QUESTÕES DE PROVAS ORAIS

RESPOSTAS ELABORADAS PELOS CANDIDATOS CLASSIFICADOS PARA A PROVA ORAL DO XIV CONCURSO PARA JUIZ FEDERAL SUBSTITUTO DA 1ª REGIÃO
Alessandro Rafael Bertollo de Alexandre * Alexey Suusmann Pere * Bruno Anderson Santos da Silva * Caio Castagine Marinho * Carolynne Souza de Macêdo Oliveira * Danielli Farias Rabelo Leitão Rodrigues * Diana Maria Wanderlei da Silva * Diego Leonardo Andrade de Oliveira * Eduardo Santos da Rocha Penteado * Emanuel José Matias Guerra * Érico Rodrigo Freitas Pinheiro * Felipe Bouzada Flores Viana * Flávio Fraga e Silva * Frederico Botelho de Barros Viana * Gabriela Silva Macedo * Gilberto Pimentel de Mendonça Gomes Junior * Heitor Moura Gomes * Herley da Luz Brasil * José Flávio Fonseca de Oliveira * Jucelio Fleury Neto * Leonardo Tavares Saraiva * Lílian Mara de Souza Ferreira * Liviane Kelly Soares Vasconcelos * Luzia Farias da Silva * Marcelo Freire Lage * Márcio Muniz da Silva Carvalho * Mauro César Garcia Patini * Mauro César Garcia Patini * Omar Bellottti Ferreira * Paulo Máximo de Castro Cabacinha * Pedro Felipe de Oliveira Santos * Rafael de Sousa Branquinho e Assis * Rafael Lima da Costa * Ricardo Beckerath da Silva Leitão * Robson de Magalhães Pereira * Rodrigo Parente Paiva Bentemuller * Tiago Borré * Ubiratan Cruz Rodrigues * Umberto Paulini * Umberto Paulini * Victor Cretella Passos Silva * Walisson Gonçalves Cunha * Walter H. Santos

2012

1. PONTO 01 .....................................................................................................................................34 1.1. DIREITO CONSTITUCIONAL ..................................................................................................................... 34 1.1.1. Constitucionalismo................................................................................................................... 34
1.1.1.1. Questões do TRF1 ............................................................................................................................. 34 1.1.1.2. Questões do TRF2 ............................................................................................................................. 38 1.1.1.3. Questões do TRF3 ............................................................................................................................. 43 1.1.1.4. Questões do TRF4 ............................................................................................................................. 43 1.1.1.5. Questões do TRF5 ............................................................................................................................. 43

1.2. DIREITO TRIBUTÁRIO ............................................................................................................................. 43 1.2.1. Conceito, Conteúdo, Natureza, Autonomia, Fontes, Relação com o Direito Financeiro, Sistema Constitucional Tributário, Poder de Tributar ..................................................................................... 43
1.2.1.1. Questões do TRF1 ............................................................................................................................. 43 1.2.1.2. Questões do TRF2 ............................................................................................................................. 44 1.2.1.3. Questões do TRF3 ............................................................................................................................. 47 1.2.1.4. Questões do TRF4 ............................................................................................................................. 48 1.2.1.5. Questões do TRF5 ............................................................................................................................. 48

1.3. DIREITO ADMINISTRATIVO...................................................................................................................... 48 1.3.1. Responsabilidade Civil do Estado ............................................................................................. 48
1.3.1.1. Questões do TRF1 ............................................................................................................................. 48 1.3.1.2. Questões do TRF2 ............................................................................................................................. 48 1.3.1.3. Questões do TRF3 ............................................................................................................................. 49 1.3.1.4. Questões do TRF4 ............................................................................................................................. 49 1.3.1.5. Questões do TRF5 ............................................................................................................................. 50

1.4. DIREITO PENAL .................................................................................................................................... 50 1.4.1. Aplicação da Lei Penal. Princípios Gerais. Normas das Convenções e Tratados de Direito Internacional ...................................................................................................................................... 50
1.4.1.1. Questões do TRF1 ............................................................................................................................. 50 1.4.1.2. Questões do TRF2 ............................................................................................................................. 52 1.4.1.3. Questões do TRF3 ............................................................................................................................. 59 1.4.1.4. Questões do TRF4 ............................................................................................................................. 59 1.4.1.5. Questões do TRF5 ............................................................................................................................. 59

1.5. DIREITO PREVIDENCIÁRIO....................................................................................................................... 61 1.5.1. Previdência Social: Órgãos, Regimes, Segurados, Beneficiários e Inscrições. Leis N. 8.212/91 E 8.213/91 ............................................................................................................................................ 61
1.5.1.1. Questões do TRF1 ............................................................................................................................. 61 1.5.1.2. Questões do TRF2 ............................................................................................................................. 66 1.5.1.3. Questões do TRF3 ............................................................................................................................. 66 1.5.1.4. Questões do TRF4 ............................................................................................................................. 66 1.5.1.5. Questões do TRF5 ............................................................................................................................. 67

1.6. DIREITO CIVIL ...................................................................................................................................... 71 1.6.1. Prescrição e Decadência. Vícios Redibitórios. Evicção ............................................................. 71
1.6.1.1. Questões do TRF1 ............................................................................................................................. 71 1.6.1.2. Questões do TRF2 ............................................................................................................................. 71 1.6.1.3. Questões do TRF3 ............................................................................................................................. 72 1.6.1.4. Questões do TRF4 ............................................................................................................................. 72 1.6.1.5. Questões do TRF5 ............................................................................................................................. 72

1.7. DIREITO EMPRESARIAL .......................................................................................................................... 75 1.7.1. Direito Comercial. Direito Empresarial. ................................................................................... 75

2

1.7.1.1. Questões do TRF1 ............................................................................................................................. 75 1.7.1.2. Questões do TRF2 ............................................................................................................................. 79 1.7.1.3. Questões do TRF3 ............................................................................................................................. 79 1.7.1.4. Questões do TRF4 ............................................................................................................................. 79 1.7.1.5. Questões do TRF5 ............................................................................................................................. 79

1.8. DIREITO PROCESSUAL CIVIL .................................................................................................................... 79 1.8.1. Processo e Procedimento. Classificação dos Procedimentos. Procedimento Ordinário e suas Fases. Procedimento Sumário. Procedimentos Especiais. Cognição Sumária e Exauriente. Procedimento Adequado ................................................................................................................... 79
1.8.1.1. Questões do TRF1 ............................................................................................................................. 79 1.8.1.2. Questões do TRF2 ............................................................................................................................. 79 1.8.1.3. Questões do TRF3 ............................................................................................................................. 87 1.8.1.4. Questões do TRF4 ............................................................................................................................. 87 1.8.1.5. Questões do TRF5 ............................................................................................................................. 87

1.9. DIREITO PROCESSUAL PENAL .................................................................................................................. 95 1.9.1. Competência ............................................................................................................................ 95
1.9.1.1. Questões do TRF1 ............................................................................................................................. 95 1.9.1.2. Questões do TRF2 ............................................................................................................................. 96 1.9.1.3. Questões do TRF3 ............................................................................................................................. 97 1.9.1.4. Questões do TRF4 ............................................................................................................................. 97 1.9.1.5. Questões do TRF5 ............................................................................................................................. 97

1.10. DIREITO AMBIENTAL ......................................................................................................................... 100 1.10.1. Tutela Constitucional Do Meio Ambiente. Princípios Do Direito Ambiental Na Constituição De 1988 ............................................................................................................................................ 100
1.10.1.1. Questões do TRF1 ......................................................................................................................... 100 1.10.1.2. Questões do TRF2 ......................................................................................................................... 102 1.10.1.3. Questões do TRF3 ......................................................................................................................... 107 1.10.1.4. Questões do TRF4 ......................................................................................................................... 107 1.10.1.5. Questões do TRF5 ......................................................................................................................... 108

1.11. DIREITO INTERNACIONAL PÚBLICO E PRIVADO ........................................................................................ 110 1.11.1. Personalidade Internacional. Estado e Território. Imunidade de Jurisdição. ....................... 110
1.11.1.1. Questões do TRF1 ......................................................................................................................... 110 1.11.1.2. Questões do TRF2 ......................................................................................................................... 112 1.11.1.3. Questões do TRF3 ......................................................................................................................... 117 1.11.1.4. Questões do TRF4 ......................................................................................................................... 117 1.11.1.5. Questões do TRF5 ......................................................................................................................... 117

1.12. SOCIOLOGIA DO DIREITO.................................................................................................................... 119 1.12.1. Fato Social – Conceito. ......................................................................................................... 119
1.12.1.1. Questões do TRF1 ......................................................................................................................... 119 1.12.1.2. Questões do TRF2 ......................................................................................................................... 119 1.12.1.3. Questões do TRF3 ......................................................................................................................... 120 1.12.1.4. Questões do TRF4 ......................................................................................................................... 120 1.12.1.5. Questões do TRF5 ......................................................................................................................... 120

1.13. FILOSOFIA DO DIREITO ...................................................................................................................... 120 1.13.1. O Justo e o Direito ................................................................................................................ 120
1.13.1.1. Questões do TRF1 ......................................................................................................................... 120 1.13.1.1. Questões do TRF1 ......................................................................................................................... 120 1.13.1.2. Questões do TRF2 ......................................................................................................................... 123 1.13.1.3. Questões do TRF3 ......................................................................................................................... 123 1.13.1.4. Questões do TRF4 ......................................................................................................................... 123 1.13.1.5. Questões do TRF5 ......................................................................................................................... 124

2. PONTO 02 ................................................................................................................................... 124

3

2.1. DIREITO CONSTITUCIONAL ................................................................................................................... 124 2.1.1. Poder Constituinte Originário e Poder Constituinte Derivado ............................................... 124
2.1.1.1. Questões do TRF1 ........................................................................................................................... 124 2.1.1.2. Questões do TRF2 ........................................................................................................................... 126 2.1.1.3. Questões do TRF3 ........................................................................................................................... 129 2.1.1.4. Questões do TRF4 ........................................................................................................................... 131 2.1.1.5. Questões do TRF5 ........................................................................................................................... 131

2.2. DIREITO TRIBUTÁRIO ........................................................................................................................... 131 2.2.1. Sistema Constitucional Tributário: Poder de Tributar – Competência Tributária – Capacidade Tributária – Código Tributário Nacional .......................................................................................... 131
2.2.1.1. Questões do TRF1 ........................................................................................................................... 131 2.2.1.2. Questões do TRF2 ........................................................................................................................... 134 2.2.1.3. Questões do TRF3 ........................................................................................................................... 139 2.2.1.4. Questões do TRF4 ........................................................................................................................... 139 2.2.1.5. Questões do TRF5 ........................................................................................................................... 139

2.3. DIREITO ADMINISTRATIVO.................................................................................................................... 141 2.3.1. Processo Administrativo. Lei Nº 9.784/99. ............................................................................ 141
2.3.1.1. Questões do TRF1 ........................................................................................................................... 141 2.3.1.2. Questões do TRF2 ........................................................................................................................... 142 2.3.1.3. Questões do TRF3 ........................................................................................................................... 143 2.3.1.4. Questões do TRF4 ........................................................................................................................... 144 2.3.1.5. Questões do TRF5 ........................................................................................................................... 144

2.4. DIREITO PENAL .................................................................................................................................. 145 2.4.1. Crime. Crime E Relação De Causalidade. ............................................................................... 145
2.4.1.1. Questões do TRF1 ........................................................................................................................... 145 2.4.1.2. Questões do TRF2 ........................................................................................................................... 151 2.4.1.3. Questões do TRF3 ........................................................................................................................... 152 2.4.1.4. Questões do TRF4 ........................................................................................................................... 152 2.4.1.5. Questões do TRF5 ........................................................................................................................... 155

2.5. DIREITO PREVIDENCIÁRIO..................................................................................................................... 156 2.5.1. Previdência Social E Seguridade Social: Princípios Constitucionais. ...................................... 156
2.5.1.1. Questões do TRF1 ........................................................................................................................... 156 2.5.1.2. Questões do TRF2 ........................................................................................................................... 157 2.5.1.3. Questões do TRF3 ........................................................................................................................... 161 2.5.1.4. Questões do TRF4 ........................................................................................................................... 161 2.5.1.5. Questões do TRF5 ........................................................................................................................... 162

2.6. DIREITO CIVIL .................................................................................................................................... 163 2.6.1. Classificação Dos Contratos. Compromisso. .......................................................................... 163
2.6.1.1. Questões do TRF1 ........................................................................................................................... 163 2.6.1.2. Questões do TRF2 ........................................................................................................................... 164 2.6.1.3. Questões do TRF3 ........................................................................................................................... 165 2.6.1.4. Questões do TRF4 ........................................................................................................................... 165 2.6.1.5. Questões do TRF5 ........................................................................................................................... 165

2.7. DIREITO EMPRESARIAL ........................................................................................................................ 165 2.7.1. Sociedade Anônima ............................................................................................................... 165
2.7.1.1. Questões do TRF1 ........................................................................................................................... 165 2.7.1.2. Questões do TRF2 ........................................................................................................................... 167 2.7.1.3. Questões do TRF3 ........................................................................................................................... 170 2.7.1.4. Questões do TRF4 ........................................................................................................................... 170 2.7.1.5. Questões do TRF5 ........................................................................................................................... 170

2.8. DIREITO PROCESSUAL CIVIL .................................................................................................................. 171

4

2.8.1. Tutela Jurisdicional E Sua Antecipação. Conceito. Cabimento E Requisitos. Revogação, Modificação E Recursos Cabíveis. Fungibilidade Da Tutela Cautelar E Antecipada. Cumprimento Das Tutelas Antecipadas. Tutelas De Urgência. ..................................................................................... 171
2.8.1.1. Questões do TRF1 ........................................................................................................................... 171 2.8.1.2. Questões do TRF2 ........................................................................................................................... 173 2.8.1.3. Questões do TRF3 ........................................................................................................................... 173 2.8.1.4. Questões do TRF4 ........................................................................................................................... 173 2.8.1.5. Questões do TRF5 ........................................................................................................................... 173

2.9. DIREITO PROCESSUAL PENAL ................................................................................................................ 174 2.9.1. Ação Penal. Justa Causa. ....................................................................................................... 174
2.9.1.1. Questões do TRF1 ........................................................................................................................... 174 2.9.1.2. Questões do TRF2 ........................................................................................................................... 175 2.9.1.3. Questões do TRF3 ........................................................................................................................... 175 2.9.1.4. Questões do TRF4 ........................................................................................................................... 176 2.9.1.5. Questões do TRF5 ........................................................................................................................... 176

2.10. DIREITO AMBIENTAL ......................................................................................................................... 178 2.10.1. Competências Constitucionais Em Matéria Ambiental. Classificação e Repartição Dessas Competências, no Cenário Federativo ............................................................................................. 178
2.10.1.1. Questões do TRF1 ......................................................................................................................... 178 2.10.1.2. Questões do TRF2 ......................................................................................................................... 178 2.10.1.3. Questões do TRF3 ......................................................................................................................... 178 2.10.1.4. Questões do TRF4 ......................................................................................................................... 178 2.10.1.5. Questões do TRF5 ......................................................................................................................... 178

2.11. DIREITO INTERNACIONAL PÚBLICO E PRIVADO ........................................................................................ 178 2.11.1. Validade de Sentença Estrangeira no Brasil. Rogatórias ..................................................... 178
2.11.1.1. Questões do TRF1 ......................................................................................................................... 178 2.11.1.2. Questões do TRF2 ......................................................................................................................... 180 2.11.1.3. Questões do TRF3 ......................................................................................................................... 183 2.11.1.4. Questões do TRF4 ......................................................................................................................... 183 2.11.1.5. Questões do TRF5 ......................................................................................................................... 183

2.12. SOCIOLOGIA DO DIREITO.................................................................................................................... 184 2.12.1. Conceito De Sociologia – Controle Social E Direito. ............................................................. 184
2.12.1.1. Questões do TRF1 ......................................................................................................................... 184 2.12.1.2. Questões do TRF2 ......................................................................................................................... 184 2.12.1.3. Questões do TRF3 ......................................................................................................................... 184 2.12.1.4. Questões do TRF4 ......................................................................................................................... 185 2.12.1.5. Questões do TRF5 ......................................................................................................................... 185

2.13. FILOSOFIA DO DIREITO ...................................................................................................................... 185 2.13.1. A Justiça Como Valor Universal ........................................................................................... 185
2.13.1.1. Questões do TRF1 ......................................................................................................................... 185 2.13.1.2. Questões do TRF2 ......................................................................................................................... 185 2.13.1.3. Questões do TRF3 ......................................................................................................................... 185 2.13.1.4. Questões do TRF4 ......................................................................................................................... 185 2.13.1.5. Questões do TRF5 ......................................................................................................................... 185

3. PONTO 03 ................................................................................................................................... 186 3.1. DIREITO CONSTITUCIONAL ................................................................................................................... 186 3.1.1. Direitos e Garantias Fundamentais: Garantias Constitucionais e Núcleos Essenciais dos Direitos Fundamentais ..................................................................................................................... 186
3.1.1.1. Questões do TRF1 ........................................................................................................................... 186 3.1.1.2. Questões do TRF2 ........................................................................................................................... 186 3.1.1.3. Questões do TRF3 ........................................................................................................................... 189

5

3.1.1.4. Questões do TRF4 ........................................................................................................................... 190 3.1.1.5. Questões do TRF5 ........................................................................................................................... 190

3.2. DIREITO TRIBUTÁRIO ........................................................................................................................... 190 3.2.1. Sistema Constitucional Tributário: Tributos - Conceito - Natureza Jurídica - Classificação Espécies - Tributo E Preço Público .................................................................................................... 190
3.2.1.1. Questões do TRF1 ........................................................................................................................... 190 3.2.1.2. Questões do TRF2 ........................................................................................................................... 191 3.2.1.3. Questões do TRF3 ........................................................................................................................... 195 3.2.1.4. Questões do TRF4 ........................................................................................................................... 195 3.2.1.5. Questões do TRF5 ........................................................................................................................... 196

3.3. DIREITO ADMINISTRATIVO.................................................................................................................... 196 3.3.1. Intervenção do Estado na Propriedade e no Domínio Econômico ......................................... 196
3.3.1.1. Questões do TRF1 ........................................................................................................................... 196 3.3.1.2. Questões do TRF2 ........................................................................................................................... 196 3.3.1.3. Questões do TRF3 ........................................................................................................................... 198 3.3.1.4. Questões do TRF4 ........................................................................................................................... 199 3.3.1.5. Questões do TRF5 ........................................................................................................................... 199

3.4. DIREITO PENAL .................................................................................................................................. 199 3.4.1. Concurso de Pessoas e Concurso de Crimes ........................................................................... 199
3.4.1.1. Questões do TRF1 ........................................................................................................................... 199 3.4.1.2. Questões do TRF2 ........................................................................................................................... 200 3.4.1.3. Questões do TRF3 ........................................................................................................................... 201 3.4.1.4. Questões do TRF4 ........................................................................................................................... 201 3.4.1.5. Questões do TRF5 ........................................................................................................................... 201

3.5. DIREITO PREVIDENCIÁRIO..................................................................................................................... 201 3.5.1. Salário-De-Contribuição. Contribuições da Empresa. ............................................................ 201
3.5.1.1. Questões do TRF1 ........................................................................................................................... 201 3.5.1.2. Questões do TRF2 ........................................................................................................................... 201 3.5.1.3. Questões do TRF3 ........................................................................................................................... 202 3.5.1.4. Questões do TRF4 ........................................................................................................................... 203 3.5.1.5. Questões do TRF5 ........................................................................................................................... 203

3.6. DIREITO CIVIL .................................................................................................................................... 203 3.6.1. Validade e Invalidade dos Contratos. Contratos Fiduciários e Indiretos ................................ 203
3.6.1.1. Questões do TRF1 ........................................................................................................................... 203 3.6.1.2. Questões do TRF2 ........................................................................................................................... 203 3.6.1.3. Questões do TRF3 ........................................................................................................................... 204 3.6.1.4. Questões do TRF4 ........................................................................................................................... 205 3.6.1.5. Questões do TRF5 ........................................................................................................................... 205

3.7. DIREITO EMPRESARIAL ........................................................................................................................ 205 3.7.1. Sociedade Limitada ................................................................................................................ 205
3.7.1.1. Questões do TRF1 ........................................................................................................................... 205 3.7.1.2. Questões do TRF2 ........................................................................................................................... 205 3.7.1.3. Questões do TRF3 ........................................................................................................................... 206 3.7.1.4. Questões do TRF4 ........................................................................................................................... 206 3.7.1.5. Questões do TRF5 ........................................................................................................................... 206

3.8. DIREITO PROCESSUAL CIVIL .................................................................................................................. 208 3.8.1. Procedimento Sumário. Hipóteses de Admissibilidade. Valor da Causa e Caracterização por Matérias. Procedimento. Petição Inicial, Recebimento da Inicial, Citação, Audiência Inicial, Resposta do Réu, Audiência de Instrução e Julgamento. Intervenção de Terceiro e Ação Declaratória Incidental ......................................................................................................................................... 208
3.8.1.1. Questões do TRF1 ........................................................................................................................... 208 3.8.1.2. Questões do TRF2 ........................................................................................................................... 208

6

3.8.1.3. Questões do TRF3 ........................................................................................................................... 208 3.8.1.4. Questões do TRF4 ........................................................................................................................... 208 3.8.1.5. Questões do TRF5 ........................................................................................................................... 208

3.9. DIREITO PROCESSUAL PENAL ................................................................................................................ 209 3.9.1. Recursos ................................................................................................................................. 209
3.9.1.1. Questões do TRF1 ........................................................................................................................... 209 3.9.1.2. Questões do TRF2 ........................................................................................................................... 209 3.9.1.3. Questões do TRF3 ........................................................................................................................... 209 3.9.1.4. Questões do TRF4 ........................................................................................................................... 210 3.9.1.5. Questões do TRF5 ........................................................................................................................... 210

3.10. DIREITO AMBIENTAL ......................................................................................................................... 210 3.10.1. Tutela Administrativa do Meio Ambiente. Responsabilidade Administrativa em Matéria Ambiental. Poder de Polícia Ambiental ........................................................................................... 210
3.10.1.1. Questões do TRF1 ......................................................................................................................... 210 3.10.1.2. Questões do TRF2 ......................................................................................................................... 210 3.10.1.3. Questões do TRF3 ......................................................................................................................... 210 3.10.1.4. Questões do TRF4 ......................................................................................................................... 210 3.10.1.5. Questões do TRF5 ......................................................................................................................... 211

3.11. DIREITO INTERNACIONAL PÚBLICO E PRIVADO ........................................................................................ 213 3.11.1. Nacionalidade: Aquisição, Perda e Mudança ...................................................................... 213
3.11.1.1. Questões do TRF1 ......................................................................................................................... 213 3.11.1.2. Questões do TRF2 ......................................................................................................................... 213 3.11.1.3. Questões do TRF3 ......................................................................................................................... 213 3.11.1.4. Questões do TRF4 ......................................................................................................................... 213 3.11.1.5. Questões do TRF5 ......................................................................................................................... 213

3.12. SOCIOLOGIA DO DIREITO.................................................................................................................... 214 3.12.1. Fato Jurídico e Fato Social (Relações) .................................................................................. 214
3.12.1.1. Questões do TRF1 ......................................................................................................................... 214 3.12.1.2. Questões do TRF2 ......................................................................................................................... 214 3.12.1.3. Questões do TRF3 ......................................................................................................................... 214 3.12.1.4. Questões do TRF4 ......................................................................................................................... 214 3.12.1.5. Questões do TRF5 ......................................................................................................................... 214

3.13. FILOSOFIA DO DIREITO ...................................................................................................................... 214 3.13.1. Justiça e Legalidade ............................................................................................................. 214
3.13.1.1. Questões do TRF1 ......................................................................................................................... 214 3.13.1.2. Questões do TRF2 ......................................................................................................................... 215 3.13.1.3. Questões do TRF3 ......................................................................................................................... 215 3.13.1.4. Questões do TRF4 ......................................................................................................................... 215 3.13.1.5. Questões do TRF5 ......................................................................................................................... 215

4. PONTO 04 ................................................................................................................................... 216 4.1. DIREITO CONSTITUCIONAL ................................................................................................................... 216 4.1.1. Controle de Constitucionalidade ............................................................................................ 216
4.1.1.1. Questões do TRF1 ........................................................................................................................... 216 4.1.1.2. Questões do TRF2 ........................................................................................................................... 216 4.1.1.3. Questões do TRF3 ........................................................................................................................... 224 4.1.1.4. Questões do TRF4 ........................................................................................................................... 225 4.1.1.5. Questões do TRF5 ........................................................................................................................... 225

4.2. DIREITO TRIBUTÁRIO ........................................................................................................................... 225 4.2.1. Sistema Constitucional Tributário: Princípios Constitucionais De Direito Tributário ............. 225
4.2.1.1. Questões do TRF1 ........................................................................................................................... 225 4.2.1.2. Questões do TRF2 ........................................................................................................................... 226

7

4.2.1.3. Questões do TRF3 ........................................................................................................................... 231 4.2.1.4. Questões do TRF4 ........................................................................................................................... 232 4.2.1.5. Questões do TRF5 ........................................................................................................................... 232

4.3. DIREITO ADMINISTRATIVO.................................................................................................................... 234 4.3.1. Ato Administrativo. Políticas Públicas.................................................................................... 234
4.3.1.1. Questões do TRF1 ........................................................................................................................... 234 4.3.1.2. Questões do TRF2 ........................................................................................................................... 235 4.3.1.3. Questões do TRF3 ........................................................................................................................... 237 4.3.1.4. Questões do TRF4 ........................................................................................................................... 237 4.3.1.5. Questões do TRF5 ........................................................................................................................... 237

4.4. DIREITO PENAL .................................................................................................................................. 237 4.4.1. Pena. Valoração ..................................................................................................................... 237
4.4.1.1. Questões do TRF1 ........................................................................................................................... 237 4.4.1.2. Questões do TRF2 ........................................................................................................................... 237 4.4.1.3. Questões do TRF3 ........................................................................................................................... 242 4.4.1.4. Questões do TRF4 ........................................................................................................................... 242 4.4.1.5. Questões do TRF5 ........................................................................................................................... 242

4.5. DIREITO PREVIDENCIÁRIO..................................................................................................................... 242 4.5.1. Benefícios Previdenciários. Período de Carência. Valor Mensal. Salário-de-Benefício. Reajustamentos ............................................................................................................................... 242
4.5.1.1. Questões do TRF1 ........................................................................................................................... 242 4.5.1.2. Questões do TRF2 ........................................................................................................................... 243 4.5.1.3. Questões do TRF3 ........................................................................................................................... 244 4.5.1.4. Questões do TRF4 ........................................................................................................................... 244 4.5.1.5. Questões do TRF5 ........................................................................................................................... 244

4.6. DIREITO CIVIL .................................................................................................................................... 245 4.6.1. Fato Jurídico, Ato Jurídico E Negócio Jurídico. Relações Paracontratuais ............................. 245
4.6.1.1. Questões do TRF1 ........................................................................................................................... 245 4.6.1.2. Questões do TRF2 ........................................................................................................................... 245 4.6.1.3. Questões do TRF3 ........................................................................................................................... 245 4.6.1.4. Questões do TRF4 ........................................................................................................................... 247 4.6.1.5. Questões do TRF5 ........................................................................................................................... 247

4.7. DIREITO EMPRESARIAL ........................................................................................................................ 248 4.7.1. Alienação Fiduciária Em Garantia ......................................................................................... 248
4.7.1.1. Questões do TRF1 ........................................................................................................................... 248 4.7.1.2. Questões do TRF2 ........................................................................................................................... 249 4.7.1.3. Questões do TRF3 ........................................................................................................................... 249 4.7.1.4. Questões do TRF4 ........................................................................................................................... 249 4.7.1.5. Questões do TRF5 ........................................................................................................................... 249

4.8. DIREITO PROCESSUAL CIVIL .................................................................................................................. 249 4.8.1. Procedimento Ordinário – Fase Postulatória. Petição Inicial. Propositura Da Demanda. Requisitos Da Inicial. Pedido. Indeferimento Da Petição Inicial. Citação. Intimação. Resposta Do Réu: Contestação, Reconvenção, Exceções, Impugnação Ao Valor Da Causa, Impugnação À Gratuidade De Justiça e Ação Declaratória Incidental. Revelia ....................................................... 249
4.8.1.1. Questões do TRF1 ........................................................................................................................... 249 4.8.1.2. Questões do TRF2 ........................................................................................................................... 250 4.8.1.3. Questões do TRF3 ........................................................................................................................... 254 4.8.1.4. Questões do TRF4 ........................................................................................................................... 255 4.8.1.5. Questões do TRF5 ........................................................................................................................... 255

4.9. DIREITO PROCESSUAL PENAL ................................................................................................................ 256 4.9.1. Sentença. Motivação Das Decisões Penais ............................................................................ 256
4.9.1.1. Questões do TRF1 ........................................................................................................................... 256

8

4.9.1.2. Questões do TRF2 ........................................................................................................................... 259 4.9.1.3. Questões do TRF3 ........................................................................................................................... 260 4.9.1.4. Questões do TRF4 ........................................................................................................................... 260 4.9.1.5. Questões do TRF5 ........................................................................................................................... 261

4.10. DIREITO AMBIENTAL ......................................................................................................................... 261 4.10.1. Política Nacional Do Meio Ambiente. Instrumentos Da Política Nacional Do Meio Ambiente. Padrões De Qualidade Ambiental. Zoneamento Ambiental. Sistema Nacional De Unidades De Conservação Da Natureza ............................................................................................................... 261
4.10.1.1. Questões do TRF1 ......................................................................................................................... 261 4.10.1.2. Questões do TRF2 ......................................................................................................................... 261 4.10.1.3. Questões do TRF3 ......................................................................................................................... 262 4.10.1.4. Questões do TRF4 ......................................................................................................................... 262 4.10.1.5. Questões do TRF5 ......................................................................................................................... 262

4.11. DIREITO INTERNACIONAL PÚBLICO E PRIVADO ........................................................................................ 264 4.11.1. O Espaço Aéreo .................................................................................................................... 264
4.11.1.1. Questões do TRF1 ......................................................................................................................... 264 4.11.1.2. Questões do TRF2 ......................................................................................................................... 265 4.11.1.3. Questões do TRF3 ......................................................................................................................... 265 4.11.1.4. Questões do TRF4 ......................................................................................................................... 265 4.11.1.5. Questões do TRF5 ......................................................................................................................... 265

4.12. SOCIOLOGIA DO DIREITO.................................................................................................................... 265 4.12.1. Aspectos Gerenciais Da Atividade Judiciária........................................................................ 265
4.12.1.1. Questões do TRF1 ......................................................................................................................... 265 4.12.1.2. Questões do TRF2 ......................................................................................................................... 265 4.12.1.3. Questões do TRF3 ......................................................................................................................... 265 4.12.1.4. Questões do TRF4 ......................................................................................................................... 265 4.12.1.5. Questões do TRF5 ......................................................................................................................... 265

4.13. FILOSOFIA DO DIREITO ...................................................................................................................... 265 4.13.1. O Conceito De Direito E Sua Positividade............................................................................. 265
4.13.1.1. Questões do TRF1 ......................................................................................................................... 265 4.13.1.2. Questões do TRF2 ......................................................................................................................... 267 4.13.1.3. Questões do TRF3 ......................................................................................................................... 267 4.13.1.4. Questões do TRF4 ......................................................................................................................... 267 4.13.1.5. Questões do TRF5 ......................................................................................................................... 267

5. PONTO 05 ................................................................................................................................... 268 5.1. DIREITO CONSTITUCIONAL ................................................................................................................... 268 5.1.1. Eficácia Das Normas Constitucionais ..................................................................................... 268
5.1.1.1. Questões do TRF1 ........................................................................................................................... 268 5.1.1.2. Questões do TRF2 ........................................................................................................................... 270 5.1.1.3. Questões do TRF3 ........................................................................................................................... 270 5.1.1.4. Questões do TRF4 ........................................................................................................................... 270 5.1.1.5. Questões do TRF5 ........................................................................................................................... 270

5.2. DIREITO TRIBUTÁRIO ........................................................................................................................... 271 5.2.1. Impostos: União Federal – Estados-membros - Municípios – Distrito Federal - Territórios Princípios E Normas Constitucionais – Rendas Compatíveis ............................................................ 271
5.2.1.1. Questões do TRF1 ........................................................................................................................... 271 5.2.1.2. Questões do TRF2 ........................................................................................................................... 271 5.2.1.3. Questões do TRF3 ........................................................................................................................... 273 5.2.1.4. Questões do TRF4 ........................................................................................................................... 277 5.2.1.5. Questões do TRF5 ........................................................................................................................... 277

5.3. DIREITO ADMINISTRATIVO.................................................................................................................... 278

9

5.3.1. Licitação ................................................................................................................................. 278
5.3.1.1. Questões do TRF1 ........................................................................................................................... 278 5.3.1.2. Questões do TRF2 ........................................................................................................................... 284 5.3.1.3. Questões do TRF3 ........................................................................................................................... 292 5.3.1.4. Questões do TRF4 ........................................................................................................................... 296 5.3.1.5. Questões do TRF5 ........................................................................................................................... 296

5.4. DIREITO PENAL .................................................................................................................................. 296 5.4.1. Extinção Da Punibilidade ....................................................................................................... 296
5.4.1.1. Questões do TRF1 ........................................................................................................................... 296 5.4.1.2. Questões do TRF2 ........................................................................................................................... 301 5.4.1.3. Questões do TRF3 ........................................................................................................................... 301 5.4.1.4. Questões do TRF4 ........................................................................................................................... 301 5.4.1.5. Questões do TRF5 ........................................................................................................................... 301

5.5. DIREITO PREVIDENCIÁRIO..................................................................................................................... 301 5.5.1. Aposentadoria. Auxílio-Doença. Abono De Permanência. Pensões. Renda Mensal Vitalícia. Acumulação ..................................................................................................................................... 301
5.5.1.1. Questões do TRF1 ........................................................................................................................... 301 5.5.1.2. Questões do TRF2 ........................................................................................................................... 307 5.5.1.3. Questões do TRF3 ........................................................................................................................... 308 5.5.1.4. Questões do TRF4 ........................................................................................................................... 308 5.5.1.5. Questões do TRF5 ........................................................................................................................... 308

5.6. DIREITO CIVIL .................................................................................................................................... 309 5.6.1. Compra E Venda. Pactos Adjetos. Compromisso De Compra E Venda .................................. 309
5.6.1.1. Questões do TRF1 ........................................................................................................................... 309 5.6.1.2. Questões do TRF2 ........................................................................................................................... 313 5.6.1.3. Questões do TRF3 ........................................................................................................................... 313 5.6.1.4. Questões do TRF4 ........................................................................................................................... 313 5.6.1.5. Questões do TRF5 ........................................................................................................................... 313

5.7. DIREITO EMPRESARIAL ........................................................................................................................ 313 5.7.1. Títulos De Crédito................................................................................................................... 313
5.7.1.1. Questões do TRF1 ........................................................................................................................... 313 5.7.1.2. Questões do TRF2 ........................................................................................................................... 318 5.7.1.3. Questões do TRF3 ........................................................................................................................... 322 5.7.1.4. Questões do TRF4 ........................................................................................................................... 322 5.7.1.5. Questões do TRF5 ........................................................................................................................... 324

5.8. DIREITO PROCESSUAL CIVIL .................................................................................................................. 325 1.8.1. Fase Ordinatória. Providências Preliminares. Réplica. Especificação De Provas. Regularização. Julgamento Conforme O Estado Do Processo. Extinção Sem Julgamento Do Mérito. Julgamento Antecipado Do Mérito. Audiência Preliminar. Tentativa De Conciliação, Saneamento Do Processo, Desnecessidade De Audiência Preliminar ........................................................................................ 325
5.8.1.1. Questões do TRF1 ........................................................................................................................... 325 5.8.1.2. Questões do TRF2 ........................................................................................................................... 328 5.8.1.3. Questões do TRF3 ........................................................................................................................... 329 5.8.1.4. Questões do TRF4 ........................................................................................................................... 329 5.8.1.5. Questões do TRF5 ........................................................................................................................... 329

5.9. DIREITO PROCESSUAL PENAL ................................................................................................................ 329 5.9.1. Prova. Indícios. Presunções. Ônus Da Prova. Valor Da Confissão .......................................... 329
5.9.1.1. Questões do TRF1 ........................................................................................................................... 329 5.9.1.2. Questões do TRF2 ........................................................................................................................... 336 5.9.1.3. Questões do TRF3 ........................................................................................................................... 339 5.9.1.4. Questões do TRF4 ........................................................................................................................... 339 5.9.1.5. Questões do TRF5 ........................................................................................................................... 340

10

5.10. DIREITO AMBIENTAL ......................................................................................................................... 340 5.10.1. Avaliação De Impactos Ambientais. Estudo Prévio De Impacto Ambiental E Licenciamento Ambiental. Infrações E Sanções Administrativas ............................................................................. 340
5.10.1.1. Questões do TRF1 ......................................................................................................................... 340 5.10.1.2. Questões do TRF2 ......................................................................................................................... 344 5.10.1.3. Questões do TRF3 ......................................................................................................................... 347 5.10.1.4. Questões do TRF4 ......................................................................................................................... 347 5.10.1.5. Questões do TRF5 ......................................................................................................................... 347

5.11. DIREITO INTERNACIONAL PÚBLICO E PRIVADO ........................................................................................ 347 5.11.1. Mar Territorial E Zona Contígua. Zona Econômica. Plataforma Continental. Alto Mar ...... 347
5.11.1.1. Questões do TRF1 ......................................................................................................................... 347 5.11.1.2. Questões do TRF2 ......................................................................................................................... 348 5.11.1.3. Questões do TRF3 ......................................................................................................................... 348 5.11.1.4. Questões do TRF4 ......................................................................................................................... 348 5.11.1.5. Questões do TRF5 ......................................................................................................................... 348

5.12. SOCIOLOGIA DO DIREITO.................................................................................................................... 348 5.12.1. O Fato Jurídico Como Espécie Do Gênero Fato Social .......................................................... 348
5.12.1.1. Questões do TRF1 ......................................................................................................................... 348 5.12.1.2. Questões do TRF2 ......................................................................................................................... 348 5.12.1.3. Questões do TRF3 ......................................................................................................................... 348 5.12.1.4. Questões do TRF4 ......................................................................................................................... 348 5.12.1.5. Questões do TRF5 ......................................................................................................................... 348

5.13. FILOSOFIA DO DIREITO ...................................................................................................................... 349 5.13.1. A Justiça Como Valor Jurídico Político.................................................................................. 349
5.13.1.1. Questões do TRF1 ......................................................................................................................... 349 5.13.1.2. Questões do TRF2 ......................................................................................................................... 349 5.13.1.3. Questões do TRF3 ......................................................................................................................... 349 5.13.1.4. Questões do TRF4 ......................................................................................................................... 349 5.13.1.5. Questões do TRF5 ......................................................................................................................... 349

6. PONTO 06 ................................................................................................................................... 350 6.1. DIREITO CONSTITUCIONAL ................................................................................................................... 350 6.1.1. Princípios E Métodos De Interpretação Da Constituição ....................................................... 350
6.1.1.1. Questões do TRF1 ........................................................................................................................... 350 6.1.1.2. Questões do TRF2 ........................................................................................................................... 350 6.1.1.3. Questões do TRF3 ........................................................................................................................... 351 6.1.1.4. Questões do TRF4 ........................................................................................................................... 351 6.1.1.5. Questões do TRF5 ........................................................................................................................... 352

6.2. DIREITO TRIBUTÁRIO ........................................................................................................................... 352 6.2.1. Legislação Tributária: Vigência No Tempo E No Espaço – Aplicação - Hermenêutica Tributária – Lei Interpretativa - Interpretação E Integração Da Legislação Tributária No Código Tributário Nacional ........................................................................................................................................... 352
6.2.1.1. Questões do TRF1 ........................................................................................................................... 352 6.2.1.2. Questões do TRF2 ........................................................................................................................... 355 6.2.1.3. Questões do TRF3 ........................................................................................................................... 358 6.2.1.4. Questões do TRF4 ........................................................................................................................... 358 6.2.1.5. Questões do TRF5 ........................................................................................................................... 358

6.3. DIREITO ADMINISTRATIVO.................................................................................................................... 358 6.3.1. Serviços Públicos E Atividades Econômicas Do Estado .......................................................... 358
6.3.1.1. Questões do TRF1 ........................................................................................................................... 358 6.3.1.2. Questões do TRF2 ........................................................................................................................... 360 6.3.1.3. Questões do TRF3 ........................................................................................................................... 361

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6.3.1.4. Questões do TRF4 ........................................................................................................................... 361 6.3.1.5. Questões do TRF5 ........................................................................................................................... 361

6.4. DIREITO PENAL .................................................................................................................................. 362 6.4.1. Inatividade No Processo Penal. Inquérito Policial. Garantias Do Investigado. Atribuições Da Autoridade Policial. Intervenção Do Ministério Público................................................................... 362
6.4.1.1. Questões do TRF1 ........................................................................................................................... 362 6.4.1.2. Questões do TRF2 ........................................................................................................................... 364 6.4.1.3. Questões do TRF3 ........................................................................................................................... 365 6.4.1.4. Questões do TRF4 ........................................................................................................................... 365 6.4.1.5. Questões do TRF5 ........................................................................................................................... 365

6.5. DIREITO PREVIDENCIÁRIO..................................................................................................................... 366 6.5.1. Tempo De Serviço - Lei N. 8.742/1993 (Loas): Aspectos Previdenciários E Sociais ................ 366
6.5.1.1. Questões do TRF1 ........................................................................................................................... 366 6.5.1.2. Questões do TRF2 ........................................................................................................................... 367 6.5.1.3. Questões do TRF3 ........................................................................................................................... 367 6.5.1.4. Questões do TRF4 ........................................................................................................................... 367 6.5.1.5. Questões do TRF5 ........................................................................................................................... 367

6.6. DIREITO CIVIL .................................................................................................................................... 367 6.6.1. Pessoas Jurídicas. Obrigação Natural .................................................................................... 367
6.6.1.1. Questões do TRF1 ........................................................................................................................... 367 6.6.1.2. Questões do TRF2 ........................................................................................................................... 369 6.6.1.3. Questões do TRF3 ........................................................................................................................... 369 6.6.1.4. Questões do TRF4 ........................................................................................................................... 370 6.6.1.5. Questões do TRF5 ........................................................................................................................... 370

6.7. DIREITO EMPRESARIAL ........................................................................................................................ 370 6.7.1. Arrendamento Mercantil ....................................................................................................... 370
6.7.1.1. Questões do TRF1 ........................................................................................................................... 370 6.7.1.2. Questões do TRF2 ........................................................................................................................... 371 6.7.1.3. Questões do TRF3 ........................................................................................................................... 371 6.7.1.4. Questões do TRF4 ........................................................................................................................... 371 6.7.1.5. Questões do TRF5 ........................................................................................................................... 371

6.8. DIREITO PROCESSUAL CIVIL .................................................................................................................. 371 6.8.1. Procedimento Ordinário – Fase Instrutória. Teoria Geral Da Prova. Classificação Da Prova. Objeto Da Prova. Prova De Fato Negativo. O Juiz E A Produção Da Prova. O Ônus Da Prova. Provas Ilícitas. Hierarquia. Fontes E Meios. Prova Documental. Prova Pericial. Inspeção Judicial. Prova Testemunhal. Depoimento Pessoal. Interrogatório Das Partes. Audiência De Instrução E Julgamento ......................................................................................................................................................... 371
6.8.1.1. Questões do TRF1 ........................................................................................................................... 371 6.8.1.2. Questões do TRF2 ........................................................................................................................... 375 6.8.1.3. Questões do TRF3 ........................................................................................................................... 375 6.8.1.4. Questões do TRF4 ........................................................................................................................... 375 6.8.1.5. Questões do TRF5 ........................................................................................................................... 376

6.9. DIREITO PROCESSUAL PENAL ................................................................................................................ 376 6.9.1. Questões E Processos Incidentes............................................................................................ 376
6.9.1.1. Questões do TRF1 ........................................................................................................................... 376 6.9.1.2. Questões do TRF2 ........................................................................................................................... 377 6.9.1.3. Questões do TRF3 ........................................................................................................................... 378 6.9.1.4. Questões do TRF4 ........................................................................................................................... 378 6.9.1.5. Questões do TRF5 ........................................................................................................................... 378

6.10. DIREITO AMBIENTAL ......................................................................................................................... 378 6.10.1. Responsabilidade Ambiental. Tutela Civil Do Meio Ambiente. A Responsabilidade Civil Ambiental. O Dano Ambiental. Formas De Reparação Do Dano Ambiental. Responsabilidade Por

12

Culpa Do Direito Tradicional. Responsabilidade Objetiva No Direito Ambiental. O Sujeito Responsável E A Solidariedade Passiva No Dano Ambiental. A Responsabilidade Do Estado Por Dano Ambiental ............................................................................................................................... 378
6.10.1.1. Questões do TRF1 ......................................................................................................................... 378 6.10.1.2. Questões do TRF2 ......................................................................................................................... 383 6.10.1.3. Questões do TRF3 ......................................................................................................................... 383 6.10.1.4. Questões do TRF4 ......................................................................................................................... 383 6.10.1.5. Questões do TRF5 ......................................................................................................................... 383

6.11. DIREITO INTERNACIONAL PÚBLICO E PRIVADO ........................................................................................ 383 6.11.1. O Estado Como Sujeito De Direito Internacional Público (Deveres E Direitos Do Estado Na Ordem Internacional)....................................................................................................................... 383
6.11.1.1. Questões do TRF1 ......................................................................................................................... 383 6.11.1.2. Questões do TRF2 ......................................................................................................................... 384 6.11.1.3. Questões do TRF3 ......................................................................................................................... 384 6.11.1.4. Questões do TRF4 ......................................................................................................................... 384 6.11.1.5. Questões do TRF5 ......................................................................................................................... 384

6.12. SOCIOLOGIA DO DIREITO.................................................................................................................... 384 6.12.1. Extratificação Social ............................................................................................................. 384
6.12.1.1. Questões do TRF1 ......................................................................................................................... 384 6.12.1.2. Questões do TRF2 ......................................................................................................................... 385 6.12.1.3. Questões do TRF3 ......................................................................................................................... 385 6.12.1.4. Questões do TRF4 ......................................................................................................................... 385 6.12.1.5. Questões do TRF5 ......................................................................................................................... 385

6.13. FILOSOFIA DO DIREITO ...................................................................................................................... 385 6.13.1. A Moral e o Direito............................................................................................................... 385
6.13.1.1. Questões do TRF1 ......................................................................................................................... 385 6.13.1.2. Questões do TRF2 ......................................................................................................................... 386 6.13.1.3. Questões do TRF3 ......................................................................................................................... 386 6.13.1.4. Questões do TRF4 ......................................................................................................................... 386 6.13.1.5. Questões do TRF5 ......................................................................................................................... 387

7. PONTO 07 ................................................................................................................................... 387 7.1. DIREITO CONSTITUCIONAL ................................................................................................................... 387 7.1.1. Conceitos De Constituição ..................................................................................................... 387
7.1.1.1. Questões do TRF1 ........................................................................................................................... 387 7.1.1.2. Questões do TRF2 ........................................................................................................................... 388 7.1.1.3. Questões do TRF3 ........................................................................................................................... 391 7.1.1.4. Questões do TRF4 ........................................................................................................................... 391 7.1.1.5. Questões do TRF5 ........................................................................................................................... 392

7.2. DIREITO TRIBUTÁRIO ........................................................................................................................... 392 7.2.1. Obrigação Tributária: Elementos - Sujeição Passiva Direta E Indireta - Espécies – Domicílio Tributário ......................................................................................................................................... 392
7.2.1.1. Questões do TRF1 ........................................................................................................................... 392 7.2.1.2. Questões do TRF2 ........................................................................................................................... 395 7.2.1.3. Questões do TRF3 ........................................................................................................................... 397 7.2.1.4. Questões do TRF4 ........................................................................................................................... 399 7.2.1.5. Questões do TRF5 ........................................................................................................................... 399

7.3. DIREITO ADMINISTRATIVO.................................................................................................................... 400 7.3.1. Administração Pública Direta E Indireta. Entidades Administrativas .................................... 400
7.3.1.1. Questões do TRF1 ........................................................................................................................... 400 7.3.1.3. Questões do TRF3 ........................................................................................................................... 403 7.3.1.4. Questões do TRF4 ........................................................................................................................... 409

13

7.3.1.5. Questões do TRF5 ........................................................................................................................... 410

7.4. DIREITO PENAL .................................................................................................................................. 419 7.4.1. Suspensão Condicional Do Processo E Da Pena ..................................................................... 419
7.4.1.1. Questões do TRF1 ........................................................................................................................... 419 7.4.1.2. Questões do TRF2 ........................................................................................................................... 419 7.4.1.3. Questões do TRF3 ........................................................................................................................... 420 7.4.1.4. Questões do TRF4 ........................................................................................................................... 420 7.4.1.5. Questões do TRF5 ........................................................................................................................... 420

7.5. DIREITO PREVIDENCIÁRIO..................................................................................................................... 420 7.5.1. Aposentadoria. Auxílio-Doença. Abono De Permanência. Pensões. Renda Mensal Vitalícia. Acumulação ..................................................................................................................................... 420
7.5.1.1. Questões do TRF1 ........................................................................................................................... 420 7.5.1.2. Questões do TRF2 ........................................................................................................................... 422 7.5.1.3. Questões do TRF3 ........................................................................................................................... 422 7.5.1.4. Questões do TRF4 ........................................................................................................................... 422 7.5.1.5. Questões do TRF5 ........................................................................................................................... 422

7.6. DIREITO CIVIL .................................................................................................................................... 422 7.6.1. Do Pagamento (Regras Gerais). Pagamento Com Sub-Rogação. Novação ........................... 422
7.6.1.1. Questões do TRF1 ........................................................................................................................... 422 7.6.1.2. Questões do TRF2 ........................................................................................................................... 423 7.6.1.3. Questões do TRF3 ........................................................................................................................... 423 7.6.1.4. Questões do TRF4 ........................................................................................................................... 424 7.6.1.5. Questões do TRF5 ........................................................................................................................... 424

7.7. DIREITO EMPRESARIAL ........................................................................................................................ 424 7.7.1. Franquia E Faturização .......................................................................................................... 424
7.7.1.1. Questões do TRF1 ........................................................................................................................... 424 7.7.1.2. Questões do TRF2 ........................................................................................................................... 424 7.7.1.3. Questões do TRF3 ........................................................................................................................... 424 7.7.1.4. Questões do TRF4 ........................................................................................................................... 424 7.7.1.5. Questões do TRF5 ........................................................................................................................... 424

7.8. DIREITO PROCESSUAL CIVIL .................................................................................................................. 424 7.8.1. O Processo Nos Tribunais. Uniformização Da Jurisprudência. Declaração De Inconstitucionalidade Pelo Sistema Difuso ...................................................................................... 424
7.8.1.1. Questões do TRF1 ........................................................................................................................... 424 7.8.1.2. Questões do TRF2 ........................................................................................................................... 424 7.8.1.3. Questões do TRF3 ........................................................................................................................... 425 7.8.1.4. Questões do TRF4 ........................................................................................................................... 425 7.8.1.5. Questões do TRF5 ........................................................................................................................... 425

7.9. DIREITO PROCESSUAL PENAL ................................................................................................................ 425 7.9.1. Execução Penal ...................................................................................................................... 425
7.9.1.1. Questões do TRF1 ........................................................................................................................... 425 7.9.1.2. Questões do TRF2 ........................................................................................................................... 425 7.9.1.3. Questões do TRF3 ........................................................................................................................... 426 7.9.1.4. Questões do TRF4 ........................................................................................................................... 426 7.9.1.5. Questões do TRF5 ........................................................................................................................... 426

7.10. DIREITO AMBIENTAL ......................................................................................................................... 426 7.10.1. Responsabilidade Ambiental. Tutela Penal Do Meio Ambiente. A Responsabilidade Penal Ambiental. As Normas Penais Ambientais. Responsabilidade Penal Individual. Responsabilidade Penal Da Pessoa Jurídica. As Sanções Penais Das Pessoas Físicas. As Penas Aplicáveis Às Pessoas Jurídicas. Os Crimes Ambientais Previstos Na Lei Nº 9.605/98. Outros Crimes Ambientais ............ 426
7.10.1.1. Questões do TRF1 ......................................................................................................................... 426 7.10.1.2. Questões do TRF2 ......................................................................................................................... 426

14

7.10.1.3. Questões do TRF3 ......................................................................................................................... 426 7.10.1.4. Questões do TRF4 ......................................................................................................................... 426 7.10.1.5. Questões do TRF5 ......................................................................................................................... 426

7.11. DIREITO INTERNACIONAL PÚBLICO E PRIVADO ........................................................................................ 427 7.11.1. O Homem Como Sujeito De Direito Internacional Público (As Declarações De Direitos) ..... 427
7.11.1.1. Questões do TRF1 ......................................................................................................................... 427 7.11.1.2. Questões do TRF2 ......................................................................................................................... 427 7.11.1.3. Questões do TRF3 ......................................................................................................................... 428 7.11.1.4. Questões do TRF4 ......................................................................................................................... 429 7.11.1.5. Questões do TRF5 ......................................................................................................................... 429

7.12. SOCIOLOGIA DO DIREITO.................................................................................................................... 429 7.12.1. Processos De Transformação Do Indivíduo Do Gênero Em Pessoa Ou Ator Social .............. 429
7.12.1.1. Questões do TRF1 ......................................................................................................................... 429 7.12.1.2. Questões do TRF2 ......................................................................................................................... 429 7.12.1.3. Questões do TRF3 ......................................................................................................................... 430 7.12.1.4. Questões do TRF4 ......................................................................................................................... 430 7.12.1.5. Questões do TRF5 ......................................................................................................................... 430

7.13. FILOSOFIA DO DIREITO ...................................................................................................................... 430 7.13.1. Equidade .............................................................................................................................. 430
7.13.1.1. Questões do TRF1 ......................................................................................................................... 430 7.13.1.2. Questões do TRF2 ......................................................................................................................... 430 7.13.1.3. Questões do TRF3 ......................................................................................................................... 430 7.13.1.4. Questões do TRF4 ......................................................................................................................... 430 7.13.1.5. Questões do TRF5 ......................................................................................................................... 430

8. PONTO 08 ................................................................................................................................... 430 8.1. DIREITO CONSTITUCIONAL ................................................................................................................... 430 8.1.1. Classificação Das Constituições ............................................................................................. 430
8.1.1.1. Questões do TRF1 ........................................................................................................................... 430 8.1.1.2. Questões do TRF2 ........................................................................................................................... 430 8.1.1.3. Questões do TRF3 ........................................................................................................................... 431 8.1.1.4. Questões do TRF4 ........................................................................................................................... 431 8.1.1.5. Questões do TRF5 ........................................................................................................................... 431

8.2. DIREITO TRIBUTÁRIO ........................................................................................................................... 431 8.2.1. Crédito Tributário: Constituição ............................................................................................. 431
8.2.1.1. Questões do TRF1 ........................................................................................................................... 431 8.2.1.2. Questões do TRF2 ........................................................................................................................... 431 8.2.1.3. Questões do TRF3 ........................................................................................................................... 431 8.2.1.4. Questões do TRF4 ........................................................................................................................... 432 8.2.1.5. Questões do TRF5 ........................................................................................................................... 432

8.3. DIREITO ADMINISTRATIVO.................................................................................................................... 432 8.3.1. Devido Processo (Legal) Administrativo................................................................................. 432
8.3.1.1. Questões do TRF1 ........................................................................................................................... 432 8.3.1.2. Questões do TRF2 ........................................................................................................................... 432 8.3.1.3. Questões do TRF3 ........................................................................................................................... 433 8.3.1.4. Questões do TRF4 ........................................................................................................................... 433 8.3.1.5. Questões do TRF5 ........................................................................................................................... 433

8.4. DIREITO PENAL .................................................................................................................................. 433 8.4.1. Crimes De "Lavagem" Ou Ocultação De Bens, Direitos E Valores .......................................... 433
8.4.1.1. Questões do TRF1 ........................................................................................................................... 433 8.4.1.2. Questões do TRF2 ........................................................................................................................... 434 8.4.1.3. Questões do TRF3 ........................................................................................................................... 434

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8.4.1.4. Questões do TRF4 ........................................................................................................................... 434 8.4.1.5. Questões do TRF5 ........................................................................................................................... 435

8.5. DIREITO PREVIDENCIÁRIO..................................................................................................................... 435 8.5.1. Trabalhador Rural - Estatuto Do Idoso (Lei N. 10.741/2003)................................................. 435
8.5.1.1. Questões do TRF1 ........................................................................................................................... 435 8.5.1.2. Questões do TRF2 ........................................................................................................................... 437 8.5.1.3. Questões do TRF3 ........................................................................................................................... 437 8.5.1.4. Questões do TRF4 ........................................................................................................................... 437 8.5.1.5. Questões do TRF5 ........................................................................................................................... 437

8.6. DIREITO CIVIL .................................................................................................................................... 437 8.6.1. Obrigação: Conceito. Elementos Constitutivos. Modalidades ............................................... 437
8.6.1.1. Questões do TRF1 ........................................................................................................................... 437 8.6.1.2. Questões do TRF2 ........................................................................................................................... 437 8.6.1.3. Questões do TRF3 ........................................................................................................................... 438 8.6.1.4. Questões do TRF4 ........................................................................................................................... 438 8.6.1.5. Questões do TRF5 ........................................................................................................................... 438

8.7. DIREITO EMPRESARIAL ........................................................................................................................ 439 8.7.1. Sociedade Simples E Sociedade Em Nome Coletivo ............................................................... 439
8.7.1.1. Questões do TRF1 ........................................................................................................................... 439 8.7.1.2. Questões do TRF2 ........................................................................................................................... 439 8.7.1.3. Questões do TRF3 ........................................................................................................................... 439 8.7.1.4. Questões do TRF4 ........................................................................................................................... 439 8.7.1.5. Questões do TRF5 ........................................................................................................................... 439

8.8. DIREITO PROCESSUAL CIVIL .................................................................................................................. 440 8.8.1. Homologação De Sentença Estrangeira. Ação Rescisória. Ação Rescisória Constitucional. Antecipação De Tutela Na Ação Rescisória ..................................................................................... 440
8.8.1.1. Questões do TRF1 ........................................................................................................................... 440 8.8.1.2. Questões do TRF2 ........................................................................................................................... 440 8.8.1.3. Questões do TRF3 ........................................................................................................................... 442 8.8.1.4. Questões do TRF4 ........................................................................................................................... 442 8.8.1.5. Questões do TRF5 ........................................................................................................................... 443

8.9. DIREITO PROCESSUAL PENAL ................................................................................................................ 445 8.9.1. Prisão Cautelar De Natureza Processual................................................................................ 445
8.9.1.1. Questões do TRF1 ........................................................................................................................... 445 8.9.1.2. Questões do TRF2 ........................................................................................................................... 446 8.9.1.3. Questões do TRF3 ........................................................................................................................... 446 8.9.1.4. Questões do TRF4 ........................................................................................................................... 448 8.9.1.5. Questões do TRF5 ........................................................................................................................... 449

8.10. DIREITO AMBIENTAL ......................................................................................................................... 449 8.10.1. Principais Instrumentos De Proteção Internacional Do Meio Ambiente. Fontes Do Direito Internacional Do Meio Ambiente. Documentos Internacionais. Agenda 21 .................................... 449
8.10.1.1. Questões do TRF1 ......................................................................................................................... 449 8.10.1.2. Questões do TRF2 ......................................................................................................................... 449 8.10.1.3. Questões do TRF3 ......................................................................................................................... 450 8.10.1.4. Questões do TRF4 ......................................................................................................................... 450 8.10.1.5. Questões do TRF5 ......................................................................................................................... 450

8.11. DIREITO INTERNACIONAL PÚBLICO E PRIVADO ........................................................................................ 450 8.11.1. Incorporação Dos Tratados Público E Privado Internacionais (Convenções Etc.) No Direito Brasileiro .......................................................................................................................................... 450
8.11.1.1. Questões do TRF1 ......................................................................................................................... 450 8.11.1.2. Questões do TRF2 ......................................................................................................................... 452 8.11.1.3. Questões do TRF3 ......................................................................................................................... 456

16

8.11.1.4. Questões do TRF4 ......................................................................................................................... 457 8.11.1.5. Questões do TRF5 ......................................................................................................................... 457

8.12. SOCIOLOGIA DO DIREITO .............................................................................................................. 460 8.12.1. Conflitos – Conceito .......................................................................................................... 460
8.12.1.1. Questões do TRF1 ........................................................................................................................ 460 8.12.1.2. Questões do TRF28 ....................................................................................................................... 461 8.12.1.3. Questões do TRF3 ......................................................................................................................... 461 8.12.1.4. Questões do TRF4 ......................................................................................................................... 461 8.12.1.5. Questões do TRF5 ......................................................................................................................... 461

8.13. FILOSOFIA DO DIREITO ...................................................................................................................... 461 8.13.1. O Mundo Compreendido Cosmologicamente ...................................................................... 461
8.13.1.1. Questões do TRF1 ......................................................................................................................... 461 8.13.1.2. Questões do TRF2 ......................................................................................................................... 465 8.13.1.3. Questões do TRF3 ......................................................................................................................... 465 8.13.1.4. Questões do TRF4 ......................................................................................................................... 465 8.13.1.5. Questões do TRF5 ......................................................................................................................... 465

9. PONTO 09 ................................................................................................................................... 465 9.1. DIREITO CONSTITUCIONAL ................................................................................................................... 465 9.1.1. Separação De Poderes E Divisão De Poderes No Brasil.......................................................... 465
9.1.1.1. Questões do TRF1 ........................................................................................................................... 465 9.1.1.2. Questões do TRF2 ........................................................................................................................... 465 9.1.1.3. Questões do TRF3 ........................................................................................................................... 471 9.1.1.4. Questões do TRF4 ........................................................................................................................... 474 9.1.1.5. Questões do TRF5 ........................................................................................................................... 474

TRF5 – 2012.................................................................................................................................. 474 9.2. DIREITO TRIBUTÁRIO ........................................................................................................................... 476 9.2.1. Crédito Tributário: Suspensão ................................................................................................ 476
9.2.1.1. Questões do TRF1 ........................................................................................................................... 476 9.2.1.2. Questões do TRF2 ........................................................................................................................... 476 9.2.1.3. Questões do TRF3 ........................................................................................................................... 477 9.2.1.4. Questões do TRF4 ........................................................................................................................... 477 9.2.1.5. Questões do TRF5 ........................................................................................................................... 477

9.3. DIREITO ADMINISTRATIVO.................................................................................................................... 477 9.3.1. Contratos Administrativos. Parcerias Público-Privadas ......................................................... 477
9.3.1.1. Questões do TRF1 ........................................................................................................................... 477 9.3.1.2. Questões do TRF2 ........................................................................................................................... 477 9.3.1.3. Questões do TRF3 ........................................................................................................................... 479 9.3.1.4. Questões do TRF4 ........................................................................................................................... 480 9.3.1.5. Questões do TRF5 ........................................................................................................................... 480

9.4. DIREITO PENAL .................................................................................................................................. 480 9.4.1. Crimes Hediondos .................................................................................................................. 480
9.4.1.1. Questões do TRF1 ........................................................................................................................... 480 9.4.1.2. Questões do TRF2 ........................................................................................................................... 481 9.4.1.3. Questões do TRF3 ........................................................................................................................... 481 9.4.1.4. Questões do TRF4 ........................................................................................................................... 482 9.4.1.5. Questões do TRF5 ........................................................................................................................... 483

9.5. DIREITO PREVIDENCIÁRIO..................................................................................................................... 483 9.5.1. Empregador E Empregado Domésticos - Estatuto Do Idoso (Lei N. 10.741/2003) - Lei N. 8.742/1993 (Loas) ............................................................................................................................ 483
9.5.1.1. Questões do TRF1 ........................................................................................................................... 483

17

9.5.1.2. Questões do TRF2 ........................................................................................................................... 483 9.5.1.3. Questões do TRF3 ........................................................................................................................... 484 9.5.1.4. Questões do TRF4 ........................................................................................................................... 484 9.5.1.5. Questões do TRF5 ........................................................................................................................... 484

9.6. DIREITO CIVIL .................................................................................................................................... 484 9.6.1. Mandato. Revisão E Extinção Dos Contratos ......................................................................... 484
9.6.1.1. Questões do TRF1 ........................................................................................................................... 484 9.6.1.2. Questões do TRF2 ........................................................................................................................... 484 9.6.1.3. Questões do TRF3 ........................................................................................................................... 485 9.6.1.4. Questões do TRF4 ........................................................................................................................... 486 9.6.1.5. Questões do TRF5 ........................................................................................................................... 486

9.7. DIREITO EMPRESARIAL ........................................................................................................................ 486 9.7.1. Sociedade: Princípios Gerais E Classificação .......................................................................... 486
9.7.1.1. Questões do TRF1 ........................................................................................................................... 486 9.7.1.2. Questões do TRF2 ........................................................................................................................... 487 9.7.1.3. Questões do TRF3 ........................................................................................................................... 489 9.7.1.4. Questões do TRF4 ........................................................................................................................... 491 9.7.1.5. Questões do TRF5 ........................................................................................................................... 491

9.8. DIREITO PROCESSUAL CIVIL .................................................................................................................. 493 9.8.1. Teoria Geral Dos Recursos. Princípio Do Duplo Grau De Jurisdição. Conceito De Recurso. Classificação. Juízo De Admissibilidade. Juízo De Mérito. Efeito Dos Recursos. Efeitos De Interposição. Efeitos De Julgamento. Antecipação Da Tutela Recursal ........................................... 493
9.8.1.1. Questões do TRF1 ........................................................................................................................... 493 9.8.1.2. Questões do TRF2 ........................................................................................................................... 493 9.8.1.3. Questões do TRF3 ........................................................................................................................... 494 9.8.1.4. Questões do TRF4 ........................................................................................................................... 494 9.8.1.5. Questões do TRF5 ........................................................................................................................... 494

9.9. DIREITO PROCESSUAL PENAL ................................................................................................................ 495 9.9.1. Juizados Especiais Federais Criminais .................................................................................... 495
9.9.1.1. Questões do TRF1 ........................................................................................................................... 495 9.9.1.2. Questões do TRF2 ........................................................................................................................... 495 9.9.1.3. Questões do TRF3 ........................................................................................................................... 495 9.9.1.4. Questões do TRF4 ........................................................................................................................... 495 9.9.1.5. Questões do TRF5 ........................................................................................................................... 495

9.10. DIREITO AMBIENTAL ......................................................................................................................... 495 9.10.1. A Tutela Internacional Dos Bens Naturais Brasileiros E As Unidades De Conservação Da Natureza De Proteção Integral ........................................................................................................ 495
9.10.1.1. Questões do TRF1 ......................................................................................................................... 495 9.10.1.2. Questões do TRF2 ......................................................................................................................... 495 9.10.1.3. Questões do TRF3 ......................................................................................................................... 495 9.10.1.4. Questões do TRF4 ......................................................................................................................... 496 9.10.1.5. Questões do TRF5 ......................................................................................................................... 496

9.11. DIREITO INTERNACIONAL PÚBLICO E PRIVADO ........................................................................................ 496 9.11.1. Atividade Da Lei No Tempo (Vigência, Eficácia, Fundamento) ............................................ 496
9.11.1.1. Questões do TRF1 ......................................................................................................................... 496 9.11.1.2. Questões do TRF2 ......................................................................................................................... 496 9.11.1.3. Questões do TRF3 ......................................................................................................................... 496 9.11.1.4. Questões do TRF4 ......................................................................................................................... 496 9.11.1.5. Questões do TRF5 ......................................................................................................................... 496

9.12. SOCIOLOGIA DO DIREITO.................................................................................................................... 498 9.12.1. Mecanismos De Resolução De Conflitos .............................................................................. 498
9.12.1.1. Questões do TRF1 ......................................................................................................................... 498

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9.12.1.2. Questões do TRF2 ......................................................................................................................... 499 9.12.1.3. Questões do TRF3 ......................................................................................................................... 499 9.12.1.4. Questões do TRF4 ......................................................................................................................... 499 9.12.1.5. Questões do TRF5 ......................................................................................................................... 499

9.13. FILOSOFIA DO DIREITO ...................................................................................................................... 500 9.13.1. O Homem. Conceito. Ser Do Mundo E Opondo-Se Ao Mundo ............................................. 500
9.13.1.1. Questões do TRF1 ......................................................................................................................... 500 9.13.1.2. Questões do TRF2 ......................................................................................................................... 503 9.13.1.3. Questões do TRF3 ......................................................................................................................... 503 9.13.1.4. Questões do TRF4 ......................................................................................................................... 503 9.13.1.5. Questões do TRF5 ......................................................................................................................... 503

10. PONTO 10.................................................................................................................................. 504 10.1. DIREITO CONSTITUCIONAL ................................................................................................................. 504 10.1.1. Federalismo E Estado Federal Brasileiro .............................................................................. 504
10.1.1.1. Questões do TRF1 ......................................................................................................................... 504 10.1.1.2. Questões do TRF2 ......................................................................................................................... 504 10.1.1.3. Questões do TRF3 ......................................................................................................................... 505 10.1.1.4. Questões do TRF4 ......................................................................................................................... 506 10.1.1.5. Questões do TRF5 ......................................................................................................................... 506

10.2. DIREITO TRIBUTÁRIO ......................................................................................................................... 508 10.2.1. Crédito Tributário: Extinção ................................................................................................. 508
10.2.1.1. Questões do TRF1 ......................................................................................................................... 508 10.2.1.2. Questões do TRF2 ......................................................................................................................... 508 10.2.1.3. Questões do TRF3 ......................................................................................................................... 511 10.2.1.4. Questões do TRF4 ......................................................................................................................... 511 101.2.1.5. Questões do TRF5 ....................................................................................................................... 513

10.3. DIREITO ADMINISTRATIVO.................................................................................................................. 513 10.3.1. Responsabilidade Administrativa, Civil E Penal Do Servidor Público. Processo Disciplinar .. 513
10.3.1.1. Questões do TRF1 ......................................................................................................................... 513 10.3.1.2. Questões do TRF2 ......................................................................................................................... 513 10.3.1.3. Questões do TRF3 ......................................................................................................................... 518 10.3.1.4. Questões do TRF4 ......................................................................................................................... 518 10.3.1.5. Questões do TRF5 ......................................................................................................................... 519

10.4. DIREITO PENAL ................................................................................................................................ 519 10.4.1. Crimes Contra A Ordem Tributária. Apropriação Indébita Previdenciária ........................... 519
10.4.1.1. Questões do TRF1 ......................................................................................................................... 519 10.4.1.2. Questões do TRF2 ......................................................................................................................... 519 10.4.1.3. Questões do TRF3 ......................................................................................................................... 522 10.4.1.4. Questões do TRF4 ......................................................................................................................... 522 10.4.1.5. Questões do TRF5 ......................................................................................................................... 524

10.5. DIREITO PREVIDENCIÁRIO................................................................................................................... 524 10.5.1. O Servidor Público Federal - Reciprocidade De Regimes - Dependência Econômica ........... 524
10.5.1.1. Questões do TRF1 ......................................................................................................................... 524 10.5.1.2. Questões do TRF2 ......................................................................................................................... 524 10.5.1.3. Questões do TRF3 ......................................................................................................................... 530 10.5.1.4. Questões do TRF4 ......................................................................................................................... 530 10.5.1.5. Questões do TRF5 ......................................................................................................................... 530

10.6. DIREITO CIVIL .................................................................................................................................. 530 10.6.1. Da Posse............................................................................................................................... 530
10.6.1.1. Questões do TRF1 ......................................................................................................................... 530 10.6.1.2. Questões do TRF2 ......................................................................................................................... 531

19

10.6.1.3. Questões do TRF3 ......................................................................................................................... 533 10.6.1.4. Questões do TRF4 ......................................................................................................................... 534 10.6.1.5. Questões do TRF5 ......................................................................................................................... 534

10.7. DIREITO EMPRESARIAL ...................................................................................................................... 534 10.7.1. Sistema Financeiro Nacional ................................................................................................ 534
10.7.1.1. Questões do TRF1 ......................................................................................................................... 534 10.7.1.2. Questões do TRF2 ......................................................................................................................... 534 10.7.1.3. Questões do TRF3 ......................................................................................................................... 535 10.7.1.4. Questões do TRF4 ......................................................................................................................... 535 10.7.1.5. Questões do TRF5 ......................................................................................................................... 535

10.8. DIREITO PROCESSUAL CIVIL ................................................................................................................ 535 10.8.1. Recursos Em Espécie. Apelação. Agravos. Embargos Infringentes. Embargos De Declaração. Recurso Ordinário Para O Stf E Para O Stj. Recurso Especial E Recurso Extraordinário. Embargos De Divergência ...................................................................................................................................... 535
10.8.1.1. Questões do TRF1 ......................................................................................................................... 535 10.8.1.2. Questões do TRF2 ......................................................................................................................... 536 10.8.1.3. Questões do TRF3 ......................................................................................................................... 539 10.8.1.4. Questões do TRF4 ......................................................................................................................... 539 10.8.1.5. Questões do TRF5 ......................................................................................................................... 539

10.9. DIREITO PROCESSUAL PENAL .............................................................................................................. 539 10.9.1. Nulidades. Descumprimento Das Formas Processuais ........................................................ 539
10.9.1.1. Questões do TRF1 ......................................................................................................................... 539 10.9.1.2. Questões do TRF2 ......................................................................................................................... 539 10.9.1.3. Questões do TRF3 ......................................................................................................................... 540 10.9.1.4. Questões do TRF4 ......................................................................................................................... 540 10.9.1.5. Questões do TRF5 ......................................................................................................................... 542

10.10. DIREITO AMBIENTAL ....................................................................................................................... 542 10.10.1. A Efetivação Da Proteção Normativa Ao Meio Ambiente. A Tutela Processual Do Meio Ambiente. A Fase Pré-Processual: O Inquérito Civil E O Inquérito Policial. A Fase Processual: A Ação Civil Pública Ambiental. Ação Popular Ambiental. Mandado De Segurança Coletivo Ambiental. Mandado De Injunção Ambiental. Ação Cautelar Ambiental. Ação Declaratória De Inconstitucionalidade Em Matéria Ambiental. A Eficácia Instrumental Das Tutelas Mandamentais Em Matéria Ambiental..................................................................................................................... 542
10.10.1.1. Questões do TRF1 ....................................................................................................................... 542 10.10.1.2. Questões do TRF2 ....................................................................................................................... 542 10.10.1.3. Questões do TRF3 ....................................................................................................................... 542 10.10.1.4. Questões do TRF4 ....................................................................................................................... 542 10.10.1.5. Questões do TRF5 ....................................................................................................................... 542

10.11. DIREITO INTERNACIONAL PÚBLICO E PRIVADO ...................................................................................... 542 10.11.1. Situação Do Estrangeiro No Brasil. Extradição .................................................................. 542
10.11.1.1. Questões do TRF1 ....................................................................................................................... 542 10.11.1.2. Questões do TRF2 ....................................................................................................................... 546 10.11.1.3. Questões do TRF3 ....................................................................................................................... 549 10.11.1.4. Questões do TRF4 ....................................................................................................................... 549 10.11.1.5. Questões do TRF5 ....................................................................................................................... 549

10.12. SOCIOLOGIA DO DIREITO.................................................................................................................. 550 10.12.1. Composição De Litígios – Sistemas Não Judiciais De Composição ..................................... 550
10.12.1.1. Questões do TRF1 ....................................................................................................................... 550 10.12.1.2. Questões do TRF2 ....................................................................................................................... 550 10.12.1.3. Questões do TRF3 ....................................................................................................................... 550 10.12.1.4. Questões do TRF4 ....................................................................................................................... 550 10.12.1.5. Questões do TRF5 ....................................................................................................................... 550

20

10.13. FILOSOFIA DO DIREITO .................................................................................................................... 551 10.13.1. A Conduta Segundo Sócrates ............................................................................................. 551
10.13.1.1. Questões do TRF1 ....................................................................................................................... 551 10.13.1.2. Questões do TRF2 ....................................................................................................................... 552 10.13.1.3. Questões do TRF3 ....................................................................................................................... 552 10.13.1.4. Questões do TRF4 ....................................................................................................................... 552 10.13.1.5. Questões do TRF5 ....................................................................................................................... 552

11. PONTO 11.................................................................................................................................. 552 11.1. DIREITO CONSTITUCIONAL ................................................................................................................. 552 11.1.1. Estado E Ordem Econômica ................................................................................................. 552
11.1.1.1. Questões do TRF1 ......................................................................................................................... 552 11.1.1.2. Questões do TRF2 ......................................................................................................................... 554 11.1.1.3. Questões do TRF3 ......................................................................................................................... 559 11.1.1.4. Questões do TRF4 ......................................................................................................................... 560 11.1.1.5. Questões do TRF5 ......................................................................................................................... 560

11.2. DIREITO TRIBUTÁRIO ......................................................................................................................... 561 11.2.1. Crédito Tributário: Exclusão ................................................................................................. 561
11.2.1.1. Questões do TRF1 ......................................................................................................................... 561 11.2.1.2. Questões do TRF2 ......................................................................................................................... 563 11.2.1.3. Questões do TRF3 ......................................................................................................................... 564 11.2.1.4. Questões do TRF4 ......................................................................................................................... 564 11.2.1.5. Questões do TRF5 ......................................................................................................................... 564

11.3. DIREITO ADMINISTRATIVO.................................................................................................................. 565 11.3.1. Agentes Públicos Civis E Militares ........................................................................................ 565
11.3.1.1. Questões do TRF1 ......................................................................................................................... 565 11.3.1.2. Questões do TRF2 ......................................................................................................................... 570 11.3.1.3. Questões do TRF3 ......................................................................................................................... 571 11.3.1.4. Questões do TRF4 ......................................................................................................................... 571 11.3.1.5. Questões do TRF5 ......................................................................................................................... 571

11.4. DIREITO PENAL ................................................................................................................................ 571 11.4.1. Tráfico Ilícito De Entorpecentes ........................................................................................... 571
11.4.1.1. Questões do TRF1 ......................................................................................................................... 571 11.4.1.2. Questões do TRF2 ......................................................................................................................... 584 11.4.1.3. Questões do TRF3 ......................................................................................................................... 584 11.4.1.4. Questões do TRF4 ......................................................................................................................... 585 11.4.1.5. Questões do TRF5 ......................................................................................................................... 585

11.5. DIREITO PREVIDENCIÁRIO................................................................................................................... 585 11.5.1. Previdência Social: Órgãos, Regimes, Segurados, Beneficiários E Inscrições. Leis Ns. 8.212/91 E 8.213/91........................................................................................................................................ 585
11.5.1.1. Questões do TRF1 ......................................................................................................................... 585 11.5.1.2. Questões do TRF2 ......................................................................................................................... 590 11.5.1.3. Questões do TRF3 ......................................................................................................................... 590 11.5.1.4. Questões do TRF4 ......................................................................................................................... 590 11.5.1.5. Questões do TRF5 ......................................................................................................................... 590

11.6. DIREITO CIVIL .................................................................................................................................. 594 11.6.1. Da Propriedade. Propriedade E Domínio ............................................................................. 594
11.6.1.1. Questões do TRF1 ......................................................................................................................... 594 11.6.1.2. Questões do TRF2 ......................................................................................................................... 598 11.6.1.3. Questões do TRF3 ......................................................................................................................... 599 11.6.1.4. Questões do TRF4 ......................................................................................................................... 601 11.6.1.5. Questões do TRF5 ......................................................................................................................... 601

21

11.7. DIREITO EMPRESARIAL ...................................................................................................................... 605 11.7.1. Estabelecimento Empresarial .............................................................................................. 605
11.7.1.1. Questões do TRF1 ......................................................................................................................... 605 11.7.1.2. Questões do TRF2 ......................................................................................................................... 613

11.8. DIREITO PROCESSUAL CIVIL ................................................................................................................ 617 11.8.1. Súmula Vinculante. Fenômeno Processual Da Repercussão Geral, Na Competência Recursal Do Supremo Tribunal Federal E Do Superior Tribunal De Justiça. Tendências Atuais Dos Recursos. O Processo Cautelar. Procedimento. Os Processos Especiais De Mandado De Segurança, Ação Civil Pública, Ação Popular, Ação De Desapropriação, Habeas-Data, Mandado De Injunção E Ação De Improbidade Administrativa ............................................................................................................ 617
11.8.1.1. Questões do TRF1 ......................................................................................................................... 618 11.8.1.2. Questões do TRF2 ......................................................................................................................... 632 11.8.1.3. Questões do TRF3 ......................................................................................................................... 635 11.8.1.4. Questões do TRF4 ......................................................................................................................... 639 11.8.1.5. Questões do TRF5 ......................................................................................................................... 640

11.9. DIREITO PROCESSUAL PENAL .............................................................................................................. 642 11.9.1. Prova. Quebra Do Sigilo Bancário ........................................................................................ 642
11.9.1.1. Questões do TRF1 ......................................................................................................................... 642 11.9.1.2. Questões do TRF2 ......................................................................................................................... 644 11.9.1.3. Questões do TRF3 ......................................................................................................................... 645 11.9.1.4. Questões do TRF4 ......................................................................................................................... 645 11.9.1.5. Questões do TRF5 ......................................................................................................................... 645

11.10. DIREITO AMBIENTAL ....................................................................................................................... 646 11.10.1. A Tutela Processual Dos Interesses Difusos Ambientais E A Técnica Das Tutelas De Urgência Na Defesa Adequada Do Meio Ambiente. O Devido Processo Legal Coletivo E A Tutela Jurisdicional Inibitória Do Risco De Dano Ambiental Como Instrumento De Eficácia Do Princípio Da Precaução. A Eficácia Erga Omnes Da Coisa Julgada Coletiva Na Dimensão Do Interesse Difuso Ambiental ...... 646
11.10.1.1. Questões do TRF1 ....................................................................................................................... 646 11.10.1.2. Questões do TRF2 ....................................................................................................................... 650 11.10.1.3. Questões do TRF3 ....................................................................................................................... 651 11.10.1.4. Questões do TRF4 ....................................................................................................................... 651 11.10.1.5. Questões do TRF5 ....................................................................................................................... 651

11.11. DIREITO INTERNACIONAL PÚBLICO E PRIVADO ...................................................................................... 651 11.11.1. Tratados Internacionais (Latu Sensu). Direito Dos Tratados ............................................. 651
11.11.1.1. Questões do TRF1 ....................................................................................................................... 651 11.11.1.2. Questões do TRF2 ....................................................................................................................... 653 11.11.1.3. Questões do TRF3 ....................................................................................................................... 657 11.11.1.4. Questões do TRF4 ....................................................................................................................... 657 11.11.1.5. Questões do TRF5 ....................................................................................................................... 657

11.12. SOCIOLOGIA DO DIREITO.................................................................................................................. 658 11.12.1. Direito E Comunicação Social............................................................................................. 658
11.12.1.1. Questões do TRF1 ....................................................................................................................... 658 11.12.1.2. Questões do TRF2 ....................................................................................................................... 659 11.12.1.3. Questões do TRF3 ....................................................................................................................... 659 11.12.1.4. Questões do TRF4 ....................................................................................................................... 659 11.12.1.5. Questões do TRF5 ....................................................................................................................... 659

11.13. FILOSOFIA DO DIREITO .................................................................................................................... 659 11.13.1. A Visão De Platão Sobre O Mundo, O Homem E As Coisas ................................................ 659
11.13.1.1. Questões do TRF1 ....................................................................................................................... 659 11.13.1.2. Questões do TRF2 ....................................................................................................................... 663 11.13.1.3. Questões do TRF3 ....................................................................................................................... 663

22

.......................................2.........................................................................................................6.............................................1...............................1...............11................ 689 12....................................................................................................................5...... 694 12..............................................................................................6.... 689 12......................................................7........... Questões do TRF1 ....................... Questões do TRF2 ..............1............... Questões do TRF1 ..........................................7.....2................................................................................1...... 694 12.....Cadin ..............................3...1........................................................... 695 12...... 676 12........... Crimes De Abuso De Autoridade ..................4........1........ 666 12.4.........................5..........1.......................2...1.......................1.... 696 12................................1........1.... Questões do TRF2 ........... 702 12...............................................................5.........1.................. 671 12................... 683 12.....................5........13.............................................1..... 696 12............ 703 12..............................3................. Questões do TRF2 .......................................................... 673 12......2.................... 683 12... Crimes Contra O Meio Ambiente...................4.................... DIREITO CIVIL .................................. Questões do TRF2 ....3.........1....................1. Questões do TRF4 ..................................................................................4............................................. 699 12............................. DIREITO CONSTITUCIONAL ................ Questões do TRF4 ......................................3.................2........................4.................................. 702 12........ Direito Judicial Tributário ...................5............................ Questões do TRF3 ....1...1...............1....................................... 670 12....... Questões do TRF3 ............ Questões do TRF5 ............................4....................................3....1..................................5............................. Questões do TRF2 ............................................................... Controle Judicial Do Ato Administrativo.............................................................................4.......1................................................................................................. DIREITO ADMINISTRATIVO..................1......... Questões do TRF1 ............................ 696 12.. 700 12.. Registros Públicos........3...............................................................................................................6........................ 696 12...................... 663 12.... 702 12................................................................................................... 676 12...........1.....1.. 695 12.6..... 694 12.......................1........................ 671 12. Questões do TRF1 .................7..................................................................................................1.................................. Questões do TRF4 ...4.1...................... Questões do TRF5 ............................. Alienação Fiduciária Em Garantia De Bens Imóveis................................. 684 12......................... PONTO 12...................................1........................... 695 12....................................1.............................. Abono Anual E Outros Auxílios ...............................2................................... DIREITO PENAL .................................................................. 663 11......................2.................... Questões do TRF5 ......6....................5.. 670 12...................................................... 663 12....3. 676 12..........................................................................................1............................................. 702 12......................................................................................1.......... Questões do TRF4 .................................... 676 12......................3....................... Questões do TRF3 .......5.............................................................................................................................3...13............1................... 671 12......... Questões do TRF3 ............................................CND/CPDEN .1....Lc 118/2005 ........................... 663 12.............3.....................1.....4...................1...1...............3............4..1................................................................ 702 12........5................1............1........ Questões do TRF1 .................3.................................1...........5............... Questões do TRF2 ... Questões do TRF3 .............. 663 12............................................................5........................ Penhor E Hipoteca..... 703 23 .. Questões do TRF3 .......................................................1......... 676 12.....................2........ 703 12..........................2............. Questões do TRF4 ... 696 12....1.. 684 12................................................1..................... 676 12..........5....5.....................................................2................5............................................................................................................................ Questões do TRF1 .............1........................... 663 12.......6............................... 693 12..... Questões do TRF2 .....................................................................................3............ Questões do TRF5 ... Questões do TRF5 ...................1. Questões do TRF5 .............. 696 12......................................4........... Questões do TRF5 ....................7.....................................2............................ 689 12... 670 12................................................2................................................. Questões do TRF3 .1. Estado E Ordem Social ..................... DIREITO EMPRESARIAL .................. Questões do TRF4 .1..........4....... Estatuto Da Terra ............................1.................1..........1.........................................................4.............................................................................2..........................4........................................2..1.................................................1......... Controle Da Administração Pública...4....1....................1.............3.........................1.......................................1................................... DIREITO PREVIDENCIÁRIO .................................. Questões do TRF4 ........1.... DIREITO TRIBUTÁRIO ..................................7................................ 696 12..... Questões do TRF1 ...... Questões do TRF4 ....................................................6...........................................................................................................7....1......

....... Questões do TRF2 ........................... Questões do TRF2 ........3............................. 715 12......... Os Povos Indígenas E A Diversidade Biológica.............................................................................. 719 12................................1.....................5.................8...................................................................................... Questões do TRF2 ........3........................... 723 12.........1..........1....... Opinião Pública E Direito ............ Questões do TRF2 ...................12........................... 717 12...............................................2........... Terceiros Interessados....2.....................................................................5.........................4........................................ Biopirataria.........................1.................................... 730 12..................................... Formas De Execução E Atos De Execução.............................................. Da Fauna...........................................8.................................2.......13... 703 12.................................................................11.........12................... 703 12............................. 703 12....................1.... O Ser E O Movimento (Parmênides E Heráclito) .................... Liberdade Provisória... Questões do TRF1 ................ Questões do TRF5 ...1...........................................................13........................................... Questões do TRF4 ................1.......................9......1.....................4............................10.......................................................................1............. A Relaçao Processual E Seus Elementos.........................3. 717 12....................................... 730 12..............................................10............5........................ 724 12.......................................................................... SOCIOLOGIA DO DIREITO.................... Fiança...........11..................1........................... Questões do TRF5 ............................ Questões do TRF5 ........................................12..............................................1..............1.........................9............10........................................................................................... Questões do TRF1 ..............5.............................5...........13.............10..............5......................12....... Questões do TRF3 .... Da Pesca E O Combate À Desertificação Ambiental.................. Legitimação Ativa E Passiva........13......4.........................1......................... 732 12........................................2.......8........7.....................2....5..............................12......11.....10............. 730 12................ 730 12....... 703 12..................................................................................................1............................................. 729 12..............................1................... 723 12....... DIREITO PROCESSUAL PENAL ....................................................................3...........1..........................12..................................................... 732 12....11.................. 732 12...1... Questões do TRF3 ............... 717 12............ FILOSOFIA DO DIREITO .................................... 729 12........ 714 12........12. 710 12........... Questões do TRF5 ....................................1............................. Questões do TRF3 .1...1.... Questões do TRF5 ......8...8.......................8.. Aplicação Da Lei (Nacional Ou Estrangeira – Arts..............1................................................................3.........................................................1..........1....11...........................................1.......................................4..................... Execução Definitiva E Provisória...................................... 730 12........................... 724 12...... Questões do TRF5 ................................................. DIREITO PROCESSUAL CIVIL ...... Questões do TRF4 ....1....................................................................................................1................................ 730 12................................................................ 717 12.....1.........9............... Litisconsórcio E Intervenção De Terceiros No Processo De Execução........................................................1......................................3.....................................1..........1......9.......... Questões do TRF2 ............ Procedimentos Investigatórios Dos Ilícitos Praticados Por Organizações Criminosas ........4......13.....11................ 7º E Seguintes Da Lei De Introdução às Normas do Direito Brasileiro............9. Biodiversidade....1........ A Proteção Ambiental Das Florestas Públicas E Das Terras Indígenas .......................................................4.......................... 714 12.....1.... Biodiversidade E Sustentabilidade..................... DIREITO INTERNACIONAL PÚBLICO E PRIVADO ............................................8................. 730 12........................... 717 12......................................................................................... 730 12.............................................................1....... 726 12.....................................................................1..........................1................ A Importância Da Biodiversidade No Contexto Dos Interesses Difusos Ambientais.......10.......................1....................13.......... Questões do TRF3 ............... Questões do TRF1 .................................1....... Questões do TRF5 ................................................... 717 12.......... Questões do TRF4 .1.......................10........................................... 730 12............................... Questões do TRF1 ...........1..13......... Questões do TRF4 .. Questões do TRF4 .................2............................ Requisitos Para Realizar Qualquer Execução............................................................. 729 12.............. 715 12....1..................................... DIREITO AMBIENTAL .........11......................................................9..........................................................1....... A Proteção Internacional Da Flora................................ Questões do TRF2 ........................................... Questões do TRF1 ........................... Questões do TRF3 ..................... A Proteção Da Diversidade Biológica................................ 730 12.... 721 12..................12..... 717 12....................................... Questões do TRF1 ................................1.9............................ 714 12........................ 732 24 . Questões do TRF4 ...........1. 724 12........................... Questões do TRF3 ........ 715 12...........

... Sistema Tributário Nacional .................. Questões do TRF1 ................................................................1.......................................................................................................... Questões do TRF4 ..13........................... Questões do TRF3 ..................... Questões do TRF3 .......................................1.....................................4.......... Questões do TRF2 .............................Limitações Constitucionais Ao Poder De Tributar ............... 739 13........................... Questões do TRF5 .................................1.................................................................1......................7..............................1.. Questões do TRF5 .1................ Questões do TRF5 ..........1................................1...... 740 13...................4..................................................................7........4......................................................5.............. 742 1...............................................1.... Questões do TRF3 ......1...................................1...... Contrato De Seguro. Questões do TRF4 ......... Questões do TRF2 ...............................................Impostos Federais................................................................................... 735 13....1................................................. 750 13.. Questões do TRF2 ................ 756 13........... 739 13.3...................................2................................................................... 744 13....... Questões do TRF1 .................1.. Questões do TRF4 ..............................................1........................................................................................................................................... Contrato De Consumo ................................................................. Questões do TRF1 .........................................1............................4.. 740 13...............5..................1.................. 742 13..................... Questões do TRF1 ....5.1.................4..5............. 740 13...1........................ 744 13.................3...........3.................. 735 13..................................................1................................................1......................................................6.............................. 759 13........................................ 745 13.............................................................6................2..............................................................1....................1.... Domínio Público .............. 740 13.......1...........................................................................3..... 745 13..............................2.............................2........................ Tempo De Serviço .. PONTO 13..... 732 13.......3.............................................5..3...........2...................... 743 13..................................1................... Estaduais E Municipais – Repartição De Receitas .................................1.. DIREITO PENAL ........................................6............................................................ 747 13........4..................7......2.................................................1.........5...........................................................1......................................... Questões do TRF3 ............................................................................................................................................ 749 13.........................................................3........................................1...............1............. Questões do TRF3 . Questões do TRF1 ....................................................................4...........1........................7.......................................... 750 13...................................1...4..... 739 13....5...................................... Obrigação Tributária: Sujeição Passiva Direta E Indireta ..................................1................. DIREITO PREVIDENCIÁRIO..2.................................................................1..5...................... Questões do TRF1 .............6................... Questões do TRF3 ... Questões do TRF4 ..............4.....1............1.....1...........................4.......4.......................... 744 13.... 744 13..................................................................................................................................... 732 13.5.....................1.................................... 739 13..................... 743 13....................5...........................1..... 744 13......5.........1.....7.................................................... Questões do TRF4 .................................. 732 13....................................................5................................................ DIREITO TRIBUTÁRIO ..............1......................1....................................4.............5...................2...... DIREITO CIVIL . 732 13........................ Propriedade Industrial ....1.............6................ 743 13................................................ 745 13.......1..1.................................................2.................. Questões do TRF5 .... 739 13...........1.....1.........1........3........................... DIREITO CONSTITUCIONAL ....................... 734 13..................................................................................................................6........................ 762 13.....1....... Questões do TRF5 .................. Questões do TRF4 .... Questões do TRF1 ........................................3.. 744 13... Questões do TRF5 .................... Questões do TRF2 ......3.........................7.....................................................1................. 742 13.......................2.........3.....1..........................................................................................................................................................................................................2....7.............................................................................................................................. 745 13.................... 735 13..........1....... 745 13........... Crimes Contra A Fé Pública .......... Questões do TRF3 .. DIREITO EMPRESARIAL .................1..1..................................................................................................... 750 13........ Questões do TRF4 .........1......................................................... 750 13.....1.......................1........................ 743 13....... DIREITO ADMINISTRATIVO..2.........2......................... 740 13........... 744 13...............................................5.......................................................... Questões do TRF2 .......... Questões do TRF2 ......6.....2...........3............................................................................................................................................................... Questões do TRF5 ...........................3... 745 13................................................. 745 13...................................................4........................................... 750 13........... 762 25 .........4.............................. Questões do TRF2 .........3...............

............1............................................ 772 13................. PONTO 14....................................................................................... SOCIOLOGIA DO DIREITO................................................................................................................................................. Questões do TRF2 ..........13.....................................1...... 799 26 ... Questões do TRF5 ........................2................ 768 13............. DIREITO AMBIENTAL .............1........2........ Questões do TRF2 ....12.1...........1..................................10........................5.......................... Títulos Executivos Judiciais........................................................................ Agrossistemas Transgênicos... Questões do TRF1 ........................ DIREITO PROCESSUAL PENAL ..............5.............. 764 13..... Questões do TRF4 .........................8....................... Biodiversidade E Biotecnologia.......................... DIREITO CONSTITUCIONAL ..13...1..........................13.................12......1........... Bens Exequíveis ............................................................................................ 776 13................................................................ Questões do TRF4 ......................................8......... A Interposição Do Direito............................................ 787 13.. 772 13....... 766 13.................... Questões do TRF3 ...........................................5............................................8...................... Questões do TRF1 ............................. Administração Pública .. 762 13......... Questões do TRF1 ................11........... Questões do TRF3 ...11........................................1................................................................ A Convenção Internacional Sobre Diversidade Biológica......... Proteção A Réus Colaboradores 768 13......13.................1......1...........3.................... Questões do TRF1 .........1. 770 13................................ 787 13..............................4.... Fundamentos Da Análise De Riscos..... 787 13........... Questões do TRF4 ..........................................................................4. Questões do TRF1 ................... 778 13........3...2..................... Questões do TRF2 ............................................................ 787 13................................9........................ 785 13.........8................ Questões do TRF2 ....... DIREITO INTERNACIONAL PÚBLICO E PRIVADO ................5....................................... Questões do TRF5 ............... 785 13.............1.....1.......3...............................2...... Questões do TRF5 ........................ Questões do TRF4 .......................................................4...................... Questões do TRF4 ..............................1...1................................................................................1... 770 13.............................1....................... O Acusado E Seu Defensor..................... 790 14................................ 790 14.................1..............................1.............................. 766 13......... Questões do TRF3 ..........13..................................9......12..................................1......5............11......... 789 13.........1................................. Questões do TRF2 .......10.............12......1....................................................10.................1............................. 784 13...........8........................1.. Questões do TRF5 . Questões do TRF1 ...... Questões do TRF3 ..................................3.............. 787 13..................................................................... FILOSOFIA DO DIREITO ................................................13...............1................. 776 13........................1...11......1......... 781 13.. Títulos Executivos Extrajudiciais ...............................................1.........................................................................1.13................ 790 13....................................................1...................... 782 13.1.............. 790 14................................................... Questões do TRF1 .... Elementos Objetivos Do Processo De Execução........................... Questões do TRF3 ....................11..9................. 772 13..................5....9.8.....................................................................................................1..... 768 13.................................................................................................................1........................................................................ Responsabilidade Patrimonial E Fraude À Execução........... 769 13..................3........... 762 13... Liquidação Da Sentença Condenatória Genérica.................................................. Questões do TRF3 ............. Superação Do Raciocínio Lógico Dedutivo ............................................................................... 769 13.........................................................................1...........................................................11........................2......................................12............. 766 13............................................................................... Questões do TRF4 ..................................................... Questões do TRF5 .............1....9............1...........................................................................10...........................10.........1.... 785 13.......4.............9.......................................4.. 762 13.........4.................................................. 778 13........................................................................... Segurança Ambiental....................2...... Organismos Internacionais .........................1...................................1............. Coercibilidade Do Fato Social X Coação Legal ......................................... 790 14...........................13..............9. Testemunhas E Documentos................................... Questões do TRF2 ...................1...................................... 785 13...............12.............................................................1......................................................1... 774 13................................................... 790 14.......2.........1..........10..................... Questões do TRF2 .......................1........ DIREITO PROCESSUAL CIVIL .................... Questões do TRF5 ..11........... 790 13......................................3................ 787 13............. 778 13......... 778 13.1............................... O Princípio Da Precaução E O Protocolo De Cartagena ...............................................8................................................1.................12..........................1.....................1..................................................................1..1.......10................................ 787 13..

Questões do TRF4 ........... Questões do TRF4 ................. Questões do TRF5 ..........3........................ Questões do TRF3 ......................................................................................................................... Adjudicação E Remição............ 804 14.....1....4............................ Questões do TRF3 ............................. Questões do TRF4 .............. Polícia Administrativa ................................................................. Sincretismo Processual..................1........... 804 14..........................1................................................ DIREITO CIVIL ....1....................... 824 14..................................................................................................................................3.................. 809 14...... 814 14...................... Questões do TRF1 .....4....................................1........................................1....1...........1..1...............................2............................................... Questões do TRF3 ............ Questões do TRF4 .............................1..............4......... 804 14................................................ Questões do TRF2 ...........7.................................................................................8.....1.. Questões do TRF4 .................. 821 14......................................................6..................... Questões do TRF4 ........... Multa Por Inadimplemento... 812 14................. 815 14................7........................ DIREITO PROCESSUAL CIVIL ..........6...................................1......................................................................................1..............3......................1..4..............2............................. Questões do TRF3 ...........................6............................... Cumprimento Da Sentença..................1...............................1...... 821 14................................1............6......................... 813 14..2.................3.........................6.................. 821 14.............................. Questões do TRF2 ...................................... Pagamento Ao Credor... 809 14..1.............................................................5...................................1.......................... Procedimento. 834 14.................................................................... DIREITO PENAL ......................................................... 817 14..... 813 14....................... 831 14..2................................................5........................3..........................................3........1.................................................. 821 14...........3............................ DIREITO PREVIDENCIÁRIO....................... Realização E Formalização Da Penhora...............1............................................................1.............................5. Questões do TRF1 ....................5..............7.........5..........1......1................... 804 14............ Questões do TRF2 ......... 809 14............................................................2.......................................... 27 .............. 805 14.. 814 14........................................ 835 14........................... DIREITO EMPRESARIAL ............................................................................6...........1...........................1.........................3.............................. 831 14..........................Interpretação No Código Tributário Nacional .1.......1......3.........................................................4.......................................................3........1..................................................................1............... 809 14..........................................1..........................................................7........... Arrematação... 834 14..........................4.................. Questões do TRF1 ..1............................4............ Questões do TRF3 ....1......................2....................................1......................... Questões do TRF5 ........2........................ Questões do TRF3 ....................1..........1........................................................................3............1........................... 829 14......................................2..................2...3..................................... 824 14.............. 830 14........................... 828 14....................3...1.... Questões do TRF2 ......... 823 14............... DIREITO ADMINISTRATIVO................................................................ Execução Das Obrigações De Fazer E NãoFazer................ Responsabilidade Civil.....7...............................................4................................................................... 834 14.....1...............................................5.....................................1................5.................. Questões do TRF5 ....4....... 804 14.. Crimes Contra A Administração Pública .............2............................................... Cartão De Crédito ...5.....1.......................................6..... Hermenêutica Tributária: Lei Interpretativa .7.14................................. Contribuições Da Empresa ....2..........................................................................4. Dano Moral E Material ...............................................................4.....5................ 804 14....................4.......................................... 814 14........................... Regras Gerais....................................................................3. 824 14..2..... Questões do TRF1 ......................................................................................... 820 14............................................1.....................2................................................1.... 831 14........................................ 812 14.................... Questões do TRF5 ............. 809 14............................. 823 14...................5........ Questões do TRF1 .............................................1.............................. Fato De Outrem..................... Questões do TRF5 ...........................................1.................... 824 14............4..8............5......5..................... 834 14...............................5..................1...................... Questões do TRF5 .......... Questões do TRF3 ....................... Execução Por Quantia Contra Devedor Solvente: Penhora......................................... 821 14....... Execução Para Entrega De Coisa Certa E Incerta........ Questões do TRF2 ...................1...........1................7........ Contrato De Comissão............ Salário-De-Contribuição..................... Questões do TRF5 ...................................................................5......... Expropriação...1................ 809 14................. 820 14.................... Questões do TRF1 ........................................... Questões do TRF4 ................ DIREITO TRIBUTÁRIO ......... Questões do TRF2 ...4...........

