de uso comum do povo (art. VIII da LPNMA e. segundo a máxima. no art. Entende-se que o poluidor deve incorporar os custos da eliminação/prevenção/reparação da degradação. licenciamento ambiental para esta empresa que está querendo produzir esta soja? No caso deste estado-membro que pretendeu fiscalizar administrativamente no seu território. e ingressou em juízo.

salvo quando. IV. com fundamento na legislação estadual.314/99. forem necessários. 12. bem assim emitir o Certificado de Qualidade em Biossegurança (CQB) e exigir a apresentação do EIA/RIMA quando fosse necessário (Lei 8. arts. 7.752/95. Ao tempo do ato de interdição. (…) 8. o EIA e o RIMA não constituem documentos obrigatórios para realização de experimentos com OGMs e derivados. competia ao Poder Executivo Federal. especificamente. na forma da lei. fiscalizar e controlar os trabalhos de pesquisa científica com OGMs. No sistema normativo infraconstitucional. 2º. II. parágrafo único). O motivo da interdição repousa na falta de apresentação do EIA/RIMA ao Poder Executivo Estadual. que. nessa parte. todavia. mas possui indiscutível alcance nacional. 10.―(…) 5. não afasta a competência suplementar dos Estados. muito além de extrapolar os limites da Lei estadual 9.‖ 101 . arts. 9. que define as regras de caráter geral. que regulamentou a Lei 9. resta caracterizada a violação do direito líqüido e certo da recorrente. Recurso especial parcialmente conhecido e. III.974/95. procedeu à interdição de unidade agrícola na qual estavam sendo realizados experimentos científicos com soja transgênica. V. e 10. o que. parcialmente provido para fins de conceder a segurança e anular o ato de interdição.314/99. em 19 de setembro de 1999. a disciplina normativa federal à luz do regime da competência legislativa concorrente previsto na Constituição da República. O Decreto estadual 39. 11. 7º. vinculada ao Ministério da Ciência e Tecnologia. por meio da Comissão Técnica Nacional de Biossegurança (CTNBio). A regulamentação das atividades envolvendo OGMs através de lei federal. A recorrente impetrou mandado de segurança contra ato do Departamento de Produção Vegetal da Secretaria de Agricultura e Abastecimento/RS. conquanto previstos na CF/88. 6. sob o ponto de vista técnico do órgão federal responsável (CTNBio). reservando-se ao legislador federal a edição de normas gerais. A questão controvertida consiste em saber se a interdição realizada pelo recorrido. conforme exige o Decreto 39. XV. homenageia o princípio da predominância do interesse.453/91. incluindo soja transgênica. XIV. Estados e Distrito Federal legislar sobre proteção do meio ambiente. Os estudos de impacto ambiental. considerando-se. na medida em que o controle e a fiscalização dessas atividades não se limita ao interesse regional deste ou daquele Estado-membro. autorizar. Por conseqüência.453/91 – pois previu exigência não-contida naquela (apresentação do EIA/RIMA) – e retroagir para alcançar situação de fato pretérita (trabalho científico em curso). nos casos de significativa degradação ambiental. consistente em realizar as pesquisas científicas com soja transgênica em Passo Fundo/RS. são exigidos. 11 e 12. encontra respaldo no ordenamento jurídico. Decreto 1. não observou o disposto na legislação federal vigente desde 1995. Constitui competência material concorrente da União. VII e IX. contrariando-a.

inclusive com uma face voltada para o mercado de consumo .. A base do desenvolvimento das relações produtivas está na natureza. O Estado. e neste há apenas uma separação aparente. Julgamento 06/12/2005 Mas quanto à fiscalização (competência comum). 1999. T1. REsp 592682.[STJ. o princípio da subsidiariedade pode ser usado para solucionar o caso (abaixo). mas possui indiscutível alcance nacional‖.. O direito ambiental abraçou a concepção de desenvolvimento sustentável como seu principio informador. de forma mais íntima. desde que possa ser cumprido pelo inferior.o consumo sustentável. As ações administrativas deverão sempre partir do nível federativo menor. Esta união necessariamente tem de se fazer sentir no interior do ordenamento jurídico. 3) Se aplicaria no caso acima algum princípio constitucional ambiental? Princípio da subsidiariedade? Resposta: O princípio da subsidiariedade pode ser aplicado para solucionar o caso. Rel. 316 e 317) elege o princípio da subsidiariedade como ―regra de ouro‖ do Federalismo.1. definindo-o da seguinte forma: ―[. Isto significa dizer que só serão atribuídas ao governo federal e ao estadual aquelas tarefas que não possam ser executadas senão a partir de um governo com esse nível de amplitude e generalização.10. o Município prefere ao Estado e à União. Celso Bastos (apud FARIAS. do mesmo modo. Min. 1. No caso. por sua vez. Questões do TRF2 1) É possível aceitar o direito ambiental como direito econômico? Resposta: Filosoficamente não há uma separação material entre economia e ecologia . É através desse princípio que se solucionam os conflitos de atribuições administrativas advindos da atuação simultânea dos entes federados.2. o direito econômico. p. porém. à União‖. expressamente: ―que o controle e a fiscalização dessas atividades não se limita ao interesse regional deste ou daquele Estadomembro. que foi cristalizada por uma razão didática. Em outras palavras. já que. 102 . convive com as matérias que devem ser implementadas pelas políticas públicas. o STJ disse.] nada será exercido por um poder de nível superior. Denise Arruda.

Mas o conceito de meio ambiente compreende quatro espécies. meio ambiente é o conjunto de fatores exteriores que agem de forma permanente sobre os seres vivos. é possível aceitar o direito ambiental como direito econômico. 3) Qual o conceito de meio ambiente e qual as suas espécies? Resposta: Lato sensu. constituído pelo solo.No conceito de desenvolvimento sustentável. Só abrange o meio ambiente natural. todas tuteladas pela CRF: (i) Meio ambiente natural. aos quais os organismos devem se adaptar e com os quais têm de interagir para sobreviver. química e biológica. no Relatório Nosso Futuro Comum e na Agenda 21. Outro importante documento quanto ao tema foi a Agenda 21. derrubando o senso vulgar de que ambos sejam ideais antagônicos. rumo a possíveis soluções. ―o meio ambiente pertence a uma daquelas categorias cujo conteúdo é mais facilmente intuído que definível. Neste sentido. leis. 165). O conceito legal de meio ambiente encontra-se no art. p. a água. 2) Quando o desenvolvimento sustentável ganhou força? Resposta: Embora as relações entre preservação ambiental e desenvolvimento econômico já fossem tema central desde a década de 70. Trata-se de um plano de ação a ser implementado nos diversos níveis de governo: do internacional ao local.938/81: ―o conjunto de condições. como verdadeira base norteadora de uma política pública completa e eficaz. A moldura do desenvolvimento sustentável hoje está nos princípios que constam das Declarações de Estocolmo e do Rio de Janeiro. A importância deste co-relacionamento reside no fato de possibilitar uma visão holística da questão ambiental e social. em virtude da riqueza e complexidade do que encerra‖. o ar atmosféri103 . Segundo Édis MIlaré (2003. quando da Declaração de Estocolmo. aprovado pela comunidade internacional em 1992. mas foi o responsável pela sua popularização. 3º. I. o tema ganhou força e notoriedade com o Relatório Nosso Futuro Comum (1987). 6. também conhecido como Relatório Brundtland (homenagem à líder da comissão. que permite. primeira-ministra da Noruega). O Relatório não inventou o conceito de desenvolvimento sustentável. ou físico. da Lei nº. influências e interações de ordem física. a proteção ambiental e o desenvolvimento econômico se encontram em nítida harmonia. abriga e rege a vida em todas as suas formas‖.

degradação ambiental corresponde a impacto ambiental negativo (S NCHEZ. j. climáticos ou qualquer outro que interligados. 4) Pode-se falar em meio ambiente cultural ser objeto de degradação? Qual o exemplo? Exemplo de meio ambiente cultural. das posturas probas que se esperam do agente naquela situação. 200. Resposta: O meio ambiente cultural pode ser objeto de degradação. tecnológicas. (iv) Meio ambiente do trabalho. II). sendo o conjunto de fatores físicos. a intenção do agente não tem grande importância prática para determinar sua responsabilidade. De acordo com a LPNMA. Aqui. conjuntos urbanos. da CRF. 216 e 218). a flora. científicos etc. teatro). sem preocupação com a sua preservação para as gerações vindouras. paisagístico. já que é objetiva. difere do anterior pelo sentido de valor especial que adquiriu ou de que se impregnou. Relacione tal princípio com a moral. que ingressa no campo das práticas de lealdade. estão presentes e envolvem o local de trabalho da pessoa. pela interação dos seres vivos e seu meio. paisagísticos. A eticidade objetiva. 3º. enfim. discorra. para dar especial enfoque à eticidade objetiva. degradação ambiental é a ―alteração adversa das características do meio ambiente‖ (art. embora artificial. arqueológicos. VIII. Tal princípio também é de ser aplicado no campo do direito ambiental. 5) Princípio da Eticidade objetivo e subjetivo no direito ambiental. (iii) Meio ambiente cultural. Em diversas passagens a CRF se preocupa com o meio ambiente cultural (ex. Em outras palavras. criações artísticas (ex. que.: músicas. de maneira que a ética e boa-fé ganharam um novo dimensionamento. turístico. 27/06/2002). integrado pelo patrimônio histórico. Resposta: O NCC adotou expressamente o princípio da eticidade. Podem ser citados como meio ambiente cultural os elementos referentes à formação dos grupos nacionais de expressão. constituído pelo espaço urbano construído. (ii) Meio ambiente artificial. impede que o meio ambiente seja utilizado exclusivamente para proveito próprio. artístico. 2008).599/RS. arqueológico. focada na intenção do agente (ou ausência de má-fé). egoístico. Deixou-se de se preocupar apenas com a eticidade subjetiva. por exemplo. 104 . literatura. obras.co. 215. previsto no art.: arts. ou não. Pode-se citar como exemplo de degradação do meio ambiente cultural a destruição de sítios arqueológicos (REsp 115.

conjuntos urbanos. tecnológicas. até pelo menos alcançar o mesmo índice de desenvolvimento. O desenvolvimento é uma pretensão legitima. certo é que o gênero é integrado também por outras espécies: artificial. criações artísticas (ex. paisagísticos. inclusive. 6) Temos dentre os objetivos da CF a garantia desenvolvimento e um capítulo sobre meio ambiente. cultural e do trabalho Podem ser citados como meio ambiente cultural os elementos referentes à formação dos grupos nacionais de expressão. 8) Cabe MS coletivo para proteção do meio ambiente em juízo? Resposta: 105 . 7) Quando se fala em meio ambiente. mas deve ser galgada com o mínimo impacto ambiental possível. 215. não quebrar legítima expectativa depositada etc. arqueológicos. ou seja. O meio ambiente cultural também pode ser degradado (= impacto ambiental negativo). Hoje se entende que o meio ambiente contém recursos finitos e que os danos que lhe são causados não possuem barreiras: as fronteiras geopolíticas não impedem que os efeitos da degradação sejam repercutam em todo o mundo. Para alguns que trata-se de um preceito moral (ex. Como conciliar desenvolvimento x meio ambiente? Resposta: Desde que o direito ambiental começou a ganhar força. por exemplo. j. uma ponderação de interesses. essa sempre foi uma pergunta recorrente.Tem profunda relação com a moral. pela destruição de sítios arqueológicos (REsp 115. sempre pensando no direito destas e das futuras gerações a um meio ambiente equilibrado. 27/06/2002). Apregoa-se a necessidade de haver uma conciliação entre os dois setores.: não ser desleal com ninguém. literatura.: músicas. científicos etc.599/RS. Inicialmente. Em diversas passagens a CRF se preocupa com o meio ambiente cultural (ex. teatro). obras. os países em desenvolvimento adotavam o discurso de que teriam o direito de usar livremente os recursos ambientais.) que foi transformada em norma jurídica.: arts. 216 e 218). tais como os desenvolvidos fizeram. se entende também em meio ambiente cultural? Resposta: Muito embora os conceitos de meio ambiente positivados na legislação nacional só leve em consideração (ou dêem prevalência) ao meio ambiente natural.

De acordo com a Lei 12. não pode haver direito liquido e certo. a manutenção e a preservação dos recursos naturais que serão. o MSC presta-se para a defesa de direitos coletivos stricto sensu e individuais homogêneos. Ou seja. Deve-se ressaltar a existência de entendimentos contrários. percebe-se que a proteção ao meio ambiente está incluído dentro da exigência geral de cumprimento de uma função social por parte da propriedade privada. diante de atitudes ativas de proteção ambiental. 106 . o direito econômico. O direito ambiental abraçou a concepção de desenvolvimento sustentável como seu principio informador. 10) O que significa a expressão direito ambiental como direito econômico? Como se denomina o equilíbrio? Resposta: Não se pode estudar e implementar o Direito Ambiental sem a consideração de seus aspectos econômicos. 9) A função social da propriedade pode ser considerada no que se refere à proteção ao meio ambiente? Então poderia se invocar na defesa da propriedade a função social no que se refere à proteção ambiental? Resposta: Analisando a CRF (182. por parte do proprietário. inclusive com uma face voltada para o mercado de consumo . justamente. cujo meio ambiente é um dos seus mais evidentes exemplos.o consumo sustentável. É comum ouvir-se que se exige o cumprimento de uma ―função sócio-ambiental‖ da propriedade privada. cabendo ao Poder Público avaliar a suficiência da conduta para configuração da obediência quanto à função. economicamente apropriados para a satisfação das necessidades humanas. Não há como considerar que uma propriedade cumpre função social se não há preservação do meio ambiente.016/09. a lei não inclui dentre as possibilidades de objeto do MSC os direitos difusos. haja vista que ele disciplina e regula. em sua maioria. do mesmo modo. Sendo assim. é perfeitamente possível se invocar o cumprimento de uma função social. Entende a doutrina que os autores do projeto de lei (Gilmar Mendes e Arnauld Duvald) filiaram-se à corrente doutrinária que entende que diante da indeterminação dos titulares do direito difuso. de maneira sustentável. bem como de suas implicações sociais. Findado nesta mesma doutrina é a Súmula 101 do STJ. §2º e 186) e o CC (1228. §1º). no sentido de que não cabe MS quando couber Ação Popular.

p.10. fale sobre princípios. Questões do TRF4 1) Conceitue direito ambiental. a proteção ambiental e o desenvolvimento econômico se encontram em nítida harmonia. O equilíbrio entre o direito econômico e o direito ambiental denomina-se. 11) Pode-se falar em meio ambiente artificial? Exemplo.No conceito de desenvolvimento sustentável. especialmente naquilo que diz respeito a sua interação com o homem‖ (Trennephol. cultural e do trabalho.: bibliotecas. Resposta: ―O direito ambiental é a ciência que estuda os princípios e normas relativas ao meio ambiente. O equilíbrio entre os dois princípios deve ser buscado por meio de um raciocínio de ponderação. justamente.4. Os princípios são considerados verdadeiras normas (juntamente com as regras) e não simples diretrizes hermenêuticas. Por fim. O meio ambiente artificial é constituído pelo espaço urbano construído. Ex. museus. Além disso. 1. Os princípios possuem maior grau de abstração que as regras.10. A CRF dá relevo a essa proteção nos arts. Questões do TRF3 1. em que cada princípio ceda no limite da necessidade. ―desenvolvimento sustentável‖. instalações científicas etc. destaca-se que 107 . Didaticamente o meio ambiente é dividido em partes para fins de estudo: natural.3. 47).1. o conflito entre princípios é resolvido por um juízo de ponderação (não há conflito entre eles) e não pela aplicação da regra do tudo-ou-nada. De acordo com Terence Trennepohl ―representa o direito ao bem-estar relacionado às cidades sustentáveis e aos objetivos da política urbana‖.1. sem que seja possível haver a superação completa de um dos dois vetores no caso concreto. artificial e do trabalho. em verdadeiro processo de juridicização. derrubando o senso vulgar de que ambos sejam ideais antagônicos. 182 e 183. 2010. como ocorre com as regras. Resposta: Muito embora os conceitos de meio ambiente positivados na legislação nacional só leve em consideração (ou dêem prevalência) ao meio ambiente natural. cultural. certo é que o gênero é integrado também por outras espécies: artificial.

pelo simples interesse na manutenção dos bens ambientais. enquanto as regras são comandos definitivos. de outro. 02) Indique os princípios do direito ambiental. do limite. No primeiro caso. da responsabilidade. o direito ambiental seria conceituado como o conjunto de regras e princípios que visam à preservação do meio ambiente. do usuário-pagador.5. Pode-se indicar como princípios do direito ambiental: do direito humano fundamental. do poluidor-pagador. do desenvolvimento sustentável. da prevenção. de um lado. que as populações tradicionais e os pobres de uma maneira geral são uma ameaça à conservação ambiental e que as unidades de conservação deveriam ser permanentemente deles protegidas.10. No segundo caso. da precaução. na condição de direito fundamental e essencial à sadia qualidade de vida das presentes e futuras gerações. do limite. e ambientalismo social. 03) O princípio da precaução equivale ao princípio da prevenção. Resposta: Pode-se indicar como princípios: do direito humano fundamental. Questões do TRF5 01) Fala-se em preservacionismo (corrente doutrinária mais clássica). do desenvolvimento sustentável.princípios são mandamentos de otimização (Alexy). do equilíbrio.1. da prevenção. do usuário-pagador. Tende a seguir modelos de preservação ambiental importados de países desenvolvidos.busca localizar o ser humano no centro do direito ambiental (corresponde ao comando do nosso legislador constitucional ao definir o principio da dignidade da pessoa humana como um dos princípios basilares de nosso ordenamento jurídico). da responsabilidade. democrático etc. considerando. democrático etc. do poluidor-pagador. Resposta: 108 . o direito ambiental visaria à preservação do meio ambiente. do equilíbrio. por exemplo. (ii) o preservacionismo ou movimento ambiental tradicional – dá maior prevalência aos bens ambientais. da precaução. Como se pode conceituar o direito ambiental nesse contexto? Resposta: Há basicamente duas correntes doutrinárias que debatem a forma com que o meio ambiente e a economia devem se relacionar: (i) o chamado ambientalismo social ou socioambientalismo . 1.

bem como de suas implicações sociais.o consumo sustentável. 05) Você entende que o Dir. O princípio da prevenção atua no sentido de evitar os efeitos nocivos ao meio ambiente. incide sobre situações em que o dano é potencial. 04) Em que medida pode se identificar a natureza econômica das normas de direito ambiental? Resposta: Não se pode estudar e implementar o Direito Ambiental sem a consideração de seus aspectos econômicos. vez que orienta as forças produtivas. justamente. imagino que seja possível defender a existência apenas de uma zona cinzenta entre as duas disciplinas independentes. pois já há estudos científicos que atestam essa conseqüência por parte da atividade ou obra. o direito econômico. por parte de atividade sabidamente danosa. não havendo certeza científica de que a obra ou atividade causará danos ao meio ambiente. Direito Ambiental é parte do Direito Econômico. Todavia. Ou seja. Ambiental integra o Direito Econômico? Resposta: Na visão de Paulo de Bessa Antunes. inclusive com uma face voltada para o mercado de consumo . Os estudos ou não existem ou não são conclusivos a esse respeito. economicamente apropriados para a satisfação das necessidades humanas. visando à utilização racional dos recursos ambientais. haja vista que ele disciplina e regula.Pode-se dizer que ambos os princípios visam a evitar danos ao meio ambiente. do mesmo modo. em decorrência de atividades potencialmente causadoras de impacto ambiental. Já o princípio da precaução. o dano é certo. 109 . em cada caso concreto. Consiste em evitar que medidas de proteção sejam adiadas em razão dessa incerteza que circunda os eventuais danos. a manutenção e a preservação dos recursos naturais que serão. em sua maioria. Considero que existem metodologias próprias e outras preocupações que não se encaixam na larga zona de intersecção. Deve-se destacar que o direito ambiental abraçou a concepção de desenvolvimento sustentável como seu principio informador.

11. (d) Léon Duguit condenou o monismo. (c) O Direito é criação social. Personalidade Internacional. (b) Só existe o direito estatal (não se podendo admitir qualquer regra jurídica fora do Estado). as normas de Direito costumeiro e as regras. Também é indicado como uma das funções. O que provém do Estado é categoria especial do Direito = ao Direito Positivo.11. A jurisdição é uma das parcelas do poder soberano do Estado. Ressalta-se a existência da TEORIA DO PARALELISMO para quem Estado e Direito são realidades distintas. Admitiu a pluralidade das fontes do Direito Positivo e demonstrou que as normas jurídicas têm sua origem no corpo social. ambos se confundem em uma só realidade. A função do Estado é de positivar o Direito (traduzir em normas escritas os princípios que se afirmam na consciência social). Miguel Reale criou a Teoria Tridimensional do Estado e do Direito. por meio do qual tem a prerrogativa de solucionar os conflitos (aplicar a lei ao caso concreto).1. o qual é um dos seus elementos de formação.1. (c) quem dá vida ao direito é o Estado através da força coercitiva. Direito Internacional Público e Privado 1. (d) Desenvolveu Rodolf Von Ihering: ―regra jurídica sem coação é uma contradição em si‖ o fogo que não queima ou a luz que não ilumina. 1. não estatal. Estado e Território. mas também existem os princípios do Direito Natural. Resposta: Segundo a TEORIA MON STICA (ESTATISMO JUR DICO): (a) Estado e Direito confundem-se em uma só realidade. 110 . (b) O Estado não é a fonte única do Direito. (e) Como só existe o Direito emanado do Estado.11. porém necessariamente interdependentes. as quais deverão ser respeitadas no espaço do seu território. Imunidade de Jurisdição.1. Questões do TRF1 1) Direito e Estado se confundem? Ou Direito é algo e Estado é outro algo? Teoria Dualista e Teoria Monista (Estado e Direito é um só ente). independentes e inconfundíveis. Para a TEORIA DUAL STICA (PLURAL STICA): (a) Estado e Direito são duas realidades (modalidades) distintas.1. mediante a aplicação de sua normas jurídicas. segundo clássica tripartição de Montesquiau. 2) Em que consiste o direito de jurisdição de um Estado? Resposta: Trata-se do poder decorrente da soberania. Com base nessa teoria.

Dentre estes está a violação aos Direitos Humanos. mediante autorização do Conselho de Segurança. Resposta: O princípio da não-intervenção é corolário da soberania. salvo renúncia. no caso brasileiro. 399). pois incentivavam a independência de todas as colônias da America. Com a Carta da ONU. com base em uma antiga regra consuetudinária. 518) e resolucão de situacões específicas. Com efeito. As decisões do Supremo Tribunal Federal eram no sentido de reconhecer a imunidade absoluta do Estado. tributaria e também a trabalhista? Resposta: A princípio. com direito de veto. rejeitam a idéia de intervenção armada internacional. Por outro lado. alcança a jurisdição penal. portanto. onde foi proferido o clássico voto vista do então Ministro FRANCISCO REZEK. Essa tese. o agente diplomático. por possuir relação jurídica com o próprio Estado de origem. para o efetivo cumprimento dos propósitos das Nacões Unidas (art. na medida em que afastados da rotina puramente diplomática e/ou consular (os chamados atos de impérios que ainda se vêm protegidos pela imunidade). goza do benefício da imunidade de jurisdição penal. foi revista a partir de decisão proferida por aquela Corte no famigerado caso "Genny". entendeu-se pela inexistência de suporte para a exclusão dos entes de direito público à jurisdição doméstica em casos que envolvam os atos de pura gestão. cível. é possível? A China e algumas poucas potências têm posição peculiar que impedem tais medidas? Tem cadeira permanente no Conselho de Segurança. A decisão baseou-se na evolução do instituto em âmbito internacional. Tanto a China como a Rússia. 5) Qual foi o primeiro Estado a reconhecer o Brasil como nação independente de Portugal? Resposta: Foram os Estados Unidos da América. Mas existem exceções: exercício da legítima defesa (art. apesar de não prevista nos Tratados e Convenções. especialmente em foro trabalhista.3) Como esta jurisdição de certa forma é até uma manifestação de soberania o que o senhor me diz a respeito de intervenção internacional em Estado para proteção dos direito humanos. em maio de 1824. tributária e trabalhista. entretanto. abandonados que são das normas das Convenções Internacionais. resta combatida a existência de uma imunidade supra legem do próprio Estado. 4) Existe a imunidade de jurisdição que os países concedem um ao outro. passou a ser vedado o uso da força (o que é mais abangente que ―Guerra‖). 111 . cível. ambos com assentos permanentes no Conselho de Segurança e.

confederação. 1. onde os mensageiros. portanto. Entende-se que a partir do momento em que esses elementos são reunidos. Questões do TRF2 1) Imunidade de Jurisdição. Pode acontecer de algum Estado não reconhecer o governo ou os ocupantes do poder de outro Estado. com duas ou mais fontes de elaboração do Direito e igual número de esferas de poder público. eram enviados para negociar em outras terras em nome do soberano e protegidos pelo Deus Hermes. que tinham o papel de embaixadores naquela época.1. ainda que dividido administrativamente. Atos de Império e atos de gestão. São esses elementos que permitem o exercício das prerrogativas estatais e lhe conferem soberania. Estado Federal. fusão. para um todo político e homogêneo. e os representantes de seus tribunais gozavam de imuni112 . união real.11. Resposta: A imunidade de jurisdição é o direito reconhecido a cada Estado. A primeira ideia de imunidade de jurisdição tem origem na Antiguidade Clássica. os privilégios eram concedidos de acordo com a classe social a que pertenciam. o que não significa que não haja um Estado soberano e independente. Os Estados compostos são uniões de Estados (dois ou mais). numa só esfera de poder público. comunidade humana assentada em tal área e governo independente (não subordinado a qualquer poder externo). 7) Como se dá a formação do Estado? Quais os elementos? Resposta: O Estado se forma a partir do momento em que se reúnem seus TRÊS elementos: território. Histórico. não se faz necessário que haja o reconhecimento da qualidade de Estado por parte das outras nações soberanas. de não ser submetido ao poder jurisdicional de outro Estado. em razão de sua soberania. A Igreja tinha imunidade irrestrita e absoluta.2. O Estado simples ou unitário é a forma de Estado em que. Tal reconhecimento não tem efeito constitutivo. apenas existe a autoridade nacional como única fonte de Direito.6) Qual a diferença entre Estado Simples e Estado Composto? Resposta: Trata-se de classificação quanto à forma de Estado.: união pessoal. Ex. Na Idade Média. que se formam por motivos diversos.

(…) Isso representaria. da CF/88). detentores do privilégio da imunidade absoluta. residencial. do veículo. salvo se objeto de renúncia expressa. tem prevalecido o entendimento adotado por alguns do TST (aguarda-se decisão do STF sobre o assunto). Data de Julgamento 03/09/2009: ―Diferentemente dos Estados estrangeiros. (…). No campo 113 . (…) Assim. 2) Qual a normativa brasileira em relação às organizações internacionais? Resposta: Embora haja divergência jurisprudencial. portanto. em última análise. percebe-se uma limitação da imunidade de jurisdição absoluta. que eram considerados como pessoas acima de tudo e de todos. Missão diplomática: (i) o pessoal administrativo e técnico da missão goza de imunidades: penal. § 2º. tributaria e inviolabilidade pessoal. Por todos. p.‖ 3) E os funcionários do Estado estrangeiro. é preciso diferenciar.dade absoluta porque julgavam pelas leis divinas. o processo nº TST-E-ED-RR-900/2004-019-10-00.9. cível. 5º. (…) Não têm. nacionais do Estado acreditante. porque amparada em norma de cunho internacional. 315). passíveis. Quanto aos demais funcionários. no que pertine aos atos de gestão. por conseguinte. segue-se a regra de que a imunidade de jurisdição rege-se pelo que se encontra efetivamente avençado nos referidos tratados de sede. No caso específico da ONU. no exercício de suas atividades negociais. tradicionalmente aplicável aos Estados estrangeiros. cite-se. com a evolução econômica. ratificada pelo Brasil por meio do Decreto nº 27. enquanto que os atos de gestão são aqueles praticados pelo Estado em condições similares a um particular. não podem os organismos ter a sua imunidade de jurisdição relativizada[inclusive em ações trabalhistas]. de análise perante o Judiciário alheio. sendo impraticável. a imunidade de jurisdição. em regra. os atos de império são aqueles praticados pelo Estado investido em seu poder de império. soberano. os organismos internacionais permanecem. a sua imunidade de jurisdição pautada pela regra costumeira internacional. e não podiam ser submetidos à jurisdição comum No século XX. das comunicações e sobre arquivos e documentos (exceto quanto à bagagem). encontra-se plenamente assegurada na Convenção sobre Privilégios e Imunidades das Nações Unidas. também conhecida como "Convenção de Londres". cuja inviolabilidade encontra-se constitucionalmente assegurada (art. têm proteção? Resposta: Os funcionário nacionais do Estado acreditado não precisam da proteção das imunidades.784/1950. os embaixadores eram mensageiros dos reis. Na época dos Estados absolutistas. a quebra de um pacto internacional. sua submissão ao poder Judiciário de outro Estado. portanto. Em relação a eles. Relator Ministro Caputo Bastos. a partir de 2009. Na lição de Franco Filho (1998.

diretrizes com a finalidade de que não sejam prejudicadas as suas funções consulares. 5) Há diferença de imunidade penal de diplomata e cônsul? Resposta: Todas as garantias e privilégios que os diplomatas possuem os cônsules de carreira também têm. uma para representação consular e outra para relações diplomáticas? Resposta: O tema relativo aos privilégios e imunidades concernentes às relacões diplomáticas e consulares foi tratado por duas convencões: a Convencão de Viena sobre as Relacões Diplomáticas. mediante ordem da autoridade competente ou a partir de sentença condenatória transitada em julgado. todavia. isto é. o cônsul só goza dessa garantia durante o exercício profissional e em relação aos atos decorrentes da sua função. ao passo que o consul representa o Estado de origem para o fim de cuidar. no Estado em que se encontra. por exemplo. Funcionários consulares: gozam de inviolabilidade física e imunidade processual penal ou cível apenas no que se refere aos atos de ofício. Já decidiu o STF que pode o Cônsul ser preso em caso de crime grave. estabelecendo. ou para lá exportar). que possui uma imunidade penal relativa em relação à imunidade dos diplomatas. A Convenção de Viena de 1963. de interesses privados (interesses dos compatriotas. aquele país. 114 . seguindo a licão de REZEK. porém de maneira mais restrita. por exemplo. de 1961 e a Convencão de Viena. quanto à imunidade de jurisdição penal local. portanto. autoriza a instauração de procedimentos penais contra funcionários consulares (artigo 41). oficiais. Assim. de lá exportar bens. (ii) o pessoal de serviço gozará apenas de imunidades quanto aos atos praticados no exercício das funções e isenção de impostos e taxas sobre os salários que perceberem (lembrando: desde que não sejam nacionais do Estado acreditado). bem como em relacão ao trato bilateral dos assuntos de Estado. que ali se encontrem em qualquer título e os de elementos locais que tencionem visitar.cível a imunidade abrange apenas os atos relacionados ao exercício da função. os praticados no exercício das funções consulares. ambas ratificadas pelo Brasil. Pode-se dizer. Observo. sobre as Relacões Consulares. ou seja. de 1963. Somente podem ser detidos em caso de crime grave e com ordem judicial da autoridade competente. que o motivo de se ter concluído por duas convencões leva em conta o fato de o diplomata representar o Estado de origem sujeito a soberania local. 4) Por que duas convenções internacionais.

o STF reafirma considerar a imunidade de jurisdição do diplomata absoluto. de 1985. encontrei o acórdão do STF no RE nº 104262 (Rel. então.HC 81158/RJ. em processo de investigação de paternidade em face de diplomata. diante da imunidade de jurisdição. A doutrina e a jurisprudência entendem que o laudêmio não tem natureza tributária. ressalvadas a exceções trazidas pela própria Convenção de Viena. Min. a qual foi alegada pelo Embaixador da Colômbia. 115 . sobre algumas imunidades do Estado. a sentença e o acórdão recorrido não haviam conhecido do pedido. Rafael Mayer). Tal imunidade. na Barra. não se estendendo à família. Em relação aos cônsules honorários é importante que se diga que as imunidades são restritas aos atos relacionados ao exercício das suas funções. no que se refere às sedes de suas representações oficiais no Estado acreditado. em que o Tribunal não conheceu do recurso por falta de prequestionamento. o processo deve ser conduzido com as deferências devidas ao agente e de maneira a pouco perturbar as funções consulares. Na ocasião. mas de mera compensação paga pelo proprietário do domínio útil. Após pesquisa. a decisão não atinge os regimes das imunidades dos Diplomatas e Cônsules. para relativa. No acórdão. Como referencia à ação de investigação de paternidade proposta em face de diplomata. De toda forma. 6) A partir de 89. respectivamente. a princípio está abrangida pela imunidade de jurisdição civil. caso emblemático. aplica-se aos impostos diretos. O imóvel é foreiro. em relação aos atos de gestão. 7) O consulado americano compra terreno para colocar sua representação. Pode a União cobrar o laudêmio? Resposta: Aos Estados estrangeiros é reconhecida imunidade tributária. apenas. o que não afasta a possibilidade de haver renúncia à imunidade por parte do Estado acreditado ou de ser o diplomata processado em seu país de origem. regidos pelas Convenções de Viena de 1961 e 1963. Todavia. pela sua transferência onerosa. Isso alterou a interpretação das convenções internacionais anteriormente assinadas? (O caso era de reconhecimento de paternidade de diplomata) Resposta: Foi a partir de 89 que o STF alterou o seu entendimento acerca da natureza da imunidade de jurisdição dos Estados estrangeiros: de absoluta.

que não o residencial. (iv) tarifas de serviço público. 9) No caso de Estado estrangeiro. ainda que particular. não pode ser contra ele proposta uma ação de responsabilidade civil.Assim. (v) tributos incidentes sobre rendimentos privados auferidos do Estado acreditado. a princípio. 116 . Mas. (iii) tributos indiretos. o município pode cobrar IPTU de imóveis daqueles Estados? Resposta: Tanto no STF como no STJ é pacífico que Estados Estrangeiros gozam de imunidade tributária. de maneira que pode ser por ele renunciada. ainda assim. a obrigação de pagar é do alienante. salvo estipulação contratual em contrario. para que ele exerça o direito à imunidade (ou a ela renuncie). pode a União cobrar laudêmio pela transferência do imóvel em questão. (ii) causas sucessórias a título pessoal. deve o juiz. segundo a mesma Convenção. o imóvel residencial. ele pode ser cobrado? Resposta: De acordo com Paulo Henrique Gonçalves Portela. 8) Se o diplomata compra imóvel para morar e recebe IPTU. A princípio. Lembrando que. ao receber a petição inicial em que se formula pedido de reparação em face de agente que goze de imunidade. não pode o Município cobrar IPTU sobre os imóveis pertencentes a Estados estrangeiros. Discorra. é abrangido pela imunidade tributária. Segundo jurisprudência que se formou no Brasil. portanto. Ou seja. São exceções à imunidade tributária: (i) ações que envolvem imóvel particular do diplomata. a imunidade é conferida em favor do Estado acreditante (e não da pessoa do diplomata). referentes a investimentos em empresas no Estado acreditado. comunicar o Estado estrangeiro. a imunidade tributaria do diplomata não abrange os imóveis particulares do diplomata. não podendo dele ser cobrado IPTU (tributo direto). o diplomata deve respeitar as leis e regulamentos do Estado acreditado. A prática demonstra que em casos de abuso por parte do diplomata. 10) Imunidade do diplomata para as ações de responsabilidade civil. com exceção do residencial. (vi) impostos sobre o capital. o diplomata tem imunidade de jurisdição civil. Ademais. Sendo assim. (caso da indenização do embaixador que bateu com o carro) Resposta: Segundo a Convenção de Viena de 1961.

1. no que pertine aos atos de gestão (decorrentes da pratica de aos privados e comerciais). que ainda prevalece o entendimento de que a imunidade de execução é absoluta. Questões do TRF5 01) Se o presidente descumprir uma convenção internacional. Nada obsta que o Estado estrangeiro a ela renuncie. entende-se que possuem imunidade absoluta em relação aos atos de império (decorrentes do exercício da soberania) e relativa.4. mesmo em condenações que decorram de atos de gestão. em função da relativização da imunidade no que tange a atos de gestão. 11) IPTU de consulados. também as ações de responsabilidade civil são consideradas como decorrentes de atos de gestão. 1. seguindo a linha da jurisprudência que se formou no âmbito do STF. Questões do TRF3 1) A imunidade de Estado estrangeiro à jurisdição brasileira é absoluta? E em um caso de indenização por acidente automobilístico? Resposta: Segundo evolução acerca do tema imunidade dos Estados estrangeiros.o Estado de origem renuncia à imunidade. que seja proposta ação no Estado de origem do diplomata. qual o tipo de repressão que o Brasil pode sofrer? 117 .11.1.3.11.11. 1. haja vista a imunidade tributária de que goza os Estados estrangeiros. Questões do TRF4 1. em relação às sedes de suas representações. poderia ser o Estado condenado. Nada impede.1. Assim como as obrigações trabalhistas. são excluídas da esfera da imunidade de jurisdição do Estado estrangeiro. com arrimo doutrinário. no que pertine aos tributos indiretos.5. porém. Como tal. porém. é possível? Resposta: Não é possível. Não se deve esquecer. permitindo o processamento. podendo este ser processado e condenado a arcar com a indenização correlata. Note-se que se a ação fosse contra o Estado estrangeiro (não contra o diplomata).

Deve-se destacar. nas situações permitidas pelas normas internacionais. não são tratados. reparações financeiras.Resposta: Diante da inexistência de órgãos internacionais centrais encarregados da tarefa de aplicação de sanções pela violação de normas internacionais. I da CRF). podem ser citadas: retaliações comerciais. apenas os Estados e as Organizações Internacionais podem celebrar tratados. com expulsão de diplomatas do país. beligerantes e blocos regionais. 02) Quais os entes que estão legitimados a celebrar convenções. também as unidades subnacionais podem fazê-lo. como cabe ao Estado definir órgãos e autoridades encarregados de representá-los nas relações internacionais.: Alemanha e Suíça). Atualmente. ainda assim. é teoricamente possível que uma unidade federada possa receber tal indicação (ex. Inicialmente. que embora possa se entender que possuem personalidade de direito internacional. compete à União concluir tratados (22. tratados. Destaque-se que os aos celebrados pelos Estados-membros com o BIRD ou Banco Mundial. veementemente. o que inclui a celebração de tratados. as empresas e as ONG‘s não têm capacidade para celebração de tratados. De toda forma. 03) Unidades federadas não dotadas de soberania podem firmar tratados? Resposta: Sim. através de órgãos aos quais atribuem competência para tal. 118 . por exemplo. em caráter excepcional. mas contratos. essa é uma tarefa difícil. pois o direito de convenção dos Estados está ligado à soberania. precisaram da participação da União. Em caráter excepcional. Mas não é normal. os indivíduos. Mas é preciso acrescentar à relação outro sujeitos de direito internacional que também ostentam essa prerrogativa: Santa Sé. quebra de ralação diplomática. Quando as normas internacionais forem aplicáveis internamente. A Constituição de 1891 previa expressamente essa possibilidade. atributo do qual não são dotadas. envio de tropas da ONU e até intervenção militar. E. pactos? Resposta: Tradicionalmente. aplicam-se os mecanismos de sanção do ordenamento interno. pois dependem de o Brasil fazer parte da entidade e de celebrar um acordo de garantia.

1. Algo social pode ser entendido como o decorrente das relações entre os indivíduos. mas não encontrei. Acho que a questão não trata de ―fato social‖. o que é o algo social e o algo natural? Resposta: Aristóteles fundamenta a tese que ―o homem é um animal social‖ dizendo que a união entre os homens é natural. Questões do TRF1 1) Qual a teoria predominante em relação à natureza e a sociabilidade.12. portanto.12. estando mal inserida. 2) Como Durkheim conceitua o fato social? Resposta: 3) Qual a perspectiva de direito e comunicação social? Resposta: 4) Qual a diferença de fato social e fato biológico? Resposta: 1.1. Obs. 1.1.1.12. Questões do TRF2 119 . que necessita de coisas e de outras pessoas para alcançar a sua plenitude. Fato Social – Conceito.12. Sociologia do Direito 1.2. E algo natural como o que existe independentemente da participação do homem ou da sua interação com outros semelhantes. A sociabilidade faz parte da natureza do homem.: não tenho certeza se era isso que o examinador queria. Procurei muito.1. porque o homem é um ser naturalmente carente.

13. mas enquanto não for revogada.1. o Direito. Para a teria pós120 . valor e fato. Dentro desta sistemática que é concebida a sua teoria tridimensional. 2) Pode haver um direito injusto? Resposta: Segundo a teoria positivista.13. pelo simples fato de ser positivo. Questões do TRF3 1. a lei pode ser injusta e opressiva. Filosofia do Direito 1. comparando-a com a posição de Kelsen para quem o direito é puramente norma.12. o direito deveria ser entendido como norma. O Justo e o Direito 1. A teoria desenvolvida por Miguel Reale contrapõe a concepção de Kelsen em reconhecer o Direito como um sistema de normas. Deste modo. O estudioso caminha para especificar uma ciência que não se confunda com a psicologia.1.1.5. Questões do TRF1 DESSE PONTO EM DIANTE: RESPOSTAS ELABORADAS POR DIEGO LEONARDO ANDRADE DE OLIVEIRA 1. estando livre de qualquer concepção social ou valorativa. obriga e se impõe a todos. se limitando a decidir de acordo com o direito vigente.12. Os juízes devem assumir uma postura de neutralidade. a política e a moral. a sociologia. é libertar a ciência jurídica de todos os elementos que não lhe são próprios.13. deve ser obedecido incondicionalmente. Questões do TRF1 1) O que é o Direito? Trace um parâmetro entre o conceito tridimensional de Miguel Reale de norma.1.12.1.13.4.1.1. O principio metodológico fundamental da sua obra Teoria Pura do Direito. Para Miguel Reale não há como compreender o Direito sem levar em conta os fatos e os valores. Questões do TRF4 1. levando-se em conta a norma e associando a esta aluns contextos fáticos e axiológicos. Questões do TRF5 1.1. Resposta: Para Kelsen.1.3.

os fins visados pela Constituição.positivista. a imprensa. Os princípios fundamentais do art. par que esta pretensão se torne factível. As garantias de 2ª geração surgiram como garantias institucionais: protegem a família. pois. tanto no momento de reconhecimento de sua validade como no momento de sua aplicação. auxiliando na interpretação da Constituição. direitos negativos. A sociedade não é dissociada do indivíduo. Os direitos sociais exigem uma prestação do Estado. as mudanças. direitos sociais e individuais.). é o homem pretende-se. é capaz de propor alterações a esse mesmo meio. Trata-se apenas de uma diretriz hermenêutica. As normas são de eficácia limitada programáticas. 3) Comprometida com a ordem interna nacional. criança etc. São direitos prestacionais ou direitos a uma prestação. A sociedade é dissociada do indivíduo? Resposta: Os direitos de 1ª Geração buscam garantir a liberdade do indivíduo diante do arbítrio estatal. Servem de parâmetro para o controle de 121 . o funcionário público. São direitos coletivos basicamente (idoso. 1º da CF são normas jurídicas (valores positivados). mas domínio da política ou da história. são. esta pretensão se cria. Possuem caráter positivo. Isto é. que se sobrepõe à questão do princípio e regra. estes princípios. o senhor saberia me distinguir? Resposta: O preâmbulo não se situa no domínio do direito. Têm menor eficácia e efetividade que os direitos de 1ª geração. direito extremamente injusto não poderia ser considerado direito. pois necessitam da prestação do Estado. 2) Prosseguindo. o senhor poderia falar um pouco sobre isso? Estes direitos sociais também são direito do indivíduo. portanto. embora as individualidades restem diluídas em meio à massificação das ideias e dos pensamentos. Ademais não pode ser utilizado como parâmetro para o controle de constitucionalidade. São direitos que exigem uma abstenção do Estado. o direito depende da moral. Os direitos de 2ª Geração buscam realizar a igualdade material. 1º faz parte do comando positivado do ordenamento? O preâmbulo é a pretensão institucional. já entramos na parte da positivação. 1º da CF/88? O art. segundo a classificação de Jellinek. o senhor sabe distinguir o preâmbulo dos princípios fundamentais do art. o desenvolvimento da sociedade têm por embrião o pensamento inovador individual. logo. Os direitos sociais são direitos dos indivíduos integrantes do grupo. São estabelecidos por normas de eficácia plena e de eficácia contida. pois consagra valores supremos da sociedade. Os direitos individuais são direitos de defesa (direitos civis) e de participação (direitos políticos). pertencendo ao domínio do Direito. o progresso. e os princípio fundamentais. a individualidade. ao mesmo tempo em que é condicionada pelo meio social. esta dicotomia.

obedecendo à formula do tudo ou nada (ou são ou não são aplicadas). a sua vocação é prática e não teórica. normas que ordenam que algo seja cumprido na medida exata de suas prescrições. as regras impõem resultados. do conhecimento científico ou teórico. por outro lado. A técnica refere-se às aplicações da ciência. nas realizações práticas e nas produções industriais e econômicas. 4) Qual a diferença entre Filosofia. Os princípios são ―mandamentos de otimização‖. reciclagem. aos valores morais e estéticos. ciência refere-se a qualquer conhecimento ou prática sistemáticos. ciência refere-se ao sistema de adquirir conhecimento baseado no método científico bem como ao corpo organizado de conhecimento conseguido através de tais pesquisas. Entre seus métodos. de manutenção. a técnica não tem por vocação interpretar o mundo. normas que ordenam que algo seja cumprido na maior medida possível. Ao abordar esses problemas.constitucinalidade. é o ramo da filosofia que trata da natureza. está lá para transformá-lo. Em sentido estrito. das origens e da validade do conhecimento. geralmente oriundos de inovações empíricas. ou seja. ciência. e logos = estudo de). São. à verdade. ao conhecimento. É a lógica do mais ou menos. Entre as principais questões debatidas pela epistemologia destacam-se: O que é o conhecimento? Como obtemos conhecimento? Como defender os nossos modos de conhecer das investidas do ceticismo? 122 . diferencia-se das pesquisas científicas por geralmente não recorrer a procedimentos empíricos em suas investigações. Ciência e Técnica? Resposta: Filosofia é o estudo de problemas fundamentais relacionados à existência. e de eliminação dos desperdícios. a filosofia se distingue da mitologia e da religião por sua ênfase em argumentos racionais. ou seja. que utilizam métodos procedentes de conhecimentos científicos ou simplesmente métodos ditados pela prática de certos ofícios. Segundo Ronald Dworkin. também chamada de teoria do conhecimento. estão a argumentação lógica. via de regra. A técnica cobre assim o conjunto dos métodos de fabrico. As regras são ―mandamentos de definição‖. aplicadas por subsunção. São aplicados por ponderação. a análise conceptual. Em sentido amplo. à mente e à linguagem. 5) O que é epistemologia? Resposta: Epistemologia (do grego episteme = conhecimento. de acordo com as possibilidades fáticas e jurídicas existentes (Robert Alexy). Contrariamente à ciência. de gestão. as experiências de pensamento e outros métodos a priori.

onde prevalece o valor segurança jurídica sobre a justiça (admite-se condenação de réu revel). ao mesmo tempo.13. No processo penal. o termo justiça denota. O que é a defesa no processo penal? É possível a realização da justiça sem defesa? Resposta: (não entendi a referência ao art. No Brasil. exige-se a defesa técnica. Justiça é. Questões do TRF2 1.1. Assim. aquilo que se faz de acordo com o direito. podemos afirma que não é possível a realização de justiça sem defesa. legalidade e igualdade.6) Art.4. Segundo Aristóteles. o conjunto de magistrados judiciais e pessoas que servem junto deles. É imparcialidade na interpretação do ordenamento jurídico. Diferente do que ocorre no processo civil. ―no processo penal. A defesa técnica no Processo Penal é irrenunciável. 133 do CPP).13.13. no processo penal. também. mas a sua deficiência só o anulará se houver prova de prejuízo para o réu‖. a falta da defesa constitui nulidade absoluta. Justiça também é a faculdade de julgar segundo o direito e a melhor consciência. Questões do TRF4 123 . Isso inclui todo o pessoal dum tribunal e o próprio Poder Judiciário. Nesse diapasão. É o termo que designa. 7) O que é justiça? Resposta: A principal definição da palavra Justiça é: a virtude de dar a cada um aquilo que lhe é merecido ou que é seu por direito legal (direito definido nas leis do país). o conjunto de órgãos e funções que compõem o Poder Judiciário. o direito e a razão. justo é tanto aquele que cumpre a lei (justiça em sentido estrito) quanto aquele que realiza a igualdade (justiça em sentido universal). É a faculdade de julgar segundo o que prescreve a lei. sendo inviável condenação de réu revel. Segundo a súmula 523 do STF. defesa consiste em direito subjetivo inafastável do réu de opor-se ao direito de ação. O contraditório é essencial para que se alcance a justa composição da lide. isto é.3. 133 do CPP – indispensabilidade.1. 1.2.1. Questões do TRF3 1. em Direito.

pois está pronto para ser acionado a qualquer momento‖. uma das características do poder constituinte originário é a latência: ―é um poder latente.1.13. contínuo. Por sua vez.5.1. portanto. 2) Depois da realização.1. atemporal. limitado e subordinado às disposições estabelecidas pelo Poder Constituinte Originário. Trata-se de um poder de direito. Segundo Uadi Lâmmego Bulos. Por ser um poder jurídico. Ponto 02 2. até porque não haveria segurança das relações se assim fosse‖. e. poder de fato. Poder Constituinte Originário e Poder Constituinte Derivado 2.1. A emenda é recurso utilizado para realizar modificações em pontos específicos e localizados do texto mai124 . Trata-se. não costuma fazer-se ouvir a todo momento.1. e autônomo.1.1. por isso mesmo de um poder permanente. Questões do TRF5 2. da criação da CF. Direito Constitucional 2. não se sujeita a formas prefixadas para operar. O poder constituinte originário. como também é incondicionado. entretanto. instituído. Ele subsiste fora da Constituição e está apto para se manifestar a qualquer momento. incondicionado.1. limitado e condicionado. 3) Qual seria a diferença básica entre emenda e revisão? Resposta: Emenda e revisão são espécies do gênero reforma constitucional. o originário. consiste em poder político. o Poder Constituinte Originário se esgota ou ele permanece? O que impede o Poder Constituinte Derivado de não poder violar as cláusulas pétreas? Resposta: Segundo Gilmar Medes. o poder constituinte derivado é condicionado. uma das espécies do Poder Constituinte. As demais espécies de poder constituinte são poderes instituído (reformador e decorrente). ―o poder constituinte originário não se esgota quando edita uma Constituição. Questões do TRF1 1) Qual a diferença entre Poder Constituinte e Poder Constituído? Resposta: O Poder Constituído sempre será um poder jurídico. apresentando as seguintes características: inicial (funda o ordenamento jurídico).

em dois turnos. Doutrinariamente. por parte da metrópole. já a constituição norte-americana de 1787 foi elaborada por uma convenção constituinte. 5) O que seria o processo de descolonização. da independência e soberania da colônia. implantando uma nova ordem jurídica. 1946 e 1988 advieram de assembleias constituintes. que passaria a dispor do poder constituinte originário para fundação do seu próprio ordenamento jurídico. A revisão constitucional será realizada após cinco anos. daí se rebelam contra a ideia de Direito prevalecente. Na revolução. e. conclui que as vias normais de elaboração e reforma das constituições não funcionam. a Constituição poderá ser modificada por meio de processo formal ou informal. um processo não traumático? Resposta: Uma exemplo de processo consensual de transição fora das hipóteses de revolução ocorre por meio de uma assembleia ou convenção constituinte. 6) O que seria um Poder Constituinte Difuso? Resposta: O poder constituinte difuso é um poder de fato responsável pelas mutações constitucionais. exercitam o poder constituinte originário. geralmente por meio de acordo. em ambos. 1934. um conjunto de pessoas. descontentes com o sistema. Emenda é reforma de menor extensão. contados da promulgação da Constituição. pela força. São tipos de modificação formal a emenda e a revisão constitucio125 .or. Na CF/88. há diferenças quanto ao exercício do poder de reforme e do poder de revisão. A emenda será discutida e votada em cada Casa do Congresso Nacional. 3º do ADCT). § 2º. Dentro do processo consensual de transição. A revisão constitucional é recurso que objetiva mudar a constituição amplamente. dentro do processo consensual de transição? Resposta: Descolonização é o nome genérico dado ao processo pelo qual uma ou várias colônias adquirem ou recuperam a sua independência. seria o reconhecimento. 60. Exemplos: constituições brasileiras de 1891. pelo voto da maioria absoluta dos membros do Congresso Nacional. os representantes eleitos pelo povo elaboram a constituição. três quintos dos votos dos respectivos membros (art. Revisão equivale a reforma de maior amplitude. Nessa hipótese. 4) Dê um exemplo de um processo consensual de transição fora da hipótese de revolução. em sessão unicameral (art. da CF). considerando-se aprovada se obtiver.

é soberano. O poder constituinte se materializa em normas formalmente constitucionais. contínuo. por três quintos dos votos dos respectivos membros. Ocorre que o texto da CF/88 é claro ao atribuir ao Senado a função de suspender a execução de lei declarada inconstitucional pelo STF no controle concreto. Destarte.1.1.2. não pode o intérprete conferir significado à norma constitucional que não seja abrangida pelo seu texto.nal. 2. Mutação Constitucional não é a mudança do texto constitucional. Gilmar Mendes propôs a mutação constitucional do art. (e) Ilimitado: é ilimitado juridicamente (autônomo + incondicionado). Para o Ministro. em cada Casa do Congresso Nacional. Exemplo: defendendo a abstrativização do controle concreto de constitucionalidade. a função do Senado seria apenas a de dar publicidade à decisão do STF. é possível a materialização do poder constituinte por meio de tratados internacionais sobre direitos humanos aprovados. (d) Latente: atemporal. mas a mudança da interpretação de um dispositivo constitucional. seja elas originárias ou fruto de emendas constitucionais. em dois turnos. o poder constituinte difuso encontra-se limitado pelo próprio texto constitucional. é independente. Questões do TRF2 1) Quais as características de poder constituinte originário e derivado? Resposta: Características essenciais do poder constituinte originário: (a) Inicial: ele dá início ao ordenamento jurídico (não existe outro poder antes ou acima dele). 52. 7) Até aonde pode ir este poder difuso de mutação constitucional? Resposta: Como a mutação constitucional ocorre com a mudança da interpretação da constituição. (b) Autônomo: tem autonomia para decidir qual ideia de direito irá prevalecer. Características do poder constituinte derivado: (a) Secundariedade: não existe 126 . No Brasil. a minha interpretação não permitiu imaginar outra coisa). pois está pronto para ser acionado a qualquer momento. (c) Incondicionado: não se submete a qualquer tipo de condição (a assembleia constituinte decidirá qual será o procedimento a ser adotado). Já o processo informal evidencia-se na mutação constitucional. da CF.. 8) Quais os veículos materiais do Poder Constituinte. X. qual será o conteúdo da Constituição. como ele se materializa? Resposta: (embora minha resposta seja óbvia.

são subdivididos em imanentes. embora seja um poder ilimitado juridicamente. (b) materiais: são as cláusulas pétreas. Quanto ao poder constituinte derivado. 28. religioso e político. além das limitações jurídicas impostas pelo poder originário. (c) princípios constitucionais estabelecidos: funcionam como balizas reguladoras da capacidade de auto-organização dos Estados. (e) implícitas: as normas que fixam o procedimento e estabelecem quais são as cláusulas pétreas não podem ser reformadas (vedação da dupla revisão). pois é necessário que exista uma constituição para prevê-lo. econômico. A doutrina classifica esses limites em: ideológicos. a DUDH. da CF. 75 e 93. na constituição. explícita e implicitamente. sociológico. 34. Limites transcendentes prendem-se aos direitos fundamentais. eis que representam responsabilidades e obrigações assumidas pelo Estado no plano externo. por sua vez. (b) princípios constitucionais extensíveis: tratam-se de normas de organização da União que se estendem aos Estados (ex. limites ao seu exercício. segundo a doutrina. (b) Subordinação: haure sua força na obra do poder constituinte originário. representa uma forma de limitação extrajurídica ao poder constituinte. VII. institucionais e substanciais. 4) Admite-se limitação implícita? 127 . haja vista provirem de imperativos éticos superiores.: arts. Classificam-se as limitações do poder constituinte decorrente em três princípios: (a) princípios constitucionais sensíveis: art. também se submete às barreiras extrajurídicas acima referidas. Os limites substanciais. é certo que encontra. (d) temporais: a constituição não pode ser emendada durante certo prazo (não existe no Brasil). 3) Quais os tipos de limitação na CF? Quais as limitações ao Poder Constituinte Derivado? Resposta: As limitações ao poder constituinte derivado reformador são: (a) formais: ligam-se ao procedimento e legitimidade. do ângulo filosófico. intrinsecamente ligados à dignidade humana. Portanto. Já os limites heterônomos condicionam o exercício do poder constituinte às normas de Direito Internacional. transcendentes e heterônomos.por si só. seja por declarar regras costumeiras de Direito Internacional de natureza imperativa (jus cogens). 2) A Declaração Universal dos Direitos do Homem seria uma forma de limitação? Resposta: Com relação ao poder constituinte originário. V). (c) circunstanciais: a CF não pode ser emendada em estado de defesa. seja por elencar direitos fundamentais. (c) Condicionado e limitado: deve observar os limites previstos. em estado de sítio e durante intervenção federal.

haja vista sua aprovação em cada Casa do Congresso Nacional. Essa convenção compõe o chamado bloco de constitucionalidade. 128 . continuam em vigor. que corresponde a uma revalidação das normas que não desafiam. 6) Na superveniência de uma nova constituição. em dois turnos. foi incorporada ao Direito brasileiro com status de norma constitucional nos termos do art. Deve-se a Kelsen a teorização do fenômeno da recepção. 60. embora sejam tão contundentes quanto os expressos. a nova constituição. que adotou a tese da revogação (não recepção). Prevalece na doutrina que as normas da constituição anterior. ainda assim serão recepcionadas com o status normativo prescrito pelo novo texto constitucional. em 30 de março de 2007. tácitos. opera o fenômeno da recepção. Todavia. § 3º. 5) Há algum tratado de direitos humanos que já foi incorporado após a EC nº 45 pelo quórum de emenda? Resposta: A Convenção Internacional sobre os Direitos das Pessoas com Deficiência e seu Protocolo Facultativo. Se a norma anterior à constituição não guarda compatibilidade de conteúdo com esta. não continuará a vigorar. não podem ser recepcionadas. Proíbem a reforma de normas que estatuem limites. Às vezes a recepção é expressa (ex. As normas que apresentam incompatibilidade meramente formal com a nova constituição. indiretos ou inerentes são aqueles que não vêm prescritos pela linguagem do constitu8inte. materialmente. A matéria provocou debate no STF.Resposta: Sim. assinados em Nova York. da CF (vedação da dupla revisão). mesmo que compatíveis com a nova constituição. da CF. as normas anteriores. O que foi prescrito pelo constituinte para uma reforma constitucional não pode ser atenuado. § 4º. Resposta: Na superveniência de uma nova constituição. suprimido ou mudado. Exemplo: o constituinte reformador não pode suprimir o art. por três quintos dos votos dos respectivos membros. havendo. suja observância é obrigatória para se emendar ou revisar as constituições. 5º. o mais frequente é a recepção tácita. que são com ela compatíveis no seu conteúdo. pelo qual se busca conciliar a ação do poder constituinte originário com a necessidade de se obviar vácuos legislativos.: Constituição de 1937). fale sobre a recepção de normas. aqui. nesse caso. Limites implícitos. Diz-se que. quem considere ocorrer caso de revogação e quem veja na hipótese uma inconstitucionalidade superveniente. havendo sua revogação global.

para que os limites a esse direito fundamental sejam observados. No parágrafo 2º deste artigo havia uma previsão de isenção aos aposentados que foi posteriormente suprimida por uma emenda constitucional. essa vedação garante a proteção não da liberdade de expressão em si. o direto à honra e o direito à verdade. considerando-se aprovada se obtiver.”. pelo Presidente da República. A vedação do anonimato é essencial para que seja possível o controle da liberdade de manifestação do pensamento. da CF. secreto. manifestando-se. Segundo o STF. cada uma delas. universal e periódico. as cláusulas pétreas não significam a intangibilidade literal da respectiva disciplina. 9) A vedação ao anonimato é possível ou é clausula pétrea? Resposta: (acho que a pergunta era se seria possível a supressão da vedação ao anonimato) A vedação ao anonimato é um limite à liberdade de expressão que consta do art. A matéria constante de proposta de emenda rejeitada ou havida por prejudicada não pode ser objeto de nova proposta na mesma sessão legislativa.3. em dois turnos. sem levar em conta o efeito prático. mas sim a proteção ao núcleo essencial de determinados direitos. A EC será promulgada pelas Mesas da Câmara dos Deputados e do Senado Federal. (c) a separação dos Poderes. mas de outros direitos individuais. 2. 5º. isto é. princípios e instituições. pergunta-se. ou por mais da metade das Assembleias Legislativas das unidades da Federação. Questões do TRF3 1) “Não será objeto de emenda constitucional tendente a abolir.7) Qual o trâmite das emendas constitucionais? Resposta: As EC pode ser propostas por um terço. tais como a dignidade humana. dos membros da Câmara dos Deputados ou do Senado Federal. (d) os direitos e garantias individuais. temos que não pode ser suprimida. IV. Em outras palavras. três quintos dos votos dos respectivos membros. (b) o voto direto. Embora não consista no núcleo essencial da referida liberdade. esta emenda feriu cláusula pétrea? 129 . no mínimo.. A proposta será discutida e votada em cada Casa do Congresso Nacional. pela maioria relativa de seus membros. em ambos.1.1. 8) Quais são os temas vedados às emendas? Resposta: Não será objeto de deliberação a proposta de emenda tendente a abolir: (a) a forma federativa de Estado. haja vista que possui natureza de cláusula pétrea. com o respectivo número de ordem..

apenas previa a imunidade do imposto sobre a renda a um determinado grupo social. II. explícita e implicitamente. O poder revisor tem a função de proceder à uma revisão geral do texto constitucional. não à direito adquirido à não incidência tributária. um rompimento da ordem constitucional vigente‖ (RE 372600-AgR. extensíveis e estabelecidos). Ellen Gracie. § 2º. 2ª Turma. Apresenta limites formais (quórum de maioria absoluta dos membros do Congresso em sessão unicameral) e temporal (exercício no prazo de 5 anos a contar da promulgação da CF/88). não representou a cassação ou o acolhimento de um direito fundamental e. 130 . pois é necessário que exista uma constituição para prevê-lo. Sua supressão do texto constitucional. constituído. Pode ser de três espécies: decorrente. Essa norma não consagrava direito ou garantia fundamental. O poder decorrente é incumbido da elaboração das constituições estaduais. da CF). ―Mostra-se impertinente a alegação de que a norma do art. (b) Subordinação: haure sua força na obra do poder constituinte originário. Ressalte-se também que. II. na constituição. da CF não poderia ter sido revogada pela EC nº 20/98 por se tratar de cláusula pétrea. DJ 23/4/2004). tampouco. Seus limites são os princípios constantes do texto constitucional (sensíveis. em estado de sítio e durante intervenção federal. São características do poder constituinte derivado: (a) Secundariedade: não existe por si só. portanto. (e) implícitas: as normas que fixam o procedimento e estabelecem quais são as cláusulas pétreas não podem ser reformadas (vedação da dupla revisão). § 2º. 153. segundo o STF. 2) A que limites está submetido o poder de reforma da Constituição? Resposta: As limitações ao poder constituinte derivado reformador são: (a) formais: ligam-se ao procedimento e legitimidade. Min. reformador e revisor. (b) materiais: são as cláusulas pétreas. 153. bem como não há direito adquirido no aposentamento. (d) temporais: a constituição não pode ser emendada durante certo prazo (não existe no Brasil).Resposta: (o dispositivo constitucional referido foi o art. Rel. 3) Fale sobre o Poder Constituinte Derivado. (c) circunstanciais: a CF não pode ser emendada em estado de defesa. O poder reformador é encarregado da elaboração das emedas constitucionais. (c) Condicionado e limitado: deve observar os limites previstos. Resposta: O poder constituinte derivado consiste em um poder jurídico.

2. 2) Qual a diferença entre conflito de competência. (e) implícitas: as normas que fixam o procedimento e estabelecem quais são as cláusulas pétreas não podem ser reformadas (vedação da dupla revisão). Sistema Constitucional Tributário: Poder de Tributar – Competência Tributária – Capacidade Tributária – Código Tributário Nacional 2. este princípio ainda é válido? Resposta: O exercício da competência tributária.1.4. De fato.5. pois o legislador quis.2. Questões do TRF1 1) Dentre os princípio regedores da competência tributária um é o da facultatividade.1.1.1. Direito Tributário 2. no plano da conveniência. Portanto. uma vez que o art.2. 11 da LRF dispõe que. Questões do TRF5 2. no plano de gestão fiscal da pessoa política. 11 da LRF não traduz. o art.1. deve haver instituição de todos os tributos que compete à entidade.2.1. 11. Questões do TRF4 1) Quais são os limites ao poder de reforma? Resposta: As limitações ao poder constituinte derivado reformador são: (a) formais: ligam-se ao procedimento e legitimidade. em que o ente competente pode criar ou não o tributo. salvo melhor juízo. conquanto irrenunciável e intransferível. sob pena de sanções (art. em estado de sítio e durante intervenção federal. O dispositivo merece interpretação cautelosa. cada ente tributante decide sobre o exercício da competência tributária. pode ser considerado facultativo. cuja competência estaria inadequadamente estanque. bitributação e bis in idem? 131 . é defensável a facultatividade do exercício da competência tributária. (d) temporais: a constituição não pode ser emendada durante certo prazo (não existe no Brasil). Não obstante. 2. mecanismo efetivo de obrigatoriedade. pu).1. incontestavelmente. (b) materiais: são as cláusulas pétreas. estimular a instituição do tributo economicamente viável. (c) circunstanciais: a CF não pode ser emendada em estado de defesa.

A competência tributária é indelegável. do CTN. art. Ao contrário da competência tributária. 164. proceda à instituição da exação tributária. ocorre quando a dupla tributação tem origem em pessoas políticas distintas. Tal situação versa sobre o instituto jurídico da ―bitributação‖. O bis in idem ocorre quando uma única pessoa política institui tributos diversos sobre o mesmo fato gerador e o mesmo contribuinte. cada qual emanada de um legislativo. 7º. §§ 1º e 2º). mas pela incidência de duas normas legais distintas. por seu turno. podendo ser revogada. 5) O que seria parafiscalidade? Resposta: 132 . prevista no Código Tributário. quando mais de um ente tributante pretender cobrar um ou mais tributos sobre o mesmo fato gerador. a qualquer tempo. taxativa e exaustivamente prevista. de sorte que haverá conflito de competência na medida em que um ente político arvorar-se de competência alheia. 4) Qual a diferença entre capacidade tributária e competência tributária? Resposta: A competência tributária é a habilidade privativa e constitucional atribuída ao ente político para que este. e de todo condenável. A bitributação. por ato unilateral da entidade que a tenha conferido (CTN. inalterável e irrenunciável.Resposta: A competência tributária é matéria eminentemente constitucional. III. havendo medida judicial apta a sanar a dupla invasão patrimonial pleiteada pelos Fiscos no caso ―sub examine‖. a capacidade tributária ativa é delegável e transferível. Em outras palavras é a aptidão para criar tributos. Essa atribuição compreende as garantias e os privilégios processuais que competem à pessoa jurídica de direito público que a conferir. incidindo sobre o mesmo fato jurídico e onerando o mesmo contribuinte. Isso significa que o ente tributante pode permitir a figuração de outra pessoa jurídica no polo ativo da relação jurídica tributária e a consequente possibilidade de arrecadar os tributos dos sujeitos passivos (contribuintes). intransferível. 3) A bitributação se liga a que ação tributária? Resposta: O art. de modo que são duas normas. com base na lei. dispõe ser cabente a Ação de Consignação em Pagamento. A capacidade tributária é a atribuição para arrecadar ou fiscalizar tributos.

conforme a emergência da situação posta. 154. fiscalizar e administrar os tributos. a União deverá repassar aos Estados 20% do valor da arrecadação. Na parafiscalidade. (c) a contribuição para a seguridade social não incidirá sobre aposentadoria e pensão concedidas pelo regime geral de previdência. 6) Há exceções no que concerne à imunidade constitucional. é a permissão pelo ente que retém a competência tributária de atribuir a outro o poder de arrecadar. da Constituição Federal. Há imunidades a outras espécies tributárias que não impostos: (a) imunidade das receitas decorrentes de exportação às contribuições sociais e de intervenção no domínio econômico. 195. SESI. (b) imunidade às contribuições para a seguridade social das entidades beneficentes de assistência social que atendam aos requisitos estabelecidos em lei. SENAI. Quanto à instituição de contribuições residuais para custeio da seguridade social (art. 157. I. IPI e IOF). aos impostos extrafiscais (II. 7) Os princípios constitucionais da vedação ao confisco se aplica a tributos extrafiscais? Resposta: O princípio da vedação ao confisco. 8) Se a União criar tributo com base na competência residual. em tese. ela tem que passar alguma coisa para estados e municípios? Resposta: Com relação à competência residual para instituir imposto (art. que. IE. II. não há qualquer determinação para transferência obrigatória da arrecadação. terceira pessoa arrecada o tributo para si e passa a dispor do produto da arrecadação do tributo. A doutrina e a jurisprudência admitem alíquotas elevadas nesses tipos de impostos. em homenagem à regulação da economia. previsto no art. SENAC.A parafiscalidade é a delegação dos elementos da capacidade tributária ativa. Enfim. § 4º. SEST. no que diz respeito apenas a impostos? Ou outros tributos também podem ser abarcados? Resposta: (Entendi que o examinador queria saber se existe imunidades para outras espécies tributárias além dos impostos). da CF). (d) imunidade em relação às taxas para o direito de petição e certidões. não se aplica. IV. caso a exercite. Exemplo: a atividade desenvolvida pelo SESC. nos termos do art. 133 . da Constituição Federal. da Constituição Federal). 150. poderão conter alíquotas excessivamente gravosas.

I. não atrai a competência originária do STF a dúvida suscitada por particular acerca do direito de tributar dos entes federados. Questões do TRF2 1) Consignação em pagamento. nos termos do art. Resposta: 134 . ambas as pessoas políticas que exigem tributos sobre o mesmo fato gerador deverá ocupar o polo passivo. A diferença entre os valores dos tributos não altera a legitimidade passiva. haja vista que esta é estabelecida pela presença da União como sujeito passivo da demanda. qual o juízo competente? Resposta: Na ação de consignação em pagamento decorrente de bitributação. 2. 109. da CF.1.9) Norma legal que altera prazo de recolhimento de tributo se sujeita ao princípio da anterioridade? Resposta: A regra legislativa que se limita simplesmente a mudar o prazo de recolhimento da obrigação tributária. Dois entes disputam o tributo: a ação terá quem no polo passivo? Se a discussão for sobre ITR e IPTU. como a União deverá figurar na demanda como ré. o contribuinte-autor deverá providenciar a citação de ambos os entes tributantes (art. destarte. a competência será da Justiça Federal. sem qualquer repercussão.2. Norma legal que altera o prazo de recolhimento da obrigação tributária não se sujeita ao princípio da anterioridade”. Na discussão sobre ITR e IPTU. Ressalte-se que. 895 do CPC). I. Alteração do prazo não equivale à majoração. Recurso extraordinário conhecido e provido.2. nos termos do art. da Constituição Federal. Esse entendimento é objeto de súmula do STF: “Súmula 669. 2) Se o valor menor for do ITR será na JF? Resposta: Mesmo no caso de o valor do ITR ser inferior ao do IPTU. não se submete ao princípio da anterioridade. a competência para julgar a ação de consignação em pagamento permanecerá com o juízo federal. 3) Diferença entre capacidade econômica e capacidade contributiva. 109. nos termos da súmula 503 do STF.

