QUESTÕES DE PROVAS ORAIS

RESPOSTAS ELABORADAS PELOS CANDIDATOS CLASSIFICADOS PARA A PROVA ORAL DO XIV CONCURSO PARA JUIZ FEDERAL SUBSTITUTO DA 1ª REGIÃO
Alessandro Rafael Bertollo de Alexandre * Alexey Suusmann Pere * Bruno Anderson Santos da Silva * Caio Castagine Marinho * Carolynne Souza de Macêdo Oliveira * Danielli Farias Rabelo Leitão Rodrigues * Diana Maria Wanderlei da Silva * Diego Leonardo Andrade de Oliveira * Eduardo Santos da Rocha Penteado * Emanuel José Matias Guerra * Érico Rodrigo Freitas Pinheiro * Felipe Bouzada Flores Viana * Flávio Fraga e Silva * Frederico Botelho de Barros Viana * Gabriela Silva Macedo * Gilberto Pimentel de Mendonça Gomes Junior * Heitor Moura Gomes * Herley da Luz Brasil * José Flávio Fonseca de Oliveira * Jucelio Fleury Neto * Leonardo Tavares Saraiva * Lílian Mara de Souza Ferreira * Liviane Kelly Soares Vasconcelos * Luzia Farias da Silva * Marcelo Freire Lage * Márcio Muniz da Silva Carvalho * Mauro César Garcia Patini * Mauro César Garcia Patini * Omar Bellottti Ferreira * Paulo Máximo de Castro Cabacinha * Pedro Felipe de Oliveira Santos * Rafael de Sousa Branquinho e Assis * Rafael Lima da Costa * Ricardo Beckerath da Silva Leitão * Robson de Magalhães Pereira * Rodrigo Parente Paiva Bentemuller * Tiago Borré * Ubiratan Cruz Rodrigues * Umberto Paulini * Umberto Paulini * Victor Cretella Passos Silva * Walisson Gonçalves Cunha * Walter H. Santos

2012

1. PONTO 01 .....................................................................................................................................34 1.1. DIREITO CONSTITUCIONAL ..................................................................................................................... 34 1.1.1. Constitucionalismo................................................................................................................... 34
1.1.1.1. Questões do TRF1 ............................................................................................................................. 34 1.1.1.2. Questões do TRF2 ............................................................................................................................. 38 1.1.1.3. Questões do TRF3 ............................................................................................................................. 43 1.1.1.4. Questões do TRF4 ............................................................................................................................. 43 1.1.1.5. Questões do TRF5 ............................................................................................................................. 43

1.2. DIREITO TRIBUTÁRIO ............................................................................................................................. 43 1.2.1. Conceito, Conteúdo, Natureza, Autonomia, Fontes, Relação com o Direito Financeiro, Sistema Constitucional Tributário, Poder de Tributar ..................................................................................... 43
1.2.1.1. Questões do TRF1 ............................................................................................................................. 43 1.2.1.2. Questões do TRF2 ............................................................................................................................. 44 1.2.1.3. Questões do TRF3 ............................................................................................................................. 47 1.2.1.4. Questões do TRF4 ............................................................................................................................. 48 1.2.1.5. Questões do TRF5 ............................................................................................................................. 48

1.3. DIREITO ADMINISTRATIVO...................................................................................................................... 48 1.3.1. Responsabilidade Civil do Estado ............................................................................................. 48
1.3.1.1. Questões do TRF1 ............................................................................................................................. 48 1.3.1.2. Questões do TRF2 ............................................................................................................................. 48 1.3.1.3. Questões do TRF3 ............................................................................................................................. 49 1.3.1.4. Questões do TRF4 ............................................................................................................................. 49 1.3.1.5. Questões do TRF5 ............................................................................................................................. 50

1.4. DIREITO PENAL .................................................................................................................................... 50 1.4.1. Aplicação da Lei Penal. Princípios Gerais. Normas das Convenções e Tratados de Direito Internacional ...................................................................................................................................... 50
1.4.1.1. Questões do TRF1 ............................................................................................................................. 50 1.4.1.2. Questões do TRF2 ............................................................................................................................. 52 1.4.1.3. Questões do TRF3 ............................................................................................................................. 59 1.4.1.4. Questões do TRF4 ............................................................................................................................. 59 1.4.1.5. Questões do TRF5 ............................................................................................................................. 59

1.5. DIREITO PREVIDENCIÁRIO....................................................................................................................... 61 1.5.1. Previdência Social: Órgãos, Regimes, Segurados, Beneficiários e Inscrições. Leis N. 8.212/91 E 8.213/91 ............................................................................................................................................ 61
1.5.1.1. Questões do TRF1 ............................................................................................................................. 61 1.5.1.2. Questões do TRF2 ............................................................................................................................. 66 1.5.1.3. Questões do TRF3 ............................................................................................................................. 66 1.5.1.4. Questões do TRF4 ............................................................................................................................. 66 1.5.1.5. Questões do TRF5 ............................................................................................................................. 67

1.6. DIREITO CIVIL ...................................................................................................................................... 71 1.6.1. Prescrição e Decadência. Vícios Redibitórios. Evicção ............................................................. 71
1.6.1.1. Questões do TRF1 ............................................................................................................................. 71 1.6.1.2. Questões do TRF2 ............................................................................................................................. 71 1.6.1.3. Questões do TRF3 ............................................................................................................................. 72 1.6.1.4. Questões do TRF4 ............................................................................................................................. 72 1.6.1.5. Questões do TRF5 ............................................................................................................................. 72

1.7. DIREITO EMPRESARIAL .......................................................................................................................... 75 1.7.1. Direito Comercial. Direito Empresarial. ................................................................................... 75

2

1.7.1.1. Questões do TRF1 ............................................................................................................................. 75 1.7.1.2. Questões do TRF2 ............................................................................................................................. 79 1.7.1.3. Questões do TRF3 ............................................................................................................................. 79 1.7.1.4. Questões do TRF4 ............................................................................................................................. 79 1.7.1.5. Questões do TRF5 ............................................................................................................................. 79

1.8. DIREITO PROCESSUAL CIVIL .................................................................................................................... 79 1.8.1. Processo e Procedimento. Classificação dos Procedimentos. Procedimento Ordinário e suas Fases. Procedimento Sumário. Procedimentos Especiais. Cognição Sumária e Exauriente. Procedimento Adequado ................................................................................................................... 79
1.8.1.1. Questões do TRF1 ............................................................................................................................. 79 1.8.1.2. Questões do TRF2 ............................................................................................................................. 79 1.8.1.3. Questões do TRF3 ............................................................................................................................. 87 1.8.1.4. Questões do TRF4 ............................................................................................................................. 87 1.8.1.5. Questões do TRF5 ............................................................................................................................. 87

1.9. DIREITO PROCESSUAL PENAL .................................................................................................................. 95 1.9.1. Competência ............................................................................................................................ 95
1.9.1.1. Questões do TRF1 ............................................................................................................................. 95 1.9.1.2. Questões do TRF2 ............................................................................................................................. 96 1.9.1.3. Questões do TRF3 ............................................................................................................................. 97 1.9.1.4. Questões do TRF4 ............................................................................................................................. 97 1.9.1.5. Questões do TRF5 ............................................................................................................................. 97

1.10. DIREITO AMBIENTAL ......................................................................................................................... 100 1.10.1. Tutela Constitucional Do Meio Ambiente. Princípios Do Direito Ambiental Na Constituição De 1988 ............................................................................................................................................ 100
1.10.1.1. Questões do TRF1 ......................................................................................................................... 100 1.10.1.2. Questões do TRF2 ......................................................................................................................... 102 1.10.1.3. Questões do TRF3 ......................................................................................................................... 107 1.10.1.4. Questões do TRF4 ......................................................................................................................... 107 1.10.1.5. Questões do TRF5 ......................................................................................................................... 108

1.11. DIREITO INTERNACIONAL PÚBLICO E PRIVADO ........................................................................................ 110 1.11.1. Personalidade Internacional. Estado e Território. Imunidade de Jurisdição. ....................... 110
1.11.1.1. Questões do TRF1 ......................................................................................................................... 110 1.11.1.2. Questões do TRF2 ......................................................................................................................... 112 1.11.1.3. Questões do TRF3 ......................................................................................................................... 117 1.11.1.4. Questões do TRF4 ......................................................................................................................... 117 1.11.1.5. Questões do TRF5 ......................................................................................................................... 117

1.12. SOCIOLOGIA DO DIREITO.................................................................................................................... 119 1.12.1. Fato Social – Conceito. ......................................................................................................... 119
1.12.1.1. Questões do TRF1 ......................................................................................................................... 119 1.12.1.2. Questões do TRF2 ......................................................................................................................... 119 1.12.1.3. Questões do TRF3 ......................................................................................................................... 120 1.12.1.4. Questões do TRF4 ......................................................................................................................... 120 1.12.1.5. Questões do TRF5 ......................................................................................................................... 120

1.13. FILOSOFIA DO DIREITO ...................................................................................................................... 120 1.13.1. O Justo e o Direito ................................................................................................................ 120
1.13.1.1. Questões do TRF1 ......................................................................................................................... 120 1.13.1.1. Questões do TRF1 ......................................................................................................................... 120 1.13.1.2. Questões do TRF2 ......................................................................................................................... 123 1.13.1.3. Questões do TRF3 ......................................................................................................................... 123 1.13.1.4. Questões do TRF4 ......................................................................................................................... 123 1.13.1.5. Questões do TRF5 ......................................................................................................................... 124

2. PONTO 02 ................................................................................................................................... 124

3

2.1. DIREITO CONSTITUCIONAL ................................................................................................................... 124 2.1.1. Poder Constituinte Originário e Poder Constituinte Derivado ............................................... 124
2.1.1.1. Questões do TRF1 ........................................................................................................................... 124 2.1.1.2. Questões do TRF2 ........................................................................................................................... 126 2.1.1.3. Questões do TRF3 ........................................................................................................................... 129 2.1.1.4. Questões do TRF4 ........................................................................................................................... 131 2.1.1.5. Questões do TRF5 ........................................................................................................................... 131

2.2. DIREITO TRIBUTÁRIO ........................................................................................................................... 131 2.2.1. Sistema Constitucional Tributário: Poder de Tributar – Competência Tributária – Capacidade Tributária – Código Tributário Nacional .......................................................................................... 131
2.2.1.1. Questões do TRF1 ........................................................................................................................... 131 2.2.1.2. Questões do TRF2 ........................................................................................................................... 134 2.2.1.3. Questões do TRF3 ........................................................................................................................... 139 2.2.1.4. Questões do TRF4 ........................................................................................................................... 139 2.2.1.5. Questões do TRF5 ........................................................................................................................... 139

2.3. DIREITO ADMINISTRATIVO.................................................................................................................... 141 2.3.1. Processo Administrativo. Lei Nº 9.784/99. ............................................................................ 141
2.3.1.1. Questões do TRF1 ........................................................................................................................... 141 2.3.1.2. Questões do TRF2 ........................................................................................................................... 142 2.3.1.3. Questões do TRF3 ........................................................................................................................... 143 2.3.1.4. Questões do TRF4 ........................................................................................................................... 144 2.3.1.5. Questões do TRF5 ........................................................................................................................... 144

2.4. DIREITO PENAL .................................................................................................................................. 145 2.4.1. Crime. Crime E Relação De Causalidade. ............................................................................... 145
2.4.1.1. Questões do TRF1 ........................................................................................................................... 145 2.4.1.2. Questões do TRF2 ........................................................................................................................... 151 2.4.1.3. Questões do TRF3 ........................................................................................................................... 152 2.4.1.4. Questões do TRF4 ........................................................................................................................... 152 2.4.1.5. Questões do TRF5 ........................................................................................................................... 155

2.5. DIREITO PREVIDENCIÁRIO..................................................................................................................... 156 2.5.1. Previdência Social E Seguridade Social: Princípios Constitucionais. ...................................... 156
2.5.1.1. Questões do TRF1 ........................................................................................................................... 156 2.5.1.2. Questões do TRF2 ........................................................................................................................... 157 2.5.1.3. Questões do TRF3 ........................................................................................................................... 161 2.5.1.4. Questões do TRF4 ........................................................................................................................... 161 2.5.1.5. Questões do TRF5 ........................................................................................................................... 162

2.6. DIREITO CIVIL .................................................................................................................................... 163 2.6.1. Classificação Dos Contratos. Compromisso. .......................................................................... 163
2.6.1.1. Questões do TRF1 ........................................................................................................................... 163 2.6.1.2. Questões do TRF2 ........................................................................................................................... 164 2.6.1.3. Questões do TRF3 ........................................................................................................................... 165 2.6.1.4. Questões do TRF4 ........................................................................................................................... 165 2.6.1.5. Questões do TRF5 ........................................................................................................................... 165

2.7. DIREITO EMPRESARIAL ........................................................................................................................ 165 2.7.1. Sociedade Anônima ............................................................................................................... 165
2.7.1.1. Questões do TRF1 ........................................................................................................................... 165 2.7.1.2. Questões do TRF2 ........................................................................................................................... 167 2.7.1.3. Questões do TRF3 ........................................................................................................................... 170 2.7.1.4. Questões do TRF4 ........................................................................................................................... 170 2.7.1.5. Questões do TRF5 ........................................................................................................................... 170

2.8. DIREITO PROCESSUAL CIVIL .................................................................................................................. 171

4

2.8.1. Tutela Jurisdicional E Sua Antecipação. Conceito. Cabimento E Requisitos. Revogação, Modificação E Recursos Cabíveis. Fungibilidade Da Tutela Cautelar E Antecipada. Cumprimento Das Tutelas Antecipadas. Tutelas De Urgência. ..................................................................................... 171
2.8.1.1. Questões do TRF1 ........................................................................................................................... 171 2.8.1.2. Questões do TRF2 ........................................................................................................................... 173 2.8.1.3. Questões do TRF3 ........................................................................................................................... 173 2.8.1.4. Questões do TRF4 ........................................................................................................................... 173 2.8.1.5. Questões do TRF5 ........................................................................................................................... 173

2.9. DIREITO PROCESSUAL PENAL ................................................................................................................ 174 2.9.1. Ação Penal. Justa Causa. ....................................................................................................... 174
2.9.1.1. Questões do TRF1 ........................................................................................................................... 174 2.9.1.2. Questões do TRF2 ........................................................................................................................... 175 2.9.1.3. Questões do TRF3 ........................................................................................................................... 175 2.9.1.4. Questões do TRF4 ........................................................................................................................... 176 2.9.1.5. Questões do TRF5 ........................................................................................................................... 176

2.10. DIREITO AMBIENTAL ......................................................................................................................... 178 2.10.1. Competências Constitucionais Em Matéria Ambiental. Classificação e Repartição Dessas Competências, no Cenário Federativo ............................................................................................. 178
2.10.1.1. Questões do TRF1 ......................................................................................................................... 178 2.10.1.2. Questões do TRF2 ......................................................................................................................... 178 2.10.1.3. Questões do TRF3 ......................................................................................................................... 178 2.10.1.4. Questões do TRF4 ......................................................................................................................... 178 2.10.1.5. Questões do TRF5 ......................................................................................................................... 178

2.11. DIREITO INTERNACIONAL PÚBLICO E PRIVADO ........................................................................................ 178 2.11.1. Validade de Sentença Estrangeira no Brasil. Rogatórias ..................................................... 178
2.11.1.1. Questões do TRF1 ......................................................................................................................... 178 2.11.1.2. Questões do TRF2 ......................................................................................................................... 180 2.11.1.3. Questões do TRF3 ......................................................................................................................... 183 2.11.1.4. Questões do TRF4 ......................................................................................................................... 183 2.11.1.5. Questões do TRF5 ......................................................................................................................... 183

2.12. SOCIOLOGIA DO DIREITO.................................................................................................................... 184 2.12.1. Conceito De Sociologia – Controle Social E Direito. ............................................................. 184
2.12.1.1. Questões do TRF1 ......................................................................................................................... 184 2.12.1.2. Questões do TRF2 ......................................................................................................................... 184 2.12.1.3. Questões do TRF3 ......................................................................................................................... 184 2.12.1.4. Questões do TRF4 ......................................................................................................................... 185 2.12.1.5. Questões do TRF5 ......................................................................................................................... 185

2.13. FILOSOFIA DO DIREITO ...................................................................................................................... 185 2.13.1. A Justiça Como Valor Universal ........................................................................................... 185
2.13.1.1. Questões do TRF1 ......................................................................................................................... 185 2.13.1.2. Questões do TRF2 ......................................................................................................................... 185 2.13.1.3. Questões do TRF3 ......................................................................................................................... 185 2.13.1.4. Questões do TRF4 ......................................................................................................................... 185 2.13.1.5. Questões do TRF5 ......................................................................................................................... 185

3. PONTO 03 ................................................................................................................................... 186 3.1. DIREITO CONSTITUCIONAL ................................................................................................................... 186 3.1.1. Direitos e Garantias Fundamentais: Garantias Constitucionais e Núcleos Essenciais dos Direitos Fundamentais ..................................................................................................................... 186
3.1.1.1. Questões do TRF1 ........................................................................................................................... 186 3.1.1.2. Questões do TRF2 ........................................................................................................................... 186 3.1.1.3. Questões do TRF3 ........................................................................................................................... 189

5

3.1.1.4. Questões do TRF4 ........................................................................................................................... 190 3.1.1.5. Questões do TRF5 ........................................................................................................................... 190

3.2. DIREITO TRIBUTÁRIO ........................................................................................................................... 190 3.2.1. Sistema Constitucional Tributário: Tributos - Conceito - Natureza Jurídica - Classificação Espécies - Tributo E Preço Público .................................................................................................... 190
3.2.1.1. Questões do TRF1 ........................................................................................................................... 190 3.2.1.2. Questões do TRF2 ........................................................................................................................... 191 3.2.1.3. Questões do TRF3 ........................................................................................................................... 195 3.2.1.4. Questões do TRF4 ........................................................................................................................... 195 3.2.1.5. Questões do TRF5 ........................................................................................................................... 196

3.3. DIREITO ADMINISTRATIVO.................................................................................................................... 196 3.3.1. Intervenção do Estado na Propriedade e no Domínio Econômico ......................................... 196
3.3.1.1. Questões do TRF1 ........................................................................................................................... 196 3.3.1.2. Questões do TRF2 ........................................................................................................................... 196 3.3.1.3. Questões do TRF3 ........................................................................................................................... 198 3.3.1.4. Questões do TRF4 ........................................................................................................................... 199 3.3.1.5. Questões do TRF5 ........................................................................................................................... 199

3.4. DIREITO PENAL .................................................................................................................................. 199 3.4.1. Concurso de Pessoas e Concurso de Crimes ........................................................................... 199
3.4.1.1. Questões do TRF1 ........................................................................................................................... 199 3.4.1.2. Questões do TRF2 ........................................................................................................................... 200 3.4.1.3. Questões do TRF3 ........................................................................................................................... 201 3.4.1.4. Questões do TRF4 ........................................................................................................................... 201 3.4.1.5. Questões do TRF5 ........................................................................................................................... 201

3.5. DIREITO PREVIDENCIÁRIO..................................................................................................................... 201 3.5.1. Salário-De-Contribuição. Contribuições da Empresa. ............................................................ 201
3.5.1.1. Questões do TRF1 ........................................................................................................................... 201 3.5.1.2. Questões do TRF2 ........................................................................................................................... 201 3.5.1.3. Questões do TRF3 ........................................................................................................................... 202 3.5.1.4. Questões do TRF4 ........................................................................................................................... 203 3.5.1.5. Questões do TRF5 ........................................................................................................................... 203

3.6. DIREITO CIVIL .................................................................................................................................... 203 3.6.1. Validade e Invalidade dos Contratos. Contratos Fiduciários e Indiretos ................................ 203
3.6.1.1. Questões do TRF1 ........................................................................................................................... 203 3.6.1.2. Questões do TRF2 ........................................................................................................................... 203 3.6.1.3. Questões do TRF3 ........................................................................................................................... 204 3.6.1.4. Questões do TRF4 ........................................................................................................................... 205 3.6.1.5. Questões do TRF5 ........................................................................................................................... 205

3.7. DIREITO EMPRESARIAL ........................................................................................................................ 205 3.7.1. Sociedade Limitada ................................................................................................................ 205
3.7.1.1. Questões do TRF1 ........................................................................................................................... 205 3.7.1.2. Questões do TRF2 ........................................................................................................................... 205 3.7.1.3. Questões do TRF3 ........................................................................................................................... 206 3.7.1.4. Questões do TRF4 ........................................................................................................................... 206 3.7.1.5. Questões do TRF5 ........................................................................................................................... 206

3.8. DIREITO PROCESSUAL CIVIL .................................................................................................................. 208 3.8.1. Procedimento Sumário. Hipóteses de Admissibilidade. Valor da Causa e Caracterização por Matérias. Procedimento. Petição Inicial, Recebimento da Inicial, Citação, Audiência Inicial, Resposta do Réu, Audiência de Instrução e Julgamento. Intervenção de Terceiro e Ação Declaratória Incidental ......................................................................................................................................... 208
3.8.1.1. Questões do TRF1 ........................................................................................................................... 208 3.8.1.2. Questões do TRF2 ........................................................................................................................... 208

6

3.8.1.3. Questões do TRF3 ........................................................................................................................... 208 3.8.1.4. Questões do TRF4 ........................................................................................................................... 208 3.8.1.5. Questões do TRF5 ........................................................................................................................... 208

3.9. DIREITO PROCESSUAL PENAL ................................................................................................................ 209 3.9.1. Recursos ................................................................................................................................. 209
3.9.1.1. Questões do TRF1 ........................................................................................................................... 209 3.9.1.2. Questões do TRF2 ........................................................................................................................... 209 3.9.1.3. Questões do TRF3 ........................................................................................................................... 209 3.9.1.4. Questões do TRF4 ........................................................................................................................... 210 3.9.1.5. Questões do TRF5 ........................................................................................................................... 210

3.10. DIREITO AMBIENTAL ......................................................................................................................... 210 3.10.1. Tutela Administrativa do Meio Ambiente. Responsabilidade Administrativa em Matéria Ambiental. Poder de Polícia Ambiental ........................................................................................... 210
3.10.1.1. Questões do TRF1 ......................................................................................................................... 210 3.10.1.2. Questões do TRF2 ......................................................................................................................... 210 3.10.1.3. Questões do TRF3 ......................................................................................................................... 210 3.10.1.4. Questões do TRF4 ......................................................................................................................... 210 3.10.1.5. Questões do TRF5 ......................................................................................................................... 211

3.11. DIREITO INTERNACIONAL PÚBLICO E PRIVADO ........................................................................................ 213 3.11.1. Nacionalidade: Aquisição, Perda e Mudança ...................................................................... 213
3.11.1.1. Questões do TRF1 ......................................................................................................................... 213 3.11.1.2. Questões do TRF2 ......................................................................................................................... 213 3.11.1.3. Questões do TRF3 ......................................................................................................................... 213 3.11.1.4. Questões do TRF4 ......................................................................................................................... 213 3.11.1.5. Questões do TRF5 ......................................................................................................................... 213

3.12. SOCIOLOGIA DO DIREITO.................................................................................................................... 214 3.12.1. Fato Jurídico e Fato Social (Relações) .................................................................................. 214
3.12.1.1. Questões do TRF1 ......................................................................................................................... 214 3.12.1.2. Questões do TRF2 ......................................................................................................................... 214 3.12.1.3. Questões do TRF3 ......................................................................................................................... 214 3.12.1.4. Questões do TRF4 ......................................................................................................................... 214 3.12.1.5. Questões do TRF5 ......................................................................................................................... 214

3.13. FILOSOFIA DO DIREITO ...................................................................................................................... 214 3.13.1. Justiça e Legalidade ............................................................................................................. 214
3.13.1.1. Questões do TRF1 ......................................................................................................................... 214 3.13.1.2. Questões do TRF2 ......................................................................................................................... 215 3.13.1.3. Questões do TRF3 ......................................................................................................................... 215 3.13.1.4. Questões do TRF4 ......................................................................................................................... 215 3.13.1.5. Questões do TRF5 ......................................................................................................................... 215

4. PONTO 04 ................................................................................................................................... 216 4.1. DIREITO CONSTITUCIONAL ................................................................................................................... 216 4.1.1. Controle de Constitucionalidade ............................................................................................ 216
4.1.1.1. Questões do TRF1 ........................................................................................................................... 216 4.1.1.2. Questões do TRF2 ........................................................................................................................... 216 4.1.1.3. Questões do TRF3 ........................................................................................................................... 224 4.1.1.4. Questões do TRF4 ........................................................................................................................... 225 4.1.1.5. Questões do TRF5 ........................................................................................................................... 225

4.2. DIREITO TRIBUTÁRIO ........................................................................................................................... 225 4.2.1. Sistema Constitucional Tributário: Princípios Constitucionais De Direito Tributário ............. 225
4.2.1.1. Questões do TRF1 ........................................................................................................................... 225 4.2.1.2. Questões do TRF2 ........................................................................................................................... 226

7

4.2.1.3. Questões do TRF3 ........................................................................................................................... 231 4.2.1.4. Questões do TRF4 ........................................................................................................................... 232 4.2.1.5. Questões do TRF5 ........................................................................................................................... 232

4.3. DIREITO ADMINISTRATIVO.................................................................................................................... 234 4.3.1. Ato Administrativo. Políticas Públicas.................................................................................... 234
4.3.1.1. Questões do TRF1 ........................................................................................................................... 234 4.3.1.2. Questões do TRF2 ........................................................................................................................... 235 4.3.1.3. Questões do TRF3 ........................................................................................................................... 237 4.3.1.4. Questões do TRF4 ........................................................................................................................... 237 4.3.1.5. Questões do TRF5 ........................................................................................................................... 237

4.4. DIREITO PENAL .................................................................................................................................. 237 4.4.1. Pena. Valoração ..................................................................................................................... 237
4.4.1.1. Questões do TRF1 ........................................................................................................................... 237 4.4.1.2. Questões do TRF2 ........................................................................................................................... 237 4.4.1.3. Questões do TRF3 ........................................................................................................................... 242 4.4.1.4. Questões do TRF4 ........................................................................................................................... 242 4.4.1.5. Questões do TRF5 ........................................................................................................................... 242

4.5. DIREITO PREVIDENCIÁRIO..................................................................................................................... 242 4.5.1. Benefícios Previdenciários. Período de Carência. Valor Mensal. Salário-de-Benefício. Reajustamentos ............................................................................................................................... 242
4.5.1.1. Questões do TRF1 ........................................................................................................................... 242 4.5.1.2. Questões do TRF2 ........................................................................................................................... 243 4.5.1.3. Questões do TRF3 ........................................................................................................................... 244 4.5.1.4. Questões do TRF4 ........................................................................................................................... 244 4.5.1.5. Questões do TRF5 ........................................................................................................................... 244

4.6. DIREITO CIVIL .................................................................................................................................... 245 4.6.1. Fato Jurídico, Ato Jurídico E Negócio Jurídico. Relações Paracontratuais ............................. 245
4.6.1.1. Questões do TRF1 ........................................................................................................................... 245 4.6.1.2. Questões do TRF2 ........................................................................................................................... 245 4.6.1.3. Questões do TRF3 ........................................................................................................................... 245 4.6.1.4. Questões do TRF4 ........................................................................................................................... 247 4.6.1.5. Questões do TRF5 ........................................................................................................................... 247

4.7. DIREITO EMPRESARIAL ........................................................................................................................ 248 4.7.1. Alienação Fiduciária Em Garantia ......................................................................................... 248
4.7.1.1. Questões do TRF1 ........................................................................................................................... 248 4.7.1.2. Questões do TRF2 ........................................................................................................................... 249 4.7.1.3. Questões do TRF3 ........................................................................................................................... 249 4.7.1.4. Questões do TRF4 ........................................................................................................................... 249 4.7.1.5. Questões do TRF5 ........................................................................................................................... 249

4.8. DIREITO PROCESSUAL CIVIL .................................................................................................................. 249 4.8.1. Procedimento Ordinário – Fase Postulatória. Petição Inicial. Propositura Da Demanda. Requisitos Da Inicial. Pedido. Indeferimento Da Petição Inicial. Citação. Intimação. Resposta Do Réu: Contestação, Reconvenção, Exceções, Impugnação Ao Valor Da Causa, Impugnação À Gratuidade De Justiça e Ação Declaratória Incidental. Revelia ....................................................... 249
4.8.1.1. Questões do TRF1 ........................................................................................................................... 249 4.8.1.2. Questões do TRF2 ........................................................................................................................... 250 4.8.1.3. Questões do TRF3 ........................................................................................................................... 254 4.8.1.4. Questões do TRF4 ........................................................................................................................... 255 4.8.1.5. Questões do TRF5 ........................................................................................................................... 255

4.9. DIREITO PROCESSUAL PENAL ................................................................................................................ 256 4.9.1. Sentença. Motivação Das Decisões Penais ............................................................................ 256
4.9.1.1. Questões do TRF1 ........................................................................................................................... 256

8

4.9.1.2. Questões do TRF2 ........................................................................................................................... 259 4.9.1.3. Questões do TRF3 ........................................................................................................................... 260 4.9.1.4. Questões do TRF4 ........................................................................................................................... 260 4.9.1.5. Questões do TRF5 ........................................................................................................................... 261

4.10. DIREITO AMBIENTAL ......................................................................................................................... 261 4.10.1. Política Nacional Do Meio Ambiente. Instrumentos Da Política Nacional Do Meio Ambiente. Padrões De Qualidade Ambiental. Zoneamento Ambiental. Sistema Nacional De Unidades De Conservação Da Natureza ............................................................................................................... 261
4.10.1.1. Questões do TRF1 ......................................................................................................................... 261 4.10.1.2. Questões do TRF2 ......................................................................................................................... 261 4.10.1.3. Questões do TRF3 ......................................................................................................................... 262 4.10.1.4. Questões do TRF4 ......................................................................................................................... 262 4.10.1.5. Questões do TRF5 ......................................................................................................................... 262

4.11. DIREITO INTERNACIONAL PÚBLICO E PRIVADO ........................................................................................ 264 4.11.1. O Espaço Aéreo .................................................................................................................... 264
4.11.1.1. Questões do TRF1 ......................................................................................................................... 264 4.11.1.2. Questões do TRF2 ......................................................................................................................... 265 4.11.1.3. Questões do TRF3 ......................................................................................................................... 265 4.11.1.4. Questões do TRF4 ......................................................................................................................... 265 4.11.1.5. Questões do TRF5 ......................................................................................................................... 265

4.12. SOCIOLOGIA DO DIREITO.................................................................................................................... 265 4.12.1. Aspectos Gerenciais Da Atividade Judiciária........................................................................ 265
4.12.1.1. Questões do TRF1 ......................................................................................................................... 265 4.12.1.2. Questões do TRF2 ......................................................................................................................... 265 4.12.1.3. Questões do TRF3 ......................................................................................................................... 265 4.12.1.4. Questões do TRF4 ......................................................................................................................... 265 4.12.1.5. Questões do TRF5 ......................................................................................................................... 265

4.13. FILOSOFIA DO DIREITO ...................................................................................................................... 265 4.13.1. O Conceito De Direito E Sua Positividade............................................................................. 265
4.13.1.1. Questões do TRF1 ......................................................................................................................... 265 4.13.1.2. Questões do TRF2 ......................................................................................................................... 267 4.13.1.3. Questões do TRF3 ......................................................................................................................... 267 4.13.1.4. Questões do TRF4 ......................................................................................................................... 267 4.13.1.5. Questões do TRF5 ......................................................................................................................... 267

5. PONTO 05 ................................................................................................................................... 268 5.1. DIREITO CONSTITUCIONAL ................................................................................................................... 268 5.1.1. Eficácia Das Normas Constitucionais ..................................................................................... 268
5.1.1.1. Questões do TRF1 ........................................................................................................................... 268 5.1.1.2. Questões do TRF2 ........................................................................................................................... 270 5.1.1.3. Questões do TRF3 ........................................................................................................................... 270 5.1.1.4. Questões do TRF4 ........................................................................................................................... 270 5.1.1.5. Questões do TRF5 ........................................................................................................................... 270

5.2. DIREITO TRIBUTÁRIO ........................................................................................................................... 271 5.2.1. Impostos: União Federal – Estados-membros - Municípios – Distrito Federal - Territórios Princípios E Normas Constitucionais – Rendas Compatíveis ............................................................ 271
5.2.1.1. Questões do TRF1 ........................................................................................................................... 271 5.2.1.2. Questões do TRF2 ........................................................................................................................... 271 5.2.1.3. Questões do TRF3 ........................................................................................................................... 273 5.2.1.4. Questões do TRF4 ........................................................................................................................... 277 5.2.1.5. Questões do TRF5 ........................................................................................................................... 277

5.3. DIREITO ADMINISTRATIVO.................................................................................................................... 278

9

5.3.1. Licitação ................................................................................................................................. 278
5.3.1.1. Questões do TRF1 ........................................................................................................................... 278 5.3.1.2. Questões do TRF2 ........................................................................................................................... 284 5.3.1.3. Questões do TRF3 ........................................................................................................................... 292 5.3.1.4. Questões do TRF4 ........................................................................................................................... 296 5.3.1.5. Questões do TRF5 ........................................................................................................................... 296

5.4. DIREITO PENAL .................................................................................................................................. 296 5.4.1. Extinção Da Punibilidade ....................................................................................................... 296
5.4.1.1. Questões do TRF1 ........................................................................................................................... 296 5.4.1.2. Questões do TRF2 ........................................................................................................................... 301 5.4.1.3. Questões do TRF3 ........................................................................................................................... 301 5.4.1.4. Questões do TRF4 ........................................................................................................................... 301 5.4.1.5. Questões do TRF5 ........................................................................................................................... 301

5.5. DIREITO PREVIDENCIÁRIO..................................................................................................................... 301 5.5.1. Aposentadoria. Auxílio-Doença. Abono De Permanência. Pensões. Renda Mensal Vitalícia. Acumulação ..................................................................................................................................... 301
5.5.1.1. Questões do TRF1 ........................................................................................................................... 301 5.5.1.2. Questões do TRF2 ........................................................................................................................... 307 5.5.1.3. Questões do TRF3 ........................................................................................................................... 308 5.5.1.4. Questões do TRF4 ........................................................................................................................... 308 5.5.1.5. Questões do TRF5 ........................................................................................................................... 308

5.6. DIREITO CIVIL .................................................................................................................................... 309 5.6.1. Compra E Venda. Pactos Adjetos. Compromisso De Compra E Venda .................................. 309
5.6.1.1. Questões do TRF1 ........................................................................................................................... 309 5.6.1.2. Questões do TRF2 ........................................................................................................................... 313 5.6.1.3. Questões do TRF3 ........................................................................................................................... 313 5.6.1.4. Questões do TRF4 ........................................................................................................................... 313 5.6.1.5. Questões do TRF5 ........................................................................................................................... 313

5.7. DIREITO EMPRESARIAL ........................................................................................................................ 313 5.7.1. Títulos De Crédito................................................................................................................... 313
5.7.1.1. Questões do TRF1 ........................................................................................................................... 313 5.7.1.2. Questões do TRF2 ........................................................................................................................... 318 5.7.1.3. Questões do TRF3 ........................................................................................................................... 322 5.7.1.4. Questões do TRF4 ........................................................................................................................... 322 5.7.1.5. Questões do TRF5 ........................................................................................................................... 324

5.8. DIREITO PROCESSUAL CIVIL .................................................................................................................. 325 1.8.1. Fase Ordinatória. Providências Preliminares. Réplica. Especificação De Provas. Regularização. Julgamento Conforme O Estado Do Processo. Extinção Sem Julgamento Do Mérito. Julgamento Antecipado Do Mérito. Audiência Preliminar. Tentativa De Conciliação, Saneamento Do Processo, Desnecessidade De Audiência Preliminar ........................................................................................ 325
5.8.1.1. Questões do TRF1 ........................................................................................................................... 325 5.8.1.2. Questões do TRF2 ........................................................................................................................... 328 5.8.1.3. Questões do TRF3 ........................................................................................................................... 329 5.8.1.4. Questões do TRF4 ........................................................................................................................... 329 5.8.1.5. Questões do TRF5 ........................................................................................................................... 329

5.9. DIREITO PROCESSUAL PENAL ................................................................................................................ 329 5.9.1. Prova. Indícios. Presunções. Ônus Da Prova. Valor Da Confissão .......................................... 329
5.9.1.1. Questões do TRF1 ........................................................................................................................... 329 5.9.1.2. Questões do TRF2 ........................................................................................................................... 336 5.9.1.3. Questões do TRF3 ........................................................................................................................... 339 5.9.1.4. Questões do TRF4 ........................................................................................................................... 339 5.9.1.5. Questões do TRF5 ........................................................................................................................... 340

10

5.10. DIREITO AMBIENTAL ......................................................................................................................... 340 5.10.1. Avaliação De Impactos Ambientais. Estudo Prévio De Impacto Ambiental E Licenciamento Ambiental. Infrações E Sanções Administrativas ............................................................................. 340
5.10.1.1. Questões do TRF1 ......................................................................................................................... 340 5.10.1.2. Questões do TRF2 ......................................................................................................................... 344 5.10.1.3. Questões do TRF3 ......................................................................................................................... 347 5.10.1.4. Questões do TRF4 ......................................................................................................................... 347 5.10.1.5. Questões do TRF5 ......................................................................................................................... 347

5.11. DIREITO INTERNACIONAL PÚBLICO E PRIVADO ........................................................................................ 347 5.11.1. Mar Territorial E Zona Contígua. Zona Econômica. Plataforma Continental. Alto Mar ...... 347
5.11.1.1. Questões do TRF1 ......................................................................................................................... 347 5.11.1.2. Questões do TRF2 ......................................................................................................................... 348 5.11.1.3. Questões do TRF3 ......................................................................................................................... 348 5.11.1.4. Questões do TRF4 ......................................................................................................................... 348 5.11.1.5. Questões do TRF5 ......................................................................................................................... 348

5.12. SOCIOLOGIA DO DIREITO.................................................................................................................... 348 5.12.1. O Fato Jurídico Como Espécie Do Gênero Fato Social .......................................................... 348
5.12.1.1. Questões do TRF1 ......................................................................................................................... 348 5.12.1.2. Questões do TRF2 ......................................................................................................................... 348 5.12.1.3. Questões do TRF3 ......................................................................................................................... 348 5.12.1.4. Questões do TRF4 ......................................................................................................................... 348 5.12.1.5. Questões do TRF5 ......................................................................................................................... 348

5.13. FILOSOFIA DO DIREITO ...................................................................................................................... 349 5.13.1. A Justiça Como Valor Jurídico Político.................................................................................. 349
5.13.1.1. Questões do TRF1 ......................................................................................................................... 349 5.13.1.2. Questões do TRF2 ......................................................................................................................... 349 5.13.1.3. Questões do TRF3 ......................................................................................................................... 349 5.13.1.4. Questões do TRF4 ......................................................................................................................... 349 5.13.1.5. Questões do TRF5 ......................................................................................................................... 349

6. PONTO 06 ................................................................................................................................... 350 6.1. DIREITO CONSTITUCIONAL ................................................................................................................... 350 6.1.1. Princípios E Métodos De Interpretação Da Constituição ....................................................... 350
6.1.1.1. Questões do TRF1 ........................................................................................................................... 350 6.1.1.2. Questões do TRF2 ........................................................................................................................... 350 6.1.1.3. Questões do TRF3 ........................................................................................................................... 351 6.1.1.4. Questões do TRF4 ........................................................................................................................... 351 6.1.1.5. Questões do TRF5 ........................................................................................................................... 352

6.2. DIREITO TRIBUTÁRIO ........................................................................................................................... 352 6.2.1. Legislação Tributária: Vigência No Tempo E No Espaço – Aplicação - Hermenêutica Tributária – Lei Interpretativa - Interpretação E Integração Da Legislação Tributária No Código Tributário Nacional ........................................................................................................................................... 352
6.2.1.1. Questões do TRF1 ........................................................................................................................... 352 6.2.1.2. Questões do TRF2 ........................................................................................................................... 355 6.2.1.3. Questões do TRF3 ........................................................................................................................... 358 6.2.1.4. Questões do TRF4 ........................................................................................................................... 358 6.2.1.5. Questões do TRF5 ........................................................................................................................... 358

6.3. DIREITO ADMINISTRATIVO.................................................................................................................... 358 6.3.1. Serviços Públicos E Atividades Econômicas Do Estado .......................................................... 358
6.3.1.1. Questões do TRF1 ........................................................................................................................... 358 6.3.1.2. Questões do TRF2 ........................................................................................................................... 360 6.3.1.3. Questões do TRF3 ........................................................................................................................... 361

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6.3.1.4. Questões do TRF4 ........................................................................................................................... 361 6.3.1.5. Questões do TRF5 ........................................................................................................................... 361

6.4. DIREITO PENAL .................................................................................................................................. 362 6.4.1. Inatividade No Processo Penal. Inquérito Policial. Garantias Do Investigado. Atribuições Da Autoridade Policial. Intervenção Do Ministério Público................................................................... 362
6.4.1.1. Questões do TRF1 ........................................................................................................................... 362 6.4.1.2. Questões do TRF2 ........................................................................................................................... 364 6.4.1.3. Questões do TRF3 ........................................................................................................................... 365 6.4.1.4. Questões do TRF4 ........................................................................................................................... 365 6.4.1.5. Questões do TRF5 ........................................................................................................................... 365

6.5. DIREITO PREVIDENCIÁRIO..................................................................................................................... 366 6.5.1. Tempo De Serviço - Lei N. 8.742/1993 (Loas): Aspectos Previdenciários E Sociais ................ 366
6.5.1.1. Questões do TRF1 ........................................................................................................................... 366 6.5.1.2. Questões do TRF2 ........................................................................................................................... 367 6.5.1.3. Questões do TRF3 ........................................................................................................................... 367 6.5.1.4. Questões do TRF4 ........................................................................................................................... 367 6.5.1.5. Questões do TRF5 ........................................................................................................................... 367

6.6. DIREITO CIVIL .................................................................................................................................... 367 6.6.1. Pessoas Jurídicas. Obrigação Natural .................................................................................... 367
6.6.1.1. Questões do TRF1 ........................................................................................................................... 367 6.6.1.2. Questões do TRF2 ........................................................................................................................... 369 6.6.1.3. Questões do TRF3 ........................................................................................................................... 369 6.6.1.4. Questões do TRF4 ........................................................................................................................... 370 6.6.1.5. Questões do TRF5 ........................................................................................................................... 370

6.7. DIREITO EMPRESARIAL ........................................................................................................................ 370 6.7.1. Arrendamento Mercantil ....................................................................................................... 370
6.7.1.1. Questões do TRF1 ........................................................................................................................... 370 6.7.1.2. Questões do TRF2 ........................................................................................................................... 371 6.7.1.3. Questões do TRF3 ........................................................................................................................... 371 6.7.1.4. Questões do TRF4 ........................................................................................................................... 371 6.7.1.5. Questões do TRF5 ........................................................................................................................... 371

6.8. DIREITO PROCESSUAL CIVIL .................................................................................................................. 371 6.8.1. Procedimento Ordinário – Fase Instrutória. Teoria Geral Da Prova. Classificação Da Prova. Objeto Da Prova. Prova De Fato Negativo. O Juiz E A Produção Da Prova. O Ônus Da Prova. Provas Ilícitas. Hierarquia. Fontes E Meios. Prova Documental. Prova Pericial. Inspeção Judicial. Prova Testemunhal. Depoimento Pessoal. Interrogatório Das Partes. Audiência De Instrução E Julgamento ......................................................................................................................................................... 371
6.8.1.1. Questões do TRF1 ........................................................................................................................... 371 6.8.1.2. Questões do TRF2 ........................................................................................................................... 375 6.8.1.3. Questões do TRF3 ........................................................................................................................... 375 6.8.1.4. Questões do TRF4 ........................................................................................................................... 375 6.8.1.5. Questões do TRF5 ........................................................................................................................... 376

6.9. DIREITO PROCESSUAL PENAL ................................................................................................................ 376 6.9.1. Questões E Processos Incidentes............................................................................................ 376
6.9.1.1. Questões do TRF1 ........................................................................................................................... 376 6.9.1.2. Questões do TRF2 ........................................................................................................................... 377 6.9.1.3. Questões do TRF3 ........................................................................................................................... 378 6.9.1.4. Questões do TRF4 ........................................................................................................................... 378 6.9.1.5. Questões do TRF5 ........................................................................................................................... 378

6.10. DIREITO AMBIENTAL ......................................................................................................................... 378 6.10.1. Responsabilidade Ambiental. Tutela Civil Do Meio Ambiente. A Responsabilidade Civil Ambiental. O Dano Ambiental. Formas De Reparação Do Dano Ambiental. Responsabilidade Por

12

Culpa Do Direito Tradicional. Responsabilidade Objetiva No Direito Ambiental. O Sujeito Responsável E A Solidariedade Passiva No Dano Ambiental. A Responsabilidade Do Estado Por Dano Ambiental ............................................................................................................................... 378
6.10.1.1. Questões do TRF1 ......................................................................................................................... 378 6.10.1.2. Questões do TRF2 ......................................................................................................................... 383 6.10.1.3. Questões do TRF3 ......................................................................................................................... 383 6.10.1.4. Questões do TRF4 ......................................................................................................................... 383 6.10.1.5. Questões do TRF5 ......................................................................................................................... 383

6.11. DIREITO INTERNACIONAL PÚBLICO E PRIVADO ........................................................................................ 383 6.11.1. O Estado Como Sujeito De Direito Internacional Público (Deveres E Direitos Do Estado Na Ordem Internacional)....................................................................................................................... 383
6.11.1.1. Questões do TRF1 ......................................................................................................................... 383 6.11.1.2. Questões do TRF2 ......................................................................................................................... 384 6.11.1.3. Questões do TRF3 ......................................................................................................................... 384 6.11.1.4. Questões do TRF4 ......................................................................................................................... 384 6.11.1.5. Questões do TRF5 ......................................................................................................................... 384

6.12. SOCIOLOGIA DO DIREITO.................................................................................................................... 384 6.12.1. Extratificação Social ............................................................................................................. 384
6.12.1.1. Questões do TRF1 ......................................................................................................................... 384 6.12.1.2. Questões do TRF2 ......................................................................................................................... 385 6.12.1.3. Questões do TRF3 ......................................................................................................................... 385 6.12.1.4. Questões do TRF4 ......................................................................................................................... 385 6.12.1.5. Questões do TRF5 ......................................................................................................................... 385

6.13. FILOSOFIA DO DIREITO ...................................................................................................................... 385 6.13.1. A Moral e o Direito............................................................................................................... 385
6.13.1.1. Questões do TRF1 ......................................................................................................................... 385 6.13.1.2. Questões do TRF2 ......................................................................................................................... 386 6.13.1.3. Questões do TRF3 ......................................................................................................................... 386 6.13.1.4. Questões do TRF4 ......................................................................................................................... 386 6.13.1.5. Questões do TRF5 ......................................................................................................................... 387

7. PONTO 07 ................................................................................................................................... 387 7.1. DIREITO CONSTITUCIONAL ................................................................................................................... 387 7.1.1. Conceitos De Constituição ..................................................................................................... 387
7.1.1.1. Questões do TRF1 ........................................................................................................................... 387 7.1.1.2. Questões do TRF2 ........................................................................................................................... 388 7.1.1.3. Questões do TRF3 ........................................................................................................................... 391 7.1.1.4. Questões do TRF4 ........................................................................................................................... 391 7.1.1.5. Questões do TRF5 ........................................................................................................................... 392

7.2. DIREITO TRIBUTÁRIO ........................................................................................................................... 392 7.2.1. Obrigação Tributária: Elementos - Sujeição Passiva Direta E Indireta - Espécies – Domicílio Tributário ......................................................................................................................................... 392
7.2.1.1. Questões do TRF1 ........................................................................................................................... 392 7.2.1.2. Questões do TRF2 ........................................................................................................................... 395 7.2.1.3. Questões do TRF3 ........................................................................................................................... 397 7.2.1.4. Questões do TRF4 ........................................................................................................................... 399 7.2.1.5. Questões do TRF5 ........................................................................................................................... 399

7.3. DIREITO ADMINISTRATIVO.................................................................................................................... 400 7.3.1. Administração Pública Direta E Indireta. Entidades Administrativas .................................... 400
7.3.1.1. Questões do TRF1 ........................................................................................................................... 400 7.3.1.3. Questões do TRF3 ........................................................................................................................... 403 7.3.1.4. Questões do TRF4 ........................................................................................................................... 409

13

7.3.1.5. Questões do TRF5 ........................................................................................................................... 410

7.4. DIREITO PENAL .................................................................................................................................. 419 7.4.1. Suspensão Condicional Do Processo E Da Pena ..................................................................... 419
7.4.1.1. Questões do TRF1 ........................................................................................................................... 419 7.4.1.2. Questões do TRF2 ........................................................................................................................... 419 7.4.1.3. Questões do TRF3 ........................................................................................................................... 420 7.4.1.4. Questões do TRF4 ........................................................................................................................... 420 7.4.1.5. Questões do TRF5 ........................................................................................................................... 420

7.5. DIREITO PREVIDENCIÁRIO..................................................................................................................... 420 7.5.1. Aposentadoria. Auxílio-Doença. Abono De Permanência. Pensões. Renda Mensal Vitalícia. Acumulação ..................................................................................................................................... 420
7.5.1.1. Questões do TRF1 ........................................................................................................................... 420 7.5.1.2. Questões do TRF2 ........................................................................................................................... 422 7.5.1.3. Questões do TRF3 ........................................................................................................................... 422 7.5.1.4. Questões do TRF4 ........................................................................................................................... 422 7.5.1.5. Questões do TRF5 ........................................................................................................................... 422

7.6. DIREITO CIVIL .................................................................................................................................... 422 7.6.1. Do Pagamento (Regras Gerais). Pagamento Com Sub-Rogação. Novação ........................... 422
7.6.1.1. Questões do TRF1 ........................................................................................................................... 422 7.6.1.2. Questões do TRF2 ........................................................................................................................... 423 7.6.1.3. Questões do TRF3 ........................................................................................................................... 423 7.6.1.4. Questões do TRF4 ........................................................................................................................... 424 7.6.1.5. Questões do TRF5 ........................................................................................................................... 424

7.7. DIREITO EMPRESARIAL ........................................................................................................................ 424 7.7.1. Franquia E Faturização .......................................................................................................... 424
7.7.1.1. Questões do TRF1 ........................................................................................................................... 424 7.7.1.2. Questões do TRF2 ........................................................................................................................... 424 7.7.1.3. Questões do TRF3 ........................................................................................................................... 424 7.7.1.4. Questões do TRF4 ........................................................................................................................... 424 7.7.1.5. Questões do TRF5 ........................................................................................................................... 424

7.8. DIREITO PROCESSUAL CIVIL .................................................................................................................. 424 7.8.1. O Processo Nos Tribunais. Uniformização Da Jurisprudência. Declaração De Inconstitucionalidade Pelo Sistema Difuso ...................................................................................... 424
7.8.1.1. Questões do TRF1 ........................................................................................................................... 424 7.8.1.2. Questões do TRF2 ........................................................................................................................... 424 7.8.1.3. Questões do TRF3 ........................................................................................................................... 425 7.8.1.4. Questões do TRF4 ........................................................................................................................... 425 7.8.1.5. Questões do TRF5 ........................................................................................................................... 425

7.9. DIREITO PROCESSUAL PENAL ................................................................................................................ 425 7.9.1. Execução Penal ...................................................................................................................... 425
7.9.1.1. Questões do TRF1 ........................................................................................................................... 425 7.9.1.2. Questões do TRF2 ........................................................................................................................... 425 7.9.1.3. Questões do TRF3 ........................................................................................................................... 426 7.9.1.4. Questões do TRF4 ........................................................................................................................... 426 7.9.1.5. Questões do TRF5 ........................................................................................................................... 426

7.10. DIREITO AMBIENTAL ......................................................................................................................... 426 7.10.1. Responsabilidade Ambiental. Tutela Penal Do Meio Ambiente. A Responsabilidade Penal Ambiental. As Normas Penais Ambientais. Responsabilidade Penal Individual. Responsabilidade Penal Da Pessoa Jurídica. As Sanções Penais Das Pessoas Físicas. As Penas Aplicáveis Às Pessoas Jurídicas. Os Crimes Ambientais Previstos Na Lei Nº 9.605/98. Outros Crimes Ambientais ............ 426
7.10.1.1. Questões do TRF1 ......................................................................................................................... 426 7.10.1.2. Questões do TRF2 ......................................................................................................................... 426

14

7.10.1.3. Questões do TRF3 ......................................................................................................................... 426 7.10.1.4. Questões do TRF4 ......................................................................................................................... 426 7.10.1.5. Questões do TRF5 ......................................................................................................................... 426

7.11. DIREITO INTERNACIONAL PÚBLICO E PRIVADO ........................................................................................ 427 7.11.1. O Homem Como Sujeito De Direito Internacional Público (As Declarações De Direitos) ..... 427
7.11.1.1. Questões do TRF1 ......................................................................................................................... 427 7.11.1.2. Questões do TRF2 ......................................................................................................................... 427 7.11.1.3. Questões do TRF3 ......................................................................................................................... 428 7.11.1.4. Questões do TRF4 ......................................................................................................................... 429 7.11.1.5. Questões do TRF5 ......................................................................................................................... 429

7.12. SOCIOLOGIA DO DIREITO.................................................................................................................... 429 7.12.1. Processos De Transformação Do Indivíduo Do Gênero Em Pessoa Ou Ator Social .............. 429
7.12.1.1. Questões do TRF1 ......................................................................................................................... 429 7.12.1.2. Questões do TRF2 ......................................................................................................................... 429 7.12.1.3. Questões do TRF3 ......................................................................................................................... 430 7.12.1.4. Questões do TRF4 ......................................................................................................................... 430 7.12.1.5. Questões do TRF5 ......................................................................................................................... 430

7.13. FILOSOFIA DO DIREITO ...................................................................................................................... 430 7.13.1. Equidade .............................................................................................................................. 430
7.13.1.1. Questões do TRF1 ......................................................................................................................... 430 7.13.1.2. Questões do TRF2 ......................................................................................................................... 430 7.13.1.3. Questões do TRF3 ......................................................................................................................... 430 7.13.1.4. Questões do TRF4 ......................................................................................................................... 430 7.13.1.5. Questões do TRF5 ......................................................................................................................... 430

8. PONTO 08 ................................................................................................................................... 430 8.1. DIREITO CONSTITUCIONAL ................................................................................................................... 430 8.1.1. Classificação Das Constituições ............................................................................................. 430
8.1.1.1. Questões do TRF1 ........................................................................................................................... 430 8.1.1.2. Questões do TRF2 ........................................................................................................................... 430 8.1.1.3. Questões do TRF3 ........................................................................................................................... 431 8.1.1.4. Questões do TRF4 ........................................................................................................................... 431 8.1.1.5. Questões do TRF5 ........................................................................................................................... 431

8.2. DIREITO TRIBUTÁRIO ........................................................................................................................... 431 8.2.1. Crédito Tributário: Constituição ............................................................................................. 431
8.2.1.1. Questões do TRF1 ........................................................................................................................... 431 8.2.1.2. Questões do TRF2 ........................................................................................................................... 431 8.2.1.3. Questões do TRF3 ........................................................................................................................... 431 8.2.1.4. Questões do TRF4 ........................................................................................................................... 432 8.2.1.5. Questões do TRF5 ........................................................................................................................... 432

8.3. DIREITO ADMINISTRATIVO.................................................................................................................... 432 8.3.1. Devido Processo (Legal) Administrativo................................................................................. 432
8.3.1.1. Questões do TRF1 ........................................................................................................................... 432 8.3.1.2. Questões do TRF2 ........................................................................................................................... 432 8.3.1.3. Questões do TRF3 ........................................................................................................................... 433 8.3.1.4. Questões do TRF4 ........................................................................................................................... 433 8.3.1.5. Questões do TRF5 ........................................................................................................................... 433

8.4. DIREITO PENAL .................................................................................................................................. 433 8.4.1. Crimes De "Lavagem" Ou Ocultação De Bens, Direitos E Valores .......................................... 433
8.4.1.1. Questões do TRF1 ........................................................................................................................... 433 8.4.1.2. Questões do TRF2 ........................................................................................................................... 434 8.4.1.3. Questões do TRF3 ........................................................................................................................... 434

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8.4.1.4. Questões do TRF4 ........................................................................................................................... 434 8.4.1.5. Questões do TRF5 ........................................................................................................................... 435

8.5. DIREITO PREVIDENCIÁRIO..................................................................................................................... 435 8.5.1. Trabalhador Rural - Estatuto Do Idoso (Lei N. 10.741/2003)................................................. 435
8.5.1.1. Questões do TRF1 ........................................................................................................................... 435 8.5.1.2. Questões do TRF2 ........................................................................................................................... 437 8.5.1.3. Questões do TRF3 ........................................................................................................................... 437 8.5.1.4. Questões do TRF4 ........................................................................................................................... 437 8.5.1.5. Questões do TRF5 ........................................................................................................................... 437

8.6. DIREITO CIVIL .................................................................................................................................... 437 8.6.1. Obrigação: Conceito. Elementos Constitutivos. Modalidades ............................................... 437
8.6.1.1. Questões do TRF1 ........................................................................................................................... 437 8.6.1.2. Questões do TRF2 ........................................................................................................................... 437 8.6.1.3. Questões do TRF3 ........................................................................................................................... 438 8.6.1.4. Questões do TRF4 ........................................................................................................................... 438 8.6.1.5. Questões do TRF5 ........................................................................................................................... 438

8.7. DIREITO EMPRESARIAL ........................................................................................................................ 439 8.7.1. Sociedade Simples E Sociedade Em Nome Coletivo ............................................................... 439
8.7.1.1. Questões do TRF1 ........................................................................................................................... 439 8.7.1.2. Questões do TRF2 ........................................................................................................................... 439 8.7.1.3. Questões do TRF3 ........................................................................................................................... 439 8.7.1.4. Questões do TRF4 ........................................................................................................................... 439 8.7.1.5. Questões do TRF5 ........................................................................................................................... 439

8.8. DIREITO PROCESSUAL CIVIL .................................................................................................................. 440 8.8.1. Homologação De Sentença Estrangeira. Ação Rescisória. Ação Rescisória Constitucional. Antecipação De Tutela Na Ação Rescisória ..................................................................................... 440
8.8.1.1. Questões do TRF1 ........................................................................................................................... 440 8.8.1.2. Questões do TRF2 ........................................................................................................................... 440 8.8.1.3. Questões do TRF3 ........................................................................................................................... 442 8.8.1.4. Questões do TRF4 ........................................................................................................................... 442 8.8.1.5. Questões do TRF5 ........................................................................................................................... 443

8.9. DIREITO PROCESSUAL PENAL ................................................................................................................ 445 8.9.1. Prisão Cautelar De Natureza Processual................................................................................ 445
8.9.1.1. Questões do TRF1 ........................................................................................................................... 445 8.9.1.2. Questões do TRF2 ........................................................................................................................... 446 8.9.1.3. Questões do TRF3 ........................................................................................................................... 446 8.9.1.4. Questões do TRF4 ........................................................................................................................... 448 8.9.1.5. Questões do TRF5 ........................................................................................................................... 449

8.10. DIREITO AMBIENTAL ......................................................................................................................... 449 8.10.1. Principais Instrumentos De Proteção Internacional Do Meio Ambiente. Fontes Do Direito Internacional Do Meio Ambiente. Documentos Internacionais. Agenda 21 .................................... 449
8.10.1.1. Questões do TRF1 ......................................................................................................................... 449 8.10.1.2. Questões do TRF2 ......................................................................................................................... 449 8.10.1.3. Questões do TRF3 ......................................................................................................................... 450 8.10.1.4. Questões do TRF4 ......................................................................................................................... 450 8.10.1.5. Questões do TRF5 ......................................................................................................................... 450

8.11. DIREITO INTERNACIONAL PÚBLICO E PRIVADO ........................................................................................ 450 8.11.1. Incorporação Dos Tratados Público E Privado Internacionais (Convenções Etc.) No Direito Brasileiro .......................................................................................................................................... 450
8.11.1.1. Questões do TRF1 ......................................................................................................................... 450 8.11.1.2. Questões do TRF2 ......................................................................................................................... 452 8.11.1.3. Questões do TRF3 ......................................................................................................................... 456

16

8.11.1.4. Questões do TRF4 ......................................................................................................................... 457 8.11.1.5. Questões do TRF5 ......................................................................................................................... 457

8.12. SOCIOLOGIA DO DIREITO .............................................................................................................. 460 8.12.1. Conflitos – Conceito .......................................................................................................... 460
8.12.1.1. Questões do TRF1 ........................................................................................................................ 460 8.12.1.2. Questões do TRF28 ....................................................................................................................... 461 8.12.1.3. Questões do TRF3 ......................................................................................................................... 461 8.12.1.4. Questões do TRF4 ......................................................................................................................... 461 8.12.1.5. Questões do TRF5 ......................................................................................................................... 461

8.13. FILOSOFIA DO DIREITO ...................................................................................................................... 461 8.13.1. O Mundo Compreendido Cosmologicamente ...................................................................... 461
8.13.1.1. Questões do TRF1 ......................................................................................................................... 461 8.13.1.2. Questões do TRF2 ......................................................................................................................... 465 8.13.1.3. Questões do TRF3 ......................................................................................................................... 465 8.13.1.4. Questões do TRF4 ......................................................................................................................... 465 8.13.1.5. Questões do TRF5 ......................................................................................................................... 465

9. PONTO 09 ................................................................................................................................... 465 9.1. DIREITO CONSTITUCIONAL ................................................................................................................... 465 9.1.1. Separação De Poderes E Divisão De Poderes No Brasil.......................................................... 465
9.1.1.1. Questões do TRF1 ........................................................................................................................... 465 9.1.1.2. Questões do TRF2 ........................................................................................................................... 465 9.1.1.3. Questões do TRF3 ........................................................................................................................... 471 9.1.1.4. Questões do TRF4 ........................................................................................................................... 474 9.1.1.5. Questões do TRF5 ........................................................................................................................... 474

TRF5 – 2012.................................................................................................................................. 474 9.2. DIREITO TRIBUTÁRIO ........................................................................................................................... 476 9.2.1. Crédito Tributário: Suspensão ................................................................................................ 476
9.2.1.1. Questões do TRF1 ........................................................................................................................... 476 9.2.1.2. Questões do TRF2 ........................................................................................................................... 476 9.2.1.3. Questões do TRF3 ........................................................................................................................... 477 9.2.1.4. Questões do TRF4 ........................................................................................................................... 477 9.2.1.5. Questões do TRF5 ........................................................................................................................... 477

9.3. DIREITO ADMINISTRATIVO.................................................................................................................... 477 9.3.1. Contratos Administrativos. Parcerias Público-Privadas ......................................................... 477
9.3.1.1. Questões do TRF1 ........................................................................................................................... 477 9.3.1.2. Questões do TRF2 ........................................................................................................................... 477 9.3.1.3. Questões do TRF3 ........................................................................................................................... 479 9.3.1.4. Questões do TRF4 ........................................................................................................................... 480 9.3.1.5. Questões do TRF5 ........................................................................................................................... 480

9.4. DIREITO PENAL .................................................................................................................................. 480 9.4.1. Crimes Hediondos .................................................................................................................. 480
9.4.1.1. Questões do TRF1 ........................................................................................................................... 480 9.4.1.2. Questões do TRF2 ........................................................................................................................... 481 9.4.1.3. Questões do TRF3 ........................................................................................................................... 481 9.4.1.4. Questões do TRF4 ........................................................................................................................... 482 9.4.1.5. Questões do TRF5 ........................................................................................................................... 483

9.5. DIREITO PREVIDENCIÁRIO..................................................................................................................... 483 9.5.1. Empregador E Empregado Domésticos - Estatuto Do Idoso (Lei N. 10.741/2003) - Lei N. 8.742/1993 (Loas) ............................................................................................................................ 483
9.5.1.1. Questões do TRF1 ........................................................................................................................... 483

17

9.5.1.2. Questões do TRF2 ........................................................................................................................... 483 9.5.1.3. Questões do TRF3 ........................................................................................................................... 484 9.5.1.4. Questões do TRF4 ........................................................................................................................... 484 9.5.1.5. Questões do TRF5 ........................................................................................................................... 484

9.6. DIREITO CIVIL .................................................................................................................................... 484 9.6.1. Mandato. Revisão E Extinção Dos Contratos ......................................................................... 484
9.6.1.1. Questões do TRF1 ........................................................................................................................... 484 9.6.1.2. Questões do TRF2 ........................................................................................................................... 484 9.6.1.3. Questões do TRF3 ........................................................................................................................... 485 9.6.1.4. Questões do TRF4 ........................................................................................................................... 486 9.6.1.5. Questões do TRF5 ........................................................................................................................... 486

9.7. DIREITO EMPRESARIAL ........................................................................................................................ 486 9.7.1. Sociedade: Princípios Gerais E Classificação .......................................................................... 486
9.7.1.1. Questões do TRF1 ........................................................................................................................... 486 9.7.1.2. Questões do TRF2 ........................................................................................................................... 487 9.7.1.3. Questões do TRF3 ........................................................................................................................... 489 9.7.1.4. Questões do TRF4 ........................................................................................................................... 491 9.7.1.5. Questões do TRF5 ........................................................................................................................... 491

9.8. DIREITO PROCESSUAL CIVIL .................................................................................................................. 493 9.8.1. Teoria Geral Dos Recursos. Princípio Do Duplo Grau De Jurisdição. Conceito De Recurso. Classificação. Juízo De Admissibilidade. Juízo De Mérito. Efeito Dos Recursos. Efeitos De Interposição. Efeitos De Julgamento. Antecipação Da Tutela Recursal ........................................... 493
9.8.1.1. Questões do TRF1 ........................................................................................................................... 493 9.8.1.2. Questões do TRF2 ........................................................................................................................... 493 9.8.1.3. Questões do TRF3 ........................................................................................................................... 494 9.8.1.4. Questões do TRF4 ........................................................................................................................... 494 9.8.1.5. Questões do TRF5 ........................................................................................................................... 494

9.9. DIREITO PROCESSUAL PENAL ................................................................................................................ 495 9.9.1. Juizados Especiais Federais Criminais .................................................................................... 495
9.9.1.1. Questões do TRF1 ........................................................................................................................... 495 9.9.1.2. Questões do TRF2 ........................................................................................................................... 495 9.9.1.3. Questões do TRF3 ........................................................................................................................... 495 9.9.1.4. Questões do TRF4 ........................................................................................................................... 495 9.9.1.5. Questões do TRF5 ........................................................................................................................... 495

9.10. DIREITO AMBIENTAL ......................................................................................................................... 495 9.10.1. A Tutela Internacional Dos Bens Naturais Brasileiros E As Unidades De Conservação Da Natureza De Proteção Integral ........................................................................................................ 495
9.10.1.1. Questões do TRF1 ......................................................................................................................... 495 9.10.1.2. Questões do TRF2 ......................................................................................................................... 495 9.10.1.3. Questões do TRF3 ......................................................................................................................... 495 9.10.1.4. Questões do TRF4 ......................................................................................................................... 496 9.10.1.5. Questões do TRF5 ......................................................................................................................... 496

9.11. DIREITO INTERNACIONAL PÚBLICO E PRIVADO ........................................................................................ 496 9.11.1. Atividade Da Lei No Tempo (Vigência, Eficácia, Fundamento) ............................................ 496
9.11.1.1. Questões do TRF1 ......................................................................................................................... 496 9.11.1.2. Questões do TRF2 ......................................................................................................................... 496 9.11.1.3. Questões do TRF3 ......................................................................................................................... 496 9.11.1.4. Questões do TRF4 ......................................................................................................................... 496 9.11.1.5. Questões do TRF5 ......................................................................................................................... 496

9.12. SOCIOLOGIA DO DIREITO.................................................................................................................... 498 9.12.1. Mecanismos De Resolução De Conflitos .............................................................................. 498
9.12.1.1. Questões do TRF1 ......................................................................................................................... 498

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9.12.1.2. Questões do TRF2 ......................................................................................................................... 499 9.12.1.3. Questões do TRF3 ......................................................................................................................... 499 9.12.1.4. Questões do TRF4 ......................................................................................................................... 499 9.12.1.5. Questões do TRF5 ......................................................................................................................... 499

9.13. FILOSOFIA DO DIREITO ...................................................................................................................... 500 9.13.1. O Homem. Conceito. Ser Do Mundo E Opondo-Se Ao Mundo ............................................. 500
9.13.1.1. Questões do TRF1 ......................................................................................................................... 500 9.13.1.2. Questões do TRF2 ......................................................................................................................... 503 9.13.1.3. Questões do TRF3 ......................................................................................................................... 503 9.13.1.4. Questões do TRF4 ......................................................................................................................... 503 9.13.1.5. Questões do TRF5 ......................................................................................................................... 503

10. PONTO 10.................................................................................................................................. 504 10.1. DIREITO CONSTITUCIONAL ................................................................................................................. 504 10.1.1. Federalismo E Estado Federal Brasileiro .............................................................................. 504
10.1.1.1. Questões do TRF1 ......................................................................................................................... 504 10.1.1.2. Questões do TRF2 ......................................................................................................................... 504 10.1.1.3. Questões do TRF3 ......................................................................................................................... 505 10.1.1.4. Questões do TRF4 ......................................................................................................................... 506 10.1.1.5. Questões do TRF5 ......................................................................................................................... 506

10.2. DIREITO TRIBUTÁRIO ......................................................................................................................... 508 10.2.1. Crédito Tributário: Extinção ................................................................................................. 508
10.2.1.1. Questões do TRF1 ......................................................................................................................... 508 10.2.1.2. Questões do TRF2 ......................................................................................................................... 508 10.2.1.3. Questões do TRF3 ......................................................................................................................... 511 10.2.1.4. Questões do TRF4 ......................................................................................................................... 511 101.2.1.5. Questões do TRF5 ....................................................................................................................... 513

10.3. DIREITO ADMINISTRATIVO.................................................................................................................. 513 10.3.1. Responsabilidade Administrativa, Civil E Penal Do Servidor Público. Processo Disciplinar .. 513
10.3.1.1. Questões do TRF1 ......................................................................................................................... 513 10.3.1.2. Questões do TRF2 ......................................................................................................................... 513 10.3.1.3. Questões do TRF3 ......................................................................................................................... 518 10.3.1.4. Questões do TRF4 ......................................................................................................................... 518 10.3.1.5. Questões do TRF5 ......................................................................................................................... 519

10.4. DIREITO PENAL ................................................................................................................................ 519 10.4.1. Crimes Contra A Ordem Tributária. Apropriação Indébita Previdenciária ........................... 519
10.4.1.1. Questões do TRF1 ......................................................................................................................... 519 10.4.1.2. Questões do TRF2 ......................................................................................................................... 519 10.4.1.3. Questões do TRF3 ......................................................................................................................... 522 10.4.1.4. Questões do TRF4 ......................................................................................................................... 522 10.4.1.5. Questões do TRF5 ......................................................................................................................... 524

10.5. DIREITO PREVIDENCIÁRIO................................................................................................................... 524 10.5.1. O Servidor Público Federal - Reciprocidade De Regimes - Dependência Econômica ........... 524
10.5.1.1. Questões do TRF1 ......................................................................................................................... 524 10.5.1.2. Questões do TRF2 ......................................................................................................................... 524 10.5.1.3. Questões do TRF3 ......................................................................................................................... 530 10.5.1.4. Questões do TRF4 ......................................................................................................................... 530 10.5.1.5. Questões do TRF5 ......................................................................................................................... 530

10.6. DIREITO CIVIL .................................................................................................................................. 530 10.6.1. Da Posse............................................................................................................................... 530
10.6.1.1. Questões do TRF1 ......................................................................................................................... 530 10.6.1.2. Questões do TRF2 ......................................................................................................................... 531

19

10.6.1.3. Questões do TRF3 ......................................................................................................................... 533 10.6.1.4. Questões do TRF4 ......................................................................................................................... 534 10.6.1.5. Questões do TRF5 ......................................................................................................................... 534

10.7. DIREITO EMPRESARIAL ...................................................................................................................... 534 10.7.1. Sistema Financeiro Nacional ................................................................................................ 534
10.7.1.1. Questões do TRF1 ......................................................................................................................... 534 10.7.1.2. Questões do TRF2 ......................................................................................................................... 534 10.7.1.3. Questões do TRF3 ......................................................................................................................... 535 10.7.1.4. Questões do TRF4 ......................................................................................................................... 535 10.7.1.5. Questões do TRF5 ......................................................................................................................... 535

10.8. DIREITO PROCESSUAL CIVIL ................................................................................................................ 535 10.8.1. Recursos Em Espécie. Apelação. Agravos. Embargos Infringentes. Embargos De Declaração. Recurso Ordinário Para O Stf E Para O Stj. Recurso Especial E Recurso Extraordinário. Embargos De Divergência ...................................................................................................................................... 535
10.8.1.1. Questões do TRF1 ......................................................................................................................... 535 10.8.1.2. Questões do TRF2 ......................................................................................................................... 536 10.8.1.3. Questões do TRF3 ......................................................................................................................... 539 10.8.1.4. Questões do TRF4 ......................................................................................................................... 539 10.8.1.5. Questões do TRF5 ......................................................................................................................... 539

10.9. DIREITO PROCESSUAL PENAL .............................................................................................................. 539 10.9.1. Nulidades. Descumprimento Das Formas Processuais ........................................................ 539
10.9.1.1. Questões do TRF1 ......................................................................................................................... 539 10.9.1.2. Questões do TRF2 ......................................................................................................................... 539 10.9.1.3. Questões do TRF3 ......................................................................................................................... 540 10.9.1.4. Questões do TRF4 ......................................................................................................................... 540 10.9.1.5. Questões do TRF5 ......................................................................................................................... 542

10.10. DIREITO AMBIENTAL ....................................................................................................................... 542 10.10.1. A Efetivação Da Proteção Normativa Ao Meio Ambiente. A Tutela Processual Do Meio Ambiente. A Fase Pré-Processual: O Inquérito Civil E O Inquérito Policial. A Fase Processual: A Ação Civil Pública Ambiental. Ação Popular Ambiental. Mandado De Segurança Coletivo Ambiental. Mandado De Injunção Ambiental. Ação Cautelar Ambiental. Ação Declaratória De Inconstitucionalidade Em Matéria Ambiental. A Eficácia Instrumental Das Tutelas Mandamentais Em Matéria Ambiental..................................................................................................................... 542
10.10.1.1. Questões do TRF1 ....................................................................................................................... 542 10.10.1.2. Questões do TRF2 ....................................................................................................................... 542 10.10.1.3. Questões do TRF3 ....................................................................................................................... 542 10.10.1.4. Questões do TRF4 ....................................................................................................................... 542 10.10.1.5. Questões do TRF5 ....................................................................................................................... 542

10.11. DIREITO INTERNACIONAL PÚBLICO E PRIVADO ...................................................................................... 542 10.11.1. Situação Do Estrangeiro No Brasil. Extradição .................................................................. 542
10.11.1.1. Questões do TRF1 ....................................................................................................................... 542 10.11.1.2. Questões do TRF2 ....................................................................................................................... 546 10.11.1.3. Questões do TRF3 ....................................................................................................................... 549 10.11.1.4. Questões do TRF4 ....................................................................................................................... 549 10.11.1.5. Questões do TRF5 ....................................................................................................................... 549

10.12. SOCIOLOGIA DO DIREITO.................................................................................................................. 550 10.12.1. Composição De Litígios – Sistemas Não Judiciais De Composição ..................................... 550
10.12.1.1. Questões do TRF1 ....................................................................................................................... 550 10.12.1.2. Questões do TRF2 ....................................................................................................................... 550 10.12.1.3. Questões do TRF3 ....................................................................................................................... 550 10.12.1.4. Questões do TRF4 ....................................................................................................................... 550 10.12.1.5. Questões do TRF5 ....................................................................................................................... 550

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10.13. FILOSOFIA DO DIREITO .................................................................................................................... 551 10.13.1. A Conduta Segundo Sócrates ............................................................................................. 551
10.13.1.1. Questões do TRF1 ....................................................................................................................... 551 10.13.1.2. Questões do TRF2 ....................................................................................................................... 552 10.13.1.3. Questões do TRF3 ....................................................................................................................... 552 10.13.1.4. Questões do TRF4 ....................................................................................................................... 552 10.13.1.5. Questões do TRF5 ....................................................................................................................... 552

11. PONTO 11.................................................................................................................................. 552 11.1. DIREITO CONSTITUCIONAL ................................................................................................................. 552 11.1.1. Estado E Ordem Econômica ................................................................................................. 552
11.1.1.1. Questões do TRF1 ......................................................................................................................... 552 11.1.1.2. Questões do TRF2 ......................................................................................................................... 554 11.1.1.3. Questões do TRF3 ......................................................................................................................... 559 11.1.1.4. Questões do TRF4 ......................................................................................................................... 560 11.1.1.5. Questões do TRF5 ......................................................................................................................... 560

11.2. DIREITO TRIBUTÁRIO ......................................................................................................................... 561 11.2.1. Crédito Tributário: Exclusão ................................................................................................. 561
11.2.1.1. Questões do TRF1 ......................................................................................................................... 561 11.2.1.2. Questões do TRF2 ......................................................................................................................... 563 11.2.1.3. Questões do TRF3 ......................................................................................................................... 564 11.2.1.4. Questões do TRF4 ......................................................................................................................... 564 11.2.1.5. Questões do TRF5 ......................................................................................................................... 564

11.3. DIREITO ADMINISTRATIVO.................................................................................................................. 565 11.3.1. Agentes Públicos Civis E Militares ........................................................................................ 565
11.3.1.1. Questões do TRF1 ......................................................................................................................... 565 11.3.1.2. Questões do TRF2 ......................................................................................................................... 570 11.3.1.3. Questões do TRF3 ......................................................................................................................... 571 11.3.1.4. Questões do TRF4 ......................................................................................................................... 571 11.3.1.5. Questões do TRF5 ......................................................................................................................... 571

11.4. DIREITO PENAL ................................................................................................................................ 571 11.4.1. Tráfico Ilícito De Entorpecentes ........................................................................................... 571
11.4.1.1. Questões do TRF1 ......................................................................................................................... 571 11.4.1.2. Questões do TRF2 ......................................................................................................................... 584 11.4.1.3. Questões do TRF3 ......................................................................................................................... 584 11.4.1.4. Questões do TRF4 ......................................................................................................................... 585 11.4.1.5. Questões do TRF5 ......................................................................................................................... 585

11.5. DIREITO PREVIDENCIÁRIO................................................................................................................... 585 11.5.1. Previdência Social: Órgãos, Regimes, Segurados, Beneficiários E Inscrições. Leis Ns. 8.212/91 E 8.213/91........................................................................................................................................ 585
11.5.1.1. Questões do TRF1 ......................................................................................................................... 585 11.5.1.2. Questões do TRF2 ......................................................................................................................... 590 11.5.1.3. Questões do TRF3 ......................................................................................................................... 590 11.5.1.4. Questões do TRF4 ......................................................................................................................... 590 11.5.1.5. Questões do TRF5 ......................................................................................................................... 590

11.6. DIREITO CIVIL .................................................................................................................................. 594 11.6.1. Da Propriedade. Propriedade E Domínio ............................................................................. 594
11.6.1.1. Questões do TRF1 ......................................................................................................................... 594 11.6.1.2. Questões do TRF2 ......................................................................................................................... 598 11.6.1.3. Questões do TRF3 ......................................................................................................................... 599 11.6.1.4. Questões do TRF4 ......................................................................................................................... 601 11.6.1.5. Questões do TRF5 ......................................................................................................................... 601

21

11.7. DIREITO EMPRESARIAL ...................................................................................................................... 605 11.7.1. Estabelecimento Empresarial .............................................................................................. 605
11.7.1.1. Questões do TRF1 ......................................................................................................................... 605 11.7.1.2. Questões do TRF2 ......................................................................................................................... 613

11.8. DIREITO PROCESSUAL CIVIL ................................................................................................................ 617 11.8.1. Súmula Vinculante. Fenômeno Processual Da Repercussão Geral, Na Competência Recursal Do Supremo Tribunal Federal E Do Superior Tribunal De Justiça. Tendências Atuais Dos Recursos. O Processo Cautelar. Procedimento. Os Processos Especiais De Mandado De Segurança, Ação Civil Pública, Ação Popular, Ação De Desapropriação, Habeas-Data, Mandado De Injunção E Ação De Improbidade Administrativa ............................................................................................................ 617
11.8.1.1. Questões do TRF1 ......................................................................................................................... 618 11.8.1.2. Questões do TRF2 ......................................................................................................................... 632 11.8.1.3. Questões do TRF3 ......................................................................................................................... 635 11.8.1.4. Questões do TRF4 ......................................................................................................................... 639 11.8.1.5. Questões do TRF5 ......................................................................................................................... 640

11.9. DIREITO PROCESSUAL PENAL .............................................................................................................. 642 11.9.1. Prova. Quebra Do Sigilo Bancário ........................................................................................ 642
11.9.1.1. Questões do TRF1 ......................................................................................................................... 642 11.9.1.2. Questões do TRF2 ......................................................................................................................... 644 11.9.1.3. Questões do TRF3 ......................................................................................................................... 645 11.9.1.4. Questões do TRF4 ......................................................................................................................... 645 11.9.1.5. Questões do TRF5 ......................................................................................................................... 645

11.10. DIREITO AMBIENTAL ....................................................................................................................... 646 11.10.1. A Tutela Processual Dos Interesses Difusos Ambientais E A Técnica Das Tutelas De Urgência Na Defesa Adequada Do Meio Ambiente. O Devido Processo Legal Coletivo E A Tutela Jurisdicional Inibitória Do Risco De Dano Ambiental Como Instrumento De Eficácia Do Princípio Da Precaução. A Eficácia Erga Omnes Da Coisa Julgada Coletiva Na Dimensão Do Interesse Difuso Ambiental ...... 646
11.10.1.1. Questões do TRF1 ....................................................................................................................... 646 11.10.1.2. Questões do TRF2 ....................................................................................................................... 650 11.10.1.3. Questões do TRF3 ....................................................................................................................... 651 11.10.1.4. Questões do TRF4 ....................................................................................................................... 651 11.10.1.5. Questões do TRF5 ....................................................................................................................... 651

11.11. DIREITO INTERNACIONAL PÚBLICO E PRIVADO ...................................................................................... 651 11.11.1. Tratados Internacionais (Latu Sensu). Direito Dos Tratados ............................................. 651
11.11.1.1. Questões do TRF1 ....................................................................................................................... 651 11.11.1.2. Questões do TRF2 ....................................................................................................................... 653 11.11.1.3. Questões do TRF3 ....................................................................................................................... 657 11.11.1.4. Questões do TRF4 ....................................................................................................................... 657 11.11.1.5. Questões do TRF5 ....................................................................................................................... 657

11.12. SOCIOLOGIA DO DIREITO.................................................................................................................. 658 11.12.1. Direito E Comunicação Social............................................................................................. 658
11.12.1.1. Questões do TRF1 ....................................................................................................................... 658 11.12.1.2. Questões do TRF2 ....................................................................................................................... 659 11.12.1.3. Questões do TRF3 ....................................................................................................................... 659 11.12.1.4. Questões do TRF4 ....................................................................................................................... 659 11.12.1.5. Questões do TRF5 ....................................................................................................................... 659

11.13. FILOSOFIA DO DIREITO .................................................................................................................... 659 11.13.1. A Visão De Platão Sobre O Mundo, O Homem E As Coisas ................................................ 659
11.13.1.1. Questões do TRF1 ....................................................................................................................... 659 11.13.1.2. Questões do TRF2 ....................................................................................................................... 663 11.13.1.3. Questões do TRF3 ....................................................................................................................... 663

22

........ 670 12..... Registros Públicos.........7............ 703 12...............1....................1...............................Lc 118/2005 ......................5...................................6........................... Questões do TRF5 ...............................1...1.......................................................................6............................. 676 12....... 699 12............ Questões do TRF2 .1................................................................1........... Questões do TRF1 ......................................... DIREITO TRIBUTÁRIO .......................................................3............................................................. DIREITO PREVIDENCIÁRIO .......................... 673 12....3.................................................................... Questões do TRF3 .....................................3............5..............................2............................................5.............................................................. 689 12..3........................................................5......................................2.................................. Questões do TRF3 .. Estatuto Da Terra ....5................................1.............................. 703 23 ............................ 695 12.......................................................4...............1.....4..........................1.................. Questões do TRF4 .........................................1............................................5.........7............................................................................ Controle Judicial Do Ato Administrativo....Cadin ....1......5. 693 12..CND/CPDEN ................................................... Penhor E Hipoteca.............................................1.......4............ 676 12......5..2.....5................................................................... Questões do TRF1 ............................13...1............................................................... Questões do TRF2 ....... Questões do TRF4 ............2........................................................................... 696 12......................................... 695 12......................................................... 702 12..1.....................................1.............................1.............................4.......................................................... DIREITO CIVIL .....................6...1................................... Abono Anual E Outros Auxílios ...................... Crimes Contra O Meio Ambiente..................4...................................................7........................................................1......................... Questões do TRF1 ........................3................. 684 12....................5..........................................1........1..3.............................. 696 12.... 671 12.......................1..... 694 12.2............5.................. 663 12........2.. DIREITO CONSTITUCIONAL ........ Direito Judicial Tributário ............................................................................................................................... 689 12..1.........6.................. DIREITO ADMINISTRATIVO.................................................5.......................1.......................................1......... 663 11.....2...................2... 670 12....................................1.. Questões do TRF3 .............................................1.2................13............................. 666 12.1....... 684 12..............................................2............. Questões do TRF5 .................3......................................................................................................... Questões do TRF1 .......................................... Questões do TRF3 ............. 696 12......................2................4......1................................... 703 12........................................................... Questões do TRF5 ............. Questões do TRF2 .............................. 702 12.................. Questões do TRF4 .............. 676 12..........................1........................................6...............................1...............4....... Questões do TRF5 ...7..................................................1... Questões do TRF5 ........................1............. 702 12................................ Questões do TRF2 ...................................3.... 671 12........................................................1...................................................................4. 663 12....................................7...... Questões do TRF1 ................................ Questões do TRF2 .............. 700 12..... 663 12...........................3............................................................2....1. Questões do TRF3 ...........................................11...................1................................................1... 676 12...... Questões do TRF4 ......................1.................. Questões do TRF3 ................................. PONTO 12.......................5..1................. Estado E Ordem Social .. Questões do TRF4 ...................................................1.. 671 12.....1............................................ Questões do TRF5 ........1..............................................................................................................4.............. 676 12................. 702 12..........1.............1.1..................................................... 696 12.1......................................................................................................................................... 689 12...................... 663 12...... 683 12..........................................................6............................................ Questões do TRF4 .......................... 683 12...............................................................................................................4..............4....................................................................................................4........... DIREITO EMPRESARIAL ....................1..........3........ 702 12.................6..........2................4............................... 670 12............. DIREITO PENAL ...1....1........1. 696 12.......2............................1........................................................ Alienação Fiduciária Em Garantia De Bens Imóveis....................3................. Questões do TRF5 ... Questões do TRF4 ..........................................................1..........3.......1......1....................... Questões do TRF4 .....1............ Questões do TRF1 .......................... Questões do TRF3 ...........4.... 695 12.... Crimes De Abuso De Autoridade .....1................................................... 694 12....1.........................3.........................................................................................................................5......... Controle Da Administração Pública............3........1. 694 12............4...... Questões do TRF1 .............................. 696 12............ 696 12.................................................................... 663 12..... Questões do TRF2 .. 676 12.................. Questões do TRF2 ..................7.....................

1............8................................... 703 12............................................................. Questões do TRF5 .....................10............................. Questões do TRF5 .... 730 12..........................................1............................. 723 12...... 732 12.......................................................... DIREITO INTERNACIONAL PÚBLICO E PRIVADO ...........................................2.................8...........................1...........5.......... 717 12.................13....1...1.....................................................................................................1.........................................1.............. Biopirataria....1........ Questões do TRF2 ........................................5.........................................5....1............................................. 703 12......... Biodiversidade E Sustentabilidade............1....... Questões do TRF5 ..........................5. 732 12.. Questões do TRF3 ...8.................................................................................................... 724 12......... Questões do TRF3 ..................10....................................................9...... Questões do TRF1 ...........13...........11......................... Terceiros Interessados.................. Questões do TRF2 ........................................ Questões do TRF5 .1... A Importância Da Biodiversidade No Contexto Dos Interesses Difusos Ambientais.. Questões do TRF3 .................8..12...... 714 12......5......... DIREITO PROCESSUAL PENAL ...............12........1...4................1.....................1....2..........1...... Da Fauna.............................................................1.3......... 715 12...........5.......... Questões do TRF4 .......1........ 715 12......................................................... Questões do TRF2 ..4.... 732 12..........................................3............1....4........... 717 12.......................................1.................3.......................................................................................................3...... 703 12................. 714 12.10........................... 714 12.........................................................................................1...................... Questões do TRF1 ............................................ 726 12.............. 723 12................................................................................................... 730 12...........................3........... 732 24 ........1.................. Questões do TRF2 .......9...................... 724 12.. 717 12...12.....................................10...........12.....................11..... 730 12.....9.................. 730 12... Questões do TRF5 ..... DIREITO AMBIENTAL ................................ A Proteção Ambiental Das Florestas Públicas E Das Terras Indígenas ............1......................................4............. Questões do TRF3 ..........................................1.........................2..........11.................. Questões do TRF3 ... A Relaçao Processual E Seus Elementos................. 730 12..1...........................8........1.............................................................. 730 12...............10....13.............. Questões do TRF2 .......................... Os Povos Indígenas E A Diversidade Biológica................... Aplicação Da Lei (Nacional Ou Estrangeira – Arts... Questões do TRF1 ................ Opinião Pública E Direito ....... Questões do TRF4 ........ Questões do TRF2 ............. 730 12.........................................13....................................................................................................................................................................8................9.................2... Requisitos Para Realizar Qualquer Execução.......... Questões do TRF4 ................ 703 12...................................................................................11......1.......1.......... 717 12........................................................................................................12........12............... Questões do TRF1 ...............1........ 729 12...........4........................................ Questões do TRF5 ....... Liberdade Provisória..........9.............1........ Questões do TRF1 . 717 12.......................... 729 12..1.................... DIREITO PROCESSUAL CIVIL ..... Questões do TRF4 ....................... Questões do TRF1 ................... FILOSOFIA DO DIREITO ......7.......1....... 730 12.........10.11............ 715 12.....................................13.................9............................1...... 717 12.................................................................................................................................................................................................................. 721 12...................................11.......................................................................12........9..................2....................... O Ser E O Movimento (Parmênides E Heráclito) ........................................ Legitimação Ativa E Passiva............................... Execução Definitiva E Provisória...................1.. 710 12............1........................................ Questões do TRF4 ........13.........11.. 730 12......................................12...........................1....... 724 12............................... 730 12...... Biodiversidade.........................................4.1............1.......1.......................... A Proteção Da Diversidade Biológica.........................................................................................................13............................................. SOCIOLOGIA DO DIREITO...............1........................................................................................ Questões do TRF4 .................................................................. 717 12....................1............... Formas De Execução E Atos De Execução..................... Litisconsórcio E Intervenção De Terceiros No Processo De Execução............................5............. Questões do TRF3 ..................................................................................................1....................... Procedimentos Investigatórios Dos Ilícitos Praticados Por Organizações Criminosas .... 7º E Seguintes Da Lei De Introdução às Normas do Direito Brasileiro..........................10............................................3...................................1..................................... A Proteção Internacional Da Flora....................2.................................. 729 12............8......... Questões do TRF5 ... Fiança................................................................... Da Pesca E O Combate À Desertificação Ambiental.....................................................................................1..................... 719 12...............

............................ 740 13..........1............2..................... 747 13.......................... 762 13...................................1...... 756 13.................1.... Estaduais E Municipais – Repartição De Receitas .. Questões do TRF4 .....3.........................................6.........1................7...............................1..1........................................................................................................................................................ 740 13.... 745 13..... Questões do TRF2 .............................1...................2....................................... Questões do TRF1 ......2................................... 745 13.1.2.....1....... 749 13............1........6...................5.. Contrato De Seguro....... DIREITO EMPRESARIAL ...... Questões do TRF2 .......................... DIREITO CIVIL ................................................2...........4................. Questões do TRF1 ..................1......................4.................1.................................................1.. Questões do TRF1 ......................................4...................... Questões do TRF2 ...... 745 13............................................................................... Questões do TRF1 ..................................................................5...........1........................1.4.......................... DIREITO PENAL .....................................................................................3...Limitações Constitucionais Ao Poder De Tributar .............6.............1......... Questões do TRF5 .........................................1................................................................................. Questões do TRF5 ...5................................4................................... 745 13..................... 744 13.....2.......................1.13............. 734 13.3................. 745 13...................................1...... 744 13........................ Questões do TRF4 ............................1.......... Questões do TRF1 ...........................................................2...1...........................1... Questões do TRF3 ......................... Questões do TRF3 ......................................................................................... Questões do TRF3 ........................... 762 25 ........................... 740 13...4........4...............................................................................................................1........................ 745 13.. Questões do TRF4 .............................................1..................................................... 739 13........2................................................... Questões do TRF5 ...........................4............. Questões do TRF4 ..................1...1.......................1...... 742 13.......5.............................................................................2.......................................................................3........... 739 13...................5..1.......... Questões do TRF1 ............................5...................5.. 743 13....6................. 732 13..... 750 13...............................................................7.............................1.. Questões do TRF2 .................. Propriedade Industrial .................................................................................................................................... Questões do TRF4 ...................7..................... 743 13...................................... 750 13.................................. 744 13............................. Questões do TRF5 ......1................................. Questões do TRF2 ........5...........1....................... 743 13........................1..........................................1........................1.1.....................................4....... 750 13.........1................ Questões do TRF2 ...........................5.............................6..... Questões do TRF3 ....... 759 13.................................... Obrigação Tributária: Sujeição Passiva Direta E Indireta .......1......................................1............................... Questões do TRF5 ..................1....1...1................................................4...........................1................................1.......................... 739 13................................ DIREITO CONSTITUCIONAL ..........................3.............................1....................................................1...............1.............3....... DIREITO PREVIDENCIÁRIO..............................Impostos Federais............................3........................ Questões do TRF5 .. Questões do TRF4 ............... Questões do TRF5 .....................1....................................3.........................1. 750 13.......................................................3.... 744 13......................1.............................................................................................................6................................................................................2.................................................................. 735 13.. 744 13............................................................................7.......................................... Sistema Tributário Nacional ....... Questões do TRF4 .............................................. Crimes Contra A Fé Pública .... 742 1...........................1.......................................................................................................7.1..........................4.............................................................................2... Contrato De Consumo ...............5...................................................5................................................................................................. Questões do TRF3 ........ 739 13...........6.............................................. 742 13...5..........................3.................................3.... Questões do TRF3 .................................... 743 13................................. 735 13........ PONTO 13.............................1...........7...................................................................................4.. Questões do TRF3 ...................................................................4...............................2.............. 732 13.....................4................................................. 735 13.............................................5..............2........................................1....................2....................................3........................... 739 13............... 732 13..........................1.... 744 13.......................................... 744 13............ 732 13....................................... DIREITO ADMINISTRATIVO..... Tempo De Serviço .......... DIREITO TRIBUTÁRIO .........................................5............................................................................7. 750 13...................... Questões do TRF1 . Domínio Público ..................... Questões do TRF2 ........................1.............................................. 745 13..3.............................................1................. 740 13... 740 13................................................................3........................

...........................11.....11..............................1........ 785 13................10.. Questões do TRF4 .............................................. Questões do TRF4 ....................................................4.................. 774 13.............. Administração Pública ........................1............................11.......................................................................9............................................ 776 13........... Questões do TRF3 ........... 770 13....5...........1............ Questões do TRF3 .............................................. 769 13.............................................. 766 13...........12... 787 13.......... Questões do TRF1 ......5......................9......... Questões do TRF4 .. Questões do TRF5 .. 789 13.... A Interposição Do Direito....2.............................................1... 776 13......................................1........................................................5........3..........................................5......... 762 13.....13............................1................................................................1............................................5.....11...............13......................1..........................11.. 785 13................ 772 13............. 787 13...................................... Questões do TRF1 .............1.............1....8.....................10...........1.......................................... 787 13..............9...........9..................... Questões do TRF4 ..... 768 13........................................................ 790 14....8.....................................................1.................................3..... Questões do TRF2 ......................... 790 14....................4...........................1...............9......................... Responsabilidade Patrimonial E Fraude À Execução......... Biodiversidade E Biotecnologia............. 769 13. 770 13............................... Questões do TRF1 .............10..... 790 13.12...................................... 790 14..................................................13........... Questões do TRF5 ..... Elementos Objetivos Do Processo De Execução.. 787 13.1............................................................................................................3..8.............12.2........ 787 13..................... Títulos Executivos Judiciais...................1............................................................................4.................. Testemunhas E Documentos.............. SOCIOLOGIA DO DIREITO.. Títulos Executivos Extrajudiciais .................................................... 782 13...................... 785 13...............12....................................... 766 13.....10................2..1........................................1................................................................ Questões do TRF5 ...........................................................................1........................... A Convenção Internacional Sobre Diversidade Biológica.......... PONTO 14................................... Questões do TRF2 ...... 764 13............................................ Liquidação Da Sentença Condenatória Genérica............8......1... 787 13...........3... 762 13................ Questões do TRF3 .......................................... Questões do TRF3 ........................................... DIREITO CONSTITUCIONAL .....................................1..............1.................... 790 14...........................1...........................................................8............ Questões do TRF3 .................... Bens Exequíveis ... Questões do TRF1 ................12............................................................... Organismos Internacionais ...... 785 13...1........................................... Questões do TRF1 ................... Questões do TRF1 ..........1.......1..........................................11...............................5............ 790 14..................... DIREITO PROCESSUAL PENAL ...................................................1.......................................................................................12..1................................................................1............3........1................................ 778 13......................................................1.................. Questões do TRF4 ...............................1........9........ O Princípio Da Precaução E O Protocolo De Cartagena ............1............................................13........1........................................... DIREITO INTERNACIONAL PÚBLICO E PRIVADO ..............................................8....1....12.............1.....................................................................................................................3. 768 13..........................................4..........................1............... Questões do TRF5 ...................... DIREITO PROCESSUAL CIVIL . Questões do TRF2 ... 772 13............................................................................................. 799 26 ..............1....................................................... Questões do TRF1 ...... Questões do TRF2 ..........................................9........ 784 13............................4............ Questões do TRF4 .... Segurança Ambiental..11...................13...................................... 766 13.....................2........ Questões do TRF3 ...........................1........ Coercibilidade Do Fato Social X Coação Legal ................. 790 13.............. Fundamentos Da Análise De Riscos........ 781 13................13.......................1.................... Superação Do Raciocínio Lógico Dedutivo ..................... DIREITO AMBIENTAL .....1.. 772 13.....................1...................... 778 13....................................................................... 778 13........................1....................................1................................................................................... Questões do TRF2 .. 762 13.......................................... 787 13.....10............................................................... Questões do TRF5 .......................2...................................................8............................................. O Acusado E Seu Defensor.............................13.....................1.......4..............................10.. FILOSOFIA DO DIREITO ..... Proteção A Réus Colaboradores 768 13....... Questões do TRF2 .1..........................1................................. Agrossistemas Transgênicos...........................................................................1.........1.......10... Questões do TRF5 ...................................................2............................................................................................................... Questões do TRF2 ........1....1..................................................... 778 13..........2..13...................................................................................................

.....1............. 809 14.........................3.. 821 14.. Procedimento............. Execução Por Quantia Contra Devedor Solvente: Penhora.................................. Questões do TRF5 ..........................................................1............... DIREITO PROCESSUAL CIVIL ............1..... 835 14.....................................1............................1..................2...4.................... 834 14....................................... 824 14.......................................................5..........1...............1............ Contribuições Da Empresa ..............................1...... Execução Das Obrigações De Fazer E NãoFazer................ 814 14..............................................................2......5... Multa Por Inadimplemento. 814 14......................... Regras Gerais.............................1....................5........... 824 14..................1................. Questões do TRF2 ..6.................................6....4.... 817 14. 834 14......................1.....................................1................ 809 14.................................Interpretação No Código Tributário Nacional ................ Questões do TRF3 .1............................. Questões do TRF1 . 820 14. Questões do TRF1 ...............5..6.................................1.......................................... Polícia Administrativa .............................7...........3......14.. Questões do TRF1 ...............7...........6.................................. DIREITO PENAL .......4.................................... Questões do TRF4 .......................1...................3......................................4....1.................................4............3.....................................4...............1.......................................... Questões do TRF2 ......................... 27 ....................................................................... 813 14..........3..... Questões do TRF4 ................................. 828 14...... Contrato De Comissão......4.......................... Questões do TRF3 ......... Questões do TRF5 ......................2.....................1........................................................................................................5...........................1............................. Pagamento Ao Credor................ Realização E Formalização Da Penhora........................... Fato De Outrem........ Questões do TRF5 .....................................3...... DIREITO TRIBUTÁRIO ...................1............................1. DIREITO PREVIDENCIÁRIO.......................... 831 14....................... 809 14..................................... DIREITO EMPRESARIAL .....4....1...1.................7................................1................ Adjudicação E Remição........ 823 14.............................................................. 805 14........... Questões do TRF1 ................................................4.............................................................2.............................1...........2....................................................1... 809 14............... 823 14........................... 834 14........... Hermenêutica Tributária: Lei Interpretativa ................. Questões do TRF4 ..................................................................................3.............................. Questões do TRF4 ................................7....................2........2...............4....... 804 14........5.......................................................1................................. Questões do TRF4 ................ Dano Moral E Material .................. 831 14........ Questões do TRF5 ............ 809 14..5..............................1...... Questões do TRF5 ......................2...................... 829 14..6.. Questões do TRF2 .. Questões do TRF1 ..............................................................................................1... Questões do TRF3 ...................... Questões do TRF3 .....2...................................................................................................... Sincretismo Processual........................... 812 14......... 830 14..... 831 14............................................ Questões do TRF3 ........................................................... Execução Para Entrega De Coisa Certa E Incerta.............................4...... Questões do TRF5 .......................... Crimes Contra A Administração Pública ...............1............1..........3.........5......................................... Cumprimento Da Sentença...5............ 820 14......... Questões do TRF5 ..... 821 14......................................................................................................1.............. 804 14...........5................3...............1.......1.........................................................1..........7..................... 813 14.. 804 14.........................6...................................................................2......................1......1.............1................................................ Questões do TRF2 .........................................................................................1... DIREITO CIVIL .................1.................8.. 824 14........................................................ Cartão De Crédito ........ 834 14........................ 804 14.............................................................................................2............3............................................5..........................3................................... Salário-De-Contribuição.... Questões do TRF3 ........... Responsabilidade Civil.........................................................................2....... 814 14...2.................... 812 14...... 821 14................... 821 14............8........ Questões do TRF2 .............4...............4...............1.............................. 804 14............................................. Arrematação......................... Questões do TRF2 ...............................................5.... 809 14................................................6.....5..............5.....1.... Questões do TRF1 .......................... DIREITO ADMINISTRATIVO................................... 804 14.....................................................................................3.......... 821 14............................ Expropriação........................................ Questões do TRF4 ........... 824 14..4.............................................................1.........1..................................................................................................................3...........................................................3.................................................1.............. 815 14.............. Questões do TRF3 .................7.......................1.7...................................................................................................................................................................... Questões do TRF4 .1....1..................1.........................................................