............................2...................... Questões do TRF4 ....................................... Questões do TRF2 ............................... Questões do TRF3 ...........................2............................... 859 14........................ 863 15.........11..... Questões do TRF2 .......1.................................3.........................12............ Questões do TRF2 .... 862 14.................................................1..1..................................................... Questões do TRF4 .....................................8....................................................Penhora E Avaliação..................1....... Arresto......................... 859 14.....................................2.................................................12...1..................................9..........................................................1.....................1............................. 845 14................ Questões do TRF4 ... 863 15............ 859 14.........1........... O Pensamento De Kant E A Norma Jurídica .................5..............................1.........3............ 847 14...........4..............1.................1.... 835 14.................................. Questões do TRF4 ......10........ 857 14.................................. Questões do TRF4 .............................................. 857 14........................................................................................1...................1........13. PONTO 15.......................1................ 863 15.. Questões do TRF3 .................12..............................................................1............................................................ Questões do TRF4 ...............2....... 863 15..........................................................................4.....................13.......13............................... Correlação Entre A Acusação E A Sentença ..................................... 839 14.. Questões do TRF3 . 857 14.... DIREITO INTERNACIONAL PÚBLICO E PRIVADO ....................................................................... 863 28 .................1........................ 855 14............................................. 859 14.......................1..................... 847 14. 855 14................1........... Questões do TRF3 ............5.......... 859 14........................................................................................................................1....................1......11....................................................................................................... 859 14..................... 842 14...........13.........1.........1.. 857 14.............................1..........10.............................................................................................. Questões do TRF5 . Desenvolvimento Sustentável .........1................................1. 847 14...................12.......................................................................... Questões do TRF1 ................... 863 15............................. Questões do TRF1 ............. SOCIOLOGIA DO DIREITO....................1............2...................................................................................... Questões do TRF2 ..5...............1......................................................................................................................... Questões do TRF1 .......................... 846 14.......................3..................................3.. Impugnação Pelo Devedor......................................................................1...........1...... DIREITO CONSTITUCIONAL ........... A Pobreza Humana Como Fator De Degradação Ambiental.....3................................... 855 14..2..................... Poder Judiciário.......... Questões do TRF5 .............................................................11................................................. DIREITO PROCESSUAL PENAL .....................2............................... Questões do TRF2 ......9................................9..................9.............................................. Questões do TRF5 .......................... 857 14........................ Ministério Público E Administração Pública Em Defesa Do Meio Ambiente. 859 14.8.............. Questões do TRF1 ....9.. Questões do TRF5 .1......................... 863 14........ 857 14....................................................11......................... 851 14...................1....... 847 14...............................13.............................................................10..................................10............. 846 14........4.....................................1.... 863 14..................................... FILOSOFIA DO DIREITO ..10..... 855 14.............................................................1...................................................................1..... DIREITO AMBIENTAL ..................................................1.........1...............................................1................................. 855 14..................1..........................................1................................... Reformas Constitucionais Experimentadas Pela Constituição Federal Brasileira De 1988 ........ Natureza Jurídica Da Decisão Resolutória Da Impugnação..........1................. Questões do TRF2 ....4..................1...........................................................................1......................................... Questões do TRF5 ........... Questões do TRF1 ............................................................. 844 14........................1...........9..............................4.......11..................................... 847 14.........4..........................8......................3............ Questões do TRF3 ....................................... Conflitos Internacionais: Meios De Dirimi-Los .......13............................12................................................................................................................... 845 14.....................................................5..................1.................................................12............................. 855 14............. Questões do TRF3 .................................................1.11.11....................9..... 857 14...1...................................................13.......................................... Questões do TRF3 ...............1....................... Questões do TRF5 .................5........... O Indivíduo E A Coletividade ............................................................10......................3......1........................................ 845 14... 835 14....................................................10............................................... Recurso Cabível ..............1.......1................ 863 15........................ Direitos Fundamentais E Meio Ambiente.................................... Questões do TRF1 . Meio Ambiente E Direitos Humanos Numa Perspectiva Integral.........8.... 845 14..... Questões do TRF2 ..12.1..................... Questões do TRF1 ...5.....8........................................

................................................................................................... Questões do TRF4 ............. Regulamentação Constitucional............................. 900 15................................. DIREITO TRIBUTÁRIO ..............................................15.6. Função Social Da Propriedade .. 863 15.............................6....................1.............................................. DIREITO PROCESSUAL CIVIL ..................................3..................................7..............................1... Execução Por Quantia Certa Contra Devedor Insolvente..............................................................................2................. 879 15..................... Aposentadoria........ 863 15.............. 880 15................... 864 15............................ 899 15............................5.1......4.................................................................................. 864 15..4.................. 875 15........ Auxílio-Doença...................3.......................... Questões do TRF5 .............. Questões do TRF2 .........1............3.1...... Execução Contra A Fazenda Pública........................................................... Questões do TRF1 ......... Questões do TRF4 ....................................4.....................................................4...............1....................................................1.............1......................................................... Renda Mensal Vitalícia....... Questões do TRF3 ............. Suspensão E Extinção 29 ..............1................3.............5......2........1..............................1....................... Questões do TRF2 ... Crimes Contra O Patrimônio .................2.........................7...... Embargos De Terceiro.... Exceção De Pré-Executividade...................................................3..............................................................1.. Questões do TRF1 ...Isenção – Anistia .......1....1. DIREITO PENAL .......................... Questões do TRF4 ..........1.................................................5..........................................................2.......................................3............................... Citação E Embargos.....1.... Execução De Alimentos.....5.......... DIREITO PREVIDENCIÁRIO.....1....... 892 15................. 890 15..........5.....7..4...........................6........................... 892 15.......1........................... 874 15........4...........................1.................................................... 902 15............1.............. Questões do TRF5 ......... Questões do TRF2 .......................................4...................... Agências Reguladoras ........... 910 15..................1..........................5.....1.....3....... Questões do TRF4 ................................6.3............... 873 15............................................... DIREITO EMPRESARIAL .................. 899 15... Acumulação ......... Embargos Do Devedor..........5.............................................................................2...........Prescrição ..5.... Questões do TRF3 ...................................... DIREITO ADMINISTRATIVO... Circulação Das Obrigações..............2.....................6......................................................................... 880 15....3................ Pensões......1.............. 903 15........................6..............3...........7...................................................... 892 15.....8......... 879 15................................................................3.. Questões do TRF1 .5................1..2............... 891 15..............................2........................... Questões do TRF3 .......................5.......1.. 879 15................ 886 15....................................7............................ 888 15........................ Questões do TRF1 .......................................... Questões do TRF3 ..5......... Questões do TRF4 ..........4.......... 891 15.5............................ Questões do TRF5 ................................................................................................... 909 15............................... DIREITO CIVIL ..............1......................................1.. 909 15................................................ 905 15..............6......... Questões do TRF4 ..1..................................................4... 886 15............. Questões do TRF2 .1.................................. 910 15................. Questões do TRF2 .........Imunidade .......................Não-Incidência ...................1.. Oposição À Execução Forçada................................................................................................... 900 15...1............ Questões do TRF1 ..... Questões do TRF2 ......1................................. 886 15....................Taxa Preço Público – Empréstimo Compulsório – Competência Residual Tributária ........................3.. Direito Empresarial .................. Questões do TRF5 ................................... Questões do TRF3 .................................. Formação De Precatório..............1................................................1.................7....... 904 15..........1.......4.............2..............................................................................................................................................1.... 899 15..................................................8..........1...................................................... 900 15...1.1...................... Questões do TRF5 .... Questões do TRF5 .........3..............1...................................................... Direito Comercial......................... 881 15.................4.......1.................................................................................................................1......... Questões do TRF3 ................................... 910 15...................................... 864 15. 875 15.... Função Normativa Da Administração Pública...........................1.........................................................................................................................2....... Prisão Civil Do Devedor.......................... 899 15.................................................................. Questões do TRF1 .....4................. 905 15.2............................................................................................................................................................4........ 904 15..................1..................2..................... 882 15...... Incidência .........................................................................................4.......................................5... Questões do TRF5 ..Decadência .................................................. Abono De Permanência...1.................................5....1........................................... 905 15................................................ Requisição Do Pagamento............................ Questões do TRF4 ........1.......2......7........

............................................... 910 15.....4..................................................................................................................1...... Questões do TRF2 ...................................8.....................1....................4...................................................................... Questões do TRF2 ......... 933 15........ 938 15................................3...........1...... 934 15..................................................... 939 15....1............. Questões do TRF5 ..................................................1.......1.........2........... Questões do TRF1 .................................................................1................................1.................................... 934 15..................... 936 15.............1......................... 975 16........................ 939 16.....1..........................................................................................1................. PERGUNTAS NÃO ENQUADRADAS NOS PONTOS ANTERIORES ............... 924 15.................................................................... 934 15.....................1................................1......................1........................1.............9.................................3..................13......... Questões do TRF3 ......................................................................2..................... 934 15.............................................................. Questões do TRF1 .. Questões do TRF2 ............................................ 936 15.......1................................5......9........................................................10...............................................13.. Interceptação De Comunicações Telefônicas.............................................................................................. 927 15..................................8..1................. 928 15...... 975 30 .............. Questões do TRF3 ....................1............................ 939 15.........................1.................... Questões do TRF2 ..............................................................3.. Questões do TRF4 ..........................................9............................1............................................................................................................... Questões do TRF1 .................1............. Deportação E Expulsão De Estrangeiros ..................................................... 939 16...............................1...........................................11....................9......1................... Questões do TRF4 ..................................11................4......................................... Questões do TRF5 ................ 937 15.......................3.............................................................. 924 15.............1................................. Questões do TRF1 ............ 936 15.....................1...................... 933 15............... Questões do TRF5 ................................................................2..........1.. 934 15...............................................13. 937 15................ 927 15....... 934 15..............................1......... 938 15............. 938 15............................................................... 924 15..............................5.......................10.................... 934 15................... Questões do TRF3 .............1................................................ Recursos No Processo De Execução................. 939 16...... 928 15.12.................................................................................2....1.................... Questões do TRF1 ............ Perguntas Residuais .............................12............................................................................ 936 15..1.....................12................ A Endoculturação E Aculturação......................1............................................................1....... Questões do TRF2 .13........ Questões do TRF3 ...... 936 15............................5....... Questões do TRF5 ................................ 936 15............................1.....11....... Execução Fiscal....4............................. Poder Judiciário E Políticas Públicas Em Defesa Do Meio Ambiente Ecologicamente Equilibrado ................................................... 939 16. Questões do TRF4 ................ 923 15...4................ Questões do TRF4 ...13.......13......................................... Questões do TRF1 ... Questões do TRF1 .1..................................10.......9............................1...1.................. FILOSOFIA DO DIREITO ............. 924 15..................5...................1........................... DIREITO AMBIENTAL .....................................................................3.........................................11................................4............................. 937 15.......................1.................................................. Questões do TRF4 .... A Interpretação Segundo A Lógica Do Razoável .....12.................................................12.......1... DIREITO CONSTITUCIONAL ........................................................................................... 974 16.......5................9.............8.............................................1......................................1.. A Saúde Como Fator Determinante Do Meio Ambiente Ecologicamente Equilibrado..... 938 15.................................................................................. Questões do TRF2 ............5............. Questões do TRF3 .................. 910 15..... SOCIOLOGIA DO DIREITO..................................................................................................................10..... DIREITO PROCESSUAL PENAL .........................................................................1...1...................... 939 16.. Processo Da Competência Dos Juizados Federais Cíveis .............Do Processo De Execução.......12. Questões do TRF5 ..1............................11.......................................................11.. 915 15.. 934 15...............................10...11...................................................................9........................................1.............................................................................. Questões do TRF2 ............................................... DIREITO INTERNACIONAL PÚBLICO E PRIVADO .........5......................1.......................................................................................1..10.........3...........................8...1...............1..... Questões do TRF3 ..... 939 16...2........ Questões do TRF4 ..... Questões do TRF3 ........1....................10.........1...12........8....................13..............1............................................. 924 15.....2......................1...................................... 938 15...................1...................1.......................................... 933 15.........................2.........4............................ Questões do TRF4 ................................. Questões do TRF5 ............. Questões do TRF5 ...................3..

............5............1...2...................................1.... 1078 16.................2....................1.... DIREITO EMPRESARIAL ...................................................8...................2....... Questões do TRF2 ..............................1............................................16....................1............................................................................................................................3................. Questões do TRF5 .......................................................................... 999 16..............1...........2.............. Questões do TRF4 ............. Perguntas Residuais ............................... Questões do TRF1 ............ Questões do TRF4 ...........3.................1. Questões do TRF5 .................................................................5................................................ 988 16................................................................................. 999 16......... 1042 16... 1068 16.1................................................. Questões do TRF2 .............................. 998 16............... 1019 16..........................1.................... 988 16............................................................................................................................7......................................................... Questões do TRF4 ........... 1043 16.............1...........1.......................2.................... 1067 16................................................................ 1023 16.........................2.............................................................................................. DIREITO ADMINISTRATIVO..........1..... 1051 16.........................................6................ 1023 16........................................... 976 16...................9...... Questões do TRF3 ......4....................................................................7.................... 988 16............................................................................1..................... Perguntas Residuais . 1052 16...... Questões do TRF5 ........................................................ Questões do TRF3 ..................................1............................................................. Questões do TRF3 .....5....................................................................... Questões do TRF1 .. Questões do TRF1 ....................... DIREITO PREVIDENCIÁRIO..................................1.........................................................................................................1..........................................................3.................... Questões do TRF4 ........... 999 16..................................................................................................... Questões do TRF3 ........................................................................8............... 996 16... 975 16...........6...6..............5............................... Questões do TRF1 .................. Perguntas Residuais .............1........... 1019 16.....6..........2...........1............................................5.....................................................4.................1............................ 1078 31 ............ Questões do TRF4 .....1................................................................. 1035 16........... 998 16.....2. Questões do TRF1 ...........1.......................1....3..............1.6............ Perguntas Residuais ....................4................3.................................................................................. Perguntas Residuais ......3.........5.................................5... 1050 16.................1...........5.......................4...............1.......4...........................6..... 1043 16.1.... 1078 16.. Questões do TRF3 ............1.......7.............................................4......................... 988 16.....4...........................................4.........5........... Questões do TRF4 ........................ Questões do TRF4 ...... 1016 16........................9........................................... Questões do TRF2 ...........................................1.......4.................................1.................3.......1...............5........1........................... Questões do TRF5 ......... 1046 16.....1............................. 975 16................................................................................ 1023 16............. DIREITO PROCESSUAL CIVIL .................................................................................................5...... Perguntas Residuais ........................................... Questões do TRF1 ... Questões do TRF5 .............................................3.... 975 16....8.....................................4..................... Questões do TRF3 .....................................2.........................1..............................................................................................1.......8.........................................................................................................................................................................................1..........................1.........8................................. Questões do TRF5 ........2.............................................................................. Questões do TRF2 .........................1.......4................... 1018 16........................2...................................................... DIREITO CIVIL ... 1041 16........................ DIREITO PENAL ...........................................1................................................................. 1023 16............................................................................................3.........1..............................2............. 1023 16...........................................4........ 1043 16.8...... Questões do TRF2 ..3.............8..............................................................1..........................................................1...........................................7...........1.......... 1018 16.. DIREITO PROCESSUAL PENAL ..................................................................4............... 1023 16...................1...... 988 16.......... 985 16.3.....................7.....................5..1........................................................................... Questões do TRF2 ............................ 1019 16.................................................................... 1019 16...................... Questões do TRF1 ..................................... 1023 16.............................................................................. 988 16...........................1.................. 1048 16.........9...... 1067 16..................................... 1052 16.....................1............3...1.............................................................5.............................................................2.....................................5................3.......................................3...........1................. 1007 16.................................... Questões do TRF5 ................. Perguntas Residuais ....... Questões do TRF2 ..............1...1...........................................................................7...................1...........6................ 1052 16.................... Questões do TRF3 .1. 1052 16......................4.2.......7....... Questões do TRF1 ............................... Perguntas Residuais ....................... DIREITO TRIBUTÁRIO ...............

.........................12............. 1112 16....................................... DIREITO FINANCEIRO.16......................1................................................ Questões do TRF5 ..............3......... Questões do TRF1 ............................................. FILOSOFIA DO DIREITO .....................................14...................4............................................................................13.............................14...........................................11...................5.......16...................................................11............... 1113 16.................................1...........................................15......... Questões do TRF3 .2.. Questões do TRF5 ... 1092 16............ ÉTICA E ESTATUTO DA MAGISTRATURA .......... Questões do TRF4 .......... 1094 16..........................................10....................................................13........ Questões do TRF1 ................ 1114 16...............1...........................9..2.........12................................................................... 1109 16.........................1....... 1094 16...................1......1................................................... 1114 16........... DIREITO INTERNACIONAL PÚBLICO E PRIVADO ...........................................................16.............................5................... SOCIOLOGIA DO DIREITO.. Questões do TRF1 ...................1.........................................................3.. Questões do TRF3 .....................................................10.............................1..................... Questões do TRF3 .................................... Perguntas Residuais ......................... 1101 16................................................................................................................... Questões do TRF4 . Questões do TRF3 ................1......1.......1..................... 1117 16............................................................1.............................................. 1089 16........................... Questões do TRF5 ..3......10.......................................................................................5................................................. 1096 16...1....................... 1102 16....................10.......... Questões do TRF2 ......... 1101 16....................1......................12.................. Questões do TRF2 ...................................... 1124 32 ..........12.............3....................................1....................1... Questões do TRF5 ........................................................ 1093 16........1................................................... 1109 16...........................14............................................................... Questões do TRF2 ....... 1106 16................................... Questões do TRF5 .......................... 1115 16.............................................. 1092 16............................................................................2.................................1......... 1119 16......................1.......... Questões do TRF5 ...........................5............. Perguntas Residuais .15.................................................................... Questões do TRF4 ..1...............................................16..................1..... Questões do TRF3 ........1............13.......................1........14...................... 1117 16.........................13.............. 1118 16............................ Questões do TRF4 ............................. Perguntas Residuais ...................................................1.................. Questões do TRF5 .......... 1106 16.. Questões do TRF3 ..10..........................1............................................ Perguntas Residuais .........1................. Questões do TRF4 .................................................................10.............9......................... 1084 16............3............................................ Questões do TRF2 ............................................................1...4...............4..1..................1..................................... Questões do TRF2 .........................................................1............................................4...................................................... Perguntas Residuais .........................12.......9....... 1124 16................................. 1106 16.......... 1109 16....................................... 1096 16.........15..1............. 1113 16...................... 1123 16.......1....................2........13........1........................................................................................................................................................................... 1115 16............................. Questões do TRF4 ..5............................................................1............................................ 1096 16........................................... Questões do TRF4 .....................2...................................... Questões do TRF1 .....13................... Questões do TRF2 ........................................14.... 1115 16..................................11.................. 1109 16... Questões do TRF1 ...................................... 1123 16..................................................14..................................................................................... 1109 16..................1....................14. Questões do TRF3 .........5..................15..................13.................1.............................12.........4.....1............................................................... 1123 16..........2.............1..................... 1109 16............. 1114 16... 1109 16.. DIREITO ECONÔMICO ................ Questões do TRF2 .................2............... Questões do TRF2 ....3.................12...................4.......................................... 1114 16.......................... 1092 16.....................................1....................16.........15........11...... 1119 16...........................10................................................................... 1115 16....................11...........1...............................11...........................1......................16................. Perguntas Residuais .................................................1...............2.........1..................... Perguntas Residuais ...............................1......................... 1092 16.................. Questões do TRF4 ...................3.................................1...........1............1....... Questões do TRF1 .............................. 1092 16................................................................................................................................16.......................................... DIREITO AMBIENTAL .........................15.................................... 1119 16....... 1117 16...................................................11..............................9...............................................................1.............1.. 1123 16........................ 1096 16................ Questões do TRF3 .4.......................15................................................................1.......1..............................................................5.................................1.........................3......... Questões do TRF1 .............................................4.......... 1092 16...............

.......................... Questões do TRF2 .. Questões do TRF3 .. 1126 33 .................................................................................................................................................. 1124 16..................................................................1........17....4..........5...............................2..................3............... 1125 16.17.............................17.... Questões do TRF4 ................16..1....1..................................................17.....1...........5........... 1125 16...........................1........................................ 1125 16...............................................................................17............................... 1125 16.......................... Questões do TRF1 ....................................................... Questões do TRF5 ... Perguntas Residuais ...................... Questões do TRF5 .......1................................................................. TEORIA GERAL DO DIREITO E DA POLÍTICA .... 1125 16...........................16...17...................1...1...................... 1126 16..........................17......

1. Ponto 01
1.1. Direito Constitucional
1.1.1. Constitucionalismo 1.1.1.1. Questões do TRF1

DESSE PONTO EM DIANTE: RESPOSTAS ELABORADAS POR BRUNO ANDERSON SANTOS DA SILVA
1) O que significa a expressão “realizar a Constituição”? Resposta:

Nas palavras de Canotilho, ―realizar a Constituição significa tornar juridicamente eficazes as normas constitucionais. Qualquer constituição só é juridicamente eficaz (pretensão de eficácia) através da sua realização. Esta realização é uma tarefa de todo os órgãos constitucionais que, na atividade legiferante, administrativa e judicial, aplicam as normas da constituição, inclusive dos cidadãos‖. A despeito da existência de normas constitucionais cuja eficácia esteja sujeita ao plácito de uma normatividade ulterior, a ―não realização‖ dos ideais de uma Constituição, notadamente aqueles que pressupõem prestações positivas por parte do Estado, pode ter origem em diversos fatores, sejam políticos, econômicos, jurídicos ou sociais. Destaco entre estes, e sem a intenção de esgotar o tema, a hipertrofia de preceitos sociais de difícil alcance no plano concreto, lançados pelo constituinte sem o menor critério, com o simples objetivo de conformação política, o que faz nascer uma insuficiente concretização jurídica das disciplinas constitucionais, esvaziando sua efetividade, o que Marcelo Neves denominou de ―Constituição Simbólica‖. ―Realizar a Constituição‖, assim, nada mais é do que retirar a Constituição de um estado de inércia.
2) Até aonde vai a força da chamada constituição social na linha do ofício judicante? O juiz a pretexto de conferir força normativa poderia reescrever a legislação? A pretexto de realizar a Constituição, os tribunais e os juízos podem reescrever a legislação?

Resposta:

(um pouco alongada em razão da relevância do tema, e por tratar-se de uma questão certa de ser abordada) A questão traz à tona um dos debates mais atuais e instigantes acerca do papel do Poder Judiciário na República: o ―ativismo judicial‖. Em muitas situações, ao invés de se
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limitar a aplicar a lei já existente, o juiz se vê na necessidade de agir em substituição ao legislador, e não ser apenas ―a boca que pronuncia as palavras da lei‖, na expressão de Montesquieu. Todavia, tais decisões ativistas devem representar antes a exceção do que a regra, de sorte que não é dado ao magistrado usurpar a competência do legislador. O ativismo é a deliberada expansão do papel do Judiciário, mediante o uso da interpretação constitucional para suprir lacunas, sanar omissões legislativas ou determinar políticas públicas quando ausentes ou ineficientes. É um fenômeno que assenta raízes na experiência constitucional norte-americana, mas que, atualmente, ganhou fôlego sob os influxos do neoconstitucionalismo (e seu papel criativo do aplicador da lei). ―Ativismo judicial‖, para as vozes mais críticas, seria uma espécie de intromissão indevida do Judiciário na função legislativa. Todavia, o tema não pode ser visto de maneira tão simplista, e faz parte de uma tessitura mais complexa. O professor Luís Roberto Barroso chegou a afirmar que essa postura do Judiciário, entre outras causas, tem origem na crise de funcionalidade do Poder Legislativo, que estimula tanto a edição de Medidas Provisórias pelo Executivo como o ativismo judicial do Judiciário. Uma das principais causas desse ativismo, afirma o mestre, é a ―constitucionalização do Direito‖, que resulta numa ―aplicabilidade direta e imediata da Constituição a diversas situações‖ que passaram a ser regulamentadas diretamente pela Lei Maior, fazendo com que surja uma ―expressiva ―judicialização‖ de questões políticas e sociais‖. Sobre ―judicialização‖, afirma ―que atores políticos, muitas vezes, para evitar o desgaste, preferem que o Judiciário decida questões controvertidas‖. E é nesse contexto que o Judiciário tem tido uma maior participação política. Assim, não se pode descuidar do papel de protagonismo que vem exercendo o Poder Judiciário nos últimos anos, notadamente o STF, que em matéria de políticas públicas e sociais (para garantir o mínimo existencial – ADPF/45), persistindo a inércia dos Poderes constituídos na sua implementação, vem adotando uma postura ativa, como se viu nos casos do direito de greve dos servidores públicos, interrupção da gestação de fetos anencefálicos, cotas raciais, uniões homoafetivas, nepotismo, demarcação contínua da reserva indígena Raposa Serra do Sol (19 medidas sugeridas pelo Min. Menezes Direito), fidelidade partidária, poderes investigatórios do MP, apenas para citar as principais.

3) A clássica concepção dos doutrinadores sobre a afirmativa de que a sentença é a lei em concreto é falaciosa? Resposta:

A teoria do contrato, sobre a natureza jurídica do processo, nasceu no velho Direito Romano. Inspirado em um texto de Ulpiano, a relação que interligava autor e réu no processo era vista como em tudo idêntica à que une as partes contratantes. Não poderia ser outro o entendimento dos romanos, que incluíam o processo dentro do Direito Privado. A doutrina Francesa, influenciada pela doutrina política do contrato social de Rousseau, continuou considerando o processo como sendo um contrato. Atualmente, a
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natureza jurídica do processo é uma "relação jurídica processual", que se estabelece entre as partes e o juiz (triangular). Mas ainda há traços das teorias contratuais nos sistemas atuais, sobretudo nas formas extrajudiciais de solução de conflitos, como a arbitragem, mediação e conciliação. Assim, até bem pouco tempo não se poderia chamar de falaciosa a afirmativa de que a sentença é a lei do caso concreto, haja vista que as características da imperatividade e imutabilidade entre as partes, por razões de segurança jurídica, são da própria natureza das decisões judiciais de mérito. Todavia, atualmente, a coisa julgada tem sido relativizada, por meio da ação rescisória, notadamente quando há afronta a determinados princípios tidos como mais relevantes do que a própria regra constitucional que protege a coisa julgada.

4) Faça uma distinção entre a teoria de Lassale e a teoria de Hesse sobre a Constituição? Resposta:

Para Ferdinand Lassalle, que conceituava Constituição em seu sentido sociológico, ―a Constituição de um Estado seria, em essência, a soma dos fatores reais de poder que o regem. A Constituição real e efetiva apenas reflete a realidade social determinada pelos fatores reais de poder – poder político, econômico, cultural, religioso etc. – que dominam uma sociedade, não passando a Constituição escrita de mera ‗folha de papel‘. Havendo um conflito entre a Constituição real e efetiva e a Constituição escrita, prevalecerá a vontade da primeira. O jurista alemão Konrad Hesse construiu a teoria da força normativa da Constituição, contrapondo-se à concepção sociológica de Lassalle. Para esta teoria, ―a Constituição não era mera ‗folha de papel‘ ou simples reflexo dos ‗fatores reais de poder‘. Ao contrário, e como toda norma jurídica, a Constituição teria força ativa para mudar a realidade. Havendo conflito entre esses fatores reais de poder e a Constituição escrita, nem sempre haverá predominância da primeiro, pois a constituição possui força suficiente para mudar a realidade. Em conclusão, ―é inquestionável a conexão existente entre a Constituição e a realidade social, sendo a Carta Política a expressão das relações de poder de uma comunidade. Porém, não se de desconsiderar – como o fez Lassalle – que a Constituição também desempenha uma função diretora e uma função preceptiva, decorrentes de sua força normativa.‖

5) O senhor saberia me explicar até onde vai a princípio da proibição do retrocesso? Resposta:

O princípio da vedação do retrocesso, em linhas gerais, dispõe que é vedado ao Legislador a supressão ou alteração de normas infraconstitucionais que densificam
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direitos fundamentais sociais, de molde a violar sua eficácia. Para J. J. Gomes Canotilho, o princípio do não retrocesso social leciona que ―os direitos sociais, uma vez obtido determinado grau de realização, passam a constituir tanto uma garantia institucional quanto um direito subjetivo, limitando a reversibilidade dos ―direitos adquiridos‖, o que, para ele, violaria o princípio da proteção da confiança e da segurança dos cidadãos no âmbito econômico, social e cultural‖. Não obstante, a vedação ao retrocesso social não importa em uma proibição absoluta ao movimento retrocessivo. Sua aplicação dependerá sempre de uma ponderação com outros princípios e regras no caso concreto. Assim, alguns princípios estarão em constante tensão com a vedação de retrocesso, como sói ser o princípio democrático, que dá liberdade de conformação ao legislador, ou mesmo a reserva do possível, que atua juntamente com o princípio da proporcionalidade, assegurando, contudo, o que o Min. Celso de Mello denominou de núcleo intangível consubstanciador de um mínimo existencial.

6) Há a possibilidade de um choque entre uma regra e um princípio constitucional? Uma regra que venha a ser incorporada no texto constitucional pode violar um corpo principiológico da CF no que tange, por exemplo, às cláusulas pétreas? Resposta:

É conhecida a já tradicional distinção entre regras e princípios na doutrina contemporânea nacional e estrangeira, não obstante a ausência de uniformidade conceitual. Paulo Bonavides reconhece que os princípios constitucionais são normas jurídicas e que as normas compreendem as regras e os princípios. Segundo o mestre, "violar um princípio é muito mais grave que transgredir uma norma qualquer. A desatenção ao princípio implica ofensa não apenas a um específico mandamento obrigatório, mas a todo o sistema de comandos". Para Virgílio Afonso da Silva, ―princípios seriam as normas mais fundamentais do sistema, enquanto as regras costumam ser definidas como uma concretização desses princípios e teriam, por isso, caráter mais instrumental e menos fundamental. Dessarte, eventualmente, uma regra instituída pelo poder constituinte reformador pode entrar em rota de colisão com um princípio, explícito ou implícito, de sorte que será insofismavelmente inconstitucional se violar uma cláusula pétrea. Se a colisão for entre princípios, a técnica a ser utilizada será a ponderação, de sorte que o intérprete escolhe a o bem ou direito que irá prevalecer no caso concreto.

7) Até onde vai o papel do juiz na realização da Constituição? Resposta:

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Uma das instigantes novidades do Brasil dos últimos anos foi a virtuosa ascensão institucional do Poder Judiciário, circunstância essa motivada por uma constitucionalização do direito, que acabo refletindo num aumento da demanda por justiça. Contudo, ao realizar a Constituição, o magistrado não pode substituir o Legislativo na sua função típica legiferante. Apesar de em muitas situações, ao invés de se limitar a aplicar a lei já existente, o juiz se ver na necessidade de agir em substituição ao legislador, e não ser apenas ―a boca que pronuncia as palavras da lei‖, na expressão de Montesquieu, tais decisões ativistas devem representar antes a exceção do que a regra, de sorte que não é dado ao magistrado usurpar a competência do legislador, devendo agir apenas para suprir omissões legislativas, em matéria de políticas públicas, quando estas se revelarem ausentes ou ineficientes, esvaziando, assim, preceitos sociais contidos na Constituição. 1.1.1.2. Questões do TRF2
1) Importância do Direito Constitucional e sua ligação com os demais ramos. Resposta:

A classificação dicotômica de Direito em público e privado, modernamente, é mantida apenas para efeitos didáticos e mera conveniência acadêmica, haja vista ser o Direito uno e indivisível. Desta feita, percebe-se cada vez mais uma forte influência do Direito Constitucional sobre o que se denominava de Direito Privado. Desta forma, vários ramos do Direito encontram sua norma-matriz na Constituição, através do que vem se denominando de constitucionalização do direito. A Norma Fundamental sai da sua posição de mero organizador da estrutura do Estado e sua função política, para prever diretamente institutos antes reservados ao Direito Privado. É dizer, parece adequado não mais falarmos em ramos do direito, e sim em um verdadeiro escalonamento verticalizado e hierárquico das normas, apresentando-se a Constituição como norma de validade de todo o sistema, sendo necessária uma inevitável releitura dos institutos, notadamente os de Direito Civil, sob a ótica constitucional.

2) Em que consiste o fenômeno da constitucionalização do direito? Resposta:

Locução de uso relativamente recente, aduz a doutrina que o fenômeno surgiu, de certa forma, na Constituição portuguesa de 1976, foi continuado na Constituição espanhola de 1978, e levado ao extremo pela Constituição brasileira de 1988. Em rápida lição, significa que a Constituição contemporânea não mais se limita, como no passado, a dispor sobre princípios fundamentais, definir competências, prever o modo de sua revisão. Ela vem reger praticamente todos os aspectos da vida jurídica. É dizer, tudo (ou
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quase) pode ser objeto de normas constitucionais. Já não é facilmente identificável um conteúdo material das Constituições como outrora. Sua principal consequência pode ser apontada como uma ―expressiva judicialização de questões políticas e sociais‖, o que força um ativismo judicial como forma de dar concreção às normas constitucionais.

3) Quantas EC foram promulgadas até hoje? Qual ou quais em 2010? Resposta:

(Na resposta, sem modificar o texto original da questão, considerei o ano de 2012) Até hoje foram promulgadas 76 Emendas Constitucionais, sendo 6 de Revisão, estas últimas, todas no ano de 1994. Em 2012 foram editadas duas, as de ns. 69 e 70.

4) Repristinação é automática? Resposta:

A repristinação ocorre quando uma lei é revogada por outra e posteriormente a própria norma revogadora é revogada por uma terceira lei, que irá fazer com que a primeira tenha sua vigência restabelecida. Todavia, o artigo 2º, § 3º da LINDB (Decreto-Lei nº 4657, de 4/09/1942) aduz que a repristinação só é admitida se for expressa. Contudo, a despeito da diferença dos institutos, solução diversa dar-se-á na hipótese de declaração de inconstitucionalidade da lei pelo STF, eis que a jurisprudência da Excelsa Corte entende que a lei revogada pela norma dita inconstitucional tem sua eficácia restabelecida, haja vista que o STF adota a teoria da nulidade em relação aos atos inconstitucionais. Sendo nula, não poderia gerar qualquer efeito jurídico, inclusive, o ab-rogante. É o chamado ―efeito repristinatório.‖

5) Poder Constituinte Derivado é originário? Resposta:

Poder Constituinte Originário é aquele que instaura uma nova ordem jurídica, rompendo por completo com a ordem jurídica precedente. Possui como características o fato de ser inicial, autônomo, ilimitado juridicamente (lembrando que a corrente Jusnaturalista enxerga, ao menos, uma limitação, qual seja, o respeito às normas de Direito Natural. Porém, o Brasil adotou a corrente Positivista, para a qual nem mesmo o Direito Natural
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limitaria a atuação do Poder Constituinte Originário. Modernamente – Canotilho –, falase, ainda, em observância de princípios de justiça e de Direito Internacional), incondicionado, soberano. Poder Constituinte Derivado é criado e instituído pelo Originário, sendo, portanto, limitado e condicionado. Poder ser reformador (capacidade de modificar a Constituição Federal), decorrente (estruturar as Constituições dos Estados-membros e DF) ou revisor (revisar a Constituição Federal uma única vez).

6) Como as Constituições são positivadas? Resposta:

Promulgada: aquela em que o processo de positivação decorre de convenção, são votadas, originam de um órgão constituinte composto de representantes do povo, eleitos para o fim de elaborá-las. Ex.: Constituição de 1891, 1934, 1946, 1988. Outorgada: aquela em que o processo de positivação decorre de ato de força, são impostas, decorrem do sistema autoritário. São as elaboradas sem a participação do povo. Ex.: Constituição de 1824, 1937, 1967, 1969. Encontramos também a chamada Constituição Cesarista ou mistificada: não é propriamente outorgada, mas tampouco promulgada, ainda que criada com a participação popular. Pactuadas: são aquelas em que os poderosos pactuavam um texto constitucional, o que aconteceu com a Magna Carta de 1215. A expressão Carta Constitucional é usada hoje pelo STF para caracterizar as constituições outorgadas.

7) O que é promulgação? Resposta:

Como manifestação do Poder Constituinte, Constituição promulgada seria aquela fruto da vontade popular, materializada através de uma Assembléia Nacional Constituinte instalada com essa finalidade, como sói ser a CF 1988.

8) Atos preparatórios à promulgação de uma Carta Política são atos constituintes? Qual a natureza? Resposta: 40

Segundo José Afonso da Silva, os atos preparatórios possuem natureza política. Como exemplo, teríamos a EC n. 26 de 27.11.85 que convocou a Assembléia Nacional Constituinte para elaborar a CF de 1988, instalada em 1.02.87, sob a presidência do Ministro do STF José Carlos Moreira Alves, pai do Des. Carlos Eduardo Moreira Alves, membro da Comissão.

9) Quantas constituições já tivemos no Brasil? Resposta:

Foram oito. As de 1824, 1891, 1934, 1937, 1946, 1967 e EC-69, e a atual de 1988. Tecnicamente seriam sete, haja vista que a de 1969 foi uma Emenda Constitucional à Carta de 1967. Todavia, diante de seu caráter revolucionário, bem como a extensão da sua reforma no ordenamento, a doutrina constitucionalista a considera como uma Constituição autônoma.

10) Diferencie normas constitucionais de princípio e normas constitucionais de preceito. Resposta:

(acredito que o examinador tenha utilizado ao termo ―preceito‖ como sinônimo de ―regras‖, como o fazem muitos doutrinadores) Existem vários critérios tradicionais para a distinção entre regras e princípios. O mais comum é o critério da generalidade (Robert Alexy apud Bonavides). Segundo este critério, os princípios são normas com um grau de generalidade relativamente alto e as regras, normas com um nível relativamente baixo de generalidade. Há também o conhecido critério da abstração, segundo o qual os princípios são normas com um grau de abstração relativamente alto e as regras, normas com um nível relativamente baixo de abstração. Outros critérios, tais como o do valor expressado e o da aplicabilidade, são também comumente utilizados com o intuito de fazer a distinção entre as regras e os princípios. Afirma Alexy, ainda, que entre regras e princípios existe não somente uma diferença de grau, mas uma diferença qualitativa. As ―normas constitucionais de princípios‖ seriam os mandamentos nucleares do sistema constitucional (Virgílio Afonso da Silva), haja vista consagrarem os principais valores do ordenamento. Seriam, ainda, mandamentos de otimização, caracterizados pelo fato de que podem ser cumpridos em diferentes graus, na li8ção de Alexy. Os critérios de distinção em relação às regras são variados, como também aponta Canotilho (Grau de abstração, grau de determinabilidade, carácter de fundamentalidade, natureza normogenética), para quem a tarefa, longe de afigurar-se simples, é demais complexa.
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As ―normas constitucionais de preceito‖ apresentam-se sob a forma de um conteúdo determinado que é ou não realizado em sua plenitude, isto é, a regra é ou não é cumprida na inteira medida de seu enunciado normativo.

11) Discorra sobre a aplicabilidade de normas de princípios e de normas de preceitos. Resposta:

As regras (preceitos) têm caráter categórico, ―ou isto ou aquilo (Dworkin)‖, tendo aplicação imediata aos casos concretos, através de simples subsunção, por via de um raciocínio silogístico. Já os princípios, diferentemente das regras, não obedecem à lógica do ―tudo ou nada‖, não desencadeando a eliminação de um em face daquele que prevalecer, aplicando-se a técnica da ponderação. Os princípios podem envolver problemas de validade e de peso, as regras só enfrentam questão de validade.

12) Todas as normas constitucionais são regulamentáveis? Resposta:

Não. Celso Ribeiro Bastos e Carlos Ayres Britto classificam as normas constitucionais em normas de aplicação (regulamentáveis ou irregulamentáveis) e normas de integração (completáveis ou restringíveis). As de aplicação já estão aptas a produzir todos os seus efeitos, sendo que as irregulamentáveis incidem diretamente sobre os fatos regulados e rejeitam regramentos infraconstitucionais, sendo sua matéria tratada exclusivamente pelo texto constitucional. Já as regulamentáveis, embora plenas e consistentes, aceitam regulamentação infraconstitucional, sendo vedada, contudo, a alteração do seu conteúdo, sentido e alcance. Por fim, as normas de integração são as que necessitam da atividade integradora do legislador ordinário para apresentarem aplicabilidade, pois necessitam de complementação.

13) Exemplo de norma de eficácia plena. Resposta:

São aquelas ―aptas a produzir todos os seus efeitos, independentemente de norma integrativa infraconstitucional.‖ Um exemplo seria o art. 2º da CF/88. Outro bastante cobrado é o art. 230, §2º (gratuidade de transporte coletivo urbano para maiores de 65 anos – ADI 3768).

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14) Normas regulamentáveis constitucionais, o legislador tem competência absoluta ou está limitado? Na CR/1988 não há limites para a regulamentação, mas e a doutrina e a jurisprudência? Resposta:

Está limitado. Nas normas regulamentáveis, é vedada a restrição ou alteração do seu conteúdo, sentido e alcance, consoante o escólio de Celso Ribeiro Bastos e Carlos Ayres Britto, que classificam as normas constitucionais em normas de aplicação (regulamentáveis ou irregulamentáveis) e normas de integração (completáveis ou restringíveis).

15) Há direito adquirido contra a CR? Resposta:

É firme a jurisprudência do STF no sentido de que inexiste direito adquirido contra a Constituição Federal, a despeito de todas as Constituições Brasileiras, com exceção da Carta Constitucional de 37, garantirem o direito adquirido e vedarem a retroatividade da lei prejudicial. Anote-se que, também, é assente a jurisprudência da Corte Suprema no sentido de que os dispositivos constitucionais têm vigência imediata, alcançando os efeitos futuros de fatos passados (retroatividade mínima). Salvo disposição em contrário - e a Constituição pode fazê-lo - eles não alcançam os fatos consumados no passado nem as prestações anteriormente vencidas e não pagas (retroatividade máxima e média, respectivamente). 1.1.1.3. Questões do TRF3

1.1.1.4. Questões do TRF4

1.1.1.5. Questões do TRF5

1.2. Direito Tributário
1.2.1. Conceito, Conteúdo, Natureza, Autonomia, Fontes, Relação com o Direito Financeiro, Sistema Constitucional Tributário, Poder de Tributar 1.2.1.1. Questões do TRF1
1) Qual seria a função de uma Lei Complementar em se de Direito Tributário? Qual o espaço, dentro daquela linha doutrinária dentro daquela corrente tricotômica e dicotômica, pois a primeira tem uma diferença em relação à segunda, qual diferença é esta? 43

Resposta:

Em regra, a lei ordinária é o instrumento hábil para disciplinar os tributos. Apenas em casos excepcionais, expressamente previstos na Constituição, é que se exige lei complementar, como a competência residual (art. 154, I, CF) e os empréstimos compulsórios (art. 148). Contudo, a função principal da Lei Complementar em matéria tributária, nos termos do art. 146 da CF é estabelecer normas gerais sobre Direito Tributário. Embora o CTN (lei 5.172/66) tenha sido editado como Lei Ordinária, integra nosso ordenamento com status de Lei Complementar, haja vista ter sido recepcionado com essa natureza, de forma expressa, pelo art. 34, §5º do ADCT. Não obstante o art. 5º do CTN (e também o art. 145, CF) ter previsto como espécies tributárias apenas os impostos, taxas e contribuições de melhoria, o que poderia levar a crer que o nosso ordenamento adotou a corrente tripartite ou tricotômica, o STF já pacificou a adoção da teoria da pentapartição, de sorte que o CTN, ―Lei Complementar‖ sobre normas gerais tributárias, aplica-se também às contribuições sociais e empréstimos compulsórios (RE 138.284), é dizer, a todas as espécies tributárias, e não apenas às previstas no CTN.

2) O Direito Tributário brasileiro é o mais constitucionalizado do mundo, que consequências podemos tirar disto? Resposta:

Em rápidas linhas, destaco uma maior segurança jurídica e proteção ao contribuinte, onde boa parte das limitações constitucionais está protegida contra mudanças que lhe diminuam o alcance ou a amplitude, por configurarem verdadeiras garantias individuais, não podendo ser suprimidas nem por emendas constitucionais, eis que se afiguram cláusulas pétreas.

1.2.1.2. Questões do TRF2
1) O artigo 5º do CTN é completo? Por que ele é desmentido? Resposta:

O art. 5º do CTN não é completo, eis que prevê como espécies tributárias apenas os impostos, taxas e contribuições de melhoria, o que poderia levar a crer que o nosso ordenamento adotou a corrente tripartite ou tricotômica. Todavia, o STF já pacificou a adoção da teoria da pentapartição, de sorte que, além das espécies supracitadas, considera tributos as contribuições sociais e os empréstimos compulsórios, apesar da natureza restituível deste último.
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2) É possível a repetição do indébito de tarifas de água e esgoto? Resposta:

Sim, é possível. Contudo, seu prazo prescricional sujeitar-se-á ao prazo estabelecido no Código Civil, conforme previsto na Súmula 412 do STJ, publicada em 16/12/2009, haja vista não possuírem natureza jurídica tributária.

3) Existe prazo para compensação? Qual a natureza jurídica? E para tributo indireto? Resposta:

A compensação tributária é uma das causas de extinção do crédito tributário descritas pelo artigo 156 do Código Tributário Nacional. Quanto ao prazo, duas situações devem ser observadas. Assentou o Supremo Tribunal Federal que o novo prazo de 5 (cinco) anos - contado do pagamento antecipado do tributo - é válido para as ações ajuizadas após 9/6/05, data de entrada em vigor da Lei Complementar 118/05 (RE 566.621/RS, Rel. Min. ELLEN GRACIE, Tribunal Pleno, DJe 11/10/11). E, por outro lado, às ações intentadas antes do referido marco aplica-se a Tese dos "cinco mais cinco", consoante a antiga orientação do STJ. Também, é possível a compensação via creditamento de valores pagos indevidamente por tributos indiretos, como é o caso do ICMS, hipótese em que é necessária a prova de que não houve transferência do encargo financeiro ao contribuinte de fato, ou que obteve autorização do contribuinte de fato para obter o ressarcimento do excesso, por meio de restituição ou de compensação. Aplicabilidade do art. 166 do CTN (STJ - AgRg no EREsp 997244 SP - Primeira Seção - rei. Min. Francisco Falcão, DJe 06.04.2009).

4) Por que tem ação de consignação no CPC e no CTN? Resposta:

Porque as hipóteses consignatórias previstas no art. 164 do CTN são mais restritas, como se extrai da leitura do §1º do referido artigo, que aduz que ―a consignação só pode versar sobre o crédito que o consignante se propõe a pagar.‖ Assim, demais aspectos da obrigação tributária podem ser objeto de ação de consignação com fulcro no art. 890 do CPC.

5) Dupla tributação distingue-se de bitributação? Resposta: 45

Sim. A dupla tributação (bis in idem) ocorre quando o mesmo ente tributante edita diversas leis instituindo múltiplas exigências tributárias, decorrentes do mesmo fato gerador. Segundo a doutrina, não existe norma expressa no texto constitucional vedando a dupla tributação, de sorte que chegam a apontar a criação da COFINS e do PIS como hipótese cristalina de bis in idem. Na bitributação, tal fenômeno ocorre mediante a ação de entes diversos, e, via de regra, é proibida. A doutrina aponta duas situações em que esta seria legítima: a possibilidade da União instituir imposto extraordinário de guerra, compreendidos ou não em sua competência tributária; e a tributação de renda envolvendo Estados-nações diversos (indivíduo residente no Brasil que recebe rendimentos de trabalhos realizados no Uruguai, os dois Estados poderiam cobrar IR).

6) É taxativo o rol do art. 150 da CR/1988? Resposta:

O art. 150 da CF trata das limitações ao poder de tributar. Da simples leitura da parte inicial do artigo (sem prejuízo de outras garantias) conclui-se que se afigura um rol exemplificativo, notadamente porque boa parte destas limitações consubstanciam-se em garantias individuais do contribuinte.
7) Qual a razão do art. 150, I, da CR/1988? Resposta:

Referido dispositivo trata do princípio da legalidade tributária. É, a exemplo de outros preceitos, uma garantia do contribuinte contra a exigência ou aumento de tributos sem lei que estabeleça, sendo, portanto, um dos pilares do Estado Democrático de Direito.

7) Há tautologia com o art. 5º, II, da CR/1988? Resposta:

Penso que não chega a ser uma tautologia. Por ser considerada a principal limitação constitucional ao poder de tributar, entendeu o constituinte por prever de forma específica e autônoma o princípio da legalidade tributária no art. 150, I da CR, cujas exceções, também, lhes são particulares, existindo, a meu ver, razão de ser na formação de um sistema de proteção tributário próprio.

8) O que é elusão fiscal? Posição do STF. Resposta:

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Existem meios diversos de se fugir da tributação. Tradicionalmente, o critério mais adotado pela doutrina para classificar tais meios toma por base a licitude da conduta. Assim, quando o contribuinte usa de meios lícitos para fugir da tributação ou torná-la menos onerosa, tem-se, para a maioria da doutrina, a elisão fiscal. Já nos casos em que o contribuinte se utiliza de meios ilícitos para escapar da tributação, tem-se a evasão fiscal. Por fim, nos casos denominados pela doutrina de elusão fiscal (ou elisão ineficaz), o contribuinte simula determinado negócio jurídico com a finalidade de dissimular a ocorrência do fato gerador. Trata-se de um ardil caracterizado primordialmente pelo que a doutrina denomina de abuso das formas, pois o sujeito passivo adota uma forma jurídica atípica, a rigor lícita, com escopo de escapar artificiosamente da tributação. Norma geral antielisão está prevista no parágrafo único do art. 116 do CTN, inserido pela LC 104/2001 (natureza de antielusão), de sorte que o Fisco poderá requalificar juridicamente os fatos, para fazer incidir o tributo devido.

9) O que é Poder de Tributar? As limitações de Tributar são cláusulas pétreas? Há relação entre poder de tributar e competência tributária? Resposta:

Poder de tributar é o poder que detém o Estado de, mediante lei, criar tributos nos termos das competências conferidas pela Constituição. Entende o STF, bem como a doutrina, que boa parte das limitações constitucionais ao poder de tributar se configuram verdadeiras garantias individuais, como sói ser o princípio da anterioridade e o da legalidade, de sorte que são definidas como cláusulas pétreas, nos termos do art. 60, §4º, IV da CR. A imunidade recíproca, também, por tutelar a forma federativa (art. 60, §4º, I da CR), seria uma cláusula pétrea. Nessa esteia, há uma estreita relação entre o poder de tributar e competência tributária, haja vista ser esta última conceituada como a atribuição ou o poder, diretamente haurido da Constituição Federal, para editar leis que abstratamente instituam tributos. Por fim, a Constituição não cria tributos, apenas confere às pessoas políticas competências para instituí-los.

1.2.1.3. Questões do TRF3
1) Qual a classificação das receitas? Resposta:

Quanto à regularidade elas podem ser extraordinárias (caráter excepcional e temporário) ou ordinárias (ingressam com regularidade). Já quanto à origem, podem ser originárias
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(exploração pelo Estado da atividade econômica patrimonial ou comercial) ou derivadas (extraídas do patrimônio dos particulares - tributos). Há, ainda, a classificação legal (lei 4.320/64), que divide as receitas em correntes (resultantes das atividades próprias do Estado) e de capital. 1.2.1.4. Questões do TRF4

1.2.1.5. Questões do TRF5

1.3. Direito Administrativo
1.3.1. Responsabilidade Civil do Estado 1.3.1.1. Questões do TRF1
1) Qual o regime de responsabilidade civil das pessoas jurídicas de direito privado exploradoras de atividade econômica? E qual o regime jurídico? De direito privado. Resposta:

Se for atividade econômica não se aplica o art. 37, § 6º, CF, mas sim o regime de direito privado (Código Civil), que prevê responsabilidade civil subjetiva, é dizer, deve ser apurado se a ação ou omissão se deu, ao menos, com culpa.

2) Qual o fundamento jurídico por responsabilidade pelos atos lícitos? Resposta:

A responsabilidade civil por atos ilícitos, que não se relacionem com a prestação de serviço público, encontra-se disciplinada nos arts. 186 e 927 do CC/2002. Tem como principal fundamento garantir a ordem social, evitar o enriquecimento sem causa, tutelar o patrimônio através de um provimento judicial que substitua a reparação privada coercitiva, bem como possui função sancionadora e pedagógica. Para Carlos Alberto Bittar ―a responsabilidade está diretamente ligada à liberdade e a racionalidade humana, que impõe às pessoas o dever de assumir o ônus, submetendo-a aos resultados de suas ações quando contrária a ordem jurídica‖.

1.3.1.2. Questões do TRF2
1) Qual seria a diferença da responsabilidade civil dos entes públicos? 48

Resposta:

A principal nota que a diferencia da responsabilidade dos entes privados, seria a responsabilidade objetiva dos entes públicos para atos comissivos, ou seja, independente de culpa, assegurado o direito de regresso contra o agente público responsável pelos danos, devendo, neste caso, ser apurado se agiu com dolo ou culpa, sendo, portanto, subjetiva. Também será subjetiva nas hipóteses de atos omissivos.

2) Diferenças entre a responsabilidade civil dos entes em geral e das prestadoras de serviços públicos. Resposta:

A responsabilidade civil das pessoas jurídicas de direito público e as de direito privado prestadoras de serviços públicos, por danos causados por seus agentes, nessa qualidade, a terceiros, é de natureza objetiva, é dizer, independe de culpa, nos termos do art. 37, § 6º, CF. Nesse sentido, a jurisprudência assente do STF, bem como a doutrina pátria. Ainda, as pessoas jurídicas de direito privado prestadoras de serviço público respondem de forma objetiva por danos causados a terceiros usuários e não usuários do serviço (RE n. 591.874, Relator o Ministro Ricardo Lewandowski, Plenário, DJe de 18.12.09), tendo o STF revisto sua jurisprudência neste último caso, eis que antes entendia que para o não usuário a responsabilidade seria subjetiva. Quanto aos demais sujeitos de direito privados, a responsabilidade é de natureza subjetiva, sendo imprescindível a verificação de culpa do agente para que surja o dever indenizatório.

3) Exemplo de responsabilidade civil de prestadores de serviço público comparando com a responsabilidade civil do Estado. Resposta:

Conforme assentado, ambas são objetivas (art. 37, § 6º, CF). Um exemplo seria a responsabilidade por acidentes em rodovias provocados por animais na pista. Tanto a concessionária (STJ – 3ª T., REsp nº 647.710/RJ, Rel. Min. Castro Filho, DJ 30.06.2006) quanto o Estado, se a rodovia não foi privatizada, responderiam, em cada caso, de forma objetiva pelos danos causados. 1.3.1.3. Questões do TRF3

1.3.1.4. Questões do TRF4
1) Como se chama a responsabilidade civil extracontratual? 49

Resposta:

Também chamada de delitual ou aquiliana, nela o agente não tem vínculo contratual com a vítima, mas, tem vínculo legal, uma vez que, por conta do descumprimento de um dever legal, o agente, por ação ou omissão, com nexo de causalidade e culpa ou dolo, causa à vítima um dano. Está fundada no art. 186 do CC/2002. 1.3.1.5. Questões do TRF5

1.4. Direito Penal
1.4.1. Aplicação da Lei Penal. Princípios Gerais. Normas das Convenções e Tratados de Direito Internacional 1.4.1.1. Questões do TRF1
1) Conflito aparente de normas, quais são as técnicas para a sua solução? Resposta:

A doutrina indica quatro princípios para solucionar o conflito aparente de normas penais. São eles: especialidade, subsidiariedade, consunção e alternatividade. No princípio da especialidade, a norma especial prevalece sobre a geral. Aqui há uma relação de gênero e espécie, sendo tal aferição estabelecida em abstrato. Pouco importa, também, a quantidade de sanção reservada às infrações, podendo a lei especial narrar um Ilícito penal mais rigoroso ou mais brando. Na subsidiariedade, a lei primária tem prevalência sobre a lei subsidiária, que é sempre menos grave. Aqui a análise deve ser feito no caso concreto, e não em abstrato, e não há relação de gênero e espécie. Na célebre locução de Nelson Hungria, a norma subsidiária atua como um ―soldado de reserva‖. O princípio da consunção é aplicado para resolver o conflito aparente de normas penais quando um crime menos grave é meio necessário ou fase de preparação ou de execução do delito de alcance mais amplo, de tal sorte que o agente só será responsabilizado pelo último, desde que se constate uma relação de dependência entre as condutas praticadas (Precedentes STJ). Por fim, alternatividade significa que ―o agente só será punido por uma das modalidades inscritas nos chamados crimes de ação múltipla (tipos mistos alternativos, conteúdo variado), embora possa praticar duas ou mais condutas do mesmo tipo penal.‖

2) Indique quatro princípios penais constantes na Constituição. Resposta:

Princípio da individualização da pena, princípio da reserva legal, princípio da anterioridade e o princípio da intranscendência da pena.

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3) Qual a diferença entre interpretação analógica e analogia? Resposta:

Analogia é uma forma de integração da lei penal. Utilizando-se da analogia, o exegeta aplica a uma hipótese não prevista em lei a disposição legal relativa a um caso semelhante, desde que não prejudique o réu, em atenção ao princípio da legalidade. Assim, admite-se apenas a analogia in bonam partem. Já a interpretação analógica consubstancia meio de interpretação, recorrível quando a lei contém em seu bojo uma fórmula casuística seguida de uma fórmula genérica. Com efeito, a norma casuística serve de norte ao exegeta. A interpretação analógica difere-se da interpretação extensiva na medida em que, nesta, o legislador não nos fornece o padrão (fórmula casuística) a ser seguido, em que pese a necessidade de se ampliar o alcance da norma. Por fim, na interpretação analógica admite-se que seja feita in malam partem.

4) Porque se atribui à norma penal o caráter de ultima ratio? Resposta:

Por ser a liberdade do homem um dos seus bens mais preciosos, apenas justifica-se a supressão do seu status libertatis quando, de fato, estivermos diante de ofensas a bens juridicamente relevantes para a sociedade, em que outros ramos do direito se mostrarem insuficientes e não se revelaram eficientes para punir o agente. Portanto, o DP deve interferir o mínimo possível na vida em sociedade, por isso se diz que será a ultima ratio, também chamado de ―princípio da intervenção mínima.‖ Fruto da ascensão da burguesia, cuida-se de um típico princípio liberal, tanto que se encontra nas obras dos mais importantes pensadores do liberalismo, tais como John Locke, Montesquieu, Rousseau e Beccaria.

5) Qual a diferença entre o “ser do direito” no Direito Penal e o “ser do direito” na Sociologia? Resposta:

A Sociologia preocupa-se, basicamente, como os fatores externos, sociais, que influenciaram o indivíduo a praticar uma infração penal, bem como com suas conseqüências para a coletividade, tudo isso com escopo de explicar tais ―defeitos de socialização‖. Para Ferri, um dos baluartes da Escola Positiva, um dos movimentos criminológicos do Direito Penal, apontada como o criador da Sociologia Criminal, o delito não era produto exclusivo de nenhuma patologia individual. Para ele o delito era resultado da contribuição de diversos fatores: individuais, físicos e sociais.
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Na tese de Ferri, ―o delito é um fenômeno social, com uma dinâmica própria e etiologia específica, na qual predominam os fatores sociais‖. A pena, por si só, seria ineficaz, precisa vir antecedida ou acompanhada das adequadas reformas econômicas, sociais, entre outras. Já o Direito Penal preocupa-se com o indivíduo após o cometimento do delito, como irá puni-lo e ressocializa-lo, sendo irrelevante tais aspectos sociais. Contudo, anote-se, que há corrente que defende uma ―co-culpabilidade‖ no direito penal, entendida esta como a parcela de culpa da sociedade que deixa de fornecer os meios suficientes para o desenvolvimento do ser, cuja a influência do meio social compromete a autodeterminação do indivíduo. Assim, sua reprovabilidade deve ser atenuada.

1.4.1.2. Questões do TRF2
1) É mais correto falar em concurso aparente de normas ou conflito aparente de normas? Resposta:

Não há uma unanimidade na doutrina, em que pese a aparente predileção pela expressão ―concurso‖, como se vê no escólio de Rogério Greco e Luiz Régis Prado. O professor Damásio de Jesus, por sua vez, crítica as duas expressões, haja vista que, segundo sustenta, ―não há conflito ou concurso de disposições penais, mas exclusividade de aplicação de uma norma a um fato, ficando excluída outra em que também se enquadra‖. Por fim, penso que a maioria dos operadores do Direito trata as expressões como sinônimas, havendo, inclusive, julgados no STJ em que na mesma ementa se utilizam as duas formas (HC 213179/SC- Min. Jorge Mussi).

2) O que é o princípio da alternatividade? Resposta:

É um dos princípios que se propõem a resolver um concurso aparente de normas. Significa que ―o agente só será punido por uma das modalidades inscritas nos chamados crimes de ação múltipla (tipos mistos alternativos, conteúdo variado), embora possa praticar duas ou mais condutas do mesmo tipo penal.‖ Um exemplo clássico é o art. 33 da lei 11.343/06, cuja cabeça do artigo prevê diversos núcleos v.g. importar, fabricar, transportar. Ainda que realize todas as condutas descritas no tipo, praticará o crime uma única vez, desde que, evidentemente, trate-se da mesma droga, no mesmo contexto fático. Dessarte, se o mesmo sujeito importa cocaína, transporta ópio e vende heroína, responderá por três crimes distintos, em concurso material. Por fim, parte da doutrina entende ser a alternatividade a consunção que se realiza no interior de um mesmo tipo penal, de sorte que aquela teria sua função esvaziada. É o entendimento de Nélson Hungria e Aníbal Bruno.
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3) O concurso aparente de normas se insere na teoria do delito, na teoria da norma ou na teoria do tipo? Resposta:

O conflito aparente de normas está ligada à teoria do delito, em especial quando, na formação do juízo de tipicidade, haverá a identificação do tipo legal a ser considerado. Definir se um determinado fato constitui, ou não, um delito, passa pela realização do chamado juízo de tipicidade: a comparação do fato com os modelos de conduta proibida, que a lei criminal elenca numerus clausus. Situação diferente ocorre com o concurso efetivo de tipos (material, formal ou continuado), que se relaciona à resposta penal (pena), não sendo caso de definição de juízo de tipicidade. Importa, contudo, deixar clara a diferença entre o concurso efetivo e o concurso aparente de tipos. No concurso efetivo (concurso de delitos), há dois ou mais delitos, sujeitando-se o agente às penas de dois ou mais tipos incriminadores (que são somadas, ou não, conforme seja o caso do art. 69, do art. 70 ou do art. 71 do Código Penal). No concurso aparente, como a própria denominação denuncia, aparentemente o fato dá lugar a duas ou mais adequações típicas simultâneas, dois ou mais delitos. Um mesmo fato é coberto pelas descrições típicas de várias normas incriminadoras, que sobre ele convergem. Todavia, pela aplicação do princípio ne bis in idem, que impede a dupla punição pelo mesmo fato, somente uma das tipicidades se aplica, prevalecendo sobre as demais, e afastando a incidência destas.

4) Quais as duas modalidades de subsidiariedade? Sempre está expresso no Código? Resposta:

Pelo princípio da subsidiariedade, a norma dita subsidiária é considerada, na expressão de Hungria, como um ―soldado de reserva‖, é dizer, na ausência ou impossibilidade de aplicação da norma principal mais grave, aplica-se a norma subsidiária menos grave. Ela pode ser expressa ou tácita. Diz-se expressa quando a própria lei faz sua ressalva, mediante emprego de locuções como: ―se o fato não constitui crime mais grave‖, v.g. disparo de arma de fogo (art. 15 da lei 10.826/03). Será tácita quando a lei residual não condiciona, taxativamente, a sua aplicação em caso de impossibilidade de incidência da primária. Ex: Estupro (art. 213, CP) e constrangimento ilegal (art. 146, CP). Assim, conclui-se que, nem sempre, a subsidiariedade será expressa na Lei Penal.

5) Quais os critérios de interpretação da lei penal? É possível analogia em lei penal? Há diferença entre interpretação analógica e analogia? 53

Resposta:

Os critérios de interpretação podem ser divididos quanto ao sujeito de que emana, quanto aos meios que são utilizados para alcançá-la e, ainda, quanto aos resultados. No que pertine ao sujeito, pode ser autêntica (pela própria lei), doutrinária (pelos estudiosos – v.g. exposição de motivos do Código) e judicial (aplicadores do Direito – v.g. súmulas vinculantes). Já quanto aos meios, pode ser literal (real significado das palavras), teleológica (finalidade da lei), sistemática (análise do dispositivo no sistema que ele está contido, e não isoladamente) e histórica (busca dos fundamentos de sua criação no passado, considerando o momento social da época). Por fim, quanto ao resultado, pode ser declaratória (não amplia nem restringe o alcance da norma), extensiva e restritiva, que alarga ou diminui o alcance da lei, respectivamente. A analogia, forma de integração da norma, onde o exegeta aplica a uma hipótese não prevista em lei a disposição legal relativa a um caso semelhante, desde que não prejudique o réu, em atenção ao princípio da legalidade. Assim, admite-se apenas a analogia in bonam partem. Difere-se da interpretação analógica por ser esta um método de interpretação. Há quem sustente que esta última pode ser in malam partem.

6) Existe parte geral na parte especial do CP? Resposta:

Algumas matérias, que ordinariamente são tratadas na parte geral do CP, foram inseridas na parte especial do Código. Isto ocorreu quando o próprio tipo penal o exigia, v.g. causas especiais de aumento e diminuição da pena, normas penais não incriminadoras (art. 327), causas de isenção de pena (art. 181), espécies de ações penais. Não há propriamente uma parte geral dentro da especial, eis que a primeira, na maioria das vezes, complementa de forma satisfatória o tipo penal previsto na parte especial. Contudo, quando previstas ―normas generalizantes‖ dentro do próprio tipo penal, penso que esta deve ser observada, antes mesmo até do que a norma assemelhada contida na parte geral, como sói ser o caso do art. 100 do CP, que aduz ser a ação penal pública, salvo quando a lei expressamente a declara privativa do ofendido (art. 236 do CP – crimes contra o casamento).

7) art. 5º., LVII, CR/1988, pode-se considerar alguma diferença entre princípio da inocência e da não culpabilidade? Resposta:

Grande parte da doutrina (v.g. Nelson Nery Júnior in Princípios do Processo na Constituição Federal) e dos aplicadores do Direito utiliza as expressões como sinônimas. To54

davia, basta a leitura do texto para se perceber a diferença: ―ninguém será considerado culpado até o trânsito em julgado de sentença penal condenatória‖. A Constituição Federal Brasileira adotou a redação do art. 27.2 da constituição italiana de 1948, a qual por sua vez resultou de um movimento protagonizado por parte da doutrina italiana que defendia a restrição do alcance do princípio da inocência, com vistas a garantir a eficácia do processo penal. Ou seja, a nossa Constituição declarou apenas que o acusado não é considerado culpado. Ela não afirmou a presunção de inocência, limitou-se a negar a culpa. Não é uma simples questão de semântica, mas revela um embate de concepções político-ideológicas das finalidades do processo penal. A Declaração dos Direitos do Homem e do Cidadão de 1789, a Declaração Universal dos Direitos do Homem de 1948, pelo Pacto Internacional de Direitos Civis e Políticos de 1966 e a Convenção Americana de Direitos Humanos de 1969, todos esses instrumentos consagraram o princípio da ―presunção de inocência‖, fórmula que, aparentemente, não foi seguida pelo Brasil, que foi influenciado por uma ideologia pós-fascista que criticava a presunção de inocência, na Itália. O certo é que na prática judiciária brasileira não se estabeleceu diferença entre os princípios. Nas ementas das ADC‘s 29 e 30, que declararam a constitucionalidade da LC 135/2010 (Lei da Ficha Limpa), o Min. Luiz Fux preferiu a expressão ―presunção de inocência‖. A Min. Rosa Weber, egressa da magistratura trabalhista, trata ―inocência‖ e ―não-culpabilidade‖ como sinônimos, de forma expressa em seus julgados. Lúcida, por sua vez, a lição do Min. Ayres Britto, para quem ―a presunção de não-culpabilidade trata, mais do que de uma garantia, de um direito substantivo. Direito material que tem por conteúdo a presunção de não-culpabilidade. Esse o bem jurídico substantivamente tutelado pela Constituição; ou seja, a presunção de nãoculpabilidade como o próprio conteúdo de um direito substantivo de matriz constitucional. Logo, o direito à presunção de não-culpabilidade é situação jurídica ativa ainda mais densa ou de mais forte carga protetiva do que a simples presunção de inocência‖.

8) Fale sobre a decisão do STF acerca da abolitio criminis dos crimes contra a honra na lei de imprensa. Resposta:

A abolitio criminis ocorre quando um fato tipificado como infração penal pela norma incriminadora deixa de ser criminoso. Possui, portanto, natureza jurídica de causa extintiva de punibilidade. A lei de imprensa previa várias condutas delitivas referentes a crimes contra a honra. No entanto, no julgamento da Arguição de Descumprimento de Preceito Fundamental n. 130, iniciado em 1.4.2009 e concluído em 30.4.2009, o Plenário do Supremo Tribunal Federal, por maioria de votos, entendeu que a Lei n. 5.250, de 9 de fevereiro de 1967, não foi recepcionada, integralmente, pela ordem constitucional vigente.

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o Pretório Excelso. tal decisão implicou no reconhecimento da inexistência jurídica da norma. pois aplicam-se aos fatos ocorridos durante a sua vigência.Naquele momento. as leis temporárias e as excepcionais são ultrativas. cujos agentes haviam incidindo nos tipos da lei não recepcionada. tendo em vista que para a configuração da referida atenuante exige-se somente o seu aspecto objetivo. DESSE PONTO EM DIANTE: RESPOSTAS ELABORADAS POR CAIO CASTAGINE MARINHO 56 . mesmo depois de revogada. entendendo haver manifesta incompatibilidade entre a antiga Lei de Imprensa e a atual Constituição da República. mesmo após auto-revogadas. o que gerou a abolitio criminis daquelas condutas antes tipificadas. aptos a caracterizar arrependimento do acusado. a partir do julgamento da ADPF 130 (Lei de Imprensa). afastando os efeitos penais de vários processos em curso. continua a regular os fatos ocorridos durante a sua vigência. ainda que tenha sido preso em flagrante. 10) A confissão. 9) Em que consiste a ultratividade da lei penal? Resposta: Fala-se em ultratividade quando a lei. em termos práticos. Em conclusão. que a confissão se efetue por livre vontade do agente. Em que circunstâncias pode ser aplicada como atenuante? Resposta: É possível o reconhecimento da atenuante da confissão espontânea para redução da pena aplicada na hipótese em que o réu admita a prática do crime em seu interrogatório policial e judicial. julgada em abril de 2009. DJe 14/03/2011). não se exigindo critérios subjetivos. abandonando a nomenclatura outrora empregada (revogação). que seja completa. extirpou do ordenamento jurídico a totalidade do diploma normativo. isto é. de forma que. Segundo a jurisprudência atual do STJ (REsp 1163090/SC. que influa decisivamente na condenação ou que seja feita por motivos de índole moral. não obsta o reconhecimento da atenuante a circunstância de o agente negar parte da imputação ou invocar uma excludente de ilicitude (confissão qualificada). o STF passou a entender que norma anterior incompatível com a nova ordem constitucional é tida como não-recepcionada. Da mesma forma. ou seja. ou julgados.

no concurso de normas a concorrência é aparente. igualmente. Nucci ainda cita o critério da sucessividade (lei posterior derroga lei anterior). iii) critério da consunção (norma que descreve a normal fase de execução/preparação/exaurimento do crime é afastada para a aplicação de outra que engloba o fato de maior alcance). Ele pressupõe a unidade de fato e a pluralidade de leis aparentemente aplicáveis. contido em outra de maior amplitude. Além desses critérios mencionados por Luis Regis Prado. Trata-se de instituto que se fundamenta no princípio da coerência sistemática e na vedação ao bis in idem. mas apenas uma tem real incidência. 13) Quando ocorre a consunção? Resposta: Quando o fato previsto por uma lei está.11) Concurso ou conflito de normas. Destaca-se que. Essa é a hipótese de aplicação do critério da consunção. mas. enquanto no concurso de crimes o concurso de normas aplicáveis é efetivo. aplica-se somente esta última. Luis Regis Prado e Guilherme de Souza Nucci não diferenciam concurso de conflito de normas. iv) critério da alternatividade (a aplicação de uma norma a um fato exclui a aplicação de outra. ambos defendem que a matéria está relacionada à aplicação da lei penal. 14) Já ouviu falar do princípio da combinação? Resposta: 57 . 12) Quais são os critérios utilizados para acabar com o conflito aparente de normas? Resposta: Os critérios utilizados são: i) critério da especialidade (lei especial derroga lei geral). que também o prevê. como delito – Luis Regis Prado e Nucci criticam esse critério entendendo-o como inútil). Há diferença? O que visa impedir o ordenamento? Resposta: O concurso de normas caracteriza-se pela situação em que várias leis são aparentemente aplicáveis a um mesmo fato. Esses autores destacam o posicionamento de parte da doutrina que entendem que o tema deveria ser abordado na análise de concurso de crimes. norma que descreve a normal fase de execução/preparação/exaurimento do crime é afastada para a aplicação de outra que engloba o fato de maior alcance. Ou seja. ii) critério da subsidiariedade (aplicação de um tipo penal principal quando outro não puder ser aplicado – para Nelson Hungria a norma subsidiária era denominada de soldado de reserva). de algum modo. de forma diversa dessa corrente.

Posicionamento esse que teria fundamento no princípio da vedação do proteção deficiente. Exemplo dessa situação ocorre com a possibilidade de aplicação da causa de diminuição do p. 5o. que a lei criminal elenca numerus clausus. 17) O que conflito aparente de normas se identifica melhor com qual teoria (teoria do delito. passa pela realização do chamado juízo de tipicidade: a comparação do fato com os modelos de conduta proibida. No concurso 58 . corrente que defende a impossibilidade da revogação da criminalização dos crimes hediondos. um delito. Mas entendo que. ou não. teoria do tipo ou teoria da norma)? Resposta: O conflito aparente de normas está ligada à teoria do delito. formal ou continuado). 8. em especial quando. discute-se a possibilidade de retroatividade parcial para usar os melhores dispositivos de cada uma das leis. não se poderia defender a revogação da Lei 8. Necessário destacar que o STF não tem admitido tal raciocínio entendendo que combinação de leis poderia caracterizar verdadeira violação do princípio da separação dos poderes. Definir se um determinado fato constitui. por vezes até mais eficiente. Se revogar toda lei. não sendo caso de definição de juízo de tipicidade. a realização da obrigação de o Estado proteger o bem jurídico pode ser realizada por diversas formas. 15) Qual corrente entende que só o princípio da especialidade resolveria todos os conflitos? Resposta: (??) 16) Institutos da lei no. Situação diferente ocorre com o concurso efetivo de tipos (material. No direito penal. que apenas a previsão de sanção mais severa ao tipo penal. que se relaciona à resposta penal (pena). deixar clara a diferença entre o concurso efetivo e o concurso aparente de tipos. Importa. a priori. dentre aqueles que defendem a disposição presente no art. 33 da Nova Lei de Drogas aos delitos praticados sob a vigência da lei antiga.072/90 estão sendo abrandados. Em verdade. inciso XLIII da CF como verdadeiro mandado de criminalização. contudo. há afronta à Constituição? Resposta: É possível identificar. na formação do juízo de tipicidade. haverá a identificação do tipo legal a ser considerado. quando ambas as leis regulam a matéria em tempos distintos e uma revogou a outra.Pelo princípio da combinação busca-se a conjugação de dispositivos de duas leis para se chegar a uma norma mais benéfica.072/90 como violadora da vontade constituinte. 4o do art.

ainda o que alteração do complemento de forma benéfica não retroagirá (ex. e afastando a incidência destas.5.4. ou seja. 1.3.: tabela de preço nos crimes contra a economia popular). No concurso aparente. Entende o autor que essa conclusão (necessidade de verificação da natureza do complemento) somente ocorrerá quando o 59 . que impede a dupla punição pelo mesmo fato [8]. se sua vigência é anterior à cessação da continuidade ou permanência. Assim. Para uma corrente doutrinária a natureza do complemento da norma penal em branco determinará a regra de direito intertemporal a ser aplicada. Um mesmo fato é coberto pelas descrições típicas de várias normas incriminadoras. aparentemente o fato dá lugar a duas ou mais adequações típicas simultâneas.u. presente no enunciado da súmula 711. dois ou mais delitos. 2o.1. como a própria denominação denuncia. Situação contrária ocorre quando o complemento não tem natureza excepcional.4. hipótese em que haverá retroatividade benéfica (regime jurídico do art. pela aplicação do princípio ne bis in idem. ainda que o início da conduta tenha ocorrido quando vigente norma penal mais branda. Questões do TRF4 1) Qual o critério de aplicação da lei nova aos crimes permanentes e aos continuados? Resposta: Segundo entendimento do STF. 71 do Código Penal). 69. 70 ou do art. CP – ex.4. Questões do TRF5 TRF5 – 2012 01) Em havendo revogação de complemento de norma penal em branco haveria abolitio criminis? Como se situa esse debate? Resposta: Depende.: definição de substância entorpecente). Todavia.4.efetivo (concurso de delitos). haverá ultra-atividade prejudicial. ocorrendo a cessão da continuidade ou permanência em momento posterior ao início da vigência da norma mais severa. a lei penal mais grave aplica-se ao crime continuado ou ao crime permanente.1.1. ou não. sujeitando-se o agente às penas de dois ou mais tipos incriminadores (que são somadas. há dois ou mais delitos. Questões do TRF3 1. como é o caso de Alberto Silva Franco. que sobre ele convergem. há doutrina que se posiciona de forma diferente. p. conforme seja o caso do art. prevalecendo sobre as demais. será essa que deverá incidir. se o complemento tiver natureza de lei excepcional ou temporária (regime do art. Assim. somente uma das tipicidades se aplica. 3o do CP). De outra banda. 1. do art.

Isso porque a analogia é regra de integração da legislação que só é admissível in bonan partem. O princípio da adequação social também incide sobre a tipicidade material mas sob o fundamento de que em relação aos comportamentos e riscos tolerados pelo convívio social (socialmente aceitos) não poderia haver tipificação penal. reduzido grau de reprovabilidade do comportamento e inexpressividade da lesão ao bem jurídico. se a complementação vier por outra lei. Merece destaque o fato de a jurisprudência acolher apenas a incidência do princípio da insignificância entendendo que o ordenamento nacional não permitiria o afastamento da caracterização do delito sob o fundamento da sua adequação social. O reconhecimento do valor proba60 . Situação diversa ocorre com a interpretação analógica. Exige-se que a delação colabore efetivamente na solução do caso. 02) É possível o emprego na analogia no direito penal? Resposta: Sim. desde que de forma favorável ao réu. sendo comum a jurisprudência afastar o benefício em hipótese em que o réu postule o benefício depois de os órgãos investigatórios já terem reunidos todos os elementos para a condenação. nenhuma periculosidade penal da ação. onde o dispositivo enumera exemplos e conclui de forma genérica fazendo extensão do tipo a casos semelhantes. Se a complementação vier por norma com status infralegal. que aceite colaborar na investigação ou entregar seus companheiros. somente nesse caso haveria a necessidade de verificar na natureza (norma excepcional ou temporária). Em outros termos. qual seu valor probatório. 03) Qual o significado do “princípio da insignificância” e o da “adequação social”? Resposta: Princípio da insignificância significar o afastamento da tipicidade material em situações em que não haja dano ao bem jurídico ao ponto de requer a intervenção penal e possui como requisitos a mínima ofensividade da conduta. que é modo de interpretação admissível na seara penal em desfavor do réu. haverá retroatividade independentemente na natureza do complemento ser ou não excepcional.complemento não tiver mesmo status normativo da própria norma em branco. 05) O que é delação premiada. requisitos e efeitos? Resposta: Delação premiada é um benefício legal concedido a um criminoso delator.

tório da delação decorrerá da sua ratificação com o cotejamento das demais provas produzidas.212/91 E 8. estabelecendo a contribuição com alíquota reduzida de 5%. 2) Quanto ao sistema de inclusão previdenciária. Regimes. poderá ensejar uma redução da pena (1/3 a 2/3). a fim de lhes garantir acesso a benefícios no valor equivalente a 1 salário mínimo. Exige-se corroboração por dados concretos.470/2011. que realizou alterações na redação das Leis 8. destinado a trabalhadores de baixa renda. de participação obrigatória e composto pelo Regime Próprio de Previdência (aplicável aos servidores públicos) e o Regime Geral de Previdência Social. 8.5. Previdência Social: Órgãos.1. extinção da punibilidade ou substituição da pena privativa de liberdade por pena restritiva de direitos.1.5. definição do início do cumprimento da pena em regime aberto. A MP 529/2011 estendeu tal benefício aos microempreendedores individuais. quais foram os trabalhadores beneficiados neste sistema? Resposta: A EC 41/03 alterou o artigo 201. Em 2005. Segurados. Beneficiários e Inscrições. 61 .213/91 1. nova alteração do texto constitucional estendeu tal tratamento aos trabalhadores sem renda própria que se dediquem exclusivamente ao trabalho doméstico no âmbito de sua residência. Em relação aos domésticos a regulamentação ocorreu somente com a edição da Lei 12. externos e objetivos que embasem a confiança do relato. o sistema foi implantado com a edição da LC 123/2006. Leis N. de participação facultativa e integrado pelo regime complementar oficial (Fundos de Pensão) e o regime complementar privado.212/91 e 8.5.1. a depender do regime jurídico a ser aplicado. acrescentando o p. desde que pertencentes a famílias de baixa renda. determina o constituinte que haja tratamento diferenciado em relação às alíquotas (reduzida de 20% para 11%) e carências aplicados aos demais segurados do regime geral de previdência social. Nesse sistema. Direito Previdenciário 1. Questões do TRF1 1) O sistema previdenciário brasileiro é formado por quais regimes? Resposta: O sistema previdenciário brasileiro é formado pelo regime principal. e o pelo regime complementar. No âmbito infraconstitucional. 12 para estabelecer um sistema especial de inclusão previdenciária. 1.213/91. Como consequência dessa colaboração.

Por exemplo: donas-de-casa. 5) A condição de bolsista para fins de segurado facultativo tem que está segurado em lei? Resposta: Segundo disposição prevista no Decreto que estabelece o Regulamento da Previdência Social. mas decidem contribuir para a Previdência Social. Juntamente com os demais trabalhadores baixa renda a eles é garantido o acesso aos benefícios previdenciários no valor igual a um salário-mínimo havendo sujeição a alíquotas e carências inferiores às vigentes para os demais segurados do regime geral. na chamada inclusão previdenciária. segurado empregado doméstico. Resposta: A novidade trazida pela EC 47 foi a previsão do trabalhador doméstico sem renda própria que se dediquem exclusivamente ao trabalho doméstico no âmbito de sua residência. Se o desempenho das atividades estiver em desacordo com tal legislação o bolsista será considerado segurado obrigatório (empregado). caracterizado como sendo aquele que não exerce atividade remunerada.788/2008. 3) Quais são os segurados para efeitos de inscrição no sistema geral de previdência? Resposta: No Regime Geral de Previdência Social há os segurados obrigatórios caracterizados pelo exercício de atividade remunerada e integrados pelo segurado empregado. 4) Dê uns três exemplos de segurado facultativo. 62 . desde que pertencentes a famílias de baixa renda. síndicos de condomínio não-remunerados. somente será considerado como segurado facultativo o bolsista e o estagiário que prestam serviços a empresa conforme as disposições da a Lei no 11.12) Me fale sobre a EC 47 da CF e a novidade que ela trouxe no sistema de inclusão previdenciária. e os segurado facultativo. presidiários não-remunerados e estudantes bolsistas. Também há os segurados facultativos. desempregados. segurado especial e contribuinte individual. estudantes. segurado avulso. Resposta: Pessoas com mais de 16 anos que não têm renda própria.

Lei 8. e. 11. f. Lei 8. O vínculo é obrigatório. As pessoas que são filiadas são as pessoas físicas. tem um vínculo de trabalho. mesmo de forma autônoma. em sendo um país com o qual o Brasil tenha acordo de previdência social. A filiação será obrigatória para todos que exercerem atividade remuneratória. estará filiado ao RGPS. independendo da vontade do segurado. há o imediato ingresso no sistema previdenciário. É empregado quando é brasileiro ou estrangeiro residente no territorial nacional. será caracterizado como segurado obrigatório (empregado). É contribuinte individual quando a pessoa é brasileira que exerce atividade em organismo internacional (Ex: OMS).213/91). independentemente de desejar fazê-lo. I. Pode ser empregado ou contribuinte individual. fica ao livre alvedrio da pessoa manter-se ou não no sistema previdenciário. As pessoas jurídicas não são filiadas. sendo hipótese de filiação facultativa para aquele que não é segurado obrigatório que deseja integrar a previdência. 11. contratado por empresa privada fora do Brasil (deve ser uma empresa nacional – art. poderá aproveitar suas contribuições realizadas no exterior ao postular o benefício aqui.6) O que se entende pelo segurado expatriado? Aqueles que prestam serviço no exterior. estando vinculados à previdência do país em que trabalha. será possível que haja contribuição no regime geral de previdência social na condição de segurado facultativo. 10) O preso pode ser segurado facultativo ou obrigatório? 63 . dependendo exclusivamente da sua vontade. 7) Se o brasileiro trabalha no exterior. Resposta: O segurado expatriado é aquele que exerce atividade fora do Brasil. Na filiação facultativa. 8) O que é filiação em termos de previdência? A filiação é compulsória para quem exerce atividade remunerada? Resposta: Filiação é o vínculo jurídico estabelecido entre o segurado e a previdência social. desde que a aludida atividade esteja incluída no regime em comento. I. mas se representar a União. ele está obrigado a se inscrever no sistema previdenciário brasileiro como segurado obrigatório? Resposta: Se trabalhar para empresa brasileira (hipótese de expatriado). Se essa não for sua situação. Se não houver esse tratado. deixa de ser contribuinte individual e será empregado (art.213/91). Na filiação obrigatória. Decerto quando alguém exerce atividade remunerada.

aos empregados domésticos não se aplicam os benefícios acidentários. com ou sem intermediação da organização carcerária ou entidade afim. nos moldes do 64 .. 11.048/99). Decreto 3. 3ª) O segurado empregado doméstico não sofre (tecnicamente falando) acidente do trabalho. Os domésticos sofrem apenas ―acidente de qualquer natureza ou causa‖. a uma ou mais empresas. Assim. 2ª) A segurada empregada doméstica não recebe salário-maternidade além dos limites do teto previdenciário. IX. depois esta disposição constitucional é regulamentada pela lei ordinária vai disciplinar quem serão estes contribuintes do lado do empregador e empregado. poderá se beneficiar pelas duas aposentadorias. autônomo). dentro ou fora da unidade penal. O art. Decreto 3. o auxílio-reclusão. 8. p. no caso.. como o destinatário do serviço doméstico não é empresa. como (ii) o segurado recolhido à prisão sob regime fechado ou semi-aberto. que. 19 da Lei n. nesta condição. preste serviço. ou que exerce atividade artesanal por conta própria (art. se o segurado contribuir para os dois regimes (geral e próprio). Segundo o Regulamento da Previdência Social. especificamente pra efeitos previdenciário qual a distinção entre o empregados comercial (empresa) e o doméstico (do lar)? Resposta: A legislação previdenciária trata de modo desigual os empregados domésticos (intitulados ―segurados empregados domésticos‖) que contribuem sob as mesmas regras e observados os mesmos limites de custeio dos empregados urbanos e rurais (chamados singelamente de ―segurados empregados‖). será considerado como segurado facultativo tanto (i) o presidiário que não exerce atividade remunerada nem esteja vinculado a qualquer regime de previdência social (art. haverá a manutenção da qualidade de segurado. Vejamos. assim entendido. É o caso de um magistrado (contribui para o regime próprio da previdência) que ministre aulas em universidade particular (contribui como segurado obrigatório). 17) A CF dispõe da forma de como irão contribuir com a seguridade social. algumas diferenças: 1ª) O segurado empregado doméstico não tem direito ao salário-família. 11.Resposta: Enquanto há o recebimento de benefício.213/91 restringe o conceito de acidente do trabalho ao estabelecer que ―acidente do trabalho é o que ocorre pelo exercício do trabalho a serviço da empresa [. então. XI. 1o.048/99) 11) Admite-se a cumulação de benefício do regime geral com o regime próprio de previdência? Exemplo? Resposta: Não há impedimento para cumulação de benefícios do regime próprio (estatutário) com o regime geral da previdência social (celetista. Assim. 1o.]‖. p.

entende-se como empregador doméstico a pessoa ou família que admite a seu serviço. 5º) O empregador doméstico não é obrigado por lei a pagar os quinze primeiros dias de afastamento por incapacidade do doméstico. 6º) Os domésticos não têm direito à aposentadoria especial.212/91). para os efeitos desta Lei. quem ela considera empregador. 18) E para efeito de contribuição previdenciária quem é que a lei ordinária equipara a empresa. que acarrete lesão corporal ou perturbação funcional‖.212/91). provêm daí: o doméstico não terá estabilidade quando retornar do afastamento motivado pelo acidente ocorrido no lugar de serviço e não terá direito a ver recolhido o FGTS no período de afastamento motivado pelo acidente (isso se o empregador garantiu o direito ao FGTS). Lei 8. Lei 8. 30 do Decreto n. o contribuinte individual em relação a segurado que lhe presta serviço. II.212/91. bem como os órgãos e entidades da administração pública direta. Por sua vez. o órgão da administração? E na iniciativa privada quem faz? Resposta: Nos termos do parágrafo único do artigo 15 da Lei 8. 19) Quais as atribuições do Conselho Nacional de Previdência Social? Resposta: 65 . 15. 18) Em termos previdenciários. portanto empresa. indireta e fundacional (art. qual o conceito de empresa e empregador doméstico? Qual seria a diferença entre o empregador empresa e o empregador doméstico? Resposta: Considera-se como empresa a firma individual ou sociedade que assume o risco de atividade econômica urbana ou rural. bem como a cooperativa. 15. empregado doméstico (art. químicos e biológicos). a empregador. com fins lucrativos ou não. equipara-se a empresa.048/99. a associação ou entidade de qualquer natureza ou finalidade. 3.parágrafo único do art. ―aquele de origem traumática e por exposição a agentes exógenos (físicos. 4ª) Os empregados domésticos não têm direito ao auxílio-acidente. sem finalidade lucrativa. a missão diplomática e a repartição consular de carreira estrangeiras. Diversas consequências. I.

5. ele está no regime geral. 20) Quem compõe este Conselho Nacional de Previdência Social? Resposta: O Conselho Nacional de Previdência Social possui gestão quadripartite.048/99.3. a Lei 8. Questões do TRF2 1. ao longo do tempo vem aperfeiçoando sua atuação no acompanhamento e na avaliação dos planos e programas que são realizados pela administração. 194 da Constituição. dos trabalhadores em atividade. havendo previsão nesse sentido somente no art.1. Na hipótese de segurado obrigatório do Regime Geral. 21) Se o bacharel em Direito se Inscreve na ordem e é professor universitário. com a participação do Governo. órgão superior de deliberação colegiada. Neste caso pode contribuir como beneficiário facultativo? Resposta: No texto constitucional há a vedação de o segurado do Regime Próprio de Previdência contribuir para o Regime Geral como facultativo.213. com a participação do Governo. com a redação dada pela Emenda Constitucional nº 20. que preconiza uma gestão quadripartite.2. dos trabalhadores em atividade. não traz vedação expressa quanto a sua contribuição como facultativo. Questões do TRF3 1.5. de 24 de julho de 1991.4. na busca de melhor desempenho dos serviços prestados à clientela previdenciária. dos empregadores e dos aposentados.O Conselho Nacional de Previdência Social .1.213/91. 11 do Decreto 3. como é o caso da questão. tem como principal objetivo estabelecer o caráter democrático e descentralizado da administração. Questões do TRF4 66 . em cumprimento ao disposto no art. o Conselho de Previdência. dos empregadores e dos aposentados.5. 1.CNPS.1. Criado pela Lei nº 8.

Por sua vez. é outro.5. benefícios assistenciais e serviços que têm como objetivo a proteção à família. a promoção da integração ao mercado de trabalho. são os três sistemas da seguridade. sem que para tanto tenha que verter uma contribuição específica para o sistema. proteção à maternidade. O seu custeio. previdência e assistência. Em linhas gerais. é feito de forma indireta por toda a sociedade. apresentando cada um as suas particularidades. o amparo às crianças e adolescentes carentes. bem como a filiação obrigatória (art. um salário mínimo de benefício mensal à pessoa portadora de deficiência e ao idoso que comprovem não possuir meios de prover à própria manutenção ou de têla provida por sua família. assegurando. garantia mediante políticas sociais e econômicas que visem à redução do risco de doenças e de outros agravos e ao acesso universal e igualitário às ações e serviços para sua promoção. à previdência e à assistência social.1. tal qual a saúde. e a prestação do serviço independe de qualquer ato formal de inscrição ou filiação. à velhice. destinado a assegurar os direitos relativos à saúde.2012 01) Distinga os três sistemas da seguridade social. invalidez. proteção e recuperação. Seu objetivo. a habilitação e reabilitação das pessoas portadoras de deficiência e a promoção de sua integração à vida comunitária. à adolescência. pensão por morte do segurado. ao cônjuge ou companheiro e dependentes. assim entendida como uma prestação a ser conferida a todo o indivíduo que dela necessitar. mediante o pagamento de tributos. além disso. Resposta: Nos termos do art. são essas as principais distinções. à maternidade.5. salário-família e auxílio-reclusão para os dependentes do segurado de baixa renda. com base na CF e nas Leis 8212 e 8213. independe de custeio direto por parte do beneficiário. 194 da Constituição Federal. Já a previdência social tem como traço marcante o caráter contributivo. a assistência social é o sistema que. ainda.1. Nos termos constitucionais. 67 . nos termos constitucionais. Não trata de implementar políticas públicas de saúde. mas sim de assegurar. garantindo-se. Saúde. no entanto. morte e idade avançada. Questões do TRF5 DESSE PONTO EM DIANTE: RESPOSTAS ELABORADAS POR CAROLYNNE SOUZA DE MACÊDO OLIVEIRA TRF5 . em geral. a quem dela necessitar. à infância. proteção ao trabalhador no caso de desemprego involuntário. homem ou mulher. a Seguridade Social compreende um conjunto integrado de ações de iniciativa dos Poderes Públicos e da sociedade. a saúde é direito de todos e dever do Estado. A saúde tem a característica de ser universal. 201. CF/88) objetivando a cobertura de riscos sociais como doenças.

mas permite benefício de valor maior. § 6º que o benefício do segurado especial será equivalente a um salário mínimo. A Previdência compete ao Ministério da Previdência. mediante gestão quadripartite. referidos no inciso VII do art. é possível. dos aposentados e do governo nos órgãos colegiados. 11 desta Lei. 39 e nos §§ 3º e 4º do art. caso haja contribuição facultativa e cumprimento de carência (12 ou 180 contribuições). conforme o benefício requerido (art. 03) Segurado especial receber acima do salário mínimo. ao passo que a saúde e a assistência independem de contribuição específica por parte daquele que necessita. No tocante às técnicas utilizadas. 29. O salário-de-benefício consiste: § 6º O salário-de-benefício do segurado especial consiste no valor equivalente ao salário mínimo. sendo o custeio realizado por meio de tributos. a Saúde ao Ministério da Saúde e a Assistência ao Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome. As ações entre os três são integradas. na forma estipulada no Plano de Custeio da Seguridade Social). ressalvado o disposto no inciso II do art. de maneira geral. também independe de contribuição direta. estrutura organizacional e técnicas utilizadas. 48) (Art. Quanto à estrutura organizacional. 8.213 estabelece em seu art. § 6º. 39. Resposta: Quanto à cobertura dos riscos. além de cada subsistema ser destinado a cobrir riscos específicos. mediante o pagamento de tributos) e a assistência. 29. a Constituição prevê que a seguridade social como um todo deve ter caráter democrático e descentralizado. por toda a sociedade. A lei n. devendo ser prestada a quem dela necessitar. Para os segurados especiais. 68 . fica garantida a concessão: II . independentemente de contribuições diretas (há contribuição indireta. desde que contribuam facultativamente para a Previdência Social. o que mais importa destacar é que a previdência cobre riscos sociais para aqueles que a ela vertem contribuições. é possível? Resposta: Sim. ao passo que a saúde é de caráter universal. para melhor desempenho das atividades. observados os critérios e a forma de cálculo estabelecidos.02) Distinga os três subsistemas da seguridade social quanto à cobertura dos riscos. com a participação dos trabalhadores. dos empregadores.dos benefícios especificados nesta Lei. é preciso considerar que a previdência cobre apenas os riscos daqueles que vertem contribuições para o sistema.

04) Qual a diferença entre inscrição e filiação ao RGPS? Resposta: A filiação ao RGPS é a relação jurídica que liga uma pessoa natural à União. que se estabelece. Trata-se de ato formal. na condição de aprendiz. aos 14 anos. bem como ao Instituto Nacional do Seguro Social. é formalidade indispensável para que se estabeleça o vínculo decorrente da filiação. nada impede o ajuizamento de ação própria para o reconhecimento de direitos trabalhistas e. dos previdenciários que lhe são decorrentes. será considerada como tempo de contribuição. bem como o pagamento da primeira contribuição previdenciária (filiação do facultativo caracterizada após a inscrição e o pagamento da primeira contribuição). a ―inscrição e o ato pelo qual o segurado é cadastrado no Regime Geral de Previdência Social. não impede o estabelecimento do vínculo com o RGPS. automaticamente com o exercício de atividade laborativa remunerada (para os segurados obrigatórios. Trata-se de direito do segurado. para os segurados obrigatórios. a contar de 12 anos de idade. obrigando-se o empregador ao 69 . contudo. desde que comprovada mediante documento contemporâneo em nome do próprio segurado‖. mediante comprovação dos dados pessoais e de outros elementos necessários e úteis a sua caracterização‖. através do Ministério da Previdência Social. de Frederico Amado) 05) Pode haver filiação sem inscrição? Resposta: Sim e isso é muito comum (o trabalhador ser contratado mas não ter sua carteira de trabalho assinada nem ser registrado perante o INSS). uma vez encerrada a relação de trabalho. que tem o condão de incluí-la no RGPS na condição de segurada. Por sua vez. vez que os facultativos precisam inscrever-se para que estabeleçam o vínculo da filiação). que independe do ato formal de inscrição. No caso dos segurados facultativos. que em regra ocorre após a filiação. No entanto. a atividade sujeita à filiação obrigatória exercida com idade inferior à legalmente permitida. excepcionalmente. (Transcrições retiradas de Direito e processo previdenciário sistematizado. em regra. Assim. A idade mínima para a filiação é aos 16 anos ou. Isso. ―de acordo com o entendimento administrativo do INSS. por conseguinte. tendo a eficácia de gerar obrigações (a exemplo do pagamento de contribuições previdenciárias) e direitos (como a percepção dos benefícios e serviços)‖.

ainda. por expressa disposição legal. 15 da Lei n. mesmo sem verter contribuições ao fundo previdenciário. é o exercício da atividade (que caracteriza a filiação). mediante a apresentação de documentos. na específica situação em que o segurado está no gozo de benefício. mas sem que qualquer atividade laborativa esteja sendo realizada. 8. Em se tratando de segurados obrigatórios. Durante tal período o segurando. haverá a mera inscrição. efetuada a inscrição. 08) O que se entende por período de graça? Resposta: O período de graça é o lapso temporal em que a pessoa mantém a qualidade de segurada. neste último caso. mesmo porque. embora. a inscrição necessariamente deve preceder à filiação. sem prejuízo de o segurado gozar dos benefícios a que fizer jus. Especificamente a inscrição do dependente do segurado. sem o vinculo da filiação. 06) Inscrição pode ocorrer antes da filiação? Resposta: Não há impedimento para tanto e. mantém todos os seus direitos perante a Previdência Social. mesmo sem essa inscrição. ela deve ocorrer quando do requerimento do benefício a que tiver direito. portanto. O regramento do tema consta do art. não há óbice à inscrição prévia. indo de 3 a 36 meses ou.213/91. 70 . 07) É necessária a inscrição dos dependentes ou apenas dos segurados? Resposta: Tanto segurados quanto dependentes precisam inscrever-se perante o INSS. a não ter prazo. O mais importante. no caso dos segurados facultativos. O período de graça é variável (tempo variável). já se estabeleça o vínculo entre o segurado e o RGPS a partir do início do exercício de atividade laborativa.recolhimento de contribuições eventualmente não pagas.

pois.2.09) Pode ser concedido auxílio acidente durante o período de graça? E salário maternidade? Resposta: Considerando o disposto no parágrafo 3º do art. Questões do TRF1 1.1. 8. ele estará dentro do permissivo legal. 12. Para tanto. perde-se a proporção estabelecida pela lei. segundo o qual durante o período de graça o segurado conserva todos os seus direitos perante a previdência social. 10) Perde a qualidade de segurado o segurado especial que trabalha em regime de economia familiar e contrata empregado? Resposta: Não necessariamente. duas pessoas/ano por até 60 dias.1. como regra. mantendo a qualidade de segurado. Direito Civil 1. ele perde a qualidade de segurado? Resposta: Se durante todo o ano civil ele manteve contratados esses 120 empregados. trabalhando mais que isso.212/91 estabelece. No entanto. A lei n. 1. § 8ª). Evicção 1.6. limitada 120 pessoas/dia ano civil.212/91 (120 pessoas/dia ano civil). 11) E se durante o ano civil ele contratou 120 empregados.6. 8. três pessoas/ano por até 40 dias e assim sucessivamente.1. é possível que um segurado especial contrate uma pessoa/ano por até 120 dias. bem como a contratação de empregados. 15 da Lei n. cada um desses 120 empregados deverá ter trabalhado apenas um dia. entende-se que durante tal período é possível sim que o segurado perceba auxílio-acidente e salário-maternidade. se os 120 empregados foram contratados na proporção permitida pela lei 8. Vícios Redibitórios.6. mas admite o auxílio eventual de terceiros a título de colaboração. ele perderá a qualidade de segurado. Assim. Prescrição e Decadência.6.213/91. Questões do TRF2 71 . de maneira contínua ou intercalada ou por tempo equivalente em horas de trabalho (art.1. que o segurado especial deve trabalhar em regime de economia familiar.

logicamente.6.4.6. é aquele que encurrala a outra parte.a prescrição extingue a pretensão. sejam elas positivas ou negativas. Por fim. próprio dos direitos potestativos. 72 .3. não estão sujeitas à prescrição ou à decadência. próprio das pretensões pessoais. o professor paraibano associou a prescrição às ações condenatórias. Por outro lado. a decadência está associada a direitos potestativos e às ações constitutivas. ou seja. portanto. Didaticamente. tem relação com um estado de sujeição. obrigações e com a responsabilidade decorrente da inobservância das regras ditadas pelas partes ou pela ordem jurídica. A decadência. As ações anulatórias de atos e negócios jurídicos. as ações meramente declaratórias. têm essa última natureza. que não tem saída.1. por se contrapor a um estado de sujeição.5. Questões do TRF3 1. 02) Trate sobre a distinção entre prescrição e decadência. são imprescritíveis. A imprescritibilidade dessa ação específica está também justificada porque a nulidade absoluta envolve ordem pública.6. como aquelas que buscam a nulidade absoluta de um negócio. Questões do TRF5 TRF5 – 2012 01) Uma das clássicas teorias de prescrição e decadência é a do Agnelo Amorin Filho? Em que consiste essa teoria e ela é compatível com o CC/02? Resposta: A teoria de Agnelo Amorim é a mais difundida no direito brasileiro sobre prescrição e decadência. Para construir a referida teoria. ou melhor. àquelas ações relacionadas com direitos subjetivos.1. O critério distintivo proposto pelo professor Agnelo Amorim é o utilizado no Código Civil de 2002. Assim. Questões do TRF4 1. é certo que o direito potestativo.1. Resposta: Há várias distinções: .1. a prescrição mantém relação com deveres. enquanto a decadência extingue o direito.

suspensa ou interrompida. que é de 2 anos.os prazos especiais de prescrição são de 1. no entanto.a prescrição está sujeita a casos de impedimento. não adotou tal critério. ao passo que os prazos de decadência podem ser estabelecidos pela lei ou por convenção entre as partes. cuja origem é idêntica à origem do direito. ano e dia e ano (1 a 5 anos). sendo. suspenso ou interrupção. 04) Existe alguma causa que impede a fluência de prescrição que não está previsto expressamente na lei. . regra geral. . atingindo ações constitutivas positivas e negativas. por isto. em qualquer hipótese (a convencional pode ser renunciada após a consumação. 205 e 206 do Código Civil. O novo código. 2. Até a promulgação do Código Civil de 2002 o critério era utilizado no direito brasileiro. . um nascimento posterior ao nascimento do direito. mas que decorre do princípio da equidade? 73 . contados de sua celebração). .os prazos prescricionais somente podem ser estabelecidos por lei. . a decadência supõe uma ação. Por ela. . 03) A teoria de Câmera Leal distingue a prescrição e decadência com base na origem das ações. enquanto os prazos especiais de decadência são fixados em dias. com exceção de regras específicas. por isso.o prazo geral de prescrição é de 10 anos e não há um prazo geral de decadência (embora haja um prazo geral para anular negócio jurídico. O critério adotado atualmente é o de Agnelo Amorim. exceto os absolutamente incapazes. tal qual a prescrição). meses.a prescrição está relacionada a direitos subjetivos e atinge ações condenatórias. 4 e 5 anos.a prescrição não corre contra determinadas pessoas. enquanto a decadência está relacionada a direitos potestativos.. todos previstos nos arts. Por sua vez. 3. tendo. a prescrição supõe uma ação cuja origem é distinta da origem do direito. já a decadência não pode ser impedida.a prescrição pode ser renunciada após a sua consumação. enquanto a decadência legal não pode ser renunciada. simultâneo o nascimento de ambas. enquanto a decadência corre contra todas as pessoas. Esse critério ainda está vigente a luz do CC/02? Resposta: A doutrina de Câmara Leal distingue a prescrição da decadência com base na origem das ações.

somente a decadência legal pode ser reconhecida de ofício. a prescrição não corre nos casos em que o titular da pretensão está materialmente impossibilitado de agir. No caso da decadência. tanto criando um direito em si quanto servindo de prova de que outrem perdeu um direito que tinha antes (o direito de propriedade).. Neste caso. São. para compatibilizar tal possibilidade com a decretação de ofício pelo magistrado. é o caso de um comerciante que tem seu estabelecimento interditado e. PENSEI QUE PODERIA SER DO TIPO DISCORRA SOBRE A PRESCRIÇÃO COMO MEIO DE PROVA E. etc. é prudente que ele escute antes o devedor. em geral. 05) O juiz pode de ofício decretar a prescrição e decadência? Resposta: Tanto a prescrição quanto a decadência podem ser decretadas de ofício pelo juiz. Por questão de equidade. Considerando que a prescrição pode ser renunciada pelo devedor após decorrido seu prazo. não é meio de prova. sem poder acessá-lo. caso assim queira. documentos. para que a ele seja oportunizada a renúncia. Resposta: ATENÇÃO! NÃO CONSEGUI. por exemplo. A única forma que me ocorre de se ver a prescrição como um meio de prova é no caso da prescrição aquisitiva (usucapião).Resposta: Sim. como. a prescrição atua de forma peculiar. A convencional sempre dependerá de requerimento da parte. Os meios de prova são os elementos considerados pelo juiz para formar a sua convicção. perícias. APRESENTO A SEGUINTE RESPOSTA: A prescrição. DE JEITO NENHUM. ENTENDER A PERGUNTA. A demonstração da perda da pretensão do titular da propriedade de reavê-la para si implica na prova de que outrem adquiriu tal propriedade. em geral. ANALISANDO SOB ESSA PERSPECTIVA. 74 . no entanto. 06) Discorra como prescrição como meio de prova. não pode acessar também documentos para propor uma ação atacando a interdição.

nos usos e costumes mercantis.1. documento legislativo conhecido como Código Mercantil napoleônico. sendo uma característica de todos os povos. Na Idade Média o comércio atingiu o seu estágio mais avançado. embora o comércio (atividade comercial) tenha surgido há muito mais tempo (remonta-se ao tempo dos fenícios).1. tiveram tanta importância para o desenvolvimento dos primeiros preceitos jurídicos sobre tal atividade. conseguindo obter. de forte influência na codificação oitocentista. que eram ligadas aos comerciantes e não aos senhores feudais. O referido sistema surgiu com a entrada em vigor do Code de Commerce. as atividades econômicas são agrupadas em dois grandes conjuntos. não havia um poder político central que aplicasse o direito. Questões do TRF1 01) Discorra sobre o histórico do Direito Comercial na Idade Média? O direito comercial surge propriamente na idade média.1. na realidade. em 1808. O poder político era. que se fundava. por não existirem. certa autonomia para seus julgamentos. 75 . Direito Empresarial 1. primordialmente. Foi na idade média que surgíramos primeiros institutos jurídicos do direito comercial. as sociedades (comendas)m os contratos mercantis (contrato de seguro) e os bancos. como o informalismo e a influencia dos usos e costumes no processo de elaboração das regras. as características próprias do direito comercial começaram a se delinear. 1. As grandes navegações impulsionaram a criação das primeiras normas. daí porque em tal período houve a necessidade de se criar um regime jurídico próprio para a disciplina das relações mercantis. Na época.7. qualificando-se como civis ou comerciais. Na referida época surgiram as corporações de ofício.7. tendo em vista a necessidade mesmo de manter um comércio entre pessoas distantes entre si. os Estados Nacionais. sujeitos a sub-regimes próprios. descentralizado e estava nas mãos da nobreza fundiária. inclusive. Direito Comercial. que logo assumiram relevante papel na sociedade. Direito Empresarial. A Idade Média é tida como a primeira fase do direito comercial. 02) Discorra sobre o Sistema Francês como antecedente da definição de concepção de Direito Comercial? No sistema francês. Além disso. daí porque as corporações de ofício.1. ainda.7. como os títulos de crédito (letra de câmbio).