Assim. No sistema tributário existe o regime das Competências Privativas.Segundo Harada: ―capacidade contributiva é aquela capacidade relacionada com a imposição parcial ou total. Já a capacidade econômica é aquela ostentada por uma pessoa que não é contribuinte. Distrito Federal. já um cidadão rico. Municípios). I. 153. Seria comum. Estados-membros. Por fim. delimitando entre as pessoas políticas (União. não tem capacidade contributiva neste país. Há critérios? Resposta: (acho que o examinados gostaria de saber acerca da classificação da competência tributária). da Carta Magna). bem como novas contribuições para a seguridade social. 60. § 4º. para criarem taxas e contribuições de melhoria. Municípios. o qual constitui uma forma de limitação do poder de tributar. de passagem pelo país. Distrito Federal e Municípios) o poder de tributar. A doutrina costuma classificar três as espécies tributárias: privativa/exclusiva. De fato a autonomia e a capacidade política de cada um dos entes federativos fundamenta a distribuição constitucional da competência para a instituição de tributos. mas não sejam cumulativos e não tenham o mesmo fato gerador e base de cálculo dos já discriminados na Constituição. mas não há nenhuma relação jurídica que o vincule ao Fisco do país pelo qual transita. É a capacidade econômica da pessoa enquanto sujeito passivo da relação jurídico-tributária. um cidadão abastado. desde que. Estados.‖.‖. 4) Qual o princípio em que se assenta a discriminação constitucional de competências tributárias? Resposta: A Constituição Federal consagrou o princípio do federalismo (art. como por exemplo. a competência outorgada à União para a instituição de impostos não previstos no texto constitucional. mas não tem capacidade contributiva. sejam criados por lei complementar. chama-se de residual. Ele exemplifica: ―Um cidadão que usufrui renda tem capacidade contributiva perante o país em que a recebeu. 154 e 155 são relativos aos impostos. 5) Como é a discriminação constitucional de competência tributária. 6) Os art. de passagem pelo país. tem capacidade econômica. comum e residual. a competência atribuída a todos os entes (União. pois ele tem rendimentos suficientes para suportar tributos. Distrito Federal. Por que não há tal discriminação em relação as taxas? E por há em relação unicamente aos impostos? Resposta: 135 . Estados. na medida em que impõem quais são os tributos que podem ser exclusivamente pela União.

Desta feita. por exemplo? E se for o Território? Resposta: A competência tributária é indelegável. 136 . 150. há de ser sempre observado. 150 da CR/1988 é taxativo ou exemplificativo? Por quê? Resposta: O rol de limitações do poder de tributar constante no art. (b) o próprio dispositivo ressalva a possibilidade de instituição de outras garantias ao contribuinte (―art. somente quando os instrumentos à disposição das partes são distribuídos com igualdade de oportunidades. como garantia constitucional que é. da CR/1988. é vedado à União. Destarte. a competência para instituir o IPVA será da União. é que se poderá falar em processo justo. Resposta: Podemos afirmar que o devido processo legal. através de lei federal. Quanto aos impostos. 150 da Constituição Federal é meramente exemplificativo por dois motivos: (a) o Estatuto do Contribuinte não está adstrito ao art. sincronizado. inalterável e irrenunciável. considerando que não há uma contraprestação por parte do Estado (tributo unilateral). o IPVA. via de regra. 150. intransferível. pois trata-se de tributo de competência dos municípios. através de lei federal. 147 da CF. em Território Federal não dividido em municípios. competem à União. 7) Poderíamos admitir que a União instituísse. bem como as exigências de segurança jurídica e limitação do arbítrio do Poder Público. em Território Federal. dele derivando todos os demais princípios constitucionais do processo. Nesse diapasão. com estrita observância do contraditório e da ampla defesa. 8) O rol do art. União não poderia instituir. Portanto. leque de possibilidades para hipóteses de incidência do referido tributo mostra-se extremamente amplo. entre elas. IPVA. Sem prejuízo de outras garantias asseguradas ao contribuinte. Segundo o art. cumulativamente.A taxa é uma espécie tributária que decorre da prestação de um serviço público ou do exercício do poder de polícia. Trata-se de uma garantia do cidadão contribuinte. adequado e democrático. quer nos processos judiciais. aos Estados. os impostos municipais. 9) Fale sobre a inobservância do princípio de devido processo legal no âmbito do direito tributário. os impostos estaduais e. quer nos procedimentos administrativos. faz-se necessário relacionar as hipóteses de incidência. ao Distrito Federal e aos Municípios: […]‖. se o Território não for dividido em Municípios. o que torna inviável a pretensão de esgotá-lo em um rol taxativo.

modus in rebus. especialmente o da isonomia (art. sujeita. 166. a ela.portanto. II. o que implica. contudo. embora não seja designado pela lei como contribuinte desses impostos. 150. o legislador infraconstitucional. art. acaba por suportar a carga tributária. Ressaltou-se que.3. No tributo indireto a carga tributária cai sobre o ―Contribuinte de Direito‖ que a transfere para outrem. 150 da CF. salientou-se que. 150. CR/1988. 12) Art. 11) Pode conceituar valor de tributo indireto? Resposta: (não sei o que seria valor de tributo indireto. 10) COSIP. de fato. (b) contribuinte de fato: pessoa que de fato suporta o ônus fiscal.2009. respondi o que é tributo indireto). o ―Contribuinte de Fato‖. uma vez que o consumidor final é que. como foi trabalhada a figura do locupletamento? Resposta: O dispositivo constante do art. apesar de o art. Esse aspecto é de importância fundamental na solução dos problemas de restituição do indébito tributário. 25. o afastamento da exação. 145. O IPI e o ICMS são impostos indiretos. pode haver aplicação do princípio da isonomia? Resposta: ―Entendeu-se que a COSIP constitui um novo tipo de contribuição que refoge aos padrões estabelecidos nos artigos 149 e 195 da CF. Assim temos: (a) contribuinte de direito: pessoa designada pela lei para pagar o imposto. A sua inobservância. II) e o da capacidade contributiva (art. no âmbito do processo tributário gera a nulidade absoluta da decisão proferida. de acordo com o art. não haveria como deixar de reconhecer que os princípios aos quais estes estão submetidos também se aplicam. Destarte. ao instituir a contribuição em análise. § 1º).‖ RE 573675/SC. estaria jungido aos princípios gerais que regem o gênero. de fato. 149-A). 149-A da CF referir-se apenas aos incisos I e III do art. é uma exação subordinada a disciplina própria (CF. como a COSIP ostenta características comuns a várias espécies de tributos. aos princípios constitucionais tributários. Nos tributos indiretos. considerada a natureza tributária da exação. haja vista enquadrar-se inequivocamente no gênero tributo. como o 137 . 166 do CTN tem por finalidade exatamente evitar o locupletamento ilícito por parte do contribuinte de direito. via de regra. com os valores consagrados na Constituição Federal de 1988. ou seja.

das novas invenções. 14) O que é lacuna endógena e exógena? Resposta: (apesar de muito pesquisar. não encontrei uma resposta para essa pergunta. as lacunas distinguem-se em subjetivas e objetivas. do CTN. Todavia. caso fosse possível àquele haver a restituição de tributo que não pagou. Norberto Bobbio diz: ―Com respeito aos motivos que as provocaram. nos termos do art. 132 do CPC. 13) Revogada a isenção do imposto de renda. a repetição do indébito seja devida a quem efetivamente tenha suportado o encargo financeiro. deve ser aplicado o art. a lei exige que. Portanto. a revogação da isenção de impostos sobre a renda deve observar o princípio da anterioridade. a isenção pode ser revogada ou modificada a qualquer tempo. são independentes da vontade do legis138 . nas hipóteses de repercussão tributária. aplica-se o referido princípio. Se a isenção for onerosa e concedida por prazo certo. 104. caso contrário. Lacuna exógena ocorre quando no ordenamento jurídico como um todo há a ausência da norma. segundo a regra do art. Exemplo: casamento de pessoas do mesmo sexo. de todas aquelas causas que provocam um envelhecimento dos testos legislativos e que. Subjetivas são aquelas que dependem de algum motivo imputável ao legislador. III. Exemplo: no CPP não há previsão de exceções ao princípio da identidade física do juiz. Lacuna endógena é aquela em que a ausência de norma ocorre dentro do ramo específico do Direito. aplica-se o princípio da intangibilidade? Resposta: Depende. então segue a resposta que eu daria à banca). objetivas são aquelas que dependem do desenvolvimento das relações sociais. capítulo ―Vários tipos de lacunas‖. portanto. assim. em detrimento de terceiro que efetivamente suportou o ônus fiscal. 178 do CTN. haveria enriquecimento sem causa.contribuinte de direito é diverso do contribuinte de fato. DESSE PONTO EM DIANTE: RESPOSTAS ELABORADAS POR EDUARDO PENTEADO 15) O que é lacuna objetiva e subjetiva? Resposta: Na obra Teoria do Ordenamento Jurídico. não incidindo o princípio da intangibilidade. Ressalte-se que.

O poder de tributar nada mais é que um aspecto da soberania estatal. ou uma parcela desta.1. caso por caso. Ao poder tributário juridicamente delimitado e.5. no seu resultado. Questões do TRF4 2. leciona: ―No Brasil. mas os sentidos construídos a partir da interpretaçao sistemática de textos normativos. Questões do TRF5 01) Conceitue.3.2. capítulo ―Texto e norma‖. 139 . etc. no capítulo ―O poder de tributar‖.2. 17) O que é Poder de Tributar? As limitações de Tributar são cláusulas pétreas? Há relação entre poder de tributar e competência tributária? Resposta: Em seu Curso de Direito Tributário. dispostivo e texto normativo podem ser consideradas expressões sinônimas. As subjetivas. por conseguinte.1. Voluntárias são aquelas que o próprio legislador deixa de propósito. e as normas.lador.‖ Já no capítulo ―Poder e competência‖. que faz parecer regulamentado um caso que não é. Daí se afirmar que os dispositivos se constituem no objeto da interpretação. 16) Qual a diferença entre preceito e norma? Resposta: Na obra Teoria dos Princípios. dá-se o nome competencia tributária. os Estados-membros. dividido. à interpretação do juiz‖.‖ As limitações ao poder de tributar (CF. Questões do TRF3 2. e é melhor confiá-la. sendo o caso. Hugo de Brito Machado diz: ―No exercício de sua soberania o Estado exige que os indivíduos lhe forneçam os recursos de que necessita. art.2. 2. o poder tributário é partilhado entre a União. ou faz deixar de lado um caso que talvez considere pouco frequente. quando a matéria é muito complexa e não pode ser regulada com regras muito miúdas.‖ Preceito. podem dividir-se em voluntárias e involuntárias.1. Institui o tributo. clásulas pétreas. por sua vez. Humberto vila diz: ―Normas não são textos nem o conjunto deles. o Distrito Federal e os Municípios.4. Involuntárias são aquelas que dependem de um descuido do legislador. diferencie e classifique competência e capacidade tributária. 150) são direitos fundamentais do contribuinte e.

que diz respeito às materialidades tributáveis por impostos pelos entes federativos (CF. gradativamente. estará ele. pois. O CTN equipara a capacidade tributária ativa com a competência tributária (art. art. 155. Pode-se cogitar. nesta. inclusive. desde que sejam não cumulativos e não tenham fato gerador ou base de cálculo próprios dos discriminados nesta Constituição. arts. 147. os quais serão suprimidos. impostos extraordinários. como demonstram as contribuições de interesse das categorias profissionais (ex: a União edita a lei. a concessão de benefício fiscal sobre a totalidade das receitas mostra-se inconstitucional. 126. segundo o qual ―a União poderá instituir. I. (ii) privativa: CF. no ponto em que assegurada pela repartição das receitas tributárias estabelecida na Constituição da República (artigos 157 a 162). (iii) cumulativa: CF. 154. cessadas as causas de sua criação‖ (CF. neles compreendidos adicionais e acréscimos relativos a impostos‖. 140 . Resposta: A competência ordinária. (v) extraordinária: CF. privativa e residual. da CF. 153. 153. 155 e 156). impostos não previstos no artigo anterior. por vias oblíquas. contrapõe-se à extraordinária: ―a União poderá instituir na iminência ou no caso de guerra externa. 154. pode conceder benefício fiscal sobre a totalidade do valor arrecadado? Resposta: Caso o ente federativo conceda benefício fiscal sobre a totalidade do valor arrecadado. Sob este viés. § 4º . de violação ao artigo 160 da Lei Maior: ―É vedada a retenção ou qualquer restrição à entrega e ao emprego dos recursos atribuídos. II e III. 145. mediante lei complementar. 156. II). Por competência privativa entende-se que determinada materialidade.Resposta: Competência tributária é a aptidão para editar lei instituidora de tributo. os institutos não se confundem. apenas por este pode ser tributada. (iv) residual: CF. malferindo a autonomia financeira de outros entes federativos. compreendidos ou não em sua competência tributária. aos Estados. art. ao Direitito Federal e aos Municípios.‖ 03) Repartição de competência – destinação da arrecadação – um ente federativo detenha competência. A competência residual encontra-se no art. arts. que está relacionada com a aptidão para figurar no polo ativo ou passivo da relação jurídico-tributária. 119). seção. art. 154. arts. II 02) Diferencie competência ordinária e extraordinária. A competência tributária se classifica em: (i) comum: CF. 154. quando atribuída a certo ente federativo. A capacidade tributária passiva é disciplinada no art. art. I e 195. Não se confunde com a capacidade tributária (classificada em ativa e passiva). mas é a OAB a credora da contribuição). Porém.

e não de processo administrativo. mais especificamente da ação penal pública condicionada. de natureza decadencial. IV. 2. é de seis meses (CP. ―as penalidades disciplinares serão aplicadas pela autoridade que houver feito a nomeação. como a vedação de juízo ad hoc. com temperamentos. inexistindo espaço de atuação fora do seu âmbito.1.3.3. pois na Lei nº 9. 141. Certos desdobramentos. como a garantia de imparcialidade. aplicam-se às inteiras.‖ 141 . é o modo normal de agir da Administração no Estado de Direito. onde ele será processado administrativamente? Resposta: O princípio do juiz natural.112/90. Processo Administrativo. entende-se que natureza jurídica da representação é de condição objetiva de procedibilidade. na medida em que torna possível tal controle. se diz que o processo administrativo. Outros.1.1. Direito Administrativo 2. 8. Segundo o art. ao processo administrativo disciplinar. aplica-se ao processo administrativo. quando se tratar de destituição de cargo em comissão.3. porque se diz que o processo administrativo é o modo normal de agir no Estado de Direito? Existe espaço no estado de direito para agir fora do processo administrativo. onde a comissão processante é constituída após o fato. da Lei n. No âmbito do processo penal. 103). O prazo. art. por exemplo. Questões do TRF1 1) Qual a natureza jurídica da representação? Há prazo? É decadencial? Resposta: Acreditamos tratar-se de uma questão de processo penal. Lei Nº 9. 2) A partir da Teoria Geral do Direito Público. 3) Aplica-se ao processo administrativo o equivalente ao princípio do juiz natural? Um servidor concursado do executivo.784/99 inexiste menção a qualquer instituto que torne o questionamento lógico. O juiz natural comporta desdobramentos.2. Por conseguinte. não são aplicáveis.784/99. mas que está exercendo cargo comissionado no legislativo. porém. quais as qualidades que ele revela? Resposta: Num Estado de Direito qualquer exercício de poder é sujeito a controle.

a perda do cargo depende de sentença judicial transitada em julgado. Questões do TRF2 1) Defesa contraproducente no processo administrativo acarreta ou não em revelia? Resposta: Não. art. 3) Apresentação de defesa ineficiente em proc. art. ensejando nulidade apenas se houver prejuízo (STF. na jurisprudência.2. pois a revelia é legalmente definida como ausência de defesa.1. Ademais. 164). súmula 523). porém. 95.112/90. I). art. deferida de acordo com os respectivos pressupostos. súmula 523). XII). Não adquirida. pois a Constituição restringe a interceptação telefônica à seara penal (CF. 4) É aplicável sigilo nos processos administrativos? Resposta: 142 . a defesa ineficiente não é tida como causa de nulidade absoluta.112/90. o magistrado poderá perder o cargo por decisão administrativa do tribunal a que vinculado (CF. a defesa ineficiente não é tida como causa de nulidade absoluta.4) Pode haver no âmbito do processo administrativo. ensejando nulidade apenas se houver prejuízo (STF. adm. Disciplinar é considerado revelia? Resposta: Não. 2) Processo administrativo punitivo: Quais as diferenças do processo disciplinar entre juiz que já alcançou a vitaliciedade e um outro que ainda não alcançou tal vitaliciedade? Resposta: Adquirida a vitaliciedade. na jurisprudência. 5º. autorização para interceptação telefônica? Resposta: Não. Ademais. O STF. art. admite que o produto da interceptação. e não defesa ineficiente (Lei nº 8. pois a revelia é legalmente definida como ausência de defesa.3. 2. 164). seja utilizado no processo administrativo disciplinar. e não defesa ineficiente (Lei nº 8.

LX).3. § único. Segundo a Constituição.Segundo a Lei nº 9.784/99. que.3. mas também de questioná-lo judicialmente. 5º.784/99 lista os seguintes princípios: legalidade. proporcionalidade. moralidade. ―nos processos administrativos serão observados. os critérios de divulgação oficial dos atos administrativos. hierarquia. publicidade (expresso na Constituição). finalidade. Questões do TRF3 1) A Lei nº 9. motivação.784/99 traz um rol exemplificativo de princípios da Administração. razoabilidade. por isso podem ser considerados implícitos segundo a dicção legal. 2) Qual a diferença entre proporcionalidade e razoabilidade? Resposta: A proporcionalidade está relacionada a uma relação meio-fim. 2º da Lei nº 9. V). entre outros. autotutela. a saber: impessoalidade (expresso na Constituição). ampla defesa.1. 2º. Celso Antônio Bandeira de Mello diz: ―com a expressão. controle ou tutela. 2. ressalvadas as hipóteses de sigilo previstas na Constituição‖ (art. Maria Sylvia Zanella di Pietro lista outros princípios. especialidade. inexiste espaço para autotutela.‖ Sob tais balizas. coisa julgada administrativa pretende-se referir a situação sucessiva a algum ato administrativo em decorrência do qual a Administração fica impedida não só de retratar-se dele na esfera administrativa. motivação. Já a razoabilidade está relacionada ao 143 . (iii) proporcionalidade em sentido estrito: as vantagens devem superar as desvantagens da medida. muito criticada. (ii) necessidade: deve-se buscar a menor restrição possível. ―a lei só poderá restringir a publicidade dos atos processuais quando da defesa da intimidade ou o interesse social o exigirem‖ (Art. presunção de legitimidade ou de veracidade. interesse público e eficiência. 5) Pode-se falar em Coisa Julgada administrativa? Cabe a Administração se retratar depois desse ponto? Pode ela usar a auto-tutela? Resposta: Em seu Curso de Direito Administrativo. Quais os princípios implícitos? Resposta: O art. no capítulo ―Coisa Julgada Administrativa‖. a definitividade dos efeitos de uma decisão que haja tomado. compreendendo três testes: (i) adequação: o meio deve ser apto para promover o fim. continuidade do serviço público. Vale dizer: a chamada coisa julgada administrativa implica. contraditório. Além desses. para ela. segurança jurídica.

XXXIV. partindo da premissa da sua inexistência – como sugere a questão –. pelo que se pode concluir que a reserva de lei complementar não está dentro dos princípios que vedam o depósito administrativo.5. Desconhece-se. 03) Reserva de lei complementar estaria dentro dos princípios que vedam o depósito administrativo? Resposta: Sabe-se que a exigência de lei complementar depende de disposição constitucional explícita. 5º. pode-se concluir que o duplo grau. segundo a qual ―é inconstitucional a exigência de depósito ou arrolamento prévios de dinheiro ou bens para admissibilidade de recurso administrativo‖. 2. art. porém. 144 . não representa obstáculo à exigência de depósito recursal no âmbito administrativo. sendo por vezes utilizada no exame da proporcionalidade em sentido estrito. LV). ―a‖) e na ampla defesa em processos administrativos (CF.1. de acordo com os precedentes que ampararam sua edição.4.exame entre duas grandezas. por inexistir. leva a presumir que não seria possível a existência do depósito para o recurso no âmbito administrativo? Resposta: O duplo grau não integrou a rede de argumentos que levou o STF à edição da súmula vinculante nº 21 (―É inconstitucional a exigência de depósito ou arrolamento prévios de dinheiro ou bens para admissibilidade de recurso administrativo‖). Porém.3. Questões do TRF4 2.1.3. 5º. fundamenta-se. qualquer exigência constitucional nesse sentido. no direito de petição (CF. Questões do TRF5 01) A inexistência do duplo grau. 02) Quais os princípios constitucionais que justificam a vedação do depósito recursal administrativo? Resposta: A súmula vinculante nº 21. art.

1. onde o sujeito é forçado a ingerir uma substância tóxica de qualquer natureza. a embriaguez deve se mostrar em estado completa e decorrer de situação acidental.4. a teoria da ‗actio libera in causa‘ não considera o momento em que o agente pratica a conduta criminosa.4. na força maior. no capítulo ―A questão da embriaguez‖.. Questões do TRF1 1) Como se explica a actio libera in causae? Quais são as causas que isentam de pena no caso da embriaguez? Resposta: Na obra Princípios Constitucionais Penais. Crime. Direito Penal 2. Affonso Celso Favoretto diz: ―Para que sirva de fundamento para a exclusão da imputabilidade do agente e. ou nas circunstâncias em que o faz. poderá provocar embriaguez.4. adotando-se a teoria da ‗actio libera in causa‘. isto é.2. se a embriaguez do agente for voluntária e culposa. resolve-se embriagar.1. exatamente em razão da força maior. de sua própria culpabilidade.‖ 2) Qual a diferença entre força maior e caso fortuito? Resposta: Em seu Manual de Direito Penal – Parte Geral. apresentando. Ele sabe o que está acontecendo.‖ 3) Conflito aparente de normas. advir de caso fortuito ou força maior. o momento em que este. sua consciência fortemente prejudicada. No caso fortuito não se evita o resultado porque é imprevisível. podemos concluir que este não goza de perfeitas condições. Crime E Relação De Causalidade. de livre e espontânea vontade. não há que se falar em exclusão de sua culpabilidade. Cesar Roberto Bitencourt diz: ―Caso fortuito ocorre quando o agente ignora a natureza tóxica do que está ingerindo. completamente embriagado. no capítulo Excludentes de Culpabilidade. na quantidade ingerida. Todavia. quais são as técnicas para a sua solução? Resposta: 145 .) No momento em que o agente. na verdade.1. Contudo. comete a infração penal. o resultado é inevitável. mesmo que seja previsível e até previsto. por consequência.. 2. desta forma. ou não tem condições de prever que determinada substância. mas não consegue impedir. Força maior é algo que independe do controle ou da vontade do agente. Exemplo de força maior seria a coação. mas. (.

(. outrossim. pois. segundo o qual ―não se comunicam as circunstâncias e as condições de caráter pessoal. a segunda descumpre um ordem (crime omissi- 146 . 30. Ex: falso é absorvido pelo estelionato. de qualquer modo. Ex: certas formas de prática de crimes contra ordem tributária são formas especiais de estelionato. salvo quando elementares do crime. (iii) consunção ou absorção: um tipo constitui meio necessário ou fase normal de preparação ou execução de outro.‖ Ex: no crime de lavagem de capitais. o art. é coautor deste crime ou autor de homicídio? Resposta: O agente deve ser considerado partícipe de infanticídio.. constituem as duas formas básicas do fato punível. sendo aplicável. nos termos do art. (ii) subsidiariedade: o tipo subsidiário – chamado de soldado de reserva – se aplica na ausência do preenchimento dos pressupostos de outro tipo. Ex: constrangimento ilegal diante dos crimes em que há emprego de violência ou grave ameaça. no capítulo Conduta Punível. ela pode ser de que forma? O que é ação? Resposta: Em seu Manual de Direito Penal – Parte Geral. em sentido estrito. Cezar Roberto Bitencourt diz: ―Ação é o comportamento humano voluntário conscientemente dirigido a um fim.. três são as técnicas de solução do conflito aparente de normas: (i) especialidade: tipo especial prevalece sobre tipo geral. a conduta daquele que empresta conta bancária para que terceiro oculte o produto do crime antecedente representa condição sem a qual o resultado ocultação não teria ocorrido.) Ação e omissão. 6) Como se classifica a conduta do sujeito.‖ 5) No que diz respeito à causalidade qual a teoria que o ordenamento jurídico presentemente adota? Dê um exemplo? Resposta: Em matéria de causalidade. na medida de sua culpabilidade‖. 4) Aquele que auxilia no infanticídio. 29 do Código Penal.Segundo Cezar Roberto Bitencourt. o Código Penal adota a teoria da equivalência das condições (conditio sine qua non) na segunda parte do artigo 13. onde se lê: ―Considera-se causa a ação ou omissão sem a qual o resultado não teria ocorrido. ―quem. considerado principal. cada uma com estrutura completamente diferente: a primeira viola uma proibição (crime comissivo). concorre para o crime incide nas penas a este cominadas.

A questão narra que o acidente causou um agravamento da lesão anterior. entretanto. se classifica em ação e omissão. Segundo Cezar Roberto Bitencourt. imputam-se a quem os praticou‖. Como o senhor averigua nesta hipótese a relação de causalidade? Resposta: A relação de causalidade há de ser analisada à luz do § 1º do artigo 13 do Código Penal. não excluiria a imputação). 8) Na hipótese em que alguém atira da perna de outrem. O acidente automobilístico representa uma concausa superveniente relativamente independente. como o senhor veria isso? 147 . por si só. se biparte em omissão própria e omissão imprópria. Porém. consiste no crime comissivo por omissão. se enquadra na omissão própria ou imprópria? Resposta: A omissão imprópria. pois. e este cachorro vem a atacar uma criança levando-a a óbito. 7) O que seria a omissão imprópria? No caso de um exemplo em que o proprietário de um cachorro feroz deixa-o na rua sem a devida proteção. o que exclui a imputação caso se comprove que a infecção contraída no hospital (causa superveniente relativamente independente) causou por si só o óbito. neste caso. produziu o resultado. sendo que o dever de agir pode ter origem legal (alínea a). Caso o agente nada faça (omissão) diante do ataque do cachorro. 9) Na hipótese em que uma pessoa venha ser abordada por outra pessoa abruptamente e morre por ataque cardíaco. Porém. pois nesse caso não foi omisso diante da situação de risco que seu comportamento anterior criou. neste caso. em princípio. caso o agente procure impedir a continuidade do ataque canino. que. segundo o qual ―a omissão é penalmente relevante quando o agente devia e podia agir para evitar o resultado‖. por essa razão.vo). responderá por homicídio doloso com omissão imprópria. por si só. que. trata de hipótese de omissão imprópria. não produzindo. esta pessoa ferida é socorrida. os fatos anteriores. fazendo com que a vítima tenha um agravamento e morra no hospital em virtude de infecção hospitalar. a ambulância trafega de maneira veloz e na contramão e esta vem a tombar. Resta saber se o mesmo produziu. pois. por sua vez. por si só o resultado (o que. tal como se verifica no exemplo dado. verificada nos crimes de resultado. responderá por homicídio culposo. o resultado morte. ao mesmo tempo é dito que a morte decorreu de infecção hospitalar. segundo o qual ―a superveniência de causa relativamente independente exclui a imputação quando. contratual (alínea b) ou decorrer do comportamento anterior do agente que cria o risco de ocorrência do resultado (alínea c). é prevista no § 2º do artigo 13 do Código Penal.‖ A conduta/ação do sujeito.

haja vista a possibilidade de os demais elementos da culpabilidade (potencial conhecimento da ilicitude e exegibilidade de conduta diversa) não se perfectibilizarem. “tipicidade é a conformidade do fato praticado pelo agente com a moldura abstratamente descrita na lei penal. por essa razão. A tipicidade não se confunde com o tipo penal em si. Extinta a punibilidade. chamada juízo de tipicidade. o agente culpado (reprovado no juízo de culpabilidade) é punível.” 12)Qual o conceito de culpabilidade? A culpabilidade integra o conceito de crime? 148 . há análise do mérito. onde tal possibilidade existe. segundo o mencionado penalista. 11) O que é a tipicidade? E qual a diferença entre a tipicidade e tipo? Resposta: Segundo Cezar Roberto Bitencourt. o qual. pode-se afirmar que a pessoa que aborda outra de forma abrupta. não criou um risco juridicamente proibido ao bem jurídico vida e. conclusão a que se pode chegar sem análise do mérito da acusação (materialidade e autoria). ante a extinção da punibilidade. segundo Cezar Roberto Bitencourt. é a aptidão para ser culpável”. conclui-se que o imputável é culpável. a possibilidade de aplicação de sanção penal. como na prescrição da pretensão punitiva pela pena em abstrato – pela pena concreta. 10) O que é imputabilidade? O crime é um fato punível? Qual a diferença entre punível e punido? O imputável é culpado ou culpável? E o culpado pode ser punido ou punível? Em que situação o juiz não entra no mérito? Prescrição da pretensão punitiva? Resposta: “Imputabilidade é a capacidade de culpabilidade. o fato não chegue a ser efetivamente punido. e não necessariamente fato punido. pode-se dizer que crime é fato punível. embora tenha dado causa ao resultado morte de acordo com teoria da equivalência das condições. e não forçosamente punido. Entendida a punibilidade como a ameaça de pena. a ela não pode ser imputado o resultado morte. Pelas mesmas razões. Logo. e não necessariamente culpado.” Tal conformidade é realizada por meio de uma operação intelectual. ou seja. extingue-se a possibilidade de aplicação da pena. “é o conjunto dos elementos do fato punível descrito na lei penal. pois é possível que.Resposta: Segundo a teoria da imputação objetiva de Claus Roxin.

é elemento do crime. ou seja. o dolo. que deslocou dolo e culpa da culpabilidade ao tipo penal. assim exposto por Juarez Cirino dos Santos: “um juízo de reprovação sobre o sujeito (quem é reprovado). Ela faz parte da ilicitude. pois. que. (b) o conhecimento concreto que permite ao sujeito saber realmente o que faz e (c) a normalidade das circunstâncias do fato que confere ao sujeito o poder de não fazer o que faz (porque é reprovado). ela faz parte da tipicidade. já o pressupõe ilícito. porque puramente descritiva. razão pela qual. migrou da culpabilidade (como sustentava a doutrina causalista. não mais se utiliza o conceito psicológico. pois na formulação do tipo penal estaria implícita a ausência de causas de justificação (tipo negativo). doravante. ao lado da tipicidade e da antijuridicidade. Dizê-la um pressuposto de aplicação da pena. 14) E o dolo. tipicidade e antijuridicidade também são pressupostos de aplicação da pena. a rigor.Resposta: Após o advento do finalismo. que trabalhava com o conceito psicológico de culpabilidade) para o tipo penal. (iii) teoria da ratio essendi: para a doutrina neokantiana. 13) A tipicidade é indiciária da ilicitude ou está contida nela? Resposta: Luiz Flávio Gomes traça a seguinte evolução da relação entre tipicidade e ilicitude: (i) teoria da tipicidade neutra e independente de Beling. ao selecionar um fato para defini-lo como crime. Após. desprovida de juízos de valor. Para a teoria tripartida. e sim o conceito normativo de culpabilidade. porque elemento da conduta final do agente. para quem a tipicidade.” De acordo com a teoria bipartida. reflexamente tal entendimento encontra aceitação. a tipicidade não tem autonomia. conclui o mencionado doutrinador que o finalismo concebe a tipicidade como mero indício da ilicitude. se biparte em tipo objetivo e subjetivo (dolo). a culpabilidade. segundo a teoria tripartida. (ii) teoria da ratio cognoscendi: a tipicidade seria mero indício da ilicitude. a culpabilidade não integra o conceito analítico de crime. pois o legislador. O finalismo se vale do conceito normativo puro de cul149 . ele se situa em que momento? Resposta: Com o advento do finalismo Welzel. não teria nenhum vínculo com a ilicitude. não faz sentido. que tem por objeto a realização do tipo de injusto (o que é reprovado) e por fundamento (a) a capacidade geral de saber o que faz. sendo um pressuposto para a aplicação da pena. (iv) teoria dos elementos negativo do tipo: a ilicitude não tem autonomia. ante o prestígio da doutrina finalista.

próprios ou impróprios. (iii) indireto: também chamado de erro de permissão. isto é. em razão da suposição errônea da existência ou dos limites de uma causa de justificação. 16) E o erro de tipo? Resposta: Cezar Roberto Bitencourt leciona que o ―erro de tipo é o que recai sobre circunstância que constitui elemento essencial do tipo. O erro de tipo exclui o dolo e. O objeto do erro não é. ser lícita a sua conduta. O erro de proibição exclui a culpabilidade. por conseguinte. aferida através de um juízo comparativo entre a conduta realizada e aquela que era imposta pelo mencionado dever.‖ O autor aponta três espécies de erro de proibição: (i) direto: ―o agente engana-se a respeito da norma proibitiva‖. nem o fato. (ii) mandamental: ―ocorre nos crimes omissivos. concebendo-a tão somente como um juízo de reprovação que recai sobre o agente. 17) O que caracteriza a culpa estrito senso? Resposta: Cezar Roberto Bitencourt leciona: ―Culpa é a inobservância do dever objetivo de cuidado manifestada numa conduta produtora de um resultado não querido. 150 .pabilidade. no caso concreto. 15) O erro de proibição? Resposta: Cezar Roberto Bitencourt leciona que o erro de proibição ―é o que incide sobre a ilicitude de um comportamento. pois. objetivamente previsível. a contrariedade do fato em relação à lei. a tipicidade da conduta do agente. é a inobservância do dever de cuidado objetivo.‖ A principal elemento que caracteriza a culpa estrito senso. É a falsa percepção da realidade sobre um elemento do crime. por erro. O erro recai sobre uma norma mandamental. pois. o agente desconhece a ilicitude. E a ignorância ou a falsa representação de qualquer dos elementos constitutivos do tipo penal‖. O agente supõe. mas a ilicitude. nem a lei. sobre um norma imperativa‖.

Com efeito. O erro recai sobre uma norma mandamental. E erro culposo não se confunde com crime culposo.) decorre de erro de tipo evitável nas descriminantes putativas ou nas causas de justificação”.. Assim. E a ignorância ou a falsa representação de qualquer dos elementos constitutivos do tipo penal‖. O objeto do erro não é. (iii) indireto: também chamado de erro de permissão. por conseguinte. Resposta: Para compreender a culpabilidade no crime omissivo culposo impróprio. no caso concreto. e de erro culposo sobre a legitimidade da ação realizada. nem a lei.4. Resposta: Cezar Roberto Bitencourt leciona que o ―erro de tipo é o que recai sobre circunstância que constitui elemento essencial do tipo. diz Cesar Roberto Bitencourt: “Só impropriamente se pode admitir falar de culpa em uma conduta que prevê e quer o resultado produzido (. nem o fato. próprios ou impróprios. Resposta: 151 . Quanto ao erro de proibição. sem justificativa plausível (erro culposo).). ora entendido como o crime omissivo praticado mediante culpa imprópria.. a contrariedade do fato em relação à lei. O erro de tipo exclui o dolo e. isto é.‖ O autor aponta três espécies de erro de proibição: (i) direto: ―o agente engana-se a respeito da norma proibitiva‖. não tem a culpabilidade de sua conduta excluída. nos termos da parte final do parágrafo 1º do artigo 20 do Código Penal: ―Não há isenção de pena quando o erro deriva de culpa e o fato é punível como crime culposo‖. Sobre o tema. O erro de proibição exclui a culpabilidade.2. pois. o sujeito que acredita possível permanecer inerte (omissão) porque supôs. 2) Disserte sobre erro de tipo e erro de proibição. O agente supõe..1. a culpa imprópria (. A chamada culpa imprópria só pode decorrer de erro. uma situação de fato cuja existência tornaria legítima sua omissão.2.. ser lícita a sua conduta. sobre um norma imperativa‖. é necessário antes entender a culpa imprópria. diz: ―é o que incide sobre a ilicitude de um comportamento. Questões do TRF2 1) Fale sobre a culpabilidade nos crimes omissivos culposos impróprios. 3) Distinga entre o crime omissivo e o comissivo por omissão. por erro. o agente desconhece a ilicitude. a tipicidade da conduta do agente. em razão da suposição errônea da existência ou dos limites de uma causa de justificação. (ii) mandamental: ―ocorre nos crimes omissivos. É a falsa percepção da realidade sobre um elemento do crime. mas a ilicitude.

Questões do TRF4 1) O que é delito de intenção? Resposta: No delito de intenção.3. Exemplo: Lei nº 9. é prevista no § 2º do artigo 13 do Código Penal. O resultado que eventualmente surgir dessa omissão será irrelevante para a consumação do crime. Segundo Cezar Roberto Bittencourt. Exemplos. a tipicidade da conduta do agente. ludibriado por outrem. causando-lhe sofrimento físico ou mental: a) com o fim de obter informação. é suficiente a desobediência ao dever de agir para que o delito se consume. omissão imprópria. Segundo Cezar Roberto Bitencourt.455/97. um especial fim de agir por parte do agente. Questões do TRF3 2.343/06. 2) O que é erro de tipo. Exemplo: o sujeito que. contratual (alínea b) ou decorrer do comportamento anterior do agente que cria o risco de ocorrência do resultado (alínea c). É a falsa percepção da realidade sobre um elemento do crime. acredita estar transportando cal para construção civil. 3) Fale sobre erro de proibição. 33 da Lei nº 11. segundo o qual “a omissão é penalmente relevante quando o agente devia e podia agir para evitar o resultado”.1. quando em verdade está transportando cocaína.4. no comissivo por omissão. Os crimes omissivos próprios são de mera conduta.No crime omissivo há omissão própria. verificada nos crimes de resultado. denominado elemento subjetivo especial do tipo. o tipo subjetivo compreende. Resposta: 152 . não comete o crime descrito no art. além do dolo. A omissão imprópria. 2. E a ignorância ou a falsa representação de qualquer dos elementos constitutivos do tipo penal‖.1. declaração ou confissão da vítima ou de terceira pessoa. O erro de tipo exclui o dolo e. 1º Constitui crime de tortura: I – constranger alguém com emprego de violência ou grave ameaça. Resposta: Cezar Roberto Bitencourt leciona que o ―erro de tipo é o que recai sobre circunstância que constitui elemento essencial do tipo. sendo que o dever de agir pode ter origem legal (alínea a).4. de exemplos. por conseguinte. consiste no crime comissivo por omissão.4. Art. “nesses crimes omissivos basta a abstenção. podendo apenas configurar uma majorante ou qualificadora‖.

é uma excludente da culpabilidade. nem o fato. § 1º. O objeto do erro não é. que exclui a culpabilidade. do Código Penal. ao lado da imputabilidade e do potencial conhecimento da ilicitude do fato. Assim. próprios ou impróprios. Cezar Roberto Bitencourt leciona: ―é o que incide sobre a ilicitude de um comportamento. o agente desconhece a ilicitude. ser lícita a sua conduta.Sobre o erro de proibição. Resposta: A inexigibilidade de conduta diversa é causa supralegal excludente da culpabilidade. Nesses casos. nem a lei. sobre um norma imperativa‖. 5) O que é inexigibilidade de conduta diversa? Resposta: A exigibilidade de conduta diversa é.605/98 considera crime a conduta de ―introduzir espécime animal no País. 4) Dê um exemplo de causa supra legal de excludentes de culpabilidade. está em erro de proibição. Exemplo: o artigo 31 da Lei nº 9. desde que grave e comprovada nos autos. (iii) indireto: também chamado de erro de permissão. mas a ilicitude. O erro recai sobre uma norma mandamental. 153 . de censurá-lo. A inexigibilidade de conduta diversa. O agente supõe. isto é.‖ O autor aponta três espécies de erro de proibição: (i) direto: ―o agente engana-se a respeito da norma proibitiva‖. Diante de circunstâncias fáticas normais. inciso I. Quem desconhece a ilicitude desta conduta. diante da anormalidade dos fatos. pode configurar hipótese de inexigibilidade de conduta diversa face ao crime de apropriação indébita previdenciária previsto no artigo 168-A. (ii) mandamental: ―ocorre nos crimes omissivos. deixa-se de reprová-lo. a ser verificado em cada caso concreto. sem parecer técnico oficial favorável e licença expedida por autoridade competente‖. vale lembrar o entendimento jurisprudencial no sentido de que as dificuldades financeiras da empresa. Todavia. no âmbito da Justiça Federal. dizendo-se que lhe era inexigível conduta diversa. por erro. quando as circunstâncias fáticas atingem certo grau de anormalidade. a conduta do agente torna-se reprovável quando o mesmo poderia agir de forma diversa. a contrariedade do fato em relação à lei. pois. em razão da suposição errônea da existência ou dos limites de uma causa de justificação. um dos elementos do juízo de reprovação a que se denomina culpabilidade. no caso concreto. 6) Fale sobre causas de exclusão de ilicitude e exclusão de culpa. pois. mas não o faz. pode-se chegar à conclusão de que ao sujeito não restara outra opção senão optar pelo comportamento adotado.

b) estado de necessidade: “ciclista desvia para o passeio. se for evitável. o agente é condenado à pena prevista para a modalidade culposa do crime que cometeu. em verdade. supõe situação de fato que. por erro plenamente justificado pelas circunstâncias. supõe situação de fato que. o autor admite tal possibilidade: “se o resultado não doloso da situação de legítima defesa seria justificado por dolo. com a estrutura do erro de tipo (falsa percepção da realidade). apenas afasta a culpabilidade dolosa. por erro plenamente justificado pelas circunstâncias. tornaria a ação legítima. Cita os seguintes exemplos: a) legítima defesa: “o agressor é ferido por disparo acidental de pistola utilizada pelo agredido como objeto contundente contra o agressor”. Resposta: A descriminante putativa. pretendia apenas atender ao celular que tocava em seu bolso. ferindo pedestre”. então. tornaria a ação legítima. Não havendo previsão legal de crime culposo. também chamada de erro de tipo permissivo. o agente será absolvido. 7) O que é descriminante putativa? Dê um exemplo. se existisse. Não há isenção de pena quando o erro deriva de culpa e o fato é punível como crime culposo. mas com a consequência do erro de proibição (isenção de pena). e igualmente a culposa.‖ Exemplo clássico: sujeito que atira em desafeto supondo que este sacaria arma quando. Não há isenção de pena quando o erro deriva de culpa e o fato é punível como crime culposo. Diverge-se sobre a natureza da descriminante putativa.‖ Sendo vencível o erro. se existisse. Cezar Roberto Bitencourt entende tratar-se de uma terceira espécie de erro. principalmente porque “o entrelaçamento ou interpenetração entre tipo e antijuridicidade é maior nos tipos de imprudência do que nos tipos dolosos”. é regulada na primeira parte do parágrafo 1º do artigo 20 do Código Penal: ―É isento de pena quem. se erro de tipo ou de proibição. Não obstante.Resposta: Sobre o tema ―justificação nos tipos de imprudência‖. que permanece íntegro.” 8) O que é erro culposo? Resposta: O erro culposo (erro vencível ou evitável) verifica-se nos casos de descriminantes putativas (erro de tipo permissivo) e se encontra previsto na segunda parte do parágrafo 1º do artigo 20 do Código Penal: ―É isento de pena quem. é justificado por imprudência”. se for inevitável. ao perceber aproximação perigosa de carro no sentido contrário da ciclovia. com maior razão. Juarez Cirino dos Santos afirma que a questão é tormentosa. Conclui o autor: “o erro de tipo permissivo não exclui o dolo do tipo. 154 .

constitui legítima defesa preordenada. 2. leciona o penalista: ―Na verdade. Questões do TRF5 155 . No entanto. Não obstante. o excesso nos ofendídulos configura ilícito. responderá pelo excesso doloso ou culposo‖. inegavelmente. exercício do direito de autoproteger-se. isto é. como fragmentos de vidros sobre o muro. independentemente do entendimento que se adote. fossos etc. autores que distinguem os ofendículos da defesa mecânica predisposta. aplica-se o parágrafo único do artigo 23 do Código Penal. seja patrimônio.. Sobre o tema. que representam uma resistência normal. ignoradas pelo suposto agressor. pontas de lança. encontrar-se-iam ocultas.1. quando reage ao ataque esperado. armas automáticas predispostas.‖ 11) Excesso nos ofendículos pode configurar ilícito? Resposta: Há controvérsia se os ofendículos representam exercício regular de um direito ou legítima defesa. Há controvérsia se os ofendículos representam exercício regular de um direito ou legítima defesa. natural. logo. domicílio ou qualquer outro bem jurídico. grades. por sua vez. que. segundo o qual ―o agente.4. constituem-se de dispositivos ou instrumentos objetivando impedir ou dificultar a ofensa ao bem jurídico protegido. no entanto. como. Os ofendículos seriam percebidos com facilidade pelo agressor. As defesas mecânicas predispostas. prevenindo quem tentar violar o direito protegido.9) O senhor estudou o que são ofendículos? 10) O que seria a legítima defesa preordenada? Resposta: Cezar Roberto Bitencourt diz: ―Offendiculas são as chamadas defesas predispostas. Há.5. de regra. em qualquer das hipóteses deste artigo. acreditamos que a decisão de instalar os ofendículos constitui exercício regular de direito. cercas eletrificadas ou qualquer tipo de armadilhas prontas para disparar no momento da agressão‖. por exemplo.

natos e naturalizados. pois. Direito Previdenciário 2.5. Sobre o princípio do equilíbrio financeiro e atuarial.5. Questões do TRF1 1) O que o candidato sabe sobre o princípio da universalidade da cobertura (aspecto objetivo) e do atendimento (aspecto subjetivo)? 2) O que você entende pela universalidade da seguridade social? Resposta: Sobre o princípio da universalidade.1. a população brasileira.5. em síntese. devendo ser observada a relação entre custeio e pagamento de benefícios.‖ 3) O que são o princípio da filiação e princípio do equilíbrio financeiro e atuarial? Resposta: Carlos Castro e João Lazzari lecionam que o princípio da filiação ―estabelece a filiação compulsória e automática de todo e qualquer indivíduo trabalhador no território nacional a um regime de previdência social. onde se criou proteção diversa para a população urbana e rural. mas inadimplência tributária‖. mesmo que contra sua vontade. promover uma divisão desde princípio em universalidade de atendimento (aspecto subjetivo) e universalidade de cobertura (aspecto objetivo).1. Previdência Social E Seguridade Social: Princípios Constitucionais. André Sette leciona: ―Pode-se. a Lei nº 9. quer dizer que as normas e ações devem buscar abranger o maior número de pessoas possíveis (brasileiros. a fim de mantê-lo em condições superavitárias.876/99 trouxe o Fator Previdenciário. e também os estrangeiros residentes no Brasil). busca abranger o maior número de hipóteses e situações a serem objeto de cobertura pela seguridade social. Visto sob o segundo aspecto (objetivo). e independentemente de ter ou não vertido contribuições. Marina Vasques Duarte diz: ―também o caput do artigo 201 determina seja preservado o equilíbrio financeiro e atuarial do sistema. 2. Tomado sob a concepção subjetiva.1.2. Com base nesse princípio.‖ 4) O que o senhor entende por uniformidade e equivalência dos benefícios urbanos e rurais? Resposta: Comentado o princípio em questão. Marina Vasques Duarte diz: ―modificando o sistema securitário anterior à Constituição Federal de 1988. a falta de recolhimento das contribuições não caracteriza ausência de filiação. a nova ordem eleita determina que deverão ser postos à 156 .

Considerandose as três espécies de leis orçamentárias (plano plurianual. sim. § 1º). planejada. assim como qualquer outra política. ao contrário da previdência. Questões do TRF2 1) Por que a CF engloba a Assistência. que é essencialmente contributiva. 157 . ―o direito da seguridade destina-se a garantir. ou da solidariedade. III. art. pode-se dizer que e execução orçamentária da saúde é. Comparadas previdência e assistência. ordinariamente voltada ao amparo de pessoas que sequer encontram acolhida no âmbito familiar. precipuamente. pode-se entender a parcela do plano plurianual (espécie de lei orçamentária) que é especificamente voltada ao tema da saúde. O princípio do altruísmo. sendo cobertos os mesmos eventos em sistema semelhante. nos termos da positivação iniciada pelo artigo 165 da Constituição da República. que se opõe ao da capitalização. Como o princípio do altruísmo se permeia nesse contexto? Resposta: Segundo Marcelo Tavares.5. Qual a diferença entre elas? b. lei de diretrizes orçamentárias e lei orçamentária anual).‖ Por conseguinte. 1º. a Saúde e a Previdência na figura da Seguridade social? a. o mínimo de condição social necessária a uma vida digna. atendendo ao fundamento da República contido no art. 165.1. A CF reconhece a miserabilidade diante desta distinção? c. A saúde e a assistência são formas de amparo não contributivas. haja vista trata-se de um programa de duração continuada (CF. acredita-se. pode-se afirmar que o englobamento da saúde.2. da CRFB/88. permeia a seguridade social notadamente no âmbito do custeio.‖ 2. haja vista o sistema de repartição.disposição idênticos benefícios e serviços para ambas as populações. pode-se dizer que a constituição reconhece a miserabilidade em prol da assistência. 2) Existe plano de saúde plurianual? Há um planejamento em relação a isso? 3) Há positivação desse conteúdo programático? Resposta: Por plano de saúde plurianual. da previdência e da assistência sob o mesmo rótulo (seguridade social) representa um reconhecimento constitucional da igual importância desses direitos para a ordem social.

o que. A previdência. ainda que mediada pela operadora. o qual prevê.4) Qual a distinção entre seguridade social e as três figuras saúde. estaria indiretamente pagamento pelo serviço público de saúde. 158 . 6º). a seguridade social compreende três espécies: a saúde (não contributiva). no jogo dos argumentos. Fato é. na distinção entre previdência e assistência. vai de encontro à diretriz constitucional da gratuidade. ao invés de realizar o procedimento na rede privada. assistência e previdência social? Resposta: A seguridade social é um dos capítulos da ordem social. repassem o valor do ressarcimento ao consumidor. 5) Já ouviu falar da figura do ressarcimento ao SUS? Do que cuida essa temática? Dentro da definição de que a saúde atende a todos indistintamente. que se verifica uma hipótese de remuneração pelo serviço público de saúde. donde se extrai que a Constituição reconhece. antevendo o ressarcimento ao SUS. não implicaria uma vez o empresário sabedor de que lá na frente vai haver esse ressarcimento . além de onerado ainda mais. já remuneradas pelo particular para arcar com o procedimento realizado pelo SUS. art. onerando mais ainda quem tem o plano de saúde ou não? Não ocorreria esse efeito perverso? Resposta: Em tese. a previdência social (contributiva) e a assistência social (não contributiva). é possível que as operadoras de planos de saúde. indistintamente. que. a miserabilidade como critério norteador desta. volta-se as desamparados (CF.656/98. essa cobrança seria legítima ou não? Haveria quebra da isonomia no sentido de quem tem um plano de saúde vai ter que arcar com aquele determinado valor? Haveria uma quebra dessa “coluna vertebral” da Constituição que independe dessa contrapartida? Resposta: O instituto do ressarcimento ao SUS é previsto no artigo 32 da Lei nº 9. 6) Tendo em vista que essa cobrança é feita do prestador (plano de saúde). por fim. procura o serviço público de saúde. Tal fato pode. Enquanto gênero. ser ponderado em prol da ilegitimidade do instituto do ressarcimento ao SUS. Quem sustenta a legitimidade do instituto afirma que o mesmo se fundamenta da vedação de enriquecimento sem causa das operadoras de planos de saúde. volta-se aos trabalhadores. que as operadoras de planos privados de saúde devem ressarcir o SUS quando a pessoa. por sua vez. em princípio.em um repasse nos valores do plano de saúde. A assistência social. A saúde volta-se para todos. em síntese. porém.

Existe vinculação do PIB do país para a aplicação mínima de recursos para a saúde? Pode haver essa vinculação? A Constituição autorizaria ou de alguma maneira isto estaria comprometendo o desenvolvimento do país? Resposta: Sim. previdência e assistência social podem ser destinadas de forma diferenciada. IV). Marcelo Tavares diz: ―Enquanto. prestações específicas de saúde. de um exercício financeiro para o outro‖. dando vantagem aos mais carentes. a seletividade possibilita a ponderação dos critérios de atendimento pela necessidade. acrescido de. o que ela prevê? Resposta: Sobre o tema. na redução dos investimentos públicos na saúde sob uma perspectiva substancial. E mesmo os serviços de assistência social poderão prever atendimentos em graus variados de urgência‖. em termos nominais. por exemplo. 201. no mínimo. pois a manutenção do valor orçamentário nominal implica. a vinculação existe (Art. Nas prestações de saúde. o percentual correspondente à variação nominal do Produto Interno Bruto (PIB) ocorrida no ano anterior ao da lei orçamentária anual). objetivamente. o valor de que trata o caput não poderá ser reduzido. diante da inflação. a universalidade determina que o Estado procure proteger o homem da maior gama possível de riscos. Prestação considerada não essencial no sistema. somente é devida aos segurados de mais baixa renda (art. 8) A recente lei complementar 141/2012 prevê a aplicação mínima de recursos para a saúde. Por exemplo. benefício previdenciário do Regime Geral de Previdência. anualmente. apurado nos termos desta Lei Complementar. o princípio da distributividade fará com que algumas prestações mais urgentes recebam prioridade em relação a outros tratamento quanto à implementação massificada. pode-se concluir que a fórmula adotada pelo legislador pode comprometer o desenvolvimento do país. segundo o qual ―em caso de variação negativa do PIB. positivado ou isso fica à discricionariedade? Já existe algum padrão ou modelo que o Poder Público siga ou em cada caso poderá fazer uma opção durante um determinado período de tempo para prestar serviço? Isso é regrado ou não? Se recorda de algum parâmetro de alguma destas legislações? A lei 8. Considerando o § 2º deste preceito. 159 .7) Quais são os conceitos de seletividade e distributividade no âmbito da previdência? Esse critério da distributividade tem algum critério posto. em ações e serviços públicos de saúde. 5º A União aplicará.080. Com a aplicação do princípio da seletividade. é o que ocorre com o salário-família. o montante correspondente ao valor empenhado no exercício financeiro anterior.

10) Seguridade: qual o conceito mais singelo que se poder oferecer? Resposta: Seguridade (social) é sinônimo de segurança (social). art. I – objetivo fundamental: erradicar a pobreza e a marginalização. 12) É correta a afirmativa. 203). dentro deste ponto de vista da doutrina. 11) Como se distingue basicamente a previdência social da assistência social? Qual é a nota distintiva? Resposta: A principal nota distintiva é a contributividade: a previdência é contributiva. em seu artigo 195. 13) Como se distinguem os princípios da seletividade e da distributividade no âmbito da seguridade? Resposta: 160 . A Constituição da República. (iii) art. de amparo (social). a assistência social será prestada a quem dela necessitar. donde de conclui que o planejamento não ocorre a cada exercício financeiro. define a seguridade social como “um conjunto integrado de ações de iniciativa dos Poderes Públicos e da sociedade. 6º . independentemente de contribuição (CF. 203.direito social: assistência aos desamparados. destinadas a assegurar os direitos relativos à saúde. à previdência e à assistência social”. 3º. onde parte da doutrina entende de que a Constituição reconhece a miserabilidade em território brasileiro? Resposta: É possível concluir que a Constituição reconhece a miserabilidade em território brasileiro com base nos seguintes preceitos: (i) art. V – garantia de um salário mínimo de benefício mensal à pessoa portadora de deficiência e ao idoso que comprovem não possuir meios de prover à própria manutenção ou de tê-la provida por sua família. a lei de diretrizes orçamentárias e a lei orçamentária anual.9) Há previsão de plano de saúde plurianual ou é planejado a cada exercício financeiro? Resposta: A saúde é matéria que integra o plano plurianual. (ii) art.

1. é de ser interpretado em seu sentido de distribuição de renda e bem-estar social. sendo possível vislumbrar um liame entre ambos.5. 14) Como o princípio altruístico permeia a seguridade social? Podemos afirmar que o princípio do orçamento diferenciado é uma decorrência natural do princípio altruístico ou é um princípio que tem um grau de autonomia/independência em relação a ele? Resposta: O princípio altruístico. Questões do TRF3 1) É possível a criação de benefícios previdenciários sem a devida fonte de custeio? Resposta: Não é possível. também denominado de princípio da solidariedade. 165.). art. O princípio da distributividade. pela concessão de benefícios e serviços visa-se ao bem-estar e à justiça social (art. 193 da Carta Magna)‖. 195.Carlos Castro e João Lazzari lecionam: ―O princípio da seletividade pressupõe que os benefícios são concedidos a quem deles efetivamente necessite (.5.4. III). 2. 2) Existe algum outro dispositivo que seja permitido a criação de benefício sem previsão de custeio? Há alguma exceção? Resposta: Não se tem conhecimento de alguma exceção constitucional à regra da contrapartida (CF. sob pena de violação ao § 5º do artigo 195 da Constituição da República: ―Nenhum benefício ou serviço da seguridade social poderá ser criado. Questões do TRF4 161 . art. inserido na ordem social. permeia a seguridade social notadamente no campo do custeio. majorado ou estendido sem a correspondente fonte de custeio total‖. § 5º). distinto daquele previsto para a União (CF.. o princípio do orçamento diferenciado assegura à seguridade um orçamento próprio. pode-se dizer que o orçamento diferenciado reforça o caráter solidário do custeio. Por sua vez. pois a pessoa que verte contribuição para a seguridade não o faz em benefício próprio. Traçando um paralelo entre os princípios.3. 2. ou seja.. mas em benefício de outrem necessitado (sistema de repartição).1. § 5º. art.

Na previdência.1. 5º da Lei de Introdução às Normas do Direito Brasileiro). (ix) orçamento diferenciado. a jurisprudência brasileira vem adotando a denominada solução pro misero. como se verifica.5. na saúde. 02) Quais os limites e alcance da solidariedade em cada um dos subsistemas da seguridade social? É dizer: como se aplica o princípio da solidariedade na saúde. (viii) precedência da fonte de custeio. para outrem necessitado. Outrossim. independentemente de contribuição. (x) solidariedade. o juiz atenderá aos fins sociais a que ela se dirige e às exigências do bem comum‖ (art. por exemplo. pois aqueles que vertem contribuição não o fazem para si. (vii) caráter democrático e descentralizado da administração. (vi) diversidade da base de financiamento. (iv) irredutibilidade do valor dos benefícios. A assistência. 04) Dê exemplos de aplicação do princípio da solidariedade pelo STF? Resposta: 162 . (ii) uniformidade e equivalência dos benefícios e serviços às populações urbanas e rurais.2. assistência e previdência? Resposta: O princípio da solidariedade se manifesta nos subsistemas da seguridade social notadamente no âmbito do custeio. a existência de benefícios exclusivos ao cidadão de baixa renda demonstra solidariedade. por fim. Questões do TRF5 01) Quais os princípios da seguridade social? Resposta: Os princípio da seguridade social são: (i) universalidade da cobertura e do atendimento. 03) A jurisprudência brasileira tem adotado regras específicas de interpretação do Direito Previdenciário? Resposta: Considerando que ―na aplicação da lei. visto que prestada a quem dela necessitar. (iii) seletividade e distributividade na prestação dos benefícios e serviços. é altamente solidária. dada a precariedade das suas condições de trabalho. pode-se vislumbrar na prioridade de atendimento aos casos de urgência e emergência notas de altruísmo. (v) equidade na forma de participação do custeio.5. na relativização da exigência de início de prova material para o denominado trabalhador boia-fria.

(iii) técnica: acesso universal – CF. § 18). art. Compromisso. (ii) estrutura: descentralização político-administrativa – CF. proteção à maternidade. (iii) técnica: a quem dela necessitar. (C) ASSISTÊNCIA: (i) risco: desamparo social.O Supremo Tribunal Federal.1. 2. de acordo com as provas produzidas nos autos –. (ii) estrutura: regime geral de previdência social. 40. não vulnera a imparcialidade do juiz? Resposta: Um dos métodos de controle da imparcialidade do magistrado é o dever de fundamentar as decisões. art. (B) PREVIDÊNCIA: (i) risco: doença. devendo o magistrado expor pormenorizadamente tal situação. art. (ii) estrutura: ―as ações e serviços públicos de saúde integram uma rede regionalizada e hierarquizada e constituem um sistema único‖ – CF. Sua definição encontra-se no artigo 851: ―É admitido compro163 . 204. Direito Civil 2.1. desemprego involuntário. portanto. ao reconhecer a constitucionalidade da contribuição sobre os proventos de aposentadoria e pensões concedidas pelos regimes próprios de previdência (CF. 06) Seguridade social: distinguir as três estruturas: cobertura do risco. 198. idade avançada.6. 196. desde que devidamente fundamentada – leia-se. Classificação Dos Contratos. a decisão que se vale da solução pro misero não implica em violação à imparcialidade. valeu-se expressamente do princípio da solidariedade. art. regimes próprios de previdência. aplicável ao direito previdenciário. estrutura organizacional e técnicas utilizadas. morte. regime de previdência privada. art. 2. Questões do TRF1 1) Diferencie cláusula compromissória e compromisso? Resposta: O compromisso é uma espécie de contrato cujo regramento encontra-se nos artigos 851 a 853 do Código Civil. (iii) técnica: tutela do trabalhador e seus dependentes.6.6. invalidez. Sendo assim. I.1. Resposta: As três estruturas da seguridade social são: (A) SAÚDE: (i) risco: ―redução do risco doença e de outros agravos‖ – CF. há de ser fundada. 05) O princípio da defesa do hipossuficiente (in dúbio pro misero). 196. A dúvida.

sem encargo. volta-se para litígios futuros e eventuais. aqueles dos quais somente uma aufere a vantagem. A cláusula compromissória. impondo-se encargos reciprocamente em benefício uma da outra. O contrato de seguro nos parece bilateral (seguradora e segurado). utilizado pelo mencionado autor. judicial ou extrajudicial. Há quem distinga os contratos gratuitos propriamente ditos. inclusive. em sua formação. Questões do TRF2 1) O contrato de Seguro é pluricontratual? Resposta: Maria Helena Diniz leciona: “Toda convenção. só que firmado após o surgimento do conflito de interesses. enquanto que nos outros um dos contratantes presta um serviço ao outro sem nada receber em troca da prestação feita ou prometida. porém sem empobrecer-se. ainda não verificados. Quando extrajudicial. 2) O que seria um contrato desinteressado? E um que fosse gratuito não seria não interessado? Doação Pura. ou sem sofrer diminuição no seu patrimônio. 2. A doação pura.misso. Gratuitos ou benéficos. e a outra suporta. com a observação de que. é contrato gratuito propriamente dito .2. o contrato não interessado apenas pode ser considerado gratuito em sentido amplo.037/96.exemplo. há diminuição patrimonial de uma das partes em proveito da outra (como na doação). por existirem sempre duas ou mais vontades coincidentes”. é bilateral ou plurilateral. e não pluricontratual. ou seja. ponto que a difere do compromisso arbitral. dos contratos desinteressados.6. que é um acordo de vontades.‖ Sob este viés. naqueles. o encargo. Segundo o artigo 4º da Lei nº 9.1. os contratos são: Onerosos. O que ocorre na doação pura? Enriquecimento de um lado e um sacrifício do outro. ou pura liberalidade. para resolver litígios entre pessoas que podem contratar‖. ou seja. ―a cláusula compromissória é a convenção através da qual as partes em um contrato comprometem-se a submeter à arbitragem os litígios que possam vir a surgir relativamente a tal contrato‖. pois. aqueles dos quais ambas as partes visam a obter vantagens ou benefícios. Resposta: Caio Mário da Silva Pereira leciona: ―Encarados quanto ao objeto perseguido pelas partes. 2) Pode nesse contrato ocorrer a hipótese de união de contratos? 164 . o contrato de compromisso pode assumir a forma de cláusula compromissória ou compromisso arbitral. só ela. de igual teor. jamais em sentido estrito.

1. art. diz: ―É um negócio entabulado entre credor e fiador. Quanto aos seus efeitos. na sua origem. Seria a figura do contrato bilateral imperfeito. por existirem sempre duas ou mais vontades coincidentes‖. e não multilateral. sem dúvida. razão pela qual deixamos de considerá-la um contrato bilateral imperfeito. razão pela qual não pode ser considerado bilateral perfeito.4.6. durante a sua execução. prescindindo da presença do devedor. Em relação ao contrato de fiança.6. Não nos parece possível que.6. unilateral (gera obrigação apenas para o fiador). mas.1. a fiança gere encargos patrimoniais ao credor. podendo até mesmo ser levado a efeito sem o seu consentimento ou contra sua vontade (CC.7. 3) Fiança é um contrato multilateral? Este contrato é bilateral perfeito ou imperfeito? Aplica-se união de contratos? Resposta: Maria Helena Diniz leciona: ―Toda convenção. converter-se-ia em bilateral‖. Há.1. o contrato de fiança é. 2. O devedor não é parte na relação jurídica fidejussória. Direito Empresarial 2. em sua formação. seria unilateral. ao nosso sentir. Questões do TRF4 2. durante a sua execução. Questões do TRF3 2.5.1.7. Questões do TRF1 1) Como o senhor definiria uma S/A? Porque ela se chama anônima? 165 . é bilateral ou plurilateral. Questões do TRF5 2. Sociedade Anônima 2. um contrato bilateral.Resposta: Parece-nos possível.1. Ex: união entre o contrato de compra e venda de um carro e o contrato de seguro desse mesmo carro. conclui-se que a fiança é.‖ Assim.7.3. 820). como o devedor não é parte na formação do contrato. união de contratos: entre o contrato de fiança e o contrato afiançado. em sua formação. Pablo Stolze diz: ―Há quem defenda a existência de um tertium genius entre a unilateralidade e a bilateralidade dos efeitos do contrato. o qual.1.

para quem os subscreve ou adquire.Resposta: Em seu curso de Direito Comercial.as cédulas de debêntures. com redação dada pela Lei nº 10.as ações. No último. recibos de subscrição e certificados de desdobramento relativos aos valores mobiliários referidos no inciso II. em geral. No primeiro. responsabilidade limitada ao preço de emissão das ações que titularizam‖. debêntures e bônus de subscrição. com a chegada da família real portuguesa à sua então colônia. II . III . cujos sócios tem. Regulamentação). direitos. ligavam-se a monopólios colonialistas. pelas obrigações sociais. no órgão próprio. Resposta: Em seu curso de Direito Comercial.os certificados de depósito de valores mobiliários. sociedade anônima. IV . trata-se de uma sociedade entre anônimos e. porque voltada para a atração de grandes investimentos. No Brasil. elas decorriam de autorização governamental.303/01: ―Art. autorização e regulamentação. por exemplo. no período colonial e no início do Império. Qual foi a S/A mais destacada que foi fundada neste período? Banco do Brasil. No segundo período. 2) Quais são os períodos históricos institucionais da S/A? (Outorga.as cotas de fundos de investimento em 166 . Autorização. a personalização e a limitação das responsabilidade dos acionistas eram privilégios concedidos pelo monarca e.‖ 3) O que são valores mobiliários? Do lado da empresa são instrumentos? Resposta: Em seu curso de Direito Comercial. 2º São valores mobiliários sujeitos ao regime desta Lei: I . João VI.385/76. as sociedades anônimas se constituíam por ato de outorga do poder real ou imperial. O Banco do Brasil. bastavam o registro. Entendese que a S/A. mediante alvará do regente D. Fábio Ulhoa Coelho leciona: ―A doutrina divide a trajetória histórica das sociedades anônimas em três períodos: outorga.os cupons. Registro. um investimento. Fábio Ulhoa Coelho leciona: ―Valores mobiliários são instrumentos de captação de recurso pelas sociedades anônimas emissoras e representam. Fábio Ulhoa Coelho apresenta a seguinte definição: ―Anônima é a sociedade empresária com capital social dividido em valores mobiliários representativos de um investimento (as ações). foi constituído em 1808. por isso.‖ 4) Quais seriam os exemplos de valores mobiliários? Resposta: Diz a Lei nº 6. V .

os contratos futuros.‖ Por sua vez. quando um investidor adquire este bônus. Os sócios podem renunciar. permanece a mesma pessoa jurídica.outros contratos derivativos.1. devem ser observa167 .7. e IX .é. ela não compra ações. 2.‖ 5) O que é um bônus de subscrição? Quando um investidor adquire este bônus. porém. VII . que gerem direito de participação.404/76: ―Art. de opções e outros derivativos. dispõe a Lei nº 6.quando ofertados publicamente.‖ Portanto. Fábio Ulhoa Coelho leciona: ―Bônus de subscrição é o valor mobiliário que atribui ao seu titular o direito de preferência para subscrever novas ações da companhia emissora. ao regime do novo tipo adotado.as notas comerciais. salvo se prevista no estatuto ou no contrato social. submetida. Na transformação. ou vice-versa. no contrato social. cujos ativos subjacentes sejam valores mobiliários. i. quaisquer outros títulos ou contratos de investimento coletivo. Por essa operação. 221. independentemente dos ativos subjacentes. ocorre sem solução de continuidade? Resposta: Sobre o procedimento da transformação. de parceria ou de remuneração. ao direito de retirada no caso de transformação em companhia. Fábio Ulhoa Coelho leciona: ―Transformação é a mudança do tipo da sociedade empresária. VI . cujos rendimentos advêm do esforço do empreendedor ou de terceiros. Fábio Ulhoa Coelho leciona: “Na transformação. A transformação exige o consentimento unânime dos sócios ou acionistas. e vice versa implica em alguma perturbação da atividade empresária.valores mobiliários ou de clubes de investimento em quaisquer ativos. Parágrafo único. inclusive resultante de prestação de serviços. em seu curso de Direito Comercial.‖ 2) A mudança de título jurídico – a transformação de uma companhia em ltda. caso em que o sócio dissidente terá o direito de retirar-se da sociedade. Questões do TRF2 1) O que é o fenômeno da transformação? Resposta: Em seu curso de Direito Comercial. a limitada se torna anônima. quando de futuro aumento de capital social. por exemplo.2. VIII . ele não estaria realizando a compra de uma ação? Resposta: Em seu curso de Direito Comercial. mas apenas o direito de preferência sobre ações futuras.

das as regras de constituição de sociedade aplicáveis ao novo tipo. Os sócios da limitada, para transformarem em anônima, devem reunir-se em assembleia de fundação, lavrando a respectiva ata, ou comparecer perante o tabelião, para assinatura da escritura de constituição. Os acionistas da anônima, por sua vez, devem assinar o contrato social. Nenhum outro ato dos sócios é preciso para a mudança do tipo.” Não há previsão, pois, de interrupção das atividades.

