QUESTÕES DE PROVAS ORAIS

RESPOSTAS ELABORADAS PELOS CANDIDATOS CLASSIFICADOS PARA A PROVA ORAL DO XIV CONCURSO PARA JUIZ FEDERAL SUBSTITUTO DA 1ª REGIÃO
Alessandro Rafael Bertollo de Alexandre * Alexey Suusmann Pere * Bruno Anderson Santos da Silva * Caio Castagine Marinho * Carolynne Souza de Macêdo Oliveira * Danielli Farias Rabelo Leitão Rodrigues * Diana Maria Wanderlei da Silva * Diego Leonardo Andrade de Oliveira * Eduardo Santos da Rocha Penteado * Emanuel José Matias Guerra * Érico Rodrigo Freitas Pinheiro * Felipe Bouzada Flores Viana * Flávio Fraga e Silva * Frederico Botelho de Barros Viana * Gabriela Silva Macedo * Gilberto Pimentel de Mendonça Gomes Junior * Heitor Moura Gomes * Herley da Luz Brasil * José Flávio Fonseca de Oliveira * Jucelio Fleury Neto * Leonardo Tavares Saraiva * Lílian Mara de Souza Ferreira * Liviane Kelly Soares Vasconcelos * Luzia Farias da Silva * Marcelo Freire Lage * Márcio Muniz da Silva Carvalho * Mauro César Garcia Patini * Mauro César Garcia Patini * Omar Bellottti Ferreira * Paulo Máximo de Castro Cabacinha * Pedro Felipe de Oliveira Santos * Rafael de Sousa Branquinho e Assis * Rafael Lima da Costa * Ricardo Beckerath da Silva Leitão * Robson de Magalhães Pereira * Rodrigo Parente Paiva Bentemuller * Tiago Borré * Ubiratan Cruz Rodrigues * Umberto Paulini * Umberto Paulini * Victor Cretella Passos Silva * Walisson Gonçalves Cunha * Walter H. Santos

2012

1. PONTO 01 .....................................................................................................................................34 1.1. DIREITO CONSTITUCIONAL ..................................................................................................................... 34 1.1.1. Constitucionalismo................................................................................................................... 34
1.1.1.1. Questões do TRF1 ............................................................................................................................. 34 1.1.1.2. Questões do TRF2 ............................................................................................................................. 38 1.1.1.3. Questões do TRF3 ............................................................................................................................. 43 1.1.1.4. Questões do TRF4 ............................................................................................................................. 43 1.1.1.5. Questões do TRF5 ............................................................................................................................. 43

1.2. DIREITO TRIBUTÁRIO ............................................................................................................................. 43 1.2.1. Conceito, Conteúdo, Natureza, Autonomia, Fontes, Relação com o Direito Financeiro, Sistema Constitucional Tributário, Poder de Tributar ..................................................................................... 43
1.2.1.1. Questões do TRF1 ............................................................................................................................. 43 1.2.1.2. Questões do TRF2 ............................................................................................................................. 44 1.2.1.3. Questões do TRF3 ............................................................................................................................. 47 1.2.1.4. Questões do TRF4 ............................................................................................................................. 48 1.2.1.5. Questões do TRF5 ............................................................................................................................. 48

1.3. DIREITO ADMINISTRATIVO...................................................................................................................... 48 1.3.1. Responsabilidade Civil do Estado ............................................................................................. 48
1.3.1.1. Questões do TRF1 ............................................................................................................................. 48 1.3.1.2. Questões do TRF2 ............................................................................................................................. 48 1.3.1.3. Questões do TRF3 ............................................................................................................................. 49 1.3.1.4. Questões do TRF4 ............................................................................................................................. 49 1.3.1.5. Questões do TRF5 ............................................................................................................................. 50

1.4. DIREITO PENAL .................................................................................................................................... 50 1.4.1. Aplicação da Lei Penal. Princípios Gerais. Normas das Convenções e Tratados de Direito Internacional ...................................................................................................................................... 50
1.4.1.1. Questões do TRF1 ............................................................................................................................. 50 1.4.1.2. Questões do TRF2 ............................................................................................................................. 52 1.4.1.3. Questões do TRF3 ............................................................................................................................. 59 1.4.1.4. Questões do TRF4 ............................................................................................................................. 59 1.4.1.5. Questões do TRF5 ............................................................................................................................. 59

1.5. DIREITO PREVIDENCIÁRIO....................................................................................................................... 61 1.5.1. Previdência Social: Órgãos, Regimes, Segurados, Beneficiários e Inscrições. Leis N. 8.212/91 E 8.213/91 ............................................................................................................................................ 61
1.5.1.1. Questões do TRF1 ............................................................................................................................. 61 1.5.1.2. Questões do TRF2 ............................................................................................................................. 66 1.5.1.3. Questões do TRF3 ............................................................................................................................. 66 1.5.1.4. Questões do TRF4 ............................................................................................................................. 66 1.5.1.5. Questões do TRF5 ............................................................................................................................. 67

1.6. DIREITO CIVIL ...................................................................................................................................... 71 1.6.1. Prescrição e Decadência. Vícios Redibitórios. Evicção ............................................................. 71
1.6.1.1. Questões do TRF1 ............................................................................................................................. 71 1.6.1.2. Questões do TRF2 ............................................................................................................................. 71 1.6.1.3. Questões do TRF3 ............................................................................................................................. 72 1.6.1.4. Questões do TRF4 ............................................................................................................................. 72 1.6.1.5. Questões do TRF5 ............................................................................................................................. 72

1.7. DIREITO EMPRESARIAL .......................................................................................................................... 75 1.7.1. Direito Comercial. Direito Empresarial. ................................................................................... 75

2

1.7.1.1. Questões do TRF1 ............................................................................................................................. 75 1.7.1.2. Questões do TRF2 ............................................................................................................................. 79 1.7.1.3. Questões do TRF3 ............................................................................................................................. 79 1.7.1.4. Questões do TRF4 ............................................................................................................................. 79 1.7.1.5. Questões do TRF5 ............................................................................................................................. 79

1.8. DIREITO PROCESSUAL CIVIL .................................................................................................................... 79 1.8.1. Processo e Procedimento. Classificação dos Procedimentos. Procedimento Ordinário e suas Fases. Procedimento Sumário. Procedimentos Especiais. Cognição Sumária e Exauriente. Procedimento Adequado ................................................................................................................... 79
1.8.1.1. Questões do TRF1 ............................................................................................................................. 79 1.8.1.2. Questões do TRF2 ............................................................................................................................. 79 1.8.1.3. Questões do TRF3 ............................................................................................................................. 87 1.8.1.4. Questões do TRF4 ............................................................................................................................. 87 1.8.1.5. Questões do TRF5 ............................................................................................................................. 87

1.9. DIREITO PROCESSUAL PENAL .................................................................................................................. 95 1.9.1. Competência ............................................................................................................................ 95
1.9.1.1. Questões do TRF1 ............................................................................................................................. 95 1.9.1.2. Questões do TRF2 ............................................................................................................................. 96 1.9.1.3. Questões do TRF3 ............................................................................................................................. 97 1.9.1.4. Questões do TRF4 ............................................................................................................................. 97 1.9.1.5. Questões do TRF5 ............................................................................................................................. 97

1.10. DIREITO AMBIENTAL ......................................................................................................................... 100 1.10.1. Tutela Constitucional Do Meio Ambiente. Princípios Do Direito Ambiental Na Constituição De 1988 ............................................................................................................................................ 100
1.10.1.1. Questões do TRF1 ......................................................................................................................... 100 1.10.1.2. Questões do TRF2 ......................................................................................................................... 102 1.10.1.3. Questões do TRF3 ......................................................................................................................... 107 1.10.1.4. Questões do TRF4 ......................................................................................................................... 107 1.10.1.5. Questões do TRF5 ......................................................................................................................... 108

1.11. DIREITO INTERNACIONAL PÚBLICO E PRIVADO ........................................................................................ 110 1.11.1. Personalidade Internacional. Estado e Território. Imunidade de Jurisdição. ....................... 110
1.11.1.1. Questões do TRF1 ......................................................................................................................... 110 1.11.1.2. Questões do TRF2 ......................................................................................................................... 112 1.11.1.3. Questões do TRF3 ......................................................................................................................... 117 1.11.1.4. Questões do TRF4 ......................................................................................................................... 117 1.11.1.5. Questões do TRF5 ......................................................................................................................... 117

1.12. SOCIOLOGIA DO DIREITO.................................................................................................................... 119 1.12.1. Fato Social – Conceito. ......................................................................................................... 119
1.12.1.1. Questões do TRF1 ......................................................................................................................... 119 1.12.1.2. Questões do TRF2 ......................................................................................................................... 119 1.12.1.3. Questões do TRF3 ......................................................................................................................... 120 1.12.1.4. Questões do TRF4 ......................................................................................................................... 120 1.12.1.5. Questões do TRF5 ......................................................................................................................... 120

1.13. FILOSOFIA DO DIREITO ...................................................................................................................... 120 1.13.1. O Justo e o Direito ................................................................................................................ 120
1.13.1.1. Questões do TRF1 ......................................................................................................................... 120 1.13.1.1. Questões do TRF1 ......................................................................................................................... 120 1.13.1.2. Questões do TRF2 ......................................................................................................................... 123 1.13.1.3. Questões do TRF3 ......................................................................................................................... 123 1.13.1.4. Questões do TRF4 ......................................................................................................................... 123 1.13.1.5. Questões do TRF5 ......................................................................................................................... 124

2. PONTO 02 ................................................................................................................................... 124

3

2.1. DIREITO CONSTITUCIONAL ................................................................................................................... 124 2.1.1. Poder Constituinte Originário e Poder Constituinte Derivado ............................................... 124
2.1.1.1. Questões do TRF1 ........................................................................................................................... 124 2.1.1.2. Questões do TRF2 ........................................................................................................................... 126 2.1.1.3. Questões do TRF3 ........................................................................................................................... 129 2.1.1.4. Questões do TRF4 ........................................................................................................................... 131 2.1.1.5. Questões do TRF5 ........................................................................................................................... 131

2.2. DIREITO TRIBUTÁRIO ........................................................................................................................... 131 2.2.1. Sistema Constitucional Tributário: Poder de Tributar – Competência Tributária – Capacidade Tributária – Código Tributário Nacional .......................................................................................... 131
2.2.1.1. Questões do TRF1 ........................................................................................................................... 131 2.2.1.2. Questões do TRF2 ........................................................................................................................... 134 2.2.1.3. Questões do TRF3 ........................................................................................................................... 139 2.2.1.4. Questões do TRF4 ........................................................................................................................... 139 2.2.1.5. Questões do TRF5 ........................................................................................................................... 139

2.3. DIREITO ADMINISTRATIVO.................................................................................................................... 141 2.3.1. Processo Administrativo. Lei Nº 9.784/99. ............................................................................ 141
2.3.1.1. Questões do TRF1 ........................................................................................................................... 141 2.3.1.2. Questões do TRF2 ........................................................................................................................... 142 2.3.1.3. Questões do TRF3 ........................................................................................................................... 143 2.3.1.4. Questões do TRF4 ........................................................................................................................... 144 2.3.1.5. Questões do TRF5 ........................................................................................................................... 144

2.4. DIREITO PENAL .................................................................................................................................. 145 2.4.1. Crime. Crime E Relação De Causalidade. ............................................................................... 145
2.4.1.1. Questões do TRF1 ........................................................................................................................... 145 2.4.1.2. Questões do TRF2 ........................................................................................................................... 151 2.4.1.3. Questões do TRF3 ........................................................................................................................... 152 2.4.1.4. Questões do TRF4 ........................................................................................................................... 152 2.4.1.5. Questões do TRF5 ........................................................................................................................... 155

2.5. DIREITO PREVIDENCIÁRIO..................................................................................................................... 156 2.5.1. Previdência Social E Seguridade Social: Princípios Constitucionais. ...................................... 156
2.5.1.1. Questões do TRF1 ........................................................................................................................... 156 2.5.1.2. Questões do TRF2 ........................................................................................................................... 157 2.5.1.3. Questões do TRF3 ........................................................................................................................... 161 2.5.1.4. Questões do TRF4 ........................................................................................................................... 161 2.5.1.5. Questões do TRF5 ........................................................................................................................... 162

2.6. DIREITO CIVIL .................................................................................................................................... 163 2.6.1. Classificação Dos Contratos. Compromisso. .......................................................................... 163
2.6.1.1. Questões do TRF1 ........................................................................................................................... 163 2.6.1.2. Questões do TRF2 ........................................................................................................................... 164 2.6.1.3. Questões do TRF3 ........................................................................................................................... 165 2.6.1.4. Questões do TRF4 ........................................................................................................................... 165 2.6.1.5. Questões do TRF5 ........................................................................................................................... 165

2.7. DIREITO EMPRESARIAL ........................................................................................................................ 165 2.7.1. Sociedade Anônima ............................................................................................................... 165
2.7.1.1. Questões do TRF1 ........................................................................................................................... 165 2.7.1.2. Questões do TRF2 ........................................................................................................................... 167 2.7.1.3. Questões do TRF3 ........................................................................................................................... 170 2.7.1.4. Questões do TRF4 ........................................................................................................................... 170 2.7.1.5. Questões do TRF5 ........................................................................................................................... 170

2.8. DIREITO PROCESSUAL CIVIL .................................................................................................................. 171

4

2.8.1. Tutela Jurisdicional E Sua Antecipação. Conceito. Cabimento E Requisitos. Revogação, Modificação E Recursos Cabíveis. Fungibilidade Da Tutela Cautelar E Antecipada. Cumprimento Das Tutelas Antecipadas. Tutelas De Urgência. ..................................................................................... 171
2.8.1.1. Questões do TRF1 ........................................................................................................................... 171 2.8.1.2. Questões do TRF2 ........................................................................................................................... 173 2.8.1.3. Questões do TRF3 ........................................................................................................................... 173 2.8.1.4. Questões do TRF4 ........................................................................................................................... 173 2.8.1.5. Questões do TRF5 ........................................................................................................................... 173

2.9. DIREITO PROCESSUAL PENAL ................................................................................................................ 174 2.9.1. Ação Penal. Justa Causa. ....................................................................................................... 174
2.9.1.1. Questões do TRF1 ........................................................................................................................... 174 2.9.1.2. Questões do TRF2 ........................................................................................................................... 175 2.9.1.3. Questões do TRF3 ........................................................................................................................... 175 2.9.1.4. Questões do TRF4 ........................................................................................................................... 176 2.9.1.5. Questões do TRF5 ........................................................................................................................... 176

2.10. DIREITO AMBIENTAL ......................................................................................................................... 178 2.10.1. Competências Constitucionais Em Matéria Ambiental. Classificação e Repartição Dessas Competências, no Cenário Federativo ............................................................................................. 178
2.10.1.1. Questões do TRF1 ......................................................................................................................... 178 2.10.1.2. Questões do TRF2 ......................................................................................................................... 178 2.10.1.3. Questões do TRF3 ......................................................................................................................... 178 2.10.1.4. Questões do TRF4 ......................................................................................................................... 178 2.10.1.5. Questões do TRF5 ......................................................................................................................... 178

2.11. DIREITO INTERNACIONAL PÚBLICO E PRIVADO ........................................................................................ 178 2.11.1. Validade de Sentença Estrangeira no Brasil. Rogatórias ..................................................... 178
2.11.1.1. Questões do TRF1 ......................................................................................................................... 178 2.11.1.2. Questões do TRF2 ......................................................................................................................... 180 2.11.1.3. Questões do TRF3 ......................................................................................................................... 183 2.11.1.4. Questões do TRF4 ......................................................................................................................... 183 2.11.1.5. Questões do TRF5 ......................................................................................................................... 183

2.12. SOCIOLOGIA DO DIREITO.................................................................................................................... 184 2.12.1. Conceito De Sociologia – Controle Social E Direito. ............................................................. 184
2.12.1.1. Questões do TRF1 ......................................................................................................................... 184 2.12.1.2. Questões do TRF2 ......................................................................................................................... 184 2.12.1.3. Questões do TRF3 ......................................................................................................................... 184 2.12.1.4. Questões do TRF4 ......................................................................................................................... 185 2.12.1.5. Questões do TRF5 ......................................................................................................................... 185

2.13. FILOSOFIA DO DIREITO ...................................................................................................................... 185 2.13.1. A Justiça Como Valor Universal ........................................................................................... 185
2.13.1.1. Questões do TRF1 ......................................................................................................................... 185 2.13.1.2. Questões do TRF2 ......................................................................................................................... 185 2.13.1.3. Questões do TRF3 ......................................................................................................................... 185 2.13.1.4. Questões do TRF4 ......................................................................................................................... 185 2.13.1.5. Questões do TRF5 ......................................................................................................................... 185

3. PONTO 03 ................................................................................................................................... 186 3.1. DIREITO CONSTITUCIONAL ................................................................................................................... 186 3.1.1. Direitos e Garantias Fundamentais: Garantias Constitucionais e Núcleos Essenciais dos Direitos Fundamentais ..................................................................................................................... 186
3.1.1.1. Questões do TRF1 ........................................................................................................................... 186 3.1.1.2. Questões do TRF2 ........................................................................................................................... 186 3.1.1.3. Questões do TRF3 ........................................................................................................................... 189

5

3.1.1.4. Questões do TRF4 ........................................................................................................................... 190 3.1.1.5. Questões do TRF5 ........................................................................................................................... 190

3.2. DIREITO TRIBUTÁRIO ........................................................................................................................... 190 3.2.1. Sistema Constitucional Tributário: Tributos - Conceito - Natureza Jurídica - Classificação Espécies - Tributo E Preço Público .................................................................................................... 190
3.2.1.1. Questões do TRF1 ........................................................................................................................... 190 3.2.1.2. Questões do TRF2 ........................................................................................................................... 191 3.2.1.3. Questões do TRF3 ........................................................................................................................... 195 3.2.1.4. Questões do TRF4 ........................................................................................................................... 195 3.2.1.5. Questões do TRF5 ........................................................................................................................... 196

3.3. DIREITO ADMINISTRATIVO.................................................................................................................... 196 3.3.1. Intervenção do Estado na Propriedade e no Domínio Econômico ......................................... 196
3.3.1.1. Questões do TRF1 ........................................................................................................................... 196 3.3.1.2. Questões do TRF2 ........................................................................................................................... 196 3.3.1.3. Questões do TRF3 ........................................................................................................................... 198 3.3.1.4. Questões do TRF4 ........................................................................................................................... 199 3.3.1.5. Questões do TRF5 ........................................................................................................................... 199

3.4. DIREITO PENAL .................................................................................................................................. 199 3.4.1. Concurso de Pessoas e Concurso de Crimes ........................................................................... 199
3.4.1.1. Questões do TRF1 ........................................................................................................................... 199 3.4.1.2. Questões do TRF2 ........................................................................................................................... 200 3.4.1.3. Questões do TRF3 ........................................................................................................................... 201 3.4.1.4. Questões do TRF4 ........................................................................................................................... 201 3.4.1.5. Questões do TRF5 ........................................................................................................................... 201

3.5. DIREITO PREVIDENCIÁRIO..................................................................................................................... 201 3.5.1. Salário-De-Contribuição. Contribuições da Empresa. ............................................................ 201
3.5.1.1. Questões do TRF1 ........................................................................................................................... 201 3.5.1.2. Questões do TRF2 ........................................................................................................................... 201 3.5.1.3. Questões do TRF3 ........................................................................................................................... 202 3.5.1.4. Questões do TRF4 ........................................................................................................................... 203 3.5.1.5. Questões do TRF5 ........................................................................................................................... 203

3.6. DIREITO CIVIL .................................................................................................................................... 203 3.6.1. Validade e Invalidade dos Contratos. Contratos Fiduciários e Indiretos ................................ 203
3.6.1.1. Questões do TRF1 ........................................................................................................................... 203 3.6.1.2. Questões do TRF2 ........................................................................................................................... 203 3.6.1.3. Questões do TRF3 ........................................................................................................................... 204 3.6.1.4. Questões do TRF4 ........................................................................................................................... 205 3.6.1.5. Questões do TRF5 ........................................................................................................................... 205

3.7. DIREITO EMPRESARIAL ........................................................................................................................ 205 3.7.1. Sociedade Limitada ................................................................................................................ 205
3.7.1.1. Questões do TRF1 ........................................................................................................................... 205 3.7.1.2. Questões do TRF2 ........................................................................................................................... 205 3.7.1.3. Questões do TRF3 ........................................................................................................................... 206 3.7.1.4. Questões do TRF4 ........................................................................................................................... 206 3.7.1.5. Questões do TRF5 ........................................................................................................................... 206

3.8. DIREITO PROCESSUAL CIVIL .................................................................................................................. 208 3.8.1. Procedimento Sumário. Hipóteses de Admissibilidade. Valor da Causa e Caracterização por Matérias. Procedimento. Petição Inicial, Recebimento da Inicial, Citação, Audiência Inicial, Resposta do Réu, Audiência de Instrução e Julgamento. Intervenção de Terceiro e Ação Declaratória Incidental ......................................................................................................................................... 208
3.8.1.1. Questões do TRF1 ........................................................................................................................... 208 3.8.1.2. Questões do TRF2 ........................................................................................................................... 208

6

3.8.1.3. Questões do TRF3 ........................................................................................................................... 208 3.8.1.4. Questões do TRF4 ........................................................................................................................... 208 3.8.1.5. Questões do TRF5 ........................................................................................................................... 208

3.9. DIREITO PROCESSUAL PENAL ................................................................................................................ 209 3.9.1. Recursos ................................................................................................................................. 209
3.9.1.1. Questões do TRF1 ........................................................................................................................... 209 3.9.1.2. Questões do TRF2 ........................................................................................................................... 209 3.9.1.3. Questões do TRF3 ........................................................................................................................... 209 3.9.1.4. Questões do TRF4 ........................................................................................................................... 210 3.9.1.5. Questões do TRF5 ........................................................................................................................... 210

3.10. DIREITO AMBIENTAL ......................................................................................................................... 210 3.10.1. Tutela Administrativa do Meio Ambiente. Responsabilidade Administrativa em Matéria Ambiental. Poder de Polícia Ambiental ........................................................................................... 210
3.10.1.1. Questões do TRF1 ......................................................................................................................... 210 3.10.1.2. Questões do TRF2 ......................................................................................................................... 210 3.10.1.3. Questões do TRF3 ......................................................................................................................... 210 3.10.1.4. Questões do TRF4 ......................................................................................................................... 210 3.10.1.5. Questões do TRF5 ......................................................................................................................... 211

3.11. DIREITO INTERNACIONAL PÚBLICO E PRIVADO ........................................................................................ 213 3.11.1. Nacionalidade: Aquisição, Perda e Mudança ...................................................................... 213
3.11.1.1. Questões do TRF1 ......................................................................................................................... 213 3.11.1.2. Questões do TRF2 ......................................................................................................................... 213 3.11.1.3. Questões do TRF3 ......................................................................................................................... 213 3.11.1.4. Questões do TRF4 ......................................................................................................................... 213 3.11.1.5. Questões do TRF5 ......................................................................................................................... 213

3.12. SOCIOLOGIA DO DIREITO.................................................................................................................... 214 3.12.1. Fato Jurídico e Fato Social (Relações) .................................................................................. 214
3.12.1.1. Questões do TRF1 ......................................................................................................................... 214 3.12.1.2. Questões do TRF2 ......................................................................................................................... 214 3.12.1.3. Questões do TRF3 ......................................................................................................................... 214 3.12.1.4. Questões do TRF4 ......................................................................................................................... 214 3.12.1.5. Questões do TRF5 ......................................................................................................................... 214

3.13. FILOSOFIA DO DIREITO ...................................................................................................................... 214 3.13.1. Justiça e Legalidade ............................................................................................................. 214
3.13.1.1. Questões do TRF1 ......................................................................................................................... 214 3.13.1.2. Questões do TRF2 ......................................................................................................................... 215 3.13.1.3. Questões do TRF3 ......................................................................................................................... 215 3.13.1.4. Questões do TRF4 ......................................................................................................................... 215 3.13.1.5. Questões do TRF5 ......................................................................................................................... 215

4. PONTO 04 ................................................................................................................................... 216 4.1. DIREITO CONSTITUCIONAL ................................................................................................................... 216 4.1.1. Controle de Constitucionalidade ............................................................................................ 216
4.1.1.1. Questões do TRF1 ........................................................................................................................... 216 4.1.1.2. Questões do TRF2 ........................................................................................................................... 216 4.1.1.3. Questões do TRF3 ........................................................................................................................... 224 4.1.1.4. Questões do TRF4 ........................................................................................................................... 225 4.1.1.5. Questões do TRF5 ........................................................................................................................... 225

4.2. DIREITO TRIBUTÁRIO ........................................................................................................................... 225 4.2.1. Sistema Constitucional Tributário: Princípios Constitucionais De Direito Tributário ............. 225
4.2.1.1. Questões do TRF1 ........................................................................................................................... 225 4.2.1.2. Questões do TRF2 ........................................................................................................................... 226

7

4.2.1.3. Questões do TRF3 ........................................................................................................................... 231 4.2.1.4. Questões do TRF4 ........................................................................................................................... 232 4.2.1.5. Questões do TRF5 ........................................................................................................................... 232

4.3. DIREITO ADMINISTRATIVO.................................................................................................................... 234 4.3.1. Ato Administrativo. Políticas Públicas.................................................................................... 234
4.3.1.1. Questões do TRF1 ........................................................................................................................... 234 4.3.1.2. Questões do TRF2 ........................................................................................................................... 235 4.3.1.3. Questões do TRF3 ........................................................................................................................... 237 4.3.1.4. Questões do TRF4 ........................................................................................................................... 237 4.3.1.5. Questões do TRF5 ........................................................................................................................... 237

4.4. DIREITO PENAL .................................................................................................................................. 237 4.4.1. Pena. Valoração ..................................................................................................................... 237
4.4.1.1. Questões do TRF1 ........................................................................................................................... 237 4.4.1.2. Questões do TRF2 ........................................................................................................................... 237 4.4.1.3. Questões do TRF3 ........................................................................................................................... 242 4.4.1.4. Questões do TRF4 ........................................................................................................................... 242 4.4.1.5. Questões do TRF5 ........................................................................................................................... 242

4.5. DIREITO PREVIDENCIÁRIO..................................................................................................................... 242 4.5.1. Benefícios Previdenciários. Período de Carência. Valor Mensal. Salário-de-Benefício. Reajustamentos ............................................................................................................................... 242
4.5.1.1. Questões do TRF1 ........................................................................................................................... 242 4.5.1.2. Questões do TRF2 ........................................................................................................................... 243 4.5.1.3. Questões do TRF3 ........................................................................................................................... 244 4.5.1.4. Questões do TRF4 ........................................................................................................................... 244 4.5.1.5. Questões do TRF5 ........................................................................................................................... 244

4.6. DIREITO CIVIL .................................................................................................................................... 245 4.6.1. Fato Jurídico, Ato Jurídico E Negócio Jurídico. Relações Paracontratuais ............................. 245
4.6.1.1. Questões do TRF1 ........................................................................................................................... 245 4.6.1.2. Questões do TRF2 ........................................................................................................................... 245 4.6.1.3. Questões do TRF3 ........................................................................................................................... 245 4.6.1.4. Questões do TRF4 ........................................................................................................................... 247 4.6.1.5. Questões do TRF5 ........................................................................................................................... 247

4.7. DIREITO EMPRESARIAL ........................................................................................................................ 248 4.7.1. Alienação Fiduciária Em Garantia ......................................................................................... 248
4.7.1.1. Questões do TRF1 ........................................................................................................................... 248 4.7.1.2. Questões do TRF2 ........................................................................................................................... 249 4.7.1.3. Questões do TRF3 ........................................................................................................................... 249 4.7.1.4. Questões do TRF4 ........................................................................................................................... 249 4.7.1.5. Questões do TRF5 ........................................................................................................................... 249

4.8. DIREITO PROCESSUAL CIVIL .................................................................................................................. 249 4.8.1. Procedimento Ordinário – Fase Postulatória. Petição Inicial. Propositura Da Demanda. Requisitos Da Inicial. Pedido. Indeferimento Da Petição Inicial. Citação. Intimação. Resposta Do Réu: Contestação, Reconvenção, Exceções, Impugnação Ao Valor Da Causa, Impugnação À Gratuidade De Justiça e Ação Declaratória Incidental. Revelia ....................................................... 249
4.8.1.1. Questões do TRF1 ........................................................................................................................... 249 4.8.1.2. Questões do TRF2 ........................................................................................................................... 250 4.8.1.3. Questões do TRF3 ........................................................................................................................... 254 4.8.1.4. Questões do TRF4 ........................................................................................................................... 255 4.8.1.5. Questões do TRF5 ........................................................................................................................... 255

4.9. DIREITO PROCESSUAL PENAL ................................................................................................................ 256 4.9.1. Sentença. Motivação Das Decisões Penais ............................................................................ 256
4.9.1.1. Questões do TRF1 ........................................................................................................................... 256

8

4.9.1.2. Questões do TRF2 ........................................................................................................................... 259 4.9.1.3. Questões do TRF3 ........................................................................................................................... 260 4.9.1.4. Questões do TRF4 ........................................................................................................................... 260 4.9.1.5. Questões do TRF5 ........................................................................................................................... 261

4.10. DIREITO AMBIENTAL ......................................................................................................................... 261 4.10.1. Política Nacional Do Meio Ambiente. Instrumentos Da Política Nacional Do Meio Ambiente. Padrões De Qualidade Ambiental. Zoneamento Ambiental. Sistema Nacional De Unidades De Conservação Da Natureza ............................................................................................................... 261
4.10.1.1. Questões do TRF1 ......................................................................................................................... 261 4.10.1.2. Questões do TRF2 ......................................................................................................................... 261 4.10.1.3. Questões do TRF3 ......................................................................................................................... 262 4.10.1.4. Questões do TRF4 ......................................................................................................................... 262 4.10.1.5. Questões do TRF5 ......................................................................................................................... 262

4.11. DIREITO INTERNACIONAL PÚBLICO E PRIVADO ........................................................................................ 264 4.11.1. O Espaço Aéreo .................................................................................................................... 264
4.11.1.1. Questões do TRF1 ......................................................................................................................... 264 4.11.1.2. Questões do TRF2 ......................................................................................................................... 265 4.11.1.3. Questões do TRF3 ......................................................................................................................... 265 4.11.1.4. Questões do TRF4 ......................................................................................................................... 265 4.11.1.5. Questões do TRF5 ......................................................................................................................... 265

4.12. SOCIOLOGIA DO DIREITO.................................................................................................................... 265 4.12.1. Aspectos Gerenciais Da Atividade Judiciária........................................................................ 265
4.12.1.1. Questões do TRF1 ......................................................................................................................... 265 4.12.1.2. Questões do TRF2 ......................................................................................................................... 265 4.12.1.3. Questões do TRF3 ......................................................................................................................... 265 4.12.1.4. Questões do TRF4 ......................................................................................................................... 265 4.12.1.5. Questões do TRF5 ......................................................................................................................... 265

4.13. FILOSOFIA DO DIREITO ...................................................................................................................... 265 4.13.1. O Conceito De Direito E Sua Positividade............................................................................. 265
4.13.1.1. Questões do TRF1 ......................................................................................................................... 265 4.13.1.2. Questões do TRF2 ......................................................................................................................... 267 4.13.1.3. Questões do TRF3 ......................................................................................................................... 267 4.13.1.4. Questões do TRF4 ......................................................................................................................... 267 4.13.1.5. Questões do TRF5 ......................................................................................................................... 267

5. PONTO 05 ................................................................................................................................... 268 5.1. DIREITO CONSTITUCIONAL ................................................................................................................... 268 5.1.1. Eficácia Das Normas Constitucionais ..................................................................................... 268
5.1.1.1. Questões do TRF1 ........................................................................................................................... 268 5.1.1.2. Questões do TRF2 ........................................................................................................................... 270 5.1.1.3. Questões do TRF3 ........................................................................................................................... 270 5.1.1.4. Questões do TRF4 ........................................................................................................................... 270 5.1.1.5. Questões do TRF5 ........................................................................................................................... 270

5.2. DIREITO TRIBUTÁRIO ........................................................................................................................... 271 5.2.1. Impostos: União Federal – Estados-membros - Municípios – Distrito Federal - Territórios Princípios E Normas Constitucionais – Rendas Compatíveis ............................................................ 271
5.2.1.1. Questões do TRF1 ........................................................................................................................... 271 5.2.1.2. Questões do TRF2 ........................................................................................................................... 271 5.2.1.3. Questões do TRF3 ........................................................................................................................... 273 5.2.1.4. Questões do TRF4 ........................................................................................................................... 277 5.2.1.5. Questões do TRF5 ........................................................................................................................... 277

5.3. DIREITO ADMINISTRATIVO.................................................................................................................... 278

9

5.3.1. Licitação ................................................................................................................................. 278
5.3.1.1. Questões do TRF1 ........................................................................................................................... 278 5.3.1.2. Questões do TRF2 ........................................................................................................................... 284 5.3.1.3. Questões do TRF3 ........................................................................................................................... 292 5.3.1.4. Questões do TRF4 ........................................................................................................................... 296 5.3.1.5. Questões do TRF5 ........................................................................................................................... 296

5.4. DIREITO PENAL .................................................................................................................................. 296 5.4.1. Extinção Da Punibilidade ....................................................................................................... 296
5.4.1.1. Questões do TRF1 ........................................................................................................................... 296 5.4.1.2. Questões do TRF2 ........................................................................................................................... 301 5.4.1.3. Questões do TRF3 ........................................................................................................................... 301 5.4.1.4. Questões do TRF4 ........................................................................................................................... 301 5.4.1.5. Questões do TRF5 ........................................................................................................................... 301

5.5. DIREITO PREVIDENCIÁRIO..................................................................................................................... 301 5.5.1. Aposentadoria. Auxílio-Doença. Abono De Permanência. Pensões. Renda Mensal Vitalícia. Acumulação ..................................................................................................................................... 301
5.5.1.1. Questões do TRF1 ........................................................................................................................... 301 5.5.1.2. Questões do TRF2 ........................................................................................................................... 307 5.5.1.3. Questões do TRF3 ........................................................................................................................... 308 5.5.1.4. Questões do TRF4 ........................................................................................................................... 308 5.5.1.5. Questões do TRF5 ........................................................................................................................... 308

5.6. DIREITO CIVIL .................................................................................................................................... 309 5.6.1. Compra E Venda. Pactos Adjetos. Compromisso De Compra E Venda .................................. 309
5.6.1.1. Questões do TRF1 ........................................................................................................................... 309 5.6.1.2. Questões do TRF2 ........................................................................................................................... 313 5.6.1.3. Questões do TRF3 ........................................................................................................................... 313 5.6.1.4. Questões do TRF4 ........................................................................................................................... 313 5.6.1.5. Questões do TRF5 ........................................................................................................................... 313

5.7. DIREITO EMPRESARIAL ........................................................................................................................ 313 5.7.1. Títulos De Crédito................................................................................................................... 313
5.7.1.1. Questões do TRF1 ........................................................................................................................... 313 5.7.1.2. Questões do TRF2 ........................................................................................................................... 318 5.7.1.3. Questões do TRF3 ........................................................................................................................... 322 5.7.1.4. Questões do TRF4 ........................................................................................................................... 322 5.7.1.5. Questões do TRF5 ........................................................................................................................... 324

5.8. DIREITO PROCESSUAL CIVIL .................................................................................................................. 325 1.8.1. Fase Ordinatória. Providências Preliminares. Réplica. Especificação De Provas. Regularização. Julgamento Conforme O Estado Do Processo. Extinção Sem Julgamento Do Mérito. Julgamento Antecipado Do Mérito. Audiência Preliminar. Tentativa De Conciliação, Saneamento Do Processo, Desnecessidade De Audiência Preliminar ........................................................................................ 325
5.8.1.1. Questões do TRF1 ........................................................................................................................... 325 5.8.1.2. Questões do TRF2 ........................................................................................................................... 328 5.8.1.3. Questões do TRF3 ........................................................................................................................... 329 5.8.1.4. Questões do TRF4 ........................................................................................................................... 329 5.8.1.5. Questões do TRF5 ........................................................................................................................... 329

5.9. DIREITO PROCESSUAL PENAL ................................................................................................................ 329 5.9.1. Prova. Indícios. Presunções. Ônus Da Prova. Valor Da Confissão .......................................... 329
5.9.1.1. Questões do TRF1 ........................................................................................................................... 329 5.9.1.2. Questões do TRF2 ........................................................................................................................... 336 5.9.1.3. Questões do TRF3 ........................................................................................................................... 339 5.9.1.4. Questões do TRF4 ........................................................................................................................... 339 5.9.1.5. Questões do TRF5 ........................................................................................................................... 340

10

5.10. DIREITO AMBIENTAL ......................................................................................................................... 340 5.10.1. Avaliação De Impactos Ambientais. Estudo Prévio De Impacto Ambiental E Licenciamento Ambiental. Infrações E Sanções Administrativas ............................................................................. 340
5.10.1.1. Questões do TRF1 ......................................................................................................................... 340 5.10.1.2. Questões do TRF2 ......................................................................................................................... 344 5.10.1.3. Questões do TRF3 ......................................................................................................................... 347 5.10.1.4. Questões do TRF4 ......................................................................................................................... 347 5.10.1.5. Questões do TRF5 ......................................................................................................................... 347

5.11. DIREITO INTERNACIONAL PÚBLICO E PRIVADO ........................................................................................ 347 5.11.1. Mar Territorial E Zona Contígua. Zona Econômica. Plataforma Continental. Alto Mar ...... 347
5.11.1.1. Questões do TRF1 ......................................................................................................................... 347 5.11.1.2. Questões do TRF2 ......................................................................................................................... 348 5.11.1.3. Questões do TRF3 ......................................................................................................................... 348 5.11.1.4. Questões do TRF4 ......................................................................................................................... 348 5.11.1.5. Questões do TRF5 ......................................................................................................................... 348

5.12. SOCIOLOGIA DO DIREITO.................................................................................................................... 348 5.12.1. O Fato Jurídico Como Espécie Do Gênero Fato Social .......................................................... 348
5.12.1.1. Questões do TRF1 ......................................................................................................................... 348 5.12.1.2. Questões do TRF2 ......................................................................................................................... 348 5.12.1.3. Questões do TRF3 ......................................................................................................................... 348 5.12.1.4. Questões do TRF4 ......................................................................................................................... 348 5.12.1.5. Questões do TRF5 ......................................................................................................................... 348

5.13. FILOSOFIA DO DIREITO ...................................................................................................................... 349 5.13.1. A Justiça Como Valor Jurídico Político.................................................................................. 349
5.13.1.1. Questões do TRF1 ......................................................................................................................... 349 5.13.1.2. Questões do TRF2 ......................................................................................................................... 349 5.13.1.3. Questões do TRF3 ......................................................................................................................... 349 5.13.1.4. Questões do TRF4 ......................................................................................................................... 349 5.13.1.5. Questões do TRF5 ......................................................................................................................... 349

6. PONTO 06 ................................................................................................................................... 350 6.1. DIREITO CONSTITUCIONAL ................................................................................................................... 350 6.1.1. Princípios E Métodos De Interpretação Da Constituição ....................................................... 350
6.1.1.1. Questões do TRF1 ........................................................................................................................... 350 6.1.1.2. Questões do TRF2 ........................................................................................................................... 350 6.1.1.3. Questões do TRF3 ........................................................................................................................... 351 6.1.1.4. Questões do TRF4 ........................................................................................................................... 351 6.1.1.5. Questões do TRF5 ........................................................................................................................... 352

6.2. DIREITO TRIBUTÁRIO ........................................................................................................................... 352 6.2.1. Legislação Tributária: Vigência No Tempo E No Espaço – Aplicação - Hermenêutica Tributária – Lei Interpretativa - Interpretação E Integração Da Legislação Tributária No Código Tributário Nacional ........................................................................................................................................... 352
6.2.1.1. Questões do TRF1 ........................................................................................................................... 352 6.2.1.2. Questões do TRF2 ........................................................................................................................... 355 6.2.1.3. Questões do TRF3 ........................................................................................................................... 358 6.2.1.4. Questões do TRF4 ........................................................................................................................... 358 6.2.1.5. Questões do TRF5 ........................................................................................................................... 358

6.3. DIREITO ADMINISTRATIVO.................................................................................................................... 358 6.3.1. Serviços Públicos E Atividades Econômicas Do Estado .......................................................... 358
6.3.1.1. Questões do TRF1 ........................................................................................................................... 358 6.3.1.2. Questões do TRF2 ........................................................................................................................... 360 6.3.1.3. Questões do TRF3 ........................................................................................................................... 361

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6.3.1.4. Questões do TRF4 ........................................................................................................................... 361 6.3.1.5. Questões do TRF5 ........................................................................................................................... 361

6.4. DIREITO PENAL .................................................................................................................................. 362 6.4.1. Inatividade No Processo Penal. Inquérito Policial. Garantias Do Investigado. Atribuições Da Autoridade Policial. Intervenção Do Ministério Público................................................................... 362
6.4.1.1. Questões do TRF1 ........................................................................................................................... 362 6.4.1.2. Questões do TRF2 ........................................................................................................................... 364 6.4.1.3. Questões do TRF3 ........................................................................................................................... 365 6.4.1.4. Questões do TRF4 ........................................................................................................................... 365 6.4.1.5. Questões do TRF5 ........................................................................................................................... 365

6.5. DIREITO PREVIDENCIÁRIO..................................................................................................................... 366 6.5.1. Tempo De Serviço - Lei N. 8.742/1993 (Loas): Aspectos Previdenciários E Sociais ................ 366
6.5.1.1. Questões do TRF1 ........................................................................................................................... 366 6.5.1.2. Questões do TRF2 ........................................................................................................................... 367 6.5.1.3. Questões do TRF3 ........................................................................................................................... 367 6.5.1.4. Questões do TRF4 ........................................................................................................................... 367 6.5.1.5. Questões do TRF5 ........................................................................................................................... 367

6.6. DIREITO CIVIL .................................................................................................................................... 367 6.6.1. Pessoas Jurídicas. Obrigação Natural .................................................................................... 367
6.6.1.1. Questões do TRF1 ........................................................................................................................... 367 6.6.1.2. Questões do TRF2 ........................................................................................................................... 369 6.6.1.3. Questões do TRF3 ........................................................................................................................... 369 6.6.1.4. Questões do TRF4 ........................................................................................................................... 370 6.6.1.5. Questões do TRF5 ........................................................................................................................... 370

6.7. DIREITO EMPRESARIAL ........................................................................................................................ 370 6.7.1. Arrendamento Mercantil ....................................................................................................... 370
6.7.1.1. Questões do TRF1 ........................................................................................................................... 370 6.7.1.2. Questões do TRF2 ........................................................................................................................... 371 6.7.1.3. Questões do TRF3 ........................................................................................................................... 371 6.7.1.4. Questões do TRF4 ........................................................................................................................... 371 6.7.1.5. Questões do TRF5 ........................................................................................................................... 371

6.8. DIREITO PROCESSUAL CIVIL .................................................................................................................. 371 6.8.1. Procedimento Ordinário – Fase Instrutória. Teoria Geral Da Prova. Classificação Da Prova. Objeto Da Prova. Prova De Fato Negativo. O Juiz E A Produção Da Prova. O Ônus Da Prova. Provas Ilícitas. Hierarquia. Fontes E Meios. Prova Documental. Prova Pericial. Inspeção Judicial. Prova Testemunhal. Depoimento Pessoal. Interrogatório Das Partes. Audiência De Instrução E Julgamento ......................................................................................................................................................... 371
6.8.1.1. Questões do TRF1 ........................................................................................................................... 371 6.8.1.2. Questões do TRF2 ........................................................................................................................... 375 6.8.1.3. Questões do TRF3 ........................................................................................................................... 375 6.8.1.4. Questões do TRF4 ........................................................................................................................... 375 6.8.1.5. Questões do TRF5 ........................................................................................................................... 376

6.9. DIREITO PROCESSUAL PENAL ................................................................................................................ 376 6.9.1. Questões E Processos Incidentes............................................................................................ 376
6.9.1.1. Questões do TRF1 ........................................................................................................................... 376 6.9.1.2. Questões do TRF2 ........................................................................................................................... 377 6.9.1.3. Questões do TRF3 ........................................................................................................................... 378 6.9.1.4. Questões do TRF4 ........................................................................................................................... 378 6.9.1.5. Questões do TRF5 ........................................................................................................................... 378

6.10. DIREITO AMBIENTAL ......................................................................................................................... 378 6.10.1. Responsabilidade Ambiental. Tutela Civil Do Meio Ambiente. A Responsabilidade Civil Ambiental. O Dano Ambiental. Formas De Reparação Do Dano Ambiental. Responsabilidade Por

12

Culpa Do Direito Tradicional. Responsabilidade Objetiva No Direito Ambiental. O Sujeito Responsável E A Solidariedade Passiva No Dano Ambiental. A Responsabilidade Do Estado Por Dano Ambiental ............................................................................................................................... 378
6.10.1.1. Questões do TRF1 ......................................................................................................................... 378 6.10.1.2. Questões do TRF2 ......................................................................................................................... 383 6.10.1.3. Questões do TRF3 ......................................................................................................................... 383 6.10.1.4. Questões do TRF4 ......................................................................................................................... 383 6.10.1.5. Questões do TRF5 ......................................................................................................................... 383

6.11. DIREITO INTERNACIONAL PÚBLICO E PRIVADO ........................................................................................ 383 6.11.1. O Estado Como Sujeito De Direito Internacional Público (Deveres E Direitos Do Estado Na Ordem Internacional)....................................................................................................................... 383
6.11.1.1. Questões do TRF1 ......................................................................................................................... 383 6.11.1.2. Questões do TRF2 ......................................................................................................................... 384 6.11.1.3. Questões do TRF3 ......................................................................................................................... 384 6.11.1.4. Questões do TRF4 ......................................................................................................................... 384 6.11.1.5. Questões do TRF5 ......................................................................................................................... 384

6.12. SOCIOLOGIA DO DIREITO.................................................................................................................... 384 6.12.1. Extratificação Social ............................................................................................................. 384
6.12.1.1. Questões do TRF1 ......................................................................................................................... 384 6.12.1.2. Questões do TRF2 ......................................................................................................................... 385 6.12.1.3. Questões do TRF3 ......................................................................................................................... 385 6.12.1.4. Questões do TRF4 ......................................................................................................................... 385 6.12.1.5. Questões do TRF5 ......................................................................................................................... 385

6.13. FILOSOFIA DO DIREITO ...................................................................................................................... 385 6.13.1. A Moral e o Direito............................................................................................................... 385
6.13.1.1. Questões do TRF1 ......................................................................................................................... 385 6.13.1.2. Questões do TRF2 ......................................................................................................................... 386 6.13.1.3. Questões do TRF3 ......................................................................................................................... 386 6.13.1.4. Questões do TRF4 ......................................................................................................................... 386 6.13.1.5. Questões do TRF5 ......................................................................................................................... 387

7. PONTO 07 ................................................................................................................................... 387 7.1. DIREITO CONSTITUCIONAL ................................................................................................................... 387 7.1.1. Conceitos De Constituição ..................................................................................................... 387
7.1.1.1. Questões do TRF1 ........................................................................................................................... 387 7.1.1.2. Questões do TRF2 ........................................................................................................................... 388 7.1.1.3. Questões do TRF3 ........................................................................................................................... 391 7.1.1.4. Questões do TRF4 ........................................................................................................................... 391 7.1.1.5. Questões do TRF5 ........................................................................................................................... 392

7.2. DIREITO TRIBUTÁRIO ........................................................................................................................... 392 7.2.1. Obrigação Tributária: Elementos - Sujeição Passiva Direta E Indireta - Espécies – Domicílio Tributário ......................................................................................................................................... 392
7.2.1.1. Questões do TRF1 ........................................................................................................................... 392 7.2.1.2. Questões do TRF2 ........................................................................................................................... 395 7.2.1.3. Questões do TRF3 ........................................................................................................................... 397 7.2.1.4. Questões do TRF4 ........................................................................................................................... 399 7.2.1.5. Questões do TRF5 ........................................................................................................................... 399

7.3. DIREITO ADMINISTRATIVO.................................................................................................................... 400 7.3.1. Administração Pública Direta E Indireta. Entidades Administrativas .................................... 400
7.3.1.1. Questões do TRF1 ........................................................................................................................... 400 7.3.1.3. Questões do TRF3 ........................................................................................................................... 403 7.3.1.4. Questões do TRF4 ........................................................................................................................... 409

13

7.3.1.5. Questões do TRF5 ........................................................................................................................... 410

7.4. DIREITO PENAL .................................................................................................................................. 419 7.4.1. Suspensão Condicional Do Processo E Da Pena ..................................................................... 419
7.4.1.1. Questões do TRF1 ........................................................................................................................... 419 7.4.1.2. Questões do TRF2 ........................................................................................................................... 419 7.4.1.3. Questões do TRF3 ........................................................................................................................... 420 7.4.1.4. Questões do TRF4 ........................................................................................................................... 420 7.4.1.5. Questões do TRF5 ........................................................................................................................... 420

7.5. DIREITO PREVIDENCIÁRIO..................................................................................................................... 420 7.5.1. Aposentadoria. Auxílio-Doença. Abono De Permanência. Pensões. Renda Mensal Vitalícia. Acumulação ..................................................................................................................................... 420
7.5.1.1. Questões do TRF1 ........................................................................................................................... 420 7.5.1.2. Questões do TRF2 ........................................................................................................................... 422 7.5.1.3. Questões do TRF3 ........................................................................................................................... 422 7.5.1.4. Questões do TRF4 ........................................................................................................................... 422 7.5.1.5. Questões do TRF5 ........................................................................................................................... 422

7.6. DIREITO CIVIL .................................................................................................................................... 422 7.6.1. Do Pagamento (Regras Gerais). Pagamento Com Sub-Rogação. Novação ........................... 422
7.6.1.1. Questões do TRF1 ........................................................................................................................... 422 7.6.1.2. Questões do TRF2 ........................................................................................................................... 423 7.6.1.3. Questões do TRF3 ........................................................................................................................... 423 7.6.1.4. Questões do TRF4 ........................................................................................................................... 424 7.6.1.5. Questões do TRF5 ........................................................................................................................... 424

7.7. DIREITO EMPRESARIAL ........................................................................................................................ 424 7.7.1. Franquia E Faturização .......................................................................................................... 424
7.7.1.1. Questões do TRF1 ........................................................................................................................... 424 7.7.1.2. Questões do TRF2 ........................................................................................................................... 424 7.7.1.3. Questões do TRF3 ........................................................................................................................... 424 7.7.1.4. Questões do TRF4 ........................................................................................................................... 424 7.7.1.5. Questões do TRF5 ........................................................................................................................... 424

7.8. DIREITO PROCESSUAL CIVIL .................................................................................................................. 424 7.8.1. O Processo Nos Tribunais. Uniformização Da Jurisprudência. Declaração De Inconstitucionalidade Pelo Sistema Difuso ...................................................................................... 424
7.8.1.1. Questões do TRF1 ........................................................................................................................... 424 7.8.1.2. Questões do TRF2 ........................................................................................................................... 424 7.8.1.3. Questões do TRF3 ........................................................................................................................... 425 7.8.1.4. Questões do TRF4 ........................................................................................................................... 425 7.8.1.5. Questões do TRF5 ........................................................................................................................... 425

7.9. DIREITO PROCESSUAL PENAL ................................................................................................................ 425 7.9.1. Execução Penal ...................................................................................................................... 425
7.9.1.1. Questões do TRF1 ........................................................................................................................... 425 7.9.1.2. Questões do TRF2 ........................................................................................................................... 425 7.9.1.3. Questões do TRF3 ........................................................................................................................... 426 7.9.1.4. Questões do TRF4 ........................................................................................................................... 426 7.9.1.5. Questões do TRF5 ........................................................................................................................... 426

7.10. DIREITO AMBIENTAL ......................................................................................................................... 426 7.10.1. Responsabilidade Ambiental. Tutela Penal Do Meio Ambiente. A Responsabilidade Penal Ambiental. As Normas Penais Ambientais. Responsabilidade Penal Individual. Responsabilidade Penal Da Pessoa Jurídica. As Sanções Penais Das Pessoas Físicas. As Penas Aplicáveis Às Pessoas Jurídicas. Os Crimes Ambientais Previstos Na Lei Nº 9.605/98. Outros Crimes Ambientais ............ 426
7.10.1.1. Questões do TRF1 ......................................................................................................................... 426 7.10.1.2. Questões do TRF2 ......................................................................................................................... 426

14

7.10.1.3. Questões do TRF3 ......................................................................................................................... 426 7.10.1.4. Questões do TRF4 ......................................................................................................................... 426 7.10.1.5. Questões do TRF5 ......................................................................................................................... 426

7.11. DIREITO INTERNACIONAL PÚBLICO E PRIVADO ........................................................................................ 427 7.11.1. O Homem Como Sujeito De Direito Internacional Público (As Declarações De Direitos) ..... 427
7.11.1.1. Questões do TRF1 ......................................................................................................................... 427 7.11.1.2. Questões do TRF2 ......................................................................................................................... 427 7.11.1.3. Questões do TRF3 ......................................................................................................................... 428 7.11.1.4. Questões do TRF4 ......................................................................................................................... 429 7.11.1.5. Questões do TRF5 ......................................................................................................................... 429

7.12. SOCIOLOGIA DO DIREITO.................................................................................................................... 429 7.12.1. Processos De Transformação Do Indivíduo Do Gênero Em Pessoa Ou Ator Social .............. 429
7.12.1.1. Questões do TRF1 ......................................................................................................................... 429 7.12.1.2. Questões do TRF2 ......................................................................................................................... 429 7.12.1.3. Questões do TRF3 ......................................................................................................................... 430 7.12.1.4. Questões do TRF4 ......................................................................................................................... 430 7.12.1.5. Questões do TRF5 ......................................................................................................................... 430

7.13. FILOSOFIA DO DIREITO ...................................................................................................................... 430 7.13.1. Equidade .............................................................................................................................. 430
7.13.1.1. Questões do TRF1 ......................................................................................................................... 430 7.13.1.2. Questões do TRF2 ......................................................................................................................... 430 7.13.1.3. Questões do TRF3 ......................................................................................................................... 430 7.13.1.4. Questões do TRF4 ......................................................................................................................... 430 7.13.1.5. Questões do TRF5 ......................................................................................................................... 430

8. PONTO 08 ................................................................................................................................... 430 8.1. DIREITO CONSTITUCIONAL ................................................................................................................... 430 8.1.1. Classificação Das Constituições ............................................................................................. 430
8.1.1.1. Questões do TRF1 ........................................................................................................................... 430 8.1.1.2. Questões do TRF2 ........................................................................................................................... 430 8.1.1.3. Questões do TRF3 ........................................................................................................................... 431 8.1.1.4. Questões do TRF4 ........................................................................................................................... 431 8.1.1.5. Questões do TRF5 ........................................................................................................................... 431

8.2. DIREITO TRIBUTÁRIO ........................................................................................................................... 431 8.2.1. Crédito Tributário: Constituição ............................................................................................. 431
8.2.1.1. Questões do TRF1 ........................................................................................................................... 431 8.2.1.2. Questões do TRF2 ........................................................................................................................... 431 8.2.1.3. Questões do TRF3 ........................................................................................................................... 431 8.2.1.4. Questões do TRF4 ........................................................................................................................... 432 8.2.1.5. Questões do TRF5 ........................................................................................................................... 432

8.3. DIREITO ADMINISTRATIVO.................................................................................................................... 432 8.3.1. Devido Processo (Legal) Administrativo................................................................................. 432
8.3.1.1. Questões do TRF1 ........................................................................................................................... 432 8.3.1.2. Questões do TRF2 ........................................................................................................................... 432 8.3.1.3. Questões do TRF3 ........................................................................................................................... 433 8.3.1.4. Questões do TRF4 ........................................................................................................................... 433 8.3.1.5. Questões do TRF5 ........................................................................................................................... 433

8.4. DIREITO PENAL .................................................................................................................................. 433 8.4.1. Crimes De "Lavagem" Ou Ocultação De Bens, Direitos E Valores .......................................... 433
8.4.1.1. Questões do TRF1 ........................................................................................................................... 433 8.4.1.2. Questões do TRF2 ........................................................................................................................... 434 8.4.1.3. Questões do TRF3 ........................................................................................................................... 434

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8.4.1.4. Questões do TRF4 ........................................................................................................................... 434 8.4.1.5. Questões do TRF5 ........................................................................................................................... 435

8.5. DIREITO PREVIDENCIÁRIO..................................................................................................................... 435 8.5.1. Trabalhador Rural - Estatuto Do Idoso (Lei N. 10.741/2003)................................................. 435
8.5.1.1. Questões do TRF1 ........................................................................................................................... 435 8.5.1.2. Questões do TRF2 ........................................................................................................................... 437 8.5.1.3. Questões do TRF3 ........................................................................................................................... 437 8.5.1.4. Questões do TRF4 ........................................................................................................................... 437 8.5.1.5. Questões do TRF5 ........................................................................................................................... 437

8.6. DIREITO CIVIL .................................................................................................................................... 437 8.6.1. Obrigação: Conceito. Elementos Constitutivos. Modalidades ............................................... 437
8.6.1.1. Questões do TRF1 ........................................................................................................................... 437 8.6.1.2. Questões do TRF2 ........................................................................................................................... 437 8.6.1.3. Questões do TRF3 ........................................................................................................................... 438 8.6.1.4. Questões do TRF4 ........................................................................................................................... 438 8.6.1.5. Questões do TRF5 ........................................................................................................................... 438

8.7. DIREITO EMPRESARIAL ........................................................................................................................ 439 8.7.1. Sociedade Simples E Sociedade Em Nome Coletivo ............................................................... 439
8.7.1.1. Questões do TRF1 ........................................................................................................................... 439 8.7.1.2. Questões do TRF2 ........................................................................................................................... 439 8.7.1.3. Questões do TRF3 ........................................................................................................................... 439 8.7.1.4. Questões do TRF4 ........................................................................................................................... 439 8.7.1.5. Questões do TRF5 ........................................................................................................................... 439

8.8. DIREITO PROCESSUAL CIVIL .................................................................................................................. 440 8.8.1. Homologação De Sentença Estrangeira. Ação Rescisória. Ação Rescisória Constitucional. Antecipação De Tutela Na Ação Rescisória ..................................................................................... 440
8.8.1.1. Questões do TRF1 ........................................................................................................................... 440 8.8.1.2. Questões do TRF2 ........................................................................................................................... 440 8.8.1.3. Questões do TRF3 ........................................................................................................................... 442 8.8.1.4. Questões do TRF4 ........................................................................................................................... 442 8.8.1.5. Questões do TRF5 ........................................................................................................................... 443

8.9. DIREITO PROCESSUAL PENAL ................................................................................................................ 445 8.9.1. Prisão Cautelar De Natureza Processual................................................................................ 445
8.9.1.1. Questões do TRF1 ........................................................................................................................... 445 8.9.1.2. Questões do TRF2 ........................................................................................................................... 446 8.9.1.3. Questões do TRF3 ........................................................................................................................... 446 8.9.1.4. Questões do TRF4 ........................................................................................................................... 448 8.9.1.5. Questões do TRF5 ........................................................................................................................... 449

8.10. DIREITO AMBIENTAL ......................................................................................................................... 449 8.10.1. Principais Instrumentos De Proteção Internacional Do Meio Ambiente. Fontes Do Direito Internacional Do Meio Ambiente. Documentos Internacionais. Agenda 21 .................................... 449
8.10.1.1. Questões do TRF1 ......................................................................................................................... 449 8.10.1.2. Questões do TRF2 ......................................................................................................................... 449 8.10.1.3. Questões do TRF3 ......................................................................................................................... 450 8.10.1.4. Questões do TRF4 ......................................................................................................................... 450 8.10.1.5. Questões do TRF5 ......................................................................................................................... 450

8.11. DIREITO INTERNACIONAL PÚBLICO E PRIVADO ........................................................................................ 450 8.11.1. Incorporação Dos Tratados Público E Privado Internacionais (Convenções Etc.) No Direito Brasileiro .......................................................................................................................................... 450
8.11.1.1. Questões do TRF1 ......................................................................................................................... 450 8.11.1.2. Questões do TRF2 ......................................................................................................................... 452 8.11.1.3. Questões do TRF3 ......................................................................................................................... 456

16

8.11.1.4. Questões do TRF4 ......................................................................................................................... 457 8.11.1.5. Questões do TRF5 ......................................................................................................................... 457

8.12. SOCIOLOGIA DO DIREITO .............................................................................................................. 460 8.12.1. Conflitos – Conceito .......................................................................................................... 460
8.12.1.1. Questões do TRF1 ........................................................................................................................ 460 8.12.1.2. Questões do TRF28 ....................................................................................................................... 461 8.12.1.3. Questões do TRF3 ......................................................................................................................... 461 8.12.1.4. Questões do TRF4 ......................................................................................................................... 461 8.12.1.5. Questões do TRF5 ......................................................................................................................... 461

8.13. FILOSOFIA DO DIREITO ...................................................................................................................... 461 8.13.1. O Mundo Compreendido Cosmologicamente ...................................................................... 461
8.13.1.1. Questões do TRF1 ......................................................................................................................... 461 8.13.1.2. Questões do TRF2 ......................................................................................................................... 465 8.13.1.3. Questões do TRF3 ......................................................................................................................... 465 8.13.1.4. Questões do TRF4 ......................................................................................................................... 465 8.13.1.5. Questões do TRF5 ......................................................................................................................... 465

9. PONTO 09 ................................................................................................................................... 465 9.1. DIREITO CONSTITUCIONAL ................................................................................................................... 465 9.1.1. Separação De Poderes E Divisão De Poderes No Brasil.......................................................... 465
9.1.1.1. Questões do TRF1 ........................................................................................................................... 465 9.1.1.2. Questões do TRF2 ........................................................................................................................... 465 9.1.1.3. Questões do TRF3 ........................................................................................................................... 471 9.1.1.4. Questões do TRF4 ........................................................................................................................... 474 9.1.1.5. Questões do TRF5 ........................................................................................................................... 474

TRF5 – 2012.................................................................................................................................. 474 9.2. DIREITO TRIBUTÁRIO ........................................................................................................................... 476 9.2.1. Crédito Tributário: Suspensão ................................................................................................ 476
9.2.1.1. Questões do TRF1 ........................................................................................................................... 476 9.2.1.2. Questões do TRF2 ........................................................................................................................... 476 9.2.1.3. Questões do TRF3 ........................................................................................................................... 477 9.2.1.4. Questões do TRF4 ........................................................................................................................... 477 9.2.1.5. Questões do TRF5 ........................................................................................................................... 477

9.3. DIREITO ADMINISTRATIVO.................................................................................................................... 477 9.3.1. Contratos Administrativos. Parcerias Público-Privadas ......................................................... 477
9.3.1.1. Questões do TRF1 ........................................................................................................................... 477 9.3.1.2. Questões do TRF2 ........................................................................................................................... 477 9.3.1.3. Questões do TRF3 ........................................................................................................................... 479 9.3.1.4. Questões do TRF4 ........................................................................................................................... 480 9.3.1.5. Questões do TRF5 ........................................................................................................................... 480

9.4. DIREITO PENAL .................................................................................................................................. 480 9.4.1. Crimes Hediondos .................................................................................................................. 480
9.4.1.1. Questões do TRF1 ........................................................................................................................... 480 9.4.1.2. Questões do TRF2 ........................................................................................................................... 481 9.4.1.3. Questões do TRF3 ........................................................................................................................... 481 9.4.1.4. Questões do TRF4 ........................................................................................................................... 482 9.4.1.5. Questões do TRF5 ........................................................................................................................... 483

9.5. DIREITO PREVIDENCIÁRIO..................................................................................................................... 483 9.5.1. Empregador E Empregado Domésticos - Estatuto Do Idoso (Lei N. 10.741/2003) - Lei N. 8.742/1993 (Loas) ............................................................................................................................ 483
9.5.1.1. Questões do TRF1 ........................................................................................................................... 483

17

9.5.1.2. Questões do TRF2 ........................................................................................................................... 483 9.5.1.3. Questões do TRF3 ........................................................................................................................... 484 9.5.1.4. Questões do TRF4 ........................................................................................................................... 484 9.5.1.5. Questões do TRF5 ........................................................................................................................... 484

9.6. DIREITO CIVIL .................................................................................................................................... 484 9.6.1. Mandato. Revisão E Extinção Dos Contratos ......................................................................... 484
9.6.1.1. Questões do TRF1 ........................................................................................................................... 484 9.6.1.2. Questões do TRF2 ........................................................................................................................... 484 9.6.1.3. Questões do TRF3 ........................................................................................................................... 485 9.6.1.4. Questões do TRF4 ........................................................................................................................... 486 9.6.1.5. Questões do TRF5 ........................................................................................................................... 486

9.7. DIREITO EMPRESARIAL ........................................................................................................................ 486 9.7.1. Sociedade: Princípios Gerais E Classificação .......................................................................... 486
9.7.1.1. Questões do TRF1 ........................................................................................................................... 486 9.7.1.2. Questões do TRF2 ........................................................................................................................... 487 9.7.1.3. Questões do TRF3 ........................................................................................................................... 489 9.7.1.4. Questões do TRF4 ........................................................................................................................... 491 9.7.1.5. Questões do TRF5 ........................................................................................................................... 491

9.8. DIREITO PROCESSUAL CIVIL .................................................................................................................. 493 9.8.1. Teoria Geral Dos Recursos. Princípio Do Duplo Grau De Jurisdição. Conceito De Recurso. Classificação. Juízo De Admissibilidade. Juízo De Mérito. Efeito Dos Recursos. Efeitos De Interposição. Efeitos De Julgamento. Antecipação Da Tutela Recursal ........................................... 493
9.8.1.1. Questões do TRF1 ........................................................................................................................... 493 9.8.1.2. Questões do TRF2 ........................................................................................................................... 493 9.8.1.3. Questões do TRF3 ........................................................................................................................... 494 9.8.1.4. Questões do TRF4 ........................................................................................................................... 494 9.8.1.5. Questões do TRF5 ........................................................................................................................... 494

9.9. DIREITO PROCESSUAL PENAL ................................................................................................................ 495 9.9.1. Juizados Especiais Federais Criminais .................................................................................... 495
9.9.1.1. Questões do TRF1 ........................................................................................................................... 495 9.9.1.2. Questões do TRF2 ........................................................................................................................... 495 9.9.1.3. Questões do TRF3 ........................................................................................................................... 495 9.9.1.4. Questões do TRF4 ........................................................................................................................... 495 9.9.1.5. Questões do TRF5 ........................................................................................................................... 495

9.10. DIREITO AMBIENTAL ......................................................................................................................... 495 9.10.1. A Tutela Internacional Dos Bens Naturais Brasileiros E As Unidades De Conservação Da Natureza De Proteção Integral ........................................................................................................ 495
9.10.1.1. Questões do TRF1 ......................................................................................................................... 495 9.10.1.2. Questões do TRF2 ......................................................................................................................... 495 9.10.1.3. Questões do TRF3 ......................................................................................................................... 495 9.10.1.4. Questões do TRF4 ......................................................................................................................... 496 9.10.1.5. Questões do TRF5 ......................................................................................................................... 496

9.11. DIREITO INTERNACIONAL PÚBLICO E PRIVADO ........................................................................................ 496 9.11.1. Atividade Da Lei No Tempo (Vigência, Eficácia, Fundamento) ............................................ 496
9.11.1.1. Questões do TRF1 ......................................................................................................................... 496 9.11.1.2. Questões do TRF2 ......................................................................................................................... 496 9.11.1.3. Questões do TRF3 ......................................................................................................................... 496 9.11.1.4. Questões do TRF4 ......................................................................................................................... 496 9.11.1.5. Questões do TRF5 ......................................................................................................................... 496

9.12. SOCIOLOGIA DO DIREITO.................................................................................................................... 498 9.12.1. Mecanismos De Resolução De Conflitos .............................................................................. 498
9.12.1.1. Questões do TRF1 ......................................................................................................................... 498

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9.12.1.2. Questões do TRF2 ......................................................................................................................... 499 9.12.1.3. Questões do TRF3 ......................................................................................................................... 499 9.12.1.4. Questões do TRF4 ......................................................................................................................... 499 9.12.1.5. Questões do TRF5 ......................................................................................................................... 499

9.13. FILOSOFIA DO DIREITO ...................................................................................................................... 500 9.13.1. O Homem. Conceito. Ser Do Mundo E Opondo-Se Ao Mundo ............................................. 500
9.13.1.1. Questões do TRF1 ......................................................................................................................... 500 9.13.1.2. Questões do TRF2 ......................................................................................................................... 503 9.13.1.3. Questões do TRF3 ......................................................................................................................... 503 9.13.1.4. Questões do TRF4 ......................................................................................................................... 503 9.13.1.5. Questões do TRF5 ......................................................................................................................... 503

10. PONTO 10.................................................................................................................................. 504 10.1. DIREITO CONSTITUCIONAL ................................................................................................................. 504 10.1.1. Federalismo E Estado Federal Brasileiro .............................................................................. 504
10.1.1.1. Questões do TRF1 ......................................................................................................................... 504 10.1.1.2. Questões do TRF2 ......................................................................................................................... 504 10.1.1.3. Questões do TRF3 ......................................................................................................................... 505 10.1.1.4. Questões do TRF4 ......................................................................................................................... 506 10.1.1.5. Questões do TRF5 ......................................................................................................................... 506

10.2. DIREITO TRIBUTÁRIO ......................................................................................................................... 508 10.2.1. Crédito Tributário: Extinção ................................................................................................. 508
10.2.1.1. Questões do TRF1 ......................................................................................................................... 508 10.2.1.2. Questões do TRF2 ......................................................................................................................... 508 10.2.1.3. Questões do TRF3 ......................................................................................................................... 511 10.2.1.4. Questões do TRF4 ......................................................................................................................... 511 101.2.1.5. Questões do TRF5 ....................................................................................................................... 513

10.3. DIREITO ADMINISTRATIVO.................................................................................................................. 513 10.3.1. Responsabilidade Administrativa, Civil E Penal Do Servidor Público. Processo Disciplinar .. 513
10.3.1.1. Questões do TRF1 ......................................................................................................................... 513 10.3.1.2. Questões do TRF2 ......................................................................................................................... 513 10.3.1.3. Questões do TRF3 ......................................................................................................................... 518 10.3.1.4. Questões do TRF4 ......................................................................................................................... 518 10.3.1.5. Questões do TRF5 ......................................................................................................................... 519

10.4. DIREITO PENAL ................................................................................................................................ 519 10.4.1. Crimes Contra A Ordem Tributária. Apropriação Indébita Previdenciária ........................... 519
10.4.1.1. Questões do TRF1 ......................................................................................................................... 519 10.4.1.2. Questões do TRF2 ......................................................................................................................... 519 10.4.1.3. Questões do TRF3 ......................................................................................................................... 522 10.4.1.4. Questões do TRF4 ......................................................................................................................... 522 10.4.1.5. Questões do TRF5 ......................................................................................................................... 524

10.5. DIREITO PREVIDENCIÁRIO................................................................................................................... 524 10.5.1. O Servidor Público Federal - Reciprocidade De Regimes - Dependência Econômica ........... 524
10.5.1.1. Questões do TRF1 ......................................................................................................................... 524 10.5.1.2. Questões do TRF2 ......................................................................................................................... 524 10.5.1.3. Questões do TRF3 ......................................................................................................................... 530 10.5.1.4. Questões do TRF4 ......................................................................................................................... 530 10.5.1.5. Questões do TRF5 ......................................................................................................................... 530

10.6. DIREITO CIVIL .................................................................................................................................. 530 10.6.1. Da Posse............................................................................................................................... 530
10.6.1.1. Questões do TRF1 ......................................................................................................................... 530 10.6.1.2. Questões do TRF2 ......................................................................................................................... 531

19

10.6.1.3. Questões do TRF3 ......................................................................................................................... 533 10.6.1.4. Questões do TRF4 ......................................................................................................................... 534 10.6.1.5. Questões do TRF5 ......................................................................................................................... 534

10.7. DIREITO EMPRESARIAL ...................................................................................................................... 534 10.7.1. Sistema Financeiro Nacional ................................................................................................ 534
10.7.1.1. Questões do TRF1 ......................................................................................................................... 534 10.7.1.2. Questões do TRF2 ......................................................................................................................... 534 10.7.1.3. Questões do TRF3 ......................................................................................................................... 535 10.7.1.4. Questões do TRF4 ......................................................................................................................... 535 10.7.1.5. Questões do TRF5 ......................................................................................................................... 535

10.8. DIREITO PROCESSUAL CIVIL ................................................................................................................ 535 10.8.1. Recursos Em Espécie. Apelação. Agravos. Embargos Infringentes. Embargos De Declaração. Recurso Ordinário Para O Stf E Para O Stj. Recurso Especial E Recurso Extraordinário. Embargos De Divergência ...................................................................................................................................... 535
10.8.1.1. Questões do TRF1 ......................................................................................................................... 535 10.8.1.2. Questões do TRF2 ......................................................................................................................... 536 10.8.1.3. Questões do TRF3 ......................................................................................................................... 539 10.8.1.4. Questões do TRF4 ......................................................................................................................... 539 10.8.1.5. Questões do TRF5 ......................................................................................................................... 539

10.9. DIREITO PROCESSUAL PENAL .............................................................................................................. 539 10.9.1. Nulidades. Descumprimento Das Formas Processuais ........................................................ 539
10.9.1.1. Questões do TRF1 ......................................................................................................................... 539 10.9.1.2. Questões do TRF2 ......................................................................................................................... 539 10.9.1.3. Questões do TRF3 ......................................................................................................................... 540 10.9.1.4. Questões do TRF4 ......................................................................................................................... 540 10.9.1.5. Questões do TRF5 ......................................................................................................................... 542

10.10. DIREITO AMBIENTAL ....................................................................................................................... 542 10.10.1. A Efetivação Da Proteção Normativa Ao Meio Ambiente. A Tutela Processual Do Meio Ambiente. A Fase Pré-Processual: O Inquérito Civil E O Inquérito Policial. A Fase Processual: A Ação Civil Pública Ambiental. Ação Popular Ambiental. Mandado De Segurança Coletivo Ambiental. Mandado De Injunção Ambiental. Ação Cautelar Ambiental. Ação Declaratória De Inconstitucionalidade Em Matéria Ambiental. A Eficácia Instrumental Das Tutelas Mandamentais Em Matéria Ambiental..................................................................................................................... 542
10.10.1.1. Questões do TRF1 ....................................................................................................................... 542 10.10.1.2. Questões do TRF2 ....................................................................................................................... 542 10.10.1.3. Questões do TRF3 ....................................................................................................................... 542 10.10.1.4. Questões do TRF4 ....................................................................................................................... 542 10.10.1.5. Questões do TRF5 ....................................................................................................................... 542

10.11. DIREITO INTERNACIONAL PÚBLICO E PRIVADO ...................................................................................... 542 10.11.1. Situação Do Estrangeiro No Brasil. Extradição .................................................................. 542
10.11.1.1. Questões do TRF1 ....................................................................................................................... 542 10.11.1.2. Questões do TRF2 ....................................................................................................................... 546 10.11.1.3. Questões do TRF3 ....................................................................................................................... 549 10.11.1.4. Questões do TRF4 ....................................................................................................................... 549 10.11.1.5. Questões do TRF5 ....................................................................................................................... 549

10.12. SOCIOLOGIA DO DIREITO.................................................................................................................. 550 10.12.1. Composição De Litígios – Sistemas Não Judiciais De Composição ..................................... 550
10.12.1.1. Questões do TRF1 ....................................................................................................................... 550 10.12.1.2. Questões do TRF2 ....................................................................................................................... 550 10.12.1.3. Questões do TRF3 ....................................................................................................................... 550 10.12.1.4. Questões do TRF4 ....................................................................................................................... 550 10.12.1.5. Questões do TRF5 ....................................................................................................................... 550

20

10.13. FILOSOFIA DO DIREITO .................................................................................................................... 551 10.13.1. A Conduta Segundo Sócrates ............................................................................................. 551
10.13.1.1. Questões do TRF1 ....................................................................................................................... 551 10.13.1.2. Questões do TRF2 ....................................................................................................................... 552 10.13.1.3. Questões do TRF3 ....................................................................................................................... 552 10.13.1.4. Questões do TRF4 ....................................................................................................................... 552 10.13.1.5. Questões do TRF5 ....................................................................................................................... 552

11. PONTO 11.................................................................................................................................. 552 11.1. DIREITO CONSTITUCIONAL ................................................................................................................. 552 11.1.1. Estado E Ordem Econômica ................................................................................................. 552
11.1.1.1. Questões do TRF1 ......................................................................................................................... 552 11.1.1.2. Questões do TRF2 ......................................................................................................................... 554 11.1.1.3. Questões do TRF3 ......................................................................................................................... 559 11.1.1.4. Questões do TRF4 ......................................................................................................................... 560 11.1.1.5. Questões do TRF5 ......................................................................................................................... 560

11.2. DIREITO TRIBUTÁRIO ......................................................................................................................... 561 11.2.1. Crédito Tributário: Exclusão ................................................................................................. 561
11.2.1.1. Questões do TRF1 ......................................................................................................................... 561 11.2.1.2. Questões do TRF2 ......................................................................................................................... 563 11.2.1.3. Questões do TRF3 ......................................................................................................................... 564 11.2.1.4. Questões do TRF4 ......................................................................................................................... 564 11.2.1.5. Questões do TRF5 ......................................................................................................................... 564

11.3. DIREITO ADMINISTRATIVO.................................................................................................................. 565 11.3.1. Agentes Públicos Civis E Militares ........................................................................................ 565
11.3.1.1. Questões do TRF1 ......................................................................................................................... 565 11.3.1.2. Questões do TRF2 ......................................................................................................................... 570 11.3.1.3. Questões do TRF3 ......................................................................................................................... 571 11.3.1.4. Questões do TRF4 ......................................................................................................................... 571 11.3.1.5. Questões do TRF5 ......................................................................................................................... 571

11.4. DIREITO PENAL ................................................................................................................................ 571 11.4.1. Tráfico Ilícito De Entorpecentes ........................................................................................... 571
11.4.1.1. Questões do TRF1 ......................................................................................................................... 571 11.4.1.2. Questões do TRF2 ......................................................................................................................... 584 11.4.1.3. Questões do TRF3 ......................................................................................................................... 584 11.4.1.4. Questões do TRF4 ......................................................................................................................... 585 11.4.1.5. Questões do TRF5 ......................................................................................................................... 585

11.5. DIREITO PREVIDENCIÁRIO................................................................................................................... 585 11.5.1. Previdência Social: Órgãos, Regimes, Segurados, Beneficiários E Inscrições. Leis Ns. 8.212/91 E 8.213/91........................................................................................................................................ 585
11.5.1.1. Questões do TRF1 ......................................................................................................................... 585 11.5.1.2. Questões do TRF2 ......................................................................................................................... 590 11.5.1.3. Questões do TRF3 ......................................................................................................................... 590 11.5.1.4. Questões do TRF4 ......................................................................................................................... 590 11.5.1.5. Questões do TRF5 ......................................................................................................................... 590

11.6. DIREITO CIVIL .................................................................................................................................. 594 11.6.1. Da Propriedade. Propriedade E Domínio ............................................................................. 594
11.6.1.1. Questões do TRF1 ......................................................................................................................... 594 11.6.1.2. Questões do TRF2 ......................................................................................................................... 598 11.6.1.3. Questões do TRF3 ......................................................................................................................... 599 11.6.1.4. Questões do TRF4 ......................................................................................................................... 601 11.6.1.5. Questões do TRF5 ......................................................................................................................... 601

21

11.7. DIREITO EMPRESARIAL ...................................................................................................................... 605 11.7.1. Estabelecimento Empresarial .............................................................................................. 605
11.7.1.1. Questões do TRF1 ......................................................................................................................... 605 11.7.1.2. Questões do TRF2 ......................................................................................................................... 613

11.8. DIREITO PROCESSUAL CIVIL ................................................................................................................ 617 11.8.1. Súmula Vinculante. Fenômeno Processual Da Repercussão Geral, Na Competência Recursal Do Supremo Tribunal Federal E Do Superior Tribunal De Justiça. Tendências Atuais Dos Recursos. O Processo Cautelar. Procedimento. Os Processos Especiais De Mandado De Segurança, Ação Civil Pública, Ação Popular, Ação De Desapropriação, Habeas-Data, Mandado De Injunção E Ação De Improbidade Administrativa ............................................................................................................ 617
11.8.1.1. Questões do TRF1 ......................................................................................................................... 618 11.8.1.2. Questões do TRF2 ......................................................................................................................... 632 11.8.1.3. Questões do TRF3 ......................................................................................................................... 635 11.8.1.4. Questões do TRF4 ......................................................................................................................... 639 11.8.1.5. Questões do TRF5 ......................................................................................................................... 640

11.9. DIREITO PROCESSUAL PENAL .............................................................................................................. 642 11.9.1. Prova. Quebra Do Sigilo Bancário ........................................................................................ 642
11.9.1.1. Questões do TRF1 ......................................................................................................................... 642 11.9.1.2. Questões do TRF2 ......................................................................................................................... 644 11.9.1.3. Questões do TRF3 ......................................................................................................................... 645 11.9.1.4. Questões do TRF4 ......................................................................................................................... 645 11.9.1.5. Questões do TRF5 ......................................................................................................................... 645

11.10. DIREITO AMBIENTAL ....................................................................................................................... 646 11.10.1. A Tutela Processual Dos Interesses Difusos Ambientais E A Técnica Das Tutelas De Urgência Na Defesa Adequada Do Meio Ambiente. O Devido Processo Legal Coletivo E A Tutela Jurisdicional Inibitória Do Risco De Dano Ambiental Como Instrumento De Eficácia Do Princípio Da Precaução. A Eficácia Erga Omnes Da Coisa Julgada Coletiva Na Dimensão Do Interesse Difuso Ambiental ...... 646
11.10.1.1. Questões do TRF1 ....................................................................................................................... 646 11.10.1.2. Questões do TRF2 ....................................................................................................................... 650 11.10.1.3. Questões do TRF3 ....................................................................................................................... 651 11.10.1.4. Questões do TRF4 ....................................................................................................................... 651 11.10.1.5. Questões do TRF5 ....................................................................................................................... 651

11.11. DIREITO INTERNACIONAL PÚBLICO E PRIVADO ...................................................................................... 651 11.11.1. Tratados Internacionais (Latu Sensu). Direito Dos Tratados ............................................. 651
11.11.1.1. Questões do TRF1 ....................................................................................................................... 651 11.11.1.2. Questões do TRF2 ....................................................................................................................... 653 11.11.1.3. Questões do TRF3 ....................................................................................................................... 657 11.11.1.4. Questões do TRF4 ....................................................................................................................... 657 11.11.1.5. Questões do TRF5 ....................................................................................................................... 657

11.12. SOCIOLOGIA DO DIREITO.................................................................................................................. 658 11.12.1. Direito E Comunicação Social............................................................................................. 658
11.12.1.1. Questões do TRF1 ....................................................................................................................... 658 11.12.1.2. Questões do TRF2 ....................................................................................................................... 659 11.12.1.3. Questões do TRF3 ....................................................................................................................... 659 11.12.1.4. Questões do TRF4 ....................................................................................................................... 659 11.12.1.5. Questões do TRF5 ....................................................................................................................... 659

11.13. FILOSOFIA DO DIREITO .................................................................................................................... 659 11.13.1. A Visão De Platão Sobre O Mundo, O Homem E As Coisas ................................................ 659
11.13.1.1. Questões do TRF1 ....................................................................................................................... 659 11.13.1.2. Questões do TRF2 ....................................................................................................................... 663 11.13.1.3. Questões do TRF3 ....................................................................................................................... 663

22

Questões do TRF1 ................................................................................... Questões do TRF5 ........................ 696 12. Questões do TRF3 ..................3.........1.... DIREITO PENAL ..1. Questões do TRF2 ..1...................................... 694 12................ 663 11...... 676 12............................................................................................... Crimes De Abuso De Autoridade ............................ Questões do TRF4 .1......... 671 12..................................... Questões do TRF5 .............. Controle Judicial Do Ato Administrativo..........................3.........................................4.......................................1.....1.......... 696 12.......5....................................... Questões do TRF5 ....................1........................................................................................................1...............3......................6......................... 689 12.........................................4.......................................................1.....................2.. 702 12..................................1......1.......13...... 684 12........................... 696 12............... DIREITO PREVIDENCIÁRIO ...............................................1.........................................1............................................... DIREITO EMPRESARIAL ......1............5...................3.......1......................... Questões do TRF4 .......................................... 676 12........... Questões do TRF3 .4................................................................. Questões do TRF3 ................1.....................................4........4.. DIREITO ADMINISTRATIVO...................2......................................4. Questões do TRF5 .............................................3.....................................................................................................................2......................1... DIREITO CIVIL .......................2...............................2............................. Questões do TRF4 ....5........................... 683 12.... 694 12..............................................................5...................... 702 12.............................5.............Cadin .... 670 12.......................................CND/CPDEN .................................7................ Questões do TRF2 .......... 676 12................................. Questões do TRF1 ...2................6........... Alienação Fiduciária Em Garantia De Bens Imóveis.......................................................7......................7....................... Penhor E Hipoteca.........................................3....................................2....................................1.............. Registros Públicos............................ 696 12............................................... PONTO 12....................3.......5..................................7. Crimes Contra O Meio Ambiente.....................................6.....1.......................... 689 12.......................................................................................................................1...............1.............................. 684 12.....1.................................. Questões do TRF3 ...6.......1......6.........5.....1.............................1...4................1..........................................2...............5....5...........4............................................. 671 12.............4..............................................................................................3.......................................................2..................3.................. Questões do TRF2 ..1........................1........1...................................................................................1............5................................................ 663 12..................................................1.......................... 695 12................ DIREITO TRIBUTÁRIO .. 676 12...........................................2.. 703 23 .. 700 12............. Questões do TRF5 ...... 693 12.......................2....................1.1........1............................................................................................................................5................................3.............. Estado E Ordem Social ............................................. 703 12.......................1............1.......... 695 12........................................ 702 12...................................................................1.................... Questões do TRF2 ...............................1.......................1........................... 670 12................................. 676 12..................... 671 12....2................2............ 703 12.......5........................... 676 12........... Questões do TRF3 ............ 663 12.................................................... 663 12..................................................................1........................... 666 12...................................... Questões do TRF4 .1..........................................................................................................3................................... DIREITO CONSTITUCIONAL ...1...................................4........1......... Controle Da Administração Pública...............1..................................................................................... 696 12..............5........ 673 12............................................... Questões do TRF1 ..............7.............................4.......... Questões do TRF4 ..................... Direito Judicial Tributário ...............................................................................1..... Questões do TRF1 .............. 670 12.........1..................................6....3..............1.............................. Questões do TRF4 ..............3.........................6........ Questões do TRF4 ... 663 12. 695 12..........................1......... Questões do TRF3 ..... Questões do TRF4 .............. Questões do TRF3 ................. Questões do TRF1 ......... 683 12...........11....................................................... Questões do TRF2 ..........................................................................1....................... Estatuto Da Terra . 702 12...2.............1... Questões do TRF2 .............1.................... Questões do TRF2 .1...........13....................7............................1.......... Abono Anual E Outros Auxílios ...1.............................. 696 12...........................................3..... 702 12.............................................................. 694 12.......4................. Questões do TRF1 ..........5..............................................................1.............. 663 12.. Questões do TRF5 ................................................................4.........................4.... 696 12....................................................1.........................Lc 118/2005 ....................................................................... 699 12...................1........................... 689 12. Questões do TRF5 ..4................ Questões do TRF1 ........................................................................................................

............................................ 717 12............. 721 12............................................13..................................................................................2............1.................2.............. 732 12.............................13................... Questões do TRF5 ........1...........................1.......... Fiança...............11..................12.........4.........1....... 714 12............2.............4...................13.................... 729 12.............. 703 12.............................. 717 12.......................... 730 12............................ Questões do TRF2 ...1.. 715 12............... Questões do TRF3 .............................................................................................1... Questões do TRF3 ...................................... 703 12................................................................................................................. Questões do TRF4 ............................. Biodiversidade E Sustentabilidade........... Questões do TRF1 ... SOCIOLOGIA DO DIREITO.........................................1..........1.....................................1..... 730 12..... 730 12............................................. 717 12.......... 730 12.13................12..........13.........4.......1.................8........1................................................. 717 12..............................................................................................................1............... Questões do TRF5 ...... Formas De Execução E Atos De Execução....... DIREITO PROCESSUAL CIVIL ......................... A Proteção Internacional Da Flora.......11.....1.........1...... Requisitos Para Realizar Qualquer Execução.........................................11............................................................................9.... Questões do TRF2 .................................. DIREITO PROCESSUAL PENAL ......................... 715 12.................................................................................. 724 12...........................................1.......................................... Litisconsórcio E Intervenção De Terceiros No Processo De Execução..........10........................................................9........ 710 12...........................1...................................... Legitimação Ativa E Passiva...............................................1..................1......................... Questões do TRF4 ................ A Importância Da Biodiversidade No Contexto Dos Interesses Difusos Ambientais. 730 12..................................1...............................1........... Aplicação Da Lei (Nacional Ou Estrangeira – Arts........10.................................................................1.................8...5......10...................... Questões do TRF3 .. Execução Definitiva E Provisória.. 729 12....................1....... Questões do TRF3 ..............1............ Opinião Pública E Direito ........... 714 12....1.7.......................... 723 12.......................................................................1............................................................. Biodiversidade.... 717 12................... Questões do TRF3 ........................... 732 12..........................1.9............................................ Biopirataria.................10........................................................3.................................................. O Ser E O Movimento (Parmênides E Heráclito) .......... Questões do TRF3 ................. Questões do TRF5 ...........1................ Da Fauna..... 726 12.......................................... FILOSOFIA DO DIREITO ......... Questões do TRF1 ...........8..................................... 732 12.........................................10..................................................................................1..9.................1..................................4......................3.. 730 12................................... 730 12........................................... Questões do TRF5 .... 730 12.....2.............................................10............3.5..............................1.......................5............... 730 12...... 715 12.......... Questões do TRF2 ................................... 732 24 ......... Liberdade Provisória............... Questões do TRF5 ...........13.......................... Os Povos Indígenas E A Diversidade Biológica............................................12.......................2...........1...... 703 12..........1...12........................................12...... Questões do TRF4 .............................................12......... Questões do TRF4 ....................................1........................5............................................................................................13...............................11................................................1............................ Questões do TRF5 ... 730 12......1.................................................. Da Pesca E O Combate À Desertificação Ambiental...9... 724 12................. 717 12..................................................11......... A Proteção Ambiental Das Florestas Públicas E Das Terras Indígenas .... 724 12......................1.................... Procedimentos Investigatórios Dos Ilícitos Praticados Por Organizações Criminosas ........5...1........8......... Questões do TRF2 ....................................................................................10... Questões do TRF1 ...................................... 714 12..............................................1................. DIREITO INTERNACIONAL PÚBLICO E PRIVADO ........................4......................8.................................................. A Relaçao Processual E Seus Elementos......... 717 12........................... 729 12.. Questões do TRF4 .5......................8.........................9.......1............... 723 12....1........... Questões do TRF2 ....... Questões do TRF1 ....................11............................... DIREITO AMBIENTAL .................1..........2..............12............................................ Questões do TRF2 ..............8....... 7º E Seguintes Da Lei De Introdução às Normas do Direito Brasileiro.......................................4....................1.. Questões do TRF1 ............................3........ Questões do TRF4 ......... Questões do TRF1 .5............................................12............................................... 703 12..... Questões do TRF5 ..............................................................................................9....... A Proteção Da Diversidade Biológica............3...........................................................................................................11...3........................................................................................................ Terceiros Interessados.................1............. 719 12............

..............1......................... Questões do TRF5 ...........1..............................5............. PONTO 13...1...... 750 13.....5........................... Questões do TRF4 ..........4......................... 739 13......................................... 759 13.............................................................. 744 13................... Questões do TRF3 ....1......... 743 13..................................................1....................................................................................................................................................................................... 740 13................. Questões do TRF3 .............................................1...................................................................... Tempo De Serviço .5........................................... 732 13................................ Questões do TRF1 .............. Questões do TRF1 ....5........................Limitações Constitucionais Ao Poder De Tributar ...2...... 750 13...............1... DIREITO CIVIL ......................3.........................................................................................1....................... DIREITO PENAL ........................4..................... 732 13............. 750 13....... Questões do TRF3 ....3.................................................. 739 13.............. 740 13................3.4....................... Crimes Contra A Fé Pública ........................................................2.........................................7............2.....3.. 744 13........6........4......................................... 745 13.........................1...............1...............................................................1......4........................................ Questões do TRF5 ............................................ Questões do TRF2 ................... 734 13...............................................1..1...............................................3..................1........1....................... Questões do TRF1 ............................................................................. Questões do TRF1 ........................... DIREITO EMPRESARIAL .............. 735 13........1..................................................................................6. 735 13.......................................................................................... 747 13....1.............................. Questões do TRF4 ......................2.........................3....................................1................................................................................ Questões do TRF2 ................ Questões do TRF3 .............. 749 13..2............................................................................................................................................. Questões do TRF5 ............................................ Estaduais E Municipais – Repartição De Receitas ... 744 13............2...........1................. 740 13.... 745 13...................6............13..................................1.... 742 1...4..................................1.............................................................1............... Questões do TRF4 .......5...................................................................................... 745 13...............2...................... 744 13..... Domínio Público ... Questões do TRF3 ..............4...........................................1......1........................ Questões do TRF5 ...............4................................................................ Questões do TRF2 .......................................5......................................................................... DIREITO CONSTITUCIONAL .......................................................1.................................................5...........................................1........................................1...... Questões do TRF3 ......................................2.................... Questões do TRF4 ....................5..........1......... DIREITO TRIBUTÁRIO ...1.......................................................................................1.........7............1.....1...................2.............................. Contrato De Seguro.. Questões do TRF3 .............1.......4.. 743 13.....................................7................................................. 744 13............................................................................................................................................. Questões do TRF2 .................3................................1..... Questões do TRF2 ....... 732 13..................1..... Questões do TRF1 ... Questões do TRF4 ...................... Questões do TRF1 .........1...................................1....4....................3.....................4............................................................ Questões do TRF2 ............................................................3.............1.............6......................................................2......................... 735 13............................ DIREITO PREVIDENCIÁRIO................................1....... 739 13...7..Impostos Federais.5..........1.........................................7........1........................3................................3...............5......................................................1...3..... DIREITO ADMINISTRATIVO...............................................................1..................... 744 13...............................................................................1...................1...................................................................... Sistema Tributário Nacional .........1..................................... 742 13............................................................................. Propriedade Industrial ..3..............1........ Questões do TRF5 ...............................................5..............5...............1............1.............. Questões do TRF5 ....................................................1.................................1.. 743 13............1.......7....................... 743 13.......3...... Questões do TRF4 ................................................. 756 13.......................................... 742 13..............................4..... 750 13.................. Questões do TRF2 ............................... 745 13.2.....................................1..............7.................... 762 13...........4.1.... Questões do TRF4 ............................. Questões do TRF5 ........1............................................................................ Questões do TRF1 .............................................5........................................... Obrigação Tributária: Sujeição Passiva Direta E Indireta ............... 745 13............................................................2................ 740 13............... 745 13... 732 13.................................... 739 13........... 750 13.... 762 25 ...........2................... 745 13..6........ Contrato De Consumo .5............................................... 740 13............................................6...6....................1....2................................................................................ 739 13............................................................................. 744 13...........4....

..................... 766 13.... 762 13........5...............................8............................................................................ A Convenção Internacional Sobre Diversidade Biológica............. Questões do TRF2 .................... 790 14.................................................................1...............1.... Fundamentos Da Análise De Riscos....1.........4................................. 782 13..................... Questões do TRF4 .........................1. DIREITO CONSTITUCIONAL ......................................................... 778 13................... Questões do TRF5 ......1................ Questões do TRF4 ..................8....................................................... Responsabilidade Patrimonial E Fraude À Execução....... O Princípio Da Precaução E O Protocolo De Cartagena .. 769 13.........13.... DIREITO PROCESSUAL CIVIL ....................................8... SOCIOLOGIA DO DIREITO................ 787 13.................2...1.......12................................................... Bens Exequíveis .......... Questões do TRF1 ............1................................................2........ Questões do TRF1 ............. Questões do TRF1 .....9............................. 787 13...13... 768 13..........................................1........1........1...............................................8... 778 13.........4.10............1.................................................................................................................2.. Questões do TRF4 ... 787 13........................12........... 762 13.................................1......................12.................... 768 13..............11............................................... 766 13.11.................10................................. 770 13.............................................. Questões do TRF5 .... O Acusado E Seu Defensor.............................................................. Questões do TRF5 .......................................13..............................13........... 764 13...........10..................... 772 13..... 787 13........................................11......... Questões do TRF2 .............1...............................1.... Coercibilidade Do Fato Social X Coação Legal ............................................................... Questões do TRF3 ...............................................................1.............1.............. A Interposição Do Direito......... Biodiversidade E Biotecnologia.. Agrossistemas Transgênicos.... Questões do TRF1 ......................................... Questões do TRF5 .......................... Títulos Executivos Judiciais......9.1.....2....12................................... 787 13.....................................................1.....................................................................................................4.. 784 13..................... 787 13................................................................................................................................................................. Proteção A Réus Colaboradores 768 13.................9............. 790 14........ 776 13..................................................... Elementos Objetivos Do Processo De Execução......... DIREITO AMBIENTAL ........................ 781 13.... Questões do TRF1 .....5................. Questões do TRF2 .......... DIREITO PROCESSUAL PENAL ................. Questões do TRF5 ....... 790 13...................1.......1.............................................4.... 772 13......... Títulos Executivos Extrajudiciais .......................................................................................................1....................................................1............... Liquidação Da Sentença Condenatória Genérica......................................... Superação Do Raciocínio Lógico Dedutivo ........... Questões do TRF1 ......................... 785 13..................... Questões do TRF3 ....5....1....... 789 13...................................... 778 13............... Questões do TRF1 ..............9..........................................................................................................1..........3.... Questões do TRF2 ..................5.......... 785 13.........................................................1.............................12........13. Questões do TRF3 .4..............................1...............13................... Questões do TRF2 ..........8........ 787 13........................................................................................................3........................3....10.1........................1..................9.................................................................... 790 13........10......................... 769 13...........................13.................................... Questões do TRF3 .........................3.................................................................1........... 772 13....... 785 13.... 790 14.....9............... Questões do TRF3 ... 778 13........................................1.............................11..........................................................................................1.................1..............10..........1........................10..............................11............................................. Questões do TRF3 ..........4................................................. Questões do TRF2 ..5.......................1................................................................................1......... Segurança Ambiental..................................................................................................................................................................................1.................... Organismos Internacionais ...1....................2..........1......... Administração Pública ............................................................................................1....................................................... 799 26 . 790 14.........1..................................8.... Questões do TRF2 ............ 774 13...13...............12... 770 13........................ 790 14............................................................................................. 785 13............ Questões do TRF4 ...........1................................11..................2......... DIREITO INTERNACIONAL PÚBLICO E PRIVADO ...................... Testemunhas E Documentos............11......................................9........................................1.........................................................................1...................................................3.........................................2....................................1....................................12...........................1................ PONTO 14..............1..............1.......................... Questões do TRF4 ........1. 762 13...1.................. Questões do TRF5 ......1........8........ FILOSOFIA DO DIREITO .. Questões do TRF4 ..........3................ 766 13................. 776 13.....................5...............................

.1.....................3.........1.....................3........1....................................... 821 14................................................................................5...................................................................1...................................................................... 814 14......... 824 14.................................2.3..................................................1...........................5........ 805 14..............8................................. 809 14....... 824 14......................5............................1......................................................... Realização E Formalização Da Penhora.........................................................2........6.............................................................1.................... 809 14..................... 834 14......................................................3......................................................................4................................................................... Questões do TRF2 ...........7..... Contrato De Comissão............ Contribuições Da Empresa .... DIREITO CIVIL ................................6......4......... Regras Gerais...5......2........................................................................................ 824 14................................................................................................................5..........................14....................... 809 14.........................................................1.....1...... 831 14....................................1..3.... Questões do TRF1 ......................... Salário-De-Contribuição. Polícia Administrativa ..... Questões do TRF1 ........6....................... Multa Por Inadimplemento... Questões do TRF2 ..2.1......................................7. 817 14........................................................... Execução Por Quantia Contra Devedor Solvente: Penhora..................6...........3................................1.... Questões do TRF3 ........................ Questões do TRF4 .............. DIREITO PENAL .......................................................... Questões do TRF2 ..1.......... 804 14.. Cartão De Crédito ........................4................................... Responsabilidade Civil.. 813 14.........1....................................... DIREITO PROCESSUAL CIVIL ...........................6.......................................................... Execução Das Obrigações De Fazer E NãoFazer......................4............ Sincretismo Processual........4....4......................... 821 14.....................................5.4........... 834 14............................................1................1.....6....................... 821 14..................................5............3.........................................................................................................5........3...................3....... 828 14.4....... 804 14..........5......1................. Questões do TRF5 ............................. Questões do TRF5 ........................................ Questões do TRF4 ..........1....................................... DIREITO PREVIDENCIÁRIO.......................1.............. 831 14............... Questões do TRF1 ........ 809 14.......................... 831 14.......... Questões do TRF2 .. 820 14......1..3.................1..... Crimes Contra A Administração Pública ........... 834 14.....1..........................................................................................1......................... Questões do TRF4 ............ Questões do TRF1 ................... 823 14.........................2.......................................7........................................1...Interpretação No Código Tributário Nacional ..............1.......................................................................................... Fato De Outrem... Questões do TRF4 .. Questões do TRF2 ...... 815 14...1......1.......... Questões do TRF5 ...............................................4.............. Cumprimento Da Sentença.........1..................................................................................3...........1..............1...........4..........................................................................3..7................2............1.............................................................. 835 14.7.................................................................. Arrematação............... Hermenêutica Tributária: Lei Interpretativa ....1.......................................................... 824 14......................................5..........................1............. 820 14.........................1.1....................................................................................3....1. 829 14........... Questões do TRF3 ................................................. 830 14.............. Questões do TRF3 ........................... Pagamento Ao Credor......................................................................5............ 27 ...........................................................................1........4..................... Questões do TRF3 ............ Questões do TRF4 ........................................ 809 14..............................................1.....................1............................................7..........1.......2........1.................................. 812 14.................4.................. Questões do TRF4 .....................2...1.................... Questões do TRF5 ....................................8.............5...................1.......... 821 14.........6................................. 813 14..............4..................................................... Questões do TRF5 ..........................................................1........ Questões do TRF1 ....................1.............................. Adjudicação E Remição..... Questões do TRF3 ....................... Procedimento............................. 812 14.....5........ 804 14...... Questões do TRF3 .............................................. Questões do TRF2 ................................. Expropriação.............7.................... Questões do TRF5 ........................................ Questões do TRF1 ........... 814 14............2................... 804 14................... 804 14.... Execução Para Entrega De Coisa Certa E Incerta..................... Dano Moral E Material .................1...................................................................2...................... Questões do TRF5 .....2...............................................................5... Questões do TRF3 ...................................3....................... Questões do TRF4 .......................................... 804 14....1.....1.............................4...................................................... DIREITO EMPRESARIAL ..........................................2........................... 821 14.. 823 14...................... 814 14...1..... 834 14.................. 809 14. DIREITO TRIBUTÁRIO .. DIREITO ADMINISTRATIVO...................................................................2......................

