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modulo 5 Infovia e a Globalização na Informática

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  • UNIDADE 1
  • Infovia – Conceitos
  • UNIDADE 2
  • Globalização e Infovia
  • UNIDADE 3
  • Infovia – Benefícios
  • UNIDADE 4
  • Redes Metropolitanas de Alta Velocidade
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  • A Sociedade da Informação
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  • Breve Histórico da Sociedade da Informação
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  • Conhecimento x Informação
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  • A importância da educação na sociedade da informação
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  • O Governo Eletrônico
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  • Tecnologias e Aplicações
  • Tecnologias e aplicações
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  • Second Life
  • UNIDADE 29
  • UNIDADE 30
  • Política nacional de informática
  • GLOSSÁRIO
  • BIBLIOGRAFIA

MÓDULO DE

:

INFOVIA E GLOBALIZAÇÃO NA INFORMÁTICA

AUTORIA:

ANGELA DOS SANTOS OSHIRO

Copyright © 2008, ESAB – Escola Superior Aberta do Brasil

Copyright © 2007, ESAB – Escola Superior Aberta do Brasil

1

Módulo de: Infovia e Globalização na Informática Autoria: Angela dos Santos Oshiro

Primeira edição: 2008

Todos os direitos desta edição reservados à ESAB – ESCOLA SUPERIOR ABERTA DO BRASIL LTDA http://www.esab.edu.br Av. Santa Leopoldina, nº 840/07 Bairro Itaparica – Vila Velha, ES CEP: 29102-040 Copyright © 2008, ESAB – Escola Superior Aberta do Brasil

Copyright © 2007, ESAB – Escola Superior Aberta do Brasil

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A

presentação

Todos os lugares do mundo estão passando por transformações de ordem política e econômica nas últimas décadas. O caráter principal dessa mudança é a integração dos mercados em uma abrangente “aldeia global”, a partir de iniciativas de grandes corporações internacionais. É o fenômeno conhecido por “Globalização”. Neste contexto, muitos países aumentam suas barreiras tarifárias para proteger suas produções locais enquanto outros aderem a esse novo comércio e abrem-se ao capital internacional. As Tecnologias da Informação e da Comunicação têm grande participação nessas atividades comerciais, culturais e sociais. Neste curso temos como principal tema a Infovia, que é o conjunto de recursos utilizados para interligar, conectar, processar, controlar, compatibilizar as transmissões de informações e disponibilizar serviços em meio eletrônico, com o objetivo de propiciar a aproximação entre os cidadãos. Nas unidades I, II, III e IV são apresentados os conceitos de Globalização, Infovia e um pouco da história desses dois novos conceitos modernos, incluindo os principais projetos em curso nos consórcios das Redes Metropolitanas de Alta Velocidade. São unidades que tratam basicamente da infraestrutura de Infovia no mundo atual. As unidades V, VI, VII VIII e IX descrevem a Sociedade da Informação, seu histórico, e os principais Objetivos do Programa da Sociedade da Informação no Brasil, a Nova Economia e suas relações de negócio; é feita uma breve descrição da Convergência da Base Tecnológica e seus objetivo e ainda, as consequências da Nova Economia da Sociedade da Informação: os novos mercados, novos negócios e novos desafios. As Unidades XII e XIII apresentam o conceito de Ecologia da Informação e a importância de uma gestão consciente do Conhecimento sugerindo sua aplicação em sistemas como o egovernment.

Copyright © 2007, ESAB – Escola Superior Aberta do Brasil

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ESAB – Escola Superior Aberta do Brasil 4 . Concluída a unidade XXIV. com melhor possibilidade de assimilação e compreensão do conteúdo discutido neste curso. a transformação de informações em conhecimento. Atualmente. com seu tutor. a Sociedade e suas transformações frente às tecnologias. antes de iniciar um novo bloco de estudos (tema). o aluno estará apto a responder à lista 1 de exercícios. de maneira sucinta. recomendamos a confecção das listas de exercícios na seguinte ordem: Concluída a unidade IX. Recomendamos ainda. O bjetivo O curso de Infovia fornece uma visão sobre os sistemas de Telecomunicações. Ao final de cada bloco de temas. apresentamos as tecnologias chaves viáveis ao país e como elas poderão trazer um diferencial à Sociedade da Informação – no que se refere à tendências.A partir da Unidade XIV. bem como as tendências de investimentos referentes ao tema: Infovia. Acompanhando esse Copyright © 2007. Lembre-se que sua participação no fórum é de extrema importância. Na Unidade XXX é apresentada. a aplicação prática e a tomada de decisões a partir do conhecimento adquirido e o objetivo social de toda a tecnologia desenvolvida. e retorno. a lista 2 e ao término do curso. a Lei de Incentivo à Informática e como ela tem contribuído para o crescimento das atividades produtivas no setor de informática e microeletrônica. comunicação é mais do que troca de informações – envolve a seleção de informações. diante do fenômeno da globalização. a importância de esclarecer possíveis dúvidas. investimentos. a lista 3. tornando o estudo mais interativo. ampliando a possibilidade de comunicação entre diversos segmentos da sociedade.

conteúdos técnicos que compõe a grade de seu curso e recomendamos a participação com temas nos fóruns. com foco em Tecnologias para EAD. Copyright © 2007. S obre o Autor A autora é pós-graduada em Análise de Sistemas pela UNIMEP – Piracicaba Certificações CCNA e CISCO e membro da BICSI e SBC. Mestranda em Educação. EAD e Realidade Aumentada. Tecnologias Emergentes em TI. E menta Infraestrutura da infovia no mundo atual. no intuito de desenvolver o espírito crítico e a maturidade. busca-se a convergência entre as tecnologias disponíveis. ecologia da informação e a importância de uma gestão consciente do conhecimento. tecnologias chaves viáveis ao país. a sociedade da informação. e Fundação Ubaldino do Amaral – Sorocaba/SP. garantindo a padronização das informações. seu histórico e as consequências da nova economia da sociedade da informação.fenômeno mundial de interação. Tecnologias aplicadas à educação. Membro do fórum Centaurus sobre segurança em TI e Ecologia da Informação. Possui diversas publicações sobre os temas – Segurança da Informação. Trabalhamos neste curso. é também professora das faculdades Sumaré – SP. ESAB – Escola Superior Aberta do Brasil 5 . fatores necessários ao profissional que trabalha com Informações. bem como as leituras complementares e contato com seu tutor. tendo participação ativa e produção de pesquisas nas áreas de Telecomunicações e Informática aplicada à Educação.

..................................................................................................................................................................................... ESAB – Escola Superior Aberta do Brasil ...................................... 78 Comunicação Celular de Terceira Geração....... 63 Ecologia da Informação .................................................................................................................................................................................................................................. 39 Conhecimento X Informação........................................... 68 UNIDADE 14 ........................................................................................................................................................................................ 39 UNIDADE 8 ................................................. 58 UNIDADE 12 .................................................................................................................................................................................................................................................. 82 6 Copyright © 2007......................................................................................... 23 UNIDADE 5 .................................................................................................................................. 23 Redes Metropolitanas de Alta Velocidade ...................................................................... 18 Infovia – Benefícios .............................................................................................................................................................................................................. 33 Breve Histórico da Sociedade da Informação .................................................................................................................................................................................................................................................................................................................................................................................................................................................................................................................................................................................... 48 Emergência da base tecnológica ........................................ 44 UNIDADE 9 ..................... 58 A importância da Educação na Sociedade da Informação .................. 63 UNIDADE 13 ............................................ 75 Tecnologias e Aplicações .............................................................................................S UMÁRIO UNIDADE 1 ........................................................................................... 18 UNIDADE 4 ................................................................................................................................................................................... 29 UNIDADE 6 ............................................................................................................... 53 As Novas Fronteiras do Conhecimento ........................... 48 UNIDADE 10 ............................................ 13 Globalização e Infovia........................................................... 44 Nova Economia ..................................................................................................................................................................................................................................................................................................................................................................................................................... 75 UNIDADE 15 ......................................................................................................................................... 33 UNIDADE 7 ........................... 78 UNIDADE 16 ......................... 68 O Governo Eletrônico ......................................................................................................... 29 A Sociedade da Informação .......................................................................................................... 8 UNIDADE 2 ........................................................................ 13 UNIDADE 3 ......................................................................................................................... 53 UNIDADE 11 ..................................................................................................................................................................................................................................................................................................................................................... 8 Infovia – Conceitos .........................

........................................................... 110 UNIDADE 26 ........................................................................................................................................................................................................................................................................................................................................................................................................................................................................................................... 95 Robótica e Processamento de Imagens ............................................................................................ 113 WiMax ...................................................................... 124 Política Nacional de Informática ............................... 110 Televisão de Alta Definição................................................................................ ESAB – Escola Superior Aberta do Brasil 7 ...................... 88 UNIDADE 19 .. 120 UNIDADE 29 .................................................................................................................................................................................................................................................................................................................................................................................................... 120 Second Life ....................................................... 129 BIBLIOGRAFIA ................................................................................................................................. 82 UNIDADE 17 .................................................................................................................................................................... 88 Conteúdos para Internet .......... 92 UNIDADE 20 ................................................................................................. 116 UNIDADE 28 ..................................................... 122 UNIDADE 30 .................................................... 92 Processamento de Linguagem Natural .................................................................................................................... 95 UNIDADE 21 ..................................................................................................................................................... 98 UNIDADE 22 ...................................................................................................................................................... 113 UNIDADE 27 ............................................................. 85 Global Positioning Service .............................................................................................................................................. 107 UNIDADE 25 ................ 105 UNIDADE 24 ..................Protocolo de Aplicações sem-Fio – Wireless Application Protocol – WAP ..................................................................................................................................................................... 107 Telemedicina ................................................................ 122 Tecnologias e Aplicações ......................................................................................................... 133 Copyright © 2007............................................................................................................... 98 Criptografia ............................................................................................................................................................................. 85 UNIDADE 18 .......................................... 116 Mobilidade ................................................................................... 124 GLOSSÁRIO ................................................................................................................................................................................................................................................................... 101 UNIDADE 23 ....................................................................................................................................................................................................................................................................................................................................................................................................................................................................................

cabos submarinos e muitos canais de satélites. cabos coaxiais. Estes termos foram traduzidos do inglês: Information Highway. Nesta unidade apresentaremos alguns conceitos e tecnologias básicas. Superinformation Highway. Esses caminhos físicos são formados por quilômetros de fibras óticas. fios de cobre. cabos de par trançado.U NIDADE 1 Objetivo: Conceituar esse conjunto de recursos de telecomunicações e informáticas . para compreensão da abrangência do curso. que suporta e cria condições de oferecer serviços avançados. que a Sociedade da Informação consome e a Nova Economia demanda. Também já foi chamada de Rodovia da Informação ou Superestrada da Informação. de cabos telefônicos. em milhões de quilômetros de fibra ótica. Copyright © 2007. essa “rodovia” é formada por caminhos fisicamente instalados que proporcionam o tráfego de qualquer tipo de informação e de conteúdo eletrônico em altas velocidades. está baseada em milhares de computadores. Esse conjunto de recursos de telecomunicações e informática chama-se Infovia ou Super Estrada da Informação. frequências em micro-ondas e canais de satélites. ESAB – Escola Superior Aberta do Brasil 8 . Na realidade. Conceitos Infovia é: O nome atribuído para uma nova Estrutura da Informação.chamado de Infovia. Infovia – Conceitos Introdução A infraestrutura.

nuvens. “Com capacidade de transmissão até 1 milhão de vezes maior do que o cabo metálico.htm Fibra ótica Cabo Coaxial Rádio Satélite Par Trançado Sinais Transmissão Feixes de laser Sinais da Informação via Interferências Nenhuma Campos elétricos Ondas Ondas eletromagnéticas eletromagnéticas elétricos Chuva. do outro lado. Além de permitir grandes alcances físicos. Outras vantagens da fibra óptica são: ela é isenta de interferências eletromagnéticas. possui baixo nível de ruído e não é passível de contaminação pela radioatividade. em cada fibra! Daí a analogia com a estrada.terra. através de um fotodetector. ESAB – Escola Superior Aberta do Brasil 9 . Os cabos de fibra óptica transportam os dados modulados na frequência da luz e os de modula. em alguns casos seria mais rápido enviar um motoboy para fazer uma entrega do que mandá-la via rede. Uma fibra ótica tem capacidade de transportar até 26 mil ligações telefônicas simultaneamente.” – Bodas. a fibra ótica é hoje a base das relações de comunicação no mundo.7 bilhões de bits por segundo. quem está conectado usando a velha linha telefônica e seus fios de cobre passam por um “engarrafamento“ no tráfego de dados. Chuvas. Se mantivéssemos somente o cabo metálico como condutor de informações. na saída. Cristina – repórter terra http://www. a fibra ótica oferece a vantagem de permitir a transmissão dos dados a uma velocidade de cerca de 1.br/reporterterra/fibra/materia1.com. Campos Copyright © 2007.Enquanto as fibras óticas possuem características que permitem a transmissão dos dados em alta velocidade. recebendo um sinal de baixa qualidade.

ESAB – Escola Superior Aberta do Brasil 10 .000 Mbps disponíveis no Brasil Fonte: http://www. magnéticos. Difícil de interceptar.000 metros sem precisar de repetidores. é adequado à instalação de redes locais de computadores.magnéticos. Tem um tempo de vida maior.com. o cabo de fibra óptica é flexível e resistente.mundivox.br/tabela_vantagens. motores Segurança contra violação dos dados Qualidade Excelente Pior que espelhos d'água. inclusive em condições físicas muito adversas. Além de muito rápido. garante a Copyright © 2007. interferência montanhas. cabos elétricos. cabos outras ondas de manchas solares elétricos. Menos sensível às interferências.500 metros para que o sinal não enfraqueça. ionosférica. além de muito mais lentos. Os cabos tradicionais.htm 155 Mbps 622 Mbps condições atmosféricas 155 Mbps 8 Mbps O cabo de fibra óptica permite transmitir dados na velocidade de 1 bilhão de bits por segundo e a uma distância de 4. precisam de um repetidor a cada 1. rádio do Captação sinal motores do Intercepção do trançado par Intrinsecamente Interceptação Captação segura do cabo sinal a Depende banda da Depende de banda da Pior de cabo que fibra ótica frequência e das frequência e das coaxial condições atmosféricas Capacidades 400.

Os cabos de fibra óptica são mais caros do que os cabos convencionais. de modo praticamente instantâneo. Por elas circulam todo tipo de informação. Além disso. se perdem. Em geral. Um usuário acessando em um aeroporto. Desta forma uma grande desvantagem desta tecnologia é o alto custo da implementação de segurança. Quando isso acontece. Até a popularização da internet. ESAB – Escola Superior Aberta do Brasil 11 . independentemente das distâncias. pois. E este é um aspecto a ser levado em consideração. seu rendimento diminui muito. São mais flexíveis. se não ficarem bem-alinhados. têm maior possibilidade de receber investimento privado e oferecem um bom desempenho. pode ter seu tráfego capturado por um atacante posicionado em um local visualmente distante. não pode provocar incêndios. Usamos redes de fibras ópticas quando assistimos a um filme por televisão a cabo ou temos acesso a redes de computadores. por exemplo. de custo mais baixo que as redes por fibra óptica.fio utilizam frequências de rádio e também são grande aliadas no processo de comunicação atual. No caso de redes Wi-Fi. para ligá-los. As redes sem . os sinais luminosos que transportam. como não produz descargas elétricas. em ambientes abertos e no modelo Infraestrutura. pois o alcance da rede pode ser um fator de risco. é preciso um equipamento de grande precisão. as redes de fibras ópticas eram chamadas de rodovias da comunicação. Copyright © 2007. as frequências podem cobrir distâncias por volta de 500 metros. além do próprio risco com a privacidade.segurança de dados confidenciais e. Hoje são conhecidas como infovias. Os cabos de fibra óptica não podem ser dobrados nem submetidos a uma pressão excessiva. mas ainda assim suficiente para captar os sinais transmitidos.

capaz de dotar a cidade uma infovia de telecomunicações.htm http://br.Case1: Projeto de Infovia – Porto Alegre A ampliação do uso dos espaços públicos.cgi.br/?art=1962&bd=1&pg=1&lg= http://djmeucci.uol.br/unicamp/unicamp_hoje/ju/agosto2003/ju226pg03.br/noticias/debatedor-defende-criacao-de-infovia-publica http://www. Fonte: http://www.pdf Links complementares – http://idgnow. a Procempa deu início ao processo de constituição de uma rede de cabos de fibras ópticas com capacidade para transmitir informações. tornou necessário preparar a cidade para a modernização das telecomunicações. A partir desta constatação.sites. com infraestruturas de serviços.youtube.rnp.br/fo/fibraopt.com.br/wrnp2/2000/palestras/remavs/Remav_bsb.revistapesquisa.com/watch?v=vWTtbg1uOf8 Copyright © 2007.br/internet/2007/11/12/idgnoticia. sons e imagens a uma velocidade centenas de vezes maior que a praticada no mercado.0225672576/ http://governanca.fapesp.html Case 2 – Infovia Brasília http://www.unicamp. ESAB – Escola Superior Aberta do Brasil 12 .uol. fator imprescindível para alavancar novos empreendimentos na cidade.2007-11-12.com.

passando pelos processos de integração regional e da abertura econômica e comercial até o surgimento dos novos paradigmas tecnológicos que têm facilitado todas as formas de comunicação. sucumbir diante das pressões socioeconômicas oriundas dos mercados internacionais. Copyright © 2007. ESAB – Escola Superior Aberta do Brasil 13 . globalização é a “interdependência dos mercados internacionais. Globalização e Infovia De acordo com a Federação das Indústrias de São Paulo (FIESP). Porém. o termo globalização é impreciso. combinado com o avanço da tecnologia e com a desregulamentação e/ou flexibilização das normas da economia interna de cada país”. as nações em desenvolvimento têm uma oportunidade ímpar de encontrar novos mercados ou.U NIDADE 2 seu Objetivo: Conceituar globalização e sua importância para a sociedade e desenvolvimento social. direitos humanos. pois descreve diversos fenômenos em um mesmo conceito. Independente de qualquer que seja o conceito. a realidade nos mostra que a globalização está no nosso dia a dia e estamos envolvidos nela e por ela. É um caminho sem volta. sendo consequência natural da liberalização do comércio internacional. como: democracia. Para o Ministério das Relações Exteriores (MRE). econômico. abrangendo desde a convergência das nações em torno de valores ou princípios básicos. economia de mercado. onde os países mais desenvolvidos saíram na frente.

Na Ásia China. Indonésia e Malásia compunham a “região da seda”. que concentravam suas atividades na região do Mar Báltico. chegando. a da Europa francesa. Milão. ESAB – Escola Superior Aberta do Brasil 14 . por meio das cidades de Hamburgo e Lübeck. através das cidades de Antuérpia. a partir da região de Flandres. onde as cidades de Gênova. Veneza e Florença dominavam o comércio no Mediterrâneo. inclusive aos mercadores árabes. com seu imenso mercado de especiarias e tecidos finos. a da Europa alemã. indo do Oceano Índico ao Mar Vermelho.Globalização – Um pouco de história Alguns historiadores registram que a globalização é um fenômeno antigo. No sudeste europeu A Turquia dominava a região através do Império Bizantino e sua economia era a dominante na região. Copyright © 2007. indo da Rússia até a Inglaterra. atendendo as províncias locais e os arquipélagos do Mar da China e a da Índia. com negócios voltados para o Mar do Norte. Bruges e Lile. Até os meados do século XV havia apenas 5 economias no mundo: Na Europa A da Europa italiana. atingia um raio econômico maior.

no México e a Inca. ficava à mercê de seu próprio comércio.No continente africano O norte da África mantinha relações com os portos europeus. Por isso. ESAB – Escola Superior Aberta do Brasil 15 . enquanto que a parte ao sul. sendo autosuficiente. ou a internacionalização do comércio. como é dita nos dias de hoje. no Peru. os historiadores consideram a aproximação das culturas um fenômeno recente de “apenas” cinco séculos. pelo cultivo do milho e na confecção de tecidos. Nas Américas A última economia era formada pelas civilizações pré-colombianas: Asteca. isolada pelas florestas tropicais e pelo deserto do Saara. Períodos da Globalização Tabela I – Períodos da Globalização Períodos Fases Caracterização Expansionismo mercantilista Industrial-imperialista-colonialista 1450-1850 Primeira fase 1850-1950 Segunda fase Pós-1989 Globalização recente Cibernética-tecnológico-associativa Copyright © 2007. Todas essas regiões passaram anos sem estabelecerem relações significativas de negócios.

com a expansão das estradas de ferro. nos lugares dos administradores mercantis. A transição da primeira para a segunda fase ocorre em virtude de inovações no campo técnico e político. à época. aproximando os continentes e seus interesses.o expansionismo mercantilista Esta fase foi caracterizada pela intensa procura da rota do caminho às Índias. beneficiados pelo barco a vapor. inicialmente. China e Japão. o mundo. Esta fase também é caracterizada pelo comércio triangular entre a Europa. o pai da Economia. Um exemplo interessante da globalização dessa época acontece com o açúcar brasileiro. Bélgica. onde acontecia o refino e a distribuição. A ligação dos bancos com as indústrias foi considerada. a partir do século XVIII. contribuindo com o desenvolvimento de feitorias europeias na Índia. o telégrafo e o telefone são tecnologias da época que ajudaram a encurtar as distâncias entre os mercados. A industrialização ocorreu. França e Itália. tornou-se menor.o avanço industrial nas colônias. este período foi o que conquistou os maiores feitos. por meio do fornecimento de produtos manufaturados. um fenômeno da política econômica moderna. a África. na tentativa de conquistar “o resto do mundo”. Segunda Fase da Globalização . Além do barco e do trem a vapor. Com o advento da aviação. na Inglaterra e em seguida na Alemanha. através da venda de escravos e a América. Ele era produzido por escravos nos engenhos e transportado pelos portugueses para os portos holandeses. caracterizaram a entrada no processo mercantil da burguesia industrial e bancária.Primeira Fase da Globalização . verdadeiramente. em busca da posse de colônias e da hegemonia. Além desses fatores. Para Adam Smith. com a exportação de produtos coloniais. máquina a vapor. Globalização recente: A Cibernética Tecnológica Associativa Copyright © 2007. ESAB – Escola Superior Aberta do Brasil 16 . As nações europeias mais desenvolvidas partiram para as políticas expansionistas. os transportes marítimos.

Alemanha. tais como o MERCOSUL. medicina e biologia e químicos orgânicos) encontra-se concentrada nos países desenvolvidos: EUA. COMUNIDADE ECONÔMICA EUROPEIA. Reino Unido e França. obrigando-as a formarem blocos e mercados supranacionais ou intercontinentais. dos transportes. Há quem creia que o prosseguimento da globalização nos atuais moldes.Este período é marcado pelo término da Guerra Fria. da cultura. o telégrafo e o telefone. da saúde. que detêm mais de 50 % da exportação mundial desses produtos. indígenas e da classe operária deu lugar à robótica e à informática. Se nas fases passadas os mecanismos de integração foram os barcos à vela. O trabalho braçal de africanos. que também havia iniciado seu processo de modernização. temos computadores. criando um verdadeiro fosso tecnológico. ou até onde a tecnologia alcançou. A produção de produtos agregados de tecnologia (microeletrônica. são vistos em todos os lugares. sujeitando o braço ao cérebro. Os benefícios dessa fase. Japão. ESAB – Escola Superior Aberta do Brasil 17 . a queda do Muro de Berlim. computadores. a saída dos soviéticos da Alemanha e a dissolução da União das Repúblicas Socialistas Soviéticas (URSS). enfraquecerá as nações. equipamento de telecomunicações. Internet. a partir da década de 70. o trem. os barcos a vapor. na fase atual. A China. passa a autorizar a implantação de indústrias multinacionais – um contrassenso ideológico ao governo comunista do país. satélites e canais submarinos de comunicação. Os países ricos que dominam as tecnologias de ponta aprofundam as diferenças entre os países mais pobres. aeroespaciais. equipamentos científicos de precisão. seja através da educação. NAFTA. Copyright © 2007. liderado pelo Japão). a COMUNIDADE ECONÔMICA INDEPENDENTE (ex-URSS) e a APEC (Bloco asiático. máquinas e robôs.

pretendia aproximar as pessoas entre os continentes. fomentando melhorias nas condições de trabalho. pudéssemos nos comunicar facilmente com qualquer parte do mundo sem nem mesmo. Infovia – Benefícios Quando Santos Dumont idealizou sua invenção. buscando um aprimoramento desse processo. promovendo transformações em diversas áreas. transações comerciais e investimentos. vamos abordar alguns dos benefícios que as tecnologias de comunicações estão nos proporcionando e. que passava horas e horas trabalhando em silêncio. Que atualmente. de serviços e até de lazer. com o mesmo sonho de Dumont: Que um dia todas as pessoas utilizem essas tecnologias com o intuito de realmente se aproximarem. Tanto acreditava no processo de comunicação entre os homens. Ele ainda não podia imaginar que o processo de comunicação entre as pessoas sofresse tantas modificações. Copyright © 2007. Nesta Unidade. Os benefícios da Infovia A cada dia novas Tecnologias de Informação e Comunicação (TIC) são incorporadas ao cotidiano da sociedade. o sistema econômico tem sido um dos mais beneficiados. ESAB – Escola Superior Aberta do Brasil 18 . de produtos. O uso dessas tecnologias tem agregado valor aos processos produtivos. porque é através dele que surgem novos mercados. sairmos de casa. pois pretendia que sua equipe tivesse uma sintonia tal. que se comunicassem além das palavras – pensassem juntos – num processo de inspiração e criatividade.U NIDADE 3 Objetivo: Abordar alguns dos benefícios proporcionados pela tecnologia na comunicação e buscando um aprimoramento desse processo. Dentre várias áreas. negócios.