3) O que é uma incorporação. O que acontece com os patrimônios das pessoas jurídicas (incorporadora e incorporada)? Reformulando: conceitue juridicamente a figura desta “absorção” patrimonial; Quando eu incorporo o patrimônio de outra sociedade em que há um somatório de elementos patrimoniais, ou seja, existe alguma coisa que acontece relativamente às posições jurídicas titularizadas pela incorporada até o momento passa a ser da incorporadora. Sob o ponto de vista jurídico o que acontece? Por exemplo, a relação de crédito que incorporada tenha com terceiros, a incorporadora assume que posição? Qual a titulação dos elementos patrimoniais – ativos e passivos – da incorporadora quando ocorre a incorporação? (Há uma sucessão.) E essa sucessão se dá em caráter singular ou universal? Ou seja, se dá posição jurídica à posição jurídica ou se dá como, por exemplo, na morte civil em que há sucessão universal? Resposta:

―Incorporação é a operação pela qual uma ou mais sociedades são absorvidas por outra, que lhes sucede em todos os direitos e obrigações‖ (Lei nº 6.404/76, art. 227). Neste mesmo sentido, dispõe o artigo 1.116 do Código Civil. Trata-se de sucessão universal, pois todo o patrimônio jurídico (ativo e passivo) é transferido da incorporada para a incorporadora. (Ferri: "Dá-se, portanto, necessariamente, uma sucessão a título universal da sociedade incorporadora ou que resulta da fusão no patrimônio das sociedades que, em conseqüência da fusão, perdem a sua autonomia.")

4) A partir deste conceito de sucessão universal como fica a responsabilidade da incorporadora relativamente às obrigações da incorporada perante terceiros, Fisco inclusive? Resposta:

Considerando que a incorporada absorve todo o patrimônio da incorporada, patrimônio este que representa a garantia dos credores deste, outra conclusão não resta senão a de que a incorporada torna-se devedora dos débitos da incorporada, inclusive fiscais. No ponto, convém lembrar o art. 1.122 do Código Civil, segundo o qual ―Até 90 (noventa) dias depois de publicados os atos relativos à incorporação, fusão ou cisão, o credor anterior, por ela prejudicado, poderá promover judicialmente a anulação deles.‖

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5) O que é uma cisão? Resposta:

Em seu curso de Direito Comercial, Fábio Ulhoa Coelho leciona: ―A cisão é a operação pela qual uma sociedade empresária transfere para outra, ou outras, constituídas para essa finalidade ou já existentes, parcelas do seu patrimônio, ou a totalidade deste. Quando a operação envolve a versão de parte dos bens da cindida em favor de uma ou mais sociedade, diz-se que a cisão é parcial; quando vertidos todos os bens, total. Neste último caso, a sociedade cindida é extinta. Por outro lado, se a sociedade empresária para a qual os bens são transferidos já existe, a operação obedece às regras da incorporação (LSA, art. 229, § 3º).‖

6) Quando a cisão é parcial e essa a parcela cindida é incorporada numa sociedade já existente, como fica a questão da solidariedade? Essa divisão de responsabilidade é oponível perante o Fisco? Resposta:

―A companhia cindida que subsistir e as que absorverem parcelas do seu patrimônio responderão solidariamente pelas obrigações da primeira anteriores à cisão.(...) O ato de cisão parcial poderá estipular que as sociedades que absorverem parcelas do patrimônio da companhia cindida serão responsáveis apenas pelas obrigações que lhes forem transferidas, sem solidariedade entre si ou com a companhia cindida (...)‖ (Lei 6.404/76, art. 233). Tal convenção particular, porém, não é oponível ao fisco (CTN, art. 123).

7) Como se dá a dissolução de uma sociedade? Ela perde a personalidade jurídica? Na hipótese em que há uma sociedade de economia mista controlada pela União pergunta-se: a União pode ser sujeito de abuso de controle com base na lei das S/A? Pode praticar ato abusivo na qualidade de controladora de uma companhia? Sim ou não e por quê? A S.E.M. se submete à lei das S/A? Resposta:

Em seu curso de Direito Comercial, Fábio Ulhoa Coelho leciona: ―A dissolução, entendida como procedimento de terminação da personalidade jurídica da sociedade empresária, abrange três fases: a dissolução (ato ou fato desencadeante), a liquidação (solução das pendências obrigacionais da sociedade) e a partilha (repartição do acervo entre os sócios)‖. Segundo a Lei 6.404/76: (i) ―as sociedades anônimas de economia mista estão sujeitas a esta Lei‖ (art. 235); (ii) ―a pessoa jurídica que controla a companhia de economia mista tem os deveres e responsabilidade do acionista controlador‖ (art. 238); (iii) ―o acionista controlador responde pelos danos causados por atos praticados com abuso de poder‖ (art. 117). Por conseguinte, é possível concluir que a União pode ser sujeito
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ativo de abuso de poder de controle, até porque entendimento contrário redundaria na irresponsabilidade do poder público, desfecho em nada compatível com o ordenamento.

8) Quando as operações societárias são utilizadas como instrumento de economia fiscal ou como etapa de projetos de planejamento fiscal, essas operações podem ser desfeitas? Essas operações são desconsideráveis? São ineficazes sob o ponto de vista do agente público? Resposta:

Em seu curso de Direito Comercial, Fábio Ulhoa Coelho leciona: ―As operações de incorporação, fusão e cisão, na maioria das vezes, podem ter por objetivo o planejamento tributário (para compensar perdas de uma sociedade com lucros de outro do mesmo grupo, observados os limites admitidos em lei)‖. Assim, enquanto permanecerem no campo da licitude (ex: ausência de simulação), pode-se concluir que o agente público não pode desconsiderá-las. Porém, havendo simulação, torna-se aplicável a norma antielisiva prevista no parágrafo único do artigo 116 do CTN: ―a autoridade administrativa poderá desconsiderar atos ou negócios jurídicos praticados com a finalidade de dissimular a ocorrência do fato gerador do tributo ou a natureza dos elementos constitutivos da obrigação tributária, observados os procedimento a serem estabelecidos me lei ordinária‖.

2.7.1.3. Questões do TRF3

2.7.1.4. Questões do TRF4

2.7.1.5. Questões do TRF5
1) Discorra sobre a responsabilidade dos sócios. Resposta:

Em suma: (i) sociedade por ações: ―a responsabilidade dos sócios ou acionistas será limitada ao preço de emissão das ações subscritas ou adquiridas‖ – Lei 6.404/76, art. 1º ; (ii) sociedade limitada: ―a responsabilidade de cada sócio é restrita ao valor de sua cotas, mas todos respondem solidariamente pela integralização do capital social‖ – Código Civil, art. 1.052; (iii) sociedade em nome coletivo: ―somente pessoas físicas podem tomar parte na sociedade em nome coletivo, respondendo todos os sócios, solidária e ilimitadamente, pelas obrigações sociais.‖ – Código Civil, art. 1039; (iv) sociedade em comandita simples: ―os comanditados, pessoas físicas, responsáveis solidária e ilimitadamente pelas obrigações sociais; e os comanditários, obrigados somente pelo valor de sua quota‖ – Código Civil, art. 1.045.
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2.8. Direito Processual Civil
2.8.1. Tutela Jurisdicional E Sua Antecipação. Conceito. Cabimento E Requisitos. Revogação, Modificação E Recursos Cabíveis. Fungibilidade Da Tutela Cautelar E Antecipada. Cumprimento Das Tutelas Antecipadas. Tutelas De Urgência. 2.8.1.1. Questões do TRF1
1) Qual o instrumento que eu terei para forçar o cumprimento de uma tutela inibitória? Resposta:

Considerando que a tutela inibitória veicula uma obrigação de não fazer, a ela se torna aplicável o regramento do artigo 461 do Código de Processo Civil. Desta feita, os instrumentos de que a parte dispõe para forçar o cumprimento de uma tutela inibitória ostentam natureza eminentemente mandamental ou executiva lato sensu, notadamente os previstos no § 5º do mencionado preceito: ―Para efetivação da tutela específica ou a obtenção do resultado prático equivalente, poderá o juiz, de ofício ou a requerimento, determinar as medidas necessárias, tais como a imposição de multa por tempo de atraso, busca e apreensão, remoção de pessoas e coisas, desfazimento de obras e impedimento de atividade nociva, se necessário com requisição de força policial‖.

2) Por que antecipar a tutela jurisdicional? Resposta:

À luz do direito fundamental à razoável duração do processo, Luiz Guilherme Marinoni afirma que a antecipação de tutela é uma forma de distribuir o ônus do tempo do processo entre as partes. Diz o autor: “O tempo do processo não pode prejudicar o autor e beneficiar o réu, já que o Estado, quando proibiu a justiça de mão própria, assumiu o compromisso de, além de tutelar de forma pronta e efetiva os direitos, tratar os litigantes de forma isonômica. É possível distribuir o tempo do processo através dos procedimentos especiais, elaborados a partir das técnicas da cognição. Os procedimentos que impedem a discussão de determinadas questões (cognição parcial), que restringem o uso das provas (por exemplo, mandado de segurança, cognição exauriente secundum eventum probationis) ou mesmo que são de cognição plena e exauriente, mas dotados de tutela antecipatória permitem, através de formas diversas, uma melhor distribuição do tempo da justiça”.

3) Nós tínhamos uma doutrina tradicional, processo de conhecimento, cautelar, de execução, qual a necessidade de encurtar este procedimento da cautelar? 171

Resposta:

Considerando o sincretismo processual verificado entre os processos de conhecimento e de execução, o que, ao fim e ao cabo, implica em tutela satisfativa mais célere, pode-se dizer que a necessidade de encurtar o procedimento cautelar se faz necessária como forma de acompanhar a celeridade que já se verifica nos demais procedimentos. Se toda cautelar, por definição, é instrumental, ela deve seguir a mesma lógica do principal (maior celeridade).

4) A antecipação dos efeitos da tutela já existiriam no MS e nas ações possessórias? É antecipação dos efeitos da tutela? E se eu tenho uma posse velha e não posso enveredar pela ação possessória, então eu posso me valer do art. 273 do CPC e requere a antecipação dos efeitos da tutela geral? Resposta:

Antes de ingressar no regime geral do Código de Processo Civil, a antecipação de tutela é instituto que já encontrava previsão em alguns procedimentos especiais, dentre os quais o mandado de segurança e a ação possessória, cada qual com seus respectivos requisitos. No caso da ação possessória, a antecipação da tutela, segundo o regramento específico, exige posse nova (posse inferior a ano e dia). Porém, caso seja ultrapassado este lapso de tempo, é perfeitamente possível que o autor da demanda obtenha a tutela antecipada. Porém, nesses casos, a mesma haverá de ser apreciada de acordo com o regramento genérico, ou seja, o artigo 273 do Código de Processo Civil.

5) O periculum in mora é presumido, na ação de procedimento ordinário ele teria de ser provado, o senhor não acha que seria difícil de provar um periculum in mora do art. 273 para se demandar ação em virtude de posse velha? Resposta:

6) E quando esta antecipação dos efeitos da tutela é necessária numa fase cinzenta quando da interposição do RE e o despacho do RE ou Resp e também da apelação? Resposta:

Com efeito, uma vez decorrido o lapso de ano e dia nas ações possessórias, ou quando se está na fase recursal, a prova do ―fundado receio de dano irreparável ou de difícil reparação‖ parece contradizer a demora da parte autora em ingressar em juízo, como também o pleno transcurso da demanda nas instâncias ordinárias. Porém, estamos apenas no plano das hipóteses, não se podendo excluir ab initio tal possibilidade no plano concreto. Ademais, convém lembrar que segundo o CPC existe a possibilidade de ante172

cipação de tutela sem periculum in mora (art. 273, I), fundado no abuso do direito de defesa do réu (art. 273, II).

Resposta:

2.8.1.2. Questões do TRF2

2.8.1.3. Questões do TRF3
1) Pode o magistrado deferir antecipação de tutela, de caráter satisfativo, de forma diversa da pedida pela parte? Resposta:

Sim, pois, nos termos do artigo 461 do Código de Processo Civil, ―o juiz concederá a tutela específica da obrigação ou, se procedente o pedido, determinará providências que assegurem o resultado prático equivalente ao do adimplemento.‖ Deferida a tutela antecipada na forma do pedido da parte, tem-se tutela específica; deferida em prol de resultado prático equivalente, o juiz o faz de forma diversa da pedida pela parte.

2) Pode ser deferida tutela antecipada satisfativa, de ofício? Resposta:

Não, pois o artigo 273 do Código de Processo Civil é claro: ―o juiz poderá, a requerimento da parte, antecipar, total ou parcialmente, os efeitos da tutela pretendida no pedido inicial‖.

2.8.1.4. Questões do TRF4

2.8.1.5. Questões do TRF5

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2.9. Direito Processual Penal
2.9.1. Ação Penal. Justa Causa. 2.9.1.1. Questões do TRF1
1) A justa causa constitui elemento da ação penal? Resposta:

Para Eugênio Pacelli de Oliveira, a justa causa, enquanto lastro probatório mínimo a subsidiar a peça acusatória, é uma condição da ação penal, hoje expressamente prevista no artigo 395, III, do Código de Processo Penal. Diz o autor: “Sempre admitimos a existência da justa causa como condição da ação, seja como quarta condição (da ação), inserida no contexto da demonstração do interesse (utilidade) de agir, seja enquanto lastro mínimo de prova, a demonstrar a viabilidade da pretensão deduzida”.

2) O que é ação e jurisdição na órbita da CF tomando por parâmetro o art. 129 da CF? A ação compreendida no art. 129 da CF. Analisando o art. 28, o senhor acha que ele foi recepcionado pela CF? Resposta:

À luz do artigo 129 da Constituição da República, pode-se dizer que a ação (penal) é o poder de provocar a Jurisdição (penal), sendo tal poder privativo do Ministério Público. Sendo assim, há quem vislumbre no artigo 28 do Código de Processo Penal um desvio a esta diretriz constitucional. Argumentos favoráveis à inconstitucionalidade: o juiz, ao considerar que o caso é de denúncia e não de arquivamento, está emitindo um juízo de valor que é incompatível com a função julgadora que deve ser neutra e imparcial. Quando o Juiz se nega a arquivar os autos do Inquérito Policial, ele está adentrando em uma seara que lhe foi negada pela Constituição. Argumentos favoráveis à constitucionalidade: não haveria ofensa à Constituição da República, pois, ao fim e ao cabo, prevaleceria a voz do Ministério Público.

3) Ação penal subsidiária da pública, o que é este tipo? É ação penal subsidiária ou queixa substitutiva da denúncia? Resposta:

A ação penal privada subsidiária da pública é um direito fundamental (CF, art. 5, LIX) cujo regramento encontra-se no artigo 29 do Código de Processo Penal, do qual se extrai que o instituto implica apenas na mudança da titularidade para a iniciativa da ação penal, e não do seu regime jurídico, que continua a ser o da ação pública. Sob tais premissas, pode-se afirmar que a queixa não é substitutiva da denúncia – como se o ofere174

cimento daquela fosse obstáculo intransponível ao oferecimento desta –, tanto que o Código assegura justamente o inverso, ou seja, a possibilidade de o Ministério Público ―aditar a queixa, repudiá-la e oferecer denúncia substitutiva‖.

2.9.1.2. Questões do TRF2
1) É possível assistente coletivo na acusação ou somente individual? Resposta:

2) Nos crimes praticados contra interesse metaindividual, pode haver o assistente coletivo? Resposta:

3) Existe lei expressa que dispõe sobre essa possibilidade de assistente coletivo? Resposta:

Existe, sim, a figura do assistente coletivo na persecução penal de crimes praticados contra interesses metaindividuais. Exemplo: Lei nº 8.078/90 – Código de Defesa do Consumidor – Art. 80. No processo penal atinente aos crimes previstos neste Código, bem como a outros crimes e contravenções que envolvam relações de consumo, poderão intervir, como assistente do Ministério Público, os legitimados indicados no art. 82, inciso III [as entidades e órgãos da Adminnistraçao Pública, direta ou indireta, ainda que sem personalidade jurídica, especificamente destinados à defesa dos interesses e direitos protegidos por este código] e IV [as associações legalmente constituídas há pelo menos 1 (um) ano e que incluam entre seus fins institucionais a defesa dos interesses e direitos protegidos por este código, dispensada a autorização assemblear], aos quais também é facultado propor açao penal subsidiária, se a denúncia nao for oferecida no prazo legal.

2.9.1.3. Questões do TRF3
1) A denúncia deve se basear necessariamente no Inquérito Policial ou este é dispensável? Resposta:

É entendimento jurisprudencial pacífico de que o inquérito policial é dispensável à propositura da ação penal, pois a opinio delicti é exclusiva do Ministério Público, de modo que este poderá desde logo oferecer denúncia caso entenda que os elementos de informação que possui são suficientes a ponto de dispensar a instauração do inquérito policial.
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2) Eventuais vícios do IP podem ser sanados na ação penal? Resposta:

―No que se refere aos alegados vícios no inquérito policial, a jurisprudência desta Superior Corte de Justiça já se firmou no sentido de que eventuais irregularidades ocorridas na fase inquisitorial não possuem o condão de macular todo o processo criminal. Ademais, as mencionada nulidades ocorridas no inquérito não passam de meras imperfeições, sequer comprovadas nos autos e, portanto, inaptas para anular as provas colhidas na fase inquisitorial, especialmente quando não demonstrada a ocorrência de qualquer prejuízo.‖ (HC 216.201/PR, Rel. Ministra ALDERITA RAMOS DE OLIVEIRA, SEXTA TURMA, 02/08/2012)

2.9.1.4. Questões do TRF4

2.9.1.5. Questões do TRF5
TRF5 – 2012 01) No procedimento das ações penais originárias, qual o momento de que deve ser realizado o interrogatório? Resposta:

Sobre o tema, o Plenário do Supremo Tribunal Federal já se manifestou: ―O art. 400 do Código de Processo Penal, com a redação dada pela Lei 11.719/2008, fixou o interrogatório do réu como ato derradeiro da instrução penal. Sendo tal prática benéfica à defesa, deve prevalecer nas ações penais originárias perante o Supremo Tribunal Federal, em detrimento do previsto no art. 7º da Lei 8.038/90 nesse aspecto. Exceção apenas quanto às ações nas quais o interrogatório já se ultimou. Interpretação sistemática e teleológica do direito‖. (AP 528 AgR, Relator Min. RICARDO LEWANDOWSKI, Tribunal Pleno, 24/03/2011)

02) Qual seu entendimento sobre o poder de investigação do Ministério Público? O MP pode dirigir o inquérito policial? E medidas cautelares, como busca e apreensão, quebra de sigilo bancário, fiscal etc., como medidas necessárias à investigação, podem ser feitas diretamente pelo MP? Resposta:

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Em 27/06/12, o Ministro Luiz Fux pediu vista dos autos do RE nº 593.727/MG, onde a questão está sendo reexaminada, agora em sede de repercussão geral. Porém, tudo indica que o Supremo Tribunal Federal manterá seu entendimento anterior, segundo o qual, com base na teoria dos poderes implícitos, o Ministério Público pode realizar atividade investigativa, sem, contudo, presidir o inquérito policial. Medidas cautelares que exigem autorização judicial no bojo do inquérito policial, continuam sujeitas a tal autorização quando a investigação é levada a cabo pelo Ministério Público.

03) O princípio da identidade física do juiz aplica-se ao processo penal? Como esse princípio se define? Resposta:

―De acordo com o princípio da identidade física do juiz, que passou a ser aplicado também no âmbito do processo penal após o advento da Lei n.º 11.719, de 20 de junho de 2008, o magistrado que presidir a instrução criminal deverá proferir a sentença no feito, nos termos do § 2.º do artigo 399 do Código de Processo Penal. Em razão da ausência de outras normas específicas regulamentando o referido princípio, nos casos de convocação, licença, promoção ou de outro motivo que impeça o juiz que tiver presidido a instrução de sentenciar o feito, por analogia - permitida pelo artigo 3.º da Lei Adjetiva Penal -, deverá ser aplicada a regra contida no artigo 132 do Código de Processo Civil, que dispõe que os autos passarão ao sucessor do magistrado.‖ (HC 242.115/PE, Rel. Ministro JORGE MUSSI, QUINTA TURMA, 02/08/2012)

04) O que se entende pelo princípio da oficialidade do processo penal? Há exceções a sua aplicação no Direito brasileiro? Resposta:

O princípio da oficialidade significa, nas palavras de Edilson Mougenot Bonfim, que ―a ação penal pública somente poderá ser proposta por um órgão do Estado: o Ministério Público. (...) A prerrogativa do órgão do parquet vem consubstanciada nos ditames da Constituição Federal, que estabelece uma das funções institucionais do Ministério Público promover privativamente a ação penal pública, na forma da lei (art. 129, I)‖. Como exceção, pode-se mencionar a ação penal privada subsidiária da pública.

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2.10. Direito Ambiental
2.10.1. Competências Constitucionais Em Matéria Ambiental. Classificação e Repartição Dessas Competências, no Cenário Federativo 2.10.1.1. Questões do TRF1

2.10.1.2. Questões do TRF2
1) Os municípios podem legislar sobre matéria ambiental?

2) Qual o critério dessa competência concorrente? Resposta:

Sim. Em matéria ambiental a competência executiva é comum entre União, Estados, Distrito Federal e Municípios (CF, art. 23, VI). Desta forma, para que o Município desempenhe essa competência executiva sem entraves, é lhes reconhecida, por conseguinte, a competência legislativa em matéria ambiental, a qual há der ser exercida de acordo com dois critérios: (i) assunto ambiental de interesse local (CF, art. 30, I); e (ii) suplementar a legislação ambiental federal e estadual (CF, art. 30, II).

2.10.1.3. Questões do TRF3

2.10.1.4. Questões do TRF4

2.10.1.5. Questões do TRF5

2.11. Direito Internacional Público e Privado
2.11.1. Validade de Sentença Estrangeira no Brasil. Rogatórias 2.11.1.1. Questões do TRF1
1) Carta Rogatória. Qual o procedimento? Resposta:

Resolução 9/2005 do STJ: é atribuição do Presidente do STJ conceder o exequatur às cartas rogatórias. Se o pedido tiver por objeto ato que não enseje juízo de delibação,
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será encaminhado ao Ministério da Justiça para cumprimento por auxílio direto. A parte será intimada para impugnar (15 dias). A medida poderá ser realizada sem ouvir a parte quando sua intimação prévia puder resultar na ineficácia da cooperação. Havendo impugnação, o processo poderá, por decisão do Presidente, ser distribuído à Corte Especial. Revel ou incapaz o requerido, dar-se-lhe-á curador especial. O MP terá vista dos autos, podendo impugná-las. Das decisões do Presidente cabe agravo regimental. Concedido o exequatur, a carta será remetida para cumprimento ao Juízo Federal. No cumprimento pelo Juiz Federal, cabem embargos relativos a quaisquer atos (10 dias), por qualquer interessado ou pelo Ministério Público, julgando-os o Presidente. Da decisão que julgar os embargos cabe agravo regimental. O Presidente ou o Relator poderá ordenar diretamente o atendimento à medida solicitada. Cumprida, será devolvida ao Presidente e por este remetida, por meio do Ministério da Justiça ou do Ministério das Relações Exteriores, à autoridade judiciária de origem.

2) A decisão no exterior, para ter efeito no Brasil precisa ser homologada, qual o órgão judicial encarregado por esta homologação. As decisões interlocutórias também são homologadas pelo STJ? Resposta:

O órgão encarregado é o STJ (CF, art. 105, I, i). As decisões interlocutórias (ex: medida cautelar) também devem ser homologadas.

3) Que tipo de sentença é homologável?

4) A sentença penal trabalhista, também seria possível ser homologada? Resposta:

São homologáveis as sentenças cíveis; as sentenças (laudos) arbitrais; as sentenças penais, apenas quanto aos seus efeitos civis (ex: perda de bens). A ―sentença penal trabalhista‖, ora entendida como a sentença penal proferida por juiz trabalhista no estrangeiro, não é passível de homologação, haja vista tratar de matéria penal. Há divergência sobre a necessidade, ou não, de homologação das sentenças de estado, havendo três correntes: (i) a Constituição não estabelece distinção, logo, todas as sentenças, inclusive as de estado, carecem de homologação; (ii) o art. 483 do CPC revogou o parágrafo único do art. 15 da LICC, tornando exigível a homologação; (iii) o parágrafo único do art. 15 da LICC continua em vigor, dispensando a homologação. O STF seguia a primeira corrente. O STJ, antes da EC 45/2004, seguia a terceira corrente, não se tendo conhecimento de outro precedente após a alteração do texto constitucional.
179

5) Se uma brasileira casa na Austrália com australiano e lá se divorcia, e na vigência do casamento ele tem dois filhos que são registrados na embaixada brasileira e tem dupla nacionalidade, ela pedindo a homologação desta sentença australiana o STJ homologa, e depois disso ela tem a pensão alimentícia atrasada pelo cônjuge e tem a guarda compartilhada, ela poderia pedir que fosse aumentada a pensão, e se ela poderia pedir a alteração da guarda compartilhada? Quem seria o juízo da alteração no Brasil? Seria a justiça estadual? Não seria um juízo de família que vai cuidar de guarda? Resposta:

A Competência é da Justiça Estadual (vara de família). Vejamos o seguinte precedente, no qual fora reconhecida a competência federal por motivos não presentes na hipótese: ―(...) CONFLITO NEGATIVO DE COMPETÊNCIA. AÇÃO PARA DEFINIÇÃO DE GUARDA E REGULAMENTAÇÃO DO REGIME DE VISITAS A MENOR. CONEXÃO COM AÇÃO DE BUSCA E APREENSÃO, PROPOSTA PELA UNIÃO, COM FUNDAMENTO NA CONVENÇÃO DE HAIA SOBRE ASPECTOS CIVIS DE SEQUESTRO INTERNACIONAL DE CRIANÇAS. RISCO DE DECISÕES CONFLITANTES. RECONHECIMENTO DA COMPETÊNCIA DA JUSTIÇA FEDERAL. (...) 2. Demonstrada a conexão entre a ação de busca e apreensão de menores e a ação de guarda e regulamentação do direito de visitas, impõe-se a reunião dos processos para julgamento conjunto (arts. 115, III; e 103 do CPC), a fim de se evitar decisões conflitantes e incompatíveis entre si. 3. A competência absoluta da justiça federal para julgamento de uma das ações, que visa o cumprimento de obrigação fundada em tratado internacional (art. 109, I e III, da CF/88) atrai a competência para julgamento da ação conexa. (...) (CC 118.351/PR, Nancy Andrighi, SEGUNDA SEÇÃO, 28/09/2011)

2.11.1.2. Questões do TRF2
1) Cooperação internacional, qual a mudança recente com a EC no. 45/2004? Houve alguma mudança de fundo com a modificação de competência do STF para o STJ? Resposta:

Um possível mudança de fundo pode ser vista na questão relacionada ao cabimento, ou não, de recurso extraordinário da decisão do STJ, que, sobre o tema, ainda não firmou posicionamento, havendo precedentes em ambos os sentidos.

2) Homologação de sentenças estrangeiras, hipóteses e consequências. Discorra. Resposta:

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São homologáveis as sentenças cíveis; as sentenças (laudos) arbitrais; as sentenças penais, apenas quanto aos seus efeitos civis (ex: perda de bens). Há divergência sobre a necessidade, ou não, de homologação das sentenças de estado, havendo três correntes: (i) a Constituição não estabelece distinção, logo, todas as sentenças, inclusive as de estado, carecem de homologação; (ii) o art. 483 do CPC revogou o parágrafo único do art. 15 da LICC, tornando exigível a homologação; (iii) o parágrafo único do art. 15 da LICC continua em vigor, dispensando a homologação. O STF seguia a primeira corrente. O STJ, antes da EC 45/2004, seguia a terceira corrente, não se tendo conhecimento de outro precedente após a alteração do texto constitucional.

3) Arbitragem internacional. Como a lei no. 9.307/96 alterou o cenário?

4) É preciso homologar os laudos estrangeiros?

5) Como o STJ decide a esse respeito?

6) O placar tem sido favorável à homologação, no STJ? Resposta:

Sobre tema, leciona Nadia de Araújo: ―até a entrada em vigor da Lei de Arbitragem (Lei nº 9.307/2006, vigia no Brasil o sistema de dupla homologação, pelo qual qualquer laudo arbitral proferido no exterior, para ser delibado, deveria ser previstamente homologado pela Justiça do país de origem. (...) Desse modo, a análise para homologação recaía não sobre a decisão arbitral em si, e sim sobre a decisão judicial de origem. Com o advento da Lei de Arbitragem, o STF, à época competente para processar e julgar as homologações, declarou a natureza processual dos arts. 37 e 39 da referida lei, que permitiam a homologação do próprio laudo arbitral e sua consequente aplicabilidade imediata. (...) O STJ, ao assumir a competência para homologação de sentenças estrangeiras, tem mantido o entendimento jurisprudencial inaugurado pelo STF relativamente à arbitragem com o incremento da homologação-simples.‖

7) Arbitragem interna e arbitragem internacional. Qual a diferença? Resposta:

José Carlos de Magalhães distingue: ―a arbitragem estrangeira [arbitragem interna] da arbitragem internacional. A primeira resolve um litígio subordinado inteiramente a uma
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ordem jurídica nacional determinada, em que todos os elementos da relação jurídica controvertida estão sujeitos a essa ordem jurídica. Um contrato regido pela lei inglesa, tendo como partes pessoas domiciliadas na Inglaterra e como objeto, bem ou direito também situado naquele país, é contrato nacional, subordinado a uma lei nacional e a arbitragem que dirimir a controvérsia dele oriunda é também nacional e, assim, estrangeiras para outros países. Já a arbitragem internacional soluciona controvérsia de caráter internacional, seja porque as partes possuam domicílio em diferentes países, seja porque o objeto do contrato se situe em outra ordem jurídica, seja, ainda, porque o pagamento deva transitar de um país para outro. Em outras palavras, a relação jurídica controvertida envolve mais de uma ordem jurídica nacional, embora possa ser regida por uma lei nacional.‖

8) Nova lei de arbitragem trouxe alteração do cenário brasileiro? Resposta:

Sobre tema, leciona Nadia de Araújo: ―até a entrada em vigor da Lei de Arbitragem (Lei nº 9.307/2006, vigia no Brasil o sistema de dupla homologação, pelo qual qualquer laudo arbitral proferido no exterior, para ser delibado, deveria ser previstamente homologado pela Justiça do país de origem. (...) Desse modo, a análise para homologação recaía não sobre a decisão arbitral em si, e sim sobre a decisão judicial de origem. Com o advento da Lei de Arbitragem, o STF, à época competente para processar e julgar as homologações, declarou a natureza processual dos arts. 37 e 39 da referida lei, que permitiam a homologação do próprio laudo arbitral e sua consequente aplicabilidade imediata. (...) O STJ, ao assumir a competência para homologação de sentenças estrangeiras, tem mantido o entendimento jurisprudencial inaugurado pelo STF relativamente à arbitragem com o incremento da homologação-simples.‖

9) Dê exemplos de situações excepcionais de aplicação imediata de carta rogatória executiva.

10) Como se dá o cumprimento dessas ordens de decisões jurisdicionais estrangeiras? Resposta:

Segundo o parágrafo único do art. 8º da Resolução nº 9 do STJ, ―a medida solicitada por carta rogatória poderá ser realizada sem ouvir a parte interessada quando sua intimação prévia puder resultar na ineficácia da cooperação internacional.‖ Ex: quebra de sigilo telefônico. Sobre a forma de cumprimento, dispõe o art. 13: ―a carta rogatória, depois de concedido o exequatur, será remetida para cumprimento pelo Juízo Federal competente.‖
182

2.11.1.3. Questões do TRF3

2.11.1.4. Questões do TRF4
1) Pode ser negado o cumprimento de uma rogatória? Resposta:

Nos termos do art. 6º da Resolução nº 9/2005 do STJ, ―não será homologada sentença estrangeira ou concedido exequatur a carta rogatória que ofendam a soberania ou a ordem pública.‖

2) Quais os sistemas existentes no mundo, objetivamente, quanto à homologação de sentenças estrangeiras? Resposta:

Wikipédia: (i) Sistema da Revisão do Mérito da Sentença. Julga-se novamente a causa, ensejando até nova produção de provas, reanalisando as preexistentes. Após a decisão estrangeira poderá ser ratificada; (ii) Sistema Parcial de Revisão do Mérito. Iimposto com o fim de analisar a aplicação da lei do país em que irá ser executada a sentença. Ainda nesse sistema o que se busca distinguir se há a possibilidade de aplicação da lei embasadora da sentença estrangeira no Estado em cujo território a sentença estrangeira irá produzir efeitos; (iii) Sistema de Reciprocidade Diplomática. Utiliza-se dos tratados como basilar, não existindo esse entre os dois Estados, sequer será possível a homologação; (iv) Sistema de Reciprocidade de Fato. A homologação só se faz possível se ambos os Estados protegerem os mesmos institutos, eg; União de indivíduos de mesmo sexo; (v) Processo da Delibação. É adotado pelo Brasil. Neste sistema o mérito da sentença sequer é auferido. Examinam-se, singularmente, as formalidades da sentença a luz de princípios fundamentais para se considerar justo um processo, tais como: respeito ao contraditório e a ampla defesa, legalidade dos atos processuais, respeito aos direitos fundamentais humanos, adequação aos bons costumes.

2.11.1.5. Questões do TRF5

183

2.12. Sociologia do Direito
2.12.1. Conceito De Sociologia – Controle Social E Direito. 2.12.1.1. Questões do TRF1
1) Qual a diferença entre coerção e coação? Resposta:

Wikipédia: “A sanção jurídica não se confunde com os conceitos de coerção e coação. A coerção corresponde à influência psicológica exercida preventivamente pela sanção para o cumprimento da obrigação sem a necessidade de sua execução forçada. A coação, por outro lado, é a aplicação forçada da sanção pelo Estado ou pelo particular interessado, que o fará por intermédio dos órgãos estatais competentes.”

2) Qual a diferença entre a regra moral, regra de trato social e regra jurídica? Resposta:

São instrumentos de controle social: (i) Regra moral. Orienta a consciência humana em suas atitudes. É unilateral, autônoma, interior, incoercível, sanção difusa; (ii) Regra de trato social. Padrões de conduta social ditados pela própria sociedade, com o propósito de tornar mais agradável o ambiente social. Ex: cortesia, etiqueta. É unilateral, heterônomo, exterior, incoercível, sanção difusa; (iii) Regra jurídica. É bilateral, heterônomo, exterior, coercível, sanção prefixada. Vejamos: 1) Bilateral: impõe dever, mas também prevê direito; 2) Unilateral: impõe dever, sem previsão de direito; 3) Heterônomo: deve ser cumprida; 4) Autônomo: pode ser cumprida, por um querer espontâneo; 5) Exterior: atuam diretamente nas ações das pessoas em sociedade; 6) Interior: voltada para a consciência da pessoa, como um aconselhamento que pode interferir na conduta; 7) Coercível: ditada pelo Estado, único detentor do poder de exigir das pessoas o seu cumprimento; 8) Incoercível: não parte do poder estatal, de modo que podem ou não ser cumpridas; 9) Sanção prefixada: já traz, de antemão, a punição para o descumprimento; 10) Sanção difusa: não traz punição prefixada. No momento da violação é que haverá uma reprovação, uma censura, ao infrator, por diversas formas.

2.12.1.2. Questões do TRF2

2.12.1.3. Questões do TRF3

184

2.12.1.4. Questões do TRF4

2.12.1.5. Questões do TRF5

2.13. Filosofia do Direito
2.13.1. A Justiça Como Valor Universal 2.13.1.1. Questões do TRF1
1) A justiça é um valor próprio do Direito? Resposta:

Acreditamos que a justiça não é um valor próprio – no sentido de específico, exclusivo – do direito, já que a mesma permeia outras instâncias de controle social. Porém, ciente da complexidade do tema, entendemos conveniente lembrar a seguinte passagem de Miguel Reale: “Cada época histórica tem a sua imagem ou a sua ideia de justiça, dependente da escala de valores dominantes nas respectivas sociedades, mas nenhuma delas é toda a justiça, assim como a mais justa das sentenças não exaure as virtualidades todas do justo”. 2.13.1.2. Questões do TRF2

2.13.1.3. Questões do TRF3

2.13.1.4. Questões do TRF4

2.13.1.5. Questões do TRF5

185

3. Ponto 03
3.1. Direito Constitucional
3.1.1. Direitos e Garantias Fundamentais: Garantias Constitucionais e Núcleos Essenciais dos Direitos Fundamentais 3.1.1.1. Questões do TRF1
1) Qual a posição mais recente do STF acerca do direito de greve dos servidores públicos da União? Resposta:

2) Qual a mais valia da duração razoável do processo? Resposta:

3.1.1.2. Questões do TRF2
1) Diferença entre direitos humanos e direitos individuais. Resposta:

2) Segurança pública (art. 144, CR/1988), seria também um direito fundamental? Resposta:

3) No que consiste o princípio da proibição da proteção deficiente? Resposta:

4) Art. 5º, XLIII, CR/1988, é uma cláusula pétrea? Resposta:

5) Direito ao lazer se insere em uma das figuras da 1a., 2a. ou 3ª. dimensão? (Para Poul, melhor seria ir da 3ª. ou 4ª. geração, porque o Estado não pode ser obrigado a atuar, por isso não é de 2ª. geração) 186

Resposta:

6) Efetividade: discorra sobre cada um dos direitos individuais coletivos exemplificando-os. Quais os instrumentos que existem para que se tornem efetivos? Resposta:

7) A sindicabilidade dos direitos sociais: o que vem a ser isso, como está se dando, porque está ocorrendo e quais são as visões – umas contra, outras a favor – que podemos encontrar no Supremo a respeito. Resposta:

8) Em uma situação (em que por um lado entende-se) que um tipo efetividade dada pelo Poder Judiciário a esses direitos individuais, fundamentais estaria a se criar uma “política de Estado parelela” (pois em razão da ausência desta se estaria recorrendo ao Judiciário, que talvez não tenha essa ponderação quanto ao conteúdo), e outra corrente que acha que os direitos individuais e fundamentais não poderiam ser fraudados ao cidadão na medida em que há a omissão do Poder Público em torná-los efetivos; Entre esses dois extremos, o sr. como magistrado, veria espaço para uma terceira possibilidade ou se filiaria a uma delas? Resposta:

9) Princípio da Duração Razoável do processo se confunde com celeridade? Resposta:

10) Quanto ao princípio da fundamentação. O uso de jargões, por ex., “não vejo verossimilhança”, ofende? Qual a posição do STF? Resposta:

11) Há direito à assistência espiritual? É de que geração? Tem artigo na CR/1988? Resposta:

12) Garantias institucionais e garantias constitucionais são diferentes? 187

Resposta:

13) O princípio da ampla defesa é garantia constitucional? Resposta:

14) Recusa estatal de fornecer certidões. Quais instrumentos são adequados? Seria possível ACP? Resposta:

15) Há diferença entre garantias institucionais e garantias constitucionais? Resposta:

16) O habeas data é instrumento adequado para ter vistas do processo administrativo? Resposta:

17) Mandado de Segurança contra ato normativo do Presidente do STF, é possível? Seria um ato normativo em tese? Resposta:

18) Separação dos Poderes é uma garantia constitucional ou garantia da constituição (institucional)? Resposta:

19) A estabilidade do servidor público é garantia constitucional? Resposta:

20) E o princípio da ampla defesa? Resposta: 188

21) As ações populares podem ser julgadas no STF originariamente? Resposta:

22) Qual o instrumento mais adequado para recusa de vista em processo administrativo? Habeas Corpus pode? Resposta:

23) Pode usar HC para obter informações de terceiros? Exemplo, o próprio pai? Resposta:

3.1.1.3. Questões do TRF3
1) Qual a função social da propriedade? Resposta:

2) Há colisão entre propriedade e meio ambiente? Em que caso prevalece o primeiro, e em q caso prevalece o último? Resposta:

3) No art. 15 da CF, quais são hipóteses de perda, e quais de suspensão dos direitos políticos? Resposta:

4) Quais são as hipóteses de inelegibilidade na CF? Resposta: 5) Há direitos constitucionais implícitos? Resposta:

6) Como se define o impasse entre violação à privacidade e direito de informação quando a privacidade é de uma pessoa pública, famosa? 189

Questões do TRF1 1) As contribuições para os Conselhos reguladores de atividades profissionais são de natureza tributária? Resposta: 2) É constitucional o redutor de IPTU que recai sobre imóvel único? Resposta: 3) Outra hipótese de progressividade do IPTU fora do que concerne o art.Conceito . Direito Tributário 3.2. 182 da CF. Sistema Constitucional Tributário: Tributos .2. Questões do TRF4 3. EC nº 29/00.2.1. Questões do TRF5 1) Confronte o abuso de direito individual e abuso de direito político.1.Espécies .1.1. Padece esta EC de inconstitucionalidade.4.Classificação .1.Resposta: 3.Tributo E Preço Público 3.Natureza Jurídica .1. Resposta: 5) Pode um tributo ser majorado por medida provisória? Resposta: 190 . na medida em que o princípio é cláusula pétrea? Resposta: 4) Imposto real e imposto pessoal. Defina.1.5. Resposta: 3.

6) ITBI pode uma lei estabelecer uma alíquota progressiva em razão do valor venal do imóvel? Resposta: 7) impostos diretos e impostos indiretos. defina-os? Resposta: 8) É cabível o IPTU em relação ao possuidor de um imóvel fixado em condomínio irregular? Condomínio fixado em imóvel da União poderia ser cobrado IPTU pelo DF. por exemplo? Resposta: 3.2. Poderíamos admitir o critério do custo no direito tributário brasileiro? É cabível a utilização do critério do custo em matéria de contribuição de melhoria? Resposta: 4) Em sua resposta mencionou que a contribuição de melhoria visa evitar o enriquecimento sem causa. Questões do TRF2 1) O que seria um imposto indireto? Resposta: 2) Como ficaria a questão da repetição de indébito no caso do imposto indireto? Resposta: 3) A doutrina delimita a contribuição de melhoria e a classifica pelo critério da valorização. Será que estamos observando o enriquecimento sem causa de todas essas obras realizadas sem cobrança da contribuição de melhoria? Resposta: 191 .1.2. Na prática observa-se que obras públicas são realizadas sem cobrança de contribuição de melhoria.

g. por exemplo. poderia ser idêntico ao de um imposto já existente? Resposta: 8) No caso dos impostos de guerra (extraordinários também) poderíamos pensar em que fatos geradores? Resposta: 9) Poderíamos admitir no imposto de guerra. um IPTU federal? Resposta: 10) Qual o critério positivado para distinguir as espécies tributárias? Qual a crítica que se faz? Resposta: 11) O critério da não-cumulatividade se vale do que para distinguir os tributos? Resposta: 12) O ISS entra nessa classificação? E o PIS? Resposta: 13) COFINS envolve tributo indireto e impessoal? 192 .5) O que é a Contribuição de Intervenção no Domínio Econômico? Resposta: 6) Qual o critério jurídico distintivo das espécies tributárias? Vê alguma diferença de tratamento dado pelo código tributário e o texto constitucional em termos de classificação? Resposta: 7) Qual seria o fato gerador do empréstimo compulsório? O f.

Resposta: 14) A CIDE entra nessa categoria? Resposta: 15) O que a CR apregoa como critério para distinguir os tributos? Resposta: 16) O que os Tribunais Superiores falam sobre os critérios de distinguir tributos? Explicar a finalidade? Isso não é mais próprio do Direito Financeiro? A CR faz algum critério? Resposta: 17) O PIS é vinculado ou não vinculado? Resposta: 18) Qual a consequência dessa classificação? Resposta: 19) E o critério da base imponível? Resposta: 20) Por que esse critério é superior? Para quais doutrinadores? Resposta: 21) Como se usa o critério temporal? Resposta: 193 .

22) De onde importamos o Fato Gerador complexo? Resposta: 23) Em qual figura do CTN está o FG complexivo? Resposta: 24) Qual a característica primária do FG pendente? Resposta: 25) A Base de Cálculo é importante para classificação dos tributos? Resposta: 26) E o critério da estruturação econômica? Resposta: 27) O que é tributo pessoal e real? Relacione com o princípio da capacidade contributiva. Resposta: 28) E o Empréstimo Compulsório é real ou pessoal? Resposta: 29) Qual a importância da classificação dos tributos? Resposta: 30) O FG complexo está à margem do nosso sistema? De onde vem essa ideia? Resposta: 194 .

1.31). ou até mesmo nada cobrar.1.4. Questões do TRF3 1) Quais tributos são vinculados? Resposta: 2) Em que situações pode haver desvinculação de tributos vinculados? E o caso das contribuições? Qual a consequência da desvinculação? Há algum vício nessa desvinculação? Resposta: 3) Pode-se optar discricionariamente pela cobrança de taxa ou preço público.E quais são os critérios de acordo com a estruturação econômica? Resposta: 3.2.2. Questões do TRF4 195 . por serviço específico e divisível? Resposta: 4) Qual o sentido da expressão domínio econômico na CIDE? Resposta: 5) As contribuições são espécies autônomas de tributos? Resposta: 6) Há contradição entre dizer-se que tributo não é sanção de ato ilícito e dizer-se que há obrigação tributária pelo descumprimento de obrigação acessória? Resposta: 3.3.

Questões do TRF5 TRF5 . Questões do TRF1 1) Que funções exerce o Estado como agente normativo e regulador na ordem econômica? Determinantes para o setor público e indicativos do setor privado? Resposta: 2) Dê dois exemplos de monopólio da União.3. Resposta: 3.1.1.1. Direito Administrativo 3.3.1.3. Questões do TRF2 1) Qual a distinção entre limitação e restrição administrativa? A requisição estaria enquadrada na limitação ou na restrição? Resposta: 2) Quando o juiz eleitoral determina que um clube esportivo será Zona Eleitoral.2012 1) As contribuições sociais têm caráter tributário? Resposta: 2) Quais as espécies de contribuições sociais? Resposta: 3. Intervenção do Estado na Propriedade e no Domínio Econômico 3.1.3.2.5.3. isso é uma requisição? Resposta: 3) O imóvel é alodial se não houver limitação administrativa? 196 .2.

em razão de obra pública. pode ser considerada como ocupação temporária? Resposta: 6) A ocupação temporária é indenizável? E na ausência de dano? Resposta: 7) O que é uma zona fortificada de fronteira? Elas precisam constar no RGI? A ausência desse registro torna o terreno alodial? Resposta: 8) Existe algum ônus que não precisa de registro no RGI? Resposta: 9) Quais são os valores que permeiam o controle da concentração da atividade econômica? Resposta: 10) Em matéria de interpretação. A colocação de entulho no terreno de particular.Resposta: 4) As limitações se coadunam com os atributos do domínio? Resposta: 5) Ocupação temporária. um dos princípios constitucionais tributários é o da irretroatividade tributária. Resposta: 11) Existem exceções a esta regra da irretroatividade tributária? Resposta: 197 .

Questões do TRF3 1) Em caso de decreto de desapropriação para fins de utilidade pública do chefe do executivo municipal para instalação de aeroporto quem deverá figurar no pólo passivo.1.12) Pode-se se falar em desapropriação de bem tombado? Resposta: 13) Qual seria a distinção entre ocupação temporária e requisição administrativa? Resposta: 14) Qual a natureza jurídica das florestas? E de uma reserva indígena? Resposta: 15) A desapropriação pode ocorrer em que circunstâncias? Quais são os processos adequados para que ela ocorra de forma legal? Resposta: 16) O que são limitações? Quais as diferenças entre essa e restrições? Resposta: 17) As limitações administrativas são prerrogativas ou privilégios? Resposta: 18) Qual a origem da palavra privilégio? Resposta: 3. contra quem deve ser ajuizada? Resposta: 198 .3.3.

4. Concurso de Pessoas e Concurso de Crimes 3.1. instigar e auxiliar? Resposta: 199 .3. Questões do TRF5 01) A expressão regulação. Questões do TRF1 1) Qual a diferença entre induzir.4.1.5.3.1. Questões do TRF4 3. qual o seu entendimento? Resposta: 02) Como se manifesta a intervenção do estado no domínio econômico? Resposta: 03) É ilimitada a intervenção por direção? Resposta: 04) A intervenção indutiva pode gerar responsabilização do estado? Em quais situações? Resposta: 3.2) O município neste caso pode decretar a desapropriação? Resposta: 3) Qual seria o juiz competente para conhecer esta ação? Resposta: 3.1.1.4.4. Direito Penal 3.

De que se trata esse crime? Qual sua qualificação? Qual crime praticado em relação a bicicleta? Furto ou apropriação indébita? Integra a continuidade delitiva? Trace um paralelo entre reiteração criminosa x crime continuado. Como está a questão atualmente do ponto de vista legal e jurisprudencial? Resposta: 3) Crime continuado: da leitura do art. Sonegação de IR. Mas tinha o desígnio inicial de fugir com a bicicleta funcional. 71 do CP o que quer dizer a expressão “crimes da mesma espécie”? Resposta: 4) Vislumbra a possibilidade de continuidade delitiva em caso de homicídio? Exemplifique. 213. do CP).3. Questões do TRF2 1) Faça a distinção entre o concurso material e concurso formal. Resposta: 3) Crime continuado em crime de estupro (Art. Como diferenciar o concurso homogêneo do concurso heterogêneo? Resposta: 2) Um sujeito trabalha como gerente de uma loja. e tira uma pequena quantia dia após dia.4. de que tinha posse também funcional.2. assim que atingisse uma certa quantia auferida com esses pequenos furtos. É crime continuado? Qual a posição do STF? Resposta: 200 . Resposta: 5) Qual o critério para o crime continuado? A intenção do agente serve para isso? Resposta: 6) Crime contra a Ordem Tributária.1.

1. quem ela considera empregador.4. a empregador.4.2.4. Questões do TRF4 3.3. Direito Previdenciário 3.5. 3.1.5. portanto empresa. Questões do TRF2 1) Quais as naturezas e espécies de contribuição social? Resposta: 201 . Salário-De-Contribuição.4. Questões do TRF1 1) Para efeito de contribuição previdenciária quem é que a lei ordinária equipara a empresa.1.1.1.1. Questões do TRF3 1) Há habitualidade na continuidade delitiva? Resposta: 3.5. Contribuições da Empresa.1. Questões do TRF5 1) Qual a teoria adotada no Brasil sobre a participação e qual conceito de participação moral e material? Resposta: 3.3.5. o órgão da administração? E na iniciativa privada quem faz? Resposta: 2) No que consiste o salário de contribuição? Resposta: 3.5.

Fale sobre a contribuição SAT. e que. na prática. Questões do TRF3 1) Quem tem competência para criar contribuição social para a seguridade social? Resposta: 2) Qual a contribuição social para a seg. social que não incide em renda.5.2) Qual a discussão que está sendo travada no Supremo sobre a COFINS em torno da figura do faturamento? Opine de acordo com a argumentação que foi trazida até agora. Resposta: 3) O PIS entraria nesse conceito de contribuição social? É uma figura específica de contribuição social? Haveria um bis in idem já que possui a mesma base de cálculo que a COFINS? Resposta: 4) Existe outra situação de bis in idem envolvendo as contribuições. principalmente quanto às alíquotas.1. não socorre o sistema da seguridade social? Resposta: 3) Qual a sanção que pode ser imposta a PJ em débito com o INSS e onde está estabelecida tal sanção? Resposta: 4) Existe norma específica que fala da PJ? Resposta: 5) Em relação as contribuições atinentes a seguridade social. 202 .3. mas que teriam autorização no texto constitucional que poderia apontar? Resposta: 3.

Questões do TRF1 1) O que é uma propriedade fiduciária? Dê-me um exemplo.5.1.6. Direito Civil 3.5.1.6.2.1. Questões do TRF2 1) O contrato de fiança é plurilateral? Resposta: DESSE PONTO EM DIANTE: RESPOSTAS ELABORADAS POR EMANUEL JOSÉ MATIAS GUERRA 2) O contrato de fiança pode ser caracterizado como união de contratos? Resposta: 203 . E porque não pode se transferir o automóvel apenas por simples tradição? Resposta: 2) Na alienação fiduciária o que representa o chamado excesso de meio? Se pratica um contrato objetivo menor que é apenas a alienação em garantia.Resposta: 6) O SAT tem alíquotas variáveis? Tem algum tipo de categorização? Resposta: 3.1. Questões do TRF5 3.6.6.1. Validade e Invalidade dos Contratos. Questões do TRF4 3. Como se dar a alienação fiduciária de automóvel? É a regra? Como se adquire a propriedade móvel? Tradição.1.5.4. Resposta: 3. Contratos Fiduciários e Indiretos 3.

do agente que cumpre um contrato mesmo sabendo que sobre ele pende vício de anulabilidade. que a convalidação é o ato jurídico que com efeitos retroativos sana vício de ato antecedente de tal modo que ele passa a ser considerado como válido desde o seu nascimento. é autoridade superior). embora se possa efetivamente perceber a real intenção do agente. convalidação e ratificação? Resposta: Embora haja bastante controvérsia doutrinária sobre o alcance dos conceitos. realizada pela mesma pessoa que praticou o ato a ser ratificado. 3) Há produção de efeitos em negócio inexistente e negócio inválido? Resposta: Há clássica afirmação no sentido de que os atos inválidos são aptos à produção de efeitos. que presume a remissão do penhor. por exemplo. 3. É o caso. pela própria configuração do contrato de fiança. em que uma pessoa garante ao credor o cumprimento de uma obrigação assumida por outra pessoa (o STJ não aceita a ―autofiança‖). Assim. em geral. Questões do TRF3 1) Qual a diferença entre confirmação. ao passo em que a confirmação é realizada por outra pessoa (quando no Direito Administrativo. A ratificação seria uma de suas modalidades.1. ocorre em situações nas quais há manifestação de vontade. por sua vez. mas esta não se dá pela forma escrita. pode-se incluí-lo no conceito de união de contratos. entendese. razão pela qual manifesta sua tácita vontade de não questionar a validade da avença. 2) Qual a diferença entre silêncio. representa situação em que a lei atribui a determinado comportamento um específico significado de um declaração de vontade negocial. pode-se dizer que o silêncio é a ausência completa de manifestação de vontade. ainda que não haja necessariamente relação de ―acessório X principal‖. A vontade tácita. que somente produz efeitos na medida em que estes sejam reconhecidos pela lei. conceito bastante próximo do anterior. enquanto não desconstituídos. Já a vontade presumida. É o caso da devolução da coisa empenhada. vontade tácita e vontade presumida? Resposta: Embora haja divergência na doutrina acerca do real alcance dos termos.3.Entende-se como união de contratos a circunstância em que dois ou mais ajustes estão ligados funcionalmente entre si. ao passo em que os atos inexistentes jamais podem 204 .6.

Na prática. dessa reunião é originado um sobrevalor. haverá produção de efeitos.produzir efeitos. (b) A importância de saber o conceito de empresa é ligada a todo o regime jurídico especial aplicado ao conjunto de pessoas que exercer atividade profissional organizada para a produção ou circulação de mercadorias e serviços. razão pela qual prescindiriam até mesmo de declaração judicial de sua inexistência.6. se o desconto dos valores não for percebido pelo aposentado. o contrato inexistente produzirá todos os seus efeitos e o ―pagamento‖ será integralmente realizado.2. de fato.6.5.7.1. Questões do TRF2 1) (a) O que é o estabelecimento. Direito Empresarial 3. como se define isto? Resposta: (a) O estabelecimento empresarial pode ser definido como o conjunto organizado de bens corpóreos e incorpóreos reunidos pelo empresário para o exercício da empresa. até que sobrevenha manifestação judicial em contrário. essas pessoas serão classificáveis como individuais empresários? (d) Serão uma sociedade? (e) Numa situação concreta.7. Sociedade Limitada 3. se eu encontro pessoas exercendo uma atividade comercial. mas até que haja determinação judicial em contrário. qual a importância prática de saber qual o conceito de empresa? (c) Qual a relevância do conceito de empresa para o direito? (D) Se a empresa não estiver contida numa sociedade. o contrato não existe.1. razão pela qual o valor do estabelecimento é maior do que o da soma dos bens individualmente considerados. Questões do TRF5 3. em que identifico pessoas praticando atos de comércio. Exemplo conhecido dos tribunais federais é o caso do aposentado do INSS que tem valores descontados em seu benefício por suposto contrato de empréstimo consignado com instituição financeira.1. já que sequer reúnem os requisitos de existência dos atos jurídicos em geral. Questões do TRF4 3. 3.1. 205 . entretanto.4.1.7. conhecido como aviamento (Direito Italiano) ou fundo de comércio.1. nesse ambiente de empresa. empresário? (b) Nesse conceito de empresa. Questões do TRF1 3.7. é possível que haja produção de efeitos em atos inexistentes.

mesmo antes da constituição da personalidade jurídica entende-se que o conjunto de bens destinados ao exercício da empresa se constitui em patrimônio especial. com a organização profissional dos fatores de produção.1. razão pela qual a formalização citada não produz efeitos em relação aos credores anteriores.5. Questões do TRF3 3. Questões do TRF5 01) Discorra sobre a responsabilidade dos sócios. CC). 206 .1. 988 c/c 1. a posterior constituição de pessoa jurídica não pode prejudicar o sobredito ato jurídico perfeito. Relativamente às obrigações contraídas antes de sua constituição eles respondem ilimitadamente. 3) Digamos que a sociedade que eles formem constitua um patrimônio.7. estará caracterizada. salvo hipóteses excepcionais. se a atividade é exercida de forma profissional.3. é. a conceituação de empresário não depende mais da prática de atos de comércio. na prática. um conjunto de pessoas. previstas no Código Civil.7. constituindo uma sociedade com um tipo de responsabilidade limitada? Como fica isto relativamente às obrigações já contraídas? Resposta: Tendo-se em vista que as relações anteriores foram formalizadas em momento no qual não se existia qualquer limitação de responsabilidade (citação).1. mas sim da forma como é exercida a atividade. em face de sua afetação. Nessa caso não serão uma sociedade. compromete o patrimônio social por eles formado ou não? Resposta: Sim. na parte destinada ao Direito de Empresa.7. que pressupõe. de forma habitual e com intuito de lucro. com normas regulamentadoras especiais. a atividade de empresário.(c) e (d) A atividade organizada de produção e circulação de mercadorias e serviços exercida por pessoa individual faz incidir o conceito de empresário individual. mas sim um empresário individual.4.024. respondendo inicialmente pelas obrigações sociais (arts. Assim. 2) Evoluindo neste mesmo exemplo: se estes empresários resolvem formalizar a relação. (e) Na atual teoria da empresa. Questões do TRF4 3. 3. Indago: essa limitação de responsabilidade contém o patrimônio social também. i.

02) O capital social pode ser alterado pelos administradores ou apenas pelos sócios? Resposta: Nos termos do artigo 1076.039. a responsabilidade dos sócios é limitada ao valor de suas cotas. §1º) Nas sociedades em nome coletivo. do tipo empresarial escolhido para a atividade. será inicialmente suportada pelo referido patrimônio. sócios que representem ¾ do capital social. 207 . a alteração do contrato social. 990). já há personalidade jurídica. Já no que tange às diferenciações. tem-se basicamente o que segue: Na sociedade em comum. não havendo que se falar sequer em responsabilidade pela integralização das demais. o sócio em geral tem responsabilidade limitada ao valor subscrito. Na sociedade em conta de participação.Resposta: A responsabilidade dos sócios das pessoas jurídicas que exercem atividades de empresário irá depender. que não tem personalidade jurídica. demanda a aprovação de. Nas sociedades em comandita por ações. todos respondem pelas dívidas sociais. apenas o sócio ostensivo exerce a atividade empresarial e apenas ele responde pelas dívidas sociais. assim entendido o conjunto de bens destinados ao exercício da atividade. ao passo em que o sócio administrador terá responsabilidade subsidiária. entre si. §único). fazer pactos limitativos de responsabilidade (art. mas ilimitada e solidária (entre si) pelas obrigações da sociedade (art. ainda que não haja personalidade jurídica. mas respondem pela integralização do capital social. os sócios comanditados são responsabilizados solidária e ilimitadamente.1. no mínimo. mas a responsabilidade é ilimitada. 282. LSA) Nas sociedades em comantida simples. que é o patrimônio de afetação. há ao menos a limitação da responsabilidade. As obrigações ligadas à empresa. enquanto os comanditários respondem apenas pelo valor de suas cotas. de forma ilimitada. Nas sociedades limitadas. I do Código Civil. A especialização patrimonial somente produz efeitos entre os sócios (art. ressalvado o já citado patrimônio de afetação (art. 994. Em comum. os sócios respondem apenas e tão somente pela integralização da sua cota social. basicamente. de que depende a alteração do capital. embora os sócios possam. Nas sociedades anônimas.

Petição Inicial.0000. Questões do TRF5 208 . na esteira da Súmula 61 do TFR. OU DE CONSTITUIÇÃO DE SERVIDÃO ADMINISTRATIVA.8. litisconsorcial. NÃO PODERÁ SER OBRIGADA A INTEGRAR A RELAÇÃO PROCESSUAL.8. entende-se.001685436.1.4. o que somente se dá com a assistência simples ou litisconsorcial (TRF1 .3. Recebimento da Inicial. Audiência de Instrução e Julgamento.0000. Questões do TRF4 3.8. COMPETINDO O JULGAMENTO À JUSTIÇA ESTADUAL 2) A assistência que atrai a competência da Justiça Federal é simples.2011. Procedimento Sumário. PROPOSTA POR CONCESSIONÁRIA DE ENERGIA ELÉTRICA. Intervenção de Terceiro e Ação Declaratória Incidental 3.8. Resposta do Réu. Questões do TRF3 3.0025997-34. MANIFESTANDO A UNIÃO EXPRESSAMENTE FALTA DE INTERESSE EM INTERVIR NO FEITO. isto é.1. Procedimento. de 17/08/2012). Direito Processual Civil 3.1.8. Hipóteses de Admissibilidade.1.3.2.4. qual é a classificação correta? Resposta: Embora haja bastante discussão jurisprudencial sobre o tema. Questões do TRF2 1) Com relação às concessionárias. Audiência Inicial. que a intervenção da União com base em interesse meramente econômico (Lei 9. Questões do TRF1 3. o juiz federal pode obrigar a União a figurar no feito? O que diz a Súmula do TRF 2? Resposta: Diz a súmula Súmula 41 do TRF-2: NA AÇÃO DE DESAPROPRIAÇÃO. 3.1. Valor da Causa e Caracterização por Matérias.01.8.8.1. Citação.4. com a demonstração do interesse jurídico.5.46997) não atrai a competência da Justiça Federal (TRF1 .1.01.2002. de 25/07/2012).

9. 3. Recursos 3. 3) Da decisão que rejeita o pedido de liberdade provisória sem fiança. V.3. autores como Nelson Nery entendam desnecessário o segundo requisito. Atualmente.9. ainda que não previsto no CPP de forma expressa. embora. Embargos infringentes e de nulidade e o Recurso extraordinário. a Carta Testemunhável.1. em face da presunção de inocência e do duplo grau. a Apelação. não há mais discussões a respeito da matéria. com a revogação do artigo 595 do CPP. 4) O réu que responder o processo em liberdade poderá ter sua prisão decretada imediatamente após a decisão de recurso no Tribunal? 209 . o Recurso Especial. tem aplicação no processo penal. Admite-se. na doutrina. desde que haja dúvida objetiva e respeito ao prazo do recurso tido como correto.9. ainda existe a prisão como condição de apelar? Resposta: Não. 2) Aplica-se o princípio da fungibilidade no Processo penal? Resposta: Também conhecido como ―Teoria do Recurso Indiferente‖ ou do ―Tanto vale‖. CPP).1. Questões do TRF3 1) Quais os recursos previsto no CPP? Resposta: O CPP prevê de forma expressa apenas o Recurso em sentido estrito (RESE). os Embargos (e os embarguinhos). o Agravo Regimental e o Agravo contra decisão denegatória de recurso especial ou extraordinário. Questões do TRF1 1) No tocante ao apelar em liberdade.1. Já era reconhecida pela jurisprudência dos tribunais a impossibilidade de imposição da referida condicionante. cabe RESE? Resposta: Sim.2. 581.1.9.3.1. Questões do TRF2 3. Direito Processual Penal 3.9. por expressa disposição legal (art.

1. Questões do TRF5 3. Tutela Administrativa do Meio Ambiente.3.10.10. por si só.5.10. Questões do TRF4 210 .1. a liberdade se impõe. 3.2. no recurso de apelação o tribunal poderá deferir a liberdade? Resposta: A liberdade se imporá se não estiverem presentes os motivos da prisão preventiva. Questões do TRF1 3.Resposta: A decisão do Tribunal. 5) E na hipótese de ter respondido o processo preso.10. Dessa forma. Do contrário.4.1.4.9. Questões do TRF2 3. a decisão condenatória do Tribunal somente é apta a gerar o encarceramento se presentes alguns dos requisitos da prisão preventiva. Responsabilidade Administrativa em Matéria Ambiental.10. é bem provável que não haja qualquer dos requisitos da preventiva. Poder de Polícia Ambiental 3. mesmo que este tivesse respondido a todo o processo preso.403/2011 revogou a disposição do CPP que condicionava o conhecimento da apelação à não fuga do recorrente. Direito Ambiental 3.1. já tendo se manifestado o STF no sentido de que a ausência de efeito suspensivo aos recursos de natureza extraordinária (REsp e RE) não têm o condão de possibilitar a execução provisória contra o réu. sendo válido ressaltar que a Lei 12.1.9.1. Como o réu respondeu ao processo em liberdade. Questões do TRF4 3.1.10. não é apta a legitimar o encarceramento do réu.1. razão pela qual normalmente continuará em liberdade. Questões do TRF3 3.

XXIV). defesa do solo e dos recursos naturais. porém. fauna. a noção de predominância do interesse. ―jazidas. conservação da natureza. No que tange ao licenciamento foi mantida. A matéria foi detalhada pelas Resoluções 1 e 237 do CONAMA. haja vista ser competência da natureza comum. Resposta: Hely conceitua Poder de Polícia como "a faculdade de que dispõe a Administração Pública para condicionar e restringir o uso e gozo de bens. em benefício da coletividade e do próprio estado‖. XII). deu-se prevalência à atuação exercida pelo ente responsável pelo licenciamento.3. portanto. caça. É expressamente tratado pelo artigo 78 do CTN. Já a competência fiscalizatória era exercida por todos os entes. Pode-se dizer.5. deve ser levado em conta que há competência privativa da União para legislar sobre ―águas e energia‖ (art. Já no que tange ao poder fiscalizatório. minas e outros recursos minerais‖ (art. além da competência material privativa da União para ―organizar. embora não se tenha suprimido completamente a competência dos demais. e de haver previsão de competência legislativa concorrente à União. A matéria ligada à competência para o licenciamento era tratada predominantemente no artigo 10 da Lei da Política Nacional do Meio Ambiente. no princípio da supremacia do interesse públi211 . manter e executar a inspeção do trabalho‖ (art. Questões do TRF5 TRF5 – 2012 01) Trate da repartição de competência em matéria ambiental e se houve alguma alteração recente sobre o tema. salvo quando se tratasse de obra com significativo impacto ambiental de âmbito nacional ou regional. tendo-se em conta que o âmbito laboral também integra o conceito de meio ambiente. portanto. e que as demais são atribuídas a todos os entes. que há competências que são atribuídas apenas à União. 02) Compreensão do poder de polícia administrativo. Fundamenta-se. Discorra. no exercício do chamado Federalismo de Cooperação. 24. com base na preponderância do interesse. VI). em linhas gerais. 22. fundamento. razão pela qual em regra era atribuída aos órgãos estaduais. 22. Recentemente a Lei Complementar 140/2011 tratou de regular o tema da cooperação entre os entes. IV). em linhas gerais.10.1. com preferência para a palavra dada pelo ente licenciador. VI). atividades e direitos individuais. 21. como sendo apto a legitimar a instituição de exação tributária na modalidade taxa. Estados e DF para legislar sobre ―florestas. proteção do meio ambiente e controle da poluição‖ (art. pesca. Resposta: Embora haja expressa previsão constitucional no sentido de ser comum a todos os entes competência material para ―proteger o meio ambiente e combater a poluição em qualquer de suas formas‖ (artigo 23.