Sob tal perspectiva. organizados em corporações próprias. Com ela. Por sua vez. já que o seu foco estava na atividade desenvolvida. mas encontrou contraposição na teoria italiana. 76 . tem-se que o Sistema Francês dividiu-se em dois sistemas de disciplina privada da economia: civis e comerciais. inclusive pelo Brasil (inspiração do Código Comercial de 1850). são aqueles praticados pelos comerciantes. encontrando sua síntese na teoria da empresa (consagração da tese da unificação do direito privado). foi adotada por quase todas as codificações oitocentistas. tentando eliminar a dificuldade de separação do que vinha a ser ato comercial de ato meramente civil. 05) Famosa classificação de Carvalho de Mendonça sobre atos de comércio. vista como instrumento de objetivação do tratamento jurídico da atividade mercantil. descrevendo o que ela viria a ser.atos de comércio por natureza ou profissionais: como a própria designação dá a entender.A elaboração doutrinária fundamental do sistema francês é a teoria dos atos de comércio. que tinha como construção básica a teoria dos atos de comércio. no exercício de sua profissão. em princípio. para se tornar a disciplina de conjunto de atos que. o sistema francês foi o responsável por uma certa objetivação do direito comercial.atos de comércio por dependência ou conexão: são os que visam facilitar o promover o exercício do comércio. que desenvolvem a doutrina da empresa.atos de comércio por força de autoridade de lei: são aqueles que a lei assim os considera. o Sistema Italiano era regulado sob o prisma privatístico. O sistema italiano tenta superar lacunas antes não explicadas pelo sistema francês. e não nos sujeitos que a desempenhavam. Sua elaboração doutrinária é a teoria dos atos de comércio. fale sobre? A classificação de Carvalho de Mendonça para atos de comércio é a seguinte: . mas principalmente um novo sistema de disciplina privada de atividade econômica. 03) Fale sobre o sistema Italiano e o Sistema Francês quanto à evolução do Direito Comercial? Basicamente. deslocando a fronteira entre civil e comercial. . o direito comercial deixou de ser apenas o direito de uma certa categoria de profissionais. . O sistema francês. que trata a atividade mercantil. poderiam ser praticados por qualquer cidadão.

que eram pessoas da própria corporação eleitos pelos demais associados. que juízes eram estes? Não havia juízes com a mesma concepção que se tem hoje (juízes enquanto órgãos do Estado. sendo. § 5 . servindo de referência doutrinária para a definição do âmbito de aplicação do direito comercial. que teve como característica mais marcante o fato de elencar o que viriam a ser os atos de comércio. portanto. consignação e transporte de mercadorias. § 2 . Segundo o referido regulamento. foram criadas as corporações de ofício que tinham. e quaisquer contratos relativos ao comércio marítimo. § 4 . relevante diploma normativo. muito antiga e não mais utilizada. os bancos. para os vender por grosso ou a retalho. a prestação de serviços e outros).os seguros. portanto. para reger as relações entre seus membros. na mesma espécie ou manufaturados. 19): § 1 . Cuida também de uma infinidade de outras atividades negociais (além do comércio. 8 . providência que não foi adotada pelo próprio código. 77 . de comissões. no Brasil.as operações de câmbio. ou para alugar o seu uso. Deve-se considerar.a compra e venda ou troca de efeitos móveis ou semoventes. pessoas que praticavam os atos mercancias. § 3 . consideravam-se atos de mercância (art. da teoria dos atos de comércio. fretamentos. fale sobre? O regulamento 737 foi o diploma normativo editado ao tempo do Código Comercial de 1850. riscos. Exerciam esse papel os denominados cônsules. sendo o responsável pela consolidação. mesmo porque a teoria do ato de comércio foi substituída pela teoria da empresa. No entanto. também. O regulamento 373 esteve em vigor até 1875. entre outras atribuições. mesmo após a sua revogação. cujas idéias permaneceram presentes por anos. Foi. a expressão ―Direito Empresarial‖ mostra-se mais adequada que ―Direito Comercial‖. de espetáculos públicos. 07) No tempo em que o Direito Comercial era o direito das corporações. de expedição.A classificação de Carvalho de Mendonça foi elaborada a partir do Regulamento 737. que hoje o direito empresaria cuida mais do que da atividade exercida pelo comerciante (hoje empresário). 06) Regulamento 737. banco e corretagem. E não só por isso. de depósito.Qual a melhor nomenclatura Direito Empresarial ou Comercial? Diante da definitiva adoção da teoria da empresa pelo ordenamento jurídico brasileiro. quanto aos atos de comércio. a de julgar os casos que lhe eram submetidos. a indústria.a armação e expedição de navios". existiam juízes para dirimir questões de conflitos. pois sequer existiam os Estados Nacionais na época).as empresas de fábricas.

por força de Portaria do Ministério da Educação. como disciplina autônoma e essencial. porque a própria Constituição Federal conferiu autonomia ao direito empresarial. portanto. intuito lucrativo e finalidade de produzir ou fazer circular bens ou serviços. Este conjunto de regras era comum aos comerciantes europeus. 78 . O direito comercial internacional moderno deve alguns de seus princípios fundamentais à Lex mercatoria desenvolvida na Idade Média. tendo. Por fim. Muitos dos principios e regras da Lex mercatoria foram incorporados aos códigos comerciais e civis a partir do início do século XIX. como a escolha de instituições e procedimentos arbitrais. Não era imposta por uma autoridade central.apenas passando a adotar o critério da empresarialidade para circunscrever contornos do âmbito de incidência do direito comercial. manteve a bipartição dos regimes jurídicos disciplinadores das atividades econômicas. é bom destacar que as próprias Universidades já reconhecem a adequação da nova designação.Em outros termos: o atual direito comercial não cuida apenas do comérciom mas de toda e qualquer atividade econômica exercida com profissionalismo. porque a adoção da teoria da empresa. por ser mais restritiva. mesmo com a inserção desta seara no CC/2002? Sim. de árbitros e da lei aplicável e o seu objetivo de refletir os costumes. distintos do direito civil. Terceiro. porque tem institutos que lhes são próprios. a expressão ―Direito Comercial‖. Primeiro. mencionando o ―direito civil‖ em separado do ―direito comercial‖. 09) O Direito Empresarial continuaria como disciplina autônoma. já tendo alterado o nome da disciplina em seus cursos jurídicos. ao listar as matérias de competência legislativa privativa da União. mostra-se menos adequada para designar tudo aquilo que o Direito Empresarial de fato regula. com algumas diferenças locais. E por último. à medida que os próprios mercadores criavam princípios e regras para regular suas transações. objeto mais amplo. Segundo. em substituição à teoria dos atos de comércio. uso e boa prática entre as partes. ainda que tratados de maneira geral no mesmo diploma normativo (o Código Civil de 2002). 10) O se quer dizer por Lex mercatoria? A Lex Mercatoria foi um sistema jurídico desenvolvido pelos comerciantes da Europa medieval e que se aplicou aos comerciantes de todos os países do mundo até o século XVII. Deste modo. mas evoluiu a partir do uso e do costume. porque tal disciplina é tratada nos cursos jurídico.

Direito Processual Civil 1.7.1.1. do ponto de vista processual.2. Processo e Procedimento. são aquelas em que se permite ao réu a formulação de um pedido contra o autor no bojo da pró79 .2.. o CC/2002 o define como aquele que exerce profissionalmente atividade econômica organizada para a produção ou circulação de bens e serviços. Procedimento Adequado 1. 1. Questões do TRF1 1. mas apenas aquele que desempenha a atividade de empresa. Questões do TRF2 1) O que são ações dúplices? Cabe reconvenção nas ações dúplices? Resposta: Há duas acepções para o termo.5. Questões do TRF4 1.1. Procedimentos Especiais.1.1.7. quando exerce empresa. Quanto ao conceito de empresário. Procedimento Sumário.8.8. O núcleo do conceito é o termo atividade e importa não confundir a atividade com o próprio estabelecimento em si. Aquele que apenas a integra. Classificação dos Procedimentos.7. Questões do TRF2 1) Teoria da empresa: o que é a empresa? Posso considerar como uma unidade (os elementos da empresa)? À vista deste conceito empresário seria quem? O sócio não é o empresário (. Questões do TRF3 1.1. Cognição Sumária e Exauriente.3. tem-se que não necessariamente será empresário todo e qualquer sócio.1.4.8. Ações dúplices. sem poderes de administração e/ou gerência não pode ser tido como empresário. Partindo disso.1. Procedimento Ordinário e suas Fases. Em outros termos: o empresário é aquele que exerce a atividade de empresa. Eis a distinção. agora pergunto: esse sócio pode ser empresário? Em que circunstâncias? Resposta: Empresa é a atividade econômica constituída para produção e circulação de bens e serviços do mercado.1..7.8. Questões do TRF5 1.) a sociedade quando ela existe.

não se podendo falar em autor e réu. contestar e formular pedido contra o autor. sem a necessidade de reconvenção ou pedido contraposto‖. No tocante à admissão de reconvenção nas ações dúplices. o réu já exercita a sua pretensão. pois ambos assumem concomitantemente as duas posições. Qual seria? Resposta: Sim. a reconvenção pode ser ajuizada em ação dúplice. na hipótese em que o a pretensão do réu é algo diferente do que alcançaria com o mero julgamento de improcedência do pedido do autor. também o seu ataque. bastando que seja uma prova escrita que demonstra a relação jurídica material de depósito (exigência de início de prova escrita).pria contestação. A relação jurídica deduzida em juízo poderia ter sido posta por qualquer das partes e. em regra. O art. ao mesmo tempo. Nas palavras de Didier: ―As ações dúplices são as ações (pretensões de direito material) em que a condição dos litigantes é a mesma. que segundo ensina a melhor doutrina não precisa necessariamente ser o contrato de depósito. 902 do CPC prevê dois requisitos específicos da petição inicial da ação de depósito. obviamente que. com a defesa. pois a sua pretensão já se encontra inserida no objeto de uma equipe com a formulação do autor. Já do ponto de vista material. como a prestação de contas e oferta de alimentos. de modo que o réu pode. Esta situação decorre da pretensão deduzida em juízo. Não obstante. 2) A ação de depósito requer alguma condição específica. É como uma luta em cabo de guerra: a defesa de uma equipe já é. 80 . segundo o qual ―é admissível a reconvenção em ação declaratória‖. Exemplo disso é o disposto no enunciado n. ações dúplices são aquelas em que autor e réu ocupam posições jurídicas ativas e passivas simultaneamente. É sinônimo de pedido contraposto e admitido nas hipóteses expressamente previstas em lei.prova literal do depósito. A discussão judicial propiciará o bem da vida a uma das partes. . ela não é admitida. independentemente de suas posições processuais.estimativa do valor do bem. 258 da Súmula do STF. excepcionalmente. quando o pedido não se limitar à declaração de improcedência. a saber: . A simples defesa do réu implica exercício de pretensão. a um só tempo. exigência que se presta tanto para a fixação do valor da causa como para possibilitar ao réu a consignação do valor do bem em dinheiro. São exemplos: a) as ações declaratórias. não formula pedido o réu. b) as ações divisórias. caso tal valor não conste do contrato de depósito. c) as ações de acertamento. como nas ações submetidas ao procedimento sumário e nos Juizados Especiais.

no caso das condenações contra a Fazenda Pública. STJ). quando este não possui informações sobre os seus bens e tenha buscado. mas sim de uma fase executiva. Havendo saldo residual. ou isso já faz às vezes desse esclarecimento que se busca em ação de prestação de contas? Qual é o fundamento do entendimento jurisprudencial predominante a respeito? Resposta: Nos termos da jurisprudência do STJ. O objetivo primário é. condena-se o devedor ao pagamento do saldo apurado (obrigação de pagar). o correntista tem interesse processual para ajuizar ação de prestação de contas. mesmo que de forma verbal. 259. independentemente de prévio pedido de esclarecimento ao banco ou do fornecimento de extratos de movimentação financeira. por formas extrajudiciais. portanto. as informações sobre créditos e débitos líquidos de seus bens que ficaram sob a administração de outrem. entendimento sumulado sobre o assunto (s. 81 .3) Qual é o objeto primário da ação de prestação de contas? Resposta: A ação de prestação de contas tem como objetivo trazer luz ao credor das contas. pode manejar essa ação. logo após o término da primeira relação jurídicaprocessual instaurada. a ação de prestação de contas entra na regra do sincretismo. Há. prestadas as contas. de modo que. Tal pagamento deverá ocorrer na forma de execução. inclusive. a ação poderá ter por objeto também a condenação do devedor ao referido pagamento. devendo as execuções autônomas ter previsão expressa para tanto. em continuidade a este. obrigar o devedor a prestar contas. objetivando esclarecer os lançamentos efetuados em sua conta corrente. mas este já e um objetivo secundário. Não se tratando de exceção legal. sem sucesso. a ser instaurada nos próprios autos do procedimento especial. não uma execução autônoma. por exemplo. por exemplo. Na realidade. a regra é o sincretismo processual. como. não obstante receba os extratos bancários. 4) Ela segue o modelo sincrético? Resposta: Sim. isto é. 5) O correntista. devendo ser processada a execução como fase. seja por força de mandato ou de outra forma de contrato firmado. A ação de prestação de contas tem natureza condenatória (obrigação de fazer – de prestar contas). após as alterações realizadas no CPC em 2006. sem formalidades.

760/46. Desnecessária a demonstração de que tem o poder de fato sobre o bem. sem assentimento desta. para reaver sua posse. poderá ser sumariamente despejado e perderá. pelo poder público. 924 do CPC às ações possessórias destinadas à proteção do patrimônio público federal. Sendo nova ou velha a posse. Diante dessa particularidade. A posse. afasta a aplicabilidade do art. O art. A legislação autoriza ação possessória que pressupõe naturalmente que exista posse. estabelece-se a presunção de que o poder público tem a posse de seu próprio bem. considerando ser ela inerente ao 82 . prescreve que o ocupante de imóvel da União. ainda que não exteriorizada. posse velha ao caso? Resposta: Tratando-se de posse de bem público. O Decreto-Lei nº 9. 6) O DL 9760/46 autoriza o ajuizamento de ações possessórias pelo Poder Público. ficando ainda sujeito ao disposto nos arts. é inerente á propriedade. Exatamente por isso é que se admite ação. tudo quanto haja incorporado ao solo. decorrente do regime especial que rege os bens públicos. por ser norma de caráter especial. objetivo que nem sempre se alcança apenas com a mera apresentação os extratos. que dispõe sobre os bens imóveis da União. teoricamente. mas na outra ponta vislumbra-se a figura de um bem público. por força de mera presunção. basta a comprovação de seu domínio.760/46. O correntista tem o direito de entender tais lançamentos. Partindo dessa premissa. Assim. O parágrafo único do mesmo dispositivo afirma que se excetuam dessa disposição os ocupantes de boa fé. e os direitos assegurados por êste Decreto-lei. diferentemente do que ocorre com a posse do particular. 513. Pode-se falar em posse de bem público. é o decreto que irá regular as possessórias. com cultura efetiva e moradia habitual. com a particularidade já citada de que a posse do poder público é inerente ao domínio.O fundamento básico utilizado pelo STJ é o de que o correntista tem mais que o direito de conhecer os lançamentos realizados em sua conta. é irrelevante a arguição de posse nova ou de posse velha perante o poder público. 71 do Decreto-Lei nº 9. na medida em que a lei autoriza a ação possessória ou existe alguma incongruência nessa questão? Se aplicaria subsidiariamente a regra de posse nova. no caso. 515 e 517 do Código Civil. em uma ação em que o poder público busca reaver a posse de bem seu. sem direito a qualquer indenização. Como entende essa regra legal? A questão se relaciona a um bem público que foi objeto de esbulho.

A limitação ocorre. 7) De onde se origina o Poder jurisdicional? Resposta: O Poder Jurisdicional é o poder de dizer o direito. A competência limitada é definida. Em analogia ao direito tributário. a competência delimitada é definida por normas processuais. Tem sua origem após a formação dos Estados Nacionais e com a idéia de limitação de poder (sistema de freios e contrapesos). determinado ente não poderá exercer tal competência em hipóteses específicas. Não se trata de proibição do exercício da competência em determinada hipótese. por não se tratar de exclusão absoluta da possibilidade de atuação do juízo. De outro modo. normalmente. as causas de imunidade tributária. em regra. deve ser restabelecida ao ente postulante de imediato. os casos de competência limitada não admitem convalidação. por exemplo.direito de propriedade do poder público. com a instituição de normas proibitivas do exercício da competência. em que. 8) Há diferença entre competência limitada e delimitada? Resposta: Competência limitada é aquela que não se mostra plena. de modo que. é claro. Já os casos de competência delimitada podem gerar atos passíveis de convalidação. ainda que praticado um ato fora do âmbito previsto. 83 . seriam. ainda que de forma implícita (na distribuição de poder aos juízes e órgãos da mesma natureza). Por sua vez. por exemplo). É a competência de juízos (o juiz da primeira vara tem competência apenas para os processos distribuídos para tal órgão jurisdicional e não para os feitos das outras varas. mesmo querendo e tendo competência para instituir tributos. por serem absolutas exclusões de atuação de um determinado juízo. mas sim de delimitação de seu âmbito. é limitada aos casos expressos na CF/88. pois em caso de competência absoluta os atos decisórios devem ser repetidos). Note-se que efeito prático é o de que. pode ele ser eventualmente convalidado por aquele que de fato é competente (no caso de competência relativa. em razão da matéria ou da função (competência funcional ou competência material). Nas democracias modernas vem disposto nas Constituições. por não poder incidir em toda e qualquer hipótese. A competência do STF. a competência delimitada é aquela restrita por outra norma. por exemplo.

Isso. 22. ao passo que procedimento é uma sequência de atos ordenados entre si. da CF/88. conforme art. concorrentemente. reitere-se. Legislar sobre procedimentos em matéria processual compete. 10) Processo e procedimento. da CF/88. com base no seu poder geral de cautela. I e 24. responde-se à indagação que ela é sim exceção ao princípio da demanda. Já legislar sobre procedimentos em matéria processual compete. legislar sobre direito processual. que materializam a relação processual. Especificamente no que diz respeito à tutela cautelar. 128. comporta exceções. XI da Constituição Federal. I. XI. não há princípios absolutos. conforme art. dos Estados e do DF legislarem acerca de procedimentos em matéria processual. com o objetivo maior de garantir o direito a efetividade do direito. 24. vez que em todos esses casos o órgão jurisdicional pode dar início à ação. aos Estados e ao DF. 1ª parte e 460. o habeas corpus. à União. nos termos do art. à União. enquanto é competência concorrente da União. o inventário. Qual a diferença até para efeitos de competência legiferante? Resposta: Processo é relação jurídica dinâmica que se instaura entre sujeitos. aos Estados e ao DF. vez que. O princípio da demanda. Para efeitos de competência legiferante é importante a distinção. podendo ser concedida ex offício pelo juiz (arts. XI. 22. privativamente. 24. a arrecadação de bens do ausente. 11) Quem é competente? Qual o artigo da Constituição Federal? Resposta: Legislar sobre processo compete privativamente à União (art. São elas: as execuções penais e trabalhistas. concorrentemente. 12) E o procedimento? A competência é concorrente? Resposta: Sim.9) O princípio da demanda é absoluto? Existe exceção? Tutela cautelar é uma exceção desse princípio? Resposta: Não há direitos absolutos. 84 . embora seja regra. 293. Igualmente. CF/88). compete à União. 1ª parte). tendo em vista o seu objetivo de garantir a plena efetividade da prestação jurisdicional.

o inciso II. A relação de proporção acima citada deve observar três critérios para determinar a razoável duração do processo: a) a complexidade do assunto. no que couber. A celeridade guarda relação com a velocidade rápida do processo. injustificadamente. 93. princípio constitucional.13) Princípio da Duração Razoável do processo se confunde com celeridade? Resposta: Não. inciso VIIA. b . Já a duração razoável do processo. retiver autos em seu poder além do prazo legal. O reconhecimento destes critérios traz como imediata conseqüência a visualização das dilações indevidas. de modo que se ter um tempo razoável . permitindo o controle dos atos e as manobras processuais dos sujeitos envolvidos. “não vejo verossimilhança”. Segundo Didier. estabelece uma relação de adequação entre o tempo do processo e os instrumentos necessários para a sua tramitação. e. por ex. 15) Quanto ao princípio da fundamentação. O processo não tem que ser rápido/célere: o processo deve demorar o tempo necessário e adequado à solução do caso submetido ao órgão jurisdicional. O uso de jargões. nem menos que o necessário para a entrega da prestação jurisdicional. c e e do inciso II‖. 14) O juiz que retém autos além do tempo pode ser removido a pedido? Resposta: Nos termos do art.nem mais. destaca que ―não será promovido o juiz que. ao disposto nas alíneas a . Logo. responde-se que o juiz que retém os autos além do tempo necessário não pode ser removido a pedido. ―a remoção a pedido ou a permuta de magistrados de comarca de igual entrância atenderá. Por sua vez.. não podendo devolvê-los ao cartório sem o devido despacho ou decisão‖. da CF/88. citado no inciso VIIA. ofende? Qual a posição do STF? Resposta: 85 . b) o comportamento dos litigantes e de seus procuradores ou da acusação e da defesa no processo e c) a atuação do órgão jurisdicional. ―não existe um princípio da celeridade.

Rel. INCIDÊNCIA DAS SÚMULAS 282 E 356 DO STF. tendo em vista o primado da ampla defesa. o que entende o julgador. em princípio. DISCUSSÃO QUANTO À NECESSIDADE DE PERÍCIA TÉCNICA. X. da Constituição Federal exige que o acórdão ou decisão sejam fundamentados. RESPONSABILIDADE OBJETIVA DA CONCESSIONÁRIA DE SERVIÇO PÚBLICO. RESTABELECIMENTO DO SERVIÇO FORA DO PRAZO COMUNICADO. também assegurado constitucionalmente. são relativamente comuns os jargões ―não vejo verossimilhança‖. INOCORRÊNCIA. contudo. Na prática judiciária. o que. ainda que sucintamente. Os fatos devem ser analisados tomando em consideração o que dispõe o direito acerca deles. AUSÊNCIA DE PREQUESTIONAMENTO. Naquela assentada. Min. reafirmou-se a jurisprudência desta Suprema Corte. INVIÁVEL. dissociado de qualquer argumento. 16) Os serventuários podem receber delegações para atos próprios da magistratura? O que são atos de mero expediente sem conteúdo decisório? Resposta: 86 . ofende o princípio da fundamentação se usado não como conclusão de um raciocínio (fundamentação mais a conclusão).) A matéria relativa à nulidade por negativa de prestação jurisdicional por ausência de fundamentação teve repercussão geral reconhecida pelo Plenário. DIREITO DO CONSUMIDOR. pura e simplesmente. DA CONSTITUIÇÃO FEDERAL. mas sim como o próprio fundamento para o deferimento ou indeferimento de um pedido. (. sem determinar. Gilmar Mendes. até mesmo as decisões administrativas dos órgãos jurisdicionais devem ser motivadas. A fundamentação envolve. argumentos de ordem jurídica. DJe de 12/08/2010. daí porque não pode ser aceito como fundamento. ALEGADA VIOLAÇÃO AOS ARTIGOS 2º E 5º. da CF/88. 93. LIII.. ainda que não rebatam cada um dos argumentos trazidos pelo autor. nem que sejam corretos os fundamentos da decisão. no sentido de que o artigo 93. necessariamente. o exame pormenorizado de cada uma das alegações ou provas. INCIDÊNCIA DA SÚMULA 279 DESTA CORTE. no julgamento do AI 791. AUSÊNCIA DE REPERCUSSÃO GERAL. COMUNICAÇÃO PRÉVIA. IX. e não. É necessário que as razões de direito sejam expostas. ALEGADA AUSÊNCIA DE FUNDAMENTAÇÃO.292 QO-RG. Por força do disposto no art. CAUSA EXCLUDENTE DE RESPONSABILIDADE. REEXAME DO CONTEXTO FÁTICO-PROBATÓRIO.A fundamentação é um dos requisitos ou dos pressupostos básicos de uma decisão judicial.. no entanto. Em outros termos: simplesmente ―não ver verossimilhança‖ não é argumento jurídico. Nesse sentido o STF: Ementa: AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. SUSPENSÃO DO FORNECIMENTO DE ÁGUA. DANO MORAL.

1. assistentes. A decisão. esta é a mais recorrente. resolver qualquer questão. 17) Competência básica do juiz federal na jurisdição civil? Resposta: Em geral. por não terem conteúdo decisórios. ou oponentes. 109. Resposta: O princípio da inafastabilidade da jurisdição está positivado na Constituição Federal nos seguintes termos: ―a lei não excluirá da apreciação do Poder Judiciário lesão ou ameaça a direito‖ (art. Os atos de mero expediente. isto é. é ato privativo do juiz e não pode ser delegada a terceiros. 1. é a disposta no art. Questões do TRF4 1.8. por exemplo. sem. estão sujeitos à delegação. 5º. Embora haja outras hipóteses de competência civil.Para atos próprios de magistrados (entendendo-se atos próprios como atos privativos). as de acidentes de trabalho e as sujeitas à Justiça Eleitoral e à Justiça do Trabalho. Além disso. contudo.8. as ações em a União. CF/88). não. I. da CF/88. o próprio CPC admite a delegação de atos de mero expediente aos serventuários. Atos de mero expediente são aqueles que se destinam a impulsionar o processo.1. isto é. entidade autárquica ou empresa pública federal forem interessadas na condição de rés.8.3.4. exceto as de falência. Por ele. isso não obsta que tente 87 .5. No entanto. nos processos. daí ser tida como a competência básica.1. o interessado em provocar o Poder Judiciário em razão de lesão ou ameaça de lesão a direito não é obrigado a esgotar antes disso os possíveis mecanismos de solução e conflito (salvo previsão expressa nesse sentido. conforme o referido princípio. como a determinação de especificação de provas. Questões do TRF3 1. atos que não tenham conteúdo decisório. como no caso de questões deportivas). havendo decisão administrativa desfavorável ao interessado. inciso XXXV. Questões do TRF5 TRF5 – 2012 1) Fale sobre os princípios da inafastabilidade da jurisdição e indelegabilidade e da inevitabilidade.

Quarto e último. para ser efetiva. tem que partir da premissa de que não basta garantir o acesso formal. por exemplo). hipóteses em que se autoriza a delegação e outros poderes judiciais. o judiciário se manifesta no exercício do poder jurisdicional. como o poder instrutório. sendo o judiciário acionado para assim concluir. 2) A imunidade parlamentar seria exceção ao princípio da inevitabilidade? Resposta: Não há como se ter a imunidade parlamentar como uma exceção ao princípio da inevitabilidade da jurisdição. porque conforme reiterada jurisprudência do STF. mas também a paridade de armas. apenas impede que determinada a prisão do parlamentar. Terceiro. de modo que todo excesso pode ser objeto de apreciação judicial. pode ser resumido na premissa de que a função jurisdicional não pode ser delegada. ―Tratando-se de emanação do próprio poder estatal. Segundo. a inafastabilidade tem que assegurar o acesso à ordem jurídica justa. e ainda assim quando atendidos alguns pressupostos (não ser prisão em flagrante de crime inafiançável. 88 . daí porque não há que se falar em exceção à inevitabilidade. palavras e votos relativos ao exercício do cargo e não a toda e qualquer opinião ou manifestação do pensamento. não há direito absoluto. o que implicaria derrogação de regra de competência. que independe de sua vontade e consiste na impossibilidade de evitar que sobre ela e sobre suas esferas de direitos se exerça a autonomia estatal‘‖ (Didier). A inafastabilidade. porque a imunidade diz respeito apenas às opiniões.reverter tal situação perante o Judiciário. e não meramente um acesso formal. Ao seu turno. para que seja possível o justo exercício do direito de ação. Quanto ao princípio da indelegabilidade. que é o poder adequado para dizer o direito com definitividade. impõe-se a jurisdição por si mesma. porém. Ademais. porque mesmo quando o judiciário afirma a ausência de responsabilidade de um parlamentar em um determinado caso. o simples acionamento já é o exercício do poder jurisdicional. Essa vedação se aplica integralmente no caso de poder decisório: não é possível delegar o poder decisório a outro órgão. já a jurisdição em ação. Em outros palavras: mesmo quando não há responsabilidade. o poder diretivo do processo e o poder de execução das decisões (Didier). por exemplo. A ‗situação de ambas as partes perante o Estado-Juiz (e particularmente a do réu) é de sujeição. Há. Primeiro. A imunidade formal. tendo como fundamento a sua imunidade. porque a imunidade não retira toda e qualquer atuação judicial. o princípio da inevitabilidade estabelece que as partes hão de submeter-se ao quanto decidido pelo órgão jurisdicional. em violação à garantia do juiz natural.

Não adere a nenhuma das partes nem emite juízos de valor ou opiniões acerca da melhor forma de se chegar a uma solução. CPC). 114. Na mediação. por normas processuais pré-estabelecidas. A mediação. a competência não se prorroga caso ele dela não decline de ofício nem seja oposta exceção declinatória nos casos e prazos legais (art. É sempre intermediada por um terceiro. portanto. Há. também. pela proibição da criação de tribunais de exceção. por meio de terceiro imparcial. propostas para a solução da causa. que pode ser o próprio juiz ou um conciliador. 4) Há distinção entre conciliação e mediação? Resposta: Embora se tratem de institutos semelhantes. por sua vez. nem de outro. vez que o terceiro atua sugerindo opções. embora também tenha como característica o fato de objetivar conseguir das partes um acordo.3) Qual o alcance e dimensão do princípio do juiz natural? E o princípio da perpetutatio jurisdictionis? Há exceções a eles? Resposta: O princípio do juiz natural é preceito de natureza constitucional que guarda relação com a idéia de um o juiz pré-determinado. Há. CPC). Em outros termos. Nem de um lado. contudo. Não há previsão de exceção para o princípio do juiz natural. para alteração da competência. Sua característica marcante e a principal distinção entre ela e a mediação é a sua forte carga indutiva. o terceiro não estimula nem faz propostas para se chegar a um acordo. distingue-se da conciliação exatamente pela forma como esse terceiro age. encontrem uma solução 89 . o princípio da perpetuatio jurisdictionis é norma de natureza processual. O mediador. A conciliação é medida prevista no Código de Processo Civil que visa obter das partes em litígio um acordo amigável. há sim diferenças entre a conciliação e a mediação. mediante concessões mútuas. Ele atua simplesmente aproxima as partes para que elas. Trata-se de verdadeiro princípio constitucional. um estímulo contínuo para a resolução da contenda. exceção ao princípio da perpetuatio jurisdictionis no próprio artigo 87 do CPC. as questões de fato e de direito ocorridas posteriormente (art. Está abrangido. Por sua vez. segundo o qual alteram a competência o suprimento de órgão judiciário ou a alteração de competência em razão da matéria ou da hierarquia. fica no meio. com uma participação ativa do terceiro. por si próprias. para o julgamento de determinada causa. sendo irrelevantes. segundo a qual a competência de um juízo é fixada no momento da propositura da ação. literalmente. 87. elevado à categoria de cláusula pétrea.

normas processuais em sentido estrito e normas procedimentais. própria dele mesmo. tem-se que o árbitro não pode executar suas próprias decisões. que não pode ser delegada a particulares. do DF e dos Municípios. são de competência legislativa privativa da União. Por sua vez. 5) Na sua visão arbitragem é jurisdição? Resposta: Parte da doutrina afirma que sim (Didier. estão sujeitas à revisão por juízes. é porque esses terceiros não exercem jurisdição). formando uma coisa julgada material. ―a mediação é uma técnica não estatal de solução de conflitos. Nas palavras de Didier. Já a competência para legislar sobre procedimentos. Não obstante. Finalizando. por exemplo). que tenha a autoridade de juiz. a maioria dos processualistas tem a arbitragem como um equivalente jurisdicional e não como um exercício da própria jurisdição. é de competência concorrente da União.para a causa. enquanto a jurisdição é irrestrita. ao contrário da legislação sobre processo. 6) Processo civil. tendo em vista os seguintes fundamentos: a arbitragem é voltada apenas para direitos patrimoniais disponível. carreira cujo acesso dá-se exclusivamente mediante concurso púbico. as decisões dos árbitros. O mediador é um profissional qualificado que tenta fazer com que os próprios litigantes descubram as causas do problemas e tentem removê-las‖. 90 . estabelecendo os direitos e deveres dos sujeitos do processo. fundamentando seu ponto de vista principalmente no fato de as decisões dos árbitros tornarem-se imutáveis após o prazo de 90 dias. a jurisdição é indelegável. a jurisdição é atividade primária do Estado. dos Estados. a jurisdição só pode ser exercida por pessoa devidamente investida. pois nenhum dos poderes pode delegar aquilo que é de sua essência. em obediência ao princípio da inafastabilidade da jurisdição (se as decisões de terceiros estão sujeitas à revisão de um juiz de primeiro grau. Resposta: A doutrina dispõe que as normas processuais em sentido estrito são aquelas que regulam a relação jurídica processual. de caráter soberano. a arbitragem é manifestação da autonomia da vontade e a opção por árbitro implica a renúncia á jurisdição. Discorra. as normas procedimentais são aquelas que pura e simplesmente estabelecem os a sequência de atos a serem adotados. quem o faz é o juiz. enquanto a arbitragem pode ser realizada por terceiro sem que tenha sido investido pelo Estado de parcela da jurisdição. Em geral. dentro de um determinado árbitro. pela qual um terceiro se coloca entre os contendores e tenta conduzi-los à solução autocomposta.

nota-se uma certa contenciosidade. atualmente. decorrente do antagonismo de interesses que. necessariamente deve ser resolvidos por um juiz. a turbação. que não necessariamente têm interesses jurídicos antagônicos e nem estão em conflito. 7) Há alguma forma de contenciosidade entre jurisprudência voluntária e contenciosa? Resposta: OBS: Para que a pergunta ficasse compreensível foi entendida como ―há alguma forma de conteciosidade entre jurisdição voluntária e contenciosa?‖ (ainda assim a pergunta fica de difícil compreensão. de modo que. Resposta: As ações possessórias são: ação de manutenção de posse. no entanto. CPC). Decerto. Há. ação de reintegração de posse e interdito proibitório. instaura-se. a data da turbação (para efeito de concessão de medida liminar. quando se permite ao condômino prejudicado requerer a adjudicação da coisa (art. manifestando um conflito de interesses e procurando uma tutela jurisdicional enquanto que na segunda não existiriam partes. assim compreendido o ato que embaraça o livre exercício de tal direito. o procedimento integra o próprio conceito de processo. A diferença básica entre ambas está no fato de na primeira existirem partes. a ação deverá seguir o 91 . A primeira (manutenção de posse) pode ser proposta no caso de turbação da posse. em casos que.119. por disposição expressa de lei. contudo. mas sim o exercício administrativo do Poder Jurisdicional. 8) Distinção entre as ações possessórias. caso a posse seja nova. Se a posse for velha. tratam-se de conceitos distintos.A diferença é sutil e parte da premissa de que processo e procedimento são conceitos que não se confundem. Para que seja proposta. é praticamente impossível distinguir normas que disciplinem o procedimento sem influir no modo de ser da relação jurídica processual que lhe dá base. 1. por exemplo. A doutrina admite duas formas de exercício da jurisdição: mediante jurisdição contenciosa e mediante jurisdição voluntária. deve-se provar a posse. É o caso. em pólos jurídicos antagônicos. É clássica na doutrina a afirmação de que a jurisdição voluntária não seria propriamente jurisdição. hipóteses em que mesmo a jurisdição voluntária apresenta uma certa contenciosidade. nitidamente. Vou tentar escrever sobre o assunto tratando da distinção entre os tipos de jurisdição – contenciosa x voluntária). ainda que o procedimento seja de jurisdição voluntária. Neste caso. mas apenas interessados. da venda judicial de coisa comum.

Art. a conversão do procedimento em manutenção ou reintegração de posse. 924. sendo possível a cumulação do pedido com indenização. a ação não perde o seu caráter possessório. mesmo se adotando o procedimento ordinário. com a possibilidade de antecipação dos efeitos da tutela. norma processual x norma procedimental Resposta: Procedimentos especiais são regramentos próprios trazidos pelo CPC acerca de relações jurídicas específicas. caso já ultrapassado ano e dia. a ação a ser ajuizada deve ser outra (reintegração de posse). caso a ameaça de turbação ou de esbulho se concretizem. É cabível liminar. sendo cabível. com destaque para o fato de que. No entanto. será ordinário. Nesse sentido. Admite-se a antecipação de tutela na manutenção de posse. A segunda (reintegração de posse) pode ser movida por quem sofre esbulho. normalmente relacionados ao direito material de base da relação. o rito a ser adotado será o rito ordinário e os requisitos para a antecipação devem ser os do art. como a nunciação de obra nova e os embargos de terceiro. É o disciplinamento de sua particular forma de ser em juízo. em geral mais simplificadas e céleres. Regem o procedimento de manutenção e de reintegração de posse as normas da seção seguinte. com requisitos próprios. o caráter possessório. 9) Seria possível uma medida antecipatória em ação possessória com mais de um ano e dia? Resposta: Sim. no entanto. Essas três são as mais famosas ações possessórias. com regras distintas das do procedimento ordinário. 273 do CPC e não simplesmente dos da medida liminar. contudo.rito ordinário. passado esse prazo. confira-se o disposto no art. desde que preenchidos os seus requisitos) e a continuidade da posse. assim entendido como a perda do poder de fato sobre o bem. 10) Discorra sobre procedimentos especiais. 924 do CPC. tal qual na manutenção de posse. pois se devido à turbação o titular do direito perder a posse. mas o ordenamento jurídico registra ainda outras. A terceira (interdito proibitório) pode ser proposta quando há uma ameaça de turbação ou esbulho. 92 . quando intentado dentro de ano e dia da turbação ou do esbulho. A particularidade aqui é não caber medida liminar. não perdendo.

ao contrário da legislação sobre processo. as normas procedimentais são aquelas que pura e simplesmente estabelecem os a sequência de atos a serem adotados. de modo que. estabelecendo os direitos e deveres dos sujeitos do processo. é praticamente impossível distinguir normas que disciplinem o procedimento sem influir no modo de ser da relação jurídica processual que lhe dá base. Já a competência para legislar sobre procedimentos. 12) Reclamação – Direito de petição? Resposta: A reclamação constitucional consiste numa ação. são de competência legislativa privativa da União. A reclamação constitucional é ação que deve ser ajuizada originariamente no tribunal superior. 93 . atualmente. que se distingue do direito de ação em razão deste último ser exercitado mediante o Poder Judiciário e o primeiro ser exercitado perante qualquer dos poderes. Deste modo. a conduta inicial do julgador deve ser a de determinar a correção do procedimento. inclusive. é de competência concorrente da União. dos Estados. com vistas a obter a preservação de sua competência ou a garantir a autoridade de seus julgados. Decerto. no entanto. pedido e causa de pedir). A diferença entre normas processuais e procedimentais é sutil e parte da premissa de que processo e procedimento são conceitos que não se confundem. Não atendida a ordem ou não promovida a emenda adequadamente. que são diferentes dos atos do procedimento ordinário. do DF e dos Municípios. daí porque o seu manejo resulta no exercício do direito de ação e não do direito de petição. Em geral. a inicial deve ser indeferida. A reclamação contém.Já as normas processuais em sentido estrito são aquelas que regulam a relação jurídica processual. os elementos da ação (partes. Por sua vez. a postura do juiz deve ser sempre a de aproveitar ao máximo os atos processuais. tratam-se de conceitos distintos. 11) A escolha inadequada de um procedimento especial enseja o seu indeferimento? Resposta: Em princípio. vez que o procedimento especial compreende os atos próprio de cada tipo de ação. o procedimento integra o próprio conceito de processo. com a emenda da inicial no que for cabível.

94 . tem-se que. Tomando as premissas supra em consideração. Assim sendo. seja no proce3dimento especial. tem como prestação a entrega da coisa. 890. a consignação não admite qualquer espécie de prestação. por sua natureza.13) Abuso de procedimento especial. § 1º) assim o admite. portanto. prevendo. Assim o faz exatamente porque o abuso gera prejuízo para aquele que o sofre. portanto. considera-se pagamento e extingue a obrigação o depósito judicial ou em estabelecimento bancário da coisa devida. seja no procedimento comum. 15) Consignação de pagamento em obrigação de fazer? É possível que um terceiro proponha? Qual a distinção entre terceiro interessado e não interessado? Resposta: Para entender a primeira pergunta partiu-se do pressuposto de que seria a seguinte: ―Cabe consignação em pagamento com obrigação de fazer?‖ De acordo com o CC/2002. necessariamente. uma vez que o CPC (art. tratando-se. repelido. sendo admissível a propositura da consignação por terceiro interessado. A consignação em pagamento. pode prejudicar sim tanto o autor quanto o réu. tem-se que o abuso de direito. prejudicar o autor ou réu. nos casos e formas legais. assim. não sendo admitido em qualquer hipótese. sendo. Concorda com está afirmação? Resposta: Para que a pergunta ficasse compreensível eu parto do pressuposto de que seja a seguinte: ―O abuso de procedimento especial pode prejudicar tanto o autor quanto o réu. mediante a entrega em dinheiro ou a entrega de bem móvel ou imóvel. Partindo dessa premissa. A consignação em pagamento é uma forma de extinguir uma obrigação e deve ocorrer. de obrigação de dar. inclusive. a consignação não se coaduna com obrigações de fazer. que ele pode gerar o dever de indenizar. 14) Consignação de pagamento admite qualquer forma de prestação? Resposta: Não. não restando admitida a consignação na forma de obrigação de fazer ou de não fazer. O candidato concorda com tal afirmação?‖ O ordenamento pátrio não se coaduna com o abuso do direito.

Já em âmbito doutrinário. .1. 305 do CC/2002. no âmbito jurisprudencial.9. pela qual também se obrigou. 16) Ação monitória. possuindo interesse apenas metajurídico. não seja paga pelo devedor principal. embora majoritariamente prevaleça o mesmo entendimento jurisprudencial.a necessidade de reexame necessário. 1.9. . que não seria observado com a ausência de embargos ao mandado minoritário e a conseqüente constituição imediata de título executivo.a impossibilidade de a Fazenda Pública cumprir a ordem de pagamento em razão da indisponibilidade do direito que defende em juízo. do fiador e do avalista. Já há entendimento consolidado sobre o tema. com maior razão não se pode concordar que a revelia no procedimento monitório que gere automaticamente a formação de título executivo judicial contra ela. vincula-se à obrigação e pode ter o seu patrimônio atingido caso a dívida.as especialidades da execução contra a Fazenda Pública (art. O terceiro não interessado que paga a dívida em seu próprio nome tem direito a reembolsar o que pagar. Já o terceiro não interessado.não sendo gerado o efeito da revelia da presunção da veracidade dos fatos alegados pelo autor em caso de omissão defensiva da Fazenda Pública. ao reverso.1. 305. por exemplo. 730 do CPC) impedem a adoção da monitória. não admitindo a monitória pelos seguintes fundamentos: . é aquele que não se vincula à obrigação. que assim dispõe: ―Art. . tendo o STJ editado o enunciado n. mesmo não sendo parte.No tocante à distinção entre terceiro interessado e terceiro não interessado.1. Direito Processual Penal 1.9. É a figura a que se refere o art. É possível contra a fazenda pública? Resposta: Sim. 339. Questões do TRF1 DESSE PONTO EM DIANTE: RESPOSTAS ELABORADAS POR DANIELLI FARIAS RABELO LEITÃO RODRIGUES 95 . Competência 1. há corrente no sentido contrário. mas não s sub-roga nos direitos do credor‖. de seguinte teor: ―é cabível ação monitória contra a Fazenda Pública‖. É o caso. define-se o primeiro como a pessoa que.

1.se tiver havido absolvição na esfera penal por inexistência do fato ou negativa de autoria. 2ª parte do CP). Para evitar essa situação. as demais esferas estarão vinculadas. 186 c/c 927 do CC).quando condenado na esfera penal. cível e administrativa: 125 e 126 da Lei 8112/90. entende-se que há independência entre as esferas penal. Resposta: Na hipótese de um servidor público desviar dinheiro. haverá: . se o tipo penal exigir dolo na conduta e ela tiver sido praticada com culpa. 935 do CC. devendo haver até a desconstituição de eventual condenação já aplicada. 132. 65. as demais esferas estarão vinculadas. que faz coisa julgada no cível a sentença que reconhecer ter sido o ato praticado mediante excludente de ilicitude. 96 . Note-se que a absolvição no processo penal por inexistência de fato ou negativa de autoria não se confunde com a condenação por insuficiência de provas. haver condenação no âmbito civil. 66 e 67.ilícito civil: responsabilidade civil com o conseqüente dever de reparar o dano (art. em proveito próprio ou alheio. Questões do TRF2 1) Discorra se há independência das esferas civil. . I da Lei 8112/90). 3) Na hipótese de um índio comete um crime de homicídio dentro de sua aldeia. III do CPP. 312. valou ou bem móvel. tendo em vista que neste é admitida a culpa levíssima. mas não se proíbe que se discuta a reparação dos danos no processo civil. poderá.2. o juiz tinha a faculdade de suspender o feito.9.ilícito penal: prática de peculato-desvio (art. Dispõe o CPP.ilícito administrativo: a prática de crime contra a administração pública é considerada infração punível com demissão (art. E ainda. A excludente não pode mais ser discutida. administrativa e penal. mas na defesa de sua Terra e de sua cultura. Mas há exceções. haja vista que se entende que a instrução no processo penal é mais abrangente. Resposta: Regra geral. 2) Apresente uma hipótese na qual ocorra ofensa à norma civil. . . de que tem a posse em razão do cargo. no art.1. Ele estaria abrangido pela Justiça Federal ou Justiça comum? Opine. nas quais haverá vinculação entre as instâncias: . administrativa e penal.

tem-se que se houver disputa sobre interesses indígenas (ex. Questões do TRF3 1. Qual foro prevalece? E o co-réu como fica? Resposta: De acordo com a S.: suas terras e cultura).: vereadores que possuem foro por prerrogativa de função prevista na CE são julgados pelo TJ apenas quando cometem crimes de outras ordens. Como o poder constituinte decorrente é limitado e subordinado. 39. Questões do TRF5 TRF5 – 2012 1) Trate da concorrência entre o foro por prerrogativa de função e a competência do Júri.9. de maneira que só por ela pode ser excepcionada (ex.: Prefeitos são julgados pelo TJ quando cometem tais delitos).3.4. não pode contrariar regra expressa da CRF (ex. da ampla defesa e do devido processo legal a atração por continência ou conexão do processo do co-réu ao foro por prerrogativa de função de um dos denunciados‖. Questões do TRF4 1.9. Interpretando conjuntamente os dois preceitos. 109. a competência será da Justiça Federal. 43. 97 . Só será da Justiça Estadual em caso de crime que não envolva essas questões. 721 do STF: ―a competência constitucional do Tribunal do Júri prevalece sobre o foro por prerrogativa de função estabelecido exclusivamente pela Constituição estadual‖. serão julgados pelo Tribunal do Júri). sequer indiretamente.489 – RS. ―compete à Justiça Comum Estadual processar e julgar crime em que indígena figure como autor ou vítima‖. Isso porque a competência do Tribunal do Júri para julgar crimes dolosos contra a vida é estabelecido pela Constituição Federal. No caso de co-réu.1. da CRF estabalece que compete aos juízes federais processar e julgar ―a disputa sobre direitos indígenas‖. Neste sentido: STJ: 35. destaque-se a S.1. em caso de crimes dolosos contra a vida. 704 do STF: ―não viola as garantias do juiz natural.1.155 – RO e STF: HC nº 71835-3.9. o art. Por outro lado. seja o indígena autor ou vítima do delito.389 – MT.Resposta: De acordo com a S.5. 1. 140 do STJ.

tem-se que se houver disputa sobre interesses indígenas (ex. sob pena de ofensa a determinação constitucional. Por outro lado. portanto. estabelece: ―compete à justica estadual processar e julgar prefeito por desvio de verba transferida e incorporada ao patrimônio municipal‖. todavia. da CRF estabalece que compete aos juízes federais processar e julgar ―a disputa sobre direitos indígenas‖. A S. Nesta hipótese. Só haverá interesse da União e a competência. 209. devendo o co-réu que não possui foro por prerrogativa de função ser julgado perante o Tribunal de Júri. o art.Tal entendimento. 2) O MP oferece uma denuncia contra o prefeito municipal e a acusação decorre do fato de na condição de gestor municipal o acusado celebrou contrato administrativo dispensando de forma indevida a licitação. Há interesse da União a justificar a competência da JF nessa ação penal? Resposta: Segundo a S. deverá ser separado o processo. 109. Interpretando conjuntamente os dois preceitos. ―compete à Justiça Comum Estadual processar e julgar crime em que indígena figure como autor ou vítima‖. repassados pelo Ministério da Saúde. 208 do STJ: "compete à Justiça Federal processar e julgar prefeito municipal por desvio de verba sujeita à prestação de contas perante órgão federal". desde que os recursos não tenham se incorporado ao patrimônio municipal. será da Justiça Federal se o crime envolver recursos repassados por órgãos federais e a utilização esteja subordinada a fiscalização perante órgão federal. não pode ser aplicado para o caso de crimes dolosos contra a vida. oriundos de convênios com órgãos e autarquias federais (HC 97457/PE) 3) Qual a justiça competente para apurar a prática de homicídio contra indígena? Resposta: De acordo com a S. consequentemente. vinculado ao FNDE (HC 62998/RO). destinados a programa mantido pela municipalidade (HC 110704/RJ). 140 do STJ. Neste caso. do Fundo de Participação de Municípios.: suas terras e cultura). a 98 . Na denúncia não há narrativa no sentido da ocorrência de desvio e a tomada de contas especial do TCU não faz referencia a desvios. por sua vez. não há interesse da União e a competência é da Justiça Estadual. seja o indígena autor ou vítima do delito. eis que são geridos e repassados pelo Governo Federal (HC 109050/MG). Já decidiu o STJ que é competente a justiça federal quando a fraude na licitação envolver recursos: do programa FUNDESCOLA.

o HC será apreciado pela própria TR. Julgamento 12/04/2012). rio interestadual e internacional de propriedade da União (RMS 26721/DF. VI e VII da CRF). Ex. Só será da Justiça Estadual em caso de crime que não envolva essas questões. Se o coator é o juiz singular de Juizado Especial Criminal. nos crimes comuns e nos de responsabilidade. 5) Qual a competência para apreciar HC contra ato de Juiz do Juizado? E contra ato da Turma Recursal? Resposta: A competência para julgamento de HC é definida levando-se em consideração os envolvidos: paciente e coator.vulnerar bem ou interesse da União (art. . (c) praticado em reserva ecológica criada por Decreto Federal e nas proximidades de ilha oceânica.competência será da Justiça Federal. à jurisdição do tribunal de justiça ou do tribu99 . Tanto que o STJ cancelou o enunciado da S. bem da União (AgRg no REsp 942957/RJ. Resposta: A preservação do meio ambiente é competência comum de todos os entes federativos (23. a regra é que a competência é da JE. (c) ingresso de animal exótico no pais. Apesar deste enunciado não ter sido cancelado. sequer indiretamente. Julgamento 18/10/2011). (b) criação irregular em cativeiro de animal ameaçado de extinção (CC 37137. (b) praticado no Rio Amazonas. bem da União (RHC 24338/AP. Julgamento 12/03/2003). nº 91. Ex. Como a Lei 9605 não condicionou o processo e julgamento dessas infrações à competência da JF.: (a) crime praticado em acrescidos de terreno de marinha. sob o argumento de que “estando os integrantes das turmas recursais dos juizados especiais submetidos. ele está sem efeito.: (a) caça de animal em extinção. A competência só será da JF se o crime ambiental: . Passou a entender o STF que o competente para o julgamento de HC contra ato de Turma Recursal é o TJ ou TRF ao qual vinculada. a partir de 2006 (HC 86834). De acordo com a S. haja vista mudança de entendimento do STF. 20). Julgamento 19/04/2012).burlar a fiscalização do IBAMA. 690 do STF: ―compete originariamente ao STF o julgamento de HC contra decisão de turma recursal de juizados especiais criminais‖. segundo o STJ. 4) Trate da competência para julgamento dos crimes ambientais.

pois obteve autorização do Min. será que o estado teria competência para fazê-lo? Resposta: A pergunta teve por base acórdão do STJ. de direito público ou privado.nal regional federal. Tutela Constitucional Do Meio Ambiente. sendo considerado um direito fundamental. responsável direta ou indiretamente por atividade causadora de degradação ambiental‖. 3º da LPNMA. Princípios Do Direito Ambiental Na Constituição De 1988 1. indiretamente. segundo a máxima. já que este princípio tem muito que ver com a responsabilidade ambiental? Resposta: O direito ao meio ambiente equilibrado é bem de uso comum do povo (art. poluidor é ―a pessoa física ou jurídica. conforme o caso. no §3º do art. 1.1. incumbe a cada qual. julgar os habeas impetrados contra ato que tenham praticado”.10. só que esta soja tem que ser plantada até o mês de outubro. mas achei importante): 100 . A legislação ambiental impõe-lhe os custos necessários para a prevenção e reparação dos danos ambientais. não pela competência privativa legislativa. cujas partes principais se transcreve por conter muitas informações e ser auto-explicativo(desculpem ter ultrapassado o tamanho. 2255 da CRF). da Agricultura. da internalização das potencialidades negativas da atividade. A responsabilidade do Poluidor-Pagador não é só com o quantum indenizatório a ser pago aos atingidos pela atividade poluente.10. Entende-se que o poluidor deve incorporar os custos da eliminação/prevenção/reparação da degradação. De acordo com o art. Não é justo que todos socializem o prejuízo ao meio ambiente.1. Está previsto no princípio 16 da DECLARAÇÃO do Rio de 92. Esse princípio tem especial importância no campo da industrialização. Questões do TRF1 1) O que é o princípio do poluidor pagador. e ingressou em juízo. 4º. enquanto o poluidor privatiza os lucros. licenciamento ambiental para esta empresa que está querendo produzir esta soja? No caso deste estado-membro que pretendeu fiscalizar administrativamente no seu território.10. a qual é responsável por sérios danos ambientais. no art.1. 225 da CRF. 2) Determinada empresa discute a possibilidade de produção de soja transgênica. VIII da LPNMA e. na competência administrativa. Direito Ambiental 1. bem como para a redução dos efeitos negativos da ação lesiva ao meio ambiente. mas no Estado do PR exigiu-se licenciamento ambiental. O estado tem competência para exigir um registro ambiental.

vinculada ao Ministério da Ciência e Tecnologia. incluindo soja transgênica. A recorrente impetrou mandado de segurança contra ato do Departamento de Produção Vegetal da Secretaria de Agricultura e Abastecimento/RS. competia ao Poder Executivo Federal. procedeu à interdição de unidade agrícola na qual estavam sendo realizados experimentos científicos com soja transgênica. por meio da Comissão Técnica Nacional de Biossegurança (CTNBio). conquanto previstos na CF/88. forem necessários.752/95. considerando-se. homenageia o princípio da predominância do interesse. O Decreto estadual 39. VII e IX. em 19 de setembro de 1999. na forma da lei. nos casos de significativa degradação ambiental. que regulamentou a Lei 9. 7. são exigidos. XV. 11. com fundamento na legislação estadual. muito além de extrapolar os limites da Lei estadual 9.453/91 – pois previu exigência não-contida naquela (apresentação do EIA/RIMA) – e retroagir para alcançar situação de fato pretérita (trabalho científico em curso). A questão controvertida consiste em saber se a interdição realizada pelo recorrido. O motivo da interdição repousa na falta de apresentação do EIA/RIMA ao Poder Executivo Estadual. arts.974/95. 12.‖ 101 . salvo quando. sob o ponto de vista técnico do órgão federal responsável (CTNBio). autorizar. arts. não afasta a competência suplementar dos Estados. encontra respaldo no ordenamento jurídico. consistente em realizar as pesquisas científicas com soja transgênica em Passo Fundo/RS. mas possui indiscutível alcance nacional. resta caracterizada a violação do direito líqüido e certo da recorrente. fiscalizar e controlar os trabalhos de pesquisa científica com OGMs. II. V. Por conseqüência.314/99. 2º. todavia. parcialmente provido para fins de conceder a segurança e anular o ato de interdição. (…) 8. não observou o disposto na legislação federal vigente desde 1995. Decreto 1. Estados e Distrito Federal legislar sobre proteção do meio ambiente. No sistema normativo infraconstitucional.314/99. parágrafo único). o que. 7º. que define as regras de caráter geral. Constitui competência material concorrente da União. A regulamentação das atividades envolvendo OGMs através de lei federal. XIV. Ao tempo do ato de interdição. e 10. na medida em que o controle e a fiscalização dessas atividades não se limita ao interesse regional deste ou daquele Estado-membro. Os estudos de impacto ambiental.453/91. 10. especificamente. nessa parte. conforme exige o Decreto 39. 11 e 12. IV. reservando-se ao legislador federal a edição de normas gerais. contrariando-a. a disciplina normativa federal à luz do regime da competência legislativa concorrente previsto na Constituição da República. o EIA e o RIMA não constituem documentos obrigatórios para realização de experimentos com OGMs e derivados.―(…) 5. bem assim emitir o Certificado de Qualidade em Biossegurança (CQB) e exigir a apresentação do EIA/RIMA quando fosse necessário (Lei 8. III. 9. que. Recurso especial parcialmente conhecido e. 6.

o consumo sustentável. e neste há apenas uma separação aparente.. A base do desenvolvimento das relações produtivas está na natureza. Em outras palavras. 1999. o Município prefere ao Estado e à União. O direito ambiental abraçou a concepção de desenvolvimento sustentável como seu principio informador. 102 . o STJ disse.[STJ. Esta união necessariamente tem de se fazer sentir no interior do ordenamento jurídico.10. desde que possa ser cumprido pelo inferior. expressamente: ―que o controle e a fiscalização dessas atividades não se limita ao interesse regional deste ou daquele Estadomembro. Isto significa dizer que só serão atribuídas ao governo federal e ao estadual aquelas tarefas que não possam ser executadas senão a partir de um governo com esse nível de amplitude e generalização.2. definindo-o da seguinte forma: ―[. Questões do TRF2 1) É possível aceitar o direito ambiental como direito econômico? Resposta: Filosoficamente não há uma separação material entre economia e ecologia . REsp 592682. Rel. 1.] nada será exercido por um poder de nível superior. 316 e 317) elege o princípio da subsidiariedade como ―regra de ouro‖ do Federalismo. de forma mais íntima. 3) Se aplicaria no caso acima algum princípio constitucional ambiental? Princípio da subsidiariedade? Resposta: O princípio da subsidiariedade pode ser aplicado para solucionar o caso. por sua vez. T1. p. convive com as matérias que devem ser implementadas pelas políticas públicas. à União‖. Celso Bastos (apud FARIAS. o direito econômico. porém. O Estado. mas possui indiscutível alcance nacional‖. No caso. já que. Min. As ações administrativas deverão sempre partir do nível federativo menor. É através desse princípio que se solucionam os conflitos de atribuições administrativas advindos da atuação simultânea dos entes federados.. Denise Arruda. inclusive com uma face voltada para o mercado de consumo . Julgamento 06/12/2005 Mas quanto à fiscalização (competência comum). o princípio da subsidiariedade pode ser usado para solucionar o caso (abaixo).1. que foi cristalizada por uma razão didática. do mesmo modo.

6. Mas o conceito de meio ambiente compreende quatro espécies.938/81: ―o conjunto de condições. Outro importante documento quanto ao tema foi a Agenda 21. todas tuteladas pela CRF: (i) Meio ambiente natural. o tema ganhou força e notoriedade com o Relatório Nosso Futuro Comum (1987). 165). 3) Qual o conceito de meio ambiente e qual as suas espécies? Resposta: Lato sensu. 3º. abriga e rege a vida em todas as suas formas‖. mas foi o responsável pela sua popularização. também conhecido como Relatório Brundtland (homenagem à líder da comissão. primeira-ministra da Noruega). o ar atmosféri103 . a proteção ambiental e o desenvolvimento econômico se encontram em nítida harmonia. O conceito legal de meio ambiente encontra-se no art. A moldura do desenvolvimento sustentável hoje está nos princípios que constam das Declarações de Estocolmo e do Rio de Janeiro. A importância deste co-relacionamento reside no fato de possibilitar uma visão holística da questão ambiental e social. 2) Quando o desenvolvimento sustentável ganhou força? Resposta: Embora as relações entre preservação ambiental e desenvolvimento econômico já fossem tema central desde a década de 70. Segundo Édis MIlaré (2003. é possível aceitar o direito ambiental como direito econômico. Trata-se de um plano de ação a ser implementado nos diversos níveis de governo: do internacional ao local. constituído pelo solo. no Relatório Nosso Futuro Comum e na Agenda 21. aprovado pela comunidade internacional em 1992. p.No conceito de desenvolvimento sustentável. leis. aos quais os organismos devem se adaptar e com os quais têm de interagir para sobreviver. química e biológica. que permite. ou físico. derrubando o senso vulgar de que ambos sejam ideais antagônicos. da Lei nº. quando da Declaração de Estocolmo. O Relatório não inventou o conceito de desenvolvimento sustentável. como verdadeira base norteadora de uma política pública completa e eficaz. I. influências e interações de ordem física. a água. rumo a possíveis soluções. Neste sentido. ―o meio ambiente pertence a uma daquelas categorias cujo conteúdo é mais facilmente intuído que definível. Só abrange o meio ambiente natural. meio ambiente é o conjunto de fatores exteriores que agem de forma permanente sobre os seres vivos. em virtude da riqueza e complexidade do que encerra‖.

Resposta: O NCC adotou expressamente o princípio da eticidade.599/RS.: arts. A eticidade objetiva. impede que o meio ambiente seja utilizado exclusivamente para proveito próprio. constituído pelo espaço urbano construído. discorra. 3º. (iv) Meio ambiente do trabalho. científicos etc. criações artísticas (ex. focada na intenção do agente (ou ausência de má-fé). (ii) Meio ambiente artificial. II). sendo o conjunto de fatores físicos. VIII. integrado pelo patrimônio histórico. j. arqueológico. egoístico.: músicas. (iii) Meio ambiente cultural. paisagísticos. ou não. Podem ser citados como meio ambiente cultural os elementos referentes à formação dos grupos nacionais de expressão. Resposta: O meio ambiente cultural pode ser objeto de degradação. de maneira que a ética e boa-fé ganharam um novo dimensionamento. para dar especial enfoque à eticidade objetiva. Aqui. pela interação dos seres vivos e seu meio. Relacione tal princípio com a moral. já que é objetiva. literatura. Deixou-se de se preocupar apenas com a eticidade subjetiva. tecnológicas. a intenção do agente não tem grande importância prática para determinar sua responsabilidade. por exemplo. teatro). artístico. climáticos ou qualquer outro que interligados. difere do anterior pelo sentido de valor especial que adquiriu ou de que se impregnou. a flora. De acordo com a LPNMA. 5) Princípio da Eticidade objetivo e subjetivo no direito ambiental. da CRF. Tal princípio também é de ser aplicado no campo do direito ambiental. 216 e 218). turístico. sem preocupação com a sua preservação para as gerações vindouras. 27/06/2002). enfim. 200. arqueológicos.co. embora artificial. Pode-se citar como exemplo de degradação do meio ambiente cultural a destruição de sítios arqueológicos (REsp 115. das posturas probas que se esperam do agente naquela situação. Em outras palavras. 104 . paisagístico. 2008). que ingressa no campo das práticas de lealdade. estão presentes e envolvem o local de trabalho da pessoa. Em diversas passagens a CRF se preocupa com o meio ambiente cultural (ex. previsto no art. conjuntos urbanos. 215. que. obras. degradação ambiental é a ―alteração adversa das características do meio ambiente‖ (art. 4) Pode-se falar em meio ambiente cultural ser objeto de degradação? Qual o exemplo? Exemplo de meio ambiente cultural. degradação ambiental corresponde a impacto ambiental negativo (S NCHEZ.

teatro). 216 e 218). não quebrar legítima expectativa depositada etc. cultural e do trabalho Podem ser citados como meio ambiente cultural os elementos referentes à formação dos grupos nacionais de expressão. tais como os desenvolvidos fizeram. por exemplo. inclusive. Em diversas passagens a CRF se preocupa com o meio ambiente cultural (ex. paisagísticos. sempre pensando no direito destas e das futuras gerações a um meio ambiente equilibrado. uma ponderação de interesses. ou seja. pela destruição de sítios arqueológicos (REsp 115. O meio ambiente cultural também pode ser degradado (= impacto ambiental negativo). se entende também em meio ambiente cultural? Resposta: Muito embora os conceitos de meio ambiente positivados na legislação nacional só leve em consideração (ou dêem prevalência) ao meio ambiente natural. essa sempre foi uma pergunta recorrente.: músicas. científicos etc. literatura. Como conciliar desenvolvimento x meio ambiente? Resposta: Desde que o direito ambiental começou a ganhar força. criações artísticas (ex. j.599/RS. 27/06/2002).Tem profunda relação com a moral. os países em desenvolvimento adotavam o discurso de que teriam o direito de usar livremente os recursos ambientais. 6) Temos dentre os objetivos da CF a garantia desenvolvimento e um capítulo sobre meio ambiente. Para alguns que trata-se de um preceito moral (ex. Inicialmente. Hoje se entende que o meio ambiente contém recursos finitos e que os danos que lhe são causados não possuem barreiras: as fronteiras geopolíticas não impedem que os efeitos da degradação sejam repercutam em todo o mundo. mas deve ser galgada com o mínimo impacto ambiental possível. tecnológicas. arqueológicos. 7) Quando se fala em meio ambiente.: arts. até pelo menos alcançar o mesmo índice de desenvolvimento.: não ser desleal com ninguém. conjuntos urbanos. obras.) que foi transformada em norma jurídica. Apregoa-se a necessidade de haver uma conciliação entre os dois setores. 8) Cabe MS coletivo para proteção do meio ambiente em juízo? Resposta: 105 . certo é que o gênero é integrado também por outras espécies: artificial. O desenvolvimento é uma pretensão legitima. 215.

Sendo assim. Não há como considerar que uma propriedade cumpre função social se não há preservação do meio ambiente. percebe-se que a proteção ao meio ambiente está incluído dentro da exigência geral de cumprimento de uma função social por parte da propriedade privada. O direito ambiental abraçou a concepção de desenvolvimento sustentável como seu principio informador. a lei não inclui dentre as possibilidades de objeto do MSC os direitos difusos. no sentido de que não cabe MS quando couber Ação Popular. o direito econômico. 9) A função social da propriedade pode ser considerada no que se refere à proteção ao meio ambiente? Então poderia se invocar na defesa da propriedade a função social no que se refere à proteção ambiental? Resposta: Analisando a CRF (182. inclusive com uma face voltada para o mercado de consumo . Findado nesta mesma doutrina é a Súmula 101 do STJ.016/09. do mesmo modo. cujo meio ambiente é um dos seus mais evidentes exemplos. a manutenção e a preservação dos recursos naturais que serão.De acordo com a Lei 12. É comum ouvir-se que se exige o cumprimento de uma ―função sócio-ambiental‖ da propriedade privada. o MSC presta-se para a defesa de direitos coletivos stricto sensu e individuais homogêneos. 10) O que significa a expressão direito ambiental como direito econômico? Como se denomina o equilíbrio? Resposta: Não se pode estudar e implementar o Direito Ambiental sem a consideração de seus aspectos econômicos. Entende a doutrina que os autores do projeto de lei (Gilmar Mendes e Arnauld Duvald) filiaram-se à corrente doutrinária que entende que diante da indeterminação dos titulares do direito difuso. é perfeitamente possível se invocar o cumprimento de uma função social. não pode haver direito liquido e certo. de maneira sustentável. §1º). §2º e 186) e o CC (1228. diante de atitudes ativas de proteção ambiental. em sua maioria. Ou seja.o consumo sustentável. por parte do proprietário. 106 . cabendo ao Poder Público avaliar a suficiência da conduta para configuração da obediência quanto à função. economicamente apropriados para a satisfação das necessidades humanas. justamente. bem como de suas implicações sociais. Deve-se ressaltar a existência de entendimentos contrários. haja vista que ele disciplina e regula.

Didaticamente o meio ambiente é dividido em partes para fins de estudo: natural. Questões do TRF4 1) Conceitue direito ambiental. em verdadeiro processo de juridicização. Os princípios possuem maior grau de abstração que as regras. A CRF dá relevo a essa proteção nos arts.4. a proteção ambiental e o desenvolvimento econômico se encontram em nítida harmonia. Ex. artificial e do trabalho. O meio ambiente artificial é constituído pelo espaço urbano construído. Além disso. O equilíbrio entre os dois princípios deve ser buscado por meio de um raciocínio de ponderação. p. Os princípios são considerados verdadeiras normas (juntamente com as regras) e não simples diretrizes hermenêuticas. derrubando o senso vulgar de que ambos sejam ideais antagônicos. 2010. Resposta: ―O direito ambiental é a ciência que estuda os princípios e normas relativas ao meio ambiente. De acordo com Terence Trennepohl ―representa o direito ao bem-estar relacionado às cidades sustentáveis e aos objetivos da política urbana‖. cultural e do trabalho. 11) Pode-se falar em meio ambiente artificial? Exemplo. Questões do TRF3 1. 1. sem que seja possível haver a superação completa de um dos dois vetores no caso concreto.1. Por fim. O equilíbrio entre o direito econômico e o direito ambiental denomina-se. Resposta: Muito embora os conceitos de meio ambiente positivados na legislação nacional só leve em consideração (ou dêem prevalência) ao meio ambiente natural. fale sobre princípios. 47).10. em que cada princípio ceda no limite da necessidade.10. como ocorre com as regras.1. destaca-se que 107 . certo é que o gênero é integrado também por outras espécies: artificial. especialmente naquilo que diz respeito a sua interação com o homem‖ (Trennephol.: bibliotecas. ―desenvolvimento sustentável‖.No conceito de desenvolvimento sustentável. instalações científicas etc. museus. 182 e 183. o conflito entre princípios é resolvido por um juízo de ponderação (não há conflito entre eles) e não pela aplicação da regra do tudo-ou-nada. cultural. justamente.3.

10. do limite. do poluidor-pagador. Tende a seguir modelos de preservação ambiental importados de países desenvolvidos. (ii) o preservacionismo ou movimento ambiental tradicional – dá maior prevalência aos bens ambientais. considerando. enquanto as regras são comandos definitivos. democrático etc. 1.busca localizar o ser humano no centro do direito ambiental (corresponde ao comando do nosso legislador constitucional ao definir o principio da dignidade da pessoa humana como um dos princípios basilares de nosso ordenamento jurídico). do poluidor-pagador. do limite. de outro. 03) O princípio da precaução equivale ao princípio da prevenção. Como se pode conceituar o direito ambiental nesse contexto? Resposta: Há basicamente duas correntes doutrinárias que debatem a forma com que o meio ambiente e a economia devem se relacionar: (i) o chamado ambientalismo social ou socioambientalismo . pelo simples interesse na manutenção dos bens ambientais. da precaução. da precaução. do usuário-pagador.1. No segundo caso. de um lado. do usuário-pagador. da prevenção. do desenvolvimento sustentável. Resposta: 108 . na condição de direito fundamental e essencial à sadia qualidade de vida das presentes e futuras gerações. do desenvolvimento sustentável. por exemplo. da prevenção. No primeiro caso. Questões do TRF5 01) Fala-se em preservacionismo (corrente doutrinária mais clássica).5. e ambientalismo social. da responsabilidade. o direito ambiental visaria à preservação do meio ambiente. da responsabilidade. o direito ambiental seria conceituado como o conjunto de regras e princípios que visam à preservação do meio ambiente. Pode-se indicar como princípios do direito ambiental: do direito humano fundamental.princípios são mandamentos de otimização (Alexy). Resposta: Pode-se indicar como princípios: do direito humano fundamental. democrático etc. 02) Indique os princípios do direito ambiental. que as populações tradicionais e os pobres de uma maneira geral são uma ameaça à conservação ambiental e que as unidades de conservação deveriam ser permanentemente deles protegidas. do equilíbrio. do equilíbrio.

do mesmo modo. Considero que existem metodologias próprias e outras preocupações que não se encaixam na larga zona de intersecção. a manutenção e a preservação dos recursos naturais que serão. Ambiental integra o Direito Econômico? Resposta: Na visão de Paulo de Bessa Antunes. economicamente apropriados para a satisfação das necessidades humanas. o direito econômico. em decorrência de atividades potencialmente causadoras de impacto ambiental. pois já há estudos científicos que atestam essa conseqüência por parte da atividade ou obra. inclusive com uma face voltada para o mercado de consumo . 109 . em cada caso concreto. justamente.o consumo sustentável. Ou seja. haja vista que ele disciplina e regula. O princípio da prevenção atua no sentido de evitar os efeitos nocivos ao meio ambiente. Todavia. o dano é certo. Consiste em evitar que medidas de proteção sejam adiadas em razão dessa incerteza que circunda os eventuais danos. Já o princípio da precaução. por parte de atividade sabidamente danosa. 05) Você entende que o Dir. Deve-se destacar que o direito ambiental abraçou a concepção de desenvolvimento sustentável como seu principio informador. bem como de suas implicações sociais. incide sobre situações em que o dano é potencial. 04) Em que medida pode se identificar a natureza econômica das normas de direito ambiental? Resposta: Não se pode estudar e implementar o Direito Ambiental sem a consideração de seus aspectos econômicos. Os estudos ou não existem ou não são conclusivos a esse respeito. não havendo certeza científica de que a obra ou atividade causará danos ao meio ambiente. imagino que seja possível defender a existência apenas de uma zona cinzenta entre as duas disciplinas independentes. em sua maioria.Pode-se dizer que ambos os princípios visam a evitar danos ao meio ambiente. visando à utilização racional dos recursos ambientais. Direito Ambiental é parte do Direito Econômico. vez que orienta as forças produtivas.

as normas de Direito costumeiro e as regras. independentes e inconfundíveis.1.1. por meio do qual tem a prerrogativa de solucionar os conflitos (aplicar a lei ao caso concreto).11.1. Com base nessa teoria. (d) Desenvolveu Rodolf Von Ihering: ―regra jurídica sem coação é uma contradição em si‖ o fogo que não queima ou a luz que não ilumina. 2) Em que consiste o direito de jurisdição de um Estado? Resposta: Trata-se do poder decorrente da soberania. porém necessariamente interdependentes. (e) Como só existe o Direito emanado do Estado. Personalidade Internacional.1. (d) Léon Duguit condenou o monismo. A jurisdição é uma das parcelas do poder soberano do Estado. Miguel Reale criou a Teoria Tridimensional do Estado e do Direito. (b) Só existe o direito estatal (não se podendo admitir qualquer regra jurídica fora do Estado). A função do Estado é de positivar o Direito (traduzir em normas escritas os princípios que se afirmam na consciência social). (c) O Direito é criação social.11. 110 . O que provém do Estado é categoria especial do Direito = ao Direito Positivo. Questões do TRF1 1) Direito e Estado se confundem? Ou Direito é algo e Estado é outro algo? Teoria Dualista e Teoria Monista (Estado e Direito é um só ente). não estatal. o qual é um dos seus elementos de formação. 1. ambos se confundem em uma só realidade.11. segundo clássica tripartição de Montesquiau. as quais deverão ser respeitadas no espaço do seu território. Imunidade de Jurisdição. Para a TEORIA DUAL STICA (PLURAL STICA): (a) Estado e Direito são duas realidades (modalidades) distintas. Admitiu a pluralidade das fontes do Direito Positivo e demonstrou que as normas jurídicas têm sua origem no corpo social. Direito Internacional Público e Privado 1. mediante a aplicação de sua normas jurídicas. Estado e Território. (c) quem dá vida ao direito é o Estado através da força coercitiva. Também é indicado como uma das funções. Resposta: Segundo a TEORIA MON STICA (ESTATISMO JUR DICO): (a) Estado e Direito confundem-se em uma só realidade. Ressalta-se a existência da TEORIA DO PARALELISMO para quem Estado e Direito são realidades distintas. mas também existem os princípios do Direito Natural. (b) O Estado não é a fonte única do Direito.

entendeu-se pela inexistência de suporte para a exclusão dos entes de direito público à jurisdição doméstica em casos que envolvam os atos de pura gestão. na medida em que afastados da rotina puramente diplomática e/ou consular (os chamados atos de impérios que ainda se vêm protegidos pela imunidade). entretanto. ambos com assentos permanentes no Conselho de Segurança e. por possuir relação jurídica com o próprio Estado de origem. Com efeito. especialmente em foro trabalhista. em maio de 1824. resta combatida a existência de uma imunidade supra legem do próprio Estado. 5) Qual foi o primeiro Estado a reconhecer o Brasil como nação independente de Portugal? Resposta: Foram os Estados Unidos da América. 111 . As decisões do Supremo Tribunal Federal eram no sentido de reconhecer a imunidade absoluta do Estado. goza do benefício da imunidade de jurisdição penal. Dentre estes está a violação aos Direitos Humanos. onde foi proferido o clássico voto vista do então Ministro FRANCISCO REZEK. é possível? A China e algumas poucas potências têm posição peculiar que impedem tais medidas? Tem cadeira permanente no Conselho de Segurança. foi revista a partir de decisão proferida por aquela Corte no famigerado caso "Genny". A decisão baseou-se na evolução do instituto em âmbito internacional. alcança a jurisdição penal. pois incentivavam a independência de todas as colônias da America. tributária e trabalhista. Tanto a China como a Rússia. Mas existem exceções: exercício da legítima defesa (art. cível. cível. passou a ser vedado o uso da força (o que é mais abangente que ―Guerra‖). abandonados que são das normas das Convenções Internacionais. Com a Carta da ONU. portanto. 399). com base em uma antiga regra consuetudinária. 518) e resolucão de situacões específicas. o agente diplomático. com direito de veto. para o efetivo cumprimento dos propósitos das Nacões Unidas (art. 4) Existe a imunidade de jurisdição que os países concedem um ao outro. salvo renúncia. Resposta: O princípio da não-intervenção é corolário da soberania. rejeitam a idéia de intervenção armada internacional. tributaria e também a trabalhista? Resposta: A princípio. apesar de não prevista nos Tratados e Convenções. no caso brasileiro. Essa tese. mediante autorização do Conselho de Segurança. Por outro lado.3) Como esta jurisdição de certa forma é até uma manifestação de soberania o que o senhor me diz a respeito de intervenção internacional em Estado para proteção dos direito humanos.

fusão. eram enviados para negociar em outras terras em nome do soberano e protegidos pelo Deus Hermes.1. de não ser submetido ao poder jurisdicional de outro Estado. A primeira ideia de imunidade de jurisdição tem origem na Antiguidade Clássica. São esses elementos que permitem o exercício das prerrogativas estatais e lhe conferem soberania. comunidade humana assentada em tal área e governo independente (não subordinado a qualquer poder externo). A Igreja tinha imunidade irrestrita e absoluta. Tal reconhecimento não tem efeito constitutivo.2. o que não significa que não haja um Estado soberano e independente. para um todo político e homogêneo. que se formam por motivos diversos. ainda que dividido administrativamente.: união pessoal. Os Estados compostos são uniões de Estados (dois ou mais). não se faz necessário que haja o reconhecimento da qualidade de Estado por parte das outras nações soberanas. Na Idade Média. apenas existe a autoridade nacional como única fonte de Direito. os privilégios eram concedidos de acordo com a classe social a que pertenciam. com duas ou mais fontes de elaboração do Direito e igual número de esferas de poder público. Entende-se que a partir do momento em que esses elementos são reunidos. Atos de Império e atos de gestão. confederação. Estado Federal. e os representantes de seus tribunais gozavam de imuni112 . em razão de sua soberania. Questões do TRF2 1) Imunidade de Jurisdição. portanto. Pode acontecer de algum Estado não reconhecer o governo ou os ocupantes do poder de outro Estado. união real. numa só esfera de poder público. Ex. onde os mensageiros. que tinham o papel de embaixadores naquela época. Resposta: A imunidade de jurisdição é o direito reconhecido a cada Estado. Histórico.11. 1.6) Qual a diferença entre Estado Simples e Estado Composto? Resposta: Trata-se de classificação quanto à forma de Estado. 7) Como se dá a formação do Estado? Quais os elementos? Resposta: O Estado se forma a partir do momento em que se reúnem seus TRÊS elementos: território. O Estado simples ou unitário é a forma de Estado em que.

portanto. em última análise. enquanto que os atos de gestão são aqueles praticados pelo Estado em condições similares a um particular. nacionais do Estado acreditante. Por todos. também conhecida como "Convenção de Londres". segue-se a regra de que a imunidade de jurisdição rege-se pelo que se encontra efetivamente avençado nos referidos tratados de sede. § 2º. encontra-se plenamente assegurada na Convenção sobre Privilégios e Imunidades das Nações Unidas. os organismos internacionais permanecem. a quebra de um pacto internacional. soberano. sua submissão ao poder Judiciário de outro Estado. Na época dos Estados absolutistas. salvo se objeto de renúncia expressa. têm proteção? Resposta: Os funcionário nacionais do Estado acreditado não precisam da proteção das imunidades. é preciso diferenciar. 2) Qual a normativa brasileira em relação às organizações internacionais? Resposta: Embora haja divergência jurisprudencial. por conseguinte. (…) Não têm. não podem os organismos ter a sua imunidade de jurisdição relativizada[inclusive em ações trabalhistas]. porque amparada em norma de cunho internacional. passíveis.dade absoluta porque julgavam pelas leis divinas. os embaixadores eram mensageiros dos reis.9. de análise perante o Judiciário alheio. 315). No campo 113 . em regra. 5º. Data de Julgamento 03/09/2009: ―Diferentemente dos Estados estrangeiros. no exercício de suas atividades negociais. no que pertine aos atos de gestão. Relator Ministro Caputo Bastos. (…) Isso representaria. cite-se. Missão diplomática: (i) o pessoal administrativo e técnico da missão goza de imunidades: penal. que eram considerados como pessoas acima de tudo e de todos. sendo impraticável. detentores do privilégio da imunidade absoluta. da CF/88). tributaria e inviolabilidade pessoal. a sua imunidade de jurisdição pautada pela regra costumeira internacional. Na lição de Franco Filho (1998. e não podiam ser submetidos à jurisdição comum No século XX. Quanto aos demais funcionários. o processo nº TST-E-ED-RR-900/2004-019-10-00. do veículo. com a evolução econômica. tradicionalmente aplicável aos Estados estrangeiros. No caso específico da ONU. tem prevalecido o entendimento adotado por alguns do TST (aguarda-se decisão do STF sobre o assunto). Em relação a eles. portanto. os atos de império são aqueles praticados pelo Estado investido em seu poder de império. (…) Assim.‖ 3) E os funcionários do Estado estrangeiro. residencial. percebe-se uma limitação da imunidade de jurisdição absoluta. a imunidade de jurisdição. cível. p.784/1950. das comunicações e sobre arquivos e documentos (exceto quanto à bagagem). cuja inviolabilidade encontra-se constitucionalmente assegurada (art. (…). ratificada pelo Brasil por meio do Decreto nº 27. a partir de 2009.

sobre as Relacões Consulares. 5) Há diferença de imunidade penal de diplomata e cônsul? Resposta: Todas as garantias e privilégios que os diplomatas possuem os cônsules de carreira também têm. ou seja. oficiais. ou para lá exportar). os praticados no exercício das funções consulares. de interesses privados (interesses dos compatriotas. que possui uma imunidade penal relativa em relação à imunidade dos diplomatas. todavia. Funcionários consulares: gozam de inviolabilidade física e imunidade processual penal ou cível apenas no que se refere aos atos de ofício. ao passo que o consul representa o Estado de origem para o fim de cuidar. isto é. Somente podem ser detidos em caso de crime grave e com ordem judicial da autoridade competente. de 1963. que ali se encontrem em qualquer título e os de elementos locais que tencionem visitar. no Estado em que se encontra. Já decidiu o STF que pode o Cônsul ser preso em caso de crime grave. (ii) o pessoal de serviço gozará apenas de imunidades quanto aos atos praticados no exercício das funções e isenção de impostos e taxas sobre os salários que perceberem (lembrando: desde que não sejam nacionais do Estado acreditado).cível a imunidade abrange apenas os atos relacionados ao exercício da função. por exemplo. porém de maneira mais restrita. A Convenção de Viena de 1963. diretrizes com a finalidade de que não sejam prejudicadas as suas funções consulares. de lá exportar bens. seguindo a licão de REZEK. 114 . aquele país. estabelecendo. que o motivo de se ter concluído por duas convencões leva em conta o fato de o diplomata representar o Estado de origem sujeito a soberania local. por exemplo. uma para representação consular e outra para relações diplomáticas? Resposta: O tema relativo aos privilégios e imunidades concernentes às relacões diplomáticas e consulares foi tratado por duas convencões: a Convencão de Viena sobre as Relacões Diplomáticas. mediante ordem da autoridade competente ou a partir de sentença condenatória transitada em julgado. de 1961 e a Convencão de Viena. Pode-se dizer. 4) Por que duas convenções internacionais. ambas ratificadas pelo Brasil. autoriza a instauração de procedimentos penais contra funcionários consulares (artigo 41). Observo. portanto. o cônsul só goza dessa garantia durante o exercício profissional e em relação aos atos decorrentes da sua função. quanto à imunidade de jurisdição penal local. bem como em relacão ao trato bilateral dos assuntos de Estado. Assim.

a sentença e o acórdão recorrido não haviam conhecido do pedido. 6) A partir de 89. em processo de investigação de paternidade em face de diplomata. para relativa. o processo deve ser conduzido com as deferências devidas ao agente e de maneira a pouco perturbar as funções consulares. em relação aos atos de gestão. apenas. na Barra. Pode a União cobrar o laudêmio? Resposta: Aos Estados estrangeiros é reconhecida imunidade tributária. No acórdão. Como referencia à ação de investigação de paternidade proposta em face de diplomata. O imóvel é foreiro. em que o Tribunal não conheceu do recurso por falta de prequestionamento. o STF reafirma considerar a imunidade de jurisdição do diplomata absoluto. sobre algumas imunidades do Estado.HC 81158/RJ. então. não se estendendo à família. 115 . a decisão não atinge os regimes das imunidades dos Diplomatas e Cônsules. Rafael Mayer). regidos pelas Convenções de Viena de 1961 e 1963. Isso alterou a interpretação das convenções internacionais anteriormente assinadas? (O caso era de reconhecimento de paternidade de diplomata) Resposta: Foi a partir de 89 que o STF alterou o seu entendimento acerca da natureza da imunidade de jurisdição dos Estados estrangeiros: de absoluta. ressalvadas a exceções trazidas pela própria Convenção de Viena. diante da imunidade de jurisdição. Em relação aos cônsules honorários é importante que se diga que as imunidades são restritas aos atos relacionados ao exercício das suas funções. o que não afasta a possibilidade de haver renúncia à imunidade por parte do Estado acreditado ou de ser o diplomata processado em seu país de origem. Min. respectivamente. Todavia. caso emblemático. Tal imunidade. pela sua transferência onerosa. aplica-se aos impostos diretos. encontrei o acórdão do STF no RE nº 104262 (Rel. no que se refere às sedes de suas representações oficiais no Estado acreditado. a princípio está abrangida pela imunidade de jurisdição civil. Na ocasião. a qual foi alegada pelo Embaixador da Colômbia. 7) O consulado americano compra terreno para colocar sua representação. A doutrina e a jurisprudência entendem que o laudêmio não tem natureza tributária. mas de mera compensação paga pelo proprietário do domínio útil. De toda forma. de 1985. Após pesquisa.

Mas. (vi) impostos sobre o capital. ainda que particular. a imunidade é conferida em favor do Estado acreditante (e não da pessoa do diplomata). 10) Imunidade do diplomata para as ações de responsabilidade civil. o imóvel residencial. pode a União cobrar laudêmio pela transferência do imóvel em questão. A prática demonstra que em casos de abuso por parte do diplomata. não podendo dele ser cobrado IPTU (tributo direto). Ademais. não pode ser contra ele proposta uma ação de responsabilidade civil. (iii) tributos indiretos. 8) Se o diplomata compra imóvel para morar e recebe IPTU. a princípio. (ii) causas sucessórias a título pessoal. (v) tributos incidentes sobre rendimentos privados auferidos do Estado acreditado. ele pode ser cobrado? Resposta: De acordo com Paulo Henrique Gonçalves Portela. o diplomata deve respeitar as leis e regulamentos do Estado acreditado. não pode o Município cobrar IPTU sobre os imóveis pertencentes a Estados estrangeiros. para que ele exerça o direito à imunidade (ou a ela renuncie). ainda assim. 9) No caso de Estado estrangeiro. deve o juiz. é abrangido pela imunidade tributária. segundo a mesma Convenção. comunicar o Estado estrangeiro. A princípio. (caso da indenização do embaixador que bateu com o carro) Resposta: Segundo a Convenção de Viena de 1961. com exceção do residencial. de maneira que pode ser por ele renunciada. (iv) tarifas de serviço público. Lembrando que. ao receber a petição inicial em que se formula pedido de reparação em face de agente que goze de imunidade. a obrigação de pagar é do alienante.Assim. Ou seja. que não o residencial. referentes a investimentos em empresas no Estado acreditado. São exceções à imunidade tributária: (i) ações que envolvem imóvel particular do diplomata. o diplomata tem imunidade de jurisdição civil. a imunidade tributaria do diplomata não abrange os imóveis particulares do diplomata. o município pode cobrar IPTU de imóveis daqueles Estados? Resposta: Tanto no STF como no STJ é pacífico que Estados Estrangeiros gozam de imunidade tributária. Sendo assim. portanto. 116 . salvo estipulação contratual em contrario. Segundo jurisprudência que se formou no Brasil. Discorra.

1. 11) IPTU de consulados. Questões do TRF4 1.o Estado de origem renuncia à imunidade. porém. 1. são excluídas da esfera da imunidade de jurisdição do Estado estrangeiro. poderia ser o Estado condenado. Assim como as obrigações trabalhistas. Não se deve esquecer. em relação às sedes de suas representações. no que pertine aos tributos indiretos. qual o tipo de repressão que o Brasil pode sofrer? 117 . mesmo em condenações que decorram de atos de gestão. Questões do TRF5 01) Se o presidente descumprir uma convenção internacional. Nada obsta que o Estado estrangeiro a ela renuncie.5.4. Questões do TRF3 1) A imunidade de Estado estrangeiro à jurisdição brasileira é absoluta? E em um caso de indenização por acidente automobilístico? Resposta: Segundo evolução acerca do tema imunidade dos Estados estrangeiros. podendo este ser processado e condenado a arcar com a indenização correlata. em função da relativização da imunidade no que tange a atos de gestão. é possível? Resposta: Não é possível. que ainda prevalece o entendimento de que a imunidade de execução é absoluta.11. haja vista a imunidade tributária de que goza os Estados estrangeiros. também as ações de responsabilidade civil são consideradas como decorrentes de atos de gestão.11. no que pertine aos atos de gestão (decorrentes da pratica de aos privados e comerciais). Nada impede. com arrimo doutrinário. Note-se que se a ação fosse contra o Estado estrangeiro (não contra o diplomata). Como tal. seguindo a linha da jurisprudência que se formou no âmbito do STF.1. entende-se que possuem imunidade absoluta em relação aos atos de império (decorrentes do exercício da soberania) e relativa.1. 1.11. permitindo o processamento.3. que seja proposta ação no Estado de origem do diplomata. porém.

Inicialmente. as empresas e as ONG‘s não têm capacidade para celebração de tratados. também as unidades subnacionais podem fazê-lo. ainda assim. 02) Quais os entes que estão legitimados a celebrar convenções. é teoricamente possível que uma unidade federada possa receber tal indicação (ex. veementemente. E. envio de tropas da ONU e até intervenção militar. 118 . por exemplo. em caráter excepcional. tratados. Mas não é normal. mas contratos. quebra de ralação diplomática.Resposta: Diante da inexistência de órgãos internacionais centrais encarregados da tarefa de aplicação de sanções pela violação de normas internacionais. Destaque-se que os aos celebrados pelos Estados-membros com o BIRD ou Banco Mundial. reparações financeiras. essa é uma tarefa difícil. o que inclui a celebração de tratados. precisaram da participação da União. compete à União concluir tratados (22. que embora possa se entender que possuem personalidade de direito internacional. como cabe ao Estado definir órgãos e autoridades encarregados de representá-los nas relações internacionais. Deve-se destacar. Em caráter excepcional. Mas é preciso acrescentar à relação outro sujeitos de direito internacional que também ostentam essa prerrogativa: Santa Sé. De toda forma. apenas os Estados e as Organizações Internacionais podem celebrar tratados. nas situações permitidas pelas normas internacionais. pactos? Resposta: Tradicionalmente. 03) Unidades federadas não dotadas de soberania podem firmar tratados? Resposta: Sim. beligerantes e blocos regionais. pois o direito de convenção dos Estados está ligado à soberania. A Constituição de 1891 previa expressamente essa possibilidade. os indivíduos. atributo do qual não são dotadas. aplicam-se os mecanismos de sanção do ordenamento interno. com expulsão de diplomatas do país. pois dependem de o Brasil fazer parte da entidade e de celebrar um acordo de garantia. podem ser citadas: retaliações comerciais.: Alemanha e Suíça). através de órgãos aos quais atribuem competência para tal. Atualmente. Quando as normas internacionais forem aplicáveis internamente. I da CRF). não são tratados.

Obs. Sociologia do Direito 1. Algo social pode ser entendido como o decorrente das relações entre os indivíduos. Questões do TRF1 1) Qual a teoria predominante em relação à natureza e a sociabilidade. porque o homem é um ser naturalmente carente. 1. que necessita de coisas e de outras pessoas para alcançar a sua plenitude.1.: não tenho certeza se era isso que o examinador queria.12.12. 2) Como Durkheim conceitua o fato social? Resposta: 3) Qual a perspectiva de direito e comunicação social? Resposta: 4) Qual a diferença de fato social e fato biológico? Resposta: 1.12. estando mal inserida.12. Fato Social – Conceito.1. A sociabilidade faz parte da natureza do homem. Questões do TRF2 119 . mas não encontrei.1.2. Acho que a questão não trata de ―fato social‖.1. Procurei muito.1. E algo natural como o que existe independentemente da participação do homem ou da sua interação com outros semelhantes. o que é o algo social e o algo natural? Resposta: Aristóteles fundamenta a tese que ―o homem é um animal social‖ dizendo que a união entre os homens é natural. portanto.

o Direito. Questões do TRF5 1.13. mas enquanto não for revogada.12. Os juízes devem assumir uma postura de neutralidade. valor e fato.1. Dentro desta sistemática que é concebida a sua teoria tridimensional.1.5. Filosofia do Direito 1. Deste modo. Questões do TRF4 1. é libertar a ciência jurídica de todos os elementos que não lhe são próprios. Questões do TRF1 1) O que é o Direito? Trace um parâmetro entre o conceito tridimensional de Miguel Reale de norma.1. a política e a moral. O estudioso caminha para especificar uma ciência que não se confunda com a psicologia.1. O Justo e o Direito 1.1.1.13.13.1. A teoria desenvolvida por Miguel Reale contrapõe a concepção de Kelsen em reconhecer o Direito como um sistema de normas.4. estando livre de qualquer concepção social ou valorativa. deve ser obedecido incondicionalmente. a lei pode ser injusta e opressiva.1. se limitando a decidir de acordo com o direito vigente.1. obriga e se impõe a todos. 2) Pode haver um direito injusto? Resposta: Segundo a teoria positivista.12. a sociologia. Para Miguel Reale não há como compreender o Direito sem levar em conta os fatos e os valores. Resposta: Para Kelsen. pelo simples fato de ser positivo.13.3. levando-se em conta a norma e associando a esta aluns contextos fáticos e axiológicos. O principio metodológico fundamental da sua obra Teoria Pura do Direito. Questões do TRF3 1. Para a teria pós120 . Questões do TRF1 DESSE PONTO EM DIANTE: RESPOSTAS ELABORADAS POR DIEGO LEONARDO ANDRADE DE OLIVEIRA 1. comparando-a com a posição de Kelsen para quem o direito é puramente norma.12. o direito deveria ser entendido como norma.

embora as individualidades restem diluídas em meio à massificação das ideias e dos pensamentos. pois necessitam da prestação do Estado. direitos negativos. São direitos prestacionais ou direitos a uma prestação.positivista. Os direitos individuais são direitos de defesa (direitos civis) e de participação (direitos políticos). Isto é. auxiliando na interpretação da Constituição. Os direitos de 2ª Geração buscam realizar a igualdade material. segundo a classificação de Jellinek. a imprensa. mas domínio da política ou da história. esta pretensão se cria. o desenvolvimento da sociedade têm por embrião o pensamento inovador individual. tanto no momento de reconhecimento de sua validade como no momento de sua aplicação. e os princípio fundamentais. 1º da CF/88? O art. as mudanças. estes princípios. a individualidade. Têm menor eficácia e efetividade que os direitos de 1ª geração. Os direitos sociais exigem uma prestação do Estado. ao mesmo tempo em que é condicionada pelo meio social. São estabelecidos por normas de eficácia plena e de eficácia contida. A sociedade é dissociada do indivíduo? Resposta: Os direitos de 1ª Geração buscam garantir a liberdade do indivíduo diante do arbítrio estatal. Ademais não pode ser utilizado como parâmetro para o controle de constitucionalidade. portanto. pois. o direito depende da moral. o senhor saberia me distinguir? Resposta: O preâmbulo não se situa no domínio do direito. já entramos na parte da positivação. 3) Comprometida com a ordem interna nacional. o senhor poderia falar um pouco sobre isso? Estes direitos sociais também são direito do indivíduo. par que esta pretensão se torne factível. 1º faz parte do comando positivado do ordenamento? O preâmbulo é a pretensão institucional. esta dicotomia. 1º da CF são normas jurídicas (valores positivados). São direitos coletivos basicamente (idoso. o funcionário público. 2) Prosseguindo. é o homem pretende-se. o senhor sabe distinguir o preâmbulo dos princípios fundamentais do art. o progresso. Os direitos sociais são direitos dos indivíduos integrantes do grupo. pertencendo ao domínio do Direito. logo. A sociedade não é dissociada do indivíduo. criança etc. direito extremamente injusto não poderia ser considerado direito. As normas são de eficácia limitada programáticas. Trata-se apenas de uma diretriz hermenêutica. que se sobrepõe à questão do princípio e regra. pois consagra valores supremos da sociedade. direitos sociais e individuais. os fins visados pela Constituição. Possuem caráter positivo. são. As garantias de 2ª geração surgiram como garantias institucionais: protegem a família.). São direitos que exigem uma abstenção do Estado. Os princípios fundamentais do art. Servem de parâmetro para o controle de 121 . é capaz de propor alterações a esse mesmo meio.

ciência refere-se ao sistema de adquirir conhecimento baseado no método científico bem como ao corpo organizado de conhecimento conseguido através de tais pesquisas. a filosofia se distingue da mitologia e da religião por sua ênfase em argumentos racionais. ciência refere-se a qualquer conhecimento ou prática sistemáticos. de manutenção. ou seja. aos valores morais e estéticos. ao conhecimento. Segundo Ronald Dworkin. reciclagem. Os princípios são ―mandamentos de otimização‖. a sua vocação é prática e não teórica. das origens e da validade do conhecimento. Entre seus métodos. as regras impõem resultados. geralmente oriundos de inovações empíricas. estão a argumentação lógica. à verdade. e logos = estudo de). as experiências de pensamento e outros métodos a priori. de gestão. A técnica cobre assim o conjunto dos métodos de fabrico. Contrariamente à ciência. São aplicados por ponderação. via de regra. nas realizações práticas e nas produções industriais e econômicas. diferencia-se das pesquisas científicas por geralmente não recorrer a procedimentos empíricos em suas investigações. Ciência e Técnica? Resposta: Filosofia é o estudo de problemas fundamentais relacionados à existência. de acordo com as possibilidades fáticas e jurídicas existentes (Robert Alexy). que utilizam métodos procedentes de conhecimentos científicos ou simplesmente métodos ditados pela prática de certos ofícios. normas que ordenam que algo seja cumprido na maior medida possível. normas que ordenam que algo seja cumprido na medida exata de suas prescrições. ou seja. Em sentido amplo. e de eliminação dos desperdícios. por outro lado. à mente e à linguagem. a técnica não tem por vocação interpretar o mundo. Em sentido estrito. também chamada de teoria do conhecimento. é o ramo da filosofia que trata da natureza. ciência. do conhecimento científico ou teórico. As regras são ―mandamentos de definição‖. 4) Qual a diferença entre Filosofia. Entre as principais questões debatidas pela epistemologia destacam-se: O que é o conhecimento? Como obtemos conhecimento? Como defender os nossos modos de conhecer das investidas do ceticismo? 122 . A técnica refere-se às aplicações da ciência. É a lógica do mais ou menos. Ao abordar esses problemas.constitucinalidade. a análise conceptual. obedecendo à formula do tudo ou nada (ou são ou não são aplicadas). aplicadas por subsunção. São. 5) O que é epistemologia? Resposta: Epistemologia (do grego episteme = conhecimento. está lá para transformá-lo.