............... Questões do TRF2 ...... 857 14......3...........................10.............................................9..................4......... A Pobreza Humana Como Fator De Degradação Ambiental............1................................................................1.....................11...... 851 14...... Questões do TRF2 .......................................................... 847 14.................. 855 14.............................................. 863 15.....12............................................... 839 14............................................................. Conflitos Internacionais: Meios De Dirimi-Los .............. 845 14......... Recurso Cabível ......9........................ Questões do TRF5 .................... O Indivíduo E A Coletividade .............2.... Questões do TRF3 ...... 855 14.............. 859 14..........1......... PONTO 15.............................. DIREITO AMBIENTAL ............... 857 14.................3.............................................5.....................................11...................... 847 14....................................... 847 14...................3.... 863 15................................................................1..... Questões do TRF4 .................................... Questões do TRF3 ...........................................................1...........................................13......1.......................1...1..................................................1....................................................................1......9..................... Questões do TRF1 ................................. 857 14.......................... 863 28 .1............................................................................................. 855 14................. 859 14..1.................................................................................................................... 857 14....................................................................................................2..........10.........................8...............5................................... Questões do TRF4 .........................................................4................................................................................................................................1.......................1.............................1.................. Reformas Constitucionais Experimentadas Pela Constituição Federal Brasileira De 1988 ....................................................1.........2..2...... Meio Ambiente E Direitos Humanos Numa Perspectiva Integral...................3.......... 859 14................ 863 15.1..... Questões do TRF1 . Questões do TRF1 ............................................................1... Questões do TRF1 .........10.....................1......1.......................1......8..... Questões do TRF4 .5.......................................................................13.... Questões do TRF1 ...................................................Penhora E Avaliação.................12.... 859 14..................................1.................................................... Questões do TRF4 ......................................................13........................................... 857 14....................................................................................... Questões do TRF4 ...............1..........1........... 859 14..............................................1...... Questões do TRF3 .................. 862 14........1....................... Ministério Público E Administração Pública Em Defesa Do Meio Ambiente.... Questões do TRF4 .................1.................... 855 14............................ Questões do TRF5 ............................... 847 14....1......11.............................................................. Questões do TRF5 ...........1...............1...........................................................................................10......................13..............................................................1................................. DIREITO PROCESSUAL PENAL ......... Questões do TRF2 ..................1.................... Questões do TRF5 ....................9............................................................................... Questões do TRF1 ... Questões do TRF3 ....... DIREITO INTERNACIONAL PÚBLICO E PRIVADO ..............................................................1........9..................1...1.1.............. 844 14.....2. 863 14........................................................................ FILOSOFIA DO DIREITO ...................................................................11......................................................................... Impugnação Pelo Devedor..... 845 14....1............ 863 15.........12............... Questões do TRF2 ...........................4........................ Questões do TRF2 ........................10.......................................................... Correlação Entre A Acusação E A Sentença ..................................................................................................12....................3....8...................... 855 14.........................................................12.... Questões do TRF3 ............................. O Pensamento De Kant E A Norma Jurídica ................ Questões do TRF3 ...................................... 845 14........................9.................. 859 14........................1.......................................1............... Questões do TRF5 ...... 863 15........ Direitos Fundamentais E Meio Ambiente.................................................... Questões do TRF2 .........................................................13............. 835 14............................. 846 14.......................................4..................9........2..........2.....13.......................... 857 14.......... Natureza Jurídica Da Decisão Resolutória Da Impugnação....................... 859 14........... Questões do TRF1 ...................................5.......................1.....1.. 863 14.......... Desenvolvimento Sustentável .... 855 14............................... DIREITO CONSTITUCIONAL .. 863 15........................................................................13........................................................... Poder Judiciário.............................. 846 14............................11................................................. Arresto...........10........................12..........................................................1...5...........5....................11.... Questões do TRF3 ................1.......1.1......................... 847 14..........1...4. 835 14...1...1.......... Questões do TRF2 .................. 842 14..................1.... Questões do TRF5 ...................3...........8......12............................................................................................................11......................1.......3..1.. SOCIOLOGIA DO DIREITO................................ 857 14..........8...........................................4..10................................................ 845 14........

. 910 15............................1..1...... Questões do TRF1 ...................................1.................................................... 892 15.... Questões do TRF4 ....................................Prescrição ................ 899 15.......................................................6...................................... Direito Comercial.............................3.7.4.. Questões do TRF5 ....................... 892 15....................... 899 15............................6..................................................................................8...................7.............................. 874 15......................2.......... Questões do TRF5 ...........3....1..1... 863 15........................2........1...................................1......................................................... Questões do TRF2 .................................................. Abono De Permanência.............................................1.......................... Questões do TRF3 ..................... Requisição Do Pagamento.................................................................................................. 905 15............4...........1...7................................2............1.............................................1..................3.............................1....1.6.. DIREITO PROCESSUAL CIVIL ...................................................................15............................................................................................ Questões do TRF1 ............................... 879 15.................................... Questões do TRF1 .............4...............7.................1..1...................1......1....................................... Questões do TRF2 ........1.......... Questões do TRF2 ..2...............Taxa Preço Público – Empréstimo Compulsório – Competência Residual Tributária ........7...................... Auxílio-Doença..6......... Suspensão E Extinção 29 ...........7....1....... Execução Por Quantia Certa Contra Devedor Insolvente..... Questões do TRF3 .................... 900 15....................... 904 15............................. Formação De Precatório...........1....................3........................................1............................................................1..Não-Incidência . Acumulação ................1.....................1....1.......... DIREITO PREVIDENCIÁRIO..1................ Exceção De Pré-Executividade.... 891 15..................................... Direito Empresarial ........................1............... Questões do TRF1 ........5. Questões do TRF2 .2. Questões do TRF4 .........................3.......................3....................1.....5....... Prisão Civil Do Devedor....2..................... Execução De Alimentos......................... Questões do TRF4 ...... DIREITO PENAL ....... Oposição À Execução Forçada......................................................................2......................................2............3.......5.....................................................................................................................................4.....1.........................................................................................................................................4.........3.................... Regulamentação Constitucional.. 886 15....3....................................................................... 909 15..............4..............................7............. DIREITO EMPRESARIAL .......................................... Embargos Do Devedor.................. Questões do TRF4 ....................................5............................ Embargos De Terceiro...........4....................................... 886 15................ Questões do TRF2 ................5............................1.... 879 15......... 910 15......................................................................5...... Questões do TRF4 ................. 886 15.......................... 899 15...............................................4......................................... Questões do TRF5 ......................4.........................................4..... Questões do TRF3 ..................... 891 15............................................................................5....... 875 15..........................2.................1.......................4............ Aposentadoria.......................................................... Questões do TRF3 ....... 864 15.........Imunidade ...................... 880 15..............5.......1................................................................................. 905 15.............. Questões do TRF1 .................. 902 15. Renda Mensal Vitalícia..... Crimes Contra O Patrimônio ................................................................................3. DIREITO ADMINISTRATIVO...............1....................8................1....2.................. Questões do TRF3 ............................5..................................... 892 15...............1................1......................................................................................... 863 15....5...... 873 15.....................1..1................................................... Questões do TRF5 .1.........4............................ 904 15..4..... Execução Contra A Fazenda Pública........ 909 15....... 910 15.......1...................................... 905 15..........................5.... Questões do TRF5 ..2...................... Função Normativa Da Administração Pública.........Isenção – Anistia .........3...... 879 15...................................6................................................................ Pensões...........................6........................3...........5.5..........................................3.............................................5..................................................................................... 903 15............... Citação E Embargos.......1...............................2. DIREITO TRIBUTÁRIO ... Questões do TRF3 ........................................................................Decadência ... 882 15.............................. DIREITO CIVIL ....................................... Função Social Da Propriedade ........................................... 900 15.........1.................. Incidência .. Questões do TRF4 ................. 888 15.... Questões do TRF4 .............................1............6........ 890 15............................................................................................. Questões do TRF5 .......... Circulação Das Obrigações.................1.......................................................................................2...... 864 15... Agências Reguladoras ... 864 15.......1........................1............ 881 15....................................... Questões do TRF2 ...................................1.................................... 899 15........................... 880 15........ 900 15....... Questões do TRF1 ............................ 875 15....................... Questões do TRF5 ...............4........

.................... Questões do TRF3 ..............................................................................11.11.............................................................................................................1....10.............9..............................................................2..1........................ 936 15....8.... Questões do TRF5 ..... Perguntas Residuais ......1.........4......10.................................................................3.............. 936 15...........1....................................................................................1.... 934 15.......1................ 927 15...................................................5.......... Poder Judiciário E Políticas Públicas Em Defesa Do Meio Ambiente Ecologicamente Equilibrado ...............................................1.......2...................................................... 938 15.... 937 15.............1.............. 924 15................. 934 15...... 924 15.......... Recursos No Processo De Execução.........................13.....................3.......................................................................... DIREITO PROCESSUAL PENAL ............................................................................... Questões do TRF4 ........................................................11.......................1.. DIREITO AMBIENTAL ..... 923 15.............. 939 15....................................................1...............................8..1................................1............................ 910 15.. Questões do TRF1 .1..............................1.....................................................................................................................1.........................................................13........................................................... 934 15.....2...................................................... Deportação E Expulsão De Estrangeiros ..........................................................................................9.....11..............................................10....... Questões do TRF2 .......1............. Questões do TRF2 ..............................................................................1......... 934 15... 928 15.1......................... 939 16..................8............3.... A Interpretação Segundo A Lógica Do Razoável ....................1....................................................... Questões do TRF4 .................................................1................................................................................................................2. SOCIOLOGIA DO DIREITO..................1...... 910 15............................................................2... 975 30 ............. DIREITO INTERNACIONAL PÚBLICO E PRIVADO ....1...... Questões do TRF5 .. 933 15................11........... Questões do TRF2 ....................................1..........................................................8........................................5....................................5..............................................................................9.......9.. 924 15................5................13....................................... 938 15.................................... Questões do TRF1 .......... Execução Fiscal...................................1..............................2..........13............................................. A Saúde Como Fator Determinante Do Meio Ambiente Ecologicamente Equilibrado........10........................1........................................... Questões do TRF5 .......... 936 15........5....1.............1.......................................................... 936 15........................... 934 15................................................ Processo Da Competência Dos Juizados Federais Cíveis .............................. Questões do TRF4 ........................ Questões do TRF1 ................ 939 16...12........ 938 15........ Questões do TRF3 .........................1......................................................................................................... Questões do TRF2 ...........1.............................1........................................................... 924 15.... 975 16................................................................... Questões do TRF5 ..... Questões do TRF2 ..1..........5....................................................1......................... Questões do TRF3 ............................. Questões do TRF4 ...........1...................................................... 934 15....... 928 15................................3............. 936 15. FILOSOFIA DO DIREITO .....1... 937 15...12..5.....2... Questões do TRF1 .........1.8....... 937 15.............................................1.......1......................12.................. Questões do TRF3 ................................. Questões do TRF1 ......................................4...11.1....................... 927 15...10....9................................................... Questões do TRF4 ............................12..................... 939 16.....................1...........13.... 933 15.....1....1..3...................12.4.......................1................... 939 16.....9........ 934 15.................. 938 15..1...................................................4....3.........................4..................4.....................1...............12....................................... 974 16......... Questões do TRF2 .....10......................1.................................. Questões do TRF5 ..................... PERGUNTAS NÃO ENQUADRADAS NOS PONTOS ANTERIORES ....................10.........1.....1............. 915 15............................................................................. Questões do TRF4 ....................................................4.......................1.......................3............................................................................ 939 16....... 934 15... 933 15....................................................................................... 939 16...................................................................................13..................1....................................................................... Questões do TRF3 ............................................................ 938 15......................... Questões do TRF3 .............................1........................12.. Questões do TRF5 ........11..... Interceptação De Comunicações Telefônicas............................... Questões do TRF1 ........ 939 15...................9...................................................................1... Questões do TRF1 .......1...........................................................................................1..................................................1...1.................. Questões do TRF5 ...................... 936 15............ Questões do TRF3 ................................ 924 15............................................ Questões do TRF4 ........ DIREITO CONSTITUCIONAL ............13.... A Endoculturação E Aculturação.................. Questões do TRF2 ...........Do Processo De Execução......................................................

....... Questões do TRF5 .......1.........................................................1..........1............. Questões do TRF4 ............. Perguntas Residuais ......................1.............1... 1048 16.....4.............................................6.......... 1023 16.................................................................................................................. 988 16....1..... 1018 16.......3...............1...5............7........1..........................8........................... Questões do TRF2 ............. 988 16............... Questões do TRF1 .1....................................................................................................................... 998 16..........................................7..................................................5............................... 998 16...3..... Questões do TRF1 ......4....................... 1068 16. 976 16......................1...5...........................3........................................................... DIREITO EMPRESARIAL ......... 1043 16....................................7........ 996 16............... 1050 16.......5........................................ 999 16.........9............................................... 1019 16.. Questões do TRF4 .5.6........... Questões do TRF3 ................................... 988 16.................................. 1052 16................... DIREITO ADMINISTRATIVO..4.................................... Questões do TRF2 ...1........................................... 1019 16............................................... 1019 16.......................1..........2.........................................................1.........3.......... 1052 16.6...........9................................ Questões do TRF3 ........ 988 16...............8................4....................................................... Questões do TRF2 ............ 1019 16........... Questões do TRF2 ..................................................................... 975 16............. Perguntas Residuais .........2...................................1.......................1..........................................................6... 1023 16.............................5...8....................................................................2..........................................1.....1............................................8.5................................................1.................... 1018 16...............4....... Questões do TRF3 ...............1......................4.......3.....................3....................................1.......2...3....4........................... 1067 16........................ 1035 16.............................................1.......................5................... 1043 16.................1..1.................................... 988 16.. Questões do TRF5 ..... 1052 16................4........1...4.........................7.................. Questões do TRF3 .........................................................................................8................3........2....1..............................................8.................................... Perguntas Residuais ...................1............ 1023 16.......... 975 16... 1041 16.2.........................3..1.............................................................................................................................................................................................................. 1051 16..................................1...............................1.......................2........................................................ Perguntas Residuais ........................................1.1............................................1........ Perguntas Residuais .....1........................... Questões do TRF1 ....3......1.......................................................................7............................................................... Perguntas Residuais ..... 1023 16...........1.... Questões do TRF4 .................7.............................. 1016 16.....................................................2....................2.... 1078 16.................................................... 1023 16................................... Questões do TRF1 ... Questões do TRF4 .....................1....................................2................. 985 16............5.......................4.......4........9............................................................. 1023 16...........................................................................4.............................................................................. Questões do TRF3 ................................................................2................................. Perguntas Residuais ......................................... 999 16............ Questões do TRF5 .............................. 1078 31 ... 1046 16.........................1...............3........... Questões do TRF2 ................. Questões do TRF3 .............1.... DIREITO PREVIDENCIÁRIO.................................................1.................................. Questões do TRF5 ......3.................5......................................................... 1043 16.............1..............................................................................3....................................................................................... 1067 16......... Questões do TRF1 ................................................................2...............................................1....................... Questões do TRF1 . Questões do TRF5 ...............7............................ DIREITO PROCESSUAL PENAL ... Questões do TRF5 .....................1. Questões do TRF1 ............................................... 1007 16................4............................................................................................................... 1042 16.............................................................................6........................ 999 16...5.................................................................. Questões do TRF4 ............. DIREITO TRIBUTÁRIO ...................................................................................................4......................................................... Questões do TRF1 ............................16.... 1078 16.................. 1052 16.....1.....................................5....................1................ Questões do TRF5 .....................................1.......................3..5.. 988 16........................................................................ Perguntas Residuais ..................................................................1.... 1023 16...................1..1.................................................. DIREITO CIVIL ......................................................................6..................2................................................................................................................................................... DIREITO PROCESSUAL CIVIL .............................1........ Questões do TRF2 ................ Questões do TRF2 .................................................................... Questões do TRF4 ................... Questões do TRF4 ............................8................... 975 16...... DIREITO PENAL ...................................................................1.6...........................................2.....................1....1...... Questões do TRF3 ......................5....................................................................................

................................. Perguntas Residuais ............................................. Questões do TRF2 ..................... 1109 16.....1...............10.......................... 1115 16............. 1117 16.....................11.......... Questões do TRF3 ..................................12.......................................................................................................................................... Questões do TRF4 ....... Questões do TRF1 ........1........................................................................................ Questões do TRF1 . Questões do TRF3 ..........10.... 1101 16...........2.1.....................................................11.1......................... Questões do TRF4 ..................................... Perguntas Residuais ........ Questões do TRF4 ...................1.....................10...........13........................................................................................................... Questões do TRF1 .......................10...5..............16.................................. 1092 16..1..15.......... 1092 16............................................................. Questões do TRF2 ..........................................15................. FILOSOFIA DO DIREITO ....................................14...................10................... 1119 16. 1092 16..13......................................................................................................................1..................................................................1................4.... Perguntas Residuais ........1.....................3.. 1115 16........................................................................ 1113 16...................................................12........ Questões do TRF2 ......................................1....................................1.................. 1112 16.................................. Questões do TRF5 ................. 1123 16....................................................................................................................................................11..............................1.....1......2......3................5............................................................... DIREITO AMBIENTAL .... 1096 16..........................1.......... 1115 16.................1....................................1.......................13.....16...................2..4..... Questões do TRF2 .....9.... 1094 16...1...........2.................. 1114 16...1........... Questões do TRF1 .... 1114 16................................4.............................12.......... 1106 16....1...........1..1....................................... 1115 16....................................................................5.................... 1117 16.....................................13........14......14..........................................................15......................................... 1092 16.......1...................................... 1124 32 ......................................................16...................... DIREITO ECONÔMICO ..........................1................................................ 1124 16..... Questões do TRF5 ........................................... Questões do TRF5 .............................................. 1096 16..............................................1................................................... 1109 16....1.............. 1106 16............................... 1118 16.........1............................. 1093 16... Questões do TRF5 .............3........4............................................................. Perguntas Residuais ............................. Questões do TRF4 ..........1.. Questões do TRF3 .............1.........................................................16...................................................15.....5...................................3.............................................................. 1109 16..................................... 1109 16.................... 1096 16............... 1109 16................ Questões do TRF2 ............ Questões do TRF4 ...................... Questões do TRF1 ................ Questões do TRF2 .................................................................................... Questões do TRF3 ................................... 1114 16............................. 1102 16..........1......................14........................................ Questões do TRF1 .......15.............................................. Questões do TRF5 ............................... Questões do TRF4 .........................1................................................................ Perguntas Residuais ............ 1117 16.....1...............................3... Questões do TRF5 ...........................1........................16..................................5.....................................1.................................................................................................12........ DIREITO INTERNACIONAL PÚBLICO E PRIVADO .............................................................................................. SOCIOLOGIA DO DIREITO.... 1094 16.............2.................1.....13... Questões do TRF1 .................................................1.................................... 1089 16.............12......... 1123 16.........5.9......................... Questões do TRF2 .......................13............................................... 1106 16.................1..............3...... 1119 16....................................................................4................. Questões do TRF2 .....10...................... DIREITO FINANCEIRO..............1.....11......1..................................................................1......1................16.........................................2............ 1119 16..........5................................. ÉTICA E ESTATUTO DA MAGISTRATURA ......................................... 1123 16....1..................... Questões do TRF3 . Questões do TRF3 .....................4..14........11.......1........................ 1109 16............................... 1096 16...................... Perguntas Residuais ................3.......1......................................................11..................................................................................................2......................... 1109 16.......... Perguntas Residuais ...16.......1.....................................12......... 1123 16...........................................................................................................................................1................................................................................9.........................11.............................1.....2...... 1101 16................15.......................1.........................1.................................................... 1084 16...12.................................................. Questões do TRF3 ..................14.................1........................................3..... 1114 16.. Questões do TRF3 ......................14..............4..1.......... Questões do TRF4 ...................................... Questões do TRF4 ........................................................................................................................1......... 1113 16............... 1092 16...1.................................................13. 1092 16..................15.......4............9...........................10.................................................. Questões do TRF5 .

.............17.....1...............17........... 1125 16...................17.....5.....................................................17....16.............................................1....................................... Questões do TRF5 ...... Perguntas Residuais ..1..................... 1125 16............... 1126 16.......... 1125 16...... Questões do TRF1 ..............................................................1..........1........ Questões do TRF5 ......1.......................17........... 1125 16...3... Questões do TRF4 .................................1................................4........................2.................................................5.......... Questões do TRF3 .................................... 1124 16................................................................. 1125 16.............................................................17...............16.........................1....................................................... TEORIA GERAL DO DIREITO E DA POLÍTICA ........ 1126 33 ..........................................................17.................................................. Questões do TRF2 ..........

1. Ponto 01
1.1. Direito Constitucional
1.1.1. Constitucionalismo 1.1.1.1. Questões do TRF1

DESSE PONTO EM DIANTE: RESPOSTAS ELABORADAS POR BRUNO ANDERSON SANTOS DA SILVA
1) O que significa a expressão “realizar a Constituição”? Resposta:

Nas palavras de Canotilho, ―realizar a Constituição significa tornar juridicamente eficazes as normas constitucionais. Qualquer constituição só é juridicamente eficaz (pretensão de eficácia) através da sua realização. Esta realização é uma tarefa de todo os órgãos constitucionais que, na atividade legiferante, administrativa e judicial, aplicam as normas da constituição, inclusive dos cidadãos‖. A despeito da existência de normas constitucionais cuja eficácia esteja sujeita ao plácito de uma normatividade ulterior, a ―não realização‖ dos ideais de uma Constituição, notadamente aqueles que pressupõem prestações positivas por parte do Estado, pode ter origem em diversos fatores, sejam políticos, econômicos, jurídicos ou sociais. Destaco entre estes, e sem a intenção de esgotar o tema, a hipertrofia de preceitos sociais de difícil alcance no plano concreto, lançados pelo constituinte sem o menor critério, com o simples objetivo de conformação política, o que faz nascer uma insuficiente concretização jurídica das disciplinas constitucionais, esvaziando sua efetividade, o que Marcelo Neves denominou de ―Constituição Simbólica‖. ―Realizar a Constituição‖, assim, nada mais é do que retirar a Constituição de um estado de inércia.
2) Até aonde vai a força da chamada constituição social na linha do ofício judicante? O juiz a pretexto de conferir força normativa poderia reescrever a legislação? A pretexto de realizar a Constituição, os tribunais e os juízos podem reescrever a legislação?

Resposta:

(um pouco alongada em razão da relevância do tema, e por tratar-se de uma questão certa de ser abordada) A questão traz à tona um dos debates mais atuais e instigantes acerca do papel do Poder Judiciário na República: o ―ativismo judicial‖. Em muitas situações, ao invés de se
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limitar a aplicar a lei já existente, o juiz se vê na necessidade de agir em substituição ao legislador, e não ser apenas ―a boca que pronuncia as palavras da lei‖, na expressão de Montesquieu. Todavia, tais decisões ativistas devem representar antes a exceção do que a regra, de sorte que não é dado ao magistrado usurpar a competência do legislador. O ativismo é a deliberada expansão do papel do Judiciário, mediante o uso da interpretação constitucional para suprir lacunas, sanar omissões legislativas ou determinar políticas públicas quando ausentes ou ineficientes. É um fenômeno que assenta raízes na experiência constitucional norte-americana, mas que, atualmente, ganhou fôlego sob os influxos do neoconstitucionalismo (e seu papel criativo do aplicador da lei). ―Ativismo judicial‖, para as vozes mais críticas, seria uma espécie de intromissão indevida do Judiciário na função legislativa. Todavia, o tema não pode ser visto de maneira tão simplista, e faz parte de uma tessitura mais complexa. O professor Luís Roberto Barroso chegou a afirmar que essa postura do Judiciário, entre outras causas, tem origem na crise de funcionalidade do Poder Legislativo, que estimula tanto a edição de Medidas Provisórias pelo Executivo como o ativismo judicial do Judiciário. Uma das principais causas desse ativismo, afirma o mestre, é a ―constitucionalização do Direito‖, que resulta numa ―aplicabilidade direta e imediata da Constituição a diversas situações‖ que passaram a ser regulamentadas diretamente pela Lei Maior, fazendo com que surja uma ―expressiva ―judicialização‖ de questões políticas e sociais‖. Sobre ―judicialização‖, afirma ―que atores políticos, muitas vezes, para evitar o desgaste, preferem que o Judiciário decida questões controvertidas‖. E é nesse contexto que o Judiciário tem tido uma maior participação política. Assim, não se pode descuidar do papel de protagonismo que vem exercendo o Poder Judiciário nos últimos anos, notadamente o STF, que em matéria de políticas públicas e sociais (para garantir o mínimo existencial – ADPF/45), persistindo a inércia dos Poderes constituídos na sua implementação, vem adotando uma postura ativa, como se viu nos casos do direito de greve dos servidores públicos, interrupção da gestação de fetos anencefálicos, cotas raciais, uniões homoafetivas, nepotismo, demarcação contínua da reserva indígena Raposa Serra do Sol (19 medidas sugeridas pelo Min. Menezes Direito), fidelidade partidária, poderes investigatórios do MP, apenas para citar as principais.

3) A clássica concepção dos doutrinadores sobre a afirmativa de que a sentença é a lei em concreto é falaciosa? Resposta:

A teoria do contrato, sobre a natureza jurídica do processo, nasceu no velho Direito Romano. Inspirado em um texto de Ulpiano, a relação que interligava autor e réu no processo era vista como em tudo idêntica à que une as partes contratantes. Não poderia ser outro o entendimento dos romanos, que incluíam o processo dentro do Direito Privado. A doutrina Francesa, influenciada pela doutrina política do contrato social de Rousseau, continuou considerando o processo como sendo um contrato. Atualmente, a
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natureza jurídica do processo é uma "relação jurídica processual", que se estabelece entre as partes e o juiz (triangular). Mas ainda há traços das teorias contratuais nos sistemas atuais, sobretudo nas formas extrajudiciais de solução de conflitos, como a arbitragem, mediação e conciliação. Assim, até bem pouco tempo não se poderia chamar de falaciosa a afirmativa de que a sentença é a lei do caso concreto, haja vista que as características da imperatividade e imutabilidade entre as partes, por razões de segurança jurídica, são da própria natureza das decisões judiciais de mérito. Todavia, atualmente, a coisa julgada tem sido relativizada, por meio da ação rescisória, notadamente quando há afronta a determinados princípios tidos como mais relevantes do que a própria regra constitucional que protege a coisa julgada.

4) Faça uma distinção entre a teoria de Lassale e a teoria de Hesse sobre a Constituição? Resposta:

Para Ferdinand Lassalle, que conceituava Constituição em seu sentido sociológico, ―a Constituição de um Estado seria, em essência, a soma dos fatores reais de poder que o regem. A Constituição real e efetiva apenas reflete a realidade social determinada pelos fatores reais de poder – poder político, econômico, cultural, religioso etc. – que dominam uma sociedade, não passando a Constituição escrita de mera ‗folha de papel‘. Havendo um conflito entre a Constituição real e efetiva e a Constituição escrita, prevalecerá a vontade da primeira. O jurista alemão Konrad Hesse construiu a teoria da força normativa da Constituição, contrapondo-se à concepção sociológica de Lassalle. Para esta teoria, ―a Constituição não era mera ‗folha de papel‘ ou simples reflexo dos ‗fatores reais de poder‘. Ao contrário, e como toda norma jurídica, a Constituição teria força ativa para mudar a realidade. Havendo conflito entre esses fatores reais de poder e a Constituição escrita, nem sempre haverá predominância da primeiro, pois a constituição possui força suficiente para mudar a realidade. Em conclusão, ―é inquestionável a conexão existente entre a Constituição e a realidade social, sendo a Carta Política a expressão das relações de poder de uma comunidade. Porém, não se de desconsiderar – como o fez Lassalle – que a Constituição também desempenha uma função diretora e uma função preceptiva, decorrentes de sua força normativa.‖

5) O senhor saberia me explicar até onde vai a princípio da proibição do retrocesso? Resposta:

O princípio da vedação do retrocesso, em linhas gerais, dispõe que é vedado ao Legislador a supressão ou alteração de normas infraconstitucionais que densificam
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direitos fundamentais sociais, de molde a violar sua eficácia. Para J. J. Gomes Canotilho, o princípio do não retrocesso social leciona que ―os direitos sociais, uma vez obtido determinado grau de realização, passam a constituir tanto uma garantia institucional quanto um direito subjetivo, limitando a reversibilidade dos ―direitos adquiridos‖, o que, para ele, violaria o princípio da proteção da confiança e da segurança dos cidadãos no âmbito econômico, social e cultural‖. Não obstante, a vedação ao retrocesso social não importa em uma proibição absoluta ao movimento retrocessivo. Sua aplicação dependerá sempre de uma ponderação com outros princípios e regras no caso concreto. Assim, alguns princípios estarão em constante tensão com a vedação de retrocesso, como sói ser o princípio democrático, que dá liberdade de conformação ao legislador, ou mesmo a reserva do possível, que atua juntamente com o princípio da proporcionalidade, assegurando, contudo, o que o Min. Celso de Mello denominou de núcleo intangível consubstanciador de um mínimo existencial.

6) Há a possibilidade de um choque entre uma regra e um princípio constitucional? Uma regra que venha a ser incorporada no texto constitucional pode violar um corpo principiológico da CF no que tange, por exemplo, às cláusulas pétreas? Resposta:

É conhecida a já tradicional distinção entre regras e princípios na doutrina contemporânea nacional e estrangeira, não obstante a ausência de uniformidade conceitual. Paulo Bonavides reconhece que os princípios constitucionais são normas jurídicas e que as normas compreendem as regras e os princípios. Segundo o mestre, "violar um princípio é muito mais grave que transgredir uma norma qualquer. A desatenção ao princípio implica ofensa não apenas a um específico mandamento obrigatório, mas a todo o sistema de comandos". Para Virgílio Afonso da Silva, ―princípios seriam as normas mais fundamentais do sistema, enquanto as regras costumam ser definidas como uma concretização desses princípios e teriam, por isso, caráter mais instrumental e menos fundamental. Dessarte, eventualmente, uma regra instituída pelo poder constituinte reformador pode entrar em rota de colisão com um princípio, explícito ou implícito, de sorte que será insofismavelmente inconstitucional se violar uma cláusula pétrea. Se a colisão for entre princípios, a técnica a ser utilizada será a ponderação, de sorte que o intérprete escolhe a o bem ou direito que irá prevalecer no caso concreto.

7) Até onde vai o papel do juiz na realização da Constituição? Resposta:

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Uma das instigantes novidades do Brasil dos últimos anos foi a virtuosa ascensão institucional do Poder Judiciário, circunstância essa motivada por uma constitucionalização do direito, que acabo refletindo num aumento da demanda por justiça. Contudo, ao realizar a Constituição, o magistrado não pode substituir o Legislativo na sua função típica legiferante. Apesar de em muitas situações, ao invés de se limitar a aplicar a lei já existente, o juiz se ver na necessidade de agir em substituição ao legislador, e não ser apenas ―a boca que pronuncia as palavras da lei‖, na expressão de Montesquieu, tais decisões ativistas devem representar antes a exceção do que a regra, de sorte que não é dado ao magistrado usurpar a competência do legislador, devendo agir apenas para suprir omissões legislativas, em matéria de políticas públicas, quando estas se revelarem ausentes ou ineficientes, esvaziando, assim, preceitos sociais contidos na Constituição. 1.1.1.2. Questões do TRF2
1) Importância do Direito Constitucional e sua ligação com os demais ramos. Resposta:

A classificação dicotômica de Direito em público e privado, modernamente, é mantida apenas para efeitos didáticos e mera conveniência acadêmica, haja vista ser o Direito uno e indivisível. Desta feita, percebe-se cada vez mais uma forte influência do Direito Constitucional sobre o que se denominava de Direito Privado. Desta forma, vários ramos do Direito encontram sua norma-matriz na Constituição, através do que vem se denominando de constitucionalização do direito. A Norma Fundamental sai da sua posição de mero organizador da estrutura do Estado e sua função política, para prever diretamente institutos antes reservados ao Direito Privado. É dizer, parece adequado não mais falarmos em ramos do direito, e sim em um verdadeiro escalonamento verticalizado e hierárquico das normas, apresentando-se a Constituição como norma de validade de todo o sistema, sendo necessária uma inevitável releitura dos institutos, notadamente os de Direito Civil, sob a ótica constitucional.

2) Em que consiste o fenômeno da constitucionalização do direito? Resposta:

Locução de uso relativamente recente, aduz a doutrina que o fenômeno surgiu, de certa forma, na Constituição portuguesa de 1976, foi continuado na Constituição espanhola de 1978, e levado ao extremo pela Constituição brasileira de 1988. Em rápida lição, significa que a Constituição contemporânea não mais se limita, como no passado, a dispor sobre princípios fundamentais, definir competências, prever o modo de sua revisão. Ela vem reger praticamente todos os aspectos da vida jurídica. É dizer, tudo (ou
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quase) pode ser objeto de normas constitucionais. Já não é facilmente identificável um conteúdo material das Constituições como outrora. Sua principal consequência pode ser apontada como uma ―expressiva judicialização de questões políticas e sociais‖, o que força um ativismo judicial como forma de dar concreção às normas constitucionais.

3) Quantas EC foram promulgadas até hoje? Qual ou quais em 2010? Resposta:

(Na resposta, sem modificar o texto original da questão, considerei o ano de 2012) Até hoje foram promulgadas 76 Emendas Constitucionais, sendo 6 de Revisão, estas últimas, todas no ano de 1994. Em 2012 foram editadas duas, as de ns. 69 e 70.

4) Repristinação é automática? Resposta:

A repristinação ocorre quando uma lei é revogada por outra e posteriormente a própria norma revogadora é revogada por uma terceira lei, que irá fazer com que a primeira tenha sua vigência restabelecida. Todavia, o artigo 2º, § 3º da LINDB (Decreto-Lei nº 4657, de 4/09/1942) aduz que a repristinação só é admitida se for expressa. Contudo, a despeito da diferença dos institutos, solução diversa dar-se-á na hipótese de declaração de inconstitucionalidade da lei pelo STF, eis que a jurisprudência da Excelsa Corte entende que a lei revogada pela norma dita inconstitucional tem sua eficácia restabelecida, haja vista que o STF adota a teoria da nulidade em relação aos atos inconstitucionais. Sendo nula, não poderia gerar qualquer efeito jurídico, inclusive, o ab-rogante. É o chamado ―efeito repristinatório.‖

5) Poder Constituinte Derivado é originário? Resposta:

Poder Constituinte Originário é aquele que instaura uma nova ordem jurídica, rompendo por completo com a ordem jurídica precedente. Possui como características o fato de ser inicial, autônomo, ilimitado juridicamente (lembrando que a corrente Jusnaturalista enxerga, ao menos, uma limitação, qual seja, o respeito às normas de Direito Natural. Porém, o Brasil adotou a corrente Positivista, para a qual nem mesmo o Direito Natural
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limitaria a atuação do Poder Constituinte Originário. Modernamente – Canotilho –, falase, ainda, em observância de princípios de justiça e de Direito Internacional), incondicionado, soberano. Poder Constituinte Derivado é criado e instituído pelo Originário, sendo, portanto, limitado e condicionado. Poder ser reformador (capacidade de modificar a Constituição Federal), decorrente (estruturar as Constituições dos Estados-membros e DF) ou revisor (revisar a Constituição Federal uma única vez).

6) Como as Constituições são positivadas? Resposta:

Promulgada: aquela em que o processo de positivação decorre de convenção, são votadas, originam de um órgão constituinte composto de representantes do povo, eleitos para o fim de elaborá-las. Ex.: Constituição de 1891, 1934, 1946, 1988. Outorgada: aquela em que o processo de positivação decorre de ato de força, são impostas, decorrem do sistema autoritário. São as elaboradas sem a participação do povo. Ex.: Constituição de 1824, 1937, 1967, 1969. Encontramos também a chamada Constituição Cesarista ou mistificada: não é propriamente outorgada, mas tampouco promulgada, ainda que criada com a participação popular. Pactuadas: são aquelas em que os poderosos pactuavam um texto constitucional, o que aconteceu com a Magna Carta de 1215. A expressão Carta Constitucional é usada hoje pelo STF para caracterizar as constituições outorgadas.

7) O que é promulgação? Resposta:

Como manifestação do Poder Constituinte, Constituição promulgada seria aquela fruto da vontade popular, materializada através de uma Assembléia Nacional Constituinte instalada com essa finalidade, como sói ser a CF 1988.

8) Atos preparatórios à promulgação de uma Carta Política são atos constituintes? Qual a natureza? Resposta: 40

Segundo José Afonso da Silva, os atos preparatórios possuem natureza política. Como exemplo, teríamos a EC n. 26 de 27.11.85 que convocou a Assembléia Nacional Constituinte para elaborar a CF de 1988, instalada em 1.02.87, sob a presidência do Ministro do STF José Carlos Moreira Alves, pai do Des. Carlos Eduardo Moreira Alves, membro da Comissão.

9) Quantas constituições já tivemos no Brasil? Resposta:

Foram oito. As de 1824, 1891, 1934, 1937, 1946, 1967 e EC-69, e a atual de 1988. Tecnicamente seriam sete, haja vista que a de 1969 foi uma Emenda Constitucional à Carta de 1967. Todavia, diante de seu caráter revolucionário, bem como a extensão da sua reforma no ordenamento, a doutrina constitucionalista a considera como uma Constituição autônoma.

10) Diferencie normas constitucionais de princípio e normas constitucionais de preceito. Resposta:

(acredito que o examinador tenha utilizado ao termo ―preceito‖ como sinônimo de ―regras‖, como o fazem muitos doutrinadores) Existem vários critérios tradicionais para a distinção entre regras e princípios. O mais comum é o critério da generalidade (Robert Alexy apud Bonavides). Segundo este critério, os princípios são normas com um grau de generalidade relativamente alto e as regras, normas com um nível relativamente baixo de generalidade. Há também o conhecido critério da abstração, segundo o qual os princípios são normas com um grau de abstração relativamente alto e as regras, normas com um nível relativamente baixo de abstração. Outros critérios, tais como o do valor expressado e o da aplicabilidade, são também comumente utilizados com o intuito de fazer a distinção entre as regras e os princípios. Afirma Alexy, ainda, que entre regras e princípios existe não somente uma diferença de grau, mas uma diferença qualitativa. As ―normas constitucionais de princípios‖ seriam os mandamentos nucleares do sistema constitucional (Virgílio Afonso da Silva), haja vista consagrarem os principais valores do ordenamento. Seriam, ainda, mandamentos de otimização, caracterizados pelo fato de que podem ser cumpridos em diferentes graus, na li8ção de Alexy. Os critérios de distinção em relação às regras são variados, como também aponta Canotilho (Grau de abstração, grau de determinabilidade, carácter de fundamentalidade, natureza normogenética), para quem a tarefa, longe de afigurar-se simples, é demais complexa.
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As ―normas constitucionais de preceito‖ apresentam-se sob a forma de um conteúdo determinado que é ou não realizado em sua plenitude, isto é, a regra é ou não é cumprida na inteira medida de seu enunciado normativo.

11) Discorra sobre a aplicabilidade de normas de princípios e de normas de preceitos. Resposta:

As regras (preceitos) têm caráter categórico, ―ou isto ou aquilo (Dworkin)‖, tendo aplicação imediata aos casos concretos, através de simples subsunção, por via de um raciocínio silogístico. Já os princípios, diferentemente das regras, não obedecem à lógica do ―tudo ou nada‖, não desencadeando a eliminação de um em face daquele que prevalecer, aplicando-se a técnica da ponderação. Os princípios podem envolver problemas de validade e de peso, as regras só enfrentam questão de validade.

12) Todas as normas constitucionais são regulamentáveis? Resposta:

Não. Celso Ribeiro Bastos e Carlos Ayres Britto classificam as normas constitucionais em normas de aplicação (regulamentáveis ou irregulamentáveis) e normas de integração (completáveis ou restringíveis). As de aplicação já estão aptas a produzir todos os seus efeitos, sendo que as irregulamentáveis incidem diretamente sobre os fatos regulados e rejeitam regramentos infraconstitucionais, sendo sua matéria tratada exclusivamente pelo texto constitucional. Já as regulamentáveis, embora plenas e consistentes, aceitam regulamentação infraconstitucional, sendo vedada, contudo, a alteração do seu conteúdo, sentido e alcance. Por fim, as normas de integração são as que necessitam da atividade integradora do legislador ordinário para apresentarem aplicabilidade, pois necessitam de complementação.

13) Exemplo de norma de eficácia plena. Resposta:

São aquelas ―aptas a produzir todos os seus efeitos, independentemente de norma integrativa infraconstitucional.‖ Um exemplo seria o art. 2º da CF/88. Outro bastante cobrado é o art. 230, §2º (gratuidade de transporte coletivo urbano para maiores de 65 anos – ADI 3768).

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14) Normas regulamentáveis constitucionais, o legislador tem competência absoluta ou está limitado? Na CR/1988 não há limites para a regulamentação, mas e a doutrina e a jurisprudência? Resposta:

Está limitado. Nas normas regulamentáveis, é vedada a restrição ou alteração do seu conteúdo, sentido e alcance, consoante o escólio de Celso Ribeiro Bastos e Carlos Ayres Britto, que classificam as normas constitucionais em normas de aplicação (regulamentáveis ou irregulamentáveis) e normas de integração (completáveis ou restringíveis).

15) Há direito adquirido contra a CR? Resposta:

É firme a jurisprudência do STF no sentido de que inexiste direito adquirido contra a Constituição Federal, a despeito de todas as Constituições Brasileiras, com exceção da Carta Constitucional de 37, garantirem o direito adquirido e vedarem a retroatividade da lei prejudicial. Anote-se que, também, é assente a jurisprudência da Corte Suprema no sentido de que os dispositivos constitucionais têm vigência imediata, alcançando os efeitos futuros de fatos passados (retroatividade mínima). Salvo disposição em contrário - e a Constituição pode fazê-lo - eles não alcançam os fatos consumados no passado nem as prestações anteriormente vencidas e não pagas (retroatividade máxima e média, respectivamente). 1.1.1.3. Questões do TRF3

1.1.1.4. Questões do TRF4

1.1.1.5. Questões do TRF5

1.2. Direito Tributário
1.2.1. Conceito, Conteúdo, Natureza, Autonomia, Fontes, Relação com o Direito Financeiro, Sistema Constitucional Tributário, Poder de Tributar 1.2.1.1. Questões do TRF1
1) Qual seria a função de uma Lei Complementar em se de Direito Tributário? Qual o espaço, dentro daquela linha doutrinária dentro daquela corrente tricotômica e dicotômica, pois a primeira tem uma diferença em relação à segunda, qual diferença é esta? 43

Resposta:

Em regra, a lei ordinária é o instrumento hábil para disciplinar os tributos. Apenas em casos excepcionais, expressamente previstos na Constituição, é que se exige lei complementar, como a competência residual (art. 154, I, CF) e os empréstimos compulsórios (art. 148). Contudo, a função principal da Lei Complementar em matéria tributária, nos termos do art. 146 da CF é estabelecer normas gerais sobre Direito Tributário. Embora o CTN (lei 5.172/66) tenha sido editado como Lei Ordinária, integra nosso ordenamento com status de Lei Complementar, haja vista ter sido recepcionado com essa natureza, de forma expressa, pelo art. 34, §5º do ADCT. Não obstante o art. 5º do CTN (e também o art. 145, CF) ter previsto como espécies tributárias apenas os impostos, taxas e contribuições de melhoria, o que poderia levar a crer que o nosso ordenamento adotou a corrente tripartite ou tricotômica, o STF já pacificou a adoção da teoria da pentapartição, de sorte que o CTN, ―Lei Complementar‖ sobre normas gerais tributárias, aplica-se também às contribuições sociais e empréstimos compulsórios (RE 138.284), é dizer, a todas as espécies tributárias, e não apenas às previstas no CTN.

2) O Direito Tributário brasileiro é o mais constitucionalizado do mundo, que consequências podemos tirar disto? Resposta:

Em rápidas linhas, destaco uma maior segurança jurídica e proteção ao contribuinte, onde boa parte das limitações constitucionais está protegida contra mudanças que lhe diminuam o alcance ou a amplitude, por configurarem verdadeiras garantias individuais, não podendo ser suprimidas nem por emendas constitucionais, eis que se afiguram cláusulas pétreas.

1.2.1.2. Questões do TRF2
1) O artigo 5º do CTN é completo? Por que ele é desmentido? Resposta:

O art. 5º do CTN não é completo, eis que prevê como espécies tributárias apenas os impostos, taxas e contribuições de melhoria, o que poderia levar a crer que o nosso ordenamento adotou a corrente tripartite ou tricotômica. Todavia, o STF já pacificou a adoção da teoria da pentapartição, de sorte que, além das espécies supracitadas, considera tributos as contribuições sociais e os empréstimos compulsórios, apesar da natureza restituível deste último.
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2) É possível a repetição do indébito de tarifas de água e esgoto? Resposta:

Sim, é possível. Contudo, seu prazo prescricional sujeitar-se-á ao prazo estabelecido no Código Civil, conforme previsto na Súmula 412 do STJ, publicada em 16/12/2009, haja vista não possuírem natureza jurídica tributária.

3) Existe prazo para compensação? Qual a natureza jurídica? E para tributo indireto? Resposta:

A compensação tributária é uma das causas de extinção do crédito tributário descritas pelo artigo 156 do Código Tributário Nacional. Quanto ao prazo, duas situações devem ser observadas. Assentou o Supremo Tribunal Federal que o novo prazo de 5 (cinco) anos - contado do pagamento antecipado do tributo - é válido para as ações ajuizadas após 9/6/05, data de entrada em vigor da Lei Complementar 118/05 (RE 566.621/RS, Rel. Min. ELLEN GRACIE, Tribunal Pleno, DJe 11/10/11). E, por outro lado, às ações intentadas antes do referido marco aplica-se a Tese dos "cinco mais cinco", consoante a antiga orientação do STJ. Também, é possível a compensação via creditamento de valores pagos indevidamente por tributos indiretos, como é o caso do ICMS, hipótese em que é necessária a prova de que não houve transferência do encargo financeiro ao contribuinte de fato, ou que obteve autorização do contribuinte de fato para obter o ressarcimento do excesso, por meio de restituição ou de compensação. Aplicabilidade do art. 166 do CTN (STJ - AgRg no EREsp 997244 SP - Primeira Seção - rei. Min. Francisco Falcão, DJe 06.04.2009).

4) Por que tem ação de consignação no CPC e no CTN? Resposta:

Porque as hipóteses consignatórias previstas no art. 164 do CTN são mais restritas, como se extrai da leitura do §1º do referido artigo, que aduz que ―a consignação só pode versar sobre o crédito que o consignante se propõe a pagar.‖ Assim, demais aspectos da obrigação tributária podem ser objeto de ação de consignação com fulcro no art. 890 do CPC.

5) Dupla tributação distingue-se de bitributação? Resposta: 45

Sim. A dupla tributação (bis in idem) ocorre quando o mesmo ente tributante edita diversas leis instituindo múltiplas exigências tributárias, decorrentes do mesmo fato gerador. Segundo a doutrina, não existe norma expressa no texto constitucional vedando a dupla tributação, de sorte que chegam a apontar a criação da COFINS e do PIS como hipótese cristalina de bis in idem. Na bitributação, tal fenômeno ocorre mediante a ação de entes diversos, e, via de regra, é proibida. A doutrina aponta duas situações em que esta seria legítima: a possibilidade da União instituir imposto extraordinário de guerra, compreendidos ou não em sua competência tributária; e a tributação de renda envolvendo Estados-nações diversos (indivíduo residente no Brasil que recebe rendimentos de trabalhos realizados no Uruguai, os dois Estados poderiam cobrar IR).

6) É taxativo o rol do art. 150 da CR/1988? Resposta:

O art. 150 da CF trata das limitações ao poder de tributar. Da simples leitura da parte inicial do artigo (sem prejuízo de outras garantias) conclui-se que se afigura um rol exemplificativo, notadamente porque boa parte destas limitações consubstanciam-se em garantias individuais do contribuinte.
7) Qual a razão do art. 150, I, da CR/1988? Resposta:

Referido dispositivo trata do princípio da legalidade tributária. É, a exemplo de outros preceitos, uma garantia do contribuinte contra a exigência ou aumento de tributos sem lei que estabeleça, sendo, portanto, um dos pilares do Estado Democrático de Direito.

7) Há tautologia com o art. 5º, II, da CR/1988? Resposta:

Penso que não chega a ser uma tautologia. Por ser considerada a principal limitação constitucional ao poder de tributar, entendeu o constituinte por prever de forma específica e autônoma o princípio da legalidade tributária no art. 150, I da CR, cujas exceções, também, lhes são particulares, existindo, a meu ver, razão de ser na formação de um sistema de proteção tributário próprio.

8) O que é elusão fiscal? Posição do STF. Resposta:

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Existem meios diversos de se fugir da tributação. Tradicionalmente, o critério mais adotado pela doutrina para classificar tais meios toma por base a licitude da conduta. Assim, quando o contribuinte usa de meios lícitos para fugir da tributação ou torná-la menos onerosa, tem-se, para a maioria da doutrina, a elisão fiscal. Já nos casos em que o contribuinte se utiliza de meios ilícitos para escapar da tributação, tem-se a evasão fiscal. Por fim, nos casos denominados pela doutrina de elusão fiscal (ou elisão ineficaz), o contribuinte simula determinado negócio jurídico com a finalidade de dissimular a ocorrência do fato gerador. Trata-se de um ardil caracterizado primordialmente pelo que a doutrina denomina de abuso das formas, pois o sujeito passivo adota uma forma jurídica atípica, a rigor lícita, com escopo de escapar artificiosamente da tributação. Norma geral antielisão está prevista no parágrafo único do art. 116 do CTN, inserido pela LC 104/2001 (natureza de antielusão), de sorte que o Fisco poderá requalificar juridicamente os fatos, para fazer incidir o tributo devido.

9) O que é Poder de Tributar? As limitações de Tributar são cláusulas pétreas? Há relação entre poder de tributar e competência tributária? Resposta:

Poder de tributar é o poder que detém o Estado de, mediante lei, criar tributos nos termos das competências conferidas pela Constituição. Entende o STF, bem como a doutrina, que boa parte das limitações constitucionais ao poder de tributar se configuram verdadeiras garantias individuais, como sói ser o princípio da anterioridade e o da legalidade, de sorte que são definidas como cláusulas pétreas, nos termos do art. 60, §4º, IV da CR. A imunidade recíproca, também, por tutelar a forma federativa (art. 60, §4º, I da CR), seria uma cláusula pétrea. Nessa esteia, há uma estreita relação entre o poder de tributar e competência tributária, haja vista ser esta última conceituada como a atribuição ou o poder, diretamente haurido da Constituição Federal, para editar leis que abstratamente instituam tributos. Por fim, a Constituição não cria tributos, apenas confere às pessoas políticas competências para instituí-los.

1.2.1.3. Questões do TRF3
1) Qual a classificação das receitas? Resposta:

Quanto à regularidade elas podem ser extraordinárias (caráter excepcional e temporário) ou ordinárias (ingressam com regularidade). Já quanto à origem, podem ser originárias
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(exploração pelo Estado da atividade econômica patrimonial ou comercial) ou derivadas (extraídas do patrimônio dos particulares - tributos). Há, ainda, a classificação legal (lei 4.320/64), que divide as receitas em correntes (resultantes das atividades próprias do Estado) e de capital. 1.2.1.4. Questões do TRF4

1.2.1.5. Questões do TRF5

1.3. Direito Administrativo
1.3.1. Responsabilidade Civil do Estado 1.3.1.1. Questões do TRF1
1) Qual o regime de responsabilidade civil das pessoas jurídicas de direito privado exploradoras de atividade econômica? E qual o regime jurídico? De direito privado. Resposta:

Se for atividade econômica não se aplica o art. 37, § 6º, CF, mas sim o regime de direito privado (Código Civil), que prevê responsabilidade civil subjetiva, é dizer, deve ser apurado se a ação ou omissão se deu, ao menos, com culpa.

2) Qual o fundamento jurídico por responsabilidade pelos atos lícitos? Resposta:

A responsabilidade civil por atos ilícitos, que não se relacionem com a prestação de serviço público, encontra-se disciplinada nos arts. 186 e 927 do CC/2002. Tem como principal fundamento garantir a ordem social, evitar o enriquecimento sem causa, tutelar o patrimônio através de um provimento judicial que substitua a reparação privada coercitiva, bem como possui função sancionadora e pedagógica. Para Carlos Alberto Bittar ―a responsabilidade está diretamente ligada à liberdade e a racionalidade humana, que impõe às pessoas o dever de assumir o ônus, submetendo-a aos resultados de suas ações quando contrária a ordem jurídica‖.

1.3.1.2. Questões do TRF2
1) Qual seria a diferença da responsabilidade civil dos entes públicos? 48

Resposta:

A principal nota que a diferencia da responsabilidade dos entes privados, seria a responsabilidade objetiva dos entes públicos para atos comissivos, ou seja, independente de culpa, assegurado o direito de regresso contra o agente público responsável pelos danos, devendo, neste caso, ser apurado se agiu com dolo ou culpa, sendo, portanto, subjetiva. Também será subjetiva nas hipóteses de atos omissivos.

2) Diferenças entre a responsabilidade civil dos entes em geral e das prestadoras de serviços públicos. Resposta:

A responsabilidade civil das pessoas jurídicas de direito público e as de direito privado prestadoras de serviços públicos, por danos causados por seus agentes, nessa qualidade, a terceiros, é de natureza objetiva, é dizer, independe de culpa, nos termos do art. 37, § 6º, CF. Nesse sentido, a jurisprudência assente do STF, bem como a doutrina pátria. Ainda, as pessoas jurídicas de direito privado prestadoras de serviço público respondem de forma objetiva por danos causados a terceiros usuários e não usuários do serviço (RE n. 591.874, Relator o Ministro Ricardo Lewandowski, Plenário, DJe de 18.12.09), tendo o STF revisto sua jurisprudência neste último caso, eis que antes entendia que para o não usuário a responsabilidade seria subjetiva. Quanto aos demais sujeitos de direito privados, a responsabilidade é de natureza subjetiva, sendo imprescindível a verificação de culpa do agente para que surja o dever indenizatório.

3) Exemplo de responsabilidade civil de prestadores de serviço público comparando com a responsabilidade civil do Estado. Resposta:

Conforme assentado, ambas são objetivas (art. 37, § 6º, CF). Um exemplo seria a responsabilidade por acidentes em rodovias provocados por animais na pista. Tanto a concessionária (STJ – 3ª T., REsp nº 647.710/RJ, Rel. Min. Castro Filho, DJ 30.06.2006) quanto o Estado, se a rodovia não foi privatizada, responderiam, em cada caso, de forma objetiva pelos danos causados. 1.3.1.3. Questões do TRF3

1.3.1.4. Questões do TRF4
1) Como se chama a responsabilidade civil extracontratual? 49

Resposta:

Também chamada de delitual ou aquiliana, nela o agente não tem vínculo contratual com a vítima, mas, tem vínculo legal, uma vez que, por conta do descumprimento de um dever legal, o agente, por ação ou omissão, com nexo de causalidade e culpa ou dolo, causa à vítima um dano. Está fundada no art. 186 do CC/2002. 1.3.1.5. Questões do TRF5

1.4. Direito Penal
1.4.1. Aplicação da Lei Penal. Princípios Gerais. Normas das Convenções e Tratados de Direito Internacional 1.4.1.1. Questões do TRF1
1) Conflito aparente de normas, quais são as técnicas para a sua solução? Resposta:

A doutrina indica quatro princípios para solucionar o conflito aparente de normas penais. São eles: especialidade, subsidiariedade, consunção e alternatividade. No princípio da especialidade, a norma especial prevalece sobre a geral. Aqui há uma relação de gênero e espécie, sendo tal aferição estabelecida em abstrato. Pouco importa, também, a quantidade de sanção reservada às infrações, podendo a lei especial narrar um Ilícito penal mais rigoroso ou mais brando. Na subsidiariedade, a lei primária tem prevalência sobre a lei subsidiária, que é sempre menos grave. Aqui a análise deve ser feito no caso concreto, e não em abstrato, e não há relação de gênero e espécie. Na célebre locução de Nelson Hungria, a norma subsidiária atua como um ―soldado de reserva‖. O princípio da consunção é aplicado para resolver o conflito aparente de normas penais quando um crime menos grave é meio necessário ou fase de preparação ou de execução do delito de alcance mais amplo, de tal sorte que o agente só será responsabilizado pelo último, desde que se constate uma relação de dependência entre as condutas praticadas (Precedentes STJ). Por fim, alternatividade significa que ―o agente só será punido por uma das modalidades inscritas nos chamados crimes de ação múltipla (tipos mistos alternativos, conteúdo variado), embora possa praticar duas ou mais condutas do mesmo tipo penal.‖

2) Indique quatro princípios penais constantes na Constituição. Resposta:

Princípio da individualização da pena, princípio da reserva legal, princípio da anterioridade e o princípio da intranscendência da pena.

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3) Qual a diferença entre interpretação analógica e analogia? Resposta:

Analogia é uma forma de integração da lei penal. Utilizando-se da analogia, o exegeta aplica a uma hipótese não prevista em lei a disposição legal relativa a um caso semelhante, desde que não prejudique o réu, em atenção ao princípio da legalidade. Assim, admite-se apenas a analogia in bonam partem. Já a interpretação analógica consubstancia meio de interpretação, recorrível quando a lei contém em seu bojo uma fórmula casuística seguida de uma fórmula genérica. Com efeito, a norma casuística serve de norte ao exegeta. A interpretação analógica difere-se da interpretação extensiva na medida em que, nesta, o legislador não nos fornece o padrão (fórmula casuística) a ser seguido, em que pese a necessidade de se ampliar o alcance da norma. Por fim, na interpretação analógica admite-se que seja feita in malam partem.

4) Porque se atribui à norma penal o caráter de ultima ratio? Resposta:

Por ser a liberdade do homem um dos seus bens mais preciosos, apenas justifica-se a supressão do seu status libertatis quando, de fato, estivermos diante de ofensas a bens juridicamente relevantes para a sociedade, em que outros ramos do direito se mostrarem insuficientes e não se revelaram eficientes para punir o agente. Portanto, o DP deve interferir o mínimo possível na vida em sociedade, por isso se diz que será a ultima ratio, também chamado de ―princípio da intervenção mínima.‖ Fruto da ascensão da burguesia, cuida-se de um típico princípio liberal, tanto que se encontra nas obras dos mais importantes pensadores do liberalismo, tais como John Locke, Montesquieu, Rousseau e Beccaria.

5) Qual a diferença entre o “ser do direito” no Direito Penal e o “ser do direito” na Sociologia? Resposta:

A Sociologia preocupa-se, basicamente, como os fatores externos, sociais, que influenciaram o indivíduo a praticar uma infração penal, bem como com suas conseqüências para a coletividade, tudo isso com escopo de explicar tais ―defeitos de socialização‖. Para Ferri, um dos baluartes da Escola Positiva, um dos movimentos criminológicos do Direito Penal, apontada como o criador da Sociologia Criminal, o delito não era produto exclusivo de nenhuma patologia individual. Para ele o delito era resultado da contribuição de diversos fatores: individuais, físicos e sociais.
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Na tese de Ferri, ―o delito é um fenômeno social, com uma dinâmica própria e etiologia específica, na qual predominam os fatores sociais‖. A pena, por si só, seria ineficaz, precisa vir antecedida ou acompanhada das adequadas reformas econômicas, sociais, entre outras. Já o Direito Penal preocupa-se com o indivíduo após o cometimento do delito, como irá puni-lo e ressocializa-lo, sendo irrelevante tais aspectos sociais. Contudo, anote-se, que há corrente que defende uma ―co-culpabilidade‖ no direito penal, entendida esta como a parcela de culpa da sociedade que deixa de fornecer os meios suficientes para o desenvolvimento do ser, cuja a influência do meio social compromete a autodeterminação do indivíduo. Assim, sua reprovabilidade deve ser atenuada.

1.4.1.2. Questões do TRF2
1) É mais correto falar em concurso aparente de normas ou conflito aparente de normas? Resposta:

Não há uma unanimidade na doutrina, em que pese a aparente predileção pela expressão ―concurso‖, como se vê no escólio de Rogério Greco e Luiz Régis Prado. O professor Damásio de Jesus, por sua vez, crítica as duas expressões, haja vista que, segundo sustenta, ―não há conflito ou concurso de disposições penais, mas exclusividade de aplicação de uma norma a um fato, ficando excluída outra em que também se enquadra‖. Por fim, penso que a maioria dos operadores do Direito trata as expressões como sinônimas, havendo, inclusive, julgados no STJ em que na mesma ementa se utilizam as duas formas (HC 213179/SC- Min. Jorge Mussi).

2) O que é o princípio da alternatividade? Resposta:

É um dos princípios que se propõem a resolver um concurso aparente de normas. Significa que ―o agente só será punido por uma das modalidades inscritas nos chamados crimes de ação múltipla (tipos mistos alternativos, conteúdo variado), embora possa praticar duas ou mais condutas do mesmo tipo penal.‖ Um exemplo clássico é o art. 33 da lei 11.343/06, cuja cabeça do artigo prevê diversos núcleos v.g. importar, fabricar, transportar. Ainda que realize todas as condutas descritas no tipo, praticará o crime uma única vez, desde que, evidentemente, trate-se da mesma droga, no mesmo contexto fático. Dessarte, se o mesmo sujeito importa cocaína, transporta ópio e vende heroína, responderá por três crimes distintos, em concurso material. Por fim, parte da doutrina entende ser a alternatividade a consunção que se realiza no interior de um mesmo tipo penal, de sorte que aquela teria sua função esvaziada. É o entendimento de Nélson Hungria e Aníbal Bruno.
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3) O concurso aparente de normas se insere na teoria do delito, na teoria da norma ou na teoria do tipo? Resposta:

O conflito aparente de normas está ligada à teoria do delito, em especial quando, na formação do juízo de tipicidade, haverá a identificação do tipo legal a ser considerado. Definir se um determinado fato constitui, ou não, um delito, passa pela realização do chamado juízo de tipicidade: a comparação do fato com os modelos de conduta proibida, que a lei criminal elenca numerus clausus. Situação diferente ocorre com o concurso efetivo de tipos (material, formal ou continuado), que se relaciona à resposta penal (pena), não sendo caso de definição de juízo de tipicidade. Importa, contudo, deixar clara a diferença entre o concurso efetivo e o concurso aparente de tipos. No concurso efetivo (concurso de delitos), há dois ou mais delitos, sujeitando-se o agente às penas de dois ou mais tipos incriminadores (que são somadas, ou não, conforme seja o caso do art. 69, do art. 70 ou do art. 71 do Código Penal). No concurso aparente, como a própria denominação denuncia, aparentemente o fato dá lugar a duas ou mais adequações típicas simultâneas, dois ou mais delitos. Um mesmo fato é coberto pelas descrições típicas de várias normas incriminadoras, que sobre ele convergem. Todavia, pela aplicação do princípio ne bis in idem, que impede a dupla punição pelo mesmo fato, somente uma das tipicidades se aplica, prevalecendo sobre as demais, e afastando a incidência destas.

4) Quais as duas modalidades de subsidiariedade? Sempre está expresso no Código? Resposta:

Pelo princípio da subsidiariedade, a norma dita subsidiária é considerada, na expressão de Hungria, como um ―soldado de reserva‖, é dizer, na ausência ou impossibilidade de aplicação da norma principal mais grave, aplica-se a norma subsidiária menos grave. Ela pode ser expressa ou tácita. Diz-se expressa quando a própria lei faz sua ressalva, mediante emprego de locuções como: ―se o fato não constitui crime mais grave‖, v.g. disparo de arma de fogo (art. 15 da lei 10.826/03). Será tácita quando a lei residual não condiciona, taxativamente, a sua aplicação em caso de impossibilidade de incidência da primária. Ex: Estupro (art. 213, CP) e constrangimento ilegal (art. 146, CP). Assim, conclui-se que, nem sempre, a subsidiariedade será expressa na Lei Penal.

5) Quais os critérios de interpretação da lei penal? É possível analogia em lei penal? Há diferença entre interpretação analógica e analogia? 53

Resposta:

Os critérios de interpretação podem ser divididos quanto ao sujeito de que emana, quanto aos meios que são utilizados para alcançá-la e, ainda, quanto aos resultados. No que pertine ao sujeito, pode ser autêntica (pela própria lei), doutrinária (pelos estudiosos – v.g. exposição de motivos do Código) e judicial (aplicadores do Direito – v.g. súmulas vinculantes). Já quanto aos meios, pode ser literal (real significado das palavras), teleológica (finalidade da lei), sistemática (análise do dispositivo no sistema que ele está contido, e não isoladamente) e histórica (busca dos fundamentos de sua criação no passado, considerando o momento social da época). Por fim, quanto ao resultado, pode ser declaratória (não amplia nem restringe o alcance da norma), extensiva e restritiva, que alarga ou diminui o alcance da lei, respectivamente. A analogia, forma de integração da norma, onde o exegeta aplica a uma hipótese não prevista em lei a disposição legal relativa a um caso semelhante, desde que não prejudique o réu, em atenção ao princípio da legalidade. Assim, admite-se apenas a analogia in bonam partem. Difere-se da interpretação analógica por ser esta um método de interpretação. Há quem sustente que esta última pode ser in malam partem.

6) Existe parte geral na parte especial do CP? Resposta:

Algumas matérias, que ordinariamente são tratadas na parte geral do CP, foram inseridas na parte especial do Código. Isto ocorreu quando o próprio tipo penal o exigia, v.g. causas especiais de aumento e diminuição da pena, normas penais não incriminadoras (art. 327), causas de isenção de pena (art. 181), espécies de ações penais. Não há propriamente uma parte geral dentro da especial, eis que a primeira, na maioria das vezes, complementa de forma satisfatória o tipo penal previsto na parte especial. Contudo, quando previstas ―normas generalizantes‖ dentro do próprio tipo penal, penso que esta deve ser observada, antes mesmo até do que a norma assemelhada contida na parte geral, como sói ser o caso do art. 100 do CP, que aduz ser a ação penal pública, salvo quando a lei expressamente a declara privativa do ofendido (art. 236 do CP – crimes contra o casamento).

7) art. 5º., LVII, CR/1988, pode-se considerar alguma diferença entre princípio da inocência e da não culpabilidade? Resposta:

Grande parte da doutrina (v.g. Nelson Nery Júnior in Princípios do Processo na Constituição Federal) e dos aplicadores do Direito utiliza as expressões como sinônimas. To54

davia, basta a leitura do texto para se perceber a diferença: ―ninguém será considerado culpado até o trânsito em julgado de sentença penal condenatória‖. A Constituição Federal Brasileira adotou a redação do art. 27.2 da constituição italiana de 1948, a qual por sua vez resultou de um movimento protagonizado por parte da doutrina italiana que defendia a restrição do alcance do princípio da inocência, com vistas a garantir a eficácia do processo penal. Ou seja, a nossa Constituição declarou apenas que o acusado não é considerado culpado. Ela não afirmou a presunção de inocência, limitou-se a negar a culpa. Não é uma simples questão de semântica, mas revela um embate de concepções político-ideológicas das finalidades do processo penal. A Declaração dos Direitos do Homem e do Cidadão de 1789, a Declaração Universal dos Direitos do Homem de 1948, pelo Pacto Internacional de Direitos Civis e Políticos de 1966 e a Convenção Americana de Direitos Humanos de 1969, todos esses instrumentos consagraram o princípio da ―presunção de inocência‖, fórmula que, aparentemente, não foi seguida pelo Brasil, que foi influenciado por uma ideologia pós-fascista que criticava a presunção de inocência, na Itália. O certo é que na prática judiciária brasileira não se estabeleceu diferença entre os princípios. Nas ementas das ADC‘s 29 e 30, que declararam a constitucionalidade da LC 135/2010 (Lei da Ficha Limpa), o Min. Luiz Fux preferiu a expressão ―presunção de inocência‖. A Min. Rosa Weber, egressa da magistratura trabalhista, trata ―inocência‖ e ―não-culpabilidade‖ como sinônimos, de forma expressa em seus julgados. Lúcida, por sua vez, a lição do Min. Ayres Britto, para quem ―a presunção de não-culpabilidade trata, mais do que de uma garantia, de um direito substantivo. Direito material que tem por conteúdo a presunção de não-culpabilidade. Esse o bem jurídico substantivamente tutelado pela Constituição; ou seja, a presunção de nãoculpabilidade como o próprio conteúdo de um direito substantivo de matriz constitucional. Logo, o direito à presunção de não-culpabilidade é situação jurídica ativa ainda mais densa ou de mais forte carga protetiva do que a simples presunção de inocência‖.

8) Fale sobre a decisão do STF acerca da abolitio criminis dos crimes contra a honra na lei de imprensa. Resposta:

A abolitio criminis ocorre quando um fato tipificado como infração penal pela norma incriminadora deixa de ser criminoso. Possui, portanto, natureza jurídica de causa extintiva de punibilidade. A lei de imprensa previa várias condutas delitivas referentes a crimes contra a honra. No entanto, no julgamento da Arguição de Descumprimento de Preceito Fundamental n. 130, iniciado em 1.4.2009 e concluído em 30.4.2009, o Plenário do Supremo Tribunal Federal, por maioria de votos, entendeu que a Lei n. 5.250, de 9 de fevereiro de 1967, não foi recepcionada, integralmente, pela ordem constitucional vigente.

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o que gerou a abolitio criminis daquelas condutas antes tipificadas. o STF passou a entender que norma anterior incompatível com a nova ordem constitucional é tida como não-recepcionada. que seja completa. ou julgados. não se exigindo critérios subjetivos. pois aplicam-se aos fatos ocorridos durante a sua vigência. 9) Em que consiste a ultratividade da lei penal? Resposta: Fala-se em ultratividade quando a lei. ou seja. extirpou do ordenamento jurídico a totalidade do diploma normativo. DJe 14/03/2011). isto é. julgada em abril de 2009. tendo em vista que para a configuração da referida atenuante exige-se somente o seu aspecto objetivo. cujos agentes haviam incidindo nos tipos da lei não recepcionada. que influa decisivamente na condenação ou que seja feita por motivos de índole moral. tal decisão implicou no reconhecimento da inexistência jurídica da norma. Em conclusão. que a confissão se efetue por livre vontade do agente. DESSE PONTO EM DIANTE: RESPOSTAS ELABORADAS POR CAIO CASTAGINE MARINHO 56 . Em que circunstâncias pode ser aplicada como atenuante? Resposta: É possível o reconhecimento da atenuante da confissão espontânea para redução da pena aplicada na hipótese em que o réu admita a prática do crime em seu interrogatório policial e judicial.Naquele momento. aptos a caracterizar arrependimento do acusado. de forma que. continua a regular os fatos ocorridos durante a sua vigência. em termos práticos. abandonando a nomenclatura outrora empregada (revogação). mesmo após auto-revogadas. as leis temporárias e as excepcionais são ultrativas. 10) A confissão. Da mesma forma. a partir do julgamento da ADPF 130 (Lei de Imprensa). entendendo haver manifesta incompatibilidade entre a antiga Lei de Imprensa e a atual Constituição da República. Segundo a jurisprudência atual do STJ (REsp 1163090/SC. mesmo depois de revogada. não obsta o reconhecimento da atenuante a circunstância de o agente negar parte da imputação ou invocar uma excludente de ilicitude (confissão qualificada). o Pretório Excelso. ainda que tenha sido preso em flagrante. afastando os efeitos penais de vários processos em curso.

iv) critério da alternatividade (a aplicação de uma norma a um fato exclui a aplicação de outra. Essa é a hipótese de aplicação do critério da consunção. no concurso de normas a concorrência é aparente. de forma diversa dessa corrente. Esses autores destacam o posicionamento de parte da doutrina que entendem que o tema deveria ser abordado na análise de concurso de crimes. contido em outra de maior amplitude. 12) Quais são os critérios utilizados para acabar com o conflito aparente de normas? Resposta: Os critérios utilizados são: i) critério da especialidade (lei especial derroga lei geral). mas apenas uma tem real incidência. 13) Quando ocorre a consunção? Resposta: Quando o fato previsto por uma lei está. que também o prevê. Luis Regis Prado e Guilherme de Souza Nucci não diferenciam concurso de conflito de normas. 14) Já ouviu falar do princípio da combinação? Resposta: 57 . como delito – Luis Regis Prado e Nucci criticam esse critério entendendo-o como inútil). norma que descreve a normal fase de execução/preparação/exaurimento do crime é afastada para a aplicação de outra que engloba o fato de maior alcance. ambos defendem que a matéria está relacionada à aplicação da lei penal. Ele pressupõe a unidade de fato e a pluralidade de leis aparentemente aplicáveis. Nucci ainda cita o critério da sucessividade (lei posterior derroga lei anterior). Além desses critérios mencionados por Luis Regis Prado. enquanto no concurso de crimes o concurso de normas aplicáveis é efetivo. Ou seja. de algum modo. igualmente. ii) critério da subsidiariedade (aplicação de um tipo penal principal quando outro não puder ser aplicado – para Nelson Hungria a norma subsidiária era denominada de soldado de reserva). Destaca-se que. Trata-se de instituto que se fundamenta no princípio da coerência sistemática e na vedação ao bis in idem. mas.11) Concurso ou conflito de normas. iii) critério da consunção (norma que descreve a normal fase de execução/preparação/exaurimento do crime é afastada para a aplicação de outra que engloba o fato de maior alcance). aplica-se somente esta última. Há diferença? O que visa impedir o ordenamento? Resposta: O concurso de normas caracteriza-se pela situação em que várias leis são aparentemente aplicáveis a um mesmo fato.

8. 4o do art. que se relaciona à resposta penal (pena). No direito penal. Importa. No concurso 58 . por vezes até mais eficiente. ou não. Em verdade. 33 da Nova Lei de Drogas aos delitos praticados sob a vigência da lei antiga. discute-se a possibilidade de retroatividade parcial para usar os melhores dispositivos de cada uma das leis. corrente que defende a impossibilidade da revogação da criminalização dos crimes hediondos. a realização da obrigação de o Estado proteger o bem jurídico pode ser realizada por diversas formas. 5o. 17) O que conflito aparente de normas se identifica melhor com qual teoria (teoria do delito. dentre aqueles que defendem a disposição presente no art.072/90 como violadora da vontade constituinte. quando ambas as leis regulam a matéria em tempos distintos e uma revogou a outra. em especial quando. há afronta à Constituição? Resposta: É possível identificar. um delito. deixar clara a diferença entre o concurso efetivo e o concurso aparente de tipos. teoria do tipo ou teoria da norma)? Resposta: O conflito aparente de normas está ligada à teoria do delito. inciso XLIII da CF como verdadeiro mandado de criminalização. Necessário destacar que o STF não tem admitido tal raciocínio entendendo que combinação de leis poderia caracterizar verdadeira violação do princípio da separação dos poderes. Definir se um determinado fato constitui. passa pela realização do chamado juízo de tipicidade: a comparação do fato com os modelos de conduta proibida.072/90 estão sendo abrandados. que a lei criminal elenca numerus clausus. haverá a identificação do tipo legal a ser considerado. Se revogar toda lei. a priori. na formação do juízo de tipicidade. formal ou continuado). não se poderia defender a revogação da Lei 8. que apenas a previsão de sanção mais severa ao tipo penal. Exemplo dessa situação ocorre com a possibilidade de aplicação da causa de diminuição do p. contudo. não sendo caso de definição de juízo de tipicidade. Posicionamento esse que teria fundamento no princípio da vedação do proteção deficiente. Situação diferente ocorre com o concurso efetivo de tipos (material. Mas entendo que. 15) Qual corrente entende que só o princípio da especialidade resolveria todos os conflitos? Resposta: (??) 16) Institutos da lei no.Pelo princípio da combinação busca-se a conjugação de dispositivos de duas leis para se chegar a uma norma mais benéfica.

se o complemento tiver natureza de lei excepcional ou temporária (regime do art.4. Situação contrária ocorre quando o complemento não tem natureza excepcional. CP – ex. Para uma corrente doutrinária a natureza do complemento da norma penal em branco determinará a regra de direito intertemporal a ser aplicada. presente no enunciado da súmula 711. sujeitando-se o agente às penas de dois ou mais tipos incriminadores (que são somadas. No concurso aparente. que impede a dupla punição pelo mesmo fato [8]. ou seja.4. ocorrendo a cessão da continuidade ou permanência em momento posterior ao início da vigência da norma mais severa. 69. a lei penal mais grave aplica-se ao crime continuado ou ao crime permanente. ou não.: tabela de preço nos crimes contra a economia popular).1. 70 ou do art.efetivo (concurso de delitos). será essa que deverá incidir. como a própria denominação denuncia. 2o. Todavia. Assim. conforme seja o caso do art. Um mesmo fato é coberto pelas descrições típicas de várias normas incriminadoras. Questões do TRF4 1) Qual o critério de aplicação da lei nova aos crimes permanentes e aos continuados? Resposta: Segundo entendimento do STF. se sua vigência é anterior à cessação da continuidade ou permanência. Assim. 3o do CP). dois ou mais delitos. Questões do TRF5 TRF5 – 2012 01) Em havendo revogação de complemento de norma penal em branco haveria abolitio criminis? Como se situa esse debate? Resposta: Depende. p.: definição de substância entorpecente). como é o caso de Alberto Silva Franco. haverá ultra-atividade prejudicial. há doutrina que se posiciona de forma diferente. Questões do TRF3 1. Entende o autor que essa conclusão (necessidade de verificação da natureza do complemento) somente ocorrerá quando o 59 .5. do art.1. aparentemente o fato dá lugar a duas ou mais adequações típicas simultâneas. hipótese em que haverá retroatividade benéfica (regime jurídico do art.u.4. que sobre ele convergem.3. 71 do Código Penal). De outra banda. pela aplicação do princípio ne bis in idem. e afastando a incidência destas. ainda que o início da conduta tenha ocorrido quando vigente norma penal mais branda. há dois ou mais delitos. ainda o que alteração do complemento de forma benéfica não retroagirá (ex. prevalecendo sobre as demais.4. 1.1. somente uma das tipicidades se aplica. 1.

Situação diversa ocorre com a interpretação analógica. O reconhecimento do valor proba60 . 03) Qual o significado do “princípio da insignificância” e o da “adequação social”? Resposta: Princípio da insignificância significar o afastamento da tipicidade material em situações em que não haja dano ao bem jurídico ao ponto de requer a intervenção penal e possui como requisitos a mínima ofensividade da conduta. que aceite colaborar na investigação ou entregar seus companheiros. 02) É possível o emprego na analogia no direito penal? Resposta: Sim.complemento não tiver mesmo status normativo da própria norma em branco. se a complementação vier por outra lei. 05) O que é delação premiada. somente nesse caso haveria a necessidade de verificar na natureza (norma excepcional ou temporária). qual seu valor probatório. sendo comum a jurisprudência afastar o benefício em hipótese em que o réu postule o benefício depois de os órgãos investigatórios já terem reunidos todos os elementos para a condenação. Merece destaque o fato de a jurisprudência acolher apenas a incidência do princípio da insignificância entendendo que o ordenamento nacional não permitiria o afastamento da caracterização do delito sob o fundamento da sua adequação social. nenhuma periculosidade penal da ação. Em outros termos. Isso porque a analogia é regra de integração da legislação que só é admissível in bonan partem. haverá retroatividade independentemente na natureza do complemento ser ou não excepcional. Exige-se que a delação colabore efetivamente na solução do caso. Se a complementação vier por norma com status infralegal. que é modo de interpretação admissível na seara penal em desfavor do réu. requisitos e efeitos? Resposta: Delação premiada é um benefício legal concedido a um criminoso delator. O princípio da adequação social também incide sobre a tipicidade material mas sob o fundamento de que em relação aos comportamentos e riscos tolerados pelo convívio social (socialmente aceitos) não poderia haver tipificação penal. onde o dispositivo enumera exemplos e conclui de forma genérica fazendo extensão do tipo a casos semelhantes. reduzido grau de reprovabilidade do comportamento e inexpressividade da lesão ao bem jurídico. desde que de forma favorável ao réu.

1. 2) Quanto ao sistema de inclusão previdenciária.213/91 1. Previdência Social: Órgãos.213/91. Em 2005. No âmbito infraconstitucional. extinção da punibilidade ou substituição da pena privativa de liberdade por pena restritiva de direitos. quais foram os trabalhadores beneficiados neste sistema? Resposta: A EC 41/03 alterou o artigo 201.tório da delação decorrerá da sua ratificação com o cotejamento das demais provas produzidas. Questões do TRF1 1) O sistema previdenciário brasileiro é formado por quais regimes? Resposta: O sistema previdenciário brasileiro é formado pelo regime principal. definição do início do cumprimento da pena em regime aberto.212/91 E 8. de participação facultativa e integrado pelo regime complementar oficial (Fundos de Pensão) e o regime complementar privado. a fim de lhes garantir acesso a benefícios no valor equivalente a 1 salário mínimo. 8. desde que pertencentes a famílias de baixa renda. poderá ensejar uma redução da pena (1/3 a 2/3). 1.5. Direito Previdenciário 1. externos e objetivos que embasem a confiança do relato. Segurados. Exige-se corroboração por dados concretos. Leis N.470/2011. o sistema foi implantado com a edição da LC 123/2006. e o pelo regime complementar. Nesse sistema. Em relação aos domésticos a regulamentação ocorreu somente com a edição da Lei 12.5.1. 12 para estabelecer um sistema especial de inclusão previdenciária. que realizou alterações na redação das Leis 8.1. Beneficiários e Inscrições. nova alteração do texto constitucional estendeu tal tratamento aos trabalhadores sem renda própria que se dediquem exclusivamente ao trabalho doméstico no âmbito de sua residência. Regimes.212/91 e 8. destinado a trabalhadores de baixa renda. de participação obrigatória e composto pelo Regime Próprio de Previdência (aplicável aos servidores públicos) e o Regime Geral de Previdência Social. 61 . acrescentando o p. a depender do regime jurídico a ser aplicado.5. determina o constituinte que haja tratamento diferenciado em relação às alíquotas (reduzida de 20% para 11%) e carências aplicados aos demais segurados do regime geral de previdência social. A MP 529/2011 estendeu tal benefício aos microempreendedores individuais. estabelecendo a contribuição com alíquota reduzida de 5%. Como consequência dessa colaboração.

Também há os segurados facultativos. 62 . somente será considerado como segurado facultativo o bolsista e o estagiário que prestam serviços a empresa conforme as disposições da a Lei no 11. 3) Quais são os segurados para efeitos de inscrição no sistema geral de previdência? Resposta: No Regime Geral de Previdência Social há os segurados obrigatórios caracterizados pelo exercício de atividade remunerada e integrados pelo segurado empregado. desempregados.12) Me fale sobre a EC 47 da CF e a novidade que ela trouxe no sistema de inclusão previdenciária. Juntamente com os demais trabalhadores baixa renda a eles é garantido o acesso aos benefícios previdenciários no valor igual a um salário-mínimo havendo sujeição a alíquotas e carências inferiores às vigentes para os demais segurados do regime geral. 5) A condição de bolsista para fins de segurado facultativo tem que está segurado em lei? Resposta: Segundo disposição prevista no Decreto que estabelece o Regulamento da Previdência Social. 4) Dê uns três exemplos de segurado facultativo. e os segurado facultativo. mas decidem contribuir para a Previdência Social. Resposta: A novidade trazida pela EC 47 foi a previsão do trabalhador doméstico sem renda própria que se dediquem exclusivamente ao trabalho doméstico no âmbito de sua residência. segurado empregado doméstico.788/2008. desde que pertencentes a famílias de baixa renda. caracterizado como sendo aquele que não exerce atividade remunerada. segurado especial e contribuinte individual. Por exemplo: donas-de-casa. síndicos de condomínio não-remunerados. presidiários não-remunerados e estudantes bolsistas. Resposta: Pessoas com mais de 16 anos que não têm renda própria. segurado avulso. na chamada inclusão previdenciária. Se o desempenho das atividades estiver em desacordo com tal legislação o bolsista será considerado segurado obrigatório (empregado). estudantes.

contratado por empresa privada fora do Brasil (deve ser uma empresa nacional – art. I. será possível que haja contribuição no regime geral de previdência social na condição de segurado facultativo. É empregado quando é brasileiro ou estrangeiro residente no territorial nacional. mesmo de forma autônoma. tem um vínculo de trabalho. 7) Se o brasileiro trabalha no exterior. A filiação será obrigatória para todos que exercerem atividade remuneratória. fica ao livre alvedrio da pessoa manter-se ou não no sistema previdenciário. deixa de ser contribuinte individual e será empregado (art. Lei 8. poderá aproveitar suas contribuições realizadas no exterior ao postular o benefício aqui. independendo da vontade do segurado. f. Resposta: O segurado expatriado é aquele que exerce atividade fora do Brasil. independentemente de desejar fazê-lo. Na filiação obrigatória. sendo hipótese de filiação facultativa para aquele que não é segurado obrigatório que deseja integrar a previdência. há o imediato ingresso no sistema previdenciário. Decerto quando alguém exerce atividade remunerada. Lei 8. Pode ser empregado ou contribuinte individual. desde que a aludida atividade esteja incluída no regime em comento. 11.213/91). ele está obrigado a se inscrever no sistema previdenciário brasileiro como segurado obrigatório? Resposta: Se trabalhar para empresa brasileira (hipótese de expatriado). dependendo exclusivamente da sua vontade. É contribuinte individual quando a pessoa é brasileira que exerce atividade em organismo internacional (Ex: OMS). 8) O que é filiação em termos de previdência? A filiação é compulsória para quem exerce atividade remunerada? Resposta: Filiação é o vínculo jurídico estabelecido entre o segurado e a previdência social. em sendo um país com o qual o Brasil tenha acordo de previdência social. e. mas se representar a União.213/91).6) O que se entende pelo segurado expatriado? Aqueles que prestam serviço no exterior. estando vinculados à previdência do país em que trabalha. Na filiação facultativa. As pessoas que são filiadas são as pessoas físicas. 11. O vínculo é obrigatório. Se essa não for sua situação. I. estará filiado ao RGPS. será caracterizado como segurado obrigatório (empregado). As pessoas jurídicas não são filiadas. 10) O preso pode ser segurado facultativo ou obrigatório? 63 . Se não houver esse tratado.

poderá se beneficiar pelas duas aposentadorias. se o segurado contribuir para os dois regimes (geral e próprio). O art. 1o. 3ª) O segurado empregado doméstico não sofre (tecnicamente falando) acidente do trabalho.]‖. 11.. como o destinatário do serviço doméstico não é empresa. Assim. 19 da Lei n. no caso. Os domésticos sofrem apenas ―acidente de qualquer natureza ou causa‖. nesta condição. Segundo o Regulamento da Previdência Social. então. algumas diferenças: 1ª) O segurado empregado doméstico não tem direito ao salário-família. assim entendido. depois esta disposição constitucional é regulamentada pela lei ordinária vai disciplinar quem serão estes contribuintes do lado do empregador e empregado. o auxílio-reclusão. como (ii) o segurado recolhido à prisão sob regime fechado ou semi-aberto. É o caso de um magistrado (contribui para o regime próprio da previdência) que ministre aulas em universidade particular (contribui como segurado obrigatório). 8. ou que exerce atividade artesanal por conta própria (art. será considerado como segurado facultativo tanto (i) o presidiário que não exerce atividade remunerada nem esteja vinculado a qualquer regime de previdência social (art. 1o. 11. com ou sem intermediação da organização carcerária ou entidade afim.213/91 restringe o conceito de acidente do trabalho ao estabelecer que ―acidente do trabalho é o que ocorre pelo exercício do trabalho a serviço da empresa [. p. 2ª) A segurada empregada doméstica não recebe salário-maternidade além dos limites do teto previdenciário. nos moldes do 64 . Decreto 3. que. preste serviço. p.048/99) 11) Admite-se a cumulação de benefício do regime geral com o regime próprio de previdência? Exemplo? Resposta: Não há impedimento para cumulação de benefícios do regime próprio (estatutário) com o regime geral da previdência social (celetista. aos empregados domésticos não se aplicam os benefícios acidentários.Resposta: Enquanto há o recebimento de benefício. 17) A CF dispõe da forma de como irão contribuir com a seguridade social. autônomo). haverá a manutenção da qualidade de segurado. Vejamos. dentro ou fora da unidade penal. Assim. IX.. especificamente pra efeitos previdenciário qual a distinção entre o empregados comercial (empresa) e o doméstico (do lar)? Resposta: A legislação previdenciária trata de modo desigual os empregados domésticos (intitulados ―segurados empregados domésticos‖) que contribuem sob as mesmas regras e observados os mesmos limites de custeio dos empregados urbanos e rurais (chamados singelamente de ―segurados empregados‖). a uma ou mais empresas. XI. Decreto 3.048/99).

Diversas consequências. 30 do Decreto n. químicos e biológicos).212/91). a missão diplomática e a repartição consular de carreira estrangeiras. com fins lucrativos ou não. entende-se como empregador doméstico a pessoa ou família que admite a seu serviço. ―aquele de origem traumática e por exposição a agentes exógenos (físicos. 3. Lei 8. qual o conceito de empresa e empregador doméstico? Qual seria a diferença entre o empregador empresa e o empregador doméstico? Resposta: Considera-se como empresa a firma individual ou sociedade que assume o risco de atividade econômica urbana ou rural. o órgão da administração? E na iniciativa privada quem faz? Resposta: Nos termos do parágrafo único do artigo 15 da Lei 8. 15. II. 5º) O empregador doméstico não é obrigado por lei a pagar os quinze primeiros dias de afastamento por incapacidade do doméstico. I. para os efeitos desta Lei. 18) Em termos previdenciários. a empregador. 19) Quais as atribuições do Conselho Nacional de Previdência Social? Resposta: 65 . a associação ou entidade de qualquer natureza ou finalidade.212/91. provêm daí: o doméstico não terá estabilidade quando retornar do afastamento motivado pelo acidente ocorrido no lugar de serviço e não terá direito a ver recolhido o FGTS no período de afastamento motivado pelo acidente (isso se o empregador garantiu o direito ao FGTS). 18) E para efeito de contribuição previdenciária quem é que a lei ordinária equipara a empresa. 4ª) Os empregados domésticos não têm direito ao auxílio-acidente. o contribuinte individual em relação a segurado que lhe presta serviço. 15. quem ela considera empregador. equipara-se a empresa. sem finalidade lucrativa. Por sua vez. bem como a cooperativa.212/91). portanto empresa.048/99.parágrafo único do art. Lei 8. empregado doméstico (art. 6º) Os domésticos não têm direito à aposentadoria especial. que acarrete lesão corporal ou perturbação funcional‖. indireta e fundacional (art. bem como os órgãos e entidades da administração pública direta.

Questões do TRF3 1. dos empregadores e dos aposentados.1. 21) Se o bacharel em Direito se Inscreve na ordem e é professor universitário. o Conselho de Previdência. de 24 de julho de 1991. em cumprimento ao disposto no art. órgão superior de deliberação colegiada. dos trabalhadores em atividade. com a participação do Governo. 11 do Decreto 3.CNPS. dos trabalhadores em atividade.5. Criado pela Lei nº 8. Neste caso pode contribuir como beneficiário facultativo? Resposta: No texto constitucional há a vedação de o segurado do Regime Próprio de Previdência contribuir para o Regime Geral como facultativo.O Conselho Nacional de Previdência Social . Na hipótese de segurado obrigatório do Regime Geral.213. tem como principal objetivo estabelecer o caráter democrático e descentralizado da administração. 20) Quem compõe este Conselho Nacional de Previdência Social? Resposta: O Conselho Nacional de Previdência Social possui gestão quadripartite. 194 da Constituição.3. Questões do TRF2 1. Questões do TRF4 66 .4.213/91. ao longo do tempo vem aperfeiçoando sua atuação no acompanhamento e na avaliação dos planos e programas que são realizados pela administração. 1. ele está no regime geral. a Lei 8. havendo previsão nesse sentido somente no art.5. não traz vedação expressa quanto a sua contribuição como facultativo. que preconiza uma gestão quadripartite. com a participação do Governo. dos empregadores e dos aposentados. na busca de melhor desempenho dos serviços prestados à clientela previdenciária.2. com a redação dada pela Emenda Constitucional nº 20.1.1. como é o caso da questão.048/99.5.

garantindo-se.5. Não trata de implementar políticas públicas de saúde. tal qual a saúde. ao cônjuge ou companheiro e dependentes.1. A saúde tem a característica de ser universal. ainda. Seu objetivo. 194 da Constituição Federal. proteção ao trabalhador no caso de desemprego involuntário. é outro. Em linhas gerais. a assistência social é o sistema que. nos termos constitucionais. assim entendida como uma prestação a ser conferida a todo o indivíduo que dela necessitar. independe de custeio direto por parte do beneficiário. um salário mínimo de benefício mensal à pessoa portadora de deficiência e ao idoso que comprovem não possuir meios de prover à própria manutenção ou de têla provida por sua família. Por sua vez. a saúde é direito de todos e dever do Estado. Questões do TRF5 DESSE PONTO EM DIANTE: RESPOSTAS ELABORADAS POR CAROLYNNE SOUZA DE MACÊDO OLIVEIRA TRF5 .5. Resposta: Nos termos do art. CF/88) objetivando a cobertura de riscos sociais como doenças. à previdência e à assistência social.2012 01) Distinga os três sistemas da seguridade social. pensão por morte do segurado. destinado a assegurar os direitos relativos à saúde. 201. Nos termos constitucionais. mediante o pagamento de tributos. Já a previdência social tem como traço marcante o caráter contributivo. à velhice. a Seguridade Social compreende um conjunto integrado de ações de iniciativa dos Poderes Públicos e da sociedade. a promoção da integração ao mercado de trabalho. em geral. assegurando. Saúde. sem que para tanto tenha que verter uma contribuição específica para o sistema. salário-família e auxílio-reclusão para os dependentes do segurado de baixa renda. proteção e recuperação. à infância. morte e idade avançada. além disso. invalidez. O seu custeio. proteção à maternidade. são essas as principais distinções. a quem dela necessitar. 67 . à adolescência. o amparo às crianças e adolescentes carentes. previdência e assistência. é feito de forma indireta por toda a sociedade. no entanto. são os três sistemas da seguridade. apresentando cada um as suas particularidades. mas sim de assegurar. bem como a filiação obrigatória (art. com base na CF e nas Leis 8212 e 8213. a habilitação e reabilitação das pessoas portadoras de deficiência e a promoção de sua integração à vida comunitária. e a prestação do serviço independe de qualquer ato formal de inscrição ou filiação.1. à maternidade. garantia mediante políticas sociais e econômicas que visem à redução do risco de doenças e de outros agravos e ao acesso universal e igualitário às ações e serviços para sua promoção. homem ou mulher. benefícios assistenciais e serviços que têm como objetivo a proteção à família.

68 . mas permite benefício de valor maior. por toda a sociedade. Resposta: Quanto à cobertura dos riscos. 29. 29.dos benefícios especificados nesta Lei. § 6º. também independe de contribuição direta. A Previdência compete ao Ministério da Previdência. No tocante às técnicas utilizadas.213 estabelece em seu art. a Constituição prevê que a seguridade social como um todo deve ter caráter democrático e descentralizado. A lei n. é possível? Resposta: Sim. 8. mediante o pagamento de tributos) e a assistência. ressalvado o disposto no inciso II do art. dos empregadores. As ações entre os três são integradas. 11 desta Lei. para melhor desempenho das atividades. de maneira geral. referidos no inciso VII do art. O salário-de-benefício consiste: § 6º O salário-de-benefício do segurado especial consiste no valor equivalente ao salário mínimo. é possível. além de cada subsistema ser destinado a cobrir riscos específicos. dos aposentados e do governo nos órgãos colegiados. ao passo que a saúde é de caráter universal. fica garantida a concessão: II . devendo ser prestada a quem dela necessitar. conforme o benefício requerido (art. caso haja contribuição facultativa e cumprimento de carência (12 ou 180 contribuições). desde que contribuam facultativamente para a Previdência Social. estrutura organizacional e técnicas utilizadas. mediante gestão quadripartite. 39 e nos §§ 3º e 4º do art. sendo o custeio realizado por meio de tributos. Quanto à estrutura organizacional. 03) Segurado especial receber acima do salário mínimo. 48) (Art. é preciso considerar que a previdência cobre apenas os riscos daqueles que vertem contribuições para o sistema. Para os segurados especiais. observados os critérios e a forma de cálculo estabelecidos. independentemente de contribuições diretas (há contribuição indireta. ao passo que a saúde e a assistência independem de contribuição específica por parte daquele que necessita. 39. a Saúde ao Ministério da Saúde e a Assistência ao Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome. o que mais importa destacar é que a previdência cobre riscos sociais para aqueles que a ela vertem contribuições. § 6º que o benefício do segurado especial será equivalente a um salário mínimo. com a participação dos trabalhadores.02) Distinga os três subsistemas da seguridade social quanto à cobertura dos riscos. na forma estipulada no Plano de Custeio da Seguridade Social).

Assim. dos previdenciários que lhe são decorrentes. que se estabelece. Por sua vez. é formalidade indispensável para que se estabeleça o vínculo decorrente da filiação. obrigando-se o empregador ao 69 . No entanto. aos 14 anos. que tem o condão de incluí-la no RGPS na condição de segurada. na condição de aprendiz. contudo. de Frederico Amado) 05) Pode haver filiação sem inscrição? Resposta: Sim e isso é muito comum (o trabalhador ser contratado mas não ter sua carteira de trabalho assinada nem ser registrado perante o INSS). (Transcrições retiradas de Direito e processo previdenciário sistematizado. para os segurados obrigatórios. A idade mínima para a filiação é aos 16 anos ou. através do Ministério da Previdência Social. será considerada como tempo de contribuição. a ―inscrição e o ato pelo qual o segurado é cadastrado no Regime Geral de Previdência Social. desde que comprovada mediante documento contemporâneo em nome do próprio segurado‖. automaticamente com o exercício de atividade laborativa remunerada (para os segurados obrigatórios. tendo a eficácia de gerar obrigações (a exemplo do pagamento de contribuições previdenciárias) e direitos (como a percepção dos benefícios e serviços)‖. Trata-se de direito do segurado. em regra. que independe do ato formal de inscrição. bem como o pagamento da primeira contribuição previdenciária (filiação do facultativo caracterizada após a inscrição e o pagamento da primeira contribuição). mediante comprovação dos dados pessoais e de outros elementos necessários e úteis a sua caracterização‖. não impede o estabelecimento do vínculo com o RGPS.04) Qual a diferença entre inscrição e filiação ao RGPS? Resposta: A filiação ao RGPS é a relação jurídica que liga uma pessoa natural à União. vez que os facultativos precisam inscrever-se para que estabeleçam o vínculo da filiação). uma vez encerrada a relação de trabalho. que em regra ocorre após a filiação. Trata-se de ato formal. a atividade sujeita à filiação obrigatória exercida com idade inferior à legalmente permitida. ―de acordo com o entendimento administrativo do INSS. por conseguinte. nada impede o ajuizamento de ação própria para o reconhecimento de direitos trabalhistas e. No caso dos segurados facultativos. bem como ao Instituto Nacional do Seguro Social. a contar de 12 anos de idade. excepcionalmente. Isso.

ela deve ocorrer quando do requerimento do benefício a que tiver direito. Especificamente a inscrição do dependente do segurado. por expressa disposição legal. mesmo sem verter contribuições ao fundo previdenciário. O período de graça é variável (tempo variável). mas sem que qualquer atividade laborativa esteja sendo realizada. O mais importante. 70 . sem o vinculo da filiação. mesmo sem essa inscrição. já se estabeleça o vínculo entre o segurado e o RGPS a partir do início do exercício de atividade laborativa. 08) O que se entende por período de graça? Resposta: O período de graça é o lapso temporal em que a pessoa mantém a qualidade de segurada. O regramento do tema consta do art. 07) É necessária a inscrição dos dependentes ou apenas dos segurados? Resposta: Tanto segurados quanto dependentes precisam inscrever-se perante o INSS. Em se tratando de segurados obrigatórios. a inscrição necessariamente deve preceder à filiação. no caso dos segurados facultativos. 15 da Lei n. Durante tal período o segurando. ainda.213/91. portanto. haverá a mera inscrição. a não ter prazo. não há óbice à inscrição prévia. na específica situação em que o segurado está no gozo de benefício. 8. é o exercício da atividade (que caracteriza a filiação).recolhimento de contribuições eventualmente não pagas. mantém todos os seus direitos perante a Previdência Social. neste último caso. 06) Inscrição pode ocorrer antes da filiação? Resposta: Não há impedimento para tanto e. mediante a apresentação de documentos. efetuada a inscrição. indo de 3 a 36 meses ou. mesmo porque. embora. sem prejuízo de o segurado gozar dos benefícios a que fizer jus.

que o segurado especial deve trabalhar em regime de economia familiar. como regra.1. mas admite o auxílio eventual de terceiros a título de colaboração. Assim. 15 da Lei n. 1. é possível que um segurado especial contrate uma pessoa/ano por até 120 dias.2. três pessoas/ano por até 40 dias e assim sucessivamente. 10) Perde a qualidade de segurado o segurado especial que trabalha em regime de economia familiar e contrata empregado? Resposta: Não necessariamente.1. perde-se a proporção estabelecida pela lei. Vícios Redibitórios. 8. A lei n.212/91 (120 pessoas/dia ano civil).6. 11) E se durante o ano civil ele contratou 120 empregados. Questões do TRF2 71 . Para tanto. ele perde a qualidade de segurado? Resposta: Se durante todo o ano civil ele manteve contratados esses 120 empregados. 12. duas pessoas/ano por até 60 dias. Evicção 1. ele perderá a qualidade de segurado. trabalhando mais que isso. Direito Civil 1. pois. entende-se que durante tal período é possível sim que o segurado perceba auxílio-acidente e salário-maternidade. § 8ª). segundo o qual durante o período de graça o segurado conserva todos os seus direitos perante a previdência social. ele estará dentro do permissivo legal. No entanto.212/91 estabelece. se os 120 empregados foram contratados na proporção permitida pela lei 8. 8. mantendo a qualidade de segurado. limitada 120 pessoas/dia ano civil.6. Prescrição e Decadência.213/91. bem como a contratação de empregados. de maneira contínua ou intercalada ou por tempo equivalente em horas de trabalho (art.1.6.09) Pode ser concedido auxílio acidente durante o período de graça? E salário maternidade? Resposta: Considerando o disposto no parágrafo 3º do art.6. cada um desses 120 empregados deverá ter trabalhado apenas um dia.1. Questões do TRF1 1.

têm essa última natureza. O critério distintivo proposto pelo professor Agnelo Amorim é o utilizado no Código Civil de 2002. obrigações e com a responsabilidade decorrente da inobservância das regras ditadas pelas partes ou pela ordem jurídica. portanto. próprio dos direitos potestativos. são imprescritíveis. sejam elas positivas ou negativas.1. logicamente.6.6.1. Assim.a prescrição extingue a pretensão.3.4.6. por se contrapor a um estado de sujeição. Por outro lado. enquanto a decadência extingue o direito. que não tem saída. 72 . é aquele que encurrala a outra parte. tem relação com um estado de sujeição. Questões do TRF4 1. A imprescritibilidade dessa ação específica está também justificada porque a nulidade absoluta envolve ordem pública. ou melhor. a decadência está associada a direitos potestativos e às ações constitutivas. ou seja. não estão sujeitas à prescrição ou à decadência. o professor paraibano associou a prescrição às ações condenatórias.5. próprio das pretensões pessoais. é certo que o direito potestativo. Para construir a referida teoria. Por fim. as ações meramente declaratórias. Questões do TRF3 1. As ações anulatórias de atos e negócios jurídicos.1. àquelas ações relacionadas com direitos subjetivos. como aquelas que buscam a nulidade absoluta de um negócio.1. Resposta: Há várias distinções: . A decadência. 02) Trate sobre a distinção entre prescrição e decadência. a prescrição mantém relação com deveres. Didaticamente. Questões do TRF5 TRF5 – 2012 01) Uma das clássicas teorias de prescrição e decadência é a do Agnelo Amorin Filho? Em que consiste essa teoria e ela é compatível com o CC/02? Resposta: A teoria de Agnelo Amorim é a mais difundida no direito brasileiro sobre prescrição e decadência.