Pode-se dizer. como as autarquias. em face da relação de acessoriedade e seguindo a teoria da Gravitação Jurídica. que não detém. em geral. que o exercício dos atos decorrentes do poder de polícia é autoexecutório sempre que houver expressa previsão legal nesse sentido ou quando se tratar de ato urgente. 05) O poder de polícia precisa da intervenção do poder judiciário? Resposta: Os autores administrativistas. como no clássico exemplo dos radares que medem a velocidade de veículos em vias públicas. poder para decidir multar ou não multar. Dessa forma. a discricionariedade e a coercibilidade como caracarterísticas inerentes ao poder de polícia. colocado por Celso Antônio Bandeira de melo como base de todo o Direito Administrativo. 04) A administração aplicou uma multa pelo atraso na prestação. a eventual multa pelo atraso no seu cumprimento pode ser qualificada como medida acessória que visa a estimular o seu cumprimento tempestivo. a jurisprudência superior já teve a oportunidade de afirmar que. ou a atribuição de simples atos materiais a particulares. sua delegação a pessoas jurídicas de direito público. a administração estaria exercendo o poder administrativo? Resposta: Tratando-se de prestação exigível no bojo do exercício do poder de polícia. assim. por exemplo. entretanto. 212 . reconhece-se que há situações em que não pode a Administração executar diretamente as decisões derivadas do Poder de Polícia. não é cabível a extinção do feito por falta de interesse de agir. que são operados por particulares. colocam a autoexecutoriedade. como. Isso não impede. entendo que também a multa é decorrente do poder de polícia. caso a Administração opte por levar o caso ao Judiciário. Em que pese ainda não haver definição do tema. Há relevante discussão na doutrina e na jurisprudência acerca da autoexecutoriedade ou não do ato demolitório de construções irregulares. 03) Delegação a particular do poder de polícia. é possível? Resposta: Entende-se predominantemente que não é possível. ao lado da indisponibilidade do interesse público. Apesar disso.co. entretanto. no caso da cobrança de multas. em que a intermediação do Judiciário é necessária. haja vista tratar-se de faculdade eminentemente pública.

para os demais. Discorra. Nacionalidade: Aquisição. Questões do TRF3 3. em virtude de atividade nociva ao interesse nacional. A perda. conhecimento da língua.1. Direito Internacional Público e Privado 3. depende de procedimento contraditório. adota-se tanto o modelo do jus solis como o do jus sanguinis. quanto à nacionalidade originária.11. em face de juiz federal competente. mas com diversos requisitos (como boa saúde. com requisitos de um ano de residência e idoneidade moral para os originários de países de língua portuguesa e 15 anos de residência ininterrupta e ausência de condenação penal.1.3. no Brasil é adquirida com a naturalização. a Constituição a prevê nas hipóteses de adoção voluntária de outra nacionalidade derivada. Questões do TRF5 213 . como acontece comumente com jogadores de futebol. que prevê a naturalização para o residente há mais de quatro anos. pela nacionalidade brasileira. razão pela qual não pode ser tida como automática toda vez que um nacional se naturaliza em outro Estado. Quanto à perda. como o que nasce no exterior.1. Perda e Mudança 3.11. é prevista na Constituição. salvo se imposta como condição para a permanência no Estado estrangeiro ou o exercício de direitos civis.3. razão pela qual é brasileiro tanto aquele que nasce no território nacional (salvo se um dos seus pais estiverem a serviço do seu país). e no Estatuto do Estrangeiro. etc. perda e aquisição. Questões do TRF4 3. desde que registrado na repartição brasileira competente no exterior ou que venha morar no Brasil e opte a qualquer tempo.1.11.1.11.11. Resposta: Nacionalidade pode ser definida como um vínculo jurídico-político que une uma pessoa a um Estado. ou ao que tiver cancelada sua naturalização.11. Questões do TRF1 3. por sentença judicial. Já quanto à nacionalidade derivada.5.). depois da maioridade. 3. No Brasil.11.2.1.1. profissão. entretanto.4. Questões do TRF2 1) Nacionalidade: Conceito. filho de pai ou mãe brasileira a serviço do Brasil ou filho de pai ou mãe brasileira.

existentes. de pensar.12.3. 214 . pela ação humana. portanto.13.1. o fato social – objeto da sociologia – se constitui na maneira de agir. independentemente da sociedade em que ocorrem. Questões do TRF3 3. é algo que a natureza apresenta em seu curso natural.13.1. Para o autor. não construído.3. O fato natural. 3. Questões do TRF2 3.1.12. o que é o algo social e o algo natural? Resposta: O conceito de fato social foi cunhado por Emile Durkheim como forma de delimitar o campo de abrangência do estudo da ciência da sociologia. Sociologia do Direito 3. Questões do TRF1 1) Qual a teoria predominante em relação à natureza e a sociabilidade. que independe completamente do Direito.1.1. ordinário.12. Questões do TRF1 1) O que é justiça? Resposta: O termo comportou diferentes acepções. ao longo da história. na mesma medida em que o fato social condiciona a sociedade. esta determina o molde do fato social.1.12. de sentir exteriores ao indivíduo.12. Questões do TRF4 3. Fato Jurídico e Fato Social (Relações) 3. Filosofia do Direito 3. dotadas de um poder de coerção.13.1.4. Questões do TRF5 3.1. Dessa maneira.1. por sua vez. Justiça e Legalidade 3.2.12.12. Cita-se comumente como exemplo de fato social as regras de postura e de etiqueta.5.1. portanto.

de maneira geral. sobretudo com sua demonstração em atos públicos.2.13. a decisão do STF em que se autorizaram as marchas contra a proibição da maconha. nesse sentido. Dessa maneiro. bastando. Entre os contemporâneos. É de se destacar. 3. na prática. Questões do TRF2 3. pelo simples fato de serem indivíduos. e agora vistos como legítimo exercício do direito de não concordar com as políticas públicas instituídas.13. Pode-se dizer.1.13. Questões do TRF4 3. demonstrar a insatisfação mediante o não apoio ao poder estabelecido. o termo justiça denota. de uma igualdade que não existe.3. Questões do TRF3 3. em que a todos os indivíduos de uma comunidade.1. Para Aristóteles. decorrente da própria diferença entre os homens. desde que exercida de modo a não violar direitos ou legítimas expectativas de terceiros. ao mesmo tempo. efetivamente.1.5.1. portanto. para tanto. legalidade e igualdade. Questões do TRF5 215 . justo é tanto aquele que cumpre a lei (justiça em sentido estrito) quanto aquele que realiza a igualdade (justiça em sentido universal). antes tratadas como crime de apologia. serem dadas as mesmas condições de obtenção da felicidade que são dadas a todos os outros. sem que haja necessariamente confronto físico. Miguel Reale ressalta que a Justiça é um valor que só se releva na vida social. e não teve consequências mais benéficas? Resposta: Por desobediência civil deve-se entender toda forma de protesto contra um poder político instituído.Tratada por Platão como a virtude que tem proeminência sobre todas as outras. a desobediência civil. 2) O senhor é a favor da desobediência civil? E a ordem estabelecida.13.4. em alguns momentos da história não foi rompida. no sentido de busca. que por Justiça deve-se entender uma situação ideal. é instrumento válido de tentativa de mudanças sociais sem uso da violência. Assim.

é plenamente possível a análise da recepção. no sentido de não se conceder validade a normas que violem seu conteúdo. seja um artigo da Lei Maior alterado por emenda). sob pena de surgir um verdadeiro caos jurídico toda vez que se alterar a norma constitucional. Questões do TRF2 1) O que é o fenômeno da recepção? Norma anterior pode ser objeto de controle de constitucionalidade concreto? Resposta: O fenômeno da recepção é a análise individualizada de compatibilidade da lei préconstitucional com a norma constitucional superveniente (seja uma nova Constituição. 216 . Há exemplos na Constituição? Resposta: A despeito da semelhança. pela revogação da norma que a revogou. a repristinação deve ser expressa dada a dicção do artigo 2º. Ponto 04 4. até que se declare a ausência de compatibilidade. em face da alteração do parâmetro constitucional. Direito Constitucional 4.1. VI da Constituição. para os decretos autônomos.1.1. Discorra e diferencie. que retiram seu fundamento de validade na própria Constituição Federal.1.2. No que tange ao controle concreto. Decorre da premissa de que. são vocábulos com significação diversa. é cabível a ADI.4. todas as normas pretéritas continuam em vigor. Questões do TRF1 1) Cabe ADI em face de decreto autônomo? (Natureza de primariedade) Resposta: A Ação Direta de Inconstitucionalidade é a forma de controle concentrado cabível em face de atos normativos primários. elaborados com fundamento direto no artigo 84. também deve ser assegurado no âmbito do controle concreto. A repristinação é um fenômeno legislativo no qual há a entrada novamente em vigor de uma norma efetivamente revogada. Assim. já que não há instrumento infraconstitucional que o fundamente. Controle de Constitucionalidade 4.1.1. 2) Efeito repristinatório e repristinação. §3º da LINDB. Contudo.1. 4. já que a Força Normativa da Constituição. isto é.1.

pelos demais poderes -. mas. 4) Explane sobre controle de constitucionalidade. E a decisão declaratória apenas reconhece determinada situação. Com isso. a nulidade. Assim. já que não é produto do Constituinte Originário. no caso. No Brasil adotou-se o modelo jurisdicional de controle – embora possa ser feito. Uma vez ultrapassado o controle. é necessário explanar brevemente sobre o princípio que lhe dá suporte: o princípio da nulidade do ato inconstitucional. o efeito repristinatório é a reentrada em vigor de norma aparentemente revogada. a norma que nasce nula (declarada inconstitucional) não poderia revogar a anterior validamente.Já o efeito repristinatório advém do controle de constitucionalidade. Essa tese é embasada no fato de que a decisão que reconhece a inconstitucionalidade é declaratória. entretanto. construção do legislador constitucional. Não é apenas anulável. 3) É possível controle de Emenda à Constituição? Resposta: O controle de constitucionalidade é a análise acerca da compatibilidade formal e material das leis infraconstitucionais em relação à Constituição Federal. Resposta: Trata-se da análise da compatibilidade de toda a legislação infraconstitucional com os preceitos inseridos na Constituição da República. Para compreendêlo melhor. em algumas hipóteses. o ato inconstitucional nasce eivado de nulidade. Assim. legitimado em face da supremacia formal desta. 5) Fale sobre a modulação dos efeitos temporais na ADI. Para este princípio implícito. como a Emenda Constitucional é inferior à Constituição. Isso não confere ao judiciário um alargamento de seu poder (legislando)? Resposta: 217 . a norma passa a ter o mesmo status da demais normas constitucionais. é perfeitamente cabível o controle de sua constitucionalidade. como deixa ver o artigo 59 da Constituição. tanto na modalidade difusa – surgida nos EUA – como na concentrada – modelo austríaco. extraído do controle difuso de constitucionalidade e acolhido em nosso ordenamento. ao contrário. ocorrendo quando uma norma que revogou outra é declarada inconstitucional.

7) Há correntes que veem uma extravagância do Poder Judiciário. Como vê essa questão? Haveria essa invasão do Poder Judiciário? Resposta: O reconhecimento da possibilidade de modulação dos efeitos da declaração de inconstitucionalidade foge às linhas teóricas do entendimento no sentido de que a lei inconstitucional é nula. Por razões de segurança jurídica. pois que estaria exercendo um poder normativo a partir do momento que dá efeito prático a um preceito que ele já declarou inconstitucional. permite-se a declaração de inconstitucionalidade sem pronúncia de nulidade. Resposta: Em linhas gerais. entretanto. por razões de segurança jurídica.868/1999 e 11 da Lei 9. mesmo inconstitucional. entretanto. Faz-se. como se a lei jamais tivesse existido. em sede de controle concentrado. o controle de constitucionalidade é a análise da compatibilidade de toda a legislação infraconstitucional com os preceitos inseridos na Constituição da República. Entretanto. então. na medida em que confere possibilidade ao STF de dar validade a norma que contraria a Constituição. razão pela qual não deveria produzir quaisquer efeitos jurídicos.882/1999. de fato. não devendo produzir qualquer efeito. Entende-se. De fato. ao Judiciário um poder que aparentemente excede o de mero órgão julgador. que o STF legitime os efeitos produzidos por uma lei que é nula em sua essência. O reconhecimento da inconstitucionalidade. de modo a permanecerem válidos os atos praticados na vigência da lei declarada inconstitucional. tem o condão apenas de declarar (ADI) uma situação já existente. inclusive fixando os marcos de sua vigência. em respeito ao princípio da segurança jurídica. a possibilidade de modulação de efeitos representa um certo alargamento do seu poder. em situação análoga à que consta na Constituição Portuguesa e também na Lei Orgânica da Corte Constitucional Alemã. Embora se possa entender que a modulação atua como garantia do 218 . razão pela qual a declaração de sua inconstitucionalidade deveria produzir efeitos jurídicos retroativos. 6) Faça uma diferenciação sobre o que vem a ser controle de constitucionalidade e a modulação dos seus efeitos temporais de acordo com a doutrina e a jurisprudência.A modulação de efeitos é prevista em nosso ordenamento pelos artigos 27 da Lei 9. razão pela qual o legislador dá. admite a legislação infraconstitucional a modulação dos efeitos desse reconhecimento. assim. de modo que a lei. pode produzir efeitos jurídicos válidos. desde que nesse sentido decida o STF. que a lei já nasceu nula. via de regra. de que a lei inconstitucional é nula. Trata da possibilidade de se legitimar a produção de efeitos a uma lei considerada inconstitucional. O sistema brasileiro se assenta na premissa. razão pela qual entende-se o alargamento como compatível com a Constituição. Acaba-se por permitir.

entretanto. Assim. apenas reconhece-se sua possibilidade na medida em que o próprio ato de deliberar sobre determinada matéria viole a Constituição. não se podendo falar em controle para atos classificados como interna corporis. não há como negar que sua utilização indevida pode gerar situações de indevida atuação do Poder Judiciário como legislador positivo e contrário à Constituição. antes da aprovação dos projetos. por exemplo. Já no âmbito do Judiciário acontece apenas em casos concretos nos quais se discuta o direito público subjetivo dos parlamentares de participar de um processo legislativo hígido (devido processo legislativo) que não contrarie as regras de vedação de deliberação expressamente contidas na Constituição. que incide sobre os projetos de lei ou de emenda constitucional. No âmbito do Executivo. Assim. como. por parte dos três poderes. No Legislativo. 10) Como a Constituição Federal trata o efeito repristinatório de normas constitucionais? Resposta: 219 . está sendo confeccionado e há uma discussão sobre sua compatibilidade. 8) Pode haver controle de constitucionalidade preventivo? Exemplifique.princípio da segurança jurídica. se houvesse previsão de quórum de maioria absoluta para a aprovação de emendas constitucionais. Em matérias de mero funcionamento interno. somente seria possível o controle sobre a confecção do Regime Interno se uma de suas normas violasse algum de seus mandamentos violasse expressamente uma norma cogente da Constituição. sobretudo no que tange às cláusulas pétreas. por exemplo. não seria possível o controle interno. a atuação se dá pelas Comissões de Constituição e Justiça ou pelo próprio Pleno. 9) Na hipótese em que o regimento interno da Câmara de um dos Poderes. atua-se através do veto jurídico. poderia haver esse controle de constitucionalidade pelo Supremo em relação ao que estivesse inscrito nessa norma específica interna de funcionamento de um dos Poderes? Resposta: O controle preventivo tem balizamento bastante restrito: o direito público subjetivo de participar de um processo legislativo hígido. Resposta: É possível o controle preventivo.

existem limitações? Resposta: Existem 3 graus de limitação: Formais ou procedimentais: referem-se aos órgãos competentes e aos procedimentos a serem observados na alteração do texto constitucional. E a decisão declaratória apenas reconhece determinada situação. Veda-se. Essa tese é embasada no fato de que a decisão que reconhece a inconstitucionalidade é declaratória. nas quais a livre manifestação do poder derivado reformador possa estar ameaçada. 12) Poder Constituinte Derivado. Assim. extraído do controle difuso de constitucionalidade e acolhido em nosso ordenamento. assim. a reforma em casos de estado de sítio e de defesa. é perfeitamente cabível o controle de sua constitucionalidade. o efeito repristinatório é a reentrada em vigor de norma aparentemente revogada. e em intervenção federal. de extrema gravidade. Circunstanciais: são limitações consubstanciadas em normas aplicáveis a situações excepcionais. Para este princípio implícito. como a Emenda Constitucional é inferior à Constituição. ao contrário. Com isso. como deixa ver o artigo 59 da Constituição. 220 . entretanto. a norma que nasce nula (declarada inconstitucional) não poderia revogar a anterior validamente. mas. ocorrendo quando uma norma que revogou outra é declarada inconstitucional. Uma vez ultrapassado o controle.O efeito repristinatório advém do controle de constitucionalidade. 11) É possível controle de constitucionalidade de EC? Resposta: O controle de constitucionalidade é a análise acerca da compatibilidade formal e material das leis infraconstitucionais em relação à Constituição Federal. já que não é produto do Constituinte Originário. o ato inconstitucional nasce eivado de nulidade. Assim. Para compreendê-lo melhor. a nulidade. a norma passa a ter o mesmo status da demais normas constitucionais. no caso. construção do legislador constitucional. Não é apenas anulável. é necessário explanar brevemente sobre o princípio que lhe dá suporte: o princípio da nulidade do ato inconstitucional.

sendo com ela compatível. Fala-se ainda em limitações temporais. a não recepção ocorre quando a norma é incompatível com a nova constituição. sendo revogada com o advento da norma hierarquicamente superior. ocorre quando uma norma. Já a inconstitucionalidade superveniente. compatível com a Constituição. anterior à Constituição. não propriamente inconstitucionalidade. segundo as quais a Constituição não poderia ser emendada antes de decorrido determinado lapso temporal. em razão da incompatibilidade com a Constituição. 12) Poder Constituinte Derivado. mas de revogação de norma anterior pela nova norma hierarquicamente superior (ADIQO 7. haverá revogação da norma e. Nesse caso.Materiais: impedem a alteração de determinados conteúdos consagrados no texto constitucional. permanecendo em vigor. Ao reverso. é com esta incompatível. por posterior reforma do texto constitucional ou por circunstâncias fáticas. a questão não é propriamente de inconstitucionalidade. fenômeno semelhante. São as denominadas cláusulas pétreas. se torna com esta incompatível. Segundo entendimento do STF. 221 . existem limitações? Resposta: 13) Qual artigo contém as cláusulas pétreas? Resposta: DESSE PONTO EM DIANTE: RESPOSTAS ELABORADAS POR ÉRICO RODRIGO FREITAS PINHEIRO 15) O que significa recepção e não recepção? Resposta: Há recepção quando uma norma pré-constitucional guarda conformidade com uma nova Constituição. que é hierarquicamente superior. 16) Qual a diferença entre inconstitucionalidade superveniente e não recepção? Resposta: Como exposto anteriormente. a não recepção ocorre quando a norma. Não previstas na atual Constituição. ADI 2).

. Paulo Brossard defendeu que a incompatibilidade de norma anterior à Constituição com o texto dessa encerra hipótese de revogação. 222 . 18) Que entendimento o STF adotou. 19) Lembra quem foram os ministros do STF que travaram o debate célebre em que ficou decidido que a norma infraconstitucional incompatível com a constituição superveniente encerra hipótese de "não-recepção". a diferença é substancial pois.) Ação direta de que se não conhece por impossibilidade jurídica do pedido). Por exemplo. ADIN não poderia tratar deste tema (pelo fato de ser superior. mesmo podendo ser tratada de revogação. (Seria ilógico que a lei fundamental. a Constituição não deixa de produzir efeitos revogatórios. Considerou-se que o exercício da atividade jornalística encontra-se submetido apenas às restrições constantes do próprio texto constitucional. disciplinada pela Lei n. recentemente. que a compatibilidade da norma com a Constituição seja objeto de Arguição de Descumprimento de Preceito Fundamental. leis ordinárias. pois não se trata propriamente de inconstitucionalidade. por afrontar as disposições relativas à liberdade de imprensa. o STF considerou a Lei de Imprensa incompatível com a Constituição de 1988. Quem foi o ministro relator. 130. 2. Prevaleceu o entendimento do relator. por ser suprema. ao ser promulgada. foi caso da ADPF n. poderia ser objeto de ADIN. neste caso? Resposta: No julgamento da ADPF n. (. sendo inconstitucionalidade. por este motivo. no sentido de se tratar de revogação e que.. acerca da lei de imprensa. 130. da Constituição. Este Ministro defendeu que. a verificação de compatibilidade de uma norma anterior à Constituição não pode ser objeto de ação direta de inconstitucionalidade. Já o Min. cujo relator foi o Ministro Carlos Ayres Britto. contudo. Sepúlveda Pertence considerou que a não recepção implica em inconstitucionalidade. mas de revogação da norma anterior. cujo objeto foi a Lei de Imprensa (Lei n. 9882/1999. não revogasse. 102. segundo seu entendimento. devendo ser solucionada no âmbito do direito intertemporal.17) Não recepção pode sofrer controle concentrado? Qual a lei? Resposta: Segundo entendimento do STF. e não hipótese de "revogação"? Resposta: Referido rebate foi travado no bojo da ADI n. não podendo o legislador ordinário criar outras limitações. Admite-se. que regulamentou o art. entre os ministros Paulo Brossard (relator) e Sepúlveda Pertence. O Min. não sendo apenas revogação. 5250/67). parágrafo primeiro.

a declaração de inconstitucionalidade tem efeitos erga omnes e ex tunc. seriam consideradas prejudicadas (ADI 2197). não apenas no cronológico. Nos casos em que há modulação. Entendeu que ―não se admite a figura da constitucionalidade superveniente”. no sentido de que norma posterior revoga norma anterior que seja com esta incompatível. implica em inconstitucionalidade. não seria cabível ADI contra norma constitucional vigente confrontada com norma constitucional revogada. Trata-se de declaração de nulidade. Eventuais ADIs propostas. com esta temática. recentemente. atingindo a norma no plano de sua eficácia.20) Qual a diferença entre não recepção e revogação de norma em decorrência de constituição superveniente? Resposta: Como exposto. na visão do Min. O reconhecimento da inconstitucionalidade implica em nulidade da norma. Sepúlveda Pertence. ocorre o que a doutrina chama de ―declaração de inconstitucionalidade sem pronúncia de nulidade‖. Contudo. o Tribunal considerou que a constitucionalidade da norma deve ser aferida diante da quadro constitucional vigente na data de sua edição (princípio da contemporaneidade). Contudo. 223 . não ocorre propriamente declaração de nulidade (que teria efeito ex nunc). este posicionamento não foi acolhido pela maioria do pleno do STF. atinge a norma no plano de validade. a decisão terá efeito constitutivo negativo. Nesta hipótese. Nesse caso. com efeitos retroativos à data de sua promulgação. Conforme decidido nas ADIs 2158 e 2189. 22) Qual o efeito da modulação na declaração de inconstitucionalidade? Há categoria nova ou fica no plano tão somente da validade? A modulação dos efeitos temporais dos julgados do STF atinge a norma em que nível de validade? Resposta: Por regra geral. a revogação implica em solução do conflito conforme preceitos atinentes a direito intemporal. o STF ensaia mudança neste entendimento. por razões de natureza política (preservação da segurança jurídica e excepcional interesse social). 21) Cabível ADI contra norma infraconstitucional vigente em face parâmetro normativo constitucional revogado? Resposta: Segundo entendimento tradicional no STF. sendo que a incompatibilidade material com a Constituição deve ser apreciada no plano hierárquico. Já a não recepção.

no princípio da dignidade da pessoa humana. Com fundamento. quando os quóruns de votação não são observados. quando a vida extrauterina se revela inviável.3. uma interpretação compatível com a Constituição. Pode ocorrer quando a norma é editava por ente federativo incompetente.23) Existe controle de constitucionalidade superveniente? Resposta: Segundo atual entendimento do STF. o STF considerou ser possível a interrupção da gestação neste caso (ver informativo 661). quando não há revisão do projeto iniciado em uma casa legislativa por outra. A análise da constitucionalidade da norma deve levar em consideração o quadro constitucional vigente no momento de sua edição (princípio da contemporaneidade). 54 (crime de aborto do CP)? Resposta: A ADPF 54 versa sobre a possibilidade de aborto nos casos de gestação de feto anencéfalo. possibilitando a partir dessa exclusão do texto.1. que ocorre quando promulga-se norma cujo processo de elaboração (processo legislativo) encontrase viciado. Resposta: Inconstitucionalidade adjetiva é sinônimo de inconstitucionalidade formal. 24) O que se pretende na ADPF no. 25) Exemplo de inconstitucionalidade adjetiva. principalmente.1. eventual norma. etc. mas confere-se à norma impugnada uma determinada interpretação que lhe preserve a constitucionalidade ou quando exclui-se da norma impugnada uma interpretação que lhe acarretaria a inconstitucionalidade. Interpretação conforme com redução de texto: declara-se a inconstitucionalidade de determinada expressão. 224 . nascida inconstitucional. Assim. não pode ser convalidada por alteração constitucional posterior. Interpretação conforme sem redução de texto: não há supressão textual. Questões do TRF3 1) Quais espécies de interpretação conforme são cabíveis? Resposta: A doutrina considera haver duas espécies de ―interpretação conforme‖: 1. 2. 4. quando a iniciativa do projeto de lei partiu de agente não legitimado para tanto. não se admite constitucionalidade superveniente (ADIs 2158 e 2189).

Questões do TRF1 1) Os princípios constitucionais da vedação ao confisco se aplica a tributos extrafiscais? Resposta: A doutrina majoritária entende que o princípio do não-confisco não se aplica aos tributos extrafiscais. 150.4. Em sentido contrário.2. 3) Norma legal que altera prazo de recolhimento de tributo se sujeita ao princípio da anterioridade? Resposta: Conforme Súmula 669 do STF.1. 150. III. 2) Qual a diferenciação tópica entre anterioridade e anualidade? Resposta: Segundo o princípio da anterioridade. Nesse sentido.1. III. pois estes não detém função arrecadatória. São princípios distintos em relação à chamada anualidade. Questões do TRF4 4. é vedado aso entes tributantes cobrar tributos em relação aos fatos geradores ocorridos antes do início da vigência da lei que os houver instituído ou aumentado (Art.1. a da Constituição. Direito Tributário 4.2. sendo instrumentos da política fiscal. o qual preconiza que arrecadação de determinado tributo deve ser anualmente prevista na respectiva lei orçamentária. 150. Este princípio não vigora no Brasil.1. não incidindo o art. os entes não poderão cobrar tributos no mesmo exercício financeiro em que houverem sido criados ou aumentados (Art. a CF).1. ―Norma legal que altera o prazo de recolhimento da obrigação tributária não se sujeita ao princípio da anterioridade‖. b). Pelo princípio da anterioridade do exercício financeiro. Questões do TRF5 4. Ricardo Lobo Torres e Werther Botelho Spagnol. Sacha Calmon Navarro Coelho e Aliomar Baleeiro.2. Isto porque não se cria ou aumenta tributo.4.5.1. 225 . III.1. Sistema Constitucional Tributário: Princípios Constitucionais De Direito Tributário 4.

da não surpresa.4) Distinção básica entre proporcionalidade e progressividade? Resposta: Pelo princípio da progressividade. Por consequência. parágrafo primeiro. da confiança. conforme processo legislativo constitucionalmente previsto. à medida que se aumenta a base de cálculo. a Constituição impõe a edição de lei formal para a regulamentação de determinada matéria. da Constituição). IOF. da boa-fé e da honestidade. a boa-fé deve marcar as relações jurídicas. da lealdade. Trata-se de princípio correlato ao princípio da capacidade contributiva. da probidade.1. Um exemplo é a alteração da base de cálculo do imposto de renda. É admitida no direito tributário. da iso226 . da personalidade. A progressividade é comum é considerada constitucional no Direito Brasileiro. Já o princípio da proporcionalidade implica em maior tributação aos contribuintes com riqueza tributável maior. são aplicáveis alíquotas maiores. 4.2. Este princípio incide na área tributária. Resposta: (questão truncada). Exemplo: Alíquotas do IPI. apesar de se exigir edição de lei em sentido formal. nesse sentido. significa norma editada pelo Poder Legislativo. II e IE (art. permite-se a esta estabelecer somente parâmetros de atuação do Poder Executivo. Questões do TRF2 1) Princípio da Legalidade Relativa é cabível no direito tributário? Resposta: Pela legalidade absoluta. estas relações devem ser marcadas por valorização da dignidade humana. tendo relação com os princípios da anterioridade. sem necessariamente haver alteração nas alíquotas. para dedução de despesas médicas. Exemplos: Alíquota do Imposto de renda e das contribuições previdenciárias dos trabalhadores. da vedação ao confisco. considerada uma manifestação do princípio da capacidade contributiva. 153. podendo este complementá-la por ato infralegal.2. 2) Haveria a incidência do princípio da eticidade na área tributária? Resposta: Pelo princípio da eticidade. 5) O que dizer de uma lei que estabelece alíquotas progressivas sobre. da capacidade contributiva. da cidadania. Lei. Pela legalidade relativa.

‖ Assim. ―A modificação introduzida. 3) Mudança de interpretação acarreta em novo fato gerador? Resposta: Segundo o art. Já a vigência material se confunde com a eficácia. com a aptidão para produção de eventos. Entra nesse conceito a figura da eficácia? Resposta: Vigência é a aptidão da norma. 227 . nos critérios jurídicos adotados pela autoridade administrativa no exercício do lançamento somente pode ser efetivada. com. sendo aplicável aos fatos gerados ocorridos posteriormente à mudança de interpretação.nomia. a formalização de um parcelamento de dívida tributária constitui ato jurídico perfeito. havendo mudança de interpretação. Resposta: O princípio da irretroatividade guarda relação com a eficácia das normas. da não-discriminação. de ofício ou em conseqüência de decisão administrativa ou judicial. 146 do CTN. distinguindo vigência formal e vigência material. não pode retroagir. para produção de efeitos. 4) Existe diferença entre princípios tributários e pressupostos? Resposta: 5) Diferença entre o princípio da irretroatividade e da intangibilidade. Por exemplo. Por este princípio. A vigência formal guarda relação com a própria vigência. por exemplo. 6) Conceito de vigência da lei tributária. Já a intangibilidade guarda relação com o princípio da segurança jurídica. o ato jurídico perfeito e o direito adquirido (além da coisa julgada) são intangíveis e não podem ser afetados por ato normativo posterior. válida. que visam assegurar uma relação transparente entre o fisco e o contribuinte. por exemplo. com a efetiva produção de efeitos da norma. em relação a um mesmo sujeito passivo. a possibilidade de emissão de certidões negativas. as quais não poderão retroagir para alcançarem fatos pretéritos. a vincular o contribuinte e o ente tributante. gerando todos os efeitos previstos nas normas gerais de Direito Tributário. quanto a fato gerador ocorrido posteriormente à sua introdução.

ou do que disponham esta ou outras leis de normas gerais expedidas pela União. O prazo de vigência da lei observará as disposições da Lei de Introdução às Normas do Direito Brasileiro e do CTN. 1º LINDB). a norma poderá ser vigente (apta a produzir efeitos). 150. a própria norma poderá dispor sobre sua vigência. fora dos respectivos territórios. Ou seja.7) Há alguma peculiaridade em relação às leis tributárias no que tange à eficácia? Resposta: Sim. 101. no art. Por exemplo. entra vigor 45 dias após sua publicação (art. nos limites em que lhe reconheçam extraterritorialidade os convênios de que participem. no espaço e no tempo. da legislação tributária rege-se pelas disposições legais aplicáveis às normas jurídicas em geral. Qual seria? (anterioridade máxima. 8) O somatório da anterioridade com a anterioridade nonagesimal levou a uma classificação. Quando omissa. com as ressalvas previstas neste Código. mas será desprovida de eficácia (não produzirá efetivamente tais efeitos). b e c da Constituição. editada norma em desconformidade com estes prazos. 102 dispõe sobre a extraterritorialidade: ―A legislação tributária dos Estados. nesses casos tais limitações não incidem. no País. do Distrito Federal e dos Municípios vigora. III. O CTN. o STF já decidiu que tais princípios não incidem nos casos redução ou extinção de desconto legalmente previsto (ADI 4016). média e mínima) Resposta: 9) A lei tributária que não majore nem institua tributos também devem observar essas limitações? Qual o prazo de vigência dessas leis? Poderá ter vigência extraterritorial? Qual o pressuposto para isso acontecer? Resposta: Considerando que a legislação tributária se interpreta literalmente.‖ 10) O direito tributário trabalha com a retroatividade? Também se aplica a retroatividade máxima. é vedado aos entes federativos cobrar tributos no mesmo exercício financeiro em que haja sido publicada a lei que os instituiu ou aumentou e antes de decorridos noventa dias da data em que haja sido publicada a lei que os instituiu ou aumentou. O art. Em regra. média e mínima? Resposta: 228 . prevê que a vigência. Conforme previsto no art.

não obstante vozes em contrário. São tributos vinculados aqueles que guardam relação com alguma atividade estatal relativa ao contribuinte. 12) Pode-se deduzir que. Entende que o art. por consagrar o princípio da segurança jurídica. não permite qualquer destas formas de retroatividade. são vinculados a taxa e a contribuição de melhoria. Pode haver retroatividade. fixando como marco o fato gerador efetivamente ocorrido. São não vinculados os impostos Os empréstimos compulsórios são vinculados ou não vinculados. consagrando a irretroatividade. b) média. Já a vinculação da receita remete à classificação dos tributos quanto ao destino da arrecadação. são vinculados a taxa e a contribuição de melhoria. vale dizer. porque o tributo é não vinculado. São não vinculados os impostos Os empréstimos compulsórios são vinculados ou não vinculados. Assim. Assim. quando a lei atinge os direitos exigíveis mas não realizados antes de sua vigência. Já nos tributos de arrecadação não vinculada não há essa correlação. Não necessariamente há vinculação entre fato gerador e vinculação da receita.pagamento. São tributos vinculados aqueles que guardam relação com alguma atividade estatal relativa ao contribuinte. a receita referente a esse tributo não pode ser vinculada com a despesa? Resposta: Não necessariamente. da Constituição. Já a vinculação à despesa remete à classificação dos tributos quanto ao destino da arrecadação. São de arrecadação vinculada os tributos cujas receitas devem ser destinadas a determinadas atividades. O exemplo são as contribuições para a seguridade social. São de arrecadação vinculada os tributos cujas receitas devem ser destinadas a determinadas atividades. O exemplo são as contribuições para a seguridade social. na hipótese de aplicação da norma gerar situação favorável ao contribuinte ou quanto for interpretativa (art.Segundo Sabbag. quando a lei retroage para atingir a coisa julgada ou os fatos jurídicos consumados (transação. conforme art. 167. c) mínima. apenas. 229 . IV. no que se refere ao fato gerador. 11) Receita de imposto pode ser vinculada a determinada despesa? Onde se encontra este impedimento (vinculação da receita à despesa)? A vinculação do fato gerador toca na vinculação da receita? Resposta: Não é possível a vinculação de receita de determinado imposto a receita. quando a lei nova atinge os efeitos dos fatos anteriores verificados após a sua edição. direitos já existentes mas ainda não integrados no patrimônio do titular. 106). Já nos tributos de arrecadação não vinculada não há essa correlação. prescrição).‖ Este autor entende que a Constituição. a retroatividade é ―a) máxima. 105 do CTN consagra a irretroatividade.

Consagra o princípio da não surpresa. Contudo. 195. embora a diferença seja terminológica. à natureza ou às circunstâncias materiais do fato. ou à sua graduação. 112 do CTN. em caso de dúvida quanto à capitulação legal do fato. os princípios são tidos como sinônimos. 14) No que diz respeito ao princípio do “in dubio pro contribuinte”. imputabilidade. p. c – ―antes de decorridos noventa dias da data em que haja sido publicada a lei que os instituiu ou aumentou‖). a lei tributária que define infrações. interpreta-se da maneira mais favorável ao acusado. 5º. 6º da CF ―As contribuições sociais de que trata este artigo só poderão ser exigidas após decorridos noventa dias da data da publicação da lei que as houver instituído ou modificado‖). Já a noventena seria aplicável às demais espécies tributárias (art. é aplicável às infrações tributárias? Resposta: Este princípio é aplicável às infrações tributárias. um dos princípios constitucionais tributários é o da irretroatividade tributária. XXXVI). Assim. a anterioridade nonagesimal seria aplicável às contribuições para financiamento da seguridade social (art. ou punibilidade e à natureza da penalidade aplicável. III.13) Há diferença entre o princípio da noventena e o princípio da anterioridade nonagesimal? Resposta: Para parcela majoritária da doutrina. 15) Em matéria de interpretação. ou lhe comina penalidades. Resposta: Pelo princípio da irretroatividade. à autoria. É corolário do princípio da segurança jurídica (art. ou à natureza ou extensão dos seus efeitos. 150. 150. é vedado aos entes tributantes cobrar tributos em relação a fatos geradores ocorridos antes do início da vigência da lei que os houver instituído ou aumentado (art. entende-se que há equivalência teleológica. afirmando a boa-fé que deve haver na relação entre o fisco e o contribuinte. 16) Existem exceções a esta regra da irretroatividade tributária? Resposta: 230 . Discorra. mas há autores que costumam diferenciá-los. conforme expresso no art. III. a CF). Conforme este dispositivo.

por exemplo. Por exemplo. o ato jurídico perfeito e o direito adquirido (além da coisa julgada) são intangíveis e não podem ser afetados por ato normativo posterior. 17) O princípio da capacidade tributária só existe com relação aos impostos ou também existe com relação aos outros tributos? Há diferença entre processo e procedimento tributário? Resposta: Conforme o art. a formalização de um parcelamento de dívida tributária constitui ato jurídico perfeito. gerando todos os efeitos previstos nas normas gerais de Direito Tributário. ou para outras 231 . quando deixe de tratá-lo como contrário a qualquer exigência de ação ou omissão. da constituição. a vincular o contribuinte e o ente tributante. Questões do TRF3 1) Quais elementos da regra matriz de incidência devem estar presentes na lei? Resposta: O art. nada obsta que este princípio seja aplicado às demais espécies tributárias ((RE 216.Conforme o art. em qualquer caso. com.1. o que é a intangibilidade (doutrina nova)? Resposta: A intangibilidade guarda relação com o princípio da segurança jurídica. Já o procedimento é conjunto de atos.2. conducente à prática do ato final. 106 do CTN. 97 do CTN prevê os elementos da regra matriz de incidência que devem estar previstos na lei: a definição do fato gerador da obrigação tributária principal. por exemplo. Por este princípio. praticados no bojo deste processo. Processo administrativo tributário é relação havida entre o fisco e o contribuinte. com vistas ao acertamento da situação fiscal deste último. 145. segundo entendimento do STF. a cominação de penalidades para as ações ou omissões contrárias a seus dispositivos. a possibilidade de emissão de certidões negativas. desde que não tenha sido fraudulento e não tenha implicado em falta de pagamento de tributo. a lei tributária aplica-se a ato ou fato pretérito. ou tratando-se de ato não definitivamente julgado. na esfera administrativa.3. 18) Ao lado da anterioridade. parágrafo primeiro. a fixação de alíquota do tributo e da sua base de cálculo. o princípio da capacidade contributiva é aplicável aos impostos. excluída a aplicação de penalidade à infração dos dispositivos interpretados. e do seu sujeito passivo. Contudo. que decide definitivamente a questão.259-AgR). quando seja expressamente interpretativa. quando deixe de defini-lo como infração. quando lhe comine penalidade menos severa que a prevista na lei vigente ao tempo da sua prática. 4.

o princípio da capacidade contributiva é aplicável aos impostos. ou de dispensa ou redução de penalidades.5. penalidades. / Pelo princípio da tipicidade cerrada. 97 do CTN (RE 195218). 4. Contudo. 3) As contribuições devem observar o princípio da capacidade contributiva? Resposta: Conforme o art.2.1. não ofende ao princípio da legalidade. 2) A data do pagamento do tributo pode ser fixada por decreto? Resposta: Segundo o entendimento do STF. que versou sobre a COSIP. 2º). Por esse motivo. I prevê que os entes federados não podem exigir ou instituir tributo sem lei que o estabeleça. 5º. Trate também do princípio da tipicidade cerrada. Especificamente em relação às contribuições. prazo para pagamento. bem como da CIDE-combustíveis. O art. por decreto. 232 . fixação da data de pagamento do tributo. 145. a possibilidade de aplicação do princípio ficou assentada no RE 573675. parágrafo primeiro. 97. o art. IPI e IOF. nada obsta que este princípio seja aplicado às demais espécies tributárias. prevendo todos os elementos do tributo. A CF possibilita que as alíquotas do II. possam ser alteradas pelo Poder Executivo. atualização da base de cálculo do tributo (art. da Constituição. Questões do TRF5 1) Discorra sobre a legalidade no Direito Tributário e aponte as suas exceções. segundo entendimento do STF.1. A jurisprudência considera que determinadas matérias não necessariamente devem ser disciplinadas por lei: as não constantes do citado art. II. 150. da constituição.infrações nela definidas. a norma deve prever fato gerador. IE. 97. por não ser matéria afeta ao rol do art. inicialmente. Resposta: O princípio da legalidade. está previsto no art. Questões do TRF4 4. Especificamente em matéria tributária. as hipóteses de exclusão. segundo o qual ninguém será obrigado a fazer ou deixar de fazer algo senão em virtude de lei. alíquota. a lei criadora de tributos dever ser minuciosa. p.2. suspensão e extinção de créditos tributários. 97 do CTN também elenca matérias que apenas podem ser disciplinadas por lei. base de cálculo.4. de molde a não permitir interpretações extensivas e discricionariedades.

3) Diferencie imunidade. Em relação às empresas públicas e sociedades de economia mista. A jurisprudência considera que determinadas matérias não necessariamente devem ser disciplinadas por lei: as não constantes do citado art. p. 2º). 233 . atualização da base de cálculo do tributo (art. Resposta: O princípio da legalidade. Resposta: Pela imunidade recíproca. seu patrimônio. segundo o qual ninguém será obrigado a fazer ou deixar de fazer algo senão em virtude de lei. O art. p.412-AgR). deixa de definir determinada situação como hipótese de incidência ou quando o ente não dispõe de competência. 173 e parágrafos da CF. A CF possibilita que as alíquotas do II. É dispensa legal de tributo devido. IE. prazo para pagamento. I prevê que os entes federados não podem exigir ou instituir tributo sem lei que o estabeleça. não sendo extensível às exercentes de atividades econômicas (RE 363. sendo hipótese de exclusão do crédito tributário. a União. Estados. para fazer jus à imunidade (art. bem como da CIDE-combustíveis. impedindo que determinadas situações sejam consideradas hipótese de incidência de tributos (art. 97. 150. c). o art. da Constituição. Trata-se regra protetiva do pacto federativo. Distrito Federal e Municípios não podem instituir impostos sobre patrimônio. Resposta: A não incidência ocorre quando um fato não é abrangido pela hipótese de incidência. II. inicialmente. Pode ocorrer quando um ente. 150. VI. por força do art. possam ser alteradas pelo Poder Executivo. 97. renda ou serviços uns dos outros (art.227). Já isenção ocorre quando os entes. da constituição). 5º. Em relação às autarquias e fundações. não havendo o fato gerador do tributo. está previsto no art. 150. estabelecem exceções à regra de tributação. não incidência e isenção. VI. o STF considera ser aplicável a imunidade quando prestadoras de serviços públicos (RE 424. no exercício de sua competência.2) Discorra sobre a imunidade recíproca e se ela abrange empresas públicas e sociedade de economia mista. Há imunidade quando a Constituição delimita a competência dos entes federativos. Especificamente em matéria tributária. renda e serviços devem estar afetos às suas finalidades essenciais. segundo). 150. 4) Princípio da legalidade tributária e exceções ao principio. 97 do CTN também elenca matérias que apenas podem ser disciplinadas por lei. IPI e IOF. embora possa fazê-lo.

1.3. Por constituir princípio constitucional. Tal dever implica em guardar diligência no exercício de sua função. que versa sobre a vedação nepotismo.3. quando ficar demonstrado o preenchimento de todos os requisitos legais pelo Administrado. quando não observado. Um exemplo é a súmula vinculante n. não sendo extensível às exercentes de atividades econômicas (RE 363. 2) No caso. pelo qual o Administrador Público deve observar preceitos de caráter ético. razão pela qual o respectivo alvará não poderá ser negado. Direito Administrativo 4.227). 4. 37 da Constituição. 173 e parágrafos da CF.412-AgR). o STF considera ser aplicável a imunidade quando prestadoras de serviços públicos (RE 424.1. Pergunto se a omissão só é relevante quando há um dever de agir? Resposta: 3) O senhor sabe diferenciar o alvará de licença e alvará de autorização? Resposta: A licença constitui ato administrativo vinculado. Ato Administrativo. pela Administração. haveria a possibilidade de omissão lícita? A chave do problema está na chave do vocábulo causar. previsto no art.5) No que concerne às empresas públicas e sociedades de economia mista. essas entidades são beneficiadas pela imunidade tributária da Constituição? Resposta: Em relação às empresas públicas e sociedades de economia mista. 13. Questões do TRF1 1) Enquanto juiz federal o senhor anularia um ato administrativo pelo princípio da boa administração sem interferência de alguma regra? Resposta: O princípio da boa administração guarda relação com o princípio da moralidade.3. consubstanciando a possibilidade de atuação com fulcro neste princípio. distinguindo o honesto do desonesto. Políticas Públicas 4. 234 . por força do art. Já a autorização é ato discricionário e sua emissão depende da análise de mérito pela Administração (conveniência e oportunidade).1. permite-se a declaração de nulidade de ato administrativo.

vise à produção de efeitos jurídicos. 235 . O regulamento é autônomo quando extrapola sua função. I. r) .3. todos os seus atos são passíveis de revisão judicial. XXXV da Constituição). nesta hipótese. deixando de ter relação de dependência com a lei em sentido estrito (ato normativo. segundo José dos Santos Carvalho Filho. Sempre se considerou que os regulamentos autônomos seriam nulos. nos quais a Administração não atua sob regime de Direito Público. Autoexecutoriedade é possibilidade execução imediata do ato praticado pela Administração. sem serem considerados atos administrativos. o Pretório Excelso poderá apreciar todas as decisões proferidas por este Conselho. 102. 4. doutrina recente considera que o regulamento autônomo retira seu fundamento de validade diretamente da Constituição. Nem todos os atos são dotados de exigibilidade. Questões do TRF2 1) Todo ato da Administração é ato administrativo? Os atos administrativos são sempre exigíveis? O que seria autoexecutoriedade do ato administrativo? Resposta: Nem todo ato da administração constitui ato administrativo. sob regime de direito público. Editado o ato. Assim. Sendo o STF o órgão competente para processar e julgar todas as ações contra o CNJ (art. O CNJ constitui órgão administrativo. tampouco excedê-la. Alguns atos não possuem este atributo. Contudo. a fim que seu objetivo seja imediatamente alcançado. na ausência de lei em sentido formal que regule a matéria. 5) O que seria um regulamento autônomo? Resposta: O regulamento tem por finalidade explanar e estabelecer procedimentos para a correta aplicação da lei. são lícitos. dotado de generalidade e abstração. Por exemplo. Não pode contrariá-la. Ato administrativo.4) Quais os limites à rescindibilidade pelo STF das decisões do CNJ? Resposta: (Opinião pessoal). que. que só podem ser executadas pelo Poder Judiciário.2. diante do princípio da inafastabilidade da jurisdição (art. onde prepondera o interesse privado. 5º.1. como a cobrança de multas. Há atos que. carece à Administração interesse em exigir seu cumprimento. com o fim de atender ao interesse público‖. editado pelo Poder competente). Sendo órgão administrativo. os contratos firmados sob regime de Direito Privado. é ―a exteriorização de vontade de agentes da Administração Pública ou de seus delegatário. são apenas atos da Administração. O exemplo são as autorizações e permissões.

pelo Poder Público Municipal. 182 . fale a respeito? Resposta: O parcelamento compulsório é medida prevista no art. É medida que deve ser aceitada e cumprida voluntariamente pelo particular. 5) Motivo e mérito do ato administrativo são a mesma coisa? 236 . no qual se gera uma perspectiva de estabilidade. Distinguem quanto à finalidade primordial: atendimento ao interesse particular (autorização) ou público e privado (permissão). sem direito a indenização. ou quando ficar caracterizado desvio de finalidade. as liminares em Mandado de Segurança (art. 5º do Estatuto das Cidades ( Lei 10257/2001). Ambos são atos unilaterais. é possível ao Poder Judiciário editar provimentos tendentes a afastar a exigibilidade de atos administrativos. não é ato dotado de autoexecutoridade. ao particular. podem ser revogados. como medida para assegurar o cumprimento da função social do solo urbano. pode haver indenização nos casos de atos editados com prazo certo. Diante do princípio da inafastabilidade da jurisdição. discricionários e precários. Embora seja assim denominado.2) Uma decisão judicial pode obstar a autoexecutoriedade do ato? Resposta: Sim. Por vezes. atendendo primordialmente a seu próprio interesse‖. ao lado da edificação ou utilização compulsórios. 7º da Lei 12016/2009) e em Ação Civil Pública (arts. Já permissão de uso seria ―o ato administrativo pelo qual a Administração Pública consente que certa pessoa utilize privativamente bem público. em regra. atendendo ao mesmo tempo aos interesses público e privado‖. parágrafo quarto. pode trazer graves danos aos cidadãos. de molde a evitar a incidência de IPTU progressivo no tempo e desapropriação do bem. 4) Autorização e permissão de uso público são revogáveis pela Administração? Qual seria a pedra de toque para diferenciar a autorização da permissão? Existe a possibilidade de o particular pleitear indenização no caso da revogação da autorização ou da permissão? Resposta: Segundo José dos Santos Carvalho Filho. 3) Art. I. da Constituição e art. a execução de um ato administrativo. dentre outros vícios. Contudo. 4º e 12 da Lei 7347/85). ―autorização de uso é o ato administrativo pelo qual o Poder Público consente que determinado indivíduo utilize bem público de modo privativo. Sendo discricionários.Parcelamento compulsório x auto-executoriedade. Por exemplo. viciado. 182.

Questões do TRF5 4. um discutível e pouco seguro direito penal do autor.4. daí muitos questionarem a legitimidade da contravenção de vadiagem. Direito Penal 4. segundo José dos Santos Carvalho Filho. Já o mérito. foi inaugurada por Mezger e introduziu no direito penal. apenas pelo o que ele fez (direito penal do fato). 4. mas sim. nas palavras de Assis Toledo. Questões do TRF4 4.1. A despeito disso.4. Questões do TRF1 4. em linha reta. mas por aquilo que ele é. típico direito penal do autor. Motivo é requisito do ato administrativo.Resposta: São distintos. mas sim.4. daí derivando. É a situação de fato ou de direito que gera a vontade do agente quando pratica o ato administrativo.1. que deve estar presente sempre.3. Nesse cenário.3. CP.4. inspiradoras do ato discricionário. utilizando-se de conceitos psicológicos.3. inserta nas cláusulas "cegueira jurídica" ou "inimizade com o direito". é a avaliação de conveniência e oportunidade relativas ao motivo e objeto (elementos do ato administrativo). o regime jurídico penal brasileiro não admite que o autor de um crime seja punido ou que tenha sua pena-base aumentada por aquilo que ele é (direito penal do autor).1.1.4. segundo este autor.5. O juiz definirá a conduta social do agente através de um fato do processo ou utilizando-se de conceitos psicológicos (Sigmund Freud)? Resposta: A visão de culpabilidade pela conduta de vida. o juiz definirá a conduta social do agente não através de um fato do processo. 237 . 59. Pena.3. Questões do TRF2 DESSE PONTO EM DIANTE: RESPOSTAS ELABORADAS POR FLÁVIO FRAGA E SILVA 1) Discorra sobre a culpabilidade diante da conduta de vida do agente frente ao art.1. Valoração 4. a possibilidade de condenação do agente não por aquilo que ele faz.1. Questões do TRF3 4.2.1.

59 do CP. 5) Quais as penas na CR/1988? O rol é taxativo? Quais as vedadas? Resposta: QUESTÃO REPETIDA (vide item 2 acima) 6) Pode-se prever a pena de advertência? 238 . 3) Culpabilidade pela conduta de vida e o art. da CR/88. b) perda de bens. 5º. Ela pode. que o Legislador pode prever penas de outra natureza. diante do caráter exemplificativo das hipóteses. e) cruéis. Discorra. às claras. Conduta social. uma vez que o texto do referido inciso afirma. Noutro norte. Além disso. XLVI. Resposta: QUESTÃO REPETIDA (vide item 1 acima) 4) art. XIX. d) prestação social alternativa. responsabilidade. 84. expressamente. Esse rol não é taxativo. conforme estabelecido pelo art. é possível ser levado em consideração ao aplicar a pena? Resposta: A conduta social é o comportamento da pessoa em relação a sua família.. CP. que a lei adotará as seguintes penas ―entre outras‖. d) de banimento.2) Quais são as modalidades de pena admitidas na CF/1988? Esse rol é taxativo? Resposta: Segundo o art. c) de trabalhos forçados. com seu ofício).. sim. as penas de a) privação ou restrição da liberdade. nos termos do art. nada impede que essa responsabilidade também seja levada em consideração na aplicação da pena. trabalho ou amigos. por ser a responsabilidade do agente um dos reflexos de sua conduta social (responsabilidade com seus familiares. o inciso seguinte (XLVII) dispõe que não haverá penas: a) de morte. 59. não se avaliando por meio dela o fato ilícito. afirmando o constituinte. 59. entre outras. a lei adotará.. ser levada em consideração ao aplicar a pena. c) multa. quando da análise das circunstâncias judiciais na primeira fase da dosimetria. salvo em caso de guerra declarada. e) suspensão ou interdição de direitos. b) de caráter perpétuo.

não se pode afirmar que o aspecto ressocializador se aproxima do real. após o cumprimento da pena. uma ―faculdade‖. Subdivide-se em: a) prevenção geral negativa: evita que o cidadão venha a delinqüir. 3) Ressocializadora. mostra-se mais como uma ―escola para o crime‖. Além disso. o que poderia ser mudado caso os poderes responsáveis pelas decisões políticas de nosso Estado buscassem medidas mais adequadas para a estruturação e organização de nossos presídios e peni239 . 9) O aspecto ressocializador se aproxima do real? É possível? Resposta: No atual estágio da política penitenciária brasileira. Prevenção ESPECIAL: visa o deliquente. da CR/88 traz um rol não taxativo. b) prevenção geral positiva: afirmar a validade da norma penal desafiada pelo delito. Preventiva Especial: visa ao delinquente. Reintegrar o condenado ao convício social. às claras. que o Legislador pode prever penas de outra natureza. não retorna à sociedade apto a nela conviver. máxime porque. sim. expressamente. muitos deles deixam o sistema prisional com novas idéias e percepções acerca da criminalidade. é. ou seja. 2) Retributiva. afirmando o constituinte. Em razão das condições degradantes e violadoras da dignidade da pessoa humana existentes em nossos presídios e penitenciárias. uma vez que o texto do referido inciso afirma. 8) Na teoria relativa. no momento da pena em abstrato (antes do crime). que a lei adotará as seguintes penas ―entre outras‖. a natureza e o conteúdo da pena de advertência em nada se amolda ou toca as características das penas vedadas pela Constituição. Retribuir com um mal o mal causado. ou melhor. quais as modalidades de prevenção? Resposta: Prevenção GERAL: visa a sociedade. XLVI. atualmente. nosso sistema prisional. possível a previsão pelo Legislador da pena de advertência.Resposta: Tendo em conta que o art. a pena tem 3 finalidades: 1) Preventiva Geral: visa à sociedade. 7) Quais as finalidades da pena no nosso direito? Resposta: No Brasil. 5º. constata-se que o condenado. diante do caráter exemplificativo das hipóteses. do que propriamente um ambiente ressocializador. principalmente a organizada. a finalidade é de prevenção geral.

de forma inicial ou por regressão. busca convencer o devedor a adimplir seu débito sponte própria. cumpram suas penas em regime fechado. Regime Semi-Aberto: O condenado fica sujeito a trabalho em comum durante o período diurno. O trabalho externo é admissível. qual a diferença quanto à sua aplicação? Resposta: Regime Fechado: o condenado fica sujeito a trabalho no período diurno e a isolamento durante o repouso noturno. a finalidade ressocializadora. não sendo. bem como. do CP. Não existe um quarto regime fora do CP. o mais próximo do real. desde que compatíveis com a execução da pena. o regime especial é o das mulheres.tenciárias. Assim. de instrução de segundo grau ou superior. observando-se os deveres e direitos inerentes à sua condição pessoal. previsto no art. embora o regime especial não seja necessariamente regime fechado. por meio da ameaça de prisão. máxime porque ao término da prisão civil o devedor não vê saldada a sua dívida. em serviços ou obras públicas. Detenção e Prisão Simples. uma espécie de pena. O trabalho externo é admissível. isto é. o que reafirma o caráter não penal da prisão civil do devedor de alimentos. 11) O regime especial de cumprimento de pena é regime fechado? Resposta: O regime especial não é necessariamente regime fechado. Regime Aberto: O regime 240 . segundo o qual as mulheres cumprem pena em estabelecimento próprio. 12) Dos três regimes que estão no CP. em colônia agrícola. isso porque a prisão civil do devedor inescusável de alimentos é forma de coação para que esse devedor cumpra sua obrigação ou responsabilidade. o disposto neste Capítulo. 10) Quais os regimes de pena privativa de liberdade do CP? São 3? Existe um quarto regime fora do CP? Resposta: Reclusão. no que couber. a fim de que se alcançasse. 37. pois. quanto a última parte do dispositivo. industrial ou estabelecimento similar. O trabalho será em comum dentro do estabelecimento. bem como a freqüência a cursos supletivos profissionalizantes. nada impede que as mulheres. trata-se de execução indireta em que o Estado. o qual não é incompatível com sua singular condição pessoal de mulher. no regime fechado. na conformidade das aptidões ou ocupações anteriores do condenado. Sim são três.

aberto baseia-se na autodisciplina e senso de responsabilidade do condenado. não sendo suficiente para sua determinação somente o quantum da pena. de instrução de segundo grau ou superior são admitidos. freqüentar curso ou exercer outra atividade autorizada. trabalhar. O condenado deverá. 13) É possível no regime fechado o trabalho externo? Resposta: Sim. vale dizer. o condenado não fica completamente isolado do meio social. pois que o trabalho externo e a freqüência a cursos supletivos profissionalizantes. trabalhar. por outro lado. freqüentar curso ou exercer outra atividade autorizada. Regime Aberto: baseia-se na autodisciplina e senso de responsabilidade do condenado. não pode ser aplicado apenas em conta da gravidade em 241 . a doutrina e a jurisprudência admitem regime mais gravoso. em serviços ou obras públicas. fora do estabelecimento e sem vigilância. já que deverá. mas não completamente isolado do meio social. o qual. nem privado totalmente de sua liberdade de locomoção. industrial ou estabelecimento similar. Regime SeimiAberto: o condenado fica privado de sua liberdade de locomoção. sendo a pena cumprida em penitenciária. 14) Diferença de características entre os regimes prisionais? Resposta: Regime Fechado: o condenado fica completamente isolado do meio social. fora do estabelecimento e sem vigilância. 15) Trabalho externo em regime fechado é possível? Resposta: PERGUNTA REPETIDA (vide item 13 acima) 16) Pode-se impor regime mais gravoso? Resposta: Sim. as condições pessoais do réu e as circunstâncias concretas do fato podem levar a aplicação de um regime mais gravoso. permanecendo recolhido durante o período noturno e nos dias de folga em casa do albergado. privado de sua liberdade de locomoção. permanecendo recolhido durante o período noturno e nos dias de folga. sendo a pena cumprida em colônia agrícola.

Se o texto for aprovado.abstrato do delito (Súmulas 718/STF e 440/STJ). Além disso. dando conta de que ela exerceu atividade rurícola em sua propriedade. Precedente.4. Questões do TRF5 4. declaração de exempregador da autora.1. Benefícios Previdenciários. segundo a jurisprudência desta Corte. 17) Há algum Projeto de Lei para dar amplitude a essa questão da pena de confisco? Resposta: Sim. (AC 200738050010568. pois. necessitando-se.5. e-DJF1 DATA:15/06/2012 PAGINA:27. pois o único documento juntado aos autos.1. TRF1 . ou poderão ser alvos de processo criminal. DESEMBARGADOR FEDERAL KASSIO NUNES MARQUES.1.1. A pena prevista no projeto varia de um a cinco anos.4.1. 4. para tanto de motivação idônea do julgador (Súmula 719/STF).5. em 23/04/2012. Período de Carência. Questões do TRF1 1) Declaração reduzida a termo do empregador.5. servidores públicos precisarão comprovar a origem de valores ou bens incompatíveis com sua renda. ela se equipara a prova testemunhal.4. Questões do TRF3 4. Direito Previdenciário 4. Saláriode-Benefício.) 242 . Valor Mensal. Questões do TRF4 4. texto que torna crime o enriquecimento ilícito. A comissão de juristas que prepara o anteprojeto de reforma do Código Penal aprovou. equipara-se a simples prova testemunhal. constituiria início de prova material? Resposta: Não. o bem móvel ou imóvel deverá ser confiscado. Reajustamentos 4.3.5.4. segundo a jurisprudência: ―Ausente início razoável de prova material.PRIMEIRA TURMA.1.

95.2. em regra. b) Súm. dependendo da natureza do benefício previdenciário.1. existem discussões. devida ao filho até os 21 anos de idade. 336/STJ: A mulher que renunciou aos alimentos na separação judicial tem direito à pensão previdenciária por morte do ex-marido. verifica-se que o fundamento dessa diferença reside justamente na preservação do equilíbrio econômicofinanceiro e atuarial do sistema. têm a incidência de certo percentual sobre este. c) Concubinato não caracteriza união estável. tem carência de 12 (doze) meses. Os benefícios. pois que os benefícios que demandam maiores gastos para o Regime Previdenciário. inclusive para fins previdenciários. carência essa dispensada nos casos de acidente de qualquer natureza ou causa e de doença profissional ou do trabalho. A ratio legis das carências é resguardar o equilíbrio econômico-financeiro e atuarial do sistema. 2) Pensões há discussão envolvendo dependência econômica e financeira. mesmo que essa invalidez se dê após os 21 anos de idade (2005. 37/TNU: A pensão por morte. possuem. muitas delas já resolvidas por súmulas jurisprudenciais. Questões do TRF2 1) Qual seria o conceito de renda mensal inicial? Qual é a ratio legis das carências? Tem algum fundamento ou é uma discricionariedade? A lei pode abrir mão da carência? Auxílio doença exige carência? Resposta: Renda mensal inicial é o valor inicial que será efetivamente pago ao segurado.4. exclusão dos relacionamentos homoafetivos. que deverá ser preenchida a partir de outras fontes do direito. sendo descabida a alegação de dependência econômica por parte da concubina para fins de recebimento de pensão por morte. embaraça a constituição da união estável. configurando-se mera lacuna. bem como nos casos de segurado que. pois que para o STJ a existência de impedimento para o matrimônio. for acometido de alguma das doenças e afecções especificadas em lista elaborada pelos Ministérios da Saúde e do Trabalho e da Previdência Social. quando calculados a partir do Salário de benefício. como abriu mão da carência em relação a alguns benefícios como o salário-maternidade da empregada. A lei não só pode. O auxílio-doença. bem como prevenir a ocorrência de fraudes. maiores prazos de carência. Pela diferença existente entre os inúmeros prazos de carência.001467-0). para fins de concessão de benefício da previdência pública ou privada. não se prorroga pela pendência do curso universitário. f) menor sob 243 . e) a TNU entende que pode haver dependência econômica do filho inválido.5.71. igualmente. determinando a Renda Mensal Inicial ou do Benefício. por parte de um dos pretensos companheiros. Vamos as questões: a) Súm. comprovada a necessidade econômica superveniente. existe dependência econômica entre companheiros em relação homoafetiva. pois que não houve de parte do constituinte. Existe alguma distinção traçada pela doutrina e pela jurisprudência? Resposta: Sim. com vista à produção de efeitos no campo do direito previdenciário. após filiarse ao Regime Geral de Previdência Social. d) Para o STJ.

Questões do TRF4 1)Fale sobre fator previdenciário. de acordo com a tabua completa de mortalidade do IBGE.: não achei resposta em livros. considerando-se a média nacional para ambos os sexos. o qual faz prevalecer o disposto na lei previdenciária. 4. tendo em vista o princípio da especialidade. as variáveis da fórmula do cálculo do Fator Previdenciário são a Id (idade no momento da aposentadoria).3. nem na jurisprudência.1. o Tc (tempo de contribuição até o momento da aposentadoria) e a Es (expectativa de sobrevida no momento da aposentadoria). Resposta: A aposentadoria por tempo de contribuição sem exigência de idade mínima é um benefício que ameaça o equilíbrio econômico-financeiro e atuarial do sistema previdenciário.31.guarda não é dependente.1. mesmo não estando contribuindo e/ou não exercendo uma atividade remunerada que o vincule à Previdência Social de maneira obrigatória. Nesse cenário o Fator Previdenciário visa inibir aposentadorias precoces. ou seja.1.5. mantendo todos os direitos ine244 . na minha opinião. Questões do TRF3 4. não existe diminuição na alíquota do fator previdenciário para alguém. não podendo prevalecer a disposição do ECA em sentido diverso (no ECA menor sob guarda é dependente para todos os fins de direito). sendo obrigatório nas aposentadorias por tempo de contribuição e facultativo na aposentadoria por idade (aplicado apenas para beneficiar o aposentado).5. 4. mas pela minha interpretação. o seu tempo de contribuição e sua expectativa de vida. O STF declarou a constitucionalidade do Fator Previdenciário (ADI‘s – 2110 e 2111) 2) Existe diminuição na alíquota do fator previdenciário para alguém? Resposta: Obs. haja vista a possibilidade dos segurados se aposentarem muito cedo. no fator previdenciário a alíquota de contribuição é uma constante de 0. já que lei de caráter previdenciário o excluiu dessa condição. logo.4.5. Trata-se de um coeficiente que considera a idade da pessoa.5. Questões do TRF5 1) O que se entende por período de graça? Resposta: É aquele tempo em que o segurado mantém o seu vínculo com o Sistema Previdenciário.

15 § 3º da Lei 8. o que veio a ser corrigido. 4.722/08 e 6. cuja concessão no período de graça fora proibida por meio de Regulamento. qualquer previsão do regulamento que restrinja ou retire a concessão de benefícios previdenciários no período de graça será ilegal. Desaparece a causa do recebimento? Resposta: Sendo a sentença a causa para o recebimento.OITAVA TURMA ESPECIALIZADA. como aconteceu no passado com o auxílio-acidente e o salário maternidade. Direito Civil 4.1.6.Página::424. Questões do TRF2 1) Enriquecimento sem causa. Ato Jurídico E Negócio Jurídico. verifica-se que o título executivo se formou judicialmente. Porém.2. Questões do TRF1 4. a execução não pode ser instaurada ou. pois que o Regulamento não pode ir contra a lei. Questões do TRF3 1) Qual a diferença entre confirmação. respectivamente.3. do Regulamento da Previdência Social/RPS. convalidação e ratificação? Resposta: 245 . de fundamento de validade. E-DJF2R . TRF2 . esse período para fins de carência ou tempo de serviço.213/91). o segurado conserva todos os seus direitos perante a Previdência Social (art. não se contando.6. porém. era causa para recebimento. o art.122/07. 88. nesse cenário. Relações Paracontratuais 4. assim.6. na falta dele. carecendo. IV. Foi rescindida a sentença.” (AC 200250030003391.) 4. portanto. 6.1.1. deve ser extinta. enquanto o segurado desempregado estiver dentro do período de graça. Desembargador Federal SERGIO SCHWAITZER.1.6.1. pelos Decretos n. a jurisprudência do TRF-2 segue no sentido de que “Rescindida a sentença condenatória. ainda prevê que o salário-família cessará pelo desemprego do segurado. que transitada em julgado. 2) Pode ser concedido auxílio acidente durante o período de graça? E salário maternidade? Resposta: Durante o período de graça.6. Fato Jurídico.Data: 30/05/2012 . instaurada.rentes à condição de segurado. inexiste título executivo e.

porque o negócio sequer se forma. a nulidade só se repercute se for decretada judicialmente. aquilo cuja ausência importava na anulabilidade do contrato passa a fazer-se presente. por força do artigo 539. 3) Há produção de efeitos em negócio inexistente e negócio inválido? Resposta: O negócio inválido. num grau muito elevado de probabilidade. Vontade Presumida: A vontade presumida e a tácita diferem uma da outra. donde se analisa. Convalidação consiste no advento de requisito faltante à formação do contrato anulável. seja de forma tácita. produz efeitos enquanto não decretada a sua nulidade. como ocorre com o cumprimento voluntário da obrigação anulável. Ex: a entrega do título de crédito presume o pagamento da dívida. sempre haverá norma do ordenamento jurídico dizendo que determinadas atitudes serão tidas como presunção. faltando-lhe juridicidade. o que não acontece com a tácita. Porém. quando apesar de não ter sido aceita expressamente. prevê espécie de silêncio qualificado por importar anuência diante das circunstâncias ou usos do lugar. nulo ou anulável. o silêncio será tido como aceitação da doação. O defeito. pelos simples fato de que na presunção. seja de forma expressa. não sendo exigido a declaração de vontade expressa. admite-se a tácita. 246 . pela prática de ato incompatível com a intenção de alegar a presença do vício. o herdeiro passa a praticar atos da qualidade de herdeiro. Ex: Se numa doação. e ele não responder nada neste prazo. todavia. somente. a existência daquela vontade. Vontade Tácita: quando a lei não exigir vontade expressa. o negócio inexistente não produz efeitos jurídicos. o doador fixar prazo para que o donatário diga se aceita ou não a doação. 111 do CC/02. que consiste numa declaração indireta. é supervenientemente sanado. segundo os usos sociais. ou seja. baseada num comportamento. o art. surtirão os efeitos aparentemente queridos pelas partes. vontade tácita e vontade presumida? Resposta: Silêncio é a ausência de manifestação de vontade (estaria assim no plano de inexistência). por declaração de vontade.A Confirmação ou Ratificação consiste na renúncia ao direito de alegar a anulabilidade. Ex: aceitação da herança. o comportamento da parte. caso contrário. pela carência de determinado elemento contratual. 2) Qual a diferença entre silêncio. que se qualifica omissivamente. donde resulta. ou seja.

6. julgado em 15/09/2009. Questões do TRF5 01) Em alguma hipótese o ato absolutamente nulo pode subsistir? Resposta: Sim. porém.” (REsp 856. Ex: conversão de compra e venda nula por vício de forma em promessa de compra e venda (se não se realizou por escritura pública.” A conversão do negócio jurídico nulo em outro negócio. art.6. pois o art. 367). “Se. subsistirá este quando o fim a que visavam as partes permitir supor que o teriam querido.4.699/MS. 176 do CC diz que quando a ―anulabilidade‖. Ministra NANCY ANDRIGHI. 167 do CC/02 “É nulo o negócio jurídico simulado. se válido for na subs247 . pode subsistir pela conversão do negócio jurídico inválido. mas subsistirá o que se dissimulou. não existe exemplo de ato nulo que pode ser convalidado. 02) Há convalidação de atos nulos e anuláveis? Resposta: Convalidação é o suprimento da falta de autorização de terceiro.1. 170 do CC/02. se houvessem previsto a nulidade. expressão que se refere a atos anuláveis e não nulos. o negócio jurídico nulo contiver os requisitos de outro. a qual somente pode ser feita em negócio anulável. DJe 30/11/2009) 03) Dê um exemplo de ato nulo que possa ser convalidado. o que não se confunde com sua convalidação (confirmação do mesmo negócio nulo). de acordo com o Código Civil de 2002? O código diferencia a simulação relativa da absoluta? Resposta: Nem toda simulação é invalidante. (VOLTAR NESTA QUESTÃO) 04) Toda simulação é invalidante. Rel. visto que.4.1. Questões do TRF4 4. nos termos do art. Segundo o art. importando regra do direito alemão. TERCEIRA TURMA. para quem “O vício irremediável de que padece o ato nulo também o impede de ser convalidado. pode converter em promessa e a partir dessa obrigar à transmissão do domínio do bem). não sendo outro o entendimento do STJ.5. Resposta: Segundo a resposta anterior. os quais não podem ser convalidados diante da impossibilidade de novação de negócio nulo (CC.

uma vez que a propriedade do alienante fica sob condição resolutória do pagamento do débito pelo devedor. cf. 167 do CC/02. 2) O que é patrimônio de afetação? Resposta: Trata-se de direito real de garantia. a simulação relativa da absoluta. uma vez que. mas existem estímulos fiscais para quem o constitui. 1.7. A condição simplesmente potestativa é lícita. verifica-se com clareza que o CC/02 diferencia. Resposta: A condição puramente potestativa é ilícita. tornado imune à insolvência ou falência daqueles. Alienação Fiduciária Em Garantia 4.1.1. embora dependa da vontade de uma das partes intercalada com a de outra. seja por força de declaração de vontade. celebra-se um negócio jurídico aparentemente normal.7.359/CC se dá quando o título aquisitivo (do bem móvel ou imóvel) está subordinado a uma condição resolutiva ou advento do termo. sim. 4. objeto de garantia em favor dos promitentescompradores. 05) Diferencie condições simplesmente potestativas das puramente potestativas.tância e na forma. alia-se a fatores circunstanciais que a amenizam. A propriedade resolúvel é independente de alienação fiduciária. dispõe o art. encobrir um outro negócio de efeitos jurídicos proibidos. Não é obrigatório. mas que não visa a produzir efeito jurídico algum. É o regime pelo qual o terreno e as ben248 . vale dizer. bicho do jogador). por derivar do exclusivo arbítrio de uma das partes. Direito Empresarial 4. pois que a simulação relativa se trata justamente da dissimulação descrita na segunda parte do art.”. (Ex. na simulação relativa celebra-se o negócio com o objetivo de. seja por determinação de lei.1.7. após o que o alienante perde tal propriedade. Nesse cenário. em mais uma aplicação do princípio da conservação. na simulação absoluta. Por outro lado. não é arbitrária. com uma máscara. Questões do TRF1 1) Qual seria o conceito clássico de propriedade resolúvel? Independentemente de alienação fiduciária? Resposta: A propriedade resolúvel. sendo essa apenas uma espécie do gênero propriedade resolúvel. pelo qual há reserva de bens a constituir um patrimônio autônomo ao do incorporador.