Isso inclui todo o pessoal dum tribunal e o próprio Poder Judiciário. o termo justiça denota. Diferente do que ocorre no processo civil. o direito e a razão. legalidade e igualdade. sendo inviável condenação de réu revel. ―no processo penal.4.1. ao mesmo tempo. justo é tanto aquele que cumpre a lei (justiça em sentido estrito) quanto aquele que realiza a igualdade (justiça em sentido universal). No Brasil. Assim.1. Segundo Aristóteles. o conjunto de órgãos e funções que compõem o Poder Judiciário. podemos afirma que não é possível a realização de justiça sem defesa. mas a sua deficiência só o anulará se houver prova de prejuízo para o réu‖. aquilo que se faz de acordo com o direito. também. o conjunto de magistrados judiciais e pessoas que servem junto deles. O que é a defesa no processo penal? É possível a realização da justiça sem defesa? Resposta: (não entendi a referência ao art. É imparcialidade na interpretação do ordenamento jurídico. Segundo a súmula 523 do STF. exige-se a defesa técnica. a falta da defesa constitui nulidade absoluta.13. Questões do TRF3 1. Justiça é. 133 do CPP).13. 133 do CPP – indispensabilidade. onde prevalece o valor segurança jurídica sobre a justiça (admite-se condenação de réu revel). É o termo que designa. A defesa técnica no Processo Penal é irrenunciável. 1. em Direito.1. Justiça também é a faculdade de julgar segundo o direito e a melhor consciência. O contraditório é essencial para que se alcance a justa composição da lide. isto é.2. Nesse diapasão. No processo penal. defesa consiste em direito subjetivo inafastável do réu de opor-se ao direito de ação.13. no processo penal. Questões do TRF2 1. 7) O que é justiça? Resposta: A principal definição da palavra Justiça é: a virtude de dar a cada um aquilo que lhe é merecido ou que é seu por direito legal (direito definido nas leis do país).3. Questões do TRF4 123 . É a faculdade de julgar segundo o que prescreve a lei.6) Art.

o poder constituinte derivado é condicionado. Poder Constituinte Originário e Poder Constituinte Derivado 2. instituído. até porque não haveria segurança das relações se assim fosse‖. 3) Qual seria a diferença básica entre emenda e revisão? Resposta: Emenda e revisão são espécies do gênero reforma constitucional. ―o poder constituinte originário não se esgota quando edita uma Constituição. atemporal. A emenda é recurso utilizado para realizar modificações em pontos específicos e localizados do texto mai124 . uma das características do poder constituinte originário é a latência: ―é um poder latente. Trata-se de um poder de direito. Trata-se. Ele subsiste fora da Constituição e está apto para se manifestar a qualquer momento. por isso mesmo de um poder permanente. Segundo Uadi Lâmmego Bulos. Por sua vez.1. As demais espécies de poder constituinte são poderes instituído (reformador e decorrente). e autônomo. incondicionado. o originário.1. Questões do TRF5 2. como também é incondicionado. Direito Constitucional 2. portanto. limitado e subordinado às disposições estabelecidas pelo Poder Constituinte Originário. da criação da CF.1. entretanto. pois está pronto para ser acionado a qualquer momento‖.1. consiste em poder político. uma das espécies do Poder Constituinte. Ponto 02 2. Por ser um poder jurídico.1. 2) Depois da realização. O poder constituinte originário. poder de fato.1. apresentando as seguintes características: inicial (funda o ordenamento jurídico).1. Questões do TRF1 1) Qual a diferença entre Poder Constituinte e Poder Constituído? Resposta: O Poder Constituído sempre será um poder jurídico.1. e.13.5. limitado e condicionado. o Poder Constituinte Originário se esgota ou ele permanece? O que impede o Poder Constituinte Derivado de não poder violar as cláusulas pétreas? Resposta: Segundo Gilmar Medes. não costuma fazer-se ouvir a todo momento. contínuo. não se sujeita a formas prefixadas para operar.

considerando-se aprovada se obtiver. os representantes eleitos pelo povo elaboram a constituição. que passaria a dispor do poder constituinte originário para fundação do seu próprio ordenamento jurídico. Na revolução. Exemplos: constituições brasileiras de 1891. 3º do ADCT).or. 60. 4) Dê um exemplo de um processo consensual de transição fora da hipótese de revolução. pelo voto da maioria absoluta dos membros do Congresso Nacional. Nessa hipótese. da CF). § 2º. por parte da metrópole. pela força. Doutrinariamente. Emenda é reforma de menor extensão. 6) O que seria um Poder Constituinte Difuso? Resposta: O poder constituinte difuso é um poder de fato responsável pelas mutações constitucionais. Na CF/88. conclui que as vias normais de elaboração e reforma das constituições não funcionam. seria o reconhecimento. 5) O que seria o processo de descolonização. e. dentro do processo consensual de transição? Resposta: Descolonização é o nome genérico dado ao processo pelo qual uma ou várias colônias adquirem ou recuperam a sua independência. três quintos dos votos dos respectivos membros (art. Revisão equivale a reforma de maior amplitude. 1934. já a constituição norte-americana de 1787 foi elaborada por uma convenção constituinte. em dois turnos. um processo não traumático? Resposta: Uma exemplo de processo consensual de transição fora das hipóteses de revolução ocorre por meio de uma assembleia ou convenção constituinte. um conjunto de pessoas. daí se rebelam contra a ideia de Direito prevalecente. exercitam o poder constituinte originário. São tipos de modificação formal a emenda e a revisão constitucio125 . contados da promulgação da Constituição. em sessão unicameral (art. A revisão constitucional é recurso que objetiva mudar a constituição amplamente. implantando uma nova ordem jurídica. A revisão constitucional será realizada após cinco anos. da independência e soberania da colônia. Dentro do processo consensual de transição. há diferenças quanto ao exercício do poder de reforme e do poder de revisão. a Constituição poderá ser modificada por meio de processo formal ou informal. A emenda será discutida e votada em cada Casa do Congresso Nacional. geralmente por meio de acordo. em ambos. 1946 e 1988 advieram de assembleias constituintes. descontentes com o sistema.

como ele se materializa? Resposta: (embora minha resposta seja óbvia. por três quintos dos votos dos respectivos membros. Exemplo: defendendo a abstrativização do controle concreto de constitucionalidade. Para o Ministro. 8) Quais os veículos materiais do Poder Constituinte. a minha interpretação não permitiu imaginar outra coisa). 52. Já o processo informal evidencia-se na mutação constitucional. da CF. 2. No Brasil.. (d) Latente: atemporal. Ocorre que o texto da CF/88 é claro ao atribuir ao Senado a função de suspender a execução de lei declarada inconstitucional pelo STF no controle concreto. em dois turnos. é soberano. contínuo. (e) Ilimitado: é ilimitado juridicamente (autônomo + incondicionado). o poder constituinte difuso encontra-se limitado pelo próprio texto constitucional. 7) Até aonde pode ir este poder difuso de mutação constitucional? Resposta: Como a mutação constitucional ocorre com a mudança da interpretação da constituição. Destarte. em cada Casa do Congresso Nacional. seja elas originárias ou fruto de emendas constitucionais.1.2. Características do poder constituinte derivado: (a) Secundariedade: não existe 126 . X. Questões do TRF2 1) Quais as características de poder constituinte originário e derivado? Resposta: Características essenciais do poder constituinte originário: (a) Inicial: ele dá início ao ordenamento jurídico (não existe outro poder antes ou acima dele). (c) Incondicionado: não se submete a qualquer tipo de condição (a assembleia constituinte decidirá qual será o procedimento a ser adotado). qual será o conteúdo da Constituição. (b) Autônomo: tem autonomia para decidir qual ideia de direito irá prevalecer. Gilmar Mendes propôs a mutação constitucional do art. não pode o intérprete conferir significado à norma constitucional que não seja abrangida pelo seu texto.nal. O poder constituinte se materializa em normas formalmente constitucionais. mas a mudança da interpretação de um dispositivo constitucional. é possível a materialização do poder constituinte por meio de tratados internacionais sobre direitos humanos aprovados. é independente. Mutação Constitucional não é a mudança do texto constitucional. a função do Senado seria apenas a de dar publicidade à decisão do STF.1. pois está pronto para ser acionado a qualquer momento.

seja por elencar direitos fundamentais. Já os limites heterônomos condicionam o exercício do poder constituinte às normas de Direito Internacional. representa uma forma de limitação extrajurídica ao poder constituinte. embora seja um poder ilimitado juridicamente. do ângulo filosófico. segundo a doutrina. em estado de sítio e durante intervenção federal. 34. (d) temporais: a constituição não pode ser emendada durante certo prazo (não existe no Brasil). V). limites ao seu exercício. pois é necessário que exista uma constituição para prevê-lo. Classificam-se as limitações do poder constituinte decorrente em três princípios: (a) princípios constitucionais sensíveis: art. institucionais e substanciais. 75 e 93. 3) Quais os tipos de limitação na CF? Quais as limitações ao Poder Constituinte Derivado? Resposta: As limitações ao poder constituinte derivado reformador são: (a) formais: ligam-se ao procedimento e legitimidade. (b) princípios constitucionais extensíveis: tratam-se de normas de organização da União que se estendem aos Estados (ex. 28. além das limitações jurídicas impostas pelo poder originário. é certo que encontra. (c) princípios constitucionais estabelecidos: funcionam como balizas reguladoras da capacidade de auto-organização dos Estados. (c) Condicionado e limitado: deve observar os limites previstos.: arts. por sua vez. haja vista provirem de imperativos éticos superiores. (c) circunstanciais: a CF não pode ser emendada em estado de defesa. Limites transcendentes prendem-se aos direitos fundamentais. econômico.por si só. religioso e político. A doutrina classifica esses limites em: ideológicos. (b) Subordinação: haure sua força na obra do poder constituinte originário. 2) A Declaração Universal dos Direitos do Homem seria uma forma de limitação? Resposta: Com relação ao poder constituinte originário. seja por declarar regras costumeiras de Direito Internacional de natureza imperativa (jus cogens). (e) implícitas: as normas que fixam o procedimento e estabelecem quais são as cláusulas pétreas não podem ser reformadas (vedação da dupla revisão). explícita e implicitamente. (b) materiais: são as cláusulas pétreas. Os limites substanciais. VII. na constituição. a DUDH. 4) Admite-se limitação implícita? 127 . eis que representam responsabilidades e obrigações assumidas pelo Estado no plano externo. Portanto. são subdivididos em imanentes. sociológico. também se submete às barreiras extrajurídicas acima referidas. intrinsecamente ligados à dignidade humana. da CF. transcendentes e heterônomos. Quanto ao poder constituinte derivado.

indiretos ou inerentes são aqueles que não vêm prescritos pela linguagem do constitu8inte. Prevalece na doutrina que as normas da constituição anterior. não podem ser recepcionadas. Diz-se que. que adotou a tese da revogação (não recepção). por três quintos dos votos dos respectivos membros. 60. O que foi prescrito pelo constituinte para uma reforma constitucional não pode ser atenuado. suprimido ou mudado. suja observância é obrigatória para se emendar ou revisar as constituições. pelo qual se busca conciliar a ação do poder constituinte originário com a necessidade de se obviar vácuos legislativos. tácitos. havendo sua revogação global. As normas que apresentam incompatibilidade meramente formal com a nova constituição. foi incorporada ao Direito brasileiro com status de norma constitucional nos termos do art. Essa convenção compõe o chamado bloco de constitucionalidade. que corresponde a uma revalidação das normas que não desafiam. a nova constituição. haja vista sua aprovação em cada Casa do Congresso Nacional. as normas anteriores. não continuará a vigorar. ainda assim serão recepcionadas com o status normativo prescrito pelo novo texto constitucional. § 4º. da CF. § 3º. Exemplo: o constituinte reformador não pode suprimir o art. fale sobre a recepção de normas. 5º.: Constituição de 1937). Proíbem a reforma de normas que estatuem limites. o mais frequente é a recepção tácita. aqui. embora sejam tão contundentes quanto os expressos. opera o fenômeno da recepção. quem considere ocorrer caso de revogação e quem veja na hipótese uma inconstitucionalidade superveniente. mesmo que compatíveis com a nova constituição. da CF (vedação da dupla revisão). A matéria provocou debate no STF. Às vezes a recepção é expressa (ex. 6) Na superveniência de uma nova constituição. 128 . Deve-se a Kelsen a teorização do fenômeno da recepção. em dois turnos. Resposta: Na superveniência de uma nova constituição. que são com ela compatíveis no seu conteúdo. materialmente. Todavia. continuam em vigor. 5) Há algum tratado de direitos humanos que já foi incorporado após a EC nº 45 pelo quórum de emenda? Resposta: A Convenção Internacional sobre os Direitos das Pessoas com Deficiência e seu Protocolo Facultativo.Resposta: Sim. Se a norma anterior à constituição não guarda compatibilidade de conteúdo com esta. Limites implícitos. nesse caso. havendo. assinados em Nova York. em 30 de março de 2007.

(c) a separação dos Poderes. 8) Quais são os temas vedados às emendas? Resposta: Não será objeto de deliberação a proposta de emenda tendente a abolir: (a) a forma federativa de Estado. haja vista que possui natureza de cláusula pétrea. 9) A vedação ao anonimato é possível ou é clausula pétrea? Resposta: (acho que a pergunta era se seria possível a supressão da vedação ao anonimato) A vedação ao anonimato é um limite à liberdade de expressão que consta do art. as cláusulas pétreas não significam a intangibilidade literal da respectiva disciplina. pergunta-se. cada uma delas. essa vedação garante a proteção não da liberdade de expressão em si. princípios e instituições. 5º. A matéria constante de proposta de emenda rejeitada ou havida por prejudicada não pode ser objeto de nova proposta na mesma sessão legislativa. o direto à honra e o direito à verdade. Questões do TRF3 1) “Não será objeto de emenda constitucional tendente a abolir. isto é.1. temos que não pode ser suprimida. (d) os direitos e garantias individuais. sem levar em conta o efeito prático. da CF. esta emenda feriu cláusula pétrea? 129 . pela maioria relativa de seus membros. ou por mais da metade das Assembleias Legislativas das unidades da Federação. em dois turnos. 2. (b) o voto direto. mas sim a proteção ao núcleo essencial de determinados direitos. universal e periódico.. A proposta será discutida e votada em cada Casa do Congresso Nacional. no mínimo.3. No parágrafo 2º deste artigo havia uma previsão de isenção aos aposentados que foi posteriormente suprimida por uma emenda constitucional. tais como a dignidade humana. para que os limites a esse direito fundamental sejam observados. considerando-se aprovada se obtiver. mas de outros direitos individuais.. com o respectivo número de ordem. em ambos. pelo Presidente da República.7) Qual o trâmite das emendas constitucionais? Resposta: As EC pode ser propostas por um terço. A vedação do anonimato é essencial para que seja possível o controle da liberdade de manifestação do pensamento. A EC será promulgada pelas Mesas da Câmara dos Deputados e do Senado Federal. três quintos dos votos dos respectivos membros. Embora não consista no núcleo essencial da referida liberdade. Em outras palavras. dos membros da Câmara dos Deputados ou do Senado Federal. manifestando-se.”. Segundo o STF. secreto.1. IV.

(e) implícitas: as normas que fixam o procedimento e estabelecem quais são as cláusulas pétreas não podem ser reformadas (vedação da dupla revisão). Rel. apenas previa a imunidade do imposto sobre a renda a um determinado grupo social. Pode ser de três espécies: decorrente.Resposta: (o dispositivo constitucional referido foi o art. 130 . (d) temporais: a constituição não pode ser emendada durante certo prazo (não existe no Brasil). (c) Condicionado e limitado: deve observar os limites previstos. ―Mostra-se impertinente a alegação de que a norma do art. Apresenta limites formais (quórum de maioria absoluta dos membros do Congresso em sessão unicameral) e temporal (exercício no prazo de 5 anos a contar da promulgação da CF/88). explícita e implicitamente. Seus limites são os princípios constantes do texto constitucional (sensíveis. 3) Fale sobre o Poder Constituinte Derivado. constituído. Ellen Gracie. da CF). não à direito adquirido à não incidência tributária. § 2º. O poder decorrente é incumbido da elaboração das constituições estaduais. segundo o STF. Ressalte-se também que. Sua supressão do texto constitucional. DJ 23/4/2004). bem como não há direito adquirido no aposentamento. pois é necessário que exista uma constituição para prevê-lo. II. em estado de sítio e durante intervenção federal. portanto. não representou a cassação ou o acolhimento de um direito fundamental e. extensíveis e estabelecidos). 153. Essa norma não consagrava direito ou garantia fundamental. na constituição. da CF não poderia ter sido revogada pela EC nº 20/98 por se tratar de cláusula pétrea. reformador e revisor. O poder revisor tem a função de proceder à uma revisão geral do texto constitucional. 2) A que limites está submetido o poder de reforma da Constituição? Resposta: As limitações ao poder constituinte derivado reformador são: (a) formais: ligam-se ao procedimento e legitimidade. (b) Subordinação: haure sua força na obra do poder constituinte originário. O poder reformador é encarregado da elaboração das emedas constitucionais. II. um rompimento da ordem constitucional vigente‖ (RE 372600-AgR. 2ª Turma. Resposta: O poder constituinte derivado consiste em um poder jurídico. São características do poder constituinte derivado: (a) Secundariedade: não existe por si só. § 2º. (b) materiais: são as cláusulas pétreas. (c) circunstanciais: a CF não pode ser emendada em estado de defesa. Min. 153. tampouco.

1. no plano de gestão fiscal da pessoa política.1. conquanto irrenunciável e intransferível.1. estimular a instituição do tributo economicamente viável.2. 11 da LRF não traduz. (c) circunstanciais: a CF não pode ser emendada em estado de defesa. (d) temporais: a constituição não pode ser emendada durante certo prazo (não existe no Brasil).2. 2. sob pena de sanções (art. este princípio ainda é válido? Resposta: O exercício da competência tributária.1. O dispositivo merece interpretação cautelosa. deve haver instituição de todos os tributos que compete à entidade. salvo melhor juízo. De fato. cuja competência estaria inadequadamente estanque. no plano da conveniência. pode ser considerado facultativo.5. incontestavelmente.1. cada ente tributante decide sobre o exercício da competência tributária.2. (b) materiais: são as cláusulas pétreas. em estado de sítio e durante intervenção federal. o art. 2) Qual a diferença entre conflito de competência.2. bitributação e bis in idem? 131 . Questões do TRF4 1) Quais são os limites ao poder de reforma? Resposta: As limitações ao poder constituinte derivado reformador são: (a) formais: ligam-se ao procedimento e legitimidade. pu). uma vez que o art. Não obstante. em que o ente competente pode criar ou não o tributo. 11.1.4. Portanto. Questões do TRF1 1) Dentre os princípio regedores da competência tributária um é o da facultatividade. mecanismo efetivo de obrigatoriedade. (e) implícitas: as normas que fixam o procedimento e estabelecem quais são as cláusulas pétreas não podem ser reformadas (vedação da dupla revisão). Questões do TRF5 2. Direito Tributário 2.1. pois o legislador quis. 11 da LRF dispõe que. Sistema Constitucional Tributário: Poder de Tributar – Competência Tributária – Capacidade Tributária – Código Tributário Nacional 2. é defensável a facultatividade do exercício da competência tributária.

de sorte que haverá conflito de competência na medida em que um ente político arvorar-se de competência alheia. mas pela incidência de duas normas legais distintas. 4) Qual a diferença entre capacidade tributária e competência tributária? Resposta: A competência tributária é a habilidade privativa e constitucional atribuída ao ente político para que este. Em outras palavras é a aptidão para criar tributos. Ao contrário da competência tributária. proceda à instituição da exação tributária. taxativa e exaustivamente prevista. cada qual emanada de um legislativo. §§ 1º e 2º). com base na lei. A bitributação. A competência tributária é indelegável. incidindo sobre o mesmo fato jurídico e onerando o mesmo contribuinte. de modo que são duas normas. por seu turno. Tal situação versa sobre o instituto jurídico da ―bitributação‖. e de todo condenável. Isso significa que o ente tributante pode permitir a figuração de outra pessoa jurídica no polo ativo da relação jurídica tributária e a consequente possibilidade de arrecadar os tributos dos sujeitos passivos (contribuintes). podendo ser revogada. Essa atribuição compreende as garantias e os privilégios processuais que competem à pessoa jurídica de direito público que a conferir. por ato unilateral da entidade que a tenha conferido (CTN. 3) A bitributação se liga a que ação tributária? Resposta: O art. dispõe ser cabente a Ação de Consignação em Pagamento. quando mais de um ente tributante pretender cobrar um ou mais tributos sobre o mesmo fato gerador. A capacidade tributária é a atribuição para arrecadar ou fiscalizar tributos. O bis in idem ocorre quando uma única pessoa política institui tributos diversos sobre o mesmo fato gerador e o mesmo contribuinte. III. a capacidade tributária ativa é delegável e transferível. intransferível. a qualquer tempo. 7º. art.Resposta: A competência tributária é matéria eminentemente constitucional. 164. 5) O que seria parafiscalidade? Resposta: 132 . prevista no Código Tributário. havendo medida judicial apta a sanar a dupla invasão patrimonial pleiteada pelos Fiscos no caso ―sub examine‖. ocorre quando a dupla tributação tem origem em pessoas políticas distintas. inalterável e irrenunciável. do CTN.

(c) a contribuição para a seguridade social não incidirá sobre aposentadoria e pensão concedidas pelo regime geral de previdência. 7) Os princípios constitucionais da vedação ao confisco se aplica a tributos extrafiscais? Resposta: O princípio da vedação ao confisco. previsto no art. aos impostos extrafiscais (II. 133 . (d) imunidade em relação às taxas para o direito de petição e certidões. da Constituição Federal). 157. não se aplica. Exemplo: a atividade desenvolvida pelo SESC. 150. caso a exercite. II. nos termos do art. Na parafiscalidade. no que diz respeito apenas a impostos? Ou outros tributos também podem ser abarcados? Resposta: (Entendi que o examinador queria saber se existe imunidades para outras espécies tributárias além dos impostos). A doutrina e a jurisprudência admitem alíquotas elevadas nesses tipos de impostos. SENAI. que. SESI. § 4º.A parafiscalidade é a delegação dos elementos da capacidade tributária ativa. I. conforme a emergência da situação posta. terceira pessoa arrecada o tributo para si e passa a dispor do produto da arrecadação do tributo. IPI e IOF). em homenagem à regulação da economia. SEST. 6) Há exceções no que concerne à imunidade constitucional. SENAC. poderão conter alíquotas excessivamente gravosas. é a permissão pelo ente que retém a competência tributária de atribuir a outro o poder de arrecadar. 154. Enfim. IE. em tese. 8) Se a União criar tributo com base na competência residual. não há qualquer determinação para transferência obrigatória da arrecadação. (b) imunidade às contribuições para a seguridade social das entidades beneficentes de assistência social que atendam aos requisitos estabelecidos em lei. da Constituição Federal. IV. da Constituição Federal. fiscalizar e administrar os tributos. 195. Há imunidades a outras espécies tributárias que não impostos: (a) imunidade das receitas decorrentes de exportação às contribuições sociais e de intervenção no domínio econômico. ela tem que passar alguma coisa para estados e municípios? Resposta: Com relação à competência residual para instituir imposto (art. a União deverá repassar aos Estados 20% do valor da arrecadação. Quanto à instituição de contribuições residuais para custeio da seguridade social (art. da CF).

9) Norma legal que altera prazo de recolhimento de tributo se sujeita ao princípio da anterioridade? Resposta: A regra legislativa que se limita simplesmente a mudar o prazo de recolhimento da obrigação tributária. 109. nos termos do art. a competência será da Justiça Federal. Dois entes disputam o tributo: a ação terá quem no polo passivo? Se a discussão for sobre ITR e IPTU. Questões do TRF2 1) Consignação em pagamento. qual o juízo competente? Resposta: Na ação de consignação em pagamento decorrente de bitributação. Na discussão sobre ITR e IPTU. Alteração do prazo não equivale à majoração. I. 2) Se o valor menor for do ITR será na JF? Resposta: Mesmo no caso de o valor do ITR ser inferior ao do IPTU. haja vista que esta é estabelecida pela presença da União como sujeito passivo da demanda. Resposta: 134 . nos termos da súmula 503 do STF. o contribuinte-autor deverá providenciar a citação de ambos os entes tributantes (art. 109. Recurso extraordinário conhecido e provido. 2. Esse entendimento é objeto de súmula do STF: “Súmula 669. não atrai a competência originária do STF a dúvida suscitada por particular acerca do direito de tributar dos entes federados. 3) Diferença entre capacidade econômica e capacidade contributiva. destarte. I. A diferença entre os valores dos tributos não altera a legitimidade passiva.1. como a União deverá figurar na demanda como ré. da CF. sem qualquer repercussão. Ressalte-se que. Norma legal que altera o prazo de recolhimento da obrigação tributária não se sujeita ao princípio da anterioridade”. 895 do CPC). a competência para julgar a ação de consignação em pagamento permanecerá com o juízo federal. ambas as pessoas políticas que exigem tributos sobre o mesmo fato gerador deverá ocupar o polo passivo. não se submete ao princípio da anterioridade.2. da Constituição Federal. nos termos do art.2.

Estados-membros. como por exemplo. 6) Os art. de passagem pelo país. sejam criados por lei complementar. Municípios. Por fim. Assim.Segundo Harada: ―capacidade contributiva é aquela capacidade relacionada com a imposição parcial ou total. não tem capacidade contributiva neste país. Já a capacidade econômica é aquela ostentada por uma pessoa que não é contribuinte. de passagem pelo país. da Carta Magna). delimitando entre as pessoas políticas (União. 153. desde que. 4) Qual o princípio em que se assenta a discriminação constitucional de competências tributárias? Resposta: A Constituição Federal consagrou o princípio do federalismo (art. bem como novas contribuições para a seguridade social. Por que não há tal discriminação em relação as taxas? E por há em relação unicamente aos impostos? Resposta: 135 . tem capacidade econômica. um cidadão abastado. Distrito Federal. mas não há nenhuma relação jurídica que o vincule ao Fisco do país pelo qual transita. Distrito Federal e Municípios) o poder de tributar. a competência atribuída a todos os entes (União. chama-se de residual.‖. Ele exemplifica: ―Um cidadão que usufrui renda tem capacidade contributiva perante o país em que a recebeu. Seria comum. 60. o qual constitui uma forma de limitação do poder de tributar. mas não tem capacidade contributiva.‖. pois ele tem rendimentos suficientes para suportar tributos. a competência outorgada à União para a instituição de impostos não previstos no texto constitucional. 154 e 155 são relativos aos impostos. Estados. No sistema tributário existe o regime das Competências Privativas. Municípios). Distrito Federal. I. 5) Como é a discriminação constitucional de competência tributária. comum e residual. para criarem taxas e contribuições de melhoria. Há critérios? Resposta: (acho que o examinados gostaria de saber acerca da classificação da competência tributária). mas não sejam cumulativos e não tenham o mesmo fato gerador e base de cálculo dos já discriminados na Constituição. já um cidadão rico. na medida em que impõem quais são os tributos que podem ser exclusivamente pela União. De fato a autonomia e a capacidade política de cada um dos entes federativos fundamenta a distribuição constitucional da competência para a instituição de tributos. É a capacidade econômica da pessoa enquanto sujeito passivo da relação jurídico-tributária. Estados. A doutrina costuma classificar três as espécies tributárias: privativa/exclusiva. § 4º.

por exemplo? E se for o Território? Resposta: A competência tributária é indelegável. é que se poderá falar em processo justo. como garantia constitucional que é. os impostos estaduais e. via de regra. 150. somente quando os instrumentos à disposição das partes são distribuídos com igualdade de oportunidades. bem como as exigências de segurança jurídica e limitação do arbítrio do Poder Público. cumulativamente. leque de possibilidades para hipóteses de incidência do referido tributo mostra-se extremamente amplo. o que torna inviável a pretensão de esgotá-lo em um rol taxativo. entre elas. através de lei federal. Resposta: Podemos afirmar que o devido processo legal. o IPVA. há de ser sempre observado. União não poderia instituir. Desta feita. com estrita observância do contraditório e da ampla defesa. 150. Trata-se de uma garantia do cidadão contribuinte. Segundo o art. 147 da CF. (b) o próprio dispositivo ressalva a possibilidade de instituição de outras garantias ao contribuinte (―art. 8) O rol do art. é vedado à União. dele derivando todos os demais princípios constitucionais do processo. 150 da CR/1988 é taxativo ou exemplificativo? Por quê? Resposta: O rol de limitações do poder de tributar constante no art. se o Território não for dividido em Municípios. em Território Federal. quer nos procedimentos administrativos. IPVA. 150 da Constituição Federal é meramente exemplificativo por dois motivos: (a) o Estatuto do Contribuinte não está adstrito ao art. considerando que não há uma contraprestação por parte do Estado (tributo unilateral).A taxa é uma espécie tributária que decorre da prestação de um serviço público ou do exercício do poder de polícia. 9) Fale sobre a inobservância do princípio de devido processo legal no âmbito do direito tributário. Nesse diapasão. 7) Poderíamos admitir que a União instituísse. sincronizado. Destarte. pois trata-se de tributo de competência dos municípios. através de lei federal. inalterável e irrenunciável. os impostos municipais. aos Estados. Sem prejuízo de outras garantias asseguradas ao contribuinte. intransferível. ao Distrito Federal e aos Municípios: […]‖. 136 . competem à União. Quanto aos impostos. adequado e democrático. Portanto. faz-se necessário relacionar as hipóteses de incidência. em Território Federal não dividido em municípios. da CR/1988. quer nos processos judiciais. a competência para instituir o IPVA será da União.

acaba por suportar a carga tributária.portanto. o ―Contribuinte de Fato‖. sujeita. estaria jungido aos princípios gerais que regem o gênero. 150 da CF. o afastamento da exação. como o 137 . CR/1988. No tributo indireto a carga tributária cai sobre o ―Contribuinte de Direito‖ que a transfere para outrem. Destarte. 25. Assim temos: (a) contribuinte de direito: pessoa designada pela lei para pagar o imposto. uma vez que o consumidor final é que. Esse aspecto é de importância fundamental na solução dos problemas de restituição do indébito tributário.3. salientou-se que. respondi o que é tributo indireto). 149-A). como foi trabalhada a figura do locupletamento? Resposta: O dispositivo constante do art. de acordo com o art. § 1º). de fato.2009. art. não haveria como deixar de reconhecer que os princípios aos quais estes estão submetidos também se aplicam. a ela. modus in rebus. 150. embora não seja designado pela lei como contribuinte desses impostos. II) e o da capacidade contributiva (art. ao instituir a contribuição em análise. contudo. com os valores consagrados na Constituição Federal de 1988. de fato. O IPI e o ICMS são impostos indiretos. Ressaltou-se que. o que implica. Nos tributos indiretos. o legislador infraconstitucional. 166 do CTN tem por finalidade exatamente evitar o locupletamento ilícito por parte do contribuinte de direito. via de regra. 149-A da CF referir-se apenas aos incisos I e III do art. ou seja. aos princípios constitucionais tributários. 11) Pode conceituar valor de tributo indireto? Resposta: (não sei o que seria valor de tributo indireto. pode haver aplicação do princípio da isonomia? Resposta: ―Entendeu-se que a COSIP constitui um novo tipo de contribuição que refoge aos padrões estabelecidos nos artigos 149 e 195 da CF. 150. II. apesar de o art. A sua inobservância. é uma exação subordinada a disciplina própria (CF. (b) contribuinte de fato: pessoa que de fato suporta o ônus fiscal. especialmente o da isonomia (art. haja vista enquadrar-se inequivocamente no gênero tributo. como a COSIP ostenta características comuns a várias espécies de tributos. 145. no âmbito do processo tributário gera a nulidade absoluta da decisão proferida.‖ RE 573675/SC. 12) Art. considerada a natureza tributária da exação. 166. 10) COSIP.

haveria enriquecimento sem causa. aplica-se o referido princípio. 132 do CPC. DESSE PONTO EM DIANTE: RESPOSTAS ELABORADAS POR EDUARDO PENTEADO 15) O que é lacuna objetiva e subjetiva? Resposta: Na obra Teoria do Ordenamento Jurídico. nos termos do art. caso fosse possível àquele haver a restituição de tributo que não pagou. Exemplo: casamento de pessoas do mesmo sexo. III. Subjetivas são aquelas que dependem de algum motivo imputável ao legislador. 14) O que é lacuna endógena e exógena? Resposta: (apesar de muito pesquisar. caso contrário. 13) Revogada a isenção do imposto de renda. são independentes da vontade do legis138 . as lacunas distinguem-se em subjetivas e objetivas. Norberto Bobbio diz: ―Com respeito aos motivos que as provocaram. das novas invenções. objetivas são aquelas que dependem do desenvolvimento das relações sociais. Lacuna exógena ocorre quando no ordenamento jurídico como um todo há a ausência da norma. 104. 178 do CTN. então segue a resposta que eu daria à banca). Portanto. segundo a regra do art. de todas aquelas causas que provocam um envelhecimento dos testos legislativos e que. Todavia. a repetição do indébito seja devida a quem efetivamente tenha suportado o encargo financeiro. nas hipóteses de repercussão tributária. Ressalte-se que. a lei exige que. deve ser aplicado o art. não incidindo o princípio da intangibilidade. assim. Exemplo: no CPP não há previsão de exceções ao princípio da identidade física do juiz. Lacuna endógena é aquela em que a ausência de norma ocorre dentro do ramo específico do Direito. em detrimento de terceiro que efetivamente suportou o ônus fiscal.contribuinte de direito é diverso do contribuinte de fato. não encontrei uma resposta para essa pergunta. portanto. a revogação da isenção de impostos sobre a renda deve observar o princípio da anterioridade. Se a isenção for onerosa e concedida por prazo certo. aplica-se o princípio da intangibilidade? Resposta: Depende. do CTN. a isenção pode ser revogada ou modificada a qualquer tempo. capítulo ―Vários tipos de lacunas‖.

‖ Já no capítulo ―Poder e competência‖. o poder tributário é partilhado entre a União. quando a matéria é muito complexa e não pode ser regulada com regras muito miúdas.4. Hugo de Brito Machado diz: ―No exercício de sua soberania o Estado exige que os indivíduos lhe forneçam os recursos de que necessita. à interpretação do juiz‖.‖ As limitações ao poder de tributar (CF. Involuntárias são aquelas que dependem de um descuido do legislador. mas os sentidos construídos a partir da interpretaçao sistemática de textos normativos. Humberto vila diz: ―Normas não são textos nem o conjunto deles.1. por conseguinte. Questões do TRF3 2. dividido. Voluntárias são aquelas que o próprio legislador deixa de propósito. Institui o tributo.3. art. etc. 16) Qual a diferença entre preceito e norma? Resposta: Na obra Teoria dos Princípios. 139 .2. que faz parecer regulamentado um caso que não é. o Distrito Federal e os Municípios.1.2. ou uma parcela desta.5. O poder de tributar nada mais é que um aspecto da soberania estatal. As subjetivas. clásulas pétreas. leciona: ―No Brasil. 150) são direitos fundamentais do contribuinte e. sendo o caso. diferencie e classifique competência e capacidade tributária.lador. e as normas. Questões do TRF4 2. ou faz deixar de lado um caso que talvez considere pouco frequente.‖ Preceito. no seu resultado. no capítulo ―O poder de tributar‖. caso por caso. dispostivo e texto normativo podem ser consideradas expressões sinônimas. por sua vez. capítulo ―Texto e norma‖. Ao poder tributário juridicamente delimitado e.1. dá-se o nome competencia tributária.2. podem dividir-se em voluntárias e involuntárias. Questões do TRF5 01) Conceitue. 2. Daí se afirmar que os dispositivos se constituem no objeto da interpretação. e é melhor confiá-la. 17) O que é Poder de Tributar? As limitações de Tributar são cláusulas pétreas? Há relação entre poder de tributar e competência tributária? Resposta: Em seu Curso de Direito Tributário. os Estados-membros.

como demonstram as contribuições de interesse das categorias profissionais (ex: a União edita a lei. art. que diz respeito às materialidades tributáveis por impostos pelos entes federativos (CF. A competência residual encontra-se no art. art. arts. seção. art. os institutos não se confundem. segundo o qual ―a União poderá instituir. aos Estados. II e III. ao Direitito Federal e aos Municípios. de violação ao artigo 160 da Lei Maior: ―É vedada a retenção ou qualquer restrição à entrega e ao emprego dos recursos atribuídos. mas é a OAB a credora da contribuição). (v) extraordinária: CF. 154.‖ 03) Repartição de competência – destinação da arrecadação – um ente federativo detenha competência. nesta. inclusive. 145. desde que sejam não cumulativos e não tenham fato gerador ou base de cálculo próprios dos discriminados nesta Constituição. arts. pois. Não se confunde com a capacidade tributária (classificada em ativa e passiva). arts. (ii) privativa: CF. 153. neles compreendidos adicionais e acréscimos relativos a impostos‖. apenas por este pode ser tributada. 155. 126. Porém. 140 . 147. O CTN equipara a capacidade tributária ativa com a competência tributária (art. 119). Pode-se cogitar. por vias oblíquas. da CF. os quais serão suprimidos. § 4º . Sob este viés. 154. impostos não previstos no artigo anterior. que está relacionada com a aptidão para figurar no polo ativo ou passivo da relação jurídico-tributária. art. malferindo a autonomia financeira de outros entes federativos. I. estará ele. compreendidos ou não em sua competência tributária. 153. cessadas as causas de sua criação‖ (CF. (iii) cumulativa: CF. mediante lei complementar. quando atribuída a certo ente federativo. I e 195. 155 e 156). pode conceder benefício fiscal sobre a totalidade do valor arrecadado? Resposta: Caso o ente federativo conceda benefício fiscal sobre a totalidade do valor arrecadado.Resposta: Competência tributária é a aptidão para editar lei instituidora de tributo. no ponto em que assegurada pela repartição das receitas tributárias estabelecida na Constituição da República (artigos 157 a 162). A competência tributária se classifica em: (i) comum: CF. 154. II 02) Diferencie competência ordinária e extraordinária. 156. (iv) residual: CF. Por competência privativa entende-se que determinada materialidade. A capacidade tributária passiva é disciplinada no art. 154. a concessão de benefício fiscal sobre a totalidade das receitas mostra-se inconstitucional. impostos extraordinários. contrapõe-se à extraordinária: ―a União poderá instituir na iminência ou no caso de guerra externa. II). Resposta: A competência ordinária. gradativamente. privativa e residual.

na medida em que torna possível tal controle. IV. Outros. com temperamentos.1. O juiz natural comporta desdobramentos.1. mais especificamente da ação penal pública condicionada. porque se diz que o processo administrativo é o modo normal de agir no Estado de Direito? Existe espaço no estado de direito para agir fora do processo administrativo. 2. inexistindo espaço de atuação fora do seu âmbito. entende-se que natureza jurídica da representação é de condição objetiva de procedibilidade. Por conseguinte.3. mas que está exercendo cargo comissionado no legislativo. é de seis meses (CP. 2) A partir da Teoria Geral do Direito Público.112/90.784/99 inexiste menção a qualquer instituto que torne o questionamento lógico. Lei Nº 9. 8. ―as penalidades disciplinares serão aplicadas pela autoridade que houver feito a nomeação.‖ 141 . da Lei n. como a vedação de juízo ad hoc. quais as qualidades que ele revela? Resposta: Num Estado de Direito qualquer exercício de poder é sujeito a controle. pois na Lei nº 9. ao processo administrativo disciplinar. é o modo normal de agir da Administração no Estado de Direito.1. 103). No âmbito do processo penal.3. art. de natureza decadencial. se diz que o processo administrativo.2. onde ele será processado administrativamente? Resposta: O princípio do juiz natural. quando se tratar de destituição de cargo em comissão. 3) Aplica-se ao processo administrativo o equivalente ao princípio do juiz natural? Um servidor concursado do executivo. Segundo o art. por exemplo. aplicam-se às inteiras. onde a comissão processante é constituída após o fato. como a garantia de imparcialidade. 141.3. aplica-se ao processo administrativo. Direito Administrativo 2. Processo Administrativo. Questões do TRF1 1) Qual a natureza jurídica da representação? Há prazo? É decadencial? Resposta: Acreditamos tratar-se de uma questão de processo penal. Certos desdobramentos. porém. não são aplicáveis.784/99. O prazo. e não de processo administrativo.

ensejando nulidade apenas se houver prejuízo (STF. 95. 164). art. autorização para interceptação telefônica? Resposta: Não. art.2.1. 2) Processo administrativo punitivo: Quais as diferenças do processo disciplinar entre juiz que já alcançou a vitaliciedade e um outro que ainda não alcançou tal vitaliciedade? Resposta: Adquirida a vitaliciedade. o magistrado poderá perder o cargo por decisão administrativa do tribunal a que vinculado (CF. 2. pois a Constituição restringe a interceptação telefônica à seara penal (CF. ensejando nulidade apenas se houver prejuízo (STF. Ademais.3. Disciplinar é considerado revelia? Resposta: Não. e não defesa ineficiente (Lei nº 8. 164).112/90. a defesa ineficiente não é tida como causa de nulidade absoluta. deferida de acordo com os respectivos pressupostos. Questões do TRF2 1) Defesa contraproducente no processo administrativo acarreta ou não em revelia? Resposta: Não. porém. Ademais. O STF. a defesa ineficiente não é tida como causa de nulidade absoluta.112/90.4) Pode haver no âmbito do processo administrativo. 3) Apresentação de defesa ineficiente em proc. 5º. súmula 523). seja utilizado no processo administrativo disciplinar. pois a revelia é legalmente definida como ausência de defesa. admite que o produto da interceptação. XII). art. 4) É aplicável sigilo nos processos administrativos? Resposta: 142 . pois a revelia é legalmente definida como ausência de defesa. a perda do cargo depende de sentença judicial transitada em julgado. adm. I). art. na jurisprudência. e não defesa ineficiente (Lei nº 8. na jurisprudência. Não adquirida. súmula 523).

784/99 traz um rol exemplificativo de princípios da Administração.3. entre outros. continuidade do serviço público. 5º. Celso Antônio Bandeira de Mello diz: ―com a expressão. finalidade. compreendendo três testes: (i) adequação: o meio deve ser apto para promover o fim.784/99. Já a razoabilidade está relacionada ao 143 . LX). mas também de questioná-lo judicialmente. (ii) necessidade: deve-se buscar a menor restrição possível. segurança jurídica. V). coisa julgada administrativa pretende-se referir a situação sucessiva a algum ato administrativo em decorrência do qual a Administração fica impedida não só de retratar-se dele na esfera administrativa. no capítulo ―Coisa Julgada Administrativa‖. especialidade. 2º. Questões do TRF3 1) A Lei nº 9. presunção de legitimidade ou de veracidade. ampla defesa.1. Além desses. razoabilidade.784/99 lista os seguintes princípios: legalidade.3. 2º da Lei nº 9. interesse público e eficiência. para ela. inexiste espaço para autotutela. proporcionalidade. 2) Qual a diferença entre proporcionalidade e razoabilidade? Resposta: A proporcionalidade está relacionada a uma relação meio-fim. muito criticada. 2. por isso podem ser considerados implícitos segundo a dicção legal. (iii) proporcionalidade em sentido estrito: as vantagens devem superar as desvantagens da medida. autotutela. motivação. § único. contraditório. publicidade (expresso na Constituição). Segundo a Constituição. Maria Sylvia Zanella di Pietro lista outros princípios. que. moralidade. controle ou tutela. Vale dizer: a chamada coisa julgada administrativa implica. a definitividade dos efeitos de uma decisão que haja tomado. hierarquia.‖ Sob tais balizas. 5) Pode-se falar em Coisa Julgada administrativa? Cabe a Administração se retratar depois desse ponto? Pode ela usar a auto-tutela? Resposta: Em seu Curso de Direito Administrativo. ressalvadas as hipóteses de sigilo previstas na Constituição‖ (art. motivação. ―a lei só poderá restringir a publicidade dos atos processuais quando da defesa da intimidade ou o interesse social o exigirem‖ (Art. a saber: impessoalidade (expresso na Constituição). Quais os princípios implícitos? Resposta: O art. os critérios de divulgação oficial dos atos administrativos.Segundo a Lei nº 9. ―nos processos administrativos serão observados.

1. fundamenta-se. Desconhece-se.exame entre duas grandezas. XXXIV. segundo a qual ―é inconstitucional a exigência de depósito ou arrolamento prévios de dinheiro ou bens para admissibilidade de recurso administrativo‖. de acordo com os precedentes que ampararam sua edição. leva a presumir que não seria possível a existência do depósito para o recurso no âmbito administrativo? Resposta: O duplo grau não integrou a rede de argumentos que levou o STF à edição da súmula vinculante nº 21 (―É inconstitucional a exigência de depósito ou arrolamento prévios de dinheiro ou bens para admissibilidade de recurso administrativo‖). Questões do TRF4 2. partindo da premissa da sua inexistência – como sugere a questão –.3. LV). pelo que se pode concluir que a reserva de lei complementar não está dentro dos princípios que vedam o depósito administrativo. 03) Reserva de lei complementar estaria dentro dos princípios que vedam o depósito administrativo? Resposta: Sabe-se que a exigência de lei complementar depende de disposição constitucional explícita. 2. não representa obstáculo à exigência de depósito recursal no âmbito administrativo. qualquer exigência constitucional nesse sentido.4.5. Porém. ―a‖) e na ampla defesa em processos administrativos (CF. por inexistir. 5º. 02) Quais os princípios constitucionais que justificam a vedação do depósito recursal administrativo? Resposta: A súmula vinculante nº 21. art. 144 .3. 5º. pode-se concluir que o duplo grau. Questões do TRF5 01) A inexistência do duplo grau. porém. sendo por vezes utilizada no exame da proporcionalidade em sentido estrito. no direito de petição (CF.1. art.

apresentando. (.4. advir de caso fortuito ou força maior. podemos concluir que este não goza de perfeitas condições. mas não consegue impedir.‖ 2) Qual a diferença entre força maior e caso fortuito? Resposta: Em seu Manual de Direito Penal – Parte Geral. por consequência. completamente embriagado. mesmo que seja previsível e até previsto. na força maior. não há que se falar em exclusão de sua culpabilidade. Cesar Roberto Bitencourt diz: ―Caso fortuito ocorre quando o agente ignora a natureza tóxica do que está ingerindo.) No momento em que o agente. ou nas circunstâncias em que o faz.4. a embriaguez deve se mostrar em estado completa e decorrer de situação acidental. na verdade. de livre e espontânea vontade.‖ 3) Conflito aparente de normas.2. No caso fortuito não se evita o resultado porque é imprevisível. mas. o momento em que este.1.4. 2. Força maior é algo que independe do controle ou da vontade do agente. ou não tem condições de prever que determinada substância.. quais são as técnicas para a sua solução? Resposta: 145 . Questões do TRF1 1) Como se explica a actio libera in causae? Quais são as causas que isentam de pena no caso da embriaguez? Resposta: Na obra Princípios Constitucionais Penais. Crime. o resultado é inevitável. resolve-se embriagar. adotando-se a teoria da ‗actio libera in causa‘. se a embriaguez do agente for voluntária e culposa. de sua própria culpabilidade. Contudo. exatamente em razão da força maior. Ele sabe o que está acontecendo. a teoria da ‗actio libera in causa‘ não considera o momento em que o agente pratica a conduta criminosa. isto é. sua consciência fortemente prejudicada. Direito Penal 2.1. poderá provocar embriaguez. Crime E Relação De Causalidade. desta forma. Affonso Celso Favoretto diz: ―Para que sirva de fundamento para a exclusão da imputabilidade do agente e.. Todavia. na quantidade ingerida. no capítulo ―A questão da embriaguez‖. Exemplo de força maior seria a coação. no capítulo Excludentes de Culpabilidade.1. onde o sujeito é forçado a ingerir uma substância tóxica de qualquer natureza. comete a infração penal.

na medida de sua culpabilidade‖. Cezar Roberto Bitencourt diz: ―Ação é o comportamento humano voluntário conscientemente dirigido a um fim. é coautor deste crime ou autor de homicídio? Resposta: O agente deve ser considerado partícipe de infanticídio. (. a segunda descumpre um ordem (crime omissi- 146 . outrossim. Ex: certas formas de prática de crimes contra ordem tributária são formas especiais de estelionato. ela pode ser de que forma? O que é ação? Resposta: Em seu Manual de Direito Penal – Parte Geral. (iii) consunção ou absorção: um tipo constitui meio necessário ou fase normal de preparação ou execução de outro. pois. ―quem.) Ação e omissão. 6) Como se classifica a conduta do sujeito.‖ 5) No que diz respeito à causalidade qual a teoria que o ordenamento jurídico presentemente adota? Dê um exemplo? Resposta: Em matéria de causalidade. o Código Penal adota a teoria da equivalência das condições (conditio sine qua non) na segunda parte do artigo 13. considerado principal. Ex: constrangimento ilegal diante dos crimes em que há emprego de violência ou grave ameaça. de qualquer modo. em sentido estrito. nos termos do art. três são as técnicas de solução do conflito aparente de normas: (i) especialidade: tipo especial prevalece sobre tipo geral. 29 do Código Penal. o art.. constituem as duas formas básicas do fato punível.Segundo Cezar Roberto Bitencourt. sendo aplicável. salvo quando elementares do crime. segundo o qual ―não se comunicam as circunstâncias e as condições de caráter pessoal. concorre para o crime incide nas penas a este cominadas. (ii) subsidiariedade: o tipo subsidiário – chamado de soldado de reserva – se aplica na ausência do preenchimento dos pressupostos de outro tipo.‖ Ex: no crime de lavagem de capitais. no capítulo Conduta Punível. Ex: falso é absorvido pelo estelionato. cada uma com estrutura completamente diferente: a primeira viola uma proibição (crime comissivo). 4) Aquele que auxilia no infanticídio.. 30. a conduta daquele que empresta conta bancária para que terceiro oculte o produto do crime antecedente representa condição sem a qual o resultado ocultação não teria ocorrido. onde se lê: ―Considera-se causa a ação ou omissão sem a qual o resultado não teria ocorrido.

se classifica em ação e omissão. sendo que o dever de agir pode ter origem legal (alínea a). segundo o qual ―a superveniência de causa relativamente independente exclui a imputação quando. pois. segundo o qual ―a omissão é penalmente relevante quando o agente devia e podia agir para evitar o resultado‖. Caso o agente nada faça (omissão) diante do ataque do cachorro. responderá por homicídio doloso com omissão imprópria. 7) O que seria a omissão imprópria? No caso de um exemplo em que o proprietário de um cachorro feroz deixa-o na rua sem a devida proteção. O acidente automobilístico representa uma concausa superveniente relativamente independente. caso o agente procure impedir a continuidade do ataque canino. que. e este cachorro vem a atacar uma criança levando-a a óbito. Porém. não excluiria a imputação). que. 9) Na hipótese em que uma pessoa venha ser abordada por outra pessoa abruptamente e morre por ataque cardíaco. se enquadra na omissão própria ou imprópria? Resposta: A omissão imprópria. a ambulância trafega de maneira veloz e na contramão e esta vem a tombar. por essa razão. fazendo com que a vítima tenha um agravamento e morra no hospital em virtude de infecção hospitalar. o que exclui a imputação caso se comprove que a infecção contraída no hospital (causa superveniente relativamente independente) causou por si só o óbito. neste caso. produziu o resultado. Segundo Cezar Roberto Bitencourt.vo). os fatos anteriores. trata de hipótese de omissão imprópria. em princípio. por si só. pois nesse caso não foi omisso diante da situação de risco que seu comportamento anterior criou. como o senhor veria isso? 147 . entretanto. imputam-se a quem os praticou‖. contratual (alínea b) ou decorrer do comportamento anterior do agente que cria o risco de ocorrência do resultado (alínea c). verificada nos crimes de resultado. não produzindo. se biparte em omissão própria e omissão imprópria. Porém. 8) Na hipótese em que alguém atira da perna de outrem. esta pessoa ferida é socorrida. Como o senhor averigua nesta hipótese a relação de causalidade? Resposta: A relação de causalidade há de ser analisada à luz do § 1º do artigo 13 do Código Penal. o resultado morte. pois. consiste no crime comissivo por omissão. responderá por homicídio culposo. por sua vez. Resta saber se o mesmo produziu.‖ A conduta/ação do sujeito. ao mesmo tempo é dito que a morte decorreu de infecção hospitalar. por si só o resultado (o que. neste caso. por si só. A questão narra que o acidente causou um agravamento da lesão anterior. tal como se verifica no exemplo dado. é prevista no § 2º do artigo 13 do Código Penal.

” Tal conformidade é realizada por meio de uma operação intelectual. segundo o mencionado penalista. há análise do mérito. não criou um risco juridicamente proibido ao bem jurídico vida e. ante a extinção da punibilidade.” 12)Qual o conceito de culpabilidade? A culpabilidade integra o conceito de crime? 148 . conclui-se que o imputável é culpável. extingue-se a possibilidade de aplicação da pena. por essa razão. segundo Cezar Roberto Bitencourt. haja vista a possibilidade de os demais elementos da culpabilidade (potencial conhecimento da ilicitude e exegibilidade de conduta diversa) não se perfectibilizarem. conclusão a que se pode chegar sem análise do mérito da acusação (materialidade e autoria). Extinta a punibilidade. o qual. “é o conjunto dos elementos do fato punível descrito na lei penal.Resposta: Segundo a teoria da imputação objetiva de Claus Roxin. chamada juízo de tipicidade. é a aptidão para ser culpável”. ou seja. “tipicidade é a conformidade do fato praticado pelo agente com a moldura abstratamente descrita na lei penal. pode-se dizer que crime é fato punível. onde tal possibilidade existe. e não necessariamente fato punido. embora tenha dado causa ao resultado morte de acordo com teoria da equivalência das condições. o fato não chegue a ser efetivamente punido. 11) O que é a tipicidade? E qual a diferença entre a tipicidade e tipo? Resposta: Segundo Cezar Roberto Bitencourt. como na prescrição da pretensão punitiva pela pena em abstrato – pela pena concreta. Entendida a punibilidade como a ameaça de pena. o agente culpado (reprovado no juízo de culpabilidade) é punível. Pelas mesmas razões. e não forçosamente punido. pode-se afirmar que a pessoa que aborda outra de forma abrupta. 10) O que é imputabilidade? O crime é um fato punível? Qual a diferença entre punível e punido? O imputável é culpado ou culpável? E o culpado pode ser punido ou punível? Em que situação o juiz não entra no mérito? Prescrição da pretensão punitiva? Resposta: “Imputabilidade é a capacidade de culpabilidade. pois é possível que. e não necessariamente culpado. a ela não pode ser imputado o resultado morte. a possibilidade de aplicação de sanção penal. Logo. A tipicidade não se confunde com o tipo penal em si.

desprovida de juízos de valor. pois na formulação do tipo penal estaria implícita a ausência de causas de justificação (tipo negativo). (iv) teoria dos elementos negativo do tipo: a ilicitude não tem autonomia. porque puramente descritiva. pois. 14) E o dolo. para quem a tipicidade. assim exposto por Juarez Cirino dos Santos: “um juízo de reprovação sobre o sujeito (quem é reprovado). se biparte em tipo objetivo e subjetivo (dolo). doravante.” De acordo com a teoria bipartida. (ii) teoria da ratio cognoscendi: a tipicidade seria mero indício da ilicitude. não teria nenhum vínculo com a ilicitude. já o pressupõe ilícito. ele se situa em que momento? Resposta: Com o advento do finalismo Welzel. O finalismo se vale do conceito normativo puro de cul149 . que deslocou dolo e culpa da culpabilidade ao tipo penal. ao lado da tipicidade e da antijuridicidade. tipicidade e antijuridicidade também são pressupostos de aplicação da pena. e sim o conceito normativo de culpabilidade. ao selecionar um fato para defini-lo como crime. o dolo. a rigor. ou seja. não faz sentido. migrou da culpabilidade (como sustentava a doutrina causalista. a culpabilidade. razão pela qual. Para a teoria tripartida. reflexamente tal entendimento encontra aceitação. que trabalhava com o conceito psicológico de culpabilidade) para o tipo penal. a culpabilidade não integra o conceito analítico de crime. a tipicidade não tem autonomia. Ela faz parte da ilicitude. ela faz parte da tipicidade. (iii) teoria da ratio essendi: para a doutrina neokantiana. conclui o mencionado doutrinador que o finalismo concebe a tipicidade como mero indício da ilicitude. que. 13) A tipicidade é indiciária da ilicitude ou está contida nela? Resposta: Luiz Flávio Gomes traça a seguinte evolução da relação entre tipicidade e ilicitude: (i) teoria da tipicidade neutra e independente de Beling. não mais se utiliza o conceito psicológico. (b) o conhecimento concreto que permite ao sujeito saber realmente o que faz e (c) a normalidade das circunstâncias do fato que confere ao sujeito o poder de não fazer o que faz (porque é reprovado). ante o prestígio da doutrina finalista. pois o legislador. Dizê-la um pressuposto de aplicação da pena. é elemento do crime. porque elemento da conduta final do agente. segundo a teoria tripartida. Após.Resposta: Após o advento do finalismo. que tem por objeto a realização do tipo de injusto (o que é reprovado) e por fundamento (a) a capacidade geral de saber o que faz. sendo um pressuposto para a aplicação da pena.

O erro de proibição exclui a culpabilidade. ser lícita a sua conduta. E a ignorância ou a falsa representação de qualquer dos elementos constitutivos do tipo penal‖. 16) E o erro de tipo? Resposta: Cezar Roberto Bitencourt leciona que o ―erro de tipo é o que recai sobre circunstância que constitui elemento essencial do tipo. O objeto do erro não é. por conseguinte. O agente supõe. por erro. é a inobservância do dever de cuidado objetivo. mas a ilicitude. 17) O que caracteriza a culpa estrito senso? Resposta: Cezar Roberto Bitencourt leciona: ―Culpa é a inobservância do dever objetivo de cuidado manifestada numa conduta produtora de um resultado não querido. (ii) mandamental: ―ocorre nos crimes omissivos. a contrariedade do fato em relação à lei. no caso concreto. próprios ou impróprios. É a falsa percepção da realidade sobre um elemento do crime. 15) O erro de proibição? Resposta: Cezar Roberto Bitencourt leciona que o erro de proibição ―é o que incide sobre a ilicitude de um comportamento.‖ A principal elemento que caracteriza a culpa estrito senso.‖ O autor aponta três espécies de erro de proibição: (i) direto: ―o agente engana-se a respeito da norma proibitiva‖. 150 . pois. concebendo-a tão somente como um juízo de reprovação que recai sobre o agente. pois. em razão da suposição errônea da existência ou dos limites de uma causa de justificação. aferida através de um juízo comparativo entre a conduta realizada e aquela que era imposta pelo mencionado dever. a tipicidade da conduta do agente. o agente desconhece a ilicitude. O erro de tipo exclui o dolo e. isto é.pabilidade. sobre um norma imperativa‖. nem o fato. (iii) indireto: também chamado de erro de permissão. objetivamente previsível. nem a lei. O erro recai sobre uma norma mandamental.

nem a lei. Assim. Com efeito. isto é. ora entendido como o crime omissivo praticado mediante culpa imprópria. no caso concreto. o sujeito que acredita possível permanecer inerte (omissão) porque supôs. O erro recai sobre uma norma mandamental. sobre um norma imperativa‖. em razão da suposição errônea da existência ou dos limites de uma causa de justificação. diz: ―é o que incide sobre a ilicitude de um comportamento. Resposta: 151 . (iii) indireto: também chamado de erro de permissão. e de erro culposo sobre a legitimidade da ação realizada.. O erro de tipo exclui o dolo e. ser lícita a sua conduta. E a ignorância ou a falsa representação de qualquer dos elementos constitutivos do tipo penal‖. Quanto ao erro de proibição. a contrariedade do fato em relação à lei.1.2.. 3) Distinga entre o crime omissivo e o comissivo por omissão. não tem a culpabilidade de sua conduta excluída. diz Cesar Roberto Bitencourt: “Só impropriamente se pode admitir falar de culpa em uma conduta que prevê e quer o resultado produzido (. próprios ou impróprios. O erro de proibição exclui a culpabilidade. O objeto do erro não é. A chamada culpa imprópria só pode decorrer de erro. por erro. pois. nos termos da parte final do parágrafo 1º do artigo 20 do Código Penal: ―Não há isenção de pena quando o erro deriva de culpa e o fato é punível como crime culposo‖.. por conseguinte. a culpa imprópria (. O agente supõe. E erro culposo não se confunde com crime culposo. É a falsa percepção da realidade sobre um elemento do crime. uma situação de fato cuja existência tornaria legítima sua omissão. Questões do TRF2 1) Fale sobre a culpabilidade nos crimes omissivos culposos impróprios. 2) Disserte sobre erro de tipo e erro de proibição. (ii) mandamental: ―ocorre nos crimes omissivos. Sobre o tema. mas a ilicitude. Resposta: Para compreender a culpabilidade no crime omissivo culposo impróprio.2. sem justificativa plausível (erro culposo). Resposta: Cezar Roberto Bitencourt leciona que o ―erro de tipo é o que recai sobre circunstância que constitui elemento essencial do tipo. nem o fato.).4.‖ O autor aponta três espécies de erro de proibição: (i) direto: ―o agente engana-se a respeito da norma proibitiva‖..) decorre de erro de tipo evitável nas descriminantes putativas ou nas causas de justificação”. é necessário antes entender a culpa imprópria. o agente desconhece a ilicitude. a tipicidade da conduta do agente.

Segundo Cezar Roberto Bitencourt. um especial fim de agir por parte do agente. acredita estar transportando cal para construção civil. Exemplos.1. “nesses crimes omissivos basta a abstenção.No crime omissivo há omissão própria. segundo o qual “a omissão é penalmente relevante quando o agente devia e podia agir para evitar o resultado”. É a falsa percepção da realidade sobre um elemento do crime. ludibriado por outrem. O erro de tipo exclui o dolo e. além do dolo. A omissão imprópria.455/97.343/06. 33 da Lei nº 11. denominado elemento subjetivo especial do tipo. quando em verdade está transportando cocaína. Resposta: Cezar Roberto Bitencourt leciona que o ―erro de tipo é o que recai sobre circunstância que constitui elemento essencial do tipo.4.4. causando-lhe sofrimento físico ou mental: a) com o fim de obter informação.1. 3) Fale sobre erro de proibição. O resultado que eventualmente surgir dessa omissão será irrelevante para a consumação do crime. declaração ou confissão da vítima ou de terceira pessoa. 1º Constitui crime de tortura: I – constranger alguém com emprego de violência ou grave ameaça. Resposta: 152 . podendo apenas configurar uma majorante ou qualificadora‖. por conseguinte. consiste no crime comissivo por omissão. de exemplos. Exemplo: o sujeito que. Segundo Cezar Roberto Bittencourt. omissão imprópria. Exemplo: Lei nº 9. no comissivo por omissão. Os crimes omissivos próprios são de mera conduta.4.3. é suficiente a desobediência ao dever de agir para que o delito se consume. é prevista no § 2º do artigo 13 do Código Penal. sendo que o dever de agir pode ter origem legal (alínea a). 2. contratual (alínea b) ou decorrer do comportamento anterior do agente que cria o risco de ocorrência do resultado (alínea c). 2) O que é erro de tipo. Art. verificada nos crimes de resultado. E a ignorância ou a falsa representação de qualquer dos elementos constitutivos do tipo penal‖. não comete o crime descrito no art. Questões do TRF4 1) O que é delito de intenção? Resposta: No delito de intenção. o tipo subjetivo compreende. a tipicidade da conduta do agente. Questões do TRF3 2.

ao lado da imputabilidade e do potencial conhecimento da ilicitude do fato. 6) Fale sobre causas de exclusão de ilicitude e exclusão de culpa. deixa-se de reprová-lo. do Código Penal. ser lícita a sua conduta. é uma excludente da culpabilidade. Todavia.605/98 considera crime a conduta de ―introduzir espécime animal no País. no caso concreto. mas não o faz. por erro. 153 . isto é. 4) Dê um exemplo de causa supra legal de excludentes de culpabilidade. (iii) indireto: também chamado de erro de permissão. Cezar Roberto Bitencourt leciona: ―é o que incide sobre a ilicitude de um comportamento. Quem desconhece a ilicitude desta conduta. desde que grave e comprovada nos autos. nem o fato. O erro recai sobre uma norma mandamental. Nesses casos. a contrariedade do fato em relação à lei. nem a lei. diante da anormalidade dos fatos. de censurá-lo. inciso I. quando as circunstâncias fáticas atingem certo grau de anormalidade. O agente supõe. 5) O que é inexigibilidade de conduta diversa? Resposta: A exigibilidade de conduta diversa é. O objeto do erro não é. dizendo-se que lhe era inexigível conduta diversa. mas a ilicitude. Resposta: A inexigibilidade de conduta diversa é causa supralegal excludente da culpabilidade. pode-se chegar à conclusão de que ao sujeito não restara outra opção senão optar pelo comportamento adotado.‖ O autor aponta três espécies de erro de proibição: (i) direto: ―o agente engana-se a respeito da norma proibitiva‖. o agente desconhece a ilicitude. vale lembrar o entendimento jurisprudencial no sentido de que as dificuldades financeiras da empresa. A inexigibilidade de conduta diversa. a conduta do agente torna-se reprovável quando o mesmo poderia agir de forma diversa. Diante de circunstâncias fáticas normais. próprios ou impróprios. sem parecer técnico oficial favorável e licença expedida por autoridade competente‖. § 1º. que exclui a culpabilidade. pois. Assim. um dos elementos do juízo de reprovação a que se denomina culpabilidade. em razão da suposição errônea da existência ou dos limites de uma causa de justificação. pode configurar hipótese de inexigibilidade de conduta diversa face ao crime de apropriação indébita previdenciária previsto no artigo 168-A. a ser verificado em cada caso concreto. (ii) mandamental: ―ocorre nos crimes omissivos.Sobre o erro de proibição. sobre um norma imperativa‖. pois. Exemplo: o artigo 31 da Lei nº 9. no âmbito da Justiça Federal. está em erro de proibição.

Não há isenção de pena quando o erro deriva de culpa e o fato é punível como crime culposo.Resposta: Sobre o tema ―justificação nos tipos de imprudência‖. se erro de tipo ou de proibição.‖ Exemplo clássico: sujeito que atira em desafeto supondo que este sacaria arma quando. Conclui o autor: “o erro de tipo permissivo não exclui o dolo do tipo. se for evitável. Cezar Roberto Bitencourt entende tratar-se de uma terceira espécie de erro. b) estado de necessidade: “ciclista desvia para o passeio. é regulada na primeira parte do parágrafo 1º do artigo 20 do Código Penal: ―É isento de pena quem. o agente é condenado à pena prevista para a modalidade culposa do crime que cometeu. principalmente porque “o entrelaçamento ou interpenetração entre tipo e antijuridicidade é maior nos tipos de imprudência do que nos tipos dolosos”. Cita os seguintes exemplos: a) legítima defesa: “o agressor é ferido por disparo acidental de pistola utilizada pelo agredido como objeto contundente contra o agressor”. também chamada de erro de tipo permissivo. ao perceber aproximação perigosa de carro no sentido contrário da ciclovia. se existisse. por erro plenamente justificado pelas circunstâncias. o agente será absolvido. tornaria a ação legítima. por erro plenamente justificado pelas circunstâncias. é justificado por imprudência”. tornaria a ação legítima. com maior razão. apenas afasta a culpabilidade dolosa. Juarez Cirino dos Santos afirma que a questão é tormentosa.‖ Sendo vencível o erro. se for inevitável. ferindo pedestre”. com a estrutura do erro de tipo (falsa percepção da realidade). mas com a consequência do erro de proibição (isenção de pena).” 8) O que é erro culposo? Resposta: O erro culposo (erro vencível ou evitável) verifica-se nos casos de descriminantes putativas (erro de tipo permissivo) e se encontra previsto na segunda parte do parágrafo 1º do artigo 20 do Código Penal: ―É isento de pena quem. supõe situação de fato que. 7) O que é descriminante putativa? Dê um exemplo. Não há isenção de pena quando o erro deriva de culpa e o fato é punível como crime culposo. supõe situação de fato que. pretendia apenas atender ao celular que tocava em seu bolso. Não havendo previsão legal de crime culposo. então. que permanece íntegro. Não obstante. Diverge-se sobre a natureza da descriminante putativa. o autor admite tal possibilidade: “se o resultado não doloso da situação de legítima defesa seria justificado por dolo. Resposta: A descriminante putativa. e igualmente a culposa. se existisse. 154 . em verdade.

isto é. por exemplo. Sobre o tema. Há. prevenindo quem tentar violar o direito protegido. responderá pelo excesso doloso ou culposo‖. natural. constituem-se de dispositivos ou instrumentos objetivando impedir ou dificultar a ofensa ao bem jurídico protegido. pontas de lança. constitui legítima defesa preordenada. em qualquer das hipóteses deste artigo. grades. o excesso nos ofendídulos configura ilícito. Há controvérsia se os ofendículos representam exercício regular de um direito ou legítima defesa. ignoradas pelo suposto agressor. autores que distinguem os ofendículos da defesa mecânica predisposta.1. domicílio ou qualquer outro bem jurídico. cercas eletrificadas ou qualquer tipo de armadilhas prontas para disparar no momento da agressão‖. de regra. armas automáticas predispostas. No entanto. acreditamos que a decisão de instalar os ofendículos constitui exercício regular de direito. inegavelmente. quando reage ao ataque esperado. leciona o penalista: ―Na verdade. fossos etc. Questões do TRF5 155 . encontrar-se-iam ocultas. exercício do direito de autoproteger-se. por sua vez. aplica-se o parágrafo único do artigo 23 do Código Penal. no entanto.5. As defesas mecânicas predispostas. que.4.. logo. 2.9) O senhor estudou o que são ofendículos? 10) O que seria a legítima defesa preordenada? Resposta: Cezar Roberto Bitencourt diz: ―Offendiculas são as chamadas defesas predispostas. independentemente do entendimento que se adote. que representam uma resistência normal.‖ 11) Excesso nos ofendículos pode configurar ilícito? Resposta: Há controvérsia se os ofendículos representam exercício regular de um direito ou legítima defesa. seja patrimônio. segundo o qual ―o agente. como. Não obstante. como fragmentos de vidros sobre o muro. Os ofendículos seriam percebidos com facilidade pelo agressor.

busca abranger o maior número de hipóteses e situações a serem objeto de cobertura pela seguridade social.5.876/99 trouxe o Fator Previdenciário. pois.1. Marina Vasques Duarte diz: ―modificando o sistema securitário anterior à Constituição Federal de 1988. mas inadimplência tributária‖. a Lei nº 9. mesmo que contra sua vontade. Com base nesse princípio. devendo ser observada a relação entre custeio e pagamento de benefícios. quer dizer que as normas e ações devem buscar abranger o maior número de pessoas possíveis (brasileiros.2. Direito Previdenciário 2. Visto sob o segundo aspecto (objetivo). a população brasileira.5. Marina Vasques Duarte diz: ―também o caput do artigo 201 determina seja preservado o equilíbrio financeiro e atuarial do sistema.‖ 4) O que o senhor entende por uniformidade e equivalência dos benefícios urbanos e rurais? Resposta: Comentado o princípio em questão. a fim de mantê-lo em condições superavitárias. natos e naturalizados. André Sette leciona: ―Pode-se. onde se criou proteção diversa para a população urbana e rural.‖ 3) O que são o princípio da filiação e princípio do equilíbrio financeiro e atuarial? Resposta: Carlos Castro e João Lazzari lecionam que o princípio da filiação ―estabelece a filiação compulsória e automática de todo e qualquer indivíduo trabalhador no território nacional a um regime de previdência social.1. Previdência Social E Seguridade Social: Princípios Constitucionais. e independentemente de ter ou não vertido contribuições.5. a falta de recolhimento das contribuições não caracteriza ausência de filiação. Tomado sob a concepção subjetiva.1. a nova ordem eleita determina que deverão ser postos à 156 . Sobre o princípio do equilíbrio financeiro e atuarial. em síntese. 2. Questões do TRF1 1) O que o candidato sabe sobre o princípio da universalidade da cobertura (aspecto objetivo) e do atendimento (aspecto subjetivo)? 2) O que você entende pela universalidade da seguridade social? Resposta: Sobre o princípio da universalidade. promover uma divisão desde princípio em universalidade de atendimento (aspecto subjetivo) e universalidade de cobertura (aspecto objetivo). e também os estrangeiros residentes no Brasil).

que se opõe ao da capitalização. atendendo ao fundamento da República contido no art. III.‖ Por conseguinte. sendo cobertos os mesmos eventos em sistema semelhante. ou da solidariedade. 2) Existe plano de saúde plurianual? Há um planejamento em relação a isso? 3) Há positivação desse conteúdo programático? Resposta: Por plano de saúde plurianual. pode-se entender a parcela do plano plurianual (espécie de lei orçamentária) que é especificamente voltada ao tema da saúde. O princípio do altruísmo. Qual a diferença entre elas? b. acredita-se.‖ 2. 1º. da CRFB/88. pode-se dizer que a constituição reconhece a miserabilidade em prol da assistência. Comparadas previdência e assistência. Questões do TRF2 1) Por que a CF engloba a Assistência. 165. haja vista o sistema de repartição. A saúde e a assistência são formas de amparo não contributivas.disposição idênticos benefícios e serviços para ambas as populações. ―o direito da seguridade destina-se a garantir. Considerandose as três espécies de leis orçamentárias (plano plurianual. o mínimo de condição social necessária a uma vida digna. haja vista trata-se de um programa de duração continuada (CF. ordinariamente voltada ao amparo de pessoas que sequer encontram acolhida no âmbito familiar. da previdência e da assistência sob o mesmo rótulo (seguridade social) representa um reconhecimento constitucional da igual importância desses direitos para a ordem social. § 1º).2. assim como qualquer outra política.5. ao contrário da previdência.1. permeia a seguridade social notadamente no âmbito do custeio. A CF reconhece a miserabilidade diante desta distinção? c. lei de diretrizes orçamentárias e lei orçamentária anual). nos termos da positivação iniciada pelo artigo 165 da Constituição da República. sim. pode-se afirmar que o englobamento da saúde. art. 157 . que é essencialmente contributiva. pode-se dizer que e execução orçamentária da saúde é. planejada. precipuamente. a Saúde e a Previdência na figura da Seguridade social? a. Como o princípio do altruísmo se permeia nesse contexto? Resposta: Segundo Marcelo Tavares.

ainda que mediada pela operadora. que as operadoras de planos privados de saúde devem ressarcir o SUS quando a pessoa. Quem sustenta a legitimidade do instituto afirma que o mesmo se fundamenta da vedação de enriquecimento sem causa das operadoras de planos de saúde. assistência e previdência social? Resposta: A seguridade social é um dos capítulos da ordem social. ser ponderado em prol da ilegitimidade do instituto do ressarcimento ao SUS. ao invés de realizar o procedimento na rede privada. Fato é. o qual prevê. 158 . Tal fato pode. além de onerado ainda mais. indistintamente. que se verifica uma hipótese de remuneração pelo serviço público de saúde. Enquanto gênero. A saúde volta-se para todos. porém. 6º).4) Qual a distinção entre seguridade social e as três figuras saúde. antevendo o ressarcimento ao SUS. que. donde se extrai que a Constituição reconhece.656/98. a seguridade social compreende três espécies: a saúde (não contributiva). a previdência social (contributiva) e a assistência social (não contributiva). repassem o valor do ressarcimento ao consumidor. essa cobrança seria legítima ou não? Haveria quebra da isonomia no sentido de quem tem um plano de saúde vai ter que arcar com aquele determinado valor? Haveria uma quebra dessa “coluna vertebral” da Constituição que independe dessa contrapartida? Resposta: O instituto do ressarcimento ao SUS é previsto no artigo 32 da Lei nº 9. no jogo dos argumentos. a miserabilidade como critério norteador desta. em síntese. art. onerando mais ainda quem tem o plano de saúde ou não? Não ocorreria esse efeito perverso? Resposta: Em tese. A assistência social. na distinção entre previdência e assistência. já remuneradas pelo particular para arcar com o procedimento realizado pelo SUS. é possível que as operadoras de planos de saúde. A previdência. não implicaria uma vez o empresário sabedor de que lá na frente vai haver esse ressarcimento . procura o serviço público de saúde. o que. volta-se as desamparados (CF.em um repasse nos valores do plano de saúde. por fim. por sua vez. 5) Já ouviu falar da figura do ressarcimento ao SUS? Do que cuida essa temática? Dentro da definição de que a saúde atende a todos indistintamente. 6) Tendo em vista que essa cobrança é feita do prestador (plano de saúde). volta-se aos trabalhadores. vai de encontro à diretriz constitucional da gratuidade. em princípio. estaria indiretamente pagamento pelo serviço público de saúde.

159 . 5º A União aplicará. E mesmo os serviços de assistência social poderão prever atendimentos em graus variados de urgência‖. a seletividade possibilita a ponderação dos critérios de atendimento pela necessidade. benefício previdenciário do Regime Geral de Previdência. diante da inflação. prestações específicas de saúde. pois a manutenção do valor orçamentário nominal implica. pode-se concluir que a fórmula adotada pelo legislador pode comprometer o desenvolvimento do país.080. objetivamente. acrescido de. Considerando o § 2º deste preceito. Nas prestações de saúde. apurado nos termos desta Lei Complementar. o montante correspondente ao valor empenhado no exercício financeiro anterior. o valor de que trata o caput não poderá ser reduzido. Existe vinculação do PIB do país para a aplicação mínima de recursos para a saúde? Pode haver essa vinculação? A Constituição autorizaria ou de alguma maneira isto estaria comprometendo o desenvolvimento do país? Resposta: Sim. de um exercício financeiro para o outro‖.7) Quais são os conceitos de seletividade e distributividade no âmbito da previdência? Esse critério da distributividade tem algum critério posto. a universalidade determina que o Estado procure proteger o homem da maior gama possível de riscos. Prestação considerada não essencial no sistema. o percentual correspondente à variação nominal do Produto Interno Bruto (PIB) ocorrida no ano anterior ao da lei orçamentária anual). anualmente. na redução dos investimentos públicos na saúde sob uma perspectiva substancial. segundo o qual ―em caso de variação negativa do PIB. 201. é o que ocorre com o salário-família. a vinculação existe (Art. o princípio da distributividade fará com que algumas prestações mais urgentes recebam prioridade em relação a outros tratamento quanto à implementação massificada. o que ela prevê? Resposta: Sobre o tema. positivado ou isso fica à discricionariedade? Já existe algum padrão ou modelo que o Poder Público siga ou em cada caso poderá fazer uma opção durante um determinado período de tempo para prestar serviço? Isso é regrado ou não? Se recorda de algum parâmetro de alguma destas legislações? A lei 8. IV). previdência e assistência social podem ser destinadas de forma diferenciada. Por exemplo. no mínimo. em termos nominais. somente é devida aos segurados de mais baixa renda (art. Com a aplicação do princípio da seletividade. por exemplo. dando vantagem aos mais carentes. em ações e serviços públicos de saúde. Marcelo Tavares diz: ―Enquanto. 8) A recente lei complementar 141/2012 prevê a aplicação mínima de recursos para a saúde.

donde de conclui que o planejamento não ocorre a cada exercício financeiro. em seu artigo 195. dentro deste ponto de vista da doutrina. 10) Seguridade: qual o conceito mais singelo que se poder oferecer? Resposta: Seguridade (social) é sinônimo de segurança (social). 6º . A Constituição da República. onde parte da doutrina entende de que a Constituição reconhece a miserabilidade em território brasileiro? Resposta: É possível concluir que a Constituição reconhece a miserabilidade em território brasileiro com base nos seguintes preceitos: (i) art. 3º. 203). I – objetivo fundamental: erradicar a pobreza e a marginalização. 12) É correta a afirmativa.direito social: assistência aos desamparados. a assistência social será prestada a quem dela necessitar. 13) Como se distinguem os princípios da seletividade e da distributividade no âmbito da seguridade? Resposta: 160 . 11) Como se distingue basicamente a previdência social da assistência social? Qual é a nota distintiva? Resposta: A principal nota distintiva é a contributividade: a previdência é contributiva. à previdência e à assistência social”. define a seguridade social como “um conjunto integrado de ações de iniciativa dos Poderes Públicos e da sociedade. art. (iii) art. destinadas a assegurar os direitos relativos à saúde. V – garantia de um salário mínimo de benefício mensal à pessoa portadora de deficiência e ao idoso que comprovem não possuir meios de prover à própria manutenção ou de tê-la provida por sua família.9) Há previsão de plano de saúde plurianual ou é planejado a cada exercício financeiro? Resposta: A saúde é matéria que integra o plano plurianual. a lei de diretrizes orçamentárias e a lei orçamentária anual. de amparo (social). independentemente de contribuição (CF. (ii) art. 203.

2.4. art. pode-se dizer que o orçamento diferenciado reforça o caráter solidário do custeio.5. art. Por sua vez. é de ser interpretado em seu sentido de distribuição de renda e bem-estar social. 195. O princípio da distributividade. ou seja. 2) Existe algum outro dispositivo que seja permitido a criação de benefício sem previsão de custeio? Há alguma exceção? Resposta: Não se tem conhecimento de alguma exceção constitucional à regra da contrapartida (CF. art. 14) Como o princípio altruístico permeia a seguridade social? Podemos afirmar que o princípio do orçamento diferenciado é uma decorrência natural do princípio altruístico ou é um princípio que tem um grau de autonomia/independência em relação a ele? Resposta: O princípio altruístico. III).1.). pois a pessoa que verte contribuição para a seguridade não o faz em benefício próprio.5.Carlos Castro e João Lazzari lecionam: ―O princípio da seletividade pressupõe que os benefícios são concedidos a quem deles efetivamente necessite (. 2.. pela concessão de benefícios e serviços visa-se ao bem-estar e à justiça social (art. § 5º). Traçando um paralelo entre os princípios.1. majorado ou estendido sem a correspondente fonte de custeio total‖. Questões do TRF3 1) É possível a criação de benefícios previdenciários sem a devida fonte de custeio? Resposta: Não é possível. permeia a seguridade social notadamente no campo do custeio. sendo possível vislumbrar um liame entre ambos. sob pena de violação ao § 5º do artigo 195 da Constituição da República: ―Nenhum benefício ou serviço da seguridade social poderá ser criado. § 5º.. Questões do TRF4 161 . 193 da Carta Magna)‖.3. 165. distinto daquele previsto para a União (CF. mas em benefício de outrem necessitado (sistema de repartição). também denominado de princípio da solidariedade. inserido na ordem social. o princípio do orçamento diferenciado assegura à seguridade um orçamento próprio.

(iii) seletividade e distributividade na prestação dos benefícios e serviços. (vi) diversidade da base de financiamento. a existência de benefícios exclusivos ao cidadão de baixa renda demonstra solidariedade. dada a precariedade das suas condições de trabalho. pois aqueles que vertem contribuição não o fazem para si. 04) Dê exemplos de aplicação do princípio da solidariedade pelo STF? Resposta: 162 . (v) equidade na forma de participação do custeio. como se verifica. (vii) caráter democrático e descentralizado da administração. 5º da Lei de Introdução às Normas do Direito Brasileiro). Outrossim. visto que prestada a quem dela necessitar.5.2. Questões do TRF5 01) Quais os princípios da seguridade social? Resposta: Os princípio da seguridade social são: (i) universalidade da cobertura e do atendimento. para outrem necessitado. A assistência. pode-se vislumbrar na prioridade de atendimento aos casos de urgência e emergência notas de altruísmo. o juiz atenderá aos fins sociais a que ela se dirige e às exigências do bem comum‖ (art. independentemente de contribuição. assistência e previdência? Resposta: O princípio da solidariedade se manifesta nos subsistemas da seguridade social notadamente no âmbito do custeio. 02) Quais os limites e alcance da solidariedade em cada um dos subsistemas da seguridade social? É dizer: como se aplica o princípio da solidariedade na saúde.5. por exemplo. (ii) uniformidade e equivalência dos benefícios e serviços às populações urbanas e rurais. (ix) orçamento diferenciado. na relativização da exigência de início de prova material para o denominado trabalhador boia-fria. por fim. 03) A jurisprudência brasileira tem adotado regras específicas de interpretação do Direito Previdenciário? Resposta: Considerando que ―na aplicação da lei. Na previdência. (viii) precedência da fonte de custeio. é altamente solidária. a jurisprudência brasileira vem adotando a denominada solução pro misero.1. (iv) irredutibilidade do valor dos benefícios. na saúde. (x) solidariedade.

regime de previdência privada. I. art. § 18). há de ser fundada. Direito Civil 2. (iii) técnica: tutela do trabalhador e seus dependentes. Sendo assim. proteção à maternidade. art.6. devendo o magistrado expor pormenorizadamente tal situação. 2. (iii) técnica: a quem dela necessitar. 05) O princípio da defesa do hipossuficiente (in dúbio pro misero). de acordo com as provas produzidas nos autos –. 196. (ii) estrutura: descentralização político-administrativa – CF.1. Sua definição encontra-se no artigo 851: ―É admitido compro163 . (ii) estrutura: ―as ações e serviços públicos de saúde integram uma rede regionalizada e hierarquizada e constituem um sistema único‖ – CF. Classificação Dos Contratos. aplicável ao direito previdenciário. morte. (iii) técnica: acesso universal – CF. desemprego involuntário. Questões do TRF1 1) Diferencie cláusula compromissória e compromisso? Resposta: O compromisso é uma espécie de contrato cujo regramento encontra-se nos artigos 851 a 853 do Código Civil. (ii) estrutura: regime geral de previdência social. idade avançada. art. invalidez. Compromisso. 2. não vulnera a imparcialidade do juiz? Resposta: Um dos métodos de controle da imparcialidade do magistrado é o dever de fundamentar as decisões. art.6. (C) ASSISTÊNCIA: (i) risco: desamparo social.6. ao reconhecer a constitucionalidade da contribuição sobre os proventos de aposentadoria e pensões concedidas pelos regimes próprios de previdência (CF. desde que devidamente fundamentada – leia-se. valeu-se expressamente do princípio da solidariedade.1. 06) Seguridade social: distinguir as três estruturas: cobertura do risco. portanto.O Supremo Tribunal Federal. 204. Resposta: As três estruturas da seguridade social são: (A) SAÚDE: (i) risco: ―redução do risco doença e de outros agravos‖ – CF. estrutura organizacional e técnicas utilizadas. regimes próprios de previdência. a decisão que se vale da solução pro misero não implica em violação à imparcialidade.1. 40. (B) PREVIDÊNCIA: (i) risco: doença. A dúvida. art. 196. 198.

com a observação de que. em sua formação. e não pluricontratual. Gratuitos ou benéficos. e a outra suporta. é contrato gratuito propriamente dito . aqueles dos quais somente uma aufere a vantagem. Questões do TRF2 1) O contrato de Seguro é pluricontratual? Resposta: Maria Helena Diniz leciona: “Toda convenção. de igual teor. sem encargo. pois. há diminuição patrimonial de uma das partes em proveito da outra (como na doação). 2) Pode nesse contrato ocorrer a hipótese de união de contratos? 164 . judicial ou extrajudicial. que é um acordo de vontades.exemplo. ―a cláusula compromissória é a convenção através da qual as partes em um contrato comprometem-se a submeter à arbitragem os litígios que possam vir a surgir relativamente a tal contrato‖. ainda não verificados. o encargo. A doação pura. o contrato de compromisso pode assumir a forma de cláusula compromissória ou compromisso arbitral.6.037/96. impondo-se encargos reciprocamente em benefício uma da outra. dos contratos desinteressados. jamais em sentido estrito. os contratos são: Onerosos. para resolver litígios entre pessoas que podem contratar‖. ou pura liberalidade. O contrato de seguro nos parece bilateral (seguradora e segurado). 2) O que seria um contrato desinteressado? E um que fosse gratuito não seria não interessado? Doação Pura. ou sem sofrer diminuição no seu patrimônio. só ela. é bilateral ou plurilateral. Resposta: Caio Mário da Silva Pereira leciona: ―Encarados quanto ao objeto perseguido pelas partes. A cláusula compromissória.2. O que ocorre na doação pura? Enriquecimento de um lado e um sacrifício do outro. inclusive. 2. Segundo o artigo 4º da Lei nº 9. porém sem empobrecer-se. só que firmado após o surgimento do conflito de interesses.‖ Sob este viés. ou seja. Quando extrajudicial. naqueles. ponto que a difere do compromisso arbitral. volta-se para litígios futuros e eventuais. Há quem distinga os contratos gratuitos propriamente ditos.misso. aqueles dos quais ambas as partes visam a obter vantagens ou benefícios.1. ou seja. por existirem sempre duas ou mais vontades coincidentes”. enquanto que nos outros um dos contratantes presta um serviço ao outro sem nada receber em troca da prestação feita ou prometida. o contrato não interessado apenas pode ser considerado gratuito em sentido amplo. utilizado pelo mencionado autor.

razão pela qual não pode ser considerado bilateral perfeito. podendo até mesmo ser levado a efeito sem o seu consentimento ou contra sua vontade (CC. Seria a figura do contrato bilateral imperfeito. prescindindo da presença do devedor.4.Resposta: Parece-nos possível. Questões do TRF5 2.6. sem dúvida.7. Ex: união entre o contrato de compra e venda de um carro e o contrato de seguro desse mesmo carro. art. em sua formação. por existirem sempre duas ou mais vontades coincidentes‖. como o devedor não é parte na formação do contrato. união de contratos: entre o contrato de fiança e o contrato afiançado. 2.1.6. o contrato de fiança é. Pablo Stolze diz: ―Há quem defenda a existência de um tertium genius entre a unilateralidade e a bilateralidade dos efeitos do contrato. 820). na sua origem. Há.1. conclui-se que a fiança é. a fiança gere encargos patrimoniais ao credor.1.1. o qual. um contrato bilateral. Questões do TRF4 2. Questões do TRF3 2.7. Quanto aos seus efeitos.1. Sociedade Anônima 2. mas.1.‖ Assim. Questões do TRF1 1) Como o senhor definiria uma S/A? Porque ela se chama anônima? 165 . é bilateral ou plurilateral. durante a sua execução. durante a sua execução. razão pela qual deixamos de considerá-la um contrato bilateral imperfeito. converter-se-ia em bilateral‖.5. Direito Empresarial 2. diz: ―É um negócio entabulado entre credor e fiador. Não nos parece possível que. Em relação ao contrato de fiança.6. unilateral (gera obrigação apenas para o fiador). 3) Fiança é um contrato multilateral? Este contrato é bilateral perfeito ou imperfeito? Aplica-se união de contratos? Resposta: Maria Helena Diniz leciona: ―Toda convenção.3. O devedor não é parte na relação jurídica fidejussória. em sua formação. ao nosso sentir. seria unilateral.7. e não multilateral.

elas decorriam de autorização governamental. No segundo período. por isso. no período colonial e no início do Império. no órgão próprio.303/01: ―Art. autorização e regulamentação. Entendese que a S/A.‖ 3) O que são valores mobiliários? Do lado da empresa são instrumentos? Resposta: Em seu curso de Direito Comercial.Resposta: Em seu curso de Direito Comercial. porque voltada para a atração de grandes investimentos. 2) Quais são os períodos históricos institucionais da S/A? (Outorga. Regulamentação).385/76. bastavam o registro. com redação dada pela Lei nº 10. 2º São valores mobiliários sujeitos ao regime desta Lei: I .‖ 4) Quais seriam os exemplos de valores mobiliários? Resposta: Diz a Lei nº 6. responsabilidade limitada ao preço de emissão das ações que titularizam‖. No primeiro. com a chegada da família real portuguesa à sua então colônia. as sociedades anônimas se constituíam por ato de outorga do poder real ou imperial. João VI. em geral. No último. V . pelas obrigações sociais. sociedade anônima.as ações. Fábio Ulhoa Coelho apresenta a seguinte definição: ―Anônima é a sociedade empresária com capital social dividido em valores mobiliários representativos de um investimento (as ações). um investimento. mediante alvará do regente D. Fábio Ulhoa Coelho leciona: ―A doutrina divide a trajetória histórica das sociedades anônimas em três períodos: outorga. debêntures e bônus de subscrição. foi constituído em 1808. No Brasil.os certificados de depósito de valores mobiliários. II . Autorização. Registro.as cotas de fundos de investimento em 166 . Qual foi a S/A mais destacada que foi fundada neste período? Banco do Brasil. direitos. O Banco do Brasil. IV .os cupons. por exemplo. trata-se de uma sociedade entre anônimos e. Fábio Ulhoa Coelho leciona: ―Valores mobiliários são instrumentos de captação de recurso pelas sociedades anônimas emissoras e representam. a personalização e a limitação das responsabilidade dos acionistas eram privilégios concedidos pelo monarca e. recibos de subscrição e certificados de desdobramento relativos aos valores mobiliários referidos no inciso II. para quem os subscreve ou adquire. III . Resposta: Em seu curso de Direito Comercial.as cédulas de debêntures. ligavam-se a monopólios colonialistas. cujos sócios tem.

permanece a mesma pessoa jurídica. de parceria ou de remuneração. porém. Os sócios podem renunciar. VI .os contratos futuros. 2. Fábio Ulhoa Coelho leciona: ―Bônus de subscrição é o valor mobiliário que atribui ao seu titular o direito de preferência para subscrever novas ações da companhia emissora.7. A transformação exige o consentimento unânime dos sócios ou acionistas.404/76: ―Art. mas apenas o direito de preferência sobre ações futuras. por exemplo.outros contratos derivativos. ela não compra ações. Questões do TRF2 1) O que é o fenômeno da transformação? Resposta: Em seu curso de Direito Comercial. independentemente dos ativos subjacentes. quando um investidor adquire este bônus. devem ser observa167 . Fábio Ulhoa Coelho leciona: “Na transformação. em seu curso de Direito Comercial. dispõe a Lei nº 6. 221. ele não estaria realizando a compra de uma ação? Resposta: Em seu curso de Direito Comercial. Parágrafo único. ao direito de retirada no caso de transformação em companhia. a limitada se torna anônima.‖ 5) O que é um bônus de subscrição? Quando um investidor adquire este bônus. VIII . VII . salvo se prevista no estatuto ou no contrato social.as notas comerciais. submetida. cujos ativos subjacentes sejam valores mobiliários. de opções e outros derivativos. no contrato social.quando ofertados publicamente. Por essa operação.‖ 2) A mudança de título jurídico – a transformação de uma companhia em ltda. quaisquer outros títulos ou contratos de investimento coletivo. i.‖ Por sua vez.‖ Portanto. quando de futuro aumento de capital social.2. Na transformação. ou vice-versa. caso em que o sócio dissidente terá o direito de retirar-se da sociedade.1. que gerem direito de participação. Fábio Ulhoa Coelho leciona: ―Transformação é a mudança do tipo da sociedade empresária. cujos rendimentos advêm do esforço do empreendedor ou de terceiros. e vice versa implica em alguma perturbação da atividade empresária.é. inclusive resultante de prestação de serviços.valores mobiliários ou de clubes de investimento em quaisquer ativos. e IX . ocorre sem solução de continuidade? Resposta: Sobre o procedimento da transformação. ao regime do novo tipo adotado.

das as regras de constituição de sociedade aplicáveis ao novo tipo. Os sócios da limitada, para transformarem em anônima, devem reunir-se em assembleia de fundação, lavrando a respectiva ata, ou comparecer perante o tabelião, para assinatura da escritura de constituição. Os acionistas da anônima, por sua vez, devem assinar o contrato social. Nenhum outro ato dos sócios é preciso para a mudança do tipo.” Não há previsão, pois, de interrupção das atividades.

3) O que é uma incorporação. O que acontece com os patrimônios das pessoas jurídicas (incorporadora e incorporada)? Reformulando: conceitue juridicamente a figura desta “absorção” patrimonial; Quando eu incorporo o patrimônio de outra sociedade em que há um somatório de elementos patrimoniais, ou seja, existe alguma coisa que acontece relativamente às posições jurídicas titularizadas pela incorporada até o momento passa a ser da incorporadora. Sob o ponto de vista jurídico o que acontece? Por exemplo, a relação de crédito que incorporada tenha com terceiros, a incorporadora assume que posição? Qual a titulação dos elementos patrimoniais – ativos e passivos – da incorporadora quando ocorre a incorporação? (Há uma sucessão.) E essa sucessão se dá em caráter singular ou universal? Ou seja, se dá posição jurídica à posição jurídica ou se dá como, por exemplo, na morte civil em que há sucessão universal? Resposta:

―Incorporação é a operação pela qual uma ou mais sociedades são absorvidas por outra, que lhes sucede em todos os direitos e obrigações‖ (Lei nº 6.404/76, art. 227). Neste mesmo sentido, dispõe o artigo 1.116 do Código Civil. Trata-se de sucessão universal, pois todo o patrimônio jurídico (ativo e passivo) é transferido da incorporada para a incorporadora. (Ferri: "Dá-se, portanto, necessariamente, uma sucessão a título universal da sociedade incorporadora ou que resulta da fusão no patrimônio das sociedades que, em conseqüência da fusão, perdem a sua autonomia.")

4) A partir deste conceito de sucessão universal como fica a responsabilidade da incorporadora relativamente às obrigações da incorporada perante terceiros, Fisco inclusive? Resposta:

Considerando que a incorporada absorve todo o patrimônio da incorporada, patrimônio este que representa a garantia dos credores deste, outra conclusão não resta senão a de que a incorporada torna-se devedora dos débitos da incorporada, inclusive fiscais. No ponto, convém lembrar o art. 1.122 do Código Civil, segundo o qual ―Até 90 (noventa) dias depois de publicados os atos relativos à incorporação, fusão ou cisão, o credor anterior, por ela prejudicado, poderá promover judicialmente a anulação deles.‖

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5) O que é uma cisão? Resposta:

Em seu curso de Direito Comercial, Fábio Ulhoa Coelho leciona: ―A cisão é a operação pela qual uma sociedade empresária transfere para outra, ou outras, constituídas para essa finalidade ou já existentes, parcelas do seu patrimônio, ou a totalidade deste. Quando a operação envolve a versão de parte dos bens da cindida em favor de uma ou mais sociedade, diz-se que a cisão é parcial; quando vertidos todos os bens, total. Neste último caso, a sociedade cindida é extinta. Por outro lado, se a sociedade empresária para a qual os bens são transferidos já existe, a operação obedece às regras da incorporação (LSA, art. 229, § 3º).‖

6) Quando a cisão é parcial e essa a parcela cindida é incorporada numa sociedade já existente, como fica a questão da solidariedade? Essa divisão de responsabilidade é oponível perante o Fisco? Resposta:

―A companhia cindida que subsistir e as que absorverem parcelas do seu patrimônio responderão solidariamente pelas obrigações da primeira anteriores à cisão.(...) O ato de cisão parcial poderá estipular que as sociedades que absorverem parcelas do patrimônio da companhia cindida serão responsáveis apenas pelas obrigações que lhes forem transferidas, sem solidariedade entre si ou com a companhia cindida (...)‖ (Lei 6.404/76, art. 233). Tal convenção particular, porém, não é oponível ao fisco (CTN, art. 123).

7) Como se dá a dissolução de uma sociedade? Ela perde a personalidade jurídica? Na hipótese em que há uma sociedade de economia mista controlada pela União pergunta-se: a União pode ser sujeito de abuso de controle com base na lei das S/A? Pode praticar ato abusivo na qualidade de controladora de uma companhia? Sim ou não e por quê? A S.E.M. se submete à lei das S/A? Resposta:

Em seu curso de Direito Comercial, Fábio Ulhoa Coelho leciona: ―A dissolução, entendida como procedimento de terminação da personalidade jurídica da sociedade empresária, abrange três fases: a dissolução (ato ou fato desencadeante), a liquidação (solução das pendências obrigacionais da sociedade) e a partilha (repartição do acervo entre os sócios)‖. Segundo a Lei 6.404/76: (i) ―as sociedades anônimas de economia mista estão sujeitas a esta Lei‖ (art. 235); (ii) ―a pessoa jurídica que controla a companhia de economia mista tem os deveres e responsabilidade do acionista controlador‖ (art. 238); (iii) ―o acionista controlador responde pelos danos causados por atos praticados com abuso de poder‖ (art. 117). Por conseguinte, é possível concluir que a União pode ser sujeito
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ativo de abuso de poder de controle, até porque entendimento contrário redundaria na irresponsabilidade do poder público, desfecho em nada compatível com o ordenamento.

8) Quando as operações societárias são utilizadas como instrumento de economia fiscal ou como etapa de projetos de planejamento fiscal, essas operações podem ser desfeitas? Essas operações são desconsideráveis? São ineficazes sob o ponto de vista do agente público? Resposta:

Em seu curso de Direito Comercial, Fábio Ulhoa Coelho leciona: ―As operações de incorporação, fusão e cisão, na maioria das vezes, podem ter por objetivo o planejamento tributário (para compensar perdas de uma sociedade com lucros de outro do mesmo grupo, observados os limites admitidos em lei)‖. Assim, enquanto permanecerem no campo da licitude (ex: ausência de simulação), pode-se concluir que o agente público não pode desconsiderá-las. Porém, havendo simulação, torna-se aplicável a norma antielisiva prevista no parágrafo único do artigo 116 do CTN: ―a autoridade administrativa poderá desconsiderar atos ou negócios jurídicos praticados com a finalidade de dissimular a ocorrência do fato gerador do tributo ou a natureza dos elementos constitutivos da obrigação tributária, observados os procedimento a serem estabelecidos me lei ordinária‖.

2.7.1.3. Questões do TRF3

2.7.1.4. Questões do TRF4

2.7.1.5. Questões do TRF5
1) Discorra sobre a responsabilidade dos sócios. Resposta:

Em suma: (i) sociedade por ações: ―a responsabilidade dos sócios ou acionistas será limitada ao preço de emissão das ações subscritas ou adquiridas‖ – Lei 6.404/76, art. 1º ; (ii) sociedade limitada: ―a responsabilidade de cada sócio é restrita ao valor de sua cotas, mas todos respondem solidariamente pela integralização do capital social‖ – Código Civil, art. 1.052; (iii) sociedade em nome coletivo: ―somente pessoas físicas podem tomar parte na sociedade em nome coletivo, respondendo todos os sócios, solidária e ilimitadamente, pelas obrigações sociais.‖ – Código Civil, art. 1039; (iv) sociedade em comandita simples: ―os comanditados, pessoas físicas, responsáveis solidária e ilimitadamente pelas obrigações sociais; e os comanditários, obrigados somente pelo valor de sua quota‖ – Código Civil, art. 1.045.
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2.8. Direito Processual Civil
2.8.1. Tutela Jurisdicional E Sua Antecipação. Conceito. Cabimento E Requisitos. Revogação, Modificação E Recursos Cabíveis. Fungibilidade Da Tutela Cautelar E Antecipada. Cumprimento Das Tutelas Antecipadas. Tutelas De Urgência. 2.8.1.1. Questões do TRF1
1) Qual o instrumento que eu terei para forçar o cumprimento de uma tutela inibitória? Resposta:

Considerando que a tutela inibitória veicula uma obrigação de não fazer, a ela se torna aplicável o regramento do artigo 461 do Código de Processo Civil. Desta feita, os instrumentos de que a parte dispõe para forçar o cumprimento de uma tutela inibitória ostentam natureza eminentemente mandamental ou executiva lato sensu, notadamente os previstos no § 5º do mencionado preceito: ―Para efetivação da tutela específica ou a obtenção do resultado prático equivalente, poderá o juiz, de ofício ou a requerimento, determinar as medidas necessárias, tais como a imposição de multa por tempo de atraso, busca e apreensão, remoção de pessoas e coisas, desfazimento de obras e impedimento de atividade nociva, se necessário com requisição de força policial‖.

2) Por que antecipar a tutela jurisdicional? Resposta:

À luz do direito fundamental à razoável duração do processo, Luiz Guilherme Marinoni afirma que a antecipação de tutela é uma forma de distribuir o ônus do tempo do processo entre as partes. Diz o autor: “O tempo do processo não pode prejudicar o autor e beneficiar o réu, já que o Estado, quando proibiu a justiça de mão própria, assumiu o compromisso de, além de tutelar de forma pronta e efetiva os direitos, tratar os litigantes de forma isonômica. É possível distribuir o tempo do processo através dos procedimentos especiais, elaborados a partir das técnicas da cognição. Os procedimentos que impedem a discussão de determinadas questões (cognição parcial), que restringem o uso das provas (por exemplo, mandado de segurança, cognição exauriente secundum eventum probationis) ou mesmo que são de cognição plena e exauriente, mas dotados de tutela antecipatória permitem, através de formas diversas, uma melhor distribuição do tempo da justiça”.