.a prescrição não corre contra determinadas pessoas. 03) A teoria de Câmera Leal distingue a prescrição e decadência com base na origem das ações. enquanto os prazos especiais de decadência são fixados em dias.a prescrição está sujeita a casos de impedimento. suspensa ou interrompida. a prescrição supõe uma ação cuja origem é distinta da origem do direito. tal qual a prescrição). já a decadência não pode ser impedida. enquanto a decadência corre contra todas as pessoas. contados de sua celebração). cuja origem é idêntica à origem do direito. um nascimento posterior ao nascimento do direito. . 04) Existe alguma causa que impede a fluência de prescrição que não está previsto expressamente na lei. sendo.os prazos prescricionais somente podem ser estabelecidos por lei. todos previstos nos arts. .a prescrição está relacionada a direitos subjetivos e atinge ações condenatórias. atingindo ações constitutivas positivas e negativas. 2. exceto os absolutamente incapazes. em qualquer hipótese (a convencional pode ser renunciada após a consumação. enquanto a decadência legal não pode ser renunciada. 205 e 206 do Código Civil. 3. O critério adotado atualmente é o de Agnelo Amorim.os prazos especiais de prescrição são de 1. com exceção de regras específicas. que é de 2 anos. . O novo código. mas que decorre do princípio da equidade? 73 . 4 e 5 anos. por isso. meses. regra geral. . Por ela. a decadência supõe uma ação. não adotou tal critério. enquanto a decadência está relacionada a direitos potestativos. simultâneo o nascimento de ambas. no entanto. Esse critério ainda está vigente a luz do CC/02? Resposta: A doutrina de Câmara Leal distingue a prescrição da decadência com base na origem das ações.. . Até a promulgação do Código Civil de 2002 o critério era utilizado no direito brasileiro. por isto. ao passo que os prazos de decadência podem ser estabelecidos pela lei ou por convenção entre as partes. tendo.o prazo geral de prescrição é de 10 anos e não há um prazo geral de decadência (embora haja um prazo geral para anular negócio jurídico. suspenso ou interrupção. Por sua vez.a prescrição pode ser renunciada após a sua consumação. ano e dia e ano (1 a 5 anos).

não é meio de prova. perícias. é prudente que ele escute antes o devedor. 74 . Neste caso. PENSEI QUE PODERIA SER DO TIPO DISCORRA SOBRE A PRESCRIÇÃO COMO MEIO DE PROVA E. somente a decadência legal pode ser reconhecida de ofício. 06) Discorra como prescrição como meio de prova. a prescrição atua de forma peculiar. DE JEITO NENHUM. em geral. para compatibilizar tal possibilidade com a decretação de ofício pelo magistrado. é o caso de um comerciante que tem seu estabelecimento interditado e. tanto criando um direito em si quanto servindo de prova de que outrem perdeu um direito que tinha antes (o direito de propriedade). A única forma que me ocorre de se ver a prescrição como um meio de prova é no caso da prescrição aquisitiva (usucapião). por exemplo. a prescrição não corre nos casos em que o titular da pretensão está materialmente impossibilitado de agir. 05) O juiz pode de ofício decretar a prescrição e decadência? Resposta: Tanto a prescrição quanto a decadência podem ser decretadas de ofício pelo juiz. A convencional sempre dependerá de requerimento da parte. A demonstração da perda da pretensão do titular da propriedade de reavê-la para si implica na prova de que outrem adquiriu tal propriedade. São. caso assim queira. etc. Os meios de prova são os elementos considerados pelo juiz para formar a sua convicção. Considerando que a prescrição pode ser renunciada pelo devedor após decorrido seu prazo. No caso da decadência.Resposta: Sim. Por questão de equidade. sem poder acessá-lo. ENTENDER A PERGUNTA. documentos. como. em geral. para que a ele seja oportunizada a renúncia.. Resposta: ATENÇÃO! NÃO CONSEGUI. ANALISANDO SOB ESSA PERSPECTIVA. no entanto. APRESENTO A SEGUINTE RESPOSTA: A prescrição. não pode acessar também documentos para propor uma ação atacando a interdição.

os Estados Nacionais. O poder político era. Direito Empresarial 1. de forte influência na codificação oitocentista. daí porque em tal período houve a necessidade de se criar um regime jurídico próprio para a disciplina das relações mercantis.7. em 1808. Direito Empresarial. qualificando-se como civis ou comerciais.1.1. inclusive. sujeitos a sub-regimes próprios. nos usos e costumes mercantis. as características próprias do direito comercial começaram a se delinear. Na época. que logo assumiram relevante papel na sociedade.1. Na referida época surgiram as corporações de ofício. como o informalismo e a influencia dos usos e costumes no processo de elaboração das regras. Questões do TRF1 01) Discorra sobre o histórico do Direito Comercial na Idade Média? O direito comercial surge propriamente na idade média. que eram ligadas aos comerciantes e não aos senhores feudais. 75 . Além disso. descentralizado e estava nas mãos da nobreza fundiária. por não existirem. primordialmente. Direito Comercial. 1. que se fundava. O referido sistema surgiu com a entrada em vigor do Code de Commerce.1.7. Na Idade Média o comércio atingiu o seu estágio mais avançado. como os títulos de crédito (letra de câmbio). certa autonomia para seus julgamentos. embora o comércio (atividade comercial) tenha surgido há muito mais tempo (remonta-se ao tempo dos fenícios). as sociedades (comendas)m os contratos mercantis (contrato de seguro) e os bancos. na realidade. daí porque as corporações de ofício. A Idade Média é tida como a primeira fase do direito comercial. documento legislativo conhecido como Código Mercantil napoleônico. Foi na idade média que surgíramos primeiros institutos jurídicos do direito comercial. 02) Discorra sobre o Sistema Francês como antecedente da definição de concepção de Direito Comercial? No sistema francês. conseguindo obter. tendo em vista a necessidade mesmo de manter um comércio entre pessoas distantes entre si. sendo uma característica de todos os povos. não havia um poder político central que aplicasse o direito. ainda. as atividades econômicas são agrupadas em dois grandes conjuntos. As grandes navegações impulsionaram a criação das primeiras normas. tiveram tanta importância para o desenvolvimento dos primeiros preceitos jurídicos sobre tal atividade.7.

poderiam ser praticados por qualquer cidadão. deslocando a fronteira entre civil e comercial. o sistema francês foi o responsável por uma certa objetivação do direito comercial. Por sua vez. mas encontrou contraposição na teoria italiana. 03) Fale sobre o sistema Italiano e o Sistema Francês quanto à evolução do Direito Comercial? Basicamente. tentando eliminar a dificuldade de separação do que vinha a ser ato comercial de ato meramente civil.A elaboração doutrinária fundamental do sistema francês é a teoria dos atos de comércio.atos de comércio por natureza ou profissionais: como a própria designação dá a entender. fale sobre? A classificação de Carvalho de Mendonça para atos de comércio é a seguinte: . o Sistema Italiano era regulado sob o prisma privatístico. que trata a atividade mercantil. mas principalmente um novo sistema de disciplina privada de atividade econômica. O sistema italiano tenta superar lacunas antes não explicadas pelo sistema francês. que tinha como construção básica a teoria dos atos de comércio. para se tornar a disciplina de conjunto de atos que. .atos de comércio por força de autoridade de lei: são aqueles que a lei assim os considera. 05) Famosa classificação de Carvalho de Mendonça sobre atos de comércio. Sob tal perspectiva. encontrando sua síntese na teoria da empresa (consagração da tese da unificação do direito privado).atos de comércio por dependência ou conexão: são os que visam facilitar o promover o exercício do comércio. o direito comercial deixou de ser apenas o direito de uma certa categoria de profissionais. e não nos sujeitos que a desempenhavam. no exercício de sua profissão. Com ela. descrevendo o que ela viria a ser. vista como instrumento de objetivação do tratamento jurídico da atividade mercantil. organizados em corporações próprias. que desenvolvem a doutrina da empresa. 76 . . são aqueles praticados pelos comerciantes. em princípio. já que o seu foco estava na atividade desenvolvida. inclusive pelo Brasil (inspiração do Código Comercial de 1850). foi adotada por quase todas as codificações oitocentistas. O sistema francês. Sua elaboração doutrinária é a teoria dos atos de comércio. tem-se que o Sistema Francês dividiu-se em dois sistemas de disciplina privada da economia: civis e comerciais.

que hoje o direito empresaria cuida mais do que da atividade exercida pelo comerciante (hoje empresário).os seguros. 07) No tempo em que o Direito Comercial era o direito das corporações. pois sequer existiam os Estados Nacionais na época). providência que não foi adotada pelo próprio código.as empresas de fábricas. e quaisquer contratos relativos ao comércio marítimo. que eram pessoas da própria corporação eleitos pelos demais associados. 77 . ou para alugar o seu uso. servindo de referência doutrinária para a definição do âmbito de aplicação do direito comercial. na mesma espécie ou manufaturados. 19): § 1 . de depósito. fale sobre? O regulamento 737 foi o diploma normativo editado ao tempo do Código Comercial de 1850. consideravam-se atos de mercância (art. a expressão ―Direito Empresarial‖ mostra-se mais adequada que ―Direito Comercial‖. foram criadas as corporações de ofício que tinham. sendo o responsável pela consolidação. § 3 . consignação e transporte de mercadorias.Qual a melhor nomenclatura Direito Empresarial ou Comercial? Diante da definitiva adoção da teoria da empresa pelo ordenamento jurídico brasileiro. 8 . pessoas que praticavam os atos mercancias. de espetáculos públicos. portanto. também. entre outras atribuições. O regulamento 373 esteve em vigor até 1875. sendo. a indústria.a armação e expedição de navios". Cuida também de uma infinidade de outras atividades negociais (além do comércio. para reger as relações entre seus membros. quanto aos atos de comércio. mesmo porque a teoria do ato de comércio foi substituída pela teoria da empresa. de expedição. muito antiga e não mais utilizada. Exerciam esse papel os denominados cônsules. a prestação de serviços e outros). portanto. que teve como característica mais marcante o fato de elencar o que viriam a ser os atos de comércio.a compra e venda ou troca de efeitos móveis ou semoventes. de comissões.as operações de câmbio. No entanto. Segundo o referido regulamento. Deve-se considerar. a de julgar os casos que lhe eram submetidos. relevante diploma normativo. no Brasil. da teoria dos atos de comércio. fretamentos. riscos. que juízes eram estes? Não havia juízes com a mesma concepção que se tem hoje (juízes enquanto órgãos do Estado. § 5 . E não só por isso. mesmo após a sua revogação. banco e corretagem. cujas idéias permaneceram presentes por anos. para os vender por grosso ou a retalho. 06) Regulamento 737. § 2 .A classificação de Carvalho de Mendonça foi elaborada a partir do Regulamento 737. existiam juízes para dirimir questões de conflitos. Foi. os bancos. § 4 .

a expressão ―Direito Comercial‖. intuito lucrativo e finalidade de produzir ou fazer circular bens ou serviços. portanto. manteve a bipartição dos regimes jurídicos disciplinadores das atividades econômicas. mencionando o ―direito civil‖ em separado do ―direito comercial‖. porque tem institutos que lhes são próprios. por força de Portaria do Ministério da Educação. Por fim. Segundo. ainda que tratados de maneira geral no mesmo diploma normativo (o Código Civil de 2002). 78 . O direito comercial internacional moderno deve alguns de seus princípios fundamentais à Lex mercatoria desenvolvida na Idade Média.Em outros termos: o atual direito comercial não cuida apenas do comérciom mas de toda e qualquer atividade econômica exercida com profissionalismo. mesmo com a inserção desta seara no CC/2002? Sim. ao listar as matérias de competência legislativa privativa da União. Não era imposta por uma autoridade central. Muitos dos principios e regras da Lex mercatoria foram incorporados aos códigos comerciais e civis a partir do início do século XIX. mostra-se menos adequada para designar tudo aquilo que o Direito Empresarial de fato regula. é bom destacar que as próprias Universidades já reconhecem a adequação da nova designação. mas evoluiu a partir do uso e do costume. em substituição à teoria dos atos de comércio. porque tal disciplina é tratada nos cursos jurídico. já tendo alterado o nome da disciplina em seus cursos jurídicos. tendo.apenas passando a adotar o critério da empresarialidade para circunscrever contornos do âmbito de incidência do direito comercial. Deste modo. por ser mais restritiva. Primeiro. Terceiro. como a escolha de instituições e procedimentos arbitrais. uso e boa prática entre as partes. 10) O se quer dizer por Lex mercatoria? A Lex Mercatoria foi um sistema jurídico desenvolvido pelos comerciantes da Europa medieval e que se aplicou aos comerciantes de todos os países do mundo até o século XVII. com algumas diferenças locais. porque a adoção da teoria da empresa. à medida que os próprios mercadores criavam princípios e regras para regular suas transações. objeto mais amplo. E por último. como disciplina autônoma e essencial. distintos do direito civil. Este conjunto de regras era comum aos comerciantes europeus. de árbitros e da lei aplicável e o seu objetivo de refletir os costumes. 09) O Direito Empresarial continuaria como disciplina autônoma. porque a própria Constituição Federal conferiu autonomia ao direito empresarial.

Processo e Procedimento.1. são aquelas em que se permite ao réu a formulação de um pedido contra o autor no bojo da pró79 .7. Questões do TRF4 1.1.1. do ponto de vista processual. O núcleo do conceito é o termo atividade e importa não confundir a atividade com o próprio estabelecimento em si.4. Procedimentos Especiais..1. Questões do TRF1 1.7. Classificação dos Procedimentos. 1.8. mas apenas aquele que desempenha a atividade de empresa.8. Quanto ao conceito de empresário. sem poderes de administração e/ou gerência não pode ser tido como empresário. tem-se que não necessariamente será empresário todo e qualquer sócio.5.7.8.1. quando exerce empresa. Aquele que apenas a integra. Procedimento Adequado 1.8. Questões do TRF2 1) O que são ações dúplices? Cabe reconvenção nas ações dúplices? Resposta: Há duas acepções para o termo.2.1. Procedimento Sumário.. Partindo disso.1. Cognição Sumária e Exauriente.3. Procedimento Ordinário e suas Fases.1. Direito Processual Civil 1. Questões do TRF5 1.2. Eis a distinção. o CC/2002 o define como aquele que exerce profissionalmente atividade econômica organizada para a produção ou circulação de bens e serviços.7. Ações dúplices. agora pergunto: esse sócio pode ser empresário? Em que circunstâncias? Resposta: Empresa é a atividade econômica constituída para produção e circulação de bens e serviços do mercado.) a sociedade quando ela existe. Questões do TRF2 1) Teoria da empresa: o que é a empresa? Posso considerar como uma unidade (os elementos da empresa)? À vista deste conceito empresário seria quem? O sócio não é o empresário (. Questões do TRF3 1. Em outros termos: o empresário é aquele que exerce a atividade de empresa.1.

pois ambos assumem concomitantemente as duas posições. 902 do CPC prevê dois requisitos específicos da petição inicial da ação de depósito. Nas palavras de Didier: ―As ações dúplices são as ações (pretensões de direito material) em que a condição dos litigantes é a mesma. c) as ações de acertamento. a saber: . Esta situação decorre da pretensão deduzida em juízo. em regra. São exemplos: a) as ações declaratórias. com a defesa. na hipótese em que o a pretensão do réu é algo diferente do que alcançaria com o mero julgamento de improcedência do pedido do autor. 2) A ação de depósito requer alguma condição específica. 258 da Súmula do STF. A discussão judicial propiciará o bem da vida a uma das partes. Já do ponto de vista material. como a prestação de contas e oferta de alimentos.prova literal do depósito. não se podendo falar em autor e réu. Não obstante. O art. o réu já exercita a sua pretensão. caso tal valor não conste do contrato de depósito. pois a sua pretensão já se encontra inserida no objeto de uma equipe com a formulação do autor. É como uma luta em cabo de guerra: a defesa de uma equipe já é. a reconvenção pode ser ajuizada em ação dúplice.pria contestação. b) as ações divisórias. quando o pedido não se limitar à declaração de improcedência.estimativa do valor do bem. É sinônimo de pedido contraposto e admitido nas hipóteses expressamente previstas em lei. como nas ações submetidas ao procedimento sumário e nos Juizados Especiais. 80 . contestar e formular pedido contra o autor. ações dúplices são aquelas em que autor e réu ocupam posições jurídicas ativas e passivas simultaneamente. Exemplo disso é o disposto no enunciado n. segundo o qual ―é admissível a reconvenção em ação declaratória‖. . Qual seria? Resposta: Sim. A relação jurídica deduzida em juízo poderia ter sido posta por qualquer das partes e. exigência que se presta tanto para a fixação do valor da causa como para possibilitar ao réu a consignação do valor do bem em dinheiro. obviamente que. a um só tempo. A simples defesa do réu implica exercício de pretensão. que segundo ensina a melhor doutrina não precisa necessariamente ser o contrato de depósito. de modo que o réu pode. também o seu ataque. excepcionalmente. bastando que seja uma prova escrita que demonstra a relação jurídica material de depósito (exigência de início de prova escrita). não formula pedido o réu. No tocante à admissão de reconvenção nas ações dúplices. ao mesmo tempo. ela não é admitida. independentemente de suas posições processuais. sem a necessidade de reconvenção ou pedido contraposto‖.

como. Na realidade. por exemplo. Havendo saldo residual. a ser instaurada nos próprios autos do procedimento especial. condena-se o devedor ao pagamento do saldo apurado (obrigação de pagar). as informações sobre créditos e débitos líquidos de seus bens que ficaram sob a administração de outrem. Não se tratando de exceção legal. não obstante receba os extratos bancários. quando este não possui informações sobre os seus bens e tenha buscado. 4) Ela segue o modelo sincrético? Resposta: Sim. 81 . seja por força de mandato ou de outra forma de contrato firmado. independentemente de prévio pedido de esclarecimento ao banco ou do fornecimento de extratos de movimentação financeira. sem formalidades. Tal pagamento deverá ocorrer na forma de execução. mesmo que de forma verbal. devendo as execuções autônomas ter previsão expressa para tanto. prestadas as contas. pode manejar essa ação. objetivando esclarecer os lançamentos efetuados em sua conta corrente. após as alterações realizadas no CPC em 2006. O objetivo primário é. por exemplo. ou isso já faz às vezes desse esclarecimento que se busca em ação de prestação de contas? Qual é o fundamento do entendimento jurisprudencial predominante a respeito? Resposta: Nos termos da jurisprudência do STJ. não uma execução autônoma. portanto. obrigar o devedor a prestar contas. mas sim de uma fase executiva. o correntista tem interesse processual para ajuizar ação de prestação de contas. 5) O correntista. inclusive. de modo que. Há. mas este já e um objetivo secundário.3) Qual é o objeto primário da ação de prestação de contas? Resposta: A ação de prestação de contas tem como objetivo trazer luz ao credor das contas. isto é. A ação de prestação de contas tem natureza condenatória (obrigação de fazer – de prestar contas). no caso das condenações contra a Fazenda Pública. logo após o término da primeira relação jurídicaprocessual instaurada. a ação de prestação de contas entra na regra do sincretismo. por formas extrajudiciais. STJ). entendimento sumulado sobre o assunto (s. sem sucesso. em continuidade a este. a regra é o sincretismo processual. devendo ser processada a execução como fase. a ação poderá ter por objeto também a condenação do devedor ao referido pagamento. 259.

A posse. Partindo dessa premissa. O art. posse velha ao caso? Resposta: Tratando-se de posse de bem público. é irrelevante a arguição de posse nova ou de posse velha perante o poder público. pelo poder público. objetivo que nem sempre se alcança apenas com a mera apresentação os extratos. na medida em que a lei autoriza a ação possessória ou existe alguma incongruência nessa questão? Se aplicaria subsidiariamente a regra de posse nova. A legislação autoriza ação possessória que pressupõe naturalmente que exista posse. prescreve que o ocupante de imóvel da União. O Decreto-Lei nº 9. ficando ainda sujeito ao disposto nos arts. e os direitos assegurados por êste Decreto-lei. Desnecessária a demonstração de que tem o poder de fato sobre o bem. com cultura efetiva e moradia habitual. por ser norma de caráter especial. basta a comprovação de seu domínio. afasta a aplicabilidade do art. com a particularidade já citada de que a posse do poder público é inerente ao domínio. 924 do CPC às ações possessórias destinadas à proteção do patrimônio público federal. O correntista tem o direito de entender tais lançamentos. diferentemente do que ocorre com a posse do particular. teoricamente. para reaver sua posse. poderá ser sumariamente despejado e perderá. tudo quanto haja incorporado ao solo. sem direito a qualquer indenização.O fundamento básico utilizado pelo STJ é o de que o correntista tem mais que o direito de conhecer os lançamentos realizados em sua conta. ainda que não exteriorizada. por força de mera presunção. Como entende essa regra legal? A questão se relaciona a um bem público que foi objeto de esbulho. decorrente do regime especial que rege os bens públicos. Sendo nova ou velha a posse. 513. é inerente á propriedade. é o decreto que irá regular as possessórias. 6) O DL 9760/46 autoriza o ajuizamento de ações possessórias pelo Poder Público. O parágrafo único do mesmo dispositivo afirma que se excetuam dessa disposição os ocupantes de boa fé. considerando ser ela inerente ao 82 . no caso. estabelece-se a presunção de que o poder público tem a posse de seu próprio bem. Exatamente por isso é que se admite ação. sem assentimento desta. Diante dessa particularidade. Assim. mas na outra ponta vislumbra-se a figura de um bem público. 515 e 517 do Código Civil. Pode-se falar em posse de bem público. 71 do Decreto-Lei nº 9. que dispõe sobre os bens imóveis da União.760/46.760/46. em uma ação em que o poder público busca reaver a posse de bem seu.

em regra. 8) Há diferença entre competência limitada e delimitada? Resposta: Competência limitada é aquela que não se mostra plena. A limitação ocorre. pois em caso de competência absoluta os atos decisórios devem ser repetidos). Tem sua origem após a formação dos Estados Nacionais e com a idéia de limitação de poder (sistema de freios e contrapesos). é limitada aos casos expressos na CF/88. por não poder incidir em toda e qualquer hipótese. 7) De onde se origina o Poder jurisdicional? Resposta: O Poder Jurisdicional é o poder de dizer o direito. de modo que.direito de propriedade do poder público. pode ele ser eventualmente convalidado por aquele que de fato é competente (no caso de competência relativa. as causas de imunidade tributária. mas sim de delimitação de seu âmbito. por serem absolutas exclusões de atuação de um determinado juízo. Note-se que efeito prático é o de que. mesmo querendo e tendo competência para instituir tributos. é claro. normalmente. É a competência de juízos (o juiz da primeira vara tem competência apenas para os processos distribuídos para tal órgão jurisdicional e não para os feitos das outras varas. ainda que praticado um ato fora do âmbito previsto. em que. De outro modo. os casos de competência limitada não admitem convalidação. determinado ente não poderá exercer tal competência em hipóteses específicas. Por sua vez. em razão da matéria ou da função (competência funcional ou competência material). 83 . A competência do STF. a competência delimitada é definida por normas processuais. Já os casos de competência delimitada podem gerar atos passíveis de convalidação. a competência delimitada é aquela restrita por outra norma. por exemplo. por exemplo). A competência limitada é definida. com a instituição de normas proibitivas do exercício da competência. deve ser restabelecida ao ente postulante de imediato. Em analogia ao direito tributário. Nas democracias modernas vem disposto nas Constituições. seriam. por exemplo. ainda que de forma implícita (na distribuição de poder aos juízes e órgãos da mesma natureza). Não se trata de proibição do exercício da competência em determinada hipótese. por não se tratar de exclusão absoluta da possibilidade de atuação do juízo.

responde-se à indagação que ela é sim exceção ao princípio da demanda. 24. não há princípios absolutos. Igualmente. concorrentemente. tendo em vista o seu objetivo de garantir a plena efetividade da prestação jurisdicional. 10) Processo e procedimento. da CF/88. podendo ser concedida ex offício pelo juiz (arts. 1ª parte e 460. 22. Isso. nos termos do art. conforme art. a arrecadação de bens do ausente. com base no seu poder geral de cautela. 1ª parte). vez que em todos esses casos o órgão jurisdicional pode dar início à ação. 12) E o procedimento? A competência é concorrente? Resposta: Sim. à União. comporta exceções. I e 24. XI. embora seja regra. conforme art. da CF/88. aos Estados e ao DF. São elas: as execuções penais e trabalhistas. Já legislar sobre procedimentos em matéria processual compete. o inventário. XI. à União. que materializam a relação processual. I. com o objetivo maior de garantir o direito a efetividade do direito. legislar sobre direito processual. Qual a diferença até para efeitos de competência legiferante? Resposta: Processo é relação jurídica dinâmica que se instaura entre sujeitos. compete à União. 84 . 22. vez que. o habeas corpus. 11) Quem é competente? Qual o artigo da Constituição Federal? Resposta: Legislar sobre processo compete privativamente à União (art. enquanto é competência concorrente da União. 24. XI da Constituição Federal. 293. aos Estados e ao DF. reitere-se. O princípio da demanda. CF/88). 128. Para efeitos de competência legiferante é importante a distinção. Legislar sobre procedimentos em matéria processual compete. Especificamente no que diz respeito à tutela cautelar. privativamente.9) O princípio da demanda é absoluto? Existe exceção? Tutela cautelar é uma exceção desse princípio? Resposta: Não há direitos absolutos. concorrentemente. ao passo que procedimento é uma sequência de atos ordenados entre si. dos Estados e do DF legislarem acerca de procedimentos em matéria processual.

não podendo devolvê-los ao cartório sem o devido despacho ou decisão‖. de modo que se ter um tempo razoável . “não vejo verossimilhança”. e. Já a duração razoável do processo.. b) o comportamento dos litigantes e de seus procuradores ou da acusação e da defesa no processo e c) a atuação do órgão jurisdicional. da CF/88. nem menos que o necessário para a entrega da prestação jurisdicional.13) Princípio da Duração Razoável do processo se confunde com celeridade? Resposta: Não. b . ao disposto nas alíneas a . ―a remoção a pedido ou a permuta de magistrados de comarca de igual entrância atenderá. Segundo Didier. injustificadamente. Logo. Por sua vez. princípio constitucional. 14) O juiz que retém autos além do tempo pode ser removido a pedido? Resposta: Nos termos do art. responde-se que o juiz que retém os autos além do tempo necessário não pode ser removido a pedido. retiver autos em seu poder além do prazo legal. ofende? Qual a posição do STF? Resposta: 85 . citado no inciso VIIA. O processo não tem que ser rápido/célere: o processo deve demorar o tempo necessário e adequado à solução do caso submetido ao órgão jurisdicional.nem mais. estabelece uma relação de adequação entre o tempo do processo e os instrumentos necessários para a sua tramitação. 93. destaca que ―não será promovido o juiz que. O reconhecimento destes critérios traz como imediata conseqüência a visualização das dilações indevidas. o inciso II. por ex. ―não existe um princípio da celeridade. A relação de proporção acima citada deve observar três critérios para determinar a razoável duração do processo: a) a complexidade do assunto. no que couber. permitindo o controle dos atos e as manobras processuais dos sujeitos envolvidos. c e e do inciso II‖. A celeridade guarda relação com a velocidade rápida do processo. O uso de jargões. 15) Quanto ao princípio da fundamentação. inciso VIIA.

sem determinar. em princípio. A fundamentação envolve. no julgamento do AI 791. 93. e não. DISCUSSÃO QUANTO À NECESSIDADE DE PERÍCIA TÉCNICA. tendo em vista o primado da ampla defesa.A fundamentação é um dos requisitos ou dos pressupostos básicos de uma decisão judicial. Rel.) A matéria relativa à nulidade por negativa de prestação jurisdicional por ausência de fundamentação teve repercussão geral reconhecida pelo Plenário. AUSÊNCIA DE REPERCUSSÃO GERAL. RESTABELECIMENTO DO SERVIÇO FORA DO PRAZO COMUNICADO. ainda que sucintamente. DIREITO DO CONSUMIDOR. daí porque não pode ser aceito como fundamento. ALEGADA AUSÊNCIA DE FUNDAMENTAÇÃO. ALEGADA VIOLAÇÃO AOS ARTIGOS 2º E 5º. também assegurado constitucionalmente. INOCORRÊNCIA. SUSPENSÃO DO FORNECIMENTO DE ÁGUA. Por força do disposto no art. o que entende o julgador. até mesmo as decisões administrativas dos órgãos jurisdicionais devem ser motivadas. INCIDÊNCIA DA SÚMULA 279 DESTA CORTE. no entanto. ofende o princípio da fundamentação se usado não como conclusão de um raciocínio (fundamentação mais a conclusão). INCIDÊNCIA DAS SÚMULAS 282 E 356 DO STF. Gilmar Mendes. AUSÊNCIA DE PREQUESTIONAMENTO. da CF/88. Em outros termos: simplesmente ―não ver verossimilhança‖ não é argumento jurídico. Nesse sentido o STF: Ementa: AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. DANO MORAL. 16) Os serventuários podem receber delegações para atos próprios da magistratura? O que são atos de mero expediente sem conteúdo decisório? Resposta: 86 . ainda que não rebatam cada um dos argumentos trazidos pelo autor. DA CONSTITUIÇÃO FEDERAL. (.. LIII. DJe de 12/08/2010. Os fatos devem ser analisados tomando em consideração o que dispõe o direito acerca deles. argumentos de ordem jurídica. dissociado de qualquer argumento. reafirmou-se a jurisprudência desta Suprema Corte. Min. CAUSA EXCLUDENTE DE RESPONSABILIDADE. nem que sejam corretos os fundamentos da decisão. da Constituição Federal exige que o acórdão ou decisão sejam fundamentados. É necessário que as razões de direito sejam expostas. contudo. RESPONSABILIDADE OBJETIVA DA CONCESSIONÁRIA DE SERVIÇO PÚBLICO. X. INVIÁVEL.292 QO-RG. pura e simplesmente. COMUNICAÇÃO PRÉVIA. Na prática judiciária. mas sim como o próprio fundamento para o deferimento ou indeferimento de um pedido. no sentido de que o artigo 93. são relativamente comuns os jargões ―não vejo verossimilhança‖. necessariamente. REEXAME DO CONTEXTO FÁTICO-PROBATÓRIO.. o exame pormenorizado de cada uma das alegações ou provas. IX. o que. Naquela assentada.

havendo decisão administrativa desfavorável ao interessado. como no caso de questões deportivas).1. Embora haja outras hipóteses de competência civil.5. 109.1. sem. Por ele. estão sujeitos à delegação. contudo. 5º. I. 17) Competência básica do juiz federal na jurisdição civil? Resposta: Em geral.3. conforme o referido princípio. não. Questões do TRF5 TRF5 – 2012 1) Fale sobre os princípios da inafastabilidade da jurisdição e indelegabilidade e da inevitabilidade. é a disposta no art. Além disso. o próprio CPC admite a delegação de atos de mero expediente aos serventuários. Atos de mero expediente são aqueles que se destinam a impulsionar o processo. é ato privativo do juiz e não pode ser delegada a terceiros. entidade autárquica ou empresa pública federal forem interessadas na condição de rés. atos que não tenham conteúdo decisório. assistentes. daí ser tida como a competência básica. Resposta: O princípio da inafastabilidade da jurisdição está positivado na Constituição Federal nos seguintes termos: ―a lei não excluirá da apreciação do Poder Judiciário lesão ou ameaça a direito‖ (art. esta é a mais recorrente. Questões do TRF3 1. isso não obsta que tente 87 .1. Questões do TRF4 1.4. nos processos. 1.Para atos próprios de magistrados (entendendo-se atos próprios como atos privativos). por exemplo. No entanto. isto é. como a determinação de especificação de provas. Os atos de mero expediente.8.8. CF/88). ou oponentes. isto é. da CF/88. exceto as de falência. as ações em a União.8. resolver qualquer questão. A decisão. o interessado em provocar o Poder Judiciário em razão de lesão ou ameaça de lesão a direito não é obrigado a esgotar antes disso os possíveis mecanismos de solução e conflito (salvo previsão expressa nesse sentido. inciso XXXV. por não terem conteúdo decisórios. as de acidentes de trabalho e as sujeitas à Justiça Eleitoral e à Justiça do Trabalho.

sendo o judiciário acionado para assim concluir. pode ser resumido na premissa de que a função jurisdicional não pode ser delegada. Quarto e último. Ao seu turno. tem que partir da premissa de que não basta garantir o acesso formal. Ademais. o judiciário se manifesta no exercício do poder jurisdicional. Há. e não meramente um acesso formal. palavras e votos relativos ao exercício do cargo e não a toda e qualquer opinião ou manifestação do pensamento. e ainda assim quando atendidos alguns pressupostos (não ser prisão em flagrante de crime inafiançável. 2) A imunidade parlamentar seria exceção ao princípio da inevitabilidade? Resposta: Não há como se ter a imunidade parlamentar como uma exceção ao princípio da inevitabilidade da jurisdição. Terceiro. que independe de sua vontade e consiste na impossibilidade de evitar que sobre ela e sobre suas esferas de direitos se exerça a autonomia estatal‘‖ (Didier). 88 . mas também a paridade de armas. porém. o princípio da inevitabilidade estabelece que as partes hão de submeter-se ao quanto decidido pelo órgão jurisdicional. porque a imunidade não retira toda e qualquer atuação judicial. não há direito absoluto. ―Tratando-se de emanação do próprio poder estatal. o simples acionamento já é o exercício do poder jurisdicional. para ser efetiva. por exemplo. porque conforme reiterada jurisprudência do STF. impõe-se a jurisdição por si mesma. A inafastabilidade. a inafastabilidade tem que assegurar o acesso à ordem jurídica justa. tendo como fundamento a sua imunidade. Quanto ao princípio da indelegabilidade. por exemplo). de modo que todo excesso pode ser objeto de apreciação judicial. A imunidade formal. em violação à garantia do juiz natural. Primeiro. hipóteses em que se autoriza a delegação e outros poderes judiciais. o poder diretivo do processo e o poder de execução das decisões (Didier). para que seja possível o justo exercício do direito de ação. o que implicaria derrogação de regra de competência. que é o poder adequado para dizer o direito com definitividade. como o poder instrutório.reverter tal situação perante o Judiciário. porque a imunidade diz respeito apenas às opiniões. já a jurisdição em ação. A ‗situação de ambas as partes perante o Estado-Juiz (e particularmente a do réu) é de sujeição. porque mesmo quando o judiciário afirma a ausência de responsabilidade de um parlamentar em um determinado caso. Em outros palavras: mesmo quando não há responsabilidade. apenas impede que determinada a prisão do parlamentar. daí porque não há que se falar em exceção à inevitabilidade. Segundo. Essa vedação se aplica integralmente no caso de poder decisório: não é possível delegar o poder decisório a outro órgão.

também. encontrem uma solução 89 . propostas para a solução da causa. CPC). Há. por sua vez. que pode ser o próprio juiz ou um conciliador. É sempre intermediada por um terceiro. com uma participação ativa do terceiro. Está abrangido. Não adere a nenhuma das partes nem emite juízos de valor ou opiniões acerca da melhor forma de se chegar a uma solução. distingue-se da conciliação exatamente pela forma como esse terceiro age. fica no meio. vez que o terceiro atua sugerindo opções. as questões de fato e de direito ocorridas posteriormente (art. Há. 114. portanto. segundo a qual a competência de um juízo é fixada no momento da propositura da ação. Trata-se de verdadeiro princípio constitucional. um estímulo contínuo para a resolução da contenda. mediante concessões mútuas. por meio de terceiro imparcial. Ele atua simplesmente aproxima as partes para que elas. A conciliação é medida prevista no Código de Processo Civil que visa obter das partes em litígio um acordo amigável. para o julgamento de determinada causa. por normas processuais pré-estabelecidas. embora também tenha como característica o fato de objetivar conseguir das partes um acordo. por si próprias. contudo. literalmente. sendo irrelevantes. 87. há sim diferenças entre a conciliação e a mediação. elevado à categoria de cláusula pétrea. CPC). Na mediação. A mediação. exceção ao princípio da perpetuatio jurisdictionis no próprio artigo 87 do CPC. a competência não se prorroga caso ele dela não decline de ofício nem seja oposta exceção declinatória nos casos e prazos legais (art. para alteração da competência. Em outros termos. 4) Há distinção entre conciliação e mediação? Resposta: Embora se tratem de institutos semelhantes. Nem de um lado. nem de outro. O mediador. Não há previsão de exceção para o princípio do juiz natural.3) Qual o alcance e dimensão do princípio do juiz natural? E o princípio da perpetutatio jurisdictionis? Há exceções a eles? Resposta: O princípio do juiz natural é preceito de natureza constitucional que guarda relação com a idéia de um o juiz pré-determinado. o princípio da perpetuatio jurisdictionis é norma de natureza processual. segundo o qual alteram a competência o suprimento de órgão judiciário ou a alteração de competência em razão da matéria ou da hierarquia. Sua característica marcante e a principal distinção entre ela e a mediação é a sua forte carga indutiva. pela proibição da criação de tribunais de exceção. Por sua vez. o terceiro não estimula nem faz propostas para se chegar a um acordo.

dos Estados.para a causa. estão sujeitas à revisão por juízes. enquanto a jurisdição é irrestrita. 6) Processo civil. as normas procedimentais são aquelas que pura e simplesmente estabelecem os a sequência de atos a serem adotados. que não pode ser delegada a particulares. quem o faz é o juiz. em obediência ao princípio da inafastabilidade da jurisdição (se as decisões de terceiros estão sujeitas à revisão de um juiz de primeiro grau. Discorra. carreira cujo acesso dá-se exclusivamente mediante concurso púbico. fundamentando seu ponto de vista principalmente no fato de as decisões dos árbitros tornarem-se imutáveis após o prazo de 90 dias. é de competência concorrente da União. ―a mediação é uma técnica não estatal de solução de conflitos. por exemplo). a arbitragem é manifestação da autonomia da vontade e a opção por árbitro implica a renúncia á jurisdição. tem-se que o árbitro não pode executar suas próprias decisões. O mediador é um profissional qualificado que tenta fazer com que os próprios litigantes descubram as causas do problemas e tentem removê-las‖. pois nenhum dos poderes pode delegar aquilo que é de sua essência. Já a competência para legislar sobre procedimentos. a jurisdição é indelegável. própria dele mesmo. tendo em vista os seguintes fundamentos: a arbitragem é voltada apenas para direitos patrimoniais disponível. do DF e dos Municípios. a maioria dos processualistas tem a arbitragem como um equivalente jurisdicional e não como um exercício da própria jurisdição. Em geral. Resposta: A doutrina dispõe que as normas processuais em sentido estrito são aquelas que regulam a relação jurídica processual. são de competência legislativa privativa da União. 90 . 5) Na sua visão arbitragem é jurisdição? Resposta: Parte da doutrina afirma que sim (Didier. de caráter soberano. Por sua vez. Não obstante. formando uma coisa julgada material. a jurisdição é atividade primária do Estado. é porque esses terceiros não exercem jurisdição). pela qual um terceiro se coloca entre os contendores e tenta conduzi-los à solução autocomposta. as decisões dos árbitros. estabelecendo os direitos e deveres dos sujeitos do processo. enquanto a arbitragem pode ser realizada por terceiro sem que tenha sido investido pelo Estado de parcela da jurisdição. dentro de um determinado árbitro. Nas palavras de Didier. normas processuais em sentido estrito e normas procedimentais. Finalizando. que tenha a autoridade de juiz. ao contrário da legislação sobre processo. a jurisdição só pode ser exercida por pessoa devidamente investida.

Se a posse for velha. que não necessariamente têm interesses jurídicos antagônicos e nem estão em conflito. A primeira (manutenção de posse) pode ser proposta no caso de turbação da posse. A diferença básica entre ambas está no fato de na primeira existirem partes. 7) Há alguma forma de contenciosidade entre jurisprudência voluntária e contenciosa? Resposta: OBS: Para que a pergunta ficasse compreensível foi entendida como ―há alguma forma de conteciosidade entre jurisdição voluntária e contenciosa?‖ (ainda assim a pergunta fica de difícil compreensão. assim compreendido o ato que embaraça o livre exercício de tal direito. deve-se provar a posse. tratam-se de conceitos distintos. caso a posse seja nova. a ação deverá seguir o 91 . hipóteses em que mesmo a jurisdição voluntária apresenta uma certa contenciosidade. ação de reintegração de posse e interdito proibitório. é praticamente impossível distinguir normas que disciplinem o procedimento sem influir no modo de ser da relação jurídica processual que lhe dá base. 1. o procedimento integra o próprio conceito de processo. Resposta: As ações possessórias são: ação de manutenção de posse. a data da turbação (para efeito de concessão de medida liminar. em pólos jurídicos antagônicos. É clássica na doutrina a afirmação de que a jurisdição voluntária não seria propriamente jurisdição. Para que seja proposta. Decerto. mas sim o exercício administrativo do Poder Jurisdicional. da venda judicial de coisa comum.119. por exemplo. de modo que. ainda que o procedimento seja de jurisdição voluntária. decorrente do antagonismo de interesses que. manifestando um conflito de interesses e procurando uma tutela jurisdicional enquanto que na segunda não existiriam partes. no entanto. em casos que. a turbação. atualmente. 8) Distinção entre as ações possessórias. Neste caso. instaura-se. Há. contudo. mas apenas interessados. nota-se uma certa contenciosidade.A diferença é sutil e parte da premissa de que processo e procedimento são conceitos que não se confundem. nitidamente. quando se permite ao condômino prejudicado requerer a adjudicação da coisa (art. por disposição expressa de lei. necessariamente deve ser resolvidos por um juiz. A doutrina admite duas formas de exercício da jurisdição: mediante jurisdição contenciosa e mediante jurisdição voluntária. CPC). Vou tentar escrever sobre o assunto tratando da distinção entre os tipos de jurisdição – contenciosa x voluntária). É o caso.

É cabível liminar. normalmente relacionados ao direito material de base da relação. com regras distintas das do procedimento ordinário. a conversão do procedimento em manutenção ou reintegração de posse. em geral mais simplificadas e céleres. com a possibilidade de antecipação dos efeitos da tutela. 9) Seria possível uma medida antecipatória em ação possessória com mais de um ano e dia? Resposta: Sim. Essas três são as mais famosas ações possessórias. A particularidade aqui é não caber medida liminar. 92 .rito ordinário. o rito a ser adotado será o rito ordinário e os requisitos para a antecipação devem ser os do art. com destaque para o fato de que. desde que preenchidos os seus requisitos) e a continuidade da posse. quando intentado dentro de ano e dia da turbação ou do esbulho. Art. mas o ordenamento jurídico registra ainda outras. como a nunciação de obra nova e os embargos de terceiro. não perdendo. confira-se o disposto no art. Regem o procedimento de manutenção e de reintegração de posse as normas da seção seguinte. 10) Discorra sobre procedimentos especiais. 924. será ordinário. a ação a ser ajuizada deve ser outra (reintegração de posse). 924 do CPC. caso a ameaça de turbação ou de esbulho se concretizem. Nesse sentido. mesmo se adotando o procedimento ordinário. A terceira (interdito proibitório) pode ser proposta quando há uma ameaça de turbação ou esbulho. caso já ultrapassado ano e dia. o caráter possessório. tal qual na manutenção de posse. contudo. no entanto. A segunda (reintegração de posse) pode ser movida por quem sofre esbulho. 273 do CPC e não simplesmente dos da medida liminar. com requisitos próprios. pois se devido à turbação o titular do direito perder a posse. Admite-se a antecipação de tutela na manutenção de posse. É o disciplinamento de sua particular forma de ser em juízo. No entanto. passado esse prazo. sendo possível a cumulação do pedido com indenização. sendo cabível. a ação não perde o seu caráter possessório. norma processual x norma procedimental Resposta: Procedimentos especiais são regramentos próprios trazidos pelo CPC acerca de relações jurídicas específicas. assim entendido como a perda do poder de fato sobre o bem.

daí porque o seu manejo resulta no exercício do direito de ação e não do direito de petição. que são diferentes dos atos do procedimento ordinário. com a emenda da inicial no que for cabível. Em geral. a conduta inicial do julgador deve ser a de determinar a correção do procedimento. o procedimento integra o próprio conceito de processo. vez que o procedimento especial compreende os atos próprio de cada tipo de ação. Por sua vez. 93 . Decerto. é de competência concorrente da União.Já as normas processuais em sentido estrito são aquelas que regulam a relação jurídica processual. A reclamação constitucional é ação que deve ser ajuizada originariamente no tribunal superior. do DF e dos Municípios. A diferença entre normas processuais e procedimentais é sutil e parte da premissa de que processo e procedimento são conceitos que não se confundem. 11) A escolha inadequada de um procedimento especial enseja o seu indeferimento? Resposta: Em princípio. dos Estados. tratam-se de conceitos distintos. são de competência legislativa privativa da União. as normas procedimentais são aquelas que pura e simplesmente estabelecem os a sequência de atos a serem adotados. estabelecendo os direitos e deveres dos sujeitos do processo. Não atendida a ordem ou não promovida a emenda adequadamente. é praticamente impossível distinguir normas que disciplinem o procedimento sem influir no modo de ser da relação jurídica processual que lhe dá base. os elementos da ação (partes. a postura do juiz deve ser sempre a de aproveitar ao máximo os atos processuais. 12) Reclamação – Direito de petição? Resposta: A reclamação constitucional consiste numa ação. Deste modo. Já a competência para legislar sobre procedimentos. A reclamação contém. com vistas a obter a preservação de sua competência ou a garantir a autoridade de seus julgados. que se distingue do direito de ação em razão deste último ser exercitado mediante o Poder Judiciário e o primeiro ser exercitado perante qualquer dos poderes. inclusive. pedido e causa de pedir). ao contrário da legislação sobre processo. atualmente. no entanto. de modo que. a inicial deve ser indeferida.

§ 1º) assim o admite. Concorda com está afirmação? Resposta: Para que a pergunta ficasse compreensível eu parto do pressuposto de que seja a seguinte: ―O abuso de procedimento especial pode prejudicar tanto o autor quanto o réu. nos casos e formas legais. prevendo. Assim o faz exatamente porque o abuso gera prejuízo para aquele que o sofre. repelido. 15) Consignação de pagamento em obrigação de fazer? É possível que um terceiro proponha? Qual a distinção entre terceiro interessado e não interessado? Resposta: Para entender a primeira pergunta partiu-se do pressuposto de que seria a seguinte: ―Cabe consignação em pagamento com obrigação de fazer?‖ De acordo com o CC/2002. sendo admissível a propositura da consignação por terceiro interessado.13) Abuso de procedimento especial. mediante a entrega em dinheiro ou a entrega de bem móvel ou imóvel. inclusive. A consignação em pagamento é uma forma de extinguir uma obrigação e deve ocorrer. Partindo dessa premissa. necessariamente. prejudicar o autor ou réu. A consignação em pagamento. seja no proce3dimento especial. 14) Consignação de pagamento admite qualquer forma de prestação? Resposta: Não. uma vez que o CPC (art. não restando admitida a consignação na forma de obrigação de fazer ou de não fazer. portanto. Tomando as premissas supra em consideração. não sendo admitido em qualquer hipótese. por sua natureza. a consignação não admite qualquer espécie de prestação. seja no procedimento comum. que ele pode gerar o dever de indenizar. tem como prestação a entrega da coisa. 94 . a consignação não se coaduna com obrigações de fazer. O candidato concorda com tal afirmação?‖ O ordenamento pátrio não se coaduna com o abuso do direito. tem-se que. tem-se que o abuso de direito. tratando-se. pode prejudicar sim tanto o autor quanto o réu. Assim sendo. de obrigação de dar. 890. sendo. portanto. considera-se pagamento e extingue a obrigação o depósito judicial ou em estabelecimento bancário da coisa devida. assim.

9. 305 do CC/2002.No tocante à distinção entre terceiro interessado e terceiro não interessado. por exemplo.1. Já o terceiro não interessado. pela qual também se obrigou. É a figura a que se refere o art. O terceiro não interessado que paga a dívida em seu próprio nome tem direito a reembolsar o que pagar. ao reverso. no âmbito jurisprudencial. 730 do CPC) impedem a adoção da monitória. 305.9. . mas não s sub-roga nos direitos do credor‖. embora majoritariamente prevaleça o mesmo entendimento jurisprudencial. tendo o STJ editado o enunciado n. Já há entendimento consolidado sobre o tema. há corrente no sentido contrário.as especialidades da execução contra a Fazenda Pública (art. define-se o primeiro como a pessoa que.a necessidade de reexame necessário. do fiador e do avalista. 339. não admitindo a monitória pelos seguintes fundamentos: . vincula-se à obrigação e pode ter o seu patrimônio atingido caso a dívida. Já em âmbito doutrinário. É possível contra a fazenda pública? Resposta: Sim. mesmo não sendo parte.não sendo gerado o efeito da revelia da presunção da veracidade dos fatos alegados pelo autor em caso de omissão defensiva da Fazenda Pública. Direito Processual Penal 1.9. Questões do TRF1 DESSE PONTO EM DIANTE: RESPOSTAS ELABORADAS POR DANIELLI FARIAS RABELO LEITÃO RODRIGUES 95 . É o caso. é aquele que não se vincula à obrigação. Competência 1. possuindo interesse apenas metajurídico. não seja paga pelo devedor principal.1. com maior razão não se pode concordar que a revelia no procedimento monitório que gere automaticamente a formação de título executivo judicial contra ela. que não seria observado com a ausência de embargos ao mandado minoritário e a conseqüente constituição imediata de título executivo. que assim dispõe: ―Art.1. 1. . 16) Ação monitória.a impossibilidade de a Fazenda Pública cumprir a ordem de pagamento em razão da indisponibilidade do direito que defende em juízo. . de seguinte teor: ―é cabível ação monitória contra a Fazenda Pública‖.

1. em proveito próprio ou alheio. III do CPP. . haja vista que se entende que a instrução no processo penal é mais abrangente.ilícito penal: prática de peculato-desvio (art. que faz coisa julgada no cível a sentença que reconhecer ter sido o ato praticado mediante excludente de ilicitude. valou ou bem móvel. 2) Apresente uma hipótese na qual ocorra ofensa à norma civil.ilícito administrativo: a prática de crime contra a administração pública é considerada infração punível com demissão (art. Resposta: Regra geral. cível e administrativa: 125 e 126 da Lei 8112/90.1. de que tem a posse em razão do cargo. . no art. 132. 96 . Resposta: Na hipótese de um servidor público desviar dinheiro. Note-se que a absolvição no processo penal por inexistência de fato ou negativa de autoria não se confunde com a condenação por insuficiência de provas. E ainda. haverá: . as demais esferas estarão vinculadas. administrativa e penal. 66 e 67. as demais esferas estarão vinculadas. haver condenação no âmbito civil. se o tipo penal exigir dolo na conduta e ela tiver sido praticada com culpa. Para evitar essa situação. Dispõe o CPP. 2ª parte do CP). 65. o juiz tinha a faculdade de suspender o feito. 3) Na hipótese de um índio comete um crime de homicídio dentro de sua aldeia. 312. A excludente não pode mais ser discutida.quando condenado na esfera penal. Questões do TRF2 1) Discorra se há independência das esferas civil. Mas há exceções. administrativa e penal. 935 do CC.2. . I da Lei 8112/90). 186 c/c 927 do CC). entende-se que há independência entre as esferas penal. tendo em vista que neste é admitida a culpa levíssima.9.ilícito civil: responsabilidade civil com o conseqüente dever de reparar o dano (art. Ele estaria abrangido pela Justiça Federal ou Justiça comum? Opine. mas na defesa de sua Terra e de sua cultura. devendo haver até a desconstituição de eventual condenação já aplicada. nas quais haverá vinculação entre as instâncias: . poderá.se tiver havido absolvição na esfera penal por inexistência do fato ou negativa de autoria. mas não se proíbe que se discuta a reparação dos danos no processo civil.

39. 109.9. Por outro lado. Como o poder constituinte decorrente é limitado e subordinado. Interpretando conjuntamente os dois preceitos. a competência será da Justiça Federal. da ampla defesa e do devido processo legal a atração por continência ou conexão do processo do co-réu ao foro por prerrogativa de função de um dos denunciados‖. 721 do STF: ―a competência constitucional do Tribunal do Júri prevalece sobre o foro por prerrogativa de função estabelecido exclusivamente pela Constituição estadual‖. Questões do TRF3 1. 140 do STJ. 704 do STF: ―não viola as garantias do juiz natural. o art.1.9.389 – MT. 97 .5.: vereadores que possuem foro por prerrogativa de função prevista na CE são julgados pelo TJ apenas quando cometem crimes de outras ordens. tem-se que se houver disputa sobre interesses indígenas (ex.: suas terras e cultura).155 – RO e STF: HC nº 71835-3.Resposta: De acordo com a S. da CRF estabalece que compete aos juízes federais processar e julgar ―a disputa sobre direitos indígenas‖. Questões do TRF4 1. No caso de co-réu. não pode contrariar regra expressa da CRF (ex. 1.489 – RS.3. destaque-se a S. Qual foro prevalece? E o co-réu como fica? Resposta: De acordo com a S. 43.9.1. Neste sentido: STJ: 35. Isso porque a competência do Tribunal do Júri para julgar crimes dolosos contra a vida é estabelecido pela Constituição Federal. ―compete à Justiça Comum Estadual processar e julgar crime em que indígena figure como autor ou vítima‖. serão julgados pelo Tribunal do Júri). de maneira que só por ela pode ser excepcionada (ex. Questões do TRF5 TRF5 – 2012 1) Trate da concorrência entre o foro por prerrogativa de função e a competência do Júri.1.4. em caso de crimes dolosos contra a vida. sequer indiretamente. seja o indígena autor ou vítima do delito.: Prefeitos são julgados pelo TJ quando cometem tais delitos). Só será da Justiça Estadual em caso de crime que não envolva essas questões.

destinados a programa mantido pela municipalidade (HC 110704/RJ).Tal entendimento. repassados pelo Ministério da Saúde. Só haverá interesse da União e a competência. deverá ser separado o processo. 208 do STJ: "compete à Justiça Federal processar e julgar prefeito municipal por desvio de verba sujeita à prestação de contas perante órgão federal". 109. Interpretando conjuntamente os dois preceitos. a 98 . devendo o co-réu que não possui foro por prerrogativa de função ser julgado perante o Tribunal de Júri. eis que são geridos e repassados pelo Governo Federal (HC 109050/MG). será da Justiça Federal se o crime envolver recursos repassados por órgãos federais e a utilização esteja subordinada a fiscalização perante órgão federal. consequentemente. ―compete à Justiça Comum Estadual processar e julgar crime em que indígena figure como autor ou vítima‖. 2) O MP oferece uma denuncia contra o prefeito municipal e a acusação decorre do fato de na condição de gestor municipal o acusado celebrou contrato administrativo dispensando de forma indevida a licitação. Por outro lado. Há interesse da União a justificar a competência da JF nessa ação penal? Resposta: Segundo a S. 209. estabelece: ―compete à justica estadual processar e julgar prefeito por desvio de verba transferida e incorporada ao patrimônio municipal‖. da CRF estabalece que compete aos juízes federais processar e julgar ―a disputa sobre direitos indígenas‖. sob pena de ofensa a determinação constitucional. não pode ser aplicado para o caso de crimes dolosos contra a vida.: suas terras e cultura). por sua vez. Já decidiu o STJ que é competente a justiça federal quando a fraude na licitação envolver recursos: do programa FUNDESCOLA. A S. tem-se que se houver disputa sobre interesses indígenas (ex. Neste caso. não há interesse da União e a competência é da Justiça Estadual. Nesta hipótese. todavia. vinculado ao FNDE (HC 62998/RO). seja o indígena autor ou vítima do delito. 140 do STJ. oriundos de convênios com órgãos e autarquias federais (HC 97457/PE) 3) Qual a justiça competente para apurar a prática de homicídio contra indígena? Resposta: De acordo com a S. do Fundo de Participação de Municípios. o art. portanto. Na denúncia não há narrativa no sentido da ocorrência de desvio e a tomada de contas especial do TCU não faz referencia a desvios. desde que os recursos não tenham se incorporado ao patrimônio municipal.

nos crimes comuns e nos de responsabilidade. Julgamento 12/04/2012). Julgamento 19/04/2012). De acordo com a S. bem da União (AgRg no REsp 942957/RJ. a partir de 2006 (HC 86834). Apesar deste enunciado não ter sido cancelado. sequer indiretamente. . Julgamento 12/03/2003). Só será da Justiça Estadual em caso de crime que não envolva essas questões.burlar a fiscalização do IBAMA.competência será da Justiça Federal. Ex. 4) Trate da competência para julgamento dos crimes ambientais. (c) ingresso de animal exótico no pais.: (a) crime praticado em acrescidos de terreno de marinha. Passou a entender o STF que o competente para o julgamento de HC contra ato de Turma Recursal é o TJ ou TRF ao qual vinculada. Ex. Tanto que o STJ cancelou o enunciado da S. rio interestadual e internacional de propriedade da União (RMS 26721/DF. a regra é que a competência é da JE. o HC será apreciado pela própria TR. (c) praticado em reserva ecológica criada por Decreto Federal e nas proximidades de ilha oceânica. Se o coator é o juiz singular de Juizado Especial Criminal.: (a) caça de animal em extinção. haja vista mudança de entendimento do STF. 5) Qual a competência para apreciar HC contra ato de Juiz do Juizado? E contra ato da Turma Recursal? Resposta: A competência para julgamento de HC é definida levando-se em consideração os envolvidos: paciente e coator.vulnerar bem ou interesse da União (art. segundo o STJ. Resposta: A preservação do meio ambiente é competência comum de todos os entes federativos (23. bem da União (RHC 24338/AP. A competência só será da JF se o crime ambiental: . (b) criação irregular em cativeiro de animal ameaçado de extinção (CC 37137. à jurisdição do tribunal de justiça ou do tribu99 . 690 do STF: ―compete originariamente ao STF o julgamento de HC contra decisão de turma recursal de juizados especiais criminais‖. Julgamento 18/10/2011). (b) praticado no Rio Amazonas. VI e VII da CRF). ele está sem efeito. sob o argumento de que “estando os integrantes das turmas recursais dos juizados especiais submetidos. 20). nº 91. Como a Lei 9605 não condicionou o processo e julgamento dessas infrações à competência da JF.

225 da CRF. não pela competência privativa legislativa.10. VIII da LPNMA e. e ingressou em juízo. Está previsto no princípio 16 da DECLARAÇÃO do Rio de 92. já que este princípio tem muito que ver com a responsabilidade ambiental? Resposta: O direito ao meio ambiente equilibrado é bem de uso comum do povo (art. 4º.nal regional federal. O estado tem competência para exigir um registro ambiental. cujas partes principais se transcreve por conter muitas informações e ser auto-explicativo(desculpem ter ultrapassado o tamanho. conforme o caso. mas achei importante): 100 . responsável direta ou indiretamente por atividade causadora de degradação ambiental‖. incumbe a cada qual. no art. segundo a máxima.10. da Agricultura. Questões do TRF1 1) O que é o princípio do poluidor pagador. 3º da LPNMA. sendo considerado um direito fundamental. Tutela Constitucional Do Meio Ambiente.10. De acordo com o art. da internalização das potencialidades negativas da atividade. A legislação ambiental impõe-lhe os custos necessários para a prevenção e reparação dos danos ambientais. Direito Ambiental 1. será que o estado teria competência para fazê-lo? Resposta: A pergunta teve por base acórdão do STJ.1. 1. na competência administrativa. Entende-se que o poluidor deve incorporar os custos da eliminação/prevenção/reparação da degradação. Esse princípio tem especial importância no campo da industrialização. 2) Determinada empresa discute a possibilidade de produção de soja transgênica. indiretamente. bem como para a redução dos efeitos negativos da ação lesiva ao meio ambiente. só que esta soja tem que ser plantada até o mês de outubro. pois obteve autorização do Min. no §3º do art.1. licenciamento ambiental para esta empresa que está querendo produzir esta soja? No caso deste estado-membro que pretendeu fiscalizar administrativamente no seu território. A responsabilidade do Poluidor-Pagador não é só com o quantum indenizatório a ser pago aos atingidos pela atividade poluente.1. poluidor é ―a pessoa física ou jurídica. Princípios Do Direito Ambiental Na Constituição De 1988 1. Não é justo que todos socializem o prejuízo ao meio ambiente. julgar os habeas impetrados contra ato que tenham praticado”. de direito público ou privado. mas no Estado do PR exigiu-se licenciamento ambiental. 2255 da CRF). a qual é responsável por sérios danos ambientais. enquanto o poluidor privatiza os lucros.

que define as regras de caráter geral. a disciplina normativa federal à luz do regime da competência legislativa concorrente previsto na Constituição da República.‖ 101 . O Decreto estadual 39. V. autorizar. 11. A regulamentação das atividades envolvendo OGMs através de lei federal. Ao tempo do ato de interdição. A questão controvertida consiste em saber se a interdição realizada pelo recorrido. 6. 11 e 12. parágrafo único). não observou o disposto na legislação federal vigente desde 1995. XV. competia ao Poder Executivo Federal. 10. na forma da lei. 9. homenageia o princípio da predominância do interesse. bem assim emitir o Certificado de Qualidade em Biossegurança (CQB) e exigir a apresentação do EIA/RIMA quando fosse necessário (Lei 8. que regulamentou a Lei 9.314/99. contrariando-a.453/91 – pois previu exigência não-contida naquela (apresentação do EIA/RIMA) – e retroagir para alcançar situação de fato pretérita (trabalho científico em curso). Recurso especial parcialmente conhecido e. que. 2º. são exigidos. muito além de extrapolar os limites da Lei estadual 9. nos casos de significativa degradação ambiental. salvo quando. e 10. mas possui indiscutível alcance nacional. todavia. Por conseqüência. parcialmente provido para fins de conceder a segurança e anular o ato de interdição. procedeu à interdição de unidade agrícola na qual estavam sendo realizados experimentos científicos com soja transgênica. reservando-se ao legislador federal a edição de normas gerais. VII e IX. fiscalizar e controlar os trabalhos de pesquisa científica com OGMs. conforme exige o Decreto 39. 7. Os estudos de impacto ambiental. (…) 8. sob o ponto de vista técnico do órgão federal responsável (CTNBio). vinculada ao Ministério da Ciência e Tecnologia.974/95. IV.314/99. conquanto previstos na CF/88. o que. O motivo da interdição repousa na falta de apresentação do EIA/RIMA ao Poder Executivo Estadual. na medida em que o controle e a fiscalização dessas atividades não se limita ao interesse regional deste ou daquele Estado-membro. Decreto 1.―(…) 5. forem necessários. considerando-se. Estados e Distrito Federal legislar sobre proteção do meio ambiente. com fundamento na legislação estadual.453/91. consistente em realizar as pesquisas científicas com soja transgênica em Passo Fundo/RS. o EIA e o RIMA não constituem documentos obrigatórios para realização de experimentos com OGMs e derivados. resta caracterizada a violação do direito líqüido e certo da recorrente. No sistema normativo infraconstitucional. A recorrente impetrou mandado de segurança contra ato do Departamento de Produção Vegetal da Secretaria de Agricultura e Abastecimento/RS. incluindo soja transgênica. Constitui competência material concorrente da União. 7º. por meio da Comissão Técnica Nacional de Biossegurança (CTNBio). não afasta a competência suplementar dos Estados. XIV. em 19 de setembro de 1999.752/95. III. II. especificamente. arts. arts. encontra respaldo no ordenamento jurídico. 12. nessa parte.

Esta união necessariamente tem de se fazer sentir no interior do ordenamento jurídico. Isto significa dizer que só serão atribuídas ao governo federal e ao estadual aquelas tarefas que não possam ser executadas senão a partir de um governo com esse nível de amplitude e generalização. Min. 102 . mas possui indiscutível alcance nacional‖. do mesmo modo.10. Denise Arruda.[STJ.2. convive com as matérias que devem ser implementadas pelas políticas públicas. o Município prefere ao Estado e à União. T1. O Estado. 1. 1999. o direito econômico.o consumo sustentável. desde que possa ser cumprido pelo inferior.1. 316 e 317) elege o princípio da subsidiariedade como ―regra de ouro‖ do Federalismo.. Celso Bastos (apud FARIAS. e neste há apenas uma separação aparente. No caso.. inclusive com uma face voltada para o mercado de consumo . O direito ambiental abraçou a concepção de desenvolvimento sustentável como seu principio informador. Em outras palavras.] nada será exercido por um poder de nível superior. p. o princípio da subsidiariedade pode ser usado para solucionar o caso (abaixo). já que. 3) Se aplicaria no caso acima algum princípio constitucional ambiental? Princípio da subsidiariedade? Resposta: O princípio da subsidiariedade pode ser aplicado para solucionar o caso. que foi cristalizada por uma razão didática. Julgamento 06/12/2005 Mas quanto à fiscalização (competência comum). É através desse princípio que se solucionam os conflitos de atribuições administrativas advindos da atuação simultânea dos entes federados. o STJ disse. As ações administrativas deverão sempre partir do nível federativo menor. porém. definindo-o da seguinte forma: ―[. Rel. por sua vez. Questões do TRF2 1) É possível aceitar o direito ambiental como direito econômico? Resposta: Filosoficamente não há uma separação material entre economia e ecologia . expressamente: ―que o controle e a fiscalização dessas atividades não se limita ao interesse regional deste ou daquele Estadomembro. A base do desenvolvimento das relações produtivas está na natureza. REsp 592682. de forma mais íntima. à União‖.

da Lei nº. como verdadeira base norteadora de uma política pública completa e eficaz. 2) Quando o desenvolvimento sustentável ganhou força? Resposta: Embora as relações entre preservação ambiental e desenvolvimento econômico já fossem tema central desde a década de 70. é possível aceitar o direito ambiental como direito econômico. I. Mas o conceito de meio ambiente compreende quatro espécies. no Relatório Nosso Futuro Comum e na Agenda 21. meio ambiente é o conjunto de fatores exteriores que agem de forma permanente sobre os seres vivos. ou físico. a proteção ambiental e o desenvolvimento econômico se encontram em nítida harmonia. todas tuteladas pela CRF: (i) Meio ambiente natural. 3º. rumo a possíveis soluções. química e biológica. influências e interações de ordem física. ―o meio ambiente pertence a uma daquelas categorias cujo conteúdo é mais facilmente intuído que definível. 165). aprovado pela comunidade internacional em 1992. Trata-se de um plano de ação a ser implementado nos diversos níveis de governo: do internacional ao local. A moldura do desenvolvimento sustentável hoje está nos princípios que constam das Declarações de Estocolmo e do Rio de Janeiro.No conceito de desenvolvimento sustentável. Só abrange o meio ambiente natural. primeira-ministra da Noruega). em virtude da riqueza e complexidade do que encerra‖. Segundo Édis MIlaré (2003. leis. constituído pelo solo. O conceito legal de meio ambiente encontra-se no art. p. aos quais os organismos devem se adaptar e com os quais têm de interagir para sobreviver. o ar atmosféri103 . que permite. também conhecido como Relatório Brundtland (homenagem à líder da comissão. o tema ganhou força e notoriedade com o Relatório Nosso Futuro Comum (1987). Neste sentido. abriga e rege a vida em todas as suas formas‖. 3) Qual o conceito de meio ambiente e qual as suas espécies? Resposta: Lato sensu.938/81: ―o conjunto de condições. mas foi o responsável pela sua popularização. A importância deste co-relacionamento reside no fato de possibilitar uma visão holística da questão ambiental e social. 6. Outro importante documento quanto ao tema foi a Agenda 21. a água. O Relatório não inventou o conceito de desenvolvimento sustentável. derrubando o senso vulgar de que ambos sejam ideais antagônicos. quando da Declaração de Estocolmo.

a flora. previsto no art. 27/06/2002). paisagístico. 4) Pode-se falar em meio ambiente cultural ser objeto de degradação? Qual o exemplo? Exemplo de meio ambiente cultural. 104 . sem preocupação com a sua preservação para as gerações vindouras. sendo o conjunto de fatores físicos. Tal princípio também é de ser aplicado no campo do direito ambiental. Aqui.: músicas. estão presentes e envolvem o local de trabalho da pessoa. Resposta: O meio ambiente cultural pode ser objeto de degradação. de maneira que a ética e boa-fé ganharam um novo dimensionamento. (ii) Meio ambiente artificial. focada na intenção do agente (ou ausência de má-fé). climáticos ou qualquer outro que interligados. 216 e 218). 200. arqueológico. arqueológicos. 2008). ou não. difere do anterior pelo sentido de valor especial que adquiriu ou de que se impregnou. degradação ambiental corresponde a impacto ambiental negativo (S NCHEZ. Deixou-se de se preocupar apenas com a eticidade subjetiva. literatura. (iv) Meio ambiente do trabalho. Resposta: O NCC adotou expressamente o princípio da eticidade. (iii) Meio ambiente cultural. discorra. conjuntos urbanos. constituído pelo espaço urbano construído. VIII. Pode-se citar como exemplo de degradação do meio ambiente cultural a destruição de sítios arqueológicos (REsp 115. Em outras palavras. a intenção do agente não tem grande importância prática para determinar sua responsabilidade. para dar especial enfoque à eticidade objetiva. paisagísticos. egoístico. impede que o meio ambiente seja utilizado exclusivamente para proveito próprio. j. criações artísticas (ex. científicos etc. Relacione tal princípio com a moral. De acordo com a LPNMA. turístico. 5) Princípio da Eticidade objetivo e subjetivo no direito ambiental. pela interação dos seres vivos e seu meio. A eticidade objetiva.co. 215.: arts. tecnológicas. Podem ser citados como meio ambiente cultural os elementos referentes à formação dos grupos nacionais de expressão. embora artificial. das posturas probas que se esperam do agente naquela situação. Em diversas passagens a CRF se preocupa com o meio ambiente cultural (ex. II). degradação ambiental é a ―alteração adversa das características do meio ambiente‖ (art. da CRF. que. enfim. integrado pelo patrimônio histórico. por exemplo. artístico. que ingressa no campo das práticas de lealdade. teatro). já que é objetiva. obras.599/RS. 3º.

Hoje se entende que o meio ambiente contém recursos finitos e que os danos que lhe são causados não possuem barreiras: as fronteiras geopolíticas não impedem que os efeitos da degradação sejam repercutam em todo o mundo. tais como os desenvolvidos fizeram. paisagísticos.: não ser desleal com ninguém. Apregoa-se a necessidade de haver uma conciliação entre os dois setores. 216 e 218). Em diversas passagens a CRF se preocupa com o meio ambiente cultural (ex. O desenvolvimento é uma pretensão legitima. teatro). certo é que o gênero é integrado também por outras espécies: artificial. os países em desenvolvimento adotavam o discurso de que teriam o direito de usar livremente os recursos ambientais. criações artísticas (ex. tecnológicas. mas deve ser galgada com o mínimo impacto ambiental possível. essa sempre foi uma pergunta recorrente. pela destruição de sítios arqueológicos (REsp 115. literatura.) que foi transformada em norma jurídica. conjuntos urbanos. 7) Quando se fala em meio ambiente. 8) Cabe MS coletivo para proteção do meio ambiente em juízo? Resposta: 105 . 215. Como conciliar desenvolvimento x meio ambiente? Resposta: Desde que o direito ambiental começou a ganhar força. ou seja. científicos etc. j. se entende também em meio ambiente cultural? Resposta: Muito embora os conceitos de meio ambiente positivados na legislação nacional só leve em consideração (ou dêem prevalência) ao meio ambiente natural. por exemplo. 6) Temos dentre os objetivos da CF a garantia desenvolvimento e um capítulo sobre meio ambiente. O meio ambiente cultural também pode ser degradado (= impacto ambiental negativo). Para alguns que trata-se de um preceito moral (ex. Inicialmente. arqueológicos. não quebrar legítima expectativa depositada etc. inclusive.Tem profunda relação com a moral. sempre pensando no direito destas e das futuras gerações a um meio ambiente equilibrado. até pelo menos alcançar o mesmo índice de desenvolvimento. obras.: músicas.: arts. uma ponderação de interesses. cultural e do trabalho Podem ser citados como meio ambiente cultural os elementos referentes à formação dos grupos nacionais de expressão. 27/06/2002).599/RS.

economicamente apropriados para a satisfação das necessidades humanas. o direito econômico. 10) O que significa a expressão direito ambiental como direito econômico? Como se denomina o equilíbrio? Resposta: Não se pode estudar e implementar o Direito Ambiental sem a consideração de seus aspectos econômicos. cabendo ao Poder Público avaliar a suficiência da conduta para configuração da obediência quanto à função. o MSC presta-se para a defesa de direitos coletivos stricto sensu e individuais homogêneos. Sendo assim. 9) A função social da propriedade pode ser considerada no que se refere à proteção ao meio ambiente? Então poderia se invocar na defesa da propriedade a função social no que se refere à proteção ambiental? Resposta: Analisando a CRF (182. Não há como considerar que uma propriedade cumpre função social se não há preservação do meio ambiente. a manutenção e a preservação dos recursos naturais que serão.016/09. É comum ouvir-se que se exige o cumprimento de uma ―função sócio-ambiental‖ da propriedade privada. inclusive com uma face voltada para o mercado de consumo . diante de atitudes ativas de proteção ambiental.o consumo sustentável. a lei não inclui dentre as possibilidades de objeto do MSC os direitos difusos. por parte do proprietário. percebe-se que a proteção ao meio ambiente está incluído dentro da exigência geral de cumprimento de uma função social por parte da propriedade privada. Findado nesta mesma doutrina é a Súmula 101 do STJ. Entende a doutrina que os autores do projeto de lei (Gilmar Mendes e Arnauld Duvald) filiaram-se à corrente doutrinária que entende que diante da indeterminação dos titulares do direito difuso. no sentido de que não cabe MS quando couber Ação Popular. 106 . Ou seja. não pode haver direito liquido e certo. em sua maioria. §2º e 186) e o CC (1228. justamente. bem como de suas implicações sociais. cujo meio ambiente é um dos seus mais evidentes exemplos. do mesmo modo. haja vista que ele disciplina e regula. de maneira sustentável. O direito ambiental abraçou a concepção de desenvolvimento sustentável como seu principio informador. Deve-se ressaltar a existência de entendimentos contrários.De acordo com a Lei 12. §1º). é perfeitamente possível se invocar o cumprimento de uma função social.

2010. p. como ocorre com as regras. a proteção ambiental e o desenvolvimento econômico se encontram em nítida harmonia. 47).No conceito de desenvolvimento sustentável. Os princípios são considerados verdadeiras normas (juntamente com as regras) e não simples diretrizes hermenêuticas. fale sobre princípios. especialmente naquilo que diz respeito a sua interação com o homem‖ (Trennephol. Resposta: Muito embora os conceitos de meio ambiente positivados na legislação nacional só leve em consideração (ou dêem prevalência) ao meio ambiente natural. certo é que o gênero é integrado também por outras espécies: artificial. Didaticamente o meio ambiente é dividido em partes para fins de estudo: natural.4. destaca-se que 107 . A CRF dá relevo a essa proteção nos arts. Os princípios possuem maior grau de abstração que as regras. em que cada princípio ceda no limite da necessidade. Por fim.: bibliotecas. Questões do TRF4 1) Conceitue direito ambiental. Ex. Resposta: ―O direito ambiental é a ciência que estuda os princípios e normas relativas ao meio ambiente. sem que seja possível haver a superação completa de um dos dois vetores no caso concreto. 1.10. Questões do TRF3 1. Além disso. O equilíbrio entre os dois princípios deve ser buscado por meio de um raciocínio de ponderação. 11) Pode-se falar em meio ambiente artificial? Exemplo.1. justamente. derrubando o senso vulgar de que ambos sejam ideais antagônicos.10.3. De acordo com Terence Trennepohl ―representa o direito ao bem-estar relacionado às cidades sustentáveis e aos objetivos da política urbana‖. instalações científicas etc. ―desenvolvimento sustentável‖. cultural e do trabalho. cultural. 182 e 183. em verdadeiro processo de juridicização. artificial e do trabalho. museus. O equilíbrio entre o direito econômico e o direito ambiental denomina-se. O meio ambiente artificial é constituído pelo espaço urbano construído.1. o conflito entre princípios é resolvido por um juízo de ponderação (não há conflito entre eles) e não pela aplicação da regra do tudo-ou-nada.

enquanto as regras são comandos definitivos. 03) O princípio da precaução equivale ao princípio da prevenção. do usuário-pagador. de um lado. 02) Indique os princípios do direito ambiental. da precaução. e ambientalismo social. democrático etc. do desenvolvimento sustentável. da prevenção. Resposta: Pode-se indicar como princípios: do direito humano fundamental. do usuário-pagador. No segundo caso. do poluidor-pagador.10. Como se pode conceituar o direito ambiental nesse contexto? Resposta: Há basicamente duas correntes doutrinárias que debatem a forma com que o meio ambiente e a economia devem se relacionar: (i) o chamado ambientalismo social ou socioambientalismo . do equilíbrio. do limite. No primeiro caso. do desenvolvimento sustentável. do poluidor-pagador. da responsabilidade. Resposta: 108 . por exemplo. da responsabilidade. o direito ambiental seria conceituado como o conjunto de regras e princípios que visam à preservação do meio ambiente. (ii) o preservacionismo ou movimento ambiental tradicional – dá maior prevalência aos bens ambientais. considerando. pelo simples interesse na manutenção dos bens ambientais.busca localizar o ser humano no centro do direito ambiental (corresponde ao comando do nosso legislador constitucional ao definir o principio da dignidade da pessoa humana como um dos princípios basilares de nosso ordenamento jurídico).5. Pode-se indicar como princípios do direito ambiental: do direito humano fundamental. o direito ambiental visaria à preservação do meio ambiente. da prevenção. Tende a seguir modelos de preservação ambiental importados de países desenvolvidos. do limite.princípios são mandamentos de otimização (Alexy). do equilíbrio.1. da precaução. que as populações tradicionais e os pobres de uma maneira geral são uma ameaça à conservação ambiental e que as unidades de conservação deveriam ser permanentemente deles protegidas. de outro. Questões do TRF5 01) Fala-se em preservacionismo (corrente doutrinária mais clássica). democrático etc. na condição de direito fundamental e essencial à sadia qualidade de vida das presentes e futuras gerações. 1.

05) Você entende que o Dir. em cada caso concreto. pois já há estudos científicos que atestam essa conseqüência por parte da atividade ou obra. Todavia. Considero que existem metodologias próprias e outras preocupações que não se encaixam na larga zona de intersecção. economicamente apropriados para a satisfação das necessidades humanas. justamente. bem como de suas implicações sociais.o consumo sustentável. Deve-se destacar que o direito ambiental abraçou a concepção de desenvolvimento sustentável como seu principio informador. do mesmo modo. 04) Em que medida pode se identificar a natureza econômica das normas de direito ambiental? Resposta: Não se pode estudar e implementar o Direito Ambiental sem a consideração de seus aspectos econômicos. não havendo certeza científica de que a obra ou atividade causará danos ao meio ambiente. vez que orienta as forças produtivas. Ambiental integra o Direito Econômico? Resposta: Na visão de Paulo de Bessa Antunes. Ou seja. em sua maioria. Consiste em evitar que medidas de proteção sejam adiadas em razão dessa incerteza que circunda os eventuais danos. imagino que seja possível defender a existência apenas de uma zona cinzenta entre as duas disciplinas independentes. por parte de atividade sabidamente danosa. a manutenção e a preservação dos recursos naturais que serão. 109 . Direito Ambiental é parte do Direito Econômico. inclusive com uma face voltada para o mercado de consumo . o direito econômico. Já o princípio da precaução. em decorrência de atividades potencialmente causadoras de impacto ambiental. visando à utilização racional dos recursos ambientais. Os estudos ou não existem ou não são conclusivos a esse respeito. incide sobre situações em que o dano é potencial. O princípio da prevenção atua no sentido de evitar os efeitos nocivos ao meio ambiente. o dano é certo. haja vista que ele disciplina e regula.Pode-se dizer que ambos os princípios visam a evitar danos ao meio ambiente.

mas também existem os princípios do Direito Natural.11. (d) Léon Duguit condenou o monismo. Miguel Reale criou a Teoria Tridimensional do Estado e do Direito. (b) O Estado não é a fonte única do Direito. mediante a aplicação de sua normas jurídicas. (e) Como só existe o Direito emanado do Estado. por meio do qual tem a prerrogativa de solucionar os conflitos (aplicar a lei ao caso concreto).1. Admitiu a pluralidade das fontes do Direito Positivo e demonstrou que as normas jurídicas têm sua origem no corpo social. Para a TEORIA DUAL STICA (PLURAL STICA): (a) Estado e Direito são duas realidades (modalidades) distintas.11. (c) quem dá vida ao direito é o Estado através da força coercitiva. A função do Estado é de positivar o Direito (traduzir em normas escritas os princípios que se afirmam na consciência social). Direito Internacional Público e Privado 1. não estatal. porém necessariamente interdependentes. 1. 110 . Com base nessa teoria.1.1. Resposta: Segundo a TEORIA MON STICA (ESTATISMO JUR DICO): (a) Estado e Direito confundem-se em uma só realidade. Personalidade Internacional. Também é indicado como uma das funções. (d) Desenvolveu Rodolf Von Ihering: ―regra jurídica sem coação é uma contradição em si‖ o fogo que não queima ou a luz que não ilumina. as normas de Direito costumeiro e as regras. segundo clássica tripartição de Montesquiau. o qual é um dos seus elementos de formação. 2) Em que consiste o direito de jurisdição de um Estado? Resposta: Trata-se do poder decorrente da soberania. O que provém do Estado é categoria especial do Direito = ao Direito Positivo. Estado e Território. ambos se confundem em uma só realidade. independentes e inconfundíveis. (c) O Direito é criação social. A jurisdição é uma das parcelas do poder soberano do Estado.1. as quais deverão ser respeitadas no espaço do seu território. (b) Só existe o direito estatal (não se podendo admitir qualquer regra jurídica fora do Estado). Ressalta-se a existência da TEORIA DO PARALELISMO para quem Estado e Direito são realidades distintas. Imunidade de Jurisdição.11. Questões do TRF1 1) Direito e Estado se confundem? Ou Direito é algo e Estado é outro algo? Teoria Dualista e Teoria Monista (Estado e Direito é um só ente).

em maio de 1824. Resposta: O princípio da não-intervenção é corolário da soberania. cível. tributária e trabalhista. A decisão baseou-se na evolução do instituto em âmbito internacional. especialmente em foro trabalhista. o agente diplomático. 399). onde foi proferido o clássico voto vista do então Ministro FRANCISCO REZEK. é possível? A China e algumas poucas potências têm posição peculiar que impedem tais medidas? Tem cadeira permanente no Conselho de Segurança. 518) e resolucão de situacões específicas. resta combatida a existência de uma imunidade supra legem do próprio Estado. para o efetivo cumprimento dos propósitos das Nacões Unidas (art. alcança a jurisdição penal. com base em uma antiga regra consuetudinária. na medida em que afastados da rotina puramente diplomática e/ou consular (os chamados atos de impérios que ainda se vêm protegidos pela imunidade). 111 . rejeitam a idéia de intervenção armada internacional. entendeu-se pela inexistência de suporte para a exclusão dos entes de direito público à jurisdição doméstica em casos que envolvam os atos de pura gestão. Por outro lado. por possuir relação jurídica com o próprio Estado de origem. tributaria e também a trabalhista? Resposta: A princípio. ambos com assentos permanentes no Conselho de Segurança e. goza do benefício da imunidade de jurisdição penal. portanto. Mas existem exceções: exercício da legítima defesa (art. com direito de veto. As decisões do Supremo Tribunal Federal eram no sentido de reconhecer a imunidade absoluta do Estado.3) Como esta jurisdição de certa forma é até uma manifestação de soberania o que o senhor me diz a respeito de intervenção internacional em Estado para proteção dos direito humanos. 5) Qual foi o primeiro Estado a reconhecer o Brasil como nação independente de Portugal? Resposta: Foram os Estados Unidos da América. foi revista a partir de decisão proferida por aquela Corte no famigerado caso "Genny". no caso brasileiro. abandonados que são das normas das Convenções Internacionais. Com a Carta da ONU. pois incentivavam a independência de todas as colônias da America. cível. Tanto a China como a Rússia. entretanto. Essa tese. Dentre estes está a violação aos Direitos Humanos. salvo renúncia. apesar de não prevista nos Tratados e Convenções. 4) Existe a imunidade de jurisdição que os países concedem um ao outro. passou a ser vedado o uso da força (o que é mais abangente que ―Guerra‖). Com efeito. mediante autorização do Conselho de Segurança.

numa só esfera de poder público. de não ser submetido ao poder jurisdicional de outro Estado.1. e os representantes de seus tribunais gozavam de imuni112 . portanto. onde os mensageiros. que tinham o papel de embaixadores naquela época. em razão de sua soberania. Resposta: A imunidade de jurisdição é o direito reconhecido a cada Estado. São esses elementos que permitem o exercício das prerrogativas estatais e lhe conferem soberania.11. 7) Como se dá a formação do Estado? Quais os elementos? Resposta: O Estado se forma a partir do momento em que se reúnem seus TRÊS elementos: território.6) Qual a diferença entre Estado Simples e Estado Composto? Resposta: Trata-se de classificação quanto à forma de Estado. Os Estados compostos são uniões de Estados (dois ou mais). Questões do TRF2 1) Imunidade de Jurisdição. Entende-se que a partir do momento em que esses elementos são reunidos. Atos de Império e atos de gestão. apenas existe a autoridade nacional como única fonte de Direito. Ex. 1. Histórico. o que não significa que não haja um Estado soberano e independente. A primeira ideia de imunidade de jurisdição tem origem na Antiguidade Clássica. O Estado simples ou unitário é a forma de Estado em que. confederação. com duas ou mais fontes de elaboração do Direito e igual número de esferas de poder público. comunidade humana assentada em tal área e governo independente (não subordinado a qualquer poder externo). Estado Federal.2. Tal reconhecimento não tem efeito constitutivo. união real. ainda que dividido administrativamente. Na Idade Média. os privilégios eram concedidos de acordo com a classe social a que pertenciam. Pode acontecer de algum Estado não reconhecer o governo ou os ocupantes do poder de outro Estado. eram enviados para negociar em outras terras em nome do soberano e protegidos pelo Deus Hermes. que se formam por motivos diversos. fusão. A Igreja tinha imunidade irrestrita e absoluta. não se faz necessário que haja o reconhecimento da qualidade de Estado por parte das outras nações soberanas.: união pessoal. para um todo político e homogêneo.

tributaria e inviolabilidade pessoal. sendo impraticável. por conseguinte. têm proteção? Resposta: Os funcionário nacionais do Estado acreditado não precisam da proteção das imunidades. em regra. 5º. passíveis. a partir de 2009. residencial. Quanto aos demais funcionários. que eram considerados como pessoas acima de tudo e de todos. e não podiam ser submetidos à jurisdição comum No século XX. No campo 113 . com a evolução econômica.784/1950. nacionais do Estado acreditante. no exercício de suas atividades negociais. (…) Isso representaria. Relator Ministro Caputo Bastos. cite-se. cível. no que pertine aos atos de gestão. § 2º.‖ 3) E os funcionários do Estado estrangeiro. Na época dos Estados absolutistas. tradicionalmente aplicável aos Estados estrangeiros. a imunidade de jurisdição. os organismos internacionais permanecem. é preciso diferenciar. soberano. p. portanto. das comunicações e sobre arquivos e documentos (exceto quanto à bagagem). portanto. de análise perante o Judiciário alheio. não podem os organismos ter a sua imunidade de jurisdição relativizada[inclusive em ações trabalhistas]. porque amparada em norma de cunho internacional. os atos de império são aqueles praticados pelo Estado investido em seu poder de império.dade absoluta porque julgavam pelas leis divinas. da CF/88). tem prevalecido o entendimento adotado por alguns do TST (aguarda-se decisão do STF sobre o assunto). detentores do privilégio da imunidade absoluta. enquanto que os atos de gestão são aqueles praticados pelo Estado em condições similares a um particular. (…) Não têm. (…). em última análise. também conhecida como "Convenção de Londres". Em relação a eles. sua submissão ao poder Judiciário de outro Estado. ratificada pelo Brasil por meio do Decreto nº 27. 315).9. encontra-se plenamente assegurada na Convenção sobre Privilégios e Imunidades das Nações Unidas. 2) Qual a normativa brasileira em relação às organizações internacionais? Resposta: Embora haja divergência jurisprudencial. os embaixadores eram mensageiros dos reis. a sua imunidade de jurisdição pautada pela regra costumeira internacional. o processo nº TST-E-ED-RR-900/2004-019-10-00. salvo se objeto de renúncia expressa. a quebra de um pacto internacional. (…) Assim. Por todos. Missão diplomática: (i) o pessoal administrativo e técnico da missão goza de imunidades: penal. segue-se a regra de que a imunidade de jurisdição rege-se pelo que se encontra efetivamente avençado nos referidos tratados de sede. Data de Julgamento 03/09/2009: ―Diferentemente dos Estados estrangeiros. Na lição de Franco Filho (1998. do veículo. cuja inviolabilidade encontra-se constitucionalmente assegurada (art. percebe-se uma limitação da imunidade de jurisdição absoluta. No caso específico da ONU.

ou para lá exportar). de interesses privados (interesses dos compatriotas. isto é. de 1961 e a Convencão de Viena. 114 . seguindo a licão de REZEK. no Estado em que se encontra. aquele país. todavia. estabelecendo. que o motivo de se ter concluído por duas convencões leva em conta o fato de o diplomata representar o Estado de origem sujeito a soberania local. ou seja. por exemplo. Observo. bem como em relacão ao trato bilateral dos assuntos de Estado. oficiais. (ii) o pessoal de serviço gozará apenas de imunidades quanto aos atos praticados no exercício das funções e isenção de impostos e taxas sobre os salários que perceberem (lembrando: desde que não sejam nacionais do Estado acreditado). de lá exportar bens. os praticados no exercício das funções consulares. quanto à imunidade de jurisdição penal local. autoriza a instauração de procedimentos penais contra funcionários consulares (artigo 41). Já decidiu o STF que pode o Cônsul ser preso em caso de crime grave. de 1963. 4) Por que duas convenções internacionais. diretrizes com a finalidade de que não sejam prejudicadas as suas funções consulares. sobre as Relacões Consulares. ambas ratificadas pelo Brasil. porém de maneira mais restrita.cível a imunidade abrange apenas os atos relacionados ao exercício da função. Somente podem ser detidos em caso de crime grave e com ordem judicial da autoridade competente. portanto. Assim. o cônsul só goza dessa garantia durante o exercício profissional e em relação aos atos decorrentes da sua função. Pode-se dizer. 5) Há diferença de imunidade penal de diplomata e cônsul? Resposta: Todas as garantias e privilégios que os diplomatas possuem os cônsules de carreira também têm. mediante ordem da autoridade competente ou a partir de sentença condenatória transitada em julgado. Funcionários consulares: gozam de inviolabilidade física e imunidade processual penal ou cível apenas no que se refere aos atos de ofício. que ali se encontrem em qualquer título e os de elementos locais que tencionem visitar. uma para representação consular e outra para relações diplomáticas? Resposta: O tema relativo aos privilégios e imunidades concernentes às relacões diplomáticas e consulares foi tratado por duas convencões: a Convencão de Viena sobre as Relacões Diplomáticas. A Convenção de Viena de 1963. por exemplo. que possui uma imunidade penal relativa em relação à imunidade dos diplomatas. ao passo que o consul representa o Estado de origem para o fim de cuidar.

de 1985. diante da imunidade de jurisdição. sobre algumas imunidades do Estado. não se estendendo à família. Na ocasião. Como referencia à ação de investigação de paternidade proposta em face de diplomata. em relação aos atos de gestão. respectivamente. encontrei o acórdão do STF no RE nº 104262 (Rel.HC 81158/RJ. em que o Tribunal não conheceu do recurso por falta de prequestionamento. na Barra. apenas. o processo deve ser conduzido com as deferências devidas ao agente e de maneira a pouco perturbar as funções consulares. a sentença e o acórdão recorrido não haviam conhecido do pedido. a decisão não atinge os regimes das imunidades dos Diplomatas e Cônsules. Isso alterou a interpretação das convenções internacionais anteriormente assinadas? (O caso era de reconhecimento de paternidade de diplomata) Resposta: Foi a partir de 89 que o STF alterou o seu entendimento acerca da natureza da imunidade de jurisdição dos Estados estrangeiros: de absoluta. o que não afasta a possibilidade de haver renúncia à imunidade por parte do Estado acreditado ou de ser o diplomata processado em seu país de origem. No acórdão. regidos pelas Convenções de Viena de 1961 e 1963. Min. aplica-se aos impostos diretos. o STF reafirma considerar a imunidade de jurisdição do diplomata absoluto. Tal imunidade. então. A doutrina e a jurisprudência entendem que o laudêmio não tem natureza tributária. Rafael Mayer). a qual foi alegada pelo Embaixador da Colômbia. De toda forma. Após pesquisa. 115 . ressalvadas a exceções trazidas pela própria Convenção de Viena. O imóvel é foreiro. Pode a União cobrar o laudêmio? Resposta: Aos Estados estrangeiros é reconhecida imunidade tributária. 7) O consulado americano compra terreno para colocar sua representação. para relativa. no que se refere às sedes de suas representações oficiais no Estado acreditado. caso emblemático. 6) A partir de 89. Todavia. a princípio está abrangida pela imunidade de jurisdição civil. em processo de investigação de paternidade em face de diplomata. mas de mera compensação paga pelo proprietário do domínio útil. Em relação aos cônsules honorários é importante que se diga que as imunidades são restritas aos atos relacionados ao exercício das suas funções. pela sua transferência onerosa.

Mas. Discorra. deve o juiz. (ii) causas sucessórias a título pessoal. a obrigação de pagar é do alienante. ao receber a petição inicial em que se formula pedido de reparação em face de agente que goze de imunidade. 10) Imunidade do diplomata para as ações de responsabilidade civil. o imóvel residencial. ainda que particular. Sendo assim. Lembrando que. para que ele exerça o direito à imunidade (ou a ela renuncie). é abrangido pela imunidade tributária. portanto. ainda assim. 116 . o diplomata tem imunidade de jurisdição civil. (v) tributos incidentes sobre rendimentos privados auferidos do Estado acreditado. A prática demonstra que em casos de abuso por parte do diplomata. que não o residencial. (iii) tributos indiretos. com exceção do residencial. o município pode cobrar IPTU de imóveis daqueles Estados? Resposta: Tanto no STF como no STJ é pacífico que Estados Estrangeiros gozam de imunidade tributária. não pode ser contra ele proposta uma ação de responsabilidade civil. pode a União cobrar laudêmio pela transferência do imóvel em questão. Segundo jurisprudência que se formou no Brasil. não podendo dele ser cobrado IPTU (tributo direto).Assim. de maneira que pode ser por ele renunciada. o diplomata deve respeitar as leis e regulamentos do Estado acreditado. referentes a investimentos em empresas no Estado acreditado. 9) No caso de Estado estrangeiro. segundo a mesma Convenção. salvo estipulação contratual em contrario. comunicar o Estado estrangeiro. a princípio. a imunidade é conferida em favor do Estado acreditante (e não da pessoa do diplomata). (caso da indenização do embaixador que bateu com o carro) Resposta: Segundo a Convenção de Viena de 1961. (vi) impostos sobre o capital. 8) Se o diplomata compra imóvel para morar e recebe IPTU. a imunidade tributaria do diplomata não abrange os imóveis particulares do diplomata. (iv) tarifas de serviço público. ele pode ser cobrado? Resposta: De acordo com Paulo Henrique Gonçalves Portela. A princípio. Ou seja. São exceções à imunidade tributária: (i) ações que envolvem imóvel particular do diplomata. Ademais. não pode o Município cobrar IPTU sobre os imóveis pertencentes a Estados estrangeiros.

com arrimo doutrinário. também as ações de responsabilidade civil são consideradas como decorrentes de atos de gestão. haja vista a imunidade tributária de que goza os Estados estrangeiros. porém. seguindo a linha da jurisprudência que se formou no âmbito do STF. no que pertine aos atos de gestão (decorrentes da pratica de aos privados e comerciais). são excluídas da esfera da imunidade de jurisdição do Estado estrangeiro. Questões do TRF5 01) Se o presidente descumprir uma convenção internacional.11. em função da relativização da imunidade no que tange a atos de gestão. 1. Não se deve esquecer. poderia ser o Estado condenado.1.5. podendo este ser processado e condenado a arcar com a indenização correlata.1.11.1. Questões do TRF3 1) A imunidade de Estado estrangeiro à jurisdição brasileira é absoluta? E em um caso de indenização por acidente automobilístico? Resposta: Segundo evolução acerca do tema imunidade dos Estados estrangeiros. Questões do TRF4 1. Nada impede. 1. que ainda prevalece o entendimento de que a imunidade de execução é absoluta. que seja proposta ação no Estado de origem do diplomata.3. Note-se que se a ação fosse contra o Estado estrangeiro (não contra o diplomata). entende-se que possuem imunidade absoluta em relação aos atos de império (decorrentes do exercício da soberania) e relativa. 11) IPTU de consulados.4. permitindo o processamento. no que pertine aos tributos indiretos. Como tal. Nada obsta que o Estado estrangeiro a ela renuncie.o Estado de origem renuncia à imunidade. Assim como as obrigações trabalhistas. em relação às sedes de suas representações.11. porém. mesmo em condenações que decorram de atos de gestão. qual o tipo de repressão que o Brasil pode sofrer? 117 . é possível? Resposta: Não é possível.

envio de tropas da ONU e até intervenção militar. veementemente. precisaram da participação da União. pois o direito de convenção dos Estados está ligado à soberania. A Constituição de 1891 previa expressamente essa possibilidade. De toda forma. 118 . quebra de ralação diplomática. Mas é preciso acrescentar à relação outro sujeitos de direito internacional que também ostentam essa prerrogativa: Santa Sé. Destaque-se que os aos celebrados pelos Estados-membros com o BIRD ou Banco Mundial. com expulsão de diplomatas do país. Atualmente. Mas não é normal. é teoricamente possível que uma unidade federada possa receber tal indicação (ex. podem ser citadas: retaliações comerciais.: Alemanha e Suíça). Em caráter excepcional. pois dependem de o Brasil fazer parte da entidade e de celebrar um acordo de garantia. por exemplo. essa é uma tarefa difícil. compete à União concluir tratados (22. através de órgãos aos quais atribuem competência para tal. mas contratos. Deve-se destacar. Inicialmente. atributo do qual não são dotadas. aplicam-se os mecanismos de sanção do ordenamento interno. tratados. não são tratados. 03) Unidades federadas não dotadas de soberania podem firmar tratados? Resposta: Sim.Resposta: Diante da inexistência de órgãos internacionais centrais encarregados da tarefa de aplicação de sanções pela violação de normas internacionais. ainda assim. pactos? Resposta: Tradicionalmente. reparações financeiras. os indivíduos. Quando as normas internacionais forem aplicáveis internamente. também as unidades subnacionais podem fazê-lo. I da CRF). 02) Quais os entes que estão legitimados a celebrar convenções. como cabe ao Estado definir órgãos e autoridades encarregados de representá-los nas relações internacionais. apenas os Estados e as Organizações Internacionais podem celebrar tratados. em caráter excepcional. o que inclui a celebração de tratados. beligerantes e blocos regionais. as empresas e as ONG‘s não têm capacidade para celebração de tratados. E. que embora possa se entender que possuem personalidade de direito internacional. nas situações permitidas pelas normas internacionais.

portanto.1.1.12. Fato Social – Conceito. que necessita de coisas e de outras pessoas para alcançar a sua plenitude.1. Acho que a questão não trata de ―fato social‖. 1.2. Questões do TRF2 119 . Questões do TRF1 1) Qual a teoria predominante em relação à natureza e a sociabilidade.1.: não tenho certeza se era isso que o examinador queria. Sociologia do Direito 1. estando mal inserida. 2) Como Durkheim conceitua o fato social? Resposta: 3) Qual a perspectiva de direito e comunicação social? Resposta: 4) Qual a diferença de fato social e fato biológico? Resposta: 1. Obs. porque o homem é um ser naturalmente carente. o que é o algo social e o algo natural? Resposta: Aristóteles fundamenta a tese que ―o homem é um animal social‖ dizendo que a união entre os homens é natural. A sociabilidade faz parte da natureza do homem.12. Procurei muito.12. Algo social pode ser entendido como o decorrente das relações entre os indivíduos.12.1. mas não encontrei. E algo natural como o que existe independentemente da participação do homem ou da sua interação com outros semelhantes.

13. Questões do TRF4 1. o Direito. O Justo e o Direito 1. levando-se em conta a norma e associando a esta aluns contextos fáticos e axiológicos.1. Questões do TRF1 1) O que é o Direito? Trace um parâmetro entre o conceito tridimensional de Miguel Reale de norma. pelo simples fato de ser positivo. Resposta: Para Kelsen.12. O principio metodológico fundamental da sua obra Teoria Pura do Direito. se limitando a decidir de acordo com o direito vigente. A teoria desenvolvida por Miguel Reale contrapõe a concepção de Kelsen em reconhecer o Direito como um sistema de normas.13.1.13.1. Questões do TRF1 DESSE PONTO EM DIANTE: RESPOSTAS ELABORADAS POR DIEGO LEONARDO ANDRADE DE OLIVEIRA 1. Questões do TRF5 1.4. Para Miguel Reale não há como compreender o Direito sem levar em conta os fatos e os valores.12.1.1. Questões do TRF3 1.1.12. mas enquanto não for revogada.13.1.5. comparando-a com a posição de Kelsen para quem o direito é puramente norma. valor e fato.1. Dentro desta sistemática que é concebida a sua teoria tridimensional. o direito deveria ser entendido como norma. Os juízes devem assumir uma postura de neutralidade. a lei pode ser injusta e opressiva. é libertar a ciência jurídica de todos os elementos que não lhe são próprios.1.3. Para a teria pós120 . a política e a moral. a sociologia. deve ser obedecido incondicionalmente. Filosofia do Direito 1. estando livre de qualquer concepção social ou valorativa. Deste modo. 2) Pode haver um direito injusto? Resposta: Segundo a teoria positivista. O estudioso caminha para especificar uma ciência que não se confunda com a psicologia. obriga e se impõe a todos.

A sociedade não é dissociada do indivíduo. 1º da CF são normas jurídicas (valores positivados). auxiliando na interpretação da Constituição. a imprensa. os fins visados pela Constituição. o progresso. as mudanças. São direitos prestacionais ou direitos a uma prestação. Trata-se apenas de uma diretriz hermenêutica. o senhor saberia me distinguir? Resposta: O preâmbulo não se situa no domínio do direito. São direitos coletivos basicamente (idoso. Isto é. As normas são de eficácia limitada programáticas. mas domínio da política ou da história. logo. 3) Comprometida com a ordem interna nacional. pois necessitam da prestação do Estado. 1º da CF/88? O art. é o homem pretende-se.positivista. a individualidade. direito extremamente injusto não poderia ser considerado direito. Os direitos de 2ª Geração buscam realizar a igualdade material. direitos sociais e individuais. 1º faz parte do comando positivado do ordenamento? O preâmbulo é a pretensão institucional. 2) Prosseguindo. Ademais não pode ser utilizado como parâmetro para o controle de constitucionalidade. Têm menor eficácia e efetividade que os direitos de 1ª geração. embora as individualidades restem diluídas em meio à massificação das ideias e dos pensamentos. o senhor sabe distinguir o preâmbulo dos princípios fundamentais do art. A sociedade é dissociada do indivíduo? Resposta: Os direitos de 1ª Geração buscam garantir a liberdade do indivíduo diante do arbítrio estatal. criança etc. Os direitos sociais são direitos dos indivíduos integrantes do grupo. Os direitos sociais exigem uma prestação do Estado.). já entramos na parte da positivação. o senhor poderia falar um pouco sobre isso? Estes direitos sociais também são direito do indivíduo. estes princípios. esta pretensão se cria. pois. tanto no momento de reconhecimento de sua validade como no momento de sua aplicação. é capaz de propor alterações a esse mesmo meio. portanto. o desenvolvimento da sociedade têm por embrião o pensamento inovador individual. São direitos que exigem uma abstenção do Estado. direitos negativos. segundo a classificação de Jellinek. par que esta pretensão se torne factível. pois consagra valores supremos da sociedade. ao mesmo tempo em que é condicionada pelo meio social. Os princípios fundamentais do art. que se sobrepõe à questão do princípio e regra. são. pertencendo ao domínio do Direito. As garantias de 2ª geração surgiram como garantias institucionais: protegem a família. Servem de parâmetro para o controle de 121 . o funcionário público. Possuem caráter positivo. esta dicotomia. Os direitos individuais são direitos de defesa (direitos civis) e de participação (direitos políticos). São estabelecidos por normas de eficácia plena e de eficácia contida. o direito depende da moral. e os princípio fundamentais.

aos valores morais e estéticos. a filosofia se distingue da mitologia e da religião por sua ênfase em argumentos racionais. São aplicados por ponderação. É a lógica do mais ou menos. e logos = estudo de). ao conhecimento. a análise conceptual. ciência refere-se a qualquer conhecimento ou prática sistemáticos. estão a argumentação lógica. ou seja. reciclagem. ciência. nas realizações práticas e nas produções industriais e econômicas. Em sentido amplo. as experiências de pensamento e outros métodos a priori.constitucinalidade. Segundo Ronald Dworkin. diferencia-se das pesquisas científicas por geralmente não recorrer a procedimentos empíricos em suas investigações. 4) Qual a diferença entre Filosofia. A técnica refere-se às aplicações da ciência. geralmente oriundos de inovações empíricas. As regras são ―mandamentos de definição‖. Entre as principais questões debatidas pela epistemologia destacam-se: O que é o conhecimento? Como obtemos conhecimento? Como defender os nossos modos de conhecer das investidas do ceticismo? 122 . A técnica cobre assim o conjunto dos métodos de fabrico. obedecendo à formula do tudo ou nada (ou são ou não são aplicadas). Ciência e Técnica? Resposta: Filosofia é o estudo de problemas fundamentais relacionados à existência. está lá para transformá-lo. também chamada de teoria do conhecimento. São. à verdade. Entre seus métodos. ou seja. normas que ordenam que algo seja cumprido na maior medida possível. aplicadas por subsunção. via de regra. as regras impõem resultados. Os princípios são ―mandamentos de otimização‖. de manutenção. de gestão. por outro lado. 5) O que é epistemologia? Resposta: Epistemologia (do grego episteme = conhecimento. do conhecimento científico ou teórico. à mente e à linguagem. Em sentido estrito. ciência refere-se ao sistema de adquirir conhecimento baseado no método científico bem como ao corpo organizado de conhecimento conseguido através de tais pesquisas. a sua vocação é prática e não teórica. que utilizam métodos procedentes de conhecimentos científicos ou simplesmente métodos ditados pela prática de certos ofícios. é o ramo da filosofia que trata da natureza. a técnica não tem por vocação interpretar o mundo. de acordo com as possibilidades fáticas e jurídicas existentes (Robert Alexy). e de eliminação dos desperdícios. das origens e da validade do conhecimento. normas que ordenam que algo seja cumprido na medida exata de suas prescrições. Ao abordar esses problemas. Contrariamente à ciência.

podemos afirma que não é possível a realização de justiça sem defesa. A defesa técnica no Processo Penal é irrenunciável. no processo penal. Segundo Aristóteles. No processo penal. 133 do CPP – indispensabilidade. o conjunto de órgãos e funções que compõem o Poder Judiciário. Segundo a súmula 523 do STF.13. É a faculdade de julgar segundo o que prescreve a lei. o direito e a razão. Diferente do que ocorre no processo civil. também. a falta da defesa constitui nulidade absoluta. Nesse diapasão. 7) O que é justiça? Resposta: A principal definição da palavra Justiça é: a virtude de dar a cada um aquilo que lhe é merecido ou que é seu por direito legal (direito definido nas leis do país).13.4. 1. legalidade e igualdade. Assim. 133 do CPP). aquilo que se faz de acordo com o direito.2.1. o conjunto de magistrados judiciais e pessoas que servem junto deles.6) Art. Questões do TRF3 1.1.3. Isso inclui todo o pessoal dum tribunal e o próprio Poder Judiciário. ao mesmo tempo. sendo inviável condenação de réu revel. É imparcialidade na interpretação do ordenamento jurídico. justo é tanto aquele que cumpre a lei (justiça em sentido estrito) quanto aquele que realiza a igualdade (justiça em sentido universal). ―no processo penal.13. isto é. em Direito. Questões do TRF4 123 . exige-se a defesa técnica.1. o termo justiça denota. É o termo que designa. onde prevalece o valor segurança jurídica sobre a justiça (admite-se condenação de réu revel). mas a sua deficiência só o anulará se houver prova de prejuízo para o réu‖. Justiça é. Questões do TRF2 1. O que é a defesa no processo penal? É possível a realização da justiça sem defesa? Resposta: (não entendi a referência ao art. Justiça também é a faculdade de julgar segundo o direito e a melhor consciência. O contraditório é essencial para que se alcance a justa composição da lide. No Brasil. defesa consiste em direito subjetivo inafastável do réu de opor-se ao direito de ação.

apresentando as seguintes características: inicial (funda o ordenamento jurídico). Poder Constituinte Originário e Poder Constituinte Derivado 2.1. não se sujeita a formas prefixadas para operar. e autônomo. 3) Qual seria a diferença básica entre emenda e revisão? Resposta: Emenda e revisão são espécies do gênero reforma constitucional. Por sua vez.1. limitado e condicionado. Questões do TRF1 1) Qual a diferença entre Poder Constituinte e Poder Constituído? Resposta: O Poder Constituído sempre será um poder jurídico. incondicionado.1. Trata-se de um poder de direito. por isso mesmo de um poder permanente. entretanto. ―o poder constituinte originário não se esgota quando edita uma Constituição.1. Trata-se. atemporal. uma das espécies do Poder Constituinte. o originário.1. limitado e subordinado às disposições estabelecidas pelo Poder Constituinte Originário. como também é incondicionado.1. o poder constituinte derivado é condicionado.1. poder de fato. não costuma fazer-se ouvir a todo momento. consiste em poder político. pois está pronto para ser acionado a qualquer momento‖.13. As demais espécies de poder constituinte são poderes instituído (reformador e decorrente). Questões do TRF5 2. 2) Depois da realização. uma das características do poder constituinte originário é a latência: ―é um poder latente. instituído.1. da criação da CF. Por ser um poder jurídico. O poder constituinte originário. contínuo. A emenda é recurso utilizado para realizar modificações em pontos específicos e localizados do texto mai124 . portanto. Ponto 02 2. e.5. Ele subsiste fora da Constituição e está apto para se manifestar a qualquer momento. Direito Constitucional 2. até porque não haveria segurança das relações se assim fosse‖. Segundo Uadi Lâmmego Bulos. o Poder Constituinte Originário se esgota ou ele permanece? O que impede o Poder Constituinte Derivado de não poder violar as cláusulas pétreas? Resposta: Segundo Gilmar Medes.