O empreendimento com patrimônio de afetação será tratado como se fosse um estabelecimento autônomo da construtora. a presença de interesse direto e imediato da União.4.8. Impugnação À Gratuidade De Justiça e Ação Declaratória Incidental. 4.feitorias que serão objeto de construção. nas causas cíveis contra o INSS na JF. em regra. eu julgo conforme o estado do processo e aplico os efeitos da revelia naquela hipótese? Resposta: Não se desconhece a peculiar característica da JF lidar majoritariamente com questões de direito público. com inscrição própria no CNPJ e conta bancária específica.1.1. ficam mantidos separados do patrimônio da empresa incorporadora. Questões do TRF5 4. Isso mesmo. cuja ratio exige.3. Direito Processual Civil 4. Procedimento Ordinário – Fase Postulatória. tem tratamento diverso ao que a ela é dado na JE. Questões do TRF1 1) Como a revelia é tratada nas causas cíveis da JF. Por conta disso. Questões do TRF2 4.8. a jurisprudência do TRF-1.1. Exceções. para sua verificação. Requisitos Da Inicial.5.1. Revelia 4. na qual ficarão depositados os valores pagos pelos adquirentes ao longo do tempo e da qual somente sairão os recursos depositados para o custeio exclusivo da construção. Petição Inicial. Pedido. Resposta Do Réu: Contestação. Reconvenção.7.7. Propositura Da Demanda.8. procurador deixa de contestar. Indeferimento Da Petição Inicial.1. fundações públicas e empresas públicas.2. principalmente no seu aspecto material (presunção de veracidade dos fatos alegados pelo autor).7. Questões do TRF3 4. direitos e obrigações do patrimônio geral do incorporador ou de outros patrimônios de afetação por ele constituídos. chama-se o INSS. lida com direitos de particulares. Impugnação Ao Valor Da Causa.7. é da mesma forma das causas cíveis da justiça estadual? Ajuíza-se uma ação previdenciária.1. muito em razão da sua competência constitucional. Citação. 249 . Questões do TRF4 4. a qual. suas autarquias.1. a revelia. Intimação. Ele não se comunica com os demais bens.

Por outro lado.2. e-DJF1 DATA:29/06/2012 PAGINA:42. na qual a contestação do réu já basta à obtenção do bem da vida.1. cf. 2) Quais as três condições da ação? Resposta: Legitimidade de parte. nos casos autorizados por lei. Em geral. cujos interesses são indisponíveis. o legitimado atua em juízo em nome próprio buscando a tutela de direito também próprio. São exemplos de ação dúplices: procedimento sumário. utilidade e adequação) e possibilidade jurídica do pedido. Excepcionalmente. em razão de expressa autorização legal. em se tratando de pessoa jurídica de direito público. o ato de impedir (contestação) já expressa um pedido contrário. o legitimado atua em juízo em nome próprio buscando a tutela de direito alheio. "Do prisma material. na legitimidade extraordinária (substituição processual). 3) Qual a diferença entre legitimidade ordinária e legitimidade extraordinária? Resposta: Na legitimidade ordinária. é dúplice a ação. não se operam os efeitos da revelia (artigo 320. interesse processual (necessidade.). Questões do TRF2 1) O que são ações dúplices? Cabe reconvenção nas ações dúplices? Resposta: A ação dúplice consubstancia-se no fato de o réu poder formular pedido na própria contestação. do CPC). naactio duplex. 250 .” (AC 200701990077958. a simultaneidade da posição de autor e réu assumida pelos litigantes decorre da pretensão deduzida em juízo. Nas ações dúplices.acompanhando a doutrina mais abalizada. a reconvenção pode ser ajuizada em sede de ação dúplice: há casos em que o que o réu deseja é algo diferente do que alcançaria com a improcedência do autor. II.SEGUNDA TURMA. entende que “A falta de contestação do INSS não enseja a aplicação do disposto no artigo 319 do CPC. uma vez que.8. juizado especial cível e ações possessórias. TRF1 . provocando o iudicium duplex. o autor pede e o réu somente impede. 4. o enunciado da súmula 258 do STF dispõe ser admissível reconvenção em ação declaratória (dúplices por natureza ) quando o pedido não se limitar à declaração de improcedência. DESEMBARGADORA FEDERAL MONICA SIFUENTES.

necessidade e.também não haverá utilidade quando as despesas com a execução superarem o valor da dívida. As exceções são de: incompetência. o processo é desnecessário. a execução fiscal somente pode ser utilizada para a cobrança de crédito tributário ou não-tributário da Fazenda Pública. fosse a via menos gravosa para se alcançar determinado objetivo jurídico (Ex: TNU exige requerimento administrativo no INSS para demonstrar interesse processual nas ações previdenciárias). não haveria interesse processual caso o bem da vida já tivesse sido alcançado na seara administrativa ou se essa. Assim. adequação. esgotamento de instância administrativa. Se houve ou houver meios para a composição voluntária. elenca a adequação como condicionante. reconvenção e exceções. caso em que só haverá interesse processual nas hipóteses em que a ação seja um meio idôneo a se atingir determinado fim. pois que o processo deve ser. b) Dimensão da Necessidade: é preciso demonstrar que o processo é necessário à obtenção do proveito almejado. . 6) Quais as modalidades de resposta do réu? Quais as exceções? Resposta: As modalidades de resposta do réu são: contestação. Quando ocorre perda de objeto da demanda. útil e proveitoso. pela análise do caso concreto.4) Quais as condicionantes do interesse de agir? Resposta: As condicionantes do interesse de agir são: utilidade. segundo a qual. Pelo acima disposto. a demanda deve ser útil juridicamente. assim. só então. no que tange a essas duas condicionantes. dentre os meios idôneos à busca do bem da vida. não sendo idônea para o particular cobrar um crédito seu fundado em título de crédito. a necessidade. para parte da doutrina. parte da doutrina. 5) Discorra sobre o binômio necessidade-utilidade? Está certa a expressão? Resposta: a) Dimensão da Utilidade: o processo deve ser útil. condicionante essa muito próxima de outra. deve ter um proveito. antes de tudo. Ex. uma serventia. para. Por fim. de interesse de agir. da ação dúplice e o pedido contraposto? 251 . a ação judicial deve ser o menos gravoso. a expressão certa seria utilidade-necessidade. Para haver interesse. se questionar se ele é necessário na busca desse proveito. carecerá de utilidade e. Processo útil é aquele que pode propiciar algum proveito para o demandante. impedimento e suspeição. por exemplo. 7) Como se distinguem as figuras da reconvenção. qual seja.

Material: Presumem-se verdadeiras as afirmações de fato feitas contra o réu (confissão ficta). Assim. tratando-se. o autor pede e o réu somente impede. permite que o réu não apenas ofereça resistência à pretensão buscada pelo autor mas também pleiteie o reconhecimento de uma pretensão da qual se julga titular em face do autor. Pedido Contraposto: A técnica da contraposição de pedidos implica a formulação de pedido. Desse modo. há o exercício do direito de ação. pois. sem a necessidade de utilização do procedimento próprio da via reconvencional.Resposta: Ação Dúplice: Do prisma material. sendo. caso não tenha patrono nos autos. questões prévias são todas as questões que tem que ser analisadas antes de se apreciar o mérito/pedido/objeto do processo. o juiz tem que decidir outras questões no curso do processo. então. existem questões prévias que podem ser conhecidas de ofício pelo juiz como a coisa julgada. que são denominadas questões prévias. vale dizer. uma exceção. por parte do réu. Reconvenção: como modalidade de resposta que é. Processual o feito prosseguirá sem a intimação do réu revel. a simultaneidade da posição de autor e réu assumida pelos litigantes decorre da pretensão deduzida em juízo. com sinais trocados. Nas ações dúplices. o gênero questões prévias engloba as espécies questões preliminares e questões prejudiciais. há questões prévias que o julgador somente pode conhecer quando provocado pelas partes tal qual a competência relativa. um material e outro processual. de objeção. Em geral. 8) O gênero questões prévias engloba quais espécies? As questões prévias são qualificáveis como objeções ou exceções? Resposta: Antes do mérito. é dúplice a ação que a contestação do réu já basta à obtenção do bem da vida. 9) Quais os efeitos principais da revelia? Qual o efeito processual por excelência? Resposta: A revelia possui dois efeitos. Processual por excelência: o revel poderá intervir no processo em qualquer fase. mas não se exigem as formalidades inerentes à demanda reconvencional. pois que essa técnica foi pensada para homenagearem os princípios da simplicidade e celeridade nos Juizados Especiais e no Procedimento Sumário. São chamadas de ações de mão dupla. recebendo-o no estado em que encontrar. (ACHO QUE é ESSE – mas não achei nada a respeito) 252 . As questões prévias tanto podem ser consideradas como exceções como objeções. na mesma oportunidade de oferecimento de sua defesa. Por outro lado. ou seja.

Marinoni e Mitidiero (CPC – comentado artigo por artigo. sem autorização legal. 11) Falar sobre as particularidades da revelia para a Fazenda Pública. 3ª Ed. contra ela não correrão os efeitos materiais da revelia. o que se leva a crer que tais institutos. 12) Ônus da impugnação específica como se dá em relação à Fazenda Pública? Resposta: Segundo o art. p. I).. 326) defendem que só é indisponível o interesse público primário da Fazenda Pública e não o secundário. Marinoni e Mitidiero (CPC – comentado artigo por artigo. o qual não se aplica contra a Fazenda Pública uma vez que indisponíveis os interesses em jogo. 320 II do CPC. Como visto acima. podem as partes e o MP..” Vale dizer. Violado o dever. argüir a parcialidade do magistrado. o interesse público primário. é dever do juiz. interesses que os advogados públicos não podem.10) O impedimento e a suspeição são considerados objeções ou exceções? Resposta: Nos termos do art. 186) afirmam que “o juiz tem o dever de abster-se do julgamento da causa em que impedido ou suspeito. p. 13) Existe ônus da impugnação específica para Fazenda Pública? Resposta: 253 . RT. 2011. nos termos do art. Logo.. ou não se declarar suspeito. RT. cuja prova em contrário fica a cargo do administrado. diante da indisponibilidade do direito discutido. enquanto custos legis. “juiz que violar o dever de abstenção. qual seja. renunciar ou transigir (CPC. conhecer de ofício. 302 do CPC ―Cabe também ao réu manifestar-se precisamente sobre os fatos narrados na petição inicial. dispor. Presumem-se verdadeiros os fatos não impugnados (.. 2011. 3ª Ed. 319 do CPC reza que “Se o réu não contestar a ação. 302. reputar-se-ão verdadeiros os fatos afirmados pelo autor”. não se aplica à Fazenda Pública o ônus da impugnação específica. mesmo que a Fazenda Pública não ofereça uma impugnação especificada em relação às questões arguidas na inicial. poderá ser recusado por qualquer das partes”. Resposta: O art. Trata-se do efeito material da revelia. impedimento e suspeição. 137 do CPC. sua suspeição ou impedimento.)‖ . máxime porque seus atos gozam de presunção de legitimidade. segunda parte. são considerados objeções.

1. por sua vez.º 7. havendo pluralidade de réus. pois que o juiz somente deve decretá-la no caso de haver verossimilhança nas alegações do autor. a presunção de veracidade não depende unicamente da revelia do réu. o Ministério Público cumulava em si a dupla função de defesa da sociedade e de advocacia de Estado. 5º. passaram a gozar das mesmas prerrogativas conferidas aos Procuradores da República.se o litígio versar sobre direitos indisponíveis. visto que. a maioria das Turmas Recursais Federais entendem que há a necessidade de prévio requerimento administrativo no INSS para se caracterizar a lide. não é necessária a prévia postulação administrativa como condição para o manejo da ação em que se busca a concessão de benefício previdenciário. segundo o art.3. “a lei não excluirá da apreciação do Poder Judiciário lesão ou ameaça a direito”. os quais. a atual Constituição. Afinal. a presunção de veracidade está sujeita ao crivo da persuasão racional do julgador. criaram-se as autarquias. 320 do CPC. que eram defendidas por seus procuradores ou advogados. ao contrário da anterior. antes da Constituição de 1988. algum deles contestar a ação. com a Lei n. No âmbito federal.” Todavia. II . a primeira vista. faz concluir que o requerimento administrativo ao INSS não é condição prévia para se ajuizar ação previdenciária. Questões do TRF3 1) É condição prévia o requerimento administrativo ao INSS para se ajuizar ação previdenciária? Por quê? Resposta: Pelo princípio da inafastabilidade da jurisdição previsto no art. salvo em se tratando de lides desportivas. o que.QUESTÃO JÁ RESPONDIDA (vide item 12 acima) 14) Quem fazia a defesa da União antes da CR/1988? Resposta: A existência de um órgão com a específica finalidade de presentar o Estado em juízo é algo relativamente novo na história brasileira. em meados dos anos 30. vale dizer.659/45. O FONAJEF possui entendimento 254 . a revelia não induz o seu efeito material: I . que a lei considere indispensável à prova do ato. 4. vale dizer.se. XXXV.8.se a petição inicial não estiver acompanhada do instrumento público. Mesmo fora desses casos. a presunção de veracidade é relativa. da CR/88. III . O Ministério Público. Esse é o entendimento do STJ e do TRF-1 – “Segundo uníssono posicionamento jurisprudencial há muito consolidado. 15) A presunção de veracidade dos fatos decorrentes da revelia é relativa? Resposta: Sim. não adotou o sistema da jurisdição condicionada ao esgotamento da seara administrativa. fixou-se na defesa da União.

que o magistrado está proibido de exercer suas funções em processos de que for parte ou neles tenha atuado como advogado.” Por outro lado. É dever do juiz declarar-se impedido ou suspeito.4. podendo alegar motivos de foro íntimo. inclusive: Enunciado nº. entre outros. apenas a sentença de mérito proferida por juiz impedido pode ser objeto de ação rescisória. senão vejamos: Enunciado nº. do art.5. 71: “O ajuizamento da ação revisional de benefício da seguridade social que não envolva matéria de fato dispensa o prévio requerimento administrativo. feita perante a ouvidoria da Previdência Social. aconselhar alguma das partes sobre a causa.” Enunciado 73: “Em juizados itinerantes. 72: “A comprovação de denúncia da negativa de protocolo de pedido de concessão de benefício. enquanto na suspeição há apenas presunção relativa (juris tantum). 485. 2) Ambas representam causas de rescindibilidade da ação rescisória? Resposta: Não. pode ser flexibilizada a exigência de prévio requerimento administrativo.sumulado. o mesmo FONAJEF excepciona esse entendimento. O CPC dispõe. O impedimento tem caráter objetivo. A imparcialidade do juiz é um dos pressupostos processuais subjetivos do processo.8. supre a exigência de comprovação de prévio requerimento administrativo nas ações de benefícios da seguridade social. por exemplo. enquanto que a suspeição tem relação com o subjetivismo do juiz. No impedimento há presunção absoluta (juris et de jure) de parcialidade do juiz em determinado processo por ele analisado. Questões do TRF4 4. O juiz será considerado suspeito por sua parcialidade quando for amigo íntimo ou inimigo capital de qualquer das partes. segundo o inciso II.8. Questões do TRF5 1) Distinga rapidamente impedimento e suspeição. 255 .1. do Código de Processo Civil (CPC) e dizem respeito à imparcialidade do juiz no exercício de sua função. receber presente antes ou depois de iniciado o processo. consideradas as peculiaridades da região atendida. Resposta: As causas de impedimento e suspeição estão previstas nos artigos 134 a 138. 70: “O ajuizamento da ação de concessão de benefício da seguridade social reclama prévio requerimento administrativo.” 4. do CPC.” Enunciado nº. haja vista o impedimento ser uma causa objetiva e que gera presunção absoluta de ser o juiz parcial em determinada demanda.1. 3) Discorra sobre as condições da ação e sobre o novo código de processo civil retirar uma das condições da ação.

vinculando-se as narrativas ali inseridas. esse autor. adstrito aos termos do aditamento promovido pelo MP. ao evoluir seu pensamento. Direito Processual Penal 4. para muitos a possibilidade jurídica do pedido não passava de uma análise de mérito. Todavia. 384 do CPP fica o juiz. por ser a possibilidade jurídica do pedido conceituada como “conformidade do pedido com o ordenamento jurídico” ou ainda como “a ausência de vedação explícita no ordenamento jurídico para a concessão do provimento jurisdicional”.9. No projeto do Novo CPC a possibilidade jurídica do pedido não é mais uma das condições da ação. o limite objetivo da lide para o magistrado está na apreciação daquilo que a acusação mencionou. verificado que o pedido não se conforma ao ordenamento jurídico. que tende à formação da coisa julgada material. na sentença. significa trazer maior estabilidade as relações sociais.Resposta: O CPC de 1973 é baseado nas lições o jurista italiano Liebman. interesse de agir e possibilidade jurídica do pedido. 4. ultra e nem citra petita. a fim de evitar reiteradas rediscussões daquilo que já se sabe não autorizado pelo ordenamento e isto contribui a um só tempo para a economia processual (evitando-se a repetição de causas) e para a pacificação social. em sua dimensão utilidade. pois que nos termos da parte final do § 4º do art. que estabelecem a lide penal. Sentença.1. Enfim. Uma sentença de mérito. tendo em vista que.9. É melhor para os sujeitos processuais que suas pretensões sejam resolvidas definitivamente.1. por consequencia. com a parcial reforma do CPP. a sentença que. Questões do TRF1 1) O que consiste o princípio da correlação entre e a denúncia e a sentença? Resposta: A correlação é o liame conectivo entre os termos da acusação e aquilo que será enfrentado pelo juiz na prolação da sentença penal.1. Motivação Das Decisões Penais 4. E que. quando da provocação da instância penal. Esse princípio.9. A sentença deverá decidir sobre os fatos descritos na denúncia ou queixa. Para seus juristas idealizadores. No processo penal. Além do mais. haverá uma sentença de improcedência do pedido. o qual elencava 03 condições da ação: legitimidade de parte. A evolução do pensamento de Liebman se dera no sentido cassar a autonomia da possibilidade jurídica do pedido para incluí-la no interesse de agir. o réu se defende dos fatos que pesam contra ele e não da imputação realizada ao término do libelo acusatório. excluir a possibilidade jurídica do pedido do rol das condições da ação. Enfim. excluiu a possibilidade jurídica do pedido do rol das condições da ação sem ser acompanhado pelo nosso CPC. aplica-se até no caso de mutatio libelli. à luz da lei revogada seria de carência da ação. a sentença não pode ser extra. impede a rediscussão da matéria. Em processo penal. Há 256 . à luz do Novo CPC é de improcedência e resolve definitivamente a controvérsia.

3) Leia o art.719 de 2008. que é . tendo em vista que a doutrina afirma que. ao verificar que é cabível alteração da tipificação penal em consequência de prova presente nos autos e não incluída na acusação. ou da câmara de revisão na esfera federal. 383. neste caso. Outra corrente entende que uma interpretação conforme desse dispositivo tem o sentido e o alcance de que. Há ainda que ressaltar que após o aditamento o CPP aponta que deve ser ouvida a defesa para manifestar-se acerca da alteração promovida pela acusação . se ao acusado foram garantidos os princípios do contraditório e da ampla defesa. A partir do referido estatuto legal. tanto na denúncia originária como na denúncia aditada. Com a alteração legal resguardou-se a separação de papeis entre órgão acusador e magistrado de forma que o sistema acusatório encontra-se preservado. 384 em confronto com a CF/88? O senhor admite que o art. que é. No regime anterior à referida lei. Ele tem alguma repercussão quando à defesa do réu? E a mutatio libelli? Resposta: 257 . uma garantia institucional que encerra uma garantia da própria sociedade. podendo o julgador decidir com base nos fatos narrados em qualquer uma delas. Quanto à constitucionalidade do art. em verdade . uma afronta ao sistema acusatório que apregoa a separação entre as funções de acusação e julgamento. não cabe ao magistrado realizar a mutatio mas. 28 do CPP. admitimos que deve prevalecer a independência funcional do membro do MP. 28 do CPP é ainda constitucional? Resposta: A mutatio libelli não passa de sua própria tradução: mudança do libelo. Neste caso . o acusado defende-se dos fatos e não da acusação. O regime da mutatio foi substancialmente alterado com a edição da Lei nº 11. tratar-se-ia de um longa manus do PGJ. é cabível o instituto da denúncia alternativa.quem defenda que a melhor interpretação dessa parte final consiste na proibição da denúncia alternativa. A hipótese contempla que instituto? emendatio libelli. o que é. tendo o juiz que julgar apenas o fato contido no aditamento. permitir que o membro do Ministério Público promova o aditamento à denúncia ou queixa. DESSE PONTO EM DIANTE: RESPOSTAS ELABORADAS POR FREDERICO BOTELHO DE BARROS SILVA 2) Qual a posição do senhor a respeito da mutatio libelli do art. cabia ao próprio magistrado promover o aditamento. Ademais. na verdade. há uma tensão entre o princípio da independência funcional do MP e da unidade do órgão quando é apontado um membro para proceder ao ajuizamento da ação. mudança na acusação. tão somente. abertamente.

que consiste na atividade do juiz. havia um verdadeiro aditamento feito pelo magistrado e independente da ação da defesa. Com relação à mutatio. Sentenças extra . a congruência externa objetiva. e extra petita? Resposta: Quando se fala em vícios da sentença .O art. respeitando o sistema acusatório. uma primeira diferença é importante: a congruência interna e externa da decisão judicial. Por primeiro.719 de 2008. ou. frontalmente as garantias da ampla defesa e contraditório. Há doutrina que aponta a necessidade de o magistrado promover a oitiva da defesa para o devido estabelecimento do contraditório(Gustavo Henrique Righi Ivahy Badarro e Antônio Cabral ). não há que dilatar-se o processo. ultra e extra petita se inserem na congruência externa da decisão. antes da modificação operada pela lei 11. cabe a atuação do MP. Ademais . ao proceder a emendatio está. a defesa há de ser feita com relação aos fatos e não com relação à capitulação do membro do MP. leva em consideração fundamento de fato não suscitados por qualquer das partes. Ocorre que a sentença não é ato fracionado. Portanto. A decisão ultra petita estende seus efeitos a pessoas não participantes do processo além daqueles participantes. em lugar dos suscitados pelos agentes processuais . Já a congruência subjetiva desenvolve-se de acordo com os sujeitos do processo. Outra diferença há de ser feita entre congruência objetiva e subjetiva. ou ao menos deveria estar plenamente convencido de que. A decisão citra petita deixa de analisar um pedido formulado ou um fundamento suscitado. Com a modificação operada por esta lei . e há manifestação da defesa em favor das garantias do acusado no processo penal. se o ato de inteligência do magistrado que será exposto na sentença já está completo (pela modificação do crime). elementares e circunstâncias constantes dos autos. quando da sentença. nesta classificação. A sentença ultra petita. acerca dos fatos sob sua análise. ocorre quando a decisão concede mais do que o demandante pediu ou quando não analisa apenas os fatos essenciais postos pelas partes como também outros fatos essenciais. ao art. motivado. Já a extra petita estende seus efeitos a tai somente os não participantes do processo. o crime apontado na denúncia não corresponde ao emanado dos autos. citra. A decisão extra petita ocorre quando tem natureza diversa ou concede ao demandante coisa distinta da que foi pedida. 258 . conforme o sistema de avaliação de provas. 5) O que seria sentença ultra. o que violaria . O juiz. ainda. Convencimento este. emendar ou corrigir a acusação para adequá-la aos fatos. 383 reclama convencimento do magistrado. Assim. 383 do CPP contempla a hipótese de emendatio libelli. A decisão citra petita deixa de regular as relações jurídicas de todos envolvidos no processo.

o juiz analisa ―o grau de culpa do réu‖. analisa-se a conduta do agente através de sua conduta em seu aspectos factuais. Ocorre que essa concepção de culpabilidade funciona como fundamento da pena. quanto à revelia. em verdade. IV. Questões do TRF2 1) Discorra sobre a culpabilidade diante da conduta de vida do agente frente ao art. portanto. CP. à luz dos próprios elementos. na empresa. é um limite impedindo que a pena se torne uma afronta aos direitos fundamentais do agente. de 28 a 30 de agosto de 1974. trazidos aos autos pelo autor. A culpabilidade. concluindo-se pela condenação. Neste mesmo esteio: O Simpósio da Associação de Magistrados do Rio de Janeiro. na família.4. os arts.1. há de ser perquirido o comportamento do agente em meio social.9. deveriam ser interpretados no sentido de não ser absoluta a presunção de veracidade dos fatos afirmados pelo autor. Barros Monteiro. e já devia ter sido objeto de análise juntamente com a tipicidade e a antijuridicidade. diferente da culpabilidade como elemento do crime(ou pressuposto da pena como quer Damásio) que é um juízo qualitativo. isto é. como característica negativa da conduta proibida . 59. como diz Paulo Queiroz. segundo a maioria da doutrina e o RESP 2. A doutrina ainda aponta correntes erros na prática forense como a frase ―o agente agiu com culpabilidade.59 do CP. um juízo quantitativo. devendo excluir-se a presunção quando. Quanto à conduta social. 2) Os ônus processuais têm pertinência com as faculdades ou encargos processuais? Existe alguma correlação? Qual seria esta correlação? Resposta: 3) A presunção (de veracidade gerada pela revelia) a que se referiu e chamou atenção (em sua resposta) tem sido entendida como iuris tantum ou iure et de iure? Resposta: É uma presunção relativa. O juiz definirá a conduta social do agente através de um fato do processo ou utilizando-se de conceitos psicológicos (Sigmund Freud)? Resposta: Na análise da culpabilidade quando do art. aquilo que os autos indicam como traço marcante de sua vivência social. que não é analisada somente neste momento.2. que é.846/RS. Para Cezar Bitencourt é um limite máximo e mínimo da pena. 259 . na associação do bairro. Ou seja . tão somente um limite máximo. um elemento de determinação da pena. na sociedade. Para Paulo Queiroz. 319 e 334. É. pois tinha a consciência da ilicitude do que fazia‖. ou de notoriedade. recomendou aos juízes de todo o país. verificar-se a evidente inveracidade deles‖. de relatoria do Min. que.

2) Ela pode ser modificada? Resposta: Sim. Para que ocorra a coisa julgada material. porquanto não ser possível de nova análise em recurso próprio. para embasarem um decreto condenatório devem ser produzidas novamente durante a instrução processual. Esta última ocorre quando a decisão é imutável dentro do processo do qual foi proferida. por sua vez. Já a coisa julgada material.4) Nessa análise (no caso de revelia sobre se o autor tem razão nos fundamentos de seu pedido e se produziu prova suficiente mesmo no caso de revelia) o juiz pode inclusive retroceder à causa de pedir remota ou isso já implicaria em algum descumprimento de algum dever? Resposta: 4.4. deve haver preclusão máxima (coisa julgada formal). parágrafo 1º. cautelares ou antecipadas. a prova testemunhal não pode fundamentar uma sentença. que o provimento jurisdicional verse acerca do mérito da causa.9. d) impugnação da sentença inconstitucional ( art. salvo quando irrepetíveis. por fim. estende seus efeitos para qualquer outro processo. ou coisa julgada em sentido estrito. são necessários 4 requisitos. c) impugnação com base em erro material . e .3. Quais sejam: Uma decisão jurisdicional. Em nosso sistema há 5 formas de modificação da coisa julgada. e 260 . b) a querela nullitatis ou exceptio nullitatis.9.1. se não refeita sob o crivo do contraditório. Este é o posicionamento dos Tribunais Superiores acerca da matéria. 4. além do qual foi produzida. Questões do TRF3 1) A prova testemunhal na fase do IP pode ser usada na fundamentação da sentença? Resposta: A prova testemunhal. Questões do TRF4 1) O que é coisa julgada? Resposta: ―A coisa julgada é a imutabilidade da norma jurídica individualizada contida na parte dispositiva de uma decisão judicial‖(Didier). deve o mérito ser analisado de forma exauriente. Ocorre que esta imutabilidade pode se restringir ao processo em que foi proferido ou estender seus efeitos para além dele.1. Porque colhida em procedimento inquisitivo. É um fenômeno endo/extraprocessual. Daí a distinção entra coisa julgada material e formal. São elas: a) a ação rescisória. 475-L .

10. Instrumentos Da Política Nacional Do Meio Ambiente.741. 4.1. 2) Zoneamento se articula com o desenvolvimento sustentável? 261 . Sistema Nacional De Unidades De Conservação Da Natureza 4. III. Questões do TRF5 01) Estar respondendo a outro processo no momento da sentença. como objeto de proteção da degradação de qualidade ambiental resultante de atividades que direta ou indiretamente os recursos ambientais fauna e a flora. 3º . Questões do TRF2 1) O conceito jurídico de poluição foi alterado? Existe no ordenamento jurídico? Resposta: Sim. Nucci. parágrafo único do CPC) . Ainda há que se destacar que após o prazo decadencial da ação rescisória (2 anos) fala-se em coisa soberanamente julgada. Tal posicionamento solidificou o entendimento do STJ e da doutrina. por todos. Política Nacional Do Meio Ambiente. Estes dois últimos conceitos não constavam da redação original de como objetos de proteção contra poluição. Zoneamento Ambiental. O conceito legal foi alterado em 1989 para incluir em seu art.1.5.10. em nosso sistema processual. pode ser maus antecedentes? Resposta: A resposta encontra respaldo na súmula 444 do STJ que declara in verbis É vedada a utilização de inquéritos policiais e ações em curso para agravar a pena base. Questões do TRF1 4. Da Lei 6938/81. São estas. 4.1. e) e a possibilidade de revisão da coisa julgada por denúncia de violação à Convenção Americana de Direitos Humanos formulada perante a Corte Interamericana de direitos Humanos.9. III. 3º. há um conceito legal do que venha a ser poluição no direito brasileiro.1.2. as possibilidades de revisão ou de relativização da coisa julgada. Padrões De Qualidade Ambiental.1.10. V. que vinham se posicionando na esteira corporificada na súmula.art. Está previsto no art.10. Direito Ambiental 4.

4. do Decreto 4.Resposta: Sim. Questões do TRF5 TRF5 – 2012 1) Qual a origem do zoneamento e em que ele consiste? Resposta: A origem do zoneamento ambiental está nas sociedades industrializadas e urbanizadas e na necessidade do estabelecimento de áreas com destinação especial para organização territorial de aproveitamento e respeito ao meio ambiente. dos recursos hídricos e do solo e a conservação da biodiversidade. Questões do TRF4 4. É. do poluidor pagador.10. obras e atividades públicas e privadas. estabelece medidas e padrões de proteção ambiental destinados a assegurar a qualidade ambiental.1. da prevenção. em verdade. 2) O zoneamento tem relevância para a proteção do Direito ambiental? Dê exemplos. da precaução.1.297/2002 e guarda relação estreita com os princípios da função socioambiental da propriedade. obras e atividades públicas e privadas. garantindo o desenvolvimento sustentável e a melhoria das condições de vida da população‖. instrumento de organização do território a ser obrigatoriamente seguido na implantação de planos.10. Questões do TRF3 4.3. do usuário–pagador. garantindo o desenvolvimento sustentável e a melhoria das condições de vida da população. O conceito de zoneamento sustentável já traz expressamente a menção e sua conexão com o desenvolvimento sustentável como demonstra o art. Diz o decreto: O ZEE. da participação informada. do Decreto 4297/2002 como sendo O ZEE.10. A necessidade de compatibilização entre a exploração não degenerativa e o respeito ao meio ambiente ecologicamente equilibrado faz com que o zoneamento se torne uma ferramenta importante do Direito Ambiental. estabelece medidas e padrões de proteção ambiental destinados a assegurar a qualidade ambiental. do acesso equitativo e da integração. dos recursos hídricos e do solo e a conservação da biodiversidade. Resposta: 262 .1. 2º. 4. 2º. conforme expressa previsão regulamentar. um instrumento de efetivação da Política Nacional do Meio Ambiente e tem definição legal no art.5. instrumento de organização do território a ser obrigatoriamente seguido na implantação de planos.

985/2000. Para a instituição de uma unidade de conservação é são necessários: a relevância natural. parágrafo 2º. sob regime especial de administração. O exemplo mais elucidativo desta relevância está no zoneamento ambiental industrial que classifica quatro espécies de zonas visando o disciplinamento de atividades industriais em locais críticos de poluição. incluindo as águas jurisdicionais. da Lei 9. I. a reserva 263 . se não alcançada doação por parte do particular.unidades de proteção integral e unidades de uso sustentável. 3) O que se entende por unidade de conservação e qual sua natureza jurídica? Quais os requisitos necessários para a implementação das unidades de conservação? É necessária a consulta pública? Resposta: As unidades de conservação são uma das modalidades de espaços ambientais territoriais protegidos que devem ser instituídos pelo poder público. da participação informada. 2º. o regime especial de proteção e a consulta pública. gerará a necessidade de desapropriação. conforme art. ao qual se aplicam garantias adequadas de proteção. Integram as unidades de proteção integral a estação ecológica. com objetivos de conservação e limites definidos. o caráter oficial. 4) Quais os dois grandes grupos em que se dividem as unidades de conservação? Elas estão em conformidade com o novo Código Florestal? Resposta: Os dois grupos são . a delimitação territorial. unidade de conservação ―é espaço territorial e seus recursos ambientais. o SNUC. o objetivo conservacionista. da Lei 9. porém. da precaução.985/2000. Há de se apontar que o intuito do disciplinamento desta matéria é a necessidade de controle da poluição causada pelas indústrias. da prevenção.985/2000. 22.Tendo em vista que o zoneamento guarda estreita relação com os princípios com a função socioambiental da propriedade. De acordo com o art. As quatro divisões são as zonas de uso estritamente industrial. legalmente instituído pelo Poder Público. pode haver instituição de unidade de conservação em terras particulares o que. Importante destacar que a enorme maioria das unidades de conservação existentes no Brasil é de propriedade pública. zonas de uso diversificado e zonas de reserva ambiental. Nas primeiras deverá ser observada a manutenção dos ecossistemas livres de alterações causadas por interferência humana. zonas de uso predominantemente industrial. pode-se afirmar que tal instrumento é de fundamental importância para o Direito Ambiental. Já as de uso sustentável há exploração do ambiente de maneira a garantir a perenidade dos recursos ambientais renováveis e dos processos ecológicos. do acesso equitativo e da integração. do poluidor pagador. com características naturais relevantes. Sua disposição legal está na Lei 9. do usuário pagador. que aprovou o Sistema Nacional de Unidades de Conservação da Natureza.

em português. passe a adotar uma política de não agressividade ao meio ambiente. 4.11.478 de 1997.biológica o parque nacional. focando a melhoria da qualidade de vida humana dentro dos limites da capacidade de suporte dos ecossistemas. que dispõe sobre a política energética nacional.1.1. área de relevante interesse ecológico. IV.11. Tal documento é apontado pela doutrina moderna como um complemento ao Acordo TRIPS. 05) Discorra: política energética voltada ao meio ambiente. houve profunda alteração por parte do Novo Código Florestal . que foi duramente criticado por não obstar a pirataria e supostamente pavimentar uma dominação dos países desenvolvidos sobre os subdesenvolvidos. reserva de desenvolvimento sustentável e reserva particular do patrimônio natural. Objetivos. o monumento natural e o refúgio de vida silvestre. fixar sua bases no desenvolvimento sustentável que é. floresta nacional. acordo comercial antipirataria. ainda. Canadá e Austrália. reserva extrativista.1. 1º.11. o grande objetivo que liga a política energética e o meio ambiente é a opção por um processo de uso sustentável dor recursos existentes no meio ambiente. Direito Internacional Público e Privado 4. Já as unidades de uso sustentável são integradas por área de proteção ambiental. Assim. em clássica definição. que quer dizer AntiCounterfeiting Trade Agreement. Com relação a segunda indagação. ou. Deve o poder público. a partir daí. ao optar por uma política energética. E neste se insere uma opção energética que respeite o pacto intergeracional e busque o respeito ao meio ambiente e encare como os insumos energéticos como bens que podem se findar e. reserva de fauna. O ACTA já foi subscrito por países como México. Questões do TRF1 1) De acordo com as regras de navegação aérea e marítima no mundo. deixa expresso que um dos objetivos da política nacional é a proteção ao meio ambiente. Assim. 264 . Resposta: A Lei 9. já em seu art. e. diversas nações celebraram uma convenção para caracterizar e repudiar o que se chama pirataria? Resposta: Há um Tratado que convencionou-se chamar de ACTA. da adequação entre meio ambiente e atividade econômica nasce o conceito de desenvolvimento sustentável. como o processo que atende às necessidades do presente sem comprometer a possibilidade de as gerações futuras atenderem as suas próprias necessidades. O Espaço Aéreo 4. levando-se em conta as necessidades das gerações futuras.

1.5.13.11.11.1.4.12.13. Questões do TRF3 4. Sociologia do Direito 4.1.3. O Conceito De Direito E Sua Positividade 4.2.1. Questões do TRF5 4.12.12. Questões do TRF3 4.1.2.12.1. Questões do TRF4 4.1.1.11.13. Aspectos Gerenciais Da Atividade Judiciária 4.1.1.12.1. Questões do TRF2 4.12.5. 265 .1. Questões do TRF5 4. Questões do TRF1 1) Qual o conceito de direito? Resposta: Como devemos nos ater a 15 linhas. Filosofia do Direito 4. pontuarei os conceitos menos conhecidos(ciência e faculdade) e indicarei um pensador que elabore os outros conceitos. Questões do TRF4 4.1.1.12.4.3.4. Questões do TRF2 4. Questões do TRF1 4.11.

embora ―tal apenas terá de suceder quando essa efetivação encontre resistência. Direito como faculdade. direito em sentido subjetivo. o Direito deve ser visto como o conjunto de suas ciências e de seu objeto. numa consideração global. Teoria da vontade. o Direito deve ser interpretado na vida real . ora nós sabemos que as normas jurídicas impõe um padrão de comportamento para todos nós. na ideia de Savigny.‖ A coação é definida ―pela plena efetivação de uma ou de outra. traduz a ideia que a sociologia jurídica procura saber exa- tamente me que medida se dá à relação feita entre a sociedade e o direito. são de fato observadas e aplicadas‖. Kant afirmara que uma ação está em conformidade com o Direito quando permita que a liberdade de agir de um possa coexistir com a liberdade de agir de todos segundo uma lei universal. nos limites deste poder reina a vontade do indivíduo. em termos gerais. Portanto toda vez que se institucionaliza um conjunto de normas toda vez que se instaura alguma lei. se necessário empregando até a força física‖. Nos limites deste poder reina a vontade do indivíduo e reina o consentimento de todos. o Direito equipa-se e faz uso das figuras da coação e da coercibilidade.‖ Por outras palavras. Condicionar significa interferir. ao passo que a coação efetiva essa mesma punição impondo ―um mal que é aplicado ao destinatário mesmo contra a sua vontade. ―a que deve corresponder uma constituição efetivamente estabelecida e. a coercibilidade traduz-se na ameaça de punição. envolvendo e penetrando por tidos os lados do ser. as normas jurídicas tem essa finalidade de regrar a vida social. de que maneira a sociedade é condicionada pelo Direito e de que maneira o Direito condiciona a sociedade. em termos gerais.Direito é uma palavra polissêmica. eficazes. como diz Savigny.‖ 266 . Direito como fato social . essa lei tende a reger a sociedade. Direito como norma. eficaz. uma ordem normativa ―(…)considerada válida quando as suas normas são. Para alcançar este desiderato. quais sejam: Direito como ciência. do interesse e mistas. Ocorre que o conceito de Direito pode ser declarado de várias formas (partes) diferentes. quer dizer.‖ Dito de outra forma. Já o direito como fato social . Direito como justo. segundo Kelsen. Para este ramo. o que não é normalmente o caso. aparece-nos como um poder do indivíduo. É. quando as pessoas as respeitam. reportada a uma ―norma fundamental‖. A coercibilidade material é a ―suscetibilidade do uso da força física ou da pressão material. bem como as normas que. portanto o Direito acaba interferindo no comportamento que as pessoas tem na sociedade. foram efetivamente estabelecidas e são. Como Faculdade. o Direito é. É a partir deste raciocínio que se chega às três teorias acerca do direito subjetivo. nasce a Teoria dos Direitos Subjetivos . O direito como norma – Kelsen define o Direito como sendo uma ―ordem normativa de coerção‖. influir fazer com que o Direito ou a sociedade hajam de uma determinada maneira. ou seja. O Direito como ciência é estudado como epistemologia. de acordo com essa constituição. E . eficazes.

molda-se externamente. 4. Segundo o filósofo. O Direito é coercitivo.3. até mesmo de natureza constitucional.1.13. Quanto a Moral. Aí tem que desenvolver. dada sua autonomia e aspecto individual. Por fim. A primeira é que a moral pertence ao âmbito interno do agente.1.1. de Jeremias Bentham.13.Os princípios da justiça idealizados por Rawls são as liberdades públicas ou direitos fundamentais.. onde há o Princípio da Exclusiva proteção dos Bens Jurídicos. Diferentemente do Direito Penal. Não pode o Direito ignorar as transformações pelas quais passam a sociedade moderna.5. Já o Direito. as regras do Direito ―valem‖ objetivamente. há diferenças marcantes. já que são alicerce do próprio Estado de Direito. é possível a afirmação de que toda lei injusta é substancialmente inconstitucional. Questões do TRF4 1) Diferencie direito e moral. Questões do TRF3 4. sendo círculo maior o da Moral e o círculo menor o do direito.4. É a teoria do mínimo Ético que fundamenta a imagem de círculos concêntricos. Questões do TRF5 267 . E é inegável que a postura Moral irradia-se sobre o tema. um campo comum de ação a ambos. caso o sentimento de justiça da sociedade não coincida com o ordenamento jurídico. 4. A união homoafetiva é um deste casos que unem o Direito e a Moral. o direito é heterônomo. que a melhor doutrina jurídica sobrepõe a todo e qualquer direito ou dever.13.1. Já a Moral é despida de coerção. cada componente da sociedade tem uma postural moral acerca do tema homossexualismo.2. Muito embora a lei injusta possa ser vinculativa nos casos de inocorrência de inconstitucionalidade a mesma cairá no desuso e. e fale sobre união homoafetiva. significa que a governabilidade corre sérios riscos. Assim. é importante destacarmos a teoria do mínimo ético. Nesse sentido. ou seja . o Direito Constitucional pauta-se pelo princípio da jurisprudência contramajoritária .13. a sua aplicação ocasionará o descrédito das instituições. Já as regras da Moral só tem significado se o agente com elas concordar. sendo o Direito envolvido pela Moral. Questões do TRF2 4. portanto.. Há. Quando Rawls sustenta a possibilidade da desobediência civil. portanto.O direito como justiça – Hawls . Resposta: Ao buscar diferenciar direito e moral. da mesma forma que há uma área de contato entre ambos. na realidade. o direito representa o mínimo de Moral necessário ou declarado obrigatório para que a sociedade possa sobreviver. sempre que houver descumprimento de tais liberdades.

1.5. sob pena de inverterse a natureza das coisas. independentemente de tratamento legislativo. Norma produzida na égide da CF/46 não é recepcionada pela CF/67. pois incompatível com a mesma. um efeito paralisante contra qualquer ingerência tendente a obstar o exercício de um direito fundamental. 268 . como se classificaria? Resposta: A primeira observação que deve ser feita com relação a esse ponto é com relação à natureza dos direitos sociais. só têm aplicabilidade imediata aqueles direitos que as normas definidoras são completas em sua estrutura e dispositivo. Ou seja.1. na já clássica classificação de José Afonso da Silva. uma carga defensiva. podem os direitos fundamentais atingirem eficácia imediata. em tese poderia ser recepcionada pela CF/88. afirma que os direitos fundamentais são de aplicabilidade imediata mesmo se as normas que os definem sejam de cunho programático. produzida no período da CF/46 (que fora revogada – não recepcionada pela de 67). em destaque. 6º da CF/88 – qual a eficácia desta norma? E a norma relacionada à participação dos lucros da empresa. Ademais. conforme a maioria da doutrina.1. trata-se de norma de eficácia limitada. verifica-se que aquela Lei. ínsito a qualquer direito fundamental. Por fim. Em outras ocasiões. Quanto à participação dos empregados nos lucros. considerar-se-á que direitos sociais são fundamentais). Exemplo do fenômeno poder ser mais esclarecedor (exemplo do Lenza). são estes direitos ―direitos fundamentais‖? A imensa maioria da doutrina afirma que sim.1. Já uma segunda corrente (por todos. Questões do TRF1 1) Art. Direito Constitucional 5. Ponto 05 5. Ingo Sarlet e Gilmar Mendes declaram que. Para Manoel Gonçalves Ferreira Filho. não há como dispensar um tratamento legislativo para concretizar um direito fundamental. Superado este ponto. em certas ocasiões. Promulgada a CF/88.1. Eros Grau). três correntes acerca da aplicabilidade dos direitos fundamentais (aqui.1. há que se destacar que há. há. 2) Existe no Brasil o fenômeno da repristinação constitucional? Resposta: Consiste a repristinação em um revigoramento da vigência de uma norma pela revogação da norma que a tinha revogado. mesmo o STF em alguns de seus julgados não afirmar expressamente que direitos sociais são fundamentais. visto que totalmente compatível com ela. Eficácia Das Normas Constitucionais 5.

ainda.Daí. 4) José Afonso da Silva e a eficácia das normas. pode a lei produzida durante a CF/46 voltar a produzir efeitos? Como regra. está aí a vacatio constitutionis. Resposta: Segundo o professor JAS. mas possivelmente não integral. estabelecendo um interregno entre a publicação do ato de sua promulgação e a data de entrada em vigor de seus dispositivos . pergunta-se. 2º art. 196 da CF. Apenas a CF de 1967/1969 utilizou o Vacatio Constitutionis. precisando de integração por obra do legislador infraconstitucional. O primeiro é previsto na Lei 9. veiculam programas a serem implementados pelo Estado. Importante afirmar que efeito repristinatório em ADI não é a mesma coisa que repristinação. Criam situações subjetivas de vantagem ou de vínculo. as normas constitucionais podem ser de eficácia plena. Situam-se predominantemente entre os elementos orgânicos da constituição. desde logo exigíveis``. Impende ressaltar que a regra geral é a imediata vigência de uma ordem constitucional . a CF/88 não admite a repristinação! Porém. da Constituição Federal. há uma exceção. 269 . Já as normas de eficácia limitada de cunho programático. fale sobre a classificação deste autor.868/99. As normas de eficácia limitada de dividem em normas de princípio institutivo (ou organizativo) e normas de princípio programático. 18. tendo em vista que pode haver uma restrição de sua aplicabilidade por intermédio do legislador infraconstitucional e. parágrafo 2º. Se a nova ordem jurídica trouxer a permissão expressa possibilitando a repristinação. 3) O que é vacatio constitutionis? Qual Constituição brasileira já teve esse período? Resposta: Quando uma cláusula expressa diferencie a entrada em vigor de todo texto constitucional. As de eficácia contida têm aplicabilidade imediata e direta. é possível a verificação deste instituto. Como exemplo pode-se citar o art. VII. As primeiras são aquelas que ``receberam do constituinte normatividade suficiente à sua incidência imediata. Não necessitam de providência normativa ulterior para sua aplicação. não têm o condão de produzir todos os seus efeitos. As primeiras são esquemas gerais de organização e de estruturação dos órgãos e entidades. contida e limitada. 14. Já as normas de eficácia limitada são aquelas que de imediato. que trata da saúde. considerando-se a vacatio constitutionis uma exceção. parágrafo 2º. no momento da entrada em vigor da Constituição. art. visando fins sociais. parágrafo 2º. Exemplo sempre citado desta espécie é o art. Como exemplo pode-se mencionar o art.11. por obra do próprio texto constitucional. Exemplos são o art. 5º.

Situam-se predominantemente entre os elementos orgânicos da constituição.1. no momento da entrada em vigor da Constituição. parágrafo 2º. não é possível a aplicação do instituto no Brasil. As normas de eficácia limitada de dividem em normas de princípio institutivo (ou organizativo) e normas de princípio programático. As primeiras são esquemas gerais de organização e de estruturação dos órgãos e entidades. 18.1. ainda.5.1. desde logo exigíveis‖.3. Exemplos são o art. Exemplo sempre citado desta espécie é o art.1. mas possivelmente não integral. Não necessitam de providência normativa ulterior para sua aplicação. 14. por obra do próprio texto constitucional. Criam situações subjetivas de vantagem ou de vínculo. Como exemplo pode-se mencionar o art.1. as normas da Constituição anterior são recepcionadas com o status de norma infraconstitucional pela nova ordem‖(Lenza). as normas constitucionais podem ser de eficácia plena. não têm o condão de produzir todos os seus efeitos. tendo em vista que pode haver uma restrição de sua aplicabilidade por intermédio do legislador infraconstitucional e. Questões do TRF5 270 .5) O que é desconstitucionalização? É possível no Brasil? Resposta: ―Trata-se do fenômeno pelo qual as normas da Constituição anterior. 5º. As primeiras são aquelas que ―receberam do constituinte normatividade suficiente à sua incidência imediata. desde que compatíveis com a nova ordem. Questões do TRF2 5. contida e limitada. 2º art. permanecem em vigor. Questões do TRF3 1) O que são normas de eficácia plena. mas com status de lei infraconstitucional. parágrafo 2º.2. veiculam programas a serem implementados pelo Estado. é possível a aplicação do instituto. Como regra geral. Porém. se houver menção expressa na nova Constituição . 5. da Constituição Federal.1. precisando de integração por obra do legislador infraconstitucional. Já as normas de eficácia limitada de cunho programático. 196 da CF. que trata da saúde. contida e limitada? Dê exemplos. Resposta: Segundo o professor JAS. 5.1.4. Já as normas de eficácia limitada são aquelas que de imediato.1. Questões do TRF4 5. VII. As de eficácia contida têm aplicabilidade imediata e direta. Ou seja. visando fins sociais. Como exemplo pode-se citar o art.

5. 20% da arrecadação do produto de tributos provenientes da competência residual deve ser repassado aos Estados. 2) É constitucional o redutor de IPTU que recai sobre imóvel único? Resposta: Não. dentre outros institutos tributários. ela tem que passar alguma coisa para estados e municípios? Resposta: Sim. o simples fato de se ter um único imóvel não demonstra a capacidade contributiva do contribuinte. haja vista esse único imóvel poder ser tanto um casebre em uma favela como uma mansão na parte mais luxuosa da cidade. Porém.).II. definição de fato gerador. por expressa previsão constitucional (art.Municípios – Distrito Federal . Direito Tributário 5. 5.2. há exceções a esta regra que se adapta à Legalidade Relativa.1. obtida pela interpretação. 2) Haveria a incidência do princípio da eticidade na área tributária? Resposta: 3) Mudança de interpretação acarreta em novo fato gerador? 271 . RE 195.2. a contrario sensu. Os casos mais relevantes são a atualização monetária (expressamente ressalvada pelo parágrafo 2ºdo art.157.218MG). obrigação tributária. Impostos: União Federal – Estados-membros .Princípios E Normas Constitucionais – Rendas Compatíveis 5.2.Territórios .2.394?SP. Ademais. tal redução é inconstitucional. Questões do TRF2 1) Princípio da Legalidade Relativa é cabível no direito tributário? Resposta: Para a instituição.2. exclusão e extinção. Questões do TRF1 1) Se a União criar tributo com base na competência residual. 97)e fixação do prazo de recolhimento (jurisprudência do Supremo – RE 172. incide a Legalidade Estrita.1.1. da Súmula 589 do Supremo Tribunal Federal: ―É inconstitucional a fixação de adicional progressivo do imposto predial e territorial urbano em função do número de imóveis do contribuinte‖.1.

que os contribuintes tenham condições de antecipar objetivamente seus direitos e deveres tributários. Completa Kyioshi Harada ―Adotado um critério jurídico de interpretação pelo fisco ao longo do tempo para fiscalizar as atividades de determinado contribuinte concluindo pela regularidade de sua situação fiscal. 4) Existe diferença entre princípios tributários e pressupostos? Resposta: Sim. o que é inadmissível por implicar violação do princípio da segurança jurídica‖. E de outro lado. 5) Diferença entre o princípio da irretroatividade e da intangibilidade.a. também. segundo. Essa prática é ilegal e contraria o princípio da boa-fé do contribuinte. É o que aponta Roque Carrazza.III. Princípio. Não se modificam os fatos da vida já ocorridos e que geraram efeitos tributários. Por exemplo. de um lado. Dada a legalidade estrita que rege o Direito Tributário. é o mandamento nuclear do sistema. na clássica lição de Celso Antonio Bandeira de Mello. que. gerar novo fato gerador. Resposta: A irretroatividade está prevista no art. dada irretroatividade da lei tributária. é pressuposto do II a entrada do produto em território nacional. ―O princípio constitucional da segurança jurídica exige. o princípio da segurança jurídica. não pode o mesmo fisco rever as atividades do passado para exigir tributos e aplicar sanções a pretexto de que a administração alterou seu entendimento acerca da matéria.150. irretroativa e votada pela pessoa política competente‖. igual para todos. representa insubmissão da administração a seus próprios atos. Já pressupostos são as condições de fato que compõem o fato gerador que devem ocorrer para a hipótese tributária se aperfeiçoar. da CF. em relação a fatos geradores ocorridos antes do início da vigência da lei que os houver instituído ou aumentado. Já a intangibilidade impede a mudança de critério por parte do judiciário ou do próprio fisco de elementos que caracterizem o fato gerador. Não pode o juiz modificar os atos ocorridos para modificar o fato gerador. 6) Pode-se aplicar o IPI Verde nas CIDEs? Resposta: 272 .Resposta: Não. só podem surgir de lei. a mudança não pode. por isto mesmo. ainda.

nessa condição.2. por isso. 3) A aquisição de bens para uso permanente dá direito ao crédito de IPI? Resposta: O STF já decidiu a matéria e apontou pela impossibilidade de creditamento porque. 4) A isenção no meio do ciclo de industrialização implica em cumulação do IPI? Resposta: 5) Há direito a crédito presumido? 273 . O STF não permite que o tema seja tratado por legislação infraconstitucional. diferentemente do que ocorre ao ICMS. E o entendimento consolidado também. não é possível a geração de creditamento. deveria ser tratada no corpo da Constituição como o fez o constituinte quando do ICMS. ao contribuinte. quando pago em razão de operações de aquisição de bens destinados ao uso e/ou à integração no ativo fixo do seu próprio estabelecimento‖. o que torna a fabricante consumidora final quanto a essas mercadorias. Da mesma forma. segundo o STF. no STF: ―A jurisprudência do Supremo Tribunal Federal firmou-se no sentido de não reconhecer. em verdade. a não cumulatividade prevista na CF comporta exceção? Resposta: Segundo a maioria da doutrina. e . não há ocorrência do fato gerador.772/SC. no TRF4: Não há falar em direito ao creditamento do IPI relativamente aos bens de uso e de consumo ou destinados ao ativo imobilizado da empresa. o direito de creditar-se do valor do IPI. Segunda Turma. se exceção existisse. devendo.3. O uso permanente imobiliza os bens. tendo em vista as exceções apontadas no próprio texto constitucional.1. Questões do TRF3 1) Quanto ao IPI. em relação a tais produtos.5. não há exceções a não cumulatividade do IPI. arcar com os ônus financeiros do tributo. RE 593. por exemplo. não ocorre fato gerador do imposto. 2) O tema pode ser mitigado por legislação infraconstitucional? Resposta: Não. dado que. porquanto.

9) Em que momento se reputa ocorrido o Fato Gerador do II? 274 . onde a variação da alíquota se dá em razão da essencialidade do produto‖. de relatoria da Desembargadora Maria do Carmo.682/SC de 2007. Para a ocorrência do fato gerador o produto deve ingressar no país e incorporar-se à economia nacional. ora pendendo pelo crédito presumido. a jurisprudência do STF oscilava. Produtos em trânsito não são consideradas para efeitos de tributação do II. dado o princípio da motivação. Ocorre que. Foi um julgado da 8ª Turma. O IPI incidente sobre o açúcar obedece ao princípio da seletividade? Resposta: A pergunta toma com base um julgamento do próprio TRF1 . 12 e atualmente 5%. houve uma estabilização no sentido de qualquer instituto que desonere a cadeia de produção (isenção. Utiliza-se tal técnica para dificultar a comercialização de objetos indesejáveis e alcançar metas fiscais mais justas e melhor redistribuição de renda. a maioria dos gêneros alimentícios recebe tributação 0%. o que. em verdade constitui a seletividade. alíquota zero e não incidência) deve se submeter ao regramento . deve o ente tributante declarar as razões de estabelecer diferenças entre os produtos que não a essencialidade. 8) Sobre o Imposto de Importação: Bens de ingresso no território nacional para exposição em feira estão sujeitos ao II? Resposta: Não. a partir do RE 370. ora afastando-o. onde ficou asseverado que tributar o açúcar com a alíquota de 5% ofende o principio da seletividade e essencialidade. de forma que não havendo pagamento. como já conceituado como ―uma técnica de incidência tributária . 7) O açúcar já foi tributado pelas alíquotas de IPI em 18. não há crédito por parte do adquirente.Resposta: Até pouco tempo. 6) O que significa uma tributação pelo IPI seletivo? Resposta: A seletividade do IPI é uma técnica de incidência tributária. Para este valor de alíquota. onde a variação da alíquota se dá em razão da essencialidade do produto.

12) Nas operações de mútuo entre pessoas jurídicas sem a intermediação de instituição financeira. momento posterior. pois facilita o controle do Fisco acerca do momento em que a mercadoria ingressou no território nacional. ocorre na data do registro da declaração de importação.Resposta: É o momento da apresentação ou registro da declaração de importação. pois o art. o sujeito terá direito a usar a alíquota anterior? Resposta: Não. temporais e espaciais do imposto. o qual estabelece que o lançamento reporta-se a data de ocorrência do fato gerador da obrigação e rege-se pela lei então vigente. a legislação material aplicável à importação de produto estrangeiro é a data em que se verifica a ocorrência do fato gerador. por que a adoção do critério temporal do registro acarreta insegurança jurídica. portanto. a alíquota aplicável é aquela vigente na data em que a empresa registrou a operação junto ao SISCOMEX. ainda que posteriormente revogada ou modificada. incide o IOF? 275 .Receita Federal do Brasil. Primeiro por não ser técnico. para a liberação da mercadoria estrangeira entreposta ou depositada. Embora esse entendimento tenha um fundamento de ordem prática. ou seja. na verdade o seu critério temporal. a entrada do produto no território nacional e a obtenção da licença. independentemente da alíquota vigente na data da obtenção da licença. já que a alíquota pode ser abruptamente alterada após a realização do procedimento de importação (obtenção de licença. O Superior Tribunal de Justiça e Supremo Tribunal Federal entendem que o fato gerador do imposto de importação. Logo. Nesse sentido: REsp 1016132/SP. ou documento que faça substituir e demais documentos pertinentes ao desembaraço perante a autoridade aduaneira . DJe 01/07/2009. Segundo. Adotado esse entendimento. entrada física do produto no país). 144 do CTN. a lei vigente no momento da transposição da linha demarcatória do território nacional. 10) A data de obtenção da licença para importação tem alguma relevância jurídica? Resposta: DESSE PONTO EM DIANTE: RESPOSTAS ELABORADAS POR GABRIELA SILVA MACEDO 11) Se a alíquota de importação mudar depois de obtida a licença. consubstanciado na reunião dos critérios materiais. ele é criticado por parte da doutrina.

cuidando. apenas as operações de crédito realizadas por instituições financeiras estavam submetidas à exigência do recolhimento de IOF. Com a edição da Lei nº 9. no entanto. DJe 08/06/2012).779/99. 13). restringir a competência da União para alcançar. I. ao definir a extensão admissível do fato gerador do IOF. 14. REsp 1222550/RS. 5. Registre-se que. Rel. Ainda sob a égide da EC 18/65. SEPÚLVEDA PERTENCE. a L. nos mesmos termos. outras hipóteses possíveis de incidência do tributo. conforme se posiciona o STF e STJ (ADI 1763 MC. o CTN não se conteve no espaço mais reduzido já ocupado pela lei anterior e desdobrou em quatro hipóteses possíveis a esfera potencial do tributo. remetendo o CTN à legislação tributária.779/99. V da CF/88). em determinar expressamente que estas operações estariam submetidas às "mesmas normas aplicáveis às operações de financiamento e empréstimos praticadas pelas instituições financeiras" (art. SEGUNDA TURMA. DJ 26-092003 PP-00005 EMENT VOL-02125-01 PP-00095 RTJ VOL-00191-01 PP-00070. para cada espécie tributária. sem com isso. Tribunal Pleno. Pouco depois. a compreensão de que o IOF pode incidir também sobre operações de crédito que não tenham sido praticadas exclusivamente por instituições financeiras parte de uma interpretação do texto constitucional (art. ainda.143/66 instituiu o imposto com incidência exclusiva nas operações realizadas por instituições financeiras e seguradoras. 153. mediante nova lei. Ministro MAURO CAMPBELL MARQUES. Relator(a): Min. a restrição subjetiva das operações. o 276 . Portanto. julgado em 20/08/1998. Isso por que o sujeito passivo do tributo é qualquer um que participe da operação econômica tributada. a definição deste. como se depreende do histórico legislativo. o legislador estendeu a incidência do IOF às operações de crédito correspondentes a mútuo de recursos financeiros entre pessoas jurídicas ou entre pessoa jurídica e pessoa física. julgado em 27/09/2011. da EC 18/65. a sua efetivação pela entrega total ou parcial do montante ou do valor que constitua o objeto da obrigação‖. dentre elas: ―quanto às operações de crédito. cambio e seguros e sobre operações relativas a títulos e valores mobiliários surgiu no art.Resposta: Sim. anteriormente à edição da Lei nº 9. I da EC 18/65 e. A lei ordinário poderia fazer tal restrição. Portanto. 13) E nas chamadas contas correntes mercantis entre empresas do mesmo grupo? Resposta: A operação de mútuo entre empresas integrantes do mesmo grupo econômico subsumese à hipótese de incidência do imposto sobre operações financeiras. A competência da União para instituir o imposto sobre operações de crédito. surgiu no art. foi mantida nos textos constitucionais seguintes. não há no CTN – nem a Constituição autorizaria –. 14.

Ressalta ainda que se a União pretender instituir contribuição incidente sobre fato não relacionado no art. ii) caráter não cumulativo. São eles: i) introdução no ordenamento por lei complementar. limitandose a explicitar o sentido da lei 9. Não há. evitar a invasão de competências. é impreterível o cumprimento dos requisitos do art. Adotar entendimento contrário. I. apesar de não haver discriminado as hipóteses de incidência e bases de cálculo das contribuições de caráter geral. Segunda posição. do que se conclui que. Questões do TRF4 5. Questões do TRF5 277 . pois deve respeitar a competência tributária conferida aos Estados e Municípios que foi detalhadamente discriminada pela CF.2.que ocorreu com a edição da Lei n. 153. 5. parte da doutrina. esvaziaria o conteúdo das repartições constitucionais das competências tributárias. sem exluir entes integrantes do mesmo grupo econômico. seria possível que a hipótese de incidência das contribuições abrangesse fatos atribuídos constitucionalmente aos Estados e Municípios. segundo a qual as contribuições ora se enquadrariam como impostos. 154. iii) ―tipologia tributária diversa daquela já prevista na CF‖. Adotando como premissa a teoria tricotômica da classificação dos tributos. adotando a teoria pentapartite da classificação dos tributos. o entendimento de ser vedado à União criar contribuições com base nas materialidades próprias dos Estados. o legislador infraconstitucional não dispõe de ilimitada permissão para criar tais tributos.1.4. 154 da CF apenas impõe a inovação dentro da própria espécie tributária.5. Ilegalidade da IN 07/1999 que ao tributar tal operação não criou obrigação tributária nova. tendo ele por finalidade. 14) Pode-se instituir contribuição de caráter geral tendo por base fato gerador de imposto federal? E tendo-se por base fato gerador de imposto estadual ou municipal? Resposta: Há dois posicionamentos sobre o tema no cenário doutrinário e jurisprudencial. Esse último requisito reforçaria. entende que a União pode criar contribuições gerais com base em materialidade atribuída constitucionalmente a União. 1ª Posição. que dispõe sobre a competência residual da União. portanto.1. que definiu como fato gerador do IOF operações de crédito entre pessoas jurídicas e entre pessoa jurídica e pessoa física. a qual se filia Paulo de Barros entende que.779/99. já que as espécies tributárias seriam distintas. 9779/1999. entende o STF que a vedação trazida pelo art. ora como taxas. segundo a Suprema Corte. conforme entende Paulo de Barros.2. Em sentido oposto. Assim.

883/94. que organizou o Código de Contabilidade da União. 22 da Lei Federal nº.3. o procedimento licitatório veio evoluindo. por fim. 37. Desde o antigo Código de Contabilidade da União. de 1922.3.22.348 e 2. Estas modalidades estão definidas no art.854/99).648/98 e 9. o procedimento licitatório veio a final. de 21.06.666/93. que estatui as normas gerais sobre licitações e contratos completa o ciclo. indireta ou fundacional.360.67 (arts.883.456. disciplinando o instituto e os contratos públicos em 125.68. atualizado em 1987.02. 5. 4. a partir das diretrizes traçadas pela Constituição e de molde a exigir sua prática na administração pública direta. 2. que regulamentava as arrematações dos serviços a cargo do então Ministério da Agricultura. Questões do TRF1 1) Qual foi o primeiro conjunto de regras sobre licitação no Direito Brasileiro? Resposta: A licitação foi introduzida no direito público brasileiro há mais de cento e quarenta anos. dos Estados. Estados. a ser consolidado.1. de qualquer dos Poderes da União. no âmbito federal.05. com o objetivo de conferir maior eficiência às contratações públicas.666. e estendida.666 de 21 de junho de 1993. instituiu.86.1.01. de 08 de junho de 1994.300. pelo Decreto nº. do Distrito Federal e dos Municípios (art. de 25. leilão e concurso. com a edição da Lei nº. 2. de 14. reunindo normas gerais e especiais relacionadas à matéria. Direito Administrativo 5. convite.926. que estabeleceram a reforma administrativa federal. 9. pelo Decreto nº. que disciplina as licitações e contratos da Administração Pública. 125 a 144). XXI da Constituição Federal foi regulamentado pela Lei 8.11. tomada de preços. sistematizado através do Decreto-Lei nº.536. de 21. Após o advento de diversas outras leis que trataram. o Estatuto Jurídico das Licitações e Contratos Administrativos. Esta Lei estabelece cinco modalidades licitatórias: concorrência. pela primeira vez. Comercio e Obras Públicas.06. O art. às Administrações dos Estados e Municípios. caput). de observância obrigatória pela Administração Pública direta e indireta de todos os poderes da União. sendo.5. atualizada pela Lei nº. de 20. O Decreto-lei nº. A partir de 1988 a licitação recebeu status de princípio constitucional (10). em vigor atualmente.1. Distrito Federal e Municípios. de forma singela. pelos Decretos-lei 2. 8. Licitação 5. de 28. do assunto. 200. A lei n° 8.3. 8. A Constituição de 1988 representou um notável progresso na institucionalização e democratização da Administração Pública.93 (alterada pelas Leis 8.1862. 2) Um cidadão comum pode impugnar o edital de licitação? E se conecta a que princípio? Resposta: 278 . artigos. 37.

Na hipótese da não-contratação nos termos previstos. na etapa da classificação e julgamento. o Estatuto da Microempresa e EPP (LC 123/06) criou regra especial para quando participarem tais empresas do procedimento de pregão: encerrando-se os lances. estabelece que pode haver a sua impugnação.Em havendo discordância com os termos do edital. a ser realizada por QUALQUER CIDADÃO (aquele que está no gozo dos direitos políticos). é convocada para oferecer nova proposta. ainda. sobretudo. no prazo de 5 minutos. será realizado sorteio entre elas para que se identifique aquela que primeiro poderá apresentar melhor oferta. 3º da Lei 8. Primeiro. os quais são iniciados pelo participante que tenha a melhor proposta escrita. Nesse quadro. de preço inferior àquela considerada vencedora do certame. pelos administrados em geral. moralidade e. com o princípio da publicidade. serão convocadas as remanescentes que porventura se enquadrem na hipótese acima.666/93. Todos esses princípios estão elencados no art. Escolhe-se a melhor e aquelas que se encontram no patamar de até 10% do valor da melhor proposta (se não houver. o objeto licitado será adjudicado em favor da proposta originalmente vencedora do certame. Alexandrino diz que esse princípio impõe. Essa regra se relaciona com os princípios da impessoalidade. situação em que será adjudicado em seu favor o objeto licitado. no prazo de até 05 dias úteis de antecedência à data designada para a abertura dos envelopes de habilitação. na ordem classificatória. é ele modalidade obrigatória? Resposta: 279 . 4) Pregão. 41 da Lei 8. que os motivos determinantes das decisões proferidas em qualquer etapa do procedimento sejam declarados. para o exercício do mesmo direito. 3) O que ocorre com propostas parecidas no pregão com relação à EPP ou ME e empresas normais? Resposta: O procedimento do leilão é caracterizado pela utilização de duas técnicas para escolha da melhor proposta. oportuniza-se aos participantes pré-selecionados a apresentação de lances verbais. cujo objetivo é permitir o acompanhamento e controle do procedimento não só pelos participantes como também. No caso de equivalência dos valores apresentados pelas microempresas e empresas de pequeno porte. a ME ou EPP mais bem classificada e cujo valor ofertado seja de até 5% do valor apresentado pelas empresas comuns (empate ficto). quiçá principalmente. permitindo o efetivo controle do procedimento. o art. escolhe-se as três melhores).666/93. são abertas as propostas escritas e classificadas de acordo com o melhor preço. Não ocorrendo a contratação da microempresa ou empresa de pequeno porte. Em seguida.