................................................................................1...................... 857 14........ 847 14.........................2.......1..........1................................. Questões do TRF4 ............................................. Questões do TRF2 .. Questões do TRF3 ............................................. 839 14...................1................. Direitos Fundamentais E Meio Ambiente..... SOCIOLOGIA DO DIREITO....3..........13.................................... Questões do TRF2 ...............10......... 863 14... 855 14................................................................1................ Questões do TRF3 ...........................1..................................12.................................1..........10...3....................................8......................................................................................... 847 14.............................................................2...................................... Questões do TRF1 .......1...........1.......... 847 14................. 855 14......... Questões do TRF3 .... Questões do TRF5 ................. Questões do TRF1 ...................................................................................11......................... 863 28 .............. Questões do TRF3 .... Questões do TRF3 ..............................................13................11.............................................................................13................................................................ 847 14...............................8..12...................................................................................... Questões do TRF5 .......................................................12............................ 835 14............................. Impugnação Pelo Devedor.... 859 14...5..................................................... 859 14.......................................................................................... 857 14....... Questões do TRF1 .. 845 14........ 857 14........................10..............................................2.......1........... Questões do TRF2 ..........1... 859 14..........................................................................................1.............................. Correlação Entre A Acusação E A Sentença ............................. Arresto.........9.1.......... Questões do TRF4 ....9.......................................1...............................1..........................5.............. 859 14................................1......... 863 15........1...11.... 857 14................................................. Questões do TRF2 ....................................................... Questões do TRF1 ...........5... PONTO 15.......... DIREITO INTERNACIONAL PÚBLICO E PRIVADO ............1.......................................2.................................. Questões do TRF1 ..................................1..........................................1............................. 846 14.....2...............................................12.......... Questões do TRF3 .............................12....1............13......... 862 14....... 859 14....... DIREITO PROCESSUAL PENAL .........................1.......................................... O Indivíduo E A Coletividade ............................................10........................................................1...........................1................. 857 14.10.............................3................................... Poder Judiciário............. Questões do TRF4 ............11................10.................... Questões do TRF5 ............................ 855 14.....................................................................1..... 863 14.............. 845 14... 857 14................... Questões do TRF2 .2.................. 857 14.............................Penhora E Avaliação.............. 845 14.........................................9..............5..............4... 835 14............... Questões do TRF2 ...................4..............1...................9... Desenvolvimento Sustentável .......................................................2.................4...4.........9...................1....1......9......3........................ Meio Ambiente E Direitos Humanos Numa Perspectiva Integral............. 855 14............................................. O Pensamento De Kant E A Norma Jurídica ........................13................................................ 859 14.................. 855 14................................. 859 14............1....................................1............................... Questões do TRF5 ...........1........1..........1.......................5.....................5................................. 863 15................1...............1.................................................................... Questões do TRF2 .......3..1............... Questões do TRF5 ............1......12....... FILOSOFIA DO DIREITO ......................... Reformas Constitucionais Experimentadas Pela Constituição Federal Brasileira De 1988 ..................................11................... 851 14........................................................................................................13..........1.................... 847 14.............1........................... Questões do TRF4 . 845 14.................................... 844 14...................................1............................ DIREITO CONSTITUCIONAL .......... Questões do TRF4 .............................................................................. Questões do TRF3 .......................... Questões do TRF5 ......1........................................................... Questões do TRF4 ....................11..................................1.. 863 15......................................................................1. DIREITO AMBIENTAL ............. 842 14....................................1........1...9.....................................................................8.......................................................... Questões do TRF1 .................. Conflitos Internacionais: Meios De Dirimi-Los .................................................................... Recurso Cabível ........ Questões do TRF1 .............1.... Natureza Jurídica Da Decisão Resolutória Da Impugnação..................4....................... A Pobreza Humana Como Fator De Degradação Ambiental........................... Ministério Público E Administração Pública Em Defesa Do Meio Ambiente.......................8............1.................. 863 15.................12............................................4.......................................................................................................................................... 863 15...........................................................................1............................ 863 15........................................ 846 14...10......8.............................11.................................13..................1............................................3.. 855 14.......1........1............3..........................................

.....................1.........................................1.......5................ Questões do TRF1 .1...........3........................ Execução Por Quantia Certa Contra Devedor Insolvente...........................................1........................ DIREITO PENAL ................ Questões do TRF4 ...................... 864 15.............. Questões do TRF4 ............................... 875 15............. 886 15............................ 900 15.............1...................................................2.............1... DIREITO PREVIDENCIÁRIO.............................................................. 882 15.4.....................................5....................5................5........................1............... 881 15...........1.................. DIREITO EMPRESARIAL .........2................ 899 15.... Execução Contra A Fazenda Pública...................... 900 15.............7...... Questões do TRF3 ......................... Questões do TRF4 ....................5........................................................................7................... Questões do TRF2 .....................1......2..2......2.............. Formação De Precatório........1..............................1..... Pensões........................6... Incidência ............1......................5............1............................................ Direito Comercial.......1.......................................................5....... Auxílio-Doença.........................................1..............................4..Não-Incidência ................................................................................................................................................ 903 15.............................1.......................................1................. 892 15......... Direito Empresarial ..........................................................................1......... 892 15.6................................15............1.............6..................4...4.. 864 15...... Questões do TRF2 ....................1.....................................................................3....................................................1..4.....................3..........2...........................7............Taxa Preço Público – Empréstimo Compulsório – Competência Residual Tributária ...4.......................................... Questões do TRF1 ................................ 899 15................ DIREITO PROCESSUAL CIVIL ............................... Questões do TRF1 ................................. 863 15.............................................................................. Suspensão E Extinção 29 ....................... 886 15........... Questões do TRF4 . Questões do TRF1 ....... 890 15.......................1...........................................1.........................................3.....................1..........................1....... DIREITO ADMINISTRATIVO.4.............. Execução De Alimentos............................. Função Normativa Da Administração Pública..1.......................................................5...........................1......... Questões do TRF3 .......................................3................5..........1.................................... 874 15............................3.......1...............7................................. 910 15... Questões do TRF3 .......................... Agências Reguladoras ........ Questões do TRF5 ........................................... Requisição Do Pagamento.......................1..............................................................7.........................1...................1...............1... Renda Mensal Vitalícia................5...... Questões do TRF3 ..... 909 15............. 910 15.....................1............. Questões do TRF2 ................................................................... Questões do TRF2 .. Questões do TRF3 .......................... 909 15............................................ 891 15.......................... Embargos Do Devedor....... Citação E Embargos.........................8... 902 15............. Regulamentação Constitucional.................. 880 15......... Questões do TRF4 ................................................. Circulação Das Obrigações. Questões do TRF2 .. Acumulação ........... Questões do TRF5 ...............................2..................2..... Questões do TRF5 ................................................................ 879 15.............................................................................2.......... Questões do TRF2 ..........................................................1... Exceção De Pré-Executividade..........................................Prescrição ..................................... Oposição À Execução Forçada.............................. Questões do TRF1 ..................1...................................................................................................................................................... 880 15............................................................. 879 15... Prisão Civil Do Devedor...... 891 15..... 888 15...................4....... 899 15............................ Questões do TRF5 ....................1....6................................................... 904 15........... Questões do TRF4 .....1...........................2.............Isenção – Anistia .................................5.............3.......1.......................... 900 15................................5...... DIREITO TRIBUTÁRIO ........................................2......................... Questões do TRF5 ........................................5..................................4.. 863 15. DIREITO CIVIL .......1.......................7... 905 15.............................. 875 15.....3.8....................... 886 15.............................4... 899 15.............. 892 15.....7.................Decadência ......................... Questões do TRF3 .......... Função Social Da Propriedade .............3..............2.............................1...........................................................................1..6...................... 904 15............................................ 864 15................................... Abono De Permanência..... 905 15................................................................................... Crimes Contra O Patrimônio ......... 879 15........................... 873 15...............................1................................3........... 905 15.....1.........................................................................1................ Questões do TRF1 .4.................................. Embargos De Terceiro................................................4.. Questões do TRF5 ......3................................ 910 15..3.........4.. Aposentadoria..................5....................................6....................... Questões do TRF5 ...6.......................3...............................4...............1.................................Imunidade ........................................... Questões do TRF4 ..................2......1................

..................................2.....8......................... Execução Fiscal........... 934 15........................1...8.......1.............11......................... 975 16.............................. 915 15......................................... Questões do TRF1 ................................................. 939 16.....................1................1............... Questões do TRF4 ......................12....................... 937 15.......................... Perguntas Residuais ..4..........2........................................................................................ 924 15....................... 936 15............................. Questões do TRF3 .....1...................................8.5............. 934 15.............................. Questões do TRF4 .............2............1................................. 934 15......... 939 16.. Questões do TRF4 ..................................................................................... Questões do TRF5 .............. Processo Da Competência Dos Juizados Federais Cíveis ...........................3.10.......1.1.................................................................................................................................................................................11......... Questões do TRF4 .. Questões do TRF3 ..............................Do Processo De Execução.................................................................................... DIREITO PROCESSUAL PENAL .................1.............2................4.......................12........................1......12...................................................1..................................................................1.......................................11.......... 938 15....... 938 15.... Questões do TRF3 ...9......................... 924 15..... 938 15..............................10...............2....... Questões do TRF2 ............ 928 15.......................... 937 15.10..................... Questões do TRF3 ..1..............1..................................4.................. Questões do TRF2 ................... Questões do TRF4 ................3................. 936 15..................................................... 934 15.....................................................1......................................................1..................................4.......12...1.....................................................................................................................9.........3.......1... 938 15..................1.......................................................................12..... 924 15..............5............................................. Questões do TRF1 ............. 936 15............... 928 15................................ 938 15...9................................1..............12.... Questões do TRF2 .................................................................................................11...................................1..1..............8... A Interpretação Segundo A Lógica Do Razoável ..................................................3....1.................................... 939 15....................... 927 15.......10..................................................................................... Deportação E Expulsão De Estrangeiros ..........................1...1.............................................................................................1............ Questões do TRF1 ........... SOCIOLOGIA DO DIREITO...........3.............................1......... 934 15................1................................... 933 15........ Questões do TRF1 .............................1.....9..5...............................................................................8.............1.............................................11................. 924 15.......................................... Questões do TRF3 ......................1...1..........4.................. Questões do TRF5 ......... 936 15.............................................................2................................ 939 16........................1........5.............................. DIREITO CONSTITUCIONAL ....................1................11..... 934 15....................1...................................................1.......................................4.......................................... PERGUNTAS NÃO ENQUADRADAS NOS PONTOS ANTERIORES ......................... 934 15........ 910 15........... Recursos No Processo De Execução....13......12..................1.....1........................... Questões do TRF5 ....................... DIREITO INTERNACIONAL PÚBLICO E PRIVADO ... Questões do TRF2 ... DIREITO AMBIENTAL .................................................. 934 15................... Questões do TRF2 .....................................................................................................1................... A Endoculturação E Aculturação.............10....2...........................................1.9..13....1....................... Questões do TRF4 .................1..................................................................5................... Questões do TRF2 ........ 923 15.....1............. 927 15.. 939 16.. Questões do TRF5 ............................................................................................................13................................................ 939 15.........................................9............... Questões do TRF1 ................................................... 933 15.. 910 15..................1. Questões do TRF2 ................. Questões do TRF3 ................. 933 15....................... 939 16..........13...........1...................... 939 16..............................3........................................................................................... Questões do TRF5 ........................... A Saúde Como Fator Determinante Do Meio Ambiente Ecologicamente Equilibrado... 936 15.............4...5..........................1...1.........................1............................................................. Questões do TRF5 ............................. 936 15..................... Interceptação De Comunicações Telefônicas..............1...................13................................................5.................................................................................................. Questões do TRF3 ............................................... Questões do TRF4 ...........1.................. Questões do TRF5 ......................................1................................................................... 975 30 ...........................11........1.......... FILOSOFIA DO DIREITO ...1......10................13...... Questões do TRF1 ...........................................1......................................10.....................................................9................3.........13................. 974 16.........1............................................ Poder Judiciário E Políticas Públicas Em Defesa Do Meio Ambiente Ecologicamente Equilibrado .............................................................................................. Questões do TRF1 ............................. 937 15.. 924 15......

...............1......7.....3.................. 1018 16.6................. 1043 16................................................................1.............. Questões do TRF2 ............3............ 1046 16..................................................................... 1035 16... 988 16........................................ 1078 31 ................................. Questões do TRF5 ..................................1...................................................................4...3................................................................................................................................4.....6................. Questões do TRF2 ............................5..................... 1019 16....................... Questões do TRF5 .... Questões do TRF4 ...................................................4.......... Questões do TRF3 ...........5...... 988 16..............1.......................6..... 1023 16............. 976 16..........................3.....................2............................. Questões do TRF1 ..................1..................................................................................................... Questões do TRF3 .............................................4..4... Questões do TRF3 ..................3..........2................................................... 1019 16........................ Questões do TRF2 .......................5.......................................................4......................... 975 16.................................... Perguntas Residuais ...................... 999 16............. 988 16...... Questões do TRF1 . 999 16............................ 1023 16................................ Questões do TRF2 ...........8............ Questões do TRF3 .................8................................5.............................. 996 16.................................................................1................1..................5....... Perguntas Residuais .............................................................................................. 1023 16............ 998 16........................................................ Questões do TRF4 ..1................ 1052 16.....................................................1.....................1....................................1...............................................................2..... DIREITO CIVIL ............1............................................................................................................. 988 16....1....................8.......1.2.................4...................................5.......... 1050 16.................... Questões do TRF5 ..................................................... Questões do TRF4 .......................................................1....1..................................... Questões do TRF1 ........ Questões do TRF3 ...................................1..............1................ 1019 16................................................................1................. Questões do TRF1 .....................................................1........................................ 985 16.................................6................... DIREITO TRIBUTÁRIO ..............1...........................7............ 999 16..................3.............................. Perguntas Residuais .......................... 1023 16...................... 1052 16................................................................... 1043 16..4.3.... Questões do TRF2 .........................1...1..........1..... 1078 16....................1....9............................................................................................................................................5...................7............................... Perguntas Residuais ................................... Questões do TRF1 .............................2..............2............. 1052 16................................................................................7.2..................................................9..........................................1.............................................. 1023 16.............1.......5..................1.............16.................... Questões do TRF2 ............1...........................................................................................6........... 1052 16....................................... 1007 16.............................. 1016 16.......... 1051 16......................6........................................... Questões do TRF5 .................5................3....1.. Questões do TRF1 ..................... Questões do TRF4 ........................ 1041 16.............2.......................................3.....2...................... DIREITO PROCESSUAL PENAL .....5.......................... Perguntas Residuais ..................................... 1042 16........ Perguntas Residuais ..........5..... 1023 16.............7........................1... 988 16............................................................................................1.............................. 1043 16.............................................................................................................. 1023 16...................................1.1...1...................................3...........................................2...................... Perguntas Residuais ..............................................................4.............................. Questões do TRF5 ................................................................................................................................1...................................................................................... 1018 16............ 1078 16..................................... 1019 16.................... 998 16.......4....................1...1......................9.... 975 16....................... Questões do TRF4 ..1.. 1068 16..................................1.........8...................8............... Questões do TRF3 ......... Questões do TRF5 ................................................3........ 1067 16............. Questões do TRF1 .............1.........1............. DIREITO EMPRESARIAL ..........8.................................................................................................... Questões do TRF5 ...................4....................................2............... DIREITO PREVIDENCIÁRIO............5............................................... DIREITO PROCESSUAL CIVIL .........1..................1.......4.......................................1.................2.......... Questões do TRF2 ..... DIREITO PENAL ................1..........4....4....................5.............................................................................................................6............... 1048 16....2.................................. 1067 16.......1.............5. Questões do TRF3 ......... DIREITO ADMINISTRATIVO................................... Questões do TRF1 ..............................................7............................ 988 16.................8..............7.....................3....................1............ Questões do TRF4 .......................................1....................................................................................................................................3.............................................2............................... Questões do TRF4 .............................................................................1.................... Perguntas Residuais .............1...... 975 16..........................3............1.....................................................

...................14...... Questões do TRF3 ............4................3...............14.. 1117 16........................................1............ Questões do TRF5 ................................... 1092 16.................1............................1..................................... 1092 16.............2............................... 1115 16.................14.......... 1093 16....................... Questões do TRF5 ...............3..........1.....................................12......... 1123 16..1.............. 1101 16.......5.............................................2.......................................................... 1109 16...................................................9...10...........12............................................................................................1........................................ 1092 16.........................................15............. Questões do TRF2 ..................................................................................................................................................1...............10.....11........... 1109 16......................... Questões do TRF2 .............................. Questões do TRF5 .........1.............................................................1.............................. DIREITO AMBIENTAL ......................................................................................1.... 1123 16......... 1114 16........1.............10...............................5............................................... DIREITO INTERNACIONAL PÚBLICO E PRIVADO ...................................................................................................................1.....................1.................1.........................................1....................1.....16..13.......................... Questões do TRF5 .. 1102 16........................................................................ 1096 16..................... 1094 16........................13......14......4.. ÉTICA E ESTATUTO DA MAGISTRATURA ......................................................10......10..................................................................................................................................................3.......12..........4......................................... Questões do TRF3 ..11.............. 1106 16.........1.............................................13..................................14............................. 1106 16...................... Perguntas Residuais ......... 1118 16.......... 1115 16...16..........................................16.......2.......................................................................... 1092 16............................. DIREITO FINANCEIRO.....................1............................. 1092 16....... Questões do TRF3 ...........3............ Questões do TRF3 . Questões do TRF2 .................................................16. DIREITO ECONÔMICO .. 1113 16........................... 1109 16. SOCIOLOGIA DO DIREITO.......................15.. 1115 16.............1........5.................................................... 1096 16..................................................13......................... Perguntas Residuais .......................13....... Questões do TRF4 ....... 1096 16............................................................ Questões do TRF3 ...5....1............................. 1109 16....1.....................1...............................................................................................................3....................... 1084 16...................14.................................................................................. Questões do TRF5 .12........ 1123 16.............................1.........................................12...........1...1............1.................................................................................................. Perguntas Residuais ......................... Perguntas Residuais .............................11...........................................................................1.......................................................... Questões do TRF3 .... 1106 16.....5......................................... FILOSOFIA DO DIREITO .................................. Questões do TRF1 ..................................................... 1119 16.................................................................1..............................................1... 1117 16..2................15...............15.................... Questões do TRF2 ......................................... 1109 16....... Questões do TRF3 ................... Questões do TRF2 .. Questões do TRF2 ......1....................... Questões do TRF1 .....1.......... 1114 16........4.............................. 1124 16..................... 1109 16.. 1096 16.............4................................................................16......................................................... Questões do TRF1 ...............................2........................................................ 1119 16.................16....................................1...................4...15.....1........................................... Questões do TRF4 ............................................. 1123 16....2....................................5........ Questões do TRF5 ...........11....12.......1...............................13.......................... Perguntas Residuais .1.............. Questões do TRF1 ............5... 1101 16...........4...................... Questões do TRF3 ............................. 1109 16....................................3...............1...............10.............................................................. 1092 16............. 1124 32 .....................11................ Questões do TRF2 ..........................................................................1..................................................................14....... Questões do TRF4 .....15..... Questões do TRF5 ......................................... 1114 16........... 1089 16......................................................... 1114 16............ Perguntas Residuais ...............15..... 1113 16.................... Questões do TRF2 .9...4. Questões do TRF4 .............................................................................................. Questões do TRF1 .....................................................................................3...........9....13......10..........................................................9.....1............................ 1115 16................................................................................16..................1...........1.............1............1....2............................11................................................. Questões do TRF1 .. 1119 16....12................................ Questões do TRF4 ........................ Questões do TRF4 ...........................................................2. 1094 16....................... Questões do TRF4 ......................................1.. Questões do TRF4 ............................................................................3..................1............. 1117 16.......... Perguntas Residuais .............. Questões do TRF1 ..1...............................1.......1...........1....................................................................1......................1.................................1...............1............................11................................. 1112 16......................................................................

................ Questões do TRF5 .........17.............2......................1..1............. 1125 16............1............................................................................... Questões do TRF3 ......... Questões do TRF5 ......... TEORIA GERAL DO DIREITO E DA POLÍTICA ......17.....................17...1.... 1125 16........................................................................................4............................................................ Questões do TRF2 .... 1124 16...........17........... 1126 16........................1............16...................17...................................................................................................1.... Perguntas Residuais ...... 1125 16....................................1............................ Questões do TRF1 ....................................... 1126 33 ...............17............... 1125 16................................................................17............................................5.............................................5. 1125 16....16...............................................1....3................ Questões do TRF4 ............

1. Ponto 01
1.1. Direito Constitucional
1.1.1. Constitucionalismo 1.1.1.1. Questões do TRF1

DESSE PONTO EM DIANTE: RESPOSTAS ELABORADAS POR BRUNO ANDERSON SANTOS DA SILVA
1) O que significa a expressão “realizar a Constituição”? Resposta:

Nas palavras de Canotilho, ―realizar a Constituição significa tornar juridicamente eficazes as normas constitucionais. Qualquer constituição só é juridicamente eficaz (pretensão de eficácia) através da sua realização. Esta realização é uma tarefa de todo os órgãos constitucionais que, na atividade legiferante, administrativa e judicial, aplicam as normas da constituição, inclusive dos cidadãos‖. A despeito da existência de normas constitucionais cuja eficácia esteja sujeita ao plácito de uma normatividade ulterior, a ―não realização‖ dos ideais de uma Constituição, notadamente aqueles que pressupõem prestações positivas por parte do Estado, pode ter origem em diversos fatores, sejam políticos, econômicos, jurídicos ou sociais. Destaco entre estes, e sem a intenção de esgotar o tema, a hipertrofia de preceitos sociais de difícil alcance no plano concreto, lançados pelo constituinte sem o menor critério, com o simples objetivo de conformação política, o que faz nascer uma insuficiente concretização jurídica das disciplinas constitucionais, esvaziando sua efetividade, o que Marcelo Neves denominou de ―Constituição Simbólica‖. ―Realizar a Constituição‖, assim, nada mais é do que retirar a Constituição de um estado de inércia.
2) Até aonde vai a força da chamada constituição social na linha do ofício judicante? O juiz a pretexto de conferir força normativa poderia reescrever a legislação? A pretexto de realizar a Constituição, os tribunais e os juízos podem reescrever a legislação?

Resposta:

(um pouco alongada em razão da relevância do tema, e por tratar-se de uma questão certa de ser abordada) A questão traz à tona um dos debates mais atuais e instigantes acerca do papel do Poder Judiciário na República: o ―ativismo judicial‖. Em muitas situações, ao invés de se
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limitar a aplicar a lei já existente, o juiz se vê na necessidade de agir em substituição ao legislador, e não ser apenas ―a boca que pronuncia as palavras da lei‖, na expressão de Montesquieu. Todavia, tais decisões ativistas devem representar antes a exceção do que a regra, de sorte que não é dado ao magistrado usurpar a competência do legislador. O ativismo é a deliberada expansão do papel do Judiciário, mediante o uso da interpretação constitucional para suprir lacunas, sanar omissões legislativas ou determinar políticas públicas quando ausentes ou ineficientes. É um fenômeno que assenta raízes na experiência constitucional norte-americana, mas que, atualmente, ganhou fôlego sob os influxos do neoconstitucionalismo (e seu papel criativo do aplicador da lei). ―Ativismo judicial‖, para as vozes mais críticas, seria uma espécie de intromissão indevida do Judiciário na função legislativa. Todavia, o tema não pode ser visto de maneira tão simplista, e faz parte de uma tessitura mais complexa. O professor Luís Roberto Barroso chegou a afirmar que essa postura do Judiciário, entre outras causas, tem origem na crise de funcionalidade do Poder Legislativo, que estimula tanto a edição de Medidas Provisórias pelo Executivo como o ativismo judicial do Judiciário. Uma das principais causas desse ativismo, afirma o mestre, é a ―constitucionalização do Direito‖, que resulta numa ―aplicabilidade direta e imediata da Constituição a diversas situações‖ que passaram a ser regulamentadas diretamente pela Lei Maior, fazendo com que surja uma ―expressiva ―judicialização‖ de questões políticas e sociais‖. Sobre ―judicialização‖, afirma ―que atores políticos, muitas vezes, para evitar o desgaste, preferem que o Judiciário decida questões controvertidas‖. E é nesse contexto que o Judiciário tem tido uma maior participação política. Assim, não se pode descuidar do papel de protagonismo que vem exercendo o Poder Judiciário nos últimos anos, notadamente o STF, que em matéria de políticas públicas e sociais (para garantir o mínimo existencial – ADPF/45), persistindo a inércia dos Poderes constituídos na sua implementação, vem adotando uma postura ativa, como se viu nos casos do direito de greve dos servidores públicos, interrupção da gestação de fetos anencefálicos, cotas raciais, uniões homoafetivas, nepotismo, demarcação contínua da reserva indígena Raposa Serra do Sol (19 medidas sugeridas pelo Min. Menezes Direito), fidelidade partidária, poderes investigatórios do MP, apenas para citar as principais.

3) A clássica concepção dos doutrinadores sobre a afirmativa de que a sentença é a lei em concreto é falaciosa? Resposta:

A teoria do contrato, sobre a natureza jurídica do processo, nasceu no velho Direito Romano. Inspirado em um texto de Ulpiano, a relação que interligava autor e réu no processo era vista como em tudo idêntica à que une as partes contratantes. Não poderia ser outro o entendimento dos romanos, que incluíam o processo dentro do Direito Privado. A doutrina Francesa, influenciada pela doutrina política do contrato social de Rousseau, continuou considerando o processo como sendo um contrato. Atualmente, a
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natureza jurídica do processo é uma "relação jurídica processual", que se estabelece entre as partes e o juiz (triangular). Mas ainda há traços das teorias contratuais nos sistemas atuais, sobretudo nas formas extrajudiciais de solução de conflitos, como a arbitragem, mediação e conciliação. Assim, até bem pouco tempo não se poderia chamar de falaciosa a afirmativa de que a sentença é a lei do caso concreto, haja vista que as características da imperatividade e imutabilidade entre as partes, por razões de segurança jurídica, são da própria natureza das decisões judiciais de mérito. Todavia, atualmente, a coisa julgada tem sido relativizada, por meio da ação rescisória, notadamente quando há afronta a determinados princípios tidos como mais relevantes do que a própria regra constitucional que protege a coisa julgada.

4) Faça uma distinção entre a teoria de Lassale e a teoria de Hesse sobre a Constituição? Resposta:

Para Ferdinand Lassalle, que conceituava Constituição em seu sentido sociológico, ―a Constituição de um Estado seria, em essência, a soma dos fatores reais de poder que o regem. A Constituição real e efetiva apenas reflete a realidade social determinada pelos fatores reais de poder – poder político, econômico, cultural, religioso etc. – que dominam uma sociedade, não passando a Constituição escrita de mera ‗folha de papel‘. Havendo um conflito entre a Constituição real e efetiva e a Constituição escrita, prevalecerá a vontade da primeira. O jurista alemão Konrad Hesse construiu a teoria da força normativa da Constituição, contrapondo-se à concepção sociológica de Lassalle. Para esta teoria, ―a Constituição não era mera ‗folha de papel‘ ou simples reflexo dos ‗fatores reais de poder‘. Ao contrário, e como toda norma jurídica, a Constituição teria força ativa para mudar a realidade. Havendo conflito entre esses fatores reais de poder e a Constituição escrita, nem sempre haverá predominância da primeiro, pois a constituição possui força suficiente para mudar a realidade. Em conclusão, ―é inquestionável a conexão existente entre a Constituição e a realidade social, sendo a Carta Política a expressão das relações de poder de uma comunidade. Porém, não se de desconsiderar – como o fez Lassalle – que a Constituição também desempenha uma função diretora e uma função preceptiva, decorrentes de sua força normativa.‖

5) O senhor saberia me explicar até onde vai a princípio da proibição do retrocesso? Resposta:

O princípio da vedação do retrocesso, em linhas gerais, dispõe que é vedado ao Legislador a supressão ou alteração de normas infraconstitucionais que densificam
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direitos fundamentais sociais, de molde a violar sua eficácia. Para J. J. Gomes Canotilho, o princípio do não retrocesso social leciona que ―os direitos sociais, uma vez obtido determinado grau de realização, passam a constituir tanto uma garantia institucional quanto um direito subjetivo, limitando a reversibilidade dos ―direitos adquiridos‖, o que, para ele, violaria o princípio da proteção da confiança e da segurança dos cidadãos no âmbito econômico, social e cultural‖. Não obstante, a vedação ao retrocesso social não importa em uma proibição absoluta ao movimento retrocessivo. Sua aplicação dependerá sempre de uma ponderação com outros princípios e regras no caso concreto. Assim, alguns princípios estarão em constante tensão com a vedação de retrocesso, como sói ser o princípio democrático, que dá liberdade de conformação ao legislador, ou mesmo a reserva do possível, que atua juntamente com o princípio da proporcionalidade, assegurando, contudo, o que o Min. Celso de Mello denominou de núcleo intangível consubstanciador de um mínimo existencial.

6) Há a possibilidade de um choque entre uma regra e um princípio constitucional? Uma regra que venha a ser incorporada no texto constitucional pode violar um corpo principiológico da CF no que tange, por exemplo, às cláusulas pétreas? Resposta:

É conhecida a já tradicional distinção entre regras e princípios na doutrina contemporânea nacional e estrangeira, não obstante a ausência de uniformidade conceitual. Paulo Bonavides reconhece que os princípios constitucionais são normas jurídicas e que as normas compreendem as regras e os princípios. Segundo o mestre, "violar um princípio é muito mais grave que transgredir uma norma qualquer. A desatenção ao princípio implica ofensa não apenas a um específico mandamento obrigatório, mas a todo o sistema de comandos". Para Virgílio Afonso da Silva, ―princípios seriam as normas mais fundamentais do sistema, enquanto as regras costumam ser definidas como uma concretização desses princípios e teriam, por isso, caráter mais instrumental e menos fundamental. Dessarte, eventualmente, uma regra instituída pelo poder constituinte reformador pode entrar em rota de colisão com um princípio, explícito ou implícito, de sorte que será insofismavelmente inconstitucional se violar uma cláusula pétrea. Se a colisão for entre princípios, a técnica a ser utilizada será a ponderação, de sorte que o intérprete escolhe a o bem ou direito que irá prevalecer no caso concreto.

7) Até onde vai o papel do juiz na realização da Constituição? Resposta:

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Uma das instigantes novidades do Brasil dos últimos anos foi a virtuosa ascensão institucional do Poder Judiciário, circunstância essa motivada por uma constitucionalização do direito, que acabo refletindo num aumento da demanda por justiça. Contudo, ao realizar a Constituição, o magistrado não pode substituir o Legislativo na sua função típica legiferante. Apesar de em muitas situações, ao invés de se limitar a aplicar a lei já existente, o juiz se ver na necessidade de agir em substituição ao legislador, e não ser apenas ―a boca que pronuncia as palavras da lei‖, na expressão de Montesquieu, tais decisões ativistas devem representar antes a exceção do que a regra, de sorte que não é dado ao magistrado usurpar a competência do legislador, devendo agir apenas para suprir omissões legislativas, em matéria de políticas públicas, quando estas se revelarem ausentes ou ineficientes, esvaziando, assim, preceitos sociais contidos na Constituição. 1.1.1.2. Questões do TRF2
1) Importância do Direito Constitucional e sua ligação com os demais ramos. Resposta:

A classificação dicotômica de Direito em público e privado, modernamente, é mantida apenas para efeitos didáticos e mera conveniência acadêmica, haja vista ser o Direito uno e indivisível. Desta feita, percebe-se cada vez mais uma forte influência do Direito Constitucional sobre o que se denominava de Direito Privado. Desta forma, vários ramos do Direito encontram sua norma-matriz na Constituição, através do que vem se denominando de constitucionalização do direito. A Norma Fundamental sai da sua posição de mero organizador da estrutura do Estado e sua função política, para prever diretamente institutos antes reservados ao Direito Privado. É dizer, parece adequado não mais falarmos em ramos do direito, e sim em um verdadeiro escalonamento verticalizado e hierárquico das normas, apresentando-se a Constituição como norma de validade de todo o sistema, sendo necessária uma inevitável releitura dos institutos, notadamente os de Direito Civil, sob a ótica constitucional.

2) Em que consiste o fenômeno da constitucionalização do direito? Resposta:

Locução de uso relativamente recente, aduz a doutrina que o fenômeno surgiu, de certa forma, na Constituição portuguesa de 1976, foi continuado na Constituição espanhola de 1978, e levado ao extremo pela Constituição brasileira de 1988. Em rápida lição, significa que a Constituição contemporânea não mais se limita, como no passado, a dispor sobre princípios fundamentais, definir competências, prever o modo de sua revisão. Ela vem reger praticamente todos os aspectos da vida jurídica. É dizer, tudo (ou
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quase) pode ser objeto de normas constitucionais. Já não é facilmente identificável um conteúdo material das Constituições como outrora. Sua principal consequência pode ser apontada como uma ―expressiva judicialização de questões políticas e sociais‖, o que força um ativismo judicial como forma de dar concreção às normas constitucionais.

3) Quantas EC foram promulgadas até hoje? Qual ou quais em 2010? Resposta:

(Na resposta, sem modificar o texto original da questão, considerei o ano de 2012) Até hoje foram promulgadas 76 Emendas Constitucionais, sendo 6 de Revisão, estas últimas, todas no ano de 1994. Em 2012 foram editadas duas, as de ns. 69 e 70.

4) Repristinação é automática? Resposta:

A repristinação ocorre quando uma lei é revogada por outra e posteriormente a própria norma revogadora é revogada por uma terceira lei, que irá fazer com que a primeira tenha sua vigência restabelecida. Todavia, o artigo 2º, § 3º da LINDB (Decreto-Lei nº 4657, de 4/09/1942) aduz que a repristinação só é admitida se for expressa. Contudo, a despeito da diferença dos institutos, solução diversa dar-se-á na hipótese de declaração de inconstitucionalidade da lei pelo STF, eis que a jurisprudência da Excelsa Corte entende que a lei revogada pela norma dita inconstitucional tem sua eficácia restabelecida, haja vista que o STF adota a teoria da nulidade em relação aos atos inconstitucionais. Sendo nula, não poderia gerar qualquer efeito jurídico, inclusive, o ab-rogante. É o chamado ―efeito repristinatório.‖

5) Poder Constituinte Derivado é originário? Resposta:

Poder Constituinte Originário é aquele que instaura uma nova ordem jurídica, rompendo por completo com a ordem jurídica precedente. Possui como características o fato de ser inicial, autônomo, ilimitado juridicamente (lembrando que a corrente Jusnaturalista enxerga, ao menos, uma limitação, qual seja, o respeito às normas de Direito Natural. Porém, o Brasil adotou a corrente Positivista, para a qual nem mesmo o Direito Natural
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limitaria a atuação do Poder Constituinte Originário. Modernamente – Canotilho –, falase, ainda, em observância de princípios de justiça e de Direito Internacional), incondicionado, soberano. Poder Constituinte Derivado é criado e instituído pelo Originário, sendo, portanto, limitado e condicionado. Poder ser reformador (capacidade de modificar a Constituição Federal), decorrente (estruturar as Constituições dos Estados-membros e DF) ou revisor (revisar a Constituição Federal uma única vez).

6) Como as Constituições são positivadas? Resposta:

Promulgada: aquela em que o processo de positivação decorre de convenção, são votadas, originam de um órgão constituinte composto de representantes do povo, eleitos para o fim de elaborá-las. Ex.: Constituição de 1891, 1934, 1946, 1988. Outorgada: aquela em que o processo de positivação decorre de ato de força, são impostas, decorrem do sistema autoritário. São as elaboradas sem a participação do povo. Ex.: Constituição de 1824, 1937, 1967, 1969. Encontramos também a chamada Constituição Cesarista ou mistificada: não é propriamente outorgada, mas tampouco promulgada, ainda que criada com a participação popular. Pactuadas: são aquelas em que os poderosos pactuavam um texto constitucional, o que aconteceu com a Magna Carta de 1215. A expressão Carta Constitucional é usada hoje pelo STF para caracterizar as constituições outorgadas.

7) O que é promulgação? Resposta:

Como manifestação do Poder Constituinte, Constituição promulgada seria aquela fruto da vontade popular, materializada através de uma Assembléia Nacional Constituinte instalada com essa finalidade, como sói ser a CF 1988.

8) Atos preparatórios à promulgação de uma Carta Política são atos constituintes? Qual a natureza? Resposta: 40

Segundo José Afonso da Silva, os atos preparatórios possuem natureza política. Como exemplo, teríamos a EC n. 26 de 27.11.85 que convocou a Assembléia Nacional Constituinte para elaborar a CF de 1988, instalada em 1.02.87, sob a presidência do Ministro do STF José Carlos Moreira Alves, pai do Des. Carlos Eduardo Moreira Alves, membro da Comissão.

9) Quantas constituições já tivemos no Brasil? Resposta:

Foram oito. As de 1824, 1891, 1934, 1937, 1946, 1967 e EC-69, e a atual de 1988. Tecnicamente seriam sete, haja vista que a de 1969 foi uma Emenda Constitucional à Carta de 1967. Todavia, diante de seu caráter revolucionário, bem como a extensão da sua reforma no ordenamento, a doutrina constitucionalista a considera como uma Constituição autônoma.

10) Diferencie normas constitucionais de princípio e normas constitucionais de preceito. Resposta:

(acredito que o examinador tenha utilizado ao termo ―preceito‖ como sinônimo de ―regras‖, como o fazem muitos doutrinadores) Existem vários critérios tradicionais para a distinção entre regras e princípios. O mais comum é o critério da generalidade (Robert Alexy apud Bonavides). Segundo este critério, os princípios são normas com um grau de generalidade relativamente alto e as regras, normas com um nível relativamente baixo de generalidade. Há também o conhecido critério da abstração, segundo o qual os princípios são normas com um grau de abstração relativamente alto e as regras, normas com um nível relativamente baixo de abstração. Outros critérios, tais como o do valor expressado e o da aplicabilidade, são também comumente utilizados com o intuito de fazer a distinção entre as regras e os princípios. Afirma Alexy, ainda, que entre regras e princípios existe não somente uma diferença de grau, mas uma diferença qualitativa. As ―normas constitucionais de princípios‖ seriam os mandamentos nucleares do sistema constitucional (Virgílio Afonso da Silva), haja vista consagrarem os principais valores do ordenamento. Seriam, ainda, mandamentos de otimização, caracterizados pelo fato de que podem ser cumpridos em diferentes graus, na li8ção de Alexy. Os critérios de distinção em relação às regras são variados, como também aponta Canotilho (Grau de abstração, grau de determinabilidade, carácter de fundamentalidade, natureza normogenética), para quem a tarefa, longe de afigurar-se simples, é demais complexa.
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As ―normas constitucionais de preceito‖ apresentam-se sob a forma de um conteúdo determinado que é ou não realizado em sua plenitude, isto é, a regra é ou não é cumprida na inteira medida de seu enunciado normativo.

11) Discorra sobre a aplicabilidade de normas de princípios e de normas de preceitos. Resposta:

As regras (preceitos) têm caráter categórico, ―ou isto ou aquilo (Dworkin)‖, tendo aplicação imediata aos casos concretos, através de simples subsunção, por via de um raciocínio silogístico. Já os princípios, diferentemente das regras, não obedecem à lógica do ―tudo ou nada‖, não desencadeando a eliminação de um em face daquele que prevalecer, aplicando-se a técnica da ponderação. Os princípios podem envolver problemas de validade e de peso, as regras só enfrentam questão de validade.

12) Todas as normas constitucionais são regulamentáveis? Resposta:

Não. Celso Ribeiro Bastos e Carlos Ayres Britto classificam as normas constitucionais em normas de aplicação (regulamentáveis ou irregulamentáveis) e normas de integração (completáveis ou restringíveis). As de aplicação já estão aptas a produzir todos os seus efeitos, sendo que as irregulamentáveis incidem diretamente sobre os fatos regulados e rejeitam regramentos infraconstitucionais, sendo sua matéria tratada exclusivamente pelo texto constitucional. Já as regulamentáveis, embora plenas e consistentes, aceitam regulamentação infraconstitucional, sendo vedada, contudo, a alteração do seu conteúdo, sentido e alcance. Por fim, as normas de integração são as que necessitam da atividade integradora do legislador ordinário para apresentarem aplicabilidade, pois necessitam de complementação.

13) Exemplo de norma de eficácia plena. Resposta:

São aquelas ―aptas a produzir todos os seus efeitos, independentemente de norma integrativa infraconstitucional.‖ Um exemplo seria o art. 2º da CF/88. Outro bastante cobrado é o art. 230, §2º (gratuidade de transporte coletivo urbano para maiores de 65 anos – ADI 3768).

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14) Normas regulamentáveis constitucionais, o legislador tem competência absoluta ou está limitado? Na CR/1988 não há limites para a regulamentação, mas e a doutrina e a jurisprudência? Resposta:

Está limitado. Nas normas regulamentáveis, é vedada a restrição ou alteração do seu conteúdo, sentido e alcance, consoante o escólio de Celso Ribeiro Bastos e Carlos Ayres Britto, que classificam as normas constitucionais em normas de aplicação (regulamentáveis ou irregulamentáveis) e normas de integração (completáveis ou restringíveis).

15) Há direito adquirido contra a CR? Resposta:

É firme a jurisprudência do STF no sentido de que inexiste direito adquirido contra a Constituição Federal, a despeito de todas as Constituições Brasileiras, com exceção da Carta Constitucional de 37, garantirem o direito adquirido e vedarem a retroatividade da lei prejudicial. Anote-se que, também, é assente a jurisprudência da Corte Suprema no sentido de que os dispositivos constitucionais têm vigência imediata, alcançando os efeitos futuros de fatos passados (retroatividade mínima). Salvo disposição em contrário - e a Constituição pode fazê-lo - eles não alcançam os fatos consumados no passado nem as prestações anteriormente vencidas e não pagas (retroatividade máxima e média, respectivamente). 1.1.1.3. Questões do TRF3

1.1.1.4. Questões do TRF4

1.1.1.5. Questões do TRF5

1.2. Direito Tributário
1.2.1. Conceito, Conteúdo, Natureza, Autonomia, Fontes, Relação com o Direito Financeiro, Sistema Constitucional Tributário, Poder de Tributar 1.2.1.1. Questões do TRF1
1) Qual seria a função de uma Lei Complementar em se de Direito Tributário? Qual o espaço, dentro daquela linha doutrinária dentro daquela corrente tricotômica e dicotômica, pois a primeira tem uma diferença em relação à segunda, qual diferença é esta? 43

Resposta:

Em regra, a lei ordinária é o instrumento hábil para disciplinar os tributos. Apenas em casos excepcionais, expressamente previstos na Constituição, é que se exige lei complementar, como a competência residual (art. 154, I, CF) e os empréstimos compulsórios (art. 148). Contudo, a função principal da Lei Complementar em matéria tributária, nos termos do art. 146 da CF é estabelecer normas gerais sobre Direito Tributário. Embora o CTN (lei 5.172/66) tenha sido editado como Lei Ordinária, integra nosso ordenamento com status de Lei Complementar, haja vista ter sido recepcionado com essa natureza, de forma expressa, pelo art. 34, §5º do ADCT. Não obstante o art. 5º do CTN (e também o art. 145, CF) ter previsto como espécies tributárias apenas os impostos, taxas e contribuições de melhoria, o que poderia levar a crer que o nosso ordenamento adotou a corrente tripartite ou tricotômica, o STF já pacificou a adoção da teoria da pentapartição, de sorte que o CTN, ―Lei Complementar‖ sobre normas gerais tributárias, aplica-se também às contribuições sociais e empréstimos compulsórios (RE 138.284), é dizer, a todas as espécies tributárias, e não apenas às previstas no CTN.

2) O Direito Tributário brasileiro é o mais constitucionalizado do mundo, que consequências podemos tirar disto? Resposta:

Em rápidas linhas, destaco uma maior segurança jurídica e proteção ao contribuinte, onde boa parte das limitações constitucionais está protegida contra mudanças que lhe diminuam o alcance ou a amplitude, por configurarem verdadeiras garantias individuais, não podendo ser suprimidas nem por emendas constitucionais, eis que se afiguram cláusulas pétreas.

1.2.1.2. Questões do TRF2
1) O artigo 5º do CTN é completo? Por que ele é desmentido? Resposta:

O art. 5º do CTN não é completo, eis que prevê como espécies tributárias apenas os impostos, taxas e contribuições de melhoria, o que poderia levar a crer que o nosso ordenamento adotou a corrente tripartite ou tricotômica. Todavia, o STF já pacificou a adoção da teoria da pentapartição, de sorte que, além das espécies supracitadas, considera tributos as contribuições sociais e os empréstimos compulsórios, apesar da natureza restituível deste último.
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2) É possível a repetição do indébito de tarifas de água e esgoto? Resposta:

Sim, é possível. Contudo, seu prazo prescricional sujeitar-se-á ao prazo estabelecido no Código Civil, conforme previsto na Súmula 412 do STJ, publicada em 16/12/2009, haja vista não possuírem natureza jurídica tributária.

3) Existe prazo para compensação? Qual a natureza jurídica? E para tributo indireto? Resposta:

A compensação tributária é uma das causas de extinção do crédito tributário descritas pelo artigo 156 do Código Tributário Nacional. Quanto ao prazo, duas situações devem ser observadas. Assentou o Supremo Tribunal Federal que o novo prazo de 5 (cinco) anos - contado do pagamento antecipado do tributo - é válido para as ações ajuizadas após 9/6/05, data de entrada em vigor da Lei Complementar 118/05 (RE 566.621/RS, Rel. Min. ELLEN GRACIE, Tribunal Pleno, DJe 11/10/11). E, por outro lado, às ações intentadas antes do referido marco aplica-se a Tese dos "cinco mais cinco", consoante a antiga orientação do STJ. Também, é possível a compensação via creditamento de valores pagos indevidamente por tributos indiretos, como é o caso do ICMS, hipótese em que é necessária a prova de que não houve transferência do encargo financeiro ao contribuinte de fato, ou que obteve autorização do contribuinte de fato para obter o ressarcimento do excesso, por meio de restituição ou de compensação. Aplicabilidade do art. 166 do CTN (STJ - AgRg no EREsp 997244 SP - Primeira Seção - rei. Min. Francisco Falcão, DJe 06.04.2009).

4) Por que tem ação de consignação no CPC e no CTN? Resposta:

Porque as hipóteses consignatórias previstas no art. 164 do CTN são mais restritas, como se extrai da leitura do §1º do referido artigo, que aduz que ―a consignação só pode versar sobre o crédito que o consignante se propõe a pagar.‖ Assim, demais aspectos da obrigação tributária podem ser objeto de ação de consignação com fulcro no art. 890 do CPC.

5) Dupla tributação distingue-se de bitributação? Resposta: 45

Sim. A dupla tributação (bis in idem) ocorre quando o mesmo ente tributante edita diversas leis instituindo múltiplas exigências tributárias, decorrentes do mesmo fato gerador. Segundo a doutrina, não existe norma expressa no texto constitucional vedando a dupla tributação, de sorte que chegam a apontar a criação da COFINS e do PIS como hipótese cristalina de bis in idem. Na bitributação, tal fenômeno ocorre mediante a ação de entes diversos, e, via de regra, é proibida. A doutrina aponta duas situações em que esta seria legítima: a possibilidade da União instituir imposto extraordinário de guerra, compreendidos ou não em sua competência tributária; e a tributação de renda envolvendo Estados-nações diversos (indivíduo residente no Brasil que recebe rendimentos de trabalhos realizados no Uruguai, os dois Estados poderiam cobrar IR).

6) É taxativo o rol do art. 150 da CR/1988? Resposta:

O art. 150 da CF trata das limitações ao poder de tributar. Da simples leitura da parte inicial do artigo (sem prejuízo de outras garantias) conclui-se que se afigura um rol exemplificativo, notadamente porque boa parte destas limitações consubstanciam-se em garantias individuais do contribuinte.
7) Qual a razão do art. 150, I, da CR/1988? Resposta:

Referido dispositivo trata do princípio da legalidade tributária. É, a exemplo de outros preceitos, uma garantia do contribuinte contra a exigência ou aumento de tributos sem lei que estabeleça, sendo, portanto, um dos pilares do Estado Democrático de Direito.

7) Há tautologia com o art. 5º, II, da CR/1988? Resposta:

Penso que não chega a ser uma tautologia. Por ser considerada a principal limitação constitucional ao poder de tributar, entendeu o constituinte por prever de forma específica e autônoma o princípio da legalidade tributária no art. 150, I da CR, cujas exceções, também, lhes são particulares, existindo, a meu ver, razão de ser na formação de um sistema de proteção tributário próprio.

8) O que é elusão fiscal? Posição do STF. Resposta:

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Existem meios diversos de se fugir da tributação. Tradicionalmente, o critério mais adotado pela doutrina para classificar tais meios toma por base a licitude da conduta. Assim, quando o contribuinte usa de meios lícitos para fugir da tributação ou torná-la menos onerosa, tem-se, para a maioria da doutrina, a elisão fiscal. Já nos casos em que o contribuinte se utiliza de meios ilícitos para escapar da tributação, tem-se a evasão fiscal. Por fim, nos casos denominados pela doutrina de elusão fiscal (ou elisão ineficaz), o contribuinte simula determinado negócio jurídico com a finalidade de dissimular a ocorrência do fato gerador. Trata-se de um ardil caracterizado primordialmente pelo que a doutrina denomina de abuso das formas, pois o sujeito passivo adota uma forma jurídica atípica, a rigor lícita, com escopo de escapar artificiosamente da tributação. Norma geral antielisão está prevista no parágrafo único do art. 116 do CTN, inserido pela LC 104/2001 (natureza de antielusão), de sorte que o Fisco poderá requalificar juridicamente os fatos, para fazer incidir o tributo devido.

9) O que é Poder de Tributar? As limitações de Tributar são cláusulas pétreas? Há relação entre poder de tributar e competência tributária? Resposta:

Poder de tributar é o poder que detém o Estado de, mediante lei, criar tributos nos termos das competências conferidas pela Constituição. Entende o STF, bem como a doutrina, que boa parte das limitações constitucionais ao poder de tributar se configuram verdadeiras garantias individuais, como sói ser o princípio da anterioridade e o da legalidade, de sorte que são definidas como cláusulas pétreas, nos termos do art. 60, §4º, IV da CR. A imunidade recíproca, também, por tutelar a forma federativa (art. 60, §4º, I da CR), seria uma cláusula pétrea. Nessa esteia, há uma estreita relação entre o poder de tributar e competência tributária, haja vista ser esta última conceituada como a atribuição ou o poder, diretamente haurido da Constituição Federal, para editar leis que abstratamente instituam tributos. Por fim, a Constituição não cria tributos, apenas confere às pessoas políticas competências para instituí-los.

1.2.1.3. Questões do TRF3
1) Qual a classificação das receitas? Resposta:

Quanto à regularidade elas podem ser extraordinárias (caráter excepcional e temporário) ou ordinárias (ingressam com regularidade). Já quanto à origem, podem ser originárias
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(exploração pelo Estado da atividade econômica patrimonial ou comercial) ou derivadas (extraídas do patrimônio dos particulares - tributos). Há, ainda, a classificação legal (lei 4.320/64), que divide as receitas em correntes (resultantes das atividades próprias do Estado) e de capital. 1.2.1.4. Questões do TRF4

1.2.1.5. Questões do TRF5

1.3. Direito Administrativo
1.3.1. Responsabilidade Civil do Estado 1.3.1.1. Questões do TRF1
1) Qual o regime de responsabilidade civil das pessoas jurídicas de direito privado exploradoras de atividade econômica? E qual o regime jurídico? De direito privado. Resposta:

Se for atividade econômica não se aplica o art. 37, § 6º, CF, mas sim o regime de direito privado (Código Civil), que prevê responsabilidade civil subjetiva, é dizer, deve ser apurado se a ação ou omissão se deu, ao menos, com culpa.

2) Qual o fundamento jurídico por responsabilidade pelos atos lícitos? Resposta:

A responsabilidade civil por atos ilícitos, que não se relacionem com a prestação de serviço público, encontra-se disciplinada nos arts. 186 e 927 do CC/2002. Tem como principal fundamento garantir a ordem social, evitar o enriquecimento sem causa, tutelar o patrimônio através de um provimento judicial que substitua a reparação privada coercitiva, bem como possui função sancionadora e pedagógica. Para Carlos Alberto Bittar ―a responsabilidade está diretamente ligada à liberdade e a racionalidade humana, que impõe às pessoas o dever de assumir o ônus, submetendo-a aos resultados de suas ações quando contrária a ordem jurídica‖.

1.3.1.2. Questões do TRF2
1) Qual seria a diferença da responsabilidade civil dos entes públicos? 48

Resposta:

A principal nota que a diferencia da responsabilidade dos entes privados, seria a responsabilidade objetiva dos entes públicos para atos comissivos, ou seja, independente de culpa, assegurado o direito de regresso contra o agente público responsável pelos danos, devendo, neste caso, ser apurado se agiu com dolo ou culpa, sendo, portanto, subjetiva. Também será subjetiva nas hipóteses de atos omissivos.

2) Diferenças entre a responsabilidade civil dos entes em geral e das prestadoras de serviços públicos. Resposta:

A responsabilidade civil das pessoas jurídicas de direito público e as de direito privado prestadoras de serviços públicos, por danos causados por seus agentes, nessa qualidade, a terceiros, é de natureza objetiva, é dizer, independe de culpa, nos termos do art. 37, § 6º, CF. Nesse sentido, a jurisprudência assente do STF, bem como a doutrina pátria. Ainda, as pessoas jurídicas de direito privado prestadoras de serviço público respondem de forma objetiva por danos causados a terceiros usuários e não usuários do serviço (RE n. 591.874, Relator o Ministro Ricardo Lewandowski, Plenário, DJe de 18.12.09), tendo o STF revisto sua jurisprudência neste último caso, eis que antes entendia que para o não usuário a responsabilidade seria subjetiva. Quanto aos demais sujeitos de direito privados, a responsabilidade é de natureza subjetiva, sendo imprescindível a verificação de culpa do agente para que surja o dever indenizatório.

3) Exemplo de responsabilidade civil de prestadores de serviço público comparando com a responsabilidade civil do Estado. Resposta:

Conforme assentado, ambas são objetivas (art. 37, § 6º, CF). Um exemplo seria a responsabilidade por acidentes em rodovias provocados por animais na pista. Tanto a concessionária (STJ – 3ª T., REsp nº 647.710/RJ, Rel. Min. Castro Filho, DJ 30.06.2006) quanto o Estado, se a rodovia não foi privatizada, responderiam, em cada caso, de forma objetiva pelos danos causados. 1.3.1.3. Questões do TRF3

1.3.1.4. Questões do TRF4
1) Como se chama a responsabilidade civil extracontratual? 49

Resposta:

Também chamada de delitual ou aquiliana, nela o agente não tem vínculo contratual com a vítima, mas, tem vínculo legal, uma vez que, por conta do descumprimento de um dever legal, o agente, por ação ou omissão, com nexo de causalidade e culpa ou dolo, causa à vítima um dano. Está fundada no art. 186 do CC/2002. 1.3.1.5. Questões do TRF5

1.4. Direito Penal
1.4.1. Aplicação da Lei Penal. Princípios Gerais. Normas das Convenções e Tratados de Direito Internacional 1.4.1.1. Questões do TRF1
1) Conflito aparente de normas, quais são as técnicas para a sua solução? Resposta:

A doutrina indica quatro princípios para solucionar o conflito aparente de normas penais. São eles: especialidade, subsidiariedade, consunção e alternatividade. No princípio da especialidade, a norma especial prevalece sobre a geral. Aqui há uma relação de gênero e espécie, sendo tal aferição estabelecida em abstrato. Pouco importa, também, a quantidade de sanção reservada às infrações, podendo a lei especial narrar um Ilícito penal mais rigoroso ou mais brando. Na subsidiariedade, a lei primária tem prevalência sobre a lei subsidiária, que é sempre menos grave. Aqui a análise deve ser feito no caso concreto, e não em abstrato, e não há relação de gênero e espécie. Na célebre locução de Nelson Hungria, a norma subsidiária atua como um ―soldado de reserva‖. O princípio da consunção é aplicado para resolver o conflito aparente de normas penais quando um crime menos grave é meio necessário ou fase de preparação ou de execução do delito de alcance mais amplo, de tal sorte que o agente só será responsabilizado pelo último, desde que se constate uma relação de dependência entre as condutas praticadas (Precedentes STJ). Por fim, alternatividade significa que ―o agente só será punido por uma das modalidades inscritas nos chamados crimes de ação múltipla (tipos mistos alternativos, conteúdo variado), embora possa praticar duas ou mais condutas do mesmo tipo penal.‖

2) Indique quatro princípios penais constantes na Constituição. Resposta:

Princípio da individualização da pena, princípio da reserva legal, princípio da anterioridade e o princípio da intranscendência da pena.

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3) Qual a diferença entre interpretação analógica e analogia? Resposta:

Analogia é uma forma de integração da lei penal. Utilizando-se da analogia, o exegeta aplica a uma hipótese não prevista em lei a disposição legal relativa a um caso semelhante, desde que não prejudique o réu, em atenção ao princípio da legalidade. Assim, admite-se apenas a analogia in bonam partem. Já a interpretação analógica consubstancia meio de interpretação, recorrível quando a lei contém em seu bojo uma fórmula casuística seguida de uma fórmula genérica. Com efeito, a norma casuística serve de norte ao exegeta. A interpretação analógica difere-se da interpretação extensiva na medida em que, nesta, o legislador não nos fornece o padrão (fórmula casuística) a ser seguido, em que pese a necessidade de se ampliar o alcance da norma. Por fim, na interpretação analógica admite-se que seja feita in malam partem.

4) Porque se atribui à norma penal o caráter de ultima ratio? Resposta:

Por ser a liberdade do homem um dos seus bens mais preciosos, apenas justifica-se a supressão do seu status libertatis quando, de fato, estivermos diante de ofensas a bens juridicamente relevantes para a sociedade, em que outros ramos do direito se mostrarem insuficientes e não se revelaram eficientes para punir o agente. Portanto, o DP deve interferir o mínimo possível na vida em sociedade, por isso se diz que será a ultima ratio, também chamado de ―princípio da intervenção mínima.‖ Fruto da ascensão da burguesia, cuida-se de um típico princípio liberal, tanto que se encontra nas obras dos mais importantes pensadores do liberalismo, tais como John Locke, Montesquieu, Rousseau e Beccaria.

5) Qual a diferença entre o “ser do direito” no Direito Penal e o “ser do direito” na Sociologia? Resposta:

A Sociologia preocupa-se, basicamente, como os fatores externos, sociais, que influenciaram o indivíduo a praticar uma infração penal, bem como com suas conseqüências para a coletividade, tudo isso com escopo de explicar tais ―defeitos de socialização‖. Para Ferri, um dos baluartes da Escola Positiva, um dos movimentos criminológicos do Direito Penal, apontada como o criador da Sociologia Criminal, o delito não era produto exclusivo de nenhuma patologia individual. Para ele o delito era resultado da contribuição de diversos fatores: individuais, físicos e sociais.
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Na tese de Ferri, ―o delito é um fenômeno social, com uma dinâmica própria e etiologia específica, na qual predominam os fatores sociais‖. A pena, por si só, seria ineficaz, precisa vir antecedida ou acompanhada das adequadas reformas econômicas, sociais, entre outras. Já o Direito Penal preocupa-se com o indivíduo após o cometimento do delito, como irá puni-lo e ressocializa-lo, sendo irrelevante tais aspectos sociais. Contudo, anote-se, que há corrente que defende uma ―co-culpabilidade‖ no direito penal, entendida esta como a parcela de culpa da sociedade que deixa de fornecer os meios suficientes para o desenvolvimento do ser, cuja a influência do meio social compromete a autodeterminação do indivíduo. Assim, sua reprovabilidade deve ser atenuada.

1.4.1.2. Questões do TRF2
1) É mais correto falar em concurso aparente de normas ou conflito aparente de normas? Resposta:

Não há uma unanimidade na doutrina, em que pese a aparente predileção pela expressão ―concurso‖, como se vê no escólio de Rogério Greco e Luiz Régis Prado. O professor Damásio de Jesus, por sua vez, crítica as duas expressões, haja vista que, segundo sustenta, ―não há conflito ou concurso de disposições penais, mas exclusividade de aplicação de uma norma a um fato, ficando excluída outra em que também se enquadra‖. Por fim, penso que a maioria dos operadores do Direito trata as expressões como sinônimas, havendo, inclusive, julgados no STJ em que na mesma ementa se utilizam as duas formas (HC 213179/SC- Min. Jorge Mussi).

2) O que é o princípio da alternatividade? Resposta:

É um dos princípios que se propõem a resolver um concurso aparente de normas. Significa que ―o agente só será punido por uma das modalidades inscritas nos chamados crimes de ação múltipla (tipos mistos alternativos, conteúdo variado), embora possa praticar duas ou mais condutas do mesmo tipo penal.‖ Um exemplo clássico é o art. 33 da lei 11.343/06, cuja cabeça do artigo prevê diversos núcleos v.g. importar, fabricar, transportar. Ainda que realize todas as condutas descritas no tipo, praticará o crime uma única vez, desde que, evidentemente, trate-se da mesma droga, no mesmo contexto fático. Dessarte, se o mesmo sujeito importa cocaína, transporta ópio e vende heroína, responderá por três crimes distintos, em concurso material. Por fim, parte da doutrina entende ser a alternatividade a consunção que se realiza no interior de um mesmo tipo penal, de sorte que aquela teria sua função esvaziada. É o entendimento de Nélson Hungria e Aníbal Bruno.
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3) O concurso aparente de normas se insere na teoria do delito, na teoria da norma ou na teoria do tipo? Resposta:

O conflito aparente de normas está ligada à teoria do delito, em especial quando, na formação do juízo de tipicidade, haverá a identificação do tipo legal a ser considerado. Definir se um determinado fato constitui, ou não, um delito, passa pela realização do chamado juízo de tipicidade: a comparação do fato com os modelos de conduta proibida, que a lei criminal elenca numerus clausus. Situação diferente ocorre com o concurso efetivo de tipos (material, formal ou continuado), que se relaciona à resposta penal (pena), não sendo caso de definição de juízo de tipicidade. Importa, contudo, deixar clara a diferença entre o concurso efetivo e o concurso aparente de tipos. No concurso efetivo (concurso de delitos), há dois ou mais delitos, sujeitando-se o agente às penas de dois ou mais tipos incriminadores (que são somadas, ou não, conforme seja o caso do art. 69, do art. 70 ou do art. 71 do Código Penal). No concurso aparente, como a própria denominação denuncia, aparentemente o fato dá lugar a duas ou mais adequações típicas simultâneas, dois ou mais delitos. Um mesmo fato é coberto pelas descrições típicas de várias normas incriminadoras, que sobre ele convergem. Todavia, pela aplicação do princípio ne bis in idem, que impede a dupla punição pelo mesmo fato, somente uma das tipicidades se aplica, prevalecendo sobre as demais, e afastando a incidência destas.

4) Quais as duas modalidades de subsidiariedade? Sempre está expresso no Código? Resposta:

Pelo princípio da subsidiariedade, a norma dita subsidiária é considerada, na expressão de Hungria, como um ―soldado de reserva‖, é dizer, na ausência ou impossibilidade de aplicação da norma principal mais grave, aplica-se a norma subsidiária menos grave. Ela pode ser expressa ou tácita. Diz-se expressa quando a própria lei faz sua ressalva, mediante emprego de locuções como: ―se o fato não constitui crime mais grave‖, v.g. disparo de arma de fogo (art. 15 da lei 10.826/03). Será tácita quando a lei residual não condiciona, taxativamente, a sua aplicação em caso de impossibilidade de incidência da primária. Ex: Estupro (art. 213, CP) e constrangimento ilegal (art. 146, CP). Assim, conclui-se que, nem sempre, a subsidiariedade será expressa na Lei Penal.

5) Quais os critérios de interpretação da lei penal? É possível analogia em lei penal? Há diferença entre interpretação analógica e analogia? 53

Resposta:

Os critérios de interpretação podem ser divididos quanto ao sujeito de que emana, quanto aos meios que são utilizados para alcançá-la e, ainda, quanto aos resultados. No que pertine ao sujeito, pode ser autêntica (pela própria lei), doutrinária (pelos estudiosos – v.g. exposição de motivos do Código) e judicial (aplicadores do Direito – v.g. súmulas vinculantes). Já quanto aos meios, pode ser literal (real significado das palavras), teleológica (finalidade da lei), sistemática (análise do dispositivo no sistema que ele está contido, e não isoladamente) e histórica (busca dos fundamentos de sua criação no passado, considerando o momento social da época). Por fim, quanto ao resultado, pode ser declaratória (não amplia nem restringe o alcance da norma), extensiva e restritiva, que alarga ou diminui o alcance da lei, respectivamente. A analogia, forma de integração da norma, onde o exegeta aplica a uma hipótese não prevista em lei a disposição legal relativa a um caso semelhante, desde que não prejudique o réu, em atenção ao princípio da legalidade. Assim, admite-se apenas a analogia in bonam partem. Difere-se da interpretação analógica por ser esta um método de interpretação. Há quem sustente que esta última pode ser in malam partem.

6) Existe parte geral na parte especial do CP? Resposta:

Algumas matérias, que ordinariamente são tratadas na parte geral do CP, foram inseridas na parte especial do Código. Isto ocorreu quando o próprio tipo penal o exigia, v.g. causas especiais de aumento e diminuição da pena, normas penais não incriminadoras (art. 327), causas de isenção de pena (art. 181), espécies de ações penais. Não há propriamente uma parte geral dentro da especial, eis que a primeira, na maioria das vezes, complementa de forma satisfatória o tipo penal previsto na parte especial. Contudo, quando previstas ―normas generalizantes‖ dentro do próprio tipo penal, penso que esta deve ser observada, antes mesmo até do que a norma assemelhada contida na parte geral, como sói ser o caso do art. 100 do CP, que aduz ser a ação penal pública, salvo quando a lei expressamente a declara privativa do ofendido (art. 236 do CP – crimes contra o casamento).

7) art. 5º., LVII, CR/1988, pode-se considerar alguma diferença entre princípio da inocência e da não culpabilidade? Resposta:

Grande parte da doutrina (v.g. Nelson Nery Júnior in Princípios do Processo na Constituição Federal) e dos aplicadores do Direito utiliza as expressões como sinônimas. To54

davia, basta a leitura do texto para se perceber a diferença: ―ninguém será considerado culpado até o trânsito em julgado de sentença penal condenatória‖. A Constituição Federal Brasileira adotou a redação do art. 27.2 da constituição italiana de 1948, a qual por sua vez resultou de um movimento protagonizado por parte da doutrina italiana que defendia a restrição do alcance do princípio da inocência, com vistas a garantir a eficácia do processo penal. Ou seja, a nossa Constituição declarou apenas que o acusado não é considerado culpado. Ela não afirmou a presunção de inocência, limitou-se a negar a culpa. Não é uma simples questão de semântica, mas revela um embate de concepções político-ideológicas das finalidades do processo penal. A Declaração dos Direitos do Homem e do Cidadão de 1789, a Declaração Universal dos Direitos do Homem de 1948, pelo Pacto Internacional de Direitos Civis e Políticos de 1966 e a Convenção Americana de Direitos Humanos de 1969, todos esses instrumentos consagraram o princípio da ―presunção de inocência‖, fórmula que, aparentemente, não foi seguida pelo Brasil, que foi influenciado por uma ideologia pós-fascista que criticava a presunção de inocência, na Itália. O certo é que na prática judiciária brasileira não se estabeleceu diferença entre os princípios. Nas ementas das ADC‘s 29 e 30, que declararam a constitucionalidade da LC 135/2010 (Lei da Ficha Limpa), o Min. Luiz Fux preferiu a expressão ―presunção de inocência‖. A Min. Rosa Weber, egressa da magistratura trabalhista, trata ―inocência‖ e ―não-culpabilidade‖ como sinônimos, de forma expressa em seus julgados. Lúcida, por sua vez, a lição do Min. Ayres Britto, para quem ―a presunção de não-culpabilidade trata, mais do que de uma garantia, de um direito substantivo. Direito material que tem por conteúdo a presunção de não-culpabilidade. Esse o bem jurídico substantivamente tutelado pela Constituição; ou seja, a presunção de nãoculpabilidade como o próprio conteúdo de um direito substantivo de matriz constitucional. Logo, o direito à presunção de não-culpabilidade é situação jurídica ativa ainda mais densa ou de mais forte carga protetiva do que a simples presunção de inocência‖.

8) Fale sobre a decisão do STF acerca da abolitio criminis dos crimes contra a honra na lei de imprensa. Resposta:

A abolitio criminis ocorre quando um fato tipificado como infração penal pela norma incriminadora deixa de ser criminoso. Possui, portanto, natureza jurídica de causa extintiva de punibilidade. A lei de imprensa previa várias condutas delitivas referentes a crimes contra a honra. No entanto, no julgamento da Arguição de Descumprimento de Preceito Fundamental n. 130, iniciado em 1.4.2009 e concluído em 30.4.2009, o Plenário do Supremo Tribunal Federal, por maioria de votos, entendeu que a Lei n. 5.250, de 9 de fevereiro de 1967, não foi recepcionada, integralmente, pela ordem constitucional vigente.

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julgada em abril de 2009. Em conclusão. Em que circunstâncias pode ser aplicada como atenuante? Resposta: É possível o reconhecimento da atenuante da confissão espontânea para redução da pena aplicada na hipótese em que o réu admita a prática do crime em seu interrogatório policial e judicial. aptos a caracterizar arrependimento do acusado. 10) A confissão. as leis temporárias e as excepcionais são ultrativas. o Pretório Excelso. o STF passou a entender que norma anterior incompatível com a nova ordem constitucional é tida como não-recepcionada.Naquele momento. Segundo a jurisprudência atual do STJ (REsp 1163090/SC. ainda que tenha sido preso em flagrante. ou julgados. mesmo depois de revogada. pois aplicam-se aos fatos ocorridos durante a sua vigência. entendendo haver manifesta incompatibilidade entre a antiga Lei de Imprensa e a atual Constituição da República. cujos agentes haviam incidindo nos tipos da lei não recepcionada. 9) Em que consiste a ultratividade da lei penal? Resposta: Fala-se em ultratividade quando a lei. não se exigindo critérios subjetivos. extirpou do ordenamento jurídico a totalidade do diploma normativo. DESSE PONTO EM DIANTE: RESPOSTAS ELABORADAS POR CAIO CASTAGINE MARINHO 56 . tal decisão implicou no reconhecimento da inexistência jurídica da norma. que a confissão se efetue por livre vontade do agente. de forma que. não obsta o reconhecimento da atenuante a circunstância de o agente negar parte da imputação ou invocar uma excludente de ilicitude (confissão qualificada). isto é. que influa decisivamente na condenação ou que seja feita por motivos de índole moral. ou seja. abandonando a nomenclatura outrora empregada (revogação). Da mesma forma. afastando os efeitos penais de vários processos em curso. que seja completa. a partir do julgamento da ADPF 130 (Lei de Imprensa). o que gerou a abolitio criminis daquelas condutas antes tipificadas. DJe 14/03/2011). em termos práticos. tendo em vista que para a configuração da referida atenuante exige-se somente o seu aspecto objetivo. mesmo após auto-revogadas. continua a regular os fatos ocorridos durante a sua vigência.

Há diferença? O que visa impedir o ordenamento? Resposta: O concurso de normas caracteriza-se pela situação em que várias leis são aparentemente aplicáveis a um mesmo fato. ambos defendem que a matéria está relacionada à aplicação da lei penal. Essa é a hipótese de aplicação do critério da consunção. contido em outra de maior amplitude. Trata-se de instituto que se fundamenta no princípio da coerência sistemática e na vedação ao bis in idem. enquanto no concurso de crimes o concurso de normas aplicáveis é efetivo. de forma diversa dessa corrente. Esses autores destacam o posicionamento de parte da doutrina que entendem que o tema deveria ser abordado na análise de concurso de crimes. norma que descreve a normal fase de execução/preparação/exaurimento do crime é afastada para a aplicação de outra que engloba o fato de maior alcance. 13) Quando ocorre a consunção? Resposta: Quando o fato previsto por uma lei está. mas apenas uma tem real incidência. que também o prevê. ii) critério da subsidiariedade (aplicação de um tipo penal principal quando outro não puder ser aplicado – para Nelson Hungria a norma subsidiária era denominada de soldado de reserva). Nucci ainda cita o critério da sucessividade (lei posterior derroga lei anterior). como delito – Luis Regis Prado e Nucci criticam esse critério entendendo-o como inútil). aplica-se somente esta última. no concurso de normas a concorrência é aparente. mas. de algum modo. Destaca-se que.11) Concurso ou conflito de normas. iii) critério da consunção (norma que descreve a normal fase de execução/preparação/exaurimento do crime é afastada para a aplicação de outra que engloba o fato de maior alcance). 14) Já ouviu falar do princípio da combinação? Resposta: 57 . iv) critério da alternatividade (a aplicação de uma norma a um fato exclui a aplicação de outra. Luis Regis Prado e Guilherme de Souza Nucci não diferenciam concurso de conflito de normas. igualmente. Além desses critérios mencionados por Luis Regis Prado. Ou seja. Ele pressupõe a unidade de fato e a pluralidade de leis aparentemente aplicáveis. 12) Quais são os critérios utilizados para acabar com o conflito aparente de normas? Resposta: Os critérios utilizados são: i) critério da especialidade (lei especial derroga lei geral).

5o. quando ambas as leis regulam a matéria em tempos distintos e uma revogou a outra. 8. 15) Qual corrente entende que só o princípio da especialidade resolveria todos os conflitos? Resposta: (??) 16) Institutos da lei no. Necessário destacar que o STF não tem admitido tal raciocínio entendendo que combinação de leis poderia caracterizar verdadeira violação do princípio da separação dos poderes. Definir se um determinado fato constitui. deixar clara a diferença entre o concurso efetivo e o concurso aparente de tipos. Posicionamento esse que teria fundamento no princípio da vedação do proteção deficiente. dentre aqueles que defendem a disposição presente no art. teoria do tipo ou teoria da norma)? Resposta: O conflito aparente de normas está ligada à teoria do delito. Mas entendo que. haverá a identificação do tipo legal a ser considerado. na formação do juízo de tipicidade. contudo. não se poderia defender a revogação da Lei 8.072/90 estão sendo abrandados. Exemplo dessa situação ocorre com a possibilidade de aplicação da causa de diminuição do p. No concurso 58 . que apenas a previsão de sanção mais severa ao tipo penal. que a lei criminal elenca numerus clausus. um delito. a priori. não sendo caso de definição de juízo de tipicidade. Em verdade. Importa. 33 da Nova Lei de Drogas aos delitos praticados sob a vigência da lei antiga. corrente que defende a impossibilidade da revogação da criminalização dos crimes hediondos. No direito penal. formal ou continuado).Pelo princípio da combinação busca-se a conjugação de dispositivos de duas leis para se chegar a uma norma mais benéfica. que se relaciona à resposta penal (pena). ou não. Situação diferente ocorre com o concurso efetivo de tipos (material.072/90 como violadora da vontade constituinte. discute-se a possibilidade de retroatividade parcial para usar os melhores dispositivos de cada uma das leis. passa pela realização do chamado juízo de tipicidade: a comparação do fato com os modelos de conduta proibida. por vezes até mais eficiente. em especial quando. 4o do art. há afronta à Constituição? Resposta: É possível identificar. a realização da obrigação de o Estado proteger o bem jurídico pode ser realizada por diversas formas. 17) O que conflito aparente de normas se identifica melhor com qual teoria (teoria do delito. inciso XLIII da CF como verdadeiro mandado de criminalização. Se revogar toda lei.

2o. que sobre ele convergem. Assim. 1.4.u. ocorrendo a cessão da continuidade ou permanência em momento posterior ao início da vigência da norma mais severa.4. ainda o que alteração do complemento de forma benéfica não retroagirá (ex. há dois ou mais delitos.5.1. Questões do TRF5 TRF5 – 2012 01) Em havendo revogação de complemento de norma penal em branco haveria abolitio criminis? Como se situa esse debate? Resposta: Depende. conforme seja o caso do art. e afastando a incidência destas. presente no enunciado da súmula 711. dois ou mais delitos. p. 1.4. como a própria denominação denuncia. somente uma das tipicidades se aplica.3. do art.1. a lei penal mais grave aplica-se ao crime continuado ou ao crime permanente. Para uma corrente doutrinária a natureza do complemento da norma penal em branco determinará a regra de direito intertemporal a ser aplicada. será essa que deverá incidir. Assim. hipótese em que haverá retroatividade benéfica (regime jurídico do art.1.4.efetivo (concurso de delitos). que impede a dupla punição pelo mesmo fato [8]. De outra banda. se o complemento tiver natureza de lei excepcional ou temporária (regime do art. 70 ou do art. 3o do CP). como é o caso de Alberto Silva Franco. ainda que o início da conduta tenha ocorrido quando vigente norma penal mais branda. prevalecendo sobre as demais. há doutrina que se posiciona de forma diferente. ou seja. CP – ex. sujeitando-se o agente às penas de dois ou mais tipos incriminadores (que são somadas. Um mesmo fato é coberto pelas descrições típicas de várias normas incriminadoras. Situação contrária ocorre quando o complemento não tem natureza excepcional. No concurso aparente. Questões do TRF3 1.: tabela de preço nos crimes contra a economia popular). Entende o autor que essa conclusão (necessidade de verificação da natureza do complemento) somente ocorrerá quando o 59 . se sua vigência é anterior à cessação da continuidade ou permanência. pela aplicação do princípio ne bis in idem. 71 do Código Penal).: definição de substância entorpecente). Questões do TRF4 1) Qual o critério de aplicação da lei nova aos crimes permanentes e aos continuados? Resposta: Segundo entendimento do STF. 69. aparentemente o fato dá lugar a duas ou mais adequações típicas simultâneas. haverá ultra-atividade prejudicial. Todavia. ou não.

Situação diversa ocorre com a interpretação analógica. Isso porque a analogia é regra de integração da legislação que só é admissível in bonan partem. O princípio da adequação social também incide sobre a tipicidade material mas sob o fundamento de que em relação aos comportamentos e riscos tolerados pelo convívio social (socialmente aceitos) não poderia haver tipificação penal. qual seu valor probatório. sendo comum a jurisprudência afastar o benefício em hipótese em que o réu postule o benefício depois de os órgãos investigatórios já terem reunidos todos os elementos para a condenação. reduzido grau de reprovabilidade do comportamento e inexpressividade da lesão ao bem jurídico. onde o dispositivo enumera exemplos e conclui de forma genérica fazendo extensão do tipo a casos semelhantes. haverá retroatividade independentemente na natureza do complemento ser ou não excepcional. desde que de forma favorável ao réu. se a complementação vier por outra lei. que aceite colaborar na investigação ou entregar seus companheiros. que é modo de interpretação admissível na seara penal em desfavor do réu. Exige-se que a delação colabore efetivamente na solução do caso. Em outros termos. Merece destaque o fato de a jurisprudência acolher apenas a incidência do princípio da insignificância entendendo que o ordenamento nacional não permitiria o afastamento da caracterização do delito sob o fundamento da sua adequação social. 05) O que é delação premiada. 02) É possível o emprego na analogia no direito penal? Resposta: Sim. nenhuma periculosidade penal da ação. requisitos e efeitos? Resposta: Delação premiada é um benefício legal concedido a um criminoso delator. 03) Qual o significado do “princípio da insignificância” e o da “adequação social”? Resposta: Princípio da insignificância significar o afastamento da tipicidade material em situações em que não haja dano ao bem jurídico ao ponto de requer a intervenção penal e possui como requisitos a mínima ofensividade da conduta.complemento não tiver mesmo status normativo da própria norma em branco. Se a complementação vier por norma com status infralegal. O reconhecimento do valor proba60 . somente nesse caso haveria a necessidade de verificar na natureza (norma excepcional ou temporária).

Em relação aos domésticos a regulamentação ocorreu somente com a edição da Lei 12. Beneficiários e Inscrições. a depender do regime jurídico a ser aplicado.470/2011. Questões do TRF1 1) O sistema previdenciário brasileiro é formado por quais regimes? Resposta: O sistema previdenciário brasileiro é formado pelo regime principal.212/91 E 8. quais foram os trabalhadores beneficiados neste sistema? Resposta: A EC 41/03 alterou o artigo 201. Exige-se corroboração por dados concretos. a fim de lhes garantir acesso a benefícios no valor equivalente a 1 salário mínimo. definição do início do cumprimento da pena em regime aberto. Regimes.1. poderá ensejar uma redução da pena (1/3 a 2/3).213/91 1. 61 . extinção da punibilidade ou substituição da pena privativa de liberdade por pena restritiva de direitos. nova alteração do texto constitucional estendeu tal tratamento aos trabalhadores sem renda própria que se dediquem exclusivamente ao trabalho doméstico no âmbito de sua residência. o sistema foi implantado com a edição da LC 123/2006. Em 2005. de participação facultativa e integrado pelo regime complementar oficial (Fundos de Pensão) e o regime complementar privado. Segurados. 8. 2) Quanto ao sistema de inclusão previdenciária. que realizou alterações na redação das Leis 8. e o pelo regime complementar. determina o constituinte que haja tratamento diferenciado em relação às alíquotas (reduzida de 20% para 11%) e carências aplicados aos demais segurados do regime geral de previdência social.213/91. estabelecendo a contribuição com alíquota reduzida de 5%. Leis N. Previdência Social: Órgãos. 12 para estabelecer um sistema especial de inclusão previdenciária.tório da delação decorrerá da sua ratificação com o cotejamento das demais provas produzidas.5. de participação obrigatória e composto pelo Regime Próprio de Previdência (aplicável aos servidores públicos) e o Regime Geral de Previdência Social. desde que pertencentes a famílias de baixa renda. A MP 529/2011 estendeu tal benefício aos microempreendedores individuais.5. Nesse sistema. 1. Direito Previdenciário 1.1. destinado a trabalhadores de baixa renda.5. No âmbito infraconstitucional. Como consequência dessa colaboração. externos e objetivos que embasem a confiança do relato. acrescentando o p.212/91 e 8.1.

mas decidem contribuir para a Previdência Social. 4) Dê uns três exemplos de segurado facultativo. 3) Quais são os segurados para efeitos de inscrição no sistema geral de previdência? Resposta: No Regime Geral de Previdência Social há os segurados obrigatórios caracterizados pelo exercício de atividade remunerada e integrados pelo segurado empregado. Resposta: Pessoas com mais de 16 anos que não têm renda própria. síndicos de condomínio não-remunerados. Resposta: A novidade trazida pela EC 47 foi a previsão do trabalhador doméstico sem renda própria que se dediquem exclusivamente ao trabalho doméstico no âmbito de sua residência. caracterizado como sendo aquele que não exerce atividade remunerada. segurado empregado doméstico.788/2008. segurado avulso. Se o desempenho das atividades estiver em desacordo com tal legislação o bolsista será considerado segurado obrigatório (empregado). desde que pertencentes a famílias de baixa renda.12) Me fale sobre a EC 47 da CF e a novidade que ela trouxe no sistema de inclusão previdenciária. desempregados. presidiários não-remunerados e estudantes bolsistas. Por exemplo: donas-de-casa. 62 . e os segurado facultativo. Também há os segurados facultativos. 5) A condição de bolsista para fins de segurado facultativo tem que está segurado em lei? Resposta: Segundo disposição prevista no Decreto que estabelece o Regulamento da Previdência Social. na chamada inclusão previdenciária. somente será considerado como segurado facultativo o bolsista e o estagiário que prestam serviços a empresa conforme as disposições da a Lei no 11. Juntamente com os demais trabalhadores baixa renda a eles é garantido o acesso aos benefícios previdenciários no valor igual a um salário-mínimo havendo sujeição a alíquotas e carências inferiores às vigentes para os demais segurados do regime geral. segurado especial e contribuinte individual. estudantes.

As pessoas jurídicas não são filiadas. independentemente de desejar fazê-lo. 10) O preso pode ser segurado facultativo ou obrigatório? 63 . fica ao livre alvedrio da pessoa manter-se ou não no sistema previdenciário. em sendo um país com o qual o Brasil tenha acordo de previdência social. dependendo exclusivamente da sua vontade. 11. estará filiado ao RGPS. será possível que haja contribuição no regime geral de previdência social na condição de segurado facultativo. Pode ser empregado ou contribuinte individual. I. Lei 8. Resposta: O segurado expatriado é aquele que exerce atividade fora do Brasil. 7) Se o brasileiro trabalha no exterior. É contribuinte individual quando a pessoa é brasileira que exerce atividade em organismo internacional (Ex: OMS). Na filiação obrigatória. será caracterizado como segurado obrigatório (empregado). tem um vínculo de trabalho. Se não houver esse tratado. I. contratado por empresa privada fora do Brasil (deve ser uma empresa nacional – art.213/91). mas se representar a União. ele está obrigado a se inscrever no sistema previdenciário brasileiro como segurado obrigatório? Resposta: Se trabalhar para empresa brasileira (hipótese de expatriado). e. As pessoas que são filiadas são as pessoas físicas. estando vinculados à previdência do país em que trabalha. A filiação será obrigatória para todos que exercerem atividade remuneratória. 11. f. Se essa não for sua situação. poderá aproveitar suas contribuições realizadas no exterior ao postular o benefício aqui. deixa de ser contribuinte individual e será empregado (art. mesmo de forma autônoma.6) O que se entende pelo segurado expatriado? Aqueles que prestam serviço no exterior. É empregado quando é brasileiro ou estrangeiro residente no territorial nacional. 8) O que é filiação em termos de previdência? A filiação é compulsória para quem exerce atividade remunerada? Resposta: Filiação é o vínculo jurídico estabelecido entre o segurado e a previdência social. desde que a aludida atividade esteja incluída no regime em comento. Decerto quando alguém exerce atividade remunerada. Lei 8.213/91). O vínculo é obrigatório. Na filiação facultativa. há o imediato ingresso no sistema previdenciário. sendo hipótese de filiação facultativa para aquele que não é segurado obrigatório que deseja integrar a previdência. independendo da vontade do segurado.

que.048/99) 11) Admite-se a cumulação de benefício do regime geral com o regime próprio de previdência? Exemplo? Resposta: Não há impedimento para cumulação de benefícios do regime próprio (estatutário) com o regime geral da previdência social (celetista. XI. Vejamos. então. dentro ou fora da unidade penal. Assim. O art. o auxílio-reclusão. Segundo o Regulamento da Previdência Social. IX. Decreto 3. especificamente pra efeitos previdenciário qual a distinção entre o empregados comercial (empresa) e o doméstico (do lar)? Resposta: A legislação previdenciária trata de modo desigual os empregados domésticos (intitulados ―segurados empregados domésticos‖) que contribuem sob as mesmas regras e observados os mesmos limites de custeio dos empregados urbanos e rurais (chamados singelamente de ―segurados empregados‖). a uma ou mais empresas. p. 17) A CF dispõe da forma de como irão contribuir com a seguridade social. ou que exerce atividade artesanal por conta própria (art. 19 da Lei n. p. nos moldes do 64 . com ou sem intermediação da organização carcerária ou entidade afim. 11. 11. assim entendido. no caso. aos empregados domésticos não se aplicam os benefícios acidentários. 1o.. se o segurado contribuir para os dois regimes (geral e próprio). 2ª) A segurada empregada doméstica não recebe salário-maternidade além dos limites do teto previdenciário. como (ii) o segurado recolhido à prisão sob regime fechado ou semi-aberto. algumas diferenças: 1ª) O segurado empregado doméstico não tem direito ao salário-família.]‖. 3ª) O segurado empregado doméstico não sofre (tecnicamente falando) acidente do trabalho. será considerado como segurado facultativo tanto (i) o presidiário que não exerce atividade remunerada nem esteja vinculado a qualquer regime de previdência social (art. É o caso de um magistrado (contribui para o regime próprio da previdência) que ministre aulas em universidade particular (contribui como segurado obrigatório). preste serviço. Decreto 3.Resposta: Enquanto há o recebimento de benefício. 1o. autônomo). 8. nesta condição.213/91 restringe o conceito de acidente do trabalho ao estabelecer que ―acidente do trabalho é o que ocorre pelo exercício do trabalho a serviço da empresa [.. como o destinatário do serviço doméstico não é empresa. Os domésticos sofrem apenas ―acidente de qualquer natureza ou causa‖.048/99). haverá a manutenção da qualidade de segurado. depois esta disposição constitucional é regulamentada pela lei ordinária vai disciplinar quem serão estes contribuintes do lado do empregador e empregado. poderá se beneficiar pelas duas aposentadorias. Assim.

portanto empresa. bem como os órgãos e entidades da administração pública direta. 15. o órgão da administração? E na iniciativa privada quem faz? Resposta: Nos termos do parágrafo único do artigo 15 da Lei 8. 5º) O empregador doméstico não é obrigado por lei a pagar os quinze primeiros dias de afastamento por incapacidade do doméstico. com fins lucrativos ou não. 30 do Decreto n. 18) E para efeito de contribuição previdenciária quem é que a lei ordinária equipara a empresa. sem finalidade lucrativa. a associação ou entidade de qualquer natureza ou finalidade. Lei 8. I.212/91. 19) Quais as atribuições do Conselho Nacional de Previdência Social? Resposta: 65 . 6º) Os domésticos não têm direito à aposentadoria especial. empregado doméstico (art. para os efeitos desta Lei. bem como a cooperativa. Diversas consequências. 3. a missão diplomática e a repartição consular de carreira estrangeiras. Por sua vez. 18) Em termos previdenciários. 15. indireta e fundacional (art. ―aquele de origem traumática e por exposição a agentes exógenos (físicos. que acarrete lesão corporal ou perturbação funcional‖. quem ela considera empregador. 4ª) Os empregados domésticos não têm direito ao auxílio-acidente. qual o conceito de empresa e empregador doméstico? Qual seria a diferença entre o empregador empresa e o empregador doméstico? Resposta: Considera-se como empresa a firma individual ou sociedade que assume o risco de atividade econômica urbana ou rural. entende-se como empregador doméstico a pessoa ou família que admite a seu serviço. equipara-se a empresa.212/91). II. o contribuinte individual em relação a segurado que lhe presta serviço.048/99. provêm daí: o doméstico não terá estabilidade quando retornar do afastamento motivado pelo acidente ocorrido no lugar de serviço e não terá direito a ver recolhido o FGTS no período de afastamento motivado pelo acidente (isso se o empregador garantiu o direito ao FGTS). químicos e biológicos). Lei 8.parágrafo único do art.212/91). a empregador.

4. como é o caso da questão. órgão superior de deliberação colegiada. não traz vedação expressa quanto a sua contribuição como facultativo. Questões do TRF2 1.O Conselho Nacional de Previdência Social . em cumprimento ao disposto no art.1.5. 1.5. 194 da Constituição. Na hipótese de segurado obrigatório do Regime Geral.3. com a participação do Governo. dos trabalhadores em atividade. 11 do Decreto 3.1. na busca de melhor desempenho dos serviços prestados à clientela previdenciária. Criado pela Lei nº 8.1. ao longo do tempo vem aperfeiçoando sua atuação no acompanhamento e na avaliação dos planos e programas que são realizados pela administração. que preconiza uma gestão quadripartite. dos empregadores e dos aposentados.048/99.5. tem como principal objetivo estabelecer o caráter democrático e descentralizado da administração. dos trabalhadores em atividade. 20) Quem compõe este Conselho Nacional de Previdência Social? Resposta: O Conselho Nacional de Previdência Social possui gestão quadripartite. Neste caso pode contribuir como beneficiário facultativo? Resposta: No texto constitucional há a vedação de o segurado do Regime Próprio de Previdência contribuir para o Regime Geral como facultativo. 21) Se o bacharel em Direito se Inscreve na ordem e é professor universitário. ele está no regime geral.CNPS.213/91. de 24 de julho de 1991. com a participação do Governo. Questões do TRF3 1.213. Questões do TRF4 66 .2. havendo previsão nesse sentido somente no art. dos empregadores e dos aposentados. com a redação dada pela Emenda Constitucional nº 20. a Lei 8. o Conselho de Previdência.

194 da Constituição Federal.1. tal qual a saúde. à adolescência. em geral. homem ou mulher. previdência e assistência. Não trata de implementar políticas públicas de saúde. O seu custeio. é feito de forma indireta por toda a sociedade. invalidez. à infância. com base na CF e nas Leis 8212 e 8213. à previdência e à assistência social.5. a promoção da integração ao mercado de trabalho. ainda. proteção e recuperação. à velhice. assegurando. 201. assim entendida como uma prestação a ser conferida a todo o indivíduo que dela necessitar. garantindo-se. mas sim de assegurar. Seu objetivo. A saúde tem a característica de ser universal. à maternidade. o amparo às crianças e adolescentes carentes. proteção à maternidade. Resposta: Nos termos do art.2012 01) Distinga os três sistemas da seguridade social. são os três sistemas da seguridade. é outro. a Seguridade Social compreende um conjunto integrado de ações de iniciativa dos Poderes Públicos e da sociedade. são essas as principais distinções. nos termos constitucionais. além disso. Nos termos constitucionais. destinado a assegurar os direitos relativos à saúde.1. no entanto. sem que para tanto tenha que verter uma contribuição específica para o sistema. Questões do TRF5 DESSE PONTO EM DIANTE: RESPOSTAS ELABORADAS POR CAROLYNNE SOUZA DE MACÊDO OLIVEIRA TRF5 . Em linhas gerais. a saúde é direito de todos e dever do Estado. benefícios assistenciais e serviços que têm como objetivo a proteção à família. salário-família e auxílio-reclusão para os dependentes do segurado de baixa renda. ao cônjuge ou companheiro e dependentes. e a prestação do serviço independe de qualquer ato formal de inscrição ou filiação. apresentando cada um as suas particularidades. Já a previdência social tem como traço marcante o caráter contributivo. a quem dela necessitar. pensão por morte do segurado. a assistência social é o sistema que. garantia mediante políticas sociais e econômicas que visem à redução do risco de doenças e de outros agravos e ao acesso universal e igualitário às ações e serviços para sua promoção. mediante o pagamento de tributos. independe de custeio direto por parte do beneficiário. um salário mínimo de benefício mensal à pessoa portadora de deficiência e ao idoso que comprovem não possuir meios de prover à própria manutenção ou de têla provida por sua família. morte e idade avançada.5. Por sua vez. proteção ao trabalhador no caso de desemprego involuntário. CF/88) objetivando a cobertura de riscos sociais como doenças. a habilitação e reabilitação das pessoas portadoras de deficiência e a promoção de sua integração à vida comunitária. Saúde. 67 . bem como a filiação obrigatória (art.

dos empregadores. referidos no inciso VII do art. com a participação dos trabalhadores. A lei n. dos aposentados e do governo nos órgãos colegiados. é preciso considerar que a previdência cobre apenas os riscos daqueles que vertem contribuições para o sistema. 68 . de maneira geral. estrutura organizacional e técnicas utilizadas. também independe de contribuição direta. desde que contribuam facultativamente para a Previdência Social. 39 e nos §§ 3º e 4º do art. a Constituição prevê que a seguridade social como um todo deve ter caráter democrático e descentralizado. 03) Segurado especial receber acima do salário mínimo. 29. além de cada subsistema ser destinado a cobrir riscos específicos. § 6º que o benefício do segurado especial será equivalente a um salário mínimo. 39. caso haja contribuição facultativa e cumprimento de carência (12 ou 180 contribuições). fica garantida a concessão: II . mas permite benefício de valor maior. § 6º. 8. O salário-de-benefício consiste: § 6º O salário-de-benefício do segurado especial consiste no valor equivalente ao salário mínimo. conforme o benefício requerido (art. 11 desta Lei. devendo ser prestada a quem dela necessitar. A Previdência compete ao Ministério da Previdência. No tocante às técnicas utilizadas.dos benefícios especificados nesta Lei. observados os critérios e a forma de cálculo estabelecidos. é possível? Resposta: Sim. independentemente de contribuições diretas (há contribuição indireta. As ações entre os três são integradas.213 estabelece em seu art. 48) (Art. 29. o que mais importa destacar é que a previdência cobre riscos sociais para aqueles que a ela vertem contribuições. ao passo que a saúde e a assistência independem de contribuição específica por parte daquele que necessita. Para os segurados especiais.02) Distinga os três subsistemas da seguridade social quanto à cobertura dos riscos. Resposta: Quanto à cobertura dos riscos. mediante o pagamento de tributos) e a assistência. a Saúde ao Ministério da Saúde e a Assistência ao Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome. ressalvado o disposto no inciso II do art. por toda a sociedade. sendo o custeio realizado por meio de tributos. Quanto à estrutura organizacional. ao passo que a saúde é de caráter universal. na forma estipulada no Plano de Custeio da Seguridade Social). é possível. mediante gestão quadripartite. para melhor desempenho das atividades.

excepcionalmente. aos 14 anos. através do Ministério da Previdência Social. A idade mínima para a filiação é aos 16 anos ou. uma vez encerrada a relação de trabalho. Assim. (Transcrições retiradas de Direito e processo previdenciário sistematizado. dos previdenciários que lhe são decorrentes. para os segurados obrigatórios. bem como o pagamento da primeira contribuição previdenciária (filiação do facultativo caracterizada após a inscrição e o pagamento da primeira contribuição). bem como ao Instituto Nacional do Seguro Social. não impede o estabelecimento do vínculo com o RGPS. contudo. que independe do ato formal de inscrição. que se estabelece. Isso. na condição de aprendiz. tendo a eficácia de gerar obrigações (a exemplo do pagamento de contribuições previdenciárias) e direitos (como a percepção dos benefícios e serviços)‖. por conseguinte. que em regra ocorre após a filiação. nada impede o ajuizamento de ação própria para o reconhecimento de direitos trabalhistas e. desde que comprovada mediante documento contemporâneo em nome do próprio segurado‖. a atividade sujeita à filiação obrigatória exercida com idade inferior à legalmente permitida. Trata-se de direito do segurado. a contar de 12 anos de idade. mediante comprovação dos dados pessoais e de outros elementos necessários e úteis a sua caracterização‖. ―de acordo com o entendimento administrativo do INSS. Por sua vez. de Frederico Amado) 05) Pode haver filiação sem inscrição? Resposta: Sim e isso é muito comum (o trabalhador ser contratado mas não ter sua carteira de trabalho assinada nem ser registrado perante o INSS).04) Qual a diferença entre inscrição e filiação ao RGPS? Resposta: A filiação ao RGPS é a relação jurídica que liga uma pessoa natural à União. que tem o condão de incluí-la no RGPS na condição de segurada. vez que os facultativos precisam inscrever-se para que estabeleçam o vínculo da filiação). No entanto. em regra. é formalidade indispensável para que se estabeleça o vínculo decorrente da filiação. obrigando-se o empregador ao 69 . automaticamente com o exercício de atividade laborativa remunerada (para os segurados obrigatórios. será considerada como tempo de contribuição. No caso dos segurados facultativos. Trata-se de ato formal. a ―inscrição e o ato pelo qual o segurado é cadastrado no Regime Geral de Previdência Social.

ela deve ocorrer quando do requerimento do benefício a que tiver direito. 15 da Lei n. por expressa disposição legal. portanto. 70 . 08) O que se entende por período de graça? Resposta: O período de graça é o lapso temporal em que a pessoa mantém a qualidade de segurada. 07) É necessária a inscrição dos dependentes ou apenas dos segurados? Resposta: Tanto segurados quanto dependentes precisam inscrever-se perante o INSS. sem prejuízo de o segurado gozar dos benefícios a que fizer jus. embora. Especificamente a inscrição do dependente do segurado. na específica situação em que o segurado está no gozo de benefício. mantém todos os seus direitos perante a Previdência Social. sem o vinculo da filiação.recolhimento de contribuições eventualmente não pagas. Durante tal período o segurando. mesmo sem essa inscrição.213/91. O regramento do tema consta do art. O período de graça é variável (tempo variável). efetuada a inscrição. no caso dos segurados facultativos. indo de 3 a 36 meses ou. mas sem que qualquer atividade laborativa esteja sendo realizada. O mais importante. é o exercício da atividade (que caracteriza a filiação). já se estabeleça o vínculo entre o segurado e o RGPS a partir do início do exercício de atividade laborativa. neste último caso. mesmo sem verter contribuições ao fundo previdenciário. 06) Inscrição pode ocorrer antes da filiação? Resposta: Não há impedimento para tanto e. a inscrição necessariamente deve preceder à filiação. a não ter prazo. mesmo porque. mediante a apresentação de documentos. Em se tratando de segurados obrigatórios. não há óbice à inscrição prévia. 8. haverá a mera inscrição. ainda.

é possível que um segurado especial contrate uma pessoa/ano por até 120 dias. Vícios Redibitórios. mantendo a qualidade de segurado. de maneira contínua ou intercalada ou por tempo equivalente em horas de trabalho (art. 1.1. 8.6. A lei n. 12. pois. No entanto. ele perderá a qualidade de segurado.213/91. 11) E se durante o ano civil ele contratou 120 empregados. 10) Perde a qualidade de segurado o segurado especial que trabalha em regime de economia familiar e contrata empregado? Resposta: Não necessariamente. entende-se que durante tal período é possível sim que o segurado perceba auxílio-acidente e salário-maternidade. 15 da Lei n. Questões do TRF2 71 . duas pessoas/ano por até 60 dias. se os 120 empregados foram contratados na proporção permitida pela lei 8. que o segurado especial deve trabalhar em regime de economia familiar.1. mas admite o auxílio eventual de terceiros a título de colaboração.1. como regra.2.212/91 estabelece. cada um desses 120 empregados deverá ter trabalhado apenas um dia. 8.6. trabalhando mais que isso. limitada 120 pessoas/dia ano civil.6. perde-se a proporção estabelecida pela lei. Evicção 1.212/91 (120 pessoas/dia ano civil).09) Pode ser concedido auxílio acidente durante o período de graça? E salário maternidade? Resposta: Considerando o disposto no parágrafo 3º do art. ele perde a qualidade de segurado? Resposta: Se durante todo o ano civil ele manteve contratados esses 120 empregados. Para tanto.6.1. bem como a contratação de empregados. Prescrição e Decadência. Direito Civil 1. § 8ª). três pessoas/ano por até 40 dias e assim sucessivamente. Questões do TRF1 1. segundo o qual durante o período de graça o segurado conserva todos os seus direitos perante a previdência social. ele estará dentro do permissivo legal. Assim.

ou seja. tem relação com um estado de sujeição. O critério distintivo proposto pelo professor Agnelo Amorim é o utilizado no Código Civil de 2002. por se contrapor a um estado de sujeição. 02) Trate sobre a distinção entre prescrição e decadência. A decadência. Resposta: Há várias distinções: .6.6. próprio das pretensões pessoais. 72 . que não tem saída. é certo que o direito potestativo.a prescrição extingue a pretensão. sejam elas positivas ou negativas. Por fim.6. àquelas ações relacionadas com direitos subjetivos. próprio dos direitos potestativos. são imprescritíveis. logicamente.1.3. Questões do TRF5 TRF5 – 2012 01) Uma das clássicas teorias de prescrição e decadência é a do Agnelo Amorin Filho? Em que consiste essa teoria e ela é compatível com o CC/02? Resposta: A teoria de Agnelo Amorim é a mais difundida no direito brasileiro sobre prescrição e decadência. Questões do TRF4 1. as ações meramente declaratórias. obrigações e com a responsabilidade decorrente da inobservância das regras ditadas pelas partes ou pela ordem jurídica. a decadência está associada a direitos potestativos e às ações constitutivas.1. Didaticamente. A imprescritibilidade dessa ação específica está também justificada porque a nulidade absoluta envolve ordem pública. a prescrição mantém relação com deveres. Questões do TRF3 1.4. Para construir a referida teoria. Assim.1. é aquele que encurrala a outra parte.5. Por outro lado. o professor paraibano associou a prescrição às ações condenatórias. enquanto a decadência extingue o direito. portanto.1. têm essa última natureza. não estão sujeitas à prescrição ou à decadência. como aquelas que buscam a nulidade absoluta de um negócio. ou melhor. As ações anulatórias de atos e negócios jurídicos.

por isso. .. 3. Por ela. ao passo que os prazos de decadência podem ser estabelecidos pela lei ou por convenção entre as partes. contados de sua celebração). cuja origem é idêntica à origem do direito. enquanto a decadência legal não pode ser renunciada. simultâneo o nascimento de ambas. 04) Existe alguma causa que impede a fluência de prescrição que não está previsto expressamente na lei. . enquanto a decadência corre contra todas as pessoas. Por sua vez. O novo código. meses. com exceção de regras específicas. 4 e 5 anos. enquanto os prazos especiais de decadência são fixados em dias. em qualquer hipótese (a convencional pode ser renunciada após a consumação. por isto. tal qual a prescrição). já a decadência não pode ser impedida.os prazos especiais de prescrição são de 1. 205 e 206 do Código Civil. O critério adotado atualmente é o de Agnelo Amorim. suspenso ou interrupção. no entanto. não adotou tal critério. suspensa ou interrompida. mas que decorre do princípio da equidade? 73 . Até a promulgação do Código Civil de 2002 o critério era utilizado no direito brasileiro. 2. enquanto a decadência está relacionada a direitos potestativos. tendo. a prescrição supõe uma ação cuja origem é distinta da origem do direito. exceto os absolutamente incapazes. .a prescrição não corre contra determinadas pessoas. . ano e dia e ano (1 a 5 anos).a prescrição pode ser renunciada após a sua consumação.os prazos prescricionais somente podem ser estabelecidos por lei. sendo. a decadência supõe uma ação. 03) A teoria de Câmera Leal distingue a prescrição e decadência com base na origem das ações.a prescrição está sujeita a casos de impedimento. todos previstos nos arts. um nascimento posterior ao nascimento do direito. Esse critério ainda está vigente a luz do CC/02? Resposta: A doutrina de Câmara Leal distingue a prescrição da decadência com base na origem das ações. que é de 2 anos. .a prescrição está relacionada a direitos subjetivos e atinge ações condenatórias. atingindo ações constitutivas positivas e negativas. regra geral.o prazo geral de prescrição é de 10 anos e não há um prazo geral de decadência (embora haja um prazo geral para anular negócio jurídico. .