§ 2º. há diferenças quanto ao exercício do poder de reforme e do poder de revisão. 6) O que seria um Poder Constituinte Difuso? Resposta: O poder constituinte difuso é um poder de fato responsável pelas mutações constitucionais. pelo voto da maioria absoluta dos membros do Congresso Nacional. em sessão unicameral (art. Doutrinariamente. Nessa hipótese. A revisão constitucional será realizada após cinco anos. um conjunto de pessoas. geralmente por meio de acordo. seria o reconhecimento. 4) Dê um exemplo de um processo consensual de transição fora da hipótese de revolução.or. considerando-se aprovada se obtiver. Na revolução. três quintos dos votos dos respectivos membros (art. daí se rebelam contra a ideia de Direito prevalecente. 1946 e 1988 advieram de assembleias constituintes. implantando uma nova ordem jurídica. descontentes com o sistema. Dentro do processo consensual de transição. 1934. contados da promulgação da Constituição. um processo não traumático? Resposta: Uma exemplo de processo consensual de transição fora das hipóteses de revolução ocorre por meio de uma assembleia ou convenção constituinte. os representantes eleitos pelo povo elaboram a constituição. 60. conclui que as vias normais de elaboração e reforma das constituições não funcionam. exercitam o poder constituinte originário. dentro do processo consensual de transição? Resposta: Descolonização é o nome genérico dado ao processo pelo qual uma ou várias colônias adquirem ou recuperam a sua independência. Emenda é reforma de menor extensão. a Constituição poderá ser modificada por meio de processo formal ou informal. A revisão constitucional é recurso que objetiva mudar a constituição amplamente. Revisão equivale a reforma de maior amplitude. Exemplos: constituições brasileiras de 1891. em ambos. da independência e soberania da colônia. São tipos de modificação formal a emenda e a revisão constitucio125 . da CF). A emenda será discutida e votada em cada Casa do Congresso Nacional. Na CF/88. por parte da metrópole. e. em dois turnos. 5) O que seria o processo de descolonização. já a constituição norte-americana de 1787 foi elaborada por uma convenção constituinte. pela força. que passaria a dispor do poder constituinte originário para fundação do seu próprio ordenamento jurídico. 3º do ADCT).

como ele se materializa? Resposta: (embora minha resposta seja óbvia. é possível a materialização do poder constituinte por meio de tratados internacionais sobre direitos humanos aprovados. 52. o poder constituinte difuso encontra-se limitado pelo próprio texto constitucional. Questões do TRF2 1) Quais as características de poder constituinte originário e derivado? Resposta: Características essenciais do poder constituinte originário: (a) Inicial: ele dá início ao ordenamento jurídico (não existe outro poder antes ou acima dele). Exemplo: defendendo a abstrativização do controle concreto de constitucionalidade. seja elas originárias ou fruto de emendas constitucionais. Para o Ministro.1. é independente. é soberano. da CF. a função do Senado seria apenas a de dar publicidade à decisão do STF.. por três quintos dos votos dos respectivos membros. Ocorre que o texto da CF/88 é claro ao atribuir ao Senado a função de suspender a execução de lei declarada inconstitucional pelo STF no controle concreto. a minha interpretação não permitiu imaginar outra coisa). Destarte.2. X. (c) Incondicionado: não se submete a qualquer tipo de condição (a assembleia constituinte decidirá qual será o procedimento a ser adotado). não pode o intérprete conferir significado à norma constitucional que não seja abrangida pelo seu texto. 2. qual será o conteúdo da Constituição. 7) Até aonde pode ir este poder difuso de mutação constitucional? Resposta: Como a mutação constitucional ocorre com a mudança da interpretação da constituição. pois está pronto para ser acionado a qualquer momento. mas a mudança da interpretação de um dispositivo constitucional. Características do poder constituinte derivado: (a) Secundariedade: não existe 126 . em dois turnos. (d) Latente: atemporal. No Brasil. Já o processo informal evidencia-se na mutação constitucional. O poder constituinte se materializa em normas formalmente constitucionais.1.nal. (b) Autônomo: tem autonomia para decidir qual ideia de direito irá prevalecer. (e) Ilimitado: é ilimitado juridicamente (autônomo + incondicionado). 8) Quais os veículos materiais do Poder Constituinte. em cada Casa do Congresso Nacional. Gilmar Mendes propôs a mutação constitucional do art. contínuo. Mutação Constitucional não é a mudança do texto constitucional.

institucionais e substanciais. haja vista provirem de imperativos éticos superiores. Quanto ao poder constituinte derivado. (b) materiais: são as cláusulas pétreas. Limites transcendentes prendem-se aos direitos fundamentais. A doutrina classifica esses limites em: ideológicos. Classificam-se as limitações do poder constituinte decorrente em três princípios: (a) princípios constitucionais sensíveis: art. 75 e 93. VII. do ângulo filosófico. 4) Admite-se limitação implícita? 127 . eis que representam responsabilidades e obrigações assumidas pelo Estado no plano externo. Já os limites heterônomos condicionam o exercício do poder constituinte às normas de Direito Internacional. (b) Subordinação: haure sua força na obra do poder constituinte originário. limites ao seu exercício. Portanto. (c) Condicionado e limitado: deve observar os limites previstos. (c) circunstanciais: a CF não pode ser emendada em estado de defesa. (d) temporais: a constituição não pode ser emendada durante certo prazo (não existe no Brasil). a DUDH. além das limitações jurídicas impostas pelo poder originário. da CF. na constituição. (b) princípios constitucionais extensíveis: tratam-se de normas de organização da União que se estendem aos Estados (ex.por si só. seja por declarar regras costumeiras de Direito Internacional de natureza imperativa (jus cogens). intrinsecamente ligados à dignidade humana. sociológico. também se submete às barreiras extrajurídicas acima referidas. (e) implícitas: as normas que fixam o procedimento e estabelecem quais são as cláusulas pétreas não podem ser reformadas (vedação da dupla revisão). transcendentes e heterônomos. V). por sua vez. são subdivididos em imanentes. é certo que encontra. religioso e político. (c) princípios constitucionais estabelecidos: funcionam como balizas reguladoras da capacidade de auto-organização dos Estados. pois é necessário que exista uma constituição para prevê-lo.: arts. representa uma forma de limitação extrajurídica ao poder constituinte. embora seja um poder ilimitado juridicamente. Os limites substanciais. 2) A Declaração Universal dos Direitos do Homem seria uma forma de limitação? Resposta: Com relação ao poder constituinte originário. seja por elencar direitos fundamentais. 34. em estado de sítio e durante intervenção federal. econômico. 3) Quais os tipos de limitação na CF? Quais as limitações ao Poder Constituinte Derivado? Resposta: As limitações ao poder constituinte derivado reformador são: (a) formais: ligam-se ao procedimento e legitimidade. explícita e implicitamente. 28. segundo a doutrina.

mesmo que compatíveis com a nova constituição. ainda assim serão recepcionadas com o status normativo prescrito pelo novo texto constitucional. 128 . Prevalece na doutrina que as normas da constituição anterior. opera o fenômeno da recepção. da CF. assinados em Nova York. continuam em vigor. 5º. Resposta: Na superveniência de uma nova constituição. 5) Há algum tratado de direitos humanos que já foi incorporado após a EC nº 45 pelo quórum de emenda? Resposta: A Convenção Internacional sobre os Direitos das Pessoas com Deficiência e seu Protocolo Facultativo. foi incorporada ao Direito brasileiro com status de norma constitucional nos termos do art. havendo sua revogação global. indiretos ou inerentes são aqueles que não vêm prescritos pela linguagem do constitu8inte. O que foi prescrito pelo constituinte para uma reforma constitucional não pode ser atenuado. Deve-se a Kelsen a teorização do fenômeno da recepção. aqui. suja observância é obrigatória para se emendar ou revisar as constituições. em dois turnos. embora sejam tão contundentes quanto os expressos.Resposta: Sim. as normas anteriores. § 3º. pelo qual se busca conciliar a ação do poder constituinte originário com a necessidade de se obviar vácuos legislativos. suprimido ou mudado. fale sobre a recepção de normas. Proíbem a reforma de normas que estatuem limites. que são com ela compatíveis no seu conteúdo.: Constituição de 1937). Todavia. o mais frequente é a recepção tácita. não podem ser recepcionadas. que adotou a tese da revogação (não recepção). materialmente. Às vezes a recepção é expressa (ex. Se a norma anterior à constituição não guarda compatibilidade de conteúdo com esta. As normas que apresentam incompatibilidade meramente formal com a nova constituição. da CF (vedação da dupla revisão). 60. 6) Na superveniência de uma nova constituição. Essa convenção compõe o chamado bloco de constitucionalidade. tácitos. A matéria provocou debate no STF. quem considere ocorrer caso de revogação e quem veja na hipótese uma inconstitucionalidade superveniente. Diz-se que. que corresponde a uma revalidação das normas que não desafiam. Limites implícitos. por três quintos dos votos dos respectivos membros. Exemplo: o constituinte reformador não pode suprimir o art. a nova constituição. § 4º. nesse caso. haja vista sua aprovação em cada Casa do Congresso Nacional. em 30 de março de 2007. havendo. não continuará a vigorar.

dos membros da Câmara dos Deputados ou do Senado Federal. (d) os direitos e garantias individuais. essa vedação garante a proteção não da liberdade de expressão em si. em dois turnos. no mínimo. pelo Presidente da República.1. Segundo o STF.3. mas sim a proteção ao núcleo essencial de determinados direitos. 2. 9) A vedação ao anonimato é possível ou é clausula pétrea? Resposta: (acho que a pergunta era se seria possível a supressão da vedação ao anonimato) A vedação ao anonimato é um limite à liberdade de expressão que consta do art. A EC será promulgada pelas Mesas da Câmara dos Deputados e do Senado Federal. No parágrafo 2º deste artigo havia uma previsão de isenção aos aposentados que foi posteriormente suprimida por uma emenda constitucional. sem levar em conta o efeito prático. 8) Quais são os temas vedados às emendas? Resposta: Não será objeto de deliberação a proposta de emenda tendente a abolir: (a) a forma federativa de Estado. 5º. (b) o voto direto. tais como a dignidade humana.1. manifestando-se. universal e periódico. temos que não pode ser suprimida. princípios e instituições. para que os limites a esse direito fundamental sejam observados. pela maioria relativa de seus membros. em ambos. Embora não consista no núcleo essencial da referida liberdade. A vedação do anonimato é essencial para que seja possível o controle da liberdade de manifestação do pensamento. Questões do TRF3 1) “Não será objeto de emenda constitucional tendente a abolir. ou por mais da metade das Assembleias Legislativas das unidades da Federação. (c) a separação dos Poderes. três quintos dos votos dos respectivos membros. haja vista que possui natureza de cláusula pétrea.. Em outras palavras. as cláusulas pétreas não significam a intangibilidade literal da respectiva disciplina. isto é. mas de outros direitos individuais.. A proposta será discutida e votada em cada Casa do Congresso Nacional. IV. A matéria constante de proposta de emenda rejeitada ou havida por prejudicada não pode ser objeto de nova proposta na mesma sessão legislativa. da CF. cada uma delas. considerando-se aprovada se obtiver. secreto. esta emenda feriu cláusula pétrea? 129 .7) Qual o trâmite das emendas constitucionais? Resposta: As EC pode ser propostas por um terço. o direto à honra e o direito à verdade. com o respectivo número de ordem.”. pergunta-se.

(e) implícitas: as normas que fixam o procedimento e estabelecem quais são as cláusulas pétreas não podem ser reformadas (vedação da dupla revisão). (c) circunstanciais: a CF não pode ser emendada em estado de defesa. apenas previa a imunidade do imposto sobre a renda a um determinado grupo social. tampouco. Essa norma não consagrava direito ou garantia fundamental. segundo o STF. (d) temporais: a constituição não pode ser emendada durante certo prazo (não existe no Brasil). um rompimento da ordem constitucional vigente‖ (RE 372600-AgR. da CF não poderia ter sido revogada pela EC nº 20/98 por se tratar de cláusula pétrea. não à direito adquirido à não incidência tributária. Resposta: O poder constituinte derivado consiste em um poder jurídico. Ellen Gracie. § 2º.Resposta: (o dispositivo constitucional referido foi o art. 3) Fale sobre o Poder Constituinte Derivado. DJ 23/4/2004). explícita e implicitamente. Rel. bem como não há direito adquirido no aposentamento. II. II. 153. Sua supressão do texto constitucional. extensíveis e estabelecidos). não representou a cassação ou o acolhimento de um direito fundamental e. constituído. Seus limites são os princípios constantes do texto constitucional (sensíveis. na constituição. reformador e revisor. O poder revisor tem a função de proceder à uma revisão geral do texto constitucional. § 2º. Min. em estado de sítio e durante intervenção federal. (b) materiais: são as cláusulas pétreas. O poder decorrente é incumbido da elaboração das constituições estaduais. 2) A que limites está submetido o poder de reforma da Constituição? Resposta: As limitações ao poder constituinte derivado reformador são: (a) formais: ligam-se ao procedimento e legitimidade. Apresenta limites formais (quórum de maioria absoluta dos membros do Congresso em sessão unicameral) e temporal (exercício no prazo de 5 anos a contar da promulgação da CF/88). Ressalte-se também que. (b) Subordinação: haure sua força na obra do poder constituinte originário. São características do poder constituinte derivado: (a) Secundariedade: não existe por si só. O poder reformador é encarregado da elaboração das emedas constitucionais. 130 . ―Mostra-se impertinente a alegação de que a norma do art. da CF). pois é necessário que exista uma constituição para prevê-lo. (c) Condicionado e limitado: deve observar os limites previstos. 2ª Turma. 153. portanto. Pode ser de três espécies: decorrente.

bitributação e bis in idem? 131 . 11 da LRF dispõe que. 2. em que o ente competente pode criar ou não o tributo.1.2. pois o legislador quis.5. (c) circunstanciais: a CF não pode ser emendada em estado de defesa. no plano da conveniência. Não obstante.2. estimular a instituição do tributo economicamente viável. pode ser considerado facultativo. Questões do TRF5 2. 11 da LRF não traduz.1.1.1. sob pena de sanções (art. De fato. incontestavelmente. cada ente tributante decide sobre o exercício da competência tributária.1.4. (e) implícitas: as normas que fixam o procedimento e estabelecem quais são as cláusulas pétreas não podem ser reformadas (vedação da dupla revisão). é defensável a facultatividade do exercício da competência tributária. Questões do TRF1 1) Dentre os princípio regedores da competência tributária um é o da facultatividade. 2) Qual a diferença entre conflito de competência. Questões do TRF4 1) Quais são os limites ao poder de reforma? Resposta: As limitações ao poder constituinte derivado reformador são: (a) formais: ligam-se ao procedimento e legitimidade. Portanto. cuja competência estaria inadequadamente estanque. pu). (d) temporais: a constituição não pode ser emendada durante certo prazo (não existe no Brasil). conquanto irrenunciável e intransferível. no plano de gestão fiscal da pessoa política. mecanismo efetivo de obrigatoriedade. 11. deve haver instituição de todos os tributos que compete à entidade. este princípio ainda é válido? Resposta: O exercício da competência tributária. em estado de sítio e durante intervenção federal. (b) materiais: são as cláusulas pétreas. Sistema Constitucional Tributário: Poder de Tributar – Competência Tributária – Capacidade Tributária – Código Tributário Nacional 2. uma vez que o art.2.1. o art. salvo melhor juízo.2.1. Direito Tributário 2. O dispositivo merece interpretação cautelosa.

por seu turno. por ato unilateral da entidade que a tenha conferido (CTN.Resposta: A competência tributária é matéria eminentemente constitucional. quando mais de um ente tributante pretender cobrar um ou mais tributos sobre o mesmo fato gerador. Essa atribuição compreende as garantias e os privilégios processuais que competem à pessoa jurídica de direito público que a conferir. Tal situação versa sobre o instituto jurídico da ―bitributação‖. prevista no Código Tributário. A bitributação. A competência tributária é indelegável. havendo medida judicial apta a sanar a dupla invasão patrimonial pleiteada pelos Fiscos no caso ―sub examine‖. de sorte que haverá conflito de competência na medida em que um ente político arvorar-se de competência alheia. O bis in idem ocorre quando uma única pessoa política institui tributos diversos sobre o mesmo fato gerador e o mesmo contribuinte. mas pela incidência de duas normas legais distintas. ocorre quando a dupla tributação tem origem em pessoas políticas distintas. 164. 7º. do CTN. III. 4) Qual a diferença entre capacidade tributária e competência tributária? Resposta: A competência tributária é a habilidade privativa e constitucional atribuída ao ente político para que este. proceda à instituição da exação tributária. Ao contrário da competência tributária. com base na lei. podendo ser revogada. A capacidade tributária é a atribuição para arrecadar ou fiscalizar tributos. §§ 1º e 2º). art. de modo que são duas normas. Em outras palavras é a aptidão para criar tributos. a qualquer tempo. taxativa e exaustivamente prevista. inalterável e irrenunciável. incidindo sobre o mesmo fato jurídico e onerando o mesmo contribuinte. 3) A bitributação se liga a que ação tributária? Resposta: O art. dispõe ser cabente a Ação de Consignação em Pagamento. e de todo condenável. Isso significa que o ente tributante pode permitir a figuração de outra pessoa jurídica no polo ativo da relação jurídica tributária e a consequente possibilidade de arrecadar os tributos dos sujeitos passivos (contribuintes). a capacidade tributária ativa é delegável e transferível. 5) O que seria parafiscalidade? Resposta: 132 . intransferível. cada qual emanada de um legislativo.

A parafiscalidade é a delegação dos elementos da capacidade tributária ativa. 6) Há exceções no que concerne à imunidade constitucional. no que diz respeito apenas a impostos? Ou outros tributos também podem ser abarcados? Resposta: (Entendi que o examinador queria saber se existe imunidades para outras espécies tributárias além dos impostos). ela tem que passar alguma coisa para estados e municípios? Resposta: Com relação à competência residual para instituir imposto (art. Na parafiscalidade. Há imunidades a outras espécies tributárias que não impostos: (a) imunidade das receitas decorrentes de exportação às contribuições sociais e de intervenção no domínio econômico. não há qualquer determinação para transferência obrigatória da arrecadação. terceira pessoa arrecada o tributo para si e passa a dispor do produto da arrecadação do tributo. da Constituição Federal. previsto no art. da CF). (c) a contribuição para a seguridade social não incidirá sobre aposentadoria e pensão concedidas pelo regime geral de previdência. (b) imunidade às contribuições para a seguridade social das entidades beneficentes de assistência social que atendam aos requisitos estabelecidos em lei. IV. poderão conter alíquotas excessivamente gravosas. SENAI. SESI. a União deverá repassar aos Estados 20% do valor da arrecadação. IPI e IOF). é a permissão pelo ente que retém a competência tributária de atribuir a outro o poder de arrecadar. caso a exercite. 154. não se aplica. (d) imunidade em relação às taxas para o direito de petição e certidões. em homenagem à regulação da economia. II. 195. IE. da Constituição Federal. 150. aos impostos extrafiscais (II. I. em tese. da Constituição Federal). fiscalizar e administrar os tributos. Exemplo: a atividade desenvolvida pelo SESC. que. 8) Se a União criar tributo com base na competência residual. A doutrina e a jurisprudência admitem alíquotas elevadas nesses tipos de impostos. SENAC. 133 . SEST. 7) Os princípios constitucionais da vedação ao confisco se aplica a tributos extrafiscais? Resposta: O princípio da vedação ao confisco. § 4º. Enfim. nos termos do art. 157. Quanto à instituição de contribuições residuais para custeio da seguridade social (art. conforme a emergência da situação posta.

1. o contribuinte-autor deverá providenciar a citação de ambos os entes tributantes (art. não se submete ao princípio da anterioridade. 895 do CPC). qual o juízo competente? Resposta: Na ação de consignação em pagamento decorrente de bitributação. Resposta: 134 . Esse entendimento é objeto de súmula do STF: “Súmula 669. Dois entes disputam o tributo: a ação terá quem no polo passivo? Se a discussão for sobre ITR e IPTU. da CF. ambas as pessoas políticas que exigem tributos sobre o mesmo fato gerador deverá ocupar o polo passivo. Recurso extraordinário conhecido e provido. 3) Diferença entre capacidade econômica e capacidade contributiva. A diferença entre os valores dos tributos não altera a legitimidade passiva. destarte. 109. nos termos da súmula 503 do STF. Na discussão sobre ITR e IPTU. I. a competência será da Justiça Federal. 2) Se o valor menor for do ITR será na JF? Resposta: Mesmo no caso de o valor do ITR ser inferior ao do IPTU. da Constituição Federal.2. não atrai a competência originária do STF a dúvida suscitada por particular acerca do direito de tributar dos entes federados.2. 2. nos termos do art. nos termos do art. 109. haja vista que esta é estabelecida pela presença da União como sujeito passivo da demanda. Ressalte-se que.9) Norma legal que altera prazo de recolhimento de tributo se sujeita ao princípio da anterioridade? Resposta: A regra legislativa que se limita simplesmente a mudar o prazo de recolhimento da obrigação tributária. a competência para julgar a ação de consignação em pagamento permanecerá com o juízo federal. sem qualquer repercussão. Norma legal que altera o prazo de recolhimento da obrigação tributária não se sujeita ao princípio da anterioridade”. Questões do TRF2 1) Consignação em pagamento. como a União deverá figurar na demanda como ré. Alteração do prazo não equivale à majoração. I.

Segundo Harada: ―capacidade contributiva é aquela capacidade relacionada com a imposição parcial ou total. 5) Como é a discriminação constitucional de competência tributária. Municípios). delimitando entre as pessoas políticas (União. 6) Os art. I. sejam criados por lei complementar. 4) Qual o princípio em que se assenta a discriminação constitucional de competências tributárias? Resposta: A Constituição Federal consagrou o princípio do federalismo (art. para criarem taxas e contribuições de melhoria. 60. Assim. 153. Por fim. mas não tem capacidade contributiva. da Carta Magna). tem capacidade econômica. Distrito Federal e Municípios) o poder de tributar. 154 e 155 são relativos aos impostos. de passagem pelo país. A doutrina costuma classificar três as espécies tributárias: privativa/exclusiva. a competência atribuída a todos os entes (União. No sistema tributário existe o regime das Competências Privativas. Já a capacidade econômica é aquela ostentada por uma pessoa que não é contribuinte. § 4º. o qual constitui uma forma de limitação do poder de tributar. mas não sejam cumulativos e não tenham o mesmo fato gerador e base de cálculo dos já discriminados na Constituição. Distrito Federal.‖. pois ele tem rendimentos suficientes para suportar tributos. bem como novas contribuições para a seguridade social.‖. Estados. desde que. mas não há nenhuma relação jurídica que o vincule ao Fisco do país pelo qual transita. não tem capacidade contributiva neste país. Municípios. Por que não há tal discriminação em relação as taxas? E por há em relação unicamente aos impostos? Resposta: 135 . Estados. Distrito Federal. a competência outorgada à União para a instituição de impostos não previstos no texto constitucional. comum e residual. Ele exemplifica: ―Um cidadão que usufrui renda tem capacidade contributiva perante o país em que a recebeu. Estados-membros. chama-se de residual. Há critérios? Resposta: (acho que o examinados gostaria de saber acerca da classificação da competência tributária). um cidadão abastado. como por exemplo. Seria comum. já um cidadão rico. É a capacidade econômica da pessoa enquanto sujeito passivo da relação jurídico-tributária. De fato a autonomia e a capacidade política de cada um dos entes federativos fundamenta a distribuição constitucional da competência para a instituição de tributos. de passagem pelo país. na medida em que impõem quais são os tributos que podem ser exclusivamente pela União.

8) O rol do art. em Território Federal. Segundo o art. aos Estados. IPVA. entre elas. 7) Poderíamos admitir que a União instituísse. Desta feita. em Território Federal não dividido em municípios. ao Distrito Federal e aos Municípios: […]‖. União não poderia instituir. 150 da CR/1988 é taxativo ou exemplificativo? Por quê? Resposta: O rol de limitações do poder de tributar constante no art. 136 . da CR/1988. quer nos processos judiciais. os impostos estaduais e. 150. bem como as exigências de segurança jurídica e limitação do arbítrio do Poder Público. competem à União. Destarte. adequado e democrático. como garantia constitucional que é. faz-se necessário relacionar as hipóteses de incidência. os impostos municipais. pois trata-se de tributo de competência dos municípios. 147 da CF. Quanto aos impostos. 9) Fale sobre a inobservância do princípio de devido processo legal no âmbito do direito tributário. 150 da Constituição Federal é meramente exemplificativo por dois motivos: (a) o Estatuto do Contribuinte não está adstrito ao art. por exemplo? E se for o Território? Resposta: A competência tributária é indelegável. quer nos procedimentos administrativos. via de regra. é que se poderá falar em processo justo. através de lei federal. a competência para instituir o IPVA será da União. intransferível. (b) o próprio dispositivo ressalva a possibilidade de instituição de outras garantias ao contribuinte (―art. o IPVA. inalterável e irrenunciável.A taxa é uma espécie tributária que decorre da prestação de um serviço público ou do exercício do poder de polícia. Resposta: Podemos afirmar que o devido processo legal. se o Território não for dividido em Municípios. Trata-se de uma garantia do cidadão contribuinte. com estrita observância do contraditório e da ampla defesa. considerando que não há uma contraprestação por parte do Estado (tributo unilateral). sincronizado. 150. através de lei federal. cumulativamente. somente quando os instrumentos à disposição das partes são distribuídos com igualdade de oportunidades. leque de possibilidades para hipóteses de incidência do referido tributo mostra-se extremamente amplo. Portanto. Nesse diapasão. há de ser sempre observado. Sem prejuízo de outras garantias asseguradas ao contribuinte. dele derivando todos os demais princípios constitucionais do processo. o que torna inviável a pretensão de esgotá-lo em um rol taxativo. é vedado à União.

é uma exação subordinada a disciplina própria (CF. com os valores consagrados na Constituição Federal de 1988. o que implica. o ―Contribuinte de Fato‖. respondi o que é tributo indireto). art.2009. pode haver aplicação do princípio da isonomia? Resposta: ―Entendeu-se que a COSIP constitui um novo tipo de contribuição que refoge aos padrões estabelecidos nos artigos 149 e 195 da CF. aos princípios constitucionais tributários. 150. 11) Pode conceituar valor de tributo indireto? Resposta: (não sei o que seria valor de tributo indireto. considerada a natureza tributária da exação. 166.3. acaba por suportar a carga tributária. § 1º). de fato. como o 137 . No tributo indireto a carga tributária cai sobre o ―Contribuinte de Direito‖ que a transfere para outrem. CR/1988. a ela. como foi trabalhada a figura do locupletamento? Resposta: O dispositivo constante do art. salientou-se que. sujeita. modus in rebus. 12) Art. apesar de o art. O IPI e o ICMS são impostos indiretos. Ressaltou-se que. Nos tributos indiretos. especialmente o da isonomia (art.portanto. 145.‖ RE 573675/SC. II. 150. haja vista enquadrar-se inequivocamente no gênero tributo. como a COSIP ostenta características comuns a várias espécies de tributos. estaria jungido aos princípios gerais que regem o gênero. uma vez que o consumidor final é que. A sua inobservância. 149-A da CF referir-se apenas aos incisos I e III do art. ao instituir a contribuição em análise. (b) contribuinte de fato: pessoa que de fato suporta o ônus fiscal. 166 do CTN tem por finalidade exatamente evitar o locupletamento ilícito por parte do contribuinte de direito. II) e o da capacidade contributiva (art. no âmbito do processo tributário gera a nulidade absoluta da decisão proferida. Esse aspecto é de importância fundamental na solução dos problemas de restituição do indébito tributário. de acordo com o art. via de regra. não haveria como deixar de reconhecer que os princípios aos quais estes estão submetidos também se aplicam. o afastamento da exação. o legislador infraconstitucional. contudo. embora não seja designado pela lei como contribuinte desses impostos. 150 da CF. Assim temos: (a) contribuinte de direito: pessoa designada pela lei para pagar o imposto. Destarte. ou seja. 10) COSIP. 25. 149-A). de fato.

aplica-se o princípio da intangibilidade? Resposta: Depende. portanto. do CTN. nas hipóteses de repercussão tributária. assim. são independentes da vontade do legis138 . nos termos do art. a lei exige que. Se a isenção for onerosa e concedida por prazo certo. das novas invenções. as lacunas distinguem-se em subjetivas e objetivas. Exemplo: casamento de pessoas do mesmo sexo. Exemplo: no CPP não há previsão de exceções ao princípio da identidade física do juiz. caso fosse possível àquele haver a restituição de tributo que não pagou. haveria enriquecimento sem causa. 13) Revogada a isenção do imposto de renda. em detrimento de terceiro que efetivamente suportou o ônus fiscal. Subjetivas são aquelas que dependem de algum motivo imputável ao legislador. 14) O que é lacuna endógena e exógena? Resposta: (apesar de muito pesquisar. 178 do CTN. não encontrei uma resposta para essa pergunta. segundo a regra do art. então segue a resposta que eu daria à banca). 132 do CPC. a isenção pode ser revogada ou modificada a qualquer tempo. objetivas são aquelas que dependem do desenvolvimento das relações sociais.contribuinte de direito é diverso do contribuinte de fato. Todavia. Portanto. deve ser aplicado o art. Norberto Bobbio diz: ―Com respeito aos motivos que as provocaram. Lacuna exógena ocorre quando no ordenamento jurídico como um todo há a ausência da norma. 104. a repetição do indébito seja devida a quem efetivamente tenha suportado o encargo financeiro. a revogação da isenção de impostos sobre a renda deve observar o princípio da anterioridade. III. Ressalte-se que. caso contrário. DESSE PONTO EM DIANTE: RESPOSTAS ELABORADAS POR EDUARDO PENTEADO 15) O que é lacuna objetiva e subjetiva? Resposta: Na obra Teoria do Ordenamento Jurídico. não incidindo o princípio da intangibilidade. aplica-se o referido princípio. capítulo ―Vários tipos de lacunas‖. de todas aquelas causas que provocam um envelhecimento dos testos legislativos e que. Lacuna endógena é aquela em que a ausência de norma ocorre dentro do ramo específico do Direito.

17) O que é Poder de Tributar? As limitações de Tributar são cláusulas pétreas? Há relação entre poder de tributar e competência tributária? Resposta: Em seu Curso de Direito Tributário. etc. Hugo de Brito Machado diz: ―No exercício de sua soberania o Estado exige que os indivíduos lhe forneçam os recursos de que necessita.‖ Já no capítulo ―Poder e competência‖.3. caso por caso. Daí se afirmar que os dispositivos se constituem no objeto da interpretação.1. diferencie e classifique competência e capacidade tributária. leciona: ―No Brasil. Questões do TRF3 2. capítulo ―Texto e norma‖. Institui o tributo.4. Humberto vila diz: ―Normas não são textos nem o conjunto deles.2. quando a matéria é muito complexa e não pode ser regulada com regras muito miúdas.‖ As limitações ao poder de tributar (CF. 16) Qual a diferença entre preceito e norma? Resposta: Na obra Teoria dos Princípios.‖ Preceito. por conseguinte. ou uma parcela desta. Voluntárias são aquelas que o próprio legislador deixa de propósito. clásulas pétreas.1. e as normas. art. Ao poder tributário juridicamente delimitado e. no seu resultado. o Distrito Federal e os Municípios. 2. e é melhor confiá-la. As subjetivas. 139 . dividido. que faz parecer regulamentado um caso que não é. mas os sentidos construídos a partir da interpretaçao sistemática de textos normativos.1. Questões do TRF4 2. à interpretação do juiz‖. no capítulo ―O poder de tributar‖. o poder tributário é partilhado entre a União. ou faz deixar de lado um caso que talvez considere pouco frequente. Questões do TRF5 01) Conceitue.2. por sua vez. dá-se o nome competencia tributária.lador. Involuntárias são aquelas que dependem de um descuido do legislador. dispostivo e texto normativo podem ser consideradas expressões sinônimas. sendo o caso. 150) são direitos fundamentais do contribuinte e. podem dividir-se em voluntárias e involuntárias.2. O poder de tributar nada mais é que um aspecto da soberania estatal. os Estados-membros.5.

156. pois. (v) extraordinária: CF. Por competência privativa entende-se que determinada materialidade. (ii) privativa: CF. arts. I e 195. contrapõe-se à extraordinária: ―a União poderá instituir na iminência ou no caso de guerra externa. 154. I. segundo o qual ―a União poderá instituir. de violação ao artigo 160 da Lei Maior: ―É vedada a retenção ou qualquer restrição à entrega e ao emprego dos recursos atribuídos. a concessão de benefício fiscal sobre a totalidade das receitas mostra-se inconstitucional. por vias oblíquas. (iii) cumulativa: CF. § 4º . quando atribuída a certo ente federativo. A competência tributária se classifica em: (i) comum: CF. 145. 155 e 156). 154. art. Porém. inclusive. arts. nesta. Pode-se cogitar. 153. malferindo a autonomia financeira de outros entes federativos. seção. impostos não previstos no artigo anterior. arts. neles compreendidos adicionais e acréscimos relativos a impostos‖. 154. 154. gradativamente. 119). privativa e residual. art. art. art. A competência residual encontra-se no art. (iv) residual: CF. 153. cessadas as causas de sua criação‖ (CF. estará ele. II 02) Diferencie competência ordinária e extraordinária. 147. aos Estados. apenas por este pode ser tributada. 140 . II). Resposta: A competência ordinária. os quais serão suprimidos. compreendidos ou não em sua competência tributária.‖ 03) Repartição de competência – destinação da arrecadação – um ente federativo detenha competência. que está relacionada com a aptidão para figurar no polo ativo ou passivo da relação jurídico-tributária. 126. Não se confunde com a capacidade tributária (classificada em ativa e passiva). A capacidade tributária passiva é disciplinada no art. como demonstram as contribuições de interesse das categorias profissionais (ex: a União edita a lei. da CF. mediante lei complementar. impostos extraordinários. que diz respeito às materialidades tributáveis por impostos pelos entes federativos (CF. O CTN equipara a capacidade tributária ativa com a competência tributária (art. ao Direitito Federal e aos Municípios. II e III.Resposta: Competência tributária é a aptidão para editar lei instituidora de tributo. os institutos não se confundem. Sob este viés. no ponto em que assegurada pela repartição das receitas tributárias estabelecida na Constituição da República (artigos 157 a 162). 155. desde que sejam não cumulativos e não tenham fato gerador ou base de cálculo próprios dos discriminados nesta Constituição. pode conceder benefício fiscal sobre a totalidade do valor arrecadado? Resposta: Caso o ente federativo conceda benefício fiscal sobre a totalidade do valor arrecadado. mas é a OAB a credora da contribuição).

na medida em que torna possível tal controle. é de seis meses (CP. como a garantia de imparcialidade. ―as penalidades disciplinares serão aplicadas pela autoridade que houver feito a nomeação.1. da Lei n.1. Certos desdobramentos.3. quais as qualidades que ele revela? Resposta: Num Estado de Direito qualquer exercício de poder é sujeito a controle. quando se tratar de destituição de cargo em comissão. mas que está exercendo cargo comissionado no legislativo. O juiz natural comporta desdobramentos. pois na Lei nº 9. Processo Administrativo. com temperamentos. Outros.784/99 inexiste menção a qualquer instituto que torne o questionamento lógico. porque se diz que o processo administrativo é o modo normal de agir no Estado de Direito? Existe espaço no estado de direito para agir fora do processo administrativo.112/90. 141. No âmbito do processo penal. como a vedação de juízo ad hoc. 2. aplica-se ao processo administrativo. Por conseguinte. 8. 103). 3) Aplica-se ao processo administrativo o equivalente ao princípio do juiz natural? Um servidor concursado do executivo. não são aplicáveis. por exemplo. Lei Nº 9. de natureza decadencial.3. Segundo o art.1. se diz que o processo administrativo.‖ 141 . mais especificamente da ação penal pública condicionada. O prazo. 2) A partir da Teoria Geral do Direito Público. Direito Administrativo 2.784/99.3. onde ele será processado administrativamente? Resposta: O princípio do juiz natural. e não de processo administrativo. aplicam-se às inteiras. porém. Questões do TRF1 1) Qual a natureza jurídica da representação? Há prazo? É decadencial? Resposta: Acreditamos tratar-se de uma questão de processo penal. onde a comissão processante é constituída após o fato. inexistindo espaço de atuação fora do seu âmbito.2. entende-se que natureza jurídica da representação é de condição objetiva de procedibilidade. art. ao processo administrativo disciplinar. IV. é o modo normal de agir da Administração no Estado de Direito.

2. adm. deferida de acordo com os respectivos pressupostos. ensejando nulidade apenas se houver prejuízo (STF. 2. 5º. O STF.4) Pode haver no âmbito do processo administrativo. art. 3) Apresentação de defesa ineficiente em proc. admite que o produto da interceptação. pois a revelia é legalmente definida como ausência de defesa. art. o magistrado poderá perder o cargo por decisão administrativa do tribunal a que vinculado (CF. e não defesa ineficiente (Lei nº 8.1. porém.3. XII). súmula 523). 4) É aplicável sigilo nos processos administrativos? Resposta: 142 . e não defesa ineficiente (Lei nº 8. Ademais. 164). art. 164). Questões do TRF2 1) Defesa contraproducente no processo administrativo acarreta ou não em revelia? Resposta: Não.112/90. Não adquirida. ensejando nulidade apenas se houver prejuízo (STF. súmula 523). autorização para interceptação telefônica? Resposta: Não. Ademais. I). a perda do cargo depende de sentença judicial transitada em julgado.112/90. na jurisprudência. pois a Constituição restringe a interceptação telefônica à seara penal (CF. Disciplinar é considerado revelia? Resposta: Não. a defesa ineficiente não é tida como causa de nulidade absoluta. a defesa ineficiente não é tida como causa de nulidade absoluta. pois a revelia é legalmente definida como ausência de defesa. 95. art. 2) Processo administrativo punitivo: Quais as diferenças do processo disciplinar entre juiz que já alcançou a vitaliciedade e um outro que ainda não alcançou tal vitaliciedade? Resposta: Adquirida a vitaliciedade. seja utilizado no processo administrativo disciplinar. na jurisprudência.

controle ou tutela. § único. publicidade (expresso na Constituição). Questões do TRF3 1) A Lei nº 9. Maria Sylvia Zanella di Pietro lista outros princípios. Vale dizer: a chamada coisa julgada administrativa implica.784/99 traz um rol exemplificativo de princípios da Administração. 2º da Lei nº 9.3. especialidade.1. Quais os princípios implícitos? Resposta: O art. a definitividade dos efeitos de uma decisão que haja tomado. continuidade do serviço público. interesse público e eficiência. segurança jurídica. Já a razoabilidade está relacionada ao 143 . Segundo a Constituição. mas também de questioná-lo judicialmente. ―a lei só poderá restringir a publicidade dos atos processuais quando da defesa da intimidade ou o interesse social o exigirem‖ (Art. razoabilidade. hierarquia. (iii) proporcionalidade em sentido estrito: as vantagens devem superar as desvantagens da medida. muito criticada. coisa julgada administrativa pretende-se referir a situação sucessiva a algum ato administrativo em decorrência do qual a Administração fica impedida não só de retratar-se dele na esfera administrativa. motivação.3. por isso podem ser considerados implícitos segundo a dicção legal. inexiste espaço para autotutela. V). LX).‖ Sob tais balizas. entre outros. moralidade. os critérios de divulgação oficial dos atos administrativos.784/99 lista os seguintes princípios: legalidade. 5º. 2º. autotutela. no capítulo ―Coisa Julgada Administrativa‖. a saber: impessoalidade (expresso na Constituição). ressalvadas as hipóteses de sigilo previstas na Constituição‖ (art. 2.Segundo a Lei nº 9. motivação. para ela. Celso Antônio Bandeira de Mello diz: ―com a expressão. contraditório. compreendendo três testes: (i) adequação: o meio deve ser apto para promover o fim. que. Além desses. ―nos processos administrativos serão observados.784/99. finalidade. ampla defesa. presunção de legitimidade ou de veracidade. 2) Qual a diferença entre proporcionalidade e razoabilidade? Resposta: A proporcionalidade está relacionada a uma relação meio-fim. proporcionalidade. (ii) necessidade: deve-se buscar a menor restrição possível. 5) Pode-se falar em Coisa Julgada administrativa? Cabe a Administração se retratar depois desse ponto? Pode ela usar a auto-tutela? Resposta: Em seu Curso de Direito Administrativo.

5. sendo por vezes utilizada no exame da proporcionalidade em sentido estrito. por inexistir. Questões do TRF4 2. XXXIV. art. 03) Reserva de lei complementar estaria dentro dos princípios que vedam o depósito administrativo? Resposta: Sabe-se que a exigência de lei complementar depende de disposição constitucional explícita. segundo a qual ―é inconstitucional a exigência de depósito ou arrolamento prévios de dinheiro ou bens para admissibilidade de recurso administrativo‖. de acordo com os precedentes que ampararam sua edição. 144 . Desconhece-se. pelo que se pode concluir que a reserva de lei complementar não está dentro dos princípios que vedam o depósito administrativo.4.3.3. leva a presumir que não seria possível a existência do depósito para o recurso no âmbito administrativo? Resposta: O duplo grau não integrou a rede de argumentos que levou o STF à edição da súmula vinculante nº 21 (―É inconstitucional a exigência de depósito ou arrolamento prévios de dinheiro ou bens para admissibilidade de recurso administrativo‖). fundamenta-se. Porém. 5º. Questões do TRF5 01) A inexistência do duplo grau. qualquer exigência constitucional nesse sentido.1.1. art. 2. 02) Quais os princípios constitucionais que justificam a vedação do depósito recursal administrativo? Resposta: A súmula vinculante nº 21. LV). ―a‖) e na ampla defesa em processos administrativos (CF. pode-se concluir que o duplo grau. 5º. não representa obstáculo à exigência de depósito recursal no âmbito administrativo.exame entre duas grandezas. no direito de petição (CF. porém. partindo da premissa da sua inexistência – como sugere a questão –.

1. de sua própria culpabilidade. advir de caso fortuito ou força maior. por consequência. Todavia. no capítulo ―A questão da embriaguez‖. poderá provocar embriaguez. de livre e espontânea vontade. no capítulo Excludentes de Culpabilidade. Força maior é algo que independe do controle ou da vontade do agente. podemos concluir que este não goza de perfeitas condições.1.. exatamente em razão da força maior. Direito Penal 2. 2. Crime E Relação De Causalidade.) No momento em que o agente. quais são as técnicas para a sua solução? Resposta: 145 . isto é. onde o sujeito é forçado a ingerir uma substância tóxica de qualquer natureza. completamente embriagado.1. No caso fortuito não se evita o resultado porque é imprevisível. ou não tem condições de prever que determinada substância. na força maior. sua consciência fortemente prejudicada. Exemplo de força maior seria a coação. comete a infração penal. Ele sabe o que está acontecendo. adotando-se a teoria da ‗actio libera in causa‘..‖ 2) Qual a diferença entre força maior e caso fortuito? Resposta: Em seu Manual de Direito Penal – Parte Geral. a teoria da ‗actio libera in causa‘ não considera o momento em que o agente pratica a conduta criminosa. resolve-se embriagar. mas não consegue impedir. ou nas circunstâncias em que o faz. se a embriaguez do agente for voluntária e culposa. o resultado é inevitável.4. mas. Contudo.‖ 3) Conflito aparente de normas. Affonso Celso Favoretto diz: ―Para que sirva de fundamento para a exclusão da imputabilidade do agente e. na quantidade ingerida. na verdade. a embriaguez deve se mostrar em estado completa e decorrer de situação acidental. (. Cesar Roberto Bitencourt diz: ―Caso fortuito ocorre quando o agente ignora a natureza tóxica do que está ingerindo. Crime.4. Questões do TRF1 1) Como se explica a actio libera in causae? Quais são as causas que isentam de pena no caso da embriaguez? Resposta: Na obra Princípios Constitucionais Penais. mesmo que seja previsível e até previsto. apresentando.2. o momento em que este. não há que se falar em exclusão de sua culpabilidade. desta forma.4.

em sentido estrito. na medida de sua culpabilidade‖.Segundo Cezar Roberto Bitencourt. outrossim. Ex: falso é absorvido pelo estelionato. 6) Como se classifica a conduta do sujeito. ela pode ser de que forma? O que é ação? Resposta: Em seu Manual de Direito Penal – Parte Geral. é coautor deste crime ou autor de homicídio? Resposta: O agente deve ser considerado partícipe de infanticídio. o Código Penal adota a teoria da equivalência das condições (conditio sine qua non) na segunda parte do artigo 13.‖ 5) No que diz respeito à causalidade qual a teoria que o ordenamento jurídico presentemente adota? Dê um exemplo? Resposta: Em matéria de causalidade. 30.. Cezar Roberto Bitencourt diz: ―Ação é o comportamento humano voluntário conscientemente dirigido a um fim. Ex: constrangimento ilegal diante dos crimes em que há emprego de violência ou grave ameaça. onde se lê: ―Considera-se causa a ação ou omissão sem a qual o resultado não teria ocorrido. (. o art. cada uma com estrutura completamente diferente: a primeira viola uma proibição (crime comissivo). 4) Aquele que auxilia no infanticídio. ―quem. nos termos do art.) Ação e omissão. concorre para o crime incide nas penas a este cominadas. três são as técnicas de solução do conflito aparente de normas: (i) especialidade: tipo especial prevalece sobre tipo geral. a segunda descumpre um ordem (crime omissi- 146 . salvo quando elementares do crime. de qualquer modo. 29 do Código Penal. (iii) consunção ou absorção: um tipo constitui meio necessário ou fase normal de preparação ou execução de outro. a conduta daquele que empresta conta bancária para que terceiro oculte o produto do crime antecedente representa condição sem a qual o resultado ocultação não teria ocorrido. constituem as duas formas básicas do fato punível. Ex: certas formas de prática de crimes contra ordem tributária são formas especiais de estelionato. pois. no capítulo Conduta Punível.. (ii) subsidiariedade: o tipo subsidiário – chamado de soldado de reserva – se aplica na ausência do preenchimento dos pressupostos de outro tipo. segundo o qual ―não se comunicam as circunstâncias e as condições de caráter pessoal. sendo aplicável. considerado principal.‖ Ex: no crime de lavagem de capitais.

fazendo com que a vítima tenha um agravamento e morra no hospital em virtude de infecção hospitalar. em princípio. e este cachorro vem a atacar uma criança levando-a a óbito. por si só. responderá por homicídio culposo. segundo o qual ―a omissão é penalmente relevante quando o agente devia e podia agir para evitar o resultado‖. produziu o resultado. neste caso. tal como se verifica no exemplo dado. Porém. Porém. esta pessoa ferida é socorrida. Caso o agente nada faça (omissão) diante do ataque do cachorro. entretanto. que.‖ A conduta/ação do sujeito. não excluiria a imputação). não produzindo. verificada nos crimes de resultado.vo). é prevista no § 2º do artigo 13 do Código Penal. por sua vez. 8) Na hipótese em que alguém atira da perna de outrem. segundo o qual ―a superveniência de causa relativamente independente exclui a imputação quando. 9) Na hipótese em que uma pessoa venha ser abordada por outra pessoa abruptamente e morre por ataque cardíaco. consiste no crime comissivo por omissão. pois. o resultado morte. por essa razão. ao mesmo tempo é dito que a morte decorreu de infecção hospitalar. por si só o resultado (o que. que. imputam-se a quem os praticou‖. 7) O que seria a omissão imprópria? No caso de um exemplo em que o proprietário de um cachorro feroz deixa-o na rua sem a devida proteção. por si só. como o senhor veria isso? 147 . trata de hipótese de omissão imprópria. O acidente automobilístico representa uma concausa superveniente relativamente independente. neste caso. pois nesse caso não foi omisso diante da situação de risco que seu comportamento anterior criou. sendo que o dever de agir pode ter origem legal (alínea a). A questão narra que o acidente causou um agravamento da lesão anterior. a ambulância trafega de maneira veloz e na contramão e esta vem a tombar. responderá por homicídio doloso com omissão imprópria. caso o agente procure impedir a continuidade do ataque canino. Segundo Cezar Roberto Bitencourt. se biparte em omissão própria e omissão imprópria. se classifica em ação e omissão. contratual (alínea b) ou decorrer do comportamento anterior do agente que cria o risco de ocorrência do resultado (alínea c). Como o senhor averigua nesta hipótese a relação de causalidade? Resposta: A relação de causalidade há de ser analisada à luz do § 1º do artigo 13 do Código Penal. Resta saber se o mesmo produziu. os fatos anteriores. o que exclui a imputação caso se comprove que a infecção contraída no hospital (causa superveniente relativamente independente) causou por si só o óbito. pois. se enquadra na omissão própria ou imprópria? Resposta: A omissão imprópria.

10) O que é imputabilidade? O crime é um fato punível? Qual a diferença entre punível e punido? O imputável é culpado ou culpável? E o culpado pode ser punido ou punível? Em que situação o juiz não entra no mérito? Prescrição da pretensão punitiva? Resposta: “Imputabilidade é a capacidade de culpabilidade. chamada juízo de tipicidade.” Tal conformidade é realizada por meio de uma operação intelectual. Extinta a punibilidade. como na prescrição da pretensão punitiva pela pena em abstrato – pela pena concreta. ou seja. a possibilidade de aplicação de sanção penal. 11) O que é a tipicidade? E qual a diferença entre a tipicidade e tipo? Resposta: Segundo Cezar Roberto Bitencourt. o agente culpado (reprovado no juízo de culpabilidade) é punível. ante a extinção da punibilidade. extingue-se a possibilidade de aplicação da pena. Entendida a punibilidade como a ameaça de pena. embora tenha dado causa ao resultado morte de acordo com teoria da equivalência das condições. pois é possível que.” 12)Qual o conceito de culpabilidade? A culpabilidade integra o conceito de crime? 148 . por essa razão. segundo Cezar Roberto Bitencourt. onde tal possibilidade existe. a ela não pode ser imputado o resultado morte. conclui-se que o imputável é culpável. pode-se afirmar que a pessoa que aborda outra de forma abrupta. haja vista a possibilidade de os demais elementos da culpabilidade (potencial conhecimento da ilicitude e exegibilidade de conduta diversa) não se perfectibilizarem.Resposta: Segundo a teoria da imputação objetiva de Claus Roxin. e não necessariamente fato punido. o qual. segundo o mencionado penalista. e não forçosamente punido. é a aptidão para ser culpável”. A tipicidade não se confunde com o tipo penal em si. “tipicidade é a conformidade do fato praticado pelo agente com a moldura abstratamente descrita na lei penal. conclusão a que se pode chegar sem análise do mérito da acusação (materialidade e autoria). não criou um risco juridicamente proibido ao bem jurídico vida e. há análise do mérito. “é o conjunto dos elementos do fato punível descrito na lei penal. e não necessariamente culpado. o fato não chegue a ser efetivamente punido. Logo. Pelas mesmas razões. pode-se dizer que crime é fato punível.

a culpabilidade. (b) o conhecimento concreto que permite ao sujeito saber realmente o que faz e (c) a normalidade das circunstâncias do fato que confere ao sujeito o poder de não fazer o que faz (porque é reprovado). ou seja. a culpabilidade não integra o conceito analítico de crime. ante o prestígio da doutrina finalista. sendo um pressuposto para a aplicação da pena. desprovida de juízos de valor. é elemento do crime. ele se situa em que momento? Resposta: Com o advento do finalismo Welzel. doravante. (iv) teoria dos elementos negativo do tipo: a ilicitude não tem autonomia. não faz sentido. 13) A tipicidade é indiciária da ilicitude ou está contida nela? Resposta: Luiz Flávio Gomes traça a seguinte evolução da relação entre tipicidade e ilicitude: (i) teoria da tipicidade neutra e independente de Beling. ao lado da tipicidade e da antijuridicidade. e sim o conceito normativo de culpabilidade. pois o legislador. que deslocou dolo e culpa da culpabilidade ao tipo penal. conclui o mencionado doutrinador que o finalismo concebe a tipicidade como mero indício da ilicitude.” De acordo com a teoria bipartida. tipicidade e antijuridicidade também são pressupostos de aplicação da pena. Dizê-la um pressuposto de aplicação da pena. não mais se utiliza o conceito psicológico. já o pressupõe ilícito. pois na formulação do tipo penal estaria implícita a ausência de causas de justificação (tipo negativo). assim exposto por Juarez Cirino dos Santos: “um juízo de reprovação sobre o sujeito (quem é reprovado). (ii) teoria da ratio cognoscendi: a tipicidade seria mero indício da ilicitude. Ela faz parte da ilicitude. que. que trabalhava com o conceito psicológico de culpabilidade) para o tipo penal. se biparte em tipo objetivo e subjetivo (dolo). porque elemento da conduta final do agente. reflexamente tal entendimento encontra aceitação. a tipicidade não tem autonomia.Resposta: Após o advento do finalismo. porque puramente descritiva. para quem a tipicidade. pois. razão pela qual. (iii) teoria da ratio essendi: para a doutrina neokantiana. não teria nenhum vínculo com a ilicitude. 14) E o dolo. Após. que tem por objeto a realização do tipo de injusto (o que é reprovado) e por fundamento (a) a capacidade geral de saber o que faz. O finalismo se vale do conceito normativo puro de cul149 . ao selecionar um fato para defini-lo como crime. a rigor. migrou da culpabilidade (como sustentava a doutrina causalista. segundo a teoria tripartida. Para a teoria tripartida. ela faz parte da tipicidade. o dolo.

pabilidade. O erro recai sobre uma norma mandamental. sobre um norma imperativa‖. é a inobservância do dever de cuidado objetivo.‖ A principal elemento que caracteriza a culpa estrito senso. nem o fato. 15) O erro de proibição? Resposta: Cezar Roberto Bitencourt leciona que o erro de proibição ―é o que incide sobre a ilicitude de um comportamento. O agente supõe. E a ignorância ou a falsa representação de qualquer dos elementos constitutivos do tipo penal‖. concebendo-a tão somente como um juízo de reprovação que recai sobre o agente.‖ O autor aponta três espécies de erro de proibição: (i) direto: ―o agente engana-se a respeito da norma proibitiva‖. nem a lei. O objeto do erro não é. aferida através de um juízo comparativo entre a conduta realizada e aquela que era imposta pelo mencionado dever. a tipicidade da conduta do agente. É a falsa percepção da realidade sobre um elemento do crime. a contrariedade do fato em relação à lei. 17) O que caracteriza a culpa estrito senso? Resposta: Cezar Roberto Bitencourt leciona: ―Culpa é a inobservância do dever objetivo de cuidado manifestada numa conduta produtora de um resultado não querido. mas a ilicitude. pois. isto é. O erro de tipo exclui o dolo e. por conseguinte. 16) E o erro de tipo? Resposta: Cezar Roberto Bitencourt leciona que o ―erro de tipo é o que recai sobre circunstância que constitui elemento essencial do tipo. (ii) mandamental: ―ocorre nos crimes omissivos. o agente desconhece a ilicitude. por erro. objetivamente previsível. próprios ou impróprios. O erro de proibição exclui a culpabilidade. pois. em razão da suposição errônea da existência ou dos limites de uma causa de justificação. (iii) indireto: também chamado de erro de permissão. ser lícita a sua conduta. 150 . no caso concreto.

o agente desconhece a ilicitude. (iii) indireto: também chamado de erro de permissão. O erro de proibição exclui a culpabilidade. ser lícita a sua conduta.) decorre de erro de tipo evitável nas descriminantes putativas ou nas causas de justificação”. O erro de tipo exclui o dolo e.. O agente supõe. uma situação de fato cuja existência tornaria legítima sua omissão. nem o fato. no caso concreto.. sem justificativa plausível (erro culposo).4. a tipicidade da conduta do agente. em razão da suposição errônea da existência ou dos limites de uma causa de justificação. É a falsa percepção da realidade sobre um elemento do crime. Resposta: Para compreender a culpabilidade no crime omissivo culposo impróprio. o sujeito que acredita possível permanecer inerte (omissão) porque supôs.2. diz Cesar Roberto Bitencourt: “Só impropriamente se pode admitir falar de culpa em uma conduta que prevê e quer o resultado produzido (. não tem a culpabilidade de sua conduta excluída. próprios ou impróprios.1. por conseguinte. Resposta: Cezar Roberto Bitencourt leciona que o ―erro de tipo é o que recai sobre circunstância que constitui elemento essencial do tipo. Resposta: 151 . E erro culposo não se confunde com crime culposo. a contrariedade do fato em relação à lei. a culpa imprópria (. O objeto do erro não é. isto é. Assim. mas a ilicitude. 2) Disserte sobre erro de tipo e erro de proibição. nos termos da parte final do parágrafo 1º do artigo 20 do Código Penal: ―Não há isenção de pena quando o erro deriva de culpa e o fato é punível como crime culposo‖.. pois. O erro recai sobre uma norma mandamental. Sobre o tema. e de erro culposo sobre a legitimidade da ação realizada. diz: ―é o que incide sobre a ilicitude de um comportamento. sobre um norma imperativa‖. por erro. Quanto ao erro de proibição. E a ignorância ou a falsa representação de qualquer dos elementos constitutivos do tipo penal‖. ora entendido como o crime omissivo praticado mediante culpa imprópria. Questões do TRF2 1) Fale sobre a culpabilidade nos crimes omissivos culposos impróprios. A chamada culpa imprópria só pode decorrer de erro.‖ O autor aponta três espécies de erro de proibição: (i) direto: ―o agente engana-se a respeito da norma proibitiva‖. 3) Distinga entre o crime omissivo e o comissivo por omissão. é necessário antes entender a culpa imprópria. (ii) mandamental: ―ocorre nos crimes omissivos. Com efeito..). nem a lei.2.

Resposta: Cezar Roberto Bitencourt leciona que o ―erro de tipo é o que recai sobre circunstância que constitui elemento essencial do tipo. Segundo Cezar Roberto Bitencourt.No crime omissivo há omissão própria.455/97.4. ludibriado por outrem. Questões do TRF4 1) O que é delito de intenção? Resposta: No delito de intenção.4. “nesses crimes omissivos basta a abstenção. Os crimes omissivos próprios são de mera conduta. omissão imprópria. Exemplo: Lei nº 9. o tipo subjetivo compreende. E a ignorância ou a falsa representação de qualquer dos elementos constitutivos do tipo penal‖. 3) Fale sobre erro de proibição. sendo que o dever de agir pode ter origem legal (alínea a). Segundo Cezar Roberto Bittencourt. declaração ou confissão da vítima ou de terceira pessoa. a tipicidade da conduta do agente. consiste no crime comissivo por omissão. é suficiente a desobediência ao dever de agir para que o delito se consume. Art. 1º Constitui crime de tortura: I – constranger alguém com emprego de violência ou grave ameaça. denominado elemento subjetivo especial do tipo. causando-lhe sofrimento físico ou mental: a) com o fim de obter informação. acredita estar transportando cal para construção civil. Questões do TRF3 2. de exemplos. quando em verdade está transportando cocaína.4. contratual (alínea b) ou decorrer do comportamento anterior do agente que cria o risco de ocorrência do resultado (alínea c). 2) O que é erro de tipo.1. Resposta: 152 . além do dolo. Exemplo: o sujeito que. podendo apenas configurar uma majorante ou qualificadora‖. não comete o crime descrito no art. um especial fim de agir por parte do agente. 2. O erro de tipo exclui o dolo e. é prevista no § 2º do artigo 13 do Código Penal. A omissão imprópria. 33 da Lei nº 11. O resultado que eventualmente surgir dessa omissão será irrelevante para a consumação do crime. segundo o qual “a omissão é penalmente relevante quando o agente devia e podia agir para evitar o resultado”.1. por conseguinte. verificada nos crimes de resultado.3. É a falsa percepção da realidade sobre um elemento do crime. Exemplos. no comissivo por omissão.343/06.

Sobre o erro de proibição. 4) Dê um exemplo de causa supra legal de excludentes de culpabilidade. um dos elementos do juízo de reprovação a que se denomina culpabilidade. 153 . sem parecer técnico oficial favorável e licença expedida por autoridade competente‖. pois. sobre um norma imperativa‖. é uma excludente da culpabilidade. Cezar Roberto Bitencourt leciona: ―é o que incide sobre a ilicitude de um comportamento. (ii) mandamental: ―ocorre nos crimes omissivos.605/98 considera crime a conduta de ―introduzir espécime animal no País. dizendo-se que lhe era inexigível conduta diversa. desde que grave e comprovada nos autos. (iii) indireto: também chamado de erro de permissão. Todavia. diante da anormalidade dos fatos. 5) O que é inexigibilidade de conduta diversa? Resposta: A exigibilidade de conduta diversa é. A inexigibilidade de conduta diversa. está em erro de proibição. vale lembrar o entendimento jurisprudencial no sentido de que as dificuldades financeiras da empresa. 6) Fale sobre causas de exclusão de ilicitude e exclusão de culpa. deixa-se de reprová-lo.‖ O autor aponta três espécies de erro de proibição: (i) direto: ―o agente engana-se a respeito da norma proibitiva‖. Exemplo: o artigo 31 da Lei nº 9. Resposta: A inexigibilidade de conduta diversa é causa supralegal excludente da culpabilidade. quando as circunstâncias fáticas atingem certo grau de anormalidade. mas não o faz. próprios ou impróprios. O agente supõe. pode configurar hipótese de inexigibilidade de conduta diversa face ao crime de apropriação indébita previdenciária previsto no artigo 168-A. em razão da suposição errônea da existência ou dos limites de uma causa de justificação. mas a ilicitude. a contrariedade do fato em relação à lei. no caso concreto. pois. ao lado da imputabilidade e do potencial conhecimento da ilicitude do fato. nem a lei. no âmbito da Justiça Federal. do Código Penal. a ser verificado em cada caso concreto. pode-se chegar à conclusão de que ao sujeito não restara outra opção senão optar pelo comportamento adotado. de censurá-lo. que exclui a culpabilidade. nem o fato. Assim. a conduta do agente torna-se reprovável quando o mesmo poderia agir de forma diversa. Quem desconhece a ilicitude desta conduta. O objeto do erro não é. o agente desconhece a ilicitude. isto é. inciso I. por erro. ser lícita a sua conduta. Diante de circunstâncias fáticas normais. Nesses casos. § 1º. O erro recai sobre uma norma mandamental.

tornaria a ação legítima. supõe situação de fato que.‖ Sendo vencível o erro. pretendia apenas atender ao celular que tocava em seu bolso. o agente é condenado à pena prevista para a modalidade culposa do crime que cometeu. Juarez Cirino dos Santos afirma que a questão é tormentosa. Não há isenção de pena quando o erro deriva de culpa e o fato é punível como crime culposo. se existisse. em verdade. 7) O que é descriminante putativa? Dê um exemplo. ferindo pedestre”. também chamada de erro de tipo permissivo. é justificado por imprudência”. por erro plenamente justificado pelas circunstâncias. se for inevitável. supõe situação de fato que. Cezar Roberto Bitencourt entende tratar-se de uma terceira espécie de erro. Diverge-se sobre a natureza da descriminante putativa. então. que permanece íntegro. Não havendo previsão legal de crime culposo.” 8) O que é erro culposo? Resposta: O erro culposo (erro vencível ou evitável) verifica-se nos casos de descriminantes putativas (erro de tipo permissivo) e se encontra previsto na segunda parte do parágrafo 1º do artigo 20 do Código Penal: ―É isento de pena quem. se erro de tipo ou de proibição. mas com a consequência do erro de proibição (isenção de pena). ao perceber aproximação perigosa de carro no sentido contrário da ciclovia. Não obstante.Resposta: Sobre o tema ―justificação nos tipos de imprudência‖. apenas afasta a culpabilidade dolosa. e igualmente a culposa. 154 . se existisse. é regulada na primeira parte do parágrafo 1º do artigo 20 do Código Penal: ―É isento de pena quem. o agente será absolvido. Resposta: A descriminante putativa. com a estrutura do erro de tipo (falsa percepção da realidade). com maior razão. tornaria a ação legítima. b) estado de necessidade: “ciclista desvia para o passeio. principalmente porque “o entrelaçamento ou interpenetração entre tipo e antijuridicidade é maior nos tipos de imprudência do que nos tipos dolosos”.‖ Exemplo clássico: sujeito que atira em desafeto supondo que este sacaria arma quando. o autor admite tal possibilidade: “se o resultado não doloso da situação de legítima defesa seria justificado por dolo. Conclui o autor: “o erro de tipo permissivo não exclui o dolo do tipo. por erro plenamente justificado pelas circunstâncias. Não há isenção de pena quando o erro deriva de culpa e o fato é punível como crime culposo. se for evitável. Cita os seguintes exemplos: a) legítima defesa: “o agressor é ferido por disparo acidental de pistola utilizada pelo agredido como objeto contundente contra o agressor”.

. inegavelmente. constituem-se de dispositivos ou instrumentos objetivando impedir ou dificultar a ofensa ao bem jurídico protegido. constitui legítima defesa preordenada.1. por sua vez.9) O senhor estudou o que são ofendículos? 10) O que seria a legítima defesa preordenada? Resposta: Cezar Roberto Bitencourt diz: ―Offendiculas são as chamadas defesas predispostas. Os ofendículos seriam percebidos com facilidade pelo agressor. como. As defesas mecânicas predispostas.4. cercas eletrificadas ou qualquer tipo de armadilhas prontas para disparar no momento da agressão‖. fossos etc. o excesso nos ofendídulos configura ilícito. por exemplo. isto é. leciona o penalista: ―Na verdade. responderá pelo excesso doloso ou culposo‖. Não obstante. ignoradas pelo suposto agressor. aplica-se o parágrafo único do artigo 23 do Código Penal. exercício do direito de autoproteger-se. que. Há. No entanto. como fragmentos de vidros sobre o muro. armas automáticas predispostas. logo. de regra.5. segundo o qual ―o agente. acreditamos que a decisão de instalar os ofendículos constitui exercício regular de direito. natural. prevenindo quem tentar violar o direito protegido. 2. encontrar-se-iam ocultas. pontas de lança. Sobre o tema. seja patrimônio. independentemente do entendimento que se adote. quando reage ao ataque esperado. Questões do TRF5 155 .‖ 11) Excesso nos ofendículos pode configurar ilícito? Resposta: Há controvérsia se os ofendículos representam exercício regular de um direito ou legítima defesa. em qualquer das hipóteses deste artigo. Há controvérsia se os ofendículos representam exercício regular de um direito ou legítima defesa. autores que distinguem os ofendículos da defesa mecânica predisposta. domicílio ou qualquer outro bem jurídico. que representam uma resistência normal. grades. no entanto.

Com base nesse princípio.5. a população brasileira. Marina Vasques Duarte diz: ―modificando o sistema securitário anterior à Constituição Federal de 1988. Tomado sob a concepção subjetiva.1. a nova ordem eleita determina que deverão ser postos à 156 . onde se criou proteção diversa para a população urbana e rural. busca abranger o maior número de hipóteses e situações a serem objeto de cobertura pela seguridade social. natos e naturalizados.‖ 4) O que o senhor entende por uniformidade e equivalência dos benefícios urbanos e rurais? Resposta: Comentado o princípio em questão.‖ 3) O que são o princípio da filiação e princípio do equilíbrio financeiro e atuarial? Resposta: Carlos Castro e João Lazzari lecionam que o princípio da filiação ―estabelece a filiação compulsória e automática de todo e qualquer indivíduo trabalhador no território nacional a um regime de previdência social. a Lei nº 9. mas inadimplência tributária‖. a falta de recolhimento das contribuições não caracteriza ausência de filiação.876/99 trouxe o Fator Previdenciário.5.2. Direito Previdenciário 2. 2. Previdência Social E Seguridade Social: Princípios Constitucionais. e independentemente de ter ou não vertido contribuições. pois. devendo ser observada a relação entre custeio e pagamento de benefícios. e também os estrangeiros residentes no Brasil). a fim de mantê-lo em condições superavitárias. Questões do TRF1 1) O que o candidato sabe sobre o princípio da universalidade da cobertura (aspecto objetivo) e do atendimento (aspecto subjetivo)? 2) O que você entende pela universalidade da seguridade social? Resposta: Sobre o princípio da universalidade. Sobre o princípio do equilíbrio financeiro e atuarial. Marina Vasques Duarte diz: ―também o caput do artigo 201 determina seja preservado o equilíbrio financeiro e atuarial do sistema. André Sette leciona: ―Pode-se.1. quer dizer que as normas e ações devem buscar abranger o maior número de pessoas possíveis (brasileiros. promover uma divisão desde princípio em universalidade de atendimento (aspecto subjetivo) e universalidade de cobertura (aspecto objetivo). mesmo que contra sua vontade.5. Visto sob o segundo aspecto (objetivo). em síntese.1.

5.2. III. A CF reconhece a miserabilidade diante desta distinção? c. ―o direito da seguridade destina-se a garantir. sim.disposição idênticos benefícios e serviços para ambas as populações. ou da solidariedade. 2) Existe plano de saúde plurianual? Há um planejamento em relação a isso? 3) Há positivação desse conteúdo programático? Resposta: Por plano de saúde plurianual. O princípio do altruísmo. acredita-se. Como o princípio do altruísmo se permeia nesse contexto? Resposta: Segundo Marcelo Tavares. haja vista trata-se de um programa de duração continuada (CF. nos termos da positivação iniciada pelo artigo 165 da Constituição da República. Comparadas previdência e assistência. atendendo ao fundamento da República contido no art. da previdência e da assistência sob o mesmo rótulo (seguridade social) representa um reconhecimento constitucional da igual importância desses direitos para a ordem social.1. ordinariamente voltada ao amparo de pessoas que sequer encontram acolhida no âmbito familiar. pode-se entender a parcela do plano plurianual (espécie de lei orçamentária) que é especificamente voltada ao tema da saúde. permeia a seguridade social notadamente no âmbito do custeio. assim como qualquer outra política. § 1º). planejada. pode-se afirmar que o englobamento da saúde. sendo cobertos os mesmos eventos em sistema semelhante. lei de diretrizes orçamentárias e lei orçamentária anual).‖ 2. pode-se dizer que e execução orçamentária da saúde é. art. a Saúde e a Previdência na figura da Seguridade social? a. precipuamente. 165. que se opõe ao da capitalização. ao contrário da previdência. pode-se dizer que a constituição reconhece a miserabilidade em prol da assistência. A saúde e a assistência são formas de amparo não contributivas. da CRFB/88. que é essencialmente contributiva. Considerandose as três espécies de leis orçamentárias (plano plurianual. haja vista o sistema de repartição. 157 . Qual a diferença entre elas? b. Questões do TRF2 1) Por que a CF engloba a Assistência.‖ Por conseguinte. 1º. o mínimo de condição social necessária a uma vida digna.

a previdência social (contributiva) e a assistência social (não contributiva). 5) Já ouviu falar da figura do ressarcimento ao SUS? Do que cuida essa temática? Dentro da definição de que a saúde atende a todos indistintamente. em síntese. assistência e previdência social? Resposta: A seguridade social é um dos capítulos da ordem social. além de onerado ainda mais. A assistência social. que.656/98. volta-se aos trabalhadores. Fato é. 6) Tendo em vista que essa cobrança é feita do prestador (plano de saúde). Enquanto gênero. a seguridade social compreende três espécies: a saúde (não contributiva).4) Qual a distinção entre seguridade social e as três figuras saúde. indistintamente. não implicaria uma vez o empresário sabedor de que lá na frente vai haver esse ressarcimento . a miserabilidade como critério norteador desta. Tal fato pode. estaria indiretamente pagamento pelo serviço público de saúde. na distinção entre previdência e assistência. ser ponderado em prol da ilegitimidade do instituto do ressarcimento ao SUS. art. antevendo o ressarcimento ao SUS. A previdência. o que. volta-se as desamparados (CF. já remuneradas pelo particular para arcar com o procedimento realizado pelo SUS. é possível que as operadoras de planos de saúde. 158 . A saúde volta-se para todos. procura o serviço público de saúde. Quem sustenta a legitimidade do instituto afirma que o mesmo se fundamenta da vedação de enriquecimento sem causa das operadoras de planos de saúde. por sua vez. que as operadoras de planos privados de saúde devem ressarcir o SUS quando a pessoa.em um repasse nos valores do plano de saúde. ao invés de realizar o procedimento na rede privada. onerando mais ainda quem tem o plano de saúde ou não? Não ocorreria esse efeito perverso? Resposta: Em tese. repassem o valor do ressarcimento ao consumidor. que se verifica uma hipótese de remuneração pelo serviço público de saúde. donde se extrai que a Constituição reconhece. essa cobrança seria legítima ou não? Haveria quebra da isonomia no sentido de quem tem um plano de saúde vai ter que arcar com aquele determinado valor? Haveria uma quebra dessa “coluna vertebral” da Constituição que independe dessa contrapartida? Resposta: O instituto do ressarcimento ao SUS é previsto no artigo 32 da Lei nº 9. vai de encontro à diretriz constitucional da gratuidade. no jogo dos argumentos. porém. 6º). por fim. o qual prevê. ainda que mediada pela operadora. em princípio.

de um exercício financeiro para o outro‖. o princípio da distributividade fará com que algumas prestações mais urgentes recebam prioridade em relação a outros tratamento quanto à implementação massificada. somente é devida aos segurados de mais baixa renda (art. IV). acrescido de. Prestação considerada não essencial no sistema. o percentual correspondente à variação nominal do Produto Interno Bruto (PIB) ocorrida no ano anterior ao da lei orçamentária anual). segundo o qual ―em caso de variação negativa do PIB. o que ela prevê? Resposta: Sobre o tema. na redução dos investimentos públicos na saúde sob uma perspectiva substancial.080. objetivamente. em ações e serviços públicos de saúde. Nas prestações de saúde. o montante correspondente ao valor empenhado no exercício financeiro anterior. E mesmo os serviços de assistência social poderão prever atendimentos em graus variados de urgência‖. positivado ou isso fica à discricionariedade? Já existe algum padrão ou modelo que o Poder Público siga ou em cada caso poderá fazer uma opção durante um determinado período de tempo para prestar serviço? Isso é regrado ou não? Se recorda de algum parâmetro de alguma destas legislações? A lei 8. apurado nos termos desta Lei Complementar. Com a aplicação do princípio da seletividade. Marcelo Tavares diz: ―Enquanto. 8) A recente lei complementar 141/2012 prevê a aplicação mínima de recursos para a saúde. Por exemplo. previdência e assistência social podem ser destinadas de forma diferenciada. no mínimo.7) Quais são os conceitos de seletividade e distributividade no âmbito da previdência? Esse critério da distributividade tem algum critério posto. é o que ocorre com o salário-família. pode-se concluir que a fórmula adotada pelo legislador pode comprometer o desenvolvimento do país. em termos nominais. pois a manutenção do valor orçamentário nominal implica. a universalidade determina que o Estado procure proteger o homem da maior gama possível de riscos. 5º A União aplicará. prestações específicas de saúde. por exemplo. Considerando o § 2º deste preceito. o valor de que trata o caput não poderá ser reduzido. Existe vinculação do PIB do país para a aplicação mínima de recursos para a saúde? Pode haver essa vinculação? A Constituição autorizaria ou de alguma maneira isto estaria comprometendo o desenvolvimento do país? Resposta: Sim. anualmente. a vinculação existe (Art. dando vantagem aos mais carentes. diante da inflação. 159 . benefício previdenciário do Regime Geral de Previdência. a seletividade possibilita a ponderação dos critérios de atendimento pela necessidade. 201.

A Constituição da República. 12) É correta a afirmativa.direito social: assistência aos desamparados. (ii) art. onde parte da doutrina entende de que a Constituição reconhece a miserabilidade em território brasileiro? Resposta: É possível concluir que a Constituição reconhece a miserabilidade em território brasileiro com base nos seguintes preceitos: (i) art. 13) Como se distinguem os princípios da seletividade e da distributividade no âmbito da seguridade? Resposta: 160 . V – garantia de um salário mínimo de benefício mensal à pessoa portadora de deficiência e ao idoso que comprovem não possuir meios de prover à própria manutenção ou de tê-la provida por sua família. donde de conclui que o planejamento não ocorre a cada exercício financeiro. dentro deste ponto de vista da doutrina. 6º . em seu artigo 195. 3º. 203. independentemente de contribuição (CF. a lei de diretrizes orçamentárias e a lei orçamentária anual. à previdência e à assistência social”. (iii) art. 10) Seguridade: qual o conceito mais singelo que se poder oferecer? Resposta: Seguridade (social) é sinônimo de segurança (social). art. I – objetivo fundamental: erradicar a pobreza e a marginalização.9) Há previsão de plano de saúde plurianual ou é planejado a cada exercício financeiro? Resposta: A saúde é matéria que integra o plano plurianual. define a seguridade social como “um conjunto integrado de ações de iniciativa dos Poderes Públicos e da sociedade. a assistência social será prestada a quem dela necessitar. 203). 11) Como se distingue basicamente a previdência social da assistência social? Qual é a nota distintiva? Resposta: A principal nota distintiva é a contributividade: a previdência é contributiva. de amparo (social). destinadas a assegurar os direitos relativos à saúde.

Traçando um paralelo entre os princípios. art. Por sua vez. 2. Questões do TRF3 1) É possível a criação de benefícios previdenciários sem a devida fonte de custeio? Resposta: Não é possível. III).1. pela concessão de benefícios e serviços visa-se ao bem-estar e à justiça social (art. art.). sendo possível vislumbrar um liame entre ambos.3..5. pois a pessoa que verte contribuição para a seguridade não o faz em benefício próprio. mas em benefício de outrem necessitado (sistema de repartição). § 5º. sob pena de violação ao § 5º do artigo 195 da Constituição da República: ―Nenhum benefício ou serviço da seguridade social poderá ser criado. é de ser interpretado em seu sentido de distribuição de renda e bem-estar social..Carlos Castro e João Lazzari lecionam: ―O princípio da seletividade pressupõe que os benefícios são concedidos a quem deles efetivamente necessite (. majorado ou estendido sem a correspondente fonte de custeio total‖.4. o princípio do orçamento diferenciado assegura à seguridade um orçamento próprio.5. pode-se dizer que o orçamento diferenciado reforça o caráter solidário do custeio. inserido na ordem social. art. 2. distinto daquele previsto para a União (CF. permeia a seguridade social notadamente no campo do custeio. O princípio da distributividade. Questões do TRF4 161 . § 5º). também denominado de princípio da solidariedade. 14) Como o princípio altruístico permeia a seguridade social? Podemos afirmar que o princípio do orçamento diferenciado é uma decorrência natural do princípio altruístico ou é um princípio que tem um grau de autonomia/independência em relação a ele? Resposta: O princípio altruístico.1. 195. 193 da Carta Magna)‖. 165. ou seja. 2) Existe algum outro dispositivo que seja permitido a criação de benefício sem previsão de custeio? Há alguma exceção? Resposta: Não se tem conhecimento de alguma exceção constitucional à regra da contrapartida (CF.

na saúde. 04) Dê exemplos de aplicação do princípio da solidariedade pelo STF? Resposta: 162 . para outrem necessitado. independentemente de contribuição. dada a precariedade das suas condições de trabalho. por fim.5. pode-se vislumbrar na prioridade de atendimento aos casos de urgência e emergência notas de altruísmo. Outrossim.5. (vi) diversidade da base de financiamento. (ix) orçamento diferenciado. (iii) seletividade e distributividade na prestação dos benefícios e serviços. a jurisprudência brasileira vem adotando a denominada solução pro misero. assistência e previdência? Resposta: O princípio da solidariedade se manifesta nos subsistemas da seguridade social notadamente no âmbito do custeio. (x) solidariedade. (v) equidade na forma de participação do custeio. o juiz atenderá aos fins sociais a que ela se dirige e às exigências do bem comum‖ (art. a existência de benefícios exclusivos ao cidadão de baixa renda demonstra solidariedade. (vii) caráter democrático e descentralizado da administração. Questões do TRF5 01) Quais os princípios da seguridade social? Resposta: Os princípio da seguridade social são: (i) universalidade da cobertura e do atendimento. 5º da Lei de Introdução às Normas do Direito Brasileiro). 02) Quais os limites e alcance da solidariedade em cada um dos subsistemas da seguridade social? É dizer: como se aplica o princípio da solidariedade na saúde. pois aqueles que vertem contribuição não o fazem para si. (viii) precedência da fonte de custeio. por exemplo. como se verifica. (iv) irredutibilidade do valor dos benefícios. (ii) uniformidade e equivalência dos benefícios e serviços às populações urbanas e rurais. Na previdência. na relativização da exigência de início de prova material para o denominado trabalhador boia-fria. é altamente solidária. 03) A jurisprudência brasileira tem adotado regras específicas de interpretação do Direito Previdenciário? Resposta: Considerando que ―na aplicação da lei. A assistência.2. visto que prestada a quem dela necessitar.1.

Questões do TRF1 1) Diferencie cláusula compromissória e compromisso? Resposta: O compromisso é uma espécie de contrato cujo regramento encontra-se nos artigos 851 a 853 do Código Civil. invalidez. art.6. desde que devidamente fundamentada – leia-se. desemprego involuntário. 05) O princípio da defesa do hipossuficiente (in dúbio pro misero). art.1. I. Sendo assim. (iii) técnica: a quem dela necessitar. § 18). devendo o magistrado expor pormenorizadamente tal situação. A dúvida. 198. estrutura organizacional e técnicas utilizadas. valeu-se expressamente do princípio da solidariedade. (ii) estrutura: regime geral de previdência social. Direito Civil 2.6. (C) ASSISTÊNCIA: (i) risco: desamparo social. (ii) estrutura: descentralização político-administrativa – CF. 196. Classificação Dos Contratos. aplicável ao direito previdenciário. portanto.1. 204.6. (ii) estrutura: ―as ações e serviços públicos de saúde integram uma rede regionalizada e hierarquizada e constituem um sistema único‖ – CF. regime de previdência privada.O Supremo Tribunal Federal. (iii) técnica: tutela do trabalhador e seus dependentes. Compromisso. há de ser fundada. art. 2. a decisão que se vale da solução pro misero não implica em violação à imparcialidade. Sua definição encontra-se no artigo 851: ―É admitido compro163 . art. 196. (iii) técnica: acesso universal – CF. Resposta: As três estruturas da seguridade social são: (A) SAÚDE: (i) risco: ―redução do risco doença e de outros agravos‖ – CF. ao reconhecer a constitucionalidade da contribuição sobre os proventos de aposentadoria e pensões concedidas pelos regimes próprios de previdência (CF. 2. regimes próprios de previdência. idade avançada. 40. 06) Seguridade social: distinguir as três estruturas: cobertura do risco. proteção à maternidade. de acordo com as provas produzidas nos autos –. morte.1. art. (B) PREVIDÊNCIA: (i) risco: doença. não vulnera a imparcialidade do juiz? Resposta: Um dos métodos de controle da imparcialidade do magistrado é o dever de fundamentar as decisões.

há diminuição patrimonial de uma das partes em proveito da outra (como na doação). O que ocorre na doação pura? Enriquecimento de um lado e um sacrifício do outro. o encargo.misso. inclusive. naqueles. em sua formação.‖ Sob este viés.2.exemplo. e não pluricontratual. Resposta: Caio Mário da Silva Pereira leciona: ―Encarados quanto ao objeto perseguido pelas partes. é contrato gratuito propriamente dito . 2. é bilateral ou plurilateral. ou seja. aqueles dos quais ambas as partes visam a obter vantagens ou benefícios. jamais em sentido estrito. de igual teor. utilizado pelo mencionado autor. judicial ou extrajudicial. ou sem sofrer diminuição no seu patrimônio. o contrato não interessado apenas pode ser considerado gratuito em sentido amplo. e a outra suporta. ainda não verificados. ponto que a difere do compromisso arbitral. por existirem sempre duas ou mais vontades coincidentes”. sem encargo. ―a cláusula compromissória é a convenção através da qual as partes em um contrato comprometem-se a submeter à arbitragem os litígios que possam vir a surgir relativamente a tal contrato‖. Quando extrajudicial. A cláusula compromissória. ou pura liberalidade. que é um acordo de vontades. aqueles dos quais somente uma aufere a vantagem. o contrato de compromisso pode assumir a forma de cláusula compromissória ou compromisso arbitral. Questões do TRF2 1) O contrato de Seguro é pluricontratual? Resposta: Maria Helena Diniz leciona: “Toda convenção. 2) O que seria um contrato desinteressado? E um que fosse gratuito não seria não interessado? Doação Pura.1. pois. com a observação de que. enquanto que nos outros um dos contratantes presta um serviço ao outro sem nada receber em troca da prestação feita ou prometida. volta-se para litígios futuros e eventuais. impondo-se encargos reciprocamente em benefício uma da outra. O contrato de seguro nos parece bilateral (seguradora e segurado). ou seja. só ela. dos contratos desinteressados. os contratos são: Onerosos. para resolver litígios entre pessoas que podem contratar‖. Há quem distinga os contratos gratuitos propriamente ditos. A doação pura. porém sem empobrecer-se.6. Gratuitos ou benéficos. Segundo o artigo 4º da Lei nº 9. só que firmado após o surgimento do conflito de interesses. 2) Pode nesse contrato ocorrer a hipótese de união de contratos? 164 .037/96.

5. durante a sua execução. podendo até mesmo ser levado a efeito sem o seu consentimento ou contra sua vontade (CC. razão pela qual não pode ser considerado bilateral perfeito. converter-se-ia em bilateral‖. Questões do TRF1 1) Como o senhor definiria uma S/A? Porque ela se chama anônima? 165 .1. conclui-se que a fiança é. na sua origem. o contrato de fiança é.1. por existirem sempre duas ou mais vontades coincidentes‖. ao nosso sentir.7. razão pela qual deixamos de considerá-la um contrato bilateral imperfeito. prescindindo da presença do devedor. um contrato bilateral. 3) Fiança é um contrato multilateral? Este contrato é bilateral perfeito ou imperfeito? Aplica-se união de contratos? Resposta: Maria Helena Diniz leciona: ―Toda convenção. O devedor não é parte na relação jurídica fidejussória. seria unilateral. como o devedor não é parte na formação do contrato. o qual. Há. durante a sua execução.‖ Assim. Ex: união entre o contrato de compra e venda de um carro e o contrato de seguro desse mesmo carro.1.1.3. a fiança gere encargos patrimoniais ao credor. art.7.1. Pablo Stolze diz: ―Há quem defenda a existência de um tertium genius entre a unilateralidade e a bilateralidade dos efeitos do contrato.6. Seria a figura do contrato bilateral imperfeito. Questões do TRF3 2.Resposta: Parece-nos possível. união de contratos: entre o contrato de fiança e o contrato afiançado. unilateral (gera obrigação apenas para o fiador). Questões do TRF5 2.7. Direito Empresarial 2.6. mas. Quanto aos seus efeitos. 2. Em relação ao contrato de fiança. 820). em sua formação. sem dúvida. diz: ―É um negócio entabulado entre credor e fiador. Questões do TRF4 2. Não nos parece possível que. em sua formação.1.4. é bilateral ou plurilateral. Sociedade Anônima 2.6. e não multilateral.

mediante alvará do regente D. bastavam o registro.‖ 4) Quais seriam os exemplos de valores mobiliários? Resposta: Diz a Lei nº 6. responsabilidade limitada ao preço de emissão das ações que titularizam‖. Fábio Ulhoa Coelho apresenta a seguinte definição: ―Anônima é a sociedade empresária com capital social dividido em valores mobiliários representativos de um investimento (as ações). sociedade anônima. por exemplo. pelas obrigações sociais. no período colonial e no início do Império. 2º São valores mobiliários sujeitos ao regime desta Lei: I .as cédulas de debêntures. No segundo período. No primeiro.303/01: ―Art. II .os certificados de depósito de valores mobiliários.os cupons. No Brasil. foi constituído em 1808. ligavam-se a monopólios colonialistas. recibos de subscrição e certificados de desdobramento relativos aos valores mobiliários referidos no inciso II. O Banco do Brasil. Entendese que a S/A. a personalização e a limitação das responsabilidade dos acionistas eram privilégios concedidos pelo monarca e. cujos sócios tem. Resposta: Em seu curso de Direito Comercial. elas decorriam de autorização governamental. autorização e regulamentação. com redação dada pela Lei nº 10. 2) Quais são os períodos históricos institucionais da S/A? (Outorga. João VI. com a chegada da família real portuguesa à sua então colônia. Regulamentação).385/76. V . Fábio Ulhoa Coelho leciona: ―Valores mobiliários são instrumentos de captação de recurso pelas sociedades anônimas emissoras e representam. Autorização. para quem os subscreve ou adquire.Resposta: Em seu curso de Direito Comercial. Qual foi a S/A mais destacada que foi fundada neste período? Banco do Brasil. um investimento. Fábio Ulhoa Coelho leciona: ―A doutrina divide a trajetória histórica das sociedades anônimas em três períodos: outorga. as sociedades anônimas se constituíam por ato de outorga do poder real ou imperial. Registro.‖ 3) O que são valores mobiliários? Do lado da empresa são instrumentos? Resposta: Em seu curso de Direito Comercial. no órgão próprio.as ações. No último. em geral. direitos. trata-se de uma sociedade entre anônimos e. IV . debêntures e bônus de subscrição. III . porque voltada para a atração de grandes investimentos.as cotas de fundos de investimento em 166 . por isso.

‖ 2) A mudança de título jurídico – a transformação de uma companhia em ltda.outros contratos derivativos. quando um investidor adquire este bônus. cujos ativos subjacentes sejam valores mobiliários.os contratos futuros. que gerem direito de participação. permanece a mesma pessoa jurídica.quando ofertados publicamente. a limitada se torna anônima. no contrato social. quaisquer outros títulos ou contratos de investimento coletivo. 2.‖ 5) O que é um bônus de subscrição? Quando um investidor adquire este bônus. dispõe a Lei nº 6. mas apenas o direito de preferência sobre ações futuras. Fábio Ulhoa Coelho leciona: “Na transformação. 221. salvo se prevista no estatuto ou no contrato social. caso em que o sócio dissidente terá o direito de retirar-se da sociedade. em seu curso de Direito Comercial. VIII . VII . submetida. Os sócios podem renunciar.é. ou vice-versa. Na transformação. por exemplo.7. inclusive resultante de prestação de serviços. Fábio Ulhoa Coelho leciona: ―Bônus de subscrição é o valor mobiliário que atribui ao seu titular o direito de preferência para subscrever novas ações da companhia emissora.2. ocorre sem solução de continuidade? Resposta: Sobre o procedimento da transformação. e vice versa implica em alguma perturbação da atividade empresária.as notas comerciais. e IX . A transformação exige o consentimento unânime dos sócios ou acionistas. Questões do TRF2 1) O que é o fenômeno da transformação? Resposta: Em seu curso de Direito Comercial. de opções e outros derivativos. i.valores mobiliários ou de clubes de investimento em quaisquer ativos. independentemente dos ativos subjacentes.1. VI .404/76: ―Art. devem ser observa167 .‖ Portanto. Por essa operação. de parceria ou de remuneração. ao regime do novo tipo adotado. porém. Parágrafo único. ele não estaria realizando a compra de uma ação? Resposta: Em seu curso de Direito Comercial. ela não compra ações.‖ Por sua vez. quando de futuro aumento de capital social. Fábio Ulhoa Coelho leciona: ―Transformação é a mudança do tipo da sociedade empresária. ao direito de retirada no caso de transformação em companhia. cujos rendimentos advêm do esforço do empreendedor ou de terceiros.

das as regras de constituição de sociedade aplicáveis ao novo tipo. Os sócios da limitada, para transformarem em anônima, devem reunir-se em assembleia de fundação, lavrando a respectiva ata, ou comparecer perante o tabelião, para assinatura da escritura de constituição. Os acionistas da anônima, por sua vez, devem assinar o contrato social. Nenhum outro ato dos sócios é preciso para a mudança do tipo.” Não há previsão, pois, de interrupção das atividades.

3) O que é uma incorporação. O que acontece com os patrimônios das pessoas jurídicas (incorporadora e incorporada)? Reformulando: conceitue juridicamente a figura desta “absorção” patrimonial; Quando eu incorporo o patrimônio de outra sociedade em que há um somatório de elementos patrimoniais, ou seja, existe alguma coisa que acontece relativamente às posições jurídicas titularizadas pela incorporada até o momento passa a ser da incorporadora. Sob o ponto de vista jurídico o que acontece? Por exemplo, a relação de crédito que incorporada tenha com terceiros, a incorporadora assume que posição? Qual a titulação dos elementos patrimoniais – ativos e passivos – da incorporadora quando ocorre a incorporação? (Há uma sucessão.) E essa sucessão se dá em caráter singular ou universal? Ou seja, se dá posição jurídica à posição jurídica ou se dá como, por exemplo, na morte civil em que há sucessão universal? Resposta:

―Incorporação é a operação pela qual uma ou mais sociedades são absorvidas por outra, que lhes sucede em todos os direitos e obrigações‖ (Lei nº 6.404/76, art. 227). Neste mesmo sentido, dispõe o artigo 1.116 do Código Civil. Trata-se de sucessão universal, pois todo o patrimônio jurídico (ativo e passivo) é transferido da incorporada para a incorporadora. (Ferri: "Dá-se, portanto, necessariamente, uma sucessão a título universal da sociedade incorporadora ou que resulta da fusão no patrimônio das sociedades que, em conseqüência da fusão, perdem a sua autonomia.")

4) A partir deste conceito de sucessão universal como fica a responsabilidade da incorporadora relativamente às obrigações da incorporada perante terceiros, Fisco inclusive? Resposta:

Considerando que a incorporada absorve todo o patrimônio da incorporada, patrimônio este que representa a garantia dos credores deste, outra conclusão não resta senão a de que a incorporada torna-se devedora dos débitos da incorporada, inclusive fiscais. No ponto, convém lembrar o art. 1.122 do Código Civil, segundo o qual ―Até 90 (noventa) dias depois de publicados os atos relativos à incorporação, fusão ou cisão, o credor anterior, por ela prejudicado, poderá promover judicialmente a anulação deles.‖

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5) O que é uma cisão? Resposta:

Em seu curso de Direito Comercial, Fábio Ulhoa Coelho leciona: ―A cisão é a operação pela qual uma sociedade empresária transfere para outra, ou outras, constituídas para essa finalidade ou já existentes, parcelas do seu patrimônio, ou a totalidade deste. Quando a operação envolve a versão de parte dos bens da cindida em favor de uma ou mais sociedade, diz-se que a cisão é parcial; quando vertidos todos os bens, total. Neste último caso, a sociedade cindida é extinta. Por outro lado, se a sociedade empresária para a qual os bens são transferidos já existe, a operação obedece às regras da incorporação (LSA, art. 229, § 3º).‖

6) Quando a cisão é parcial e essa a parcela cindida é incorporada numa sociedade já existente, como fica a questão da solidariedade? Essa divisão de responsabilidade é oponível perante o Fisco? Resposta:

―A companhia cindida que subsistir e as que absorverem parcelas do seu patrimônio responderão solidariamente pelas obrigações da primeira anteriores à cisão.(...) O ato de cisão parcial poderá estipular que as sociedades que absorverem parcelas do patrimônio da companhia cindida serão responsáveis apenas pelas obrigações que lhes forem transferidas, sem solidariedade entre si ou com a companhia cindida (...)‖ (Lei 6.404/76, art. 233). Tal convenção particular, porém, não é oponível ao fisco (CTN, art. 123).

7) Como se dá a dissolução de uma sociedade? Ela perde a personalidade jurídica? Na hipótese em que há uma sociedade de economia mista controlada pela União pergunta-se: a União pode ser sujeito de abuso de controle com base na lei das S/A? Pode praticar ato abusivo na qualidade de controladora de uma companhia? Sim ou não e por quê? A S.E.M. se submete à lei das S/A? Resposta:

Em seu curso de Direito Comercial, Fábio Ulhoa Coelho leciona: ―A dissolução, entendida como procedimento de terminação da personalidade jurídica da sociedade empresária, abrange três fases: a dissolução (ato ou fato desencadeante), a liquidação (solução das pendências obrigacionais da sociedade) e a partilha (repartição do acervo entre os sócios)‖. Segundo a Lei 6.404/76: (i) ―as sociedades anônimas de economia mista estão sujeitas a esta Lei‖ (art. 235); (ii) ―a pessoa jurídica que controla a companhia de economia mista tem os deveres e responsabilidade do acionista controlador‖ (art. 238); (iii) ―o acionista controlador responde pelos danos causados por atos praticados com abuso de poder‖ (art. 117). Por conseguinte, é possível concluir que a União pode ser sujeito
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ativo de abuso de poder de controle, até porque entendimento contrário redundaria na irresponsabilidade do poder público, desfecho em nada compatível com o ordenamento.

8) Quando as operações societárias são utilizadas como instrumento de economia fiscal ou como etapa de projetos de planejamento fiscal, essas operações podem ser desfeitas? Essas operações são desconsideráveis? São ineficazes sob o ponto de vista do agente público? Resposta:

Em seu curso de Direito Comercial, Fábio Ulhoa Coelho leciona: ―As operações de incorporação, fusão e cisão, na maioria das vezes, podem ter por objetivo o planejamento tributário (para compensar perdas de uma sociedade com lucros de outro do mesmo grupo, observados os limites admitidos em lei)‖. Assim, enquanto permanecerem no campo da licitude (ex: ausência de simulação), pode-se concluir que o agente público não pode desconsiderá-las. Porém, havendo simulação, torna-se aplicável a norma antielisiva prevista no parágrafo único do artigo 116 do CTN: ―a autoridade administrativa poderá desconsiderar atos ou negócios jurídicos praticados com a finalidade de dissimular a ocorrência do fato gerador do tributo ou a natureza dos elementos constitutivos da obrigação tributária, observados os procedimento a serem estabelecidos me lei ordinária‖.

2.7.1.3. Questões do TRF3

2.7.1.4. Questões do TRF4

2.7.1.5. Questões do TRF5
1) Discorra sobre a responsabilidade dos sócios. Resposta:

Em suma: (i) sociedade por ações: ―a responsabilidade dos sócios ou acionistas será limitada ao preço de emissão das ações subscritas ou adquiridas‖ – Lei 6.404/76, art. 1º ; (ii) sociedade limitada: ―a responsabilidade de cada sócio é restrita ao valor de sua cotas, mas todos respondem solidariamente pela integralização do capital social‖ – Código Civil, art. 1.052; (iii) sociedade em nome coletivo: ―somente pessoas físicas podem tomar parte na sociedade em nome coletivo, respondendo todos os sócios, solidária e ilimitadamente, pelas obrigações sociais.‖ – Código Civil, art. 1039; (iv) sociedade em comandita simples: ―os comanditados, pessoas físicas, responsáveis solidária e ilimitadamente pelas obrigações sociais; e os comanditários, obrigados somente pelo valor de sua quota‖ – Código Civil, art. 1.045.
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2.8. Direito Processual Civil
2.8.1. Tutela Jurisdicional E Sua Antecipação. Conceito. Cabimento E Requisitos. Revogação, Modificação E Recursos Cabíveis. Fungibilidade Da Tutela Cautelar E Antecipada. Cumprimento Das Tutelas Antecipadas. Tutelas De Urgência. 2.8.1.1. Questões do TRF1
1) Qual o instrumento que eu terei para forçar o cumprimento de uma tutela inibitória? Resposta:

Considerando que a tutela inibitória veicula uma obrigação de não fazer, a ela se torna aplicável o regramento do artigo 461 do Código de Processo Civil. Desta feita, os instrumentos de que a parte dispõe para forçar o cumprimento de uma tutela inibitória ostentam natureza eminentemente mandamental ou executiva lato sensu, notadamente os previstos no § 5º do mencionado preceito: ―Para efetivação da tutela específica ou a obtenção do resultado prático equivalente, poderá o juiz, de ofício ou a requerimento, determinar as medidas necessárias, tais como a imposição de multa por tempo de atraso, busca e apreensão, remoção de pessoas e coisas, desfazimento de obras e impedimento de atividade nociva, se necessário com requisição de força policial‖.

2) Por que antecipar a tutela jurisdicional? Resposta:

À luz do direito fundamental à razoável duração do processo, Luiz Guilherme Marinoni afirma que a antecipação de tutela é uma forma de distribuir o ônus do tempo do processo entre as partes. Diz o autor: “O tempo do processo não pode prejudicar o autor e beneficiar o réu, já que o Estado, quando proibiu a justiça de mão própria, assumiu o compromisso de, além de tutelar de forma pronta e efetiva os direitos, tratar os litigantes de forma isonômica. É possível distribuir o tempo do processo através dos procedimentos especiais, elaborados a partir das técnicas da cognição. Os procedimentos que impedem a discussão de determinadas questões (cognição parcial), que restringem o uso das provas (por exemplo, mandado de segurança, cognição exauriente secundum eventum probationis) ou mesmo que são de cognição plena e exauriente, mas dotados de tutela antecipatória permitem, através de formas diversas, uma melhor distribuição do tempo da justiça”.