666/93 (fraude na licitação). Para os demais entes federativos. pois o administrador deverá adotá-lo para atender ao fim público da lei. José dos Santos.666/93 que proíbe expressamente a criação de outras modalidades. prevendo a disciplina (não a mera regulamentação) dessa nova modalidade de licitação por decreto a cargo do ente administrativo. sob pena de detenção. apesar da faculdade conferida à Administração. alerta que. adequada à contratação de bens e serviços não classificados como comuns e que não seja obras e serviços de engenharia civil.472/97). segundo critério que leve em consideração custo e benefício. se optar por outra modalidade. a fim de que se possa verificar se os motivos alegados guardam congruência com o objeto do ato optativo. 6) Quais as consequências para o servidor público da administração que devassa o conteúdo de uma proposta licitatória? Resposta: A violação ao sigilo. mas depois foi estendidas a todas as agências reguladoras federais pela lei 9. definindo o julgamento das propostas por um júri. o que a princípio o tornaria uma modalidade facultativa de licitação. a faculdade desaparece. caber-lhe-a justificar devidamente a sua escolha.450/2005 obriga a utilização do pregão na hipótese de aquisição de bens e serviços comuns pela União (pois é decreto federal).986/2000. o senhor já ouviu falar na modalidade consulta de licitação? Resposta: Consulta é a modalidade de licitação exclusiva das AGÊNCIAS REGULADORAS. quando esta modalidade for cabível. Alexandrino questiona a constitucionalidade da previsão da consulta pela lei da ANATEL porque ela foi extremamente sucinta. por fraudar a competitividade do procedimento. e multa. contudo. de 2 (dois) a 3 (três) anos.O decreto 5. A Anatel disciplinou a consulta para as suas contratações por meio de resolução. surgindo hipótese que admita o pregão. Entretanto. o que viola a regra da lei 8. Assim. 94 da Lei 8. 5) Em relação à chamadas agências reguladoras. 280 . é preciso levar em consideração a finalidade do novo diploma. que é a de propiciar maior celeridade e eficiência no processo de seleção de futuros contratados. Ela foi primeiramente instituída pela lei da ANATEL (lei 9. implica em: Prática de crime previsto no art. não há lei que obrigue a adoção do pregão. entende o doutrinador que.

em que hipóteses? Resposta: De acordo com a Lei nº 8. O parcelamento do objeto subordina-se especialmente aos princípios da economicidade e da ampliação da competitividade. moralidade e igualdade no procedimento licitatório. 281 . Cada parte. item. obras ou serviços efetuados pela Administração serão divididos em tantos itens. verificar se é possível e economicamente viável licitá-lo em parcelas (itens. Afinal. Logo.Ato de improbidade administrativa. Compras. após definido o objeto da licitação. Isso por que a divisão do objeto que não observe economia de escala poderá produzir efeito contrário. com base em critérios de impessoalidade e moralidade administrativa. Parcelamento é a divisão do objeto em partes menores e independentes. ou seja. Deve o gestor atentar-se para que o parcelamento seja realizado somente em benefício da Administração. De outro. da impessoalidade. parcelas e etapas que se comprovem técnica e economicamente viáveis. desde que não haja prejuízo para o conjunto a ser licitado. quanto mais pessoas tiverem conhecimento da licitação. mas ao contrário contribui para a realizaçao de seus fins. tornando inócua a finalidade do instituto que é a de propociar a escolha da melhor proposta pela Administraçao. o agente público deve. lotes ou etapas) que aproveitem as peculiaridades e os recursos disponíveis no mercado. o princípio da publicidade informa que a licitação deve ser amplamente divulgada. tanto o princípio do sigilo das propostas quanto o princípio da publicidade tem como fim último a garantia da competitividade. é obrigatório o parcelamento quando o objeto da contratação tiver natureza divisível. sem perda da economia de escala. mais eficiente será a forma de seleção. o princípio do sigilo das propostas visa resguardar a competitividade do procedimento. 7) Se a licitação é pública porque as propostas têm de ser sigilosas? Resposta: O princípio do sigilo das propostas encontra amparo nos próprios fundamentos inspiradores da licitação e não se opõe ao princípio da publicidade. impedindo que outros participantes tomem conhecimento antecipadamente das demais propostas. procedendo-se à licitação com vistas ao melhor aproveitamento dos recursos disponíveis no mercado. de modo a possibilitar o conhecimento de suas regras ao maior número de pessoas possíveis. e se for. De um lado. etapa ou parcela representa uma licitação isolada ou em separado. aumento de preços.666/1993. Para isso. 8) É possível ao administrador dividir o objeto da licitação.

devendo a comprovação de exclusividade ser feita através de atestado fornecido pelo órgão de registro do comércio do local em que se realizaria a licitação ou a obra ou o serviço. Isso por que não é possível dividir uma contratação desejada em várias de menores valores. 10) Pode haver inexigibilidade de licitação para aquisição de bens? Resposta: Sim. diz o art. No caso do pregão. a utilização do tipo menor preço. pelas entidades equivalentes. mas admite.520/2002 possibilita a utilização da modalidade PREGÃO. o tipo é sempre menor preço. por um ou mais de um órgão ou entidade da Administração Pública. dentre as quais cita-se a aquisição de materiais. a fim de dispensar a licitação ou fazê-la por outra modalidade. quando o sistema de registro de preços destinar-se a compras e contratações de bens e serviços comuns. ainda. sempre que possível. 9) Qual a modalidade de licitação para registros de preços? Resposta: Concorrência e pregão. quando a modalidade for concorrência. prevê. O registro de preços será precedido de ampla pesquisa de mercado e os preços registrados serão publicados trimestralmente para orientação da Administração.É importante não esquecer que sempre deve ser preservada a modalidade pertinente para a execução de todo o objeto da contratação. ou. excepcionalmente. sob pena de se violar o princípio da obrigatoriedade. deverão ser processadas através de sistema de registro de preços. equipamentos. vedada a preferência de marca. O decreto 3. Devem ser somados os valores correspondentes aos itens parcelados e definida a modalidade de licitação forem necessários. na imprensa oficial. o tipo técnica e preço. em especial nas hipóteses elencadas em seus incisos. concomitantes ou sucessivas. 15 da lei 8. segundo o qual as com- pras. quando a competição for inviável.931/2001 que regulamenta o sistema de registro de preços na esfera federal. pelo Sindicato. Está prevista no art. 15 da Lei 8666/93.666/99. Não se pode parcelar aquilo que é possível contratar por inteiro. O §3º do art. Federação ou Confederação Patronal. 282 . ou gêneros que só possam ser fornecidos por produtor. A licitação é inexigível. com os fornecedores registrados. empresa ou representante comercial exclusivo.666/93 define a utilização da modalidade CONCORRÊNCIA para selecionar os potenciais fornecedores na sistemática do registro de preços e a lei 10. O registro de preços é o meio apto a viabilizar diversas contratações diretas (sem a realização de um específico procedimento licitatório previamente a cada uma) de compras. 25 da lei 8.

Se. precisa ser provada. Para que a competição seja viável. não deverá ser realizada a licitação. é preciso levar em consideração a finalidade do novo diploma. na qual a administração terá a faculdade de adotar o pregão ou alguma das modalidades adotadas no Estatuto geral. por fim. Trata-se. ao invés de proteger o interesse público. se o bem licitado for de fabricante/produtor/fornecedor exclusivo. já que apenas determinada contratação atenderia eficazmente ao interesse público. 25 da Lei 8. sensível a necessidade de acelerar o processo seletivo para contratações. pois. JURÍDICO e FÁTICO. apesar da faculdade conferida à Administração. O pressuposto jurídico está presente quando a licitação atende a sua finalidade de PROTEÇÃO ao interesse público. Assim. 11) A administração pode optar por fazer uma concorrência. Assim. A exclusividade do fornecedor. O objeto da licitação deve gerar interesse de mercado. se esses pressupostos não estiverem presentes.Indubitavelmente. a licitação prejudica esse interesse. Pressuposto fático significa INTERESSE de mercado. pois a licitação não é um fim em si mesmo. pois o administrador deverá adotá-lo para atender ao fim público da lei. tornou obrigatória a adoção da modalidade de pregão para a aquisição de bens e serviços 283 . precisa preencher 3 pressupostos: LÓGICO. Entretanto. Mas as hipóteses elencadas não deixam dúvida de que. surgindo hipótese que admita o pregão. independentemente de o objeto da licitação seja a aquisição de bens ou a prestação de um serviço. alerta que. por ausência de pressuposto lógico. a competição se torna inviável. Em suma. de atuação discricionária. sempre que a competição for inviável. A União. ela será inexigível. se optar por outra modalidade. mas um instrumento de realização do interesse público. as licitaçao para aquisição de bens será inexigível. a faculdade desaparece. O pressuposto lógico ocorre quando há PLURALIDADE de licitantes e de objetos.666/93 é meramente exemplificativo. caber-lhe-a justificar devidamente a sua escolha. tomada de preço em detrimento do pregão? Resposta: O pregão não é modalidade de uso obrigatório pelos órgãos públicos. José dos Santos. contudo. entende o doutrinador que. a fim de que se possa verificar se os motivos alegados guardam congruência com o objeto do ato optativo. Se for certo que não haverá oportunidade para a confrontação de propostas. o rol trazido pelo art. Constitui pressuposto fático para a licitação a possibilidade de participação de mais de um interessado a ser contratado. a licitação é inexigível. que é a de propiciar maior celeridade e eficiência no processo de seleção de futuros contratados.

há necessidade de licitação? Resposta: Constituem-se os serviços de radiodifusão sonora e de sons e imagens em forma sui generis de concessão. permissão e autorização para o serviço de radiodifusão sonora e de sons e imagens. compete ao Poder Executivo outorgar e renovar concessão. Outra hipótese refere-se a aquisição de bens e serviços de informática. impessoalidade.2. 284 . 23. público e estatal. Questões do TRF2 1) Fale sobre a concessão de difusão sonora e de imagem. tornando dispensável em razão do valor. sem perda da economia de escala. Sendo gratuita. 1º. eis que disciplinada peculiar e expressamente pela CF/88. Compras efetuadas e obras ou serviços contratadas pela Administração serão divididos em tantos itens.comuns. 5. contudo. para ―aquisição de bens e serviços de informática e automoção‖. uma vez que a lei 8. incidirá não apenas nas hipóteses de improbidade administrativa.520/2002 possibilita a utilização da modalidade PREGÃO. 223. Consignou-se igualmente que a opção pela forma não eletrônica deverá ser necessariamente justificada pela autoridade competente. Uma delas refere-se ao registro de preços.3. probidade administrativa e todos os demais aplicáveis às licitações em geral. quando o objeto da contratação tiver natureza divisível. Se assim proceder o prefeito. desde que não haja prejuízo para o conjunto a ser licitado. como também nos crimes da lei de licitações e do Decreto-lei 201/67.248/91 autoriza o uso da modalidade pregão.1. procedendo-se à licitação com vistas ao melhor aproveitamento dos recursos disponíveis no mercado. Há. parcelas e etapas que se comprovem técnica e economicamente viáveis. 12) O prefeito poderia fracionar a licitação? Resposta: Sim. uma licitação que se realizada sem parcelamento não se inseriria na hipótese de dispensa. Ressalte-se apenas que o parcelamento da licitação não pode gerar burla a suas regras. desde que estes se enquadrem como ―bens e serviços comuns‖. a qual sempre adota o tipo menor preço. observado o princípio da complementaridade dos sistemas privado. moralidade. De acordo com o art. A diretriz da administração federal teve por fundamento a necessidade de dar maior transparência ao processo seletivo. algumas hipóteses em que o uso do pregão é excepcionalmente facultado à União. como por exemplo. par. A infração pode ser fracionada nos termos do art. pois a lei 10. quando o sistema de registro de preços se destinar a compras e contratações de bens e serviços comuns. observar os princípios da legalidade.

tem a sua outorga excluída da jurisdição da Agência. em regra. obedecidos alguns requisitos administrativos. Contudo. O legislador constituinte.Não obstante. A presidenta Dilma Rousseff promulgou em janeiro decreto que altera regras para concessões de rádio e televisão no país. o ato de conceder. para atender a interesses pessoais ou políticos de pessoas ou grupos. origina-se do Presidente da República. encampada. que. A medida muda principalmente as regras para a licitação. cancelada. com exigência de garantias financeiras para participar dos leilões. tal instituto apresenta-se de forma bem peculiar. antes de vencido o prazo.108/96 estabeleceu a necessidade de licitação para concessão de serviços de radiodifusão sonora. que é pautada por normas administrativas. Lei da ANATEL. é realizado pelo Presidente da República. anulada. com relação à concessão ou renovação dos serviços de rádio e televisão. permanecendo no âmbito de competências do Executivo. o legislador constituinte fechou ainda mais o sistema. após o termo dos prazos. diferencia-se ainda de algumas características administrativas do instituto. a concessão de rádio e televisão. As mudanças começaram a ser articuladas depois que o ministério recebeu denúncias de pessoas que venceram licitações de concessões sem capacidade financeira para manter emissoras de rádio e TV. Celso Antônio Bandeira criticava a situação em relação aos serviços de radiodifusão sonora e de sons e imagens (rádio e televisão). Esses poderes reguladores são decorrentes da própria concessão.666/93 (Lei 2108). que deverá observar a lei 8. 211 da mesma Lei 9. a concessão pode ser. 2) Qual o postulado normativo que embasa a licitação? O que é postulado? Resposta: 285 . renovar. Assim. revogada. que deve submeter o ato ao Congresso Nacional para deliberação. mas é no Congresso Nacional que será decidido. portanto. Por fim. O Decreto nº 2. ou o ato de não renovar as concessões de tais serviços públicos. sem quaisquer critérios objetivos que permitam controlar-lhes a juridicidade. o ato de outorga ou renovação da concessão de serviços públicos de radiodifusão sonora e de sons e imagens. tradicionalmente. criou um sistema de freios e contrapesos no que diz respeito à concessão de Rádio e Televisão. Como se vê. pois. era feita ao sabor do Executivo. ao disciplinar que o cancelamento da concessão ou permissão. que poderá ser de até 10 anos para rádio e 15 anos para televisão. depende de decisão judicial. não havendo proibição de renovação de concessão. 1º).472. sendo ela dispensável para outorga para execução de serviço de radiodifusão com fins exclusivamente educativos (art. 13. par. Argumentava o doutrinador que a distribuição de canais de televisão e de rádio. a teor do art.

O postulado está intimamente ligado ao princípio da impessoalidade. legal. §1º. trabalhista. 3º da lei 8. Os postulados normativos. segundo Humberto Ávila.666 são: Legalidade Impessoalidade Moralidade Igualdade Publicidade Probidade administrativa Vinculação ao instrumento convocatório Julgamento objetivo 286 . I e II). Corolário da igualdade é a vedação de se estabelecerem diferenças em razão da naturalidade. proporcionalidade. 3) Quais os princípios que regem a licitação? Resposta: Todos os princípios da Administração Pública também se aplicam a licitações e contratos administrativos. da sede ou do domicílio dos licitantes. 5º e indica que a administração deve dispensar tratamento idêntico a todos os administrados que se encontrem na mesma situação jurídica. ou a proibição de tratamento diverso de natureza comercial. o qual tem sua origem no art. a meu ver. é inconstitucional considerar como fatores de averiguação da proposta mais vantajosa os valores relativos aos impostos pagos ao ente federativo que realiza a licitação. 3º. Os princípios previstos expressamente no art. A igualdade na licitação significa que todos os interessados em contratar com a Administração devem competir em igualdade de condições. mas para orientar a interpretação e aplicação das normas de primeiro grau (regras e princípios). razoabilidade.O postulado normativo que embasa a licitação. Segundo o STF. é o da igualdade. O que ele chama de postulados normativos são meta-normas aplicadas não para resolver o caso concreto. são metas-normas que estabelecem um dever de segundo grau consistente em estabelecer a estrutura de aplicação e prescrever modos de raciocínio e argumentação em relação a outras normas. previdenciária entre empresas brasileiras e estrangeiras (art. São exemplos de postulados normativos: a igualdade.

ainda que nenhum direito subjetivo reste lesado. segundo o qual se exige que a Administração escolha a modalidade certa. 8. Consulta Pregão. 287 . ferindo o interesse público. Concurso. que o administrador observe as regras que a lei traçou para o procedimento. só podendo agir dentro do que a lei permite ou determina. principalmente.4) A legalidade do art. No campo das licitações o princípio da legalidade impõe. O só fato de um ato administrativo desatender a lei já o torna ilegal. Convite. motivo pelo qual Seabra Fagundes diz ser a "finalidade e caracterísitica do controle jurisidicional a proteção do indivíduo em face da Administração Pública". 3º da Lei no. É a aplicação do devido processo legal. Logo. independentemente de haver lesão ao direito de outrem. Leilão. Tomada de preço. dentre outros pontos. que seja bem clara quanto aos critérios seletivos. Já a legalidade objetiva estabelece que toda a atuação da administração pública seja instaurada e conduzida com base na lei e com a finalidade de preservar o império da lei. também no que concerne ao procedimento da licitação deve-se aplicar a legalidade absoluta. 5) Por que se fala de legalidade objetiva e subjetiva? Resposta: O controle de legalidade subjetivo ocorre para a tutela em concreto de um interesse juridicamente protegido.666/93 é classificada como absoluta ou relativa? Por quê? Resposta: A Administração Pública está vinculada ao princípio da legalidade absoluta. 6) Quais as modalidades de licitação? Resposta: Concorrência.

é mais célere e eficaz quando se trata de licitação por lotes ou itens. de alguma maneira. que trata do pregão. os recursos da tecnologia da informação aproximam as pessoas e encurtam as distancias. a referida lei. sobretudo no princípio da legalidade absoluta. Ademais. ela não poderia ser adotada. Isso por que ele apresenta diversas vantagens. tais como redução do uso de papel. se a lei não estabelecesse a modalidade do pregão eletrônico. dentre as quais se destaca a centralidade da constituição e a constitucionalização de outros ramos do direito. O princípio da legalidade absoluta. registra a aplicação subsidiária das normas da Lei 8.‖ Como a Constituição estabelece a aplicação de princípio a administração pública como o da eficiência e a própria lei do pregão é inspirada pelo postulado do informalismo. O administrador pode e deve atuar tendo por fundamento a Constituição.7) Os fundos especiais podem se valer do pregão eletrônico? Resposta: Sim. refletiram sobre o Direito Administrativo. redução da sobrecarga do pregoeiro.666/93. que 288 . pela qual a sua atuação estava pautada por aquilo que o legislador determinasse ou autorizasse. aplicável a administração estabelece que ela só pode agir quando a lei autoriza. como também por que constituem meras reservas financeiras criadas por lei. Ressalte-se que a doutrina considera imprópria a menção a fundos especiais não só por que são despidos de personalidade jurídica. permitindo atuação com mais eficiência por parte da Administração. que traz como destinatário de sua disciplina os fundos especiais. na leitura convencional do princípio da legalidade. explica Paulo de Barros que ―supera-se aqui a idéia restrita de vinculação positiva do administrador à lei. como antecipado.520. 9) Qual o rito do pregão eletrônico? Resposta: O fornecedor interessado em participar do pregão eletrônico deve cadastrar-se por meio do web site do órgão solicitante. entendo que seria possível o uso da modalidade pregão eletrônicos. cuja gestão fica sempre. Os fundos especiais constituem reservas financeiras criadas por lei. 8) A Administração só pode o que a Lei autoriza? E se a lei não prevê essa modalidade (do pregão eletrônico)? Resposta: Sim. Nesse sentido. a meu ver. esse entendimento pode ser relativizado. O fornecedor normalmente recebe uma senha. Logo. que atendem ao princípio da eficiência. a princípio. a cargo de órgãos públicos. e estes podem se valer da modalidade do pregão eletrônico nos termos da Lei 10. pois as alterações trazidas pelo movimento chamado de neoconstitucionalismo. Todavia.

qualquer responsabilidade por eventuais danos decorrentes do uso indevido da senha. a competição é possível. o fornecedor está habilitado a participar dos pregões referentes àquele órgão. pois a própria lei impõe a dispensa da licitação. Finalmente. diante de orçamento detalhado. Ao final da sessão. previstas no art. considerando os preços praticados no mercado. Inicia-se com a fixação da menor proposta.666/93. inclusive no que diz respeito a qualquer transação que venha efetuar diretamente. 17 da Lei 8. a identidade dos autores dos lances não é revelada aos demais concorrentes. O pregão ocorre como um leilão ao contrário. mas a o administrador não possui qualquer liberdade. a definição dos métodos. Normalmente. O pregão eletrônico acontece como numa sala de bate-papo. Se ela não estiver perfeitamente habilitada. 10) O que é o termo de referência no âmbito do pregão eletrônico? Resposta: O termo de referência é o documento que deverá conter elementos capazes de propiciar a avaliação do custo pela Administração. a administração não tem discricionariedade para decidir sobre a realização ou não de licitação. portanto. ou por seu representante. os proponentes podem manifestar a intenção de interpor recursos. Em seguida. onde as propostas são apresentadas pelos concorrentes. de casos de impedimento de licitação. Após a confirmação da certificação. O uso da senha de acesso é de responsabilidade total do licitante. Resposta: Nas hipóteses de licitação dispensada. ainda que por terceiros. onde ganha o fornecedor que oferecer o menor preço pela mercadoria ou serviço. a contratação é efetuada após a decisão dos recursos interpostos. com prazo determinado. não cabendo ao provedor do sistema ou ao órgão licitador. Neste caso. verifica-se a habilitação da empresa vencedora. O pregoeiro então instiga os concorrentes a fazer lances até que não haja mais propostas. a habilitação da segunda colocada é verificada. 12) Casos de impedimento de licitação. Trata-se. É interessante conhecer alguma de suas hipóteses: Alienação de bens imóveis (depende de autorização legal): 289 .permite o acesso à opção para certificação da empresa. a estratégia de suprimento e o prazo de execução do contrato.

área esta que se tornar inaproveitável isoladamente. sem utilização previsível por quem deles dispõe. destinados ou efetivamente utilizados no âmbito de programas habitacionais ou de regularização fundiária de interesse social desenvolvidos por órgãos ou entidades da administração pública. c) venda de ações. por preço nunca inferior ao da avaliação e desde que esse não ultrapasse a R$20. de qualquer esfera de governo. na falta destes. f) alienação gratuita ou onerosa. c) permuta. na forma da legislação pertinente. permitida exclusivamente para outro órgão ou entidade da administração pública. relativamente à escolha de outra forma de alienação. permitida exclusivamente entre órgãos ou entidades da Administração Pública.00.a alienação.a) dação em pagamento. desde que considerados dispensáveis na fase de operação dessas unidades e não integrem a categoria de bens reversíveis ao final da concessão). mas apenas de licença administrativa e terá a licitação dispensada nas seguintes hipóteses: a) doação. ao Poder Público. locação ou permissão de uso de bens imóveis residenciais construídos. concessão de direito real de uso. f) venda de materiais e equipamentos para outros órgãos ou entidades da Administração Pública. por outro imóvel que atenda aos requisitos constantes da Lei. e) venda a outro órgão ou entidade da administração pública. que poderão ser negociadas em bolsa. aos legítimos possuidores diretos ou. d) investidura (I . d) venda de títulos. b) doação. em virtude de suas finalidades.II . de qualquer esfera de governo. 290 . permitida exclusivamente para fins e uso de interesse social. e) venda de bens produzidos ou comercializados por órgãos ou entidades da Administração Pública.000. após avaliação de sua oportunidade e conveniência sócio-econômica. observada a legislação específica. de imóveis para fins residenciais construídos em núcleos urbanos anexos a usinas hidrelétricas. Já a alienação de bens MÓVEIS não dependerá de autorização legal. aforamento. b) permuta.a alienação aos proprietários de imóveis lindeiros de área remanescente ou resultante de obra pública.

1º. de acordo com o art. seja por que o contratante (empresa pública) está incluído dentre aqueles que a lei obriga a licitar. Os franqueados têm obrigação de licitar na medida em que prestam serviço público? Resposta: Não. Todavia. desde que a finalidade tenha sido atingida sem prejuízo do princípio da impessoalidade e igualdade entre os licitantes. não há razão para obrigá-la a licitar. sim. 171§1º da CF não poderão licitar no que concerne a sua atividade fim e terão estatuto próprio sobre o tema). mas não se valem de recursos público para tal mister. parágrafo único da Lei 8. deve-se tentar extrair o sentido das cláusulas contraditórias. da moralidade administrativa. seja por que a Constituição Federal estabelece que a concessão de serviço público ocorrerá sempre mediante licitação. 14) Qual o destino de licitação com cláusulas contraditórias? Resposta: No entender da candidata. tendo em vista o interesse público no objeto da licitação. o que exige maior cautela em sua atuação para resguardar os princípios da moralidade. se coaduna com o princípio da boa-fé objetiva. Essa hipótese.666/93 traz expressamente os destinatários da obrigação de licitação. tem se posicionado os tribunais regionais federais e o STF. se a licitação já houver ocorrido. a meu ver. Como as franquias prestam serviço público. Acrescente-se ainda o fato de a empresa pública dos Correios exerce atividade em regime de exclusividade e possui tratamento equivalente a DA Fazenda Pública. Esse entendimento.13) Franquia postal. os princípios da eficiência. isonomia e impessoalidade. os fundos especiais e as demais entidades sob controle direto ou indireto da (inclue-se nessa categoria os serviços sociais autônomos como os destinados a formação profissional e a assistência social). A referida norma elenca a administração pública direta e indireta (ressalvada as empresas públicas e sociedades de economia mista que. é a da contratação de franqueado. a solução a ser adotada dependerá do momento em que se encontra o procedimento da licitação. da legalidade impõe que seja republicado o edital e reaberto o prazo de impugnação. Situação distinta. exige a realização de licitação. o que ainda prejudicaria o exercício da sua atividade fim. Pela necessidade de licitação para a contratação de franquia. O art. da conservação dos contratos e do respeito a sua função social. Caso ainda não tenha iniciado. 291 . não incluindo dentre eles os particulares concessionários de serviço público. invalidar aquelas que contrariam a finalidade do procedimento e prejudicam a administração pública e conservar o ato jurídico. reiniciando-se o procedimento. contudo. eficiência. caso o edital de licitação tenha cláusulas contraditórias.

de autenticidade certificada. 17) E cães de guarda? Resposta: A compra de cães de guarda pode se enquadrar em alguma das hipóteses de inexigibilidade se o animal for de fornecedor exclusivo (por exemplo. quando a competição for inviável.15) É possível o aproveitamento dos atos? Resposta: Como explicado na questão anterior.666/99. 5. desde que compatíveis ou inerentes às finalidades do órgão ou entidade (art. A inexigibilidade da licitação deverá ser devidamente justificada.3. Nesse última previsão. A licitação é inexigível. seja por se enquadra em uma das hipóteses de licitação dispensável. entendo ser possível o aproveitamento dos atos. é perfeitamente possível enquadrar uma obra de arte. 16) Precisa licitar para comprar obras de arte (quadros)? Resposta: A compra de obra de arte pode ser efetuada em prévia licitação. 25 da lei 8. Por outro lado. em especial. XV). desde que a contratação direta seja realizada com base nas hipóteses admitidas pela lei 8.1. mas a administração tem a discricionariedade de não fazê-lo – para a aquisição ou restauração de obras de arte e objetos históricos. a licitação será dispensável – ou seja. diz o art. quando o serviço for de natureza singular. o fornecedor singular e o trabalho artístico realizado por artista reconhecido pela crítica ensejam a inexigibilidade de licitação. 24.666/93. é possível licitar. Questões do TRF3 1) Há violação de princípios constitucionais em haver contratação direta pela administração? Resposta: Não. dentre outras hipótese.3. dos princípios que a regem e de terceiros. seja por se enquadrar na hipótese de inexigibilidade. desde que a finalidade tenha sido atingida sem prejuízo da administração. que visando tutelar interesses de igual relevância ao princípio da obri292 . somente determinado fornecedor adestra cria e fornece cães aptos ao atendimento do interesse da Administração ) ou o animal for de natureza singular (somente uma determinada raça atende ao interesse da Administração).

excepciona o procedimento nos casos especificamente elencados. Regulamentando o dispositivo. decorrente de fato superveniente devidamente comprovado (art. a licitação será obrigatória. coube ao legislador a incumbencia de delinear tais hipóteses específicas. se a licitação não fosse prejudicaria. em tese.gatoriedade da licitação. Nesse sentido. 3) Em subcontratações.733-RJ DJ. 41 da Lei 8. o que melhor comprovou condições de contratar 293 . XXI. A anulação pode ser decretada quando existe vício de legalidade no procedimento licitatório. 37. não se compatibilizam com a demora e o rito do processo licitatório e que.666/93). seja pela revogação. que já é admitida na própria Constituição. no prazo e condições estabelecidas no edital. 24 do Estatuto. o que abrange a violação aos princípios e as regras da licitação. que só pode ocorrer em duas situações: i) por motivo de interesse público. Isso por que a relação jurídica do contrato administrativo possui algumas peculiaridades próprias de sua natureza. Isso por que a Administração é dotada do poder de autotutela e deve afastar os atos ilegais para que sejam preservados a supremacia do interesse público e os demais princípios que a regem. entende o STJ (REsp 959. dentre as quais se destaca a confiança recíproca. 49. cuja redação já prevê que. o que foi feito no art. quando o adjudicatário. §1º). ou simplesmente não comparecer. Mas a lei não poderia deixar de ressalvar algumas hipóteses que. seja pela anulação. tendo sido por ela convocado. uma vez que o contratado é. 19. para assinar o termo de contrato ou aceitar ou retirar o instrumento equivalente. a teor do que estabelece o art. O desfazimento da licitação.11. ―ressalvados os casos previsto na legislação‖. obriga a administração a assegurar aos interessados o contraditório e a ampla defesa (art. o caráter intuito personae. terminaria por violar o interesse público e a própria razão de ser do instituto. tanto não contraria a constituição. recusar-se a fazê-lo.2007). A ressalva à obrigatoriedade. 2) A autoridade que homologa procedimento licitatório pode anular o certame? E revogá-lo? Por quê? Resposta: Sim. quem responde civilmente? Por quê? Resposta: A responsabilidade é solidária entre o contratado e o subcontratado. O princípio da obrigatoriedade da licitação impõe que todos os destinatários do Estatuto façam realizar o procedimento antes de contratarem obras e serviços. ii) a critério da Administração. pela sua particularidade. Já a revogação é o desfazimento dos efeitos da licitação.

alguns casos especiais em que a licitação será inexigível. posiciona-se José dos Santos Carvalho Filho. Nesse sentido. para executar o serviço. restaurante ou sorveteria. Tais entidades possuem regime híbrido. responsável direto pelo dano. Como o referido estatuto ainda não existe. a permissão de uso de calçada em frente a um bar. estabelece o art. 173.com a Administração. ―f‖ e ―h‖ da Lei 8.666/93 e estarão obrigadas a licitar. Caso prestem serviço público. Registre-se ainda que as permissões de uso de bens imóveis residenciais e de bens imóveis de uso comercial de âmbito local com área de até 250m² estão entre os casos de dispensa de licitação. dispõe a constituição federal que elas poderão. que elenca como destinatários as empresas públicas e sociedades de economia mista sem fazer distinção. ter estatuto próprio para licitação e contrato (art. O próprio caráter intuito personae impede tal exclusão. em cada caso. III CF). deve-se aplicar também a elas a Lei 8.666/93. quando estiverem inseridos em programas habitacionais ou de regularização fundiária de interesse social desenvolvidos pela Administração Pública (art. Quanto às entidades que exploram atividade econômica. O doutrinador ressalva. é a que melhor protege o interesse público. Nesse sentido. Também não seria razoável excluir a responsabilidade do subcontratado.666). indubitavelmente. I. 5) No caso de permissão de uso há necessidade de licitar? Resposta: No caso de permissão de uso. evitando-se favorecimentos ou preterições ilegítimas. até o limite admitido. Sendo assim. contudo.666/93 que o contratado poderá subcontratar. A responsabilização solidária. deve entender-se necessária a licitação sempre que for possível e houver mais de um interessado na utilização do bem. deverão respeitar as regras previstas na Lei 8. Cabe ressaltar que parte da doutrina e da jurisprudência se posiciona no sentido de que as entidades estatais que explorem atividades econômicas em sentido estrito não se su294 . pela Administração. parte do objeto da licitação. por exemplo. por lei específica. portanto. com base em critérios de igualdade e moralidade. como. 6) Empresa pública tem que licitar? Resposta: As empresas públicas podem ser constituídas para desempenhar serviço público ou atividade econômica. §1º. sem prejuízo das responsabilidades contratuais e legais. não é possível afastar a responsabilidade daquele que foi escolhido pela administração. 17. 72 da Lei 8.

O pregão adota sempre o tipo “menor preço”. por força art. haverá a CONTRATAÇÃO DIRETA.jeitam a licitação quando o contrato que pretendem celebrar tenha objeto relacionado às atividades-fim da entidade. Segundo disposição legal. a própria Lei 8. ou seja.555/2000. 5) Há alguma diferença básica entre dispensa e inexigibilidade de licitação? Resposta: O art. 5º do Dec 3. em razão da impossibilidade da competição. bem como às locações imobiliárias e alienações em geral. XXI da CF prevê a possibilidade de a lei estabelecer hipóteses em que a licitação não ocorrerá ou poderá não ocorrer. portanto. no caso da União: às contratações de obras e serviços de engenharia. No âmbito federal. serviços? Existe algum valor que limita ou não? Resposta: O pregão é modalidade facultativa de licitação que só serve para a AQUISIÇÃO de bens e serviços comuns. observam-se especificações e padrões mínimos de qualidade 295 . O decreto 5. decreto federal que. 6) O que é o pregão? Tem qual objetivo? Funciona em que sentido? Pode ser utilizado em relação a quais bens. bem/serviço comum é aquele que pode ser objetivamente conceituado no edital com expressão usual de mercado. mas a lei a dispensa (―licitação dispensada‖) ou autoriza a Administração que a dispense (―licitação dispensável‖). sem licitação. 37. O rol é taxativo. INDEPENDENTEMENTE DO VALOR estimado da contratação. o Decreto 3555 traz uma lista de bens e serviços comuns. 17 da Lei 8. Apesar de o tipo ser menor preço. O legislador pode possibilitar a dispensa ou determinar a dispensa obrigatoriamente (art. obriga a utilização do pregão na hipótese de aquisição de bens e serviços comuns pela União. pois há possibilidade de competição. A licitação da modalidade pregão NÃO SE APLICA. A inexigibilidade ocorre quando a licitação é juridicamente impossível. no caso das alienações de bens que sejam produzidos pelas entidades como sua atividade-fim. por sua vez.666/93 dispensa a licitação. só se vincula a União. Nessa linha. pelas vias da dispensa ou da inexigibilidade.666).450/2005. Já a dispensa ocorre quando a licitação é possível. Nesses casos.

A embriaguez acidental. ou.1.‖ A embriaguez é a intoxicação aguda e transitória. Questões do TRF4 5. transferindo-se para esse momento anterior a constatação da imputabilidade do agente.4.3.3. Foi um procedimento criado para atender aos reclamos dos órgãos da administração pública diante do fato de que as modalidades licitatórias previstas na Lei 8. escolhe-se as 03 melhores propostas para participar da fase dos lances verbais. decorrente de caso fortuito ou força 296 . Questões do TRF1 1) Como se explica a actio libera in causae? Quais são as causas que isentam de pena no caso da embriaguez? Resposta: A teoria da actio libera in causa defende que o ato delitivo revestido de inconsciência deve ser punido quando decorre de ato antecedente que foi livre na vontade. de algum resultado punível. Não havendo o número mínimo de 3.4.1. Questões do TRF5 5.4. ela isenta de pena o agente. Extinção Da Punibilidade 5. Direito Penal 5. por ação ou omissão.5. é causador.1.666/93. probidade administrativa. O pregão visa acelerar o processo de escolha de futuros contratados da Administração em hipóteses determinadas e específicas. no estado de não-imputabilidade. quando a podia ou devia prever. ou seja. ainda. tendo se colocado naquele estado. evitar a ocorrência de corrupção e outras condutas qualificadas como improbidade administrativa. ou sem essa intenção. em muitos casos. ii) propostas verbais: segue a apresentação das propostas verbais pelos licitantes pré-selecionados no julgamento das propostas escritas. à fase de habilitação. 5. moralidade. impessoalidade. (ii) primeiro se adjudica e só depois se homologa o procedimento licitatório. não conseguiram dar a celeridade desejável à licitação. observar os princípios da legalidade. causada pelo álcool (ou substância de efeitos análogos).A diferença maior em relação as outras modalidades está na inversão do procedimento: (i) após o recebimento dos envelopes.1. O julgamento possui duas etapas: i) a primeira de apresentação das propostas escritas: escolhe-se a melhor proposta (menor preço) e todas as demais que não excedam a 10% do preço da melhor. Apenas em dois casos. passa-se à fase de classificação e julgamento e. e finalmente.4. Segundo José dos Santos. a nova modalidade tem por fundamento a necessidade de dar maior transparência ao processo seletivo. mas tendo previsto a possibilidade do resultado. excluindo a culpabilidade.1. só depois. cujos efeitos podem progredir de uma ligeira excitação inicial até o estado de paralisia e coma. A teoria é aplicada ―aos casos em que alguém. ou propositadamente. com a intenção de produzir o evento lesivo. publicidade.

por meio do seu representante. nas hipóteses taxativamente previstas em lei. Parte da doutrina considera que o caso fortuito ocorre quando o agente desconhece o caráter inebriante da substância que ingere. realizadas por órgãos diversos do Poder Judiciário. É modalidade de clemência concedida espontaneamente pelo Presidente. O perdão deve ser concedido durante o processo. é o ato pelo qual o ofendido. porque extingue a punibilidade com a morte? Resposta: 297 . é a perda do interesse estatal de punir. quando as consequências da infração atingirem o agente de forma tão grave que a sanção penal se torne desnecessária. por sua vez. não é necessário que haja o trânsito em julgado da sentença condenatória. Ambas as hipóteses são causas de extinção da punibilidade. o chefe do poder executivo. que será tratada como caso de inimputabilidade por anomalia psíquica ou semi-responsabilidade.maior. O perdão judicial é o instituto pelo qual o juiz. O perdão do ofendido. ii) perdão concedido nos crimes de ação penal privada. desiste de prosseguir com andamento de processo já em curso. 4) Extingue-se a punibilidade pela morte? O que é morte? O que é vida? O que acontece com a morte. Diante desse conceito. 3) Qual perdão o código trata? O indulto é uma espécie de perdão? Resposta: O Código Penal trata expressamente de duas espécies de perdão: i) perdão judicial. Já a força maior ocorre na hipótese em que o agente é obrigado a ingerir a substância. desculpando o ofensor pela prática do crime. 2) Qual a diferença entre força maior e caso fortuito? Resposta: A questão é controvertida e parte da doutrina considera a distinção sem relevância haja vista que os efeitos atribuídos a eles são iguais. O indulto é uma forma de renúncia estatal ao direito de punir. bem como a patológica. e completa é caso de inimputabilidade. Segundo o STF. a sanção penal. observa-se que o indulto pode ser considerado uma espécie de perdão coletivo concedido pelo Estado. ou seu representante legal. do início da ação penal até o trânsito em julgado. não obstante a prática de um fato típico e antijurídico por um sujeito comprovadamente culpado. deixa de lhe aplicar. de forma coletiva. Em apertada síntese.

ou seja. Biologicamente. morte cerebral ou parada cardíaca irreversível. A visão social traz para a discussão a idéia de que os humanos evoluem de acordo com os símbolos culturais elaborados no seio da sociedade. A morte é o cessamento permanente das atividades biológicas necessárias à manutenção da vida de um organismo. 107 do CP. por serem apenas células totipotentes e não indivíduos humanos. que toma por referência a união do óvulo com o espermatozóide. bem como do momento em que ela se inicial. a história de um ser desde o nascimento até a morte. foi adotado o princípio da personalização da pena (art. A morte extingue a punibilidade por que. 5) O que é anistia? Qual a diferença entre anistia. Sua natureza jurídica é de lei penal anômala. Tudo o que a pessoa vem a ser é considerado como produto de influências externas. devidamente sancionada pelo Executivo. apagando seus efeitos penais (principais e secundários). O Código civil estabelece que a personalidade jurídica se inicia com o nascimento com vida. do que se extrai que a vida se iniciaria com o nascimento e seguiria até a morte do indivíduo. através do qual o Estado. a vida é um processo contínuo de relacionamentos. graça e indulto. Pode o CN por iniciativa própria proclamar a anistia. não há consenso acerca do conceito de vida. Na Quem proclama a anistia? Poder Legislativo. em razão de clemência. nos termos do art. é uma existência social. A primeira tentativa de se estabelecer um ponto exato para o início da vida humana encontra-se na visão concepcional. 5º. esquece um fato criminoso. tal corrente considera que as células-tronco não têm um estatuto moral próprio. Com a morte. A morte cerebral é definida pela cessão de atividade eléctrica no cérebro. considerado cientificamente como o fim da consciência. inciso XLV). cuja iniciativa não é exclusiva de nenhum dos poderes e que é submetida ao veto presidencial. no Brasil. não há razão para a punição prosseguir. Atualmente. O que seria o indulto? Os efeitos da condenação persistem? Graça? Resposta: A anistia é uma espécie de ato legislativo federal de competência do Congresso Nacional. Metafisicamente. lei penal anômala. Dessa forma. 6) O que seria a prescrição em matéria de direito penal? A prescrição da pretensão punitiva é a de que e como se regula? 298 . a definição médica de morte é conhecida como morte clínica. política ou por questões sociais. segundo o qual a pena não deve passar da pessoa do condenado.A morte extingue a punibilidade.

IV .no caso de tentativa. do dia em que cessou a atividade criminosa  Ultimo ato executório. Ocorre antes do trânsito em julgado da condenação.do dia em que o crime se consumou II . da data em que o fato se tornou conhecido. 109. mediante interpretação. a prescrição da pretensão punitiva apaga TODOS os efeitos penais e extrapenais da eventual condenação. III . a sentença absolutória não está prevista como hipótese de interrupção. 7) A sentença absolutória interrompe a prescrição? Resposta: Não.nos crimes permanentes. não sendo possível estender. não pode ser executada no cível). portanto. a publicação da sentença ou do acórdão condenatório e o trânsito em julgado. por prognose. Subdivide-se em 4 espécies: Em abstrato/propriamente dita (art. do direito de o Estado punir ou executar uma punição já imposta. CP). do dia em que cessou a permanência. 110 §1º. 117 do Código Penal. O termo inicial é o seguinte: I . decorrente da inércia do Estado no exercício do jus puniendi.nos de bigamia e nos de falsificação ou alteração de assentamento do registro civil. em face do decurso do tempo. 299 . Superveniente/intercorrente (art. não é título executivo judicial. inviabilizando qualquer análise de mérito da ação penal. nem penal nem cível (não gera reincidência ou maus antecedentes criminais. De acordo com o art. 110.Resposta: A prescrição é a perda. Não há. o rol das causas interruptivas em prejuízo do réu. A prescrição da pretensão punitiva é a perda do direito do Estado de punir. Retroativa (art. há três marcos interruptivos da prescrição no procedimento comum: o recebimento da denúncia ou queixa. §2º. antecipada ou virtual Regula-se pelo máximo da pena privativa de liberdade cominada ao crime. 109 do CP. absolvição ou condenação do réu. Em perspectiva. Eventual sentença condenatória provisória é rescindida. CP). Em suma. não se podendo dela extrair qualquer efeito. Logo. O prazo prescricional é o resultado da combinação da pena máxima prevista abstratamente no tipo imputado ao agente e a escala do art. CP).

um deles perdoando. O perdão do ofedido. II do CP. fixando exceções ao princípio. sendo que. Pode ser expressa ou tácita. ao prever o instituto da transação penal. extinguindo-se a punibilidade. no caso de infrações de menor potencial ofensivo. é ato bilateral pelo qual o ofendido ou seu representante legal desiste de prosseguir com o andamento de processo já em curso.099 mitigou o princípio da obrigatoriedade – princípio da discricionariedade regrada –. aproveita os demais? 300 . É cabível na ação penal privada e na ação penal privada subsidiária da pública. Outra parcela. defende que não se trata de mitigação da obrigatoriedade. desculpando ofensor pela prática do crime. em que possibilita-se ao Ministério Público deixar de oferecer a denúncia. 10) O perdão ofertado a um querelado.8) Na ação penal pública pode haver o perdão? A Lei 9099 mitigou o princípio da obrigatoriedade da ação penal? Resposta: Na ação penal pública não pode haver o perdão qu é instituto próprio das ações penais privadas. não há extinção da punibilidade. segundo o qual. que abdica previamente do seu direito de ajuizar ação penal privada. por sua vez. O perdão concedido por um dos ofendidos não obriga aos demais.099/95 estabeleceu que a composição civil dos danos implica na renúncia ao direito de representação na ação penal pública condicionada a representação. presentes as condições da ação penal e. se o agente aceitar os termos do acordo oferecido. retomando MP a titularidade da ação penal. obrigam aos outros? Resposta: A renúncia ao direito de ação é ato unilateral do ofendido ou de seu representante legal. a qual se filia Eugênio Paccelli. neste último caso. Todavia. Parte da doutrina defende que a Lei 9. aplicando-se excepcionalmente o instituto nessa espécie de ação. 9) Qual a diferença entre a renúncia ao direito de ação e o perdão? E se havendo vários ofendidos. pois naquelas vige o princípio da obrigatoriedade. É cabível na ação penal privada. nos termos do art. como regra. passando a ser obrigado a propor inicialmente a transação penal. 106. havendo lastro probatório suficiente. o MP é obrigado a oferecer denúncia. pois o MP deixou de ser obrigado por lei a propor a ação penal pública. O perdão só pode ser concedido até o trânsito em julgado da demanda. a Lei 9.

Questões do TRF1 1) Qual a distinção entre o auxílio doença acidentário e o auxílio doença ordinário? Resposta: O auxílio-doença acidentário é aquele que decorre de acidente de trabalho. do trabalho ou evento equiparado. Incide no âmbito da ação penal privada o princípio da indivisibilidade da ação penal (art. independentemente de percepção de auxílio-acidente.4. Direito Previdenciário 5. cuja eficácia extintiva da punibilidade estende-se a todos.4. Trata-se de benefício não programado devido ao segurado que for incapaz para o seu trabalho ou para a sua atividade habitual por mais de 15 dias consecutivos. Nesse sentido. Aposentadoria. Pensões. O auxílio doença ordinário ou previdenciário é aquele que não decorre de acidente de trabalho.5.1. configura violação ao referido princípio. .1. doença profissional.2. o segurado terá garantido pelo prazo mínimo de doze meses.1. 301 .4. Questões do TRF4 5.5. 5. Questões do TRF2 5. posiciona-se o STF. Questões do TRF5 5.1.1.5.1.5. Questões do TRF3 5. a manutenção de seu contrato de trabalho na empresa. após a cessação do benefício acidentário. Auxílio-Doença. 2) Qual o valor do auxílio doença? Resposta: 91% do salário de benefício.4. Nesse caso.4. 48 do CPP) de modo que o oferecimento de ação penal contra um ou alguns dos supostos autores. pois visa substituir a remuneração do beneficiário. uma vez emitida a Comunicação de Acidente de Trabalho ou reconhecido o nexo técnico epidemiológico entre a enfermidade e o exercício do labor.Resposta: SIM. não podendo ser inferior a um salário mínimo. Renda Mensal Vitalícia.1.3. Abono De Permanência. implicando em renúncia tácita ao direito de querela. Acumulação 5.

perda dos nove dedos das mão. É possível. como ocorre na cumulação de aposentadoria pelo RPPS com o direito a pensão instituída em decorrência da morte do cônjuge. por exemplo. nestes incluído o produtor rural. haverá redução de idade em cinco anos para os trabalhadores rurais de ambos os sexos e para os que exerçam suas atividades em regime de economia familiar. salvo na condição de segurado facultivo – a legislação expressamente proibe a filiação de segurado obrigatório do RPPS como segurado facultativo do RGPS. perda dos memima dos pés. paralisia de dois membros superiores ou inferiores. perda de uma 302 . quando a prótese for impossível. se assim comprovado em perícia médica do INSS. 5) É possível se admitir a acumulação de benefício perante o regime geral da previdência social e outro regime de previdência? Resposta: Igual a questão 03. segurado do RGPS. desde que comprove a carência de 180 contribuições mensais pagas tempestivamente. 4) Qual a idade necessária para a aposentadoria para o produtor rural? E um pescador artesanal em quanto tempo de se faz a redução? Resposta: Em regra. Vislumbra-se também a possibilidade de se cumular benefícios de ambos os regimes quando o indivíduo possui vínculos autônomos com cada um deles. O anexo I do RPS traz um rol de situações que ensejam o acréscimo: cegueira total. o garimpeiro e o pescador artesanal.3) Admite-se a cumulação de benefício do regime geral com o regime próprio de previdência? Exemplo? Resposta: Sim. Conforme determinação constitucional. 6) Em que circunstância é devido o adicional de 25% sobre a aposentadoria por invalidez? Resposta: Será devido o adicional de 25% sobre a aposentadoria por invalidez quando o segurado necessitar de assistência permanente de outra pessoa. cumular os benefícios a que o indivíduo tem direito na condição de segurado do RPPS com os benefícios a que faz jus na condição de dependente de segurado do RGPS. a aposentadoria por idade será devida ao segurado homem que complete 65 anos de idade e a mulher com 60 anos de idade.

O pagamento da aposentadoria por invalidez é condicionada ao afastamento de todas as atividades laborativas do segurado. A aposentadoria por invalidez pode ser concedida independentemente de carência. afirmando que a apesar da doença ele estaria apto ao trabalho. Em regra. não lista as hipóteses em que o aposentado por invalidez fará jus ao acréscimo. dentre outras. 45 da Lei 8. sendo compelido ao trabalho? Resposta do DEs. o segurado ou seu representante legal deverá ser notificado por escrito para. será imprescindível que o segurado esteja incapacitado de maneira total e permanente para o exercício do trabalho. nas hipóteses de invalidez decorrente de acidente de qualquer natureza. 8) Este aposentado por invalidez pode exercer outro tipo de atividade? NÃO. 9) Existem situações em que o aposentado por invalidez se submetendo à perícia médica. se não concordar com a decisão. ainda que a prótese seja possível. o exame pericial poderia determinar o retorno dele ao trabalho. 7) A aposentadoria por invalidez pode ser concedida sem que o trabalhador tenha adquirido todo o tempo de serviço para a aposentadoria? Resposta: SIM. que será realizado por profissional diferente daquele que realizou o último exame (art. 303 . requerer novo exame médico pericial. Como juiz. reabilitação profissional (se eventualmente indicada) e tratamento disensado gratuitamente.213/91. 1º da IN PRESS 45/2010). doença profissional. o segurado pode exigir a realização de uma segunda perícia realizada com outro profissional caso não concorde com o resultado da primeira. par. qual seria a decisão? Resposta: De acordo com o art.213/91. bem como não haja possibilidade de ser reabilitado de forma plausível para outra atividade. a condição de inválido dependerá de apreciação da perícia médica do INSS. conclui-se que. 101 da Lei 8. Constatada a capacidade para o trabalho. para a concessão desse benefício. Considerando que art. sendo obrigado o segurado a se submeter a exames médicos periódicos (a cada dois anos). esta atesta estar aquele apto ao retorno do trabalho. Disso. neste caso ele teria de ser compelido retornar? Se se tivesse cuidando de aposentado por invalidez portador de moléstia grave (AIDS).das mão e dos dois pés. pois não poderá o Regulamento prever todas em hipóteses que ensejem a necessidade de assistência permanente de outra pessoa. entende-se que o referido rol é exemplificativo. mas não pode se recusar a retornar ao trabalho caso essa segunda perícia confirme a sua capacidade. 210. do trabalho ou das moléstias graves listadas em ato regulamentar.

havendo interesse em renunciar a aposentadoria e requerer uma mais nova. sob pena de colocar em risco todo o sistema. sem determinar que o segurado devolva as parcelas já percebidas a título de aposentadoria. o STJ vem admitindo a desaposentação com eficácia prospectiva. Se o legislador resolver admitir futuramente a desaposentação. sob argumento de que. por diversos motivos. vez que a Administração Pública somente poderá agir quando exista previsão legal. sendo indeferida administrativamente pelo INSS. não há discussão. o segurado não pode ser compelido a trabalhar. É possível que o pagamento de novas contribuições previdenciárias após a aposentadoria eleve a renda mensal inicial do benefício. a lei é quem diz que há necessidade da aposentadoria por invalidez. requerer uma integral. 304 . A invalidez é condição ex lege. enquanto esteve aposentado o segurado fez jus aos seus proventos. a meu ver. caso tenha sido aprovado em concurso de provimento de cargo efetivo. não podendo o beneficiário desfazê-lo e refazê-lo a todo tempo para satisfazer a interesses pessoais. Logo. utilizando novos salários de contribuição após a primeira aposentadoria. dentre os quais. violando o princípio do equilíbrio financeiro e atuarial. posteriormente. com a incidência mais tênue do fator previdenciário. segundo o desembargador que formulou a questão.Em sentido contrário. a aposentadoria é um ato jurídico perfeito. Outrossim. O STF ainda não se manifestou sobre o tema. se a doença de que o segurado é portador é um tipo de moléstia grave prevista na lei como causa de aposentação por invalidez. 9) O que é desaposentação? Resposta: A desaposentação é a renúncia da aposentadoria por requerimento do segurado . o fato de que causará grande impacto no fundo do RGPS. poderá o segurado requerer uma aposentadoria por tempo de contribuição proporcional para. A desaposentação merece rechaço. É também possível que um aposentado do RGPS queira aproveitar esse tempo de contribuição para ter direito a uma aposentadoria no RPPS. Ademais. pois nessa situação o Estado considerou previamente e em abstrato que os portadores de determinada doença seriam inválidos para fins previdenciários. A desaposentação carece de previsão legal expressa. deverá cercar o instituto de uma série de condicionantes para evitar o seu uso abusivo. pois sem esse período não preencheria os requisitos para se aposentar no regime dos servidores públicos. com o intuito de obter alguma vantagem previdenciária. a depender do seu valor. Há uma serie de hipóteses em que a desaposentação será útil ao segurado. Apesar disso.

essa perícia pode determinar o retorno do beneficiário ao trabalho? Resposta: A aposentadoria por invalidez cessa quando constatada a capacidade para o trabalho. 1º da IN PRESS 45/2010). repito o que já foi respondido anteriormente: De acordo com o art. Quanto à segunda pergunta. Constatada a capacidade para o trabalho. o segurado é obrigado a se submeter a exames médicos periódicos. ele pode se filiar a algum regime previdenciário desaposentado? Resposta: Sim. 210. É possível. se essa aposentadoria por invalidez. O STJ tem admitido essa possibilidade. se ela decorreu de uma moléstia grave. §3º da Lei 8. par. 12) Qual o termo final da chamada aposentadoria por invalidez? Estas perícias periódicas. nos termos do art. o segurado pode exigir a realização de uma segunda perícia realizada com outro profissional caso não concorde com o resultado da primeira. O segurado pode se filiar a outro regime previdenciário após se aposentar. 305 . que será realizado por profissional diferente daquele que realizou o último exame (art. Por conta disso. 101 da Lei 8. Disso. ou seja. desaposenta. no mínimo. 101 da Lei 8. conclui-se que. se não concordar com a decisão. sendo obrigado o segurado a se submeter a exames médicos periódicos (a cada dois anos). 11. 15 dias. então.10) Do que ser trata o auxílio-doença? Precisa ter uma duração mínima? Qual o período de afastamento que enseja a concessão do benefício? Resposta: O auxílio doença trata-se de benefício não programado devido ao segurado que ficar incapacitado para o seu trabalho ou para a sua atividade habitual por mais de 15 dias consecutivos.213/91. o segurado ou seu representante legal deverá ser notificado por escrito para. devendo pagar as respectivas contribuições previdenciárias. mas apenas a enfermidade que deve durar. o aposentado que desenvolver atividade remunerada será filiado obrigatório no que concerne a essas atividades. que esse aposentado pelo RGPS queira aproveitar esse tempo de contribuição para ter direito a uma aposentadoria no RPPS. a condição de inválido dependerá de apreciação da perícia médica do INSS. 11) O aposentado que volta ao trabalho. não precisa ter uma duração mínima.213/91. De acordo com o art. O benefício. em si. requerer novo exame médico pericial. mas não pode se recusar a retornar ao trabalho caso essa segunda perícia confirme a sua capacidade.212/91. reabilitação profissional (se eventualmente indicada) e tratamento disensado gratuitamente. Volta a contribuir? E se ele ingressar em novo regime sem se aposentar.

a pedido do segurado desde que contasse com a carência e idade mínima. segundo o desembargador que formulou a questão.06. posiciona-se o TRF da 2ª. a lei é quem diz que há necessidade da aposentadoria por invalidez. pois o segurado esteve impedido de exercer atividade laboral.722/2008. indefinida e multiprofissional. Logo. A invalidez é condição ex lege. 55 do RPS admitia a transformação da aposentadoria por invalidez em aposentadoria por idade. Logo. o entendimento administrativo do INSS é pela vedação da transformação para requerimentos efetivados a partir de 31 de dezembro de 2008. o que motivou a autarquia previdenciária a editar essa vedação é o fato de não aceitar o período de gozo de auxíliodoença ou aposentadoria por invalidez para cômputo da carência da aposentadoria por idade. de 23. que corresponde a incapacidade geral de ganho. não se vislumbrando base legal para tanto. Inclusive. 306 . 3ª.2008. 13) Aposentadoria por invalidez pode ser convertida em aposentadoria por idade? Resposta: O art. se a doença de que o segurado é portador é um tipo de moléstia grave prevista na lei como causa de aposentação por invalidez.213/91. 4ª Regiões e o TNU1. Certamente. apesar da inexistência de previsão legal. Nessa linha. o segurado não pode ser compelido a trabalhar. insuscetível de recuperação e reabilitação profissional. mas esse dispositivo foi revogado pelo Decreto 6722/2008. a invalidez deve ser definida como a incapacidade laborativa total. 42 a 47. 14) Qual o tipo de aposentadoria que impede (o exercício de) atividade remunerada? Resposta: Aposentadoria por invalidez. se a incapacidade é total. não há discussão. sob pena de ser suspenso o benefício. os Tribunais tem sustentado a possibilidade de converter a aposentadoria por invalidez em aposentadoria por idade quando preenchidos os requisitos dessa última. art. 1 PEDILEF 200763060010162. data da publicação do Decreto 6. em que pese inexistir o pagamento de contribuição previdenciária. em conseqüência de doença ou acidente. entendendo que. Em sentido contrário.Em sentido contrário. ante a ausência do pagamento das contribuições previdenciárias. pois nessa situação o Estado considerou previamente e em abstrato que os portadores de determinada doença seriam inválidos para fins previdenciários. o período que o segurado percebeu benefício por incapacidade será considerado para fins de carência. pois nos termos da Lei 8. o beneficiário não pode voltar ao labor.

tendo em conta que o INSS tem a natureza jurídica de autarquia federal. a questão trata da ação regressiva proposta pelo INSS contra a empresa negligente. 2 AC 00061720520104036105. APELRE 200950010049045. tem se posicionado de forma distinta. e-DJF3 Judicial 1 DATA:15/06/2012. A ação regressiva será proposta na Justiça Federal. essa ação regressiva é imprescritível. sendo da empresa o ônus de provar que agiu com a diligencia e precaução necessárias. TRF2 .PRIMEIRA TURMA. vez que não envolve os seus segurados.SÉTIMA TURMA ESPECIALIZADA. 121).Data::30/06/2011 . a Previdencia Social proporá ação regressiva contra os responsáveis. Desembargador Federal REIS FRIEDE. pois. Os TRFs. pois o pagamento das prestações previdenciárias por acidente do trabalho não exclui a responsabilidade civil da empresa ou de outrem (art. em se tratando de responsabilidade civil em acidente de trabalho. Segundo o INSS. Questões do TRF2 1) É muito comum o INSS ajuizar ações regressivas para se pagar de valores a título de benefício acidentário que se vê obrigado a pagar em decorrência do infortúnio que o trabalhador sofreu.5. A culpa da empresa deve ser aferida casuisticamente. Segundo o INSS. §5º da CF.1. E-DJF2R . As empresas têm alegado em seu favor que é ilegal exigir o ressarcimento de quem já paga um seguro – SAT – para cobrir as despesas com os benefícios acidentários. 37. 206. §3º do CC e não a imprescritibilidade prevista no art. 37. é possível presumir relativamente a culpa da empresa. nos casos de negligencia quanto às normas padrão de segurança e higiene do trabalho indicados para a proteção individual e coletiva.213/91. DESEMBARGADOR FEDERAL JOSÉ LUNARDELLI. TRF3 . que se refere ao Direito da Administração Pública de obter o ressarcimento de danos ao seu patrimônio decorrente de atos de agentes públicos2. 109. Conhece a temática que envolve a discussão que envolve a prescrição. De acordo com o art. notadamente no que concerne ao prazo prescricional destas ações regressivas? Qual o prazo defendido pelo INSS e com base em que argumento? Resposta: A meu ver. contudo. §5º da CF. Segundo a doutrina. sobretudo quando se observa que a responsabilidade da empresa nesses casos é subjetiva.2. 120 da Lei 8. I da CF. pois não se trata de benefício acidentário. especialmente com perícia a ser realizada pela justiça do trabalho.5.Página::279/280 307 . a contribuição é apenas uma das diversas fontes de custeio da previdência social e não exime os empregadores de seu dever de cumprimento das normas de segurança e medicina do trabalho. pois a pretensão de reparação de danos ao erário é impresritível nos termos do art. com fulcro no art. adotando o prazo trienal previsto no art. Não se trata de competência da Justiça Estadual. há uma presunção de culpa da empresas quanto à segurança do trabalhador.

1. com o intuito de obter alguma vantagem previdenciária.5. não podendo o beneficiário desfazê-lo e refazê-lo a todo tempo para satisfazer a interesses pessoais. a aposentadoria é um ato jurídico perfeito. É possível que o pagamento de novas contribuições previdenciárias após a aposentadoria eleve a renda mensal inicial do benefício. vez que a Administração Pública somente poderá agir quando exista previsão legal. Outrossim.1. utilizando novos salários de contribuição após a primeira aposentadoria. A desaposentação carece de previsão legal expressa. É também possível que um aposentado do RGPS queira aproveitar esse tempo de contribuição para ter direito a uma aposentadoria no RPPS. o que entende jurisprudência? E o STF tem alguma decisão? Resposta: A desaposentação é a renúncia da aposentadoria por requerimento do segurado . Questões do TRF5 308 . O STF ainda não se manifestou sobre o tema. enquanto esteve aposentado o segurado fez jus aos seus proventos. o STJ vem admitindo a desaposentação com eficácia prospectiva.5. caso tenha sido aprovado em concurso de provimento de cargo efetivo. 5. sendo indeferida administrativamente pelo INSS.5. sob argumento de que. a meu ver.4. sob pena de colocar em risco todo o sistema. pois sem esse período não preencheria os requisitos para se aposentar no regime dos servidores públicos. violando o princípio do equilíbrio financeiro e atuarial. havendo interesse em renunciar a aposentadoria e requerer uma mais nova. deverá cercar o instituto de uma série de condicionantes para evitar o seu uso abusivo. poderá o segurado requerer uma aposentadoria por tempo de contribuição proporcional para.5. Se o legislador resolver admitir futuramente a desaposentação. a depender do seu valor. o fato de que causará grande impacto no fundo do RGPS.1. sem determinar que o segurado devolva as parcelas já percebidas a título de aposentadoria.5. A desaposentaçao merece rechaço. dentre os quais. Ademais. requerer uma integral. posteriormente. Há uma serie de hipóteses em que a desaposentação será útil ao segurado. Questões do TRF4 1) Fale sobre desaposentação. Apesar disso. com a incidência mais tênue do fator previdenciário.3. Questões do TRF3 5. por diversos motivos.

podendo o comprador requerer perdas e danos que o caso concreto indicar.1. qual a eficácia da compra e venda no direito francês e faça um contraponto com esta eficácia no direito alemão? No Brasil. Compromisso De Compra E Venda 5. Neste caso. o vendedor ajuizará ação na qual deve provar que possuía motivos justos para ignorar a medida da área. então. Se houver indícios de que o vendedor sabia do vício.6. terá duas opções: i) completar o valor correspondente ao preço. Havendo má-fé por parte do alienante. requerendo a aplicação das regras do vício redibitório especial. Caso contrário. com a devolução do que foi pago (ação redibitória). houver excesso. ii) devolver o excesso. Questões do TRF1 1) O que se entende por venda ad mensuram? Qual a casuística disto? Resposta: A venda ad mensuram é aquela em que as partes estipulam o preço do bem imóvel objeto da compra e venda por medida de extensão. Havendo má-fé do comprador. este pode provar o contrário. Mas. pode-se dizer que os negócios translativos de propriedade são negócios de disposição? Resposta: No direito contemporâneo. a medida do imóvel não é simplesmente enunciativa como ocorre na venda ad corpus. Assim. havendo variação superior ao tolerável.5. que mantém relação com a função social (Enunciado 22 do CJF).1. este induz culpa. independentemente das medidas especificadas no instrumento. o contrato de compra e venda pode ser examinado à luz de dois sistemas jurídicos diversos: o francês e o alemão. hipótese em que a medida passa a ser condição essencial ao contrato efetivado. 309 . admite-se uma variação de área de até 5%. surgirão despesas que deverão ser repartidas de acordo com o princípio da boa-fé.6. Se. ele deverá arcar com as despesas. Pactos Adjetos. onde um imóvel é vendido como corpo certo e determinado. elas serão repartidas. deverá ele arcar com as despesas de forma integral.6. o comprador prejudicado poderá exigir: i) a complementação da área por meio da ação ex empto. No que toca à devolução do excesso.1. 2) Sistema francês e alemão sobre a compra e venda. iii) a resolução do contrato. Direito Civil 5. em vez de faltar área. ii) o abatimento proporcional do preço por meio da ação quanti minoris. No caso de venda por extensão. O comprador. Compra E Venda. existindo uma resunção relativa de que tal variação é tolerável pelo comprador. Questionamento importante é saber se a ordem apresentada deve ser seguida ou é facudade do comprador escolher que ação ajuizar. Deve-se aplicar o princípio da conservação contratual.

Vê-se que o sistema francês apartou-se da tradição romana. Esse foi o modelo adotado como regra pelo Direito Brasileiro. ou negócios de administração. fui tentando construir a resposta. independentemente da tradição da coisa vendida. Logo. A transferência do domínio verificar-se-á quando da tradição da coisa vendida. com base em conceitos que encontrei na internet. quando autorizam o exercício de amplos direitos. quando admitem apenas a simples administração e uso do objeto cedido (ex. de rito ordinário. transfere-se o domínio com o próprio contrato. restituindo o preço e reembolsando todas as despesas feitas pelo comprador no período de resgate. com o vendedor assumindo somente obrigação ad tradendum.Pelo primeiro o contrato cria ao mesmo tempo o vínculo obrigacional e transfere o domínio da coisa vendida (nudus consensus parit proprietatem). pois não encontrei nada a respeito nos livros que tenho) 3) O que seria a retrovenda? Qual o prazo? Esta recompra é o direito de retrato? É uma nova compra e venda? Resposta: Constitui um pacto inserido no contrato de compra e venda pelo qual o vendedor reserva-se o direito de reaver o imóvel que está sendo alienado. desde que previamente ajustadas. de bens próprios e alheios. a meu ver. Tais despesas inclui as benfeitorias necessárias. trata-se de cláusula resolutiva expressa. Para o sistema alemão o contrato gera exclusivamente uma obrigação de dar. os negócios translativos de propriedade não são negócios jurídicos de disposição.: comodato e mútuo). Seu prazo decadencial é de 3 anos. Essa cláusula tem o condão de tornar a propriedade resolúvel. Ou seja. os negócios jurídicos podem ser classificados como de disposição. Quanto ao exercício de direitos. essa cláusula concede ao vendedor o direito de desfazer a venda – ogo. pois essa distinção só tem utilidade quando há restrição por força de lei ou de sentença dos poderes de gestão patrimonial dos administradores de bens alheios. A ação de resgate é constitutiva negativa. dentro de um certo prazo.: doação). Somente pelo contrato o comprador torna-se o titular do domínio. diante do caráter real do instituto. pela qual o vendedor obtém o domínio do imóvel a seu favor. o que não e o caso do negócio translativo de propriedade (pessoal. tendo a demanda eficácia erga omnes. sobre o objeto transferido (ex. mas não tenho certeza se o negócio translativo é ou não negócio de disposição. 310 . Na verdade. incluindo a alienação. Essa cláusula somente é admissível em bens imóveis. não é uma nova compra e venda – dentro do prazo máximo de 3 anos.

pois não há registro. Nas hipóteses de compra e venda de bens móveis. dispensando-se a superfetação de se promover uma escritura definitiva de compra e venda. tem que fazer aonde? Resposta: Na visão clássica e contemporânea. com a prova do pagamento do preço. Resposta: Nelson Rosenvald apresenta a seguinte distinção: Define-se a promessa de compra e venda como espécie de contrato preliminar pelo qual as partes. solenidade é espécie). ii) coisa (res). As partes devem ser capazes. o consenso entre as partes. em todos os casos de compra e venda de bem imóvel é necessária a forma escrita para registro no CRI. da Lei nº 6. iii) preço. 5) Faça uma distinção entre promessa de compra e venda e compromisso de compra e venda. os elementos da compra e venda são: i) partes (comprador e vendedor). Segue-se o entendimento segundo o qual a solenidade está relacionada com a escritura pública e não com a forma escrita (formalidade é gênero. não há necessidade de contrato escrito. A compra e venda pode ser negócio formal (solene) ou informal (não solene). enquanto a imóvel pelo registro do contrato no cartório de Registro Imobiliário. Neste sentido. alienável.766/79 aduz que ―. pelo valor nominal (princípio do nominalismo). objeto do contrato. deve ser consumível no âmbito jurídico. já que o adimplemento integral é justificativa suficiente ao alcance do registro do direito de propriedade. estando a eficácia no mesmo plano da validade do contrato em questão. configurando um contrato preliminar impróprio. determinada ou determinável. Exceção deve ser feita para a compra e venda internacional. A coisa deve ser lícita. Mas. sem vícios. O preço deve ser certo. O contrato de compra e venda exige escritura pública quando o valor do bem imóvel. Já no contrato de compromisso de compra e venda inexiste possibilidade de exercício de direito de arrependimento. for superior a 30 salários mínimos. comprometem-se a celebrar adiante o contrato definitivo de compra e venda.4) Quais são os elementos essenciais do contrato de compra e venda? Existe alguma forma especial para celebrar compra e venda de bem imóvel ou é livre? Pode se comprar imóvel por escritura particular? A pessoa tem que fazer o que. se transfere pela tradição.. O preço não deve ser fixado em moeda estrangeira ou em ouro. portanto. determinado e em moeda nacional corrente.. destinado a conferir garantias às partes quanto à relação substancial em vista. A propriedade móvel. ou uma delas. 41. ou seja. tampouco de escritura pública.o adquirente do lote. comprovando o depósito de todas as presta311 . sob pena de nulidade absoluta do contrato. o art. Isto é. nos termos do Decreto 857/69. o compromissário comprador é dispensado de procurar um segundo acordo de vontades. É negócio de segurança. sendo implícita a vontade livre.

a propriedade imobiliária se adquire "pela transcrição do título de transferência no registro do imóvel" (art. que se aperfeiçoa com o registro. também conhecida como emptio rei esperatae. é de fundamental importância. pois há uma taxa mínima em relação ao objeto. ao qual a lei atribui o efeito de transmitir a propriedade imobiliária. a razão. O risco. A recusa deve ser fundada no bom senso. Em seus termos. O primeiro realiza-se com o contrato. Diferencia-se da venda sujeita a prova. Refere-se a assunçã do risco por um dos contratantes quanto à quantidade da coisa. 6) Distinga Título aquirendi e modus aquisicionis. I do Código Civil de 1916). caso em que o alienante terá direito a todo o preço. valendo para tanto o compromisso de compra e venda definitivamente firmado‖. a venda não se aperfeiçoa enquanto o comprador não se declara satisfeito com o bem a ser adquirido. por si só. a tradição não gerará a transferência da propriedade. suas obrigações serão as de um mero comodatário. mas tão somente a da posse direta. é fixada uma quantia mínima para a compra. A transmissão exige. Enquanto o comprador não manifestar a sua aprovação. havendo uma aprovação original. não podendo ser motivada no mero capricho. 530. nesse caso. o titulus adquirendi . o modus aquisicionis. portanto. 7) O que é uma venda a contento? Resposta: A venda a contento é tratada pelo CC/02 como uma cláusula especial de compra e venda. a causa da transmissão da propriedade. Nesta situação. dois atos e dois momentos. 312 . Eventual rejeição da coisa pelo comprador que não a aprovou funciona como cláusula resolutiva. pois. é ato complexo. 8) O que é a venda de uma coisa esperada? É igual à venda da esperança? Resposta: A venda de uma coisa esperada. é menor. embora o título não seja hábil. ato formal. para transferir o domínio.ções do preço avençado. ainda que a coisa venha a existir e quantidade inferior a esperada. pois naquela o comprador não conhece ainda o bem que irá adquirir. é a venda da esperança quanto à coisa esperada. desde que de sua parte não tenha concorrido culpa. Desse modo. isto é. A compra e venda de bens imóveis. o motivo. Resposta: Pelo sistema do Código Civil. poderá obter o registro de propriedade do lote adquirido. O segundo é o registro. De sorte que.