3) Nós tínhamos uma doutrina tradicional, processo de conhecimento, cautelar, de execução, qual a necessidade de encurtar este procedimento da cautelar? 171

Resposta:

Considerando o sincretismo processual verificado entre os processos de conhecimento e de execução, o que, ao fim e ao cabo, implica em tutela satisfativa mais célere, pode-se dizer que a necessidade de encurtar o procedimento cautelar se faz necessária como forma de acompanhar a celeridade que já se verifica nos demais procedimentos. Se toda cautelar, por definição, é instrumental, ela deve seguir a mesma lógica do principal (maior celeridade).

4) A antecipação dos efeitos da tutela já existiriam no MS e nas ações possessórias? É antecipação dos efeitos da tutela? E se eu tenho uma posse velha e não posso enveredar pela ação possessória, então eu posso me valer do art. 273 do CPC e requere a antecipação dos efeitos da tutela geral? Resposta:

Antes de ingressar no regime geral do Código de Processo Civil, a antecipação de tutela é instituto que já encontrava previsão em alguns procedimentos especiais, dentre os quais o mandado de segurança e a ação possessória, cada qual com seus respectivos requisitos. No caso da ação possessória, a antecipação da tutela, segundo o regramento específico, exige posse nova (posse inferior a ano e dia). Porém, caso seja ultrapassado este lapso de tempo, é perfeitamente possível que o autor da demanda obtenha a tutela antecipada. Porém, nesses casos, a mesma haverá de ser apreciada de acordo com o regramento genérico, ou seja, o artigo 273 do Código de Processo Civil.

5) O periculum in mora é presumido, na ação de procedimento ordinário ele teria de ser provado, o senhor não acha que seria difícil de provar um periculum in mora do art. 273 para se demandar ação em virtude de posse velha? Resposta:

6) E quando esta antecipação dos efeitos da tutela é necessária numa fase cinzenta quando da interposição do RE e o despacho do RE ou Resp e também da apelação? Resposta:

Com efeito, uma vez decorrido o lapso de ano e dia nas ações possessórias, ou quando se está na fase recursal, a prova do ―fundado receio de dano irreparável ou de difícil reparação‖ parece contradizer a demora da parte autora em ingressar em juízo, como também o pleno transcurso da demanda nas instâncias ordinárias. Porém, estamos apenas no plano das hipóteses, não se podendo excluir ab initio tal possibilidade no plano concreto. Ademais, convém lembrar que segundo o CPC existe a possibilidade de ante172

cipação de tutela sem periculum in mora (art. 273, I), fundado no abuso do direito de defesa do réu (art. 273, II).

Resposta:

2.8.1.2. Questões do TRF2

2.8.1.3. Questões do TRF3
1) Pode o magistrado deferir antecipação de tutela, de caráter satisfativo, de forma diversa da pedida pela parte? Resposta:

Sim, pois, nos termos do artigo 461 do Código de Processo Civil, ―o juiz concederá a tutela específica da obrigação ou, se procedente o pedido, determinará providências que assegurem o resultado prático equivalente ao do adimplemento.‖ Deferida a tutela antecipada na forma do pedido da parte, tem-se tutela específica; deferida em prol de resultado prático equivalente, o juiz o faz de forma diversa da pedida pela parte.

2) Pode ser deferida tutela antecipada satisfativa, de ofício? Resposta:

Não, pois o artigo 273 do Código de Processo Civil é claro: ―o juiz poderá, a requerimento da parte, antecipar, total ou parcialmente, os efeitos da tutela pretendida no pedido inicial‖.

2.8.1.4. Questões do TRF4

2.8.1.5. Questões do TRF5

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2.9. Direito Processual Penal
2.9.1. Ação Penal. Justa Causa. 2.9.1.1. Questões do TRF1
1) A justa causa constitui elemento da ação penal? Resposta:

Para Eugênio Pacelli de Oliveira, a justa causa, enquanto lastro probatório mínimo a subsidiar a peça acusatória, é uma condição da ação penal, hoje expressamente prevista no artigo 395, III, do Código de Processo Penal. Diz o autor: “Sempre admitimos a existência da justa causa como condição da ação, seja como quarta condição (da ação), inserida no contexto da demonstração do interesse (utilidade) de agir, seja enquanto lastro mínimo de prova, a demonstrar a viabilidade da pretensão deduzida”.

2) O que é ação e jurisdição na órbita da CF tomando por parâmetro o art. 129 da CF? A ação compreendida no art. 129 da CF. Analisando o art. 28, o senhor acha que ele foi recepcionado pela CF? Resposta:

À luz do artigo 129 da Constituição da República, pode-se dizer que a ação (penal) é o poder de provocar a Jurisdição (penal), sendo tal poder privativo do Ministério Público. Sendo assim, há quem vislumbre no artigo 28 do Código de Processo Penal um desvio a esta diretriz constitucional. Argumentos favoráveis à inconstitucionalidade: o juiz, ao considerar que o caso é de denúncia e não de arquivamento, está emitindo um juízo de valor que é incompatível com a função julgadora que deve ser neutra e imparcial. Quando o Juiz se nega a arquivar os autos do Inquérito Policial, ele está adentrando em uma seara que lhe foi negada pela Constituição. Argumentos favoráveis à constitucionalidade: não haveria ofensa à Constituição da República, pois, ao fim e ao cabo, prevaleceria a voz do Ministério Público.

3) Ação penal subsidiária da pública, o que é este tipo? É ação penal subsidiária ou queixa substitutiva da denúncia? Resposta:

A ação penal privada subsidiária da pública é um direito fundamental (CF, art. 5, LIX) cujo regramento encontra-se no artigo 29 do Código de Processo Penal, do qual se extrai que o instituto implica apenas na mudança da titularidade para a iniciativa da ação penal, e não do seu regime jurídico, que continua a ser o da ação pública. Sob tais premissas, pode-se afirmar que a queixa não é substitutiva da denúncia – como se o ofere174

cimento daquela fosse obstáculo intransponível ao oferecimento desta –, tanto que o Código assegura justamente o inverso, ou seja, a possibilidade de o Ministério Público ―aditar a queixa, repudiá-la e oferecer denúncia substitutiva‖.

2.9.1.2. Questões do TRF2
1) É possível assistente coletivo na acusação ou somente individual? Resposta:

2) Nos crimes praticados contra interesse metaindividual, pode haver o assistente coletivo? Resposta:

3) Existe lei expressa que dispõe sobre essa possibilidade de assistente coletivo? Resposta:

Existe, sim, a figura do assistente coletivo na persecução penal de crimes praticados contra interesses metaindividuais. Exemplo: Lei nº 8.078/90 – Código de Defesa do Consumidor – Art. 80. No processo penal atinente aos crimes previstos neste Código, bem como a outros crimes e contravenções que envolvam relações de consumo, poderão intervir, como assistente do Ministério Público, os legitimados indicados no art. 82, inciso III [as entidades e órgãos da Adminnistraçao Pública, direta ou indireta, ainda que sem personalidade jurídica, especificamente destinados à defesa dos interesses e direitos protegidos por este código] e IV [as associações legalmente constituídas há pelo menos 1 (um) ano e que incluam entre seus fins institucionais a defesa dos interesses e direitos protegidos por este código, dispensada a autorização assemblear], aos quais também é facultado propor açao penal subsidiária, se a denúncia nao for oferecida no prazo legal.

2.9.1.3. Questões do TRF3
1) A denúncia deve se basear necessariamente no Inquérito Policial ou este é dispensável? Resposta:

É entendimento jurisprudencial pacífico de que o inquérito policial é dispensável à propositura da ação penal, pois a opinio delicti é exclusiva do Ministério Público, de modo que este poderá desde logo oferecer denúncia caso entenda que os elementos de informação que possui são suficientes a ponto de dispensar a instauração do inquérito policial.
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2) Eventuais vícios do IP podem ser sanados na ação penal? Resposta:

―No que se refere aos alegados vícios no inquérito policial, a jurisprudência desta Superior Corte de Justiça já se firmou no sentido de que eventuais irregularidades ocorridas na fase inquisitorial não possuem o condão de macular todo o processo criminal. Ademais, as mencionada nulidades ocorridas no inquérito não passam de meras imperfeições, sequer comprovadas nos autos e, portanto, inaptas para anular as provas colhidas na fase inquisitorial, especialmente quando não demonstrada a ocorrência de qualquer prejuízo.‖ (HC 216.201/PR, Rel. Ministra ALDERITA RAMOS DE OLIVEIRA, SEXTA TURMA, 02/08/2012)

2.9.1.4. Questões do TRF4

2.9.1.5. Questões do TRF5
TRF5 – 2012 01) No procedimento das ações penais originárias, qual o momento de que deve ser realizado o interrogatório? Resposta:

Sobre o tema, o Plenário do Supremo Tribunal Federal já se manifestou: ―O art. 400 do Código de Processo Penal, com a redação dada pela Lei 11.719/2008, fixou o interrogatório do réu como ato derradeiro da instrução penal. Sendo tal prática benéfica à defesa, deve prevalecer nas ações penais originárias perante o Supremo Tribunal Federal, em detrimento do previsto no art. 7º da Lei 8.038/90 nesse aspecto. Exceção apenas quanto às ações nas quais o interrogatório já se ultimou. Interpretação sistemática e teleológica do direito‖. (AP 528 AgR, Relator Min. RICARDO LEWANDOWSKI, Tribunal Pleno, 24/03/2011)

02) Qual seu entendimento sobre o poder de investigação do Ministério Público? O MP pode dirigir o inquérito policial? E medidas cautelares, como busca e apreensão, quebra de sigilo bancário, fiscal etc., como medidas necessárias à investigação, podem ser feitas diretamente pelo MP? Resposta:

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Em 27/06/12, o Ministro Luiz Fux pediu vista dos autos do RE nº 593.727/MG, onde a questão está sendo reexaminada, agora em sede de repercussão geral. Porém, tudo indica que o Supremo Tribunal Federal manterá seu entendimento anterior, segundo o qual, com base na teoria dos poderes implícitos, o Ministério Público pode realizar atividade investigativa, sem, contudo, presidir o inquérito policial. Medidas cautelares que exigem autorização judicial no bojo do inquérito policial, continuam sujeitas a tal autorização quando a investigação é levada a cabo pelo Ministério Público.

03) O princípio da identidade física do juiz aplica-se ao processo penal? Como esse princípio se define? Resposta:

―De acordo com o princípio da identidade física do juiz, que passou a ser aplicado também no âmbito do processo penal após o advento da Lei n.º 11.719, de 20 de junho de 2008, o magistrado que presidir a instrução criminal deverá proferir a sentença no feito, nos termos do § 2.º do artigo 399 do Código de Processo Penal. Em razão da ausência de outras normas específicas regulamentando o referido princípio, nos casos de convocação, licença, promoção ou de outro motivo que impeça o juiz que tiver presidido a instrução de sentenciar o feito, por analogia - permitida pelo artigo 3.º da Lei Adjetiva Penal -, deverá ser aplicada a regra contida no artigo 132 do Código de Processo Civil, que dispõe que os autos passarão ao sucessor do magistrado.‖ (HC 242.115/PE, Rel. Ministro JORGE MUSSI, QUINTA TURMA, 02/08/2012)

04) O que se entende pelo princípio da oficialidade do processo penal? Há exceções a sua aplicação no Direito brasileiro? Resposta:

O princípio da oficialidade significa, nas palavras de Edilson Mougenot Bonfim, que ―a ação penal pública somente poderá ser proposta por um órgão do Estado: o Ministério Público. (...) A prerrogativa do órgão do parquet vem consubstanciada nos ditames da Constituição Federal, que estabelece uma das funções institucionais do Ministério Público promover privativamente a ação penal pública, na forma da lei (art. 129, I)‖. Como exceção, pode-se mencionar a ação penal privada subsidiária da pública.

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2.10. Direito Ambiental
2.10.1. Competências Constitucionais Em Matéria Ambiental. Classificação e Repartição Dessas Competências, no Cenário Federativo 2.10.1.1. Questões do TRF1

2.10.1.2. Questões do TRF2
1) Os municípios podem legislar sobre matéria ambiental?

2) Qual o critério dessa competência concorrente? Resposta:

Sim. Em matéria ambiental a competência executiva é comum entre União, Estados, Distrito Federal e Municípios (CF, art. 23, VI). Desta forma, para que o Município desempenhe essa competência executiva sem entraves, é lhes reconhecida, por conseguinte, a competência legislativa em matéria ambiental, a qual há der ser exercida de acordo com dois critérios: (i) assunto ambiental de interesse local (CF, art. 30, I); e (ii) suplementar a legislação ambiental federal e estadual (CF, art. 30, II).

2.10.1.3. Questões do TRF3

2.10.1.4. Questões do TRF4

2.10.1.5. Questões do TRF5

2.11. Direito Internacional Público e Privado
2.11.1. Validade de Sentença Estrangeira no Brasil. Rogatórias 2.11.1.1. Questões do TRF1
1) Carta Rogatória. Qual o procedimento? Resposta:

Resolução 9/2005 do STJ: é atribuição do Presidente do STJ conceder o exequatur às cartas rogatórias. Se o pedido tiver por objeto ato que não enseje juízo de delibação,
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será encaminhado ao Ministério da Justiça para cumprimento por auxílio direto. A parte será intimada para impugnar (15 dias). A medida poderá ser realizada sem ouvir a parte quando sua intimação prévia puder resultar na ineficácia da cooperação. Havendo impugnação, o processo poderá, por decisão do Presidente, ser distribuído à Corte Especial. Revel ou incapaz o requerido, dar-se-lhe-á curador especial. O MP terá vista dos autos, podendo impugná-las. Das decisões do Presidente cabe agravo regimental. Concedido o exequatur, a carta será remetida para cumprimento ao Juízo Federal. No cumprimento pelo Juiz Federal, cabem embargos relativos a quaisquer atos (10 dias), por qualquer interessado ou pelo Ministério Público, julgando-os o Presidente. Da decisão que julgar os embargos cabe agravo regimental. O Presidente ou o Relator poderá ordenar diretamente o atendimento à medida solicitada. Cumprida, será devolvida ao Presidente e por este remetida, por meio do Ministério da Justiça ou do Ministério das Relações Exteriores, à autoridade judiciária de origem.

2) A decisão no exterior, para ter efeito no Brasil precisa ser homologada, qual o órgão judicial encarregado por esta homologação. As decisões interlocutórias também são homologadas pelo STJ? Resposta:

O órgão encarregado é o STJ (CF, art. 105, I, i). As decisões interlocutórias (ex: medida cautelar) também devem ser homologadas.

3) Que tipo de sentença é homologável?

4) A sentença penal trabalhista, também seria possível ser homologada? Resposta:

São homologáveis as sentenças cíveis; as sentenças (laudos) arbitrais; as sentenças penais, apenas quanto aos seus efeitos civis (ex: perda de bens). A ―sentença penal trabalhista‖, ora entendida como a sentença penal proferida por juiz trabalhista no estrangeiro, não é passível de homologação, haja vista tratar de matéria penal. Há divergência sobre a necessidade, ou não, de homologação das sentenças de estado, havendo três correntes: (i) a Constituição não estabelece distinção, logo, todas as sentenças, inclusive as de estado, carecem de homologação; (ii) o art. 483 do CPC revogou o parágrafo único do art. 15 da LICC, tornando exigível a homologação; (iii) o parágrafo único do art. 15 da LICC continua em vigor, dispensando a homologação. O STF seguia a primeira corrente. O STJ, antes da EC 45/2004, seguia a terceira corrente, não se tendo conhecimento de outro precedente após a alteração do texto constitucional.
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5) Se uma brasileira casa na Austrália com australiano e lá se divorcia, e na vigência do casamento ele tem dois filhos que são registrados na embaixada brasileira e tem dupla nacionalidade, ela pedindo a homologação desta sentença australiana o STJ homologa, e depois disso ela tem a pensão alimentícia atrasada pelo cônjuge e tem a guarda compartilhada, ela poderia pedir que fosse aumentada a pensão, e se ela poderia pedir a alteração da guarda compartilhada? Quem seria o juízo da alteração no Brasil? Seria a justiça estadual? Não seria um juízo de família que vai cuidar de guarda? Resposta:

A Competência é da Justiça Estadual (vara de família). Vejamos o seguinte precedente, no qual fora reconhecida a competência federal por motivos não presentes na hipótese: ―(...) CONFLITO NEGATIVO DE COMPETÊNCIA. AÇÃO PARA DEFINIÇÃO DE GUARDA E REGULAMENTAÇÃO DO REGIME DE VISITAS A MENOR. CONEXÃO COM AÇÃO DE BUSCA E APREENSÃO, PROPOSTA PELA UNIÃO, COM FUNDAMENTO NA CONVENÇÃO DE HAIA SOBRE ASPECTOS CIVIS DE SEQUESTRO INTERNACIONAL DE CRIANÇAS. RISCO DE DECISÕES CONFLITANTES. RECONHECIMENTO DA COMPETÊNCIA DA JUSTIÇA FEDERAL. (...) 2. Demonstrada a conexão entre a ação de busca e apreensão de menores e a ação de guarda e regulamentação do direito de visitas, impõe-se a reunião dos processos para julgamento conjunto (arts. 115, III; e 103 do CPC), a fim de se evitar decisões conflitantes e incompatíveis entre si. 3. A competência absoluta da justiça federal para julgamento de uma das ações, que visa o cumprimento de obrigação fundada em tratado internacional (art. 109, I e III, da CF/88) atrai a competência para julgamento da ação conexa. (...) (CC 118.351/PR, Nancy Andrighi, SEGUNDA SEÇÃO, 28/09/2011)

2.11.1.2. Questões do TRF2
1) Cooperação internacional, qual a mudança recente com a EC no. 45/2004? Houve alguma mudança de fundo com a modificação de competência do STF para o STJ? Resposta:

Um possível mudança de fundo pode ser vista na questão relacionada ao cabimento, ou não, de recurso extraordinário da decisão do STJ, que, sobre o tema, ainda não firmou posicionamento, havendo precedentes em ambos os sentidos.

2) Homologação de sentenças estrangeiras, hipóteses e consequências. Discorra. Resposta:

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São homologáveis as sentenças cíveis; as sentenças (laudos) arbitrais; as sentenças penais, apenas quanto aos seus efeitos civis (ex: perda de bens). Há divergência sobre a necessidade, ou não, de homologação das sentenças de estado, havendo três correntes: (i) a Constituição não estabelece distinção, logo, todas as sentenças, inclusive as de estado, carecem de homologação; (ii) o art. 483 do CPC revogou o parágrafo único do art. 15 da LICC, tornando exigível a homologação; (iii) o parágrafo único do art. 15 da LICC continua em vigor, dispensando a homologação. O STF seguia a primeira corrente. O STJ, antes da EC 45/2004, seguia a terceira corrente, não se tendo conhecimento de outro precedente após a alteração do texto constitucional.

3) Arbitragem internacional. Como a lei no. 9.307/96 alterou o cenário?

4) É preciso homologar os laudos estrangeiros?

5) Como o STJ decide a esse respeito?

6) O placar tem sido favorável à homologação, no STJ? Resposta:

Sobre tema, leciona Nadia de Araújo: ―até a entrada em vigor da Lei de Arbitragem (Lei nº 9.307/2006, vigia no Brasil o sistema de dupla homologação, pelo qual qualquer laudo arbitral proferido no exterior, para ser delibado, deveria ser previstamente homologado pela Justiça do país de origem. (...) Desse modo, a análise para homologação recaía não sobre a decisão arbitral em si, e sim sobre a decisão judicial de origem. Com o advento da Lei de Arbitragem, o STF, à época competente para processar e julgar as homologações, declarou a natureza processual dos arts. 37 e 39 da referida lei, que permitiam a homologação do próprio laudo arbitral e sua consequente aplicabilidade imediata. (...) O STJ, ao assumir a competência para homologação de sentenças estrangeiras, tem mantido o entendimento jurisprudencial inaugurado pelo STF relativamente à arbitragem com o incremento da homologação-simples.‖

7) Arbitragem interna e arbitragem internacional. Qual a diferença? Resposta:

José Carlos de Magalhães distingue: ―a arbitragem estrangeira [arbitragem interna] da arbitragem internacional. A primeira resolve um litígio subordinado inteiramente a uma
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ordem jurídica nacional determinada, em que todos os elementos da relação jurídica controvertida estão sujeitos a essa ordem jurídica. Um contrato regido pela lei inglesa, tendo como partes pessoas domiciliadas na Inglaterra e como objeto, bem ou direito também situado naquele país, é contrato nacional, subordinado a uma lei nacional e a arbitragem que dirimir a controvérsia dele oriunda é também nacional e, assim, estrangeiras para outros países. Já a arbitragem internacional soluciona controvérsia de caráter internacional, seja porque as partes possuam domicílio em diferentes países, seja porque o objeto do contrato se situe em outra ordem jurídica, seja, ainda, porque o pagamento deva transitar de um país para outro. Em outras palavras, a relação jurídica controvertida envolve mais de uma ordem jurídica nacional, embora possa ser regida por uma lei nacional.‖

8) Nova lei de arbitragem trouxe alteração do cenário brasileiro? Resposta:

Sobre tema, leciona Nadia de Araújo: ―até a entrada em vigor da Lei de Arbitragem (Lei nº 9.307/2006, vigia no Brasil o sistema de dupla homologação, pelo qual qualquer laudo arbitral proferido no exterior, para ser delibado, deveria ser previstamente homologado pela Justiça do país de origem. (...) Desse modo, a análise para homologação recaía não sobre a decisão arbitral em si, e sim sobre a decisão judicial de origem. Com o advento da Lei de Arbitragem, o STF, à época competente para processar e julgar as homologações, declarou a natureza processual dos arts. 37 e 39 da referida lei, que permitiam a homologação do próprio laudo arbitral e sua consequente aplicabilidade imediata. (...) O STJ, ao assumir a competência para homologação de sentenças estrangeiras, tem mantido o entendimento jurisprudencial inaugurado pelo STF relativamente à arbitragem com o incremento da homologação-simples.‖

9) Dê exemplos de situações excepcionais de aplicação imediata de carta rogatória executiva.

10) Como se dá o cumprimento dessas ordens de decisões jurisdicionais estrangeiras? Resposta:

Segundo o parágrafo único do art. 8º da Resolução nº 9 do STJ, ―a medida solicitada por carta rogatória poderá ser realizada sem ouvir a parte interessada quando sua intimação prévia puder resultar na ineficácia da cooperação internacional.‖ Ex: quebra de sigilo telefônico. Sobre a forma de cumprimento, dispõe o art. 13: ―a carta rogatória, depois de concedido o exequatur, será remetida para cumprimento pelo Juízo Federal competente.‖
182

2.11.1.3. Questões do TRF3

2.11.1.4. Questões do TRF4
1) Pode ser negado o cumprimento de uma rogatória? Resposta:

Nos termos do art. 6º da Resolução nº 9/2005 do STJ, ―não será homologada sentença estrangeira ou concedido exequatur a carta rogatória que ofendam a soberania ou a ordem pública.‖

2) Quais os sistemas existentes no mundo, objetivamente, quanto à homologação de sentenças estrangeiras? Resposta:

Wikipédia: (i) Sistema da Revisão do Mérito da Sentença. Julga-se novamente a causa, ensejando até nova produção de provas, reanalisando as preexistentes. Após a decisão estrangeira poderá ser ratificada; (ii) Sistema Parcial de Revisão do Mérito. Iimposto com o fim de analisar a aplicação da lei do país em que irá ser executada a sentença. Ainda nesse sistema o que se busca distinguir se há a possibilidade de aplicação da lei embasadora da sentença estrangeira no Estado em cujo território a sentença estrangeira irá produzir efeitos; (iii) Sistema de Reciprocidade Diplomática. Utiliza-se dos tratados como basilar, não existindo esse entre os dois Estados, sequer será possível a homologação; (iv) Sistema de Reciprocidade de Fato. A homologação só se faz possível se ambos os Estados protegerem os mesmos institutos, eg; União de indivíduos de mesmo sexo; (v) Processo da Delibação. É adotado pelo Brasil. Neste sistema o mérito da sentença sequer é auferido. Examinam-se, singularmente, as formalidades da sentença a luz de princípios fundamentais para se considerar justo um processo, tais como: respeito ao contraditório e a ampla defesa, legalidade dos atos processuais, respeito aos direitos fundamentais humanos, adequação aos bons costumes.

2.11.1.5. Questões do TRF5

183

2.12. Sociologia do Direito
2.12.1. Conceito De Sociologia – Controle Social E Direito. 2.12.1.1. Questões do TRF1
1) Qual a diferença entre coerção e coação? Resposta:

Wikipédia: “A sanção jurídica não se confunde com os conceitos de coerção e coação. A coerção corresponde à influência psicológica exercida preventivamente pela sanção para o cumprimento da obrigação sem a necessidade de sua execução forçada. A coação, por outro lado, é a aplicação forçada da sanção pelo Estado ou pelo particular interessado, que o fará por intermédio dos órgãos estatais competentes.”

2) Qual a diferença entre a regra moral, regra de trato social e regra jurídica? Resposta:

São instrumentos de controle social: (i) Regra moral. Orienta a consciência humana em suas atitudes. É unilateral, autônoma, interior, incoercível, sanção difusa; (ii) Regra de trato social. Padrões de conduta social ditados pela própria sociedade, com o propósito de tornar mais agradável o ambiente social. Ex: cortesia, etiqueta. É unilateral, heterônomo, exterior, incoercível, sanção difusa; (iii) Regra jurídica. É bilateral, heterônomo, exterior, coercível, sanção prefixada. Vejamos: 1) Bilateral: impõe dever, mas também prevê direito; 2) Unilateral: impõe dever, sem previsão de direito; 3) Heterônomo: deve ser cumprida; 4) Autônomo: pode ser cumprida, por um querer espontâneo; 5) Exterior: atuam diretamente nas ações das pessoas em sociedade; 6) Interior: voltada para a consciência da pessoa, como um aconselhamento que pode interferir na conduta; 7) Coercível: ditada pelo Estado, único detentor do poder de exigir das pessoas o seu cumprimento; 8) Incoercível: não parte do poder estatal, de modo que podem ou não ser cumpridas; 9) Sanção prefixada: já traz, de antemão, a punição para o descumprimento; 10) Sanção difusa: não traz punição prefixada. No momento da violação é que haverá uma reprovação, uma censura, ao infrator, por diversas formas.

2.12.1.2. Questões do TRF2

2.12.1.3. Questões do TRF3

184

2.12.1.4. Questões do TRF4

2.12.1.5. Questões do TRF5

2.13. Filosofia do Direito
2.13.1. A Justiça Como Valor Universal 2.13.1.1. Questões do TRF1
1) A justiça é um valor próprio do Direito? Resposta:

Acreditamos que a justiça não é um valor próprio – no sentido de específico, exclusivo – do direito, já que a mesma permeia outras instâncias de controle social. Porém, ciente da complexidade do tema, entendemos conveniente lembrar a seguinte passagem de Miguel Reale: “Cada época histórica tem a sua imagem ou a sua ideia de justiça, dependente da escala de valores dominantes nas respectivas sociedades, mas nenhuma delas é toda a justiça, assim como a mais justa das sentenças não exaure as virtualidades todas do justo”. 2.13.1.2. Questões do TRF2

2.13.1.3. Questões do TRF3

2.13.1.4. Questões do TRF4

2.13.1.5. Questões do TRF5

185

3. Ponto 03
3.1. Direito Constitucional
3.1.1. Direitos e Garantias Fundamentais: Garantias Constitucionais e Núcleos Essenciais dos Direitos Fundamentais 3.1.1.1. Questões do TRF1
1) Qual a posição mais recente do STF acerca do direito de greve dos servidores públicos da União? Resposta:

2) Qual a mais valia da duração razoável do processo? Resposta:

3.1.1.2. Questões do TRF2
1) Diferença entre direitos humanos e direitos individuais. Resposta:

2) Segurança pública (art. 144, CR/1988), seria também um direito fundamental? Resposta:

3) No que consiste o princípio da proibição da proteção deficiente? Resposta:

4) Art. 5º, XLIII, CR/1988, é uma cláusula pétrea? Resposta:

5) Direito ao lazer se insere em uma das figuras da 1a., 2a. ou 3ª. dimensão? (Para Poul, melhor seria ir da 3ª. ou 4ª. geração, porque o Estado não pode ser obrigado a atuar, por isso não é de 2ª. geração) 186

Resposta:

6) Efetividade: discorra sobre cada um dos direitos individuais coletivos exemplificando-os. Quais os instrumentos que existem para que se tornem efetivos? Resposta:

7) A sindicabilidade dos direitos sociais: o que vem a ser isso, como está se dando, porque está ocorrendo e quais são as visões – umas contra, outras a favor – que podemos encontrar no Supremo a respeito. Resposta:

8) Em uma situação (em que por um lado entende-se) que um tipo efetividade dada pelo Poder Judiciário a esses direitos individuais, fundamentais estaria a se criar uma “política de Estado parelela” (pois em razão da ausência desta se estaria recorrendo ao Judiciário, que talvez não tenha essa ponderação quanto ao conteúdo), e outra corrente que acha que os direitos individuais e fundamentais não poderiam ser fraudados ao cidadão na medida em que há a omissão do Poder Público em torná-los efetivos; Entre esses dois extremos, o sr. como magistrado, veria espaço para uma terceira possibilidade ou se filiaria a uma delas? Resposta:

9) Princípio da Duração Razoável do processo se confunde com celeridade? Resposta:

10) Quanto ao princípio da fundamentação. O uso de jargões, por ex., “não vejo verossimilhança”, ofende? Qual a posição do STF? Resposta:

11) Há direito à assistência espiritual? É de que geração? Tem artigo na CR/1988? Resposta:

12) Garantias institucionais e garantias constitucionais são diferentes? 187

Resposta:

13) O princípio da ampla defesa é garantia constitucional? Resposta:

14) Recusa estatal de fornecer certidões. Quais instrumentos são adequados? Seria possível ACP? Resposta:

15) Há diferença entre garantias institucionais e garantias constitucionais? Resposta:

16) O habeas data é instrumento adequado para ter vistas do processo administrativo? Resposta:

17) Mandado de Segurança contra ato normativo do Presidente do STF, é possível? Seria um ato normativo em tese? Resposta:

18) Separação dos Poderes é uma garantia constitucional ou garantia da constituição (institucional)? Resposta:

19) A estabilidade do servidor público é garantia constitucional? Resposta:

20) E o princípio da ampla defesa? Resposta: 188

21) As ações populares podem ser julgadas no STF originariamente? Resposta:

22) Qual o instrumento mais adequado para recusa de vista em processo administrativo? Habeas Corpus pode? Resposta:

23) Pode usar HC para obter informações de terceiros? Exemplo, o próprio pai? Resposta:

3.1.1.3. Questões do TRF3
1) Qual a função social da propriedade? Resposta:

2) Há colisão entre propriedade e meio ambiente? Em que caso prevalece o primeiro, e em q caso prevalece o último? Resposta:

3) No art. 15 da CF, quais são hipóteses de perda, e quais de suspensão dos direitos políticos? Resposta:

4) Quais são as hipóteses de inelegibilidade na CF? Resposta: 5) Há direitos constitucionais implícitos? Resposta:

6) Como se define o impasse entre violação à privacidade e direito de informação quando a privacidade é de uma pessoa pública, famosa? 189

1.Conceito . Resposta: 5) Pode um tributo ser majorado por medida provisória? Resposta: 190 . Direito Tributário 3.1.1.1.Resposta: 3.4.1.Tributo E Preço Público 3. Questões do TRF4 3. EC nº 29/00.1. Questões do TRF1 1) As contribuições para os Conselhos reguladores de atividades profissionais são de natureza tributária? Resposta: 2) É constitucional o redutor de IPTU que recai sobre imóvel único? Resposta: 3) Outra hipótese de progressividade do IPTU fora do que concerne o art. 182 da CF.1. Questões do TRF5 1) Confronte o abuso de direito individual e abuso de direito político. Resposta: 3. Sistema Constitucional Tributário: Tributos .5. na medida em que o princípio é cláusula pétrea? Resposta: 4) Imposto real e imposto pessoal.2.2.2.Natureza Jurídica . Defina.Espécies .Classificação . Padece esta EC de inconstitucionalidade.

defina-os? Resposta: 8) É cabível o IPTU em relação ao possuidor de um imóvel fixado em condomínio irregular? Condomínio fixado em imóvel da União poderia ser cobrado IPTU pelo DF.2. Será que estamos observando o enriquecimento sem causa de todas essas obras realizadas sem cobrança da contribuição de melhoria? Resposta: 191 . Na prática observa-se que obras públicas são realizadas sem cobrança de contribuição de melhoria. Questões do TRF2 1) O que seria um imposto indireto? Resposta: 2) Como ficaria a questão da repetição de indébito no caso do imposto indireto? Resposta: 3) A doutrina delimita a contribuição de melhoria e a classifica pelo critério da valorização. por exemplo? Resposta: 3.1. Poderíamos admitir o critério do custo no direito tributário brasileiro? É cabível a utilização do critério do custo em matéria de contribuição de melhoria? Resposta: 4) Em sua resposta mencionou que a contribuição de melhoria visa evitar o enriquecimento sem causa.6) ITBI pode uma lei estabelecer uma alíquota progressiva em razão do valor venal do imóvel? Resposta: 7) impostos diretos e impostos indiretos.2.

5) O que é a Contribuição de Intervenção no Domínio Econômico? Resposta: 6) Qual o critério jurídico distintivo das espécies tributárias? Vê alguma diferença de tratamento dado pelo código tributário e o texto constitucional em termos de classificação? Resposta: 7) Qual seria o fato gerador do empréstimo compulsório? O f. poderia ser idêntico ao de um imposto já existente? Resposta: 8) No caso dos impostos de guerra (extraordinários também) poderíamos pensar em que fatos geradores? Resposta: 9) Poderíamos admitir no imposto de guerra. por exemplo. um IPTU federal? Resposta: 10) Qual o critério positivado para distinguir as espécies tributárias? Qual a crítica que se faz? Resposta: 11) O critério da não-cumulatividade se vale do que para distinguir os tributos? Resposta: 12) O ISS entra nessa classificação? E o PIS? Resposta: 13) COFINS envolve tributo indireto e impessoal? 192 .g.

Resposta: 14) A CIDE entra nessa categoria? Resposta: 15) O que a CR apregoa como critério para distinguir os tributos? Resposta: 16) O que os Tribunais Superiores falam sobre os critérios de distinguir tributos? Explicar a finalidade? Isso não é mais próprio do Direito Financeiro? A CR faz algum critério? Resposta: 17) O PIS é vinculado ou não vinculado? Resposta: 18) Qual a consequência dessa classificação? Resposta: 19) E o critério da base imponível? Resposta: 20) Por que esse critério é superior? Para quais doutrinadores? Resposta: 21) Como se usa o critério temporal? Resposta: 193 .

22) De onde importamos o Fato Gerador complexo? Resposta: 23) Em qual figura do CTN está o FG complexivo? Resposta: 24) Qual a característica primária do FG pendente? Resposta: 25) A Base de Cálculo é importante para classificação dos tributos? Resposta: 26) E o critério da estruturação econômica? Resposta: 27) O que é tributo pessoal e real? Relacione com o princípio da capacidade contributiva. Resposta: 28) E o Empréstimo Compulsório é real ou pessoal? Resposta: 29) Qual a importância da classificação dos tributos? Resposta: 30) O FG complexo está à margem do nosso sistema? De onde vem essa ideia? Resposta: 194 .

E quais são os critérios de acordo com a estruturação econômica? Resposta: 3.1. por serviço específico e divisível? Resposta: 4) Qual o sentido da expressão domínio econômico na CIDE? Resposta: 5) As contribuições são espécies autônomas de tributos? Resposta: 6) Há contradição entre dizer-se que tributo não é sanção de ato ilícito e dizer-se que há obrigação tributária pelo descumprimento de obrigação acessória? Resposta: 3.4.31).2.2. Questões do TRF4 195 . Questões do TRF3 1) Quais tributos são vinculados? Resposta: 2) Em que situações pode haver desvinculação de tributos vinculados? E o caso das contribuições? Qual a consequência da desvinculação? Há algum vício nessa desvinculação? Resposta: 3) Pode-se optar discricionariamente pela cobrança de taxa ou preço público.1. ou até mesmo nada cobrar.3.

3.3. Intervenção do Estado na Propriedade e no Domínio Econômico 3.1.1.1. Questões do TRF5 TRF5 .5.1. Direito Administrativo 3.3. Questões do TRF2 1) Qual a distinção entre limitação e restrição administrativa? A requisição estaria enquadrada na limitação ou na restrição? Resposta: 2) Quando o juiz eleitoral determina que um clube esportivo será Zona Eleitoral. isso é uma requisição? Resposta: 3) O imóvel é alodial se não houver limitação administrativa? 196 .3.2.2.1. Resposta: 3. Questões do TRF1 1) Que funções exerce o Estado como agente normativo e regulador na ordem econômica? Determinantes para o setor público e indicativos do setor privado? Resposta: 2) Dê dois exemplos de monopólio da União.3.2012 1) As contribuições sociais têm caráter tributário? Resposta: 2) Quais as espécies de contribuições sociais? Resposta: 3.

em razão de obra pública. Resposta: 11) Existem exceções a esta regra da irretroatividade tributária? Resposta: 197 .Resposta: 4) As limitações se coadunam com os atributos do domínio? Resposta: 5) Ocupação temporária. um dos princípios constitucionais tributários é o da irretroatividade tributária. A colocação de entulho no terreno de particular. pode ser considerada como ocupação temporária? Resposta: 6) A ocupação temporária é indenizável? E na ausência de dano? Resposta: 7) O que é uma zona fortificada de fronteira? Elas precisam constar no RGI? A ausência desse registro torna o terreno alodial? Resposta: 8) Existe algum ônus que não precisa de registro no RGI? Resposta: 9) Quais são os valores que permeiam o controle da concentração da atividade econômica? Resposta: 10) Em matéria de interpretação.

Questões do TRF3 1) Em caso de decreto de desapropriação para fins de utilidade pública do chefe do executivo municipal para instalação de aeroporto quem deverá figurar no pólo passivo.1. contra quem deve ser ajuizada? Resposta: 198 .3.3.12) Pode-se se falar em desapropriação de bem tombado? Resposta: 13) Qual seria a distinção entre ocupação temporária e requisição administrativa? Resposta: 14) Qual a natureza jurídica das florestas? E de uma reserva indígena? Resposta: 15) A desapropriação pode ocorrer em que circunstâncias? Quais são os processos adequados para que ela ocorra de forma legal? Resposta: 16) O que são limitações? Quais as diferenças entre essa e restrições? Resposta: 17) As limitações administrativas são prerrogativas ou privilégios? Resposta: 18) Qual a origem da palavra privilégio? Resposta: 3.

1.1. Concurso de Pessoas e Concurso de Crimes 3. Questões do TRF5 01) A expressão regulação.3.1.4.2) O município neste caso pode decretar a desapropriação? Resposta: 3) Qual seria o juiz competente para conhecer esta ação? Resposta: 3.1.3. qual o seu entendimento? Resposta: 02) Como se manifesta a intervenção do estado no domínio econômico? Resposta: 03) É ilimitada a intervenção por direção? Resposta: 04) A intervenção indutiva pode gerar responsabilização do estado? Em quais situações? Resposta: 3.4. Direito Penal 3.1. instigar e auxiliar? Resposta: 199 .4. Questões do TRF4 3. Questões do TRF1 1) Qual a diferença entre induzir.5.4.

do CP). 213. 71 do CP o que quer dizer a expressão “crimes da mesma espécie”? Resposta: 4) Vislumbra a possibilidade de continuidade delitiva em caso de homicídio? Exemplifique.2. Como diferenciar o concurso homogêneo do concurso heterogêneo? Resposta: 2) Um sujeito trabalha como gerente de uma loja. Resposta: 5) Qual o critério para o crime continuado? A intenção do agente serve para isso? Resposta: 6) Crime contra a Ordem Tributária. Mas tinha o desígnio inicial de fugir com a bicicleta funcional. É crime continuado? Qual a posição do STF? Resposta: 200 .3. Questões do TRF2 1) Faça a distinção entre o concurso material e concurso formal.4. Resposta: 3) Crime continuado em crime de estupro (Art. Sonegação de IR.1. e tira uma pequena quantia dia após dia. assim que atingisse uma certa quantia auferida com esses pequenos furtos. De que se trata esse crime? Qual sua qualificação? Qual crime praticado em relação a bicicleta? Furto ou apropriação indébita? Integra a continuidade delitiva? Trace um paralelo entre reiteração criminosa x crime continuado. Como está a questão atualmente do ponto de vista legal e jurisprudencial? Resposta: 3) Crime continuado: da leitura do art. de que tinha posse também funcional.

3. Questões do TRF5 1) Qual a teoria adotada no Brasil sobre a participação e qual conceito de participação moral e material? Resposta: 3.2.5.4. o órgão da administração? E na iniciativa privada quem faz? Resposta: 2) No que consiste o salário de contribuição? Resposta: 3.3.5.4.1.4.1. Questões do TRF3 1) Há habitualidade na continuidade delitiva? Resposta: 3.1. Questões do TRF1 1) Para efeito de contribuição previdenciária quem é que a lei ordinária equipara a empresa.1.5. quem ela considera empregador. a empregador.5. Contribuições da Empresa.5.1. Direito Previdenciário 3. Questões do TRF4 3. Salário-De-Contribuição. 3. Questões do TRF2 1) Quais as naturezas e espécies de contribuição social? Resposta: 201 .1. portanto empresa.1.4.

na prática.2) Qual a discussão que está sendo travada no Supremo sobre a COFINS em torno da figura do faturamento? Opine de acordo com a argumentação que foi trazida até agora. principalmente quanto às alíquotas. 202 . mas que teriam autorização no texto constitucional que poderia apontar? Resposta: 3. social que não incide em renda.1. não socorre o sistema da seguridade social? Resposta: 3) Qual a sanção que pode ser imposta a PJ em débito com o INSS e onde está estabelecida tal sanção? Resposta: 4) Existe norma específica que fala da PJ? Resposta: 5) Em relação as contribuições atinentes a seguridade social. Questões do TRF3 1) Quem tem competência para criar contribuição social para a seguridade social? Resposta: 2) Qual a contribuição social para a seg. Resposta: 3) O PIS entraria nesse conceito de contribuição social? É uma figura específica de contribuição social? Haveria um bis in idem já que possui a mesma base de cálculo que a COFINS? Resposta: 4) Existe outra situação de bis in idem envolvendo as contribuições.3. Fale sobre a contribuição SAT.5. e que.

Questões do TRF5 3. Como se dar a alienação fiduciária de automóvel? É a regra? Como se adquire a propriedade móvel? Tradição.6. Questões do TRF1 1) O que é uma propriedade fiduciária? Dê-me um exemplo.6.1.6. E porque não pode se transferir o automóvel apenas por simples tradição? Resposta: 2) Na alienação fiduciária o que representa o chamado excesso de meio? Se pratica um contrato objetivo menor que é apenas a alienação em garantia. Direito Civil 3.5. Questões do TRF4 3.5.2.1.6.1.1.Resposta: 6) O SAT tem alíquotas variáveis? Tem algum tipo de categorização? Resposta: 3. Questões do TRF2 1) O contrato de fiança é plurilateral? Resposta: DESSE PONTO EM DIANTE: RESPOSTAS ELABORADAS POR EMANUEL JOSÉ MATIAS GUERRA 2) O contrato de fiança pode ser caracterizado como união de contratos? Resposta: 203 . Resposta: 3.5.1.1.4. Contratos Fiduciários e Indiretos 3. Validade e Invalidade dos Contratos.

pela própria configuração do contrato de fiança. que presume a remissão do penhor. enquanto não desconstituídos. vontade tácita e vontade presumida? Resposta: Embora haja divergência na doutrina acerca do real alcance dos termos. conceito bastante próximo do anterior. ao passo em que os atos inexistentes jamais podem 204 . embora se possa efetivamente perceber a real intenção do agente. que a convalidação é o ato jurídico que com efeitos retroativos sana vício de ato antecedente de tal modo que ele passa a ser considerado como válido desde o seu nascimento. razão pela qual manifesta sua tácita vontade de não questionar a validade da avença. ocorre em situações nas quais há manifestação de vontade. entendese. em geral. A ratificação seria uma de suas modalidades. em que uma pessoa garante ao credor o cumprimento de uma obrigação assumida por outra pessoa (o STJ não aceita a ―autofiança‖). realizada pela mesma pessoa que praticou o ato a ser ratificado. Assim. ao passo em que a confirmação é realizada por outra pessoa (quando no Direito Administrativo. Já a vontade presumida.Entende-se como união de contratos a circunstância em que dois ou mais ajustes estão ligados funcionalmente entre si. do agente que cumpre um contrato mesmo sabendo que sobre ele pende vício de anulabilidade. mas esta não se dá pela forma escrita. Questões do TRF3 1) Qual a diferença entre confirmação. 2) Qual a diferença entre silêncio. A vontade tácita.6. é autoridade superior). por sua vez. representa situação em que a lei atribui a determinado comportamento um específico significado de um declaração de vontade negocial. que somente produz efeitos na medida em que estes sejam reconhecidos pela lei. 3) Há produção de efeitos em negócio inexistente e negócio inválido? Resposta: Há clássica afirmação no sentido de que os atos inválidos são aptos à produção de efeitos. 3.1.3. É o caso da devolução da coisa empenhada. pode-se dizer que o silêncio é a ausência completa de manifestação de vontade. ainda que não haja necessariamente relação de ―acessório X principal‖. convalidação e ratificação? Resposta: Embora haja bastante controvérsia doutrinária sobre o alcance dos conceitos. por exemplo. pode-se incluí-lo no conceito de união de contratos. É o caso.

Exemplo conhecido dos tribunais federais é o caso do aposentado do INSS que tem valores descontados em seu benefício por suposto contrato de empréstimo consignado com instituição financeira.6.1. qual a importância prática de saber qual o conceito de empresa? (c) Qual a relevância do conceito de empresa para o direito? (D) Se a empresa não estiver contida numa sociedade. haverá produção de efeitos.5. essas pessoas serão classificáveis como individuais empresários? (d) Serão uma sociedade? (e) Numa situação concreta. se eu encontro pessoas exercendo uma atividade comercial. nesse ambiente de empresa. empresário? (b) Nesse conceito de empresa. Direito Empresarial 3. até que sobrevenha manifestação judicial em contrário. o contrato não existe.2.7.produzir efeitos.1. (b) A importância de saber o conceito de empresa é ligada a todo o regime jurídico especial aplicado ao conjunto de pessoas que exercer atividade profissional organizada para a produção ou circulação de mercadorias e serviços.1. Sociedade Limitada 3. 3.7.4. entretanto.1. mas até que haja determinação judicial em contrário.1. Questões do TRF4 3. Questões do TRF5 3. razão pela qual o valor do estabelecimento é maior do que o da soma dos bens individualmente considerados. já que sequer reúnem os requisitos de existência dos atos jurídicos em geral. Questões do TRF2 1) (a) O que é o estabelecimento. 205 .7.1.7. de fato.6. se o desconto dos valores não for percebido pelo aposentado. Na prática. conhecido como aviamento (Direito Italiano) ou fundo de comércio. em que identifico pessoas praticando atos de comércio. o contrato inexistente produzirá todos os seus efeitos e o ―pagamento‖ será integralmente realizado. é possível que haja produção de efeitos em atos inexistentes. dessa reunião é originado um sobrevalor. razão pela qual prescindiriam até mesmo de declaração judicial de sua inexistência. como se define isto? Resposta: (a) O estabelecimento empresarial pode ser definido como o conjunto organizado de bens corpóreos e incorpóreos reunidos pelo empresário para o exercício da empresa. Questões do TRF1 3.

1. Questões do TRF4 3. Relativamente às obrigações contraídas antes de sua constituição eles respondem ilimitadamente. Questões do TRF5 01) Discorra sobre a responsabilidade dos sócios. salvo hipóteses excepcionais. 3. a conceituação de empresário não depende mais da prática de atos de comércio.4. a atividade de empresário.7. previstas no Código Civil. i. (e) Na atual teoria da empresa.3.7.024. 206 . Questões do TRF3 3.1. Indago: essa limitação de responsabilidade contém o patrimônio social também. 988 c/c 1. com normas regulamentadoras especiais. razão pela qual a formalização citada não produz efeitos em relação aos credores anteriores. na prática. mas sim da forma como é exercida a atividade. que pressupõe. em face de sua afetação.7. 3) Digamos que a sociedade que eles formem constitua um patrimônio. se a atividade é exercida de forma profissional. CC).5. Nessa caso não serão uma sociedade. com a organização profissional dos fatores de produção. um conjunto de pessoas. 2) Evoluindo neste mesmo exemplo: se estes empresários resolvem formalizar a relação. a posterior constituição de pessoa jurídica não pode prejudicar o sobredito ato jurídico perfeito. de forma habitual e com intuito de lucro. na parte destinada ao Direito de Empresa.1.(c) e (d) A atividade organizada de produção e circulação de mercadorias e serviços exercida por pessoa individual faz incidir o conceito de empresário individual. estará caracterizada. é. Assim. respondendo inicialmente pelas obrigações sociais (arts. compromete o patrimônio social por eles formado ou não? Resposta: Sim. mas sim um empresário individual. mesmo antes da constituição da personalidade jurídica entende-se que o conjunto de bens destinados ao exercício da empresa se constitui em patrimônio especial. constituindo uma sociedade com um tipo de responsabilidade limitada? Como fica isto relativamente às obrigações já contraídas? Resposta: Tendo-se em vista que as relações anteriores foram formalizadas em momento no qual não se existia qualquer limitação de responsabilidade (citação).

LSA) Nas sociedades em comantida simples. ainda que não haja personalidade jurídica. o sócio em geral tem responsabilidade limitada ao valor subscrito. de que depende a alteração do capital. não havendo que se falar sequer em responsabilidade pela integralização das demais. assim entendido o conjunto de bens destinados ao exercício da atividade. apenas o sócio ostensivo exerce a atividade empresarial e apenas ele responde pelas dívidas sociais. mas ilimitada e solidária (entre si) pelas obrigações da sociedade (art. 02) O capital social pode ser alterado pelos administradores ou apenas pelos sócios? Resposta: Nos termos do artigo 1076. sócios que representem ¾ do capital social. de forma ilimitada. 990). embora os sócios possam. do tipo empresarial escolhido para a atividade. mas a responsabilidade é ilimitada. ao passo em que o sócio administrador terá responsabilidade subsidiária. a responsabilidade dos sócios é limitada ao valor de suas cotas. no mínimo. mas respondem pela integralização do capital social. tem-se basicamente o que segue: Na sociedade em comum.Resposta: A responsabilidade dos sócios das pessoas jurídicas que exercem atividades de empresário irá depender. a alteração do contrato social. todos respondem pelas dívidas sociais. há ao menos a limitação da responsabilidade. será inicialmente suportada pelo referido patrimônio. As obrigações ligadas à empresa. Já no que tange às diferenciações. fazer pactos limitativos de responsabilidade (art. já há personalidade jurídica. I do Código Civil. os sócios respondem apenas e tão somente pela integralização da sua cota social. A especialização patrimonial somente produz efeitos entre os sócios (art. demanda a aprovação de. §1º) Nas sociedades em nome coletivo.1. Em comum. 994. Na sociedade em conta de participação. que é o patrimônio de afetação. §único). que não tem personalidade jurídica. basicamente. 282. Nas sociedades em comandita por ações. 207 . ressalvado o já citado patrimônio de afetação (art. os sócios comanditados são responsabilizados solidária e ilimitadamente. Nas sociedades limitadas.039. entre si. enquanto os comanditários respondem apenas pelo valor de suas cotas. Nas sociedades anônimas.

1.0000.8. COMPETINDO O JULGAMENTO À JUSTIÇA ESTADUAL 2) A assistência que atrai a competência da Justiça Federal é simples.2011. Procedimento Sumário.8.01.5.8.8.4. de 25/07/2012).8. OU DE CONSTITUIÇÃO DE SERVIDÃO ADMINISTRATIVA.4.4. Questões do TRF4 3. Procedimento. Audiência Inicial. Questões do TRF3 3. Recebimento da Inicial.1. qual é a classificação correta? Resposta: Embora haja bastante discussão jurisprudencial sobre o tema.0025997-34. Questões do TRF1 3. Petição Inicial. que a intervenção da União com base em interesse meramente econômico (Lei 9. Intervenção de Terceiro e Ação Declaratória Incidental 3. 3. o juiz federal pode obrigar a União a figurar no feito? O que diz a Súmula do TRF 2? Resposta: Diz a súmula Súmula 41 do TRF-2: NA AÇÃO DE DESAPROPRIAÇÃO. Audiência de Instrução e Julgamento. entende-se.8.3. Questões do TRF2 1) Com relação às concessionárias.1.1.01. NÃO PODERÁ SER OBRIGADA A INTEGRAR A RELAÇÃO PROCESSUAL. MANIFESTANDO A UNIÃO EXPRESSAMENTE FALTA DE INTERESSE EM INTERVIR NO FEITO. Hipóteses de Admissibilidade.0000. o que somente se dá com a assistência simples ou litisconsorcial (TRF1 . Questões do TRF5 208 . Valor da Causa e Caracterização por Matérias. isto é.2002.8.2. na esteira da Súmula 61 do TFR. Citação. Resposta do Réu. de 17/08/2012).001685436.3. litisconsorcial. com a demonstração do interesse jurídico.46997) não atrai a competência da Justiça Federal (TRF1 .1.1. PROPOSTA POR CONCESSIONÁRIA DE ENERGIA ELÉTRICA.1. Direito Processual Civil 3.

ainda existe a prisão como condição de apelar? Resposta: Não. Direito Processual Penal 3. Questões do TRF1 1) No tocante ao apelar em liberdade. 3) Da decisão que rejeita o pedido de liberdade provisória sem fiança. embora. CPP).3. Admite-se. 4) O réu que responder o processo em liberdade poderá ter sua prisão decretada imediatamente após a decisão de recurso no Tribunal? 209 .1. V. na doutrina.9. cabe RESE? Resposta: Sim.1. 3. com a revogação do artigo 595 do CPP.9.3. o Recurso Especial.9.2. ainda que não previsto no CPP de forma expressa.1.1. a Carta Testemunhável. autores como Nelson Nery entendam desnecessário o segundo requisito. tem aplicação no processo penal.9. por expressa disposição legal (art.9. em face da presunção de inocência e do duplo grau. Questões do TRF3 1) Quais os recursos previsto no CPP? Resposta: O CPP prevê de forma expressa apenas o Recurso em sentido estrito (RESE). não há mais discussões a respeito da matéria. Já era reconhecida pela jurisprudência dos tribunais a impossibilidade de imposição da referida condicionante. Atualmente. 581. desde que haja dúvida objetiva e respeito ao prazo do recurso tido como correto. a Apelação. Recursos 3.1. o Agravo Regimental e o Agravo contra decisão denegatória de recurso especial ou extraordinário. 2) Aplica-se o princípio da fungibilidade no Processo penal? Resposta: Também conhecido como ―Teoria do Recurso Indiferente‖ ou do ―Tanto vale‖. Questões do TRF2 3. Embargos infringentes e de nulidade e o Recurso extraordinário. os Embargos (e os embarguinhos).

a decisão condenatória do Tribunal somente é apta a gerar o encarceramento se presentes alguns dos requisitos da prisão preventiva. sendo válido ressaltar que a Lei 12.9.10.10. por si só.1. Tutela Administrativa do Meio Ambiente.1.10.1. a liberdade se impõe.1.Resposta: A decisão do Tribunal. já tendo se manifestado o STF no sentido de que a ausência de efeito suspensivo aos recursos de natureza extraordinária (REsp e RE) não têm o condão de possibilitar a execução provisória contra o réu. Responsabilidade Administrativa em Matéria Ambiental. Questões do TRF5 3.3. Questões do TRF3 3. é bem provável que não haja qualquer dos requisitos da preventiva.5.10.10.9. Como o réu respondeu ao processo em liberdade. no recurso de apelação o tribunal poderá deferir a liberdade? Resposta: A liberdade se imporá se não estiverem presentes os motivos da prisão preventiva.4. Direito Ambiental 3. 3. 5) E na hipótese de ter respondido o processo preso.4. Do contrário.2.10. Questões do TRF1 3. não é apta a legitimar o encarceramento do réu. Poder de Polícia Ambiental 3. mesmo que este tivesse respondido a todo o processo preso.1. Dessa forma.403/2011 revogou a disposição do CPP que condicionava o conhecimento da apelação à não fuga do recorrente. Questões do TRF2 3. Questões do TRF4 3.1. Questões do TRF4 210 .1.1. razão pela qual normalmente continuará em liberdade.

haja vista ser competência da natureza comum. em benefício da coletividade e do próprio estado‖. salvo quando se tratasse de obra com significativo impacto ambiental de âmbito nacional ou regional. e de haver previsão de competência legislativa concorrente à União.3. XII). ―jazidas. Recentemente a Lei Complementar 140/2011 tratou de regular o tema da cooperação entre os entes. como sendo apto a legitimar a instituição de exação tributária na modalidade taxa. VI). razão pela qual em regra era atribuída aos órgãos estaduais. Questões do TRF5 TRF5 – 2012 01) Trate da repartição de competência em matéria ambiental e se houve alguma alteração recente sobre o tema. com base na preponderância do interesse. Discorra. no princípio da supremacia do interesse públi211 . com preferência para a palavra dada pelo ente licenciador. IV). Já no que tange ao poder fiscalizatório. fauna. defesa do solo e dos recursos naturais. tendo-se em conta que o âmbito laboral também integra o conceito de meio ambiente. proteção do meio ambiente e controle da poluição‖ (art. Resposta: Hely conceitua Poder de Polícia como "a faculdade de que dispõe a Administração Pública para condicionar e restringir o uso e gozo de bens.5. portanto. e que as demais são atribuídas a todos os entes. 21. portanto. minas e outros recursos minerais‖ (art. É expressamente tratado pelo artigo 78 do CTN.1. pesca. 02) Compreensão do poder de polícia administrativo. XXIV). caça. Pode-se dizer. Fundamenta-se. fundamento. Já a competência fiscalizatória era exercida por todos os entes. deve ser levado em conta que há competência privativa da União para legislar sobre ―águas e energia‖ (art. manter e executar a inspeção do trabalho‖ (art. a noção de predominância do interesse. Estados e DF para legislar sobre ―florestas. A matéria foi detalhada pelas Resoluções 1 e 237 do CONAMA. A matéria ligada à competência para o licenciamento era tratada predominantemente no artigo 10 da Lei da Política Nacional do Meio Ambiente. 24.10. No que tange ao licenciamento foi mantida. que há competências que são atribuídas apenas à União. 22. no exercício do chamado Federalismo de Cooperação. porém. VI). embora não se tenha suprimido completamente a competência dos demais. deu-se prevalência à atuação exercida pelo ente responsável pelo licenciamento. em linhas gerais. Resposta: Embora haja expressa previsão constitucional no sentido de ser comum a todos os entes competência material para ―proteger o meio ambiente e combater a poluição em qualquer de suas formas‖ (artigo 23. além da competência material privativa da União para ―organizar. em linhas gerais. 22. atividades e direitos individuais. conservação da natureza.

sua delegação a pessoas jurídicas de direito público. colocam a autoexecutoriedade. que não detém. colocado por Celso Antônio Bandeira de melo como base de todo o Direito Administrativo. 05) O poder de polícia precisa da intervenção do poder judiciário? Resposta: Os autores administrativistas. caso a Administração opte por levar o caso ao Judiciário. a discricionariedade e a coercibilidade como caracarterísticas inerentes ao poder de polícia. entendo que também a multa é decorrente do poder de polícia. Há relevante discussão na doutrina e na jurisprudência acerca da autoexecutoriedade ou não do ato demolitório de construções irregulares. no caso da cobrança de multas. 04) A administração aplicou uma multa pelo atraso na prestação. a eventual multa pelo atraso no seu cumprimento pode ser qualificada como medida acessória que visa a estimular o seu cumprimento tempestivo. reconhece-se que há situações em que não pode a Administração executar diretamente as decisões derivadas do Poder de Polícia. não é cabível a extinção do feito por falta de interesse de agir. a administração estaria exercendo o poder administrativo? Resposta: Tratando-se de prestação exigível no bojo do exercício do poder de polícia. 212 . Apesar disso. entretanto. como as autarquias. poder para decidir multar ou não multar. por exemplo. assim. ao lado da indisponibilidade do interesse público. ou a atribuição de simples atos materiais a particulares. em face da relação de acessoriedade e seguindo a teoria da Gravitação Jurídica. Pode-se dizer. entretanto. que o exercício dos atos decorrentes do poder de polícia é autoexecutório sempre que houver expressa previsão legal nesse sentido ou quando se tratar de ato urgente.co. em geral. a jurisprudência superior já teve a oportunidade de afirmar que. 03) Delegação a particular do poder de polícia. Isso não impede. é possível? Resposta: Entende-se predominantemente que não é possível. em que a intermediação do Judiciário é necessária. Dessa forma. como. que são operados por particulares. Em que pese ainda não haver definição do tema. haja vista tratar-se de faculdade eminentemente pública. como no clássico exemplo dos radares que medem a velocidade de veículos em vias públicas.

para os demais.11. pela nacionalidade brasileira. Já quanto à nacionalidade derivada.1. que prevê a naturalização para o residente há mais de quatro anos. Resposta: Nacionalidade pode ser definida como um vínculo jurídico-político que une uma pessoa a um Estado. Direito Internacional Público e Privado 3. Questões do TRF2 1) Nacionalidade: Conceito. A perda.11.4. Questões do TRF4 3.).1.1. filho de pai ou mãe brasileira a serviço do Brasil ou filho de pai ou mãe brasileira. em virtude de atividade nociva ao interesse nacional. desde que registrado na repartição brasileira competente no exterior ou que venha morar no Brasil e opte a qualquer tempo. e no Estatuto do Estrangeiro. depende de procedimento contraditório.11.3. profissão. 3.1. perda e aquisição. como o que nasce no exterior.11. adota-se tanto o modelo do jus solis como o do jus sanguinis. Questões do TRF1 3.1.11.2. no Brasil é adquirida com a naturalização.5.1. entretanto. a Constituição a prevê nas hipóteses de adoção voluntária de outra nacionalidade derivada. é prevista na Constituição.1. em face de juiz federal competente. depois da maioridade. No Brasil. etc. como acontece comumente com jogadores de futebol.11. Nacionalidade: Aquisição. Quanto à perda. por sentença judicial. Discorra.11. Questões do TRF5 213 . mas com diversos requisitos (como boa saúde. ou ao que tiver cancelada sua naturalização. Perda e Mudança 3. conhecimento da língua. quanto à nacionalidade originária. Questões do TRF3 3. salvo se imposta como condição para a permanência no Estado estrangeiro ou o exercício de direitos civis.3. razão pela qual é brasileiro tanto aquele que nasce no território nacional (salvo se um dos seus pais estiverem a serviço do seu país). com requisitos de um ano de residência e idoneidade moral para os originários de países de língua portuguesa e 15 anos de residência ininterrupta e ausência de condenação penal. razão pela qual não pode ser tida como automática toda vez que um nacional se naturaliza em outro Estado.

1.13. portanto. Fato Jurídico e Fato Social (Relações) 3. não construído. Sociologia do Direito 3. Justiça e Legalidade 3. pela ação humana. que independe completamente do Direito.12.4. 3.12.13. Questões do TRF5 3. Questões do TRF4 3. O fato natural. Cita-se comumente como exemplo de fato social as regras de postura e de etiqueta. Questões do TRF2 3. o que é o algo social e o algo natural? Resposta: O conceito de fato social foi cunhado por Emile Durkheim como forma de delimitar o campo de abrangência do estudo da ciência da sociologia. na mesma medida em que o fato social condiciona a sociedade.1. o fato social – objeto da sociologia – se constitui na maneira de agir. existentes.12. de sentir exteriores ao indivíduo.12. Filosofia do Direito 3. Questões do TRF1 1) Qual a teoria predominante em relação à natureza e a sociabilidade. Para o autor. de pensar. dotadas de um poder de coerção. ordinário.1. independentemente da sociedade em que ocorrem.1.12. 214 .3.1.12.1.5.3.1.13. por sua vez.12. portanto. é algo que a natureza apresenta em seu curso natural.1. Dessa maneira. esta determina o molde do fato social. Questões do TRF3 3.2. Questões do TRF1 1) O que é justiça? Resposta: O termo comportou diferentes acepções. ao longo da história.1.1.

para tanto.3.Tratada por Platão como a virtude que tem proeminência sobre todas as outras.1. é instrumento válido de tentativa de mudanças sociais sem uso da violência.1.13.13. em alguns momentos da história não foi rompida. de maneira geral. Miguel Reale ressalta que a Justiça é um valor que só se releva na vida social.13. demonstrar a insatisfação mediante o não apoio ao poder estabelecido. Questões do TRF2 3. Questões do TRF3 3. a decisão do STF em que se autorizaram as marchas contra a proibição da maconha. no sentido de busca.5. sem que haja necessariamente confronto físico. Dessa maneiro.13. que por Justiça deve-se entender uma situação ideal. em que a todos os indivíduos de uma comunidade. Assim. e agora vistos como legítimo exercício do direito de não concordar com as políticas públicas instituídas. desde que exercida de modo a não violar direitos ou legítimas expectativas de terceiros. decorrente da própria diferença entre os homens. Pode-se dizer. de uma igualdade que não existe. ao mesmo tempo. nesse sentido. antes tratadas como crime de apologia. Questões do TRF4 3.4. efetivamente. portanto. e não teve consequências mais benéficas? Resposta: Por desobediência civil deve-se entender toda forma de protesto contra um poder político instituído. justo é tanto aquele que cumpre a lei (justiça em sentido estrito) quanto aquele que realiza a igualdade (justiça em sentido universal). bastando. legalidade e igualdade.2. a desobediência civil. pelo simples fato de serem indivíduos. Para Aristóteles. É de se destacar.1.1. Entre os contemporâneos. 2) O senhor é a favor da desobediência civil? E a ordem estabelecida. Questões do TRF5 215 . sobretudo com sua demonstração em atos públicos. na prática. o termo justiça denota. serem dadas as mesmas condições de obtenção da felicidade que são dadas a todos os outros. 3.

isto é.2. Decorre da premissa de que. Há exemplos na Constituição? Resposta: A despeito da semelhança. sob pena de surgir um verdadeiro caos jurídico toda vez que se alterar a norma constitucional. 2) Efeito repristinatório e repristinação. já que a Força Normativa da Constituição. 4. VI da Constituição. Direito Constitucional 4.1. que retiram seu fundamento de validade na própria Constituição Federal. §3º da LINDB. No que tange ao controle concreto. já que não há instrumento infraconstitucional que o fundamente.4. para os decretos autônomos. Questões do TRF2 1) O que é o fenômeno da recepção? Norma anterior pode ser objeto de controle de constitucionalidade concreto? Resposta: O fenômeno da recepção é a análise individualizada de compatibilidade da lei préconstitucional com a norma constitucional superveniente (seja uma nova Constituição. no sentido de não se conceder validade a normas que violem seu conteúdo. a repristinação deve ser expressa dada a dicção do artigo 2º. Assim.1. é plenamente possível a análise da recepção.1.1. é cabível a ADI. em face da alteração do parâmetro constitucional. seja um artigo da Lei Maior alterado por emenda). Discorra e diferencie.1. até que se declare a ausência de compatibilidade.1. A repristinação é um fenômeno legislativo no qual há a entrada novamente em vigor de uma norma efetivamente revogada.1. todas as normas pretéritas continuam em vigor. Controle de Constitucionalidade 4. Contudo. são vocábulos com significação diversa. 216 . elaborados com fundamento direto no artigo 84. pela revogação da norma que a revogou.1. Questões do TRF1 1) Cabe ADI em face de decreto autônomo? (Natureza de primariedade) Resposta: A Ação Direta de Inconstitucionalidade é a forma de controle concentrado cabível em face de atos normativos primários. também deve ser assegurado no âmbito do controle concreto. Ponto 04 4.

3) É possível controle de Emenda à Constituição? Resposta: O controle de constitucionalidade é a análise acerca da compatibilidade formal e material das leis infraconstitucionais em relação à Constituição Federal. 4) Explane sobre controle de constitucionalidade. 5) Fale sobre a modulação dos efeitos temporais na ADI. construção do legislador constitucional. o efeito repristinatório é a reentrada em vigor de norma aparentemente revogada. entretanto. Uma vez ultrapassado o controle. já que não é produto do Constituinte Originário. Essa tese é embasada no fato de que a decisão que reconhece a inconstitucionalidade é declaratória. ao contrário. o ato inconstitucional nasce eivado de nulidade. extraído do controle difuso de constitucionalidade e acolhido em nosso ordenamento. a nulidade. No Brasil adotou-se o modelo jurisdicional de controle – embora possa ser feito. Assim. como deixa ver o artigo 59 da Constituição. tanto na modalidade difusa – surgida nos EUA – como na concentrada – modelo austríaco. Com isso.Já o efeito repristinatório advém do controle de constitucionalidade. Não é apenas anulável. ocorrendo quando uma norma que revogou outra é declarada inconstitucional. no caso. em algumas hipóteses. Resposta: Trata-se da análise da compatibilidade de toda a legislação infraconstitucional com os preceitos inseridos na Constituição da República. é necessário explanar brevemente sobre o princípio que lhe dá suporte: o princípio da nulidade do ato inconstitucional. é perfeitamente cabível o controle de sua constitucionalidade. Isso não confere ao judiciário um alargamento de seu poder (legislando)? Resposta: 217 . a norma que nasce nula (declarada inconstitucional) não poderia revogar a anterior validamente. legitimado em face da supremacia formal desta. Para este princípio implícito. Para compreendêlo melhor. a norma passa a ter o mesmo status da demais normas constitucionais. E a decisão declaratória apenas reconhece determinada situação. mas. Assim. como a Emenda Constitucional é inferior à Constituição. pelos demais poderes -.

de fato. em sede de controle concentrado. Faz-se.868/1999 e 11 da Lei 9. Resposta: Em linhas gerais. 7) Há correntes que veem uma extravagância do Poder Judiciário. pois que estaria exercendo um poder normativo a partir do momento que dá efeito prático a um preceito que ele já declarou inconstitucional. assim. permite-se a declaração de inconstitucionalidade sem pronúncia de nulidade. razão pela qual o legislador dá. de que a lei inconstitucional é nula. 6) Faça uma diferenciação sobre o que vem a ser controle de constitucionalidade e a modulação dos seus efeitos temporais de acordo com a doutrina e a jurisprudência. O sistema brasileiro se assenta na premissa. não devendo produzir qualquer efeito. De fato. Como vê essa questão? Haveria essa invasão do Poder Judiciário? Resposta: O reconhecimento da possibilidade de modulação dos efeitos da declaração de inconstitucionalidade foge às linhas teóricas do entendimento no sentido de que a lei inconstitucional é nula. por razões de segurança jurídica. Acaba-se por permitir. que o STF legitime os efeitos produzidos por uma lei que é nula em sua essência. admite a legislação infraconstitucional a modulação dos efeitos desse reconhecimento. de modo que a lei. o controle de constitucionalidade é a análise da compatibilidade de toda a legislação infraconstitucional com os preceitos inseridos na Constituição da República. como se a lei jamais tivesse existido. razão pela qual a declaração de sua inconstitucionalidade deveria produzir efeitos jurídicos retroativos. pode produzir efeitos jurídicos válidos. Entende-se. O reconhecimento da inconstitucionalidade. entretanto.A modulação de efeitos é prevista em nosso ordenamento pelos artigos 27 da Lei 9. a possibilidade de modulação de efeitos representa um certo alargamento do seu poder.882/1999. em situação análoga à que consta na Constituição Portuguesa e também na Lei Orgânica da Corte Constitucional Alemã. Trata da possibilidade de se legitimar a produção de efeitos a uma lei considerada inconstitucional. tem o condão apenas de declarar (ADI) uma situação já existente. razão pela qual entende-se o alargamento como compatível com a Constituição. na medida em que confere possibilidade ao STF de dar validade a norma que contraria a Constituição. que a lei já nasceu nula. ao Judiciário um poder que aparentemente excede o de mero órgão julgador. via de regra. Entretanto. então. Embora se possa entender que a modulação atua como garantia do 218 . mesmo inconstitucional. inclusive fixando os marcos de sua vigência. razão pela qual não deveria produzir quaisquer efeitos jurídicos. Por razões de segurança jurídica. em respeito ao princípio da segurança jurídica. de modo a permanecerem válidos os atos praticados na vigência da lei declarada inconstitucional. desde que nesse sentido decida o STF. entretanto.

apenas reconhece-se sua possibilidade na medida em que o próprio ato de deliberar sobre determinada matéria viole a Constituição. 9) Na hipótese em que o regimento interno da Câmara de um dos Poderes. Assim. atua-se através do veto jurídico. não há como negar que sua utilização indevida pode gerar situações de indevida atuação do Poder Judiciário como legislador positivo e contrário à Constituição. por parte dos três poderes. somente seria possível o controle sobre a confecção do Regime Interno se uma de suas normas violasse algum de seus mandamentos violasse expressamente uma norma cogente da Constituição. entretanto. por exemplo. sobretudo no que tange às cláusulas pétreas. No Legislativo. não se podendo falar em controle para atos classificados como interna corporis. antes da aprovação dos projetos. não seria possível o controle interno. a atuação se dá pelas Comissões de Constituição e Justiça ou pelo próprio Pleno. 10) Como a Constituição Federal trata o efeito repristinatório de normas constitucionais? Resposta: 219 . No âmbito do Executivo. está sendo confeccionado e há uma discussão sobre sua compatibilidade.princípio da segurança jurídica. Resposta: É possível o controle preventivo. Assim. Já no âmbito do Judiciário acontece apenas em casos concretos nos quais se discuta o direito público subjetivo dos parlamentares de participar de um processo legislativo hígido (devido processo legislativo) que não contrarie as regras de vedação de deliberação expressamente contidas na Constituição. 8) Pode haver controle de constitucionalidade preventivo? Exemplifique. por exemplo. Em matérias de mero funcionamento interno. se houvesse previsão de quórum de maioria absoluta para a aprovação de emendas constitucionais. como. que incide sobre os projetos de lei ou de emenda constitucional. poderia haver esse controle de constitucionalidade pelo Supremo em relação ao que estivesse inscrito nessa norma específica interna de funcionamento de um dos Poderes? Resposta: O controle preventivo tem balizamento bastante restrito: o direito público subjetivo de participar de um processo legislativo hígido.

mas. Veda-se. Uma vez ultrapassado o controle. Para este princípio implícito. Não é apenas anulável. ao contrário. E a decisão declaratória apenas reconhece determinada situação. Assim. Com isso. Circunstanciais: são limitações consubstanciadas em normas aplicáveis a situações excepcionais. já que não é produto do Constituinte Originário. extraído do controle difuso de constitucionalidade e acolhido em nosso ordenamento. Assim. a norma que nasce nula (declarada inconstitucional) não poderia revogar a anterior validamente. Para compreendê-lo melhor. como a Emenda Constitucional é inferior à Constituição. no caso. a nulidade. assim. é perfeitamente cabível o controle de sua constitucionalidade. a reforma em casos de estado de sítio e de defesa. é necessário explanar brevemente sobre o princípio que lhe dá suporte: o princípio da nulidade do ato inconstitucional. 11) É possível controle de constitucionalidade de EC? Resposta: O controle de constitucionalidade é a análise acerca da compatibilidade formal e material das leis infraconstitucionais em relação à Constituição Federal. 220 . Essa tese é embasada no fato de que a decisão que reconhece a inconstitucionalidade é declaratória. 12) Poder Constituinte Derivado.O efeito repristinatório advém do controle de constitucionalidade. entretanto. ocorrendo quando uma norma que revogou outra é declarada inconstitucional. o ato inconstitucional nasce eivado de nulidade. nas quais a livre manifestação do poder derivado reformador possa estar ameaçada. a norma passa a ter o mesmo status da demais normas constitucionais. construção do legislador constitucional. existem limitações? Resposta: Existem 3 graus de limitação: Formais ou procedimentais: referem-se aos órgãos competentes e aos procedimentos a serem observados na alteração do texto constitucional. o efeito repristinatório é a reentrada em vigor de norma aparentemente revogada. como deixa ver o artigo 59 da Constituição. de extrema gravidade. e em intervenção federal.

Ao reverso. ADI 2). 221 . São as denominadas cláusulas pétreas. sendo revogada com o advento da norma hierarquicamente superior. compatível com a Constituição. segundo as quais a Constituição não poderia ser emendada antes de decorrido determinado lapso temporal. 16) Qual a diferença entre inconstitucionalidade superveniente e não recepção? Resposta: Como exposto anteriormente. a questão não é propriamente de inconstitucionalidade. é com esta incompatível. Segundo entendimento do STF. que é hierarquicamente superior. em razão da incompatibilidade com a Constituição. 12) Poder Constituinte Derivado. por posterior reforma do texto constitucional ou por circunstâncias fáticas. mas de revogação de norma anterior pela nova norma hierarquicamente superior (ADIQO 7. haverá revogação da norma e. Já a inconstitucionalidade superveniente. anterior à Constituição. ocorre quando uma norma. sendo com ela compatível. Fala-se ainda em limitações temporais. Nesse caso. a não recepção ocorre quando a norma é incompatível com a nova constituição. fenômeno semelhante. existem limitações? Resposta: 13) Qual artigo contém as cláusulas pétreas? Resposta: DESSE PONTO EM DIANTE: RESPOSTAS ELABORADAS POR ÉRICO RODRIGO FREITAS PINHEIRO 15) O que significa recepção e não recepção? Resposta: Há recepção quando uma norma pré-constitucional guarda conformidade com uma nova Constituição. permanecendo em vigor. a não recepção ocorre quando a norma. Não previstas na atual Constituição. se torna com esta incompatível.Materiais: impedem a alteração de determinados conteúdos consagrados no texto constitucional. não propriamente inconstitucionalidade.

foi caso da ADPF n. e não hipótese de "revogação"? Resposta: Referido rebate foi travado no bojo da ADI n. por ser suprema.. neste caso? Resposta: No julgamento da ADPF n. parágrafo primeiro. por este motivo. cujo objeto foi a Lei de Imprensa (Lei n. 9882/1999. Considerou-se que o exercício da atividade jornalística encontra-se submetido apenas às restrições constantes do próprio texto constitucional. 130. pois não se trata propriamente de inconstitucionalidade. (Seria ilógico que a lei fundamental. no sentido de se tratar de revogação e que. 222 . 5250/67). o STF considerou a Lei de Imprensa incompatível com a Constituição de 1988. a diferença é substancial pois. a verificação de compatibilidade de uma norma anterior à Constituição não pode ser objeto de ação direta de inconstitucionalidade. poderia ser objeto de ADIN. ADIN não poderia tratar deste tema (pelo fato de ser superior. disciplinada pela Lei n. não podendo o legislador ordinário criar outras limitações. que a compatibilidade da norma com a Constituição seja objeto de Arguição de Descumprimento de Preceito Fundamental. cujo relator foi o Ministro Carlos Ayres Britto. Paulo Brossard defendeu que a incompatibilidade de norma anterior à Constituição com o texto dessa encerra hipótese de revogação. Por exemplo. da Constituição. Prevaleceu o entendimento do relator. Já o Min. leis ordinárias.17) Não recepção pode sofrer controle concentrado? Qual a lei? Resposta: Segundo entendimento do STF.. acerca da lei de imprensa. não sendo apenas revogação. mas de revogação da norma anterior. ao ser promulgada. sendo inconstitucionalidade.) Ação direta de que se não conhece por impossibilidade jurídica do pedido). Quem foi o ministro relator. que regulamentou o art. segundo seu entendimento. 18) Que entendimento o STF adotou. devendo ser solucionada no âmbito do direito intertemporal. recentemente. mesmo podendo ser tratada de revogação. Admite-se. Sepúlveda Pertence considerou que a não recepção implica em inconstitucionalidade. O Min. 130. contudo. não revogasse. por afrontar as disposições relativas à liberdade de imprensa. entre os ministros Paulo Brossard (relator) e Sepúlveda Pertence. (. 102. Este Ministro defendeu que. a Constituição não deixa de produzir efeitos revogatórios. 2. 19) Lembra quem foram os ministros do STF que travaram o debate célebre em que ficou decidido que a norma infraconstitucional incompatível com a constituição superveniente encerra hipótese de "não-recepção".

na visão do Min. Já a não recepção. recentemente. 21) Cabível ADI contra norma infraconstitucional vigente em face parâmetro normativo constitucional revogado? Resposta: Segundo entendimento tradicional no STF. o STF ensaia mudança neste entendimento. não seria cabível ADI contra norma constitucional vigente confrontada com norma constitucional revogada. a revogação implica em solução do conflito conforme preceitos atinentes a direito intemporal. Conforme decidido nas ADIs 2158 e 2189. não ocorre propriamente declaração de nulidade (que teria efeito ex nunc). atinge a norma no plano de validade. Trata-se de declaração de nulidade. com efeitos retroativos à data de sua promulgação. não apenas no cronológico. Contudo. O reconhecimento da inconstitucionalidade implica em nulidade da norma. Contudo. 22) Qual o efeito da modulação na declaração de inconstitucionalidade? Há categoria nova ou fica no plano tão somente da validade? A modulação dos efeitos temporais dos julgados do STF atinge a norma em que nível de validade? Resposta: Por regra geral. implica em inconstitucionalidade. Eventuais ADIs propostas. 223 . a declaração de inconstitucionalidade tem efeitos erga omnes e ex tunc. o Tribunal considerou que a constitucionalidade da norma deve ser aferida diante da quadro constitucional vigente na data de sua edição (princípio da contemporaneidade). sendo que a incompatibilidade material com a Constituição deve ser apreciada no plano hierárquico. no sentido de que norma posterior revoga norma anterior que seja com esta incompatível. por razões de natureza política (preservação da segurança jurídica e excepcional interesse social). seriam consideradas prejudicadas (ADI 2197).20) Qual a diferença entre não recepção e revogação de norma em decorrência de constituição superveniente? Resposta: Como exposto. Sepúlveda Pertence. a decisão terá efeito constitutivo negativo. Nesse caso. atingindo a norma no plano de sua eficácia. ocorre o que a doutrina chama de ―declaração de inconstitucionalidade sem pronúncia de nulidade‖. Nos casos em que há modulação. com esta temática. Nesta hipótese. este posicionamento não foi acolhido pela maioria do pleno do STF. Entendeu que ―não se admite a figura da constitucionalidade superveniente”.

3. quando a vida extrauterina se revela inviável. etc. não pode ser convalidada por alteração constitucional posterior. 224 . Assim. eventual norma. o STF considerou ser possível a interrupção da gestação neste caso (ver informativo 661). mas confere-se à norma impugnada uma determinada interpretação que lhe preserve a constitucionalidade ou quando exclui-se da norma impugnada uma interpretação que lhe acarretaria a inconstitucionalidade. no princípio da dignidade da pessoa humana. principalmente.1. Interpretação conforme sem redução de texto: não há supressão textual. Resposta: Inconstitucionalidade adjetiva é sinônimo de inconstitucionalidade formal. nascida inconstitucional. 24) O que se pretende na ADPF no. não se admite constitucionalidade superveniente (ADIs 2158 e 2189). Questões do TRF3 1) Quais espécies de interpretação conforme são cabíveis? Resposta: A doutrina considera haver duas espécies de ―interpretação conforme‖: 1. Interpretação conforme com redução de texto: declara-se a inconstitucionalidade de determinada expressão. Pode ocorrer quando a norma é editava por ente federativo incompetente.23) Existe controle de constitucionalidade superveniente? Resposta: Segundo atual entendimento do STF. 2. 4. possibilitando a partir dessa exclusão do texto. Com fundamento. 25) Exemplo de inconstitucionalidade adjetiva. quando os quóruns de votação não são observados. 54 (crime de aborto do CP)? Resposta: A ADPF 54 versa sobre a possibilidade de aborto nos casos de gestação de feto anencéfalo. A análise da constitucionalidade da norma deve levar em consideração o quadro constitucional vigente no momento de sua edição (princípio da contemporaneidade).1. quando a iniciativa do projeto de lei partiu de agente não legitimado para tanto. quando não há revisão do projeto iniciado em uma casa legislativa por outra. que ocorre quando promulga-se norma cujo processo de elaboração (processo legislativo) encontrase viciado. uma interpretação compatível com a Constituição.

b). 3) Norma legal que altera prazo de recolhimento de tributo se sujeita ao princípio da anterioridade? Resposta: Conforme Súmula 669 do STF.1.2. os entes não poderão cobrar tributos no mesmo exercício financeiro em que houverem sido criados ou aumentados (Art. a CF).2. 225 .1. 150. não incidindo o art. sendo instrumentos da política fiscal. Isto porque não se cria ou aumenta tributo.4.1. 2) Qual a diferenciação tópica entre anterioridade e anualidade? Resposta: Segundo o princípio da anterioridade. Sistema Constitucional Tributário: Princípios Constitucionais De Direito Tributário 4. Nesse sentido.4. Questões do TRF1 1) Os princípios constitucionais da vedação ao confisco se aplica a tributos extrafiscais? Resposta: A doutrina majoritária entende que o princípio do não-confisco não se aplica aos tributos extrafiscais. Direito Tributário 4.1. Este princípio não vigora no Brasil.1. ―Norma legal que altera o prazo de recolhimento da obrigação tributária não se sujeita ao princípio da anterioridade‖.1. III. São princípios distintos em relação à chamada anualidade.2. Questões do TRF4 4. pois estes não detém função arrecadatória. Em sentido contrário. Questões do TRF5 4.5. a da Constituição.1. Sacha Calmon Navarro Coelho e Aliomar Baleeiro. III. 150. Pelo princípio da anterioridade do exercício financeiro. é vedado aso entes tributantes cobrar tributos em relação aos fatos geradores ocorridos antes do início da vigência da lei que os houver instituído ou aumentado (Art. 150. Ricardo Lobo Torres e Werther Botelho Spagnol. o qual preconiza que arrecadação de determinado tributo deve ser anualmente prevista na respectiva lei orçamentária. III.

à medida que se aumenta a base de cálculo. da não surpresa. da lealdade. conforme processo legislativo constitucionalmente previsto. 2) Haveria a incidência do princípio da eticidade na área tributária? Resposta: Pelo princípio da eticidade. são aplicáveis alíquotas maiores. da iso226 . tendo relação com os princípios da anterioridade. Resposta: (questão truncada). IOF. da probidade. da confiança. Trata-se de princípio correlato ao princípio da capacidade contributiva. considerada uma manifestação do princípio da capacidade contributiva. apesar de se exigir edição de lei em sentido formal.2. parágrafo primeiro. da personalidade. Pela legalidade relativa. estas relações devem ser marcadas por valorização da dignidade humana. sem necessariamente haver alteração nas alíquotas. 5) O que dizer de uma lei que estabelece alíquotas progressivas sobre. da capacidade contributiva. a Constituição impõe a edição de lei formal para a regulamentação de determinada matéria. significa norma editada pelo Poder Legislativo. 4.2. Exemplo: Alíquotas do IPI.4) Distinção básica entre proporcionalidade e progressividade? Resposta: Pelo princípio da progressividade. Exemplos: Alíquota do Imposto de renda e das contribuições previdenciárias dos trabalhadores. Um exemplo é a alteração da base de cálculo do imposto de renda. podendo este complementá-la por ato infralegal. da Constituição). Este princípio incide na área tributária. da cidadania. Por consequência. 153. a boa-fé deve marcar as relações jurídicas. da boa-fé e da honestidade. Questões do TRF2 1) Princípio da Legalidade Relativa é cabível no direito tributário? Resposta: Pela legalidade absoluta. da vedação ao confisco. nesse sentido. Lei. para dedução de despesas médicas.1. Já o princípio da proporcionalidade implica em maior tributação aos contribuintes com riqueza tributável maior. É admitida no direito tributário. II e IE (art. A progressividade é comum é considerada constitucional no Direito Brasileiro. permite-se a esta estabelecer somente parâmetros de atuação do Poder Executivo.

3) Mudança de interpretação acarreta em novo fato gerador? Resposta: Segundo o art. 4) Existe diferença entre princípios tributários e pressupostos? Resposta: 5) Diferença entre o princípio da irretroatividade e da intangibilidade. por exemplo. havendo mudança de interpretação. A vigência formal guarda relação com a própria vigência. Já a vigência material se confunde com a eficácia. de ofício ou em conseqüência de decisão administrativa ou judicial. para produção de efeitos. quanto a fato gerador ocorrido posteriormente à sua introdução. 227 . não pode retroagir. Entra nesse conceito a figura da eficácia? Resposta: Vigência é a aptidão da norma. Resposta: O princípio da irretroatividade guarda relação com a eficácia das normas. válida. ―A modificação introduzida.‖ Assim. 6) Conceito de vigência da lei tributária. Por exemplo. com a efetiva produção de efeitos da norma. 146 do CTN. que visam assegurar uma relação transparente entre o fisco e o contribuinte. por exemplo. nos critérios jurídicos adotados pela autoridade administrativa no exercício do lançamento somente pode ser efetivada. da não-discriminação. as quais não poderão retroagir para alcançarem fatos pretéritos. a possibilidade de emissão de certidões negativas. sendo aplicável aos fatos gerados ocorridos posteriormente à mudança de interpretação. o ato jurídico perfeito e o direito adquirido (além da coisa julgada) são intangíveis e não podem ser afetados por ato normativo posterior. com. gerando todos os efeitos previstos nas normas gerais de Direito Tributário. Por este princípio. a formalização de um parcelamento de dívida tributária constitui ato jurídico perfeito. Já a intangibilidade guarda relação com o princípio da segurança jurídica. a vincular o contribuinte e o ente tributante. em relação a um mesmo sujeito passivo.nomia. com a aptidão para produção de eventos. distinguindo vigência formal e vigência material.

prevê que a vigência. a própria norma poderá dispor sobre sua vigência. no espaço e no tempo. o STF já decidiu que tais princípios não incidem nos casos redução ou extinção de desconto legalmente previsto (ADI 4016). 8) O somatório da anterioridade com a anterioridade nonagesimal levou a uma classificação. Em regra. 1º LINDB). Quando omissa. 101. no País. é vedado aos entes federativos cobrar tributos no mesmo exercício financeiro em que haja sido publicada a lei que os instituiu ou aumentou e antes de decorridos noventa dias da data em que haja sido publicada a lei que os instituiu ou aumentou. ou do que disponham esta ou outras leis de normas gerais expedidas pela União. Por exemplo. 102 dispõe sobre a extraterritorialidade: ―A legislação tributária dos Estados. Qual seria? (anterioridade máxima. nesses casos tais limitações não incidem. com as ressalvas previstas neste Código. do Distrito Federal e dos Municípios vigora. no art. entra vigor 45 dias após sua publicação (art. Conforme previsto no art.7) Há alguma peculiaridade em relação às leis tributárias no que tange à eficácia? Resposta: Sim. O prazo de vigência da lei observará as disposições da Lei de Introdução às Normas do Direito Brasileiro e do CTN. O art. média e mínima? Resposta: 228 .‖ 10) O direito tributário trabalha com a retroatividade? Também se aplica a retroatividade máxima. O CTN. fora dos respectivos territórios. b e c da Constituição. média e mínima) Resposta: 9) A lei tributária que não majore nem institua tributos também devem observar essas limitações? Qual o prazo de vigência dessas leis? Poderá ter vigência extraterritorial? Qual o pressuposto para isso acontecer? Resposta: Considerando que a legislação tributária se interpreta literalmente. mas será desprovida de eficácia (não produzirá efetivamente tais efeitos). da legislação tributária rege-se pelas disposições legais aplicáveis às normas jurídicas em geral. a norma poderá ser vigente (apta a produzir efeitos). III. Ou seja. editada norma em desconformidade com estes prazos. 150. nos limites em que lhe reconheçam extraterritorialidade os convênios de que participem.

229 . IV. b) média. São de arrecadação vinculada os tributos cujas receitas devem ser destinadas a determinadas atividades. no que se refere ao fato gerador. 12) Pode-se deduzir que. são vinculados a taxa e a contribuição de melhoria. Já a vinculação à despesa remete à classificação dos tributos quanto ao destino da arrecadação. 106). da Constituição. Não necessariamente há vinculação entre fato gerador e vinculação da receita. c) mínima. fixando como marco o fato gerador efetivamente ocorrido. quando a lei retroage para atingir a coisa julgada ou os fatos jurídicos consumados (transação. São de arrecadação vinculada os tributos cujas receitas devem ser destinadas a determinadas atividades. Pode haver retroatividade. São tributos vinculados aqueles que guardam relação com alguma atividade estatal relativa ao contribuinte. não permite qualquer destas formas de retroatividade. na hipótese de aplicação da norma gerar situação favorável ao contribuinte ou quanto for interpretativa (art. Assim.pagamento. O exemplo são as contribuições para a seguridade social. Já a vinculação da receita remete à classificação dos tributos quanto ao destino da arrecadação. direitos já existentes mas ainda não integrados no patrimônio do titular. Já nos tributos de arrecadação não vinculada não há essa correlação. conforme art. quando a lei atinge os direitos exigíveis mas não realizados antes de sua vigência. São não vinculados os impostos Os empréstimos compulsórios são vinculados ou não vinculados. apenas. são vinculados a taxa e a contribuição de melhoria. 167. prescrição). 11) Receita de imposto pode ser vinculada a determinada despesa? Onde se encontra este impedimento (vinculação da receita à despesa)? A vinculação do fato gerador toca na vinculação da receita? Resposta: Não é possível a vinculação de receita de determinado imposto a receita. por consagrar o princípio da segurança jurídica. porque o tributo é não vinculado. Já nos tributos de arrecadação não vinculada não há essa correlação.‖ Este autor entende que a Constituição. São não vinculados os impostos Os empréstimos compulsórios são vinculados ou não vinculados. 105 do CTN consagra a irretroatividade. Assim. consagrando a irretroatividade. a receita referente a esse tributo não pode ser vinculada com a despesa? Resposta: Não necessariamente. vale dizer. quando a lei nova atinge os efeitos dos fatos anteriores verificados após a sua edição. São tributos vinculados aqueles que guardam relação com alguma atividade estatal relativa ao contribuinte.Segundo Sabbag. O exemplo são as contribuições para a seguridade social. não obstante vozes em contrário. Entende que o art. a retroatividade é ―a) máxima.

p. 16) Existem exceções a esta regra da irretroatividade tributária? Resposta: 230 . a lei tributária que define infrações.13) Há diferença entre o princípio da noventena e o princípio da anterioridade nonagesimal? Resposta: Para parcela majoritária da doutrina. ou lhe comina penalidades. É corolário do princípio da segurança jurídica (art. Conforme este dispositivo. Discorra. 195. Consagra o princípio da não surpresa. Já a noventena seria aplicável às demais espécies tributárias (art. é vedado aos entes tributantes cobrar tributos em relação a fatos geradores ocorridos antes do início da vigência da lei que os houver instituído ou aumentado (art. 14) No que diz respeito ao princípio do “in dubio pro contribuinte”. ou punibilidade e à natureza da penalidade aplicável. afirmando a boa-fé que deve haver na relação entre o fisco e o contribuinte. XXXVI). III. à autoria. 150. III. interpreta-se da maneira mais favorável ao acusado. um dos princípios constitucionais tributários é o da irretroatividade tributária. embora a diferença seja terminológica. Contudo. conforme expresso no art. 15) Em matéria de interpretação. mas há autores que costumam diferenciá-los. 6º da CF ―As contribuições sociais de que trata este artigo só poderão ser exigidas após decorridos noventa dias da data da publicação da lei que as houver instituído ou modificado‖). a CF). imputabilidade. Resposta: Pelo princípio da irretroatividade. é aplicável às infrações tributárias? Resposta: Este princípio é aplicável às infrações tributárias. ou à sua graduação. entende-se que há equivalência teleológica. 5º. Assim. c – ―antes de decorridos noventa dias da data em que haja sido publicada a lei que os instituiu ou aumentou‖). a anterioridade nonagesimal seria aplicável às contribuições para financiamento da seguridade social (art. ou à natureza ou extensão dos seus efeitos. à natureza ou às circunstâncias materiais do fato. os princípios são tidos como sinônimos. em caso de dúvida quanto à capitulação legal do fato. 150. 112 do CTN.

Contudo. com vistas ao acertamento da situação fiscal deste último. a cominação de penalidades para as ações ou omissões contrárias a seus dispositivos. quando deixe de tratá-lo como contrário a qualquer exigência de ação ou omissão. 17) O princípio da capacidade tributária só existe com relação aos impostos ou também existe com relação aos outros tributos? Há diferença entre processo e procedimento tributário? Resposta: Conforme o art. o ato jurídico perfeito e o direito adquirido (além da coisa julgada) são intangíveis e não podem ser afetados por ato normativo posterior. e do seu sujeito passivo.Conforme o art. quando deixe de defini-lo como infração. o princípio da capacidade contributiva é aplicável aos impostos. da constituição. conducente à prática do ato final. por exemplo. por exemplo. a fixação de alíquota do tributo e da sua base de cálculo. quando lhe comine penalidade menos severa que a prevista na lei vigente ao tempo da sua prática. 145. Questões do TRF3 1) Quais elementos da regra matriz de incidência devem estar presentes na lei? Resposta: O art. parágrafo primeiro. na esfera administrativa. 18) Ao lado da anterioridade.259-AgR).3. o que é a intangibilidade (doutrina nova)? Resposta: A intangibilidade guarda relação com o princípio da segurança jurídica. Por este princípio. ou para outras 231 .2. Já o procedimento é conjunto de atos.1. ou tratando-se de ato não definitivamente julgado. gerando todos os efeitos previstos nas normas gerais de Direito Tributário. 106 do CTN. nada obsta que este princípio seja aplicado às demais espécies tributárias ((RE 216. desde que não tenha sido fraudulento e não tenha implicado em falta de pagamento de tributo. a formalização de um parcelamento de dívida tributária constitui ato jurídico perfeito. em qualquer caso. Por exemplo. 4. com. a lei tributária aplica-se a ato ou fato pretérito. excluída a aplicação de penalidade à infração dos dispositivos interpretados. a possibilidade de emissão de certidões negativas. praticados no bojo deste processo. que decide definitivamente a questão. segundo entendimento do STF. quando seja expressamente interpretativa. 97 do CTN prevê os elementos da regra matriz de incidência que devem estar previstos na lei: a definição do fato gerador da obrigação tributária principal. Processo administrativo tributário é relação havida entre o fisco e o contribuinte. a vincular o contribuinte e o ente tributante.

que versou sobre a COSIP. Trate também do princípio da tipicidade cerrada. penalidades. II. 97 do CTN também elenca matérias que apenas podem ser disciplinadas por lei. Questões do TRF4 4. parágrafo primeiro. a possibilidade de aplicação do princípio ficou assentada no RE 573675. está previsto no art. IPI e IOF. a lei criadora de tributos dever ser minuciosa. inicialmente. A CF possibilita que as alíquotas do II. Por esse motivo. 97. IE. por decreto. p. prazo para pagamento. o art.5. 232 . possam ser alteradas pelo Poder Executivo. / Pelo princípio da tipicidade cerrada. nada obsta que este princípio seja aplicado às demais espécies tributárias. Resposta: O princípio da legalidade. I prevê que os entes federados não podem exigir ou instituir tributo sem lei que o estabeleça. 2º). Especificamente em relação às contribuições. as hipóteses de exclusão. Contudo. suspensão e extinção de créditos tributários. segundo o qual ninguém será obrigado a fazer ou deixar de fazer algo senão em virtude de lei.1. de molde a não permitir interpretações extensivas e discricionariedades. base de cálculo. não ofende ao princípio da legalidade. Questões do TRF5 1) Discorra sobre a legalidade no Direito Tributário e aponte as suas exceções. bem como da CIDE-combustíveis. o princípio da capacidade contributiva é aplicável aos impostos. fixação da data de pagamento do tributo.infrações nela definidas. da Constituição. Especificamente em matéria tributária. O art. A jurisprudência considera que determinadas matérias não necessariamente devem ser disciplinadas por lei: as não constantes do citado art. 2) A data do pagamento do tributo pode ser fixada por decreto? Resposta: Segundo o entendimento do STF. segundo entendimento do STF. 97.1. alíquota. 150. da constituição. ou de dispensa ou redução de penalidades.2. 145. a norma deve prever fato gerador.4. 4. prevendo todos os elementos do tributo. por não ser matéria afeta ao rol do art. atualização da base de cálculo do tributo (art. 3) As contribuições devem observar o princípio da capacidade contributiva? Resposta: Conforme o art. 97 do CTN (RE 195218). 5º.2.

a União. está previsto no art. O art. IE. Trata-se regra protetiva do pacto federativo. A jurisprudência considera que determinadas matérias não necessariamente devem ser disciplinadas por lei: as não constantes do citado art. Resposta: A não incidência ocorre quando um fato não é abrangido pela hipótese de incidência. Distrito Federal e Municípios não podem instituir impostos sobre patrimônio. 2º). 4) Princípio da legalidade tributária e exceções ao principio. deixa de definir determinada situação como hipótese de incidência ou quando o ente não dispõe de competência. da Constituição. renda e serviços devem estar afetos às suas finalidades essenciais. Resposta: O princípio da legalidade. 233 . o art. c). estabelecem exceções à regra de tributação. o STF considera ser aplicável a imunidade quando prestadoras de serviços públicos (RE 424. Resposta: Pela imunidade recíproca. possam ser alteradas pelo Poder Executivo.412-AgR). 150. renda ou serviços uns dos outros (art. 97. Há imunidade quando a Constituição delimita a competência dos entes federativos. 150. 97 do CTN também elenca matérias que apenas podem ser disciplinadas por lei. bem como da CIDE-combustíveis. Estados. 3) Diferencie imunidade. IPI e IOF. É dispensa legal de tributo devido. VI. segundo o qual ninguém será obrigado a fazer ou deixar de fazer algo senão em virtude de lei. I prevê que os entes federados não podem exigir ou instituir tributo sem lei que o estabeleça. segundo). embora possa fazê-lo. 150. II. atualização da base de cálculo do tributo (art. A CF possibilita que as alíquotas do II.227). Em relação às empresas públicas e sociedades de economia mista. da constituição). Especificamente em matéria tributária. no exercício de sua competência. VI. sendo hipótese de exclusão do crédito tributário. 5º. impedindo que determinadas situações sejam consideradas hipótese de incidência de tributos (art. p. seu patrimônio.2) Discorra sobre a imunidade recíproca e se ela abrange empresas públicas e sociedade de economia mista. por força do art. Pode ocorrer quando um ente. não sendo extensível às exercentes de atividades econômicas (RE 363. 97. p. inicialmente. 150. Em relação às autarquias e fundações. Já isenção ocorre quando os entes. não incidência e isenção. prazo para pagamento. para fazer jus à imunidade (art. não havendo o fato gerador do tributo. 173 e parágrafos da CF.

previsto no art. 234 . haveria a possibilidade de omissão lícita? A chave do problema está na chave do vocábulo causar. Por constituir princípio constitucional. Políticas Públicas 4. que versa sobre a vedação nepotismo. pela Administração. essas entidades são beneficiadas pela imunidade tributária da Constituição? Resposta: Em relação às empresas públicas e sociedades de economia mista.1.3. Direito Administrativo 4. 37 da Constituição.5) No que concerne às empresas públicas e sociedades de economia mista. Pergunto se a omissão só é relevante quando há um dever de agir? Resposta: 3) O senhor sabe diferenciar o alvará de licença e alvará de autorização? Resposta: A licença constitui ato administrativo vinculado. permite-se a declaração de nulidade de ato administrativo. distinguindo o honesto do desonesto. 4. Já a autorização é ato discricionário e sua emissão depende da análise de mérito pela Administração (conveniência e oportunidade). Tal dever implica em guardar diligência no exercício de sua função. quando não observado. não sendo extensível às exercentes de atividades econômicas (RE 363. 173 e parágrafos da CF.227).1.412-AgR). pelo qual o Administrador Público deve observar preceitos de caráter ético.3.1. por força do art. consubstanciando a possibilidade de atuação com fulcro neste princípio. Ato Administrativo.3. Questões do TRF1 1) Enquanto juiz federal o senhor anularia um ato administrativo pelo princípio da boa administração sem interferência de alguma regra? Resposta: O princípio da boa administração guarda relação com o princípio da moralidade. 13. 2) No caso. razão pela qual o respectivo alvará não poderá ser negado. Um exemplo é a súmula vinculante n. quando ficar demonstrado o preenchimento de todos os requisitos legais pelo Administrado. o STF considera ser aplicável a imunidade quando prestadoras de serviços públicos (RE 424.