3) Nós tínhamos uma doutrina tradicional, processo de conhecimento, cautelar, de execução, qual a necessidade de encurtar este procedimento da cautelar? 171

Resposta:

Considerando o sincretismo processual verificado entre os processos de conhecimento e de execução, o que, ao fim e ao cabo, implica em tutela satisfativa mais célere, pode-se dizer que a necessidade de encurtar o procedimento cautelar se faz necessária como forma de acompanhar a celeridade que já se verifica nos demais procedimentos. Se toda cautelar, por definição, é instrumental, ela deve seguir a mesma lógica do principal (maior celeridade).

4) A antecipação dos efeitos da tutela já existiriam no MS e nas ações possessórias? É antecipação dos efeitos da tutela? E se eu tenho uma posse velha e não posso enveredar pela ação possessória, então eu posso me valer do art. 273 do CPC e requere a antecipação dos efeitos da tutela geral? Resposta:

Antes de ingressar no regime geral do Código de Processo Civil, a antecipação de tutela é instituto que já encontrava previsão em alguns procedimentos especiais, dentre os quais o mandado de segurança e a ação possessória, cada qual com seus respectivos requisitos. No caso da ação possessória, a antecipação da tutela, segundo o regramento específico, exige posse nova (posse inferior a ano e dia). Porém, caso seja ultrapassado este lapso de tempo, é perfeitamente possível que o autor da demanda obtenha a tutela antecipada. Porém, nesses casos, a mesma haverá de ser apreciada de acordo com o regramento genérico, ou seja, o artigo 273 do Código de Processo Civil.

5) O periculum in mora é presumido, na ação de procedimento ordinário ele teria de ser provado, o senhor não acha que seria difícil de provar um periculum in mora do art. 273 para se demandar ação em virtude de posse velha? Resposta:

6) E quando esta antecipação dos efeitos da tutela é necessária numa fase cinzenta quando da interposição do RE e o despacho do RE ou Resp e também da apelação? Resposta:

Com efeito, uma vez decorrido o lapso de ano e dia nas ações possessórias, ou quando se está na fase recursal, a prova do ―fundado receio de dano irreparável ou de difícil reparação‖ parece contradizer a demora da parte autora em ingressar em juízo, como também o pleno transcurso da demanda nas instâncias ordinárias. Porém, estamos apenas no plano das hipóteses, não se podendo excluir ab initio tal possibilidade no plano concreto. Ademais, convém lembrar que segundo o CPC existe a possibilidade de ante172

cipação de tutela sem periculum in mora (art. 273, I), fundado no abuso do direito de defesa do réu (art. 273, II).

Resposta:

2.8.1.2. Questões do TRF2

2.8.1.3. Questões do TRF3
1) Pode o magistrado deferir antecipação de tutela, de caráter satisfativo, de forma diversa da pedida pela parte? Resposta:

Sim, pois, nos termos do artigo 461 do Código de Processo Civil, ―o juiz concederá a tutela específica da obrigação ou, se procedente o pedido, determinará providências que assegurem o resultado prático equivalente ao do adimplemento.‖ Deferida a tutela antecipada na forma do pedido da parte, tem-se tutela específica; deferida em prol de resultado prático equivalente, o juiz o faz de forma diversa da pedida pela parte.

2) Pode ser deferida tutela antecipada satisfativa, de ofício? Resposta:

Não, pois o artigo 273 do Código de Processo Civil é claro: ―o juiz poderá, a requerimento da parte, antecipar, total ou parcialmente, os efeitos da tutela pretendida no pedido inicial‖.

2.8.1.4. Questões do TRF4

2.8.1.5. Questões do TRF5

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2.9. Direito Processual Penal
2.9.1. Ação Penal. Justa Causa. 2.9.1.1. Questões do TRF1
1) A justa causa constitui elemento da ação penal? Resposta:

Para Eugênio Pacelli de Oliveira, a justa causa, enquanto lastro probatório mínimo a subsidiar a peça acusatória, é uma condição da ação penal, hoje expressamente prevista no artigo 395, III, do Código de Processo Penal. Diz o autor: “Sempre admitimos a existência da justa causa como condição da ação, seja como quarta condição (da ação), inserida no contexto da demonstração do interesse (utilidade) de agir, seja enquanto lastro mínimo de prova, a demonstrar a viabilidade da pretensão deduzida”.

2) O que é ação e jurisdição na órbita da CF tomando por parâmetro o art. 129 da CF? A ação compreendida no art. 129 da CF. Analisando o art. 28, o senhor acha que ele foi recepcionado pela CF? Resposta:

À luz do artigo 129 da Constituição da República, pode-se dizer que a ação (penal) é o poder de provocar a Jurisdição (penal), sendo tal poder privativo do Ministério Público. Sendo assim, há quem vislumbre no artigo 28 do Código de Processo Penal um desvio a esta diretriz constitucional. Argumentos favoráveis à inconstitucionalidade: o juiz, ao considerar que o caso é de denúncia e não de arquivamento, está emitindo um juízo de valor que é incompatível com a função julgadora que deve ser neutra e imparcial. Quando o Juiz se nega a arquivar os autos do Inquérito Policial, ele está adentrando em uma seara que lhe foi negada pela Constituição. Argumentos favoráveis à constitucionalidade: não haveria ofensa à Constituição da República, pois, ao fim e ao cabo, prevaleceria a voz do Ministério Público.

3) Ação penal subsidiária da pública, o que é este tipo? É ação penal subsidiária ou queixa substitutiva da denúncia? Resposta:

A ação penal privada subsidiária da pública é um direito fundamental (CF, art. 5, LIX) cujo regramento encontra-se no artigo 29 do Código de Processo Penal, do qual se extrai que o instituto implica apenas na mudança da titularidade para a iniciativa da ação penal, e não do seu regime jurídico, que continua a ser o da ação pública. Sob tais premissas, pode-se afirmar que a queixa não é substitutiva da denúncia – como se o ofere174

cimento daquela fosse obstáculo intransponível ao oferecimento desta –, tanto que o Código assegura justamente o inverso, ou seja, a possibilidade de o Ministério Público ―aditar a queixa, repudiá-la e oferecer denúncia substitutiva‖.

2.9.1.2. Questões do TRF2
1) É possível assistente coletivo na acusação ou somente individual? Resposta:

2) Nos crimes praticados contra interesse metaindividual, pode haver o assistente coletivo? Resposta:

3) Existe lei expressa que dispõe sobre essa possibilidade de assistente coletivo? Resposta:

Existe, sim, a figura do assistente coletivo na persecução penal de crimes praticados contra interesses metaindividuais. Exemplo: Lei nº 8.078/90 – Código de Defesa do Consumidor – Art. 80. No processo penal atinente aos crimes previstos neste Código, bem como a outros crimes e contravenções que envolvam relações de consumo, poderão intervir, como assistente do Ministério Público, os legitimados indicados no art. 82, inciso III [as entidades e órgãos da Adminnistraçao Pública, direta ou indireta, ainda que sem personalidade jurídica, especificamente destinados à defesa dos interesses e direitos protegidos por este código] e IV [as associações legalmente constituídas há pelo menos 1 (um) ano e que incluam entre seus fins institucionais a defesa dos interesses e direitos protegidos por este código, dispensada a autorização assemblear], aos quais também é facultado propor açao penal subsidiária, se a denúncia nao for oferecida no prazo legal.

2.9.1.3. Questões do TRF3
1) A denúncia deve se basear necessariamente no Inquérito Policial ou este é dispensável? Resposta:

É entendimento jurisprudencial pacífico de que o inquérito policial é dispensável à propositura da ação penal, pois a opinio delicti é exclusiva do Ministério Público, de modo que este poderá desde logo oferecer denúncia caso entenda que os elementos de informação que possui são suficientes a ponto de dispensar a instauração do inquérito policial.
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2) Eventuais vícios do IP podem ser sanados na ação penal? Resposta:

―No que se refere aos alegados vícios no inquérito policial, a jurisprudência desta Superior Corte de Justiça já se firmou no sentido de que eventuais irregularidades ocorridas na fase inquisitorial não possuem o condão de macular todo o processo criminal. Ademais, as mencionada nulidades ocorridas no inquérito não passam de meras imperfeições, sequer comprovadas nos autos e, portanto, inaptas para anular as provas colhidas na fase inquisitorial, especialmente quando não demonstrada a ocorrência de qualquer prejuízo.‖ (HC 216.201/PR, Rel. Ministra ALDERITA RAMOS DE OLIVEIRA, SEXTA TURMA, 02/08/2012)

2.9.1.4. Questões do TRF4

2.9.1.5. Questões do TRF5
TRF5 – 2012 01) No procedimento das ações penais originárias, qual o momento de que deve ser realizado o interrogatório? Resposta:

Sobre o tema, o Plenário do Supremo Tribunal Federal já se manifestou: ―O art. 400 do Código de Processo Penal, com a redação dada pela Lei 11.719/2008, fixou o interrogatório do réu como ato derradeiro da instrução penal. Sendo tal prática benéfica à defesa, deve prevalecer nas ações penais originárias perante o Supremo Tribunal Federal, em detrimento do previsto no art. 7º da Lei 8.038/90 nesse aspecto. Exceção apenas quanto às ações nas quais o interrogatório já se ultimou. Interpretação sistemática e teleológica do direito‖. (AP 528 AgR, Relator Min. RICARDO LEWANDOWSKI, Tribunal Pleno, 24/03/2011)

02) Qual seu entendimento sobre o poder de investigação do Ministério Público? O MP pode dirigir o inquérito policial? E medidas cautelares, como busca e apreensão, quebra de sigilo bancário, fiscal etc., como medidas necessárias à investigação, podem ser feitas diretamente pelo MP? Resposta:

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Em 27/06/12, o Ministro Luiz Fux pediu vista dos autos do RE nº 593.727/MG, onde a questão está sendo reexaminada, agora em sede de repercussão geral. Porém, tudo indica que o Supremo Tribunal Federal manterá seu entendimento anterior, segundo o qual, com base na teoria dos poderes implícitos, o Ministério Público pode realizar atividade investigativa, sem, contudo, presidir o inquérito policial. Medidas cautelares que exigem autorização judicial no bojo do inquérito policial, continuam sujeitas a tal autorização quando a investigação é levada a cabo pelo Ministério Público.

03) O princípio da identidade física do juiz aplica-se ao processo penal? Como esse princípio se define? Resposta:

―De acordo com o princípio da identidade física do juiz, que passou a ser aplicado também no âmbito do processo penal após o advento da Lei n.º 11.719, de 20 de junho de 2008, o magistrado que presidir a instrução criminal deverá proferir a sentença no feito, nos termos do § 2.º do artigo 399 do Código de Processo Penal. Em razão da ausência de outras normas específicas regulamentando o referido princípio, nos casos de convocação, licença, promoção ou de outro motivo que impeça o juiz que tiver presidido a instrução de sentenciar o feito, por analogia - permitida pelo artigo 3.º da Lei Adjetiva Penal -, deverá ser aplicada a regra contida no artigo 132 do Código de Processo Civil, que dispõe que os autos passarão ao sucessor do magistrado.‖ (HC 242.115/PE, Rel. Ministro JORGE MUSSI, QUINTA TURMA, 02/08/2012)

04) O que se entende pelo princípio da oficialidade do processo penal? Há exceções a sua aplicação no Direito brasileiro? Resposta:

O princípio da oficialidade significa, nas palavras de Edilson Mougenot Bonfim, que ―a ação penal pública somente poderá ser proposta por um órgão do Estado: o Ministério Público. (...) A prerrogativa do órgão do parquet vem consubstanciada nos ditames da Constituição Federal, que estabelece uma das funções institucionais do Ministério Público promover privativamente a ação penal pública, na forma da lei (art. 129, I)‖. Como exceção, pode-se mencionar a ação penal privada subsidiária da pública.

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2.10. Direito Ambiental
2.10.1. Competências Constitucionais Em Matéria Ambiental. Classificação e Repartição Dessas Competências, no Cenário Federativo 2.10.1.1. Questões do TRF1

2.10.1.2. Questões do TRF2
1) Os municípios podem legislar sobre matéria ambiental?

2) Qual o critério dessa competência concorrente? Resposta:

Sim. Em matéria ambiental a competência executiva é comum entre União, Estados, Distrito Federal e Municípios (CF, art. 23, VI). Desta forma, para que o Município desempenhe essa competência executiva sem entraves, é lhes reconhecida, por conseguinte, a competência legislativa em matéria ambiental, a qual há der ser exercida de acordo com dois critérios: (i) assunto ambiental de interesse local (CF, art. 30, I); e (ii) suplementar a legislação ambiental federal e estadual (CF, art. 30, II).

2.10.1.3. Questões do TRF3

2.10.1.4. Questões do TRF4

2.10.1.5. Questões do TRF5

2.11. Direito Internacional Público e Privado
2.11.1. Validade de Sentença Estrangeira no Brasil. Rogatórias 2.11.1.1. Questões do TRF1
1) Carta Rogatória. Qual o procedimento? Resposta:

Resolução 9/2005 do STJ: é atribuição do Presidente do STJ conceder o exequatur às cartas rogatórias. Se o pedido tiver por objeto ato que não enseje juízo de delibação,
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será encaminhado ao Ministério da Justiça para cumprimento por auxílio direto. A parte será intimada para impugnar (15 dias). A medida poderá ser realizada sem ouvir a parte quando sua intimação prévia puder resultar na ineficácia da cooperação. Havendo impugnação, o processo poderá, por decisão do Presidente, ser distribuído à Corte Especial. Revel ou incapaz o requerido, dar-se-lhe-á curador especial. O MP terá vista dos autos, podendo impugná-las. Das decisões do Presidente cabe agravo regimental. Concedido o exequatur, a carta será remetida para cumprimento ao Juízo Federal. No cumprimento pelo Juiz Federal, cabem embargos relativos a quaisquer atos (10 dias), por qualquer interessado ou pelo Ministério Público, julgando-os o Presidente. Da decisão que julgar os embargos cabe agravo regimental. O Presidente ou o Relator poderá ordenar diretamente o atendimento à medida solicitada. Cumprida, será devolvida ao Presidente e por este remetida, por meio do Ministério da Justiça ou do Ministério das Relações Exteriores, à autoridade judiciária de origem.

2) A decisão no exterior, para ter efeito no Brasil precisa ser homologada, qual o órgão judicial encarregado por esta homologação. As decisões interlocutórias também são homologadas pelo STJ? Resposta:

O órgão encarregado é o STJ (CF, art. 105, I, i). As decisões interlocutórias (ex: medida cautelar) também devem ser homologadas.

3) Que tipo de sentença é homologável?

4) A sentença penal trabalhista, também seria possível ser homologada? Resposta:

São homologáveis as sentenças cíveis; as sentenças (laudos) arbitrais; as sentenças penais, apenas quanto aos seus efeitos civis (ex: perda de bens). A ―sentença penal trabalhista‖, ora entendida como a sentença penal proferida por juiz trabalhista no estrangeiro, não é passível de homologação, haja vista tratar de matéria penal. Há divergência sobre a necessidade, ou não, de homologação das sentenças de estado, havendo três correntes: (i) a Constituição não estabelece distinção, logo, todas as sentenças, inclusive as de estado, carecem de homologação; (ii) o art. 483 do CPC revogou o parágrafo único do art. 15 da LICC, tornando exigível a homologação; (iii) o parágrafo único do art. 15 da LICC continua em vigor, dispensando a homologação. O STF seguia a primeira corrente. O STJ, antes da EC 45/2004, seguia a terceira corrente, não se tendo conhecimento de outro precedente após a alteração do texto constitucional.
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5) Se uma brasileira casa na Austrália com australiano e lá se divorcia, e na vigência do casamento ele tem dois filhos que são registrados na embaixada brasileira e tem dupla nacionalidade, ela pedindo a homologação desta sentença australiana o STJ homologa, e depois disso ela tem a pensão alimentícia atrasada pelo cônjuge e tem a guarda compartilhada, ela poderia pedir que fosse aumentada a pensão, e se ela poderia pedir a alteração da guarda compartilhada? Quem seria o juízo da alteração no Brasil? Seria a justiça estadual? Não seria um juízo de família que vai cuidar de guarda? Resposta:

A Competência é da Justiça Estadual (vara de família). Vejamos o seguinte precedente, no qual fora reconhecida a competência federal por motivos não presentes na hipótese: ―(...) CONFLITO NEGATIVO DE COMPETÊNCIA. AÇÃO PARA DEFINIÇÃO DE GUARDA E REGULAMENTAÇÃO DO REGIME DE VISITAS A MENOR. CONEXÃO COM AÇÃO DE BUSCA E APREENSÃO, PROPOSTA PELA UNIÃO, COM FUNDAMENTO NA CONVENÇÃO DE HAIA SOBRE ASPECTOS CIVIS DE SEQUESTRO INTERNACIONAL DE CRIANÇAS. RISCO DE DECISÕES CONFLITANTES. RECONHECIMENTO DA COMPETÊNCIA DA JUSTIÇA FEDERAL. (...) 2. Demonstrada a conexão entre a ação de busca e apreensão de menores e a ação de guarda e regulamentação do direito de visitas, impõe-se a reunião dos processos para julgamento conjunto (arts. 115, III; e 103 do CPC), a fim de se evitar decisões conflitantes e incompatíveis entre si. 3. A competência absoluta da justiça federal para julgamento de uma das ações, que visa o cumprimento de obrigação fundada em tratado internacional (art. 109, I e III, da CF/88) atrai a competência para julgamento da ação conexa. (...) (CC 118.351/PR, Nancy Andrighi, SEGUNDA SEÇÃO, 28/09/2011)

2.11.1.2. Questões do TRF2
1) Cooperação internacional, qual a mudança recente com a EC no. 45/2004? Houve alguma mudança de fundo com a modificação de competência do STF para o STJ? Resposta:

Um possível mudança de fundo pode ser vista na questão relacionada ao cabimento, ou não, de recurso extraordinário da decisão do STJ, que, sobre o tema, ainda não firmou posicionamento, havendo precedentes em ambos os sentidos.

2) Homologação de sentenças estrangeiras, hipóteses e consequências. Discorra. Resposta:

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São homologáveis as sentenças cíveis; as sentenças (laudos) arbitrais; as sentenças penais, apenas quanto aos seus efeitos civis (ex: perda de bens). Há divergência sobre a necessidade, ou não, de homologação das sentenças de estado, havendo três correntes: (i) a Constituição não estabelece distinção, logo, todas as sentenças, inclusive as de estado, carecem de homologação; (ii) o art. 483 do CPC revogou o parágrafo único do art. 15 da LICC, tornando exigível a homologação; (iii) o parágrafo único do art. 15 da LICC continua em vigor, dispensando a homologação. O STF seguia a primeira corrente. O STJ, antes da EC 45/2004, seguia a terceira corrente, não se tendo conhecimento de outro precedente após a alteração do texto constitucional.

3) Arbitragem internacional. Como a lei no. 9.307/96 alterou o cenário?

4) É preciso homologar os laudos estrangeiros?

5) Como o STJ decide a esse respeito?

6) O placar tem sido favorável à homologação, no STJ? Resposta:

Sobre tema, leciona Nadia de Araújo: ―até a entrada em vigor da Lei de Arbitragem (Lei nº 9.307/2006, vigia no Brasil o sistema de dupla homologação, pelo qual qualquer laudo arbitral proferido no exterior, para ser delibado, deveria ser previstamente homologado pela Justiça do país de origem. (...) Desse modo, a análise para homologação recaía não sobre a decisão arbitral em si, e sim sobre a decisão judicial de origem. Com o advento da Lei de Arbitragem, o STF, à época competente para processar e julgar as homologações, declarou a natureza processual dos arts. 37 e 39 da referida lei, que permitiam a homologação do próprio laudo arbitral e sua consequente aplicabilidade imediata. (...) O STJ, ao assumir a competência para homologação de sentenças estrangeiras, tem mantido o entendimento jurisprudencial inaugurado pelo STF relativamente à arbitragem com o incremento da homologação-simples.‖

7) Arbitragem interna e arbitragem internacional. Qual a diferença? Resposta:

José Carlos de Magalhães distingue: ―a arbitragem estrangeira [arbitragem interna] da arbitragem internacional. A primeira resolve um litígio subordinado inteiramente a uma
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ordem jurídica nacional determinada, em que todos os elementos da relação jurídica controvertida estão sujeitos a essa ordem jurídica. Um contrato regido pela lei inglesa, tendo como partes pessoas domiciliadas na Inglaterra e como objeto, bem ou direito também situado naquele país, é contrato nacional, subordinado a uma lei nacional e a arbitragem que dirimir a controvérsia dele oriunda é também nacional e, assim, estrangeiras para outros países. Já a arbitragem internacional soluciona controvérsia de caráter internacional, seja porque as partes possuam domicílio em diferentes países, seja porque o objeto do contrato se situe em outra ordem jurídica, seja, ainda, porque o pagamento deva transitar de um país para outro. Em outras palavras, a relação jurídica controvertida envolve mais de uma ordem jurídica nacional, embora possa ser regida por uma lei nacional.‖

8) Nova lei de arbitragem trouxe alteração do cenário brasileiro? Resposta:

Sobre tema, leciona Nadia de Araújo: ―até a entrada em vigor da Lei de Arbitragem (Lei nº 9.307/2006, vigia no Brasil o sistema de dupla homologação, pelo qual qualquer laudo arbitral proferido no exterior, para ser delibado, deveria ser previstamente homologado pela Justiça do país de origem. (...) Desse modo, a análise para homologação recaía não sobre a decisão arbitral em si, e sim sobre a decisão judicial de origem. Com o advento da Lei de Arbitragem, o STF, à época competente para processar e julgar as homologações, declarou a natureza processual dos arts. 37 e 39 da referida lei, que permitiam a homologação do próprio laudo arbitral e sua consequente aplicabilidade imediata. (...) O STJ, ao assumir a competência para homologação de sentenças estrangeiras, tem mantido o entendimento jurisprudencial inaugurado pelo STF relativamente à arbitragem com o incremento da homologação-simples.‖

9) Dê exemplos de situações excepcionais de aplicação imediata de carta rogatória executiva.

10) Como se dá o cumprimento dessas ordens de decisões jurisdicionais estrangeiras? Resposta:

Segundo o parágrafo único do art. 8º da Resolução nº 9 do STJ, ―a medida solicitada por carta rogatória poderá ser realizada sem ouvir a parte interessada quando sua intimação prévia puder resultar na ineficácia da cooperação internacional.‖ Ex: quebra de sigilo telefônico. Sobre a forma de cumprimento, dispõe o art. 13: ―a carta rogatória, depois de concedido o exequatur, será remetida para cumprimento pelo Juízo Federal competente.‖
182

2.11.1.3. Questões do TRF3

2.11.1.4. Questões do TRF4
1) Pode ser negado o cumprimento de uma rogatória? Resposta:

Nos termos do art. 6º da Resolução nº 9/2005 do STJ, ―não será homologada sentença estrangeira ou concedido exequatur a carta rogatória que ofendam a soberania ou a ordem pública.‖

2) Quais os sistemas existentes no mundo, objetivamente, quanto à homologação de sentenças estrangeiras? Resposta:

Wikipédia: (i) Sistema da Revisão do Mérito da Sentença. Julga-se novamente a causa, ensejando até nova produção de provas, reanalisando as preexistentes. Após a decisão estrangeira poderá ser ratificada; (ii) Sistema Parcial de Revisão do Mérito. Iimposto com o fim de analisar a aplicação da lei do país em que irá ser executada a sentença. Ainda nesse sistema o que se busca distinguir se há a possibilidade de aplicação da lei embasadora da sentença estrangeira no Estado em cujo território a sentença estrangeira irá produzir efeitos; (iii) Sistema de Reciprocidade Diplomática. Utiliza-se dos tratados como basilar, não existindo esse entre os dois Estados, sequer será possível a homologação; (iv) Sistema de Reciprocidade de Fato. A homologação só se faz possível se ambos os Estados protegerem os mesmos institutos, eg; União de indivíduos de mesmo sexo; (v) Processo da Delibação. É adotado pelo Brasil. Neste sistema o mérito da sentença sequer é auferido. Examinam-se, singularmente, as formalidades da sentença a luz de princípios fundamentais para se considerar justo um processo, tais como: respeito ao contraditório e a ampla defesa, legalidade dos atos processuais, respeito aos direitos fundamentais humanos, adequação aos bons costumes.

2.11.1.5. Questões do TRF5

183

2.12. Sociologia do Direito
2.12.1. Conceito De Sociologia – Controle Social E Direito. 2.12.1.1. Questões do TRF1
1) Qual a diferença entre coerção e coação? Resposta:

Wikipédia: “A sanção jurídica não se confunde com os conceitos de coerção e coação. A coerção corresponde à influência psicológica exercida preventivamente pela sanção para o cumprimento da obrigação sem a necessidade de sua execução forçada. A coação, por outro lado, é a aplicação forçada da sanção pelo Estado ou pelo particular interessado, que o fará por intermédio dos órgãos estatais competentes.”

2) Qual a diferença entre a regra moral, regra de trato social e regra jurídica? Resposta:

São instrumentos de controle social: (i) Regra moral. Orienta a consciência humana em suas atitudes. É unilateral, autônoma, interior, incoercível, sanção difusa; (ii) Regra de trato social. Padrões de conduta social ditados pela própria sociedade, com o propósito de tornar mais agradável o ambiente social. Ex: cortesia, etiqueta. É unilateral, heterônomo, exterior, incoercível, sanção difusa; (iii) Regra jurídica. É bilateral, heterônomo, exterior, coercível, sanção prefixada. Vejamos: 1) Bilateral: impõe dever, mas também prevê direito; 2) Unilateral: impõe dever, sem previsão de direito; 3) Heterônomo: deve ser cumprida; 4) Autônomo: pode ser cumprida, por um querer espontâneo; 5) Exterior: atuam diretamente nas ações das pessoas em sociedade; 6) Interior: voltada para a consciência da pessoa, como um aconselhamento que pode interferir na conduta; 7) Coercível: ditada pelo Estado, único detentor do poder de exigir das pessoas o seu cumprimento; 8) Incoercível: não parte do poder estatal, de modo que podem ou não ser cumpridas; 9) Sanção prefixada: já traz, de antemão, a punição para o descumprimento; 10) Sanção difusa: não traz punição prefixada. No momento da violação é que haverá uma reprovação, uma censura, ao infrator, por diversas formas.

2.12.1.2. Questões do TRF2

2.12.1.3. Questões do TRF3

184

2.12.1.4. Questões do TRF4

2.12.1.5. Questões do TRF5

2.13. Filosofia do Direito
2.13.1. A Justiça Como Valor Universal 2.13.1.1. Questões do TRF1
1) A justiça é um valor próprio do Direito? Resposta:

Acreditamos que a justiça não é um valor próprio – no sentido de específico, exclusivo – do direito, já que a mesma permeia outras instâncias de controle social. Porém, ciente da complexidade do tema, entendemos conveniente lembrar a seguinte passagem de Miguel Reale: “Cada época histórica tem a sua imagem ou a sua ideia de justiça, dependente da escala de valores dominantes nas respectivas sociedades, mas nenhuma delas é toda a justiça, assim como a mais justa das sentenças não exaure as virtualidades todas do justo”. 2.13.1.2. Questões do TRF2

2.13.1.3. Questões do TRF3

2.13.1.4. Questões do TRF4

2.13.1.5. Questões do TRF5

185

3. Ponto 03
3.1. Direito Constitucional
3.1.1. Direitos e Garantias Fundamentais: Garantias Constitucionais e Núcleos Essenciais dos Direitos Fundamentais 3.1.1.1. Questões do TRF1
1) Qual a posição mais recente do STF acerca do direito de greve dos servidores públicos da União? Resposta:

2) Qual a mais valia da duração razoável do processo? Resposta:

3.1.1.2. Questões do TRF2
1) Diferença entre direitos humanos e direitos individuais. Resposta:

2) Segurança pública (art. 144, CR/1988), seria também um direito fundamental? Resposta:

3) No que consiste o princípio da proibição da proteção deficiente? Resposta:

4) Art. 5º, XLIII, CR/1988, é uma cláusula pétrea? Resposta:

5) Direito ao lazer se insere em uma das figuras da 1a., 2a. ou 3ª. dimensão? (Para Poul, melhor seria ir da 3ª. ou 4ª. geração, porque o Estado não pode ser obrigado a atuar, por isso não é de 2ª. geração) 186

Resposta:

6) Efetividade: discorra sobre cada um dos direitos individuais coletivos exemplificando-os. Quais os instrumentos que existem para que se tornem efetivos? Resposta:

7) A sindicabilidade dos direitos sociais: o que vem a ser isso, como está se dando, porque está ocorrendo e quais são as visões – umas contra, outras a favor – que podemos encontrar no Supremo a respeito. Resposta:

8) Em uma situação (em que por um lado entende-se) que um tipo efetividade dada pelo Poder Judiciário a esses direitos individuais, fundamentais estaria a se criar uma “política de Estado parelela” (pois em razão da ausência desta se estaria recorrendo ao Judiciário, que talvez não tenha essa ponderação quanto ao conteúdo), e outra corrente que acha que os direitos individuais e fundamentais não poderiam ser fraudados ao cidadão na medida em que há a omissão do Poder Público em torná-los efetivos; Entre esses dois extremos, o sr. como magistrado, veria espaço para uma terceira possibilidade ou se filiaria a uma delas? Resposta:

9) Princípio da Duração Razoável do processo se confunde com celeridade? Resposta:

10) Quanto ao princípio da fundamentação. O uso de jargões, por ex., “não vejo verossimilhança”, ofende? Qual a posição do STF? Resposta:

11) Há direito à assistência espiritual? É de que geração? Tem artigo na CR/1988? Resposta:

12) Garantias institucionais e garantias constitucionais são diferentes? 187

Resposta:

13) O princípio da ampla defesa é garantia constitucional? Resposta:

14) Recusa estatal de fornecer certidões. Quais instrumentos são adequados? Seria possível ACP? Resposta:

15) Há diferença entre garantias institucionais e garantias constitucionais? Resposta:

16) O habeas data é instrumento adequado para ter vistas do processo administrativo? Resposta:

17) Mandado de Segurança contra ato normativo do Presidente do STF, é possível? Seria um ato normativo em tese? Resposta:

18) Separação dos Poderes é uma garantia constitucional ou garantia da constituição (institucional)? Resposta:

19) A estabilidade do servidor público é garantia constitucional? Resposta:

20) E o princípio da ampla defesa? Resposta: 188

21) As ações populares podem ser julgadas no STF originariamente? Resposta:

22) Qual o instrumento mais adequado para recusa de vista em processo administrativo? Habeas Corpus pode? Resposta:

23) Pode usar HC para obter informações de terceiros? Exemplo, o próprio pai? Resposta:

3.1.1.3. Questões do TRF3
1) Qual a função social da propriedade? Resposta:

2) Há colisão entre propriedade e meio ambiente? Em que caso prevalece o primeiro, e em q caso prevalece o último? Resposta:

3) No art. 15 da CF, quais são hipóteses de perda, e quais de suspensão dos direitos políticos? Resposta:

4) Quais são as hipóteses de inelegibilidade na CF? Resposta: 5) Há direitos constitucionais implícitos? Resposta:

6) Como se define o impasse entre violação à privacidade e direito de informação quando a privacidade é de uma pessoa pública, famosa? 189

Questões do TRF1 1) As contribuições para os Conselhos reguladores de atividades profissionais são de natureza tributária? Resposta: 2) É constitucional o redutor de IPTU que recai sobre imóvel único? Resposta: 3) Outra hipótese de progressividade do IPTU fora do que concerne o art. Resposta: 5) Pode um tributo ser majorado por medida provisória? Resposta: 190 .2. Sistema Constitucional Tributário: Tributos .1.Tributo E Preço Público 3. na medida em que o princípio é cláusula pétrea? Resposta: 4) Imposto real e imposto pessoal.Conceito .1.2. Defina.Espécies . Questões do TRF4 3.5. Questões do TRF5 1) Confronte o abuso de direito individual e abuso de direito político. 182 da CF.Classificação .Resposta: 3.Natureza Jurídica .2. EC nº 29/00.4.1. Padece esta EC de inconstitucionalidade. Resposta: 3.1.1. Direito Tributário 3.1.1.

Será que estamos observando o enriquecimento sem causa de todas essas obras realizadas sem cobrança da contribuição de melhoria? Resposta: 191 . Na prática observa-se que obras públicas são realizadas sem cobrança de contribuição de melhoria. defina-os? Resposta: 8) É cabível o IPTU em relação ao possuidor de um imóvel fixado em condomínio irregular? Condomínio fixado em imóvel da União poderia ser cobrado IPTU pelo DF.1.6) ITBI pode uma lei estabelecer uma alíquota progressiva em razão do valor venal do imóvel? Resposta: 7) impostos diretos e impostos indiretos. por exemplo? Resposta: 3. Questões do TRF2 1) O que seria um imposto indireto? Resposta: 2) Como ficaria a questão da repetição de indébito no caso do imposto indireto? Resposta: 3) A doutrina delimita a contribuição de melhoria e a classifica pelo critério da valorização. Poderíamos admitir o critério do custo no direito tributário brasileiro? É cabível a utilização do critério do custo em matéria de contribuição de melhoria? Resposta: 4) Em sua resposta mencionou que a contribuição de melhoria visa evitar o enriquecimento sem causa.2.2.

poderia ser idêntico ao de um imposto já existente? Resposta: 8) No caso dos impostos de guerra (extraordinários também) poderíamos pensar em que fatos geradores? Resposta: 9) Poderíamos admitir no imposto de guerra. um IPTU federal? Resposta: 10) Qual o critério positivado para distinguir as espécies tributárias? Qual a crítica que se faz? Resposta: 11) O critério da não-cumulatividade se vale do que para distinguir os tributos? Resposta: 12) O ISS entra nessa classificação? E o PIS? Resposta: 13) COFINS envolve tributo indireto e impessoal? 192 . por exemplo.5) O que é a Contribuição de Intervenção no Domínio Econômico? Resposta: 6) Qual o critério jurídico distintivo das espécies tributárias? Vê alguma diferença de tratamento dado pelo código tributário e o texto constitucional em termos de classificação? Resposta: 7) Qual seria o fato gerador do empréstimo compulsório? O f.g.

Resposta: 14) A CIDE entra nessa categoria? Resposta: 15) O que a CR apregoa como critério para distinguir os tributos? Resposta: 16) O que os Tribunais Superiores falam sobre os critérios de distinguir tributos? Explicar a finalidade? Isso não é mais próprio do Direito Financeiro? A CR faz algum critério? Resposta: 17) O PIS é vinculado ou não vinculado? Resposta: 18) Qual a consequência dessa classificação? Resposta: 19) E o critério da base imponível? Resposta: 20) Por que esse critério é superior? Para quais doutrinadores? Resposta: 21) Como se usa o critério temporal? Resposta: 193 .

22) De onde importamos o Fato Gerador complexo? Resposta: 23) Em qual figura do CTN está o FG complexivo? Resposta: 24) Qual a característica primária do FG pendente? Resposta: 25) A Base de Cálculo é importante para classificação dos tributos? Resposta: 26) E o critério da estruturação econômica? Resposta: 27) O que é tributo pessoal e real? Relacione com o princípio da capacidade contributiva. Resposta: 28) E o Empréstimo Compulsório é real ou pessoal? Resposta: 29) Qual a importância da classificação dos tributos? Resposta: 30) O FG complexo está à margem do nosso sistema? De onde vem essa ideia? Resposta: 194 .

2. ou até mesmo nada cobrar.3. por serviço específico e divisível? Resposta: 4) Qual o sentido da expressão domínio econômico na CIDE? Resposta: 5) As contribuições são espécies autônomas de tributos? Resposta: 6) Há contradição entre dizer-se que tributo não é sanção de ato ilícito e dizer-se que há obrigação tributária pelo descumprimento de obrigação acessória? Resposta: 3.1. Questões do TRF3 1) Quais tributos são vinculados? Resposta: 2) Em que situações pode haver desvinculação de tributos vinculados? E o caso das contribuições? Qual a consequência da desvinculação? Há algum vício nessa desvinculação? Resposta: 3) Pode-se optar discricionariamente pela cobrança de taxa ou preço público.31).1.4.E quais são os critérios de acordo com a estruturação econômica? Resposta: 3. Questões do TRF4 195 .2.

3.1.2012 1) As contribuições sociais têm caráter tributário? Resposta: 2) Quais as espécies de contribuições sociais? Resposta: 3.2.2. Direito Administrativo 3.1. Intervenção do Estado na Propriedade e no Domínio Econômico 3.1. Questões do TRF2 1) Qual a distinção entre limitação e restrição administrativa? A requisição estaria enquadrada na limitação ou na restrição? Resposta: 2) Quando o juiz eleitoral determina que um clube esportivo será Zona Eleitoral.3. Resposta: 3.3.1. Questões do TRF1 1) Que funções exerce o Estado como agente normativo e regulador na ordem econômica? Determinantes para o setor público e indicativos do setor privado? Resposta: 2) Dê dois exemplos de monopólio da União.3. isso é uma requisição? Resposta: 3) O imóvel é alodial se não houver limitação administrativa? 196 .1. Questões do TRF5 TRF5 .3.5.

Resposta: 11) Existem exceções a esta regra da irretroatividade tributária? Resposta: 197 . A colocação de entulho no terreno de particular. um dos princípios constitucionais tributários é o da irretroatividade tributária. pode ser considerada como ocupação temporária? Resposta: 6) A ocupação temporária é indenizável? E na ausência de dano? Resposta: 7) O que é uma zona fortificada de fronteira? Elas precisam constar no RGI? A ausência desse registro torna o terreno alodial? Resposta: 8) Existe algum ônus que não precisa de registro no RGI? Resposta: 9) Quais são os valores que permeiam o controle da concentração da atividade econômica? Resposta: 10) Em matéria de interpretação. em razão de obra pública.Resposta: 4) As limitações se coadunam com os atributos do domínio? Resposta: 5) Ocupação temporária.

contra quem deve ser ajuizada? Resposta: 198 . Questões do TRF3 1) Em caso de decreto de desapropriação para fins de utilidade pública do chefe do executivo municipal para instalação de aeroporto quem deverá figurar no pólo passivo.3.3.1.12) Pode-se se falar em desapropriação de bem tombado? Resposta: 13) Qual seria a distinção entre ocupação temporária e requisição administrativa? Resposta: 14) Qual a natureza jurídica das florestas? E de uma reserva indígena? Resposta: 15) A desapropriação pode ocorrer em que circunstâncias? Quais são os processos adequados para que ela ocorra de forma legal? Resposta: 16) O que são limitações? Quais as diferenças entre essa e restrições? Resposta: 17) As limitações administrativas são prerrogativas ou privilégios? Resposta: 18) Qual a origem da palavra privilégio? Resposta: 3.

4. Concurso de Pessoas e Concurso de Crimes 3.4. qual o seu entendimento? Resposta: 02) Como se manifesta a intervenção do estado no domínio econômico? Resposta: 03) É ilimitada a intervenção por direção? Resposta: 04) A intervenção indutiva pode gerar responsabilização do estado? Em quais situações? Resposta: 3. Direito Penal 3.1.1.2) O município neste caso pode decretar a desapropriação? Resposta: 3) Qual seria o juiz competente para conhecer esta ação? Resposta: 3.4.3.4. Questões do TRF1 1) Qual a diferença entre induzir. Questões do TRF4 3.1. Questões do TRF5 01) A expressão regulação.1.1. instigar e auxiliar? Resposta: 199 .5.3.

De que se trata esse crime? Qual sua qualificação? Qual crime praticado em relação a bicicleta? Furto ou apropriação indébita? Integra a continuidade delitiva? Trace um paralelo entre reiteração criminosa x crime continuado. assim que atingisse uma certa quantia auferida com esses pequenos furtos. Questões do TRF2 1) Faça a distinção entre o concurso material e concurso formal.2. de que tinha posse também funcional. Resposta: 5) Qual o critério para o crime continuado? A intenção do agente serve para isso? Resposta: 6) Crime contra a Ordem Tributária. É crime continuado? Qual a posição do STF? Resposta: 200 . Mas tinha o desígnio inicial de fugir com a bicicleta funcional. Sonegação de IR. 71 do CP o que quer dizer a expressão “crimes da mesma espécie”? Resposta: 4) Vislumbra a possibilidade de continuidade delitiva em caso de homicídio? Exemplifique. Resposta: 3) Crime continuado em crime de estupro (Art. 213.3. do CP). Como está a questão atualmente do ponto de vista legal e jurisprudencial? Resposta: 3) Crime continuado: da leitura do art.4. Como diferenciar o concurso homogêneo do concurso heterogêneo? Resposta: 2) Um sujeito trabalha como gerente de uma loja. e tira uma pequena quantia dia após dia.1.

5.1.1. portanto empresa.1.3. a empregador.4.1.1.5.4. Questões do TRF1 1) Para efeito de contribuição previdenciária quem é que a lei ordinária equipara a empresa.5. Questões do TRF2 1) Quais as naturezas e espécies de contribuição social? Resposta: 201 .4.5.1.2. quem ela considera empregador. 3. Salário-De-Contribuição. Questões do TRF3 1) Há habitualidade na continuidade delitiva? Resposta: 3.1. Contribuições da Empresa.5. Questões do TRF4 3.4.3. Questões do TRF5 1) Qual a teoria adotada no Brasil sobre a participação e qual conceito de participação moral e material? Resposta: 3. Direito Previdenciário 3. o órgão da administração? E na iniciativa privada quem faz? Resposta: 2) No que consiste o salário de contribuição? Resposta: 3.

3. Resposta: 3) O PIS entraria nesse conceito de contribuição social? É uma figura específica de contribuição social? Haveria um bis in idem já que possui a mesma base de cálculo que a COFINS? Resposta: 4) Existe outra situação de bis in idem envolvendo as contribuições.1. social que não incide em renda. e que. não socorre o sistema da seguridade social? Resposta: 3) Qual a sanção que pode ser imposta a PJ em débito com o INSS e onde está estabelecida tal sanção? Resposta: 4) Existe norma específica que fala da PJ? Resposta: 5) Em relação as contribuições atinentes a seguridade social. principalmente quanto às alíquotas.2) Qual a discussão que está sendo travada no Supremo sobre a COFINS em torno da figura do faturamento? Opine de acordo com a argumentação que foi trazida até agora. Fale sobre a contribuição SAT. mas que teriam autorização no texto constitucional que poderia apontar? Resposta: 3. Questões do TRF3 1) Quem tem competência para criar contribuição social para a seguridade social? Resposta: 2) Qual a contribuição social para a seg.5. 202 . na prática.

4. Questões do TRF5 3. Contratos Fiduciários e Indiretos 3. Direito Civil 3.6. Questões do TRF1 1) O que é uma propriedade fiduciária? Dê-me um exemplo.6. Questões do TRF2 1) O contrato de fiança é plurilateral? Resposta: DESSE PONTO EM DIANTE: RESPOSTAS ELABORADAS POR EMANUEL JOSÉ MATIAS GUERRA 2) O contrato de fiança pode ser caracterizado como união de contratos? Resposta: 203 .5.1.1.5.1.1.1.1. E porque não pode se transferir o automóvel apenas por simples tradição? Resposta: 2) Na alienação fiduciária o que representa o chamado excesso de meio? Se pratica um contrato objetivo menor que é apenas a alienação em garantia. Questões do TRF4 3.2.Resposta: 6) O SAT tem alíquotas variáveis? Tem algum tipo de categorização? Resposta: 3.6. Resposta: 3. Validade e Invalidade dos Contratos. Como se dar a alienação fiduciária de automóvel? É a regra? Como se adquire a propriedade móvel? Tradição.6.5.

em que uma pessoa garante ao credor o cumprimento de uma obrigação assumida por outra pessoa (o STJ não aceita a ―autofiança‖). por exemplo. 3. convalidação e ratificação? Resposta: Embora haja bastante controvérsia doutrinária sobre o alcance dos conceitos.3. A ratificação seria uma de suas modalidades. ao passo em que os atos inexistentes jamais podem 204 . que somente produz efeitos na medida em que estes sejam reconhecidos pela lei. ainda que não haja necessariamente relação de ―acessório X principal‖. ao passo em que a confirmação é realizada por outra pessoa (quando no Direito Administrativo. do agente que cumpre um contrato mesmo sabendo que sobre ele pende vício de anulabilidade. é autoridade superior). conceito bastante próximo do anterior. que presume a remissão do penhor. razão pela qual manifesta sua tácita vontade de não questionar a validade da avença. Questões do TRF3 1) Qual a diferença entre confirmação. entendese. É o caso. em geral. que a convalidação é o ato jurídico que com efeitos retroativos sana vício de ato antecedente de tal modo que ele passa a ser considerado como válido desde o seu nascimento. pela própria configuração do contrato de fiança. realizada pela mesma pessoa que praticou o ato a ser ratificado.1. enquanto não desconstituídos.6. vontade tácita e vontade presumida? Resposta: Embora haja divergência na doutrina acerca do real alcance dos termos. pode-se incluí-lo no conceito de união de contratos. por sua vez. Assim. ocorre em situações nas quais há manifestação de vontade. É o caso da devolução da coisa empenhada. 2) Qual a diferença entre silêncio. embora se possa efetivamente perceber a real intenção do agente.Entende-se como união de contratos a circunstância em que dois ou mais ajustes estão ligados funcionalmente entre si. Já a vontade presumida. 3) Há produção de efeitos em negócio inexistente e negócio inválido? Resposta: Há clássica afirmação no sentido de que os atos inválidos são aptos à produção de efeitos. mas esta não se dá pela forma escrita. A vontade tácita. pode-se dizer que o silêncio é a ausência completa de manifestação de vontade. representa situação em que a lei atribui a determinado comportamento um específico significado de um declaração de vontade negocial.

1.1. razão pela qual prescindiriam até mesmo de declaração judicial de sua inexistência.7. razão pela qual o valor do estabelecimento é maior do que o da soma dos bens individualmente considerados. Na prática. haverá produção de efeitos.1.2.1. conhecido como aviamento (Direito Italiano) ou fundo de comércio. se eu encontro pessoas exercendo uma atividade comercial.6. essas pessoas serão classificáveis como individuais empresários? (d) Serão uma sociedade? (e) Numa situação concreta.5. mas até que haja determinação judicial em contrário. Direito Empresarial 3. como se define isto? Resposta: (a) O estabelecimento empresarial pode ser definido como o conjunto organizado de bens corpóreos e incorpóreos reunidos pelo empresário para o exercício da empresa. se o desconto dos valores não for percebido pelo aposentado. de fato. qual a importância prática de saber qual o conceito de empresa? (c) Qual a relevância do conceito de empresa para o direito? (D) Se a empresa não estiver contida numa sociedade. empresário? (b) Nesse conceito de empresa. o contrato inexistente produzirá todos os seus efeitos e o ―pagamento‖ será integralmente realizado. Exemplo conhecido dos tribunais federais é o caso do aposentado do INSS que tem valores descontados em seu benefício por suposto contrato de empréstimo consignado com instituição financeira.produzir efeitos. nesse ambiente de empresa. é possível que haja produção de efeitos em atos inexistentes. Questões do TRF4 3.6.1. 3. até que sobrevenha manifestação judicial em contrário. Questões do TRF5 3.7.4. o contrato não existe.1. (b) A importância de saber o conceito de empresa é ligada a todo o regime jurídico especial aplicado ao conjunto de pessoas que exercer atividade profissional organizada para a produção ou circulação de mercadorias e serviços.7. entretanto. Sociedade Limitada 3. em que identifico pessoas praticando atos de comércio. Questões do TRF2 1) (a) O que é o estabelecimento. dessa reunião é originado um sobrevalor.7. 205 . Questões do TRF1 3. já que sequer reúnem os requisitos de existência dos atos jurídicos em geral.

5. a conceituação de empresário não depende mais da prática de atos de comércio. CC). é.1.4. a posterior constituição de pessoa jurídica não pode prejudicar o sobredito ato jurídico perfeito. estará caracterizada. 3) Digamos que a sociedade que eles formem constitua um patrimônio. na prática. na parte destinada ao Direito de Empresa.1. mas sim da forma como é exercida a atividade. (e) Na atual teoria da empresa. salvo hipóteses excepcionais. Questões do TRF3 3. Nessa caso não serão uma sociedade.024. que pressupõe. 3. com normas regulamentadoras especiais. Questões do TRF5 01) Discorra sobre a responsabilidade dos sócios. a atividade de empresário. 206 . 988 c/c 1. 2) Evoluindo neste mesmo exemplo: se estes empresários resolvem formalizar a relação. com a organização profissional dos fatores de produção. previstas no Código Civil.7. respondendo inicialmente pelas obrigações sociais (arts.(c) e (d) A atividade organizada de produção e circulação de mercadorias e serviços exercida por pessoa individual faz incidir o conceito de empresário individual. Indago: essa limitação de responsabilidade contém o patrimônio social também. mas sim um empresário individual. mesmo antes da constituição da personalidade jurídica entende-se que o conjunto de bens destinados ao exercício da empresa se constitui em patrimônio especial. em face de sua afetação. um conjunto de pessoas. de forma habitual e com intuito de lucro. i. razão pela qual a formalização citada não produz efeitos em relação aos credores anteriores. compromete o patrimônio social por eles formado ou não? Resposta: Sim. Questões do TRF4 3. se a atividade é exercida de forma profissional.7. Relativamente às obrigações contraídas antes de sua constituição eles respondem ilimitadamente.1. constituindo uma sociedade com um tipo de responsabilidade limitada? Como fica isto relativamente às obrigações já contraídas? Resposta: Tendo-se em vista que as relações anteriores foram formalizadas em momento no qual não se existia qualquer limitação de responsabilidade (citação).3.7. Assim.

Resposta: A responsabilidade dos sócios das pessoas jurídicas que exercem atividades de empresário irá depender. no mínimo. LSA) Nas sociedades em comantida simples. 994. §único). §1º) Nas sociedades em nome coletivo. Em comum.1. Nas sociedades em comandita por ações. os sócios comanditados são responsabilizados solidária e ilimitadamente. que é o patrimônio de afetação. todos respondem pelas dívidas sociais. embora os sócios possam. que não tem personalidade jurídica. A especialização patrimonial somente produz efeitos entre os sócios (art. Nas sociedades limitadas. do tipo empresarial escolhido para a atividade. mas ilimitada e solidária (entre si) pelas obrigações da sociedade (art. de que depende a alteração do capital. a alteração do contrato social. sócios que representem ¾ do capital social. entre si. já há personalidade jurídica. Nas sociedades anônimas. ressalvado o já citado patrimônio de afetação (art. mas respondem pela integralização do capital social. assim entendido o conjunto de bens destinados ao exercício da atividade.039. a responsabilidade dos sócios é limitada ao valor de suas cotas. o sócio em geral tem responsabilidade limitada ao valor subscrito. ao passo em que o sócio administrador terá responsabilidade subsidiária. os sócios respondem apenas e tão somente pela integralização da sua cota social. não havendo que se falar sequer em responsabilidade pela integralização das demais. fazer pactos limitativos de responsabilidade (art. basicamente. de forma ilimitada. tem-se basicamente o que segue: Na sociedade em comum. demanda a aprovação de. I do Código Civil. ainda que não haja personalidade jurídica. 990). será inicialmente suportada pelo referido patrimônio. Já no que tange às diferenciações. há ao menos a limitação da responsabilidade. apenas o sócio ostensivo exerce a atividade empresarial e apenas ele responde pelas dívidas sociais. 02) O capital social pode ser alterado pelos administradores ou apenas pelos sócios? Resposta: Nos termos do artigo 1076. Na sociedade em conta de participação. 282. mas a responsabilidade é ilimitada. enquanto os comanditários respondem apenas pelo valor de suas cotas. 207 . As obrigações ligadas à empresa.

8.1. Valor da Causa e Caracterização por Matérias. Questões do TRF3 3. o que somente se dá com a assistência simples ou litisconsorcial (TRF1 . Procedimento Sumário.4.0025997-34. Direito Processual Civil 3. com a demonstração do interesse jurídico. entende-se. Petição Inicial. PROPOSTA POR CONCESSIONÁRIA DE ENERGIA ELÉTRICA.8.3. OU DE CONSTITUIÇÃO DE SERVIDÃO ADMINISTRATIVA.1. na esteira da Súmula 61 do TFR.8. Questões do TRF4 3.0000.01.2011. COMPETINDO O JULGAMENTO À JUSTIÇA ESTADUAL 2) A assistência que atrai a competência da Justiça Federal é simples.3.4. Questões do TRF1 3. NÃO PODERÁ SER OBRIGADA A INTEGRAR A RELAÇÃO PROCESSUAL. Procedimento. Audiência de Instrução e Julgamento.0000. que a intervenção da União com base em interesse meramente econômico (Lei 9. de 25/07/2012).2002. Recebimento da Inicial. 3. litisconsorcial.8.1.1.1. Citação.001685436. Questões do TRF2 1) Com relação às concessionárias.5.8.4. isto é.8.1.01. Intervenção de Terceiro e Ação Declaratória Incidental 3. o juiz federal pode obrigar a União a figurar no feito? O que diz a Súmula do TRF 2? Resposta: Diz a súmula Súmula 41 do TRF-2: NA AÇÃO DE DESAPROPRIAÇÃO.1.2. Questões do TRF5 208 .46997) não atrai a competência da Justiça Federal (TRF1 . de 17/08/2012). Hipóteses de Admissibilidade. Audiência Inicial. qual é a classificação correta? Resposta: Embora haja bastante discussão jurisprudencial sobre o tema. MANIFESTANDO A UNIÃO EXPRESSAMENTE FALTA DE INTERESSE EM INTERVIR NO FEITO.8. Resposta do Réu.

9. Recursos 3.9.1. CPP).9. a Carta Testemunhável.1. em face da presunção de inocência e do duplo grau. Direito Processual Penal 3. com a revogação do artigo 595 do CPP.1. autores como Nelson Nery entendam desnecessário o segundo requisito. a Apelação. o Agravo Regimental e o Agravo contra decisão denegatória de recurso especial ou extraordinário. na doutrina. Já era reconhecida pela jurisprudência dos tribunais a impossibilidade de imposição da referida condicionante.3. Questões do TRF1 1) No tocante ao apelar em liberdade.9. Admite-se. 3. cabe RESE? Resposta: Sim. 3) Da decisão que rejeita o pedido de liberdade provisória sem fiança. V. os Embargos (e os embarguinhos).1. 581.1. o Recurso Especial. Questões do TRF3 1) Quais os recursos previsto no CPP? Resposta: O CPP prevê de forma expressa apenas o Recurso em sentido estrito (RESE). não há mais discussões a respeito da matéria. Questões do TRF2 3.3. ainda que não previsto no CPP de forma expressa. ainda existe a prisão como condição de apelar? Resposta: Não. 2) Aplica-se o princípio da fungibilidade no Processo penal? Resposta: Também conhecido como ―Teoria do Recurso Indiferente‖ ou do ―Tanto vale‖.9. tem aplicação no processo penal. Atualmente. 4) O réu que responder o processo em liberdade poderá ter sua prisão decretada imediatamente após a decisão de recurso no Tribunal? 209 . desde que haja dúvida objetiva e respeito ao prazo do recurso tido como correto. por expressa disposição legal (art. embora. Embargos infringentes e de nulidade e o Recurso extraordinário.2.

Questões do TRF5 3. Questões do TRF2 3.1.4. Do contrário. 3. Questões do TRF3 3.5.403/2011 revogou a disposição do CPP que condicionava o conhecimento da apelação à não fuga do recorrente. Direito Ambiental 3.3. Tutela Administrativa do Meio Ambiente. Responsabilidade Administrativa em Matéria Ambiental.Resposta: A decisão do Tribunal. mesmo que este tivesse respondido a todo o processo preso. Dessa forma.2.1.10. razão pela qual normalmente continuará em liberdade. no recurso de apelação o tribunal poderá deferir a liberdade? Resposta: A liberdade se imporá se não estiverem presentes os motivos da prisão preventiva.4.10.10.1.10.9. a decisão condenatória do Tribunal somente é apta a gerar o encarceramento se presentes alguns dos requisitos da prisão preventiva.1. sendo válido ressaltar que a Lei 12.1. por si só. Questões do TRF4 3.10.10. Questões do TRF1 3. 5) E na hipótese de ter respondido o processo preso.1. Como o réu respondeu ao processo em liberdade. não é apta a legitimar o encarceramento do réu.1.1.9. já tendo se manifestado o STF no sentido de que a ausência de efeito suspensivo aos recursos de natureza extraordinária (REsp e RE) não têm o condão de possibilitar a execução provisória contra o réu. é bem provável que não haja qualquer dos requisitos da preventiva. Poder de Polícia Ambiental 3. Questões do TRF4 210 . a liberdade se impõe.

embora não se tenha suprimido completamente a competência dos demais. deu-se prevalência à atuação exercida pelo ente responsável pelo licenciamento. Discorra. Fundamenta-se. e que as demais são atribuídas a todos os entes.5. e de haver previsão de competência legislativa concorrente à União. que há competências que são atribuídas apenas à União. É expressamente tratado pelo artigo 78 do CTN. além da competência material privativa da União para ―organizar. no exercício do chamado Federalismo de Cooperação. Recentemente a Lei Complementar 140/2011 tratou de regular o tema da cooperação entre os entes. tendo-se em conta que o âmbito laboral também integra o conceito de meio ambiente. razão pela qual em regra era atribuída aos órgãos estaduais. ―jazidas.10. 21. salvo quando se tratasse de obra com significativo impacto ambiental de âmbito nacional ou regional. porém.3. A matéria ligada à competência para o licenciamento era tratada predominantemente no artigo 10 da Lei da Política Nacional do Meio Ambiente. 02) Compreensão do poder de polícia administrativo. conservação da natureza. fauna. com base na preponderância do interesse. no princípio da supremacia do interesse públi211 . pesca. XXIV). 24. 22. a noção de predominância do interesse. 22. minas e outros recursos minerais‖ (art. manter e executar a inspeção do trabalho‖ (art. Resposta: Hely conceitua Poder de Polícia como "a faculdade de que dispõe a Administração Pública para condicionar e restringir o uso e gozo de bens. caça. defesa do solo e dos recursos naturais. portanto. em benefício da coletividade e do próprio estado‖. deve ser levado em conta que há competência privativa da União para legislar sobre ―águas e energia‖ (art. em linhas gerais. haja vista ser competência da natureza comum. XII). proteção do meio ambiente e controle da poluição‖ (art. Questões do TRF5 TRF5 – 2012 01) Trate da repartição de competência em matéria ambiental e se houve alguma alteração recente sobre o tema. fundamento.1. VI). Já no que tange ao poder fiscalizatório. com preferência para a palavra dada pelo ente licenciador. portanto. Resposta: Embora haja expressa previsão constitucional no sentido de ser comum a todos os entes competência material para ―proteger o meio ambiente e combater a poluição em qualquer de suas formas‖ (artigo 23. IV). Estados e DF para legislar sobre ―florestas. A matéria foi detalhada pelas Resoluções 1 e 237 do CONAMA. atividades e direitos individuais. como sendo apto a legitimar a instituição de exação tributária na modalidade taxa. Já a competência fiscalizatória era exercida por todos os entes. em linhas gerais. Pode-se dizer. No que tange ao licenciamento foi mantida. VI).

Apesar disso. 05) O poder de polícia precisa da intervenção do poder judiciário? Resposta: Os autores administrativistas. como no clássico exemplo dos radares que medem a velocidade de veículos em vias públicas.co. colocam a autoexecutoriedade. em face da relação de acessoriedade e seguindo a teoria da Gravitação Jurídica. Isso não impede. como. ao lado da indisponibilidade do interesse público. Pode-se dizer. caso a Administração opte por levar o caso ao Judiciário. que são operados por particulares. 04) A administração aplicou uma multa pelo atraso na prestação. Há relevante discussão na doutrina e na jurisprudência acerca da autoexecutoriedade ou não do ato demolitório de construções irregulares. Dessa forma. Em que pese ainda não haver definição do tema. 212 . em geral. reconhece-se que há situações em que não pode a Administração executar diretamente as decisões derivadas do Poder de Polícia. entendo que também a multa é decorrente do poder de polícia. assim. que o exercício dos atos decorrentes do poder de polícia é autoexecutório sempre que houver expressa previsão legal nesse sentido ou quando se tratar de ato urgente. haja vista tratar-se de faculdade eminentemente pública. a jurisprudência superior já teve a oportunidade de afirmar que. entretanto. poder para decidir multar ou não multar. a discricionariedade e a coercibilidade como caracarterísticas inerentes ao poder de polícia. é possível? Resposta: Entende-se predominantemente que não é possível. no caso da cobrança de multas. a administração estaria exercendo o poder administrativo? Resposta: Tratando-se de prestação exigível no bojo do exercício do poder de polícia. a eventual multa pelo atraso no seu cumprimento pode ser qualificada como medida acessória que visa a estimular o seu cumprimento tempestivo. como as autarquias. que não detém. entretanto. 03) Delegação a particular do poder de polícia. ou a atribuição de simples atos materiais a particulares. colocado por Celso Antônio Bandeira de melo como base de todo o Direito Administrativo. não é cabível a extinção do feito por falta de interesse de agir. por exemplo. em que a intermediação do Judiciário é necessária. sua delegação a pessoas jurídicas de direito público.

Discorra. etc. razão pela qual não pode ser tida como automática toda vez que um nacional se naturaliza em outro Estado. conhecimento da língua.4. Questões do TRF5 213 .11. com requisitos de um ano de residência e idoneidade moral para os originários de países de língua portuguesa e 15 anos de residência ininterrupta e ausência de condenação penal. Direito Internacional Público e Privado 3. Questões do TRF1 3. Questões do TRF4 3. 3. Quanto à perda. Questões do TRF3 3. como acontece comumente com jogadores de futebol.1.1. Questões do TRF2 1) Nacionalidade: Conceito.11. é prevista na Constituição. em face de juiz federal competente. a Constituição a prevê nas hipóteses de adoção voluntária de outra nacionalidade derivada. Resposta: Nacionalidade pode ser definida como um vínculo jurídico-político que une uma pessoa a um Estado. ou ao que tiver cancelada sua naturalização.5. profissão. no Brasil é adquirida com a naturalização.2. como o que nasce no exterior. razão pela qual é brasileiro tanto aquele que nasce no território nacional (salvo se um dos seus pais estiverem a serviço do seu país).11. depois da maioridade. por sentença judicial. que prevê a naturalização para o residente há mais de quatro anos. desde que registrado na repartição brasileira competente no exterior ou que venha morar no Brasil e opte a qualquer tempo. salvo se imposta como condição para a permanência no Estado estrangeiro ou o exercício de direitos civis.3. quanto à nacionalidade originária.11. Nacionalidade: Aquisição. Já quanto à nacionalidade derivada. depende de procedimento contraditório. No Brasil. entretanto.1. adota-se tanto o modelo do jus solis como o do jus sanguinis. pela nacionalidade brasileira.1.1. mas com diversos requisitos (como boa saúde. A perda. filho de pai ou mãe brasileira a serviço do Brasil ou filho de pai ou mãe brasileira. perda e aquisição.1.). Perda e Mudança 3.11. em virtude de atividade nociva ao interesse nacional. para os demais.1.3. e no Estatuto do Estrangeiro.11.11.

214 . Questões do TRF1 1) O que é justiça? Resposta: O termo comportou diferentes acepções. independentemente da sociedade em que ocorrem. Questões do TRF4 3. o que é o algo social e o algo natural? Resposta: O conceito de fato social foi cunhado por Emile Durkheim como forma de delimitar o campo de abrangência do estudo da ciência da sociologia. O fato natural. Sociologia do Direito 3.1.12.12.13. na mesma medida em que o fato social condiciona a sociedade.1.5.1.12. é algo que a natureza apresenta em seu curso natural. Filosofia do Direito 3. Questões do TRF3 3. por sua vez.1. ordinário. portanto. Fato Jurídico e Fato Social (Relações) 3. Justiça e Legalidade 3.13. de sentir exteriores ao indivíduo. Questões do TRF1 1) Qual a teoria predominante em relação à natureza e a sociabilidade.1.12.1.12. esta determina o molde do fato social. o fato social – objeto da sociologia – se constitui na maneira de agir. 3. não construído. Para o autor.2.4.1.3. portanto. pela ação humana. Cita-se comumente como exemplo de fato social as regras de postura e de etiqueta.13. ao longo da história. Dessa maneira.1. Questões do TRF2 3.1. dotadas de um poder de coerção.1.12. existentes. Questões do TRF5 3. que independe completamente do Direito.12.3. de pensar.

1. serem dadas as mesmas condições de obtenção da felicidade que são dadas a todos os outros. justo é tanto aquele que cumpre a lei (justiça em sentido estrito) quanto aquele que realiza a igualdade (justiça em sentido universal).5. desde que exercida de modo a não violar direitos ou legítimas expectativas de terceiros. legalidade e igualdade.1. Questões do TRF2 3. e agora vistos como legítimo exercício do direito de não concordar com as políticas públicas instituídas. Miguel Reale ressalta que a Justiça é um valor que só se releva na vida social.2.1. É de se destacar. é instrumento válido de tentativa de mudanças sociais sem uso da violência.13. e não teve consequências mais benéficas? Resposta: Por desobediência civil deve-se entender toda forma de protesto contra um poder político instituído.3. bastando. ao mesmo tempo. Assim. demonstrar a insatisfação mediante o não apoio ao poder estabelecido.4.13. portanto. a desobediência civil. Entre os contemporâneos.1. em que a todos os indivíduos de uma comunidade. Questões do TRF5 215 .Tratada por Platão como a virtude que tem proeminência sobre todas as outras. que por Justiça deve-se entender uma situação ideal. sem que haja necessariamente confronto físico. para tanto. Questões do TRF4 3. antes tratadas como crime de apologia. pelo simples fato de serem indivíduos. o termo justiça denota. no sentido de busca.13. de maneira geral. decorrente da própria diferença entre os homens. efetivamente. Dessa maneiro. Para Aristóteles. 3. em alguns momentos da história não foi rompida. a decisão do STF em que se autorizaram as marchas contra a proibição da maconha. Questões do TRF3 3. Pode-se dizer. na prática.13. de uma igualdade que não existe. nesse sentido. 2) O senhor é a favor da desobediência civil? E a ordem estabelecida. sobretudo com sua demonstração em atos públicos.

até que se declare a ausência de compatibilidade. 2) Efeito repristinatório e repristinação. seja um artigo da Lei Maior alterado por emenda). 4. VI da Constituição. Direito Constitucional 4. Ponto 04 4. também deve ser assegurado no âmbito do controle concreto. elaborados com fundamento direto no artigo 84. Há exemplos na Constituição? Resposta: A despeito da semelhança.4. pela revogação da norma que a revogou. que retiram seu fundamento de validade na própria Constituição Federal. Assim.1.1.2. Controle de Constitucionalidade 4. é plenamente possível a análise da recepção. já que não há instrumento infraconstitucional que o fundamente. isto é. é cabível a ADI. Discorra e diferencie. são vocábulos com significação diversa.1. para os decretos autônomos. Contudo.1. No que tange ao controle concreto. em face da alteração do parâmetro constitucional. Decorre da premissa de que.1.1. a repristinação deve ser expressa dada a dicção do artigo 2º. já que a Força Normativa da Constituição. A repristinação é um fenômeno legislativo no qual há a entrada novamente em vigor de uma norma efetivamente revogada. sob pena de surgir um verdadeiro caos jurídico toda vez que se alterar a norma constitucional. Questões do TRF2 1) O que é o fenômeno da recepção? Norma anterior pode ser objeto de controle de constitucionalidade concreto? Resposta: O fenômeno da recepção é a análise individualizada de compatibilidade da lei préconstitucional com a norma constitucional superveniente (seja uma nova Constituição. 216 . §3º da LINDB.1.1. todas as normas pretéritas continuam em vigor. no sentido de não se conceder validade a normas que violem seu conteúdo. Questões do TRF1 1) Cabe ADI em face de decreto autônomo? (Natureza de primariedade) Resposta: A Ação Direta de Inconstitucionalidade é a forma de controle concentrado cabível em face de atos normativos primários.

legitimado em face da supremacia formal desta. o ato inconstitucional nasce eivado de nulidade. já que não é produto do Constituinte Originário. 5) Fale sobre a modulação dos efeitos temporais na ADI. pelos demais poderes -. 4) Explane sobre controle de constitucionalidade. é necessário explanar brevemente sobre o princípio que lhe dá suporte: o princípio da nulidade do ato inconstitucional.Já o efeito repristinatório advém do controle de constitucionalidade. Para este princípio implícito. 3) É possível controle de Emenda à Constituição? Resposta: O controle de constitucionalidade é a análise acerca da compatibilidade formal e material das leis infraconstitucionais em relação à Constituição Federal. tanto na modalidade difusa – surgida nos EUA – como na concentrada – modelo austríaco. Para compreendêlo melhor. a norma passa a ter o mesmo status da demais normas constitucionais. Uma vez ultrapassado o controle. a norma que nasce nula (declarada inconstitucional) não poderia revogar a anterior validamente. Com isso. Essa tese é embasada no fato de que a decisão que reconhece a inconstitucionalidade é declaratória. Assim. Não é apenas anulável. a nulidade. como a Emenda Constitucional é inferior à Constituição. no caso. Resposta: Trata-se da análise da compatibilidade de toda a legislação infraconstitucional com os preceitos inseridos na Constituição da República. em algumas hipóteses. Isso não confere ao judiciário um alargamento de seu poder (legislando)? Resposta: 217 . No Brasil adotou-se o modelo jurisdicional de controle – embora possa ser feito. construção do legislador constitucional. ocorrendo quando uma norma que revogou outra é declarada inconstitucional. mas. o efeito repristinatório é a reentrada em vigor de norma aparentemente revogada. ao contrário. como deixa ver o artigo 59 da Constituição. entretanto. E a decisão declaratória apenas reconhece determinada situação. extraído do controle difuso de constitucionalidade e acolhido em nosso ordenamento. Assim. é perfeitamente cabível o controle de sua constitucionalidade.

não devendo produzir qualquer efeito. razão pela qual não deveria produzir quaisquer efeitos jurídicos. o controle de constitucionalidade é a análise da compatibilidade de toda a legislação infraconstitucional com os preceitos inseridos na Constituição da República. Embora se possa entender que a modulação atua como garantia do 218 . O sistema brasileiro se assenta na premissa. então. ao Judiciário um poder que aparentemente excede o de mero órgão julgador. Resposta: Em linhas gerais. de que a lei inconstitucional é nula. de modo que a lei. via de regra. 6) Faça uma diferenciação sobre o que vem a ser controle de constitucionalidade e a modulação dos seus efeitos temporais de acordo com a doutrina e a jurisprudência.868/1999 e 11 da Lei 9. em sede de controle concentrado. pois que estaria exercendo um poder normativo a partir do momento que dá efeito prático a um preceito que ele já declarou inconstitucional. Trata da possibilidade de se legitimar a produção de efeitos a uma lei considerada inconstitucional. Entretanto. de modo a permanecerem válidos os atos praticados na vigência da lei declarada inconstitucional. pode produzir efeitos jurídicos válidos. que o STF legitime os efeitos produzidos por uma lei que é nula em sua essência. em respeito ao princípio da segurança jurídica. permite-se a declaração de inconstitucionalidade sem pronúncia de nulidade. razão pela qual entende-se o alargamento como compatível com a Constituição. Faz-se. de fato. admite a legislação infraconstitucional a modulação dos efeitos desse reconhecimento. mesmo inconstitucional. Como vê essa questão? Haveria essa invasão do Poder Judiciário? Resposta: O reconhecimento da possibilidade de modulação dos efeitos da declaração de inconstitucionalidade foge às linhas teóricas do entendimento no sentido de que a lei inconstitucional é nula. tem o condão apenas de declarar (ADI) uma situação já existente. por razões de segurança jurídica. em situação análoga à que consta na Constituição Portuguesa e também na Lei Orgânica da Corte Constitucional Alemã.A modulação de efeitos é prevista em nosso ordenamento pelos artigos 27 da Lei 9. entretanto. assim. Acaba-se por permitir. desde que nesse sentido decida o STF. razão pela qual o legislador dá. entretanto. a possibilidade de modulação de efeitos representa um certo alargamento do seu poder. Por razões de segurança jurídica. O reconhecimento da inconstitucionalidade. razão pela qual a declaração de sua inconstitucionalidade deveria produzir efeitos jurídicos retroativos. Entende-se.882/1999. 7) Há correntes que veem uma extravagância do Poder Judiciário. que a lei já nasceu nula. inclusive fixando os marcos de sua vigência. na medida em que confere possibilidade ao STF de dar validade a norma que contraria a Constituição. como se a lei jamais tivesse existido. De fato.

poderia haver esse controle de constitucionalidade pelo Supremo em relação ao que estivesse inscrito nessa norma específica interna de funcionamento de um dos Poderes? Resposta: O controle preventivo tem balizamento bastante restrito: o direito público subjetivo de participar de um processo legislativo hígido. a atuação se dá pelas Comissões de Constituição e Justiça ou pelo próprio Pleno. por exemplo. está sendo confeccionado e há uma discussão sobre sua compatibilidade. por exemplo. Já no âmbito do Judiciário acontece apenas em casos concretos nos quais se discuta o direito público subjetivo dos parlamentares de participar de um processo legislativo hígido (devido processo legislativo) que não contrarie as regras de vedação de deliberação expressamente contidas na Constituição. que incide sobre os projetos de lei ou de emenda constitucional. não se podendo falar em controle para atos classificados como interna corporis. 10) Como a Constituição Federal trata o efeito repristinatório de normas constitucionais? Resposta: 219 . como. Em matérias de mero funcionamento interno. Assim. por parte dos três poderes. No Legislativo. apenas reconhece-se sua possibilidade na medida em que o próprio ato de deliberar sobre determinada matéria viole a Constituição. não seria possível o controle interno. No âmbito do Executivo. antes da aprovação dos projetos. 9) Na hipótese em que o regimento interno da Câmara de um dos Poderes. se houvesse previsão de quórum de maioria absoluta para a aprovação de emendas constitucionais.princípio da segurança jurídica. entretanto. atua-se através do veto jurídico. 8) Pode haver controle de constitucionalidade preventivo? Exemplifique. somente seria possível o controle sobre a confecção do Regime Interno se uma de suas normas violasse algum de seus mandamentos violasse expressamente uma norma cogente da Constituição. Resposta: É possível o controle preventivo. Assim. não há como negar que sua utilização indevida pode gerar situações de indevida atuação do Poder Judiciário como legislador positivo e contrário à Constituição. sobretudo no que tange às cláusulas pétreas.

o ato inconstitucional nasce eivado de nulidade. assim. de extrema gravidade. mas. existem limitações? Resposta: Existem 3 graus de limitação: Formais ou procedimentais: referem-se aos órgãos competentes e aos procedimentos a serem observados na alteração do texto constitucional. Assim. Circunstanciais: são limitações consubstanciadas em normas aplicáveis a situações excepcionais. e em intervenção federal. Não é apenas anulável. E a decisão declaratória apenas reconhece determinada situação. Para este princípio implícito. a norma passa a ter o mesmo status da demais normas constitucionais. como deixa ver o artigo 59 da Constituição. Com isso. a nulidade. a reforma em casos de estado de sítio e de defesa. 12) Poder Constituinte Derivado. Veda-se. Assim. extraído do controle difuso de constitucionalidade e acolhido em nosso ordenamento. Para compreendê-lo melhor. nas quais a livre manifestação do poder derivado reformador possa estar ameaçada. ocorrendo quando uma norma que revogou outra é declarada inconstitucional. já que não é produto do Constituinte Originário. o efeito repristinatório é a reentrada em vigor de norma aparentemente revogada. a norma que nasce nula (declarada inconstitucional) não poderia revogar a anterior validamente. é necessário explanar brevemente sobre o princípio que lhe dá suporte: o princípio da nulidade do ato inconstitucional. construção do legislador constitucional. Uma vez ultrapassado o controle. Essa tese é embasada no fato de que a decisão que reconhece a inconstitucionalidade é declaratória. 220 .O efeito repristinatório advém do controle de constitucionalidade. ao contrário. entretanto. no caso. como a Emenda Constitucional é inferior à Constituição. 11) É possível controle de constitucionalidade de EC? Resposta: O controle de constitucionalidade é a análise acerca da compatibilidade formal e material das leis infraconstitucionais em relação à Constituição Federal. é perfeitamente cabível o controle de sua constitucionalidade.

Ao reverso. mas de revogação de norma anterior pela nova norma hierarquicamente superior (ADIQO 7. fenômeno semelhante. sendo com ela compatível. em razão da incompatibilidade com a Constituição. ocorre quando uma norma. 16) Qual a diferença entre inconstitucionalidade superveniente e não recepção? Resposta: Como exposto anteriormente. compatível com a Constituição. é com esta incompatível. sendo revogada com o advento da norma hierarquicamente superior. existem limitações? Resposta: 13) Qual artigo contém as cláusulas pétreas? Resposta: DESSE PONTO EM DIANTE: RESPOSTAS ELABORADAS POR ÉRICO RODRIGO FREITAS PINHEIRO 15) O que significa recepção e não recepção? Resposta: Há recepção quando uma norma pré-constitucional guarda conformidade com uma nova Constituição. por posterior reforma do texto constitucional ou por circunstâncias fáticas. 12) Poder Constituinte Derivado. a questão não é propriamente de inconstitucionalidade. São as denominadas cláusulas pétreas. não propriamente inconstitucionalidade.Materiais: impedem a alteração de determinados conteúdos consagrados no texto constitucional. 221 . ADI 2). haverá revogação da norma e. anterior à Constituição. Segundo entendimento do STF. a não recepção ocorre quando a norma. Não previstas na atual Constituição. Nesse caso. que é hierarquicamente superior. segundo as quais a Constituição não poderia ser emendada antes de decorrido determinado lapso temporal. Fala-se ainda em limitações temporais. permanecendo em vigor. Já a inconstitucionalidade superveniente. se torna com esta incompatível. a não recepção ocorre quando a norma é incompatível com a nova constituição.

Considerou-se que o exercício da atividade jornalística encontra-se submetido apenas às restrições constantes do próprio texto constitucional. ao ser promulgada. não revogasse. 19) Lembra quem foram os ministros do STF que travaram o debate célebre em que ficou decidido que a norma infraconstitucional incompatível com a constituição superveniente encerra hipótese de "não-recepção". por ser suprema. 9882/1999. foi caso da ADPF n. neste caso? Resposta: No julgamento da ADPF n. recentemente. devendo ser solucionada no âmbito do direito intertemporal. segundo seu entendimento. (Seria ilógico que a lei fundamental. não sendo apenas revogação. Quem foi o ministro relator.. 102. contudo. O Min. mesmo podendo ser tratada de revogação. Este Ministro defendeu que. 130. a verificação de compatibilidade de uma norma anterior à Constituição não pode ser objeto de ação direta de inconstitucionalidade. 18) Que entendimento o STF adotou. Já o Min. sendo inconstitucionalidade.. Admite-se. entre os ministros Paulo Brossard (relator) e Sepúlveda Pertence. no sentido de se tratar de revogação e que. que a compatibilidade da norma com a Constituição seja objeto de Arguição de Descumprimento de Preceito Fundamental. disciplinada pela Lei n. a diferença é substancial pois. cujo objeto foi a Lei de Imprensa (Lei n. Sepúlveda Pertence considerou que a não recepção implica em inconstitucionalidade. (. da Constituição. por este motivo. e não hipótese de "revogação"? Resposta: Referido rebate foi travado no bojo da ADI n.17) Não recepção pode sofrer controle concentrado? Qual a lei? Resposta: Segundo entendimento do STF. a Constituição não deixa de produzir efeitos revogatórios. leis ordinárias. pois não se trata propriamente de inconstitucionalidade. Paulo Brossard defendeu que a incompatibilidade de norma anterior à Constituição com o texto dessa encerra hipótese de revogação. por afrontar as disposições relativas à liberdade de imprensa. 130.) Ação direta de que se não conhece por impossibilidade jurídica do pedido). que regulamentou o art. 5250/67). Prevaleceu o entendimento do relator. acerca da lei de imprensa. 222 . 2. o STF considerou a Lei de Imprensa incompatível com a Constituição de 1988. não podendo o legislador ordinário criar outras limitações. parágrafo primeiro. mas de revogação da norma anterior. Por exemplo. ADIN não poderia tratar deste tema (pelo fato de ser superior. poderia ser objeto de ADIN. cujo relator foi o Ministro Carlos Ayres Britto.

Entendeu que ―não se admite a figura da constitucionalidade superveniente”. Sepúlveda Pertence. Contudo. recentemente. com esta temática. atinge a norma no plano de validade. não ocorre propriamente declaração de nulidade (que teria efeito ex nunc). 22) Qual o efeito da modulação na declaração de inconstitucionalidade? Há categoria nova ou fica no plano tão somente da validade? A modulação dos efeitos temporais dos julgados do STF atinge a norma em que nível de validade? Resposta: Por regra geral. Nesse caso. o STF ensaia mudança neste entendimento. Eventuais ADIs propostas. O reconhecimento da inconstitucionalidade implica em nulidade da norma. o Tribunal considerou que a constitucionalidade da norma deve ser aferida diante da quadro constitucional vigente na data de sua edição (princípio da contemporaneidade). 223 . no sentido de que norma posterior revoga norma anterior que seja com esta incompatível. a revogação implica em solução do conflito conforme preceitos atinentes a direito intemporal. seriam consideradas prejudicadas (ADI 2197). a decisão terá efeito constitutivo negativo. atingindo a norma no plano de sua eficácia. Nos casos em que há modulação. este posicionamento não foi acolhido pela maioria do pleno do STF. 21) Cabível ADI contra norma infraconstitucional vigente em face parâmetro normativo constitucional revogado? Resposta: Segundo entendimento tradicional no STF. Contudo. Já a não recepção. não seria cabível ADI contra norma constitucional vigente confrontada com norma constitucional revogada. por razões de natureza política (preservação da segurança jurídica e excepcional interesse social). na visão do Min. a declaração de inconstitucionalidade tem efeitos erga omnes e ex tunc. Trata-se de declaração de nulidade. Nesta hipótese. não apenas no cronológico. sendo que a incompatibilidade material com a Constituição deve ser apreciada no plano hierárquico. com efeitos retroativos à data de sua promulgação. Conforme decidido nas ADIs 2158 e 2189. implica em inconstitucionalidade. ocorre o que a doutrina chama de ―declaração de inconstitucionalidade sem pronúncia de nulidade‖.20) Qual a diferença entre não recepção e revogação de norma em decorrência de constituição superveniente? Resposta: Como exposto.

nascida inconstitucional. etc. não se admite constitucionalidade superveniente (ADIs 2158 e 2189).1. mas confere-se à norma impugnada uma determinada interpretação que lhe preserve a constitucionalidade ou quando exclui-se da norma impugnada uma interpretação que lhe acarretaria a inconstitucionalidade. 24) O que se pretende na ADPF no. 54 (crime de aborto do CP)? Resposta: A ADPF 54 versa sobre a possibilidade de aborto nos casos de gestação de feto anencéfalo. quando a vida extrauterina se revela inviável. 224 . Resposta: Inconstitucionalidade adjetiva é sinônimo de inconstitucionalidade formal. 25) Exemplo de inconstitucionalidade adjetiva. Questões do TRF3 1) Quais espécies de interpretação conforme são cabíveis? Resposta: A doutrina considera haver duas espécies de ―interpretação conforme‖: 1.3. quando os quóruns de votação não são observados.1. quando não há revisão do projeto iniciado em uma casa legislativa por outra. quando a iniciativa do projeto de lei partiu de agente não legitimado para tanto. Pode ocorrer quando a norma é editava por ente federativo incompetente. Assim. A análise da constitucionalidade da norma deve levar em consideração o quadro constitucional vigente no momento de sua edição (princípio da contemporaneidade). 4. que ocorre quando promulga-se norma cujo processo de elaboração (processo legislativo) encontrase viciado. Interpretação conforme sem redução de texto: não há supressão textual. principalmente. não pode ser convalidada por alteração constitucional posterior. uma interpretação compatível com a Constituição. Interpretação conforme com redução de texto: declara-se a inconstitucionalidade de determinada expressão. possibilitando a partir dessa exclusão do texto. 2.23) Existe controle de constitucionalidade superveniente? Resposta: Segundo atual entendimento do STF. eventual norma. Com fundamento. no princípio da dignidade da pessoa humana. o STF considerou ser possível a interrupção da gestação neste caso (ver informativo 661).

4. sendo instrumentos da política fiscal. a CF).1. os entes não poderão cobrar tributos no mesmo exercício financeiro em que houverem sido criados ou aumentados (Art. 3) Norma legal que altera prazo de recolhimento de tributo se sujeita ao princípio da anterioridade? Resposta: Conforme Súmula 669 do STF. Isto porque não se cria ou aumenta tributo. III. a da Constituição. o qual preconiza que arrecadação de determinado tributo deve ser anualmente prevista na respectiva lei orçamentária. Este princípio não vigora no Brasil. b).1. Questões do TRF5 4. III.1. Ricardo Lobo Torres e Werther Botelho Spagnol. São princípios distintos em relação à chamada anualidade.1. III. 150.1. 225 . Direito Tributário 4. Sistema Constitucional Tributário: Princípios Constitucionais De Direito Tributário 4. ―Norma legal que altera o prazo de recolhimento da obrigação tributária não se sujeita ao princípio da anterioridade‖.4. Nesse sentido. Questões do TRF4 4. Questões do TRF1 1) Os princípios constitucionais da vedação ao confisco se aplica a tributos extrafiscais? Resposta: A doutrina majoritária entende que o princípio do não-confisco não se aplica aos tributos extrafiscais.1. Em sentido contrário.2.2. pois estes não detém função arrecadatória.5. 150. é vedado aso entes tributantes cobrar tributos em relação aos fatos geradores ocorridos antes do início da vigência da lei que os houver instituído ou aumentado (Art.1. não incidindo o art. Sacha Calmon Navarro Coelho e Aliomar Baleeiro.2. Pelo princípio da anterioridade do exercício financeiro. 150. 2) Qual a diferenciação tópica entre anterioridade e anualidade? Resposta: Segundo o princípio da anterioridade.

sem necessariamente haver alteração nas alíquotas. podendo este complementá-la por ato infralegal. Pela legalidade relativa. da confiança. apesar de se exigir edição de lei em sentido formal. da boa-fé e da honestidade. à medida que se aumenta a base de cálculo. Questões do TRF2 1) Princípio da Legalidade Relativa é cabível no direito tributário? Resposta: Pela legalidade absoluta. Exemplos: Alíquota do Imposto de renda e das contribuições previdenciárias dos trabalhadores. 4.2. 153. da Constituição). da cidadania. 2) Haveria a incidência do princípio da eticidade na área tributária? Resposta: Pelo princípio da eticidade. Este princípio incide na área tributária. Um exemplo é a alteração da base de cálculo do imposto de renda.2. A progressividade é comum é considerada constitucional no Direito Brasileiro. da probidade. Por consequência. tendo relação com os princípios da anterioridade. Lei. conforme processo legislativo constitucionalmente previsto. da lealdade. 5) O que dizer de uma lei que estabelece alíquotas progressivas sobre. II e IE (art.1.4) Distinção básica entre proporcionalidade e progressividade? Resposta: Pelo princípio da progressividade. significa norma editada pelo Poder Legislativo. permite-se a esta estabelecer somente parâmetros de atuação do Poder Executivo. É admitida no direito tributário. da vedação ao confisco. Resposta: (questão truncada). da personalidade. para dedução de despesas médicas. da iso226 . Exemplo: Alíquotas do IPI. IOF. Trata-se de princípio correlato ao princípio da capacidade contributiva. a Constituição impõe a edição de lei formal para a regulamentação de determinada matéria. nesse sentido. estas relações devem ser marcadas por valorização da dignidade humana. da capacidade contributiva. a boa-fé deve marcar as relações jurídicas. são aplicáveis alíquotas maiores. Já o princípio da proporcionalidade implica em maior tributação aos contribuintes com riqueza tributável maior. parágrafo primeiro. considerada uma manifestação do princípio da capacidade contributiva. da não surpresa.

3) Mudança de interpretação acarreta em novo fato gerador? Resposta: Segundo o art. Por exemplo. 6) Conceito de vigência da lei tributária. válida. com a aptidão para produção de eventos. Por este princípio. as quais não poderão retroagir para alcançarem fatos pretéritos. Entra nesse conceito a figura da eficácia? Resposta: Vigência é a aptidão da norma. ―A modificação introduzida. a possibilidade de emissão de certidões negativas. que visam assegurar uma relação transparente entre o fisco e o contribuinte. por exemplo. para produção de efeitos. a vincular o contribuinte e o ente tributante. Já a intangibilidade guarda relação com o princípio da segurança jurídica. sendo aplicável aos fatos gerados ocorridos posteriormente à mudança de interpretação. 227 . nos critérios jurídicos adotados pela autoridade administrativa no exercício do lançamento somente pode ser efetivada. distinguindo vigência formal e vigência material. Já a vigência material se confunde com a eficácia. 146 do CTN. A vigência formal guarda relação com a própria vigência. de ofício ou em conseqüência de decisão administrativa ou judicial. Resposta: O princípio da irretroatividade guarda relação com a eficácia das normas.nomia. da não-discriminação. com. em relação a um mesmo sujeito passivo. havendo mudança de interpretação. por exemplo. gerando todos os efeitos previstos nas normas gerais de Direito Tributário. o ato jurídico perfeito e o direito adquirido (além da coisa julgada) são intangíveis e não podem ser afetados por ato normativo posterior. com a efetiva produção de efeitos da norma. a formalização de um parcelamento de dívida tributária constitui ato jurídico perfeito. 4) Existe diferença entre princípios tributários e pressupostos? Resposta: 5) Diferença entre o princípio da irretroatividade e da intangibilidade. não pode retroagir. quanto a fato gerador ocorrido posteriormente à sua introdução.‖ Assim.

nos limites em que lhe reconheçam extraterritorialidade os convênios de que participem. da legislação tributária rege-se pelas disposições legais aplicáveis às normas jurídicas em geral. do Distrito Federal e dos Municípios vigora. no espaço e no tempo. no art. Quando omissa. 1º LINDB). Por exemplo. nesses casos tais limitações não incidem. b e c da Constituição. entra vigor 45 dias após sua publicação (art. O prazo de vigência da lei observará as disposições da Lei de Introdução às Normas do Direito Brasileiro e do CTN. 101. o STF já decidiu que tais princípios não incidem nos casos redução ou extinção de desconto legalmente previsto (ADI 4016). mas será desprovida de eficácia (não produzirá efetivamente tais efeitos). ou do que disponham esta ou outras leis de normas gerais expedidas pela União. 150. Ou seja. 8) O somatório da anterioridade com a anterioridade nonagesimal levou a uma classificação.‖ 10) O direito tributário trabalha com a retroatividade? Também se aplica a retroatividade máxima. é vedado aos entes federativos cobrar tributos no mesmo exercício financeiro em que haja sido publicada a lei que os instituiu ou aumentou e antes de decorridos noventa dias da data em que haja sido publicada a lei que os instituiu ou aumentou. média e mínima) Resposta: 9) A lei tributária que não majore nem institua tributos também devem observar essas limitações? Qual o prazo de vigência dessas leis? Poderá ter vigência extraterritorial? Qual o pressuposto para isso acontecer? Resposta: Considerando que a legislação tributária se interpreta literalmente. 102 dispõe sobre a extraterritorialidade: ―A legislação tributária dos Estados.7) Há alguma peculiaridade em relação às leis tributárias no que tange à eficácia? Resposta: Sim. Conforme previsto no art. O CTN. III. a norma poderá ser vigente (apta a produzir efeitos). com as ressalvas previstas neste Código. prevê que a vigência. Em regra. Qual seria? (anterioridade máxima. média e mínima? Resposta: 228 . O art. fora dos respectivos territórios. no País. a própria norma poderá dispor sobre sua vigência. editada norma em desconformidade com estes prazos.

conforme art. são vinculados a taxa e a contribuição de melhoria. 11) Receita de imposto pode ser vinculada a determinada despesa? Onde se encontra este impedimento (vinculação da receita à despesa)? A vinculação do fato gerador toca na vinculação da receita? Resposta: Não é possível a vinculação de receita de determinado imposto a receita. não obstante vozes em contrário. São tributos vinculados aqueles que guardam relação com alguma atividade estatal relativa ao contribuinte. b) média. direitos já existentes mas ainda não integrados no patrimônio do titular. prescrição). Assim. Já nos tributos de arrecadação não vinculada não há essa correlação. 229 . a receita referente a esse tributo não pode ser vinculada com a despesa? Resposta: Não necessariamente. O exemplo são as contribuições para a seguridade social.Segundo Sabbag. quando a lei retroage para atingir a coisa julgada ou os fatos jurídicos consumados (transação. São de arrecadação vinculada os tributos cujas receitas devem ser destinadas a determinadas atividades. 106). não permite qualquer destas formas de retroatividade. O exemplo são as contribuições para a seguridade social. São tributos vinculados aqueles que guardam relação com alguma atividade estatal relativa ao contribuinte. quando a lei nova atinge os efeitos dos fatos anteriores verificados após a sua edição. da Constituição. 12) Pode-se deduzir que.pagamento. fixando como marco o fato gerador efetivamente ocorrido. consagrando a irretroatividade. a retroatividade é ―a) máxima. no que se refere ao fato gerador. são vinculados a taxa e a contribuição de melhoria. IV. vale dizer. apenas. São não vinculados os impostos Os empréstimos compulsórios são vinculados ou não vinculados. 167. Já nos tributos de arrecadação não vinculada não há essa correlação. Já a vinculação da receita remete à classificação dos tributos quanto ao destino da arrecadação. São de arrecadação vinculada os tributos cujas receitas devem ser destinadas a determinadas atividades. Assim. Pode haver retroatividade. Entende que o art. quando a lei atinge os direitos exigíveis mas não realizados antes de sua vigência. na hipótese de aplicação da norma gerar situação favorável ao contribuinte ou quanto for interpretativa (art. c) mínima.‖ Este autor entende que a Constituição. Já a vinculação à despesa remete à classificação dos tributos quanto ao destino da arrecadação. Não necessariamente há vinculação entre fato gerador e vinculação da receita. porque o tributo é não vinculado. São não vinculados os impostos Os empréstimos compulsórios são vinculados ou não vinculados. 105 do CTN consagra a irretroatividade. por consagrar o princípio da segurança jurídica.

ou à sua graduação. a anterioridade nonagesimal seria aplicável às contribuições para financiamento da seguridade social (art. p. c – ―antes de decorridos noventa dias da data em que haja sido publicada a lei que os instituiu ou aumentou‖). a lei tributária que define infrações. 150. Conforme este dispositivo.13) Há diferença entre o princípio da noventena e o princípio da anterioridade nonagesimal? Resposta: Para parcela majoritária da doutrina. III. em caso de dúvida quanto à capitulação legal do fato. afirmando a boa-fé que deve haver na relação entre o fisco e o contribuinte. Resposta: Pelo princípio da irretroatividade. 195. 5º. embora a diferença seja terminológica. é aplicável às infrações tributárias? Resposta: Este princípio é aplicável às infrações tributárias. ou à natureza ou extensão dos seus efeitos. 150. III. Consagra o princípio da não surpresa. à autoria. conforme expresso no art. 14) No que diz respeito ao princípio do “in dubio pro contribuinte”. É corolário do princípio da segurança jurídica (art. entende-se que há equivalência teleológica. Contudo. 15) Em matéria de interpretação. é vedado aos entes tributantes cobrar tributos em relação a fatos geradores ocorridos antes do início da vigência da lei que os houver instituído ou aumentado (art. os princípios são tidos como sinônimos. Discorra. interpreta-se da maneira mais favorável ao acusado. 16) Existem exceções a esta regra da irretroatividade tributária? Resposta: 230 . 112 do CTN. XXXVI). Assim. 6º da CF ―As contribuições sociais de que trata este artigo só poderão ser exigidas após decorridos noventa dias da data da publicação da lei que as houver instituído ou modificado‖). ou punibilidade e à natureza da penalidade aplicável. à natureza ou às circunstâncias materiais do fato. imputabilidade. ou lhe comina penalidades. mas há autores que costumam diferenciá-los. um dos princípios constitucionais tributários é o da irretroatividade tributária. a CF). Já a noventena seria aplicável às demais espécies tributárias (art.

259-AgR).1. Questões do TRF3 1) Quais elementos da regra matriz de incidência devem estar presentes na lei? Resposta: O art. 4. a fixação de alíquota do tributo e da sua base de cálculo. o ato jurídico perfeito e o direito adquirido (além da coisa julgada) são intangíveis e não podem ser afetados por ato normativo posterior. com vistas ao acertamento da situação fiscal deste último. gerando todos os efeitos previstos nas normas gerais de Direito Tributário. Processo administrativo tributário é relação havida entre o fisco e o contribuinte. Já o procedimento é conjunto de atos. ou tratando-se de ato não definitivamente julgado. que decide definitivamente a questão. e do seu sujeito passivo. em qualquer caso. quando deixe de defini-lo como infração. 145. da constituição. quando deixe de tratá-lo como contrário a qualquer exigência de ação ou omissão. praticados no bojo deste processo. desde que não tenha sido fraudulento e não tenha implicado em falta de pagamento de tributo. quando lhe comine penalidade menos severa que a prevista na lei vigente ao tempo da sua prática.3. parágrafo primeiro. 97 do CTN prevê os elementos da regra matriz de incidência que devem estar previstos na lei: a definição do fato gerador da obrigação tributária principal. por exemplo. 106 do CTN. com. segundo entendimento do STF. Por este princípio.2. conducente à prática do ato final. na esfera administrativa. nada obsta que este princípio seja aplicado às demais espécies tributárias ((RE 216.Conforme o art. a possibilidade de emissão de certidões negativas. o que é a intangibilidade (doutrina nova)? Resposta: A intangibilidade guarda relação com o princípio da segurança jurídica. a cominação de penalidades para as ações ou omissões contrárias a seus dispositivos. excluída a aplicação de penalidade à infração dos dispositivos interpretados. por exemplo. a vincular o contribuinte e o ente tributante. a formalização de um parcelamento de dívida tributária constitui ato jurídico perfeito. Contudo. ou para outras 231 . Por exemplo. 17) O princípio da capacidade tributária só existe com relação aos impostos ou também existe com relação aos outros tributos? Há diferença entre processo e procedimento tributário? Resposta: Conforme o art. a lei tributária aplica-se a ato ou fato pretérito. 18) Ao lado da anterioridade. o princípio da capacidade contributiva é aplicável aos impostos. quando seja expressamente interpretativa.

/ Pelo princípio da tipicidade cerrada. 2) A data do pagamento do tributo pode ser fixada por decreto? Resposta: Segundo o entendimento do STF. IE. 2º). II. bem como da CIDE-combustíveis. o art. prazo para pagamento. Especificamente em relação às contribuições. 4. 145. atualização da base de cálculo do tributo (art.2.infrações nela definidas. Por esse motivo. Contudo. parágrafo primeiro. alíquota. A CF possibilita que as alíquotas do II. p. o princípio da capacidade contributiva é aplicável aos impostos. ou de dispensa ou redução de penalidades.1.2. 5º. Questões do TRF4 4. 97. de molde a não permitir interpretações extensivas e discricionariedades. suspensão e extinção de créditos tributários. 3) As contribuições devem observar o princípio da capacidade contributiva? Resposta: Conforme o art. penalidades. por não ser matéria afeta ao rol do art. Questões do TRF5 1) Discorra sobre a legalidade no Direito Tributário e aponte as suas exceções. a norma deve prever fato gerador. possam ser alteradas pelo Poder Executivo. 97 do CTN também elenca matérias que apenas podem ser disciplinadas por lei.4. fixação da data de pagamento do tributo. 97 do CTN (RE 195218). está previsto no art.1. as hipóteses de exclusão. inicialmente. A jurisprudência considera que determinadas matérias não necessariamente devem ser disciplinadas por lei: as não constantes do citado art. 232 . segundo entendimento do STF. 150. que versou sobre a COSIP. segundo o qual ninguém será obrigado a fazer ou deixar de fazer algo senão em virtude de lei. Especificamente em matéria tributária. Trate também do princípio da tipicidade cerrada. a lei criadora de tributos dever ser minuciosa. O art. da Constituição. base de cálculo.5. por decreto. da constituição. I prevê que os entes federados não podem exigir ou instituir tributo sem lei que o estabeleça. IPI e IOF. nada obsta que este princípio seja aplicado às demais espécies tributárias. a possibilidade de aplicação do princípio ficou assentada no RE 573675. prevendo todos os elementos do tributo. não ofende ao princípio da legalidade. Resposta: O princípio da legalidade. 97.

para fazer jus à imunidade (art. possam ser alteradas pelo Poder Executivo. VI.227). 173 e parágrafos da CF.2) Discorra sobre a imunidade recíproca e se ela abrange empresas públicas e sociedade de economia mista. VI. segundo). o art. o STF considera ser aplicável a imunidade quando prestadoras de serviços públicos (RE 424. Em relação às autarquias e fundações. Distrito Federal e Municípios não podem instituir impostos sobre patrimônio. não incidência e isenção. A CF possibilita que as alíquotas do II. II. inicialmente. 150. Resposta: Pela imunidade recíproca. renda e serviços devem estar afetos às suas finalidades essenciais. estabelecem exceções à regra de tributação. 150. IPI e IOF. 233 . É dispensa legal de tributo devido. Já isenção ocorre quando os entes. prazo para pagamento. 3) Diferencie imunidade. no exercício de sua competência. sendo hipótese de exclusão do crédito tributário. Especificamente em matéria tributária. 4) Princípio da legalidade tributária e exceções ao principio. Há imunidade quando a Constituição delimita a competência dos entes federativos. p. impedindo que determinadas situações sejam consideradas hipótese de incidência de tributos (art. IE. da constituição). 5º. c). A jurisprudência considera que determinadas matérias não necessariamente devem ser disciplinadas por lei: as não constantes do citado art. deixa de definir determinada situação como hipótese de incidência ou quando o ente não dispõe de competência. 97 do CTN também elenca matérias que apenas podem ser disciplinadas por lei. Trata-se regra protetiva do pacto federativo. por força do art. segundo o qual ninguém será obrigado a fazer ou deixar de fazer algo senão em virtude de lei. 2º). renda ou serviços uns dos outros (art. 150. Pode ocorrer quando um ente.412-AgR). bem como da CIDE-combustíveis. Estados. Em relação às empresas públicas e sociedades de economia mista. p. seu patrimônio. 97. está previsto no art. não sendo extensível às exercentes de atividades econômicas (RE 363. Resposta: O princípio da legalidade. a União. O art. não havendo o fato gerador do tributo. 97. I prevê que os entes federados não podem exigir ou instituir tributo sem lei que o estabeleça. atualização da base de cálculo do tributo (art. Resposta: A não incidência ocorre quando um fato não é abrangido pela hipótese de incidência. embora possa fazê-lo. 150. da Constituição.

Pergunto se a omissão só é relevante quando há um dever de agir? Resposta: 3) O senhor sabe diferenciar o alvará de licença e alvará de autorização? Resposta: A licença constitui ato administrativo vinculado. essas entidades são beneficiadas pela imunidade tributária da Constituição? Resposta: Em relação às empresas públicas e sociedades de economia mista. não sendo extensível às exercentes de atividades econômicas (RE 363. 173 e parágrafos da CF. Direito Administrativo 4. Por constituir princípio constitucional. 13. 4. pela Administração.3. quando não observado. quando ficar demonstrado o preenchimento de todos os requisitos legais pelo Administrado. 234 . Já a autorização é ato discricionário e sua emissão depende da análise de mérito pela Administração (conveniência e oportunidade). consubstanciando a possibilidade de atuação com fulcro neste princípio. Um exemplo é a súmula vinculante n.5) No que concerne às empresas públicas e sociedades de economia mista. haveria a possibilidade de omissão lícita? A chave do problema está na chave do vocábulo causar. razão pela qual o respectivo alvará não poderá ser negado. Políticas Públicas 4. Tal dever implica em guardar diligência no exercício de sua função. previsto no art. Questões do TRF1 1) Enquanto juiz federal o senhor anularia um ato administrativo pelo princípio da boa administração sem interferência de alguma regra? Resposta: O princípio da boa administração guarda relação com o princípio da moralidade. que versa sobre a vedação nepotismo. distinguindo o honesto do desonesto.3.3. 2) No caso.1. o STF considera ser aplicável a imunidade quando prestadoras de serviços públicos (RE 424.1.227). pelo qual o Administrador Público deve observar preceitos de caráter ético. Ato Administrativo. permite-se a declaração de nulidade de ato administrativo.412-AgR).1. 37 da Constituição. por força do art.