é prudente que ele escute antes o devedor. não é meio de prova. DE JEITO NENHUM. é o caso de um comerciante que tem seu estabelecimento interditado e. A convencional sempre dependerá de requerimento da parte. em geral. caso assim queira. 74 . como. perícias. No caso da decadência. APRESENTO A SEGUINTE RESPOSTA: A prescrição. para que a ele seja oportunizada a renúncia. tanto criando um direito em si quanto servindo de prova de que outrem perdeu um direito que tinha antes (o direito de propriedade). Considerando que a prescrição pode ser renunciada pelo devedor após decorrido seu prazo. documentos. ANALISANDO SOB ESSA PERSPECTIVA. A demonstração da perda da pretensão do titular da propriedade de reavê-la para si implica na prova de que outrem adquiriu tal propriedade. para compatibilizar tal possibilidade com a decretação de ofício pelo magistrado.. São. Os meios de prova são os elementos considerados pelo juiz para formar a sua convicção. sem poder acessá-lo. somente a decadência legal pode ser reconhecida de ofício. Neste caso. etc. em geral.Resposta: Sim. a prescrição não corre nos casos em que o titular da pretensão está materialmente impossibilitado de agir. ENTENDER A PERGUNTA. a prescrição atua de forma peculiar. A única forma que me ocorre de se ver a prescrição como um meio de prova é no caso da prescrição aquisitiva (usucapião). PENSEI QUE PODERIA SER DO TIPO DISCORRA SOBRE A PRESCRIÇÃO COMO MEIO DE PROVA E. não pode acessar também documentos para propor uma ação atacando a interdição. 05) O juiz pode de ofício decretar a prescrição e decadência? Resposta: Tanto a prescrição quanto a decadência podem ser decretadas de ofício pelo juiz. por exemplo. 06) Discorra como prescrição como meio de prova. Resposta: ATENÇÃO! NÃO CONSEGUI. Por questão de equidade. no entanto.

As grandes navegações impulsionaram a criação das primeiras normas. daí porque as corporações de ofício. ainda. descentralizado e estava nas mãos da nobreza fundiária. Direito Empresarial. 1. sujeitos a sub-regimes próprios. Na época. 02) Discorra sobre o Sistema Francês como antecedente da definição de concepção de Direito Comercial? No sistema francês. que se fundava. as atividades econômicas são agrupadas em dois grandes conjuntos. daí porque em tal período houve a necessidade de se criar um regime jurídico próprio para a disciplina das relações mercantis. Na Idade Média o comércio atingiu o seu estágio mais avançado. sendo uma característica de todos os povos.1. por não existirem.7. tendo em vista a necessidade mesmo de manter um comércio entre pessoas distantes entre si. como os títulos de crédito (letra de câmbio). Na referida época surgiram as corporações de ofício. de forte influência na codificação oitocentista. Direito Comercial.7. as características próprias do direito comercial começaram a se delinear. inclusive. em 1808. tiveram tanta importância para o desenvolvimento dos primeiros preceitos jurídicos sobre tal atividade. Questões do TRF1 01) Discorra sobre o histórico do Direito Comercial na Idade Média? O direito comercial surge propriamente na idade média. embora o comércio (atividade comercial) tenha surgido há muito mais tempo (remonta-se ao tempo dos fenícios). os Estados Nacionais. documento legislativo conhecido como Código Mercantil napoleônico.1. nos usos e costumes mercantis. conseguindo obter. Foi na idade média que surgíramos primeiros institutos jurídicos do direito comercial. qualificando-se como civis ou comerciais. primordialmente. 75 .1. que eram ligadas aos comerciantes e não aos senhores feudais. na realidade. Além disso. que logo assumiram relevante papel na sociedade. O referido sistema surgiu com a entrada em vigor do Code de Commerce.1. não havia um poder político central que aplicasse o direito. O poder político era.7. certa autonomia para seus julgamentos. como o informalismo e a influencia dos usos e costumes no processo de elaboração das regras. as sociedades (comendas)m os contratos mercantis (contrato de seguro) e os bancos. Direito Empresarial 1. A Idade Média é tida como a primeira fase do direito comercial.

que tinha como construção básica a teoria dos atos de comércio. vista como instrumento de objetivação do tratamento jurídico da atividade mercantil. Sua elaboração doutrinária é a teoria dos atos de comércio. no exercício de sua profissão. 76 . mas principalmente um novo sistema de disciplina privada de atividade econômica. o direito comercial deixou de ser apenas o direito de uma certa categoria de profissionais. fale sobre? A classificação de Carvalho de Mendonça para atos de comércio é a seguinte: .A elaboração doutrinária fundamental do sistema francês é a teoria dos atos de comércio. foi adotada por quase todas as codificações oitocentistas. já que o seu foco estava na atividade desenvolvida. 05) Famosa classificação de Carvalho de Mendonça sobre atos de comércio.atos de comércio por natureza ou profissionais: como a própria designação dá a entender. poderiam ser praticados por qualquer cidadão. para se tornar a disciplina de conjunto de atos que. . . O sistema italiano tenta superar lacunas antes não explicadas pelo sistema francês. deslocando a fronteira entre civil e comercial. tentando eliminar a dificuldade de separação do que vinha a ser ato comercial de ato meramente civil. Com ela. que trata a atividade mercantil. encontrando sua síntese na teoria da empresa (consagração da tese da unificação do direito privado). são aqueles praticados pelos comerciantes. Sob tal perspectiva. 03) Fale sobre o sistema Italiano e o Sistema Francês quanto à evolução do Direito Comercial? Basicamente. que desenvolvem a doutrina da empresa. mas encontrou contraposição na teoria italiana.atos de comércio por força de autoridade de lei: são aqueles que a lei assim os considera.atos de comércio por dependência ou conexão: são os que visam facilitar o promover o exercício do comércio. organizados em corporações próprias. e não nos sujeitos que a desempenhavam. descrevendo o que ela viria a ser. inclusive pelo Brasil (inspiração do Código Comercial de 1850). o Sistema Italiano era regulado sob o prisma privatístico. em princípio. Por sua vez. tem-se que o Sistema Francês dividiu-se em dois sistemas de disciplina privada da economia: civis e comerciais. o sistema francês foi o responsável por uma certa objetivação do direito comercial. O sistema francês.

a armação e expedição de navios". no Brasil. foram criadas as corporações de ofício que tinham. relevante diploma normativo. providência que não foi adotada pelo próprio código.A classificação de Carvalho de Mendonça foi elaborada a partir do Regulamento 737. ou para alugar o seu uso. pessoas que praticavam os atos mercancias. No entanto. portanto. 77 . 19): § 1 . de comissões. pois sequer existiam os Estados Nacionais na época). também. a expressão ―Direito Empresarial‖ mostra-se mais adequada que ―Direito Comercial‖.as empresas de fábricas. fale sobre? O regulamento 737 foi o diploma normativo editado ao tempo do Código Comercial de 1850. que juízes eram estes? Não havia juízes com a mesma concepção que se tem hoje (juízes enquanto órgãos do Estado. entre outras atribuições. portanto. que eram pessoas da própria corporação eleitos pelos demais associados. quanto aos atos de comércio. muito antiga e não mais utilizada. consignação e transporte de mercadorias. Segundo o referido regulamento. mesmo porque a teoria do ato de comércio foi substituída pela teoria da empresa. § 2 . os bancos. de espetáculos públicos. § 4 . 8 . sendo o responsável pela consolidação. para reger as relações entre seus membros. Foi. Deve-se considerar. de expedição. E não só por isso. O regulamento 373 esteve em vigor até 1875. banco e corretagem. fretamentos. cujas idéias permaneceram presentes por anos. a prestação de serviços e outros). Cuida também de uma infinidade de outras atividades negociais (além do comércio. a indústria. riscos. consideravam-se atos de mercância (art. existiam juízes para dirimir questões de conflitos.a compra e venda ou troca de efeitos móveis ou semoventes. de depósito.Qual a melhor nomenclatura Direito Empresarial ou Comercial? Diante da definitiva adoção da teoria da empresa pelo ordenamento jurídico brasileiro. mesmo após a sua revogação. que teve como característica mais marcante o fato de elencar o que viriam a ser os atos de comércio. sendo. 07) No tempo em que o Direito Comercial era o direito das corporações.as operações de câmbio. que hoje o direito empresaria cuida mais do que da atividade exercida pelo comerciante (hoje empresário). Exerciam esse papel os denominados cônsules. na mesma espécie ou manufaturados. servindo de referência doutrinária para a definição do âmbito de aplicação do direito comercial. 06) Regulamento 737. § 5 . a de julgar os casos que lhe eram submetidos. e quaisquer contratos relativos ao comércio marítimo. para os vender por grosso ou a retalho.os seguros. da teoria dos atos de comércio. § 3 .

por força de Portaria do Ministério da Educação. porque tal disciplina é tratada nos cursos jurídico. ao listar as matérias de competência legislativa privativa da União. 09) O Direito Empresarial continuaria como disciplina autônoma. mostra-se menos adequada para designar tudo aquilo que o Direito Empresarial de fato regula. a expressão ―Direito Comercial‖. uso e boa prática entre as partes. de árbitros e da lei aplicável e o seu objetivo de refletir os costumes. Este conjunto de regras era comum aos comerciantes europeus. Segundo. portanto. por ser mais restritiva. intuito lucrativo e finalidade de produzir ou fazer circular bens ou serviços. objeto mais amplo. Muitos dos principios e regras da Lex mercatoria foram incorporados aos códigos comerciais e civis a partir do início do século XIX. manteve a bipartição dos regimes jurídicos disciplinadores das atividades econômicas. mencionando o ―direito civil‖ em separado do ―direito comercial‖. tendo. ainda que tratados de maneira geral no mesmo diploma normativo (o Código Civil de 2002). porque a própria Constituição Federal conferiu autonomia ao direito empresarial.Em outros termos: o atual direito comercial não cuida apenas do comérciom mas de toda e qualquer atividade econômica exercida com profissionalismo. Primeiro. já tendo alterado o nome da disciplina em seus cursos jurídicos. é bom destacar que as próprias Universidades já reconhecem a adequação da nova designação. 78 . com algumas diferenças locais. mas evoluiu a partir do uso e do costume. Não era imposta por uma autoridade central. como disciplina autônoma e essencial. em substituição à teoria dos atos de comércio. porque tem institutos que lhes são próprios. Terceiro. Por fim. E por último.apenas passando a adotar o critério da empresarialidade para circunscrever contornos do âmbito de incidência do direito comercial. 10) O se quer dizer por Lex mercatoria? A Lex Mercatoria foi um sistema jurídico desenvolvido pelos comerciantes da Europa medieval e que se aplicou aos comerciantes de todos os países do mundo até o século XVII. mesmo com a inserção desta seara no CC/2002? Sim. distintos do direito civil. como a escolha de instituições e procedimentos arbitrais. Deste modo. à medida que os próprios mercadores criavam princípios e regras para regular suas transações. O direito comercial internacional moderno deve alguns de seus princípios fundamentais à Lex mercatoria desenvolvida na Idade Média. porque a adoção da teoria da empresa.

1.) a sociedade quando ela existe. Partindo disso.. Direito Processual Civil 1.1.5. Questões do TRF2 1) Teoria da empresa: o que é a empresa? Posso considerar como uma unidade (os elementos da empresa)? À vista deste conceito empresário seria quem? O sócio não é o empresário (. Procedimento Sumário.7. do ponto de vista processual.1.3. Questões do TRF5 1.1.7. Eis a distinção.8. mas apenas aquele que desempenha a atividade de empresa. agora pergunto: esse sócio pode ser empresário? Em que circunstâncias? Resposta: Empresa é a atividade econômica constituída para produção e circulação de bens e serviços do mercado.7. o CC/2002 o define como aquele que exerce profissionalmente atividade econômica organizada para a produção ou circulação de bens e serviços.1.2.4. O núcleo do conceito é o termo atividade e importa não confundir a atividade com o próprio estabelecimento em si.8.1.. Questões do TRF4 1. tem-se que não necessariamente será empresário todo e qualquer sócio.7. Questões do TRF3 1. Procedimento Ordinário e suas Fases.8. Aquele que apenas a integra. sem poderes de administração e/ou gerência não pode ser tido como empresário. são aquelas em que se permite ao réu a formulação de um pedido contra o autor no bojo da pró79 . Questões do TRF2 1) O que são ações dúplices? Cabe reconvenção nas ações dúplices? Resposta: Há duas acepções para o termo. Questões do TRF1 1. Processo e Procedimento. quando exerce empresa. Procedimento Adequado 1.2. Classificação dos Procedimentos. Procedimentos Especiais.1. Em outros termos: o empresário é aquele que exerce a atividade de empresa. Ações dúplices.1.1. Quanto ao conceito de empresário. Cognição Sumária e Exauriente.8. 1.

902 do CPC prevê dois requisitos específicos da petição inicial da ação de depósito. ela não é admitida. como a prestação de contas e oferta de alimentos. A relação jurídica deduzida em juízo poderia ter sido posta por qualquer das partes e. de modo que o réu pode. Qual seria? Resposta: Sim.estimativa do valor do bem. não se podendo falar em autor e réu. Já do ponto de vista material.pria contestação.prova literal do depósito. a reconvenção pode ser ajuizada em ação dúplice. na hipótese em que o a pretensão do réu é algo diferente do que alcançaria com o mero julgamento de improcedência do pedido do autor. o réu já exercita a sua pretensão. São exemplos: a) as ações declaratórias. independentemente de suas posições processuais. Exemplo disso é o disposto no enunciado n. ações dúplices são aquelas em que autor e réu ocupam posições jurídicas ativas e passivas simultaneamente. com a defesa. A simples defesa do réu implica exercício de pretensão. 258 da Súmula do STF. sem a necessidade de reconvenção ou pedido contraposto‖. caso tal valor não conste do contrato de depósito. O art. a saber: . bastando que seja uma prova escrita que demonstra a relação jurídica material de depósito (exigência de início de prova escrita). não formula pedido o réu. Não obstante. como nas ações submetidas ao procedimento sumário e nos Juizados Especiais. 80 . obviamente que. que segundo ensina a melhor doutrina não precisa necessariamente ser o contrato de depósito. No tocante à admissão de reconvenção nas ações dúplices. também o seu ataque. excepcionalmente. É como uma luta em cabo de guerra: a defesa de uma equipe já é. segundo o qual ―é admissível a reconvenção em ação declaratória‖. contestar e formular pedido contra o autor. pois a sua pretensão já se encontra inserida no objeto de uma equipe com a formulação do autor. A discussão judicial propiciará o bem da vida a uma das partes. 2) A ação de depósito requer alguma condição específica. É sinônimo de pedido contraposto e admitido nas hipóteses expressamente previstas em lei. exigência que se presta tanto para a fixação do valor da causa como para possibilitar ao réu a consignação do valor do bem em dinheiro. . ao mesmo tempo. pois ambos assumem concomitantemente as duas posições. Esta situação decorre da pretensão deduzida em juízo. quando o pedido não se limitar à declaração de improcedência. a um só tempo. em regra. Nas palavras de Didier: ―As ações dúplices são as ações (pretensões de direito material) em que a condição dos litigantes é a mesma. c) as ações de acertamento. b) as ações divisórias.

4) Ela segue o modelo sincrético? Resposta: Sim. de modo que. devendo as execuções autônomas ter previsão expressa para tanto. as informações sobre créditos e débitos líquidos de seus bens que ficaram sob a administração de outrem. logo após o término da primeira relação jurídicaprocessual instaurada. sem formalidades. o correntista tem interesse processual para ajuizar ação de prestação de contas. por exemplo. após as alterações realizadas no CPC em 2006. obrigar o devedor a prestar contas. a ação poderá ter por objeto também a condenação do devedor ao referido pagamento. isto é. Há. condena-se o devedor ao pagamento do saldo apurado (obrigação de pagar). por formas extrajudiciais. 81 . entendimento sumulado sobre o assunto (s. inclusive. Não se tratando de exceção legal. a ser instaurada nos próprios autos do procedimento especial. portanto. em continuidade a este. pode manejar essa ação. devendo ser processada a execução como fase. mas sim de uma fase executiva. quando este não possui informações sobre os seus bens e tenha buscado. mas este já e um objetivo secundário. prestadas as contas. A ação de prestação de contas tem natureza condenatória (obrigação de fazer – de prestar contas). 5) O correntista. ou isso já faz às vezes desse esclarecimento que se busca em ação de prestação de contas? Qual é o fundamento do entendimento jurisprudencial predominante a respeito? Resposta: Nos termos da jurisprudência do STJ. como. objetivando esclarecer os lançamentos efetuados em sua conta corrente. a regra é o sincretismo processual. Havendo saldo residual. não obstante receba os extratos bancários. no caso das condenações contra a Fazenda Pública. Tal pagamento deverá ocorrer na forma de execução.3) Qual é o objeto primário da ação de prestação de contas? Resposta: A ação de prestação de contas tem como objetivo trazer luz ao credor das contas. por exemplo. a ação de prestação de contas entra na regra do sincretismo. seja por força de mandato ou de outra forma de contrato firmado. O objetivo primário é. mesmo que de forma verbal. independentemente de prévio pedido de esclarecimento ao banco ou do fornecimento de extratos de movimentação financeira. não uma execução autônoma. sem sucesso. STJ). Na realidade. 259.

pelo poder público. prescreve que o ocupante de imóvel da União. O correntista tem o direito de entender tais lançamentos. que dispõe sobre os bens imóveis da União. em uma ação em que o poder público busca reaver a posse de bem seu. ficando ainda sujeito ao disposto nos arts. tudo quanto haja incorporado ao solo. diferentemente do que ocorre com a posse do particular. no caso. A legislação autoriza ação possessória que pressupõe naturalmente que exista posse. objetivo que nem sempre se alcança apenas com a mera apresentação os extratos. basta a comprovação de seu domínio. por força de mera presunção. Assim.O fundamento básico utilizado pelo STJ é o de que o correntista tem mais que o direito de conhecer os lançamentos realizados em sua conta. Sendo nova ou velha a posse. sem direito a qualquer indenização. sem assentimento desta. poderá ser sumariamente despejado e perderá. 71 do Decreto-Lei nº 9. Pode-se falar em posse de bem público. Partindo dessa premissa. com a particularidade já citada de que a posse do poder público é inerente ao domínio. decorrente do regime especial que rege os bens públicos. 513.760/46. Diante dessa particularidade. posse velha ao caso? Resposta: Tratando-se de posse de bem público. ainda que não exteriorizada. para reaver sua posse. por ser norma de caráter especial. Exatamente por isso é que se admite ação. O Decreto-Lei nº 9. 515 e 517 do Código Civil. considerando ser ela inerente ao 82 . 6) O DL 9760/46 autoriza o ajuizamento de ações possessórias pelo Poder Público. 924 do CPC às ações possessórias destinadas à proteção do patrimônio público federal. teoricamente. é irrelevante a arguição de posse nova ou de posse velha perante o poder público. na medida em que a lei autoriza a ação possessória ou existe alguma incongruência nessa questão? Se aplicaria subsidiariamente a regra de posse nova. O art. O parágrafo único do mesmo dispositivo afirma que se excetuam dessa disposição os ocupantes de boa fé. com cultura efetiva e moradia habitual. e os direitos assegurados por êste Decreto-lei. A posse. é o decreto que irá regular as possessórias.760/46. estabelece-se a presunção de que o poder público tem a posse de seu próprio bem. Desnecessária a demonstração de que tem o poder de fato sobre o bem. é inerente á propriedade. afasta a aplicabilidade do art. Como entende essa regra legal? A questão se relaciona a um bem público que foi objeto de esbulho. mas na outra ponta vislumbra-se a figura de um bem público.

a competência delimitada é definida por normas processuais. em regra. as causas de imunidade tributária. mesmo querendo e tendo competência para instituir tributos. mas sim de delimitação de seu âmbito. A competência limitada é definida. Por sua vez. 8) Há diferença entre competência limitada e delimitada? Resposta: Competência limitada é aquela que não se mostra plena. ainda que praticado um ato fora do âmbito previsto. Já os casos de competência delimitada podem gerar atos passíveis de convalidação. A competência do STF. determinado ente não poderá exercer tal competência em hipóteses específicas. A limitação ocorre. a competência delimitada é aquela restrita por outra norma. De outro modo. Note-se que efeito prático é o de que. normalmente. seriam. Tem sua origem após a formação dos Estados Nacionais e com a idéia de limitação de poder (sistema de freios e contrapesos). de modo que. em razão da matéria ou da função (competência funcional ou competência material). com a instituição de normas proibitivas do exercício da competência. 83 . por não se tratar de exclusão absoluta da possibilidade de atuação do juízo. é limitada aos casos expressos na CF/88. em que. é claro. É a competência de juízos (o juiz da primeira vara tem competência apenas para os processos distribuídos para tal órgão jurisdicional e não para os feitos das outras varas. pode ele ser eventualmente convalidado por aquele que de fato é competente (no caso de competência relativa. deve ser restabelecida ao ente postulante de imediato. pois em caso de competência absoluta os atos decisórios devem ser repetidos). Não se trata de proibição do exercício da competência em determinada hipótese. por não poder incidir em toda e qualquer hipótese. por exemplo. Nas democracias modernas vem disposto nas Constituições. por serem absolutas exclusões de atuação de um determinado juízo. por exemplo. por exemplo).direito de propriedade do poder público. Em analogia ao direito tributário. os casos de competência limitada não admitem convalidação. ainda que de forma implícita (na distribuição de poder aos juízes e órgãos da mesma natureza). 7) De onde se origina o Poder jurisdicional? Resposta: O Poder Jurisdicional é o poder de dizer o direito.

Já legislar sobre procedimentos em matéria processual compete. O princípio da demanda. Igualmente. responde-se à indagação que ela é sim exceção ao princípio da demanda. compete à União. XI. 1ª parte).9) O princípio da demanda é absoluto? Existe exceção? Tutela cautelar é uma exceção desse princípio? Resposta: Não há direitos absolutos. 24. dos Estados e do DF legislarem acerca de procedimentos em matéria processual. Para efeitos de competência legiferante é importante a distinção. 22. aos Estados e ao DF. a arrecadação de bens do ausente. podendo ser concedida ex offício pelo juiz (arts. I. à União. 24. 10) Processo e procedimento. vez que em todos esses casos o órgão jurisdicional pode dar início à ação. Isso. 128. Legislar sobre procedimentos em matéria processual compete. comporta exceções. à União. legislar sobre direito processual. conforme art. São elas: as execuções penais e trabalhistas. embora seja regra. enquanto é competência concorrente da União. que materializam a relação processual. 1ª parte e 460. ao passo que procedimento é uma sequência de atos ordenados entre si. vez que. aos Estados e ao DF. com base no seu poder geral de cautela. conforme art. reitere-se. 11) Quem é competente? Qual o artigo da Constituição Federal? Resposta: Legislar sobre processo compete privativamente à União (art. o inventário. 22. I e 24. concorrentemente. da CF/88. Especificamente no que diz respeito à tutela cautelar. não há princípios absolutos. XI. tendo em vista o seu objetivo de garantir a plena efetividade da prestação jurisdicional. XI da Constituição Federal. 84 . CF/88). nos termos do art. o habeas corpus. 293. Qual a diferença até para efeitos de competência legiferante? Resposta: Processo é relação jurídica dinâmica que se instaura entre sujeitos. com o objetivo maior de garantir o direito a efetividade do direito. 12) E o procedimento? A competência é concorrente? Resposta: Sim. privativamente. da CF/88. concorrentemente.

―não existe um princípio da celeridade. 15) Quanto ao princípio da fundamentação. por ex. “não vejo verossimilhança”. estabelece uma relação de adequação entre o tempo do processo e os instrumentos necessários para a sua tramitação. c e e do inciso II‖. responde-se que o juiz que retém os autos além do tempo necessário não pode ser removido a pedido. Logo. e. b .nem mais. O uso de jargões. permitindo o controle dos atos e as manobras processuais dos sujeitos envolvidos. no que couber. O processo não tem que ser rápido/célere: o processo deve demorar o tempo necessário e adequado à solução do caso submetido ao órgão jurisdicional. Segundo Didier. ao disposto nas alíneas a . 14) O juiz que retém autos além do tempo pode ser removido a pedido? Resposta: Nos termos do art. nem menos que o necessário para a entrega da prestação jurisdicional. destaca que ―não será promovido o juiz que. b) o comportamento dos litigantes e de seus procuradores ou da acusação e da defesa no processo e c) a atuação do órgão jurisdicional.13) Princípio da Duração Razoável do processo se confunde com celeridade? Resposta: Não. Já a duração razoável do processo. O reconhecimento destes critérios traz como imediata conseqüência a visualização das dilações indevidas. injustificadamente. de modo que se ter um tempo razoável . retiver autos em seu poder além do prazo legal. ofende? Qual a posição do STF? Resposta: 85 . inciso VIIA. não podendo devolvê-los ao cartório sem o devido despacho ou decisão‖. citado no inciso VIIA. princípio constitucional. A relação de proporção acima citada deve observar três critérios para determinar a razoável duração do processo: a) a complexidade do assunto. 93. o inciso II. Por sua vez. A celeridade guarda relação com a velocidade rápida do processo.. ―a remoção a pedido ou a permuta de magistrados de comarca de igual entrância atenderá. da CF/88.

DJe de 12/08/2010.) A matéria relativa à nulidade por negativa de prestação jurisdicional por ausência de fundamentação teve repercussão geral reconhecida pelo Plenário. ALEGADA AUSÊNCIA DE FUNDAMENTAÇÃO. (. 93. DISCUSSÃO QUANTO À NECESSIDADE DE PERÍCIA TÉCNICA. IX. ofende o princípio da fundamentação se usado não como conclusão de um raciocínio (fundamentação mais a conclusão).A fundamentação é um dos requisitos ou dos pressupostos básicos de uma decisão judicial. REEXAME DO CONTEXTO FÁTICO-PROBATÓRIO. em princípio. pura e simplesmente. Na prática judiciária. ainda que não rebatam cada um dos argumentos trazidos pelo autor. dissociado de qualquer argumento. INCIDÊNCIA DA SÚMULA 279 DESTA CORTE. mas sim como o próprio fundamento para o deferimento ou indeferimento de um pedido. Nesse sentido o STF: Ementa: AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. CAUSA EXCLUDENTE DE RESPONSABILIDADE. Naquela assentada. A fundamentação envolve. Por força do disposto no art. RESTABELECIMENTO DO SERVIÇO FORA DO PRAZO COMUNICADO. tendo em vista o primado da ampla defesa. INOCORRÊNCIA. o exame pormenorizado de cada uma das alegações ou provas. É necessário que as razões de direito sejam expostas. COMUNICAÇÃO PRÉVIA. Os fatos devem ser analisados tomando em consideração o que dispõe o direito acerca deles. são relativamente comuns os jargões ―não vejo verossimilhança‖. até mesmo as decisões administrativas dos órgãos jurisdicionais devem ser motivadas.. Rel. no julgamento do AI 791. no sentido de que o artigo 93. Gilmar Mendes. 16) Os serventuários podem receber delegações para atos próprios da magistratura? O que são atos de mero expediente sem conteúdo decisório? Resposta: 86 . INVIÁVEL. no entanto. X. AUSÊNCIA DE PREQUESTIONAMENTO. INCIDÊNCIA DAS SÚMULAS 282 E 356 DO STF. ainda que sucintamente. o que. nem que sejam corretos os fundamentos da decisão. sem determinar. contudo. da Constituição Federal exige que o acórdão ou decisão sejam fundamentados. LIII. DANO MORAL. reafirmou-se a jurisprudência desta Suprema Corte. AUSÊNCIA DE REPERCUSSÃO GERAL.. Em outros termos: simplesmente ―não ver verossimilhança‖ não é argumento jurídico. SUSPENSÃO DO FORNECIMENTO DE ÁGUA. e não. DA CONSTITUIÇÃO FEDERAL.292 QO-RG. da CF/88. necessariamente. RESPONSABILIDADE OBJETIVA DA CONCESSIONÁRIA DE SERVIÇO PÚBLICO. daí porque não pode ser aceito como fundamento. também assegurado constitucionalmente. o que entende o julgador. ALEGADA VIOLAÇÃO AOS ARTIGOS 2º E 5º. argumentos de ordem jurídica. DIREITO DO CONSUMIDOR. Min.

1. exceto as de falência. estão sujeitos à delegação. da CF/88. A decisão. por não terem conteúdo decisórios. esta é a mais recorrente. Questões do TRF3 1. por exemplo.3. inciso XXXV. havendo decisão administrativa desfavorável ao interessado. 109. Além disso. o próprio CPC admite a delegação de atos de mero expediente aos serventuários. Por ele. Embora haja outras hipóteses de competência civil. como no caso de questões deportivas). isso não obsta que tente 87 .8. 5º. o interessado em provocar o Poder Judiciário em razão de lesão ou ameaça de lesão a direito não é obrigado a esgotar antes disso os possíveis mecanismos de solução e conflito (salvo previsão expressa nesse sentido. Resposta: O princípio da inafastabilidade da jurisdição está positivado na Constituição Federal nos seguintes termos: ―a lei não excluirá da apreciação do Poder Judiciário lesão ou ameaça a direito‖ (art.4.Para atos próprios de magistrados (entendendo-se atos próprios como atos privativos).8.5. as de acidentes de trabalho e as sujeitas à Justiça Eleitoral e à Justiça do Trabalho. daí ser tida como a competência básica.8. No entanto. ou oponentes. I. Atos de mero expediente são aqueles que se destinam a impulsionar o processo. 17) Competência básica do juiz federal na jurisdição civil? Resposta: Em geral. não. isto é. nos processos. assistentes. CF/88). é a disposta no art. resolver qualquer questão. as ações em a União.1. conforme o referido princípio.1.1. Os atos de mero expediente. como a determinação de especificação de provas. entidade autárquica ou empresa pública federal forem interessadas na condição de rés. isto é. atos que não tenham conteúdo decisório. Questões do TRF4 1. Questões do TRF5 TRF5 – 2012 1) Fale sobre os princípios da inafastabilidade da jurisdição e indelegabilidade e da inevitabilidade. contudo. sem. é ato privativo do juiz e não pode ser delegada a terceiros.

A inafastabilidade. porque mesmo quando o judiciário afirma a ausência de responsabilidade de um parlamentar em um determinado caso. Primeiro. A ‗situação de ambas as partes perante o Estado-Juiz (e particularmente a do réu) é de sujeição. que é o poder adequado para dizer o direito com definitividade. tendo como fundamento a sua imunidade. porque a imunidade diz respeito apenas às opiniões. não há direito absoluto. Ao seu turno. o simples acionamento já é o exercício do poder jurisdicional. porque a imunidade não retira toda e qualquer atuação judicial. mas também a paridade de armas. pode ser resumido na premissa de que a função jurisdicional não pode ser delegada. hipóteses em que se autoriza a delegação e outros poderes judiciais. a inafastabilidade tem que assegurar o acesso à ordem jurídica justa. por exemplo. impõe-se a jurisdição por si mesma. Há. porém. o princípio da inevitabilidade estabelece que as partes hão de submeter-se ao quanto decidido pelo órgão jurisdicional. 88 . Quarto e último. daí porque não há que se falar em exceção à inevitabilidade. A imunidade formal. para que seja possível o justo exercício do direito de ação. para ser efetiva. Em outros palavras: mesmo quando não há responsabilidade. sendo o judiciário acionado para assim concluir. 2) A imunidade parlamentar seria exceção ao princípio da inevitabilidade? Resposta: Não há como se ter a imunidade parlamentar como uma exceção ao princípio da inevitabilidade da jurisdição.reverter tal situação perante o Judiciário. como o poder instrutório. apenas impede que determinada a prisão do parlamentar. o judiciário se manifesta no exercício do poder jurisdicional. e não meramente um acesso formal. que independe de sua vontade e consiste na impossibilidade de evitar que sobre ela e sobre suas esferas de direitos se exerça a autonomia estatal‘‖ (Didier). Ademais. o que implicaria derrogação de regra de competência. em violação à garantia do juiz natural. por exemplo). Segundo. de modo que todo excesso pode ser objeto de apreciação judicial. porque conforme reiterada jurisprudência do STF. ―Tratando-se de emanação do próprio poder estatal. Terceiro. palavras e votos relativos ao exercício do cargo e não a toda e qualquer opinião ou manifestação do pensamento. tem que partir da premissa de que não basta garantir o acesso formal. Essa vedação se aplica integralmente no caso de poder decisório: não é possível delegar o poder decisório a outro órgão. o poder diretivo do processo e o poder de execução das decisões (Didier). já a jurisdição em ação. Quanto ao princípio da indelegabilidade. e ainda assim quando atendidos alguns pressupostos (não ser prisão em flagrante de crime inafiançável.

segundo o qual alteram a competência o suprimento de órgão judiciário ou a alteração de competência em razão da matéria ou da hierarquia. distingue-se da conciliação exatamente pela forma como esse terceiro age. nem de outro. CPC). a competência não se prorroga caso ele dela não decline de ofício nem seja oposta exceção declinatória nos casos e prazos legais (art. É sempre intermediada por um terceiro. Não adere a nenhuma das partes nem emite juízos de valor ou opiniões acerca da melhor forma de se chegar a uma solução. Há. vez que o terceiro atua sugerindo opções.3) Qual o alcance e dimensão do princípio do juiz natural? E o princípio da perpetutatio jurisdictionis? Há exceções a eles? Resposta: O princípio do juiz natural é preceito de natureza constitucional que guarda relação com a idéia de um o juiz pré-determinado. pela proibição da criação de tribunais de exceção. para alteração da competência. as questões de fato e de direito ocorridas posteriormente (art. que pode ser o próprio juiz ou um conciliador. Em outros termos. 87. 114. mediante concessões mútuas. Trata-se de verdadeiro princípio constitucional. um estímulo contínuo para a resolução da contenda. por normas processuais pré-estabelecidas. Por sua vez. Nem de um lado. Na mediação. segundo a qual a competência de um juízo é fixada no momento da propositura da ação. por si próprias. há sim diferenças entre a conciliação e a mediação. A conciliação é medida prevista no Código de Processo Civil que visa obter das partes em litígio um acordo amigável. o princípio da perpetuatio jurisdictionis é norma de natureza processual. para o julgamento de determinada causa. A mediação. contudo. elevado à categoria de cláusula pétrea. Sua característica marcante e a principal distinção entre ela e a mediação é a sua forte carga indutiva. 4) Há distinção entre conciliação e mediação? Resposta: Embora se tratem de institutos semelhantes. com uma participação ativa do terceiro. embora também tenha como característica o fato de objetivar conseguir das partes um acordo. O mediador. CPC). portanto. literalmente. sendo irrelevantes. por sua vez. também. Há. o terceiro não estimula nem faz propostas para se chegar a um acordo. Ele atua simplesmente aproxima as partes para que elas. encontrem uma solução 89 . fica no meio. propostas para a solução da causa. Está abrangido. Não há previsão de exceção para o princípio do juiz natural. por meio de terceiro imparcial. exceção ao princípio da perpetuatio jurisdictionis no próprio artigo 87 do CPC.

5) Na sua visão arbitragem é jurisdição? Resposta: Parte da doutrina afirma que sim (Didier. são de competência legislativa privativa da União. fundamentando seu ponto de vista principalmente no fato de as decisões dos árbitros tornarem-se imutáveis após o prazo de 90 dias. Resposta: A doutrina dispõe que as normas processuais em sentido estrito são aquelas que regulam a relação jurídica processual. ao contrário da legislação sobre processo. estabelecendo os direitos e deveres dos sujeitos do processo. a jurisdição é indelegável.para a causa. em obediência ao princípio da inafastabilidade da jurisdição (se as decisões de terceiros estão sujeitas à revisão de um juiz de primeiro grau. Por sua vez. Finalizando. do DF e dos Municípios. enquanto a jurisdição é irrestrita. ―a mediação é uma técnica não estatal de solução de conflitos. carreira cujo acesso dá-se exclusivamente mediante concurso púbico. dentro de um determinado árbitro. quem o faz é o juiz. por exemplo). pois nenhum dos poderes pode delegar aquilo que é de sua essência. é de competência concorrente da União. normas processuais em sentido estrito e normas procedimentais. própria dele mesmo. 90 . dos Estados. pela qual um terceiro se coloca entre os contendores e tenta conduzi-los à solução autocomposta. é porque esses terceiros não exercem jurisdição). tendo em vista os seguintes fundamentos: a arbitragem é voltada apenas para direitos patrimoniais disponível. as normas procedimentais são aquelas que pura e simplesmente estabelecem os a sequência de atos a serem adotados. a jurisdição só pode ser exercida por pessoa devidamente investida. Nas palavras de Didier. que não pode ser delegada a particulares. formando uma coisa julgada material. Discorra. Em geral. 6) Processo civil. Não obstante. a maioria dos processualistas tem a arbitragem como um equivalente jurisdicional e não como um exercício da própria jurisdição. a arbitragem é manifestação da autonomia da vontade e a opção por árbitro implica a renúncia á jurisdição. Já a competência para legislar sobre procedimentos. enquanto a arbitragem pode ser realizada por terceiro sem que tenha sido investido pelo Estado de parcela da jurisdição. que tenha a autoridade de juiz. de caráter soberano. O mediador é um profissional qualificado que tenta fazer com que os próprios litigantes descubram as causas do problemas e tentem removê-las‖. estão sujeitas à revisão por juízes. a jurisdição é atividade primária do Estado. tem-se que o árbitro não pode executar suas próprias decisões. as decisões dos árbitros.

deve-se provar a posse. 1. atualmente. A primeira (manutenção de posse) pode ser proposta no caso de turbação da posse. assim compreendido o ato que embaraça o livre exercício de tal direito. CPC). 7) Há alguma forma de contenciosidade entre jurisprudência voluntária e contenciosa? Resposta: OBS: Para que a pergunta ficasse compreensível foi entendida como ―há alguma forma de conteciosidade entre jurisdição voluntária e contenciosa?‖ (ainda assim a pergunta fica de difícil compreensão. por exemplo. em pólos jurídicos antagônicos. nitidamente. necessariamente deve ser resolvidos por um juiz. Resposta: As ações possessórias são: ação de manutenção de posse. por disposição expressa de lei. É clássica na doutrina a afirmação de que a jurisdição voluntária não seria propriamente jurisdição. o procedimento integra o próprio conceito de processo. instaura-se. tratam-se de conceitos distintos. A diferença básica entre ambas está no fato de na primeira existirem partes. da venda judicial de coisa comum. ainda que o procedimento seja de jurisdição voluntária. hipóteses em que mesmo a jurisdição voluntária apresenta uma certa contenciosidade. Vou tentar escrever sobre o assunto tratando da distinção entre os tipos de jurisdição – contenciosa x voluntária). quando se permite ao condômino prejudicado requerer a adjudicação da coisa (art. no entanto. Para que seja proposta. é praticamente impossível distinguir normas que disciplinem o procedimento sem influir no modo de ser da relação jurídica processual que lhe dá base. Neste caso. a ação deverá seguir o 91 . de modo que.119. nota-se uma certa contenciosidade. Decerto. mas apenas interessados. em casos que. Há. É o caso. Se a posse for velha. a data da turbação (para efeito de concessão de medida liminar. 8) Distinção entre as ações possessórias. que não necessariamente têm interesses jurídicos antagônicos e nem estão em conflito. decorrente do antagonismo de interesses que. caso a posse seja nova. ação de reintegração de posse e interdito proibitório. contudo. a turbação.A diferença é sutil e parte da premissa de que processo e procedimento são conceitos que não se confundem. A doutrina admite duas formas de exercício da jurisdição: mediante jurisdição contenciosa e mediante jurisdição voluntária. manifestando um conflito de interesses e procurando uma tutela jurisdicional enquanto que na segunda não existiriam partes. mas sim o exercício administrativo do Poder Jurisdicional.

Regem o procedimento de manutenção e de reintegração de posse as normas da seção seguinte. passado esse prazo.rito ordinário. não perdendo. 10) Discorra sobre procedimentos especiais. caso já ultrapassado ano e dia. a ação a ser ajuizada deve ser outra (reintegração de posse). o rito a ser adotado será o rito ordinário e os requisitos para a antecipação devem ser os do art. com requisitos próprios. A terceira (interdito proibitório) pode ser proposta quando há uma ameaça de turbação ou esbulho. 273 do CPC e não simplesmente dos da medida liminar. Nesse sentido. mas o ordenamento jurídico registra ainda outras. confira-se o disposto no art. o caráter possessório. Art. normalmente relacionados ao direito material de base da relação. com regras distintas das do procedimento ordinário. 924. será ordinário. pois se devido à turbação o titular do direito perder a posse. A particularidade aqui é não caber medida liminar. É cabível liminar. sendo cabível. em geral mais simplificadas e céleres. sendo possível a cumulação do pedido com indenização. No entanto. contudo. 92 . Admite-se a antecipação de tutela na manutenção de posse. como a nunciação de obra nova e os embargos de terceiro. norma processual x norma procedimental Resposta: Procedimentos especiais são regramentos próprios trazidos pelo CPC acerca de relações jurídicas específicas. mesmo se adotando o procedimento ordinário. com a possibilidade de antecipação dos efeitos da tutela. É o disciplinamento de sua particular forma de ser em juízo. com destaque para o fato de que. Essas três são as mais famosas ações possessórias. no entanto. caso a ameaça de turbação ou de esbulho se concretizem. quando intentado dentro de ano e dia da turbação ou do esbulho. A segunda (reintegração de posse) pode ser movida por quem sofre esbulho. desde que preenchidos os seus requisitos) e a continuidade da posse. assim entendido como a perda do poder de fato sobre o bem. a ação não perde o seu caráter possessório. tal qual na manutenção de posse. a conversão do procedimento em manutenção ou reintegração de posse. 9) Seria possível uma medida antecipatória em ação possessória com mais de um ano e dia? Resposta: Sim. 924 do CPC.

A reclamação contém. Já a competência para legislar sobre procedimentos. Por sua vez. de modo que. Em geral. os elementos da ação (partes. pedido e causa de pedir). é praticamente impossível distinguir normas que disciplinem o procedimento sem influir no modo de ser da relação jurídica processual que lhe dá base. Decerto. inclusive. é de competência concorrente da União. Não atendida a ordem ou não promovida a emenda adequadamente.Já as normas processuais em sentido estrito são aquelas que regulam a relação jurídica processual. ao contrário da legislação sobre processo. com a emenda da inicial no que for cabível. que são diferentes dos atos do procedimento ordinário. são de competência legislativa privativa da União. a postura do juiz deve ser sempre a de aproveitar ao máximo os atos processuais. tratam-se de conceitos distintos. 11) A escolha inadequada de um procedimento especial enseja o seu indeferimento? Resposta: Em princípio. 12) Reclamação – Direito de petição? Resposta: A reclamação constitucional consiste numa ação. que se distingue do direito de ação em razão deste último ser exercitado mediante o Poder Judiciário e o primeiro ser exercitado perante qualquer dos poderes. A reclamação constitucional é ação que deve ser ajuizada originariamente no tribunal superior. as normas procedimentais são aquelas que pura e simplesmente estabelecem os a sequência de atos a serem adotados. vez que o procedimento especial compreende os atos próprio de cada tipo de ação. do DF e dos Municípios. a conduta inicial do julgador deve ser a de determinar a correção do procedimento. no entanto. estabelecendo os direitos e deveres dos sujeitos do processo. 93 . A diferença entre normas processuais e procedimentais é sutil e parte da premissa de que processo e procedimento são conceitos que não se confundem. atualmente. com vistas a obter a preservação de sua competência ou a garantir a autoridade de seus julgados. dos Estados. o procedimento integra o próprio conceito de processo. Deste modo. a inicial deve ser indeferida. daí porque o seu manejo resulta no exercício do direito de ação e não do direito de petição.

seja no proce3dimento especial. § 1º) assim o admite.13) Abuso de procedimento especial. Partindo dessa premissa. nos casos e formas legais. que ele pode gerar o dever de indenizar. a consignação não admite qualquer espécie de prestação. não restando admitida a consignação na forma de obrigação de fazer ou de não fazer. A consignação em pagamento é uma forma de extinguir uma obrigação e deve ocorrer. 15) Consignação de pagamento em obrigação de fazer? É possível que um terceiro proponha? Qual a distinção entre terceiro interessado e não interessado? Resposta: Para entender a primeira pergunta partiu-se do pressuposto de que seria a seguinte: ―Cabe consignação em pagamento com obrigação de fazer?‖ De acordo com o CC/2002. uma vez que o CPC (art. 890. 14) Consignação de pagamento admite qualquer forma de prestação? Resposta: Não. prejudicar o autor ou réu. necessariamente. assim. pode prejudicar sim tanto o autor quanto o réu. tratando-se. sendo admissível a propositura da consignação por terceiro interessado. tem como prestação a entrega da coisa. tem-se que. portanto. 94 . seja no procedimento comum. Assim o faz exatamente porque o abuso gera prejuízo para aquele que o sofre. A consignação em pagamento. O candidato concorda com tal afirmação?‖ O ordenamento pátrio não se coaduna com o abuso do direito. de obrigação de dar. prevendo. mediante a entrega em dinheiro ou a entrega de bem móvel ou imóvel. não sendo admitido em qualquer hipótese. tem-se que o abuso de direito. por sua natureza. sendo. considera-se pagamento e extingue a obrigação o depósito judicial ou em estabelecimento bancário da coisa devida. Assim sendo. Concorda com está afirmação? Resposta: Para que a pergunta ficasse compreensível eu parto do pressuposto de que seja a seguinte: ―O abuso de procedimento especial pode prejudicar tanto o autor quanto o réu. Tomando as premissas supra em consideração. repelido. a consignação não se coaduna com obrigações de fazer. portanto. inclusive.

não admitindo a monitória pelos seguintes fundamentos: . que assim dispõe: ―Art. por exemplo. que não seria observado com a ausência de embargos ao mandado minoritário e a conseqüente constituição imediata de título executivo. é aquele que não se vincula à obrigação. no âmbito jurisprudencial.9.9. 16) Ação monitória. Questões do TRF1 DESSE PONTO EM DIANTE: RESPOSTAS ELABORADAS POR DANIELLI FARIAS RABELO LEITÃO RODRIGUES 95 . mas não s sub-roga nos direitos do credor‖. O terceiro não interessado que paga a dívida em seu próprio nome tem direito a reembolsar o que pagar. 339. 305. 730 do CPC) impedem a adoção da monitória.1. Já há entendimento consolidado sobre o tema. possuindo interesse apenas metajurídico.9. 305 do CC/2002. .1.a impossibilidade de a Fazenda Pública cumprir a ordem de pagamento em razão da indisponibilidade do direito que defende em juízo. mesmo não sendo parte. pela qual também se obrigou. 1. do fiador e do avalista. . ao reverso. . É o caso.No tocante à distinção entre terceiro interessado e terceiro não interessado. não seja paga pelo devedor principal.as especialidades da execução contra a Fazenda Pública (art. com maior razão não se pode concordar que a revelia no procedimento monitório que gere automaticamente a formação de título executivo judicial contra ela. define-se o primeiro como a pessoa que. tendo o STJ editado o enunciado n. embora majoritariamente prevaleça o mesmo entendimento jurisprudencial. vincula-se à obrigação e pode ter o seu patrimônio atingido caso a dívida. Já o terceiro não interessado. de seguinte teor: ―é cabível ação monitória contra a Fazenda Pública‖. É possível contra a fazenda pública? Resposta: Sim.a necessidade de reexame necessário.1. há corrente no sentido contrário. É a figura a que se refere o art.não sendo gerado o efeito da revelia da presunção da veracidade dos fatos alegados pelo autor em caso de omissão defensiva da Fazenda Pública. Já em âmbito doutrinário. Competência 1. Direito Processual Penal 1.

. tendo em vista que neste é admitida a culpa levíssima.1. 186 c/c 927 do CC). haver condenação no âmbito civil. haverá: . A excludente não pode mais ser discutida. entende-se que há independência entre as esferas penal. Resposta: Regra geral. nas quais haverá vinculação entre as instâncias: . Resposta: Na hipótese de um servidor público desviar dinheiro.ilícito penal: prática de peculato-desvio (art.ilícito administrativo: a prática de crime contra a administração pública é considerada infração punível com demissão (art. 65. 2ª parte do CP). no art. se o tipo penal exigir dolo na conduta e ela tiver sido praticada com culpa. administrativa e penal. o juiz tinha a faculdade de suspender o feito. de que tem a posse em razão do cargo. III do CPP.9. 3) Na hipótese de um índio comete um crime de homicídio dentro de sua aldeia. . Para evitar essa situação. E ainda.quando condenado na esfera penal. 2) Apresente uma hipótese na qual ocorra ofensa à norma civil. Questões do TRF2 1) Discorra se há independência das esferas civil. 66 e 67. as demais esferas estarão vinculadas. 935 do CC. cível e administrativa: 125 e 126 da Lei 8112/90. 96 . que faz coisa julgada no cível a sentença que reconhecer ter sido o ato praticado mediante excludente de ilicitude. mas na defesa de sua Terra e de sua cultura. . 312.se tiver havido absolvição na esfera penal por inexistência do fato ou negativa de autoria. Dispõe o CPP. haja vista que se entende que a instrução no processo penal é mais abrangente. em proveito próprio ou alheio. Mas há exceções. as demais esferas estarão vinculadas. mas não se proíbe que se discuta a reparação dos danos no processo civil. Ele estaria abrangido pela Justiça Federal ou Justiça comum? Opine. Note-se que a absolvição no processo penal por inexistência de fato ou negativa de autoria não se confunde com a condenação por insuficiência de provas.2. 132. administrativa e penal. I da Lei 8112/90). poderá.ilícito civil: responsabilidade civil com o conseqüente dever de reparar o dano (art. valou ou bem móvel.1. devendo haver até a desconstituição de eventual condenação já aplicada.

4. Por outro lado.1. Como o poder constituinte decorrente é limitado e subordinado.155 – RO e STF: HC nº 71835-3. Neste sentido: STJ: 35. seja o indígena autor ou vítima do delito. 97 . 1.9. 721 do STF: ―a competência constitucional do Tribunal do Júri prevalece sobre o foro por prerrogativa de função estabelecido exclusivamente pela Constituição estadual‖. 39. tem-se que se houver disputa sobre interesses indígenas (ex. Questões do TRF4 1. destaque-se a S. Só será da Justiça Estadual em caso de crime que não envolva essas questões.1. 140 do STJ. Qual foro prevalece? E o co-réu como fica? Resposta: De acordo com a S.5. não pode contrariar regra expressa da CRF (ex. Isso porque a competência do Tribunal do Júri para julgar crimes dolosos contra a vida é estabelecido pela Constituição Federal. 43.: suas terras e cultura). Questões do TRF5 TRF5 – 2012 1) Trate da concorrência entre o foro por prerrogativa de função e a competência do Júri. ―compete à Justiça Comum Estadual processar e julgar crime em que indígena figure como autor ou vítima‖. 704 do STF: ―não viola as garantias do juiz natural. da ampla defesa e do devido processo legal a atração por continência ou conexão do processo do co-réu ao foro por prerrogativa de função de um dos denunciados‖. Interpretando conjuntamente os dois preceitos. No caso de co-réu. da CRF estabalece que compete aos juízes federais processar e julgar ―a disputa sobre direitos indígenas‖.: vereadores que possuem foro por prerrogativa de função prevista na CE são julgados pelo TJ apenas quando cometem crimes de outras ordens.: Prefeitos são julgados pelo TJ quando cometem tais delitos). serão julgados pelo Tribunal do Júri). sequer indiretamente.3.9.489 – RS. o art. de maneira que só por ela pode ser excepcionada (ex. 109.389 – MT.1. Questões do TRF3 1.Resposta: De acordo com a S. a competência será da Justiça Federal. em caso de crimes dolosos contra a vida.9.

devendo o co-réu que não possui foro por prerrogativa de função ser julgado perante o Tribunal de Júri. desde que os recursos não tenham se incorporado ao patrimônio municipal. portanto. a 98 . 2) O MP oferece uma denuncia contra o prefeito municipal e a acusação decorre do fato de na condição de gestor municipal o acusado celebrou contrato administrativo dispensando de forma indevida a licitação. por sua vez. repassados pelo Ministério da Saúde. Interpretando conjuntamente os dois preceitos. será da Justiça Federal se o crime envolver recursos repassados por órgãos federais e a utilização esteja subordinada a fiscalização perante órgão federal. estabelece: ―compete à justica estadual processar e julgar prefeito por desvio de verba transferida e incorporada ao patrimônio municipal‖. Neste caso. 140 do STJ. Nesta hipótese. Há interesse da União a justificar a competência da JF nessa ação penal? Resposta: Segundo a S. sob pena de ofensa a determinação constitucional. tem-se que se houver disputa sobre interesses indígenas (ex. oriundos de convênios com órgãos e autarquias federais (HC 97457/PE) 3) Qual a justiça competente para apurar a prática de homicídio contra indígena? Resposta: De acordo com a S. 209. vinculado ao FNDE (HC 62998/RO). consequentemente. seja o indígena autor ou vítima do delito. todavia. destinados a programa mantido pela municipalidade (HC 110704/RJ). A S. Por outro lado. do Fundo de Participação de Municípios. Na denúncia não há narrativa no sentido da ocorrência de desvio e a tomada de contas especial do TCU não faz referencia a desvios. 208 do STJ: "compete à Justiça Federal processar e julgar prefeito municipal por desvio de verba sujeita à prestação de contas perante órgão federal". Só haverá interesse da União e a competência. não há interesse da União e a competência é da Justiça Estadual.: suas terras e cultura). da CRF estabalece que compete aos juízes federais processar e julgar ―a disputa sobre direitos indígenas‖. 109. deverá ser separado o processo.Tal entendimento. ―compete à Justiça Comum Estadual processar e julgar crime em que indígena figure como autor ou vítima‖. eis que são geridos e repassados pelo Governo Federal (HC 109050/MG). Já decidiu o STJ que é competente a justiça federal quando a fraude na licitação envolver recursos: do programa FUNDESCOLA. não pode ser aplicado para o caso de crimes dolosos contra a vida. o art.

Ex. VI e VII da CRF). nº 91. . Passou a entender o STF que o competente para o julgamento de HC contra ato de Turma Recursal é o TJ ou TRF ao qual vinculada. a partir de 2006 (HC 86834). Resposta: A preservação do meio ambiente é competência comum de todos os entes federativos (23. Apesar deste enunciado não ter sido cancelado. bem da União (AgRg no REsp 942957/RJ. 4) Trate da competência para julgamento dos crimes ambientais. 20). o HC será apreciado pela própria TR. segundo o STJ. De acordo com a S.burlar a fiscalização do IBAMA. Tanto que o STJ cancelou o enunciado da S.: (a) caça de animal em extinção. Julgamento 19/04/2012). haja vista mudança de entendimento do STF. Julgamento 12/04/2012). sequer indiretamente.vulnerar bem ou interesse da União (art. à jurisdição do tribunal de justiça ou do tribu99 . bem da União (RHC 24338/AP. (c) praticado em reserva ecológica criada por Decreto Federal e nas proximidades de ilha oceânica. Julgamento 18/10/2011). Se o coator é o juiz singular de Juizado Especial Criminal. 5) Qual a competência para apreciar HC contra ato de Juiz do Juizado? E contra ato da Turma Recursal? Resposta: A competência para julgamento de HC é definida levando-se em consideração os envolvidos: paciente e coator. (c) ingresso de animal exótico no pais. Ex. rio interestadual e internacional de propriedade da União (RMS 26721/DF. (b) criação irregular em cativeiro de animal ameaçado de extinção (CC 37137.competência será da Justiça Federal. (b) praticado no Rio Amazonas. 690 do STF: ―compete originariamente ao STF o julgamento de HC contra decisão de turma recursal de juizados especiais criminais‖. Só será da Justiça Estadual em caso de crime que não envolva essas questões. sob o argumento de que “estando os integrantes das turmas recursais dos juizados especiais submetidos. nos crimes comuns e nos de responsabilidade. Julgamento 12/03/2003).: (a) crime praticado em acrescidos de terreno de marinha. Como a Lei 9605 não condicionou o processo e julgamento dessas infrações à competência da JF. A competência só será da JF se o crime ambiental: . a regra é que a competência é da JE. ele está sem efeito.

1. já que este princípio tem muito que ver com a responsabilidade ambiental? Resposta: O direito ao meio ambiente equilibrado é bem de uso comum do povo (art. a qual é responsável por sérios danos ambientais. responsável direta ou indiretamente por atividade causadora de degradação ambiental‖. Entende-se que o poluidor deve incorporar os custos da eliminação/prevenção/reparação da degradação. 2) Determinada empresa discute a possibilidade de produção de soja transgênica. indiretamente.10. não pela competência privativa legislativa. A legislação ambiental impõe-lhe os custos necessários para a prevenção e reparação dos danos ambientais. 1. poluidor é ―a pessoa física ou jurídica. A responsabilidade do Poluidor-Pagador não é só com o quantum indenizatório a ser pago aos atingidos pela atividade poluente. 225 da CRF. mas no Estado do PR exigiu-se licenciamento ambiental.10. mas achei importante): 100 . bem como para a redução dos efeitos negativos da ação lesiva ao meio ambiente. Princípios Do Direito Ambiental Na Constituição De 1988 1. no art. Está previsto no princípio 16 da DECLARAÇÃO do Rio de 92. 4º. da internalização das potencialidades negativas da atividade. Tutela Constitucional Do Meio Ambiente. Questões do TRF1 1) O que é o princípio do poluidor pagador. enquanto o poluidor privatiza os lucros.10. VIII da LPNMA e. na competência administrativa. incumbe a cada qual. sendo considerado um direito fundamental. O estado tem competência para exigir um registro ambiental. licenciamento ambiental para esta empresa que está querendo produzir esta soja? No caso deste estado-membro que pretendeu fiscalizar administrativamente no seu território. De acordo com o art.nal regional federal. Não é justo que todos socializem o prejuízo ao meio ambiente. da Agricultura. no §3º do art. Direito Ambiental 1.1. e ingressou em juízo. conforme o caso. só que esta soja tem que ser plantada até o mês de outubro. de direito público ou privado. julgar os habeas impetrados contra ato que tenham praticado”. 2255 da CRF). cujas partes principais se transcreve por conter muitas informações e ser auto-explicativo(desculpem ter ultrapassado o tamanho. será que o estado teria competência para fazê-lo? Resposta: A pergunta teve por base acórdão do STJ. 3º da LPNMA. segundo a máxima. Esse princípio tem especial importância no campo da industrialização.1. pois obteve autorização do Min.

são exigidos. nos casos de significativa degradação ambiental. conquanto previstos na CF/88. No sistema normativo infraconstitucional.‖ 101 . Por conseqüência. Ao tempo do ato de interdição. conforme exige o Decreto 39.314/99. resta caracterizada a violação do direito líqüido e certo da recorrente. parcialmente provido para fins de conceder a segurança e anular o ato de interdição. procedeu à interdição de unidade agrícola na qual estavam sendo realizados experimentos científicos com soja transgênica. nessa parte. homenageia o princípio da predominância do interesse. que define as regras de caráter geral. A questão controvertida consiste em saber se a interdição realizada pelo recorrido. encontra respaldo no ordenamento jurídico. sob o ponto de vista técnico do órgão federal responsável (CTNBio). o EIA e o RIMA não constituem documentos obrigatórios para realização de experimentos com OGMs e derivados. O Decreto estadual 39.453/91. III. mas possui indiscutível alcance nacional. XIV. IV. A regulamentação das atividades envolvendo OGMs através de lei federal. 9. A recorrente impetrou mandado de segurança contra ato do Departamento de Produção Vegetal da Secretaria de Agricultura e Abastecimento/RS.453/91 – pois previu exigência não-contida naquela (apresentação do EIA/RIMA) – e retroagir para alcançar situação de fato pretérita (trabalho científico em curso). O motivo da interdição repousa na falta de apresentação do EIA/RIMA ao Poder Executivo Estadual. II. o que. reservando-se ao legislador federal a edição de normas gerais. fiscalizar e controlar os trabalhos de pesquisa científica com OGMs. 2º.752/95. salvo quando. (…) 8. muito além de extrapolar os limites da Lei estadual 9. parágrafo único). a disciplina normativa federal à luz do regime da competência legislativa concorrente previsto na Constituição da República. Decreto 1. 6. bem assim emitir o Certificado de Qualidade em Biossegurança (CQB) e exigir a apresentação do EIA/RIMA quando fosse necessário (Lei 8. Os estudos de impacto ambiental. em 19 de setembro de 1999. que. considerando-se. todavia. especificamente. 11. contrariando-a. VII e IX. forem necessários. incluindo soja transgênica. não observou o disposto na legislação federal vigente desde 1995. Constitui competência material concorrente da União. por meio da Comissão Técnica Nacional de Biossegurança (CTNBio). não afasta a competência suplementar dos Estados. XV. na medida em que o controle e a fiscalização dessas atividades não se limita ao interesse regional deste ou daquele Estado-membro. 7º.974/95. consistente em realizar as pesquisas científicas com soja transgênica em Passo Fundo/RS. autorizar. V.―(…) 5.314/99. 10. na forma da lei. arts. competia ao Poder Executivo Federal. com fundamento na legislação estadual. arts. que regulamentou a Lei 9. vinculada ao Ministério da Ciência e Tecnologia. e 10. 12. Estados e Distrito Federal legislar sobre proteção do meio ambiente. Recurso especial parcialmente conhecido e. 7. 11 e 12.

1. REsp 592682. A base do desenvolvimento das relações produtivas está na natureza. As ações administrativas deverão sempre partir do nível federativo menor. expressamente: ―que o controle e a fiscalização dessas atividades não se limita ao interesse regional deste ou daquele Estadomembro. e neste há apenas uma separação aparente. O Estado. O direito ambiental abraçou a concepção de desenvolvimento sustentável como seu principio informador.. definindo-o da seguinte forma: ―[. 102 .10. Esta união necessariamente tem de se fazer sentir no interior do ordenamento jurídico. Isto significa dizer que só serão atribuídas ao governo federal e ao estadual aquelas tarefas que não possam ser executadas senão a partir de um governo com esse nível de amplitude e generalização. Julgamento 06/12/2005 Mas quanto à fiscalização (competência comum). T1. mas possui indiscutível alcance nacional‖. p. Questões do TRF2 1) É possível aceitar o direito ambiental como direito econômico? Resposta: Filosoficamente não há uma separação material entre economia e ecologia .[STJ. desde que possa ser cumprido pelo inferior. Em outras palavras.2. porém. do mesmo modo. o direito econômico. Celso Bastos (apud FARIAS. É através desse princípio que se solucionam os conflitos de atribuições administrativas advindos da atuação simultânea dos entes federados. o princípio da subsidiariedade pode ser usado para solucionar o caso (abaixo). já que. 1999. o STJ disse. No caso. por sua vez.o consumo sustentável. Min. de forma mais íntima. inclusive com uma face voltada para o mercado de consumo . que foi cristalizada por uma razão didática.. 316 e 317) elege o princípio da subsidiariedade como ―regra de ouro‖ do Federalismo.] nada será exercido por um poder de nível superior. o Município prefere ao Estado e à União. 3) Se aplicaria no caso acima algum princípio constitucional ambiental? Princípio da subsidiariedade? Resposta: O princípio da subsidiariedade pode ser aplicado para solucionar o caso. à União‖.1. Rel. convive com as matérias que devem ser implementadas pelas políticas públicas. Denise Arruda.

o ar atmosféri103 . Outro importante documento quanto ao tema foi a Agenda 21.938/81: ―o conjunto de condições. 165). aprovado pela comunidade internacional em 1992. todas tuteladas pela CRF: (i) Meio ambiente natural. leis. em virtude da riqueza e complexidade do que encerra‖. influências e interações de ordem física. que permite. química e biológica.No conceito de desenvolvimento sustentável. ou físico. mas foi o responsável pela sua popularização. 2) Quando o desenvolvimento sustentável ganhou força? Resposta: Embora as relações entre preservação ambiental e desenvolvimento econômico já fossem tema central desde a década de 70. Neste sentido. I. primeira-ministra da Noruega). A importância deste co-relacionamento reside no fato de possibilitar uma visão holística da questão ambiental e social. constituído pelo solo. derrubando o senso vulgar de que ambos sejam ideais antagônicos. rumo a possíveis soluções. aos quais os organismos devem se adaptar e com os quais têm de interagir para sobreviver. abriga e rege a vida em todas as suas formas‖. como verdadeira base norteadora de uma política pública completa e eficaz. O Relatório não inventou o conceito de desenvolvimento sustentável. ―o meio ambiente pertence a uma daquelas categorias cujo conteúdo é mais facilmente intuído que definível. quando da Declaração de Estocolmo. também conhecido como Relatório Brundtland (homenagem à líder da comissão. no Relatório Nosso Futuro Comum e na Agenda 21. meio ambiente é o conjunto de fatores exteriores que agem de forma permanente sobre os seres vivos. a proteção ambiental e o desenvolvimento econômico se encontram em nítida harmonia. é possível aceitar o direito ambiental como direito econômico. O conceito legal de meio ambiente encontra-se no art. p. A moldura do desenvolvimento sustentável hoje está nos princípios que constam das Declarações de Estocolmo e do Rio de Janeiro. 3º. Só abrange o meio ambiente natural. o tema ganhou força e notoriedade com o Relatório Nosso Futuro Comum (1987). a água. da Lei nº. 6. Segundo Édis MIlaré (2003. Trata-se de um plano de ação a ser implementado nos diversos níveis de governo: do internacional ao local. Mas o conceito de meio ambiente compreende quatro espécies. 3) Qual o conceito de meio ambiente e qual as suas espécies? Resposta: Lato sensu.

Em diversas passagens a CRF se preocupa com o meio ambiente cultural (ex. Deixou-se de se preocupar apenas com a eticidade subjetiva. 3º. para dar especial enfoque à eticidade objetiva. 4) Pode-se falar em meio ambiente cultural ser objeto de degradação? Qual o exemplo? Exemplo de meio ambiente cultural. 200. 2008). 27/06/2002). A eticidade objetiva. das posturas probas que se esperam do agente naquela situação. criações artísticas (ex. constituído pelo espaço urbano construído. VIII. a intenção do agente não tem grande importância prática para determinar sua responsabilidade. paisagístico. a flora.: músicas. sendo o conjunto de fatores físicos. (iii) Meio ambiente cultural. já que é objetiva. conjuntos urbanos. enfim. 215. degradação ambiental é a ―alteração adversa das características do meio ambiente‖ (art. paisagísticos.599/RS. Em outras palavras. sem preocupação com a sua preservação para as gerações vindouras.co. 216 e 218). degradação ambiental corresponde a impacto ambiental negativo (S NCHEZ. discorra. 5) Princípio da Eticidade objetivo e subjetivo no direito ambiental. arqueológicos. Podem ser citados como meio ambiente cultural os elementos referentes à formação dos grupos nacionais de expressão. climáticos ou qualquer outro que interligados. j. Resposta: O NCC adotou expressamente o princípio da eticidade. embora artificial. II). Pode-se citar como exemplo de degradação do meio ambiente cultural a destruição de sítios arqueológicos (REsp 115. obras. pela interação dos seres vivos e seu meio. de maneira que a ética e boa-fé ganharam um novo dimensionamento.: arts. arqueológico. focada na intenção do agente (ou ausência de má-fé). previsto no art. estão presentes e envolvem o local de trabalho da pessoa. artístico. difere do anterior pelo sentido de valor especial que adquiriu ou de que se impregnou. 104 . por exemplo. da CRF. De acordo com a LPNMA. impede que o meio ambiente seja utilizado exclusivamente para proveito próprio. científicos etc. egoístico. Tal princípio também é de ser aplicado no campo do direito ambiental. (iv) Meio ambiente do trabalho. integrado pelo patrimônio histórico. que ingressa no campo das práticas de lealdade. que. teatro). tecnológicas. Aqui. literatura. ou não. (ii) Meio ambiente artificial. Relacione tal princípio com a moral. Resposta: O meio ambiente cultural pode ser objeto de degradação. turístico.

Apregoa-se a necessidade de haver uma conciliação entre os dois setores. Para alguns que trata-se de um preceito moral (ex. os países em desenvolvimento adotavam o discurso de que teriam o direito de usar livremente os recursos ambientais. tais como os desenvolvidos fizeram. 216 e 218). 6) Temos dentre os objetivos da CF a garantia desenvolvimento e um capítulo sobre meio ambiente. por exemplo. literatura.Tem profunda relação com a moral.: músicas. cultural e do trabalho Podem ser citados como meio ambiente cultural os elementos referentes à formação dos grupos nacionais de expressão. científicos etc. 27/06/2002). Inicialmente. até pelo menos alcançar o mesmo índice de desenvolvimento. j.: não ser desleal com ninguém. teatro). O desenvolvimento é uma pretensão legitima. pela destruição de sítios arqueológicos (REsp 115. Em diversas passagens a CRF se preocupa com o meio ambiente cultural (ex.: arts. 7) Quando se fala em meio ambiente. arqueológicos. Como conciliar desenvolvimento x meio ambiente? Resposta: Desde que o direito ambiental começou a ganhar força. inclusive. sempre pensando no direito destas e das futuras gerações a um meio ambiente equilibrado. não quebrar legítima expectativa depositada etc.) que foi transformada em norma jurídica.599/RS. tecnológicas. 215. se entende também em meio ambiente cultural? Resposta: Muito embora os conceitos de meio ambiente positivados na legislação nacional só leve em consideração (ou dêem prevalência) ao meio ambiente natural. uma ponderação de interesses. Hoje se entende que o meio ambiente contém recursos finitos e que os danos que lhe são causados não possuem barreiras: as fronteiras geopolíticas não impedem que os efeitos da degradação sejam repercutam em todo o mundo. essa sempre foi uma pergunta recorrente. 8) Cabe MS coletivo para proteção do meio ambiente em juízo? Resposta: 105 . obras. conjuntos urbanos. paisagísticos. O meio ambiente cultural também pode ser degradado (= impacto ambiental negativo). criações artísticas (ex. mas deve ser galgada com o mínimo impacto ambiental possível. ou seja. certo é que o gênero é integrado também por outras espécies: artificial.

cabendo ao Poder Público avaliar a suficiência da conduta para configuração da obediência quanto à função. cujo meio ambiente é um dos seus mais evidentes exemplos. Deve-se ressaltar a existência de entendimentos contrários. percebe-se que a proteção ao meio ambiente está incluído dentro da exigência geral de cumprimento de uma função social por parte da propriedade privada. a manutenção e a preservação dos recursos naturais que serão. Não há como considerar que uma propriedade cumpre função social se não há preservação do meio ambiente. 106 . §1º). por parte do proprietário. Ou seja. no sentido de que não cabe MS quando couber Ação Popular. haja vista que ele disciplina e regula. O direito ambiental abraçou a concepção de desenvolvimento sustentável como seu principio informador. justamente. Findado nesta mesma doutrina é a Súmula 101 do STJ. não pode haver direito liquido e certo. o MSC presta-se para a defesa de direitos coletivos stricto sensu e individuais homogêneos. 9) A função social da propriedade pode ser considerada no que se refere à proteção ao meio ambiente? Então poderia se invocar na defesa da propriedade a função social no que se refere à proteção ambiental? Resposta: Analisando a CRF (182. do mesmo modo. inclusive com uma face voltada para o mercado de consumo . a lei não inclui dentre as possibilidades de objeto do MSC os direitos difusos. Sendo assim. Entende a doutrina que os autores do projeto de lei (Gilmar Mendes e Arnauld Duvald) filiaram-se à corrente doutrinária que entende que diante da indeterminação dos titulares do direito difuso. o direito econômico.De acordo com a Lei 12. É comum ouvir-se que se exige o cumprimento de uma ―função sócio-ambiental‖ da propriedade privada. economicamente apropriados para a satisfação das necessidades humanas. bem como de suas implicações sociais. 10) O que significa a expressão direito ambiental como direito econômico? Como se denomina o equilíbrio? Resposta: Não se pode estudar e implementar o Direito Ambiental sem a consideração de seus aspectos econômicos. em sua maioria.016/09. diante de atitudes ativas de proteção ambiental. §2º e 186) e o CC (1228. de maneira sustentável. é perfeitamente possível se invocar o cumprimento de uma função social.o consumo sustentável.

o conflito entre princípios é resolvido por um juízo de ponderação (não há conflito entre eles) e não pela aplicação da regra do tudo-ou-nada.: bibliotecas.No conceito de desenvolvimento sustentável. ―desenvolvimento sustentável‖. cultural e do trabalho. fale sobre princípios.10. Resposta: Muito embora os conceitos de meio ambiente positivados na legislação nacional só leve em consideração (ou dêem prevalência) ao meio ambiente natural. cultural. museus. em que cada princípio ceda no limite da necessidade. 2010. Ex. especialmente naquilo que diz respeito a sua interação com o homem‖ (Trennephol. Além disso. a proteção ambiental e o desenvolvimento econômico se encontram em nítida harmonia. De acordo com Terence Trennepohl ―representa o direito ao bem-estar relacionado às cidades sustentáveis e aos objetivos da política urbana‖. justamente.3. como ocorre com as regras. em verdadeiro processo de juridicização. Questões do TRF4 1) Conceitue direito ambiental. derrubando o senso vulgar de que ambos sejam ideais antagônicos. artificial e do trabalho. 182 e 183. 1. sem que seja possível haver a superação completa de um dos dois vetores no caso concreto. p.1.10. 11) Pode-se falar em meio ambiente artificial? Exemplo. Os princípios possuem maior grau de abstração que as regras. Resposta: ―O direito ambiental é a ciência que estuda os princípios e normas relativas ao meio ambiente. 47).1. O meio ambiente artificial é constituído pelo espaço urbano construído. instalações científicas etc. destaca-se que 107 . O equilíbrio entre os dois princípios deve ser buscado por meio de um raciocínio de ponderação. Didaticamente o meio ambiente é dividido em partes para fins de estudo: natural. certo é que o gênero é integrado também por outras espécies: artificial. Questões do TRF3 1.4. O equilíbrio entre o direito econômico e o direito ambiental denomina-se. Por fim. Os princípios são considerados verdadeiras normas (juntamente com as regras) e não simples diretrizes hermenêuticas. A CRF dá relevo a essa proteção nos arts.

de outro. de um lado. da responsabilidade. do poluidor-pagador. do equilíbrio. Resposta: Pode-se indicar como princípios: do direito humano fundamental. democrático etc. do desenvolvimento sustentável. No segundo caso. por exemplo. do equilíbrio. 1. do poluidor-pagador. Como se pode conceituar o direito ambiental nesse contexto? Resposta: Há basicamente duas correntes doutrinárias que debatem a forma com que o meio ambiente e a economia devem se relacionar: (i) o chamado ambientalismo social ou socioambientalismo .10. do limite.1. do limite. do desenvolvimento sustentável. Questões do TRF5 01) Fala-se em preservacionismo (corrente doutrinária mais clássica). No primeiro caso. da prevenção. da precaução. do usuário-pagador. da responsabilidade. o direito ambiental seria conceituado como o conjunto de regras e princípios que visam à preservação do meio ambiente. o direito ambiental visaria à preservação do meio ambiente.busca localizar o ser humano no centro do direito ambiental (corresponde ao comando do nosso legislador constitucional ao definir o principio da dignidade da pessoa humana como um dos princípios basilares de nosso ordenamento jurídico). Pode-se indicar como princípios do direito ambiental: do direito humano fundamental. democrático etc. enquanto as regras são comandos definitivos. na condição de direito fundamental e essencial à sadia qualidade de vida das presentes e futuras gerações. Tende a seguir modelos de preservação ambiental importados de países desenvolvidos. e ambientalismo social.princípios são mandamentos de otimização (Alexy). do usuário-pagador. Resposta: 108 .5. 03) O princípio da precaução equivale ao princípio da prevenção. considerando. da precaução. 02) Indique os princípios do direito ambiental. da prevenção. (ii) o preservacionismo ou movimento ambiental tradicional – dá maior prevalência aos bens ambientais. pelo simples interesse na manutenção dos bens ambientais. que as populações tradicionais e os pobres de uma maneira geral são uma ameaça à conservação ambiental e que as unidades de conservação deveriam ser permanentemente deles protegidas.

O princípio da prevenção atua no sentido de evitar os efeitos nocivos ao meio ambiente. 109 . Os estudos ou não existem ou não são conclusivos a esse respeito. em decorrência de atividades potencialmente causadoras de impacto ambiental. inclusive com uma face voltada para o mercado de consumo .Pode-se dizer que ambos os princípios visam a evitar danos ao meio ambiente. Deve-se destacar que o direito ambiental abraçou a concepção de desenvolvimento sustentável como seu principio informador. do mesmo modo.o consumo sustentável. 05) Você entende que o Dir. Ou seja. bem como de suas implicações sociais. não havendo certeza científica de que a obra ou atividade causará danos ao meio ambiente. Todavia. Ambiental integra o Direito Econômico? Resposta: Na visão de Paulo de Bessa Antunes. 04) Em que medida pode se identificar a natureza econômica das normas de direito ambiental? Resposta: Não se pode estudar e implementar o Direito Ambiental sem a consideração de seus aspectos econômicos. Já o princípio da precaução. imagino que seja possível defender a existência apenas de uma zona cinzenta entre as duas disciplinas independentes. visando à utilização racional dos recursos ambientais. Direito Ambiental é parte do Direito Econômico. o dano é certo. o direito econômico. por parte de atividade sabidamente danosa. vez que orienta as forças produtivas. justamente. a manutenção e a preservação dos recursos naturais que serão. pois já há estudos científicos que atestam essa conseqüência por parte da atividade ou obra. Considero que existem metodologias próprias e outras preocupações que não se encaixam na larga zona de intersecção. em cada caso concreto. incide sobre situações em que o dano é potencial. haja vista que ele disciplina e regula. economicamente apropriados para a satisfação das necessidades humanas. Consiste em evitar que medidas de proteção sejam adiadas em razão dessa incerteza que circunda os eventuais danos. em sua maioria.

Para a TEORIA DUAL STICA (PLURAL STICA): (a) Estado e Direito são duas realidades (modalidades) distintas. (d) Léon Duguit condenou o monismo. Miguel Reale criou a Teoria Tridimensional do Estado e do Direito. Admitiu a pluralidade das fontes do Direito Positivo e demonstrou que as normas jurídicas têm sua origem no corpo social. A função do Estado é de positivar o Direito (traduzir em normas escritas os princípios que se afirmam na consciência social).1.11. (b) Só existe o direito estatal (não se podendo admitir qualquer regra jurídica fora do Estado). 1. (b) O Estado não é a fonte única do Direito. (e) Como só existe o Direito emanado do Estado. não estatal. Também é indicado como uma das funções. Com base nessa teoria. mas também existem os princípios do Direito Natural.11. A jurisdição é uma das parcelas do poder soberano do Estado. segundo clássica tripartição de Montesquiau.11.1. (c) quem dá vida ao direito é o Estado através da força coercitiva. Ressalta-se a existência da TEORIA DO PARALELISMO para quem Estado e Direito são realidades distintas. por meio do qual tem a prerrogativa de solucionar os conflitos (aplicar a lei ao caso concreto). Imunidade de Jurisdição. Resposta: Segundo a TEORIA MON STICA (ESTATISMO JUR DICO): (a) Estado e Direito confundem-se em uma só realidade. (d) Desenvolveu Rodolf Von Ihering: ―regra jurídica sem coação é uma contradição em si‖ o fogo que não queima ou a luz que não ilumina.1. 2) Em que consiste o direito de jurisdição de um Estado? Resposta: Trata-se do poder decorrente da soberania. as quais deverão ser respeitadas no espaço do seu território. mediante a aplicação de sua normas jurídicas. ambos se confundem em uma só realidade. Estado e Território. Questões do TRF1 1) Direito e Estado se confundem? Ou Direito é algo e Estado é outro algo? Teoria Dualista e Teoria Monista (Estado e Direito é um só ente). o qual é um dos seus elementos de formação. (c) O Direito é criação social. Direito Internacional Público e Privado 1. O que provém do Estado é categoria especial do Direito = ao Direito Positivo. as normas de Direito costumeiro e as regras. Personalidade Internacional. independentes e inconfundíveis. porém necessariamente interdependentes.1. 110 .

Essa tese. As decisões do Supremo Tribunal Federal eram no sentido de reconhecer a imunidade absoluta do Estado. ambos com assentos permanentes no Conselho de Segurança e. A decisão baseou-se na evolução do instituto em âmbito internacional. 399). 5) Qual foi o primeiro Estado a reconhecer o Brasil como nação independente de Portugal? Resposta: Foram os Estados Unidos da América. no caso brasileiro. cível. na medida em que afastados da rotina puramente diplomática e/ou consular (os chamados atos de impérios que ainda se vêm protegidos pela imunidade). Com efeito. Com a Carta da ONU. Dentre estes está a violação aos Direitos Humanos. cível. onde foi proferido o clássico voto vista do então Ministro FRANCISCO REZEK. tributaria e também a trabalhista? Resposta: A princípio. em maio de 1824. apesar de não prevista nos Tratados e Convenções. salvo renúncia. com base em uma antiga regra consuetudinária. entendeu-se pela inexistência de suporte para a exclusão dos entes de direito público à jurisdição doméstica em casos que envolvam os atos de pura gestão. entretanto. foi revista a partir de decisão proferida por aquela Corte no famigerado caso "Genny".3) Como esta jurisdição de certa forma é até uma manifestação de soberania o que o senhor me diz a respeito de intervenção internacional em Estado para proteção dos direito humanos. tributária e trabalhista. mediante autorização do Conselho de Segurança. Mas existem exceções: exercício da legítima defesa (art. abandonados que são das normas das Convenções Internacionais. 4) Existe a imunidade de jurisdição que os países concedem um ao outro. portanto. o agente diplomático. por possuir relação jurídica com o próprio Estado de origem. rejeitam a idéia de intervenção armada internacional. é possível? A China e algumas poucas potências têm posição peculiar que impedem tais medidas? Tem cadeira permanente no Conselho de Segurança. alcança a jurisdição penal. especialmente em foro trabalhista. Tanto a China como a Rússia. pois incentivavam a independência de todas as colônias da America. resta combatida a existência de uma imunidade supra legem do próprio Estado. passou a ser vedado o uso da força (o que é mais abangente que ―Guerra‖). com direito de veto. para o efetivo cumprimento dos propósitos das Nacões Unidas (art. Por outro lado. goza do benefício da imunidade de jurisdição penal. 518) e resolucão de situacões específicas. Resposta: O princípio da não-intervenção é corolário da soberania. 111 .

São esses elementos que permitem o exercício das prerrogativas estatais e lhe conferem soberania. Tal reconhecimento não tem efeito constitutivo. fusão. de não ser submetido ao poder jurisdicional de outro Estado. com duas ou mais fontes de elaboração do Direito e igual número de esferas de poder público. 1.11. união real. Os Estados compostos são uniões de Estados (dois ou mais). Estado Federal.6) Qual a diferença entre Estado Simples e Estado Composto? Resposta: Trata-se de classificação quanto à forma de Estado. Pode acontecer de algum Estado não reconhecer o governo ou os ocupantes do poder de outro Estado. Histórico. Ex. O Estado simples ou unitário é a forma de Estado em que.: união pessoal. 7) Como se dá a formação do Estado? Quais os elementos? Resposta: O Estado se forma a partir do momento em que se reúnem seus TRÊS elementos: território. Questões do TRF2 1) Imunidade de Jurisdição. portanto. onde os mensageiros. comunidade humana assentada em tal área e governo independente (não subordinado a qualquer poder externo). A Igreja tinha imunidade irrestrita e absoluta. Na Idade Média. os privilégios eram concedidos de acordo com a classe social a que pertenciam. em razão de sua soberania. Entende-se que a partir do momento em que esses elementos são reunidos. para um todo político e homogêneo. e os representantes de seus tribunais gozavam de imuni112 . A primeira ideia de imunidade de jurisdição tem origem na Antiguidade Clássica.1. Resposta: A imunidade de jurisdição é o direito reconhecido a cada Estado. apenas existe a autoridade nacional como única fonte de Direito. eram enviados para negociar em outras terras em nome do soberano e protegidos pelo Deus Hermes. não se faz necessário que haja o reconhecimento da qualidade de Estado por parte das outras nações soberanas.2. numa só esfera de poder público. confederação. o que não significa que não haja um Estado soberano e independente. Atos de Império e atos de gestão. que tinham o papel de embaixadores naquela época. que se formam por motivos diversos. ainda que dividido administrativamente.

das comunicações e sobre arquivos e documentos (exceto quanto à bagagem). os atos de império são aqueles praticados pelo Estado investido em seu poder de império. Na época dos Estados absolutistas. (…) Isso representaria. detentores do privilégio da imunidade absoluta. e não podiam ser submetidos à jurisdição comum No século XX. não podem os organismos ter a sua imunidade de jurisdição relativizada[inclusive em ações trabalhistas]. 5º. Relator Ministro Caputo Bastos. os organismos internacionais permanecem. têm proteção? Resposta: Os funcionário nacionais do Estado acreditado não precisam da proteção das imunidades. cível. (…) Não têm. 2) Qual a normativa brasileira em relação às organizações internacionais? Resposta: Embora haja divergência jurisprudencial. segue-se a regra de que a imunidade de jurisdição rege-se pelo que se encontra efetivamente avençado nos referidos tratados de sede. sendo impraticável. 315). Por todos. Em relação a eles. com a evolução econômica. porque amparada em norma de cunho internacional.‖ 3) E os funcionários do Estado estrangeiro. p. em última análise. percebe-se uma limitação da imunidade de jurisdição absoluta. por conseguinte. de análise perante o Judiciário alheio. residencial. (…).dade absoluta porque julgavam pelas leis divinas. cuja inviolabilidade encontra-se constitucionalmente assegurada (art. encontra-se plenamente assegurada na Convenção sobre Privilégios e Imunidades das Nações Unidas.784/1950. a partir de 2009. a quebra de um pacto internacional. salvo se objeto de renúncia expressa. No campo 113 . o processo nº TST-E-ED-RR-900/2004-019-10-00. portanto. sua submissão ao poder Judiciário de outro Estado. soberano. no exercício de suas atividades negociais. enquanto que os atos de gestão são aqueles praticados pelo Estado em condições similares a um particular. a imunidade de jurisdição. No caso específico da ONU. também conhecida como "Convenção de Londres".9. § 2º. tradicionalmente aplicável aos Estados estrangeiros. ratificada pelo Brasil por meio do Decreto nº 27. os embaixadores eram mensageiros dos reis. no que pertine aos atos de gestão. tributaria e inviolabilidade pessoal. é preciso diferenciar. nacionais do Estado acreditante. passíveis. Data de Julgamento 03/09/2009: ―Diferentemente dos Estados estrangeiros. portanto. cite-se. Quanto aos demais funcionários. em regra. da CF/88). que eram considerados como pessoas acima de tudo e de todos. do veículo. (…) Assim. Missão diplomática: (i) o pessoal administrativo e técnico da missão goza de imunidades: penal. Na lição de Franco Filho (1998. a sua imunidade de jurisdição pautada pela regra costumeira internacional. tem prevalecido o entendimento adotado por alguns do TST (aguarda-se decisão do STF sobre o assunto).

de 1961 e a Convencão de Viena. aquele país. mediante ordem da autoridade competente ou a partir de sentença condenatória transitada em julgado. quanto à imunidade de jurisdição penal local. bem como em relacão ao trato bilateral dos assuntos de Estado. 4) Por que duas convenções internacionais. por exemplo. autoriza a instauração de procedimentos penais contra funcionários consulares (artigo 41). que o motivo de se ter concluído por duas convencões leva em conta o fato de o diplomata representar o Estado de origem sujeito a soberania local. ambas ratificadas pelo Brasil. diretrizes com a finalidade de que não sejam prejudicadas as suas funções consulares. o cônsul só goza dessa garantia durante o exercício profissional e em relação aos atos decorrentes da sua função. ao passo que o consul representa o Estado de origem para o fim de cuidar. Somente podem ser detidos em caso de crime grave e com ordem judicial da autoridade competente. portanto. Pode-se dizer. todavia. (ii) o pessoal de serviço gozará apenas de imunidades quanto aos atos praticados no exercício das funções e isenção de impostos e taxas sobre os salários que perceberem (lembrando: desde que não sejam nacionais do Estado acreditado). ou para lá exportar). de lá exportar bens. ou seja. porém de maneira mais restrita. Funcionários consulares: gozam de inviolabilidade física e imunidade processual penal ou cível apenas no que se refere aos atos de ofício. sobre as Relacões Consulares. Assim. A Convenção de Viena de 1963. que possui uma imunidade penal relativa em relação à imunidade dos diplomatas. 5) Há diferença de imunidade penal de diplomata e cônsul? Resposta: Todas as garantias e privilégios que os diplomatas possuem os cônsules de carreira também têm. de 1963. no Estado em que se encontra. oficiais. 114 . os praticados no exercício das funções consulares. de interesses privados (interesses dos compatriotas. estabelecendo. seguindo a licão de REZEK. que ali se encontrem em qualquer título e os de elementos locais que tencionem visitar. Já decidiu o STF que pode o Cônsul ser preso em caso de crime grave. Observo. por exemplo. isto é. uma para representação consular e outra para relações diplomáticas? Resposta: O tema relativo aos privilégios e imunidades concernentes às relacões diplomáticas e consulares foi tratado por duas convencões: a Convencão de Viena sobre as Relacões Diplomáticas.cível a imunidade abrange apenas os atos relacionados ao exercício da função.

6) A partir de 89. Min. a sentença e o acórdão recorrido não haviam conhecido do pedido. sobre algumas imunidades do Estado. para relativa.HC 81158/RJ. Todavia. de 1985. O imóvel é foreiro. caso emblemático. não se estendendo à família. em processo de investigação de paternidade em face de diplomata. a decisão não atinge os regimes das imunidades dos Diplomatas e Cônsules. Como referencia à ação de investigação de paternidade proposta em face de diplomata. No acórdão. em que o Tribunal não conheceu do recurso por falta de prequestionamento. Pode a União cobrar o laudêmio? Resposta: Aos Estados estrangeiros é reconhecida imunidade tributária. De toda forma. 7) O consulado americano compra terreno para colocar sua representação. o que não afasta a possibilidade de haver renúncia à imunidade por parte do Estado acreditado ou de ser o diplomata processado em seu país de origem. Tal imunidade. A doutrina e a jurisprudência entendem que o laudêmio não tem natureza tributária. em relação aos atos de gestão. na Barra. o processo deve ser conduzido com as deferências devidas ao agente e de maneira a pouco perturbar as funções consulares. Rafael Mayer). aplica-se aos impostos diretos. regidos pelas Convenções de Viena de 1961 e 1963. a princípio está abrangida pela imunidade de jurisdição civil. respectivamente. 115 . apenas. ressalvadas a exceções trazidas pela própria Convenção de Viena. diante da imunidade de jurisdição. pela sua transferência onerosa. mas de mera compensação paga pelo proprietário do domínio útil. Isso alterou a interpretação das convenções internacionais anteriormente assinadas? (O caso era de reconhecimento de paternidade de diplomata) Resposta: Foi a partir de 89 que o STF alterou o seu entendimento acerca da natureza da imunidade de jurisdição dos Estados estrangeiros: de absoluta. Após pesquisa. Em relação aos cônsules honorários é importante que se diga que as imunidades são restritas aos atos relacionados ao exercício das suas funções. o STF reafirma considerar a imunidade de jurisdição do diplomata absoluto. Na ocasião. a qual foi alegada pelo Embaixador da Colômbia. encontrei o acórdão do STF no RE nº 104262 (Rel. no que se refere às sedes de suas representações oficiais no Estado acreditado. então.

ao receber a petição inicial em que se formula pedido de reparação em face de agente que goze de imunidade. Sendo assim. (ii) causas sucessórias a título pessoal. a imunidade é conferida em favor do Estado acreditante (e não da pessoa do diplomata). A prática demonstra que em casos de abuso por parte do diplomata. referentes a investimentos em empresas no Estado acreditado. Segundo jurisprudência que se formou no Brasil. Ademais. Mas. salvo estipulação contratual em contrario. segundo a mesma Convenção. São exceções à imunidade tributária: (i) ações que envolvem imóvel particular do diplomata. o diplomata deve respeitar as leis e regulamentos do Estado acreditado. não pode ser contra ele proposta uma ação de responsabilidade civil. Ou seja. ele pode ser cobrado? Resposta: De acordo com Paulo Henrique Gonçalves Portela. (v) tributos incidentes sobre rendimentos privados auferidos do Estado acreditado. 8) Se o diplomata compra imóvel para morar e recebe IPTU. de maneira que pode ser por ele renunciada. ainda assim. para que ele exerça o direito à imunidade (ou a ela renuncie). não podendo dele ser cobrado IPTU (tributo direto). 10) Imunidade do diplomata para as ações de responsabilidade civil. comunicar o Estado estrangeiro. Lembrando que. a imunidade tributaria do diplomata não abrange os imóveis particulares do diplomata. que não o residencial. (vi) impostos sobre o capital. o imóvel residencial. (iii) tributos indiretos. (iv) tarifas de serviço público. ainda que particular. 9) No caso de Estado estrangeiro. (caso da indenização do embaixador que bateu com o carro) Resposta: Segundo a Convenção de Viena de 1961.Assim. 116 . não pode o Município cobrar IPTU sobre os imóveis pertencentes a Estados estrangeiros. A princípio. a princípio. portanto. com exceção do residencial. o diplomata tem imunidade de jurisdição civil. o município pode cobrar IPTU de imóveis daqueles Estados? Resposta: Tanto no STF como no STJ é pacífico que Estados Estrangeiros gozam de imunidade tributária. pode a União cobrar laudêmio pela transferência do imóvel em questão. é abrangido pela imunidade tributária. deve o juiz. a obrigação de pagar é do alienante. Discorra.

haja vista a imunidade tributária de que goza os Estados estrangeiros. Note-se que se a ação fosse contra o Estado estrangeiro (não contra o diplomata). no que pertine aos atos de gestão (decorrentes da pratica de aos privados e comerciais). Questões do TRF5 01) Se o presidente descumprir uma convenção internacional. que seja proposta ação no Estado de origem do diplomata.4.o Estado de origem renuncia à imunidade. em relação às sedes de suas representações. 1. mesmo em condenações que decorram de atos de gestão.1.1. Nada obsta que o Estado estrangeiro a ela renuncie. porém. também as ações de responsabilidade civil são consideradas como decorrentes de atos de gestão.11. com arrimo doutrinário. Questões do TRF4 1. podendo este ser processado e condenado a arcar com a indenização correlata. Questões do TRF3 1) A imunidade de Estado estrangeiro à jurisdição brasileira é absoluta? E em um caso de indenização por acidente automobilístico? Resposta: Segundo evolução acerca do tema imunidade dos Estados estrangeiros. seguindo a linha da jurisprudência que se formou no âmbito do STF. poderia ser o Estado condenado. 1. em função da relativização da imunidade no que tange a atos de gestão. porém.1. no que pertine aos tributos indiretos. Assim como as obrigações trabalhistas.11. Como tal.3. permitindo o processamento. Não se deve esquecer. qual o tipo de repressão que o Brasil pode sofrer? 117 . entende-se que possuem imunidade absoluta em relação aos atos de império (decorrentes do exercício da soberania) e relativa. é possível? Resposta: Não é possível.11.5. Nada impede. 11) IPTU de consulados. que ainda prevalece o entendimento de que a imunidade de execução é absoluta. são excluídas da esfera da imunidade de jurisdição do Estado estrangeiro.

as empresas e as ONG‘s não têm capacidade para celebração de tratados. pois dependem de o Brasil fazer parte da entidade e de celebrar um acordo de garantia. 02) Quais os entes que estão legitimados a celebrar convenções.Resposta: Diante da inexistência de órgãos internacionais centrais encarregados da tarefa de aplicação de sanções pela violação de normas internacionais. I da CRF). De toda forma. Atualmente. reparações financeiras. o que inclui a celebração de tratados. por exemplo. que embora possa se entender que possuem personalidade de direito internacional. é teoricamente possível que uma unidade federada possa receber tal indicação (ex. beligerantes e blocos regionais. envio de tropas da ONU e até intervenção militar. ainda assim. pactos? Resposta: Tradicionalmente. pois o direito de convenção dos Estados está ligado à soberania. veementemente. em caráter excepcional. 118 . nas situações permitidas pelas normas internacionais. Em caráter excepcional. A Constituição de 1891 previa expressamente essa possibilidade. atributo do qual não são dotadas. Mas é preciso acrescentar à relação outro sujeitos de direito internacional que também ostentam essa prerrogativa: Santa Sé. compete à União concluir tratados (22. através de órgãos aos quais atribuem competência para tal. Deve-se destacar. essa é uma tarefa difícil. E. Quando as normas internacionais forem aplicáveis internamente. também as unidades subnacionais podem fazê-lo.: Alemanha e Suíça). não são tratados. com expulsão de diplomatas do país. precisaram da participação da União. quebra de ralação diplomática. podem ser citadas: retaliações comerciais. Inicialmente. apenas os Estados e as Organizações Internacionais podem celebrar tratados. Mas não é normal. os indivíduos. como cabe ao Estado definir órgãos e autoridades encarregados de representá-los nas relações internacionais. tratados. 03) Unidades federadas não dotadas de soberania podem firmar tratados? Resposta: Sim. mas contratos. aplicam-se os mecanismos de sanção do ordenamento interno. Destaque-se que os aos celebrados pelos Estados-membros com o BIRD ou Banco Mundial.

Algo social pode ser entendido como o decorrente das relações entre os indivíduos. portanto. 2) Como Durkheim conceitua o fato social? Resposta: 3) Qual a perspectiva de direito e comunicação social? Resposta: 4) Qual a diferença de fato social e fato biológico? Resposta: 1.1.12.1. Acho que a questão não trata de ―fato social‖. porque o homem é um ser naturalmente carente. Questões do TRF1 1) Qual a teoria predominante em relação à natureza e a sociabilidade.12.2. Procurei muito. o que é o algo social e o algo natural? Resposta: Aristóteles fundamenta a tese que ―o homem é um animal social‖ dizendo que a união entre os homens é natural. Fato Social – Conceito.1. Sociologia do Direito 1. E algo natural como o que existe independentemente da participação do homem ou da sua interação com outros semelhantes.1. Obs. estando mal inserida.1.: não tenho certeza se era isso que o examinador queria. Questões do TRF2 119 . A sociabilidade faz parte da natureza do homem. que necessita de coisas e de outras pessoas para alcançar a sua plenitude. 1. mas não encontrei.12.12.

deve ser obedecido incondicionalmente. a política e a moral.1. Os juízes devem assumir uma postura de neutralidade.1. O estudioso caminha para especificar uma ciência que não se confunda com a psicologia. Questões do TRF1 DESSE PONTO EM DIANTE: RESPOSTAS ELABORADAS POR DIEGO LEONARDO ANDRADE DE OLIVEIRA 1.4. levando-se em conta a norma e associando a esta aluns contextos fáticos e axiológicos.1.13. pelo simples fato de ser positivo. o Direito. Resposta: Para Kelsen. o direito deveria ser entendido como norma.1. Dentro desta sistemática que é concebida a sua teoria tridimensional.1. Para Miguel Reale não há como compreender o Direito sem levar em conta os fatos e os valores.5. é libertar a ciência jurídica de todos os elementos que não lhe são próprios. Para a teria pós120 . a lei pode ser injusta e opressiva. Questões do TRF4 1. A teoria desenvolvida por Miguel Reale contrapõe a concepção de Kelsen em reconhecer o Direito como um sistema de normas. Filosofia do Direito 1.13.1.12. valor e fato. Questões do TRF5 1.1. Questões do TRF3 1. Questões do TRF1 1) O que é o Direito? Trace um parâmetro entre o conceito tridimensional de Miguel Reale de norma.12. se limitando a decidir de acordo com o direito vigente. mas enquanto não for revogada. a sociologia. 2) Pode haver um direito injusto? Resposta: Segundo a teoria positivista.13.3. O Justo e o Direito 1. obriga e se impõe a todos.13. O principio metodológico fundamental da sua obra Teoria Pura do Direito. Deste modo.1. estando livre de qualquer concepção social ou valorativa.1.12. comparando-a com a posição de Kelsen para quem o direito é puramente norma.

São direitos coletivos basicamente (idoso. Servem de parâmetro para o controle de 121 . Trata-se apenas de uma diretriz hermenêutica. São direitos prestacionais ou direitos a uma prestação. Ademais não pode ser utilizado como parâmetro para o controle de constitucionalidade. pois.). portanto. embora as individualidades restem diluídas em meio à massificação das ideias e dos pensamentos. mas domínio da política ou da história. a individualidade. 1º faz parte do comando positivado do ordenamento? O preâmbulo é a pretensão institucional. esta dicotomia. 1º da CF são normas jurídicas (valores positivados). 3) Comprometida com a ordem interna nacional. As normas são de eficácia limitada programáticas. a imprensa. ao mesmo tempo em que é condicionada pelo meio social. direito extremamente injusto não poderia ser considerado direito.positivista. estes princípios. 2) Prosseguindo. Os princípios fundamentais do art. o senhor poderia falar um pouco sobre isso? Estes direitos sociais também são direito do indivíduo. Possuem caráter positivo. já entramos na parte da positivação. que se sobrepõe à questão do princípio e regra. segundo a classificação de Jellinek. A sociedade é dissociada do indivíduo? Resposta: Os direitos de 1ª Geração buscam garantir a liberdade do indivíduo diante do arbítrio estatal. pertencendo ao domínio do Direito. par que esta pretensão se torne factível. pois necessitam da prestação do Estado. o funcionário público. criança etc. Os direitos sociais exigem uma prestação do Estado. auxiliando na interpretação da Constituição. são. São estabelecidos por normas de eficácia plena e de eficácia contida. esta pretensão se cria. os fins visados pela Constituição. o senhor saberia me distinguir? Resposta: O preâmbulo não se situa no domínio do direito. 1º da CF/88? O art. A sociedade não é dissociada do indivíduo. Têm menor eficácia e efetividade que os direitos de 1ª geração. logo. o direito depende da moral. São direitos que exigem uma abstenção do Estado. Os direitos individuais são direitos de defesa (direitos civis) e de participação (direitos políticos). e os princípio fundamentais. As garantias de 2ª geração surgiram como garantias institucionais: protegem a família. direitos negativos. direitos sociais e individuais. é o homem pretende-se. o desenvolvimento da sociedade têm por embrião o pensamento inovador individual. Isto é. é capaz de propor alterações a esse mesmo meio. o senhor sabe distinguir o preâmbulo dos princípios fundamentais do art. as mudanças. o progresso. tanto no momento de reconhecimento de sua validade como no momento de sua aplicação. pois consagra valores supremos da sociedade. Os direitos de 2ª Geração buscam realizar a igualdade material. Os direitos sociais são direitos dos indivíduos integrantes do grupo.