Editado o ato. I. nos quais a Administração não atua sob regime de Direito Público. vise à produção de efeitos jurídicos. Não pode contrariá-la. Sempre se considerou que os regulamentos autônomos seriam nulos. Sendo o STF o órgão competente para processar e julgar todas as ações contra o CNJ (art. tampouco excedê-la. Ato administrativo.1. 4. O CNJ constitui órgão administrativo. sob regime de direito público. os contratos firmados sob regime de Direito Privado. deixando de ter relação de dependência com a lei em sentido estrito (ato normativo. 5º. doutrina recente considera que o regulamento autônomo retira seu fundamento de validade diretamente da Constituição.4) Quais os limites à rescindibilidade pelo STF das decisões do CNJ? Resposta: (Opinião pessoal). como a cobrança de multas. segundo José dos Santos Carvalho Filho. 102. 5) O que seria um regulamento autônomo? Resposta: O regulamento tem por finalidade explanar e estabelecer procedimentos para a correta aplicação da lei. XXXV da Constituição). Assim. Por exemplo. Questões do TRF2 1) Todo ato da Administração é ato administrativo? Os atos administrativos são sempre exigíveis? O que seria autoexecutoriedade do ato administrativo? Resposta: Nem todo ato da administração constitui ato administrativo. Alguns atos não possuem este atributo. editado pelo Poder competente). r) . são lícitos. é ―a exteriorização de vontade de agentes da Administração Pública ou de seus delegatário. que só podem ser executadas pelo Poder Judiciário. O regulamento é autônomo quando extrapola sua função. na ausência de lei em sentido formal que regule a matéria. diante do princípio da inafastabilidade da jurisdição (art. carece à Administração interesse em exigir seu cumprimento. nesta hipótese. O exemplo são as autorizações e permissões. o Pretório Excelso poderá apreciar todas as decisões proferidas por este Conselho. que. Há atos que. sem serem considerados atos administrativos. dotado de generalidade e abstração. Autoexecutoriedade é possibilidade execução imediata do ato praticado pela Administração.2. com o fim de atender ao interesse público‖. Nem todos os atos são dotados de exigibilidade. onde prepondera o interesse privado. todos os seus atos são passíveis de revisão judicial. a fim que seu objetivo seja imediatamente alcançado. Sendo órgão administrativo. são apenas atos da Administração. 235 . Contudo.3.

Parcelamento compulsório x auto-executoriedade. não é ato dotado de autoexecutoridade. no qual se gera uma perspectiva de estabilidade. atendendo ao mesmo tempo aos interesses público e privado‖. dentre outros vícios. 182 . viciado. pode trazer graves danos aos cidadãos. em regra. pode haver indenização nos casos de atos editados com prazo certo. É medida que deve ser aceitada e cumprida voluntariamente pelo particular. é possível ao Poder Judiciário editar provimentos tendentes a afastar a exigibilidade de atos administrativos. de molde a evitar a incidência de IPTU progressivo no tempo e desapropriação do bem. Por exemplo. discricionários e precários. fale a respeito? Resposta: O parcelamento compulsório é medida prevista no art. a execução de um ato administrativo. ―autorização de uso é o ato administrativo pelo qual o Poder Público consente que determinado indivíduo utilize bem público de modo privativo. I.2) Uma decisão judicial pode obstar a autoexecutoriedade do ato? Resposta: Sim. 5) Motivo e mérito do ato administrativo são a mesma coisa? 236 . Diante do princípio da inafastabilidade da jurisdição. atendendo primordialmente a seu próprio interesse‖. Ambos são atos unilaterais. as liminares em Mandado de Segurança (art. parágrafo quarto. podem ser revogados. 7º da Lei 12016/2009) e em Ação Civil Pública (arts. 182. 4) Autorização e permissão de uso público são revogáveis pela Administração? Qual seria a pedra de toque para diferenciar a autorização da permissão? Existe a possibilidade de o particular pleitear indenização no caso da revogação da autorização ou da permissão? Resposta: Segundo José dos Santos Carvalho Filho. como medida para assegurar o cumprimento da função social do solo urbano. Embora seja assim denominado. Contudo. da Constituição e art. 3) Art. 4º e 12 da Lei 7347/85). sem direito a indenização. ao lado da edificação ou utilização compulsórios. Por vezes. pelo Poder Público Municipal. Distinguem quanto à finalidade primordial: atendimento ao interesse particular (autorização) ou público e privado (permissão). ou quando ficar caracterizado desvio de finalidade. ao particular. Já permissão de uso seria ―o ato administrativo pelo qual a Administração Pública consente que certa pessoa utilize privativamente bem público. 5º do Estatuto das Cidades ( Lei 10257/2001). Sendo discricionários.

4.3.1. 4. Motivo é requisito do ato administrativo.3. Questões do TRF3 4. apenas pelo o que ele fez (direito penal do fato). A despeito disso. Direito Penal 4. 237 .1. daí muitos questionarem a legitimidade da contravenção de vadiagem. o regime jurídico penal brasileiro não admite que o autor de um crime seja punido ou que tenha sua pena-base aumentada por aquilo que ele é (direito penal do autor). típico direito penal do autor. 59. mas sim.1.1. que deve estar presente sempre.1. segundo José dos Santos Carvalho Filho.2. É a situação de fato ou de direito que gera a vontade do agente quando pratica o ato administrativo. mas por aquilo que ele é.4.4. inspiradoras do ato discricionário.1. Questões do TRF2 DESSE PONTO EM DIANTE: RESPOSTAS ELABORADAS POR FLÁVIO FRAGA E SILVA 1) Discorra sobre a culpabilidade diante da conduta de vida do agente frente ao art. Valoração 4.4. CP. Questões do TRF4 4. foi inaugurada por Mezger e introduziu no direito penal. Já o mérito. segundo este autor. em linha reta. utilizando-se de conceitos psicológicos.1. Questões do TRF1 4. Nesse cenário. um discutível e pouco seguro direito penal do autor. O juiz definirá a conduta social do agente através de um fato do processo ou utilizando-se de conceitos psicológicos (Sigmund Freud)? Resposta: A visão de culpabilidade pela conduta de vida.Resposta: São distintos.3. a possibilidade de condenação do agente não por aquilo que ele faz. nas palavras de Assis Toledo. Questões do TRF5 4. Pena. inserta nas cláusulas "cegueira jurídica" ou "inimizade com o direito".4.5. mas sim. é a avaliação de conveniência e oportunidade relativas ao motivo e objeto (elementos do ato administrativo). daí derivando. o juiz definirá a conduta social do agente não através de um fato do processo.3.

que o Legislador pode prever penas de outra natureza. conforme estabelecido pelo art. responsabilidade. CP.. entre outras. não se avaliando por meio dela o fato ilícito.2) Quais são as modalidades de pena admitidas na CF/1988? Esse rol é taxativo? Resposta: Segundo o art. Noutro norte. expressamente. Conduta social. d) de banimento. às claras. o inciso seguinte (XLVII) dispõe que não haverá penas: a) de morte. Além disso. uma vez que o texto do referido inciso afirma. a lei adotará. nada impede que essa responsabilidade também seja levada em consideração na aplicação da pena. sim. Resposta: QUESTÃO REPETIDA (vide item 1 acima) 4) art. 5) Quais as penas na CR/1988? O rol é taxativo? Quais as vedadas? Resposta: QUESTÃO REPETIDA (vide item 2 acima) 6) Pode-se prever a pena de advertência? 238 . da CR/88. nos termos do art. 59. 5º. e) cruéis. as penas de a) privação ou restrição da liberdade. 59 do CP. salvo em caso de guerra declarada. afirmando o constituinte. XIX. 84. é possível ser levado em consideração ao aplicar a pena? Resposta: A conduta social é o comportamento da pessoa em relação a sua família. quando da análise das circunstâncias judiciais na primeira fase da dosimetria. com seu ofício). 3) Culpabilidade pela conduta de vida e o art. ser levada em consideração ao aplicar a pena. c) de trabalhos forçados. por ser a responsabilidade do agente um dos reflexos de sua conduta social (responsabilidade com seus familiares.. que a lei adotará as seguintes penas ―entre outras‖. d) prestação social alternativa. Esse rol não é taxativo. 59.. Ela pode. e) suspensão ou interdição de direitos. Discorra. c) multa. diante do caráter exemplificativo das hipóteses. XLVI. b) perda de bens. b) de caráter perpétuo. trabalho ou amigos.

2) Retributiva. ou seja. atualmente. 9) O aspecto ressocializador se aproxima do real? É possível? Resposta: No atual estágio da política penitenciária brasileira. Reintegrar o condenado ao convício social. mostra-se mais como uma ―escola para o crime‖. nosso sistema prisional. ou melhor. o que poderia ser mudado caso os poderes responsáveis pelas decisões políticas de nosso Estado buscassem medidas mais adequadas para a estruturação e organização de nossos presídios e peni239 . não se pode afirmar que o aspecto ressocializador se aproxima do real. XLVI. é. 8) Na teoria relativa. não retorna à sociedade apto a nela conviver. Subdivide-se em: a) prevenção geral negativa: evita que o cidadão venha a delinqüir.Resposta: Tendo em conta que o art. muitos deles deixam o sistema prisional com novas idéias e percepções acerca da criminalidade. que o Legislador pode prever penas de outra natureza. do que propriamente um ambiente ressocializador. às claras. diante do caráter exemplificativo das hipóteses. 3) Ressocializadora. b) prevenção geral positiva: afirmar a validade da norma penal desafiada pelo delito. uma ―faculdade‖. constata-se que o condenado. Em razão das condições degradantes e violadoras da dignidade da pessoa humana existentes em nossos presídios e penitenciárias. possível a previsão pelo Legislador da pena de advertência. Prevenção ESPECIAL: visa o deliquente. Além disso. após o cumprimento da pena. a pena tem 3 finalidades: 1) Preventiva Geral: visa à sociedade. a finalidade é de prevenção geral. da CR/88 traz um rol não taxativo. principalmente a organizada. que a lei adotará as seguintes penas ―entre outras‖. quais as modalidades de prevenção? Resposta: Prevenção GERAL: visa a sociedade. no momento da pena em abstrato (antes do crime). afirmando o constituinte. sim. máxime porque. Preventiva Especial: visa ao delinquente. 5º. a natureza e o conteúdo da pena de advertência em nada se amolda ou toca as características das penas vedadas pela Constituição. expressamente. Retribuir com um mal o mal causado. uma vez que o texto do referido inciso afirma. 7) Quais as finalidades da pena no nosso direito? Resposta: No Brasil.

O trabalho será em comum dentro do estabelecimento. de forma inicial ou por regressão. desde que compatíveis com a execução da pena. Detenção e Prisão Simples. a fim de que se alcançasse. trata-se de execução indireta em que o Estado. no regime fechado. qual a diferença quanto à sua aplicação? Resposta: Regime Fechado: o condenado fica sujeito a trabalho no período diurno e a isolamento durante o repouso noturno. em colônia agrícola. o que reafirma o caráter não penal da prisão civil do devedor de alimentos. Não existe um quarto regime fora do CP. embora o regime especial não seja necessariamente regime fechado. por meio da ameaça de prisão. pois. Regime Semi-Aberto: O condenado fica sujeito a trabalho em comum durante o período diurno. Regime Aberto: O regime 240 . Assim. o mais próximo do real. na conformidade das aptidões ou ocupações anteriores do condenado. no que couber. de instrução de segundo grau ou superior. 10) Quais os regimes de pena privativa de liberdade do CP? São 3? Existe um quarto regime fora do CP? Resposta: Reclusão. 12) Dos três regimes que estão no CP. isso porque a prisão civil do devedor inescusável de alimentos é forma de coação para que esse devedor cumpra sua obrigação ou responsabilidade. máxime porque ao término da prisão civil o devedor não vê saldada a sua dívida. 37. quanto a última parte do dispositivo. 11) O regime especial de cumprimento de pena é regime fechado? Resposta: O regime especial não é necessariamente regime fechado. o disposto neste Capítulo. industrial ou estabelecimento similar. não sendo. O trabalho externo é admissível. bem como a freqüência a cursos supletivos profissionalizantes.tenciárias. previsto no art. observando-se os deveres e direitos inerentes à sua condição pessoal. o qual não é incompatível com sua singular condição pessoal de mulher. isto é. busca convencer o devedor a adimplir seu débito sponte própria. em serviços ou obras públicas. do CP. nada impede que as mulheres. O trabalho externo é admissível. uma espécie de pena. cumpram suas penas em regime fechado. o regime especial é o das mulheres. Sim são três. bem como. a finalidade ressocializadora. segundo o qual as mulheres cumprem pena em estabelecimento próprio.

Regime Aberto: baseia-se na autodisciplina e senso de responsabilidade do condenado. freqüentar curso ou exercer outra atividade autorizada. mas não completamente isolado do meio social.aberto baseia-se na autodisciplina e senso de responsabilidade do condenado. a doutrina e a jurisprudência admitem regime mais gravoso. de instrução de segundo grau ou superior são admitidos. 13) É possível no regime fechado o trabalho externo? Resposta: Sim. nem privado totalmente de sua liberdade de locomoção. pois que o trabalho externo e a freqüência a cursos supletivos profissionalizantes. não sendo suficiente para sua determinação somente o quantum da pena. trabalhar. vale dizer. Regime SeimiAberto: o condenado fica privado de sua liberdade de locomoção. por outro lado. não pode ser aplicado apenas em conta da gravidade em 241 . já que deverá. 14) Diferença de características entre os regimes prisionais? Resposta: Regime Fechado: o condenado fica completamente isolado do meio social. freqüentar curso ou exercer outra atividade autorizada. fora do estabelecimento e sem vigilância. as condições pessoais do réu e as circunstâncias concretas do fato podem levar a aplicação de um regime mais gravoso. O condenado deverá. em serviços ou obras públicas. sendo a pena cumprida em penitenciária. trabalhar. permanecendo recolhido durante o período noturno e nos dias de folga. o qual. permanecendo recolhido durante o período noturno e nos dias de folga em casa do albergado. fora do estabelecimento e sem vigilância. sendo a pena cumprida em colônia agrícola. 15) Trabalho externo em regime fechado é possível? Resposta: PERGUNTA REPETIDA (vide item 13 acima) 16) Pode-se impor regime mais gravoso? Resposta: Sim. o condenado não fica completamente isolado do meio social. privado de sua liberdade de locomoção. industrial ou estabelecimento similar.

equipara-se a simples prova testemunhal. 4. A pena prevista no projeto varia de um a cinco anos.1. Valor Mensal. ela se equipara a prova testemunhal. TRF1 . A comissão de juristas que prepara o anteprojeto de reforma do Código Penal aprovou. (AC 200738050010568.4. servidores públicos precisarão comprovar a origem de valores ou bens incompatíveis com sua renda.4.5. segundo a jurisprudência: ―Ausente início razoável de prova material. declaração de exempregador da autora.) 242 . dando conta de que ela exerceu atividade rurícola em sua propriedade.5. Se o texto for aprovado. Saláriode-Benefício.4. texto que torna crime o enriquecimento ilícito. em 23/04/2012. constituiria início de prova material? Resposta: Não. pois o único documento juntado aos autos.1. Benefícios Previdenciários. e-DJF1 DATA:15/06/2012 PAGINA:27.1. Além disso.3.1. Reajustamentos 4. Questões do TRF3 4. Direito Previdenciário 4. o bem móvel ou imóvel deverá ser confiscado. Questões do TRF1 1) Declaração reduzida a termo do empregador. Precedente.abstrato do delito (Súmulas 718/STF e 440/STJ). 17) Há algum Projeto de Lei para dar amplitude a essa questão da pena de confisco? Resposta: Sim. para tanto de motivação idônea do julgador (Súmula 719/STF). pois.4.1. necessitando-se. Questões do TRF4 4.1. Questões do TRF5 4.PRIMEIRA TURMA. ou poderão ser alvos de processo criminal. Período de Carência. DESEMBARGADOR FEDERAL KASSIO NUNES MARQUES.5.5. segundo a jurisprudência desta Corte.

muitas delas já resolvidas por súmulas jurisprudenciais. para fins de concessão de benefício da previdência pública ou privada. b) Súm. após filiarse ao Regime Geral de Previdência Social.4.2. pois que para o STJ a existência de impedimento para o matrimônio. 336/STJ: A mulher que renunciou aos alimentos na separação judicial tem direito à pensão previdenciária por morte do ex-marido.95. A ratio legis das carências é resguardar o equilíbrio econômico-financeiro e atuarial do sistema.5. bem como prevenir a ocorrência de fraudes. têm a incidência de certo percentual sobre este. como abriu mão da carência em relação a alguns benefícios como o salário-maternidade da empregada. e) a TNU entende que pode haver dependência econômica do filho inválido. existem discussões. Vamos as questões: a) Súm. igualmente. O auxílio-doença. Os benefícios. Existe alguma distinção traçada pela doutrina e pela jurisprudência? Resposta: Sim. 37/TNU: A pensão por morte. maiores prazos de carência. possuem.1. por parte de um dos pretensos companheiros. bem como nos casos de segurado que. que deverá ser preenchida a partir de outras fontes do direito. A lei não só pode. tem carência de 12 (doze) meses. 2) Pensões há discussão envolvendo dependência econômica e financeira. mesmo que essa invalidez se dê após os 21 anos de idade (2005. c) Concubinato não caracteriza união estável. f) menor sob 243 . determinando a Renda Mensal Inicial ou do Benefício. exclusão dos relacionamentos homoafetivos. dependendo da natureza do benefício previdenciário. pois que os benefícios que demandam maiores gastos para o Regime Previdenciário. sendo descabida a alegação de dependência econômica por parte da concubina para fins de recebimento de pensão por morte. embaraça a constituição da união estável. comprovada a necessidade econômica superveniente. Questões do TRF2 1) Qual seria o conceito de renda mensal inicial? Qual é a ratio legis das carências? Tem algum fundamento ou é uma discricionariedade? A lei pode abrir mão da carência? Auxílio doença exige carência? Resposta: Renda mensal inicial é o valor inicial que será efetivamente pago ao segurado. não se prorroga pela pendência do curso universitário. verifica-se que o fundamento dessa diferença reside justamente na preservação do equilíbrio econômicofinanceiro e atuarial do sistema. com vista à produção de efeitos no campo do direito previdenciário.71. existe dependência econômica entre companheiros em relação homoafetiva. em regra. Pela diferença existente entre os inúmeros prazos de carência. for acometido de alguma das doenças e afecções especificadas em lista elaborada pelos Ministérios da Saúde e do Trabalho e da Previdência Social. inclusive para fins previdenciários. configurando-se mera lacuna. pois que não houve de parte do constituinte. carência essa dispensada nos casos de acidente de qualquer natureza ou causa e de doença profissional ou do trabalho. devida ao filho até os 21 anos de idade. d) Para o STJ. quando calculados a partir do Salário de benefício.001467-0).

4. logo.5. haja vista a possibilidade dos segurados se aposentarem muito cedo.5. considerando-se a média nacional para ambos os sexos. o Tc (tempo de contribuição até o momento da aposentadoria) e a Es (expectativa de sobrevida no momento da aposentadoria).31.: não achei resposta em livros. já que lei de caráter previdenciário o excluiu dessa condição. de acordo com a tabua completa de mortalidade do IBGE. as variáveis da fórmula do cálculo do Fator Previdenciário são a Id (idade no momento da aposentadoria). mas pela minha interpretação.3.5. o qual faz prevalecer o disposto na lei previdenciária.5.1. 4. não podendo prevalecer a disposição do ECA em sentido diverso (no ECA menor sob guarda é dependente para todos os fins de direito). na minha opinião. no fator previdenciário a alíquota de contribuição é uma constante de 0. não existe diminuição na alíquota do fator previdenciário para alguém. Nesse cenário o Fator Previdenciário visa inibir aposentadorias precoces. Questões do TRF4 1)Fale sobre fator previdenciário.guarda não é dependente. ou seja. mantendo todos os direitos ine244 . Resposta: A aposentadoria por tempo de contribuição sem exigência de idade mínima é um benefício que ameaça o equilíbrio econômico-financeiro e atuarial do sistema previdenciário.1. tendo em vista o princípio da especialidade. Questões do TRF5 1) O que se entende por período de graça? Resposta: É aquele tempo em que o segurado mantém o seu vínculo com o Sistema Previdenciário. Questões do TRF3 4. O STF declarou a constitucionalidade do Fator Previdenciário (ADI‘s – 2110 e 2111) 2) Existe diminuição na alíquota do fator previdenciário para alguém? Resposta: Obs.4. sendo obrigatório nas aposentadorias por tempo de contribuição e facultativo na aposentadoria por idade (aplicado apenas para beneficiar o aposentado). mesmo não estando contribuindo e/ou não exercendo uma atividade remunerada que o vincule à Previdência Social de maneira obrigatória.1. nem na jurisprudência. Trata-se de um coeficiente que considera a idade da pessoa. o seu tempo de contribuição e sua expectativa de vida.

o art. enquanto o segurado desempregado estiver dentro do período de graça. Ato Jurídico E Negócio Jurídico. pelos Decretos n. Fato Jurídico. o que veio a ser corrigido.2. ainda prevê que o salário-família cessará pelo desemprego do segurado.6.213/91). era causa para recebimento. 6. Foi rescindida a sentença.6. convalidação e ratificação? Resposta: 245 . não se contando. do Regulamento da Previdência Social/RPS. inexiste título executivo e. assim. Questões do TRF1 4.) 4. Questões do TRF2 1) Enriquecimento sem causa.1. Desembargador Federal SERGIO SCHWAITZER.” (AC 200250030003391. carecendo.722/08 e 6. deve ser extinta.rentes à condição de segurado. pois que o Regulamento não pode ir contra a lei. 88.Data: 30/05/2012 .1. a jurisprudência do TRF-2 segue no sentido de que “Rescindida a sentença condenatória.122/07. Direito Civil 4. IV.1. nesse cenário.6.1.1. instaurada. 15 § 3º da Lei 8. de fundamento de validade. que transitada em julgado.OITAVA TURMA ESPECIALIZADA. respectivamente. verifica-se que o título executivo se formou judicialmente. E-DJF2R . Porém. 2) Pode ser concedido auxílio acidente durante o período de graça? E salário maternidade? Resposta: Durante o período de graça. porém. qualquer previsão do regulamento que restrinja ou retire a concessão de benefícios previdenciários no período de graça será ilegal.Página::424. cuja concessão no período de graça fora proibida por meio de Regulamento. 4. como aconteceu no passado com o auxílio-acidente e o salário maternidade. TRF2 . na falta dele. Desaparece a causa do recebimento? Resposta: Sendo a sentença a causa para o recebimento. o segurado conserva todos os seus direitos perante a Previdência Social (art. portanto.6. Relações Paracontratuais 4.6. esse período para fins de carência ou tempo de serviço. Questões do TRF3 1) Qual a diferença entre confirmação.3. a execução não pode ser instaurada ou.

caso contrário. como ocorre com o cumprimento voluntário da obrigação anulável. donde resulta. produz efeitos enquanto não decretada a sua nulidade. porque o negócio sequer se forma. num grau muito elevado de probabilidade. seja de forma tácita. Convalidação consiste no advento de requisito faltante à formação do contrato anulável. o silêncio será tido como aceitação da doação. faltando-lhe juridicidade. Vontade Tácita: quando a lei não exigir vontade expressa. por declaração de vontade. todavia. o que não acontece com a tácita. é supervenientemente sanado. o negócio inexistente não produz efeitos jurídicos. e ele não responder nada neste prazo. ou seja. a existência daquela vontade. por força do artigo 539. 3) Há produção de efeitos em negócio inexistente e negócio inválido? Resposta: O negócio inválido. o art. nulo ou anulável. Vontade Presumida: A vontade presumida e a tácita diferem uma da outra. sempre haverá norma do ordenamento jurídico dizendo que determinadas atitudes serão tidas como presunção. donde se analisa. 246 . admite-se a tácita. o comportamento da parte. a nulidade só se repercute se for decretada judicialmente. 2) Qual a diferença entre silêncio. vontade tácita e vontade presumida? Resposta: Silêncio é a ausência de manifestação de vontade (estaria assim no plano de inexistência). quando apesar de não ter sido aceita expressamente. que consiste numa declaração indireta. pela prática de ato incompatível com a intenção de alegar a presença do vício. prevê espécie de silêncio qualificado por importar anuência diante das circunstâncias ou usos do lugar. 111 do CC/02. seja de forma expressa. somente. pela carência de determinado elemento contratual. Ex: aceitação da herança. não sendo exigido a declaração de vontade expressa. aquilo cuja ausência importava na anulabilidade do contrato passa a fazer-se presente. O defeito. baseada num comportamento. ou seja. o doador fixar prazo para que o donatário diga se aceita ou não a doação. o herdeiro passa a praticar atos da qualidade de herdeiro. pelos simples fato de que na presunção. Ex: a entrega do título de crédito presume o pagamento da dívida. Ex: Se numa doação. segundo os usos sociais. Porém. surtirão os efeitos aparentemente queridos pelas partes. que se qualifica omissivamente.A Confirmação ou Ratificação consiste na renúncia ao direito de alegar a anulabilidade.

os quais não podem ser convalidados diante da impossibilidade de novação de negócio nulo (CC.5. de acordo com o Código Civil de 2002? O código diferencia a simulação relativa da absoluta? Resposta: Nem toda simulação é invalidante. nos termos do art. não sendo outro o entendimento do STJ. Ex: conversão de compra e venda nula por vício de forma em promessa de compra e venda (se não se realizou por escritura pública. pode subsistir pela conversão do negócio jurídico inválido. DJe 30/11/2009) 03) Dê um exemplo de ato nulo que possa ser convalidado.6. 170 do CC/02. visto que.” A conversão do negócio jurídico nulo em outro negócio.1. se houvessem previsto a nulidade.4. subsistirá este quando o fim a que visavam as partes permitir supor que o teriam querido. Ministra NANCY ANDRIGHI. 176 do CC diz que quando a ―anulabilidade‖. 02) Há convalidação de atos nulos e anuláveis? Resposta: Convalidação é o suprimento da falta de autorização de terceiro. mas subsistirá o que se dissimulou. não existe exemplo de ato nulo que pode ser convalidado. porém. art.” (REsp 856. Rel. Questões do TRF5 01) Em alguma hipótese o ato absolutamente nulo pode subsistir? Resposta: Sim. para quem “O vício irremediável de que padece o ato nulo também o impede de ser convalidado. Segundo o art. 367). o negócio jurídico nulo contiver os requisitos de outro.6. importando regra do direito alemão. a qual somente pode ser feita em negócio anulável.699/MS.1. pode converter em promessa e a partir dessa obrigar à transmissão do domínio do bem). pois o art. “Se. o que não se confunde com sua convalidação (confirmação do mesmo negócio nulo). Questões do TRF4 4. se válido for na subs247 . 167 do CC/02 “É nulo o negócio jurídico simulado. expressão que se refere a atos anuláveis e não nulos. Resposta: Segundo a resposta anterior. (VOLTAR NESTA QUESTÃO) 04) Toda simulação é invalidante. TERCEIRA TURMA.4. julgado em 15/09/2009.

não é arbitrária. (Ex. encobrir um outro negócio de efeitos jurídicos proibidos. dispõe o art.7. Não é obrigatório. sendo essa apenas uma espécie do gênero propriedade resolúvel.tância e na forma. Questões do TRF1 1) Qual seria o conceito clássico de propriedade resolúvel? Independentemente de alienação fiduciária? Resposta: A propriedade resolúvel. alia-se a fatores circunstanciais que a amenizam. Alienação Fiduciária Em Garantia 4. 05) Diferencie condições simplesmente potestativas das puramente potestativas. cf. Nesse cenário. verifica-se com clareza que o CC/02 diferencia. pois que a simulação relativa se trata justamente da dissimulação descrita na segunda parte do art. 4. após o que o alienante perde tal propriedade. com uma máscara. em mais uma aplicação do princípio da conservação. Resposta: A condição puramente potestativa é ilícita. A propriedade resolúvel é independente de alienação fiduciária. a simulação relativa da absoluta.7.1.”.1. na simulação relativa celebra-se o negócio com o objetivo de. objeto de garantia em favor dos promitentescompradores.359/CC se dá quando o título aquisitivo (do bem móvel ou imóvel) está subordinado a uma condição resolutiva ou advento do termo. seja por força de declaração de vontade. É o regime pelo qual o terreno e as ben248 . sim. bicho do jogador). A condição simplesmente potestativa é lícita. vale dizer. tornado imune à insolvência ou falência daqueles. uma vez que.1. 1. uma vez que a propriedade do alienante fica sob condição resolutória do pagamento do débito pelo devedor. na simulação absoluta. 2) O que é patrimônio de afetação? Resposta: Trata-se de direito real de garantia. mas existem estímulos fiscais para quem o constitui. por derivar do exclusivo arbítrio de uma das partes. celebra-se um negócio jurídico aparentemente normal. pelo qual há reserva de bens a constituir um patrimônio autônomo ao do incorporador. seja por determinação de lei. 167 do CC/02. embora dependa da vontade de uma das partes intercalada com a de outra. mas que não visa a produzir efeito jurídico algum. Direito Empresarial 4.7. Por outro lado.

Procedimento Ordinário – Fase Postulatória.1. Questões do TRF1 1) Como a revelia é tratada nas causas cíveis da JF. a presença de interesse direto e imediato da União. fundações públicas e empresas públicas. Ele não se comunica com os demais bens.feitorias que serão objeto de construção. O empreendimento com patrimônio de afetação será tratado como se fosse um estabelecimento autônomo da construtora. Isso mesmo. Pedido. é da mesma forma das causas cíveis da justiça estadual? Ajuíza-se uma ação previdenciária. muito em razão da sua competência constitucional.4. Requisitos Da Inicial. chama-se o INSS. para sua verificação. Impugnação À Gratuidade De Justiça e Ação Declaratória Incidental. Direito Processual Civil 4.3.7. em regra. Questões do TRF4 4.1. principalmente no seu aspecto material (presunção de veracidade dos fatos alegados pelo autor). ficam mantidos separados do patrimônio da empresa incorporadora.8. Resposta Do Réu: Contestação.7. Citação.1. Revelia 4. a revelia.1. lida com direitos de particulares. Petição Inicial. Questões do TRF3 4. suas autarquias. na qual ficarão depositados os valores pagos pelos adquirentes ao longo do tempo e da qual somente sairão os recursos depositados para o custeio exclusivo da construção. Exceções.1.1.8. tem tratamento diverso ao que a ela é dado na JE. nas causas cíveis contra o INSS na JF. Indeferimento Da Petição Inicial. Por conta disso.5.8.2.7. Impugnação Ao Valor Da Causa. 249 . Questões do TRF5 4. Propositura Da Demanda.1. eu julgo conforme o estado do processo e aplico os efeitos da revelia naquela hipótese? Resposta: Não se desconhece a peculiar característica da JF lidar majoritariamente com questões de direito público. 4. com inscrição própria no CNPJ e conta bancária específica. Intimação. cuja ratio exige. Questões do TRF2 4.7. a jurisprudência do TRF-1. Reconvenção. procurador deixa de contestar. direitos e obrigações do patrimônio geral do incorporador ou de outros patrimônios de afetação por ele constituídos. a qual.

3) Qual a diferença entre legitimidade ordinária e legitimidade extraordinária? Resposta: Na legitimidade ordinária.8. nos casos autorizados por lei. cf. II. provocando o iudicium duplex. interesse processual (necessidade. naactio duplex.1. na legitimidade extraordinária (substituição processual). a reconvenção pode ser ajuizada em sede de ação dúplice: há casos em que o que o réu deseja é algo diferente do que alcançaria com a improcedência do autor. na qual a contestação do réu já basta à obtenção do bem da vida. São exemplos de ação dúplices: procedimento sumário. não se operam os efeitos da revelia (artigo 320.2.acompanhando a doutrina mais abalizada. "Do prisma material. 2) Quais as três condições da ação? Resposta: Legitimidade de parte. Nas ações dúplices. 250 . Em geral. juizado especial cível e ações possessórias. Por outro lado. TRF1 .). o autor pede e o réu somente impede. DESEMBARGADORA FEDERAL MONICA SIFUENTES.SEGUNDA TURMA. Questões do TRF2 1) O que são ações dúplices? Cabe reconvenção nas ações dúplices? Resposta: A ação dúplice consubstancia-se no fato de o réu poder formular pedido na própria contestação. em se tratando de pessoa jurídica de direito público. o legitimado atua em juízo em nome próprio buscando a tutela de direito alheio. o enunciado da súmula 258 do STF dispõe ser admissível reconvenção em ação declaratória (dúplices por natureza ) quando o pedido não se limitar à declaração de improcedência. utilidade e adequação) e possibilidade jurídica do pedido. em razão de expressa autorização legal. o ato de impedir (contestação) já expressa um pedido contrário. uma vez que.” (AC 200701990077958. o legitimado atua em juízo em nome próprio buscando a tutela de direito também próprio. a simultaneidade da posição de autor e réu assumida pelos litigantes decorre da pretensão deduzida em juízo. entende que “A falta de contestação do INSS não enseja a aplicação do disposto no artigo 319 do CPC. é dúplice a ação. e-DJF1 DATA:29/06/2012 PAGINA:42. do CPC). 4. cujos interesses são indisponíveis. Excepcionalmente.

5) Discorra sobre o binômio necessidade-utilidade? Está certa a expressão? Resposta: a) Dimensão da Utilidade: o processo deve ser útil. pela análise do caso concreto. a necessidade. impedimento e suspeição. pois que o processo deve ser. Pelo acima disposto. elenca a adequação como condicionante. a demanda deve ser útil juridicamente. para parte da doutrina. fosse a via menos gravosa para se alcançar determinado objetivo jurídico (Ex: TNU exige requerimento administrativo no INSS para demonstrar interesse processual nas ações previdenciárias). . caso em que só haverá interesse processual nas hipóteses em que a ação seja um meio idôneo a se atingir determinado fim. a execução fiscal somente pode ser utilizada para a cobrança de crédito tributário ou não-tributário da Fazenda Pública. adequação. por exemplo. uma serventia. não sendo idônea para o particular cobrar um crédito seu fundado em título de crédito.também não haverá utilidade quando as despesas com a execução superarem o valor da dívida. Ex. b) Dimensão da Necessidade: é preciso demonstrar que o processo é necessário à obtenção do proveito almejado. segundo a qual. a expressão certa seria utilidade-necessidade. Para haver interesse. Quando ocorre perda de objeto da demanda. dentre os meios idôneos à busca do bem da vida. deve ter um proveito. no que tange a essas duas condicionantes. qual seja. a ação judicial deve ser o menos gravoso. da ação dúplice e o pedido contraposto? 251 . parte da doutrina. condicionante essa muito próxima de outra. As exceções são de: incompetência. 7) Como se distinguem as figuras da reconvenção. necessidade e. carecerá de utilidade e. Por fim. reconvenção e exceções. para. Assim. 6) Quais as modalidades de resposta do réu? Quais as exceções? Resposta: As modalidades de resposta do réu são: contestação. assim. esgotamento de instância administrativa. antes de tudo. só então. não haveria interesse processual caso o bem da vida já tivesse sido alcançado na seara administrativa ou se essa. útil e proveitoso. Processo útil é aquele que pode propiciar algum proveito para o demandante. de interesse de agir. Se houve ou houver meios para a composição voluntária. o processo é desnecessário. se questionar se ele é necessário na busca desse proveito.4) Quais as condicionantes do interesse de agir? Resposta: As condicionantes do interesse de agir são: utilidade.

Por outro lado. recebendo-o no estado em que encontrar. As questões prévias tanto podem ser consideradas como exceções como objeções. Assim. permite que o réu não apenas ofereça resistência à pretensão buscada pelo autor mas também pleiteie o reconhecimento de uma pretensão da qual se julga titular em face do autor. ou seja. um material e outro processual. tratando-se. o gênero questões prévias engloba as espécies questões preliminares e questões prejudiciais. Reconvenção: como modalidade de resposta que é. Processual o feito prosseguirá sem a intimação do réu revel. de objeção. há questões prévias que o julgador somente pode conhecer quando provocado pelas partes tal qual a competência relativa. Pedido Contraposto: A técnica da contraposição de pedidos implica a formulação de pedido. Nas ações dúplices. pois que essa técnica foi pensada para homenagearem os princípios da simplicidade e celeridade nos Juizados Especiais e no Procedimento Sumário. sem a necessidade de utilização do procedimento próprio da via reconvencional. São chamadas de ações de mão dupla. a simultaneidade da posição de autor e réu assumida pelos litigantes decorre da pretensão deduzida em juízo. vale dizer. Processual por excelência: o revel poderá intervir no processo em qualquer fase. na mesma oportunidade de oferecimento de sua defesa. então. é dúplice a ação que a contestação do réu já basta à obtenção do bem da vida. questões prévias são todas as questões que tem que ser analisadas antes de se apreciar o mérito/pedido/objeto do processo. pois. sendo. uma exceção. o autor pede e o réu somente impede. caso não tenha patrono nos autos. (ACHO QUE é ESSE – mas não achei nada a respeito) 252 . Material: Presumem-se verdadeiras as afirmações de fato feitas contra o réu (confissão ficta). o juiz tem que decidir outras questões no curso do processo.Resposta: Ação Dúplice: Do prisma material. que são denominadas questões prévias. existem questões prévias que podem ser conhecidas de ofício pelo juiz como a coisa julgada. 8) O gênero questões prévias engloba quais espécies? As questões prévias são qualificáveis como objeções ou exceções? Resposta: Antes do mérito. 9) Quais os efeitos principais da revelia? Qual o efeito processual por excelência? Resposta: A revelia possui dois efeitos. Em geral. por parte do réu. com sinais trocados. Desse modo. mas não se exigem as formalidades inerentes à demanda reconvencional. há o exercício do direito de ação.

poderá ser recusado por qualquer das partes”. dispor. Marinoni e Mitidiero (CPC – comentado artigo por artigo. sua suspeição ou impedimento. 3ª Ed.. impedimento e suspeição. 302 do CPC ―Cabe também ao réu manifestar-se precisamente sobre os fatos narrados na petição inicial.. o interesse público primário. 326) defendem que só é indisponível o interesse público primário da Fazenda Pública e não o secundário. cuja prova em contrário fica a cargo do administrado. 12) Ônus da impugnação específica como se dá em relação à Fazenda Pública? Resposta: Segundo o art. RT.. Como visto acima. p. Violado o dever. é dever do juiz. 11) Falar sobre as particularidades da revelia para a Fazenda Pública. p. 13) Existe ônus da impugnação específica para Fazenda Pública? Resposta: 253 . Presumem-se verdadeiros os fatos não impugnados (. “juiz que violar o dever de abstenção. contra ela não correrão os efeitos materiais da revelia. I). o que se leva a crer que tais institutos. máxime porque seus atos gozam de presunção de legitimidade. ou não se declarar suspeito. Marinoni e Mitidiero (CPC – comentado artigo por artigo. nos termos do art. sem autorização legal. 2011. interesses que os advogados públicos não podem. são considerados objeções..10) O impedimento e a suspeição são considerados objeções ou exceções? Resposta: Nos termos do art. 2011. Logo. podem as partes e o MP. Trata-se do efeito material da revelia. reputar-se-ão verdadeiros os fatos afirmados pelo autor”. argüir a parcialidade do magistrado. qual seja. 320 II do CPC. RT.” Vale dizer. não se aplica à Fazenda Pública o ônus da impugnação específica.)‖ . o qual não se aplica contra a Fazenda Pública uma vez que indisponíveis os interesses em jogo. conhecer de ofício. 302. enquanto custos legis. mesmo que a Fazenda Pública não ofereça uma impugnação especificada em relação às questões arguidas na inicial. 3ª Ed. renunciar ou transigir (CPC. 137 do CPC. 319 do CPC reza que “Se o réu não contestar a ação. Resposta: O art. 186) afirmam que “o juiz tem o dever de abster-se do julgamento da causa em que impedido ou suspeito. segunda parte. diante da indisponibilidade do direito discutido.

“a lei não excluirá da apreciação do Poder Judiciário lesão ou ameaça a direito”. que eram defendidas por seus procuradores ou advogados. salvo em se tratando de lides desportivas. os quais. a atual Constituição. não é necessária a prévia postulação administrativa como condição para o manejo da ação em que se busca a concessão de benefício previdenciário. que a lei considere indispensável à prova do ato. vale dizer. em meados dos anos 30. passaram a gozar das mesmas prerrogativas conferidas aos Procuradores da República. 5º.8. a presunção de veracidade é relativa. a revelia não induz o seu efeito material: I . Afinal. havendo pluralidade de réus. ao contrário da anterior. O FONAJEF possui entendimento 254 . No âmbito federal. da CR/88. por sua vez.659/45.3. criaram-se as autarquias. o que.se. fixou-se na defesa da União. 15) A presunção de veracidade dos fatos decorrentes da revelia é relativa? Resposta: Sim. a primeira vista. faz concluir que o requerimento administrativo ao INSS não é condição prévia para se ajuizar ação previdenciária. 4. O Ministério Público. algum deles contestar a ação. Mesmo fora desses casos. a presunção de veracidade não depende unicamente da revelia do réu. visto que. Esse é o entendimento do STJ e do TRF-1 – “Segundo uníssono posicionamento jurisprudencial há muito consolidado. pois que o juiz somente deve decretá-la no caso de haver verossimilhança nas alegações do autor.1. segundo o art. 320 do CPC.se o litígio versar sobre direitos indisponíveis. com a Lei n.se a petição inicial não estiver acompanhada do instrumento público. Questões do TRF3 1) É condição prévia o requerimento administrativo ao INSS para se ajuizar ação previdenciária? Por quê? Resposta: Pelo princípio da inafastabilidade da jurisdição previsto no art. a presunção de veracidade está sujeita ao crivo da persuasão racional do julgador. III . a maioria das Turmas Recursais Federais entendem que há a necessidade de prévio requerimento administrativo no INSS para se caracterizar a lide. II . não adotou o sistema da jurisdição condicionada ao esgotamento da seara administrativa.” Todavia.QUESTÃO JÁ RESPONDIDA (vide item 12 acima) 14) Quem fazia a defesa da União antes da CR/1988? Resposta: A existência de um órgão com a específica finalidade de presentar o Estado em juízo é algo relativamente novo na história brasileira. vale dizer. antes da Constituição de 1988. o Ministério Público cumulava em si a dupla função de defesa da sociedade e de advocacia de Estado.º 7. XXXV.

que o magistrado está proibido de exercer suas funções em processos de que for parte ou neles tenha atuado como advogado. A imparcialidade do juiz é um dos pressupostos processuais subjetivos do processo. O juiz será considerado suspeito por sua parcialidade quando for amigo íntimo ou inimigo capital de qualquer das partes. Questões do TRF5 1) Distinga rapidamente impedimento e suspeição.” Enunciado nº. senão vejamos: Enunciado nº.8. supre a exigência de comprovação de prévio requerimento administrativo nas ações de benefícios da seguridade social. No impedimento há presunção absoluta (juris et de jure) de parcialidade do juiz em determinado processo por ele analisado.sumulado. apenas a sentença de mérito proferida por juiz impedido pode ser objeto de ação rescisória. do Código de Processo Civil (CPC) e dizem respeito à imparcialidade do juiz no exercício de sua função.1. 72: “A comprovação de denúncia da negativa de protocolo de pedido de concessão de benefício.4.” 4. enquanto na suspeição há apenas presunção relativa (juris tantum). receber presente antes ou depois de iniciado o processo. 3) Discorra sobre as condições da ação e sobre o novo código de processo civil retirar uma das condições da ação.” Enunciado 73: “Em juizados itinerantes.” Por outro lado.5. podendo alegar motivos de foro íntimo. O impedimento tem caráter objetivo. enquanto que a suspeição tem relação com o subjetivismo do juiz. o mesmo FONAJEF excepciona esse entendimento. pode ser flexibilizada a exigência de prévio requerimento administrativo. O CPC dispõe. aconselhar alguma das partes sobre a causa. do art. entre outros.1. inclusive: Enunciado nº. do CPC. 485. Resposta: As causas de impedimento e suspeição estão previstas nos artigos 134 a 138. segundo o inciso II. consideradas as peculiaridades da região atendida. É dever do juiz declarar-se impedido ou suspeito. haja vista o impedimento ser uma causa objetiva e que gera presunção absoluta de ser o juiz parcial em determinada demanda. 71: “O ajuizamento da ação revisional de benefício da seguridade social que não envolva matéria de fato dispensa o prévio requerimento administrativo. por exemplo. feita perante a ouvidoria da Previdência Social. Questões do TRF4 4.8. 70: “O ajuizamento da ação de concessão de benefício da seguridade social reclama prévio requerimento administrativo. 2) Ambas representam causas de rescindibilidade da ação rescisória? Resposta: Não. 255 .

significa trazer maior estabilidade as relações sociais. pois que nos termos da parte final do § 4º do art. tendo em vista que. 4. o réu se defende dos fatos que pesam contra ele e não da imputação realizada ao término do libelo acusatório. por consequencia. Enfim. interesse de agir e possibilidade jurídica do pedido. em sua dimensão utilidade. haverá uma sentença de improcedência do pedido.9. a fim de evitar reiteradas rediscussões daquilo que já se sabe não autorizado pelo ordenamento e isto contribui a um só tempo para a economia processual (evitando-se a repetição de causas) e para a pacificação social. Além do mais. verificado que o pedido não se conforma ao ordenamento jurídico. que tende à formação da coisa julgada material. aplica-se até no caso de mutatio libelli. adstrito aos termos do aditamento promovido pelo MP. No projeto do Novo CPC a possibilidade jurídica do pedido não é mais uma das condições da ação. na sentença. vinculando-se as narrativas ali inseridas.1.1. esse autor. o qual elencava 03 condições da ação: legitimidade de parte. Enfim. Uma sentença de mérito. a sentença que. Direito Processual Penal 4. à luz do Novo CPC é de improcedência e resolve definitivamente a controvérsia. Todavia. excluiu a possibilidade jurídica do pedido do rol das condições da ação sem ser acompanhado pelo nosso CPC. No processo penal.9. que estabelecem a lide penal. à luz da lei revogada seria de carência da ação. Motivação Das Decisões Penais 4. quando da provocação da instância penal. excluir a possibilidade jurídica do pedido do rol das condições da ação. por ser a possibilidade jurídica do pedido conceituada como “conformidade do pedido com o ordenamento jurídico” ou ainda como “a ausência de vedação explícita no ordenamento jurídico para a concessão do provimento jurisdicional”. ultra e nem citra petita. 384 do CPP fica o juiz.Resposta: O CPC de 1973 é baseado nas lições o jurista italiano Liebman.9.1. Há 256 . Para seus juristas idealizadores. A evolução do pensamento de Liebman se dera no sentido cassar a autonomia da possibilidade jurídica do pedido para incluí-la no interesse de agir. Em processo penal. com a parcial reforma do CPP. impede a rediscussão da matéria. Questões do TRF1 1) O que consiste o princípio da correlação entre e a denúncia e a sentença? Resposta: A correlação é o liame conectivo entre os termos da acusação e aquilo que será enfrentado pelo juiz na prolação da sentença penal. o limite objetivo da lide para o magistrado está na apreciação daquilo que a acusação mencionou. para muitos a possibilidade jurídica do pedido não passava de uma análise de mérito. Esse princípio. ao evoluir seu pensamento. Sentença. E que. A sentença deverá decidir sobre os fatos descritos na denúncia ou queixa. a sentença não pode ser extra. É melhor para os sujeitos processuais que suas pretensões sejam resolvidas definitivamente.

ou da câmara de revisão na esfera federal. há uma tensão entre o princípio da independência funcional do MP e da unidade do órgão quando é apontado um membro para proceder ao ajuizamento da ação. em verdade . que é. cabia ao próprio magistrado promover o aditamento. 28 do CPP. tratar-se-ia de um longa manus do PGJ. tendo o juiz que julgar apenas o fato contido no aditamento. ao verificar que é cabível alteração da tipificação penal em consequência de prova presente nos autos e não incluída na acusação. O regime da mutatio foi substancialmente alterado com a edição da Lei nº 11. abertamente. 383. Outra corrente entende que uma interpretação conforme desse dispositivo tem o sentido e o alcance de que. mudança na acusação. o acusado defende-se dos fatos e não da acusação. 3) Leia o art. Neste caso . neste caso. A hipótese contempla que instituto? emendatio libelli.quem defenda que a melhor interpretação dessa parte final consiste na proibição da denúncia alternativa. é cabível o instituto da denúncia alternativa. No regime anterior à referida lei. tanto na denúncia originária como na denúncia aditada. Há ainda que ressaltar que após o aditamento o CPP aponta que deve ser ouvida a defesa para manifestar-se acerca da alteração promovida pela acusação . tão somente. o que é. DESSE PONTO EM DIANTE: RESPOSTAS ELABORADAS POR FREDERICO BOTELHO DE BARROS SILVA 2) Qual a posição do senhor a respeito da mutatio libelli do art. permitir que o membro do Ministério Público promova o aditamento à denúncia ou queixa. 28 do CPP é ainda constitucional? Resposta: A mutatio libelli não passa de sua própria tradução: mudança do libelo. Com a alteração legal resguardou-se a separação de papeis entre órgão acusador e magistrado de forma que o sistema acusatório encontra-se preservado. tendo em vista que a doutrina afirma que. Ele tem alguma repercussão quando à defesa do réu? E a mutatio libelli? Resposta: 257 . 384 em confronto com a CF/88? O senhor admite que o art. que é . na verdade. não cabe ao magistrado realizar a mutatio mas. uma garantia institucional que encerra uma garantia da própria sociedade.719 de 2008. podendo o julgador decidir com base nos fatos narrados em qualquer uma delas. Quanto à constitucionalidade do art. A partir do referido estatuto legal. uma afronta ao sistema acusatório que apregoa a separação entre as funções de acusação e julgamento. se ao acusado foram garantidos os princípios do contraditório e da ampla defesa. Ademais. admitimos que deve prevalecer a independência funcional do membro do MP.

ao proceder a emendatio está. Portanto. Há doutrina que aponta a necessidade de o magistrado promover a oitiva da defesa para o devido estabelecimento do contraditório(Gustavo Henrique Righi Ivahy Badarro e Antônio Cabral ). elementares e circunstâncias constantes dos autos. A decisão citra petita deixa de analisar um pedido formulado ou um fundamento suscitado. cabe a atuação do MP. e extra petita? Resposta: Quando se fala em vícios da sentença . leva em consideração fundamento de fato não suscitados por qualquer das partes. nesta classificação. Ocorre que a sentença não é ato fracionado. 258 .719 de 2008. Convencimento este. ou. Já a extra petita estende seus efeitos a tai somente os não participantes do processo. ou ao menos deveria estar plenamente convencido de que. acerca dos fatos sob sua análise. conforme o sistema de avaliação de provas. emendar ou corrigir a acusação para adequá-la aos fatos. uma primeira diferença é importante: a congruência interna e externa da decisão judicial. o crime apontado na denúncia não corresponde ao emanado dos autos. frontalmente as garantias da ampla defesa e contraditório. não há que dilatar-se o processo. o que violaria . ainda. que consiste na atividade do juiz. 383 do CPP contempla a hipótese de emendatio libelli. Por primeiro. A decisão extra petita ocorre quando tem natureza diversa ou concede ao demandante coisa distinta da que foi pedida. se o ato de inteligência do magistrado que será exposto na sentença já está completo (pela modificação do crime). Assim. ocorre quando a decisão concede mais do que o demandante pediu ou quando não analisa apenas os fatos essenciais postos pelas partes como também outros fatos essenciais. havia um verdadeiro aditamento feito pelo magistrado e independente da ação da defesa. A decisão citra petita deixa de regular as relações jurídicas de todos envolvidos no processo. 5) O que seria sentença ultra. A decisão ultra petita estende seus efeitos a pessoas não participantes do processo além daqueles participantes. em lugar dos suscitados pelos agentes processuais . citra. ultra e extra petita se inserem na congruência externa da decisão. 383 reclama convencimento do magistrado. a defesa há de ser feita com relação aos fatos e não com relação à capitulação do membro do MP. Com a modificação operada por esta lei . ao art. Com relação à mutatio. respeitando o sistema acusatório. motivado. e há manifestação da defesa em favor das garantias do acusado no processo penal. antes da modificação operada pela lei 11. a congruência externa objetiva. Outra diferença há de ser feita entre congruência objetiva e subjetiva.O art. Ademais . A sentença ultra petita. Sentenças extra . O juiz. quando da sentença. Já a congruência subjetiva desenvolve-se de acordo com os sujeitos do processo.

como característica negativa da conduta proibida . é um limite impedindo que a pena se torne uma afronta aos direitos fundamentais do agente. de relatoria do Min. na família. há de ser perquirido o comportamento do agente em meio social. 259 . como diz Paulo Queiroz.4. isto é. verificar-se a evidente inveracidade deles‖. analisa-se a conduta do agente através de sua conduta em seu aspectos factuais. É. Ou seja . diferente da culpabilidade como elemento do crime(ou pressuposto da pena como quer Damásio) que é um juízo qualitativo. 2) Os ônus processuais têm pertinência com as faculdades ou encargos processuais? Existe alguma correlação? Qual seria esta correlação? Resposta: 3) A presunção (de veracidade gerada pela revelia) a que se referiu e chamou atenção (em sua resposta) tem sido entendida como iuris tantum ou iure et de iure? Resposta: É uma presunção relativa.9.2. na empresa. concluindo-se pela condenação. A culpabilidade. tão somente um limite máximo.59 do CP. e já devia ter sido objeto de análise juntamente com a tipicidade e a antijuridicidade. um elemento de determinação da pena.1. aquilo que os autos indicam como traço marcante de sua vivência social. IV. em verdade. pois tinha a consciência da ilicitude do que fazia‖. 319 e 334. Ocorre que essa concepção de culpabilidade funciona como fundamento da pena. ou de notoriedade. Questões do TRF2 1) Discorra sobre a culpabilidade diante da conduta de vida do agente frente ao art. Neste mesmo esteio: O Simpósio da Associação de Magistrados do Rio de Janeiro. quanto à revelia. 59. na associação do bairro. trazidos aos autos pelo autor. que não é analisada somente neste momento. Para Paulo Queiroz. na sociedade. Barros Monteiro. segundo a maioria da doutrina e o RESP 2. o juiz analisa ―o grau de culpa do réu‖. deveriam ser interpretados no sentido de não ser absoluta a presunção de veracidade dos fatos afirmados pelo autor. de 28 a 30 de agosto de 1974. recomendou aos juízes de todo o país. A doutrina ainda aponta correntes erros na prática forense como a frase ―o agente agiu com culpabilidade. à luz dos próprios elementos. os arts. que é.846/RS. Quanto à conduta social. portanto. Para Cezar Bitencourt é um limite máximo e mínimo da pena. devendo excluir-se a presunção quando. O juiz definirá a conduta social do agente através de um fato do processo ou utilizando-se de conceitos psicológicos (Sigmund Freud)? Resposta: Na análise da culpabilidade quando do art. que. um juízo quantitativo. CP.

Porque colhida em procedimento inquisitivo.4) Nessa análise (no caso de revelia sobre se o autor tem razão nos fundamentos de seu pedido e se produziu prova suficiente mesmo no caso de revelia) o juiz pode inclusive retroceder à causa de pedir remota ou isso já implicaria em algum descumprimento de algum dever? Resposta: 4. estende seus efeitos para qualquer outro processo. porquanto não ser possível de nova análise em recurso próprio. deve o mérito ser analisado de forma exauriente. 2) Ela pode ser modificada? Resposta: Sim. que o provimento jurisdicional verse acerca do mérito da causa. Daí a distinção entra coisa julgada material e formal. além do qual foi produzida. cautelares ou antecipadas. ou coisa julgada em sentido estrito. deve haver preclusão máxima (coisa julgada formal). salvo quando irrepetíveis. 4.9.9. São elas: a) a ação rescisória. Este é o posicionamento dos Tribunais Superiores acerca da matéria. Questões do TRF3 1) A prova testemunhal na fase do IP pode ser usada na fundamentação da sentença? Resposta: A prova testemunhal. são necessários 4 requisitos. a prova testemunhal não pode fundamentar uma sentença. se não refeita sob o crivo do contraditório. Ocorre que esta imutabilidade pode se restringir ao processo em que foi proferido ou estender seus efeitos para além dele. Para que ocorra a coisa julgada material. por sua vez. c) impugnação com base em erro material . para embasarem um decreto condenatório devem ser produzidas novamente durante a instrução processual. Em nosso sistema há 5 formas de modificação da coisa julgada. b) a querela nullitatis ou exceptio nullitatis. d) impugnação da sentença inconstitucional ( art. e 260 . parágrafo 1º.4. Questões do TRF4 1) O que é coisa julgada? Resposta: ―A coisa julgada é a imutabilidade da norma jurídica individualizada contida na parte dispositiva de uma decisão judicial‖(Didier). Esta última ocorre quando a decisão é imutável dentro do processo do qual foi proferida. 475-L . Já a coisa julgada material. Quais sejam: Uma decisão jurisdicional. É um fenômeno endo/extraprocessual. e .3.1. por fim.1.

por todos.741. há um conceito legal do que venha a ser poluição no direito brasileiro. V. 2) Zoneamento se articula com o desenvolvimento sustentável? 261 . em nosso sistema processual. São estas.1. como objeto de proteção da degradação de qualidade ambiental resultante de atividades que direta ou indiretamente os recursos ambientais fauna e a flora. e) e a possibilidade de revisão da coisa julgada por denúncia de violação à Convenção Americana de Direitos Humanos formulada perante a Corte Interamericana de direitos Humanos. Tal posicionamento solidificou o entendimento do STJ e da doutrina. Direito Ambiental 4. Política Nacional Do Meio Ambiente.1. III. Questões do TRF2 1) O conceito jurídico de poluição foi alterado? Existe no ordenamento jurídico? Resposta: Sim. Da Lei 6938/81. parágrafo único do CPC) . Zoneamento Ambiental. O conceito legal foi alterado em 1989 para incluir em seu art. III. Questões do TRF5 01) Estar respondendo a outro processo no momento da sentença.art. Questões do TRF1 4. Está previsto no art.10.10. Estes dois últimos conceitos não constavam da redação original de como objetos de proteção contra poluição. que vinham se posicionando na esteira corporificada na súmula. 4.10. 3º. pode ser maus antecedentes? Resposta: A resposta encontra respaldo na súmula 444 do STJ que declara in verbis É vedada a utilização de inquéritos policiais e ações em curso para agravar a pena base. Sistema Nacional De Unidades De Conservação Da Natureza 4.5.1. as possibilidades de revisão ou de relativização da coisa julgada.1.9. 3º . Instrumentos Da Política Nacional Do Meio Ambiente. Nucci.2. Ainda há que se destacar que após o prazo decadencial da ação rescisória (2 anos) fala-se em coisa soberanamente julgada. Padrões De Qualidade Ambiental.1.10. 4.

dos recursos hídricos e do solo e a conservação da biodiversidade. O conceito de zoneamento sustentável já traz expressamente a menção e sua conexão com o desenvolvimento sustentável como demonstra o art. Questões do TRF5 TRF5 – 2012 1) Qual a origem do zoneamento e em que ele consiste? Resposta: A origem do zoneamento ambiental está nas sociedades industrializadas e urbanizadas e na necessidade do estabelecimento de áreas com destinação especial para organização territorial de aproveitamento e respeito ao meio ambiente.4. Resposta: 262 . um instrumento de efetivação da Política Nacional do Meio Ambiente e tem definição legal no art. estabelece medidas e padrões de proteção ambiental destinados a assegurar a qualidade ambiental. obras e atividades públicas e privadas. Questões do TRF4 4. obras e atividades públicas e privadas. do usuário–pagador.3.1. em verdade.5. Diz o decreto: O ZEE. do Decreto 4297/2002 como sendo O ZEE. instrumento de organização do território a ser obrigatoriamente seguido na implantação de planos. do Decreto 4. 2º.10. conforme expressa previsão regulamentar.10. 2º. 2) O zoneamento tem relevância para a proteção do Direito ambiental? Dê exemplos.Resposta: Sim. estabelece medidas e padrões de proteção ambiental destinados a assegurar a qualidade ambiental. da precaução. É. garantindo o desenvolvimento sustentável e a melhoria das condições de vida da população‖. dos recursos hídricos e do solo e a conservação da biodiversidade. do poluidor pagador. da participação informada. garantindo o desenvolvimento sustentável e a melhoria das condições de vida da população. Questões do TRF3 4. 4. instrumento de organização do território a ser obrigatoriamente seguido na implantação de planos.1. A necessidade de compatibilização entre a exploração não degenerativa e o respeito ao meio ambiente ecologicamente equilibrado faz com que o zoneamento se torne uma ferramenta importante do Direito Ambiental. da prevenção. do acesso equitativo e da integração.297/2002 e guarda relação estreita com os princípios da função socioambiental da propriedade.10.1.

porém. pode-se afirmar que tal instrumento é de fundamental importância para o Direito Ambiental. 4) Quais os dois grandes grupos em que se dividem as unidades de conservação? Elas estão em conformidade com o novo Código Florestal? Resposta: Os dois grupos são . Já as de uso sustentável há exploração do ambiente de maneira a garantir a perenidade dos recursos ambientais renováveis e dos processos ecológicos. da precaução. da participação informada. conforme art. do poluidor pagador. legalmente instituído pelo Poder Público. a reserva 263 .985/2000. O exemplo mais elucidativo desta relevância está no zoneamento ambiental industrial que classifica quatro espécies de zonas visando o disciplinamento de atividades industriais em locais críticos de poluição. gerará a necessidade de desapropriação.unidades de proteção integral e unidades de uso sustentável. zonas de uso diversificado e zonas de reserva ambiental. com características naturais relevantes. o objetivo conservacionista. ao qual se aplicam garantias adequadas de proteção. da prevenção. Integram as unidades de proteção integral a estação ecológica. da Lei 9. Sua disposição legal está na Lei 9. o caráter oficial. parágrafo 2º. zonas de uso predominantemente industrial. da Lei 9. com objetivos de conservação e limites definidos. Nas primeiras deverá ser observada a manutenção dos ecossistemas livres de alterações causadas por interferência humana. do usuário pagador. a delimitação territorial.985/2000. unidade de conservação ―é espaço territorial e seus recursos ambientais. que aprovou o Sistema Nacional de Unidades de Conservação da Natureza. o regime especial de proteção e a consulta pública. Há de se apontar que o intuito do disciplinamento desta matéria é a necessidade de controle da poluição causada pelas indústrias. o SNUC. De acordo com o art. 2º. I. pode haver instituição de unidade de conservação em terras particulares o que. 22.985/2000. do acesso equitativo e da integração. 3) O que se entende por unidade de conservação e qual sua natureza jurídica? Quais os requisitos necessários para a implementação das unidades de conservação? É necessária a consulta pública? Resposta: As unidades de conservação são uma das modalidades de espaços ambientais territoriais protegidos que devem ser instituídos pelo poder público. sob regime especial de administração.Tendo em vista que o zoneamento guarda estreita relação com os princípios com a função socioambiental da propriedade. se não alcançada doação por parte do particular. Importante destacar que a enorme maioria das unidades de conservação existentes no Brasil é de propriedade pública. As quatro divisões são as zonas de uso estritamente industrial. incluindo as águas jurisdicionais. Para a instituição de uma unidade de conservação é são necessários: a relevância natural.

deixa expresso que um dos objetivos da política nacional é a proteção ao meio ambiente. Assim. como o processo que atende às necessidades do presente sem comprometer a possibilidade de as gerações futuras atenderem as suas próprias necessidades. que foi duramente criticado por não obstar a pirataria e supostamente pavimentar uma dominação dos países desenvolvidos sobre os subdesenvolvidos.1. Deve o poder público. O Espaço Aéreo 4. o monumento natural e o refúgio de vida silvestre. Questões do TRF1 1) De acordo com as regras de navegação aérea e marítima no mundo. passe a adotar uma política de não agressividade ao meio ambiente. 264 . a partir daí. 1º. focando a melhoria da qualidade de vida humana dentro dos limites da capacidade de suporte dos ecossistemas. Direito Internacional Público e Privado 4. O ACTA já foi subscrito por países como México. área de relevante interesse ecológico.1. Assim. ao optar por uma política energética.478 de 1997. reserva de desenvolvimento sustentável e reserva particular do patrimônio natural. Com relação a segunda indagação. reserva extrativista.biológica o parque nacional. o grande objetivo que liga a política energética e o meio ambiente é a opção por um processo de uso sustentável dor recursos existentes no meio ambiente.11. ou. Tal documento é apontado pela doutrina moderna como um complemento ao Acordo TRIPS. Canadá e Austrália. em português. reserva de fauna. fixar sua bases no desenvolvimento sustentável que é. Resposta: A Lei 9. E neste se insere uma opção energética que respeite o pacto intergeracional e busque o respeito ao meio ambiente e encare como os insumos energéticos como bens que podem se findar e. da adequação entre meio ambiente e atividade econômica nasce o conceito de desenvolvimento sustentável. houve profunda alteração por parte do Novo Código Florestal . 05) Discorra: política energética voltada ao meio ambiente.1. 4.11. e. IV. em clássica definição.11. ainda. levando-se em conta as necessidades das gerações futuras. já em seu art. Já as unidades de uso sustentável são integradas por área de proteção ambiental. floresta nacional. que dispõe sobre a política energética nacional. que quer dizer AntiCounterfeiting Trade Agreement. acordo comercial antipirataria. Objetivos. diversas nações celebraram uma convenção para caracterizar e repudiar o que se chama pirataria? Resposta: Há um Tratado que convencionou-se chamar de ACTA.

1. Questões do TRF2 4.11.1.2. Questões do TRF3 4.12.13. O Conceito De Direito E Sua Positividade 4.4.12.1. Questões do TRF1 4.13. Questões do TRF1 1) Qual o conceito de direito? Resposta: Como devemos nos ater a 15 linhas.1.12.3.12. Filosofia do Direito 4.1.1. Questões do TRF2 4.5.13.1. Questões do TRF5 4.12.11. 265 .1. pontuarei os conceitos menos conhecidos(ciência e faculdade) e indicarei um pensador que elabore os outros conceitos.4.1.1.3. Questões do TRF4 4.1.5.2. Questões do TRF5 4.1. Questões do TRF3 4.11.1. Questões do TRF4 4. Sociologia do Direito 4.12. Aspectos Gerenciais Da Atividade Judiciária 4.12.1.11.4.

Ocorre que o conceito de Direito pode ser declarado de várias formas (partes) diferentes. Já o direito como fato social . o Direito deve ser visto como o conjunto de suas ciências e de seu objeto. E . reportada a uma ―norma fundamental‖.‖ A coação é definida ―pela plena efetivação de uma ou de outra. eficaz. em termos gerais. as normas jurídicas tem essa finalidade de regrar a vida social. do interesse e mistas. O direito como norma – Kelsen define o Direito como sendo uma ―ordem normativa de coerção‖. envolvendo e penetrando por tidos os lados do ser. Direito como fato social . Para este ramo. quais sejam: Direito como ciência. influir fazer com que o Direito ou a sociedade hajam de uma determinada maneira. como diz Savigny. nasce a Teoria dos Direitos Subjetivos . o que não é normalmente o caso. segundo Kelsen. essa lei tende a reger a sociedade. uma ordem normativa ―(…)considerada válida quando as suas normas são. Kant afirmara que uma ação está em conformidade com o Direito quando permita que a liberdade de agir de um possa coexistir com a liberdade de agir de todos segundo uma lei universal. É. são de fato observadas e aplicadas‖. É a partir deste raciocínio que se chega às três teorias acerca do direito subjetivo. nos limites deste poder reina a vontade do indivíduo. ora nós sabemos que as normas jurídicas impõe um padrão de comportamento para todos nós. numa consideração global. Direito como justo. eficazes. de acordo com essa constituição. aparece-nos como um poder do indivíduo. Direito como faculdade. Teoria da vontade. quando as pessoas as respeitam. eficazes. traduz a ideia que a sociologia jurídica procura saber exa- tamente me que medida se dá à relação feita entre a sociedade e o direito. de que maneira a sociedade é condicionada pelo Direito e de que maneira o Direito condiciona a sociedade. Portanto toda vez que se institucionaliza um conjunto de normas toda vez que se instaura alguma lei.Direito é uma palavra polissêmica. bem como as normas que. ou seja. A coercibilidade material é a ―suscetibilidade do uso da força física ou da pressão material. ―a que deve corresponder uma constituição efetivamente estabelecida e. o Direito equipa-se e faz uso das figuras da coação e da coercibilidade. quer dizer. o Direito é.‖ Dito de outra forma. Direito como norma. a coercibilidade traduz-se na ameaça de punição. portanto o Direito acaba interferindo no comportamento que as pessoas tem na sociedade. Como Faculdade. Condicionar significa interferir. O Direito como ciência é estudado como epistemologia. foram efetivamente estabelecidas e são. direito em sentido subjetivo. ao passo que a coação efetiva essa mesma punição impondo ―um mal que é aplicado ao destinatário mesmo contra a sua vontade.‖ 266 . embora ―tal apenas terá de suceder quando essa efetivação encontre resistência. o Direito deve ser interpretado na vida real . em termos gerais. Para alcançar este desiderato.‖ Por outras palavras. se necessário empregando até a força física‖. Nos limites deste poder reina a vontade do indivíduo e reina o consentimento de todos. na ideia de Savigny.

sempre que houver descumprimento de tais liberdades. é importante destacarmos a teoria do mínimo ético. o direito representa o mínimo de Moral necessário ou declarado obrigatório para que a sociedade possa sobreviver. que a melhor doutrina jurídica sobrepõe a todo e qualquer direito ou dever. Quando Rawls sustenta a possibilidade da desobediência civil. a sua aplicação ocasionará o descrédito das instituições. A primeira é que a moral pertence ao âmbito interno do agente. de Jeremias Bentham. Já a Moral é despida de coerção. E é inegável que a postura Moral irradia-se sobre o tema.4. significa que a governabilidade corre sérios riscos. Já o Direito. Questões do TRF5 267 . Já as regras da Moral só tem significado se o agente com elas concordar. 4. na realidade. Por fim. e fale sobre união homoafetiva.O direito como justiça – Hawls . O Direito é coercitivo.. Muito embora a lei injusta possa ser vinculativa nos casos de inocorrência de inconstitucionalidade a mesma cairá no desuso e..13. É a teoria do mínimo Ético que fundamenta a imagem de círculos concêntricos. molda-se externamente. Diferentemente do Direito Penal. há diferenças marcantes. Aí tem que desenvolver. onde há o Princípio da Exclusiva proteção dos Bens Jurídicos. o Direito Constitucional pauta-se pelo princípio da jurisprudência contramajoritária . Quanto a Moral. portanto. o direito é heterônomo.13. ou seja . Nesse sentido.1. Questões do TRF2 4. Assim.13. até mesmo de natureza constitucional. Não pode o Direito ignorar as transformações pelas quais passam a sociedade moderna. sendo círculo maior o da Moral e o círculo menor o do direito.2. um campo comum de ação a ambos. da mesma forma que há uma área de contato entre ambos. Segundo o filósofo. já que são alicerce do próprio Estado de Direito. cada componente da sociedade tem uma postural moral acerca do tema homossexualismo. Há. sendo o Direito envolvido pela Moral. caso o sentimento de justiça da sociedade não coincida com o ordenamento jurídico. Questões do TRF4 1) Diferencie direito e moral. portanto.13.1. é possível a afirmação de que toda lei injusta é substancialmente inconstitucional.1.5. dada sua autonomia e aspecto individual. A união homoafetiva é um deste casos que unem o Direito e a Moral. Questões do TRF3 4. as regras do Direito ―valem‖ objetivamente.1. Resposta: Ao buscar diferenciar direito e moral.Os princípios da justiça idealizados por Rawls são as liberdades públicas ou direitos fundamentais. 4.3.

Eros Grau). Já uma segunda corrente (por todos. Ingo Sarlet e Gilmar Mendes declaram que. independentemente de tratamento legislativo. visto que totalmente compatível com ela. uma carga defensiva. Quanto à participação dos empregados nos lucros. 268 . Exemplo do fenômeno poder ser mais esclarecedor (exemplo do Lenza). Ponto 05 5. Promulgada a CF/88. produzida no período da CF/46 (que fora revogada – não recepcionada pela de 67). como se classificaria? Resposta: A primeira observação que deve ser feita com relação a esse ponto é com relação à natureza dos direitos sociais. em destaque. três correntes acerca da aplicabilidade dos direitos fundamentais (aqui. há. só têm aplicabilidade imediata aqueles direitos que as normas definidoras são completas em sua estrutura e dispositivo. 2) Existe no Brasil o fenômeno da repristinação constitucional? Resposta: Consiste a repristinação em um revigoramento da vigência de uma norma pela revogação da norma que a tinha revogado. não há como dispensar um tratamento legislativo para concretizar um direito fundamental. Eficácia Das Normas Constitucionais 5. verifica-se que aquela Lei. são estes direitos ―direitos fundamentais‖? A imensa maioria da doutrina afirma que sim.1. podem os direitos fundamentais atingirem eficácia imediata. afirma que os direitos fundamentais são de aplicabilidade imediata mesmo se as normas que os definem sejam de cunho programático. mesmo o STF em alguns de seus julgados não afirmar expressamente que direitos sociais são fundamentais. Questões do TRF1 1) Art.1. Superado este ponto. Por fim. Ou seja. considerar-se-á que direitos sociais são fundamentais). sob pena de inverterse a natureza das coisas. 6º da CF/88 – qual a eficácia desta norma? E a norma relacionada à participação dos lucros da empresa. um efeito paralisante contra qualquer ingerência tendente a obstar o exercício de um direito fundamental.1. trata-se de norma de eficácia limitada.5. Para Manoel Gonçalves Ferreira Filho. ínsito a qualquer direito fundamental.1. Norma produzida na égide da CF/46 não é recepcionada pela CF/67. em tese poderia ser recepcionada pela CF/88.1. Ademais. Direito Constitucional 5. há que se destacar que há. na já clássica classificação de José Afonso da Silva. pois incompatível com a mesma. Em outras ocasiões. em certas ocasiões. conforme a maioria da doutrina.1.

5º. pergunta-se. Impende ressaltar que a regra geral é a imediata vigência de uma ordem constitucional . é possível a verificação deste instituto. Exemplo sempre citado desta espécie é o art. Importante afirmar que efeito repristinatório em ADI não é a mesma coisa que repristinação. Já as normas de eficácia limitada de cunho programático. Como exemplo pode-se mencionar o art.868/99. parágrafo 2º. a CF/88 não admite a repristinação! Porém. Se a nova ordem jurídica trouxer a permissão expressa possibilitando a repristinação. Não necessitam de providência normativa ulterior para sua aplicação. que trata da saúde. contida e limitada. O primeiro é previsto na Lei 9. 3) O que é vacatio constitutionis? Qual Constituição brasileira já teve esse período? Resposta: Quando uma cláusula expressa diferencie a entrada em vigor de todo texto constitucional. Exemplos são o art. há uma exceção. visando fins sociais. mas possivelmente não integral. Resposta: Segundo o professor JAS. VII. estabelecendo um interregno entre a publicação do ato de sua promulgação e a data de entrada em vigor de seus dispositivos . ainda. da Constituição Federal. parágrafo 2º. art. Como exemplo pode-se citar o art. 18. por obra do próprio texto constitucional.11. no momento da entrada em vigor da Constituição. As normas de eficácia limitada de dividem em normas de princípio institutivo (ou organizativo) e normas de princípio programático. Já as normas de eficácia limitada são aquelas que de imediato. precisando de integração por obra do legislador infraconstitucional. As primeiras são esquemas gerais de organização e de estruturação dos órgãos e entidades. tendo em vista que pode haver uma restrição de sua aplicabilidade por intermédio do legislador infraconstitucional e. 2º art. 196 da CF.Daí. Criam situações subjetivas de vantagem ou de vínculo. As primeiras são aquelas que ``receberam do constituinte normatividade suficiente à sua incidência imediata. as normas constitucionais podem ser de eficácia plena. considerando-se a vacatio constitutionis uma exceção. 4) José Afonso da Silva e a eficácia das normas. Apenas a CF de 1967/1969 utilizou o Vacatio Constitutionis. pode a lei produzida durante a CF/46 voltar a produzir efeitos? Como regra. parágrafo 2º. desde logo exigíveis``. 269 . está aí a vacatio constitutionis. não têm o condão de produzir todos os seus efeitos. As de eficácia contida têm aplicabilidade imediata e direta. veiculam programas a serem implementados pelo Estado. 14. Situam-se predominantemente entre os elementos orgânicos da constituição. fale sobre a classificação deste autor.

1. 5º. as normas constitucionais podem ser de eficácia plena. As normas de eficácia limitada de dividem em normas de princípio institutivo (ou organizativo) e normas de princípio programático.5) O que é desconstitucionalização? É possível no Brasil? Resposta: ―Trata-se do fenômeno pelo qual as normas da Constituição anterior. Já as normas de eficácia limitada são aquelas que de imediato. permanecem em vigor.3. Exemplo sempre citado desta espécie é o art. Não necessitam de providência normativa ulterior para sua aplicação. veiculam programas a serem implementados pelo Estado. visando fins sociais. por obra do próprio texto constitucional. contida e limitada? Dê exemplos. VII. que trata da saúde. As primeiras são aquelas que ―receberam do constituinte normatividade suficiente à sua incidência imediata.1. Como exemplo pode-se citar o art. não têm o condão de produzir todos os seus efeitos. 5. Como exemplo pode-se mencionar o art. Questões do TRF5 270 .4. Questões do TRF2 5. no momento da entrada em vigor da Constituição. precisando de integração por obra do legislador infraconstitucional. tendo em vista que pode haver uma restrição de sua aplicabilidade por intermédio do legislador infraconstitucional e. Questões do TRF4 5. ainda. desde que compatíveis com a nova ordem. 18.5. Ou seja. Questões do TRF3 1) O que são normas de eficácia plena. Criam situações subjetivas de vantagem ou de vínculo.1. contida e limitada.2. Porém. parágrafo 2º. As primeiras são esquemas gerais de organização e de estruturação dos órgãos e entidades. 5. As de eficácia contida têm aplicabilidade imediata e direta. Resposta: Segundo o professor JAS. 2º art. 14. desde logo exigíveis‖. Como regra geral. não é possível a aplicação do instituto no Brasil.1.1. é possível a aplicação do instituto. 196 da CF.1. as normas da Constituição anterior são recepcionadas com o status de norma infraconstitucional pela nova ordem‖(Lenza). Situam-se predominantemente entre os elementos orgânicos da constituição. parágrafo 2º.1. mas possivelmente não integral. da Constituição Federal. Exemplos são o art.1. Já as normas de eficácia limitada de cunho programático. mas com status de lei infraconstitucional. se houver menção expressa na nova Constituição .

Municípios – Distrito Federal .).157. Ademais. obtida pela interpretação. Questões do TRF1 1) Se a União criar tributo com base na competência residual.218MG).1.2.2. da Súmula 589 do Supremo Tribunal Federal: ―É inconstitucional a fixação de adicional progressivo do imposto predial e territorial urbano em função do número de imóveis do contribuinte‖. tal redução é inconstitucional. ela tem que passar alguma coisa para estados e municípios? Resposta: Sim. 2) Haveria a incidência do princípio da eticidade na área tributária? Resposta: 3) Mudança de interpretação acarreta em novo fato gerador? 271 .Princípios E Normas Constitucionais – Rendas Compatíveis 5. a contrario sensu.Territórios . Os casos mais relevantes são a atualização monetária (expressamente ressalvada pelo parágrafo 2ºdo art. 5. Questões do TRF2 1) Princípio da Legalidade Relativa é cabível no direito tributário? Resposta: Para a instituição.1. 97)e fixação do prazo de recolhimento (jurisprudência do Supremo – RE 172. o simples fato de se ter um único imóvel não demonstra a capacidade contributiva do contribuinte. obrigação tributária. definição de fato gerador. há exceções a esta regra que se adapta à Legalidade Relativa.II. incide a Legalidade Estrita.1. exclusão e extinção.2.394?SP.2. 20% da arrecadação do produto de tributos provenientes da competência residual deve ser repassado aos Estados. por expressa previsão constitucional (art. Direito Tributário 5.5. 2) É constitucional o redutor de IPTU que recai sobre imóvel único? Resposta: Não. dentre outros institutos tributários.2. haja vista esse único imóvel poder ser tanto um casebre em uma favela como uma mansão na parte mais luxuosa da cidade. Porém. RE 195.1. Impostos: União Federal – Estados-membros .

dada irretroatividade da lei tributária. de um lado. É o que aponta Roque Carrazza. Já a intangibilidade impede a mudança de critério por parte do judiciário ou do próprio fisco de elementos que caracterizem o fato gerador. Resposta: A irretroatividade está prevista no art. é o mandamento nuclear do sistema. E de outro lado. Não pode o juiz modificar os atos ocorridos para modificar o fato gerador. segundo. a mudança não pode. ainda. o princípio da segurança jurídica. Princípio. é pressuposto do II a entrada do produto em território nacional. 4) Existe diferença entre princípios tributários e pressupostos? Resposta: Sim. gerar novo fato gerador. Completa Kyioshi Harada ―Adotado um critério jurídico de interpretação pelo fisco ao longo do tempo para fiscalizar as atividades de determinado contribuinte concluindo pela regularidade de sua situação fiscal. por isto mesmo. Essa prática é ilegal e contraria o princípio da boa-fé do contribuinte.150. não pode o mesmo fisco rever as atividades do passado para exigir tributos e aplicar sanções a pretexto de que a administração alterou seu entendimento acerca da matéria. da CF. só podem surgir de lei. irretroativa e votada pela pessoa política competente‖.a. igual para todos. representa insubmissão da administração a seus próprios atos. Por exemplo. Dada a legalidade estrita que rege o Direito Tributário.III.Resposta: Não. que os contribuintes tenham condições de antecipar objetivamente seus direitos e deveres tributários. 6) Pode-se aplicar o IPI Verde nas CIDEs? Resposta: 272 . em relação a fatos geradores ocorridos antes do início da vigência da lei que os houver instituído ou aumentado. também. na clássica lição de Celso Antonio Bandeira de Mello. Não se modificam os fatos da vida já ocorridos e que geraram efeitos tributários. o que é inadmissível por implicar violação do princípio da segurança jurídica‖. 5) Diferença entre o princípio da irretroatividade e da intangibilidade. ―O princípio constitucional da segurança jurídica exige. que. Já pressupostos são as condições de fato que compõem o fato gerador que devem ocorrer para a hipótese tributária se aperfeiçoar.

3. por isso.1. Questões do TRF3 1) Quanto ao IPI. RE 593. devendo. não ocorre fato gerador do imposto. a não cumulatividade prevista na CF comporta exceção? Resposta: Segundo a maioria da doutrina. Da mesma forma. tendo em vista as exceções apontadas no próprio texto constitucional. o direito de creditar-se do valor do IPI. segundo o STF. 2) O tema pode ser mitigado por legislação infraconstitucional? Resposta: Não. por exemplo. não há ocorrência do fato gerador. O STF não permite que o tema seja tratado por legislação infraconstitucional. se exceção existisse.5. deveria ser tratada no corpo da Constituição como o fez o constituinte quando do ICMS. porquanto. Segunda Turma. O uso permanente imobiliza os bens. no STF: ―A jurisprudência do Supremo Tribunal Federal firmou-se no sentido de não reconhecer. em verdade.2. E o entendimento consolidado também. não é possível a geração de creditamento. quando pago em razão de operações de aquisição de bens destinados ao uso e/ou à integração no ativo fixo do seu próprio estabelecimento‖.772/SC. e . ao contribuinte. 4) A isenção no meio do ciclo de industrialização implica em cumulação do IPI? Resposta: 5) Há direito a crédito presumido? 273 . em relação a tais produtos. nessa condição. dado que. 3) A aquisição de bens para uso permanente dá direito ao crédito de IPI? Resposta: O STF já decidiu a matéria e apontou pela impossibilidade de creditamento porque. arcar com os ônus financeiros do tributo. não há exceções a não cumulatividade do IPI. o que torna a fabricante consumidora final quanto a essas mercadorias. no TRF4: Não há falar em direito ao creditamento do IPI relativamente aos bens de uso e de consumo ou destinados ao ativo imobilizado da empresa. diferentemente do que ocorre ao ICMS.

em verdade constitui a seletividade. Utiliza-se tal técnica para dificultar a comercialização de objetos indesejáveis e alcançar metas fiscais mais justas e melhor redistribuição de renda. 8) Sobre o Imposto de Importação: Bens de ingresso no território nacional para exposição em feira estão sujeitos ao II? Resposta: Não. Ocorre que. Para a ocorrência do fato gerador o produto deve ingressar no país e incorporar-se à economia nacional. a partir do RE 370. 12 e atualmente 5%. deve o ente tributante declarar as razões de estabelecer diferenças entre os produtos que não a essencialidade. Foi um julgado da 8ª Turma. ora afastando-o. alíquota zero e não incidência) deve se submeter ao regramento . Para este valor de alíquota. onde ficou asseverado que tributar o açúcar com a alíquota de 5% ofende o principio da seletividade e essencialidade. a maioria dos gêneros alimentícios recebe tributação 0%.Resposta: Até pouco tempo. Produtos em trânsito não são consideradas para efeitos de tributação do II.682/SC de 2007. dado o princípio da motivação. não há crédito por parte do adquirente. o que. ora pendendo pelo crédito presumido. de relatoria da Desembargadora Maria do Carmo. 6) O que significa uma tributação pelo IPI seletivo? Resposta: A seletividade do IPI é uma técnica de incidência tributária. a jurisprudência do STF oscilava. onde a variação da alíquota se dá em razão da essencialidade do produto‖. 9) Em que momento se reputa ocorrido o Fato Gerador do II? 274 . houve uma estabilização no sentido de qualquer instituto que desonere a cadeia de produção (isenção. onde a variação da alíquota se dá em razão da essencialidade do produto. de forma que não havendo pagamento. como já conceituado como ―uma técnica de incidência tributária . O IPI incidente sobre o açúcar obedece ao princípio da seletividade? Resposta: A pergunta toma com base um julgamento do próprio TRF1 . 7) O açúcar já foi tributado pelas alíquotas de IPI em 18.

para a liberação da mercadoria estrangeira entreposta ou depositada. Adotado esse entendimento. 10) A data de obtenção da licença para importação tem alguma relevância jurídica? Resposta: DESSE PONTO EM DIANTE: RESPOSTAS ELABORADAS POR GABRIELA SILVA MACEDO 11) Se a alíquota de importação mudar depois de obtida a licença. por que a adoção do critério temporal do registro acarreta insegurança jurídica. pois facilita o controle do Fisco acerca do momento em que a mercadoria ingressou no território nacional. Segundo. na verdade o seu critério temporal. 12) Nas operações de mútuo entre pessoas jurídicas sem a intermediação de instituição financeira. ainda que posteriormente revogada ou modificada. o qual estabelece que o lançamento reporta-se a data de ocorrência do fato gerador da obrigação e rege-se pela lei então vigente. a entrada do produto no território nacional e a obtenção da licença. temporais e espaciais do imposto. ocorre na data do registro da declaração de importação.Receita Federal do Brasil.Resposta: É o momento da apresentação ou registro da declaração de importação. pois o art. Nesse sentido: REsp 1016132/SP. Embora esse entendimento tenha um fundamento de ordem prática. o sujeito terá direito a usar a alíquota anterior? Resposta: Não. a lei vigente no momento da transposição da linha demarcatória do território nacional. já que a alíquota pode ser abruptamente alterada após a realização do procedimento de importação (obtenção de licença. ele é criticado por parte da doutrina. ou documento que faça substituir e demais documentos pertinentes ao desembaraço perante a autoridade aduaneira . a legislação material aplicável à importação de produto estrangeiro é a data em que se verifica a ocorrência do fato gerador. ou seja. DJe 01/07/2009. incide o IOF? 275 . 144 do CTN. a alíquota aplicável é aquela vigente na data em que a empresa registrou a operação junto ao SISCOMEX. consubstanciado na reunião dos critérios materiais. independentemente da alíquota vigente na data da obtenção da licença. portanto. momento posterior. entrada física do produto no país). Primeiro por não ser técnico. Logo. O Superior Tribunal de Justiça e Supremo Tribunal Federal entendem que o fato gerador do imposto de importação.

remetendo o CTN à legislação tributária. I. a definição deste. apenas as operações de crédito realizadas por instituições financeiras estavam submetidas à exigência do recolhimento de IOF.779/99. I da EC 18/65 e. SEPÚLVEDA PERTENCE. 13). em determinar expressamente que estas operações estariam submetidas às "mesmas normas aplicáveis às operações de financiamento e empréstimos praticadas pelas instituições financeiras" (art. Com a edição da Lei nº 9. a restrição subjetiva das operações.143/66 instituiu o imposto com incidência exclusiva nas operações realizadas por instituições financeiras e seguradoras. anteriormente à edição da Lei nº 9.779/99. surgiu no art. da EC 18/65. foi mantida nos textos constitucionais seguintes. V da CF/88). 14. Registre-se que. A competência da União para instituir o imposto sobre operações de crédito. para cada espécie tributária. 13) E nas chamadas contas correntes mercantis entre empresas do mesmo grupo? Resposta: A operação de mútuo entre empresas integrantes do mesmo grupo econômico subsumese à hipótese de incidência do imposto sobre operações financeiras. Ainda sob a égide da EC 18/65. mediante nova lei. a sua efetivação pela entrega total ou parcial do montante ou do valor que constitua o objeto da obrigação‖. a compreensão de que o IOF pode incidir também sobre operações de crédito que não tenham sido praticadas exclusivamente por instituições financeiras parte de uma interpretação do texto constitucional (art. REsp 1222550/RS. DJ 26-092003 PP-00005 EMENT VOL-02125-01 PP-00095 RTJ VOL-00191-01 PP-00070. o 276 . A lei ordinário poderia fazer tal restrição. 14. cambio e seguros e sobre operações relativas a títulos e valores mobiliários surgiu no art. cuidando. Portanto.Resposta: Sim. nos mesmos termos. sem com isso. julgado em 20/08/1998. 5. não há no CTN – nem a Constituição autorizaria –. Tribunal Pleno. DJe 08/06/2012). como se depreende do histórico legislativo. ainda. restringir a competência da União para alcançar. SEGUNDA TURMA. o CTN não se conteve no espaço mais reduzido já ocupado pela lei anterior e desdobrou em quatro hipóteses possíveis a esfera potencial do tributo. o legislador estendeu a incidência do IOF às operações de crédito correspondentes a mútuo de recursos financeiros entre pessoas jurídicas ou entre pessoa jurídica e pessoa física. dentre elas: ―quanto às operações de crédito. outras hipóteses possíveis de incidência do tributo. 153. Rel. Portanto. julgado em 27/09/2011. ao definir a extensão admissível do fato gerador do IOF. Isso por que o sujeito passivo do tributo é qualquer um que participe da operação econômica tributada. Ministro MAURO CAMPBELL MARQUES. conforme se posiciona o STF e STJ (ADI 1763 MC. Relator(a): Min. Pouco depois. no entanto. a L.

segundo a Suprema Corte. Adotar entendimento contrário. do que se conclui que. 5.que ocorreu com a edição da Lei n.1. 153.2. seria possível que a hipótese de incidência das contribuições abrangesse fatos atribuídos constitucionalmente aos Estados e Municípios.779/99. Em sentido oposto.2. conforme entende Paulo de Barros. Segunda posição. que dispõe sobre a competência residual da União. entende o STF que a vedação trazida pelo art. tendo ele por finalidade. Questões do TRF5 277 . portanto. I. Ilegalidade da IN 07/1999 que ao tributar tal operação não criou obrigação tributária nova. iii) ―tipologia tributária diversa daquela já prevista na CF‖.5. o entendimento de ser vedado à União criar contribuições com base nas materialidades próprias dos Estados. segundo a qual as contribuições ora se enquadrariam como impostos. já que as espécies tributárias seriam distintas. o legislador infraconstitucional não dispõe de ilimitada permissão para criar tais tributos. limitandose a explicitar o sentido da lei 9. Esse último requisito reforçaria. Ressalta ainda que se a União pretender instituir contribuição incidente sobre fato não relacionado no art. ii) caráter não cumulativo. pois deve respeitar a competência tributária conferida aos Estados e Municípios que foi detalhadamente discriminada pela CF. 9779/1999. 154 da CF apenas impõe a inovação dentro da própria espécie tributária. é impreterível o cumprimento dos requisitos do art.4.1. 1ª Posição. 14) Pode-se instituir contribuição de caráter geral tendo por base fato gerador de imposto federal? E tendo-se por base fato gerador de imposto estadual ou municipal? Resposta: Há dois posicionamentos sobre o tema no cenário doutrinário e jurisprudencial. 154. São eles: i) introdução no ordenamento por lei complementar. a qual se filia Paulo de Barros entende que. adotando a teoria pentapartite da classificação dos tributos. Adotando como premissa a teoria tricotômica da classificação dos tributos. parte da doutrina. sem exluir entes integrantes do mesmo grupo econômico. ora como taxas. Assim. Questões do TRF4 5. Não há. que definiu como fato gerador do IOF operações de crédito entre pessoas jurídicas e entre pessoa jurídica e pessoa física. evitar a invasão de competências. esvaziaria o conteúdo das repartições constitucionais das competências tributárias. apesar de não haver discriminado as hipóteses de incidência e bases de cálculo das contribuições de caráter geral. entende que a União pode criar contribuições gerais com base em materialidade atribuída constitucionalmente a União.

666 de 21 de junho de 1993. 8. Estados.300. às Administrações dos Estados e Municípios. 2) Um cidadão comum pode impugnar o edital de licitação? E se conecta a que princípio? Resposta: 278 . de 20. por fim.01. que organizou o Código de Contabilidade da União. Direito Administrativo 5.883/94. caput). Esta Lei estabelece cinco modalidades licitatórias: concorrência. 9. que estabeleceram a reforma administrativa federal. 8.93 (alterada pelas Leis 8. de qualquer dos Poderes da União. sendo. Distrito Federal e Municípios.883.360.348 e 2.22. atualizado em 1987. Questões do TRF1 1) Qual foi o primeiro conjunto de regras sobre licitação no Direito Brasileiro? Resposta: A licitação foi introduzida no direito público brasileiro há mais de cento e quarenta anos. leilão e concurso. no âmbito federal.05.536.666/93. 22 da Lei Federal nº. 2. pelos Decretos-lei 2. o Estatuto Jurídico das Licitações e Contratos Administrativos. que regulamentava as arrematações dos serviços a cargo do então Ministério da Agricultura. do assunto. o procedimento licitatório veio a final. a ser consolidado. disciplinando o instituto e os contratos públicos em 125. e estendida. 4. de 25.3. a partir das diretrizes traçadas pela Constituição e de molde a exigir sua prática na administração pública direta.666.67 (arts. 37.5. XXI da Constituição Federal foi regulamentado pela Lei 8. 125 a 144). dos Estados. pela primeira vez. 200.06. Após o advento de diversas outras leis que trataram.1. tomada de preços.1. de 21. de 1922. indireta ou fundacional. 5. reunindo normas gerais e especiais relacionadas à matéria. de 14.06. que estatui as normas gerais sobre licitações e contratos completa o ciclo. convite. sistematizado através do Decreto-Lei nº.68. de 28. com o objetivo de conferir maior eficiência às contratações públicas. com a edição da Lei nº.456. Desde o antigo Código de Contabilidade da União. de 08 de junho de 1994. pelo Decreto nº. de 21.1. que disciplina as licitações e contratos da Administração Pública.926.02. Estas modalidades estão definidas no art. Licitação 5. artigos. do Distrito Federal e dos Municípios (art. de forma singela.11. A lei n° 8.648/98 e 9. O art.3. Comercio e Obras Públicas.86. o procedimento licitatório veio evoluindo. de observância obrigatória pela Administração Pública direta e indireta de todos os poderes da União. pelo Decreto nº. em vigor atualmente.3. instituiu. 37. A partir de 1988 a licitação recebeu status de princípio constitucional (10). A Constituição de 1988 representou um notável progresso na institucionalização e democratização da Administração Pública. 2.1862. O Decreto-lei nº. atualizada pela Lei nº.854/99).

estabelece que pode haver a sua impugnação. é ele modalidade obrigatória? Resposta: 279 . Essa regra se relaciona com os princípios da impessoalidade. no prazo de até 05 dias úteis de antecedência à data designada para a abertura dos envelopes de habilitação.666/93. são abertas as propostas escritas e classificadas de acordo com o melhor preço. escolhe-se as três melhores). situação em que será adjudicado em seu favor o objeto licitado. na etapa da classificação e julgamento. a ME ou EPP mais bem classificada e cujo valor ofertado seja de até 5% do valor apresentado pelas empresas comuns (empate ficto).Em havendo discordância com os termos do edital. 4) Pregão. o art. Não ocorrendo a contratação da microempresa ou empresa de pequeno porte. No caso de equivalência dos valores apresentados pelas microempresas e empresas de pequeno porte. Em seguida. Primeiro. permitindo o efetivo controle do procedimento.666/93. com o princípio da publicidade. a ser realizada por QUALQUER CIDADÃO (aquele que está no gozo dos direitos políticos). o objeto licitado será adjudicado em favor da proposta originalmente vencedora do certame. oportuniza-se aos participantes pré-selecionados a apresentação de lances verbais. 41 da Lei 8. no prazo de 5 minutos. de preço inferior àquela considerada vencedora do certame. que os motivos determinantes das decisões proferidas em qualquer etapa do procedimento sejam declarados. Alexandrino diz que esse princípio impõe. Na hipótese da não-contratação nos termos previstos. pelos administrados em geral. sobretudo. é convocada para oferecer nova proposta. na ordem classificatória. moralidade e. ainda. o Estatuto da Microempresa e EPP (LC 123/06) criou regra especial para quando participarem tais empresas do procedimento de pregão: encerrando-se os lances. será realizado sorteio entre elas para que se identifique aquela que primeiro poderá apresentar melhor oferta. para o exercício do mesmo direito. os quais são iniciados pelo participante que tenha a melhor proposta escrita. serão convocadas as remanescentes que porventura se enquadrem na hipótese acima. Todos esses princípios estão elencados no art. cujo objetivo é permitir o acompanhamento e controle do procedimento não só pelos participantes como também. quiçá principalmente. 3) O que ocorre com propostas parecidas no pregão com relação à EPP ou ME e empresas normais? Resposta: O procedimento do leilão é caracterizado pela utilização de duas técnicas para escolha da melhor proposta. 3º da Lei 8. Nesse quadro. Escolhe-se a melhor e aquelas que se encontram no patamar de até 10% do valor da melhor proposta (se não houver.

surgindo hipótese que admita o pregão. é preciso levar em consideração a finalidade do novo diploma. não há lei que obrigue a adoção do pregão. que é a de propiciar maior celeridade e eficiência no processo de seleção de futuros contratados. prevendo a disciplina (não a mera regulamentação) dessa nova modalidade de licitação por decreto a cargo do ente administrativo. o senhor já ouviu falar na modalidade consulta de licitação? Resposta: Consulta é a modalidade de licitação exclusiva das AGÊNCIAS REGULADORAS. a fim de que se possa verificar se os motivos alegados guardam congruência com o objeto do ato optativo. por fraudar a competitividade do procedimento. entende o doutrinador que. José dos Santos. A Anatel disciplinou a consulta para as suas contratações por meio de resolução. caber-lhe-a justificar devidamente a sua escolha. implica em: Prática de crime previsto no art. Assim. Entretanto.472/97). o que viola a regra da lei 8. adequada à contratação de bens e serviços não classificados como comuns e que não seja obras e serviços de engenharia civil. Alexandrino questiona a constitucionalidade da previsão da consulta pela lei da ANATEL porque ela foi extremamente sucinta. Para os demais entes federativos. 6) Quais as consequências para o servidor público da administração que devassa o conteúdo de uma proposta licitatória? Resposta: A violação ao sigilo. 280 . e multa. contudo. se optar por outra modalidade. segundo critério que leve em consideração custo e benefício. mas depois foi estendidas a todas as agências reguladoras federais pela lei 9. 5) Em relação à chamadas agências reguladoras. quando esta modalidade for cabível.666/93 (fraude na licitação). alerta que.666/93 que proíbe expressamente a criação de outras modalidades. de 2 (dois) a 3 (três) anos. Ela foi primeiramente instituída pela lei da ANATEL (lei 9.O decreto 5. sob pena de detenção. 94 da Lei 8.986/2000. o que a princípio o tornaria uma modalidade facultativa de licitação. apesar da faculdade conferida à Administração. a faculdade desaparece. definindo o julgamento das propostas por um júri.450/2005 obriga a utilização do pregão na hipótese de aquisição de bens e serviços comuns pela União (pois é decreto federal). pois o administrador deverá adotá-lo para atender ao fim público da lei.

sem perda da economia de escala. obras ou serviços efetuados pela Administração serão divididos em tantos itens. Compras. Logo. 7) Se a licitação é pública porque as propostas têm de ser sigilosas? Resposta: O princípio do sigilo das propostas encontra amparo nos próprios fundamentos inspiradores da licitação e não se opõe ao princípio da publicidade. quanto mais pessoas tiverem conhecimento da licitação. é obrigatório o parcelamento quando o objeto da contratação tiver natureza divisível. Parcelamento é a divisão do objeto em partes menores e independentes. lotes ou etapas) que aproveitem as peculiaridades e os recursos disponíveis no mercado. 8) É possível ao administrador dividir o objeto da licitação. tanto o princípio do sigilo das propostas quanto o princípio da publicidade tem como fim último a garantia da competitividade. O parcelamento do objeto subordina-se especialmente aos princípios da economicidade e da ampliação da competitividade. Cada parte. De outro. parcelas e etapas que se comprovem técnica e economicamente viáveis. com base em critérios de impessoalidade e moralidade administrativa. Afinal. Isso por que a divisão do objeto que não observe economia de escala poderá produzir efeito contrário. desde que não haja prejuízo para o conjunto a ser licitado. de modo a possibilitar o conhecimento de suas regras ao maior número de pessoas possíveis. Deve o gestor atentar-se para que o parcelamento seja realizado somente em benefício da Administração. o princípio do sigilo das propostas visa resguardar a competitividade do procedimento. da impessoalidade. De um lado. o princípio da publicidade informa que a licitação deve ser amplamente divulgada. etapa ou parcela representa uma licitação isolada ou em separado. 281 . após definido o objeto da licitação. tornando inócua a finalidade do instituto que é a de propociar a escolha da melhor proposta pela Administraçao. ou seja. e se for. verificar se é possível e economicamente viável licitá-lo em parcelas (itens. mais eficiente será a forma de seleção. impedindo que outros participantes tomem conhecimento antecipadamente das demais propostas.Ato de improbidade administrativa. item. Para isso. aumento de preços. procedendo-se à licitação com vistas ao melhor aproveitamento dos recursos disponíveis no mercado. em que hipóteses? Resposta: De acordo com a Lei nº 8. mas ao contrário contribui para a realizaçao de seus fins. o agente público deve.666/1993. moralidade e igualdade no procedimento licitatório.

No caso do pregão. o tipo é sempre menor preço. quando o sistema de registro de preços destinar-se a compras e contratações de bens e serviços comuns. ou gêneros que só possam ser fornecidos por produtor. dentre as quais cita-se a aquisição de materiais. equipamentos.666/93 define a utilização da modalidade CONCORRÊNCIA para selecionar os potenciais fornecedores na sistemática do registro de preços e a lei 10. 25 da lei 8. Isso por que não é possível dividir uma contratação desejada em várias de menores valores.É importante não esquecer que sempre deve ser preservada a modalidade pertinente para a execução de todo o objeto da contratação. 282 . prevê. mas admite. Devem ser somados os valores correspondentes aos itens parcelados e definida a modalidade de licitação forem necessários. na imprensa oficial. ainda. quando a modalidade for concorrência. excepcionalmente. a fim de dispensar a licitação ou fazê-la por outra modalidade. concomitantes ou sucessivas. Federação ou Confederação Patronal. o tipo técnica e preço. a utilização do tipo menor preço. segundo o qual as com- pras. pelas entidades equivalentes. Não se pode parcelar aquilo que é possível contratar por inteiro. deverão ser processadas através de sistema de registro de preços.520/2002 possibilita a utilização da modalidade PREGÃO. diz o art. com os fornecedores registrados. sempre que possível. O registro de preços será precedido de ampla pesquisa de mercado e os preços registrados serão publicados trimestralmente para orientação da Administração. pelo Sindicato. O decreto 3. 15 da Lei 8666/93.931/2001 que regulamenta o sistema de registro de preços na esfera federal. A licitação é inexigível. devendo a comprovação de exclusividade ser feita através de atestado fornecido pelo órgão de registro do comércio do local em que se realizaria a licitação ou a obra ou o serviço.666/99. Está prevista no art. quando a competição for inviável. 15 da lei 8. O §3º do art. por um ou mais de um órgão ou entidade da Administração Pública. 9) Qual a modalidade de licitação para registros de preços? Resposta: Concorrência e pregão. O registro de preços é o meio apto a viabilizar diversas contratações diretas (sem a realização de um específico procedimento licitatório previamente a cada uma) de compras. vedada a preferência de marca. empresa ou representante comercial exclusivo. sob pena de se violar o princípio da obrigatoriedade. 10) Pode haver inexigibilidade de licitação para aquisição de bens? Resposta: Sim. ou. em especial nas hipóteses elencadas em seus incisos.