6. III . chamada de emptio spei. se houver. caso em que o outro terá direito de receber integralmente o que lhe for devido. sob as seguintes modalidades: I .1.5. regularidade e realização de seu direito creditório.3.1.1. desde que de sua parte não tenha havido dolo ou culpa. sem ou com garantia real cedularmente constituída. IV .Já a venda da esperança. além dos juros. líquido e certo. No contrato em questão.Cédula Rural Pignoratícia e Hipotecária. fazendo que o risco seja maior.2. A cédula de crédito rural é título civil. ocorre quando a assunção de riscos por um dos contratantes toca a própria existência da coisa.7. Questões do TRF2 5.1.7.6. A cédula rural pignoratícia se referir a mercadorias (bens móveis) depositadas em armazéns gerais. Títulos De Crédito 5.Cédula Rural Pignoratícia. da comissão de fiscalização. Os bens apenhados continuam na posse imediata do emitente ou do terceiro prestante da garantia real.Nota de Crédito Rural.6. 9º do DL 167/67 estabelece que a cédula de crédito rural é promessa de pagamento em dinheiro.1. que responde por sua guarda e conservação como fiel depositário. Cuidando-se do penhor constituído por tercei313 . não é fixada nem mesmo uma quantidade mínima como objeto.7. Questões do TRF5 5. O crédito está inserido no título mediante a garantia pignoratícia (do penhor rural ou mercantil). seja pessoa física ou jurídica. II . exigível pela soma dela constante ou do endosso. ainda que nada do avençado venha a existir.1. e demais despesas que o credor fizer para segurança.6. 5.Cédula Rural Hipotecária.1.4. Questões do TRF3 5. Direito Empresarial 5. Questões do TRF1 1) O que é uma cédula rural pignoratícia? Resposta: O art. Questões do TRF4 5.

literal e autônomo. nele mencionado‖. pois o titular do crédito deve estar em posse do título. b) literalidade. 908. a assinatura do sacador. c) autonomia –cada obrigação resultante do título é autônoma em relação às demais. 887.o título de crédito obedece rigorosamente o que nele está escrito. 3) O que é a cartularidade e titularidade no título de crédito? Resposta: Pela cartularidade afirma-se que o direito de crédito mencionado na cártula não existe sem ela. DESSE PONTO EM DIANTE: RESPOSTAS ELABORADAS POR GILBERTO PIMENTEL DE MENDONÇA GOMES JÚNIOR 2) Título de crédito – definição de Cesare Vivante. o emitente da cédula responderá solidariamente com o empenhador pela guarda e conservação dos bens apenhados. mediante a restituição do primeiro e o pagamento das despesas‖. mas ainda identificável. que direitos tem o adquirente deste título? Resposta: Cesare Vivante: ―Título de crédito é o documento necessário ao exercício do direito. Art. No título ao portado a titularidade do crédito é de quem está com em posse da cártula. o nome do tomador.ro. reproduz este conceito. porém identificável. pois cada título tem requisitos específicos) Resposta: Características: a) cartularidade – o título é representado por uma cártula (papel). o lugar do pagamento ou men314 . o nome do sacado. tem direito a obter do emitente a substituição do anterior. o direito não pode ser transmitido sem a cártula e não pode ser exigido sem a sua apresentação. 4) Quais são os requisitos de um título de crédito? (eu acho que ele queria as características. do CC. Os requisitos são: a) Letra de câmbio (art. A cartularidade está ligada a titularidade. a data do saque. O art. Título de crédito dilacerado. 1º e 2º da Lei Uniforme) – expressão ―letra de câmbio‖. A posse é imprescindível para a comprovação da própria existência do crédito. uma ordem incondicional para pagamento de quantia determinada. CC: ―O possuidor de título dilacerado.

uma ordem incondicional para pagamento de quantia determinada. só produzindo efeitos legais quando preenchidas as formalidades legais exigidas (ex: cheque e duplicata). a data do vencimento. 5) Quanto ao modelo de títulos de créditos. o lugar do saque. 6) Quanto ao Cheque. o lugar do saque ou menção de um lugar junto ao nome do sacador. Funciona como o prazo de protesto nos outros títulos de crédito. quando não for à vista. a data do saque. a sua emissão não se sujeita a uma forma específica preestabelecida (ex: letra de câmbio e nota promissória). ele pode ser pago. perante o banco? Qual o termo final deste pagamento. o nome da instituição financeira contra quem foi emitida. d) duplicata (art. uma ordem incondicional para pagamento de quantia determinada. que autoriza a sua circulação via endosso. Já título de modelo vinculado se submete a uma rígida padronização fixada pela legislação cambiária específica. data de emissão. Título de modelo livre é aquele para o qual a lei não estabelece uma padronização obrigatória. ou seja. o local do pagamento. a data do sque. que prazo de prescrição é este? Resposta: Prazo de apresentação é o prazo dentro do qual o emitente deverá levar o cheque para pagamento junto a instituição financeira. assinatura do subscritor. 2º da Lei de Duplicatas) – a expressão ―duplicata‖ e a cláusula à ordem. além deste prazo. nome do tomador. coincidente com a data da fatura. enquanto não se prescrever ele pode pagar. os títulos de créditos podem ser títulos de modelo livre ou títulos de modelo vinculado. 75. o lugar do saque ou a menção de um lugar junto ao nome do subscritor. da Lei Uniforme) – expressão ―nota promissória‖. o nome e o domicílio do vendedor (sacador). até quando o banco pode pagar? Até a prescrição do cheque. ou seja. a assinatura do próprio emitente (sacador). Resposta: Segundo esse critério classificatório. o nome. apresentado neste prazo assegura a execução contra os code315 . c) Cheque (art. 1º.ção de um lugar junto ao nome do sacado. da Lei do cheque). no que concerne ao prazo de apresentação. a assinatura do subscritor. a importância a ser paga por extenso e em algarismos. os números da fatura e da duplicata.a expressão ―cheque‖. o domicílio e o número de inscrição no cadastro de contribuintes do comprador (sacado). a assinatura do sacador. o local para o aceite do sacado. o lugar do saque ou a menção de um lugar junto ao nome do emitente. fale sobre. b) Nota promissória (art.

Se o cheque for da mesma praça o prazo é de 30 dias. Já o endosso em preto identifica expressamente a quem está sendo transferida a titularidade do crédito. se de outra praça é de 60 dias. permitindo que o título circule ao portador. ação de cobrança ou monitória (Súmula 229. ação de locupletamento. ou em branco ou em preto. Dentro do prazo prescricional o cheque pode ser apresentado para pagamento no banco e este deve pagar o valor. Em regra é no anverso do título de crédito. 8) O que é um título nominativo? 316 . bastando a assinatura do endossante. É diferente do prazo prescricional que é de 6 meses. Lembrando que no caso do endosso em branco o título pode circular pela simples tradição da cártula. transmite seus direitos a outro. mas pode ser cobrado de outras formas. O endosso em branco é aquele que não se identifica o seu beneficiário. por exemplo. O beneficiário do endosso em branco pode transformá-lo em endosso em preto completando-o com seu nome ou de terceiros. STJ). bastando a assinatura do avalista.vedores. se o endosso em branco pode se tornar em preto e vice-versa? Resposta: Endosso é o ato cambiário pelo qual o credor do título de crédito. Efeitos do endosso: transfere o crédito e responsabiliza o endossante. O aval é o contrário. 7) O endosso fica no verso? E o aval fica no verso? Resposta: O endosso fica no verso do título. 6) O que é um endosso em branco e em preto. Para ser feito no anverso deve ter menção expressa de que se trata de endosso. Após o prazo de prescrição o cheque não pode ser mais executado. Pode também endossar novamente. Caso seja dado no verso do título deve constar expressamente que se trata de aval. O beneficiário do endosso em preto pode endossar o título em branco ou em preto. Obs: todos os títulos de crédito próprios têm a cláusula à ordem implícita. que possui cláusula à ordem. contados do término do prazo de apresentação.

: Tem doutrinadores que entendem que títulos nominais são o mesmo que nominativos. cujo nome consta de registro específico mantido pelo emitente (art. tem que duas opções. 10) Faça um comentário histórico sobre a letra de câmbio. Para transferir a titularidade não depende apenas da entrega do documento. onde deve ser assinado pelo emitente e pelo adquirente do título. Quando determinado comerciante de uma cidade realizava negócios em outra cidade ele acumulava soma de riqueza representada por moeda daquele local. Resposta: No período italiano da evolução do direito cambiário (idade média) a descentralização do poder favoreceu a criação de cidades (burgos). para que circule. As moedas destas cidades eram próprias (diferentes). Título nominal identifica expressamente o seu titular (credor). se não tiver ele circula por cessão? Resposta: Obs. 971. Então. Já nos títulos com cláusula não à ordem o ato de transferência é a cessão civil. CC). 11) O que é aceite? Resposta: 317 . 9) Em se tratando de títulos de crédito. Os títulos nominativos (para os que diferenciam) o nome do titular consta num registro específico mantido pelo emitente e só transfere através de termo no registro que deve ser assinado pelo adquirente e pelo emitente. é necessário praticar um ato formal que opere a transferência. Nos títulos com cláusula à ordem a transferência se dá por endosso. Pela necessidade de circulação do crédito foi criada a letra de câmbio. ao realizar o comércio em uma cidade ele trocava todo o seu dinheiro com um banqueiro que lhe entregava uma carta (littera cambii) ordenando que outro banqueiro pagasse a quantia nele fixado para o seu portador. Obs: Existem entendimentos de que nominativo é o mesmo que nominal. ele sendo nominativo.Resposta: É aquele emitido em favor de pessoa determinada. Ao chegar a outra cidade a moeda era diversa. A transferência é válida por meio de termo de registro.

13) Qual a origem a palavra endosso? Resposta: ― A verificação etimológica revela que a expressão endosso. que também levará ao vencimento antecipado. não existindo mais a limitação.‖ Só achei na internet: http://www.O aceite é o ato pelo qual o sacado assume a obrigação cambial e se torna o devedor principal da letra (aceitante).1.htm 5. lançada nas costas. c) autonomia –cada obrigação resultante do título é autônoma em relação às demais. Questões do TRF2 1) Quais as características dos títulos de crédito? Resposta: Características: a) cartularidade – o título é representado por uma cártula (papel). mas a lei foi revogada. no francês.ufsc.2. no direito norte-americano indorsement e no direito italiano girata. ou no dorso. Pode haver o aceite parcial. ou em preto. 2) Título de crédito abstrato pode ser discutido no Judiciário? Resposta: 318 . porém irretratável. decorre do fato de ser a declaração unilateral de vontade.egov.br/portal/sites/default/files/anexos/2865528673-1-PB.o título de crédito obedece rigorosamente o que nele está escrito. ou só pode haver um? Resposta: (Ler a resposta da questão 6) Em princípio não existe limite para a quantidade de endossos. Na letra de câmbio é facultativo. da qual resulta este ato cambiário. Esse uso em latim assim se exprimia: quia in dorso inscribit solet. seja em preto. Quando existia a CPMF a lei admitia apenas um endosso para o cheque. 12) Endosso em branco e em preto? Pode haver uma cadeia de endossos em branco. endossement. podendo ser cobrado totalmente do sacador. seguindo-se da assinatura do sacado ou procurador com poderes especiais. de um título de crédito. adotada pelo direito cambiário. Deve ser feito no próprio título por meio da expressão ―aceito‖ ou ―aceitamos‖. b) literalidade.7. A recusa do aceite provoca o vencimento antecipado do título. seja em branco.

verdadeiramente. enquanto não circula a causa pode ser discutida. os títulos se dividem em cambiais e cambiariformes. a cédula de crédito à exportação. No entanto. O título de crédito abstrato é aquele cuja a emissão não está condicionada a nenhuma causa estabelecida em lei.A abstração é originária do princípio da autonomia. originário e completamente desvinculado da relação que lhe deu origem. 319 . Todos os demais títulos de crédito. letra de câmbio e nota promissória. Após circular não pode mais discutir o negócio originário. quando o título circula. Pode ser qualquer relação negocial. são apenas assemelhados ou cambiariformes. Assim. 3) Diferenças entre títulos abstratos e títulos causais. existe uma vinculação entre esta relação e o título originário. como o cheque. 4) Sob o ponto de vista mais genérico e mais abstrato e que tem a ver com a razão de existir dos títulos cambiariformes: qual é a ratio essendi do título de crédito rural? Seria ferramenta para alguma coisa? Resposta: Segundo Pontes de Miranda. só quando ele circula é que se desvincula da relação que lhe deu origem. e outros. em tudo que lhes for adequado. O título é documento constitutivo de direito novo. entende-se que enquanto a relação cambiária é entre os próprios sujeitos que participam da relação que originou o título. o conhecimento de depósito. ou seja. As cambiais básicas ou genuínas são a letra de câmbio e a nota promissória. É o caso da duplicada que só pode ser emitida para documentar a realização de compra e venda mercantil ou contrato de prestação de serviços. Atenção: Após a prescrição o título perde cambiaridade. esta abstração só acontece. As regras da letra de câmbio e da nota promissória se aplicam aos títulos cambiariformes. inclusive a ação de execução. autônomo. para cobrar o título prescrito o credor deve demonstrar a origem da dívida. ou seja. Resposta da questão: Pode ser discutido enquanto estiverem envolvidos apenas o sujeitos da relação originária. Exemplo: cheque. Assim. Resposta: Título causal é aquele que somente pode ser emitido nas hipóteses em que a lei autoriza a sua emissão. perdendo as suas características e dentre elas a abstração. a duplicata.

Os boletos de cobrança bancária vinculados ao título virtual. suprem a ausência física do título cambiário eletrônico e constituem. Nancy Andrighi: EXECUÇÃO DE TÍTULO EXTRAJUDICIAL. do Decreto-Lei 167/67).492/97. com numeração própria. ferramenta para auxiliar a comercialização da produção e viabilizar o aumento da produtividade. títulos executivos extrajudiciais. com o consequente fortalecimento dos médios e pequenos produtores. DUPLICATA VIRTUAL. é o caso do Resp 1024691 PR. As duplicatas virtuais . DESNECESSIDADE DE EXIBIÇÃO JUDICIAL DO TÍTULO DECRÉDITO ORIGINAL. 5) Qual a natureza jurídica do cheque? O que ele é? Resposta: O cheque é uma ordem de pagamento à vista emitida por um banco em razão de fundos que uma pessoa (emitente) tem naquela instituição. em talonário específico.emitidas e recebidas por meio magnético ou de gravação eletrônica .devidamente acompanhados dos instrumentos de protesto por indicação e dos comprovantes de entrega da mercadoria ou da prestação dos serviços. 3. BOLETO BANCÁRIO ACOMPANHADO DO COMPROVANTE DE RECEBIMENTODAS MERCADORIAS.O título de crédito rural destina-se ao financiamento da exploração de atividades rurais. pois só pode ser emitido por banco. A lei também não autoriza expressamente o protesto deste título magnético. Existem decisões judiciais que ampliam o protesto por indicação para os casos de duplicada magnética (virtual).podem ser protestadas por mera indicação. 1. No entanto. 1º. É um título de crédito de modelo vinculado. (art. de relatoria da Min. 320 . de modo que a exibição do título não é imprescindível para o ajuizamento da execução judicial. publicado no DJe 12/04/2011. existe o chamado protesto por indicações que é realizado quando há a retenção do título por parte do devedor (comprador). 2. retiradas da fatura e do Livro de Registro de Duplicatas. Recurso especial a que se nega provimento. sem a posse do título o credor (vendedor) deve fornecer ao cartório as indicações deste. PROTESTO POR INDICAÇÃO. seguindo os padrões do Banco Central. Nesse caso. Lei 9. em princípio. 6) A duplicada emitida por meio magnético pode ser objeto de protesto? Resposta: Não encontrei nos livros.

Segue a regra civil. A cédula de crédito rural e a nota de crédito rural são títulos causais. contratadas a prazo. emitido por produtor ou cooperativa rural. As duas são promessas de pagamento à vista. No entanto. de natureza civil. mas só pode cobrar a parte de cada avalista. empresa ou produtor rural. Há ainda a cédula de produto rural (Lei 8. 9) Qual o mecanismo de funcionamento dos institutos conhecimento de depósito e warrant? A transferência da propriedade ou mercadoria tanto no “conhecimento de depósito” e warrant tem os mesmos pressupostos? Resposta: O Conhecimento de Depósito e o ―Warrant‖ são títulos de crédito à ordem emitidos sobre gêneros ou mercadorias em depósito nos armazéns gerais. também é título de natureza causal. 8) Como considero quando há vários avais lançados em um título? Resposta: É necessário diferenciar avais simultâneos de avais sucessivos. O avalista do avalista tem a mesma obrigação do avalizado. Quem pagar toda a dívida tem direito ao regresso de total. um avalista avaliza o outro avalista (uma cadeia). Existem também a nota promissória rural e a duplicata rural que são fundadas em operações de compra e venda de natureza rural. não constitutivas de financiamento no âmbito do crédito rural. quem pagar o total pode cobrar do devedor principal toda a dívida. e pode ter garantia hipotecária. empresas que têm por 321 . como promessa de entrega de produtos rurais. a cédula de crédito rural possui garantia real e a nota de crédito rural não possui esta garantia. resultantes de financiamento a cooperativa. Quando os avais são simultâneos (coavais) eles avalizam o título conjuntamente. garantindo a mesma obrigação. Se os avais são sucessivos (aval do aval). pignoratícia ou fiduciária.929/94). Os avalistas são vistos como uma só pessoa e assumem a responsabilidade solidária.7) Com relação ao crédito rural: gostaria de adicionar alguma coisa a essa modalidade especial? Resposta: Existem vários títulos de créditos rurais.

3.4. Já a warrant é um título constitutivo de promessa de pagamento. O título de crédito surgiu na qualidade de documento que instrumentaliza o crédito e permite a sua mobilização com rapidez e segurança. surgiu da constante de viabilizar mais rápida de riqueza do que a obtida com a moeda manual. Efeitos do endosso: transfere o crédito e responsabiliza o endossante. na confiança (boa-fé e prazo). 3) Diferencie endosso em branco e em preto. Concluindo-se que os títulos de crédito são instrumentos para a circulação de riquezas. Cheque visado é aquele em que o banco confirma. Resposta: Endosso é o ato cambiário pelo qual o credor do título de crédito. que consiste. a qual pode ser transferida com o endosso do título. basicamente. Só pode receber o visto do banco o cheque nominativo que não foi endossado. O conhecimento de depósito é título representativo da mercadoria depositada.escopo a guarda e a conservação das mercadorias neles depositadas. Questões do TRF4 1) Por que existem os títulos de crédito? Resposta: O crédito. Obs: todos os títulos de crédito próprios têm a cláusula à ordem implícita. O cheque cruzado só pode ser pago a um banco ou a um cliente do banco. 5.7.1. evita o desconto na ―boca do caixa‖. cuja garantia é a própria mercadoria depositada. conceituando.1. 322 . num direito a uma prestação futura que se baseia. a existência de fundos suficientes para pagamento do valor nele mencionado. mediante o pagamento de determinado preço. mediante uma assinatura no verso. que possui cláusula à ordem. Questões do TRF3 5. 2) O que é um cheque cruzado e visado? Resposta: O cruzamento do cheque consiste na aposição de dois traços paralelos e transversais no anverso do título.7. fundamentalmente. transmite seus direitos a outro.

O proprietário. e até o triplo se resulta a morte. bem como impedir sejam pagos a outrem capital e rendimentos. poderá obter novo título em juízo. do Código Civil: ―Art. 323 .653/2012 acrescentou o art. 6) Pode ser exigida segunda via de título extraviado? Resposta: A resposta da pergunta está no art. já que se trata de uma ordem de pagamento à vista e não uma promessa de pagamento (como por exemplo: a nota promissória). O titular do crédito deve estar em posse do título. O paciente deixava um chequecaução em poder do hospital para ser atendido até regularizar pendências com plano de saúde. bem como o preenchimento prévio de formulários administrativos. Ainda é utilizado como garantia em negócios. permitindo que o título circule ao portador. e multa. nota promissória ou qualquer garantia. de 3 (três) meses a 1 (um) ano. 4) É compatível caução em cheque? (Acho que a pergunta é: é possível cheque caução? Resposta: Cheque caução é o cheque dado como garantia de pagamento posterior. caput e parágrafo único. Era comumente usado em hospitais para garantir o atendimento médico.O endosso em branco é aquele que não se identifica o seu beneficiário. Parágrafo único. que perder ou extraviar título. 135-A ao Código Penal criando o seguinte crimes: ―Exigir cheque-caução. como condição para o atendimento médico-hospitalar emergencial: Pena detenção. ou for injustamente desapossado dele. 909. A pena é aumentada até o dobro se da negativa de atendimento resulta lesão corporal de natureza grave. Como tem relação com o tema é bom lembrar que a Lei 12. A posse é imprescindível para a comprovação da própria existência do crédito. o direito não pode ser transmitido sem a cártula e não pode ser exigido sem a sua apresentação. Já o endosso em preto identifica expressamente a quem está sendo transferida a titularidade do crédito. Contudo esta prática descaracteriza a natureza do cheque. 909.” 5) O que seria o princípio da cartularidade? Resposta: Pelo princípio da cartularidade afirma-se que o direito de crédito mencionado na cártula não existe sem ela.

salvo se se provar que ele tinha conhecimento do fato. 8) O banco pode descontar todos os cheques apresentados pelo portador. o cheque será sempre uma ordem de pagamento à vista. assim. A súmula 370 do STJ concretiza este entendimento: ―caracteriza dano moral a apresentação antecipada de cheque pré-datado‖.Parágrafo único. Regra: Autonomia das obrigações cambiais. em relação a dívida principal. o que acontece com o título? Resposta: O aval é uma garantia cambial. porém irretratável. também gerará o vencimento antecipado de todo o crédito. e não acessória. Questões do TRF5 TRF5 – 2012 1) O aceite na nota promissória e letra de câmbio é imprescindível a validade do título? Resposta: Na Letra de câmbio é uma ordem de pagamento e o aceite é o ato pelo qual o sacado assume a obrigação cambial e se torna o devedor principal da letra. um cheque pré-datado pode ser descontado ou devolvido. mesmo que sejam 'pré-datados'? Resposta: Segundo a legislação (art. devendo ser considerada não escrita qualquer menção em sentido contrário eventualmente colocado na cártula. constituindo-se uma obrigação autônoma. na ótica civil/comercial. conforme o emitente possua ou não fundos suficientes para o seu pagamento.7. antes do prazo. havendo saldo. no entanto. O pagamento. de tal forma que uma obrigação nula não afeta as demais obrigações válidas no título. podendo o tomador cobrar imediatamente do sacador. portanto. com a recusa do aceite ocorre o vencimento antecipado do título. Destacando que se o aceite for parcial. 32 da Lei do Cheque). O banco não terá qualquer responsabilidade. de maneira que a nulidade do aval não afeta a obrigação principal. feito antes de ter ciência da ação referida neste artigo. 5.corresponde ao fato das diversas obrigações existentes no título serem independentes. exonera o devedor. no entanto.1. O aceite é facultativo. 324 . está quebrando um acordo e pode ser responsabilizado civilmente. Sendo.‖ 7) Eventual nulidade do aval. podendo ser cobrado o valor total do sacador. A falta do aceite não invalida o título. um instituto que segue o regime jurídico cambial.5. quando o titular do crédito apresenta o cheque para pagamento. não se vinculando uma à outra.

não se submete ao aceite. Vlll .quando. Audiência Preliminar.quando não concorrer qualquer das condições da ação. como na conciliação implica renúncia de um direito o substituto processual não poderia transacionar. Saneamento Do Processo. Questões do TRF1 1) Em função da fase ordinatória. litispendência ou de coisa julgada. As hipóteses de extinção do processo sem julgamento de mérito estão elencados no art.A nota promissória é uma promessa de pagamento. 325 . Julgamento Antecipado Do Mérito.quando a ação for considerada intransmissível por disposição legal. já que estamos na fase ordinatória.quando se verificar a ausência de pressupostos de constituição e de desenvolvimento válido e regular do processo. Desnecessidade De Audiência Preliminar 5. Na JF se diz que esta fase deve ser ultrapassada por se tratar de direitos indisponíveis.quando o juiz indeferir a petição inicial. mas pelo substituto processual.1.pela convenção de arbitragem. Fase Ordinatória. o autor abandonar a causa por mais de 30 (trinta) dias.8.8. Providências Preliminares. Réplica.quando ficar parado durante mais de 1 (um) ano por negligência das partes.1. é possível na fase de execução poderia haver a transação em matéria de servidores públicos? Quais as hipóteses em que num processo civil se pode extinguir sem julgamento de mérito. Vl .8. portanto.nos demais casos prescritos neste Código.quando o juiz acolher a alegação de perempção. me dê três possibilidades? Resposta: A chamada substituição processual significa colocar-se no lugar de alguém a fim de buscar direito alheio em nome próprio e somente dar-se-á em condições extraordinárias e autorizadas por lei. já que o substituto não é titular do direito. 267. a legitimidade das partes e o interesse processual. IX . como a possibilidade jurídica. Vll . 5. Direito Processual Civil 1.1.IV . O juiz ao receber uma ação de servidores públicos. Especificação De Provas. V . passada a fase cognitiva. XI . e na possibilidade de julgamento extintivo.III . Tentativa De Conciliação.Il . duas hipóteses. vai para o cumprimento. Na substituição processual o direito de agir não é exercido pelo direito do direito material. tem uma fase que chama tentativa de conciliação.: os alguns autores entendem que no caso de confusão entre autor e réu existe o julgamento do mérito. do CPC: I .quando o autor desistir da ação. por não promover os atos e diligências que Ihe competir. Julgamento Conforme O Estado Do Processo. X . Assim. no caso a Assejus. Obs. Extinção Sem Julgamento Do Mérito.quando ocorrer confusão entre autor e réu. Regularização. existe um substituto processual. que tem legitimidade para esse fim.

conciliação e mediação? A transação tem suporte constitucional? Veja o preâmbulo da CF. isso não quer dizer que toda a atividade de saneamento seja restrita a este período. o juiz deve intimar o autor para apresentar réplica. o juiz deve mandar o autor se manifestar ou mandar que o autor regularize aquele problema. Portanto. Particularmente entendo que se trata de regra de instrução. não poderia ser apenas na sentença.2) Em relação às providencias preliminares o que o magistrado deve se ater. de regularização do processo. d) Nomear curador especial. Importante lembrar que existe posicionamentos contrários também. devendo a decisão judicial que a determina ser proferida preferencialmente na fase de saneamento do processo ou. pelo menos. principalmente relacionados a direito do consumidor que por já está no próprio código a regra de inversão do ônus probatório. etc. No entanto. dá-se início à uma microfase processual chamada de saneamento ou ordenamento do processo. Existe uma infinidade de providências preliminares que o juiz pode tomar. O sistema jurisdicional brasileiro vive de conflitos postos ao estado juiz. Exemplos: a)no caso de defesa indireta. o que significa esta providência dentro do procedimento ordinário? Resposta: Providências preliminares são as providências que o juiz toma dentro do processo ordinário para deixar o processo apto para que nele seja proferida uma decisão. Esta fase se caracteriza pela concentração da prática de atos de saneamento. 3) O saneamento do processo é somente possível após fase de réplica? Admite-se a inversão do ônus da prova na sentença? Resposta: Após a resposta do réu. Existe uma discussão se a inversão do ônus da prova é regra de julgamento ou de instrução. 4) O que o senhor pensa sobre a técnica alternativa de resolução de conflito jurisdicional pela via da transação. A conciliação seria uma técnica para desafogar a justiça? Resposta: 326 . por isso o nome. a atividade de saneamento do juiz é exercida a todo o momento. Solução pacífica das controvérsias. b) se a defesa alegar algum problema processual. preparando-o para que nele seja proferida uma decisão. mas mesmo assim uma crise na administração da justiça. mas neste momento é que esta atividade está mais concentrada. assegurando-se à parte a quem não incumbia inicialmente o encargo a reabertura de oportunidade.

Destacando que a mediação não deixa de ser uma forma de autocomposição. mas sim de abrir oportunidade de manifestação à parte em face de um elemento novo inserido no processo. também como forma de garantir o contraditório e a ampla defesa. como forma de garantir o contraditório. mas sim em qualquer fase do processo. tanto quando alega fato novo impeditivo. quando finda a instrução? Resposta: Entendo que não existe qualquer óbice para a que isto ocorra. em respeito ao contraditório. 327 . modificativo ou extintivo do direito do autor. o réu trás novidade ao processo. 132 parágrafo único. Contudo. 5) O senhor abriria a instrução de ofício para a produção de prova pericial. Isso porque nessas duas espécies. em razão da intervenção de um terceiro. De fato. pode fundamentar o caso: “Em qualquer hipótese. não se fala em réplica. se entender necessário. poderá mandar repetir as provas já produzidas. o Juiz deve oportunizar a manifestação das partes sobre a prova. providência necessária não só apenas após a contestação. O preâmbulo da Constituição fala em ―solução pacífica das controvérsias‖ o que seria um incentivo à autocomposição em todas as suas formas. desde que a prova se mostre necessária.A transação. naturalmente não narrada pelo autor em sua inicial. ou seja. são formas negociais de resolução de conflito. a aplicação de qualquer uma destas técnicas servem para desafogar a justiça. em sua contestação. como quando alega uma defesa preliminar. Já com a juntada de novos documentos ao processo. por exemplo. é uma autocomposição assistida. o juiz que proferir a sentença. a conciliação e a mediação são formas de autocomposição. pois não se trata de contra argumentação aos fundamentos novos trazidos pelo autor. baseadas na autonomia privada. alegar defesa de mérito indireta ou defesa processual.” DESSE PONTO EM DIANTE: RESPOSTAS ELABORADAS POR HEITOR MOURA GOMES 6) Em todo e qualquer processo numa Vara Cível o senhor abrirá vista a réplica para que o autor se manifeste sobre a contestação? E se o réu trouxer documentos e não apenas fatos novos? Resposta: Não. A intimação do autor para apresentação de réplica só é necessária quando o réu. pois o mediador auxilia as partes conflitantes e não decide nada. O art.

caso a prova não seja suficiente ao esclarecimento do fato. Sim.1. o autor protesta por todos os meios de provas em direito admitidos e a Caixa protestou por todos os meios de provas. 333 do CPC. o juiz para sanear ou julgar antecipadamente a lide. remanesce ao juiz poderes instrutórios. Entretanto. a ausência de proveito econômico não implicaria na extinção do processo.8. em caso de ausência de requerimentos. Hoje seria mais correto falar em ―busca‖ da verdade material. No caso.2.: Ainda que o juiz determine produção de prova de ofício. o juiz tem que proclamar a improcedência do pedido em razão de as partes não terem especificado as provas ou o juiz pode. os quais conferem ao magistrado o dever de. que seria a verdade alcançável no processo. e ―verdade real/material‖. embora não afaste a incidência do art. como aquela processual. Resposta: Na fase de saneamento do processo. 333. que é aquela que decorre da mais ampla instrução possível. 2) A lei autoriza o julgamento de mérito imediatamente? Resposta: 328 . ocorreria a extinção do processo por falta de interesse de agir. momento adequado à especificação das provas. Entretanto. As expressões ―verdade formal‖. caso se tratasse de uma ação declaratória ou ainda constitutiva. Por exemplo. de ofício. que impõe ônus da prova às partes. tal como ocorre em uma execução de obrigação pagar. preclui para as partes o direito à sua produção. determinar a produção de provas de ofício. Questões do TRF2 1) No que tange às preliminares. ausência de conteúdo econômico ensejaria extinção do processo? Resposta: A ausência de conteúdo econômico de determinada demanda só ensejaria a extinção do processo no caso da lide versar unicamente acerca de questão de cunho patrimonial. entendendo necessário. mandar ser feita a produção de provas? O processo civil está em busca da verdade material. fomos às especificações de provas e nestas as partes silenciaram.7) O juiz recebe uma PI no SFH. 5. resta ao juiz a aplicação do art. pode-se dizer que o processo busca a verdade material. como princípios processuais encontram-se superadas.

serve também como defesa.1.277/06 inseriu o no CPC o art. O CPP trata o interrogatório como meio de prova. tendo em vista além de servir para a elucidação dos fatos. 5º LXIII).3. Essa terceira corrente é a que prevalece no STF e STJ. Indícios.Sim. indistintamente. há discussão na doutrina se esse direito não abrange a qualificação ou não (Nucci entende que sim. Questões do TRF3 5.9. tendo em vista tratar-se em direito constitucional (art. pelas prerrogativas conferidas ao réu. Questões do TRF1 1) O interrogatório do réu é meio de prova ou meio de defesa? Resposta: Há posições divergentes na doutrina. sem que seja necessário. Ônus Da Prova. A lei 11. situando-o no capítulo de provas em espécie.8. notadamente porque o réu pode invocar o direito ao silêncio. em face dos efeitos que poderia ter sobre outras pessoas. 2) O silêncio do réu pode ser interpretado em seu desfavor? Resposta: O acusado não tem obrigação de responder as perguntas que lhe foram endereçadas.1.8. Os requisitos para aplicação do instituto são que a matéria seja exclusivamente de direito e que já tenham sido proferidas sentenças de total improcedência em casos idênticos.5. 285-A. Questões do TRF4 5.1.4.8. Entretanto. Entretanto.9. servindo na formação do convencimento do julgador (meio de prova). que entende tratar-se de maio de prova e meio de defesa. por não ser direito ilimitado. entretanto. o trânsito em julgado e independentemente da posição dos tribunais sobre o assunto. 5. Questões do TRF5 5. tem prevalecido uma terceira corrente. Ada Pellegrini e Tourinho Filho entendem tratar-se de meio de defesa. Direito Processual Penal 5. que autoriza a improcedência do pedido do autor antes mesmo da citação do réu. Valor Da Confissão 5.1. não importando o silêncio em prejuízo na sua defesa.1. uma eventual confuso de identida329 .9. bem como mentir para livrar-se da acusação. Prova.1. Presunções.

Resposta: 330 . ou seja. não podendo fundamentar sua decisão exclusivamente nos elementos informativos colhidos na investigação. isto porque o IP tem a função somente de fornecer informações ao magistrado e ao órgão do ministério público. encontra-se superada a verdade material como princípio do processo penal. 3) O juiz pode condenar tão somente baseado no IP? Resposta: Não. a busca do melhor resultado possível dentro daquilo que foi produzido nos autos. qual o sentido de verdade? Tentativa de representação da realidade? O que é verdade real? Resposta: Diz-se verdade real sobre aquilo que tem consonância entre aquilo que é e aquilo que foi dito ou se diz ser. que não deve ter em si juízo de valoração por parte do delegado quanto ao fato apurado. 5) No processo penal se busca a verdade real. passou a constar expressamente no CPP que ―O juiz formará sua convicção pela livre apreciação da prova produzida em contraditório judicial. tendo em vista que a qualificação pode ligar o acusado a outras infrações. 155). falar em verdade viável. fato definido como crime. o IP é a peça informativo em que se busca a autoria e circunstância. Quem pode ser infiltrado? Agentes policiais e a gente de inteligências? Devem prestar depoimento. 6) Delação premiada. são as chamadas testemunhas da coroa. A opinio delicti cabe ao titular da ação penal pública ou privada conforme o caso. contra as quais o silêncio na qualificação consistiria no direito de defesa). hoje. Por tratar-se de conceito utópico. Após vigência da Lei 11690/08. fale sobre? Técnicas especiais de investigação. a infiltração e o retarda de investigação. Nestor Távora entende que não. ressalvadas as provas cautelares.des. 4) O IP deve ser motivado ou narrativo? Resposta: O relatório do inquérito policial é peça de caráter descritivo. a prova produzida exclusivamente no inquérito policial não pode ensejar condenação criminal. sendo mais adequado. decorrente da mais ampla instrução possível.‖ (art. Após a referida lei. não repetíveis e antecipadas.

‖. tais agente são chamados de testemunhas da coroa. b) que um dos agentes o denuncie à autoridade. segundo LFG. processo pelo qual se verifica a exatidão do fato alegado pela parte no processo. o artigo 8º. o diploma é clara ao indicar que somente agentes de polícia e de inteligência. é a possibilidade que a polícia possui de retardar a realização da prisão em flagrante. possibilitando seu desmantelamento. 1º). p. Exige-se que se trate de associação criminosa e só pode ser determinada por decisão judicial. É perfeitamente possível o depoimento de tais agentes. Quando tal delação é acompanha por um benefício. para obter maiores dados e informações a respeito do funcionamento. e possui requisitos diversos em cada lei que é prevista. A lei não admite a infiltração de particulares. 7) O que é prova? Resposta: O termo possui várias acepções. concedido pelo estado. inclusive. bem como seja autorizada por decisão judicial. Para o crime de extorsão mediante sequestro. Em outros crimes. Tem como requisito a condição de que seja mantida sob observação e acompanhamento para que a medida legal se concretize no momento mais eficaz do ponto de vista da formação de provas e fornecimento de informações. e ainda entendido 331 . parágrafo único. e pressupõe que o delator também confesse a sua participação. denominada Lei do Crime Organizado. pode ser entendido como meio.034/95 art. feita pelo acusado. assevera que ―O participante e o associado que denunciar à autoridade o bando ou quadrilha. a pena pode ser reduzida de um a dois terços. componentes e atuação de uma organização criminosa. prevê a possibilidade de infiltração de agente nas organizações criminosas mediante prévia e circunstanciada autorização judicial. Já a Lei de proteção às vítimas.072/90 devem ser revelados os cúmplices e não somente o delito. Pode ser entendido como ato da provar. como o previsto na Lei n. 442) conceitua como ―traição benéfica‖. p. que "são os agentes infiltrados que obtém informações privilegiadas sobre determinado crime".034/95. 9. também conhecido como retardado ou prorrogado. em seu interrogatório. O flagrante diferido.: o instituto também tem previsão na nova lei de entorpecentes. facilitação da libertação do sequestrado. terá a pena reduzida de um a dois terços‖. A Lei n. Não se fez qualquer alusão quanto ao procedimento ou ao prazo da medida. Obs. é chamada de delação premiada.º 8. quaisquer que sejam. (Lei 9. Para os crimes hediondos.Delação é a atribuição da prática do crime a terceiro. na prevenção e repressão do crime organizado. possibilitou em seu artigo 13 o perdão judicial ou a redução de pena de um a dois terços no artigo 14. É o que Capez (2005. instrumento pelo qual se demonstra a verdade de algo. sendo exigidos três requisitos segundo Greco (2011. 120): ―a) que o crime tenha sido cometido em concurso. Aplica-se às investigações referentes a ilícitos decorrentes de ações praticadas por quadrilha ou bando ou organizações ou associações criminosas de qualquer tipo.

No sistema da íntima convicção. leva ao fato principal. as mais comuns? Resposta: Tratando-se de tipos de prova. e para a sua apreciação o juiz deverá confrontá-la com as demais provas do processo. ou persuasão racional. por ilação. o juiz está livre para decidir.como resultado da ação provar. quanto à forma. o valor da confissão se aferirá pelos critérios adotados para os outros elementos de prova.: contrato) ou material. tal como exame de corpo de delito ou instrumentos do crime. Historicamente. a única que seguramente poderia embasar uma condenação independentemente de outros indícios. sendo as mais comuns: quanto ao objeto. o sistema do livre convencimento motivado. o Juiz fica livre para decidir e apreciar as provas que lhe são apresentadas. que se refere ao fato probando. dispensado de motivar a decisão. tal sistema preside 332 . sendo esta última. como regra. verificando se entre ela e estas existe compatibilidade ou concordância. elemento que corporifica a demonstração do fato. ou indireta. como a prova se revela no processo. 9) Quanto ao valor. 11) E quanto ao sistema da prova tarifada? E onde ficaria o sistema da íntima convicção? Resposta: São os demais sistemas de apreciação judicial da prova. documental (ex. 10) O juiz se vincula às provas? Como ele aprecia? Persuasão racional. desde que faça de forma motivada. tal visão encontra-se a muito tempo superada. que se refere a um outro acontecimento que. Prevalece no Brasil. podendo ser testemunhal (interrogatório). entretanto. 8) Quais os tipos de prova. Por tal sistema. existem diversas classificações. a confissão vale mais que um depoimento testemunhal? Resposta: Não. considerou-se a confissão como rainha das provas. o produto extraído da análise dos instrumentos de prova oferecidos (Nucci). que pode ser direta. Resposta: Não há vinculação do Juiz.

os julgamentos do Tribunal do Júri. 158 exige que nos crimes que deixem vestígios. 158 CPP nos casos de crimes que deixam vestígios. também não se impede que a sentença condenatória leve em consideração confissão feita na fase pré-processual. Cabe ressaltar que nesse caso. 239 do CPP. a confissão ofereça riqueza de detalhes. ainda que posteriormente retratada. que. diminuindo a margem apreciativa do juiz. autorize. prova testemunha e documental). em sua segunda fase. a confissão pode sim embasar a condenação. não havendo qualquer disposição legal em contrário. como forma de defesa do réu. à luz do que dispõe o art. a lei estipula o valor de cada prova. desde combinada com circunstâncias do fato concreto. concluir-se a existência de outra ou 333 . etc. ofereça segurança para a condenação. Caso seja crime transeunte. inclusive. em que a lei exige a prova pericial na demonstração da materialidade do delito (tráfico de drogas). dada pelo código). No CPP. que a materialidade seja provada com a realização de corpo de delito vedando-se a confissão. tendo em vista que os jurados votam os quesitos sigilosamente. deverá ser reconhecida a atenuante. Já o sistema da prova tarifada (também chamado de certeza moral do legislador ou das regras legais). não obstante a retratação. tendo relação como fato. Entretanto. o réu não pode ser condenado com base apenas em confissão. considera-se indício a circunstância conhecida e provada. por indução.: a art. 12) A confissão pode ser retratada? Resposta: É perfeitamente possível na fase judicial da persecução penal a retratação de confissão (autorização. ou seja. existem alguns vestígios de tal sistema. 14) O que são indícios? Pode haver condenação calcada em indícios? Qual a diferença entre a prova indiciária e indícios? É possível denunciar pelo indício da materialidade? Nos casos de crimes de competência do tribunal do júri os indícios fundamentariam a denúncia? Resposta: Conforme o art. ex. ou ainda em alguns casos. é possível a condenação calcada tão somente a confissão? Se condenaria o réu com base exclusivamente na confissão? Resposta: Na ausência de outras provas (exame de corpo de delito. sem fundamentar. na medida em que não pode se produzir mais provas nos autos. e não seja possível a produção de outras provas. desde que não existam vícios que a invalidem. 13) Havendo apenas a confissão.

e que abale sua honra. é o apreço moral da pessoa física perante seu meio civil de convivência. são os valores de dignidade. porém. por esta razão não cabe retratação na injúria. Já. Honra objetiva é a consideração social. que ocorre quando se atribui qualidade negativa a alguém. formando uma unidade com outros elementos probatórios. É decorrência lógica do Estado Democrático de Direito. é principio que estabelece o estado de inocência como regra em relação ao acusado da prática de infração penal. 16) Em que consiste o princípio constitucional da presunção de inocência? Resposta: Também chamado de princípio da não-culpabilidade. mas toda prova indiciária é formada por um ou mais indícios). ou sua ausência só poderá ser esmiuçada após colheita de provas suficientes para descrever a inocência ou não do paciente. Prova indiciária é aquela que se baseia em indícios. Quando alguém é chamado de ladrão. até mesmo porque a prova da materialidade e da autoria. quando os indícios formam substrato suficiente a proar algum fato (nem todo indício é prova.outras circunstâncias. 334 . ou seja. como forma de extinção de punibilidade. Ou seja. É cabível. quando o juiz entender suficiente. considerando-se como padecimentos internos. O oferecimento da denúncia pode basear-se em indícios. nos termos da CF ―ninguém será considerado culpado até o trânsito em julgado de sentença penal condenatória‖. capaz de gerar um juízo de certeza sobre a autoria e materialidade do delito. nos crimes de calúnia e difamação. ou seja da sua conduta caluniosa ou difamatória. como forma de garantia positivada em face do poder punitivo do Estado. 15) O que é retratação e ela opera-se aonde? Calúnia e difamação permitem a retratação? A honra objetiva consiste em quê? E a subjetiva? Se uma pessoa afirma que outra é um ladrão. tanto a difamação quanto a calúnia referem-se a fatos. configura-se injúria. que fere a honra subjetiva. Cabe ainda ressaltar que não é necessária a aceitação da vítima. Já a honra subjetiva manifesta-se intrinsecamente na vítima. a exclusão do delito de injúria. A condenação com base em provas indiciárias é possível tão somente quando essas denotam indícios veementes. isso é difamação ou calúnia? Resposta: Retratação consiste em uma retificação do que o próprio agente disse. por se tratar de delitos que ferem a honra objetiva. não se justificando.

pode-se chamá-la de verdade. O que é manifestamente contrário à prova nos autos? Resposta: A decisão do Tribunal do Júri só pode ser reformada em segunda instância quando esta reforma não importar em ofensa à sua soberania. tendo em vista que os jurados votam os quesitos sigilosamente. sem fundamentar. etc. 19) Quando se diz que o juiz decide pela livre apreciação da prova. Pois bem. objetos do crime. se este relado corresponder á realidade. No sistema da íntima convicção. a depender de como isso ocorre. depoimentos. em ―tudo que existe‖.17) O que seria valorar prova? Resposta: Valorar a prova consiste em dar valor positivo à prova. conferir maior ou menor carga probante ao produto extraído dos elementos de prova extraídos do processo (ex. o juiz está livre para decidir. (Ex. qual a diferença entre a realidade e a verdade? Resposta: Realidade consiste. de maneira simplificada. diz-se verdade). Já a verdade diz respeito à maneira como esta realidade se coloca para as pessoas. o que se entende por isso? E a íntima convicção? Pode? E o tribunal do júri? Seria uma exceção? Resposta: Quer dizer que o magistrado é livre para dar maior ou menor valor probante a cada uma das provas. que é garantida por norma constitucional. independente de seu tipo ou conteúdo.: Na tarde de ontem pessoa A afirmou que viu pessoa B entrando em casa acompanhado de C. Em segunda instância. ou seja.: laudo pericial. ou modificada na parte da fixação da pena pelo juiz presidente (parte da decisão a qual não foi garantida soberania). o que é vedado no processo brasileiro. em sua segunda fase. Verdade é a correspondência entre a realidade e o que diz-se dela ou que foi dito. a exceção dos julgamentos do Tribunal do Júri. desde que o faça de forma motivada (sistema de valoração por livre convencimento motivado). dispensado de motivar a decisão.) 18) O processo penal busca a verdade real. a sentença do júri só pode ser anulada. 20) Explicitar quando se reforma a decisão do tribunal do júri. A decisão dos jurados manifestamente contrária à prova dos autos é hipótese 335 .

e sua ausência implica em nulidade do processo. razão pela qual só é possível a apelação com base nesse argumento uma vez. ou perícia sobre elementos acessórios. 3) A ausência de prova pericial em crimes que deixam vestígios anulam o processo? Resposta: De fato. o que também desconfigura a sua autonomia. Essa hipótese de cabimento da apelação visa evitar que enganos ocorridos as votações impliquem em resultado diferente do qual realmente o corpo de jurados queria chegar. objetiva a nulidade do julgamento e o retorno dos autos à primeira instância prolação de nova decisão. Entretanto. e não tender o resultado. a realização do exame de corpo de delito (direto ou indireto) é obrigatória. o conjunto probatório aponta para resultado divergente do qual chegou o corpo de jurados. violando a soberania dos vereditos.: exame de fotos tiradas do local. ex: machas de sangue no local do crime. Decisão manifestamente contrária à prova dos autos consistiria em decisão que chega a resultado patentemente diferente do qual seria encontrado. quando não seja mais possível proceder ao exame. é a perícia que tem como objeto o próprio corpo de delito (exame direto).2.9. que neste caso. a prova. Ou seja. oportunizando-se a vista e manifestação da parte contrária. independentemente de quem a produziu. Questões do TRF2 1) Laudo técnico trazido pela defesa é autônomo? Resposta: Em face do princípio da comunhão da prova. não se pode dizer que é prova autônoma. é possível que tal falta seja 336 . caso fossem devidamente motivadas as valorações feitas dos meios de prova trazidos autos. segundo o qual se considera que a prova pertence ao processo. ex. uma vez trazida aos autos. deve ser objeto de contraditório. quando não existir mais o corpo de delito (exame indireto).1. em delitos que deixem vestígios.de cabimento da apelação. Já o exame de corpo de delito (tipo de perícia). 2) Existe diferença entre corpo de delito e perícia? Resposta: Corpo de delito é o conjunto de vestígios materiais deixados por uma infração penal. 5. Ademais.

entretanto. como foi idealizado. a materialidade deve ser demonstrada por outros meios. 6) Corpo de delito. e ausência de exame do corpo de delito .suprida pela prova testemunhal. mas sim em uma mitigação ao sistema ortodoxo. 167 CPP).886/MG. no Brasil. 7) Prova pericial do processo. não deve ser reconhecida a nulidade. Durante a instrução. com o fim de garantir a busca da verdade material no processo. não é adotado o sistema acusatório puro. 01/08/2011) que a juntada tardia do laudo toxicológico definitivo. defender e julgar. pois o magistrado não é expectador estático na persecução penal. inclusive. o réu não pode ser condenado com base apenas em confissão. 158 CPP). o exame do corpo de delito ganha ainda maior importância. com o fim de atestar a materialidade delitiva (art. É prova autônoma aquela produzida pelo assistente de acusação? 337 . nesses casos a confissão demonstra só a autoria. Na hipótese de confissão do acusado. tendo em vista disposição legal expressa (art. No tráfico de drogas. quando a condenação houver sido baseada e outros elementos idôneos e não houver sido demonstrado prejuízo pela defesa. que não consiste em atendado ao sistema acusatório. vem entendendo o STJ (HC 134.O acusado pode ser condenado? E no caso do trafico de drogas? E se o laudo chegar depois da sentença? Como está a jurisprudência? Resposta: Na ausência de exame de corpo de delito. o laudo de constatação. inclusive. 4) De onde surge o sistema brasileiro da apreciação sublime da prova? Resposta: ?????? 5) Atividade residual do juiz de perquirir prova fere o sistema acusatório? Resposta: O sistema acusatório tem como características fundamentais a separação entre as funções de acusar. sendo permitido ao julgador iniciativa probatória. para a lavratura do flagrante e para a deflagração da denúncia. deve ser determinada pelo juiz a realização de laudo definitivo. sendo necessário. Entretanto.

b) Lei nº 7. parágrafo único). parágrafo único). não se pode dizer que é prova autônoma. uma vez trazida aos autos. 26. deve ser objeto de contraditório. também tutelados pelo Direito Penal. 8) É possível assistente de acusação coletivo no processo penal brasileiro? Resposta: Não obstante a existência de diversos requisitos à assistência do direito processual penal brasileiro. Lei de crimes ambientais. Ademais. e Lei nº 8. Tal previsão dá uma natureza de custos legis à assistência. o que também desconfigura a sua autonomia. oportunizando-se a vista e manifestação da parte contrária.492/86 (autoriza a Comissão de Valores Mobiliários – CVM. a prova. qual sejam: a) Decreto-lei nº 201/67 (faculta aos órgãos federais. 49. interesses coletivos estrito senso e interesses difusos). a figura do assistente coletivo de acusação. 80). segundo o qual se considera que a prova pertence ao processo. encontra-se prevista. 9) E os bens jurídicos supra individuais existem? Podem ser tutelados no processo penal? Resposta: Sim. econômica e contra as relações de consumo. tratam-se dos interesses públicos e os interesses coletivos lato senso (interesses individuais homogêneos. etc. em alguns dispositivos de leis esparças. a habilitar-se como assistente nos casos de crimes contra o sistema financeiro nacional – art.078/90 (autoriza as associações legalmente constituídas há pelo menos um ano a habilitar-se como assistente nas hipóteses de crimes ou contravenções que envolvam relações de consumo – art. de leis que tutelas interesses supra individuais: Lei de crimes contra a ordem tributária.Resposta: Em face do princípio da comunhão da prova. de fato. 10) O juiz tem poder regulatório dentro do CPP? 338 . estaduais ou municipais a intervenção como assistente nos processos relativos aos crimes de responsabilidade dos Prefeitos – art. acusados ou ofendidos os inscritos na OAB – art. Ex. como forma de garantir o a proteção aos direitos coletivos tutelados pelos diplomas legais mencionados. a tendência atual é cada vez mais o Direito Penal transcender ao individualismo para reconhecer a importância da tutela do sistema social. c) Lei nº 8. § 1º).906/94 (faculta a atuação dos Presidentes dos Conselhos e das Subseções da OAB nos inquéritos e processos em que sejam indiciados. 2º. parte penal do CDC. Inclusive. independentemente de quem a produziu.

3. manter a ordem no curso dos respectivos atos. e para isso. já que.9.4. afinal cabe aos agentes estatais velar pela conservação do direito de punir do estado. A diligência pode ser deferida pelo Juiz tanto na fase de inquérito. ou a requerimento do MP. de ofício (Conforme STF. que se referem à condução do processo. tal como a colheita de provas e tomada de decisões no processo criminal. é um desses atos ou estaria vedado? Resposta: A depender de como o apressamento dos atos processuais ocorra. quando requerida pela autoridade policial ou MP. 5.1. A figura do juiz de garantias surge da necessidade da aplicação de garantias processuais para que se seja o litígio considerado paritário e "justo". configurando um juiz de garantias. ou qualquer outro direito fundamental do acusado. poder regulatório do juiz no processo penal diz respeito à sua função de prover à regularidade do processo. no qual são bem delineadas as figuras do acusador. que é um dos requisitos da interceptação telefônica (artigo 2º. pode? Resposta: Embora vigore no Brasil o sistema acusatório. 5. ele pode estar entre os atos regulatórios do juiz. E no IP. Questões do TRF4 1) Fale sobre produção de provas pelo juiz de ofício no processo penal. Tais adiantamentos são lícitos. ou ainda na fase de instrução processual. desde que o crime seja punido com pena de reclusão.9. Questões do TRF3 1) É possível interceptação telefônica diante da L. III Lei 9.1. ganham maior relevância que o jus puniendi estatal.Resposta: Sim. como os poderes jurisdicionais. em ponderação de princípios.8137? Em que momento se pode deferir a cautelar? Resposta: É possível. Tal poder engloba tanto os poderes de polícia (administrativos). são garantidos pelo sistema brasileiro poderes instrutórios ao magistrado. do devido processo legal. bem como não impliquem em violação dos princípios da ampla defesa. apenas dessa fase pode ser de ofício). 339 . que asseguram a própria eficácia do sistema. exercidos no curso do processo com o fim de garantir a disciplina e o decoro. defensor e julgador. 11) O juiz que apressa os atos processuais para evitar a prescrição. desde que não atropelem o curso regular da instrução.296/96).

o juiz tem o deve ser no sentido de tutelar as liberdades públicas e não a investigação. 5. já que nem sempre a ciência pode oferecer à sociedade respostas conclusivas sobre a inocuidade de determinados procedimentos. que estabelece a vedação de intervenções no meio ambiente. deve ser vista com reservar. Quanto a determinação de produção de provas.10.1. tal como no caso citado. em que princípio o MP estaria alicerçado para pedir provimento jurisdicional para paralisar aquela atividade que foi autorizada pela CTNBio.5. em face do princípio da prevenção. Em que termos este licenciamento ambiental é preconizado na CF. nessa fase.10. Infrações E Sanções Administrativas 5. jurídico e científico? Qual a natureza jurídica de um licenciamento ambiental? Toda licença é precedida de EIA? 340 . O processo acusatório e o processo de partes nada têm a ver com a iniciativa probatória do juiz no processo penal. salvo se houver a certeza que as alterações não causaram reações adversas. De outro lado. 156. como mecanismo de defesa de interesses coletivos.1.9. para sanar qualquer dúvida processual. Direito Ambiental 5.10. não encontra óbice no fato de certa atividade haver sido autorizada pela CTNBio. que sejam requeridas diligências para tal fim (inciso II).1. Estudo Prévio De Impacto Ambiental E Licenciamento Ambiental. em fase de inquérito. outro argumento desfavorável a determinação de provas de ofício pelo magistrado ainda no inquérito policial refere-se à questão de manter-se a imparcialidade deste juiz para o julgamento do processo. 2) Apresente uma reflexão a respeito de impacto ambiental. O próprio CPP dispõe no seu art. já que se tem o conceito semântico. Questões do TRF1 1) O MP entrou com ACP para provocar um obstáculo judicial à produção de sementes transgênicas com parecer favorável pela CTNBio no que tange à dispensa de licença ambiental. que o juiz de ofício pode determinar produção de provas nos casos em que considerar que tal produção probatória consiste em questão de urgência ou relevância (inciso I) ou quando achar imprescindível. como um mero espectador de um duelo judicial de interesses dos litigantes.1. Questões do TRF5 5. de ofício. na medida em que não se pode admitir um juiz passivo e refém das partes. Avaliação De Impactos Ambientais. com relação à dispensabilidade da licença ambiental? Resposta: A ACP. pois. de sementes transgênicas.lança mão de poderes instrutórios.

7º. estadual ou municipal. nem o positivo nem o negativo. ou ainda uma nova espécie de ato administrativo. Resposta: Via de regra. se consistiria em ato administrativo. pode até haver duplicidade de licenciamento. nesse caso. podendo ser negativo ou positivo. As atividades de baixo risco podem ter sua licença através de outros meios. Cuidar que impacto não é dano. Nem toda licença exige o EIA. não obstante o art. que reuniria características de licença e de autorização. existem atividades e obras que terão importância ao mesmo tempo para a Nação e para os Estados e. que pode ser federal (âmbito nacional ou regional). a definição jurídica vem expressa no art. 1. Efeito ambiental é a alteração mensurável da produtividade dos sistemas naturais da qualidade ambiental. de 23. a definição de Impacto Ambiental está associada à alteração ou efeito ambiental considerado significativo por meio da avaliação do projeto de um determinado empreendimento. socioeconômico e humano. considerando-se dano sinônimo de prejuízo (que decorre do confronto do componente positivo com o componente negativo). "considera-se impacto ambiental qualquer alteração das propriedades físicas.1. ―autorização administrativa (discricionário)‖. afetam: a saúde. apenas para as atividades potencialmente causadoras de significativa degradação ambiental.‖ (Vocabulário básico de meio ambiente).86 do CONAMA. na modalidade ―licença administrativa (vinculado)‖. preconizar ser inadmissível mais de um licenciamento. A natureza jurídica do Licenciamento é de procedimento administrativo. as condições estéticas e sanitárias do meio ambiente e a qualidade dos recursos naturais". e neste caso não haveria ilegitimidade. 3) É possível. a resultante de todos os impactos. da Resolução Conama nº 237/97.Resposta: Impacto ambiental é a alteração no meio ou em algum de seus componentes por determinada ação ou atividade. como o plano de controle ambiental. as atividades sociais e econômicas. pode ser dano. é legítima ter licenciamentos múltiplos? O STJ Resp 588022 entendeu que podem existir várias espécies de licenciamento sobre um mesmo empreendimento. direta ou indiretamente. resultante de uma atividade econômica. foi o que restou decidido no REsp 588022. diferente do sentido técnico pode ser definida como ―a estimativa ou o julgamento do significado e do valor do efeito ambiental para os receptores natural. Já a natureza jurídica da licença ambiental é objeto de muitas divergências na doutrina. a biota. o licenciamento ambiental é feito de acordo com a preponderância do interesse. 341 . Entretanto. causada por qualquer forma de matéria ou energia resultante das atividades humanas que. com o fim de obtenção de licença ambiental. 1º da Res. a segurança e o bem-estar da população. a definição semântica. mais simples que o EIA. quando negativa. químicas e biológicas do meio ambiente.

6) Art. no que se refere às de natureza patrimonial. tratando-se o art. proteção e recuperação do meio ambiente. embora de natureza penal. 225. que remete à legislação administrativa (―licença outorgada pela autoridade competente‖). As penalidades administrativas são transmissíveis aos sucessores. até mesmo porque trata-se de norma penal em branco. a titularidade coletiva dos bens ambientais exigem a publicidade dos atos que impliquem na potencial degradação. a publicidade requerida pela natureza dos bens jurídicos envolvidos deve vir em primeiro lugar. §1º. Lei 9605 cumulada com o art. III da CF). Considera-se inválida esta penalidade administrativa em decorrência do princípio da legalidade estrita quando uma autoridade administrativa autua um empreendimento com base no art. No caso de Áreas de Preservação Permanente. 342 . através de audiências públicas com a comunidade que será afetada pela instalação do projeto. 5) Pode o poder público extinguir APA’s.‖ No caso. gozo. Art. bem como em face da independência da responsabilização nas esferas civil. 70. ―considera-se infração administrativa ambiental toda ação ou omissão que viole as regras jurídicas de uso. através de decreto? A supressão somente mediante lei. III da CF. promoção. 46 de espécie de regra jurídica. entretanto. 46 desta lei. segue o princípio da simetria. a criação e extinção de institutos. até o limite da herança. só podem ser extintas por lei. Resposta: Via de regra. 70. aprovada pelo parlamento. Remete a uma norma administrativa em branco o art. no direito brasileiro. 225. Recente jurisprudência do STJ. penal e administrativa. é extinto pela mesma modalidade de ato administrativo que o criou. ainda que tenham sido criadas mediante decreto do poder executivo. por exemplo. ou seja. 46 da Lei 9605? As penalidades administrativas ambientais são transmissíveis aos sucessores? Resposta: Segundo o art. é possível ser feita uma autuação com sabe no referido dispositivo. O EIA deve permitir a participação pública na aprovação de um processo de licenciamento ambiental que contenha este tipo de estudo.4) O EIA pode ser sigiloso para evitar especulação imobiliária? Resposta: Ainda que a especulação imobiliária não seja uma consequência esperada pela realização de alguma obra ou empreendimento. por disposição constitucional (Art. §1º. 70.

sob pena de revogação do ato. Ex. incluindo as medidas de controle ambiental e demais condicionantes. é preciso obrigatoriamente um engenheiro agrônomo? Tem que ser feito o estudo por uma equipe multidisciplinar? Resposta: A elaboração do EIA deve ficar a cargo de uma equipe multidisciplinar formada por técnicos nos diversos setores necessários para uma completa análise dos impactos ambientais positivos e negativos do projeto. entretanto. São três as espécies de licenciamento ambiental. é comum a sua presença na equipe. engenheiro florestal. com as medidas de controle ambiental e condicionantes determinados para a operação. ou seja. biólogo.concedida na fase preliminar do planejamento do empreendimento ou atividade aprovando sua localização e concepção. 9) No processo administrativo ambiental há a inversão do ônus da prova? Resposta: Em processos judiciais. daí decorre a inversão do ônus da prova em matéria de comprovação do dano ambiental. pois as condições exigidas no licenciamento devem ser mantidas não só na instalação. 8) No EIA. que se mostrarem adequadas no caso concreto. para confecção de um estudo detalhado sobre a obra ou atividade. da qual constituem motivo determinante. Licença de Instalação (LI) autoriza a instalação do empreendimento ou atividade de acordo com as especificações constantes dos planos. o ônus da prova sobre fatos constitutivos do direito. é do autor. poderão ser exigidas novas condições. atestando a viabilidade ambiental e estabelecendo os requisitos básicos e condicionantes a serem atendidos nas próximas fases de sua implementação. etc. programas e projetos aprovados. após a verificação do efetivo cumprimento do que consta das licenças anteriores. Ademais após o fim da validade da licença.autoriza a operação da atividade ou empreendimento. mas durante todo o funcionamento do empreendimento.º 237/97 do CONAMA. as quais encontram-se previstas na Resolução n. Licença de Operação (LO) . via de regra.: é possível a elaboração de um EIA por um conjunto de geografo. Licença Prévia (LP) .7) No direito ambiental o licenciamento gera direito adquirido? Quais são as espécies de licenciamento ambiental? Resposta: Não há direito adquirido. Tendo em vista que uma análise completa normalmente requer a presença desses profissionais. a o titular do empreendimento é que tem o ônus de provar que 343 . não é requisito necessário a elaboração conjunta com um agrônomo.

através de audiências públicas com a comunidade que será afetada pela instalação do projeto.não houve dano. deferiria? Resposta: 344 . Apesar de envolver um juízo discricionário (técnico e valorativo). o primeiro passo para a concretização do dano ambiental. Questões do TRF2 1) Para que haja a concessão de uma licença ambiental é preciso estudo de impacto ambiental necessariamente? Caso fosse instado a determinar a suspensão de licença ambiental pela ausência do estudo preliminar/anterior. o ônus. tal qual a dispensa do licenciamento ambiental. para não causar especulação imobiliária? Resposta: Ainda que a especulação imobiliária não seja uma consequência esperada pela realização de alguma obra ou empreendimento. referentes à parte vinculada do ato administrativo. ou pode ser sigiloso. De outro lado. essa decisão pode ser controlada através da ação civil pública. o ato pode ser objeto de apreciação pelo juiz. naturalmente. também deve ser levado em conta o princípio da inafastabilidade do controle jurisdicional. não havendo que se falar em inversão do ônus da prova neste caso. tal como nos processos judiciais. além dos aspectos legais. 5.1. essa inversão pode se dar ou não. O EIA deve permitir a participação pública na aprovação de um processo de licenciamento ambiental que contenha este tipo de estudo. normalmente. Já em processos administrativos ambientais. a titularidade coletiva dos bens ambientais exigem a publicidade dos atos que impliquem na potencial degradação. que inicia o processo e a quem cabe comprovar as informações trazidas no pedido de licença. já recai sobre o empreendimento licenciante. Tratando-se de processo na qual se busca reparação por dano ambiental. Já se ocorrer em um processo de licenciamento. visto que a derrogação indevida desse instrumento significa. 11) O ato da administração de dispensa do licenciamento ambiental pode ser controlado pelo Poder Judiciário? Resposta: Sim. e pelos mesmos motivos. por exemplo. a publicidade requerida pela natureza dos bens jurídicos envolvidos deve vir em primeiro lugar.10.2. segundo o qual é garantida a necessária tutela estatal aos conflitos ocorrentes na vida em sociedade. apesar de se tratar de decisão discricionária. 10) Qual o pressuposto para o EIA? O EIA é sigiloso. que deve considerar os valores constitucionais de proteção ao meio ambiente. a inversão ocorrerá.

O RIMA tem como fim proporcionar o acesso do público em geral. apenas para as atividades potencialmente causadoras de significativa degradação ambiental. função que não pode ser suprimida. bibliografia (textos). 4) Como o juiz. Já o RIMA é um relatório conclusivo que traduz os termos técnicos para esclarecimento. As atividades de baixo risco podem ter sua licença através de outros meios. da sociedade. impõe uma análise casuística. propondo condições para sua implantação e qual o procedimento que deverá ser adotado para sua construção. nem sempre é necessária sua realização. que deverá lavrar auto de infração. ou ainda pelo Judiciário. conclui-se que o RIMA só poderá ser dispensado quando o EIA o for também. bibliografia (textos). não havendo o RIMA para a obra. Este relatório é responsável pelos levantamentos e conclusões. Assim. em face da patente ilegalidade verificada. A questão referente à suspensão da licença. bem como estudo das prováveis consequências ambientais que podem ser causados pela obra. é possível o embargo da obra pela própria Administração. mais simples que o EIA. analisando o Impacto Ambiental.Nem toda licença exige o EIA. Resposta: O EIA é responsável por dizer a respeito da coleta de material. de natureza mais técnica. restaria patente a ilegalidade da dispensa. sem prévio EIA. sendo prevista a exigência do EIA/RIMA para a licença. entendendo o judiciário pela sua necessidade. Trata-se de documento trás de maneira sucinta e acessível a conclusões obtidas no EIA. pois. devendo o órgão público licenciador analisar o relatório observando as condições de empreendimento. conforme delineado. 5) Diferença de EIA e RIMA. plano de manejo e plano de recuperação de área degradada. Este estudo tem por finalidade analisar os impactos causados pela obra. ou ainda que não exigido pela administração. analise. analise. 3) O RIMA pode ser dispensado? Resposta: O RIMA é documento que sempre deve acompanhar o EIA. à informações do EIA. Caso fosse impositiva a elaboração do EIA. bem como estudo das prováveis consequências ambientais que podem ser causados 345 . essa pode ser embargada? Resposta: Sim. 2) Qual a diferença entre Estudo de Impacto Ambiental e Relatório de Impacto ao Meio Ambiente? Resposta: O EIA é responsável por dizer a respeito da coleta de material. como o plano de controle ambiental.

lacem matérias ou energia em desacordo com os padrões ambientais estabelecidos. Este relatório é responsável pelos levantamentos e conclusões. afetem desfavoravelmente a biota. criem condições adversas às atividades sociais e econômicas. afetem as condições estéticas ou sanitárias do meio ambiente. afetem desfavoravelmente a biota. 8) EIA e RIMA. Já a poluição é a degradação da qualidade ambiental resultantes de atividades que ou indiretamente: prejudiquem saúde. propondo condições para sua implantação e qual o procedimento que deverá ser adotado para sua construção. a segurança e o bem estar da população. Este estudo tem por finalidade analisar os impactos causados pela obra. Resposta: Esta diferenciação pode ser obtida dos conceitos trazidos pela Lei nº 6. a poluição é uma espécie qualificada da degradação. 7) Há relação de gênero e espécie? Resposta: Sim. analisando o Impacto Ambiental. notadamente.938/81 (Política Nacional do Meio Ambiente). afetem as condições estéticas ou sanitárias do meio ambiente. criem condições adversas às atividades sociais e econômicas. que prejudiquem saúde.pela obra. 6) Diferença entre degradação e poluição ambiental. a segurança e o bem estar da população. devendo o órgão público licenciador analisar o relatório observando as condições de empreendimento. A poluição agrega ao conceito de degradação o fato de ser resultante de atividades humanas. Pode exigir-los para o meio ambiente artificial? Resposta: 9) Pode o ambiente artificial ser objeto de poluição? Resposta: 10) É positivado o conceito de poluição? Resposta: 346 . lacem matérias ou energia em desacordo com os padrões ambientais estabelecidos. Degradação é a alteração adversa das características do meio ambiente. Já o RIMA é um relatório conclusivo que traduz os termos técnicos para esclarecimento.

11).10. Resposta: 5.1.11.3. Direito Internacional Público e Privado 5.5. Questões do TRF5 5.1.1. Zona Econômica. Mar Territorial E Zona Contígua. Existe também uma lei brasileira de 1993 que fala sobre os limites territoriais? Resposta: 2) Qual a relação que o senhor faz a esta zona econômica e a plataforma continental? Resposta: 3) O que é direito de passagem inocente? Convenção de Montego Bay.10. E nos estreitos e águas interiores com relação ao direito de passagem inocente? Resposta: 4) Princípio da Liberdade em auto mar. Questões do TRF1 1) O que o senhor entende como zona econômica exclusiva? E que tratado discorre sobre? Convenção de Montego Bay.10.1. Alto Mar 5. Questões do TRF3 5.1. Plataforma Continental.11.4. Questões do TRF4 5.Diferença entre degradação e poluição. existe restrições em alto mar a esta liberdade? Estes limites seria uma forma de impor esta liberdade desde que para fins pacíficos? Limite é que você pode usar e transitar pacificamente? Resposta: 347 .1.11.

Questões do TRF4 5. verdade e conhecimento são sinônimos? Resposta: 2) Qual a diferença entre a regra moral. Questões do TRF3 5.5. Questões do TRF4 5.1.2.1.3.1.12. Questões do TRF3 5.11.12.5. Questões do TRF2 5.1. regra de trato social e regra jurídica? Resposta: 5.12.1.1. Questões do TRF5 348 .2.1.11.1.12.12.4.5.1.11. Questões do TRF2 5.1. Questões do TRF1 1) Realidade.12. O Fato Jurídico Como Espécie Do Gênero Fato Social 5.11.12.1.3. Questões do TRF5 5.4. Sociologia do Direito 5.

4.13.5. Questões do TRF3 5.13.13.1. Psicologia e Teoria Geral . Questões do TRF2 1) Pode-se dizer que direito político é uma modalidade de direito humano? O exercício da cidadania ativa e passiva é forma de direito humano? Os direitos políticos podem ser objeto de alguma restrição ou limitação? E.1. estar-se-ia afetando os direitos humanos ou eles são intangíveis? Se recorda de alguma restrição ou limitação no que concerne aos direitos políticos? A interdição de uma pessoa natural pode afetar.13.Qual a razão desta introdução no concurso para a magistratura? Resposta: 5. Sociologia. Questões do TRF1 1) O que é justiça? Resposta: 2) Filosofia.3.13.1.5. Questões do TRF4 5.1.1.13. por via reflexa. restringir ou limitar os direitos políticos? Resposta: 2) Por que uma pessoa penalmente condenada com transito em julgado tem seus direitos políticos restringidos por determinado período? O que justificaria esta limitação? O que o legislador Constituição teoricamente ponderou? Resposta: 5.1. Filosofia do Direito 5. Questões do TRF5 349 .13. A Justiça Como Valor Jurídico Político 5.2.1.

1.e o desenvolvimento .6.1. opine como magistrado o que deve prevalecer. encerra um princípio ou uma regra? E a partir desta premissa se admite a LC 135 como instrumento normativo válido? Resposta: 6. Princípios E Métodos De Interpretação Da Constituição 6. Questões do TRF2 1) Na contraposição entre a defesa do meio ambiente . Nesta situação. Direito Constitucional 6. da CF. É direito e dever de quem? Resposta: 350 .que é também um dos tópicos dos objetivos do Estado brasileiro .1.1. Ponto 06 6.1.1.1.dentro de um caso concreto: uma região necessita de uma grande obra. 16.1. Resposta: 2) Princípios constitucionais sobre ensino. mas que irá alterar o meio ambiente. Questões do TRF1 1) Qual a importância dos princípios no neopositivismo? Pode se resolver um caso concreto no âmbito do direito público à luz da aplicação dos princípios submetido ao Poder Judiciário? Resposta: 2) Qual seria a distinção entre princípios e regras constitucionais? Resposta: 3) Eu posso ter conflito de regras dentro da CF e não ter com princípios? Resposta: 4) Art.que está inscrito como sendo uma garantia de bem estar como uma das preocupações do Estado brasileiro . ou causando-lhe algum dano.2.

dentro do propósito da Constituição de exercer a cidadania daqueles que não creem ou creem de uma forma diversa de religiosidade desta que seria encarnada por um deus? Resposta: 6. da sociedade que teria uma crença religiosa. um debate dentro da Câmara.1.4. onde têm fundamento legal? Resposta: 5) Qual a sua ideia de Constituição e como deve ser interpretada? Resposta: 6) A CF é adequada ao nosso tempo? Resposta: 7) Um dos episódios marcantes durante a Assembléia Nacional Constituinte: a expressão no preâmbulo “promulgamos sobre a proteção de Deus a seguinte Constituição da República” gerou uma discussão.1.1. pois se estaria vinculando a Constituição a uma parcela.3.3) É possível a censura prévia e a posterior? Resposta: 4) Direito de reposta e direito à indenização por danos à imagem. majoritária ou não. Questões do TRF3 1) Quais espécies de interpretação conforme são cabíveis? Resposta: 6. Questões do TRF4 351 .1. Saberia explicar porque então prevaleceu este trecho e se seria adequado.

2.2. Legislação Tributária: Vigência No Tempo E No Espaço – Aplicação Hermenêutica Tributária – Lei Interpretativa .1.1.6.1. Distinga a interpretação das leis da interpretação das normas constitucionais. qual a ferramenta mais adequada? Se dar uma interpretação restrita ou estrita? Resposta: 5) O emprego da equidade pode resultar na dispensa de um tributo? Resposta: 352 .1.2. fazendo uma comparação com a hermenêutica jurídica.1.Interpretação E Integração Da Legislação Tributária No Código Tributário Nacional 6. Questões do TRF5 1) Discorra sobre hermenêutica constitucional. Resposta: 6. se é que há diferença? Resposta: 4) Como se interpreta a regra de imunidade tributária. Direito Tributário 6. Questões do TRF1 1) O que ocorre se vier a ser revogado a lei que fixa um determinado lançamento? Resposta: 2) Qual o regime jurídico da lei meramente interpretativa no direito tributário? Qual a polêmica que veio a lume com a LC 118 sobre este diapasão? Qual a solução do que o STJ deu para esta polêmica? Resposta: 3) O CTN preconiza a interpretação literal. ela é restritiva ou estrita.5.

o regime jurídico da lei tributária meramente interpretativa? Resposta: 353 . em terceiro. em termos técnicos. o senhor saberia me dizer o que seria isso? Quanto à hermenêutica tributária? O que significa interpretação econômica do direito tributário? Resposta: 7) Me dê exemplo de interpretação legítima pró-fisco e interpretação legítima prócontribuinte? Resposta: 8) Há uma hierarquia em matéria de interpretação. qual seria a consequência disto no neopositivismo? Eles estariam abaixo da lei tributária em sentido estrito? Os princípios estão em terceiro lugar na legislação tributária? Resposta: 9) Quais os limites do domínio de direito privado em relação ao direito tributário. porque o direito privado detém certo privilégio em relação ao direito público? Resposta: 10) Porque as isenções merecem interpretação literal? Qual a essência da isenção? Resposta: 11) O que se entende por interpretação benigna no direito tributário.6) Desde a obra de Baleeiro dentro outros. neste caso para quais institutos se aplica esta técnica hermenêutica? No campo do direito tributário punitivo? Resposta: 12) Qual seria. quando se usa. há a noção do princípio da interpretação econômico no direito tributário. e os princípios tributários vem em sequência da lei.

13) O senhor crê que o dispositivo do CTN no que remetente a retrooperância do texto normativo tributário seria inconstitucional? Resposta: 14) Cogita-se no Brasil da chamada interpretação econômica no direito tributário? Não seria a negação do direito. a geração de certa insegurança jurídica? Resposta: 15) O senhor poderia distinguir interpretação ampliativa e integração por equidade? E a analogia? Resposta: 16) Como se interpreta uma regra de imunidade no Direito Tributário? Resposta: 17) Quais os instrumentos de integração na ordem tributária? Resposta: 18) No Direito Tributário a proporcionalidade é um princípio ou um método de interpretação do outro princípio da capacidade tributária? Resposta: 19) Norma legal que altera prazo de recolhimento de tributo se sujeita ao princípio da anterioridade? Resposta: 354 .

distinguindo vigência formal e vigência material. média e mínima) Resposta: 5) A lei tributária que não majore nem institua tributos também devem observar essas limitações? Qual o prazo de vigência dessas leis? Poderá ter vigência extraterritorial? Qual o pressuposto para isso acontecer? Resposta: 6) O direito tributário trabalha com a retroatividade? Também se aplica a retroatividade máxima.6. poderá cobrar o tributo? Resposta: 355 . Resposta: 2) Entra nesse conceito a figura da eficácia? Resposta: 3) Há alguma peculiaridade em relação às leis tributárias no que tange à eficácia? Resposta: 4) O somatório da anterioridade com a anterioridade nonagesimal levou a uma classificação.2. se a Administração reconhecer erro.2.1. Questões do TRF2 1) Conceito de vigência da lei tributária. média e mínima? Resposta: 7) Quando se considera definitivamente julgado no âmbito administrativo? Pode ser cogitada a coisa julgada administrativa no âmbito tributário? Resposta: 8) Passados mais de 5 anos. Qual seria? (anterioridade máxima.

1º da LICC? Resposta: 11) Revogação de isenção. média e mínima? Resposta: 16) A doutrina apresenta algum equívoco quanto ao IPI por ele ter que observar a noventena e não a anterioridade? 356 . aplica o art. III.9) É possível o direito tributário ter um conceito próprio de locação ou deve observar o Código Civil? Como se trabalharia com as figuras dos arts. 1º da LICC ou o art. 150. “b” ou “c” da CRFB/1988? Resposta: 12) Aplica-se a figura do novatio legis in mellius no direito tributário? Resposta: 13) Tem algum limite de retroação? Resposta: 14) Pode falar em abolitio criminis em direito tributário? Ele se refere à penalidade ou à própria infração? Teria algum limite? Seria infração formal ou material? Qual a diferença entre elas? Resposta: 15) A Lei tributária tem aplicação imediata? Qual a distinção entre anterioridade máxima. 109 e 110 do CTN? Qual seria o destino desses artigos? Poderia haver uma locação de bens móveis incidindo ISS? Resposta: 10) A norma tributária é avessa ao art.

Por quê? Resposta: 23) Restritiva X literal.Resposta: 17) No fato gerador presumido. a legislação tributária tem aplicação imediata? No âmbito de qual instituto? Resposta: 18) Fale sobre os problemas de compatibilidade entre Tratados internacionais tributários e leis tributárias. há diferença? Resposta: 20) Lei complementar. qual a diferença? Resposta: 24) Pode aplicar a novatio melius? Qual o marco para sua aplicação? Resposta: 357 . Resposta: 19) Lei complementar tributária e norma complementar tributária. Está contido ou não está expresso no CTN? Resposta: 21) Qual a peculiaridade da eficácia no campo tributário? Resposta: 22) Caso de exclusão de crédito tributário como se interpreta? (Melhor seria restritivamente).

Questões do TRF3 6. Existe um núcleo pacífico de serviços públicos? Resposta: 4) Cabe arbitragem em matéria de concessão de serviço público? Resposta: 5) A gratuidade é um princípio do serviço público? Resposta: 358 . qual a relevância da escola e Bordeaux (escola do serviço público) no trato do tema.6.1. Direito Administrativo 6.2.2. Questões do TRF1 1) As empresas públicas podem gozar de privilégios fiscais? Resposta: 2) Sobre serviços públicos.1.3.1.1.3.1. capitaneada por Duguit e Geze? Resposta: 3) Sobre o conceito de serviços públicos há dissensos doutrinários.1. Questões do TRF4 6.2.4.3.3.5. Serviços Públicos E Atividades Econômicas Do Estado 6. Questões do TRF5 6.

por exemplo? Agência dos Correios seria um exemplo de franquia? Resposta: 7) Como se trata juridicamente a greve na questão do serviço público essencial? Resposta: 8) Como as empresas públicas realizam a contratação de pessoal? Resposta: 9) Como se formaliza uma concessão de serviços públicos. Resposta: 11) Dentre estas novas figuras relacionadas à concessão de serviço público.6) Dentre as novas formas de concessão de serviço público. nova figura elencada pela doutrina. como os tribunais interpretam hoje o direito de greve nos serviço públicos? Resposta: 13) Como se remunera uma concessionária de serviço público? Resposta: 359 . existem duas novas modalidades. há destaque para o arrendamento e franquia de serviços públicos. o arrendamento e a franquia. quais os requisitos? Resposta: 10) Conceitue encampação. dê um exemplo destes dois? Portos organizados. o senhor saberia me distinguir estas duas? Resposta: 12) Considerando a essencialidade dos serviços público.

3. e não de um direito? Resposta: 16) O que é uma concessão de obra pública que é estudado dentro do serviço público? Resposta: 17) Como se dar a intervenção na concessão de um serviço público? Resposta: 18) O que seria a caducidade? E o que a diferenciaria da encampação? O Poder Público pode assumir as obras e serviços também? Resposta: 19) Consequência básica de não pagamento de serviço público essencial? Resposta: 20) Qual a distinção básica entre a concessão e permissão do bem público? Resposta: 6.1. Questões do TRF2 1) Diferença da natureza jurídica das concessões e permissões.2.14) Como se denomina a espécie concessionária quando integralmente remunerada pelo Poder Público? Resposta: 15) Arrole um dever de usuário do serviço público. 360 .

1. Questões do TRF3 6.3. discorra.Resposta: 2) Qual a diferença entre concessão e permissão de serviço público? Existindo diferenças. Questões do TRF5 01) Serviço público.1.4. ela é em relação à natureza jurídica ou seus efeitos jurídicos? Resposta: 3) Quais são os valores que permeiam o controle da concentração da atividade econômica? Resposta: 4) O que é encampação? O concessionário pode pleitear indenização? Resposta: 5) Arrendamento é uma forma de permissão de serviço público? Resposta: 6) Relação de consumo e serviços públicos. Resposta: 6.5.1.3. permissão de serviço público e permissão condicionada. discorra. Questões do TRF4 6.3.3. Resposta: 361 .

1. Direito Penal 6. como se denomina este juízo que a autoridade policial tem. Intervenção Do Ministério Público 6. caso contrário existira abuso. Atribuições Da Autoridade Policial. Inquérito Policial.4.1. como se chama estes juízo? Pode se decretar nulidade em IP? No caso de crime de ação penal privada o delegado pode instaurar de ofício o IP? Havendo dúvida sobre a materialidade pode se instaurar o IP? E para a pronúncia.4.4.6. como se denomina? A autoridade policial pode emitir juízo de valor no IP? Ele só pode instaurar um IP havendo noticio de fato definido como crime.1. ele pode ser pronunciado? Resposta: 2) O Inquérito pode ser dispensado? Resposta: 3) Há contraditório no IP? Resposta: 4) Os direitos fundamentais do acusado está protegido no IP? Resposta: 5) O MP pode investigar? Resposta: 6) O juiz pode condenar tão somente baseado pelo IP? Resposta: 362 . Garantias Do Investigado. Inatividade No Processo Penal. Questões do TRF1 1) Qual a natureza jurídica do inquérito policial? É processo ou procedimento? Qual a finalidade do IP? O IP perquire o que? Que peça é elaborada para a formação do IP? A parte final do IP. havendo dúvida sobre a materialidade. então ele tem algum juízo.

o juiz pode sopesar estes elementos com a prova judicializada? Resposta: 363 . qual o procedimento do juiz? Resposta: 10) Quando o MP é inerte quanto ao prazo do oferecimento da denúncia é permitido ao ofendido a queixa substitutiva. afastando uma parte da prova judicializada. e parte do IP. mas que elucidativo. tendo em vista o conceito de prova e a natureza do IP? O juiz pode sustentar a sua convicção em elementos do IP? Um depoimento prestado na polícia. ele traduz uma certeza da imputação? Resposta: 13) Qual a interpretação da nova dicção do art. ele está impedido de oferecer denúncia? Resposta: 9) Quando o MP pede o arquivamento do IP.7) O MP pode requisita a instauração ou pode instaurar o IP? Resposta: 8) E o MP quando investiga. 155 do CPP? Se o juiz decidir calcado na prova judicializada. em que feito sem a presença do advogado e sem contraditório. está correta esta interpretação de exclusivamente. em parte. mas e no caso do MP pedir o arquivamento do IP? Resposta: 11) Conceitue IP. tendo em vista uma interpretação conceitual. Resposta: 12) E o IP ao ser concluído.

4. e ela subsiste depois da CF/88? Resposta: 17) Na fase inquisitorial. Questões do TRF2 1) O art.14) Qual o nome da peça em que o IP é concluído? No caso de ação penal privada é entregue a quem? Resposta: 15) Qual a diferença entre noticia crime e representação? A noticia crime pode ser anônima para a instauração do IP? Nos crimes de ação penal pública incondicionada? É o mesmo procedimento para ação penal pública condicionada e privada? Resposta: 16) Qual a outra condição de procedibilidade além da pública condicionada à representação.1. 20 do CPP trata do sigilo: ainda é vigente ou não? Resposta: 364 . quais as garantias do investigado? Resposta: 18) A autoridade policial pode determinar o arquivamento do IP? Resposta: 19) Nos crimes de ação penal privada a noticia informal do crime é suficiente para instauração do IP? Resposta: 6.2.

8137? Em que momento se pode deferir a cautelar? Resposta: 6.5.1. Questões do TRF4 6.2) Há diferença entre sigilo interno e externo? Por que razão se daria esse sigilo a outras autoridades? Resposta: 3) É legítimo ao delegado emitir certidão.4.4.4. Questões do TRF5 365 .1.1. Questões do TRF3 1) É possível interceptação telefônica diante da L.4.3. ele pode negar esta certidão de inteiro teor em vista do sigilo? Resposta: 4) Qual o instrumento utilizado pelo delegado para negar a informação? Resposta: 5) Há diferença entre sigilo interno e externo? Por que razão se daria esse sigilo a outras autoridades? Resposta: 6) Investigação pode ser feita diretamente pelo Ministério Público? Resposta: 6.

que é menor e após o nascimento desta.5. um deficiente que recebeu esta vantagem terminou tendo um filho.1. pode abono anual? Décimo terceiro? Resposta: 2) Esse benefício pode ser transferido? Como juiz. Direito Previdenciário 6.Lei N. este implementando o seu tempo de contribuição ele aposenta com que idade mínima? Resposta: 5) A quem pode ser concedido o benefício assistencial na LOAS? Resposta: 366 . 8.742/1993 (Loas): Aspectos Previdenciários E Sociais 6. Tempo De Serviço .5. há uma distinção com tempo de serviço urbano. a quem pode ser concedido? Basta ser portador de deficiência para ser portador deste benefício? Este tipo de benefício é de prestação continuada. Questões do TRF1 1) A CF/88 garante a concessão de um benefício assistencial. o pai falece. e que este é anterior à morte do beneficiário.5. mas digamos que nós tivéssemos uma situação de morte e após a morte se apurasse que houve uma correção no benefício que é de um salário mínimo. os seus herdeiros teriam algum direito de pagamento à diferença? E se a lei do LOAS não prevê esta situação.6. que solução o senhor daria se houvesse um pedido recusado pela previdência de pagamento de pensão à esta criança? Resposta: 3) Esse benefício não pode ser objeto de pensão ainda que por menor impúbere. mas mesmo no campo há uma contagem diferente para trabalhador rural e para produtor rural.1. qual o diploma legal que vai regular o reconhecimento deste direito? Resposta: 4) No que diz respeito a tempo de serviço rural.1.

1. Questões do TRF4 6. quem seria este comercialista? 367 .6. Direito Civil 6. teria direito ao amparo social (LOAS)? Ele se enquadra aos assemelhados.5.1. também estejam nas mesmas condições? Resposta: 7) O amparo social (LOAS) é um benefício transferível? E se o beneficiário falece antes de receber três parcelas que já estão depositadas no banco? Resposta: 6.5.1.2.5. Obrigação Natural 6. Questões do TRF1 1) Com relação à pessoa jurídica.1.5. Questões do TRF3 6. Questões do TRF2 6.6) Um portador do vírus HIV.6.1.1. O CC adota qual? Fala sobre a existência legal das pessoas jurídicas.3. Resposta: 2) Atribui-se ao Direito Alemão o início do instituto da desconsideração da personalidade.6. Questões do TRF5 6. Vossa Excelência se recordaria? Resposta: 3) No Brasil atribui-se a um grande comercialista numa grande conferência feita em 1960.5. preenchido os requisitos de pobreza. fale sobre a Teoria Jurídica ou Institucionalista. Pessoas Jurídicas. que mesmo não tenham deficiência física.1.4.

814 do CC/2002. ou cumprir outra obrigação juridicamente inexigível? Leia o art. que jogo é esse? Resposta: 7) O que é uma fundação? 8) Este artigo 62. Qual a interpretação que o senhor faria entre a dívida prescrita e a obrigação judicialmente inexigível? Existiriam outras dívidas que seriam enquadradas como obrigação judicialmente inexigível? A doutrina diz que este artigo deveria ser entendido.Este jogo. 882 CC/2002. há a dissolução da sociedade? Resposta: 368 .. leia. § único. Qual a posição da doutrina sobre este parágrafo. “ele diz que é dever extrajurídico” (seria uma pergunta?) e “a lei ignora as obrigações naturais até o momento em que a prestação é cumprida”..Resposta: 4) Rubens Requião defendia que a desconsideração poderia ser autorizada? Resposta: 5) Fernando Noronha é uma autoridade em matéria de obrigação natural. Faça uma explanação sobre estas duas afirmações. Resposta: 6) Leia o art. Este artigo tem uma palavra a menos. é um rol taxativo ou exemplificativo? Resposta: 9) O que se exige para uma pessoa jurídica estrangeira se estabelecer no Brasil? Resposta: 10) No caso de desconsideração da personalidade jurídica.

pessoa jurídica se divide dentre outros em corporação.2. Tem sócio? E associado? Se admite a desconsideração da pessoa jurídica nas associações? Resposta: 3) Quanto à estrutura interna. nesse caso. tem necessidade de laudêmio? Resposta: 6. Resposta: 6) Porque se fala que a obrigação natural tem uma proteção negativa? Resposta: 7) Incorporação de pessoa jurídica e uma delas tem área enfitêutica à União.6.1.1. Questões do TRF2 1) Quais são as pessoas de Direito Privado? Recentemente houve alguma mudança? Resposta: 2) Conceitue Fundação.3.6. o que é uma corporação? Esta se opõe a que ideia? Resposta: 4) O que seria uma sociedade nacional? E a estrangeira para o CC? Resposta: 5) O que seria a Universitas Bonorum? E a Universitas Personarum? Exemplifique. Questões do TRF3 369 .6.

1.7. Questões do TRF5 01) Como se classificam as pessoas jurídicas de direito privado e como elas se classificam? Resposta: 02) A associação pode ter fim econômico? Resposta: 03) Os partidos e as entidades religiosas poderiam ser classificadas como associações? Resposta: 04) Atualmente.6.6. tivemos alguma alteração no rol das pessoas jurídica? Resposta: 05) Quais os limites a teoria da desconsideração da pessoa jurídica (teoria da penetração) na relação civil? Resposta: 06) O STF registrou que no CC as hipóteses de desconsideração seriam classificados em objetiva (confusão patrimonial) e subjetiva (desvio de finalidade). Arrendamento Mercantil 6.7. Comente. Questões do TRF4 6.1. mas a doutrina critica esse conceito.4.7.5.6.1. Direito Empresarial 6.1. Resposta: 6. Questões do TRF1 1) Fale sobre o leasing para compra de automóvel e a posição do STJ Resposta: 370 .1.

Prova De Fato Negativo. e se essa prova do direito penal. Fontes E Meios.7. Objeto Da Prova. O Ônus Da Prova. Inspeção Judicial.7.1. Depoimento Pessoal. Prova Testemunhal.7. interceptação telefônica.6. Prova Documental. ela é aplicada ao processo civil? O senhor não admitiria uma ação rescisória no juízo cível? Resposta: 3) A inversão do ônus da prova em matéria do direito ambiental o que o senhor acha? Resposta: 371 .8.8. O Juiz E A Produção Da Prova. Questões do TRF1 1) Em que consiste a prova tarifada de acordo com os arts.4. Hierarquia.5.3. Classificação Da Prova. Provas Ilícitas. anos depois. Questões do TRF3 6. Interrogatório Das Partes.7. Procedimento Ordinário – Fase Instrutória. Questões do TRF5 6.2.1. Teoria Geral Da Prova.1.1. esta teoria dos frutos da arvore envenenada.1.8. Resposta: 2) No processo civil eu posso utilizar a prova emprestada. Audiência De Instrução E Julgamento 6. Questões do TRF2 6. Direito Processual Civil 6. 332 e 131 do CPC? Relacione-a com relação às provas imorais e ilegítimas. Questões do TRF4 6. é considerada uma prova ilícita.1. Prova Pericial.1. isso acontece muito em matéria de reparação em dano material. Vamos supor que um servidor foi punido com base numa prova emprestada.

quais as teorias que existem em matéria de prova? Resposta: 8) No ordenamento jurídico prático qual das teorias foi escolhida para figurar no direito brasileiro? Persuasão Racional. que tipo de impugnação é essa? Resposta: 6) Esta audiência de instrução e julgamento provoca a vinculação do magistrado? E se a instrução foi realizada por três magistrados? O CPC fala no que conclui a instrução. os incidentes gerados provocam a possibilidade de impugnação recursal. Resposta: 9) A legislação atual revela poder o magistrado deixar de julgar por ausência de prova? O senhor não acredita que pode haver preclusão para as partes em matéria de prova.4) O senhor poderia me dizer no que tange ao ônus da prova o que prevalece no direito brasileiro em relação ao dever de provar? Resposta: 5) E as impugnação existente no âmbito da audiência de instrução e julgamento. ou depois de realizado esta eu posso marcar nova audiência para colher depoimento em novo interrogatório? Resposta: 372 . em que se protesta por todos os meios de prova e mesmo passada a instrução probatória as partes se quedaram silentes? Resposta: 10) Em relação ao interrogatório. posso realizá-lo no final da instrução. ai não estaria vinculado? Resposta: 7) Qual a teoria que prevalece em matéria de prova. E a convicção íntima? No júri.

Resposta: 15) É possível prova emprestada no processo civil? Resposta: 16) Suponhamos que um servidor tenha sido punido por interceptação telefônica (prova) sem autorização judicial. Neste caso. me dê exemplo de prova pré-constituída? Resposta: 14) Discorra a respeito da prova emprestada no processo administrativo.11) Pode ser realizada a inversão do ônus da prova no momento sentencial? Resposta: 12) E a natureza jurídica do direito probatório? Seria um direito material ou processual apenas? Resposta: 13) Quanto à preparação temos a prova causal e a pré-constituída. Num outro momento aquela prova na ação penal foi rechaçada pela sua ilegitimidade. eu posso inverter o ônus da prova? Resposta: 373 . como ficaria eventualmente na seara cível a possibilidade de que o servidor possa se valer da nulidade da prova na ação penal para que possa ser reintegrado nos quadros da administração pública? Resposta: 17) Em relação ao consumidor. Neste caso. chega à administração pública como notícia crime e este servidor é demitido em razão de processo administrativo disciplinar.

o senhor como juiz interromperia a produção de provas e autorizaria a transação? Resposta: 24) Na fase instrutória o magistrado tem que tentar fazer conciliação. se acaba com os conflitos? A transação além de resolver problemas de prateleiras seria o melhor método? Pois no caso de instrução. e sem este início. neste caso qual a teoria que prevalece no CPC a respeito da análise das provas pelo juiz? Teoria do livre convencimento motivado? No caso do direito previdenciário. no que concerne à prova. a súmula daquela corte a respeito do início da prova material para a concessão do benefício? Resposta: 374 . afastando. a senhora concordaria com a livre convicção íntima? O STJ tem uma súmula que em matéria de trabalhador rural tem que haver um início de prova material. no momento da produção de provas. resolvendo os conflitos que são postos. como fica a convicção íntima do magistrado. pode haver um convencimento íntimo do juiz. pois. se as partes resolvessem transacionar. esta pode se dá o direito ao silêncio? Resposta: 20) E um advogado depondo como testemunha e plane(?) o sigilo profissional? Resposta: 21) Qual a teoria em matéria de provas que o CPC adotou? Resposta: 22) Existe prova tarifada no nosso ordenamento jurídico ainda? Em direito previdenciário. como ficaria isso? Resposta: 23) A atuação como juiz.18) Posso fazer a inversão no momento da prolação da sentença? Resposta: 19) Na prova testemunhal. despacho saneador.

1.3. Questões do TRF4 1) Fale sobre princípio da identidade física do juiz. e na sentença verificou-se que era caso de inversão.8.25) Pode se recusar laudo pericial por entender que este laudo é equivocado e substituí-lo? Resposta: 26) Pode-se adotar a manifestação do assistente técnico de alguma das partes? Resposta: 27) Cite dois exemplos de inversão do ônus de prova.neste caso inverte-se o ônus da prova? Resposta: 6. Direito do consumidor) Resposta: 29) Nesta inversão. foi feita uma instrução probatória.4..1.. Resposta: 375 . (Regra do ônus da prova estático art.8. 333 do CPC. Questões do TRF2 6. Questões do TRF3 1) A prova pericial é imprescindível em processo de SFH? Resposta: 2) Quem responde pelos honorários do perito nos processos de SFH? Resposta: 6.8.1.2.

1. Questões E Processos Incidentes 6. Resposta: 2) Estupro de vulnerável.1.9.9. Questões do TRF5 01) Discorra como prescrição como meio de prova. Resposta: 02) Presunção hominis. como o senhor resolve esta questão? Resposta: 3) O que se entende por questões preliminares e questões prejudiciais? O incidente de insanidade mental é questão prejudicial ou preliminar? Resposta: 376 .6. Direito Processual Penal 6. comum.8.1. e ai é sustentado também a hipótese da competência da JF para apreciar a questão e também da nulidade processual tendo em vista tratar-se de ACPC que deveria ser deflagrada pelo MP. na defesa preliminar é sustentado que a moça tem idade de 25 anos e não de 16 anos conforme certidão.5.1. é aceita? Resposta: 03) Quais as hipóteses que o juiz poderia julgar por equidade – distinção entre julgar com equidade e por equidade Resposta: 6. Questões do TRF1 1) Diferencie as exceções das prejudicialidades.9. entretanto a representante teria aforado mediante queixa e a hipótese não era de exaurimento de prazo ministerial.

92 e art. Resposta: 377 . qual a consequência no processo penal? Resposta: 7) Se o acusado for durante o processo penal for considerado sem higidez mental.4) Art. Art. Art. 92 Como se denomina esta questão prejudicial? Questão prejudicial homogênea. 93 como se denomina esta questão prejudicial? Questão prejudicial heterogênea. Nessa situação. E quando é o próprio juiz quem resolve é a questão prejudicial homogênea (incidente de falsidade documental). nem qualquer questionamento na esfera estadual. o magistrado federal criminal precisa instaurar incidente de insanidade quando essa prova é irrefutável? Não houve qualquer recurso. Resposta: 5) Quais as questões incidentais que podem ocorrer no processo penal? Este incidente de insanidade se confunde com a materialidade? Resposta: 6) A discussão da existência da elementar do crime que necessite ser constituída no cível. Questões do TRF2 1) Digamos que a defesa alegue insanidade mental do acusado e traga aos autos prova de que ele acabou de ser interditado no juízo estadual e a prova pericial foi lá realizada. qual a teoria que agasalhamos quanto à insanidade mental? Em que consiste a teoria psicológica pura? E a teoria biológica pura? Os elementos normativos se configuram de que maneira? Resposta: 6. 93.1. fale um pouco deste incidente e o laudo conclusivo positivo? Resposta: 8) Dentro da dogmática penal brasileira.2.9.

1. Responsabilidade Objetiva No Direito Ambiental.122 CPP . eu sou responsável.9. Questões do TRF1 1) Eu posso decretara desconsideração da pessoa jurídica em relação ao direito ambiental? Teoria Menor. Resposta: 2) E se o meu empreendimento for atingido por um terremoto.10. Questões do TRF4 6.3.5. A Responsabilidade Do Estado Por Dano Ambiental 6.4. O Sujeito Responsável E A Solidariedade Passiva No Dano Ambiental. Direito Ambiental 6. poderá esta decisão (do HC) ser revista em Apelação? Resposta: 6. Responsabilidade Ambiental. se for uma empresa que envolva riscos radioativos? Resposta: 3) A pretensão reparatória de dano coletivo é imprescritível? Resposta: 378 .1.10.9.No âmbito da justiça estadual a perda do bem é decretada a favor de qual ente? É correta ou não a perda a favor do Estado membro? Resposta: 6.1. Responsabilidade Por Culpa Do Direito Tradicional.10. Questões do TRF3 1) O HC pode ser usado para pleitear redução da pena fixada em sentença? Se a redução for concedida no HC.1.9.2) Art. O Dano Ambiental.1. Tutela Civil Do Meio Ambiente. Questões do TRF5 6. Formas De Reparação Do Dano Ambiental. A Responsabilidade Civil Ambiental.1.

esta responsabilidade continua a ser objetiva? Resposta: 6) A responsabilidade ambiental civil é a mesma do direito administrativo? Resposta: 7) Qual a teoria que prevalece na responsabilidade ambiental. como magistrado o senhor aplicaria qual tipo de medida? Resposta: 5) A responsabilidade civil ambiental é apenas difusa? Na responsabilidade difusa a responsabilidade objetiva. e vem um terremoto e cria um dano ambiental por causa dos resíduos. eu tenho uma empresa que produza celulose. em termos de nexo de causalidade? Resposta: 8) Qual a diferença entre a teoria do risco integral e a do risco criado. um imóvel rural.4) E se várias empresas reunidas são autoras de dano ecológico. e contra um particular. ainda teria responsabilidade esta empresa? Resposta: 10) Se um determinado imóvel no Estado do PI. haveria a possibilidade da responsabilidade em busca do adquirente do imóvel? Resposta: 379 . este imóvel rural está todo comprometido com pastagem. e qual delas o ordenamento adotou? Resposta: 9) E se houver. uma dela se imiscuindo. existe algum óbice em relação às demais? Responsabilidade solidária? Como apurar a responsabilidade ambiental em relação à reparação. adquirido por José.

o STF reconheceu que a demarcação deveria ser contínua. que tutela é essa? O que seria a Tutela Inibitória? Quais são os requisitos para a tutela inibitória? Resposta: 15) No caso o MP pode ajuizar ação perquirindo uma tutela inibitória pura. muitas destas situações. portanto pode-se afirmar que as consequências da reparação só serão por meio deste direito difuso. este instituto de tutela inibitória. com relação à ações possessórias dos fazendeiros que trabalham na terra. ou pode haver reparação por infringência de outros direitos? Resposta: 17) Qual a natureza jurídica desta responsabilidade no âmbito do direito difuso e do direito individual em relação aos danos ambientais? 380 . é compatível com a ACP? Numa ACP é possível numa tutela antecipada eu inibir um ato no âmbito ambiental? E se a outra parte alegar que não houve dano? Resposta: 13) Como se conciliaria a questão do desenvolvimento econômico e a proteção ao meio ambiente? Fale sobre o desenvolvimento econômico sustentável? Resposta: 14) Quanto à raposa serra do sol. apenas a tutela? Resposta: 16) O meio ambiente é direito difuso. e estabeleceu 19 requisitos. e se tivesse um desmatamento em que eu precisasse expedir uma tutela para impedir este empreendimento.11) A pretensão reparatória ambiental coletiva é prescritível? Resposta: 12) Explique o panorama e a influência da tutela inibitória ambiental na prevenção do ilícito ambiental? Numa ação.

hoje se fala muito da criação de um fundo para a reparação de danos ecológicos. como ocorre esta reparação numa ACP reparatório de um dano ambiental? Resposta: 19) Como é possível a responsabilização via reparação de danos como uma das alternativas. o MP entra com ACP por dano em reserva indígena. por exemplo. como o senhor agiria ao examinar a tutela antecipada tendo em vista os princípios de processo civil e de direito ambiental. provocado? Resposta: 22) Vossa excelência ao examinar uma pretensão que venha à JF. um caso fortuito acontece um dano ecológico. já que a reparação pode ser por perdas e danos. neste caso seria risco integral criado.Resposta: 18) Como ocorre a pretensão de responsabilidade civil. e vem a contestação e nega isso. já que a tutela antecipada merece uma evidência dos fatos? Resposta: 20) Na reparação ambiental qual a natureza jurídica desta reparação quanto ao dano ecológico? Resposta: 21) Se eu tenho uma empresa ao lado de um rio e em função de um fato. como juiz federal em Rondônia. qual sua postura diante de uma tutela cautelar ambiental? Ou se alegaria a ausência de periculum in mora por não haver prejuízo ainda e poder ser feita uma reparação econômica por perdas e danos? Resposta: 23) No Brasil. se tem notícia no direito comparado a respeito deste fundo? Que notícias Vossa Excelência tem a respeito deste fundo? 381 . se é possível a reparação por perdas e danos. empresa de agrotóxico. dizendo que a atividade está causando dano ao meio ambiente e comprometendo a reserva. e pede tutela antecipada.

000.Resposta: 24) Sobre a celebração de seguro para a reparação de danos ecológicos. e uma delas vem e diz que a responsabilidade é de apenas 1/5. 10% dos animais chegam a ser comercializados. acidente ecológico da Cia Vale do Rio Doce com relação a minérios. 90% morrem com o transporte. como Vossa Excelência ver isto? A prioridade é a reparação in natura? Resposta: 25) Se várias empresas em região de proteção ambiental provocam um dano ecológico e a ação proposta contra as empresas. há prescrição? Resposta: 27) Produtos geneticamente modificados – há de se perquirir a responsabilização por culpa? Resposta: 28) Na 1ª região tem Bahia de São Marcos no Maranhão.00. e em contestação a Vale alegou que era proprietária do minério mas não do navio.5 bilhões de reais no Brasil. o senhor poderia me dizer o que é biodiversidade. e o que a legislação Brasileira tem feito para conter a biopirataria? Resposta: 382 . e o agente responde por 6 meses a 1 ano e pagamento de multa de até R$ 5.00. a internet é o maior canal difusor deste crime. que tipo de responsabilidade é essa? A doutrina defende que a responsabilidade é solidária? E o que acontece com relação à empresa que reparou in natura o dano. Dentro desta realidade. como seria a responsabilidade civil? Resposta: 29) O tráfico de animais silvestres movimenta 1.500. a arara azul pode ser comercializada por até R$ 60. o MP entrou com ação para reparação e tutela inibitória. ela teria direito de regresso como? Resposta: 26) Quanto à reparação ambiental de caráter coletivo.

Questões do TRF3 1) O passivo ambiental é obrigação propter rem? E no caso de desapropriação de bem imóvel em que há área degradada? Resposta: 6.11. o MP ingressou com ação para a reparação dos danos causados ao meio ambiente e o magistrado oficiante indeferiu a inicial com o argumento de que aquela reparação in natura não era mais possível.10.10.2.10.1.1.4. quais seriam estes tipos de reparação.1. Questões do TRF5 6. O Estado Como Sujeito De Direito Internacional Público (Deveres E Direitos Do Estado Na Ordem Internacional) 6.1. e este interpretou que era sim possível dar continuidade àquela medida de proteção ao meio ambiente.11.10. chegou ao tribunal.30) Em relação à flora.1.11. Questões do TRF4 6. por exemplo? Existe outro tipo de reparação para a proteção da biodiversidade? Resposta: 6. Questões do TRF2 6.1.1. Questões do TRF1 383 . na medida em que haviam outras fases de reparação para a proteção à biodiversidade. de proteção à APAS. quais as medidas da legislação brasileira para a proteção da flora? Resposta: 31) A construção da segunda pista do aeroporto de Brasília teve muita repercussão na esfera do direito ambiental por atingir e ter um impacto ambiental muito grande.5. Direito Internacional Público e Privado 6. então.3.

3. Extratificação Social 6.1.1.1. como atributo do indivíduo? Resposta: 3) Qual a teoria predominante em relação à natureza e a sociabilidade.11. Questões do TRF2 6.11. Questões do TRF3 6.2.5.4.1. Questões do TRF1 1) O que é estratificação social? Resposta: 2) O que é o estado como condição. qual o tipo de repressão que o Brasil pode sofrer? Resposta: 6. Questões do TRF5 1) É possível a concessão de isenção de impostos estaduais e federais pela União? Resposta: 2) Se o presidente descumprir uma convenção internacional. Sociologia do Direito 6.12.11.6.12.1.12. Questões do TRF4 6.11.1. o que é o algo social e o algo natural? Resposta: 384 .1.

12.1. Questões do TRF2 6.1.5. Questões do TRF3 6. regra de trato social e regra jurídica? Resposta: 5) Qual a diferença entre ética e moral? Resposta: 6) O que diferencia a ética de princípio da ética de resultado? 385 .1.13.13.3.1. Filosofia do Direito 6.6.2. Questões do TRF4 6.1.13.4.1.12.12.1. Questões do TRF5 6. A Moral e o Direito 6.12. Questões do TRF1 1) Qual a diferença entre a regra moral e a regra jurídica? Resposta: 2) Qual a diferença entre a coação e a coerção? Resposta: 3) O que é epistemologia? Resposta: 4) Qual a diferença entre regra moral.

pode ele fazer isso? Leve em conta o direito e a moral para responder.13.1. Questões do TRF2 1) Modificação dos genes pelos homens em contraposição ao princípio da eticidade e da moralidade.13. devido a traição com sua esposa.Resposta: 7) Onde se situa a eutanásia no plano moral? Resposta: 8) Existe o direito de morrer? Resposta: 9) O que é valor? Resposta: 10) Qual é o ser do valor? (Resposta: É valer!) Resposta: 6.1. Resposta: 6.1.13.2. Questões do TRF3 6.3.4. Discorra. Resposta: 386 . durante o expediente ou após . Questões do TRF4 1) Se um empregador quer despedir seu empregado por justa causa.

) esforça-se Hesse por demonstrar que o desfecho do embate entre os fatores reais de Poder 387 . para Lassale convivem num país. a Constituição escrita (―folha de papel‖). Na sua visão. o documento escrito que expressaria o somatório dos fatores reais de poder dentro de uma sociedade. em caso de conflito entre a Constituição real (soma dos fatores reais de poder) e a Constituição escrita (―folha de papel‖). por ele denominada ―folha de papel‖. modificando a sociedade.1. Segundo Vicente Paulo.1. Assim. Ponto 07 7.5.1. 10).6. Nas palavras do Min. isto é. 7ª Ed.1. o resultado da realidade social do país. quanto prevalecer.13. só teria validade se correspondesse à Constituição real. esta sempre sucumbiria perante aquela. das forças dos diversos grupos dominantes que o integram num determinado período histórico. duas Constituições: uma Constituição real. obrigando as pessoas. Nem sempre cederia frente aos fatores reais de poder. na apresentação do Livro de Hesse por ele traduzido (A Força Normativa da Constituição): (. traz uma conceito jurídico pós-moderno de Constituição (Teoria da Força Normativa da Constituição). e uma Constituição escrita. Para ele a Constituição é mais fato social do que norma jurídica. paralelamente. pois obriga. efetiva. Questões do TRF5 7. Questões do TRF1 1) Conceitue Constituição de acordo com os ensinamentos de Ferdinand Lassale e de Konrad Hesse. Gilmar Mendes. tão somente. O texto da Constituição seria. em virtude da força dos fatores reais de poder que regem no país (Aulas de Direito Constitucional.1. Hesse critica e rebate a concepção tratada por Lassalle. se tivesse suas raízes nos fatores reais de poder..1. Direito Constitucional 7. Konrad Hesse. possui uma força normativa capaz de modificar a realidade. Esta. qual deve ser adotado? Resposta: Lassale foi quem trouxe o conceito sociológico de Constituição. Os grupos seriam as forças sociais que constituem o poder e a Constituição seria. p.1. por ser norma jurídica. O STF tem utilizado bastante esse princípio da força normativa da Constituição em suas decisões... A Constituição. Tanto pode a Constituição escrita sucumbir. portanto. que corresponde à soma dos fatores reais de poder que regem nesse país. Conceitos De Constituição DESSE PONTO EM DIANTE: RESPOSTAS ELABORADAS POR HERLEY DA LUZ BRASIL 7.

no sentido estrito. define a ―constituição em sentido amplo (lato)‖ como a identificação da organização total do Estado. LIVRARIA ALMEDINA.e a Constituição não há de verificar-se. em desfavor desta. todos que aplicam eficazmente as normas constitucionais realizam a Constituição e participam dessa tarefa os que pedem seus direitos e deveres com base na Carta. administrativa e judicial. Questões do TRF2 1) Defina o conceito de Constituição em termos lato e em termos da nossa Constituição. sentido político. os seus direitos e deveres (José Joaquim Gomes Canotilho.‖ (BULOS. Constituição material é aquela que trata de matéria tipicamente ou essencialmente constitucional (estrutura do Estado. 02). evidenciando o regime político do Estado. O Prof. na actividade legiferante. 6ª edição. sua organização e direitos fundamentais). p. existindo diversas maneiras de concebê-lo (sentido sociológico. que regulam a 388 . 4ª Edição. Outrossim. A Constituição não deve ser considerada a parte mais fraca. Esta realização é uma tarefa de todos os órgãos constitucionais que. ―designa normas constitucionais escritas ou costumeiras. sentido jurídico.1. necessariamente. de forma directa e imediata. P. inseridas ou não num documento escrito. Assim. Qualquer constituição só é juridicamente eficaz (pretensão de eficácia) através da sua realização. Editora Saraiva. Uadi Lammêgo.2. José Afonso da Silva reconhece que a ―constituição material é concebida em sentido amplo e em sentido estrito‖. COIMBRA: 1993. Nesta «tarefa realizadora» participam ainda todos os cidadãos que fundamentam na constituição. por exemplo). ―A Constituição tem uma força própria!‖ (Konrad Hesse) 2) O que significa realizar a CF? Resposta: Realização constitucional: «Realizar a constituição» significa tornar juridicamente eficazes as normas constitucionais. DIREITO CONSTITUCIONAL. aplicam as normas da constituição. Resposta: Ab initio. Constituição Federal Anotada.1. Constituição formal é o conjunto de normas inseridas no texto constitucional. independente de sua natureza e conteúdo. 7. até hoje. porque. Assim. os estudiosos não chegaram a um consenso a seu respeito. 201/202). O conceito de Constituição em termos lato relaciona-se à classificação das constituições quanto ao conteúdo (material ou formal). ou seja. mister se faz registrar que Uadi Lammêgo Bulos destaca que ―Constituição é um conceito em crise.

consoante o referido conceito. Curso de Direito Constitucional Positivo. qualquer que seja esse seu modo de existir é a sua Constituição. 4ª Edição. que os objetos – objetivos – da constituição são: 01) a estrutura do Estado. 03) o modo de aquisição do poder e a forma do seu exercício. o seu regime político. sob uma forma. também. pois se ele existe de certo modo. Na verdade.‖ (SILVA. Todavia. o Prof. (SILVA. o poder político" (CANOTILHO.estrutura do Estado. Livraria Almedina. 02) a organização dos seus órgãos. José Joaquim Gomes. o Presidente da República. 6ª Edição Revista.. Dir. assim define: "Constituição é uma ordenação sistemática e racional da comunidade política. constitucionais. provocou a convocação de uma assembléia constituinte ao Congresso Nacional (BULOS. Vicente. p. 15ª Ed. Canotilho. ―possuindo. Direito Constitucional. 2006. segundo anotação de José Afonso da Silva. 7ª Ed. Constituição Federal Anotada. 1993. a organização de seus órgãos e os direitos fundamentais. Uadi cita uma terceira possibilidade ―tertius gemus‖. porém. 4ª Ed. p. Editora Saraiva. José Afonso. 15ª Ed. percebe-se que constituição no sentido lato é conceito mais político que jurídico (é a forma de constituição qualquer que seja ela). Aulas de Direito Constitucionais. Páginas 02 e 03) O Prof. de acordo com o princípio da divisão de poderes. plasmada num documento escrito. 389 . 42). Editora Impetus. página 12). conforme registra Vicente Paulo (PAULO. Logo. mediante o qual se garantem os direitos fundamentais e se organiza. sociais e culturais. 17). Sob esse aspecto todo Estado tem uma Constituição. Constituição material no sentido amplo é a própria organização de um Estado. No entanto. Coimbra. 2) Como ela se institui e quais são seus objetivos/propósitos? Resposta: A instituição/formação de uma constituição se dá através de transformações sociais. 1998. desde tenha normas estritamente. p. 05) assegurar os direitos e garantias dos indivíduos. nem de assembléia popular. na época.sentido amplo ou estrito -. não se pode deixar de registrar. a CF/88 não se enquadra na classificação material . tendo como regra uma revolução ou uma assembléia popular. Já em sentido estrito é o conjunto de normas que tratam das matérias tipicamente constitucionais (Leo Van Holt. 04) os limites da atuação do poder estatal. essencialmente. pois ela não foi fruto de revolução. Uadi Lammêgo. 07) os fundamentos dos direitos econômicos. algumas normas que são. pois é pacificamente classificada como FORMAL. José Afonso. Curso de Direito Constitucional Positivo. Pois bem. 39). e outras apenas formalmente constitucionais‖. enquanto que o sentido estrito prende-se à ideia de um texto constitucional. 06) fixar o regime político e disciplinar os fins socioeconômicos do Estado e. Const. como o caso da CF/88. materialmente constitucionais. Editora Malheiros.

que se revestiu da roupagem de uma emenda constitucional hiperampliativa. que abarcou o texto de 1967 quase por inteiro. pois foi uma Emenda à Constituição de 1967 (EC 1/69).: Carta Magna de 1215 – poder dividido entre a burguesia e o Rei João Sem Terra). 45).Editora Malheiros. D) Por Convenção (Constituição Pactuada. A doutrina (José Afonso da Silva. A respeito explica Uadi Lammêgo Bulos: (. tão só. B) Outorga (Constituição Outorgada): constituição imposta unilateralmente pelo agente revolucionário/governante. Assim. não foi suficiente para dar ao Brasil a sua “sétima Constituição”. aprovação e vigência da norma jurídica fundamental. eleita diretamente pelo povo. vez que o poder constituinte se encontra nas mãos de mais de um titular (Ex. Mista ou Dualista): constituição que surge através de um pacto.. o uso anômalo da competência reformadora. Pedro Lenza. tornando-se obrigatória. mas. sob a concepção Kelseniana. Alguns autores não a consideram uma constituição. A participação popular não é democrática. Sem dúvida. a positivação diz respeito à origem ou ao mecanismo pelo qual a norma entra no Ordenamento Jurídico. apenas visa ratificar a vontade do detentor do poder. p. entre outros) traz as seguintes formas de positivação das constituições: 1) Promulgação (Constituição Democrática/Votada/Popular): constituição fruto de uma assembleia nacional constituinte.. 3) Como as Constituições são positivadas? Resposta: Tecnicamente. 4) Quantas constituições já tivemos no Brasil? Resposta: Sete (7) ou oito (8). 1998. C) Plebiscito (Constituição Cesarista): constituição formada por um plebiscito popular sobre um projeto elaborado por um imperador/ditador. Seu propósito é promover o bem-estar da sociedade e de seus indivíduos. a figura das 390 . reconhecem-se as constituições como positivadas a partir de um processo formal de criação.) a descomensurada EC 1/69. Inexistiu o exercício legítimo do poder constituinte originário. a depender da consideração ou não da ―Constituição de 1969‖. Uadi Lammêgo Bulos.

J. verbis: ―. enquanto a de 1967 se chamava apenas de Constituição do Brasil. Temos. 7. Coimbra. Canotilho registra formulou o chamado conceito ideal de constituição. Questões do TRF4 1) Conceitue constituição. (b) a constituição contém o princípio da divisão de poderes.1. Direito Constitucional. Curso de Direito Constitucional Positivo.. lembrem-se dos objetivos das constituições. Por outro lado. (MORAES. José Joaquim Gomes.Este conceito ideal identifica-se fundamentalmente com os postulados políticoliberais. 391 . 34) e (HOLTHER. 2008. J. Direito Constitucional. 2000. Editora Atlas. p. a começar pela denominação que se lhe deu: Constituição da República Federativa do Brasil. garantias e deveres do cidadão. 1969 e 1988. Leo Van. 15ª Ed. distribuição de competências e. do Exército e da Aeronáutica. no sentido de garantia orgânica contra os abusos dos poderes estaduais. Questões do TRF3 7. p. à formação dos poderes públicos. considerando-se como elementos materiais caracterizadores e distintivos os seguintes: (a) a constituição deve consagrar um sistema de garantias da liberdade (esta essencialmente concebida no sentido do reconhecimento de direitos individuais e da participação dos cidadãos nos actos do poder legislativo através dos parlamentos). 6ª Edição Revista.1. Livraria Almedina.: para não esquecer o conceito. Jus Podivm. jamais atingindo toda e qualquer matéria. José Afonso. forma de governo e aquisição do poder de governar. começando pela limitação de poderes e estruturação do Estado). 1967. não se tratou de emenda. 1937. as seguintes Constituições: a de 1824. 1934. Editora Malheiros." (SILVA.4.3. assim os doutrinadores conceituam constituição: a lei fundamental e suprema de um Estado. 1993.‖ (CANOTILHO. páginas 62 e 63).emendas constitucionais dissociou-se do seu verdadeiro sentido: empreender mudanças localizadas e em pontos específicos do articulado constitucional. 34). outorgada por uma Junta Militar. A emenda só serviu como mecanismo de outorga. 1891. assim.. 8ª Ed. 1998. o Prof. José Afonso da Silva afirma que "teórica e tecnicamente. direitos. 4ª Ed. p. Basicamente. 1946. mas de nova constituição. Referida Emenda foi imposta. composta pelos Ministros da Marinha.1. 89). que contém normas referentes: à estruturação do Estado. (c) a constituição deve ser escrita (documento escrito).1. uma vez que verdadeiramente promulgou texto integralmente reformulado. Direito Constitucional. (obs. Alexandre de.

Questões do TRF5 7. sendo maior. 2011. ITR e IPTU – e. da realização da justiça fiscal – adequação à capacidade tributária – pela variação da base de cálculo do objeto tributado. nas palavras de Sabbag. 179) Por outro lado. técnica muito antiga.‖. a alíquota é a mesma. Direito Tributário 7. desdobrando-se em duas modalidades: a) progressividade fiscal e. Obrigação Tributária: Elementos .1. na medida em que há também o aumento da base de cálculo. Na segunda hipótese atrela-se apenas ao interesse regulatório – seletivo.5. p.: segundo o STF (RE 177835) a progressividade também pode ser aplicada às taxas. Eduardo. (SABBAG. Editora Saraiva. mas a proporcionalidade. sem variação da alíquota. b) progressividade extrafiscal. progressividade ―se traduz em técnica de incidência de alíquotas variadas.Sujeição Passiva Direta E Indireta Espécies – Domicílio Tributário 7. Manual de Direito Tributário. 165) Assim. com origem no Dir. A CF/88 traz expressamente três impostos progressivos – IR.2. 2011. o IPVA (SABBAG. 3ª Ed. Por outro lado. 3ª Ed. Segundo o mesmo. com finalidade meramente arrecadatória. de forma implícita. variando apenas a base de cálculo que. não. mais se paga‖.1. Questões do TRF1 1) Distinção básica entre proporcionalidade e progressividade? Resposta: Entende-se por proporcionalidade tributária a busca. a progressividade está atrelada ao aspecto quantitativo. cujo aumento se dá na medida em que se majora a base de cálculo do gravame. em tese. entretanto. Editora Saraiva. Obs. sendo.Resposta: 7. Romano. Já na proporcionalidade.1. A primeira vincula-se à máxima de que ―quanto mais se ganha.1. a progressividade está prevista na Constituição.2. fará com que o tributo seja majorado. a progressividade é instituto que consagra o aumento da carga tributária pela majoração da alíquota aplicável.1. Manual de Direito Tributário. 392 . Eduardo. p.2.

Tem como finalidade atender ao princípio da capacidade contributiva. Nos impostos pessoais (IR. a ―para trás‖ e a ―para frente‖. Mas a previsão constitucional de apenas um tipo não indica que a cobrança da outra forma seja inconstitucional (possivelmente 393 . Assim se deu. Manual. por exemplo. salvo se houver previsão constitucional (SABBAG. 2011. mas pessoa diversa que tem alguma relação com o fato gerador. a Constituição prevê apenas um tipo. ITR e IPTU e IPVA. § 1º. respectivamente. destaco apenas o conceito de progressividade. alíquotas progressivas para o IPTU. merece destaque que o ITBI. por ser um imposto real. 3) A técnica da substituição tributária se aplica a empréstimos compulsórios ou a taxas? Resposta: Depende! Há duas espécies de substituição tributária. 3ª Ed.2) O que dizer de uma lei que estabelece alíquotas progressivas sobre. 145. no artigo abaixo transcrito. Imperioso destacar que a doutrina e a jurisprudência (STF) entendem que não se aplica a progressividade nos impostos reais. p. antes da Emenda Constitucional 29/2000. também. no caso do IPTU: STF Súmula 668: É inconstitucional a lei municipal que tenha estabelecido. consoante disposição contida na Súmula 656 do STF: É inconstitucional a lei que estabelece alíquotas progressivas para o imposto de transmissão inter vivos de bens imóveis . ex vi do art. não pode ser progressivo.) Progressividade é instituto que consagra o aumento da carga tributária pela majoração da alíquota aplicável.). situações em que. p. salvo se destinada a assegurar o cumprimento da função social da propriedade urbana. por ausência de previsão constitucional e. Entretanto. 1001). a lei indica um responsável pelo pagamento do tributo sobre fato gerador ocorrido anteriormente ou que ainda irá ocorrer posteriormente ao recolhimento do tributo. na esteira da justiça distributiva. sua finalidade e aplicabilidade nos tributos reais – fiscais e extrafiscais. Resposta: (Em razão da forma incompleta do enunciado da questão. Para concluir. Lembre-se que responsável não é contribuinte. ex. A legislação tributária registra dois tipos de substituição.ITBI com base no valor venal do imóvel. Impostos progressivos previstos na CF: IR. a progressividade é a regra. CF (pois a regra da capacidade contributiva afina-se mais com os impostos pessoais do que com os reais). na medida em que há também o aumento da base de cálculo.

§ 7. Assim. que está ―atrás‖ na cadeia produtiva.º A lei poderá atribuir a sujeito passivo de obrigação tributária a condição de responsável pelo pagamento de imposto ou contribuição. 5) No que consiste a substituição tributária regressiva. de imposição da responsabilidade para os casos de impostos ou contribuições. art. Ou seja. Assim. retardar.só houve previsão da substituição ―para frente‖ porque havia muita controvérsia a respeito de sua constitucionalidade). Logo. 1ª ed. Ricardo Alexandre. na substituição tributária. Ricardo Alexandre. Trib. não sendo razoável a antecipação da cobrança antes da realização de tal atividade (Dir. Esquematizado. Ocorre justamente na substituição tributária regressiva. por serem vinculados. 4) Em relação à substituição tributária o que é Diferimento? Resposta: Diferir é adiar. prorrogar. ou para trás. p. a lei pode determinar que a indústria seja a responsável pelo recolhimento do ICMS devido pelos produtores (a princípio essa obrigação seria dos vendedores). 295). têm atrelada sua cobrança a uma prestação estatal específica voltada para o contribuinte. Esquematizado. 299). assegurada a imediata e preferencial restituição da quantia paga. restrição que não existe na substituição para trás. se vários produtores fornecem leite a uma indústria de laticínios. nessa mesma concepção. para efetuar o pagamento do tributo no lugar do contribuinte.. Trib. pois lhe é possível concentrar seus esforços fiscalizatórios numa quantidade bem menor de empresas e. cujo fato gerador deva ocorrer posteriormente. situação em que a lei escolhe alguém (o responsável tributário). antecedente. conforme previsto. só há possibilidade. O Fisco. 150. diminuir a evasão fiscal (Dir. regressiva ou antecedente ocorre nos casos em que as pessoas ocupantes das posições anteriores nas cadeias de produção e circulação são 394 . diferimento é o adiamento do pagamento do tributo.. o Fisco receberá o tributo em momento posterior à ocorrência do fato gerador da obrigação. assim. 1ª ed. por pessoa diversa do contribuinte. na substituição para frente. caso não se realize o fato gerador presumido. tem a grande vantagem de otimizar a utilização da mão de obra fiscal. O motivo da vedação de aplicação da substituição para frente em relação a taxas e contribuições de melhoria é que tais tributos. ou diferida? Resposta: A substituição tributária para trás. p. diferida ou ―para trás‖. CF.

por exemplo. Trib. pois pode ser feito com base no preço de venda pré-determinado pelo fabricante.substituídas. O valor do tributo não é de difícil cálculo. vide resposta à questão anterior. no dever de pagar tributo. Questões do TRF2 1) Esse termo (contribuinte de fato) é factível. Ricardo Alexandre. Assim. 150. ou ainda por arbitramento (pauta fiscal).. Esquematizado. 7. 6) O que é substituição tributária para frente? Resposta: A substituição tributária para frente. será responsável tributária.. na espécie substituição para frente. progressiva ou subsequente ocorre nos casos em que as pessoas ocupantes das posições posteriores das cadeias de produção e circulação são substituídas. é razoável diante do Código Tributário Nacional? Pode-se falar em contribuinte de fato? 395 . assegurada a imediata e preferencial restituição da quantia paga. pq substitui-se quem está ―atrás‖ na cadeia produtiva. caso não se realize o fato gerador presumido. Lembre-se que se chama substituição para ―trás‖. Ricardo Alexandre. se a lei assim o determinar.. 1ª ed. Antes mesmo da previsão constitucional.2. 1ª ed. 293). p. perpetrada pela EC 3/93. cujo fato gerador deva ocorrer posteriormente. por sua vez. que vende o carro às concessionárias que.1. Logo a fábrica será contribuinte do seu tributo (na operação entre si a concessionária) e responsável pelo pagamento do tributo de uma operação que ainda não ocorreu (e nem se tem certeza se ocorrerá – a venda do automóvel ao cliente). o vende aos consumidores. § 7. p.2. que se encontra assim prevista na CF/88: Art. por aquelas que ocupam as posições posteriores nessas mesmas cadeias (Dir.. 295). no dever de pagar tributo. por aquelas que ocupam as posições anteriores nessas mesmas cadeias (Dir. Esquematizado. o STF já havia declarado a constitucionalidade dessa espécie de substituição. Trib. Para complementação. pelo tributo ocorrido pela venda do automóvel pela concessionária ao cliente. a fábrica.º A lei poderá atribuir a sujeito passivo de obrigação tributária a condição de responsável pelo pagamento de imposto ou contribuição. A substituição é ―para frente‖ pq substitui alguém da ―frente‖ na cadeia produtiva. que ainda não ocorreu. Assim. há uma antecipação do pagamento do tributo por um fato gerador futuro.

daqueles que comportam a transferência do ônus financeiro do tributo (Ex. o contribuinte de fato só tem relevância para o caso de restituição de indébito dos tributos indiretos. que responde essa. Cabe a restituição do tributo pago indevidamente. estabelecendo que se exclui a responsabilidade daquele que confessa ao Fisco a prática de infração. 166 do CTN: Art. 71): Súmula 546. exemplo de tributo direto. ou seja. por sua natureza. no caso de tê-lo transferido a terceiro.: ICMS e IPI – nesses casos.Resposta: Na sistemática do CTN. por sua natureza. ao final. seja de descum396 . quando reconhecido por decisão. O STF corrobora esse entendimento por meio da súmula 546 (que revogou a súm. recebendo do consumidor final. A restituição de tributos que comportem. E o motivo da necessidade de prova da não repercussão tributária (transferência do encargo) é impedir o duplo recebimento pelo contribuinte de direito: repassar o ônus tributário. Ele não é o contribuinte? Como magistrado como decidiria? Deferiria? Extinguiria o feito? Resposta: Vide questão anterior. por não fazer parte da relação jurídica tributária (questão mais que pacífica nos tribunais). No IR. e também do Fisco. 166. ou. Como fica a situação jurídica do contribuinte? Resposta: A denúncia espontânea está prevista no art. transferência do respectivo encargo financeiro somente será feita a quem prove haver assumido o referido encargo. através da repetição de indébito. o valor do tributo é acrescido ao preço de custo da mercadoria e quem o suporta. 3) Em caso de denúncia espontânea e de descumprimento das obrigações acessórias sem a necessidade de pagar o tributo. 138 do CTN. que o contribuinte "de jure" não recuperou do contribuinte "de facto" o "quantum" respectivo. apesar de o contribuinte de direito ser o comerciante ou industriário. Veja a redação do art. estar por este expressamente autorizado a recebê-la. 2) No caso de uma ação de repetição de indébito ajuizada pelo adquirente de um produto que pleiteia a repetição do IPI. Ressalte-se que o contribuinte de fato não tem direito à restituição. é o consumidor quem paga. não é natural a transferência do ônus financeiro).

mas somente se houver o recolhimento do tributo. 1ª Ed. 214.) + FATO GERADOR = OBRIGAÇÃO TRIBUTÁRIA + LANÇAMENTO = CRÉDITO 2) Quem é responsável pelos impostos e demais taxas do imóvel adjudicado: a instituição financeira ou o mutuário que ainda não o desocupou? Resposta: 397 .‖ (Código Tributário Nacional Interpretado. que por sua vez.. 140). (SABBAG. 7...3. faz nascer para o Fisco (sujeito ativo) o crédito tributário concretizado por intermédio do lançamento.primento da obrigação principal ou da acessória. Ou seja. não fazer ou tolerar algo no interesse da arrecadação ou fiscalização. Vê-se: precedida do fato gerador. não se trata de denúncia espontânea. ou seja. Caso haja o pagamento parcial. nas palavras de Hugo de Brito ―é a relação jurídica em virtude da qual o particular (sujeito passivo) tem o dever de prestar dinheiro ao Estado (sujeito ativo). 2010. Hugo B. acompanhada do seu pedido de parcelamento. ou o próprio parcelamento. § 1º do CTN e a súmula 208 do Tribunal Federal de Recursos (a simples confissão da dívida. Afirma. não sendo o crédito uma parte da obrigação. ou pedido de parcelamento. I. percebe-se que a diferença básica entre obrigação e crédito tributário reside no aspecto cronológico. é ―a obrigação tributária tornada líquida e certa por intermédio do lançamento. NORMA (H. ainda. p. desde que efetue o pagamento do tributo devido acompanhado dos juros de mora.. ocorre a obrigação tributária. nas palavras da Sabbag. p 110) Crédito tributário. ou de fazer. a denúncia espontânea exclui a multa de mora ou aquela que decorre do descumprimento de obrigação acessória.2. Reforça esse entendimento a disposição do art. p.1. Curso de Direito Tributário. 155-A. e sim um momento específico da relação jurídico-tributária. 692) Portanto. Editora Manole. 21ª Ed. Nas palavras de Aldemario Araujo Castro ―. na seqüência dinâmica lógica da relação jurídica fiscal.‖. Manual de Direito Tributário. art. Questões do TRF3 1) Qual a diferença entre obrigação e crédito em direito tributário? Resposta: Obrigação tributária. Só se aplica em caso de pagamento integral do tributo (entendimento do STJ e de todos os regionais). não configura denúncia espontânea).‖ (MACHADO. que o crédito tributário é uma ―obrigação tributária lançada‖ ou ―obrigação tributária em estado ativo‖. e o Estado tem o direito de constituir contra o particular um crédito.existe autonomia relativa entre obrigação tributária e crédito tributário.

não há possibilidade de o legislador superveniente alterar a definição dos limites jurídicos do contribuinte. ou seja. Parágrafo único. entretanto. do parágrafo único. 4) Qual a diferença entre contribuinte. 121. 1ª Ed. p. É condição sine qua non para se reconhecer a figura do contribuinte a necessidade da existência de relação pessoal e direta com a situação que constitua o respectivo fato gerador. do art. conforme dicção do art. Importante lembrar. Exatamente nesse sentido da resposta: RECURSO ESPECIAL – 1179056. 130 do CTN: Art. também conhecido como sujeito passivo indireto. também. é aquela pessoa (natural ou jurídica) que possui relação pessoal e direta com a situação que constitua o respectivo fato gerador. que fuja da dos limites trilhados pelo CTN. ou a contribuições de melhoria. com a CF. 128 398 . no inciso I. tem previsão no inciso II. estará em conflito com a referida norma geral. responsável e substituto? Resposta: Contribuinte. que a escolha do responsável tributário não pode ser aleatória. a sub-rogação ocorre sobre o respectivo preço. já que arrematação não se confunde com adjudicação. do art. 625). 130. do parágrafo único. 121. que segue a coisa. No caso de arrematação em hasta pública. sem que tenha realizado o fato gerador” (SABBAG.A instituição financeira. eventual apontamento elástico do alcance do contribuinte feito pelo legislador superveniente ao criar um novo tributo. Dessa forma. ou seja. Notem que não se aplica o parágrafo único nesse caso. do parágrafo único. do art. e segundo Sabbag. também chamado de sujeito passivo direto. salvo quando conste do título a prova de sua quitação. Manual de Direito Tributário. tendo em vista tratar-se de obrigação propter rem. subrogamse na pessoa dos respectivos adquirentes. o domínio útil ou a posse de bens imóveis. e bem assim os relativos a taxas pela prestação de serviços referentes a tais bens. não há que se falar em contribuinte. assim. “é a terceira pessoa escolhida por lei para pagar o tributo. segundo o inciso I. do CTN. 121. do CTN. Responsável. Veja-se a disposição do art. Os créditos tributários relativos a impostos cujo fato gerador seja a propriedade. 3) O legislador tem liberdade para definir o alcance de contribuinte? Resposta: Em respeito à disposição geral expressa pelo CTN. inexistindo a relação pessoal e direta com o fato gerador. respondendo sempre o atual proprietário.

levaria sempre à responsabilização pessoal dos sócios. III) e b) dissolução irregular da sociedade com partilha de bens. Questões do TRF4 7. gerentes ou representantes de pessoas jurídicas de direito privado (CTN. Questões do TRF5 399 .2. a regra da limitação da responsabilidade tornar-se-ia exceção. III. contrato social ou estatutos. antes da ocorrência do fato gerador. 7. art.5. desde que não tenham agido com excesso de podres. e se dá quando terceira pessoa ocupa o lugar do contribuinte (substituído).4. VII). 135. Aqui a obrigação de pagar. Manual de Direito Tributário.2. tem. conforme entendimento jurisprudencial mais recente (RESP 1091593). desde o início.1. do CTN. p. apenas para os sócios que atuarem na qualidade de diretores. 1ª Ed. obrigatoriamente. Não fosse assim. contrato ou estatuto. infração à lei. que a este fato estar ligado. ficando o contribuinte desonerado de quaisquer deveres. 135. já que qualquer descumprimento de obrigação constitui-se ato ilícito. o responsável. é considerado espécie de responsabilidade ―originária ou de 1º grau‖. aplicável a todos os sócios (CTN. (SABBAG. 642) 5) Em que casos o sócio tem responsabilidade por dívida da sociedade? Resposta: As exceções à limitação da responsabilidade dos sócios no Direito Tributário são as seguintes: a) existência de obrigações tributárias resultantes de atos praticados com excesso de poderes ou infração de lei.1. Substituto. art. Esta é a coluna vertebral da limitação da responsabilidade dos sócios nas sociedades limitadas: uma vez integralizado o capital social.do CTN. 134. pois todo descumprimento de qualquer obrigação. é do responsável. O mero inadimplemento de obrigação tributária não configura infração à lei a que se refere o art. mesmo as obrigações comerciais e civis. não respondem os sócios pelas obrigações da pessoa jurídica. apesar de não realizar o fato gerador. Assim.

Direito Administrativo 7. por exemplo.1. ao passo que temos tradição administrativista desde cedo. tanto que é conhecido como o Direito das Agências. A doutrina indica que. Na França.1. bastante diferente do nosso.3. III).7. 2) Há semelhanças entre as agências reguladoras criadas no Brasil e as do modelo francês? Resposta: Apesar de termos ―importado‖ dos Estados Unidos a ideia das Agências Reguladoras. E a razão da previsão constitucional dessas agências é o monopólio da União sobre tais atividades. Entidades Administrativas 7. uma vez que não se concebe que uma pessoa jurídica da Administração Indireta não se submeta à subordinação ministerial. pode-se dizer. enquanto que a ANATEL e ANP. A denominação das agências na França (autorités administratives indépendantes). a criação das demais agências seria por conveniência e oportunidade. Questões do TRF1 1) O que distingue a ANATEL e a ANP das demais agências reguladoras no âmbito da Administração Federal? Resposta: São as únicas que gozam de assento constitucional. 21. ou seja. do civil Law. controle hierárquico.472/97 ao dispor que a Agência Nacional de Telecomunicações – ANATEL – atuará como ―autoridade administrativa independente‖. foi consagrada no art. não. § 2º. Administrativo confunde-se com o das agências reguladoras. Estão previstas como órgão regulador das atividades de te