Em sentido estrito.constitucinalidade. normas que ordenam que algo seja cumprido na maior medida possível. é o ramo da filosofia que trata da natureza. aos valores morais e estéticos. diferencia-se das pesquisas científicas por geralmente não recorrer a procedimentos empíricos em suas investigações. e de eliminação dos desperdícios. ciência refere-se a qualquer conhecimento ou prática sistemáticos. São. ao conhecimento. das origens e da validade do conhecimento. a análise conceptual. ciência. e logos = estudo de). estão a argumentação lógica. São aplicados por ponderação. também chamada de teoria do conhecimento. que utilizam métodos procedentes de conhecimentos científicos ou simplesmente métodos ditados pela prática de certos ofícios. à verdade. a filosofia se distingue da mitologia e da religião por sua ênfase em argumentos racionais. via de regra. Entre as principais questões debatidas pela epistemologia destacam-se: O que é o conhecimento? Como obtemos conhecimento? Como defender os nossos modos de conhecer das investidas do ceticismo? 122 . geralmente oriundos de inovações empíricas. A técnica refere-se às aplicações da ciência. Segundo Ronald Dworkin. de manutenção. ou seja. Contrariamente à ciência. ou seja. As regras são ―mandamentos de definição‖. Em sentido amplo. à mente e à linguagem. está lá para transformá-lo. obedecendo à formula do tudo ou nada (ou são ou não são aplicadas). a técnica não tem por vocação interpretar o mundo. do conhecimento científico ou teórico. a sua vocação é prática e não teórica. por outro lado. reciclagem. as experiências de pensamento e outros métodos a priori. de gestão. nas realizações práticas e nas produções industriais e econômicas. 5) O que é epistemologia? Resposta: Epistemologia (do grego episteme = conhecimento. É a lógica do mais ou menos. aplicadas por subsunção. A técnica cobre assim o conjunto dos métodos de fabrico. 4) Qual a diferença entre Filosofia. de acordo com as possibilidades fáticas e jurídicas existentes (Robert Alexy). as regras impõem resultados. Ciência e Técnica? Resposta: Filosofia é o estudo de problemas fundamentais relacionados à existência. Ao abordar esses problemas. Os princípios são ―mandamentos de otimização‖. Entre seus métodos. normas que ordenam que algo seja cumprido na medida exata de suas prescrições. ciência refere-se ao sistema de adquirir conhecimento baseado no método científico bem como ao corpo organizado de conhecimento conseguido através de tais pesquisas.

em Direito. isto é. ao mesmo tempo.4. No processo penal. ―no processo penal. O contraditório é essencial para que se alcance a justa composição da lide. Justiça é. Justiça também é a faculdade de julgar segundo o direito e a melhor consciência. onde prevalece o valor segurança jurídica sobre a justiça (admite-se condenação de réu revel). 1. É a faculdade de julgar segundo o que prescreve a lei.1.1. Segundo a súmula 523 do STF. o conjunto de magistrados judiciais e pessoas que servem junto deles.2. É o termo que designa. Questões do TRF2 1. defesa consiste em direito subjetivo inafastável do réu de opor-se ao direito de ação. o conjunto de órgãos e funções que compõem o Poder Judiciário. também. Nesse diapasão. Isso inclui todo o pessoal dum tribunal e o próprio Poder Judiciário. exige-se a defesa técnica. Assim.3.13. Segundo Aristóteles. 133 do CPP). aquilo que se faz de acordo com o direito. sendo inviável condenação de réu revel. justo é tanto aquele que cumpre a lei (justiça em sentido estrito) quanto aquele que realiza a igualdade (justiça em sentido universal).6) Art. Diferente do que ocorre no processo civil. o termo justiça denota. No Brasil. Questões do TRF3 1. mas a sua deficiência só o anulará se houver prova de prejuízo para o réu‖. 133 do CPP – indispensabilidade. A defesa técnica no Processo Penal é irrenunciável.13. Questões do TRF4 123 . podemos afirma que não é possível a realização de justiça sem defesa. o direito e a razão.13. É imparcialidade na interpretação do ordenamento jurídico. a falta da defesa constitui nulidade absoluta. no processo penal.1. O que é a defesa no processo penal? É possível a realização da justiça sem defesa? Resposta: (não entendi a referência ao art. legalidade e igualdade. 7) O que é justiça? Resposta: A principal definição da palavra Justiça é: a virtude de dar a cada um aquilo que lhe é merecido ou que é seu por direito legal (direito definido nas leis do país).

consiste em poder político. A emenda é recurso utilizado para realizar modificações em pontos específicos e localizados do texto mai124 . Por sua vez. e. uma das espécies do Poder Constituinte. 2) Depois da realização. Trata-se. até porque não haveria segurança das relações se assim fosse‖. Questões do TRF5 2. limitado e subordinado às disposições estabelecidas pelo Poder Constituinte Originário. por isso mesmo de um poder permanente. o poder constituinte derivado é condicionado.1. O poder constituinte originário. entretanto. portanto. pois está pronto para ser acionado a qualquer momento‖.13. limitado e condicionado. o Poder Constituinte Originário se esgota ou ele permanece? O que impede o Poder Constituinte Derivado de não poder violar as cláusulas pétreas? Resposta: Segundo Gilmar Medes. Trata-se de um poder de direito. não costuma fazer-se ouvir a todo momento. e autônomo. atemporal. apresentando as seguintes características: inicial (funda o ordenamento jurídico). Direito Constitucional 2. instituído.1. como também é incondicionado. não se sujeita a formas prefixadas para operar.1. incondicionado.5. o originário. ―o poder constituinte originário não se esgota quando edita uma Constituição. Ponto 02 2.1.1. Por ser um poder jurídico.1. contínuo. poder de fato. da criação da CF.1. As demais espécies de poder constituinte são poderes instituído (reformador e decorrente). Questões do TRF1 1) Qual a diferença entre Poder Constituinte e Poder Constituído? Resposta: O Poder Constituído sempre será um poder jurídico. Segundo Uadi Lâmmego Bulos. uma das características do poder constituinte originário é a latência: ―é um poder latente. Poder Constituinte Originário e Poder Constituinte Derivado 2. 3) Qual seria a diferença básica entre emenda e revisão? Resposta: Emenda e revisão são espécies do gênero reforma constitucional. Ele subsiste fora da Constituição e está apto para se manifestar a qualquer momento.1.

três quintos dos votos dos respectivos membros (art. um processo não traumático? Resposta: Uma exemplo de processo consensual de transição fora das hipóteses de revolução ocorre por meio de uma assembleia ou convenção constituinte. geralmente por meio de acordo. 6) O que seria um Poder Constituinte Difuso? Resposta: O poder constituinte difuso é um poder de fato responsável pelas mutações constitucionais. seria o reconhecimento. descontentes com o sistema. A emenda será discutida e votada em cada Casa do Congresso Nacional. 1946 e 1988 advieram de assembleias constituintes. pelo voto da maioria absoluta dos membros do Congresso Nacional.or. os representantes eleitos pelo povo elaboram a constituição. por parte da metrópole. 1934. já a constituição norte-americana de 1787 foi elaborada por uma convenção constituinte. considerando-se aprovada se obtiver. 5) O que seria o processo de descolonização. Na revolução. Revisão equivale a reforma de maior amplitude. exercitam o poder constituinte originário. que passaria a dispor do poder constituinte originário para fundação do seu próprio ordenamento jurídico. dentro do processo consensual de transição? Resposta: Descolonização é o nome genérico dado ao processo pelo qual uma ou várias colônias adquirem ou recuperam a sua independência. A revisão constitucional será realizada após cinco anos. da independência e soberania da colônia. pela força. Emenda é reforma de menor extensão. A revisão constitucional é recurso que objetiva mudar a constituição amplamente. Doutrinariamente. Exemplos: constituições brasileiras de 1891. conclui que as vias normais de elaboração e reforma das constituições não funcionam. e. § 2º. Nessa hipótese. implantando uma nova ordem jurídica. a Constituição poderá ser modificada por meio de processo formal ou informal. há diferenças quanto ao exercício do poder de reforme e do poder de revisão. 60. em dois turnos. Dentro do processo consensual de transição. um conjunto de pessoas. 4) Dê um exemplo de um processo consensual de transição fora da hipótese de revolução. da CF). 3º do ADCT). daí se rebelam contra a ideia de Direito prevalecente. em ambos. Na CF/88. contados da promulgação da Constituição. São tipos de modificação formal a emenda e a revisão constitucio125 . em sessão unicameral (art.

como ele se materializa? Resposta: (embora minha resposta seja óbvia.2. Mutação Constitucional não é a mudança do texto constitucional. (e) Ilimitado: é ilimitado juridicamente (autônomo + incondicionado). Exemplo: defendendo a abstrativização do controle concreto de constitucionalidade. a função do Senado seria apenas a de dar publicidade à decisão do STF. Gilmar Mendes propôs a mutação constitucional do art. X. Características do poder constituinte derivado: (a) Secundariedade: não existe 126 . Já o processo informal evidencia-se na mutação constitucional. pois está pronto para ser acionado a qualquer momento. é possível a materialização do poder constituinte por meio de tratados internacionais sobre direitos humanos aprovados. 52. Questões do TRF2 1) Quais as características de poder constituinte originário e derivado? Resposta: Características essenciais do poder constituinte originário: (a) Inicial: ele dá início ao ordenamento jurídico (não existe outro poder antes ou acima dele). não pode o intérprete conferir significado à norma constitucional que não seja abrangida pelo seu texto.. (d) Latente: atemporal. a minha interpretação não permitiu imaginar outra coisa). é independente.1. No Brasil. O poder constituinte se materializa em normas formalmente constitucionais.1. Destarte. (b) Autônomo: tem autonomia para decidir qual ideia de direito irá prevalecer. o poder constituinte difuso encontra-se limitado pelo próprio texto constitucional. Ocorre que o texto da CF/88 é claro ao atribuir ao Senado a função de suspender a execução de lei declarada inconstitucional pelo STF no controle concreto. contínuo. 7) Até aonde pode ir este poder difuso de mutação constitucional? Resposta: Como a mutação constitucional ocorre com a mudança da interpretação da constituição. Para o Ministro. (c) Incondicionado: não se submete a qualquer tipo de condição (a assembleia constituinte decidirá qual será o procedimento a ser adotado).nal. é soberano. por três quintos dos votos dos respectivos membros. da CF. mas a mudança da interpretação de um dispositivo constitucional. em dois turnos. 8) Quais os veículos materiais do Poder Constituinte. qual será o conteúdo da Constituição. seja elas originárias ou fruto de emendas constitucionais. 2. em cada Casa do Congresso Nacional.

segundo a doutrina. Classificam-se as limitações do poder constituinte decorrente em três princípios: (a) princípios constitucionais sensíveis: art. A doutrina classifica esses limites em: ideológicos. representa uma forma de limitação extrajurídica ao poder constituinte. Os limites substanciais. (c) circunstanciais: a CF não pode ser emendada em estado de defesa.por si só. V). Já os limites heterônomos condicionam o exercício do poder constituinte às normas de Direito Internacional. limites ao seu exercício. (d) temporais: a constituição não pode ser emendada durante certo prazo (não existe no Brasil). VII. embora seja um poder ilimitado juridicamente. (b) princípios constitucionais extensíveis: tratam-se de normas de organização da União que se estendem aos Estados (ex. além das limitações jurídicas impostas pelo poder originário. na constituição. da CF. a DUDH. (e) implícitas: as normas que fixam o procedimento e estabelecem quais são as cláusulas pétreas não podem ser reformadas (vedação da dupla revisão). 75 e 93. é certo que encontra. explícita e implicitamente. 34. (c) princípios constitucionais estabelecidos: funcionam como balizas reguladoras da capacidade de auto-organização dos Estados. eis que representam responsabilidades e obrigações assumidas pelo Estado no plano externo. econômico. sociológico. seja por elencar direitos fundamentais. intrinsecamente ligados à dignidade humana. 3) Quais os tipos de limitação na CF? Quais as limitações ao Poder Constituinte Derivado? Resposta: As limitações ao poder constituinte derivado reformador são: (a) formais: ligam-se ao procedimento e legitimidade. são subdivididos em imanentes. também se submete às barreiras extrajurídicas acima referidas. Quanto ao poder constituinte derivado. 28. (b) Subordinação: haure sua força na obra do poder constituinte originário. religioso e político. em estado de sítio e durante intervenção federal. do ângulo filosófico. seja por declarar regras costumeiras de Direito Internacional de natureza imperativa (jus cogens). Limites transcendentes prendem-se aos direitos fundamentais. (c) Condicionado e limitado: deve observar os limites previstos. Portanto. haja vista provirem de imperativos éticos superiores. 2) A Declaração Universal dos Direitos do Homem seria uma forma de limitação? Resposta: Com relação ao poder constituinte originário. 4) Admite-se limitação implícita? 127 . pois é necessário que exista uma constituição para prevê-lo. (b) materiais: são as cláusulas pétreas.: arts. transcendentes e heterônomos. institucionais e substanciais. por sua vez.

da CF (vedação da dupla revisão). fale sobre a recepção de normas. não podem ser recepcionadas. ainda assim serão recepcionadas com o status normativo prescrito pelo novo texto constitucional. tácitos. 128 . que corresponde a uma revalidação das normas que não desafiam. 6) Na superveniência de uma nova constituição. o mais frequente é a recepção tácita. assinados em Nova York. a nova constituição. § 3º. em 30 de março de 2007. O que foi prescrito pelo constituinte para uma reforma constitucional não pode ser atenuado. 5º. Se a norma anterior à constituição não guarda compatibilidade de conteúdo com esta. aqui. em dois turnos. nesse caso.Resposta: Sim. foi incorporada ao Direito brasileiro com status de norma constitucional nos termos do art. Deve-se a Kelsen a teorização do fenômeno da recepção. que são com ela compatíveis no seu conteúdo. por três quintos dos votos dos respectivos membros. havendo. suja observância é obrigatória para se emendar ou revisar as constituições. que adotou a tese da revogação (não recepção). as normas anteriores. suprimido ou mudado. pelo qual se busca conciliar a ação do poder constituinte originário com a necessidade de se obviar vácuos legislativos. havendo sua revogação global. continuam em vigor. Proíbem a reforma de normas que estatuem limites. da CF. 5) Há algum tratado de direitos humanos que já foi incorporado após a EC nº 45 pelo quórum de emenda? Resposta: A Convenção Internacional sobre os Direitos das Pessoas com Deficiência e seu Protocolo Facultativo. Limites implícitos. materialmente. Todavia.: Constituição de 1937). quem considere ocorrer caso de revogação e quem veja na hipótese uma inconstitucionalidade superveniente. § 4º. Prevalece na doutrina que as normas da constituição anterior. Às vezes a recepção é expressa (ex. Essa convenção compõe o chamado bloco de constitucionalidade. haja vista sua aprovação em cada Casa do Congresso Nacional. Diz-se que. 60. embora sejam tão contundentes quanto os expressos. não continuará a vigorar. Resposta: Na superveniência de uma nova constituição. Exemplo: o constituinte reformador não pode suprimir o art. A matéria provocou debate no STF. indiretos ou inerentes são aqueles que não vêm prescritos pela linguagem do constitu8inte. As normas que apresentam incompatibilidade meramente formal com a nova constituição. mesmo que compatíveis com a nova constituição. opera o fenômeno da recepção.

tais como a dignidade humana. secreto. pela maioria relativa de seus membros. temos que não pode ser suprimida. IV. Embora não consista no núcleo essencial da referida liberdade. pergunta-se. Em outras palavras. princípios e instituições. A matéria constante de proposta de emenda rejeitada ou havida por prejudicada não pode ser objeto de nova proposta na mesma sessão legislativa. 5º. pelo Presidente da República. para que os limites a esse direito fundamental sejam observados. 9) A vedação ao anonimato é possível ou é clausula pétrea? Resposta: (acho que a pergunta era se seria possível a supressão da vedação ao anonimato) A vedação ao anonimato é um limite à liberdade de expressão que consta do art.1. ou por mais da metade das Assembleias Legislativas das unidades da Federação. dos membros da Câmara dos Deputados ou do Senado Federal. (b) o voto direto. No parágrafo 2º deste artigo havia uma previsão de isenção aos aposentados que foi posteriormente suprimida por uma emenda constitucional. manifestando-se. haja vista que possui natureza de cláusula pétrea. da CF. universal e periódico. Questões do TRF3 1) “Não será objeto de emenda constitucional tendente a abolir. o direto à honra e o direito à verdade.”. mas sim a proteção ao núcleo essencial de determinados direitos. essa vedação garante a proteção não da liberdade de expressão em si. em ambos. cada uma delas.3. sem levar em conta o efeito prático.. considerando-se aprovada se obtiver.7) Qual o trâmite das emendas constitucionais? Resposta: As EC pode ser propostas por um terço.1. (d) os direitos e garantias individuais. A EC será promulgada pelas Mesas da Câmara dos Deputados e do Senado Federal. no mínimo. em dois turnos. as cláusulas pétreas não significam a intangibilidade literal da respectiva disciplina. 2. isto é. Segundo o STF. três quintos dos votos dos respectivos membros. (c) a separação dos Poderes. com o respectivo número de ordem. mas de outros direitos individuais. 8) Quais são os temas vedados às emendas? Resposta: Não será objeto de deliberação a proposta de emenda tendente a abolir: (a) a forma federativa de Estado. esta emenda feriu cláusula pétrea? 129 . A proposta será discutida e votada em cada Casa do Congresso Nacional. A vedação do anonimato é essencial para que seja possível o controle da liberdade de manifestação do pensamento..

DJ 23/4/2004).Resposta: (o dispositivo constitucional referido foi o art. extensíveis e estabelecidos). 153. 153. constituído. (c) Condicionado e limitado: deve observar os limites previstos. explícita e implicitamente. não à direito adquirido à não incidência tributária. na constituição. segundo o STF. Sua supressão do texto constitucional. II. um rompimento da ordem constitucional vigente‖ (RE 372600-AgR. bem como não há direito adquirido no aposentamento. (b) materiais: são as cláusulas pétreas. reformador e revisor. Seus limites são os princípios constantes do texto constitucional (sensíveis. pois é necessário que exista uma constituição para prevê-lo. apenas previa a imunidade do imposto sobre a renda a um determinado grupo social. (c) circunstanciais: a CF não pode ser emendada em estado de defesa. Essa norma não consagrava direito ou garantia fundamental. Min. O poder decorrente é incumbido da elaboração das constituições estaduais. (b) Subordinação: haure sua força na obra do poder constituinte originário. II. portanto. (e) implícitas: as normas que fixam o procedimento e estabelecem quais são as cláusulas pétreas não podem ser reformadas (vedação da dupla revisão). Apresenta limites formais (quórum de maioria absoluta dos membros do Congresso em sessão unicameral) e temporal (exercício no prazo de 5 anos a contar da promulgação da CF/88). O poder revisor tem a função de proceder à uma revisão geral do texto constitucional. 2) A que limites está submetido o poder de reforma da Constituição? Resposta: As limitações ao poder constituinte derivado reformador são: (a) formais: ligam-se ao procedimento e legitimidade. 3) Fale sobre o Poder Constituinte Derivado. da CF não poderia ter sido revogada pela EC nº 20/98 por se tratar de cláusula pétrea. São características do poder constituinte derivado: (a) Secundariedade: não existe por si só. 2ª Turma. Pode ser de três espécies: decorrente. (d) temporais: a constituição não pode ser emendada durante certo prazo (não existe no Brasil). Ellen Gracie. § 2º. não representou a cassação ou o acolhimento de um direito fundamental e. Ressalte-se também que. tampouco. em estado de sítio e durante intervenção federal. § 2º. da CF). ―Mostra-se impertinente a alegação de que a norma do art. Resposta: O poder constituinte derivado consiste em um poder jurídico. 130 . O poder reformador é encarregado da elaboração das emedas constitucionais. Rel.

2.1. salvo melhor juízo. Portanto. Sistema Constitucional Tributário: Poder de Tributar – Competência Tributária – Capacidade Tributária – Código Tributário Nacional 2. Questões do TRF4 1) Quais são os limites ao poder de reforma? Resposta: As limitações ao poder constituinte derivado reformador são: (a) formais: ligam-se ao procedimento e legitimidade. Não obstante. 2. (e) implícitas: as normas que fixam o procedimento e estabelecem quais são as cláusulas pétreas não podem ser reformadas (vedação da dupla revisão).1. pois o legislador quis. estimular a instituição do tributo economicamente viável. 11. incontestavelmente. conquanto irrenunciável e intransferível. O dispositivo merece interpretação cautelosa. Questões do TRF1 1) Dentre os princípio regedores da competência tributária um é o da facultatividade. mecanismo efetivo de obrigatoriedade. cada ente tributante decide sobre o exercício da competência tributária. em que o ente competente pode criar ou não o tributo. 11 da LRF não traduz.5. no plano da conveniência. uma vez que o art.1.1. em estado de sítio e durante intervenção federal. é defensável a facultatividade do exercício da competência tributária.1.2. sob pena de sanções (art.1.1. o art. 11 da LRF dispõe que. De fato.4. Direito Tributário 2. (d) temporais: a constituição não pode ser emendada durante certo prazo (não existe no Brasil). Questões do TRF5 2. no plano de gestão fiscal da pessoa política. este princípio ainda é válido? Resposta: O exercício da competência tributária.2. (c) circunstanciais: a CF não pode ser emendada em estado de defesa. deve haver instituição de todos os tributos que compete à entidade. pu). pode ser considerado facultativo. cuja competência estaria inadequadamente estanque. 2) Qual a diferença entre conflito de competência. bitributação e bis in idem? 131 .2. (b) materiais: são as cláusulas pétreas.

cada qual emanada de um legislativo. III. A competência tributária é indelegável. de modo que são duas normas. ocorre quando a dupla tributação tem origem em pessoas políticas distintas. 7º. quando mais de um ente tributante pretender cobrar um ou mais tributos sobre o mesmo fato gerador. taxativa e exaustivamente prevista. incidindo sobre o mesmo fato jurídico e onerando o mesmo contribuinte. intransferível. 4) Qual a diferença entre capacidade tributária e competência tributária? Resposta: A competência tributária é a habilidade privativa e constitucional atribuída ao ente político para que este. prevista no Código Tributário. A capacidade tributária é a atribuição para arrecadar ou fiscalizar tributos. podendo ser revogada. mas pela incidência de duas normas legais distintas. 5) O que seria parafiscalidade? Resposta: 132 . e de todo condenável. proceda à instituição da exação tributária. do CTN. de sorte que haverá conflito de competência na medida em que um ente político arvorar-se de competência alheia. O bis in idem ocorre quando uma única pessoa política institui tributos diversos sobre o mesmo fato gerador e o mesmo contribuinte. Ao contrário da competência tributária. art. Isso significa que o ente tributante pode permitir a figuração de outra pessoa jurídica no polo ativo da relação jurídica tributária e a consequente possibilidade de arrecadar os tributos dos sujeitos passivos (contribuintes). por ato unilateral da entidade que a tenha conferido (CTN. §§ 1º e 2º). dispõe ser cabente a Ação de Consignação em Pagamento. 164. A bitributação. Tal situação versa sobre o instituto jurídico da ―bitributação‖. por seu turno. havendo medida judicial apta a sanar a dupla invasão patrimonial pleiteada pelos Fiscos no caso ―sub examine‖. Em outras palavras é a aptidão para criar tributos. com base na lei. Essa atribuição compreende as garantias e os privilégios processuais que competem à pessoa jurídica de direito público que a conferir. a capacidade tributária ativa é delegável e transferível. 3) A bitributação se liga a que ação tributária? Resposta: O art.Resposta: A competência tributária é matéria eminentemente constitucional. inalterável e irrenunciável. a qualquer tempo.

poderão conter alíquotas excessivamente gravosas. em tese. Na parafiscalidade. nos termos do art. IE. é a permissão pelo ente que retém a competência tributária de atribuir a outro o poder de arrecadar. Quanto à instituição de contribuições residuais para custeio da seguridade social (art. da Constituição Federal). 133 . ela tem que passar alguma coisa para estados e municípios? Resposta: Com relação à competência residual para instituir imposto (art. 7) Os princípios constitucionais da vedação ao confisco se aplica a tributos extrafiscais? Resposta: O princípio da vedação ao confisco. (c) a contribuição para a seguridade social não incidirá sobre aposentadoria e pensão concedidas pelo regime geral de previdência. Exemplo: a atividade desenvolvida pelo SESC. a União deverá repassar aos Estados 20% do valor da arrecadação. 6) Há exceções no que concerne à imunidade constitucional. da CF). 150. 157. 195. não há qualquer determinação para transferência obrigatória da arrecadação. SENAC.A parafiscalidade é a delegação dos elementos da capacidade tributária ativa. no que diz respeito apenas a impostos? Ou outros tributos também podem ser abarcados? Resposta: (Entendi que o examinador queria saber se existe imunidades para outras espécies tributárias além dos impostos). (d) imunidade em relação às taxas para o direito de petição e certidões. 8) Se a União criar tributo com base na competência residual. Há imunidades a outras espécies tributárias que não impostos: (a) imunidade das receitas decorrentes de exportação às contribuições sociais e de intervenção no domínio econômico. SESI. da Constituição Federal. fiscalizar e administrar os tributos. em homenagem à regulação da economia. 154. (b) imunidade às contribuições para a seguridade social das entidades beneficentes de assistência social que atendam aos requisitos estabelecidos em lei. II. IPI e IOF). que. não se aplica. SENAI. caso a exercite. Enfim. aos impostos extrafiscais (II. § 4º. A doutrina e a jurisprudência admitem alíquotas elevadas nesses tipos de impostos. I. IV. conforme a emergência da situação posta. da Constituição Federal. SEST. terceira pessoa arrecada o tributo para si e passa a dispor do produto da arrecadação do tributo. previsto no art.

sem qualquer repercussão. 3) Diferença entre capacidade econômica e capacidade contributiva. Norma legal que altera o prazo de recolhimento da obrigação tributária não se sujeita ao princípio da anterioridade”.1. Questões do TRF2 1) Consignação em pagamento. Na discussão sobre ITR e IPTU. a competência será da Justiça Federal. ambas as pessoas políticas que exigem tributos sobre o mesmo fato gerador deverá ocupar o polo passivo. I. Recurso extraordinário conhecido e provido. da Constituição Federal. como a União deverá figurar na demanda como ré. a competência para julgar a ação de consignação em pagamento permanecerá com o juízo federal. o contribuinte-autor deverá providenciar a citação de ambos os entes tributantes (art. nos termos da súmula 503 do STF. 109. A diferença entre os valores dos tributos não altera a legitimidade passiva.9) Norma legal que altera prazo de recolhimento de tributo se sujeita ao princípio da anterioridade? Resposta: A regra legislativa que se limita simplesmente a mudar o prazo de recolhimento da obrigação tributária.2. nos termos do art. destarte. haja vista que esta é estabelecida pela presença da União como sujeito passivo da demanda. da CF. Esse entendimento é objeto de súmula do STF: “Súmula 669. não atrai a competência originária do STF a dúvida suscitada por particular acerca do direito de tributar dos entes federados.2. Alteração do prazo não equivale à majoração. 2) Se o valor menor for do ITR será na JF? Resposta: Mesmo no caso de o valor do ITR ser inferior ao do IPTU. nos termos do art. Dois entes disputam o tributo: a ação terá quem no polo passivo? Se a discussão for sobre ITR e IPTU. Ressalte-se que. 109. não se submete ao princípio da anterioridade. I. 2. Resposta: 134 . 895 do CPC). qual o juízo competente? Resposta: Na ação de consignação em pagamento decorrente de bitributação.

Segundo Harada: ―capacidade contributiva é aquela capacidade relacionada com a imposição parcial ou total. 5) Como é a discriminação constitucional de competência tributária.‖. 6) Os art. Seria comum. 153. da Carta Magna). desde que. Distrito Federal. Por que não há tal discriminação em relação as taxas? E por há em relação unicamente aos impostos? Resposta: 135 . o qual constitui uma forma de limitação do poder de tributar. Distrito Federal e Municípios) o poder de tributar. mas não sejam cumulativos e não tenham o mesmo fato gerador e base de cálculo dos já discriminados na Constituição. para criarem taxas e contribuições de melhoria. de passagem pelo país. I. 4) Qual o princípio em que se assenta a discriminação constitucional de competências tributárias? Resposta: A Constituição Federal consagrou o princípio do federalismo (art. Municípios. a competência outorgada à União para a instituição de impostos não previstos no texto constitucional. 60. § 4º. pois ele tem rendimentos suficientes para suportar tributos. Estados-membros. não tem capacidade contributiva neste país. Municípios). bem como novas contribuições para a seguridade social. a competência atribuída a todos os entes (União. mas não tem capacidade contributiva.‖. Estados. Assim. Ele exemplifica: ―Um cidadão que usufrui renda tem capacidade contributiva perante o país em que a recebeu. na medida em que impõem quais são os tributos que podem ser exclusivamente pela União. comum e residual. A doutrina costuma classificar três as espécies tributárias: privativa/exclusiva. No sistema tributário existe o regime das Competências Privativas. de passagem pelo país. Por fim. Há critérios? Resposta: (acho que o examinados gostaria de saber acerca da classificação da competência tributária). mas não há nenhuma relação jurídica que o vincule ao Fisco do país pelo qual transita. Estados. delimitando entre as pessoas políticas (União. sejam criados por lei complementar. tem capacidade econômica. um cidadão abastado. De fato a autonomia e a capacidade política de cada um dos entes federativos fundamenta a distribuição constitucional da competência para a instituição de tributos. Distrito Federal. já um cidadão rico. Já a capacidade econômica é aquela ostentada por uma pessoa que não é contribuinte. chama-se de residual. 154 e 155 são relativos aos impostos. como por exemplo. É a capacidade econômica da pessoa enquanto sujeito passivo da relação jurídico-tributária.

os impostos municipais. se o Território não for dividido em Municípios. Trata-se de uma garantia do cidadão contribuinte. quer nos procedimentos administrativos. com estrita observância do contraditório e da ampla defesa. ao Distrito Federal e aos Municípios: […]‖. em Território Federal. considerando que não há uma contraprestação por parte do Estado (tributo unilateral). 150 da CR/1988 é taxativo ou exemplificativo? Por quê? Resposta: O rol de limitações do poder de tributar constante no art. via de regra. em Território Federal não dividido em municípios. através de lei federal. União não poderia instituir. a competência para instituir o IPVA será da União. adequado e democrático. Desta feita. intransferível. 9) Fale sobre a inobservância do princípio de devido processo legal no âmbito do direito tributário. é vedado à União. Resposta: Podemos afirmar que o devido processo legal. Nesse diapasão. pois trata-se de tributo de competência dos municípios. sincronizado. é que se poderá falar em processo justo. competem à União. os impostos estaduais e. dele derivando todos os demais princípios constitucionais do processo. somente quando os instrumentos à disposição das partes são distribuídos com igualdade de oportunidades. inalterável e irrenunciável. por exemplo? E se for o Território? Resposta: A competência tributária é indelegável. cumulativamente.A taxa é uma espécie tributária que decorre da prestação de um serviço público ou do exercício do poder de polícia. 7) Poderíamos admitir que a União instituísse. (b) o próprio dispositivo ressalva a possibilidade de instituição de outras garantias ao contribuinte (―art. Segundo o art. 136 . 150. há de ser sempre observado. quer nos processos judiciais. Sem prejuízo de outras garantias asseguradas ao contribuinte. da CR/1988. através de lei federal. bem como as exigências de segurança jurídica e limitação do arbítrio do Poder Público. Portanto. como garantia constitucional que é. 8) O rol do art. IPVA. 150. o IPVA. aos Estados. Quanto aos impostos. entre elas. faz-se necessário relacionar as hipóteses de incidência. 147 da CF. o que torna inviável a pretensão de esgotá-lo em um rol taxativo. Destarte. leque de possibilidades para hipóteses de incidência do referido tributo mostra-se extremamente amplo. 150 da Constituição Federal é meramente exemplificativo por dois motivos: (a) o Estatuto do Contribuinte não está adstrito ao art.

via de regra. salientou-se que. uma vez que o consumidor final é que. II) e o da capacidade contributiva (art. 12) Art. o afastamento da exação. com os valores consagrados na Constituição Federal de 1988.‖ RE 573675/SC. art.3. como o 137 . de fato. no âmbito do processo tributário gera a nulidade absoluta da decisão proferida. o legislador infraconstitucional. CR/1988. 150 da CF. embora não seja designado pela lei como contribuinte desses impostos. estaria jungido aos princípios gerais que regem o gênero. A sua inobservância. II. Esse aspecto é de importância fundamental na solução dos problemas de restituição do indébito tributário. O IPI e o ICMS são impostos indiretos. 150. de acordo com o art. modus in rebus. Assim temos: (a) contribuinte de direito: pessoa designada pela lei para pagar o imposto. (b) contribuinte de fato: pessoa que de fato suporta o ônus fiscal. respondi o que é tributo indireto). 150. aos princípios constitucionais tributários.2009. ou seja. acaba por suportar a carga tributária. 145. de fato. como foi trabalhada a figura do locupletamento? Resposta: O dispositivo constante do art. é uma exação subordinada a disciplina própria (CF. como a COSIP ostenta características comuns a várias espécies de tributos. § 1º). apesar de o art. haja vista enquadrar-se inequivocamente no gênero tributo. o que implica. sujeita. Nos tributos indiretos. contudo. pode haver aplicação do princípio da isonomia? Resposta: ―Entendeu-se que a COSIP constitui um novo tipo de contribuição que refoge aos padrões estabelecidos nos artigos 149 e 195 da CF. considerada a natureza tributária da exação. não haveria como deixar de reconhecer que os princípios aos quais estes estão submetidos também se aplicam. 166. 11) Pode conceituar valor de tributo indireto? Resposta: (não sei o que seria valor de tributo indireto. Destarte. No tributo indireto a carga tributária cai sobre o ―Contribuinte de Direito‖ que a transfere para outrem. 25. 149-A). 166 do CTN tem por finalidade exatamente evitar o locupletamento ilícito por parte do contribuinte de direito. a ela. 10) COSIP.portanto. 149-A da CF referir-se apenas aos incisos I e III do art. especialmente o da isonomia (art. Ressaltou-se que. o ―Contribuinte de Fato‖. ao instituir a contribuição em análise.

assim. objetivas são aquelas que dependem do desenvolvimento das relações sociais. segundo a regra do art. aplica-se o princípio da intangibilidade? Resposta: Depende. DESSE PONTO EM DIANTE: RESPOSTAS ELABORADAS POR EDUARDO PENTEADO 15) O que é lacuna objetiva e subjetiva? Resposta: Na obra Teoria do Ordenamento Jurídico. capítulo ―Vários tipos de lacunas‖. 104. 132 do CPC. III. haveria enriquecimento sem causa. 13) Revogada a isenção do imposto de renda. caso contrário. as lacunas distinguem-se em subjetivas e objetivas. a isenção pode ser revogada ou modificada a qualquer tempo. caso fosse possível àquele haver a restituição de tributo que não pagou.contribuinte de direito é diverso do contribuinte de fato. do CTN. Exemplo: no CPP não há previsão de exceções ao princípio da identidade física do juiz. são independentes da vontade do legis138 . 14) O que é lacuna endógena e exógena? Resposta: (apesar de muito pesquisar. 178 do CTN. de todas aquelas causas que provocam um envelhecimento dos testos legislativos e que. Subjetivas são aquelas que dependem de algum motivo imputável ao legislador. Exemplo: casamento de pessoas do mesmo sexo. Portanto. das novas invenções. Todavia. Se a isenção for onerosa e concedida por prazo certo. não encontrei uma resposta para essa pergunta. Lacuna exógena ocorre quando no ordenamento jurídico como um todo há a ausência da norma. aplica-se o referido princípio. então segue a resposta que eu daria à banca). Norberto Bobbio diz: ―Com respeito aos motivos que as provocaram. Ressalte-se que. a revogação da isenção de impostos sobre a renda deve observar o princípio da anterioridade. em detrimento de terceiro que efetivamente suportou o ônus fiscal. a repetição do indébito seja devida a quem efetivamente tenha suportado o encargo financeiro. não incidindo o princípio da intangibilidade. deve ser aplicado o art. a lei exige que. nos termos do art. portanto. nas hipóteses de repercussão tributária. Lacuna endógena é aquela em que a ausência de norma ocorre dentro do ramo específico do Direito.

no capítulo ―O poder de tributar‖. O poder de tributar nada mais é que um aspecto da soberania estatal. 150) são direitos fundamentais do contribuinte e. dá-se o nome competencia tributária. o poder tributário é partilhado entre a União. 16) Qual a diferença entre preceito e norma? Resposta: Na obra Teoria dos Princípios. Humberto vila diz: ―Normas não são textos nem o conjunto deles.1. e as normas. Questões do TRF4 2. caso por caso. e é melhor confiá-la.5. Institui o tributo. por conseguinte. leciona: ―No Brasil.‖ Já no capítulo ―Poder e competência‖. quando a matéria é muito complexa e não pode ser regulada com regras muito miúdas. o Distrito Federal e os Municípios. que faz parecer regulamentado um caso que não é. Hugo de Brito Machado diz: ―No exercício de sua soberania o Estado exige que os indivíduos lhe forneçam os recursos de que necessita. 139 . os Estados-membros. diferencie e classifique competência e capacidade tributária. mas os sentidos construídos a partir da interpretaçao sistemática de textos normativos. dividido. ou faz deixar de lado um caso que talvez considere pouco frequente. etc.3.4. Ao poder tributário juridicamente delimitado e. Questões do TRF3 2.2.lador. Daí se afirmar que os dispositivos se constituem no objeto da interpretação.2.2.‖ Preceito.‖ As limitações ao poder de tributar (CF. 2. dispostivo e texto normativo podem ser consideradas expressões sinônimas. As subjetivas. capítulo ―Texto e norma‖.1. Questões do TRF5 01) Conceitue. Voluntárias são aquelas que o próprio legislador deixa de propósito. art. no seu resultado. à interpretação do juiz‖.1. podem dividir-se em voluntárias e involuntárias. clásulas pétreas. ou uma parcela desta. 17) O que é Poder de Tributar? As limitações de Tributar são cláusulas pétreas? Há relação entre poder de tributar e competência tributária? Resposta: Em seu Curso de Direito Tributário. sendo o caso. por sua vez. Involuntárias são aquelas que dependem de um descuido do legislador.

(ii) privativa: CF. arts. 156. Pode-se cogitar. apenas por este pode ser tributada. ao Direitito Federal e aos Municípios. Por competência privativa entende-se que determinada materialidade. 154. 119). A competência tributária se classifica em: (i) comum: CF. A capacidade tributária passiva é disciplinada no art. arts. seção. que está relacionada com a aptidão para figurar no polo ativo ou passivo da relação jurídico-tributária. O CTN equipara a capacidade tributária ativa com a competência tributária (art. art. os institutos não se confundem. II e III. malferindo a autonomia financeira de outros entes federativos. A competência residual encontra-se no art. arts. § 4º . 155. I. 153. 153. a concessão de benefício fiscal sobre a totalidade das receitas mostra-se inconstitucional. impostos não previstos no artigo anterior. Porém. no ponto em que assegurada pela repartição das receitas tributárias estabelecida na Constituição da República (artigos 157 a 162). por vias oblíquas. II 02) Diferencie competência ordinária e extraordinária. inclusive. da CF. 126. cessadas as causas de sua criação‖ (CF. art. (iv) residual: CF. de violação ao artigo 160 da Lei Maior: ―É vedada a retenção ou qualquer restrição à entrega e ao emprego dos recursos atribuídos. mas é a OAB a credora da contribuição). (v) extraordinária: CF. compreendidos ou não em sua competência tributária. nesta. segundo o qual ―a União poderá instituir. desde que sejam não cumulativos e não tenham fato gerador ou base de cálculo próprios dos discriminados nesta Constituição. 154. neles compreendidos adicionais e acréscimos relativos a impostos‖. Resposta: A competência ordinária. 147. como demonstram as contribuições de interesse das categorias profissionais (ex: a União edita a lei. pode conceder benefício fiscal sobre a totalidade do valor arrecadado? Resposta: Caso o ente federativo conceda benefício fiscal sobre a totalidade do valor arrecadado. (iii) cumulativa: CF. contrapõe-se à extraordinária: ―a União poderá instituir na iminência ou no caso de guerra externa. 140 . privativa e residual. 145. I e 195. art.‖ 03) Repartição de competência – destinação da arrecadação – um ente federativo detenha competência. que diz respeito às materialidades tributáveis por impostos pelos entes federativos (CF. mediante lei complementar. Não se confunde com a capacidade tributária (classificada em ativa e passiva). art. aos Estados. Sob este viés. os quais serão suprimidos. 154. estará ele. pois. gradativamente. quando atribuída a certo ente federativo. 154. impostos extraordinários. 155 e 156). II).Resposta: Competência tributária é a aptidão para editar lei instituidora de tributo.

quando se tratar de destituição de cargo em comissão.3.784/99 inexiste menção a qualquer instituto que torne o questionamento lógico. onde ele será processado administrativamente? Resposta: O princípio do juiz natural. 3) Aplica-se ao processo administrativo o equivalente ao princípio do juiz natural? Um servidor concursado do executivo. não são aplicáveis.‖ 141 . de natureza decadencial. como a garantia de imparcialidade.1.3. pois na Lei nº 9. Lei Nº 9. porque se diz que o processo administrativo é o modo normal de agir no Estado de Direito? Existe espaço no estado de direito para agir fora do processo administrativo. Segundo o art. mais especificamente da ação penal pública condicionada.1. da Lei n. Certos desdobramentos. por exemplo. como a vedação de juízo ad hoc.3. 141. O prazo. Questões do TRF1 1) Qual a natureza jurídica da representação? Há prazo? É decadencial? Resposta: Acreditamos tratar-se de uma questão de processo penal. onde a comissão processante é constituída após o fato. art. inexistindo espaço de atuação fora do seu âmbito. 2. Por conseguinte. aplica-se ao processo administrativo. 2) A partir da Teoria Geral do Direito Público. Outros. O juiz natural comporta desdobramentos. mas que está exercendo cargo comissionado no legislativo. ao processo administrativo disciplinar. quais as qualidades que ele revela? Resposta: Num Estado de Direito qualquer exercício de poder é sujeito a controle. é de seis meses (CP.1. ―as penalidades disciplinares serão aplicadas pela autoridade que houver feito a nomeação.784/99. entende-se que natureza jurídica da representação é de condição objetiva de procedibilidade. 8. e não de processo administrativo. IV. com temperamentos. Direito Administrativo 2. 103). na medida em que torna possível tal controle. aplicam-se às inteiras. porém.2. Processo Administrativo. No âmbito do processo penal.112/90. se diz que o processo administrativo. é o modo normal de agir da Administração no Estado de Direito.

pois a Constituição restringe a interceptação telefônica à seara penal (CF.3. XII). art. a defesa ineficiente não é tida como causa de nulidade absoluta. pois a revelia é legalmente definida como ausência de defesa.4) Pode haver no âmbito do processo administrativo. 3) Apresentação de defesa ineficiente em proc. ensejando nulidade apenas se houver prejuízo (STF. Ademais. Disciplinar é considerado revelia? Resposta: Não. 164). Ademais. e não defesa ineficiente (Lei nº 8. 2) Processo administrativo punitivo: Quais as diferenças do processo disciplinar entre juiz que já alcançou a vitaliciedade e um outro que ainda não alcançou tal vitaliciedade? Resposta: Adquirida a vitaliciedade. autorização para interceptação telefônica? Resposta: Não. 95. Questões do TRF2 1) Defesa contraproducente no processo administrativo acarreta ou não em revelia? Resposta: Não. 5º. art. pois a revelia é legalmente definida como ausência de defesa. na jurisprudência. Não adquirida. na jurisprudência. O STF. ensejando nulidade apenas se houver prejuízo (STF. seja utilizado no processo administrativo disciplinar.112/90.1. admite que o produto da interceptação. súmula 523). 4) É aplicável sigilo nos processos administrativos? Resposta: 142 . súmula 523). adm. e não defesa ineficiente (Lei nº 8. o magistrado poderá perder o cargo por decisão administrativa do tribunal a que vinculado (CF. 164). deferida de acordo com os respectivos pressupostos. I).2. porém. art.112/90. a defesa ineficiente não é tida como causa de nulidade absoluta. a perda do cargo depende de sentença judicial transitada em julgado. art. 2.

3. autotutela. (iii) proporcionalidade em sentido estrito: as vantagens devem superar as desvantagens da medida. publicidade (expresso na Constituição). continuidade do serviço público. motivação.784/99 traz um rol exemplificativo de princípios da Administração.1. especialidade. (ii) necessidade: deve-se buscar a menor restrição possível. por isso podem ser considerados implícitos segundo a dicção legal.784/99 lista os seguintes princípios: legalidade. 2º. hierarquia. que. presunção de legitimidade ou de veracidade. 5º. § único. 2º da Lei nº 9. a definitividade dos efeitos de uma decisão que haja tomado.784/99. 2) Qual a diferença entre proporcionalidade e razoabilidade? Resposta: A proporcionalidade está relacionada a uma relação meio-fim. Além desses. Questões do TRF3 1) A Lei nº 9. os critérios de divulgação oficial dos atos administrativos. muito criticada. contraditório. proporcionalidade. Segundo a Constituição. ressalvadas as hipóteses de sigilo previstas na Constituição‖ (art. motivação. interesse público e eficiência. para ela. V). a saber: impessoalidade (expresso na Constituição). LX).‖ Sob tais balizas. Quais os princípios implícitos? Resposta: O art. ―nos processos administrativos serão observados. Vale dizer: a chamada coisa julgada administrativa implica. Maria Sylvia Zanella di Pietro lista outros princípios. finalidade. razoabilidade. coisa julgada administrativa pretende-se referir a situação sucessiva a algum ato administrativo em decorrência do qual a Administração fica impedida não só de retratar-se dele na esfera administrativa. 2. Celso Antônio Bandeira de Mello diz: ―com a expressão.3. ampla defesa. controle ou tutela. compreendendo três testes: (i) adequação: o meio deve ser apto para promover o fim. moralidade.Segundo a Lei nº 9. Já a razoabilidade está relacionada ao 143 . mas também de questioná-lo judicialmente. 5) Pode-se falar em Coisa Julgada administrativa? Cabe a Administração se retratar depois desse ponto? Pode ela usar a auto-tutela? Resposta: Em seu Curso de Direito Administrativo. no capítulo ―Coisa Julgada Administrativa‖. segurança jurídica. ―a lei só poderá restringir a publicidade dos atos processuais quando da defesa da intimidade ou o interesse social o exigirem‖ (Art. entre outros. inexiste espaço para autotutela.

sendo por vezes utilizada no exame da proporcionalidade em sentido estrito. no direito de petição (CF. não representa obstáculo à exigência de depósito recursal no âmbito administrativo. Desconhece-se. 5º. LV). qualquer exigência constitucional nesse sentido. leva a presumir que não seria possível a existência do depósito para o recurso no âmbito administrativo? Resposta: O duplo grau não integrou a rede de argumentos que levou o STF à edição da súmula vinculante nº 21 (―É inconstitucional a exigência de depósito ou arrolamento prévios de dinheiro ou bens para admissibilidade de recurso administrativo‖). ―a‖) e na ampla defesa em processos administrativos (CF. Questões do TRF5 01) A inexistência do duplo grau. de acordo com os precedentes que ampararam sua edição. art. 144 . partindo da premissa da sua inexistência – como sugere a questão –.3. 02) Quais os princípios constitucionais que justificam a vedação do depósito recursal administrativo? Resposta: A súmula vinculante nº 21. XXXIV. art. 2. porém. segundo a qual ―é inconstitucional a exigência de depósito ou arrolamento prévios de dinheiro ou bens para admissibilidade de recurso administrativo‖. 5º. por inexistir. Questões do TRF4 2. pelo que se pode concluir que a reserva de lei complementar não está dentro dos princípios que vedam o depósito administrativo.1.5. pode-se concluir que o duplo grau. fundamenta-se.exame entre duas grandezas.1.4.3. Porém. 03) Reserva de lei complementar estaria dentro dos princípios que vedam o depósito administrativo? Resposta: Sabe-se que a exigência de lei complementar depende de disposição constitucional explícita.

4. na verdade. Todavia. Affonso Celso Favoretto diz: ―Para que sirva de fundamento para a exclusão da imputabilidade do agente e. Ele sabe o que está acontecendo. Exemplo de força maior seria a coação. por consequência. apresentando. na quantidade ingerida.1. sua consciência fortemente prejudicada. de sua própria culpabilidade. Contudo. ou nas circunstâncias em que o faz. no capítulo ―A questão da embriaguez‖. o resultado é inevitável. o momento em que este. No caso fortuito não se evita o resultado porque é imprevisível. a teoria da ‗actio libera in causa‘ não considera o momento em que o agente pratica a conduta criminosa. ou não tem condições de prever que determinada substância. resolve-se embriagar. desta forma. no capítulo Excludentes de Culpabilidade. (. podemos concluir que este não goza de perfeitas condições. adotando-se a teoria da ‗actio libera in causa‘. Direito Penal 2. exatamente em razão da força maior. 2.. Crime E Relação De Causalidade. quais são as técnicas para a sua solução? Resposta: 145 . Crime. Cesar Roberto Bitencourt diz: ―Caso fortuito ocorre quando o agente ignora a natureza tóxica do que está ingerindo. completamente embriagado.1. Questões do TRF1 1) Como se explica a actio libera in causae? Quais são as causas que isentam de pena no caso da embriaguez? Resposta: Na obra Princípios Constitucionais Penais.1.4.‖ 3) Conflito aparente de normas.‖ 2) Qual a diferença entre força maior e caso fortuito? Resposta: Em seu Manual de Direito Penal – Parte Geral.. na força maior. Força maior é algo que independe do controle ou da vontade do agente.) No momento em que o agente.2. mesmo que seja previsível e até previsto. mas.4. se a embriaguez do agente for voluntária e culposa. a embriaguez deve se mostrar em estado completa e decorrer de situação acidental. poderá provocar embriaguez. não há que se falar em exclusão de sua culpabilidade. comete a infração penal. isto é. onde o sujeito é forçado a ingerir uma substância tóxica de qualquer natureza. mas não consegue impedir. advir de caso fortuito ou força maior. de livre e espontânea vontade.

de qualquer modo. na medida de sua culpabilidade‖. outrossim. é coautor deste crime ou autor de homicídio? Resposta: O agente deve ser considerado partícipe de infanticídio. 4) Aquele que auxilia no infanticídio. pois. três são as técnicas de solução do conflito aparente de normas: (i) especialidade: tipo especial prevalece sobre tipo geral. 29 do Código Penal. a segunda descumpre um ordem (crime omissi- 146 . ela pode ser de que forma? O que é ação? Resposta: Em seu Manual de Direito Penal – Parte Geral. (ii) subsidiariedade: o tipo subsidiário – chamado de soldado de reserva – se aplica na ausência do preenchimento dos pressupostos de outro tipo. o art. onde se lê: ―Considera-se causa a ação ou omissão sem a qual o resultado não teria ocorrido. em sentido estrito. considerado principal.Segundo Cezar Roberto Bitencourt. o Código Penal adota a teoria da equivalência das condições (conditio sine qua non) na segunda parte do artigo 13. 30. ―quem. nos termos do art. salvo quando elementares do crime.‖ 5) No que diz respeito à causalidade qual a teoria que o ordenamento jurídico presentemente adota? Dê um exemplo? Resposta: Em matéria de causalidade.) Ação e omissão.. sendo aplicável. 6) Como se classifica a conduta do sujeito. (. cada uma com estrutura completamente diferente: a primeira viola uma proibição (crime comissivo). a conduta daquele que empresta conta bancária para que terceiro oculte o produto do crime antecedente representa condição sem a qual o resultado ocultação não teria ocorrido. Ex: falso é absorvido pelo estelionato.‖ Ex: no crime de lavagem de capitais. concorre para o crime incide nas penas a este cominadas.. Cezar Roberto Bitencourt diz: ―Ação é o comportamento humano voluntário conscientemente dirigido a um fim. Ex: constrangimento ilegal diante dos crimes em que há emprego de violência ou grave ameaça. segundo o qual ―não se comunicam as circunstâncias e as condições de caráter pessoal. no capítulo Conduta Punível. Ex: certas formas de prática de crimes contra ordem tributária são formas especiais de estelionato. (iii) consunção ou absorção: um tipo constitui meio necessário ou fase normal de preparação ou execução de outro. constituem as duas formas básicas do fato punível.

neste caso. 9) Na hipótese em que uma pessoa venha ser abordada por outra pessoa abruptamente e morre por ataque cardíaco. sendo que o dever de agir pode ter origem legal (alínea a). e este cachorro vem a atacar uma criança levando-a a óbito. 8) Na hipótese em que alguém atira da perna de outrem. consiste no crime comissivo por omissão. não excluiria a imputação). por si só. produziu o resultado.‖ A conduta/ação do sujeito. responderá por homicídio culposo. se enquadra na omissão própria ou imprópria? Resposta: A omissão imprópria. segundo o qual ―a superveniência de causa relativamente independente exclui a imputação quando. não produzindo. fazendo com que a vítima tenha um agravamento e morra no hospital em virtude de infecção hospitalar.vo). Resta saber se o mesmo produziu. que. por si só. contratual (alínea b) ou decorrer do comportamento anterior do agente que cria o risco de ocorrência do resultado (alínea c). Porém. que. Segundo Cezar Roberto Bitencourt. por essa razão. a ambulância trafega de maneira veloz e na contramão e esta vem a tombar. O acidente automobilístico representa uma concausa superveniente relativamente independente. caso o agente procure impedir a continuidade do ataque canino. Como o senhor averigua nesta hipótese a relação de causalidade? Resposta: A relação de causalidade há de ser analisada à luz do § 1º do artigo 13 do Código Penal. esta pessoa ferida é socorrida. tal como se verifica no exemplo dado. responderá por homicídio doloso com omissão imprópria. imputam-se a quem os praticou‖. Caso o agente nada faça (omissão) diante do ataque do cachorro. o resultado morte. os fatos anteriores. 7) O que seria a omissão imprópria? No caso de um exemplo em que o proprietário de um cachorro feroz deixa-o na rua sem a devida proteção. neste caso. verificada nos crimes de resultado. trata de hipótese de omissão imprópria. é prevista no § 2º do artigo 13 do Código Penal. A questão narra que o acidente causou um agravamento da lesão anterior. pois. pois. ao mesmo tempo é dito que a morte decorreu de infecção hospitalar. Porém. se classifica em ação e omissão. por si só o resultado (o que. por sua vez. entretanto. pois nesse caso não foi omisso diante da situação de risco que seu comportamento anterior criou. segundo o qual ―a omissão é penalmente relevante quando o agente devia e podia agir para evitar o resultado‖. em princípio. se biparte em omissão própria e omissão imprópria. o que exclui a imputação caso se comprove que a infecção contraída no hospital (causa superveniente relativamente independente) causou por si só o óbito. como o senhor veria isso? 147 .

“é o conjunto dos elementos do fato punível descrito na lei penal. a possibilidade de aplicação de sanção penal. pode-se afirmar que a pessoa que aborda outra de forma abrupta.” Tal conformidade é realizada por meio de uma operação intelectual. ou seja. há análise do mérito. onde tal possibilidade existe. o qual. não criou um risco juridicamente proibido ao bem jurídico vida e. conclusão a que se pode chegar sem análise do mérito da acusação (materialidade e autoria). e não necessariamente fato punido. Pelas mesmas razões. segundo o mencionado penalista. 10) O que é imputabilidade? O crime é um fato punível? Qual a diferença entre punível e punido? O imputável é culpado ou culpável? E o culpado pode ser punido ou punível? Em que situação o juiz não entra no mérito? Prescrição da pretensão punitiva? Resposta: “Imputabilidade é a capacidade de culpabilidade. extingue-se a possibilidade de aplicação da pena. o fato não chegue a ser efetivamente punido. ante a extinção da punibilidade. o agente culpado (reprovado no juízo de culpabilidade) é punível. embora tenha dado causa ao resultado morte de acordo com teoria da equivalência das condições. segundo Cezar Roberto Bitencourt.” 12)Qual o conceito de culpabilidade? A culpabilidade integra o conceito de crime? 148 . e não forçosamente punido. Extinta a punibilidade. Entendida a punibilidade como a ameaça de pena. haja vista a possibilidade de os demais elementos da culpabilidade (potencial conhecimento da ilicitude e exegibilidade de conduta diversa) não se perfectibilizarem. pois é possível que. e não necessariamente culpado. A tipicidade não se confunde com o tipo penal em si. por essa razão. conclui-se que o imputável é culpável. Logo.Resposta: Segundo a teoria da imputação objetiva de Claus Roxin. “tipicidade é a conformidade do fato praticado pelo agente com a moldura abstratamente descrita na lei penal. como na prescrição da pretensão punitiva pela pena em abstrato – pela pena concreta. a ela não pode ser imputado o resultado morte. pode-se dizer que crime é fato punível. é a aptidão para ser culpável”. 11) O que é a tipicidade? E qual a diferença entre a tipicidade e tipo? Resposta: Segundo Cezar Roberto Bitencourt. chamada juízo de tipicidade.

(b) o conhecimento concreto que permite ao sujeito saber realmente o que faz e (c) a normalidade das circunstâncias do fato que confere ao sujeito o poder de não fazer o que faz (porque é reprovado). a culpabilidade. ao selecionar um fato para defini-lo como crime. razão pela qual. desprovida de juízos de valor. a tipicidade não tem autonomia. pois na formulação do tipo penal estaria implícita a ausência de causas de justificação (tipo negativo). doravante. e sim o conceito normativo de culpabilidade. assim exposto por Juarez Cirino dos Santos: “um juízo de reprovação sobre o sujeito (quem é reprovado). 13) A tipicidade é indiciária da ilicitude ou está contida nela? Resposta: Luiz Flávio Gomes traça a seguinte evolução da relação entre tipicidade e ilicitude: (i) teoria da tipicidade neutra e independente de Beling. Para a teoria tripartida. (iii) teoria da ratio essendi: para a doutrina neokantiana. ante o prestígio da doutrina finalista. (ii) teoria da ratio cognoscendi: a tipicidade seria mero indício da ilicitude. Após. não faz sentido. tipicidade e antijuridicidade também são pressupostos de aplicação da pena. já o pressupõe ilícito. que tem por objeto a realização do tipo de injusto (o que é reprovado) e por fundamento (a) a capacidade geral de saber o que faz. ao lado da tipicidade e da antijuridicidade. que deslocou dolo e culpa da culpabilidade ao tipo penal. ela faz parte da tipicidade. Dizê-la um pressuposto de aplicação da pena. conclui o mencionado doutrinador que o finalismo concebe a tipicidade como mero indício da ilicitude. porque puramente descritiva. pois o legislador. o dolo. a culpabilidade não integra o conceito analítico de crime. sendo um pressuposto para a aplicação da pena. é elemento do crime. não teria nenhum vínculo com a ilicitude. reflexamente tal entendimento encontra aceitação. 14) E o dolo. ou seja.” De acordo com a teoria bipartida. se biparte em tipo objetivo e subjetivo (dolo). (iv) teoria dos elementos negativo do tipo: a ilicitude não tem autonomia. que. pois. para quem a tipicidade. porque elemento da conduta final do agente. segundo a teoria tripartida. Ela faz parte da ilicitude. ele se situa em que momento? Resposta: Com o advento do finalismo Welzel. que trabalhava com o conceito psicológico de culpabilidade) para o tipo penal. a rigor.Resposta: Após o advento do finalismo. não mais se utiliza o conceito psicológico. migrou da culpabilidade (como sustentava a doutrina causalista. O finalismo se vale do conceito normativo puro de cul149 .

15) O erro de proibição? Resposta: Cezar Roberto Bitencourt leciona que o erro de proibição ―é o que incide sobre a ilicitude de um comportamento. concebendo-a tão somente como um juízo de reprovação que recai sobre o agente. sobre um norma imperativa‖.pabilidade. 16) E o erro de tipo? Resposta: Cezar Roberto Bitencourt leciona que o ―erro de tipo é o que recai sobre circunstância que constitui elemento essencial do tipo. O erro de proibição exclui a culpabilidade. É a falsa percepção da realidade sobre um elemento do crime. por conseguinte. próprios ou impróprios. aferida através de um juízo comparativo entre a conduta realizada e aquela que era imposta pelo mencionado dever. por erro. 17) O que caracteriza a culpa estrito senso? Resposta: Cezar Roberto Bitencourt leciona: ―Culpa é a inobservância do dever objetivo de cuidado manifestada numa conduta produtora de um resultado não querido.‖ O autor aponta três espécies de erro de proibição: (i) direto: ―o agente engana-se a respeito da norma proibitiva‖. pois. isto é. O erro recai sobre uma norma mandamental. 150 . ser lícita a sua conduta.‖ A principal elemento que caracteriza a culpa estrito senso. O agente supõe. o agente desconhece a ilicitude. mas a ilicitude. é a inobservância do dever de cuidado objetivo. objetivamente previsível. O erro de tipo exclui o dolo e. pois. no caso concreto. E a ignorância ou a falsa representação de qualquer dos elementos constitutivos do tipo penal‖. (ii) mandamental: ―ocorre nos crimes omissivos. nem a lei. (iii) indireto: também chamado de erro de permissão. a contrariedade do fato em relação à lei. em razão da suposição errônea da existência ou dos limites de uma causa de justificação. O objeto do erro não é. a tipicidade da conduta do agente. nem o fato.

nos termos da parte final do parágrafo 1º do artigo 20 do Código Penal: ―Não há isenção de pena quando o erro deriva de culpa e o fato é punível como crime culposo‖. é necessário antes entender a culpa imprópria.1. (iii) indireto: também chamado de erro de permissão. E erro culposo não se confunde com crime culposo.4. O erro de tipo exclui o dolo e. Resposta: 151 . sem justificativa plausível (erro culposo). nem o fato. Sobre o tema.2. E a ignorância ou a falsa representação de qualquer dos elementos constitutivos do tipo penal‖. pois. a culpa imprópria (. e de erro culposo sobre a legitimidade da ação realizada.. sobre um norma imperativa‖. É a falsa percepção da realidade sobre um elemento do crime. não tem a culpabilidade de sua conduta excluída. (ii) mandamental: ―ocorre nos crimes omissivos.. 3) Distinga entre o crime omissivo e o comissivo por omissão. 2) Disserte sobre erro de tipo e erro de proibição. por erro. uma situação de fato cuja existência tornaria legítima sua omissão. diz Cesar Roberto Bitencourt: “Só impropriamente se pode admitir falar de culpa em uma conduta que prevê e quer o resultado produzido (. o agente desconhece a ilicitude. O agente supõe. diz: ―é o que incide sobre a ilicitude de um comportamento.). a contrariedade do fato em relação à lei.. no caso concreto. O erro de proibição exclui a culpabilidade. mas a ilicitude.2. ora entendido como o crime omissivo praticado mediante culpa imprópria. O objeto do erro não é. isto é. A chamada culpa imprópria só pode decorrer de erro. próprios ou impróprios. Assim. Questões do TRF2 1) Fale sobre a culpabilidade nos crimes omissivos culposos impróprios. Resposta: Cezar Roberto Bitencourt leciona que o ―erro de tipo é o que recai sobre circunstância que constitui elemento essencial do tipo. a tipicidade da conduta do agente. Quanto ao erro de proibição. nem a lei.‖ O autor aponta três espécies de erro de proibição: (i) direto: ―o agente engana-se a respeito da norma proibitiva‖. por conseguinte. ser lícita a sua conduta. Resposta: Para compreender a culpabilidade no crime omissivo culposo impróprio..) decorre de erro de tipo evitável nas descriminantes putativas ou nas causas de justificação”. o sujeito que acredita possível permanecer inerte (omissão) porque supôs. O erro recai sobre uma norma mandamental. Com efeito. em razão da suposição errônea da existência ou dos limites de uma causa de justificação.

2) O que é erro de tipo. O resultado que eventualmente surgir dessa omissão será irrelevante para a consumação do crime.4. causando-lhe sofrimento físico ou mental: a) com o fim de obter informação. Resposta: Cezar Roberto Bitencourt leciona que o ―erro de tipo é o que recai sobre circunstância que constitui elemento essencial do tipo. Questões do TRF4 1) O que é delito de intenção? Resposta: No delito de intenção. Questões do TRF3 2. Exemplo: Lei nº 9. consiste no crime comissivo por omissão. a tipicidade da conduta do agente.4. verificada nos crimes de resultado. Resposta: 152 . sendo que o dever de agir pode ter origem legal (alínea a). quando em verdade está transportando cocaína. 1º Constitui crime de tortura: I – constranger alguém com emprego de violência ou grave ameaça.343/06. no comissivo por omissão. o tipo subjetivo compreende. omissão imprópria.4. é prevista no § 2º do artigo 13 do Código Penal. “nesses crimes omissivos basta a abstenção. 33 da Lei nº 11.No crime omissivo há omissão própria.1. podendo apenas configurar uma majorante ou qualificadora‖. Exemplo: o sujeito que. 3) Fale sobre erro de proibição. acredita estar transportando cal para construção civil.1. ludibriado por outrem. Art. é suficiente a desobediência ao dever de agir para que o delito se consume. Exemplos.455/97. 2. A omissão imprópria. Segundo Cezar Roberto Bitencourt. por conseguinte. É a falsa percepção da realidade sobre um elemento do crime.3. O erro de tipo exclui o dolo e. contratual (alínea b) ou decorrer do comportamento anterior do agente que cria o risco de ocorrência do resultado (alínea c). de exemplos. E a ignorância ou a falsa representação de qualquer dos elementos constitutivos do tipo penal‖. além do dolo. denominado elemento subjetivo especial do tipo. segundo o qual “a omissão é penalmente relevante quando o agente devia e podia agir para evitar o resultado”. Os crimes omissivos próprios são de mera conduta. um especial fim de agir por parte do agente. declaração ou confissão da vítima ou de terceira pessoa. não comete o crime descrito no art. Segundo Cezar Roberto Bittencourt.

a conduta do agente torna-se reprovável quando o mesmo poderia agir de forma diversa. pois. isto é. em razão da suposição errônea da existência ou dos limites de uma causa de justificação. 6) Fale sobre causas de exclusão de ilicitude e exclusão de culpa. Exemplo: o artigo 31 da Lei nº 9. o agente desconhece a ilicitude. Assim. pode-se chegar à conclusão de que ao sujeito não restara outra opção senão optar pelo comportamento adotado. § 1º. O erro recai sobre uma norma mandamental. Cezar Roberto Bitencourt leciona: ―é o que incide sobre a ilicitude de um comportamento. (iii) indireto: também chamado de erro de permissão. inciso I. um dos elementos do juízo de reprovação a que se denomina culpabilidade. dizendo-se que lhe era inexigível conduta diversa.605/98 considera crime a conduta de ―introduzir espécime animal no País. ao lado da imputabilidade e do potencial conhecimento da ilicitude do fato. mas não o faz. vale lembrar o entendimento jurisprudencial no sentido de que as dificuldades financeiras da empresa. no caso concreto. Quem desconhece a ilicitude desta conduta. pode configurar hipótese de inexigibilidade de conduta diversa face ao crime de apropriação indébita previdenciária previsto no artigo 168-A. ser lícita a sua conduta. 4) Dê um exemplo de causa supra legal de excludentes de culpabilidade. a ser verificado em cada caso concreto.Sobre o erro de proibição. (ii) mandamental: ―ocorre nos crimes omissivos. diante da anormalidade dos fatos. O objeto do erro não é. por erro. nem a lei. nem o fato. do Código Penal. sem parecer técnico oficial favorável e licença expedida por autoridade competente‖. A inexigibilidade de conduta diversa. mas a ilicitude. O agente supõe. 153 . pois. de censurá-lo. Diante de circunstâncias fáticas normais. próprios ou impróprios. Todavia. desde que grave e comprovada nos autos. 5) O que é inexigibilidade de conduta diversa? Resposta: A exigibilidade de conduta diversa é. deixa-se de reprová-lo. a contrariedade do fato em relação à lei. no âmbito da Justiça Federal. é uma excludente da culpabilidade. está em erro de proibição. que exclui a culpabilidade. Resposta: A inexigibilidade de conduta diversa é causa supralegal excludente da culpabilidade. quando as circunstâncias fáticas atingem certo grau de anormalidade. Nesses casos.‖ O autor aponta três espécies de erro de proibição: (i) direto: ―o agente engana-se a respeito da norma proibitiva‖. sobre um norma imperativa‖.

se for inevitável. é regulada na primeira parte do parágrafo 1º do artigo 20 do Código Penal: ―É isento de pena quem. b) estado de necessidade: “ciclista desvia para o passeio. então. tornaria a ação legítima. é justificado por imprudência”. Juarez Cirino dos Santos afirma que a questão é tormentosa.Resposta: Sobre o tema ―justificação nos tipos de imprudência‖. Resposta: A descriminante putativa. Cita os seguintes exemplos: a) legítima defesa: “o agressor é ferido por disparo acidental de pistola utilizada pelo agredido como objeto contundente contra o agressor”. ferindo pedestre”. também chamada de erro de tipo permissivo. Conclui o autor: “o erro de tipo permissivo não exclui o dolo do tipo. pretendia apenas atender ao celular que tocava em seu bolso. por erro plenamente justificado pelas circunstâncias. Não há isenção de pena quando o erro deriva de culpa e o fato é punível como crime culposo. se existisse.‖ Sendo vencível o erro. Não há isenção de pena quando o erro deriva de culpa e o fato é punível como crime culposo. Cezar Roberto Bitencourt entende tratar-se de uma terceira espécie de erro. supõe situação de fato que. Diverge-se sobre a natureza da descriminante putativa. se existisse. e igualmente a culposa.” 8) O que é erro culposo? Resposta: O erro culposo (erro vencível ou evitável) verifica-se nos casos de descriminantes putativas (erro de tipo permissivo) e se encontra previsto na segunda parte do parágrafo 1º do artigo 20 do Código Penal: ―É isento de pena quem. se for evitável. o autor admite tal possibilidade: “se o resultado não doloso da situação de legítima defesa seria justificado por dolo. apenas afasta a culpabilidade dolosa. tornaria a ação legítima. com maior razão. se erro de tipo ou de proibição. supõe situação de fato que. Não obstante. 154 . o agente é condenado à pena prevista para a modalidade culposa do crime que cometeu.‖ Exemplo clássico: sujeito que atira em desafeto supondo que este sacaria arma quando. principalmente porque “o entrelaçamento ou interpenetração entre tipo e antijuridicidade é maior nos tipos de imprudência do que nos tipos dolosos”. em verdade. que permanece íntegro. o agente será absolvido. por erro plenamente justificado pelas circunstâncias. com a estrutura do erro de tipo (falsa percepção da realidade). ao perceber aproximação perigosa de carro no sentido contrário da ciclovia. Não havendo previsão legal de crime culposo. 7) O que é descriminante putativa? Dê um exemplo. mas com a consequência do erro de proibição (isenção de pena).

por exemplo. como. que. o excesso nos ofendídulos configura ilícito.4. isto é. aplica-se o parágrafo único do artigo 23 do Código Penal. Sobre o tema. quando reage ao ataque esperado. inegavelmente. independentemente do entendimento que se adote.‖ 11) Excesso nos ofendículos pode configurar ilícito? Resposta: Há controvérsia se os ofendículos representam exercício regular de um direito ou legítima defesa. leciona o penalista: ―Na verdade. em qualquer das hipóteses deste artigo. seja patrimônio. natural. responderá pelo excesso doloso ou culposo‖. por sua vez. no entanto. constitui legítima defesa preordenada.9) O senhor estudou o que são ofendículos? 10) O que seria a legítima defesa preordenada? Resposta: Cezar Roberto Bitencourt diz: ―Offendiculas são as chamadas defesas predispostas. prevenindo quem tentar violar o direito protegido. que representam uma resistência normal. constituem-se de dispositivos ou instrumentos objetivando impedir ou dificultar a ofensa ao bem jurídico protegido. Não obstante. No entanto.1. Questões do TRF5 155 . cercas eletrificadas ou qualquer tipo de armadilhas prontas para disparar no momento da agressão‖. Os ofendículos seriam percebidos com facilidade pelo agressor. armas automáticas predispostas. como fragmentos de vidros sobre o muro. Há controvérsia se os ofendículos representam exercício regular de um direito ou legítima defesa. encontrar-se-iam ocultas. ignoradas pelo suposto agressor. grades. domicílio ou qualquer outro bem jurídico. acreditamos que a decisão de instalar os ofendículos constitui exercício regular de direito. de regra.5. segundo o qual ―o agente. autores que distinguem os ofendículos da defesa mecânica predisposta. 2.. As defesas mecânicas predispostas. Há. fossos etc. pontas de lança. logo. exercício do direito de autoproteger-se.

Direito Previdenciário 2. a falta de recolhimento das contribuições não caracteriza ausência de filiação. Com base nesse princípio.1. e independentemente de ter ou não vertido contribuições. Tomado sob a concepção subjetiva. promover uma divisão desde princípio em universalidade de atendimento (aspecto subjetivo) e universalidade de cobertura (aspecto objetivo). natos e naturalizados. a nova ordem eleita determina que deverão ser postos à 156 . e também os estrangeiros residentes no Brasil).5. a fim de mantê-lo em condições superavitárias.876/99 trouxe o Fator Previdenciário. em síntese. a população brasileira.1. devendo ser observada a relação entre custeio e pagamento de benefícios.5. Previdência Social E Seguridade Social: Princípios Constitucionais.5. busca abranger o maior número de hipóteses e situações a serem objeto de cobertura pela seguridade social. 2. Questões do TRF1 1) O que o candidato sabe sobre o princípio da universalidade da cobertura (aspecto objetivo) e do atendimento (aspecto subjetivo)? 2) O que você entende pela universalidade da seguridade social? Resposta: Sobre o princípio da universalidade. pois. onde se criou proteção diversa para a população urbana e rural. Marina Vasques Duarte diz: ―modificando o sistema securitário anterior à Constituição Federal de 1988. mesmo que contra sua vontade. quer dizer que as normas e ações devem buscar abranger o maior número de pessoas possíveis (brasileiros.‖ 3) O que são o princípio da filiação e princípio do equilíbrio financeiro e atuarial? Resposta: Carlos Castro e João Lazzari lecionam que o princípio da filiação ―estabelece a filiação compulsória e automática de todo e qualquer indivíduo trabalhador no território nacional a um regime de previdência social.1. mas inadimplência tributária‖. Visto sob o segundo aspecto (objetivo). André Sette leciona: ―Pode-se. a Lei nº 9. Sobre o princípio do equilíbrio financeiro e atuarial.2. Marina Vasques Duarte diz: ―também o caput do artigo 201 determina seja preservado o equilíbrio financeiro e atuarial do sistema.‖ 4) O que o senhor entende por uniformidade e equivalência dos benefícios urbanos e rurais? Resposta: Comentado o princípio em questão.

haja vista trata-se de um programa de duração continuada (CF.‖ Por conseguinte. Qual a diferença entre elas? b. precipuamente. a Saúde e a Previdência na figura da Seguridade social? a.‖ 2. da CRFB/88. pode-se entender a parcela do plano plurianual (espécie de lei orçamentária) que é especificamente voltada ao tema da saúde. Comparadas previdência e assistência. ―o direito da seguridade destina-se a garantir. art. planejada.5. assim como qualquer outra política. haja vista o sistema de repartição. lei de diretrizes orçamentárias e lei orçamentária anual).disposição idênticos benefícios e serviços para ambas as populações. permeia a seguridade social notadamente no âmbito do custeio. 157 .1. o mínimo de condição social necessária a uma vida digna. nos termos da positivação iniciada pelo artigo 165 da Constituição da República. 1º. Como o princípio do altruísmo se permeia nesse contexto? Resposta: Segundo Marcelo Tavares. ou da solidariedade. 2) Existe plano de saúde plurianual? Há um planejamento em relação a isso? 3) Há positivação desse conteúdo programático? Resposta: Por plano de saúde plurianual. que é essencialmente contributiva. Questões do TRF2 1) Por que a CF engloba a Assistência. sim. O princípio do altruísmo. pode-se afirmar que o englobamento da saúde. § 1º). III. que se opõe ao da capitalização. ordinariamente voltada ao amparo de pessoas que sequer encontram acolhida no âmbito familiar. acredita-se. da previdência e da assistência sob o mesmo rótulo (seguridade social) representa um reconhecimento constitucional da igual importância desses direitos para a ordem social. A CF reconhece a miserabilidade diante desta distinção? c. A saúde e a assistência são formas de amparo não contributivas.2. sendo cobertos os mesmos eventos em sistema semelhante. ao contrário da previdência. Considerandose as três espécies de leis orçamentárias (plano plurianual. pode-se dizer que a constituição reconhece a miserabilidade em prol da assistência. 165. atendendo ao fundamento da República contido no art. pode-se dizer que e execução orçamentária da saúde é.

assistência e previdência social? Resposta: A seguridade social é um dos capítulos da ordem social.em um repasse nos valores do plano de saúde. procura o serviço público de saúde. que se verifica uma hipótese de remuneração pelo serviço público de saúde. a seguridade social compreende três espécies: a saúde (não contributiva). ser ponderado em prol da ilegitimidade do instituto do ressarcimento ao SUS. volta-se as desamparados (CF. antevendo o ressarcimento ao SUS. A assistência social. que. em princípio. em síntese. por fim. a miserabilidade como critério norteador desta. é possível que as operadoras de planos de saúde. estaria indiretamente pagamento pelo serviço público de saúde. o qual prevê. 158 . 6º). art. donde se extrai que a Constituição reconhece. não implicaria uma vez o empresário sabedor de que lá na frente vai haver esse ressarcimento . por sua vez. 6) Tendo em vista que essa cobrança é feita do prestador (plano de saúde). indistintamente. Fato é. volta-se aos trabalhadores. 5) Já ouviu falar da figura do ressarcimento ao SUS? Do que cuida essa temática? Dentro da definição de que a saúde atende a todos indistintamente. além de onerado ainda mais. ainda que mediada pela operadora. A previdência. vai de encontro à diretriz constitucional da gratuidade. ao invés de realizar o procedimento na rede privada. a previdência social (contributiva) e a assistência social (não contributiva). essa cobrança seria legítima ou não? Haveria quebra da isonomia no sentido de quem tem um plano de saúde vai ter que arcar com aquele determinado valor? Haveria uma quebra dessa “coluna vertebral” da Constituição que independe dessa contrapartida? Resposta: O instituto do ressarcimento ao SUS é previsto no artigo 32 da Lei nº 9. Quem sustenta a legitimidade do instituto afirma que o mesmo se fundamenta da vedação de enriquecimento sem causa das operadoras de planos de saúde. Enquanto gênero. já remuneradas pelo particular para arcar com o procedimento realizado pelo SUS. o que.4) Qual a distinção entre seguridade social e as três figuras saúde. onerando mais ainda quem tem o plano de saúde ou não? Não ocorreria esse efeito perverso? Resposta: Em tese. na distinção entre previdência e assistência. A saúde volta-se para todos.656/98. porém. Tal fato pode. que as operadoras de planos privados de saúde devem ressarcir o SUS quando a pessoa. no jogo dos argumentos. repassem o valor do ressarcimento ao consumidor.

é o que ocorre com o salário-família. acrescido de. pode-se concluir que a fórmula adotada pelo legislador pode comprometer o desenvolvimento do país. o valor de que trata o caput não poderá ser reduzido. a seletividade possibilita a ponderação dos critérios de atendimento pela necessidade. em ações e serviços públicos de saúde. 159 . Marcelo Tavares diz: ―Enquanto. na redução dos investimentos públicos na saúde sob uma perspectiva substancial. o montante correspondente ao valor empenhado no exercício financeiro anterior. o princípio da distributividade fará com que algumas prestações mais urgentes recebam prioridade em relação a outros tratamento quanto à implementação massificada. 201. dando vantagem aos mais carentes. 5º A União aplicará. Considerando o § 2º deste preceito. por exemplo. objetivamente. Por exemplo. em termos nominais. pois a manutenção do valor orçamentário nominal implica.080. somente é devida aos segurados de mais baixa renda (art. a vinculação existe (Art. diante da inflação. segundo o qual ―em caso de variação negativa do PIB. Existe vinculação do PIB do país para a aplicação mínima de recursos para a saúde? Pode haver essa vinculação? A Constituição autorizaria ou de alguma maneira isto estaria comprometendo o desenvolvimento do país? Resposta: Sim. de um exercício financeiro para o outro‖. 8) A recente lei complementar 141/2012 prevê a aplicação mínima de recursos para a saúde. no mínimo. benefício previdenciário do Regime Geral de Previdência. apurado nos termos desta Lei Complementar. IV). anualmente.7) Quais são os conceitos de seletividade e distributividade no âmbito da previdência? Esse critério da distributividade tem algum critério posto. positivado ou isso fica à discricionariedade? Já existe algum padrão ou modelo que o Poder Público siga ou em cada caso poderá fazer uma opção durante um determinado período de tempo para prestar serviço? Isso é regrado ou não? Se recorda de algum parâmetro de alguma destas legislações? A lei 8. Com a aplicação do princípio da seletividade. previdência e assistência social podem ser destinadas de forma diferenciada. a universalidade determina que o Estado procure proteger o homem da maior gama possível de riscos. E mesmo os serviços de assistência social poderão prever atendimentos em graus variados de urgência‖. prestações específicas de saúde. Prestação considerada não essencial no sistema. o percentual correspondente à variação nominal do Produto Interno Bruto (PIB) ocorrida no ano anterior ao da lei orçamentária anual). Nas prestações de saúde. o que ela prevê? Resposta: Sobre o tema.

11) Como se distingue basicamente a previdência social da assistência social? Qual é a nota distintiva? Resposta: A principal nota distintiva é a contributividade: a previdência é contributiva. (ii) art. a lei de diretrizes orçamentárias e a lei orçamentária anual. à previdência e à assistência social”. em seu artigo 195. dentro deste ponto de vista da doutrina. 203). de amparo (social). 203.direito social: assistência aos desamparados. V – garantia de um salário mínimo de benefício mensal à pessoa portadora de deficiência e ao idoso que comprovem não possuir meios de prover à própria manutenção ou de tê-la provida por sua família. 6º . 3º.9) Há previsão de plano de saúde plurianual ou é planejado a cada exercício financeiro? Resposta: A saúde é matéria que integra o plano plurianual. donde de conclui que o planejamento não ocorre a cada exercício financeiro. destinadas a assegurar os direitos relativos à saúde. A Constituição da República. (iii) art. define a seguridade social como “um conjunto integrado de ações de iniciativa dos Poderes Públicos e da sociedade. I – objetivo fundamental: erradicar a pobreza e a marginalização. 13) Como se distinguem os princípios da seletividade e da distributividade no âmbito da seguridade? Resposta: 160 . art. 10) Seguridade: qual o conceito mais singelo que se poder oferecer? Resposta: Seguridade (social) é sinônimo de segurança (social). onde parte da doutrina entende de que a Constituição reconhece a miserabilidade em território brasileiro? Resposta: É possível concluir que a Constituição reconhece a miserabilidade em território brasileiro com base nos seguintes preceitos: (i) art. 12) É correta a afirmativa. a assistência social será prestada a quem dela necessitar. independentemente de contribuição (CF.

4.5.1. Por sua vez.. 2. 2) Existe algum outro dispositivo que seja permitido a criação de benefício sem previsão de custeio? Há alguma exceção? Resposta: Não se tem conhecimento de alguma exceção constitucional à regra da contrapartida (CF. art. permeia a seguridade social notadamente no campo do custeio. é de ser interpretado em seu sentido de distribuição de renda e bem-estar social. 165. distinto daquele previsto para a União (CF. 14) Como o princípio altruístico permeia a seguridade social? Podemos afirmar que o princípio do orçamento diferenciado é uma decorrência natural do princípio altruístico ou é um princípio que tem um grau de autonomia/independência em relação a ele? Resposta: O princípio altruístico. ou seja.1. sendo possível vislumbrar um liame entre ambos. 2.3. pela concessão de benefícios e serviços visa-se ao bem-estar e à justiça social (art. Questões do TRF3 1) É possível a criação de benefícios previdenciários sem a devida fonte de custeio? Resposta: Não é possível. o princípio do orçamento diferenciado assegura à seguridade um orçamento próprio. Traçando um paralelo entre os princípios. § 5º.Carlos Castro e João Lazzari lecionam: ―O princípio da seletividade pressupõe que os benefícios são concedidos a quem deles efetivamente necessite (. pois a pessoa que verte contribuição para a seguridade não o faz em benefício próprio. mas em benefício de outrem necessitado (sistema de repartição). Questões do TRF4 161 .5. § 5º). majorado ou estendido sem a correspondente fonte de custeio total‖. 195. sob pena de violação ao § 5º do artigo 195 da Constituição da República: ―Nenhum benefício ou serviço da seguridade social poderá ser criado.). III). art. também denominado de princípio da solidariedade. art. O princípio da distributividade.. 193 da Carta Magna)‖. inserido na ordem social. pode-se dizer que o orçamento diferenciado reforça o caráter solidário do custeio.

03) A jurisprudência brasileira tem adotado regras específicas de interpretação do Direito Previdenciário? Resposta: Considerando que ―na aplicação da lei. o juiz atenderá aos fins sociais a que ela se dirige e às exigências do bem comum‖ (art. (ix) orçamento diferenciado. como se verifica.2. visto que prestada a quem dela necessitar. Questões do TRF5 01) Quais os princípios da seguridade social? Resposta: Os princípio da seguridade social são: (i) universalidade da cobertura e do atendimento. por fim. 5º da Lei de Introdução às Normas do Direito Brasileiro). a jurisprudência brasileira vem adotando a denominada solução pro misero. (iii) seletividade e distributividade na prestação dos benefícios e serviços. 02) Quais os limites e alcance da solidariedade em cada um dos subsistemas da seguridade social? É dizer: como se aplica o princípio da solidariedade na saúde. (x) solidariedade. (vi) diversidade da base de financiamento. é altamente solidária. a existência de benefícios exclusivos ao cidadão de baixa renda demonstra solidariedade. 04) Dê exemplos de aplicação do princípio da solidariedade pelo STF? Resposta: 162 . na relativização da exigência de início de prova material para o denominado trabalhador boia-fria. independentemente de contribuição.1.5. (ii) uniformidade e equivalência dos benefícios e serviços às populações urbanas e rurais. para outrem necessitado. Na previdência. dada a precariedade das suas condições de trabalho. assistência e previdência? Resposta: O princípio da solidariedade se manifesta nos subsistemas da seguridade social notadamente no âmbito do custeio. pode-se vislumbrar na prioridade de atendimento aos casos de urgência e emergência notas de altruísmo. (iv) irredutibilidade do valor dos benefícios. (viii) precedência da fonte de custeio. (v) equidade na forma de participação do custeio.5. (vii) caráter democrático e descentralizado da administração. Outrossim. por exemplo. pois aqueles que vertem contribuição não o fazem para si. na saúde. A assistência.

proteção à maternidade. 2. ao reconhecer a constitucionalidade da contribuição sobre os proventos de aposentadoria e pensões concedidas pelos regimes próprios de previdência (CF. há de ser fundada. de acordo com as provas produzidas nos autos –. art. A dúvida. I. art.6. art. (ii) estrutura: regime geral de previdência social. Sua definição encontra-se no artigo 851: ―É admitido compro163 .O Supremo Tribunal Federal. idade avançada. 05) O princípio da defesa do hipossuficiente (in dúbio pro misero). Direito Civil 2. (ii) estrutura: descentralização político-administrativa – CF.6. morte.6. 196.1. 198. art. desde que devidamente fundamentada – leia-se. art.1. Sendo assim. (iii) técnica: tutela do trabalhador e seus dependentes. (C) ASSISTÊNCIA: (i) risco: desamparo social. estrutura organizacional e técnicas utilizadas. a decisão que se vale da solução pro misero não implica em violação à imparcialidade. não vulnera a imparcialidade do juiz? Resposta: Um dos métodos de controle da imparcialidade do magistrado é o dever de fundamentar as decisões.1. devendo o magistrado expor pormenorizadamente tal situação. (iii) técnica: acesso universal – CF. regimes próprios de previdência. (ii) estrutura: ―as ações e serviços públicos de saúde integram uma rede regionalizada e hierarquizada e constituem um sistema único‖ – CF. desemprego involuntário. 40. valeu-se expressamente do princípio da solidariedade. 2. 06) Seguridade social: distinguir as três estruturas: cobertura do risco. (iii) técnica: a quem dela necessitar. aplicável ao direito previdenciário. Classificação Dos Contratos. Compromisso. § 18). 204. portanto. Resposta: As três estruturas da seguridade social são: (A) SAÚDE: (i) risco: ―redução do risco doença e de outros agravos‖ – CF. (B) PREVIDÊNCIA: (i) risco: doença. invalidez. regime de previdência privada. Questões do TRF1 1) Diferencie cláusula compromissória e compromisso? Resposta: O compromisso é uma espécie de contrato cujo regramento encontra-se nos artigos 851 a 853 do Código Civil. 196.

dos contratos desinteressados. ou sem sofrer diminuição no seu patrimônio. o encargo. enquanto que nos outros um dos contratantes presta um serviço ao outro sem nada receber em troca da prestação feita ou prometida. sem encargo. o contrato não interessado apenas pode ser considerado gratuito em sentido amplo. ponto que a difere do compromisso arbitral. há diminuição patrimonial de uma das partes em proveito da outra (como na doação). inclusive. de igual teor. impondo-se encargos reciprocamente em benefício uma da outra. utilizado pelo mencionado autor. O que ocorre na doação pura? Enriquecimento de um lado e um sacrifício do outro. ―a cláusula compromissória é a convenção através da qual as partes em um contrato comprometem-se a submeter à arbitragem os litígios que possam vir a surgir relativamente a tal contrato‖. 2. Resposta: Caio Mário da Silva Pereira leciona: ―Encarados quanto ao objeto perseguido pelas partes.‖ Sob este viés. O contrato de seguro nos parece bilateral (seguradora e segurado). Questões do TRF2 1) O contrato de Seguro é pluricontratual? Resposta: Maria Helena Diniz leciona: “Toda convenção. só que firmado após o surgimento do conflito de interesses. volta-se para litígios futuros e eventuais.misso. Gratuitos ou benéficos. Segundo o artigo 4º da Lei nº 9. ainda não verificados. que é um acordo de vontades. Quando extrajudicial. é bilateral ou plurilateral. aqueles dos quais ambas as partes visam a obter vantagens ou benefícios.037/96. por existirem sempre duas ou mais vontades coincidentes”.exemplo. ou seja. pois. judicial ou extrajudicial. 2) Pode nesse contrato ocorrer a hipótese de união de contratos? 164 . porém sem empobrecer-se. Há quem distinga os contratos gratuitos propriamente ditos. ou pura liberalidade. e não pluricontratual.2.6. ou seja. o contrato de compromisso pode assumir a forma de cláusula compromissória ou compromisso arbitral. 2) O que seria um contrato desinteressado? E um que fosse gratuito não seria não interessado? Doação Pura. A cláusula compromissória.1. os contratos são: Onerosos. só ela. aqueles dos quais somente uma aufere a vantagem. jamais em sentido estrito. naqueles. em sua formação. A doação pura. e a outra suporta. é contrato gratuito propriamente dito . para resolver litígios entre pessoas que podem contratar‖. com a observação de que.

6. diz: ―É um negócio entabulado entre credor e fiador. na sua origem. razão pela qual deixamos de considerá-la um contrato bilateral imperfeito.1.7. um contrato bilateral. Direito Empresarial 2. durante a sua execução. Questões do TRF1 1) Como o senhor definiria uma S/A? Porque ela se chama anônima? 165 .4. 3) Fiança é um contrato multilateral? Este contrato é bilateral perfeito ou imperfeito? Aplica-se união de contratos? Resposta: Maria Helena Diniz leciona: ―Toda convenção.7. Questões do TRF4 2. em sua formação. razão pela qual não pode ser considerado bilateral perfeito. é bilateral ou plurilateral. converter-se-ia em bilateral‖.1. seria unilateral. 820). Quanto aos seus efeitos.1. podendo até mesmo ser levado a efeito sem o seu consentimento ou contra sua vontade (CC.7. e não multilateral. Não nos parece possível que. o contrato de fiança é.3. unilateral (gera obrigação apenas para o fiador). Seria a figura do contrato bilateral imperfeito. conclui-se que a fiança é. como o devedor não é parte na formação do contrato. união de contratos: entre o contrato de fiança e o contrato afiançado. ao nosso sentir. Sociedade Anônima 2.6.1. Em relação ao contrato de fiança. sem dúvida. Ex: união entre o contrato de compra e venda de um carro e o contrato de seguro desse mesmo carro. O devedor não é parte na relação jurídica fidejussória. prescindindo da presença do devedor. Pablo Stolze diz: ―Há quem defenda a existência de um tertium genius entre a unilateralidade e a bilateralidade dos efeitos do contrato.1. art. em sua formação.6. por existirem sempre duas ou mais vontades coincidentes‖. Questões do TRF3 2. 2. a fiança gere encargos patrimoniais ao credor. durante a sua execução.Resposta: Parece-nos possível. mas. Há.‖ Assim.1. o qual. Questões do TRF5 2.5.

responsabilidade limitada ao preço de emissão das ações que titularizam‖. pelas obrigações sociais.‖ 3) O que são valores mobiliários? Do lado da empresa são instrumentos? Resposta: Em seu curso de Direito Comercial. No Brasil. O Banco do Brasil.os certificados de depósito de valores mobiliários. as sociedades anônimas se constituíam por ato de outorga do poder real ou imperial. recibos de subscrição e certificados de desdobramento relativos aos valores mobiliários referidos no inciso II. cujos sócios tem. ligavam-se a monopólios colonialistas. No segundo período.385/76. trata-se de uma sociedade entre anônimos e. bastavam o registro. V . Registro. com a chegada da família real portuguesa à sua então colônia. Fábio Ulhoa Coelho leciona: ―A doutrina divide a trajetória histórica das sociedades anônimas em três períodos: outorga. João VI. com redação dada pela Lei nº 10. 2) Quais são os períodos históricos institucionais da S/A? (Outorga. para quem os subscreve ou adquire. direitos.as cotas de fundos de investimento em 166 . elas decorriam de autorização governamental. Autorização.‖ 4) Quais seriam os exemplos de valores mobiliários? Resposta: Diz a Lei nº 6. foi constituído em 1808.os cupons. sociedade anônima.303/01: ―Art. porque voltada para a atração de grandes investimentos. III . um investimento. Regulamentação). por isso. em geral. Resposta: Em seu curso de Direito Comercial. 2º São valores mobiliários sujeitos ao regime desta Lei: I . autorização e regulamentação.as cédulas de debêntures. Fábio Ulhoa Coelho leciona: ―Valores mobiliários são instrumentos de captação de recurso pelas sociedades anônimas emissoras e representam. Fábio Ulhoa Coelho apresenta a seguinte definição: ―Anônima é a sociedade empresária com capital social dividido em valores mobiliários representativos de um investimento (as ações).as ações. no órgão próprio. mediante alvará do regente D. no período colonial e no início do Império. IV . Qual foi a S/A mais destacada que foi fundada neste período? Banco do Brasil. a personalização e a limitação das responsabilidade dos acionistas eram privilégios concedidos pelo monarca e. Entendese que a S/A. No último.Resposta: Em seu curso de Direito Comercial. II . No primeiro. por exemplo. debêntures e bônus de subscrição.

ou vice-versa. Fábio Ulhoa Coelho leciona: ―Bônus de subscrição é o valor mobiliário que atribui ao seu titular o direito de preferência para subscrever novas ações da companhia emissora. mas apenas o direito de preferência sobre ações futuras. Os sócios podem renunciar. Parágrafo único.as notas comerciais. quando de futuro aumento de capital social. salvo se prevista no estatuto ou no contrato social. Fábio Ulhoa Coelho leciona: ―Transformação é a mudança do tipo da sociedade empresária.outros contratos derivativos.1. ao direito de retirada no caso de transformação em companhia.os contratos futuros. que gerem direito de participação.‖ Por sua vez. Questões do TRF2 1) O que é o fenômeno da transformação? Resposta: Em seu curso de Direito Comercial. ele não estaria realizando a compra de uma ação? Resposta: Em seu curso de Direito Comercial. e vice versa implica em alguma perturbação da atividade empresária. porém. Por essa operação. em seu curso de Direito Comercial.404/76: ―Art. 2.‖ 2) A mudança de título jurídico – a transformação de uma companhia em ltda. permanece a mesma pessoa jurídica. independentemente dos ativos subjacentes. submetida. Na transformação.quando ofertados publicamente. inclusive resultante de prestação de serviços.é. Fábio Ulhoa Coelho leciona: “Na transformação.valores mobiliários ou de clubes de investimento em quaisquer ativos. ela não compra ações. VII . dispõe a Lei nº 6. ocorre sem solução de continuidade? Resposta: Sobre o procedimento da transformação. no contrato social.‖ 5) O que é um bônus de subscrição? Quando um investidor adquire este bônus. 221. quaisquer outros títulos ou contratos de investimento coletivo. cujos rendimentos advêm do esforço do empreendedor ou de terceiros. A transformação exige o consentimento unânime dos sócios ou acionistas. cujos ativos subjacentes sejam valores mobiliários. de parceria ou de remuneração. devem ser observa167 . quando um investidor adquire este bônus. VIII . caso em que o sócio dissidente terá o direito de retirar-se da sociedade. e IX .‖ Portanto. i. a limitada se torna anônima. de opções e outros derivativos.7. VI .2. ao regime do novo tipo adotado. por exemplo.

das as regras de constituição de sociedade aplicáveis ao novo tipo. Os sócios da limitada, para transformarem em anônima, devem reunir-se em assembleia de fundação, lavrando a respectiva ata, ou comparecer perante o tabelião, para assinatura da escritura de constituição. Os acionistas da anônima, por sua vez, devem assinar o contrato social. Nenhum outro ato dos sócios é preciso para a mudança do tipo.” Não há previsão, pois, de interrupção das atividades.

3) O que é uma incorporação. O que acontece com os patrimônios das pessoas jurídicas (incorporadora e incorporada)? Reformulando: conceitue juridicamente a figura desta “absorção” patrimonial; Quando eu incorporo o patrimônio de outra sociedade em que há um somatório de elementos patrimoniais, ou seja, existe alguma coisa que acontece relativamente às posições jurídicas titularizadas pela incorporada até o momento passa a ser da incorporadora. Sob o ponto de vista jurídico o que acontece? Por exemplo, a relação de crédito que incorporada tenha com terceiros, a incorporadora assume que posição? Qual a titulação dos elementos patrimoniais – ativos e passivos – da incorporadora quando ocorre a incorporação? (Há uma sucessão.) E essa sucessão se dá em caráter singular ou universal? Ou seja, se dá posição jurídica à posição jurídica ou se dá como, por exemplo, na morte civil em que há sucessão universal? Resposta:

―Incorporação é a operação pela qual uma ou mais sociedades são absorvidas por outra, que lhes sucede em todos os direitos e obrigações‖ (Lei nº 6.404/76, art. 227). Neste mesmo sentido, dispõe o artigo 1.116 do Código Civil. Trata-se de sucessão universal, pois todo o patrimônio jurídico (ativo e passivo) é transferido da incorporada para a incorporadora. (Ferri: "Dá-se, portanto, necessariamente, uma sucessão a título universal da sociedade incorporadora ou que resulta da fusão no patrimônio das sociedades que, em conseqüência da fusão, perdem a sua autonomia.")

4) A partir deste conceito de sucessão universal como fica a responsabilidade da incorporadora relativamente às obrigações da incorporada perante terceiros, Fisco inclusive? Resposta:

Considerando que a incorporada absorve todo o patrimônio da incorporada, patrimônio este que representa a garantia dos credores deste, outra conclusão não resta senão a de que a incorporada torna-se devedora dos débitos da incorporada, inclusive fiscais. No ponto, convém lembrar o art. 1.122 do Código Civil, segundo o qual ―Até 90 (noventa) dias depois de publicados os atos relativos à incorporação, fusão ou cisão, o credor anterior, por ela prejudicado, poderá promover judicialmente a anulação deles.‖

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5) O que é uma cisão? Resposta:

Em seu curso de Direito Comercial, Fábio Ulhoa Coelho leciona: ―A cisão é a operação pela qual uma sociedade empresária transfere para outra, ou outras, constituídas para essa finalidade ou já existentes, parcelas do seu patrimônio, ou a totalidade deste. Quando a operação envolve a versão de parte dos bens da cindida em favor de uma ou mais sociedade, diz-se que a cisão é parcial; quando vertidos todos os bens, total. Neste último caso, a sociedade cindida é extinta. Por outro lado, se a sociedade empresária para a qual os bens são transferidos já existe, a operação obedece às regras da incorporação (LSA, art. 229, § 3º).‖

6) Quando a cisão é parcial e essa a parcela cindida é incorporada numa sociedade já existente, como fica a questão da solidariedade? Essa divisão de responsabilidade é oponível perante o Fisco? Resposta:

―A companhia cindida que subsistir e as que absorverem parcelas do seu patrimônio responderão solidariamente pelas obrigações da primeira anteriores à cisão.(...) O ato de cisão parcial poderá estipular que as sociedades que absorverem parcelas do patrimônio da companhia cindida serão responsáveis apenas pelas obrigações que lhes forem transferidas, sem solidariedade entre si ou com a companhia cindida (...)‖ (Lei 6.404/76, art. 233). Tal convenção particular, porém, não é oponível ao fisco (CTN, art. 123).

7) Como se dá a dissolução de uma sociedade? Ela perde a personalidade jurídica? Na hipótese em que há uma sociedade de economia mista controlada pela União pergunta-se: a União pode ser sujeito de abuso de controle com base na lei das S/A? Pode praticar ato abusivo na qualidade de controladora de uma companhia? Sim ou não e por quê? A S.E.M. se submete à lei das S/A? Resposta:

Em seu curso de Direito Comercial, Fábio Ulhoa Coelho leciona: ―A dissolução, entendida como procedimento de terminação da personalidade jurídica da sociedade empresária, abrange três fases: a dissolução (ato ou fato desencadeante), a liquidação (solução das pendências obrigacionais da sociedade) e a partilha (repartição do acervo entre os sócios)‖. Segundo a Lei 6.404/76: (i) ―as sociedades anônimas de economia mista estão sujeitas a esta Lei‖ (art. 235); (ii) ―a pessoa jurídica que controla a companhia de economia mista tem os deveres e responsabilidade do acionista controlador‖ (art. 238); (iii) ―o acionista controlador responde pelos danos causados por atos praticados com abuso de poder‖ (art. 117). Por conseguinte, é possível concluir que a União pode ser sujeito
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ativo de abuso de poder de controle, até porque entendimento contrário redundaria na irresponsabilidade do poder público, desfecho em nada compatível com o ordenamento.

8) Quando as operações societárias são utilizadas como instrumento de economia fiscal ou como etapa de projetos de planejamento fiscal, essas operações podem ser desfeitas? Essas operações são desconsideráveis? São ineficazes sob o ponto de vista do agente público? Resposta:

Em seu curso de Direito Comercial, Fábio Ulhoa Coelho leciona: ―As operações de incorporação, fusão e cisão, na maioria das vezes, podem ter por objetivo o planejamento tributário (para compensar perdas de uma sociedade com lucros de outro do mesmo grupo, observados os limites admitidos em lei)‖. Assim, enquanto permanecerem no campo da licitude (ex: ausência de simulação), pode-se concluir que o agente público não pode desconsiderá-las. Porém, havendo simulação, torna-se aplicável a norma antielisiva prevista no parágrafo único do artigo 116 do CTN: ―a autoridade administrativa poderá desconsiderar atos ou negócios jurídicos praticados com a finalidade de dissimular a ocorrência do fato gerador do tributo ou a natureza dos elementos constitutivos da obrigação tributária, observados os procedimento a serem estabelecidos me lei ordinária‖.

2.7.1.3. Questões do TRF3

2.7.1.4. Questões do TRF4

2.7.1.5. Questões do TRF5
1) Discorra sobre a responsabilidade dos sócios. Resposta:

Em suma: (i) sociedade por ações: ―a responsabilidade dos sócios ou acionistas será limitada ao preço de emissão das ações subscritas ou adquiridas‖ – Lei 6.404/76, art. 1º ; (ii) sociedade limitada: ―a responsabilidade de cada sócio é restrita ao valor de sua cotas, mas todos respondem solidariamente pela integralização do capital social‖ – Código Civil, art. 1.052; (iii) sociedade em nome coletivo: ―somente pessoas físicas podem tomar parte na sociedade em nome coletivo, respondendo todos os sócios, solidária e ilimitadamente, pelas obrigações sociais.‖ – Código Civil, art. 1039; (iv) sociedade em comandita simples: ―os comanditados, pessoas físicas, responsáveis solidária e ilimitadamente pelas obrigações sociais; e os comanditários, obrigados somente pelo valor de sua quota‖ – Código Civil, art. 1.045.
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2.8. Direito Processual Civil
2.8.1. Tutela Jurisdicional E Sua Antecipação. Conceito. Cabimento E Requisitos. Revogação, Modificação E Recursos Cabíveis. Fungibilidade Da Tutela Cautelar E Antecipada. Cumprimento Das Tutelas Antecipadas. Tutelas De Urgência. 2.8.1.1. Questões do TRF1
1) Qual o instrumento que eu terei para forçar o cumprimento de uma tutela inibitória? Resposta:

Considerando que a tutela inibitória veicula uma obrigação de não fazer, a ela se torna aplicável o regramento do artigo 461 do Código de Processo Civil. Desta feita, os instrumentos de que a parte dispõe para forçar o cumprimento de uma tutela inibitória ostentam natureza eminentemente mandamental ou executiva lato sensu, notadamente os previstos no § 5º do mencionado preceito: ―Para efetivação da tutela específica ou a obtenção do resultado prático equivalente, poderá o juiz, de ofício ou a requerimento, determinar as medidas necessárias, tais como a imposição de multa por tempo de atraso, busca e apreensão, remoção de pessoas e coisas, desfazimento de obras e impedimento de atividade nociva, se necessário com requisição de força policial‖.

2) Por que antecipar a tutela jurisdicional? Resposta:

À luz do direito fundamental à razoável duração do processo, Luiz Guilherme Marinoni afirma que a antecipação de tutela é uma forma de distribuir o ônus do tempo do processo entre as partes. Diz o autor: “O tempo do processo não pode prejudicar o autor e beneficiar o réu, já que o Estado, quando proibiu a justiça de mão própria, assumiu o compromisso de, além de tutelar de forma pronta e efetiva os direitos, tratar os litigantes de forma isonômica. É possível distribuir o tempo do processo através dos procedimentos especiais, elaborados a partir das técnicas da cognição. Os procedimentos que impedem a discussão de determinadas questões (cognição parcial), que restringem o uso das provas (por exemplo, mandado de segurança, cognição exauriente secundum eventum probationis) ou mesmo que são de cognição plena e exauriente, mas dotados de tutela antecipatória permitem, através de formas diversas, uma melhor distribuição do tempo da justiça”.

3) Nós tínhamos uma doutrina tradicional, processo de conhecimento, cautelar, de execução, qual a necessidade de encurtar este procedimento da cautelar? 171

Resposta:

Considerando o sincretismo processual verificado entre os processos de conhecimento e de execução, o que, ao fim e ao cabo, implica em tutela satisfativa mais célere, pode-se dizer que a necessidade de encurtar o procedimento cautelar se faz necessária como forma de acompanhar a celeridade que já se verifica nos demais procedimentos. Se toda cautelar, por definição, é instrumental, ela deve seguir a mesma lógica do principal (maior celeridade).

4) A antecipação dos efeitos da tutela já existiriam no MS e nas ações possessórias? É antecipação dos efeitos da tutela? E se eu tenho uma posse velha e não posso enveredar pela ação possessória, então eu posso me valer do art. 273 do CPC e requere a antecipação dos efeitos da tutela geral? Resposta:

Antes de ingressar no regime geral do Código de Processo Civil, a antecipação de tutela é instituto que já encontrava previsão em alguns procedimentos especiais, dentre os quais o mandado de segurança e a ação possessória, cada qual com seus respectivos requisitos. No caso da ação possessória, a antecipação da tutela, segundo o regramento específico, exige posse nova (posse inferior a ano e dia). Porém, caso seja ultrapassado este lapso de tempo, é perfeitamente possível que o autor da demanda obtenha a tutela antecipada. Porém, nesses casos, a mesma haverá de ser apreciada de acordo com o regramento genérico, ou seja, o artigo 273 do Código de Processo Civil.

5) O periculum in mora é presumido, na ação de procedimento ordinário ele teria de ser provado, o senhor não acha que seria difícil de provar um periculum in mora do art. 273 para se demandar ação em virtude de posse velha? Resposta:

6) E quando esta antecipação dos efeitos da tutela é necessária numa fase cinzenta quando da interposição do RE e o despacho do RE ou Resp e também da apelação? Resposta:

Com efeito, uma vez decorrido o lapso de ano e dia nas ações possessórias, ou quando se está na fase recursal, a prova do ―fundado receio de dano irreparável ou de difícil reparação‖ parece contradizer a demora da parte autora em ingressar em juízo, como também o pleno transcurso da demanda nas instâncias ordinárias. Porém, estamos apenas no plano das hipóteses, não se podendo excluir ab initio tal possibilidade no plano concreto. Ademais, convém lembrar que segundo o CPC existe a possibilidade de ante172

cipação de tutela sem periculum in mora (art. 273, I), fundado no abuso do direito de defesa do réu (art. 273, II).

Resposta:

2.8.1.2. Questões do TRF2

2.8.1.3. Questões do TRF3
1) Pode o magistrado deferir antecipação de tutela, de caráter satisfativo, de forma diversa da pedida pela parte? Resposta:

Sim, pois, nos termos do artigo 461 do Código de Processo Civil, ―o juiz concederá a tutela específica da obrigação ou, se procedente o pedido, determinará providências que assegurem o resultado prático equivalente ao do adimplemento.‖ Deferida a tutela antecipada na forma do pedido da parte, tem-se tutela específica; deferida em prol de resultado prático equivalente, o juiz o faz de forma diversa da pedida pela parte.

2) Pode ser deferida tutela antecipada satisfativa, de ofício? Resposta:

Não, pois o artigo 273 do Código de Processo Civil é claro: ―o juiz poderá, a requerimento da parte, antecipar, total ou parcialmente, os efeitos da tutela pretendida no pedido inicial‖.

2.8.1.4. Questões do TRF4

2.8.1.5. Questões do TRF5

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2.9. Direito Processual Penal
2.9.1. Ação Penal. Justa Causa. 2.9.1.1. Questões do TRF1
1) A justa causa constitui elemento da ação penal? Resposta:

Para Eugênio Pacelli de Oliveira, a justa causa, enquanto lastro probatório mínimo a subsidiar a peça acusatória, é uma condição da ação penal, hoje expressamente prevista no artigo 395, III, do Código de Processo Penal. Diz o autor: “Sempre admitimos a existência da justa causa como condição da ação, seja como quarta condição (da ação), inserida no contexto da demonstração do interesse (utilidade) de agir, seja enquanto lastro mínimo de prova, a demonstrar a viabilidade da pretensão deduzida”.

2) O que é ação e jurisdição na órbita da CF tomando por parâmetro o art. 129 da CF? A ação compreendida no art. 129 da CF. Analisando o art. 28, o senhor acha que ele foi recepcionado pela CF? Resposta:

À luz do artigo 129 da Constituição da República, pode-se dizer que a ação (penal) é o poder de provocar a Jurisdição (penal), sendo tal poder privativo do Ministério Público. Sendo assim, há quem vislumbre no artigo 28 do Código de Processo Penal um desvio a esta diretriz constitucional. Argumentos favoráveis à inconstitucionalidade: o juiz, ao considerar que o caso é de denúncia e não de arquivamento, está emitindo um juízo de valor que é incompatível com a função julgadora que deve ser neutra e imparcial. Quando o Juiz se nega a arquivar os autos do Inquérito Policial, ele está adentrando em uma seara que lhe foi negada pela Constituição. Argumentos favoráveis à constitucionalidade: não haveria ofensa à Constituição da República, pois, ao fim e ao cabo, prevaleceria a voz do Ministério Público.

3) Ação penal subsidiária da pública, o que é este tipo? É ação penal subsidiária ou queixa substitutiva da denúncia? Resposta:

A ação penal privada subsidiária da pública é um direito fundamental (CF, art. 5, LIX) cujo regramento encontra-se no artigo 29 do Código de Processo Penal, do qual se extrai que o instituto implica apenas na mudança da titularidade para a iniciativa da ação penal, e não do seu regime jurídico, que continua a ser o da ação pública. Sob tais premissas, pode-se afirmar que a queixa não é substitutiva da denúncia – como se o ofere174

cimento daquela fosse obstáculo intransponível ao oferecimento desta –, tanto que o Código assegura justamente o inverso, ou seja, a possibilidade de o Ministério Público ―aditar a queixa, repudiá-la e oferecer denúncia substitutiva‖.

2.9.1.2. Questões do TRF2
1) É possível assistente coletivo na acusação ou somente individual? Resposta:

2) Nos crimes praticados contra interesse metaindividual, pode haver o assistente coletivo? Resposta:

3) Existe lei expressa que dispõe sobre essa possibilidade de assistente coletivo? Resposta:

Existe, sim, a figura do assistente coletivo na persecução penal de crimes praticados contra interesses metaindividuais. Exemplo: Lei nº 8.078/90 – Código de Defesa do Consumidor – Art. 80. No processo penal atinente aos crimes previstos neste Código, bem como a outros crimes e contravenções que envolvam relações de consumo, poderão intervir, como assistente do Ministério Público, os legitimados indicados no art. 82, inciso III [as entidades e órgãos da Adminnistraçao Pública, direta ou indireta, ainda que sem personalidade jurídica, especificamente destinados à defesa dos interesses e direitos protegidos por este código] e IV [as associações legalmente constituídas há pelo menos 1 (um) ano e que incluam entre seus fins institucionais a defesa dos interesses e direitos protegidos por este código, dispensada a autorização assemblear], aos quais também é facultado propor açao penal subsidiária, se a denúncia nao for oferecida no prazo legal.

2.9.1.3. Questões do TRF3
1) A denúncia deve se basear necessariamente no Inquérito Policial ou este é dispensável? Resposta:

É entendimento jurisprudencial pacífico de que o inquérito policial é dispensável à propositura da ação penal, pois a opinio delicti é exclusiva do Ministério Público, de modo que este poderá desde logo oferecer denúncia caso entenda que os elementos de informação que possui são suficientes a ponto de dispensar a instauração do inquérito policial.
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2) Eventuais vícios do IP podem ser sanados na ação penal? Resposta:

―No que se refere aos alegados vícios no inquérito policial, a jurisprudência desta Superior Corte de Justiça já se firmou no sentido de que eventuais irregularidades ocorridas na fase inquisitorial não possuem o condão de macular todo o processo criminal. Ademais, as mencionada nulidades ocorridas no inquérito não passam de meras imperfeições, sequer comprovadas nos autos e, portanto, inaptas para anular as provas colhidas na fase inquisitorial, especialmente quando não demonstrada a ocorrência de qualquer prejuízo.‖ (HC 216.201/PR, Rel. Ministra ALDERITA RAMOS DE OLIVEIRA, SEXTA TURMA, 02/08/2012)

2.9.1.4. Questões do TRF4

2.9.1.5. Questões do TRF5
TRF5 – 2012 01) No procedimento das ações penais originárias, qual o momento de que deve ser realizado o interrogatório? Resposta:

Sobre o tema, o Plenário do Supremo Tribunal Federal já se manifestou: ―O art. 400 do Código de Processo Penal, com a redação dada pela Lei 11.719/2008, fixou o interrogatório do réu como ato derradeiro da instrução penal. Sendo tal prática benéfica à defesa, deve prevalecer nas ações penais originárias perante o Supremo Tribunal Federal, em detrimento do previsto no art. 7º da Lei 8.038/90 nesse aspecto. Exceção apenas quanto às ações nas quais o interrogatório já se ultimou. Interpretação sistemática e teleológica do direito‖. (AP 528 AgR, Relator Min. RICARDO LEWANDOWSKI, Tribunal Pleno, 24/03/2011)

02) Qual seu entendimento sobre o poder de investigação do Ministério Público? O MP pode dirigir o inquérito policial? E medidas cautelares, como busca e apreensão, quebra de sigilo bancário, fiscal etc., como medidas necessárias à investigação, podem ser feitas diretamente pelo MP? Resposta:

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Em 27/06/12, o Ministro Luiz Fux pediu vista dos autos do RE nº 593.727/MG, onde a questão está sendo reexaminada, agora em sede de repercussão geral. Porém, tudo indica que o Supremo Tribunal Federal manterá seu entendimento anterior, segundo o qual, com base na teoria dos poderes implícitos, o Ministério Público pode realizar atividade investigativa, sem, contudo, presidir o inquérito policial. Medidas cautelares que exigem autorização judicial no bojo do inquérito policial, continuam sujeitas a tal autorização quando a investigação é levada a cabo pelo Ministério Público.

03) O princípio da identidade física do juiz aplica-se ao processo penal? Como esse princípio se define? Resposta:

―De acordo com o princípio da identidade física do juiz, que passou a ser aplicado também no âmbito do processo penal após o advento da Lei n.º 11.719, de 20 de junho de 2008, o magistrado que presidir a instrução criminal deverá proferir a sentença no feito, nos termos do § 2.º do artigo 399 do Código de Processo Penal. Em razão da ausência de outras normas específicas regulamentando o referido princípio, nos casos de convocação, licença, promoção ou de outro motivo que impeça o juiz que tiver presidido a instrução de sentenciar o feito, por analogia - permitida pelo artigo 3.º da Lei Adjetiva Penal -, deverá ser aplicada a regra contida no artigo 132 do Código de Processo Civil, que dispõe que os autos passarão ao sucessor do magistrado.‖ (HC 242.115/PE, Rel. Ministro JORGE MUSSI, QUINTA TURMA, 02/08/2012)

04) O que se entende pelo princípio da oficialidade do processo penal? Há exceções a sua aplicação no Direito brasileiro? Resposta:

O princípio da oficialidade significa, nas palavras de Edilson Mougenot Bonfim, que ―a ação penal pública somente poderá ser proposta por um órgão do Estado: o Ministério Público. (...) A prerrogativa do órgão do parquet vem consubstanciada nos ditames da Constituição Federal, que estabelece uma das funções institucionais do Ministério Público promover privativamente a ação penal pública, na forma da lei (art. 129, I)‖. Como exceção, pode-se mencionar a ação penal privada subsidiária da pública.

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2.10. Direito Ambiental
2.10.1. Competências Constitucionais Em Matéria Ambiental. Classificação e Repartição Dessas Competências, no Cenário Federativo 2.10.1.1. Questões do TRF1

2.10.1.2. Questões do TRF2
1) Os municípios podem legislar sobre matéria ambiental?

2) Qual o critério dessa competência concorrente? Resposta:

Sim. Em matéria ambiental a competência executiva é comum entre União, Estados, Distrito Federal e Municípios (CF, art. 23, VI). Desta forma, para que o Município desempenhe essa competência executiva sem entraves, é lhes reconhecida, por conseguinte, a competência legislativa em matéria ambiental, a qual há der ser exercida de acordo com dois critérios: (i) assunto ambiental de interesse local (CF, art. 30, I); e (ii) suplementar a legislação ambiental federal e estadual (CF, art. 30, II).

2.10.1.3. Questões do TRF3

2.10.1.4. Questões do TRF4

2.10.1.5. Questões do TRF5

2.11. Direito Internacional Público e Privado
2.11.1. Validade de Sentença Estrangeira no Brasil. Rogatórias 2.11.1.1. Questões do TRF1
1) Carta Rogatória. Qual o procedimento? Resposta:

Resolução 9/2005 do STJ: é atribuição do Presidente do STJ conceder o exequatur às cartas rogatórias. Se o pedido tiver por objeto ato que não enseje juízo de delibação,
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será encaminhado ao Ministério da Justiça para cumprimento por auxílio direto. A parte será intimada para impugnar (15 dias). A medida poderá ser realizada sem ouvir a parte quando sua intimação prévia puder resultar na ineficácia da cooperação. Havendo impugnação, o processo poderá, por decisão do Presidente, ser distribuído à Corte Especial. Revel ou incapaz o requerido, dar-se-lhe-á curador especial. O MP terá vista dos autos, podendo impugná-las. Das decisões do Presidente cabe agravo regimental. Concedido o exequatur, a carta será remetida para cumprimento ao Juízo Federal. No cumprimento pelo Juiz Federal, cabem embargos relativos a quaisquer atos (10 dias), por qualquer interessado ou pelo Ministério Público, julgando-os o Presidente. Da decisão que julgar os embargos cabe agravo regimental. O Presidente ou o Relator poderá ordenar diretamente o atendimento à medida solicitada. Cumprida, será devolvida ao Presidente e por este remetida, por meio do Ministério da Justiça ou do Ministério das Relações Exteriores, à autoridade judiciária de origem.

2) A decisão no exterior, para ter efeito no Brasil precisa ser homologada, qual o órgão judicial encarregado por esta homologação. As decisões interlocutórias também são homologadas pelo STJ? Resposta:

O órgão encarregado é o STJ (CF, art. 105, I, i). As decisões interlocutórias (ex: medida cautelar) também devem ser homologadas.

3) Que tipo de sentença é homologável?

4) A sentença penal trabalhista, também seria possível ser homologada? Resposta:

São homologáveis as sentenças cíveis; as sentenças (laudos) arbitrais; as sentenças penais, apenas quanto aos seus efeitos civis (ex: perda de bens). A ―sentença penal trabalhista‖, ora entendida como a sentença penal proferida por juiz trabalhista no estrangeiro, não é passível de homologação, haja vista tratar de matéria penal. Há divergência sobre a necessidade, ou não, de homologação das sentenças de estado, havendo três correntes: (i) a Constituição não estabelece distinção, logo, todas as sentenças, inclusive as de estado, carecem de homologação; (ii) o art. 483 do CPC revogou o parágrafo único do art. 15 da LICC, tornando exigível a homologação; (iii) o parágrafo único do art. 15 da LICC continua em vigor, dispensando a homologação. O STF seguia a primeira corrente. O STJ, antes da EC 45/2004, seguia a terceira corrente, não se tendo conhecimento de outro precedente após a alteração do texto constitucional.
179

5) Se uma brasileira casa na Austrália com australiano e lá se divorcia, e na vigência do casamento ele tem dois filhos que são registrados na embaixada brasileira e tem dupla nacionalidade, ela pedindo a homologação desta sentença australiana o STJ homologa, e depois disso ela tem a pensão alimentícia atrasada pelo cônjuge e tem a guarda compartilhada, ela poderia pedir que fosse aumentada a pensão, e se ela poderia pedir a alteração da guarda compartilhada? Quem seria o juízo da alteração no Brasil? Seria a justiça estadual? Não seria um juízo de família que vai cuidar de guarda? Resposta:

A Competência é da Justiça Estadual (vara de família). Vejamos o seguinte precedente, no qual fora reconhecida a competência federal por motivos não presentes na hipótese: ―(...) CONFLITO NEGATIVO DE COMPETÊNCIA. AÇÃO PARA DEFINIÇÃO DE GUARDA E REGULAMENTAÇÃO DO REGIME DE VISITAS A MENOR. CONEXÃO COM AÇÃO DE BUSCA E APREENSÃO, PROPOSTA PELA UNIÃO, COM FUNDAMENTO NA CONVENÇÃO DE HAIA SOBRE ASPECTOS CIVIS DE SEQUESTRO INTERNACIONAL DE CRIANÇAS. RISCO DE DECISÕES CONFLITANTES. RECONHECIMENTO DA COMPETÊNCIA DA JUSTIÇA FEDERAL. (...) 2. Demonstrada a conexão entre a ação de busca e apreensão de menores e a ação de guarda e regulamentação do direito de visitas, impõe-se a reunião dos processos para julgamento conjunto (arts. 115, III; e 103 do CPC), a fim de se evitar decisões conflitantes e incompatíveis entre si. 3. A competência absoluta da justiça federal para julgamento de uma das ações, que visa o cumprimento de obrigação fundada em tratado internacional (art. 109, I e III, da CF/88) atrai a competência para julgamento da ação conexa. (...) (CC 118.351/PR, Nancy Andrighi, SEGUNDA SEÇÃO, 28/09/2011)

2.11.1.2. Questões do TRF2
1) Cooperação internacional, qual a mudança recente com a EC no. 45/2004? Houve alguma mudança de fundo com a modificação de competência do STF para o STJ? Resposta:

Um possível mudança de fundo pode ser vista na questão relacionada ao cabimento, ou não, de recurso extraordinário da decisão do STJ, que, sobre o tema, ainda não firmou posicionamento, havendo precedentes em ambos os sentidos.

2) Homologação de sentenças estrangeiras, hipóteses e consequências. Discorra. Resposta:

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São homologáveis as sentenças cíveis; as sentenças (laudos) arbitrais; as sentenças penais, apenas quanto aos seus efeitos civis (ex: perda de bens). Há divergência sobre a necessidade, ou não, de homologação das sentenças de estado, havendo três correntes: (i) a Constituição não estabelece distinção, logo, todas as sentenças, inclusive as de estado, carecem de homologação; (ii) o art. 483 do CPC revogou o parágrafo único do art. 15 da LICC, tornando exigível a homologação; (iii) o parágrafo único do art. 15 da LICC continua em vigor, dispensando a homologação. O STF seguia a primeira corrente. O STJ, antes da EC 45/2004, seguia a terceira corrente, não se tendo conhecimento de outro precedente após a alteração do texto constitucional.

3) Arbitragem internacional. Como a lei no. 9.307/96 alterou o cenário?

4) É preciso homologar os laudos estrangeiros?

5) Como o STJ decide a esse respeito?

6) O placar tem sido favorável à homologação, no STJ? Resposta:

Sobre tema, leciona Nadia de Araújo: ―até a entrada em vigor da Lei de Arbitragem (Lei nº 9.307/2006, vigia no Brasil o sistema de dupla homologação, pelo qual qualquer laudo arbitral proferido no exterior, para ser delibado, deveria ser previstamente homologado pela Justiça do país de origem. (...) Desse modo, a análise para homologação recaía não sobre a decisão arbitral em si, e sim sobre a decisão judicial de origem. Com o advento da Lei de Arbitragem, o STF, à época competente para processar e julgar as homologações, declarou a natureza processual dos arts. 37 e 39 da referida lei, que permitiam a homologação do próprio laudo arbitral e sua consequente aplicabilidade imediata. (...) O STJ, ao assumir a competência para homologação de sentenças estrangeiras, tem mantido o entendimento jurisprudencial inaugurado pelo STF relativamente à arbitragem com o incremento da homologação-simples.‖

7) Arbitragem interna e arbitragem internacional. Qual a diferença? Resposta:

José Carlos de Magalhães distingue: ―a arbitragem estrangeira [arbitragem interna] da arbitragem internacional. A primeira resolve um litígio subordinado inteiramente a uma
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ordem jurídica nacional determinada, em que todos os elementos da relação jurídica controvertida estão sujeitos a essa ordem jurídica. Um contrato regido pela lei inglesa, tendo como partes pessoas domiciliadas na Inglaterra e como objeto, bem ou direito também situado naquele país, é contrato nacional, subordinado a uma lei nacional e a arbitragem que dirimir a controvérsia dele oriunda é também nacional e, assim, estrangeiras para outros países. Já a arbitragem internacional soluciona controvérsia de caráter internacional, seja porque as partes possuam domicílio em diferentes países, seja porque o objeto do contrato se situe em outra ordem jurídica, seja, ainda, porque o pagamento deva transitar de um país para outro. Em outras palavras, a relação jurídica controvertida envolve mais de uma ordem jurídica nacional, embora possa ser regida por uma lei nacional.‖

8) Nova lei de arbitragem trouxe alteração do cenário brasileiro? Resposta:

Sobre tema, leciona Nadia de Araújo: ―até a entrada em vigor da Lei de Arbitragem (Lei nº 9.307/2006, vigia no Brasil o sistema de dupla homologação, pelo qual qualquer laudo arbitral proferido no exterior, para ser delibado, deveria ser previstamente homologado pela Justiça do país de origem. (...) Desse modo, a análise para homologação recaía não sobre a decisão arbitral em si, e sim sobre a decisão judicial de origem. Com o advento da Lei de Arbitragem, o STF, à época competente para processar e julgar as homologações, declarou a natureza processual dos arts. 37 e 39 da referida lei, que permitiam a homologação do próprio laudo arbitral e sua consequente aplicabilidade imediata. (...) O STJ, ao assumir a competência para homologação de sentenças estrangeiras, tem mantido o entendimento jurisprudencial inaugurado pelo STF relativamente à arbitragem com o incremento da homologação-simples.‖

9) Dê exemplos de situações excepcionais de aplicação imediata de carta rogatória executiva.

10) Como se dá o cumprimento dessas ordens de decisões jurisdicionais estrangeiras? Resposta:

Segundo o parágrafo único do art. 8º da Resolução nº 9 do STJ, ―a medida solicitada por carta rogatória poderá ser realizada sem ouvir a parte interessada quando sua intimação prévia puder resultar na ineficácia da cooperação internacional.‖ Ex: quebra de sigilo telefônico. Sobre a forma de cumprimento, dispõe o art. 13: ―a carta rogatória, depois de concedido o exequatur, será remetida para cumprimento pelo Juízo Federal competente.‖
182

2.11.1.3. Questões do TRF3

2.11.1.4. Questões do TRF4
1) Pode ser negado o cumprimento de uma rogatória? Resposta:

Nos termos do art. 6º da Resolução nº 9/2005 do STJ, ―não será homologada sentença estrangeira ou concedido exequatur a carta rogatória que ofendam a soberania ou a ordem pública.‖

2) Quais os sistemas existentes no mundo, objetivamente, quanto à homologação de sentenças estrangeiras? Resposta:

Wikipédia: (i) Sistema da Revisão do Mérito da Sentença. Julga-se novamente a causa, ensejando até nova produção de provas, reanalisando as preexistentes. Após a decisão estrangeira poderá ser ratificada; (ii) Sistema Parcial de Revisão do Mérito. Iimposto com o fim de analisar a aplicação da lei do país em que irá ser executada a sentença. Ainda nesse sistema o que se busca distinguir se há a possibilidade de aplicação da lei embasadora da sentença estrangeira no Estado em cujo território a sentença estrangeira irá produzir efeitos; (iii) Sistema de Reciprocidade Diplomática. Utiliza-se dos tratados como basilar, não existindo esse entre os dois Estados, sequer será possível a homologação; (iv) Sistema de Reciprocidade de Fato. A homologação só se faz possível se ambos os Estados protegerem os mesmos institutos, eg; União de indivíduos de mesmo sexo; (v) Processo da Delibação. É adotado pelo Brasil. Neste sistema o mérito da sentença sequer é auferido. Examinam-se, singularmente, as formalidades da sentença a luz de princípios fundamentais para se considerar justo um processo, tais como: respeito ao contraditório e a ampla defesa, legalidade dos atos processuais, respeito aos direitos fundamentais humanos, adequação aos bons costumes.

2.11.1.5. Questões do TRF5

183

2.12. Sociologia do Direito
2.12.1. Conceito De Sociologia – Controle Social E Direito. 2.12.1.1. Questões do TRF1
1) Qual a diferença entre coerção e coação? Resposta:

Wikipédia: “A sanção jurídica não se confunde com os conceitos de coerção e coação. A coerção corresponde à influência psicológica exercida preventivamente pela sanção para o cumprimento da obrigação sem a necessidade de sua execução forçada. A coação, por outro lado, é a aplicação forçada da sanção pelo Estado ou pelo particular interessado, que o fará por intermédio dos órgãos estatais competentes.”

2) Qual a diferença entre a regra moral, regra de trato social e regra jurídica? Resposta:

São instrumentos de controle social: (i) Regra moral. Orienta a consciência humana em suas atitudes. É unilateral, autônoma, interior, incoercível, sanção difusa; (ii) Regra de trato social. Padrões de conduta social ditados pela própria sociedade, com o propósito de tornar mais agradável o ambiente social. Ex: cortesia, etiqueta. É unilateral, heterônomo, exterior, incoercível, sanção difusa; (iii) Regra jurídica. É bilateral, heterônomo, exterior, coercível, sanção prefixada. Vejamos: 1) Bilateral: impõe dever, mas também prevê direito; 2) Unilateral: impõe dever, sem previsão de direito; 3) Heterônomo: deve ser cumprida; 4) Autônomo: pode ser cumprida, por um querer espontâneo; 5) Exterior: atuam diretamente nas ações das pessoas em sociedade; 6) Interior: voltada para a consciência da pessoa, como um aconselhamento que pode interferir na conduta; 7) Coercível: ditada pelo Estado, único detentor do poder de exigir das pessoas o seu cumprimento; 8) Incoercível: não parte do poder estatal, de modo que podem ou não ser cumpridas; 9) Sanção prefixada: já traz, de antemão, a punição para o descumprimento; 10) Sanção difusa: não traz punição prefixada. No momento da violação é que haverá uma reprovação, uma censura, ao infrator, por diversas formas.

2.12.1.2. Questões do TRF2

2.12.1.3. Questões do TRF3

184

2.12.1.4. Questões do TRF4

2.12.1.5. Questões do TRF5

2.13. Filosofia do Direito
2.13.1. A Justiça Como Valor Universal 2.13.1.1. Questões do TRF1
1) A justiça é um valor próprio do Direito? Resposta:

Acreditamos que a justiça não é um valor próprio – no sentido de específico, exclusivo – do direito, já que a mesma permeia outras instâncias de controle social. Porém, ciente da complexidade do tema, entendemos conveniente lembrar a seguinte passagem de Miguel Reale: “Cada época histórica tem a sua imagem ou a sua ideia de justiça, dependente da escala de valores dominantes nas respectivas sociedades, mas nenhuma delas é toda a justiça, assim como a mais justa das sentenças não exaure as virtualidades todas do justo”. 2.13.1.2. Questões do TRF2

2.13.1.3. Questões do TRF3

2.13.1.4. Questões do TRF4

2.13.1.5. Questões do TRF5

185

3. Ponto 03
3.1. Direito Constitucional
3.1.1. Direitos e Garantias Fundamentais: Garantias Constitucionais e Núcleos Essenciais dos Direitos Fundamentais 3.1.1.1. Questões do TRF1
1) Qual a posição mais recente do STF acerca do direito de greve dos servidores públicos da União? Resposta:

2) Qual a mais valia da duração razoável do processo? Resposta:

3.1.1.2. Questões do TRF2
1) Diferença entre direitos humanos e direitos individuais. Resposta:

2) Segurança pública (art. 144, CR/1988), seria também um direito fundamental? Resposta:

3) No que consiste o princípio da proibição da proteção deficiente? Resposta:

4) Art. 5º, XLIII, CR/1988, é uma cláusula pétrea? Resposta:

5) Direito ao lazer se insere em uma das figuras da 1a., 2a. ou 3ª. dimensão? (Para Poul, melhor seria ir da 3ª. ou 4ª. geração, porque o Estado não pode ser obrigado a atuar, por isso não é de 2ª. geração) 186

Resposta:

6) Efetividade: discorra sobre cada um dos direitos individuais coletivos exemplificando-os. Quais os instrumentos que existem para que se tornem efetivos? Resposta:

7) A sindicabilidade dos direitos sociais: o que vem a ser isso, como está se dando, porque está ocorrendo e quais são as visões – umas contra, outras a favor – que podemos encontrar no Supremo a respeito. Resposta:

8) Em uma situação (em que por um lado entende-se) que um tipo efetividade dada pelo Poder Judiciário a esses direitos individuais, fundamentais estaria a se criar uma “política de Estado parelela” (pois em razão da ausência desta se estaria recorrendo ao Judiciário, que talvez não tenha essa ponderação quanto ao conteúdo), e outra corrente que acha que os direitos individuais e fundamentais não poderiam ser fraudados ao cidadão na medida em que há a omissão do Poder Público em torná-los efetivos; Entre esses dois extremos, o sr. como magistrado, veria espaço para uma terceira possibilidade ou se filiaria a uma delas? Resposta:

9) Princípio da Duração Razoável do processo se confunde com celeridade? Resposta:

10) Quanto ao princípio da fundamentação. O uso de jargões, por ex., “não vejo verossimilhança”, ofende? Qual a posição do STF? Resposta:

11) Há direito à assistência espiritual? É de que geração? Tem artigo na CR/1988? Resposta:

12) Garantias institucionais e garantias constitucionais são diferentes? 187

Resposta:

13) O princípio da ampla defesa é garantia constitucional? Resposta:

14) Recusa estatal de fornecer certidões. Quais instrumentos são adequados? Seria possível ACP? Resposta:

15) Há diferença entre garantias institucionais e garantias constitucionais? Resposta:

16) O habeas data é instrumento adequado para ter vistas do processo administrativo? Resposta:

17) Mandado de Segurança contra ato normativo do Presidente do STF, é possível? Seria um ato normativo em tese? Resposta:

18) Separação dos Poderes é uma garantia constitucional ou garantia da constituição (institucional)? Resposta:

19) A estabilidade do servidor público é garantia constitucional? Resposta:

20) E o princípio da ampla defesa? Resposta: 188

21) As ações populares podem ser julgadas no STF originariamente? Resposta:

22) Qual o instrumento mais adequado para recusa de vista em processo administrativo? Habeas Corpus pode? Resposta:

23) Pode usar HC para obter informações de terceiros? Exemplo, o próprio pai? Resposta:

3.1.1.3. Questões do TRF3
1) Qual a função social da propriedade? Resposta:

2) Há colisão entre propriedade e meio ambiente? Em que caso prevalece o primeiro, e em q caso prevalece o último? Resposta:

3) No art. 15 da CF, quais são hipóteses de perda, e quais de suspensão dos direitos políticos? Resposta:

4) Quais são as hipóteses de inelegibilidade na CF? Resposta: 5) Há direitos constitucionais implícitos? Resposta:

6) Como se define o impasse entre violação à privacidade e direito de informação quando a privacidade é de uma pessoa pública, famosa? 189

1.1. Defina. Resposta: 5) Pode um tributo ser majorado por medida provisória? Resposta: 190 . Questões do TRF4 3.2.1.Tributo E Preço Público 3. Questões do TRF5 1) Confronte o abuso de direito individual e abuso de direito político. Sistema Constitucional Tributário: Tributos . 182 da CF. Direito Tributário 3.2.5. na medida em que o princípio é cláusula pétrea? Resposta: 4) Imposto real e imposto pessoal. Padece esta EC de inconstitucionalidade.Resposta: 3.1. Questões do TRF1 1) As contribuições para os Conselhos reguladores de atividades profissionais são de natureza tributária? Resposta: 2) É constitucional o redutor de IPTU que recai sobre imóvel único? Resposta: 3) Outra hipótese de progressividade do IPTU fora do que concerne o art. Resposta: 3. EC nº 29/00.Natureza Jurídica .Espécies .4.1.2.1.Classificação .1.Conceito .

1. defina-os? Resposta: 8) É cabível o IPTU em relação ao possuidor de um imóvel fixado em condomínio irregular? Condomínio fixado em imóvel da União poderia ser cobrado IPTU pelo DF.2.6) ITBI pode uma lei estabelecer uma alíquota progressiva em razão do valor venal do imóvel? Resposta: 7) impostos diretos e impostos indiretos.2. Questões do TRF2 1) O que seria um imposto indireto? Resposta: 2) Como ficaria a questão da repetição de indébito no caso do imposto indireto? Resposta: 3) A doutrina delimita a contribuição de melhoria e a classifica pelo critério da valorização. Na prática observa-se que obras públicas são realizadas sem cobrança de contribuição de melhoria. Será que estamos observando o enriquecimento sem causa de todas essas obras realizadas sem cobrança da contribuição de melhoria? Resposta: 191 . Poderíamos admitir o critério do custo no direito tributário brasileiro? É cabível a utilização do critério do custo em matéria de contribuição de melhoria? Resposta: 4) Em sua resposta mencionou que a contribuição de melhoria visa evitar o enriquecimento sem causa. por exemplo? Resposta: 3.

g. um IPTU federal? Resposta: 10) Qual o critério positivado para distinguir as espécies tributárias? Qual a crítica que se faz? Resposta: 11) O critério da não-cumulatividade se vale do que para distinguir os tributos? Resposta: 12) O ISS entra nessa classificação? E o PIS? Resposta: 13) COFINS envolve tributo indireto e impessoal? 192 . poderia ser idêntico ao de um imposto já existente? Resposta: 8) No caso dos impostos de guerra (extraordinários também) poderíamos pensar em que fatos geradores? Resposta: 9) Poderíamos admitir no imposto de guerra.5) O que é a Contribuição de Intervenção no Domínio Econômico? Resposta: 6) Qual o critério jurídico distintivo das espécies tributárias? Vê alguma diferença de tratamento dado pelo código tributário e o texto constitucional em termos de classificação? Resposta: 7) Qual seria o fato gerador do empréstimo compulsório? O f. por exemplo.

Resposta: 14) A CIDE entra nessa categoria? Resposta: 15) O que a CR apregoa como critério para distinguir os tributos? Resposta: 16) O que os Tribunais Superiores falam sobre os critérios de distinguir tributos? Explicar a finalidade? Isso não é mais próprio do Direito Financeiro? A CR faz algum critério? Resposta: 17) O PIS é vinculado ou não vinculado? Resposta: 18) Qual a consequência dessa classificação? Resposta: 19) E o critério da base imponível? Resposta: 20) Por que esse critério é superior? Para quais doutrinadores? Resposta: 21) Como se usa o critério temporal? Resposta: 193 .

Resposta: 28) E o Empréstimo Compulsório é real ou pessoal? Resposta: 29) Qual a importância da classificação dos tributos? Resposta: 30) O FG complexo está à margem do nosso sistema? De onde vem essa ideia? Resposta: 194 .22) De onde importamos o Fato Gerador complexo? Resposta: 23) Em qual figura do CTN está o FG complexivo? Resposta: 24) Qual a característica primária do FG pendente? Resposta: 25) A Base de Cálculo é importante para classificação dos tributos? Resposta: 26) E o critério da estruturação econômica? Resposta: 27) O que é tributo pessoal e real? Relacione com o princípio da capacidade contributiva.

2. por serviço específico e divisível? Resposta: 4) Qual o sentido da expressão domínio econômico na CIDE? Resposta: 5) As contribuições são espécies autônomas de tributos? Resposta: 6) Há contradição entre dizer-se que tributo não é sanção de ato ilícito e dizer-se que há obrigação tributária pelo descumprimento de obrigação acessória? Resposta: 3.4. Questões do TRF4 195 .2. ou até mesmo nada cobrar.E quais são os critérios de acordo com a estruturação econômica? Resposta: 3. Questões do TRF3 1) Quais tributos são vinculados? Resposta: 2) Em que situações pode haver desvinculação de tributos vinculados? E o caso das contribuições? Qual a consequência da desvinculação? Há algum vício nessa desvinculação? Resposta: 3) Pode-se optar discricionariamente pela cobrança de taxa ou preço público.1.1.3.31).

Intervenção do Estado na Propriedade e no Domínio Econômico 3. isso é uma requisição? Resposta: 3) O imóvel é alodial se não houver limitação administrativa? 196 .2012 1) As contribuições sociais têm caráter tributário? Resposta: 2) Quais as espécies de contribuições sociais? Resposta: 3.1. Direito Administrativo 3.1.3. Questões do TRF2 1) Qual a distinção entre limitação e restrição administrativa? A requisição estaria enquadrada na limitação ou na restrição? Resposta: 2) Quando o juiz eleitoral determina que um clube esportivo será Zona Eleitoral.2.3.1. Resposta: 3.3.3.2. Questões do TRF5 TRF5 . Questões do TRF1 1) Que funções exerce o Estado como agente normativo e regulador na ordem econômica? Determinantes para o setor público e indicativos do setor privado? Resposta: 2) Dê dois exemplos de monopólio da União.5.1.1.3.

um dos princípios constitucionais tributários é o da irretroatividade tributária. A colocação de entulho no terreno de particular. em razão de obra pública. Resposta: 11) Existem exceções a esta regra da irretroatividade tributária? Resposta: 197 .Resposta: 4) As limitações se coadunam com os atributos do domínio? Resposta: 5) Ocupação temporária. pode ser considerada como ocupação temporária? Resposta: 6) A ocupação temporária é indenizável? E na ausência de dano? Resposta: 7) O que é uma zona fortificada de fronteira? Elas precisam constar no RGI? A ausência desse registro torna o terreno alodial? Resposta: 8) Existe algum ônus que não precisa de registro no RGI? Resposta: 9) Quais são os valores que permeiam o controle da concentração da atividade econômica? Resposta: 10) Em matéria de interpretação.

contra quem deve ser ajuizada? Resposta: 198 .3.3.1. Questões do TRF3 1) Em caso de decreto de desapropriação para fins de utilidade pública do chefe do executivo municipal para instalação de aeroporto quem deverá figurar no pólo passivo.12) Pode-se se falar em desapropriação de bem tombado? Resposta: 13) Qual seria a distinção entre ocupação temporária e requisição administrativa? Resposta: 14) Qual a natureza jurídica das florestas? E de uma reserva indígena? Resposta: 15) A desapropriação pode ocorrer em que circunstâncias? Quais são os processos adequados para que ela ocorra de forma legal? Resposta: 16) O que são limitações? Quais as diferenças entre essa e restrições? Resposta: 17) As limitações administrativas são prerrogativas ou privilégios? Resposta: 18) Qual a origem da palavra privilégio? Resposta: 3.

4. Questões do TRF1 1) Qual a diferença entre induzir. qual o seu entendimento? Resposta: 02) Como se manifesta a intervenção do estado no domínio econômico? Resposta: 03) É ilimitada a intervenção por direção? Resposta: 04) A intervenção indutiva pode gerar responsabilização do estado? Em quais situações? Resposta: 3. Questões do TRF4 3.1.1.1. Concurso de Pessoas e Concurso de Crimes 3.3. Direito Penal 3.4.1. Questões do TRF5 01) A expressão regulação.4.4.5.2) O município neste caso pode decretar a desapropriação? Resposta: 3) Qual seria o juiz competente para conhecer esta ação? Resposta: 3. instigar e auxiliar? Resposta: 199 .3.1.

213. Mas tinha o desígnio inicial de fugir com a bicicleta funcional. e tira uma pequena quantia dia após dia. Resposta: 3) Crime continuado em crime de estupro (Art. assim que atingisse uma certa quantia auferida com esses pequenos furtos. Como está a questão atualmente do ponto de vista legal e jurisprudencial? Resposta: 3) Crime continuado: da leitura do art. Questões do TRF2 1) Faça a distinção entre o concurso material e concurso formal. do CP). de que tinha posse também funcional. 71 do CP o que quer dizer a expressão “crimes da mesma espécie”? Resposta: 4) Vislumbra a possibilidade de continuidade delitiva em caso de homicídio? Exemplifique. Como diferenciar o concurso homogêneo do concurso heterogêneo? Resposta: 2) Um sujeito trabalha como gerente de uma loja.1. De que se trata esse crime? Qual sua qualificação? Qual crime praticado em relação a bicicleta? Furto ou apropriação indébita? Integra a continuidade delitiva? Trace um paralelo entre reiteração criminosa x crime continuado. Sonegação de IR. É crime continuado? Qual a posição do STF? Resposta: 200 .4.2. Resposta: 5) Qual o critério para o crime continuado? A intenção do agente serve para isso? Resposta: 6) Crime contra a Ordem Tributária.3.

1.1.2. portanto empresa.5.3. Contribuições da Empresa. Questões do TRF2 1) Quais as naturezas e espécies de contribuição social? Resposta: 201 .1.1.4. Questões do TRF3 1) Há habitualidade na continuidade delitiva? Resposta: 3.5.5.3. a empregador. Questões do TRF5 1) Qual a teoria adotada no Brasil sobre a participação e qual conceito de participação moral e material? Resposta: 3.4. Questões do TRF1 1) Para efeito de contribuição previdenciária quem é que a lei ordinária equipara a empresa. o órgão da administração? E na iniciativa privada quem faz? Resposta: 2) No que consiste o salário de contribuição? Resposta: 3.1. 3. quem ela considera empregador.1. Direito Previdenciário 3.4.5. Questões do TRF4 3.5. Salário-De-Contribuição.1.4.

3. Questões do TRF3 1) Quem tem competência para criar contribuição social para a seguridade social? Resposta: 2) Qual a contribuição social para a seg. social que não incide em renda. mas que teriam autorização no texto constitucional que poderia apontar? Resposta: 3.2) Qual a discussão que está sendo travada no Supremo sobre a COFINS em torno da figura do faturamento? Opine de acordo com a argumentação que foi trazida até agora. e que.5. na prática. Resposta: 3) O PIS entraria nesse conceito de contribuição social? É uma figura específica de contribuição social? Haveria um bis in idem já que possui a mesma base de cálculo que a COFINS? Resposta: 4) Existe outra situação de bis in idem envolvendo as contribuições. principalmente quanto às alíquotas. Fale sobre a contribuição SAT. não socorre o sistema da seguridade social? Resposta: 3) Qual a sanção que pode ser imposta a PJ em débito com o INSS e onde está estabelecida tal sanção? Resposta: 4) Existe norma específica que fala da PJ? Resposta: 5) Em relação as contribuições atinentes a seguridade social. 202 .1.

Resposta: 3.6. Questões do TRF1 1) O que é uma propriedade fiduciária? Dê-me um exemplo.Resposta: 6) O SAT tem alíquotas variáveis? Tem algum tipo de categorização? Resposta: 3. Questões do TRF2 1) O contrato de fiança é plurilateral? Resposta: DESSE PONTO EM DIANTE: RESPOSTAS ELABORADAS POR EMANUEL JOSÉ MATIAS GUERRA 2) O contrato de fiança pode ser caracterizado como união de contratos? Resposta: 203 .1. Validade e Invalidade dos Contratos. Como se dar a alienação fiduciária de automóvel? É a regra? Como se adquire a propriedade móvel? Tradição. Questões do TRF4 3. Direito Civil 3.4.2.1. E porque não pode se transferir o automóvel apenas por simples tradição? Resposta: 2) Na alienação fiduciária o que representa o chamado excesso de meio? Se pratica um contrato objetivo menor que é apenas a alienação em garantia.1.6.5. Questões do TRF5 3.6.5.5.6.1. Contratos Fiduciários e Indiretos 3.1.1.

Assim. realizada pela mesma pessoa que praticou o ato a ser ratificado. mas esta não se dá pela forma escrita.3. É o caso. enquanto não desconstituídos. Questões do TRF3 1) Qual a diferença entre confirmação. que somente produz efeitos na medida em que estes sejam reconhecidos pela lei. ao passo em que os atos inexistentes jamais podem 204 . por exemplo.6.1. entendese. representa situação em que a lei atribui a determinado comportamento um específico significado de um declaração de vontade negocial. em que uma pessoa garante ao credor o cumprimento de uma obrigação assumida por outra pessoa (o STJ não aceita a ―autofiança‖). pode-se incluí-lo no conceito de união de contratos. embora se possa efetivamente perceber a real intenção do agente. ainda que não haja necessariamente relação de ―acessório X principal‖. É o caso da devolução da coisa empenhada. ocorre em situações nas quais há manifestação de vontade. A vontade tácita. por sua vez. é autoridade superior). em geral. conceito bastante próximo do anterior. 2) Qual a diferença entre silêncio. 3) Há produção de efeitos em negócio inexistente e negócio inválido? Resposta: Há clássica afirmação no sentido de que os atos inválidos são aptos à produção de efeitos. Já a vontade presumida. que presume a remissão do penhor. razão pela qual manifesta sua tácita vontade de não questionar a validade da avença. 3. vontade tácita e vontade presumida? Resposta: Embora haja divergência na doutrina acerca do real alcance dos termos. pela própria configuração do contrato de fiança. ao passo em que a confirmação é realizada por outra pessoa (quando no Direito Administrativo. pode-se dizer que o silêncio é a ausência completa de manifestação de vontade. do agente que cumpre um contrato mesmo sabendo que sobre ele pende vício de anulabilidade. convalidação e ratificação? Resposta: Embora haja bastante controvérsia doutrinária sobre o alcance dos conceitos.Entende-se como união de contratos a circunstância em que dois ou mais ajustes estão ligados funcionalmente entre si. que a convalidação é o ato jurídico que com efeitos retroativos sana vício de ato antecedente de tal modo que ele passa a ser considerado como válido desde o seu nascimento. A ratificação seria uma de suas modalidades.

se eu encontro pessoas exercendo uma atividade comercial. o contrato não existe.produzir efeitos. razão pela qual o valor do estabelecimento é maior do que o da soma dos bens individualmente considerados. Questões do TRF5 3.6.1. se o desconto dos valores não for percebido pelo aposentado. 3. entretanto.6. (b) A importância de saber o conceito de empresa é ligada a todo o regime jurídico especial aplicado ao conjunto de pessoas que exercer atividade profissional organizada para a produção ou circulação de mercadorias e serviços. é possível que haja produção de efeitos em atos inexistentes.7.7. de fato. qual a importância prática de saber qual o conceito de empresa? (c) Qual a relevância do conceito de empresa para o direito? (D) Se a empresa não estiver contida numa sociedade. em que identifico pessoas praticando atos de comércio. como se define isto? Resposta: (a) O estabelecimento empresarial pode ser definido como o conjunto organizado de bens corpóreos e incorpóreos reunidos pelo empresário para o exercício da empresa.4. Na prática. nesse ambiente de empresa. conhecido como aviamento (Direito Italiano) ou fundo de comércio.7. dessa reunião é originado um sobrevalor. Direito Empresarial 3. mas até que haja determinação judicial em contrário.1. já que sequer reúnem os requisitos de existência dos atos jurídicos em geral. Questões do TRF4 3.1. essas pessoas serão classificáveis como individuais empresários? (d) Serão uma sociedade? (e) Numa situação concreta. Sociedade Limitada 3. haverá produção de efeitos. Questões do TRF2 1) (a) O que é o estabelecimento.5. 205 .2. o contrato inexistente produzirá todos os seus efeitos e o ―pagamento‖ será integralmente realizado. razão pela qual prescindiriam até mesmo de declaração judicial de sua inexistência. Exemplo conhecido dos tribunais federais é o caso do aposentado do INSS que tem valores descontados em seu benefício por suposto contrato de empréstimo consignado com instituição financeira.7.1.1.1. empresário? (b) Nesse conceito de empresa. Questões do TRF1 3. até que sobrevenha manifestação judicial em contrário.

na prática. Indago: essa limitação de responsabilidade contém o patrimônio social também. Questões do TRF5 01) Discorra sobre a responsabilidade dos sócios. respondendo inicialmente pelas obrigações sociais (arts. salvo hipóteses excepcionais. com normas regulamentadoras especiais. 3) Digamos que a sociedade que eles formem constitua um patrimônio.4. constituindo uma sociedade com um tipo de responsabilidade limitada? Como fica isto relativamente às obrigações já contraídas? Resposta: Tendo-se em vista que as relações anteriores foram formalizadas em momento no qual não se existia qualquer limitação de responsabilidade (citação). de forma habitual e com intuito de lucro. mas sim da forma como é exercida a atividade. a conceituação de empresário não depende mais da prática de atos de comércio. 3. estará caracterizada. (e) Na atual teoria da empresa.5. um conjunto de pessoas. mas sim um empresário individual.3. previstas no Código Civil. em face de sua afetação. CC).(c) e (d) A atividade organizada de produção e circulação de mercadorias e serviços exercida por pessoa individual faz incidir o conceito de empresário individual.1.024. Relativamente às obrigações contraídas antes de sua constituição eles respondem ilimitadamente. Questões do TRF4 3. razão pela qual a formalização citada não produz efeitos em relação aos credores anteriores. Nessa caso não serão uma sociedade. 2) Evoluindo neste mesmo exemplo: se estes empresários resolvem formalizar a relação. Questões do TRF3 3. se a atividade é exercida de forma profissional. a atividade de empresário.7. na parte destinada ao Direito de Empresa. 206 . i. a posterior constituição de pessoa jurídica não pode prejudicar o sobredito ato jurídico perfeito. 988 c/c 1.7.7.1.1. compromete o patrimônio social por eles formado ou não? Resposta: Sim. mesmo antes da constituição da personalidade jurídica entende-se que o conjunto de bens destinados ao exercício da empresa se constitui em patrimônio especial. que pressupõe. é. com a organização profissional dos fatores de produção. Assim.

tem-se basicamente o que segue: Na sociedade em comum. já há personalidade jurídica. entre si. §1º) Nas sociedades em nome coletivo. 990). 02) O capital social pode ser alterado pelos administradores ou apenas pelos sócios? Resposta: Nos termos do artigo 1076. Em comum. do tipo empresarial escolhido para a atividade. fazer pactos limitativos de responsabilidade (art. Nas sociedades anônimas. A especialização patrimonial somente produz efeitos entre os sócios (art. será inicialmente suportada pelo referido patrimônio. no mínimo. os sócios comanditados são responsabilizados solidária e ilimitadamente. enquanto os comanditários respondem apenas pelo valor de suas cotas. que não tem personalidade jurídica. ao passo em que o sócio administrador terá responsabilidade subsidiária. todos respondem pelas dívidas sociais. I do Código Civil. As obrigações ligadas à empresa. 207 .1. de que depende a alteração do capital. LSA) Nas sociedades em comantida simples. Nas sociedades em comandita por ações. Nas sociedades limitadas. apenas o sócio ostensivo exerce a atividade empresarial e apenas ele responde pelas dívidas sociais. não havendo que se falar sequer em responsabilidade pela integralização das demais. de forma ilimitada. a responsabilidade dos sócios é limitada ao valor de suas cotas. mas ilimitada e solidária (entre si) pelas obrigações da sociedade (art.Resposta: A responsabilidade dos sócios das pessoas jurídicas que exercem atividades de empresário irá depender. que é o patrimônio de afetação. basicamente. 994. §único). embora os sócios possam. sócios que representem ¾ do capital social. ainda que não haja personalidade jurídica. mas respondem pela integralização do capital social.039. 282. mas a responsabilidade é ilimitada. Já no que tange às diferenciações. a alteração do contrato social. os sócios respondem apenas e tão somente pela integralização da sua cota social. demanda a aprovação de. assim entendido o conjunto de bens destinados ao exercício da atividade. Na sociedade em conta de participação. o sócio em geral tem responsabilidade limitada ao valor subscrito. há ao menos a limitação da responsabilidade. ressalvado o já citado patrimônio de afetação (art.

8. MANIFESTANDO A UNIÃO EXPRESSAMENTE FALTA DE INTERESSE EM INTERVIR NO FEITO. isto é.2002.8.1. Intervenção de Terceiro e Ação Declaratória Incidental 3.8. Recebimento da Inicial.3. Valor da Causa e Caracterização por Matérias.4.1.1. Procedimento.1. Direito Processual Civil 3. com a demonstração do interesse jurídico.4. Petição Inicial.8. Questões do TRF4 3.1.2.8. entende-se. na esteira da Súmula 61 do TFR. o que somente se dá com a assistência simples ou litisconsorcial (TRF1 . PROPOSTA POR CONCESSIONÁRIA DE ENERGIA ELÉTRICA.001685436. Resposta do Réu.4. Audiência de Instrução e Julgamento. de 25/07/2012).3.2011.5. Questões do TRF2 1) Com relação às concessionárias.01.0000.8. qual é a classificação correta? Resposta: Embora haja bastante discussão jurisprudencial sobre o tema. Questões do TRF5 208 . de 17/08/2012). 3. litisconsorcial. Audiência Inicial.0025997-34.1. que a intervenção da União com base em interesse meramente econômico (Lei 9. NÃO PODERÁ SER OBRIGADA A INTEGRAR A RELAÇÃO PROCESSUAL.0000.1. Questões do TRF3 3. Hipóteses de Admissibilidade.01. Citação. o juiz federal pode obrigar a União a figurar no feito? O que diz a Súmula do TRF 2? Resposta: Diz a súmula Súmula 41 do TRF-2: NA AÇÃO DE DESAPROPRIAÇÃO.46997) não atrai a competência da Justiça Federal (TRF1 .8. COMPETINDO O JULGAMENTO À JUSTIÇA ESTADUAL 2) A assistência que atrai a competência da Justiça Federal é simples. Procedimento Sumário. Questões do TRF1 3. OU DE CONSTITUIÇÃO DE SERVIDÃO ADMINISTRATIVA.

1. 3) Da decisão que rejeita o pedido de liberdade provisória sem fiança. Já era reconhecida pela jurisprudência dos tribunais a impossibilidade de imposição da referida condicionante. com a revogação do artigo 595 do CPP.3. na doutrina. cabe RESE? Resposta: Sim.2.9. ainda existe a prisão como condição de apelar? Resposta: Não. em face da presunção de inocência e do duplo grau. V.9. Questões do TRF2 3. CPP).9. desde que haja dúvida objetiva e respeito ao prazo do recurso tido como correto. Admite-se. não há mais discussões a respeito da matéria. os Embargos (e os embarguinhos). o Agravo Regimental e o Agravo contra decisão denegatória de recurso especial ou extraordinário. ainda que não previsto no CPP de forma expressa. tem aplicação no processo penal. Recursos 3. a Apelação. 4) O réu que responder o processo em liberdade poderá ter sua prisão decretada imediatamente após a decisão de recurso no Tribunal? 209 . Atualmente.1.9. Embargos infringentes e de nulidade e o Recurso extraordinário. 581. embora.3.1. 2) Aplica-se o princípio da fungibilidade no Processo penal? Resposta: Também conhecido como ―Teoria do Recurso Indiferente‖ ou do ―Tanto vale‖. o Recurso Especial. autores como Nelson Nery entendam desnecessário o segundo requisito. Direito Processual Penal 3. 3.1. por expressa disposição legal (art.1.9. a Carta Testemunhável. Questões do TRF1 1) No tocante ao apelar em liberdade. Questões do TRF3 1) Quais os recursos previsto no CPP? Resposta: O CPP prevê de forma expressa apenas o Recurso em sentido estrito (RESE).

9. mesmo que este tivesse respondido a todo o processo preso.1. Direito Ambiental 3.1. Responsabilidade Administrativa em Matéria Ambiental.4. 5) E na hipótese de ter respondido o processo preso.10.2. Questões do TRF5 3.10.3. Poder de Polícia Ambiental 3. Questões do TRF4 3. 3.Resposta: A decisão do Tribunal. Como o réu respondeu ao processo em liberdade.10. já tendo se manifestado o STF no sentido de que a ausência de efeito suspensivo aos recursos de natureza extraordinária (REsp e RE) não têm o condão de possibilitar a execução provisória contra o réu. Do contrário. no recurso de apelação o tribunal poderá deferir a liberdade? Resposta: A liberdade se imporá se não estiverem presentes os motivos da prisão preventiva. não é apta a legitimar o encarceramento do réu. Tutela Administrativa do Meio Ambiente.1.10. por si só. Questões do TRF4 210 .1.1.1. Questões do TRF2 3. razão pela qual normalmente continuará em liberdade. Dessa forma. Questões do TRF1 3. a liberdade se impõe. é bem provável que não haja qualquer dos requisitos da preventiva.5.4.10. Questões do TRF3 3. a decisão condenatória do Tribunal somente é apta a gerar o encarceramento se presentes alguns dos requisitos da prisão preventiva.9.1.10.1.403/2011 revogou a disposição do CPP que condicionava o conhecimento da apelação à não fuga do recorrente. sendo válido ressaltar que a Lei 12.

em linhas gerais. XXIV). defesa do solo e dos recursos naturais. portanto. atividades e direitos individuais. Já a competência fiscalizatória era exercida por todos os entes. No que tange ao licenciamento foi mantida. conservação da natureza. que há competências que são atribuídas apenas à União. 22. minas e outros recursos minerais‖ (art. IV). É expressamente tratado pelo artigo 78 do CTN. fundamento. e de haver previsão de competência legislativa concorrente à União. como sendo apto a legitimar a instituição de exação tributária na modalidade taxa. VI). pesca. proteção do meio ambiente e controle da poluição‖ (art. fauna. em benefício da coletividade e do próprio estado‖. portanto. manter e executar a inspeção do trabalho‖ (art. A matéria foi detalhada pelas Resoluções 1 e 237 do CONAMA. a noção de predominância do interesse. Já no que tange ao poder fiscalizatório. Resposta: Embora haja expressa previsão constitucional no sentido de ser comum a todos os entes competência material para ―proteger o meio ambiente e combater a poluição em qualquer de suas formas‖ (artigo 23. em linhas gerais. tendo-se em conta que o âmbito laboral também integra o conceito de meio ambiente. VI). XII). salvo quando se tratasse de obra com significativo impacto ambiental de âmbito nacional ou regional. 21. no princípio da supremacia do interesse públi211 . com preferência para a palavra dada pelo ente licenciador.5. A matéria ligada à competência para o licenciamento era tratada predominantemente no artigo 10 da Lei da Política Nacional do Meio Ambiente. embora não se tenha suprimido completamente a competência dos demais. com base na preponderância do interesse. Pode-se dizer. porém. deve ser levado em conta que há competência privativa da União para legislar sobre ―águas e energia‖ (art. Fundamenta-se. razão pela qual em regra era atribuída aos órgãos estaduais. ―jazidas. além da competência material privativa da União para ―organizar. 24.1. no exercício do chamado Federalismo de Cooperação. e que as demais são atribuídas a todos os entes. Estados e DF para legislar sobre ―florestas. 02) Compreensão do poder de polícia administrativo. deu-se prevalência à atuação exercida pelo ente responsável pelo licenciamento.10. caça. Questões do TRF5 TRF5 – 2012 01) Trate da repartição de competência em matéria ambiental e se houve alguma alteração recente sobre o tema. Recentemente a Lei Complementar 140/2011 tratou de regular o tema da cooperação entre os entes. Discorra. haja vista ser competência da natureza comum.3. 22. Resposta: Hely conceitua Poder de Polícia como "a faculdade de que dispõe a Administração Pública para condicionar e restringir o uso e gozo de bens.

04) A administração aplicou uma multa pelo atraso na prestação. assim. 05) O poder de polícia precisa da intervenção do poder judiciário? Resposta: Os autores administrativistas. como. ao lado da indisponibilidade do interesse público. Apesar disso. caso a Administração opte por levar o caso ao Judiciário. como no clássico exemplo dos radares que medem a velocidade de veículos em vias públicas. entendo que também a multa é decorrente do poder de polícia. colocado por Celso Antônio Bandeira de melo como base de todo o Direito Administrativo. que o exercício dos atos decorrentes do poder de polícia é autoexecutório sempre que houver expressa previsão legal nesse sentido ou quando se tratar de ato urgente. em geral. entretanto. ou a atribuição de simples atos materiais a particulares. Em que pese ainda não haver definição do tema. como as autarquias. Isso não impede. em que a intermediação do Judiciário é necessária. colocam a autoexecutoriedade. a eventual multa pelo atraso no seu cumprimento pode ser qualificada como medida acessória que visa a estimular o seu cumprimento tempestivo. é possível? Resposta: Entende-se predominantemente que não é possível. por exemplo. a jurisprudência superior já teve a oportunidade de afirmar que. Há relevante discussão na doutrina e na jurisprudência acerca da autoexecutoriedade ou não do ato demolitório de construções irregulares. Dessa forma. 212 .co. reconhece-se que há situações em que não pode a Administração executar diretamente as decisões derivadas do Poder de Polícia. no caso da cobrança de multas. haja vista tratar-se de faculdade eminentemente pública. que são operados por particulares. sua delegação a pessoas jurídicas de direito público. a discricionariedade e a coercibilidade como caracarterísticas inerentes ao poder de polícia. não é cabível a extinção do feito por falta de interesse de agir. a administração estaria exercendo o poder administrativo? Resposta: Tratando-se de prestação exigível no bojo do exercício do poder de polícia. poder para decidir multar ou não multar. Pode-se dizer. entretanto. que não detém. em face da relação de acessoriedade e seguindo a teoria da Gravitação Jurídica. 03) Delegação a particular do poder de polícia.

depende de procedimento contraditório.1. e no Estatuto do Estrangeiro. para os demais. salvo se imposta como condição para a permanência no Estado estrangeiro ou o exercício de direitos civis. Questões do TRF3 3.1. Questões do TRF1 3. razão pela qual não pode ser tida como automática toda vez que um nacional se naturaliza em outro Estado.11. em face de juiz federal competente.11. desde que registrado na repartição brasileira competente no exterior ou que venha morar no Brasil e opte a qualquer tempo.11. Discorra. no Brasil é adquirida com a naturalização.5. Questões do TRF2 1) Nacionalidade: Conceito. conhecimento da língua. em virtude de atividade nociva ao interesse nacional. depois da maioridade. Direito Internacional Público e Privado 3. adota-se tanto o modelo do jus solis como o do jus sanguinis. mas com diversos requisitos (como boa saúde.2. Perda e Mudança 3. com requisitos de um ano de residência e idoneidade moral para os originários de países de língua portuguesa e 15 anos de residência ininterrupta e ausência de condenação penal. etc. como o que nasce no exterior. razão pela qual é brasileiro tanto aquele que nasce no território nacional (salvo se um dos seus pais estiverem a serviço do seu país). filho de pai ou mãe brasileira a serviço do Brasil ou filho de pai ou mãe brasileira.1. Nacionalidade: Aquisição.11. por sentença judicial. 3. ou ao que tiver cancelada sua naturalização.11. é prevista na Constituição.3. entretanto.1.11. que prevê a naturalização para o residente há mais de quatro anos. Quanto à perda.1. Questões do TRF5 213 . a Constituição a prevê nas hipóteses de adoção voluntária de outra nacionalidade derivada. perda e aquisição.1. Questões do TRF4 3. A perda. quanto à nacionalidade originária.11. Resposta: Nacionalidade pode ser definida como um vínculo jurídico-político que une uma pessoa a um Estado.4. No Brasil.1. pela nacionalidade brasileira.). profissão.3. Já quanto à nacionalidade derivada. como acontece comumente com jogadores de futebol.

o fato social – objeto da sociologia – se constitui na maneira de agir. 214 .1. Justiça e Legalidade 3.5.1.1. Questões do TRF2 3. ao longo da história. existentes.4.12.13. o que é o algo social e o algo natural? Resposta: O conceito de fato social foi cunhado por Emile Durkheim como forma de delimitar o campo de abrangência do estudo da ciência da sociologia. pela ação humana. Fato Jurídico e Fato Social (Relações) 3. Sociologia do Direito 3. que independe completamente do Direito. O fato natural. Questões do TRF5 3.3.1.13. dotadas de um poder de coerção. 3. esta determina o molde do fato social. por sua vez.13.2.12. portanto. Questões do TRF1 1) O que é justiça? Resposta: O termo comportou diferentes acepções. é algo que a natureza apresenta em seu curso natural. de sentir exteriores ao indivíduo.12. Para o autor.1.1.1.1. na mesma medida em que o fato social condiciona a sociedade.12.12. portanto. Cita-se comumente como exemplo de fato social as regras de postura e de etiqueta.3.1. ordinário. Questões do TRF4 3. Questões do TRF3 3. Dessa maneira.12.12.1. não construído. de pensar. Questões do TRF1 1) Qual a teoria predominante em relação à natureza e a sociabilidade. Filosofia do Direito 3. independentemente da sociedade em que ocorrem.

efetivamente. Questões do TRF5 215 . de maneira geral. Miguel Reale ressalta que a Justiça é um valor que só se releva na vida social.13. É de se destacar. Entre os contemporâneos.13. e não teve consequências mais benéficas? Resposta: Por desobediência civil deve-se entender toda forma de protesto contra um poder político instituído. Questões do TRF4 3. pelo simples fato de serem indivíduos. Assim. a decisão do STF em que se autorizaram as marchas contra a proibição da maconha.2. e agora vistos como legítimo exercício do direito de não concordar com as políticas públicas instituídas. bastando. em que a todos os indivíduos de uma comunidade. Para Aristóteles. ao mesmo tempo. Questões do TRF3 3. é instrumento válido de tentativa de mudanças sociais sem uso da violência.1. justo é tanto aquele que cumpre a lei (justiça em sentido estrito) quanto aquele que realiza a igualdade (justiça em sentido universal).Tratada por Platão como a virtude que tem proeminência sobre todas as outras.3.1.13.1.4. Pode-se dizer. sobretudo com sua demonstração em atos públicos. no sentido de busca.13. serem dadas as mesmas condições de obtenção da felicidade que são dadas a todos os outros. que por Justiça deve-se entender uma situação ideal.5. em alguns momentos da história não foi rompida. demonstrar a insatisfação mediante o não apoio ao poder estabelecido. 3. legalidade e igualdade. decorrente da própria diferença entre os homens. Questões do TRF2 3. antes tratadas como crime de apologia. na prática. desde que exercida de modo a não violar direitos ou legítimas expectativas de terceiros. Dessa maneiro. o termo justiça denota. sem que haja necessariamente confronto físico.1. para tanto. portanto. nesse sentido. de uma igualdade que não existe. a desobediência civil. 2) O senhor é a favor da desobediência civil? E a ordem estabelecida.

1. A repristinação é um fenômeno legislativo no qual há a entrada novamente em vigor de uma norma efetivamente revogada. no sentido de não se conceder validade a normas que violem seu conteúdo.1. isto é. a repristinação deve ser expressa dada a dicção do artigo 2º. seja um artigo da Lei Maior alterado por emenda). Decorre da premissa de que. em face da alteração do parâmetro constitucional. Questões do TRF1 1) Cabe ADI em face de decreto autônomo? (Natureza de primariedade) Resposta: A Ação Direta de Inconstitucionalidade é a forma de controle concentrado cabível em face de atos normativos primários.2. que retiram seu fundamento de validade na própria Constituição Federal. §3º da LINDB. para os decretos autônomos. elaborados com fundamento direto no artigo 84.1. 216 .1. Ponto 04 4. Contudo. já que a Força Normativa da Constituição. No que tange ao controle concreto.1. são vocábulos com significação diversa. Discorra e diferencie. sob pena de surgir um verdadeiro caos jurídico toda vez que se alterar a norma constitucional.1. também deve ser assegurado no âmbito do controle concreto. Há exemplos na Constituição? Resposta: A despeito da semelhança. Questões do TRF2 1) O que é o fenômeno da recepção? Norma anterior pode ser objeto de controle de constitucionalidade concreto? Resposta: O fenômeno da recepção é a análise individualizada de compatibilidade da lei préconstitucional com a norma constitucional superveniente (seja uma nova Constituição. Assim. todas as normas pretéritas continuam em vigor. Controle de Constitucionalidade 4. já que não há instrumento infraconstitucional que o fundamente. VI da Constituição. 2) Efeito repristinatório e repristinação. 4.4. é cabível a ADI. é plenamente possível a análise da recepção. pela revogação da norma que a revogou. até que se declare a ausência de compatibilidade.1.1. Direito Constitucional 4.

5) Fale sobre a modulação dos efeitos temporais na ADI. extraído do controle difuso de constitucionalidade e acolhido em nosso ordenamento. a nulidade. no caso. como deixa ver o artigo 59 da Constituição. Isso não confere ao judiciário um alargamento de seu poder (legislando)? Resposta: 217 . como a Emenda Constitucional é inferior à Constituição. é necessário explanar brevemente sobre o princípio que lhe dá suporte: o princípio da nulidade do ato inconstitucional. legitimado em face da supremacia formal desta. Para compreendêlo melhor. o ato inconstitucional nasce eivado de nulidade. E a decisão declaratória apenas reconhece determinada situação. Assim. 4) Explane sobre controle de constitucionalidade. ocorrendo quando uma norma que revogou outra é declarada inconstitucional. construção do legislador constitucional. No Brasil adotou-se o modelo jurisdicional de controle – embora possa ser feito. entretanto. ao contrário. já que não é produto do Constituinte Originário. 3) É possível controle de Emenda à Constituição? Resposta: O controle de constitucionalidade é a análise acerca da compatibilidade formal e material das leis infraconstitucionais em relação à Constituição Federal. em algumas hipóteses. Assim. Com isso. pelos demais poderes -. o efeito repristinatório é a reentrada em vigor de norma aparentemente revogada. mas. é perfeitamente cabível o controle de sua constitucionalidade.Já o efeito repristinatório advém do controle de constitucionalidade. Resposta: Trata-se da análise da compatibilidade de toda a legislação infraconstitucional com os preceitos inseridos na Constituição da República. Para este princípio implícito. tanto na modalidade difusa – surgida nos EUA – como na concentrada – modelo austríaco. Não é apenas anulável. Essa tese é embasada no fato de que a decisão que reconhece a inconstitucionalidade é declaratória. a norma passa a ter o mesmo status da demais normas constitucionais. Uma vez ultrapassado o controle. a norma que nasce nula (declarada inconstitucional) não poderia revogar a anterior validamente.

ao Judiciário um poder que aparentemente excede o de mero órgão julgador. razão pela qual o legislador dá. de fato. como se a lei jamais tivesse existido. assim. tem o condão apenas de declarar (ADI) uma situação já existente. razão pela qual não deveria produzir quaisquer efeitos jurídicos. admite a legislação infraconstitucional a modulação dos efeitos desse reconhecimento. desde que nesse sentido decida o STF. a possibilidade de modulação de efeitos representa um certo alargamento do seu poder. inclusive fixando os marcos de sua vigência. entretanto. Acaba-se por permitir. Faz-se. não devendo produzir qualquer efeito. de que a lei inconstitucional é nula. Trata da possibilidade de se legitimar a produção de efeitos a uma lei considerada inconstitucional. permite-se a declaração de inconstitucionalidade sem pronúncia de nulidade. Entretanto. Resposta: Em linhas gerais.A modulação de efeitos é prevista em nosso ordenamento pelos artigos 27 da Lei 9. entretanto. 7) Há correntes que veem uma extravagância do Poder Judiciário. O reconhecimento da inconstitucionalidade.868/1999 e 11 da Lei 9. em sede de controle concentrado. na medida em que confere possibilidade ao STF de dar validade a norma que contraria a Constituição. Entende-se. em respeito ao princípio da segurança jurídica. pois que estaria exercendo um poder normativo a partir do momento que dá efeito prático a um preceito que ele já declarou inconstitucional. em situação análoga à que consta na Constituição Portuguesa e também na Lei Orgânica da Corte Constitucional Alemã. mesmo inconstitucional. via de regra. Por razões de segurança jurídica. razão pela qual a declaração de sua inconstitucionalidade deveria produzir efeitos jurídicos retroativos. O sistema brasileiro se assenta na premissa.882/1999. de modo que a lei. 6) Faça uma diferenciação sobre o que vem a ser controle de constitucionalidade e a modulação dos seus efeitos temporais de acordo com a doutrina e a jurisprudência. então. De fato. de modo a permanecerem válidos os atos praticados na vigência da lei declarada inconstitucional. por razões de segurança jurídica. pode produzir efeitos jurídicos válidos. o controle de constitucionalidade é a análise da compatibilidade de toda a legislação infraconstitucional com os preceitos inseridos na Constituição da República. razão pela qual entende-se o alargamento como compatível com a Constituição. que o STF legitime os efeitos produzidos por uma lei que é nula em sua essência. que a lei já nasceu nula. Como vê essa questão? Haveria essa invasão do Poder Judiciário? Resposta: O reconhecimento da possibilidade de modulação dos efeitos da declaração de inconstitucionalidade foge às linhas teóricas do entendimento no sentido de que a lei inconstitucional é nula. Embora se possa entender que a modulação atua como garantia do 218 .

não se podendo falar em controle para atos classificados como interna corporis. por exemplo. 9) Na hipótese em que o regimento interno da Câmara de um dos Poderes. por exemplo. Já no âmbito do Judiciário acontece apenas em casos concretos nos quais se discuta o direito público subjetivo dos parlamentares de participar de um processo legislativo hígido (devido processo legislativo) que não contrarie as regras de vedação de deliberação expressamente contidas na Constituição. apenas reconhece-se sua possibilidade na medida em que o próprio ato de deliberar sobre determinada matéria viole a Constituição. não há como negar que sua utilização indevida pode gerar situações de indevida atuação do Poder Judiciário como legislador positivo e contrário à Constituição.princípio da segurança jurídica. antes da aprovação dos projetos. Resposta: É possível o controle preventivo. No Legislativo. No âmbito do Executivo. sobretudo no que tange às cláusulas pétreas. atua-se através do veto jurídico. se houvesse previsão de quórum de maioria absoluta para a aprovação de emendas constitucionais. por parte dos três poderes. não seria possível o controle interno. que incide sobre os projetos de lei ou de emenda constitucional. poderia haver esse controle de constitucionalidade pelo Supremo em relação ao que estivesse inscrito nessa norma específica interna de funcionamento de um dos Poderes? Resposta: O controle preventivo tem balizamento bastante restrito: o direito público subjetivo de participar de um processo legislativo hígido. Em matérias de mero funcionamento interno. Assim. 10) Como a Constituição Federal trata o efeito repristinatório de normas constitucionais? Resposta: 219 . como. está sendo confeccionado e há uma discussão sobre sua compatibilidade. a atuação se dá pelas Comissões de Constituição e Justiça ou pelo próprio Pleno. Assim. entretanto. somente seria possível o controle sobre a confecção do Regime Interno se uma de suas normas violasse algum de seus mandamentos violasse expressamente uma norma cogente da Constituição. 8) Pode haver controle de constitucionalidade preventivo? Exemplifique.

entretanto. assim. 12) Poder Constituinte Derivado. como deixa ver o artigo 59 da Constituição. como a Emenda Constitucional é inferior à Constituição. ao contrário. Com isso. nas quais a livre manifestação do poder derivado reformador possa estar ameaçada. mas. Não é apenas anulável. a norma que nasce nula (declarada inconstitucional) não poderia revogar a anterior validamente. Uma vez ultrapassado o controle. Para este princípio implícito. E a decisão declaratória apenas reconhece determinada situação. ocorrendo quando uma norma que revogou outra é declarada inconstitucional. extraído do controle difuso de constitucionalidade e acolhido em nosso ordenamento. Essa tese é embasada no fato de que a decisão que reconhece a inconstitucionalidade é declaratória. o ato inconstitucional nasce eivado de nulidade. Circunstanciais: são limitações consubstanciadas em normas aplicáveis a situações excepcionais.O efeito repristinatório advém do controle de constitucionalidade. é necessário explanar brevemente sobre o princípio que lhe dá suporte: o princípio da nulidade do ato inconstitucional. a reforma em casos de estado de sítio e de defesa. existem limitações? Resposta: Existem 3 graus de limitação: Formais ou procedimentais: referem-se aos órgãos competentes e aos procedimentos a serem observados na alteração do texto constitucional. Para compreendê-lo melhor. Assim. já que não é produto do Constituinte Originário. o efeito repristinatório é a reentrada em vigor de norma aparentemente revogada. Veda-se. a norma passa a ter o mesmo status da demais normas constitucionais. de extrema gravidade. construção do legislador constitucional. no caso. é perfeitamente cabível o controle de sua constitucionalidade. 11) É possível controle de constitucionalidade de EC? Resposta: O controle de constitucionalidade é a análise acerca da compatibilidade formal e material das leis infraconstitucionais em relação à Constituição Federal. Assim. a nulidade. e em intervenção federal. 220 .

Fala-se ainda em limitações temporais. Segundo entendimento do STF. por posterior reforma do texto constitucional ou por circunstâncias fáticas. segundo as quais a Constituição não poderia ser emendada antes de decorrido determinado lapso temporal.Materiais: impedem a alteração de determinados conteúdos consagrados no texto constitucional. Nesse caso. 12) Poder Constituinte Derivado. a não recepção ocorre quando a norma. São as denominadas cláusulas pétreas. existem limitações? Resposta: 13) Qual artigo contém as cláusulas pétreas? Resposta: DESSE PONTO EM DIANTE: RESPOSTAS ELABORADAS POR ÉRICO RODRIGO FREITAS PINHEIRO 15) O que significa recepção e não recepção? Resposta: Há recepção quando uma norma pré-constitucional guarda conformidade com uma nova Constituição. ocorre quando uma norma. se torna com esta incompatível. é com esta incompatível. Ao reverso. sendo revogada com o advento da norma hierarquicamente superior. 16) Qual a diferença entre inconstitucionalidade superveniente e não recepção? Resposta: Como exposto anteriormente. que é hierarquicamente superior. permanecendo em vigor. a questão não é propriamente de inconstitucionalidade. Já a inconstitucionalidade superveniente. Não previstas na atual Constituição. não propriamente inconstitucionalidade. compatível com a Constituição. a não recepção ocorre quando a norma é incompatível com a nova constituição. haverá revogação da norma e. mas de revogação de norma anterior pela nova norma hierarquicamente superior (ADIQO 7. em razão da incompatibilidade com a Constituição. 221 . ADI 2). sendo com ela compatível. anterior à Constituição. fenômeno semelhante.

a diferença é substancial pois. Considerou-se que o exercício da atividade jornalística encontra-se submetido apenas às restrições constantes do próprio texto constitucional. poderia ser objeto de ADIN. 18) Que entendimento o STF adotou.. Este Ministro defendeu que. da Constituição. Admite-se. não revogasse. ADIN não poderia tratar deste tema (pelo fato de ser superior. pois não se trata propriamente de inconstitucionalidade. disciplinada pela Lei n. Paulo Brossard defendeu que a incompatibilidade de norma anterior à Constituição com o texto dessa encerra hipótese de revogação. 19) Lembra quem foram os ministros do STF que travaram o debate célebre em que ficou decidido que a norma infraconstitucional incompatível com a constituição superveniente encerra hipótese de "não-recepção". 130. por ser suprema. entre os ministros Paulo Brossard (relator) e Sepúlveda Pertence. que a compatibilidade da norma com a Constituição seja objeto de Arguição de Descumprimento de Preceito Fundamental. neste caso? Resposta: No julgamento da ADPF n. que regulamentou o art. foi caso da ADPF n. mas de revogação da norma anterior. cujo objeto foi a Lei de Imprensa (Lei n. o STF considerou a Lei de Imprensa incompatível com a Constituição de 1988. recentemente. a Constituição não deixa de produzir efeitos revogatórios. 130. O Min. por afrontar as disposições relativas à liberdade de imprensa. Sepúlveda Pertence considerou que a não recepção implica em inconstitucionalidade. 2. acerca da lei de imprensa. Quem foi o ministro relator. leis ordinárias. parágrafo primeiro. segundo seu entendimento. (. sendo inconstitucionalidade. não podendo o legislador ordinário criar outras limitações. 9882/1999. Prevaleceu o entendimento do relator. e não hipótese de "revogação"? Resposta: Referido rebate foi travado no bojo da ADI n. por este motivo. mesmo podendo ser tratada de revogação.. 102. a verificação de compatibilidade de uma norma anterior à Constituição não pode ser objeto de ação direta de inconstitucionalidade. Por exemplo. devendo ser solucionada no âmbito do direito intertemporal. cujo relator foi o Ministro Carlos Ayres Britto. 222 . no sentido de se tratar de revogação e que. 5250/67). contudo. Já o Min. (Seria ilógico que a lei fundamental.) Ação direta de que se não conhece por impossibilidade jurídica do pedido). ao ser promulgada. não sendo apenas revogação.17) Não recepção pode sofrer controle concentrado? Qual a lei? Resposta: Segundo entendimento do STF.

atinge a norma no plano de validade. o Tribunal considerou que a constitucionalidade da norma deve ser aferida diante da quadro constitucional vigente na data de sua edição (princípio da contemporaneidade). atingindo a norma no plano de sua eficácia. não ocorre propriamente declaração de nulidade (que teria efeito ex nunc). Sepúlveda Pertence. a declaração de inconstitucionalidade tem efeitos erga omnes e ex tunc. na visão do Min. com efeitos retroativos à data de sua promulgação. Entendeu que ―não se admite a figura da constitucionalidade superveniente”. a revogação implica em solução do conflito conforme preceitos atinentes a direito intemporal. Nesta hipótese. com esta temática. Já a não recepção. Nos casos em que há modulação. por razões de natureza política (preservação da segurança jurídica e excepcional interesse social).20) Qual a diferença entre não recepção e revogação de norma em decorrência de constituição superveniente? Resposta: Como exposto. o STF ensaia mudança neste entendimento. Trata-se de declaração de nulidade. 21) Cabível ADI contra norma infraconstitucional vigente em face parâmetro normativo constitucional revogado? Resposta: Segundo entendimento tradicional no STF. ocorre o que a doutrina chama de ―declaração de inconstitucionalidade sem pronúncia de nulidade‖. 22) Qual o efeito da modulação na declaração de inconstitucionalidade? Há categoria nova ou fica no plano tão somente da validade? A modulação dos efeitos temporais dos julgados do STF atinge a norma em que nível de validade? Resposta: Por regra geral. sendo que a incompatibilidade material com a Constituição deve ser apreciada no plano hierárquico. Contudo. Nesse caso. no sentido de que norma posterior revoga norma anterior que seja com esta incompatível. não seria cabível ADI contra norma constitucional vigente confrontada com norma constitucional revogada. não apenas no cronológico. 223 . Conforme decidido nas ADIs 2158 e 2189. recentemente. Contudo. seriam consideradas prejudicadas (ADI 2197). implica em inconstitucionalidade. a decisão terá efeito constitutivo negativo. este posicionamento não foi acolhido pela maioria do pleno do STF. O reconhecimento da inconstitucionalidade implica em nulidade da norma. Eventuais ADIs propostas.

eventual norma.23) Existe controle de constitucionalidade superveniente? Resposta: Segundo atual entendimento do STF. o STF considerou ser possível a interrupção da gestação neste caso (ver informativo 661). quando a vida extrauterina se revela inviável. Com fundamento. mas confere-se à norma impugnada uma determinada interpretação que lhe preserve a constitucionalidade ou quando exclui-se da norma impugnada uma interpretação que lhe acarretaria a inconstitucionalidade. não pode ser convalidada por alteração constitucional posterior.1.1. 54 (crime de aborto do CP)? Resposta: A ADPF 54 versa sobre a possibilidade de aborto nos casos de gestação de feto anencéfalo. principalmente. nascida inconstitucional. Pode ocorrer quando a norma é editava por ente federativo incompetente. que ocorre quando promulga-se norma cujo processo de elaboração (processo legislativo) encontrase viciado. 2. Questões do TRF3 1) Quais espécies de interpretação conforme são cabíveis? Resposta: A doutrina considera haver duas espécies de ―interpretação conforme‖: 1. 4. 25) Exemplo de inconstitucionalidade adjetiva. possibilitando a partir dessa exclusão do texto. 224 . quando não há revisão do projeto iniciado em uma casa legislativa por outra. não se admite constitucionalidade superveniente (ADIs 2158 e 2189). uma interpretação compatível com a Constituição. quando os quóruns de votação não são observados. Interpretação conforme sem redução de texto: não há supressão textual. Interpretação conforme com redução de texto: declara-se a inconstitucionalidade de determinada expressão.3. etc. Assim. Resposta: Inconstitucionalidade adjetiva é sinônimo de inconstitucionalidade formal. no princípio da dignidade da pessoa humana. 24) O que se pretende na ADPF no. A análise da constitucionalidade da norma deve levar em consideração o quadro constitucional vigente no momento de sua edição (princípio da contemporaneidade). quando a iniciativa do projeto de lei partiu de agente não legitimado para tanto.

Isto porque não se cria ou aumenta tributo. os entes não poderão cobrar tributos no mesmo exercício financeiro em que houverem sido criados ou aumentados (Art. é vedado aso entes tributantes cobrar tributos em relação aos fatos geradores ocorridos antes do início da vigência da lei que os houver instituído ou aumentado (Art. sendo instrumentos da política fiscal. a CF).1. III. 150.4. III.1.1.1.1. Questões do TRF4 4. 2) Qual a diferenciação tópica entre anterioridade e anualidade? Resposta: Segundo o princípio da anterioridade. a da Constituição.5. Sistema Constitucional Tributário: Princípios Constitucionais De Direito Tributário 4. pois estes não detém função arrecadatória.1. 3) Norma legal que altera prazo de recolhimento de tributo se sujeita ao princípio da anterioridade? Resposta: Conforme Súmula 669 do STF.1. III. Sacha Calmon Navarro Coelho e Aliomar Baleeiro. 225 . 150.2. Em sentido contrário. b). Este princípio não vigora no Brasil.2. Nesse sentido. Pelo princípio da anterioridade do exercício financeiro. ―Norma legal que altera o prazo de recolhimento da obrigação tributária não se sujeita ao princípio da anterioridade‖.4. Questões do TRF5 4. São princípios distintos em relação à chamada anualidade. 150.2. não incidindo o art. o qual preconiza que arrecadação de determinado tributo deve ser anualmente prevista na respectiva lei orçamentária. Ricardo Lobo Torres e Werther Botelho Spagnol. Direito Tributário 4. Questões do TRF1 1) Os princípios constitucionais da vedação ao confisco se aplica a tributos extrafiscais? Resposta: A doutrina majoritária entende que o princípio do não-confisco não se aplica aos tributos extrafiscais.

da capacidade contributiva. da lealdade. Questões do TRF2 1) Princípio da Legalidade Relativa é cabível no direito tributário? Resposta: Pela legalidade absoluta. Exemplos: Alíquota do Imposto de renda e das contribuições previdenciárias dos trabalhadores. podendo este complementá-la por ato infralegal. nesse sentido.2. sem necessariamente haver alteração nas alíquotas. A progressividade é comum é considerada constitucional no Direito Brasileiro. conforme processo legislativo constitucionalmente previsto. Resposta: (questão truncada). Por consequência. da probidade. da boa-fé e da honestidade. Este princípio incide na área tributária. 153. são aplicáveis alíquotas maiores. estas relações devem ser marcadas por valorização da dignidade humana. É admitida no direito tributário. Um exemplo é a alteração da base de cálculo do imposto de renda. considerada uma manifestação do princípio da capacidade contributiva. da cidadania. 5) O que dizer de uma lei que estabelece alíquotas progressivas sobre. IOF.1. da personalidade. Já o princípio da proporcionalidade implica em maior tributação aos contribuintes com riqueza tributável maior. da Constituição). parágrafo primeiro. significa norma editada pelo Poder Legislativo. para dedução de despesas médicas.2.4) Distinção básica entre proporcionalidade e progressividade? Resposta: Pelo princípio da progressividade. da vedação ao confisco. a Constituição impõe a edição de lei formal para a regulamentação de determinada matéria. II e IE (art. apesar de se exigir edição de lei em sentido formal. a boa-fé deve marcar as relações jurídicas. Pela legalidade relativa. 2) Haveria a incidência do princípio da eticidade na área tributária? Resposta: Pelo princípio da eticidade. da não surpresa. Exemplo: Alíquotas do IPI. 4. da confiança. à medida que se aumenta a base de cálculo. Lei. Trata-se de princípio correlato ao princípio da capacidade contributiva. permite-se a esta estabelecer somente parâmetros de atuação do Poder Executivo. da iso226 . tendo relação com os princípios da anterioridade.

6) Conceito de vigência da lei tributária. nos critérios jurídicos adotados pela autoridade administrativa no exercício do lançamento somente pode ser efetivada. 146 do CTN. Por este princípio. com a efetiva produção de efeitos da norma. 227 . distinguindo vigência formal e vigência material. de ofício ou em conseqüência de decisão administrativa ou judicial. que visam assegurar uma relação transparente entre o fisco e o contribuinte. por exemplo. o ato jurídico perfeito e o direito adquirido (além da coisa julgada) são intangíveis e não podem ser afetados por ato normativo posterior.nomia. Já a vigência material se confunde com a eficácia. não pode retroagir. com a aptidão para produção de eventos. Entra nesse conceito a figura da eficácia? Resposta: Vigência é a aptidão da norma.‖ Assim. Por exemplo. sendo aplicável aos fatos gerados ocorridos posteriormente à mudança de interpretação. com. quanto a fato gerador ocorrido posteriormente à sua introdução. A vigência formal guarda relação com a própria vigência. as quais não poderão retroagir para alcançarem fatos pretéritos. em relação a um mesmo sujeito passivo. havendo mudança de interpretação. a formalização de um parcelamento de dívida tributária constitui ato jurídico perfeito. a possibilidade de emissão de certidões negativas. da não-discriminação. 4) Existe diferença entre princípios tributários e pressupostos? Resposta: 5) Diferença entre o princípio da irretroatividade e da intangibilidade. por exemplo. válida. Resposta: O princípio da irretroatividade guarda relação com a eficácia das normas. 3) Mudança de interpretação acarreta em novo fato gerador? Resposta: Segundo o art. gerando todos os efeitos previstos nas normas gerais de Direito Tributário. ―A modificação introduzida. Já a intangibilidade guarda relação com o princípio da segurança jurídica. a vincular o contribuinte e o ente tributante. para produção de efeitos.

nos limites em que lhe reconheçam extraterritorialidade os convênios de que participem. O prazo de vigência da lei observará as disposições da Lei de Introdução às Normas do Direito Brasileiro e do CTN. com as ressalvas previstas neste Código. Em regra. ou do que disponham esta ou outras leis de normas gerais expedidas pela União. O art. média e mínima) Resposta: 9) A lei tributária que não majore nem institua tributos também devem observar essas limitações? Qual o prazo de vigência dessas leis? Poderá ter vigência extraterritorial? Qual o pressuposto para isso acontecer? Resposta: Considerando que a legislação tributária se interpreta literalmente. no art. Qual seria? (anterioridade máxima. Por exemplo. fora dos respectivos territórios. 101. é vedado aos entes federativos cobrar tributos no mesmo exercício financeiro em que haja sido publicada a lei que os instituiu ou aumentou e antes de decorridos noventa dias da data em que haja sido publicada a lei que os instituiu ou aumentou. 8) O somatório da anterioridade com a anterioridade nonagesimal levou a uma classificação.‖ 10) O direito tributário trabalha com a retroatividade? Também se aplica a retroatividade máxima. no País. nesses casos tais limitações não incidem. a própria norma poderá dispor sobre sua vigência. entra vigor 45 dias após sua publicação (art.7) Há alguma peculiaridade em relação às leis tributárias no que tange à eficácia? Resposta: Sim. b e c da Constituição. editada norma em desconformidade com estes prazos. O CTN. 150. mas será desprovida de eficácia (não produzirá efetivamente tais efeitos). da legislação tributária rege-se pelas disposições legais aplicáveis às normas jurídicas em geral. média e mínima? Resposta: 228 . Conforme previsto no art. prevê que a vigência. Ou seja. III. 1º LINDB). 102 dispõe sobre a extraterritorialidade: ―A legislação tributária dos Estados. Quando omissa. no espaço e no tempo. do Distrito Federal e dos Municípios vigora. o STF já decidiu que tais princípios não incidem nos casos redução ou extinção de desconto legalmente previsto (ADI 4016). a norma poderá ser vigente (apta a produzir efeitos).

Já a vinculação da receita remete à classificação dos tributos quanto ao destino da arrecadação. O exemplo são as contribuições para a seguridade social. 12) Pode-se deduzir que. b) média. c) mínima. vale dizer. a retroatividade é ―a) máxima. Entende que o art. porque o tributo é não vinculado. Já nos tributos de arrecadação não vinculada não há essa correlação. São de arrecadação vinculada os tributos cujas receitas devem ser destinadas a determinadas atividades.‖ Este autor entende que a Constituição. conforme art. na hipótese de aplicação da norma gerar situação favorável ao contribuinte ou quanto for interpretativa (art. a receita referente a esse tributo não pode ser vinculada com a despesa? Resposta: Não necessariamente. apenas. não obstante vozes em contrário. Não necessariamente há vinculação entre fato gerador e vinculação da receita. consagrando a irretroatividade. não permite qualquer destas formas de retroatividade. O exemplo são as contribuições para a seguridade social. direitos já existentes mas ainda não integrados no patrimônio do titular. Assim. Já a vinculação à despesa remete à classificação dos tributos quanto ao destino da arrecadação. 106). Assim. IV. São tributos vinculados aqueles que guardam relação com alguma atividade estatal relativa ao contribuinte. São não vinculados os impostos Os empréstimos compulsórios são vinculados ou não vinculados. São tributos vinculados aqueles que guardam relação com alguma atividade estatal relativa ao contribuinte. São de arrecadação vinculada os tributos cujas receitas devem ser destinadas a determinadas atividades. São não vinculados os impostos Os empréstimos compulsórios são vinculados ou não vinculados. quando a lei retroage para atingir a coisa julgada ou os fatos jurídicos consumados (transação. são vinculados a taxa e a contribuição de melhoria. Pode haver retroatividade. são vinculados a taxa e a contribuição de melhoria. 11) Receita de imposto pode ser vinculada a determinada despesa? Onde se encontra este impedimento (vinculação da receita à despesa)? A vinculação do fato gerador toca na vinculação da receita? Resposta: Não é possível a vinculação de receita de determinado imposto a receita. quando a lei nova atinge os efeitos dos fatos anteriores verificados após a sua edição. fixando como marco o fato gerador efetivamente ocorrido. prescrição). 229 . quando a lei atinge os direitos exigíveis mas não realizados antes de sua vigência. no que se refere ao fato gerador. Já nos tributos de arrecadação não vinculada não há essa correlação. 167.pagamento.Segundo Sabbag. 105 do CTN consagra a irretroatividade. por consagrar o princípio da segurança jurídica. da Constituição.

Assim. entende-se que há equivalência teleológica. É corolário do princípio da segurança jurídica (art. um dos princípios constitucionais tributários é o da irretroatividade tributária. ou punibilidade e à natureza da penalidade aplicável. XXXVI). os princípios são tidos como sinônimos. p. Já a noventena seria aplicável às demais espécies tributárias (art. Consagra o princípio da não surpresa. 150. III. Discorra. imputabilidade. à autoria. a anterioridade nonagesimal seria aplicável às contribuições para financiamento da seguridade social (art. 195.13) Há diferença entre o princípio da noventena e o princípio da anterioridade nonagesimal? Resposta: Para parcela majoritária da doutrina. Resposta: Pelo princípio da irretroatividade. 150. ou à natureza ou extensão dos seus efeitos. interpreta-se da maneira mais favorável ao acusado. é aplicável às infrações tributárias? Resposta: Este princípio é aplicável às infrações tributárias. mas há autores que costumam diferenciá-los. conforme expresso no art. afirmando a boa-fé que deve haver na relação entre o fisco e o contribuinte. 15) Em matéria de interpretação. ou à sua graduação. em caso de dúvida quanto à capitulação legal do fato. 112 do CTN. c – ―antes de decorridos noventa dias da data em que haja sido publicada a lei que os instituiu ou aumentou‖). ou lhe comina penalidades. 5º. 6º da CF ―As contribuições sociais de que trata este artigo só poderão ser exigidas após decorridos noventa dias da data da publicação da lei que as houver instituído ou modificado‖). 16) Existem exceções a esta regra da irretroatividade tributária? Resposta: 230 . a lei tributária que define infrações. 14) No que diz respeito ao princípio do “in dubio pro contribuinte”. é vedado aos entes tributantes cobrar tributos em relação a fatos geradores ocorridos antes do início da vigência da lei que os houver instituído ou aumentado (art. Contudo. a CF). Conforme este dispositivo. III. à natureza ou às circunstâncias materiais do fato. embora a diferença seja terminológica.

quando deixe de defini-lo como infração. Questões do TRF3 1) Quais elementos da regra matriz de incidência devem estar presentes na lei? Resposta: O art. na esfera administrativa. 18) Ao lado da anterioridade. 4. por exemplo. 97 do CTN prevê os elementos da regra matriz de incidência que devem estar previstos na lei: a definição do fato gerador da obrigação tributária principal. ou para outras 231 .1.2. parágrafo primeiro. Já o procedimento é conjunto de atos. da constituição. 106 do CTN. Processo administrativo tributário é relação havida entre o fisco e o contribuinte. com. o que é a intangibilidade (doutrina nova)? Resposta: A intangibilidade guarda relação com o princípio da segurança jurídica.3. desde que não tenha sido fraudulento e não tenha implicado em falta de pagamento de tributo. praticados no bojo deste processo. o ato jurídico perfeito e o direito adquirido (além da coisa julgada) são intangíveis e não podem ser afetados por ato normativo posterior. a possibilidade de emissão de certidões negativas. Contudo.Conforme o art. e do seu sujeito passivo. a fixação de alíquota do tributo e da sua base de cálculo. Por exemplo. ou tratando-se de ato não definitivamente julgado.259-AgR). conducente à prática do ato final. o princípio da capacidade contributiva é aplicável aos impostos. a vincular o contribuinte e o ente tributante. a lei tributária aplica-se a ato ou fato pretérito. gerando todos os efeitos previstos nas normas gerais de Direito Tributário. excluída a aplicação de penalidade à infração dos dispositivos interpretados. a formalização de um parcelamento de dívida tributária constitui ato jurídico perfeito. em qualquer caso. quando deixe de tratá-lo como contrário a qualquer exigência de ação ou omissão. quando lhe comine penalidade menos severa que a prevista na lei vigente ao tempo da sua prática. por exemplo. segundo entendimento do STF. quando seja expressamente interpretativa. Por este princípio. que decide definitivamente a questão. a cominação de penalidades para as ações ou omissões contrárias a seus dispositivos. com vistas ao acertamento da situação fiscal deste último. 17) O princípio da capacidade tributária só existe com relação aos impostos ou também existe com relação aos outros tributos? Há diferença entre processo e procedimento tributário? Resposta: Conforme o art. 145. nada obsta que este princípio seja aplicado às demais espécies tributárias ((RE 216.

Trate também do princípio da tipicidade cerrada. segundo o qual ninguém será obrigado a fazer ou deixar de fazer algo senão em virtude de lei. a norma deve prever fato gerador. 4. 150. IPI e IOF. Resposta: O princípio da legalidade. prazo para pagamento. Por esse motivo. não ofende ao princípio da legalidade. da constituição. da Constituição. ou de dispensa ou redução de penalidades. alíquota.infrações nela definidas. por decreto. 97. 97 do CTN (RE 195218). 5º. II. está previsto no art. por não ser matéria afeta ao rol do art. 2º). 97. / Pelo princípio da tipicidade cerrada. de molde a não permitir interpretações extensivas e discricionariedades. as hipóteses de exclusão. 145. inicialmente. A CF possibilita que as alíquotas do II. base de cálculo.1. nada obsta que este princípio seja aplicado às demais espécies tributárias. a possibilidade de aplicação do princípio ficou assentada no RE 573675. Questões do TRF4 4. o art. 2) A data do pagamento do tributo pode ser fixada por decreto? Resposta: Segundo o entendimento do STF.2. prevendo todos os elementos do tributo. Questões do TRF5 1) Discorra sobre a legalidade no Direito Tributário e aponte as suas exceções. possam ser alteradas pelo Poder Executivo. parágrafo primeiro. 3) As contribuições devem observar o princípio da capacidade contributiva? Resposta: Conforme o art. I prevê que os entes federados não podem exigir ou instituir tributo sem lei que o estabeleça. Especificamente em relação às contribuições. A jurisprudência considera que determinadas matérias não necessariamente devem ser disciplinadas por lei: as não constantes do citado art. o princípio da capacidade contributiva é aplicável aos impostos. atualização da base de cálculo do tributo (art. fixação da data de pagamento do tributo.2.4. p.1.5. segundo entendimento do STF. 232 . 97 do CTN também elenca matérias que apenas podem ser disciplinadas por lei. Especificamente em matéria tributária. O art. penalidades. bem como da CIDE-combustíveis. a lei criadora de tributos dever ser minuciosa. IE. Contudo. suspensão e extinção de créditos tributários. que versou sobre a COSIP.

Já isenção ocorre quando os entes. inicialmente.2) Discorra sobre a imunidade recíproca e se ela abrange empresas públicas e sociedade de economia mista. 150. está previsto no art. 4) Princípio da legalidade tributária e exceções ao principio. por força do art.227). II. Há imunidade quando a Constituição delimita a competência dos entes federativos. Pode ocorrer quando um ente. Resposta: A não incidência ocorre quando um fato não é abrangido pela hipótese de incidência. seu patrimônio. estabelecem exceções à regra de tributação. para fazer jus à imunidade (art. 2º).412-AgR). impedindo que determinadas situações sejam consideradas hipótese de incidência de tributos (art. da constituição). atualização da base de cálculo do tributo (art. segundo o qual ninguém será obrigado a fazer ou deixar de fazer algo senão em virtude de lei. 97. renda e serviços devem estar afetos às suas finalidades essenciais. 97 do CTN também elenca matérias que apenas podem ser disciplinadas por lei. Estados. não havendo o fato gerador do tributo. 233 . A CF possibilita que as alíquotas do II. IPI e IOF. p. deixa de definir determinada situação como hipótese de incidência ou quando o ente não dispõe de competência. I prevê que os entes federados não podem exigir ou instituir tributo sem lei que o estabeleça. VI. Distrito Federal e Municípios não podem instituir impostos sobre patrimônio. segundo). a União. É dispensa legal de tributo devido. renda ou serviços uns dos outros (art. VI. não incidência e isenção. bem como da CIDE-combustíveis. 3) Diferencie imunidade. prazo para pagamento. 150. Especificamente em matéria tributária. possam ser alteradas pelo Poder Executivo. A jurisprudência considera que determinadas matérias não necessariamente devem ser disciplinadas por lei: as não constantes do citado art. Trata-se regra protetiva do pacto federativo. o STF considera ser aplicável a imunidade quando prestadoras de serviços públicos (RE 424. c). 150. 173 e parágrafos da CF. Em relação às autarquias e fundações. Resposta: O princípio da legalidade. 150. Resposta: Pela imunidade recíproca. no exercício de sua competência. 5º. Em relação às empresas públicas e sociedades de economia mista. IE. o art. p. não sendo extensível às exercentes de atividades econômicas (RE 363. O art. da Constituição. sendo hipótese de exclusão do crédito tributário. embora possa fazê-lo. 97.

que versa sobre a vedação nepotismo.412-AgR). 173 e parágrafos da CF. Por constituir princípio constitucional.3. por força do art. haveria a possibilidade de omissão lícita? A chave do problema está na chave do vocábulo causar. 37 da Constituição. Ato Administrativo.3. permite-se a declaração de nulidade de ato administrativo. 2) No caso.1. Um exemplo é a súmula vinculante n. 4. o STF considera ser aplicável a imunidade quando prestadoras de serviços públicos (RE 424. Políticas Públicas 4. 13.227). Já a autorização é ato discricionário e sua emissão depende da análise de mérito pela Administração (conveniência e oportunidade).1. consubstanciando a possibilidade de atuação com fulcro neste princípio.3. Direito Administrativo 4. essas entidades são beneficiadas pela imunidade tributária da Constituição? Resposta: Em relação às empresas públicas e sociedades de economia mista. quando não observado. quando ficar demonstrado o preenchimento de todos os requisitos legais pelo Administrado.5) No que concerne às empresas públicas e sociedades de economia mista. razão pela qual o respectivo alvará não poderá ser negado. pelo qual o Administrador Público deve observar preceitos de caráter ético. não sendo extensível às exercentes de atividades econômicas (RE 363. distinguindo o honesto do desonesto. Pergunto se a omissão só é relevante quando há um dever de agir? Resposta: 3) O senhor sabe diferenciar o alvará de licença e alvará de autorização? Resposta: A licença constitui ato administrativo vinculado. Tal dever implica em guardar diligência no exercício de sua função. Questões do TRF1 1) Enquanto juiz federal o senhor anularia um ato administrativo pelo princípio da boa administração sem interferência de alguma regra? Resposta: O princípio da boa administração guarda relação com o princípio da moralidade.1. 234 . previsto no art. pela Administração.

tampouco excedê-la.3. editado pelo Poder competente). 102. Contudo. nesta hipótese. Questões do TRF2 1) Todo ato da Administração é ato administrativo? Os atos administrativos são sempre exigíveis? O que seria autoexecutoriedade do ato administrativo? Resposta: Nem todo ato da administração constitui ato administrativo. doutrina recente considera que o regulamento autônomo retira seu fundamento de validade diretamente da Constituição. diante do princípio da inafastabilidade da jurisdição (art. 4. vise à produção de efeitos jurídicos.4) Quais os limites à rescindibilidade pelo STF das decisões do CNJ? Resposta: (Opinião pessoal). Não pode contrariá-la. Sendo o STF o órgão competente para processar e julgar todas as ações contra o CNJ (art. são lícitos. O regulamento é autônomo quando extrapola sua função. O CNJ constitui órgão administrativo. r) . Por exemplo. é ―a exteriorização de vontade de agentes da Administração Pública ou de seus delegatário. XXXV da Constituição). são apenas atos da Administração. sem serem considerados atos administrativos. todos os seus atos são passíveis de revisão judicial. que.1. Há atos que. Assim. a fim que seu objetivo seja imediatamente alcançado. Autoexecutoriedade é possibilidade execução imediata do ato praticado pela Administração. 5) O que seria um regulamento autônomo? Resposta: O regulamento tem por finalidade explanar e estabelecer procedimentos para a correta aplicação da lei. 5º. o Pretório Excelso poderá apreciar todas as decisões proferidas por este Conselho. nos quais a Administração não atua sob regime de Direito Público. deixando de ter relação de dependência com a lei em sentido estrito (ato normativo. sob regime de direito público. segundo José dos Santos Carvalho Filho. 235 . Nem todos os atos são dotados de exigibilidade.2. como a cobrança de multas. Alguns atos não possuem este atributo. I. Ato administrativo. O exemplo são as autorizações e permissões. carece à Administração interesse em exigir seu cumprimento. Sendo órgão administrativo. onde prepondera o interesse privado. com o fim de atender ao interesse público‖. na ausência de lei em sentido formal que regule a matéria. dotado de generalidade e abstração. Editado o ato. Sempre se considerou que os regulamentos autônomos seriam nulos. que só podem ser executadas pelo Poder Judiciário. os contratos firmados sob regime de Direito Privado.

não é ato dotado de autoexecutoridade. sem direito a indenização. podem ser revogados. no qual se gera uma perspectiva de estabilidade. 182. discricionários e precários. Por exemplo. Por vezes. parágrafo quarto. pode haver indenização nos casos de atos editados com prazo certo. 3) Art. de molde a evitar a incidência de IPTU progressivo no tempo e desapropriação do bem. como medida para assegurar o cumprimento da função social do solo urbano. 5º do Estatuto das Cidades ( Lei 10257/2001). Embora seja assim denominado.Parcelamento compulsório x auto-executoriedade. 182 . dentre outros vícios.2) Uma decisão judicial pode obstar a autoexecutoriedade do ato? Resposta: Sim. ou quando ficar caracterizado desvio de finalidade. Sendo discricionários. 5) Motivo e mérito do ato administrativo são a mesma coisa? 236 . Diante do princípio da inafastabilidade da jurisdição. a execução de um ato administrativo. Contudo. atendendo primordialmente a seu próprio interesse‖. atendendo ao mesmo tempo aos interesses público e privado‖. 4) Autorização e permissão de uso público são revogáveis pela Administração? Qual seria a pedra de toque para diferenciar a autorização da permissão? Existe a possibilidade de o particular pleitear indenização no caso da revogação da autorização ou da permissão? Resposta: Segundo José dos Santos Carvalho Filho. pelo Poder Público Municipal. da Constituição e art. fale a respeito? Resposta: O parcelamento compulsório é medida prevista no art. Ambos são atos unilaterais. ao lado da edificação ou utilização compulsórios. ao particular. Já permissão de uso seria ―o ato administrativo pelo qual a Administração Pública consente que certa pessoa utilize privativamente bem público. 7º da Lei 12016/2009) e em Ação Civil Pública (arts. I. ―autorização de uso é o ato administrativo pelo qual o Poder Público consente que determinado indivíduo utilize bem público de modo privativo. 4º e 12 da Lei 7347/85). é possível ao Poder Judiciário editar provimentos tendentes a afastar a exigibilidade de atos administrativos. as liminares em Mandado de Segurança (art. viciado. É medida que deve ser aceitada e cumprida voluntariamente pelo particular. Distinguem quanto à finalidade primordial: atendimento ao interesse particular (autorização) ou público e privado (permissão). pode trazer graves danos aos cidadãos. em regra.

utilizando-se de conceitos psicológicos.4. Valoração 4. 237 .1. Nesse cenário.4. em linha reta.4. mas sim.5. um discutível e pouco seguro direito penal do autor. CP. o juiz definirá a conduta social do agente não através de um fato do processo. Pena.4. 59.1. apenas pelo o que ele fez (direito penal do fato).3. daí derivando. 4. o regime jurídico penal brasileiro não admite que o autor de um crime seja punido ou que tenha sua pena-base aumentada por aquilo que ele é (direito penal do autor).2. é a avaliação de conveniência e oportunidade relativas ao motivo e objeto (elementos do ato administrativo). nas palavras de Assis Toledo. a possibilidade de condenação do agente não por aquilo que ele faz. típico direito penal do autor.4. Direito Penal 4.3.Resposta: São distintos.1. O juiz definirá a conduta social do agente através de um fato do processo ou utilizando-se de conceitos psicológicos (Sigmund Freud)? Resposta: A visão de culpabilidade pela conduta de vida. segundo este autor. Já o mérito.3. Questões do TRF4 4. segundo José dos Santos Carvalho Filho. mas por aquilo que ele é. É a situação de fato ou de direito que gera a vontade do agente quando pratica o ato administrativo. Questões do TRF2 DESSE PONTO EM DIANTE: RESPOSTAS ELABORADAS POR FLÁVIO FRAGA E SILVA 1) Discorra sobre a culpabilidade diante da conduta de vida do agente frente ao art.3. A despeito disso.1. inserta nas cláusulas "cegueira jurídica" ou "inimizade com o direito".1. foi inaugurada por Mezger e introduziu no direito penal. que deve estar presente sempre. Questões do TRF3 4. Motivo é requisito do ato administrativo.1. inspiradoras do ato discricionário. Questões do TRF1 4. daí muitos questionarem a legitimidade da contravenção de vadiagem.1. Questões do TRF5 4. mas sim.

. b) de caráter perpétuo. Esse rol não é taxativo. o inciso seguinte (XLVII) dispõe que não haverá penas: a) de morte. diante do caráter exemplificativo das hipóteses. trabalho ou amigos. 59. d) de banimento.2) Quais são as modalidades de pena admitidas na CF/1988? Esse rol é taxativo? Resposta: Segundo o art. que o Legislador pode prever penas de outra natureza. quando da análise das circunstâncias judiciais na primeira fase da dosimetria. Resposta: QUESTÃO REPETIDA (vide item 1 acima) 4) art. e) suspensão ou interdição de direitos. é possível ser levado em consideração ao aplicar a pena? Resposta: A conduta social é o comportamento da pessoa em relação a sua família. ser levada em consideração ao aplicar a pena. 5º. nada impede que essa responsabilidade também seja levada em consideração na aplicação da pena. b) perda de bens. as penas de a) privação ou restrição da liberdade. Além disso. d) prestação social alternativa. 59 do CP.. que a lei adotará as seguintes penas ―entre outras‖.. 59. 5) Quais as penas na CR/1988? O rol é taxativo? Quais as vedadas? Resposta: QUESTÃO REPETIDA (vide item 2 acima) 6) Pode-se prever a pena de advertência? 238 . nos termos do art. 84. expressamente. c) multa. salvo em caso de guerra declarada. Conduta social. não se avaliando por meio dela o fato ilícito. da CR/88. uma vez que o texto do referido inciso afirma. entre outras. sim. c) de trabalhos forçados. Ela pode. responsabilidade. CP. a lei adotará. Discorra. 3) Culpabilidade pela conduta de vida e o art. afirmando o constituinte. por ser a responsabilidade do agente um dos reflexos de sua conduta social (responsabilidade com seus familiares. às claras. Noutro norte. conforme estabelecido pelo art. XLVI. e) cruéis. com seu ofício). XIX.

a pena tem 3 finalidades: 1) Preventiva Geral: visa à sociedade. Retribuir com um mal o mal causado. é. expressamente. ou seja. uma vez que o texto do referido inciso afirma. uma ―faculdade‖. 5º. muitos deles deixam o sistema prisional com novas idéias e percepções acerca da criminalidade. diante do caráter exemplificativo das hipóteses. Reintegrar o condenado ao convício social. Prevenção ESPECIAL: visa o deliquente. XLVI. do que propriamente um ambiente ressocializador. não se pode afirmar que o aspecto ressocializador se aproxima do real. não retorna à sociedade apto a nela conviver. Preventiva Especial: visa ao delinquente. constata-se que o condenado. da CR/88 traz um rol não taxativo. possível a previsão pelo Legislador da pena de advertência. no momento da pena em abstrato (antes do crime). nosso sistema prisional. máxime porque.Resposta: Tendo em conta que o art. Além disso. 8) Na teoria relativa. 3) Ressocializadora. que a lei adotará as seguintes penas ―entre outras‖. 7) Quais as finalidades da pena no nosso direito? Resposta: No Brasil. principalmente a organizada. 9) O aspecto ressocializador se aproxima do real? É possível? Resposta: No atual estágio da política penitenciária brasileira. a finalidade é de prevenção geral. 2) Retributiva. b) prevenção geral positiva: afirmar a validade da norma penal desafiada pelo delito. afirmando o constituinte. ou melhor. quais as modalidades de prevenção? Resposta: Prevenção GERAL: visa a sociedade. mostra-se mais como uma ―escola para o crime‖. atualmente. às claras. Em razão das condições degradantes e violadoras da dignidade da pessoa humana existentes em nossos presídios e penitenciárias. sim. Subdivide-se em: a) prevenção geral negativa: evita que o cidadão venha a delinqüir. o que poderia ser mudado caso os poderes responsáveis pelas decisões políticas de nosso Estado buscassem medidas mais adequadas para a estruturação e organização de nossos presídios e peni239 . após o cumprimento da pena. que o Legislador pode prever penas de outra natureza. a natureza e o conteúdo da pena de advertência em nada se amolda ou toca as características das penas vedadas pela Constituição.

no regime fechado.tenciárias. o regime especial é o das mulheres. a fim de que se alcançasse. Não existe um quarto regime fora do CP. o qual não é incompatível com sua singular condição pessoal de mulher. cumpram suas penas em regime fechado. em colônia agrícola. por meio da ameaça de prisão. no que couber. qual a diferença quanto à sua aplicação? Resposta: Regime Fechado: o condenado fica sujeito a trabalho no período diurno e a isolamento durante o repouso noturno. segundo o qual as mulheres cumprem pena em estabelecimento próprio. do CP. de forma inicial ou por regressão. em serviços ou obras públicas. Assim. trata-se de execução indireta em que o Estado. industrial ou estabelecimento similar. bem como. isto é. nada impede que as mulheres. previsto no art. Regime Semi-Aberto: O condenado fica sujeito a trabalho em comum durante o período diurno. de instrução de segundo grau ou superior. embora o regime especial não seja necessariamente regime fechado. Regime Aberto: O regime 240 . O trabalho será em comum dentro do estabelecimento. o mais próximo do real. bem como a freqüência a cursos supletivos profissionalizantes. busca convencer o devedor a adimplir seu débito sponte própria. Detenção e Prisão Simples. 11) O regime especial de cumprimento de pena é regime fechado? Resposta: O regime especial não é necessariamente regime fechado. 10) Quais os regimes de pena privativa de liberdade do CP? São 3? Existe um quarto regime fora do CP? Resposta: Reclusão. observando-se os deveres e direitos inerentes à sua condição pessoal. isso porque a prisão civil do devedor inescusável de alimentos é forma de coação para que esse devedor cumpra sua obrigação ou responsabilidade. pois. uma espécie de pena. O trabalho externo é admissível. o disposto neste Capítulo. o que reafirma o caráter não penal da prisão civil do devedor de alimentos. máxime porque ao término da prisão civil o devedor não vê saldada a sua dívida. Sim são três. desde que compatíveis com a execução da pena. 12) Dos três regimes que estão no CP. a finalidade ressocializadora. não sendo. O trabalho externo é admissível. quanto a última parte do dispositivo. 37. na conformidade das aptidões ou ocupações anteriores do condenado.

privado de sua liberdade de locomoção. de instrução de segundo grau ou superior são admitidos. por outro lado. já que deverá. pois que o trabalho externo e a freqüência a cursos supletivos profissionalizantes. freqüentar curso ou exercer outra atividade autorizada. as condições pessoais do réu e as circunstâncias concretas do fato podem levar a aplicação de um regime mais gravoso.aberto baseia-se na autodisciplina e senso de responsabilidade do condenado. industrial ou estabelecimento similar. trabalhar. não sendo suficiente para sua determinação somente o quantum da pena. trabalhar. 15) Trabalho externo em regime fechado é possível? Resposta: PERGUNTA REPETIDA (vide item 13 acima) 16) Pode-se impor regime mais gravoso? Resposta: Sim. sendo a pena cumprida em penitenciária. sendo a pena cumprida em colônia agrícola. permanecendo recolhido durante o período noturno e nos dias de folga em casa do albergado. o condenado não fica completamente isolado do meio social. fora do estabelecimento e sem vigilância. o qual. fora do estabelecimento e sem vigilância. a doutrina e a jurisprudência admitem regime mais gravoso. Regime Aberto: baseia-se na autodisciplina e senso de responsabilidade do condenado. em serviços ou obras públicas. mas não completamente isolado do meio social. não pode ser aplicado apenas em conta da gravidade em 241 . Regime SeimiAberto: o condenado fica privado de sua liberdade de locomoção. vale dizer. 13) É possível no regime fechado o trabalho externo? Resposta: Sim. 14) Diferença de características entre os regimes prisionais? Resposta: Regime Fechado: o condenado fica completamente isolado do meio social. permanecendo recolhido durante o período noturno e nos dias de folga. nem privado totalmente de sua liberdade de locomoção. O condenado deverá. freqüentar curso ou exercer outra atividade autorizada.

Reajustamentos 4. constituiria início de prova material? Resposta: Não. Período de Carência. texto que torna crime o enriquecimento ilícito.4. ela se equipara a prova testemunhal. e-DJF1 DATA:15/06/2012 PAGINA:27. DESEMBARGADOR FEDERAL KASSIO NUNES MARQUES. Benefícios Previdenciários.abstrato do delito (Súmulas 718/STF e 440/STJ). Precedente.1. Além disso. servidores públicos precisarão comprovar a origem de valores ou bens incompatíveis com sua renda.1. dando conta de que ela exerceu atividade rurícola em sua propriedade. (AC 200738050010568. Valor Mensal. A comissão de juristas que prepara o anteprojeto de reforma do Código Penal aprovou. Se o texto for aprovado. Questões do TRF3 4.1. 4. o bem móvel ou imóvel deverá ser confiscado.1. ou poderão ser alvos de processo criminal.4.5. Questões do TRF5 4.1.4.5. equipara-se a simples prova testemunhal.) 242 . pois. declaração de exempregador da autora. Questões do TRF4 4. Questões do TRF1 1) Declaração reduzida a termo do empregador. Saláriode-Benefício. segundo a jurisprudência: ―Ausente início razoável de prova material. A pena prevista no projeto varia de um a cinco anos. Direito Previdenciário 4. para tanto de motivação idônea do julgador (Súmula 719/STF).5.4.3. pois o único documento juntado aos autos. segundo a jurisprudência desta Corte. TRF1 .5.PRIMEIRA TURMA. necessitando-se.1. em 23/04/2012. 17) Há algum Projeto de Lei para dar amplitude a essa questão da pena de confisco? Resposta: Sim.

f) menor sob 243 .71. como abriu mão da carência em relação a alguns benefícios como o salário-maternidade da empregada. para fins de concessão de benefício da previdência pública ou privada. quando calculados a partir do Salário de benefício. embaraça a constituição da união estável. 336/STJ: A mulher que renunciou aos alimentos na separação judicial tem direito à pensão previdenciária por morte do ex-marido.5. determinando a Renda Mensal Inicial ou do Benefício.2. verifica-se que o fundamento dessa diferença reside justamente na preservação do equilíbrio econômicofinanceiro e atuarial do sistema. Vamos as questões: a) Súm. 2) Pensões há discussão envolvendo dependência econômica e financeira. bem como nos casos de segurado que. b) Súm. bem como prevenir a ocorrência de fraudes. carência essa dispensada nos casos de acidente de qualquer natureza ou causa e de doença profissional ou do trabalho. tem carência de 12 (doze) meses. Pela diferença existente entre os inúmeros prazos de carência. que deverá ser preenchida a partir de outras fontes do direito. Questões do TRF2 1) Qual seria o conceito de renda mensal inicial? Qual é a ratio legis das carências? Tem algum fundamento ou é uma discricionariedade? A lei pode abrir mão da carência? Auxílio doença exige carência? Resposta: Renda mensal inicial é o valor inicial que será efetivamente pago ao segurado. sendo descabida a alegação de dependência econômica por parte da concubina para fins de recebimento de pensão por morte. pois que para o STJ a existência de impedimento para o matrimônio.4. c) Concubinato não caracteriza união estável. pois que não houve de parte do constituinte. exclusão dos relacionamentos homoafetivos. dependendo da natureza do benefício previdenciário. O auxílio-doença. com vista à produção de efeitos no campo do direito previdenciário. e) a TNU entende que pode haver dependência econômica do filho inválido. for acometido de alguma das doenças e afecções especificadas em lista elaborada pelos Ministérios da Saúde e do Trabalho e da Previdência Social. inclusive para fins previdenciários. por parte de um dos pretensos companheiros. igualmente.001467-0). 37/TNU: A pensão por morte. A lei não só pode. têm a incidência de certo percentual sobre este. muitas delas já resolvidas por súmulas jurisprudenciais.95. não se prorroga pela pendência do curso universitário. d) Para o STJ. configurando-se mera lacuna. Os benefícios. A ratio legis das carências é resguardar o equilíbrio econômico-financeiro e atuarial do sistema.1. devida ao filho até os 21 anos de idade. Existe alguma distinção traçada pela doutrina e pela jurisprudência? Resposta: Sim. em regra. maiores prazos de carência. mesmo que essa invalidez se dê após os 21 anos de idade (2005. existe dependência econômica entre companheiros em relação homoafetiva. pois que os benefícios que demandam maiores gastos para o Regime Previdenciário. comprovada a necessidade econômica superveniente. possuem. após filiarse ao Regime Geral de Previdência Social. existem discussões.

Questões do TRF4 1)Fale sobre fator previdenciário.5.4. Trata-se de um coeficiente que considera a idade da pessoa.1. o seu tempo de contribuição e sua expectativa de vida.31.5. haja vista a possibilidade dos segurados se aposentarem muito cedo.guarda não é dependente. mesmo não estando contribuindo e/ou não exercendo uma atividade remunerada que o vincule à Previdência Social de maneira obrigatória. O STF declarou a constitucionalidade do Fator Previdenciário (ADI‘s – 2110 e 2111) 2) Existe diminuição na alíquota do fator previdenciário para alguém? Resposta: Obs. no fator previdenciário a alíquota de contribuição é uma constante de 0. mantendo todos os direitos ine244 . o Tc (tempo de contribuição até o momento da aposentadoria) e a Es (expectativa de sobrevida no momento da aposentadoria).1.1. Resposta: A aposentadoria por tempo de contribuição sem exigência de idade mínima é um benefício que ameaça o equilíbrio econômico-financeiro e atuarial do sistema previdenciário.5. Questões do TRF5 1) O que se entende por período de graça? Resposta: É aquele tempo em que o segurado mantém o seu vínculo com o Sistema Previdenciário. o qual faz prevalecer o disposto na lei previdenciária. 4. não existe diminuição na alíquota do fator previdenciário para alguém. na minha opinião.: não achei resposta em livros. as variáveis da fórmula do cálculo do Fator Previdenciário são a Id (idade no momento da aposentadoria). de acordo com a tabua completa de mortalidade do IBGE. sendo obrigatório nas aposentadorias por tempo de contribuição e facultativo na aposentadoria por idade (aplicado apenas para beneficiar o aposentado). tendo em vista o princípio da especialidade. Nesse cenário o Fator Previdenciário visa inibir aposentadorias precoces. Questões do TRF3 4. já que lei de caráter previdenciário o excluiu dessa condição. considerando-se a média nacional para ambos os sexos. ou seja. não podendo prevalecer a disposição do ECA em sentido diverso (no ECA menor sob guarda é dependente para todos os fins de direito). 4.5. nem na jurisprudência. mas pela minha interpretação. logo.3.

Questões do TRF2 1) Enriquecimento sem causa. era causa para recebimento. qualquer previsão do regulamento que restrinja ou retire a concessão de benefícios previdenciários no período de graça será ilegal.) 4. do Regulamento da Previdência Social/RPS.1. assim. pois que o Regulamento não pode ir contra a lei. TRF2 . cuja concessão no período de graça fora proibida por meio de Regulamento. Questões do TRF1 4. na falta dele. 4. de fundamento de validade. inexiste título executivo e. Direito Civil 4. deve ser extinta. o que veio a ser corrigido. esse período para fins de carência ou tempo de serviço.1. portanto.1. ainda prevê que o salário-família cessará pelo desemprego do segurado. Ato Jurídico E Negócio Jurídico. que transitada em julgado. como aconteceu no passado com o auxílio-acidente e o salário maternidade.213/91). Porém.6. instaurada. convalidação e ratificação? Resposta: 245 . 2) Pode ser concedido auxílio acidente durante o período de graça? E salário maternidade? Resposta: Durante o período de graça. Questões do TRF3 1) Qual a diferença entre confirmação.Data: 30/05/2012 . verifica-se que o título executivo se formou judicialmente.3. 88. IV. o art.122/07.6. Foi rescindida a sentença.Página::424.2. 6. Desaparece a causa do recebimento? Resposta: Sendo a sentença a causa para o recebimento.OITAVA TURMA ESPECIALIZADA. E-DJF2R . carecendo.1.722/08 e 6. pelos Decretos n. Desembargador Federal SERGIO SCHWAITZER. Relações Paracontratuais 4. o segurado conserva todos os seus direitos perante a Previdência Social (art.6. a execução não pode ser instaurada ou. nesse cenário.rentes à condição de segurado.1. respectivamente. a jurisprudência do TRF-2 segue no sentido de que “Rescindida a sentença condenatória.” (AC 200250030003391. Fato Jurídico. não se contando. 15 § 3º da Lei 8.6.6. porém. enquanto o segurado desempregado estiver dentro do período de graça.

Convalidação consiste no advento de requisito faltante à formação do contrato anulável. todavia. baseada num comportamento. ou seja. o que não acontece com a tácita. Vontade Tácita: quando a lei não exigir vontade expressa. o silêncio será tido como aceitação da doação. 111 do CC/02. pelos simples fato de que na presunção. é supervenientemente sanado. que se qualifica omissivamente. o comportamento da parte. o art. nulo ou anulável. O defeito.A Confirmação ou Ratificação consiste na renúncia ao direito de alegar a anulabilidade. admite-se a tácita. num grau muito elevado de probabilidade. Vontade Presumida: A vontade presumida e a tácita diferem uma da outra. seja de forma tácita. porque o negócio sequer se forma. quando apesar de não ter sido aceita expressamente. faltando-lhe juridicidade. caso contrário. 2) Qual a diferença entre silêncio. ou seja. como ocorre com o cumprimento voluntário da obrigação anulável. sempre haverá norma do ordenamento jurídico dizendo que determinadas atitudes serão tidas como presunção. Ex: aceitação da herança. a nulidade só se repercute se for decretada judicialmente. 246 . prevê espécie de silêncio qualificado por importar anuência diante das circunstâncias ou usos do lugar. Ex: a entrega do título de crédito presume o pagamento da dívida. o herdeiro passa a praticar atos da qualidade de herdeiro. não sendo exigido a declaração de vontade expressa. produz efeitos enquanto não decretada a sua nulidade. segundo os usos sociais. somente. 3) Há produção de efeitos em negócio inexistente e negócio inválido? Resposta: O negócio inválido. Porém. que consiste numa declaração indireta. por declaração de vontade. surtirão os efeitos aparentemente queridos pelas partes. seja de forma expressa. por força do artigo 539. o negócio inexistente não produz efeitos jurídicos. donde se analisa. aquilo cuja ausência importava na anulabilidade do contrato passa a fazer-se presente. donde resulta. a existência daquela vontade. e ele não responder nada neste prazo. pela carência de determinado elemento contratual. vontade tácita e vontade presumida? Resposta: Silêncio é a ausência de manifestação de vontade (estaria assim no plano de inexistência). o doador fixar prazo para que o donatário diga se aceita ou não a doação. Ex: Se numa doação. pela prática de ato incompatível com a intenção de alegar a presença do vício.

importando regra do direito alemão.5. se válido for na subs247 .4.4.6. Ministra NANCY ANDRIGHI.1. mas subsistirá o que se dissimulou. Questões do TRF4 4. TERCEIRA TURMA. julgado em 15/09/2009. não sendo outro o entendimento do STJ. DJe 30/11/2009) 03) Dê um exemplo de ato nulo que possa ser convalidado. nos termos do art. 02) Há convalidação de atos nulos e anuláveis? Resposta: Convalidação é o suprimento da falta de autorização de terceiro. pois o art. 176 do CC diz que quando a ―anulabilidade‖. (VOLTAR NESTA QUESTÃO) 04) Toda simulação é invalidante. o negócio jurídico nulo contiver os requisitos de outro.699/MS.” A conversão do negócio jurídico nulo em outro negócio. Segundo o art. de acordo com o Código Civil de 2002? O código diferencia a simulação relativa da absoluta? Resposta: Nem toda simulação é invalidante. “Se.1.” (REsp 856. art. se houvessem previsto a nulidade. porém. visto que. pode subsistir pela conversão do negócio jurídico inválido. pode converter em promessa e a partir dessa obrigar à transmissão do domínio do bem). não existe exemplo de ato nulo que pode ser convalidado. a qual somente pode ser feita em negócio anulável. para quem “O vício irremediável de que padece o ato nulo também o impede de ser convalidado. 367). 170 do CC/02. Ex: conversão de compra e venda nula por vício de forma em promessa de compra e venda (se não se realizou por escritura pública. 167 do CC/02 “É nulo o negócio jurídico simulado. expressão que se refere a atos anuláveis e não nulos. subsistirá este quando o fim a que visavam as partes permitir supor que o teriam querido. Resposta: Segundo a resposta anterior. o que não se confunde com sua convalidação (confirmação do mesmo negócio nulo). Questões do TRF5 01) Em alguma hipótese o ato absolutamente nulo pode subsistir? Resposta: Sim. Rel.6. os quais não podem ser convalidados diante da impossibilidade de novação de negócio nulo (CC.

uma vez que a propriedade do alienante fica sob condição resolutória do pagamento do débito pelo devedor.7. 167 do CC/02. com uma máscara. sim. Resposta: A condição puramente potestativa é ilícita.tância e na forma. É o regime pelo qual o terreno e as ben248 . não é arbitrária. Nesse cenário. 05) Diferencie condições simplesmente potestativas das puramente potestativas. embora dependa da vontade de uma das partes intercalada com a de outra. na simulação relativa celebra-se o negócio com o objetivo de. A propriedade resolúvel é independente de alienação fiduciária.7. sendo essa apenas uma espécie do gênero propriedade resolúvel. (Ex. bicho do jogador). pois que a simulação relativa se trata justamente da dissimulação descrita na segunda parte do art.”. objeto de garantia em favor dos promitentescompradores. 4. encobrir um outro negócio de efeitos jurídicos proibidos. A condição simplesmente potestativa é lícita. na simulação absoluta.1. Alienação Fiduciária Em Garantia 4. mas que não visa a produzir efeito jurídico algum. Questões do TRF1 1) Qual seria o conceito clássico de propriedade resolúvel? Independentemente de alienação fiduciária? Resposta: A propriedade resolúvel. celebra-se um negócio jurídico aparentemente normal. Não é obrigatório. após o que o alienante perde tal propriedade. 2) O que é patrimônio de afetação? Resposta: Trata-se de direito real de garantia. em mais uma aplicação do princípio da conservação.1. dispõe o art.359/CC se dá quando o título aquisitivo (do bem móvel ou imóvel) está subordinado a uma condição resolutiva ou advento do termo. pelo qual há reserva de bens a constituir um patrimônio autônomo ao do incorporador. mas existem estímulos fiscais para quem o constitui. vale dizer. tornado imune à insolvência ou falência daqueles. alia-se a fatores circunstanciais que a amenizam. Direito Empresarial 4.7. a simulação relativa da absoluta. 1. seja por determinação de lei. seja por força de declaração de vontade.1. uma vez que. cf. verifica-se com clareza que o CC/02 diferencia. Por outro lado. por derivar do exclusivo arbítrio de uma das partes.

na qual ficarão depositados os valores pagos pelos adquirentes ao longo do tempo e da qual somente sairão os recursos depositados para o custeio exclusivo da construção. Ele não se comunica com os demais bens. Impugnação Ao Valor Da Causa. é da mesma forma das causas cíveis da justiça estadual? Ajuíza-se uma ação previdenciária. O empreendimento com patrimônio de afetação será tratado como se fosse um estabelecimento autônomo da construtora. Reconvenção. ficam mantidos separados do patrimônio da empresa incorporadora. cuja ratio exige. Exceções. Questões do TRF5 4. Citação.1. Indeferimento Da Petição Inicial. Questões do TRF1 1) Como a revelia é tratada nas causas cíveis da JF. Resposta Do Réu: Contestação.1. a presença de interesse direto e imediato da União.3. Isso mesmo. chama-se o INSS.4. eu julgo conforme o estado do processo e aplico os efeitos da revelia naquela hipótese? Resposta: Não se desconhece a peculiar característica da JF lidar majoritariamente com questões de direito público. direitos e obrigações do patrimônio geral do incorporador ou de outros patrimônios de afetação por ele constituídos. Petição Inicial. Procedimento Ordinário – Fase Postulatória. Impugnação À Gratuidade De Justiça e Ação Declaratória Incidental.8. para sua verificação.1.1. Intimação. Questões do TRF2 4. suas autarquias. tem tratamento diverso ao que a ela é dado na JE.8. 249 . principalmente no seu aspecto material (presunção de veracidade dos fatos alegados pelo autor).7.7.5. nas causas cíveis contra o INSS na JF.feitorias que serão objeto de construção. Por conta disso. a qual. Revelia 4.2. com inscrição própria no CNPJ e conta bancária específica.7. 4. fundações públicas e empresas públicas. a revelia. Propositura Da Demanda.8. em regra. Questões do TRF3 4. lida com direitos de particulares. muito em razão da sua competência constitucional.1. Pedido. Requisitos Da Inicial. Direito Processual Civil 4. a jurisprudência do TRF-1.1. Questões do TRF4 4.7.1. procurador deixa de contestar.

o legitimado atua em juízo em nome próprio buscando a tutela de direito alheio. nos casos autorizados por lei. 3) Qual a diferença entre legitimidade ordinária e legitimidade extraordinária? Resposta: Na legitimidade ordinária.” (AC 200701990077958. 4. TRF1 . provocando o iudicium duplex. o ato de impedir (contestação) já expressa um pedido contrário. uma vez que.). juizado especial cível e ações possessórias. DESEMBARGADORA FEDERAL MONICA SIFUENTES. Excepcionalmente. 250 . e-DJF1 DATA:29/06/2012 PAGINA:42. Questões do TRF2 1) O que são ações dúplices? Cabe reconvenção nas ações dúplices? Resposta: A ação dúplice consubstancia-se no fato de o réu poder formular pedido na própria contestação. o legitimado atua em juízo em nome próprio buscando a tutela de direito também próprio. "Do prisma material. na legitimidade extraordinária (substituição processual). entende que “A falta de contestação do INSS não enseja a aplicação do disposto no artigo 319 do CPC. Nas ações dúplices. naactio duplex.SEGUNDA TURMA. em se tratando de pessoa jurídica de direito público. II.acompanhando a doutrina mais abalizada. cujos interesses são indisponíveis.2. Em geral. 2) Quais as três condições da ação? Resposta: Legitimidade de parte. não se operam os efeitos da revelia (artigo 320. é dúplice a ação. São exemplos de ação dúplices: procedimento sumário. a reconvenção pode ser ajuizada em sede de ação dúplice: há casos em que o que o réu deseja é algo diferente do que alcançaria com a improcedência do autor.1. a simultaneidade da posição de autor e réu assumida pelos litigantes decorre da pretensão deduzida em juízo. do CPC). o enunciado da súmula 258 do STF dispõe ser admissível reconvenção em ação declaratória (dúplices por natureza ) quando o pedido não se limitar à declaração de improcedência. na qual a contestação do réu já basta à obtenção do bem da vida. cf. Por outro lado. em razão de expressa autorização legal. utilidade e adequação) e possibilidade jurídica do pedido.8. interesse processual (necessidade. o autor pede e o réu somente impede.

segundo a qual. a ação judicial deve ser o menos gravoso. dentre os meios idôneos à busca do bem da vida. não haveria interesse processual caso o bem da vida já tivesse sido alcançado na seara administrativa ou se essa. no que tange a essas duas condicionantes. qual seja. Assim. parte da doutrina. pois que o processo deve ser. Processo útil é aquele que pode propiciar algum proveito para o demandante. por exemplo. Ex. Se houve ou houver meios para a composição voluntária. b) Dimensão da Necessidade: é preciso demonstrar que o processo é necessário à obtenção do proveito almejado. a necessidade. assim. carecerá de utilidade e. antes de tudo. 7) Como se distinguem as figuras da reconvenção. pela análise do caso concreto. Para haver interesse. Pelo acima disposto. a expressão certa seria utilidade-necessidade. elenca a adequação como condicionante. Quando ocorre perda de objeto da demanda. uma serventia. impedimento e suspeição. . para. condicionante essa muito próxima de outra. para parte da doutrina. esgotamento de instância administrativa. da ação dúplice e o pedido contraposto? 251 . caso em que só haverá interesse processual nas hipóteses em que a ação seja um meio idôneo a se atingir determinado fim. 5) Discorra sobre o binômio necessidade-utilidade? Está certa a expressão? Resposta: a) Dimensão da Utilidade: o processo deve ser útil. se questionar se ele é necessário na busca desse proveito. só então. útil e proveitoso. deve ter um proveito.4) Quais as condicionantes do interesse de agir? Resposta: As condicionantes do interesse de agir são: utilidade. fosse a via menos gravosa para se alcançar determinado objetivo jurídico (Ex: TNU exige requerimento administrativo no INSS para demonstrar interesse processual nas ações previdenciárias). necessidade e. Por fim. As exceções são de: incompetência. de interesse de agir.também não haverá utilidade quando as despesas com a execução superarem o valor da dívida. o processo é desnecessário. a demanda deve ser útil juridicamente. reconvenção e exceções. adequação. não sendo idônea para o particular cobrar um crédito seu fundado em título de crédito. 6) Quais as modalidades de resposta do réu? Quais as exceções? Resposta: As modalidades de resposta do réu são: contestação. a execução fiscal somente pode ser utilizada para a cobrança de crédito tributário ou não-tributário da Fazenda Pública.

(ACHO QUE é ESSE – mas não achei nada a respeito) 252 . há o exercício do direito de ação. com sinais trocados. pois. Material: Presumem-se verdadeiras as afirmações de fato feitas contra o réu (confissão ficta). sem a necessidade de utilização do procedimento próprio da via reconvencional. sendo. de objeção. As questões prévias tanto podem ser consideradas como exceções como objeções. Assim. o autor pede e o réu somente impede. Por outro lado.Resposta: Ação Dúplice: Do prisma material. na mesma oportunidade de oferecimento de sua defesa. o gênero questões prévias engloba as espécies questões preliminares e questões prejudiciais. existem questões prévias que podem ser conhecidas de ofício pelo juiz como a coisa julgada. 9) Quais os efeitos principais da revelia? Qual o efeito processual por excelência? Resposta: A revelia possui dois efeitos. Processual por excelência: o revel poderá intervir no processo em qualquer fase. recebendo-o no estado em que encontrar. que são denominadas questões prévias. Nas ações dúplices. 8) O gênero questões prévias engloba quais espécies? As questões prévias são qualificáveis como objeções ou exceções? Resposta: Antes do mérito. Pedido Contraposto: A técnica da contraposição de pedidos implica a formulação de pedido. então. a simultaneidade da posição de autor e réu assumida pelos litigantes decorre da pretensão deduzida em juízo. Reconvenção: como modalidade de resposta que é. mas não se exigem as formalidades inerentes à demanda reconvencional. Processual o feito prosseguirá sem a intimação do réu revel. é dúplice a ação que a contestação do réu já basta à obtenção do bem da vida. o juiz tem que decidir outras questões no curso do processo. por parte do réu. pois que essa técnica foi pensada para homenagearem os princípios da simplicidade e celeridade nos Juizados Especiais e no Procedimento Sumário. permite que o réu não apenas ofereça resistência à pretensão buscada pelo autor mas também pleiteie o reconhecimento de uma pretensão da qual se julga titular em face do autor. vale dizer. ou seja. questões prévias são todas as questões que tem que ser analisadas antes de se apreciar o mérito/pedido/objeto do processo. tratando-se. Em geral. um material e outro processual. São chamadas de ações de mão dupla. caso não tenha patrono nos autos. Desse modo. há questões prévias que o julgador somente pode conhecer quando provocado pelas partes tal qual a competência relativa. uma exceção.

mesmo que a Fazenda Pública não ofereça uma impugnação especificada em relação às questões arguidas na inicial. não se aplica à Fazenda Pública o ônus da impugnação específica. diante da indisponibilidade do direito discutido. nos termos do art.. interesses que os advogados públicos não podem. 319 do CPC reza que “Se o réu não contestar a ação. p. “juiz que violar o dever de abstenção. 11) Falar sobre as particularidades da revelia para a Fazenda Pública. Marinoni e Mitidiero (CPC – comentado artigo por artigo. 137 do CPC. Marinoni e Mitidiero (CPC – comentado artigo por artigo. argüir a parcialidade do magistrado. 302 do CPC ―Cabe também ao réu manifestar-se precisamente sobre os fatos narrados na petição inicial. Violado o dever.. 2011. ou não se declarar suspeito. o que se leva a crer que tais institutos. 2011. contra ela não correrão os efeitos materiais da revelia. segunda parte. 320 II do CPC.)‖ . máxime porque seus atos gozam de presunção de legitimidade. é dever do juiz. 3ª Ed. RT. I). 13) Existe ônus da impugnação específica para Fazenda Pública? Resposta: 253 . o interesse público primário. podem as partes e o MP. 3ª Ed. impedimento e suspeição. renunciar ou transigir (CPC. Trata-se do efeito material da revelia. 186) afirmam que “o juiz tem o dever de abster-se do julgamento da causa em que impedido ou suspeito. RT. são considerados objeções. Logo. enquanto custos legis... dispor. 12) Ônus da impugnação específica como se dá em relação à Fazenda Pública? Resposta: Segundo o art. conhecer de ofício.” Vale dizer. Presumem-se verdadeiros os fatos não impugnados (. poderá ser recusado por qualquer das partes”. cuja prova em contrário fica a cargo do administrado. reputar-se-ão verdadeiros os fatos afirmados pelo autor”. p. 326) defendem que só é indisponível o interesse público primário da Fazenda Pública e não o secundário. sua suspeição ou impedimento. Resposta: O art. Como visto acima.10) O impedimento e a suspeição são considerados objeções ou exceções? Resposta: Nos termos do art. 302. o qual não se aplica contra a Fazenda Pública uma vez que indisponíveis os interesses em jogo. sem autorização legal. qual seja.

a atual Constituição. em meados dos anos 30.º 7. Afinal. não é necessária a prévia postulação administrativa como condição para o manejo da ação em que se busca a concessão de benefício previdenciário. Questões do TRF3 1) É condição prévia o requerimento administrativo ao INSS para se ajuizar ação previdenciária? Por quê? Resposta: Pelo princípio da inafastabilidade da jurisdição previsto no art. algum deles contestar a ação. faz concluir que o requerimento administrativo ao INSS não é condição prévia para se ajuizar ação previdenciária. não adotou o sistema da jurisdição condicionada ao esgotamento da seara administrativa. II .8. vale dizer. O FONAJEF possui entendimento 254 . 320 do CPC. 4. havendo pluralidade de réus. com a Lei n. visto que. a presunção de veracidade está sujeita ao crivo da persuasão racional do julgador. Mesmo fora desses casos. a presunção de veracidade não depende unicamente da revelia do réu.1.se a petição inicial não estiver acompanhada do instrumento público. a primeira vista. fixou-se na defesa da União. O Ministério Público. a revelia não induz o seu efeito material: I . Esse é o entendimento do STJ e do TRF-1 – “Segundo uníssono posicionamento jurisprudencial há muito consolidado.” Todavia. III . vale dizer.se. antes da Constituição de 1988. o Ministério Público cumulava em si a dupla função de defesa da sociedade e de advocacia de Estado. a maioria das Turmas Recursais Federais entendem que há a necessidade de prévio requerimento administrativo no INSS para se caracterizar a lide. “a lei não excluirá da apreciação do Poder Judiciário lesão ou ameaça a direito”.QUESTÃO JÁ RESPONDIDA (vide item 12 acima) 14) Quem fazia a defesa da União antes da CR/1988? Resposta: A existência de um órgão com a específica finalidade de presentar o Estado em juízo é algo relativamente novo na história brasileira. por sua vez. No âmbito federal. que a lei considere indispensável à prova do ato. que eram defendidas por seus procuradores ou advogados. segundo o art. da CR/88. passaram a gozar das mesmas prerrogativas conferidas aos Procuradores da República. o que. os quais. pois que o juiz somente deve decretá-la no caso de haver verossimilhança nas alegações do autor.3. ao contrário da anterior. a presunção de veracidade é relativa. 5º. criaram-se as autarquias.se o litígio versar sobre direitos indisponíveis. 15) A presunção de veracidade dos fatos decorrentes da revelia é relativa? Resposta: Sim. XXXV. salvo em se tratando de lides desportivas.659/45.

haja vista o impedimento ser uma causa objetiva e que gera presunção absoluta de ser o juiz parcial em determinada demanda.1. Questões do TRF5 1) Distinga rapidamente impedimento e suspeição. 71: “O ajuizamento da ação revisional de benefício da seguridade social que não envolva matéria de fato dispensa o prévio requerimento administrativo.” 4. senão vejamos: Enunciado nº. 70: “O ajuizamento da ação de concessão de benefício da seguridade social reclama prévio requerimento administrativo.5.1. feita perante a ouvidoria da Previdência Social. aconselhar alguma das partes sobre a causa. Resposta: As causas de impedimento e suspeição estão previstas nos artigos 134 a 138.8. O impedimento tem caráter objetivo. inclusive: Enunciado nº. o mesmo FONAJEF excepciona esse entendimento. por exemplo. O CPC dispõe. Questões do TRF4 4. 255 . enquanto na suspeição há apenas presunção relativa (juris tantum). É dever do juiz declarar-se impedido ou suspeito.sumulado. entre outros. do art.” Enunciado nº. 2) Ambas representam causas de rescindibilidade da ação rescisória? Resposta: Não. do Código de Processo Civil (CPC) e dizem respeito à imparcialidade do juiz no exercício de sua função.” Por outro lado. 3) Discorra sobre as condições da ação e sobre o novo código de processo civil retirar uma das condições da ação. apenas a sentença de mérito proferida por juiz impedido pode ser objeto de ação rescisória. receber presente antes ou depois de iniciado o processo.8. No impedimento há presunção absoluta (juris et de jure) de parcialidade do juiz em determinado processo por ele analisado. podendo alegar motivos de foro íntimo. supre a exigência de comprovação de prévio requerimento administrativo nas ações de benefícios da seguridade social. segundo o inciso II.4.” Enunciado 73: “Em juizados itinerantes. do CPC. A imparcialidade do juiz é um dos pressupostos processuais subjetivos do processo. consideradas as peculiaridades da região atendida. O juiz será considerado suspeito por sua parcialidade quando for amigo íntimo ou inimigo capital de qualquer das partes. 72: “A comprovação de denúncia da negativa de protocolo de pedido de concessão de benefício. enquanto que a suspeição tem relação com o subjetivismo do juiz. 485. pode ser flexibilizada a exigência de prévio requerimento administrativo. que o magistrado está proibido de exercer suas funções em processos de que for parte ou neles tenha atuado como advogado.

a sentença que. o qual elencava 03 condições da ação: legitimidade de parte. E que. esse autor.9. que tende à formação da coisa julgada material. É melhor para os sujeitos processuais que suas pretensões sejam resolvidas definitivamente.1. ultra e nem citra petita. pois que nos termos da parte final do § 4º do art.Resposta: O CPC de 1973 é baseado nas lições o jurista italiano Liebman. Enfim. Esse princípio. Uma sentença de mérito. 4. à luz da lei revogada seria de carência da ação. por consequencia. Há 256 . Direito Processual Penal 4. o limite objetivo da lide para o magistrado está na apreciação daquilo que a acusação mencionou. que estabelecem a lide penal.1. adstrito aos termos do aditamento promovido pelo MP. na sentença. por ser a possibilidade jurídica do pedido conceituada como “conformidade do pedido com o ordenamento jurídico” ou ainda como “a ausência de vedação explícita no ordenamento jurídico para a concessão do provimento jurisdicional”. Sentença. A evolução do pensamento de Liebman se dera no sentido cassar a autonomia da possibilidade jurídica do pedido para incluí-la no interesse de agir.1. verificado que o pedido não se conforma ao ordenamento jurídico. excluiu a possibilidade jurídica do pedido do rol das condições da ação sem ser acompanhado pelo nosso CPC. interesse de agir e possibilidade jurídica do pedido. 384 do CPP fica o juiz. No processo penal. aplica-se até no caso de mutatio libelli. tendo em vista que. a sentença não pode ser extra. ao evoluir seu pensamento. a fim de evitar reiteradas rediscussões daquilo que já se sabe não autorizado pelo ordenamento e isto contribui a um só tempo para a economia processual (evitando-se a repetição de causas) e para a pacificação social. significa trazer maior estabilidade as relações sociais. quando da provocação da instância penal.9. excluir a possibilidade jurídica do pedido do rol das condições da ação. Questões do TRF1 1) O que consiste o princípio da correlação entre e a denúncia e a sentença? Resposta: A correlação é o liame conectivo entre os termos da acusação e aquilo que será enfrentado pelo juiz na prolação da sentença penal. o réu se defende dos fatos que pesam contra ele e não da imputação realizada ao término do libelo acusatório. à luz do Novo CPC é de improcedência e resolve definitivamente a controvérsia. Além do mais. impede a rediscussão da matéria. Todavia. haverá uma sentença de improcedência do pedido. em sua dimensão utilidade. No projeto do Novo CPC a possibilidade jurídica do pedido não é mais uma das condições da ação. Enfim. para muitos a possibilidade jurídica do pedido não passava de uma análise de mérito. Em processo penal. A sentença deverá decidir sobre os fatos descritos na denúncia ou queixa. com a parcial reforma do CPP. Para seus juristas idealizadores. vinculando-se as narrativas ali inseridas. Motivação Das Decisões Penais 4.9.

Quanto à constitucionalidade do art. 28 do CPP é ainda constitucional? Resposta: A mutatio libelli não passa de sua própria tradução: mudança do libelo. 28 do CPP. que é . uma afronta ao sistema acusatório que apregoa a separação entre as funções de acusação e julgamento. tratar-se-ia de um longa manus do PGJ. neste caso. tão somente. é cabível o instituto da denúncia alternativa. A partir do referido estatuto legal. se ao acusado foram garantidos os princípios do contraditório e da ampla defesa. que é. Outra corrente entende que uma interpretação conforme desse dispositivo tem o sentido e o alcance de que. No regime anterior à referida lei. Com a alteração legal resguardou-se a separação de papeis entre órgão acusador e magistrado de forma que o sistema acusatório encontra-se preservado. tendo em vista que a doutrina afirma que. mudança na acusação. Neste caso . DESSE PONTO EM DIANTE: RESPOSTAS ELABORADAS POR FREDERICO BOTELHO DE BARROS SILVA 2) Qual a posição do senhor a respeito da mutatio libelli do art.quem defenda que a melhor interpretação dessa parte final consiste na proibição da denúncia alternativa. o acusado defende-se dos fatos e não da acusação. Há ainda que ressaltar que após o aditamento o CPP aponta que deve ser ouvida a defesa para manifestar-se acerca da alteração promovida pela acusação . tendo o juiz que julgar apenas o fato contido no aditamento. podendo o julgador decidir com base nos fatos narrados em qualquer uma delas. Ele tem alguma repercussão quando à defesa do réu? E a mutatio libelli? Resposta: 257 . O regime da mutatio foi substancialmente alterado com a edição da Lei nº 11. o que é. há uma tensão entre o princípio da independência funcional do MP e da unidade do órgão quando é apontado um membro para proceder ao ajuizamento da ação. 384 em confronto com a CF/88? O senhor admite que o art. permitir que o membro do Ministério Público promova o aditamento à denúncia ou queixa. uma garantia institucional que encerra uma garantia da própria sociedade. 383. Ademais. na verdade. ao verificar que é cabível alteração da tipificação penal em consequência de prova presente nos autos e não incluída na acusação. cabia ao próprio magistrado promover o aditamento.719 de 2008. tanto na denúncia originária como na denúncia aditada. admitimos que deve prevalecer a independência funcional do membro do MP. A hipótese contempla que instituto? emendatio libelli. em verdade . não cabe ao magistrado realizar a mutatio mas. 3) Leia o art. ou da câmara de revisão na esfera federal. abertamente.

o crime apontado na denúncia não corresponde ao emanado dos autos. que consiste na atividade do juiz. Sentenças extra . Há doutrina que aponta a necessidade de o magistrado promover a oitiva da defesa para o devido estabelecimento do contraditório(Gustavo Henrique Righi Ivahy Badarro e Antônio Cabral ). A decisão citra petita deixa de regular as relações jurídicas de todos envolvidos no processo. elementares e circunstâncias constantes dos autos. motivado. acerca dos fatos sob sua análise. e extra petita? Resposta: Quando se fala em vícios da sentença . em lugar dos suscitados pelos agentes processuais . não há que dilatar-se o processo. e há manifestação da defesa em favor das garantias do acusado no processo penal. ou ao menos deveria estar plenamente convencido de que. nesta classificação. se o ato de inteligência do magistrado que será exposto na sentença já está completo (pela modificação do crime). A decisão extra petita ocorre quando tem natureza diversa ou concede ao demandante coisa distinta da que foi pedida. ou. a congruência externa objetiva. ocorre quando a decisão concede mais do que o demandante pediu ou quando não analisa apenas os fatos essenciais postos pelas partes como também outros fatos essenciais. ainda. Outra diferença há de ser feita entre congruência objetiva e subjetiva. 383 do CPP contempla a hipótese de emendatio libelli.O art. Por primeiro. A sentença ultra petita. havia um verdadeiro aditamento feito pelo magistrado e independente da ação da defesa.719 de 2008. frontalmente as garantias da ampla defesa e contraditório. uma primeira diferença é importante: a congruência interna e externa da decisão judicial. emendar ou corrigir a acusação para adequá-la aos fatos. Portanto. ao proceder a emendatio está. leva em consideração fundamento de fato não suscitados por qualquer das partes. o que violaria . Assim. Já a extra petita estende seus efeitos a tai somente os não participantes do processo. conforme o sistema de avaliação de provas. respeitando o sistema acusatório. citra. Convencimento este. A decisão citra petita deixa de analisar um pedido formulado ou um fundamento suscitado. cabe a atuação do MP. ultra e extra petita se inserem na congruência externa da decisão. O juiz. a defesa há de ser feita com relação aos fatos e não com relação à capitulação do membro do MP. quando da sentença. Com a modificação operada por esta lei . 5) O que seria sentença ultra. A decisão ultra petita estende seus efeitos a pessoas não participantes do processo além daqueles participantes. Ademais . 258 . Já a congruência subjetiva desenvolve-se de acordo com os sujeitos do processo. ao art. 383 reclama convencimento do magistrado. Ocorre que a sentença não é ato fracionado. antes da modificação operada pela lei 11. Com relação à mutatio.

que é. portanto. Para Cezar Bitencourt é um limite máximo e mínimo da pena. os arts. trazidos aos autos pelo autor. e já devia ter sido objeto de análise juntamente com a tipicidade e a antijuridicidade.59 do CP. Quanto à conduta social. que não é analisada somente neste momento. na associação do bairro. Barros Monteiro. quanto à revelia. na sociedade.9. analisa-se a conduta do agente através de sua conduta em seu aspectos factuais. CP. em verdade. Neste mesmo esteio: O Simpósio da Associação de Magistrados do Rio de Janeiro. verificar-se a evidente inveracidade deles‖. o juiz analisa ―o grau de culpa do réu‖. Para Paulo Queiroz. de 28 a 30 de agosto de 1974.4. isto é. um elemento de determinação da pena. A doutrina ainda aponta correntes erros na prática forense como a frase ―o agente agiu com culpabilidade. é um limite impedindo que a pena se torne uma afronta aos direitos fundamentais do agente. Ocorre que essa concepção de culpabilidade funciona como fundamento da pena. há de ser perquirido o comportamento do agente em meio social. Questões do TRF2 1) Discorra sobre a culpabilidade diante da conduta de vida do agente frente ao art. que. na família.846/RS. como diz Paulo Queiroz. 2) Os ônus processuais têm pertinência com as faculdades ou encargos processuais? Existe alguma correlação? Qual seria esta correlação? Resposta: 3) A presunção (de veracidade gerada pela revelia) a que se referiu e chamou atenção (em sua resposta) tem sido entendida como iuris tantum ou iure et de iure? Resposta: É uma presunção relativa. 259 . como característica negativa da conduta proibida . O juiz definirá a conduta social do agente através de um fato do processo ou utilizando-se de conceitos psicológicos (Sigmund Freud)? Resposta: Na análise da culpabilidade quando do art. A culpabilidade. à luz dos próprios elementos. aquilo que os autos indicam como traço marcante de sua vivência social. 319 e 334. Ou seja .2. na empresa. tão somente um limite máximo. 59. de relatoria do Min. um juízo quantitativo. ou de notoriedade. concluindo-se pela condenação. É. IV.1. diferente da culpabilidade como elemento do crime(ou pressuposto da pena como quer Damásio) que é um juízo qualitativo. segundo a maioria da doutrina e o RESP 2. pois tinha a consciência da ilicitude do que fazia‖. devendo excluir-se a presunção quando. recomendou aos juízes de todo o país. deveriam ser interpretados no sentido de não ser absoluta a presunção de veracidade dos fatos afirmados pelo autor.

e . por fim. Questões do TRF4 1) O que é coisa julgada? Resposta: ―A coisa julgada é a imutabilidade da norma jurídica individualizada contida na parte dispositiva de uma decisão judicial‖(Didier).9. Questões do TRF3 1) A prova testemunhal na fase do IP pode ser usada na fundamentação da sentença? Resposta: A prova testemunhal. por sua vez. Já a coisa julgada material. É um fenômeno endo/extraprocessual. b) a querela nullitatis ou exceptio nullitatis. parágrafo 1º.1. deve o mérito ser analisado de forma exauriente. que o provimento jurisdicional verse acerca do mérito da causa. Ocorre que esta imutabilidade pode se restringir ao processo em que foi proferido ou estender seus efeitos para além dele. a prova testemunhal não pode fundamentar uma sentença. d) impugnação da sentença inconstitucional ( art. deve haver preclusão máxima (coisa julgada formal). e 260 . Esta última ocorre quando a decisão é imutável dentro do processo do qual foi proferida. Quais sejam: Uma decisão jurisdicional. 2) Ela pode ser modificada? Resposta: Sim. ou coisa julgada em sentido estrito. 4.1. São elas: a) a ação rescisória. Daí a distinção entra coisa julgada material e formal. porquanto não ser possível de nova análise em recurso próprio.3. além do qual foi produzida. 475-L . se não refeita sob o crivo do contraditório.4) Nessa análise (no caso de revelia sobre se o autor tem razão nos fundamentos de seu pedido e se produziu prova suficiente mesmo no caso de revelia) o juiz pode inclusive retroceder à causa de pedir remota ou isso já implicaria em algum descumprimento de algum dever? Resposta: 4. Este é o posicionamento dos Tribunais Superiores acerca da matéria. para embasarem um decreto condenatório devem ser produzidas novamente durante a instrução processual. Porque colhida em procedimento inquisitivo. cautelares ou antecipadas.4.9. estende seus efeitos para qualquer outro processo. são necessários 4 requisitos. salvo quando irrepetíveis. Em nosso sistema há 5 formas de modificação da coisa julgada. Para que ocorra a coisa julgada material. c) impugnação com base em erro material .

10. Questões do TRF1 4.5. 2) Zoneamento se articula com o desenvolvimento sustentável? 261 . V. Estes dois últimos conceitos não constavam da redação original de como objetos de proteção contra poluição.1.1. Está previsto no art. Política Nacional Do Meio Ambiente. as possibilidades de revisão ou de relativização da coisa julgada. Padrões De Qualidade Ambiental. O conceito legal foi alterado em 1989 para incluir em seu art. como objeto de proteção da degradação de qualidade ambiental resultante de atividades que direta ou indiretamente os recursos ambientais fauna e a flora. 4. e) e a possibilidade de revisão da coisa julgada por denúncia de violação à Convenção Americana de Direitos Humanos formulada perante a Corte Interamericana de direitos Humanos. parágrafo único do CPC) . Questões do TRF2 1) O conceito jurídico de poluição foi alterado? Existe no ordenamento jurídico? Resposta: Sim. Instrumentos Da Política Nacional Do Meio Ambiente.1. Questões do TRF5 01) Estar respondendo a outro processo no momento da sentença.10. Zoneamento Ambiental. por todos. São estas. Da Lei 6938/81. que vinham se posicionando na esteira corporificada na súmula.9.10. III. pode ser maus antecedentes? Resposta: A resposta encontra respaldo na súmula 444 do STJ que declara in verbis É vedada a utilização de inquéritos policiais e ações em curso para agravar a pena base.art.741. Tal posicionamento solidificou o entendimento do STJ e da doutrina. 3º . Sistema Nacional De Unidades De Conservação Da Natureza 4.10. há um conceito legal do que venha a ser poluição no direito brasileiro. em nosso sistema processual.2.1. 4. 3º. Direito Ambiental 4. III. Ainda há que se destacar que após o prazo decadencial da ação rescisória (2 anos) fala-se em coisa soberanamente julgada.1. Nucci.

A necessidade de compatibilização entre a exploração não degenerativa e o respeito ao meio ambiente ecologicamente equilibrado faz com que o zoneamento se torne uma ferramenta importante do Direito Ambiental. 2º. obras e atividades públicas e privadas.10. um instrumento de efetivação da Política Nacional do Meio Ambiente e tem definição legal no art. estabelece medidas e padrões de proteção ambiental destinados a assegurar a qualidade ambiental. Resposta: 262 . conforme expressa previsão regulamentar. Questões do TRF5 TRF5 – 2012 1) Qual a origem do zoneamento e em que ele consiste? Resposta: A origem do zoneamento ambiental está nas sociedades industrializadas e urbanizadas e na necessidade do estabelecimento de áreas com destinação especial para organização territorial de aproveitamento e respeito ao meio ambiente. do acesso equitativo e da integração.297/2002 e guarda relação estreita com os princípios da função socioambiental da propriedade. do Decreto 4297/2002 como sendo O ZEE. da precaução. obras e atividades públicas e privadas. dos recursos hídricos e do solo e a conservação da biodiversidade. em verdade. Questões do TRF3 4. do usuário–pagador. instrumento de organização do território a ser obrigatoriamente seguido na implantação de planos. 4.1. dos recursos hídricos e do solo e a conservação da biodiversidade. O conceito de zoneamento sustentável já traz expressamente a menção e sua conexão com o desenvolvimento sustentável como demonstra o art. Questões do TRF4 4. É. da participação informada.10.1.1.5. garantindo o desenvolvimento sustentável e a melhoria das condições de vida da população. da prevenção.4.10.3. Diz o decreto: O ZEE. garantindo o desenvolvimento sustentável e a melhoria das condições de vida da população‖. do poluidor pagador. 2) O zoneamento tem relevância para a proteção do Direito ambiental? Dê exemplos. 2º. estabelece medidas e padrões de proteção ambiental destinados a assegurar a qualidade ambiental.Resposta: Sim. instrumento de organização do território a ser obrigatoriamente seguido na implantação de planos. do Decreto 4.

pode haver instituição de unidade de conservação em terras particulares o que. Para a instituição de uma unidade de conservação é são necessários: a relevância natural. 22. conforme art. I. incluindo as águas jurisdicionais. legalmente instituído pelo Poder Público. Há de se apontar que o intuito do disciplinamento desta matéria é a necessidade de controle da poluição causada pelas indústrias. 4) Quais os dois grandes grupos em que se dividem as unidades de conservação? Elas estão em conformidade com o novo Código Florestal? Resposta: Os dois grupos são . Importante destacar que a enorme maioria das unidades de conservação existentes no Brasil é de propriedade pública. com características naturais relevantes. da prevenção. ao qual se aplicam garantias adequadas de proteção.985/2000. 3) O que se entende por unidade de conservação e qual sua natureza jurídica? Quais os requisitos necessários para a implementação das unidades de conservação? É necessária a consulta pública? Resposta: As unidades de conservação são uma das modalidades de espaços ambientais territoriais protegidos que devem ser instituídos pelo poder público. o caráter oficial. da Lei 9. o SNUC. do poluidor pagador. parágrafo 2º. Integram as unidades de proteção integral a estação ecológica. do usuário pagador. Nas primeiras deverá ser observada a manutenção dos ecossistemas livres de alterações causadas por interferência humana.unidades de proteção integral e unidades de uso sustentável.985/2000. o regime especial de proteção e a consulta pública. o objetivo conservacionista. 2º. porém.985/2000. O exemplo mais elucidativo desta relevância está no zoneamento ambiental industrial que classifica quatro espécies de zonas visando o disciplinamento de atividades industriais em locais críticos de poluição. As quatro divisões são as zonas de uso estritamente industrial.Tendo em vista que o zoneamento guarda estreita relação com os princípios com a função socioambiental da propriedade. pode-se afirmar que tal instrumento é de fundamental importância para o Direito Ambiental. a reserva 263 . da Lei 9. se não alcançada doação por parte do particular. com objetivos de conservação e limites definidos. a delimitação territorial. zonas de uso diversificado e zonas de reserva ambiental. gerará a necessidade de desapropriação. Sua disposição legal está na Lei 9. De acordo com o art. da precaução. Já as de uso sustentável há exploração do ambiente de maneira a garantir a perenidade dos recursos ambientais renováveis e dos processos ecológicos. unidade de conservação ―é espaço territorial e seus recursos ambientais. do acesso equitativo e da integração. zonas de uso predominantemente industrial. que aprovou o Sistema Nacional de Unidades de Conservação da Natureza. da participação informada. sob regime especial de administração.

11.11.1. reserva de fauna.478 de 1997. como o processo que atende às necessidades do presente sem comprometer a possibilidade de as gerações futuras atenderem as suas próprias necessidades. deixa expresso que um dos objetivos da política nacional é a proteção ao meio ambiente. 4. Assim. houve profunda alteração por parte do Novo Código Florestal . 1º. Objetivos. Resposta: A Lei 9. Com relação a segunda indagação. o monumento natural e o refúgio de vida silvestre. ou. em clássica definição. Questões do TRF1 1) De acordo com as regras de navegação aérea e marítima no mundo. Assim. IV.1. O ACTA já foi subscrito por países como México. que dispõe sobre a política energética nacional. diversas nações celebraram uma convenção para caracterizar e repudiar o que se chama pirataria? Resposta: Há um Tratado que convencionou-se chamar de ACTA. floresta nacional. 264 . e. Tal documento é apontado pela doutrina moderna como um complemento ao Acordo TRIPS. passe a adotar uma política de não agressividade ao meio ambiente. reserva extrativista. Deve o poder público. da adequação entre meio ambiente e atividade econômica nasce o conceito de desenvolvimento sustentável.biológica o parque nacional. a partir daí. Já as unidades de uso sustentável são integradas por área de proteção ambiental.11. Direito Internacional Público e Privado 4. o grande objetivo que liga a política energética e o meio ambiente é a opção por um processo de uso sustentável dor recursos existentes no meio ambiente. ainda. que quer dizer AntiCounterfeiting Trade Agreement. focando a melhoria da qualidade de vida humana dentro dos limites da capacidade de suporte dos ecossistemas. O Espaço Aéreo 4. fixar sua bases no desenvolvimento sustentável que é. levando-se em conta as necessidades das gerações futuras. ao optar por uma política energética. reserva de desenvolvimento sustentável e reserva particular do patrimônio natural. acordo comercial antipirataria. 05) Discorra: política energética voltada ao meio ambiente. que foi duramente criticado por não obstar a pirataria e supostamente pavimentar uma dominação dos países desenvolvidos sobre os subdesenvolvidos. em português. área de relevante interesse ecológico. Canadá e Austrália. já em seu art.1. E neste se insere uma opção energética que respeite o pacto intergeracional e busque o respeito ao meio ambiente e encare como os insumos energéticos como bens que podem se findar e.

Questões do TRF2 4.2.12.12.11. Questões do TRF2 4.13. Questões do TRF4 4.11.1.5.11.1. Sociologia do Direito 4. Questões do TRF5 4.1.4.1.1.4.1. Questões do TRF1 4.1.4.12. Aspectos Gerenciais Da Atividade Judiciária 4. 265 .12.12.1.12. Filosofia do Direito 4.11.1. Questões do TRF5 4.1. Questões do TRF3 4.1.13. Questões do TRF4 4.5.1.1. Questões do TRF3 4.13. O Conceito De Direito E Sua Positividade 4.2.1.3. pontuarei os conceitos menos conhecidos(ciência e faculdade) e indicarei um pensador que elabore os outros conceitos.3. Questões do TRF1 1) Qual o conceito de direito? Resposta: Como devemos nos ater a 15 linhas.12.

influir fazer com que o Direito ou a sociedade hajam de uma determinada maneira. Nos limites deste poder reina a vontade do indivíduo e reina o consentimento de todos. A coercibilidade material é a ―suscetibilidade do uso da força física ou da pressão material. Direito como faculdade. Kant afirmara que uma ação está em conformidade com o Direito quando permita que a liberdade de agir de um possa coexistir com a liberdade de agir de todos segundo uma lei universal. eficazes. ora nós sabemos que as normas jurídicas impõe um padrão de comportamento para todos nós. em termos gerais. É. Direito como justo. Direito como fato social . É a partir deste raciocínio que se chega às três teorias acerca do direito subjetivo.‖ 266 . aparece-nos como um poder do indivíduo.‖ Por outras palavras. eficazes. quando as pessoas as respeitam. O direito como norma – Kelsen define o Direito como sendo uma ―ordem normativa de coerção‖. Para este ramo. o Direito deve ser interpretado na vida real . bem como as normas que. ―a que deve corresponder uma constituição efetivamente estabelecida e. o Direito equipa-se e faz uso das figuras da coação e da coercibilidade. de que maneira a sociedade é condicionada pelo Direito e de que maneira o Direito condiciona a sociedade. embora ―tal apenas terá de suceder quando essa efetivação encontre resistência. como diz Savigny. Já o direito como fato social . de acordo com essa constituição. numa consideração global. ao passo que a coação efetiva essa mesma punição impondo ―um mal que é aplicado ao destinatário mesmo contra a sua vontade. foram efetivamente estabelecidas e são. nasce a Teoria dos Direitos Subjetivos . O Direito como ciência é estudado como epistemologia. Condicionar significa interferir. envolvendo e penetrando por tidos os lados do ser. nos limites deste poder reina a vontade do indivíduo. em termos gerais. Para alcançar este desiderato. reportada a uma ―norma fundamental‖. quer dizer. portanto o Direito acaba interferindo no comportamento que as pessoas tem na sociedade. quais sejam: Direito como ciência. na ideia de Savigny.‖ A coação é definida ―pela plena efetivação de uma ou de outra. direito em sentido subjetivo. traduz a ideia que a sociologia jurídica procura saber exa- tamente me que medida se dá à relação feita entre a sociedade e o direito. essa lei tende a reger a sociedade. eficaz. Ocorre que o conceito de Direito pode ser declarado de várias formas (partes) diferentes. o Direito deve ser visto como o conjunto de suas ciências e de seu objeto. as normas jurídicas tem essa finalidade de regrar a vida social. Como Faculdade. o Direito é. são de fato observadas e aplicadas‖. se necessário empregando até a força física‖.‖ Dito de outra forma. uma ordem normativa ―(…)considerada válida quando as suas normas são. Portanto toda vez que se institucionaliza um conjunto de normas toda vez que se instaura alguma lei. Teoria da vontade. a coercibilidade traduz-se na ameaça de punição. o que não é normalmente o caso. Direito como norma.Direito é uma palavra polissêmica. E . ou seja. segundo Kelsen. do interesse e mistas.

1. É a teoria do mínimo Ético que fundamenta a imagem de círculos concêntricos. Aí tem que desenvolver. onde há o Princípio da Exclusiva proteção dos Bens Jurídicos..13. Quando Rawls sustenta a possibilidade da desobediência civil. já que são alicerce do próprio Estado de Direito. Assim. dada sua autonomia e aspecto individual. Quanto a Moral. até mesmo de natureza constitucional. Nesse sentido. 4. o direito é heterônomo. molda-se externamente.. caso o sentimento de justiça da sociedade não coincida com o ordenamento jurídico.1. a sua aplicação ocasionará o descrédito das instituições. sempre que houver descumprimento de tais liberdades. 4. Diferentemente do Direito Penal. sendo o Direito envolvido pela Moral.5.1.13. na realidade. e fale sobre união homoafetiva. Resposta: Ao buscar diferenciar direito e moral.Os princípios da justiça idealizados por Rawls são as liberdades públicas ou direitos fundamentais. Já as regras da Moral só tem significado se o agente com elas concordar. Questões do TRF5 267 . O Direito é coercitivo. Já o Direito.2. de Jeremias Bentham.1. que a melhor doutrina jurídica sobrepõe a todo e qualquer direito ou dever. A primeira é que a moral pertence ao âmbito interno do agente. A união homoafetiva é um deste casos que unem o Direito e a Moral. ou seja . sendo círculo maior o da Moral e o círculo menor o do direito. o Direito Constitucional pauta-se pelo princípio da jurisprudência contramajoritária .13. as regras do Direito ―valem‖ objetivamente. é importante destacarmos a teoria do mínimo ético. há diferenças marcantes. cada componente da sociedade tem uma postural moral acerca do tema homossexualismo. E é inegável que a postura Moral irradia-se sobre o tema. da mesma forma que há uma área de contato entre ambos. portanto.3. Questões do TRF2 4.O direito como justiça – Hawls . significa que a governabilidade corre sérios riscos. Muito embora a lei injusta possa ser vinculativa nos casos de inocorrência de inconstitucionalidade a mesma cairá no desuso e. Não pode o Direito ignorar as transformações pelas quais passam a sociedade moderna. o direito representa o mínimo de Moral necessário ou declarado obrigatório para que a sociedade possa sobreviver. Questões do TRF3 4. Questões do TRF4 1) Diferencie direito e moral. portanto. Por fim. um campo comum de ação a ambos.4.13. Há. Segundo o filósofo. Já a Moral é despida de coerção. é possível a afirmação de que toda lei injusta é substancialmente inconstitucional.

visto que totalmente compatível com ela. Exemplo do fenômeno poder ser mais esclarecedor (exemplo do Lenza).5. Ademais. Direito Constitucional 5. uma carga defensiva. Em outras ocasiões. Já uma segunda corrente (por todos. mesmo o STF em alguns de seus julgados não afirmar expressamente que direitos sociais são fundamentais. sob pena de inverterse a natureza das coisas. Ponto 05 5. conforme a maioria da doutrina. como se classificaria? Resposta: A primeira observação que deve ser feita com relação a esse ponto é com relação à natureza dos direitos sociais. Para Manoel Gonçalves Ferreira Filho. produzida no período da CF/46 (que fora revogada – não recepcionada pela de 67). pois incompatível com a mesma. na já clássica classificação de José Afonso da Silva. Norma produzida na égide da CF/46 não é recepcionada pela CF/67. há que se destacar que há. 6º da CF/88 – qual a eficácia desta norma? E a norma relacionada à participação dos lucros da empresa.1. Quanto à participação dos empregados nos lucros. verifica-se que aquela Lei. Ingo Sarlet e Gilmar Mendes declaram que. há. ínsito a qualquer direito fundamental. em destaque. afirma que os direitos fundamentais são de aplicabilidade imediata mesmo se as normas que os definem sejam de cunho programático. um efeito paralisante contra qualquer ingerência tendente a obstar o exercício de um direito fundamental. considerar-se-á que direitos sociais são fundamentais). Eficácia Das Normas Constitucionais 5. Ou seja. Eros Grau). independentemente de tratamento legislativo.1. podem os direitos fundamentais atingirem eficácia imediata. não há como dispensar um tratamento legislativo para concretizar um direito fundamental. três correntes acerca da aplicabilidade dos direitos fundamentais (aqui. Superado este ponto.1.1. são estes direitos ―direitos fundamentais‖? A imensa maioria da doutrina afirma que sim. em certas ocasiões. Questões do TRF1 1) Art. 268 .1. só têm aplicabilidade imediata aqueles direitos que as normas definidoras são completas em sua estrutura e dispositivo. trata-se de norma de eficácia limitada. Promulgada a CF/88. Por fim.1. em tese poderia ser recepcionada pela CF/88. 2) Existe no Brasil o fenômeno da repristinação constitucional? Resposta: Consiste a repristinação em um revigoramento da vigência de uma norma pela revogação da norma que a tinha revogado.

Apenas a CF de 1967/1969 utilizou o Vacatio Constitutionis. 4) José Afonso da Silva e a eficácia das normas. parágrafo 2º. há uma exceção. 269 . a CF/88 não admite a repristinação! Porém. desde logo exigíveis``. Como exemplo pode-se citar o art. Situam-se predominantemente entre os elementos orgânicos da constituição. pode a lei produzida durante a CF/46 voltar a produzir efeitos? Como regra. ainda. pergunta-se.868/99. mas possivelmente não integral. Se a nova ordem jurídica trouxer a permissão expressa possibilitando a repristinação. Exemplos são o art. 5º. parágrafo 2º. Não necessitam de providência normativa ulterior para sua aplicação. Já as normas de eficácia limitada são aquelas que de imediato. visando fins sociais. no momento da entrada em vigor da Constituição. veiculam programas a serem implementados pelo Estado.Daí. Já as normas de eficácia limitada de cunho programático. fale sobre a classificação deste autor. tendo em vista que pode haver uma restrição de sua aplicabilidade por intermédio do legislador infraconstitucional e. parágrafo 2º.11. 3) O que é vacatio constitutionis? Qual Constituição brasileira já teve esse período? Resposta: Quando uma cláusula expressa diferencie a entrada em vigor de todo texto constitucional. precisando de integração por obra do legislador infraconstitucional. VII. Exemplo sempre citado desta espécie é o art. Criam situações subjetivas de vantagem ou de vínculo. da Constituição Federal. que trata da saúde. As primeiras são aquelas que ``receberam do constituinte normatividade suficiente à sua incidência imediata. por obra do próprio texto constitucional. As de eficácia contida têm aplicabilidade imediata e direta. considerando-se a vacatio constitutionis uma exceção. 18. estabelecendo um interregno entre a publicação do ato de sua promulgação e a data de entrada em vigor de seus dispositivos . está aí a vacatio constitutionis. Como exemplo pode-se mencionar o art. é possível a verificação deste instituto. art. 196 da CF. as normas constitucionais podem ser de eficácia plena. As normas de eficácia limitada de dividem em normas de princípio institutivo (ou organizativo) e normas de princípio programático. contida e limitada. As primeiras são esquemas gerais de organização e de estruturação dos órgãos e entidades. Resposta: Segundo o professor JAS. Importante afirmar que efeito repristinatório em ADI não é a mesma coisa que repristinação. Impende ressaltar que a regra geral é a imediata vigência de uma ordem constitucional . O primeiro é previsto na Lei 9. 14. não têm o condão de produzir todos os seus efeitos. 2º art.

Como regra geral. desde que compatíveis com a nova ordem.1. visando fins sociais. Já as normas de eficácia limitada são aquelas que de imediato. é possível a aplicação do instituto. não têm o condão de produzir todos os seus efeitos. tendo em vista que pode haver uma restrição de sua aplicabilidade por intermédio do legislador infraconstitucional e. Questões do TRF5 270 . parágrafo 2º.2. 18. as normas da Constituição anterior são recepcionadas com o status de norma infraconstitucional pela nova ordem‖(Lenza).5) O que é desconstitucionalização? É possível no Brasil? Resposta: ―Trata-se do fenômeno pelo qual as normas da Constituição anterior.1. por obra do próprio texto constitucional. mas possivelmente não integral. Não necessitam de providência normativa ulterior para sua aplicação. Como exemplo pode-se mencionar o art. se houver menção expressa na nova Constituição . 5. VII. As de eficácia contida têm aplicabilidade imediata e direta. 5. da Constituição Federal. Exemplo sempre citado desta espécie é o art. veiculam programas a serem implementados pelo Estado. Questões do TRF2 5. 14. ainda. Já as normas de eficácia limitada de cunho programático. Ou seja. Criam situações subjetivas de vantagem ou de vínculo. as normas constitucionais podem ser de eficácia plena. Porém. Resposta: Segundo o professor JAS.3. Questões do TRF4 5.1.1. As primeiras são esquemas gerais de organização e de estruturação dos órgãos e entidades.1. no momento da entrada em vigor da Constituição. As normas de eficácia limitada de dividem em normas de princípio institutivo (ou organizativo) e normas de princípio programático. 5º. não é possível a aplicação do instituto no Brasil. As primeiras são aquelas que ―receberam do constituinte normatividade suficiente à sua incidência imediata.1. Questões do TRF3 1) O que são normas de eficácia plena. 196 da CF. contida e limitada. Exemplos são o art. parágrafo 2º. que trata da saúde.1. permanecem em vigor. precisando de integração por obra do legislador infraconstitucional.4. Como exemplo pode-se citar o art. Situam-se predominantemente entre os elementos orgânicos da constituição. desde logo exigíveis‖.5. mas com status de lei infraconstitucional. contida e limitada? Dê exemplos. 2º art.1.

Questões do TRF1 1) Se a União criar tributo com base na competência residual.1.2. haja vista esse único imóvel poder ser tanto um casebre em uma favela como uma mansão na parte mais luxuosa da cidade. Os casos mais relevantes são a atualização monetária (expressamente ressalvada pelo parágrafo 2ºdo art. há exceções a esta regra que se adapta à Legalidade Relativa.Municípios – Distrito Federal .Territórios .218MG).1. RE 195. a contrario sensu.157.394?SP. o simples fato de se ter um único imóvel não demonstra a capacidade contributiva do contribuinte. Direito Tributário 5.2.Princípios E Normas Constitucionais – Rendas Compatíveis 5.). 2) Haveria a incidência do princípio da eticidade na área tributária? Resposta: 3) Mudança de interpretação acarreta em novo fato gerador? 271 . definição de fato gerador.1. exclusão e extinção. obrigação tributária. ela tem que passar alguma coisa para estados e municípios? Resposta: Sim. tal redução é inconstitucional. 2) É constitucional o redutor de IPTU que recai sobre imóvel único? Resposta: Não. 5. dentre outros institutos tributários. da Súmula 589 do Supremo Tribunal Federal: ―É inconstitucional a fixação de adicional progressivo do imposto predial e territorial urbano em função do número de imóveis do contribuinte‖. obtida pela interpretação.2. 20% da arrecadação do produto de tributos provenientes da competência residual deve ser repassado aos Estados.2.1. Ademais.2. por expressa previsão constitucional (art.5. Impostos: União Federal – Estados-membros . 97)e fixação do prazo de recolhimento (jurisprudência do Supremo – RE 172. Questões do TRF2 1) Princípio da Legalidade Relativa é cabível no direito tributário? Resposta: Para a instituição.II. Porém. incide a Legalidade Estrita.

que os contribuintes tenham condições de antecipar objetivamente seus direitos e deveres tributários.III. dada irretroatividade da lei tributária. o que é inadmissível por implicar violação do princípio da segurança jurídica‖. representa insubmissão da administração a seus próprios atos. ainda. não pode o mesmo fisco rever as atividades do passado para exigir tributos e aplicar sanções a pretexto de que a administração alterou seu entendimento acerca da matéria.a. em relação a fatos geradores ocorridos antes do início da vigência da lei que os houver instituído ou aumentado. 6) Pode-se aplicar o IPI Verde nas CIDEs? Resposta: 272 . ―O princípio constitucional da segurança jurídica exige.Resposta: Não. Princípio. de um lado.150. só podem surgir de lei. É o que aponta Roque Carrazza. irretroativa e votada pela pessoa política competente‖. gerar novo fato gerador. é pressuposto do II a entrada do produto em território nacional. Por exemplo. a mudança não pode. Essa prática é ilegal e contraria o princípio da boa-fé do contribuinte. Já a intangibilidade impede a mudança de critério por parte do judiciário ou do próprio fisco de elementos que caracterizem o fato gerador. Resposta: A irretroatividade está prevista no art. o princípio da segurança jurídica. que. também. da CF. na clássica lição de Celso Antonio Bandeira de Mello. Completa Kyioshi Harada ―Adotado um critério jurídico de interpretação pelo fisco ao longo do tempo para fiscalizar as atividades de determinado contribuinte concluindo pela regularidade de sua situação fiscal. Não pode o juiz modificar os atos ocorridos para modificar o fato gerador. E de outro lado. por isto mesmo. igual para todos. Já pressupostos são as condições de fato que compõem o fato gerador que devem ocorrer para a hipótese tributária se aperfeiçoar. Dada a legalidade estrita que rege o Direito Tributário. 5) Diferença entre o princípio da irretroatividade e da intangibilidade. é o mandamento nuclear do sistema. Não se modificam os fatos da vida já ocorridos e que geraram efeitos tributários. segundo. 4) Existe diferença entre princípios tributários e pressupostos? Resposta: Sim.

ao contribuinte. a não cumulatividade prevista na CF comporta exceção? Resposta: Segundo a maioria da doutrina. 3) A aquisição de bens para uso permanente dá direito ao crédito de IPI? Resposta: O STF já decidiu a matéria e apontou pela impossibilidade de creditamento porque. segundo o STF. no TRF4: Não há falar em direito ao creditamento do IPI relativamente aos bens de uso e de consumo ou destinados ao ativo imobilizado da empresa.5. em verdade. O uso permanente imobiliza os bens. porquanto. dado que. e . tendo em vista as exceções apontadas no próprio texto constitucional. não é possível a geração de creditamento. O STF não permite que o tema seja tratado por legislação infraconstitucional. por exemplo. Da mesma forma. Questões do TRF3 1) Quanto ao IPI. diferentemente do que ocorre ao ICMS.1. Segunda Turma. 4) A isenção no meio do ciclo de industrialização implica em cumulação do IPI? Resposta: 5) Há direito a crédito presumido? 273 . quando pago em razão de operações de aquisição de bens destinados ao uso e/ou à integração no ativo fixo do seu próprio estabelecimento‖. se exceção existisse. por isso. nessa condição.3. o que torna a fabricante consumidora final quanto a essas mercadorias. RE 593. em relação a tais produtos. não ocorre fato gerador do imposto. não há ocorrência do fato gerador. E o entendimento consolidado também. no STF: ―A jurisprudência do Supremo Tribunal Federal firmou-se no sentido de não reconhecer. deveria ser tratada no corpo da Constituição como o fez o constituinte quando do ICMS. 2) O tema pode ser mitigado por legislação infraconstitucional? Resposta: Não.772/SC. devendo. arcar com os ônus financeiros do tributo.2. não há exceções a não cumulatividade do IPI. o direito de creditar-se do valor do IPI.

de forma que não havendo pagamento. O IPI incidente sobre o açúcar obedece ao princípio da seletividade? Resposta: A pergunta toma com base um julgamento do próprio TRF1 . não há crédito por parte do adquirente. onde a variação da alíquota se dá em razão da essencialidade do produto‖. a jurisprudência do STF oscilava.682/SC de 2007. houve uma estabilização no sentido de qualquer instituto que desonere a cadeia de produção (isenção. 7) O açúcar já foi tributado pelas alíquotas de IPI em 18. onde ficou asseverado que tributar o açúcar com a alíquota de 5% ofende o principio da seletividade e essencialidade. deve o ente tributante declarar as razões de estabelecer diferenças entre os produtos que não a essencialidade. 8) Sobre o Imposto de Importação: Bens de ingresso no território nacional para exposição em feira estão sujeitos ao II? Resposta: Não. alíquota zero e não incidência) deve se submeter ao regramento . em verdade constitui a seletividade. Ocorre que. onde a variação da alíquota se dá em razão da essencialidade do produto. Para a ocorrência do fato gerador o produto deve ingressar no país e incorporar-se à economia nacional. 6) O que significa uma tributação pelo IPI seletivo? Resposta: A seletividade do IPI é uma técnica de incidência tributária. a maioria dos gêneros alimentícios recebe tributação 0%. Foi um julgado da 8ª Turma. dado o princípio da motivação. o que. Produtos em trânsito não são consideradas para efeitos de tributação do II. ora pendendo pelo crédito presumido.Resposta: Até pouco tempo. 12 e atualmente 5%. Utiliza-se tal técnica para dificultar a comercialização de objetos indesejáveis e alcançar metas fiscais mais justas e melhor redistribuição de renda. 9) Em que momento se reputa ocorrido o Fato Gerador do II? 274 . como já conceituado como ―uma técnica de incidência tributária . a partir do RE 370. ora afastando-o. Para este valor de alíquota. de relatoria da Desembargadora Maria do Carmo.

ocorre na data do registro da declaração de importação. Primeiro por não ser técnico. 144 do CTN. a legislação material aplicável à importação de produto estrangeiro é a data em que se verifica a ocorrência do fato gerador. por que a adoção do critério temporal do registro acarreta insegurança jurídica. já que a alíquota pode ser abruptamente alterada após a realização do procedimento de importação (obtenção de licença. ele é criticado por parte da doutrina. ou seja. 10) A data de obtenção da licença para importação tem alguma relevância jurídica? Resposta: DESSE PONTO EM DIANTE: RESPOSTAS ELABORADAS POR GABRIELA SILVA MACEDO 11) Se a alíquota de importação mudar depois de obtida a licença. a lei vigente no momento da transposição da linha demarcatória do território nacional. independentemente da alíquota vigente na data da obtenção da licença. DJe 01/07/2009. entrada física do produto no país). momento posterior. portanto. Logo. para a liberação da mercadoria estrangeira entreposta ou depositada. Adotado esse entendimento. a alíquota aplicável é aquela vigente na data em que a empresa registrou a operação junto ao SISCOMEX. temporais e espaciais do imposto. o qual estabelece que o lançamento reporta-se a data de ocorrência do fato gerador da obrigação e rege-se pela lei então vigente. a entrada do produto no território nacional e a obtenção da licença. consubstanciado na reunião dos critérios materiais. O Superior Tribunal de Justiça e Supremo Tribunal Federal entendem que o fato gerador do imposto de importação. Segundo. o sujeito terá direito a usar a alíquota anterior? Resposta: Não. pois o art. ainda que posteriormente revogada ou modificada. 12) Nas operações de mútuo entre pessoas jurídicas sem a intermediação de instituição financeira. incide o IOF? 275 . pois facilita o controle do Fisco acerca do momento em que a mercadoria ingressou no território nacional.Receita Federal do Brasil.Resposta: É o momento da apresentação ou registro da declaração de importação. ou documento que faça substituir e demais documentos pertinentes ao desembaraço perante a autoridade aduaneira . Nesse sentido: REsp 1016132/SP. na verdade o seu critério temporal. Embora esse entendimento tenha um fundamento de ordem prática.

mediante nova lei. DJe 08/06/2012). Rel. a restrição subjetiva das operações. como se depreende do histórico legislativo. apenas as operações de crédito realizadas por instituições financeiras estavam submetidas à exigência do recolhimento de IOF. A lei ordinário poderia fazer tal restrição. 13). Portanto. cuidando. Registre-se que. restringir a competência da União para alcançar. Com a edição da Lei nº 9. dentre elas: ―quanto às operações de crédito. 14.779/99. em determinar expressamente que estas operações estariam submetidas às "mesmas normas aplicáveis às operações de financiamento e empréstimos praticadas pelas instituições financeiras" (art. remetendo o CTN à legislação tributária. V da CF/88). o CTN não se conteve no espaço mais reduzido já ocupado pela lei anterior e desdobrou em quatro hipóteses possíveis a esfera potencial do tributo. surgiu no art. da EC 18/65. REsp 1222550/RS. a sua efetivação pela entrega total ou parcial do montante ou do valor que constitua o objeto da obrigação‖. Pouco depois. no entanto. 153. Isso por que o sujeito passivo do tributo é qualquer um que participe da operação econômica tributada. julgado em 27/09/2011. o 276 . o legislador estendeu a incidência do IOF às operações de crédito correspondentes a mútuo de recursos financeiros entre pessoas jurídicas ou entre pessoa jurídica e pessoa física. ainda. sem com isso. I. outras hipóteses possíveis de incidência do tributo.779/99. 13) E nas chamadas contas correntes mercantis entre empresas do mesmo grupo? Resposta: A operação de mútuo entre empresas integrantes do mesmo grupo econômico subsumese à hipótese de incidência do imposto sobre operações financeiras. ao definir a extensão admissível do fato gerador do IOF. para cada espécie tributária. DJ 26-092003 PP-00005 EMENT VOL-02125-01 PP-00095 RTJ VOL-00191-01 PP-00070.143/66 instituiu o imposto com incidência exclusiva nas operações realizadas por instituições financeiras e seguradoras. 5. Ainda sob a égide da EC 18/65. não há no CTN – nem a Constituição autorizaria –. a compreensão de que o IOF pode incidir também sobre operações de crédito que não tenham sido praticadas exclusivamente por instituições financeiras parte de uma interpretação do texto constitucional (art. conforme se posiciona o STF e STJ (ADI 1763 MC. SEPÚLVEDA PERTENCE. SEGUNDA TURMA. a definição deste. Ministro MAURO CAMPBELL MARQUES. A competência da União para instituir o imposto sobre operações de crédito. Portanto. Relator(a): Min. julgado em 20/08/1998.Resposta: Sim. Tribunal Pleno. a L. 14. nos mesmos termos. cambio e seguros e sobre operações relativas a títulos e valores mobiliários surgiu no art. I da EC 18/65 e. foi mantida nos textos constitucionais seguintes. anteriormente à edição da Lei nº 9.

1. 1ª Posição. Questões do TRF5 277 . que dispõe sobre a competência residual da União. Adotar entendimento contrário. ii) caráter não cumulativo. iii) ―tipologia tributária diversa daquela já prevista na CF‖.que ocorreu com a edição da Lei n. ora como taxas. Adotando como premissa a teoria tricotômica da classificação dos tributos. segundo a Suprema Corte.2. conforme entende Paulo de Barros. do que se conclui que. segundo a qual as contribuições ora se enquadrariam como impostos. a qual se filia Paulo de Barros entende que.5.779/99. sem exluir entes integrantes do mesmo grupo econômico. I. 5. Não há. 154. seria possível que a hipótese de incidência das contribuições abrangesse fatos atribuídos constitucionalmente aos Estados e Municípios. 14) Pode-se instituir contribuição de caráter geral tendo por base fato gerador de imposto federal? E tendo-se por base fato gerador de imposto estadual ou municipal? Resposta: Há dois posicionamentos sobre o tema no cenário doutrinário e jurisprudencial. que definiu como fato gerador do IOF operações de crédito entre pessoas jurídicas e entre pessoa jurídica e pessoa física. o legislador infraconstitucional não dispõe de ilimitada permissão para criar tais tributos. esvaziaria o conteúdo das repartições constitucionais das competências tributárias. apesar de não haver discriminado as hipóteses de incidência e bases de cálculo das contribuições de caráter geral. é impreterível o cumprimento dos requisitos do art. já que as espécies tributárias seriam distintas. adotando a teoria pentapartite da classificação dos tributos. Assim. portanto. 154 da CF apenas impõe a inovação dentro da própria espécie tributária. Ressalta ainda que se a União pretender instituir contribuição incidente sobre fato não relacionado no art. pois deve respeitar a competência tributária conferida aos Estados e Municípios que foi detalhadamente discriminada pela CF. Em sentido oposto. 9779/1999. entende o STF que a vedação trazida pelo art. limitandose a explicitar o sentido da lei 9. entende que a União pode criar contribuições gerais com base em materialidade atribuída constitucionalmente a União.1. parte da doutrina. evitar a invasão de competências. o entendimento de ser vedado à União criar contribuições com base nas materialidades próprias dos Estados.2. São eles: i) introdução no ordenamento por lei complementar. Segunda posição. Esse último requisito reforçaria. Questões do TRF4 5. tendo ele por finalidade. Ilegalidade da IN 07/1999 que ao tributar tal operação não criou obrigação tributária nova.4. 153.

de forma singela. do assunto. dos Estados. XXI da Constituição Federal foi regulamentado pela Lei 8. de 25. de 08 de junho de 1994. a partir das diretrizes traçadas pela Constituição e de molde a exigir sua prática na administração pública direta. leilão e concurso. 2. caput). indireta ou fundacional.883. 4.536. 200. Comercio e Obras Públicas. por fim.666/93. artigos.854/99). de 1922. Desde o antigo Código de Contabilidade da União. de 21. que estabeleceram a reforma administrativa federal. 2. de qualquer dos Poderes da União. 37.3. atualizada pela Lei nº. Após o advento de diversas outras leis que trataram.5. atualizado em 1987. com a edição da Lei nº. reunindo normas gerais e especiais relacionadas à matéria. pelo Decreto nº. 37. Esta Lei estabelece cinco modalidades licitatórias: concorrência.666. sendo.648/98 e 9.883/94. A lei n° 8. tomada de preços. 2) Um cidadão comum pode impugnar o edital de licitação? E se conecta a que princípio? Resposta: 278 . pelos Decretos-lei 2. pelo Decreto nº. Licitação 5.01. do Distrito Federal e dos Municípios (art. a ser consolidado. 9. em vigor atualmente.1. Questões do TRF1 1) Qual foi o primeiro conjunto de regras sobre licitação no Direito Brasileiro? Resposta: A licitação foi introduzida no direito público brasileiro há mais de cento e quarenta anos. às Administrações dos Estados e Municípios. A partir de 1988 a licitação recebeu status de princípio constitucional (10).3. e estendida. convite. de 20.300.1.22. Direito Administrativo 5. o procedimento licitatório veio evoluindo.67 (arts.93 (alterada pelas Leis 8.05. que organizou o Código de Contabilidade da União.02. disciplinando o instituto e os contratos públicos em 125. sistematizado através do Decreto-Lei nº. 22 da Lei Federal nº. o Estatuto Jurídico das Licitações e Contratos Administrativos. 8. com o objetivo de conferir maior eficiência às contratações públicas. O Decreto-lei nº. que regulamentava as arrematações dos serviços a cargo do então Ministério da Agricultura. Estados. o procedimento licitatório veio a final.1862. 125 a 144). de 14. Distrito Federal e Municípios. 5.86. de 21. pela primeira vez. A Constituição de 1988 representou um notável progresso na institucionalização e democratização da Administração Pública. instituiu. de 28.360.06.456.11.666 de 21 de junho de 1993.348 e 2.06.3. 8. de observância obrigatória pela Administração Pública direta e indireta de todos os poderes da União.68. O art. Estas modalidades estão definidas no art. que disciplina as licitações e contratos da Administração Pública. que estatui as normas gerais sobre licitações e contratos completa o ciclo. no âmbito federal.1.926.

Na hipótese da não-contratação nos termos previstos. oportuniza-se aos participantes pré-selecionados a apresentação de lances verbais. sobretudo. 3) O que ocorre com propostas parecidas no pregão com relação à EPP ou ME e empresas normais? Resposta: O procedimento do leilão é caracterizado pela utilização de duas técnicas para escolha da melhor proposta. Primeiro.Em havendo discordância com os termos do edital. No caso de equivalência dos valores apresentados pelas microempresas e empresas de pequeno porte. são abertas as propostas escritas e classificadas de acordo com o melhor preço. a ser realizada por QUALQUER CIDADÃO (aquele que está no gozo dos direitos políticos). na etapa da classificação e julgamento. é ele modalidade obrigatória? Resposta: 279 . Nesse quadro. Todos esses princípios estão elencados no art. de preço inferior àquela considerada vencedora do certame.666/93. para o exercício do mesmo direito. no prazo de 5 minutos. permitindo o efetivo controle do procedimento. o art. Escolhe-se a melhor e aquelas que se encontram no patamar de até 10% do valor da melhor proposta (se não houver. 3º da Lei 8. é convocada para oferecer nova proposta. 41 da Lei 8. a ME ou EPP mais bem classificada e cujo valor ofertado seja de até 5% do valor apresentado pelas empresas comuns (empate ficto). Alexandrino diz que esse princípio impõe. na ordem classificatória. com o princípio da publicidade. o Estatuto da Microempresa e EPP (LC 123/06) criou regra especial para quando participarem tais empresas do procedimento de pregão: encerrando-se os lances. 4) Pregão. Não ocorrendo a contratação da microempresa ou empresa de pequeno porte. o objeto licitado será adjudicado em favor da proposta originalmente vencedora do certame. pelos administrados em geral. que os motivos determinantes das decisões proferidas em qualquer etapa do procedimento sejam declarados. os quais são iniciados pelo participante que tenha a melhor proposta escrita. moralidade e. Em seguida.666/93. no prazo de até 05 dias úteis de antecedência à data designada para a abertura dos envelopes de habilitação. quiçá principalmente. ainda. Essa regra se relaciona com os princípios da impessoalidade. situação em que será adjudicado em seu favor o objeto licitado. será realizado sorteio entre elas para que se identifique aquela que primeiro poderá apresentar melhor oferta. estabelece que pode haver a sua impugnação. cujo objetivo é permitir o acompanhamento e controle do procedimento não só pelos participantes como também. escolhe-se as três melhores). serão convocadas as remanescentes que porventura se enquadrem na hipótese acima.

666/93 (fraude na licitação). se optar por outra modalidade. alerta que. a fim de que se possa verificar se os motivos alegados guardam congruência com o objeto do ato optativo. Para os demais entes federativos. o que viola a regra da lei 8. 280 . adequada à contratação de bens e serviços não classificados como comuns e que não seja obras e serviços de engenharia civil. que é a de propiciar maior celeridade e eficiência no processo de seleção de futuros contratados. sob pena de detenção. Entretanto. e multa. não há lei que obrigue a adoção do pregão. é preciso levar em consideração a finalidade do novo diploma. A Anatel disciplinou a consulta para as suas contratações por meio de resolução. entende o doutrinador que. Ela foi primeiramente instituída pela lei da ANATEL (lei 9. Alexandrino questiona a constitucionalidade da previsão da consulta pela lei da ANATEL porque ela foi extremamente sucinta. o senhor já ouviu falar na modalidade consulta de licitação? Resposta: Consulta é a modalidade de licitação exclusiva das AGÊNCIAS REGULADORAS. caber-lhe-a justificar devidamente a sua escolha.450/2005 obriga a utilização do pregão na hipótese de aquisição de bens e serviços comuns pela União (pois é decreto federal).472/97).986/2000. mas depois foi estendidas a todas as agências reguladoras federais pela lei 9. contudo. surgindo hipótese que admita o pregão. segundo critério que leve em consideração custo e benefício. implica em: Prática de crime previsto no art. prevendo a disciplina (não a mera regulamentação) dessa nova modalidade de licitação por decreto a cargo do ente administrativo. 5) Em relação à chamadas agências reguladoras. 94 da Lei 8.O decreto 5. José dos Santos. de 2 (dois) a 3 (três) anos. a faculdade desaparece. pois o administrador deverá adotá-lo para atender ao fim público da lei. quando esta modalidade for cabível. o que a princípio o tornaria uma modalidade facultativa de licitação. 6) Quais as consequências para o servidor público da administração que devassa o conteúdo de uma proposta licitatória? Resposta: A violação ao sigilo. Assim. apesar da faculdade conferida à Administração. definindo o julgamento das propostas por um júri.666/93 que proíbe expressamente a criação de outras modalidades. por fraudar a competitividade do procedimento.

ou seja. tornando inócua a finalidade do instituto que é a de propociar a escolha da melhor proposta pela Administraçao. o princípio do sigilo das propostas visa resguardar a competitividade do procedimento. Afinal. Deve o gestor atentar-se para que o parcelamento seja realizado somente em benefício da Administração. verificar se é possível e economicamente viável licitá-lo em parcelas (itens. em que hipóteses? Resposta: De acordo com a Lei nº 8. o agente público deve. etapa ou parcela representa uma licitação isolada ou em separado. após definido o objeto da licitação. Parcelamento é a divisão do objeto em partes menores e independentes. moralidade e igualdade no procedimento licitatório. de modo a possibilitar o conhecimento de suas regras ao maior número de pessoas possíveis. procedendo-se à licitação com vistas ao melhor aproveitamento dos recursos disponíveis no mercado. quanto mais pessoas tiverem conhecimento da licitação. o princípio da publicidade informa que a licitação deve ser amplamente divulgada. mais eficiente será a forma de seleção. Para isso. tanto o princípio do sigilo das propostas quanto o princípio da publicidade tem como fim último a garantia da competitividade.Ato de improbidade administrativa. De um lado. De outro. obras ou serviços efetuados pela Administração serão divididos em tantos itens. lotes ou etapas) que aproveitem as peculiaridades e os recursos disponíveis no mercado. com base em critérios de impessoalidade e moralidade administrativa. item. da impessoalidade. mas ao contrário contribui para a realizaçao de seus fins. parcelas e etapas que se comprovem técnica e economicamente viáveis. 7) Se a licitação é pública porque as propostas têm de ser sigilosas? Resposta: O princípio do sigilo das propostas encontra amparo nos próprios fundamentos inspiradores da licitação e não se opõe ao princípio da publicidade. O parcelamento do objeto subordina-se especialmente aos princípios da economicidade e da ampliação da competitividade. é obrigatório o parcelamento quando o objeto da contratação tiver natureza divisível.666/1993. impedindo que outros participantes tomem conhecimento antecipadamente das demais propostas. Logo. desde que não haja prejuízo para o conjunto a ser licitado. e se for. Compras. Cada parte. 8) É possível ao administrador dividir o objeto da licitação. sem perda da economia de escala. Isso por que a divisão do objeto que não observe economia de escala poderá produzir efeito contrário. aumento de preços. 281 .

O §3º do art. deverão ser processadas através de sistema de registro de preços.520/2002 possibilita a utilização da modalidade PREGÃO. ou. O registro de preços será precedido de ampla pesquisa de mercado e os preços registrados serão publicados trimestralmente para orientação da Administração. pelas entidades equivalentes. Federação ou Confederação Patronal. 25 da lei 8. 9) Qual a modalidade de licitação para registros de preços? Resposta: Concorrência e pregão. Devem ser somados os valores correspondentes aos itens parcelados e definida a modalidade de licitação forem necessários. sempre que possível. O registro de preços é o meio apto a viabilizar diversas contratações diretas (sem a realização de um específico procedimento licitatório previamente a cada uma) de compras. o tipo é sempre menor preço. dentre as quais cita-se a aquisição de materiais.931/2001 que regulamenta o sistema de registro de preços na esfera federal. O decreto 3. Está prevista no art. quando a competição for inviável. diz o art. quando o sistema de registro de preços destinar-se a compras e contratações de bens e serviços comuns. ainda. 15 da lei 8.É importante não esquecer que sempre deve ser preservada a modalidade pertinente para a execução de todo o objeto da contratação. 10) Pode haver inexigibilidade de licitação para aquisição de bens? Resposta: Sim. equipamentos. Não se pode parcelar aquilo que é possível contratar por inteiro. com os fornecedores registrados. a fim de dispensar a licitação ou fazê-la por outra modalidade. 282 . pelo Sindicato. devendo a comprovação de exclusividade ser feita através de atestado fornecido pelo órgão de registro do comércio do local em que se realizaria a licitação ou a obra ou o serviço. em especial nas hipóteses elencadas em seus incisos. o tipo técnica e preço. 15 da Lei 8666/93. excepcionalmente. Isso por que não é possível dividir uma contratação desejada em várias de menores valores. A licitação é inexigível. por um ou mais de um órgão ou entidade da Administração Pública. a utilização do tipo menor preço.666/93 define a utilização da modalidade CONCORRÊNCIA para selecionar os potenciais fornecedores na sistemática do registro de preços e a lei 10. segundo o qual as com- pras. na imprensa oficial. No caso do pregão.666/99. ou gêneros que só possam ser fornecidos por produtor. mas admite. vedada a preferência de marca. prevê. quando a modalidade for concorrência. concomitantes ou sucessivas. sob pena de se violar o princípio da obrigatoriedade. empresa ou representante comercial exclusivo.

se esses pressupostos não estiverem presentes. Assim. caber-lhe-a justificar devidamente a sua escolha. pois. pois a licitação não é um fim em si mesmo. A exclusividade do fornecedor. alerta que. Trata-se. apesar da faculdade conferida à Administração. independentemente de o objeto da licitação seja a aquisição de bens ou a prestação de um serviço.666/93 é meramente exemplificativo. JURÍDICO e FÁTICO. Entretanto. é preciso levar em consideração a finalidade do novo diploma. já que apenas determinada contratação atenderia eficazmente ao interesse público. O objeto da licitação deve gerar interesse de mercado. as licitaçao para aquisição de bens será inexigível. Constitui pressuposto fático para a licitação a possibilidade de participação de mais de um interessado a ser contratado. Se for certo que não haverá oportunidade para a confrontação de propostas. na qual a administração terá a faculdade de adotar o pregão ou alguma das modalidades adotadas no Estatuto geral. não deverá ser realizada a licitação. de atuação discricionária. Mas as hipóteses elencadas não deixam dúvida de que. Para que a competição seja viável. José dos Santos. o rol trazido pelo art. Pressuposto fático significa INTERESSE de mercado. precisa preencher 3 pressupostos: LÓGICO. Assim. 11) A administração pode optar por fazer uma concorrência. a licitação prejudica esse interesse. a competição se torna inviável. que é a de propiciar maior celeridade e eficiência no processo de seleção de futuros contratados. pois o administrador deverá adotá-lo para atender ao fim público da lei. O pressuposto lógico ocorre quando há PLURALIDADE de licitantes e de objetos. 25 da Lei 8. A União. precisa ser provada. a faculdade desaparece. a licitação é inexigível. por fim. por ausência de pressuposto lógico.Indubitavelmente. mas um instrumento de realização do interesse público. Em suma. a fim de que se possa verificar se os motivos alegados guardam congruência com o objeto do ato optativo. sensível a necessidade de acelerar o processo seletivo para contratações. contudo. ela será inexigível. ao invés de proteger o interesse público. Se. sempre que a competição for inviável. surgindo hipótese que admita o pregão. tornou obrigatória a adoção da modalidade de pregão para a aquisição de bens e serviços 283 . O pressuposto jurídico está presente quando a licitação atende a sua finalidade de PROTEÇÃO ao interesse público. tomada de preço em detrimento do pregão? Resposta: O pregão não é modalidade de uso obrigatório pelos órgãos públicos. entende o doutrinador que. se optar por outra modalidade. se o bem licitado for de fabricante/produtor/fornecedor exclusivo.

permissão e autorização para o serviço de radiodifusão sonora e de sons e imagens. 223. 5.1. desde que estes se enquadrem como ―bens e serviços comuns‖.2. desde que não haja prejuízo para o conjunto a ser licitado. Se assim proceder o prefeito. Consignou-se igualmente que a opção pela forma não eletrônica deverá ser necessariamente justificada pela autoridade competente. Há. A infração pode ser fracionada nos termos do art. como também nos crimes da lei de licitações e do Decreto-lei 201/67. Ressalte-se apenas que o parcelamento da licitação não pode gerar burla a suas regras. Outra hipótese refere-se a aquisição de bens e serviços de informática.3. sem perda da economia de escala.comuns. quando o sistema de registro de preços se destinar a compras e contratações de bens e serviços comuns. observado o princípio da complementaridade dos sistemas privado. impessoalidade. 284 . A diretriz da administração federal teve por fundamento a necessidade de dar maior transparência ao processo seletivo. eis que disciplinada peculiar e expressamente pela CF/88. como por exemplo. público e estatal. compete ao Poder Executivo outorgar e renovar concessão. há necessidade de licitação? Resposta: Constituem-se os serviços de radiodifusão sonora e de sons e imagens em forma sui generis de concessão. tornando dispensável em razão do valor. a qual sempre adota o tipo menor preço. Compras efetuadas e obras ou serviços contratadas pela Administração serão divididos em tantos itens. Sendo gratuita. parcelas e etapas que se comprovem técnica e economicamente viáveis. para ―aquisição de bens e serviços de informática e automoção‖. incidirá não apenas nas hipóteses de improbidade administrativa. Uma delas refere-se ao registro de preços. Questões do TRF2 1) Fale sobre a concessão de difusão sonora e de imagem. uma vez que a lei 8. procedendo-se à licitação com vistas ao melhor aproveitamento dos recursos disponíveis no mercado. quando o objeto da contratação tiver natureza divisível. contudo. probidade administrativa e todos os demais aplicáveis às licitações em geral. 23. algumas hipóteses em que o uso do pregão é excepcionalmente facultado à União.520/2002 possibilita a utilização da modalidade PREGÃO. uma licitação que se realizada sem parcelamento não se inseriria na hipótese de dispensa. observar os princípios da legalidade. De acordo com o art. moralidade. par. pois a lei 10. 12) O prefeito poderia fracionar a licitação? Resposta: Sim.248/91 autoriza o uso da modalidade pregão. 1º.

portanto. após o termo dos prazos. Argumentava o doutrinador que a distribuição de canais de televisão e de rádio. par. a teor do art. mas é no Congresso Nacional que será decidido. ao disciplinar que o cancelamento da concessão ou permissão. cancelada. depende de decisão judicial. que. que é pautada por normas administrativas. encampada. renovar. A medida muda principalmente as regras para a licitação. O legislador constituinte. revogada. tem a sua outorga excluída da jurisdição da Agência. Por fim. permanecendo no âmbito de competências do Executivo. diferencia-se ainda de algumas características administrativas do instituto. 2) Qual o postulado normativo que embasa a licitação? O que é postulado? Resposta: 285 . não havendo proibição de renovação de concessão. 13.Não obstante.108/96 estabeleceu a necessidade de licitação para concessão de serviços de radiodifusão sonora. tradicionalmente. o legislador constituinte fechou ainda mais o sistema. Esses poderes reguladores são decorrentes da própria concessão. sendo ela dispensável para outorga para execução de serviço de radiodifusão com fins exclusivamente educativos (art. Celso Antônio Bandeira criticava a situação em relação aos serviços de radiodifusão sonora e de sons e imagens (rádio e televisão). obedecidos alguns requisitos administrativos. é realizado pelo Presidente da República. o ato de conceder. Lei da ANATEL. com relação à concessão ou renovação dos serviços de rádio e televisão. As mudanças começaram a ser articuladas depois que o ministério recebeu denúncias de pessoas que venceram licitações de concessões sem capacidade financeira para manter emissoras de rádio e TV. o ato de outorga ou renovação da concessão de serviços públicos de radiodifusão sonora e de sons e imagens. a concessão de rádio e televisão. anulada. para atender a interesses pessoais ou políticos de pessoas ou grupos. que deve submeter o ato ao Congresso Nacional para deliberação. O Decreto nº 2. tal instituto apresenta-se de forma bem peculiar.666/93 (Lei 2108). Como se vê. Contudo. origina-se do Presidente da República. que poderá ser de até 10 anos para rádio e 15 anos para televisão. que deverá observar a lei 8. a concessão pode ser. 1º). Assim. pois. 211 da mesma Lei 9.472. ou o ato de não renovar as concessões de tais serviços públicos. A presidenta Dilma Rousseff promulgou em janeiro decreto que altera regras para concessões de rádio e televisão no país. em regra. era feita ao sabor do Executivo. antes de vencido o prazo. com exigência de garantias financeiras para participar dos leilões. criou um sistema de freios e contrapesos no que diz respeito à concessão de Rádio e Televisão. sem quaisquer critérios objetivos que permitam controlar-lhes a juridicidade.

3º. mas para orientar a interpretação e aplicação das normas de primeiro grau (regras e princípios).O postulado normativo que embasa a licitação. O que ele chama de postulados normativos são meta-normas aplicadas não para resolver o caso concreto. Os princípios previstos expressamente no art. é o da igualdade. Corolário da igualdade é a vedação de se estabelecerem diferenças em razão da naturalidade. segundo Humberto Ávila. I e II). legal. o qual tem sua origem no art.666 são: Legalidade Impessoalidade Moralidade Igualdade Publicidade Probidade administrativa Vinculação ao instrumento convocatório Julgamento objetivo 286 . da sede ou do domicílio dos licitantes. 3) Quais os princípios que regem a licitação? Resposta: Todos os princípios da Administração Pública também se aplicam a licitações e contratos administrativos. é inconstitucional considerar como fatores de averiguação da proposta mais vantajosa os valores relativos aos impostos pagos ao ente federativo que realiza a licitação. trabalhista. A igualdade na licitação significa que todos os interessados em contratar com a Administração devem competir em igualdade de condições. proporcionalidade. a meu ver. §1º. ou a proibição de tratamento diverso de natureza comercial. são metas-normas que estabelecem um dever de segundo grau consistente em estabelecer a estrutura de aplicação e prescrever modos de raciocínio e argumentação em relação a outras normas. previdenciária entre empresas brasileiras e estrangeiras (art. Os postulados normativos. Segundo o STF. 5º e indica que a administração deve dispensar tratamento idêntico a todos os administrados que se encontrem na mesma situação jurídica. São exemplos de postulados normativos: a igualdade. razoabilidade. 3º da lei 8. O postulado está intimamente ligado ao princípio da impessoalidade.

4) A legalidade do art. Já a legalidade objetiva estabelece que toda a atuação da administração pública seja instaurada e conduzida com base na lei e com a finalidade de preservar o império da lei. segundo o qual se exige que a Administração escolha a modalidade certa. principalmente. O só fato de um ato administrativo desatender a lei já o torna ilegal. só podendo agir dentro do que a lei permite ou determina. Concurso. dentre outros pontos. ferindo o interesse público. 3º da Lei no. 287 . 8. Logo. motivo pelo qual Seabra Fagundes diz ser a "finalidade e caracterísitica do controle jurisidicional a proteção do indivíduo em face da Administração Pública".666/93 é classificada como absoluta ou relativa? Por quê? Resposta: A Administração Pública está vinculada ao princípio da legalidade absoluta. Consulta Pregão. 6) Quais as modalidades de licitação? Resposta: Concorrência. 5) Por que se fala de legalidade objetiva e subjetiva? Resposta: O controle de legalidade subjetivo ocorre para a tutela em concreto de um interesse juridicamente protegido. ainda que nenhum direito subjetivo reste lesado. É a aplicação do devido processo legal. Leilão. também no que concerne ao procedimento da licitação deve-se aplicar a legalidade absoluta. No campo das licitações o princípio da legalidade impõe. Tomada de preço. independentemente de haver lesão ao direito de outrem. Convite. que seja bem clara quanto aos critérios seletivos. que o administrador observe as regras que a lei traçou para o procedimento.

Logo. O administrador pode e deve atuar tendo por fundamento a Constituição. que atendem ao princípio da eficiência. refletiram sobre o Direito Administrativo. a meu ver. de alguma maneira. como também por que constituem meras reservas financeiras criadas por lei.666/93. Os fundos especiais constituem reservas financeiras criadas por lei. sobretudo no princípio da legalidade absoluta. registra a aplicação subsidiária das normas da Lei 8. cuja gestão fica sempre. que traz como destinatário de sua disciplina os fundos especiais.7) Os fundos especiais podem se valer do pregão eletrônico? Resposta: Sim. tais como redução do uso de papel. que trata do pregão. aplicável a administração estabelece que ela só pode agir quando a lei autoriza. dentre as quais se destaca a centralidade da constituição e a constitucionalização de outros ramos do direito. pois as alterações trazidas pelo movimento chamado de neoconstitucionalismo. a cargo de órgãos públicos. Ressalte-se que a doutrina considera imprópria a menção a fundos especiais não só por que são despidos de personalidade jurídica. explica Paulo de Barros que ―supera-se aqui a idéia restrita de vinculação positiva do administrador à lei. O fornecedor normalmente recebe uma senha.520. a princípio. que 288 . 9) Qual o rito do pregão eletrônico? Resposta: O fornecedor interessado em participar do pregão eletrônico deve cadastrar-se por meio do web site do órgão solicitante. redução da sobrecarga do pregoeiro. ela não poderia ser adotada.‖ Como a Constituição estabelece a aplicação de princípio a administração pública como o da eficiência e a própria lei do pregão é inspirada pelo postulado do informalismo. os recursos da tecnologia da informação aproximam as pessoas e encurtam as distancias. Ademais. e estes podem se valer da modalidade do pregão eletrônico nos termos da Lei 10. Isso por que ele apresenta diversas vantagens. permitindo atuação com mais eficiência por parte da Administração. a referida lei. entendo que seria possível o uso da modalidade pregão eletrônicos. O princípio da legalidade absoluta. se a lei não estabelecesse a modalidade do pregão eletrônico. Todavia. como antecipado. pela qual a sua atuação estava pautada por aquilo que o legislador determinasse ou autorizasse. é mais célere e eficaz quando se trata de licitação por lotes ou itens. na leitura convencional do princípio da legalidade. 8) A Administração só pode o que a Lei autoriza? E se a lei não prevê essa modalidade (do pregão eletrônico)? Resposta: Sim. Nesse sentido. esse entendimento pode ser relativizado.

O pregoeiro então instiga os concorrentes a fazer lances até que não haja mais propostas. O uso da senha de acesso é de responsabilidade total do licitante. de casos de impedimento de licitação. É interessante conhecer alguma de suas hipóteses: Alienação de bens imóveis (depende de autorização legal): 289 . mas a o administrador não possui qualquer liberdade. portanto. qualquer responsabilidade por eventuais danos decorrentes do uso indevido da senha. a identidade dos autores dos lances não é revelada aos demais concorrentes. ou por seu representante. 10) O que é o termo de referência no âmbito do pregão eletrônico? Resposta: O termo de referência é o documento que deverá conter elementos capazes de propiciar a avaliação do custo pela Administração. diante de orçamento detalhado.permite o acesso à opção para certificação da empresa. 12) Casos de impedimento de licitação. Finalmente. a definição dos métodos. inclusive no que diz respeito a qualquer transação que venha efetuar diretamente. os proponentes podem manifestar a intenção de interpor recursos. Ao final da sessão. Trata-se. O pregão eletrônico acontece como numa sala de bate-papo. Resposta: Nas hipóteses de licitação dispensada. Se ela não estiver perfeitamente habilitada. considerando os preços praticados no mercado. com prazo determinado. Após a confirmação da certificação. a contratação é efetuada após a decisão dos recursos interpostos. Em seguida. a estratégia de suprimento e o prazo de execução do contrato. pois a própria lei impõe a dispensa da licitação. a competição é possível. o fornecedor está habilitado a participar dos pregões referentes àquele órgão. O pregão ocorre como um leilão ao contrário. ainda que por terceiros. previstas no art. a habilitação da segunda colocada é verificada. a administração não tem discricionariedade para decidir sobre a realização ou não de licitação. Inicia-se com a fixação da menor proposta. onde ganha o fornecedor que oferecer o menor preço pela mercadoria ou serviço. Normalmente. Neste caso.666/93. verifica-se a habilitação da empresa vencedora. 17 da Lei 8. onde as propostas são apresentadas pelos concorrentes. não cabendo ao provedor do sistema ou ao órgão licitador.

d) investidura (I .a alienação aos proprietários de imóveis lindeiros de área remanescente ou resultante de obra pública. b) permuta.00. destinados ou efetivamente utilizados no âmbito de programas habitacionais ou de regularização fundiária de interesse social desenvolvidos por órgãos ou entidades da administração pública.a alienação. permitida exclusivamente para fins e uso de interesse social. b) doação. f) venda de materiais e equipamentos para outros órgãos ou entidades da Administração Pública. locação ou permissão de uso de bens imóveis residenciais construídos. na forma da legislação pertinente. permitida exclusivamente para outro órgão ou entidade da administração pública. Já a alienação de bens MÓVEIS não dependerá de autorização legal. aforamento. em virtude de suas finalidades. aos legítimos possuidores diretos ou. concessão de direito real de uso. c) permuta. que poderão ser negociadas em bolsa.a) dação em pagamento. área esta que se tornar inaproveitável isoladamente. f) alienação gratuita ou onerosa. d) venda de títulos. observada a legislação específica. sem utilização previsível por quem deles dispõe. relativamente à escolha de outra forma de alienação. de qualquer esfera de governo. após avaliação de sua oportunidade e conveniência sócio-econômica. na falta destes. por preço nunca inferior ao da avaliação e desde que esse não ultrapasse a R$20. e) venda de bens produzidos ou comercializados por órgãos ou entidades da Administração Pública. e) venda a outro órgão ou entidade da administração pública.000. ao Poder Público. mas apenas de licença administrativa e terá a licitação dispensada nas seguintes hipóteses: a) doação. de imóveis para fins residenciais construídos em núcleos urbanos anexos a usinas hidrelétricas. c) venda de ações.II . desde que considerados dispensáveis na fase de operação dessas unidades e não integrem a categoria de bens reversíveis ao final da concessão). por outro imóvel que atenda aos requisitos constantes da Lei. de qualquer esfera de governo. 290 . permitida exclusivamente entre órgãos ou entidades da Administração Pública.

sim. Como as franquias prestam serviço público. tem se posicionado os tribunais regionais federais e o STF. os fundos especiais e as demais entidades sob controle direto ou indireto da (inclue-se nessa categoria os serviços sociais autônomos como os destinados a formação profissional e a assistência social). a solução a ser adotada dependerá do momento em que se encontra o procedimento da licitação. Pela necessidade de licitação para a contratação de franquia. os princípios da eficiência. seja por que a Constituição Federal estabelece que a concessão de serviço público ocorrerá sempre mediante licitação. Acrescente-se ainda o fato de a empresa pública dos Correios exerce atividade em regime de exclusividade e possui tratamento equivalente a DA Fazenda Pública. reiniciando-se o procedimento. o que ainda prejudicaria o exercício da sua atividade fim. de acordo com o art. se coaduna com o princípio da boa-fé objetiva.13) Franquia postal. A referida norma elenca a administração pública direta e indireta (ressalvada as empresas públicas e sociedades de economia mista que. Caso ainda não tenha iniciado. da legalidade impõe que seja republicado o edital e reaberto o prazo de impugnação. deve-se tentar extrair o sentido das cláusulas contraditórias. O art.666/93 traz expressamente os destinatários da obrigação de licitação. da moralidade administrativa. invalidar aquelas que contrariam a finalidade do procedimento e prejudicam a administração pública e conservar o ato jurídico. da conservação dos contratos e do respeito a sua função social. 14) Qual o destino de licitação com cláusulas contraditórias? Resposta: No entender da candidata. isonomia e impessoalidade. mas não se valem de recursos público para tal mister. se a licitação já houver ocorrido. a meu ver. caso o edital de licitação tenha cláusulas contraditórias. o que exige maior cautela em sua atuação para resguardar os princípios da moralidade. exige a realização de licitação. Os franqueados têm obrigação de licitar na medida em que prestam serviço público? Resposta: Não. não há razão para obrigá-la a licitar. Esse entendimento. tendo em vista o interesse público no objeto da licitação. eficiência. parágrafo único da Lei 8. 171§1º da CF não poderão licitar no que concerne a sua atividade fim e terão estatuto próprio sobre o tema). Situação distinta. 1º. 291 . seja por que o contratante (empresa pública) está incluído dentre aqueles que a lei obriga a licitar. é a da contratação de franqueado. desde que a finalidade tenha sido atingida sem prejuízo do princípio da impessoalidade e igualdade entre os licitantes. não incluindo dentre eles os particulares concessionários de serviço público. contudo. Essa hipótese. Todavia.

de autenticidade certificada. 24. entendo ser possível o aproveitamento dos atos. em especial. desde que compatíveis ou inerentes às finalidades do órgão ou entidade (art. desde que a contratação direta seja realizada com base nas hipóteses admitidas pela lei 8. o fornecedor singular e o trabalho artístico realizado por artista reconhecido pela crítica ensejam a inexigibilidade de licitação. dentre outras hipótese. A licitação é inexigível.666/99. a licitação será dispensável – ou seja. desde que a finalidade tenha sido atingida sem prejuízo da administração. é possível licitar.15) É possível o aproveitamento dos atos? Resposta: Como explicado na questão anterior. Por outro lado. A inexigibilidade da licitação deverá ser devidamente justificada. quando o serviço for de natureza singular. 25 da lei 8. quando a competição for inviável. 16) Precisa licitar para comprar obras de arte (quadros)? Resposta: A compra de obra de arte pode ser efetuada em prévia licitação. mas a administração tem a discricionariedade de não fazê-lo – para a aquisição ou restauração de obras de arte e objetos históricos. seja por se enquadrar na hipótese de inexigibilidade. somente determinado fornecedor adestra cria e fornece cães aptos ao atendimento do interesse da Administração ) ou o animal for de natureza singular (somente uma determinada raça atende ao interesse da Administração). 17) E cães de guarda? Resposta: A compra de cães de guarda pode se enquadrar em alguma das hipóteses de inexigibilidade se o animal for de fornecedor exclusivo (por exemplo. é perfeitamente possível enquadrar uma obra de arte. Questões do TRF3 1) Há violação de princípios constitucionais em haver contratação direta pela administração? Resposta: Não.3.666/93. dos princípios que a regem e de terceiros.1.3. 5. diz o art. Nesse última previsão. seja por se enquadra em uma das hipóteses de licitação dispensável. XV). que visando tutelar interesses de igual relevância ao princípio da obri292 .

Regulamentando o dispositivo. O desfazimento da licitação. 2) A autoridade que homologa procedimento licitatório pode anular o certame? E revogá-lo? Por quê? Resposta: Sim. tanto não contraria a constituição. Isso por que a relação jurídica do contrato administrativo possui algumas peculiaridades próprias de sua natureza. obriga a administração a assegurar aos interessados o contraditório e a ampla defesa (art. quando o adjudicatário. Nesse sentido. Mas a lei não poderia deixar de ressalvar algumas hipóteses que. 41 da Lei 8. O princípio da obrigatoriedade da licitação impõe que todos os destinatários do Estatuto façam realizar o procedimento antes de contratarem obras e serviços. o caráter intuito personae. XXI. se a licitação não fosse prejudicaria. uma vez que o contratado é. ii) a critério da Administração.733-RJ DJ. para assinar o termo de contrato ou aceitar ou retirar o instrumento equivalente.666/93). 49. quem responde civilmente? Por quê? Resposta: A responsabilidade é solidária entre o contratado e o subcontratado. não se compatibilizam com a demora e o rito do processo licitatório e que. ―ressalvados os casos previsto na legislação‖. excepciona o procedimento nos casos especificamente elencados.2007). A anulação pode ser decretada quando existe vício de legalidade no procedimento licitatório. ou simplesmente não comparecer. Isso por que a Administração é dotada do poder de autotutela e deve afastar os atos ilegais para que sejam preservados a supremacia do interesse público e os demais princípios que a regem. 3) Em subcontratações. §1º). recusar-se a fazê-lo. pela sua particularidade. no prazo e condições estabelecidas no edital. seja pela revogação. 19. A ressalva à obrigatoriedade. que já é admitida na própria Constituição. o que melhor comprovou condições de contratar 293 . 24 do Estatuto. o que foi feito no art. a teor do que estabelece o art. decorrente de fato superveniente devidamente comprovado (art. em tese. que só pode ocorrer em duas situações: i) por motivo de interesse público. tendo sido por ela convocado. o que abrange a violação aos princípios e as regras da licitação. entende o STJ (REsp 959. cuja redação já prevê que. Já a revogação é o desfazimento dos efeitos da licitação. a licitação será obrigatória. terminaria por violar o interesse público e a própria razão de ser do instituto. dentre as quais se destaca a confiança recíproca. coube ao legislador a incumbencia de delinear tais hipóteses específicas.gatoriedade da licitação. seja pela anulação. 37.11.

666/93 e estarão obrigadas a licitar. O doutrinador ressalva.666/93 que o contratado poderá subcontratar. Caso prestem serviço público. como. indubitavelmente. que elenca como destinatários as empresas públicas e sociedades de economia mista sem fazer distinção. em cada caso.666). 5) No caso de permissão de uso há necessidade de licitar? Resposta: No caso de permissão de uso. 6) Empresa pública tem que licitar? Resposta: As empresas públicas podem ser constituídas para desempenhar serviço público ou atividade econômica. 17. Como o referido estatuto ainda não existe. alguns casos especiais em que a licitação será inexigível. deve entender-se necessária a licitação sempre que for possível e houver mais de um interessado na utilização do bem. 72 da Lei 8. Quanto às entidades que exploram atividade econômica. Também não seria razoável excluir a responsabilidade do subcontratado. Nesse sentido. Sendo assim. O próprio caráter intuito personae impede tal exclusão.com a Administração. Registre-se ainda que as permissões de uso de bens imóveis residenciais e de bens imóveis de uso comercial de âmbito local com área de até 250m² estão entre os casos de dispensa de licitação. restaurante ou sorveteria. contudo. I. posiciona-se José dos Santos Carvalho Filho. parte do objeto da licitação. por lei específica. por exemplo. Cabe ressaltar que parte da doutrina e da jurisprudência se posiciona no sentido de que as entidades estatais que explorem atividades econômicas em sentido estrito não se su294 . III CF). ―f‖ e ―h‖ da Lei 8. ter estatuto próprio para licitação e contrato (art. evitando-se favorecimentos ou preterições ilegítimas. é a que melhor protege o interesse público. quando estiverem inseridos em programas habitacionais ou de regularização fundiária de interesse social desenvolvidos pela Administração Pública (art. até o limite admitido. deverão respeitar as regras previstas na Lei 8. sem prejuízo das responsabilidades contratuais e legais. não é possível afastar a responsabilidade daquele que foi escolhido pela administração. com base em critérios de igualdade e moralidade. Tais entidades possuem regime híbrido. responsável direto pelo dano. pela Administração. A responsabilização solidária. §1º.666/93. deve-se aplicar também a elas a Lei 8. para executar o serviço. estabelece o art. Nesse sentido. a permissão de uso de calçada em frente a um bar. 173. dispõe a constituição federal que elas poderão. portanto.

obriga a utilização do pregão na hipótese de aquisição de bens e serviços comuns pela União. no caso das alienações de bens que sejam produzidos pelas entidades como sua atividade-fim. pois há possibilidade de competição. 5) Há alguma diferença básica entre dispensa e inexigibilidade de licitação? Resposta: O art. No âmbito federal. XXI da CF prevê a possibilidade de a lei estabelecer hipóteses em que a licitação não ocorrerá ou poderá não ocorrer. Apesar de o tipo ser menor preço. O rol é taxativo. 17 da Lei 8. bem como às locações imobiliárias e alienações em geral. no caso da União: às contratações de obras e serviços de engenharia. 37. ou seja. O legislador pode possibilitar a dispensa ou determinar a dispensa obrigatoriamente (art. só se vincula a União.450/2005. Já a dispensa ocorre quando a licitação é possível.666/93 dispensa a licitação. INDEPENDENTEMENTE DO VALOR estimado da contratação.jeitam a licitação quando o contrato que pretendem celebrar tenha objeto relacionado às atividades-fim da entidade.666). serviços? Existe algum valor que limita ou não? Resposta: O pregão é modalidade facultativa de licitação que só serve para a AQUISIÇÃO de bens e serviços comuns. O decreto 5. sem licitação. o Decreto 3555 traz uma lista de bens e serviços comuns. Nesses casos.555/2000. por força art. por sua vez. portanto. bem/serviço comum é aquele que pode ser objetivamente conceituado no edital com expressão usual de mercado. 6) O que é o pregão? Tem qual objetivo? Funciona em que sentido? Pode ser utilizado em relação a quais bens. decreto federal que. Nessa linha. O pregão adota sempre o tipo “menor preço”. em razão da impossibilidade da competição. Segundo disposição legal. A inexigibilidade ocorre quando a licitação é juridicamente impossível. observam-se especificações e padrões mínimos de qualidade 295 . 5º do Dec 3. haverá a CONTRATAÇÃO DIRETA. pelas vias da dispensa ou da inexigibilidade. A licitação da modalidade pregão NÃO SE APLICA. mas a lei a dispensa (―licitação dispensada‖) ou autoriza a Administração que a dispense (―licitação dispensável‖). a própria Lei 8.

causada pelo álcool (ou substância de efeitos análogos). ii) propostas verbais: segue a apresentação das propostas verbais pelos licitantes pré-selecionados no julgamento das propostas escritas. moralidade.4.5. não conseguiram dar a celeridade desejável à licitação. publicidade. mas tendo previsto a possibilidade do resultado. Questões do TRF5 5. de algum resultado punível. Questões do TRF4 5. ou sem essa intenção.3. ou.3. Questões do TRF1 1) Como se explica a actio libera in causae? Quais são as causas que isentam de pena no caso da embriaguez? Resposta: A teoria da actio libera in causa defende que o ato delitivo revestido de inconsciência deve ser punido quando decorre de ato antecedente que foi livre na vontade. passa-se à fase de classificação e julgamento e. escolhe-se as 03 melhores propostas para participar da fase dos lances verbais. (ii) primeiro se adjudica e só depois se homologa o procedimento licitatório. ainda.4.1. ela isenta de pena o agente.4. A embriaguez acidental. probidade administrativa. O pregão visa acelerar o processo de escolha de futuros contratados da Administração em hipóteses determinadas e específicas. 5. ou seja. por ação ou omissão. ou propositadamente. à fase de habilitação. em muitos casos. evitar a ocorrência de corrupção e outras condutas qualificadas como improbidade administrativa. O julgamento possui duas etapas: i) a primeira de apresentação das propostas escritas: escolhe-se a melhor proposta (menor preço) e todas as demais que não excedam a 10% do preço da melhor. observar os princípios da legalidade. Extinção Da Punibilidade 5. e finalmente. no estado de não-imputabilidade. excluindo a culpabilidade. quando a podia ou devia prever. Foi um procedimento criado para atender aos reclamos dos órgãos da administração pública diante do fato de que as modalidades licitatórias previstas na Lei 8. impessoalidade. A teoria é aplicada ―aos casos em que alguém.666/93.1.‖ A embriaguez é a intoxicação aguda e transitória.4. só depois. com a intenção de produzir o evento lesivo. é causador.A diferença maior em relação as outras modalidades está na inversão do procedimento: (i) após o recebimento dos envelopes. decorrente de caso fortuito ou força 296 . Direito Penal 5. cujos efeitos podem progredir de uma ligeira excitação inicial até o estado de paralisia e coma. Apenas em dois casos.1.1. a nova modalidade tem por fundamento a necessidade de dar maior transparência ao processo seletivo. transferindo-se para esse momento anterior a constatação da imputabilidade do agente. Segundo José dos Santos.1. Não havendo o número mínimo de 3. tendo se colocado naquele estado.

3) Qual perdão o código trata? O indulto é uma espécie de perdão? Resposta: O Código Penal trata expressamente de duas espécies de perdão: i) perdão judicial. O perdão judicial é o instituto pelo qual o juiz. O perdão deve ser concedido durante o processo. bem como a patológica. por sua vez. porque extingue a punibilidade com a morte? Resposta: 297 . é a perda do interesse estatal de punir. o chefe do poder executivo. realizadas por órgãos diversos do Poder Judiciário. e completa é caso de inimputabilidade. O perdão do ofendido. Ambas as hipóteses são causas de extinção da punibilidade. é o ato pelo qual o ofendido. É modalidade de clemência concedida espontaneamente pelo Presidente. 4) Extingue-se a punibilidade pela morte? O que é morte? O que é vida? O que acontece com a morte. quando as consequências da infração atingirem o agente de forma tão grave que a sanção penal se torne desnecessária. 2) Qual a diferença entre força maior e caso fortuito? Resposta: A questão é controvertida e parte da doutrina considera a distinção sem relevância haja vista que os efeitos atribuídos a eles são iguais. Parte da doutrina considera que o caso fortuito ocorre quando o agente desconhece o caráter inebriante da substância que ingere. Já a força maior ocorre na hipótese em que o agente é obrigado a ingerir a substância. desculpando o ofensor pela prática do crime. deixa de lhe aplicar. ou seu representante legal. ii) perdão concedido nos crimes de ação penal privada. não é necessário que haja o trânsito em julgado da sentença condenatória. não obstante a prática de um fato típico e antijurídico por um sujeito comprovadamente culpado. Em apertada síntese. observa-se que o indulto pode ser considerado uma espécie de perdão coletivo concedido pelo Estado. de forma coletiva. desiste de prosseguir com andamento de processo já em curso.maior. nas hipóteses taxativamente previstas em lei. O indulto é uma forma de renúncia estatal ao direito de punir. por meio do seu representante. Segundo o STF. Diante desse conceito. do início da ação penal até o trânsito em julgado. a sanção penal. que será tratada como caso de inimputabilidade por anomalia psíquica ou semi-responsabilidade.

Metafisicamente. lei penal anômala.A morte extingue a punibilidade. O Código civil estabelece que a personalidade jurídica se inicia com o nascimento com vida. Sua natureza jurídica é de lei penal anômala. em razão de clemência. no Brasil. considerado cientificamente como o fim da consciência. graça e indulto. A morte extingue a punibilidade por que. ou seja. não há razão para a punição prosseguir. bem como do momento em que ela se inicial. não há consenso acerca do conceito de vida. Dessa forma. Biologicamente. a definição médica de morte é conhecida como morte clínica. 5) O que é anistia? Qual a diferença entre anistia. política ou por questões sociais. O que seria o indulto? Os efeitos da condenação persistem? Graça? Resposta: A anistia é uma espécie de ato legislativo federal de competência do Congresso Nacional. Atualmente. do que se extrai que a vida se iniciaria com o nascimento e seguiria até a morte do indivíduo. 6) O que seria a prescrição em matéria de direito penal? A prescrição da pretensão punitiva é a de que e como se regula? 298 . A primeira tentativa de se estabelecer um ponto exato para o início da vida humana encontra-se na visão concepcional. esquece um fato criminoso. Com a morte. inciso XLV). segundo o qual a pena não deve passar da pessoa do condenado. Tudo o que a pessoa vem a ser é considerado como produto de influências externas. que toma por referência a união do óvulo com o espermatozóide. morte cerebral ou parada cardíaca irreversível. apagando seus efeitos penais (principais e secundários). nos termos do art. a vida é um processo contínuo de relacionamentos. 107 do CP. 5º. A morte é o cessamento permanente das atividades biológicas necessárias à manutenção da vida de um organismo. Na Quem proclama a anistia? Poder Legislativo. A morte cerebral é definida pela cessão de atividade eléctrica no cérebro. cuja iniciativa não é exclusiva de nenhum dos poderes e que é submetida ao veto presidencial. tal corrente considera que as células-tronco não têm um estatuto moral próprio. foi adotado o princípio da personalização da pena (art. através do qual o Estado. por serem apenas células totipotentes e não indivíduos humanos. Pode o CN por iniciativa própria proclamar a anistia. A visão social traz para a discussão a idéia de que os humanos evoluem de acordo com os símbolos culturais elaborados no seio da sociedade. é uma existência social. a história de um ser desde o nascimento até a morte. devidamente sancionada pelo Executivo.

do dia em que cessou a permanência. 117 do Código Penal. Superveniente/intercorrente (art. absolvição ou condenação do réu. não se podendo dela extrair qualquer efeito. não sendo possível estender. 110 §1º. Subdivide-se em 4 espécies: Em abstrato/propriamente dita (art. 7) A sentença absolutória interrompe a prescrição? Resposta: Não. 299 . por prognose. antecipada ou virtual Regula-se pelo máximo da pena privativa de liberdade cominada ao crime. De acordo com o art. em face do decurso do tempo. da data em que o fato se tornou conhecido. a publicação da sentença ou do acórdão condenatório e o trânsito em julgado. do dia em que cessou a atividade criminosa  Ultimo ato executório. Não há. a sentença absolutória não está prevista como hipótese de interrupção. nem penal nem cível (não gera reincidência ou maus antecedentes criminais. CP). 109 do CP. Em suma. Eventual sentença condenatória provisória é rescindida. o rol das causas interruptivas em prejuízo do réu. portanto. não é título executivo judicial. decorrente da inércia do Estado no exercício do jus puniendi.nos crimes permanentes. inviabilizando qualquer análise de mérito da ação penal. 110. Logo. Ocorre antes do trânsito em julgado da condenação. O termo inicial é o seguinte: I . CP). mediante interpretação. IV . a prescrição da pretensão punitiva apaga TODOS os efeitos penais e extrapenais da eventual condenação.no caso de tentativa. CP). A prescrição da pretensão punitiva é a perda do direito do Estado de punir. Retroativa (art.do dia em que o crime se consumou II . não pode ser executada no cível). III . Em perspectiva. há três marcos interruptivos da prescrição no procedimento comum: o recebimento da denúncia ou queixa.nos de bigamia e nos de falsificação ou alteração de assentamento do registro civil. do direito de o Estado punir ou executar uma punição já imposta. 109.Resposta: A prescrição é a perda. §2º. O prazo prescricional é o resultado da combinação da pena máxima prevista abstratamente no tipo imputado ao agente e a escala do art.

ao prever o instituto da transação penal. Pode ser expressa ou tácita. Todavia. no caso de infrações de menor potencial ofensivo. em que possibilita-se ao Ministério Público deixar de oferecer a denúncia. desculpando ofensor pela prática do crime. passando a ser obrigado a propor inicialmente a transação penal. um deles perdoando. é ato bilateral pelo qual o ofendido ou seu representante legal desiste de prosseguir com o andamento de processo já em curso. presentes as condições da ação penal e. aproveita os demais? 300 . pois naquelas vige o princípio da obrigatoriedade. nos termos do art. se o agente aceitar os termos do acordo oferecido. que abdica previamente do seu direito de ajuizar ação penal privada. defende que não se trata de mitigação da obrigatoriedade. neste último caso. O perdão concedido por um dos ofendidos não obriga aos demais. não há extinção da punibilidade. 106.099 mitigou o princípio da obrigatoriedade – princípio da discricionariedade regrada –. O perdão só pode ser concedido até o trânsito em julgado da demanda. como regra. havendo lastro probatório suficiente. II do CP. sendo que. por sua vez. obrigam aos outros? Resposta: A renúncia ao direito de ação é ato unilateral do ofendido ou de seu representante legal. aplicando-se excepcionalmente o instituto nessa espécie de ação. pois o MP deixou de ser obrigado por lei a propor a ação penal pública. a Lei 9. extinguindo-se a punibilidade.099/95 estabeleceu que a composição civil dos danos implica na renúncia ao direito de representação na ação penal pública condicionada a representação. 9) Qual a diferença entre a renúncia ao direito de ação e o perdão? E se havendo vários ofendidos. 10) O perdão ofertado a um querelado. o MP é obrigado a oferecer denúncia. É cabível na ação penal privada e na ação penal privada subsidiária da pública. segundo o qual. fixando exceções ao princípio. Outra parcela.8) Na ação penal pública pode haver o perdão? A Lei 9099 mitigou o princípio da obrigatoriedade da ação penal? Resposta: Na ação penal pública não pode haver o perdão qu é instituto próprio das ações penais privadas. É cabível na ação penal privada. retomando MP a titularidade da ação penal. a qual se filia Eugênio Paccelli. O perdão do ofedido. Parte da doutrina defende que a Lei 9.

Incide no âmbito da ação penal privada o princípio da indivisibilidade da ação penal (art.2. do trabalho ou evento equiparado.1. Questões do TRF4 5. Acumulação 5. Abono De Permanência.4.4. 5. 2) Qual o valor do auxílio doença? Resposta: 91% do salário de benefício. não podendo ser inferior a um salário mínimo. Renda Mensal Vitalícia.1. a manutenção de seu contrato de trabalho na empresa. configura violação ao referido princípio. doença profissional.5. Auxílio-Doença. Pensões. Trata-se de benefício não programado devido ao segurado que for incapaz para o seu trabalho ou para a sua atividade habitual por mais de 15 dias consecutivos. cuja eficácia extintiva da punibilidade estende-se a todos.4. Questões do TRF2 5.1. pois visa substituir a remuneração do beneficiário.1.4.5.1. 301 .4. posiciona-se o STF.3. independentemente de percepção de auxílio-acidente.5. Direito Previdenciário 5. Nesse sentido.1. uma vez emitida a Comunicação de Acidente de Trabalho ou reconhecido o nexo técnico epidemiológico entre a enfermidade e o exercício do labor.1. Questões do TRF1 1) Qual a distinção entre o auxílio doença acidentário e o auxílio doença ordinário? Resposta: O auxílio-doença acidentário é aquele que decorre de acidente de trabalho. 48 do CPP) de modo que o oferecimento de ação penal contra um ou alguns dos supostos autores. após a cessação do benefício acidentário. Aposentadoria.Resposta: SIM. Nesse caso. o segurado terá garantido pelo prazo mínimo de doze meses. .5. implicando em renúncia tácita ao direito de querela. Questões do TRF5 5. Questões do TRF3 5. O auxílio doença ordinário ou previdenciário é aquele que não decorre de acidente de trabalho.

É possível. a aposentadoria por idade será devida ao segurado homem que complete 65 anos de idade e a mulher com 60 anos de idade.3) Admite-se a cumulação de benefício do regime geral com o regime próprio de previdência? Exemplo? Resposta: Sim. o garimpeiro e o pescador artesanal. salvo na condição de segurado facultivo – a legislação expressamente proibe a filiação de segurado obrigatório do RPPS como segurado facultativo do RGPS. paralisia de dois membros superiores ou inferiores. perda dos memima dos pés. perda dos nove dedos das mão. 4) Qual a idade necessária para a aposentadoria para o produtor rural? E um pescador artesanal em quanto tempo de se faz a redução? Resposta: Em regra. como ocorre na cumulação de aposentadoria pelo RPPS com o direito a pensão instituída em decorrência da morte do cônjuge. Vislumbra-se também a possibilidade de se cumular benefícios de ambos os regimes quando o indivíduo possui vínculos autônomos com cada um deles. 5) É possível se admitir a acumulação de benefício perante o regime geral da previdência social e outro regime de previdência? Resposta: Igual a questão 03. 6) Em que circunstância é devido o adicional de 25% sobre a aposentadoria por invalidez? Resposta: Será devido o adicional de 25% sobre a aposentadoria por invalidez quando o segurado necessitar de assistência permanente de outra pessoa. haverá redução de idade em cinco anos para os trabalhadores rurais de ambos os sexos e para os que exerçam suas atividades em regime de economia familiar. perda de uma 302 . nestes incluído o produtor rural. segurado do RGPS. Conforme determinação constitucional. O anexo I do RPS traz um rol de situações que ensejam o acréscimo: cegueira total. desde que comprove a carência de 180 contribuições mensais pagas tempestivamente. se assim comprovado em perícia médica do INSS. por exemplo. cumular os benefícios a que o indivíduo tem direito na condição de segurado do RPPS com os benefícios a que faz jus na condição de dependente de segurado do RGPS. quando a prótese for impossível.

qual seria a decisão? Resposta: De acordo com o art. Em regra. ainda que a prótese seja possível. será imprescindível que o segurado esteja incapacitado de maneira total e permanente para o exercício do trabalho. neste caso ele teria de ser compelido retornar? Se se tivesse cuidando de aposentado por invalidez portador de moléstia grave (AIDS). Considerando que art. O pagamento da aposentadoria por invalidez é condicionada ao afastamento de todas as atividades laborativas do segurado.213/91. 9) Existem situações em que o aposentado por invalidez se submetendo à perícia médica. requerer novo exame médico pericial. 303 . 101 da Lei 8. 8) Este aposentado por invalidez pode exercer outro tipo de atividade? NÃO. do trabalho ou das moléstias graves listadas em ato regulamentar. esta atesta estar aquele apto ao retorno do trabalho. 210. 1º da IN PRESS 45/2010). reabilitação profissional (se eventualmente indicada) e tratamento disensado gratuitamente. dentre outras. A aposentadoria por invalidez pode ser concedida independentemente de carência. afirmando que a apesar da doença ele estaria apto ao trabalho. entende-se que o referido rol é exemplificativo. o segurado pode exigir a realização de uma segunda perícia realizada com outro profissional caso não concorde com o resultado da primeira. Constatada a capacidade para o trabalho. sendo compelido ao trabalho? Resposta do DEs. 7) A aposentadoria por invalidez pode ser concedida sem que o trabalhador tenha adquirido todo o tempo de serviço para a aposentadoria? Resposta: SIM. 45 da Lei 8. a condição de inválido dependerá de apreciação da perícia médica do INSS. bem como não haja possibilidade de ser reabilitado de forma plausível para outra atividade. o exame pericial poderia determinar o retorno dele ao trabalho. o segurado ou seu representante legal deverá ser notificado por escrito para. que será realizado por profissional diferente daquele que realizou o último exame (art.213/91. conclui-se que. sendo obrigado o segurado a se submeter a exames médicos periódicos (a cada dois anos). Disso. pois não poderá o Regulamento prever todas em hipóteses que ensejem a necessidade de assistência permanente de outra pessoa. doença profissional. se não concordar com a decisão. não lista as hipóteses em que o aposentado por invalidez fará jus ao acréscimo. nas hipóteses de invalidez decorrente de acidente de qualquer natureza. Como juiz. para a concessão desse benefício. par. mas não pode se recusar a retornar ao trabalho caso essa segunda perícia confirme a sua capacidade.das mão e dos dois pés.

deverá cercar o instituto de uma série de condicionantes para evitar o seu uso abusivo. não podendo o beneficiário desfazê-lo e refazê-lo a todo tempo para satisfazer a interesses pessoais. requerer uma integral. Há uma serie de hipóteses em que a desaposentação será útil ao segurado. o segurado não pode ser compelido a trabalhar. 304 . pois sem esse período não preencheria os requisitos para se aposentar no regime dos servidores públicos. violando o princípio do equilíbrio financeiro e atuarial. dentre os quais. posteriormente. É possível que o pagamento de novas contribuições previdenciárias após a aposentadoria eleve a renda mensal inicial do benefício. A desaposentação carece de previsão legal expressa. vez que a Administração Pública somente poderá agir quando exista previsão legal. havendo interesse em renunciar a aposentadoria e requerer uma mais nova. Ademais. A desaposentação merece rechaço. Logo. segundo o desembargador que formulou a questão. Outrossim. O STF ainda não se manifestou sobre o tema. se a doença de que o segurado é portador é um tipo de moléstia grave prevista na lei como causa de aposentação por invalidez. a meu ver. sob argumento de que. a aposentadoria é um ato jurídico perfeito. por diversos motivos. sendo indeferida administrativamente pelo INSS. pois nessa situação o Estado considerou previamente e em abstrato que os portadores de determinada doença seriam inválidos para fins previdenciários. A invalidez é condição ex lege. enquanto esteve aposentado o segurado fez jus aos seus proventos. É também possível que um aposentado do RGPS queira aproveitar esse tempo de contribuição para ter direito a uma aposentadoria no RPPS. Apesar disso. não há discussão. com a incidência mais tênue do fator previdenciário. caso tenha sido aprovado em concurso de provimento de cargo efetivo. a depender do seu valor. o STJ vem admitindo a desaposentação com eficácia prospectiva. utilizando novos salários de contribuição após a primeira aposentadoria. Se o legislador resolver admitir futuramente a desaposentação. 9) O que é desaposentação? Resposta: A desaposentação é a renúncia da aposentadoria por requerimento do segurado . sob pena de colocar em risco todo o sistema. com o intuito de obter alguma vantagem previdenciária. a lei é quem diz que há necessidade da aposentadoria por invalidez. o fato de que causará grande impacto no fundo do RGPS. poderá o segurado requerer uma aposentadoria por tempo de contribuição proporcional para. sem determinar que o segurado devolva as parcelas já percebidas a título de aposentadoria.Em sentido contrário.

se ela decorreu de uma moléstia grave. se essa aposentadoria por invalidez. 12) Qual o termo final da chamada aposentadoria por invalidez? Estas perícias periódicas. conclui-se que. requerer novo exame médico pericial. mas não pode se recusar a retornar ao trabalho caso essa segunda perícia confirme a sua capacidade. O segurado pode se filiar a outro regime previdenciário após se aposentar. no mínimo. nos termos do art. ou seja. o segurado é obrigado a se submeter a exames médicos periódicos. devendo pagar as respectivas contribuições previdenciárias. então. a condição de inválido dependerá de apreciação da perícia médica do INSS. Constatada a capacidade para o trabalho. De acordo com o art. par. essa perícia pode determinar o retorno do beneficiário ao trabalho? Resposta: A aposentadoria por invalidez cessa quando constatada a capacidade para o trabalho. se não concordar com a decisão. Disso. sendo obrigado o segurado a se submeter a exames médicos periódicos (a cada dois anos). ele pode se filiar a algum regime previdenciário desaposentado? Resposta: Sim. 101 da Lei 8. o segurado pode exigir a realização de uma segunda perícia realizada com outro profissional caso não concorde com o resultado da primeira. reabilitação profissional (se eventualmente indicada) e tratamento disensado gratuitamente. É possível. desaposenta. repito o que já foi respondido anteriormente: De acordo com o art. 101 da Lei 8. não precisa ter uma duração mínima. Quanto à segunda pergunta. 210. 11) O aposentado que volta ao trabalho.213/91. em si. O STJ tem admitido essa possibilidade.213/91. 1º da IN PRESS 45/2010). Volta a contribuir? E se ele ingressar em novo regime sem se aposentar. que será realizado por profissional diferente daquele que realizou o último exame (art. 15 dias. que esse aposentado pelo RGPS queira aproveitar esse tempo de contribuição para ter direito a uma aposentadoria no RPPS.212/91. o segurado ou seu representante legal deverá ser notificado por escrito para. 11. o aposentado que desenvolver atividade remunerada será filiado obrigatório no que concerne a essas atividades. 305 . Por conta disso.10) Do que ser trata o auxílio-doença? Precisa ter uma duração mínima? Qual o período de afastamento que enseja a concessão do benefício? Resposta: O auxílio doença trata-se de benefício não programado devido ao segurado que ficar incapacitado para o seu trabalho ou para a sua atividade habitual por mais de 15 dias consecutivos. mas apenas a enfermidade que deve durar. O benefício. §3º da Lei 8.

o beneficiário não pode voltar ao labor. insuscetível de recuperação e reabilitação profissional. art. que corresponde a incapacidade geral de ganho. Logo. ante a ausência do pagamento das contribuições previdenciárias. 14) Qual o tipo de aposentadoria que impede (o exercício de) atividade remunerada? Resposta: Aposentadoria por invalidez.213/91. pois o segurado esteve impedido de exercer atividade laboral. 42 a 47. 4ª Regiões e o TNU1. 306 . segundo o desembargador que formulou a questão. pois nessa situação o Estado considerou previamente e em abstrato que os portadores de determinada doença seriam inválidos para fins previdenciários. a pedido do segurado desde que contasse com a carência e idade mínima. entendendo que. Certamente. o entendimento administrativo do INSS é pela vedação da transformação para requerimentos efetivados a partir de 31 de dezembro de 2008. de 23. a lei é quem diz que há necessidade da aposentadoria por invalidez. Inclusive. em que pese inexistir o pagamento de contribuição previdenciária.2008. 3ª. o que motivou a autarquia previdenciária a editar essa vedação é o fato de não aceitar o período de gozo de auxíliodoença ou aposentadoria por invalidez para cômputo da carência da aposentadoria por idade. se a incapacidade é total. Em sentido contrário. data da publicação do Decreto 6. Nessa linha. Logo.Em sentido contrário. os Tribunais tem sustentado a possibilidade de converter a aposentadoria por invalidez em aposentadoria por idade quando preenchidos os requisitos dessa última. a invalidez deve ser definida como a incapacidade laborativa total. não há discussão. 55 do RPS admitia a transformação da aposentadoria por invalidez em aposentadoria por idade. o segurado não pode ser compelido a trabalhar. o período que o segurado percebeu benefício por incapacidade será considerado para fins de carência. não se vislumbrando base legal para tanto. A invalidez é condição ex lege. posiciona-se o TRF da 2ª. 1 PEDILEF 200763060010162.722/2008. pois nos termos da Lei 8. apesar da inexistência de previsão legal. se a doença de que o segurado é portador é um tipo de moléstia grave prevista na lei como causa de aposentação por invalidez. mas esse dispositivo foi revogado pelo Decreto 6722/2008.06. em conseqüência de doença ou acidente. indefinida e multiprofissional. sob pena de ser suspenso o benefício. 13) Aposentadoria por invalidez pode ser convertida em aposentadoria por idade? Resposta: O art.

37. especialmente com perícia a ser realizada pela justiça do trabalho. vez que não envolve os seus segurados. E-DJF2R .5.Data::30/06/2011 . De acordo com o art. 206. DESEMBARGADOR FEDERAL JOSÉ LUNARDELLI.5. §5º da CF. adotando o prazo trienal previsto no art. pois a pretensão de reparação de danos ao erário é impresritível nos termos do art. nos casos de negligencia quanto às normas padrão de segurança e higiene do trabalho indicados para a proteção individual e coletiva. em se tratando de responsabilidade civil em acidente de trabalho. 120 da Lei 8.1.2. pois o pagamento das prestações previdenciárias por acidente do trabalho não exclui a responsabilidade civil da empresa ou de outrem (art. sendo da empresa o ônus de provar que agiu com a diligencia e precaução necessárias. tem se posicionado de forma distinta. APELRE 200950010049045. a Previdencia Social proporá ação regressiva contra os responsáveis.PRIMEIRA TURMA. §5º da CF. que se refere ao Direito da Administração Pública de obter o ressarcimento de danos ao seu patrimônio decorrente de atos de agentes públicos2. e-DJF3 Judicial 1 DATA:15/06/2012. Os TRFs.SÉTIMA TURMA ESPECIALIZADA. A culpa da empresa deve ser aferida casuisticamente. a contribuição é apenas uma das diversas fontes de custeio da previdência social e não exime os empregadores de seu dever de cumprimento das normas de segurança e medicina do trabalho. Desembargador Federal REIS FRIEDE. Não se trata de competência da Justiça Estadual. TRF3 . sobretudo quando se observa que a responsabilidade da empresa nesses casos é subjetiva. Segundo a doutrina. TRF2 . 121). essa ação regressiva é imprescritível.Página::279/280 307 . pois não se trata de benefício acidentário. Segundo o INSS. a questão trata da ação regressiva proposta pelo INSS contra a empresa negligente. A ação regressiva será proposta na Justiça Federal. notadamente no que concerne ao prazo prescricional destas ações regressivas? Qual o prazo defendido pelo INSS e com base em que argumento? Resposta: A meu ver. contudo. Questões do TRF2 1) É muito comum o INSS ajuizar ações regressivas para se pagar de valores a título de benefício acidentário que se vê obrigado a pagar em decorrência do infortúnio que o trabalhador sofreu.213/91. Segundo o INSS. I da CF. pois. é possível presumir relativamente a culpa da empresa. §3º do CC e não a imprescritibilidade prevista no art. As empresas têm alegado em seu favor que é ilegal exigir o ressarcimento de quem já paga um seguro – SAT – para cobrir as despesas com os benefícios acidentários. 109. Conhece a temática que envolve a discussão que envolve a prescrição. tendo em conta que o INSS tem a natureza jurídica de autarquia federal. 37. com fulcro no art. 2 AC 00061720520104036105. há uma presunção de culpa da empresas quanto à segurança do trabalhador.

o que entende jurisprudência? E o STF tem alguma decisão? Resposta: A desaposentação é a renúncia da aposentadoria por requerimento do segurado . vez que a Administração Pública somente poderá agir quando exista previsão legal.5. A desaposentação carece de previsão legal expressa. A desaposentaçao merece rechaço. enquanto esteve aposentado o segurado fez jus aos seus proventos. sob pena de colocar em risco todo o sistema. dentre os quais. com o intuito de obter alguma vantagem previdenciária.5. caso tenha sido aprovado em concurso de provimento de cargo efetivo. poderá o segurado requerer uma aposentadoria por tempo de contribuição proporcional para. Há uma serie de hipóteses em que a desaposentação será útil ao segurado. deverá cercar o instituto de uma série de condicionantes para evitar o seu uso abusivo.5. posteriormente. a aposentadoria é um ato jurídico perfeito. Ademais.1.5. pois sem esse período não preencheria os requisitos para se aposentar no regime dos servidores públicos.4. sendo indeferida administrativamente pelo INSS. o fato de que causará grande impacto no fundo do RGPS. Questões do TRF4 1) Fale sobre desaposentação. O STF ainda não se manifestou sobre o tema. por diversos motivos.3. É também possível que um aposentado do RGPS queira aproveitar esse tempo de contribuição para ter direito a uma aposentadoria no RPPS.5.1. não podendo o beneficiário desfazê-lo e refazê-lo a todo tempo para satisfazer a interesses pessoais. requerer uma integral. sob argumento de que. o STJ vem admitindo a desaposentação com eficácia prospectiva. com a incidência mais tênue do fator previdenciário. Outrossim. Apesar disso. violando o princípio do equilíbrio financeiro e atuarial. Questões do TRF3 5.1. havendo interesse em renunciar a aposentadoria e requerer uma mais nova. sem determinar que o segurado devolva as parcelas já percebidas a título de aposentadoria. 5. a depender do seu valor. utilizando novos salários de contribuição após a primeira aposentadoria. É possível que o pagamento de novas contribuições previdenciárias após a aposentadoria eleve a renda mensal inicial do benefício. a meu ver. Se o legislador resolver admitir futuramente a desaposentação. Questões do TRF5 308 .

com a devolução do que foi pago (ação redibitória). podendo o comprador requerer perdas e danos que o caso concreto indicar. No que toca à devolução do excesso. ii) devolver o excesso. 309 . No caso de venda por extensão. Se houver indícios de que o vendedor sabia do vício. então. a medida do imóvel não é simplesmente enunciativa como ocorre na venda ad corpus. Questões do TRF1 1) O que se entende por venda ad mensuram? Qual a casuística disto? Resposta: A venda ad mensuram é aquela em que as partes estipulam o preço do bem imóvel objeto da compra e venda por medida de extensão. independentemente das medidas especificadas no instrumento. existindo uma resunção relativa de que tal variação é tolerável pelo comprador. admite-se uma variação de área de até 5%. Direito Civil 5. surgirão despesas que deverão ser repartidas de acordo com o princípio da boa-fé. Neste caso. pode-se dizer que os negócios translativos de propriedade são negócios de disposição? Resposta: No direito contemporâneo. Compromisso De Compra E Venda 5.6. este pode provar o contrário. onde um imóvel é vendido como corpo certo e determinado. Compra E Venda. requerendo a aplicação das regras do vício redibitório especial. elas serão repartidas. o comprador prejudicado poderá exigir: i) a complementação da área por meio da ação ex empto. em vez de faltar área. hipótese em que a medida passa a ser condição essencial ao contrato efetivado. o vendedor ajuizará ação na qual deve provar que possuía motivos justos para ignorar a medida da área. Se. Caso contrário. deverá ele arcar com as despesas de forma integral. ii) o abatimento proporcional do preço por meio da ação quanti minoris. 2) Sistema francês e alemão sobre a compra e venda.5. qual a eficácia da compra e venda no direito francês e faça um contraponto com esta eficácia no direito alemão? No Brasil.6. terá duas opções: i) completar o valor correspondente ao preço. Deve-se aplicar o princípio da conservação contratual.1.1. Mas. Assim. houver excesso. ele deverá arcar com as despesas.6. O comprador.1. Pactos Adjetos. Questionamento importante é saber se a ordem apresentada deve ser seguida ou é facudade do comprador escolher que ação ajuizar. o contrato de compra e venda pode ser examinado à luz de dois sistemas jurídicos diversos: o francês e o alemão. havendo variação superior ao tolerável. este induz culpa. que mantém relação com a função social (Enunciado 22 do CJF). Havendo má-fé do comprador. Havendo má-fé por parte do alienante. iii) a resolução do contrato.

os negócios translativos de propriedade não são negócios jurídicos de disposição. dentro de um certo prazo. Seu prazo decadencial é de 3 anos. restituindo o preço e reembolsando todas as despesas feitas pelo comprador no período de resgate. Esse foi o modelo adotado como regra pelo Direito Brasileiro. trata-se de cláusula resolutiva expressa. quando admitem apenas a simples administração e uso do objeto cedido (ex. Para o sistema alemão o contrato gera exclusivamente uma obrigação de dar. de bens próprios e alheios. Vê-se que o sistema francês apartou-se da tradição romana. Quanto ao exercício de direitos. Essa cláusula tem o condão de tornar a propriedade resolúvel. desde que previamente ajustadas. incluindo a alienação. os negócios jurídicos podem ser classificados como de disposição. essa cláusula concede ao vendedor o direito de desfazer a venda – ogo. sobre o objeto transferido (ex. pois essa distinção só tem utilidade quando há restrição por força de lei ou de sentença dos poderes de gestão patrimonial dos administradores de bens alheios. 310 . ou negócios de administração. A ação de resgate é constitutiva negativa. com base em conceitos que encontrei na internet. independentemente da tradição da coisa vendida. Na verdade. Tais despesas inclui as benfeitorias necessárias. fui tentando construir a resposta. o que não e o caso do negócio translativo de propriedade (pessoal. A transferência do domínio verificar-se-á quando da tradição da coisa vendida. quando autorizam o exercício de amplos direitos. pois não encontrei nada a respeito nos livros que tenho) 3) O que seria a retrovenda? Qual o prazo? Esta recompra é o direito de retrato? É uma nova compra e venda? Resposta: Constitui um pacto inserido no contrato de compra e venda pelo qual o vendedor reserva-se o direito de reaver o imóvel que está sendo alienado.Pelo primeiro o contrato cria ao mesmo tempo o vínculo obrigacional e transfere o domínio da coisa vendida (nudus consensus parit proprietatem). pela qual o vendedor obtém o domínio do imóvel a seu favor. mas não tenho certeza se o negócio translativo é ou não negócio de disposição.: doação). Ou seja. Somente pelo contrato o comprador torna-se o titular do domínio. tendo a demanda eficácia erga omnes. Logo. não é uma nova compra e venda – dentro do prazo máximo de 3 anos. com o vendedor assumindo somente obrigação ad tradendum. transfere-se o domínio com o próprio contrato.: comodato e mútuo). de rito ordinário. a meu ver. diante do caráter real do instituto. Essa cláusula somente é admissível em bens imóveis.

A compra e venda pode ser negócio formal (solene) ou informal (não solene). tem que fazer aonde? Resposta: Na visão clássica e contemporânea. comprovando o depósito de todas as presta311 . objeto do contrato.4) Quais são os elementos essenciais do contrato de compra e venda? Existe alguma forma especial para celebrar compra e venda de bem imóvel ou é livre? Pode se comprar imóvel por escritura particular? A pessoa tem que fazer o que. configurando um contrato preliminar impróprio. destinado a conferir garantias às partes quanto à relação substancial em vista. Segue-se o entendimento segundo o qual a solenidade está relacionada com a escritura pública e não com a forma escrita (formalidade é gênero. iii) preço. sob pena de nulidade absoluta do contrato. pois não há registro. Isto é. os elementos da compra e venda são: i) partes (comprador e vendedor). Exceção deve ser feita para a compra e venda internacional. sendo implícita a vontade livre. já que o adimplemento integral é justificativa suficiente ao alcance do registro do direito de propriedade. enquanto a imóvel pelo registro do contrato no cartório de Registro Imobiliário. da Lei nº 6. o art. A propriedade móvel. alienável. pelo valor nominal (princípio do nominalismo). sem vícios. dispensando-se a superfetação de se promover uma escritura definitiva de compra e venda. portanto. tampouco de escritura pública. 5) Faça uma distinção entre promessa de compra e venda e compromisso de compra e venda. for superior a 30 salários mínimos. deve ser consumível no âmbito jurídico. O contrato de compra e venda exige escritura pública quando o valor do bem imóvel. O preço não deve ser fixado em moeda estrangeira ou em ouro. Nas hipóteses de compra e venda de bens móveis. solenidade é espécie). Neste sentido. Resposta: Nelson Rosenvald apresenta a seguinte distinção: Define-se a promessa de compra e venda como espécie de contrato preliminar pelo qual as partes..o adquirente do lote. O preço deve ser certo. nos termos do Decreto 857/69. comprometem-se a celebrar adiante o contrato definitivo de compra e venda. o consenso entre as partes. com a prova do pagamento do preço. em todos os casos de compra e venda de bem imóvel é necessária a forma escrita para registro no CRI. ii) coisa (res).. o compromissário comprador é dispensado de procurar um segundo acordo de vontades. 41. Já no contrato de compromisso de compra e venda inexiste possibilidade de exercício de direito de arrependimento. As partes devem ser capazes. estando a eficácia no mesmo plano da validade do contrato em questão.766/79 aduz que ―. ou seja. se transfere pela tradição. determinada ou determinável. Mas. É negócio de segurança. determinado e em moeda nacional corrente. não há necessidade de contrato escrito. A coisa deve ser lícita. ou uma delas.

o modus aquisicionis.ções do preço avençado. Nesta situação. 530. é a venda da esperança quanto à coisa esperada. é menor. a venda não se aperfeiçoa enquanto o comprador não se declara satisfeito com o bem a ser adquirido. A compra e venda de bens imóveis. pois há uma taxa mínima em relação ao objeto. I do Código Civil de 1916). embora o título não seja hábil. O segundo é o registro. Refere-se a assunçã do risco por um dos contratantes quanto à quantidade da coisa. 7) O que é uma venda a contento? Resposta: A venda a contento é tratada pelo CC/02 como uma cláusula especial de compra e venda. caso em que o alienante terá direito a todo o preço. A transmissão exige. também conhecida como emptio rei esperatae. O risco. 312 . para transferir o domínio. A recusa deve ser fundada no bom senso. 6) Distinga Título aquirendi e modus aquisicionis. havendo uma aprovação original. o titulus adquirendi . valendo para tanto o compromisso de compra e venda definitivamente firmado‖. pois. que se aperfeiçoa com o registro. a razão. dois atos e dois momentos. De sorte que. O primeiro realiza-se com o contrato. é ato complexo. é fixada uma quantia mínima para a compra. Em seus termos. suas obrigações serão as de um mero comodatário. pois naquela o comprador não conhece ainda o bem que irá adquirir. Desse modo. mas tão somente a da posse direta. por si só. a propriedade imobiliária se adquire "pela transcrição do título de transferência no registro do imóvel" (art. poderá obter o registro de propriedade do lote adquirido. Resposta: Pelo sistema do Código Civil. a tradição não gerará a transferência da propriedade. portanto. 8) O que é a venda de uma coisa esperada? É igual à venda da esperança? Resposta: A venda de uma coisa esperada. Diferencia-se da venda sujeita a prova. ato formal. Eventual rejeição da coisa pelo comprador que não a aprovou funciona como cláusula resolutiva. o motivo. isto é. nesse caso. ao qual a lei atribui o efeito de transmitir a propriedade imobiliária. ainda que a coisa venha a existir e quantidade inferior a esperada. não podendo ser motivada no mero capricho. a causa da transmissão da propriedade. desde que de sua parte não tenha concorrido culpa. é de fundamental importância. Enquanto o comprador não manifestar a sua aprovação.

5. A cédula de crédito rural é título civil. Direito Empresarial 5. não é fixada nem mesmo uma quantidade mínima como objeto. 5. caso em que o outro terá direito de receber integralmente o que lhe for devido.Cédula Rural Pignoratícia e Hipotecária. se houver. seja pessoa física ou jurídica. e demais despesas que o credor fizer para segurança.7.7. No contrato em questão.1.Cédula Rural Pignoratícia. regularidade e realização de seu direito creditório. além dos juros. ainda que nada do avençado venha a existir. desde que de sua parte não tenha havido dolo ou culpa. Questões do TRF3 5. ocorre quando a assunção de riscos por um dos contratantes toca a própria existência da coisa. III . sob as seguintes modalidades: I . Questões do TRF1 1) O que é uma cédula rural pignoratícia? Resposta: O art. sem ou com garantia real cedularmente constituída.1. da comissão de fiscalização. Questões do TRF2 5. 9º do DL 167/67 estabelece que a cédula de crédito rural é promessa de pagamento em dinheiro.4. que responde por sua guarda e conservação como fiel depositário. Questões do TRF5 5.1.2. fazendo que o risco seja maior. Cuidando-se do penhor constituído por tercei313 . IV . Títulos De Crédito 5.1.6. Os bens apenhados continuam na posse imediata do emitente ou do terceiro prestante da garantia real. chamada de emptio spei.Já a venda da esperança.3.7. líquido e certo.Cédula Rural Hipotecária.6.6. Questões do TRF4 5.1.6. exigível pela soma dela constante ou do endosso. II .Nota de Crédito Rural.1. A cédula rural pignoratícia se referir a mercadorias (bens móveis) depositadas em armazéns gerais. O crédito está inserido no título mediante a garantia pignoratícia (do penhor rural ou mercantil).1.

que direitos tem o adquirente deste título? Resposta: Cesare Vivante: ―Título de crédito é o documento necessário ao exercício do direito. DESSE PONTO EM DIANTE: RESPOSTAS ELABORADAS POR GILBERTO PIMENTEL DE MENDONÇA GOMES JÚNIOR 2) Título de crédito – definição de Cesare Vivante. mediante a restituição do primeiro e o pagamento das despesas‖. a assinatura do sacador.o título de crédito obedece rigorosamente o que nele está escrito. tem direito a obter do emitente a substituição do anterior. pois o titular do crédito deve estar em posse do título. A posse é imprescindível para a comprovação da própria existência do crédito. 4) Quais são os requisitos de um título de crédito? (eu acho que ele queria as características. b) literalidade. reproduz este conceito. No título ao portado a titularidade do crédito é de quem está com em posse da cártula. uma ordem incondicional para pagamento de quantia determinada. nele mencionado‖. porém identificável. o emitente da cédula responderá solidariamente com o empenhador pela guarda e conservação dos bens apenhados.ro. o lugar do pagamento ou men314 . do CC. 908. 3) O que é a cartularidade e titularidade no título de crédito? Resposta: Pela cartularidade afirma-se que o direito de crédito mencionado na cártula não existe sem ela. mas ainda identificável. a data do saque. o nome do tomador. Art. 887. O art. o nome do sacado. c) autonomia –cada obrigação resultante do título é autônoma em relação às demais. Os requisitos são: a) Letra de câmbio (art. literal e autônomo. o direito não pode ser transmitido sem a cártula e não pode ser exigido sem a sua apresentação. A cartularidade está ligada a titularidade. 1º e 2º da Lei Uniforme) – expressão ―letra de câmbio‖. pois cada título tem requisitos específicos) Resposta: Características: a) cartularidade – o título é representado por uma cártula (papel). Título de crédito dilacerado. CC: ―O possuidor de título dilacerado.

c) Cheque (art. d) duplicata (art. apresentado neste prazo assegura a execução contra os code315 . que prazo de prescrição é este? Resposta: Prazo de apresentação é o prazo dentro do qual o emitente deverá levar o cheque para pagamento junto a instituição financeira. só produzindo efeitos legais quando preenchidas as formalidades legais exigidas (ex: cheque e duplicata). a data do sque. o lugar do saque. o nome e o domicílio do vendedor (sacador). nome do tomador. ou seja. a assinatura do sacador. 75. a importância a ser paga por extenso e em algarismos. o lugar do saque ou a menção de um lugar junto ao nome do emitente. além deste prazo. o domicílio e o número de inscrição no cadastro de contribuintes do comprador (sacado). Já título de modelo vinculado se submete a uma rígida padronização fixada pela legislação cambiária específica. Resposta: Segundo esse critério classificatório. uma ordem incondicional para pagamento de quantia determinada. 5) Quanto ao modelo de títulos de créditos. que autoriza a sua circulação via endosso. assinatura do subscritor. a data do vencimento. a assinatura do próprio emitente (sacador). data de emissão. 6) Quanto ao Cheque. o lugar do saque ou a menção de um lugar junto ao nome do subscritor. no que concerne ao prazo de apresentação.a expressão ―cheque‖. a assinatura do subscritor. o local do pagamento. os títulos de créditos podem ser títulos de modelo livre ou títulos de modelo vinculado. b) Nota promissória (art. a data do saque. ou seja. enquanto não se prescrever ele pode pagar. o lugar do saque ou menção de um lugar junto ao nome do sacador.ção de um lugar junto ao nome do sacado. fale sobre. o nome. coincidente com a data da fatura. a sua emissão não se sujeita a uma forma específica preestabelecida (ex: letra de câmbio e nota promissória). o local para o aceite do sacado. da Lei do cheque). 2º da Lei de Duplicatas) – a expressão ―duplicata‖ e a cláusula à ordem. Título de modelo livre é aquele para o qual a lei não estabelece uma padronização obrigatória. perante o banco? Qual o termo final deste pagamento. até quando o banco pode pagar? Até a prescrição do cheque. uma ordem incondicional para pagamento de quantia determinada. quando não for à vista. ele pode ser pago. os números da fatura e da duplicata. da Lei Uniforme) – expressão ―nota promissória‖. o nome da instituição financeira contra quem foi emitida. Funciona como o prazo de protesto nos outros títulos de crédito. 1º.

7) O endosso fica no verso? E o aval fica no verso? Resposta: O endosso fica no verso do título. permitindo que o título circule ao portador. O beneficiário do endosso em preto pode endossar o título em branco ou em preto. mas pode ser cobrado de outras formas. Já o endosso em preto identifica expressamente a quem está sendo transferida a titularidade do crédito. contados do término do prazo de apresentação. Se o cheque for da mesma praça o prazo é de 30 dias. Em regra é no anverso do título de crédito. que possui cláusula à ordem. bastando a assinatura do endossante. Após o prazo de prescrição o cheque não pode ser mais executado. É diferente do prazo prescricional que é de 6 meses. Lembrando que no caso do endosso em branco o título pode circular pela simples tradição da cártula. ação de cobrança ou monitória (Súmula 229. Dentro do prazo prescricional o cheque pode ser apresentado para pagamento no banco e este deve pagar o valor. ação de locupletamento. Efeitos do endosso: transfere o crédito e responsabiliza o endossante.vedores. O endosso em branco é aquele que não se identifica o seu beneficiário. Caso seja dado no verso do título deve constar expressamente que se trata de aval. se de outra praça é de 60 dias. 8) O que é um título nominativo? 316 . O beneficiário do endosso em branco pode transformá-lo em endosso em preto completando-o com seu nome ou de terceiros. 6) O que é um endosso em branco e em preto. O aval é o contrário. transmite seus direitos a outro. Para ser feito no anverso deve ter menção expressa de que se trata de endosso. Obs: todos os títulos de crédito próprios têm a cláusula à ordem implícita. STJ). por exemplo. ou em branco ou em preto. bastando a assinatura do avalista. Pode também endossar novamente. se o endosso em branco pode se tornar em preto e vice-versa? Resposta: Endosso é o ato cambiário pelo qual o credor do título de crédito.

Ao chegar a outra cidade a moeda era diversa. ele sendo nominativo. A transferência é válida por meio de termo de registro. se não tiver ele circula por cessão? Resposta: Obs. Obs: Existem entendimentos de que nominativo é o mesmo que nominal. Os títulos nominativos (para os que diferenciam) o nome do titular consta num registro específico mantido pelo emitente e só transfere através de termo no registro que deve ser assinado pelo adquirente e pelo emitente. Já nos títulos com cláusula não à ordem o ato de transferência é a cessão civil. 10) Faça um comentário histórico sobre a letra de câmbio. 971. tem que duas opções. onde deve ser assinado pelo emitente e pelo adquirente do título. Então. As moedas destas cidades eram próprias (diferentes). é necessário praticar um ato formal que opere a transferência. CC). 9) Em se tratando de títulos de crédito.: Tem doutrinadores que entendem que títulos nominais são o mesmo que nominativos. Pela necessidade de circulação do crédito foi criada a letra de câmbio.Resposta: É aquele emitido em favor de pessoa determinada. Para transferir a titularidade não depende apenas da entrega do documento. 11) O que é aceite? Resposta: 317 . Nos títulos com cláusula à ordem a transferência se dá por endosso. ao realizar o comércio em uma cidade ele trocava todo o seu dinheiro com um banqueiro que lhe entregava uma carta (littera cambii) ordenando que outro banqueiro pagasse a quantia nele fixado para o seu portador. para que circule. cujo nome consta de registro específico mantido pelo emitente (art. Quando determinado comerciante de uma cidade realizava negócios em outra cidade ele acumulava soma de riqueza representada por moeda daquele local. Título nominal identifica expressamente o seu titular (credor). Resposta: No período italiano da evolução do direito cambiário (idade média) a descentralização do poder favoreceu a criação de cidades (burgos).

seja em branco. ou só pode haver um? Resposta: (Ler a resposta da questão 6) Em princípio não existe limite para a quantidade de endossos. Deve ser feito no próprio título por meio da expressão ―aceito‖ ou ―aceitamos‖. decorre do fato de ser a declaração unilateral de vontade. no francês. de um título de crédito.2. que também levará ao vencimento antecipado. mas a lei foi revogada.7. seguindo-se da assinatura do sacado ou procurador com poderes especiais. 12) Endosso em branco e em preto? Pode haver uma cadeia de endossos em branco. lançada nas costas. endossement.o título de crédito obedece rigorosamente o que nele está escrito. Questões do TRF2 1) Quais as características dos títulos de crédito? Resposta: Características: a) cartularidade – o título é representado por uma cártula (papel). b) literalidade. não existindo mais a limitação. adotada pelo direito cambiário. Quando existia a CPMF a lei admitia apenas um endosso para o cheque. podendo ser cobrado totalmente do sacador. Pode haver o aceite parcial. seja em preto. da qual resulta este ato cambiário. A recusa do aceite provoca o vencimento antecipado do título.egov. porém irretratável. ou no dorso. c) autonomia –cada obrigação resultante do título é autônoma em relação às demais. Esse uso em latim assim se exprimia: quia in dorso inscribit solet.br/portal/sites/default/files/anexos/2865528673-1-PB.O aceite é o ato pelo qual o sacado assume a obrigação cambial e se torna o devedor principal da letra (aceitante).htm 5. 13) Qual a origem a palavra endosso? Resposta: ― A verificação etimológica revela que a expressão endosso. no direito norte-americano indorsement e no direito italiano girata.ufsc. ou em preto.‖ Só achei na internet: http://www.1. 2) Título de crédito abstrato pode ser discutido no Judiciário? Resposta: 318 . Na letra de câmbio é facultativo.

são apenas assemelhados ou cambiariformes. só quando ele circula é que se desvincula da relação que lhe deu origem. originário e completamente desvinculado da relação que lhe deu origem.A abstração é originária do princípio da autonomia. autônomo. os títulos se dividem em cambiais e cambiariformes. Após circular não pode mais discutir o negócio originário. a cédula de crédito à exportação. No entanto. Resposta: Título causal é aquele que somente pode ser emitido nas hipóteses em que a lei autoriza a sua emissão. inclusive a ação de execução. Atenção: Após a prescrição o título perde cambiaridade. 4) Sob o ponto de vista mais genérico e mais abstrato e que tem a ver com a razão de existir dos títulos cambiariformes: qual é a ratio essendi do título de crédito rural? Seria ferramenta para alguma coisa? Resposta: Segundo Pontes de Miranda. As cambiais básicas ou genuínas são a letra de câmbio e a nota promissória. em tudo que lhes for adequado. verdadeiramente. O título de crédito abstrato é aquele cuja a emissão não está condicionada a nenhuma causa estabelecida em lei. a duplicata. É o caso da duplicada que só pode ser emitida para documentar a realização de compra e venda mercantil ou contrato de prestação de serviços. como o cheque. ou seja. o conhecimento de depósito. ou seja. para cobrar o título prescrito o credor deve demonstrar a origem da dívida. esta abstração só acontece. 319 . e outros. quando o título circula. 3) Diferenças entre títulos abstratos e títulos causais. O título é documento constitutivo de direito novo. Resposta da questão: Pode ser discutido enquanto estiverem envolvidos apenas o sujeitos da relação originária. enquanto não circula a causa pode ser discutida. entende-se que enquanto a relação cambiária é entre os próprios sujeitos que participam da relação que originou o título. Assim. Assim. perdendo as suas características e dentre elas a abstração. Todos os demais títulos de crédito. As regras da letra de câmbio e da nota promissória se aplicam aos títulos cambiariformes. Exemplo: cheque. letra de câmbio e nota promissória. Pode ser qualquer relação negocial. existe uma vinculação entre esta relação e o título originário.

Os boletos de cobrança bancária vinculados ao título virtual. As duplicatas virtuais . com numeração própria. publicado no DJe 12/04/2011. 3. No entanto. PROTESTO POR INDICAÇÃO. DESNECESSIDADE DE EXIBIÇÃO JUDICIAL DO TÍTULO DECRÉDITO ORIGINAL. em talonário específico. DUPLICATA VIRTUAL. 1.O título de crédito rural destina-se ao financiamento da exploração de atividades rurais. 5) Qual a natureza jurídica do cheque? O que ele é? Resposta: O cheque é uma ordem de pagamento à vista emitida por um banco em razão de fundos que uma pessoa (emitente) tem naquela instituição. com o consequente fortalecimento dos médios e pequenos produtores.492/97. 6) A duplicada emitida por meio magnético pode ser objeto de protesto? Resposta: Não encontrei nos livros. 2.podem ser protestadas por mera indicação. Recurso especial a que se nega provimento.devidamente acompanhados dos instrumentos de protesto por indicação e dos comprovantes de entrega da mercadoria ou da prestação dos serviços. é o caso do Resp 1024691 PR. de relatoria da Min. A lei também não autoriza expressamente o protesto deste título magnético. suprem a ausência física do título cambiário eletrônico e constituem. ferramenta para auxiliar a comercialização da produção e viabilizar o aumento da produtividade. pois só pode ser emitido por banco.emitidas e recebidas por meio magnético ou de gravação eletrônica . existe o chamado protesto por indicações que é realizado quando há a retenção do título por parte do devedor (comprador). BOLETO BANCÁRIO ACOMPANHADO DO COMPROVANTE DE RECEBIMENTODAS MERCADORIAS. (art. em princípio. 1º. do Decreto-Lei 167/67). seguindo os padrões do Banco Central. Nancy Andrighi: EXECUÇÃO DE TÍTULO EXTRAJUDICIAL. Lei 9. de modo que a exibição do título não é imprescindível para o ajuizamento da execução judicial. 320 . Existem decisões judiciais que ampliam o protesto por indicação para os casos de duplicada magnética (virtual). retiradas da fatura e do Livro de Registro de Duplicatas. É um título de crédito de modelo vinculado. sem a posse do título o credor (vendedor) deve fornecer ao cartório as indicações deste. títulos executivos extrajudiciais. Nesse caso.

Há ainda a cédula de produto rural (Lei 8. Segue a regra civil. 9) Qual o mecanismo de funcionamento dos institutos conhecimento de depósito e warrant? A transferência da propriedade ou mercadoria tanto no “conhecimento de depósito” e warrant tem os mesmos pressupostos? Resposta: O Conhecimento de Depósito e o ―Warrant‖ são títulos de crédito à ordem emitidos sobre gêneros ou mercadorias em depósito nos armazéns gerais. No entanto. mas só pode cobrar a parte de cada avalista. a cédula de crédito rural possui garantia real e a nota de crédito rural não possui esta garantia. quem pagar o total pode cobrar do devedor principal toda a dívida. empresas que têm por 321 . pignoratícia ou fiduciária. como promessa de entrega de produtos rurais. também é título de natureza causal. e pode ter garantia hipotecária. de natureza civil. contratadas a prazo. Quem pagar toda a dívida tem direito ao regresso de total. não constitutivas de financiamento no âmbito do crédito rural. 8) Como considero quando há vários avais lançados em um título? Resposta: É necessário diferenciar avais simultâneos de avais sucessivos. Se os avais são sucessivos (aval do aval). Existem também a nota promissória rural e a duplicata rural que são fundadas em operações de compra e venda de natureza rural. um avalista avaliza o outro avalista (uma cadeia). As duas são promessas de pagamento à vista. Os avalistas são vistos como uma só pessoa e assumem a responsabilidade solidária. resultantes de financiamento a cooperativa. garantindo a mesma obrigação. empresa ou produtor rural. Quando os avais são simultâneos (coavais) eles avalizam o título conjuntamente. A cédula de crédito rural e a nota de crédito rural são títulos causais. emitido por produtor ou cooperativa rural.7) Com relação ao crédito rural: gostaria de adicionar alguma coisa a essa modalidade especial? Resposta: Existem vários títulos de créditos rurais.929/94). O avalista do avalista tem a mesma obrigação do avalizado.

fundamentalmente. 3) Diferencie endosso em branco e em preto. mediante uma assinatura no verso. 5. Concluindo-se que os títulos de crédito são instrumentos para a circulação de riquezas. mediante o pagamento de determinado preço.escopo a guarda e a conservação das mercadorias neles depositadas. Já a warrant é um título constitutivo de promessa de pagamento. cuja garantia é a própria mercadoria depositada. 322 . transmite seus direitos a outro.1. O cheque cruzado só pode ser pago a um banco ou a um cliente do banco.7. que possui cláusula à ordem. 2) O que é um cheque cruzado e visado? Resposta: O cruzamento do cheque consiste na aposição de dois traços paralelos e transversais no anverso do título. basicamente. O conhecimento de depósito é título representativo da mercadoria depositada. Obs: todos os títulos de crédito próprios têm a cláusula à ordem implícita. conceituando. que consiste. Questões do TRF4 1) Por que existem os títulos de crédito? Resposta: O crédito. evita o desconto na ―boca do caixa‖. a qual pode ser transferida com o endosso do título.4. na confiança (boa-fé e prazo). a existência de fundos suficientes para pagamento do valor nele mencionado. Efeitos do endosso: transfere o crédito e responsabiliza o endossante.3. Resposta: Endosso é o ato cambiário pelo qual o credor do título de crédito. O título de crédito surgiu na qualidade de documento que instrumentaliza o crédito e permite a sua mobilização com rapidez e segurança. Só pode receber o visto do banco o cheque nominativo que não foi endossado. surgiu da constante de viabilizar mais rápida de riqueza do que a obtida com a moeda manual. num direito a uma prestação futura que se baseia. Cheque visado é aquele em que o banco confirma.1. Questões do TRF3 5.7.

bem como o preenchimento prévio de formulários administrativos. permitindo que o título circule ao portador.653/2012 acrescentou o art. ou for injustamente desapossado dele. poderá obter novo título em juízo. A posse é imprescindível para a comprovação da própria existência do crédito. e até o triplo se resulta a morte. do Código Civil: ―Art. 323 . Já o endosso em preto identifica expressamente a quem está sendo transferida a titularidade do crédito. como condição para o atendimento médico-hospitalar emergencial: Pena detenção. Como tem relação com o tema é bom lembrar que a Lei 12.” 5) O que seria o princípio da cartularidade? Resposta: Pelo princípio da cartularidade afirma-se que o direito de crédito mencionado na cártula não existe sem ela. 4) É compatível caução em cheque? (Acho que a pergunta é: é possível cheque caução? Resposta: Cheque caução é o cheque dado como garantia de pagamento posterior. caput e parágrafo único. Era comumente usado em hospitais para garantir o atendimento médico.O endosso em branco é aquele que não se identifica o seu beneficiário. O proprietário. que perder ou extraviar título. Parágrafo único. Contudo esta prática descaracteriza a natureza do cheque. 6) Pode ser exigida segunda via de título extraviado? Resposta: A resposta da pergunta está no art. O paciente deixava um chequecaução em poder do hospital para ser atendido até regularizar pendências com plano de saúde. 909. e multa. 135-A ao Código Penal criando o seguinte crimes: ―Exigir cheque-caução. de 3 (três) meses a 1 (um) ano. A pena é aumentada até o dobro se da negativa de atendimento resulta lesão corporal de natureza grave. Ainda é utilizado como garantia em negócios. 909. bem como impedir sejam pagos a outrem capital e rendimentos. já que se trata de uma ordem de pagamento à vista e não uma promessa de pagamento (como por exemplo: a nota promissória). nota promissória ou qualquer garantia. o direito não pode ser transmitido sem a cártula e não pode ser exigido sem a sua apresentação. O titular do crédito deve estar em posse do título.

Destacando que se o aceite for parcial. e não acessória. porém irretratável.7. salvo se se provar que ele tinha conhecimento do fato. O banco não terá qualquer responsabilidade. um cheque pré-datado pode ser descontado ou devolvido.Parágrafo único.corresponde ao fato das diversas obrigações existentes no título serem independentes. O aceite é facultativo. assim. devendo ser considerada não escrita qualquer menção em sentido contrário eventualmente colocado na cártula. havendo saldo. antes do prazo.1. no entanto. 32 da Lei do Cheque). podendo ser cobrado o valor total do sacador. 324 . Sendo. mesmo que sejam 'pré-datados'? Resposta: Segundo a legislação (art. portanto. no entanto. feito antes de ter ciência da ação referida neste artigo. está quebrando um acordo e pode ser responsabilizado civilmente. A súmula 370 do STJ concretiza este entendimento: ―caracteriza dano moral a apresentação antecipada de cheque pré-datado‖. um instituto que segue o regime jurídico cambial. A falta do aceite não invalida o título. 8) O banco pode descontar todos os cheques apresentados pelo portador. quando o titular do crédito apresenta o cheque para pagamento. em relação a dívida principal. Regra: Autonomia das obrigações cambiais. constituindo-se uma obrigação autônoma. não se vinculando uma à outra.5. de maneira que a nulidade do aval não afeta a obrigação principal.‖ 7) Eventual nulidade do aval. conforme o emitente possua ou não fundos suficientes para o seu pagamento. Questões do TRF5 TRF5 – 2012 1) O aceite na nota promissória e letra de câmbio é imprescindível a validade do título? Resposta: Na Letra de câmbio é uma ordem de pagamento e o aceite é o ato pelo qual o sacado assume a obrigação cambial e se torna o devedor principal da letra. na ótica civil/comercial. podendo o tomador cobrar imediatamente do sacador. de tal forma que uma obrigação nula não afeta as demais obrigações válidas no título. também gerará o vencimento antecipado de todo o crédito. exonera o devedor. O pagamento. com a recusa do aceite ocorre o vencimento antecipado do título. o que acontece com o título? Resposta: O aval é uma garantia cambial. o cheque será sempre uma ordem de pagamento à vista. 5.

Providências Preliminares. 267.IV . o autor abandonar a causa por mais de 30 (trinta) dias. Extinção Sem Julgamento Do Mérito.1.quando o autor desistir da ação. existe um substituto processual. no caso a Assejus.1. Obs. Audiência Preliminar.quando ocorrer confusão entre autor e réu.quando o juiz indeferir a petição inicial. já que o substituto não é titular do direito. que tem legitimidade para esse fim. não se submete ao aceite.quando. já que estamos na fase ordinatória. me dê três possibilidades? Resposta: A chamada substituição processual significa colocar-se no lugar de alguém a fim de buscar direito alheio em nome próprio e somente dar-se-á em condições extraordinárias e autorizadas por lei. Réplica.: os alguns autores entendem que no caso de confusão entre autor e réu existe o julgamento do mérito. litispendência ou de coisa julgada. Direito Processual Civil 1. Julgamento Antecipado Do Mérito. é possível na fase de execução poderia haver a transação em matéria de servidores públicos? Quais as hipóteses em que num processo civil se pode extinguir sem julgamento de mérito. Especificação De Provas.8. Na JF se diz que esta fase deve ser ultrapassada por se tratar de direitos indisponíveis. tem uma fase que chama tentativa de conciliação.8. Vll . Tentativa De Conciliação. IX . 325 . O juiz ao receber uma ação de servidores públicos. As hipóteses de extinção do processo sem julgamento de mérito estão elencados no art. X . Vl . duas hipóteses.Il . vai para o cumprimento. do CPC: I . mas pelo substituto processual. e na possibilidade de julgamento extintivo.pela convenção de arbitragem.quando ficar parado durante mais de 1 (um) ano por negligência das partes. XI . Vlll .1. Julgamento Conforme O Estado Do Processo. Desnecessidade De Audiência Preliminar 5. portanto. Saneamento Do Processo.quando se verificar a ausência de pressupostos de constituição e de desenvolvimento válido e regular do processo. Assim.III .A nota promissória é uma promessa de pagamento. 5. Regularização. Questões do TRF1 1) Em função da fase ordinatória. passada a fase cognitiva.quando não concorrer qualquer das condições da ação. V . como a possibilidade jurídica. a legitimidade das partes e o interesse processual.nos demais casos prescritos neste Código. por não promover os atos e diligências que Ihe competir.8.quando a ação for considerada intransmissível por disposição legal. Fase Ordinatória.quando o juiz acolher a alegação de perempção. como na conciliação implica renúncia de um direito o substituto processual não poderia transacionar. Na substituição processual o direito de agir não é exercido pelo direito do direito material.

o que significa esta providência dentro do procedimento ordinário? Resposta: Providências preliminares são as providências que o juiz toma dentro do processo ordinário para deixar o processo apto para que nele seja proferida uma decisão. Importante lembrar que existe posicionamentos contrários também. o juiz deve mandar o autor se manifestar ou mandar que o autor regularize aquele problema. Exemplos: a)no caso de defesa indireta. A conciliação seria uma técnica para desafogar a justiça? Resposta: 326 . Particularmente entendo que se trata de regra de instrução. d) Nomear curador especial. etc. assegurando-se à parte a quem não incumbia inicialmente o encargo a reabertura de oportunidade. Portanto. não poderia ser apenas na sentença. mas neste momento é que esta atividade está mais concentrada. a atividade de saneamento do juiz é exercida a todo o momento. principalmente relacionados a direito do consumidor que por já está no próprio código a regra de inversão do ônus probatório. b) se a defesa alegar algum problema processual. Existe uma infinidade de providências preliminares que o juiz pode tomar. No entanto.2) Em relação às providencias preliminares o que o magistrado deve se ater. Solução pacífica das controvérsias. Esta fase se caracteriza pela concentração da prática de atos de saneamento. Existe uma discussão se a inversão do ônus da prova é regra de julgamento ou de instrução. mas mesmo assim uma crise na administração da justiça. O sistema jurisdicional brasileiro vive de conflitos postos ao estado juiz. 4) O que o senhor pensa sobre a técnica alternativa de resolução de conflito jurisdicional pela via da transação. conciliação e mediação? A transação tem suporte constitucional? Veja o preâmbulo da CF. de regularização do processo. isso não quer dizer que toda a atividade de saneamento seja restrita a este período. pelo menos. dá-se início à uma microfase processual chamada de saneamento ou ordenamento do processo. 3) O saneamento do processo é somente possível após fase de réplica? Admite-se a inversão do ônus da prova na sentença? Resposta: Após a resposta do réu. o juiz deve intimar o autor para apresentar réplica. preparando-o para que nele seja proferida uma decisão. devendo a decisão judicial que a determina ser proferida preferencialmente na fase de saneamento do processo ou. por isso o nome.

como quando alega uma defesa preliminar. se entender necessário. pois não se trata de contra argumentação aos fundamentos novos trazidos pelo autor. Destacando que a mediação não deixa de ser uma forma de autocomposição. desde que a prova se mostre necessária. pode fundamentar o caso: “Em qualquer hipótese. 132 parágrafo único. em razão da intervenção de um terceiro. tanto quando alega fato novo impeditivo. também como forma de garantir o contraditório e a ampla defesa. Contudo. providência necessária não só apenas após a contestação. Isso porque nessas duas espécies. não se fala em réplica. 5) O senhor abriria a instrução de ofício para a produção de prova pericial. A intimação do autor para apresentação de réplica só é necessária quando o réu. a conciliação e a mediação são formas de autocomposição. em respeito ao contraditório. como forma de garantir o contraditório. pois o mediador auxilia as partes conflitantes e não decide nada. poderá mandar repetir as provas já produzidas.A transação. O preâmbulo da Constituição fala em ―solução pacífica das controvérsias‖ o que seria um incentivo à autocomposição em todas as suas formas. 327 . quando finda a instrução? Resposta: Entendo que não existe qualquer óbice para a que isto ocorra. mas sim em qualquer fase do processo. o juiz que proferir a sentença. mas sim de abrir oportunidade de manifestação à parte em face de um elemento novo inserido no processo. em sua contestação. o réu trás novidade ao processo. naturalmente não narrada pelo autor em sua inicial. o Juiz deve oportunizar a manifestação das partes sobre a prova. por exemplo. De fato. a aplicação de qualquer uma destas técnicas servem para desafogar a justiça. alegar defesa de mérito indireta ou defesa processual. modificativo ou extintivo do direito do autor. são formas negociais de resolução de conflito. é uma autocomposição assistida. O art.” DESSE PONTO EM DIANTE: RESPOSTAS ELABORADAS POR HEITOR MOURA GOMES 6) Em todo e qualquer processo numa Vara Cível o senhor abrirá vista a réplica para que o autor se manifeste sobre a contestação? E se o réu trouxer documentos e não apenas fatos novos? Resposta: Não. ou seja. Já com a juntada de novos documentos ao processo. baseadas na autonomia privada.

que seria a verdade alcançável no processo. momento adequado à especificação das provas. caso a prova não seja suficiente ao esclarecimento do fato. o juiz tem que proclamar a improcedência do pedido em razão de as partes não terem especificado as provas ou o juiz pode. embora não afaste a incidência do art. de ofício.7) O juiz recebe uma PI no SFH. Hoje seria mais correto falar em ―busca‖ da verdade material. resta ao juiz a aplicação do art.8. Entretanto. No caso. Entretanto. determinar a produção de provas de ofício. entendendo necessário. caso se tratasse de uma ação declaratória ou ainda constitutiva. mandar ser feita a produção de provas? O processo civil está em busca da verdade material.1. Sim. As expressões ―verdade formal‖. preclui para as partes o direito à sua produção. Questões do TRF2 1) No que tange às preliminares. o autor protesta por todos os meios de provas em direito admitidos e a Caixa protestou por todos os meios de provas. ausência de conteúdo econômico ensejaria extinção do processo? Resposta: A ausência de conteúdo econômico de determinada demanda só ensejaria a extinção do processo no caso da lide versar unicamente acerca de questão de cunho patrimonial.2. 333 do CPC. os quais conferem ao magistrado o dever de. ocorreria a extinção do processo por falta de interesse de agir. pode-se dizer que o processo busca a verdade material. e ―verdade real/material‖. como princípios processuais encontram-se superadas. que impõe ônus da prova às partes. fomos às especificações de provas e nestas as partes silenciaram. a ausência de proveito econômico não implicaria na extinção do processo. 2) A lei autoriza o julgamento de mérito imediatamente? Resposta: 328 . Por exemplo. como aquela processual. remanesce ao juiz poderes instrutórios. 5. tal como ocorre em uma execução de obrigação pagar. o juiz para sanear ou julgar antecipadamente a lide. 333. em caso de ausência de requerimentos.: Ainda que o juiz determine produção de prova de ofício. Resposta: Na fase de saneamento do processo. que é aquela que decorre da mais ampla instrução possível.

por não ser direito ilimitado. A lei 11. Os requisitos para aplicação do instituto são que a matéria seja exclusivamente de direito e que já tenham sido proferidas sentenças de total improcedência em casos idênticos. 5º LXIII). que entende tratar-se de maio de prova e meio de defesa. que autoriza a improcedência do pedido do autor antes mesmo da citação do réu.8.3.1. serve também como defesa. o trânsito em julgado e independentemente da posição dos tribunais sobre o assunto. tendo em vista tratar-se em direito constitucional (art. Prova.Sim. Essa terceira corrente é a que prevalece no STF e STJ. 285-A. 5. Valor Da Confissão 5. entretanto. Ada Pellegrini e Tourinho Filho entendem tratar-se de meio de defesa. Indícios.1. uma eventual confuso de identida329 .8. Direito Processual Penal 5. não importando o silêncio em prejuízo na sua defesa.9.1. servindo na formação do convencimento do julgador (meio de prova). pelas prerrogativas conferidas ao réu. Entretanto. Questões do TRF3 5. Questões do TRF4 5. tem prevalecido uma terceira corrente.8.9. sem que seja necessário. Presunções. 2) O silêncio do réu pode ser interpretado em seu desfavor? Resposta: O acusado não tem obrigação de responder as perguntas que lhe foram endereçadas. indistintamente. Entretanto.9. O CPP trata o interrogatório como meio de prova. notadamente porque o réu pode invocar o direito ao silêncio.277/06 inseriu o no CPC o art. em face dos efeitos que poderia ter sobre outras pessoas.4.1.1. tendo em vista além de servir para a elucidação dos fatos.1. situando-o no capítulo de provas em espécie. há discussão na doutrina se esse direito não abrange a qualificação ou não (Nucci entende que sim. Questões do TRF1 1) O interrogatório do réu é meio de prova ou meio de defesa? Resposta: Há posições divergentes na doutrina. Questões do TRF5 5. bem como mentir para livrar-se da acusação.5. Ônus Da Prova.

155). ou seja. decorrente da mais ampla instrução possível. contra as quais o silêncio na qualificação consistiria no direito de defesa). passou a constar expressamente no CPP que ―O juiz formará sua convicção pela livre apreciação da prova produzida em contraditório judicial. não podendo fundamentar sua decisão exclusivamente nos elementos informativos colhidos na investigação. a busca do melhor resultado possível dentro daquilo que foi produzido nos autos. 3) O juiz pode condenar tão somente baseado no IP? Resposta: Não. Resposta: 330 . 4) O IP deve ser motivado ou narrativo? Resposta: O relatório do inquérito policial é peça de caráter descritivo. Por tratar-se de conceito utópico. tendo em vista que a qualificação pode ligar o acusado a outras infrações. qual o sentido de verdade? Tentativa de representação da realidade? O que é verdade real? Resposta: Diz-se verdade real sobre aquilo que tem consonância entre aquilo que é e aquilo que foi dito ou se diz ser. sendo mais adequado.‖ (art. Após a referida lei. a prova produzida exclusivamente no inquérito policial não pode ensejar condenação criminal.des. isto porque o IP tem a função somente de fornecer informações ao magistrado e ao órgão do ministério público. que não deve ter em si juízo de valoração por parte do delegado quanto ao fato apurado. Após vigência da Lei 11690/08. hoje. falar em verdade viável. Quem pode ser infiltrado? Agentes policiais e a gente de inteligências? Devem prestar depoimento. 5) No processo penal se busca a verdade real. não repetíveis e antecipadas. a infiltração e o retarda de investigação. Nestor Távora entende que não. ressalvadas as provas cautelares. são as chamadas testemunhas da coroa. fale sobre? Técnicas especiais de investigação. o IP é a peça informativo em que se busca a autoria e circunstância. fato definido como crime. 6) Delação premiada. encontra-se superada a verdade material como princípio do processo penal. A opinio delicti cabe ao titular da ação penal pública ou privada conforme o caso.

Delação é a atribuição da prática do crime a terceiro. o diploma é clara ao indicar que somente agentes de polícia e de inteligência. Quando tal delação é acompanha por um benefício. facilitação da libertação do sequestrado. Tem como requisito a condição de que seja mantida sob observação e acompanhamento para que a medida legal se concretize no momento mais eficaz do ponto de vista da formação de provas e fornecimento de informações.034/95. 120): ―a) que o crime tenha sido cometido em concurso. é a possibilidade que a polícia possui de retardar a realização da prisão em flagrante. tais agente são chamados de testemunhas da coroa. possibilitou em seu artigo 13 o perdão judicial ou a redução de pena de um a dois terços no artigo 14. Aplica-se às investigações referentes a ilícitos decorrentes de ações praticadas por quadrilha ou bando ou organizações ou associações criminosas de qualquer tipo.072/90 devem ser revelados os cúmplices e não somente o delito. possibilitando seu desmantelamento. (Lei 9. bem como seja autorizada por decisão judicial. terá a pena reduzida de um a dois terços‖. Para os crimes hediondos. p. Pode ser entendido como ato da provar. componentes e atuação de uma organização criminosa. Exige-se que se trate de associação criminosa e só pode ser determinada por decisão judicial. assevera que ―O participante e o associado que denunciar à autoridade o bando ou quadrilha. também conhecido como retardado ou prorrogado. Obs. A lei não admite a infiltração de particulares. p. 442) conceitua como ―traição benéfica‖. segundo LFG. concedido pelo estado. Em outros crimes. feita pelo acusado. é chamada de delação premiada. e possui requisitos diversos em cada lei que é prevista. 1º). parágrafo único. 7) O que é prova? Resposta: O termo possui várias acepções. para obter maiores dados e informações a respeito do funcionamento. 9. É o que Capez (2005. o artigo 8º. e pressupõe que o delator também confesse a sua participação.º 8. prevê a possibilidade de infiltração de agente nas organizações criminosas mediante prévia e circunstanciada autorização judicial. instrumento pelo qual se demonstra a verdade de algo. sendo exigidos três requisitos segundo Greco (2011. e ainda entendido 331 . pode ser entendido como meio. b) que um dos agentes o denuncie à autoridade.034/95 art. É perfeitamente possível o depoimento de tais agentes.‖. Para o crime de extorsão mediante sequestro. A Lei n. a pena pode ser reduzida de um a dois terços. em seu interrogatório.: o instituto também tem previsão na nova lei de entorpecentes. como o previsto na Lei n. processo pelo qual se verifica a exatidão do fato alegado pela parte no processo. O flagrante diferido. quaisquer que sejam. Não se fez qualquer alusão quanto ao procedimento ou ao prazo da medida. denominada Lei do Crime Organizado. que "são os agentes infiltrados que obtém informações privilegiadas sobre determinado crime". Já a Lei de proteção às vítimas. na prevenção e repressão do crime organizado. inclusive.

sendo as mais comuns: quanto ao objeto. que se refere ao fato probando. a única que seguramente poderia embasar uma condenação independentemente de outros indícios. que pode ser direta.: contrato) ou material. verificando se entre ela e estas existe compatibilidade ou concordância. entretanto.como resultado da ação provar. tal como exame de corpo de delito ou instrumentos do crime. No sistema da íntima convicção. como a prova se revela no processo. Historicamente. o juiz está livre para decidir. documental (ex. dispensado de motivar a decisão. ou indireta. ou persuasão racional. leva ao fato principal. o sistema do livre convencimento motivado. tal sistema preside 332 . podendo ser testemunhal (interrogatório). o Juiz fica livre para decidir e apreciar as provas que lhe são apresentadas. o valor da confissão se aferirá pelos critérios adotados para os outros elementos de prova. e para a sua apreciação o juiz deverá confrontá-la com as demais provas do processo. sendo esta última. quanto à forma. tal visão encontra-se a muito tempo superada. elemento que corporifica a demonstração do fato. Resposta: Não há vinculação do Juiz. considerou-se a confissão como rainha das provas. as mais comuns? Resposta: Tratando-se de tipos de prova. 9) Quanto ao valor. que se refere a um outro acontecimento que. existem diversas classificações. como regra. desde que faça de forma motivada. 10) O juiz se vincula às provas? Como ele aprecia? Persuasão racional. por ilação. Prevalece no Brasil. Por tal sistema. 11) E quanto ao sistema da prova tarifada? E onde ficaria o sistema da íntima convicção? Resposta: São os demais sistemas de apreciação judicial da prova. a confissão vale mais que um depoimento testemunhal? Resposta: Não. 8) Quais os tipos de prova. o produto extraído da análise dos instrumentos de prova oferecidos (Nucci).

158 CPP nos casos de crimes que deixam vestígios. não havendo qualquer disposição legal em contrário. ofereça segurança para a condenação. dada pelo código). 14) O que são indícios? Pode haver condenação calcada em indícios? Qual a diferença entre a prova indiciária e indícios? É possível denunciar pelo indício da materialidade? Nos casos de crimes de competência do tribunal do júri os indícios fundamentariam a denúncia? Resposta: Conforme o art. ou seja. não obstante a retratação.: a art. Já o sistema da prova tarifada (também chamado de certeza moral do legislador ou das regras legais). a confissão ofereça riqueza de detalhes. que a materialidade seja provada com a realização de corpo de delito vedando-se a confissão. tendo em vista que os jurados votam os quesitos sigilosamente. em que a lei exige a prova pericial na demonstração da materialidade do delito (tráfico de drogas). desde que não existam vícios que a invalidem. ex. Entretanto. deverá ser reconhecida a atenuante. por indução. na medida em que não pode se produzir mais provas nos autos. diminuindo a margem apreciativa do juiz. No CPP. também não se impede que a sentença condenatória leve em consideração confissão feita na fase pré-processual. a confissão pode sim embasar a condenação. é possível a condenação calcada tão somente a confissão? Se condenaria o réu com base exclusivamente na confissão? Resposta: Na ausência de outras provas (exame de corpo de delito. como forma de defesa do réu. ou ainda em alguns casos. em sua segunda fase. e não seja possível a produção de outras provas. 239 do CPP. sem fundamentar. tendo relação como fato. o réu não pode ser condenado com base apenas em confissão.os julgamentos do Tribunal do Júri. 158 exige que nos crimes que deixem vestígios. Cabe ressaltar que nesse caso. autorize. ainda que posteriormente retratada. que. desde combinada com circunstâncias do fato concreto. concluir-se a existência de outra ou 333 . etc. a lei estipula o valor de cada prova. 13) Havendo apenas a confissão. prova testemunha e documental). inclusive. Caso seja crime transeunte. 12) A confissão pode ser retratada? Resposta: É perfeitamente possível na fase judicial da persecução penal a retratação de confissão (autorização. à luz do que dispõe o art. existem alguns vestígios de tal sistema. considera-se indício a circunstância conhecida e provada.

configura-se injúria. 15) O que é retratação e ela opera-se aonde? Calúnia e difamação permitem a retratação? A honra objetiva consiste em quê? E a subjetiva? Se uma pessoa afirma que outra é um ladrão. ou sua ausência só poderá ser esmiuçada após colheita de provas suficientes para descrever a inocência ou não do paciente. que ocorre quando se atribui qualidade negativa a alguém. a exclusão do delito de injúria. ou seja. O oferecimento da denúncia pode basear-se em indícios. Honra objetiva é a consideração social. por se tratar de delitos que ferem a honra objetiva. ou seja da sua conduta caluniosa ou difamatória. quando os indícios formam substrato suficiente a proar algum fato (nem todo indício é prova. são os valores de dignidade. 334 . 16) Em que consiste o princípio constitucional da presunção de inocência? Resposta: Também chamado de princípio da não-culpabilidade. É cabível. quando o juiz entender suficiente. nos crimes de calúnia e difamação. nos termos da CF ―ninguém será considerado culpado até o trânsito em julgado de sentença penal condenatória‖. como forma de garantia positivada em face do poder punitivo do Estado. por esta razão não cabe retratação na injúria. é o apreço moral da pessoa física perante seu meio civil de convivência. porém. Prova indiciária é aquela que se baseia em indícios. até mesmo porque a prova da materialidade e da autoria. Já. mas toda prova indiciária é formada por um ou mais indícios). formando uma unidade com outros elementos probatórios. que fere a honra subjetiva. isso é difamação ou calúnia? Resposta: Retratação consiste em uma retificação do que o próprio agente disse. e que abale sua honra. não se justificando. Ou seja. Cabe ainda ressaltar que não é necessária a aceitação da vítima. capaz de gerar um juízo de certeza sobre a autoria e materialidade do delito. como forma de extinção de punibilidade. Quando alguém é chamado de ladrão. Já a honra subjetiva manifesta-se intrinsecamente na vítima. A condenação com base em provas indiciárias é possível tão somente quando essas denotam indícios veementes.outras circunstâncias. É decorrência lógica do Estado Democrático de Direito. considerando-se como padecimentos internos. tanto a difamação quanto a calúnia referem-se a fatos. é principio que estabelece o estado de inocência como regra em relação ao acusado da prática de infração penal.

Verdade é a correspondência entre a realidade e o que diz-se dela ou que foi dito. de maneira simplificada. objetos do crime. 20) Explicitar quando se reforma a decisão do tribunal do júri. conferir maior ou menor carga probante ao produto extraído dos elementos de prova extraídos do processo (ex. ou modificada na parte da fixação da pena pelo juiz presidente (parte da decisão a qual não foi garantida soberania). depoimentos. a depender de como isso ocorre. sem fundamentar. diz-se verdade). em ―tudo que existe‖. Em segunda instância. pode-se chamá-la de verdade.: Na tarde de ontem pessoa A afirmou que viu pessoa B entrando em casa acompanhado de C. etc. ou seja. dispensado de motivar a decisão.17) O que seria valorar prova? Resposta: Valorar a prova consiste em dar valor positivo à prova.: laudo pericial. desde que o faça de forma motivada (sistema de valoração por livre convencimento motivado). qual a diferença entre a realidade e a verdade? Resposta: Realidade consiste. Pois bem. tendo em vista que os jurados votam os quesitos sigilosamente. o juiz está livre para decidir. O que é manifestamente contrário à prova nos autos? Resposta: A decisão do Tribunal do Júri só pode ser reformada em segunda instância quando esta reforma não importar em ofensa à sua soberania. A decisão dos jurados manifestamente contrária à prova dos autos é hipótese 335 . 19) Quando se diz que o juiz decide pela livre apreciação da prova. o que é vedado no processo brasileiro. Já a verdade diz respeito à maneira como esta realidade se coloca para as pessoas. se este relado corresponder á realidade.) 18) O processo penal busca a verdade real. (Ex. em sua segunda fase. que é garantida por norma constitucional. independente de seu tipo ou conteúdo. a exceção dos julgamentos do Tribunal do Júri. No sistema da íntima convicção. o que se entende por isso? E a íntima convicção? Pode? E o tribunal do júri? Seria uma exceção? Resposta: Quer dizer que o magistrado é livre para dar maior ou menor valor probante a cada uma das provas. a sentença do júri só pode ser anulada.

Decisão manifestamente contrária à prova dos autos consistiria em decisão que chega a resultado patentemente diferente do qual seria encontrado.: exame de fotos tiradas do local. Ou seja. objetiva a nulidade do julgamento e o retorno dos autos à primeira instância prolação de nova decisão. razão pela qual só é possível a apelação com base nesse argumento uma vez. oportunizando-se a vista e manifestação da parte contrária. e não tender o resultado. quando não seja mais possível proceder ao exame. deve ser objeto de contraditório. Entretanto. caso fossem devidamente motivadas as valorações feitas dos meios de prova trazidos autos. não se pode dizer que é prova autônoma. 2) Existe diferença entre corpo de delito e perícia? Resposta: Corpo de delito é o conjunto de vestígios materiais deixados por uma infração penal. em delitos que deixem vestígios. é possível que tal falta seja 336 . ex: machas de sangue no local do crime. segundo o qual se considera que a prova pertence ao processo.2. o conjunto probatório aponta para resultado divergente do qual chegou o corpo de jurados. a realização do exame de corpo de delito (direto ou indireto) é obrigatória.1. a prova. 3) A ausência de prova pericial em crimes que deixam vestígios anulam o processo? Resposta: De fato. o que também desconfigura a sua autonomia. Já o exame de corpo de delito (tipo de perícia). ou perícia sobre elementos acessórios. independentemente de quem a produziu. 5. é a perícia que tem como objeto o próprio corpo de delito (exame direto). Ademais. que neste caso. violando a soberania dos vereditos.de cabimento da apelação. ex.9. Questões do TRF2 1) Laudo técnico trazido pela defesa é autônomo? Resposta: Em face do princípio da comunhão da prova. quando não existir mais o corpo de delito (exame indireto). Essa hipótese de cabimento da apelação visa evitar que enganos ocorridos as votações impliquem em resultado diferente do qual realmente o corpo de jurados queria chegar. uma vez trazida aos autos. e sua ausência implica em nulidade do processo.

não deve ser reconhecida a nulidade. com o fim de garantir a busca da verdade material no processo. 167 CPP). não é adotado o sistema acusatório puro. Na hipótese de confissão do acusado. inclusive. nesses casos a confissão demonstra só a autoria. É prova autônoma aquela produzida pelo assistente de acusação? 337 . o réu não pode ser condenado com base apenas em confissão.suprida pela prova testemunhal. e ausência de exame do corpo de delito . o laudo de constatação.886/MG. como foi idealizado. deve ser determinada pelo juiz a realização de laudo definitivo. para a lavratura do flagrante e para a deflagração da denúncia. No tráfico de drogas. 6) Corpo de delito. sendo necessário. 01/08/2011) que a juntada tardia do laudo toxicológico definitivo. mas sim em uma mitigação ao sistema ortodoxo. o exame do corpo de delito ganha ainda maior importância. pois o magistrado não é expectador estático na persecução penal. entretanto. defender e julgar. sendo permitido ao julgador iniciativa probatória. 158 CPP). vem entendendo o STJ (HC 134. Entretanto. 7) Prova pericial do processo. com o fim de atestar a materialidade delitiva (art. tendo em vista disposição legal expressa (art. 4) De onde surge o sistema brasileiro da apreciação sublime da prova? Resposta: ?????? 5) Atividade residual do juiz de perquirir prova fere o sistema acusatório? Resposta: O sistema acusatório tem como características fundamentais a separação entre as funções de acusar. inclusive. no Brasil. que não consiste em atendado ao sistema acusatório. Durante a instrução. a materialidade deve ser demonstrada por outros meios. quando a condenação houver sido baseada e outros elementos idôneos e não houver sido demonstrado prejuízo pela defesa.O acusado pode ser condenado? E no caso do trafico de drogas? E se o laudo chegar depois da sentença? Como está a jurisprudência? Resposta: Na ausência de exame de corpo de delito.

26. como forma de garantir o a proteção aos direitos coletivos tutelados pelos diplomas legais mencionados. independentemente de quem a produziu. a figura do assistente coletivo de acusação. encontra-se prevista. em alguns dispositivos de leis esparças.Resposta: Em face do princípio da comunhão da prova. § 1º). uma vez trazida aos autos. a tendência atual é cada vez mais o Direito Penal transcender ao individualismo para reconhecer a importância da tutela do sistema social. de fato. 9) E os bens jurídicos supra individuais existem? Podem ser tutelados no processo penal? Resposta: Sim. 10) O juiz tem poder regulatório dentro do CPP? 338 . Tal previsão dá uma natureza de custos legis à assistência. 2º. interesses coletivos estrito senso e interesses difusos). 80). de leis que tutelas interesses supra individuais: Lei de crimes contra a ordem tributária.906/94 (faculta a atuação dos Presidentes dos Conselhos e das Subseções da OAB nos inquéritos e processos em que sejam indiciados. Lei de crimes ambientais. 49. econômica e contra as relações de consumo.078/90 (autoriza as associações legalmente constituídas há pelo menos um ano a habilitar-se como assistente nas hipóteses de crimes ou contravenções que envolvam relações de consumo – art. Inclusive. e Lei nº 8. a habilitar-se como assistente nos casos de crimes contra o sistema financeiro nacional – art. a prova. Ex. Ademais. qual sejam: a) Decreto-lei nº 201/67 (faculta aos órgãos federais. parágrafo único). acusados ou ofendidos os inscritos na OAB – art. parte penal do CDC. b) Lei nº 7. deve ser objeto de contraditório. tratam-se dos interesses públicos e os interesses coletivos lato senso (interesses individuais homogêneos. 8) É possível assistente de acusação coletivo no processo penal brasileiro? Resposta: Não obstante a existência de diversos requisitos à assistência do direito processual penal brasileiro. oportunizando-se a vista e manifestação da parte contrária. parágrafo único). também tutelados pelo Direito Penal. não se pode dizer que é prova autônoma. etc.492/86 (autoriza a Comissão de Valores Mobiliários – CVM. segundo o qual se considera que a prova pertence ao processo. estaduais ou municipais a intervenção como assistente nos processos relativos aos crimes de responsabilidade dos Prefeitos – art. c) Lei nº 8. o que também desconfigura a sua autonomia.

quando requerida pela autoridade policial ou MP. que é um dos requisitos da interceptação telefônica (artigo 2º. poder regulatório do juiz no processo penal diz respeito à sua função de prover à regularidade do processo. ou ainda na fase de instrução processual.9. 339 .4. do devido processo legal. ele pode estar entre os atos regulatórios do juiz.Resposta: Sim. é um desses atos ou estaria vedado? Resposta: A depender de como o apressamento dos atos processuais ocorra. A diligência pode ser deferida pelo Juiz tanto na fase de inquérito.1. 5. Questões do TRF4 1) Fale sobre produção de provas pelo juiz de ofício no processo penal. como os poderes jurisdicionais. desde que o crime seja punido com pena de reclusão. E no IP. pode? Resposta: Embora vigore no Brasil o sistema acusatório. bem como não impliquem em violação dos princípios da ampla defesa. exercidos no curso do processo com o fim de garantir a disciplina e o decoro.9.296/96). desde que não atropelem o curso regular da instrução. Questões do TRF3 1) É possível interceptação telefônica diante da L. Tais adiantamentos são lícitos.8137? Em que momento se pode deferir a cautelar? Resposta: É possível. III Lei 9. 5. no qual são bem delineadas as figuras do acusador. em ponderação de princípios. configurando um juiz de garantias. defensor e julgador. e para isso. ou a requerimento do MP. ou qualquer outro direito fundamental do acusado. que asseguram a própria eficácia do sistema. apenas dessa fase pode ser de ofício). já que. ganham maior relevância que o jus puniendi estatal. que se referem à condução do processo. tal como a colheita de provas e tomada de decisões no processo criminal. de ofício (Conforme STF.1. Tal poder engloba tanto os poderes de polícia (administrativos). manter a ordem no curso dos respectivos atos. A figura do juiz de garantias surge da necessidade da aplicação de garantias processuais para que se seja o litígio considerado paritário e "justo".3. 11) O juiz que apressa os atos processuais para evitar a prescrição. são garantidos pelo sistema brasileiro poderes instrutórios ao magistrado. afinal cabe aos agentes estatais velar pela conservação do direito de punir do estado.

nessa fase. salvo se houver a certeza que as alterações não causaram reações adversas. O próprio CPP dispõe no seu art. De outro lado. Questões do TRF5 5. deve ser vista com reservar. que estabelece a vedação de intervenções no meio ambiente. Quanto a determinação de produção de provas. Questões do TRF1 1) O MP entrou com ACP para provocar um obstáculo judicial à produção de sementes transgênicas com parecer favorável pela CTNBio no que tange à dispensa de licença ambiental. de sementes transgênicas. em fase de inquérito. em que princípio o MP estaria alicerçado para pedir provimento jurisdicional para paralisar aquela atividade que foi autorizada pela CTNBio. tal como no caso citado.1. Infrações E Sanções Administrativas 5. como um mero espectador de um duelo judicial de interesses dos litigantes. não encontra óbice no fato de certa atividade haver sido autorizada pela CTNBio. na medida em que não se pode admitir um juiz passivo e refém das partes.1. 156. jurídico e científico? Qual a natureza jurídica de um licenciamento ambiental? Toda licença é precedida de EIA? 340 . de ofício.lança mão de poderes instrutórios.1. Em que termos este licenciamento ambiental é preconizado na CF. 5. em face do princípio da prevenção. que sejam requeridas diligências para tal fim (inciso II). 2) Apresente uma reflexão a respeito de impacto ambiental. para sanar qualquer dúvida processual.5. que o juiz de ofício pode determinar produção de provas nos casos em que considerar que tal produção probatória consiste em questão de urgência ou relevância (inciso I) ou quando achar imprescindível. já que nem sempre a ciência pode oferecer à sociedade respostas conclusivas sobre a inocuidade de determinados procedimentos. outro argumento desfavorável a determinação de provas de ofício pelo magistrado ainda no inquérito policial refere-se à questão de manter-se a imparcialidade deste juiz para o julgamento do processo. pois. com relação à dispensabilidade da licença ambiental? Resposta: A ACP. o juiz tem o deve ser no sentido de tutelar as liberdades públicas e não a investigação. como mecanismo de defesa de interesses coletivos. Direito Ambiental 5.9.10.10. já que se tem o conceito semântico. Avaliação De Impactos Ambientais.1. O processo acusatório e o processo de partes nada têm a ver com a iniciativa probatória do juiz no processo penal.10. Estudo Prévio De Impacto Ambiental E Licenciamento Ambiental.

foi o que restou decidido no REsp 588022. podendo ser negativo ou positivo. Resposta: Via de regra. direta ou indiretamente. A natureza jurídica do Licenciamento é de procedimento administrativo. pode ser dano. "considera-se impacto ambiental qualquer alteração das propriedades físicas. pode até haver duplicidade de licenciamento.Resposta: Impacto ambiental é a alteração no meio ou em algum de seus componentes por determinada ação ou atividade. a definição jurídica vem expressa no art. 1º da Res. resultante de uma atividade econômica. Nem toda licença exige o EIA. da Resolução Conama nº 237/97. considerando-se dano sinônimo de prejuízo (que decorre do confronto do componente positivo com o componente negativo). nesse caso. na modalidade ―licença administrativa (vinculado)‖. e neste caso não haveria ilegitimidade. afetam: a saúde. Entretanto. a definição de Impacto Ambiental está associada à alteração ou efeito ambiental considerado significativo por meio da avaliação do projeto de um determinado empreendimento.86 do CONAMA. diferente do sentido técnico pode ser definida como ―a estimativa ou o julgamento do significado e do valor do efeito ambiental para os receptores natural. Já a natureza jurídica da licença ambiental é objeto de muitas divergências na doutrina. Efeito ambiental é a alteração mensurável da produtividade dos sistemas naturais da qualidade ambiental. 3) É possível. que pode ser federal (âmbito nacional ou regional). é legítima ter licenciamentos múltiplos? O STJ Resp 588022 entendeu que podem existir várias espécies de licenciamento sobre um mesmo empreendimento. não obstante o art. ou ainda uma nova espécie de ato administrativo. as condições estéticas e sanitárias do meio ambiente e a qualidade dos recursos naturais". socioeconômico e humano. apenas para as atividades potencialmente causadoras de significativa degradação ambiental. 7º. preconizar ser inadmissível mais de um licenciamento. as atividades sociais e econômicas. ―autorização administrativa (discricionário)‖. 1. se consistiria em ato administrativo. a biota. químicas e biológicas do meio ambiente. a segurança e o bem-estar da população. a resultante de todos os impactos. nem o positivo nem o negativo. o licenciamento ambiental é feito de acordo com a preponderância do interesse. a definição semântica. que reuniria características de licença e de autorização. de 23. As atividades de baixo risco podem ter sua licença através de outros meios. existem atividades e obras que terão importância ao mesmo tempo para a Nação e para os Estados e. mais simples que o EIA.‖ (Vocabulário básico de meio ambiente). causada por qualquer forma de matéria ou energia resultante das atividades humanas que. estadual ou municipal. Cuidar que impacto não é dano. com o fim de obtenção de licença ambiental.1. quando negativa. como o plano de controle ambiental. 341 .

até o limite da herança. por disposição constitucional (Art. ainda que tenham sido criadas mediante decreto do poder executivo. ―considera-se infração administrativa ambiental toda ação ou omissão que viole as regras jurídicas de uso. é extinto pela mesma modalidade de ato administrativo que o criou. 5) Pode o poder público extinguir APA’s. III da CF). 46 de espécie de regra jurídica. §1º. As penalidades administrativas são transmissíveis aos sucessores. tratando-se o art. a criação e extinção de institutos. 46 desta lei. 225. 225. bem como em face da independência da responsabilização nas esferas civil. segue o princípio da simetria. que remete à legislação administrativa (―licença outorgada pela autoridade competente‖). gozo. promoção. só podem ser extintas por lei. no que se refere às de natureza patrimonial. Art. III da CF. aprovada pelo parlamento. entretanto. até mesmo porque trata-se de norma penal em branco. 6) Art.‖ No caso. é possível ser feita uma autuação com sabe no referido dispositivo. §1º. através de audiências públicas com a comunidade que será afetada pela instalação do projeto. ou seja. Recente jurisprudência do STJ. penal e administrativa. Considera-se inválida esta penalidade administrativa em decorrência do princípio da legalidade estrita quando uma autoridade administrativa autua um empreendimento com base no art. através de decreto? A supressão somente mediante lei. Remete a uma norma administrativa em branco o art. 46 da Lei 9605? As penalidades administrativas ambientais são transmissíveis aos sucessores? Resposta: Segundo o art. embora de natureza penal. por exemplo. 70. Lei 9605 cumulada com o art. No caso de Áreas de Preservação Permanente. 342 . no direito brasileiro.4) O EIA pode ser sigiloso para evitar especulação imobiliária? Resposta: Ainda que a especulação imobiliária não seja uma consequência esperada pela realização de alguma obra ou empreendimento. 70. proteção e recuperação do meio ambiente. Resposta: Via de regra. O EIA deve permitir a participação pública na aprovação de um processo de licenciamento ambiental que contenha este tipo de estudo. a publicidade requerida pela natureza dos bens jurídicos envolvidos deve vir em primeiro lugar. 70. a titularidade coletiva dos bens ambientais exigem a publicidade dos atos que impliquem na potencial degradação.

Ademais após o fim da validade da licença. atestando a viabilidade ambiental e estabelecendo os requisitos básicos e condicionantes a serem atendidos nas próximas fases de sua implementação. poderão ser exigidas novas condições. que se mostrarem adequadas no caso concreto. Licença de Instalação (LI) autoriza a instalação do empreendimento ou atividade de acordo com as especificações constantes dos planos. é do autor.º 237/97 do CONAMA. mas durante todo o funcionamento do empreendimento. da qual constituem motivo determinante. engenheiro florestal. é preciso obrigatoriamente um engenheiro agrônomo? Tem que ser feito o estudo por uma equipe multidisciplinar? Resposta: A elaboração do EIA deve ficar a cargo de uma equipe multidisciplinar formada por técnicos nos diversos setores necessários para uma completa análise dos impactos ambientais positivos e negativos do projeto. Licença Prévia (LP) . é comum a sua presença na equipe. 8) No EIA.: é possível a elaboração de um EIA por um conjunto de geografo. Licença de Operação (LO) . Ex. Tendo em vista que uma análise completa normalmente requer a presença desses profissionais.7) No direito ambiental o licenciamento gera direito adquirido? Quais são as espécies de licenciamento ambiental? Resposta: Não há direito adquirido. as quais encontram-se previstas na Resolução n. programas e projetos aprovados. ou seja. biólogo. com as medidas de controle ambiental e condicionantes determinados para a operação. etc. daí decorre a inversão do ônus da prova em matéria de comprovação do dano ambiental. via de regra.autoriza a operação da atividade ou empreendimento. para confecção de um estudo detalhado sobre a obra ou atividade.concedida na fase preliminar do planejamento do empreendimento ou atividade aprovando sua localização e concepção. sob pena de revogação do ato. pois as condições exigidas no licenciamento devem ser mantidas não só na instalação. incluindo as medidas de controle ambiental e demais condicionantes. não é requisito necessário a elaboração conjunta com um agrônomo. 9) No processo administrativo ambiental há a inversão do ônus da prova? Resposta: Em processos judiciais. São três as espécies de licenciamento ambiental. a o titular do empreendimento é que tem o ônus de provar que 343 . após a verificação do efetivo cumprimento do que consta das licenças anteriores. entretanto. o ônus da prova sobre fatos constitutivos do direito.

por exemplo. deferiria? Resposta: 344 .2. ou pode ser sigiloso. visto que a derrogação indevida desse instrumento significa. para não causar especulação imobiliária? Resposta: Ainda que a especulação imobiliária não seja uma consequência esperada pela realização de alguma obra ou empreendimento. naturalmente. Já em processos administrativos ambientais. 10) Qual o pressuposto para o EIA? O EIA é sigiloso.10. a publicidade requerida pela natureza dos bens jurídicos envolvidos deve vir em primeiro lugar. O EIA deve permitir a participação pública na aprovação de um processo de licenciamento ambiental que contenha este tipo de estudo. a inversão ocorrerá. e pelos mesmos motivos. Apesar de envolver um juízo discricionário (técnico e valorativo). 5. apesar de se tratar de decisão discricionária. o ônus. tal como nos processos judiciais.1. referentes à parte vinculada do ato administrativo.não houve dano. De outro lado. segundo o qual é garantida a necessária tutela estatal aos conflitos ocorrentes na vida em sociedade. Já se ocorrer em um processo de licenciamento. através de audiências públicas com a comunidade que será afetada pela instalação do projeto. também deve ser levado em conta o princípio da inafastabilidade do controle jurisdicional. tal qual a dispensa do licenciamento ambiental. Tratando-se de processo na qual se busca reparação por dano ambiental. não havendo que se falar em inversão do ônus da prova neste caso. que deve considerar os valores constitucionais de proteção ao meio ambiente. o ato pode ser objeto de apreciação pelo juiz. além dos aspectos legais. que inicia o processo e a quem cabe comprovar as informações trazidas no pedido de licença. essa inversão pode se dar ou não. a titularidade coletiva dos bens ambientais exigem a publicidade dos atos que impliquem na potencial degradação. já recai sobre o empreendimento licenciante. o primeiro passo para a concretização do dano ambiental. normalmente. Questões do TRF2 1) Para que haja a concessão de uma licença ambiental é preciso estudo de impacto ambiental necessariamente? Caso fosse instado a determinar a suspensão de licença ambiental pela ausência do estudo preliminar/anterior. 11) O ato da administração de dispensa do licenciamento ambiental pode ser controlado pelo Poder Judiciário? Resposta: Sim. essa decisão pode ser controlada através da ação civil pública.

analisando o Impacto Ambiental. sem prévio EIA. Assim. de natureza mais técnica. Já o RIMA é um relatório conclusivo que traduz os termos técnicos para esclarecimento. bem como estudo das prováveis consequências ambientais que podem ser causados pela obra. Resposta: O EIA é responsável por dizer a respeito da coleta de material. O RIMA tem como fim proporcionar o acesso do público em geral. apenas para as atividades potencialmente causadoras de significativa degradação ambiental. As atividades de baixo risco podem ter sua licença através de outros meios. analise. sendo prevista a exigência do EIA/RIMA para a licença. que deverá lavrar auto de infração. ou ainda que não exigido pela administração. nem sempre é necessária sua realização. bibliografia (textos). restaria patente a ilegalidade da dispensa. 2) Qual a diferença entre Estudo de Impacto Ambiental e Relatório de Impacto ao Meio Ambiente? Resposta: O EIA é responsável por dizer a respeito da coleta de material. ou ainda pelo Judiciário. propondo condições para sua implantação e qual o procedimento que deverá ser adotado para sua construção. bem como estudo das prováveis consequências ambientais que podem ser causados 345 . devendo o órgão público licenciador analisar o relatório observando as condições de empreendimento. 4) Como o juiz. pois. 5) Diferença de EIA e RIMA. impõe uma análise casuística. A questão referente à suspensão da licença. Trata-se de documento trás de maneira sucinta e acessível a conclusões obtidas no EIA.Nem toda licença exige o EIA. Este estudo tem por finalidade analisar os impactos causados pela obra. em face da patente ilegalidade verificada. entendendo o judiciário pela sua necessidade. da sociedade. é possível o embargo da obra pela própria Administração. conclui-se que o RIMA só poderá ser dispensado quando o EIA o for também. não havendo o RIMA para a obra. mais simples que o EIA. essa pode ser embargada? Resposta: Sim. plano de manejo e plano de recuperação de área degradada. conforme delineado. função que não pode ser suprimida. 3) O RIMA pode ser dispensado? Resposta: O RIMA é documento que sempre deve acompanhar o EIA. Este relatório é responsável pelos levantamentos e conclusões. bibliografia (textos). à informações do EIA. Caso fosse impositiva a elaboração do EIA. analise. como o plano de controle ambiental.

A poluição agrega ao conceito de degradação o fato de ser resultante de atividades humanas. Degradação é a alteração adversa das características do meio ambiente. Resposta: Esta diferenciação pode ser obtida dos conceitos trazidos pela Lei nº 6. lacem matérias ou energia em desacordo com os padrões ambientais estabelecidos. propondo condições para sua implantação e qual o procedimento que deverá ser adotado para sua construção.pela obra. criem condições adversas às atividades sociais e econômicas. afetem as condições estéticas ou sanitárias do meio ambiente. Este relatório é responsável pelos levantamentos e conclusões.938/81 (Política Nacional do Meio Ambiente). Já a poluição é a degradação da qualidade ambiental resultantes de atividades que ou indiretamente: prejudiquem saúde. a poluição é uma espécie qualificada da degradação. afetem desfavoravelmente a biota. 7) Há relação de gênero e espécie? Resposta: Sim. notadamente. 6) Diferença entre degradação e poluição ambiental. devendo o órgão público licenciador analisar o relatório observando as condições de empreendimento. afetem desfavoravelmente a biota. analisando o Impacto Ambiental. a segurança e o bem estar da população. lacem matérias ou energia em desacordo com os padrões ambientais estabelecidos. 8) EIA e RIMA. criem condições adversas às atividades sociais e econômicas. afetem as condições estéticas ou sanitárias do meio ambiente. a segurança e o bem estar da população. Já o RIMA é um relatório conclusivo que traduz os termos técnicos para esclarecimento. Pode exigir-los para o meio ambiente artificial? Resposta: 9) Pode o ambiente artificial ser objeto de poluição? Resposta: 10) É positivado o conceito de poluição? Resposta: 346 . Este estudo tem por finalidade analisar os impactos causados pela obra. que prejudiquem saúde.

10.11.11. Zona Econômica. Resposta: 5. Alto Mar 5.1. Questões do TRF5 5.1.1.Diferença entre degradação e poluição.1.10. Questões do TRF1 1) O que o senhor entende como zona econômica exclusiva? E que tratado discorre sobre? Convenção de Montego Bay. Mar Territorial E Zona Contígua.5.11. Direito Internacional Público e Privado 5. Plataforma Continental. existe restrições em alto mar a esta liberdade? Estes limites seria uma forma de impor esta liberdade desde que para fins pacíficos? Limite é que você pode usar e transitar pacificamente? Resposta: 347 .3. Existe também uma lei brasileira de 1993 que fala sobre os limites territoriais? Resposta: 2) Qual a relação que o senhor faz a esta zona econômica e a plataforma continental? Resposta: 3) O que é direito de passagem inocente? Convenção de Montego Bay. Questões do TRF4 5.11). E nos estreitos e águas interiores com relação ao direito de passagem inocente? Resposta: 4) Princípio da Liberdade em auto mar.4.1. Questões do TRF3 5.10.1.

O Fato Jurídico Como Espécie Do Gênero Fato Social 5. Questões do TRF4 5.3.1.11.1.2.1.12. regra de trato social e regra jurídica? Resposta: 5. Sociologia do Direito 5.1.11.5.2. Questões do TRF3 5. Questões do TRF1 1) Realidade.1. verdade e conhecimento são sinônimos? Resposta: 2) Qual a diferença entre a regra moral.12.3.1.12. Questões do TRF3 5.1. Questões do TRF2 5.12.12.1. Questões do TRF4 5.1.5.4.12.12.11.1. Questões do TRF2 5.11.5. Questões do TRF5 348 . Questões do TRF5 5.1.4.

5. Filosofia do Direito 5.13.13.1. Questões do TRF4 5.13. restringir ou limitar os direitos políticos? Resposta: 2) Por que uma pessoa penalmente condenada com transito em julgado tem seus direitos políticos restringidos por determinado período? O que justificaria esta limitação? O que o legislador Constituição teoricamente ponderou? Resposta: 5.1.3. Questões do TRF2 1) Pode-se dizer que direito político é uma modalidade de direito humano? O exercício da cidadania ativa e passiva é forma de direito humano? Os direitos políticos podem ser objeto de alguma restrição ou limitação? E. A Justiça Como Valor Jurídico Político 5. por via reflexa. Sociologia.2.Qual a razão desta introdução no concurso para a magistratura? Resposta: 5.4. Psicologia e Teoria Geral .5. Questões do TRF1 1) O que é justiça? Resposta: 2) Filosofia. estar-se-ia afetando os direitos humanos ou eles são intangíveis? Se recorda de alguma restrição ou limitação no que concerne aos direitos políticos? A interdição de uma pessoa natural pode afetar.1. Questões do TRF3 5. Questões do TRF5 349 .1.13.13.1.1.1.13.13.

6.1. 16.1. Questões do TRF1 1) Qual a importância dos princípios no neopositivismo? Pode se resolver um caso concreto no âmbito do direito público à luz da aplicação dos princípios submetido ao Poder Judiciário? Resposta: 2) Qual seria a distinção entre princípios e regras constitucionais? Resposta: 3) Eu posso ter conflito de regras dentro da CF e não ter com princípios? Resposta: 4) Art. Princípios E Métodos De Interpretação Da Constituição 6. Nesta situação.1.dentro de um caso concreto: uma região necessita de uma grande obra.e o desenvolvimento .1.1. opine como magistrado o que deve prevalecer.1. É direito e dever de quem? Resposta: 350 . Direito Constitucional 6.1. Ponto 06 6. encerra um princípio ou uma regra? E a partir desta premissa se admite a LC 135 como instrumento normativo válido? Resposta: 6.2. mas que irá alterar o meio ambiente. Resposta: 2) Princípios constitucionais sobre ensino.1. da CF.que é também um dos tópicos dos objetivos do Estado brasileiro .que está inscrito como sendo uma garantia de bem estar como uma das preocupações do Estado brasileiro . ou causando-lhe algum dano. Questões do TRF2 1) Na contraposição entre a defesa do meio ambiente .

majoritária ou não.3) É possível a censura prévia e a posterior? Resposta: 4) Direito de reposta e direito à indenização por danos à imagem. da sociedade que teria uma crença religiosa. Questões do TRF4 351 . pois se estaria vinculando a Constituição a uma parcela. onde têm fundamento legal? Resposta: 5) Qual a sua ideia de Constituição e como deve ser interpretada? Resposta: 6) A CF é adequada ao nosso tempo? Resposta: 7) Um dos episódios marcantes durante a Assembléia Nacional Constituinte: a expressão no preâmbulo “promulgamos sobre a proteção de Deus a seguinte Constituição da República” gerou uma discussão.1.1. Saberia explicar porque então prevaleceu este trecho e se seria adequado.1. um debate dentro da Câmara. dentro do propósito da Constituição de exercer a cidadania daqueles que não creem ou creem de uma forma diversa de religiosidade desta que seria encarnada por um deus? Resposta: 6.4.3.1. Questões do TRF3 1) Quais espécies de interpretação conforme são cabíveis? Resposta: 6.

1. Resposta: 6.2.1. Questões do TRF5 1) Discorra sobre hermenêutica constitucional. fazendo uma comparação com a hermenêutica jurídica.Interpretação E Integração Da Legislação Tributária No Código Tributário Nacional 6. se é que há diferença? Resposta: 4) Como se interpreta a regra de imunidade tributária. Distinga a interpretação das leis da interpretação das normas constitucionais. Questões do TRF1 1) O que ocorre se vier a ser revogado a lei que fixa um determinado lançamento? Resposta: 2) Qual o regime jurídico da lei meramente interpretativa no direito tributário? Qual a polêmica que veio a lume com a LC 118 sobre este diapasão? Qual a solução do que o STJ deu para esta polêmica? Resposta: 3) O CTN preconiza a interpretação literal. ela é restritiva ou estrita.6.1.1. Legislação Tributária: Vigência No Tempo E No Espaço – Aplicação Hermenêutica Tributária – Lei Interpretativa .2.1. Direito Tributário 6.2. qual a ferramenta mais adequada? Se dar uma interpretação restrita ou estrita? Resposta: 5) O emprego da equidade pode resultar na dispensa de um tributo? Resposta: 352 .5.

quando se usa. em termos técnicos. e os princípios tributários vem em sequência da lei.6) Desde a obra de Baleeiro dentro outros. o regime jurídico da lei tributária meramente interpretativa? Resposta: 353 . neste caso para quais institutos se aplica esta técnica hermenêutica? No campo do direito tributário punitivo? Resposta: 12) Qual seria. qual seria a consequência disto no neopositivismo? Eles estariam abaixo da lei tributária em sentido estrito? Os princípios estão em terceiro lugar na legislação tributária? Resposta: 9) Quais os limites do domínio de direito privado em relação ao direito tributário. porque o direito privado detém certo privilégio em relação ao direito público? Resposta: 10) Porque as isenções merecem interpretação literal? Qual a essência da isenção? Resposta: 11) O que se entende por interpretação benigna no direito tributário. há a noção do princípio da interpretação econômico no direito tributário. em terceiro. o senhor saberia me dizer o que seria isso? Quanto à hermenêutica tributária? O que significa interpretação econômica do direito tributário? Resposta: 7) Me dê exemplo de interpretação legítima pró-fisco e interpretação legítima prócontribuinte? Resposta: 8) Há uma hierarquia em matéria de interpretação.

13) O senhor crê que o dispositivo do CTN no que remetente a retrooperância do texto normativo tributário seria inconstitucional? Resposta: 14) Cogita-se no Brasil da chamada interpretação econômica no direito tributário? Não seria a negação do direito. a geração de certa insegurança jurídica? Resposta: 15) O senhor poderia distinguir interpretação ampliativa e integração por equidade? E a analogia? Resposta: 16) Como se interpreta uma regra de imunidade no Direito Tributário? Resposta: 17) Quais os instrumentos de integração na ordem tributária? Resposta: 18) No Direito Tributário a proporcionalidade é um princípio ou um método de interpretação do outro princípio da capacidade tributária? Resposta: 19) Norma legal que altera prazo de recolhimento de tributo se sujeita ao princípio da anterioridade? Resposta: 354 .

6. Questões do TRF2 1) Conceito de vigência da lei tributária. distinguindo vigência formal e vigência material. poderá cobrar o tributo? Resposta: 355 .2. média e mínima? Resposta: 7) Quando se considera definitivamente julgado no âmbito administrativo? Pode ser cogitada a coisa julgada administrativa no âmbito tributário? Resposta: 8) Passados mais de 5 anos. média e mínima) Resposta: 5) A lei tributária que não majore nem institua tributos também devem observar essas limitações? Qual o prazo de vigência dessas leis? Poderá ter vigência extraterritorial? Qual o pressuposto para isso acontecer? Resposta: 6) O direito tributário trabalha com a retroatividade? Também se aplica a retroatividade máxima.2. Resposta: 2) Entra nesse conceito a figura da eficácia? Resposta: 3) Há alguma peculiaridade em relação às leis tributárias no que tange à eficácia? Resposta: 4) O somatório da anterioridade com a anterioridade nonagesimal levou a uma classificação. se a Administração reconhecer erro.1. Qual seria? (anterioridade máxima.

1º da LICC? Resposta: 11) Revogação de isenção. III. aplica o art.9) É possível o direito tributário ter um conceito próprio de locação ou deve observar o Código Civil? Como se trabalharia com as figuras dos arts. 1º da LICC ou o art. média e mínima? Resposta: 16) A doutrina apresenta algum equívoco quanto ao IPI por ele ter que observar a noventena e não a anterioridade? 356 . 150. 109 e 110 do CTN? Qual seria o destino desses artigos? Poderia haver uma locação de bens móveis incidindo ISS? Resposta: 10) A norma tributária é avessa ao art. “b” ou “c” da CRFB/1988? Resposta: 12) Aplica-se a figura do novatio legis in mellius no direito tributário? Resposta: 13) Tem algum limite de retroação? Resposta: 14) Pode falar em abolitio criminis em direito tributário? Ele se refere à penalidade ou à própria infração? Teria algum limite? Seria infração formal ou material? Qual a diferença entre elas? Resposta: 15) A Lei tributária tem aplicação imediata? Qual a distinção entre anterioridade máxima.

Por quê? Resposta: 23) Restritiva X literal. há diferença? Resposta: 20) Lei complementar.Resposta: 17) No fato gerador presumido. Está contido ou não está expresso no CTN? Resposta: 21) Qual a peculiaridade da eficácia no campo tributário? Resposta: 22) Caso de exclusão de crédito tributário como se interpreta? (Melhor seria restritivamente). qual a diferença? Resposta: 24) Pode aplicar a novatio melius? Qual o marco para sua aplicação? Resposta: 357 . a legislação tributária tem aplicação imediata? No âmbito de qual instituto? Resposta: 18) Fale sobre os problemas de compatibilidade entre Tratados internacionais tributários e leis tributárias. Resposta: 19) Lei complementar tributária e norma complementar tributária.

5. qual a relevância da escola e Bordeaux (escola do serviço público) no trato do tema.2.2. Questões do TRF3 6. Serviços Públicos E Atividades Econômicas Do Estado 6.1.2.3.6. capitaneada por Duguit e Geze? Resposta: 3) Sobre o conceito de serviços públicos há dissensos doutrinários. Existe um núcleo pacífico de serviços públicos? Resposta: 4) Cabe arbitragem em matéria de concessão de serviço público? Resposta: 5) A gratuidade é um princípio do serviço público? Resposta: 358 . Direito Administrativo 6.1.3.3. Questões do TRF5 6.3.1. Questões do TRF4 6.1. Questões do TRF1 1) As empresas públicas podem gozar de privilégios fiscais? Resposta: 2) Sobre serviços públicos.1.4.1.

dê um exemplo destes dois? Portos organizados. existem duas novas modalidades.6) Dentre as novas formas de concessão de serviço público. nova figura elencada pela doutrina. há destaque para o arrendamento e franquia de serviços públicos. por exemplo? Agência dos Correios seria um exemplo de franquia? Resposta: 7) Como se trata juridicamente a greve na questão do serviço público essencial? Resposta: 8) Como as empresas públicas realizam a contratação de pessoal? Resposta: 9) Como se formaliza uma concessão de serviços públicos. como os tribunais interpretam hoje o direito de greve nos serviço públicos? Resposta: 13) Como se remunera uma concessionária de serviço público? Resposta: 359 . o senhor saberia me distinguir estas duas? Resposta: 12) Considerando a essencialidade dos serviços público. quais os requisitos? Resposta: 10) Conceitue encampação. o arrendamento e a franquia. Resposta: 11) Dentre estas novas figuras relacionadas à concessão de serviço público.

14) Como se denomina a espécie concessionária quando integralmente remunerada pelo Poder Público? Resposta: 15) Arrole um dever de usuário do serviço público.1. e não de um direito? Resposta: 16) O que é uma concessão de obra pública que é estudado dentro do serviço público? Resposta: 17) Como se dar a intervenção na concessão de um serviço público? Resposta: 18) O que seria a caducidade? E o que a diferenciaria da encampação? O Poder Público pode assumir as obras e serviços também? Resposta: 19) Consequência básica de não pagamento de serviço público essencial? Resposta: 20) Qual a distinção básica entre a concessão e permissão do bem público? Resposta: 6.3. 360 .2. Questões do TRF2 1) Diferença da natureza jurídica das concessões e permissões.

Resposta: 2) Qual a diferença entre concessão e permissão de serviço público? Existindo diferenças.3.1.1. Resposta: 6.3. ela é em relação à natureza jurídica ou seus efeitos jurídicos? Resposta: 3) Quais são os valores que permeiam o controle da concentração da atividade econômica? Resposta: 4) O que é encampação? O concessionário pode pleitear indenização? Resposta: 5) Arrendamento é uma forma de permissão de serviço público? Resposta: 6) Relação de consumo e serviços públicos. Resposta: 361 .1.3. discorra.5.3. Questões do TRF4 6. Questões do TRF5 01) Serviço público. Questões do TRF3 6. permissão de serviço público e permissão condicionada.4. discorra.

Questões do TRF1 1) Qual a natureza jurídica do inquérito policial? É processo ou procedimento? Qual a finalidade do IP? O IP perquire o que? Que peça é elaborada para a formação do IP? A parte final do IP. como se denomina este juízo que a autoridade policial tem. Intervenção Do Ministério Público 6.4.4.1. Direito Penal 6. Garantias Do Investigado. ele pode ser pronunciado? Resposta: 2) O Inquérito pode ser dispensado? Resposta: 3) Há contraditório no IP? Resposta: 4) Os direitos fundamentais do acusado está protegido no IP? Resposta: 5) O MP pode investigar? Resposta: 6) O juiz pode condenar tão somente baseado pelo IP? Resposta: 362 . como se denomina? A autoridade policial pode emitir juízo de valor no IP? Ele só pode instaurar um IP havendo noticio de fato definido como crime. Inatividade No Processo Penal. havendo dúvida sobre a materialidade. como se chama estes juízo? Pode se decretar nulidade em IP? No caso de crime de ação penal privada o delegado pode instaurar de ofício o IP? Havendo dúvida sobre a materialidade pode se instaurar o IP? E para a pronúncia. Inquérito Policial. Atribuições Da Autoridade Policial.1.4. caso contrário existira abuso.6. então ele tem algum juízo.1.

está correta esta interpretação de exclusivamente.7) O MP pode requisita a instauração ou pode instaurar o IP? Resposta: 8) E o MP quando investiga. o juiz pode sopesar estes elementos com a prova judicializada? Resposta: 363 . qual o procedimento do juiz? Resposta: 10) Quando o MP é inerte quanto ao prazo do oferecimento da denúncia é permitido ao ofendido a queixa substitutiva. mas e no caso do MP pedir o arquivamento do IP? Resposta: 11) Conceitue IP. em parte. Resposta: 12) E o IP ao ser concluído. 155 do CPP? Se o juiz decidir calcado na prova judicializada. mas que elucidativo. tendo em vista o conceito de prova e a natureza do IP? O juiz pode sustentar a sua convicção em elementos do IP? Um depoimento prestado na polícia. ele traduz uma certeza da imputação? Resposta: 13) Qual a interpretação da nova dicção do art. ele está impedido de oferecer denúncia? Resposta: 9) Quando o MP pede o arquivamento do IP. em que feito sem a presença do advogado e sem contraditório. e parte do IP. tendo em vista uma interpretação conceitual. afastando uma parte da prova judicializada.

20 do CPP trata do sigilo: ainda é vigente ou não? Resposta: 364 . e ela subsiste depois da CF/88? Resposta: 17) Na fase inquisitorial.4. Questões do TRF2 1) O art. quais as garantias do investigado? Resposta: 18) A autoridade policial pode determinar o arquivamento do IP? Resposta: 19) Nos crimes de ação penal privada a noticia informal do crime é suficiente para instauração do IP? Resposta: 6.14) Qual o nome da peça em que o IP é concluído? No caso de ação penal privada é entregue a quem? Resposta: 15) Qual a diferença entre noticia crime e representação? A noticia crime pode ser anônima para a instauração do IP? Nos crimes de ação penal pública incondicionada? É o mesmo procedimento para ação penal pública condicionada e privada? Resposta: 16) Qual a outra condição de procedibilidade além da pública condicionada à representação.1.2.

Questões do TRF3 1) É possível interceptação telefônica diante da L.2) Há diferença entre sigilo interno e externo? Por que razão se daria esse sigilo a outras autoridades? Resposta: 3) É legítimo ao delegado emitir certidão.1.1.4.5.4.4.3. Questões do TRF5 365 .4.1. Questões do TRF4 6.8137? Em que momento se pode deferir a cautelar? Resposta: 6. ele pode negar esta certidão de inteiro teor em vista do sigilo? Resposta: 4) Qual o instrumento utilizado pelo delegado para negar a informação? Resposta: 5) Há diferença entre sigilo interno e externo? Por que razão se daria esse sigilo a outras autoridades? Resposta: 6) Investigação pode ser feita diretamente pelo Ministério Público? Resposta: 6.

8. este implementando o seu tempo de contribuição ele aposenta com que idade mínima? Resposta: 5) A quem pode ser concedido o benefício assistencial na LOAS? Resposta: 366 . que é menor e após o nascimento desta.1.6.5. mas mesmo no campo há uma contagem diferente para trabalhador rural e para produtor rural.1. Questões do TRF1 1) A CF/88 garante a concessão de um benefício assistencial.1. a quem pode ser concedido? Basta ser portador de deficiência para ser portador deste benefício? Este tipo de benefício é de prestação continuada. os seus herdeiros teriam algum direito de pagamento à diferença? E se a lei do LOAS não prevê esta situação.Lei N. um deficiente que recebeu esta vantagem terminou tendo um filho.5. qual o diploma legal que vai regular o reconhecimento deste direito? Resposta: 4) No que diz respeito a tempo de serviço rural. há uma distinção com tempo de serviço urbano. que solução o senhor daria se houvesse um pedido recusado pela previdência de pagamento de pensão à esta criança? Resposta: 3) Esse benefício não pode ser objeto de pensão ainda que por menor impúbere. Direito Previdenciário 6. pode abono anual? Décimo terceiro? Resposta: 2) Esse benefício pode ser transferido? Como juiz.5. mas digamos que nós tivéssemos uma situação de morte e após a morte se apurasse que houve uma correção no benefício que é de um salário mínimo. o pai falece. e que este é anterior à morte do beneficiário.742/1993 (Loas): Aspectos Previdenciários E Sociais 6. Tempo De Serviço .

fale sobre a Teoria Jurídica ou Institucionalista.3.6. que mesmo não tenham deficiência física. Questões do TRF3 6.5. Obrigação Natural 6. Pessoas Jurídicas.1.5.5.1. Questões do TRF1 1) Com relação à pessoa jurídica. Vossa Excelência se recordaria? Resposta: 3) No Brasil atribui-se a um grande comercialista numa grande conferência feita em 1960.1.2.1.5.4.1.6) Um portador do vírus HIV. quem seria este comercialista? 367 . Questões do TRF4 6. O CC adota qual? Fala sobre a existência legal das pessoas jurídicas. Direito Civil 6.5. Questões do TRF2 6.6.6. Resposta: 2) Atribui-se ao Direito Alemão o início do instituto da desconsideração da personalidade. Questões do TRF5 6.1. teria direito ao amparo social (LOAS)? Ele se enquadra aos assemelhados. preenchido os requisitos de pobreza.1. também estejam nas mesmas condições? Resposta: 7) O amparo social (LOAS) é um benefício transferível? E se o beneficiário falece antes de receber três parcelas que já estão depositadas no banco? Resposta: 6.

.Este jogo.. § único. é um rol taxativo ou exemplificativo? Resposta: 9) O que se exige para uma pessoa jurídica estrangeira se estabelecer no Brasil? Resposta: 10) No caso de desconsideração da personalidade jurídica. Resposta: 6) Leia o art. ou cumprir outra obrigação juridicamente inexigível? Leia o art. 882 CC/2002.Resposta: 4) Rubens Requião defendia que a desconsideração poderia ser autorizada? Resposta: 5) Fernando Noronha é uma autoridade em matéria de obrigação natural. Este artigo tem uma palavra a menos. leia. há a dissolução da sociedade? Resposta: 368 . que jogo é esse? Resposta: 7) O que é uma fundação? 8) Este artigo 62. Qual a posição da doutrina sobre este parágrafo. “ele diz que é dever extrajurídico” (seria uma pergunta?) e “a lei ignora as obrigações naturais até o momento em que a prestação é cumprida”. 814 do CC/2002. Qual a interpretação que o senhor faria entre a dívida prescrita e a obrigação judicialmente inexigível? Existiriam outras dívidas que seriam enquadradas como obrigação judicialmente inexigível? A doutrina diz que este artigo deveria ser entendido. Faça uma explanação sobre estas duas afirmações.

Questões do TRF3 369 .2.6. Tem sócio? E associado? Se admite a desconsideração da pessoa jurídica nas associações? Resposta: 3) Quanto à estrutura interna. tem necessidade de laudêmio? Resposta: 6.6.1.3. pessoa jurídica se divide dentre outros em corporação. o que é uma corporação? Esta se opõe a que ideia? Resposta: 4) O que seria uma sociedade nacional? E a estrangeira para o CC? Resposta: 5) O que seria a Universitas Bonorum? E a Universitas Personarum? Exemplifique. nesse caso.1. Resposta: 6) Porque se fala que a obrigação natural tem uma proteção negativa? Resposta: 7) Incorporação de pessoa jurídica e uma delas tem área enfitêutica à União.6. Questões do TRF2 1) Quais são as pessoas de Direito Privado? Recentemente houve alguma mudança? Resposta: 2) Conceitue Fundação.

7.6.1.1. Questões do TRF1 1) Fale sobre o leasing para compra de automóvel e a posição do STJ Resposta: 370 . tivemos alguma alteração no rol das pessoas jurídica? Resposta: 05) Quais os limites a teoria da desconsideração da pessoa jurídica (teoria da penetração) na relação civil? Resposta: 06) O STF registrou que no CC as hipóteses de desconsideração seriam classificados em objetiva (confusão patrimonial) e subjetiva (desvio de finalidade). Direito Empresarial 6.4. Questões do TRF4 6.1.1. Questões do TRF5 01) Como se classificam as pessoas jurídicas de direito privado e como elas se classificam? Resposta: 02) A associação pode ter fim econômico? Resposta: 03) Os partidos e as entidades religiosas poderiam ser classificadas como associações? Resposta: 04) Atualmente.6.7.1.6. Comente.5. Resposta: 6.7. mas a doutrina critica esse conceito. Arrendamento Mercantil 6.

Fontes E Meios. Questões do TRF1 1) Em que consiste a prova tarifada de acordo com os arts. Questões do TRF5 6. Procedimento Ordinário – Fase Instrutória.1. Hierarquia.8. Resposta: 2) No processo civil eu posso utilizar a prova emprestada.8. Questões do TRF3 6. Prova Documental. esta teoria dos frutos da arvore envenenada. interceptação telefônica.1.7. Teoria Geral Da Prova. anos depois.6. Inspeção Judicial. Classificação Da Prova.1.7.2. O Ônus Da Prova.1.1. Audiência De Instrução E Julgamento 6. Depoimento Pessoal.5.7. O Juiz E A Produção Da Prova. Prova Pericial. 332 e 131 do CPC? Relacione-a com relação às provas imorais e ilegítimas. e se essa prova do direito penal. Vamos supor que um servidor foi punido com base numa prova emprestada. Prova De Fato Negativo. Provas Ilícitas.4.1. Questões do TRF2 6. Questões do TRF4 6. ela é aplicada ao processo civil? O senhor não admitiria uma ação rescisória no juízo cível? Resposta: 3) A inversão do ônus da prova em matéria do direito ambiental o que o senhor acha? Resposta: 371 . isso acontece muito em matéria de reparação em dano material. Prova Testemunhal.3. é considerada uma prova ilícita. Direito Processual Civil 6. Objeto Da Prova.7.1. Interrogatório Das Partes.8.

quais as teorias que existem em matéria de prova? Resposta: 8) No ordenamento jurídico prático qual das teorias foi escolhida para figurar no direito brasileiro? Persuasão Racional. ai não estaria vinculado? Resposta: 7) Qual a teoria que prevalece em matéria de prova. em que se protesta por todos os meios de prova e mesmo passada a instrução probatória as partes se quedaram silentes? Resposta: 10) Em relação ao interrogatório. Resposta: 9) A legislação atual revela poder o magistrado deixar de julgar por ausência de prova? O senhor não acredita que pode haver preclusão para as partes em matéria de prova. posso realizá-lo no final da instrução.4) O senhor poderia me dizer no que tange ao ônus da prova o que prevalece no direito brasileiro em relação ao dever de provar? Resposta: 5) E as impugnação existente no âmbito da audiência de instrução e julgamento. que tipo de impugnação é essa? Resposta: 6) Esta audiência de instrução e julgamento provoca a vinculação do magistrado? E se a instrução foi realizada por três magistrados? O CPC fala no que conclui a instrução. ou depois de realizado esta eu posso marcar nova audiência para colher depoimento em novo interrogatório? Resposta: 372 . os incidentes gerados provocam a possibilidade de impugnação recursal. E a convicção íntima? No júri.

chega à administração pública como notícia crime e este servidor é demitido em razão de processo administrativo disciplinar. como ficaria eventualmente na seara cível a possibilidade de que o servidor possa se valer da nulidade da prova na ação penal para que possa ser reintegrado nos quadros da administração pública? Resposta: 17) Em relação ao consumidor. Num outro momento aquela prova na ação penal foi rechaçada pela sua ilegitimidade. Resposta: 15) É possível prova emprestada no processo civil? Resposta: 16) Suponhamos que um servidor tenha sido punido por interceptação telefônica (prova) sem autorização judicial.11) Pode ser realizada a inversão do ônus da prova no momento sentencial? Resposta: 12) E a natureza jurídica do direito probatório? Seria um direito material ou processual apenas? Resposta: 13) Quanto à preparação temos a prova causal e a pré-constituída. eu posso inverter o ônus da prova? Resposta: 373 . me dê exemplo de prova pré-constituída? Resposta: 14) Discorra a respeito da prova emprestada no processo administrativo. Neste caso. Neste caso.

neste caso qual a teoria que prevalece no CPC a respeito da análise das provas pelo juiz? Teoria do livre convencimento motivado? No caso do direito previdenciário. no que concerne à prova. no momento da produção de provas. despacho saneador. e sem este início. se as partes resolvessem transacionar. o senhor como juiz interromperia a produção de provas e autorizaria a transação? Resposta: 24) Na fase instrutória o magistrado tem que tentar fazer conciliação. se acaba com os conflitos? A transação além de resolver problemas de prateleiras seria o melhor método? Pois no caso de instrução. como ficaria isso? Resposta: 23) A atuação como juiz. resolvendo os conflitos que são postos. como fica a convicção íntima do magistrado. pois. afastando. a súmula daquela corte a respeito do início da prova material para a concessão do benefício? Resposta: 374 . esta pode se dá o direito ao silêncio? Resposta: 20) E um advogado depondo como testemunha e plane(?) o sigilo profissional? Resposta: 21) Qual a teoria em matéria de provas que o CPC adotou? Resposta: 22) Existe prova tarifada no nosso ordenamento jurídico ainda? Em direito previdenciário. pode haver um convencimento íntimo do juiz. a senhora concordaria com a livre convicção íntima? O STJ tem uma súmula que em matéria de trabalhador rural tem que haver um início de prova material.18) Posso fazer a inversão no momento da prolação da sentença? Resposta: 19) Na prova testemunhal.

2.8. foi feita uma instrução probatória.neste caso inverte-se o ônus da prova? Resposta: 6. 333 do CPC.1. Questões do TRF2 6.3. Resposta: 375 ..1.8.. e na sentença verificou-se que era caso de inversão.1.25) Pode se recusar laudo pericial por entender que este laudo é equivocado e substituí-lo? Resposta: 26) Pode-se adotar a manifestação do assistente técnico de alguma das partes? Resposta: 27) Cite dois exemplos de inversão do ônus de prova.8. Questões do TRF3 1) A prova pericial é imprescindível em processo de SFH? Resposta: 2) Quem responde pelos honorários do perito nos processos de SFH? Resposta: 6.4. Direito do consumidor) Resposta: 29) Nesta inversão. Questões do TRF4 1) Fale sobre princípio da identidade física do juiz. (Regra do ônus da prova estático art.

1. Resposta: 2) Estupro de vulnerável.8. e ai é sustentado também a hipótese da competência da JF para apreciar a questão e também da nulidade processual tendo em vista tratar-se de ACPC que deveria ser deflagrada pelo MP.9. como o senhor resolve esta questão? Resposta: 3) O que se entende por questões preliminares e questões prejudiciais? O incidente de insanidade mental é questão prejudicial ou preliminar? Resposta: 376 .1.9.1. entretanto a representante teria aforado mediante queixa e a hipótese não era de exaurimento de prazo ministerial.6.1.5. comum. é aceita? Resposta: 03) Quais as hipóteses que o juiz poderia julgar por equidade – distinção entre julgar com equidade e por equidade Resposta: 6. Direito Processual Penal 6. Questões E Processos Incidentes 6.9. na defesa preliminar é sustentado que a moça tem idade de 25 anos e não de 16 anos conforme certidão. Questões do TRF5 01) Discorra como prescrição como meio de prova. Questões do TRF1 1) Diferencie as exceções das prejudicialidades. Resposta: 02) Presunção hominis.

E quando é o próprio juiz quem resolve é a questão prejudicial homogênea (incidente de falsidade documental). Resposta: 5) Quais as questões incidentais que podem ocorrer no processo penal? Este incidente de insanidade se confunde com a materialidade? Resposta: 6) A discussão da existência da elementar do crime que necessite ser constituída no cível. 92 e art. 93 como se denomina esta questão prejudicial? Questão prejudicial heterogênea. o magistrado federal criminal precisa instaurar incidente de insanidade quando essa prova é irrefutável? Não houve qualquer recurso. Resposta: 377 .2. 92 Como se denomina esta questão prejudicial? Questão prejudicial homogênea.9.1. Questões do TRF2 1) Digamos que a defesa alegue insanidade mental do acusado e traga aos autos prova de que ele acabou de ser interditado no juízo estadual e a prova pericial foi lá realizada. Art. Art. nem qualquer questionamento na esfera estadual. qual a teoria que agasalhamos quanto à insanidade mental? Em que consiste a teoria psicológica pura? E a teoria biológica pura? Os elementos normativos se configuram de que maneira? Resposta: 6. qual a consequência no processo penal? Resposta: 7) Se o acusado for durante o processo penal for considerado sem higidez mental.4) Art. fale um pouco deste incidente e o laudo conclusivo positivo? Resposta: 8) Dentro da dogmática penal brasileira. 93. Nessa situação.

A Responsabilidade Do Estado Por Dano Ambiental 6. Direito Ambiental 6. Questões do TRF4 6. Formas De Reparação Do Dano Ambiental. Questões do TRF1 1) Eu posso decretara desconsideração da pessoa jurídica em relação ao direito ambiental? Teoria Menor. poderá esta decisão (do HC) ser revista em Apelação? Resposta: 6.9.1.9.10.1. Responsabilidade Ambiental.10.10. Questões do TRF5 6.2) Art. Responsabilidade Objetiva No Direito Ambiental.5. O Sujeito Responsável E A Solidariedade Passiva No Dano Ambiental.4.No âmbito da justiça estadual a perda do bem é decretada a favor de qual ente? É correta ou não a perda a favor do Estado membro? Resposta: 6.1.1.1. Questões do TRF3 1) O HC pode ser usado para pleitear redução da pena fixada em sentença? Se a redução for concedida no HC. eu sou responsável.3.1.9. O Dano Ambiental. A Responsabilidade Civil Ambiental. Tutela Civil Do Meio Ambiente. Responsabilidade Por Culpa Do Direito Tradicional.122 CPP . se for uma empresa que envolva riscos radioativos? Resposta: 3) A pretensão reparatória de dano coletivo é imprescritível? Resposta: 378 . Resposta: 2) E se o meu empreendimento for atingido por um terremoto.

esta responsabilidade continua a ser objetiva? Resposta: 6) A responsabilidade ambiental civil é a mesma do direito administrativo? Resposta: 7) Qual a teoria que prevalece na responsabilidade ambiental. haveria a possibilidade da responsabilidade em busca do adquirente do imóvel? Resposta: 379 . ainda teria responsabilidade esta empresa? Resposta: 10) Se um determinado imóvel no Estado do PI. existe algum óbice em relação às demais? Responsabilidade solidária? Como apurar a responsabilidade ambiental em relação à reparação. e vem um terremoto e cria um dano ambiental por causa dos resíduos. e contra um particular. um imóvel rural. uma dela se imiscuindo. e qual delas o ordenamento adotou? Resposta: 9) E se houver.4) E se várias empresas reunidas são autoras de dano ecológico. em termos de nexo de causalidade? Resposta: 8) Qual a diferença entre a teoria do risco integral e a do risco criado. como magistrado o senhor aplicaria qual tipo de medida? Resposta: 5) A responsabilidade civil ambiental é apenas difusa? Na responsabilidade difusa a responsabilidade objetiva. este imóvel rural está todo comprometido com pastagem. eu tenho uma empresa que produza celulose. adquirido por José.

que tutela é essa? O que seria a Tutela Inibitória? Quais são os requisitos para a tutela inibitória? Resposta: 15) No caso o MP pode ajuizar ação perquirindo uma tutela inibitória pura.11) A pretensão reparatória ambiental coletiva é prescritível? Resposta: 12) Explique o panorama e a influência da tutela inibitória ambiental na prevenção do ilícito ambiental? Numa ação. com relação à ações possessórias dos fazendeiros que trabalham na terra. apenas a tutela? Resposta: 16) O meio ambiente é direito difuso. é compatível com a ACP? Numa ACP é possível numa tutela antecipada eu inibir um ato no âmbito ambiental? E se a outra parte alegar que não houve dano? Resposta: 13) Como se conciliaria a questão do desenvolvimento econômico e a proteção ao meio ambiente? Fale sobre o desenvolvimento econômico sustentável? Resposta: 14) Quanto à raposa serra do sol. o STF reconheceu que a demarcação deveria ser contínua. portanto pode-se afirmar que as consequências da reparação só serão por meio deste direito difuso. e estabeleceu 19 requisitos. e se tivesse um desmatamento em que eu precisasse expedir uma tutela para impedir este empreendimento. muitas destas situações. este instituto de tutela inibitória. ou pode haver reparação por infringência de outros direitos? Resposta: 17) Qual a natureza jurídica desta responsabilidade no âmbito do direito difuso e do direito individual em relação aos danos ambientais? 380 .

se é possível a reparação por perdas e danos.Resposta: 18) Como ocorre a pretensão de responsabilidade civil. como juiz federal em Rondônia. já que a tutela antecipada merece uma evidência dos fatos? Resposta: 20) Na reparação ambiental qual a natureza jurídica desta reparação quanto ao dano ecológico? Resposta: 21) Se eu tenho uma empresa ao lado de um rio e em função de um fato. se tem notícia no direito comparado a respeito deste fundo? Que notícias Vossa Excelência tem a respeito deste fundo? 381 . o MP entra com ACP por dano em reserva indígena. por exemplo. e vem a contestação e nega isso. provocado? Resposta: 22) Vossa excelência ao examinar uma pretensão que venha à JF. e pede tutela antecipada. neste caso seria risco integral criado. como ocorre esta reparação numa ACP reparatório de um dano ambiental? Resposta: 19) Como é possível a responsabilização via reparação de danos como uma das alternativas. um caso fortuito acontece um dano ecológico. já que a reparação pode ser por perdas e danos. como o senhor agiria ao examinar a tutela antecipada tendo em vista os princípios de processo civil e de direito ambiental. empresa de agrotóxico. dizendo que a atividade está causando dano ao meio ambiente e comprometendo a reserva. qual sua postura diante de uma tutela cautelar ambiental? Ou se alegaria a ausência de periculum in mora por não haver prejuízo ainda e poder ser feita uma reparação econômica por perdas e danos? Resposta: 23) No Brasil. hoje se fala muito da criação de um fundo para a reparação de danos ecológicos.

há prescrição? Resposta: 27) Produtos geneticamente modificados – há de se perquirir a responsabilização por culpa? Resposta: 28) Na 1ª região tem Bahia de São Marcos no Maranhão.500. e uma delas vem e diz que a responsabilidade é de apenas 1/5. Dentro desta realidade. 90% morrem com o transporte. ela teria direito de regresso como? Resposta: 26) Quanto à reparação ambiental de caráter coletivo. e em contestação a Vale alegou que era proprietária do minério mas não do navio. e o que a legislação Brasileira tem feito para conter a biopirataria? Resposta: 382 . como seria a responsabilidade civil? Resposta: 29) O tráfico de animais silvestres movimenta 1. 10% dos animais chegam a ser comercializados.Resposta: 24) Sobre a celebração de seguro para a reparação de danos ecológicos. o senhor poderia me dizer o que é biodiversidade. e o agente responde por 6 meses a 1 ano e pagamento de multa de até R$ 5.000. que tipo de responsabilidade é essa? A doutrina defende que a responsabilidade é solidária? E o que acontece com relação à empresa que reparou in natura o dano. a internet é o maior canal difusor deste crime.00. acidente ecológico da Cia Vale do Rio Doce com relação a minérios.5 bilhões de reais no Brasil. como Vossa Excelência ver isto? A prioridade é a reparação in natura? Resposta: 25) Se várias empresas em região de proteção ambiental provocam um dano ecológico e a ação proposta contra as empresas. o MP entrou com ação para reparação e tutela inibitória.00. a arara azul pode ser comercializada por até R$ 60.

3. Questões do TRF2 6. por exemplo? Existe outro tipo de reparação para a proteção da biodiversidade? Resposta: 6. então.1. o MP ingressou com ação para a reparação dos danos causados ao meio ambiente e o magistrado oficiante indeferiu a inicial com o argumento de que aquela reparação in natura não era mais possível.11.10.11.10. Direito Internacional Público e Privado 6.5. chegou ao tribunal. Questões do TRF5 6.1.1. quais seriam estes tipos de reparação.4. Questões do TRF4 6. O Estado Como Sujeito De Direito Internacional Público (Deveres E Direitos Do Estado Na Ordem Internacional) 6.2.10.30) Em relação à flora.10. Questões do TRF1 383 .1.1. Questões do TRF3 1) O passivo ambiental é obrigação propter rem? E no caso de desapropriação de bem imóvel em que há área degradada? Resposta: 6. na medida em que haviam outras fases de reparação para a proteção à biodiversidade. de proteção à APAS.1. quais as medidas da legislação brasileira para a proteção da flora? Resposta: 31) A construção da segunda pista do aeroporto de Brasília teve muita repercussão na esfera do direito ambiental por atingir e ter um impacto ambiental muito grande.1.11. e este interpretou que era sim possível dar continuidade àquela medida de proteção ao meio ambiente.

12. Extratificação Social 6.11.1.4.6.1. qual o tipo de repressão que o Brasil pode sofrer? Resposta: 6.12.1.2. o que é o algo social e o algo natural? Resposta: 384 .1.11.1.3. Sociologia do Direito 6.12.1. Questões do TRF4 6. Questões do TRF3 6. Questões do TRF2 6.1.5. Questões do TRF1 1) O que é estratificação social? Resposta: 2) O que é o estado como condição. Questões do TRF5 1) É possível a concessão de isenção de impostos estaduais e federais pela União? Resposta: 2) Se o presidente descumprir uma convenção internacional.11. como atributo do indivíduo? Resposta: 3) Qual a teoria predominante em relação à natureza e a sociabilidade.11.

Questões do TRF2 6.1.12. Questões do TRF3 6.13.1.12.13. Questões do TRF1 1) Qual a diferença entre a regra moral e a regra jurídica? Resposta: 2) Qual a diferença entre a coação e a coerção? Resposta: 3) O que é epistemologia? Resposta: 4) Qual a diferença entre regra moral.1.6.4.13. A Moral e o Direito 6. Filosofia do Direito 6.1. Questões do TRF5 6.1.12. Questões do TRF4 6.1.5.12.1.2.3. regra de trato social e regra jurídica? Resposta: 5) Qual a diferença entre ética e moral? Resposta: 6) O que diferencia a ética de princípio da ética de resultado? 385 .

pode ele fazer isso? Leve em conta o direito e a moral para responder.13. Discorra.1.1. Questões do TRF4 1) Se um empregador quer despedir seu empregado por justa causa. Resposta: 386 .Resposta: 7) Onde se situa a eutanásia no plano moral? Resposta: 8) Existe o direito de morrer? Resposta: 9) O que é valor? Resposta: 10) Qual é o ser do valor? (Resposta: É valer!) Resposta: 6.1. devido a traição com sua esposa.2. Questões do TRF3 6.13.3.13.4. durante o expediente ou após . Resposta: 6. Questões do TRF2 1) Modificação dos genes pelos homens em contraposição ao princípio da eticidade e da moralidade.

duas Constituições: uma Constituição real..6. tão somente. na apresentação do Livro de Hesse por ele traduzido (A Força Normativa da Constituição): (. isto é. para Lassale convivem num país. só teria validade se correspondesse à Constituição real.1.1. esta sempre sucumbiria perante aquela.1. Assim. o documento escrito que expressaria o somatório dos fatores reais de poder dentro de uma sociedade. possui uma força normativa capaz de modificar a realidade. Tanto pode a Constituição escrita sucumbir. Na sua visão. Direito Constitucional 7. o resultado da realidade social do país. 7ª Ed. 10). modificando a sociedade. A Constituição. portanto.) esforça-se Hesse por demonstrar que o desfecho do embate entre os fatores reais de Poder 387 .1. p. Esta. obrigando as pessoas. e uma Constituição escrita. em virtude da força dos fatores reais de poder que regem no país (Aulas de Direito Constitucional. Questões do TRF5 7. Questões do TRF1 1) Conceitue Constituição de acordo com os ensinamentos de Ferdinand Lassale e de Konrad Hesse. Os grupos seriam as forças sociais que constituem o poder e a Constituição seria. paralelamente. Nem sempre cederia frente aos fatores reais de poder. por ele denominada ―folha de papel‖. Konrad Hesse.1.. das forças dos diversos grupos dominantes que o integram num determinado período histórico. qual deve ser adotado? Resposta: Lassale foi quem trouxe o conceito sociológico de Constituição.5. pois obriga. Ponto 07 7. se tivesse suas raízes nos fatores reais de poder. a Constituição escrita (―folha de papel‖). Gilmar Mendes. Nas palavras do Min. quanto prevalecer.. efetiva. traz uma conceito jurídico pós-moderno de Constituição (Teoria da Força Normativa da Constituição).1. Conceitos De Constituição DESSE PONTO EM DIANTE: RESPOSTAS ELABORADAS POR HERLEY DA LUZ BRASIL 7. O STF tem utilizado bastante esse princípio da força normativa da Constituição em suas decisões.13. Segundo Vicente Paulo. O texto da Constituição seria.1. por ser norma jurídica. Para ele a Constituição é mais fato social do que norma jurídica. Hesse critica e rebate a concepção tratada por Lassalle. que corresponde à soma dos fatores reais de poder que regem nesse país. em caso de conflito entre a Constituição real (soma dos fatores reais de poder) e a Constituição escrita (―folha de papel‖).

Assim. Uadi Lammêgo. independente de sua natureza e conteúdo. Esta realização é uma tarefa de todos os órgãos constitucionais que. Nesta «tarefa realizadora» participam ainda todos os cidadãos que fundamentam na constituição. Outrossim. de forma directa e imediata. sentido jurídico. 201/202). aplicam as normas da constituição. Questões do TRF2 1) Defina o conceito de Constituição em termos lato e em termos da nossa Constituição. que regulam a 388 . O Prof. existindo diversas maneiras de concebê-lo (sentido sociológico. P. até hoje. os seus direitos e deveres (José Joaquim Gomes Canotilho. Qualquer constituição só é juridicamente eficaz (pretensão de eficácia) através da sua realização. 6ª edição. os estudiosos não chegaram a um consenso a seu respeito. em desfavor desta. inseridas ou não num documento escrito. administrativa e judicial. na actividade legiferante. LIVRARIA ALMEDINA. Resposta: Ab initio. Constituição Federal Anotada.1. evidenciando o regime político do Estado.2. 7. DIREITO CONSTITUCIONAL. no sentido estrito. sentido político. Editora Saraiva. O conceito de Constituição em termos lato relaciona-se à classificação das constituições quanto ao conteúdo (material ou formal). 4ª Edição.1. COIMBRA: 1993. A Constituição não deve ser considerada a parte mais fraca. mister se faz registrar que Uadi Lammêgo Bulos destaca que ―Constituição é um conceito em crise. sua organização e direitos fundamentais). José Afonso da Silva reconhece que a ―constituição material é concebida em sentido amplo e em sentido estrito‖.e a Constituição não há de verificar-se. necessariamente. porque. p. Constituição material é aquela que trata de matéria tipicamente ou essencialmente constitucional (estrutura do Estado. todos que aplicam eficazmente as normas constitucionais realizam a Constituição e participam dessa tarefa os que pedem seus direitos e deveres com base na Carta.‖ (BULOS. ou seja. por exemplo). ―designa normas constitucionais escritas ou costumeiras. ―A Constituição tem uma força própria!‖ (Konrad Hesse) 2) O que significa realizar a CF? Resposta: Realização constitucional: «Realizar a constituição» significa tornar juridicamente eficazes as normas constitucionais. 02). define a ―constituição em sentido amplo (lato)‖ como a identificação da organização total do Estado. Constituição formal é o conjunto de normas inseridas no texto constitucional. Assim.

Canotilho. provocou a convocação de uma assembléia constituinte ao Congresso Nacional (BULOS. p. Dir. Aulas de Direito Constitucionais. percebe-se que constituição no sentido lato é conceito mais político que jurídico (é a forma de constituição qualquer que seja ela). Na verdade. Pois bem. porém.sentido amplo ou estrito -. pois é pacificamente classificada como FORMAL. também. 02) a organização dos seus órgãos. 04) os limites da atuação do poder estatal. 15ª Ed. Logo. e outras apenas formalmente constitucionais‖. 17). 4ª Ed. Constituição Federal Anotada. 2006. assim define: "Constituição é uma ordenação sistemática e racional da comunidade política. 1998. plasmada num documento escrito. Editora Malheiros. 42). algumas normas que são. mediante o qual se garantem os direitos fundamentais e se organiza. página 12). a organização de seus órgãos e os direitos fundamentais. Sob esse aspecto todo Estado tem uma Constituição. segundo anotação de José Afonso da Silva. sociais e culturais. essencialmente. 05) assegurar os direitos e garantias dos indivíduos. Const. tendo como regra uma revolução ou uma assembléia popular. constitucionais. consoante o referido conceito. p. o Presidente da República. na época. conforme registra Vicente Paulo (PAULO. Coimbra. Editora Saraiva. José Afonso. (SILVA.estrutura do Estado. a CF/88 não se enquadra na classificação material . Vicente. Direito Constitucional. Uadi Lammêgo. Todavia. Editora Impetus. pois se ele existe de certo modo. o Prof. 03) o modo de aquisição do poder e a forma do seu exercício. p. Curso de Direito Constitucional Positivo. Páginas 02 e 03) O Prof. 07) os fundamentos dos direitos econômicos. 15ª Ed. enquanto que o sentido estrito prende-se à ideia de um texto constitucional. Uadi cita uma terceira possibilidade ―tertius gemus‖. nem de assembléia popular. como o caso da CF/88.‖ (SILVA. não se pode deixar de registrar.. José Afonso. materialmente constitucionais. 1993. 2) Como ela se institui e quais são seus objetivos/propósitos? Resposta: A instituição/formação de uma constituição se dá através de transformações sociais. desde tenha normas estritamente. que os objetos – objetivos – da constituição são: 01) a estrutura do Estado. o seu regime político. Curso de Direito Constitucional Positivo. José Joaquim Gomes. 6ª Edição Revista. 7ª Ed. ―possuindo. Constituição material no sentido amplo é a própria organização de um Estado. 39). pois ela não foi fruto de revolução. 389 . No entanto. o poder político" (CANOTILHO. Já em sentido estrito é o conjunto de normas que tratam das matérias tipicamente constitucionais (Leo Van Holt. sob uma forma. Livraria Almedina. qualquer que seja esse seu modo de existir é a sua Constituição. 4ª Edição. de acordo com o princípio da divisão de poderes. 06) fixar o regime político e disciplinar os fins socioeconômicos do Estado e.

a figura das 390 . Mista ou Dualista): constituição que surge através de um pacto. Seu propósito é promover o bem-estar da sociedade e de seus indivíduos. apenas visa ratificar a vontade do detentor do poder. 4) Quantas constituições já tivemos no Brasil? Resposta: Sete (7) ou oito (8). tornando-se obrigatória. sob a concepção Kelseniana. Assim. eleita diretamente pelo povo. Uadi Lammêgo Bulos. A participação popular não é democrática. tão só. B) Outorga (Constituição Outorgada): constituição imposta unilateralmente pelo agente revolucionário/governante. que se revestiu da roupagem de uma emenda constitucional hiperampliativa. que abarcou o texto de 1967 quase por inteiro.: Carta Magna de 1215 – poder dividido entre a burguesia e o Rei João Sem Terra). a positivação diz respeito à origem ou ao mecanismo pelo qual a norma entra no Ordenamento Jurídico. o uso anômalo da competência reformadora. C) Plebiscito (Constituição Cesarista): constituição formada por um plebiscito popular sobre um projeto elaborado por um imperador/ditador.Editora Malheiros. pois foi uma Emenda à Constituição de 1967 (EC 1/69). Alguns autores não a consideram uma constituição.) a descomensurada EC 1/69. Inexistiu o exercício legítimo do poder constituinte originário. vez que o poder constituinte se encontra nas mãos de mais de um titular (Ex. mas. 45). 1998. D) Por Convenção (Constituição Pactuada. aprovação e vigência da norma jurídica fundamental.. Pedro Lenza. reconhecem-se as constituições como positivadas a partir de um processo formal de criação. a depender da consideração ou não da ―Constituição de 1969‖. Sem dúvida. não foi suficiente para dar ao Brasil a sua “sétima Constituição”. A respeito explica Uadi Lammêgo Bulos: (. A doutrina (José Afonso da Silva. entre outros) traz as seguintes formas de positivação das constituições: 1) Promulgação (Constituição Democrática/Votada/Popular): constituição fruto de uma assembleia nacional constituinte. p. 3) Como as Constituições são positivadas? Resposta: Tecnicamente..

2008.4. Jus Podivm. enquanto a de 1967 se chamava apenas de Constituição do Brasil. (MORAES. Coimbra.emendas constitucionais dissociou-se do seu verdadeiro sentido: empreender mudanças localizadas e em pontos específicos do articulado constitucional. a começar pela denominação que se lhe deu: Constituição da República Federativa do Brasil. Questões do TRF4 1) Conceitue constituição.. Por outro lado. 6ª Edição Revista. Questões do TRF3 7." (SILVA. 1998. direitos. José Afonso. páginas 62 e 63).1. 1937.: para não esquecer o conceito. considerando-se como elementos materiais caracterizadores e distintivos os seguintes: (a) a constituição deve consagrar um sistema de garantias da liberdade (esta essencialmente concebida no sentido do reconhecimento de direitos individuais e da participação dos cidadãos nos actos do poder legislativo através dos parlamentos). distribuição de competências e. 1969 e 1988. (obs. J. no sentido de garantia orgânica contra os abusos dos poderes estaduais.1. Referida Emenda foi imposta. que contém normas referentes: à estruturação do Estado. as seguintes Constituições: a de 1824. à formação dos poderes públicos. Editora Malheiros. Direito Constitucional. p. 1891. Direito Constitucional. Basicamente. (c) a constituição deve ser escrita (documento escrito). 8ª Ed. 1993. 34) e (HOLTHER. assim os doutrinadores conceituam constituição: a lei fundamental e suprema de um Estado. José Joaquim Gomes. mas de nova constituição. p. Alexandre de. José Afonso da Silva afirma que "teórica e tecnicamente. 89). 7. 2000.3. outorgada por uma Junta Militar. Temos. forma de governo e aquisição do poder de governar. Leo Van. 1967. verbis: ―. do Exército e da Aeronáutica. não se tratou de emenda. Editora Atlas. p. A emenda só serviu como mecanismo de outorga. 34). 1934. composta pelos Ministros da Marinha. Curso de Direito Constitucional Positivo.1. jamais atingindo toda e qualquer matéria. 4ª Ed. J.. Livraria Almedina. garantias e deveres do cidadão. Direito Constitucional. lembrem-se dos objetivos das constituições. 391 .1. o Prof. (b) a constituição contém o princípio da divisão de poderes. 1946. Canotilho registra formulou o chamado conceito ideal de constituição. começando pela limitação de poderes e estruturação do Estado).Este conceito ideal identifica-se fundamentalmente com os postulados políticoliberais. assim. 15ª Ed. uma vez que verdadeiramente promulgou texto integralmente reformulado.‖ (CANOTILHO.

p. com origem no Dir. progressividade ―se traduz em técnica de incidência de alíquotas variadas. da realização da justiça fiscal – adequação à capacidade tributária – pela variação da base de cálculo do objeto tributado. Obrigação Tributária: Elementos . Questões do TRF5 7. entretanto. de forma implícita.5. não. Na segunda hipótese atrela-se apenas ao interesse regulatório – seletivo. 179) Por outro lado. em tese. sendo. sem variação da alíquota. Obs.Sujeição Passiva Direta E Indireta Espécies – Domicílio Tributário 7. 2011. (SABBAG. cujo aumento se dá na medida em que se majora a base de cálculo do gravame. a alíquota é a mesma.2. na medida em que há também o aumento da base de cálculo. a progressividade é instituto que consagra o aumento da carga tributária pela majoração da alíquota aplicável. Manual de Direito Tributário. mais se paga‖. nas palavras de Sabbag. desdobrando-se em duas modalidades: a) progressividade fiscal e.1. p. técnica muito antiga. variando apenas a base de cálculo que. 392 . ITR e IPTU – e. a progressividade está prevista na Constituição. 2011. b) progressividade extrafiscal. Por outro lado. Eduardo. a progressividade está atrelada ao aspecto quantitativo. Questões do TRF1 1) Distinção básica entre proporcionalidade e progressividade? Resposta: Entende-se por proporcionalidade tributária a busca. 3ª Ed.Resposta: 7. Direito Tributário 7. Editora Saraiva. A CF/88 traz expressamente três impostos progressivos – IR.1. Já na proporcionalidade.2.‖. 3ª Ed. Editora Saraiva. com finalidade meramente arrecadatória.1. Segundo o mesmo. fará com que o tributo seja majorado. Romano. Manual de Direito Tributário. mas a proporcionalidade.1. sendo maior.1.: segundo o STF (RE 177835) a progressividade também pode ser aplicada às taxas.2. Eduardo. o IPVA (SABBAG. 165) Assim. A primeira vincula-se à máxima de que ―quanto mais se ganha.

na esteira da justiça distributiva. 3ª Ed. p. alíquotas progressivas para o IPTU. Resposta: (Em razão da forma incompleta do enunciado da questão. § 1º.) Progressividade é instituto que consagra o aumento da carga tributária pela majoração da alíquota aplicável. na medida em que há também o aumento da base de cálculo. a lei indica um responsável pelo pagamento do tributo sobre fato gerador ocorrido anteriormente ou que ainda irá ocorrer posteriormente ao recolhimento do tributo. não pode ser progressivo.ITBI com base no valor venal do imóvel. 145. Imperioso destacar que a doutrina e a jurisprudência (STF) entendem que não se aplica a progressividade nos impostos reais. salvo se houver previsão constitucional (SABBAG. respectivamente. a Constituição prevê apenas um tipo. ex. Assim se deu. consoante disposição contida na Súmula 656 do STF: É inconstitucional a lei que estabelece alíquotas progressivas para o imposto de transmissão inter vivos de bens imóveis . situações em que. a progressividade é a regra. p. ITR e IPTU e IPVA. por exemplo. 3) A técnica da substituição tributária se aplica a empréstimos compulsórios ou a taxas? Resposta: Depende! Há duas espécies de substituição tributária. 1001).2) O que dizer de uma lei que estabelece alíquotas progressivas sobre. merece destaque que o ITBI. destaco apenas o conceito de progressividade. Mas a previsão constitucional de apenas um tipo não indica que a cobrança da outra forma seja inconstitucional (possivelmente 393 .). antes da Emenda Constitucional 29/2000. mas pessoa diversa que tem alguma relação com o fato gerador. Manual. ex vi do art. CF (pois a regra da capacidade contributiva afina-se mais com os impostos pessoais do que com os reais). 2011. Tem como finalidade atender ao princípio da capacidade contributiva. também. salvo se destinada a assegurar o cumprimento da função social da propriedade urbana. Impostos progressivos previstos na CF: IR. Entretanto. a ―para trás‖ e a ―para frente‖. Nos impostos pessoais (IR. Lembre-se que responsável não é contribuinte. no artigo abaixo transcrito. Para concluir. por ser um imposto real. sua finalidade e aplicabilidade nos tributos reais – fiscais e extrafiscais. no caso do IPTU: STF Súmula 668: É inconstitucional a lei municipal que tenha estabelecido. por ausência de previsão constitucional e. A legislação tributária registra dois tipos de substituição.

só há possibilidade. na substituição para frente. Esquematizado. § 7. O Fisco. diferida ou ―para trás‖. por serem vinculados. diminuir a evasão fiscal (Dir. ou diferida? Resposta: A substituição tributária para trás. Ocorre justamente na substituição tributária regressiva. o Fisco receberá o tributo em momento posterior à ocorrência do fato gerador da obrigação. ou para trás. Assim. Ou seja. 1ª ed. na substituição tributária. Ricardo Alexandre. situação em que a lei escolhe alguém (o responsável tributário). regressiva ou antecedente ocorre nos casos em que as pessoas ocupantes das posições anteriores nas cadeias de produção e circulação são 394 . que está ―atrás‖ na cadeia produtiva. Assim. não sendo razoável a antecipação da cobrança antes da realização de tal atividade (Dir. Logo. 5) No que consiste a substituição tributária regressiva. O motivo da vedação de aplicação da substituição para frente em relação a taxas e contribuições de melhoria é que tais tributos. Trib. têm atrelada sua cobrança a uma prestação estatal específica voltada para o contribuinte. prorrogar. Esquematizado. 1ª ed. 4) Em relação à substituição tributária o que é Diferimento? Resposta: Diferir é adiar. CF.só houve previsão da substituição ―para frente‖ porque havia muita controvérsia a respeito de sua constitucionalidade). a lei pode determinar que a indústria seja a responsável pelo recolhimento do ICMS devido pelos produtores (a princípio essa obrigação seria dos vendedores). Ricardo Alexandre. assim.. caso não se realize o fato gerador presumido. antecedente. se vários produtores fornecem leite a uma indústria de laticínios. 295). Trib. por pessoa diversa do contribuinte. para efetuar o pagamento do tributo no lugar do contribuinte. tem a grande vantagem de otimizar a utilização da mão de obra fiscal..º A lei poderá atribuir a sujeito passivo de obrigação tributária a condição de responsável pelo pagamento de imposto ou contribuição. conforme previsto. retardar. 299). p. 150. diferimento é o adiamento do pagamento do tributo. art. de imposição da responsabilidade para os casos de impostos ou contribuições. nessa mesma concepção. p. pois lhe é possível concentrar seus esforços fiscalizatórios numa quantidade bem menor de empresas e. cujo fato gerador deva ocorrer posteriormente. restrição que não existe na substituição para trás. assegurada a imediata e preferencial restituição da quantia paga.

1ª ed. 293). Trib. Esquematizado. 1ª ed. que se encontra assim prevista na CF/88: Art. pq substitui-se quem está ―atrás‖ na cadeia produtiva. por aquelas que ocupam as posições posteriores nessas mesmas cadeias (Dir. vide resposta à questão anterior. caso não se realize o fato gerador presumido. o STF já havia declarado a constitucionalidade dessa espécie de substituição. Assim.1. pelo tributo ocorrido pela venda do automóvel pela concessionária ao cliente. 6) O que é substituição tributária para frente? Resposta: A substituição tributária para frente. O valor do tributo não é de difícil cálculo. Ricardo Alexandre. Trib. Ricardo Alexandre. A substituição é ―para frente‖ pq substitui alguém da ―frente‖ na cadeia produtiva. no dever de pagar tributo. o vende aos consumidores.. cujo fato gerador deva ocorrer posteriormente. ou ainda por arbitramento (pauta fiscal).substituídas. que vende o carro às concessionárias que. a fábrica.. há uma antecipação do pagamento do tributo por um fato gerador futuro. Lembre-se que se chama substituição para ―trás‖. que ainda não ocorreu. progressiva ou subsequente ocorre nos casos em que as pessoas ocupantes das posições posteriores das cadeias de produção e circulação são substituídas. perpetrada pela EC 3/93. Logo a fábrica será contribuinte do seu tributo (na operação entre si a concessionária) e responsável pelo pagamento do tributo de uma operação que ainda não ocorreu (e nem se tem certeza se ocorrerá – a venda do automóvel ao cliente). se a lei assim o determinar. no dever de pagar tributo. é razoável diante do Código Tributário Nacional? Pode-se falar em contribuinte de fato? 395 . na espécie substituição para frente. 295). Para complementação. por sua vez. Questões do TRF2 1) Esse termo (contribuinte de fato) é factível. será responsável tributária..2. Antes mesmo da previsão constitucional. por exemplo. p. por aquelas que ocupam as posições anteriores nessas mesmas cadeias (Dir. 7. p. 150. Esquematizado. Assim. § 7.2. assegurada a imediata e preferencial restituição da quantia paga..º A lei poderá atribuir a sujeito passivo de obrigação tributária a condição de responsável pelo pagamento de imposto ou contribuição. pois pode ser feito com base no preço de venda pré-determinado pelo fabricante.

No IR. e também do Fisco. não é natural a transferência do ônus financeiro). estar por este expressamente autorizado a recebê-la. por sua natureza. no caso de tê-lo transferido a terceiro. 3) Em caso de denúncia espontânea e de descumprimento das obrigações acessórias sem a necessidade de pagar o tributo. por sua natureza. A restituição de tributos que comportem. daqueles que comportam a transferência do ônus financeiro do tributo (Ex. é o consumidor quem paga. o valor do tributo é acrescido ao preço de custo da mercadoria e quem o suporta. seja de descum396 . 2) No caso de uma ação de repetição de indébito ajuizada pelo adquirente de um produto que pleiteia a repetição do IPI. que o contribuinte "de jure" não recuperou do contribuinte "de facto" o "quantum" respectivo. 138 do CTN. Veja a redação do art. transferência do respectivo encargo financeiro somente será feita a quem prove haver assumido o referido encargo. 71): Súmula 546. Ressalte-se que o contribuinte de fato não tem direito à restituição. Cabe a restituição do tributo pago indevidamente. quando reconhecido por decisão.: ICMS e IPI – nesses casos.Resposta: Na sistemática do CTN. Ele não é o contribuinte? Como magistrado como decidiria? Deferiria? Extinguiria o feito? Resposta: Vide questão anterior. Como fica a situação jurídica do contribuinte? Resposta: A denúncia espontânea está prevista no art. 166 do CTN: Art. O STF corrobora esse entendimento por meio da súmula 546 (que revogou a súm. o contribuinte de fato só tem relevância para o caso de restituição de indébito dos tributos indiretos. E o motivo da necessidade de prova da não repercussão tributária (transferência do encargo) é impedir o duplo recebimento pelo contribuinte de direito: repassar o ônus tributário. estabelecendo que se exclui a responsabilidade daquele que confessa ao Fisco a prática de infração. exemplo de tributo direto. recebendo do consumidor final. que responde essa. por não fazer parte da relação jurídica tributária (questão mais que pacífica nos tribunais). ao final. apesar de o contribuinte de direito ser o comerciante ou industriário. ou. ou seja. 166. através da repetição de indébito.

2. ocorre a obrigação tributária. § 1º do CTN e a súmula 208 do Tribunal Federal de Recursos (a simples confissão da dívida. p. na seqüência dinâmica lógica da relação jurídica fiscal.. Reforça esse entendimento a disposição do art.primento da obrigação principal ou da acessória. Caso haja o pagamento parcial. nas palavras de Hugo de Brito ―é a relação jurídica em virtude da qual o particular (sujeito passivo) tem o dever de prestar dinheiro ao Estado (sujeito ativo). não sendo o crédito uma parte da obrigação. não se trata de denúncia espontânea. mas somente se houver o recolhimento do tributo. 140). ou o próprio parcelamento. I. 1ª Ed. Nas palavras de Aldemario Araujo Castro ―.‖ (Código Tributário Nacional Interpretado. ou pedido de parcelamento. art. 21ª Ed. 2010. Curso de Direito Tributário.. NORMA (H..) + FATO GERADOR = OBRIGAÇÃO TRIBUTÁRIA + LANÇAMENTO = CRÉDITO 2) Quem é responsável pelos impostos e demais taxas do imóvel adjudicado: a instituição financeira ou o mutuário que ainda não o desocupou? Resposta: 397 . 155-A. Hugo B. ainda. Vê-se: precedida do fato gerador. Só se aplica em caso de pagamento integral do tributo (entendimento do STJ e de todos os regionais). Questões do TRF3 1) Qual a diferença entre obrigação e crédito em direito tributário? Resposta: Obrigação tributária. ou de fazer. 214. não fazer ou tolerar algo no interesse da arrecadação ou fiscalização. Afirma.1. não configura denúncia espontânea). é ―a obrigação tributária tornada líquida e certa por intermédio do lançamento. 7. Editora Manole. 692) Portanto. a denúncia espontânea exclui a multa de mora ou aquela que decorre do descumprimento de obrigação acessória. desde que efetue o pagamento do tributo devido acompanhado dos juros de mora. acompanhada do seu pedido de parcelamento. percebe-se que a diferença básica entre obrigação e crédito tributário reside no aspecto cronológico. p.existe autonomia relativa entre obrigação tributária e crédito tributário.‖ (MACHADO.‖. ou seja. Ou seja. (SABBAG. que por sua vez. faz nascer para o Fisco (sujeito ativo) o crédito tributário concretizado por intermédio do lançamento. e sim um momento específico da relação jurídico-tributária. que o crédito tributário é uma ―obrigação tributária lançada‖ ou ―obrigação tributária em estado ativo‖. p 110) Crédito tributário..3. Manual de Direito Tributário. e o Estado tem o direito de constituir contra o particular um crédito. nas palavras da Sabbag.

Dessa forma. Manual de Direito Tributário. ou seja. e segundo Sabbag. ou seja. também chamado de sujeito passivo direto. do parágrafo único. que fuja da dos limites trilhados pelo CTN. p. Importante lembrar. do CTN. 625). 121. e bem assim os relativos a taxas pela prestação de serviços referentes a tais bens. do CTN. No caso de arrematação em hasta pública. Exatamente nesse sentido da resposta: RECURSO ESPECIAL – 1179056. do parágrafo único.A instituição financeira. também conhecido como sujeito passivo indireto. conforme dicção do art. 4) Qual a diferença entre contribuinte. 121. 121. que a escolha do responsável tributário não pode ser aleatória. o domínio útil ou a posse de bens imóveis. Os créditos tributários relativos a impostos cujo fato gerador seja a propriedade. 130. ou a contribuições de melhoria. do art. eventual apontamento elástico do alcance do contribuinte feito pelo legislador superveniente ao criar um novo tributo. estará em conflito com a referida norma geral. assim. entretanto. sem que tenha realizado o fato gerador” (SABBAG. Parágrafo único. “é a terceira pessoa escolhida por lei para pagar o tributo. Responsável. responsável e substituto? Resposta: Contribuinte. 130 do CTN: Art. no inciso I. respondendo sempre o atual proprietário. Notem que não se aplica o parágrafo único nesse caso. também. tem previsão no inciso II. não há que se falar em contribuinte. segundo o inciso I. salvo quando conste do título a prova de sua quitação. 1ª Ed. que segue a coisa. do art. do art. já que arrematação não se confunde com adjudicação. a sub-rogação ocorre sobre o respectivo preço. 3) O legislador tem liberdade para definir o alcance de contribuinte? Resposta: Em respeito à disposição geral expressa pelo CTN. do parágrafo único. inexistindo a relação pessoal e direta com o fato gerador. É condição sine qua non para se reconhecer a figura do contribuinte a necessidade da existência de relação pessoal e direta com a situação que constitua o respectivo fato gerador. tendo em vista tratar-se de obrigação propter rem. subrogamse na pessoa dos respectivos adquirentes. com a CF. 128 398 . não há possibilidade de o legislador superveniente alterar a definição dos limites jurídicos do contribuinte. é aquela pessoa (natural ou jurídica) que possui relação pessoal e direta com a situação que constitua o respectivo fato gerador. Veja-se a disposição do art.

642) 5) Em que casos o sócio tem responsabilidade por dívida da sociedade? Resposta: As exceções à limitação da responsabilidade dos sócios no Direito Tributário são as seguintes: a) existência de obrigações tributárias resultantes de atos praticados com excesso de poderes ou infração de lei. desde o início. obrigatoriamente. conforme entendimento jurisprudencial mais recente (RESP 1091593). Substituto. 134. 1ª Ed. apenas para os sócios que atuarem na qualidade de diretores. ficando o contribuinte desonerado de quaisquer deveres. é do responsável. do CTN.2. desde que não tenham agido com excesso de podres. Questões do TRF4 7. Esta é a coluna vertebral da limitação da responsabilidade dos sócios nas sociedades limitadas: uma vez integralizado o capital social. III) e b) dissolução irregular da sociedade com partilha de bens. contrato social ou estatutos. o responsável.1.4. mesmo as obrigações comerciais e civis. e se dá quando terceira pessoa ocupa o lugar do contribuinte (substituído). 7. tem. Manual de Direito Tributário. 135. antes da ocorrência do fato gerador. a regra da limitação da responsabilidade tornar-se-ia exceção. O mero inadimplemento de obrigação tributária não configura infração à lei a que se refere o art. apesar de não realizar o fato gerador. III. já que qualquer descumprimento de obrigação constitui-se ato ilícito. não respondem os sócios pelas obrigações da pessoa jurídica. p. (SABBAG.2. infração à lei.1. art. 135. VII). art. que a este fato estar ligado. aplicável a todos os sócios (CTN.5. gerentes ou representantes de pessoas jurídicas de direito privado (CTN.do CTN. Não fosse assim. Aqui a obrigação de pagar. pois todo descumprimento de qualquer obrigação. Assim. é considerado espécie de responsabilidade ―originária ou de 1º grau‖. levaria sempre à responsabilização pessoal dos sócios. contrato ou estatuto. Questões do TRF5 399 .

por conta desse monopólio. ao passo que temos tradição administrativista desde cedo. 2) Há semelhanças entre as agências reguladoras criadas no Brasil e as do modelo francês? Resposta: Apesar de termos ―importado‖ dos Estados Unidos a ideia das Agências Reguladoras. Estão previstas como órgão regulador das atividades de telecomunicações e que envolvem petróleo (arts. controle hierárquico. XI e 177. foi consagrada no art.3.472/97 ao dispor que a Agência Nacional de Telecomunicações – ANATEL – atuará como ―autoridade administrativa independente‖. ii) o direito administrativo americano. que possuem como maior peculiaridade a ausência de personalidade jurídica. Na França. bastante diferente do nosso. não. tem lento desenvolvimento. misto do paradigma norte-americano e francês. Questões do TRF1 1) O que distingue a ANATEL e a ANP das demais agências reguladoras no âmbito da Administração Federal? Resposta: São as únicas que gozam de assento constitucional. basicamente por dois motivos: i) o sistema jurídico estadunidense segue o modelo do comom Law. Administração Pública Direta E Indireta. 9º da Lei nº 9. III). do civil Law. Administrativo confunde-se com o das agências reguladoras. Nos Estados Unidos o Dir. enquanto que a ANATEL e ANP. uma vez que não se concebe que uma pessoa jurí