25 da Lei 8. Pressuposto fático significa INTERESSE de mercado. Mas as hipóteses elencadas não deixam dúvida de que. pois o administrador deverá adotá-lo para atender ao fim público da lei. precisa ser provada.666/93 é meramente exemplificativo. Constitui pressuposto fático para a licitação a possibilidade de participação de mais de um interessado a ser contratado. se optar por outra modalidade. Entretanto. Se. pois a licitação não é um fim em si mesmo. Se for certo que não haverá oportunidade para a confrontação de propostas. O pressuposto lógico ocorre quando há PLURALIDADE de licitantes e de objetos. precisa preencher 3 pressupostos: LÓGICO. surgindo hipótese que admita o pregão. O objeto da licitação deve gerar interesse de mercado. por ausência de pressuposto lógico. a licitação prejudica esse interesse. mas um instrumento de realização do interesse público. contudo. na qual a administração terá a faculdade de adotar o pregão ou alguma das modalidades adotadas no Estatuto geral. ela será inexigível. apesar da faculdade conferida à Administração. se o bem licitado for de fabricante/produtor/fornecedor exclusivo. alerta que. sempre que a competição for inviável. ao invés de proteger o interesse público. a fim de que se possa verificar se os motivos alegados guardam congruência com o objeto do ato optativo. caber-lhe-a justificar devidamente a sua escolha. a competição se torna inviável. independentemente de o objeto da licitação seja a aquisição de bens ou a prestação de um serviço. a faculdade desaparece. tornou obrigatória a adoção da modalidade de pregão para a aquisição de bens e serviços 283 . 11) A administração pode optar por fazer uma concorrência. se esses pressupostos não estiverem presentes. entende o doutrinador que. pois. já que apenas determinada contratação atenderia eficazmente ao interesse público. Trata-se. Para que a competição seja viável. A União.Indubitavelmente. de atuação discricionária. a licitação é inexigível. não deverá ser realizada a licitação. A exclusividade do fornecedor. o rol trazido pelo art. JURÍDICO e FÁTICO. sensível a necessidade de acelerar o processo seletivo para contratações. Assim. Assim. por fim. tomada de preço em detrimento do pregão? Resposta: O pregão não é modalidade de uso obrigatório pelos órgãos públicos. José dos Santos. Em suma. O pressuposto jurídico está presente quando a licitação atende a sua finalidade de PROTEÇÃO ao interesse público. é preciso levar em consideração a finalidade do novo diploma. as licitaçao para aquisição de bens será inexigível. que é a de propiciar maior celeridade e eficiência no processo de seleção de futuros contratados.

moralidade. Há. desde que não haja prejuízo para o conjunto a ser licitado. uma licitação que se realizada sem parcelamento não se inseriria na hipótese de dispensa. Se assim proceder o prefeito. sem perda da economia de escala. De acordo com o art. Sendo gratuita. observado o princípio da complementaridade dos sistemas privado. quando o objeto da contratação tiver natureza divisível. uma vez que a lei 8. 5. 12) O prefeito poderia fracionar a licitação? Resposta: Sim. a qual sempre adota o tipo menor preço. para ―aquisição de bens e serviços de informática e automoção‖.1.248/91 autoriza o uso da modalidade pregão. Uma delas refere-se ao registro de preços. contudo. pois a lei 10. incidirá não apenas nas hipóteses de improbidade administrativa.3. Ressalte-se apenas que o parcelamento da licitação não pode gerar burla a suas regras. probidade administrativa e todos os demais aplicáveis às licitações em geral. procedendo-se à licitação com vistas ao melhor aproveitamento dos recursos disponíveis no mercado.520/2002 possibilita a utilização da modalidade PREGÃO. 284 . 223. 23. compete ao Poder Executivo outorgar e renovar concessão. Questões do TRF2 1) Fale sobre a concessão de difusão sonora e de imagem. tornando dispensável em razão do valor. observar os princípios da legalidade. Outra hipótese refere-se a aquisição de bens e serviços de informática. Consignou-se igualmente que a opção pela forma não eletrônica deverá ser necessariamente justificada pela autoridade competente.2. público e estatal. como por exemplo. permissão e autorização para o serviço de radiodifusão sonora e de sons e imagens. como também nos crimes da lei de licitações e do Decreto-lei 201/67. impessoalidade. Compras efetuadas e obras ou serviços contratadas pela Administração serão divididos em tantos itens. parcelas e etapas que se comprovem técnica e economicamente viáveis. eis que disciplinada peculiar e expressamente pela CF/88. par. 1º. desde que estes se enquadrem como ―bens e serviços comuns‖. A diretriz da administração federal teve por fundamento a necessidade de dar maior transparência ao processo seletivo. algumas hipóteses em que o uso do pregão é excepcionalmente facultado à União.comuns. há necessidade de licitação? Resposta: Constituem-se os serviços de radiodifusão sonora e de sons e imagens em forma sui generis de concessão. A infração pode ser fracionada nos termos do art. quando o sistema de registro de preços se destinar a compras e contratações de bens e serviços comuns.

sendo ela dispensável para outorga para execução de serviço de radiodifusão com fins exclusivamente educativos (art. ou o ato de não renovar as concessões de tais serviços públicos. a concessão pode ser. A medida muda principalmente as regras para a licitação. o legislador constituinte fechou ainda mais o sistema. revogada. ao disciplinar que o cancelamento da concessão ou permissão. tal instituto apresenta-se de forma bem peculiar. O legislador constituinte. Argumentava o doutrinador que a distribuição de canais de televisão e de rádio. 2) Qual o postulado normativo que embasa a licitação? O que é postulado? Resposta: 285 . Por fim.666/93 (Lei 2108). Celso Antônio Bandeira criticava a situação em relação aos serviços de radiodifusão sonora e de sons e imagens (rádio e televisão). com relação à concessão ou renovação dos serviços de rádio e televisão. a teor do art. mas é no Congresso Nacional que será decidido.Não obstante. diferencia-se ainda de algumas características administrativas do instituto. Assim. Lei da ANATEL. O Decreto nº 2. renovar. permanecendo no âmbito de competências do Executivo. a concessão de rádio e televisão. antes de vencido o prazo. 1º). em regra. era feita ao sabor do Executivo. que deve submeter o ato ao Congresso Nacional para deliberação. A presidenta Dilma Rousseff promulgou em janeiro decreto que altera regras para concessões de rádio e televisão no país. Contudo. origina-se do Presidente da República. sem quaisquer critérios objetivos que permitam controlar-lhes a juridicidade. pois. é realizado pelo Presidente da República. tradicionalmente. que é pautada por normas administrativas. 13. par. para atender a interesses pessoais ou políticos de pessoas ou grupos. criou um sistema de freios e contrapesos no que diz respeito à concessão de Rádio e Televisão. não havendo proibição de renovação de concessão. cancelada.472.108/96 estabeleceu a necessidade de licitação para concessão de serviços de radiodifusão sonora. portanto. o ato de outorga ou renovação da concessão de serviços públicos de radiodifusão sonora e de sons e imagens. tem a sua outorga excluída da jurisdição da Agência. obedecidos alguns requisitos administrativos. depende de decisão judicial. 211 da mesma Lei 9. Esses poderes reguladores são decorrentes da própria concessão. após o termo dos prazos. Como se vê. que poderá ser de até 10 anos para rádio e 15 anos para televisão. As mudanças começaram a ser articuladas depois que o ministério recebeu denúncias de pessoas que venceram licitações de concessões sem capacidade financeira para manter emissoras de rádio e TV. o ato de conceder. anulada. com exigência de garantias financeiras para participar dos leilões. que deverá observar a lei 8. que. encampada.

razoabilidade. A igualdade na licitação significa que todos os interessados em contratar com a Administração devem competir em igualdade de condições. O que ele chama de postulados normativos são meta-normas aplicadas não para resolver o caso concreto. 5º e indica que a administração deve dispensar tratamento idêntico a todos os administrados que se encontrem na mesma situação jurídica. segundo Humberto Ávila. Os postulados normativos. a meu ver.666 são: Legalidade Impessoalidade Moralidade Igualdade Publicidade Probidade administrativa Vinculação ao instrumento convocatório Julgamento objetivo 286 . trabalhista. Corolário da igualdade é a vedação de se estabelecerem diferenças em razão da naturalidade. previdenciária entre empresas brasileiras e estrangeiras (art.O postulado normativo que embasa a licitação. é o da igualdade. 3º. São exemplos de postulados normativos: a igualdade. §1º. 3) Quais os princípios que regem a licitação? Resposta: Todos os princípios da Administração Pública também se aplicam a licitações e contratos administrativos. Segundo o STF. Os princípios previstos expressamente no art. proporcionalidade. I e II). o qual tem sua origem no art. mas para orientar a interpretação e aplicação das normas de primeiro grau (regras e princípios). legal. O postulado está intimamente ligado ao princípio da impessoalidade. é inconstitucional considerar como fatores de averiguação da proposta mais vantajosa os valores relativos aos impostos pagos ao ente federativo que realiza a licitação. da sede ou do domicílio dos licitantes. 3º da lei 8. ou a proibição de tratamento diverso de natureza comercial. são metas-normas que estabelecem um dever de segundo grau consistente em estabelecer a estrutura de aplicação e prescrever modos de raciocínio e argumentação em relação a outras normas.

que o administrador observe as regras que a lei traçou para o procedimento. 3º da Lei no. independentemente de haver lesão ao direito de outrem. que seja bem clara quanto aos critérios seletivos. É a aplicação do devido processo legal. O só fato de um ato administrativo desatender a lei já o torna ilegal. 5) Por que se fala de legalidade objetiva e subjetiva? Resposta: O controle de legalidade subjetivo ocorre para a tutela em concreto de um interesse juridicamente protegido. só podendo agir dentro do que a lei permite ou determina. 8. Convite.666/93 é classificada como absoluta ou relativa? Por quê? Resposta: A Administração Pública está vinculada ao princípio da legalidade absoluta. Concurso. motivo pelo qual Seabra Fagundes diz ser a "finalidade e caracterísitica do controle jurisidicional a proteção do indivíduo em face da Administração Pública". 6) Quais as modalidades de licitação? Resposta: Concorrência. ainda que nenhum direito subjetivo reste lesado.4) A legalidade do art. Já a legalidade objetiva estabelece que toda a atuação da administração pública seja instaurada e conduzida com base na lei e com a finalidade de preservar o império da lei. segundo o qual se exige que a Administração escolha a modalidade certa. 287 . também no que concerne ao procedimento da licitação deve-se aplicar a legalidade absoluta. Leilão. ferindo o interesse público. Logo. dentre outros pontos. Consulta Pregão. Tomada de preço. principalmente. No campo das licitações o princípio da legalidade impõe.

a cargo de órgãos públicos. entendo que seria possível o uso da modalidade pregão eletrônicos. na leitura convencional do princípio da legalidade. O administrador pode e deve atuar tendo por fundamento a Constituição. sobretudo no princípio da legalidade absoluta. Isso por que ele apresenta diversas vantagens. a meu ver. se a lei não estabelecesse a modalidade do pregão eletrônico. O princípio da legalidade absoluta. Ressalte-se que a doutrina considera imprópria a menção a fundos especiais não só por que são despidos de personalidade jurídica. ela não poderia ser adotada. explica Paulo de Barros que ―supera-se aqui a idéia restrita de vinculação positiva do administrador à lei. de alguma maneira. Ademais. que traz como destinatário de sua disciplina os fundos especiais. cuja gestão fica sempre.‖ Como a Constituição estabelece a aplicação de princípio a administração pública como o da eficiência e a própria lei do pregão é inspirada pelo postulado do informalismo. Nesse sentido. como também por que constituem meras reservas financeiras criadas por lei. dentre as quais se destaca a centralidade da constituição e a constitucionalização de outros ramos do direito. 9) Qual o rito do pregão eletrônico? Resposta: O fornecedor interessado em participar do pregão eletrônico deve cadastrar-se por meio do web site do órgão solicitante. como antecipado. que atendem ao princípio da eficiência. 8) A Administração só pode o que a Lei autoriza? E se a lei não prevê essa modalidade (do pregão eletrônico)? Resposta: Sim. redução da sobrecarga do pregoeiro. refletiram sobre o Direito Administrativo. O fornecedor normalmente recebe uma senha. aplicável a administração estabelece que ela só pode agir quando a lei autoriza. os recursos da tecnologia da informação aproximam as pessoas e encurtam as distancias. pois as alterações trazidas pelo movimento chamado de neoconstitucionalismo. pela qual a sua atuação estava pautada por aquilo que o legislador determinasse ou autorizasse. que 288 . tais como redução do uso de papel. que trata do pregão. a referida lei. a princípio. é mais célere e eficaz quando se trata de licitação por lotes ou itens.666/93. e estes podem se valer da modalidade do pregão eletrônico nos termos da Lei 10. Logo. esse entendimento pode ser relativizado. Todavia. permitindo atuação com mais eficiência por parte da Administração.7) Os fundos especiais podem se valer do pregão eletrônico? Resposta: Sim.520. registra a aplicação subsidiária das normas da Lei 8. Os fundos especiais constituem reservas financeiras criadas por lei.

não cabendo ao provedor do sistema ou ao órgão licitador. Normalmente. O uso da senha de acesso é de responsabilidade total do licitante. O pregão ocorre como um leilão ao contrário. os proponentes podem manifestar a intenção de interpor recursos. O pregoeiro então instiga os concorrentes a fazer lances até que não haja mais propostas. a identidade dos autores dos lances não é revelada aos demais concorrentes. inclusive no que diz respeito a qualquer transação que venha efetuar diretamente. a habilitação da segunda colocada é verificada. 17 da Lei 8. onde ganha o fornecedor que oferecer o menor preço pela mercadoria ou serviço.666/93. verifica-se a habilitação da empresa vencedora. Neste caso. onde as propostas são apresentadas pelos concorrentes. ou por seu representante. a administração não tem discricionariedade para decidir sobre a realização ou não de licitação.permite o acesso à opção para certificação da empresa. Finalmente. a estratégia de suprimento e o prazo de execução do contrato. qualquer responsabilidade por eventuais danos decorrentes do uso indevido da senha. o fornecedor está habilitado a participar dos pregões referentes àquele órgão. portanto. Trata-se. Resposta: Nas hipóteses de licitação dispensada. previstas no art. Se ela não estiver perfeitamente habilitada. diante de orçamento detalhado. Ao final da sessão. considerando os preços praticados no mercado. a definição dos métodos. mas a o administrador não possui qualquer liberdade. com prazo determinado. É interessante conhecer alguma de suas hipóteses: Alienação de bens imóveis (depende de autorização legal): 289 . 12) Casos de impedimento de licitação. a contratação é efetuada após a decisão dos recursos interpostos. Inicia-se com a fixação da menor proposta. de casos de impedimento de licitação. Em seguida. ainda que por terceiros. 10) O que é o termo de referência no âmbito do pregão eletrônico? Resposta: O termo de referência é o documento que deverá conter elementos capazes de propiciar a avaliação do custo pela Administração. pois a própria lei impõe a dispensa da licitação. O pregão eletrônico acontece como numa sala de bate-papo. Após a confirmação da certificação. a competição é possível.

290 . aos legítimos possuidores diretos ou.00. por outro imóvel que atenda aos requisitos constantes da Lei. concessão de direito real de uso. em virtude de suas finalidades.a alienação. que poderão ser negociadas em bolsa. observada a legislação específica. de imóveis para fins residenciais construídos em núcleos urbanos anexos a usinas hidrelétricas. aforamento. relativamente à escolha de outra forma de alienação. e) venda a outro órgão ou entidade da administração pública.000. permitida exclusivamente para fins e uso de interesse social. b) doação.a) dação em pagamento. locação ou permissão de uso de bens imóveis residenciais construídos. desde que considerados dispensáveis na fase de operação dessas unidades e não integrem a categoria de bens reversíveis ao final da concessão). por preço nunca inferior ao da avaliação e desde que esse não ultrapasse a R$20. Já a alienação de bens MÓVEIS não dependerá de autorização legal. f) venda de materiais e equipamentos para outros órgãos ou entidades da Administração Pública. permitida exclusivamente entre órgãos ou entidades da Administração Pública. f) alienação gratuita ou onerosa. c) venda de ações. na forma da legislação pertinente. b) permuta. e) venda de bens produzidos ou comercializados por órgãos ou entidades da Administração Pública. sem utilização previsível por quem deles dispõe. c) permuta. mas apenas de licença administrativa e terá a licitação dispensada nas seguintes hipóteses: a) doação.a alienação aos proprietários de imóveis lindeiros de área remanescente ou resultante de obra pública. de qualquer esfera de governo. permitida exclusivamente para outro órgão ou entidade da administração pública. destinados ou efetivamente utilizados no âmbito de programas habitacionais ou de regularização fundiária de interesse social desenvolvidos por órgãos ou entidades da administração pública. de qualquer esfera de governo. d) investidura (I . ao Poder Público. na falta destes. área esta que se tornar inaproveitável isoladamente.II . após avaliação de sua oportunidade e conveniência sócio-econômica. d) venda de títulos.

171§1º da CF não poderão licitar no que concerne a sua atividade fim e terão estatuto próprio sobre o tema). Acrescente-se ainda o fato de a empresa pública dos Correios exerce atividade em regime de exclusividade e possui tratamento equivalente a DA Fazenda Pública. não incluindo dentre eles os particulares concessionários de serviço público. a meu ver. deve-se tentar extrair o sentido das cláusulas contraditórias.13) Franquia postal. invalidar aquelas que contrariam a finalidade do procedimento e prejudicam a administração pública e conservar o ato jurídico. Os franqueados têm obrigação de licitar na medida em que prestam serviço público? Resposta: Não.666/93 traz expressamente os destinatários da obrigação de licitação. o que exige maior cautela em sua atuação para resguardar os princípios da moralidade. 14) Qual o destino de licitação com cláusulas contraditórias? Resposta: No entender da candidata. caso o edital de licitação tenha cláusulas contraditórias. Como as franquias prestam serviço público. A referida norma elenca a administração pública direta e indireta (ressalvada as empresas públicas e sociedades de economia mista que. os fundos especiais e as demais entidades sob controle direto ou indireto da (inclue-se nessa categoria os serviços sociais autônomos como os destinados a formação profissional e a assistência social). Situação distinta. da conservação dos contratos e do respeito a sua função social. O art. sim. de acordo com o art. Esse entendimento. mas não se valem de recursos público para tal mister. os princípios da eficiência. isonomia e impessoalidade. tem se posicionado os tribunais regionais federais e o STF. eficiência. a solução a ser adotada dependerá do momento em que se encontra o procedimento da licitação. não há razão para obrigá-la a licitar. contudo. se coaduna com o princípio da boa-fé objetiva. reiniciando-se o procedimento. Todavia. 1º. 291 . seja por que a Constituição Federal estabelece que a concessão de serviço público ocorrerá sempre mediante licitação. é a da contratação de franqueado. seja por que o contratante (empresa pública) está incluído dentre aqueles que a lei obriga a licitar. desde que a finalidade tenha sido atingida sem prejuízo do princípio da impessoalidade e igualdade entre os licitantes. tendo em vista o interesse público no objeto da licitação. da moralidade administrativa. da legalidade impõe que seja republicado o edital e reaberto o prazo de impugnação. exige a realização de licitação. se a licitação já houver ocorrido. Caso ainda não tenha iniciado. parágrafo único da Lei 8. Pela necessidade de licitação para a contratação de franquia. Essa hipótese. o que ainda prejudicaria o exercício da sua atividade fim.

é possível licitar. 25 da lei 8.3. desde que a finalidade tenha sido atingida sem prejuízo da administração. 17) E cães de guarda? Resposta: A compra de cães de guarda pode se enquadrar em alguma das hipóteses de inexigibilidade se o animal for de fornecedor exclusivo (por exemplo. seja por se enquadra em uma das hipóteses de licitação dispensável.15) É possível o aproveitamento dos atos? Resposta: Como explicado na questão anterior. o fornecedor singular e o trabalho artístico realizado por artista reconhecido pela crítica ensejam a inexigibilidade de licitação. mas a administração tem a discricionariedade de não fazê-lo – para a aquisição ou restauração de obras de arte e objetos históricos.3. dentre outras hipótese. diz o art. entendo ser possível o aproveitamento dos atos. desde que compatíveis ou inerentes às finalidades do órgão ou entidade (art. A licitação é inexigível. 16) Precisa licitar para comprar obras de arte (quadros)? Resposta: A compra de obra de arte pode ser efetuada em prévia licitação. dos princípios que a regem e de terceiros. de autenticidade certificada. 24. A inexigibilidade da licitação deverá ser devidamente justificada. quando o serviço for de natureza singular. desde que a contratação direta seja realizada com base nas hipóteses admitidas pela lei 8.1. 5. é perfeitamente possível enquadrar uma obra de arte. em especial. que visando tutelar interesses de igual relevância ao princípio da obri292 . somente determinado fornecedor adestra cria e fornece cães aptos ao atendimento do interesse da Administração ) ou o animal for de natureza singular (somente uma determinada raça atende ao interesse da Administração).666/93. Nesse última previsão.666/99. Por outro lado. seja por se enquadrar na hipótese de inexigibilidade. XV). Questões do TRF3 1) Há violação de princípios constitucionais em haver contratação direta pela administração? Resposta: Não. a licitação será dispensável – ou seja. quando a competição for inviável.

não se compatibilizam com a demora e o rito do processo licitatório e que. recusar-se a fazê-lo. uma vez que o contratado é. XXI. seja pela anulação. cuja redação já prevê que. que já é admitida na própria Constituição.666/93). 41 da Lei 8. obriga a administração a assegurar aos interessados o contraditório e a ampla defesa (art. a teor do que estabelece o art. se a licitação não fosse prejudicaria. A ressalva à obrigatoriedade.2007). ii) a critério da Administração.gatoriedade da licitação. o caráter intuito personae. Isso por que a relação jurídica do contrato administrativo possui algumas peculiaridades próprias de sua natureza. pela sua particularidade. o que foi feito no art. dentre as quais se destaca a confiança recíproca. A anulação pode ser decretada quando existe vício de legalidade no procedimento licitatório. Nesse sentido.733-RJ DJ. 37. Isso por que a Administração é dotada do poder de autotutela e deve afastar os atos ilegais para que sejam preservados a supremacia do interesse público e os demais princípios que a regem. seja pela revogação. 49. em tese. tanto não contraria a constituição. quando o adjudicatário. ou simplesmente não comparecer. O princípio da obrigatoriedade da licitação impõe que todos os destinatários do Estatuto façam realizar o procedimento antes de contratarem obras e serviços. tendo sido por ela convocado. Já a revogação é o desfazimento dos efeitos da licitação.11. 3) Em subcontratações. Mas a lei não poderia deixar de ressalvar algumas hipóteses que. entende o STJ (REsp 959. quem responde civilmente? Por quê? Resposta: A responsabilidade é solidária entre o contratado e o subcontratado. o que melhor comprovou condições de contratar 293 . decorrente de fato superveniente devidamente comprovado (art. a licitação será obrigatória. Regulamentando o dispositivo. o que abrange a violação aos princípios e as regras da licitação. 19. 2) A autoridade que homologa procedimento licitatório pode anular o certame? E revogá-lo? Por quê? Resposta: Sim. O desfazimento da licitação. no prazo e condições estabelecidas no edital. §1º). ―ressalvados os casos previsto na legislação‖. coube ao legislador a incumbencia de delinear tais hipóteses específicas. terminaria por violar o interesse público e a própria razão de ser do instituto. que só pode ocorrer em duas situações: i) por motivo de interesse público. para assinar o termo de contrato ou aceitar ou retirar o instrumento equivalente. 24 do Estatuto. excepciona o procedimento nos casos especificamente elencados.

Tais entidades possuem regime híbrido. quando estiverem inseridos em programas habitacionais ou de regularização fundiária de interesse social desenvolvidos pela Administração Pública (art. responsável direto pelo dano.666/93 que o contratado poderá subcontratar. III CF). posiciona-se José dos Santos Carvalho Filho. Sendo assim. evitando-se favorecimentos ou preterições ilegítimas. 6) Empresa pública tem que licitar? Resposta: As empresas públicas podem ser constituídas para desempenhar serviço público ou atividade econômica. como. deve entender-se necessária a licitação sempre que for possível e houver mais de um interessado na utilização do bem. indubitavelmente. com base em critérios de igualdade e moralidade. sem prejuízo das responsabilidades contratuais e legais.666). O doutrinador ressalva. a permissão de uso de calçada em frente a um bar. por exemplo. ter estatuto próprio para licitação e contrato (art. O próprio caráter intuito personae impede tal exclusão. Nesse sentido. parte do objeto da licitação. ―f‖ e ―h‖ da Lei 8. para executar o serviço. é a que melhor protege o interesse público. Como o referido estatuto ainda não existe. I. Registre-se ainda que as permissões de uso de bens imóveis residenciais e de bens imóveis de uso comercial de âmbito local com área de até 250m² estão entre os casos de dispensa de licitação. Nesse sentido. deverão respeitar as regras previstas na Lei 8. que elenca como destinatários as empresas públicas e sociedades de economia mista sem fazer distinção. estabelece o art. §1º. restaurante ou sorveteria. até o limite admitido. por lei específica. deve-se aplicar também a elas a Lei 8. 5) No caso de permissão de uso há necessidade de licitar? Resposta: No caso de permissão de uso. 72 da Lei 8. Quanto às entidades que exploram atividade econômica. Cabe ressaltar que parte da doutrina e da jurisprudência se posiciona no sentido de que as entidades estatais que explorem atividades econômicas em sentido estrito não se su294 . Caso prestem serviço público. em cada caso.com a Administração. pela Administração. contudo. Também não seria razoável excluir a responsabilidade do subcontratado. não é possível afastar a responsabilidade daquele que foi escolhido pela administração. 173. A responsabilização solidária.666/93 e estarão obrigadas a licitar. 17. portanto.666/93. alguns casos especiais em que a licitação será inexigível. dispõe a constituição federal que elas poderão.

no caso da União: às contratações de obras e serviços de engenharia. pelas vias da dispensa ou da inexigibilidade. a própria Lei 8. por sua vez. Nesses casos. A licitação da modalidade pregão NÃO SE APLICA. bem/serviço comum é aquele que pode ser objetivamente conceituado no edital com expressão usual de mercado. ou seja. O pregão adota sempre o tipo “menor preço”. No âmbito federal. INDEPENDENTEMENTE DO VALOR estimado da contratação.450/2005. decreto federal que.666). 6) O que é o pregão? Tem qual objetivo? Funciona em que sentido? Pode ser utilizado em relação a quais bens. pois há possibilidade de competição. em razão da impossibilidade da competição. Apesar de o tipo ser menor preço. O rol é taxativo. no caso das alienações de bens que sejam produzidos pelas entidades como sua atividade-fim. 5) Há alguma diferença básica entre dispensa e inexigibilidade de licitação? Resposta: O art. observam-se especificações e padrões mínimos de qualidade 295 . A inexigibilidade ocorre quando a licitação é juridicamente impossível. XXI da CF prevê a possibilidade de a lei estabelecer hipóteses em que a licitação não ocorrerá ou poderá não ocorrer. O legislador pode possibilitar a dispensa ou determinar a dispensa obrigatoriamente (art. por força art. haverá a CONTRATAÇÃO DIRETA. 5º do Dec 3. Segundo disposição legal.666/93 dispensa a licitação. Nessa linha. 17 da Lei 8. obriga a utilização do pregão na hipótese de aquisição de bens e serviços comuns pela União. sem licitação. só se vincula a União. o Decreto 3555 traz uma lista de bens e serviços comuns. O decreto 5.jeitam a licitação quando o contrato que pretendem celebrar tenha objeto relacionado às atividades-fim da entidade.555/2000. serviços? Existe algum valor que limita ou não? Resposta: O pregão é modalidade facultativa de licitação que só serve para a AQUISIÇÃO de bens e serviços comuns. portanto. 37. mas a lei a dispensa (―licitação dispensada‖) ou autoriza a Administração que a dispense (―licitação dispensável‖). bem como às locações imobiliárias e alienações em geral. Já a dispensa ocorre quando a licitação é possível.

‖ A embriaguez é a intoxicação aguda e transitória. em muitos casos. Segundo José dos Santos. evitar a ocorrência de corrupção e outras condutas qualificadas como improbidade administrativa.666/93.3. A embriaguez acidental.1. e finalmente. ou. Extinção Da Punibilidade 5. O julgamento possui duas etapas: i) a primeira de apresentação das propostas escritas: escolhe-se a melhor proposta (menor preço) e todas as demais que não excedam a 10% do preço da melhor. decorrente de caso fortuito ou força 296 .A diferença maior em relação as outras modalidades está na inversão do procedimento: (i) após o recebimento dos envelopes. ou seja. ainda.3. mas tendo previsto a possibilidade do resultado.4. não conseguiram dar a celeridade desejável à licitação. Foi um procedimento criado para atender aos reclamos dos órgãos da administração pública diante do fato de que as modalidades licitatórias previstas na Lei 8. observar os princípios da legalidade. Apenas em dois casos.5.4. Questões do TRF4 5. é causador. por ação ou omissão. causada pelo álcool (ou substância de efeitos análogos). excluindo a culpabilidade. Não havendo o número mínimo de 3. probidade administrativa. publicidade. cujos efeitos podem progredir de uma ligeira excitação inicial até o estado de paralisia e coma.1. ou sem essa intenção. (ii) primeiro se adjudica e só depois se homologa o procedimento licitatório. com a intenção de produzir o evento lesivo.1. ou propositadamente.1. escolhe-se as 03 melhores propostas para participar da fase dos lances verbais. de algum resultado punível. Questões do TRF5 5. passa-se à fase de classificação e julgamento e. ela isenta de pena o agente. transferindo-se para esse momento anterior a constatação da imputabilidade do agente. impessoalidade. 5. só depois. tendo se colocado naquele estado. no estado de não-imputabilidade.4. moralidade. quando a podia ou devia prever. O pregão visa acelerar o processo de escolha de futuros contratados da Administração em hipóteses determinadas e específicas. à fase de habilitação. Questões do TRF1 1) Como se explica a actio libera in causae? Quais são as causas que isentam de pena no caso da embriaguez? Resposta: A teoria da actio libera in causa defende que o ato delitivo revestido de inconsciência deve ser punido quando decorre de ato antecedente que foi livre na vontade. a nova modalidade tem por fundamento a necessidade de dar maior transparência ao processo seletivo.1.4. A teoria é aplicada ―aos casos em que alguém. Direito Penal 5. ii) propostas verbais: segue a apresentação das propostas verbais pelos licitantes pré-selecionados no julgamento das propostas escritas.

nas hipóteses taxativamente previstas em lei. Ambas as hipóteses são causas de extinção da punibilidade. ii) perdão concedido nos crimes de ação penal privada. do início da ação penal até o trânsito em julgado. que será tratada como caso de inimputabilidade por anomalia psíquica ou semi-responsabilidade. não obstante a prática de um fato típico e antijurídico por um sujeito comprovadamente culpado. Diante desse conceito. É modalidade de clemência concedida espontaneamente pelo Presidente. é o ato pelo qual o ofendido. o chefe do poder executivo. Em apertada síntese. O perdão deve ser concedido durante o processo. O indulto é uma forma de renúncia estatal ao direito de punir. 4) Extingue-se a punibilidade pela morte? O que é morte? O que é vida? O que acontece com a morte. Parte da doutrina considera que o caso fortuito ocorre quando o agente desconhece o caráter inebriante da substância que ingere. e completa é caso de inimputabilidade. quando as consequências da infração atingirem o agente de forma tão grave que a sanção penal se torne desnecessária. ou seu representante legal. é a perda do interesse estatal de punir. observa-se que o indulto pode ser considerado uma espécie de perdão coletivo concedido pelo Estado. 2) Qual a diferença entre força maior e caso fortuito? Resposta: A questão é controvertida e parte da doutrina considera a distinção sem relevância haja vista que os efeitos atribuídos a eles são iguais. O perdão judicial é o instituto pelo qual o juiz. bem como a patológica. O perdão do ofendido. desiste de prosseguir com andamento de processo já em curso. Já a força maior ocorre na hipótese em que o agente é obrigado a ingerir a substância. por sua vez. não é necessário que haja o trânsito em julgado da sentença condenatória. a sanção penal.maior. 3) Qual perdão o código trata? O indulto é uma espécie de perdão? Resposta: O Código Penal trata expressamente de duas espécies de perdão: i) perdão judicial. porque extingue a punibilidade com a morte? Resposta: 297 . Segundo o STF. deixa de lhe aplicar. de forma coletiva. desculpando o ofensor pela prática do crime. por meio do seu representante. realizadas por órgãos diversos do Poder Judiciário.

a história de um ser desde o nascimento até a morte. não há razão para a punição prosseguir. apagando seus efeitos penais (principais e secundários). graça e indulto. por serem apenas células totipotentes e não indivíduos humanos. esquece um fato criminoso. devidamente sancionada pelo Executivo. Atualmente. no Brasil. Com a morte. inciso XLV). ou seja. Na Quem proclama a anistia? Poder Legislativo. morte cerebral ou parada cardíaca irreversível. A morte extingue a punibilidade por que. Tudo o que a pessoa vem a ser é considerado como produto de influências externas. O Código civil estabelece que a personalidade jurídica se inicia com o nascimento com vida. através do qual o Estado. a definição médica de morte é conhecida como morte clínica. nos termos do art. Dessa forma. O que seria o indulto? Os efeitos da condenação persistem? Graça? Resposta: A anistia é uma espécie de ato legislativo federal de competência do Congresso Nacional. A visão social traz para a discussão a idéia de que os humanos evoluem de acordo com os símbolos culturais elaborados no seio da sociedade. Pode o CN por iniciativa própria proclamar a anistia. não há consenso acerca do conceito de vida. é uma existência social. tal corrente considera que as células-tronco não têm um estatuto moral próprio. segundo o qual a pena não deve passar da pessoa do condenado. 6) O que seria a prescrição em matéria de direito penal? A prescrição da pretensão punitiva é a de que e como se regula? 298 . A morte é o cessamento permanente das atividades biológicas necessárias à manutenção da vida de um organismo. 5º. que toma por referência a união do óvulo com o espermatozóide. do que se extrai que a vida se iniciaria com o nascimento e seguiria até a morte do indivíduo. Metafisicamente. em razão de clemência. Biologicamente. 107 do CP. lei penal anômala. cuja iniciativa não é exclusiva de nenhum dos poderes e que é submetida ao veto presidencial. foi adotado o princípio da personalização da pena (art. considerado cientificamente como o fim da consciência. política ou por questões sociais. A morte cerebral é definida pela cessão de atividade eléctrica no cérebro. A primeira tentativa de se estabelecer um ponto exato para o início da vida humana encontra-se na visão concepcional. Sua natureza jurídica é de lei penal anômala. 5) O que é anistia? Qual a diferença entre anistia. bem como do momento em que ela se inicial. a vida é um processo contínuo de relacionamentos.A morte extingue a punibilidade.

110. 117 do Código Penal. Em perspectiva. do dia em que cessou a permanência. 109 do CP. a sentença absolutória não está prevista como hipótese de interrupção. portanto. Não há. Em suma. CP). IV . mediante interpretação. Ocorre antes do trânsito em julgado da condenação. 109. Subdivide-se em 4 espécies: Em abstrato/propriamente dita (art. há três marcos interruptivos da prescrição no procedimento comum: o recebimento da denúncia ou queixa. absolvição ou condenação do réu. em face do decurso do tempo. não é título executivo judicial. A prescrição da pretensão punitiva é a perda do direito do Estado de punir.nos de bigamia e nos de falsificação ou alteração de assentamento do registro civil. não pode ser executada no cível). CP). 110 §1º. não sendo possível estender. De acordo com o art. o rol das causas interruptivas em prejuízo do réu. decorrente da inércia do Estado no exercício do jus puniendi. 299 . da data em que o fato se tornou conhecido. 7) A sentença absolutória interrompe a prescrição? Resposta: Não. III . §2º.nos crimes permanentes. a prescrição da pretensão punitiva apaga TODOS os efeitos penais e extrapenais da eventual condenação. Logo. Retroativa (art.Resposta: A prescrição é a perda. do direito de o Estado punir ou executar uma punição já imposta. Eventual sentença condenatória provisória é rescindida. Superveniente/intercorrente (art. antecipada ou virtual Regula-se pelo máximo da pena privativa de liberdade cominada ao crime.do dia em que o crime se consumou II .no caso de tentativa. O termo inicial é o seguinte: I . por prognose. não se podendo dela extrair qualquer efeito. nem penal nem cível (não gera reincidência ou maus antecedentes criminais. inviabilizando qualquer análise de mérito da ação penal. O prazo prescricional é o resultado da combinação da pena máxima prevista abstratamente no tipo imputado ao agente e a escala do art. CP). a publicação da sentença ou do acórdão condenatório e o trânsito em julgado. do dia em que cessou a atividade criminosa  Ultimo ato executório.

Pode ser expressa ou tácita. pois o MP deixou de ser obrigado por lei a propor a ação penal pública. em que possibilita-se ao Ministério Público deixar de oferecer a denúncia. desculpando ofensor pela prática do crime. segundo o qual. se o agente aceitar os termos do acordo oferecido. retomando MP a titularidade da ação penal. havendo lastro probatório suficiente. aplicando-se excepcionalmente o instituto nessa espécie de ação. por sua vez. Parte da doutrina defende que a Lei 9. é ato bilateral pelo qual o ofendido ou seu representante legal desiste de prosseguir com o andamento de processo já em curso. obrigam aos outros? Resposta: A renúncia ao direito de ação é ato unilateral do ofendido ou de seu representante legal. o MP é obrigado a oferecer denúncia.8) Na ação penal pública pode haver o perdão? A Lei 9099 mitigou o princípio da obrigatoriedade da ação penal? Resposta: Na ação penal pública não pode haver o perdão qu é instituto próprio das ações penais privadas. extinguindo-se a punibilidade. O perdão do ofedido. não há extinção da punibilidade. a Lei 9. como regra. neste último caso. ao prever o instituto da transação penal.099 mitigou o princípio da obrigatoriedade – princípio da discricionariedade regrada –.099/95 estabeleceu que a composição civil dos danos implica na renúncia ao direito de representação na ação penal pública condicionada a representação. nos termos do art. O perdão só pode ser concedido até o trânsito em julgado da demanda. 10) O perdão ofertado a um querelado. É cabível na ação penal privada. Todavia. 106. a qual se filia Eugênio Paccelli. É cabível na ação penal privada e na ação penal privada subsidiária da pública. 9) Qual a diferença entre a renúncia ao direito de ação e o perdão? E se havendo vários ofendidos. presentes as condições da ação penal e. O perdão concedido por um dos ofendidos não obriga aos demais. no caso de infrações de menor potencial ofensivo. Outra parcela. sendo que. defende que não se trata de mitigação da obrigatoriedade. II do CP. pois naquelas vige o princípio da obrigatoriedade. fixando exceções ao princípio. passando a ser obrigado a propor inicialmente a transação penal. aproveita os demais? 300 . um deles perdoando. que abdica previamente do seu direito de ajuizar ação penal privada.

Resposta: SIM.1. Questões do TRF1 1) Qual a distinção entre o auxílio doença acidentário e o auxílio doença ordinário? Resposta: O auxílio-doença acidentário é aquele que decorre de acidente de trabalho.5.4. do trabalho ou evento equiparado.1. . Abono De Permanência. Acumulação 5. Aposentadoria.1. cuja eficácia extintiva da punibilidade estende-se a todos. 48 do CPP) de modo que o oferecimento de ação penal contra um ou alguns dos supostos autores. 301 . doença profissional. pois visa substituir a remuneração do beneficiário.4.1. uma vez emitida a Comunicação de Acidente de Trabalho ou reconhecido o nexo técnico epidemiológico entre a enfermidade e o exercício do labor. independentemente de percepção de auxílio-acidente. a manutenção de seu contrato de trabalho na empresa. Pensões.5. Questões do TRF2 5. Auxílio-Doença.5. Incide no âmbito da ação penal privada o princípio da indivisibilidade da ação penal (art. o segurado terá garantido pelo prazo mínimo de doze meses. não podendo ser inferior a um salário mínimo. Direito Previdenciário 5. Questões do TRF3 5. Renda Mensal Vitalícia. Nesse sentido. após a cessação do benefício acidentário.2. 2) Qual o valor do auxílio doença? Resposta: 91% do salário de benefício.4.1. O auxílio doença ordinário ou previdenciário é aquele que não decorre de acidente de trabalho. implicando em renúncia tácita ao direito de querela. 5. Questões do TRF5 5.1. Nesse caso.4. configura violação ao referido princípio.5.1. Questões do TRF4 5.4.3. posiciona-se o STF. Trata-se de benefício não programado devido ao segurado que for incapaz para o seu trabalho ou para a sua atividade habitual por mais de 15 dias consecutivos.

desde que comprove a carência de 180 contribuições mensais pagas tempestivamente. segurado do RGPS.3) Admite-se a cumulação de benefício do regime geral com o regime próprio de previdência? Exemplo? Resposta: Sim. Conforme determinação constitucional. se assim comprovado em perícia médica do INSS. Vislumbra-se também a possibilidade de se cumular benefícios de ambos os regimes quando o indivíduo possui vínculos autônomos com cada um deles. quando a prótese for impossível. por exemplo. 6) Em que circunstância é devido o adicional de 25% sobre a aposentadoria por invalidez? Resposta: Será devido o adicional de 25% sobre a aposentadoria por invalidez quando o segurado necessitar de assistência permanente de outra pessoa. perda dos memima dos pés. haverá redução de idade em cinco anos para os trabalhadores rurais de ambos os sexos e para os que exerçam suas atividades em regime de economia familiar. paralisia de dois membros superiores ou inferiores. nestes incluído o produtor rural. 5) É possível se admitir a acumulação de benefício perante o regime geral da previdência social e outro regime de previdência? Resposta: Igual a questão 03. 4) Qual a idade necessária para a aposentadoria para o produtor rural? E um pescador artesanal em quanto tempo de se faz a redução? Resposta: Em regra. salvo na condição de segurado facultivo – a legislação expressamente proibe a filiação de segurado obrigatório do RPPS como segurado facultativo do RGPS. a aposentadoria por idade será devida ao segurado homem que complete 65 anos de idade e a mulher com 60 anos de idade. O anexo I do RPS traz um rol de situações que ensejam o acréscimo: cegueira total. o garimpeiro e o pescador artesanal. É possível. cumular os benefícios a que o indivíduo tem direito na condição de segurado do RPPS com os benefícios a que faz jus na condição de dependente de segurado do RGPS. perda de uma 302 . perda dos nove dedos das mão. como ocorre na cumulação de aposentadoria pelo RPPS com o direito a pensão instituída em decorrência da morte do cônjuge.

sendo obrigado o segurado a se submeter a exames médicos periódicos (a cada dois anos). conclui-se que. que será realizado por profissional diferente daquele que realizou o último exame (art. o segurado ou seu representante legal deverá ser notificado por escrito para. entende-se que o referido rol é exemplificativo. bem como não haja possibilidade de ser reabilitado de forma plausível para outra atividade. será imprescindível que o segurado esteja incapacitado de maneira total e permanente para o exercício do trabalho. 45 da Lei 8. mas não pode se recusar a retornar ao trabalho caso essa segunda perícia confirme a sua capacidade. 101 da Lei 8.213/91. esta atesta estar aquele apto ao retorno do trabalho. a condição de inválido dependerá de apreciação da perícia médica do INSS. se não concordar com a decisão. nas hipóteses de invalidez decorrente de acidente de qualquer natureza. o segurado pode exigir a realização de uma segunda perícia realizada com outro profissional caso não concorde com o resultado da primeira. reabilitação profissional (se eventualmente indicada) e tratamento disensado gratuitamente. Em regra. não lista as hipóteses em que o aposentado por invalidez fará jus ao acréscimo. 7) A aposentadoria por invalidez pode ser concedida sem que o trabalhador tenha adquirido todo o tempo de serviço para a aposentadoria? Resposta: SIM.213/91. 303 . requerer novo exame médico pericial. Disso. O pagamento da aposentadoria por invalidez é condicionada ao afastamento de todas as atividades laborativas do segurado. 9) Existem situações em que o aposentado por invalidez se submetendo à perícia médica. do trabalho ou das moléstias graves listadas em ato regulamentar. dentre outras. 210. neste caso ele teria de ser compelido retornar? Se se tivesse cuidando de aposentado por invalidez portador de moléstia grave (AIDS). pois não poderá o Regulamento prever todas em hipóteses que ensejem a necessidade de assistência permanente de outra pessoa.das mão e dos dois pés. afirmando que a apesar da doença ele estaria apto ao trabalho. par. ainda que a prótese seja possível. 8) Este aposentado por invalidez pode exercer outro tipo de atividade? NÃO. A aposentadoria por invalidez pode ser concedida independentemente de carência. Constatada a capacidade para o trabalho. sendo compelido ao trabalho? Resposta do DEs. o exame pericial poderia determinar o retorno dele ao trabalho. 1º da IN PRESS 45/2010). doença profissional. Como juiz. qual seria a decisão? Resposta: De acordo com o art. para a concessão desse benefício. Considerando que art.

pois sem esse período não preencheria os requisitos para se aposentar no regime dos servidores públicos. É possível que o pagamento de novas contribuições previdenciárias após a aposentadoria eleve a renda mensal inicial do benefício. utilizando novos salários de contribuição após a primeira aposentadoria. o segurado não pode ser compelido a trabalhar. 9) O que é desaposentação? Resposta: A desaposentação é a renúncia da aposentadoria por requerimento do segurado . O STF ainda não se manifestou sobre o tema. com a incidência mais tênue do fator previdenciário. posteriormente. Logo. o STJ vem admitindo a desaposentação com eficácia prospectiva. sendo indeferida administrativamente pelo INSS. poderá o segurado requerer uma aposentadoria por tempo de contribuição proporcional para. a meu ver. a depender do seu valor. 304 . segundo o desembargador que formulou a questão. Ademais. deverá cercar o instituto de uma série de condicionantes para evitar o seu uso abusivo. A desaposentação merece rechaço. violando o princípio do equilíbrio financeiro e atuarial. vez que a Administração Pública somente poderá agir quando exista previsão legal. A desaposentação carece de previsão legal expressa. por diversos motivos. não há discussão. havendo interesse em renunciar a aposentadoria e requerer uma mais nova. A invalidez é condição ex lege. Há uma serie de hipóteses em que a desaposentação será útil ao segurado. a aposentadoria é um ato jurídico perfeito. Se o legislador resolver admitir futuramente a desaposentação. Outrossim. sob argumento de que. pois nessa situação o Estado considerou previamente e em abstrato que os portadores de determinada doença seriam inválidos para fins previdenciários. se a doença de que o segurado é portador é um tipo de moléstia grave prevista na lei como causa de aposentação por invalidez. requerer uma integral. sem determinar que o segurado devolva as parcelas já percebidas a título de aposentadoria. com o intuito de obter alguma vantagem previdenciária. a lei é quem diz que há necessidade da aposentadoria por invalidez. sob pena de colocar em risco todo o sistema.Em sentido contrário. caso tenha sido aprovado em concurso de provimento de cargo efetivo. dentre os quais. o fato de que causará grande impacto no fundo do RGPS. não podendo o beneficiário desfazê-lo e refazê-lo a todo tempo para satisfazer a interesses pessoais. É também possível que um aposentado do RGPS queira aproveitar esse tempo de contribuição para ter direito a uma aposentadoria no RPPS. enquanto esteve aposentado o segurado fez jus aos seus proventos. Apesar disso.

O segurado pode se filiar a outro regime previdenciário após se aposentar. não precisa ter uma duração mínima. mas apenas a enfermidade que deve durar. a condição de inválido dependerá de apreciação da perícia médica do INSS. ele pode se filiar a algum regime previdenciário desaposentado? Resposta: Sim. o aposentado que desenvolver atividade remunerada será filiado obrigatório no que concerne a essas atividades. no mínimo.212/91. devendo pagar as respectivas contribuições previdenciárias. 11. Constatada a capacidade para o trabalho. conclui-se que. requerer novo exame médico pericial. se ela decorreu de uma moléstia grave. 305 . em si. De acordo com o art. que esse aposentado pelo RGPS queira aproveitar esse tempo de contribuição para ter direito a uma aposentadoria no RPPS. desaposenta. repito o que já foi respondido anteriormente: De acordo com o art. Volta a contribuir? E se ele ingressar em novo regime sem se aposentar. que será realizado por profissional diferente daquele que realizou o último exame (art.213/91. É possível. 15 dias. o segurado é obrigado a se submeter a exames médicos periódicos. se não concordar com a decisão. O STJ tem admitido essa possibilidade. 12) Qual o termo final da chamada aposentadoria por invalidez? Estas perícias periódicas. 101 da Lei 8. nos termos do art. se essa aposentadoria por invalidez. 1º da IN PRESS 45/2010). mas não pode se recusar a retornar ao trabalho caso essa segunda perícia confirme a sua capacidade. Disso. Por conta disso. então. 101 da Lei 8. reabilitação profissional (se eventualmente indicada) e tratamento disensado gratuitamente. O benefício. essa perícia pode determinar o retorno do beneficiário ao trabalho? Resposta: A aposentadoria por invalidez cessa quando constatada a capacidade para o trabalho. o segurado ou seu representante legal deverá ser notificado por escrito para. o segurado pode exigir a realização de uma segunda perícia realizada com outro profissional caso não concorde com o resultado da primeira. §3º da Lei 8.213/91.10) Do que ser trata o auxílio-doença? Precisa ter uma duração mínima? Qual o período de afastamento que enseja a concessão do benefício? Resposta: O auxílio doença trata-se de benefício não programado devido ao segurado que ficar incapacitado para o seu trabalho ou para a sua atividade habitual por mais de 15 dias consecutivos. par. ou seja. Quanto à segunda pergunta. sendo obrigado o segurado a se submeter a exames médicos periódicos (a cada dois anos). 11) O aposentado que volta ao trabalho. 210.

55 do RPS admitia a transformação da aposentadoria por invalidez em aposentadoria por idade. Logo. Logo. sob pena de ser suspenso o benefício. o entendimento administrativo do INSS é pela vedação da transformação para requerimentos efetivados a partir de 31 de dezembro de 2008. Inclusive. Nessa linha. não há discussão. A invalidez é condição ex lege. 4ª Regiões e o TNU1. ante a ausência do pagamento das contribuições previdenciárias. o beneficiário não pode voltar ao labor. 3ª. 42 a 47. em conseqüência de doença ou acidente. não se vislumbrando base legal para tanto. indefinida e multiprofissional. posiciona-se o TRF da 2ª. segundo o desembargador que formulou a questão.722/2008. em que pese inexistir o pagamento de contribuição previdenciária.213/91. pois o segurado esteve impedido de exercer atividade laboral. entendendo que. pois nessa situação o Estado considerou previamente e em abstrato que os portadores de determinada doença seriam inválidos para fins previdenciários.06. data da publicação do Decreto 6. art. que corresponde a incapacidade geral de ganho. 14) Qual o tipo de aposentadoria que impede (o exercício de) atividade remunerada? Resposta: Aposentadoria por invalidez. Em sentido contrário. o segurado não pode ser compelido a trabalhar. de 23.Em sentido contrário. 13) Aposentadoria por invalidez pode ser convertida em aposentadoria por idade? Resposta: O art. 1 PEDILEF 200763060010162. insuscetível de recuperação e reabilitação profissional. Certamente. 306 . a pedido do segurado desde que contasse com a carência e idade mínima. apesar da inexistência de previsão legal. mas esse dispositivo foi revogado pelo Decreto 6722/2008. a invalidez deve ser definida como a incapacidade laborativa total. se a incapacidade é total. os Tribunais tem sustentado a possibilidade de converter a aposentadoria por invalidez em aposentadoria por idade quando preenchidos os requisitos dessa última. a lei é quem diz que há necessidade da aposentadoria por invalidez. o período que o segurado percebeu benefício por incapacidade será considerado para fins de carência.2008. o que motivou a autarquia previdenciária a editar essa vedação é o fato de não aceitar o período de gozo de auxíliodoença ou aposentadoria por invalidez para cômputo da carência da aposentadoria por idade. pois nos termos da Lei 8. se a doença de que o segurado é portador é um tipo de moléstia grave prevista na lei como causa de aposentação por invalidez.

especialmente com perícia a ser realizada pela justiça do trabalho. Segundo o INSS. 120 da Lei 8. APELRE 200950010049045. 2 AC 00061720520104036105.5. TRF2 . 121). vez que não envolve os seus segurados. com fulcro no art. essa ação regressiva é imprescritível. em se tratando de responsabilidade civil em acidente de trabalho. a Previdencia Social proporá ação regressiva contra os responsáveis. §3º do CC e não a imprescritibilidade prevista no art. é possível presumir relativamente a culpa da empresa. sendo da empresa o ônus de provar que agiu com a diligencia e precaução necessárias.PRIMEIRA TURMA. a contribuição é apenas uma das diversas fontes de custeio da previdência social e não exime os empregadores de seu dever de cumprimento das normas de segurança e medicina do trabalho.Página::279/280 307 . 109. sobretudo quando se observa que a responsabilidade da empresa nesses casos é subjetiva. Questões do TRF2 1) É muito comum o INSS ajuizar ações regressivas para se pagar de valores a título de benefício acidentário que se vê obrigado a pagar em decorrência do infortúnio que o trabalhador sofreu. contudo. 37. 37. Os TRFs. Desembargador Federal REIS FRIEDE. Segundo a doutrina.5. A culpa da empresa deve ser aferida casuisticamente. §5º da CF. De acordo com o art. que se refere ao Direito da Administração Pública de obter o ressarcimento de danos ao seu patrimônio decorrente de atos de agentes públicos2.SÉTIMA TURMA ESPECIALIZADA. E-DJF2R .2. A ação regressiva será proposta na Justiça Federal. §5º da CF. e-DJF3 Judicial 1 DATA:15/06/2012. tem se posicionado de forma distinta. As empresas têm alegado em seu favor que é ilegal exigir o ressarcimento de quem já paga um seguro – SAT – para cobrir as despesas com os benefícios acidentários. notadamente no que concerne ao prazo prescricional destas ações regressivas? Qual o prazo defendido pelo INSS e com base em que argumento? Resposta: A meu ver. Conhece a temática que envolve a discussão que envolve a prescrição. a questão trata da ação regressiva proposta pelo INSS contra a empresa negligente. 206.Data::30/06/2011 . há uma presunção de culpa da empresas quanto à segurança do trabalhador.213/91.1. pois. I da CF. adotando o prazo trienal previsto no art. pois a pretensão de reparação de danos ao erário é impresritível nos termos do art. TRF3 . Segundo o INSS. DESEMBARGADOR FEDERAL JOSÉ LUNARDELLI. tendo em conta que o INSS tem a natureza jurídica de autarquia federal. nos casos de negligencia quanto às normas padrão de segurança e higiene do trabalho indicados para a proteção individual e coletiva. Não se trata de competência da Justiça Estadual. pois o pagamento das prestações previdenciárias por acidente do trabalho não exclui a responsabilidade civil da empresa ou de outrem (art. pois não se trata de benefício acidentário.

com o intuito de obter alguma vantagem previdenciária.5.5. Questões do TRF5 308 . utilizando novos salários de contribuição após a primeira aposentadoria. a aposentadoria é um ato jurídico perfeito. Questões do TRF3 5. havendo interesse em renunciar a aposentadoria e requerer uma mais nova. O STF ainda não se manifestou sobre o tema. posteriormente. Questões do TRF4 1) Fale sobre desaposentação. sendo indeferida administrativamente pelo INSS. a meu ver. Apesar disso. deverá cercar o instituto de uma série de condicionantes para evitar o seu uso abusivo. com a incidência mais tênue do fator previdenciário. pois sem esse período não preencheria os requisitos para se aposentar no regime dos servidores públicos. caso tenha sido aprovado em concurso de provimento de cargo efetivo. requerer uma integral. Há uma serie de hipóteses em que a desaposentação será útil ao segurado. A desaposentação carece de previsão legal expressa.4. sob argumento de que.5. poderá o segurado requerer uma aposentadoria por tempo de contribuição proporcional para. vez que a Administração Pública somente poderá agir quando exista previsão legal. É possível que o pagamento de novas contribuições previdenciárias após a aposentadoria eleve a renda mensal inicial do benefício. Outrossim.1. sob pena de colocar em risco todo o sistema. É também possível que um aposentado do RGPS queira aproveitar esse tempo de contribuição para ter direito a uma aposentadoria no RPPS. violando o princípio do equilíbrio financeiro e atuarial. por diversos motivos.5.1. a depender do seu valor. enquanto esteve aposentado o segurado fez jus aos seus proventos. Ademais. sem determinar que o segurado devolva as parcelas já percebidas a título de aposentadoria.3. o STJ vem admitindo a desaposentação com eficácia prospectiva.1. o fato de que causará grande impacto no fundo do RGPS. não podendo o beneficiário desfazê-lo e refazê-lo a todo tempo para satisfazer a interesses pessoais. 5. Se o legislador resolver admitir futuramente a desaposentação. o que entende jurisprudência? E o STF tem alguma decisão? Resposta: A desaposentação é a renúncia da aposentadoria por requerimento do segurado . A desaposentaçao merece rechaço. dentre os quais.5.

1. ele deverá arcar com as despesas. Deve-se aplicar o princípio da conservação contratual. o comprador prejudicado poderá exigir: i) a complementação da área por meio da ação ex empto. existindo uma resunção relativa de que tal variação é tolerável pelo comprador. 309 . No caso de venda por extensão. podendo o comprador requerer perdas e danos que o caso concreto indicar.6. o vendedor ajuizará ação na qual deve provar que possuía motivos justos para ignorar a medida da área. No que toca à devolução do excesso. este induz culpa. pode-se dizer que os negócios translativos de propriedade são negócios de disposição? Resposta: No direito contemporâneo. deverá ele arcar com as despesas de forma integral. admite-se uma variação de área de até 5%. Direito Civil 5. a medida do imóvel não é simplesmente enunciativa como ocorre na venda ad corpus. qual a eficácia da compra e venda no direito francês e faça um contraponto com esta eficácia no direito alemão? No Brasil. Pactos Adjetos.1. independentemente das medidas especificadas no instrumento. terá duas opções: i) completar o valor correspondente ao preço. então. Questionamento importante é saber se a ordem apresentada deve ser seguida ou é facudade do comprador escolher que ação ajuizar.6. elas serão repartidas. Neste caso. o contrato de compra e venda pode ser examinado à luz de dois sistemas jurídicos diversos: o francês e o alemão. Mas. com a devolução do que foi pago (ação redibitória). em vez de faltar área. este pode provar o contrário. houver excesso. hipótese em que a medida passa a ser condição essencial ao contrato efetivado. que mantém relação com a função social (Enunciado 22 do CJF). Compromisso De Compra E Venda 5. havendo variação superior ao tolerável.6. Assim. Compra E Venda.1. Havendo má-fé por parte do alienante. Se houver indícios de que o vendedor sabia do vício. surgirão despesas que deverão ser repartidas de acordo com o princípio da boa-fé. requerendo a aplicação das regras do vício redibitório especial. ii) o abatimento proporcional do preço por meio da ação quanti minoris. iii) a resolução do contrato. Havendo má-fé do comprador. Se. O comprador. ii) devolver o excesso. Caso contrário. 2) Sistema francês e alemão sobre a compra e venda. onde um imóvel é vendido como corpo certo e determinado. Questões do TRF1 1) O que se entende por venda ad mensuram? Qual a casuística disto? Resposta: A venda ad mensuram é aquela em que as partes estipulam o preço do bem imóvel objeto da compra e venda por medida de extensão.5.

sobre o objeto transferido (ex. Na verdade. Essa cláusula tem o condão de tornar a propriedade resolúvel. desde que previamente ajustadas. essa cláusula concede ao vendedor o direito de desfazer a venda – ogo. independentemente da tradição da coisa vendida. Esse foi o modelo adotado como regra pelo Direito Brasileiro. pois essa distinção só tem utilidade quando há restrição por força de lei ou de sentença dos poderes de gestão patrimonial dos administradores de bens alheios. Tais despesas inclui as benfeitorias necessárias. Ou seja. Essa cláusula somente é admissível em bens imóveis. 310 . os negócios translativos de propriedade não são negócios jurídicos de disposição. dentro de um certo prazo. pois não encontrei nada a respeito nos livros que tenho) 3) O que seria a retrovenda? Qual o prazo? Esta recompra é o direito de retrato? É uma nova compra e venda? Resposta: Constitui um pacto inserido no contrato de compra e venda pelo qual o vendedor reserva-se o direito de reaver o imóvel que está sendo alienado. Somente pelo contrato o comprador torna-se o titular do domínio. não é uma nova compra e venda – dentro do prazo máximo de 3 anos. diante do caráter real do instituto. Quanto ao exercício de direitos. tendo a demanda eficácia erga omnes. Para o sistema alemão o contrato gera exclusivamente uma obrigação de dar. restituindo o preço e reembolsando todas as despesas feitas pelo comprador no período de resgate. de bens próprios e alheios. A transferência do domínio verificar-se-á quando da tradição da coisa vendida. mas não tenho certeza se o negócio translativo é ou não negócio de disposição. quando admitem apenas a simples administração e uso do objeto cedido (ex. transfere-se o domínio com o próprio contrato. Vê-se que o sistema francês apartou-se da tradição romana.: doação). A ação de resgate é constitutiva negativa. fui tentando construir a resposta. os negócios jurídicos podem ser classificados como de disposição. pela qual o vendedor obtém o domínio do imóvel a seu favor. com o vendedor assumindo somente obrigação ad tradendum. Seu prazo decadencial é de 3 anos. de rito ordinário. quando autorizam o exercício de amplos direitos. trata-se de cláusula resolutiva expressa.Pelo primeiro o contrato cria ao mesmo tempo o vínculo obrigacional e transfere o domínio da coisa vendida (nudus consensus parit proprietatem).: comodato e mútuo). ou negócios de administração. com base em conceitos que encontrei na internet. incluindo a alienação. o que não e o caso do negócio translativo de propriedade (pessoal. Logo. a meu ver.

determinado e em moeda nacional corrente. A propriedade móvel. ou seja. configurando um contrato preliminar impróprio. Exceção deve ser feita para a compra e venda internacional. se transfere pela tradição. sob pena de nulidade absoluta do contrato. enquanto a imóvel pelo registro do contrato no cartório de Registro Imobiliário. comprometem-se a celebrar adiante o contrato definitivo de compra e venda. não há necessidade de contrato escrito. iii) preço. A coisa deve ser lícita. O preço não deve ser fixado em moeda estrangeira ou em ouro. As partes devem ser capazes. pelo valor nominal (princípio do nominalismo). ou uma delas. deve ser consumível no âmbito jurídico. A compra e venda pode ser negócio formal (solene) ou informal (não solene). o consenso entre as partes. estando a eficácia no mesmo plano da validade do contrato em questão. o art. Nas hipóteses de compra e venda de bens móveis. comprovando o depósito de todas as presta311 . É negócio de segurança. portanto. Isto é.. destinado a conferir garantias às partes quanto à relação substancial em vista. ii) coisa (res). O preço deve ser certo.4) Quais são os elementos essenciais do contrato de compra e venda? Existe alguma forma especial para celebrar compra e venda de bem imóvel ou é livre? Pode se comprar imóvel por escritura particular? A pessoa tem que fazer o que. tem que fazer aonde? Resposta: Na visão clássica e contemporânea. alienável. nos termos do Decreto 857/69. o compromissário comprador é dispensado de procurar um segundo acordo de vontades. 41. com a prova do pagamento do preço. solenidade é espécie). Já no contrato de compromisso de compra e venda inexiste possibilidade de exercício de direito de arrependimento. determinada ou determinável. tampouco de escritura pública. Mas. Segue-se o entendimento segundo o qual a solenidade está relacionada com a escritura pública e não com a forma escrita (formalidade é gênero.766/79 aduz que ―.o adquirente do lote. O contrato de compra e venda exige escritura pública quando o valor do bem imóvel. Neste sentido. em todos os casos de compra e venda de bem imóvel é necessária a forma escrita para registro no CRI. os elementos da compra e venda são: i) partes (comprador e vendedor). for superior a 30 salários mínimos. da Lei nº 6. 5) Faça uma distinção entre promessa de compra e venda e compromisso de compra e venda.. pois não há registro. já que o adimplemento integral é justificativa suficiente ao alcance do registro do direito de propriedade. Resposta: Nelson Rosenvald apresenta a seguinte distinção: Define-se a promessa de compra e venda como espécie de contrato preliminar pelo qual as partes. sendo implícita a vontade livre. objeto do contrato. dispensando-se a superfetação de se promover uma escritura definitiva de compra e venda. sem vícios.

312 . a propriedade imobiliária se adquire "pela transcrição do título de transferência no registro do imóvel" (art. De sorte que. 8) O que é a venda de uma coisa esperada? É igual à venda da esperança? Resposta: A venda de uma coisa esperada. isto é. A transmissão exige. Enquanto o comprador não manifestar a sua aprovação. valendo para tanto o compromisso de compra e venda definitivamente firmado‖. a venda não se aperfeiçoa enquanto o comprador não se declara satisfeito com o bem a ser adquirido. Resposta: Pelo sistema do Código Civil. é fixada uma quantia mínima para a compra. é menor.ções do preço avençado. caso em que o alienante terá direito a todo o preço. O risco. ato formal. 530. é ato complexo. desde que de sua parte não tenha concorrido culpa. embora o título não seja hábil. Nesta situação. I do Código Civil de 1916). Em seus termos. a causa da transmissão da propriedade. pois naquela o comprador não conhece ainda o bem que irá adquirir. a razão. A compra e venda de bens imóveis. Refere-se a assunçã do risco por um dos contratantes quanto à quantidade da coisa. é de fundamental importância. pois há uma taxa mínima em relação ao objeto. Diferencia-se da venda sujeita a prova. suas obrigações serão as de um mero comodatário. nesse caso. para transferir o domínio. o motivo. não podendo ser motivada no mero capricho. o modus aquisicionis. portanto. O segundo é o registro. mas tão somente a da posse direta. dois atos e dois momentos. 7) O que é uma venda a contento? Resposta: A venda a contento é tratada pelo CC/02 como uma cláusula especial de compra e venda. Eventual rejeição da coisa pelo comprador que não a aprovou funciona como cláusula resolutiva. poderá obter o registro de propriedade do lote adquirido. também conhecida como emptio rei esperatae. A recusa deve ser fundada no bom senso. havendo uma aprovação original. a tradição não gerará a transferência da propriedade. o titulus adquirendi . ainda que a coisa venha a existir e quantidade inferior a esperada. O primeiro realiza-se com o contrato. ao qual a lei atribui o efeito de transmitir a propriedade imobiliária. Desse modo. que se aperfeiçoa com o registro. 6) Distinga Título aquirendi e modus aquisicionis. por si só. pois. é a venda da esperança quanto à coisa esperada.

regularidade e realização de seu direito creditório.3.Nota de Crédito Rural.6. chamada de emptio spei.Já a venda da esperança.1. e demais despesas que o credor fizer para segurança. Os bens apenhados continuam na posse imediata do emitente ou do terceiro prestante da garantia real. III . líquido e certo.1. Títulos De Crédito 5.4.Cédula Rural Pignoratícia. Cuidando-se do penhor constituído por tercei313 .7.1.7.Cédula Rural Pignoratícia e Hipotecária.6. fazendo que o risco seja maior. O crédito está inserido no título mediante a garantia pignoratícia (do penhor rural ou mercantil). Direito Empresarial 5. Questões do TRF4 5.5. além dos juros. 5. Questões do TRF5 5. não é fixada nem mesmo uma quantidade mínima como objeto.2.1. sob as seguintes modalidades: I . A cédula rural pignoratícia se referir a mercadorias (bens móveis) depositadas em armazéns gerais. seja pessoa física ou jurídica.7. se houver. A cédula de crédito rural é título civil. sem ou com garantia real cedularmente constituída. exigível pela soma dela constante ou do endosso.1.1. Questões do TRF2 5. da comissão de fiscalização. Questões do TRF3 5. desde que de sua parte não tenha havido dolo ou culpa. ainda que nada do avençado venha a existir. No contrato em questão. caso em que o outro terá direito de receber integralmente o que lhe for devido. 9º do DL 167/67 estabelece que a cédula de crédito rural é promessa de pagamento em dinheiro. II .1. IV . ocorre quando a assunção de riscos por um dos contratantes toca a própria existência da coisa.6. que responde por sua guarda e conservação como fiel depositário. Questões do TRF1 1) O que é uma cédula rural pignoratícia? Resposta: O art.6.Cédula Rural Hipotecária.

Os requisitos são: a) Letra de câmbio (art. c) autonomia –cada obrigação resultante do título é autônoma em relação às demais. 908. o lugar do pagamento ou men314 .o título de crédito obedece rigorosamente o que nele está escrito. CC: ―O possuidor de título dilacerado.ro. que direitos tem o adquirente deste título? Resposta: Cesare Vivante: ―Título de crédito é o documento necessário ao exercício do direito. do CC. DESSE PONTO EM DIANTE: RESPOSTAS ELABORADAS POR GILBERTO PIMENTEL DE MENDONÇA GOMES JÚNIOR 2) Título de crédito – definição de Cesare Vivante. 3) O que é a cartularidade e titularidade no título de crédito? Resposta: Pela cartularidade afirma-se que o direito de crédito mencionado na cártula não existe sem ela. mas ainda identificável. A cartularidade está ligada a titularidade. porém identificável. b) literalidade. literal e autônomo. pois cada título tem requisitos específicos) Resposta: Características: a) cartularidade – o título é representado por uma cártula (papel). mediante a restituição do primeiro e o pagamento das despesas‖. a assinatura do sacador. nele mencionado‖. Art. o nome do tomador. 887. o direito não pode ser transmitido sem a cártula e não pode ser exigido sem a sua apresentação. a data do saque. reproduz este conceito. Título de crédito dilacerado. A posse é imprescindível para a comprovação da própria existência do crédito. tem direito a obter do emitente a substituição do anterior. O art. 4) Quais são os requisitos de um título de crédito? (eu acho que ele queria as características. o nome do sacado. No título ao portado a titularidade do crédito é de quem está com em posse da cártula. 1º e 2º da Lei Uniforme) – expressão ―letra de câmbio‖. pois o titular do crédito deve estar em posse do título. o emitente da cédula responderá solidariamente com o empenhador pela guarda e conservação dos bens apenhados. uma ordem incondicional para pagamento de quantia determinada.

Já título de modelo vinculado se submete a uma rígida padronização fixada pela legislação cambiária específica. 2º da Lei de Duplicatas) – a expressão ―duplicata‖ e a cláusula à ordem.ção de um lugar junto ao nome do sacado.a expressão ―cheque‖. d) duplicata (art. apresentado neste prazo assegura a execução contra os code315 . perante o banco? Qual o termo final deste pagamento. o lugar do saque ou a menção de um lugar junto ao nome do subscritor. a importância a ser paga por extenso e em algarismos. ou seja. b) Nota promissória (art. a data do vencimento. os títulos de créditos podem ser títulos de modelo livre ou títulos de modelo vinculado. 6) Quanto ao Cheque. 5) Quanto ao modelo de títulos de créditos. o nome da instituição financeira contra quem foi emitida. que prazo de prescrição é este? Resposta: Prazo de apresentação é o prazo dentro do qual o emitente deverá levar o cheque para pagamento junto a instituição financeira. a assinatura do próprio emitente (sacador). até quando o banco pode pagar? Até a prescrição do cheque. fale sobre. c) Cheque (art. nome do tomador. ele pode ser pago. uma ordem incondicional para pagamento de quantia determinada. da Lei do cheque). que autoriza a sua circulação via endosso. os números da fatura e da duplicata. a assinatura do sacador. o local para o aceite do sacado. o domicílio e o número de inscrição no cadastro de contribuintes do comprador (sacado). a assinatura do subscritor. data de emissão. quando não for à vista. o lugar do saque ou menção de um lugar junto ao nome do sacador. ou seja. a sua emissão não se sujeita a uma forma específica preestabelecida (ex: letra de câmbio e nota promissória). a data do saque. 75. assinatura do subscritor. a data do sque. coincidente com a data da fatura. enquanto não se prescrever ele pode pagar. o local do pagamento. além deste prazo. 1º. o lugar do saque ou a menção de um lugar junto ao nome do emitente. uma ordem incondicional para pagamento de quantia determinada. Funciona como o prazo de protesto nos outros títulos de crédito. no que concerne ao prazo de apresentação. o lugar do saque. o nome. o nome e o domicílio do vendedor (sacador). só produzindo efeitos legais quando preenchidas as formalidades legais exigidas (ex: cheque e duplicata). Título de modelo livre é aquele para o qual a lei não estabelece uma padronização obrigatória. da Lei Uniforme) – expressão ―nota promissória‖. Resposta: Segundo esse critério classificatório.

transmite seus direitos a outro. O beneficiário do endosso em branco pode transformá-lo em endosso em preto completando-o com seu nome ou de terceiros. Caso seja dado no verso do título deve constar expressamente que se trata de aval. se de outra praça é de 60 dias. ação de cobrança ou monitória (Súmula 229. mas pode ser cobrado de outras formas. É diferente do prazo prescricional que é de 6 meses. Para ser feito no anverso deve ter menção expressa de que se trata de endosso. O aval é o contrário. O endosso em branco é aquele que não se identifica o seu beneficiário. Em regra é no anverso do título de crédito. bastando a assinatura do endossante. se o endosso em branco pode se tornar em preto e vice-versa? Resposta: Endosso é o ato cambiário pelo qual o credor do título de crédito. ação de locupletamento. Já o endosso em preto identifica expressamente a quem está sendo transferida a titularidade do crédito. contados do término do prazo de apresentação. que possui cláusula à ordem.vedores. Dentro do prazo prescricional o cheque pode ser apresentado para pagamento no banco e este deve pagar o valor. 8) O que é um título nominativo? 316 . 7) O endosso fica no verso? E o aval fica no verso? Resposta: O endosso fica no verso do título. Efeitos do endosso: transfere o crédito e responsabiliza o endossante. Se o cheque for da mesma praça o prazo é de 30 dias. 6) O que é um endosso em branco e em preto. ou em branco ou em preto. permitindo que o título circule ao portador. Pode também endossar novamente. STJ). Após o prazo de prescrição o cheque não pode ser mais executado. Lembrando que no caso do endosso em branco o título pode circular pela simples tradição da cártula. O beneficiário do endosso em preto pode endossar o título em branco ou em preto. por exemplo. bastando a assinatura do avalista. Obs: todos os títulos de crédito próprios têm a cláusula à ordem implícita.

Resposta: No período italiano da evolução do direito cambiário (idade média) a descentralização do poder favoreceu a criação de cidades (burgos). Os títulos nominativos (para os que diferenciam) o nome do titular consta num registro específico mantido pelo emitente e só transfere através de termo no registro que deve ser assinado pelo adquirente e pelo emitente. Ao chegar a outra cidade a moeda era diversa. 9) Em se tratando de títulos de crédito. Quando determinado comerciante de uma cidade realizava negócios em outra cidade ele acumulava soma de riqueza representada por moeda daquele local. Obs: Existem entendimentos de que nominativo é o mesmo que nominal.Resposta: É aquele emitido em favor de pessoa determinada. é necessário praticar um ato formal que opere a transferência. se não tiver ele circula por cessão? Resposta: Obs. onde deve ser assinado pelo emitente e pelo adquirente do título. ele sendo nominativo. 10) Faça um comentário histórico sobre a letra de câmbio. Então. Pela necessidade de circulação do crédito foi criada a letra de câmbio. tem que duas opções. Nos títulos com cláusula à ordem a transferência se dá por endosso. Já nos títulos com cláusula não à ordem o ato de transferência é a cessão civil. Título nominal identifica expressamente o seu titular (credor). Para transferir a titularidade não depende apenas da entrega do documento. ao realizar o comércio em uma cidade ele trocava todo o seu dinheiro com um banqueiro que lhe entregava uma carta (littera cambii) ordenando que outro banqueiro pagasse a quantia nele fixado para o seu portador. para que circule. 11) O que é aceite? Resposta: 317 . As moedas destas cidades eram próprias (diferentes). cujo nome consta de registro específico mantido pelo emitente (art.: Tem doutrinadores que entendem que títulos nominais são o mesmo que nominativos. A transferência é válida por meio de termo de registro. CC). 971.

no francês. decorre do fato de ser a declaração unilateral de vontade.egov. c) autonomia –cada obrigação resultante do título é autônoma em relação às demais.1. A recusa do aceite provoca o vencimento antecipado do título. Pode haver o aceite parcial. ou só pode haver um? Resposta: (Ler a resposta da questão 6) Em princípio não existe limite para a quantidade de endossos. endossement. b) literalidade. Deve ser feito no próprio título por meio da expressão ―aceito‖ ou ―aceitamos‖. não existindo mais a limitação. porém irretratável.ufsc. 13) Qual a origem a palavra endosso? Resposta: ― A verificação etimológica revela que a expressão endosso. lançada nas costas. Questões do TRF2 1) Quais as características dos títulos de crédito? Resposta: Características: a) cartularidade – o título é representado por uma cártula (papel). mas a lei foi revogada. de um título de crédito. seja em branco.htm 5.br/portal/sites/default/files/anexos/2865528673-1-PB. ou no dorso. 12) Endosso em branco e em preto? Pode haver uma cadeia de endossos em branco. Esse uso em latim assim se exprimia: quia in dorso inscribit solet.7. 2) Título de crédito abstrato pode ser discutido no Judiciário? Resposta: 318 . que também levará ao vencimento antecipado. seguindo-se da assinatura do sacado ou procurador com poderes especiais.o título de crédito obedece rigorosamente o que nele está escrito. Quando existia a CPMF a lei admitia apenas um endosso para o cheque. da qual resulta este ato cambiário. adotada pelo direito cambiário.2. Na letra de câmbio é facultativo.O aceite é o ato pelo qual o sacado assume a obrigação cambial e se torna o devedor principal da letra (aceitante).‖ Só achei na internet: http://www. seja em preto. podendo ser cobrado totalmente do sacador. ou em preto. no direito norte-americano indorsement e no direito italiano girata.

só quando ele circula é que se desvincula da relação que lhe deu origem. entende-se que enquanto a relação cambiária é entre os próprios sujeitos que participam da relação que originou o título. como o cheque. a cédula de crédito à exportação. os títulos se dividem em cambiais e cambiariformes. a duplicata. Após circular não pode mais discutir o negócio originário. letra de câmbio e nota promissória. Exemplo: cheque. No entanto. As cambiais básicas ou genuínas são a letra de câmbio e a nota promissória. verdadeiramente. enquanto não circula a causa pode ser discutida. O título de crédito abstrato é aquele cuja a emissão não está condicionada a nenhuma causa estabelecida em lei. esta abstração só acontece. o conhecimento de depósito. Resposta da questão: Pode ser discutido enquanto estiverem envolvidos apenas o sujeitos da relação originária. perdendo as suas características e dentre elas a abstração. ou seja. em tudo que lhes for adequado. existe uma vinculação entre esta relação e o título originário. autônomo. As regras da letra de câmbio e da nota promissória se aplicam aos títulos cambiariformes. quando o título circula. Resposta: Título causal é aquele que somente pode ser emitido nas hipóteses em que a lei autoriza a sua emissão. É o caso da duplicada que só pode ser emitida para documentar a realização de compra e venda mercantil ou contrato de prestação de serviços. ou seja. 4) Sob o ponto de vista mais genérico e mais abstrato e que tem a ver com a razão de existir dos títulos cambiariformes: qual é a ratio essendi do título de crédito rural? Seria ferramenta para alguma coisa? Resposta: Segundo Pontes de Miranda. Assim. Pode ser qualquer relação negocial. inclusive a ação de execução. O título é documento constitutivo de direito novo. Atenção: Após a prescrição o título perde cambiaridade. originário e completamente desvinculado da relação que lhe deu origem.A abstração é originária do princípio da autonomia. e outros. 319 . são apenas assemelhados ou cambiariformes. Assim. 3) Diferenças entre títulos abstratos e títulos causais. para cobrar o título prescrito o credor deve demonstrar a origem da dívida. Todos os demais títulos de crédito.

1º. suprem a ausência física do título cambiário eletrônico e constituem. 320 .492/97. do Decreto-Lei 167/67). Lei 9. 2. retiradas da fatura e do Livro de Registro de Duplicatas. Nesse caso. é o caso do Resp 1024691 PR. sem a posse do título o credor (vendedor) deve fornecer ao cartório as indicações deste. em talonário específico. títulos executivos extrajudiciais. publicado no DJe 12/04/2011. No entanto. de relatoria da Min. BOLETO BANCÁRIO ACOMPANHADO DO COMPROVANTE DE RECEBIMENTODAS MERCADORIAS. É um título de crédito de modelo vinculado. seguindo os padrões do Banco Central. As duplicatas virtuais . PROTESTO POR INDICAÇÃO.devidamente acompanhados dos instrumentos de protesto por indicação e dos comprovantes de entrega da mercadoria ou da prestação dos serviços. existe o chamado protesto por indicações que é realizado quando há a retenção do título por parte do devedor (comprador). 1. (art. DESNECESSIDADE DE EXIBIÇÃO JUDICIAL DO TÍTULO DECRÉDITO ORIGINAL. 6) A duplicada emitida por meio magnético pode ser objeto de protesto? Resposta: Não encontrei nos livros. 3.emitidas e recebidas por meio magnético ou de gravação eletrônica . Recurso especial a que se nega provimento. Os boletos de cobrança bancária vinculados ao título virtual. com numeração própria. 5) Qual a natureza jurídica do cheque? O que ele é? Resposta: O cheque é uma ordem de pagamento à vista emitida por um banco em razão de fundos que uma pessoa (emitente) tem naquela instituição.podem ser protestadas por mera indicação. DUPLICATA VIRTUAL. de modo que a exibição do título não é imprescindível para o ajuizamento da execução judicial. A lei também não autoriza expressamente o protesto deste título magnético. Existem decisões judiciais que ampliam o protesto por indicação para os casos de duplicada magnética (virtual). pois só pode ser emitido por banco. com o consequente fortalecimento dos médios e pequenos produtores. ferramenta para auxiliar a comercialização da produção e viabilizar o aumento da produtividade.O título de crédito rural destina-se ao financiamento da exploração de atividades rurais. em princípio. Nancy Andrighi: EXECUÇÃO DE TÍTULO EXTRAJUDICIAL.

de natureza civil. 8) Como considero quando há vários avais lançados em um título? Resposta: É necessário diferenciar avais simultâneos de avais sucessivos. O avalista do avalista tem a mesma obrigação do avalizado. A cédula de crédito rural e a nota de crédito rural são títulos causais.7) Com relação ao crédito rural: gostaria de adicionar alguma coisa a essa modalidade especial? Resposta: Existem vários títulos de créditos rurais. Os avalistas são vistos como uma só pessoa e assumem a responsabilidade solidária. 9) Qual o mecanismo de funcionamento dos institutos conhecimento de depósito e warrant? A transferência da propriedade ou mercadoria tanto no “conhecimento de depósito” e warrant tem os mesmos pressupostos? Resposta: O Conhecimento de Depósito e o ―Warrant‖ são títulos de crédito à ordem emitidos sobre gêneros ou mercadorias em depósito nos armazéns gerais. mas só pode cobrar a parte de cada avalista. Existem também a nota promissória rural e a duplicata rural que são fundadas em operações de compra e venda de natureza rural. contratadas a prazo. Quando os avais são simultâneos (coavais) eles avalizam o título conjuntamente. No entanto. a cédula de crédito rural possui garantia real e a nota de crédito rural não possui esta garantia.929/94). quem pagar o total pode cobrar do devedor principal toda a dívida. como promessa de entrega de produtos rurais. um avalista avaliza o outro avalista (uma cadeia). e pode ter garantia hipotecária. empresa ou produtor rural. Quem pagar toda a dívida tem direito ao regresso de total. Se os avais são sucessivos (aval do aval). garantindo a mesma obrigação. também é título de natureza causal. empresas que têm por 321 . pignoratícia ou fiduciária. resultantes de financiamento a cooperativa. Segue a regra civil. emitido por produtor ou cooperativa rural. As duas são promessas de pagamento à vista. não constitutivas de financiamento no âmbito do crédito rural. Há ainda a cédula de produto rural (Lei 8.

Efeitos do endosso: transfere o crédito e responsabiliza o endossante. cuja garantia é a própria mercadoria depositada. que consiste. 5. conceituando. 2) O que é um cheque cruzado e visado? Resposta: O cruzamento do cheque consiste na aposição de dois traços paralelos e transversais no anverso do título. O conhecimento de depósito é título representativo da mercadoria depositada. Já a warrant é um título constitutivo de promessa de pagamento. 322 . Cheque visado é aquele em que o banco confirma. transmite seus direitos a outro.3. a qual pode ser transferida com o endosso do título.1. Questões do TRF3 5.7. Questões do TRF4 1) Por que existem os títulos de crédito? Resposta: O crédito. Concluindo-se que os títulos de crédito são instrumentos para a circulação de riquezas.4. 3) Diferencie endosso em branco e em preto. basicamente.escopo a guarda e a conservação das mercadorias neles depositadas. surgiu da constante de viabilizar mais rápida de riqueza do que a obtida com a moeda manual. O título de crédito surgiu na qualidade de documento que instrumentaliza o crédito e permite a sua mobilização com rapidez e segurança. fundamentalmente. Só pode receber o visto do banco o cheque nominativo que não foi endossado.1. Resposta: Endosso é o ato cambiário pelo qual o credor do título de crédito. O cheque cruzado só pode ser pago a um banco ou a um cliente do banco. mediante uma assinatura no verso. que possui cláusula à ordem. Obs: todos os títulos de crédito próprios têm a cláusula à ordem implícita.7. mediante o pagamento de determinado preço. num direito a uma prestação futura que se baseia. a existência de fundos suficientes para pagamento do valor nele mencionado. na confiança (boa-fé e prazo). evita o desconto na ―boca do caixa‖.

O endosso em branco é aquele que não se identifica o seu beneficiário. 135-A ao Código Penal criando o seguinte crimes: ―Exigir cheque-caução. A pena é aumentada até o dobro se da negativa de atendimento resulta lesão corporal de natureza grave. bem como impedir sejam pagos a outrem capital e rendimentos. de 3 (três) meses a 1 (um) ano. e até o triplo se resulta a morte. ou for injustamente desapossado dele. caput e parágrafo único. Contudo esta prática descaracteriza a natureza do cheque. O proprietário. o direito não pode ser transmitido sem a cártula e não pode ser exigido sem a sua apresentação. nota promissória ou qualquer garantia. 909. e multa. 6) Pode ser exigida segunda via de título extraviado? Resposta: A resposta da pergunta está no art. 909. como condição para o atendimento médico-hospitalar emergencial: Pena detenção. O titular do crédito deve estar em posse do título.653/2012 acrescentou o art. Já o endosso em preto identifica expressamente a quem está sendo transferida a titularidade do crédito. Como tem relação com o tema é bom lembrar que a Lei 12. do Código Civil: ―Art. O paciente deixava um chequecaução em poder do hospital para ser atendido até regularizar pendências com plano de saúde. poderá obter novo título em juízo. que perder ou extraviar título. Era comumente usado em hospitais para garantir o atendimento médico. A posse é imprescindível para a comprovação da própria existência do crédito.” 5) O que seria o princípio da cartularidade? Resposta: Pelo princípio da cartularidade afirma-se que o direito de crédito mencionado na cártula não existe sem ela. bem como o preenchimento prévio de formulários administrativos. 323 . Ainda é utilizado como garantia em negócios. 4) É compatível caução em cheque? (Acho que a pergunta é: é possível cheque caução? Resposta: Cheque caução é o cheque dado como garantia de pagamento posterior. já que se trata de uma ordem de pagamento à vista e não uma promessa de pagamento (como por exemplo: a nota promissória). Parágrafo único. permitindo que o título circule ao portador.

feito antes de ter ciência da ação referida neste artigo. está quebrando um acordo e pode ser responsabilizado civilmente. salvo se se provar que ele tinha conhecimento do fato. no entanto. O pagamento.7.1. também gerará o vencimento antecipado de todo o crédito.corresponde ao fato das diversas obrigações existentes no título serem independentes.Parágrafo único. 324 . porém irretratável. de maneira que a nulidade do aval não afeta a obrigação principal. assim. de tal forma que uma obrigação nula não afeta as demais obrigações válidas no título. quando o titular do crédito apresenta o cheque para pagamento. em relação a dívida principal. Questões do TRF5 TRF5 – 2012 1) O aceite na nota promissória e letra de câmbio é imprescindível a validade do título? Resposta: Na Letra de câmbio é uma ordem de pagamento e o aceite é o ato pelo qual o sacado assume a obrigação cambial e se torna o devedor principal da letra. podendo ser cobrado o valor total do sacador. um instituto que segue o regime jurídico cambial. mesmo que sejam 'pré-datados'? Resposta: Segundo a legislação (art. havendo saldo. não se vinculando uma à outra. o cheque será sempre uma ordem de pagamento à vista. com a recusa do aceite ocorre o vencimento antecipado do título. podendo o tomador cobrar imediatamente do sacador. conforme o emitente possua ou não fundos suficientes para o seu pagamento. exonera o devedor. O banco não terá qualquer responsabilidade. e não acessória. A falta do aceite não invalida o título. um cheque pré-datado pode ser descontado ou devolvido. 8) O banco pode descontar todos os cheques apresentados pelo portador. Regra: Autonomia das obrigações cambiais. antes do prazo. o que acontece com o título? Resposta: O aval é uma garantia cambial. portanto. 5. Destacando que se o aceite for parcial. Sendo. na ótica civil/comercial.‖ 7) Eventual nulidade do aval. no entanto. A súmula 370 do STJ concretiza este entendimento: ―caracteriza dano moral a apresentação antecipada de cheque pré-datado‖. devendo ser considerada não escrita qualquer menção em sentido contrário eventualmente colocado na cártula.5. O aceite é facultativo. constituindo-se uma obrigação autônoma. 32 da Lei do Cheque).

quando o juiz indeferir a petição inicial. Providências Preliminares. Tentativa De Conciliação. Questões do TRF1 1) Em função da fase ordinatória. XI .III . As hipóteses de extinção do processo sem julgamento de mérito estão elencados no art. 5.quando o autor desistir da ação. Regularização. Julgamento Antecipado Do Mérito. litispendência ou de coisa julgada. como a possibilidade jurídica. Réplica.pela convenção de arbitragem. Na JF se diz que esta fase deve ser ultrapassada por se tratar de direitos indisponíveis. já que o substituto não é titular do direito. 325 . Na substituição processual o direito de agir não é exercido pelo direito do direito material. não se submete ao aceite.quando o juiz acolher a alegação de perempção. IX .quando a ação for considerada intransmissível por disposição legal. tem uma fase que chama tentativa de conciliação. o autor abandonar a causa por mais de 30 (trinta) dias. Direito Processual Civil 1. existe um substituto processual. Vlll . Vll . Vl . que tem legitimidade para esse fim. Extinção Sem Julgamento Do Mérito. e na possibilidade de julgamento extintivo. me dê três possibilidades? Resposta: A chamada substituição processual significa colocar-se no lugar de alguém a fim de buscar direito alheio em nome próprio e somente dar-se-á em condições extraordinárias e autorizadas por lei.quando não concorrer qualquer das condições da ação.8. 267. Fase Ordinatória.8.quando ficar parado durante mais de 1 (um) ano por negligência das partes.1. Julgamento Conforme O Estado Do Processo. Obs. passada a fase cognitiva.A nota promissória é uma promessa de pagamento.quando se verificar a ausência de pressupostos de constituição e de desenvolvimento válido e regular do processo. é possível na fase de execução poderia haver a transação em matéria de servidores públicos? Quais as hipóteses em que num processo civil se pode extinguir sem julgamento de mérito.IV . duas hipóteses. mas pelo substituto processual. do CPC: I . V . Desnecessidade De Audiência Preliminar 5.quando ocorrer confusão entre autor e réu.1. já que estamos na fase ordinatória.: os alguns autores entendem que no caso de confusão entre autor e réu existe o julgamento do mérito. portanto. Audiência Preliminar.Il . por não promover os atos e diligências que Ihe competir. O juiz ao receber uma ação de servidores públicos. Assim.8. como na conciliação implica renúncia de um direito o substituto processual não poderia transacionar. X .1.nos demais casos prescritos neste Código.quando. vai para o cumprimento. a legitimidade das partes e o interesse processual. Especificação De Provas. no caso a Assejus. Saneamento Do Processo.

dá-se início à uma microfase processual chamada de saneamento ou ordenamento do processo. por isso o nome. assegurando-se à parte a quem não incumbia inicialmente o encargo a reabertura de oportunidade. Particularmente entendo que se trata de regra de instrução. 3) O saneamento do processo é somente possível após fase de réplica? Admite-se a inversão do ônus da prova na sentença? Resposta: Após a resposta do réu. principalmente relacionados a direito do consumidor que por já está no próprio código a regra de inversão do ônus probatório. não poderia ser apenas na sentença. o que significa esta providência dentro do procedimento ordinário? Resposta: Providências preliminares são as providências que o juiz toma dentro do processo ordinário para deixar o processo apto para que nele seja proferida uma decisão. pelo menos. isso não quer dizer que toda a atividade de saneamento seja restrita a este período. mas mesmo assim uma crise na administração da justiça. o juiz deve mandar o autor se manifestar ou mandar que o autor regularize aquele problema. No entanto. Esta fase se caracteriza pela concentração da prática de atos de saneamento. preparando-o para que nele seja proferida uma decisão. Importante lembrar que existe posicionamentos contrários também. d) Nomear curador especial. devendo a decisão judicial que a determina ser proferida preferencialmente na fase de saneamento do processo ou. conciliação e mediação? A transação tem suporte constitucional? Veja o preâmbulo da CF. mas neste momento é que esta atividade está mais concentrada. Exemplos: a)no caso de defesa indireta. 4) O que o senhor pensa sobre a técnica alternativa de resolução de conflito jurisdicional pela via da transação. A conciliação seria uma técnica para desafogar a justiça? Resposta: 326 . o juiz deve intimar o autor para apresentar réplica. b) se a defesa alegar algum problema processual. a atividade de saneamento do juiz é exercida a todo o momento. Existe uma discussão se a inversão do ônus da prova é regra de julgamento ou de instrução. Portanto. etc. O sistema jurisdicional brasileiro vive de conflitos postos ao estado juiz. Solução pacífica das controvérsias.2) Em relação às providencias preliminares o que o magistrado deve se ater. de regularização do processo. Existe uma infinidade de providências preliminares que o juiz pode tomar.

poderá mandar repetir as provas já produzidas. 5) O senhor abriria a instrução de ofício para a produção de prova pericial. não se fala em réplica.A transação. são formas negociais de resolução de conflito. desde que a prova se mostre necessária. o Juiz deve oportunizar a manifestação das partes sobre a prova. 327 .” DESSE PONTO EM DIANTE: RESPOSTAS ELABORADAS POR HEITOR MOURA GOMES 6) Em todo e qualquer processo numa Vara Cível o senhor abrirá vista a réplica para que o autor se manifeste sobre a contestação? E se o réu trouxer documentos e não apenas fatos novos? Resposta: Não. em razão da intervenção de um terceiro. O art. naturalmente não narrada pelo autor em sua inicial. modificativo ou extintivo do direito do autor. providência necessária não só apenas após a contestação. baseadas na autonomia privada. A intimação do autor para apresentação de réplica só é necessária quando o réu. por exemplo. se entender necessário. o réu trás novidade ao processo. a conciliação e a mediação são formas de autocomposição. em respeito ao contraditório. a aplicação de qualquer uma destas técnicas servem para desafogar a justiça. tanto quando alega fato novo impeditivo. O preâmbulo da Constituição fala em ―solução pacífica das controvérsias‖ o que seria um incentivo à autocomposição em todas as suas formas. 132 parágrafo único. Contudo. o juiz que proferir a sentença. mas sim em qualquer fase do processo. como forma de garantir o contraditório. pois o mediador auxilia as partes conflitantes e não decide nada. mas sim de abrir oportunidade de manifestação à parte em face de um elemento novo inserido no processo. como quando alega uma defesa preliminar. alegar defesa de mérito indireta ou defesa processual. Destacando que a mediação não deixa de ser uma forma de autocomposição. pois não se trata de contra argumentação aos fundamentos novos trazidos pelo autor. pode fundamentar o caso: “Em qualquer hipótese. também como forma de garantir o contraditório e a ampla defesa. De fato. Já com a juntada de novos documentos ao processo. em sua contestação. é uma autocomposição assistida. Isso porque nessas duas espécies. ou seja. quando finda a instrução? Resposta: Entendo que não existe qualquer óbice para a que isto ocorra.

ausência de conteúdo econômico ensejaria extinção do processo? Resposta: A ausência de conteúdo econômico de determinada demanda só ensejaria a extinção do processo no caso da lide versar unicamente acerca de questão de cunho patrimonial. Por exemplo. Entretanto. caso se tratasse de uma ação declaratória ou ainda constitutiva. 2) A lei autoriza o julgamento de mérito imediatamente? Resposta: 328 . que seria a verdade alcançável no processo. que é aquela que decorre da mais ampla instrução possível. ocorreria a extinção do processo por falta de interesse de agir. Sim.8. mandar ser feita a produção de provas? O processo civil está em busca da verdade material. como princípios processuais encontram-se superadas. o juiz tem que proclamar a improcedência do pedido em razão de as partes não terem especificado as provas ou o juiz pode. As expressões ―verdade formal‖. embora não afaste a incidência do art. Resposta: Na fase de saneamento do processo. pode-se dizer que o processo busca a verdade material. Hoje seria mais correto falar em ―busca‖ da verdade material. caso a prova não seja suficiente ao esclarecimento do fato. que impõe ônus da prova às partes.2. o autor protesta por todos os meios de provas em direito admitidos e a Caixa protestou por todos os meios de provas. o juiz para sanear ou julgar antecipadamente a lide. em caso de ausência de requerimentos. determinar a produção de provas de ofício. Questões do TRF2 1) No que tange às preliminares. a ausência de proveito econômico não implicaria na extinção do processo. fomos às especificações de provas e nestas as partes silenciaram. e ―verdade real/material‖. 5. tal como ocorre em uma execução de obrigação pagar. Entretanto. 333. como aquela processual. preclui para as partes o direito à sua produção. No caso.7) O juiz recebe uma PI no SFH.1. 333 do CPC. remanesce ao juiz poderes instrutórios.: Ainda que o juiz determine produção de prova de ofício. de ofício. os quais conferem ao magistrado o dever de. resta ao juiz a aplicação do art. momento adequado à especificação das provas. entendendo necessário.

8. o trânsito em julgado e independentemente da posição dos tribunais sobre o assunto. que autoriza a improcedência do pedido do autor antes mesmo da citação do réu.1. Entretanto. Questões do TRF4 5. Ada Pellegrini e Tourinho Filho entendem tratar-se de meio de defesa. Prova. Questões do TRF5 5. bem como mentir para livrar-se da acusação. indistintamente. Os requisitos para aplicação do instituto são que a matéria seja exclusivamente de direito e que já tenham sido proferidas sentenças de total improcedência em casos idênticos.4. tem prevalecido uma terceira corrente. A lei 11. tendo em vista além de servir para a elucidação dos fatos. serve também como defesa.1. O CPP trata o interrogatório como meio de prova.1. Valor Da Confissão 5. Presunções.9. notadamente porque o réu pode invocar o direito ao silêncio. por não ser direito ilimitado.9. 5. sem que seja necessário. Questões do TRF3 5.1. Questões do TRF1 1) O interrogatório do réu é meio de prova ou meio de defesa? Resposta: Há posições divergentes na doutrina. pelas prerrogativas conferidas ao réu. tendo em vista tratar-se em direito constitucional (art.9.1. há discussão na doutrina se esse direito não abrange a qualificação ou não (Nucci entende que sim. entretanto.3. não importando o silêncio em prejuízo na sua defesa. em face dos efeitos que poderia ter sobre outras pessoas.1. 2) O silêncio do réu pode ser interpretado em seu desfavor? Resposta: O acusado não tem obrigação de responder as perguntas que lhe foram endereçadas. servindo na formação do convencimento do julgador (meio de prova).Sim. que entende tratar-se de maio de prova e meio de defesa. uma eventual confuso de identida329 . situando-o no capítulo de provas em espécie. 5º LXIII).277/06 inseriu o no CPC o art. Ônus Da Prova.8. Essa terceira corrente é a que prevalece no STF e STJ. 285-A.5. Direito Processual Penal 5. Indícios.8. Entretanto.

4) O IP deve ser motivado ou narrativo? Resposta: O relatório do inquérito policial é peça de caráter descritivo. contra as quais o silêncio na qualificação consistiria no direito de defesa). falar em verdade viável. são as chamadas testemunhas da coroa. ou seja. encontra-se superada a verdade material como princípio do processo penal. 3) O juiz pode condenar tão somente baseado no IP? Resposta: Não. Resposta: 330 . Quem pode ser infiltrado? Agentes policiais e a gente de inteligências? Devem prestar depoimento. decorrente da mais ampla instrução possível. o IP é a peça informativo em que se busca a autoria e circunstância. não podendo fundamentar sua decisão exclusivamente nos elementos informativos colhidos na investigação. a busca do melhor resultado possível dentro daquilo que foi produzido nos autos. Nestor Távora entende que não. A opinio delicti cabe ao titular da ação penal pública ou privada conforme o caso. Por tratar-se de conceito utópico. hoje. 155). a prova produzida exclusivamente no inquérito policial não pode ensejar condenação criminal. ressalvadas as provas cautelares. Após vigência da Lei 11690/08. passou a constar expressamente no CPP que ―O juiz formará sua convicção pela livre apreciação da prova produzida em contraditório judicial. fale sobre? Técnicas especiais de investigação. 5) No processo penal se busca a verdade real. que não deve ter em si juízo de valoração por parte do delegado quanto ao fato apurado. Após a referida lei. isto porque o IP tem a função somente de fornecer informações ao magistrado e ao órgão do ministério público. sendo mais adequado. 6) Delação premiada.‖ (art.des. não repetíveis e antecipadas. tendo em vista que a qualificação pode ligar o acusado a outras infrações. fato definido como crime. a infiltração e o retarda de investigação. qual o sentido de verdade? Tentativa de representação da realidade? O que é verdade real? Resposta: Diz-se verdade real sobre aquilo que tem consonância entre aquilo que é e aquilo que foi dito ou se diz ser.

o artigo 8º. é chamada de delação premiada. para obter maiores dados e informações a respeito do funcionamento. Para o crime de extorsão mediante sequestro. b) que um dos agentes o denuncie à autoridade. denominada Lei do Crime Organizado. p. e possui requisitos diversos em cada lei que é prevista. inclusive. Em outros crimes. 1º). instrumento pelo qual se demonstra a verdade de algo.‖. pode ser entendido como meio. e ainda entendido 331 . bem como seja autorizada por decisão judicial.034/95. A lei não admite a infiltração de particulares. o diploma é clara ao indicar que somente agentes de polícia e de inteligência. e pressupõe que o delator também confesse a sua participação. possibilitando seu desmantelamento. A Lei n. É perfeitamente possível o depoimento de tais agentes. Obs. Para os crimes hediondos. terá a pena reduzida de um a dois terços‖. Tem como requisito a condição de que seja mantida sob observação e acompanhamento para que a medida legal se concretize no momento mais eficaz do ponto de vista da formação de provas e fornecimento de informações. 120): ―a) que o crime tenha sido cometido em concurso. O flagrante diferido. prevê a possibilidade de infiltração de agente nas organizações criminosas mediante prévia e circunstanciada autorização judicial. (Lei 9. 442) conceitua como ―traição benéfica‖.Delação é a atribuição da prática do crime a terceiro. parágrafo único. a pena pode ser reduzida de um a dois terços. concedido pelo estado. sendo exigidos três requisitos segundo Greco (2011. feita pelo acusado. processo pelo qual se verifica a exatidão do fato alegado pela parte no processo. 9. segundo LFG. na prevenção e repressão do crime organizado. como o previsto na Lei n.º 8.072/90 devem ser revelados os cúmplices e não somente o delito. também conhecido como retardado ou prorrogado. que "são os agentes infiltrados que obtém informações privilegiadas sobre determinado crime". é a possibilidade que a polícia possui de retardar a realização da prisão em flagrante. Aplica-se às investigações referentes a ilícitos decorrentes de ações praticadas por quadrilha ou bando ou organizações ou associações criminosas de qualquer tipo. possibilitou em seu artigo 13 o perdão judicial ou a redução de pena de um a dois terços no artigo 14. p. Não se fez qualquer alusão quanto ao procedimento ou ao prazo da medida. É o que Capez (2005. quaisquer que sejam. em seu interrogatório. tais agente são chamados de testemunhas da coroa.034/95 art. facilitação da libertação do sequestrado. Pode ser entendido como ato da provar. Já a Lei de proteção às vítimas. Exige-se que se trate de associação criminosa e só pode ser determinada por decisão judicial. 7) O que é prova? Resposta: O termo possui várias acepções. assevera que ―O participante e o associado que denunciar à autoridade o bando ou quadrilha. Quando tal delação é acompanha por um benefício.: o instituto também tem previsão na nova lei de entorpecentes. componentes e atuação de uma organização criminosa.

desde que faça de forma motivada. 11) E quanto ao sistema da prova tarifada? E onde ficaria o sistema da íntima convicção? Resposta: São os demais sistemas de apreciação judicial da prova. o sistema do livre convencimento motivado. 9) Quanto ao valor. o juiz está livre para decidir. Prevalece no Brasil. documental (ex. sendo as mais comuns: quanto ao objeto. a única que seguramente poderia embasar uma condenação independentemente de outros indícios. como regra. Por tal sistema. 10) O juiz se vincula às provas? Como ele aprecia? Persuasão racional. Resposta: Não há vinculação do Juiz. a confissão vale mais que um depoimento testemunhal? Resposta: Não. por ilação. 8) Quais os tipos de prova. o valor da confissão se aferirá pelos critérios adotados para os outros elementos de prova. tal visão encontra-se a muito tempo superada.como resultado da ação provar. ou indireta. entretanto. dispensado de motivar a decisão. sendo esta última. quanto à forma. o Juiz fica livre para decidir e apreciar as provas que lhe são apresentadas. como a prova se revela no processo. que se refere ao fato probando. que se refere a um outro acontecimento que. considerou-se a confissão como rainha das provas. podendo ser testemunhal (interrogatório). verificando se entre ela e estas existe compatibilidade ou concordância. Historicamente. No sistema da íntima convicção. tal sistema preside 332 .: contrato) ou material. e para a sua apreciação o juiz deverá confrontá-la com as demais provas do processo. elemento que corporifica a demonstração do fato. tal como exame de corpo de delito ou instrumentos do crime. leva ao fato principal. ou persuasão racional. que pode ser direta. as mais comuns? Resposta: Tratando-se de tipos de prova. existem diversas classificações. o produto extraído da análise dos instrumentos de prova oferecidos (Nucci).

prova testemunha e documental). No CPP. Entretanto. tendo em vista que os jurados votam os quesitos sigilosamente. não obstante a retratação.: a art. não havendo qualquer disposição legal em contrário. a lei estipula o valor de cada prova. sem fundamentar. tendo relação como fato. autorize. desde que não existam vícios que a invalidem. e não seja possível a produção de outras provas. dada pelo código). existem alguns vestígios de tal sistema. etc. como forma de defesa do réu. que. ainda que posteriormente retratada. que a materialidade seja provada com a realização de corpo de delito vedando-se a confissão. a confissão pode sim embasar a condenação. diminuindo a margem apreciativa do juiz. 158 exige que nos crimes que deixem vestígios. 14) O que são indícios? Pode haver condenação calcada em indícios? Qual a diferença entre a prova indiciária e indícios? É possível denunciar pelo indício da materialidade? Nos casos de crimes de competência do tribunal do júri os indícios fundamentariam a denúncia? Resposta: Conforme o art. também não se impede que a sentença condenatória leve em consideração confissão feita na fase pré-processual. 239 do CPP. deverá ser reconhecida a atenuante. 158 CPP nos casos de crimes que deixam vestígios.os julgamentos do Tribunal do Júri. 12) A confissão pode ser retratada? Resposta: É perfeitamente possível na fase judicial da persecução penal a retratação de confissão (autorização. 13) Havendo apenas a confissão. Cabe ressaltar que nesse caso. o réu não pode ser condenado com base apenas em confissão. ofereça segurança para a condenação. à luz do que dispõe o art. ex. Já o sistema da prova tarifada (também chamado de certeza moral do legislador ou das regras legais). Caso seja crime transeunte. considera-se indício a circunstância conhecida e provada. em que a lei exige a prova pericial na demonstração da materialidade do delito (tráfico de drogas). a confissão ofereça riqueza de detalhes. por indução. inclusive. em sua segunda fase. é possível a condenação calcada tão somente a confissão? Se condenaria o réu com base exclusivamente na confissão? Resposta: Na ausência de outras provas (exame de corpo de delito. ou ainda em alguns casos. concluir-se a existência de outra ou 333 . ou seja. desde combinada com circunstâncias do fato concreto. na medida em que não pode se produzir mais provas nos autos.