Sob este enfoque. os cidadãos modernos. por outro. Redes modernas. a sociedade do século XXI usufrui melhores serviços. Obter. tem muito valor.As atividades produtivas desse sistema. ágeis e avançadas permitem que empresas. integram a chamada Sociedade da Informação. seja no dia a dia dentro de casa. processar e difundir informações necessita de uma infraestrutura compatível aos novos tempos e de pessoal especializado e qualificado afeto aos novos desafios. Copyright © 2007. baseadas nas Tecnologias de Informação e de Comunicação. Ao processo de agregar valor à informação. Por trás dessas redes circula a mais nova veia de negócios dos dois últimos séculos: A INFORMAÇÃO. A nova sociedade passa a consumir e devorar o bem que impulsiona empresas e atividades de negócios: a informação. antes longínquos. dá-se o nome de conhecimento. organizações e países desfrutem de novas estratégias para seus negócios. Bombardeados por essa onda de informação por todos os lados. coloca em risco a sobrevivência daqueles que não se ajustam aos padrões impostos pela Nova Economia. as novas tecnologias trazem significativos benefícios aos mercados já consolidados e segmentados. ESAB – Escola Superior Aberta do Brasil 19 . atividades. Mercados e empresas. viabilizando a expansão de negócios. seja no lazer. hoje são acessíveis por meio das novas tecnologias. na escola e em qualquer lugar por onde se estendam as novas redes de comunicação. integram a chamada. atualmente. Nova Economia. Se por um lado. venda e compra de produtos e serviços de forma abrangente e globalizada. mesmo sem sentir. Pessoas e empresas precisam estar preparadas adequadamente para lidar com esse novo paradigma. no trabalho. Atenta a todas essas mudanças. não existem mais barreiras físicas ou geográficas. E conhecimento. onde os competentes e visionários partem na frente.

através do uso intenso da videoconferência. a partir de iniciativas de grandes corporações internacionais. Alguns países são obrigados a aumentar barreiras tarifárias para proteger suas produções locais da concorrência dos produtos estrangeiros. Crescimento rápido. O alcance mundial da informação e a popularização da Internet auxiliam o desdobramento da globalização. cartão de caixa eletrônico e talão de cheque). Copyright © 2007. Outros aderem a esse novo comércio e abrem-se ao capital internacional. PACCITTI (2000) enumera algumas novas concepções financeiras advindas do uso da Infovia:  Expansão do dinheiro digital (cartão de crédito. menores tarifas. do ensino a distância. mais usuários. Essa nova “Superestrada da Informação” tem por finalidade proporcionar um alto fluxo de transmissão de dados. ESAB – Escola Superior Aberta do Brasil 20 . O caráter principal dessa mudança é a integração dos mercados em uma abrangente “aldeia global”. As Tecnologias da Informação e da Comunicação têm grande participação nessas atividades comerciais. culturais ou sociais. mais empregos (?).  Descentralização das atividades. mais serviços. da voz. Os avanços da computação.  Livre mercado. pela possibilidade de menor intermediação. sistemas de biometria (reconhecimento da escrita. da convergência do local de trabalho. A Nova Economia é fruto da expansão da globalização. Assim é o fenômeno conhecido por “Globalização”.  Novas formas de comunicação digital. das impressões digitais ou traços físicos). aliados aos sistemas de telecomunicações e redes devem resultar em um novo redirecionamento tecnológico das atividades da Sociedade da Informação.  Utilização da assinatura eletrônica.Todos os lugares do mundo estão passando por transformações de ordem política e econômica nas últimas décadas. seja nas áreas econômicas.

facilitando inclusive a ampliação do número de computadores em uso nos órgãos. com os custos de administração reduzidos proporcionados pelo gerenciamento centralizado. agilizando o andamento de processos e permitindo um atendimento rápido e de qualidade ao cidadão. privada). principalmente na Internet. Isto contribuirá em muito para a redução dos custos com papel e sua tramitação. e controle do fluxo da informação pelos países mais ricos. possibilitar debates entre estudantes e Copyright © 2007. independente da rede pública. Isto se traduz em um melhor aproveitamento dos recursos existentes. com um padrão de qualidade e segurança muito superior ao atual. na área da educação.  Novas interfaces (mais amigáveis) nas aplicações. poderá ser disponibilizada uma rede de telefonia interna. Case: : BENEFÍCIOS DA INFOVIA-MT Redução do tráfego de documentos impressos entre os órgãos do Estado. Aumentar a utilização de videoconferência: pessoas que estão em locais distantes participarão de conferências em tempo real. permitindo reuniões entre órgãos e escritórios regionais sem a necessidade de deslocamento físico. Os custos de comunicação são drasticamente reduzidos. então. que serão substituídos por documentos eletrônicos. Permitir o gerenciamento centralizado de todas as redes locais dos órgãos atendidos pela rede corporativa. entretenimento para a Internet. As redes locais passam a contar. enquanto a qualidade dos serviços de comunicação aumenta (o equivalente a uma rede telefônica própria. Convergência da televisão. Aumentar a utilização de transporte de voz. aproveitando-se da largura de banda oferecida pela Infovia. ESAB – Escola Superior Aberta do Brasil 21 . em todos os pontos atendidos pela rede corporativa. telefone.

ESAB – Escola Superior Aberta do Brasil 22 .mt.cepromat. possibilitando disponibilizar os dados corporativos a quem necessita deles para a tomada de decisões. obtém-se redução de custos e melhoria na qualidade do atendimento aos usuários.br/pressreleases_detalhe. mantém-se a liberdade de escolha de fornecedores.hartz. por princípio.gov. uma necessidade. atendendo desde as escolas primárias até a universidade. Novamente.php?id=51 Copyright © 2007. contribuindo para a qualificação da mão de obra. permitir o treinamento à distância (formação profissional).com. oferecendo uma saída moderna e eficiente na substituição das antigas tecnologias. Aderindo aos padrões abertos. e no caso do Estado. Fonte: Governo do Estado de Mato Grossohttp://www. php?codigoPagina=151 http://www. A rede corporativa do Estado tem. esta.br/html.professores. aliás. permitindo um melhor aproveitamento dos quadros docentes e minimizando as dificuldades decorrentes das grandes dimensões do nosso Estado. Flexibilidade na escolha dos equipamentos e grande possibilidade de expansão. oferecer aulas com multimídia. é uma tendência mundial. o uso de padrões abertos e a interoperabilidade entre eles.

O Projeto Remav O Projeto de Redes Metropolitanas de Alta Velocidade (REMAV) surgiu a partir da iniciativa do Programa Temático Multiinstitucional de Ciência em Computação (ProTem-CC). diagnóstico médico remoto. do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq). Copyright © 2007. Nesta unidade iremos fornecer um panorama geral sobre as pesquisas e projetos em desenvolvimento para ampliação de toda a infraestrutura que compõe a infovia. destinadas a oferecer. interligadas em nível nacional. em 1997. São redes de alto desempenho. dentre outros. públicas e de pesquisa). destinadas a “promover. Em anexos. a conteúdos educacionais e de pesquisa. As REMAV fazem parte de um consórcio entre diversas Instituições (educacionais.U NIDADE 4 Objetivo: Compreender a importância das redes metropolitanas como veículo de acesso a conteúdos educacionais e de pesquisa. ESAB – Escola Superior Aberta do Brasil 23 . em diversas regiões do país. Redes Metropolitanas de Alta Velocidade As Redes Metropolitanas de Alta Velocidade mais a Internet2 são a reunião de instituições colaboradoras que visam melhorar o acesso de estudantes e da população. acesso a bibliotecas virtuais e ensino a distância). você irá encontrar indicações sobre temas de pesquisas desenvolvidas por essa rede de colaboradores. os serviços de tecnologia multimídia (vídeoconferência. a criação de infraestrutura e serviços de redes de alta velocidade”.

Redes Metropolitanas de Alta Velocidade (que operam a 155 Mbps) foram o ponto de partida para a criação da RNP2 (a Internet 2 no Brasil). Não há uma linha de trabalho única e pré-determinada que oriente as pesquisas das novas possibilidades de aplicações que estão sendo desenvolvidas na Internet 2. Copyright © 2007. possibilitar a troca de imagens resultantes de exames médicos cardiológicos realizados em tempo real. sons e imagens a uma velocidade centenas de vezes maior que a praticada no mercado capaz de alavancar novos empreendimentos. RNP e Internet 2 Liderado pela USP (Universidade de São Paulo). As REMAV . visando a ampliação dos serviços públicos. ESAB – Escola Superior Aberta do Brasil 24 . com a finalidade de viabilizar os projetos que demandam redes de alto desempenho. As de tele-educação mobilizam esforços da PUC-SP e da NET (Operadora de TV a Cabo). Ainda há muito a ser pesquisado sobre a necessidade dos usuários e o potencial das tecnologias para redes de alto desempenho. Tornou-se necessário preparar as cidades. com infraestruturas de serviços. entre outros avanços. A Internet 2 brasileira iniciou para atender as necessidades das áreas da Medicina e da Educação. para a modernização das telecomunicações com a constituição de uma rede de cabos de fibras ópticas com capacidade para transmitir informações. As aplicações de telemedicina deverão incluir o INCOR (Instituto de Coração) do Hospital das Clínicas e a Escola Paulista de Medicina da Universidade Federal de São Paulo. atualmente integra diversas áreas de pesquisa acadêmica. o consórcio da rede paulistana prioriza a telemedicina para.Cada consórcio é formado por Estabelecimentos de Ensino Superior e instituições parceiras.

incluindo dados em forma de texto. Demonstrações dos novos potenciais da Internet2 vêm sendo apresentadas em vários eventos e workshops promovidos com o intuito de sensibilizar não só a comunidade acadêmica. pode-se dizer que o foco principal da Internet2 reside no desenvolvimento de aplicações avançadas com uso intensivo de tecnologias multimídia em tempo real. com intenção de constituir uma grande rede de bibliotecas virtuais. não se conhece ainda o limite do que é tecnicamente possível. Nos principais países do mundo. as linhas de ação já estão bastante definidas. são quatro as principais linhas de pesquisa da Internet 2: 1. Entretanto. São Paulo e Belo Horizonte. visando gerar uma grande rede de instituições de ensino onde o usuário tem um vasto leque de opções de formação via Internet. Nos Estados Unidos. 4. imagens e sons. 3. Teleimersão. Os experimentos e desenvolvimentos de aplicações Internet2 requerem uma conectividade e infraestrutura de maiores requisitos. para que se possa trabalhar em pesquisa com estruturas complementares de outras instituições. 2. como também diversos setores da indústria e até mesmo o governo. para promover atividades em conjunto ao redor do mundo através da rede. Além disto. Estes requisitos são atendidos basicamente nos PoPs localizados no Rio de Janeiro. O alcance de novos grupos de pesquisa em outros estados será resultado da implantação e atualização de novas facilidades em outros PoPs da RNP.De uma forma geral. Bibliotecas digitais. Atualmente apenas as instituições localizadas em PoPs com este tipo de infraestrutura e banda (GigaPoPs) podem dispor de aplicações Internet2 de forma contínua. utilizando equipamentos à distância. Laboratórios coletivos. 25 Copyright © 2007. ESAB – Escola Superior Aberta do Brasil . Educação à distância. Brasília. Tipicamente são necessários equipamentos de comunicação e computação de grande capacidade. é importante assegurar que as deficiências de conectividade entre cada instituição e o PoP sejam equacionadas.

os recursos foram suficientes. Deverá haver ampliação da matriz de fontes de financiamento considerando a abrangência do programa. a busca de outras fontes de recursos através de convênios auxiliou na execução desta ação. de uma forma geral. Na ação. com claros objetivos econômicos e sociais. A proximidade do programa junto ao público alvo garante legitimidade às ações e sintonia com as demandas da sociedade. Dada a dinâmica própria da área de Tecnologia de Informação e Comunicação. Adicionalmente. indicando novas necessidades. o programa em apenas 2 anos revelou-se de fundamental importância para a inserção do Brasil no grupo das nações efetivamente empenhadas na construção da Sociedade da Informação. o que facilitou a execução das ações em sua implementação .é imprescindível. Processadores de Alto Desempenho – PAD. pois este atingiu a plenitude operacional que permite a consecução dos objetivos propostos e mesmo o alcance de objetivos.2001. Por se tratar de programa estratégico os recursos foram liberados com fluxo regular e compatível com a programação. em especial nas ações de Processadores de Alto Desempenho . No que tange à implementação cabe ressaltar que. No entanto. havendo necessidade de adequações. onde são comuns alterações de cenário decorrentes da troca ou incorporação de novos paradigmas. em especial no âmbito da cooperação Universidade/ Empresa. alguns dos indicadores do programa podem ter se tornado vulneráveis ou obsoletos. Copyright © 2007. ESAB – Escola Superior Aberta do Brasil 26 .PAD. Os Fundos Setoriais do Ministério da Ciência e Tecnologia poderão contribuir no desenvolvimento das aplicações em Tecnologia da Comunicação e Informação. a dotação orçamentária dificultou a organização e o planejamento de projetos de mais longo prazo.Quanto à concepção do programa há necessidade de redimensionamento de metas físicas de algumas ações. A manutenção da condição de "Estratégico" do programa Sociedade da Informação – Internet2 .

e essas atividades nem sempre receberam a atenção necessária. em 1992. Queremos um projeto integrador. Neste contexto mundial. que nasceu na Faculdade de Engenharia Elétrica e de Computação (FEEC) da Unicamp. único. entretanto. mas não com esta envergadura. a oportunidade de levar o Multicom 21 a campo. O professor Leonardo Mendes.Projeto é alternativa para "ressaca" nas comunicações A Infovia Municipal de Morungaba é uma evolução do Projeto Multicom 21. "Existem outras experiências no país. Leonardo Mendes viu em Morungaba. Inicialmente. por exemplo. fazendo despencar a quantidade de recursos e a expectativa de uma grande evolução das tecnologias de Internet e de comunicações". levou a mudanças de políticas controladoras. "Alguns problemas. Este grupo aderiu à ideia do Projeto Bercom (Berlin Communication) de construir um modelo de interconexão entre laboratórios. A privatização das comunicações no Brasil. e a FEEC à Politécnica da USP. seriam conectados o Hospital das Clínicas da Unicamp ao Instituto do Coração (Incor). afirma o pesquisador. da infraestrutura de transporte de informações até as aplicações. cidade que abriu os braços para a experiência. que atingiu todas as empresas de alta tecnologia do mundo. ESAB – Escola Superior Aberta do Brasil . por iniciativa de um grupo de professores da unidade. que considera de "ressaca" do setor de comunicações. afetaram a continuidade destas iniciativas. Estamos construindo um modelo de infovia municipal em sua totalidade. que assumiu a coordenação do Multicom 21 em 1995. lembra que o CNPq financiou outras iniciativas semelhantes no Brasil. que tenha a participação e financiamento de várias 27 Copyright © 2007. Outro problema foi a crise de janeiro de 2000. como o projeto de redes metropolitanas (que na região ganhou o nome de Remet-Campinas).

rnp. com uma quantidade de recursos muito menor". Fonte: http://www. "Queremos mostrar que é possível ir muito além das limitações da comunicação que temos hoje. que utiliza a mais avançada tecnologia de acesso digital. Devido ao anel óptico redundante. mas também os aspectos sociais e econômicos. É formada por uma rede com 204 km de extensão. 7 horas por semana. voz e imagens e acesso Internet.unicamp. Empresas já acenaram com doações para utilização e aperfeiçoamento de seus produtos. empresas e também de outros municípios que manifestaram interesse. Outras redes com estrutura e objetivos semelhantes:    http://www. a geração de empregos. inédito no país. é possível o tráfego de circuitos de dados. A proposta é investigar não apenas as aplicações tecnológicas.br/unicamp/unicamp_hoje/ju/agosto2003/ju226pg03.instituições. sendo 84 km de cabos subterrâneos e 120 km de aéreos. implantar e testar equipamentos. a distribuição de recursos e de renda. os negócios que podem ser estabelecidos na rede. como Campinas e Guarulhos".br/pd/giga/ http://www. a fim de que pesquisadores do país possam estudar. referência mundial no campo das telecomunicações e informática. A rede experimental de Morungaba vai se conectar à Unicamp.br/pd/planetlab/ Copyright © 2007. criou um sistema de gerenciamento do espaço público. que permite maximizar as operações.br/conexao/instituicoes. a Prefeitura de Porto Alegre. o sistema tem disponibilidade permanente: 24 horas por dia. Através da Infovia.html Esta Infovia sustenta um sistema de comunicação de dados confiável e econômico.rnp. O gerenciamento da rede utiliza a tecnologia ATM/IP/MPLS. finaliza Leonardo Mendes.rnp.php http://www. ESAB – Escola Superior Aberta do Brasil 28 . como: o melhor modelo para manter financeiramente o sistema. Na montagem desta rede municipal. explica.

conforme veremos nesta Unidade. o armazenamento. sua origem remonta aos anos sessenta. no qual o controle e a otimização dos processos industriais eram substituídos pelo processamento e manejo da informação como “chave” econômica. É conveniente. o processamento e a distribuição da informação por meios eletrônicos. Sociedade da Informação é um estágio de desenvolvimento social caracterizado pela capacidade de seus membros (cidadãos. Desde então. de qualquer lugar e da maneira mais adequada. no âmbito deste estudo. instantaneamente. empresas e administração pública) de obter e compartilhar qualquer informação. então. ter sido elaborada uma definição aceita em todo o mundo.U NIDADE 5 Objetivo: Compreender o significado e importância da sociedade da informação A Sociedade da Informação Nos últimos anos a expressão "Sociedade da Informação" tem sido muito utilizada. foram numerosos os significados atribuídos à "Sociedade da Informação" sem. entre outros. quando se percebeu que a sociedade caminhava em direção a um novo modelo de organização. televisão. ESAB – Escola Superior Aberta do Brasil 29 . contudo. demonstrar o sentido que se dá à expressão. telefone e computadores. No entanto. Copyright © 2007. como rádio. Comportamentos e padrões A Sociedade da Informação está baseada nas tecnologias de informação e comunicação que envolve: a aquisição.

reconhece e dignifica as diversidades e dá voz às minorias e os valores passariam a ser construídos a partir desta perspectiva participativa. A definição de Sociedade da Informação deve ser considerada tomando diferentes perspectivas: Segundo Gianni Váttimo. Para Javier Echeverria. criando uma nova comunidade local e global. cirando novas formas de inter-relações humanas e sociais ainda que por vezes ocorram conflitos neste processo de transformação. A qualidade dos serviços de transmissão e recepção oferecidos cresce a cada instante. qual região ou área é mais capaz de atrair 30 Copyright © 2007. continentes. que formará uma telecidade em uma tele-sociedade que se sobreporá mesmo aos Estados clássicos. tanto político quanto econômica. por ser a alavancadora de mudanças nas estruturas das atividades sociais e econômicas. sem transparecer que existem quilômetros de distância separando as partes interconectadas. O conceito de Sociedade da Informação surgiu dos trabalhos de Alain Touraine (1969) e Daniel Bell (1973) sobre as influências dos avanços tecnológicos nas relações de poder. incentiva a participação. através da disseminação veloz da informação por meios nunca imaginados. ditando. Inúmeros meios de comunicação interligam países. transterritorial. é plural. transtemporal. A Sociedade da Informação é fruto de novos comportamentos e padrões culturais que a revolução tecnológica tem proporcionado. a Sociedade da Informação está inserida num processo pelo qual a noção de espaço e tempo tradicional está em transformação pelo surgimento de um “espaço virtual”. povos e nações. mas são utilizadas pelas pessoas em seus contextos sociais. sob as dimensões.Essas tecnologias não transformam a sociedade por si só. esta sociedade pós-moderna ou transparente. múltipla ou até mesmo caótica. ESAB – Escola Superior Aberta do Brasil . econômicos e políticos. Essa sociedade já é vista como um novo paradigma técnico e econômico. trazendo mais benefícios aos usuários desses sistemas e serviços. trazendo impactos diretos nas atividades socioeconômicas. identificando a informação como ponto central da sociedade contemporânea. proporcionando o intercâmbio de dados e informações de imediato.

Copyright © 2007. fornecendo estratégias e estruturas para criar novas práticas de produção. de forma seletiva e mais ou menos rudimentar. com isso. mas também têm uma capacidade quase ilimitada para acessar a informação gerada pelos demais e potencial para ser um gerador de informação para outros. resultam em mudanças inclusive na maneira de ser. as atitudes e o comportamento e. cultural e econômico entre diversos segmentos sociais.vultosos investimentos de novos negócios ou empreendimentos. surge o seguinte questionamento: é possível disseminar informação e tecnologia a pessoas e regiões menos assistidas e desfavorecidas de muitos benefícios? Ao futuro está destinada essa resposta. A disponibilidade de novos meios tecnológicos provoca alterações nas formas de atuar nos processos. A Sociedade da Informação é um importante fenômeno que. Essa mudança que permite facilidades no acesso à informação é o principal fator que desencadeia uma série de transformações sociais de grande alcance. O emprego de tecnologia envolve elevados custos. A partir daí. o peculiar da Sociedade da Informação é o caráter geral e ilimitado de acesso à informação. ao mesmo tempo. Suas características também são de elevado valor na dimensão social. A forma final que a Sociedade da Informação adotará é algo imprevisível nos dias de hoje. Definitivamente. as novidades tecnológicas chegam a transformar os valores. de comercialização e de consumo de produtos e serviços. E quando várias formas de atuar sofrem modificações. já é percebida e. reduzindo a distância entre elas pela difusão de informação. ESAB – Escola Superior Aberta do Brasil 31 . Embora em fase inicial de criação de infraestruturas. pode estreitar o fosso educacional. na medida em que possibilita integrar pessoas e nações. os primeiros efeitos de sua aplicação nos processos. As novas tecnologias se apresentam como instrumentos capazes de promover a inclusão plena dos menos favorecidos. Embora essa capacidade sempre tenha existido. O fator diferencial da Sociedade da Informação é que cada pessoa e organização não só dispõem de meios próprios para armazenar conhecimento. a cultura e a própria sociedade. se bem utilizado.

O impacto final nos valores e atitudes. No Brasil. a disponibilidade de acesso geral e praticamente ilimitado à informação deve ser considerada como um elemento meramente facilitador. em absoluto. que se encontra fora do âmbito tecnológico e deve ser assumido pela sociedade como um todo. Copyright © 2007. que amplia enormemente as possibilidades de transformação. uma tarefa fundamental. Apesar dos meios tecnológicos atuais serem conhecidos. não será. ainda é uma incógnita o tipo de sociedade que se quer atingir. além de ser imprevisível. a Sociedade da Informação vem revestida do importante papel de acompanhar os passos das nações mais desenvolvidas que já iniciaram e desenvolvem esse processo de compartilhamento de informações entre todos os segmentos da sociedade. Muito pelo contrário. também. o reflexo de um mecanismo que deva produzir de forma inevitável um resultado determinado. Existe. ESAB – Escola Superior Aberta do Brasil 32 . que é a de decidir o objetivo final.

através do programa High Performance Computing and Communications (HPCC) – Alta Performance de Computação e Comunicações. nos Estados Unidos da América (EUA). ESAB – Escola Superior Aberta do Brasil . o enfoque foi modificado para atender os objetivos da National Information Infraestructure (NII) – Infraestrutura Nacional de Informações.U NIDADE 6 Objetivo: Conhecer o histórico da sociedade da informação e que este programa inicialmente destinado ao meio acadêmico. Rede para Educação e Pesquisa. Breve Histórico da Sociedade da Informação A Sociedade da Informação na América do Norte A Sociedade da Informação (SI) teve origem a partir da década de 90. inicialmente destinado ao meio acadêmico. Em 1994. foi criado voltado para o desenvolvimento da tecnologia de redes de computação. Infraestrutura Nacional de Informações. os EUA lançaram como desafio a todos os governos a idéia da Global Information Infraestructure (GII) – Infraestrutura Global de Informações. cuja abordagem era atender os objetivos da economia e sociedades americanas. O Programa de Alta Performance passou a direcionar as atividades da SI sob os seguintes enfoques:     Sistemas de Processamento de Alta Performance. e 33 Copyright © 2007. Tecnologia Avançada de Software. A partir de 1993. Este programa foi voltado para o desenvolvimento da tecnologia de redes de computação.

isto é a plataforma de telecomunicações e computação como meio mais adequado à oferta de serviços e aplicações. a UE optou por direcionar estes serviços e aplicações sob a ótica da informação. A figura 2 exemplifica os estágios de evolução da Sociedade da Informação.Fonte: SocInfo Copyright © 2007. ESAB – Escola Superior Aberta do Brasil 34 . A Sociedade da Informação na Europa A União Europeia (UE) decidiu que o seu projeto de SI passaria pela informatização da administração pública dos países integrantes. Se por um lado os EUA enfatizavam a infraestrutura. como a que conhecemos hoje. onde a privatização das telecomunicações havia sido o foco principal.  Pesquisa Básica e Recursos Humanos. Figura 2 . A expressão Sociedade da Informação. para atender demandas multiculturais e linguísticas. destinadas a prover serviços e aplicações em prol da sociedade. é a consolidação das iniciativas voltadas à Infraestrutura e à Economia.

e Infraestrutura Avançada e Novos Serviços. Pesquisa e Desenvolvimento. Tecnologias. Copyright © 2007. pilar base da democracia política. Os objetivos do PSI no Brasil são:  construir uma sociedade justa. do Ministério da Ciência e da Tecnologia (MCT). e  fomentar a participação social. Educação na Sociedade da Informação. Proposta do Programa de Sociedade da Informação (Livro Verde) e Plano de Execução (Livro Branco). buscando o equilíbrio regional. por meio do Grupo de Implantação da Sociedade da Informação. O PSIB foi estruturado para atuar nas seguintes áreas:        Mercado. Conteúdos e Identidade Cultural.A Sociedade da Informação no Brasil As iniciativas para o Programa da Sociedade da Informação no Brasil (PSIB) somente tiveram início em 1999. Trabalho e Oportunidades. Governo ao Alcance de Todos. ESAB – Escola Superior Aberta do Brasil 35 . fundada na riqueza da diversidade. respeitando as diferenças. Universalização de Serviços para a Cidadania. O planejamento adotado consistiu em definir três fases distintas: estudos preliminares e lançamento formal do Programa. observando princípios e metas relativos à preservação da identidade cultural.  criar a sustentabilidade de um padrão de desenvolvimento. chave e aplicações.

em organizar e em acionar os meios que concretizam os fins que nos propomos a atingir. contudo. redesenha a Geografia da utilidade. econômica e informacional. representam um aspecto essencial que essa contribuição tem por ambição esclarecer. redefinindo as relações entre o local e o global. Como é comum nos períodos de mutação. Em que medida a força dos novos meios tecnológicos não retroage sobre os fins a que servem? Redefinindo a natureza das relações entre global e local. a ubiquidade numérica fundada sobre uma conectividade planetária cada vez mais refinada. Como pensar as novas formas da estratégia. Se a tecnologia introduz fatores de ruptura. o que não deixa de ser surpreendente! O espaço não representa mais o desacelerador ou o protetor que até agora ele encarnava. Proporções negligenciáveis localmente. em inclinações ou em hobbies compartilhados. com base em interesses. em gostos. global e em tempo real abre-se para novas formas de organização e de concepção da ação em que as redes constituem a base de uma nova logística onde o virtual e o real sofrem um processo de hibridização. de modo pertinente. A precisão.A Revolução da Precisão Consequências Estratégicas do Uso das Tecnologias da Informação e da Comunicação Pierre Fayard Que mudanças as novas Tecnologias da Informação e da Comunicação (TIC) provocam na estratégia. O conhecimento disponível no mundo cibernético autoriza uma seletividade crescente nas escolhas fora da limitação das distâncias. ESAB – Escola Superior Aberta do Brasil 36 . uma concentração virtual se revela às vezes mais eficaz do que a sua contraparte material. As TIC provocam um salto quantitativo e qualitativo na precisão do acesso e da mobilização sob medida de fontes espacialmente dispersas. Comunidades de valores reúnem-se. prontas a desenvolver sua paixão e a pesar econômica ou politicamente. a identificação e a integração dos conceitos e dos métodos suscetíveis de tirar proveito disso. a fim de tirar proveito da convergência tecnológica que se traduz sob a forma de um "coquetel numérico"? Os efeitos Copyright © 2007. Articulada estrategicamente. qualquer que seja o domínio de aplicação. virtualmente. sua concentração global torna-as. esta prosa da existência cujo objeto sempre consistiu em conceber. é nas sombras que se desenha e se formaliza a novidade.

que mediações criativas e inteligentes calibram em função da natureza das demandas expressas e afirmadas. Rapidez e precisão se impõem tendo como pano de fundo o apoio necessário de cartografias globais. que. acabada na sua capacidade e cuja degradação é o destino. Aí a estratégia se preocupa em organizar e garantir o domínio das condições do fluxo muito mais do que dos próprios estoques.. mas que é também suscetível de enriquecer as bases de dados dos atores de cada uma das transações. a partir do qual ele perde coerência e dilui-se numa profusão de interesses divergentes. (. mas a enriquece e a faz crescer. A rede é um instrumento ideal para a extração de sinais fracos pertinentes a partir de uma intenção que não repugna ser a reposta em questão. Cristovão Colombo não deu as costas às Américas sob o pretexto que eram as Índias que ele procurava atingir! Um projeto mecanicamente amarrado à sua definição tem dificuldades em tirar partido de uma vantagem não programada.) Em 1492. alimenta de maneira dinâmica as novas formas de relação dialética com os fins. Até certo ponto. a definição final dos produtos e dos serviços passa por uma interatividade informacional. uma vigília ativa sobre os meios e os seus conceitos de uso. É o que permitem precisamente as estratégias da rede. Assim é também a superioridade do cérebro humano sobre a máquina terminada. O desconhecido não desintegra a rede. ESAB – Escola Superior Aberta do Brasil . A interconexão planetária permite dispor dos produtos somente onde e quando eles se mostram necessários. Ao contrário. Nas redes. a velocidade das transmissões e a sua inteligência se traduzem por ganhos de tempo na apreciação das circunstâncias e da consequente tomada de decisão. ele se constitui em codefinição evolutiva a partir de potenciais disponíveis. Na era do numérico. O produto não pré-existe à demanda.. Sua estrutura e o potencial que ela articula tornam-a apta a enfrentar condições imprevistas apoiando-se em uma leveza adaptativa.ainda fracamente metabolizados desse coquetel nos afastam de uma lógica local de produtos e de estoques pré-definidos para nos conduzir a uma época dominada por uma lógica global de serviços e de fluxo. Num mundo veloz e incerto 37 Copyright © 2007. não somente caminha para um alto nível de precisão. As vias e os dispositivos de comunicação conferem vantagens no conhecimento que em geral se traduzem em vantagens temporais e qualitativas.

com/cultura/pierre_levy_tecnologia_para_qual_educacao_/5196/ Copyright © 2007. O contrário significa domesticar a surpresa e perder o rumo às suas custas.aceitar não saber tudo antes de agir aparece como uma condição de sobrevida e inovação. ESAB – Escola Superior Aberta do Brasil 38 . na Universidade de Caxias do Sul (RS) – fonte – Revista Consciência – 10/03/2001 http://www. É professor na Universidade de Poitiers e professor visitante da Universidade Pompeo Fabra (Barcelona). A rede integra uma parte de incerteza dispondo dos trunfos da malha operacional de suas fontes e de uma natureza não finita.nominuto. Pierre Fayard é doutor em Ciências da Informação e da Comunicação pela Universidade de Grenoble III (França).

ou o que toca. no conhecimento e no aprendizado. porém. objetivando a construção de um conhecimento coletivo. iremos tratar dos elementos básicos que integram a Infovia e a Sociedade da Informação. portanto “A experiência é o que nos passa. ESAB – Escola Superior Aberta do Brasil 39 . quase nada nos acontece. o que nos toca. mas tem por obrigação fomentar e resgatar as potencialidades individuais do ser humano. a capacitação de docentes e a prática do ensino à distância. mas é sobretudo.U NIDADE 7 Objetivo: Compreender o real significado de comunicação e informação e suas possibilidades de utilização para melhorar o nível de relações e saberes. também apresenta o seu revés . calcular ou argumentar”. Não o que se passa. vem-se criando diversos projetos e estimulando parcerias que envolvem a informatização do ensino. Dir-se-ia que tudo o que se passa está organizado para que nada nos aconteça”. como nos tem sido ensinado algumas vezes. dar sentido.conforme cita Jorge Larrosa em notas sobre a experiência e o saber de experiência. ao mesmo tempo. A cada dia se passam muitas coisas. Tendo a educação como elemento-chave na construção de uma sociedade baseada na informação. Conhecimento X Informação “A educação hoje não assume apenas o dever de repassar informação. Copyright © 2007. “Pensar não é somente racionaciar. onde a experiência de um se correlaciona com a vivência de outro1”. Nesta unidade. o que nos acontece. Conhecimento x Informação A “Sociedade da Informação” – com toda a tecnologia e benefícios que nos traz.

Em primeiro lugar pelo excesso de informação. a informação não faz outra coisa que cancelar nossas possibilidades de experiência. E o que gostaria de dizer sobre o saber de experiência é que é necessário separá-lo de saber coisas. em estar informados. a informação não deixa lugar para a experiência. com essa obsessão pela informação e pelo saber (mas saber não no sentido de “sabedoria”. cada vez sabe mais. Após assistir a uma aula. cada vez está mais bem informado. Cada vez sabe mais. e toda a retórica destinada a constituirmos como sujeitos informantes e informados. porém.Informação não é experiência.Universidade Federal da Paraíba Copyright © 2007. O que acontece é que nada lhe aconteçe. O sujeito da informação sabe muitas coisas. Tudo é pretexto para sua atividade. podemos dizer também. mas. quase uma antiexperiência. ESAB – Escola Superior Aberta do Brasil 40 . podemos dizer que sabemos coisas que antes não sabíamos que temos mais informação sobre alguma coisa. o que consegue é que nada lhe aconteça. É a língua mesma que nos dá essa possibilidade. E mais. mas no sentido de “estar informado”). passa seu tempo bucando informação – o que mais o preocupa é não ter bastante informação. O sujeito moderno se relaciona com o acontecimento do ponto de vista da ação. A informação não é experiência. O sujeito da informação sabe muitas coisas. 1 Genoveva Batista do Nascimento – Mestranda em Educação . ao mesmo tempo. com essa obsessão pela informação e pelo saber. porém. Por isso a ênfase contemporânea na informação. podemos dizer que sabemos coisas que antes não sabíamos. quando se está informado. cada vez está melhor informado. A primeira coisa que gostaria de dizer sobre a experiência é que é necessário separá-la da informação. ler um livro ou feito uma visita. passa seu tempo buscando informação. Sempre está a se perguntar sobre o que pode fazer. tal como se sabe quando se tem informação sobre as coisas. o que mais o preocupa é não ter bastante informação. que nada nos tocou que com tudo o que aprendemos nada nos sucedeu ou nos aconteceu. ela é quase o contrário da experiência. Mas ao mesmo tempo.

nada nos acontece. E. As Reformulações na Educação O trabalhador do novo século deve ser alguém capaz de tomar conta de sua própria carreira e de si mesmo. mas também sujeitos cheios de vontade e hiperativos. por não podermos parar. pensar mais devagar. transbordantes de opiniões e superestimulados. parar para sentir. escutar aos outros. as habilidades e as competências que sustentam hoje Copyright © 2007. cultivar a atenção e a delicadeza.Sempre está desejando fazer algo. porque sempre estamos querendo o que não é. a possibilidade de que algo nos aconteça ou nos toque. olhar mais devagar. Os conhecimentos. E nisso coincidem os engenheiros. Precisa. porque estamos sempre em atividade. demorar-se nos detalhes. Independentemente de este desejo estar motivado por uma boa vontade ou uma má vontade. regular algo. porque estamos sempre mobilizados. produzir algo. os cientistas. sentir mais devagar. os jornalistas. e escutar mais devagar. ter um perfil de competência que o mercado de trabalho passou a requerer. falar sobre o que nos acontece. suspender o juízo. os industrialistas. os médicos. cultivar a arte do encontro. ter paciência e dar-se tempo e espaço. os sindicalistas. calar muito. Nós somos sujeitos ultrainformados. parar para olhar. requer um gesto de interrupção. ESAB – Escola Superior Aberta do Brasil 41 . A experiência. aprender a lentidão. os políticos. suspender o automatismo da ação. um gesto que é quase impossível nos tempos que correm: requer parar para pensar. não podemos parar. o sujeito moderno está atravessado por um afã de mudar as coisas. parar para escutar. suspender a opinião. E por isso. os arquitetos. os pedagogos e todos aqueles que põem no fazer coisas. a sua existência. suspender a vontade. abrir os olhos e os ouvidos. também.

o desempenho profissional configuram um conjunto de características bastante distintas daquelas que, ao longo de décadas, definiram os perfis profissionais demandados. Nesse sentido, trabalhar significa, cada vez mais, não apenas o domínio técnico associado a uma determinada área de atuação, mas, sobretudo, a capacidade de interagir, ser criativo, trabalhar em equipe, atualizar-se permanentemente e saber gerenciar informações. Dentro dessa perspectiva, a missão de educar para o trabalho e para a cidadania passa a requerer enfoques educacionais sintonizados com tais exigências. Novos paradigmas surgem a todo instante nas várias áreas científicas, que evoluem e se especializam mais e mais para atender o homem moderno. Os avanços tecnológicos tornam as distâncias menores e o trabalho mais leve, desde que o homem saiba administrar seu tempo, para que não se torne escravo do trabalho. Entretanto, o homem precisa acompanhar a corrida desenfreada da globalização. A disputa é injusta, e o tempo parece ficar cada vez mais curto, enquanto a idade avança. E os mais jovens, contemporâneos da modernidade, parecem assimilar com mais facilidade a nova ordem mundial. Não podendo e não devendo esperar. O homem dos novos tempos torna-se o promotor da educação que necessita, pois as armas precisam ser recarregadas a todo instante, nessa luta desleal, onde o saber tem preço de ouro. Escritórios, galpões de fábricas, canteiros de obras, etc., tornam-se salas de aulas de animados grupos ou de solitários estudantes, que não desejam perder o trem da história. Diante de professores, de aparelhos de TV, de computadores, de livros ou de qualquer outro material impresso ou gravado que possa promover a atualização do profissional, a educação se efetiva. Com o tempo insuficiente para o trabalho e para a frequência a uma instituição escolar, o homem moderno recorre aos inúmeros meios de propagação do conhecimento e assim determina como, quando e onde aprender os conteúdos de seu interesse. As instituições que implementam o ensino a distância elaboram cursos nas áreas específicas que o mercado vem exigindo. O aluno trabalhador conta com um tipo de ensino que, apesar

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de ainda não ser aceito pelo conservadorismo dos paradigmas tradicionais, vem sendo a solução para uma boa parte de a população recuperar o tempo perdido. A maioria dos estudantes de cursos a distância já está no mercado de trabalho e dispõe de autonomia para gerenciar seu tempo e disponibilidade financeira quanto à sua formação continuada. De suas atitudes empreendedoras dependerão as mudanças no comportamento social e profissional de uma dada realidade. Cada indivíduo sabe o que gostaria de ser e de ter, mas nem sempre conhece os meios que possam levá-lo ao sucesso pessoal e profissional. O receio de errar e de não chegar ao seu intento, o faz desistir antes mesmo de tentar, e nos dias atuais, alguns minutos de indecisão podem levar a significativas perdas. O acerto é o oposto do erro, e para acertar ou errar primeiro é preciso tentar. Em educação nenhum investimento é perdido, e o trabalhador brasileiro aos poucos vem percebendo a necessidade de se atualizar, fazendo uso do ensino a distância, evitando assim custos com passagens, com alimentação, com hospedagem, além de não se afastar do convívio familiar. Hoje as novas tecnologias estão incorporadas no dia a dia e não há como dissociá-las do processo educativo.

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U

NIDADE

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Objetivo: Entender o conceito”Nova Economia”, que diz respeito a um novo modelo de negócios, baseado nas tecnologias da informação e de comunicação, sob alta velocidade, para transferência de informações

Nova Economia Tércio Pacitti, falando sobre o Presente e o Futuro, caracteriza esse período de Nova Economia: Para entrar na Modernidade, é preciso existir aqueles que produzem os Produtores da Modernidade (integrantes de um primeiro grupo de Nações mais desenvolvidas) e aqueles que a consomem, os consumidores da Modernidade (integrantes de um segundo grupo de Nações menos desenvolvidas), consequência da infalível lei econômica da oferta e da procura. (PACITTI, 1998, p. 312)

Conceito de Nova Economia O conceito de Nova Economia diz respeito a um novo modelo de negócios, baseado nas tecnologias da informação e de comunicação, sob alta velocidade, para transferência de informações. Novas regras para a competição globalizada estão sendo impostas às empresas e países, como questão de sobrevivência. Os negócios digitais transformaram a informação em uma nova moeda nesta Nova Economia. O beneficiário deste novo paradigma é o cliente, que passa a desfrutar de novos produtos, serviços e oportunidades. Novos negócios baseados em tecnologia surgem a cada instante, promovendo o amadurecimento e a modernização de empresas e organizações. E ao

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Os negócios eletrônicos são transações que envolvem três importantes agentes: os consumidores. Copyright © 2007. as empresas e o governo. ESAB – Escola Superior Aberta do Brasil 45 . incentivos fiscais. mesmo que o fator segurança ainda iniba a viabilização de muitos negócios. baseadas em redes eletrônicas. onde haja disponibilidade e capacitação de mão de obra. administrativas e contábeis. As relações entre esses agentes. sem dúvida. independentemente de fronteiras geográficas. As empresas da Nova Economia possuem diferentes estratégias de competição. pela Internet. Para concorrer nesse novo mercado de produtos e serviços baseados nas tecnologias da informação. (TAPSCOTT. próprios das economias mais avançadas. o grande ambiente virtual que mais contribuição tem dado à Nova Economia. ágil e inovador. As empresas encontraram nela um eficiente meio de comunicação com seus clientes. desenvolvem-se em transações comerciais. A produção de seus bens não é focada apenas na produção em escala e sim em toda a cadeia produtiva. O Comércio Eletrônico “O segredo da Nova Economia é inventar modelos de negócios”. onde a distância mais longa está a um clique do computador mais próximo. A Nova Economia vive o momento da globalização – expansão das atividades para mercados distantes – em tempo real. 2000) A Internet é.mesmo tempo põem em risco as empresas que não têm condições de competir com a mesma tecnologia ou não encontram espaço nesta nova égide. A produção passa a ser realizada em locais mais vantajosos. é preciso ter o domínio de tecnologias-chave e efetuar grandes investimentos em capacitação de pessoal.

Os ambientes de Negócios Eletrônicos estão identificados na figura 3. B2C/C2B – Business to Consumer/Consumer to Business – transação entre empresas e consumidores. C2C – Consumer to Consumer – transação entre consumidores. 4. ESAB – Escola Superior Aberta do Brasil 46 . G2C/C2G – Government to Consumer – transação entre governo e consumidor final.1 Descrição das relações dos Negócios Eletrônicos: B2B – Business to Business – transação entre empresas.Fonte: SocInfo 4. B2G/G2B – Business to Government/Government to Business – transação entre empresas e governo.Os 10 Princípios da Nova Economia Princípio Valor Copyright © 2007.2 Os 10 princípios da Nova Economia Tabela 2 . G2G – transação entre governo e governo.2.2. Figura 3 .

Acelerado e sempre à frente das atuais necessidades. Valor hoje significa: informação. Interatividade instantânea é fundamental. mas o que o acompanha. Valor não é mais o produto. Mantê-lo cliente é mais difícil que consegui-lo. Significa sobrevivência. Todo produto está disponível em todos os lugares. Fonte: http://www. Cresce exponencialmente. Usá-la para descobrir cada elemento de informação de seu cliente. serviço e qualidade. Na era em que os concorrentes estão a apenas um clique adiante. Questões exigem respostas imediatas. São os elementos mais importantes. Procurar oferecer sempre algo além. Fazer o cliente saber que seu produto agrega valor e lhe traz vantagem. Atitudes e decisões não podem esperar. O espaço entre querer e Impulso comprar está fechado. Fator determinante do sucesso. Marketing viral e aceitação maciça promovem crescimento instantâneo. não há espaço para o menos eficiente. para Valor Eficiência Mercado Informação retornar como serviços e oportunidades. A estratégia está em convencer o cliente a apertar o botão “compre”. Não mais é medido por unidade. As distâncias desapareceram. e eles sabem Espaço Tempo Crescimento Clientes disto. ESAB – Escola Superior Aberta do Brasil 47 . portanto.com/e-commerce/nova_economia/nova_economia. O mundo é o seu cliente e seu concorrente. Motivo de sua existência. mas por vantagens e serviços agregados. Está colapsando. Esteja preparado. devemos ir além do tratá-lo como ele espera. o mais sólido ou o mais pesado significa o mais valioso. Conhecer o cliente é mais importante que ter o cliente.Importância Não mais o maior.visgraphics.htm Copyright © 2007.

Em função desta necessidade. naturalmente. As EBT possuem conhecimento ou capital intelectual. ao contrário de empresas convencionais de outros setores. tem a sua origem ligada às organizações que adotaram uma nova postura no mundo moderno. Emergência da base tecnológica produtos e serviços modernos. Essas EBT adotaram. ESAB – Escola Superior Aberta do Brasil 48 . seja técnica. se tornando uma ponte ou canal de ligação entre entidades geradoras de conhecimento/tecnologia e empresas/instituições consumidoras de tecnologia. Para cumprir esta missão. produtiva ou financeiramente.U NIDADE 9 A expressão “Base Tecnológica” tem sido usada indistintamente. utilizando-os como base de apoio para seus desenvolvimentos tecnológicos e acabam. no entanto. em direção ao desenvolvimento: as Empresas ou Empreendimentos de Base Tecnológica (EBT). os Empreendimentos de Base Tecnológica precisam assegurar uma dinâmica de inovação. que possuem seu capital centrado nas instalações e na infraestrutura ou em equipamentos. os Empreendimentos de Base Tecnológica normalmente possuem uma forte relação com entidades geradoras de conhecimento. a microeletrônica e a informatização como novo padrão de tecnologia mundial e oferecem Objetivo: Entender que uma das missões de um empreendimento de base tecnológica é fornecer ao mercado soluções tecnológicas que contribuam para seus clientes e elevem sua performance. o que acaba exigindo um alto investimento em Pesquisa e Desenvolvimento. tais como universidades e institutos de Pesquisa e Desenvolvimento. Copyright © 2007. resultantes da geração e adaptação intensiva de conhecimentos científicos e tecnológicos com elevado valor agregado. mercadológica. na década de setenta.

devem seguir o padrão digital. principalmente computadores. Essa convergência possibilita a existência de inúmeras atividades antes não imaginadas. que a Sociedade da Informação vai proporcionando a interação entre pessoas. oferecendo serviços de grande alcance. Copyright © 2007. 16 do computador pessoal e 38 do rádio.A partir dos anos oitenta surgiram a produção flexível. contra 13 da televisão. como o computador. nações. organizar e convergir em direção a padrões técnicos e tecnológicos. Comparativamente a outros meios de comunicação. a redefinição do papel do Estado e a globalização impulsionaram o crescimento das EBT. transmissão e recepção de dados e os conteúdos culturais. A convergência da base tecnológica diz respeito à representação de qualquer tipo de informação sob o formato digital. a televisão e o rádio. Para viabilizar os recursos e a infraestrutura necessária para oferecer os serviços e aplicações que a Sociedade da Informação demanda. Extensas malhas de comunicação dão suporte à transmissão e recepção de sinais e dados. o meio e o produto. O crescimento da Internet é um dos maiores fenômenos tecnológicos do final do século XX e início do século XXI. A dinâmica da indústria é a resposta que as EBT oferecem ao passarem a produzir equipamentos de excelente qualidade. empresas. a Internet atingiu à marca de 50 milhões de usuários em apenas quatro anos. ESAB – Escola Superior Aberta do Brasil 49 . etc. o aparecimento de redes e as economias especializadas. se faz necessário. Todas as atividades e processos desenvolvidos ou baseados em computação. A liberação dos mercados. informática. a preços acessíveis. Seja qual for a mídia. É por meio dessa convergência. Foram identificados três fenômenos que estão intrinsecamente ligados à operacionalização dos serviços da Sociedade da Informação: a convergência da base tecnológica: a dinâmica da indústria e o crescimento da Internet. tudo terá o formato digital. comunicações. permitindo a popularização deles.

destacam-se os negócios de comércio eletrônico (ebusiness).Dentre os objetivos da convergência da base tecnológica estão:   migrar as mídias impressas e não digitais para as digitais. fornecer ao mercado soluções tecnológicas que contribuam para seus clientes e elevem sua performance. O uso intensivo dessas tecnologias tem acarretado grandes mudanças na forma de se promover negócios. está fundamentada em novos modelos de negócios advindos da infraestrutura que as novas tecnologias da informação e da comunicação têm proporcionado. O Surgimento de Novos Mercados Copyright © 2007.   implementar protótipo de domínio público para validar a arquitetura proposta. ESAB – Escola Superior Aberta do Brasil 50 . Dentre eles. seja técnica. como foi visto no capítulo 4. produtiva ou financeiramente. Conseqüências da Nova Economia na sociedade da informação A Nova Economia. propor uma arquitetura para implementação de bibliotecas digitais multimídia e distribuídas. mercadológica.

B2B. O Surgimento de Novos Desafios O comércio eletrônico não traz apenas novas oportunidades. implica no oferecimento de novos produtos. onde mudanças ocorrem em várias áreas e em várias frentes. os processos e atividades precisam estar ajustados e em permanente adequação. a fim de oferecer ganhos de produtividade. O Surgimento de Novos Negócios O ramo de prestação de serviços também tem se beneficiado das facilidades oferecidas pela Internet.Não existem mais barreiras físicas ou geográficas que não possam ser ultrapassadas ou vencidas pelas redes eletrônicas disponíveis. ESAB – Escola Superior Aberta do Brasil . Os Sistemas de Informação. A complexidade dessa nova modalidade de negócios. As transações que têm proporcionado o maior volume de negócios por meio eletrônico ainda são as realizadas entre empresas. pois a concorrência na Nova Economia tende a ser mais agressiva e mais intensa. aos concorrentes devem ser impostas barreiras ou dificuldades e aos investidores o lucro esperado. Aos clientes serão oferecidos produtos diferenciados. mas implica em novos desafios. principalmente quando o alvo é o consumidor final. Business – to – Business . busca de novos parceiros e novos mercados para acompanhar a velocidade do e-business. O Surgimento de Novas Formas de Trabalho 51 Copyright © 2007. abrangendo mercados globais e locais. Novas empresas têm sido formadas para oferecer serviços baseados em tecnologia. A Internet é a grande infraestrutura que viabiliza isso. rentabilidade e resultados finais satisfatórios. As empresas têm visto nessas características vantagens competitivas que lhe permitam abocanhar um filão ainda pouco explorado. particularmente o comércio eletrônico.

A tendência em longo prazo é toda a humanidade deslocar-se para trabalhos de alto nível intelectual.. assistindo a ascensão de outros mais capacitados ou mais esforçados.O emprego já não pode ser encarado como o era anteriormente. destinado a desenvolver.). que dirá em dois séculos.389) Copyright © 2007.).. A rápida evolução tecnológica da atualidade traz em seu bojo uma preocupação cada vez mais constante: como compatibilizar o trabalhador clássico às novas demandas de empregos especializados. Confortáveis posições ou empregos vitalícios são cada vez mais escassos no mercado de trabalho. ESAB – Escola Superior Aberta do Brasil 52 . particularmente nas áreas de comunicações. treinadas ou conscientizadas a respeito da nova realidade tecnológica. automatizados e extremamente técnicos? Novos empreendimentos têm surgido a cada dia. por falta de pessoas preparadas.. informática e serviços. frutos de uma educação antiga e mal-orientada. por exemplo. diz que: “As pessoas desempregadas têm dificuldades em ser reabsorvidas pelo trabalho porque não estavam preparadas para as novas funções que surgem. cujas vagas não são de imediato preenchidas. a quantidade de gente em universidades e laboratórios de desenvolvimento já é incomparavelmente maior que há um século.. 1998. A solução é proporcionar mais educação para todos. p. sempre de mais alto nível. ajustar e controlar novos métodos (hoje. em depoimento a Tercio Pacciti. (PACCITTI. Luiz Pinto de Carvalho. correm o risco de perder seus empregos ou de ficarem estacionados. caracterizando a abertura de mais empregos. e que seja uma educação capaz de formar pessoas com maior flexibilidade e adaptabilidade. Isto requer certa ênfase nos conhecimentos básicos”. três. Profissionais acomodados. (.

O acelerado desenvolvimento científico e tecnológico dos últimos anos tem induzido a profundas reflexões sobre o impacto da tecnologia sobre as novas formas de organização da produção e sobre as relações humanas. construindo novos paradigmas. promover a disseminação da cultura. gerando uma multiplicidade de informações de assimilação complexa. Copyright © 2007. coloca a educação em uma posição estratégica e de um valor altamente desejado pelos diversos setores dessa sociedade. As fronteiras do conhecimento têm sido expandidas. Esta necessidade de educação permanente consolida a ideia que o homem deve ser um eterno aprendiz. ultrapassando os limites dos espaços geográficos e sociais. o que vem questionando verdades. ESAB – Escola Superior Aberta do Brasil 53 . que nos transforma e que é transformado por nós. crescer harmoniosamente. Essa nova visão é frequentemente apontada como uma das possibilidades de ser gerador de uma transformação. proporcionar o desenvolvimento econômico equilibrado e com justiça social.U NIDADE 10 Objetivo: Entender a necessidade da educação permanente que consolida a ideia que o homem deve ser um eterno aprendiz As Novas Fronteiras do Conhecimento O contexto atual de globalização. Vivemos em um mundo que se transforma. derrubando mitos. que permita à sociedade superar todos os seus impasses. levando as pessoas a reciclarem-se continuamente. O resultado mais visível deste processo tem sido a rápida obsolescência do conhecimento. alterando os costumes e padrões culturais da sociedade.

O Novo Cidadão da Sociedade da Informação O perfil do cidadão moderno. Vivemos num mundo que caminha para novas ideias e a vida trata as pessoas de acordo com suas atitudes. estar em condições de participar de vários tipos de trabalho. A empregabilidade está condicionada ao comportamento do trabalhador na sociedade. está centrado no poder da realização. atualizar e desenvolver-se profissional e pessoalmente. precisa saber trabalhar em equipe e ter visão global. onde os bem sucedidos são aqueles que antecipam cenários. estarem comprometidas. mercados são ampliados. Copyright © 2007. terem qualidade. multiespecializado. Empregabilidade é a capacidade que um profissional tem de estar empregado. identificarem novas oportunidades. Este mundo de experimentação. As pessoas precisam ter iniciativas próprias. não existindo espaço para os demais. Com a globalização da economia. Na atual sociedade. o profissional precisa ser mais criativo. agir diferente. ESAB – Escola Superior Aberta do Brasil 54 . deverá estar de acordo com o conceito de empregabilidade. isto é. na era da globalização. É determinada pelos conhecimentos atualizados que tem e pela habilidade para desempenhar várias tarefas e funções. as pessoas com maior empregabilidade estarão fadadas ao sucesso. Portanto. mas também estar preparado para sair dela a qualquer momento. Precisa conhecer a rotina. É exigida versatilidade. Hoje. ser um grande gerador de ideias. são valores que proporcionam mais satisfação no trabalho e na convivência social. mudanças e transformações são necessárias para gerar novas oportunidades de trabalho. que rege o destino. Para o mercado de trabalho não basta ser o melhor especialista em determinada área. ter capacidade de inovação. Planejar. estamos inseridos numa roda viva.

exige que este cidadão. A este conceito de difusão de acesso às redes e aos serviços on-line. mas também ser humano. mas também os olhos no futuro. pois para tornar possível o acesso de todos à Internet é necessário incluir a alfabetização digital. na amplitude da palavra. mas também ser discreto. esteja em busca do maior acúmulo de informações possíveis. A universalização. também. mas também ter cuidado para não invadir espaços alheios. Precisa saber todos os detalhes. mas também ser humilde para aprender sempre. A velocidade das informações. o domínio de diversos idiomas. mas também estar preparado para ser líder. e o conhecimento compartilhado. mas também saber quando acatar ordens.Precisa ter o desprendimento para fazer parte de uma equipe. Precisa ser inovador. Precisa ser bem relacionado. Precisa ser criativo. a Copyright © 2007. mas também desprezar as antigas técnicas. para garantir sua condição de empregabilidade. Precisa desempenhar bem sua função. Precisa trabalhar como máquina. principalmente com o advento da Internet. Precisa ter os pés no presente. A universalização dos serviços Um dos maiores problemas enfrentados pela Sociedade da Informação diz respeito à busca de soluções que facilitem ou promovam a inserção ou acesso de todos os indivíduos aos serviços oferecidos pelas tecnologias da informação e da comunicação. chama-se universalização. Precisa estar seguro do que sabe. mas também estar preparado para aprender mais e mais. Pessoas de diversas regiões e de diversos segmentos sociais devem. expressa o sentido de democratização. ESAB – Escola Superior Aberta do Brasil 55 . mas também ter a visão do todo. ter acesso à Internet e aos serviços disponíveis na grande rede. Precisa ter iniciativa. para não ficar defasado ou obsoleto.

A Lei Geral de Telecomunicações. em Washington. Parcerias com o setor privado são bem-vindas e capazes de mobilizar setores em prol das comunidades. informação. no seu artigo 79. independentemente de sua localização e condição socioeconômica. em 16 de agosto de 2002.aquisição de habilidades ao trato com o computador. O presidente da União Internacional de Telecomunicações (UIT). parágrafo 1º. política e cultural das nações. Propor a universalização dos serviços é um desafio constante. capaz de buscar soluções na velocidade em que as novas tecnologias vão se desenvolvendo. Diversos governos têm buscado oferecer a universalização ao acesso à Internet através de três linhas de ação: educação pública. no Fórum de Altas Autoridades das Telecomunicações. conhecimento e comunicações são requisitos prévios para o desenvolvimento do ser humano. atender as demandas cada vez maiores por serviços on-line. conceitua que as “obrigações de universalização são as que objetivam possibilitar o acesso de qualquer pessoa ou instituição de interesse público a serviço das telecomunicações. Yoshio Utsumi. informação para a cidadania e serviços de acesso público à Internet. acompanhar as necessidades de ampliação e melhoria da infraestrutura de telecomunicações e de acesso do cidadão aos serviços disponíveis na Internet. o atendimento a portadores de necessidades especiais e aos interesses individuais e comunitários. ESAB – Escola Superior Aberta do Brasil . mas 56 Copyright © 2007. Ele acredita ser fundamental pensar nas tecnologias. declarou. além de ferramentas essenciais para a consolidação social. Cabe ao Estado tomar a iniciativa de atender aos segmentos da sociedade de baixa renda e aos mais desfavorecidos. Para Utsumi. bem como as destinadas a permitir a utilização das telecomunicações em serviços essenciais de interesse público”. que “a Sociedade da Informação provocará uma transformação muito profunda nas nações e exigirá o estabelecimento de uma estratégia global para que os benefícios das tecnologias da informação cheguem a todos os povos”.

também nos acessos à informação e suas aplicações. para que a sociedade atinja objetivos mais amplos. muitas iniciativas vêm sendo dirigidas no sentido de proporcionar investimentos que viabilizem a rede pública o acesso à Internet. Outros investimentos são dirigidos ao treinamento de professores. dando-lhes condições de desenvolver novas metodologias que resultem em melhoria na qualidade da educação e do ensino. Na área do ensino público. Copyright © 2007. como a erradicação da pobreza. ESAB – Escola Superior Aberta do Brasil 57 .

proporcionaram positivas mudanças na gestão de negócios. cada vez mais as empresas precisam de pessoal qualificado. As novidades tecnológicas estão acessíveis em qualquer parte do mundo. financeira. A importância da educação na sociedade da informação Nos dias de hoje. assume um papel central. as palavras-chave para as empresas alcançarem a sobrevivência no mundo globalizado são: qualidade. além do capital. produtividade e competitividade. bastando às empresas identificarem o que desejam.U NIDADE 11 Segundo SILVA (2002). A manipulação da informação e do conhecimento incorporado e gerado pela própria organização tem auxiliado na inovação e na gestão dos novos negócios. o conhecimento. Para atender as novas demandas. Os recursos econômicos básicos passam a contar. ESAB – Escola Superior Aberta do Brasil 58 . de especialistas. de pessoas criativas e agentes da nova gestão do conhecimento. tecnológica e de marketing. sendo a razão da abertura de novas oportunidades nos mercados competitivos e globalizados. assume um papel central e importante para o desenvolvimento pessoal e da sociedade. dos recursos naturais e da mão de obra. Os avanços obtidos pelas empresas nas áreas de manufatura. Copyright © 2007. na “sociedade atual e futura. Objetivo: Saber que na “sociedade atual e futura. o conhecimento. administrativa. bem treinado. cada vez mais. com o aporte dos conhecimentos necessários aos processos produtivos e de negócios”. cada vez mais.

1% da produção científica mundial. As oportunidades ao desenvolvimento. O grande desafio para as organizações está em compatibilizar o desnível entre indivíduos. na medida em que forem surgindo e incorporadas ao cotidiano da sociedade.O profissional que atenda ao perfil dessas novas organizações é dotado de capital intelectual. capaz de operar habilmente diversos meios de produção e novas ferramentas de trabalho. capaz de gerar riquezas a quem o detém. o Institute for Scientific Information dos EUA. sobretudo. matéria-prima do conhecimento. regiões e países. Atualmente. capaz de utilizar novas mídias. empresas. ESAB – Escola Superior Aberta do Brasil 59 . conforme dados de um dos principais órgãos de acompanhamento de produção científica do mundo. tendo atingido 1. capaz de participar das tomadas de decisões fundamentadas no conhecimento. Ela precisa voltar o foco para o uso intensivo das novas tecnologias da informação e comunicação e também. o Brasil possui os melhores índices nos cursos de pós-graduação da América Latina. Copyright © 2007. onde o número de mestres e doutores aumentou muito. trabalhar e contribuir com a transformação da base tecnológica é o agente desejado pelas organizações da Nova Economia. A educação na Sociedade da Informação vai além do simples treinamento de pessoas em uma habilidade específica. Esse cidadão. nas últimas décadas. sendo ainda. demonstrando um acréscimo de cerca de 150%. Os profissionais da Sociedade da Informação devem ter um perfil que permitam às suas organizações terem confiança suficiente em sua capacidade de usar adequadamente e interpretar a informação. capacitar os cidadãos a serem competentes em suas atividades e participantes na produção de bens e serviços. capaz de viver. pois é dotado do principal recurso competitivo das empresas: O conhecimento. à capacidade de aprender e acesso às inovações são desiguais e muitas vezes injustas. Esse profissional é o novo personagem da economia no século XXI. Essa comunidade científica tem mostrado excelência na produtividade internacional.

A infraestrutura necessária para vencer os desafios é composta de:   -disponibilidade de linhas telefônicas ou conexão direta das escolas com a Internet. Copyright © 2007. pois implica em grandes gastos iniciais na aquisição. nas empresas de base tecnológica e nas indústrias que buscam agregar tecnologia em seus produtos e serviços. que afeta 34% dos pomares de laranja — e os êxitos nos projetos dos genomas da cana-de-açúcar. Disponibilizar e manter essa infraestrutura básica são empreendimentos de alto custo. A dificuldade é absorver todos esses mestres e doutores no mercado de trabalho. custos dos serviços de comunicação (incluindo o acesso à Internet) e custos para atualização do hardware disponibilizado às instituições (upgrade). o Schistosoma mansoni têm demonstrado que a comunidade científica brasileira tem valor e está apta a enfrentar novos desafios.A participação dos cientistas brasileiros no desenvolvimento e sequenciamento genético da bactéria Xylella Fastidiosa — responsável pela praga do amarelinho. do câncer e do microorganismo causador da esquistossomose. ESAB – Escola Superior Aberta do Brasil 60 . laboratórios ou salas de aula adequadas ao ensino de informática. -computadores e software educacionais. ao grande número de usuários. Desafios para o uso intensivo de Tecnologias de Informação na Educação A instalação de uma infraestrutura básica que atenda as necessidades das escolas e instituições de ensino é vista como um dos grandes obstáculos devido a pouca atratividade de investimentos. à alta capilaridade de alcance e a uma grande gama de serviços a oferecer.

em nível de graduação e principalmente em nível de pós-graduação. através de novos currículos. Aplicação e Uso. Figura 4 . incluindo as áreas de especialização e de extensão. conforme figura 4. se faz necessário apoiar o seu desenvolvimento. Essas tecnologias são transferidas ao setor produtivo que se encarrega de aplicálas em bens e serviços. consequentemente. será possível treinar e capacitar técnicos que atendam às demandas solicitadas.Desafios da Formação Tecnológica Não existem dúvidas de que a Tecnologia da Informação é um importante meio para alcançar a modernidade e a e a competitividade de todos os setores produtivos da atividade econômica do País e.Fonte: SocInfo O aspecto de Geração de Tecnologias diz respeito às conquistas obtidas através de pesquisas. em todos os níveis de ensino. No Brasil e nos países em desenvolvimento faltam pessoas capacitadas e aptas a participar da geração e aplicação de tecnologias de informação e comunicação. nas áreas relacionadas com a Tecnologia 61 Copyright © 2007. A disseminação das tecnologias ocorre por meio do uso pelos clientes. Os planos de Capacitação Tecnológica. abrangem uma visão em que as tecnologias de informação e comunicação devem ser baseadas nos seguintes aspectos: Geração. ESAB – Escola Superior Aberta do Brasil . Para que essa carência seja resolvida.  produzir a Geração de Novos Conhecimentos. revistos a partir da década de 90. dos bens e serviços incorporados à tecnologia. somente através da Educação. Os enfoques na área educacional para capacitar os recursos humanos em Tecnologias de Informação são:  promover Alfabetização Digital do ensino fundamental ao ensino superior.

facilitada pela Internet. A Educação a Distância surge como um novo paradigma a ser vencido. aos cursos de graduação e de pós-graduação para a produção ou aperfeiçoamento de bens e serviços.da Informação. como saúde ou transporte. O e-learning (ensino eletrônico) tem proporcionado significativo aumento de alunos em palestras. Benefícios do uso de Tecnologias de Informação na Educação Vencidos os desafios iniciais. não presencial. Duas grandes áreas já vêm sendo exploradas na área de Tecnologia Educacional: a multimídia e o uso intensivo das redes para trabalhos colaborativos. ESAB – Escola Superior Aberta do Brasil 62 . particularmente nos cursos de Ciência e Engenharia de Computação Telecomunicações. Ciências da Informação e outras. oferecem interatividade e boa comunicação entre instrutores e instruídos. em qualquer horário em qualquer lugar. estendendo.  promover. tem sido uma bandeira do Ensino a Distância. também. desde o Ensino Médio. dotando os profissionais daquelas áreas de alfabetização digital habilitando-os a de lidar com o ambiente tecnológico de forma competente. entre tutores e alunos. por meio de cursos técnicos. a Educação só tem a ganhar com o uso de tecnologias no ensino. em quaisquer áreas não ligadas à Tecnologia da Informação. Novas formas de interação e comunicação. a aplicação de Conhecimentos em Tecnologias de Informação. Copyright © 2007. A possibilidade de facultar o estudo continuado. cursos e treinamentos.l tecnologias.  promover a aplicação de tecnologias. Os materiais instrucionais também têm sofrido grandes modificações com o advento de ‘.

foi provocado e impulsionou o avanço tecnológico. sem sombra de dúvidas. e as grandes organizações só serão bem-sucedidas se perceberem que o fluxo de informações depende das pessoas. cada vez mais.U NIDADE 12 Objetivo: Ampliar o papel dos profissionais que lidam com a informação. buscando uma abordagem ecológica que leve em conta o fluxo e o controle da informação na empresa como um todo. Não sabemos bem se o processo de globalização é tão benéfico quanto alardeado. gerenciar a informação. no lugar da tecnologia e associar os conhecimentos. não de equipamentos. são as preocupações da Ecologia da Informação. apresentam-se propostas revolucionárias sobre a forma de administrar os sistemas de informação. como metáfora. mas. trabalhando de maneira integrada. Conceito e Aplicações São inegáveis os benefícios do avanço tecnológico. a informação e o conhecimento são criações humanas. a exemplo de Henry Mintzberg. A utilização da expressão ecologia. e os profissionais das diversas áreas do conhecimento. as dificuldades em lidar com os dados disponíveis de maneira produtiva e rentável começam a se tornar preocupantes. das facilidades promovidas pelo processo de comunicação entre as pessoas. vem da experiência dos estrategistas de negócios e estudiosos das organizações. procurando conviver com esses avanços e adaptá-los aos métodos e rotinas de trabalho. Sob esta ótica. Neste cenário. Ecologia da Informação Ao mesmo tempo em que aumenta o volume de informações disponível aos profissionais e empresas. Copyright © 2007. ESAB – Escola Superior Aberta do Brasil 63 . . Cada um em seu trabalho.

como poder. hoje estamos familiarizados com os micro-computadores. orçamento.Se antes convivíamos com os computadores de grande porte. por exemplo. substituindo a prática de privilegiar pequenos nichos organizacionais independentes. extrapolou barreiras e códigos profissionais. Navegar nos sistemas de informação disponíveis é questão de tempo. e quais sistemas de informação já estão instalados apropriadamente (tecnologia). as armadilhas que podem interferir no intercâmbio de informações (política). concentrar esforços em algumas áreas (tecnologia. gerenciar a informação em vez da tecnologia. O conceito de gestão da informação e de informação. são as preocupações da Ecologia da Informação. associar os conhecimentos. colocando a tecnologia a serviço dele (homem) e não no seu comando. ESAB – Escola Superior Aberta do Brasil 64 . Copyright © 2007. Por sua vez. segundo suas necessidades. e tornou-se filosofia de trabalho dos profissionais de desenvolvimento de tecnologias que transferem aos usuários a capacidade de manipular. hoje se torna mais disponível e de fácil acesso a todos. ou seja. Ampliar o papel dos profissionais que lidam com a informação. o modo como as pessoas realmente usam a informação e o que fazem com ela (comportamento e processos de trabalho). controles. os sistemas por eles desenvolvidos. O planejamento do ambiente de informação de uma empresa é tratado em sua totalidade. nem mesmo o bibliotecário. Se antes a informação era privilégio de uns poucos. o processo de gestão da informação está associado aos princípios fundamentais de gestão organizacional. que enfatiza o ambiente da informação em sua totalidade. não assusta nenhum usuário. levando em conta: os valores e as crenças empresariais sobre informação (cultura). O uso eficiente de uma pequena quantidade de informação substitui a preocupação com a geração de enormes quantidades de informação. por exemplo) em detrimento de outras e do negócio principal das instituições. O ponto essencial dessa nova abordagem é que ela procura devolver o homem ao centro do mundo da informação.

e como devem construir uma cultura informacional. É. Não devemos nos esquecer. as pessoas que afetam cada passo. dosar o nível e quantidade de informação que pode ser percebida e internalizada pelos usuários. identificar todos os passos de um processo informacional – as fontes envolvidas. ESAB – Escola Superior Aberta do Brasil 65 . outras empregam técnicas similares para promover o acesso às informações e envolver mais pessoas na tomada de decisão. ou seja. Um projeto bem implementado. normalmente encontram-se muito dispersas nas organizações. Associando-se aos conceitos de cultura e desenvolvimento organizacionais. identificar seu comportamento. que por mais desenvolvidas que sejam as informações. que se constitui em uma série de ferramentas que adaptam os recursos às necessidades da informação. Copyright © 2007.A importância do desenvolvimento de uma estratégia global para o uso da informação é condição básica e representa a possibilidade de fazer escolhas. O gerenciamento da informação pode ser utilizado tanto para distribuir o poder como para centralizá-lo. de fato. jamais. qual seja: mudar a maneira como as pessoas usam a informação. para tanto. Administrar a informação não é um fato isolado. Algumas instituições efetivamente centralizam o controle da informação. ele aponta o papel principal do ecologista da informação. os problemas que surgem – podem indicar o caminho para mudanças que realmente fazem diferença. A essência da política da informação é formada por quem faz a escolha e pelas consequências que essa escolha determina. e. uma questão de escolha. O lugar da tecnologia da informação está reservado ao processo de arquitetura da informação. um conjunto estruturado de atividades que incluem o modo como as instituições obtêm. Constitui-se um processo completo. distribuem e usam a informação e o conhecimento. sem definir um plano imutável. estrutura os dados e facilita seu uso.

literalmente uma "rede que trabalha".Nicolas Moinet Mais do que nunca as redes fascinam. de dinamizar ou simplesmente de fazer parte de uma rede. Imediatamente a noção de rede aparece mais dinâmica nesta língua que fala mesmo de "networking". poderão encontrar assuntos de seus interesses e/ou negócios! Evidenciar as relações entre atores não é suficiente para enunciar a existência de uma verdadeira rede.A prática da gestão de redes: Uma necessidade estratégica da Sociedade da Informação Ana Cristina Fachinelli . a rede é assim um instrumento de captura de informações. Por transposição. responde uma dinâmica potente de construção de redes de atores. as redes tecnológicas transformam profundamente nossa sociedade da informação e alteram ações estratégicas. não mais que um anuário de diplomados. de caça. todas as pessoas que dominem a língua inglesa. verdadeiro guia para "fazer redes” e mais precisamente para conhecer as redes de empresas no qual. Antes de criar.Christian Marcon . Assim podemos encontrar na capital japonesa um pequeno livro intitulado “Networking in Tokyo". mais ágeis no processo de adaptação antecipada ou na resposta às diferentes contingências contextuais. ESAB – Escola Superior Aberta do Brasil . A noção de rede remete primitivamente à de captura. Para compreender esse universo. Uma agenda de endereços. A etimologia da palavra indica para o latim retis que designava um tipo de malha para prender pássaros. o domínio de alguns aspectos importantes no que concerne a aplicação de estratégia de rede. é fundamental bem compreender a noção de redes. Redes e estratégias entrelaçam-se numa noção mais ampla voltada ao desenvolvimento da capacidade de agir e decidir num universo no qual. não 66 Copyright © 2007. novas referências e estratégicas se fazem necessárias assim como. Sob os holofotes. Esta referência à malha é mais evidente em inglês. novas tecnologias de comunicação e informação misturam-se à cultura de redes. perturbam e inquietam nossas sociedades ocidentais mergulhadas numa complexidade turbulenta. empresas e organizações tecem laços flexíveis que os tornam coletivamente mais inteligentes. Indivíduos. A esta expansão. ou seja. pois rede é "network". pequenas caças ou peixes.

uma rede deve interagir com o campo de ação no qual ela se inscreve. Mas este tipo de postura é ainda mais prudente e implica outros pensamentos por detrás numa situação de estratégia/rede.. A responsabilidade não se segmenta. As lógicas do management em rede não nos são habituais. a cada membro. é adquirida por adesão. imaginar novas soluções a novos problemas.. geralmente. mas sim uma matéria-prima relacional. Por exemplo. Para que a rede ganhe corpo. Copyright © 2007. a rede renuncia às referências habituais que condicionam os comportamentos. (. Os laços não se auto mantém em razão de uma participação imposta. Diz-se frequentemente que para receber é preciso dar. coletivo. Se o discurso e a realidade da empresa tendem à distanciar-se desta caricatura de organização hierárquica. estar motivado.) Esta aprendizagem permite. voluntário. deixando a cada um uma margem de iniciativa e de interpretação pessoal.) Dentro deste mesmo espírito de continuidade e duração. Em resumo a estratégia de rede supõe compartilhar um projeto que se inscreve num campo de ação. é obtida por implicação.. (. ESAB – Escola Superior Aberta do Brasil 67 . do relativo conforto conferido pela aplicação de medidas decididas em nível superior: a responsabilidade é de outrem. É preciso implicar os homens mais do que aplicar medidas. dá-se em função do que se recebe e vice-versa. Além disso. é necessário que um projeto concreto. A participação ao projeto não se impõe. deve-se gerar uma dinâmica de aprendizagem. A autoridade não se decreta.. o mergulho na rede impõe uma ruptura comportamental brutal. eles se alimentam da convivência e da confiança que a sociabilidade própria à rede gera. proporcione uma dinâmica específica às relações pré-existentes. todo subalterno beneficia-se. de uma autoridade que lhe solicita ao menos. é a lógica da troca direta e condicionada. cada um é corresponsável. para adquirir uma dimensão estratégica. Ao escolher regras de organização que rompem com o modelo tayloriano da autoridade hierárquica imposta.constitui rede.

a transparência e a simplificação de processos. Dentre os macros objetivos dessa proposta está o seguinte: . além de maior transparência e estímulos ao controle social. com menores custos e mais qualidade. Também a cooperação. Neste ambiente de transformações. no contexto mundial. a melhoria na gestão e qualidade dos serviços públicos. convergência e integração das redes e dos sistemas de informações do Copyright © 2007. com a redução de custos unitários.estabelecer um novo paradigma cultural de inclusão digital. O Grupo de Trabalho propôs em 20 de setembro de 2000 uma “Proposta de Política de Governo Eletrônico para o Poder Executivo Federal”. Consiste no desenvolvimento de ações para a melhoria de prestação de serviços pela Internet. por meio de Decreto Presidencial de três de abril de 2000.. ESAB – Escola Superior Aberta do Brasil 68 . que pretende ser. cuja finalidade era “examinar e propor políticas. este documento apresenta uma proposta de política de governo eletrônico para o poder executivo federal. socialmente justo e ao mesmo tempo eficiente na prestação de serviços aos seus cidadãos. diretrizes e normas relacionadas com as novas formas eletrônicas de interação”. Para tanto é necessária a conscientização de ter a informação como fator estratégico de construção da base cultural e comportamental de uma nova sociedade e de um novo modelo de gestão pública. um agente democrático. focado no cidadão/cliente. diretrizes e normas relacionadas com as novas formas eletrônicas de interação”.U NIDADE 13 Objetivo: “Examinar e propor políticas. O Governo Eletrônico O Governo Eletrônico (E-Gov) teve início através do Grupo de Trabalho em Tecnologia da Informação – GTTI.. estratégico.

G2C envolvendo relações entre governo e cidadãos. com menores custos e mais qualidade. com independência. integrada.br/acoes-e-projetos E-gov pode ser definido pelo o uso da tecnologia para aumentar o acesso e melhorar o fornecimento de serviços do governo para cidadãos. Neste processo será importante o compartilhamento de recursos do governo. 5) O Programa Governo Eletrônico consiste no desenvolvimento de ações para a melhoria de prestação de serviços pela Internet. a unicidade e troca de informações entre aplicações. Os trabalhos desenvolvidos no Programa Governo Eletrônico têm partido do pressuposto do aumento da eficiência da Administração Pública. (GTTI. Conceito de E-Gov https://www. Government to Business . mas também por meio de telefonia móvel. o aperfeiçoamento da relação com fornecedores e melhor atendimento ao cidadão são os principais objetivos do E-gov. respeitando as peculiaridades setoriais dos órgãos. e a responsabilização e credenciamento de gestores da informação. p.gov. eficiente e transparente. quando se tratar de uma relação intra ou intergovernos. além de maior transparência e estímulos ao controle social.governoeletronico. graças à utilização intensiva das novas formas eletrônicas de interação.G2G. A administração pública está voltada para cidadãos. fornecedores e servidores. televisão digital. desempenhando suas funções enquanto organização. caracterizado por transações entre governos e fornecedores e Government to Consumer . que permita uma integração das redes de governo. O E-gov envolve três tipos de transações: Government to Government . 2000. Estas transações ocorrem não apenas por meio da Internet. call centers e outros 69 Copyright © 2007. A execução do Programa tem a colaboração de todos os ministérios.G2B. na promoção da melhoria das condições de vida dos cidadãos.governo são fundamentais. A melhoria do trabalho interno do governo. ESAB – Escola Superior Aberta do Brasil .

como licitações públicas eletrônicas.  prestação de contas públicas. e  estímulo aos E-negócios. envolvendo principalmente governança. com transparência e controle social. ESAB – Escola Superior Aberta do Brasil 70 . difusão cultural com ênfase nas identidades locais. pregões eletrônicos.  e-procurement.   ensino à distância. Em linhas gerais. certificações e tributação.24 horas x 7 dias por semana). isto é.tipos de aplicações ligadas aos computadores. especialmente para pequenas e médias empresas. transparência orçamentária. bolsas de compras públicas virtuais e outros tipos de mercados digitais para bens adquiridos pelo governo. e monitoramento de execução Metas do Governo Eletrônico Copyright © 2007. O E-gov consiste na oferta de serviços e informações em meio eletrônico e Internet:      de forma contínua (24 x 7 . alfabetização digital e manutenção de bibliotecas virtuais. com rapidez e resolutividade. através da criação de ambientes de transações seguras. aquisição de bens e serviços por meio da Internet. as funções características do E-gov são:   prestação eletrônica de informações e serviços. regulamentação das redes de informação. de forma integrada. fomento e preservação de culturas locais. de qualquer ponto.

Definição de Políticas de divulgação de informações e serviços de todos os órgãos do Poder Executivo Federal. Copyright © 2007. da Fazenda. ESAB – Escola Superior Aberta do Brasil 71 . com previsão de 250 mil PEP’s em todo o país. Incentivos gerais à expansão da Internet. empresas e cidadãos. para o atendimento ao cidadão por número de telefone único. Normatização e implantação da infraestrutura de chave pública (ICP-gov) para garantir a segurança. através da coordenação entre os Ministérios da Previdência e Assistência Social. para pequenas localidades. com a implantação inicial de 100 PEP's devendo atender qualquer localidade brasileira com mais de 600 habitantes.Para o Cidadão/Cliente e para as Empresas Desenvolvimento e implantação do Cartão do Cidadão Unificado. Ministério do Planejamento e Ministério do Desenvolvimento. Campanha Publicitária de divulgação das iniciativas em tecnologia da informação e comunicações. Desenvolvimento Indústria e Comércio e da Fazenda. Desenho e implantação de um sistema de “call-center” e Ouvidoria. certificação e privacidade nas comunicações (iniciativas do Gabinete de Segurança Institucional. Desenvolvimento e implantação da opção de pagamentos eletrônicos entre governo. Normatização e implantação de documentos eletrônicos intra e extra governo. Programa de informatização das ações educacionais (Ministério da Educação). por meio de iniciativas dos Ministérios da Ciência e Tecnologia. da Indústria e do Comércio). Disponibilização na Internet de todos os serviços prestados ao público pelo Governo Federal (todos os ministérios). da Saúde. da Justiça e do Planejamento. Implantação do projeto piloto: Ponto Eletrônico de Presença (PEP).

Projeto Piloto da rede Br@sil. Gabinete de Segurança Institucional e Ministério do Planejamento).”. Investimentos e Tecnologias de Rede No Plano Plurianual de Investimentos em Ciência e Tecnologia foram planejados. Sistema Iintegrado de Segurança Pública (Ministério da Justiça. “Orientação aos órgãos para o desenvolvimento de páginas web.Br@sil. através de iniciativa do Ministério do Planejamento.gov. Rede Multiserviço . ESAB – Escola Superior Aberta do Brasil 72 . Desenvolvimento e implantação de sistemas de informações estratégicas como suporte ao processo decisório no Governo Federal. para colocar o país em condições de operar a Copyright © 2007.gov. Integração das Redes Governamentais. Desenvolvimento e implantação do diretório e mensageria do Governo Federal. investimentos de R$ 3. Catálogo de aplicações e bases de dados. Para a Gestão Interna do Governo Constituição e implantação do Conselho Interministerial de Governo Eletrônico.4 bilhões de reais até o ano de 2004.Implantação da Rede Nacional de Informação em saúde (Ministério da Saúde e DATASUS). Realização de inventário dos recursos de tecnologia da informação do Poder Executivo Federal (iniciativa do Ministério do Planejamento). Elaboração e monitoramento de Planos de serviços e investimentos em tecnologia da informação e comunicações. gov” Implantação do Pregão Eletrônico para a compra de bens e serviços no âmbito do governo federal. aproximadamente.

Eventualmente. tanto no que diz a velocidade de transmissão de dados. etc. quanto aos novos serviços e aplicações. Grande parte das aplicações do governo eletrônico utiliza a infraestrutura das Redes Metropolitanas de Alta Velocidade (REMAV). marcação de consultas. Em outras palavras.Internet com todos os requisitos técnicos já existentes nos países mais avançados. valores são trocados e Copyright © 2007. que nesse estágio consiste apenas em uma espécie de catálogo de endereços dos diversos órgãos do governo. ESAB – Escola Superior Aberta do Brasil 73 . educação à distância. A comunicação neste caso torna-se uma via de mão dupla. Terceiro estágio As transações se tornam mais complexas. compras. Estágios de Desenvolvimento do E-gov O e-gov abrange quatro diferentes tipos de estágios: Primeiro estágio Consiste da criação de sites na Internet para a difusão de informações sobre os demais diversos órgãos e departamentos dos diversos níveis de governo. são criados endereços eletrônicos para receber reclamações ou sugestões. O contribuinte pode enviar sua declaração de imposto de renda. e assim por diante. firmas se cadastram eletronicamente para o fornecimento de serviços. além da troca informações. dados são transferidos. usando a Internet. empresas ou outros órgãos. esses sites são reunidos em um portal. Segundo estágio Os sites passam a também receber informações e dados por parte dos cidadãos. de um departamento para um órgão central. Nelas são realizadas operações como pagamentos de contas e impostos. matrículas.

etc. Quarto estágio As adaptações tornam-se mais complexas. Este fundo foi instituído com a finalidade de prover recursos para o cumprimento das obrigações de universalização dos serviços de telecomunicações.serviços anteriormente prestados por um conjunto de funcionários atrás do balcão.youtube. departamentos. Assim. secretarias. O serviço é disponibilizado por funções ou temas. Governo e a implementação de certificação digital: http://br. são agora realizados usando uma plataforma de rede e uma interface direta e imediata com o cidadão ou empresa. ESAB – Escola Superior Aberta do Brasil 74 . ao lidar com o governo.com/watch?v=-hSLnoXKL2Y Copyright © 2007. e não segundo a divisão real do governo em ministérios. Recursos Financeiros Parte dos recursos financeiros destinados ao Programa do Governo Eletrônico é oriundo do Fundo de Universalização dos Serviços de Telecomunicações (FUST). Também foram incluídos no Plano Plurianual e de Diretrizes Orçamentárias e no Orçamento Anual do Governo Federal propostas para que a Administração Pública Federal tenha recursos de investimento e de custeio nas áreas de Tecnologia da Informação e de Comunicação. sejam em projetos e atividades ou ampliação dos meios existentes. O desenvolvimento é um portal de convergência de todos os serviços prestados pelo governo. cidadãos ou empresas não precisam mais se dirigir a inúmeros órgãos diferentes. É possível resolver tudo em um único lugar. Isto implica adaptação nos processos de trabalho.

ESAB – Escola Superior Aberta do Brasil 75 . Tecnologias e aplicações A difusão. Copyright © 2007. tecnologia e flexibilidade institucional. cada vez mais rápida. Identificar. encontrar e explorar adequadamente e eficientemente as "janelas de oportunidades" nessas áreas constitui-se um grande desafio no contexto da economia mundial. Tecnologias e Aplicações Foi possível identificar nas unidades anteriores a importância e o uso das Tecnologias de Informação e da Comunicação no seio da Sociedade da Informação. tecnologia e flexibilidade institucional constitui-se um grande desafio no contexto da economia mundial. baseada na trilogia do capital humano.U NIDADE 14 Objetivo: Identificar. a buscarem uma nova estratégia de desenvolvimento. porque é difícil acompanhar a evolução tecnológica em todas as áreas e não há recursos disponíveis para investimentos na geração de todas as inovações que surgem. As transformações que estão ocorrendo na economia mundial estão forçando os países como o Brasil. encontrar e explorar adequadamente e eficientemente as "janelas de oportunidades" nas áreas capital humano. da tecnologia na Sociedade da Informação coloca os países em desenvolvimento em uma “saia justa”. as tendências das aplicações da Infovia sob os aspectos da convergência tecnológica. Veremos nesta unidade.

isto é passíveis de aplicação imediata. A Alemanha e Grã-Bretanha também tiveram iniciativas de previsão tecnológica (Foresight). de impacto médio e ainda não totalmente maduras. Materiais. Tecnologias de Informação e Comunicação. a definição de projetos que apliquem essa tecnologia a médio e longo prazo e que. Tecnologias Organizacionais e de Gestão e Saúde e Tecnologias de Vida. Ao Estado compete: ter uma visão coerente das necessidades do país e suas oportunidades tecnológicas. permitam a integração com o parque tecnológico existente. Da área de Tecnologias de Informação e Comunicação foram identificadas outras 32 (trinta e duas) tecnologias. Copyright © 2007. Essas tecnologias-chave foram classificadas em nove áreas: Construção e Infraestrutura. As tecnologias consideradas “maduras”. ESAB – Escola Superior Aberta do Brasil 76 . e formular projetos que viabilizem a geração e aplicação dessas tecnologias.Para sair dessa “saia justa” é necessário identificar e selecionar um conjunto de tecnologias que permitam a composição de parcerias. Produção. propor uma articulação de parceria entre empresas e instituições voltadas às áreas de Pesquisa e Desenvolvimento. são classificadas em dois grupos distintos: as de aplicação em curto prazo em bens e serviços conhecidos como tecnologias capacitadoras e as de aplicação em médio prazo (em torno de 5 anos). Instrumentação e Medidas. a França fez o levantamento de 100 (cem) tecnologias-chave para identificar o que seria importante para a indústria francesa e onde deveria haver ênfase de investimentos. chamadas de tecnologiaschave. também. Meio Ambiente. através da identificação de cenários de possíveis futuros para o desenvolvimento tecnológico. Energia. Em 1996.

nos moldes do Foresight. robótica. ESAB – Escola Superior Aberta do Brasil 77 . uma estratégia para os próximos 10 anos. Aplicações e redes wireless. etc.19 bilhão através dos Fundos Setoriais de Informática e de R$ 880 milhões e de Telecomunicações. segurança. no período de 2001 a 2005. Copyright © 2007. conteúdos técnico-acadêmicos disponibilizados na internet. Espera-se que até o final de 2005 tenham sido aplicados cerca de R$ 5. através do investimento.8 bilhões em iniciativas de capacitação tecnológica.Tecnologias-chaves viáveis ao Brasil No Brasil. Algumas dessas tecnologias cujo desenvolvimento significa um posicionamento diferenciado do Brasil frente ao ranking mundial de produção científica e acadêmica são – Celulares 3G. o Ministério da Ciência e Tecnologia iniciou um estudo para identificar. em 2001. de R$ 1. processamento de linguagem natural.

O sistema também é compatível com fax. que prevê e permite a construção de redes sem fio com capacidade de transmissão a 144 kbps (kilobits por segundo) em alta mobilidade e a 2 Mbps (megabits por segundo) em comunicação a partir de um ponto imóvel.shtml Na verdade. Comunicação Celular de Terceira Geração Telecommunications 2000 (IMT-2000). Você pode programar o sistema para as ligações serem direcionadas para o telefone comercial durante o expediente. a partir da utilização da faixa de freqüência de 1.  http://www1.folha.br/folha/informatica/ult124u22031.9 Ghz .com. Dentre os recursos oferecidos está um que permite que outras pessoas encontrem você por meio de um único número. ESAB – Escola Superior Aberta do Brasil 78 . para a sua casa durante os finais de semana e para o celular em períodos de viagem.uol.9 Ghz (gigahertz).U NIDADE 15 A Comunicação Celular de Terceira Geração (3G) é uma nova especificação determinada pela International Mobile Objetivo Permitir a construção de redes sem fio com capacidade de transmissão a 144 kbps em alta mobilidade e a 2 Mbps em comunicação a partir de um ponto imóvel. O serviço permite ainda que mensagens de texto de celular (SMS) sejam convertidas em voz e direcionadas para caixas postais de telefones fixos e vice-versa. a partir da utilização da faixa de freqüência de 1. 3G não é uma tecnologia e sim um conjunto delas (cinco para ser mais preciso) que tem por objetivo oferecer acesso móvel à Internet em alta velocidade —leia-se até 40 Copyright © 2007.

Atualmente existem mais de 40 fabricantes que fabricam aproximadamente 430 aparelhos compatíveis com a tecnologia 3G na Ásia. o desenvolvimento de um sistema operacional que opere nos aparelhos celulares de última geração tem um papel altamente relevante. são mais de 40 operadoras em mais de 37 países que oferecem as facilidades da banda larga nos dispositivos portáteis. que são conhecidas como HSDPA. As arquiteturas de hardware e de rede devem encontrar subsídios na plataforma de software. a SK Telecom inovou novamente ao usar 3G com CDMA2000 1xEv-DO. Siemens e Sony-Ericsson foi criado em 1998 com o objetivo de suportar os avanços previstos nas tecnologias de hardware e de rede no mercado de computação móvel. ESAB – Escola Superior Aberta do Brasil 79 . América do Norte e América Latina. Com relação à serviços. que são TDMA. oferecendo serviços multimídia através de celulares que operavam Symbian OS. Tais tecnologias são uma evolução natural das que já existem. tem outras evoluções. Por exemplo. a terceira geração de celulares GSM é o WCDMA. A diferença entre elas fica justamente na velocidade de conexão que as tecnologias de terceira geração alcançam na troca de dados e acesso à Internet. que. Neste cenário. A japonesa NTTDoCoMo lançou serviços baseados em 3G um ano depois. CDMA e GSM. HSUPA (traduza a sopa de letrinhas na tabela abaixo). Europa. a coreana SK Telecom foi pioneira no uso comercial da tecnologia 3G. Samsung. Com esse intuito.Mbps. Panasonic. Psion. ainda em terceira geração. É evidente que o uso das redes 3G é maior na Ásia do que em qualquer outro lugar porque essa tecnologia nasceu por lá. No caso dos celulares CDMA. a evolução é a tecnologia chamada CDMA 2000. Copyright © 2007. suas velhas conhecidas. por sua vez. usando o padrão CDMA2000 1xRTT. Em 2002. usando WCDMA. Nokia. Em outubro de 2000. um consórcio formado por Ericsson. as chamadas de 2G (ou segunda geração).

mas também ao uso mais eficiente do espectro. ESAB – Escola Superior Aberta do Brasil 80 . resultantes da iniciativa “3G for All”.2 Mbps. que prevê velocidades de até 14. a tecnologia WCDMA conta com 155 redes em operação comercial. conduzida pela GSM Association.” É importante notar que a adoção generalizada e acelerada da tecnologia de terceira geração não se deve exclusivamente à possibilidade de oferta de novos serviços por parte das operadoras. em 68 países. Existem 650 modelos de terminais WCDMA disponíveis comercialmente. incluindo alguns de custo bastante reduzido. com economia de escala e um caminho de evolução definido e seguro.4 Mbps. “A tecnologia 3G é uma tecnologia plenamente estabelecida no mundo. recurso escasso e consequentemente caro e ao seu menor custo por volume de informações transmitido. com o HSDPA (High Speed Downlink Packet Access). O caminho para as redes de banda larga sem fio foi iniciado pelo WCDMA e evoluiu para um novo patamar.Perspectivas no Brasil Parte 1 para a Tecnologia 3G Newton Cyrano Scartezini Consultor em Telecomunicações Entre as tecnologias de 3G. e já conta com equipamentos operando a até 7. fabricados por 52 fornecedores. além de 163 novas licenças concedidas em 57 países. dependendo do terminal usado e da capacidade da rede individual. como demonstram os dados a seguir: Custo da Infraestrutura de rede por usuário por mês Copyright © 2007.

ESAB – Escola Superior Aberta do Brasil 81 .“O custo de transmissão de informações ao usuário cai significativamente em relação a tecnologia 2G. permitindo a redução dos preços para acesso em banda larga.” Copyright © 2007.

como chamadas a partir de opções. Há grandes expectativas de realizações empresariais nessa tecnologia. usar e sair rapidamente e deve possibilitar. O desafio a ser vencido diz respeito à quebra do paradigma de transformar o acesso à Internet via celular apenas um modismo e não uma real necessidade. desenvolvido e controlado pelo WAP Fórum (http://www. acessar. monocromática. Os chamados sites da WWW são denominados "decks" e as páginas são os "cards". como uma agenda. Copyright © 2007. mais declarativa e deve ser construída com objetivos claros e diretos. Através da programação WML pode-se otimizar aplicações integrando as funções do aparelho celular. utilizando WML é simples.U NIDADE 16 Objetivo: Saber que o WAP é mais um serviço oferecido de acesso à Internet através da telefonia celular e o seu paradigma é o de transformar o acesso à Internet via celular a uma real necessidade e não apenas um modismo . deve-se criar Conteúdos (funções da aplicação) adequados e específicos. get out). estar sempre disponível.wapforum.org). A isto chama-se GIGIGO (get in. o que se conhece por "always on". A programação dos cards. sem muitas imagens e ‘cliques’. O padrão WAP utiliza a linguagem XML e é um padrão aberto. ESAB – Escola Superior Aberta do Brasil 82 . get in. Por ser uma "tela" (visor do telefone) pequena e. Protocolo de Aplicações sem Fio – Wireless Application Protocol – WAP O WAP é um serviço oferecido de acesso à Internet através da telefonia celular. ou seja. também. tendo em vista que a conexão da telefonia celular à Internet é uma realidade mundial. na maioria dos aparelhos. entidade que congrega as principais empresas internacionais de telecomunicações e informática.

2 WAP. além de diversas outras Copyright © 2007. como protótipo. DETRAN . porém.é uma aplicação aberta ao Público que provê serviços de Débitos de Veículos. como DETRAN e outras para acesso restrito da Secretaria de Segurança Pública . só era possível acessar a Internet por computador. durante uma negociação de carros. em outros browsers pode não funcionar adequadamente. criaram-se aplicações WAP e hoje algumas estão disponíveis ao Público. 1. pois. Para o desenvolvimento WAP é bastante importante que se utilize sempre a especificação WML padrão.Esta possibilidade de fazer chamadas diretamente de um link é parte da especificação do "Wireless Telephony Applications" (WTA . Deve-se atentar para o fato de que nem todos os aparelhos WAP têm os microbrowsers implementados com esta característica e muitos testes são necessários durante o desenvolvimento É similar às aplicações para WWW. Esta aplicação garante acesso rápido. como o Policial On-Line e o DEPEN On-Line. A partir de estudos e testes. Mesmo que o browser ofereça facilidades específicas. garantindo o funcionamento com qualquer operadora de telefonia. incluído na versão 1. projetando aplicações para situações adequadas. há um risco em se desenvolver aplicações utilizando estas facilidades. assim como a WWW fez no uso dos computadores pessoais. o que garante informações atualizadas e on-line. Há discussões sobre a dificuldade em digitar no teclado do telefone celular e tamanho do display.Aplicações de Telefonia Sem Fio). por exemplo. Até há pouco tempo. A aplicação está totalmente integrada com a base de dados do DETRAN. seguro e on-line para qualquer usuário através de um telefone celular WAP e de qualquer lugar. Consultas pelo RENAVAN e outros. as aplicações WAP têm muito a oferecer e facilitar a vida das pessoas. ESAB – Escola Superior Aberta do Brasil 83 . mas agora a tecnologia WAP (Wireless Application Protocol) traz a possibilidade de acessar sites no próprio celular.SESP.

2.possibilidades. a partir do nome ou nome da mãe e/ou pai e/ou data de nascimento. DEPEN . que tem por objetivo possibilitar ao Policial ter acesso on-line a informações de indivíduos. de Diretores das Unidades Penitenciárias do Paraná e de Juízes. para possibilitar acesso on-line às informações de Detentos.é uma aplicação restrita.de detentos por Unidade Penitenciária. veículos e outros. Copyright © 2007. informações estatísticas de roubos de veículos e conferência de disponibilização de telefone úteis 3. unidade com excedentes. localização de detentos a partir de número do prontuário ou número do Interno na VEP (Vara de Execuções Penais). de uso exclusivo da Polícia Civil. além de outros. Situação. Lotação e Vagas disponíveis. POLICIAL ON-LINE . informações sobre Veículos (similar a aplicação do DETRAN).é uma aplicação restrita de uso exclusivo da Secretaria de Segurança Pública. a partir da placa e/ou chassi. Algumas das opções que a aplicação DEPEN permite: Números contagem . ESAB – Escola Superior Aberta do Brasil 84 . Capacidade de Unidades Penitenciárias. vagas disponíveis. Algumas das opções que o Policial do Paraná pode ter à mão no seu dia a dia: informações gerais sobre Pessoas.

Além de receber e decodificar os sinais dos satélites.que custam pouco mais de 100 dólares. sistemas de coordenadas. RECEPTORES GPS Existem receptores de diversos fabricantes disponíveis no mercado. os receptores são verdadeiros computadores que permitem várias opções de: referências. sistemas de medidas. Embora o GPS tenha sido desenvolvido para ir ao encontro das necessidades militares. ESAB – Escola Superior Aberta do Brasil 85 . Alguns modelos têm mapas muitos detalhados em suas memórias. armazenagem de dados. logo foram desenvolvidas técnicas capazes de o tornar útil para a comunidade civil: Copyright © 2007. passando pelos que equipam muitos carros modernos. conhecido por GPS (do acrônimo do inglês Global Positioning System). até os sofisticados computadores de bordo de aviões e navios. é um sistema de posicionamento por satélite. desde os portáteis pouco maiores que um maço de cigarros . troca de dados com outro receptor ou com um computador. por vezes incorretamente designado de sistema de navegação. Os receptores fixam a posição calculando o tempo de percurso dos sinais de rádio até pelo menos três de 24 satélites GPS que giram em torno da Terra em órbitas conhecidas. utilizado para determinação da posição de um receptor na superfície da Terra ou em órbita. etc. Uma pequena tela de cristal líquido e algumas teclas permitem a interação receptor/usuário O GPS fornece coordenadas de localização geográfica aos terminais com antenas para captar seus sinais. Global Positioning Service O Sistema de Posicionamento Global.U NIDADE 17 Objetivo: Entender que GPS é utilizado para determinação da posição de um receptor na superfície da Terra ou em órbita.

O GPS é hoje em dia utilizado em todas as aplicações topográficas. efetuar levantamentos. Piloto automático: o receptor alimenta continuamente um piloto automático com dados atualizados. Os avanços tecnológicos da informática e da eletrotécnica vieram revolucionar o modo de praticar topografia.A ligação do GPS com o SIG (Sistemas de Informação Geográfica) gerou um grande interesse por parte do mundo empresarial ligado ao setor do transporte de mercadorias. Primeiro com o aparecimento dos instrumentos eletrônicos de medição de distancias (EDM) e agora mais recentemente com os receptores GPS. Alguns serviços de proteção civil já estão também utilizando o GPS. ESAB – Escola Superior Aberta do Brasil . Os dados são continuamente enviados para o equipamento acoplado ao receptor. 86 Copyright © 2007. distâncias. que os utiliza para ajustar a direção e permanecer no curso. áreas. Já muitas empresas adotaram sistemas conjuntos GPS/SIG para fazer gestão e monitorização de frotas. Alguns equipamentos úteis apenas recebem informação de um receptor GPS. etc. a sua precisão milimétrica permite utilizá-lo para determinar ângulos. Mapeamento: transferência dos dados obtidos durante sua viagem. A esquadra de salvamento Norte Americana utiliza desde 1992 um receptor Trimble Transpak em ambulâncias com o objetivo de guiar os helicópteros de serviços médicos até elas muito mais rapidamente e em situações onde a visibilidade é reduzida. que os utiliza para outras finalidades: Mapa dinâmico: o receptor envia a posição para um computador portátil que a visualiza através de um ícone sobre um mapa da região. coordenar pontos. Registro automático de dados: transferência de dados obtidos durante o deslocamento para a memória do equipamento acoplado ao receptor.

Um piloto automático é um bom exemplo de trabalho associado. O receptor GPS deve usar uma linguagem que o equipamento a ele associado possa entender. ESAB – Escola Superior Aberta do Brasil 87 . Copyright © 2007. O receptor é conectado ao piloto automático e o alimenta continuamente com a presente posição usando dados para ajustar a direção e permanecer no curso. reduzindo o efeito da disponibilidade seletiva. esses dados nunca retornam ao receptor.Pós-processamento: uso dos dados para cálculos posteriores.

Ao contrário do que normalmente se pensa Internet não é sinônimo de World Wide Web. bate-papo on-line (chat). sem regras rígidas e desorganizadamente. Conteúdos para Internet A Internet é um conglomerado de redes em escala mundial de milhões de computadores interligados que permite o acesso a informações e todo tipo de transferência de dados. mensagens instantâneas (ICQ. são o acesso remoto a outras máquinas (Telnet e SSH). Esta é parte daquela. Prevê-se que a experiência de pesquisas na área de processamento de textos pode contribuir na geração. Blogs). correio eletrônico (e-mail normalmente por meio dos protocolos POP3 e SMTP). tratamento e disseminação de conteúdos para a Internet. transferência de arquivos (FTP). que utiliza hipermídia na formação básica. MSN Messenger. etc. YIM. boletins eletrônicos (news ou grupos de notícias). um dos muitos serviços oferecidos na Internet. ESAB – Escola Superior Aberta do Brasil 88 . Grande parte do conteúdo disponibilizado é de textos.U NIDADE 18 A Internet tem crescido avassaladoramente. A Web é um sistema de informação mais recente que emprega a Internet como meio de transmissão. Copyright © 2007. de forma exponencial. além da Web. Objetivo: Compreender que a Internet é um conglomerado de redes em escala mundial de milhões de computadores interligados que permite o acesso a informações e todo tipo de transferência de dados. sendo a World Wide Web. Alguns dos serviços disponíveis na Internet. Jabber.

Isso evitaria a perda desses dados no caso de. pois com essa rede promissora. Em 1993 o Web Browser Mosaic 1.Breve histórico O que hoje forma a Internet começou em 1969 como a ARPANET. inicialmente interligando sistemas de pesquisa científicas e mais tarde acadêmicas. para a época. só se tornou possível pela contribuição do Cientista Tim Berners-Lee e ao CERN. Em 1985 surge o FTP. por exemplo. e no final de 1994 já havia interesse público na Internet. o HTTP e as poucas primeiras páginas no CERN. Em 1996 a palavra Internet já era de uso comum. Conseil Européen pour la Recherche Nucléaire . Copyright © 2007.Centro Europeu de Pesquisas Nucleares. Tim Berners-Lee publicou seu novo projeto para a World Wide Web. Os projetos web deixaram de ser exclusividade de órgãos públicos e grandes corporações. Em seguida. Em agosto de 1991. os resultados de seus estudos e pesquisas. dois anos depois de começar a criar o HTML. ou Agência de Pesquisa de Projetos Avançados. se uma bomba explodisse no campus. referindo-se na maioria das vezes a WWW. onde os estudantes poderiam trocar de forma ágil. criada pela ARPA. Ela foi criada para a guerra. que criaram a World Wide Web. sigla para Advanced Research Projects Agency. Juntamente com as evoluções da internet. na Suíça. principalmente nos países desenvolvidos. com sua interatividade. os dados valiosos do governo americano estariam espalhados em vários lugares. ESAB – Escola Superior Aberta do Brasil 89 . como arcabouço de redes interligadas de computadores e seus conteúdos multimídia. Contudo. uma subdivisão do Departamento de Defesa dos Estados Unidos. ela foi usada inicialmente pelas universidades. a rede coletiva ganhou uma maior divulgação pública a partir dos anos 90. a Internet como hoje conhecemos. a ARPANET mudou seu protocolo de NCP para TCP/IP.0 foi lançado. interligando Universidades. a World Wide Web teve um imenso crescimento quantitativo e qualitativo. Em Janeiro de 1983. ao invés de centralizados em apenas um servidor.

Praticamente todos os conteúdos existentes estão disponíveis para pesquisa na rede em enciclopédias livres como a Wikipedia. produzido e publicado em tempo real. páginas pessoais e blogs são criados. Os sistemas de busca de conteúdo são constituídos de computadores. Em relação à qualidade. O foco no usuário alcançou altos patamares. Muitos desses são experimentais e ainda necessitam de navegadores para o acesso. O computador deixou de ser o dispositivo exclusivo para a navegação na rede. esse cresce exponencialmente a cada ano. Ainda são necessárias melhorias. essa característica tende a desaparecer. possibilitou esses acréscimos. principalmente na forma de abordagem do usuário (marketing e publicidade online). índices. sendo hoje a web o meio de comunicação com maior possibilidade de personalização e interatividade. houve melhorias gráficas. PDAs. escrita e atualizada pelos próprios usuários do projeto e em sistemas de busca como o Google e o Yahoo!. milhões de sites. eletrodomésticos. contudo. não somente em quantidade de conexões como em relação às formas de conexão. etc. transformando esse procedimento em algo mais natural.A cada dia. videogames. estruturais e informativas. Em termos de acesso. ESAB – Escola Superior Aberta do Brasil 90 . A qualidade da conexão. armazenar os resultados dessa análise e indexação em uma base de dados e retornar uma resposta a uma solicitação de um usuário. Ao hipertexto foram agregados recursos de som e vídeo em qualidades inimagináveis há uma década. Existem agora inúmeros outros. bases de dados e algoritmos que realizam os trabalhos de analisar e indexar as páginas web. seja por meio de enquetes e pesquisas de opinião ou por meio de chats ao vivo (voz ou digitação). como os celulares. Ocorreu a transposição do conteúdo estático para o dinâmico. principalmente devido à banda larga (broadband). além das mudanças culturais e de postura. automóveis. como assistir televisão. Copyright © 2007.

ou web . são os chamados robôs.bot. spider. wanderer. ESAB – Escola Superior Aberta do Brasil 91 . Os mecanismos de busca possuem três componentes: um programa de computador destinado a “visitar” as páginas da internet e fazer delas uma cópia. Copyright © 2007.Esses sistemas de busca são classificados em diretórios e mecanismos de busca.

observamos que os computadores estão encolhendo cada vez mais. Esse é um trabalho extremamente complexo. etc. Estas tarefas são. interdependentes. na maioria das vezes. Estas tarefas são. fazer com que a máquina seja capaz de processar a língua natural que falamos no dia a dia. O PLN consiste de uma série de tarefas que a máquina deve executar para analisar um texto. Que tal. quando se considera que o teclado (e o vídeo. onde para pressionar as teclas é preciso usar uma pinça ( !?!?! ).U NIDADE 19 Objetivo: Fazer com que a máquina seja capaz de processar a língua natural que falamos no dia-a-dia. o Português. Mas. se ao invés de acionar teclas ou botões do mouse. o ponto de discussão é o grau de sofisticação envolvido. O PLN pode ser definido de formas diferentes. armazenar e manipular. que se traduz em uma porção de estruturas linguísticas inerentes ao texto original. o Inglês. O PLN consiste de uma série de tarefas que a máquina deve executar para analisar um texto. Mas o teclado (e o vídeo) não podem encolher muito mais do que já encolheram. Processamento de Linguagem Natural Atualmente. na maioria das vezes. etc. o Inglês. utilizar comandos de voz? Já existem alguns "reconhecedores" e "sintetizadores" de voz. além de unidades de disco. Não é tão absurdo. ESAB – Escola Superior Aberta do Brasil 92 . Todas as definições incorporam a noção de armazenamento em computador e manipulação de dados linguísticos. Imagine um teclado minúsculo. Copyright © 2007. etc. ou seja. o que a Inteligência Artificial chama de Processamento de Linguagem Natural (PLN) ou Linguística Computacional. as quais o sistema pode detectar automaticamente. para chegar a eliminarmos por completo outras formas de entrada e saída locais. teríamos que ter. interdependentes.) são limitantes para a miniaturização do computador. o Português. Entretanto.

1987): 1. da transposição de procedimentos e ideias para a língua portuguesa. E existem muitos trabalhos publicados nas várias abordagens. O processamento de linguagem natural é geralmente dividido em seis grandes áreas: (Obermeier. isto é. 2. que traz grande dificuldade no tratamento de alguns elementos da teoria da sintaxe como sujeito nulo. Porém.Existem várias abordagens para o PLN. Para se realizar um trabalho sério para a nossa língua há necessidade. morfologia dos verbos. O problema central dos sistemas de processamento de linguagem natural é a transformação de uma sentença de entrada. sistemas de fala para permitir interação de voz com computadores. envolvendo principalmente a Psicologia Cognitiva. Convém salientar que o PLN é uma área multidisciplinar. etc. 5. investigação minuciosa de texto. em uma forma não ambígua que possa ser usada internamente por um sistema de computador. 6. 4. ferramentas para desenvolver sistemas de processamento de linguagem natural para aplicações específicas. portanto. a maioria dos trabalhos tratam de processamento da língua inglesa. 93 Copyright © 2007. flexão do infinitivo. de uma linguagem natural para outra. A transposição de uma frase potencialmente ambígua para uma representação interna é conhecida como parsing (análise). interfaces em linguagem natural para bases de dados. Estas representações internas variam. de uma aplicação para outra. ESAB – Escola Superior Aberta do Brasil . 3. geração de texto para produção automática de documentos padrões. a Computação e a Linguistica. ou programas de indexação inteligentes para sumarização de grandes quantidades de textos. tradução de máquina . potencialmente ambígua. é claro.

em virtude da maior parte das páginas da Internet possuir conteúdo em língua inglesa. outras utilizam recursos linguísticos para permitir a tradução simultânea de conversas. Algumas aplicações envolvem a área de inteligência artificial.Aplicações No Brasil já existem pesquisas voltadas para tradução de conteúdos da Internet para o Português e outras línguas. Copyright © 2007. para simular sistemas conversando com usuários. como as que ocorrem em chats. ESAB – Escola Superior Aberta do Brasil 94 . Também é considerada uma área de grande interesse.

dentre elas destaca-se a robótica móvel. embarcado ou não dependendo das características do robô como sua capacidade de 95 Copyright © 2007. em conjunto com os Sistemas de Processamento de Imagens. Um dos principais desafios da robótica móvel é a navegação em ambientes desestruturados. O sistema é formado por dois subsistemas. Experiências de sucesso têm sido observadas no monitoramento de tráfego. aquático ou subaquático). terrestre. como áreas externas. basicamente. Um dos principais desafios da robótica móvel é a navegação em ambientes desestruturados. Robótica e Processamento de Imagens A utilização da robótica e sistemas especialistas. inspeção de linhas de oleoduto. está sendo aplicada nas áreas de agricultura de precisão. Parte das aplicações tecnológicas do cotidiano tem a interessante característica de se locomoverem de forma autônoma. como áreas externas. ESAB – Escola Superior Aberta do Brasil . geoprocessamento e monitoramento do meio ambiente. As aplicações dessa tecnologia devem aumentar em um futuro não distante. de um veículo robótico (aéreo. dispositivos de captura de imagens (câmeras e frame grabbers para a aquisição e digitalização de imagens) [Kundur (2000)]. planejamento urbano.U NIDADE 20 Objetivo: Compreender que as aplicações dessa tecnologia devem aumentar em um futuro não distante. um geralmente embarcado que é o responsável pela aquisição de imagens e extração das informações subsistema (referenciado também como sistema de visuais importantes que e pode outro ser controle). monitoramento de florestas e reservas ambientais. Os sistemas de navegação autônoma baseados em visão consistem.

Essa tomada de decisões implica na necessidade de um modelo dinâmico do robô que dê ao sistema de controle meios de calcular e prever os comandos a serem enviados aos propulsores2. 2 JOSÉ LUIZ DE SOUZA PIO .carga e energia. como o Sistema de Vigilância da Amazônia (SIVAM) e proporcionar informações precisas e oportunas. Estes sistemas funcionam de forma cíclica. Estas informações são convertidas em instruções pelo sistema de controle que ativa ações específicas no robô. baseado. a tomada de decisões. provendo um fluxo de informações constante em malha fechada [Kundur (2000)]. evidentemente. por sua vez.DCC – FUA – Universidade do Amazonas Copyright © 2007. nas informações visuais extraídas das imagens. baseada na informação visual obtida. O sistema de controle deve ser suficientemente hábil para desviar de obstáculos e corrigir a rota do veículo. que gera os comandos apropriados para o veículo descrever uma navegação segura. necessitando de um processo que favoreça. terá de atuar sobre os propulsores do robô de modo a fazê-lo seguir trajetórias pré-programadas. O sistema deve ser capaz ainda de prover a posição e orientação do robô com base em imagens captadas por sua câmera. ESAB – Escola Superior Aberta do Brasil 96 . O controle. A principal característica dos sistemas de navegação baseados em visão é a necessidade de extrair informações visuais relevantes da cena imageada em tempo real. em tempo real. Aplicações na área de monitoramento ambiental automático podem ser integradas a outros sistemas. a algum nível.

php?codigo=5585 http://www.vivaolinux.html Copyright © 2007. ESAB – Escola Superior Aberta do Brasil 97 .http://www.br/artigos/verArtigo.com.inpe.dpi.br/spring/portugues/tutorial/introducao_pro.

Objetivo: Entender o que é e o sentido da Criptografia. O interessante dessa jogada é que a partir da chave pública é impossível descriptografar os dados nem tampouco deduzir qual é a chave privada. O sistema de criptografia usado atualmente é extremamente seguro. ou seja. Copyright © 2007. fórmula essa que gera duas chaves. A criptografia é uma fórmula matemática. Há vários usos para a criptografia em nosso dia a dia: proteger documentos secretos. Criptografia O método de criptografia mais difundido utiliza a técnica de chave pública/chave privada. "abrir" os dados que ficaram aparentemente sem sentido. uma pública e outra privada (ou secreta). para que pessoas não consigam ter acesso às informações que foram cifradas. apenas trocando a chave. Já a chave privada. é usada para descriptografar os dados. Embora existam algoritmos que dispensem o uso de chaves. A chave pública. A primeira é permitir a utilização do mesmo algoritmo criptográfico para a comunicação com diferentes receptores.U NIDADE 21 Criptografia é o ato de codificar dados em informações aparentemente sem sentido. é usada para criptografar os dados.000 anos usando um PC comum. que qualquer pessoa pode saber. que só o destinatário dos dados conhece. sua utilização oferece duas importantes vantagens. Especialistas estimam que para alguém conseguir quebrar uma criptografia usando chaves de 64 bits na base da tentativa e erro. levaria cerca de 100. mantendo o mesmo algoritmo. ESAB – Escola Superior Aberta do Brasil 98 . A segunda vantagem é permitir trocar facilmente a chave no caso de uma violação. transmitir informações confidenciais pela Internet ou por uma rede local. etc.

mais difícil quebrá-la. Ao receber a mensagem. É importante ressaltar que a segurança do método baseia-se no fato de que a chave privada é conhecida apenas pelo seu dono. depois de assiná-la. Neste processo será gerada uma assinatura digital. Assinatura digital A assinatura digital consiste na criação de um código. Maria terá certeza que o remetente da mensagem foi o José e que a mensagem não foi modificada. Desta forma. Também é importante ressaltar que o fato de assinar uma mensagem não significa gerar uma mensagem sigilosa. Copyright © 2007. é utilizado o método de criptografia de chaves pública e privada. pois estamos aumentando o número de combinações.O número de chaves possíveis depende do tamanho (número de bits) da chave. através da utilização de uma chave privada. de modo que a pessoa ou entidade que receber uma mensagem contendo este código possa verificar se o remetente é mesmo quem diz ser e identificar qualquer mensagem que possa ter sido modificada. que será adicionada à mensagem enviada para Maria. seria preciso codificá-la com a chave pública de Maria. Maria utilizará a chave pública de José para decodificar a mensagem. ESAB – Escola Superior Aberta do Brasil 99 . Por exemplo. uma chave de 8 bits permite uma combinação de no máximo 256 chaves (28). ele codificará a mensagem com sua chave privada. Para o exemplo anterior. que será comparada à primeira. mas em um processo inverso. se José quisesse assinar a mensagem e ter certeza de que apenas Maria teria acesso a seu conteúdo. Neste processo será gerada uma segunda assinatura digital. Se José quiser enviar uma mensagem assinada para Maria. Quanto maior o tamanho da chave. Se as assinaturas forem idênticas.

htm Copyright © 2007. A evolução tecnológica. da Presidência da República. A Integridade busca garantir que os dados não foram modificados ou destruídos por agentes não autorizados. O domínio dessa tecnologia é imprescindível à proposição de políticas e ações para a utilização da criptografia no país. o uso da criptografia seja por hardware ou software.. exigem cada vez mais.training.youtube. A Confidencialidade (ou privacidade ou segredo) é a característica de que os dados não podem ser acessados e nem serem divulgados por usuários não autorizados. a grande diversidade de equipamentos de acesso às redes e o crescimento de aplicações que demandam níveis de segurança.br/lpmaia/pub_seg_cripto. os serviços de Confidencialidade. Autenticidade e Disponibilidade.com.Investimentos. Integridade. armazenados ou em trânsito. Já a Disponibilidade é a característica que visa ofertar determinados serviços a quem esteja autorizado a recebê-los ou negar a utilização ou ocupação dos serviços a quem não estiver autorizado. http://br. A Criptografia é a ciência que estuda os princípios e técnicas destinadas a proporcionar às informações ou dados.. tem pesquisas e estudos nessa área. A Autenticidade é um processo que se pode garantir que os dados foram originados por um determinado usuário ou entidade. ESAB – Escola Superior Aberta do Brasil 100 . O Gabinete de Segurança Institucional.com/watch?v=ajniLnQTabw http://www.

isto é que estão vinculadas a um determinado lugar no espaço. armazenamento. muito diferente de uma aplicação na área de segurança. uma aplicação de geoprocessamento em meio ambiente necessita de um conjunto de dados. sendo eles: os dados geográficos. equipamentos. equipamentos. ESAB – Escola Superior Aberta do Brasil . análise e o uso da informação espacial. Por exemplo. Dados geográficos . Geoprocessamento georreferenciadas. seja por meio de um endereço ou por coordenadas. Todos esses elementos devem ser modelados ou especificados. quando se observa em um mapa o polígono do limite de um município. pessoas. tratamento.Para se realizar análises geográficas sobre uma dada porção da superfície terrestre. desenvolvimento e uso de informações georreferenciadas. seja por meio de um endereço ou por coordenadas. recursos humanos. programas computacionais e métodos de trabalhos. tratamento. As principais técnicas são as de coleta. Para se realizar o geoprocessamento são necessários cinco elementos. de acordo com a aplicação do geoprocessamento que se deseja alcançar. desenvolvimento e uso de informações Objetivo: Definir Geoprocessamento como um conjunto de tecnologias de coleta.U NIDADE 22 Geoprocessamento é o conjunto de tecnologias de coleta. apenas mapas são insuficientes. não se consegue obter informações em um mapa acerca da produção agrícola ou comercial ou industrial de um município. é necessário que exista também descrições precisas acerca dos elementos cartográficos. isto é que estão vinculadas a um determinado lugar no espaço. programas computacionais e métodos de trabalhos. tratamento. ou ainda 101 Copyright © 2007.

Atualmente todas as etapas do geoprocessamento: entrada. Recursos Humanos . iniciou-se o desenvolvimento dos principais programas computacionais atualmente disponíveis. pois não se conseguia gerar as informações geográficas necessárias para o processo de gestão. Cada objeto é definido tanto por sua localização no espaço.sobre a população. em relação a um sistema de coordenadas. quanto por suas características. ESAB – Escola Superior Aberta do Brasil 102 . O mapa é o principal método de identificação e representação da localização de objetos geográficos em uma paisagem. foi criado o dado geográfico. linhas e/ou áreas. etc. representados por pontos. a Copyright © 2007. Por isso. a aplicação que vai se fazer do geoprocessamento é o fator determinante em relação as características. que trás as descrições dos elementos espaciais mapeados. Obviamente. tipicamente referenciado como atributos. processamento e saída de informações são auxiliados por programas computacionais. Este cenário crítico ocorreu em todo o mundo e muitas vezes o geoprocessamento não trouxe resultados efetivos. A legenda é a chave que liga os atributos com os objetos geográficos. Nas últimas décadas. quantidades e diversidades de equipamentos. Eles representam registro instantâneo da terra em uma escala específica. geralmente necessitam de uma grande quantidade e diversidade de equipamentos.Há alguns anos. Equipamentos . Um mapa é composto de diferentes objetos geográficos. qualidade e em tempo desejáveis. Mapas são modelos simplificados do mundo real. desde então este desenvolvimento não parou e a cada ano. o geoprocessamento era restrito a laboratórios montados utilizando-se grandes investimentos monetários e temporais. Ficava restrito a especialistas e pesquisadores que muitas vezes não conseguiam suprir suas instituições de informações espaciais em quantidade.As aplicações de geoprocessamento. Por que investir tanto se o retorno parece ser tão pouco? Softwares computacionais .

indústria disponibiliza programas computacionais cada vez mais rápidos, robustos e completos. Métodos de trabalho e/ou Aplicativos - Em uma aplicação de geoprocessamento, todos os elementos anteriormente apresentados, necessitam serem integrados, a fim de que seja possível gerar informações geograficamente referenciadas na quantidade, qualidade e no tempo viável. Para que isso aconteça, é necessária a formulação de métodos de trabalhos ou ainda a materialização computacional de tais métodos através dos chamados aplicativos. Trabalhar com geoinformação significa, portanto, utilizar computadores como instrumentos de representação de dados espacialmente referenciados. É costume dizer-se que Geoprocessamento é uma tecnologia interdisciplinar, que permite a convergência de diferentes disciplinas científicas para o estudo de fenômenos ambientais e urbanos. Podemos afirmar que o geoprocessamento é uma área estratégica, já que sua aplicação auxilia, de maneira eficaz, o monitoramento ambiental, gerenciamento do solo, controle fiscal, fiscalização agrária, controle de tráfego aéreo e zoneamento urbano, dentre outras. As experiências em curso demonstram que o país já detém a tecnologia, principalmente as de iniciativa da Embrapa e do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE). As parcerias com a iniciativa privada podem incrementar as pesquisas e o desenvolvimento de novas aplicações.

Geoprocessamento aplicado à conservação da natureza O geoprocessamento é uma ferramenta de grande utilidade para a conservação da biodiversidade, pois possibilita a coleta de dados espaciais relevantes para diversos estudos, como dados temáticos e de distribuição de espécies, permitindo análises mais detalhadas, como a identificação de áreas prioritárias para a conservação, delimitação de corredores de biodiversidade, base para sistemas de suporte a decisão.

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Na análise ambiental, o geoprocessamento é uma das ferramentas mais utilizadas para monitoramento da cobertura vegetal e uso das terras, níveis de erosão do solo, poluição da água e do ar, disposição irregular de resíduos, biopirataria, etc. Da mesma maneira, ele pode ser usado em análises de qualidade de habitat e fragmentação.

http://www.dpi.inpe.br/gilberto/livro/ http://www.mundogeo.com.br/ http://www.mundogeo.com.br/revistas-interna.php?id_noticia=10149

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NIDADE

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mundial uma crescente aproximação de grupos de

Objetivo: Alcançar o processamento de alto desempenho através da supercomputação paralela; identificar, especificar, implantar ou desenvolver ferramentas de trabalho, aplicativos e de comunicação de dados. Processamento de Alto Desempenho Observa-se no cenário

pesquisa, empresas, operadoras de serviços de telecomunicações e fabricantes de equipamentos de telecomunicações e de informática. Esses grupos buscam definir uma arquitetura padronizada, baseada em tecnologias de sistemas computacionais distribuídos, que permita a introdução rápida e flexível de novos serviços sobre a infraestrutura de telecomunicações, incluindo facilidades para o gerenciamento integrado tanto dos serviços como da própria infraestrutura de redes.

Pesquisas em Processamento de Alto Desempenho O Brasil tem tradição na pesquisa e na prototipagem de hardware e software para aplicações que exigem processamento de alto desempenho. Pesquisadores da USP, UFRJ, UFRGS e UNICAMP já conduzem experimentos com sucesso nessa área. Essas pesquisas são orientadas e têm por objetivos: alcançar o processamento de alto desempenho através da supercomputação paralela; identificar, especificar, implantar ou desenvolver ferramentas de trabalho, aplicativos e de comunicação de dados. O Sistema Nacional de Processamento de Alto Desempenho (SINAPAD) tem por finalidade coordenar a execução de pesquisas e aplicações de serviços de alta tecnologia para o país. É organizado em Centros Nacionais de Aplicações de Alto Desempenho (CENAPAD), Núcleos de Apoio (NAR) e Laboratórios de Serviços Especiais (LSE).

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desenvolvimento de materiais refratários. o SINAPAD tem sua ênfase em Processamento de Alto Desempenho (PAD). a exemplo da visualização de imagens em 3 dimensões de modelos matemáticos complexos (ex. tornam possíveis novas aplicações computacionais com desempenho crescente a custos progressivamente menores. moderna. produção de catalisadores para a indústria do petróleo. desenho industrial. combinados. distribuída (hardware. Provendo apoio ao desenvolvimento científico e tecnológico no País. A viabilidade da produção de equipamentos para essas aplicações. O setor privado pode ter uma colaboração expressiva na fabricação desses equipamentos no país. Algumas aplicações de alto desempenho são: a melhoria da qualidade do aço (lingotamento). análise vibro/acústica em automóveis.). software. previsão Copyright © 2007. dimensionamento de pilares em minas de carvão. compõe-se de uma estratégia para buscar a solução para demandas que exigem processamento de alto desempenho a custos acessíveis. de recursos computacionais. em solo brasileiro. etc. A união entre o processamento de alto desempenho com as redes eletrônicas de alta velocidade estão viabilizando um conjunto de tecnologias e produtos de hardware e software que. segurança veicular e extração submarina de petróleo dentre outras. ESAB – Escola Superior Aberta do Brasil 106 . O acesso remoto a sistemas de processamento de alto desempenho através de redes como a Internet permite a utilização econômica destes recursos computacionais para a solução de problemas cada vez mais complexos e de naturezas diversas.Com o apoio da FINEP (Financiadora de Estudos e Projetos). pessoal e instalações) integrada com as telecomunicações. estruturas moleculares. a todos os setores interessados.: meteorológica. uma infraestrutura. Através dele são disponibilizados. o SINAPAD consiste de uma rede de extensão nacional para a prestação de serviços de computação distribuída.

propiciando telediagnósticos. no espaço. racionalizando custos sem afetar a qualidade dos serviços médicos. teleconsultas e a obtenção de segunda opinião. No Canadá e Estados Unidos a telemedicina auxiliou as comunidades rurais a ganhar melhores serviços. facilitando o home care e propiciando socorro e tratamento mais rápidos em emergências. ou a transmissão remota de Copyright © 2007. os gastos governamentais e de previdências privadas são reduzidos. Com o envelhecimento da população européia. eram monitoradas. a transmissão de dados para diagnósticos já existe desde a década de 70. na terra. Com o desenvolvimento tecnológico. vídeos e informações sobre os pacientes. Por demandar de banda larga para transmitir imagens estáticas ou em movimento. chegou-se a Europa.U NIDADE 24 Objetivo: Auxiliar o monitoramento de pacientes idosos que têm doenças crônicas ou degenerativas. interligando pequenas localidades a grandes centros de estudos de universidades. na década de 60. por médicos da NASA. Em alguns países. como a Itália e a Inglaterra. ESAB – Escola Superior Aberta do Brasil 107 . Com isso. diminuindo riscos e aumentando o conforto dos pacientes. Infraestrutura A telemedicina é uma das áreas que mais utilizam a infraestrutura de Tecnologia da Informação e Comunicação. o crescimento da telemedicina auxilia o monitoramento de pacientes idosos que têm doenças crônicas ou degenerativas. transformando-se hoje em redes sofisticadas. quando as funções vitais de astronautas. Telemedicina A telemedicina teve início durante a corrida espacial. facilitando o home care e propiciando socorro e tratamento mais rápidos em emergências.

 telediagnóstico. a monitoração de pacientes com gravidez de risco ou pacientes deficientes ou ainda imobilizados. ESAB – Escola Superior Aberta do Brasil 108 . o que permite a troca de grandes volumes de informações em tempo real entre os usuários do sistema. tais como a monitoração cardíaca transtelefônica. até sistemas de redes digitais de alta velocidade na transmissão de imagens e em videoconferências. a informática pode tratá-los estatisticamente e formar bancos de dados. podem ser processadas de várias maneiras. Copyright © 2007. podendo-se utilizar desde sistemas de telefonia convencional. quando digitalizadas. áudio. eletrocardiograma. independente da localização da pessoa. a utilização de filtros digitais pode realçar detalhes que normalmente passariam despercebidos. A infraestrutura tecnológica necessária varia de acordo com a complexidade do processo.  telemonitoração.dados biomédicos e controle de equipamentos biomédicos à distância. zoom e edições. imagens estáticas de raios-X. acrescentando texto ou indicando uma região de interesse com setas. permitem manipular a imagem com rotação. A telemedicina também tem por meta difundir cuidados na área de saúde às localidades desprovidas dos mesmos ou deficitários de procedimentos ou serviços médicos. Para imagens. os meios de telecomunicações são fundamentais pra viabilizar essas aplicações. por meio de equipamentos especiais para registrar dados vitais dos pacientes e enviá-los a um centro de interpretação e de alerta. por exemplo. As tecnologias disponíveis para as aplicações específicas de telemedicina já disponibilizam os seguintes serviços:  teleconsulta via Internet. Para utilizar os sistemas é importante a obtenção de equipamentos e de softwares específicos. por exemplo. As informações médicas.. etc. Em relação a dados quantitativos. através do armazenamento das informações do paciente e disponibilização de informações bibliográficas. por meio de intercâmbio de textos. incluindo zonas remotas. vídeo. rurais ou de pequena população.

o que aumenta a rapidez e a eficiência dos serviços médicos. Essas e outras aplicações. principalmente nas localidades onde os serviços são precários e também na educação continuada de profissionais da saúde. facilitadas pelo uso da Internet. ESAB – Escola Superior Aberta do Brasil 109 . e dispondo de vários avanços da informática. Contando com uma extensa rede de telecomunicações. facilitando o acesso a informações e diagnósticos. o Brasil pode beneficiar-se muito com a telemedicina que levará assistência especializada a regiões remotas. através de procedimentos cirúrgicos realizados à distância por médicos guiados e conectados por sinais visuais. utilizada na educação a distância para o treinamento e o ensino na área médica. No Brasil. A distância entre o tempo de diagnóstico e o tratamento diminui. auditivos com cirurgiões especializados em centros de referência. Copyright © 2007. telecirurgias. e  teledidática. possuem um grande potencial atrativo de investimentos. justificando o investimento em equipamentos. as vantagens da telemedicina podem ser muito grandes.

Em seguida surgiu o interesse em expandir a televisão de alta definição para a transmissão comercial. na indústria cinematográfica. acessar cenas de capítulos anteriores etc. Hoje. até que este caia em desuso. mesma linguagem utilizada por computadores. além dos efeitos especiais e facilidade de edição de imagens. transformados em séries que combinam os dígitos 0 e 1. desenvolvido pela Sony e NHK. ou TV Digital. se deverá substituir o padrão existente ou ser utilizado simultaneamente com o padrão atual. são a transmissão sem interferências. ESAB – Escola Superior Aberta do Brasil 110 . Copyright © 2007. Televisão de Alta Definição A Televisão de Alta Definição (High Definition Television – HDTV). como fazer compras em supermercados. maior variedade de canais. um primeiro sistema de alta definição surgiu no Japão. acessar contas bancárias. tornou-se realidade para a sociedade brasileira. escolher o ângulo de visão em partidas de futebol. Sua origem veio da idéia de TV de tela larga (wide screen). O som e imagem são digitalizados. cuja performance era rica em detalhes como os filmes de 35 mm. Nos anos 70. possibilidade de usar recursos interativos.U NIDADE 25 Objetivo: Entender quais as facilidades de se ter uma televisão de alta definição. ou seja. Trata-se de um Sistema de transmissão de dados por meio de um código binário (a transmissão analógica é feita por ondas eletromagnéticas). melhor qualidade de imagem e som. Dentre as principais vantagens em se adotar um sistema de Televisão Digital. a HDTV esbarra nos desafios de se adotar (ou impor) um padrão de definição que seja compatível com os 600 milhões de televisores existentes no mundo.

mais horizontal e próxima do cinema. melhor qualidade de imagem e som. Vantagens Dentre as principais vantagens em se adotar um sistema de Televisão Digital. A analógica é mais quadrada. A tela da TV digital tem uma proporção de 16x9. perde-se qualidade. maior variedade de canais (até 150 podem ser recebidos). como fazer compras em supermercados. acessar cenas de capítulos anteriores etc. com proporção 4x3. No período de transição. acessar contas bancárias. Nos EUA. É diferente da televisão atual. Nesse caso. o formato do aparelho digital é diferente do analógico. são a transmissão sem interferências. possibilidade de usar recursos interativos. que pode ter transmissão com fantasmas ou chuviscos. na Europa optou-se por utilizar um sistema intermediário. Depois serão decodificadas por uma caixa retangular conectada à televisão. Ou o sinal chega bem ou não chega. escolher o ângulo de visão em partidas de futebol. Copyright © 2007. Há duas possibilidades de assistir TV digital: comprar um aparelho digital ou um decodificador que pode ser acoplado a qualquer aparelho analógico.As informações digitalizadas são transmitidas por via aérea (com uso de satélite) ou terrestre (por ondas ou cabo). Além das diferenças técnicas de recepção. as emissoras devem ser obrigadas por lei a transmitir em digital e analógico. A TV digital não tem transmissão falha. O aparelho de televisão também pode ser utilizado para mandar e receber emails e acessar a Internet. ESAB – Escola Superior Aberta do Brasil 111 . a HDTV teve pouca adesão. chamada set top box. a analógica. Este aparelho transforma sinal digital em analógico para ser recebido pelo seu aparelho. que permite a sobrevida do sistema atual.

link.htm http://www.globo.Veja também: http://oglobo.br/index.com.cfm?id_conteudo=926 Copyright © 2007.com/tecnologia/mat/2007/10/22/315123110.estadao.asp http://www.comciencia. ESAB – Escola Superior Aberta do Brasil 112 .br/reportagens/internet/net02.

baseado na IEEE 802. capaz de atuar como alternativa a tecnologias como cabo e DSL na construção de redes comunitárias e provimento de acesso de última milha. curto alcance. ESAB – Escola Superior Aberta do Brasil 113 . Wi-Max.11. com base na norma 802. Além de operar em uma ampla faixa de freqüência – de 2 a 66 GHz – as principais vantagens está no tripé banda larga de longo alcance e dispensa de visada. Copyright © 2007. montanhas). espera-se que os equipamentos Wi-Max tenham alcance de até 50 Km e capacidade de banda passante de até 70 Mbps. Em teoria. alcance e banda dependem do equipamento e da frequência usados.U WiMax NIDADE 26 Objetivo: Saber que wimax uma tecnologia de banda larga sem-fio. o que não ocorre com outras tecnologias sem. também chamado de Wi-MAX ou WiMAX. capaz de atuar como alternativa a tecnologias como cabo e DSL na construção de redes comunitárias e provimento de acesso de última milha. se não há obstáculos no caminho. lideradas pela Intel e pela Nokia. Trata-se de uma tecnologia de banda larga sem-fio. tendo.16 da Institute of Electrical and Electronics Engineers (IEEE). O Wi-Fi. construções. estabelecida pelo grupo de trabalho em padrões de acesso sem-fio de banda larga (Working Group on Broadband Wireless Access Standards). por exemplo. Na prática. foi desenvolvido para funcionar em redes locais (LAN). é um acrônimo para Worldwide Interoperability for Microwave Access (Interoperabilidade Mundial para Acesso por Microondas). bem como da existência ou não de visada (significa dizer: se a antena de um ponto consegue "ver" a antena de outro. A tecnologia foi desenvolvida por um pool de empresas.fio. portanto.

O futuro da Wimax Conforme indica a Intel. Ethernet. etc.16g se encarregam das interfaces de administração da operação fixa e móvel. O nome é a "máscara" da definição técnica da norma 802. Grande largura de banda: uma estação-base pode permitir simultaneamente o acesso de mais de 60 empresas com conectividade do tipo T1/E1 ou centenas de residências com conexões DSL. Todas essas características ajudarão a fazer com que WiMax fosse uma solução ainda melhor para o acesso à Internet nos países em desenvolvimento. ESAB – Escola Superior Aberta do Brasil 114 .16e corrigirá a especificação base para habilitar não apenas a operação fixa mas também a portátil e a móvel. A emenda IEEE 802.16 estão investiram na evolução da operação fixa à portabilidade e mobilidade. ATM e mais. apontam constantemente ao receptor. mesmo que em movimento.16ª. Serviços agregados: pode transmitir Voz sobre IP (VoIP). os usuários poderão se deslocar enquanto têm acesso a dados em banda larga ou a uma sessão de transmissão multimídia em tempo real.16f e IEEE 802. os membros do grupo de trabalho do padrão IEEE 802. Copyright © 2007.    Independência de protocolo: pode transportar IP. Os grupos de trabalho das IEEE 802.Alguns detalhes técnicos do Wimax Nome: WiMax vem de Worldwide Interoperability for Microwave Access (Interoperabilidade mundial para acesso de microondas). Compatibilidade: é compatível com as antenas de telefonia de terceira geração (chamadas de "antenas inteligentes") que. graças à emissão de feixe demarcado. dados. Em um cenário totalmente em movimento. vídeos.

com/watch?v=F8KNevfeRn4 http://br.youtube.com/watch?v=00gaWIsaWVM Copyright © 2007.http://www. ESAB – Escola Superior Aberta do Brasil 115 .youtube.

como o nome implica. Copyright © 2007. e fazer uso da conexão. com o provedor no início de uma sessão e desconectar-se ao final. ESAB – Escola Superior Aberta do Brasil 116 . muita atenção é dedicada a aspectos relacionados à velocidade e à capacidade de transferência das tecnologias de redes de computadores do futuro. Uma vertente interessante nesse sentido é a computação ubíqua. a todo o momento. ao contrário do que ocorre com o acesso residencial através de uma linha normal de telefone. refere-se à capacidade de estar conectado à rede. no sistema GSRM é possível manter-se conectado o tempo todo. Computação ubíqua Computação ubíqua. através de um modem. mesmo com a velocidade e capacidade de transferências atuais. No entanto. Esses são. nas mais variadas situações. sem dúvida.U NIDADE 27 Objetivo: Conhecer os aspectos relacionados à velocidade e à capacidade de transferência das tecnologias de redes de computadores do futuro. aspectos importantes que terão grandes impactos no desenvolvimento de novas aplicações para a Internet. onde á necessário conectar-se. constantemente. a Internet representa uma novidade tão grande em termos de comunicação que muitos novos usos ainda devem ser inventados. Mobilidade Quando se comenta o futuro da Internet. não possíveis ou nem mesmo imagináveis com a tecnologia atual. mas sim pela quantidade de informação trocada. No sistema de telefonia GSRM o usuário não paga por conexão. Assim.

pois em qualquer das situações acima ao invés do botão poderia ser fornecido o endereço da página desejada. capazes de comunicação infravermelha de curto alcance. assim como a maioria das agendas eletrônicas modernas. de baixo custo. pontos de ônibus (para o cliente consultar o tempo de espera até a passagem do próximo ônibus -. No entanto. como já fazem algumas). e 2.O novo negócio da empresa é baseado nessa possibilidade.A empresa desenvolveu pequenos botões. ESAB – Escola Superior Aberta do Brasil 117 . A ideia é bastante simples.assumindo que a empresa de ônibus detecte continuamente a posição de seus veículos. etc. não importando o local. da mobilidade de dispositivos ou da capacidade de desempenhar determinada tarefa. aqueles que têm visível utilidade prática. aqueles que parecem experiências excêntricas desprovidas de finalidade prática. justificando o uso de botões de acesso. A ideia da empresa foi espalhar esses botões pelas cidades: em outdoors de propaganda (para o cliente receber maiores informações sobre o produto anunciado ou mesmo adquirir instantaneamente o produto). os endereços certamente terão que ser cada vez mais extensos. com a esperada proliferação da disponibilização de informações na Web. A agenda/telefone distribuída. também possuía capacidade de comunicação infravermelha. portanto uma condição de comercialização evidente. e seu depende do usuário fazer uso da Web constantemente. O mais interessante é que a empresa aposta principalmente na conveniência. mas que na verdade são apenas casos de teste das possibilidades de novas interfaces. e ao passar por um desses botões bastava o usuário apontar o seu telefone para o botão e apertar uma tecla para receber o endereço de uma página Web com alguma informação específica. Os produtos desenvolvidos atualmente podem ser divididos em duas categorias: 1. tendo. e o usuário digitaria esse endereço em sua agenda/telefone. Copyright © 2007. ao lado de quadros de uma exposição ou em museus (para o usuário receber mais informações sobre a obra exposta).

uma vez que os primeiros estudos nessa área datam da década de 80 e ocorreram no conhecido Centro de Pesquisas de Palo Alto (PARC-Palo Alto Research Center) da Xerox. A ideia de um copo de café que pode se comunicar com a cafeteira. localizar a carteira perdida. Richard Bruce e uma equipe multidisciplinar que contava com cientistas da computação. realidade virtual e agentes inteligentes de software aplicados a periféricos especiais de computador.. como projeção em paredes ou móveis (projeto “Everywhere Display”® da IBM). Tecnologia embarcada Computação ubíqua é um campo da Computação relativamente novo. da eletrônica digital. Apesar do pequeno tamanho destes equipamentos. informar se um vigia está ativo ou foi imobilizado. carros e casa. avisar sua entrada na empresa. da cognição humana e até da antropologia. 118 Copyright © 2007. através das pesquisas de Mark Weiser (considerado o pai dessa nova tecnologia). nível e temperatura do café etc. ESAB – Escola Superior Aberta do Brasil . passando estados como localização.Caso esses dispositivos tenham sucesso em seu desenvolvimento. de forma a permitir seu uso de maneira natural ou seja: sem que o usuário se aperceba ou precise dedicar sua atenção à utilização desse tipo de computação. os princípios ali aplicados serão transferidos para dispositivos de evidente utilidade (ou com alto perfil mercadológico). Esse grupo pesquisava as questões relativas à interface humano/computador. implementado no projeto MediaCup do MediaLab teve seus resultados portados para dispositivos sensíveis ao contexto e formadores de comunidades dinâmicas usados na “casa inteligente” (Projeto EasyLive® da Microsoft) ou buttons como o IButton® usados para identificação de seu portador a fim de abrir uma porta eletrônica. eles nem sempre agradam esteticamente A partir da ideia de reinventar os displays. Dessa iniciativa derivaram teclados virtuais para PDAs e computadores ou painéis virtuais holográficos para aviões. muitos dispositivos de visualização têm sido desenvolvidos. Bob Sprague.

handhelds[1] e similares. Com o aumento que se previa (e que acabou acontecendo) na utilização da informática. ESAB – Escola Superior Aberta do Brasil 119 .A justificativa desse trabalho está baseada no fato de que a utilização de computadores e periféricos requer atenção e treinamentos especiais por parte de seus usuários. É como se essa tecnologia (informática) invadisse a área de aplicação. ocorreu uma disseminação de dispositivos computadorizados. aumentando portanto o ônus de seus usuários de terem que conhecer interfaces diferentes e diferentes formas de operação desses dispositivos como periféricos de computador. que se concentram nas operações do computador e num jargão técnico específico que. Copyright © 2007. telefones celulares. exigindo mais atenção que a própria atividade fim de seus usuários. normalmente não tem nada a ver com as tarefas e a área de aplicação desse usuário.

Em Second Life. De acordo com os relatórios oferecidos pela empresa criadora e gestora do SL-Second Life. Second Life Trata-se de uma bolha digital. o crescimento do sistema é de ordem progressiva exponencial. de socialização que tende a extrapolar os limites de simulação do “mundo real”. comprar. Copyright © 2007. Na comunidade em que fronteiras e nacionalidades inexistem. os personagens envolvidos estejam participando das atividades. esse distanciamento físico não implica um distanciamento humano. ESAB – Escola Superior Aberta do Brasil 120 . mantida e desenvolvida pela Cafeína Estúdio Criativo. Todos já nascem com a certeza de sua imortalidade e não o envelhecimento. de socialização que tende a extrapolar os limites de simulação do “mundo real. iniciativas interessantes estão sendo desenvolvidas no campo comercial e institucional para empresas na Ilha Berrini. socializar e brincar. Atualmente. basta customizar seu avatar na própria ferramenta de navegação. As aplicações do Second Life em ambientes educacionais têm sido exploradas já com resultados favoráveis importantíssimos. ao contrário do que ocorre normalmente no ensino e presencial. por exemplo. mais de 4 milhões de pessoas povoam o espaço comum da sociedade baseada em poucas regras e nenhuma lei. por exemplo.U NIDADE 28 Objetivo: Conceituar Second Life como uma plataforma virtual 3D. implica a possibilidade de aprendizado sem que. o que importa é viver experimentar. um espaço comum. no qual avatares customizados vivem sem se importar com as diferentes temperaturas de ambiente e necessidades existenciais biológicas. todos podem ser fisicamente diferentes. Em termos de Brasil. similar aos games 3D. O estudo à distância. construir. Second Life é uma plataforma virtual 3D. No entanto. no mesmo instante.

professores. O aluno estuda onde e quando quer. quando consegue propiciar ambientes de aproximação entre os componentes vivos da educação. Hoje. on-line learning. por exemplo. portanto. conteúdo e instituições. a Internet. principalmente. são bastante utilizadas em EAD mídias eletrônicas e. possibilita a manipulação do espaço e do tempo em favor da educação. Ele pode. onde e quando pode. é importante distinguir a EAD em geral. passar algumas semanas sem se dedicar muito aos estudos. por exemplo. Portanto. a EAD passou a utilizar. virtual learning. Ou seja. por diversos motivos. tecnologias de telecomunicação e transmissão de dados. com maior intensidade. http://blog. da EAD on-line (uma de suas divisões). e durante uma ou duas semanas. Recentemente. que pode envolver qualquer tipo de tecnologia de comunicação para mediar a relação entre alunos.A EAD. com material impresso enviado pelo correio. mas isso não faz parte da definição mais ampla de EAD: pode ocorrer educação a distância. que é também denominada e-learning. o aluno se autoprograma para estudar. networked learning ou web-based learning. A possibilidade de criar locais de aprendizagem mais ricos provoca nos alunos uma interação mais intensa e prazerosa no seu caminho para o saber. A tecnologia. som e imagens que convergem cada vez mais para o computador.joaomattar. de acordo com o seu tempo e a sua disponibilidade. torna-se mais rica como forma de compartilhar o conhecimento. então. dedicar-se com mais energia. ESAB – Escola Superior Aberta do Brasil 121 .com/second-life/ Copyright © 2007.

Tecnologia e Inovação” Tecnologias e Aplicações Desafios na Área de Ciência e Tecnologia O Livro Branco. O avanço do conhecimento científico e tecnológico no Brasil passa por alguns desafios. publicação do MCT. ao mesmo tempo. que define os “objetivos e diretrizes estratégicas que o compõe.U NIDADE 29 Objetivo: Conhecer os principais desafios para a construção de uma política para a Ciência.  orientar os esforços de C&T para resultados de interesse da sociedade. ESAB – Escola Superior Aberta do Brasil 122 . Tecnologia e Inovação”. Alguns desses desafios são:  ampliar o contingente de pessoal qualificado para criar a massa crítica necessária para seu processo de desenvolvimento. criando melhores possibilidades para que a população tenha acesso aos frutos do progresso. lista os seguintes desafios do Brasil na área de Ciência e Tecnologia:  a dificuldade de acompanhar e contribuir para o avanço do conhecimento científico e tecnológico. constitui passo fundamental para a construção de uma política para Ciência.  ampliar o contingente de pessoal qualificado para criar a massa crítica necessária para seu processo de desenvolvimento.  orientar os esforços de Ciência e Tecnologia (C&T) para resultados de interesse da sociedade e. que o país está procurando enfrentar com as armas disponíveis. reduzir ou superar hiatos socioeconômicos. Copyright © 2007.

criar melhores possibilidades para que a população tenha acesso aos frutos do progresso.  reduzir ou superar hiatos socioeconômicos. um sistema moderno. pelos fundos setoriais.  promover. ESAB – Escola Superior Aberta do Brasil 123 . Copyright © 2007. através dos diversos fundos setoriais para o desenvolvimento científico e tecnológico.  implantar mecanismos eficientes e inovadores do peer-review-system (painéis de avaliação de propostas). novos patamares de desenvolvimento econômico e social para o Brasil. adequado de administração e revisão. e  promover. com apoio decisivo da comunidade científica. tecnológica e empresarial qualificada. dinâmico.

U

NIDADE

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Objetivo: Conhecer os planos de incentivo e desenvolvimento da produção local de bens de informática.

Política nacional de informática As ações do fim da reserva de mercado para a informática (outubro de 1992), da liberalização do comércio, da remoção de barreiras não tarifárias e a da dispersão das alíquotas do imposto de importação, proporcionaram ao setor de informática brasileiro a possibilidade de explorar adequada e eficientemente as chamadas “janelas de oportunidade”, incentivando e desenvolvendo a produção local de bens de informática. A reestruturação do setor trouxe investimentos externos e viabilizou a formação de parcerias entre as empresas nacionais, facilitando a entrada em vigor de um novo modelo de negócio produtivo na área de tecnologia. Na década de 90, a política de informática no Brasil já sentia os ares de mudanças, através da redução das alíquotas de importação de diversos itens, da abertura do setor, da identificação da necessidade de oferecer suporte à indústria instalada e do modelo de atração do capital externo. O governo brasileiro é o grande incentivador de pesquisa e desenvolvimento (P & D), sendo o maior investidor. No entanto, a interação entre o setor acadêmico e o setor produtivo ainda é acanhada, havendo a necessidade de expandir o parque industrial de informática, através da geração de mais empregos qualificados e do uso da tecnologia da informação como caminho para modernizar outros setores da indústria e de serviços.

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A Lei de Incentivos Fiscais em Informática Regulamentada somente em 1993, e alterada pela Lei nº 10.176, de 11 de janeiro de 2001, a Lei de Incentivos Fiscais em Informática instituiu benefícios para as “empresas de capital nacional, produtoras de bens e serviços de informática e automação”, através de “financiamentos diretos concedidos por instituições financeiras federais ou, nos indiretos, através do repasse de fundos administrados por aquelas instituições para custeio dos investimentos em ativo fixo, ampliação e modernização industrial” (Art 5º).

Além disso, o Art 6º ressalta: “a produção de bens e serviços de informática no país deduzirão, até o limite de 50% (cinqüenta por cento) do Imposto sobre a Renda e Proventos de qualquer natureza devida, o valor devidamente comprovado das despesas realizadas no país, em atividades de pesquisa e desenvolvimento, diretamente ou em convênio com outras empresas, centros ou institutos de pesquisa ou entidades brasileiras de ensino, oficiais ou reconhecidas.” As empresas para fazer jus aos benefícios da Lei 8.248 devem investir, a cada ano, em Pesquisa e Desenvolvimento, no mínimo 5% do faturamento bruto e sendo o percentual mínimo de 2,3 % da seguinte forma: 1%, em convênios com centros e institutos públicos oficiais, cadastrados no Comitê da Área de Tecnologia da Informação (CATI), 0,8% em convênios com centros e institutos públicos oficiais das regiões Centro-oeste, Norte e Nordeste, cadastrados no CATI; e 0,5% depositado trimestralmente no Fundo Nacional de Desenvolvimento em Ciência e Tecnologia – Tecnologia da Informação (FNDCT/CTInfo). Em 2001, o ano do “Apagão”, o setor produtivo de informática, incluindo as áreas de telecomunicações, energia, equipamentos industriais e eletrodomésticos cresceu 11%, com expectativa de manter esse crescimento nos anos seguintes.

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Mesmo em meio a uma boa expectativa de crescimento, o setor ainda mantém um déficit anual de cerca de US$ 8 bilhões. Em vista desse acentuado déficit, as parcerias das empresas que recebem os incentivos da Lei de Informática com os centros de pesquisas e universidades são bem vistas e viabilizam a execução de projetos de pesquisa e financiamentos nessas instituições. Muitos países têm considerado como uma visão estratégica à adoção de parcerias na área de tecnologia da informação, permitindo a manutenção de altos investimentos e manter a dinâmica do setor. A alíquota do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI), para os bens de informática, ainda privilegia a aquisição de produtos no exterior, em detrimento da produção local. A produção nacional fica prejudicada com as importações, pois se torna mais vantajoso, em alguns casos, importar produtos do que incentivar a fabricação no Brasil. As conseqüências são a menor geração de postos de trabalho e déficit na balança comercial.

Políticas Atuais O Ministério da Ciência e Tecnologia destacou que uma política para o setor de informática no Brasil deve estar fundamentada em três questões:    desenvolvimento de bens finais (hardware), visando a inovação tecnológica; desenvolvimento de software; reestruturação e desenvolvimento do setor de microeletrônica.

Desenvolvimento de bens finais (hardware) A Lei Nº 10.176, “Nova Lei de Informática” é um valioso instrumento para priorizar as atividades de pesquisa e de desenvolvimento, bem como, provê meios para a
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dinâmico e inovador. na elevada qualificação de recursos humanos e na existência de núcleos de excelência e de incubadoras de desenvolvimento de software em todo o país. Esse avanço tem ocorrido. a partir da parceria com a iniciativa privada para a produção de bens destinados a países em desenvolvimento. na maioria importados. A produção de bens de elevado valor tecnológico agregado contribui para a oferta de novos serviços e empregos. no setor de microeletrônica e nos demais setores. O desenvolvimento desse setor contribui de maneira eficaz na produção de serviços para a Nova Economia. Para atender as necessidades desses setores. beneficiando o mercado interno.descentralização regional do conhecimento. ESAB – Escola Superior Aberta do Brasil 127 . caracterizando o país como um “produtor mundial de software”. Desenvolvimento software O desenvolvimento de software no Brasil tem se destacado como integrante de um setor forte. são importantes componentes que agregam conhecimento aos produtos de tecnologia de informação e de microeletrônica. com a finalidade de se criar uma rede de projetistas que possam comercializar Copyright © 2007. a modernização da infra-estrutura e o desenvolvimento de produtos no Brasil. o de brinquedos. foi criada uma Política de Projeto de Circuitos Integrados. o de eletroeletrônico e o de máquinas industriais (ferramentas). obrigou à abertura de uma nova frente de ataque. hoje cada vez mais complexos. Os setores produtivos que mais sentem os impactos das inovações eletrônicas são o automotivo. visando dotar o setor de microeletrônica de condições de competir com os produtos importados. Desenvolvimento do setor de microeletrônica A necessidade premente de materiais e produtos eletrônicos e circuitos integrados. Os circuitos integrados. sobretudo.

Essa política. conta com a capacitação adequada de pessoal. Sugere-se ao aluno ler os anexos com atenção. O Anexo “B” apresenta a Lei Nº 10. O Anexo “C” apresenta um Extrato da Lei Geral de Telecomunicações. para ter uma visão ampliada sobre as políticas do governo para os setores de Tecnologia da Informação e de Telecomunicações. Copyright © 2007. ESAB – Escola Superior Aberta do Brasil 128 . para tornar-se viável. de 23/10/1991 – sobre a capacitação e competitividade do setor de informática e automação.176. O Anexo “A” apresenta a Lei Nº 8248.produtos. conforme visto no capítulo oito. protegidos pela Lei de Propriedade Intelectual. e que sejam integrados aos projetos de design das empresas que apóiam os setores mais consumidores de componentes de microeletrônica. de 11/01/2001 – sobre a capacitação e competitividade do setor de tecnologia da informação.

G LOSSÁRIO Banda Larga é um canal de comunicação que tem uma largura de banda maior que a linha para voz. sendo que cada par é isolado do outro e todos são trançados juntos dentro de uma cobertura externa. a fim de reduzir o acoplamento elétrico e a diafonia entre os pares. Criptografia – Arte de esconder objetos e símbolos através de um sistema de codificação automatizado. sendo potencialmente capaz de maiores taxas de transmissão. Dígito binário. Call-center Central de Chamadas. um canal duplex de média velocidade e uma POTS (Plain Old Telephony Services). Copyright © 2007. É um serviço de troca de mensagens entre usuários dentro da Internet. Circuito de linha digital assíncrona. ESAB – Escola Superior Aberta do Brasil 129 . Correio eletrônico. a linha de voz utilizada pelas companhias telefônicas. É a parte física. interligadas em nível nacional. do computador. composta de três canais lógicos de alta velocidade para download. Os projetistas de rede variam o número de tranças nos fios contidos em cada cabo. baseados no sistema binário. tangível. Canal de comunicação direta para obter dados do cliente e para lhe oferecer novos produtos e serviços. Consórcio composto por 14 instituições destinado a proporcionar infraestrutura e serviços de redes de alto desempenho. identificado pelos números 0 (Desligado) e 1 (Ligado). É o cabo composto por pares de fios. composta pela unidade central de processamento (CPU) e seus periféricos. Forma de transmissão de sinais elétricos.

processar. buscando uma abordagem ecológica que leve em conta o fluxo e o controle da informação na empresa como um todo. medida em Hertz.1.Largura de Banda ou Bandwidth é a faixa de frequência necessária para a sinalização. com o objetivo de propiciar a aproximação entre os cidadãos. Além disso. ESAB – Escola Superior Aberta do Brasil 130 .x onde x designa um valor de 8 bits (variando de 0 a 255). É a diferença entre a frequência mais alta e mais baixa de uma banda. LAN – Local Area Network Largura de banda . A falta de ruídos internos e externos significa que os sinais têm um alcance maior e se movem mais rápido. Como não transporta eletricidade. compatibilizar as transmissões de informações e disponibilizar serviços em meio eletrônico.233. E-mail– Eletronic Mail Estes cabos transportam luz. por exemplo 240. Possuem imunidade total contra diafonia e contra interferências eletromagnéticas e de radiofreqüência. enquanto os de cobre transportam elétrons. Copyright © 2007. utilizando como meio de acesso e divulgação a própria internet.Ecologia da Informação . os cabos de fibra não atraem raios como cabos de cobre.19. Modalidade de acesso a um computador localizado em uma localidade fisicamente distante. IP – Internet Protocol IP é o endereçamento utilizado para conhecer a localização de um determinado equipamento dentro da Internet. conectar. o que proporciona uma velocidade e uma distância maiores do que as obtidas com cabos de cobre. a fibra é o meio mais adequado para conectar prédios com diferentes aterramentos elétricos.x. controlar. Hardware Infovia: Conjunto de recursos utilizados para interligar. E-Gov – Governo eletrônico – serviços e prestação de informação junto ao Governo.Forma de administrar os sistemas de informação. É composto por um número de 32 bits no formato x.x. É também a possibilidade de integração de computadores localizados distantes da rede de modo a operarem como se estivessem localmente conectados à mesma.

conectadas por canais de comunicação ou por meio de equipamentos de conexões. Suporta taxas de transferência de dados variando de velocidades subT1 (menos de 1.interdisciplinares colaborando na resolução de um mesmo problema. Modo de Transferência Assíncrono (ATM) é uma técnica de comunicação de pacotes rápidos baseados em célula. Rede .Nova Economia é um novo modelo de negócios. baseado nas tecnologias da informação e de comunicação. Aplicativos e Utilitários. A área servida pode consistir em um prédio apenas. REMAV – Rede Metropolitana de Alta Velocidade – desenvolvida principalmente para fins acadêmicos e de pesquisa. Copyright © 2007. Second Life – Ambiente de navegação 3D semelhante à internet. São redes interligando computadores em locais fisicamente distantes. com taxas de transmissão moderada a alta (100 Kbps até 1000 Mbps). Nova Economia . Processamento de Alto Desempenho – várias unidades do conhecimento .Rede é um grupo interligado de nós ou estações. Ele foi desenvolvido para ser um protocolo roteável. Protocolo de Transferência. PLN – Processamento de Linguagem Natural – ramo de estudos da Inteligência Artificial. Redes de Longa Distância. Programas de Computador.544 Mega bits por segundo) até 10 Giga bits por segundo.Modalidade de Educação a Distância baseada na Internet. LAN é um sistema de comunicação de dados confinado a uma área geográfica limitada (em torno de 10 quilômetros). um grupo de prédios ou um arranjo tipo campus. Classificam-se em: Sistemas Operacionais. As WANs utilizam linhas de transmissão de dados oferecidas por empresas de telecomunicação. Rede Local de Área. ESAB – Escola Superior Aberta do Brasil 131 . e serve como padrão para redes de longa distância (WAN’s) e para acesso a Internet.

baseada numa economia informacional. traz a noção de uma nova sociedade.). onde uma determinada informação como um texto ou uma imagem pode servir de elo com outros documentos. com possibilidades de maior democratização das relações socioeconômicas intra e internacionais (políticas. de modo a disponibilizar de modo rápido e eficiente a informação requerida. bastante difundida nos discursos acadêmicos de diversas áreas do conhecimento. Ver WWW. WAN – Wide Area Network Rede de acesso – alcance através de ondas de rádio novamente. ESAB – Escola Superior Aberta do Brasil 132 . É um sistema de busca de informações por hipermídia através de um mecanismo conhecido como hipertexto. comerciais etc. TCP – Transfer Control Protocol .Teia de Aranha Mundial.Sociedade da Informação – A expressão “Sociedade da Informação”. Copyright © 2007.

"Natural Language Processing". “Active Vision-Based Control Schemes for Autonomous Navigation Tasks”. João . Elsevier Science. Revista Brasileira de Educação. LTC Valente.Capacidade de transmissão da fibra é 1 milhão de vezes maior que a do cabo . Byte. 2000.shtml Remav www.terra. Carlos e Mattar.palegre. N. Eduardo Massami .br/folha/informatica/ult124u22031. 295-308.org/artigos/art_internet2.rnp.absoluta.tecnopole.br/reporterterra/fibra/materia1. K. Notas sobre a experiência e o saber de experiência. 33. p. pg. ESAB – Escola Superior Aberta do Brasil 133 . Jan-Abr 2002.B IBLIOGRAFIA BONDÍA.htm http://www. Obermeier.com. K. Tércio – do Fortran à Internet – 1997 – Makron Books Pacitti. Tércio – Paradigmas do Software Aberto – 2006 – Ed.br/conceitos/sec8.br/wrnp2/2000/posters/multimidiapara%20redesdealta. 19. December Pacitti.folha.Second Life e Web 2.html http://www. pages 225-232.rnp. (1987).com.http://www.uol. S.pdf Copyright © 2007. Kasse.htm http://cartilha.asp?proj=88&secao=217&m1=5576 http://www1. Jorge Larrosa. 20-28.com.cert.html Rumo a Internet 2 no Paraná www. e RAVIV.br/Default. Daniel.br/noticias/1999/not-990525. n. Pattern Recognition.0 na Educação – Novatec Editora Bodas. Cristina – Repórter terra .Padrões web: a revolução no desenvolvimento de sites KUNDUR.

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