Nem todos os atos são dotados de exigibilidade. I. tampouco excedê-la. dotado de generalidade e abstração. XXXV da Constituição).2. Ato administrativo. 102. 5º. a fim que seu objetivo seja imediatamente alcançado. Não pode contrariá-la. O exemplo são as autorizações e permissões. diante do princípio da inafastabilidade da jurisdição (art. na ausência de lei em sentido formal que regule a matéria. que só podem ser executadas pelo Poder Judiciário. são apenas atos da Administração. 235 . o Pretório Excelso poderá apreciar todas as decisões proferidas por este Conselho. sem serem considerados atos administrativos. Alguns atos não possuem este atributo. doutrina recente considera que o regulamento autônomo retira seu fundamento de validade diretamente da Constituição. Sendo órgão administrativo. carece à Administração interesse em exigir seu cumprimento. com o fim de atender ao interesse público‖.3. onde prepondera o interesse privado. nos quais a Administração não atua sob regime de Direito Público. Editado o ato.1. Há atos que. 4. nesta hipótese. O regulamento é autônomo quando extrapola sua função. 5) O que seria um regulamento autônomo? Resposta: O regulamento tem por finalidade explanar e estabelecer procedimentos para a correta aplicação da lei. Sendo o STF o órgão competente para processar e julgar todas as ações contra o CNJ (art. Contudo. Por exemplo. deixando de ter relação de dependência com a lei em sentido estrito (ato normativo. O CNJ constitui órgão administrativo. Autoexecutoriedade é possibilidade execução imediata do ato praticado pela Administração. como a cobrança de multas. é ―a exteriorização de vontade de agentes da Administração Pública ou de seus delegatário. Assim. Questões do TRF2 1) Todo ato da Administração é ato administrativo? Os atos administrativos são sempre exigíveis? O que seria autoexecutoriedade do ato administrativo? Resposta: Nem todo ato da administração constitui ato administrativo. os contratos firmados sob regime de Direito Privado. vise à produção de efeitos jurídicos. sob regime de direito público. Sempre se considerou que os regulamentos autônomos seriam nulos. todos os seus atos são passíveis de revisão judicial. segundo José dos Santos Carvalho Filho. editado pelo Poder competente).4) Quais os limites à rescindibilidade pelo STF das decisões do CNJ? Resposta: (Opinião pessoal). que. são lícitos. r) .

atendendo ao mesmo tempo aos interesses público e privado‖. 182 . 7º da Lei 12016/2009) e em Ação Civil Pública (arts. Embora seja assim denominado. da Constituição e art. É medida que deve ser aceitada e cumprida voluntariamente pelo particular. em regra. I. ―autorização de uso é o ato administrativo pelo qual o Poder Público consente que determinado indivíduo utilize bem público de modo privativo. Distinguem quanto à finalidade primordial: atendimento ao interesse particular (autorização) ou público e privado (permissão). não é ato dotado de autoexecutoridade. Contudo. 4º e 12 da Lei 7347/85). ou quando ficar caracterizado desvio de finalidade. de molde a evitar a incidência de IPTU progressivo no tempo e desapropriação do bem. pelo Poder Público Municipal. ao lado da edificação ou utilização compulsórios. a execução de um ato administrativo. dentre outros vícios. pode haver indenização nos casos de atos editados com prazo certo. atendendo primordialmente a seu próprio interesse‖. 5º do Estatuto das Cidades ( Lei 10257/2001). 182. Por exemplo. como medida para assegurar o cumprimento da função social do solo urbano. discricionários e precários. Por vezes. Ambos são atos unilaterais. Já permissão de uso seria ―o ato administrativo pelo qual a Administração Pública consente que certa pessoa utilize privativamente bem público. ao particular.2) Uma decisão judicial pode obstar a autoexecutoriedade do ato? Resposta: Sim. é possível ao Poder Judiciário editar provimentos tendentes a afastar a exigibilidade de atos administrativos. 4) Autorização e permissão de uso público são revogáveis pela Administração? Qual seria a pedra de toque para diferenciar a autorização da permissão? Existe a possibilidade de o particular pleitear indenização no caso da revogação da autorização ou da permissão? Resposta: Segundo José dos Santos Carvalho Filho.Parcelamento compulsório x auto-executoriedade. no qual se gera uma perspectiva de estabilidade. 3) Art. podem ser revogados. pode trazer graves danos aos cidadãos. viciado. Sendo discricionários. sem direito a indenização. parágrafo quarto. as liminares em Mandado de Segurança (art. Diante do princípio da inafastabilidade da jurisdição. fale a respeito? Resposta: O parcelamento compulsório é medida prevista no art. 5) Motivo e mérito do ato administrativo são a mesma coisa? 236 .

inspiradoras do ato discricionário. segundo este autor.1. Valoração 4. 237 .1. que deve estar presente sempre.4. inserta nas cláusulas "cegueira jurídica" ou "inimizade com o direito".3. é a avaliação de conveniência e oportunidade relativas ao motivo e objeto (elementos do ato administrativo).2.1. típico direito penal do autor. Questões do TRF5 4. CP. O juiz definirá a conduta social do agente através de um fato do processo ou utilizando-se de conceitos psicológicos (Sigmund Freud)? Resposta: A visão de culpabilidade pela conduta de vida. foi inaugurada por Mezger e introduziu no direito penal.4.4. segundo José dos Santos Carvalho Filho.1.1.1.3.4. Motivo é requisito do ato administrativo. utilizando-se de conceitos psicológicos. Já o mérito. Direito Penal 4. o regime jurídico penal brasileiro não admite que o autor de um crime seja punido ou que tenha sua pena-base aumentada por aquilo que ele é (direito penal do autor). o juiz definirá a conduta social do agente não através de um fato do processo. mas sim. É a situação de fato ou de direito que gera a vontade do agente quando pratica o ato administrativo. Pena. nas palavras de Assis Toledo.Resposta: São distintos. daí derivando. Nesse cenário. Questões do TRF1 4.4. a possibilidade de condenação do agente não por aquilo que ele faz. 4. A despeito disso. mas por aquilo que ele é. mas sim. Questões do TRF4 4. apenas pelo o que ele fez (direito penal do fato).3.1.5. em linha reta. Questões do TRF2 DESSE PONTO EM DIANTE: RESPOSTAS ELABORADAS POR FLÁVIO FRAGA E SILVA 1) Discorra sobre a culpabilidade diante da conduta de vida do agente frente ao art. um discutível e pouco seguro direito penal do autor. 59. Questões do TRF3 4.3. daí muitos questionarem a legitimidade da contravenção de vadiagem.

Noutro norte. 59.. uma vez que o texto do referido inciso afirma. e) cruéis. às claras.. diante do caráter exemplificativo das hipóteses. d) prestação social alternativa. que a lei adotará as seguintes penas ―entre outras‖. é possível ser levado em consideração ao aplicar a pena? Resposta: A conduta social é o comportamento da pessoa em relação a sua família. c) multa. salvo em caso de guerra declarada. conforme estabelecido pelo art. Ela pode. Além disso. as penas de a) privação ou restrição da liberdade. não se avaliando por meio dela o fato ilícito. que o Legislador pode prever penas de outra natureza. Conduta social. d) de banimento. e) suspensão ou interdição de direitos. 59. sim. quando da análise das circunstâncias judiciais na primeira fase da dosimetria. afirmando o constituinte. 3) Culpabilidade pela conduta de vida e o art.2) Quais são as modalidades de pena admitidas na CF/1988? Esse rol é taxativo? Resposta: Segundo o art. 5º. ser levada em consideração ao aplicar a pena. com seu ofício). por ser a responsabilidade do agente um dos reflexos de sua conduta social (responsabilidade com seus familiares. 84. Discorra. Esse rol não é taxativo. XLVI. responsabilidade. c) de trabalhos forçados. b) perda de bens. CP. nada impede que essa responsabilidade também seja levada em consideração na aplicação da pena. expressamente. b) de caráter perpétuo. 59 do CP. trabalho ou amigos. Resposta: QUESTÃO REPETIDA (vide item 1 acima) 4) art. da CR/88. a lei adotará. nos termos do art. entre outras. XIX. o inciso seguinte (XLVII) dispõe que não haverá penas: a) de morte.. 5) Quais as penas na CR/1988? O rol é taxativo? Quais as vedadas? Resposta: QUESTÃO REPETIDA (vide item 2 acima) 6) Pode-se prever a pena de advertência? 238 .

da CR/88 traz um rol não taxativo. expressamente. 2) Retributiva. b) prevenção geral positiva: afirmar a validade da norma penal desafiada pelo delito. 8) Na teoria relativa. Retribuir com um mal o mal causado. a natureza e o conteúdo da pena de advertência em nada se amolda ou toca as características das penas vedadas pela Constituição. que a lei adotará as seguintes penas ―entre outras‖. uma vez que o texto do referido inciso afirma. às claras. no momento da pena em abstrato (antes do crime). o que poderia ser mudado caso os poderes responsáveis pelas decisões políticas de nosso Estado buscassem medidas mais adequadas para a estruturação e organização de nossos presídios e peni239 . após o cumprimento da pena. Reintegrar o condenado ao convício social. Preventiva Especial: visa ao delinquente. uma ―faculdade‖. Além disso. nosso sistema prisional. não se pode afirmar que o aspecto ressocializador se aproxima do real. máxime porque. diante do caráter exemplificativo das hipóteses. principalmente a organizada. 7) Quais as finalidades da pena no nosso direito? Resposta: No Brasil. 5º. Subdivide-se em: a) prevenção geral negativa: evita que o cidadão venha a delinqüir. 9) O aspecto ressocializador se aproxima do real? É possível? Resposta: No atual estágio da política penitenciária brasileira. é. ou melhor. quais as modalidades de prevenção? Resposta: Prevenção GERAL: visa a sociedade. Em razão das condições degradantes e violadoras da dignidade da pessoa humana existentes em nossos presídios e penitenciárias.Resposta: Tendo em conta que o art. atualmente. muitos deles deixam o sistema prisional com novas idéias e percepções acerca da criminalidade. mostra-se mais como uma ―escola para o crime‖. afirmando o constituinte. XLVI. constata-se que o condenado. a pena tem 3 finalidades: 1) Preventiva Geral: visa à sociedade. 3) Ressocializadora. sim. ou seja. possível a previsão pelo Legislador da pena de advertência. a finalidade é de prevenção geral. que o Legislador pode prever penas de outra natureza. do que propriamente um ambiente ressocializador. Prevenção ESPECIAL: visa o deliquente. não retorna à sociedade apto a nela conviver.

o qual não é incompatível com sua singular condição pessoal de mulher. Assim.tenciárias. segundo o qual as mulheres cumprem pena em estabelecimento próprio. o mais próximo do real. Não existe um quarto regime fora do CP. o disposto neste Capítulo. cumpram suas penas em regime fechado. isto é. isso porque a prisão civil do devedor inescusável de alimentos é forma de coação para que esse devedor cumpra sua obrigação ou responsabilidade. pois. O trabalho será em comum dentro do estabelecimento. industrial ou estabelecimento similar. bem como. embora o regime especial não seja necessariamente regime fechado. no regime fechado. bem como a freqüência a cursos supletivos profissionalizantes. por meio da ameaça de prisão. em serviços ou obras públicas. a fim de que se alcançasse. Regime Semi-Aberto: O condenado fica sujeito a trabalho em comum durante o período diurno. em colônia agrícola. observando-se os deveres e direitos inerentes à sua condição pessoal. nada impede que as mulheres. 12) Dos três regimes que estão no CP. de forma inicial ou por regressão. uma espécie de pena. 37. busca convencer o devedor a adimplir seu débito sponte própria. do CP. desde que compatíveis com a execução da pena. Detenção e Prisão Simples. trata-se de execução indireta em que o Estado. qual a diferença quanto à sua aplicação? Resposta: Regime Fechado: o condenado fica sujeito a trabalho no período diurno e a isolamento durante o repouso noturno. na conformidade das aptidões ou ocupações anteriores do condenado. Regime Aberto: O regime 240 . o regime especial é o das mulheres. não sendo. 11) O regime especial de cumprimento de pena é regime fechado? Resposta: O regime especial não é necessariamente regime fechado. a finalidade ressocializadora. Sim são três. o que reafirma o caráter não penal da prisão civil do devedor de alimentos. O trabalho externo é admissível. de instrução de segundo grau ou superior. 10) Quais os regimes de pena privativa de liberdade do CP? São 3? Existe um quarto regime fora do CP? Resposta: Reclusão. quanto a última parte do dispositivo. no que couber. previsto no art. O trabalho externo é admissível. máxime porque ao término da prisão civil o devedor não vê saldada a sua dívida.

industrial ou estabelecimento similar. permanecendo recolhido durante o período noturno e nos dias de folga em casa do albergado.aberto baseia-se na autodisciplina e senso de responsabilidade do condenado. trabalhar. fora do estabelecimento e sem vigilância. o condenado não fica completamente isolado do meio social. freqüentar curso ou exercer outra atividade autorizada. O condenado deverá. Regime SeimiAberto: o condenado fica privado de sua liberdade de locomoção. sendo a pena cumprida em penitenciária. em serviços ou obras públicas. já que deverá. por outro lado. freqüentar curso ou exercer outra atividade autorizada. 13) É possível no regime fechado o trabalho externo? Resposta: Sim. o qual. Regime Aberto: baseia-se na autodisciplina e senso de responsabilidade do condenado. 15) Trabalho externo em regime fechado é possível? Resposta: PERGUNTA REPETIDA (vide item 13 acima) 16) Pode-se impor regime mais gravoso? Resposta: Sim. mas não completamente isolado do meio social. não pode ser aplicado apenas em conta da gravidade em 241 . não sendo suficiente para sua determinação somente o quantum da pena. vale dizer. as condições pessoais do réu e as circunstâncias concretas do fato podem levar a aplicação de um regime mais gravoso. a doutrina e a jurisprudência admitem regime mais gravoso. trabalhar. fora do estabelecimento e sem vigilância. nem privado totalmente de sua liberdade de locomoção. 14) Diferença de características entre os regimes prisionais? Resposta: Regime Fechado: o condenado fica completamente isolado do meio social. sendo a pena cumprida em colônia agrícola. de instrução de segundo grau ou superior são admitidos. pois que o trabalho externo e a freqüência a cursos supletivos profissionalizantes. permanecendo recolhido durante o período noturno e nos dias de folga. privado de sua liberdade de locomoção.

em 23/04/2012. Questões do TRF3 4. A comissão de juristas que prepara o anteprojeto de reforma do Código Penal aprovou.1.) 242 . DESEMBARGADOR FEDERAL KASSIO NUNES MARQUES. necessitando-se. 4. pois o único documento juntado aos autos. 17) Há algum Projeto de Lei para dar amplitude a essa questão da pena de confisco? Resposta: Sim. ela se equipara a prova testemunhal. texto que torna crime o enriquecimento ilícito. ou poderão ser alvos de processo criminal. o bem móvel ou imóvel deverá ser confiscado. Reajustamentos 4.3. Benefícios Previdenciários. Valor Mensal.1. dando conta de que ela exerceu atividade rurícola em sua propriedade. TRF1 .4. Saláriode-Benefício. segundo a jurisprudência desta Corte. Questões do TRF4 4. (AC 200738050010568.5. Além disso. Questões do TRF1 1) Declaração reduzida a termo do empregador. A pena prevista no projeto varia de um a cinco anos.PRIMEIRA TURMA. constituiria início de prova material? Resposta: Não. segundo a jurisprudência: ―Ausente início razoável de prova material.abstrato do delito (Súmulas 718/STF e 440/STJ).4.1.1.4.1.4. Precedente. Período de Carência. Se o texto for aprovado. declaração de exempregador da autora. Questões do TRF5 4. servidores públicos precisarão comprovar a origem de valores ou bens incompatíveis com sua renda.5.5. equipara-se a simples prova testemunhal. para tanto de motivação idônea do julgador (Súmula 719/STF).1.5. pois. Direito Previdenciário 4. e-DJF1 DATA:15/06/2012 PAGINA:27.

bem como prevenir a ocorrência de fraudes. Vamos as questões: a) Súm. maiores prazos de carência. determinando a Renda Mensal Inicial ou do Benefício. carência essa dispensada nos casos de acidente de qualquer natureza ou causa e de doença profissional ou do trabalho.71. em regra. igualmente. Os benefícios. existem discussões. mesmo que essa invalidez se dê após os 21 anos de idade (2005. 37/TNU: A pensão por morte. A ratio legis das carências é resguardar o equilíbrio econômico-financeiro e atuarial do sistema. Questões do TRF2 1) Qual seria o conceito de renda mensal inicial? Qual é a ratio legis das carências? Tem algum fundamento ou é uma discricionariedade? A lei pode abrir mão da carência? Auxílio doença exige carência? Resposta: Renda mensal inicial é o valor inicial que será efetivamente pago ao segurado. que deverá ser preenchida a partir de outras fontes do direito.5.2. muitas delas já resolvidas por súmulas jurisprudenciais. configurando-se mera lacuna.1. com vista à produção de efeitos no campo do direito previdenciário. para fins de concessão de benefício da previdência pública ou privada.001467-0). A lei não só pode. c) Concubinato não caracteriza união estável. bem como nos casos de segurado que. tem carência de 12 (doze) meses. comprovada a necessidade econômica superveniente. pois que para o STJ a existência de impedimento para o matrimônio. inclusive para fins previdenciários. exclusão dos relacionamentos homoafetivos. 2) Pensões há discussão envolvendo dependência econômica e financeira. e) a TNU entende que pode haver dependência econômica do filho inválido. O auxílio-doença. for acometido de alguma das doenças e afecções especificadas em lista elaborada pelos Ministérios da Saúde e do Trabalho e da Previdência Social.95. após filiarse ao Regime Geral de Previdência Social. d) Para o STJ. verifica-se que o fundamento dessa diferença reside justamente na preservação do equilíbrio econômicofinanceiro e atuarial do sistema. pois que os benefícios que demandam maiores gastos para o Regime Previdenciário. por parte de um dos pretensos companheiros. pois que não houve de parte do constituinte. não se prorroga pela pendência do curso universitário. b) Súm. devida ao filho até os 21 anos de idade. existe dependência econômica entre companheiros em relação homoafetiva.4. dependendo da natureza do benefício previdenciário. embaraça a constituição da união estável. como abriu mão da carência em relação a alguns benefícios como o salário-maternidade da empregada. quando calculados a partir do Salário de benefício. Existe alguma distinção traçada pela doutrina e pela jurisprudência? Resposta: Sim. Pela diferença existente entre os inúmeros prazos de carência. 336/STJ: A mulher que renunciou aos alimentos na separação judicial tem direito à pensão previdenciária por morte do ex-marido. possuem. sendo descabida a alegação de dependência econômica por parte da concubina para fins de recebimento de pensão por morte. f) menor sob 243 . têm a incidência de certo percentual sobre este.

de acordo com a tabua completa de mortalidade do IBGE.5. o qual faz prevalecer o disposto na lei previdenciária. Trata-se de um coeficiente que considera a idade da pessoa.3. o seu tempo de contribuição e sua expectativa de vida.1.: não achei resposta em livros. Questões do TRF4 1)Fale sobre fator previdenciário. tendo em vista o princípio da especialidade. 4.5. mantendo todos os direitos ine244 .5. o Tc (tempo de contribuição até o momento da aposentadoria) e a Es (expectativa de sobrevida no momento da aposentadoria). sendo obrigatório nas aposentadorias por tempo de contribuição e facultativo na aposentadoria por idade (aplicado apenas para beneficiar o aposentado). Questões do TRF5 1) O que se entende por período de graça? Resposta: É aquele tempo em que o segurado mantém o seu vínculo com o Sistema Previdenciário.4. O STF declarou a constitucionalidade do Fator Previdenciário (ADI‘s – 2110 e 2111) 2) Existe diminuição na alíquota do fator previdenciário para alguém? Resposta: Obs. haja vista a possibilidade dos segurados se aposentarem muito cedo. mesmo não estando contribuindo e/ou não exercendo uma atividade remunerada que o vincule à Previdência Social de maneira obrigatória. já que lei de caráter previdenciário o excluiu dessa condição. no fator previdenciário a alíquota de contribuição é uma constante de 0. Questões do TRF3 4. mas pela minha interpretação.1. 4. não existe diminuição na alíquota do fator previdenciário para alguém. não podendo prevalecer a disposição do ECA em sentido diverso (no ECA menor sob guarda é dependente para todos os fins de direito). ou seja. Resposta: A aposentadoria por tempo de contribuição sem exigência de idade mínima é um benefício que ameaça o equilíbrio econômico-financeiro e atuarial do sistema previdenciário.31.5. na minha opinião. Nesse cenário o Fator Previdenciário visa inibir aposentadorias precoces.guarda não é dependente. logo. as variáveis da fórmula do cálculo do Fator Previdenciário são a Id (idade no momento da aposentadoria). nem na jurisprudência.1. considerando-se a média nacional para ambos os sexos.

do Regulamento da Previdência Social/RPS. não se contando. IV. respectivamente. Porém. TRF2 . inexiste título executivo e. assim. de fundamento de validade. a execução não pode ser instaurada ou. Ato Jurídico E Negócio Jurídico. o art. o que veio a ser corrigido.722/08 e 6.6. Fato Jurídico.” (AC 200250030003391. qualquer previsão do regulamento que restrinja ou retire a concessão de benefícios previdenciários no período de graça será ilegal.213/91). 15 § 3º da Lei 8. 88. a jurisprudência do TRF-2 segue no sentido de que “Rescindida a sentença condenatória. o segurado conserva todos os seus direitos perante a Previdência Social (art.122/07. na falta dele.1. esse período para fins de carência ou tempo de serviço. Foi rescindida a sentença. deve ser extinta.) 4.2.1.6. Desaparece a causa do recebimento? Resposta: Sendo a sentença a causa para o recebimento. carecendo. porém.OITAVA TURMA ESPECIALIZADA. instaurada. pelos Decretos n.1. Relações Paracontratuais 4. Questões do TRF3 1) Qual a diferença entre confirmação. nesse cenário.Data: 30/05/2012 . enquanto o segurado desempregado estiver dentro do período de graça. como aconteceu no passado com o auxílio-acidente e o salário maternidade. pois que o Regulamento não pode ir contra a lei.Página::424. 6. 4. verifica-se que o título executivo se formou judicialmente.1. ainda prevê que o salário-família cessará pelo desemprego do segurado.rentes à condição de segurado.6. E-DJF2R . cuja concessão no período de graça fora proibida por meio de Regulamento. que transitada em julgado.1. 2) Pode ser concedido auxílio acidente durante o período de graça? E salário maternidade? Resposta: Durante o período de graça. Questões do TRF1 4.3.6.6. era causa para recebimento. Questões do TRF2 1) Enriquecimento sem causa. portanto. Direito Civil 4. convalidação e ratificação? Resposta: 245 . Desembargador Federal SERGIO SCHWAITZER.

Ex: aceitação da herança. segundo os usos sociais. pelos simples fato de que na presunção. Ex: a entrega do título de crédito presume o pagamento da dívida. ou seja. Ex: Se numa doação. Porém. todavia. O defeito. produz efeitos enquanto não decretada a sua nulidade. vontade tácita e vontade presumida? Resposta: Silêncio é a ausência de manifestação de vontade (estaria assim no plano de inexistência). por força do artigo 539. seja de forma tácita. sempre haverá norma do ordenamento jurídico dizendo que determinadas atitudes serão tidas como presunção. quando apesar de não ter sido aceita expressamente. faltando-lhe juridicidade. surtirão os efeitos aparentemente queridos pelas partes. nulo ou anulável. prevê espécie de silêncio qualificado por importar anuência diante das circunstâncias ou usos do lugar. Convalidação consiste no advento de requisito faltante à formação do contrato anulável. 3) Há produção de efeitos em negócio inexistente e negócio inválido? Resposta: O negócio inválido. num grau muito elevado de probabilidade. porque o negócio sequer se forma. pela prática de ato incompatível com a intenção de alegar a presença do vício. Vontade Tácita: quando a lei não exigir vontade expressa. por declaração de vontade. donde resulta. como ocorre com o cumprimento voluntário da obrigação anulável. 2) Qual a diferença entre silêncio. que se qualifica omissivamente. o que não acontece com a tácita. que consiste numa declaração indireta. donde se analisa. seja de forma expressa. pela carência de determinado elemento contratual. somente. e ele não responder nada neste prazo. 111 do CC/02. 246 . é supervenientemente sanado. o art. o comportamento da parte. admite-se a tácita. baseada num comportamento. o negócio inexistente não produz efeitos jurídicos. a existência daquela vontade. o silêncio será tido como aceitação da doação. o doador fixar prazo para que o donatário diga se aceita ou não a doação. aquilo cuja ausência importava na anulabilidade do contrato passa a fazer-se presente.A Confirmação ou Ratificação consiste na renúncia ao direito de alegar a anulabilidade. não sendo exigido a declaração de vontade expressa. Vontade Presumida: A vontade presumida e a tácita diferem uma da outra. o herdeiro passa a praticar atos da qualidade de herdeiro. ou seja. caso contrário. a nulidade só se repercute se for decretada judicialmente.

art. “Se. porém. TERCEIRA TURMA. importando regra do direito alemão. o que não se confunde com sua convalidação (confirmação do mesmo negócio nulo). Questões do TRF5 01) Em alguma hipótese o ato absolutamente nulo pode subsistir? Resposta: Sim. visto que.4. se válido for na subs247 . (VOLTAR NESTA QUESTÃO) 04) Toda simulação é invalidante. de acordo com o Código Civil de 2002? O código diferencia a simulação relativa da absoluta? Resposta: Nem toda simulação é invalidante. 170 do CC/02. os quais não podem ser convalidados diante da impossibilidade de novação de negócio nulo (CC. o negócio jurídico nulo contiver os requisitos de outro. não sendo outro o entendimento do STJ.” A conversão do negócio jurídico nulo em outro negócio.4. 367). para quem “O vício irremediável de que padece o ato nulo também o impede de ser convalidado. Segundo o art.” (REsp 856. a qual somente pode ser feita em negócio anulável. Resposta: Segundo a resposta anterior. 02) Há convalidação de atos nulos e anuláveis? Resposta: Convalidação é o suprimento da falta de autorização de terceiro. pois o art. pode converter em promessa e a partir dessa obrigar à transmissão do domínio do bem). julgado em 15/09/2009. não existe exemplo de ato nulo que pode ser convalidado.6. nos termos do art.1. se houvessem previsto a nulidade. Ministra NANCY ANDRIGHI. DJe 30/11/2009) 03) Dê um exemplo de ato nulo que possa ser convalidado. 167 do CC/02 “É nulo o negócio jurídico simulado.5.699/MS. Rel. expressão que se refere a atos anuláveis e não nulos.1.6. Ex: conversão de compra e venda nula por vício de forma em promessa de compra e venda (se não se realizou por escritura pública. mas subsistirá o que se dissimulou. Questões do TRF4 4. 176 do CC diz que quando a ―anulabilidade‖. pode subsistir pela conversão do negócio jurídico inválido. subsistirá este quando o fim a que visavam as partes permitir supor que o teriam querido.

celebra-se um negócio jurídico aparentemente normal. seja por determinação de lei. É o regime pelo qual o terreno e as ben248 .359/CC se dá quando o título aquisitivo (do bem móvel ou imóvel) está subordinado a uma condição resolutiva ou advento do termo. cf. em mais uma aplicação do princípio da conservação. com uma máscara. A propriedade resolúvel é independente de alienação fiduciária. Por outro lado.1. 167 do CC/02.”. sim. uma vez que. mas existem estímulos fiscais para quem o constitui. tornado imune à insolvência ou falência daqueles. 4.1. a simulação relativa da absoluta. alia-se a fatores circunstanciais que a amenizam. pois que a simulação relativa se trata justamente da dissimulação descrita na segunda parte do art. 2) O que é patrimônio de afetação? Resposta: Trata-se de direito real de garantia.7. não é arbitrária.7. 05) Diferencie condições simplesmente potestativas das puramente potestativas. mas que não visa a produzir efeito jurídico algum. sendo essa apenas uma espécie do gênero propriedade resolúvel. embora dependa da vontade de uma das partes intercalada com a de outra. verifica-se com clareza que o CC/02 diferencia.7. por derivar do exclusivo arbítrio de uma das partes.1. Direito Empresarial 4. 1. na simulação relativa celebra-se o negócio com o objetivo de. vale dizer. Questões do TRF1 1) Qual seria o conceito clássico de propriedade resolúvel? Independentemente de alienação fiduciária? Resposta: A propriedade resolúvel. bicho do jogador). seja por força de declaração de vontade. Nesse cenário. pelo qual há reserva de bens a constituir um patrimônio autônomo ao do incorporador. após o que o alienante perde tal propriedade. objeto de garantia em favor dos promitentescompradores.tância e na forma. Alienação Fiduciária Em Garantia 4. dispõe o art. na simulação absoluta. encobrir um outro negócio de efeitos jurídicos proibidos. uma vez que a propriedade do alienante fica sob condição resolutória do pagamento do débito pelo devedor. Não é obrigatório. Resposta: A condição puramente potestativa é ilícita. (Ex. A condição simplesmente potestativa é lícita.

Questões do TRF5 4.8.1. direitos e obrigações do patrimônio geral do incorporador ou de outros patrimônios de afetação por ele constituídos. Impugnação À Gratuidade De Justiça e Ação Declaratória Incidental.5. cuja ratio exige. eu julgo conforme o estado do processo e aplico os efeitos da revelia naquela hipótese? Resposta: Não se desconhece a peculiar característica da JF lidar majoritariamente com questões de direito público. lida com direitos de particulares.7. Indeferimento Da Petição Inicial. Impugnação Ao Valor Da Causa. a jurisprudência do TRF-1. Citação.1. Questões do TRF2 4.3. chama-se o INSS. é da mesma forma das causas cíveis da justiça estadual? Ajuíza-se uma ação previdenciária.2.7. a revelia.7. Petição Inicial.8. Exceções. em regra. Questões do TRF1 1) Como a revelia é tratada nas causas cíveis da JF. na qual ficarão depositados os valores pagos pelos adquirentes ao longo do tempo e da qual somente sairão os recursos depositados para o custeio exclusivo da construção. Por conta disso. muito em razão da sua competência constitucional. Intimação. Pedido. principalmente no seu aspecto material (presunção de veracidade dos fatos alegados pelo autor). suas autarquias. nas causas cíveis contra o INSS na JF.feitorias que serão objeto de construção. Resposta Do Réu: Contestação. tem tratamento diverso ao que a ela é dado na JE.8. 249 . Reconvenção.1.7. Ele não se comunica com os demais bens. Questões do TRF3 4.1. 4. fundações públicas e empresas públicas.4. a presença de interesse direto e imediato da União. ficam mantidos separados do patrimônio da empresa incorporadora. a qual. Direito Processual Civil 4. Procedimento Ordinário – Fase Postulatória. Isso mesmo. Requisitos Da Inicial. O empreendimento com patrimônio de afetação será tratado como se fosse um estabelecimento autônomo da construtora.1. Propositura Da Demanda. procurador deixa de contestar.1. com inscrição própria no CNPJ e conta bancária específica. Questões do TRF4 4. Revelia 4.1. para sua verificação.

não se operam os efeitos da revelia (artigo 320. a simultaneidade da posição de autor e réu assumida pelos litigantes decorre da pretensão deduzida em juízo. "Do prisma material. o legitimado atua em juízo em nome próprio buscando a tutela de direito também próprio. em razão de expressa autorização legal. 4. naactio duplex. o autor pede e o réu somente impede. 2) Quais as três condições da ação? Resposta: Legitimidade de parte. Nas ações dúplices.” (AC 200701990077958. a reconvenção pode ser ajuizada em sede de ação dúplice: há casos em que o que o réu deseja é algo diferente do que alcançaria com a improcedência do autor. o enunciado da súmula 258 do STF dispõe ser admissível reconvenção em ação declaratória (dúplices por natureza ) quando o pedido não se limitar à declaração de improcedência. 250 .1. em se tratando de pessoa jurídica de direito público. DESEMBARGADORA FEDERAL MONICA SIFUENTES. Em geral. provocando o iudicium duplex. Por outro lado. e-DJF1 DATA:29/06/2012 PAGINA:42. o legitimado atua em juízo em nome próprio buscando a tutela de direito alheio. II. Excepcionalmente. nos casos autorizados por lei. utilidade e adequação) e possibilidade jurídica do pedido. é dúplice a ação.). o ato de impedir (contestação) já expressa um pedido contrário. Questões do TRF2 1) O que são ações dúplices? Cabe reconvenção nas ações dúplices? Resposta: A ação dúplice consubstancia-se no fato de o réu poder formular pedido na própria contestação. interesse processual (necessidade. 3) Qual a diferença entre legitimidade ordinária e legitimidade extraordinária? Resposta: Na legitimidade ordinária. na qual a contestação do réu já basta à obtenção do bem da vida. na legitimidade extraordinária (substituição processual). cujos interesses são indisponíveis.acompanhando a doutrina mais abalizada. cf. entende que “A falta de contestação do INSS não enseja a aplicação do disposto no artigo 319 do CPC.8. TRF1 . juizado especial cível e ações possessórias.SEGUNDA TURMA.2. uma vez que. do CPC). São exemplos de ação dúplices: procedimento sumário.

reconvenção e exceções. qual seja. a execução fiscal somente pode ser utilizada para a cobrança de crédito tributário ou não-tributário da Fazenda Pública. Se houve ou houver meios para a composição voluntária. condicionante essa muito próxima de outra. dentre os meios idôneos à busca do bem da vida. para. uma serventia. útil e proveitoso. assim. pois que o processo deve ser. por exemplo. para parte da doutrina. de interesse de agir. só então. pela análise do caso concreto. não haveria interesse processual caso o bem da vida já tivesse sido alcançado na seara administrativa ou se essa. b) Dimensão da Necessidade: é preciso demonstrar que o processo é necessário à obtenção do proveito almejado. As exceções são de: incompetência. a demanda deve ser útil juridicamente. Pelo acima disposto. Processo útil é aquele que pode propiciar algum proveito para o demandante. 6) Quais as modalidades de resposta do réu? Quais as exceções? Resposta: As modalidades de resposta do réu são: contestação. deve ter um proveito. Assim. parte da doutrina. o processo é desnecessário. a necessidade. caso em que só haverá interesse processual nas hipóteses em que a ação seja um meio idôneo a se atingir determinado fim. carecerá de utilidade e. no que tange a essas duas condicionantes. Por fim. elenca a adequação como condicionante. a expressão certa seria utilidade-necessidade. . Para haver interesse.4) Quais as condicionantes do interesse de agir? Resposta: As condicionantes do interesse de agir são: utilidade. adequação. esgotamento de instância administrativa. segundo a qual. fosse a via menos gravosa para se alcançar determinado objetivo jurídico (Ex: TNU exige requerimento administrativo no INSS para demonstrar interesse processual nas ações previdenciárias). se questionar se ele é necessário na busca desse proveito. 7) Como se distinguem as figuras da reconvenção. necessidade e. Quando ocorre perda de objeto da demanda. da ação dúplice e o pedido contraposto? 251 . impedimento e suspeição. 5) Discorra sobre o binômio necessidade-utilidade? Está certa a expressão? Resposta: a) Dimensão da Utilidade: o processo deve ser útil. antes de tudo.também não haverá utilidade quando as despesas com a execução superarem o valor da dívida. não sendo idônea para o particular cobrar um crédito seu fundado em título de crédito. Ex. a ação judicial deve ser o menos gravoso.

questões prévias são todas as questões que tem que ser analisadas antes de se apreciar o mérito/pedido/objeto do processo. Pedido Contraposto: A técnica da contraposição de pedidos implica a formulação de pedido. Processual por excelência: o revel poderá intervir no processo em qualquer fase. tratando-se. pois que essa técnica foi pensada para homenagearem os princípios da simplicidade e celeridade nos Juizados Especiais e no Procedimento Sumário. pois. Assim. de objeção. o autor pede e o réu somente impede. mas não se exigem as formalidades inerentes à demanda reconvencional. um material e outro processual. sem a necessidade de utilização do procedimento próprio da via reconvencional. Por outro lado. há o exercício do direito de ação. Nas ações dúplices. que são denominadas questões prévias. o gênero questões prévias engloba as espécies questões preliminares e questões prejudiciais. Material: Presumem-se verdadeiras as afirmações de fato feitas contra o réu (confissão ficta). São chamadas de ações de mão dupla. há questões prévias que o julgador somente pode conhecer quando provocado pelas partes tal qual a competência relativa. permite que o réu não apenas ofereça resistência à pretensão buscada pelo autor mas também pleiteie o reconhecimento de uma pretensão da qual se julga titular em face do autor. existem questões prévias que podem ser conhecidas de ofício pelo juiz como a coisa julgada. por parte do réu. vale dizer.Resposta: Ação Dúplice: Do prisma material. sendo. o juiz tem que decidir outras questões no curso do processo. 8) O gênero questões prévias engloba quais espécies? As questões prévias são qualificáveis como objeções ou exceções? Resposta: Antes do mérito. Reconvenção: como modalidade de resposta que é. com sinais trocados. (ACHO QUE é ESSE – mas não achei nada a respeito) 252 . 9) Quais os efeitos principais da revelia? Qual o efeito processual por excelência? Resposta: A revelia possui dois efeitos. na mesma oportunidade de oferecimento de sua defesa. Processual o feito prosseguirá sem a intimação do réu revel. recebendo-o no estado em que encontrar. então. As questões prévias tanto podem ser consideradas como exceções como objeções. ou seja. é dúplice a ação que a contestação do réu já basta à obtenção do bem da vida. a simultaneidade da posição de autor e réu assumida pelos litigantes decorre da pretensão deduzida em juízo. Em geral. caso não tenha patrono nos autos. uma exceção. Desse modo.

segunda parte. contra ela não correrão os efeitos materiais da revelia. I).10) O impedimento e a suspeição são considerados objeções ou exceções? Resposta: Nos termos do art. 326) defendem que só é indisponível o interesse público primário da Fazenda Pública e não o secundário.” Vale dizer. o interesse público primário.. 320 II do CPC. 11) Falar sobre as particularidades da revelia para a Fazenda Pública. RT. enquanto custos legis. RT. Como visto acima. 3ª Ed. reputar-se-ão verdadeiros os fatos afirmados pelo autor”. Presumem-se verdadeiros os fatos não impugnados (. argüir a parcialidade do magistrado. 319 do CPC reza que “Se o réu não contestar a ação. 13) Existe ônus da impugnação específica para Fazenda Pública? Resposta: 253 .. dispor. 186) afirmam que “o juiz tem o dever de abster-se do julgamento da causa em que impedido ou suspeito. o qual não se aplica contra a Fazenda Pública uma vez que indisponíveis os interesses em jogo. Violado o dever. 137 do CPC. Marinoni e Mitidiero (CPC – comentado artigo por artigo. nos termos do art.. 2011. conhecer de ofício. 302. 12) Ônus da impugnação específica como se dá em relação à Fazenda Pública? Resposta: Segundo o art. mesmo que a Fazenda Pública não ofereça uma impugnação especificada em relação às questões arguidas na inicial. 302 do CPC ―Cabe também ao réu manifestar-se precisamente sobre os fatos narrados na petição inicial. qual seja. podem as partes e o MP. máxime porque seus atos gozam de presunção de legitimidade. são considerados objeções. poderá ser recusado por qualquer das partes”. interesses que os advogados públicos não podem. o que se leva a crer que tais institutos. p. Logo. sua suspeição ou impedimento. p. ou não se declarar suspeito. renunciar ou transigir (CPC. cuja prova em contrário fica a cargo do administrado. 2011.)‖ . Trata-se do efeito material da revelia. Marinoni e Mitidiero (CPC – comentado artigo por artigo. diante da indisponibilidade do direito discutido. é dever do juiz. 3ª Ed. “juiz que violar o dever de abstenção.. impedimento e suspeição. não se aplica à Fazenda Pública o ônus da impugnação específica. Resposta: O art. sem autorização legal.

que a lei considere indispensável à prova do ato. a primeira vista. a presunção de veracidade é relativa.QUESTÃO JÁ RESPONDIDA (vide item 12 acima) 14) Quem fazia a defesa da União antes da CR/1988? Resposta: A existência de um órgão com a específica finalidade de presentar o Estado em juízo é algo relativamente novo na história brasileira. pois que o juiz somente deve decretá-la no caso de haver verossimilhança nas alegações do autor. O FONAJEF possui entendimento 254 . vale dizer. III .se. 15) A presunção de veracidade dos fatos decorrentes da revelia é relativa? Resposta: Sim. passaram a gozar das mesmas prerrogativas conferidas aos Procuradores da República. criaram-se as autarquias. não é necessária a prévia postulação administrativa como condição para o manejo da ação em que se busca a concessão de benefício previdenciário. O Ministério Público. Mesmo fora desses casos. havendo pluralidade de réus. Esse é o entendimento do STJ e do TRF-1 – “Segundo uníssono posicionamento jurisprudencial há muito consolidado.1. segundo o art. 4. faz concluir que o requerimento administrativo ao INSS não é condição prévia para se ajuizar ação previdenciária. o que. os quais. II .659/45. a presunção de veracidade está sujeita ao crivo da persuasão racional do julgador. com a Lei n. da CR/88. algum deles contestar a ação. XXXV. a presunção de veracidade não depende unicamente da revelia do réu.se o litígio versar sobre direitos indisponíveis. a maioria das Turmas Recursais Federais entendem que há a necessidade de prévio requerimento administrativo no INSS para se caracterizar a lide. “a lei não excluirá da apreciação do Poder Judiciário lesão ou ameaça a direito”.” Todavia. 5º.8. salvo em se tratando de lides desportivas. fixou-se na defesa da União. Afinal. o Ministério Público cumulava em si a dupla função de defesa da sociedade e de advocacia de Estado.se a petição inicial não estiver acompanhada do instrumento público. que eram defendidas por seus procuradores ou advogados. No âmbito federal. Questões do TRF3 1) É condição prévia o requerimento administrativo ao INSS para se ajuizar ação previdenciária? Por quê? Resposta: Pelo princípio da inafastabilidade da jurisdição previsto no art. visto que. em meados dos anos 30. a atual Constituição. a revelia não induz o seu efeito material: I . vale dizer. por sua vez. ao contrário da anterior.º 7. não adotou o sistema da jurisdição condicionada ao esgotamento da seara administrativa. antes da Constituição de 1988. 320 do CPC.3.

No impedimento há presunção absoluta (juris et de jure) de parcialidade do juiz em determinado processo por ele analisado. haja vista o impedimento ser uma causa objetiva e que gera presunção absoluta de ser o juiz parcial em determinada demanda.8. podendo alegar motivos de foro íntimo.” Enunciado 73: “Em juizados itinerantes. entre outros. É dever do juiz declarar-se impedido ou suspeito. pode ser flexibilizada a exigência de prévio requerimento administrativo. 3) Discorra sobre as condições da ação e sobre o novo código de processo civil retirar uma das condições da ação.5. 70: “O ajuizamento da ação de concessão de benefício da seguridade social reclama prévio requerimento administrativo. 71: “O ajuizamento da ação revisional de benefício da seguridade social que não envolva matéria de fato dispensa o prévio requerimento administrativo. segundo o inciso II. do art. por exemplo.” 4. 255 .sumulado.1. senão vejamos: Enunciado nº. feita perante a ouvidoria da Previdência Social.” Por outro lado. consideradas as peculiaridades da região atendida. inclusive: Enunciado nº. enquanto que a suspeição tem relação com o subjetivismo do juiz.4. aconselhar alguma das partes sobre a causa. 2) Ambas representam causas de rescindibilidade da ação rescisória? Resposta: Não. receber presente antes ou depois de iniciado o processo. supre a exigência de comprovação de prévio requerimento administrativo nas ações de benefícios da seguridade social. O CPC dispõe. o mesmo FONAJEF excepciona esse entendimento. Questões do TRF5 1) Distinga rapidamente impedimento e suspeição. O juiz será considerado suspeito por sua parcialidade quando for amigo íntimo ou inimigo capital de qualquer das partes. enquanto na suspeição há apenas presunção relativa (juris tantum). do Código de Processo Civil (CPC) e dizem respeito à imparcialidade do juiz no exercício de sua função. 485.8. que o magistrado está proibido de exercer suas funções em processos de que for parte ou neles tenha atuado como advogado. A imparcialidade do juiz é um dos pressupostos processuais subjetivos do processo.” Enunciado nº. Resposta: As causas de impedimento e suspeição estão previstas nos artigos 134 a 138. Questões do TRF4 4. 72: “A comprovação de denúncia da negativa de protocolo de pedido de concessão de benefício. O impedimento tem caráter objetivo. apenas a sentença de mérito proferida por juiz impedido pode ser objeto de ação rescisória.1. do CPC.

verificado que o pedido não se conforma ao ordenamento jurídico. a sentença que. Todavia. vinculando-se as narrativas ali inseridas. impede a rediscussão da matéria. quando da provocação da instância penal. a fim de evitar reiteradas rediscussões daquilo que já se sabe não autorizado pelo ordenamento e isto contribui a um só tempo para a economia processual (evitando-se a repetição de causas) e para a pacificação social.9.Resposta: O CPC de 1973 é baseado nas lições o jurista italiano Liebman. Há 256 . Sentença. E que. Enfim. por ser a possibilidade jurídica do pedido conceituada como “conformidade do pedido com o ordenamento jurídico” ou ainda como “a ausência de vedação explícita no ordenamento jurídico para a concessão do provimento jurisdicional”. para muitos a possibilidade jurídica do pedido não passava de uma análise de mérito. na sentença. o réu se defende dos fatos que pesam contra ele e não da imputação realizada ao término do libelo acusatório. Esse princípio. significa trazer maior estabilidade as relações sociais. Motivação Das Decisões Penais 4. 4. que estabelecem a lide penal.1. A sentença deverá decidir sobre os fatos descritos na denúncia ou queixa. em sua dimensão utilidade. A evolução do pensamento de Liebman se dera no sentido cassar a autonomia da possibilidade jurídica do pedido para incluí-la no interesse de agir. Direito Processual Penal 4. interesse de agir e possibilidade jurídica do pedido. que tende à formação da coisa julgada material. No processo penal. Além do mais. É melhor para os sujeitos processuais que suas pretensões sejam resolvidas definitivamente. adstrito aos termos do aditamento promovido pelo MP. No projeto do Novo CPC a possibilidade jurídica do pedido não é mais uma das condições da ação. ao evoluir seu pensamento. Em processo penal. à luz da lei revogada seria de carência da ação. à luz do Novo CPC é de improcedência e resolve definitivamente a controvérsia.9. haverá uma sentença de improcedência do pedido. o limite objetivo da lide para o magistrado está na apreciação daquilo que a acusação mencionou. por consequencia.1. ultra e nem citra petita. esse autor. tendo em vista que. 384 do CPP fica o juiz. a sentença não pode ser extra. Enfim. Uma sentença de mérito. aplica-se até no caso de mutatio libelli. excluir a possibilidade jurídica do pedido do rol das condições da ação.1. Questões do TRF1 1) O que consiste o princípio da correlação entre e a denúncia e a sentença? Resposta: A correlação é o liame conectivo entre os termos da acusação e aquilo que será enfrentado pelo juiz na prolação da sentença penal. o qual elencava 03 condições da ação: legitimidade de parte. com a parcial reforma do CPP. excluiu a possibilidade jurídica do pedido do rol das condições da ação sem ser acompanhado pelo nosso CPC.9. pois que nos termos da parte final do § 4º do art. Para seus juristas idealizadores.

28 do CPP.quem defenda que a melhor interpretação dessa parte final consiste na proibição da denúncia alternativa. ao verificar que é cabível alteração da tipificação penal em consequência de prova presente nos autos e não incluída na acusação. na verdade. Há ainda que ressaltar que após o aditamento o CPP aponta que deve ser ouvida a defesa para manifestar-se acerca da alteração promovida pela acusação . há uma tensão entre o princípio da independência funcional do MP e da unidade do órgão quando é apontado um membro para proceder ao ajuizamento da ação. que é. A partir do referido estatuto legal. abertamente. DESSE PONTO EM DIANTE: RESPOSTAS ELABORADAS POR FREDERICO BOTELHO DE BARROS SILVA 2) Qual a posição do senhor a respeito da mutatio libelli do art. Com a alteração legal resguardou-se a separação de papeis entre órgão acusador e magistrado de forma que o sistema acusatório encontra-se preservado. tão somente. A hipótese contempla que instituto? emendatio libelli. O regime da mutatio foi substancialmente alterado com a edição da Lei nº 11. é cabível o instituto da denúncia alternativa. tratar-se-ia de um longa manus do PGJ. podendo o julgador decidir com base nos fatos narrados em qualquer uma delas. se ao acusado foram garantidos os princípios do contraditório e da ampla defesa. 28 do CPP é ainda constitucional? Resposta: A mutatio libelli não passa de sua própria tradução: mudança do libelo.719 de 2008. tendo o juiz que julgar apenas o fato contido no aditamento. o que é. Ademais. uma garantia institucional que encerra uma garantia da própria sociedade. 384 em confronto com a CF/88? O senhor admite que o art. 383. uma afronta ao sistema acusatório que apregoa a separação entre as funções de acusação e julgamento. Outra corrente entende que uma interpretação conforme desse dispositivo tem o sentido e o alcance de que. No regime anterior à referida lei. admitimos que deve prevalecer a independência funcional do membro do MP. o acusado defende-se dos fatos e não da acusação. tanto na denúncia originária como na denúncia aditada. permitir que o membro do Ministério Público promova o aditamento à denúncia ou queixa. Neste caso . não cabe ao magistrado realizar a mutatio mas. Quanto à constitucionalidade do art. mudança na acusação. 3) Leia o art. ou da câmara de revisão na esfera federal. que é . neste caso. em verdade . tendo em vista que a doutrina afirma que. cabia ao próprio magistrado promover o aditamento. Ele tem alguma repercussão quando à defesa do réu? E a mutatio libelli? Resposta: 257 .

motivado. A decisão extra petita ocorre quando tem natureza diversa ou concede ao demandante coisa distinta da que foi pedida. o crime apontado na denúncia não corresponde ao emanado dos autos. Com relação à mutatio. O juiz. ao proceder a emendatio está. Há doutrina que aponta a necessidade de o magistrado promover a oitiva da defesa para o devido estabelecimento do contraditório(Gustavo Henrique Righi Ivahy Badarro e Antônio Cabral ). Por primeiro. e há manifestação da defesa em favor das garantias do acusado no processo penal.719 de 2008. 383 do CPP contempla a hipótese de emendatio libelli. Ademais . ainda. uma primeira diferença é importante: a congruência interna e externa da decisão judicial. Ocorre que a sentença não é ato fracionado. acerca dos fatos sob sua análise. cabe a atuação do MP. não há que dilatar-se o processo. que consiste na atividade do juiz. Outra diferença há de ser feita entre congruência objetiva e subjetiva. a defesa há de ser feita com relação aos fatos e não com relação à capitulação do membro do MP. ultra e extra petita se inserem na congruência externa da decisão. quando da sentença. nesta classificação. 383 reclama convencimento do magistrado. elementares e circunstâncias constantes dos autos. A sentença ultra petita. leva em consideração fundamento de fato não suscitados por qualquer das partes. A decisão ultra petita estende seus efeitos a pessoas não participantes do processo além daqueles participantes. emendar ou corrigir a acusação para adequá-la aos fatos. ou ao menos deveria estar plenamente convencido de que. o que violaria . 258 . Já a congruência subjetiva desenvolve-se de acordo com os sujeitos do processo. ou. A decisão citra petita deixa de analisar um pedido formulado ou um fundamento suscitado. antes da modificação operada pela lei 11. Com a modificação operada por esta lei . Convencimento este. A decisão citra petita deixa de regular as relações jurídicas de todos envolvidos no processo. Portanto. 5) O que seria sentença ultra. havia um verdadeiro aditamento feito pelo magistrado e independente da ação da defesa. em lugar dos suscitados pelos agentes processuais . conforme o sistema de avaliação de provas. Assim. citra. e extra petita? Resposta: Quando se fala em vícios da sentença . Já a extra petita estende seus efeitos a tai somente os não participantes do processo. se o ato de inteligência do magistrado que será exposto na sentença já está completo (pela modificação do crime). a congruência externa objetiva.O art. frontalmente as garantias da ampla defesa e contraditório. respeitando o sistema acusatório. ocorre quando a decisão concede mais do que o demandante pediu ou quando não analisa apenas os fatos essenciais postos pelas partes como também outros fatos essenciais. Sentenças extra . ao art.

em verdade. tão somente um limite máximo. 59. Ou seja . Quanto à conduta social.846/RS. trazidos aos autos pelo autor. na empresa. portanto. como característica negativa da conduta proibida . ou de notoriedade.2. IV. segundo a maioria da doutrina e o RESP 2. É. A culpabilidade. na associação do bairro. isto é. Para Paulo Queiroz. o juiz analisa ―o grau de culpa do réu‖. Neste mesmo esteio: O Simpósio da Associação de Magistrados do Rio de Janeiro. recomendou aos juízes de todo o país. A doutrina ainda aponta correntes erros na prática forense como a frase ―o agente agiu com culpabilidade. 319 e 334. verificar-se a evidente inveracidade deles‖. Ocorre que essa concepção de culpabilidade funciona como fundamento da pena. pois tinha a consciência da ilicitude do que fazia‖. à luz dos próprios elementos.1.9. que. como diz Paulo Queiroz. deveriam ser interpretados no sentido de não ser absoluta a presunção de veracidade dos fatos afirmados pelo autor. 2) Os ônus processuais têm pertinência com as faculdades ou encargos processuais? Existe alguma correlação? Qual seria esta correlação? Resposta: 3) A presunção (de veracidade gerada pela revelia) a que se referiu e chamou atenção (em sua resposta) tem sido entendida como iuris tantum ou iure et de iure? Resposta: É uma presunção relativa. CP. 259 . na família. O juiz definirá a conduta social do agente através de um fato do processo ou utilizando-se de conceitos psicológicos (Sigmund Freud)? Resposta: Na análise da culpabilidade quando do art. de 28 a 30 de agosto de 1974. que não é analisada somente neste momento. há de ser perquirido o comportamento do agente em meio social. aquilo que os autos indicam como traço marcante de sua vivência social. os arts. um elemento de determinação da pena. que é.59 do CP. Para Cezar Bitencourt é um limite máximo e mínimo da pena. Questões do TRF2 1) Discorra sobre a culpabilidade diante da conduta de vida do agente frente ao art. quanto à revelia.4. de relatoria do Min. na sociedade. diferente da culpabilidade como elemento do crime(ou pressuposto da pena como quer Damásio) que é um juízo qualitativo. Barros Monteiro. e já devia ter sido objeto de análise juntamente com a tipicidade e a antijuridicidade. concluindo-se pela condenação. um juízo quantitativo. devendo excluir-se a presunção quando. analisa-se a conduta do agente através de sua conduta em seu aspectos factuais. é um limite impedindo que a pena se torne uma afronta aos direitos fundamentais do agente.

além do qual foi produzida. São elas: a) a ação rescisória. Daí a distinção entra coisa julgada material e formal. salvo quando irrepetíveis. são necessários 4 requisitos.9. Este é o posicionamento dos Tribunais Superiores acerca da matéria.4) Nessa análise (no caso de revelia sobre se o autor tem razão nos fundamentos de seu pedido e se produziu prova suficiente mesmo no caso de revelia) o juiz pode inclusive retroceder à causa de pedir remota ou isso já implicaria em algum descumprimento de algum dever? Resposta: 4. Esta última ocorre quando a decisão é imutável dentro do processo do qual foi proferida. Porque colhida em procedimento inquisitivo. Ocorre que esta imutabilidade pode se restringir ao processo em que foi proferido ou estender seus efeitos para além dele. estende seus efeitos para qualquer outro processo. deve haver preclusão máxima (coisa julgada formal). d) impugnação da sentença inconstitucional ( art. cautelares ou antecipadas.4. Para que ocorra a coisa julgada material. Questões do TRF4 1) O que é coisa julgada? Resposta: ―A coisa julgada é a imutabilidade da norma jurídica individualizada contida na parte dispositiva de uma decisão judicial‖(Didier). 2) Ela pode ser modificada? Resposta: Sim. e . se não refeita sob o crivo do contraditório. porquanto não ser possível de nova análise em recurso próprio. Quais sejam: Uma decisão jurisdicional. c) impugnação com base em erro material .1. 4. Questões do TRF3 1) A prova testemunhal na fase do IP pode ser usada na fundamentação da sentença? Resposta: A prova testemunhal. por sua vez.1.3. Já a coisa julgada material. para embasarem um decreto condenatório devem ser produzidas novamente durante a instrução processual. deve o mérito ser analisado de forma exauriente. ou coisa julgada em sentido estrito. por fim. que o provimento jurisdicional verse acerca do mérito da causa. parágrafo 1º.9. e 260 . 475-L . Em nosso sistema há 5 formas de modificação da coisa julgada. b) a querela nullitatis ou exceptio nullitatis. É um fenômeno endo/extraprocessual. a prova testemunhal não pode fundamentar uma sentença.

Direito Ambiental 4.741. por todos. São estas. 3º .10. Da Lei 6938/81. Está previsto no art. as possibilidades de revisão ou de relativização da coisa julgada. Sistema Nacional De Unidades De Conservação Da Natureza 4. Tal posicionamento solidificou o entendimento do STJ e da doutrina. Questões do TRF1 4. 2) Zoneamento se articula com o desenvolvimento sustentável? 261 . Política Nacional Do Meio Ambiente.9. Ainda há que se destacar que após o prazo decadencial da ação rescisória (2 anos) fala-se em coisa soberanamente julgada. e) e a possibilidade de revisão da coisa julgada por denúncia de violação à Convenção Americana de Direitos Humanos formulada perante a Corte Interamericana de direitos Humanos. Instrumentos Da Política Nacional Do Meio Ambiente. III. Nucci. III.art.5. 4.1.1. que vinham se posicionando na esteira corporificada na súmula.10.2. 4. em nosso sistema processual. Questões do TRF2 1) O conceito jurídico de poluição foi alterado? Existe no ordenamento jurídico? Resposta: Sim.1. Zoneamento Ambiental.1. há um conceito legal do que venha a ser poluição no direito brasileiro. parágrafo único do CPC) . O conceito legal foi alterado em 1989 para incluir em seu art. como objeto de proteção da degradação de qualidade ambiental resultante de atividades que direta ou indiretamente os recursos ambientais fauna e a flora.10. 3º. Padrões De Qualidade Ambiental. Estes dois últimos conceitos não constavam da redação original de como objetos de proteção contra poluição. pode ser maus antecedentes? Resposta: A resposta encontra respaldo na súmula 444 do STJ que declara in verbis É vedada a utilização de inquéritos policiais e ações em curso para agravar a pena base.1. V.10. Questões do TRF5 01) Estar respondendo a outro processo no momento da sentença.

4.3. em verdade.Resposta: Sim.1.5. estabelece medidas e padrões de proteção ambiental destinados a assegurar a qualidade ambiental.1. 2) O zoneamento tem relevância para a proteção do Direito ambiental? Dê exemplos. É. Questões do TRF5 TRF5 – 2012 1) Qual a origem do zoneamento e em que ele consiste? Resposta: A origem do zoneamento ambiental está nas sociedades industrializadas e urbanizadas e na necessidade do estabelecimento de áreas com destinação especial para organização territorial de aproveitamento e respeito ao meio ambiente. conforme expressa previsão regulamentar. 4. Questões do TRF4 4. obras e atividades públicas e privadas. do Decreto 4297/2002 como sendo O ZEE. instrumento de organização do território a ser obrigatoriamente seguido na implantação de planos. da precaução. um instrumento de efetivação da Política Nacional do Meio Ambiente e tem definição legal no art. O conceito de zoneamento sustentável já traz expressamente a menção e sua conexão com o desenvolvimento sustentável como demonstra o art.10. Diz o decreto: O ZEE. da prevenção.10.10. dos recursos hídricos e do solo e a conservação da biodiversidade. do poluidor pagador. 2º. Resposta: 262 . dos recursos hídricos e do solo e a conservação da biodiversidade. A necessidade de compatibilização entre a exploração não degenerativa e o respeito ao meio ambiente ecologicamente equilibrado faz com que o zoneamento se torne uma ferramenta importante do Direito Ambiental. da participação informada. Questões do TRF3 4. estabelece medidas e padrões de proteção ambiental destinados a assegurar a qualidade ambiental. garantindo o desenvolvimento sustentável e a melhoria das condições de vida da população‖. do Decreto 4.297/2002 e guarda relação estreita com os princípios da função socioambiental da propriedade.1. obras e atividades públicas e privadas. do acesso equitativo e da integração. garantindo o desenvolvimento sustentável e a melhoria das condições de vida da população. do usuário–pagador. instrumento de organização do território a ser obrigatoriamente seguido na implantação de planos. 2º.

pode haver instituição de unidade de conservação em terras particulares o que. o caráter oficial. 22. Integram as unidades de proteção integral a estação ecológica. zonas de uso predominantemente industrial. o objetivo conservacionista. incluindo as águas jurisdicionais. Sua disposição legal está na Lei 9. unidade de conservação ―é espaço territorial e seus recursos ambientais. As quatro divisões são as zonas de uso estritamente industrial. se não alcançada doação por parte do particular. 4) Quais os dois grandes grupos em que se dividem as unidades de conservação? Elas estão em conformidade com o novo Código Florestal? Resposta: Os dois grupos são . gerará a necessidade de desapropriação. 2º. O exemplo mais elucidativo desta relevância está no zoneamento ambiental industrial que classifica quatro espécies de zonas visando o disciplinamento de atividades industriais em locais críticos de poluição. com características naturais relevantes.unidades de proteção integral e unidades de uso sustentável. conforme art. Há de se apontar que o intuito do disciplinamento desta matéria é a necessidade de controle da poluição causada pelas indústrias. Já as de uso sustentável há exploração do ambiente de maneira a garantir a perenidade dos recursos ambientais renováveis e dos processos ecológicos.985/2000. o SNUC. porém. com objetivos de conservação e limites definidos. o regime especial de proteção e a consulta pública. a delimitação territorial. I. Para a instituição de uma unidade de conservação é são necessários: a relevância natural. Nas primeiras deverá ser observada a manutenção dos ecossistemas livres de alterações causadas por interferência humana. 3) O que se entende por unidade de conservação e qual sua natureza jurídica? Quais os requisitos necessários para a implementação das unidades de conservação? É necessária a consulta pública? Resposta: As unidades de conservação são uma das modalidades de espaços ambientais territoriais protegidos que devem ser instituídos pelo poder público. que aprovou o Sistema Nacional de Unidades de Conservação da Natureza. do acesso equitativo e da integração. zonas de uso diversificado e zonas de reserva ambiental. da Lei 9. pode-se afirmar que tal instrumento é de fundamental importância para o Direito Ambiental. da prevenção. da Lei 9. De acordo com o art.Tendo em vista que o zoneamento guarda estreita relação com os princípios com a função socioambiental da propriedade. a reserva 263 . do usuário pagador. sob regime especial de administração. ao qual se aplicam garantias adequadas de proteção. legalmente instituído pelo Poder Público.985/2000. Importante destacar que a enorme maioria das unidades de conservação existentes no Brasil é de propriedade pública.985/2000. da precaução. da participação informada. do poluidor pagador. parágrafo 2º.

em clássica definição. IV. diversas nações celebraram uma convenção para caracterizar e repudiar o que se chama pirataria? Resposta: Há um Tratado que convencionou-se chamar de ACTA. Resposta: A Lei 9.1.11. Questões do TRF1 1) De acordo com as regras de navegação aérea e marítima no mundo. E neste se insere uma opção energética que respeite o pacto intergeracional e busque o respeito ao meio ambiente e encare como os insumos energéticos como bens que podem se findar e. que foi duramente criticado por não obstar a pirataria e supostamente pavimentar uma dominação dos países desenvolvidos sobre os subdesenvolvidos. houve profunda alteração por parte do Novo Código Florestal . levando-se em conta as necessidades das gerações futuras. ou. 05) Discorra: política energética voltada ao meio ambiente. Tal documento é apontado pela doutrina moderna como um complemento ao Acordo TRIPS. que quer dizer AntiCounterfeiting Trade Agreement. 1º. fixar sua bases no desenvolvimento sustentável que é.478 de 1997. reserva extrativista. a partir daí. ainda. Canadá e Austrália.1. Direito Internacional Público e Privado 4. O Espaço Aéreo 4. da adequação entre meio ambiente e atividade econômica nasce o conceito de desenvolvimento sustentável. Deve o poder público. o grande objetivo que liga a política energética e o meio ambiente é a opção por um processo de uso sustentável dor recursos existentes no meio ambiente. focando a melhoria da qualidade de vida humana dentro dos limites da capacidade de suporte dos ecossistemas. reserva de fauna. acordo comercial antipirataria. área de relevante interesse ecológico. Já as unidades de uso sustentável são integradas por área de proteção ambiental.biológica o parque nacional. Assim. O ACTA já foi subscrito por países como México. ao optar por uma política energética. Com relação a segunda indagação. que dispõe sobre a política energética nacional. 264 .1. reserva de desenvolvimento sustentável e reserva particular do patrimônio natural. deixa expresso que um dos objetivos da política nacional é a proteção ao meio ambiente. já em seu art. Assim. o monumento natural e o refúgio de vida silvestre. floresta nacional.11. 4.11. como o processo que atende às necessidades do presente sem comprometer a possibilidade de as gerações futuras atenderem as suas próprias necessidades. e. em português. passe a adotar uma política de não agressividade ao meio ambiente. Objetivos.

Questões do TRF3 4.12.1.1.12.3.1. Questões do TRF2 4.5.1. Filosofia do Direito 4.12. Questões do TRF1 4.4.1.2. Questões do TRF4 4. Questões do TRF2 4.1.5.12.4.1.12. O Conceito De Direito E Sua Positividade 4. Questões do TRF4 4.1.1.13.1.3.13.4. Sociologia do Direito 4.11. pontuarei os conceitos menos conhecidos(ciência e faculdade) e indicarei um pensador que elabore os outros conceitos.12. Questões do TRF5 4. Questões do TRF3 4.1.2.1.1.1. Aspectos Gerenciais Da Atividade Judiciária 4. Questões do TRF1 1) Qual o conceito de direito? Resposta: Como devemos nos ater a 15 linhas.11.11.12.13. Questões do TRF5 4. 265 .11.

nos limites deste poder reina a vontade do indivíduo. são de fato observadas e aplicadas‖. de acordo com essa constituição. traduz a ideia que a sociologia jurídica procura saber exa- tamente me que medida se dá à relação feita entre a sociedade e o direito. eficazes. Portanto toda vez que se institucionaliza um conjunto de normas toda vez que se instaura alguma lei. embora ―tal apenas terá de suceder quando essa efetivação encontre resistência. É a partir deste raciocínio que se chega às três teorias acerca do direito subjetivo. numa consideração global. se necessário empregando até a força física‖. Condicionar significa interferir. Como Faculdade. Teoria da vontade. Para alcançar este desiderato. O direito como norma – Kelsen define o Direito como sendo uma ―ordem normativa de coerção‖. em termos gerais. foram efetivamente estabelecidas e são. ora nós sabemos que as normas jurídicas impõe um padrão de comportamento para todos nós. o Direito equipa-se e faz uso das figuras da coação e da coercibilidade. o que não é normalmente o caso. Kant afirmara que uma ação está em conformidade com o Direito quando permita que a liberdade de agir de um possa coexistir com a liberdade de agir de todos segundo uma lei universal. como diz Savigny. influir fazer com que o Direito ou a sociedade hajam de uma determinada maneira. bem como as normas que.‖ Dito de outra forma. em termos gerais. as normas jurídicas tem essa finalidade de regrar a vida social.‖ Por outras palavras. a coercibilidade traduz-se na ameaça de punição. E . ―a que deve corresponder uma constituição efetivamente estabelecida e. Direito como faculdade. ou seja. Direito como justo. direito em sentido subjetivo. eficazes. segundo Kelsen. Nos limites deste poder reina a vontade do indivíduo e reina o consentimento de todos. na ideia de Savigny. quando as pessoas as respeitam. aparece-nos como um poder do indivíduo.‖ 266 .‖ A coação é definida ―pela plena efetivação de uma ou de outra. Para este ramo. O Direito como ciência é estudado como epistemologia. A coercibilidade material é a ―suscetibilidade do uso da força física ou da pressão material. do interesse e mistas.Direito é uma palavra polissêmica. Ocorre que o conceito de Direito pode ser declarado de várias formas (partes) diferentes. uma ordem normativa ―(…)considerada válida quando as suas normas são. nasce a Teoria dos Direitos Subjetivos . Direito como norma. Direito como fato social . quer dizer. Já o direito como fato social . ao passo que a coação efetiva essa mesma punição impondo ―um mal que é aplicado ao destinatário mesmo contra a sua vontade. de que maneira a sociedade é condicionada pelo Direito e de que maneira o Direito condiciona a sociedade. portanto o Direito acaba interferindo no comportamento que as pessoas tem na sociedade. o Direito é. o Direito deve ser interpretado na vida real . reportada a uma ―norma fundamental‖. o Direito deve ser visto como o conjunto de suas ciências e de seu objeto. eficaz. envolvendo e penetrando por tidos os lados do ser. essa lei tende a reger a sociedade. É. quais sejam: Direito como ciência.

Já o Direito.3. portanto. na realidade. é importante destacarmos a teoria do mínimo ético.1. Questões do TRF2 4. o Direito Constitucional pauta-se pelo princípio da jurisprudência contramajoritária . que a melhor doutrina jurídica sobrepõe a todo e qualquer direito ou dever. dada sua autonomia e aspecto individual. Resposta: Ao buscar diferenciar direito e moral. A primeira é que a moral pertence ao âmbito interno do agente. Diferentemente do Direito Penal. cada componente da sociedade tem uma postural moral acerca do tema homossexualismo. Há. A união homoafetiva é um deste casos que unem o Direito e a Moral. o direito representa o mínimo de Moral necessário ou declarado obrigatório para que a sociedade possa sobreviver. onde há o Princípio da Exclusiva proteção dos Bens Jurídicos. Assim.4. É a teoria do mínimo Ético que fundamenta a imagem de círculos concêntricos.5.2. Questões do TRF4 1) Diferencie direito e moral. já que são alicerce do próprio Estado de Direito. Já as regras da Moral só tem significado se o agente com elas concordar. 4. caso o sentimento de justiça da sociedade não coincida com o ordenamento jurídico. Nesse sentido. Quando Rawls sustenta a possibilidade da desobediência civil. um campo comum de ação a ambos.13.1.13.1. há diferenças marcantes. é possível a afirmação de que toda lei injusta é substancialmente inconstitucional.13.13. o direito é heterônomo. até mesmo de natureza constitucional. ou seja . Questões do TRF5 267 . Por fim. Quanto a Moral.Os princípios da justiça idealizados por Rawls são as liberdades públicas ou direitos fundamentais. sempre que houver descumprimento de tais liberdades. Aí tem que desenvolver. sendo o Direito envolvido pela Moral. sendo círculo maior o da Moral e o círculo menor o do direito.1. Muito embora a lei injusta possa ser vinculativa nos casos de inocorrência de inconstitucionalidade a mesma cairá no desuso e. as regras do Direito ―valem‖ objetivamente. da mesma forma que há uma área de contato entre ambos. e fale sobre união homoafetiva. Já a Moral é despida de coerção. Segundo o filósofo. de Jeremias Bentham.O direito como justiça – Hawls . O Direito é coercitivo.. 4. molda-se externamente. portanto. E é inegável que a postura Moral irradia-se sobre o tema. Não pode o Direito ignorar as transformações pelas quais passam a sociedade moderna. significa que a governabilidade corre sérios riscos. Questões do TRF3 4. a sua aplicação ocasionará o descrédito das instituições..

Ingo Sarlet e Gilmar Mendes declaram que. são estes direitos ―direitos fundamentais‖? A imensa maioria da doutrina afirma que sim. produzida no período da CF/46 (que fora revogada – não recepcionada pela de 67). ínsito a qualquer direito fundamental. em tese poderia ser recepcionada pela CF/88. Já uma segunda corrente (por todos. há que se destacar que há.1. podem os direitos fundamentais atingirem eficácia imediata. Direito Constitucional 5. como se classificaria? Resposta: A primeira observação que deve ser feita com relação a esse ponto é com relação à natureza dos direitos sociais. Por fim. três correntes acerca da aplicabilidade dos direitos fundamentais (aqui. Ou seja. 268 . em certas ocasiões.5. na já clássica classificação de José Afonso da Silva. em destaque. há. considerar-se-á que direitos sociais são fundamentais). 2) Existe no Brasil o fenômeno da repristinação constitucional? Resposta: Consiste a repristinação em um revigoramento da vigência de uma norma pela revogação da norma que a tinha revogado. uma carga defensiva.1. Superado este ponto. visto que totalmente compatível com ela.1. Eficácia Das Normas Constitucionais 5. sob pena de inverterse a natureza das coisas. Norma produzida na égide da CF/46 não é recepcionada pela CF/67. conforme a maioria da doutrina. independentemente de tratamento legislativo. Quanto à participação dos empregados nos lucros. Eros Grau).1. só têm aplicabilidade imediata aqueles direitos que as normas definidoras são completas em sua estrutura e dispositivo. um efeito paralisante contra qualquer ingerência tendente a obstar o exercício de um direito fundamental. Promulgada a CF/88. Para Manoel Gonçalves Ferreira Filho.1. Ponto 05 5. trata-se de norma de eficácia limitada. 6º da CF/88 – qual a eficácia desta norma? E a norma relacionada à participação dos lucros da empresa. pois incompatível com a mesma. Questões do TRF1 1) Art. verifica-se que aquela Lei.1. não há como dispensar um tratamento legislativo para concretizar um direito fundamental. Ademais. afirma que os direitos fundamentais são de aplicabilidade imediata mesmo se as normas que os definem sejam de cunho programático. Exemplo do fenômeno poder ser mais esclarecedor (exemplo do Lenza). Em outras ocasiões. mesmo o STF em alguns de seus julgados não afirmar expressamente que direitos sociais são fundamentais.

desde logo exigíveis``.868/99. 3) O que é vacatio constitutionis? Qual Constituição brasileira já teve esse período? Resposta: Quando uma cláusula expressa diferencie a entrada em vigor de todo texto constitucional. Resposta: Segundo o professor JAS. que trata da saúde. no momento da entrada em vigor da Constituição.Daí. considerando-se a vacatio constitutionis uma exceção. 4) José Afonso da Silva e a eficácia das normas. não têm o condão de produzir todos os seus efeitos. mas possivelmente não integral. Apenas a CF de 1967/1969 utilizou o Vacatio Constitutionis. Se a nova ordem jurídica trouxer a permissão expressa possibilitando a repristinação. é possível a verificação deste instituto. Já as normas de eficácia limitada de cunho programático. fale sobre a classificação deste autor. as normas constitucionais podem ser de eficácia plena. 14. visando fins sociais. Como exemplo pode-se citar o art. por obra do próprio texto constitucional. As de eficácia contida têm aplicabilidade imediata e direta. pode a lei produzida durante a CF/46 voltar a produzir efeitos? Como regra. 18. Situam-se predominantemente entre os elementos orgânicos da constituição. ainda. 269 . VII. está aí a vacatio constitutionis. 196 da CF. parágrafo 2º. O primeiro é previsto na Lei 9. As primeiras são esquemas gerais de organização e de estruturação dos órgãos e entidades. parágrafo 2º. da Constituição Federal. tendo em vista que pode haver uma restrição de sua aplicabilidade por intermédio do legislador infraconstitucional e. art. parágrafo 2º. veiculam programas a serem implementados pelo Estado. precisando de integração por obra do legislador infraconstitucional. pergunta-se. Importante afirmar que efeito repristinatório em ADI não é a mesma coisa que repristinação. Exemplos são o art. As primeiras são aquelas que ``receberam do constituinte normatividade suficiente à sua incidência imediata. a CF/88 não admite a repristinação! Porém. contida e limitada. Já as normas de eficácia limitada são aquelas que de imediato. Criam situações subjetivas de vantagem ou de vínculo. Não necessitam de providência normativa ulterior para sua aplicação. estabelecendo um interregno entre a publicação do ato de sua promulgação e a data de entrada em vigor de seus dispositivos . Exemplo sempre citado desta espécie é o art. 5º. há uma exceção. Impende ressaltar que a regra geral é a imediata vigência de uma ordem constitucional .11. 2º art. Como exemplo pode-se mencionar o art. As normas de eficácia limitada de dividem em normas de princípio institutivo (ou organizativo) e normas de princípio programático.

5) O que é desconstitucionalização? É possível no Brasil? Resposta: ―Trata-se do fenômeno pelo qual as normas da Constituição anterior. da Constituição Federal.1. parágrafo 2º.2. Ou seja. visando fins sociais. 2º art. Exemplos são o art. Não necessitam de providência normativa ulterior para sua aplicação.3.4. As primeiras são esquemas gerais de organização e de estruturação dos órgãos e entidades. As normas de eficácia limitada de dividem em normas de princípio institutivo (ou organizativo) e normas de princípio programático. 5.1. 18.1. Porém. As de eficácia contida têm aplicabilidade imediata e direta. Questões do TRF5 270 .1.1. Resposta: Segundo o professor JAS. desde que compatíveis com a nova ordem. VII.5. que trata da saúde. Já as normas de eficácia limitada são aquelas que de imediato. 5. Questões do TRF2 5. parágrafo 2º. mas possivelmente não integral. Como exemplo pode-se citar o art. não têm o condão de produzir todos os seus efeitos. as normas da Constituição anterior são recepcionadas com o status de norma infraconstitucional pela nova ordem‖(Lenza). Criam situações subjetivas de vantagem ou de vínculo. permanecem em vigor. por obra do próprio texto constitucional. 196 da CF. é possível a aplicação do instituto. As primeiras são aquelas que ―receberam do constituinte normatividade suficiente à sua incidência imediata. Questões do TRF4 5. Situam-se predominantemente entre os elementos orgânicos da constituição. tendo em vista que pode haver uma restrição de sua aplicabilidade por intermédio do legislador infraconstitucional e. 14. no momento da entrada em vigor da Constituição. não é possível a aplicação do instituto no Brasil. 5º. Questões do TRF3 1) O que são normas de eficácia plena. veiculam programas a serem implementados pelo Estado. Já as normas de eficácia limitada de cunho programático.1.1. Como exemplo pode-se mencionar o art. contida e limitada. precisando de integração por obra do legislador infraconstitucional. as normas constitucionais podem ser de eficácia plena. Exemplo sempre citado desta espécie é o art. se houver menção expressa na nova Constituição . contida e limitada? Dê exemplos. ainda.1. mas com status de lei infraconstitucional. Como regra geral. desde logo exigíveis‖.

1.Municípios – Distrito Federal . definição de fato gerador.II.157. Os casos mais relevantes são a atualização monetária (expressamente ressalvada pelo parágrafo 2ºdo art. Porém. a contrario sensu.2.2.2. obrigação tributária. incide a Legalidade Estrita. obtida pela interpretação. 97)e fixação do prazo de recolhimento (jurisprudência do Supremo – RE 172. 2) Haveria a incidência do princípio da eticidade na área tributária? Resposta: 3) Mudança de interpretação acarreta em novo fato gerador? 271 .2. dentre outros institutos tributários. Questões do TRF1 1) Se a União criar tributo com base na competência residual. 20% da arrecadação do produto de tributos provenientes da competência residual deve ser repassado aos Estados.Princípios E Normas Constitucionais – Rendas Compatíveis 5.). Ademais. haja vista esse único imóvel poder ser tanto um casebre em uma favela como uma mansão na parte mais luxuosa da cidade.1.5. RE 195. há exceções a esta regra que se adapta à Legalidade Relativa. ela tem que passar alguma coisa para estados e municípios? Resposta: Sim. por expressa previsão constitucional (art.394?SP. 2) É constitucional o redutor de IPTU que recai sobre imóvel único? Resposta: Não. Impostos: União Federal – Estados-membros .1. da Súmula 589 do Supremo Tribunal Federal: ―É inconstitucional a fixação de adicional progressivo do imposto predial e territorial urbano em função do número de imóveis do contribuinte‖. 5.218MG). tal redução é inconstitucional.2. Direito Tributário 5. Questões do TRF2 1) Princípio da Legalidade Relativa é cabível no direito tributário? Resposta: Para a instituição.Territórios .1. exclusão e extinção. o simples fato de se ter um único imóvel não demonstra a capacidade contributiva do contribuinte.

na clássica lição de Celso Antonio Bandeira de Mello. irretroativa e votada pela pessoa política competente‖.III. é o mandamento nuclear do sistema.150. de um lado. o que é inadmissível por implicar violação do princípio da segurança jurídica‖. Completa Kyioshi Harada ―Adotado um critério jurídico de interpretação pelo fisco ao longo do tempo para fiscalizar as atividades de determinado contribuinte concluindo pela regularidade de sua situação fiscal. Já a intangibilidade impede a mudança de critério por parte do judiciário ou do próprio fisco de elementos que caracterizem o fato gerador. Resposta: A irretroatividade está prevista no art.a. Por exemplo. não pode o mesmo fisco rever as atividades do passado para exigir tributos e aplicar sanções a pretexto de que a administração alterou seu entendimento acerca da matéria. em relação a fatos geradores ocorridos antes do início da vigência da lei que os houver instituído ou aumentado. segundo.Resposta: Não. o princípio da segurança jurídica. gerar novo fato gerador. por isto mesmo. 5) Diferença entre o princípio da irretroatividade e da intangibilidade. que os contribuintes tenham condições de antecipar objetivamente seus direitos e deveres tributários. só podem surgir de lei. 6) Pode-se aplicar o IPI Verde nas CIDEs? Resposta: 272 . que. Princípio. Não pode o juiz modificar os atos ocorridos para modificar o fato gerador. igual para todos. a mudança não pode. Dada a legalidade estrita que rege o Direito Tributário. Já pressupostos são as condições de fato que compõem o fato gerador que devem ocorrer para a hipótese tributária se aperfeiçoar. representa insubmissão da administração a seus próprios atos. é pressuposto do II a entrada do produto em território nacional. Essa prática é ilegal e contraria o princípio da boa-fé do contribuinte. É o que aponta Roque Carrazza. Não se modificam os fatos da vida já ocorridos e que geraram efeitos tributários. dada irretroatividade da lei tributária. também. 4) Existe diferença entre princípios tributários e pressupostos? Resposta: Sim. da CF. ―O princípio constitucional da segurança jurídica exige. ainda. E de outro lado.

o direito de creditar-se do valor do IPI. no STF: ―A jurisprudência do Supremo Tribunal Federal firmou-se no sentido de não reconhecer. nessa condição. não há ocorrência do fato gerador. 3) A aquisição de bens para uso permanente dá direito ao crédito de IPI? Resposta: O STF já decidiu a matéria e apontou pela impossibilidade de creditamento porque.5.3. por exemplo. segundo o STF. deveria ser tratada no corpo da Constituição como o fez o constituinte quando do ICMS. não é possível a geração de creditamento. devendo. não há exceções a não cumulatividade do IPI. em verdade.2. não ocorre fato gerador do imposto. tendo em vista as exceções apontadas no próprio texto constitucional. porquanto. por isso. O uso permanente imobiliza os bens. 2) O tema pode ser mitigado por legislação infraconstitucional? Resposta: Não. Segunda Turma. quando pago em razão de operações de aquisição de bens destinados ao uso e/ou à integração no ativo fixo do seu próprio estabelecimento‖. diferentemente do que ocorre ao ICMS. se exceção existisse. Questões do TRF3 1) Quanto ao IPI. ao contribuinte.772/SC. arcar com os ônus financeiros do tributo.1. e . O STF não permite que o tema seja tratado por legislação infraconstitucional. E o entendimento consolidado também. dado que. no TRF4: Não há falar em direito ao creditamento do IPI relativamente aos bens de uso e de consumo ou destinados ao ativo imobilizado da empresa. em relação a tais produtos. Da mesma forma. a não cumulatividade prevista na CF comporta exceção? Resposta: Segundo a maioria da doutrina. o que torna a fabricante consumidora final quanto a essas mercadorias. 4) A isenção no meio do ciclo de industrialização implica em cumulação do IPI? Resposta: 5) Há direito a crédito presumido? 273 . RE 593.

Para este valor de alíquota. 12 e atualmente 5%. de forma que não havendo pagamento. 9) Em que momento se reputa ocorrido o Fato Gerador do II? 274 . de relatoria da Desembargadora Maria do Carmo. O IPI incidente sobre o açúcar obedece ao princípio da seletividade? Resposta: A pergunta toma com base um julgamento do próprio TRF1 . ora pendendo pelo crédito presumido. a maioria dos gêneros alimentícios recebe tributação 0%. 7) O açúcar já foi tributado pelas alíquotas de IPI em 18. onde a variação da alíquota se dá em razão da essencialidade do produto‖. 6) O que significa uma tributação pelo IPI seletivo? Resposta: A seletividade do IPI é uma técnica de incidência tributária. deve o ente tributante declarar as razões de estabelecer diferenças entre os produtos que não a essencialidade. 8) Sobre o Imposto de Importação: Bens de ingresso no território nacional para exposição em feira estão sujeitos ao II? Resposta: Não. a jurisprudência do STF oscilava. Ocorre que. Utiliza-se tal técnica para dificultar a comercialização de objetos indesejáveis e alcançar metas fiscais mais justas e melhor redistribuição de renda.682/SC de 2007. a partir do RE 370.Resposta: Até pouco tempo. o que. dado o princípio da motivação. onde a variação da alíquota se dá em razão da essencialidade do produto. Para a ocorrência do fato gerador o produto deve ingressar no país e incorporar-se à economia nacional. como já conceituado como ―uma técnica de incidência tributária . ora afastando-o. Produtos em trânsito não são consideradas para efeitos de tributação do II. não há crédito por parte do adquirente. houve uma estabilização no sentido de qualquer instituto que desonere a cadeia de produção (isenção. em verdade constitui a seletividade. onde ficou asseverado que tributar o açúcar com a alíquota de 5% ofende o principio da seletividade e essencialidade. alíquota zero e não incidência) deve se submeter ao regramento . Foi um julgado da 8ª Turma.

ou documento que faça substituir e demais documentos pertinentes ao desembaraço perante a autoridade aduaneira . a alíquota aplicável é aquela vigente na data em que a empresa registrou a operação junto ao SISCOMEX. entrada física do produto no país). por que a adoção do critério temporal do registro acarreta insegurança jurídica. a entrada do produto no território nacional e a obtenção da licença. na verdade o seu critério temporal. 10) A data de obtenção da licença para importação tem alguma relevância jurídica? Resposta: DESSE PONTO EM DIANTE: RESPOSTAS ELABORADAS POR GABRIELA SILVA MACEDO 11) Se a alíquota de importação mudar depois de obtida a licença. Logo. Primeiro por não ser técnico. pois facilita o controle do Fisco acerca do momento em que a mercadoria ingressou no território nacional. 12) Nas operações de mútuo entre pessoas jurídicas sem a intermediação de instituição financeira. para a liberação da mercadoria estrangeira entreposta ou depositada. ou seja. Nesse sentido: REsp 1016132/SP. Embora esse entendimento tenha um fundamento de ordem prática. Segundo. ainda que posteriormente revogada ou modificada. ocorre na data do registro da declaração de importação. já que a alíquota pode ser abruptamente alterada após a realização do procedimento de importação (obtenção de licença. consubstanciado na reunião dos critérios materiais. o qual estabelece que o lançamento reporta-se a data de ocorrência do fato gerador da obrigação e rege-se pela lei então vigente. Adotado esse entendimento. pois o art. momento posterior. a legislação material aplicável à importação de produto estrangeiro é a data em que se verifica a ocorrência do fato gerador.Resposta: É o momento da apresentação ou registro da declaração de importação. DJe 01/07/2009. incide o IOF? 275 . portanto. o sujeito terá direito a usar a alíquota anterior? Resposta: Não. a lei vigente no momento da transposição da linha demarcatória do território nacional. 144 do CTN. ele é criticado por parte da doutrina. temporais e espaciais do imposto. O Superior Tribunal de Justiça e Supremo Tribunal Federal entendem que o fato gerador do imposto de importação. independentemente da alíquota vigente na data da obtenção da licença.Receita Federal do Brasil.

restringir a competência da União para alcançar. da EC 18/65. anteriormente à edição da Lei nº 9. 153. a L. 13).779/99. a sua efetivação pela entrega total ou parcial do montante ou do valor que constitua o objeto da obrigação‖. 5. 14.779/99. Isso por que o sujeito passivo do tributo é qualquer um que participe da operação econômica tributada. a restrição subjetiva das operações. a definição deste. DJe 08/06/2012). outras hipóteses possíveis de incidência do tributo. Pouco depois. apenas as operações de crédito realizadas por instituições financeiras estavam submetidas à exigência do recolhimento de IOF. SEPÚLVEDA PERTENCE. A lei ordinário poderia fazer tal restrição. julgado em 20/08/1998. Rel. Portanto. Portanto. remetendo o CTN à legislação tributária. I. cambio e seguros e sobre operações relativas a títulos e valores mobiliários surgiu no art. A competência da União para instituir o imposto sobre operações de crédito. julgado em 27/09/2011. dentre elas: ―quanto às operações de crédito. Tribunal Pleno.143/66 instituiu o imposto com incidência exclusiva nas operações realizadas por instituições financeiras e seguradoras. como se depreende do histórico legislativo. nos mesmos termos. 13) E nas chamadas contas correntes mercantis entre empresas do mesmo grupo? Resposta: A operação de mútuo entre empresas integrantes do mesmo grupo econômico subsumese à hipótese de incidência do imposto sobre operações financeiras. Ministro MAURO CAMPBELL MARQUES. Ainda sob a égide da EC 18/65. surgiu no art. conforme se posiciona o STF e STJ (ADI 1763 MC. o CTN não se conteve no espaço mais reduzido já ocupado pela lei anterior e desdobrou em quatro hipóteses possíveis a esfera potencial do tributo. ainda. mediante nova lei. cuidando. para cada espécie tributária. V da CF/88). I da EC 18/65 e. em determinar expressamente que estas operações estariam submetidas às "mesmas normas aplicáveis às operações de financiamento e empréstimos praticadas pelas instituições financeiras" (art. no entanto. Registre-se que. não há no CTN – nem a Constituição autorizaria –. o 276 . REsp 1222550/RS. o legislador estendeu a incidência do IOF às operações de crédito correspondentes a mútuo de recursos financeiros entre pessoas jurídicas ou entre pessoa jurídica e pessoa física. SEGUNDA TURMA. a compreensão de que o IOF pode incidir também sobre operações de crédito que não tenham sido praticadas exclusivamente por instituições financeiras parte de uma interpretação do texto constitucional (art.Resposta: Sim. 14. ao definir a extensão admissível do fato gerador do IOF. foi mantida nos textos constitucionais seguintes. DJ 26-092003 PP-00005 EMENT VOL-02125-01 PP-00095 RTJ VOL-00191-01 PP-00070. Relator(a): Min. Com a edição da Lei nº 9. sem com isso.

segundo a qual as contribuições ora se enquadrariam como impostos. pois deve respeitar a competência tributária conferida aos Estados e Municípios que foi detalhadamente discriminada pela CF. segundo a Suprema Corte. Adotar entendimento contrário. conforme entende Paulo de Barros. apesar de não haver discriminado as hipóteses de incidência e bases de cálculo das contribuições de caráter geral. o legislador infraconstitucional não dispõe de ilimitada permissão para criar tais tributos.5. Questões do TRF4 5. que definiu como fato gerador do IOF operações de crédito entre pessoas jurídicas e entre pessoa jurídica e pessoa física. a qual se filia Paulo de Barros entende que.2. Esse último requisito reforçaria. o entendimento de ser vedado à União criar contribuições com base nas materialidades próprias dos Estados. que dispõe sobre a competência residual da União. esvaziaria o conteúdo das repartições constitucionais das competências tributárias. do que se conclui que. sem exluir entes integrantes do mesmo grupo econômico. 153.1. I. 154 da CF apenas impõe a inovação dentro da própria espécie tributária. parte da doutrina. Segunda posição. entende que a União pode criar contribuições gerais com base em materialidade atribuída constitucionalmente a União. ii) caráter não cumulativo. Ilegalidade da IN 07/1999 que ao tributar tal operação não criou obrigação tributária nova. adotando a teoria pentapartite da classificação dos tributos. tendo ele por finalidade. Assim. 9779/1999. é impreterível o cumprimento dos requisitos do art. iii) ―tipologia tributária diversa daquela já prevista na CF‖. limitandose a explicitar o sentido da lei 9. evitar a invasão de competências. entende o STF que a vedação trazida pelo art.4.que ocorreu com a edição da Lei n. 5. Adotando como premissa a teoria tricotômica da classificação dos tributos. 14) Pode-se instituir contribuição de caráter geral tendo por base fato gerador de imposto federal? E tendo-se por base fato gerador de imposto estadual ou municipal? Resposta: Há dois posicionamentos sobre o tema no cenário doutrinário e jurisprudencial. 1ª Posição. Em sentido oposto.2. seria possível que a hipótese de incidência das contribuições abrangesse fatos atribuídos constitucionalmente aos Estados e Municípios.1. já que as espécies tributárias seriam distintas. Não há. ora como taxas. São eles: i) introdução no ordenamento por lei complementar. Ressalta ainda que se a União pretender instituir contribuição incidente sobre fato não relacionado no art. Questões do TRF5 277 .779/99. 154. portanto.

de 1922. com a edição da Lei nº.1. sistematizado através do Decreto-Lei nº. dos Estados. 4.1. que estatui as normas gerais sobre licitações e contratos completa o ciclo. indireta ou fundacional. no âmbito federal. caput). artigos.666 de 21 de junho de 1993. em vigor atualmente. 200.926. com o objetivo de conferir maior eficiência às contratações públicas. O Decreto-lei nº. de 28. às Administrações dos Estados e Municípios. 125 a 144). Licitação 5.883/94. XXI da Constituição Federal foi regulamentado pela Lei 8.06. tomada de preços.1862. de 21. a partir das diretrizes traçadas pela Constituição e de molde a exigir sua prática na administração pública direta.300. A Constituição de 1988 representou um notável progresso na institucionalização e democratização da Administração Pública. 5. leilão e concurso. a ser consolidado. de qualquer dos Poderes da União. o Estatuto Jurídico das Licitações e Contratos Administrativos.854/99). 2.93 (alterada pelas Leis 8.06. atualizada pela Lei nº.360. Questões do TRF1 1) Qual foi o primeiro conjunto de regras sobre licitação no Direito Brasileiro? Resposta: A licitação foi introduzida no direito público brasileiro há mais de cento e quarenta anos. Após o advento de diversas outras leis que trataram. 8. pelo Decreto nº. 22 da Lei Federal nº. pelos Decretos-lei 2. Estados.456.68.11. de observância obrigatória pela Administração Pública direta e indireta de todos os poderes da União. 37. sendo. que estabeleceram a reforma administrativa federal.02. convite. 2.3.67 (arts. A lei n° 8. de 21. Direito Administrativo 5.3. de 14. o procedimento licitatório veio a final. de 08 de junho de 1994. que disciplina as licitações e contratos da Administração Pública. atualizado em 1987.348 e 2. Desde o antigo Código de Contabilidade da União.5. O art. 37. o procedimento licitatório veio evoluindo. A partir de 1988 a licitação recebeu status de princípio constitucional (10). disciplinando o instituto e os contratos públicos em 125.883.1.536. que organizou o Código de Contabilidade da União.86. 2) Um cidadão comum pode impugnar o edital de licitação? E se conecta a que princípio? Resposta: 278 . Comercio e Obras Públicas. do assunto. Distrito Federal e Municípios. que regulamentava as arrematações dos serviços a cargo do então Ministério da Agricultura.666/93.3.648/98 e 9. do Distrito Federal e dos Municípios (art.666. Estas modalidades estão definidas no art. pelo Decreto nº.05. Esta Lei estabelece cinco modalidades licitatórias: concorrência. por fim. de forma singela. instituiu. pela primeira vez.22. 9. e estendida. de 25.01. 8. reunindo normas gerais e especiais relacionadas à matéria. de 20.

são abertas as propostas escritas e classificadas de acordo com o melhor preço. Na hipótese da não-contratação nos termos previstos. o objeto licitado será adjudicado em favor da proposta originalmente vencedora do certame. escolhe-se as três melhores). Todos esses princípios estão elencados no art. cujo objetivo é permitir o acompanhamento e controle do procedimento não só pelos participantes como também. ainda. Escolhe-se a melhor e aquelas que se encontram no patamar de até 10% do valor da melhor proposta (se não houver. quiçá principalmente. pelos administrados em geral. 3) O que ocorre com propostas parecidas no pregão com relação à EPP ou ME e empresas normais? Resposta: O procedimento do leilão é caracterizado pela utilização de duas técnicas para escolha da melhor proposta. que os motivos determinantes das decisões proferidas em qualquer etapa do procedimento sejam declarados. 3º da Lei 8. serão convocadas as remanescentes que porventura se enquadrem na hipótese acima. a ser realizada por QUALQUER CIDADÃO (aquele que está no gozo dos direitos políticos). na etapa da classificação e julgamento. o art. No caso de equivalência dos valores apresentados pelas microempresas e empresas de pequeno porte. na ordem classificatória. Essa regra se relaciona com os princípios da impessoalidade. a ME ou EPP mais bem classificada e cujo valor ofertado seja de até 5% do valor apresentado pelas empresas comuns (empate ficto).666/93. Em seguida. Não ocorrendo a contratação da microempresa ou empresa de pequeno porte. Nesse quadro.666/93. com o princípio da publicidade. permitindo o efetivo controle do procedimento. o Estatuto da Microempresa e EPP (LC 123/06) criou regra especial para quando participarem tais empresas do procedimento de pregão: encerrando-se os lances. sobretudo. é ele modalidade obrigatória? Resposta: 279 . 4) Pregão. para o exercício do mesmo direito. Alexandrino diz que esse princípio impõe. de preço inferior àquela considerada vencedora do certame. os quais são iniciados pelo participante que tenha a melhor proposta escrita. no prazo de 5 minutos. 41 da Lei 8. moralidade e. estabelece que pode haver a sua impugnação.Em havendo discordância com os termos do edital. oportuniza-se aos participantes pré-selecionados a apresentação de lances verbais. será realizado sorteio entre elas para que se identifique aquela que primeiro poderá apresentar melhor oferta. no prazo de até 05 dias úteis de antecedência à data designada para a abertura dos envelopes de habilitação. situação em que será adjudicado em seu favor o objeto licitado. é convocada para oferecer nova proposta. Primeiro.

alerta que. a fim de que se possa verificar se os motivos alegados guardam congruência com o objeto do ato optativo. surgindo hipótese que admita o pregão. Entretanto. quando esta modalidade for cabível. caber-lhe-a justificar devidamente a sua escolha. contudo.O decreto 5. apesar da faculdade conferida à Administração. Alexandrino questiona a constitucionalidade da previsão da consulta pela lei da ANATEL porque ela foi extremamente sucinta. se optar por outra modalidade. Ela foi primeiramente instituída pela lei da ANATEL (lei 9. José dos Santos. Assim. por fraudar a competitividade do procedimento. mas depois foi estendidas a todas as agências reguladoras federais pela lei 9. o que viola a regra da lei 8. que é a de propiciar maior celeridade e eficiência no processo de seleção de futuros contratados.986/2000. definindo o julgamento das propostas por um júri.666/93 que proíbe expressamente a criação de outras modalidades. entende o doutrinador que. e multa. A Anatel disciplinou a consulta para as suas contratações por meio de resolução. o senhor já ouviu falar na modalidade consulta de licitação? Resposta: Consulta é a modalidade de licitação exclusiva das AGÊNCIAS REGULADORAS. de 2 (dois) a 3 (três) anos. 6) Quais as consequências para o servidor público da administração que devassa o conteúdo de uma proposta licitatória? Resposta: A violação ao sigilo.450/2005 obriga a utilização do pregão na hipótese de aquisição de bens e serviços comuns pela União (pois é decreto federal). 94 da Lei 8.666/93 (fraude na licitação). prevendo a disciplina (não a mera regulamentação) dessa nova modalidade de licitação por decreto a cargo do ente administrativo. adequada à contratação de bens e serviços não classificados como comuns e que não seja obras e serviços de engenharia civil. 5) Em relação à chamadas agências reguladoras.472/97). é preciso levar em consideração a finalidade do novo diploma. 280 . Para os demais entes federativos. sob pena de detenção. implica em: Prática de crime previsto no art. não há lei que obrigue a adoção do pregão. pois o administrador deverá adotá-lo para atender ao fim público da lei. o que a princípio o tornaria uma modalidade facultativa de licitação. segundo critério que leve em consideração custo e benefício. a faculdade desaparece.

item. Para isso. etapa ou parcela representa uma licitação isolada ou em separado. Isso por que a divisão do objeto que não observe economia de escala poderá produzir efeito contrário. obras ou serviços efetuados pela Administração serão divididos em tantos itens. parcelas e etapas que se comprovem técnica e economicamente viáveis. em que hipóteses? Resposta: De acordo com a Lei nº 8. Compras. tanto o princípio do sigilo das propostas quanto o princípio da publicidade tem como fim último a garantia da competitividade. procedendo-se à licitação com vistas ao melhor aproveitamento dos recursos disponíveis no mercado. o princípio da publicidade informa que a licitação deve ser amplamente divulgada. aumento de preços. o agente público deve. De um lado. Cada parte. O parcelamento do objeto subordina-se especialmente aos princípios da economicidade e da ampliação da competitividade. de modo a possibilitar o conhecimento de suas regras ao maior número de pessoas possíveis.Ato de improbidade administrativa. após definido o objeto da licitação. e se for. Deve o gestor atentar-se para que o parcelamento seja realizado somente em benefício da Administração. lotes ou etapas) que aproveitem as peculiaridades e os recursos disponíveis no mercado. 8) É possível ao administrador dividir o objeto da licitação. Afinal. o princípio do sigilo das propostas visa resguardar a competitividade do procedimento. da impessoalidade. De outro. moralidade e igualdade no procedimento licitatório. ou seja. Logo. mas ao contrário contribui para a realizaçao de seus fins. impedindo que outros participantes tomem conhecimento antecipadamente das demais propostas. com base em critérios de impessoalidade e moralidade administrativa. sem perda da economia de escala. verificar se é possível e economicamente viável licitá-lo em parcelas (itens. quanto mais pessoas tiverem conhecimento da licitação.666/1993. é obrigatório o parcelamento quando o objeto da contratação tiver natureza divisível. tornando inócua a finalidade do instituto que é a de propociar a escolha da melhor proposta pela Administraçao. 281 . 7) Se a licitação é pública porque as propostas têm de ser sigilosas? Resposta: O princípio do sigilo das propostas encontra amparo nos próprios fundamentos inspiradores da licitação e não se opõe ao princípio da publicidade. Parcelamento é a divisão do objeto em partes menores e independentes. mais eficiente será a forma de seleção. desde que não haja prejuízo para o conjunto a ser licitado.

sob pena de se violar o princípio da obrigatoriedade. 15 da lei 8. O §3º do art. Federação ou Confederação Patronal. 25 da lei 8. equipamentos. a fim de dispensar a licitação ou fazê-la por outra modalidade. prevê. 15 da Lei 8666/93. O registro de preços será precedido de ampla pesquisa de mercado e os preços registrados serão publicados trimestralmente para orientação da Administração. em especial nas hipóteses elencadas em seus incisos. concomitantes ou sucessivas. a utilização do tipo menor preço. mas admite. Não se pode parcelar aquilo que é possível contratar por inteiro. o tipo é sempre menor preço. pelas entidades equivalentes. segundo o qual as com- pras. quando a modalidade for concorrência. devendo a comprovação de exclusividade ser feita através de atestado fornecido pelo órgão de registro do comércio do local em que se realizaria a licitação ou a obra ou o serviço. O decreto 3. na imprensa oficial.931/2001 que regulamenta o sistema de registro de preços na esfera federal. O registro de preços é o meio apto a viabilizar diversas contratações diretas (sem a realização de um específico procedimento licitatório previamente a cada uma) de compras.É importante não esquecer que sempre deve ser preservada a modalidade pertinente para a execução de todo o objeto da contratação. Devem ser somados os valores correspondentes aos itens parcelados e definida a modalidade de licitação forem necessários. Isso por que não é possível dividir uma contratação desejada em várias de menores valores. com os fornecedores registrados. diz o art. ou. por um ou mais de um órgão ou entidade da Administração Pública. vedada a preferência de marca. pelo Sindicato. excepcionalmente. empresa ou representante comercial exclusivo. dentre as quais cita-se a aquisição de materiais. o tipo técnica e preço.666/99. 282 . sempre que possível.666/93 define a utilização da modalidade CONCORRÊNCIA para selecionar os potenciais fornecedores na sistemática do registro de preços e a lei 10. ou gêneros que só possam ser fornecidos por produtor. No caso do pregão. Está prevista no art.520/2002 possibilita a utilização da modalidade PREGÃO. ainda. 10) Pode haver inexigibilidade de licitação para aquisição de bens? Resposta: Sim. quando o sistema de registro de preços destinar-se a compras e contratações de bens e serviços comuns. quando a competição for inviável. A licitação é inexigível. 9) Qual a modalidade de licitação para registros de preços? Resposta: Concorrência e pregão. deverão ser processadas através de sistema de registro de preços.

666/93 é meramente exemplificativo. o rol trazido pelo art. apesar da faculdade conferida à Administração. precisa ser provada. a licitação prejudica esse interesse. Pressuposto fático significa INTERESSE de mercado. A União. pois o administrador deverá adotá-lo para atender ao fim público da lei. entende o doutrinador que. mas um instrumento de realização do interesse público. José dos Santos. independentemente de o objeto da licitação seja a aquisição de bens ou a prestação de um serviço. sempre que a competição for inviável. por fim. tomada de preço em detrimento do pregão? Resposta: O pregão não é modalidade de uso obrigatório pelos órgãos públicos. que é a de propiciar maior celeridade e eficiência no processo de seleção de futuros contratados. ela será inexigível. O objeto da licitação deve gerar interesse de mercado. pois. 11) A administração pode optar por fazer uma concorrência. Se. Em suma. alerta que. as licitaçao para aquisição de bens será inexigível. tornou obrigatória a adoção da modalidade de pregão para a aquisição de bens e serviços 283 . 25 da Lei 8. de atuação discricionária. por ausência de pressuposto lógico. se o bem licitado for de fabricante/produtor/fornecedor exclusivo. precisa preencher 3 pressupostos: LÓGICO. Entretanto. O pressuposto jurídico está presente quando a licitação atende a sua finalidade de PROTEÇÃO ao interesse público. Assim. caber-lhe-a justificar devidamente a sua escolha. se optar por outra modalidade. não deverá ser realizada a licitação. a faculdade desaparece. contudo.Indubitavelmente. JURÍDICO e FÁTICO. a competição se torna inviável. a licitação é inexigível. Mas as hipóteses elencadas não deixam dúvida de que. já que apenas determinada contratação atenderia eficazmente ao interesse público. pois a licitação não é um fim em si mesmo. A exclusividade do fornecedor. se esses pressupostos não estiverem presentes. Se for certo que não haverá oportunidade para a confrontação de propostas. é preciso levar em consideração a finalidade do novo diploma. Constitui pressuposto fático para a licitação a possibilidade de participação de mais de um interessado a ser contratado. sensível a necessidade de acelerar o processo seletivo para contratações. Trata-se. surgindo hipótese que admita o pregão. na qual a administração terá a faculdade de adotar o pregão ou alguma das modalidades adotadas no Estatuto geral. O pressuposto lógico ocorre quando há PLURALIDADE de licitantes e de objetos. a fim de que se possa verificar se os motivos alegados guardam congruência com o objeto do ato optativo. Para que a competição seja viável. Assim. ao invés de proteger o interesse público.

A infração pode ser fracionada nos termos do art. Outra hipótese refere-se a aquisição de bens e serviços de informática.520/2002 possibilita a utilização da modalidade PREGÃO. probidade administrativa e todos os demais aplicáveis às licitações em geral. 12) O prefeito poderia fracionar a licitação? Resposta: Sim. como também nos crimes da lei de licitações e do Decreto-lei 201/67. uma vez que a lei 8. Consignou-se igualmente que a opção pela forma não eletrônica deverá ser necessariamente justificada pela autoridade competente. quando o sistema de registro de preços se destinar a compras e contratações de bens e serviços comuns. desde que não haja prejuízo para o conjunto a ser licitado. permissão e autorização para o serviço de radiodifusão sonora e de sons e imagens. De acordo com o art. uma licitação que se realizada sem parcelamento não se inseriria na hipótese de dispensa. pois a lei 10. Questões do TRF2 1) Fale sobre a concessão de difusão sonora e de imagem. Uma delas refere-se ao registro de preços. Há. desde que estes se enquadrem como ―bens e serviços comuns‖.comuns. moralidade. algumas hipóteses em que o uso do pregão é excepcionalmente facultado à União.3. sem perda da economia de escala.1. 284 . impessoalidade. quando o objeto da contratação tiver natureza divisível. procedendo-se à licitação com vistas ao melhor aproveitamento dos recursos disponíveis no mercado. 223. 5. Sendo gratuita. contudo.248/91 autoriza o uso da modalidade pregão. 1º. observar os princípios da legalidade. Compras efetuadas e obras ou serviços contratadas pela Administração serão divididos em tantos itens. incidirá não apenas nas hipóteses de improbidade administrativa. para ―aquisição de bens e serviços de informática e automoção‖. Se assim proceder o prefeito. como por exemplo. público e estatal.2. a qual sempre adota o tipo menor preço. observado o princípio da complementaridade dos sistemas privado. compete ao Poder Executivo outorgar e renovar concessão. 23. tornando dispensável em razão do valor. Ressalte-se apenas que o parcelamento da licitação não pode gerar burla a suas regras. parcelas e etapas que se comprovem técnica e economicamente viáveis. há necessidade de licitação? Resposta: Constituem-se os serviços de radiodifusão sonora e de sons e imagens em forma sui generis de concessão. par. A diretriz da administração federal teve por fundamento a necessidade de dar maior transparência ao processo seletivo. eis que disciplinada peculiar e expressamente pela CF/88.

obedecidos alguns requisitos administrativos. com relação à concessão ou renovação dos serviços de rádio e televisão. sendo ela dispensável para outorga para execução de serviço de radiodifusão com fins exclusivamente educativos (art. portanto. diferencia-se ainda de algumas características administrativas do instituto. o ato de conceder. antes de vencido o prazo. criou um sistema de freios e contrapesos no que diz respeito à concessão de Rádio e Televisão. Argumentava o doutrinador que a distribuição de canais de televisão e de rádio. não havendo proibição de renovação de concessão. tem a sua outorga excluída da jurisdição da Agência.Não obstante. ao disciplinar que o cancelamento da concessão ou permissão. mas é no Congresso Nacional que será decidido. tal instituto apresenta-se de forma bem peculiar. O legislador constituinte. Contudo. As mudanças começaram a ser articuladas depois que o ministério recebeu denúncias de pessoas que venceram licitações de concessões sem capacidade financeira para manter emissoras de rádio e TV. Por fim. ou o ato de não renovar as concessões de tais serviços públicos. que é pautada por normas administrativas. Celso Antônio Bandeira criticava a situação em relação aos serviços de radiodifusão sonora e de sons e imagens (rádio e televisão). a concessão pode ser. 211 da mesma Lei 9. tradicionalmente. o ato de outorga ou renovação da concessão de serviços públicos de radiodifusão sonora e de sons e imagens. Esses poderes reguladores são decorrentes da própria concessão. renovar. para atender a interesses pessoais ou políticos de pessoas ou grupos. revogada. pois. anulada. é realizado pelo Presidente da República. que deve submeter o ato ao Congresso Nacional para deliberação. após o termo dos prazos. em regra. a teor do art. com exigência de garantias financeiras para participar dos leilões.666/93 (Lei 2108). A presidenta Dilma Rousseff promulgou em janeiro decreto que altera regras para concessões de rádio e televisão no país. A medida muda principalmente as regras para a licitação. 1º). que poderá ser de até 10 anos para rádio e 15 anos para televisão. a concessão de rádio e televisão. encampada. par.472. origina-se do Presidente da República. 2) Qual o postulado normativo que embasa a licitação? O que é postulado? Resposta: 285 . depende de decisão judicial. permanecendo no âmbito de competências do Executivo. 13. que deverá observar a lei 8.108/96 estabeleceu a necessidade de licitação para concessão de serviços de radiodifusão sonora. Lei da ANATEL. o legislador constituinte fechou ainda mais o sistema. era feita ao sabor do Executivo. sem quaisquer critérios objetivos que permitam controlar-lhes a juridicidade. Assim. Como se vê. cancelada. que. O Decreto nº 2.

legal. 3º.O postulado normativo que embasa a licitação. §1º. Os princípios previstos expressamente no art. previdenciária entre empresas brasileiras e estrangeiras (art. O postulado está intimamente ligado ao princípio da impessoalidade. Os postulados normativos. Segundo o STF. é inconstitucional considerar como fatores de averiguação da proposta mais vantajosa os valores relativos aos impostos pagos ao ente federativo que realiza a licitação.666 são: Legalidade Impessoalidade Moralidade Igualdade Publicidade Probidade administrativa Vinculação ao instrumento convocatório Julgamento objetivo 286 . Corolário da igualdade é a vedação de se estabelecerem diferenças em razão da naturalidade. trabalhista. São exemplos de postulados normativos: a igualdade. é o da igualdade. mas para orientar a interpretação e aplicação das normas de primeiro grau (regras e princípios). I e II). 3º da lei 8. 3) Quais os princípios que regem a licitação? Resposta: Todos os princípios da Administração Pública também se aplicam a licitações e contratos administrativos. a meu ver. A igualdade na licitação significa que todos os interessados em contratar com a Administração devem competir em igualdade de condições. razoabilidade. segundo Humberto Ávila. são metas-normas que estabelecem um dever de segundo grau consistente em estabelecer a estrutura de aplicação e prescrever modos de raciocínio e argumentação em relação a outras normas. ou a proibição de tratamento diverso de natureza comercial. O que ele chama de postulados normativos são meta-normas aplicadas não para resolver o caso concreto. 5º e indica que a administração deve dispensar tratamento idêntico a todos os administrados que se encontrem na mesma situação jurídica. proporcionalidade. da sede ou do domicílio dos licitantes. o qual tem sua origem no art.

só podendo agir dentro do que a lei permite ou determina.666/93 é classificada como absoluta ou relativa? Por quê? Resposta: A Administração Pública está vinculada ao princípio da legalidade absoluta. também no que concerne ao procedimento da licitação deve-se aplicar a legalidade absoluta. 287 . 3º da Lei no.4) A legalidade do art. ferindo o interesse público. No campo das licitações o princípio da legalidade impõe. Logo. 6) Quais as modalidades de licitação? Resposta: Concorrência. Convite. Concurso. motivo pelo qual Seabra Fagundes diz ser a "finalidade e caracterísitica do controle jurisidicional a proteção do indivíduo em face da Administração Pública". que seja bem clara quanto aos critérios seletivos. 5) Por que se fala de legalidade objetiva e subjetiva? Resposta: O controle de legalidade subjetivo ocorre para a tutela em concreto de um interesse juridicamente protegido. ainda que nenhum direito subjetivo reste lesado. O só fato de um ato administrativo desatender a lei já o torna ilegal. Leilão. principalmente. Consulta Pregão. 8. Tomada de preço. independentemente de haver lesão ao direito de outrem. segundo o qual se exige que a Administração escolha a modalidade certa. que o administrador observe as regras que a lei traçou para o procedimento. É a aplicação do devido processo legal. dentre outros pontos. Já a legalidade objetiva estabelece que toda a atuação da administração pública seja instaurada e conduzida com base na lei e com a finalidade de preservar o império da lei.

Nesse sentido.666/93. que atendem ao princípio da eficiência. na leitura convencional do princípio da legalidade.7) Os fundos especiais podem se valer do pregão eletrônico? Resposta: Sim. pois as alterações trazidas pelo movimento chamado de neoconstitucionalismo. que 288 . é mais célere e eficaz quando se trata de licitação por lotes ou itens. Ademais. a meu ver. os recursos da tecnologia da informação aproximam as pessoas e encurtam as distancias. 9) Qual o rito do pregão eletrônico? Resposta: O fornecedor interessado em participar do pregão eletrônico deve cadastrar-se por meio do web site do órgão solicitante. que trata do pregão. ela não poderia ser adotada. a princípio. que traz como destinatário de sua disciplina os fundos especiais. cuja gestão fica sempre. Isso por que ele apresenta diversas vantagens. O fornecedor normalmente recebe uma senha. Ressalte-se que a doutrina considera imprópria a menção a fundos especiais não só por que são despidos de personalidade jurídica. a cargo de órgãos públicos. a referida lei.520. O princípio da legalidade absoluta. como antecipado. dentre as quais se destaca a centralidade da constituição e a constitucionalização de outros ramos do direito. redução da sobrecarga do pregoeiro. aplicável a administração estabelece que ela só pode agir quando a lei autoriza. Logo. explica Paulo de Barros que ―supera-se aqui a idéia restrita de vinculação positiva do administrador à lei. entendo que seria possível o uso da modalidade pregão eletrônicos. de alguma maneira. pela qual a sua atuação estava pautada por aquilo que o legislador determinasse ou autorizasse. permitindo atuação com mais eficiência por parte da Administração.‖ Como a Constituição estabelece a aplicação de princípio a administração pública como o da eficiência e a própria lei do pregão é inspirada pelo postulado do informalismo. tais como redução do uso de papel. registra a aplicação subsidiária das normas da Lei 8. esse entendimento pode ser relativizado. Todavia. 8) A Administração só pode o que a Lei autoriza? E se a lei não prevê essa modalidade (do pregão eletrônico)? Resposta: Sim. O administrador pode e deve atuar tendo por fundamento a Constituição. como também por que constituem meras reservas financeiras criadas por lei. se a lei não estabelecesse a modalidade do pregão eletrônico. Os fundos especiais constituem reservas financeiras criadas por lei. e estes podem se valer da modalidade do pregão eletrônico nos termos da Lei 10. sobretudo no princípio da legalidade absoluta. refletiram sobre o Direito Administrativo.

permite o acesso à opção para certificação da empresa. a habilitação da segunda colocada é verificada. onde ganha o fornecedor que oferecer o menor preço pela mercadoria ou serviço. Finalmente. Após a confirmação da certificação. portanto. pois a própria lei impõe a dispensa da licitação. 12) Casos de impedimento de licitação. Resposta: Nas hipóteses de licitação dispensada. diante de orçamento detalhado. Trata-se. inclusive no que diz respeito a qualquer transação que venha efetuar diretamente. os proponentes podem manifestar a intenção de interpor recursos.666/93. a definição dos métodos. 10) O que é o termo de referência no âmbito do pregão eletrônico? Resposta: O termo de referência é o documento que deverá conter elementos capazes de propiciar a avaliação do custo pela Administração. O pregão eletrônico acontece como numa sala de bate-papo. 17 da Lei 8. de casos de impedimento de licitação. ainda que por terceiros. com prazo determinado. verifica-se a habilitação da empresa vencedora. o fornecedor está habilitado a participar dos pregões referentes àquele órgão. considerando os preços praticados no mercado. O uso da senha de acesso é de responsabilidade total do licitante. Normalmente. qualquer responsabilidade por eventuais danos decorrentes do uso indevido da senha. a administração não tem discricionariedade para decidir sobre a realização ou não de licitação. Neste caso. O pregoeiro então instiga os concorrentes a fazer lances até que não haja mais propostas. onde as propostas são apresentadas pelos concorrentes. ou por seu representante. a contratação é efetuada após a decisão dos recursos interpostos. Ao final da sessão. Em seguida. Inicia-se com a fixação da menor proposta. não cabendo ao provedor do sistema ou ao órgão licitador. a estratégia de suprimento e o prazo de execução do contrato. O pregão ocorre como um leilão ao contrário. previstas no art. É interessante conhecer alguma de suas hipóteses: Alienação de bens imóveis (depende de autorização legal): 289 . Se ela não estiver perfeitamente habilitada. a identidade dos autores dos lances não é revelada aos demais concorrentes. a competição é possível. mas a o administrador não possui qualquer liberdade.

por preço nunca inferior ao da avaliação e desde que esse não ultrapasse a R$20. em virtude de suas finalidades. relativamente à escolha de outra forma de alienação.00. concessão de direito real de uso. locação ou permissão de uso de bens imóveis residenciais construídos.a) dação em pagamento. ao Poder Público.II . e) venda a outro órgão ou entidade da administração pública. aos legítimos possuidores diretos ou. por outro imóvel que atenda aos requisitos constantes da Lei. c) permuta. 290 . permitida exclusivamente para outro órgão ou entidade da administração pública. mas apenas de licença administrativa e terá a licitação dispensada nas seguintes hipóteses: a) doação. na falta destes. e) venda de bens produzidos ou comercializados por órgãos ou entidades da Administração Pública. destinados ou efetivamente utilizados no âmbito de programas habitacionais ou de regularização fundiária de interesse social desenvolvidos por órgãos ou entidades da administração pública. após avaliação de sua oportunidade e conveniência sócio-econômica. observada a legislação específica. d) investidura (I .a alienação aos proprietários de imóveis lindeiros de área remanescente ou resultante de obra pública.a alienação. f) venda de materiais e equipamentos para outros órgãos ou entidades da Administração Pública. de qualquer esfera de governo. sem utilização previsível por quem deles dispõe. d) venda de títulos. desde que considerados dispensáveis na fase de operação dessas unidades e não integrem a categoria de bens reversíveis ao final da concessão). de qualquer esfera de governo. aforamento. que poderão ser negociadas em bolsa. b) permuta. de imóveis para fins residenciais construídos em núcleos urbanos anexos a usinas hidrelétricas. área esta que se tornar inaproveitável isoladamente. c) venda de ações.000. permitida exclusivamente para fins e uso de interesse social. f) alienação gratuita ou onerosa. Já a alienação de bens MÓVEIS não dependerá de autorização legal. na forma da legislação pertinente. b) doação. permitida exclusivamente entre órgãos ou entidades da Administração Pública.

Acrescente-se ainda o fato de a empresa pública dos Correios exerce atividade em regime de exclusividade e possui tratamento equivalente a DA Fazenda Pública. 291 . 171§1º da CF não poderão licitar no que concerne a sua atividade fim e terão estatuto próprio sobre o tema). invalidar aquelas que contrariam a finalidade do procedimento e prejudicam a administração pública e conservar o ato jurídico. Como as franquias prestam serviço público. Esse entendimento. tendo em vista o interesse público no objeto da licitação. se a licitação já houver ocorrido. sim. A referida norma elenca a administração pública direta e indireta (ressalvada as empresas públicas e sociedades de economia mista que. parágrafo único da Lei 8. reiniciando-se o procedimento. 1º. Pela necessidade de licitação para a contratação de franquia. os princípios da eficiência. eficiência. seja por que a Constituição Federal estabelece que a concessão de serviço público ocorrerá sempre mediante licitação. a solução a ser adotada dependerá do momento em que se encontra o procedimento da licitação. Os franqueados têm obrigação de licitar na medida em que prestam serviço público? Resposta: Não. é a da contratação de franqueado. não incluindo dentre eles os particulares concessionários de serviço público. não há razão para obrigá-la a licitar. da moralidade administrativa. O art. o que ainda prejudicaria o exercício da sua atividade fim.666/93 traz expressamente os destinatários da obrigação de licitação. a meu ver. tem se posicionado os tribunais regionais federais e o STF. mas não se valem de recursos público para tal mister. exige a realização de licitação. 14) Qual o destino de licitação com cláusulas contraditórias? Resposta: No entender da candidata. Essa hipótese. Caso ainda não tenha iniciado.13) Franquia postal. se coaduna com o princípio da boa-fé objetiva. seja por que o contratante (empresa pública) está incluído dentre aqueles que a lei obriga a licitar. da conservação dos contratos e do respeito a sua função social. os fundos especiais e as demais entidades sob controle direto ou indireto da (inclue-se nessa categoria os serviços sociais autônomos como os destinados a formação profissional e a assistência social). isonomia e impessoalidade. caso o edital de licitação tenha cláusulas contraditórias. contudo. o que exige maior cautela em sua atuação para resguardar os princípios da moralidade. Todavia. deve-se tentar extrair o sentido das cláusulas contraditórias. desde que a finalidade tenha sido atingida sem prejuízo do princípio da impessoalidade e igualdade entre os licitantes. de acordo com o art. da legalidade impõe que seja republicado o edital e reaberto o prazo de impugnação. Situação distinta.

Questões do TRF3 1) Há violação de princípios constitucionais em haver contratação direta pela administração? Resposta: Não. diz o art.666/99. quando o serviço for de natureza singular. seja por se enquadra em uma das hipóteses de licitação dispensável. seja por se enquadrar na hipótese de inexigibilidade. é possível licitar. dos princípios que a regem e de terceiros. 17) E cães de guarda? Resposta: A compra de cães de guarda pode se enquadrar em alguma das hipóteses de inexigibilidade se o animal for de fornecedor exclusivo (por exemplo.15) É possível o aproveitamento dos atos? Resposta: Como explicado na questão anterior. que visando tutelar interesses de igual relevância ao princípio da obri292 . em especial. de autenticidade certificada. desde que compatíveis ou inerentes às finalidades do órgão ou entidade (art. A inexigibilidade da licitação deverá ser devidamente justificada. Por outro lado. Nesse última previsão. mas a administração tem a discricionariedade de não fazê-lo – para a aquisição ou restauração de obras de arte e objetos históricos. o fornecedor singular e o trabalho artístico realizado por artista reconhecido pela crítica ensejam a inexigibilidade de licitação. desde que a finalidade tenha sido atingida sem prejuízo da administração. 25 da lei 8. 5. desde que a contratação direta seja realizada com base nas hipóteses admitidas pela lei 8. somente determinado fornecedor adestra cria e fornece cães aptos ao atendimento do interesse da Administração ) ou o animal for de natureza singular (somente uma determinada raça atende ao interesse da Administração).666/93. a licitação será dispensável – ou seja. 24. entendo ser possível o aproveitamento dos atos. dentre outras hipótese.3. A licitação é inexigível.3.1. XV). quando a competição for inviável. 16) Precisa licitar para comprar obras de arte (quadros)? Resposta: A compra de obra de arte pode ser efetuada em prévia licitação. é perfeitamente possível enquadrar uma obra de arte.

Nesse sentido. para assinar o termo de contrato ou aceitar ou retirar o instrumento equivalente. seja pela anulação. entende o STJ (REsp 959. que já é admitida na própria Constituição. terminaria por violar o interesse público e a própria razão de ser do instituto. A anulação pode ser decretada quando existe vício de legalidade no procedimento licitatório. ii) a critério da Administração. quando o adjudicatário. quem responde civilmente? Por quê? Resposta: A responsabilidade é solidária entre o contratado e o subcontratado. Isso por que a relação jurídica do contrato administrativo possui algumas peculiaridades próprias de sua natureza. a teor do que estabelece o art. o que foi feito no art. o que abrange a violação aos princípios e as regras da licitação. dentre as quais se destaca a confiança recíproca. 2) A autoridade que homologa procedimento licitatório pode anular o certame? E revogá-lo? Por quê? Resposta: Sim. O princípio da obrigatoriedade da licitação impõe que todos os destinatários do Estatuto façam realizar o procedimento antes de contratarem obras e serviços.2007).gatoriedade da licitação. em tese. Regulamentando o dispositivo. coube ao legislador a incumbencia de delinear tais hipóteses específicas. 49. pela sua particularidade. recusar-se a fazê-lo. Isso por que a Administração é dotada do poder de autotutela e deve afastar os atos ilegais para que sejam preservados a supremacia do interesse público e os demais princípios que a regem. 37. A ressalva à obrigatoriedade. o que melhor comprovou condições de contratar 293 . tanto não contraria a constituição. se a licitação não fosse prejudicaria. que só pode ocorrer em duas situações: i) por motivo de interesse público. no prazo e condições estabelecidas no edital. XXI. tendo sido por ela convocado. §1º).666/93). 24 do Estatuto. não se compatibilizam com a demora e o rito do processo licitatório e que. decorrente de fato superveniente devidamente comprovado (art.11. Já a revogação é o desfazimento dos efeitos da licitação. 41 da Lei 8. ou simplesmente não comparecer. 19. Mas a lei não poderia deixar de ressalvar algumas hipóteses que. excepciona o procedimento nos casos especificamente elencados. 3) Em subcontratações. o caráter intuito personae. uma vez que o contratado é. obriga a administração a assegurar aos interessados o contraditório e a ampla defesa (art.733-RJ DJ. ―ressalvados os casos previsto na legislação‖. seja pela revogação. O desfazimento da licitação. cuja redação já prevê que. a licitação será obrigatória.

I. é a que melhor protege o interesse público. parte do objeto da licitação. III CF). Registre-se ainda que as permissões de uso de bens imóveis residenciais e de bens imóveis de uso comercial de âmbito local com área de até 250m² estão entre os casos de dispensa de licitação.com a Administração. Caso prestem serviço público. Sendo assim. posiciona-se José dos Santos Carvalho Filho. 72 da Lei 8. Nesse sentido. com base em critérios de igualdade e moralidade. 6) Empresa pública tem que licitar? Resposta: As empresas públicas podem ser constituídas para desempenhar serviço público ou atividade econômica. deve-se aplicar também a elas a Lei 8. sem prejuízo das responsabilidades contratuais e legais. pela Administração. deve entender-se necessária a licitação sempre que for possível e houver mais de um interessado na utilização do bem. como. Quanto às entidades que exploram atividade econômica.666/93. 17. até o limite admitido.666/93 que o contratado poderá subcontratar. que elenca como destinatários as empresas públicas e sociedades de economia mista sem fazer distinção. Como o referido estatuto ainda não existe. Cabe ressaltar que parte da doutrina e da jurisprudência se posiciona no sentido de que as entidades estatais que explorem atividades econômicas em sentido estrito não se su294 . A responsabilização solidária. contudo. portanto. §1º. Também não seria razoável excluir a responsabilidade do subcontratado. 5) No caso de permissão de uso há necessidade de licitar? Resposta: No caso de permissão de uso. ―f‖ e ―h‖ da Lei 8. não é possível afastar a responsabilidade daquele que foi escolhido pela administração. quando estiverem inseridos em programas habitacionais ou de regularização fundiária de interesse social desenvolvidos pela Administração Pública (art. por lei específica. O doutrinador ressalva. O próprio caráter intuito personae impede tal exclusão. restaurante ou sorveteria. 173. para executar o serviço.666). em cada caso.666/93 e estarão obrigadas a licitar. a permissão de uso de calçada em frente a um bar. evitando-se favorecimentos ou preterições ilegítimas. dispõe a constituição federal que elas poderão. indubitavelmente. Tais entidades possuem regime híbrido. por exemplo. deverão respeitar as regras previstas na Lei 8. alguns casos especiais em que a licitação será inexigível. estabelece o art. Nesse sentido. responsável direto pelo dano. ter estatuto próprio para licitação e contrato (art.

observam-se especificações e padrões mínimos de qualidade 295 . sem licitação. só se vincula a União. 17 da Lei 8. mas a lei a dispensa (―licitação dispensada‖) ou autoriza a Administração que a dispense (―licitação dispensável‖). O decreto 5.555/2000. Já a dispensa ocorre quando a licitação é possível. A licitação da modalidade pregão NÃO SE APLICA. portanto. A inexigibilidade ocorre quando a licitação é juridicamente impossível. 6) O que é o pregão? Tem qual objetivo? Funciona em que sentido? Pode ser utilizado em relação a quais bens. obriga a utilização do pregão na hipótese de aquisição de bens e serviços comuns pela União. bem como às locações imobiliárias e alienações em geral.666/93 dispensa a licitação. Nessa linha. haverá a CONTRATAÇÃO DIRETA. O pregão adota sempre o tipo “menor preço”. 5º do Dec 3. decreto federal que. no caso das alienações de bens que sejam produzidos pelas entidades como sua atividade-fim. 5) Há alguma diferença básica entre dispensa e inexigibilidade de licitação? Resposta: O art. Segundo disposição legal. serviços? Existe algum valor que limita ou não? Resposta: O pregão é modalidade facultativa de licitação que só serve para a AQUISIÇÃO de bens e serviços comuns.jeitam a licitação quando o contrato que pretendem celebrar tenha objeto relacionado às atividades-fim da entidade. 37. ou seja. por força art. o Decreto 3555 traz uma lista de bens e serviços comuns. Apesar de o tipo ser menor preço. por sua vez.450/2005. O legislador pode possibilitar a dispensa ou determinar a dispensa obrigatoriamente (art. INDEPENDENTEMENTE DO VALOR estimado da contratação. pelas vias da dispensa ou da inexigibilidade. No âmbito federal. XXI da CF prevê a possibilidade de a lei estabelecer hipóteses em que a licitação não ocorrerá ou poderá não ocorrer. Nesses casos. O rol é taxativo. pois há possibilidade de competição.666). bem/serviço comum é aquele que pode ser objetivamente conceituado no edital com expressão usual de mercado. em razão da impossibilidade da competição. a própria Lei 8. no caso da União: às contratações de obras e serviços de engenharia.

cujos efeitos podem progredir de uma ligeira excitação inicial até o estado de paralisia e coma. à fase de habilitação. O pregão visa acelerar o processo de escolha de futuros contratados da Administração em hipóteses determinadas e específicas. evitar a ocorrência de corrupção e outras condutas qualificadas como improbidade administrativa. ii) propostas verbais: segue a apresentação das propostas verbais pelos licitantes pré-selecionados no julgamento das propostas escritas.1. moralidade.1. Questões do TRF1 1) Como se explica a actio libera in causae? Quais são as causas que isentam de pena no caso da embriaguez? Resposta: A teoria da actio libera in causa defende que o ato delitivo revestido de inconsciência deve ser punido quando decorre de ato antecedente que foi livre na vontade. e finalmente. passa-se à fase de classificação e julgamento e. Não havendo o número mínimo de 3. é causador.‖ A embriaguez é a intoxicação aguda e transitória. impessoalidade. só depois. publicidade. O julgamento possui duas etapas: i) a primeira de apresentação das propostas escritas: escolhe-se a melhor proposta (menor preço) e todas as demais que não excedam a 10% do preço da melhor. com a intenção de produzir o evento lesivo. ou. por ação ou omissão.1. A embriaguez acidental.3. quando a podia ou devia prever. Direito Penal 5. Extinção Da Punibilidade 5.4. probidade administrativa. excluindo a culpabilidade. a nova modalidade tem por fundamento a necessidade de dar maior transparência ao processo seletivo. ou propositadamente.4. escolhe-se as 03 melhores propostas para participar da fase dos lances verbais. ela isenta de pena o agente. Apenas em dois casos. 5. no estado de não-imputabilidade. A teoria é aplicada ―aos casos em que alguém. ainda. tendo se colocado naquele estado. Foi um procedimento criado para atender aos reclamos dos órgãos da administração pública diante do fato de que as modalidades licitatórias previstas na Lei 8. Segundo José dos Santos.666/93. de algum resultado punível.4. não conseguiram dar a celeridade desejável à licitação.4. transferindo-se para esse momento anterior a constatação da imputabilidade do agente. (ii) primeiro se adjudica e só depois se homologa o procedimento licitatório.3. Questões do TRF5 5. causada pelo álcool (ou substância de efeitos análogos).1. observar os princípios da legalidade. ou sem essa intenção.A diferença maior em relação as outras modalidades está na inversão do procedimento: (i) após o recebimento dos envelopes.5. Questões do TRF4 5.1. em muitos casos. ou seja. decorrente de caso fortuito ou força 296 . mas tendo previsto a possibilidade do resultado.

de forma coletiva. O perdão deve ser concedido durante o processo. é a perda do interesse estatal de punir. desculpando o ofensor pela prática do crime. Segundo o STF. 2) Qual a diferença entre força maior e caso fortuito? Resposta: A questão é controvertida e parte da doutrina considera a distinção sem relevância haja vista que os efeitos atribuídos a eles são iguais. realizadas por órgãos diversos do Poder Judiciário.maior. deixa de lhe aplicar. do início da ação penal até o trânsito em julgado. 3) Qual perdão o código trata? O indulto é uma espécie de perdão? Resposta: O Código Penal trata expressamente de duas espécies de perdão: i) perdão judicial. bem como a patológica. porque extingue a punibilidade com a morte? Resposta: 297 . nas hipóteses taxativamente previstas em lei. e completa é caso de inimputabilidade. quando as consequências da infração atingirem o agente de forma tão grave que a sanção penal se torne desnecessária. 4) Extingue-se a punibilidade pela morte? O que é morte? O que é vida? O que acontece com a morte. Parte da doutrina considera que o caso fortuito ocorre quando o agente desconhece o caráter inebriante da substância que ingere. a sanção penal. o chefe do poder executivo. é o ato pelo qual o ofendido. ii) perdão concedido nos crimes de ação penal privada. ou seu representante legal. observa-se que o indulto pode ser considerado uma espécie de perdão coletivo concedido pelo Estado. Já a força maior ocorre na hipótese em que o agente é obrigado a ingerir a substância. não é necessário que haja o trânsito em julgado da sentença condenatória. por sua vez. Ambas as hipóteses são causas de extinção da punibilidade. É modalidade de clemência concedida espontaneamente pelo Presidente. O perdão judicial é o instituto pelo qual o juiz. Em apertada síntese. não obstante a prática de um fato típico e antijurídico por um sujeito comprovadamente culpado. O perdão do ofendido. que será tratada como caso de inimputabilidade por anomalia psíquica ou semi-responsabilidade. por meio do seu representante. O indulto é uma forma de renúncia estatal ao direito de punir. desiste de prosseguir com andamento de processo já em curso. Diante desse conceito.

O que seria o indulto? Os efeitos da condenação persistem? Graça? Resposta: A anistia é uma espécie de ato legislativo federal de competência do Congresso Nacional. do que se extrai que a vida se iniciaria com o nascimento e seguiria até a morte do indivíduo. apagando seus efeitos penais (principais e secundários). Dessa forma. lei penal anômala. Pode o CN por iniciativa própria proclamar a anistia. 6) O que seria a prescrição em matéria de direito penal? A prescrição da pretensão punitiva é a de que e como se regula? 298 . inciso XLV). esquece um fato criminoso. A morte é o cessamento permanente das atividades biológicas necessárias à manutenção da vida de um organismo. O Código civil estabelece que a personalidade jurídica se inicia com o nascimento com vida. considerado cientificamente como o fim da consciência. ou seja. não há razão para a punição prosseguir. 5) O que é anistia? Qual a diferença entre anistia. que toma por referência a união do óvulo com o espermatozóide. Atualmente. é uma existência social. Com a morte. A primeira tentativa de se estabelecer um ponto exato para o início da vida humana encontra-se na visão concepcional. A morte cerebral é definida pela cessão de atividade eléctrica no cérebro. Na Quem proclama a anistia? Poder Legislativo. através do qual o Estado. 5º. Biologicamente. não há consenso acerca do conceito de vida. a vida é um processo contínuo de relacionamentos. Metafisicamente. por serem apenas células totipotentes e não indivíduos humanos. em razão de clemência. nos termos do art. foi adotado o princípio da personalização da pena (art. graça e indulto. segundo o qual a pena não deve passar da pessoa do condenado. a definição médica de morte é conhecida como morte clínica. política ou por questões sociais. A visão social traz para a discussão a idéia de que os humanos evoluem de acordo com os símbolos culturais elaborados no seio da sociedade. 107 do CP. Sua natureza jurídica é de lei penal anômala. A morte extingue a punibilidade por que. no Brasil. devidamente sancionada pelo Executivo.A morte extingue a punibilidade. Tudo o que a pessoa vem a ser é considerado como produto de influências externas. cuja iniciativa não é exclusiva de nenhum dos poderes e que é submetida ao veto presidencial. tal corrente considera que as células-tronco não têm um estatuto moral próprio. a história de um ser desde o nascimento até a morte. morte cerebral ou parada cardíaca irreversível. bem como do momento em que ela se inicial.

não é título executivo judicial. 110. 109 do CP. da data em que o fato se tornou conhecido. do dia em que cessou a permanência. CP). O prazo prescricional é o resultado da combinação da pena máxima prevista abstratamente no tipo imputado ao agente e a escala do art. 7) A sentença absolutória interrompe a prescrição? Resposta: Não. não sendo possível estender. De acordo com o art. não se podendo dela extrair qualquer efeito. a publicação da sentença ou do acórdão condenatório e o trânsito em julgado. 109. Eventual sentença condenatória provisória é rescindida. Em perspectiva. absolvição ou condenação do réu. §2º. antecipada ou virtual Regula-se pelo máximo da pena privativa de liberdade cominada ao crime. do dia em que cessou a atividade criminosa  Ultimo ato executório. decorrente da inércia do Estado no exercício do jus puniendi. mediante interpretação.no caso de tentativa. o rol das causas interruptivas em prejuízo do réu. em face do decurso do tempo. não pode ser executada no cível). por prognose. Em suma. IV . 110 §1º. Retroativa (art. CP). 117 do Código Penal. Superveniente/intercorrente (art.nos crimes permanentes.Resposta: A prescrição é a perda. a sentença absolutória não está prevista como hipótese de interrupção. há três marcos interruptivos da prescrição no procedimento comum: o recebimento da denúncia ou queixa. CP). III .do dia em que o crime se consumou II . do direito de o Estado punir ou executar uma punição já imposta. Logo. Não há. Ocorre antes do trânsito em julgado da condenação. A prescrição da pretensão punitiva é a perda do direito do Estado de punir. portanto. nem penal nem cível (não gera reincidência ou maus antecedentes criminais. inviabilizando qualquer análise de mérito da ação penal.nos de bigamia e nos de falsificação ou alteração de assentamento do registro civil. Subdivide-se em 4 espécies: Em abstrato/propriamente dita (art. O termo inicial é o seguinte: I . 299 . a prescrição da pretensão punitiva apaga TODOS os efeitos penais e extrapenais da eventual condenação.

a qual se filia Eugênio Paccelli. não há extinção da punibilidade. é ato bilateral pelo qual o ofendido ou seu representante legal desiste de prosseguir com o andamento de processo já em curso.8) Na ação penal pública pode haver o perdão? A Lei 9099 mitigou o princípio da obrigatoriedade da ação penal? Resposta: Na ação penal pública não pode haver o perdão qu é instituto próprio das ações penais privadas.099 mitigou o princípio da obrigatoriedade – princípio da discricionariedade regrada –. aproveita os demais? 300 . retomando MP a titularidade da ação penal. ao prever o instituto da transação penal. segundo o qual. sendo que. II do CP. extinguindo-se a punibilidade. como regra. no caso de infrações de menor potencial ofensivo.099/95 estabeleceu que a composição civil dos danos implica na renúncia ao direito de representação na ação penal pública condicionada a representação. obrigam aos outros? Resposta: A renúncia ao direito de ação é ato unilateral do ofendido ou de seu representante legal. passando a ser obrigado a propor inicialmente a transação penal. fixando exceções ao princípio. É cabível na ação penal privada. pois naquelas vige o princípio da obrigatoriedade. presentes as condições da ação penal e. Parte da doutrina defende que a Lei 9. o MP é obrigado a oferecer denúncia. por sua vez. nos termos do art. 9) Qual a diferença entre a renúncia ao direito de ação e o perdão? E se havendo vários ofendidos. em que possibilita-se ao Ministério Público deixar de oferecer a denúncia. Todavia. havendo lastro probatório suficiente. um deles perdoando. aplicando-se excepcionalmente o instituto nessa espécie de ação. O perdão concedido por um dos ofendidos não obriga aos demais. que abdica previamente do seu direito de ajuizar ação penal privada. É cabível na ação penal privada e na ação penal privada subsidiária da pública. 106. Pode ser expressa ou tácita. Outra parcela. neste último caso. 10) O perdão ofertado a um querelado. a Lei 9. O perdão do ofedido. desculpando ofensor pela prática do crime. O perdão só pode ser concedido até o trânsito em julgado da demanda. se o agente aceitar os termos do acordo oferecido. pois o MP deixou de ser obrigado por lei a propor a ação penal pública. defende que não se trata de mitigação da obrigatoriedade.

O auxílio doença ordinário ou previdenciário é aquele que não decorre de acidente de trabalho.1. Acumulação 5. pois visa substituir a remuneração do beneficiário.1.5.1. configura violação ao referido princípio. 48 do CPP) de modo que o oferecimento de ação penal contra um ou alguns dos supostos autores.5. o segurado terá garantido pelo prazo mínimo de doze meses. posiciona-se o STF. .3. Questões do TRF2 5. 5. Auxílio-Doença. Nesse sentido. Direito Previdenciário 5. 2) Qual o valor do auxílio doença? Resposta: 91% do salário de benefício.1.2. Pensões. cuja eficácia extintiva da punibilidade estende-se a todos. Questões do TRF5 5. uma vez emitida a Comunicação de Acidente de Trabalho ou reconhecido o nexo técnico epidemiológico entre a enfermidade e o exercício do labor.4.1.5.5.4. Abono De Permanência. implicando em renúncia tácita ao direito de querela. Questões do TRF4 5. doença profissional.4. Renda Mensal Vitalícia.Resposta: SIM. Trata-se de benefício não programado devido ao segurado que for incapaz para o seu trabalho ou para a sua atividade habitual por mais de 15 dias consecutivos.4. não podendo ser inferior a um salário mínimo. do trabalho ou evento equiparado. independentemente de percepção de auxílio-acidente. após a cessação do benefício acidentário.1.4. Questões do TRF1 1) Qual a distinção entre o auxílio doença acidentário e o auxílio doença ordinário? Resposta: O auxílio-doença acidentário é aquele que decorre de acidente de trabalho. a manutenção de seu contrato de trabalho na empresa.1. Aposentadoria. Incide no âmbito da ação penal privada o princípio da indivisibilidade da ação penal (art. Nesse caso. Questões do TRF3 5. 301 .

cumular os benefícios a que o indivíduo tem direito na condição de segurado do RPPS com os benefícios a que faz jus na condição de dependente de segurado do RGPS. É possível. como ocorre na cumulação de aposentadoria pelo RPPS com o direito a pensão instituída em decorrência da morte do cônjuge. 5) É possível se admitir a acumulação de benefício perante o regime geral da previdência social e outro regime de previdência? Resposta: Igual a questão 03. o garimpeiro e o pescador artesanal. salvo na condição de segurado facultivo – a legislação expressamente proibe a filiação de segurado obrigatório do RPPS como segurado facultativo do RGPS. Vislumbra-se também a possibilidade de se cumular benefícios de ambos os regimes quando o indivíduo possui vínculos autônomos com cada um deles. Conforme determinação constitucional. 6) Em que circunstância é devido o adicional de 25% sobre a aposentadoria por invalidez? Resposta: Será devido o adicional de 25% sobre a aposentadoria por invalidez quando o segurado necessitar de assistência permanente de outra pessoa. quando a prótese for impossível. O anexo I do RPS traz um rol de situações que ensejam o acréscimo: cegueira total. por exemplo. desde que comprove a carência de 180 contribuições mensais pagas tempestivamente. perda de uma 302 . perda dos nove dedos das mão. paralisia de dois membros superiores ou inferiores. a aposentadoria por idade será devida ao segurado homem que complete 65 anos de idade e a mulher com 60 anos de idade. haverá redução de idade em cinco anos para os trabalhadores rurais de ambos os sexos e para os que exerçam suas atividades em regime de economia familiar. nestes incluído o produtor rural. 4) Qual a idade necessária para a aposentadoria para o produtor rural? E um pescador artesanal em quanto tempo de se faz a redução? Resposta: Em regra. perda dos memima dos pés.3) Admite-se a cumulação de benefício do regime geral com o regime próprio de previdência? Exemplo? Resposta: Sim. segurado do RGPS. se assim comprovado em perícia médica do INSS.

será imprescindível que o segurado esteja incapacitado de maneira total e permanente para o exercício do trabalho. 1º da IN PRESS 45/2010). 101 da Lei 8. 303 . pois não poderá o Regulamento prever todas em hipóteses que ensejem a necessidade de assistência permanente de outra pessoa. nas hipóteses de invalidez decorrente de acidente de qualquer natureza. do trabalho ou das moléstias graves listadas em ato regulamentar. Como juiz. dentre outras. Considerando que art. doença profissional. bem como não haja possibilidade de ser reabilitado de forma plausível para outra atividade. qual seria a decisão? Resposta: De acordo com o art. 210. a condição de inválido dependerá de apreciação da perícia médica do INSS. 45 da Lei 8.213/91. sendo obrigado o segurado a se submeter a exames médicos periódicos (a cada dois anos). A aposentadoria por invalidez pode ser concedida independentemente de carência. 7) A aposentadoria por invalidez pode ser concedida sem que o trabalhador tenha adquirido todo o tempo de serviço para a aposentadoria? Resposta: SIM. se não concordar com a decisão. 9) Existem situações em que o aposentado por invalidez se submetendo à perícia médica. O pagamento da aposentadoria por invalidez é condicionada ao afastamento de todas as atividades laborativas do segurado. reabilitação profissional (se eventualmente indicada) e tratamento disensado gratuitamente.213/91. neste caso ele teria de ser compelido retornar? Se se tivesse cuidando de aposentado por invalidez portador de moléstia grave (AIDS). o exame pericial poderia determinar o retorno dele ao trabalho. Constatada a capacidade para o trabalho. o segurado pode exigir a realização de uma segunda perícia realizada com outro profissional caso não concorde com o resultado da primeira. par. afirmando que a apesar da doença ele estaria apto ao trabalho. conclui-se que. esta atesta estar aquele apto ao retorno do trabalho. requerer novo exame médico pericial. mas não pode se recusar a retornar ao trabalho caso essa segunda perícia confirme a sua capacidade.das mão e dos dois pés. 8) Este aposentado por invalidez pode exercer outro tipo de atividade? NÃO. entende-se que o referido rol é exemplificativo. ainda que a prótese seja possível. que será realizado por profissional diferente daquele que realizou o último exame (art. Disso. o segurado ou seu representante legal deverá ser notificado por escrito para. Em regra. para a concessão desse benefício. sendo compelido ao trabalho? Resposta do DEs. não lista as hipóteses em que o aposentado por invalidez fará jus ao acréscimo.

sendo indeferida administrativamente pelo INSS. sob argumento de que. É possível que o pagamento de novas contribuições previdenciárias após a aposentadoria eleve a renda mensal inicial do benefício. o segurado não pode ser compelido a trabalhar. A invalidez é condição ex lege. Há uma serie de hipóteses em que a desaposentação será útil ao segurado. a meu ver. 9) O que é desaposentação? Resposta: A desaposentação é a renúncia da aposentadoria por requerimento do segurado . por diversos motivos. o fato de que causará grande impacto no fundo do RGPS. Logo. a lei é quem diz que há necessidade da aposentadoria por invalidez. caso tenha sido aprovado em concurso de provimento de cargo efetivo. dentre os quais. violando o princípio do equilíbrio financeiro e atuarial. requerer uma integral. pois nessa situação o Estado considerou previamente e em abstrato que os portadores de determinada doença seriam inválidos para fins previdenciários. a depender do seu valor. deverá cercar o instituto de uma série de condicionantes para evitar o seu uso abusivo. A desaposentação carece de previsão legal expressa. O STF ainda não se manifestou sobre o tema. com o intuito de obter alguma vantagem previdenciária. poderá o segurado requerer uma aposentadoria por tempo de contribuição proporcional para. segundo o desembargador que formulou a questão. Se o legislador resolver admitir futuramente a desaposentação. posteriormente. não podendo o beneficiário desfazê-lo e refazê-lo a todo tempo para satisfazer a interesses pessoais. vez que a Administração Pública somente poderá agir quando exista previsão legal.Em sentido contrário. sob pena de colocar em risco todo o sistema. Outrossim. o STJ vem admitindo a desaposentação com eficácia prospectiva. com a incidência mais tênue do fator previdenciário. utilizando novos salários de contribuição após a primeira aposentadoria. a aposentadoria é um ato jurídico perfeito. A desaposentação merece rechaço. enquanto esteve aposentado o segurado fez jus aos seus proventos. É também possível que um aposentado do RGPS queira aproveitar esse tempo de contribuição para ter direito a uma aposentadoria no RPPS. não há discussão. se a doença de que o segurado é portador é um tipo de moléstia grave prevista na lei como causa de aposentação por invalidez. sem determinar que o segurado devolva as parcelas já percebidas a título de aposentadoria. havendo interesse em renunciar a aposentadoria e requerer uma mais nova. pois sem esse período não preencheria os requisitos para se aposentar no regime dos servidores públicos. Apesar disso. 304 . Ademais.

15 dias. se não concordar com a decisão. O benefício. mas apenas a enfermidade que deve durar. 1º da IN PRESS 45/2010). O segurado pode se filiar a outro regime previdenciário após se aposentar. desaposenta. se ela decorreu de uma moléstia grave. reabilitação profissional (se eventualmente indicada) e tratamento disensado gratuitamente.212/91. ou seja. 12) Qual o termo final da chamada aposentadoria por invalidez? Estas perícias periódicas.213/91. O STJ tem admitido essa possibilidade. 101 da Lei 8. 305 . o segurado pode exigir a realização de uma segunda perícia realizada com outro profissional caso não concorde com o resultado da primeira. o segurado é obrigado a se submeter a exames médicos periódicos. essa perícia pode determinar o retorno do beneficiário ao trabalho? Resposta: A aposentadoria por invalidez cessa quando constatada a capacidade para o trabalho. Volta a contribuir? E se ele ingressar em novo regime sem se aposentar. nos termos do art. requerer novo exame médico pericial. que será realizado por profissional diferente daquele que realizou o último exame (art. então. par.10) Do que ser trata o auxílio-doença? Precisa ter uma duração mínima? Qual o período de afastamento que enseja a concessão do benefício? Resposta: O auxílio doença trata-se de benefício não programado devido ao segurado que ficar incapacitado para o seu trabalho ou para a sua atividade habitual por mais de 15 dias consecutivos. 11) O aposentado que volta ao trabalho. mas não pode se recusar a retornar ao trabalho caso essa segunda perícia confirme a sua capacidade. §3º da Lei 8. Quanto à segunda pergunta. De acordo com o art. Disso. o segurado ou seu representante legal deverá ser notificado por escrito para. a condição de inválido dependerá de apreciação da perícia médica do INSS. não precisa ter uma duração mínima. Constatada a capacidade para o trabalho. Por conta disso. no mínimo. ele pode se filiar a algum regime previdenciário desaposentado? Resposta: Sim. 210. devendo pagar as respectivas contribuições previdenciárias. conclui-se que. que esse aposentado pelo RGPS queira aproveitar esse tempo de contribuição para ter direito a uma aposentadoria no RPPS. se essa aposentadoria por invalidez. o aposentado que desenvolver atividade remunerada será filiado obrigatório no que concerne a essas atividades. em si. 101 da Lei 8. 11.213/91. É possível. repito o que já foi respondido anteriormente: De acordo com o art. sendo obrigado o segurado a se submeter a exames médicos periódicos (a cada dois anos).

sob pena de ser suspenso o benefício. de 23. em conseqüência de doença ou acidente.213/91. a pedido do segurado desde que contasse com a carência e idade mínima. em que pese inexistir o pagamento de contribuição previdenciária. os Tribunais tem sustentado a possibilidade de converter a aposentadoria por invalidez em aposentadoria por idade quando preenchidos os requisitos dessa última. 1 PEDILEF 200763060010162. Em sentido contrário. 306 . Logo. pois o segurado esteve impedido de exercer atividade laboral. o beneficiário não pode voltar ao labor. 4ª Regiões e o TNU1. 42 a 47. A invalidez é condição ex lege. o período que o segurado percebeu benefício por incapacidade será considerado para fins de carência. o entendimento administrativo do INSS é pela vedação da transformação para requerimentos efetivados a partir de 31 de dezembro de 2008.722/2008. Nessa linha. pois nos termos da Lei 8. a invalidez deve ser definida como a incapacidade laborativa total. art. Logo. indefinida e multiprofissional. o segurado não pode ser compelido a trabalhar. data da publicação do Decreto 6.2008. se a incapacidade é total. 55 do RPS admitia a transformação da aposentadoria por invalidez em aposentadoria por idade. mas esse dispositivo foi revogado pelo Decreto 6722/2008. pois nessa situação o Estado considerou previamente e em abstrato que os portadores de determinada doença seriam inválidos para fins previdenciários. não se vislumbrando base legal para tanto. segundo o desembargador que formulou a questão. 3ª. o que motivou a autarquia previdenciária a editar essa vedação é o fato de não aceitar o período de gozo de auxíliodoença ou aposentadoria por invalidez para cômputo da carência da aposentadoria por idade. a lei é quem diz que há necessidade da aposentadoria por invalidez. não há discussão. Certamente. posiciona-se o TRF da 2ª.06. insuscetível de recuperação e reabilitação profissional. apesar da inexistência de previsão legal. Inclusive. que corresponde a incapacidade geral de ganho. se a doença de que o segurado é portador é um tipo de moléstia grave prevista na lei como causa de aposentação por invalidez. ante a ausência do pagamento das contribuições previdenciárias. entendendo que. 13) Aposentadoria por invalidez pode ser convertida em aposentadoria por idade? Resposta: O art.Em sentido contrário. 14) Qual o tipo de aposentadoria que impede (o exercício de) atividade remunerada? Resposta: Aposentadoria por invalidez.

§5º da CF. 120 da Lei 8.5. TRF3 . 121).SÉTIMA TURMA ESPECIALIZADA. TRF2 . De acordo com o art. APELRE 200950010049045. sobretudo quando se observa que a responsabilidade da empresa nesses casos é subjetiva.Data::30/06/2011 . Conhece a temática que envolve a discussão que envolve a prescrição. com fulcro no art. em se tratando de responsabilidade civil em acidente de trabalho. Segundo o INSS. e-DJF3 Judicial 1 DATA:15/06/2012. Segundo o INSS. especialmente com perícia a ser realizada pela justiça do trabalho.213/91. pois. nos casos de negligencia quanto às normas padrão de segurança e higiene do trabalho indicados para a proteção individual e coletiva. notadamente no que concerne ao prazo prescricional destas ações regressivas? Qual o prazo defendido pelo INSS e com base em que argumento? Resposta: A meu ver. Não se trata de competência da Justiça Estadual. §5º da CF. 37.PRIMEIRA TURMA. Os TRFs. Questões do TRF2 1) É muito comum o INSS ajuizar ações regressivas para se pagar de valores a título de benefício acidentário que se vê obrigado a pagar em decorrência do infortúnio que o trabalhador sofreu. I da CF. 2 AC 00061720520104036105. contudo. tem se posicionado de forma distinta. As empresas têm alegado em seu favor que é ilegal exigir o ressarcimento de quem já paga um seguro – SAT – para cobrir as despesas com os benefícios acidentários. 37. A culpa da empresa deve ser aferida casuisticamente. 109. adotando o prazo trienal previsto no art. a Previdencia Social proporá ação regressiva contra os responsáveis. Segundo a doutrina.2. Desembargador Federal REIS FRIEDE. vez que não envolve os seus segurados. pois o pagamento das prestações previdenciárias por acidente do trabalho não exclui a responsabilidade civil da empresa ou de outrem (art. §3º do CC e não a imprescritibilidade prevista no art. pois a pretensão de reparação de danos ao erário é impresritível nos termos do art.Página::279/280 307 . essa ação regressiva é imprescritível. a questão trata da ação regressiva proposta pelo INSS contra a empresa negligente. E-DJF2R .5. tendo em conta que o INSS tem a natureza jurídica de autarquia federal. há uma presunção de culpa da empresas quanto à segurança do trabalhador. é possível presumir relativamente a culpa da empresa. a contribuição é apenas uma das diversas fontes de custeio da previdência social e não exime os empregadores de seu dever de cumprimento das normas de segurança e medicina do trabalho. 206. pois não se trata de benefício acidentário. A ação regressiva será proposta na Justiça Federal. que se refere ao Direito da Administração Pública de obter o ressarcimento de danos ao seu patrimônio decorrente de atos de agentes públicos2. sendo da empresa o ônus de provar que agiu com a diligencia e precaução necessárias. DESEMBARGADOR FEDERAL JOSÉ LUNARDELLI.1.

dentre os quais. A desaposentação carece de previsão legal expressa. não podendo o beneficiário desfazê-lo e refazê-lo a todo tempo para satisfazer a interesses pessoais.5. Há uma serie de hipóteses em que a desaposentação será útil ao segurado. Se o legislador resolver admitir futuramente a desaposentação. O STF ainda não se manifestou sobre o tema.3.5. vez que a Administração Pública somente poderá agir quando exista previsão legal. poderá o segurado requerer uma aposentadoria por tempo de contribuição proporcional para. deverá cercar o instituto de uma série de condicionantes para evitar o seu uso abusivo. com a incidência mais tênue do fator previdenciário. requerer uma integral.1.1. caso tenha sido aprovado em concurso de provimento de cargo efetivo. o fato de que causará grande impacto no fundo do RGPS. 5. o que entende jurisprudência? E o STF tem alguma decisão? Resposta: A desaposentação é a renúncia da aposentadoria por requerimento do segurado . Ademais.1. É também possível que um aposentado do RGPS queira aproveitar esse tempo de contribuição para ter direito a uma aposentadoria no RPPS.5. pois sem esse período não preencheria os requisitos para se aposentar no regime dos servidores públicos. Outrossim. Apesar disso. sem determinar que o segurado devolva as parcelas já percebidas a título de aposentadoria.4. a meu ver. sob argumento de que. utilizando novos salários de contribuição após a primeira aposentadoria. violando o princípio do equilíbrio financeiro e atuarial. a aposentadoria é um ato jurídico perfeito. havendo interesse em renunciar a aposentadoria e requerer uma mais nova. com o intuito de obter alguma vantagem previdenciária. sob pena de colocar em risco todo o sistema. posteriormente. o STJ vem admitindo a desaposentação com eficácia prospectiva. É possível que o pagamento de novas contribuições previdenciárias após a aposentadoria eleve a renda mensal inicial do benefício. Questões do TRF4 1) Fale sobre desaposentação. Questões do TRF3 5. sendo indeferida administrativamente pelo INSS. por diversos motivos. Questões do TRF5 308 . a depender do seu valor.5.5. enquanto esteve aposentado o segurado fez jus aos seus proventos. A desaposentaçao merece rechaço.

admite-se uma variação de área de até 5%. onde um imóvel é vendido como corpo certo e determinado. que mantém relação com a função social (Enunciado 22 do CJF). Pactos Adjetos.1. ele deverá arcar com as despesas. Deve-se aplicar o princípio da conservação contratual. Assim. iii) a resolução do contrato. a medida do imóvel não é simplesmente enunciativa como ocorre na venda ad corpus. Questões do TRF1 1) O que se entende por venda ad mensuram? Qual a casuística disto? Resposta: A venda ad mensuram é aquela em que as partes estipulam o preço do bem imóvel objeto da compra e venda por medida de extensão. surgirão despesas que deverão ser repartidas de acordo com o princípio da boa-fé. independentemente das medidas especificadas no instrumento. ii) o abatimento proporcional do preço por meio da ação quanti minoris. Compra E Venda.5. em vez de faltar área. Neste caso. qual a eficácia da compra e venda no direito francês e faça um contraponto com esta eficácia no direito alemão? No Brasil. O comprador.1. Mas. elas serão repartidas. o vendedor ajuizará ação na qual deve provar que possuía motivos justos para ignorar a medida da área. havendo variação superior ao tolerável. pode-se dizer que os negócios translativos de propriedade são negócios de disposição? Resposta: No direito contemporâneo. este pode provar o contrário. 2) Sistema francês e alemão sobre a compra e venda. houver excesso. Caso contrário.1. com a devolução do que foi pago (ação redibitória). requerendo a aplicação das regras do vício redibitório especial. No que toca à devolução do excesso. hipótese em que a medida passa a ser condição essencial ao contrato efetivado. 309 .6. podendo o comprador requerer perdas e danos que o caso concreto indicar.6. ii) devolver o excesso. este induz culpa.6. terá duas opções: i) completar o valor correspondente ao preço. Se. Questionamento importante é saber se a ordem apresentada deve ser seguida ou é facudade do comprador escolher que ação ajuizar. Havendo má-fé do comprador. Compromisso De Compra E Venda 5. Direito Civil 5. o contrato de compra e venda pode ser examinado à luz de dois sistemas jurídicos diversos: o francês e o alemão. No caso de venda por extensão. existindo uma resunção relativa de que tal variação é tolerável pelo comprador. Se houver indícios de que o vendedor sabia do vício. então. Havendo má-fé por parte do alienante. deverá ele arcar com as despesas de forma integral. o comprador prejudicado poderá exigir: i) a complementação da área por meio da ação ex empto.

tendo a demanda eficácia erga omnes. 310 . com base em conceitos que encontrei na internet. a meu ver. pela qual o vendedor obtém o domínio do imóvel a seu favor. pois não encontrei nada a respeito nos livros que tenho) 3) O que seria a retrovenda? Qual o prazo? Esta recompra é o direito de retrato? É uma nova compra e venda? Resposta: Constitui um pacto inserido no contrato de compra e venda pelo qual o vendedor reserva-se o direito de reaver o imóvel que está sendo alienado. o que não e o caso do negócio translativo de propriedade (pessoal. Essa cláusula tem o condão de tornar a propriedade resolúvel. os negócios translativos de propriedade não são negócios jurídicos de disposição. Logo. Vê-se que o sistema francês apartou-se da tradição romana. ou negócios de administração. de rito ordinário. fui tentando construir a resposta.: doação). restituindo o preço e reembolsando todas as despesas feitas pelo comprador no período de resgate. essa cláusula concede ao vendedor o direito de desfazer a venda – ogo. independentemente da tradição da coisa vendida. de bens próprios e alheios. Para o sistema alemão o contrato gera exclusivamente uma obrigação de dar. Ou seja. pois essa distinção só tem utilidade quando há restrição por força de lei ou de sentença dos poderes de gestão patrimonial dos administradores de bens alheios. A transferência do domínio verificar-se-á quando da tradição da coisa vendida. Tais despesas inclui as benfeitorias necessárias. dentro de um certo prazo. Seu prazo decadencial é de 3 anos. quando admitem apenas a simples administração e uso do objeto cedido (ex. A ação de resgate é constitutiva negativa. Esse foi o modelo adotado como regra pelo Direito Brasileiro. Quanto ao exercício de direitos. sobre o objeto transferido (ex. com o vendedor assumindo somente obrigação ad tradendum. mas não tenho certeza se o negócio translativo é ou não negócio de disposição. os negócios jurídicos podem ser classificados como de disposição. Na verdade. não é uma nova compra e venda – dentro do prazo máximo de 3 anos. Essa cláusula somente é admissível em bens imóveis.Pelo primeiro o contrato cria ao mesmo tempo o vínculo obrigacional e transfere o domínio da coisa vendida (nudus consensus parit proprietatem). trata-se de cláusula resolutiva expressa. transfere-se o domínio com o próprio contrato. desde que previamente ajustadas. incluindo a alienação. diante do caráter real do instituto. quando autorizam o exercício de amplos direitos. Somente pelo contrato o comprador torna-se o titular do domínio.: comodato e mútuo).

41. Resposta: Nelson Rosenvald apresenta a seguinte distinção: Define-se a promessa de compra e venda como espécie de contrato preliminar pelo qual as partes. Segue-se o entendimento segundo o qual a solenidade está relacionada com a escritura pública e não com a forma escrita (formalidade é gênero. os elementos da compra e venda são: i) partes (comprador e vendedor). ii) coisa (res). configurando um contrato preliminar impróprio. Isto é. destinado a conferir garantias às partes quanto à relação substancial em vista.. 5) Faça uma distinção entre promessa de compra e venda e compromisso de compra e venda. determinada ou determinável. com a prova do pagamento do preço.o adquirente do lote. enquanto a imóvel pelo registro do contrato no cartório de Registro Imobiliário. não há necessidade de contrato escrito. o compromissário comprador é dispensado de procurar um segundo acordo de vontades. tampouco de escritura pública. portanto. ou seja. objeto do contrato.. Exceção deve ser feita para a compra e venda internacional. É negócio de segurança. Neste sentido. A propriedade móvel. o art. dispensando-se a superfetação de se promover uma escritura definitiva de compra e venda. já que o adimplemento integral é justificativa suficiente ao alcance do registro do direito de propriedade. pois não há registro. sem vícios. comprometem-se a celebrar adiante o contrato definitivo de compra e venda. o consenso entre as partes. em todos os casos de compra e venda de bem imóvel é necessária a forma escrita para registro no CRI. A compra e venda pode ser negócio formal (solene) ou informal (não solene). deve ser consumível no âmbito jurídico. O preço deve ser certo. As partes devem ser capazes. A coisa deve ser lícita. sob pena de nulidade absoluta do contrato. O preço não deve ser fixado em moeda estrangeira ou em ouro. iii) preço.766/79 aduz que ―. nos termos do Decreto 857/69. solenidade é espécie). pelo valor nominal (princípio do nominalismo). estando a eficácia no mesmo plano da validade do contrato em questão. da Lei nº 6. tem que fazer aonde? Resposta: Na visão clássica e contemporânea. Já no contrato de compromisso de compra e venda inexiste possibilidade de exercício de direito de arrependimento. alienável. comprovando o depósito de todas as presta311 . Mas. Nas hipóteses de compra e venda de bens móveis. se transfere pela tradição. ou uma delas. O contrato de compra e venda exige escritura pública quando o valor do bem imóvel. for superior a 30 salários mínimos.4) Quais são os elementos essenciais do contrato de compra e venda? Existe alguma forma especial para celebrar compra e venda de bem imóvel ou é livre? Pode se comprar imóvel por escritura particular? A pessoa tem que fazer o que. determinado e em moeda nacional corrente. sendo implícita a vontade livre.

mas tão somente a da posse direta. O risco. portanto. De sorte que. Resposta: Pelo sistema do Código Civil. pois. é fixada uma quantia mínima para a compra. caso em que o alienante terá direito a todo o preço. é ato complexo. isto é. a causa da transmissão da propriedade. I do Código Civil de 1916). 312 . ato formal. valendo para tanto o compromisso de compra e venda definitivamente firmado‖. pois naquela o comprador não conhece ainda o bem que irá adquirir. suas obrigações serão as de um mero comodatário. não podendo ser motivada no mero capricho. 530. Desse modo. ainda que a coisa venha a existir e quantidade inferior a esperada. 7) O que é uma venda a contento? Resposta: A venda a contento é tratada pelo CC/02 como uma cláusula especial de compra e venda. havendo uma aprovação original. Diferencia-se da venda sujeita a prova. embora o título não seja hábil. O segundo é o registro. é menor. A transmissão exige. por si só. que se aperfeiçoa com o registro. A compra e venda de bens imóveis. poderá obter o registro de propriedade do lote adquirido. Em seus termos. a propriedade imobiliária se adquire "pela transcrição do título de transferência no registro do imóvel" (art. Eventual rejeição da coisa pelo comprador que não a aprovou funciona como cláusula resolutiva. é a venda da esperança quanto à coisa esperada. 6) Distinga Título aquirendi e modus aquisicionis. nesse caso. a razão. a tradição não gerará a transferência da propriedade. Refere-se a assunçã do risco por um dos contratantes quanto à quantidade da coisa. é de fundamental importância. desde que de sua parte não tenha concorrido culpa. o titulus adquirendi . pois há uma taxa mínima em relação ao objeto. ao qual a lei atribui o efeito de transmitir a propriedade imobiliária.ções do preço avençado. para transferir o domínio. a venda não se aperfeiçoa enquanto o comprador não se declara satisfeito com o bem a ser adquirido. dois atos e dois momentos. também conhecida como emptio rei esperatae. Enquanto o comprador não manifestar a sua aprovação. o modus aquisicionis. O primeiro realiza-se com o contrato. o motivo. Nesta situação. 8) O que é a venda de uma coisa esperada? É igual à venda da esperança? Resposta: A venda de uma coisa esperada. A recusa deve ser fundada no bom senso.

seja pessoa física ou jurídica.6. regularidade e realização de seu direito creditório.7.1. ainda que nada do avençado venha a existir. não é fixada nem mesmo uma quantidade mínima como objeto. IV .6. sob as seguintes modalidades: I . Cuidando-se do penhor constituído por tercei313 . No contrato em questão.1.6. além dos juros. exigível pela soma dela constante ou do endosso.4.3. A cédula de crédito rural é título civil. Questões do TRF4 5.2.1. Questões do TRF2 5. da comissão de fiscalização. que responde por sua guarda e conservação como fiel depositário.1. Questões do TRF1 1) O que é uma cédula rural pignoratícia? Resposta: O art. Questões do TRF5 5.1.7. O crédito está inserido no título mediante a garantia pignoratícia (do penhor rural ou mercantil). ocorre quando a assunção de riscos por um dos contratantes toca a própria existência da coisa. III .5. Títulos De Crédito 5. fazendo que o risco seja maior. líquido e certo. Os bens apenhados continuam na posse imediata do emitente ou do terceiro prestante da garantia real.Nota de Crédito Rural.6. se houver.Já a venda da esperança. desde que de sua parte não tenha havido dolo ou culpa. 9º do DL 167/67 estabelece que a cédula de crédito rural é promessa de pagamento em dinheiro.1.Cédula Rural Hipotecária. sem ou com garantia real cedularmente constituída. chamada de emptio spei. caso em que o outro terá direito de receber integralmente o que lhe for devido.7. A cédula rural pignoratícia se referir a mercadorias (bens móveis) depositadas em armazéns gerais.Cédula Rural Pignoratícia. Direito Empresarial 5. Questões do TRF3 5.1. II . e demais despesas que o credor fizer para segurança.Cédula Rural Pignoratícia e Hipotecária. 5.

o direito não pode ser transmitido sem a cártula e não pode ser exigido sem a sua apresentação. No título ao portado a titularidade do crédito é de quem está com em posse da cártula. DESSE PONTO EM DIANTE: RESPOSTAS ELABORADAS POR GILBERTO PIMENTEL DE MENDONÇA GOMES JÚNIOR 2) Título de crédito – definição de Cesare Vivante. 908. Título de crédito dilacerado. a assinatura do sacador. Art. c) autonomia –cada obrigação resultante do título é autônoma em relação às demais. o emitente da cédula responderá solidariamente com o empenhador pela guarda e conservação dos bens apenhados. 3) O que é a cartularidade e titularidade no título de crédito? Resposta: Pela cartularidade afirma-se que o direito de crédito mencionado na cártula não existe sem ela. A cartularidade está ligada a titularidade. o nome do tomador. tem direito a obter do emitente a substituição do anterior. 4) Quais são os requisitos de um título de crédito? (eu acho que ele queria as características. pois o titular do crédito deve estar em posse do título. nele mencionado‖. CC: ―O possuidor de título dilacerado. o lugar do pagamento ou men314 . A posse é imprescindível para a comprovação da própria existência do crédito. mas ainda identificável. b) literalidade. uma ordem incondicional para pagamento de quantia determinada.ro. mediante a restituição do primeiro e o pagamento das despesas‖. Os requisitos são: a) Letra de câmbio (art. a data do saque. do CC. pois cada título tem requisitos específicos) Resposta: Características: a) cartularidade – o título é representado por uma cártula (papel). porém identificável. O art.o título de crédito obedece rigorosamente o que nele está escrito. 1º e 2º da Lei Uniforme) – expressão ―letra de câmbio‖. que direitos tem o adquirente deste título? Resposta: Cesare Vivante: ―Título de crédito é o documento necessário ao exercício do direito. reproduz este conceito. 887. literal e autônomo. o nome do sacado.

a assinatura do sacador. além deste prazo. data de emissão. os títulos de créditos podem ser títulos de modelo livre ou títulos de modelo vinculado. Título de modelo livre é aquele para o qual a lei não estabelece uma padronização obrigatória. o local do pagamento. a sua emissão não se sujeita a uma forma específica preestabelecida (ex: letra de câmbio e nota promissória). coincidente com a data da fatura. a assinatura do subscritor. Já título de modelo vinculado se submete a uma rígida padronização fixada pela legislação cambiária específica. 2º da Lei de Duplicatas) – a expressão ―duplicata‖ e a cláusula à ordem. a importância a ser paga por extenso e em algarismos. perante o banco? Qual o termo final deste pagamento. os números da fatura e da duplicata. o lugar do saque ou a menção de um lugar junto ao nome do emitente. ou seja. 5) Quanto ao modelo de títulos de créditos. o lugar do saque ou menção de um lugar junto ao nome do sacador. que prazo de prescrição é este? Resposta: Prazo de apresentação é o prazo dentro do qual o emitente deverá levar o cheque para pagamento junto a instituição financeira. b) Nota promissória (art. da Lei Uniforme) – expressão ―nota promissória‖. o local para o aceite do sacado. até quando o banco pode pagar? Até a prescrição do cheque. 6) Quanto ao Cheque. o lugar do saque. o nome. a data do vencimento. a data do saque. Resposta: Segundo esse critério classificatório. assinatura do subscritor. enquanto não se prescrever ele pode pagar. quando não for à vista. c) Cheque (art. o domicílio e o número de inscrição no cadastro de contribuintes do comprador (sacado).ção de um lugar junto ao nome do sacado. fale sobre. só produzindo efeitos legais quando preenchidas as formalidades legais exigidas (ex: cheque e duplicata). a data do sque. ou seja. apresentado neste prazo assegura a execução contra os code315 . ele pode ser pago. que autoriza a sua circulação via endosso. a assinatura do próprio emitente (sacador). d) duplicata (art. 1º. Funciona como o prazo de protesto nos outros títulos de crédito. uma ordem incondicional para pagamento de quantia determinada.a expressão ―cheque‖. o lugar do saque ou a menção de um lugar junto ao nome do subscritor. o nome e o domicílio do vendedor (sacador). da Lei do cheque). 75. o nome da instituição financeira contra quem foi emitida. nome do tomador. uma ordem incondicional para pagamento de quantia determinada. no que concerne ao prazo de apresentação.

Efeitos do endosso: transfere o crédito e responsabiliza o endossante. O endosso em branco é aquele que não se identifica o seu beneficiário. Pode também endossar novamente. ação de locupletamento. Se o cheque for da mesma praça o prazo é de 30 dias. ação de cobrança ou monitória (Súmula 229. Caso seja dado no verso do título deve constar expressamente que se trata de aval. Obs: todos os títulos de crédito próprios têm a cláusula à ordem implícita. permitindo que o título circule ao portador. Após o prazo de prescrição o cheque não pode ser mais executado. 8) O que é um título nominativo? 316 . Em regra é no anverso do título de crédito. Dentro do prazo prescricional o cheque pode ser apresentado para pagamento no banco e este deve pagar o valor. STJ). ou em branco ou em preto. por exemplo. É diferente do prazo prescricional que é de 6 meses.vedores. se de outra praça é de 60 dias. Para ser feito no anverso deve ter menção expressa de que se trata de endosso. contados do término do prazo de apresentação. transmite seus direitos a outro. se o endosso em branco pode se tornar em preto e vice-versa? Resposta: Endosso é o ato cambiário pelo qual o credor do título de crédito. mas pode ser cobrado de outras formas. que possui cláusula à ordem. O beneficiário do endosso em branco pode transformá-lo em endosso em preto completando-o com seu nome ou de terceiros. Lembrando que no caso do endosso em branco o título pode circular pela simples tradição da cártula. 6) O que é um endosso em branco e em preto. O beneficiário do endosso em preto pode endossar o título em branco ou em preto. 7) O endosso fica no verso? E o aval fica no verso? Resposta: O endosso fica no verso do título. O aval é o contrário. bastando a assinatura do avalista. bastando a assinatura do endossante. Já o endosso em preto identifica expressamente a quem está sendo transferida a titularidade do crédito.

Nos títulos com cláusula à ordem a transferência se dá por endosso. 9) Em se tratando de títulos de crédito. Já nos títulos com cláusula não à ordem o ato de transferência é a cessão civil. Resposta: No período italiano da evolução do direito cambiário (idade média) a descentralização do poder favoreceu a criação de cidades (burgos). Pela necessidade de circulação do crédito foi criada a letra de câmbio. Quando determinado comerciante de uma cidade realizava negócios em outra cidade ele acumulava soma de riqueza representada por moeda daquele local. Título nominal identifica expressamente o seu titular (credor). Então. cujo nome consta de registro específico mantido pelo emitente (art. Os títulos nominativos (para os que diferenciam) o nome do titular consta num registro específico mantido pelo emitente e só transfere através de termo no registro que deve ser assinado pelo adquirente e pelo emitente. 10) Faça um comentário histórico sobre a letra de câmbio.Resposta: É aquele emitido em favor de pessoa determinada. Para transferir a titularidade não depende apenas da entrega do documento. é necessário praticar um ato formal que opere a transferência.: Tem doutrinadores que entendem que títulos nominais são o mesmo que nominativos. 11) O que é aceite? Resposta: 317 . A transferência é válida por meio de termo de registro. tem que duas opções. se não tiver ele circula por cessão? Resposta: Obs. Ao chegar a outra cidade a moeda era diversa. CC). 971. ele sendo nominativo. As moedas destas cidades eram próprias (diferentes). para que circule. onde deve ser assinado pelo emitente e pelo adquirente do título. ao realizar o comércio em uma cidade ele trocava todo o seu dinheiro com um banqueiro que lhe entregava uma carta (littera cambii) ordenando que outro banqueiro pagasse a quantia nele fixado para o seu portador. Obs: Existem entendimentos de que nominativo é o mesmo que nominal.

b) literalidade. Esse uso em latim assim se exprimia: quia in dorso inscribit solet. de um título de crédito. podendo ser cobrado totalmente do sacador.O aceite é o ato pelo qual o sacado assume a obrigação cambial e se torna o devedor principal da letra (aceitante).htm 5. 2) Título de crédito abstrato pode ser discutido no Judiciário? Resposta: 318 . 13) Qual a origem a palavra endosso? Resposta: ― A verificação etimológica revela que a expressão endosso.1. no direito norte-americano indorsement e no direito italiano girata. lançada nas costas. que também levará ao vencimento antecipado. mas a lei foi revogada. porém irretratável. seja em preto.‖ Só achei na internet: http://www. c) autonomia –cada obrigação resultante do título é autônoma em relação às demais. Pode haver o aceite parcial. Questões do TRF2 1) Quais as características dos títulos de crédito? Resposta: Características: a) cartularidade – o título é representado por uma cártula (papel). decorre do fato de ser a declaração unilateral de vontade. Deve ser feito no próprio título por meio da expressão ―aceito‖ ou ―aceitamos‖.egov.7. endossement. 12) Endosso em branco e em preto? Pode haver uma cadeia de endossos em branco. A recusa do aceite provoca o vencimento antecipado do título. da qual resulta este ato cambiário. ou em preto.2.o título de crédito obedece rigorosamente o que nele está escrito. Na letra de câmbio é facultativo. ou no dorso. ou só pode haver um? Resposta: (Ler a resposta da questão 6) Em princípio não existe limite para a quantidade de endossos. seja em branco. no francês.ufsc.br/portal/sites/default/files/anexos/2865528673-1-PB. Quando existia a CPMF a lei admitia apenas um endosso para o cheque. seguindo-se da assinatura do sacado ou procurador com poderes especiais. adotada pelo direito cambiário. não existindo mais a limitação.

originário e completamente desvinculado da relação que lhe deu origem. Assim. ou seja. entende-se que enquanto a relação cambiária é entre os próprios sujeitos que participam da relação que originou o título. As cambiais básicas ou genuínas são a letra de câmbio e a nota promissória. 4) Sob o ponto de vista mais genérico e mais abstrato e que tem a ver com a razão de existir dos títulos cambiariformes: qual é a ratio essendi do título de crédito rural? Seria ferramenta para alguma coisa? Resposta: Segundo Pontes de Miranda. perdendo as suas características e dentre elas a abstração. e outros. 3) Diferenças entre títulos abstratos e títulos causais. No entanto. letra de câmbio e nota promissória. ou seja. são apenas assemelhados ou cambiariformes. enquanto não circula a causa pode ser discutida. quando o título circula. existe uma vinculação entre esta relação e o título originário. Resposta da questão: Pode ser discutido enquanto estiverem envolvidos apenas o sujeitos da relação originária. a duplicata.A abstração é originária do princípio da autonomia. Após circular não pode mais discutir o negócio originário. em tudo que lhes for adequado. Assim. como o cheque. os títulos se dividem em cambiais e cambiariformes. As regras da letra de câmbio e da nota promissória se aplicam aos títulos cambiariformes. a cédula de crédito à exportação. autônomo. o conhecimento de depósito. inclusive a ação de execução. Pode ser qualquer relação negocial. 319 . para cobrar o título prescrito o credor deve demonstrar a origem da dívida. Atenção: Após a prescrição o título perde cambiaridade. O título de crédito abstrato é aquele cuja a emissão não está condicionada a nenhuma causa estabelecida em lei. esta abstração só acontece. só quando ele circula é que se desvincula da relação que lhe deu origem. O título é documento constitutivo de direito novo. verdadeiramente. Exemplo: cheque. Resposta: Título causal é aquele que somente pode ser emitido nas hipóteses em que a lei autoriza a sua emissão. É o caso da duplicada que só pode ser emitida para documentar a realização de compra e venda mercantil ou contrato de prestação de serviços. Todos os demais títulos de crédito.

retiradas da fatura e do Livro de Registro de Duplicatas. 3.O título de crédito rural destina-se ao financiamento da exploração de atividades rurais. Existem decisões judiciais que ampliam o protesto por indicação para os casos de duplicada magnética (virtual). 5) Qual a natureza jurídica do cheque? O que ele é? Resposta: O cheque é uma ordem de pagamento à vista emitida por um banco em razão de fundos que uma pessoa (emitente) tem naquela instituição. títulos executivos extrajudiciais. suprem a ausência física do título cambiário eletrônico e constituem. seguindo os padrões do Banco Central. As duplicatas virtuais . BOLETO BANCÁRIO ACOMPANHADO DO COMPROVANTE DE RECEBIMENTODAS MERCADORIAS. 320 . (art. com numeração própria. DUPLICATA VIRTUAL. PROTESTO POR INDICAÇÃO. do Decreto-Lei 167/67). é o caso do Resp 1024691 PR. com o consequente fortalecimento dos médios e pequenos produtores. Recurso especial a que se nega provimento. Lei 9. de relatoria da Min.emitidas e recebidas por meio magnético ou de gravação eletrônica . Os boletos de cobrança bancária vinculados ao título virtual.492/97. em princípio.devidamente acompanhados dos instrumentos de protesto por indicação e dos comprovantes de entrega da mercadoria ou da prestação dos serviços. DESNECESSIDADE DE EXIBIÇÃO JUDICIAL DO TÍTULO DECRÉDITO ORIGINAL. No entanto. 2. existe o chamado protesto por indicações que é realizado quando há a retenção do título por parte do devedor (comprador).podem ser protestadas por mera indicação. publicado no DJe 12/04/2011. Nesse caso. É um título de crédito de modelo vinculado. 6) A duplicada emitida por meio magnético pode ser objeto de protesto? Resposta: Não encontrei nos livros. pois só pode ser emitido por banco. Nancy Andrighi: EXECUÇÃO DE TÍTULO EXTRAJUDICIAL. sem a posse do título o credor (vendedor) deve fornecer ao cartório as indicações deste. 1º. 1. A lei também não autoriza expressamente o protesto deste título magnético. ferramenta para auxiliar a comercialização da produção e viabilizar o aumento da produtividade. de modo que a exibição do título não é imprescindível para o ajuizamento da execução judicial. em talonário específico.

empresa ou produtor rural. não constitutivas de financiamento no âmbito do crédito rural. Os avalistas são vistos como uma só pessoa e assumem a responsabilidade solidária. Há ainda a cédula de produto rural (Lei 8. empresas que têm por 321 . quem pagar o total pode cobrar do devedor principal toda a dívida. Se os avais são sucessivos (aval do aval). As duas são promessas de pagamento à vista.929/94). No entanto. Existem também a nota promissória rural e a duplicata rural que são fundadas em operações de compra e venda de natureza rural. Segue a regra civil. e pode ter garantia hipotecária. Quem pagar toda a dívida tem direito ao regresso de total. contratadas a prazo. O avalista do avalista tem a mesma obrigação do avalizado.7) Com relação ao crédito rural: gostaria de adicionar alguma coisa a essa modalidade especial? Resposta: Existem vários títulos de créditos rurais. emitido por produtor ou cooperativa rural. garantindo a mesma obrigação. 9) Qual o mecanismo de funcionamento dos institutos conhecimento de depósito e warrant? A transferência da propriedade ou mercadoria tanto no “conhecimento de depósito” e warrant tem os mesmos pressupostos? Resposta: O Conhecimento de Depósito e o ―Warrant‖ são títulos de crédito à ordem emitidos sobre gêneros ou mercadorias em depósito nos armazéns gerais. resultantes de financiamento a cooperativa. de natureza civil. pignoratícia ou fiduciária. Quando os avais são simultâneos (coavais) eles avalizam o título conjuntamente. 8) Como considero quando há vários avais lançados em um título? Resposta: É necessário diferenciar avais simultâneos de avais sucessivos. mas só pode cobrar a parte de cada avalista. um avalista avaliza o outro avalista (uma cadeia). a cédula de crédito rural possui garantia real e a nota de crédito rural não possui esta garantia. A cédula de crédito rural e a nota de crédito rural são títulos causais. também é título de natureza causal. como promessa de entrega de produtos rurais.

mediante uma assinatura no verso. 322 .1. Já a warrant é um título constitutivo de promessa de pagamento.3. conceituando. Concluindo-se que os títulos de crédito são instrumentos para a circulação de riquezas.7. a existência de fundos suficientes para pagamento do valor nele mencionado. Resposta: Endosso é o ato cambiário pelo qual o credor do título de crédito. 2) O que é um cheque cruzado e visado? Resposta: O cruzamento do cheque consiste na aposição de dois traços paralelos e transversais no anverso do título. 5. Só pode receber o visto do banco o cheque nominativo que não foi endossado. O título de crédito surgiu na qualidade de documento que instrumentaliza o crédito e permite a sua mobilização com rapidez e segurança. fundamentalmente. basicamente. que consiste. O cheque cruzado só pode ser pago a um banco ou a um cliente do banco. Efeitos do endosso: transfere o crédito e responsabiliza o endossante.1. num direito a uma prestação futura que se baseia. a qual pode ser transferida com o endosso do título. cuja garantia é a própria mercadoria depositada. 3) Diferencie endosso em branco e em preto. Questões do TRF3 5.escopo a guarda e a conservação das mercadorias neles depositadas.7. O conhecimento de depósito é título representativo da mercadoria depositada. transmite seus direitos a outro. surgiu da constante de viabilizar mais rápida de riqueza do que a obtida com a moeda manual. Obs: todos os títulos de crédito próprios têm a cláusula à ordem implícita. evita o desconto na ―boca do caixa‖.4. Questões do TRF4 1) Por que existem os títulos de crédito? Resposta: O crédito. Cheque visado é aquele em que o banco confirma. mediante o pagamento de determinado preço. na confiança (boa-fé e prazo). que possui cláusula à ordem.

nota promissória ou qualquer garantia. Contudo esta prática descaracteriza a natureza do cheque. O proprietário. poderá obter novo título em juízo. bem como o preenchimento prévio de formulários administrativos. 6) Pode ser exigida segunda via de título extraviado? Resposta: A resposta da pergunta está no art. do Código Civil: ―Art. e até o triplo se resulta a morte. que perder ou extraviar título.O endosso em branco é aquele que não se identifica o seu beneficiário. e multa. 909. O titular do crédito deve estar em posse do título.653/2012 acrescentou o art. já que se trata de uma ordem de pagamento à vista e não uma promessa de pagamento (como por exemplo: a nota promissória). A posse é imprescindível para a comprovação da própria existência do crédito.” 5) O que seria o princípio da cartularidade? Resposta: Pelo princípio da cartularidade afirma-se que o direito de crédito mencionado na cártula não existe sem ela. Já o endosso em preto identifica expressamente a quem está sendo transferida a titularidade do crédito. A pena é aumentada até o dobro se da negativa de atendimento resulta lesão corporal de natureza grave. Ainda é utilizado como garantia em negócios. 4) É compatível caução em cheque? (Acho que a pergunta é: é possível cheque caução? Resposta: Cheque caução é o cheque dado como garantia de pagamento posterior. bem como impedir sejam pagos a outrem capital e rendimentos. de 3 (três) meses a 1 (um) ano. permitindo que o título circule ao portador. como condição para o atendimento médico-hospitalar emergencial: Pena detenção. O paciente deixava um chequecaução em poder do hospital para ser atendido até regularizar pendências com plano de saúde. caput e parágrafo único. 909. 135-A ao Código Penal criando o seguinte crimes: ―Exigir cheque-caução. Como tem relação com o tema é bom lembrar que a Lei 12. 323 . ou for injustamente desapossado dele. Parágrafo único. Era comumente usado em hospitais para garantir o atendimento médico. o direito não pode ser transmitido sem a cártula e não pode ser exigido sem a sua apresentação.

O aceite é facultativo. está quebrando um acordo e pode ser responsabilizado civilmente. constituindo-se uma obrigação autônoma. um instituto que segue o regime jurídico cambial.corresponde ao fato das diversas obrigações existentes no título serem independentes. conforme o emitente possua ou não fundos suficientes para o seu pagamento. devendo ser considerada não escrita qualquer menção em sentido contrário eventualmente colocado na cártula. 32 da Lei do Cheque).Parágrafo único. salvo se se provar que ele tinha conhecimento do fato. o cheque será sempre uma ordem de pagamento à vista. A falta do aceite não invalida o título. quando o titular do crédito apresenta o cheque para pagamento. assim. 8) O banco pode descontar todos os cheques apresentados pelo portador. antes do prazo. em relação a dívida principal. Destacando que se o aceite for parcial. 5. O pagamento.‖ 7) Eventual nulidade do aval. no entanto. o que acontece com o título? Resposta: O aval é uma garantia cambial.5. havendo saldo. 324 . podendo ser cobrado o valor total do sacador. Regra: Autonomia das obrigações cambiais. na ótica civil/comercial. A súmula 370 do STJ concretiza este entendimento: ―caracteriza dano moral a apresentação antecipada de cheque pré-datado‖. mesmo que sejam 'pré-datados'? Resposta: Segundo a legislação (art. de tal forma que uma obrigação nula não afeta as demais obrigações válidas no título. exonera o devedor. O banco não terá qualquer responsabilidade. de maneira que a nulidade do aval não afeta a obrigação principal. feito antes de ter ciência da ação referida neste artigo. no entanto. um cheque pré-datado pode ser descontado ou devolvido. podendo o tomador cobrar imediatamente do sacador. também gerará o vencimento antecipado de todo o crédito. porém irretratável.1. não se vinculando uma à outra.7. e não acessória. Questões do TRF5 TRF5 – 2012 1) O aceite na nota promissória e letra de câmbio é imprescindível a validade do título? Resposta: Na Letra de câmbio é uma ordem de pagamento e o aceite é o ato pelo qual o sacado assume a obrigação cambial e se torna o devedor principal da letra. com a recusa do aceite ocorre o vencimento antecipado do título. portanto. Sendo.

quando ocorrer confusão entre autor e réu.quando ficar parado durante mais de 1 (um) ano por negligência das partes.III . Regularização. Especificação De Provas. existe um substituto processual.pela convenção de arbitragem.1. mas pelo substituto processual. Vl .quando se verificar a ausência de pressupostos de constituição e de desenvolvimento válido e regular do processo. Vlll . Providências Preliminares. por não promover os atos e diligências que Ihe competir. 5.8. Desnecessidade De Audiência Preliminar 5. já que o substituto não é titular do direito. do CPC: I .quando o juiz acolher a alegação de perempção. 267. como na conciliação implica renúncia de um direito o substituto processual não poderia transacionar. Questões do TRF1 1) Em função da fase ordinatória.quando.quando a ação for considerada intransmissível por disposição legal. X . passada a fase cognitiva. já que estamos na fase ordinatória.Il . Julgamento Conforme O Estado Do Processo.quando o autor desistir da ação. Tentativa De Conciliação. Audiência Preliminar. Obs. Extinção Sem Julgamento Do Mérito. e na possibilidade de julgamento extintivo. Fase Ordinatória. o autor abandonar a causa por mais de 30 (trinta) dias. V . Direito Processual Civil 1.: os alguns autores entendem que no caso de confusão entre autor e réu existe o julgamento do mérito. me dê três possibilidades? Resposta: A chamada substituição processual significa colocar-se no lugar de alguém a fim de buscar direito alheio em nome próprio e somente dar-se-á em condições extraordinárias e autorizadas por lei. 325 . tem uma fase que chama tentativa de conciliação. Vll .quando não concorrer qualquer das condições da ação. é possível na fase de execução poderia haver a transação em matéria de servidores públicos? Quais as hipóteses em que num processo civil se pode extinguir sem julgamento de mérito. As hipóteses de extinção do processo sem julgamento de mérito estão elencados no art.8. litispendência ou de coisa julgada.quando o juiz indeferir a petição inicial. a legitimidade das partes e o interesse processual.A nota promissória é uma promessa de pagamento. Na substituição processual o direito de agir não é exercido pelo direito do direito material. que tem legitimidade para esse fim. O juiz ao receber uma ação de servidores públicos. IX . Assim.IV . XI .nos demais casos prescritos neste Código. Réplica.8. duas hipóteses.1. não se submete ao aceite.1. vai para o cumprimento. portanto. no caso a Assejus. Julgamento Antecipado Do Mérito. Na JF se diz que esta fase deve ser ultrapassada por se tratar de direitos indisponíveis. Saneamento Do Processo. como a possibilidade jurídica.

b) se a defesa alegar algum problema processual. Portanto. o juiz deve mandar o autor se manifestar ou mandar que o autor regularize aquele problema. d) Nomear curador especial. dá-se início à uma microfase processual chamada de saneamento ou ordenamento do processo. assegurando-se à parte a quem não incumbia inicialmente o encargo a reabertura de oportunidade. por isso o nome. Importante lembrar que existe posicionamentos contrários também. mas mesmo assim uma crise na administração da justiça. Existe uma infinidade de providências preliminares que o juiz pode tomar. o juiz deve intimar o autor para apresentar réplica. Exemplos: a)no caso de defesa indireta. etc. A conciliação seria uma técnica para desafogar a justiça? Resposta: 326 . 3) O saneamento do processo é somente possível após fase de réplica? Admite-se a inversão do ônus da prova na sentença? Resposta: Após a resposta do réu. principalmente relacionados a direito do consumidor que por já está no próprio código a regra de inversão do ônus probatório. No entanto. 4) O que o senhor pensa sobre a técnica alternativa de resolução de conflito jurisdicional pela via da transação.2) Em relação às providencias preliminares o que o magistrado deve se ater. Esta fase se caracteriza pela concentração da prática de atos de saneamento. o que significa esta providência dentro do procedimento ordinário? Resposta: Providências preliminares são as providências que o juiz toma dentro do processo ordinário para deixar o processo apto para que nele seja proferida uma decisão. mas neste momento é que esta atividade está mais concentrada. a atividade de saneamento do juiz é exercida a todo o momento. devendo a decisão judicial que a determina ser proferida preferencialmente na fase de saneamento do processo ou. Particularmente entendo que se trata de regra de instrução. Existe uma discussão se a inversão do ônus da prova é regra de julgamento ou de instrução. pelo menos. isso não quer dizer que toda a atividade de saneamento seja restrita a este período. preparando-o para que nele seja proferida uma decisão. Solução pacífica das controvérsias. O sistema jurisdicional brasileiro vive de conflitos postos ao estado juiz. não poderia ser apenas na sentença. conciliação e mediação? A transação tem suporte constitucional? Veja o preâmbulo da CF. de regularização do processo.

pois não se trata de contra argumentação aos fundamentos novos trazidos pelo autor. A intimação do autor para apresentação de réplica só é necessária quando o réu. como forma de garantir o contraditório. não se fala em réplica. O preâmbulo da Constituição fala em ―solução pacífica das controvérsias‖ o que seria um incentivo à autocomposição em todas as suas formas. desde que a prova se mostre necessária. mas sim em qualquer fase do processo.” DESSE PONTO EM DIANTE: RESPOSTAS ELABORADAS POR HEITOR MOURA GOMES 6) Em todo e qualquer processo numa Vara Cível o senhor abrirá vista a réplica para que o autor se manifeste sobre a contestação? E se o réu trouxer documentos e não apenas fatos novos? Resposta: Não. baseadas na autonomia privada. mas sim de abrir oportunidade de manifestação à parte em face de um elemento novo inserido no processo. ou seja. se entender necessário. poderá mandar repetir as provas já produzidas. O art. em sua contestação. o Juiz deve oportunizar a manifestação das partes sobre a prova. são formas negociais de resolução de conflito. tanto quando alega fato novo impeditivo. também como forma de garantir o contraditório e a ampla defesa. a conciliação e a mediação são formas de autocomposição.A transação. naturalmente não narrada pelo autor em sua inicial. quando finda a instrução? Resposta: Entendo que não existe qualquer óbice para a que isto ocorra. o juiz que proferir a sentença. Isso porque nessas duas espécies. pode fundamentar o caso: “Em qualquer hipótese. providência necessária não só apenas após a contestação. por exemplo. é uma autocomposição assistida. pois o mediador auxilia as partes conflitantes e não decide nada. como quando alega uma defesa preliminar. alegar defesa de mérito indireta ou defesa processual. em razão da intervenção de um terceiro. 327 . Contudo. 5) O senhor abriria a instrução de ofício para a produção de prova pericial. a aplicação de qualquer uma destas técnicas servem para desafogar a justiça. modificativo ou extintivo do direito do autor. Já com a juntada de novos documentos ao processo. o réu trás novidade ao processo. em respeito ao contraditório. De fato. 132 parágrafo único. Destacando que a mediação não deixa de ser uma forma de autocomposição.

333. Sim. Entretanto. 333 do CPC. que é aquela que decorre da mais ampla instrução possível. determinar a produção de provas de ofício.1. o juiz tem que proclamar a improcedência do pedido em razão de as partes não terem especificado as provas ou o juiz pode. remanesce ao juiz poderes instrutórios. Por exemplo. mandar ser feita a produção de provas? O processo civil está em busca da verdade material. o juiz para sanear ou julgar antecipadamente a lide. resta ao juiz a aplicação do art. que impõe ônus da prova às partes. tal como ocorre em uma execução de obrigação pagar. o autor protesta por todos os meios de provas em direito admitidos e a Caixa protestou por todos os meios de provas. pode-se dizer que o processo busca a verdade material. de ofício. os quais conferem ao magistrado o dever de. em caso de ausência de requerimentos. 2) A lei autoriza o julgamento de mérito imediatamente? Resposta: 328 . momento adequado à especificação das provas. embora não afaste a incidência do art. e ―verdade real/material‖. Questões do TRF2 1) No que tange às preliminares. que seria a verdade alcançável no processo. como princípios processuais encontram-se superadas.8. a ausência de proveito econômico não implicaria na extinção do processo. entendendo necessário. Hoje seria mais correto falar em ―busca‖ da verdade material. ocorreria a extinção do processo por falta de interesse de agir. Resposta: Na fase de saneamento do processo. como aquela processual.2. ausência de conteúdo econômico ensejaria extinção do processo? Resposta: A ausência de conteúdo econômico de determinada demanda só ensejaria a extinção do processo no caso da lide versar unicamente acerca de questão de cunho patrimonial.: Ainda que o juiz determine produção de prova de ofício. caso a prova não seja suficiente ao esclarecimento do fato. Entretanto. As expressões ―verdade formal‖.7) O juiz recebe uma PI no SFH. fomos às especificações de provas e nestas as partes silenciaram. preclui para as partes o direito à sua produção. 5. caso se tratasse de uma ação declaratória ou ainda constitutiva. No caso.

5º LXIII). em face dos efeitos que poderia ter sobre outras pessoas.1. 285-A. por não ser direito ilimitado. 2) O silêncio do réu pode ser interpretado em seu desfavor? Resposta: O acusado não tem obrigação de responder as perguntas que lhe foram endereçadas. Entretanto. Questões do TRF1 1) O interrogatório do réu é meio de prova ou meio de defesa? Resposta: Há posições divergentes na doutrina.Sim. Ada Pellegrini e Tourinho Filho entendem tratar-se de meio de defesa. Prova. servindo na formação do convencimento do julgador (meio de prova). há discussão na doutrina se esse direito não abrange a qualificação ou não (Nucci entende que sim. que autoriza a improcedência do pedido do autor antes mesmo da citação do réu. Questões do TRF5 5. o trânsito em julgado e independentemente da posição dos tribunais sobre o assunto. Questões do TRF4 5.9. tendo em vista além de servir para a elucidação dos fatos. tendo em vista tratar-se em direito constitucional (art. tem prevalecido uma terceira corrente. sem que seja necessário. uma eventual confuso de identida329 .1. indistintamente. serve também como defesa.277/06 inseriu o no CPC o art. bem como mentir para livrar-se da acusação.1. Ônus Da Prova. Presunções.1. Valor Da Confissão 5.3. que entende tratar-se de maio de prova e meio de defesa.8. Entretanto. Essa terceira corrente é a que prevalece no STF e STJ.8.4. O CPP trata o interrogatório como meio de prova. pelas prerrogativas conferidas ao réu. Direito Processual Penal 5.1. entretanto. Questões do TRF3 5. notadamente porque o réu pode invocar o direito ao silêncio. Indícios.9.9.8. A lei 11. não importando o silêncio em prejuízo na sua defesa. 5.1. Os requisitos para aplicação do instituto são que a matéria seja exclusivamente de direito e que já tenham sido proferidas sentenças de total improcedência em casos idênticos. situando-o no capítulo de provas em espécie.5.

qual o sentido de verdade? Tentativa de representação da realidade? O que é verdade real? Resposta: Diz-se verdade real sobre aquilo que tem consonância entre aquilo que é e aquilo que foi dito ou se diz ser.‖ (art. fale sobre? Técnicas especiais de investigação. Quem pode ser infiltrado? Agentes policiais e a gente de inteligências? Devem prestar depoimento. tendo em vista que a qualificação pode ligar o acusado a outras infrações. o IP é a peça informativo em que se busca a autoria e circunstância.des. falar em verdade viável. encontra-se superada a verdade material como princípio do processo penal. sendo mais adequado. ressalvadas as provas cautelares. 3) O juiz pode condenar tão somente baseado no IP? Resposta: Não. Nestor Távora entende que não. fato definido como crime. 155). a busca do melhor resultado possível dentro daquilo que foi produzido nos autos. são as chamadas testemunhas da coroa. Por tratar-se de conceito utópico. decorrente da mais ampla instrução possível. não podendo fundamentar sua decisão exclusivamente nos elementos informativos colhidos na investigação. 5) No processo penal se busca a verdade real. a prova produzida exclusivamente no inquérito policial não pode ensejar condenação criminal. a infiltração e o retarda de investigação. Resposta: 330 . que não deve ter em si juízo de valoração por parte do delegado quanto ao fato apurado. Após a referida lei. isto porque o IP tem a função somente de fornecer informações ao magistrado e ao órgão do ministério público. ou seja. 4) O IP deve ser motivado ou narrativo? Resposta: O relatório do inquérito policial é peça de caráter descritivo. 6) Delação premiada. A opinio delicti cabe ao titular da ação penal pública ou privada conforme o caso. hoje. não repetíveis e antecipadas. contra as quais o silêncio na qualificação consistiria no direito de defesa). Após vigência da Lei 11690/08. passou a constar expressamente no CPP que ―O juiz formará sua convicção pela livre apreciação da prova produzida em contraditório judicial.

parágrafo único. instrumento pelo qual se demonstra a verdade de algo. Quando tal delação é acompanha por um benefício. possibilitando seu desmantelamento. facilitação da libertação do sequestrado. Já a Lei de proteção às vítimas. Para o crime de extorsão mediante sequestro. 7) O que é prova? Resposta: O termo possui várias acepções. e possui requisitos diversos em cada lei que é prevista.: o instituto também tem previsão na nova lei de entorpecentes. O flagrante diferido. Não se fez qualquer alusão quanto ao procedimento ou ao prazo da medida. bem como seja autorizada por decisão judicial. na prevenção e repressão do crime organizado.034/95 art. e pressupõe que o delator também confesse a sua participação.º 8. prevê a possibilidade de infiltração de agente nas organizações criminosas mediante prévia e circunstanciada autorização judicial.Delação é a atribuição da prática do crime a terceiro.072/90 devem ser revelados os cúmplices e não somente o delito. tais agente são chamados de testemunhas da coroa. terá a pena reduzida de um a dois terços‖. Exige-se que se trate de associação criminosa e só pode ser determinada por decisão judicial.‖. processo pelo qual se verifica a exatidão do fato alegado pela parte no processo. 9. 120): ―a) que o crime tenha sido cometido em concurso. 442) conceitua como ―traição benéfica‖. A lei não admite a infiltração de particulares. quaisquer que sejam. (Lei 9. componentes e atuação de uma organização criminosa. é chamada de delação premiada. É o que Capez (2005. Pode ser entendido como ato da provar. p. Para os crimes hediondos. sendo exigidos três requisitos segundo Greco (2011. a pena pode ser reduzida de um a dois terços. assevera que ―O participante e o associado que denunciar à autoridade o bando ou quadrilha. b) que um dos agentes o denuncie à autoridade. possibilitou em seu artigo 13 o perdão judicial ou a redução de pena de um a dois terços no artigo 14. e ainda entendido 331 . feita pelo acusado. Tem como requisito a condição de que seja mantida sob observação e acompanhamento para que a medida legal se concretize no momento mais eficaz do ponto de vista da formação de provas e fornecimento de informações.034/95. é a possibilidade que a polícia possui de retardar a realização da prisão em flagrante. o artigo 8º. 1º). em seu interrogatório. pode ser entendido como meio. p. Em outros crimes. Aplica-se às investigações referentes a ilícitos decorrentes de ações praticadas por quadrilha ou bando ou organizações ou associações criminosas de qualquer tipo. também conhecido como retardado ou prorrogado. É perfeitamente possível o depoimento de tais agentes. Obs. denominada Lei do Crime Organizado. que "são os agentes infiltrados que obtém informações privilegiadas sobre determinado crime". segundo LFG. para obter maiores dados e informações a respeito do funcionamento. A Lei n. como o previsto na Lei n. concedido pelo estado. o diploma é clara ao indicar que somente agentes de polícia e de inteligência. inclusive.

que pode ser direta. No sistema da íntima convicção.: contrato) ou material. Resposta: Não há vinculação do Juiz. dispensado de motivar a decisão. o produto extraído da análise dos instrumentos de prova oferecidos (Nucci). 9) Quanto ao valor. 10) O juiz se vincula às provas? Como ele aprecia? Persuasão racional. sendo as mais comuns: quanto ao objeto. as mais comuns? Resposta: Tratando-se de tipos de prova. podendo ser testemunhal (interrogatório). o Juiz fica livre para decidir e apreciar as provas que lhe são apresentadas. Por tal sistema. tal como exame de corpo de delito ou instrumentos do crime. como regra. tal visão encontra-se a muito tempo superada. documental (ex. leva ao fato principal. por ilação. 11) E quanto ao sistema da prova tarifada? E onde ficaria o sistema da íntima convicção? Resposta: São os demais sistemas de apreciação judicial da prova. 8) Quais os tipos de prova. a confissão vale mais que um depoimento testemunhal? Resposta: Não. elemento que corporifica a demonstração do fato. a única que seguramente poderia embasar uma condenação independentemente de outros indícios. ou persuasão racional. que se refere a um outro acontecimento que. desde que faça de forma motivada. o juiz está livre para decidir. ou indireta. existem diversas classificações. o sistema do livre convencimento motivado. e para a sua apreciação o juiz deverá confrontá-la com as demais provas do processo. como a prova se revela no processo. tal sistema preside 332 . considerou-se a confissão como rainha das provas. entretanto. Prevalece no Brasil. verificando se entre ela e estas existe compatibilidade ou concordância. Historicamente. sendo esta última. o valor da confissão se aferirá pelos critérios adotados para os outros elementos de prova.como resultado da ação provar. que se refere ao fato probando. quanto à forma.

tendo em vista que os jurados votam os quesitos sigilosamente. e não seja possível a produção de outras provas. ou ainda em alguns casos.os julgamentos do Tribunal do Júri. 13) Havendo apenas a confissão. No CPP. sem fundamentar. etc. não obstante a retratação. 158 exige que nos crimes que deixem vestígios. o réu não pode ser condenado com base apenas em confissão. à luz do que dispõe o art. 158 CPP nos casos de crimes que deixam vestígios. também não se impede que a sentença condenatória leve em consideração confissão feita na fase pré-processual.: a art. Caso seja crime transeunte. Cabe ressaltar que nesse caso. Já o sistema da prova tarifada (também chamado de certeza moral do legislador ou das regras legais). a confissão ofereça riqueza de detalhes. que. que a materialidade seja provada com a realização de corpo de delito vedando-se a confissão. ainda que posteriormente retratada. como forma de defesa do réu. 12) A confissão pode ser retratada? Resposta: É perfeitamente possível na fase judicial da persecução penal a retratação de confissão (autorização. prova testemunha e documental). não havendo qualquer disposição legal em contrário. ex. tendo relação como fato. dada pelo código). em sua segunda fase. considera-se indício a circunstância conhecida e provada. existem alguns vestígios de tal sistema. diminuindo a margem apreciativa do juiz. deverá ser reconhecida a atenuante. ou seja. na medida em que não pode se produzir mais provas nos autos. Entretanto. ofereça segurança para a condenação. inclusive. a lei estipula o valor de cada prova. concluir-se a existência de outra ou 333 . 239 do CPP. é possível a condenação calcada tão somente a confissão? Se condenaria o réu com base exclusivamente na confissão? Resposta: Na ausência de outras provas (exame de corpo de delito. desde combinada com circunstâncias do fato concreto. a confissão pode sim embasar a condenação. por indução. 14) O que são indícios? Pode haver condenação calcada em indícios? Qual a diferença entre a prova indiciária e indícios? É possível denunciar pelo indício da materialidade? Nos casos de crimes de competência do tribunal do júri os indícios fundamentariam a denúncia? Resposta: Conforme o art. desde que não existam vícios que a invalidem. em que a lei exige a prova pericial na demonstração da materialidade do delito (tráfico de drogas). autorize.

Ou seja. que ocorre quando se atribui qualidade negativa a alguém. por se tratar de delitos que ferem a honra objetiva. são os valores de dignidade.outras circunstâncias. É decorrência lógica do Estado Democrático de Direito. a exclusão do delito de injúria. e que abale sua honra. não se justificando. tanto a difamação quanto a calúnia referem-se a fatos. Honra objetiva é a consideração social. isso é difamação ou calúnia? Resposta: Retratação consiste em uma retificação do que o próprio agente disse. porém. ou sua ausência só poderá ser esmiuçada após colheita de provas suficientes para descrever a inocência ou não do paciente. 16) Em que consiste o princípio constitucional da presunção de inocência? Resposta: Também chamado de princípio da não-culpabilidade. Quando alguém é chamado de ladrão. Já. quando os indícios formam substrato suficiente a proar algum fato (nem todo indício é prova. mas toda prova indiciária é formada por um ou mais indícios). nos termos da CF ―ninguém será considerado culpado até o trânsito em julgado de sentença penal condenatória‖. como forma de garantia positivada em face do poder punitivo do Estado. nos crimes de calúnia e difamação. como forma de extinção de punibilidade. ou seja. ou seja da sua conduta caluniosa ou difamatória. por esta razão não cabe retratação na injúria. configura-se injúria. que fere a honra subjetiva. Cabe ainda ressaltar que não é necessária a aceitação da vítima. considerando-se como padecimentos internos. O oferecimento da denúncia pode basear-se em indícios. até mesmo porque a prova da materialidade e da autoria. É cabível. 334 . A condenação com base em provas indiciárias é possível tão somente quando essas denotam indícios veementes. é o apreço moral da pessoa física perante seu meio civil de convivência. 15) O que é retratação e ela opera-se aonde? Calúnia e difamação permitem a retratação? A honra objetiva consiste em quê? E a subjetiva? Se uma pessoa afirma que outra é um ladrão. é principio que estabelece o estado de inocência como regra em relação ao acusado da prática de infração penal. capaz de gerar um juízo de certeza sobre a autoria e materialidade do delito. Já a honra subjetiva manifesta-se intrinsecamente na vítima. Prova indiciária é aquela que se baseia em indícios. quando o juiz entender suficiente. formando uma unidade com outros elementos probatórios.

em sua segunda fase. objetos do crime. dispensado de motivar a decisão. o que é vedado no processo brasileiro. pode-se chamá-la de verdade. sem fundamentar. conferir maior ou menor carga probante ao produto extraído dos elementos de prova extraídos do processo (ex.: laudo pericial. qual a diferença entre a realidade e a verdade? Resposta: Realidade consiste. o juiz está livre para decidir. A decisão dos jurados manifestamente contrária à prova dos autos é hipótese 335 . Pois bem. ou modificada na parte da fixação da pena pelo juiz presidente (parte da decisão a qual não foi garantida soberania). depoimentos. a sentença do júri só pode ser anulada.17) O que seria valorar prova? Resposta: Valorar a prova consiste em dar valor positivo à prova. ou seja. que é garantida por norma constitucional. (Ex. o que se entende por isso? E a íntima convicção? Pode? E o tribunal do júri? Seria uma exceção? Resposta: Quer dizer que o magistrado é livre para dar maior ou menor valor probante a cada uma das provas. etc. em ―tudo que existe‖. desde que o faça de forma motivada (sistema de valoração por livre convencimento motivado). de maneira simplificada. 20) Explicitar quando se reforma a decisão do tribunal do júri. a depender de como isso ocorre.) 18) O processo penal busca a verdade real. No sistema da íntima convicção. Já a verdade diz respeito à maneira como esta realidade se coloca para as pessoas. a exceção dos julgamentos do Tribunal do Júri. diz-se verdade). Verdade é a correspondência entre a realidade e o que diz-se dela ou que foi dito. Em segunda instância. O que é manifestamente contrário à prova nos autos? Resposta: A decisão do Tribunal do Júri só pode ser reformada em segunda instância quando esta reforma não importar em ofensa à sua soberania. se este relado corresponder á realidade. 19) Quando se diz que o juiz decide pela livre apreciação da prova. independente de seu tipo ou conteúdo. tendo em vista que os jurados votam os quesitos sigilosamente.: Na tarde de ontem pessoa A afirmou que viu pessoa B entrando em casa acompanhado de C.

uma vez trazida aos autos. é a perícia que tem como objeto o próprio corpo de delito (exame direto). ex. 2) Existe diferença entre corpo de delito e perícia? Resposta: Corpo de delito é o conjunto de vestígios materiais deixados por uma infração penal. a realização do exame de corpo de delito (direto ou indireto) é obrigatória. não se pode dizer que é prova autônoma. violando a soberania dos vereditos. Essa hipótese de cabimento da apelação visa evitar que enganos ocorridos as votações impliquem em resultado diferente do qual realmente o corpo de jurados queria chegar. Já o exame de corpo de delito (tipo de perícia). Ou seja. caso fossem devidamente motivadas as valorações feitas dos meios de prova trazidos autos. 3) A ausência de prova pericial em crimes que deixam vestígios anulam o processo? Resposta: De fato. quando não seja mais possível proceder ao exame. Ademais. em delitos que deixem vestígios. Questões do TRF2 1) Laudo técnico trazido pela defesa é autônomo? Resposta: Em face do princípio da comunhão da prova. objetiva a nulidade do julgamento e o retorno dos autos à primeira instância prolação de nova decisão.: exame de fotos tiradas do local. 5.de cabimento da apelação.9. Entretanto.1. quando não existir mais o corpo de delito (exame indireto). é possível que tal falta seja 336 . independentemente de quem a produziu. deve ser objeto de contraditório. Decisão manifestamente contrária à prova dos autos consistiria em decisão que chega a resultado patentemente diferente do qual seria encontrado. que neste caso. ou perícia sobre elementos acessórios. o conjunto probatório aponta para resultado divergente do qual chegou o corpo de jurados. segundo o qual se considera que a prova pertence ao processo. ex: machas de sangue no local do crime. razão pela qual só é possível a apelação com base nesse argumento uma vez. e não tender o resultado. o que também desconfigura a sua autonomia.2. a prova. e sua ausência implica em nulidade do processo. oportunizando-se a vista e manifestação da parte contrária.

mas sim em uma mitigação ao sistema ortodoxo. entretanto. 167 CPP). no Brasil. para a lavratura do flagrante e para a deflagração da denúncia. 4) De onde surge o sistema brasileiro da apreciação sublime da prova? Resposta: ?????? 5) Atividade residual do juiz de perquirir prova fere o sistema acusatório? Resposta: O sistema acusatório tem como características fundamentais a separação entre as funções de acusar. com o fim de garantir a busca da verdade material no processo. inclusive. que não consiste em atendado ao sistema acusatório. inclusive. não deve ser reconhecida a nulidade. sendo permitido ao julgador iniciativa probatória. É prova autônoma aquela produzida pelo assistente de acusação? 337 . 158 CPP). 7) Prova pericial do processo. nesses casos a confissão demonstra só a autoria. a materialidade deve ser demonstrada por outros meios. o laudo de constatação.886/MG. Entretanto. e ausência de exame do corpo de delito . como foi idealizado. 6) Corpo de delito. quando a condenação houver sido baseada e outros elementos idôneos e não houver sido demonstrado prejuízo pela defesa. pois o magistrado não é expectador estático na persecução penal. sendo necessário. defender e julgar. 01/08/2011) que a juntada tardia do laudo toxicológico definitivo. não é adotado o sistema acusatório puro. deve ser determinada pelo juiz a realização de laudo definitivo. com o fim de atestar a materialidade delitiva (art. vem entendendo o STJ (HC 134. o réu não pode ser condenado com base apenas em confissão.suprida pela prova testemunhal. Na hipótese de confissão do acusado.O acusado pode ser condenado? E no caso do trafico de drogas? E se o laudo chegar depois da sentença? Como está a jurisprudência? Resposta: Na ausência de exame de corpo de delito. Durante a instrução. o exame do corpo de delito ganha ainda maior importância. No tráfico de drogas. tendo em vista disposição legal expressa (art.

o que também desconfigura a sua autonomia. estaduais ou municipais a intervenção como assistente nos processos relativos aos crimes de responsabilidade dos Prefeitos – art. Ex. encontra-se prevista. 49. segundo o qual se considera que a prova pertence ao processo. em alguns dispositivos de leis esparças. a habilitar-se como assistente nos casos de crimes contra o sistema financeiro nacional – art. etc. tratam-se dos interesses públicos e os interesses coletivos lato senso (interesses individuais homogêneos. e Lei nº 8. 26. Ademais. Tal previsão dá uma natureza de custos legis à assistência. oportunizando-se a vista e manifestação da parte contrária. uma vez trazida aos autos. a tendência atual é cada vez mais o Direito Penal transcender ao individualismo para reconhecer a importância da tutela do sistema social. parágrafo único). 10) O juiz tem poder regulatório dentro do CPP? 338 .078/90 (autoriza as associações legalmente constituídas há pelo menos um ano a habilitar-se como assistente nas hipóteses de crimes ou contravenções que envolvam relações de consumo – art. econômica e contra as relações de consumo. Inclusive. a figura do assistente coletivo de acusação. Lei de crimes ambientais. independentemente de quem a produziu. parte penal do CDC. parágrafo único).Resposta: Em face do princípio da comunhão da prova. não se pode dizer que é prova autônoma. interesses coletivos estrito senso e interesses difusos). deve ser objeto de contraditório. b) Lei nº 7. a prova. acusados ou ofendidos os inscritos na OAB – art. § 1º). 8) É possível assistente de acusação coletivo no processo penal brasileiro? Resposta: Não obstante a existência de diversos requisitos à assistência do direito processual penal brasileiro.906/94 (faculta a atuação dos Presidentes dos Conselhos e das Subseções da OAB nos inquéritos e processos em que sejam indiciados. 2º. como forma de garantir o a proteção aos direitos coletivos tutelados pelos diplomas legais mencionados. de leis que tutelas interesses supra individuais: Lei de crimes contra a ordem tributária. 80). também tutelados pelo Direito Penal. 9) E os bens jurídicos supra individuais existem? Podem ser tutelados no processo penal? Resposta: Sim. de fato. qual sejam: a) Decreto-lei nº 201/67 (faculta aos órgãos federais. c) Lei nº 8.492/86 (autoriza a Comissão de Valores Mobiliários – CVM.

Questões do TRF3 1) É possível interceptação telefônica diante da L. 339 . manter a ordem no curso dos respectivos atos. A figura do juiz de garantias surge da necessidade da aplicação de garantias processuais para que se seja o litígio considerado paritário e "justo". apenas dessa fase pode ser de ofício). de ofício (Conforme STF.4.1. são garantidos pelo sistema brasileiro poderes instrutórios ao magistrado. Tal poder engloba tanto os poderes de polícia (administrativos).3. ele pode estar entre os atos regulatórios do juiz. desde que não atropelem o curso regular da instrução. III Lei 9. bem como não impliquem em violação dos princípios da ampla defesa. 11) O juiz que apressa os atos processuais para evitar a prescrição.9. ou a requerimento do MP. que se referem à condução do processo.9. e para isso. exercidos no curso do processo com o fim de garantir a disciplina e o decoro. quando requerida pela autoridade policial ou MP. ou ainda na fase de instrução processual. ganham maior relevância que o jus puniendi estatal.1. desde que o crime seja punido com pena de reclusão.8137? Em que momento se pode deferir a cautelar? Resposta: É possível. E no IP. afinal cabe aos agentes estatais velar pela conservação do direito de punir do estado. no qual são bem delineadas as figuras do acusador.Resposta: Sim. pode? Resposta: Embora vigore no Brasil o sistema acusatório. Questões do TRF4 1) Fale sobre produção de provas pelo juiz de ofício no processo penal. que asseguram a própria eficácia do sistema. já que. em ponderação de princípios. configurando um juiz de garantias. defensor e julgador. poder regulatório do juiz no processo penal diz respeito à sua função de prover à regularidade do processo. ou qualquer outro direito fundamental do acusado. 5. é um desses atos ou estaria vedado? Resposta: A depender de como o apressamento dos atos processuais ocorra. 5. A diligência pode ser deferida pelo Juiz tanto na fase de inquérito. que é um dos requisitos da interceptação telefônica (artigo 2º. como os poderes jurisdicionais. tal como a colheita de provas e tomada de decisões no processo criminal.296/96). do devido processo legal. Tais adiantamentos são lícitos.

pois.10. com relação à dispensabilidade da licença ambiental? Resposta: A ACP. Direito Ambiental 5. que estabelece a vedação de intervenções no meio ambiente.5. Questões do TRF1 1) O MP entrou com ACP para provocar um obstáculo judicial à produção de sementes transgênicas com parecer favorável pela CTNBio no que tange à dispensa de licença ambiental. como um mero espectador de um duelo judicial de interesses dos litigantes. que sejam requeridas diligências para tal fim (inciso II). de sementes transgênicas. já que se tem o conceito semântico. deve ser vista com reservar. na medida em que não se pode admitir um juiz passivo e refém das partes. outro argumento desfavorável a determinação de provas de ofício pelo magistrado ainda no inquérito policial refere-se à questão de manter-se a imparcialidade deste juiz para o julgamento do processo. de ofício. em fase de inquérito. em que princípio o MP estaria alicerçado para pedir provimento jurisdicional para paralisar aquela atividade que foi autorizada pela CTNBio. salvo se houver a certeza que as alterações não causaram reações adversas. não encontra óbice no fato de certa atividade haver sido autorizada pela CTNBio. nessa fase. 5. já que nem sempre a ciência pode oferecer à sociedade respostas conclusivas sobre a inocuidade de determinados procedimentos. Avaliação De Impactos Ambientais. em face do princípio da prevenção.1.1. jurídico e científico? Qual a natureza jurídica de um licenciamento ambiental? Toda licença é precedida de EIA? 340 .lança mão de poderes instrutórios.1. para sanar qualquer dúvida processual.9. Infrações E Sanções Administrativas 5. como mecanismo de defesa de interesses coletivos. tal como no caso citado. que o juiz de ofício pode determinar produção de provas nos casos em que considerar que tal produção probatória consiste em questão de urgência ou relevância (inciso I) ou quando achar imprescindível.10. Estudo Prévio De Impacto Ambiental E Licenciamento Ambiental. o juiz tem o deve ser no sentido de tutelar as liberdades públicas e não a investigação. Quanto a determinação de produção de provas. O processo acusatório e o processo de partes nada têm a ver com a iniciativa probatória do juiz no processo penal. Questões do TRF5 5. De outro lado.1. 2) Apresente uma reflexão a respeito de impacto ambiental. 156. O próprio CPP dispõe no seu art. Em que termos este licenciamento ambiental é preconizado na CF.10.

é legítima ter licenciamentos múltiplos? O STJ Resp 588022 entendeu que podem existir várias espécies de licenciamento sobre um mesmo empreendimento. 7º. ou ainda uma nova espécie de ato administrativo. a definição semântica. podendo ser negativo ou positivo. com o fim de obtenção de licença ambiental. preconizar ser inadmissível mais de um licenciamento. diferente do sentido técnico pode ser definida como ―a estimativa ou o julgamento do significado e do valor do efeito ambiental para os receptores natural. quando negativa. causada por qualquer forma de matéria ou energia resultante das atividades humanas que. Cuidar que impacto não é dano. resultante de uma atividade econômica. 3) É possível. "considera-se impacto ambiental qualquer alteração das propriedades físicas.‖ (Vocabulário básico de meio ambiente). A natureza jurídica do Licenciamento é de procedimento administrativo.1. na modalidade ―licença administrativa (vinculado)‖. afetam: a saúde. ―autorização administrativa (discricionário)‖. a biota. Efeito ambiental é a alteração mensurável da produtividade dos sistemas naturais da qualidade ambiental. socioeconômico e humano. a resultante de todos os impactos. Nem toda licença exige o EIA. mais simples que o EIA. direta ou indiretamente. pode até haver duplicidade de licenciamento. nesse caso. 1º da Res. a definição de Impacto Ambiental está associada à alteração ou efeito ambiental considerado significativo por meio da avaliação do projeto de um determinado empreendimento. a definição jurídica vem expressa no art. a segurança e o bem-estar da população. as condições estéticas e sanitárias do meio ambiente e a qualidade dos recursos naturais".Resposta: Impacto ambiental é a alteração no meio ou em algum de seus componentes por determinada ação ou atividade. apenas para as atividades potencialmente causadoras de significativa degradação ambiental. não obstante o art. estadual ou municipal. que reuniria características de licença e de autorização. considerando-se dano sinônimo de prejuízo (que decorre do confronto do componente positivo com o componente negativo). o licenciamento ambiental é feito de acordo com a preponderância do interesse. se consistiria em ato administrativo. 1. e neste caso não haveria ilegitimidade. existem atividades e obras que terão importância ao mesmo tempo para a Nação e para os Estados e. 341 .86 do CONAMA. as atividades sociais e econômicas. químicas e biológicas do meio ambiente. As atividades de baixo risco podem ter sua licença através de outros meios. nem o positivo nem o negativo. da Resolução Conama nº 237/97. como o plano de controle ambiental. que pode ser federal (âmbito nacional ou regional). de 23. Já a natureza jurídica da licença ambiental é objeto de muitas divergências na doutrina. Resposta: Via de regra. pode ser dano. foi o que restou decidido no REsp 588022. Entretanto.

segue o princípio da simetria. III da CF. As penalidades administrativas são transmissíveis aos sucessores. só podem ser extintas por lei. ou seja. Resposta: Via de regra. a titularidade coletiva dos bens ambientais exigem a publicidade dos atos que impliquem na potencial degradação. penal e administrativa. Considera-se inválida esta penalidade administrativa em decorrência do princípio da legalidade estrita quando uma autoridade administrativa autua um empreendimento com base no art. através de audiências públicas com a comunidade que será afetada pela instalação do projeto. Remete a uma norma administrativa em branco o art. no que se refere às de natureza patrimonial. 70. é extinto pela mesma modalidade de ato administrativo que o criou. proteção e recuperação do meio ambiente. que remete à legislação administrativa (―licença outorgada pela autoridade competente‖). No caso de Áreas de Preservação Permanente.‖ No caso. 46 de espécie de regra jurídica. 225. 6) Art. gozo. §1º. por exemplo. tratando-se o art. §1º. 5) Pode o poder público extinguir APA’s. Lei 9605 cumulada com o art. a criação e extinção de institutos. por disposição constitucional (Art. aprovada pelo parlamento.4) O EIA pode ser sigiloso para evitar especulação imobiliária? Resposta: Ainda que a especulação imobiliária não seja uma consequência esperada pela realização de alguma obra ou empreendimento. através de decreto? A supressão somente mediante lei. III da CF). 225. 342 . embora de natureza penal. entretanto. ainda que tenham sido criadas mediante decreto do poder executivo. 46 desta lei. 70. Art. é possível ser feita uma autuação com sabe no referido dispositivo. até mesmo porque trata-se de norma penal em branco. até o limite da herança. O EIA deve permitir a participação pública na aprovação de um processo de licenciamento ambiental que contenha este tipo de estudo. Recente jurisprudência do STJ. ―considera-se infração administrativa ambiental toda ação ou omissão que viole as regras jurídicas de uso. no direito brasileiro. bem como em face da independência da responsabilização nas esferas civil. a publicidade requerida pela natureza dos bens jurídicos envolvidos deve vir em primeiro lugar. promoção. 46 da Lei 9605? As penalidades administrativas ambientais são transmissíveis aos sucessores? Resposta: Segundo o art. 70.

da qual constituem motivo determinante. com as medidas de controle ambiental e condicionantes determinados para a operação. para confecção de um estudo detalhado sobre a obra ou atividade. sob pena de revogação do ato. é preciso obrigatoriamente um engenheiro agrônomo? Tem que ser feito o estudo por uma equipe multidisciplinar? Resposta: A elaboração do EIA deve ficar a cargo de uma equipe multidisciplinar formada por técnicos nos diversos setores necessários para uma completa análise dos impactos ambientais positivos e negativos do projeto. biólogo. daí decorre a inversão do ônus da prova em matéria de comprovação do dano ambiental. Tendo em vista que uma análise completa normalmente requer a presença desses profissionais. que se mostrarem adequadas no caso concreto. é comum a sua presença na equipe.7) No direito ambiental o licenciamento gera direito adquirido? Quais são as espécies de licenciamento ambiental? Resposta: Não há direito adquirido. 9) No processo administrativo ambiental há a inversão do ônus da prova? Resposta: Em processos judiciais. 8) No EIA. é do autor. etc. pois as condições exigidas no licenciamento devem ser mantidas não só na instalação. Licença de Instalação (LI) autoriza a instalação do empreendimento ou atividade de acordo com as especificações constantes dos planos. engenheiro florestal.º 237/97 do CONAMA. São três as espécies de licenciamento ambiental.: é possível a elaboração de um EIA por um conjunto de geografo. mas durante todo o funcionamento do empreendimento. ou seja. não é requisito necessário a elaboração conjunta com um agrônomo. as quais encontram-se previstas na Resolução n. Ademais após o fim da validade da licença. atestando a viabilidade ambiental e estabelecendo os requisitos básicos e condicionantes a serem atendidos nas próximas fases de sua implementação. a o titular do empreendimento é que tem o ônus de provar que 343 . o ônus da prova sobre fatos constitutivos do direito. Licença de Operação (LO) . programas e projetos aprovados. Licença Prévia (LP) .concedida na fase preliminar do planejamento do empreendimento ou atividade aprovando sua localização e concepção. após a verificação do efetivo cumprimento do que consta das licenças anteriores. incluindo as medidas de controle ambiental e demais condicionantes. Ex. via de regra. entretanto.autoriza a operação da atividade ou empreendimento. poderão ser exigidas novas condições.

referentes à parte vinculada do ato administrativo.1. e pelos mesmos motivos. não havendo que se falar em inversão do ônus da prova neste caso. De outro lado. que inicia o processo e a quem cabe comprovar as informações trazidas no pedido de licença. que deve considerar os valores constitucionais de proteção ao meio ambiente. deferiria? Resposta: 344 . o ato pode ser objeto de apreciação pelo juiz. a publicidade requerida pela natureza dos bens jurídicos envolvidos deve vir em primeiro lugar. através de audiências públicas com a comunidade que será afetada pela instalação do projeto. 5.10. segundo o qual é garantida a necessária tutela estatal aos conflitos ocorrentes na vida em sociedade. o ônus. apesar de se tratar de decisão discricionária. para não causar especulação imobiliária? Resposta: Ainda que a especulação imobiliária não seja uma consequência esperada pela realização de alguma obra ou empreendimento. já recai sobre o empreendimento licenciante. naturalmente. tal qual a dispensa do licenciamento ambiental. Já se ocorrer em um processo de licenciamento. Tratando-se de processo na qual se busca reparação por dano ambiental. tal como nos processos judiciais. Apesar de envolver um juízo discricionário (técnico e valorativo). essa inversão pode se dar ou não.2. essa decisão pode ser controlada através da ação civil pública. ou pode ser sigiloso.não houve dano. a inversão ocorrerá. 11) O ato da administração de dispensa do licenciamento ambiental pode ser controlado pelo Poder Judiciário? Resposta: Sim. além dos aspectos legais. 10) Qual o pressuposto para o EIA? O EIA é sigiloso. a titularidade coletiva dos bens ambientais exigem a publicidade dos atos que impliquem na potencial degradação. normalmente. o primeiro passo para a concretização do dano ambiental. por exemplo. Já em processos administrativos ambientais. Questões do TRF2 1) Para que haja a concessão de uma licença ambiental é preciso estudo de impacto ambiental necessariamente? Caso fosse instado a determinar a suspensão de licença ambiental pela ausência do estudo preliminar/anterior. também deve ser levado em conta o princípio da inafastabilidade do controle jurisdicional. O EIA deve permitir a participação pública na aprovação de um processo de licenciamento ambiental que contenha este tipo de estudo. visto que a derrogação indevida desse instrumento significa.

bibliografia (textos). nem sempre é necessária sua realização. 3) O RIMA pode ser dispensado? Resposta: O RIMA é documento que sempre deve acompanhar o EIA. Assim. propondo condições para sua implantação e qual o procedimento que deverá ser adotado para sua construção. 5) Diferença de EIA e RIMA. sem prévio EIA. não havendo o RIMA para a obra. de natureza mais técnica. analisando o Impacto Ambiental. Resposta: O EIA é responsável por dizer a respeito da coleta de material.Nem toda licença exige o EIA. sendo prevista a exigência do EIA/RIMA para a licença. Já o RIMA é um relatório conclusivo que traduz os termos técnicos para esclarecimento. da sociedade. ou ainda pelo Judiciário. restaria patente a ilegalidade da dispensa. entendendo o judiciário pela sua necessidade. As atividades de baixo risco podem ter sua licença através de outros meios. impõe uma análise casuística. em face da patente ilegalidade verificada. como o plano de controle ambiental. Caso fosse impositiva a elaboração do EIA. função que não pode ser suprimida. A questão referente à suspensão da licença. bem como estudo das prováveis consequências ambientais que podem ser causados 345 . analise. analise. pois. conclui-se que o RIMA só poderá ser dispensado quando o EIA o for também. devendo o órgão público licenciador analisar o relatório observando as condições de empreendimento. bibliografia (textos). Este estudo tem por finalidade analisar os impactos causados pela obra. que deverá lavrar auto de infração. Trata-se de documento trás de maneira sucinta e acessível a conclusões obtidas no EIA. bem como estudo das prováveis consequências ambientais que podem ser causados pela obra. conforme delineado. à informações do EIA. ou ainda que não exigido pela administração. mais simples que o EIA. Este relatório é responsável pelos levantamentos e conclusões. é possível o embargo da obra pela própria Administração. essa pode ser embargada? Resposta: Sim. plano de manejo e plano de recuperação de área degradada. O RIMA tem como fim proporcionar o acesso do público em geral. 4) Como o juiz. apenas para as atividades potencialmente causadoras de significativa degradação ambiental. 2) Qual a diferença entre Estudo de Impacto Ambiental e Relatório de Impacto ao Meio Ambiente? Resposta: O EIA é responsável por dizer a respeito da coleta de material.

afetem desfavoravelmente a biota. criem condições adversas às atividades sociais e econômicas. Pode exigir-los para o meio ambiente artificial? Resposta: 9) Pode o ambiente artificial ser objeto de poluição? Resposta: 10) É positivado o conceito de poluição? Resposta: 346 . Já o RIMA é um relatório conclusivo que traduz os termos técnicos para esclarecimento. notadamente. afetem desfavoravelmente a biota. 8) EIA e RIMA. devendo o órgão público licenciador analisar o relatório observando as condições de empreendimento. que prejudiquem saúde. A poluição agrega ao conceito de degradação o fato de ser resultante de atividades humanas. 6) Diferença entre degradação e poluição ambiental. Este estudo tem por finalidade analisar os impactos causados pela obra. criem condições adversas às atividades sociais e econômicas. Resposta: Esta diferenciação pode ser obtida dos conceitos trazidos pela Lei nº 6. Degradação é a alteração adversa das características do meio ambiente. Este relatório é responsável pelos levantamentos e conclusões. afetem as condições estéticas ou sanitárias do meio ambiente.938/81 (Política Nacional do Meio Ambiente). a poluição é uma espécie qualificada da degradação. lacem matérias ou energia em desacordo com os padrões ambientais estabelecidos. a segurança e o bem estar da população. analisando o Impacto Ambiental. a segurança e o bem estar da população. 7) Há relação de gênero e espécie? Resposta: Sim.pela obra. afetem as condições estéticas ou sanitárias do meio ambiente. Já a poluição é a degradação da qualidade ambiental resultantes de atividades que ou indiretamente: prejudiquem saúde. lacem matérias ou energia em desacordo com os padrões ambientais estabelecidos. propondo condições para sua implantação e qual o procedimento que deverá ser adotado para sua construção.

Existe também uma lei brasileira de 1993 que fala sobre os limites territoriais? Resposta: 2) Qual a relação que o senhor faz a esta zona econômica e a plataforma continental? Resposta: 3) O que é direito de passagem inocente? Convenção de Montego Bay. Plataforma Continental. Alto Mar 5.1.10.1.5. Direito Internacional Público e Privado 5.1.1.11. Mar Territorial E Zona Contígua.3.11. Questões do TRF4 5.10.4.1. Zona Econômica. existe restrições em alto mar a esta liberdade? Estes limites seria uma forma de impor esta liberdade desde que para fins pacíficos? Limite é que você pode usar e transitar pacificamente? Resposta: 347 .11. Questões do TRF1 1) O que o senhor entende como zona econômica exclusiva? E que tratado discorre sobre? Convenção de Montego Bay. E nos estreitos e águas interiores com relação ao direito de passagem inocente? Resposta: 4) Princípio da Liberdade em auto mar.1. Resposta: 5.10. Questões do TRF3 5.Diferença entre degradação e poluição.11). Questões do TRF5 5.

12.12.5.4. Questões do TRF2 5. Questões do TRF4 5.1. verdade e conhecimento são sinônimos? Resposta: 2) Qual a diferença entre a regra moral. Questões do TRF3 5. Questões do TRF5 5.12. Questões do TRF4 5. Questões do TRF5 348 .1.2.3. O Fato Jurídico Como Espécie Do Gênero Fato Social 5.12.1.1.11.12. Questões do TRF1 1) Realidade.3.12. Questões do TRF3 5.1. Sociologia do Direito 5.1.1. Questões do TRF2 5.1.12.4.2.11.5.11.5.1.11. regra de trato social e regra jurídica? Resposta: 5.1.1.

13. Questões do TRF3 5.13.4.1.3. restringir ou limitar os direitos políticos? Resposta: 2) Por que uma pessoa penalmente condenada com transito em julgado tem seus direitos políticos restringidos por determinado período? O que justificaria esta limitação? O que o legislador Constituição teoricamente ponderou? Resposta: 5. Questões do TRF2 1) Pode-se dizer que direito político é uma modalidade de direito humano? O exercício da cidadania ativa e passiva é forma de direito humano? Os direitos políticos podem ser objeto de alguma restrição ou limitação? E.13.13.Qual a razão desta introdução no concurso para a magistratura? Resposta: 5.1. Questões do TRF1 1) O que é justiça? Resposta: 2) Filosofia.13.13.5.5.1. Filosofia do Direito 5.13.1.1. Questões do TRF4 5.1. Questões do TRF5 349 . estar-se-ia afetando os direitos humanos ou eles são intangíveis? Se recorda de alguma restrição ou limitação no que concerne aos direitos políticos? A interdição de uma pessoa natural pode afetar.2. Sociologia. por via reflexa. Psicologia e Teoria Geral .1. A Justiça Como Valor Jurídico Político 5.

da CF.1. mas que irá alterar o meio ambiente.que está inscrito como sendo uma garantia de bem estar como uma das preocupações do Estado brasileiro .6.1. opine como magistrado o que deve prevalecer.1.1.que é também um dos tópicos dos objetivos do Estado brasileiro .1.1. Resposta: 2) Princípios constitucionais sobre ensino. encerra um princípio ou uma regra? E a partir desta premissa se admite a LC 135 como instrumento normativo válido? Resposta: 6. Nesta situação.2. Questões do TRF1 1) Qual a importância dos princípios no neopositivismo? Pode se resolver um caso concreto no âmbito do direito público à luz da aplicação dos princípios submetido ao Poder Judiciário? Resposta: 2) Qual seria a distinção entre princípios e regras constitucionais? Resposta: 3) Eu posso ter conflito de regras dentro da CF e não ter com princípios? Resposta: 4) Art. 16.1.1. ou causando-lhe algum dano. É direito e dever de quem? Resposta: 350 . Princípios E Métodos De Interpretação Da Constituição 6. Direito Constitucional 6. Ponto 06 6. Questões do TRF2 1) Na contraposição entre a defesa do meio ambiente .dentro de um caso concreto: uma região necessita de uma grande obra.e o desenvolvimento .

1. um debate dentro da Câmara. onde têm fundamento legal? Resposta: 5) Qual a sua ideia de Constituição e como deve ser interpretada? Resposta: 6) A CF é adequada ao nosso tempo? Resposta: 7) Um dos episódios marcantes durante a Assembléia Nacional Constituinte: a expressão no preâmbulo “promulgamos sobre a proteção de Deus a seguinte Constituição da República” gerou uma discussão.1.3. dentro do propósito da Constituição de exercer a cidadania daqueles que não creem ou creem de uma forma diversa de religiosidade desta que seria encarnada por um deus? Resposta: 6. Questões do TRF4 351 . Saberia explicar porque então prevaleceu este trecho e se seria adequado. da sociedade que teria uma crença religiosa. Questões do TRF3 1) Quais espécies de interpretação conforme são cabíveis? Resposta: 6.1. majoritária ou não.4.3) É possível a censura prévia e a posterior? Resposta: 4) Direito de reposta e direito à indenização por danos à imagem.1. pois se estaria vinculando a Constituição a uma parcela.

1. fazendo uma comparação com a hermenêutica jurídica.1. ela é restritiva ou estrita. Legislação Tributária: Vigência No Tempo E No Espaço – Aplicação Hermenêutica Tributária – Lei Interpretativa .2.1.6.2.2. qual a ferramenta mais adequada? Se dar uma interpretação restrita ou estrita? Resposta: 5) O emprego da equidade pode resultar na dispensa de um tributo? Resposta: 352 . Resposta: 6.Interpretação E Integração Da Legislação Tributária No Código Tributário Nacional 6.1. Questões do TRF1 1) O que ocorre se vier a ser revogado a lei que fixa um determinado lançamento? Resposta: 2) Qual o regime jurídico da lei meramente interpretativa no direito tributário? Qual a polêmica que veio a lume com a LC 118 sobre este diapasão? Qual a solução do que o STJ deu para esta polêmica? Resposta: 3) O CTN preconiza a interpretação literal. Questões do TRF5 1) Discorra sobre hermenêutica constitucional.1.5. se é que há diferença? Resposta: 4) Como se interpreta a regra de imunidade tributária. Direito Tributário 6. Distinga a interpretação das leis da interpretação das normas constitucionais.

há a noção do princípio da interpretação econômico no direito tributário. e os princípios tributários vem em sequência da lei. neste caso para quais institutos se aplica esta técnica hermenêutica? No campo do direito tributário punitivo? Resposta: 12) Qual seria. em terceiro. porque o direito privado detém certo privilégio em relação ao direito público? Resposta: 10) Porque as isenções merecem interpretação literal? Qual a essência da isenção? Resposta: 11) O que se entende por interpretação benigna no direito tributário. qual seria a consequência disto no neopositivismo? Eles estariam abaixo da lei tributária em sentido estrito? Os princípios estão em terceiro lugar na legislação tributária? Resposta: 9) Quais os limites do domínio de direito privado em relação ao direito tributário. em termos técnicos. quando se usa. o regime jurídico da lei tributária meramente interpretativa? Resposta: 353 . o senhor saberia me dizer o que seria isso? Quanto à hermenêutica tributária? O que significa interpretação econômica do direito tributário? Resposta: 7) Me dê exemplo de interpretação legítima pró-fisco e interpretação legítima prócontribuinte? Resposta: 8) Há uma hierarquia em matéria de interpretação.6) Desde a obra de Baleeiro dentro outros.

a geração de certa insegurança jurídica? Resposta: 15) O senhor poderia distinguir interpretação ampliativa e integração por equidade? E a analogia? Resposta: 16) Como se interpreta uma regra de imunidade no Direito Tributário? Resposta: 17) Quais os instrumentos de integração na ordem tributária? Resposta: 18) No Direito Tributário a proporcionalidade é um princípio ou um método de interpretação do outro princípio da capacidade tributária? Resposta: 19) Norma legal que altera prazo de recolhimento de tributo se sujeita ao princípio da anterioridade? Resposta: 354 .13) O senhor crê que o dispositivo do CTN no que remetente a retrooperância do texto normativo tributário seria inconstitucional? Resposta: 14) Cogita-se no Brasil da chamada interpretação econômica no direito tributário? Não seria a negação do direito.

2.6.2. se a Administração reconhecer erro. média e mínima? Resposta: 7) Quando se considera definitivamente julgado no âmbito administrativo? Pode ser cogitada a coisa julgada administrativa no âmbito tributário? Resposta: 8) Passados mais de 5 anos. Resposta: 2) Entra nesse conceito a figura da eficácia? Resposta: 3) Há alguma peculiaridade em relação às leis tributárias no que tange à eficácia? Resposta: 4) O somatório da anterioridade com a anterioridade nonagesimal levou a uma classificação. média e mínima) Resposta: 5) A lei tributária que não majore nem institua tributos também devem observar essas limitações? Qual o prazo de vigência dessas leis? Poderá ter vigência extraterritorial? Qual o pressuposto para isso acontecer? Resposta: 6) O direito tributário trabalha com a retroatividade? Também se aplica a retroatividade máxima.1. Questões do TRF2 1) Conceito de vigência da lei tributária. distinguindo vigência formal e vigência material. poderá cobrar o tributo? Resposta: 355 . Qual seria? (anterioridade máxima.

150. 1º da LICC ou o art. 109 e 110 do CTN? Qual seria o destino desses artigos? Poderia haver uma locação de bens móveis incidindo ISS? Resposta: 10) A norma tributária é avessa ao art. aplica o art. média e mínima? Resposta: 16) A doutrina apresenta algum equívoco quanto ao IPI por ele ter que observar a noventena e não a anterioridade? 356 .9) É possível o direito tributário ter um conceito próprio de locação ou deve observar o Código Civil? Como se trabalharia com as figuras dos arts. “b” ou “c” da CRFB/1988? Resposta: 12) Aplica-se a figura do novatio legis in mellius no direito tributário? Resposta: 13) Tem algum limite de retroação? Resposta: 14) Pode falar em abolitio criminis em direito tributário? Ele se refere à penalidade ou à própria infração? Teria algum limite? Seria infração formal ou material? Qual a diferença entre elas? Resposta: 15) A Lei tributária tem aplicação imediata? Qual a distinção entre anterioridade máxima. III. 1º da LICC? Resposta: 11) Revogação de isenção.

Resposta: 19) Lei complementar tributária e norma complementar tributária. Por quê? Resposta: 23) Restritiva X literal. há diferença? Resposta: 20) Lei complementar. a legislação tributária tem aplicação imediata? No âmbito de qual instituto? Resposta: 18) Fale sobre os problemas de compatibilidade entre Tratados internacionais tributários e leis tributárias. qual a diferença? Resposta: 24) Pode aplicar a novatio melius? Qual o marco para sua aplicação? Resposta: 357 .Resposta: 17) No fato gerador presumido. Está contido ou não está expresso no CTN? Resposta: 21) Qual a peculiaridade da eficácia no campo tributário? Resposta: 22) Caso de exclusão de crédito tributário como se interpreta? (Melhor seria restritivamente).

1. Existe um núcleo pacífico de serviços públicos? Resposta: 4) Cabe arbitragem em matéria de concessão de serviço público? Resposta: 5) A gratuidade é um princípio do serviço público? Resposta: 358 . Questões do TRF5 6.3. capitaneada por Duguit e Geze? Resposta: 3) Sobre o conceito de serviços públicos há dissensos doutrinários.3.5.1.1. Questões do TRF3 6.2. Serviços Públicos E Atividades Econômicas Do Estado 6.3. Questões do TRF4 6.1. Questões do TRF1 1) As empresas públicas podem gozar de privilégios fiscais? Resposta: 2) Sobre serviços públicos.4. qual a relevância da escola e Bordeaux (escola do serviço público) no trato do tema.1.2.6.3. Direito Administrativo 6.1.2.

existem duas novas modalidades. o senhor saberia me distinguir estas duas? Resposta: 12) Considerando a essencialidade dos serviços público. nova figura elencada pela doutrina. quais os requisitos? Resposta: 10) Conceitue encampação. por exemplo? Agência dos Correios seria um exemplo de franquia? Resposta: 7) Como se trata juridicamente a greve na questão do serviço público essencial? Resposta: 8) Como as empresas públicas realizam a contratação de pessoal? Resposta: 9) Como se formaliza uma concessão de serviços públicos. Resposta: 11) Dentre estas novas figuras relacionadas à concessão de serviço público. há destaque para o arrendamento e franquia de serviços públicos.6) Dentre as novas formas de concessão de serviço público. como os tribunais interpretam hoje o direito de greve nos serviço públicos? Resposta: 13) Como se remunera uma concessionária de serviço público? Resposta: 359 . dê um exemplo destes dois? Portos organizados. o arrendamento e a franquia.

1. Questões do TRF2 1) Diferença da natureza jurídica das concessões e permissões.14) Como se denomina a espécie concessionária quando integralmente remunerada pelo Poder Público? Resposta: 15) Arrole um dever de usuário do serviço público.2.3. e não de um direito? Resposta: 16) O que é uma concessão de obra pública que é estudado dentro do serviço público? Resposta: 17) Como se dar a intervenção na concessão de um serviço público? Resposta: 18) O que seria a caducidade? E o que a diferenciaria da encampação? O Poder Público pode assumir as obras e serviços também? Resposta: 19) Consequência básica de não pagamento de serviço público essencial? Resposta: 20) Qual a distinção básica entre a concessão e permissão do bem público? Resposta: 6. 360 .

1.3. Questões do TRF5 01) Serviço público. Questões do TRF4 6.3.3.5. permissão de serviço público e permissão condicionada.3. discorra.1. discorra. ela é em relação à natureza jurídica ou seus efeitos jurídicos? Resposta: 3) Quais são os valores que permeiam o controle da concentração da atividade econômica? Resposta: 4) O que é encampação? O concessionário pode pleitear indenização? Resposta: 5) Arrendamento é uma forma de permissão de serviço público? Resposta: 6) Relação de consumo e serviços públicos.1.Resposta: 2) Qual a diferença entre concessão e permissão de serviço público? Existindo diferenças. Resposta: 361 . Resposta: 6. Questões do TRF3 6.4.

como se chama estes juízo? Pode se decretar nulidade em IP? No caso de crime de ação penal privada o delegado pode instaurar de ofício o IP? Havendo dúvida sobre a materialidade pode se instaurar o IP? E para a pronúncia.4. Atribuições Da Autoridade Policial. caso contrário existira abuso. Questões do TRF1 1) Qual a natureza jurídica do inquérito policial? É processo ou procedimento? Qual a finalidade do IP? O IP perquire o que? Que peça é elaborada para a formação do IP? A parte final do IP.6. Intervenção Do Ministério Público 6. Inatividade No Processo Penal. Direito Penal 6. havendo dúvida sobre a materialidade. ele pode ser pronunciado? Resposta: 2) O Inquérito pode ser dispensado? Resposta: 3) Há contraditório no IP? Resposta: 4) Os direitos fundamentais do acusado está protegido no IP? Resposta: 5) O MP pode investigar? Resposta: 6) O juiz pode condenar tão somente baseado pelo IP? Resposta: 362 . então ele tem algum juízo.4.4. como se denomina? A autoridade policial pode emitir juízo de valor no IP? Ele só pode instaurar um IP havendo noticio de fato definido como crime. como se denomina este juízo que a autoridade policial tem. Inquérito Policial.1.1. Garantias Do Investigado.1.

qual o procedimento do juiz? Resposta: 10) Quando o MP é inerte quanto ao prazo do oferecimento da denúncia é permitido ao ofendido a queixa substitutiva.7) O MP pode requisita a instauração ou pode instaurar o IP? Resposta: 8) E o MP quando investiga. tendo em vista uma interpretação conceitual. ele está impedido de oferecer denúncia? Resposta: 9) Quando o MP pede o arquivamento do IP. ele traduz uma certeza da imputação? Resposta: 13) Qual a interpretação da nova dicção do art. está correta esta interpretação de exclusivamente. o juiz pode sopesar estes elementos com a prova judicializada? Resposta: 363 . em parte. mas que elucidativo. em que feito sem a presença do advogado e sem contraditório. mas e no caso do MP pedir o arquivamento do IP? Resposta: 11) Conceitue IP. afastando uma parte da prova judicializada. Resposta: 12) E o IP ao ser concluído. tendo em vista o conceito de prova e a natureza do IP? O juiz pode sustentar a sua convicção em elementos do IP? Um depoimento prestado na polícia. e parte do IP. 155 do CPP? Se o juiz decidir calcado na prova judicializada.

e ela subsiste depois da CF/88? Resposta: 17) Na fase inquisitorial. 20 do CPP trata do sigilo: ainda é vigente ou não? Resposta: 364 . quais as garantias do investigado? Resposta: 18) A autoridade policial pode determinar o arquivamento do IP? Resposta: 19) Nos crimes de ação penal privada a noticia informal do crime é suficiente para instauração do IP? Resposta: 6.4.1.14) Qual o nome da peça em que o IP é concluído? No caso de ação penal privada é entregue a quem? Resposta: 15) Qual a diferença entre noticia crime e representação? A noticia crime pode ser anônima para a instauração do IP? Nos crimes de ação penal pública incondicionada? É o mesmo procedimento para ação penal pública condicionada e privada? Resposta: 16) Qual a outra condição de procedibilidade além da pública condicionada à representação. Questões do TRF2 1) O art.2.

8137? Em que momento se pode deferir a cautelar? Resposta: 6.3.5. ele pode negar esta certidão de inteiro teor em vista do sigilo? Resposta: 4) Qual o instrumento utilizado pelo delegado para negar a informação? Resposta: 5) Há diferença entre sigilo interno e externo? Por que razão se daria esse sigilo a outras autoridades? Resposta: 6) Investigação pode ser feita diretamente pelo Ministério Público? Resposta: 6.1.1.4. Questões do TRF3 1) É possível interceptação telefônica diante da L.1.2) Há diferença entre sigilo interno e externo? Por que razão se daria esse sigilo a outras autoridades? Resposta: 3) É legítimo ao delegado emitir certidão. Questões do TRF5 365 .4. Questões do TRF4 6.4.4.

mas digamos que nós tivéssemos uma situação de morte e após a morte se apurasse que houve uma correção no benefício que é de um salário mínimo. este implementando o seu tempo de contribuição ele aposenta com que idade mínima? Resposta: 5) A quem pode ser concedido o benefício assistencial na LOAS? Resposta: 366 .Lei N.5. 8.5. um deficiente que recebeu esta vantagem terminou tendo um filho. Direito Previdenciário 6. qual o diploma legal que vai regular o reconhecimento deste direito? Resposta: 4) No que diz respeito a tempo de serviço rural. há uma distinção com tempo de serviço urbano.742/1993 (Loas): Aspectos Previdenciários E Sociais 6. a quem pode ser concedido? Basta ser portador de deficiência para ser portador deste benefício? Este tipo de benefício é de prestação continuada.1.6. pode abono anual? Décimo terceiro? Resposta: 2) Esse benefício pode ser transferido? Como juiz. os seus herdeiros teriam algum direito de pagamento à diferença? E se a lei do LOAS não prevê esta situação. que é menor e após o nascimento desta. Tempo De Serviço . o pai falece. Questões do TRF1 1) A CF/88 garante a concessão de um benefício assistencial.5.1. mas mesmo no campo há uma contagem diferente para trabalhador rural e para produtor rural.1. e que este é anterior à morte do beneficiário. que solução o senhor daria se houvesse um pedido recusado pela previdência de pagamento de pensão à esta criança? Resposta: 3) Esse benefício não pode ser objeto de pensão ainda que por menor impúbere.

Questões do TRF2 6.1. Obrigação Natural 6. fale sobre a Teoria Jurídica ou Institucionalista.5.5. Questões do TRF4 6. Direito Civil 6.5.6. quem seria este comercialista? 367 . teria direito ao amparo social (LOAS)? Ele se enquadra aos assemelhados. O CC adota qual? Fala sobre a existência legal das pessoas jurídicas. preenchido os requisitos de pobreza.5.1. Resposta: 2) Atribui-se ao Direito Alemão o início do instituto da desconsideração da personalidade.5.1. também estejam nas mesmas condições? Resposta: 7) O amparo social (LOAS) é um benefício transferível? E se o beneficiário falece antes de receber três parcelas que já estão depositadas no banco? Resposta: 6.6. que mesmo não tenham deficiência física.4. Vossa Excelência se recordaria? Resposta: 3) No Brasil atribui-se a um grande comercialista numa grande conferência feita em 1960. Questões do TRF3 6.6.1.1.1.3. Questões do TRF5 6.6) Um portador do vírus HIV. Questões do TRF1 1) Com relação à pessoa jurídica.1.2. Pessoas Jurídicas.

Qual a posição da doutrina sobre este parágrafo. Resposta: 6) Leia o art. § único. Qual a interpretação que o senhor faria entre a dívida prescrita e a obrigação judicialmente inexigível? Existiriam outras dívidas que seriam enquadradas como obrigação judicialmente inexigível? A doutrina diz que este artigo deveria ser entendido. 814 do CC/2002. ou cumprir outra obrigação juridicamente inexigível? Leia o art.Resposta: 4) Rubens Requião defendia que a desconsideração poderia ser autorizada? Resposta: 5) Fernando Noronha é uma autoridade em matéria de obrigação natural.. há a dissolução da sociedade? Resposta: 368 . é um rol taxativo ou exemplificativo? Resposta: 9) O que se exige para uma pessoa jurídica estrangeira se estabelecer no Brasil? Resposta: 10) No caso de desconsideração da personalidade jurídica. Este artigo tem uma palavra a menos. Faça uma explanação sobre estas duas afirmações. que jogo é esse? Resposta: 7) O que é uma fundação? 8) Este artigo 62. leia. “ele diz que é dever extrajurídico” (seria uma pergunta?) e “a lei ignora as obrigações naturais até o momento em que a prestação é cumprida”.Este jogo.. 882 CC/2002.

Questões do TRF2 1) Quais são as pessoas de Direito Privado? Recentemente houve alguma mudança? Resposta: 2) Conceitue Fundação.6. pessoa jurídica se divide dentre outros em corporação. Tem sócio? E associado? Se admite a desconsideração da pessoa jurídica nas associações? Resposta: 3) Quanto à estrutura interna. Questões do TRF3 369 . o que é uma corporação? Esta se opõe a que ideia? Resposta: 4) O que seria uma sociedade nacional? E a estrangeira para o CC? Resposta: 5) O que seria a Universitas Bonorum? E a Universitas Personarum? Exemplifique.3.2.1.6. nesse caso. tem necessidade de laudêmio? Resposta: 6.1. Resposta: 6) Porque se fala que a obrigação natural tem uma proteção negativa? Resposta: 7) Incorporação de pessoa jurídica e uma delas tem área enfitêutica à União.6.

Questões do TRF4 6.6.1.7.6. mas a doutrina critica esse conceito. Questões do TRF5 01) Como se classificam as pessoas jurídicas de direito privado e como elas se classificam? Resposta: 02) A associação pode ter fim econômico? Resposta: 03) Os partidos e as entidades religiosas poderiam ser classificadas como associações? Resposta: 04) Atualmente.7.1. tivemos alguma alteração no rol das pessoas jurídica? Resposta: 05) Quais os limites a teoria da desconsideração da pessoa jurídica (teoria da penetração) na relação civil? Resposta: 06) O STF registrou que no CC as hipóteses de desconsideração seriam classificados em objetiva (confusão patrimonial) e subjetiva (desvio de finalidade).1.6.5.1.4. Arrendamento Mercantil 6. Direito Empresarial 6. Questões do TRF1 1) Fale sobre o leasing para compra de automóvel e a posição do STJ Resposta: 370 .7.1. Resposta: 6. Comente.

Vamos supor que um servidor foi punido com base numa prova emprestada. Audiência De Instrução E Julgamento 6. Fontes E Meios.3.6. Prova Pericial.7. Hierarquia.1. Questões do TRF3 6. Inspeção Judicial. Questões do TRF5 6.8. Prova Testemunhal.7. Questões do TRF2 6. Resposta: 2) No processo civil eu posso utilizar a prova emprestada. Objeto Da Prova. ela é aplicada ao processo civil? O senhor não admitiria uma ação rescisória no juízo cível? Resposta: 3) A inversão do ônus da prova em matéria do direito ambiental o que o senhor acha? Resposta: 371 . Interrogatório Das Partes. Questões do TRF4 6. O Juiz E A Produção Da Prova. Prova Documental.1.1.8. Prova De Fato Negativo. isso acontece muito em matéria de reparação em dano material.7. esta teoria dos frutos da arvore envenenada. Teoria Geral Da Prova. interceptação telefônica. Depoimento Pessoal.1. Classificação Da Prova. Direito Processual Civil 6.4.2. Questões do TRF1 1) Em que consiste a prova tarifada de acordo com os arts.1. é considerada uma prova ilícita.1. O Ônus Da Prova.5. Procedimento Ordinário – Fase Instrutória. anos depois. 332 e 131 do CPC? Relacione-a com relação às provas imorais e ilegítimas. e se essa prova do direito penal.8.7.1. Provas Ilícitas.

quais as teorias que existem em matéria de prova? Resposta: 8) No ordenamento jurídico prático qual das teorias foi escolhida para figurar no direito brasileiro? Persuasão Racional. ai não estaria vinculado? Resposta: 7) Qual a teoria que prevalece em matéria de prova. ou depois de realizado esta eu posso marcar nova audiência para colher depoimento em novo interrogatório? Resposta: 372 . que tipo de impugnação é essa? Resposta: 6) Esta audiência de instrução e julgamento provoca a vinculação do magistrado? E se a instrução foi realizada por três magistrados? O CPC fala no que conclui a instrução. E a convicção íntima? No júri.4) O senhor poderia me dizer no que tange ao ônus da prova o que prevalece no direito brasileiro em relação ao dever de provar? Resposta: 5) E as impugnação existente no âmbito da audiência de instrução e julgamento. posso realizá-lo no final da instrução. os incidentes gerados provocam a possibilidade de impugnação recursal. em que se protesta por todos os meios de prova e mesmo passada a instrução probatória as partes se quedaram silentes? Resposta: 10) Em relação ao interrogatório. Resposta: 9) A legislação atual revela poder o magistrado deixar de julgar por ausência de prova? O senhor não acredita que pode haver preclusão para as partes em matéria de prova.

Neste caso.11) Pode ser realizada a inversão do ônus da prova no momento sentencial? Resposta: 12) E a natureza jurídica do direito probatório? Seria um direito material ou processual apenas? Resposta: 13) Quanto à preparação temos a prova causal e a pré-constituída. Resposta: 15) É possível prova emprestada no processo civil? Resposta: 16) Suponhamos que um servidor tenha sido punido por interceptação telefônica (prova) sem autorização judicial. Neste caso. Num outro momento aquela prova na ação penal foi rechaçada pela sua ilegitimidade. eu posso inverter o ônus da prova? Resposta: 373 . me dê exemplo de prova pré-constituída? Resposta: 14) Discorra a respeito da prova emprestada no processo administrativo. chega à administração pública como notícia crime e este servidor é demitido em razão de processo administrativo disciplinar. como ficaria eventualmente na seara cível a possibilidade de que o servidor possa se valer da nulidade da prova na ação penal para que possa ser reintegrado nos quadros da administração pública? Resposta: 17) Em relação ao consumidor.

se as partes resolvessem transacionar. se acaba com os conflitos? A transação além de resolver problemas de prateleiras seria o melhor método? Pois no caso de instrução. e sem este início. pois. no momento da produção de provas. pode haver um convencimento íntimo do juiz. a súmula daquela corte a respeito do início da prova material para a concessão do benefício? Resposta: 374 . no que concerne à prova. resolvendo os conflitos que são postos. como ficaria isso? Resposta: 23) A atuação como juiz. a senhora concordaria com a livre convicção íntima? O STJ tem uma súmula que em matéria de trabalhador rural tem que haver um início de prova material. afastando.18) Posso fazer a inversão no momento da prolação da sentença? Resposta: 19) Na prova testemunhal. esta pode se dá o direito ao silêncio? Resposta: 20) E um advogado depondo como testemunha e plane(?) o sigilo profissional? Resposta: 21) Qual a teoria em matéria de provas que o CPC adotou? Resposta: 22) Existe prova tarifada no nosso ordenamento jurídico ainda? Em direito previdenciário. neste caso qual a teoria que prevalece no CPC a respeito da análise das provas pelo juiz? Teoria do livre convencimento motivado? No caso do direito previdenciário. como fica a convicção íntima do magistrado. o senhor como juiz interromperia a produção de provas e autorizaria a transação? Resposta: 24) Na fase instrutória o magistrado tem que tentar fazer conciliação. despacho saneador.

neste caso inverte-se o ônus da prova? Resposta: 6.1. (Regra do ônus da prova estático art.8. Questões do TRF4 1) Fale sobre princípio da identidade física do juiz..4. 333 do CPC. Direito do consumidor) Resposta: 29) Nesta inversão.3. Questões do TRF3 1) A prova pericial é imprescindível em processo de SFH? Resposta: 2) Quem responde pelos honorários do perito nos processos de SFH? Resposta: 6. e na sentença verificou-se que era caso de inversão.8..1. foi feita uma instrução probatória. Questões do TRF2 6.25) Pode se recusar laudo pericial por entender que este laudo é equivocado e substituí-lo? Resposta: 26) Pode-se adotar a manifestação do assistente técnico de alguma das partes? Resposta: 27) Cite dois exemplos de inversão do ônus de prova.2. Resposta: 375 .8.1.

comum. entretanto a representante teria aforado mediante queixa e a hipótese não era de exaurimento de prazo ministerial.1. Resposta: 2) Estupro de vulnerável.9. Questões do TRF1 1) Diferencie as exceções das prejudicialidades. Questões E Processos Incidentes 6. Questões do TRF5 01) Discorra como prescrição como meio de prova. como o senhor resolve esta questão? Resposta: 3) O que se entende por questões preliminares e questões prejudiciais? O incidente de insanidade mental é questão prejudicial ou preliminar? Resposta: 376 .6.1.1. e ai é sustentado também a hipótese da competência da JF para apreciar a questão e também da nulidade processual tendo em vista tratar-se de ACPC que deveria ser deflagrada pelo MP.9.5.8. Direito Processual Penal 6.9. é aceita? Resposta: 03) Quais as hipóteses que o juiz poderia julgar por equidade – distinção entre julgar com equidade e por equidade Resposta: 6. na defesa preliminar é sustentado que a moça tem idade de 25 anos e não de 16 anos conforme certidão.1. Resposta: 02) Presunção hominis.

fale um pouco deste incidente e o laudo conclusivo positivo? Resposta: 8) Dentro da dogmática penal brasileira. 93. Resposta: 377 . Nessa situação. E quando é o próprio juiz quem resolve é a questão prejudicial homogênea (incidente de falsidade documental).2.4) Art. nem qualquer questionamento na esfera estadual. Art. 93 como se denomina esta questão prejudicial? Questão prejudicial heterogênea. o magistrado federal criminal precisa instaurar incidente de insanidade quando essa prova é irrefutável? Não houve qualquer recurso. Art. qual a consequência no processo penal? Resposta: 7) Se o acusado for durante o processo penal for considerado sem higidez mental.1. Questões do TRF2 1) Digamos que a defesa alegue insanidade mental do acusado e traga aos autos prova de que ele acabou de ser interditado no juízo estadual e a prova pericial foi lá realizada.9. 92 Como se denomina esta questão prejudicial? Questão prejudicial homogênea. 92 e art. Resposta: 5) Quais as questões incidentais que podem ocorrer no processo penal? Este incidente de insanidade se confunde com a materialidade? Resposta: 6) A discussão da existência da elementar do crime que necessite ser constituída no cível. qual a teoria que agasalhamos quanto à insanidade mental? Em que consiste a teoria psicológica pura? E a teoria biológica pura? Os elementos normativos se configuram de que maneira? Resposta: 6.

1. O Dano Ambiental. se for uma empresa que envolva riscos radioativos? Resposta: 3) A pretensão reparatória de dano coletivo é imprescritível? Resposta: 378 . O Sujeito Responsável E A Solidariedade Passiva No Dano Ambiental. Responsabilidade Objetiva No Direito Ambiental.No âmbito da justiça estadual a perda do bem é decretada a favor de qual ente? É correta ou não a perda a favor do Estado membro? Resposta: 6. Resposta: 2) E se o meu empreendimento for atingido por um terremoto. eu sou responsável.1. Responsabilidade Por Culpa Do Direito Tradicional.3. Questões do TRF3 1) O HC pode ser usado para pleitear redução da pena fixada em sentença? Se a redução for concedida no HC.10.2) Art. A Responsabilidade Civil Ambiental.1. Tutela Civil Do Meio Ambiente.9.9.5.122 CPP . poderá esta decisão (do HC) ser revista em Apelação? Resposta: 6. Direito Ambiental 6.10. Responsabilidade Ambiental. Questões do TRF1 1) Eu posso decretara desconsideração da pessoa jurídica em relação ao direito ambiental? Teoria Menor. Questões do TRF5 6.1.1. Questões do TRF4 6.9.4.10.1. Formas De Reparação Do Dano Ambiental. A Responsabilidade Do Estado Por Dano Ambiental 6.

haveria a possibilidade da responsabilidade em busca do adquirente do imóvel? Resposta: 379 . um imóvel rural. e contra um particular.4) E se várias empresas reunidas são autoras de dano ecológico. existe algum óbice em relação às demais? Responsabilidade solidária? Como apurar a responsabilidade ambiental em relação à reparação. este imóvel rural está todo comprometido com pastagem. ainda teria responsabilidade esta empresa? Resposta: 10) Se um determinado imóvel no Estado do PI. como magistrado o senhor aplicaria qual tipo de medida? Resposta: 5) A responsabilidade civil ambiental é apenas difusa? Na responsabilidade difusa a responsabilidade objetiva. eu tenho uma empresa que produza celulose. e vem um terremoto e cria um dano ambiental por causa dos resíduos. uma dela se imiscuindo. e qual delas o ordenamento adotou? Resposta: 9) E se houver. em termos de nexo de causalidade? Resposta: 8) Qual a diferença entre a teoria do risco integral e a do risco criado. adquirido por José. esta responsabilidade continua a ser objetiva? Resposta: 6) A responsabilidade ambiental civil é a mesma do direito administrativo? Resposta: 7) Qual a teoria que prevalece na responsabilidade ambiental.

muitas destas situações. e estabeleceu 19 requisitos. apenas a tutela? Resposta: 16) O meio ambiente é direito difuso. portanto pode-se afirmar que as consequências da reparação só serão por meio deste direito difuso. ou pode haver reparação por infringência de outros direitos? Resposta: 17) Qual a natureza jurídica desta responsabilidade no âmbito do direito difuso e do direito individual em relação aos danos ambientais? 380 . que tutela é essa? O que seria a Tutela Inibitória? Quais são os requisitos para a tutela inibitória? Resposta: 15) No caso o MP pode ajuizar ação perquirindo uma tutela inibitória pura.11) A pretensão reparatória ambiental coletiva é prescritível? Resposta: 12) Explique o panorama e a influência da tutela inibitória ambiental na prevenção do ilícito ambiental? Numa ação. com relação à ações possessórias dos fazendeiros que trabalham na terra. e se tivesse um desmatamento em que eu precisasse expedir uma tutela para impedir este empreendimento. é compatível com a ACP? Numa ACP é possível numa tutela antecipada eu inibir um ato no âmbito ambiental? E se a outra parte alegar que não houve dano? Resposta: 13) Como se conciliaria a questão do desenvolvimento econômico e a proteção ao meio ambiente? Fale sobre o desenvolvimento econômico sustentável? Resposta: 14) Quanto à raposa serra do sol. o STF reconheceu que a demarcação deveria ser contínua. este instituto de tutela inibitória.

já que a tutela antecipada merece uma evidência dos fatos? Resposta: 20) Na reparação ambiental qual a natureza jurídica desta reparação quanto ao dano ecológico? Resposta: 21) Se eu tenho uma empresa ao lado de um rio e em função de um fato. se é possível a reparação por perdas e danos.Resposta: 18) Como ocorre a pretensão de responsabilidade civil. hoje se fala muito da criação de um fundo para a reparação de danos ecológicos. como ocorre esta reparação numa ACP reparatório de um dano ambiental? Resposta: 19) Como é possível a responsabilização via reparação de danos como uma das alternativas. dizendo que a atividade está causando dano ao meio ambiente e comprometendo a reserva. como o senhor agiria ao examinar a tutela antecipada tendo em vista os princípios de processo civil e de direito ambiental. como juiz federal em Rondônia. o MP entra com ACP por dano em reserva indígena. provocado? Resposta: 22) Vossa excelência ao examinar uma pretensão que venha à JF. empresa de agrotóxico. se tem notícia no direito comparado a respeito deste fundo? Que notícias Vossa Excelência tem a respeito deste fundo? 381 . e vem a contestação e nega isso. já que a reparação pode ser por perdas e danos. qual sua postura diante de uma tutela cautelar ambiental? Ou se alegaria a ausência de periculum in mora por não haver prejuízo ainda e poder ser feita uma reparação econômica por perdas e danos? Resposta: 23) No Brasil. neste caso seria risco integral criado. e pede tutela antecipada. por exemplo. um caso fortuito acontece um dano ecológico.

há prescrição? Resposta: 27) Produtos geneticamente modificados – há de se perquirir a responsabilização por culpa? Resposta: 28) Na 1ª região tem Bahia de São Marcos no Maranhão. a arara azul pode ser comercializada por até R$ 60. e o agente responde por 6 meses a 1 ano e pagamento de multa de até R$ 5.Resposta: 24) Sobre a celebração de seguro para a reparação de danos ecológicos. como Vossa Excelência ver isto? A prioridade é a reparação in natura? Resposta: 25) Se várias empresas em região de proteção ambiental provocam um dano ecológico e a ação proposta contra as empresas. como seria a responsabilidade civil? Resposta: 29) O tráfico de animais silvestres movimenta 1.5 bilhões de reais no Brasil.500.00.00. o MP entrou com ação para reparação e tutela inibitória. a internet é o maior canal difusor deste crime. e o que a legislação Brasileira tem feito para conter a biopirataria? Resposta: 382 . acidente ecológico da Cia Vale do Rio Doce com relação a minérios. o senhor poderia me dizer o que é biodiversidade. que tipo de responsabilidade é essa? A doutrina defende que a responsabilidade é solidária? E o que acontece com relação à empresa que reparou in natura o dano. 10% dos animais chegam a ser comercializados. e em contestação a Vale alegou que era proprietária do minério mas não do navio. ela teria direito de regresso como? Resposta: 26) Quanto à reparação ambiental de caráter coletivo. e uma delas vem e diz que a responsabilidade é de apenas 1/5. 90% morrem com o transporte. Dentro desta realidade.000.

30) Em relação à flora.1. quais seriam estes tipos de reparação.3. então. quais as medidas da legislação brasileira para a proteção da flora? Resposta: 31) A construção da segunda pista do aeroporto de Brasília teve muita repercussão na esfera do direito ambiental por atingir e ter um impacto ambiental muito grande. o MP ingressou com ação para a reparação dos danos causados ao meio ambiente e o magistrado oficiante indeferiu a inicial com o argumento de que aquela reparação in natura não era mais possível. O Estado Como Sujeito De Direito Internacional Público (Deveres E Direitos Do Estado Na Ordem Internacional) 6. de proteção à APAS.10.1.1.1.10. Direito Internacional Público e Privado 6. Questões do TRF1 383 . na medida em que haviam outras fases de reparação para a proteção à biodiversidade. Questões do TRF5 6. Questões do TRF3 1) O passivo ambiental é obrigação propter rem? E no caso de desapropriação de bem imóvel em que há área degradada? Resposta: 6.11.11.4.10.1. Questões do TRF4 6.1.5. por exemplo? Existe outro tipo de reparação para a proteção da biodiversidade? Resposta: 6. Questões do TRF2 6. chegou ao tribunal.2.10.11. e este interpretou que era sim possível dar continuidade àquela medida de proteção ao meio ambiente.1.

1.1.1.1. qual o tipo de repressão que o Brasil pode sofrer? Resposta: 6.3.12. Questões do TRF5 1) É possível a concessão de isenção de impostos estaduais e federais pela União? Resposta: 2) Se o presidente descumprir uma convenção internacional.1. Questões do TRF1 1) O que é estratificação social? Resposta: 2) O que é o estado como condição.2.11.5. o que é o algo social e o algo natural? Resposta: 384 . Questões do TRF2 6. Sociologia do Direito 6.6.11.1.12.11. Questões do TRF3 6. como atributo do indivíduo? Resposta: 3) Qual a teoria predominante em relação à natureza e a sociabilidade. Extratificação Social 6. Questões do TRF4 6.4.1.11.12.

Questões do TRF1 1) Qual a diferença entre a regra moral e a regra jurídica? Resposta: 2) Qual a diferença entre a coação e a coerção? Resposta: 3) O que é epistemologia? Resposta: 4) Qual a diferença entre regra moral.4. Questões do TRF3 6.13. Questões do TRF5 6.13.12.1.1. regra de trato social e regra jurídica? Resposta: 5) Qual a diferença entre ética e moral? Resposta: 6) O que diferencia a ética de princípio da ética de resultado? 385 . Questões do TRF4 6. Questões do TRF2 6.3.1.1. A Moral e o Direito 6.12.12. Filosofia do Direito 6.6.1.5.12.13.1.2.1.

Questões do TRF2 1) Modificação dos genes pelos homens em contraposição ao princípio da eticidade e da moralidade.1.3.1. Questões do TRF3 6.2. Resposta: 6. pode ele fazer isso? Leve em conta o direito e a moral para responder. Discorra.1.4. Resposta: 386 . devido a traição com sua esposa.Resposta: 7) Onde se situa a eutanásia no plano moral? Resposta: 8) Existe o direito de morrer? Resposta: 9) O que é valor? Resposta: 10) Qual é o ser do valor? (Resposta: É valer!) Resposta: 6.13.13. Questões do TRF4 1) Se um empregador quer despedir seu empregado por justa causa. durante o expediente ou após .13.

tão somente.1. possui uma força normativa capaz de modificar a realidade.1. Konrad Hesse. qual deve ser adotado? Resposta: Lassale foi quem trouxe o conceito sociológico de Constituição. Questões do TRF5 7.1.5.1. e uma Constituição escrita.13. a Constituição escrita (―folha de papel‖).. isto é. Direito Constitucional 7. das forças dos diversos grupos dominantes que o integram num determinado período histórico. Segundo Vicente Paulo. paralelamente. Gilmar Mendes. Nem sempre cederia frente aos fatores reais de poder. Os grupos seriam as forças sociais que constituem o poder e a Constituição seria. Hesse critica e rebate a concepção tratada por Lassalle. O STF tem utilizado bastante esse princípio da força normativa da Constituição em suas decisões. traz uma conceito jurídico pós-moderno de Constituição (Teoria da Força Normativa da Constituição).6.1. por ser norma jurídica. portanto. Esta. Na sua visão. Assim. só teria validade se correspondesse à Constituição real. quanto prevalecer. esta sempre sucumbiria perante aquela. na apresentação do Livro de Hesse por ele traduzido (A Força Normativa da Constituição): (. Questões do TRF1 1) Conceitue Constituição de acordo com os ensinamentos de Ferdinand Lassale e de Konrad Hesse. obrigando as pessoas. Ponto 07 7. o resultado da realidade social do país. em virtude da força dos fatores reais de poder que regem no país (Aulas de Direito Constitucional. duas Constituições: uma Constituição real. que corresponde à soma dos fatores reais de poder que regem nesse país.. pois obriga. A Constituição. modificando a sociedade. se tivesse suas raízes nos fatores reais de poder.. Para ele a Constituição é mais fato social do que norma jurídica. O texto da Constituição seria. Tanto pode a Constituição escrita sucumbir.1. Conceitos De Constituição DESSE PONTO EM DIANTE: RESPOSTAS ELABORADAS POR HERLEY DA LUZ BRASIL 7. Nas palavras do Min. 10). para Lassale convivem num país. efetiva. em caso de conflito entre a Constituição real (soma dos fatores reais de poder) e a Constituição escrita (―folha de papel‖). 7ª Ed. por ele denominada ―folha de papel‖.) esforça-se Hesse por demonstrar que o desfecho do embate entre os fatores reais de Poder 387 .1. p. o documento escrito que expressaria o somatório dos fatores reais de poder dentro de uma sociedade.

por exemplo). Questões do TRF2 1) Defina o conceito de Constituição em termos lato e em termos da nossa Constituição. independente de sua natureza e conteúdo. sentido político. O conceito de Constituição em termos lato relaciona-se à classificação das constituições quanto ao conteúdo (material ou formal). Assim. evidenciando o regime político do Estado. define a ―constituição em sentido amplo (lato)‖ como a identificação da organização total do Estado. de forma directa e imediata. existindo diversas maneiras de concebê-lo (sentido sociológico. LIVRARIA ALMEDINA. Resposta: Ab initio.e a Constituição não há de verificar-se. Constituição material é aquela que trata de matéria tipicamente ou essencialmente constitucional (estrutura do Estado. 6ª edição. 7. DIREITO CONSTITUCIONAL. os seus direitos e deveres (José Joaquim Gomes Canotilho. porque. ou seja. no sentido estrito. A Constituição não deve ser considerada a parte mais fraca. Nesta «tarefa realizadora» participam ainda todos os cidadãos que fundamentam na constituição. ―A Constituição tem uma força própria!‖ (Konrad Hesse) 2) O que significa realizar a CF? Resposta: Realização constitucional: «Realizar a constituição» significa tornar juridicamente eficazes as normas constitucionais. os estudiosos não chegaram a um consenso a seu respeito. aplicam as normas da constituição.1. Editora Saraiva. 201/202). que regulam a 388 . administrativa e judicial. sua organização e direitos fundamentais). P. sentido jurídico. mister se faz registrar que Uadi Lammêgo Bulos destaca que ―Constituição é um conceito em crise. inseridas ou não num documento escrito.2. Constituição Federal Anotada. O Prof.1. Outrossim. Assim. Constituição formal é o conjunto de normas inseridas no texto constitucional. Uadi Lammêgo. COIMBRA: 1993. p. Esta realização é uma tarefa de todos os órgãos constitucionais que. 02). todos que aplicam eficazmente as normas constitucionais realizam a Constituição e participam dessa tarefa os que pedem seus direitos e deveres com base na Carta. ―designa normas constitucionais escritas ou costumeiras. em desfavor desta. 4ª Edição. José Afonso da Silva reconhece que a ―constituição material é concebida em sentido amplo e em sentido estrito‖. na actividade legiferante.‖ (BULOS. necessariamente. Qualquer constituição só é juridicamente eficaz (pretensão de eficácia) através da sua realização. até hoje.

sob uma forma.. provocou a convocação de uma assembléia constituinte ao Congresso Nacional (BULOS. Aulas de Direito Constitucionais. 4ª Edição. Editora Impetus. 39). Coimbra. 06) fixar o regime político e disciplinar os fins socioeconômicos do Estado e. ―possuindo. Uadi cita uma terceira possibilidade ―tertius gemus‖. também. materialmente constitucionais. Constituição material no sentido amplo é a própria organização de um Estado. enquanto que o sentido estrito prende-se à ideia de um texto constitucional. 4ª Ed. Uadi Lammêgo. mediante o qual se garantem os direitos fundamentais e se organiza. consoante o referido conceito.estrutura do Estado. 15ª Ed. de acordo com o princípio da divisão de poderes. pois ela não foi fruto de revolução. Direito Constitucional. José Afonso. percebe-se que constituição no sentido lato é conceito mais político que jurídico (é a forma de constituição qualquer que seja ela).sentido amplo ou estrito -. não se pode deixar de registrar. p. 2) Como ela se institui e quais são seus objetivos/propósitos? Resposta: A instituição/formação de uma constituição se dá através de transformações sociais. Constituição Federal Anotada. Dir. algumas normas que são. 2006. 04) os limites da atuação do poder estatal. 6ª Edição Revista. constitucionais. segundo anotação de José Afonso da Silva. e outras apenas formalmente constitucionais‖. José Afonso. Sob esse aspecto todo Estado tem uma Constituição. como o caso da CF/88. 07) os fundamentos dos direitos econômicos. sociais e culturais. No entanto. pois se ele existe de certo modo. 1993. 1998. nem de assembléia popular. Curso de Direito Constitucional Positivo. Curso de Direito Constitucional Positivo. o Prof. p. 03) o modo de aquisição do poder e a forma do seu exercício. que os objetos – objetivos – da constituição são: 01) a estrutura do Estado. pois é pacificamente classificada como FORMAL. conforme registra Vicente Paulo (PAULO. 389 . p. 17). porém. Vicente. Const. 02) a organização dos seus órgãos. 15ª Ed. Já em sentido estrito é o conjunto de normas que tratam das matérias tipicamente constitucionais (Leo Van Holt. Canotilho. Pois bem. a CF/88 não se enquadra na classificação material . (SILVA. tendo como regra uma revolução ou uma assembléia popular. Editora Malheiros. 42).‖ (SILVA. o poder político" (CANOTILHO. plasmada num documento escrito. assim define: "Constituição é uma ordenação sistemática e racional da comunidade política. 7ª Ed. qualquer que seja esse seu modo de existir é a sua Constituição. o Presidente da República. a organização de seus órgãos e os direitos fundamentais. Na verdade. página 12). Páginas 02 e 03) O Prof. Todavia. desde tenha normas estritamente. o seu regime político. Livraria Almedina. Logo. Editora Saraiva. essencialmente. na época. José Joaquim Gomes. 05) assegurar os direitos e garantias dos indivíduos.

Mista ou Dualista): constituição que surge através de um pacto. A respeito explica Uadi Lammêgo Bulos: (. entre outros) traz as seguintes formas de positivação das constituições: 1) Promulgação (Constituição Democrática/Votada/Popular): constituição fruto de uma assembleia nacional constituinte. apenas visa ratificar a vontade do detentor do poder. D) Por Convenção (Constituição Pactuada. Seu propósito é promover o bem-estar da sociedade e de seus indivíduos. C) Plebiscito (Constituição Cesarista): constituição formada por um plebiscito popular sobre um projeto elaborado por um imperador/ditador. que abarcou o texto de 1967 quase por inteiro. mas. A participação popular não é democrática. 4) Quantas constituições já tivemos no Brasil? Resposta: Sete (7) ou oito (8). a positivação diz respeito à origem ou ao mecanismo pelo qual a norma entra no Ordenamento Jurídico. Uadi Lammêgo Bulos. B) Outorga (Constituição Outorgada): constituição imposta unilateralmente pelo agente revolucionário/governante. não foi suficiente para dar ao Brasil a sua “sétima Constituição”. Assim. tornando-se obrigatória. a figura das 390 .. 45). Sem dúvida.: Carta Magna de 1215 – poder dividido entre a burguesia e o Rei João Sem Terra). reconhecem-se as constituições como positivadas a partir de um processo formal de criação. pois foi uma Emenda à Constituição de 1967 (EC 1/69). 1998. vez que o poder constituinte se encontra nas mãos de mais de um titular (Ex. aprovação e vigência da norma jurídica fundamental.) a descomensurada EC 1/69. p.Editora Malheiros. A doutrina (José Afonso da Silva.. sob a concepção Kelseniana. Inexistiu o exercício legítimo do poder constituinte originário. eleita diretamente pelo povo. Pedro Lenza. Alguns autores não a consideram uma constituição. 3) Como as Constituições são positivadas? Resposta: Tecnicamente. tão só. o uso anômalo da competência reformadora. que se revestiu da roupagem de uma emenda constitucional hiperampliativa. a depender da consideração ou não da ―Constituição de 1969‖.

as seguintes Constituições: a de 1824. 15ª Ed. não se tratou de emenda. distribuição de competências e. Basicamente.: para não esquecer o conceito. A emenda só serviu como mecanismo de outorga. 6ª Edição Revista. que contém normas referentes: à estruturação do Estado. 34) e (HOLTHER.emendas constitucionais dissociou-se do seu verdadeiro sentido: empreender mudanças localizadas e em pontos específicos do articulado constitucional. p. uma vez que verdadeiramente promulgou texto integralmente reformulado. José Joaquim Gomes. Direito Constitucional. p. 1937. 1998. no sentido de garantia orgânica contra os abusos dos poderes estaduais.. outorgada por uma Junta Militar.1. Temos. começando pela limitação de poderes e estruturação do Estado). Jus Podivm. 34). 1993.4.. 2000. verbis: ―. 4ª Ed. Direito Constitucional." (SILVA. (MORAES. assim. J. 1891. 391 . 89). garantias e deveres do cidadão. 2008. 8ª Ed. o Prof. do Exército e da Aeronáutica. mas de nova constituição. (c) a constituição deve ser escrita (documento escrito). enquanto a de 1967 se chamava apenas de Constituição do Brasil. jamais atingindo toda e qualquer matéria. 1969 e 1988. direitos. p. Por outro lado. (obs. Leo Van.1. Curso de Direito Constitucional Positivo. forma de governo e aquisição do poder de governar. à formação dos poderes públicos. J. Coimbra. 1946. composta pelos Ministros da Marinha. 1967. assim os doutrinadores conceituam constituição: a lei fundamental e suprema de um Estado. José Afonso da Silva afirma que "teórica e tecnicamente.‖ (CANOTILHO.3. considerando-se como elementos materiais caracterizadores e distintivos os seguintes: (a) a constituição deve consagrar um sistema de garantias da liberdade (esta essencialmente concebida no sentido do reconhecimento de direitos individuais e da participação dos cidadãos nos actos do poder legislativo através dos parlamentos). José Afonso.1. lembrem-se dos objetivos das constituições. a começar pela denominação que se lhe deu: Constituição da República Federativa do Brasil. 7. Questões do TRF3 7. Canotilho registra formulou o chamado conceito ideal de constituição. 1934.1. Direito Constitucional. Referida Emenda foi imposta. páginas 62 e 63). Editora Atlas. Editora Malheiros. Livraria Almedina.Este conceito ideal identifica-se fundamentalmente com os postulados políticoliberais. Questões do TRF4 1) Conceitue constituição. Alexandre de. (b) a constituição contém o princípio da divisão de poderes.

2.: segundo o STF (RE 177835) a progressividade também pode ser aplicada às taxas. mais se paga‖.1. a progressividade está prevista na Constituição. 3ª Ed. a alíquota é a mesma. nas palavras de Sabbag. Já na proporcionalidade. Na segunda hipótese atrela-se apenas ao interesse regulatório – seletivo. na medida em que há também o aumento da base de cálculo.Sujeição Passiva Direta E Indireta Espécies – Domicílio Tributário 7. Manual de Direito Tributário. 2011. A CF/88 traz expressamente três impostos progressivos – IR.Resposta: 7. Questões do TRF1 1) Distinção básica entre proporcionalidade e progressividade? Resposta: Entende-se por proporcionalidade tributária a busca. Manual de Direito Tributário. ITR e IPTU – e. Editora Saraiva.‖. entretanto. variando apenas a base de cálculo que. (SABBAG. desdobrando-se em duas modalidades: a) progressividade fiscal e. o IPVA (SABBAG. 3ª Ed. p.5. Direito Tributário 7. mas a proporcionalidade.1. Obrigação Tributária: Elementos .1. de forma implícita. a progressividade está atrelada ao aspecto quantitativo. não. 2011. sendo. Editora Saraiva. Segundo o mesmo. com origem no Dir. sem variação da alíquota. Questões do TRF5 7. em tese. progressividade ―se traduz em técnica de incidência de alíquotas variadas. 392 .2. fará com que o tributo seja majorado. b) progressividade extrafiscal. sendo maior. técnica muito antiga. Eduardo.1. a progressividade é instituto que consagra o aumento da carga tributária pela majoração da alíquota aplicável. Eduardo. 165) Assim. da realização da justiça fiscal – adequação à capacidade tributária – pela variação da base de cálculo do objeto tributado. Por outro lado. 179) Por outro lado. com finalidade meramente arrecadatória. p.1. A primeira vincula-se à máxima de que ―quanto mais se ganha. Obs.2. cujo aumento se dá na medida em que se majora a base de cálculo do gravame. Romano.

Imperioso destacar que a doutrina e a jurisprudência (STF) entendem que não se aplica a progressividade nos impostos reais. 2011. Manual. Tem como finalidade atender ao princípio da capacidade contributiva. não pode ser progressivo. no artigo abaixo transcrito. salvo se destinada a assegurar o cumprimento da função social da propriedade urbana. § 1º. CF (pois a regra da capacidade contributiva afina-se mais com os impostos pessoais do que com os reais). na esteira da justiça distributiva. Nos impostos pessoais (IR. na medida em que há também o aumento da base de cálculo. respectivamente. A legislação tributária registra dois tipos de substituição. a lei indica um responsável pelo pagamento do tributo sobre fato gerador ocorrido anteriormente ou que ainda irá ocorrer posteriormente ao recolhimento do tributo. salvo se houver previsão constitucional (SABBAG. 1001). a progressividade é a regra.). alíquotas progressivas para o IPTU. consoante disposição contida na Súmula 656 do STF: É inconstitucional a lei que estabelece alíquotas progressivas para o imposto de transmissão inter vivos de bens imóveis . ex vi do art. antes da Emenda Constitucional 29/2000. Para concluir.ITBI com base no valor venal do imóvel. merece destaque que o ITBI. p. Resposta: (Em razão da forma incompleta do enunciado da questão. situações em que. no caso do IPTU: STF Súmula 668: É inconstitucional a lei municipal que tenha estabelecido. sua finalidade e aplicabilidade nos tributos reais – fiscais e extrafiscais. mas pessoa diversa que tem alguma relação com o fato gerador. também. por ausência de previsão constitucional e.2) O que dizer de uma lei que estabelece alíquotas progressivas sobre. por exemplo. a ―para trás‖ e a ―para frente‖. 145. Impostos progressivos previstos na CF: IR.) Progressividade é instituto que consagra o aumento da carga tributária pela majoração da alíquota aplicável. destaco apenas o conceito de progressividade. Lembre-se que responsável não é contribuinte. 3ª Ed. Entretanto. ITR e IPTU e IPVA. p. Assim se deu. a Constituição prevê apenas um tipo. 3) A técnica da substituição tributária se aplica a empréstimos compulsórios ou a taxas? Resposta: Depende! Há duas espécies de substituição tributária. Mas a previsão constitucional de apenas um tipo não indica que a cobrança da outra forma seja inconstitucional (possivelmente 393 . por ser um imposto real. ex.

p. Trib. O motivo da vedação de aplicação da substituição para frente em relação a taxas e contribuições de melhoria é que tais tributos. Esquematizado.º A lei poderá atribuir a sujeito passivo de obrigação tributária a condição de responsável pelo pagamento de imposto ou contribuição. retardar. 150. Ocorre justamente na substituição tributária regressiva. pois lhe é possível concentrar seus esforços fiscalizatórios numa quantidade bem menor de empresas e. 295). Esquematizado. 5) No que consiste a substituição tributária regressiva. nessa mesma concepção. o Fisco receberá o tributo em momento posterior à ocorrência do fato gerador da obrigação. que está ―atrás‖ na cadeia produtiva. caso não se realize o fato gerador presumido. Ou seja. assegurada a imediata e preferencial restituição da quantia paga. 299). prorrogar. só há possibilidade. diminuir a evasão fiscal (Dir. diferimento é o adiamento do pagamento do tributo. diferida ou ―para trás‖. O Fisco. Ricardo Alexandre. conforme previsto. Assim. Assim. situação em que a lei escolhe alguém (o responsável tributário). de imposição da responsabilidade para os casos de impostos ou contribuições. CF.só houve previsão da substituição ―para frente‖ porque havia muita controvérsia a respeito de sua constitucionalidade). 1ª ed. Trib. § 7. ou diferida? Resposta: A substituição tributária para trás.. tem a grande vantagem de otimizar a utilização da mão de obra fiscal. na substituição tributária. assim. restrição que não existe na substituição para trás. Ricardo Alexandre. 1ª ed. a lei pode determinar que a indústria seja a responsável pelo recolhimento do ICMS devido pelos produtores (a princípio essa obrigação seria dos vendedores). por pessoa diversa do contribuinte. regressiva ou antecedente ocorre nos casos em que as pessoas ocupantes das posições anteriores nas cadeias de produção e circulação são 394 . 4) Em relação à substituição tributária o que é Diferimento? Resposta: Diferir é adiar. para efetuar o pagamento do tributo no lugar do contribuinte. na substituição para frente. p.. Logo. ou para trás. art. têm atrelada sua cobrança a uma prestação estatal específica voltada para o contribuinte. antecedente. se vários produtores fornecem leite a uma indústria de laticínios. por serem vinculados. cujo fato gerador deva ocorrer posteriormente. não sendo razoável a antecipação da cobrança antes da realização de tal atividade (Dir.

perpetrada pela EC 3/93. Ricardo Alexandre.2. O valor do tributo não é de difícil cálculo. pois pode ser feito com base no preço de venda pré-determinado pelo fabricante. na espécie substituição para frente. pq substitui-se quem está ―atrás‖ na cadeia produtiva. Esquematizado.. é razoável diante do Código Tributário Nacional? Pode-se falar em contribuinte de fato? 395 . por sua vez. Assim. o vende aos consumidores. p.. 295). no dever de pagar tributo.º A lei poderá atribuir a sujeito passivo de obrigação tributária a condição de responsável pelo pagamento de imposto ou contribuição. que vende o carro às concessionárias que. Lembre-se que se chama substituição para ―trás‖.2. Esquematizado. 6) O que é substituição tributária para frente? Resposta: A substituição tributária para frente. 1ª ed. no dever de pagar tributo. 150.1. ou ainda por arbitramento (pauta fiscal). por aquelas que ocupam as posições anteriores nessas mesmas cadeias (Dir. 7. por exemplo. assegurada a imediata e preferencial restituição da quantia paga..substituídas. caso não se realize o fato gerador presumido. a fábrica. Assim. Para complementação. por aquelas que ocupam as posições posteriores nessas mesmas cadeias (Dir. o STF já havia declarado a constitucionalidade dessa espécie de substituição.. 293). Antes mesmo da previsão constitucional. Logo a fábrica será contribuinte do seu tributo (na operação entre si a concessionária) e responsável pelo pagamento do tributo de uma operação que ainda não ocorreu (e nem se tem certeza se ocorrerá – a venda do automóvel ao cliente). Trib. p. § 7. que se encontra assim prevista na CF/88: Art. progressiva ou subsequente ocorre nos casos em que as pessoas ocupantes das posições posteriores das cadeias de produção e circulação são substituídas. que ainda não ocorreu. vide resposta à questão anterior. A substituição é ―para frente‖ pq substitui alguém da ―frente‖ na cadeia produtiva. pelo tributo ocorrido pela venda do automóvel pela concessionária ao cliente. 1ª ed. se a lei assim o determinar. Ricardo Alexandre. há uma antecipação do pagamento do tributo por um fato gerador futuro. Questões do TRF2 1) Esse termo (contribuinte de fato) é factível. Trib. será responsável tributária. cujo fato gerador deva ocorrer posteriormente.

e também do Fisco. apesar de o contribuinte de direito ser o comerciante ou industriário. por sua natureza. 166.: ICMS e IPI – nesses casos. No IR. 3) Em caso de denúncia espontânea e de descumprimento das obrigações acessórias sem a necessidade de pagar o tributo. 166 do CTN: Art. ao final. o contribuinte de fato só tem relevância para o caso de restituição de indébito dos tributos indiretos. Veja a redação do art. Cabe a restituição do tributo pago indevidamente. daqueles que comportam a transferência do ônus financeiro do tributo (Ex. o valor do tributo é acrescido ao preço de custo da mercadoria e quem o suporta. Ressalte-se que o contribuinte de fato não tem direito à restituição. 138 do CTN. Como fica a situação jurídica do contribuinte? Resposta: A denúncia espontânea está prevista no art. 71): Súmula 546. não é natural a transferência do ônus financeiro). estabelecendo que se exclui a responsabilidade daquele que confessa ao Fisco a prática de infração. que o contribuinte "de jure" não recuperou do contribuinte "de facto" o "quantum" respectivo. transferência do respectivo encargo financeiro somente será feita a quem prove haver assumido o referido encargo. 2) No caso de uma ação de repetição de indébito ajuizada pelo adquirente de um produto que pleiteia a repetição do IPI. exemplo de tributo direto. por não fazer parte da relação jurídica tributária (questão mais que pacífica nos tribunais).Resposta: Na sistemática do CTN. estar por este expressamente autorizado a recebê-la. recebendo do consumidor final. é o consumidor quem paga. quando reconhecido por decisão. através da repetição de indébito. Ele não é o contribuinte? Como magistrado como decidiria? Deferiria? Extinguiria o feito? Resposta: Vide questão anterior. O STF corrobora esse entendimento por meio da súmula 546 (que revogou a súm. no caso de tê-lo transferido a terceiro. A restituição de tributos que comportem. E o motivo da necessidade de prova da não repercussão tributária (transferência do encargo) é impedir o duplo recebimento pelo contribuinte de direito: repassar o ônus tributário. por sua natureza. que responde essa. ou. seja de descum396 . ou seja.

não configura denúncia espontânea). ou pedido de parcelamento. e sim um momento específico da relação jurídico-tributária. Reforça esse entendimento a disposição do art. NORMA (H. ou de fazer. 21ª Ed. § 1º do CTN e a súmula 208 do Tribunal Federal de Recursos (a simples confissão da dívida. p. 214. que o crédito tributário é uma ―obrigação tributária lançada‖ ou ―obrigação tributária em estado ativo‖. ou o próprio parcelamento. e o Estado tem o direito de constituir contra o particular um crédito. não fazer ou tolerar algo no interesse da arrecadação ou fiscalização. 155-A. acompanhada do seu pedido de parcelamento. nas palavras de Hugo de Brito ―é a relação jurídica em virtude da qual o particular (sujeito passivo) tem o dever de prestar dinheiro ao Estado (sujeito ativo). faz nascer para o Fisco (sujeito ativo) o crédito tributário concretizado por intermédio do lançamento. 1ª Ed. 2010. ou seja.. ocorre a obrigação tributária. na seqüência dinâmica lógica da relação jurídica fiscal.‖ (Código Tributário Nacional Interpretado. p 110) Crédito tributário.1..) + FATO GERADOR = OBRIGAÇÃO TRIBUTÁRIA + LANÇAMENTO = CRÉDITO 2) Quem é responsável pelos impostos e demais taxas do imóvel adjudicado: a instituição financeira ou o mutuário que ainda não o desocupou? Resposta: 397 . mas somente se houver o recolhimento do tributo. é ―a obrigação tributária tornada líquida e certa por intermédio do lançamento. que por sua vez. Editora Manole. Vê-se: precedida do fato gerador.existe autonomia relativa entre obrigação tributária e crédito tributário. 692) Portanto. I. desde que efetue o pagamento do tributo devido acompanhado dos juros de mora. percebe-se que a diferença básica entre obrigação e crédito tributário reside no aspecto cronológico. nas palavras da Sabbag. Nas palavras de Aldemario Araujo Castro ―.‖ (MACHADO. ainda. p. Manual de Direito Tributário. art. não sendo o crédito uma parte da obrigação. 7..primento da obrigação principal ou da acessória. a denúncia espontânea exclui a multa de mora ou aquela que decorre do descumprimento de obrigação acessória.. Só se aplica em caso de pagamento integral do tributo (entendimento do STJ e de todos os regionais). Curso de Direito Tributário. Afirma.2. Ou seja. (SABBAG. não se trata de denúncia espontânea.3. Questões do TRF3 1) Qual a diferença entre obrigação e crédito em direito tributário? Resposta: Obrigação tributária. Caso haja o pagamento parcial.‖. Hugo B. 140).

salvo quando conste do título a prova de sua quitação. 121. Responsável. tem previsão no inciso II. 130 do CTN: Art. do CTN. que a escolha do responsável tributário não pode ser aleatória. subrogamse na pessoa dos respectivos adquirentes. 130. “é a terceira pessoa escolhida por lei para pagar o tributo. já que arrematação não se confunde com adjudicação. assim. Manual de Direito Tributário. com a CF. É condição sine qua non para se reconhecer a figura do contribuinte a necessidade da existência de relação pessoal e direta com a situação que constitua o respectivo fato gerador. a sub-rogação ocorre sobre o respectivo preço. tendo em vista tratar-se de obrigação propter rem. p. 625). e bem assim os relativos a taxas pela prestação de serviços referentes a tais bens. inexistindo a relação pessoal e direta com o fato gerador. ou a contribuições de melhoria. ou seja. e segundo Sabbag. 4) Qual a diferença entre contribuinte. Veja-se a disposição do art. no inciso I. 3) O legislador tem liberdade para definir o alcance de contribuinte? Resposta: Em respeito à disposição geral expressa pelo CTN. sem que tenha realizado o fato gerador” (SABBAG. do art. do art. 121. 1ª Ed. Dessa forma. estará em conflito com a referida norma geral.A instituição financeira. não há que se falar em contribuinte. do art. No caso de arrematação em hasta pública. do CTN. do parágrafo único. ou seja. que fuja da dos limites trilhados pelo CTN. do parágrafo único. do parágrafo único. Os créditos tributários relativos a impostos cujo fato gerador seja a propriedade. também chamado de sujeito passivo direto. que segue a coisa. 121. Importante lembrar. respondendo sempre o atual proprietário. Notem que não se aplica o parágrafo único nesse caso. eventual apontamento elástico do alcance do contribuinte feito pelo legislador superveniente ao criar um novo tributo. também conhecido como sujeito passivo indireto. Exatamente nesse sentido da resposta: RECURSO ESPECIAL – 1179056. Parágrafo único. responsável e substituto? Resposta: Contribuinte. é aquela pessoa (natural ou jurídica) que possui relação pessoal e direta com a situação que constitua o respectivo fato gerador. também. não há possibilidade de o legislador superveniente alterar a definição dos limites jurídicos do contribuinte. segundo o inciso I. o domínio útil ou a posse de bens imóveis. entretanto. conforme dicção do art. 128 398 .

Aqui a obrigação de pagar. art. contrato social ou estatutos. desde o início. desde que não tenham agido com excesso de podres. Não fosse assim.5. Questões do TRF4 7.2. não respondem os sócios pelas obrigações da pessoa jurídica.4. conforme entendimento jurisprudencial mais recente (RESP 1091593). ficando o contribuinte desonerado de quaisquer deveres. pois todo descumprimento de qualquer obrigação. a regra da limitação da responsabilidade tornar-se-ia exceção. gerentes ou representantes de pessoas jurídicas de direito privado (CTN. p. 1ª Ed. Substituto. e se dá quando terceira pessoa ocupa o lugar do contribuinte (substituído). é considerado espécie de responsabilidade ―originária ou de 1º grau‖. apesar de não realizar o fato gerador. art. o responsável. 642) 5) Em que casos o sócio tem responsabilidade por dívida da sociedade? Resposta: As exceções à limitação da responsabilidade dos sócios no Direito Tributário são as seguintes: a) existência de obrigações tributárias resultantes de atos praticados com excesso de poderes ou infração de lei. apenas para os sócios que atuarem na qualidade de diretores. O mero inadimplemento de obrigação tributária não configura infração à lei a que se refere o art. tem. VII). 135.2. Questões do TRF5 399 .do CTN. obrigatoriamente. 135. (SABBAG. do CTN.1. III. que a este fato estar ligado. III) e b) dissolução irregular da sociedade com partilha de bens. mesmo as obrigações comerciais e civis. 134. 7. antes da ocorrência do fato gerador. aplicável a todos os sócios (CTN.1. é do responsável. Esta é a coluna vertebral da limitação da responsabilidade dos sócios nas sociedades limitadas: uma vez integralizado o capital social. levaria sempre à responsabilização pessoal dos sócios. contrato ou estatuto. infração à lei. Assim. já que qualquer descumprimento de obrigação constitui-se ato ilícito. Manual de Direito Tributário.

foi consagrada no art. Entidades Administrativas 7. misto do paradigma norte-americano e francês. Administração Pública Direta E Indireta. § 2º. enquanto que a ANATEL e ANP. que possuem como maior peculiaridade a ausência de personalidade jurídica. como na França. tem lento desenvolvimento. por exemplo. ii) o direito administrativo americano. Assim. não. Administrativo confunde-se com o das agências reguladoras. basicamente por dois motivos: i) o sistema jurídico estadunidense segue o modelo do comom Law.472/97 ao dispor que a Agência Nacional de Telecomunicações – ANATEL – atuará como ―autoridade administrativa independente‖. III). tanto que é conhecido como o Direito das Agências.1. controle hierárquico. 21. uma vez que não se concebe que uma pessoa jurídica da Administração Indireta não se submeta à subordinação ministerial.3. A doutrina indica que.1. sendo natural que se procedesse a uma adaptação do modelo norte americano para o brasileiro. XI e 177. ou seja. a criação das demais agências seria por conveniência e oportunidade.3.7. pode-se dizer que nossas agências seguem um modelo híbrido. E a razão da previsão constitucional dessas agências é o monopólio da União sobre tais atividades. Nos Estados Unidos o Dir. 400 . por conta desse monopólio. do civil Law. as agências reguladoras tomaram a forma de centros de competência autônomos denominados ―Autoridades Administrativas In