16) Em que consiste o princípio constitucional da presunção de inocência? Resposta: Também chamado de princípio da não-culpabilidade. quando os indícios formam substrato suficiente a proar algum fato (nem todo indício é prova. ou seja da sua conduta caluniosa ou difamatória. tanto a difamação quanto a calúnia referem-se a fatos. ou seja. até mesmo porque a prova da materialidade e da autoria. nos termos da CF ―ninguém será considerado culpado até o trânsito em julgado de sentença penal condenatória‖. mas toda prova indiciária é formada por um ou mais indícios). Prova indiciária é aquela que se baseia em indícios. por se tratar de delitos que ferem a honra objetiva. é principio que estabelece o estado de inocência como regra em relação ao acusado da prática de infração penal. e que abale sua honra. Quando alguém é chamado de ladrão. a exclusão do delito de injúria. considerando-se como padecimentos internos. formando uma unidade com outros elementos probatórios. é o apreço moral da pessoa física perante seu meio civil de convivência. Já. que fere a honra subjetiva. 15) O que é retratação e ela opera-se aonde? Calúnia e difamação permitem a retratação? A honra objetiva consiste em quê? E a subjetiva? Se uma pessoa afirma que outra é um ladrão. que ocorre quando se atribui qualidade negativa a alguém. 334 . O oferecimento da denúncia pode basear-se em indícios. Já a honra subjetiva manifesta-se intrinsecamente na vítima. Ou seja. ou sua ausência só poderá ser esmiuçada após colheita de provas suficientes para descrever a inocência ou não do paciente. capaz de gerar um juízo de certeza sobre a autoria e materialidade do delito. Honra objetiva é a consideração social. Cabe ainda ressaltar que não é necessária a aceitação da vítima. como forma de garantia positivada em face do poder punitivo do Estado.outras circunstâncias. nos crimes de calúnia e difamação. isso é difamação ou calúnia? Resposta: Retratação consiste em uma retificação do que o próprio agente disse. quando o juiz entender suficiente. A condenação com base em provas indiciárias é possível tão somente quando essas denotam indícios veementes. porém. configura-se injúria. por esta razão não cabe retratação na injúria. É cabível. como forma de extinção de punibilidade. É decorrência lógica do Estado Democrático de Direito. não se justificando. são os valores de dignidade.

tendo em vista que os jurados votam os quesitos sigilosamente. diz-se verdade).17) O que seria valorar prova? Resposta: Valorar a prova consiste em dar valor positivo à prova.: laudo pericial. que é garantida por norma constitucional. a exceção dos julgamentos do Tribunal do Júri.) 18) O processo penal busca a verdade real. a sentença do júri só pode ser anulada. ou modificada na parte da fixação da pena pelo juiz presidente (parte da decisão a qual não foi garantida soberania). Em segunda instância. se este relado corresponder á realidade. em sua segunda fase. qual a diferença entre a realidade e a verdade? Resposta: Realidade consiste. desde que o faça de forma motivada (sistema de valoração por livre convencimento motivado).: Na tarde de ontem pessoa A afirmou que viu pessoa B entrando em casa acompanhado de C. conferir maior ou menor carga probante ao produto extraído dos elementos de prova extraídos do processo (ex. Pois bem. etc. pode-se chamá-la de verdade. o que se entende por isso? E a íntima convicção? Pode? E o tribunal do júri? Seria uma exceção? Resposta: Quer dizer que o magistrado é livre para dar maior ou menor valor probante a cada uma das provas. em ―tudo que existe‖. a depender de como isso ocorre. A decisão dos jurados manifestamente contrária à prova dos autos é hipótese 335 . o que é vedado no processo brasileiro. ou seja. 19) Quando se diz que o juiz decide pela livre apreciação da prova. dispensado de motivar a decisão. No sistema da íntima convicção. depoimentos. Verdade é a correspondência entre a realidade e o que diz-se dela ou que foi dito. 20) Explicitar quando se reforma a decisão do tribunal do júri. independente de seu tipo ou conteúdo. de maneira simplificada. Já a verdade diz respeito à maneira como esta realidade se coloca para as pessoas. o juiz está livre para decidir. sem fundamentar. O que é manifestamente contrário à prova nos autos? Resposta: A decisão do Tribunal do Júri só pode ser reformada em segunda instância quando esta reforma não importar em ofensa à sua soberania. (Ex. objetos do crime.

Já o exame de corpo de delito (tipo de perícia). e não tender o resultado. razão pela qual só é possível a apelação com base nesse argumento uma vez. objetiva a nulidade do julgamento e o retorno dos autos à primeira instância prolação de nova decisão. uma vez trazida aos autos. o que também desconfigura a sua autonomia. não se pode dizer que é prova autônoma. Essa hipótese de cabimento da apelação visa evitar que enganos ocorridos as votações impliquem em resultado diferente do qual realmente o corpo de jurados queria chegar. Ademais. 5. é possível que tal falta seja 336 . segundo o qual se considera que a prova pertence ao processo. independentemente de quem a produziu. em delitos que deixem vestígios. 3) A ausência de prova pericial em crimes que deixam vestígios anulam o processo? Resposta: De fato. quando não existir mais o corpo de delito (exame indireto).1. Ou seja. é a perícia que tem como objeto o próprio corpo de delito (exame direto).: exame de fotos tiradas do local. e sua ausência implica em nulidade do processo. oportunizando-se a vista e manifestação da parte contrária. 2) Existe diferença entre corpo de delito e perícia? Resposta: Corpo de delito é o conjunto de vestígios materiais deixados por uma infração penal. que neste caso.9. o conjunto probatório aponta para resultado divergente do qual chegou o corpo de jurados. ex.de cabimento da apelação. a realização do exame de corpo de delito (direto ou indireto) é obrigatória. violando a soberania dos vereditos. Entretanto. caso fossem devidamente motivadas as valorações feitas dos meios de prova trazidos autos. deve ser objeto de contraditório. a prova. Decisão manifestamente contrária à prova dos autos consistiria em decisão que chega a resultado patentemente diferente do qual seria encontrado. quando não seja mais possível proceder ao exame. ex: machas de sangue no local do crime.2. ou perícia sobre elementos acessórios. Questões do TRF2 1) Laudo técnico trazido pela defesa é autônomo? Resposta: Em face do princípio da comunhão da prova.

suprida pela prova testemunhal. Entretanto. inclusive. com o fim de atestar a materialidade delitiva (art. inclusive. 167 CPP). 01/08/2011) que a juntada tardia do laudo toxicológico definitivo. deve ser determinada pelo juiz a realização de laudo definitivo. Durante a instrução. tendo em vista disposição legal expressa (art. não deve ser reconhecida a nulidade. a materialidade deve ser demonstrada por outros meios. 4) De onde surge o sistema brasileiro da apreciação sublime da prova? Resposta: ?????? 5) Atividade residual do juiz de perquirir prova fere o sistema acusatório? Resposta: O sistema acusatório tem como características fundamentais a separação entre as funções de acusar. e ausência de exame do corpo de delito .886/MG. que não consiste em atendado ao sistema acusatório. o réu não pode ser condenado com base apenas em confissão.O acusado pode ser condenado? E no caso do trafico de drogas? E se o laudo chegar depois da sentença? Como está a jurisprudência? Resposta: Na ausência de exame de corpo de delito. 158 CPP). mas sim em uma mitigação ao sistema ortodoxo. É prova autônoma aquela produzida pelo assistente de acusação? 337 . nesses casos a confissão demonstra só a autoria. entretanto. com o fim de garantir a busca da verdade material no processo. sendo necessário. vem entendendo o STJ (HC 134. Na hipótese de confissão do acusado. não é adotado o sistema acusatório puro. quando a condenação houver sido baseada e outros elementos idôneos e não houver sido demonstrado prejuízo pela defesa. 7) Prova pericial do processo. pois o magistrado não é expectador estático na persecução penal. no Brasil. defender e julgar. 6) Corpo de delito. como foi idealizado. sendo permitido ao julgador iniciativa probatória. o laudo de constatação. para a lavratura do flagrante e para a deflagração da denúncia. o exame do corpo de delito ganha ainda maior importância. No tráfico de drogas.

parágrafo único). em alguns dispositivos de leis esparças. acusados ou ofendidos os inscritos na OAB – art. a figura do assistente coletivo de acusação. tratam-se dos interesses públicos e os interesses coletivos lato senso (interesses individuais homogêneos.492/86 (autoriza a Comissão de Valores Mobiliários – CVM. b) Lei nº 7. 9) E os bens jurídicos supra individuais existem? Podem ser tutelados no processo penal? Resposta: Sim. 80). a tendência atual é cada vez mais o Direito Penal transcender ao individualismo para reconhecer a importância da tutela do sistema social. Ademais. estaduais ou municipais a intervenção como assistente nos processos relativos aos crimes de responsabilidade dos Prefeitos – art. 49. de leis que tutelas interesses supra individuais: Lei de crimes contra a ordem tributária. econômica e contra as relações de consumo. § 1º). parte penal do CDC.Resposta: Em face do princípio da comunhão da prova. não se pode dizer que é prova autônoma. 10) O juiz tem poder regulatório dentro do CPP? 338 . 2º.906/94 (faculta a atuação dos Presidentes dos Conselhos e das Subseções da OAB nos inquéritos e processos em que sejam indiciados. o que também desconfigura a sua autonomia. de fato. interesses coletivos estrito senso e interesses difusos). c) Lei nº 8. e Lei nº 8. uma vez trazida aos autos. também tutelados pelo Direito Penal. 26. Ex. a habilitar-se como assistente nos casos de crimes contra o sistema financeiro nacional – art. oportunizando-se a vista e manifestação da parte contrária. a prova. etc. deve ser objeto de contraditório. qual sejam: a) Decreto-lei nº 201/67 (faculta aos órgãos federais. Inclusive. Lei de crimes ambientais. 8) É possível assistente de acusação coletivo no processo penal brasileiro? Resposta: Não obstante a existência de diversos requisitos à assistência do direito processual penal brasileiro. parágrafo único). encontra-se prevista. como forma de garantir o a proteção aos direitos coletivos tutelados pelos diplomas legais mencionados. Tal previsão dá uma natureza de custos legis à assistência. segundo o qual se considera que a prova pertence ao processo. independentemente de quem a produziu.078/90 (autoriza as associações legalmente constituídas há pelo menos um ano a habilitar-se como assistente nas hipóteses de crimes ou contravenções que envolvam relações de consumo – art.

Questões do TRF4 1) Fale sobre produção de provas pelo juiz de ofício no processo penal. manter a ordem no curso dos respectivos atos.8137? Em que momento se pode deferir a cautelar? Resposta: É possível. apenas dessa fase pode ser de ofício).9. A figura do juiz de garantias surge da necessidade da aplicação de garantias processuais para que se seja o litígio considerado paritário e "justo". pode? Resposta: Embora vigore no Brasil o sistema acusatório. que é um dos requisitos da interceptação telefônica (artigo 2º.4. que asseguram a própria eficácia do sistema. quando requerida pela autoridade policial ou MP.9. afinal cabe aos agentes estatais velar pela conservação do direito de punir do estado. e para isso. III Lei 9. do devido processo legal. defensor e julgador. como os poderes jurisdicionais. ou qualquer outro direito fundamental do acusado. bem como não impliquem em violação dos princípios da ampla defesa.Resposta: Sim. são garantidos pelo sistema brasileiro poderes instrutórios ao magistrado. A diligência pode ser deferida pelo Juiz tanto na fase de inquérito. 11) O juiz que apressa os atos processuais para evitar a prescrição. em ponderação de princípios. desde que o crime seja punido com pena de reclusão. ou a requerimento do MP. no qual são bem delineadas as figuras do acusador. desde que não atropelem o curso regular da instrução. ganham maior relevância que o jus puniendi estatal. ele pode estar entre os atos regulatórios do juiz. exercidos no curso do processo com o fim de garantir a disciplina e o decoro. ou ainda na fase de instrução processual. Questões do TRF3 1) É possível interceptação telefônica diante da L. 5.1. de ofício (Conforme STF. poder regulatório do juiz no processo penal diz respeito à sua função de prover à regularidade do processo.3. Tal poder engloba tanto os poderes de polícia (administrativos). já que. tal como a colheita de provas e tomada de decisões no processo criminal. que se referem à condução do processo. Tais adiantamentos são lícitos.1. 5. 339 . E no IP.296/96). configurando um juiz de garantias. é um desses atos ou estaria vedado? Resposta: A depender de como o apressamento dos atos processuais ocorra.

Avaliação De Impactos Ambientais.1. De outro lado. salvo se houver a certeza que as alterações não causaram reações adversas. o juiz tem o deve ser no sentido de tutelar as liberdades públicas e não a investigação. que sejam requeridas diligências para tal fim (inciso II). nessa fase. que o juiz de ofício pode determinar produção de provas nos casos em que considerar que tal produção probatória consiste em questão de urgência ou relevância (inciso I) ou quando achar imprescindível. em fase de inquérito. 2) Apresente uma reflexão a respeito de impacto ambiental. não encontra óbice no fato de certa atividade haver sido autorizada pela CTNBio. como mecanismo de defesa de interesses coletivos. deve ser vista com reservar. Em que termos este licenciamento ambiental é preconizado na CF. com relação à dispensabilidade da licença ambiental? Resposta: A ACP.5. na medida em que não se pode admitir um juiz passivo e refém das partes.1. Quanto a determinação de produção de provas. pois. já que se tem o conceito semântico. para sanar qualquer dúvida processual. Questões do TRF5 5. 5.lança mão de poderes instrutórios. tal como no caso citado.10.10. O processo acusatório e o processo de partes nada têm a ver com a iniciativa probatória do juiz no processo penal. outro argumento desfavorável a determinação de provas de ofício pelo magistrado ainda no inquérito policial refere-se à questão de manter-se a imparcialidade deste juiz para o julgamento do processo. O próprio CPP dispõe no seu art. que estabelece a vedação de intervenções no meio ambiente. 156. em face do princípio da prevenção. como um mero espectador de um duelo judicial de interesses dos litigantes. jurídico e científico? Qual a natureza jurídica de um licenciamento ambiental? Toda licença é precedida de EIA? 340 . Estudo Prévio De Impacto Ambiental E Licenciamento Ambiental.1. já que nem sempre a ciência pode oferecer à sociedade respostas conclusivas sobre a inocuidade de determinados procedimentos.9. em que princípio o MP estaria alicerçado para pedir provimento jurisdicional para paralisar aquela atividade que foi autorizada pela CTNBio. de sementes transgênicas. de ofício. Infrações E Sanções Administrativas 5.1. Questões do TRF1 1) O MP entrou com ACP para provocar um obstáculo judicial à produção de sementes transgênicas com parecer favorável pela CTNBio no que tange à dispensa de licença ambiental.10. Direito Ambiental 5.

químicas e biológicas do meio ambiente. A natureza jurídica do Licenciamento é de procedimento administrativo. pode ser dano. podendo ser negativo ou positivo. da Resolução Conama nº 237/97. 1. existem atividades e obras que terão importância ao mesmo tempo para a Nação e para os Estados e. mais simples que o EIA. as condições estéticas e sanitárias do meio ambiente e a qualidade dos recursos naturais". 341 . causada por qualquer forma de matéria ou energia resultante das atividades humanas que. 3) É possível. Resposta: Via de regra. que reuniria características de licença e de autorização. na modalidade ―licença administrativa (vinculado)‖. como o plano de controle ambiental. 7º. se consistiria em ato administrativo. Efeito ambiental é a alteração mensurável da produtividade dos sistemas naturais da qualidade ambiental. a definição semântica. a definição de Impacto Ambiental está associada à alteração ou efeito ambiental considerado significativo por meio da avaliação do projeto de um determinado empreendimento. ―autorização administrativa (discricionário)‖. Cuidar que impacto não é dano. diferente do sentido técnico pode ser definida como ―a estimativa ou o julgamento do significado e do valor do efeito ambiental para os receptores natural. a definição jurídica vem expressa no art. que pode ser federal (âmbito nacional ou regional). pode até haver duplicidade de licenciamento. nem o positivo nem o negativo. quando negativa. Já a natureza jurídica da licença ambiental é objeto de muitas divergências na doutrina. apenas para as atividades potencialmente causadoras de significativa degradação ambiental. considerando-se dano sinônimo de prejuízo (que decorre do confronto do componente positivo com o componente negativo). estadual ou municipal. com o fim de obtenção de licença ambiental. o licenciamento ambiental é feito de acordo com a preponderância do interesse. Nem toda licença exige o EIA. as atividades sociais e econômicas. a biota. de 23. socioeconômico e humano.86 do CONAMA. preconizar ser inadmissível mais de um licenciamento. a resultante de todos os impactos. a segurança e o bem-estar da população. foi o que restou decidido no REsp 588022. As atividades de baixo risco podem ter sua licença através de outros meios. e neste caso não haveria ilegitimidade.‖ (Vocabulário básico de meio ambiente). 1º da Res. ou ainda uma nova espécie de ato administrativo. não obstante o art. resultante de uma atividade econômica. afetam: a saúde. "considera-se impacto ambiental qualquer alteração das propriedades físicas. é legítima ter licenciamentos múltiplos? O STJ Resp 588022 entendeu que podem existir várias espécies de licenciamento sobre um mesmo empreendimento. Entretanto. nesse caso. direta ou indiretamente.Resposta: Impacto ambiental é a alteração no meio ou em algum de seus componentes por determinada ação ou atividade.1.

225. Considera-se inválida esta penalidade administrativa em decorrência do princípio da legalidade estrita quando uma autoridade administrativa autua um empreendimento com base no art. até o limite da herança. 225. No caso de Áreas de Preservação Permanente. 6) Art. que remete à legislação administrativa (―licença outorgada pela autoridade competente‖). §1º. embora de natureza penal.‖ No caso. 70. através de audiências públicas com a comunidade que será afetada pela instalação do projeto. As penalidades administrativas são transmissíveis aos sucessores. Lei 9605 cumulada com o art. a titularidade coletiva dos bens ambientais exigem a publicidade dos atos que impliquem na potencial degradação. ―considera-se infração administrativa ambiental toda ação ou omissão que viole as regras jurídicas de uso. no que se refere às de natureza patrimonial. a criação e extinção de institutos. no direito brasileiro. penal e administrativa. promoção. III da CF. segue o princípio da simetria. tratando-se o art. Art. Resposta: Via de regra.4) O EIA pode ser sigiloso para evitar especulação imobiliária? Resposta: Ainda que a especulação imobiliária não seja uma consequência esperada pela realização de alguma obra ou empreendimento. até mesmo porque trata-se de norma penal em branco. ou seja. através de decreto? A supressão somente mediante lei. 46 da Lei 9605? As penalidades administrativas ambientais são transmissíveis aos sucessores? Resposta: Segundo o art. proteção e recuperação do meio ambiente. só podem ser extintas por lei. 70. 5) Pode o poder público extinguir APA’s. 46 de espécie de regra jurídica. aprovada pelo parlamento. entretanto. bem como em face da independência da responsabilização nas esferas civil. III da CF). 46 desta lei. 70. §1º. Remete a uma norma administrativa em branco o art. ainda que tenham sido criadas mediante decreto do poder executivo. gozo. por disposição constitucional (Art. O EIA deve permitir a participação pública na aprovação de um processo de licenciamento ambiental que contenha este tipo de estudo. por exemplo. 342 . Recente jurisprudência do STJ. é possível ser feita uma autuação com sabe no referido dispositivo. a publicidade requerida pela natureza dos bens jurídicos envolvidos deve vir em primeiro lugar. é extinto pela mesma modalidade de ato administrativo que o criou.

9) No processo administrativo ambiental há a inversão do ônus da prova? Resposta: Em processos judiciais. incluindo as medidas de controle ambiental e demais condicionantes. Ademais após o fim da validade da licença. São três as espécies de licenciamento ambiental. para confecção de um estudo detalhado sobre a obra ou atividade. Licença Prévia (LP) . programas e projetos aprovados. mas durante todo o funcionamento do empreendimento. Tendo em vista que uma análise completa normalmente requer a presença desses profissionais. etc. daí decorre a inversão do ônus da prova em matéria de comprovação do dano ambiental. 8) No EIA. da qual constituem motivo determinante. a o titular do empreendimento é que tem o ônus de provar que 343 . poderão ser exigidas novas condições.autoriza a operação da atividade ou empreendimento. pois as condições exigidas no licenciamento devem ser mantidas não só na instalação. atestando a viabilidade ambiental e estabelecendo os requisitos básicos e condicionantes a serem atendidos nas próximas fases de sua implementação.concedida na fase preliminar do planejamento do empreendimento ou atividade aprovando sua localização e concepção. é do autor. ou seja.7) No direito ambiental o licenciamento gera direito adquirido? Quais são as espécies de licenciamento ambiental? Resposta: Não há direito adquirido. via de regra. o ônus da prova sobre fatos constitutivos do direito. biólogo.: é possível a elaboração de um EIA por um conjunto de geografo. não é requisito necessário a elaboração conjunta com um agrônomo. que se mostrarem adequadas no caso concreto.º 237/97 do CONAMA. Licença de Operação (LO) . engenheiro florestal. com as medidas de controle ambiental e condicionantes determinados para a operação. após a verificação do efetivo cumprimento do que consta das licenças anteriores. entretanto. Licença de Instalação (LI) autoriza a instalação do empreendimento ou atividade de acordo com as especificações constantes dos planos. é comum a sua presença na equipe. as quais encontram-se previstas na Resolução n. sob pena de revogação do ato. Ex. é preciso obrigatoriamente um engenheiro agrônomo? Tem que ser feito o estudo por uma equipe multidisciplinar? Resposta: A elaboração do EIA deve ficar a cargo de uma equipe multidisciplinar formada por técnicos nos diversos setores necessários para uma completa análise dos impactos ambientais positivos e negativos do projeto.

11) O ato da administração de dispensa do licenciamento ambiental pode ser controlado pelo Poder Judiciário? Resposta: Sim. o ato pode ser objeto de apreciação pelo juiz.2. Já se ocorrer em um processo de licenciamento. Apesar de envolver um juízo discricionário (técnico e valorativo). 10) Qual o pressuposto para o EIA? O EIA é sigiloso. Questões do TRF2 1) Para que haja a concessão de uma licença ambiental é preciso estudo de impacto ambiental necessariamente? Caso fosse instado a determinar a suspensão de licença ambiental pela ausência do estudo preliminar/anterior. tal como nos processos judiciais. para não causar especulação imobiliária? Resposta: Ainda que a especulação imobiliária não seja uma consequência esperada pela realização de alguma obra ou empreendimento. naturalmente.10. segundo o qual é garantida a necessária tutela estatal aos conflitos ocorrentes na vida em sociedade. através de audiências públicas com a comunidade que será afetada pela instalação do projeto. Já em processos administrativos ambientais. referentes à parte vinculada do ato administrativo. o ônus. De outro lado. apesar de se tratar de decisão discricionária. a publicidade requerida pela natureza dos bens jurídicos envolvidos deve vir em primeiro lugar. já recai sobre o empreendimento licenciante. também deve ser levado em conta o princípio da inafastabilidade do controle jurisdicional. o primeiro passo para a concretização do dano ambiental. essa decisão pode ser controlada através da ação civil pública. essa inversão pode se dar ou não. deferiria? Resposta: 344 . normalmente. não havendo que se falar em inversão do ônus da prova neste caso. O EIA deve permitir a participação pública na aprovação de um processo de licenciamento ambiental que contenha este tipo de estudo. e pelos mesmos motivos.não houve dano. visto que a derrogação indevida desse instrumento significa. a inversão ocorrerá. que deve considerar os valores constitucionais de proteção ao meio ambiente. ou pode ser sigiloso. além dos aspectos legais. Tratando-se de processo na qual se busca reparação por dano ambiental. que inicia o processo e a quem cabe comprovar as informações trazidas no pedido de licença. 5. a titularidade coletiva dos bens ambientais exigem a publicidade dos atos que impliquem na potencial degradação. por exemplo.1. tal qual a dispensa do licenciamento ambiental.

Resposta: O EIA é responsável por dizer a respeito da coleta de material. sendo prevista a exigência do EIA/RIMA para a licença. conforme delineado. Este relatório é responsável pelos levantamentos e conclusões. Já o RIMA é um relatório conclusivo que traduz os termos técnicos para esclarecimento. sem prévio EIA. Este estudo tem por finalidade analisar os impactos causados pela obra. que deverá lavrar auto de infração. Caso fosse impositiva a elaboração do EIA.Nem toda licença exige o EIA. analisando o Impacto Ambiental. não havendo o RIMA para a obra. 3) O RIMA pode ser dispensado? Resposta: O RIMA é documento que sempre deve acompanhar o EIA. bibliografia (textos). 2) Qual a diferença entre Estudo de Impacto Ambiental e Relatório de Impacto ao Meio Ambiente? Resposta: O EIA é responsável por dizer a respeito da coleta de material. apenas para as atividades potencialmente causadoras de significativa degradação ambiental. é possível o embargo da obra pela própria Administração. 4) Como o juiz. Assim. função que não pode ser suprimida. impõe uma análise casuística. As atividades de baixo risco podem ter sua licença através de outros meios. plano de manejo e plano de recuperação de área degradada. analise. 5) Diferença de EIA e RIMA. de natureza mais técnica. restaria patente a ilegalidade da dispensa. bem como estudo das prováveis consequências ambientais que podem ser causados pela obra. Trata-se de documento trás de maneira sucinta e acessível a conclusões obtidas no EIA. entendendo o judiciário pela sua necessidade. propondo condições para sua implantação e qual o procedimento que deverá ser adotado para sua construção. como o plano de controle ambiental. A questão referente à suspensão da licença. devendo o órgão público licenciador analisar o relatório observando as condições de empreendimento. bem como estudo das prováveis consequências ambientais que podem ser causados 345 . em face da patente ilegalidade verificada. conclui-se que o RIMA só poderá ser dispensado quando o EIA o for também. ou ainda que não exigido pela administração. nem sempre é necessária sua realização. O RIMA tem como fim proporcionar o acesso do público em geral. analise. mais simples que o EIA. da sociedade. pois. à informações do EIA. ou ainda pelo Judiciário. bibliografia (textos). essa pode ser embargada? Resposta: Sim.

Já o RIMA é um relatório conclusivo que traduz os termos técnicos para esclarecimento. 6) Diferença entre degradação e poluição ambiental. afetem as condições estéticas ou sanitárias do meio ambiente. a segurança e o bem estar da população. Este estudo tem por finalidade analisar os impactos causados pela obra. 7) Há relação de gênero e espécie? Resposta: Sim. propondo condições para sua implantação e qual o procedimento que deverá ser adotado para sua construção. Degradação é a alteração adversa das características do meio ambiente. Este relatório é responsável pelos levantamentos e conclusões. analisando o Impacto Ambiental. devendo o órgão público licenciador analisar o relatório observando as condições de empreendimento. afetem desfavoravelmente a biota.pela obra. Resposta: Esta diferenciação pode ser obtida dos conceitos trazidos pela Lei nº 6. a segurança e o bem estar da população. Pode exigir-los para o meio ambiente artificial? Resposta: 9) Pode o ambiente artificial ser objeto de poluição? Resposta: 10) É positivado o conceito de poluição? Resposta: 346 . a poluição é uma espécie qualificada da degradação. que prejudiquem saúde.938/81 (Política Nacional do Meio Ambiente). lacem matérias ou energia em desacordo com os padrões ambientais estabelecidos. criem condições adversas às atividades sociais e econômicas. lacem matérias ou energia em desacordo com os padrões ambientais estabelecidos. notadamente. afetem as condições estéticas ou sanitárias do meio ambiente. A poluição agrega ao conceito de degradação o fato de ser resultante de atividades humanas. 8) EIA e RIMA. Já a poluição é a degradação da qualidade ambiental resultantes de atividades que ou indiretamente: prejudiquem saúde. afetem desfavoravelmente a biota. criem condições adversas às atividades sociais e econômicas.

10. Questões do TRF1 1) O que o senhor entende como zona econômica exclusiva? E que tratado discorre sobre? Convenção de Montego Bay.11). existe restrições em alto mar a esta liberdade? Estes limites seria uma forma de impor esta liberdade desde que para fins pacíficos? Limite é que você pode usar e transitar pacificamente? Resposta: 347 .10. E nos estreitos e águas interiores com relação ao direito de passagem inocente? Resposta: 4) Princípio da Liberdade em auto mar.11.1. Questões do TRF4 5. Resposta: 5. Alto Mar 5.11.3.1. Direito Internacional Público e Privado 5.1.Diferença entre degradação e poluição. Existe também uma lei brasileira de 1993 que fala sobre os limites territoriais? Resposta: 2) Qual a relação que o senhor faz a esta zona econômica e a plataforma continental? Resposta: 3) O que é direito de passagem inocente? Convenção de Montego Bay.11.10. Mar Territorial E Zona Contígua.1.1. Questões do TRF3 5. Plataforma Continental. Zona Econômica. Questões do TRF5 5.4.1.5.

Questões do TRF2 5. Questões do TRF5 348 .4. regra de trato social e regra jurídica? Resposta: 5.11.12.1.1.1.12. Questões do TRF3 5. O Fato Jurídico Como Espécie Do Gênero Fato Social 5.1.1.1. Questões do TRF4 5. Sociologia do Direito 5. Questões do TRF4 5.12. Questões do TRF2 5.5. Questões do TRF5 5.11.1.5.3. Questões do TRF3 5.4.1.2.1.3.12.2.11.11.1. verdade e conhecimento são sinônimos? Resposta: 2) Qual a diferença entre a regra moral.1.12.5.12. Questões do TRF1 1) Realidade.12.

Questões do TRF4 5.13.13.5.1. Questões do TRF1 1) O que é justiça? Resposta: 2) Filosofia.13. Sociologia.1.2.3. Psicologia e Teoria Geral . estar-se-ia afetando os direitos humanos ou eles são intangíveis? Se recorda de alguma restrição ou limitação no que concerne aos direitos políticos? A interdição de uma pessoa natural pode afetar.1.13.1. Questões do TRF3 5.4.13.13.5.Qual a razão desta introdução no concurso para a magistratura? Resposta: 5. Filosofia do Direito 5. Questões do TRF2 1) Pode-se dizer que direito político é uma modalidade de direito humano? O exercício da cidadania ativa e passiva é forma de direito humano? Os direitos políticos podem ser objeto de alguma restrição ou limitação? E. restringir ou limitar os direitos políticos? Resposta: 2) Por que uma pessoa penalmente condenada com transito em julgado tem seus direitos políticos restringidos por determinado período? O que justificaria esta limitação? O que o legislador Constituição teoricamente ponderou? Resposta: 5.13. A Justiça Como Valor Jurídico Político 5. por via reflexa.1.1.1. Questões do TRF5 349 .

1. Ponto 06 6.1.1. Questões do TRF2 1) Na contraposição entre a defesa do meio ambiente . mas que irá alterar o meio ambiente. Princípios E Métodos De Interpretação Da Constituição 6.1. opine como magistrado o que deve prevalecer. da CF. encerra um princípio ou uma regra? E a partir desta premissa se admite a LC 135 como instrumento normativo válido? Resposta: 6.2.1. Direito Constitucional 6. É direito e dever de quem? Resposta: 350 .e o desenvolvimento .6. Questões do TRF1 1) Qual a importância dos princípios no neopositivismo? Pode se resolver um caso concreto no âmbito do direito público à luz da aplicação dos princípios submetido ao Poder Judiciário? Resposta: 2) Qual seria a distinção entre princípios e regras constitucionais? Resposta: 3) Eu posso ter conflito de regras dentro da CF e não ter com princípios? Resposta: 4) Art.1. 16. Resposta: 2) Princípios constitucionais sobre ensino.1.1.que é também um dos tópicos dos objetivos do Estado brasileiro . Nesta situação.dentro de um caso concreto: uma região necessita de uma grande obra.que está inscrito como sendo uma garantia de bem estar como uma das preocupações do Estado brasileiro . ou causando-lhe algum dano.

1. dentro do propósito da Constituição de exercer a cidadania daqueles que não creem ou creem de uma forma diversa de religiosidade desta que seria encarnada por um deus? Resposta: 6. um debate dentro da Câmara.1. pois se estaria vinculando a Constituição a uma parcela. Questões do TRF4 351 . Saberia explicar porque então prevaleceu este trecho e se seria adequado. Questões do TRF3 1) Quais espécies de interpretação conforme são cabíveis? Resposta: 6.1.4. onde têm fundamento legal? Resposta: 5) Qual a sua ideia de Constituição e como deve ser interpretada? Resposta: 6) A CF é adequada ao nosso tempo? Resposta: 7) Um dos episódios marcantes durante a Assembléia Nacional Constituinte: a expressão no preâmbulo “promulgamos sobre a proteção de Deus a seguinte Constituição da República” gerou uma discussão.3.1. da sociedade que teria uma crença religiosa.3) É possível a censura prévia e a posterior? Resposta: 4) Direito de reposta e direito à indenização por danos à imagem. majoritária ou não.

5.2. Distinga a interpretação das leis da interpretação das normas constitucionais.1. Direito Tributário 6. Questões do TRF5 1) Discorra sobre hermenêutica constitucional.Interpretação E Integração Da Legislação Tributária No Código Tributário Nacional 6.1. Legislação Tributária: Vigência No Tempo E No Espaço – Aplicação Hermenêutica Tributária – Lei Interpretativa . fazendo uma comparação com a hermenêutica jurídica. Resposta: 6.2. qual a ferramenta mais adequada? Se dar uma interpretação restrita ou estrita? Resposta: 5) O emprego da equidade pode resultar na dispensa de um tributo? Resposta: 352 . ela é restritiva ou estrita.6.1.1.1. Questões do TRF1 1) O que ocorre se vier a ser revogado a lei que fixa um determinado lançamento? Resposta: 2) Qual o regime jurídico da lei meramente interpretativa no direito tributário? Qual a polêmica que veio a lume com a LC 118 sobre este diapasão? Qual a solução do que o STJ deu para esta polêmica? Resposta: 3) O CTN preconiza a interpretação literal. se é que há diferença? Resposta: 4) Como se interpreta a regra de imunidade tributária.2.

e os princípios tributários vem em sequência da lei. o senhor saberia me dizer o que seria isso? Quanto à hermenêutica tributária? O que significa interpretação econômica do direito tributário? Resposta: 7) Me dê exemplo de interpretação legítima pró-fisco e interpretação legítima prócontribuinte? Resposta: 8) Há uma hierarquia em matéria de interpretação. há a noção do princípio da interpretação econômico no direito tributário. o regime jurídico da lei tributária meramente interpretativa? Resposta: 353 . neste caso para quais institutos se aplica esta técnica hermenêutica? No campo do direito tributário punitivo? Resposta: 12) Qual seria.6) Desde a obra de Baleeiro dentro outros. em termos técnicos. qual seria a consequência disto no neopositivismo? Eles estariam abaixo da lei tributária em sentido estrito? Os princípios estão em terceiro lugar na legislação tributária? Resposta: 9) Quais os limites do domínio de direito privado em relação ao direito tributário. em terceiro. quando se usa. porque o direito privado detém certo privilégio em relação ao direito público? Resposta: 10) Porque as isenções merecem interpretação literal? Qual a essência da isenção? Resposta: 11) O que se entende por interpretação benigna no direito tributário.

a geração de certa insegurança jurídica? Resposta: 15) O senhor poderia distinguir interpretação ampliativa e integração por equidade? E a analogia? Resposta: 16) Como se interpreta uma regra de imunidade no Direito Tributário? Resposta: 17) Quais os instrumentos de integração na ordem tributária? Resposta: 18) No Direito Tributário a proporcionalidade é um princípio ou um método de interpretação do outro princípio da capacidade tributária? Resposta: 19) Norma legal que altera prazo de recolhimento de tributo se sujeita ao princípio da anterioridade? Resposta: 354 .13) O senhor crê que o dispositivo do CTN no que remetente a retrooperância do texto normativo tributário seria inconstitucional? Resposta: 14) Cogita-se no Brasil da chamada interpretação econômica no direito tributário? Não seria a negação do direito.

Resposta: 2) Entra nesse conceito a figura da eficácia? Resposta: 3) Há alguma peculiaridade em relação às leis tributárias no que tange à eficácia? Resposta: 4) O somatório da anterioridade com a anterioridade nonagesimal levou a uma classificação.6. distinguindo vigência formal e vigência material. Qual seria? (anterioridade máxima. se a Administração reconhecer erro.2. Questões do TRF2 1) Conceito de vigência da lei tributária. poderá cobrar o tributo? Resposta: 355 . média e mínima) Resposta: 5) A lei tributária que não majore nem institua tributos também devem observar essas limitações? Qual o prazo de vigência dessas leis? Poderá ter vigência extraterritorial? Qual o pressuposto para isso acontecer? Resposta: 6) O direito tributário trabalha com a retroatividade? Também se aplica a retroatividade máxima.1.2. média e mínima? Resposta: 7) Quando se considera definitivamente julgado no âmbito administrativo? Pode ser cogitada a coisa julgada administrativa no âmbito tributário? Resposta: 8) Passados mais de 5 anos.

1º da LICC? Resposta: 11) Revogação de isenção. aplica o art. “b” ou “c” da CRFB/1988? Resposta: 12) Aplica-se a figura do novatio legis in mellius no direito tributário? Resposta: 13) Tem algum limite de retroação? Resposta: 14) Pode falar em abolitio criminis em direito tributário? Ele se refere à penalidade ou à própria infração? Teria algum limite? Seria infração formal ou material? Qual a diferença entre elas? Resposta: 15) A Lei tributária tem aplicação imediata? Qual a distinção entre anterioridade máxima. III.9) É possível o direito tributário ter um conceito próprio de locação ou deve observar o Código Civil? Como se trabalharia com as figuras dos arts. 109 e 110 do CTN? Qual seria o destino desses artigos? Poderia haver uma locação de bens móveis incidindo ISS? Resposta: 10) A norma tributária é avessa ao art. média e mínima? Resposta: 16) A doutrina apresenta algum equívoco quanto ao IPI por ele ter que observar a noventena e não a anterioridade? 356 . 1º da LICC ou o art. 150.

Por quê? Resposta: 23) Restritiva X literal. Está contido ou não está expresso no CTN? Resposta: 21) Qual a peculiaridade da eficácia no campo tributário? Resposta: 22) Caso de exclusão de crédito tributário como se interpreta? (Melhor seria restritivamente). Resposta: 19) Lei complementar tributária e norma complementar tributária. qual a diferença? Resposta: 24) Pode aplicar a novatio melius? Qual o marco para sua aplicação? Resposta: 357 . há diferença? Resposta: 20) Lei complementar. a legislação tributária tem aplicação imediata? No âmbito de qual instituto? Resposta: 18) Fale sobre os problemas de compatibilidade entre Tratados internacionais tributários e leis tributárias.Resposta: 17) No fato gerador presumido.

2. Questões do TRF1 1) As empresas públicas podem gozar de privilégios fiscais? Resposta: 2) Sobre serviços públicos.3. Serviços Públicos E Atividades Econômicas Do Estado 6.2. Questões do TRF4 6.1. Questões do TRF5 6.5.1. capitaneada por Duguit e Geze? Resposta: 3) Sobre o conceito de serviços públicos há dissensos doutrinários.3.3.1. Existe um núcleo pacífico de serviços públicos? Resposta: 4) Cabe arbitragem em matéria de concessão de serviço público? Resposta: 5) A gratuidade é um princípio do serviço público? Resposta: 358 .4. qual a relevância da escola e Bordeaux (escola do serviço público) no trato do tema. Questões do TRF3 6.1. Direito Administrativo 6.3.6.1.2.1.

6) Dentre as novas formas de concessão de serviço público. dê um exemplo destes dois? Portos organizados. quais os requisitos? Resposta: 10) Conceitue encampação. nova figura elencada pela doutrina. o arrendamento e a franquia. Resposta: 11) Dentre estas novas figuras relacionadas à concessão de serviço público. como os tribunais interpretam hoje o direito de greve nos serviço públicos? Resposta: 13) Como se remunera uma concessionária de serviço público? Resposta: 359 . há destaque para o arrendamento e franquia de serviços públicos. por exemplo? Agência dos Correios seria um exemplo de franquia? Resposta: 7) Como se trata juridicamente a greve na questão do serviço público essencial? Resposta: 8) Como as empresas públicas realizam a contratação de pessoal? Resposta: 9) Como se formaliza uma concessão de serviços públicos. o senhor saberia me distinguir estas duas? Resposta: 12) Considerando a essencialidade dos serviços público. existem duas novas modalidades.

2.14) Como se denomina a espécie concessionária quando integralmente remunerada pelo Poder Público? Resposta: 15) Arrole um dever de usuário do serviço público.1. 360 . e não de um direito? Resposta: 16) O que é uma concessão de obra pública que é estudado dentro do serviço público? Resposta: 17) Como se dar a intervenção na concessão de um serviço público? Resposta: 18) O que seria a caducidade? E o que a diferenciaria da encampação? O Poder Público pode assumir as obras e serviços também? Resposta: 19) Consequência básica de não pagamento de serviço público essencial? Resposta: 20) Qual a distinção básica entre a concessão e permissão do bem público? Resposta: 6.3. Questões do TRF2 1) Diferença da natureza jurídica das concessões e permissões.

1.1.Resposta: 2) Qual a diferença entre concessão e permissão de serviço público? Existindo diferenças. Questões do TRF5 01) Serviço público. Resposta: 361 .3.1. ela é em relação à natureza jurídica ou seus efeitos jurídicos? Resposta: 3) Quais são os valores que permeiam o controle da concentração da atividade econômica? Resposta: 4) O que é encampação? O concessionário pode pleitear indenização? Resposta: 5) Arrendamento é uma forma de permissão de serviço público? Resposta: 6) Relação de consumo e serviços públicos. Resposta: 6.3. permissão de serviço público e permissão condicionada. Questões do TRF4 6.3.3.4. discorra. Questões do TRF3 6.5. discorra.

1. como se denomina? A autoridade policial pode emitir juízo de valor no IP? Ele só pode instaurar um IP havendo noticio de fato definido como crime.4. Intervenção Do Ministério Público 6.1. então ele tem algum juízo. Garantias Do Investigado. como se denomina este juízo que a autoridade policial tem.4.4. Atribuições Da Autoridade Policial. Questões do TRF1 1) Qual a natureza jurídica do inquérito policial? É processo ou procedimento? Qual a finalidade do IP? O IP perquire o que? Que peça é elaborada para a formação do IP? A parte final do IP.1. Inquérito Policial. Inatividade No Processo Penal.6. ele pode ser pronunciado? Resposta: 2) O Inquérito pode ser dispensado? Resposta: 3) Há contraditório no IP? Resposta: 4) Os direitos fundamentais do acusado está protegido no IP? Resposta: 5) O MP pode investigar? Resposta: 6) O juiz pode condenar tão somente baseado pelo IP? Resposta: 362 . como se chama estes juízo? Pode se decretar nulidade em IP? No caso de crime de ação penal privada o delegado pode instaurar de ofício o IP? Havendo dúvida sobre a materialidade pode se instaurar o IP? E para a pronúncia. Direito Penal 6. havendo dúvida sobre a materialidade. caso contrário existira abuso.

ele traduz uma certeza da imputação? Resposta: 13) Qual a interpretação da nova dicção do art. qual o procedimento do juiz? Resposta: 10) Quando o MP é inerte quanto ao prazo do oferecimento da denúncia é permitido ao ofendido a queixa substitutiva. o juiz pode sopesar estes elementos com a prova judicializada? Resposta: 363 . está correta esta interpretação de exclusivamente. afastando uma parte da prova judicializada. tendo em vista uma interpretação conceitual. em parte. em que feito sem a presença do advogado e sem contraditório. 155 do CPP? Se o juiz decidir calcado na prova judicializada. e parte do IP. ele está impedido de oferecer denúncia? Resposta: 9) Quando o MP pede o arquivamento do IP. tendo em vista o conceito de prova e a natureza do IP? O juiz pode sustentar a sua convicção em elementos do IP? Um depoimento prestado na polícia. Resposta: 12) E o IP ao ser concluído. mas que elucidativo.7) O MP pode requisita a instauração ou pode instaurar o IP? Resposta: 8) E o MP quando investiga. mas e no caso do MP pedir o arquivamento do IP? Resposta: 11) Conceitue IP.

1. quais as garantias do investigado? Resposta: 18) A autoridade policial pode determinar o arquivamento do IP? Resposta: 19) Nos crimes de ação penal privada a noticia informal do crime é suficiente para instauração do IP? Resposta: 6.4.2. 20 do CPP trata do sigilo: ainda é vigente ou não? Resposta: 364 .14) Qual o nome da peça em que o IP é concluído? No caso de ação penal privada é entregue a quem? Resposta: 15) Qual a diferença entre noticia crime e representação? A noticia crime pode ser anônima para a instauração do IP? Nos crimes de ação penal pública incondicionada? É o mesmo procedimento para ação penal pública condicionada e privada? Resposta: 16) Qual a outra condição de procedibilidade além da pública condicionada à representação. e ela subsiste depois da CF/88? Resposta: 17) Na fase inquisitorial. Questões do TRF2 1) O art.

ele pode negar esta certidão de inteiro teor em vista do sigilo? Resposta: 4) Qual o instrumento utilizado pelo delegado para negar a informação? Resposta: 5) Há diferença entre sigilo interno e externo? Por que razão se daria esse sigilo a outras autoridades? Resposta: 6) Investigação pode ser feita diretamente pelo Ministério Público? Resposta: 6.1.1. Questões do TRF3 1) É possível interceptação telefônica diante da L.4.5.4.3.1.2) Há diferença entre sigilo interno e externo? Por que razão se daria esse sigilo a outras autoridades? Resposta: 3) É legítimo ao delegado emitir certidão.4. Questões do TRF5 365 . Questões do TRF4 6.8137? Em que momento se pode deferir a cautelar? Resposta: 6.4.

e que este é anterior à morte do beneficiário. pode abono anual? Décimo terceiro? Resposta: 2) Esse benefício pode ser transferido? Como juiz.1. 8. Direito Previdenciário 6. Questões do TRF1 1) A CF/88 garante a concessão de um benefício assistencial. mas mesmo no campo há uma contagem diferente para trabalhador rural e para produtor rural.5. que é menor e após o nascimento desta. que solução o senhor daria se houvesse um pedido recusado pela previdência de pagamento de pensão à esta criança? Resposta: 3) Esse benefício não pode ser objeto de pensão ainda que por menor impúbere.742/1993 (Loas): Aspectos Previdenciários E Sociais 6. qual o diploma legal que vai regular o reconhecimento deste direito? Resposta: 4) No que diz respeito a tempo de serviço rural. os seus herdeiros teriam algum direito de pagamento à diferença? E se a lei do LOAS não prevê esta situação. um deficiente que recebeu esta vantagem terminou tendo um filho.5.1.5. Tempo De Serviço . há uma distinção com tempo de serviço urbano. a quem pode ser concedido? Basta ser portador de deficiência para ser portador deste benefício? Este tipo de benefício é de prestação continuada.6. o pai falece.1.Lei N. este implementando o seu tempo de contribuição ele aposenta com que idade mínima? Resposta: 5) A quem pode ser concedido o benefício assistencial na LOAS? Resposta: 366 . mas digamos que nós tivéssemos uma situação de morte e após a morte se apurasse que houve uma correção no benefício que é de um salário mínimo.

6.4. que mesmo não tenham deficiência física. Direito Civil 6.5. Questões do TRF1 1) Com relação à pessoa jurídica. Resposta: 2) Atribui-se ao Direito Alemão o início do instituto da desconsideração da personalidade. Questões do TRF3 6. Vossa Excelência se recordaria? Resposta: 3) No Brasil atribui-se a um grande comercialista numa grande conferência feita em 1960.1. Questões do TRF2 6.1. Questões do TRF4 6. teria direito ao amparo social (LOAS)? Ele se enquadra aos assemelhados.5.2.6) Um portador do vírus HIV.1.1.5.1.1. Pessoas Jurídicas. preenchido os requisitos de pobreza. também estejam nas mesmas condições? Resposta: 7) O amparo social (LOAS) é um benefício transferível? E se o beneficiário falece antes de receber três parcelas que já estão depositadas no banco? Resposta: 6. O CC adota qual? Fala sobre a existência legal das pessoas jurídicas.5.6.6.3. fale sobre a Teoria Jurídica ou Institucionalista.1. Obrigação Natural 6. Questões do TRF5 6.5. quem seria este comercialista? 367 .

ou cumprir outra obrigação juridicamente inexigível? Leia o art. 814 do CC/2002. § único. leia.. é um rol taxativo ou exemplificativo? Resposta: 9) O que se exige para uma pessoa jurídica estrangeira se estabelecer no Brasil? Resposta: 10) No caso de desconsideração da personalidade jurídica.Este jogo.. Qual a interpretação que o senhor faria entre a dívida prescrita e a obrigação judicialmente inexigível? Existiriam outras dívidas que seriam enquadradas como obrigação judicialmente inexigível? A doutrina diz que este artigo deveria ser entendido. que jogo é esse? Resposta: 7) O que é uma fundação? 8) Este artigo 62.Resposta: 4) Rubens Requião defendia que a desconsideração poderia ser autorizada? Resposta: 5) Fernando Noronha é uma autoridade em matéria de obrigação natural. Resposta: 6) Leia o art. “ele diz que é dever extrajurídico” (seria uma pergunta?) e “a lei ignora as obrigações naturais até o momento em que a prestação é cumprida”. Este artigo tem uma palavra a menos. Qual a posição da doutrina sobre este parágrafo. Faça uma explanação sobre estas duas afirmações. há a dissolução da sociedade? Resposta: 368 . 882 CC/2002.

o que é uma corporação? Esta se opõe a que ideia? Resposta: 4) O que seria uma sociedade nacional? E a estrangeira para o CC? Resposta: 5) O que seria a Universitas Bonorum? E a Universitas Personarum? Exemplifique. Tem sócio? E associado? Se admite a desconsideração da pessoa jurídica nas associações? Resposta: 3) Quanto à estrutura interna. tem necessidade de laudêmio? Resposta: 6.6.6. Questões do TRF3 369 .1.6.3.2.1. nesse caso. pessoa jurídica se divide dentre outros em corporação. Questões do TRF2 1) Quais são as pessoas de Direito Privado? Recentemente houve alguma mudança? Resposta: 2) Conceitue Fundação. Resposta: 6) Porque se fala que a obrigação natural tem uma proteção negativa? Resposta: 7) Incorporação de pessoa jurídica e uma delas tem área enfitêutica à União.

4. Direito Empresarial 6.1. Arrendamento Mercantil 6. Questões do TRF1 1) Fale sobre o leasing para compra de automóvel e a posição do STJ Resposta: 370 . Questões do TRF4 6.5.1.6. Comente. mas a doutrina critica esse conceito.1.1.6. Questões do TRF5 01) Como se classificam as pessoas jurídicas de direito privado e como elas se classificam? Resposta: 02) A associação pode ter fim econômico? Resposta: 03) Os partidos e as entidades religiosas poderiam ser classificadas como associações? Resposta: 04) Atualmente.7. tivemos alguma alteração no rol das pessoas jurídica? Resposta: 05) Quais os limites a teoria da desconsideração da pessoa jurídica (teoria da penetração) na relação civil? Resposta: 06) O STF registrou que no CC as hipóteses de desconsideração seriam classificados em objetiva (confusão patrimonial) e subjetiva (desvio de finalidade).7.7.1. Resposta: 6.6.

1.3. Prova De Fato Negativo.7. Questões do TRF2 6.7. Vamos supor que um servidor foi punido com base numa prova emprestada. Objeto Da Prova. Procedimento Ordinário – Fase Instrutória. 332 e 131 do CPC? Relacione-a com relação às provas imorais e ilegítimas. anos depois. Classificação Da Prova.1. Questões do TRF1 1) Em que consiste a prova tarifada de acordo com os arts. Prova Pericial.8. ela é aplicada ao processo civil? O senhor não admitiria uma ação rescisória no juízo cível? Resposta: 3) A inversão do ônus da prova em matéria do direito ambiental o que o senhor acha? Resposta: 371 . Interrogatório Das Partes.7. Teoria Geral Da Prova.8. é considerada uma prova ilícita. Prova Documental. Questões do TRF5 6. Questões do TRF4 6. Depoimento Pessoal.1.1. Prova Testemunhal.5. Resposta: 2) No processo civil eu posso utilizar a prova emprestada. Direito Processual Civil 6. interceptação telefônica.7. Fontes E Meios.8.6.2. Provas Ilícitas. Questões do TRF3 6. O Ônus Da Prova.1. O Juiz E A Produção Da Prova. Inspeção Judicial. Hierarquia. Audiência De Instrução E Julgamento 6. isso acontece muito em matéria de reparação em dano material.1. e se essa prova do direito penal.4. esta teoria dos frutos da arvore envenenada.1.

posso realizá-lo no final da instrução. ai não estaria vinculado? Resposta: 7) Qual a teoria que prevalece em matéria de prova. em que se protesta por todos os meios de prova e mesmo passada a instrução probatória as partes se quedaram silentes? Resposta: 10) Em relação ao interrogatório. que tipo de impugnação é essa? Resposta: 6) Esta audiência de instrução e julgamento provoca a vinculação do magistrado? E se a instrução foi realizada por três magistrados? O CPC fala no que conclui a instrução. E a convicção íntima? No júri.4) O senhor poderia me dizer no que tange ao ônus da prova o que prevalece no direito brasileiro em relação ao dever de provar? Resposta: 5) E as impugnação existente no âmbito da audiência de instrução e julgamento. Resposta: 9) A legislação atual revela poder o magistrado deixar de julgar por ausência de prova? O senhor não acredita que pode haver preclusão para as partes em matéria de prova. ou depois de realizado esta eu posso marcar nova audiência para colher depoimento em novo interrogatório? Resposta: 372 . os incidentes gerados provocam a possibilidade de impugnação recursal. quais as teorias que existem em matéria de prova? Resposta: 8) No ordenamento jurídico prático qual das teorias foi escolhida para figurar no direito brasileiro? Persuasão Racional.

Resposta: 15) É possível prova emprestada no processo civil? Resposta: 16) Suponhamos que um servidor tenha sido punido por interceptação telefônica (prova) sem autorização judicial. Num outro momento aquela prova na ação penal foi rechaçada pela sua ilegitimidade. eu posso inverter o ônus da prova? Resposta: 373 .11) Pode ser realizada a inversão do ônus da prova no momento sentencial? Resposta: 12) E a natureza jurídica do direito probatório? Seria um direito material ou processual apenas? Resposta: 13) Quanto à preparação temos a prova causal e a pré-constituída. Neste caso. chega à administração pública como notícia crime e este servidor é demitido em razão de processo administrativo disciplinar. me dê exemplo de prova pré-constituída? Resposta: 14) Discorra a respeito da prova emprestada no processo administrativo. Neste caso. como ficaria eventualmente na seara cível a possibilidade de que o servidor possa se valer da nulidade da prova na ação penal para que possa ser reintegrado nos quadros da administração pública? Resposta: 17) Em relação ao consumidor.

resolvendo os conflitos que são postos.18) Posso fazer a inversão no momento da prolação da sentença? Resposta: 19) Na prova testemunhal. esta pode se dá o direito ao silêncio? Resposta: 20) E um advogado depondo como testemunha e plane(?) o sigilo profissional? Resposta: 21) Qual a teoria em matéria de provas que o CPC adotou? Resposta: 22) Existe prova tarifada no nosso ordenamento jurídico ainda? Em direito previdenciário. e sem este início. no que concerne à prova. despacho saneador. neste caso qual a teoria que prevalece no CPC a respeito da análise das provas pelo juiz? Teoria do livre convencimento motivado? No caso do direito previdenciário. se as partes resolvessem transacionar. a súmula daquela corte a respeito do início da prova material para a concessão do benefício? Resposta: 374 . como ficaria isso? Resposta: 23) A atuação como juiz. afastando. a senhora concordaria com a livre convicção íntima? O STJ tem uma súmula que em matéria de trabalhador rural tem que haver um início de prova material. como fica a convicção íntima do magistrado. o senhor como juiz interromperia a produção de provas e autorizaria a transação? Resposta: 24) Na fase instrutória o magistrado tem que tentar fazer conciliação. no momento da produção de provas. pode haver um convencimento íntimo do juiz. pois. se acaba com os conflitos? A transação além de resolver problemas de prateleiras seria o melhor método? Pois no caso de instrução.

1. 333 do CPC.3..4. (Regra do ônus da prova estático art. Questões do TRF3 1) A prova pericial é imprescindível em processo de SFH? Resposta: 2) Quem responde pelos honorários do perito nos processos de SFH? Resposta: 6.neste caso inverte-se o ônus da prova? Resposta: 6.8. Resposta: 375 . Direito do consumidor) Resposta: 29) Nesta inversão. Questões do TRF4 1) Fale sobre princípio da identidade física do juiz.1.1.2.8. e na sentença verificou-se que era caso de inversão.25) Pode se recusar laudo pericial por entender que este laudo é equivocado e substituí-lo? Resposta: 26) Pode-se adotar a manifestação do assistente técnico de alguma das partes? Resposta: 27) Cite dois exemplos de inversão do ônus de prova.. foi feita uma instrução probatória.8. Questões do TRF2 6.

6. e ai é sustentado também a hipótese da competência da JF para apreciar a questão e também da nulidade processual tendo em vista tratar-se de ACPC que deveria ser deflagrada pelo MP.1. Questões E Processos Incidentes 6. Resposta: 02) Presunção hominis. entretanto a representante teria aforado mediante queixa e a hipótese não era de exaurimento de prazo ministerial. Resposta: 2) Estupro de vulnerável.9.8. Questões do TRF5 01) Discorra como prescrição como meio de prova. Questões do TRF1 1) Diferencie as exceções das prejudicialidades. na defesa preliminar é sustentado que a moça tem idade de 25 anos e não de 16 anos conforme certidão.1.5. como o senhor resolve esta questão? Resposta: 3) O que se entende por questões preliminares e questões prejudiciais? O incidente de insanidade mental é questão prejudicial ou preliminar? Resposta: 376 .9.1. Direito Processual Penal 6.1.9. é aceita? Resposta: 03) Quais as hipóteses que o juiz poderia julgar por equidade – distinção entre julgar com equidade e por equidade Resposta: 6. comum.

92 e art. Resposta: 377 . o magistrado federal criminal precisa instaurar incidente de insanidade quando essa prova é irrefutável? Não houve qualquer recurso.1. Nessa situação. nem qualquer questionamento na esfera estadual. E quando é o próprio juiz quem resolve é a questão prejudicial homogênea (incidente de falsidade documental).4) Art.2.9. 92 Como se denomina esta questão prejudicial? Questão prejudicial homogênea. Resposta: 5) Quais as questões incidentais que podem ocorrer no processo penal? Este incidente de insanidade se confunde com a materialidade? Resposta: 6) A discussão da existência da elementar do crime que necessite ser constituída no cível. 93 como se denomina esta questão prejudicial? Questão prejudicial heterogênea. Questões do TRF2 1) Digamos que a defesa alegue insanidade mental do acusado e traga aos autos prova de que ele acabou de ser interditado no juízo estadual e a prova pericial foi lá realizada. 93. qual a consequência no processo penal? Resposta: 7) Se o acusado for durante o processo penal for considerado sem higidez mental. qual a teoria que agasalhamos quanto à insanidade mental? Em que consiste a teoria psicológica pura? E a teoria biológica pura? Os elementos normativos se configuram de que maneira? Resposta: 6. Art. Art. fale um pouco deste incidente e o laudo conclusivo positivo? Resposta: 8) Dentro da dogmática penal brasileira.

1.122 CPP . O Sujeito Responsável E A Solidariedade Passiva No Dano Ambiental. Formas De Reparação Do Dano Ambiental. A Responsabilidade Civil Ambiental.3.1. Questões do TRF1 1) Eu posso decretara desconsideração da pessoa jurídica em relação ao direito ambiental? Teoria Menor. Responsabilidade Por Culpa Do Direito Tradicional.1.10.4. Questões do TRF3 1) O HC pode ser usado para pleitear redução da pena fixada em sentença? Se a redução for concedida no HC. Responsabilidade Ambiental. O Dano Ambiental. Resposta: 2) E se o meu empreendimento for atingido por um terremoto.5. eu sou responsável.10.1. Direito Ambiental 6.9. Questões do TRF4 6. se for uma empresa que envolva riscos radioativos? Resposta: 3) A pretensão reparatória de dano coletivo é imprescritível? Resposta: 378 . poderá esta decisão (do HC) ser revista em Apelação? Resposta: 6.10.1.9.2) Art.1. Responsabilidade Objetiva No Direito Ambiental.9. A Responsabilidade Do Estado Por Dano Ambiental 6. Tutela Civil Do Meio Ambiente.No âmbito da justiça estadual a perda do bem é decretada a favor de qual ente? É correta ou não a perda a favor do Estado membro? Resposta: 6. Questões do TRF5 6.

haveria a possibilidade da responsabilidade em busca do adquirente do imóvel? Resposta: 379 . e vem um terremoto e cria um dano ambiental por causa dos resíduos. e qual delas o ordenamento adotou? Resposta: 9) E se houver. esta responsabilidade continua a ser objetiva? Resposta: 6) A responsabilidade ambiental civil é a mesma do direito administrativo? Resposta: 7) Qual a teoria que prevalece na responsabilidade ambiental. existe algum óbice em relação às demais? Responsabilidade solidária? Como apurar a responsabilidade ambiental em relação à reparação. e contra um particular. uma dela se imiscuindo. este imóvel rural está todo comprometido com pastagem. ainda teria responsabilidade esta empresa? Resposta: 10) Se um determinado imóvel no Estado do PI.4) E se várias empresas reunidas são autoras de dano ecológico. em termos de nexo de causalidade? Resposta: 8) Qual a diferença entre a teoria do risco integral e a do risco criado. eu tenho uma empresa que produza celulose. um imóvel rural. como magistrado o senhor aplicaria qual tipo de medida? Resposta: 5) A responsabilidade civil ambiental é apenas difusa? Na responsabilidade difusa a responsabilidade objetiva. adquirido por José.

portanto pode-se afirmar que as consequências da reparação só serão por meio deste direito difuso. que tutela é essa? O que seria a Tutela Inibitória? Quais são os requisitos para a tutela inibitória? Resposta: 15) No caso o MP pode ajuizar ação perquirindo uma tutela inibitória pura. este instituto de tutela inibitória. muitas destas situações. apenas a tutela? Resposta: 16) O meio ambiente é direito difuso. e estabeleceu 19 requisitos.11) A pretensão reparatória ambiental coletiva é prescritível? Resposta: 12) Explique o panorama e a influência da tutela inibitória ambiental na prevenção do ilícito ambiental? Numa ação. e se tivesse um desmatamento em que eu precisasse expedir uma tutela para impedir este empreendimento. é compatível com a ACP? Numa ACP é possível numa tutela antecipada eu inibir um ato no âmbito ambiental? E se a outra parte alegar que não houve dano? Resposta: 13) Como se conciliaria a questão do desenvolvimento econômico e a proteção ao meio ambiente? Fale sobre o desenvolvimento econômico sustentável? Resposta: 14) Quanto à raposa serra do sol. o STF reconheceu que a demarcação deveria ser contínua. ou pode haver reparação por infringência de outros direitos? Resposta: 17) Qual a natureza jurídica desta responsabilidade no âmbito do direito difuso e do direito individual em relação aos danos ambientais? 380 . com relação à ações possessórias dos fazendeiros que trabalham na terra.

empresa de agrotóxico.Resposta: 18) Como ocorre a pretensão de responsabilidade civil. se tem notícia no direito comparado a respeito deste fundo? Que notícias Vossa Excelência tem a respeito deste fundo? 381 . como o senhor agiria ao examinar a tutela antecipada tendo em vista os princípios de processo civil e de direito ambiental. por exemplo. provocado? Resposta: 22) Vossa excelência ao examinar uma pretensão que venha à JF. e pede tutela antecipada. hoje se fala muito da criação de um fundo para a reparação de danos ecológicos. o MP entra com ACP por dano em reserva indígena. neste caso seria risco integral criado. como juiz federal em Rondônia. qual sua postura diante de uma tutela cautelar ambiental? Ou se alegaria a ausência de periculum in mora por não haver prejuízo ainda e poder ser feita uma reparação econômica por perdas e danos? Resposta: 23) No Brasil. dizendo que a atividade está causando dano ao meio ambiente e comprometendo a reserva. e vem a contestação e nega isso. um caso fortuito acontece um dano ecológico. já que a reparação pode ser por perdas e danos. já que a tutela antecipada merece uma evidência dos fatos? Resposta: 20) Na reparação ambiental qual a natureza jurídica desta reparação quanto ao dano ecológico? Resposta: 21) Se eu tenho uma empresa ao lado de um rio e em função de um fato. se é possível a reparação por perdas e danos. como ocorre esta reparação numa ACP reparatório de um dano ambiental? Resposta: 19) Como é possível a responsabilização via reparação de danos como uma das alternativas.

que tipo de responsabilidade é essa? A doutrina defende que a responsabilidade é solidária? E o que acontece com relação à empresa que reparou in natura o dano. o senhor poderia me dizer o que é biodiversidade. o MP entrou com ação para reparação e tutela inibitória. 10% dos animais chegam a ser comercializados. 90% morrem com o transporte. e em contestação a Vale alegou que era proprietária do minério mas não do navio. acidente ecológico da Cia Vale do Rio Doce com relação a minérios. como Vossa Excelência ver isto? A prioridade é a reparação in natura? Resposta: 25) Se várias empresas em região de proteção ambiental provocam um dano ecológico e a ação proposta contra as empresas.5 bilhões de reais no Brasil. há prescrição? Resposta: 27) Produtos geneticamente modificados – há de se perquirir a responsabilização por culpa? Resposta: 28) Na 1ª região tem Bahia de São Marcos no Maranhão. a arara azul pode ser comercializada por até R$ 60. e o agente responde por 6 meses a 1 ano e pagamento de multa de até R$ 5.Resposta: 24) Sobre a celebração de seguro para a reparação de danos ecológicos. e o que a legislação Brasileira tem feito para conter a biopirataria? Resposta: 382 .00. Dentro desta realidade.500. como seria a responsabilidade civil? Resposta: 29) O tráfico de animais silvestres movimenta 1. a internet é o maior canal difusor deste crime.00. e uma delas vem e diz que a responsabilidade é de apenas 1/5. ela teria direito de regresso como? Resposta: 26) Quanto à reparação ambiental de caráter coletivo.000.

chegou ao tribunal.2.1.4.5.1. Questões do TRF1 383 .11. Questões do TRF2 6. Direito Internacional Público e Privado 6. na medida em que haviam outras fases de reparação para a proteção à biodiversidade.11. quais as medidas da legislação brasileira para a proteção da flora? Resposta: 31) A construção da segunda pista do aeroporto de Brasília teve muita repercussão na esfera do direito ambiental por atingir e ter um impacto ambiental muito grande. Questões do TRF4 6.10.1. de proteção à APAS.1. O Estado Como Sujeito De Direito Internacional Público (Deveres E Direitos Do Estado Na Ordem Internacional) 6.1.1. quais seriam estes tipos de reparação. Questões do TRF3 1) O passivo ambiental é obrigação propter rem? E no caso de desapropriação de bem imóvel em que há área degradada? Resposta: 6. então.11. e este interpretou que era sim possível dar continuidade àquela medida de proteção ao meio ambiente.3.10.10.1.30) Em relação à flora. Questões do TRF5 6. o MP ingressou com ação para a reparação dos danos causados ao meio ambiente e o magistrado oficiante indeferiu a inicial com o argumento de que aquela reparação in natura não era mais possível. por exemplo? Existe outro tipo de reparação para a proteção da biodiversidade? Resposta: 6.10.

Questões do TRF1 1) O que é estratificação social? Resposta: 2) O que é o estado como condição.3.2.11.1. Questões do TRF5 1) É possível a concessão de isenção de impostos estaduais e federais pela União? Resposta: 2) Se o presidente descumprir uma convenção internacional. Extratificação Social 6.1.11.1.4. o que é o algo social e o algo natural? Resposta: 384 . Questões do TRF3 6.1.12. como atributo do indivíduo? Resposta: 3) Qual a teoria predominante em relação à natureza e a sociabilidade. Questões do TRF2 6.12.1.6. qual o tipo de repressão que o Brasil pode sofrer? Resposta: 6.5.1.11. Sociologia do Direito 6. Questões do TRF4 6.12.11.1.

1.3.12.12. Questões do TRF1 1) Qual a diferença entre a regra moral e a regra jurídica? Resposta: 2) Qual a diferença entre a coação e a coerção? Resposta: 3) O que é epistemologia? Resposta: 4) Qual a diferença entre regra moral. A Moral e o Direito 6.4.13.13.1. regra de trato social e regra jurídica? Resposta: 5) Qual a diferença entre ética e moral? Resposta: 6) O que diferencia a ética de princípio da ética de resultado? 385 .1.2.1.13.1. Questões do TRF3 6.12.6. Questões do TRF5 6.1.1.5. Questões do TRF2 6. Filosofia do Direito 6. Questões do TRF4 6.12.

13. durante o expediente ou após .1. Questões do TRF2 1) Modificação dos genes pelos homens em contraposição ao princípio da eticidade e da moralidade.2. Questões do TRF4 1) Se um empregador quer despedir seu empregado por justa causa.13.4. pode ele fazer isso? Leve em conta o direito e a moral para responder. devido a traição com sua esposa.13.1. Discorra.1.Resposta: 7) Onde se situa a eutanásia no plano moral? Resposta: 8) Existe o direito de morrer? Resposta: 9) O que é valor? Resposta: 10) Qual é o ser do valor? (Resposta: É valer!) Resposta: 6. Resposta: 386 .3. Questões do TRF3 6. Resposta: 6.

efetiva. possui uma força normativa capaz de modificar a realidade. obrigando as pessoas. se tivesse suas raízes nos fatores reais de poder.. Nas palavras do Min. Conceitos De Constituição DESSE PONTO EM DIANTE: RESPOSTAS ELABORADAS POR HERLEY DA LUZ BRASIL 7. só teria validade se correspondesse à Constituição real. Direito Constitucional 7. Assim. O texto da Constituição seria. 10). tão somente. traz uma conceito jurídico pós-moderno de Constituição (Teoria da Força Normativa da Constituição).1. A Constituição. p. esta sempre sucumbiria perante aquela. que corresponde à soma dos fatores reais de poder que regem nesse país. em caso de conflito entre a Constituição real (soma dos fatores reais de poder) e a Constituição escrita (―folha de papel‖). Tanto pode a Constituição escrita sucumbir.1. para Lassale convivem num país.. Na sua visão. em virtude da força dos fatores reais de poder que regem no país (Aulas de Direito Constitucional. por ser norma jurídica. quanto prevalecer. Os grupos seriam as forças sociais que constituem o poder e a Constituição seria.13.1.. qual deve ser adotado? Resposta: Lassale foi quem trouxe o conceito sociológico de Constituição. pois obriga. o resultado da realidade social do país. das forças dos diversos grupos dominantes que o integram num determinado período histórico. Nem sempre cederia frente aos fatores reais de poder. isto é. a Constituição escrita (―folha de papel‖). na apresentação do Livro de Hesse por ele traduzido (A Força Normativa da Constituição): (.1. Hesse critica e rebate a concepção tratada por Lassalle. 7ª Ed. modificando a sociedade.1. Para ele a Constituição é mais fato social do que norma jurídica. Ponto 07 7.6. o documento escrito que expressaria o somatório dos fatores reais de poder dentro de uma sociedade. duas Constituições: uma Constituição real. Konrad Hesse. Questões do TRF1 1) Conceitue Constituição de acordo com os ensinamentos de Ferdinand Lassale e de Konrad Hesse. Gilmar Mendes.1.) esforça-se Hesse por demonstrar que o desfecho do embate entre os fatores reais de Poder 387 . O STF tem utilizado bastante esse princípio da força normativa da Constituição em suas decisões. portanto. e uma Constituição escrita. Esta. por ele denominada ―folha de papel‖.5. paralelamente.1. Segundo Vicente Paulo. Questões do TRF5 7.

todos que aplicam eficazmente as normas constitucionais realizam a Constituição e participam dessa tarefa os que pedem seus direitos e deveres com base na Carta. na actividade legiferante. Uadi Lammêgo. Assim. sentido jurídico. os seus direitos e deveres (José Joaquim Gomes Canotilho. define a ―constituição em sentido amplo (lato)‖ como a identificação da organização total do Estado. p. ―A Constituição tem uma força própria!‖ (Konrad Hesse) 2) O que significa realizar a CF? Resposta: Realização constitucional: «Realizar a constituição» significa tornar juridicamente eficazes as normas constitucionais.e a Constituição não há de verificar-se. ―designa normas constitucionais escritas ou costumeiras. administrativa e judicial. no sentido estrito. Nesta «tarefa realizadora» participam ainda todos os cidadãos que fundamentam na constituição. ou seja. evidenciando o regime político do Estado. 4ª Edição. 7. Qualquer constituição só é juridicamente eficaz (pretensão de eficácia) através da sua realização. Outrossim. os estudiosos não chegaram a um consenso a seu respeito. Esta realização é uma tarefa de todos os órgãos constitucionais que. aplicam as normas da constituição.1. existindo diversas maneiras de concebê-lo (sentido sociológico. José Afonso da Silva reconhece que a ―constituição material é concebida em sentido amplo e em sentido estrito‖. A Constituição não deve ser considerada a parte mais fraca. inseridas ou não num documento escrito.‖ (BULOS. até hoje. Resposta: Ab initio. O conceito de Constituição em termos lato relaciona-se à classificação das constituições quanto ao conteúdo (material ou formal). 02). de forma directa e imediata. independente de sua natureza e conteúdo. sua organização e direitos fundamentais). COIMBRA: 1993.2. necessariamente. LIVRARIA ALMEDINA. DIREITO CONSTITUCIONAL. mister se faz registrar que Uadi Lammêgo Bulos destaca que ―Constituição é um conceito em crise. sentido político. Constituição Federal Anotada. por exemplo). Assim. 6ª edição. Constituição formal é o conjunto de normas inseridas no texto constitucional. Editora Saraiva. porque. Questões do TRF2 1) Defina o conceito de Constituição em termos lato e em termos da nossa Constituição. P. que regulam a 388 . O Prof.1. 201/202). Constituição material é aquela que trata de matéria tipicamente ou essencialmente constitucional (estrutura do Estado. em desfavor desta.

p.estrutura do Estado. sob uma forma. essencialmente. 04) os limites da atuação do poder estatal. 1993. qualquer que seja esse seu modo de existir é a sua Constituição. 42). enquanto que o sentido estrito prende-se à ideia de um texto constitucional. Sob esse aspecto todo Estado tem uma Constituição. 1998. Constituição material no sentido amplo é a própria organização de um Estado. Já em sentido estrito é o conjunto de normas que tratam das matérias tipicamente constitucionais (Leo Van Holt. 7ª Ed. p. Pois bem. (SILVA. 6ª Edição Revista. 15ª Ed. José Afonso. Uadi cita uma terceira possibilidade ―tertius gemus‖. percebe-se que constituição no sentido lato é conceito mais político que jurídico (é a forma de constituição qualquer que seja ela). pois é pacificamente classificada como FORMAL. constitucionais. José Afonso. ―possuindo. como o caso da CF/88. Vicente. o seu regime político. 2) Como ela se institui e quais são seus objetivos/propósitos? Resposta: A instituição/formação de uma constituição se dá através de transformações sociais. 02) a organização dos seus órgãos. No entanto. página 12). Páginas 02 e 03) O Prof.. plasmada num documento escrito. algumas normas que são. Constituição Federal Anotada. pois ela não foi fruto de revolução. que os objetos – objetivos – da constituição são: 01) a estrutura do Estado. não se pode deixar de registrar. Dir. tendo como regra uma revolução ou uma assembléia popular. materialmente constitucionais. 15ª Ed. 07) os fundamentos dos direitos econômicos. 39). Todavia. provocou a convocação de uma assembléia constituinte ao Congresso Nacional (BULOS. na época. 4ª Edição. assim define: "Constituição é uma ordenação sistemática e racional da comunidade política. 06) fixar o regime político e disciplinar os fins socioeconômicos do Estado e. Na verdade. segundo anotação de José Afonso da Silva. 389 . o Presidente da República. Coimbra.‖ (SILVA. Editora Impetus. desde tenha normas estritamente. Editora Saraiva. Aulas de Direito Constitucionais. Const. Curso de Direito Constitucional Positivo.sentido amplo ou estrito -. Uadi Lammêgo. o Prof. mediante o qual se garantem os direitos fundamentais e se organiza. p. conforme registra Vicente Paulo (PAULO. nem de assembléia popular. também. José Joaquim Gomes. o poder político" (CANOTILHO. Curso de Direito Constitucional Positivo. a CF/88 não se enquadra na classificação material . 2006. 05) assegurar os direitos e garantias dos indivíduos. pois se ele existe de certo modo. Direito Constitucional. 4ª Ed. 17). Editora Malheiros. a organização de seus órgãos e os direitos fundamentais. porém. Canotilho. 03) o modo de aquisição do poder e a forma do seu exercício. de acordo com o princípio da divisão de poderes. e outras apenas formalmente constitucionais‖. sociais e culturais. Livraria Almedina. consoante o referido conceito. Logo.

Alguns autores não a consideram uma constituição. que abarcou o texto de 1967 quase por inteiro. 4) Quantas constituições já tivemos no Brasil? Resposta: Sete (7) ou oito (8). 3) Como as Constituições são positivadas? Resposta: Tecnicamente. vez que o poder constituinte se encontra nas mãos de mais de um titular (Ex. reconhecem-se as constituições como positivadas a partir de um processo formal de criação. 45). tornando-se obrigatória. A doutrina (José Afonso da Silva. entre outros) traz as seguintes formas de positivação das constituições: 1) Promulgação (Constituição Democrática/Votada/Popular): constituição fruto de uma assembleia nacional constituinte. sob a concepção Kelseniana. A respeito explica Uadi Lammêgo Bulos: (. 1998.) a descomensurada EC 1/69.Editora Malheiros. D) Por Convenção (Constituição Pactuada. Uadi Lammêgo Bulos. Inexistiu o exercício legítimo do poder constituinte originário.: Carta Magna de 1215 – poder dividido entre a burguesia e o Rei João Sem Terra).. eleita diretamente pelo povo. o uso anômalo da competência reformadora. mas. pois foi uma Emenda à Constituição de 1967 (EC 1/69). A participação popular não é democrática. que se revestiu da roupagem de uma emenda constitucional hiperampliativa. tão só. B) Outorga (Constituição Outorgada): constituição imposta unilateralmente pelo agente revolucionário/governante. apenas visa ratificar a vontade do detentor do poder. a figura das 390 . Seu propósito é promover o bem-estar da sociedade e de seus indivíduos.. Pedro Lenza. aprovação e vigência da norma jurídica fundamental. não foi suficiente para dar ao Brasil a sua “sétima Constituição”. Sem dúvida. Mista ou Dualista): constituição que surge através de um pacto. C) Plebiscito (Constituição Cesarista): constituição formada por um plebiscito popular sobre um projeto elaborado por um imperador/ditador. a depender da consideração ou não da ―Constituição de 1969‖. p. a positivação diz respeito à origem ou ao mecanismo pelo qual a norma entra no Ordenamento Jurídico. Assim.

Por outro lado. 1891. garantias e deveres do cidadão. A emenda só serviu como mecanismo de outorga. outorgada por uma Junta Militar. Referida Emenda foi imposta. Questões do TRF3 7. José Afonso. p. 8ª Ed. à formação dos poderes públicos.Este conceito ideal identifica-se fundamentalmente com os postulados políticoliberais. as seguintes Constituições: a de 1824.. jamais atingindo toda e qualquer matéria. J. 1998. 6ª Edição Revista. forma de governo e aquisição do poder de governar. 2008. 1937. verbis: ―. 391 . Curso de Direito Constitucional Positivo. uma vez que verdadeiramente promulgou texto integralmente reformulado. 1993. J.3. Direito Constitucional. Alexandre de. (b) a constituição contém o princípio da divisão de poderes. Canotilho registra formulou o chamado conceito ideal de constituição.‖ (CANOTILHO." (SILVA. do Exército e da Aeronáutica. Leo Van. não se tratou de emenda. p. 15ª Ed. Temos. Direito Constitucional. assim os doutrinadores conceituam constituição: a lei fundamental e suprema de um Estado. (obs. lembrem-se dos objetivos das constituições. (c) a constituição deve ser escrita (documento escrito). 34). Basicamente. 89). 7. distribuição de competências e. 34) e (HOLTHER. composta pelos Ministros da Marinha. José Joaquim Gomes. a começar pela denominação que se lhe deu: Constituição da República Federativa do Brasil. 1946. páginas 62 e 63). mas de nova constituição. Livraria Almedina. Direito Constitucional. (MORAES. considerando-se como elementos materiais caracterizadores e distintivos os seguintes: (a) a constituição deve consagrar um sistema de garantias da liberdade (esta essencialmente concebida no sentido do reconhecimento de direitos individuais e da participação dos cidadãos nos actos do poder legislativo através dos parlamentos). 1969 e 1988.: para não esquecer o conceito.4. no sentido de garantia orgânica contra os abusos dos poderes estaduais. começando pela limitação de poderes e estruturação do Estado). o Prof. 4ª Ed. 1967. enquanto a de 1967 se chamava apenas de Constituição do Brasil.1. Questões do TRF4 1) Conceitue constituição.. José Afonso da Silva afirma que "teórica e tecnicamente. Editora Atlas.1.1. Editora Malheiros. p. Coimbra. Jus Podivm. 2000.1.emendas constitucionais dissociou-se do seu verdadeiro sentido: empreender mudanças localizadas e em pontos específicos do articulado constitucional. 1934. que contém normas referentes: à estruturação do Estado. direitos. assim.

Editora Saraiva. A CF/88 traz expressamente três impostos progressivos – IR. mais se paga‖. 165) Assim. Já na proporcionalidade. 3ª Ed. da realização da justiça fiscal – adequação à capacidade tributária – pela variação da base de cálculo do objeto tributado. mas a proporcionalidade. com origem no Dir.: segundo o STF (RE 177835) a progressividade também pode ser aplicada às taxas. entretanto. Questões do TRF1 1) Distinção básica entre proporcionalidade e progressividade? Resposta: Entende-se por proporcionalidade tributária a busca.5. o IPVA (SABBAG. a progressividade está atrelada ao aspecto quantitativo. cujo aumento se dá na medida em que se majora a base de cálculo do gravame. progressividade ―se traduz em técnica de incidência de alíquotas variadas. Obs. (SABBAG.1. Segundo o mesmo. fará com que o tributo seja majorado.1. 392 .2.2. b) progressividade extrafiscal. A primeira vincula-se à máxima de que ―quanto mais se ganha. Por outro lado. não.‖.2. de forma implícita. p. variando apenas a base de cálculo que. 2011. desdobrando-se em duas modalidades: a) progressividade fiscal e. a progressividade é instituto que consagra o aumento da carga tributária pela majoração da alíquota aplicável. Eduardo. Romano. Editora Saraiva. Direito Tributário 7. ITR e IPTU – e.1. 179) Por outro lado. sem variação da alíquota. nas palavras de Sabbag. a progressividade está prevista na Constituição. na medida em que há também o aumento da base de cálculo. Na segunda hipótese atrela-se apenas ao interesse regulatório – seletivo. a alíquota é a mesma.1. em tese. Manual de Direito Tributário.Sujeição Passiva Direta E Indireta Espécies – Domicílio Tributário 7. 2011.Resposta: 7. Questões do TRF5 7. técnica muito antiga. p.1. com finalidade meramente arrecadatória. sendo. Manual de Direito Tributário. sendo maior. 3ª Ed. Obrigação Tributária: Elementos . Eduardo.

também. ITR e IPTU e IPVA. no artigo abaixo transcrito. mas pessoa diversa que tem alguma relação com o fato gerador. Mas a previsão constitucional de apenas um tipo não indica que a cobrança da outra forma seja inconstitucional (possivelmente 393 . 2011. Entretanto. p. merece destaque que o ITBI. destaco apenas o conceito de progressividade. a lei indica um responsável pelo pagamento do tributo sobre fato gerador ocorrido anteriormente ou que ainda irá ocorrer posteriormente ao recolhimento do tributo. § 1º. não pode ser progressivo. na esteira da justiça distributiva.ITBI com base no valor venal do imóvel. a progressividade é a regra. ex vi do art. situações em que. consoante disposição contida na Súmula 656 do STF: É inconstitucional a lei que estabelece alíquotas progressivas para o imposto de transmissão inter vivos de bens imóveis . Assim se deu. salvo se houver previsão constitucional (SABBAG. antes da Emenda Constitucional 29/2000. salvo se destinada a assegurar o cumprimento da função social da propriedade urbana. a Constituição prevê apenas um tipo. Nos impostos pessoais (IR. por exemplo. alíquotas progressivas para o IPTU. Resposta: (Em razão da forma incompleta do enunciado da questão. Impostos progressivos previstos na CF: IR. 145. 3) A técnica da substituição tributária se aplica a empréstimos compulsórios ou a taxas? Resposta: Depende! Há duas espécies de substituição tributária. Para concluir. p.). Lembre-se que responsável não é contribuinte. Imperioso destacar que a doutrina e a jurisprudência (STF) entendem que não se aplica a progressividade nos impostos reais.) Progressividade é instituto que consagra o aumento da carga tributária pela majoração da alíquota aplicável. respectivamente.2) O que dizer de uma lei que estabelece alíquotas progressivas sobre. sua finalidade e aplicabilidade nos tributos reais – fiscais e extrafiscais. Manual. ex. Tem como finalidade atender ao princípio da capacidade contributiva. CF (pois a regra da capacidade contributiva afina-se mais com os impostos pessoais do que com os reais). por ser um imposto real. 1001). A legislação tributária registra dois tipos de substituição. por ausência de previsão constitucional e. na medida em que há também o aumento da base de cálculo. a ―para trás‖ e a ―para frente‖. 3ª Ed. no caso do IPTU: STF Súmula 668: É inconstitucional a lei municipal que tenha estabelecido.

295). têm atrelada sua cobrança a uma prestação estatal específica voltada para o contribuinte. nessa mesma concepção. situação em que a lei escolhe alguém (o responsável tributário). conforme previsto. Ricardo Alexandre. ou diferida? Resposta: A substituição tributária para trás. assim. de imposição da responsabilidade para os casos de impostos ou contribuições. Assim. Esquematizado.. 1ª ed. ou para trás. 5) No que consiste a substituição tributária regressiva. a lei pode determinar que a indústria seja a responsável pelo recolhimento do ICMS devido pelos produtores (a princípio essa obrigação seria dos vendedores). Ricardo Alexandre. 150. p. 4) Em relação à substituição tributária o que é Diferimento? Resposta: Diferir é adiar. Esquematizado. § 7. só há possibilidade. por serem vinculados. que está ―atrás‖ na cadeia produtiva. diferida ou ―para trás‖. pois lhe é possível concentrar seus esforços fiscalizatórios numa quantidade bem menor de empresas e. assegurada a imediata e preferencial restituição da quantia paga. Trib. Assim. Ocorre justamente na substituição tributária regressiva. 299). tem a grande vantagem de otimizar a utilização da mão de obra fiscal. antecedente. Logo.. na substituição para frente. O Fisco. prorrogar. Trib. diferimento é o adiamento do pagamento do tributo. regressiva ou antecedente ocorre nos casos em que as pessoas ocupantes das posições anteriores nas cadeias de produção e circulação são 394 .só houve previsão da substituição ―para frente‖ porque havia muita controvérsia a respeito de sua constitucionalidade). cujo fato gerador deva ocorrer posteriormente. se vários produtores fornecem leite a uma indústria de laticínios. Ou seja. não sendo razoável a antecipação da cobrança antes da realização de tal atividade (Dir.º A lei poderá atribuir a sujeito passivo de obrigação tributária a condição de responsável pelo pagamento de imposto ou contribuição. para efetuar o pagamento do tributo no lugar do contribuinte. O motivo da vedação de aplicação da substituição para frente em relação a taxas e contribuições de melhoria é que tais tributos. caso não se realize o fato gerador presumido. CF. na substituição tributária. restrição que não existe na substituição para trás. retardar. o Fisco receberá o tributo em momento posterior à ocorrência do fato gerador da obrigação. por pessoa diversa do contribuinte. art. p. diminuir a evasão fiscal (Dir. 1ª ed.

que se encontra assim prevista na CF/88: Art.substituídas. por sua vez. no dever de pagar tributo. Ricardo Alexandre. 1ª ed. Ricardo Alexandre. 6) O que é substituição tributária para frente? Resposta: A substituição tributária para frente. assegurada a imediata e preferencial restituição da quantia paga. p.2. na espécie substituição para frente. p. pq substitui-se quem está ―atrás‖ na cadeia produtiva. Lembre-se que se chama substituição para ―trás‖. ou ainda por arbitramento (pauta fiscal). Assim. 1ª ed. por aquelas que ocupam as posições anteriores nessas mesmas cadeias (Dir. por exemplo.. vide resposta à questão anterior. Logo a fábrica será contribuinte do seu tributo (na operação entre si a concessionária) e responsável pelo pagamento do tributo de uma operação que ainda não ocorreu (e nem se tem certeza se ocorrerá – a venda do automóvel ao cliente). A substituição é ―para frente‖ pq substitui alguém da ―frente‖ na cadeia produtiva. Assim. no dever de pagar tributo. O valor do tributo não é de difícil cálculo. 7. por aquelas que ocupam as posições posteriores nessas mesmas cadeias (Dir.. Antes mesmo da previsão constitucional.2. pelo tributo ocorrido pela venda do automóvel pela concessionária ao cliente. cujo fato gerador deva ocorrer posteriormente. pois pode ser feito com base no preço de venda pré-determinado pelo fabricante. que vende o carro às concessionárias que. a fábrica. progressiva ou subsequente ocorre nos casos em que as pessoas ocupantes das posições posteriores das cadeias de produção e circulação são substituídas.. Trib. § 7.. Esquematizado. o vende aos consumidores. Trib. caso não se realize o fato gerador presumido.1. Esquematizado. será responsável tributária.º A lei poderá atribuir a sujeito passivo de obrigação tributária a condição de responsável pelo pagamento de imposto ou contribuição. há uma antecipação do pagamento do tributo por um fato gerador futuro. Questões do TRF2 1) Esse termo (contribuinte de fato) é factível. que ainda não ocorreu. 150. o STF já havia declarado a constitucionalidade dessa espécie de substituição. é razoável diante do Código Tributário Nacional? Pode-se falar em contribuinte de fato? 395 . perpetrada pela EC 3/93. se a lei assim o determinar. Para complementação. 293). 295).

exemplo de tributo direto. estar por este expressamente autorizado a recebê-la. por não fazer parte da relação jurídica tributária (questão mais que pacífica nos tribunais). O STF corrobora esse entendimento por meio da súmula 546 (que revogou a súm. No IR. não é natural a transferência do ônus financeiro). Cabe a restituição do tributo pago indevidamente. ao final. E o motivo da necessidade de prova da não repercussão tributária (transferência do encargo) é impedir o duplo recebimento pelo contribuinte de direito: repassar o ônus tributário. 2) No caso de uma ação de repetição de indébito ajuizada pelo adquirente de um produto que pleiteia a repetição do IPI. o contribuinte de fato só tem relevância para o caso de restituição de indébito dos tributos indiretos. Como fica a situação jurídica do contribuinte? Resposta: A denúncia espontânea está prevista no art. apesar de o contribuinte de direito ser o comerciante ou industriário. daqueles que comportam a transferência do ônus financeiro do tributo (Ex. o valor do tributo é acrescido ao preço de custo da mercadoria e quem o suporta. quando reconhecido por decisão. que o contribuinte "de jure" não recuperou do contribuinte "de facto" o "quantum" respectivo. por sua natureza. estabelecendo que se exclui a responsabilidade daquele que confessa ao Fisco a prática de infração.Resposta: Na sistemática do CTN. A restituição de tributos que comportem. 3) Em caso de denúncia espontânea e de descumprimento das obrigações acessórias sem a necessidade de pagar o tributo. no caso de tê-lo transferido a terceiro. Ressalte-se que o contribuinte de fato não tem direito à restituição. e também do Fisco. ou. seja de descum396 . Veja a redação do art. recebendo do consumidor final. 71): Súmula 546.: ICMS e IPI – nesses casos. transferência do respectivo encargo financeiro somente será feita a quem prove haver assumido o referido encargo. através da repetição de indébito. 138 do CTN. que responde essa. 166 do CTN: Art. 166. por sua natureza. Ele não é o contribuinte? Como magistrado como decidiria? Deferiria? Extinguiria o feito? Resposta: Vide questão anterior. ou seja. é o consumidor quem paga.

NORMA (H. 214.) + FATO GERADOR = OBRIGAÇÃO TRIBUTÁRIA + LANÇAMENTO = CRÉDITO 2) Quem é responsável pelos impostos e demais taxas do imóvel adjudicado: a instituição financeira ou o mutuário que ainda não o desocupou? Resposta: 397 . 692) Portanto. não se trata de denúncia espontânea. art. nas palavras de Hugo de Brito ―é a relação jurídica em virtude da qual o particular (sujeito passivo) tem o dever de prestar dinheiro ao Estado (sujeito ativo). desde que efetue o pagamento do tributo devido acompanhado dos juros de mora. Manual de Direito Tributário. Só se aplica em caso de pagamento integral do tributo (entendimento do STJ e de todos os regionais). (SABBAG. não configura denúncia espontânea). que por sua vez. 155-A.. I. ocorre a obrigação tributária. não sendo o crédito uma parte da obrigação. p. ou seja. ou o próprio parcelamento. Hugo B.existe autonomia relativa entre obrigação tributária e crédito tributário. ou pedido de parcelamento. acompanhada do seu pedido de parcelamento.3. ou de fazer. 140). a denúncia espontânea exclui a multa de mora ou aquela que decorre do descumprimento de obrigação acessória. 2010. não fazer ou tolerar algo no interesse da arrecadação ou fiscalização. Afirma.. 21ª Ed. ainda. p 110) Crédito tributário.‖. faz nascer para o Fisco (sujeito ativo) o crédito tributário concretizado por intermédio do lançamento. Editora Manole. percebe-se que a diferença básica entre obrigação e crédito tributário reside no aspecto cronológico.. que o crédito tributário é uma ―obrigação tributária lançada‖ ou ―obrigação tributária em estado ativo‖..2.primento da obrigação principal ou da acessória. e sim um momento específico da relação jurídico-tributária. Questões do TRF3 1) Qual a diferença entre obrigação e crédito em direito tributário? Resposta: Obrigação tributária. Curso de Direito Tributário.‖ (Código Tributário Nacional Interpretado. § 1º do CTN e a súmula 208 do Tribunal Federal de Recursos (a simples confissão da dívida. na seqüência dinâmica lógica da relação jurídica fiscal. é ―a obrigação tributária tornada líquida e certa por intermédio do lançamento.1. 7. e o Estado tem o direito de constituir contra o particular um crédito. mas somente se houver o recolhimento do tributo. 1ª Ed. p. Reforça esse entendimento a disposição do art. Ou seja. nas palavras da Sabbag. Vê-se: precedida do fato gerador. Nas palavras de Aldemario Araujo Castro ―. Caso haja o pagamento parcial.‖ (MACHADO.

Notem que não se aplica o parágrafo único nesse caso. 128 398 . 121. segundo o inciso I. ou a contribuições de melhoria. estará em conflito com a referida norma geral. a sub-rogação ocorre sobre o respectivo preço. do art. É condição sine qua non para se reconhecer a figura do contribuinte a necessidade da existência de relação pessoal e direta com a situação que constitua o respectivo fato gerador. do CTN. 625). já que arrematação não se confunde com adjudicação. sem que tenha realizado o fato gerador” (SABBAG. 3) O legislador tem liberdade para definir o alcance de contribuinte? Resposta: Em respeito à disposição geral expressa pelo CTN. p. no inciso I. que a escolha do responsável tributário não pode ser aleatória. 121. do CTN. do parágrafo único. que fuja da dos limites trilhados pelo CTN. do parágrafo único. 130. No caso de arrematação em hasta pública. subrogamse na pessoa dos respectivos adquirentes. 4) Qual a diferença entre contribuinte. inexistindo a relação pessoal e direta com o fato gerador. “é a terceira pessoa escolhida por lei para pagar o tributo. não há que se falar em contribuinte. e segundo Sabbag. tem previsão no inciso II. 121. Dessa forma. também. tendo em vista tratar-se de obrigação propter rem. ou seja. Importante lembrar. salvo quando conste do título a prova de sua quitação. Parágrafo único. Exatamente nesse sentido da resposta: RECURSO ESPECIAL – 1179056. também chamado de sujeito passivo direto.A instituição financeira. do art. o domínio útil ou a posse de bens imóveis. 1ª Ed. não há possibilidade de o legislador superveniente alterar a definição dos limites jurídicos do contribuinte. que segue a coisa. Veja-se a disposição do art. também conhecido como sujeito passivo indireto. do art. Os créditos tributários relativos a impostos cujo fato gerador seja a propriedade. é aquela pessoa (natural ou jurídica) que possui relação pessoal e direta com a situação que constitua o respectivo fato gerador. 130 do CTN: Art. conforme dicção do art. com a CF. eventual apontamento elástico do alcance do contribuinte feito pelo legislador superveniente ao criar um novo tributo. ou seja. respondendo sempre o atual proprietário. responsável e substituto? Resposta: Contribuinte. e bem assim os relativos a taxas pela prestação de serviços referentes a tais bens. do parágrafo único. assim. Manual de Direito Tributário. entretanto. Responsável.

Manual de Direito Tributário. 135.4. contrato ou estatuto.do CTN. Esta é a coluna vertebral da limitação da responsabilidade dos sócios nas sociedades limitadas: uma vez integralizado o capital social. apenas para os sócios que atuarem na qualidade de diretores. O mero inadimplemento de obrigação tributária não configura infração à lei a que se refere o art. p. e se dá quando terceira pessoa ocupa o lugar do contribuinte (substituído).2. é do responsável. 642) 5) Em que casos o sócio tem responsabilidade por dívida da sociedade? Resposta: As exceções à limitação da responsabilidade dos sócios no Direito Tributário são as seguintes: a) existência de obrigações tributárias resultantes de atos praticados com excesso de poderes ou infração de lei. antes da ocorrência do fato gerador. apesar de não realizar o fato gerador. Não fosse assim. mesmo as obrigações comerciais e civis. contrato social ou estatutos. não respondem os sócios pelas obrigações da pessoa jurídica. art. III) e b) dissolução irregular da sociedade com partilha de bens. desde o início. infração à lei. Questões do TRF4 7. art. pois todo descumprimento de qualquer obrigação.1. levaria sempre à responsabilização pessoal dos sócios.5. o responsável. obrigatoriamente. 135. aplicável a todos os sócios (CTN.1. Questões do TRF5 399 . Assim. ficando o contribuinte desonerado de quaisquer deveres. é considerado espécie de responsabilidade ―originária ou de 1º grau‖. Substituto. do CTN. desde que não tenham agido com excesso de podres. já que qualquer descumprimento de obrigação constitui-se ato ilícito. Aqui a obrigação de pagar. que a este fato estar ligado. a regra da limitação da responsabilidade tornar-se-ia exceção. gerentes ou representantes de pessoas jurídicas de direito privado (CTN. 1ª Ed. VII). 134. 7.2. III. tem. conforme entendimento jurisprudencial mais recente (RESP 1091593). (SABBAG.

misto do paradigma norte-americano e francês. ii) o direito administrativo americano. 400 . pode-se dizer. ao passo que temos tradição administrativista desde cedo. XI e 177.3. Administrativo confunde-se com o das agências reguladoras. enquanto que o francês é mesmo nosso. Direito Administrativo 7. uma vez que não se concebe que uma pessoa jurídica da Administração Indireta não se submeta à subordinação ministerial. pode-se dizer que nossas agências seguem um modelo híbrido. não.1.472/97 ao dispor que a Agência Nacional de Telecomunicações – ANATEL – atuará como ―autoridade administrativa independente‖.1. bastante diferente do nosso. as agências reguladoras tomaram a forma de centros de competência autônomos denominados ―Autoridades Administrativas Independentes‖.7. foi consagrada no art. Na França. tem lento desenvolvimento. o constituinte determinou a criação dessas agências para evitar abusos por parte do Estado. ou seja. 9º da Lei nº 9. Estão previstas como órgão regulador das atividades de telecomunicações e que envolvem petróleo (arts. A doutrina indica que. por exemplo. tanto que é conhecido como o Direito das Agências. A denominação das agências na França (autorités administratives indépendantes).1. Questões do TRF1 1) O que distingue a ANATEL e a ANP das demais agências reguladoras no âmbito da Administração Federal? Resposta: São as únicas que gozam de assento constitucional. controle hierárquico. § 2º.3. 2) Há semelhanças entre as agências reguladoras criadas no Brasil e as do modelo francês? Resposta: